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A Çigarra

e a Formiga
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A Cigarra
e a Formiga
Ilustrações: Madalena Matoso
Adaptação de Texto: Ana Oom
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� ra uma vez uma Cigarra e
uma Formiga. Apesar de serem
muito amigas, as duas eram completamente
diferentes. Enquanto a Cigarra passava o dia
a cantar, a Formiga ocupava-se a trabalhar.
A Cigarra não percebia por que razão
a amiga levava o tempo todo a carregar
comida para o formigueiro, mas ela explicou­
-lhe:

- É que não tarda nada está aí o


Inverno...

Mesmo assim, a Cigarra não entendia:

- Ainda falta tanto tempo! Faz as coisas


com calma! Anda, vem mas é para aqui
cantar comigo.
Mas a Formiga andava demasiado
preocupada com o que ainda tinha de fazer
e respondeu:

- Se queres cantar, canta, mas eu t�nho


mesmo de juntar toda a comida que conseguir
para quando vier o frio ...

Andava de um lado para o outro,


vasculhava por baixo das pedras e dos ramos
caídos pelo chão, apanhava migalhas, restinhos
de bolo e folhas tenrinhas.

Todos os dias era a mesma coisa: a Formiga


não parava de trabalhar de manhã à noite.
A Cigarra, essa, lá continuava à sombra
de uma árvore a tocar violino e a cantar as
suas músicas preferidas. Sempre que a via
andar ali por perto, a Cigarra não era capaz
de ficar calada.

- Então, é hoje que paras um bocadinho


e me fazes companhia? - dizia ela.

- Não, tenho de aproveitar... Não posso


desperdiçar o meu tempo. Já te disse que,
quando chegar o frio, a neve e a chuva, não
vou conseguir sair do formigueiro...
A Cigarra interrompeu-a:

- Mas que organizada! És mesmo


teimosa!

Sempre muito responsável e habituada


a pensar em tudo com muita antecedência,
a Formiga acrescentou:

- Tu é que és inconsciente! Estou para ver


como vais sobreviver daqui a algum tempo ...
Já pensaste que as músicas não enchem
a barriga a ninguém?
Mas a Cigarra não concordava:

- Isso é um perfeito disparate! Nem


aproveitas a vida... nunca te vejo brincar,
nem divertir... Só pensas em trabalhar,
trabalhar, trabalhar!

A Cigarra bem tentava convencer


a amiga, mas ela parecia que não lhe dava
ouvidos.
No entanto, achou que devia dar uma
explicação à Cigarra e aproveitou para dizer:

- Descanso depois, durante o Inverno.


E, nessa altura, quero ver se também pensas
assim: em passar os dias a cantar e a tocar!

Mas a Cigarra continuava a não dar


muita importância ao que a Formiga lhe
dizia.
Algumas semanas depois, começaram
a cair as primeiras chuvas, o frio já se fazia
sentir, e mais tarde veio a neve. Era o Inverno
que acabava de chegar.

Como era habitual, a Cigarra lá estava


debaixo da sua árvore. No entanto, agora
não se ouvia, não cantava nem tocava.
Apenas tremia de frio e estava rodeada de
neve.

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Decidiu levantar-se para andar um pouco.
Precisava de se aquecer e de encontrar
qualquer coisa para comer.

Andou por todo o bosque e não encontrou


nada para matar a fome.

O chão estava completamente coberto de


neve, as árvores estavam despidas e as folhas
verdinhas há muito que tinham desaparecido.

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Depois, lembrou-se da sua amiga
Formiga:

- Já sei! Ela vai ajudar-me, tenho


a certeza!

Seguiu até ao formigueiro, bateu à porta


e disse:

- Venho pedir-te que me ajudes! Estou


morta de frio e de fome.
A Formiga não estranhou vê-la, já
esperava que isto pudesse acontecer
e rapidamente lhe disse:

- Estás a ver, amiga Cigarra,


para a próxima, em vez de
cantares, deves ser mais
responsável e pensar
um bocadinho no
teu futuro!
Agora que iá conheces a história de
A Cigarra e a Formiga não podes
perder estes iogos tão divertidos!
Anda daí!

Verdade ou mentira?
Será que consegues descobrir
se te estamos a enganar?

A Cigarra passava os
dias a trabalhar.
Verdade ou mentira?

A Cigarra foi pedir


abrigo à sua amiga
A Formiga trabalhava Formiga.
durante o Verão Verdade ou mentira?
e descansava no Inverno.
Verdade ou mentira?
Vamos contar!
Descobre, no meio desta confusão,
. 1

quantas vezes aparece cada um


dos elementos!

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� .unn.a, ... é uma colecção de histórias tradicionais.

Esta selecção de contos procura despertar nas crianças o gosto pela leitura,
estimulando a sua imaginação e a sua capacidade de concentração.
Esta colecção convida à exploração de cada história, criando belos
momentos de cumplicidade entre pais e filhos.

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