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Marcos Epifanio Barbosa Lima

Materialismo Histórico Dialético - Para quê?

Marcos Lima (1)

Mario Neto (2)

Valendo-nos de um recurso literário próprio da imprensa escrita,


apresentaremos esse texto em forma de ‘lide’, ou seja, depreenderemos do tema –
Materialismo Histórico Dialético – seus pontos essenciais através das seguintes
questões, a saber, o que é, onde, quando, como e porque surgiu o Materialismo
Histórico Dialético.

O que é o Materialismo Histórico Dialético?

O materialismo designa um conjunto de doutrinas filosóficas que, ao


rejeitar a existência de um princípio espiritual liga toda a realidade à matéria e a
suas modificações.

O materialismo histórico é uma tese do marxismo, segundo a qual o


modo de produção da vida material condiciona o conjunto da vida social, política e
espiritual. É um método de compreensão e análise da história, das lutas e das
evoluções econômicas e políticas.

O materialismo histórico é uma abordagem metodológica ao estudo da


sociedade, da economia e da história.

A análise materialista histórica parte da questão de que a produção, e a


troca dos produtos, é pilar de toda a ordem social; existente em todas as
sociedades que desfilam pela história. Sendo assim, a repartição destes produtos,
aliada com ela à divisão dos homens em classes ou camadas, é determinada pelo o

que e como a sociedade produz e pelo modo de trocar as suas mercadorias[3].

Sobre a dialética temos que os elementos do esquema básico do método


dialético são a tese, a antítese e a síntese.

A tese é uma afirmação ou situação inicialmente dada. A antítese é uma


oposição à tese. Do conflito entre tese e antítese surge a síntese, que é uma
situação nova que carrega dentro de si elementos resultantes desse embate. A
síntese, então, torna-se uma nova tese, que contrasta com uma nova antítese
gerando uma nova síntese, em um processo em cadeia infinito.
“As relações sociais são inteiramente interligadas às forças
produtivas. Adquirindo novas forças produtivas, os homens
modificam o seu modo de produção, a maneira de ganhar a vida,
modificam todas as relações sociais. O moinho a braço vos dará a
sociedade com o suserano; o moinho a vapor, a sociedade com o
capitalismo industrial[4]”.

Onde surgiu o Materialismo Histórico Dialético?

Na Europa ocidental.

Quando surgiu o Materialismo Histórico Dialético?

O Materialismo Histórico Dialético surgiu a partir da publicação do Manifesto


Comunista de 1848 , por Karl Marx e Friedrich Engels (porém, Marx já apresentara
seus traços em 1847, em sua obra “A Miséria da Filosofia”).

Essa tese foi formulada e utilizada também em outros livros de Marx (O 18


do brumário de Luis Bonaparte e O capital) e de Friedrich Engels (Socialismo
utópico e socialismo científico), e por Rosa Luxemburgo e Lênin.

Como surgiu o Materialismo Histórico Dialético?

Através do pensamento marxista-socialista expresso nos livros que foram


publicados por Marx e Engels (em contraposição ao surgimento da sociedade
capitalista-industrial do século XIX).

Por que surgiu o Materialismo Histórico Dialético?

O Materialismo Histórico Dialético surgiu, pois se percebeu a necessidade de


um pensamento que aferisse a realidade de modo diferente, e em oposição, à
concepção idealista da história (vale dizer que Marx tentava superar Hegel -
dialética do Idealismo - e Feuerbach - dialética materialista com preservação de
valores cristãos) embora adotando o mesmo método dialético (de ambos).

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(1) Marcos E. B. Lima é graduando em pedagogia pela Universidade Federal


da Bahia; integrante do Núcleo de Estudos e Práticas em Políticas Agrárias –
NEPPA; Coordenador Pedagógico do Setor de educação do Movimento dos
Trabalhadores Desempregados MTD – Salvador – BA;

(2) Mario Soares Neto é graduando em Direito pela Universidade Federal da


Bahia; integrante do Núcleo de Estudos e Práticas em Políticas Agrárias – NEPPA;
Membro do Serviço de Apoio Jurídico – SAJU às comunidades carentes.

[3] O acúmulo de mercadorias, para Marx, é o fator determinante da riqueza


burguesa.
[4] Traços do Materialismo Histórico Dialético, na obra de Karl Marx, “A Miséria da
Filosofia”, 1847.