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FUNDAMENTOS DA TERMODINÂMICA

Prof. Fabrício Borges


Índice
Introdução
Algumas curiosidades...
Por que durante o dia é tão
quente no deserto, mas à noite é
tão frio?

Por que, durante o dia, quando


estamos na praia, percebemos
que o vento sopra da água para a
areia, mas à noite esse sentido é
invertido?
Imagem: Capture Queen / Creative Commons Attribution 2.0 Generic

Antes de responder, vamos conhecer alguns conceitos


fundamentais...
Introdução
Joseph Black (1728 – 1799)
Físico, Químico e Médico
escocês, evidenciou-se no seu
trabalho sobre Termodinâmica,
sendo o primeiro a distinguir Calor
de Temperatura. Introduziu a
noção de Calor Específico e de
Calor Latente. É considerado,
juntamente com Cavendish e
Lavoisier, um dos pioneiros da
Química Moderna.
Imagem: James Heath (engraver) after
Henry Raeburn / Domínio Público
Introdução

Joseph Black (1728 – 1799)


Por meio de experimentos nos

Imagem: James Heath (engraver) after Henry Raeburn /


quais misturava substâncias a
diferentes temperaturas,
observou que os resultados não
condiziam com as teorias da
época, que apontavam o calor
como uma substância fluida

Domínio Público
(chamada de calórica) presente
na matéria.
Introdução
Calor
Energia Térmica em trânsito devido a
diferença de temperatura entre corpos.
Costuma-se dizer que calor é ENERGIA
TÉRMICA EM MOVIMENTO.

Imagem: Valo / Creative Commons Atribuição


2.5 Genérica

 Obs.: O Calor SEMPRE flui espontaneamente


do corpo de MAIOR temperatura para o corpo
de MENOR temperatura.
Capacidade térmica e calor específico
Capacidade térmica
Entendendo o conceito
Suponha que uma quantidade
de calor igual a 100 cal fosse
fornecida a um corpo A e que
sua temperatura se elevasse
de 20°C. Entretanto,
fornecendo-se a mesma
quantidade de calor (100 cal) a
um outro corpo B, poderemos
observar uma elevação de
temperatura diferente, por
exemplo, de 10°C.
Capacidade térmica
Definição
Definimos capacidade térmica ou capacidade calorífica C
de um corpo como sendo a quantidade de calor necessária
por unidade de variação de temperatura do corpo:

IMPORTANTE: A capacidade térmica C é uma


característica do corpo e não da substância. Assim,
diferentes blocos de chumbo têm diferentes capacidades
térmicas, apesar de serem de mesma substância (chumbo).
Calor específico
Quando um corpo é feito de uma única substância, sua
capacidade térmica (C) é proporcional à sua massa (m),
isto é, podemos escrever:

Onde c é uma constante que depende da substância e é


chamada de calor específico da substância.

Calor específico (c) é uma característica da substância e não do corpo.


Assim, cada substância tem o seu calor específico, diferentes blocos de
chumbo têm o mesmo calor específico, pois são de mesma substância.
Calor específico
As unidades mais usadas de
calor específico são:
Calor específico usuais

Outras unidades:
Calor específico
Calor específico molar
Calor específico usuais
Substância Calor específico
(cal/g.°C)
Água 1,00
Álcool 0,58
Alumínio 0,219
Chumbo 0,031
Cobre 0,093
Ferro 0,110
Gelo 0,55
Mercúrio 0,033
Prata 0,056
Vidro 0,20
Vapor d’ água 0,48
Exemplos
Capacidade térmica
Neste caso, temos:
46ºC
Exemplo 1:
Logo:
26ºC
Esse resultado nos indica que, para variar a
temperatura desse corpo em 1 ºC,
precisaremos fornecer a ele 2 cal.

Calor específico
Nesse caso, temos:
Exemplo 2:
27ºC
Logo:
26ºC
Esse resultado nos indica que, para variar a
temperatura de 1 g do material que compõe
http://d1gnq2svmchsi4.cloudfront.net/wp-content/uploads/2012/02/cryoscope.jpg

esse corpo em 1 º C, precisaremos fornecer a


ele 0,5 cal.
Unidade de calor
A energia é medida em joules (J) no (S.I.). Como o calor
também é uma forma de energia, possui a mesma
unidade. Por motivos históricos e práticos, também
usamos outra unidade, a caloria (cal).

1 cal = 4,1855 J


Quantidade de calor sensível (Q)
Quantidade de calor sensível (Q)
Curiosidades do cotidiano

Curiosidade
No deserto, durante o
dia, a temperatura
atinge valores muito
elevados; situação que
se inverte à noite, com
temperaturas bem
baixas.

Imagem: Thomas Tolkien / Creative Commons Attribution 2.0 Generic


Curiosidades do cotidiano

Curiosidade
A explicação dessa variação se
baseia no conceito de calor
específico.

Imagem: Thomas Tolkien / Creative Commons


Attribution 2.0 Generic

A areia do deserto possui calor específico relativamente pequeno, o


que a faz aquecer com muita facilidade durante o dia e se resfriar
facilmente à noite. Por isso, as temperaturas variam muito.
Curiosidades do cotidiano

Curiosidade
A “Caloria” utilizada por médicos
e nutricionistas é, na realidade,
a quilocaloria (1 kcal = 1000
cal), também chamada Grande
Caloria.

1 kcal = 1000 cal


Imagem: Glane23 / GNU Free Documentation
License
Curiosidades do cotidiano

Curiosidade
Brisa Marítima X Brisa Continental
Por que, quando estamos na praia durante o dia,
percebemos que os ventos sopram da água para a
praia e à noite esse sentido é invertido?

Imagem: Tó campos1 / Domínio Público


Curiosidades do cotidiano

Brisa Marítima X Brisa Continental


o ar se esfria e
desce
o ar se
aquece no
continente e
Durante o dia, a temperatura da terra se
eleva mais rapidamente que a da água. Isso
sobe
AR DE
ALTA
PRESSÃO

acontece porque o calor específico da água é


z
maior que o da terra. Ou seja, é necessário
maior quantidade de calor para elevar a
o ar é mais frio AR DE
sobre o mar BAIXA
e se move em PRESSÃO
direção ao continente

temperatura de certa massa de água que


elevar a temperatura da mesma massa de
areia. As camadas de ar que estão em
contato com a areia se aquecem mais, ficam
menos densas e sobem. Seu lugar é
ocupado pelo ar frio que está em contato
Di com a água. Surge assim uma brisa do mar
a para a praia (Brisa Marítima).
Curiosidades do cotidiano

Brisa Marítima X Brisa Continental


À noite, o movimento se inverte. Devido, ainda, aos diferentes valores
de calores específicos, a terra esfria mais rapidamente. A água demora
mais para esfriar. Assim, à noite, o ar mais quente é o que está em
contato com a água. Por ser menos denso, ele sobe, dando lugar ao ar
mais frio que está em contato com a praia. Produz-se então a brisa da
terra para o mar (Brisa Continental ou Brisa Terrestre).
AR DE BAIXA o ar se esfria em
PRESSÃO altitude e desce

o ar mais frio sobre o continente se


desloca em direçáo ao mar

o ar mais aquecido AR DE ALTA


sobre o mar sobe PRESSÃO
Noit
e
Calorímetro

Recipiente termicamente isolado


que evita troca de calor entre o
seu conteúdo e o meio externo.
Em princípio, um calorímetro
ideal não deveria trocar calor
com os corpos de seu interior,
mas na prática isso ocorre.
Portanto, em alguns casos,
vamos considerar a capacidade
térmica do calorímetro no
equacionamento da troca de
calor.
Calorímetro
A garrafa térmica é um tipo de
calorímetro.
Com a finalidade de isolar termicamente o
conteúdo de uma garrafa térmica do meio
ambiente, adotam-se os seguintes
procedimentos:
• As paredes internas são feitas de vidro, que,
por ser mau condutor, atenua a troca de
calor por condução;
• as paredes internas são duplas, separadas
por uma região de vácuo, cuja função é
evitar a condução do calor que passa pelas
/ Creative Commons
paredes de vidro.
Calorímetro
A garrafa térmica é um tipo de calorímetro.

• O vidro de que são feitas as paredes internas da


garrafa é espelhado, para que o calor radiante seja
refletido, atenuando assim as trocas por irradiação.
• Para evitar as possíveis trocas de calor por
convecção, basta fechar a garrafa, pois dessa
forma as massas fluidas internas não conseguem
sair do sistema.
• É evidente que não existe o isolamento térmico
perfeito; assim, apesar dos cuidados citados, após
um tempo relativamente grande (várias horas), o
conteúdo da garrafa térmica acaba atingindo o
equilíbrio térmico com o meio ambiente.
Lei geral das trocas de calor

Trocas de calor
Num sistema de vários corpos, termicamente isolados do meio externo,
a soma das quantidades de calor por eles trocados é igual a zero.

Para um sistema de n corpos, escrevemos:

No caso de o sistema não estar termicamente isolado ou de o


calorímetro não ser ideal, devemos levar em conta a troca de calor dos
corpos com o ambiente.
Exemplos
01 - Massas iguais de cinco líquidos distintos, cujos calores
específicos estão dados na tabela adiante, encontram-se
armazenadas, separadamente e à mesma temperatura, dentro
de cinco recipientes com boa isolação e capacidade térmica
desprezível. Se cada líquido receber a mesma quantidade de
calor, suficiente apenas para aquecê-lo, mas sem alcançar seu
ponto de ebulição, aquele que apresentará temperatura mais
alta, após o aquecimento, será:

a) a água.
b) o petróleo.
c) a glicerina.
d) o leite.
e) o mercúrio.
Exemplos
02 - Um bloco de massa 2,0 kg, ao receber toda energia
térmica liberada por 1000 g de água que diminuem a sua
temperatura de 1°C, sofre um acréscimo de temperatura
de 10°C. O calor específico do bloco, em cal/g.°C, é:
(Adote: cágua: 1,0 cal/g.°C)

a) 0,2
b) 0,1
c) 0,15
d) 0,05
e) 0,01
Exercícios
03 - Um frasco contém 20 g de água a 0°C. Em seu interior
é colocado um objeto de 50 g de alumínio a 80°C. Os
calores específicos da água e do alumínio são
respectivamente 1,0 cal/g°C e 0,10 cal/g°C. Supondo não
haver troca de calor com o frasco e com o meio ambiente,
a temperatura de equilíbrio dessa mistura será:

a) 60°C
b) 16°C
c) 40°C
d) 32°C
e) 10°C
Exercícios
04 - Quando dois corpos de tamanhos diferentes estão
em contato e em equilíbrio térmico, e ambos isolados do
meio ambiente, pode-se dizer que:

a) o corpo maior é o mais quente.


b) o corpo menor é o mais quente.
c) não há troca de calor entre os corpos.
d) o corpo maior cede calor para o corpo menor.
e) o corpo menor cede calor para o corpo maior.
Exercícios
05 - É preciso abaixar de 3°C a
temperatura da água da bacia, para que
o nosso amigo possa tomar banho
confortavelmente. Para que isso
aconteça, quanto calor deve ser retirado
da água?
O caldeirão contém 10 kg de água e o
calor específico da água é 1 cal/g°C.
a) 20 kcal
b) 10 kcal
c) 50 kcal
d) 30 kcal
e) Precisa-se da temperatura inicial da água para determinar a
resposta.
Exercícios
6.1 - Um bloco de ferro de 10cm³ é resfriado de 300°C
para 0°C. Quantas calorias o bloco perde para o ambiente?
Dados: densidade do ferro=7,85g/cm³ e calor específico
do ferro=0,11cal/g.°C

6.2 - Um bloco de uma material desconhecido e de massa


1kg encontra-se à temperatura de 80°C, ao ser encostado
em outro bloco do mesmo material, de massa 500g e que
está em temperatura ambiente (20°C). Qual a temperatura
que os dois alcançam em contato? Considere que os
blocos estejam em um calorímetro.
Exercícios
07 - Qual a quantidade de calor absorvida para que 1L
d'água congelado e à -20°C vaporize e chegue a
temperatura de 130°C.

Dados:

Calor latente de fusão da água: L = 80 cal/g


Calor latente de vaporização da água: L = 540 cal/g
Calor específico do gelo: c = 0,5 cal/g.°C
Calor específico da água: c = 1,0 cal/g.°C
Calor específico da água: c = 0,48 cal/g.°C
Densidade da água: d = 1,0g/cm³
1,0 L = 1,0 dm³ = 1000 cm³
Exercícios
08 - O calor de combustão é a quantidade de calor
liberada na queima de uma unidade de massa de
combustível. O calor de combustão do gás de cozinha é
6000 kcal/kg. Aproximadamente, quantos litros de água a
temperatura de 20°C podem ser aquecidos até 100°C com
um bujão de gás de 13kg? (Despreze as perdas e
considere o calor específico da água c = 1 cal/g).

a) 1 Litro
b) 10 Litros
c) 100 Litros
d) 1000 Litros
e) 6000 Litros
Exercícios
09 - Um bloco de cobre (c = 0,094 cal/gºC) de 1,2kg é
colocado num forno até atingir o equilíbrio térmico. Nessa
situação, o bloco recebeu 12.972 cal. Calcule a variação
da temperatura sofrida, na escala Fahrenheit.
Exercícios
10 - A temperatura de dois corpos M e N,
de massas iguais a 100 g cada, varia com o calor
recebido como indica o gráfico a seguir.
Colocando N a 10 °C em contato com M a 80 °C
e admitindo que a troca de calor ocorra somente
entre eles, a temperatura final de equilíbrio, em °C será?
Exercícios
11 - Dois blocos metálicos A e B, ambos de materiais
diferentes, são colocados em contato no interior de um
calorímetro ideal, de modo a isolá-los de influências
externas. Considerando que a massa do bloco A (mA) é
igual ao dobro da massa do bloco B (mB), o calor
específico do bloco A (cA) é igual à metade do calor
específico do bloco B (cB) e a temperatura inicial do bloco
A (TA) é igual ao triplo da temperatura inicial do bloco B
(TB), pode-se afirmar que, quando alcançado o equilíbrio
térmico do sistema, a temperatura de equilíbrio (Teq) será
igual a:

a) TB b) 2 TB c) 3 TB d) 4 TB e) 5 TB
Exercícios
12 - Clarice colocou em uma xícara 50 mL de café a 80
°C, 100 mL de leite a 50 °C e, para cuidar de sua forma
física, adoçou com 2 ml de adoçante líquido à 20°C. Sabe-
se que o calor específico do café vale 1 cal/(g.°C), do leite
vale 0,9 cal/(g.°C), do adoçante vale 2 cal/(g.°C) e que a
capacidade térmica da xícara é desprezível. Considerando
que as densidades do leite, do café e do adoçante sejam
iguais e que a perda de calor para a atmosfera é
desprezível, depois de atingido o equilíbrio térmico, a
temperatura final da bebida de Clarice, em °C, estava
entre:
a) 75,0 e 85,0. b) 65,0 e 74,9. c) 55,0 e 64,9.
d) 45,0 e 54,9. e) 35,0 e 44,9.
Exercícios
13 – Um bico de Bunsen consome 1,0 litro de gás
combustível por minuto. A combustão de 1,0 m3 de gás
libera 5000 Kcal. Sobre o bico, coloca-se um recipiente
contendo 2,0 litros de água a 10°C. Sabendo que para o
aquecimento da água se aproveitam 60% do calor liberado
pela combustão do gás e dado o calor específico da água
1 cal/g.°C e massa específica 1 g/cm3, o tempo
necessário, em minutos, para levar a água ao ponto de
ebulição é o seguinte:

a) 35 b) 40 c) 55 d) 60 e) 90
Exercícios
14 – Um homem gasta 10 minutos para tomar seu banho,
utilizando-se de um chuveiro elétrico que fornece uma
vazão constante de 10 litros por minuto. Sabendo-se que a
água tem uma temperatura de 20°C ao chegar no
chuveiro e que alcança 40°C ao sair do chuveiro, e
admitindo-se que toda a energia elétrica dissipada pelo
resistor do chuveiro seja transferida para a água nesse
intervalo de tempo, é correto concluir-se que a potência
elétrica desse chuveiro é:
Obs.: Considere que a densidade da água é 1 kg/litro, que
o calor específico da água é 1 cal/g ºC e que 1 cal = 4,2 J.

a) 10 KW b) 12 KW c) 14 KW d) 16 KW e) 18 KW
Fases da matéria
Fase sólida Fase líquida Fase gasosa

• forma e volume bem definidos; • volume bem definido;


• • volume e forma do recipiente que
partículas próximas umas das • a forma da massa
outras e ligadas por forças contém a massa gasosa;
líquida é a mesma do
elétricas intensas; • partículas praticamente livres
recipiente que a contém;
• umas das outras;
em virtude das fortes ligações, • partículas não tão
não há movimentação das • movimentação desorganizada
próximas, mas ainda
partículas umas em relação às das partículas.
com atuação de forças
outras no interior do corpo (a entre elas;
movimentação de cada • há movimentação das
partícula deve-se à agitação partículas no interior do
térmica em torno de uma líquido.
posição de equilíbrio).
Mudança de fase
Uma substância pura pode se apresentar de três
maneiras, de acordo com o seu estado de agregação:
sólido, liquido ou gasoso. A mudança de um estado para
o outro é denominada conforme indica afigura abaixo.
Mudança de fase
As substâncias Cristalinas durante a fusão obedecem
as seguintes leis:
1º lei: sob pressão constante a fusão de uma substância
cristalina se processa à temperatura constante. A fusão ou
solidificação de uma substância é aquela em que aparecem, as
fases sólida e líquida as duas juntas, que é também chamada
de fusão nítida ou brusca.

2º lei: para cada pressão, cada substância possui a sua


temperatura de fusão.

Durante a fusão, a maioria das substâncias sofre um


aumento de volume; algumas, no entanto comportam-se
de maneira inversa, como a água, o bismuto de ferro.
Vaporização
Existem três tipos de vaporização conforme a maneira de se
processar o fenômeno: evaporação, ebulição e calefação.
Evaporação: passagem do estado líquido para o gasoso,
quando o fenômeno se processa de uma forma lenta e
apenas na superfície do líquido.
Fatores que influenciam a evaporação:

1 - líquidos mais voláteis evaporam com maior facilidade;


2 - aumentando a temperatura, aumenta a rapidez da evaporação;
3 - um aumento na superfície livre do líquido aumenta a
evaporação;
4 - um aumento de pressão na superfície livre do líquido dificulta
a sua evaporação;
Vaporização

Ebulição
Passagem do estado líquido para o gasoso se processando
de uma maneira tumultuosa e em torno do líquido.

Segue as seguintes leis:


1 - Durante a ebulição, a temperatura se mantém constante
desde que a pressão também seja mantida constante;
2 - Para uma dada pressão, cada substância possui sua
temperatura de ebulição;
Vaporização
Calefação
Passagem do estado líquido para o gasoso em
uma temperatura superior à sua temperatura de
ebulição.

Exemplo: Quando se joga água sobre uma


chapa metálica aquecida a uma temperatura
maior que 100ºC.
Ponto de Vaporização
Em alguns lugares, o ponto
de vaporização pode variar
dependendo da altitude
local.

• Maceió, Recife e Rio de


Janeiro 100º C
• Campina Grande 98º C
• Brasília 96º C
• Quito 90º C
• La Paz 87º C
• Alto do Monte Everest 75º C
Calor latente

A constante de proporcionalidade (L) é o calor


latente de mudança de fase da substância que
constitui o corpo.
Tabela
SUBSTÂNCIA PONTO DE FUSÃO (°C) PONTO DE VAPORIZAÇÃO (°C)

Mercúrio -39 357


Nitrogênio -210 -196
Álcool -115 78
Enxofre 119 420
Gelo 0 -----
Prata 961 -----
Água ---- 100
Curvas de aquecimento
Este gráfico será chamado de curva de aquecimento, se o corpo
estiver recebendo energia térmica, ou curva de resfriamento,
se o corpo estiver cedendo energia térmica.
Curvas de aquecimento

Observando o gráfico anterior, temos:

Q1= m.csólido. Δθ1(Calor Sensível)


Q2= m.Lf (Calor Latente de Fusão)
Q3= m.clíquido. Δ θ2 (Calor Sensível)
Q4= m.LV (Calor Latente de Fusão)
Q5= m.cgasoso. Δ θ3 (Calor Sensível)
Diagrama de fase

Diagrama de fase de uma Existem outras substâncias que


substância típica, como o CO2: a seguem o comportamento da
curva CF sobe se deslocando água, em que a curva CF sobe
para a direita. A maioria das invertida.
substâncias tem comportamento
semelhante.
Equivalente mecânico do calor

Nesse experimento, idealizado


por Joule, observamos a
energia potencial gravitacional
ser transformada em energia
cinética; esta, por sua vez, será
transformada em energia
térmica.

Esquema do aparato
experimental de Joule
Exemplos

15 - Calcule a quantidade de calor necessária para


transformar 100 g de gelo a - 10o C em água a 20o ?

Dados: calor específico do gelo = 0,5 cal / g.oC


calor latente de fusão do gelo = 80 cal / g
calor específico da água = 1 cal / g.oC
Exemplos
16 – Tem-se uma massa de 200 gramas de uma substância,
inicialmente a -5°C. Calcule a quantidade total de calor que se
deve fornecer para se atingir 90°C. Esboce a curva de
aquecimento do processo.
Dados da substância:
Ponto de fusão: P.F. = 5 °C
Ponto de ebulição: P.E. = 80 °C
calor específico na fase sólida = 2 cal/g.oC
calor específico na fase líquida = 0,8 cal/g.oC
calor específico na fase gasosa = 1,5 cal/g.oC
calor latente de fusão = 10 cal/g
calor latente de vaporização = 25 cal/g
Exercícios
17 - O gráfico a seguir representa a temperatura de uma substância,
inicialmente no estado sólido, em função da quantidade de calor recebida. A
massa da substância é de 50 gramas.

a) O calor específico da substância no estado sólido é de 0,2 cal/g .°C.


b)O calor latente de fusão da substância é de 20 cal/g.
c)O calor específico da substância no estado líquido é de 0,5 cal/g .°C.
d)O calor latente de vaporização da substância é de 80 cal/g.
e)O calor específico da substância no estado de vapor é de 0,8 cal/g .°C.
Exercícios
18 – Em um calorímetro de capacidade térmica desprezível, há
200 g de gelo a -20°C. Introduz-se, no calorímetro, água a
20°C. O calor latente de solidificação da água é -80 cal/g e os
calores específicos do gelo e da água (líquida) valem,
respectivamente, 0,50 cal/g.°C e 1,0 cal/g.°C. Calcule o valor
máximo da massa da água introduzida, a fim de que, ao ser
atingido o equilíbrio térmica, haja apenas gelo no calorímetro.
Exercícios
19 – Um recipiente de material termicamente isolante contém
300 g de chumbo derretido à sua temperatura de fusão de 327
°C. Quantos gramas de água fervente devem ser despejados
sobre o chumbo para que, ao final do processo, toda a água
tenha se evaporado e o metal solidificado encontre-se a 100
°C? Suponha que a troca de calor dê-se exclusivamente entre a
água e o chumbo.

Dados:

Calor latente de vaporização da água = 540 cal/g


Calor latente de fusão do chumbo = 5,5 cal/g
Calor específico do chumbo = 0,03 cal/g.°C
Exercícios
20 - Em uma choperia, o chope e servido a razão de 10 litro por minuto. Em
um dia, cuja temperatura e de 24,5 °C, a bebida e introduzida na serpentina
da choperia a temperatura ambiente e, dela, sai a 4 °C. A capacidade da
choperia e de 20 kg de gelo, colocado sobre a serpentina a −4 °C( cgelo= 0,5
cal (g⋅°C) e Lf = 80 cal g ). Considere 3 dchope= 1,0 g/cm3 e cchope= 1,0 cal
(g⋅°C).

Considerando que não ha qualquer tipo de perda de energia térmica entre o


meio ambiente e a choperia, determine:

a) a massa de gelo que se converte em agua, para cada 10 litro de chope


retirado.
b) o intervalo de tempo necessário para que se reponha o gelo, de modo a
manter sempre a mesma temperatura final do chope.
Exercícios
21 - O calor necessário para fundir uma certa massa de uma
substancia é igual ao calor necessário para aumentar em 30K a
temperatura da mesma massa da substancia multiplicado por
uma constante A. Se A = 2,5, quanto vale a razão Lf/c, em K,
entre o calor de fusão Lf e o calor especifico c desta
substancia?
Exercícios
22 - A presença de vapor d’agua num ambiente tem um papel
preponderante na definição do clima local. Uma vez que uma
quantidade de agua vira vapor, absorvendo uma grande
quantidade de energia, quando esta agua se condensa libera
esta energia para o meio ambiente. Para se ter uma ideia desta
quantidade de energia, considere que o calor liberado por 100 g
de agua no processo de condensação seja usado para aquecer
uma certa massa m de agua liquida de 0°C até 100°C. Com
base nas informações apresentadas, calcula-se que a massa
m, de agua aquecida, e: (Dados: Calor latente de fusão do gelo
LF = 80 cal/g; Calor latente de vaporização LV = 540 cal/g; Calor
especifico da agua, c = 1 cal/g°C.)
Exercícios
23 - No anuncio promocional de um ferro de passar roupas a vapor, e
explicado que, em funcionamento, o aparelho borrifa constantemente 20 g
de vapor de agua a cada minuto, o que torna mais fácil o ato de passar
roupas. Além dessa explicação, o anuncio informa que a potência do
aparelho e de 1 440 W e que sua tensão de funcionamento e de 110 V.

Da energia utilizada pelo ferro de passar roupas, uma parte e empregada na


transformação constante de agua liquida em vapor de agua. A potência
dissipada pelo ferro para essa finalidade e, em watts,
Adote:
• temperatura inicial da agua: 25°C
• temperatura de mudança da fase liquida para o vapor: 100°C
• temperatura do vapor de agua obtido: 100°C
• calor especifico da agua: 1 cal/g.°C
• calor latente de vaporização da agua: 540 cal/g
Exercícios
24 – Uma amostra de determinada substancia com massa 30g encontra-se
inicialmente no estado líquido, a 60 °C. Está representada pelo gráfico
abaixo a temperatura dessa substancia em função da quantidade de calor
por ela cedida. Analisando esse gráfico, é correto afirmar que:

a) a temperatura de solidificação da substancia e 10°C.


b) o calor especifico latente de solidificação e –1,0 cal/g.
c) o calor especifico sensível no estado liquido e 1/3 cal/g°C.
d) o calor especifico sensível no estado solido e 1/45 cal/g°C.
e) ao passar do estado liquido a 60°C para o solido a 10°C a substancia
perdeu 180 cal.
Exercícios
25 – Determine a temperatura de equilíbrio térmico de uma mistura de 200 g
de água, a 80°C, com 800 g de água, a 10°C.

26 – Um bloco metálico com 100 g de massa, a 225 °C, é introduzido num


calorímetro de capacidade térmica desprezível que contém 500 g de água, a
21 °C. Determine o calor específico do metal que constitui o bloco, sabendo-
se que o equilíbrio térmico se estabelece a 25 °C.

27 – Tem-se um calorímetro de capacidade térmica 40 cal/°C, com 800 g de


água, a 20 °C. Introduz-se nesse calorímetro um pedaço de ferro (c = 0,1
cal/g.°C) de massa 1.600 g, a 300 °C. Determine a temperatura de equilíbrio
térmico.
Exercícios
28 – Num grande bloco de gelo em fusão, faz-se uma cavidade onde são
colocados 100 g de um metal de calor específico 0,15 cal/g.°C, a 120 °C.
Sendo de 80 cal/g o calor latente de fusão do gelo, qual a massa de água
que se forma na cavidade até o equilíbrio térmico?

29 – Colocam-se M gramas de gelo em fusão num calorímetro, de


capacidade térmica 100 cal/°C, que contém 400 g de água a 30 °C.
Determine M, sabendo que o equilíbrio térmico ocorre a 10 °C. (Dado: o
calor latente de fusão do gelo = 80 ca/g).

30 – De que altura deveria cair uma determinada massa de água para que a
sua energia final, convertida em calor, aumentasse de 1 °C a temperatura
dessa massa? Admita não haver perdas. São dados: 1 cal = 4,186 J; g = 9,8
m/s2; cágua = 1 cal/g.°C.