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UNIVERSIDADE DE SANTA CRUZ DO SUL
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA, ARQUITETIP7A E CINCIAS AGRÁRIAS
CURSO DE ENGENHARIA CIVIL_

- PROJETO DE ESTRUTURAS DE
CONCRETO ARMADO
Prof Eng Christian Donin, M Sc.

- 2015
AULA 1- CONCEPÇÃO ESTRUTURAL - INTRODÜÇÃO

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARADO


EhUNISC ProlEng.Christian Donin, M.Sc. g

INTRODUÇÃO AO PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO

DADOS NECESSÁRIOS PARA DEFINIR A ESTRUTURA

Projeto Arquitetônico

Plantas dos pavimentostipos/subsolo/cobertura/afico


Número de pavimentos.
Pavimentos diferentes
Garagens. Subsolos. Rampas
Elevadores. Escadas.
Reservatório.

Croquis do terreno. Restrições de vizinhança


Estruturas de contenção / Muros de arrimo
Posição das-fundações. Divisa
D)s pl iria: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
ProtEng.Christian Donin, M.Sc.

Local da edificação
Ações do vento. Ações sísmicas.
Variações de temperatura
Agressividade ambiental (durabilidade do concreto)

Facilidade de acesso (materiais, equipamentos. concretagem)

Uso (finalidade) da edificação


Ações variáveis: sobrecargas mínimas (ambientes), vento, térmicas
Definição dos coeficientes de segurança (ações)
Deslocamentos limites
Vibrações (academias, ginásios de esportes, laboratórios, pontes)
Padrão da edificação

1••• UNISC Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


Profing.Christian Donin, M.Sc.

Empreendedor / Construtor

Prazos de obra
Inicio e duração da obra
Custos e Desembolso
Exemplos: Estrutura de aço ou estrutura de concreto (ou mista)
Moldagem no local ou pré-fabricação
Tecnologias de construção
Construtor
Cultura Construtiva
Limitações da região
Equipamentos disponíveis
Exemplo: equipamentos de içamento para pré-fabricados

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Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
"-UNISC
••• Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

Geotecnia

Escolha do tipo de fundação e contenções


Exemplo: fundação superficial ou fundação profunda
Parâmetros do solo necessários à análise e dimensionamento estrutural
Exemplos:
Tensão admissivel do solo
Coeficientes de mola nas limdações (correlações com SPT)

Previsão de recalques

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


tis UNISC Prof.Eng.Chdstian Donin, M.Sc.

INTRODUÇÃO AO PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO

DEFINIÇÃO DA SOLUÇÃO CONSTRUTIVA


(PROJETISTA ESTRUTURAL)
Concepção do sistema estrutural

Exemplos:
Pórticos Rígidos: Contraventados em diagonais. Com nós deslocáveis.
Pórticos com ligações articuladas. Pórticos com ligações semi-rigidas.
Treliças. Associação entre Pórtico e Treliças.
Sistema Convencional (laje-viga-pilar)
Sistema Lajes sem vigas (laje-pilar)

(As possibilidades são diversas: exige conhecimentos sobre as


vantagens e aplicações dos diversos sistemas estruturais)

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Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
UNISC Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc,

INTRODUÇÃO AO PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO

Análise comparativa das alternativas estruturais

Exemplos:
Moldada no local ou Pré-Moldada Pré-fabricada) ou combinação
Concreto Anilado ou Concreto Protendido
Estrutura de aço
Estrutura mista aço-concreto

Exemplos para sistemas estruturas de piso:


Laje maciça
Lajes nervuradas
Lajes com vigotas pré-moldadas e enchimento com blocos e CML

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


mUNISC Prof.Eng.Christian Donin, M.Sr.

INTRODUÇÃO AO PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO


Exemplos de alternativas usuais para pavimentos
1) Convencional Lajes maciças apoiadas em vigas

2) Laje plana - pilar

Lajes maciças apoiadas


em pilares

3) Laje nervurada - pilar


Meta ~doa de dastribuir

5.17.10 vazio
a• a
Nywr
asmachra

Lajes moldadas no local

4
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
EEí UNISC PratEng.Christian Doniri. M.Sc.

INTRODUÇÃO AO PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO


Lajes nervuradas com vigas-faixa

Lajes nervuradas pré-moldadas


Capa de ~cacha

ln
n
LaMaail Trilho"

:apa deconcreta.),

.c)
upt. Tralça

=> A alternativa (tipologia) construtiva afeta a escolha do modelo estrutural

Disciphna: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


21-
MIS UNISC Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

INTRODUÇÃO AO PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO

Lançamento da estrutura
Posição dos elementos estruturais (pilares, vigas, lajes, etc)
Base principal: projeto arquitetõnico

Pré-dimensionamento dos elementos estruturais

Definição preliminar das seções dos elementos

Análise estrutural .
Levantamento das ações atuantes
Ações verticais e horizontais
Deformações impostas

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Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
ILUNISC
•••
-• ProtEng.Christian Donin, M.Sc.

INTRODUÇÃO AO PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO


Análise estrutural (coar»
Obtenção dos esforços e deslocamentos
Montagem das combinações de ações (ELU e ELS)
Uso de recurso computacional na análise estrutural

Verificação da eslabilidade global


Efeitos globais de segunda ordem

Dimensionamento dos elementos estruturais

Desenho das formas estruturais (pré-formas)

Geração de desenhos i=> Compatibilização com demais projetos

Eventuais correções / modificações da solução inicial

N
▪u Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
11Mil Prol.Eng.Christian Donin, M.5c.

INTRODUÇAO AO PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO


ai'NO DE AÇÕES E CONIPORTAN LENTO PRIMÁRIO DOS ELEMENTOS

Lajes
Comportamento primário
ate Receber e transferir cargas p/ vigas
Atees
°Exornam — Predominância da flexão (M,V)
Vigas
Comportamento primário
Transferir cargas verticais aos pilares
_luncaçáo Predominância da flexão (M,V)
/
sdo

Comportamento primário
Pilares Transferir esforços da superestrutura às fundações
Predominância da flexo-compressão (N,M)

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Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
UNISC Prof.EnR.Christian Donin, M.Sc.

CONCEPÇÃO ESTRUTURAL - Diretrizes Básicas

1) Posicionamento cios elementos estruturais em função


do comportamento primário dos mesmos
Ações nos pavimentos 14, lajes c), Vigasc',) pilares
apoios apoios

Não deixar os elementos "soltos" ou sem apoio

2) Transferência de cargas da forma mais direta possível


Cargas elevem peitanrr o ,nenor caminho possível alé as fundações

Evitar vigas apoiadas em outras vigas }


Sempre que possível
Evitar pilares apoiados em vigas
(vigas de transição)

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO AREI DO


Pi.T.Eng.Clinstian Donin, M.Sc_

CONCEPÇÃO ESTRUTURAL - Diretrizes Básicas


Viga de transição

Exigência da arquitetura
(espaço livre, interferências)

Elevados esforços solicitantes


Viga de
transição Grandes dimensões de seção

1•1
esforços elevados
Custo elevado

Responsabilidade r> Colapso da viga de transição


Cola lobal

7
lt Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
UNISC Prof.Eng.Christran Donin, M.Sc.

CONCEPÇÃO ESTRUTURAL - Diretrizes Básicas


3) 1 T niformidade dos elementos estniturais (seções. vos.)

Reduz custos com fôrmas


Melhor aproveitamento das chapas de madeira
Exemplo: padronização das alturas das vigas

Aumenta velocidade de execução


Aumento de produtividade no canteiro de obras

4) Orientação criteriosa das seções dos pilares (planta)

Rigidez frente às ações horizontais


Comportamento em serviço (ex:fleehas horizontais)
Estabilidade global

EItUfilISC Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


Prof .Eng.Christian Dom', M.Sc.

RECOMENDAÇÕES PRÁTICAS: EDIFÍCIOS DE CONCRETO ARMADO


Critério do Projetista Estrutural / Calculista

1) Iniciar lançamento pelo pavimento tipo

2) Posicionar pilares preferencialmente:


Nos cantos da edificação e/ou criando pórticos que equilibrem
momentos (considerar efeito pórtico)
No encontro de vigas "importantes"
Embutidos em paredes
Estética (Se o projeto arquitetõnico exigir)
Distantes entre 2,5m e 7,0m

3) Verificar se as posições dos pilares do pavimento tipo são aceitáveis


ao térreo e ao subsolo (garagens)

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Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Ib
EM E UNISC Prof.Eng.Chnstian Donas, M.Sc.

4) Posicionar vicias preferencialmente:

Onde existam paredes de alvenaria


Obs: mai s flexibilidade paia paredes de gessa acartonado

Embutidas em paredes (estética)

Alinhadas com os pilares para a formação de pórticos

Vãos entre 2,5m à 7 Om

associada também a limitação do pé-direrto

5) Limitar vãos das lajes

Para lajes "armadas em urna direção" t=l) Menor vão entre 2,0m à 5,0in

Para lajes "armadas em duas direções" =5 Limitar vão até 7 In

UNIVERSIDADE DE SANTA CRUZ DO SUL


Eh UNISC DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA, ARQUITETURA E CIÊNCIAS AGRÁRIAS
CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

PROJETO DE ESTRUTURAS DE
CONCRETO ARMADO
ProtEng.Christian Donin, M.Sc.

CONCEPÇÃO ESTRUTURAL- 2015

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Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
::.UNSC
MIE I Prof .Eng.Christ ian Donin, M.Sc.

CONCEPÇÃO ESTRUTURAL - Durabilidade da Estrutura


NBR 6118:2014
Tabela 6.1 - Classes de agressividade ambiental (CAA)
[ Agressividade Risco de
Classificação geral do tipo de
Classe de deterioração da
ambiente para efeito de projeto estrutura
agressividade
ambiental

Rural
Fraca Insignificante
Submersa
Moderada Urbana a. Pequeno
Mannha a
til Forte Grande
Industrial a. b
Industrial a. c
IV Muno (orle Elevado
Respingos de maré
' Pode-se admitir uns ',tarecama com uma classe de agressividade mais branda uma classe acima) para
ambientes internos secos (salas. dormitorios, banheiros. cozinhas e áreas de serviço de apartamentos
residenciais e con untos comerciais ou ambientes com concreto revestido com argamassa e pintura).
Pode-se admdir uma classe de agressividade mais branda (uma cresse acima) em obras em regiões
de clima seco. com umidade média relativa do ar menor ou igual a 65%. partes da estrutura protegidas
de chuva em ambientes predominantemente secos ou regiões onde raramente chove.
f Ambientes quimicamente agressams. tanques mdustriars. galvanoptastia. branqueamento em indes-
mas de celulose e papel, armazéns de fertilizantes. indústrias químicas.

6.0.3 O responsável pelo projeto estrutural, de posse de dadas relas-soe ao ambiente em que se
consiruula a estrutura, pode considerar clas.silicaçao mais agressiva que a estabelecido na Tabela 6.1.

Diwiplma: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


:UNISC Profing.Christian Donin, M.Sc.
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_

CONCEPÇÃO ESTRUTURAL - Durabilidade da Estrutura


NBR 6118:2014

. Tabela 7.1 - Correspondência entre a classe de agressividade e a qualidade do concreto


Classe de agressividade (Tabela 6.1)
Concreto a Tipo b. c
i il III IV
-
Relação CA s0.65 l 5 0,60 s0.55 s 0.45
40a:cimente em
massa CP s 0.60 s': 0,55 050 0,45
i—
Classe de concreto CA .2 C20 2 C25 2 C30 C40
(ABNT NBR 8953) CP 2 C2-
5--- 2 C30 2 C35 C40

a O Concreto empregado na execução das estruturas deve cumprir com os requisitos estabelecidos na
ABNT NBR 12655.
b CA corresponde a componentes e elementos estruturais de concreto armado.
c CP corresponde a componentes e elementos estruturais de concreto pretendido.

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Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
-1.11MISC Pro4Eng.Christian Donin, M.5c.

CONCEPÇÃO ESTRUTURAL - Durabilidade da Estrutura


Tabela 7.2- Correspondência entre a classe de agressividade ambiental e
NBR 6118:2014 o cobrimenlo nominal para ir d lo mm

Classe de agressividade ambiental (Tabela 6.11

Componenle ou I 1 lli 1 IV
Tipo de estrutura
elemento Colgiumme normatal
min

Lola 20 25 35 45

Viçou:atar 25 30 40 se
tlrc,vera.mT, iiss.fll
Clementes
e alie tur ais em 40 50
contato com o sol

Laje 25 30 40
Concreto
&atendido Vigargilar 1— 30 as 45 ss
• Cobrarem° nommal da bamba mi das los cabos e cordoalhas O connmentrs da amiedum passiva clave
respeitar os coborremos para concreto armado
• Paraalace supenorde lajese iogas que serão revestidas core argamassa de contraptorcom remsamentes
linars secos troo carpete e nade... com argamassa de revestimento e ammbarrtnia. ante otos de
elevado desempenho. pisos cerâmicos. pisos esgarces e outros, as marcos desta Tabela podem ser
sobstrImidas peias de a' 4 5, respeitado em °abrimento nernmal a lime
• Nas supedicres expostas a ansbentes agressivos. corno reservamos, °magoes de trala11161"41) de água e
esgoto. condutos de esgoto canNelesde efluentese cubas obras ern ambientes quinta 'adensamento
agressivos. destro ser atendidos os cobernenlos do classe de agressividade IV.
• No trecho dos pilares em desato amo solo pinto aos clementes de fundaram, a armadura deve lel
colmmenre nominal 545 rnm.

Para concretas do CiDE.50 de resistire:ia superior an nisimo exiçddo. ou ciabridnentos datado


mduztdtjs

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


asUNISC
•• • Prof.Eng.Chnstian Doam, M.Sc_

CONCEPÇÃO ESTRUTURAL - Durabilidade da Estrutura

NBR 6118:2014

7.4.7.2 Para garantir o cobnmento minimo (cr n,n). o projeto e a execução devem considerar o cobri-
mento nominal (cnorn). que é o cobrimento min mc acrescido da tolerância de execução (..1c). Assim.
as dimensões das armaduras e os espaçadores devem respeitar os cobrunentos nominais, estabele-
cidos na Tabela 7.2. para àc = 10 min

7.4.7.3 Nas obras correntes, o valor de Sc deve ser maior ou igual a 10 min.

7.4.7.4 Quando houver um controle adequado de qualidade e limites rígidos de tolerância da va-
riabilidade das medidas durante a execução. pede ser adotado o valor c = 5 rum. mas a exigência
de controle rigoroso deve ser explicitada nos desenhos de projeto. Permite-se. então, a redução dos
cobrimentos nominais, prescritos na Tabela 72. em 5 mm.

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ELUNISC Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prof.Ene.Chrptian Donin, m.Sc.

CONCEPÇÃO ESTRUTURAL - Ações


Matepas Peso especifico
aparem. 614/m3
Asem 26
Omito 30
Recrias Graus, 30
• NBR 6120:1980 - Cargas para o Granito 28
Mamem e Calcara — 28
cálculo de estruturas de edificações Blocos de argamassa 22
Carnento imanto 20
Riam lapias ei sua 18
~cias Tqolos arados 13
11jolos reunas 18
Teoles sibcocakinos 20
AMarnassa de cai cimentarei; 19
Revestimentos Asgarnassa rie °mento e areia 21
AÇÕES PERMANENTES e concretos Appnessa de gesso 12.5
COfiC1010 ~pies 24.
Concsão armado 25
Peito. CLY1f0 5
Madeiras Louro, imbue, pau obo 6.5
Peso especifico dos materiais de construção Guaruvii, gramou. gripa 8
Angico atiden ipi róseo 10
AÇO 785
~mime toas 28
150150 ~Me as
Cnumne 114
Cobre 89
Feiro Fundai 72.5
Estinho 74
Lado 85
Znco 72
Aicatrio 12
Matermes Aslafto 13
Diversos &cama 17
Papei 15
Plasmo em laties 21
veiro plano 28

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


Pr of. Eng.Christlan Donin, M.Sc,

CONCEPÇÃO ESTRUTURAL - Ações


I TEM MATERIAL AÇAO
101/m2
Tentos maciços. can 25cm de
espessura 4,0
• NBR 6120:1980 - Cargas para o Motos maoços, com 15cm de
PAREDES espessura 2,5
Tit lurados, com 23cm de
cálculo de estruturas de edificações espessura 3,2
Tos lurados. com 13tril de
espessura 2,2
Eidos de concreto, com 2305 de
Espessura 3,5
Tolos de concreto, coal 13cm de
Espessura 2,2
AÇÕES PERMANENTES Tijolos de concreto celular. cem 23crn 0.8
ledos de ~creio celular, com 13cm 0,5
COT telhas cerâmicas,
amadestamente 1,2
Ações permanentes por unidade de área Com ~as de fibroornento,
COBERTURAS &nadem. Q4
Com lehas de alombo e
Estrultra de aço 0.3
Cais lanas de a/umkno e
EStruldra de aluinino 02
Com parleis de gesso, cai, estrutura
FORROS de medeia e aço 0.5
Cai, Nacos válidos de gesso 0,7
Cais estrukra de amaino. com
CAIXILHOS vidros 0,2
Can estrutura de mo com wdros 0,3
De fibrocimento ~canses43 0,28
TELHAS De Abrochai° to Calafete 90 025

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Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
N-UNISC Prof ing.Gvistian Donin, 11.5c.

CONCEPÇÃO ESTRUTURAL - Ações


• NBR 6120:1980 - Cargas para o cálculo de estruturas de edificacões
MISIENTE AROUITETOMCO Açao
Mn?
(mckincb a russa das Mádida) a ser
Casas de Miaulnas *Mamada em cada caso.
POIST cora o valor mirim de 7,5
AÇÕES PERMANENTES COMROCCOS Com acesso ao Niko 3
Sem acesso ao Dünk0 2.5
~Monos, sala. copa, cozinha e
EaliCIOS banheiro 1.5
Ações variáveis normais Resdenclas Despensa. área de senno e
LaValdIfía 2
Escadas Com acesso w punam 3
Sem acesso ao palco 2.5
~teto com assente hos ,
Essas COMOZ1( 8 5213 de aula 3
Outras Mas 2
Esc:Odes Salas de uso geral e banheiro 2
Ferros Sem acesso a pessoas 0.5
Galernas de A ser delenninada em cada caeo
Me porém cem o Moina
Galena de A ser crebminada em cada caso.
Ldas porém com o mínimo 3
Garagens • Para veloios de passaodros ou
estadorurnergos senditunds wm carga márma de
2501 por veiculo
~do de
Esportes 5
Sem acesso ao ;abico 2
Terraços Com acesso ao patico 3
Inxessiver a pessoas OS

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


::-UNISC
•• • Prof.Eng.ChnsUan Donin. M.Sc.

CONCEPÇÃO ESTRUTURAL - Ações


• NBR 6123:1988 - For as devidas ao vento em edifica ões
I I

AÇÃO DO VENTO

13
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
E UNISC Prol.Eng.Chnstian Donin. M.Sc.

CONCEPÇÃO ESTRUTURAL - Ações


• NBR 14421:2006 - Projeto de estruturas resistentes a sismos

SISMO

Nen — ild,pente urac ..... teca na Yaal

:n.--UNISC
.-- -...
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prol.Eng.Chrigian Donin, M.Sc.

CONCEPÇÃO ESTRUTURAL - Ações


• NBR 15200:2012 - Projeto de estruturas de concreto em situação de
incêndio
ca A
curva-padrão
I! -
.2.
ea
180-834
5-
ca

g-
C?

FOGO/CALOR
--
tempo

Modelo do incendi° natural.

Lei Complementar
Instrução Técnica
N°14376 de TRFs
n°08/2011 -SP
26/12/2013 do RS

14
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
••• UNISC —
Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.


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Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


"'UNISC
••• ProltEng,Christian Doran, M.Sc.

CONCEPÇÃO ESTRUTURAL - Segurança Estrutural

COMBINAÇÃO DAS AÇÕES

• NBR 8681:2003 - Ação e segurança nas estruturas

COMBINAÇÕES ÚLTIMAS
Normais
Especiais ou de construção
Excepcionais
COMBINAÇÕES DE SERVIÇO
Quase-permanentes
Freqüentes
Raras

15
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
UNISC Prol.Eng.Christian Danin, M.Sc.

CONCEPÇÃO ESTRUTURAL - Segurança Estrutural

NBR 8681:2003 - Ação e segurança nas estruturas

Métodos dos Estados Limites


(semi-probabilistico)

ESTADOS LIMITES:
quando uma estrutura deixa de preencher uma
qualquer das finalidades de sua construção, diz-
se que ela atingiu um estado limite

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO AR DO


EhUNISC Prol ing.Christian Donin, M.Sc.

CONCEPÇÃO ESTRUTURAL - Segurança Estrutural

Métodos dos Estados Limites


(semi-probabilistico)

ESTADO LIMITE ÚLTIMO— ELU


esgotamento da capacidade portante,
associados ao colapso provocando a paralização do uso:
• ruptura de seções criticas da estrutura,
• colapso da estrutura,
• perda da estabilidade do equilíbrio,

• deterioração por fadiga;

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Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETOARMADO
..•
"•UNISC Prof.Eng.Chnsuan Donin, M.Sc.

CONCEPÇÃO ESTRUTURAL - Segurança Estrutural

Métodos dos Estados Limites


(semi-probabilistico)

ESTADO LIMITE DE SERVIÇO - ELS


associados à durabilidade, aparência, conforto do
usuário e bom desempenho funcional
• deformações excessivas para utilização normal da estrutura,
•fissuração prematura ou excessiva,
-danos indesejáveis (corrosão),
'deslocamentos excessivos sem perda da estabilidade,
• vibrações excessivas.

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


EhUNISC Prof.Eng.Chnsuan Donin, M.Sc.

ELEMENTOS ESTRUTURAIS

Figura 1: Perspectiva de parte de edifício: principais elementos estruturais.

17
II:LJNISC Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

ELEMENTOS ESTRUTURAIS
INFRA-EST RUTURA

baldrame
radier
viga-
alavanca
sapata
bloco
tubulão

IhUNISC Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


Prof.Eng.Christian Donin , M.Sc.

CONCEPÇÃO ESTRUTURAL
Elementos Estr turais de Fundações

-pilar
pilar

bloco de tubulão
estaca
coroamento

T 1 is,0
111/111
Fundações profundas

18
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
••• UNISC Prol .Eng.Ctifistian Danin, M.5c.

CONCEPÇÃO ESTRUTURAL
Elementos Estruturais de Fundações

Atesapat
pilar
pilar

sapata

corrida
radiar ti I ti 'I 1:11111

Fundações diretas

el• Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


mISC
UN
_..........._..._ Proting.Christlan Donin, M.Sc.

ELEMENTOS ESTRUTURAIS
SUPERESTRUTURA 1

laje
.. . ._
,,,,,,--
_ _. viga
,
viga-
AI, parede
_. ilà
4.ifil. pilar
pilar-
parede

19
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
l's UNISC Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

ELEMENTOS ESTRUTURAIS CONFORME A NBR 6118:2014


VIGAS e VIGAS-PAREDE
Limite das Teorias

VIGA
Teoria das Vigas
V3h

VIGA-PAREDE 1
Teoria das Chapas

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


l'I;UNISC
DEE Profing.Chnstion Donin, M.Sc.

ELEMENTOS ESTRUTURAIS CONFORME A NBR 6118:2014


VIGAS e VIGAS-PAREDE
Dimensões Limites

h
VIGA
bk 12cm (klOcm.
)
1
*MINN° ABSOLUTO:
Cl Boas condições de alojamento
das armaduras: VIGA-PAREDE I
O Interferências com oulros elementos; bkl5cm (Z1Ocrns)
O Lançamento e vibração do concreto
adequados.

20
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
SUNISC Prof. Eng.Christian Donin, M.Sc.

ELEMENTOS ESTRUTURAIS CONFORME A NBR 6118:2014

13.2.2 Vigas e vigas-parede

A seção transversal das vigas não pode apresentar largura menor que 12 cm e a das vigas-parede,
menor que 15 cm. Estes limites podem ser reduzidos, respeitando-se um mínimo absoluto de 10 cm
em casos excepcionais, sendo obrigatoriamente respeitadas as seguintes condições:

a) alojamento das armaduras e suas interferências com as armaduras de outros elementos


estruturais, respeitando os espaçamentos e cobrimentos estabelecidos nesta Norma;

b) lançamento e vibração do concreto de acordo com a ABNT NBR 14931.

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


et UNISC ProtEng.Christian Donin, M.Sc.

ELEMENTOS ESTRUTURAIS CONFORME A NBR 6118:2014


PILARES e PILARES-PAREDE
Limite das Teorias

agib55a

b>5a

PILAR PILAR -PAREDE


Teoria das Vigas Teoria das Placas
1.,

21
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARNADO
:LUNISC Prof.Ens.Chnstian Donin, M Sc.

ELEMENTOS ESTRUTURAIS CONFORME A NBR 6118:2014


PILARES e PILARES-PAREDE

Dimensões Limites

PILAR E PILAR-PAREDE I
bii19cm (14cm.)

*MÍNIMO ABSOLUTO:
O Aplicação do coeficiente adicional
majoração dos esforços solicitantes
dado por:
In=1.95-0.05b:
o Área do seção transversal deve ser
maior que 360 cm2.

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


UNISC Profing.Christian Domn, /ASA.

ELEMENTOS ESTRUTURAIS CONFORME A NBR 6118:2014


13.2.3 Pilares e pilares-parede

A seçã transversal de pilares e pilares-parede maciços, qualquer que seja a sua forma, não pode
apresentar dimensão menor que 19 cm

Em casos especiais, permite-se a consideração de dimensões entre 19 cm e 14 cm, desde que se


multipliquem os esforços solicitantes de cálculo a serem considerados no dimensionamento por um
coeficiente adicional )rri, de acordo com o indicado na Tabela 13.1 e na Seção 11. Em qualquer caso,
não se permite pilar com seção transversal de área inferior a 360 cm2,

Tabela 13.1 -Valores do coeficiente adicional ya para pilares e pilares-perede

18 17 16 15 14
cm

lb 1,00 1.05 1,10 1,15 120 1,25


onde
-1,g5 - 0,05 b;

b é a menor dimensão da seção transversal expressa Ortl centímetros (cm).

NOTA O coeficiente Til deve majorar os esforços soficitantes finais de onkel(' quando de
eau dmensionamento.

22
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
•.•
:LUNISC Proling.Christian Dormi, M.Sc.

ELEMENTOS ESTRUTURAIS CONFORME A NBR 6118:2014


LAJES MACIÇAS
Limite das Teorias

LAJE
Teoria dos Placas Finas
(Teor a Kirchholf)
_

LAJE h>1/3
Teoria das Placas Espessas
(Teoria Reissner-Mindlin)

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


Prof.Eng.Clarisnan Dom, M.Sc.

ELEMENTOS ESTRUTURAIS CONFORME A NBR 6118:2014

132.4 Lajes

132.4.1 Lajes maciças

Nas lajes maciças devem ser respeitados os seguintes limites mínimos para a espessura:

a) 7 cm para cobertura não em balanço;

b) 8 cm para lajes de piso não em balanço;

c) 10 cm para lajes em balanço;

d) 10 cm para lajes que suportem veículos de peso total menor ou igual a 30 ktst:

e) 12 cm para lajes que suportem veiculas de peso total maior que 30 kN;
t
f) 15 cm para lajes com protensão apoiadas em vigas, com o mínimo de — para lajes de piso
42
biapoiadas e e para lajes de piso continuas;
50
g) 16 cm para lajes lisas e 14 cm para lajes-cogumelo, fora do capitel.

23
Discipli PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
EilJN ISC
—...---..
.. ..-... Prof.Eng.Christian DonM, M.Sc.

ELEMENTOS ESTRUTURAIS CONFORME A NBR 6118:2014

No dimensionamento das lajes em balanço. os estorças solicitantes de cálculo a serem considerados


devem ser multiplicados por um coeficiente adicional 7,j. de acordo como indicado na Tabela 13.2.

Tabela 13.2 - Valores do coeficiente adicional yq para lajes em balanço

h 14 13 12 11 10
:2 19 18 17 16 15
cm

In 1.00 1.05 1.10 1.15 1,20 1.25 1,30 1.35 1.40 1.45
...._
onde
yn = 1.95 - 0.05 ti;

h é a altura da laje, expressa em centimetrOS (cm).

NOTA O coeficiente yil deve majorar os esforços solicitantes finais de cálculo nas lajes em balanço,
quando de seu dimensionamento.

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


•••UNISC
Ih Prof.Eng.Christian Donin. M.Sc.

ELEMENTOS ESTRUTURAIS CONFORME A NBR 6118:2014


13.2.4.2 Lajes nervuradas

A espessura da mesa, quando nas existirem tubulações horizontais embutidas, deve ser maior ou
igual a 1/15 da distância entre as faces das nervuras jr0) e não menor que 4 cm.

O valor mínimo absoluto da espessura da mesa deve ser 5 cm. quando existirem tubulações embutidas
de diâmetro menor ou igual a 10 mm. Para tubulações com diâmetro da maior que 10 mm, a mesa deve
ter a espessura mínima de 4 cm t 0, ou 4 em + 24r no caso de haver cruzamento destas tubulações.

A espessura das nervuras não pode ser inferior a 5 cm.

Nervuras com espessura menor que 8 cm não podem conter armadura de compressão.

24
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
:11JNISC
NEZ Prof ing.ChrisUan Dcmin, M.Sc.

ELEMENTOS ESTRUTURAIS CONFORME A NBR 6118:2014

Para o projeto das Iates nervuradas. devem ser obedecidas às seguintes concliceu,

a) para lajes com espaçamento entre eixos de nervuras menor ou igual a 65 cm. pode ser dispensada
a verificação da flexão da mesa, e para a verificação do cisalhamento da região das nervuras.
permite-se a consideração dos critérios de laje:

b) para lajes com espaçamento entre eixos de nervuras entre 65 cm e 110 cin, exige-se a verificação
da flexão da mesa, e as nervuras devem ser verificadas ao cisalhamento como vigas; permite-se
essa verificação como lajes se o espaçamento entre eixos de nervuras for até 90 cm e a largura
média das nervuras fôr maior que 12 cm:

c) para lajes nervuradas com espaçamento entre eixos de nervuras maior que 110 cm. a mesa
deve ser projetada como laje maciça, apoiada na grelha de vigas, respeitando-se os seus limites
mínimos de espessura.

Disciplena: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


:IsUNISC
••• Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

CONCEPÇÃO ESTRUTURAL
O Arranjo estrutural
• Estabelecimento de um arranjo adeifirãdádoS vários elementos estruturais, de
modo a assegurar que o mesmo possa atender às finalidades para as quais ele foi
projetado.
• Estabelecer um arranjo estrutural adequado consiste em atender
simultaneamente, sempre que possível, aos aspectos de segurança, economia
(custo e durabilidade) e aqueles relativos ao projeto arquitetõnico (estética e
funcionalidade).
• Na concepção estrutural é importante considerar o comportamento primário dos
elementos estruturais. Eles podem ser resumidos como se indica a seguir:
- late: elemento plano bidimensional, apoiado em seu contomo nas vigas,
constituindo os pisos dos compartimentos; recebe as cargas do piso
transferindo-as para as vigas de apoio;
- viga: elemento de barra sujeita a flexão, apoiada nos pilares e, geralmente,
embutidas nas paredes; transfere para os pilares o peso da alvenaria apoiada
diretamente sobre ela e as reações das lajes;
- pilares: elementos de barra sujeita a compressão, fornecendo apoio às vigas;
transfere as cargas para as fundações.

25
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
enfie UNISC Proling.ChTimian Donin, M.Sc.

CONCEPÇÃO ESTRUTURAL
Diretrizes Básicas
• atender às condições estéticas definida no projeto arquitetõnico; corno, em geral,
nos edifícios correntes, a estrutura é revestida, procura-se embutir as vigas e os pilares nas
alvenarias;

• o posicionamento dos elementos estruturais na estrutura da construção pode ser feito com
base no comportamento primário dos mesmos; assim, as lajes são posicionarias nos pisos
dos compartimentos para transferir as cargas dos mesmos para as vigas de apoio; as vigas
são utilizadas para transferir as reações das lajes, juntamente com o peso das alvenarias, para
os pilares de apoio (ou, eventualmente, outras vigas), vencendo os vãos entre os mesmos; e
os pilares são utilizados para transferir as cargas das vigas para as fundações;

• a tranferência de cargas deve ser a mais direita possível; desta forma, deve-se evitar, na
medida do possível, a utilização de apoio de vigas importantes sobre outras vigas (chamadas
apoios ind.',etus), bem corno, o apoio de pilares em vigas (chamadas vigas de transição);

• os elementos estruturais devem ser os mais uniformes possíveis, quanto à geometria e


quanto às solicitações; desta forma, as vigas devem, em princípio, apresentar vãos
comparáveis entre si;

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


:1:1URIISC
1Men Prof.Eng.Christian Donin. M.Sc.

CONCEPÇÃO ESTRUTURAL

• as dimensões continuas da estrutura, em planta, devem ser, em principio,


limitadas a cerca de 30 m para minimizar os efeitos da variação de temperatura
ambiente e da retração do concreto; assim, em construções com dimensões em
planta acima de 30 m, é desejável a utilização de juntas estruturais ou juntas de
separação que decompõem a estrutura original, em um conjunto de estruturas
independentes entre si, para minimizar estes efeitos;

• a construção está sujeita a ações (por exemplo o efeito do vento) que acarretam
solicitações nos planos verticais da estrutura; estas solicitações são, normalmente,
resistidas por "pórticos planos", ortogonais entre si, os quais devem apresentar
resistência e rigidez adequadas; para isso, é importante a orientação criteriosa das
seções transversais dos pilares; também, é importante lembrar, a necessidade da
estrutura apresentar segurança adequada contra a estabilidade global da
construção, em geral, conseguida através da imposição de rigidez mínima às seções
transversais dos pilares.

26
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
::;UNISC
••• Prof.Eng.Chnstian Donin. M.Sc.

CONCEPÇÃO ESTRUTURAL -
PÓRTICOS FRENTE ÀS AÇÕES HORIZONTAIS
A arquitetura e a concepção estrutural

Alinhamento entre vigas e pilares para a formação de pórticos

Orientação criteriosa dos pilares


RI VI P2 P3 POItC0 1

VENTO
FP4 92 P5 P6

,,,
>

V3
.o e/
P7 P8 P9
ARRANJO ESTRUTURAL EM PLANTA CORTE PÓRTICO 1

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


DOI UNISC Proling.Chrlstian Donin, M.Sc.

CONCEPÇÃO ESTRUTURAL
Considerações preliminares sobre as Estruturas de contraventamento

27
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
..•
:LUNISC Prol Eng.Christian Danai, M.Sr.

CONCEPÇÃO ESTRUTURAL
Concepção de pilares de grande inércia em lugares estratégicos

Ex: caixas de escadas, de elevadores e pilares-parede

(Planta)

Caixa de
Caixa de escada
elevador

Disc:o:fria: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


EE:UNISC Prof.Eng.Christian Doom, M.Sc.

CONCEPÇÃO ESTRUTURAL - Pré-dimensionamento


VIGAS
• seção transversal retangular (b,„ por h) e posicionadas nas paredes, as quais suportam.
• espessura da viga (b,„ ) é definida de modo que ela fique embutida na parede.
=- e„, - 2 c,„.
4) de 9 cm,
• Normalmente, os tijolos cerâmicos e os blocos de concreto tem espessuras (e
14 cm e 19 cm (e„ = e j
, j + 2 c,„

Itfll

ft 1111 11111111
Seção transversal
de Viga

28
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
•••
-"UNISC PTJ.Eng.Chnstoan Domn, M.Sc.

CONCEPÇÃO ESTRUTURAL - Pré-dimensionamento


VIGAS

PRÉ-DIMENSIONAMENTO DA ALTURA DAS VIGAS

Uma estimativa grosseira para a altura das vigas é dada por:

r
tramos internos: hest =
12

• tramas externos ou vigas biapoiadas: hesi =


10

• balanços: hes' =
5

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


11•UNISC
••• --.-----
Profing.Chnstian Donin, M.Sc.

CONCEPÇÃO ESTRUTURAL - Pré-dimensionamento


PILARES
I R.mnTrminvm Olottá nnnal. São, normalmente, de seção retangular posicionados nos
,Af cruzamentos das vigas, permitindo apoio direto das
mesmas, e nos cantos da estrutura da edificação.

• espaçamentos dos pilares constituem os vãos das vigas,


resultando, em geral, valores entre 2,5 m a 6 m.

•nos pilares de seção retangular de dimensões (b x h),


recomenda-se b 19 cm com b h. Pode-se adotar,
também, seção retangular com b r 14 cm (em geral nos
pilares internos) ou seções compostas de retângulos, cada
um com b 2 14 cm, em forma de "L", "T", etc
(Observar área minimàde 360cm 2 )

29
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
'''UNISC
EUS Prof.Eng.CIDistian Dormi, M.Sc.

CONCEPÇÃO ESTRUTURAL - Pré-dimensionamento

Pilares
""'"*" cs•"'
• posicionamento dos pilares, devem ser
compafibilizados os diversos pisos. procurando
manter a continuidade vertical dos mesmos atè a
"E
fundação de modo a se evitar, o quanto possível, a
Ola KIS utilização de vigas de transição (pilar apoiado em
viga).

:Alt Uai

Vigas de Transição
PI/0 MN.

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


EhUNISC Prof Ing.Christian Donin, M.Sc.

CONCEPÇÃO ESTRUTURAL - Pré-dimensionamento


PILARES - (ÁREA DE INFLUÊNCIA)
• Processo geométrico para estimar as cargas verticais (força normal) nos pilares
• A cada pilar está associada uma área de influência (Ai)

- 1 I-1 L.1 1 L

I i
{ Ai I I
I I Definição das áreas de influência N
I
2 1
1
I C
I P I I
I I I
- Traçar mediatrizes dos
I I segmentos que unem os pilares
I
- 1 ri ri
L_II
,I

• É necessário conhecer(ter idéia) a carga vertical por unidade de área

30
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
UNISC Prof.Eng.Christian Donin. M.Sc.

CONCEPÇÃO ESTRUTURAL - Pré-dimensionamento


PILARES - (ÁREA DE INFLUÊNCIA - Outro modelo)

0,54,
e,
o,se„
0,5e„
e,
o,se„

• 0,45t: pilar de extremidade e de canto, na direção da sua menor


dimensão;
• 0,55C: complementos dos vãos do caso anterior

• 0,50t pilar de extremidade e de canto, na direção da sua maior


dimensão.

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


:::UNISC ProtEng.Christian Donin, M.Sc.

CONCEPÇÃO ESTRUTURAL - Pré-dimensionamento


PILARES
As seções dos pilares devem ser posicionadas de modo a resistir aos esforços horizontais
(provocados, por exemplo, pelo vento, temperatura, etc) e a garantir uma rigidez horizontal
adequada, principalmente, contra a instabilidade global da construção. Particularmente, em
edifícios altos, recomenda-se a utilização de alguns pilares com a função de garantir a estabilidade
da estrutura. Estes, constituem os pilares de contraventamento.

Esquema Estrutural

É o resultado gráfico da concepção estrutural


imaginada. Convem identificar todos os elementos
estruturais envolvidos. Nessas condições:
• as lajes são representadas pela letra L com
índice numérico sequencial e ordenado de modo a
. facilitar a sua localização;
• as vigas, de modo análogo, são representadas
pela letra V;
• os pilares, de modo análogo, são representados
pela letra P.
Esquema Estrutural

31
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
:ulJNISC Profing.Christian Donin, M.Sc.

CONCEPÇÃO ESTRUTURAL - Pré-dimensionamento


PILARES - MÉTODO 1
30xaxAx(n+0,7)
A área de concreto do pilar é dada por:
A,
fck +0,01x(69,2— Lig )

onde: Ac = b x h --t área da seção de concreto (co?)


a —) coeficiente que leva era conta as excentricidades da carga
A área de influência do pilar (m2)
n —t número de pavimentos-tipo
(n+0,7) —} número que considera a cobertura, com carga estimada
em 70% da relativa ao pavimento-tipo.
t —» resistência característica do concreto (khlicrn2)
fri
considerando:
coeficiente de majoração da força normal (a)
a = 1,3 —*pilares internos ou de extremidade, na direção da maior dimensão;
a = 1,5 pilares de extremidade, na direção da menor dimensão;
a = 1,8 pilares de canto.

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


::-UNISC Proling.Christian Donin, M.Sc.
ai=

CONCEPÇÃO ESTRUTURAL - Pré-dimensionamento


PILARES- MÉTODO 2
Para efeito de predimensionamento, a área da seção transversal A, pode ser predimensionada
através da carga total (P,) prevista para o pilar. Esta carga pode ser estimada através da área
de influência total do pilar em questão, Am . No caso de andares-tipo, ela equivale à área de
influência em um andar multiplicada pelo número de andares existentes acima do lance
considerado. A carga total média em edifícios (Rnéd) varia de 10 kN/m2 a 12 kN/m2. Portanto,
tem-se:

P:01 = A 0 Pnwa • l
er
Usualmente, a resistência admissivel do
concreto (c.") pode variar entre 1 kN/cm2
"' .,...
a 1,5 kN/cm2. Assim,
i
= Piot OacIrn -

A partir de A, tem-se as dimensões da seção


transversal do pilar.
- —
Pilar interno P5

32
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETOARMADO
II°
•In• UNI SC Profing.Christian Donin, M.Sc.

CONCEPÇÃO ESTRUTURAL - Pré-dimensionamento


PILARES - MÉTODO 2
Como exemplo, considere-se o pilar Ps:
área de influência no andar tipo = 3 m por 3 m; número de
andares = 10;
carga média de piso: prns = 10 kN/m2 ; amai= 1 kNicrn' ;
seção retangular com!) = 20 cm.

At, = 10 x (3 x 3) = 90 rn);
= Aus prned = 90 x 10 = 900 kN

A, = Piot / cr.án, = 900/ 1,0 = 900 cm?;


h=k/b= 900/ 20=45 cm.
-a-
• A seção do pilar deve ser mantida constante ao
longo de um lance (entre pisos consecutivos) e pode
variar ao longo de sua altura total. Esta variação pode
ser feita a cada grupo de 2 ou 3 andares. Quando.
por qualquer motivo, a seção for mantida constante ••• 1.1114.1"

ao longo da altura total, ela pode ser


predimensionada no ponto mais carregado,
adotando-se cad„, em torno de 1,3 kN/cm2. Pilar interno P5 - Pré-dimensionamento

:UNISC
1%
•.. Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prof.Eng.Christian Doom, st.Sc.

CONCEPÇÃO ESTRUTURAL - Pré-dimensionamento


PILARES - MÉTODO 3

Carga vertical em edifícios usuais

(g+ g)= 12kN / m2 (por pavimento)

Força normal (estimada) no pilar

N, = g)x x n

n = número de pavimentos acima da seção analisada

Pré-dimensionamento da seção do pilar

Flexão composta (N,Mx,My) c) Compressão centrada (N)


(situação real) (situação equivalente)

y = 1,8 para pilares internos


Nd
.= yx Nk
y = 2,2 para pilares de extremidades
y = 2,5 para pilares de canto

33
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prof.Eng.Chnstian Donin.

CONCEPÇÃO ESTRUTURAL - Pré-dimensionamento


PILARES - METODO 3
Ac = área da seção bruta de concreto
As = área total de armadura na seção

Ac A, (Taxa de armadura)
5 P=
Ac

Na compressão centrada Domínio 5 (Reta b) Er> crt = c= 0,002

NE„ = (0,854.A, ) A5.o ®2 Tensão no aço para a


1:3 50 002 =
deformação 0,002

Observação: Para aço CA-50 =2> Ciso " = 21000 X 0902 = 42kN crn2

Sabendo que A, -= p.A,


fet
fcd —
INE„ 1,4
-
0,851.d + P"0s0 002 p = adotar (sugestão :0,015 a 0,02)

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


:LUNISC
••• Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

CONCEPÇÃO ESTRUTURAL

EXERCíCIOS - LANÇAMENTO DA ESTRUTURA

34
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
ProtEng.Christian Donin, M.Sc.

CONCEPÇÃO ESTRUTURAL
EXERCICIO: Lançamento dos elementos estruturais — Pavimento tipo

ODE Jina. PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


EhUNISC ProI.Eng.Chnstian Doron, h.Sc.

CONCEPÇÃO ESTRUTURAL
Lançar pilares na caixa de escada c) apoiar escada e reservatório

I•I
2

; Pleno 2

V
Plano I
(aptos.:
Pleno 2

Plano 1
(aptos.: Plano 2

Térreo 1.

Perspectiva: escada Caixa da escada

35
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
IEE E UNISC Prol.Eng.Chrishan Donin, M.Sc.

CONCEPÇÃO ESTRUTURAL
Solução inicial

Seguindo à risca as recomendações

Sug,esicies e críticas a ema soluçá()

ConcepOo pode ser melhoroda...

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


::-UNISC
••• Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

CONCEPÇÃO ESTRUTURAL
Solução proposta

Vigas sobre as paredes externas

36
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
rár.
••• UNISC Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

CONCEPÇÃO ESTRUTURAL
Solução proposta
Viga de apoio das paredes:
Escada - corredor
Entre dormitórios
Viga de apoio das paredes:
Sala - escada
Sala - cozinha - AS
Viga de apoio das paredes:
Escada - dormitório
Dormitório banheiro
Laje da sala:
Laje armada em 1 direção
(menor vão entre 2m à 5m)

PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


ll'UNISC
PEZ Prof.Eng.Christian Donfn, M.Sc.

CONCEPÇÃO ESTRUTURAL
Solução proposta

Viga sobre parede corredor


-
Evitar 3 paredes apoiadas
em unia só laje

Opção pelo não lançamento de


viga entre cozinha e banheiro

Passagem de tubulações (?)

37
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
•••UNISC
m Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

CONCEPÇÃO ESTRUTURAL
Solução proposta
(-quase finai-)

Observações:

Possibilidade de acrescentar 2
pilares na parte mais externa
da edifica 0o

Possibilidade de incluir o
trecho de viga que atravessa a
sala

Disoplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


ihUNISC Praf.Eng.Chnshan Donin, M.Sc.

CONCEPÇÃO ESTRUTURAL
As po\ibilidades sút, dn ersas na concepção da estrutura

Muitas dúvidas sobre a concepção são comprovadas posteriormente


pelo cálculo estrutural

Verificação dos estados limites


Dimensionamento das armaduras

Testar mais de urna solução e compará-las entre si

Importante para a aprendizagem e útil para a prática profissional


Tirar proveito das ferramentas computacionais

38
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
-UNISC
l• • - • ,_ .• • Prol.Eng.Christian Dons,. M.Sc.

CONCEPÇÃO Análise da Construção - Exemplo Didático 1

DOR LI L1 L3

CORRE ar.
1
COZINAA I
4 L5

tat

SALA DE L7
ESTAR

L6

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


1111• URIISC
•2211 Prol.Eng.Christian Donin, M.Sc.

CONCEPÇÃO Análise da Construção - Exemplo Didático 1

Lançamento das vigas

LI L Li

L6

L4 L5

L9

LI

39
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
UNISC
••• Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

CONCEPÇÃO Análise da Construção - Exemplo Didático 1

Locação dos pilares

£2

£4

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


EhUNISC Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

CONCEPÇÃO Análise da Construção - Exemplo Didático 1


Planta de farinas
5 3.55

INFORMACÕES INDISPENSÁVEIS

dos elementos
FlUr Plei5PVC.X:
tru:of.3is e›.: VI, V2,
QinienSõeS das seçóes das
igos C: pilares:

O Indicação das paredes não


suportarias por vigas:
CI Posição relativa das lajes
P4 sobre as vigas:
cne
Cotas c partir das faces dos
L3
ee.nierlIOS estruturais.

Ne4 irep,

P/ PS P9
.5C125.

40
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prof.Eng.Christian Donin ht

CONCEPÇÃO Análise da Construção - Exemplo Didático 1


20 330 15
f
P1 P2 P3
•x 60i VI ,2C 60.
Er ru
L2

Li

IS

V210890)
o
PI L4
teSI
L3

VI t2000;
il
P7 P8 P9
16") I2D.20j (2080.,

Di 'pana: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


UNISC PrOLEng.Christlan Donin. M.Sc.

CONCEPÇÃO Análise da Construção - Exemplo Didático 2


Planta Baixa - Projeto Arquitetônico e Principio do Lançamento
?:53
8—

E
BANHO DORA& COZINHA
SALA DE Dl
LAVABO
JANTAR

CORREDOR
ai HALL

20

SALA DE
ESTAR

TERRAÇO

41
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
:L•UNISC
E!: Pro(.Eng.Christian Domo, M.5c,

CONCEPÇÃO Análise da Construção - Exemplo Didático 2


Planta de Formas
20 15 15 2C
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Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

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Planta de Formas
Edifício Alto
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Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
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UNIVERSIDADE DE SANTA CRUZ DO SUL


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DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA, ARQUITETURA E CIÊNCIAS AGRÁRIAS
Prof. Eng. Christian Donin, M.Sc.

AÇÃO DO VENTO NAS


ESTRUTURAS DE EDIFÍCIOS

Prof. Eng. Christian Donin, IVI.Sc.

2014

1
ÍNDICE

1. CONSIDERAÇÕES INICIAIS
3
2. ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE O COMPORTAMENTO DO VENTO 5
3. A AÇÃO DO VENTO SEGUNDO A NBR 6123:1988 6
4A Fator S/ — Fator Topográfico
8
4.2 Fator S2 — Rugosidade do terreno, Dimensões da edificação e Altura sobre o terreno .12
4.2.1 Rugosidade do Terreno
12
4.2.2 Dimensões da edificação
14
4.2.3 Altura sobre o terreno
15
4.3 Fator 53- Estatístico
18
4. PRESSÃO DINÂMICA DO VENTO — q
18
5. FORÇAS DE ARRASTO DEVIDAS AO VENTO — Fa
19
6. SUGESTÃO PARA SIMPLIFICAÇÕES EM PLANTAS NÃO RETANGULARES 23
7. BIBLIOGRAFIA
24

2
1. CONSIDERAÇÕES INICIAIS

Entende-se por ação do vento, as forças introduzidas na estrutura devido às


sobre-pressões e sucções devidas ao vento. No caso dos edifícios residenciais e
de escritório, estas forças são tomadas apenas na sua componente horizontal.

A NBR 6118:2014 em seu item 11.4.1.2 estabelece que os esforços


solicitantes relativos à ação do vento devem ser considerados e recomenda que
sejam determinados de acordo com o prescrito pela NBR 6123, permitindo o
emprego de regras simplificadas previstas em Normas Brasileiras específicas.

A consideração da ação do vento, assim como, das demais forças


horizontais nas estruturas dos edifícios é cada vez mais importante, visto que:

• Recentemente, o aumento na resistência dos concretos permite a utilização


de estruturas mais esbeltas, principalmente os pilares, portanto tornando-se
mais sensíveis às forças horizontais do vento;

• Há ainda uma tendência ao uso de vãos livres maiores, tanto nas vigas
quanto nas lajes;

• O processo construtivo baseado em alvenarias encunhadas fechando os


vãos dos pórticos, formados por vigas e pilares, foi substituído, em muitos
casos, pela utilização de divisórias leves;

• Há uma tendência à eliminação das vigas, o que reduz a rigidez lateral dos
pórticos;

• Hoje com a disponibilidade de programas integrados de projeto, a


consideração da ação do vento, ou de outras forças horizontais, é feita
automaticamente, praticamente sem aumentar o tempo de processamento
da estrutura.

Apesar desta obrigatoriedade imposta pela NBR 6118:2014, em muitas


estruturas, a consideração da ação do vento não altera significativamente o

3
panorama dos esforços principais de dimensionamento da estrutura, ou seja, estas
estruturas não são sensíveis à ação do vento.

A definição a priori de qual estrutura é sensível ou não à ação do vento é


difícil de ser feita. Por outro lado, existem algumas regras práticas, tiradas da
experiência profissional de vários engenheiros em projeto de edifícios que
permitem uma avaliação qualitativa da sensibilidade da estrutura à ação do vento.

Entre estas regras, temos a proposta do IBRACON (2001) para estruturas


de pequeno porte. Segundo o IBRACON, o efeito do vento poderá ser omitido,
desde que haja contraventamento em duas direções. Cabe salientar que serão
considerados edifícios de pequeno porte aqueles com estruturas regulares muito
simples, que apresentem:

• A estrutura possui até 4 pavimentos, regulares e sem protensão;

• É submetida a cargas acidentais nunca superiores a 3 kN/m2;

• Possui pilares com até 4 metros de altura e vãos de vigas inferiores a


6 metros;

• Possui vãos menores das lajes (Ix) inferiores a 4 metros ou 2 metros


quando se tratar de balanço;

• Não existem empuxos de terra não equilibrados na estrutura;

• As prescrições da NBR 6118 relativas aos pilares são rigorosamente


obedecidas;

É importante comentar ainda que o critério de contraventamento em duas


direções é dado nas estruturas convencionais pela disposição de pórticos
(conjuntos de vigas e pilares).

4
2. ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE O COMPORTAMENTO

DO VENTO

O vento tem a sua velocidade variável em função de vários fatores, sendo que a
posição geográfica e a topografia do local em estudo podem ser consideradas os
mais importantes. A posição geográfica tem haver com a circulação geral da
atmosfera ao redor da terra e com a própria variação de parâmetros da atmosfera
como a temperatura e a pressão.

As recomendações constantes das normas dos vários países foram redigidas


com base em medições históricas feitas, principalmente, nos aeroportos
espelhados pelo mundo. A premissa básica corresponde a se admitir que as
condições atmosféricas e, portanto, de velocidade do vento natural estão em
condições estáveis, onde o futuro pode ser entendido como uma continuidade do
passado. Pode-se perceber que variações lentas das condições atmosféricas,
como o aquecimento global ou mesmo ciclos de maior ou menor velocidade do
vento, podem alterar estas premissas tomadas na redação das normas.

Para um dado local, além da posição geográfica, conta também a topografia do


local onde será implantada a edificação. É intuitivo que locais situados sobre
morros apresentam maior velocidade de vento do que locais situados em terrenos
planos.

Do mesmo modo, a presença de obstruções sobre o terreno (construções,


árvores, etc) reduz a velocidade do vento nas camadas inferiores da atmosfera.

Com base nas medições feitas em campo, já citadas, pode-se dizer que:

• A velocidade do vento varia em curtos intervalos de tempo (rajadas),


em relação a um valor médio;

• A direção do vento varia em torno da direção do vento médio;

• O desprendimento de vórtices gera alterações nos valores das


sucções, tem curtos intervalos de tempo.

5
Deste modo fica claro que a ação do vento é características dinâmicas, ou seja,
estamos trabalhando com forças constantemente variáveis no tempo. Porém, a
interação da ação dinâmica do vento com o comportamento dinâmico da estrutura,
na fase de projeto, normalmente, é substituída pela consideração de uma ação
estática equivalente, utilizando-se para tanto as recomendações das normas. No
Brasil a norma que rege as "forças devidas ao vento nas edificações" é a NBR
6123:1988.

3. A AÇÃO DO VENTO SEGUNDO A NBR 6123:1988

Para aplicação da NBR 6123:1988 - Forças devidas ao vento em edificações,


primeiramente, temos de considerar a posição geográfica da edificação, pois como
já visto, esta influencia na velocidade do vento. Isto é feito na norma através do.
mapa das isopletas, onde para cada posição geográfica obtemos um valor de
velocidade básica do vento Vo. Este valor indica a velocidade esperada para o
vento médio medido sobre 3 segundos, para um período de recorrência de 50 anos
e com probabilidade 63% de chance de ser superado neste período, em terreno
aberto e plano a 10 metros do solo. Esta descrição corresponde à maioria das
torres de controle dos aeroportos, local onde foram feitas as medições de
velocidade do vento que serviram de base para a confecção da NBR.
O termo isopletas significa curvas de mesma velocidade do vento.

6
Figura 01 - lsopletas de Velocidade Básica Vo (m/s), NBR 6123:1988.

Onde: Vo é a máxima velocidade média medida sobre 3 segundos, que pode ser excedida
em média uma vez em 50 anos, a 10 metros sobre o nível do terreno em lugar aberto e
plano.

7
Obtida a velocidade básica do vento Vo temos de corrigir esta para cada
situação em estudo. Para tanto a NBR 6123:1988 utiliza três fatores multiplicativos
Si, 82 e 83 para a velocidade do vento, fixando-se com isto a velocidade
característica Vk da edificação ou de parte dela. Assim:

Vk :"-S1.32.S3.Vo
onde:
Vk — velocidade característica do vento (m/s);
Vo — velocidade básica do vento (m/s);
Si — fator topográfico;
82 — fator de rugosidade do terreno;
S3 — fator estatístico.

4.1 Fator S1 — Fator Topográfico

O fator Si é chamado de fator topográfico e leva em consideração as


variações do relevo do terreno, sendo determinado do seguinte modo:
a) terreno plano ou fracamente acidentado: Si = 1,0;
b) taludes e morros:
- taludes e morros alongados nos quais pode ser admitido um fluxo de ar
bidimensional soprando no sentido indicado na Figura 2.

8
ti) Morro

Figura 02- Fator Topográfico S i (z), NBR 6123:1988.

No ponto A (morros) e nos pontos A e C (taludes): Si = 1,0;

No ponto B [S, é uma função S i(z) ]:

= 1,0- Em terrenos planos ou levemente inclinados, ângulo Os 3°

9
S1 (z) = 1,0 + (2,5- z/d).tg (E) -3» 1 para e entre 6° e 17°

51 (z) = 1,0 + 0,31.(2,5 - z/d) 1 para e maior do que 45°

Observação: Interpolar linearmente para 3° < 9 < 6° < 17° < 9 <45°

onde:

z = altura medida a partir da superfície do terreno no ponto


considerado;

d = diferença de nível entre a base e o topo do talude ou morro;

= inclinação média do talude ou encosta do morro.

c) vales profundos, protegidos de ventos de qualquer direção: S1 = 0,9.

Para valores de O entre os intervalos de validade das equações mostradas,


vale a interpolação em função do valor do ângulo dos valores obtidos com a
aplicação das equações aos seus limites de validade.

Observa-se, que nas edificações onde o fator 51 é igual a 1,0, em qualquer


direção, a avaliação da velocidade característica do vento Vk só precisará ser feita
em uma direção. Em um caso mais geral, temos de considerar a ação do vento
segundo duas direções, cada uma com dois sentidos. Ou seja, temos de efetuar a
avaliação da velocidade característica quatro vezes, que geralmente,
correspondem as quatro fachadas principais dos edifícios.

Observação:

Deve-se observar na Figura 02 e nas equações que a norma não distingue


morro de talude (situação em que a encosta possui um comprimento muito superior
à d), apesar do fluxo do ar ao redor dos morros poder ser bastante diferente dos

10
taludes, como é mostrado na Figura 03. Isto se deve ao fato de que só
recentemente estão disponíveis estudos que permitem considerar esta distinção.

Os valores de S1 fornecidos pela norma foram obtidos em túnel de vento


para a situação de talude e são utilizados, a favor da segurança, para o caso dos
morros.

SITUAÇÃO DA P.I9 • 599

SITUNÇÂO DE Cl ENTRE ti E O °REVISTO PELA Nia• 599

Figura 03- Diferença na circulação do ar nos morros e nos taludes

Cuidado também deve ser tomado na avaliação das encostas, que muitas
vezes, não podem ser consideradas como talude ou morro mais sim uma
depressão, que, portanto, não influi no valor de 31, podendo-se usar S1 igual a 1.0,
como mostrado na Figura 04.

11
SUGESTÃO: Si • 1,0

Figura 4 - Situação em que S1 pode ser tomado igual a 1,0

4.2 Fator S2 — Rugosidade do terreno, Dimensões da edificação e

Altura sobre o terreno

O fator S2 considera o efeito combinado da rugosidade do terreno, da


variação da velocidade do vento com a altura acima do terreno e das dimensões da
edificação ou parte da edificação em consideração.
Em ventos fortes em estabilidade neutra, a velocidade do vento aumenta
com a altura acima do terreno. Este aumento depende da rugosidade do terreno e
do intervalo de tempo considerado na determinação da velocidade.
Este intervalo de tempo está relacionado com as dimensões da edificação, pois
edificações pequenas e elementos de edificações são mais afetados por rajadas de
curta duração do que grandes edificações. Para estas, é mais adequado considerar
o vento médio calculado com um intervalo de tempo maior.

4.2.1 Rugosidade do Terreno

Segundo a NBR 6123, a rugosidade do terreno é classificada em cinco categorias:

12
Categoria 1: Superfícies lisas de grandes dimensões, com mais de 5 km de
extensão, medida na direção e sentido do vento incidente.
Exemplos:
- mar calmo(3);
- lagos e rios;
- pântanos sem vegetação.

Categoria II: Terrenos abertos em nível ou aproximadamente em nível, com


poucos obstáculos isolados, tais como árvores e edificações baixas.
Exemplos:
- zonas costeiras planas;
- pântanos com vegetação rala;
- campos de aviação;
- pradarias e charnecas;
- fazendas sem sebes ou muros.
A cota média do topo dos obstáculos é considerada inferior ou igual a 1,0 m.

Categoria III: Terrenos planos ou ondulados com obstáculos, tais como sebes e
muros, poucos quebra-ventos de árvores, edificações baixas e esparsas.
Exemplos:
- granjas e casas de campo, com exceção das partes com matos;
- fazendas com sebes e/ou muros;
- subúrbios a considerável distância do centro, com casas baixas e esparsas.

A cota média do topo dos obstáculos é considerada igual a 3,0 m.

Categoria IV: Terrenos cobertos por obstáculos numerosos e pouco espaçados,


em zona florestal, industrial ou urbanizada
Exemplos:
- zonas de parques e bosques com muitas árvores;

13
- cidades pequenas e seus arredores;
- subúrbios densamente construídos de grandes cidades;
- áreas industriais plena ou parcialmente desenvolvidas.
A cota média do topo dos obstáculos é considerada igual a 10 m.
Esta categoria também inclui zonas com obstáculos maiores e que ainda não
possam ser consideradas na categoria V.

Categoria V: Terrenos cobertos por obstáculos numerosos, grandes, altos e pouco


espaçados. Exemplos:
- florestas com árvores altas, de copas isoladas;
- centros de grandes cidades;
- complexos industriais bem desenvolvidos.
A cota média do topo dos obstáculos é considerada igual ou superior a 25 m.

4.2.2 Dimensões da edificação

A velocidade do vento varia continuamente, e seu valor médio pode ser


calculado sobre qualquer intervalo de tempo. Foi verificado que o intervalo mais
curto das medidas usuais (3 s) corresponde a rajadas cujas dimensões envolvem
convenientemente obstáculos de até 20 m na direção do vento médio.
Quanto maior o intervalo de tempo usado no cálculo da velocidade média,
tanto maior a distância abrangida pela rajada.
Para a definição das partes da edificação a considerar na determinação das
ações do vento, é necessário considerar características construtivas ou estruturais
que originem pouca ou nenhuma continuidade estrutural ao longo da edificação,
tais como:
- edificações com juntas que separem a estrutura em duas ou mais partes
estruturalmente independentes;
- edificações com pouca rigidez na direção perpendicular à direção do vento e, por
isso, com pouca capacidade de redistribuição de cargas.

14
Foram escolhidas as seguintes classes de edificações, partes de edificações
e seus elementos, com intervalos de tempo para cálculo da velocidade média de,
respectivamente, 3 s, 5s e 10 s:

Classe A: Todas as unidades de vedação, seus elementos de fixação e peças


individuais de estruturas sem vedação. Toda edificação na qual a
maior dimensão horizontal ou vertical não exceda 20 m.

----Classe B: Toda edificação ou parte de edificação para a qual a maior dimensão


horizontal ou vertical da superfície frontal esteja entre 20 m e 50 m.
Classe C: Toda edificação ou parte de edificação para a qual a maior dimensão
horizontal ou vertical da superfície frontal exceda 50 m.

Para toda edificação ou parte de edificação para a qual a maior dimensão


horizontal ou vertical da superfície frontal exceda 80 m, o intervalo de tempo
correspondente poderá ser determinado de acordo com as indicações do Anexo A
da NBR 6123.

4.2.3 Altura sobre o terreno

O fator S2 usado no cálculo da velocidade do vento em uma altura z acima


do nível geral do terreno é obtido pela expressão:

S2
10

onde
S2 - fator de rugosidade do terreno;
b — parâmetro meteorológico;
Fr — fator de rajada, sempre correspondente à categoria II;
z — altura acima do nível geral do terreno;
p — parâmetro meteorológico.

15
O fator de rajada Fr é sempre o correspondente à categoria II. A expressão

acima é aplicável até a altura zg, que define o contorno superior da camada
atmosférica.
Os parâmetros que permitem determinar S2 para as cinco categorias são
apresentados na Tabela 1.
Os valores de S2 para as diversas categorias de rugosidade do terreno e
classes de dimensões das edificações são dados na Tabela 2.

CLASSES
CATEGORIA Zg (m) PARÂMETRO B C
A
b 1.100 1.110 1.120
I 250 0.060 0.065 0.070
p
b 1.000 1.000 1.000
300 Fr 1.000 9r 0.980 0.950
II
0.085 . 0.090 0.100
P
b 0.940 ... 0.940 0.930
-+ III 350 0.100 „, 0.105 0.115
P
b 0.860 0.850 0.840
IV 420 0.120 0.125 0.135
p
b 0.740 0.730 0.710
V 500 0.150 0.160 0.175
p
Tabela 1 - Parâmetros Meteorológicos.

16
Categoria

I II III IV V

z
Classe Classe Classe Classe Classe
(m)
A B C A B C AB CA B C AB C

<5 1,06 1,04 1,01 0,94 0.92 0,89 0,88 0.86 0,82 0,79 0,76 0,73 0,74 0,72 0,67
10 1,10 1,09 1,06 1,00 0,98 0,95 0,94 0,92 0,88 0,86 0,83 0,80 0,74 0.72 0,67
15 1,13 1,12 1,09 1,04 1,02 0,99 0,98 0,96 0.93 0,90 0,88 0.84 0,79 0,76 0,72
20 1,15 1,14 1,12 1,06 1,04 1,02 1.01 0,99 0,96 0,93 0,91 0,88 0,82 0,80 0,76
30 1,17 1,17 1,15 1,10 1,06 1,06 1,05 1,03 1,00 0,98 0,96 0,93 0,87 0,85 0,82
40 1,20 1,19 1,17 1,13 1,11 1,09 1,08 1.06 1,04 1,01 0,99 0,96 0,91 0,89 086
50 1,21 1,21 1,19 1,15 1,13 1,12 1,10 1,09 1,06 1,04 1,02 0,99 0,94 0,93 0,89
60 1,22 1,22 1,21 1,16 1,15 114 1.12 1.11 1,09 1,07 1.04 1,02 0,97 0,95 0.92
80 1,25 1,24 1,23 1,19 1,18 1,17 1,16 1,14 1,12 1,10 1,08 1,06 1,01 1.00 0.97
100 1,26 1,26 1,25 1,22 1,21 1,20 1,18 1,17 1,15 1,13 1,11 1,09 1.05 1,03 1,01
120 1,28 1,28 1,27 1,24 1,23 1,22 1.20 1,20 1,18 1,16 1.14 1,12 1,07 1,06 1.04
140 1,29 1,29 1,28 1,25 1,24 1,24 1,22 1,22 1,20 1,18 1,16 1,14 1,10 1.09 1,07
160 1,30 1,30 129 1,27 1,26 1,25 1,24 1,23 1,22 1,20 1,18 1.16 1,12 1,11 1,10
180 1,31 1,31 1,31 1,28 1,27 1,27 1,26 1,25 1,23 1,22 1,20 1,18 1,14 1,14 1,12
200 1,32 1.32 1,32 1,29 1,28 1,28 1,27 1,26 1,25 1,23 1,21 1,20 1,16 1.16 1,14
250 1,34 1,34 1,33 1.31 1,31 1,31 1,30 1,29 1,28 1,27 1,25 1,23 1,20 1.20 1,18
300 - - - 1,34 133 1,33 1,32 1,32 1,31 1,29 1,27 1,26 1,23 1,23 1,22
350 - - 1.34 1,34 1,33 1,32 1.30 1,29 1,26 1,26 1,26
400 - - - - 1,34 1,32 1,32 1,29 1,29 1,29
420 - 1,35 1,35 1,33 1,30 1,30 1,30
450 - - - 1, 32 1 ,32 1 ,32
500 - - 1,34 1,34 1,34

Tabela 2- Fato S2

17
4.3 Fator S3- Estatístico

O fator 33 é baseado em fatores estatísticos e leva em conta as


conseqüências para a sociedade da ruína de cada edificação particular ou de uma
de suas partes. Este fator está relacionado com a segurança necessária para a
edificação e depende do tipo de ocupação da edificação.

Grupo Descrição S3
Edificação cuja ruína total ou parcial pode afetar a segurança ou
possibilidade de socorro a pessoas após uma tempestade destrutiva
1 1,10
(hospitais, quartéis de bombeiros e de forças de segurança, centrais
de comunicação etc).
Edificações para hotéis e residências. Edificações para comércio e
2 1,00
indústria com alto fator de ocupação.
Edificações e instalações industriais com baixo fator de ocupação
3 0,95
(depósitos, silos, construções rurais, etc.).
4 Vadações (telhas, vidros, painéis de vedação, etc.). 0,88
Edificações temporárias. Estruturas dos Grupos 1 a 3 durante a
5 0,83
construção.

Tabela 3 — Valores mínimos do fator estatístico

4. PRESSÃO DINÂMICA DO VENTO — q

Obtida a Velocidade Característica do Vento "Vk", Podemos Calcular a


Pressão Dinâmica do Vento "q":
q=0,613.Vk2

Sendo (unidades SI): q em N/m2 e Vk em m/s.

18
5. FORÇAS DE ARRASTO DEVIDAS AO VENTO — Fa

Conhecida a pressão dinâmica do vento, definimos uma área da edificação


sobre a qual consideramos que a pressão é aplicada. Uma vez que a pressão do
vento é variável com a altura, pois os fatores S1 e S2 O são, geralmente, nos
edifícios, é considerada a altura de um pavimento. A esta área damos o nome de
Área frontal efetiva - Ae (área da projeção ortogonal da edificação, estrutura ou
elemento estrutural sobre um plano perpendicular à direção do vento ou também
chamada de "área de sombra").
Nos edifícios de planta em formato retangular a área efetiva Ae é obtida pelo
produto da largura L do edifício, na direção considerada, pela altura do andar ha
(distância de piso a piso), portanto:

Ae=L.ha

A Figura 05 mostra graficamente o valor da área exposta Ae a considerar.

Laje

Laje

Laje
(-> _J
Laje

Laje
Vento na direção X
Laje
Vento na direção Y

VISTAS EM PLANTA ELEVAÇÃO

Figura 05 — Representa L e ha.

As forças devidas ao vento nos edifícios são consideradas como aplicadas


às lajes (centro da distância ha). Estas forças são chamadas de forças de arrasto
(força global na direção do vento) devidas ao vento e são calculadas pela
expressão:

Fa=Ca.q.Ae

19
onde: Ca é chamado de coeficiente de arrasto a leva em conta a aerodinâmica da
construção ou de uma de suas partes.
Para edificações de planta retangular a norma fornece o coeficiente de
arrasto no formado de dois ábacos apresentados nas figuras 06 e 07.
O primeiro ábaco refere-se aos locais onde o vento pode ser considerado de
baixa turbulência. Este ábaco é mostrado na figura 06. O segundo ábaco, que é
mostrado na figura 07, refere-se aos locais onde o vento pode ser considerado de
alta turbulência. Nestas figuras L1 é a largura na direção considerada e L2 é a
profundidade.

i 22.
-1 i
40

30
1 2-V
L2
20
Pk: oril
f / Vento -„
15 bi
a

10

1
_mal
Nbr 1:4 6
5 h/L

r,
4

i r VIS 3
2,5

IVA Jc?
i
2
1,5 1.9
a

1 Vento la

,5
4 3 2 1 5 1 O 8 0,6 04 0,3 02

1.2

Figura 06 - Coeficiente de Arrasto Ca para Edificação com Planta Retangular em Região de Vento
de Baixa Turbulência , NBR 6123:1988
20
5

3
2,5

2
h / L1
1,5

0,5
15 1 0,8 0,6 04 03 02

Li/L2

L2 L1
Vento
L1 L2
a a

Vento t

Figura 07- Coeficiente de Arrasto C, para Edificação com Planta Retangular em Região de Vento de
Alta Turbulência , NBR 6123:1988

Na definição do nível de turbulência do vento temos de ter em mente que o


coeficiente de arrasto para caso do vento de baixa turbulência é maior do que para
o caso do vento de alta turbulência. Portanto, só devemos considerar o vento como
de alta turbulência e usar o ábaco da figura 07 quando tivermos certeza de tratar-se
de um caso de edificação que possa ser considerada em região de alta turbulência
do vento.

21
Podemos considerar uma edificação como estando em região com vento de
alta turbulência quando:

• A região ao redor da edificação (raio de 1000 metros) é das categorias IV


ou V;
• A altura da edificação em estudo não supera duas vezes a altura das
edificações vizinhas.

A norma também indica que temos de considerar uma excentricidade da


força de arrasto Fa , considerando, portanto, que a força não atua no centro da
fachada. Esta excentricidade procura levar em conta os desvios do vento causados
pelas edificações vizinhas, ou mesmo pelo relevo, ou seja, esta excentricidade é
mais importante nas regiões de vento turbulento. Em projeto, e de forma
simplificada, podemos em muitos casos desconsiderar esta excentricidade desde
que consideremos sempre o vento como de baixa turbulência.

22
6. SUGESTÃO PARA SIMPLIFICAÇÕES EM PLANTAS NÃO
RETANGULARES

A figura 08 mostra o retângulo equivalente (linha tracejada) para um caso


muito comum de formato de planta.

L2 LI

Vento na direção X

Vento na direção Y

VISTAS EM PLANTA

Figura 08- Planta Retangular Equivalente

Para plantas de outros formatos podemos sugerir algumas aproximações:

• Planta em formato de H: Considerar o retângulo que envolve todo o edifício;


• Planta em formato de L: Considerar a aproximação indicada na figura;
• Planta de formato trapezoidal: Considerar a aproximação indicada na figura.
0;UNISC
WIIVI.3/0•0101savm
UNIVERSIDADE DE SANTA CRUZ DO SUL

ctui øo Íuc DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ARQUITETURA E CIÊNCIAS AGRÁRIAS


CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

PROJETO DE ESTRUTURAS DE
CONCRETO ARMADO
Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

AÇÃO DO VENTO E DESAPRUMO


INSTABILIDADE E EFEITOS DE r ORDEM

2014

,LUNISC Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


Prof.Eng.ChrisDan Donin, M.Sc.

ÃO DO VENTO - Exem lo
PI
)
Cidade:
Santa Cruz do
Sul —RS
a
Terreno plano
Edifício comercial

Fura 1' Esquema preigniiar da planta de fanas e:botareis do paviMeald GPO


Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO

ittlUNISC Profing.Christian Donk', M.Sc.

AÇÃO DO VENTO - Exemplo


cob

1/4

Figura 2: Altura dos pavimentos (corte esquemático)

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO

mUNISC
INIZE
Profing.Christian Donin,

AÇÃO DO VENTO - Exemplo


Cidade: Santa Cruz do Sul —RS
Terreno plano
Edifício comercial
Edificação:
cob

10,60m
(Elevação)
14.60m
(Planta)
"UNIISC
MEN Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
ProtEng.Christian Donin, M.Sc.

AÇODO VENTO -Exemplo


vo = 45m/s (Santa Cruz do Sul)
Si=1,0 (Terreno plano)
83 = 1,0 (Edifício comercial)
Terreno:~III
(edificações baixas e esparsas; cota media dos obstáculos de
3,0m)
Edificação:
cob
Vento 0'
(Planta) 10,60m
5'
4. 14,60m
(Elevação) 3° l
h' =16,80m t Vento 9D°
Maior dimensão frontal p/ vento O° = 16,80m
.*. Classe A
Maior dimensão frontal p/ vento 90° = 16,80m
:. Classe A

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


Prof.Eng.Chrisilan DIn, M.Sc.

AÇÃO DO VENTO - Exem lo


Vento a O°
Fator $2:
b }
S 2 = bFR — Categoria III
FR =1,0 C> (variável na altura: tabela)
(10) Classe A
p=0,10

Coeficiente de arrasto:
L2=14,60m
Vento r
L1=10,60m

10,60 0,73 (ábaco: vento não turbulento)


L2 14,60

C.1,05
a
-
h 16,80
= =158

3
EiiUNISC Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

AÇÃO DO VENTO - Exemplo


z V, St.; S, N/, 4 cl C. g
(m) (m/s) (mis) (kgf/m2) (kgf/m) (kgf/m)
2,80 45 0,828 37,24 86,69 919 965
5,60 45 0,887 39,92 99,59 1056 1108
8,40 45 0,924 41,57 108,0 1145 1202
11,20 45 0,951 42,78 114,4 1213 1273
14,00 45 0,972 43,75 119,6 1268 1331
16,80 45 0,990 44,55 124,1 1315 1381
x lo som

38.

37,28

_aLop.

33.68

31,03

27,01

(kN)

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

DESAPRUMO - Exemplo
Desaprumo a O°

o. 0111+21/n
1=
100j1--
1
ti
(t em melros)
No edifício modelo:
--7 reuAo-ra) -çkk W‘gt"
H =16,80m n = 4 c..`1 k o.odokin‘sv“I \

1
n grumadas de piares 8, = — O 00244rad
100

1
— — O 00333ra d
300
= 0,00333rad
1
°lmax = — = 0,00500rad
200

4
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Profing.Christian Donin, M.Sc.

DESAPRUMO - Exemplo
1+1/n 1+1/ 4
02 = 04 — 0 003331 — O O 0264rad
2 n 2
Força equivalente de desaprumo por pavimento: Feco = 0a X W,

No pavimento tipo: W, = Gk + C21,= 1546kN + 295kN = 1841kN

Fecii = 0,00264 x 1841= 4,85kN ç


cob
4185
4,85

4.85

4,85 (mesmo procedimento para a cobertura)

112
NEM UNISC DfscIplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prof. Eng.Christian Donin, M.Sc.

AÇÃO DO VENTO E DESAPRUMO - Exemplo


0a.Wcob cob
4,85

4,85

4,85

4.8 _)
27,01 4,85 o.

(kN) (kN)
(Vento à 0°) (Desaprumo à O,

c> Vento é mais critico neste caso (escolhido como ação horizontal no projeto)

I=> (Mesmos procedimentos para as ações horizontais é 90 0)


112 UNISC
„. Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
--.........--,..— Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

Instabilidade e Efeitos de 2 a
Ordem em Edifícios

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


Prof.Engthristian Donln, M.Sc.

1.1- Introdução

6
ENUNISC Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prof. Eng.Christian Donin, M.Sc,

1.2- Estruturas de Nós Fixos e Nós Móveis


Ciffilefe~aat2S1
NBR 6118:2014

15.4.2 Estruturas de nós fixos e estruturas de nós móveis

As estruturas são consideradas, para efeito de cálculo, de nós fixos, quando os deslocamentos
horizontais dos nós são pequenos e, por decorrência, os efeitos globais de 21 ordem são desprezíveis
(inferiores a 10 % dos respectivos esforços de 13 ordem). Nessas estruturas, basta considerar
os efeitos locais e localizados de 23 ordem.

As estruturas de nós móveis são aquelas onde os deslocamentos horizontais não são pequenos e,
em decorrência, os efeitos globais de 2'3 ordem são importantes (superiores a 10 % dos respectivos
esforços de 13 ordem). Nessas estruturas devem ser considerados tanto os esforços de 2
1ordem
globais como os locais e localizados.

Todavia, há estruturas em que os deslocamentos horizontais são grandes e que, não obstante,
dispenSam a consideração dos efeitos de 23 ordem por serem pequenas as forças normais e, portanto,
pequenos os acréscimos dos deslocamentos produzidos por elas; isso pode acontecer, por exemplo,
em postes e em certos pilares de galpões industriais.

22W \IISC
Peei Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
ProtEng.Christian Donin, M.Sc.

1.3- Dispensa da Consideração dos Esforços


Globais de r Ordem
e A NBR 6118:2014 (item 15.5) indica dois
processos aproximados para verificar a
possibilidade de dispensa da consideração
dos esforços de 2a ordem globais, ou seja,
para classificar as estruturas de edifícios
corno sendo de nós fixos ou de nós móveis.
• São eles:
• Parâmetro de instabilidade a
• Coeficiente yr

7
"2 UNISC
NOM
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

1.3.1- Parâmetro de Instabilidade a

ei Teoria de BECK (1966):


Nk
a—H
ii (El)eq

onde:
H: altura total do edifício, medida a partir do topo da fundação ou
de um nível muito pouco deslocável do subsolo;
Nk: somatório de todas as ações verticais atuantes no edifício (a
partir do nível considerado para o calculo de H), com valor
característico;
(El) :q módulo de rigidez da estrutura do edifício equivalente a um
pilar de seção constante engastado na base e livre no topo.

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


Prof.Eng.Christlan Donin, )A.Sc.

1.3.1- Parâmetro de Instabilidade a


Módulo de rigidez equivalente:
Valor representativo:
Verificar o deslocamento do topo do
edifício quando submetido a uma
ação lateral uniformemente
distribuída, segundo um modelo
tridimensional:

8
112
IN UNISC Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prof. Eng.Christian Donin, M.Sc.

1.3.1- Parâmetro de Instabilidade a


1 /4,9

• Módulo de rigidez equivalente:


Associa-se à estrutura a um pilar de
seção constante, engastado na
base e livre no topo, com altura
igual à do edifício, que sujeito à
mesma ação apresente
••••••••••
deslocamento idêntico;

PI • • UNISC Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


Prof. Eng.ChrMtian Donin, M.Sc.

1.3.1- Parâmetro de Instabilidade a


• Módulo de rigidez equivalente:
Considera-se a linha elástica do
elemento linear de seção
constante.
q
El -
8a
E, 1, A: constantes
q : ação lateral uniformemente
distribuída ( geralmente é
H
adotado um valor unitário):
H : altura total do edifício;
a : deslocamento do topo do edifício
quando submetido à ação
lateral de valor igual a q.

9
iSUNISC Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prof. Eng.Christlan Donin, M.Sc.

1.3.1- Parâmetro de Instabilidade a

• Módulo de rigidez equivalente:


Consideração de um modelo bidimensional.

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

1.3.1- Parâmetro de Instabilidade a


Modelo Bidimensional:
1- Associação plana de painéis;
2- Todos os pórticos e pilares-parede que contribuem para o
contraventamento da direção analisada são
posicionados seqüencialmente num plano e interligados
em cada pavimento por barras rotuladas em suas
extremidades, as quais simulam a presença das lajes
atuando como um diafragma rígido.
3- Essas barras rotuladas devem ser consideradas com
elevada área de seção transversal, para que não ocorra
deformação axial nas mesmas.
4- Para as vigas, os momentos de inércia utilizados devem
ser os reais.

10
"r=UNISC
MIM
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

1.3.1- Parâmetro de Instabilidade a


Portico

Exemplo:
1—o x Planta

Portico

PH3 Portico Portico Po tico


El - Py 1 Py 2 Py-3
3a
1 Pórtico Px-t Pórtico

H
Pilar equivalente
Barra rirgida:=Laje
(rotulada nas extremidades)

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


Zig
Prof.Eng.Christian Donln, M.Sc.

Módulo de Elasticidade (NBR 6118:2014)


O módulo de elasticidade (Ed) deve ser obtido segundo o método de ensaio estabelecido
na ABNT NBR 8522, sendo considerado nesta Norma o módulo de deformação tangente inicial, obtido
aos 28 dias de idade.

Quando não forem realizados ensaios, pode-se estimar o valor do módulo de elasticidade inicial
usando as expressões a seguir:

Ed = ag 5600 jjk para fck de 20 MPa a 50 MPa.;

Ed = 2 t 5.103 -crE igsr,para fok de 55 MPa a 90 MPa.

sendo onde
cre = 1,2 para basalto e diabásio Ed e fdc são dados em megapascal (MPa).
ere = 1,0 para granito e gnaisse

ac = 0,9 para calcário

erE = 0,7 para arenito

11
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prof.Eng.Christian Donin, M.5c.

Módulo de deformação secante (NBR 6118:2014)


O módulo de deformação secante pode ser obtido segundo método de ensaio
estabelecido na ABNT NBR 8522, ou estimado pela expressão:

Ecs r• ai • Eci
sendo

fck *1,0
ai =0,8+0,2.—
80

A Tabela 8.1 apresenta valores estimados arredondados que podem ser usados
no projeto estrutural.

:rj;UNISC
.•• -----.—..
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

Módulo de Elasticidade (NBR 6118:2014)

Tabela 8.1 —Valores estimados de módulo de elasticidade em função da resistência


característica à compressão do concreto (considerando o uso de granito como
agregado graúdo)
Classe de
C20 C25 C30 C35 C40 C45 C50 C60 C70 C80 C90
resistência
Hei
25 28 31 33 35 38 40 42 43 45 47
(Gfa)
r
Ecs
21 24 27 29 32 34 37 40 42 45 47
(GPa)

cri 0,85 0,96 0,88 0,89 0,90 0,91 0,93 0,95 0,98 1,00 1,00

A deformação elástica do concreto depende da composição do traço do concreto, especialmente


da natureza dos agregado&

Na avaliação do comportamento de um elemento estrutural ou seção transversal, pode ser adotado


módulo de elasticidade único, à tração e à compressão, igual ao módulo de deformação secante E.

12
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

1.3.1- Parâmetro de Instabilidade a


A NBR 6118:2014 indica que uma estrutura reticulada
simétrica pode ser considerada de nós fixos se a < al
Sendo:
onde

= fim -Mk AEcs/c ) = 0,2 + 0,1n se: n S 3


ar = 0,6 se: n2 4
n é o número de níveis de barras horizontal (andares) acima da fundação ou de um nível
pouco deslocaval do subsolo;

é a altura total da estrutura, medida a partir do topo da fundação ou de um nível pouco


destacável do subsolo;

Nk é °somatório de todas as cargas verticais atuantes na estrutura (a partir do nível considerado


para o cálculo de Mo ), com seu valor característico;

Ecsle representa o somatório dos valores de rigidez de todos os pilares na direção considerada.
No caso de estruturas de pórticos, de treliças ou mistas, ou com pilares de rigidez variável
ao longo da altura, pode ser considerado o valor da expressão Etslc de um pilar equivalente
de seção constante.
Ets — módulo de-deformação secante do concreto

:r;UNISC Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


Prol. Eng.Christian Donin, M.Sc.

1.3.1- Parâmetro de Instabilidade a


Sendo a, :
3 —> ar= 0,2 + 0,1n
= 0,6 para associações de pilares - parede e pórtico
4 a, = 0,7 para contraventamento constituído exclusivamente por pilares - parede
a, = 0,5 quando só houver pórticos

n : número de andares acima da fundação;

No caso de estruturas de pórticos, de treliças ou com pilares de rigidez


variável ao longo da altura, pode-se considerar El como sendo
de um pilar equivalente de seção constante.

13
"UNISC
1•••
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
ProtEng.Christian Donin, M.Sc.

1.3.1- Parâmetro de Instabilidade a


Blleffle.ent

Considerações:
• Pilares-parede são elementos de eixo vertical submetidos
preponderantemente á compressão, nos quais a menor dimensão
da seção transversal deve ser menor que 115 da maior.
• -Há edifícios em que elevadores e escadas são envolvidos por
pilares-parede com grande rigidez (Núcleo Estrutural).
• Considerando somente o somatório das rigidezes das seções brutas
desses elementos como sendo o valor de (E1),q para cálculo do
parâmetro de instabilidade a, se obtenha a satisfazendo a
condição para não levar em conta no dimensionamento os efeitos
de 2a ordem.
• Havendo a necessidade de se considerar os esforços de 2a ordem,
deve-se avaliar ainda se esses não apresentam valores muito
elevados o que implicaria na conveniência de se alterar a estrutura.

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


Prof.EnR.Christlan Donin, M.Sc.

1.3.1- Parâmetro de Instabilidade a


• Elementos de contraventamento:

PârticO
entrellçado

Parede
estrutural

14
nau In.ISC Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

1.3.1- Parâmetro de Instabilidade a


um•••••0••••••••opw.—••• ••

Contraventamento na direção y:
= aE . 5600 ,IFJC• Ecs = ai • Ed
para
fck de 25 MPa
aE = 1,0 para granito e gnaisse
Eci = 28000 MPa e Ecs = 0,86 . 28000 = 24080 MPa

Sendo:
P1, P31 P4 e P6 com seção 20 em x 20 cm
P2 e P5 com seção 20 cm x 40 cm
Viga com seção 12 cm x 40 cm

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


ProtEng.Christian Donin, M.Sc.

1.3.1- Parâmetro de Instabilidade a

Contraventamento na direção y:
Programa

15
EUNISÇ Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

1.3.1- Parâmetro de Instabilidade a

• Contraventamento na direção y:
Deformada: a =0,0509cm

EUU.IMISC Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


Profing.Christian Donin, M.Sc.

1.3.1- Parâmetro de Instabilidade a

• Contraventamento na direção y:
a = 0,0509 cm
3m x 4 pavimentos = 12 m = 1200cm
P = 1 kN
PH 3 1'12003
=11.316.306.483,3kN.cm2
3a 3 • 0,0509
Nk = 10 kN/m2 pavimento x (6m x 8m) área do pavimento x 4 pavimentos
Nk = 1920 kN

AI 1920
a = Hwit ' =1200 —0,494
E "11.316.306.483,3

16
::;UNISC Duciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

1.3.1- Parâmetro de Instabilidade a

Contraventamento na direção y:
a =H4" =12001 1920
= 0,494
Edie 11.316.306.483,3

Comparando com aipara n = 4


ii s3 —› a =01+01n
ai = 0,6 para associações de pilares -parede e pórtico
n .à. 4 --> Í.ce, r-- 0,7 para contraventanento constituído exclusivamente por pilares - parede
cri = 0,5 quando só houver pórticos

Portanto a < a1 = 0,5 (contraventamento constituído somente por pórticos

Estrutura tem comportamento de nós fixos na direção do eixo y.

lriUNIISC Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


Profing.Chrfstian Donin, M.Sc.

1.3.2- Coeficiente yz
• Avalia a importância dos esforços de 26 orem global,
• É válido para estruturas reticuladas de no mínimo 4 andare&
• O valor de yz para cada combinação de carregamento é dado
pela expressão:
1
rz-
1
onde: 1.ad .d
Miptd :soma dos momentos de todas as forças horizontais, da
combinação considerada, com seus valores de cálculo, em relação à
base da estrutura (momento de tombamento);
soma dos produtos de todas as forças verticais atuantes na
altot d :
estrutura, na combinação considerada, com seus valores de cálculo,
pelos deslocamentos horizontais de seus respectivos pontos de
aplicação, obtidos da análise em ta ordem com todas as
componentes de força horizontal de cálculo agindo.

17
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prof. Eng.Christian Donin, M.Sc.

1.3.2- Coeficiente yz
o Condição

1,1 Considera-se que a estrutura é de nós fixos.

7,> 1,1 Considera-se que a estrutura é de nós móveis.

UNISC PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


Prof.EnRChristian Donin, M.Sc.

1.3.2- Coeficiente )1,


• Exemplo:
Para a edificação abaixo os pilares P1, P2, P4 e P5 fazem
parte da estrutura de contraventamento, enquanto P3 é
um pilar contraventado.
A planta de formas e a perspectiva são apresentadas nas
figuras a seguir.
Verifique a sua estabilidade global através do coeficiente y,

18
EME UNISC Disciplina: PROJETO DE ESTRISEURAS DE CONCRETO ARMADO
Prof.Eng.Christian Danin, M.Sc.

1.3.2- Coeficiente y,
• Exemplo:
2,90

RUM UNISC Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

1.3.2- Coeficiente Yz
• Exemplo:
Dados:
= 25 MPa;
Número de pavimentos: 6;
Distância piso-a-piso: 3,00 m;
25 kN/m3;
Yconereto armado =
carga estimada do piso = 12 kN/m2;
Pk,vento 0,8 kN/m2.

19
EEWNISC Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prol.Eng.Chdstian Donin, M.Sc.

1.3.2- Coeficiente yz
• Ações:
• Ações horizontais de cálculo entre pisos:
Fh = f X Ruem° x área entre pisos
Fh = 1,4 x 0,8kN/m2 x (6m x 3m) = 20,2 kN

• Ações verticais de cálculo por piso:


Fv = yr x (g +g) x área do pisos
Fv = 1,4 x 12kN/m2 x (6m x 6m) = 604,8 kN
• Ações verticais de cálculo por pilar:
= FI (n° de pilares)
Ç=604,8 kN / 4 = 151,2 kN

EliUNISC Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


Profing.Christian Donin, M.Sc.

1.3.2- Coeficiente yz
• Características:
Módulo de elasticidade:
para fck de 25 MPa
Eci = . 5600 if;
aE = 1,0 para granito
Eci = 28000 MPa e

P1 = P5 com seção 20 cm x 70cm


P2 = P4 com seção 70 cm x 20cm
P3 com seção 20 cm x 20 cm
Viga com seção 20 cm x 50 cm
Barra rígida com comprimento de 3m e seção 600cm x 50 cm

20
UNISC Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

1.3.2- Coeficiente
• Deslocamentos:
▪ Pavimento simétrico nas
direções x e y
• FTOOL: 20

20
__.
_.. e

5
:

11
PIM2'
1 UNISC Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
ProtEng.Christian Donin, M.Sc.

1.3.2- Coeficiente Yz
Deslocamentos:
• Pavimento simétrico nas

111111
direções x e y
• FTOOL:

MIEN=
MIM=
21
E..UNISC
in
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Rrof.Eng.Christian Donin, M.5c.
-

1.3.2- Coeficiente
. Cálculo de 7, :
72=
1
AMtot.d
1
Mim,c1
Andar Cota piso (m) rh (kN) Pátio" Fy (kN) d(m) AMtotti
6° 18,0 10,10 181,8 604,80 0,016170 9,78
50 15,0 20,20 303,0 604,80 0,015100 9,13
4° 12,0 20,20 - 242,4 604,80 0,013210 7,99
3° 9,0 20,20 181,8 604,80 0,010300 6,23
2° 6,0 20,20 121,2 604,80 0,006507 3,94
1° 3,0 20,20 60,6 604,80 0,002406 1,46
Térreo 0,0 0,0 ' 0,0 0,0 0,000000 0,00
E 1090,8 E 38,52

-UNISC
gen
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prof.Eng.Christian Donfn, M.Sc

1.3.2- Coeficiente
• Cálculo de yz :

1 1
_= =1,04
&V iotti 38,52
1 1
M 1,tot zd 1090,8

y:=1,04 <1,10 Ok!

Estrutura de nós fixos

22
EUUNISC Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

1.4- Análise de Estruturas de Nós Fixos


• Permite-se considerar cada elemento comprimido
isoladamente, como barra vinculada nas
extremidades aos demais elementos estruturais que
ali concorrem, onde se aplicam os esforços obtidos
pela análise da estrutura efetuada segundo a teoria
de la ordem.
• Sob a ação de forças horizontais, a estrutura é
sempre calculada como deslocável. O fato de a
estrutura ser classificada como sendo de nós fixos
dispensa apenas a consideração dos esforços globais
de 2a ordem, mas não sua análise como estrutura
deslocável.

EUUNISC Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


Proang.Christian Donin, M.Sc.

1.4- Análise de Estruturas de Nós Fixos


IE230aitaM•aaS~Iiill

o O comprimento equivalente 4, do elemento


comprimido (pilar), suposto vinculado em ambas as
extremidades, é o menor dos seguintes valores:
te= go, h -

te = E
Onde:
Et) — distância entre as faces internas dos
elementos estruturais, supostos
horizontais, que vinculam o pilar; o
h - altura da seção transversal do pilar,
medida no plano da estrutura;
e — distância entre os eixos dos elementos
estruturais aos quais o pilar está
vinculado.

23
Euumpc Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prof.Eng.Chnstian Donin, M.Sc.
Geai

1.5- Análise de Estruturas de Nós Móveis


• A análise deve levar obrigatoriamente em conta os
efeitos da não-linearidade geométrica e da não-
linearidade física.
▪ No dimensionamento, consideram-se
obrigatoriamente os efeitos globais e locais de T
ordem.
• Deve ficar assegurado que para as combinações mais
desfavoráveis das ações de cálculo não ocorra perda de
estabilidade nem tão pouco esgotamento da capacidade
resistente de cálculo das seções mais solicitadas.

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

1.5- Análise de Estruturas de Nós Móveis


• Consideração da Não-linearidade Geométrica:
• Modificações apropriadas na matriz de rigidez da
estrutura;
mi Processo P-A.
• NBR 6118
I. Uma solução aproximada para a determinação dos
esforços globais de 2a ordem, válida para estruturas
regulares, consiste na avaliação dos esforços finais (la +
2° ordem) pela majoração adicional dos esforços
horizontais da combinação de carregamento
considerada por 0,95)l;
. Desde que y, s 1,3.

24
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
leriUNISC Prof.Enq.Christian Donin, M.5c.

1.5- Análise de Estruturas de Nós Móveis


• Consideração da Não-linearidade Física:
wi Considerações adequadas sobre ductilidade, fissuração
e deformabilidade.
• Maneira aproximada indicado pela NBR 6118

NUM LJNIISC
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
1,1 Profing.Chrigian Donin, M.5c.

1.5- Análise de Estruturas de Nós Móveis


I• Consideração da Não-linearidade Física:
• NBR 6118:2014
Estruturas reticuladas com no mínimo 4 andares;
ia Permite-se considerar a não-linearidade física tomando-
se como rigidez das peças os valores a seguir:
Lajes: (EI)„, = 0,3. . ic

Vigas: (Ellisec 0,4. Eci . I, para A,


(EI)„,= 0,5. E01 . l para A', = A,
Pilares: (DL, = 0,8. E01 . I,
Sendo:
E01 o módulo de deformação tangente inicial
o momento de inércia da seção bruta de concreto,
incluindo, quando for o caso, as mesas colaborantes.

25
ERUNISC Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prof.Eng.Christian Donln, M.Sc.

1.5- Análise de Estruturas de Nós Móveis

• Consideração da Não-linearidade Física:

• Alternativamente, permite-se, quando a estrutura de


contraventamento é composta exclusivamente por vigas
e pilares, e yz for menor que 1,3, permite-se calcular a
rigidez das vigas e pilares por:
(Epsec = 0,7 • Eci -
• Os valores acima dados para (E1)5,,, são aproximados e
não poderão ser usados para avaliar esforços locais de
2' ordem, mesmo com uma discretização Maior da
modelagem.

(E0sec — Rigidez secante

MUNISC Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


Profing.Christian Donin, M.Sc.

1.6- Análise dos Efeitos Locais de 2a Ordem


• A análise global de 22 ordem fornece apenas os
esforços nas extremidades das barras, devendo ser
realizada uma análise dos efeitos locais de 2a ordem
ao longo dos eixos das barras comprimidas;
• Os elementos isolados, para fins de verificação
local, devem ser formados pelas barras
comprimidas retiradas da estrutura, com
comprimento te, porém, aplicando-se às suas
extremidades os esforços obtidos através da análise
global de r ordem.

26
CD
L

UNIVERSIDADE DE SANTA CRUZ DO SUL


DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA, ARQUITETURA E CIÊNCIAS AGRÁRIAS
CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

PROJETO DE ESTRUTURAS DE
CONCRETO ARMADO
Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

DESENHO DE FORMAS ESTRUTURAIS


LEVANTAMENTO DAS AÇÕES VERTICAIS
2014

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


111•
•• ;UNISC Prol.Eng.Christian Donin, M.Sc.

DESENHOS DAS FORMAS ESTRUTURAIS


PRÉ-FORMAS E FORMAS FINAIS
Informações nas pranchas do projeto

1. Escala:
• Escala adequada em plantas e cortes boa visualização
• Escala usual Exemplos: Escala 1:50 Escala 1:100

2. Cortes:
• Especialmente em seção de encontro de vigas com lajes
• Cortes rebatidos nas plantas de formas

3. Numeração dos elementos estruturais:


• Todos os elementos numerados (vigas, pilares, lajes, sapatas, etc)
• Em geral da esquerda para a direita, de cima para baixo (escrita)

1
:11- UNISC
•••
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Piei .Eng.Christian Donin, M.Sc.

4. Níveis:
Adotar nível de referência único para todos os projetos
(levantamento plani-altimétrico, arquitetõnico, estrutural, etc)
evitar erros construtivos

5. Eixos e cotas:
• Estabelecer dois eixos ortogonais em planta de comum acordo
entre projetista estrutural e arquiteto (locação dos gabaritos,
fundações, estrutura e alvenaria)
• Cotagem feita de forma a facilitar a interpretação e a construção

UNISC Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


ProtEng.Christian Donin, ALS‘,

PJ

II
Exemplo de planta de
L1 forma estrutural
(0•10)
1 430
(pavimento tipo)
15 545 5

V312.15.150)
:
.
Mal /

L4
c.
...11)

26
057
15
ra 1 e P3
(15C3
n
"-
3.5

(2505/
V3P5-15/50)

L5
0410) (It.10) g
430 15 545 1

V4 (15150/
1
, P10 P11 P12
[25/25/ (25125)

2
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARNADO
ProtEng.Chrlstian Dotara, hiSc.

e
_ 3. .. Exemplo de Escada
,. 0, Y lio
(Planta de formas e corte)
2 N.
í ;
S A
sate 1

Pete93, 11505911
‘Ç\NSI Int
anseio
a

ti
Vil
,
...:.

1 il!
,.
VE ii e' •
'9

9
55 ,
VI

"UNIS Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


Profing.Christian Donin, ALSc.

Geração das pré-formas estruturais

Compatibilização de projetos

(Inicio da Análise Estiutural)

Levantamento das cargas verticais

Modelagem da estrutura

3
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
22;'UNISC
11•111 Prof.Eng.ChrisUan Domo, M.Sc.

OUTRAS INFORMAÇÕES RELEVANTES NAS PRANCHAS


(especialmente nas FORMAS FINAIS)
Especificação das cargas permanentes e variáveis (sobrecargas)
•Auxilia construtor na escolha dos materiais de construção
• Possibilidade de carregamentos especiais: enchimentos, jardins, ete

Características do concreto e aspectos de durabilidade


• Resistência do concreto: fck
• Módulo de elasticidade Ec utilizado nos cálculos
• Relação a/c máxima
• Cobrimento c
Informações sobre a retirada do escoramento:
• Data da retirada do escoramento
• Resistência do concreto mínima (na data da retirada)
• Módulo de elasticidade mínimo (na data da retirada)

::-. UNISC
MOS Disdplint PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
ProtEng.Christian Donin, M.Sc,

LEVANTAMENTO DAS AÇÕES ATUANTES NA ESTRUTURA

Ações verticais

Ações horizontais

Demais ações

4
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
SPIEUNISC Profing.Cbristian Donb, M.Sc.

LEVANTAMENTO DAS AÇÕES VERTICAIS

Ações verticais t=t, Ações gravitacionais

Permanentes
Peso especifico dos materiais de construção
Elementos estruturais: vigas, lajes, pilares, muros, etc.
Elementos não estruturais: revestimentos, pisos, vedação, etc.

Variáveis
Sobrecarga de utilização
Valores mínimos de sobrecarga i=> Vide NBR 6120

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARAAADO


112
• 11. UNISC Prof.Eng.ChrisUan Doais, M.Sc.

Ações permanentes por unidade de área — Valores usuais

MATERIAL AÇÃO
kN/m2
Paredes:
Tijolos maciços com 25cm de espessura 4,0
Tijolos maciços com 15cm de espessura 2,5
Tijolos furados com 23cm de espessura 3,2
Tijolos furados com 13cm de espessura 2,2
Tijolos de concreto com 23cm de espessura 3,5
Miolos de concreto com 13cm de espessura 2,2
Tijolos de concreto celular, com 23cm 0,8
Tijolos de concreto celular, com 13cm 0,5
Coberturas: .
Com telhas cerâmicas, c/madeiramento 1,2
Com telhas de fibrocimento, c/madeira. 0,4
Com telhas de alumínio e estrutura de aço 0,3
Com telhas de alumínio e estrutura de alumínio 0,2

5
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
!Et UNISC
—.~....—...-., __ Prof.Eng.Chrlstian Donin, Mia.

Valores mínimos das ações variáveis normais: NBR 6120:1980

Ação
AMBIENTE ARQUITETÔNICO kN/m2
Arquibancadas 4,0
Bibliotecas Sala de leitura 2,5
Sala para depósitos de livros 4,0
Sala com estantes de livros a ser determinada 6,0
em cada caso ou 2.5 kN/m2 de altura, porém c/
mínimo de
Casas de (incluindo a massa das máquinas) a ser 7,5
Máquinas determinada em cada caso,
porém com o valor mínimo de
Corredores Com acesso ao público 3,0
Sem acesso ao público 2,5
Edifícios Dormitórios, sala, copa, cozinha e banheiro. 1.5
Residenciais Dispensa, área de serviço e 2.0
Lavanderia
Escadas Com acesso ao público 3,0
Sem acesso ao público 2,5

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


2LUNISC
MINN Prof.Erig.Christian Donin, M.Sc.

Valores mínimos das ações variáveis normais: NBR 6 20:1980

Escolas Corredor e sala de aula 3,0


Outras salas 2.0
Escritórios Salas de uso geral e banheiro 2,0
Forros Sem acesso a pessoas 0.5
Galerias de A ser determinada em cada caso, 3.0
Arte porém com o mínimo
Galerias de A ser determinada em cada caso, 3.0
Lojas porém com o mínimo
Garagens e Para veículos de passageiros ou semelhantes com 3,0
estacionamentos carga máxima de 25kN por veiculo

Ginásio de 5,0
Esportes
Terraços Sem acesso ao público 2,0
Com acesso ao público 3,0
Inacessível a pessoas 0.5

6
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

ÁREAS DE INFLUÊNCIA DOS PILARES

ã P1 LI P2 P3 ÉP4
7,02m2 12,32m2 12,32m2 7,02m2

14,05m2 24,65m2 24,65m2 14,05m2

El P5 P6 P7 E P8

7,02m2-112,32m2 12,32m2 1-7,02m2

n. P9 In P10 iM P11 P12


Observações:

• Áreas de influência dos pilares do contorno definidas ate as faces externas


da edificação
• Não foram descontadas as áreas das aberturas (escadas e elevadores)

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


Ir;
••• Url3/411SC Prof.Eng.Christian Donln, M.Sc.

Definição das áreas de influência das vigas — Método das linhas plásticas

6,27m2

4,95m2 An2

L3
10,87m2

\ `‘. \ \ \\ •1/4

7
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
UNISC ProtEng.Christian Donk, /Ur_

\, V1
\ \
\ 6,27m2 // , \ 627m2 //
4,95m2‘)-- —<14,95m2 4,95;112')— —<'4,95m2
/ \ / \
/ \ / \
/ 10,87m2 .\ 731
71-
47— —c.:1 .-li.2;- / 10,87m2 \,
/ V2 \ / /. \
0, y
/
\\ 8,57m2 /1>ç \\ 4,00m2 /.,,,, 8,57m2
\ \ / \\
/
\ / // co
> 3,25m2 \• /3,25m2
---.,. --..„ 03
> \ \\ / js)
„--
\ / 2,31m2 \ /
4,95m2 y 8,57m2 - ---v3 ..--..- --• 8,57m2 X4,95rn2
-
/.,/ 4,95m2---
/ V4

8
Ruo UNIVERSIDADE DE SANTA CRUZ DO SUL
uRu
UME NB_ DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA, ARQUITETURA E CIÊNCIAS AGRÁRIAS
CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

PROJETO DE ESTRUTURAS DE
CONCRETO ARMADO
Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

ANÁLISE DA

AÇÃO DO VENTO, DESAPRUMO E


EFEITOS DE 2' ORDEM

2014

nr,UNIaC Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


nrof.Eng.Chtistiar Donin, N.Sa.

AÇÃO DO VENTO X DESAPRUMO


NBR 6118: 2014 (item 11.3.3.4.1)
A consideração das ações do vento e desaprumo deve ser realizada de acordo
com as seguintes possibilidades:

a) Quando 30% da ação do vento for maior que a ação do desaprumo, considera-
se somente a ação do vento.
b) Quando a ação do vento for inferior a 30% da ação do desaprumo, considera-se
somente o desaprumo respeitando a consideração de 01min, conforme definido
acima.
c) Nos demais casos, combina-se a ação do vento e desaprumo, sem necessidade
da consideração do 01min. Nessa combinação, admite-se considerar ambas as
ações atuando na mesma direção e sentido como equivalentes a uma ação do
vento, portanto como carga variável, artificialmente amplificado para cobrir a
superposição.
A comparação pode ser feita com os momentos totais na base da construção e em cada
direção e sentido da aplicação da ação do vento, com desaprumo calculado com 0a, sem a
consideração do eimin.
NOTA: O desaprumo não precisa ser considerado para os Estados Limites de Serviço.

1
::s UNISC
•••
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prof.Eng.Christian Donin, M.5c.

AÇÃO DO VENTO X DESAPRUMO

VENTO DESAPRUMO

Fecii

hi

MTOT,BASE = Fhi x TOT,BASE = E Feqj X hi

VEM UNI
SC Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prof.Eng.Christlan Donin, M.5c.

EFEITOS GLOBAIS DE SEGUNDA ORDEM


,h
1w

H H

-CVÇ XEs.

Equilíbrio: posição indeformada: Equilíbrio: posição deformada:

1° ordem

2
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
EUNISC Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

QUAL POSTURA É MAIS FIEL À REALIDADE DA ESTRUTURA?


Cálculo na posição indeformada na posição deformada?

A estrutura entra em equilíbrio na posição deformada!!!


O cálculo mais realista é em teoria de 2° ordem
Efeitos de 2° ordem: "Carga vertical x deslocamento horizontal"

PODEMOS DESPREZAR OS EFEITOS DE 2° ORDEM?


Cálculo dos esforços nas disciplinas Graduação (1' ou 2° ordem)?

Obtenção dos esforços com o auxílio do FTOOL (1° ou 2° ordem)?

ESSES EFEITOS OCORREM EM PÓRTICOS DE EDIFÍCIOS?

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


EEUNISÇ Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

Em pórticos de múltiplos andares:


Momento em relação à base (ELU):

Fhi d ôhi,d M1 — Fhi.c1 )(h i

AM Wi.d x8 hid

Altera os esforços solicitantes em todos os


elementos estruturais (amplificação)
Base

De uma forma geral, em cada elemento estrutural:

Esforços totais = Esforços 1° ordem + Esforços 20 ordem

3
"-UNISC
•••
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prof.Eng.Chnstian Donin, M.Sc.

CLASSIFICACÃO DAS ESTRUTURAS DE CONCRETO


SEGUNDO OS EFEITOS GLOBAIS DE 2° ORDEM

Item 15.42 da NBR 6118 (2014):

ESTRUTURA DE Nós FIXOS:


Se Esforços 20 ordem 10% Esforços 1° ordem

c> Pode-se desprezar efeitos globais de 2° ordem

ESTRUTURA DE NÓS MÓVEIS:


Se Esforços 2° ordem> 10% Esforços 1° ordem

1=> Consideração OBRIGATÓRIA dos efeitos globais de 2° ordem

EEWRIISC Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

Como saber se os efeitos se os esforços de 2° ordem são


maiores que 10% dos esforços de 1° ordem?
Análise não-linear geométrica - ANLG (Pás Graduação)

Opções ao cálculo rigoroso da ANLG:


Métodos aproximados propostos na NBR 6118
Parâmetro de instabilidade a
Em desuso. Não serve de estimador dos efeitos de 2° ordem
Coeficiente TZ
Mais utilizado. Serve de estimador dos efeitos de 2° ordem
Métodos Iterativos
Métodos P-A
•Forças horizontais fictícias
Análises lineares sucessivas (busca iterativa do equilíbrio)

4
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prof.Eng.Chrisban Donin, 143c.

Exemplo simples para compreensão dos métodos

.: .
EINE
's

H =16,80m
El= 9,136 x106kN.m2
W =15000kN
Fh = 285kN

E E: pmgc Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


Prof. Eng.Christian Donin, M.Sc.

Ideia do método P-A com forças horizontais fictícias


Equilíbrio: posição indeformada (leordem): 11=16,80m
= 285kN H
M=M1 = 285 x 16,80 = 4788kNsn
W =15000kN
\
Equilíbrio: posição deformada j2° ordem):
Estimativa inicial do deslocamento LI em 1°ordem:

F L3
A— Fh
3E1
285 16803 1
A— ' — 0,0493m
3.9,136 x 10° z, AM= 740 kNxn

M = MI + AM = 4788 15000 x O,049= 5528kftm


Porém flecha e momento devem ser maiores: efeitos de 2°ordem na deformada

5
a
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
ProtEng.Christian Donin, M.Sc.

Busca iterativa do equilíbrio Manter estimativas baseadas em resultados


de rordem:
2° iteração:

AM
AFh =
H
1-1
AFh = 740 - 44,05kN
16,80
A (Fh +AFh)L3 (285 +44,05)16,803
= 0,05696m
3E1 3.9,136 x106

M= + AM = 4788 15000 x 0,0569 - 5642kN.m

Iteração anterior AM = 854 kN.m


= 0,04960m Difernesl. = 15,84%
M = 5528kN.m DiferMom. = 206%

einUNISC
Disciplina: PROJETO DE ESTRUBIRAS DE CONCRETO ARMADO
:T4 Prof.Eng.Christian Donin, /A.Sc.

AM 854 3° iteração:
AFh - H 16,80
- = 50,83kN AFh Fh w

A AFh1L3 (285 + 50,83)16,803 _ 0,05810m


H
3E1 3.9,136 x106

M = M1 + AM = 4788 15000 x 0,0581 5659kN.m


AM = 871kN.m iteração anterior
= 0,05696m DiferDesl. = Z00%
M = 5642kNm Difer.Mom. = 0,30%
4° iteração:

AFh = 51,87kN A = 0,05828m M = 5662kN.m


Difer.Des1 = 0,31% Difer.Mom. = 0,053%
Continuar iterações segundo a tolerância definida pelo engenheiro

Valor após 5 iterações (0,1% tolerância pata deslocamentos) c> M = 5662kNJTI

6
2-UNISC
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prof. Ens.Christian Donin, M.Sc.

Ideia do coeficiente yz
Fh
Equilíbrio: posição indeformada (1°ordem): H .16,80m —II'
Ni= Muckd -= 285 x16,80 = 4788kNm Fh =285kN H

W -15000I<N
Deslocamento horizontal A em 1°ordem:

A Fh.12 285.16,803
0,0493m
3E — 3.9,136 x106 15000kN
1,183x285kN 1
AMtotd = W.A =15000 x 0,0493 = 740kN.m
1 1 16,80m
1,183
— I‘M t. 740 =
1— td
IV11.tot 4788

Momento total (1°ordem + 2°ordem):


M=1,183 x 285 x 16,80 = 5664kN.m

EE:PNISÇ Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


Prof.Eng.UrIstian Danfn,

Resumo comparativo: exemplo anterior (barra venlcal engastada)

Coeficiente yz:

M = 5664kN.m
Iteração única

Método P-A com forças horizontais fictícias:

M = 5662kNin
5 iterações (0,1% tolerância para deslocamentos)

ANLG: Programa AcadFrame (EESC/LISP):_


M = 5696kN.m

c> Resultados acenam para as vantagens dos métodos


(utilizam resultados de análises lineares para obter os efeitos não-lineares)

7
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
EiiUNISC Prof.Eng.Christian Donin, M.5c.

Vantagens do coeficiente -4,2

Facilidade de aplicação:

Utiliza resultados de análises de 10 ordem


Necessária apenas 1 iteração (amplificação das ações horizontais)

Bons resultados na maioria dos casos práticos (yz < 1,30)

Simulações (pesquisas): confronto de resultados com ANLG rigorosa


Diferenças em torno de 5% por cento (contra a segurança) para yz = 1,25

"Sensibilidade" ao projetista:

Quantificação dos efeitos de segunda ordem (estabilidade global)

Necessidade ou de enrijecer a estrutura

8
EXEMPLO — EDIFÍCIO

O exemplo consiste em um edifício comercial de seis pavimentos (incluindo a cobertura) em


concreto armado. Após o lançamento da estrutura e um estudo preliminar das possíveis
interferências com os projetos das demais especialidades, suponha que os elementos
estruturais do pavimento tipo tenham sido posicionados conforme a figura 1.
P1 P2 P3 P4
(2S/ ) 1/1 (20/ ) (251) (25/) (261)
4 4 4
ESCADA

LI L3
(11= ) (S= )

1
12
PS .1)
- P6 (1= ) P7 P8
(25/) V2 (201 ) (251) (29 )
(25/i

15
(h= ) -
tN1 n, 182,5 a
14 L6
.?» (11= )
R R Pl= )
V3 (15/ )
air
to
/4
a3
.-
%
4,
(20/ ) , Fr 1 - 14,,
P10 P11 P12
(2S/ ) (251 (251)

530 400 530


Figura 1: Esquema preliminar da planta de formas estruturais do pavimento tipo

Com base nestas informações e nos demais dados do projeto, serão desenvolvidos em sala
de aula os seguintes procedimentos:
a) Pré-dimensionamento dos elementos estruturais da edificação.
b) Levantamento das ações verticais e horizontais atuantes na estrutura.
c) Verificação dos deslocamentos horizontais do edifício, de acordo com a NBR 6118.
d) Verificação da estabilidade global do edifício, utilizando o coeficiente yz da NBR 6118.
DADOS DO PROJETO:

LEVANTAMENTO DAS AÇÕES VERTICAIS DO PAVIMENTO TIPO:

• Lajes do pavimento tipo (exceto escada):

Para todas as lajes (L1 á 15)


Peso próprio: 7=25 kN/m3
Camada de regularização: 2,5cm (y = 21 kN/m3)
Piso: 0,2 kN/m1
Revestimento do forro: 1,5cm (y = 19 kN/m3)
Sobrecarga: 2,0 kN/m2

• Paredes em alvenaria sobre todas as vigas do pavimento tipo:


Sobre vigas internas: 2,5 kN/m2 de alvenaria
Sobre vigas do contorno do edifício: 3,5 kN/m2 de alvenaria

• Escada em concreto armado:


Lajes dos lances e lajes dos patamares com espessura de 10 cm
Degraus com comprimento de 28cm e altura de 17,5cm
Peso próprio de revestimentos e pisos: 1,0 kN/m2 de laje
Muretas de 1,10m de altura em alvenaria apoiadas nos lances: 1,9 kN/m2 de alvenaria
Sobrecarga: 3,0 kN/m2

LEVANTAMENTO DAS AÇÕES VERTICAIS DA COBERTURA

• Lajes da cobertura:

Lajes L1 à 15:
Peso próprio: y, = 25kN/m3
Peso próprio de revestimentos e pisos: 1,0kN/m2 de laje
Sobrecarga: 2,0 kN/m2

Lajes definidas pelas áreas ocupadas pelo elevador (17 e L8):


Peso próprio: 5,0 kN/m2 de laje (supondo espessura da laje conhecida)
Camada de regularização: 2,5cm (y = 21 kN/m3)
Piso: 0,2 kN/rirf
Revestimento do forro: 1,5cm (y = 19 kN/m3)
Peso dos elevadores considerados lotados: 3,1 kN/m2 de laje
Sobrecarga: 7,5 kN/m2

• Paredes em alvenaria sobre as vigas da cobertura (3,5 kN/m2 de alvenaria):


1,10 m de altura sobre as vigas do contorno do pavimento.
2,25 m de altura sobre as vigas que fecham a caixa de escada e de elevadores

• Pilares P2, P3, P6 e P7: carga vertical de 150 kN em cada pilar (ações oriundas do reservatório).

LEVANTAMENTO DAS AÇÕES HORIZONTAIS NO EDIFÍCIO:

• Velocidade básica do vento: 45 m/s


• Topografia do terreno: Terreno plano com poucas ondulações
• Rugosidade do terreno: Edificações vizinhas baixas e esparsas
(cota média de 3,0 m)

ESPECIFICAÇÃO DOS MATERIAIS:


• Classe de agressividade para todos os elementos estruturais: II
• Concreto: (especificar). Aço para as armaduras longitudinais: CA-50
Observação: Para efeito de resolução em sala de aula, admitir as seguintes suposições:

• Fundações indeslocáveis na direção vertical e horizontal e pilares engastados nas fundações.


• Todas as lajes do tipo e da cobertura no mesmo nível (inexistência de rebaixos).

Cob
P2 P3
28o (25/ ) VE1 (20/ ) (25/ )
v
5° Tipo p
i, rA
28 CN4
eft
4° Tipo LE1

À
28 o I
3° Tipo
v ~tina al
~ --1 -J Lage `9
28 o o
2° Tipo

V6(20/ )
28 o
?Tipo 190
, tr----
L2
2E o
Tento ..- .-- . .
11
P6 P7
(25 ) (25 )
Figura 2: Altura dos pavimentos (corte esquemático) Figura 3: Forma estrutural da escada

P6{25! ) V6(20/ ) VE2 (20/ ) P2 (25/

Sobe

LE2

LE1

LE
P7 (25/ ) P3 (251 )

V8 (20/ ) VE3 (20 ) Figura 4: Planta e corte esquemáticos


da escada (sem escala)
P7

P3

VE1

P2

Ne-
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
HiUNISC Prof.Eng.Chnstian Donin, M.Sc.

, I
DES
LOCA NIE OS HORIZONTAIS EM EDIFíCIO S
'It , I
1 e
i
JJ
‘,IMODE110 I STRUTURAIS PARA EDIFÍCIOS
1

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


EhLINISC Prof.Eng.Christian Donln, M.Sc.

LIMITAÇÃO DOS DESLOCAMENTOS HORIZONTAIS

Aplicáveis às ações do vento Total no edifício

h ,tot g H
uh tot
' 1700
Relativo entre 2
pavimentos consecutivos

1
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
::;UNISC
EIKE Prof. Eng.Christian Donin, M,Sc.

Razão da Limitação

Prevenção de patologias em paredes (distorção excessiva)

fissura
11111
11111
11111 4
11;
111111
1 1 1 1 1 1
1 1 1 1 1
111111
11111
/ 111111

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


2"UNISC ProtEng.aristlan Donln, M.Sc.

Exemplo de ruína de alvenaria de blocos cerâmicos decorrente de


deslocamentos horizontais excessivos (distorção)

2ripagp._
Pirrão Ltd dana
com Verta

Cealavamtab
0011difide

2102,pailo

Dorido
Alvessaria em cabos°
na Is ~ente
DIN' Nom 11)

3. pras_
anatialStilco
COntrel0 alIII300

Fonte: Fissuras na interface estrutura-alvenaria em edifícios de muItipavimentos


SAHB & CARASEK (2006)—VI Simpósio EPUSP de Estruturas de Concreto

2
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Profingthristian Donin, M.Sc.

Talada 32- Lbiltes para deslocamentos


Razão da iks$“"grán Dedocementealinite
Tipo salte Exempb temdeenw
NBR 6118:2014 limitação
Deslocamentos
reboá ' em Tubi t/253
Visual elementos
Na Tabela são dados valores- Accdtablidade
~sala
limites de deslocamentos que
Ilibeplies Dorido a canies 4350
visam proporcionar um adequado Outra sentidas anela° addeatals
comportamento da estrutura era Sapateies
Ceberlutea Total 02S0 •
serviço. CP) dose emendas
drenar signa
Pavimentos Total f/3504.conhaeactab
Ginásios e
EleRas be devem
piefee de OcoMcb apósa
Gabam* em ~manem biche 0600
sente plenos conatecie do pee
Sementes De atado com
Oconkbapde mecemencteelko
cp.suo:dam rivebnianto do
Labooddske th, ~Cante do
~netos tiquIpamenia
zombeis equipamento
Abonada. OS00 0 e
~noa e A$e a encalei° 110 nen •
deparado e e, 01017 rad d
remi:mentos
Divlsõrea lowes Comido após U2SD te
e cabem a instelecio de 25 mm
dvladda
~asam ~adora
e mantes não Panelas
Movimento aplo dovenb Hl Me
~lutais HJI60 • mano
lateral de para combineçâo
edilkios tmwffile pcoMaaMes o
DM =0.30)
Mceinientos Receado par g. Si a
tatokee abem de IS mm
verdeais Weperelura

Nipc Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


Profing.ChrIstian Donin, M.Sc.

h,ser
Fvehto

Fator de combinação freqüente do ELS


Ví =O

Observação:
Verificação apenas para as ações do vento
Não se consideram as ações verticais nesta verificação

3
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
EEUNISC Proling.Christian Donin, M.Sc.

No edifício modelo — Vento à 00


Pavimento Fh,ser (kN) as (min) ahot - 8111(mm)
cobertura 11,60 0,37 = 6,26mm
5° pay. 11,18 5,89 0,68

4' pay. 10,70 5,21 1,00 H 16800


= 9,88mm
3° pay. 10,10 4,21 1,28 1700 1700

2° pav. 9,31 2,93 => OK!


1° pay. 8,10 1,39 1,39

Base o

280G
(6h+1. )max =1,54mm = 3,29mrri 1=> OK!
850 850. • •

=> Fazer o mesmo para vento à 900

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

Medidas para a redução dos deslocamentos horizontais

Enrijecimento da estrutura

=> Aumentar dimensões de pilares e /ou vigas


=> Alterar orientação dos pilares

=> Aumentar fck do concreto (módulo de elasticidade)

Sugestão:

Realizar esta verificação logo após o pré-dimensionamento


inicial da estrutura

=> Ajuste do pré-dimensionamento


=> Montagem do modelo estrutural

4
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
••• UNISC Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

ANÁLISE ESTRUTURAL

Objetivo principal: obter esforços e deslocamentos

2.
Estados Limites (Último e Serviço)

Qual modelo estrutural utilizar?

Vigas Contínuas Pórticos planos associados Lajes isoladas

Pórtico espacial Grelhas


Pórticos reduzidos
Pórticos planos Pórticos espacial c/diafragmas rígidos

Observação: Diferenciar de método de cálculo


Método das forças e método dos deslocamentos (Cross, Análise Matricial)...

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


MIMUNISC Profing.Christian Donin, M.Sc.

Edifícios de múltiplos andares

Vigas
Pórticos
Pilares

2 ou mais direções

Lajes (diafragmas)

Estruturas de fundações

r=> Estrutura como um todo é tridimensional


[=> Ações horizontais podem atuar em diversas direções

5
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prof.Eng.Christlan Donln, M.Sc.

Modelos estruturais para ações verticais e horizontais

1) Pórticos planos isolados

r (25.0.5) (2545) (2545) (25x2gP


I 0 x45) oP4 Pl5FMCO 1
.6 h,Porti
P1 VI
L_

(2.5x40) (2545) (25x56) (25x40)


(20:445)
1 V2 U 1:1P8 jPCIFtl1C.0 2 6h,Port2
PS P7
L_

PR P10 P1
-2 -1
I V4
1:1 PÓRTICO 3 óh,Port 3
I (25x25) (20x45) (25x35) (25x25)
(2545)

c=::, Rigidezes diferentes

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


--UNISC
••• Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

PI P2

\— distorção na laje => menos realista


(não ocorre na prática)
il
PS P6

121 P2
1> i=> mais realista
1

sem distorção na laje


Laje participa como
1 \
(mais realista) elemento rígido
P5 P6

c=> Diferença entre esforços e deslocamentos pode ser relevante

6
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
NtUNISC
—.-- -- —
-
ProtEng.Christian Donin, M.5c.

Exemplo: FONTES E PINHEIRO (2005)


. ., .... ,. .. ,.
V: »55
tn
P, P2 Pl
wwin If•PA1 U
Ni !
Y2 30.55
.
L1 P5

V33051 ã 0~ J4

SX

P7 PO P9 PIO PI I PU
334C MN MOO

L„
Modelo de pórtico espacial
sem a consideração das lajes no modelo
com a consideração das lajes no modelo

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


INS2 UNISC
INZEI Prof.Eng.Christian Donk', M

Exemplo: FONTES E PINHEIRO (2005)

OW
t• 0.40

121
O-‘ 1E1
• 212
• 242

Deslocamentos no pavimento sem a consideração das lajes

1101
Gaza
NI
cffi.

ra
MIT)
• .20:

Deslocamentos no pavimento com a consideração das lajes (rígidos)

7
EtiUNISC Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Profing.Christian Donin, M.Sc.

2) Pórticos planos associados


1=',> Considera as lajes (barras rígidas articuladas)
1=5 Modelo bastante satisfatório em diversos casos
barra rígida articulada (lajes)

) C ) C

) ( ) (

) C Y C
V1 V2 V4
) C ) C

) C ) C

P1 P2 P3 P4 P5 P6 P7 P8 P9 P10 P11 P12

Exemplo: edifício modelo

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


11"'UNISC
••• Prof.Eng.Christian Donin, M.5c.

Montagem do modelo de pórticos planos associados

1=3 Identificar pórticos que participam na rigidez (direção vento)


Associá-los em série (enfileirá-los) com barras rígidas (lajes)

Propriedades mecânicas e geométricas das barras rígidas

EA = suficientemente grande para caracterizá-la como rígida

Coerência tísica:
Largura da seção = dimensão da laje (direção analisada)
Altura da seção = espessura da laje
Módulo de elasticidade = vide concreto da laje

8
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
•••
21;11aJ1tjISC Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

(=> Lançar a ação horizontal total na direção analisada

11,60kN

11.18kN
) C
10,70kN
-› > C ) (
10.10kN
-, ) C ) (
9.31kN 1/1 V2 V4
--11(- ) C > C
8,10kN
-II. )

P1 P2 P3 P4 PS P6 P7 P8 P9 P10 P11 P12

Edifício modelo — ELS (deslocamentos horizontais)

Observação: A ordem da sequencia dos pórticos não alteram os


esforços de flexão nem os deslocamentos horizontais

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


22UNISC ProtEngthristian Donin. M.Sc.

Qual é o momento de inércia do pilar P5? (vento à 00 )

VENTO (25x40) (25x55) (25x55) (25x40)

P5 —P6 —P7 P8

Ou para o FTOOL, qual é o valor de b e d ?

9
EliUNISÇ Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prof.Eng.Chhstian Donin, M.Sc.

3) Pórticos espaciais com diafragmas rígidos (lajes)


c> Ideal: representa com mais fidelidade a estrutura
1:=> Mais indicado em estruturas assimétricas em planta
=> Captura efeitos de torção no edifício

Bastante utilizados atualmente em programas comerciais

10
UNIVERSIDADE DE SANTA CRUZ DO SUL

EgiUNISC
"n.',. flI
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA, ARQUITETURA E CIÊNCIAS AGRÁRIAS
'Si'. CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

PROJETO DE ESTRUTURAS DE
CONCRETO ARMADO
Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

DIMENSIONAMENTO E VERIFICAÇÃO
FRENTE AOS ESTADOS LIMITES
2014

Discip hba: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


EliUNISC Prol.Eng.Christian Donin, M.Sc.

DIMENSIONAMENTO E VERIFICAÇÃO FRENTE


AOS ESTADOS LIMITES:

O projeto estrutural compreende duas fases:

Estados limites últimos: estamos interessados em


garantir a segurança da estrutura contra a ruína;
dimensionamos as seções dos elementos estruturais e as
armaduras para garantir a segurança.

Estados limites de utilização/serviço: devemos verificar o


comportamento da estrutura nas condições normais de uso;
limitamos as flechas e as aberturas das fissuras para as
cargas de serviço.

1
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prof. Eng.Christian Donin, M.Sc.

ESTADOS LIMITES ÚLTIMOS

EE: uimugç
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prol.Eng.Christian Donin, M.So.

COMBINAÇÕES DE AÇÕES DO ESTADO LIMITE ULTIMO

Ações permanentes:
Fg = peso próprio dos materiais construção =:). yg = 1,4
Ações variáveis:
Fq,sob = Sobrecarga Itio,sob = 0,7

Fq,ventol = Vento a O grau C> WO,vento = 0,6 -


Fq,vento2 Vento a 90 graus c> Wo.vento = 0,6 -

Vento 0°

t Vento 90°

Obs: Em diversas situações práticas, pode ser necessária a consideração de ações adicionais,
como recalques, retração e fluência (permanentes) e variações de temperatura (variáveis)

2
IN1.1$Ç Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Profing.Christian Donin, M.Sc.

Combinações para vento O°


Combinação 1: Sobrecarga como ação variável principal

Fci = 79F9 Yq (Fq,sob ‘110,ventoFq,ventol )

Fd = 1,4F9 +1,4(Fgpsob 016Fg.ventol )


Fd =- 1,4F9 1,4Fdisob 0,84Fg,ventot

Combinação 2: Vento à O grau como ação variável principal

Fd = ydFd (PoisobFd.sob Fq,ventot )

Fd = 1,4Fg +1,4(0,7Fg.sob Fg.vento.; )


Fd =1,4Fg +13,98Fgadd +1,4Fg,ventol

••311
Npç Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prof.Eng.ChrisUan Donln, M-Sc.

Combinações para vento 900


De forma análoga:
Combinação 3: Sobrecarga como ação variável principal

Fd = 1,4Fg + 1,4Fgsob 0,84Fg,vento2

Combinação 4: Vento à 90 graus como ação variável principal

F, = 1,4F9 + O,9BFq + 1,4Fq,vento2

Observações:
Na prática, pode ser necessário testar mais possibilidades (combinações)
Aproveitar vantagens dos recursos computacionais (softwares)
No trabalho, será admitido como mínimo as quatro combinações apresentadas
Aplicar expressões gerais para cada tipo de ação (não somar "maça" + "laranja")

3
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
EE UNISC ProtEno.Christian Donin, M.St.

Ações verticais nas vigas V1,V2 e V4 (edifício modelo)


Pavimento tipo (valores nominais) Cobertura (valores nominais)
cr24110Ma 4.2.411ffm q4Alliffirt
11 4 1 4 11 14 1 4 / 41 14 / 4 1 41 11 4 1 1 11
{FISJI2Inen p15,82kNini T.1120~1 g.ciasmn ‘p11,2410415
fele:190Mo
11111141/ 11111 1 11 1 114 4 1 411 1 1 1 1
VI l I
PI P2 P3 P4 PI P2 P3 P4
4.7.40IMMt 4.57414114 4.7.4501531 irt48N1.' 4=5.741~ €F7.481J1a
II 111 111 1 1 111 1 / 1 11 14444 11T-1--/-11-1-1-TT-11
4.14,18104.1 9=20.5011491 cp15,151Mán
11111 11444411111 11 1 1111111111111111
V2 I V2 I
PS PS P5 PS PS P7 P9
trtgokrun qpIMERNAn q--2.41104/0 qz2.18101M1 qs2.411""
11 111 11 11111 11 1 1, 1,
0,4444l1M11,
4•10.4190Mp
aziiksieura raies" IPI2-
1 1 1 1 114 4 1 1 1 1111 11 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 11
V4 V4
1
P9 PIO Gai PII P12 P9 PIO PI2
111,0110,1 Pll

059.04511

1:11
••• UNISC Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prol.Eng.Christian Dontre, ILSc.

Como exemplo: Combinação 1 Fd = 1,4F9 + 1,4Fwb + 0,84Fq ,ventol


Viga V2:-Pavimento tipo
Trecho P5-P6 =
- P7-P8
Pd =1,4 x 24,06 +1,4 x 7,48 + 0,84 x 0 = 44,16kN / rn
Trecho P6-P7
Pd = 1,4 x18,69 +1,4 x 5,74 + 0,84 x 0 = 34,20kN rn

Viga V2: Cobertura

Trecho P5-P6 E P7-P8 Pd = 1,4 x 1 8,18 +1,4 x 7,48 + 0,84 x 0 = 35,92kN J m


Trecho P6-P7 pd = 1,4 x 20,69 + 1,4 x 5,74 + 0,84 x O = 37,00kNim

c> Idem para as demais vigas do pórtico plano associado (VI e V4)
c> Não esquecer das cargas concentradas

4
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
lIS
Ene UNISC Rrof.Eng.Christlan Donin, M.Sc.

Combinação 1 Fd = 1,4Fc; + 1,4Fb + 0,84Fg,ventol

Carga vertical total: Pavimento tipo

Wd = 114Gk 1,4Qk

Gk = 1546kN
I
t Ob idos em sala de aula
Qk = 295kN

Wd = 1,4 x 1546 +1,4.x 295 = 2577kN

Carga vertical total: Cobertura

Gk = 2016kN (já inclui a carga do reservatório: 600kN)

Qk = 355kN (inclui sobrecarga da casa de máquinas)

Wd = 1,4 x 2016 +1,4 x 355 = 3319kN

i=5, As cargas verticais totais por pavimento serão utilizadas no cálculo do yz

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


gailumsç Rrof.Eng.Christian Donin. M.5c.

Ações horizontais de vento à O° (edifício modelo)

Combinação 1
(Valores nominais)
Fd = 1,4Fg + l,4Fq, + 0,84 Fgsentai
38,66 cob
Fh,cob,d = 0,84 x 38,66 = 32,47kN
37,28-
Fh.54 = 0,84 x 37,28 = 31,32kN
35,65
FhA.d = 0,84 x 35,65 = 29,95kN
33 66
' Fhs3.d = 0,84 x 33,66 = 28,27kN
31,03
Fh,2,d = 0,84 x 31,03 = 26,07kN
27,01
= 0,84 x 27,01= 22,69kN

(kN)

5
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
;
•••LJtJISC
-- ---. -- 1
ProtEng.Christian Donin, M.Sc.

Ações de cálculo da Combinação 1 (edifício modelo)


2&l3kN
32004 ntil
mi
tHai a sown 19 IlkNan II. •
20 17 /0
35.92kWin ¡ir IS ff2tWn,
111 ITTM1 NINE MN 191111,911011
MIM

—.
31 - liffilletteMuttlierifflerreltiffieffillintrilltill
dee~~~tain
P.PaN IntriendlItIMINVITIeweelOTTIMITITI.vre FIM
2
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1~ Sã ~E N11~1a
'"ON IllItherniltifiliplellelenertiffInfillElimr EME
--. rormer nigendemigErczerzr Errea~emr=ce
22 .0CPN 1111,11fivrePROMIOnliernIONTIWILITTImum 11111191
--1.• V1 V2
• •
V4
O.
PI
P1 P2 P3 P4 P5 PB P7 PB P9 PIO Pll PI2

Observações:
• Para a obtenção dos deslocamentos horizontais não foram lançados o peso próprio dos pilares.
as reações verticais dos pórticos perpendiculares nem as ações provenientes do reservatório no
nivel da cobertura (simplificação).
• As ações provenientes do reservatório serão computadas no cálculo da carga vertical total da
cobertura, para a determinação do coeficiente;.

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


Pior. Eng.Christian Donin, M.Sc.

Obtenção de esforços e deslocamentos da combinação 1


(=> Processar pórtico (programa computacional)
c> Obter o deslocamento horizontal de cada pavimento: Sh,,d

Observação importante:

É necessária a consideração da não-linearidade física (especialmente no ELU)

Redução da rigidez à flexão El:

El = Para vigas

El = Para pilares

Ed =aE .5600../ick (MPa),

aE = depende do agregado graúdo (0,7 à 1,2: vide item 8.2.8 da NBR 6118)

ic = Momento de inércia da seção bruta

6
PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
••
EM E
••• 1JNISC Disciplina: PRO Prof.Eng.Chdstian Donin, M.SC.

Avaliação dos efeitos globais de 2° ordem


Cálculo do coeficiente 'yz: Combinação 1

Pavimento Cota Fryi.d WIA 8111,d AhlitotAM M1tot4(1)


(m) (kN) (kN) (mm) (kN.m) (kN.m)
Cobertura 16,80 32.47 3319 17,70 58,75 545,50
5° pav. 14,00 31,32 2577 16,48 42,47 438,48
e pav. 11,20 29,95 2577 14,58 37,57 335,44
3° pav. 8,40 28,27 2577 11,79 30,38 - 237,47
2 pav. 5,60 26,07 . 2577 8,21 21,16 145,99
1° pav. 2,80 22,69 2577 3,83 9,87 63,53
Base O - O O O
Soma A Mio,d = 200,2 M1tatd = 1766,4

- '1 I
Tz = - = 1,128 >1,10 (Estrutura de nós móveis)
,, AMtot.cl 1 200,2
1
Ml.lot,d
1766,4
c> Consideração obrigatória dos efeitos de 2° ordem

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


UNISC Prof.Eng.Christian Donln, M.Sc.

c> Multiplicar as ações horizontais por yz = 1,128

Nan
1.12932,4AN wrapt7 4 ,k .. ; i =1,111 411111 PRN il 1 É tur
~
1.12801,32M IffitlemeTTNIOMMIllimilltillerffillimmin11111
1.123C%,9512.1 ÉVITTIverrintiferMlestelIlltIlmtliS

1.12192821134 IfittlarronflualfirillffielPHISII"Tre

1.128489114. 111111enielliffEellilinelemlinilanariff
n 2 oi in
54 ti 4,,IMEaffilljE111=211r ilningenn
w ido
1.120x22,69IN 10111nTiliftlWITIMInrinnfl, ~Lei
vl Vd
10 iSvi

P1 P2 P3 P4 PSI P8 P7 P8 P9 PIO PII P12

c> Reprocessar pórtico para obter os esforços amplificados (1Dordem+2°ordem)

Ur
Esforços totais da combinação

7
IEUNISC Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
ProtEng.Christian Dcnin, M.Sc.

Mesmos procedimentos para as combinações restantes do ELU

Combinação 2
Combinação 3 Notando que é prudente na
maioria dos projetos estruturais:
Combinação 4
Combinação n...
yz 1,30

Envoltório de esforços para o dimensionamento das seções e armaduras


(vigas, lajes, pilares*, sapatas, blocos, etc)

* Considerar ainda os efeitos locais de 2° ordem

Npq Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


Pra Ing.Christfan Donin, M.Sc.

ESTADOS LIMITES DE SERVIÇO


Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
;UNISC
11 Profing.Christfan Donin, M.Sc.

ESTADOS LIMITES DE SERVIÇO EM ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO

Verificação de deformações excessivas

Flechas verticais em vigas e lajes

Flechas horizontais do edifício


(ja realizada com a seqüência proposta na disciplina)

Verificação de abertura de fissuras

Verificação de vibrações excessivas

c> Combinações necessárias:

Combinação Quase-Permanente
Combinação Freqüente
Combinação Rara

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO AR DO


::áLJÊNIISC
DEE Prof.Eng.Christian Dontn, M.Sc.

Recomendações para a definição das formas estruturais


em edifícios de concreto

1) Pré-dimensionar as seções de lajes, vigas e pilares


• O estabelecimento das dimensões prévias das seções pode ser feita por meio
de cálculos simplificados de rotina ou por intuição e vivência do problema.
• Respeitar as dimensões limites dos elementos estruturais segundo a NBR 6118.

9
MJNISC
1111.1
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prof.Eng.Christfan Donin, M.Sc.

2) Levantar as ações verticais e horizontais nos elementos estruturais


• Calcular as cargas verticais nas pavimentos (parcela permanente e parcela
variável).
• Lançar vento e desaprumo em vários angulai de incidência, conforme a
simetria da estrutura.
• Verificar a necessidade de lançar vento e desaprumo simultaneamente.
• Calcular as ações sísmicas (vide zona sísmica).
Obs: Verificar a necessidade de consideração de ações adicionais, como recalques, retração e
fluéricia , variações de temperatura, entre outras.

Eci
lumgç Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prof.Eng.Chnstian Donin, M.Sc.

3) Processar o pórtico espacial (ou a associação de pórticos planos) para


a obtenção dos deslocamentos horizontais no topo do edifício e dos
deslocamentos relativos entre pavimentos consecutivos, provocados
pela ação do vento (combinação freqüente do ELS.)

• Os valores desses deslocamentos não devem ultrapassar os limites da norma


de projeto (vide tabela 13.3 da NBR 6118).
• Se esses deslocamentos não respeitarem os limites da norma, deve-se
modificar a orientação dos pilares e/ou enrijecer a estrutura (aumentar
dimensões de pilares e vigas), procurando-se reduzir tais deslocamentos.
• Se 1,10 5 7, S. 1,30, deve-se multiplicar as ações horizontais por yz e
recalcular os esforços solicitantes na estrutura para a combinação em questão.
Com os esforços amplificados serão dimensionadas as armaduras nos
elementos estruturais.
• Se 7, > 1,30, é prudente enrijecer a estrutura para reduzir o valor de -h (ou
seja, reduzir a instabilidade da estrutura). Isso pode ser feito, por exemplo, com
o aumento das seções dos pilares e/ou das vigas, com o emprego de pilares-
parede ou com o aumento da resistência do concreto (f,).

10
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
hiUNISC Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

4) Processar o pórtico espacial (ou a associação de pórticos planos)


com as combinações de ações possíveis no E.L.U., incluindo as
direções de vento e desaprumo analisadas.

• Para Cada combinação deve-se obter os deslocamentos horizontais nos


pavimentos e calcular o coeficiente gama z ( y ), a fim de considerar a
amplificação dos esforços na estrutura decorrente dos efeitos de 20 ordem.

• Se y, <1,10, a NBR 6118 permite desprezar os efeitos de 2° ordem.

• Se 1,10 5_ 7, 1,30, deve-se multiplicar as ações horizontais por y, e


recalcular os esforços solicitantes na estrutura para a combinação em questão.
Com os esforços amplificados serão dimensionadas as armaduras nos
elementos estruturais.
• Se )9, >. 1,30, é prudente enrijecer a estrutura para reduzir o valor de 7, (ou
seja, reduzir a instabilidade da estrutura). Isso pode ser feito, por exemplo, com
o aumento das seções dos pilares e/ou das vigas, com o emprego de pilares-
parede ou com o aumento da resistência do concreto (fd).

buiumsc Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


Prof.Eng.ChrisNan Donin, M.Sc.

5) Dimensionar os elementos estruturais frente aos Estados Limites

• Com os esforços solicitantes obtidos nas combinações dos Estados Limites


Últimos dimensionar as armaduras necessárias aos elementos estruturais
(pilares, vigas, lajes, sapatas, blocos sobre estacas, etc).
• Verificar os Estados Limites de Serviço: deformações excessivas (flechas
verticais- em vigas •e lajes; flechas horizontais do edificio), controle da
fissuração e vibrações excessivas.

11
UNIVERSIDADE DE SANTA CRUZ DO SUL

EILUNISC DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA, ARQUITETURA E CIÊNCIAS AGRÁRIAS


CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

PROJETO DE ESTRUTURAS DE
CONCRETO ARMADO
Prof.Eng.Chr-istian Donin, M.Sc.

PROJETO DE PILARES
Exemplo de Dimensionamento das Armaduras
ELU - Solicitações Normais
2014

diUNISÇ Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


Prol .Eng.Christian Donin, M.Sc.

INTRODUÇÃO
Antigamente...
Não era obrigatória a consideração das ações de vento ("brechas'')
Classificava-se pilares (canto, extremo: interno) para obtenção dos esforços
Havendo apenas cargas verticais, montava-se apenas uma combinação de
ações para a obtenção dos esforços em pilares:

F, = -19F9 + yeiFqsob

Com a atual NBR 6118...

Aproximação para apoios extremos (item 14.6.6)


-<
Se é permitida para CARGAS VERTICAIS!!!

(deve-se ter certeza que ações vento são despreziveis )


2
Contêm limitações
Justificável quando não se tem auxilio computador

1
• UNISC Disciplina: PROJETE: DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prof. Eng.Christian Donin, M.Sc.

Alterações na maneira de tratar o dimensionamento de pilares


Utilização necessária e crescente dos recursos computacionais
Atualização da NBR 6118:1978 para 2003: 2007
Criação da norma de sismos: NBR 15421 (2006)

Ações horizontais (vento; sismo: desaprumo)

Realizar combinações de ações (incluindo horizontais em diversas direções)


(dimensionamento: verificação para todas as combinações)

Substituir modelos de vicia contínua por modelos de pórticos

(incapaz de capturar deslocamentos horizontais)


(impossibilita a avaliação dos efeitos globais de 2° ordem)
Classificar pilares (canto, extremo; interno) apenas para identificação
(não recomendado para definir os momentos solicitantes)
Substituir ábacos por aplicativos para flexão oblíqua (softwares livres e comerciais)

IhUNISC Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


Profing.Chrlstian Donin, M.Sc.

EDIFÍCIO ANALISADO Pilar escolhido: P4


6,00 In 5130 (entre Térreo e 1° piso)

Distância entre pisos: 4,60m

Materiais estruturais:

Concreto C25

Aço CA-50
(barras longitudinais)

Cobrimento: 3,0cm

Diâmetro máximo agregado


ps - 19mm
Ações atuantes:
Planta de formas estruturais— adaptado de FUSCO (1981)

Já calculadas e combinadas

2
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO MUAADO
Prol,Engthristian Donin, M.Sc.

Combinações do ELU analisadas Vento 180'

Combinação 1: Vento a 90 graus corno ação variável secundária


Fd = 1,4F9 + 1,4F,s9, +
i t Vento 90"

Combinação 2: Vento à 90 graus como ação vanável principal

Fd = 1,4F9 + 0,98F(adt, + 1,4Fgmenbil


C ombinação 3: vento à 180 graus como ação variável secundária
Fd = 1,4F9 1,4Fgaob

Combinação 4: Vento à 180 graus como ação variável principal

Fd = 1,4F9 0,98Ftsob +1,4F4,„ 2

c> Processadas em modelo de pórtico com posterior amplificação Peio vZ


(Efeitos globais de 2° ordem)

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


ProtEnsChrisNan Donk', M.Sc.

Esforços extraídos do modelo de pórtico (Já inclui amplificação com yz)


Combinação 1: Combinação 3:
28.93 kN.m 16.82 kN.m 11.09 kN.m 2.80 kN.m

Nsd = 2338kN Ndd = 2420kN

15 78 kN.m 210.43 kN.m 54,45 kN.m 1,51 kN.m


My Mx PAY Mx
Combinação 2: Combinação 4:
27.19 kN.m 28.03 kN.m 17.36 kN.m 2.50 kN.m

Nsd =- 2108kN Ndd = 2357kN

14.83 kN.m 350.71 kN.m 85.25 kN.m 1.31 kN.m


My Mx My Mx

3
UNISÇ ~pena: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prof.Eng. Christian Donln. M.Sc.

Qual é a combinação mais critica para o


dimensionamento do pilar?

E os esforços de 2° ordem locais?

:EUNIISÇ Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


ProtEng.Chestian Donin, M.Sc.

Efeitos globais de 2° ordem Efeitos locais de 2° ordem

8
e,, VIGA
Óhi d wid
U111'1111 , Ponto incleSloCavel

AM = NSd X e2 Ponio inciesiocave,


Base (no elemento isolado)
e, * VIGA

AM - Wid Xalid
(na estrutura como ira todo)

Por isso é que o dimensionamento é na realidade uma verificação para cada


combinação...

4
EEiUNISC Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prof.Eng,Christian Donin, M.Sc.

EXEMPLO DE DIMENSIONAMENTO EM SALA DE AULA

r> Esforços da Combinação 1

L2> Proceder de forma similar para as demais combinações

EUNISC Disciplina: PROJETO DE 6TRU11JRAS DE CONCRETO ARMADO


ProtEng.Chrfstian Donin, M.Sc.

COMPRIMENTO EQUIVALENTE l)
-e
I MY
à

M,
7(".1 X 460
P4
25H

V2
25
3
Seção do pilar P4
Plano da Viça V2

Flexão em tomo do eixo y:


+h
e = menor{° r--> No plano da estrutura (pórtico) analisada (o)

= 460 - 62.398cm {398 + 25 = 423 cm (e = 423cm


Ie = menor
460 cm
= 460cm

5
Disciplina, PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prof Eng Chnstan Donin,

Analogamente, para flexão em tomo do eixo x

f- o= 460 —52 = 408cm


I = 460cm
(. 0 +h = 408+70 = 478cm
- e = menor4
= 460cm

MOMENTOS MÍNIMOS DE 1° ORDEM

= N(0,015 + 0,03h)

Flexão em tomo do eixo y:

Mienn.w = 2338 x (0,015 +0,03 x 0,25) ,52,61kN.m

Flexão em torno do eixo x:

MITITnin,xx = 2338 x (0,015 + 0,03 x 0,70) = 84,17kN.m

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


13•
MIS UNISC Prof.Eng.Ctiristian Donin, M.Sc.

Envoltório mínima de 1° ordem

My

52,61
1d.min.yy

8 M1d.min.

new
-84,17 4.17

-52,61

(Valores em kN.m)

6
MIE
Ntsç Disoplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARDA•00
ProtEng.Chrtsban Donin, M.Sc

COEFICIENTES at 16,82 kN.m 28,93 kN.m

a, = 0,60+ 040,.
10 > 040
ivisk

Flexão em tomo do eixo y: 210.43 kN.m 15 78 kN.m


MA = 28,93kN.m Mx My

ab = 1,0 1=5 momentos fletores menores que o momento minimo


= 52,61kN.m
Flexão em tomo do eixo x:
MA = 210,43kN.m

MB = +16,82kNi.m => Positivo se fracionar mesma face que MA

= 0,60+ 0,40x 16,42= 0,631


210,43

EUNISC ina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


Profing.Chsistlan Donk,, M.Sc

ÍNDICES DE ESBELTEZ
Flexão em tomo do eixo y:

.\/12 _ 423 xN/E


'
58,61
h 25
MA /Rd
25+12,5x 25+1Z5x
r= h = h
cto
28 93/2338
25+125x '
0,25
=25,62
1,0
Lembrando que 35 X, 90 i=> À, = 35
Como X > "À, Consideração obriciatória dos efeitos locais de 2° ordem
locais em torno deste eixo

7
ibUNISC Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prof.Eng,Christian Donin, M.Sc.

Flexão em torno do eixo x:

1* 460x11
'-
= — =22,76
h 70
MA IN sd 25+12,5x 210'4312338
25+12,5x
h 0,70
=42,17
ab 0,631
Como < )," 1=> Podem ser desprezados os efeitos locais de 2° ordem locais
em tomo deste eixo

EE:UNISC Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


Profing.Christian Donin, AlSc.

MOMENTO DE CALCULO DE 1° ORDEM

Momento usado nas amplificações dos métodos aproximados


É o valor de cálculo de 1° ordem do momento MA

Flexão em torno do eixo y:

Mld,A = MA = 28,93kN.m (Diagrama de momentos — modelo estrutural)

Flexão em torno do eixo x:

Mld,A = MA = 210,43kN.m (Diagrama de momentos — modelo estrutural)

8
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
EiUNISC ProtEng.Chrisnan Donin, M.Sc

MOMENTO TOTAL PARA DIMENSIONAMENTO


Na seção crítica: ponto intermediário entre A e B eis

Efeitos locais de 2° ordem são máximos Ponto indeslocavel

Métodos aproximados da NBR 6118:


Pilar Padrão com curvatura aproximada
Pilar Padrão com rigidez ic aproximada

Mscuot = amplificação(M 4)
Ponto indeslocável
11 eia
(1Gordem + rordem) (1ordem)

Nas seções A e B: efeitos locais de 2° ordem podem ser desprezados


(apenas Vordem)
MS0,án = Mut"

Porém lembrar que os momentos nas extremidades já devem incluir os efeitos globais
de 20 ordem(ex: coeficiente rz; P-Delta global, etc)

Discipline: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


:::UNISC Prol.Eng.ChrIstfeen Donin, AtSc.

Segundo os itens 15.8.3.3.2 e 15.8.3.3.3 da NBR 6118

Método do pilar padrão com curvatura aproximada

O momento total máximo no pilar deve ser calculado pela expressão:


t2 1
Md.lot = ab Mld.A 4- Nd MULA
10 r

Método do pilar padrão com rigidez K aproximada

O momento total máximo no pilar deve ser calculado a partir da majoração do momento de 1# ordem
peia expressão:
#re &flua ,
MSd.tot nend.A
1
1204v

A seção critica é a que comanda o dimensionamento segundo


os métodos acima

9
UNISC
E•111
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prof EntChristian Donin, M.Sc.

MOMENTOS TOTAIS PARA DIMENSIONAMENTO (SEÇÃO CRITICA)


Obrigatório considerar
Flexão em tomo do eixo y: À = 58,61 > kl = 35 efeitos locais de 2cOrdem
Método do pilar padrão com curvatura aproximada

Curvatura (1/r): (1) 0,005 0,005 Nsd Parcela de 2rordem


v-
h Actd

Momento total máximo no pilar: MSd.t01 = a Mld.A MULA


(Vordem + ?ordem)

2338 0,005 0,005


v -0,748 = 2 00 x10-4cm-
Z5 )
(25 x 70)x (— h - 25 I
1,4
(1 0,005 0,005
- -" cm-1 .< (ok!)
r ) 25 x(0,748 + 05
) 160 x10 h

"2.1-INISC
ENG
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Profing.Christlan Donin, M.Sc.

Flexão em torno do eixo y (continuação):


=1,0 lb = 423cm MidA = 2893 kN.cm

2 (
&Uni - bM IO^ ±NiSd .fran M1d.A

42
Msd -= 1,0 x 2893 + 2338 x x (1,60 x ). 9586kN.cm

Flexão em tomo do eixo x: À = 22,76 < À, = 42,17 Pode-se desprezar


efeitos locais de 2trdem
ab = 0,631 te = 460cm Mi" = 21043kN.cm

MSd.lol = bM M.A Rd A

Msat = 0,631x 21043 = 13278kN.cm


Msdm = 21043kN.cm

10
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO Aft/AADO
ProtEng.Christlan Donln, M.Sc.

Envoltório mínima com 2° ordem

Flexão em torno do eixo y:


í2 1
mSci,totintn,if s= aD MId.rnin.yy N M
sd 10 r ''.mm."
5261kN.cm

Msfn,„sy = 1,0 x 5261+ 2338 x 4232 x (160x 10 ). 11954kN.cm


10

Flexão em torno do eixo x:

WiRcItol.rnin.xx = aDM1cirnin xx Micinun,xx

Miarmaxx = 8417 kN.cm

= 0,631x 8417 = 5311 kN.cm

Mscounin.xx = 8417kN.cm

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


2214EJNISC
Dl= ProtEng.Christian DOI1M, M.SC.

(Valores em kN.m) !Ar

Envoltório minima de lcordem

Envoltório mínima com 7ordem


(Seção critica)

11
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
11"UNISC
ENE Prol .Eng.Chrishan Donin, M.Sc.

Resumo da Modelo de pOrtico (incluindo yz) Total para o dimensionamento


Combinação 1 52.61kN m
28.93 kN.m

Flexão em torno
do eixo y (My): 119,54kN.m

52.61kN.rn
15.78 kN.m

=>
Efeitos locais de Vordem

16.82 kN.m Momentos minimos 210,43 kN.m

Flexão em tomo
do eixo x (Mx):

210.43 kN.m 210,43 kftm

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


niUNISC
••• Prof.Enq Christian Donin, M.Sc.

Neste caso específico, analisando-se os momentos totais no pilar:


Flexão em torno do eixo y: Flexão em tomo do eixo x:

52.61kN.m 210.43 kN.m

119,54kkm

52.61kN.m 210.43 kN.m

Confirmando: seção critica (entre A e B) é a que comanda o dimensionamento

N = 2338kN
My = 119,54kN.m => Esforços solicitantes a serem
utilizados no dimensionamento
à flexão composta obliqua da
Mx = 210,43kN.m Combinação 1

12
EUNISC Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
ProtEng.Christlan Donin, M.Se_

PRÉ-DIMENSIONAMENTO DAS ARMADURAS


Taxa de armadura longitudinal sugerida (pré-dimensionamento da seção): p = 2%
As A c> A, =35cm2
P — 0,02= S
A, (25x70)
Diâmetro das barras longitudinais:
menor dim 250mm
10mm s - 31,25mm
a 8
Escolhendo.= 20mm para as barras longitudinais (1(1)20mm = 3,14cm2 )
35
=11,15 barras r=1). 12(1)20
3,14
Diâmetro dos estribos:
{5mm
+14 20mm/4 = 5mm in> Escolhido 44 = 5mm

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARNADO


d:UNISC Prol.Engthristian Donin, M.Sc.

6cm
2,0
ri = c + (1), + - = 3,0+ 0,5 + — = 4,5cm
2 2 • •

Espaçamento livre entre as barras: • •

12,2 -2,0 =10,2cm = 102mm • •

20mm (okl) •
NBR6118 4 (ok!)
• --r
1,2d. 1,2 x 19mm = 22,8mm 112,2cm
(ok!) •

1-1
Espaçamento máximo entre eixos das barras: 4.5cm

16cm =160mm
2x menor dim 2 X 250 = 500mm (ok!)
NBR6118 5
400mm (ok!)

13
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prol.Eng Christian Donin,

VERIFICAÇÃO DA SEGURANÇA: Envoltória resistente vs solicitações


hingç.Salarabs Ma ~si -
Seção não resiste!
09

105 CIO 11951j

est 23.4 kW 37
/Kin
00a1040 54•34 -
• dOLÇI 1211.45 25910
r 2 145 • Yuri). :
1101.”•••
bt cal
Mrer elec
Cill • 44
hl Cm
hl crn .03

Loulluw,444.44 Lakaa • li•C.


Erara k(cm. DMMIMIal
5 At I b 3~1_
sr,' •
pena,
9 205' 24,9 4.13 at' • NI f pr~
to 2,15 44.1 242 3 c -a' •
4 205 5432200 ~4~ I
44 55510 ) -8-3 •
Ta• g.ar-retrit. Lfl ?_ 4,0 • t ~Ma É

144:5 trecaticskok 9.411 ro •


!=)! Será necessário aumentar resistência da seção (dimensões, armadura, fck)

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


0;UNISC
EDU Prof.Eng.Christlan Donln, M.Sc.

Aumentando um pouco a área de armadura longitudinal in) 1020


Er/orças 50947,,nt, 1.5c 4.seçáo usara. 4* agrai*
art...4444. Seção resiste!
SIC

4
44174
Í......9—.....4-.....-0-.-
.;.%na Csflflstfl.Çao
5W I -44 -2841 -142,3 , 1423 294
Peara .j ler° 441444
•42.3l-
cra k
Cena 4144.
40 em
_
4_ o
et: 12111 3.03
0,444 Ca 50 hl:
a. Minou FOtli

É ef 21080 • tá•lbilla. ~Kin tb1114104 410010 pita


;.:oL...umT7, 7713 amime 2
. ~tal
varra

1104 MIN
Con-101.1044
GSM ~Palie •

0/44320na

Uai mecânica Is

p = 2,51% 5 4,0% (ok!) Combinação 1: ok!!!

14
EiUNIS.0 Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prolingthristian Donin, M.Sc.

Combinação 2:
Momentos extraídos do modelo r=> Momentos totais para o
de pórtico (incluindo yz) dimensionamento

Com a seção obtida L__> Verificar segurança:


anteriormente envoltório resistente vs solicitações da combinação 2

Observação: a rigor. cada combinação possui uma envoltório resistente

Dependente do valor da força normal


Se não houver Aumentar resistência da seção
resistência suficiente (dimensões, armadura, fck)
Combinação 3, Combinação 4,
Mesmos procedimentos:
14' Segurança deve ser atendida em todas as combinações do ELU
© Otimização (economia) também é desejável

:F.UNISC Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


Prol.Eng Christian Donin, M.Sc.

Qual é a seção do pilar "que deve ir para a obra"?


(dimensões, armaduras, concreto fck)

É a seção que satisfizer todas as combinações do ELU

15
INED UNIVERSIDADE DE SANTA CRUZ DO SUL
MIE
Mia UNISC DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA, ARQUITETURA E CIÊNCIAS AGRÁRIAS
CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

PROJETO DE ESTRUTURAS DE
CONCRETO ARMADO
Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

PROJETO DE PILARES
Ábacos e Disposições Construtivas
2014

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

PILARES
DIMENSIONAMENTO DAS ARMADURAS
POR MEIO DE ÁBACOS

16
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Profing,Chnstian Donin, MiSc.

FUNDAMENTOS

Fd Mid = momento fletor


de primeira ordem

M,d = d e, = momento fletor


de segunda ordem
Fd
= Mias + 2,1 = momento total

Dimensionar para 31d e Nd =Fd


(Problema de flexo-compressão)

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


Prol.EngthrlsUan Donin, MSC-

Simpliítcacões das normas de projeto

• Nos pilares curtos (À. À1 ): pode-se desprezar 31,d

• Nos pilares moderadamente esbeltos (À1 cA 90): pode-se


calcular ill2d por algum processo simplificado

• Nos pilares esbeltos (À >90) : exige-se o cálculo rigoroso de


.112d (através de métodos numéricos iterativos e incrementais:
exemplo: softwares

• Nos pilares intermediários e pilares de extremidade:


dimensionamento á flexo-compressào normal.

• Nos pilares de canto: dimensionamento à fiexo-compressào


obliqua.
Para os pilares curtos e moderadamente esbeltos: calculamos
.112d por processo aproximado e dimensionamentos a seçào
flexo-compressão.

17
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO MATADO
I"; UNISC
••• Prof. Eng.Christian Donin, M.Sc.

DIMENSIONAMENTO À FLEXO-COMPRESSÃO NORMAL

• O problema

EEitiNISC
— --
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
ProCEng.Christian Donln, M.Sc.
1~~===r
• Domínios de dimensionamento da flexo-compressão
co ei,
-,

h
K =1— e,I e„
,1112Dri
rir

100400 4---1—>
cid tração compressão

fek 5_ 50 MPa fek >50 MPa


to(V
00 )= 2.0 6.0(7'00 ). 2.0 + 0.085(fek — 50 )°'53
eu (V00 )= 3.5 14
'5( 9° —
fek
II 00 — • ''-•
100 )

18
PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
EUNISC ProtEng.Christian Donin. M.Sc.

• Seções típicas dos pilares dos edifícios

• • • • • • • • •
• •
h • •
• •
SI. • • • • • •
b

• O processo de solução é iterativo: para encontrar a


profundidade da linha neutra.

• Podemos usar um programa de computador.


tabelas de dimensionamento, diagramas de interação ou
fórmulas aproximadas.

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


diUNISC Prof.Eng.Chrlstian Donin, M.Sc.

Tabelas (Ábacos) para dimensionamento de seções


retanqulares
Com ô = tr/h e a disposição das barras = identificar a tabela
fvk
a cd = 0-85Le

Nd
I -= = ,
Mia m p bh - o- ed

Ler a taxa mecânica de armadura o.


Calcular a área total da armadura A, — obh u'd
.f
As tabelas sào restritas aos concretos do Grupo I
(concretos com /à 50 NIPa).

19
Disciplina: PRCUETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc

Exemplo:
Nk

Aço CA-50: fyk = 500 MPa.


41 • • e
Nk .= 410 kN: e = 25 cm:
40
fek =20 MPa:

(Seção com duas camadas de


20cm armadura)
fek . 14 MPa = 14 kNicm2
1.4 L4
0.85 fcd = 12MPa = 1.2 Ma&
fmk 50
= — = = 43.48kNicm2
1.15 1.15

••
:::UNISC Disciplina: PRCUETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
ProtEng.Christlan Donin, AtSc.

Nd =1.4N k = 1..4x410=5 Nd = 574kN


Md =Nde.-- 574x25 .44d = 14350 kNou

Nd 574
v= v -..- 0,60
bh o- 20x40x1,2

Md 14350
/1= , — p=037
bh- 20x402 x1.2
d' 4
€.) = — = = 0.10 r
h 40
Tabela A1.2: Interpolando o= 0.71.

o. 1.")
A$ = oh!; cd = 0.7 lx20x40x As =153 cm2
/yd 43.48

20
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
W:UNISC ProtEng.Christian Danin, M.Sc.

Interpolação linear

o).• Se 1.1 = 0,37:


0,79
(.0 = anterior + diferença x 0,70

0,53
Regra prática
0,30 0,37 0,40

&-0,53 0,37-0,30
0,79-0,53 0,40-0,30 - O'70

o)=0,53+(0,79-0,53)x0,70

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


UNISC ProtEng.Christian Donln, M.Sc.

8 barras de 16 (um (Ase = 16,08 ein2).

406
40
406

20cm 11

Solução

Tabela A3.2 (Apêndice 3 do Volume 2)

21
RIM UNISC Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prof. Engthristian Donin, M.Sc.

DIMENSIONAMENTO À FLEXO-COMPRESSÃO OBLÍQUA

O pmblema fica mais


complicado, pois a
inclinação da linha neutra
passa a ser incógnita.

Empregando o diagrama
retangular. devemos
trabalhar com
Cral = 0.80fed.

o-cd = ae fed . se a largura não diminuir Temos os dois casos


Adotar 11
aed = 0,9ae fed . se a largura diminuir acd = 095acfcd
Se fek 50 MPa. obtém-se ceei = 0,80fed •

.E.1;UNISC Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


Prol.Eng.Christian Donin, M.Sc.

Esforço amua I: Nd

Momentos fletores:
Mxd =Ndex e
211)d =Ndey

Ace = área comprimida com


a tensão Cm
as& = tensão de cálculo na
bana
Aki = área da bana i

22
:1/41,UNISC Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
ProtEng.Christian Donin, AlSc.

Equacões de equilíbrio:

Nd = crs (IA + As; as&


Acc 1=1

Mui = j cr&xdA ZAsicsdixsi


Are
i=1

211.34 = Jcred vdA + A5I c5dI v,j


Are i=1

Dimensionamento: dadas as coordenadas dos vértices da seção e


das barras de aço; dados os três esforços solicitantes de cálculo:
obter a área total de aço na seção.
Verificação: dada a seção já dimensionada e dado o esforço
normal: determinar os momentos fletores de cálculo que levam a
seção à mina.

FaUNISC
•~••••••••••~•••.•
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
ProtEng Christian Donin, M.Sc.

Tabelas (Ábacos) para dimensionamento de seções


retangulares
d A I. yd
Myd
Entrada: ,11 Py
Arard x Ac h,acd _Viv as

onde A, =h,h y é a área da seçao transversal e cred =0,801;d.

Ler: o.) e calcular A, = DAc ard


fvd

As tabelas sào restritas aos concretos do Grupo I


(concretos com fek s: 50 NIPa).

23
EFÍUNISC Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
ProtEnChitstlan Donk; &Sc.

Exemplo:
4 Concreto: ,f0k = 20MPa
Aço CA-50 (fyk. = 50kN/cm2)

Dados:
Nk = 800kN ;
40
= 2000 kNcm
Myk = 4000kNcm
20cm ;I

fcd =—a--14MPa;
14
geri = 0,80fed =11,2MPa; o-cd = 1,12 IcN/cm2.
f
f yd = t is = 43,48kN/cm2; h, = 20cm; hy = 40cm.

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


ProtEray,ChrIslian Donfn, M.Sc.

hxhy = 20x40 => 4= 800cm2

Nd =1,41V41, =l,4x800=> Nd = 1120 kN


Mxd = 1,4M,* = 1,4x2000 = 28001cNcm
Myd = 1,4M 33. = 1,4x4000 Mit/ = 5600kNcm

N .3 1120
v= (1 v =1,25
Ar am 800x1,12
Mxd 2800
P.,- — pr .&- 015
khxus 800x20x1,12 -
M yd 5600
Py = — 0,15
Achy o-cd 80 Ox40x1,12 -

24
EUNISÇ Disciplina: PRCUETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
ProtEng.Christian Donin, M.Sc.

Interpolando ,LJ
Para v=1,2: w=0,85
Para v =1,4: co =1,02

Interpolando novamente para v =1,25: to = 0,89.

coAcr d 0 89 800 112


As = fid — x x = 18,34 ema'.
43,48

Tabela A2 2

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

PILARES
DISPOSIÇÕES CONSTRUTIVAS

25
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
EEi UNISC
---......— Prol Ing.Christian Donin, &Sc.

A) Dimensões mínimas das seções dos pilares

Em geral: b 19 cm Se mcm b <19cm:


A. 360cm2 yf = 1,47„ ;
y„ =1,95 — 0,05b 1
O coeficiente y„ deve majorar os esforços solicitantes de cálculo
finais dos pilares, quando do seu dimensionamento.

B) Cobrimento da armadura

Classe de agressividade I II III IV


Cobrimento nominal (cm) 2,5 3,0 4,0 5,0

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


"--UNISC
•••1 Profing Christian Donln,

C) Armadura longitudinal

piso P = As% Ac -?- Pmin •


PéPnún
Pi+P25.8% As
piso fcd
A< Pmin = 0,15— vo ... 0,40%
fyd
peará,. P=AsiAc
,
piso
,
Vo = Ed /(Ac.fed)

- Seções poligonais: pelo menos uma bana em cada vértice


- Seções circulares: pelo menos seis barras

26
Disciplino: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ATUARDO
::;UNISC Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

dm = diâmetro
máximo do agregado

Espaçamentos entre as barras

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


:::UNISC Prof.Eng Christian Dardo, AlSc.

I)) Estribos

Espaçamento máximo:
5 r»rn a) 20cm;
Diâmetro mínimo: 0,
014 b) menor dimensão externa da
seção da peça (b)
c) 120.
Devem ser colocados inclusive na região de cruzamento com
vigas e lajes.
Estribos obrigatórios Estribos desnecessários
no cruzamento no cruzamento

• •

• • a

O Barras com • Barras sem


possibilidade de flambar possibilidade de 'lamber

27
EUNISC Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Profingthristian Donin, M.Sc.

a
Estribos a
Viga Viga Distribuição dos
cada si2
a
estribos ao longo
da altura dos
pilares.
r b
H a 1-1/6
45 cm
Reduzir o
espaçamento nos
5/21 nós dos pilares de
a
* Juntas de contraventamento,
Viga Viga concretagem para melhorar o
ásperas.
umedecidas e confinamento do
limpas concreto do nó.
Pilar de
Pilar contraventado
contraventamento

EtiUNI.ISÇ Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


ProtEngthristian Donin, M.Sc.

E) Proteção contra a flambagem das barras

As seguintes barras longitudinais estão protegidas contra a


fiambatzem pelos estribos poligonais:
• as situadas nas quinas;
• até duas barras adicionais situadas a uma distância de 204 da
quina.
•• U as

a 1. • • cá ei •a
200 20Ps 20 2o4),

• Barras protegidas o Barras sem proteção

28
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
IwàUNISC
DEE Prof.Eng Christian Donin, M.Sc.

a) dois estribos b) um estribo e uma


poligonais barra com ganchos

c) barra com gancho envolvendo


o estribo principal

Essa alternativa foi


a a
t'le't eliminada da NBR-
emo 6118/2014

Uso de estribos poligonais e de ganchos para proteção das


barras lon• itudinais contra a flarnb • in

PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


"MUNISC ProlEngthristian Donin, M_Sc.

Ruptura de Pilar

29
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prof.Eng.Chrlstlan Donin. RtSc.

Ruptura de Pilar

Disciplina: PROJER) DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


ILUNISC Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

Ruptura de pilar com flambagem das barras longitudinais

Causa da ruptura: falta de ganchos?

30
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
EF:UNISC Prol.Engthristian Donin, M.Sc.

111--111
AI

14 a j

1=a+304

(a-24) na opção c
da fig. 8.6.2
a
I...=2(a+b)+Ac (tab. A3.7, Vol.2)

Geometria dos estribos e dos ganchos suplementares

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


EllUNISC Prof,Eng.Christian Donin, M.Sc,

F) Emendas das barras

Melhor solução

Comprimento de emenda:
20cm
10e =" 1D.NOC
150

(a) (b) (c)


Em geral, pode-se adotar:
Se todas as barras
= /h ,• -= estiverem comprimidas
4 ifbd
possibilidade de flambar possibilidade de liamba;

31
EUNISÇ Disciplina. PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

• Se algumas barras estiverem tracionadas, o comprimento da


emenda por traspasse será maior e dependerá da porcentagem de
barras tracionadas emendadas na mesma seção.

• Nos pilares de contraventamento poderá haver barras tracionadas,


devido ao elevado valor do momento fletor decorrente da ação do
vento.

• Podem-se analisar os valores dos esforços solicitantes reduzidos,


momento fletor reduzido g e esforço normal reduzido v, para calcular
o comprimento de emenda.

• O procedimento é demonstrado no Volume 3 e dá origem ao gráfico


seguinte.

&MIM Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


Prof.Eng.Chrlstian Donin, M.Sc.

5.0

4.0—
o
:0
3 Situação usual dos
Va, 3.0- pilares
contraventados e da
Momento fletor

maioria dos pilares


2 0- de
contraventamento
dos edifícios.
1 0-

00 ' I ' I I
0.0 0.4 0.8 1.2 1.6 2.0
Esforço normal reduzido v

32
EUNISC Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Rrof.Engthristian Donin, M.Sc.

G) Desenho de armação dos pilares


PILAR P1

580 etc. t

3a pav 7
111-11 17
o
o
C--0
60 IL-111 55 ri 14$c/20-30
la O
‘s-
CO
300 tO
20 15
pav. 7 rir
11P-11 405-30 c.4 '-
Cr-C chumbados,
CO
o (O
60 55 C-0 co
300c/20-30 (";ri
cn CNI
[-117‘‘
lo
0 _I to
20 15
—1
ri
térreo =53 doo ro
a_ito bloco

33
ERNI uNisc UNIVERSIDADE DE SANTA CRUZ DO SUL
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA, ARQUITETURA E CIÊNCIAS AGRÁRIAS
CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

PROJETO DE ESTRUTURAS DE
CONCRETO ARMADO
Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

VIGAS
Detalhes Especiais
2017

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


-UNISC
••• Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

1. ARMADURA DE SUSPENSÃO
Esquema resistente no encontro de duas vigas

A existência do tirante (V) mostra a Necessidade


de ser colocada, naquela região, uma Armadura
de Suspensão para resistir a esse esforço.
—_

1
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
:::UNISC Prol.Eng.ChOstian Dono.. M.Sc.

Cálculo e disposição da armadura de suspensão

"--- du — altura da viga II


1

-é- do / 2 -- J. dii - • iga 11 toue serve de apoio)


zbi /2 eb:I2
.
I .1 0
11
I I I.L t 4.
di/2 bit/2 1
I di = altura da viga I 1
___ Viga I /
(que se apoia)
b

V-
A$ a =21M
fyd

DEIN UNISC Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

Ensaio mostrando a necessidade da armadura de suspensão.


R. PARK and T. PAULAY - Reinforced Concrete É necessário usar
Structures - The art of Detailing - VVILEY 1975 Armadura de
Suspensio

Falta de supone para as diaconais comprimidas ( bieLas).

2
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
..•UNISC ProtEng.Christian Donin, M.5c.

Armadura de Suspensão
Visas com alturas quase iguais

Seção AA

1.

L ¡Estribo de Estribo de I
Icortante suspensão I

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


lkUNISC
•••
i Profing.Christian Donin: M.Sc.

Armadura de Suspensão
Viaas com alturas diferentes

Seção AA

'irregessivoropaciirafti

. a,

hb
Estribo de suspensão para V, =t -1z: V

3
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
EhUNISC Prof.Eng.aristian Donin, M.k.

Armadura de Suspensão

i-rtt t si 1,
roneipcto
vrg.i (1t iptxo —
a ser
I ',e:incida

1 1:4
.srmaritita
I Sttipertiip

suOisr15

Annadurs
hga apolaiit
Suipensk

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


:isUNISC Prof.Eng.Christi).n Donfn, M.Sc.

Exemplo

PinSTS0 SE Ei50A-A Sus3ensá3".'2


Z2 ir ESC ESC 125
:tt

LJL I I I__ I
1
-
t

•2
2til 5:3: 5i152

1: til .ct
i. L.
121 362 ,!1:Wc c.-01
Et12•100 LE362 ri talai ?. Cr.0-5

4
Ele Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
r:UNISC Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

2. GRAMPOS DE ANCORAGEM
Quando os apoios de extremidade da viga forem estreitos, poderá resultar
/ b.„„ > onde I ,. é o comprimento de ancoragem com gancho, respeitados
os limites /b.rnin =1? 5,50?: 6cm, e /h.dist, é o comprimento disponível dentro do
apoio. Neste caso, não é passiva' fazer a ancoragem com ganchos. Uma altemativa
para fazer a ancoragem é o emprego de grampos adicionais, conforme indicado na
fig.
grampos de ,
diâmetro /

Ree=(ai/d)Ve

Vd

Fig. — Grampos de ancoragem em apoios de extremidade de pequena largura

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


mUNISC
EME Prof. Eng.Christian Donin, M.Sc.

Os grampos devem ser dimensionados para a força mínima Fm dada por

= R sd(i lha» (1)


k nec

onde Rm éa força total na armadura longitudinal de tração que chega ao apoio.


Desse modo, os grampos deverão ter uma área total ,43, = F.,d11,4 , onde Jid
é a tensão de escoamento do aço empregado como grampo. O comprimento de
ancoragem dos grampos, IN , marcado a partir da face do apoio, é dado por
fyd (2)
= —
lu

onde 0, é o diâmetro da barra dos grampos.

A expressão (1) é obtida do modelo de biela e tirante representado na fig.(2)

A força não ancorada é igual a /25,07 = 41(1 ) Essa força é


transferiria aos grampos através da biela de compressão, a qual está submetida à
força Fe = Rseolcostr. A resultante de tração nos grampos é Fed = F cose , de onde
resulta a expressão (1)

5
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
REEI ILJNISC Prof.Eng.Christian Donin. M.Sc.

st:

disD

Rsd

ibmec
1

Fig. (2)— Modelo de biela e tirante para ancoragem com grampos em


apoios de extremidade

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


!hUNISC Prof.Eng.Chrislian Donin, M.Sc.

3. ABERTURAS EM VIGAS
As aberturas transversais nas almas das vigas, destinadas, por
exemplo, à passagem de canalizações, devem ser reforçadas com o
emprego de estribos verticais e barras longitudinais. Dependendo do
tamanho e da posição das aberturas, esse reforço pode ser dispensado,
por ser pequeno o efeito da abertura na capacidade resistente da viga.

Segundo a NBR 6118:2014, pode-se dispensar o uso de reforço desde


que a abertura esteja situada na zona de tração, a uma distância
mínima de 2h da face do apoio, e possua dimensão não superior a 12
cm nem a h/3, sendo h a altura da viga. A distância entre faces de
aberturas, num mesmo tramo, deve ser de no mínimo 2h. Além disso,
as aberturas não devem interceptar as barras da armadura respeitando-
se os cobrimentos nominais. Se essas condições não forem atendidas,
deve-se prever reforço em torno da abertura para assegurar a
capacidade resistente.
o

6
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
n 'UNISC
eme Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

O cálculo do reforço é feito em correspondência com a figura

hl
h
I h;r
!SI
?h )1(a51,5hol

Figura 1 - Abertura na alma das vigas

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


Ili•• UNISC Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.
=na=

O momento fletor de cálculo na seção SS é Md e o esforço cortante é


igual a Vd. As forças normais nos banzos, acima e abaixo da
abertura, valem
(1)

onde a distância Z entre os centros dos banzos é dada por

+ h2 (2)
Z =1;
)

O banzo superior comprimido absorve a maior parte do esforço


cortante, pois o banzo tracionado está no Estádio II. Assim, o esforço
cortante é distribuído entre os banzos de modo que

0,2Vd (3)
Vd1 0,8V1 "d2

7
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
:LUNISC ProtEng.Christian Donin, M.Sc.

Essas forças cortantes provocam momentos na extremidade da abertura, dados


por a
Min =1/(1] - ; Md? = Vd2 - (4)
2 2
Desse modo, os estribos de reforço são dimensionados para os esforços
cortantes V d l e V d 2. As armaduras longitudinais são dimensionadas à flexão
composta. No banzo superior tem-se flexo-compressão (com R, e Mda e no
inferior tem-se flexo-tração (com Re e 114d2 ). Além disso, nas faces da abertura
deve-se dispor uma armadura de suspensão dimensionada para a força 0,8V

suspensão para 0,8V 0

Figura 2- Detalhe das


armaduras de reforço



• Nigc Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

[ AS Afiai

1- lb
I I

Sl.
I
h%
II
1-1

I e /Ir
Aett,

Figura 3 — Disposição das armaduras de viga com abertura

8
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Eh UNISC Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

Aberturas circulares
No caso de aberturas circulares muito próximas, de acordo com
Leonhardt, deverá ser garantida uma distância minima de 5 cm entre os
furos, sendo conveniente adicionar armaduras de cisalhamento inclinadas,
conforme indicado na Figura 4.

crn

Figura 4: Armaduras inclinadas para vigas com furos circulares


(fonte: LEONHARDT, Volume 3)

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


minUNISC Prol .Eng.Christian Donin, M.Sc.

Aberturas verticais
As aberturas contidas no plano vertical, como furos para passagem de
tubulação vertical, não devem ser superiores a 1/3 da largura da viga. A
distância mínima de um furo à face mais próxima da viga deve ser pelo menos
igual a 5 em e duas vezes o cobrimento previsto nessa face, como indicado na
fig.5. O

Furo de diâmetro
menor que e/3

Maior que 5 cm e duas


vezes o cobrynento

Figura 5 - Abertura vertical em vigas

9
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
ibUNISC Prof. Eng.Chnshan Donin, M.5c.
-

A seção remanescente nessa região, descontada a área ocupada pelo


furo deve ser capaz de resistir aos esforços de cálculo, além de permitir
uma boa concretagem.

No caso de ser necessário um conjunto de furos, eles devem ser


alinhados e a distância entre suas faces deve ser de no mínimo 5cm ou o
diâmetro do furo. Cada intervalo entre os furos deve conter pelo menos
um estribo.

No caso de peças submetidas à torção, esses limites devem ser


ajustados de forma a permitir uni funcionamento adequado.

10
::.uNisc
•••
UNIVERSIDADE DE SANTA CRUZ DO SUL
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA, ARQUITETURA E CIÊNCIAS AGRÁRIAS

CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

PROJETO DE ESTRUTURAS DE
CONCRETO ARMADO
Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

LAJES
Consideração da Carga de
Paredes sobre as Lajes
2014

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


mUINISC Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

LAJES PRÉ-MOLDADAS
Consideração da Carga de Paredes sobre as Lajes

PARALELAS ÀS VIGOTAS

Quando a parede é apoiada sobre a laje paralelamente às vigotas


protendidas, calcula-se uma ca rga distribuída equivalente, correspondente à
parede, para a faixa de distribuição cuja largura nunca deverá exceder à relação
2/3L (figura a seguir). A carga distribuída equivalente é calculada dividindo-se o
peso da parede pela área da faixa de distribuição. Caso existam mais paredes
paralelas às vigotas num mesmo painel, as faixas de distribuição serão limitadas
pela metade da distãncia que as separa, de modo que não ocorra sobreposição
de duas faixas e a carga equivalente adotada será a de maior valor obtida para o
painel em estudo.

1
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
:::UNISC Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

<1\

REFORÇO COM e
VIGOTAS JUSTAPOSTAS
SOB A PAREDE

Faixa de distribuição para paredes paralelas às vigotas

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


remUNISC ProtEng.Chrisean Donin, M.Sc.

PERPENDICULAR ÀS VIGOTAS
Quando a parede é apoiada sobre a laje perpendicularmente às vigotas, a carga
distribuida equivalente é calculada dividindo-se o peso da parede pela área da
faixa de distribuição, que neste caso corresponde a 1/2L (figura a seguir). Se
existirem mais paredes perpendiculares num mesmo painel, as faixas de
distribuição serão limitadas pela metade da distância que as separe e a carga
equivalente adotada será a de maior valor obtida para o painel em estudo.

2
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
'UNISC
DEM ProtEng.Chrlstian Donin, M.Sc.

Faixa de distribuição para paredes perpendiculares às


vigotas

3
UNIVERSIDADE DE SANTA CRUZ DO SUL

11` UNISC
ta» te. 00 Ia
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA, ARQUITETURA E CIÊNCIAS AGRÁRIAS
CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

PROJETO DE ESTRUTURAS DE
CONCRETO ARMADO
ProtEng.Christian Donin, M.Sc.

ESTRUTURAS DE FUNDAÇÕES
2014

UNISC Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


Profing.Christian Donin,

FUNDAÇÕES
CLASSIFICAÇÃO DAS FUNDAÇÕES — NBR 6122 (2010)

SUPERFICIAIS (Rasas ou diretas)

Profundidade < 2B (menor dimensão da fundação)

Ações transmitidas diretamente por pressão

Exemplos: Sapatas, radiers

PROFUNDAS

Profundidade > 2B e maior que 3,0m

Ações transmitidas por atrito lateral e pela base (ponta)

Exemplos: Estacas, tubulões

1
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prof.Eng.Christian Donin, M-Sc.

FUNDAÇÕES SUPERFICIAIS

Sapatas

Fonte: Fundacta Fonte: Fundacta

Uma das soluções mais empregadas como fundação superficial

EUNISC Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

Classificação das sapatas quanto à rigidez — NBR 6118

Ih

h > (a—ap ) i=> Mais utilizadas


RÍGIDA {
3 Dispensam verificação à punção

Menos utilizadas
(a - a )
h< P 'c FLEXÍVEL Pequenas cargas/solos pouco resistentes
3
Verificação à punção obrigatória

2
lianCinUNISC
Ria
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Profing_Chhstian Donin, M.Sc.

Classificação das sapatas quanto à posição

Sapatas isoladas

• Recebem as cargas de
apenas um pilar

• Solução preferencial
(Mais econômica)
Planta
• CG da seção do pilar
coincidir com CG da sapata

A rir •
(Seção genérica)

Vista frontal

c.4unpsç Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

Sapatas Corridas

Planta Corte A-A

• Recebem as cargas de muros, paredes (elementos alongados)


• Cargas verticais distribuídas em uma direção
• Dimensionamento à flexão: lajes armadas em uma direção

• Verificação à punção desnecessária (ações distribuídas)

3
Etunpsç Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prol Ing.Christian Donin, M.Sc.

Sapatas Associadas
AC]

Vista Lateral Corte A-A

• Quando há pilares muito próximos (superposição isoladas)


• Necessidade de viga de rigidez

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


Prof Ing.Chrisrian Donin, M.Sc.

Sapatas de divisa

Pilar

VIGA-ALAVANCA

• Divisa do terreno

• CG pilar não coincide com CG


da sapata
Vista Lateral

• Necessidade de viga alavanca (ou de equilíbrio)

4
EUNISÇ Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
ProtEng.Christian Donin, ikSc.

Cálculo das tensões (pressões) sobre a sapata


Para forças verticais excêntricas em uma direção

amin

e——

F = carga vertical da sapata (normal pilar + ppróprio sapata)


M = momento fletor do pilar junto à fundação

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


Prof.Eng.Chrisban Donin, M.Sc.

b
Forças verticais no núcleo central caso: e —ou e —
6 6

F M
amax +— 15min =—
A—
A W
A = área da base da sapata
W = módulo de resistência à flexão

Neste caso (flexão em torno de y)

bxa2
vv =
6
a

5
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
ProtEng.Cluistian Dor)" M.Sc.

Para forças verticais excêntricas nas duas direções ortogonais


a b
Carga vertical no núcleo central se: ex<— 6 ee< —
Y 6
ai 2

a 1)2
M, =F.e Y x
6

= Fe
a

F Mx My F Mx My
rTmáx =04 = ± W—
x± min ==
0"1 A wx wy
"Y

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO AMADO


UNISC ProtEng.Christian DonirA Al.Sc.

Se a carga vertical aplicada estiver fora do núcleo central

i=5 Apenas parte da sapata está comprimida (tensões de tração)


Lz5 Equações de equilíbrio (ações verticais e reações do solo)
Ábacos de MONTOYA et aí. (1973) e PFEIL (1983)

1=5 Evitar tensões de tração no solo — JOPPERT (2007)

6
uNisç Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO AftMADO
ProtEng,Christian Donin, M.Sc-

MÉTODOS DE SEGURANÇA
Método das Tensões Admissíveis
Tensão admissivel i=;> Fator de segurança global

c). Determinação das dimensões em planta (base) da sapata

1,OG + 1,0Q,ot,
Exemplo de combinação de ações
1,OG + 1,0Qs0b + 1,0C) vento
Método dos Estados Limites
1=5 Dimensionamento estrutural das sapatas

wl, + 0,84Q vent0


Exemplo de combinação de ações 14G +1,4O
1,4G + + 1,40 ven10

tr.uguisç Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


Prof. Eng.Chrisdan Donin, M.Sc.

SAPATAS ISOLADAS

Determinação das dimensões em planta


Determinação da altura da sapata

Dimensionamento das armaduras longitudinais (flexão)


Dimensionamento ao cisalhamento
Detalhamento das armaduras

7
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Profing.Christian Donin, M.Sc.

DETERMINAÇÃO DAS DIMENSÕES EM PLANTA

a Parâmetros conhecidos

Esforços do pilar: Nk Mkx Mky


Tensão admissivel do solo: aad,

Encontrar a e b de tal forma que

amáx aadm

Estimativa inicial como cama centrada


a 1,10
a.Nk a.N
r3 = aadrn A= k Peso próprio da sapata
A asara

a= n? b = ???

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


biUNISC ProtEng.Christian Donin, M.Sc.

Critério econômico: balanços iquais

a p bp \Ikap —bp )2
a= +A
2 4 a
Considerando agora os momentos do pilar (cama excêntrica)

Aumentar valores de a e b de tal forma que:

G.Nk Mia NAky


Gmáx = adm
A Wx Wy

w a.b2 b a2
Wy = '6
nx = 6

8
Eungsç Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

DETERMINAÇÃO DA ALTURA DA SAPATA

Condicionantes que definem a altura total h:


(a - a)
1) Rigidez da sapata Sapata rígida: h>
3
(a -a )
Sapata flexível: h
3
2) Ancoragem das armaduras do pilar

h ?_ Lbmec + c

c = cobrimento
h
= diâmetro das barras pilar

Lb,nec = comprimento de ancoragem necessário das barras do pilar

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


LIURPSÇ ProtErm.Christian Donin, M.Sc.

0,3(b
As nec
b,nec = a.Lb. ' > Lb,min
Lbmin > 1c4
A s,ef L1OOMM

a = 1,0 (sem gancho) e 0,7 (com gancho)

Comprimento de ancoragem básico: L b —


fyd
-
4 fba

Resistência de aderência: fbd = 111312 313 *fctd

fct d 0,15.(fa )2'3


n, =2,25 p/ barras nervuradas CA 50
= 1,0 (boa aderência)
rb = 1,0 para (I) < 32mm

9
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prof.Eng.Chnsnan Donin, M.Sc.

Rara A s nec = A s,ef Situação de boa aderência Aço CASO

II Em função do fck e do diemetro

Tabela: comprimento de ancoragem (Lb,nec)


Concreto Sem gancho Com gancho
C15 53+ 37+
C20 44a 31+
C25 38+ 26+
C30 330 23+
C35 300 21+
C40 28+ 190
C45 25+ 18+
C50 24+ 17+

UNIpÇ Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARRIADO


ProtEng.Christian Donos, Rhnsc.

3) Verificação do cisalhamento por força cortante


(no exemplo numérico)

Determinação da altura ho:

Recomendação prática

h
110 — k 15cm
3

Er> Porém respeitar cobrimentos

Variação da seção f=> Economia. de material


(Seções junto ao pilar são mais solicitadas)
Para sapatas de pequena altura i=;) Pouca vantagem

1O
•.. UNISC Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prot.Eng,Christian Donin, M.Sc.

DIMENSIONAMENTO DAS ARMADURAS LONGITUDINAIS


Direção x: Direção y:
Slx Sy Ly

11
La Li,
..----A i
sdors
Nair' ppm,
o

P .mta PiLniâx

(a — ap) (b — bp)
La =Lx +0,15ap 2 +0,15ap Lb = Ly 0,15bp — +0,15bp
2

Painin =crsobaikvb Pasnax = Cr Pbmito = Cr solornitx Pkinin asoiornin

W.UNISC Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO AREADO


ProtEng.Christian Donh, M.Sc.

Esforços do pilar
combinação do ELU analisada:

N Mx My

03‘

Na direção x // dimensão a: Na direção y// dimensão h:

a.N My a.N Mx
asolo,máx =
A Wy asob.max — A wx

a.N My a.N Mx
(7 5010.Mín — asolo.min = A wx
A Wy

11
Dáciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
EUNISÇ Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

Resolvendo a estrutura isostática em balanço

MSda Momento fletor no engaste — Seção Si // a

f=5 IVISdb Momento fletor no engaste — Seção 81 b

Cálculo simplificado das armaduras

As = mSda
a O, 8. d. fyd
d
mSdb
b O8d.fyd

i=;. Respeitar armaduras mínimas para lajes


c) Respeitar critérios de detalhamento para lajes

urwsç Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


Prof.Eng.Christian Donin, M-Sc.
anoso

DIMENSIONAMENTO AO CISALHAMENTO

Para sapatas rígidas:

r4 Verificação da ruptura por compressão diagonal

iz4. Verificação da dispensa de armadura transversal para


força cortante

12
Disciplina: PROJETO DE IRUTUftAS DE CONCRETO ARMADO
EUNISÇ Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

SAPATAS conforme a NBR 6118:2014


22.6 Sapatas

22.6.1 Conceituação

Sapatas são estruturas de volume usadas para transmitir ao terreno as cargas de fundação, no caso
de fundação direta.

Quando se verifica a expressão a seguir, nas duas dreções, a sapata é considerada rígida. Caso con-
trário, a sapata é considerada flexível:

h?. - apY3

onde

tr é a altura da sapata;

a é a dimensão da sapata em urna determinada direção:

ap é a dimensão do pilar na mesma direção.

Para a sapata rígida pode-se admitir plana a distribuição de tensões normais no contato sapata-
terreno, caso não se disponha de informações mais detalhadas a respeito.

Para sapatas flexíveis ou em casos extremos de !undação em rocha, mesmo com sapata rigida, essa
hipótese deve ser revista.

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

22.6.2 Comportamento estrutural

22.6.2.1 Generalidades

O comportamento estrutural das sapatas, eliminada a complexidade da interação solo-estrutura atra-


vés da hipótese de 22.6.1. pode ser descrito separando as sapatas em rigidas e flexíveis.

22.8.2.2 Sapatas rígidas

O comportamento estrutural pode ser caracterizado por:

a) trabalho à flexão nas duas direções, admitindo-se que, para cada uma delas, a tração na flexão
seja uniformemente distribuída na largura correspondente da sapata. Fe-na hipótese não se aplica
á compressão na flexão, que se concentra mais na região do pilar que se apoia na sapata e não
sê aplica também ao caso de sapatas muito alongadas em relação à forma do pilar;

o) 9abalhoao cisalhamento também em duas direções. nãoapresentando ruptura por traçâodagonal.


e sim por compressão diagonal verificada conforme 19.5.3.1. Isso ocorre porque a sapata rígida
fica inteiramente dentro do cone hipotético de punção, não havendo, portanto, possibilidade física
de punção.

13
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

22.6.2.3 Sapatas flexíveis


Embora de uso mais raro, essas sapatas são utilizadas para fundação de cargas pequenas e solos
relativamente fracos. Seu comportamento se caracteriza por:

a) trabalho à flexão nas duas direções, não sendo possível admitir tração na flexão uniformemente
distribuída na largura correspondente da sapata. A concentração de flexão junto ao pilar deve ser.
em princípio, avariada:

b) trabalho ao cisalhamento que pode ser descrito pelo fenómeno da punção (ver 19.5).
A distribuição plana de tensões no contato sapata-solo deve ser verificada
22.6.3 Modelo de cálculo
Para cálculo e dimensionamento de sapatas, devem ser utilizados modelos tridimensionais lineares
ou modelos biela-tirante tridimensionais, podendo, quando for o caso, ser utilizados modelos de flexão.
Esses modelos devem contemplar os aspectos descritos em 22.6.2. Deverá ser avaliada a necessidade
de se Considerar a interação solo-estrutura.
Na região de contato entre o pilar e a sapata, os efeitos de fendilhamento devem ser considerados.
conforme requerido em 21.2, permitindo-se a adoção de um modelo de bielas e tirantes para a deter-
minação das armaduras.

:LUNISC Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


Prof.Eng.Christian Donin, M Sc.

22.6.4 Detalhamento

22.6.4.1 Sapatas rígidas

22.6.4.1.1 Armadura de flexão

A armadura de flexão deve ser uniformemente distribuída ao longo da largura da sapata, estendendo-se
integralmente de face a face da sapata e terminando em gancho nas duas extremidades.

Para barras com o .? 25 mm. deve ser verificado o fendilhamento em plano horizontal. uma vez que
pode ocorrer o destacamento de toda a malha da armadura

22.6.4.1.2 Armadura de arranque dos pilares

A sapata deve ter altura suficiente para permitir a ancoragem da armadura de arranque. Nessa
ancoragem pode ser considerado o efeito favorável da compressão transversal ás barras, decorrente
da flexão da sapata (ver Seção 9).

22.6.41.3 Sapatas flexíveis

Devem ser atendidos os requisitos relativos às lajes e punção (ver Seções 19 e 20).

14
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
ers
Mn í' UNISC
__ Prof.Eng.Christian Donin, M.St-

Exemplo 1: Sapata Isolada

Neste exemplo, deseja-se projetar uma sapata isolada rigida para um pilar de
seção retangular 25cm x 40cm, cuias armaduras e esforços solicitantes Junto à
fundação já foram determinados previamente.

M
V
N

Figura 4.1: Sapata isolada com carregamento centrado

Dados para o proieto estrutural da sapata:

Esforços solicitantes no pilar junto á fundação:

Esforços nominais Esforços do ELU (combinação mais critica)


NK = 920 kN Nd = 128.9 kN
MN = 74,0 kN.m Msd = 1110,0 l(N.m
(em tomo do eixo de maior inércia) (em torno do eixo de maior inércia)

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


reUINJJSÇ ProfinsChristian Donin, M.Sc.

Armaduras longitudinais do pilar: Add,dar = 10412,5

Tensão admissivel do solo: crscro,adm = 200kN/rn2

Concreto da sapata: C20


Aço das armaduras da sapata: CA-50
Cobrimento das armaduras da sapata: 4,5 cm

Detenninagão das dimensões da sapata em planta:

Será adotado um acréscimo de 10% sobre a ação vertical atuante, para levar em
conta o peso próprio da sapata. Com base na pressão admissivel do solo, pode-se
fazer uma estimativa da área da sapata supondo a mesma sob carga centrada:

1,10x Ni, L05 x 920 5 06


A Portanto, A = 5,06 m2.
asob ma, 200 I

Sempre que for possível, opta-se pelo critério de dimensionamento econômico.


Para tal, consideram-se iguais os balanços nas duas direções ortogonais, propiciando
áreas de armaduras aproximadamente iguais nessas direções (figura 4.2).

15
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
ProtEng.Christian Donln, M.Sc.

14= x

=X

a
Figura 4.2: Dimensões da sapata em planta

L, =L, = x (balanços iguais)

(040-025) 1(0,40 -025?


+A '
2 y 4 2 1 4
a= 2,326m
A
b= = 596 -2,176m
Ïl2326

Entretanto, as dimensões da sapata devem ser um pouco maiores, a fim de levar em


conta o efeito do momento Fator. Escolhendo dimensões múltiplas de 5cm. serão
testadas as seguintes dimensões:

a =2,55m e b= 2.40m =5 A = 6,12 m2

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


EE.; UNISC Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

Para verificar se a força normal se encontra dentro do núcleo central, basta verificar a
excentricidade:

74 Z55
e = — .0,084m < — = 0,425m não ha tensões de tração na sapata
920 6

O módulo de resistência à flexão é calculado por

2,552 x 240
W= - 2,601m3
6

A tensão máxima de compressão sobre a sapata é calculada por:

110 x N, M, 1,10 x 920 74


anus - + - =103,8kN/m2 200khl/m2
A W 6,12 + 2601

Portanto, a tensão admissivel do solo está sendo respeitada.

Os balanços são determinados por geometria:

16
isumsç Disciplina: PROJETO DE wraurutus DE CONCRETO ARMADO
Profing.Cheoxian Donin, AlSc.

a - a, - 2x
batip 2x

Substituindo valores. encontra-se x = 1.075m (nas duas despias)

Pmennmacao da altura da soma


Para projetar a sapata como rigida. a mesma deve ter altura mínima de

z ia -as
asa -moi 0.717m
3 3
1240-925) 0717m
- a 3

A altura de sapata deve ser suficiente para permitir a correta ancoragem da


armadura bngitudrial do piar. O comprimento de ancoragem reto de barras
ccsroomkies. em zona de boa aderência. para concreto C20 e aço CA 50A (vide tabela
32). vale

1,- 444 -44 • 125 - 55 an

Figura 4.3: Ancoragem das armaduras de arranque do pilar

L-UNISÇ plina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

Portanto, a altura h da sapata deve assumir um valor que cubra os 55crn de


comprimento de ancoragem das barras do pilar, além do cobrimento das armaduras do
pilar e das armaduras da sapata.

ti 12 55 + 4,5 = 59,5cm

Das restrições do comprimento de ancoragem e da rigidez escolhida para a sapata:

h L- 71,7cm

Será adotado inicialmente h = 75cm. Nos cálculos, será adotada urna altura útil média
nas duas direções igual a d = 69cm. Para a altura da extremidade da sapata, será
adotado ho = 25cm

17
lr-UNISC
San
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prof.Ens.Christian Donin, M.Sc.

Dimensionamento das armaduras na sapata

• Armaduras longitudinais:

i) Determinação dos momentos fletores nas seções de referência SI:

Direção x:
S1 x
Lx

L
e

Da,nifn

Figura 4.4: Seção de referência para calculo do momento fletor

MUN E UNISC IN. • ••••


Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prof. Eng Christian Donin, MSc,

Segundo a direção x (paralela ao lado

L, =L, = 1.075,-0,15 -0.40 =1135m


110 xNsd Msd 1,10 1288 100
- 270MN/m2
A +W 612 + 2,601
1.10 ,, Ns„ Ms„ 110x1288 100 193..kNini2
°"1" - A W 612 2,601
p,„„ =270.0kNim2 x 2,40 = 648kN /m
pa„,„ = 193,1(N /m2 240 =463kN/m

Por geometria, encontra-se que

p„.51 = 566kN/rn
566 41352 (648 -566) 2
- + x1135 - - 1135 = 399,80kN.m
2 2 3

Da mesma forma. segundo a direção paralela ao lado

Lb =I-, +015b =1,075+ 0,15.0.25 =1,113 m


270,0-193.1
= 231.55kN /m2
2
Paras = p,,„„ = 23155, 2.55 = 590 kN/m
590x1113'
- = 365.44 kN.m

18
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prof.Eng,Christian Donin, M.Sc.

ii) Determinação da área total das armaduras inferiores:

Será utilizada a expressão simpfnIcada no cálculo armaduras longitudinais:

N1,,
A,
0,8. d•f)„,

Na direção paralela ao lado "a" tem-se:

39980
- 16,65 cm2
A" - 0.8.69.43,5
A =0,0015 xbh= 0,0015=240 x75 = 27,00 cm'> Asa

Será adotada, corno base, a área da armadura mínima, pois seu valor excede ao da
armadura calculada. Utilizando barras de 12,5mm de diãmetro:

22 $j, 12,5 (Ase= 26,99 cm')

Disciplina: PROJETO DE ESTRUNRAS DE CONCRETO ARMADO


:LUNISC
Dee
...1.•••••••• ••••••• •••••1% Proling.Christian Donin, AÇU.

Avaliando o espaçamento entre as barras

240-6-6
5= -10,86crn
22-1

O valor encontrado ê l,,nior que o espaçamento máximo permitido pela NBR 6118:

20cm
= maior valor entre portanto syna., = 20cm (ok!)
1211=150crn

Na direção paralela ao lado 'O' tem-se:

36540
A, - 0,65,435 1522 cm2

Asnin =0,0015;b
„,h =0,0015x 255,, 75=28.69 cm2 >

Portanto, prevalece a área da armadura minima. Assim, utilizando barras de 12,5mm


de diâmetro:

24 1 12,5 (Ase, = 29.45 cm')

Avariando o espaçamento entre as barras:

255-6-6
s= 24-1 -10,57cm < = 20cm (ok!)

19
Discipl:na: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
ISUNISC Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

Dimensionamento ao cisalhamento

• Verificação da ruptura por compressão diagonal:

A tensão resistente é calculada por:

TRd2 -=. 0,27.arf,


a =1 fci, _ ,i 20 _ 0,92 f 20
tA =S=—=1,429kN/cm2
v 250 250 --
TR,d2 = 027 x 0,92 x 1,429 = 0,355kN / cm2

A tensão solicitante é obtida a partir de:

Tsd = com F., =1,1x1288=1417kN u= 2425+40)=130cm


ux d
1417
— 0,158kNIcm2
sd — 130x 69

Como t, TR, (ok!)

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


Prof. Eng.Christian Donin, M.Sc.

• Armadura transversal (Força cortante):

A verificação do esforço cortante é feita numa seção de referência S2, distante


d/2 da face do pilar.

52'

ap

25cm

Planta Elevação

i) Direção paralela à maior dimensão 'a":

Por semelhança de triangulos, calcula-se a altura útil media na seção de referência S2:

69-19 42-19
69 107,5 1075 - 34,5

Resolvendo a equação. obtem-se

107,5 (152 = 52.95cm

20
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
:Ir=UNISC
EM
NO.M.MM...••••••••••
Prof.Eng.Chrisnan Donin,

d
L2 = — 1,075 — 0,345 = 0,73 m
2 2
bs2 =2,441m

Direção r
Lx

d12
T1:1-
S 1
a
4

DAmin
E__ :E7
Pa.sAT

=648kNtm
pa,s,„ =463M/et
ps.s2 =595kbUrn (por geometria)

— ( 595 '648 )x 0,73 = 453,704cN


2 ,

Disdplinc PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


HiUNISC ProtEng.Christian Donin, M.Sc.

A dispensa de armadura transversal para a força cortante é permitida. segundo a


NBR 6118, se a força cortante solicitante de calculo Vsd for menor que a
resistência de projeto ao cisalhamento VROl:

Vs,, V„, COM Vngi = TRA(112 4- 40p1 1ips2.d52

= 0,0375.f,, 213 = 0,0375 x (20r= 0,276MPa


k =11,6 — ds21=11,6 — 0,52951= 1,075
A, 26,99
=0,0199
b„ds.2 240 x 52,95

Retomando ao cálculo da cortante resistente que dispensa a armadura transversal:

V,2„„ =0.0276 x1,075 x (1,2+40 x 0,00199 )x 240 x52,95 =


V, = 484,49kN Vs, = 453,70kN(ok!)

Não há necessidade de armadura transversal para a força cortante

21
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
E:UNISC Prof.Eng.Christian Donm, M.Sc.

ii) Na direção paralela à menor dimensão "b":

Realizando as verificações no eixo de menor dimensão

p pam„ = 590kN / m
Vm = 590 x 0,73 = 430,70kN
ds2 = 52,95crn
bs2 = 255cm
A, 29,45
-
bs2d52 255x 52,95 - 0,0218
VRdi = 0,0276 x1,075 x (1,2+ 40 x 0,00218)x 255 x 52,95
VRd1 = 515,7N > V = 430,70kN(ok!)

=> não ha necessidade de armadura transversal para a força cortante.

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


1:-UNISC
••• Prof. Eng.Christian Donin, M.Sc.

Cons(dera-se, para a verificação da aderência, a armadura paralela ao lado a . na


seção St definida para o calculo das armaduras longitudinais da sapata:

1.135 6891(N

689
r a 0128kNicm' =128 MPa
0,9.d.(n.=8) 0969=l22'n. t251

Conforme mencionado no Nem 3.6 deste texto, a tensão de aderência atuante não deve
ultrapassar a resistência de aderência de calculo f, prescrita pela NBR 6118

- nirwhra,
com
0.15fav3 (MPa)

Neste caso, as barras longitudinais da sapata são nenruradas. com situação de boa
aderência e diâmetro menor que 32mm. Logo:

1 = 2.25 (barras nen/tiradas)


1
= 1.0 (situação de boa aderancrai
rb =1.0 (.5b c 32MM):

Substituindo valores:

f, = 225 x tO i< 0.15 xi2Or = 2,49MPa --1.28MPa(okl )

22
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
ProtEnt.Christian Donin, AlSc.

DETALHAMENTO DA SAPATA — EXEMPLO 1

Dimensões gerais:
255

75

aEVASÃO

eunosç PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


ProtEng.Christian Donin, 1A.Sc.

Armaduras da sapata:

CORTEM

I Ni

161 NI -220IZ5 c/11 (275) 116


243

CORTE SB

NI /

161 N2 -24012,5 c/10,5 (260)


228

23
Dr;ciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prol.Eng.Christian Donin, M.Sc.

BLOCOS SOBRE ESTACAS

UNISC
•••
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prof. EnsChristian Donin, M.Sc.
z=a

BLOCOS SOBRE ESTACAS

Resistência por atrito


lateral e ponta

vi t 12;

Função dos blocos:

c> Transmitir (distribuir) os esforços dos pilares aos elementos de fundação


profunda (estacas ou tubuldes)

24
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
E:LINIPÇ Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

COMPORTAMENTO ESTRUTURAL DOS BLOCOS

c> Critério de rigidez semelhante ao das sapatas (doidos ou flexíveis)

a-ap)
h>( (na direção a)
3 )

(b—bp) (na outra direção)


h>
3

Trabalham à flexão nas duas direções (reações verticais das estacas sobre
r=> o bloco): armaduras principais na parte inferior do bloco
c> Trabalham ao cisalharriento nas duas direções: dimensionamento idêntico
ao das sapatas
c> Em blocos rígidos : cargas do pilar transmitidas para as estacas
essencialmente por bielas de compressão Método das Bielas

L.;umgç Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


Profing.Christian Donin, Atic.

DIMENSÕES DO BLOCO EM PLANTA


Dependem dos seguintes fatores:
• número de estacas necessárias (ou seja, das características do solo)
• disposição das estacas no bloco
• espaçamento mínimo entre eixos de estacas:

2$ x diâmetro da estaca para as pré-moldadas


60cm
3,0 x diâmetro da estaca para as moldadas no local

• Balanço livre adotado (t): distância entre a face externa da estaca e a face
externa do bloco: usual entre 15 cm a 25 cm.

Obs: pode estar condicionado as ancoragens

25
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
EEUNISÇ Prof. Eng.Christian Donin, M.Sc.

• Braços de alavanca necessários para resistir aos acréscimos de reação


vertical introduzidos pelos momentos nos pilares

----\411My

AR
L

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

DISTRIBUIÇA0 USUAL DE ESTACAS EM BLOCOS

▪ (

Depende do número de estacas necessárias


É necessário conhecer a carga admissivel da estaca

Coincidir o CG das cargas verticais com o CG do estaqueamento

Respeitar espaçamentos mínimos entre estacas

26
EUNISÇ Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Profing.Christian Donin, M.Sc.

DADOS NECESSÁRIOS PARA O PROJETO ESTRUTURAL DOS BLOCOS

• Número de estacas necessárias (ou reação vertical admissivel da estaca)

• Tipo da estaca (essencialmente se pré-moldada ou moldada no local)

• Diâmetro das estacas n4 Q(2) PR PL • PP

Investigações geotécnicas
(engenheiro de fundações)

PL Pf

Análise Estrutural
(engenheiro de estruturas)
• Esforços solicitantes dos pilares junto às fundações
• Dimensões e armaduras dos pilares

EUNISC Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


ProtEnt.Christian Donin, M.Sc.

REAÇÃO VERTICAL NAS ESTACAS

Blocos com carga centrada

R = k
est nest

Fk = Carga vertical (inclui peso próprio bloco)

nes* = Número de estacas


tR est

n =
est Restadm

Restada., =- Reação vertical admissivel da estaca

27
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prof.Enq.Chnstian Donin, M.Sc.

Blocos com carga excêntrica

xi
F M .x m v
R. = ± Y ±
" nem E 0 2 0161)2
Rest Restadm

MIS .SÇ.' Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


ProtEng.Christian Donin, /ASA.

Exemplo: Determinação das dimensões em planta


Dados do exemplo:
Esforços do pitar junto à fundação: Estacas:
My Pré-moldadas: 4 = 40cm
N = 2360kN
Carga admissivel = 700kN
= 90kN.m
Mx My 55kN.m
I I
Previsão do número de estacas (estimativa como carga centrada)

Fk 1,05 x 2360
nem -- o — 3,54 (1.05: considerar peso próprio do bioco)
'estadm 700

c> adotar inicialmente 4 estacas

28
ff.-UNISÇ Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
ProtEng.Christian Donin, M.Sc.

Distância mínima entre estacas:


MY 2
2,5x4=2,5 x 40 = 100cm

Reações nas estacas:


co
Lm. 1,0m

E (x32 2 x (0,50)2 + 2 x (-0,50)2 -= tom2 4


(II )
À
E()2 =1,0m2
Na estaca mais carregada

Fic My XI M, yi 2478 55.0,50 90.0,50


+ + + = 692kN Oftí
nest Et;)2 E(y I r 4 1,0 1,0

Na estaca menos carregada

= 2478 55.0,50 90.0,50


R = 547kN
4 1,0 1,0

...0niISC
ME
••• Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
ProtEng.Chrishan Donin, M.Sc.

Dimensões preliminares em planta


15

35

100 170

15,1

35 100

170

Questão adicional: Que soluções poderiam ser tomadas se:

Res, > Restadm 992

29
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prof.Eng.Christian Donin, MSc

DETERMINAÇÃO DA ALTURA DO BLOCO

d h — 10cm
h

a—ap )
• Bloco rígido: h >
3 )
• Comprimento de ancoragem das barras do pilar: h > Lb + c

• Respeitar ângulo de inclinação das bielas (Modelo de biela e tirante)

1-UNISC
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

BLOCOS SOBRE ESTACAS conf. NBR 6118:2014


22.7 Blocos sobre estacas

22.7.1 Conceltuação

Blocos são estruturas de volume usadas para transmitir ás estacas e aos tubulties as cargas de
fundação, podendo ser considerados rígidos ou flexíveis por critério análogo ao definido para sapatas.

22.72 Comportamento estrutural

22.7.2.1 Bloco rígido

O comportamento estrutural se caracteriza por:

a) trabalho à flexão nas duas direções, mas com trações essencialmente concentradas nas linhas
sobre as estacas (reticulado definido pelo eixo das estacas, com faixas de largura igual a 1.2 vez
seu diâmetro);

b) forças transmitidas do pilar para as estacas essencialmente por bielas de compressão, de forma
e dimensões complexas:

c) trabalho ao cisalhamento também em duas direções, não apresentando ruínas por tração diago.
nal. e sim por compressão das bielas, analogamente às sapatas.

30
muNisç Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
ProtEnsahristian Donin, M.Sc.

22.72.2 Bloco flexível

Para esse tipo de bloco deve ser realizada urna análise mais completa, desde a distribuição dos esfor-
ços nas estacas, dos tirantes de tração, até a necessidade da verificação da punção.

22.7.3 Modelo de cák-ule

Para cálculo e dimensionamento dos blocos, são aceitos modelos tridimensionais lineares ou não
lineares e modelos biela-tirante tridimensionais, Esses modelos devem contemplas adequadamente
os aspectos descritos em 22.7.2.

Na região de contato entre o pilar e o bloco, os efeitos de fenclühamento devem ser considerados,
conforme requerido em 212, permitindo-se a adoção de uni modelo de bielas e tirantes para a deter-
minação das armadura

Sempre que houver forças horizontais significativas ou forte assimetria, o modelo deve contemplar a
interação solo-estrutura.

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


ERUNISC Prot. Eng.Ch ristian Donin, 1A.Sc.

22.7.4 Detalhamento

22.7.4.1 Blocos rígidos

22.7.4.1.1 Armadura de flexão

A armadura de flexão deve ser disposta essencialmente (mais de 85 %) nas faixas definidas pelas
estacas, considerando o equilíbrio com as respectivas bielas.

As barras devem se estender de face a face do bloco e terminar em gancho nas duas extremidades.

Deve ser garantida a ancoragem das armaduras de cada uma dessas faixas, sobre as estacas, medida a
partir das faces internas das estacas. Pode ser considerado o efeito favorável da compressão transversal
as barras, decorrente da compressão das bielas (ver Seção 9).

No caso de estacas tracionadas, a armadura da estaca deve ser ancorada no topo do bloco, conforme
ilustra a Figura 22.7. Alternativamente, podem ser utilizados estribos que garantam a transferência
da força de tração até o topo do bloco.

31
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prof.Enz.Chzistian Donin, JA.Sc.

IF?

Figura 22.7- Bloco com estacas !racionadas


22.7.4.1.2 Armadura de distribuição

Para controlar a fissuração deve ser prevista armadura positiva adicional. independente da armadura
principal de flexão, em malha uniformemente distribuída em duas direções para 20 ctt, dos esforços
totais.

NOTA Este valor pode ser reduzido desde que seja justificado o controle das !muras na região entre as
armaduras principais.

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


UNISC Profing.Christian Donin, M.Sc.

22.7.4.1.3 Armadura de suspensão

Se for prevista armadura de distribuição para mais de 25 % dos esforços totais ou se o espaçamento
entre estacas tom maior que 3 vezes o diâmetro da estaca, deve ser prevista armadura de suspensão
para a parcela de carga a ser equilibrada.

22.7.4.1.4 Armadura de arranque dos pilares

O bloco deve ter altura suficiente para permitir a ancoragem da armadura de arranque dos pilares. Nessa
ancoragem pode-se considerar o efeito favorável da compressão transversal às barras decorrente
da flexão do bloco (ver Seção 9).

22.7.4.13 Armadura lateral e superior

Em blocos com duas ou mais estacas em uma única linha, é obrigatória a colocação de armaduras
laterais e superior.

Em blocos de fundação de grandes volumes, é conveniente a análise da necessidade de armaduras


complementares.

22.7.4.2 Blocos flexíveis

Devem ser atendidos os requisitos relativos as lajes e punção (ver Seções 19 e 20).

32
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
F.UNEW Profing-Chlistian Donin, M_Sc.
------ - _
CÁLCULO DAS ARMADURAS PRINCIPAIS DO BLOCO

c), Método dos balanços (seção Si)


Cargas sobre o bloco são concentradas (estacas)

c> Método das bielas e tirantes


(mais indicado)

NBR 6118:2014

227.2.2 Bloco flexível

Para esse tipo de bloco deve ser realizada urna análise mais completa, desde a distribuição dos esfor-
ços nas estacas, dos tirantes de tração. até a necessidade da verificação da punção.

22.7.3 Modelo de cálculo

Para cálculo e dimensionamento dos blocos, são aceitos modelos tridimensionais lineares ou não
lineares e modelos biela-tirante tridimensionais. Esses modelos devem contemplar adequadamente
os aspectos descritos em 2232.

alaiURIISC Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

BLOCOS RÍGIDOS SOBRE ESTACAS


Método de bielas e tirantes

Bielas de concreto no bloco sobre ,1

33
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
ProfIng-Christian Donin, M.Sc.

A NBR 6118 recomenda modelos de biela e tirante, porém não apresenta


maiores detalhes sobre os métodos de cálculo e nem sobre formulação para o
dimensionamento dos blocos

Método de BLÉVOT e FRÉMY (1967)

empregado Estudos experimentais em 100 blocos

Bastante no Brasil (atualmente)

Método a ser abordado em aula

Outros métodos

Consultar bibliografia especializada

UNISÇ Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


Pra( Ing.Christian Donin, M.Sc.

BLOCO SOBRE 2 ESTACAS

ap

Ângulo de inclinação da biela

tgO
h L ap
2 4

Porém limitado à:
IRest
U2 U2 40° ou 45" <e <55'

34
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
UNISÇ Profing.onistian Donin, M.Sc.

Equilíbrio de forças: (no junto à estaca)

R
tgo

Rest = Reação na estaca mais carregada


(vide combinações do EU!)

tg0 - T Rest ap
mas L ap r=> d 4 )
2-4

Armadura principal de tração c> Ast

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


E UNIS; ProtEng.Christian Donin, M.Sc.

Verificação das tensões de compressão nas bielas

1=5 Evitar o esmagamento das mesmas

Junto ao pilar:
a = 1,4 (2 estacas)
2Res
/5c,biela 0,85.a f d
ApSen20 Ap = Área da seção do pilar

Junto à estaca:

— t 0,85f Aest = Área da seção da estaca


Aes,sen20 "

35
LEUNISÇ Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Profing.Christian Donin, M.Sc.

BLOCOS SOBRE 3 ESTACAS


Corte AA Planta

tge 1445` < < 55°


3 0,3an, arn = menor dimensão do pilar

EMUNISÇ Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


Profing.Christian Donin, M.Sc.

Equilíbrio de forças: (nó junto à estaca)

h
R
T— est
tg
Rest
Rei)
laris3
Rest = Reação na estaca mais carregada

tg0 =-_ R (Lã


1=> T -= est 0,3a
0,3a,„ d 3
3

Armadura principal de tração c).


(na direção das medianas)

36
eunpsç Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

Verificação das tensões de compressão nas bielas

Junto ao pilar
a =1,75 (3 estacas)
3Res
CS — t 0,85.a f
c)31 " Apsen20 Ap = Área da seção do pilar

Obs: confinamento (aumento de resistência no estado multiaxial de tensaes)

Junto à estaca:

Res.
Crc biela — t 0,85f Aest = Área da seção da estaca
• Aestsen20 cd

là...2tJAPSÇ Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


Prof. Eng.Christian Donin, M.Sc.

Disposições possíveis para a armadura principal

Medianas Lados

Para a disposição segundo os lados:


TIS
1-=
— 3
T \J" 120,`"

Ast =
fyd

37
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETOARMADO
Prof. Engthristian Donin, M.Sc.

BLOCOS SOBRE 4 ESTACAS


Corte AA Planta
A

Rest

L1712

d
tg0 =
1.42 42 40° ou 45° <O < 55°
2 4 am am = menor dimensão do pilar

Disciplin.a: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

Equilíbrio de forças: (nó junto à estaca)

li
o
R
T— cst
tg0
Rest

Rem = Reação na estaca mais carregada

d
tg0=
1_42 42 R Lik ii i
12. T
2 4 am 2 4 am

Armadura principal de tração iz:>


(na direção das diagonais)

38
EL=UNISÇ Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
ProtEng.Christian Donin, M.Sc.

Verificação das tensões de compressão nas bielas

Junto ao pilar:

41Res, a .= 2,10 (4 estacas)


<O 85 afCd
Apsen20 Ap = Área da seção do pilar

Junto à estaca:

a - Rest , 0,85frd A est = Área da seção da estaca


's — Aest sentO
c —

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


ProtEng.Christian Donin, M.Sc.

Disposições possíveis para a armadura principal

meammeeree
EIREEIMEMIE
EEEEEMMEIR
EEEMIMMEE
IIIIEMEEEEE
EEREEEEMIE
REMEMORE
=EMMEN
LSIEREEMMEE

Diagonais Lados Malha

Para a disposição segundo os lados:

7-=
T,r2- Ast = ;—
2 Iyd

39

EUNISC Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
RrotEnyChristian Donin, M.Sc.

Para armadura em malha:

c> Cálculo como bloco sobre 2 estacas

Porém, a eficiência do arranjo em malha é cerca de 80% da


eficiência dos outros dois arranjos. Logo, deve-se majorar a
área de armadura em 1/0,8 = 1,25.

UNISÇ Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO

asiime~osi
Prof. Em:Christian Donin, AlSc.

BLOCOS SOBRE 5 ESTACAS


Sugestão de disposição das estacas
i=) 4 na periferia e 1 no centro do bloco
Dimensionamento similar ao caso de blocos sobre 4 estacas

Corte AA Planta
A

ti

40
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prof.Ensi.Christian Donin, M.Sc.

BLOCOS RETANGULARES

Valem os mesmos procedimentos, devendo-se:

c5 Calcular 0 de acordo com a geometria do bloco e disposição das estacas

EUIWSÇ Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


Prof. Ens.Christian Donin, M.Sc.

DETALHAMENTO DAS ARMADURAS PRINCIPAIS

Faixa
2

0,854estara 5 Faixa 124estaca

Faixa pode definir o diâmetro das barras a ser escolhido

1
Para 0<20mm = Gancho a 90
Aiii --40

( /0

Para 020mm =, Gancho 245 35') ou


20

..0

Para 0220mm =, Gancho a 180' (semi-circular)

41
eumsc Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
ProtEnsyChristian Donin, &Sc.

VERIFICAÇÃO DAS ANCORAGENS DAS ARMADURAS PRINCIPAIS

Lbe Lb net

Lbe

Observação: o valor de lb,nec pode ser reduzido em 20% para levar em


conta o efeito favorável da compressão transversal às barras

IL 141.4.

Cnsciph PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


Prol Ing.Christian Donin, M.Sc.

ARMADURAS COMPLEMENTARES EM BLOCOS

Armadura de pele (lateral; "costela")

Obrigatória para h k 60cm


Função: durabilidade

ASL
/// I

0,0010.Ac,
h
Acalma
{20cm
s<
d /3

42
E:- UNISC Disciplina: PROJETO DE =MURAS DE CONCRETO ARMADO
Prof. Eng.Christian Donin, MSc.

Armadura de suspensão (para blocos com no mínimo 3 estacas)

1 iI .i>3.13-
--
1-
-a ••••
4•4 - -.
"-- 4t 13 ill I Ii 11111
I

leig RE 1111:
iiiii9Em 11111
Necessidade de
armadura de suspensão iiPa
MIE illum
c1 —. . e
—..4

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

Cálculo da armadura de suspensão:

A —
1 susP 1,5.nnt.fyd

P = Carga vertical total no bloco (força normal pilar + p.p.bloco)


nes, = Número de estacas
fyd = Resistência ao escoamento do aço

Observações:

Esta é uma armadura transversal que deve ser colocada entre duas estacas

É obrigatória quando a distância entre estacas for maior que 3.0 estaca

43
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
En
:UNISC • 1111•1•1.1•••
Prof. E rtg.Christian Donin, M.Sc.

VERIFICAÇÃO DO CISALHAMENTO POR FORÇA CORTANTE

Verificação idêntica à realizada para sapatas

Dispensa de armadura transversal é permitida se: VSd VRdl

Vsd = Força cortante solicitante na seção 82

VFEcIl= "[Rd '1012 + 4014brd

tssd = 0,0375.f 213 fck em MPa

k =11,6 — cii a. to d em metros


A,
P=
bwd
As = Armadura principal que atravessa a seção S2
by, = Largura da seção S2
d = Altura útil média da seção 82

DiscipHna: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


UNISC Prof. Engthristian Donin, M.So.
IMMI~~inla;flont
"-".-

BLOCOS SOBRE ESTACAS


Exemplo numérico
Bloco (RÍGIDO) sobre estacas para um pilar de seção retangular 25x40cm

my- Esforços característicos (situação mais crítica: maior Rest)

Vento Oc Vento 90°


Mx
95 N= 875kN N =875kN
40 My -= 40kN.m My = 30kNrn

Armadura longitudinal do pilar: 10+12,5


Estacas moldadas no local de 32cm de diâmetro. Carga admissivel de 250kN.
Materiais: Concreto C20 e Aço CA-50.
Armaduras principais de tração segundo os lados.
Cobrimento: 4,5cm
Distância do eixo da armadura principal à face inferior do bloco: d'=
- 7,0cm.
Utilizar dimensões múltiplas de 10cm para as dimensões em planta

44
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
EUNISC ProtEng.Chlistian Donin, M.Sc.

Determinação das dimensões em planta:

Para levar em conta o peso próprio do bloco, majora-se a carga vertical em 5%:

1,05 x 875 = 918,8kN

Número de estacas: estimativa como carga centrada

918,8 adotadas inicialmente 4 estacas


= 368
250
Distância mínima entre estacas: 3,0 ó., (moldadas no local)

3,0 x 32 = 96cm

como ainda não foram avaliados os efeitos dos momentos:

adota-se L = 120cm

E.UNISÇ Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


Prof. Engthristian Dome., M.Sc.

15cm

a • 40
25

(4 ',
15cm

15cm 15cm

al._++EsT +2 x15 =120 + 32+30 = 182cm

adotado a = 190cm

balanços livres iguais a 19cm

45
"i•UNISC
•••
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
ProtEng.Christian Donin, M.Sc.

Cálculo das reações (verticais) nas estacas mais solicitadas:


Situação mais critica: para vento à 00

My

M 400
- = 33,3kN
L 1,20
(Soma das duas estacas)
estaca 2
para cada estaca:
estaca 4 acréscimo de 33,3/2 = 16,7 kN
à AR

Reação vertical na estaca mais carregada:


1,05 x 875
Res, =- + 16,7 = 246,7kN <carga admissivel = 250kN (oki)
4

iE:UNISC Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO AFUMDO


Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc

Determinação da altura do bloco:


a) Critério de bloco rígido:

(a- ap) (190 - 40)


h = 50cm
3 3
h ? 55cm
(a -bp) (190
- - 25)
h = 55cm
3 3
b) Limitação do ângulo de inclinação das bielas:

450 <Ø < 55°

Bloco com 4 estacas/estacas dispostas segundo um quadrado:

toe -
LI2 V2
2 4 am

Para este caso: L = 120cm e affi = 25cm

46
EriuNisq Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

Para 0 = 45' . 1= d = 76,0cm


120,h /2-
x 25
2 4

Para O = 550: tg55°= d = 108,6cm


12012
25
2 4 x

76,0cm < d < 108,6cm e 83,0cm < h < 115,6cm

c) Ancoragem das barras longitudinais do pilar

Ancoragem reta: concreto C20, aço CA-50, zona de boa aderência:

Limer = 44.41= 44.1,25 = 55cm

Altura mínima necessária:


h k Lime, + c =55 + 4,5 = 59,5cm

EE UNISC Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


ProtEng.Christian Donln, AlSc.
111111101~N~M11

Analisando os intervalos obtidos, será adotado:

h =115cm ; d =108cm

Recalculando o ângulo de inclinação das bielas:

108
tge = 8=54,86°
120,ã
X 25
2 4

47
Disciptinie PRO.ETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
ackLINISC PnatEisChristian Daniel, &Sc.

Cálculo das armaduras principais


Situação mais crítica: combinações de vento à O°
c> Maiores reações verticais nas estacas

Combinação 1: Combinação 2:
Sobrecarga: ação variável principal Vento: ação variável principal
N =1225kN N -= 1152kN
NI, = 33,6kNrn 15/1 = 56kN.m

105 x1225 (33,6) x 1


Combinação 1: Rem = + —335,6kN
4 1,20 2

Rest 1,05 x1152 ( 56 j 1


Combinação 2: = + x — 325,7kN
4 120 2

= 335,6 kN (valor a ser utilizado no dimensionamento do bloco)

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


F.:UNISÇ ProtEnisChristán Donin, M.Sc.

Verificação das tensões de compressão nas bielas:

a) Junto ao pilar
20
Limitada a 2,1.fcd = 2,1x = 3,0kNlcm2
3Obiels = 1,4
A sen20

4x335,6
2(ok! )
— (25 x 40)x sen2(54,86: 2,01kN /em' 3,0kN icm

b) Junto à estaca
Res, 2,0
Limitada a 0,85.fcd = 0,85 x =1,21kN/cm-
Aesisen20 1,4

335,6
— 0,62kN/cm2 s 1,21kN / cm2(ok!)
m322 1
x sen2(54,86`)
4)

48
itiUNISÇ Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prof lua:Christian Donin, M.Sc.

Armaduras principais de tração:

Resultante no tirante: direção das diagonais

T Rds, 335,6
236,2kN
= tgO=tg(54,86'

Como as armaduras dispostas segundo os lados:

T= = — x 236,2 = 167,0kN
2 2
T 167,0
As, — = — 3,84cm2 c (4412,5 =4,91cm2)
fyd 43,5

Armadura mínima: As.„,„, = 0,0015 xb x h


0,854,, s b s b = 0,85 x 32 = 27,2cm

Asmin = 0,0015 x 27,2 x115 = 4,69cm2 (Ok!) 4412,5: barras N1

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


Prof. Eng.Christian Donln, M.Sc.

Armaduras Complementares
Armadura de pele:
= 0,10%. "b.h" (em cada face)
Oes
b = 4)„ + 2t onde t = 19cm
b -= 32 +2 x19 = 70cm
h = 115crn
A„ =0,001x 70 x115 = 8,05cm2 (7+12,5 = 8,59cm2): barras N2

Armadura de suspensão:

As
05-nnyci
1,05 x 1225
A susp = = 4,93cm2 (40512,5 = 4,91 cm2 ): barras Na
(1,5 x 4)x 43,5

49
Disciphna: PROJETO DE 13TRU11JRAS DE CONCRETO ARMADO
Err, UNIISÇ Prof.Eng.ChrisNan Donin, M.Sc.

190
Detalhamento das
NI armaduras do bloco

r,
A A

NN
'C

a
1.2 N3

201 N1 - 2x40125
181
1 20 115

N.3

N3-4012,5
181
CORTE AA

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


E:LJNISC nrof.Eng.aristian Donin, M-Sc.

Verificação do cisalhamento por força cortante


A dispensa de armadura transversal para a força cortante é permitida se:

Vsd VRd

Na seção de referência S2, distante "d/2" da face do pilar.

Vsd = 2 x 335,6 = 671,2kN

= TRd.k.(1,2 + 40p).bw.d

= 0,0375 x (20)2'3 = 0,276MPa = 0,0276kN / cm2


k =11,6 —1,081= 0,54 k=1,0
As _ (2 x 4,91+ 4,91) _
718 x 10'
bcd 190 x 108
= 0,0276 x 1,0 x 0,2 + 40 x 7,18 x 10' )x 190 x 108 = 696 kN > V (Ok!)

50
Is

1•411.11.••••
'uNca uePsPyrsurpid
oavvrav 0,12213NO go mr1mus3 3G onroad :euildpsw asiNn

.3SIN ,4,1013 urpsyto-sunoid


oavwav 0132IGNO3 O SY81111-0115-3 30 onroad :einldPr!O asam
umsç Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Profing.Christian Donin, M.Sc.

52
UNIVERSIDADE DE SANTA CRUZ DO SUL
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA, ARQUITETURA E CIÊNCIAS AGRÁRIAS
LINIVOLSIOACIE DE SANTA OILLZ DO SUL CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

RESERVATÓRIOS DE EDIFÍCIOS

Notas de Aula
Prof. Eng. Christian Donin, M.Sc.

Santa Cruz do Sul — RS, 2016.

PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO - Prof. Eng. Chnstian Dornn, M.Sc.


UNISC — UNIVERSIDADE DE SANTA CRUZ DO SUL - CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

ÍNDICE

1. Reservatório elevado 3
1.1 Reservatórios armados horizontalmente 5
1.2 Reservatórios armados verticalmente 7
1.3 Reservatórios armados em cruz- 9
2. Reservatório enterrado 10
2.1 Estando o reservatório vazio: 10
2.2 Estando o reservatório cheio: 12
2.2.1 Reservatórios armados horizontalmente 13
2.2.2 Reservatórios armados verticalmente 16
2.2.2. Reservatórios armados em cruz. 21
3. Considerações Práticas 22
3.1. Considerações quanto ao projeto de reservatórios. 1- 23
3.2. Detalhes típicos de armaduras- 24

PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO - Prof. Eng. Christian Donin, M.Sc. -


UNISC — UNIVERSIDADE DE SANTA CRUZ DO SUL - CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

São formados por um conjunto de placas, podendo ter uma ou mais células, cuja
finalidade é permitir a limpeza do reservatório sem que ocorra interrupção do
abastecimento de água.

1. Reservatório elevado

tampa

Figura 1: Perpesctiva do corte Figura 2: Vista do corte

As cargas são: peso próprio, empuxo da água e carga acidental.


Deste modo temos:
ro,5 kislinf em forro não
destinado a depósito e
Peso próprio da tampa local não acessível ao
carga acidental público:
3 kNirn2 em local com
,acesso ao público.

Empuxo d'água = carga triangular nas paredes.

peso próprio do fundo + peso da coluna d'água

Figura 3: Esquema de cargas (elevação)

PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO - Prof. Eng. Christian Donin, M.Sc. - 3


UNISC— UNIVERSIDADE DE SANTA CRUZ DO SUL - CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

As paredes têm, então, cargas triangulares, enquanto que tampa e fundo têm carga
uniformemente distribuída.
Dando um corte no reservatório no sentido horizontal, temos, a uma distância li1 do
fundo:
Ya r-(ha-h ) Ya =(ha-ht)

Ya .(ha-ht) Yr-(ha-hl)

>
c
›-

Ya=(ha-111) < y Y
\4=(2:-)(ha-hi)
--»—
ya=(ha-hi)

Figura 4: Esquema de cargas (em planta)

Nesta direção, o reservatório é uma estrutura auto-equilibrada, não havendo


resultante devida à pressão d'água nas paredes.
As paredes do reservatório recebem cargas tanto perpendicular quanto
paralelamente ao seu plano médio:

Reação da laje da tampa

sentido é viga-parede

Neste sentido comporta-se como laje,


submetida a carregamento triangular
Empuxo d'água ,

Peso próprio + reação da laje do fundo

Figura 5 - Perspectiva das paredes do reservatório

PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO - Prof. Eng. Christian Donin, M.Sc. - 4


UNISC— UNIVERSIDADE DE SANTA CRUZ DO SUL - CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

Quanto às dimensões, estas podem acarretar os três tipos de reservatório elevados


que seguem:

1.1 Reservatórios armados horizontalmente:

São aqueles em que a altura é grande em relação


às dimensões da base (altura maior que 2 vezes a maior
dimensão da base).
O cálculo aproximado pode ser feito
considerando-se o reservatório armado horizontalmente
formando quadros fechados, obtidos cortando o
reservatório em um plano
horizontal (ABCD).
Despreza-se a influência do fundo e da tampa
nos esforços que se desenvolvem nas paredes.
H > 2a ou 25

Figura 6 - Perspectiva do reservatório

Como o carregamento nas paredes é triangular, podemos calcular o pórtico ABCD


apenas uma vez e ir multiplicando por fatores para a variação do carregamento, aproximada
por retângulos:

Aproximação
Po rtico ABCD 2a.
para cálculo

Figura 7 — Empuxo d'água (elevação)


N
Figura 8 — Empuxo d'água (em planta)

PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO - Prof. Eng. Christian Donin, M.Sc. - 5


UNISC — UNIVERSIDADE DE SANTA CRUZ DO SUL - CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

Desta forma obteremos um diagrama de momento do tipo:

Tendência de giro devida ao peso do


tampa + carga acidental

111111111111111110b,

Tendência de giro devida ao peso do


fundo + água
Figura 9— Diagrama de momento Figura 10 — Tendência de giro
fletor (em planta) (em elevação)

Neste caso, na parte superior, as deformações no canto entre a tampa e paredes são
no mesmo sentido, permitindo o giro e caracterizando um apoio simples. Na parte inferior,
as deformações no canto entre as paredes e o fundo são em sentido contrário, impedindo o
giro e caracterizando o engastamento.

TAMPA
DO
RESERVATÓRIO

Figura 11 — Engastes no reservatório

PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO - Prof. Eng. Christian Donin, M.Sc. - 6


UNISC— UNIVERSIDADE DE SANTA CRUZ DO SUL - CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

1.2 Reservatórios armados verticalmente:

A
/1

L> 2a ou 2b
Figura 12— Perspectiva do reservatório

São considerados armados somente na direção vertical quando possuem a largura ou

o comprimento muito grande em relação as outras dimensões.


Calculamos o reservatório segundo o corte ABCD perpendicular à direção da maior

dimensão do reservatório.
Teremos então um quadro retangular fechado, cujo cálculo conduz aos detalhes da

tampa, fundo e paredes laterais. O cálculo das paredes será feito à parte, como lajes

armadas em cruz.
Os quadros principais são calculados pelos métodos da Hiperestática.

444444444

--gi i i 11111111111inw
Figura 13 — Esquema de cargas Figura 14 — Diagrama de momentos

PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO - Prof. Eng. Christian Donin, M.Sc. - 7


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Para as paredes extremas, os esquemas ficam:

Figura 15 — Perspectiva dos cortes

Tendência de giro devida ao peso do


. tampa + carga acidental

Tendência de giro devida ao peso do


fundo + água

Figura 16— Tendência de giro (Corte A-A)

Neste caso, na parte superior, as deformações no canto entre parede e tampa são no
mesmo sentido, permitindo o giro e caracterizando um apoio simples. Na parte inferior, as
deformações no canto entre as paredes e o fundo são em sentido contrário, impedindo o
giro e caracterizando o engastamento.

PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO - Prof. Eng. Christian Donin. M.Sc. - 8


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Tendência de giro devida ao


empuxo d'água

Tendência de giro devida ao


empuxo d'água

Figura 17— Tendência de giro (Corte B-B)

Neste caso, em todos os cantos, as deformações entre paredes são em sentidos


contrários, impedindo o giro e caracterizando o engastamento.
As paredes menores são calculadas com os seguintes vínculos:

Apoio na ligação com a tampa

Engastes nas ligações com as paredes


maiores e com o fundo.

E carga triangular devida ao empuxo


d'água

Figura 18 — Vínculos das paredes do reservatório

1.3 Reservatórios armados em cruz:


Nos reservatórios armados em cruz, o cálculo exato se toma muito complexo, pois
teríamos que considerar a situação do reservatório com seu funcionamento em conjunto no
espaço.

PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO - Prof. Eng. Christian Donin, M.Sc. - 9


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Para estudar o cálculo dos reservatórios armados em mais de uma direção por
métodos aproximados, podemos observar que na união das lajes que as compõem, isto é,
nas doze arestas do reservatório, podem
ocorrer dois tipos de situação:
a) arestas que possuem grandes
momentos devidos à continuidade. Estes
momentos aproximam-se dos valores
que são obtidos imaginando-se
engastamento perfeito;
b) arestas que possuem momentos
pequenos, podendo ser assimilados a
apoio simples, para efeito de cálculo
aproximado.
Figura 19 — Perspectiva do reservatório
2. Reservatório enterrado

2.1 Estando o reservatório vazio:

a. .
Carga acidental + peso próprio
Carga dLIUCIllell g...ar:a demi ntal
1 if •
na
wsto w1‘

.0 ,94,13 1
_
0
4 15 r

aa
..t.„..y
,

Empuxo de terra
,oV,

-0,-.....
-- ai
, nA
-- ,.
L'.,,.W
.r. o..
e

..-wv~ , •p.,
.. t,
...";
44 . -. 4_. -'''. z-

R (reação do terreno)
Figura 20 — Esquema de cargas (elevação)

PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO - Prof. Eng. Christian Donin, M.Sc. - 10


UNISC — UNIVERSIDADE DE SANTA CRUZ DO SUL - CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

peso da caixa vazia - peso do fundo (*)+ carga acidental


R—
Área

(*) O peso próprio da laje do fundo não gera momento fletor pois transmite-se
diretamente para o solo. Na verificação do solo, no entanto, o peso deve ser total, inclusive
com a água.
Quanto ao empuxo de terra que atua nos reservatórios enterrados, seu valor depende
da natureza e faz propriedades do solo.

Carga acidental

Onde:
Ka é o coeficiente de empuxo ativo e é em

= k x dl função da natureza do solo;


q é a carga acidental;
pi= k x (dl+ h)
y, é o peso específico do solo;
k = ka.yt
d, é a altura de terra equivalente.
Figura 21 — Exemplos de reservatórios enterrados

Quando o lençol d'água é mais elevado que o fundo do reservatório, temos que
considerar a pressão exercida pela água no sentido de baixo para cima (subpressão):

PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO - Prof. Eng. Christian Donin, M.Sc. - 11


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Carga acidental + peso próprio

Empuxo de terra

N.A

Ya.h,
eação do terreno

subpressão

Figura 22— Esquema de cargas (elevação)


No reservatório enterrado e desligado da estrutura, o fundo funciona como RADIER
e é a fundação do reservatório.

2.2 Estando o reservatório cheio:

Carga acidental + peso próprio

110171•111111
ÁAit
as as
as alla
SIM" SI
Affillemera
allillel
/1111/1111~ aell
rifa Empuxo de terra

reação do terreno
11111111111

Figura 23 — Esquema de cargas (elevação)

PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO - Prof. Eng. Christian Donin, M.Sc. - 12


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Para o reservatório cheio há uma coincidência da carga devida ao empuxo d'água


com aquela devida ao empuxo de terra, devendo ser considerada no cálculo a diferença
entre as duas.
Nos casos mais comuns, o empuxo d'água nas paredes é maior do que o de terra e,
no fundo, a reação do terreno é sempre maior que o peso de água e o sistema de cargas
assume o aspecto:
Carga acidental + peso próprio

(água - terra)
•-;

ttt ttt reação do terreno

Figura 24 — Esquema de cargas (elevação)

Quanto às dimensões, estas podem acarretar os três tipos de reservatórios enterrados


que seguem:

2.2.1 Reservatórios armados horizontalmente:

São aqueles em que a altura é grande em relação


às dimensões da base (altura maior que 2 vezes a maior
dimensão da base).
O cálculo aproximado pode ser feito
considerando-se o reservatório armado horizontalmente
formando quadros fechados, obtidos cortando o
reservatório em um plano
horizontal (ABCD).

Figura 25 — Perspectiva do reservatório


H > 2a ou 2b

PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO - Prof. Eng, Christian Donio M Sc. - 13


UNISC— UNIVERSIDADE DE SANTA CRUZ DO SUL - CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

Despreza-se a influência do fundo e da tampa nos esforços que se desenvolvem nas


paredes.
Como o carregamento nas paredes é triangular, podemos calcular o pórtico ABCD
apenas uma vez e ir multiplicando por fatores para a variação do carregamento, aproximada
por retângulos:

Aproximação
Portico ABCD
para cálculo

Na paredes do reservatório

Figura 26— Empuxo d'água (elevação e em planta)

Assim, nesse tipo de reservatório temos dois diagramas:


a) com o reservatório vazio b) com o reservatório cheio

Devido ao empuxo de terra nas paredes.


i 1 1 1 1 1 1 1 1Ir
Devido ao empuxo d água menos o da terra.

Figura 27— Diagrama de M.F. (em planta) Figura 28 — Diagrama de M.F. (em planta)

PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO - Prof. Eng. Christian Donin, M.Sc. - 14


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Para o cálculo da tampa e do fundo, temos:

Tendência de giro devida ao peso da


tampa + carga acidental

Tendência de giro devida à reação do


terreno

Figura 29 — Tendência de giro (em elevação)

No caso do reservatório vazio observamos que a deformação dos cantos das paredes
é em sentido contrário às deformações do fundo e da tampa, restringindo as mesmas. Esta
situação caracteriza o engastamento. No caso do reservatório cheio, as deformações das
paredes, tampa e fundo tem o mesmo sentido, permitindo o giro dos cantos e caracterizando
um apoio simples.
Desta forma os cálculos de tampa e fundo destes reservatórios reduzem-se a:

TAMPA E TAMPA E
FUNDO FUNDO
reservatório reservatório
vazio cheio

Figura 30— Engastes no reservatório

PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO - Prof. Eng. Christian Donin, M.Sc. - 15


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2.2.2 Reservatórios armados verticalmente:

L> 2a ou 2b

Figura 31 — Perspectiva do reservatório


São considerados armados somente na direção vertical quando possuem a largura ou
o comprimento muito grande em relação as outras dimensões.
Calculamos o reservatório segundo o corte ABCD perpendicular à direção da maior
dimensão do reservatório.
Teremos então um quadro retangular fechado, cujo cálculo conduz aos detalhes da
tampa, fundo e paredes laterais. O cálculo das paredes será feito à parte, como lajes
armadas em cruz.
Os quadros principais são calculados pelos métodos da Hiperestática.

Reservatório vazio

Figura 32 — Esquema de cargas (em elevação) Figura 33 — Diagrama de M.F. (em planta)

PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO - Prof. Eng. Christian Donin, M.Sc. - 16


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Reservatório cheio

>

tf -Ht tttttl
Figura 34 — Esquema de cargas (em elevação) Figura 35 — Diagrama de M.F. (em planta)

Para as paredes extremas, os esquemas ficam:

Figura 36— Perspectiva dos cortes

PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO - Prof. Eng. Christian Donin, M.5c. - 17


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Reservatório vazio

Tendência de giro devida ao peso da


tampa + carga acidental

Tendência de giro devida à reação do


fundo

Figura 37—Tendência de giro (Corte A-A)

Neste caso, tanto na parte superior quanto na inferior, as deformações no canto entre
parede e tampa e entre parede e fundo são em sentido contrário, impedindo o giro e
caracterizando o engastamento.

Tendência de giro devida ao empuxo


de terra

Tendência de giro devida ao empuxo


de terra

Figura 38 — Tendência de giro (Corte B-B)

Neste caso, em todos os cantos, as deformações entre paredes são em sentidos


contrários, impedindo o giro e caracterizando o engastamento.

PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO - Prof. Eng. Christian Donin, M.Sc. - 18


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As paredes menores são calculadas com os seguintes vínculos:

Engastes nas ligações com as paredes maiores, com


a tampa e com o fundo.

E carga triangular devida ao empuxo de terra.

Figura 39 - Vínculo das paredes do reservatório

Reservatório cheio

. Tendência de giro devida ao peso da


tampa + carga acidental

Tendência de giro devida à reação do


fundo

Figura 40 - Tendência de giro (Corte A-A)

Neste caso, tanto na parte superior quanto na inferior, as deformações no canto entre
parede e tampa e entre parede e fundo são no mesmo sentido, permitindo o giro e
caracterizando um apoio simples.

PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO - Prof. Eng. Christian Donin, M.Sc. - 19


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Tendência de giro devida ao


empuxo de (água-terra)

Tendência de giro devida ao


empuxo de (água-terra)
Figura 41 — Tendência de giro (Corte B-B)

Neste caso, em todos os cantos, as deformações entre paredes são em sentidos


contrários, impedindo o giro e caracterizando o engastamento.
As paredes menores são calculadas com os seguintes vínculos:

Apoio na ligação com a tampa.

Engastes nas ligações com as


paredes maiores

Apoio na ligação com o fundo.


E carga triangular devida ao empuxo de (água-terra).

Figura 42 — Vínculo das paredes do reservatório

PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO - Prof. Eng. Christian Donin, M.Sc. - 20


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2.2.2. Reservatórios armados em cruz:


Nos reservatórios armados em cruz, o cálculo exato se toma muito complexo, pois
teríamos que considerar a situação do reservatório com seu funcionamento em conjunto no
espaço.
Para estudar o cálculo dos reservatórios armados em mais de uma direção por
métodos aproximados, podemos observar que na união das lajes que as compõem, isto é,
nas doze arestas do reservatório, podem ocorrer dois tipos de situação:
a) Arestas que possuem grandes momentos devidos à continuidade. Estes momentos
aproximam-se dos valores que são obtidos imaginando-se engastamento perfeito;
b) Arestas que possuem momentos pequenos, podendo ser assimilados a apoio simples,
para efeito de cálculo aproximado.

PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO - Prof. Eng. Christian Donin, M.Sc. - 21


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3. Considerações Práticas

Os reservatórios (caixas d'água) usuais dos edifícios são sempre constituídas por

pelo menos duas células independentes, para que a limpeza periódica desses reservatórios

possa ser feita sem prejuízo do abastecimento de água.

Em princípio deve existir um reservatório inferior, abastecido diretamente pela rede

pública, e um outro superior, abastecido por bombas de recalque do próprio edifício.

Os problemas de projeto dos dois tipos de reservatório são análogos, mas os


detalhes dos reservatórios superiores são frequentemente sujeitos a restrições mais

exigentes. Por essa razão, expõem-se a seguir os detalhes típicos das armaduras desses

reservatórios, tomando-se como exemplo um reservatório elevado.

Direção Direção
longitudinal transversal

Figura 3.1 — Arranjo geral dos reservatórios elevados

A localização do reservatório elevado na estrutura depende das disponibilidades

criadas pelo arranjo geral dos pilares. Frequentemente são utilizados os pilares que formam

a caixa de escada, deixando-se os pilares do poço dos elevadores para a sustentação da casa

de máquinas.

Uma vez definido o volume de água a ser reservada na caixa superior e


considerando a folga necessária para instalação de bóias e da descarga de segurança,

determinam-se as dimensões da caixa, limitando-se usualmente sua atina a cerca de 2 a 2,5


metros.

PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO - Prof. Eng. Christian Donin, M.Sc. - 22


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Não convém passar muito dessa altura para evitar lajes com esforços exagerados,
mesmo que isto obrigue a arranjos em que parte da caixa d'água fique em balanço em
relação aos pilares, como se mostra na Fig. (3.1).

3.1. Considerações quanto ao projeto de reservatórios:

As dimensões usuais das peças das caixas d'água estão mostradas na Fig. (3.2).

Seção horizontal
15 a 25 cm
1.

-70 cm
Abertura da tampa

hi = 15 a 25 cm
hz= 10 a 20 cm
hz= 15 a 25 cm
L
Seção vertical longitu • mal Seção vertical transversal

N 47,1r-
Misulas verticais 4/15 a 25 cm
(Corte horizontal)
e->i15 a 25 cm
/

Corte vertical) 15 a 25 cm
Misulas horizontais 15 a 25 cm

Figura 3.2 — Dimensões usuais

PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO - Prof. Eng. Christian Donin, M.Sc. - 23


UNISC — UNIVERSIDADE DE SANTA CRUZ DO SUL - CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

Para simplificar a execução, a laje da tampa é concretada em uma segunda etapa, o


que permite maior facilidade de construção.
Observe-se que na laje da tampa existem as aberturas independentes para a entrada
em cada uma das células Essas aberturas costumam ter dimensões da ordem de 70 x 70
centímetros cada uma, devendo ser cobertas por placas pré-moldadas apoiadas sobre os
reforços de borda das aberturas, a fim de impedir a penetração de água da chuva.

3.2. Detalhes típicos de armaduras:

Observe-se na Fig. (3.3) o detalhe das armaduras verticais das paredes que garantem
sua ligação com as lajes da tampa.
As figuras seguintes, Fig. (3.3) até a Fig. (3.7), mostram os detalhes típicos das
armaduras das diferentes peças de urna caixa d'água elevada apoiada sobre quatro pilares
situados em seus cantos.
Paredes laterais

Parede intermediária
z„--Laje da tampa
_
lit
„-
Armaduras da parede

Figura 3.3 — Armaduras verticais das paredes

PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO - Prof. Eng. Christian Donin, M.Sc. - 24


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Paredes longitudinais

Figura 3.4 — Amaduras horizontais das paredes

Direção longitudinal

Direção transversal

Figura 3.5 — Armaduras da laje do findo

PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO - Prof. Eng. Christian Donin, M.Sc. - 25


UNISC— UNIVERSIDADE DE SANTA CRUZ DO SUL - CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

Pilar Pilar

Pilar

Figura 3.6 — Armaduras das paredes como vigas

_
,,
r -, Í ----
, , __ ,, 1

_
b- _ ihdi — J

Figura 3.7 — Armaduras da laje da tampa

PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO - Prof. Eng. Christian Donin, M.Sc. - 26


UNIVERSIDADE DE SANTA CRUZ DO SUL
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA, ARQUI1t1URA E CIÊNCIAS AGRÁRIAS
CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

PROJETO DE ESTRUTURAS DE
CONCRETO ARMADO
Prof. Eng. Christian Donin, M.Sc.

ESTRUTURAS DE CONTENÇÕES EM
CONCRETO ARMADO

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

MUROS DE ARRIMO DE FLEXÃO


20 cm rnin

k7kro(2.2:47

1-1
11Mo In 1-1j

18%o 10% .11

in a ionio
—7
(40% o 70%10

1
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
EhUNISC
— —........... Prof.Eng.Chdstian Donin, M.Sc.

CORTINAS DE CONTENÇÃO
— réfreo_
. dk 7 J or • •
,

Corrno de arrimo

o
Subsclo.
.1

"UNISC
I
MIM
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prof.Eng.Chrirtian Donin, M.Sc.

CORTINAS DE CONTENÇÃO

L:

2
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
EUNISC Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

AÇÕES
As ações atuantes nas estruturas de contenções são compostas
por três parcelas:

- Empuxo de terra (Ativo e Passivo);

- Empuxo em função da água:

- Empuxo em função sobrecargas externas,

Empuxo de terra passivo: é aquele exercido pela contenção sobre o


terreno. É comum em casos de escoramento de valas e galerias.
Empuxo de terra ativo: neste caso, o terreno é que exerce esforços sobre a
contenção.

Sobrecargas: ações externas provocadas por veículos, edifícios próximos a


contenção, etc.

:u
i' UNISC Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Profing.Cisristian Donas, M.Sc.
mas=

AÇÕES

Cálculo do empuxo.

1
ré o peso especifico aparente do solo:
La = •y• Ira • 112 è a altura da parede de contençâo.
k3 é o coeficiente de empuxo ativo [li, = tg:i 4 5-9211. sendo cp o armulo
1 de atrito interno do solo
E = — • y• k• h=
P 2 P ki, é o coeficiente de empuxo pa ••]vo kp= fp 45 211
Situação de solo homogéneo, sem coesão; superficie horizontal e sem
presença de água.

3
U NISC Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Profing.Christian Doais, M.Sc.

ACÕES

Sobrecargas

q1 =ka -ei

cl è o valor da sobrecarga:

k, é o coeficiente de empuxo ativo [k.. = tgl1454/2)1.


sendo tg o angulo de atrito interno do solo

O= g •c

q é o valor da sobrecama.

Efeitos da sobrecarp. C é a parte da laje de fundação que fica embutida no


maciço. mb a ação q.

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


Profing.Christian Donin, M.Sc.

Ações consideradas num projeto.

cl

1 17
, ID

Cl

4
•10 Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
•••
BEM U ISC Prof.Eng.Christian Donin, M.Sn.

P rojeto PRÉ-DIMENSIONAMENTO

1,0
Tfict- Ida ito3

a 1- a

0.4H, € 0.TH,
1
Seção transversal de um muro de arrimo a íH,
isolado.

c ,2 —1 H
2 I

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


lel ••UNISC
1111 Prof.EnE.Chrisuan Donln, M.Sc.

VERIFICAÇÃO DE ESTABILIDADE
Os muros isolados com fundação direta devem garantir
segurançã com relação ao tombamento e deslizamento.

Verificação do tombamento Verificação do deslizamento


3.f.„ >1

Mer e O momento estabilizador, provocado pelas ações c e o coeficiente de atrito:


ventem (peso pttpno):
_7, e a resultante das forças vezircais 311.1DMes ik,
M„ é o momento de tombamento. provocado pelas mico c oo niliaÇO
ações boritontats.

a resultante das unes horizontais annmes no

5
Eh UNISC Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

VERIFICAÇÃO DE ESTABILIDADE
Dispositivo para melhorar a estabilidade.

rt

Sapata plana

Sapata plana com elemento placa vertical

Sionta inclinada Sapata inclinada com elememo placa vertical

ItiUNISC Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


Prof.Eng.Christian Donin, M.5c.

DIMENSIONAMENTO E DETALHAMENTO

CRITERIOS DE PROJETO
ri
Armadura minima

2 A, ..., = 0,15%bh

Armadura do distribuição.

ri 1

6
monten U:8 0,90cm: /m
fintares

6
UNISC Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
ProtEng.Christian Donin, M.Sc.

DIMENSIONAMENTO E DETALHAMENTO

CRITÉRIOS DE PROJETO

Detalhamento

i'rri
Valor do momento fletor
a ser resistido pela berra
representada pela faixa

Comprimento da barra:
Diagrama de momento
Ia
me z b 'fletor deslocado de az

: ima -e t , 10
. Diagrama de
trna az 100 momento Ejetor

82LINISC
Dl iplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
ProtEng.Christian Donin, M.Sc.

DIMENSIONAMENTO E DETALHAMENTO
CRITÉRIOS DE PROJETO

Detalhamento

Ligação muro sapata.

Det3lliallItalt0 Met:VICIO DCtiillITUITIO comuto

7
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
ILUNISC Rrof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

DIMENSIONAMENTO E DETALHAMENTO
19
rr
E;
0, *O .a.'
...,
-e
o
32.4 to _
IDO P
17
e.
cli 230 11;
1249 133

93,74 191
' ig 89 as
31:30 '
i
i f
, 177 zo4
012.5 L'30 (357) \
35128 C.20 (128)
191.I ia
sa
,g
J
191 as
t
- :armadura adicional
: 012,812c130 (350) para o canto interno
1 : "4 19
19 ; 19

P8 c/20 (28I)
204

Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


•I;UNISC
EDU Rrof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

DIMENSIONAMENTO E DETALHAMENTO
CRITÉRIOS DE PROJETO

Verificação da força cortante. A.


A
d

)trd
Yr
D.K
f - 0,7 • 0,3 • fo
B.K V C.K
c/ •—• lfl

.14Pa
r 5/
I?(II
;
£1 = 0.25 • fad •(1.2 +p1 ).1 • d

8
Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO
Prof.Eng.Christian Donin, M.Sc.

DIMENSIONAMENTO E DETALHAMENTO
INFORMAÇÕES
IMPORTANTES

Pedra Britada 2(10 em)


(redra &Sada I(10 era)

a< a > 62 Maleta! geoterb1

Ispos de arranjo para armadura da ligação


parede — sapata. anilha finda
hy.

Detalhes do sistema de drenagem.


411
eLlastsque elástico
Fugenb and

• -}
a) c)
9naccões para junta de ditamçào. Juntas de dilação a cada 15w.

E U NISC Disciplina: PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO


Prof.Eng.ChdsUan Donin, M.Sc.

DIMENSIONAMENTO E DETALHAMENTO

o
e fl

• g! 19 o
o
o
2 19 o o
g C> ai

et- o
Na z O Z
191 191
89 89

lin 0j
12.5 e30 (357) 59
299 -19
19 19
19 19
NO 08 r-25 uso
N2 012.5 2r 30 (350) \ii 808frorr
274
19L JI9
19 19 N4 08 r 15 r SO (cocei
N12 08 c 220 lcore)
37I N3- 08 c20 (260
204
35 k<1 08 c20 (128)
58
35

9
UNIVERSIDADE DE SANTA CRUZ DO SUL

:L UNIS
EEE
UNtIVEASIDADE DE SANTA CRUZ DD
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA, ARQUITETURA E CIÊNCIAS AGRÁRIAS
CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

VIGAS-PAREDE EM CONCRETO ARMADO

Notas de Aula
Prof. Eng. Christian Donin, M.Sc.

Santa Cruz do Sul — RS, 2016.

PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO - Prof. Eng. Christian Donin, M.Sc.


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ÍNDICE

1. VIGAS PAREDE 3
2. VIGAS PAREDE - NBR 6118:2014 14

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1. VIGAS PAREDE

As vigas-parede são encontradas em reservatórios, fundações, fachadas,


circundando garagens.
O tratamento matemático exato de viga-parede é muito complexo para os fins
práticos de projeto de Engenharia Civil. Mesmo considerando o material homogêneo e
perfeitamente elástico, as tensões az não podem mais ser determinadas pela Resistência
dos Materiais pois as seções planas não permanecem planas após a deformação. Além
disso, as tensões ay deixam de ser desprezíveis devido à grande capacidade de carga.

Podemos notar as diferentes distribuições da tensão az ao longo da altura da viga,


no centro de vigas bi-apoiadas quando variamos a relação P /h. O carregamento de todas é
suposto uniformemente distribuído:

—t-
o,
71,
J_
elhal
0,62h

P /h. o-,pode chegar a zero.


A resistência toma-se constante e a parte de cima
e de h> P passa a atuar como carregamento.

PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO - Prof. Eng. Christian Donin, M.Sc. - 3


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O comportamento da viga-parede é influenciado também pelo tipo de carregamento.


As trajetórias das tensões tornam evidente que o ponto de aplicação da carga desempenha
importante papel para os esforços internos, devendo ser levado em consideração.

1 1 1
tração

_ compressão

> Vão efetivo (£)

No caso de balanços,
1 o vão efetivo é menor
O vão efetivo em tramos biapoiados ou
entre:
contínuos é o menor dos dois valores:
-1,075 tu onde to2 é o
-1,15 tal onde foi é o vão livre;
vão livre;
- distância entre os eixos dos apoios.
- distância entre o eixo
do apoio e a extremidade
foi eça rt—
do balanço.

> Espessura (ó. )

A resistência à flexão das vigas-paredes pode ser enorme; mas sua resistência ao
esforço cortante e a possibilidade de flambagem transversal da biela comprimida impõem
restrições à espessura bp, a ser utilizada nas mesmas.

No caso particular de viga de um ou de vários tramos, no caso de carga


uniformemente distribuída, a espessura b. deve observar as seguintes condições:

PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO - Prof. Eng. Christian Donin, M.Sc. - 4


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- por consideração da flambagem: - pela resistência ao cortante:

b„> 1° Pd b 5 ' to 'Pd


8 Lr] • he f dize
Onde:
f e é o vão livre do tramo;

Pd é a carga uniforme de cálculo (majorada);

fcd é a resistência de cálculo do concreto armado (minorada);

k é a altura efetiva.

No caso de viga e cargas quaisquer, a condição de flambagem não é fácil de ser


expressa. Basta, em geral, reforçar a região mais comprimida no topo dos apoios usando
nervuras quando estes forem convenientes, e dispor de diafragmas transversais nos apoios e
nos pontos de atuação das cargas concentradas importantes.
Quanto à condição de resistência ao cortante, ela é equivalente à limitação do
cortante de cálculo que segue:
Vd 0,10 • b„, • h. • fcd ,

ou seja, o cortante máximo Vd que será calculado nas seções sobre os apoios, como se esta
fosse uma viga normal, não deverá superar o valor indicado acima.

> Altura total:


Para que seja considerada viga-parede devemos ter:
Viga biapoiada Vigas Continuas Balanços
e
— <2 —<3 — < 1,5
h h h

> Altura efetiva: h


e {h

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> Armadura lonfitudinal de flexão: T—


d — A=
3 fyd

> Braço de alavanca:


Depende da seção considerada:
Viga biapoiada Vigas contínuas Balanços
Z8 = 0,2Q + 2 • he) z, = 0,2Q +1,5 • Ire) ze = 0,2(t +1,5 • 17,)
É pouco provável que a armadura de flexão necessária seja grande em função do
maior momento.
As barras devem ser de pequeno diâmetro para limitar a abertura e o
desenvolvimento das fissuras e também para facilitar a ancoragem nos apoios.

> Armaduras longitudinais principais


Para o cálculo dos esforços principais (momentos fletores e esforços cortantes)
devidos às ações de cálculo, o procedimento é idêntico ao de uma viga normal. Em
particular, os esforços devidos às deformações impostas, tais como retração, fluência,
temperatura ou deslocamento de apoio, podem ser calculados a partir da rigidez da viga-
parede antes da fissuração. Os esforços assim determinados não têm o mesmo significado
fisico que se observa nas vigas normais, mas podem ser utilizados como base para o
dimensionamento das armaduras, como é indicado a seguir.
a) Viga-parede simplesmente apoiada.
O esforço de tração na armadura longitudinal ; será calculado pela formula:

Td = d
Ze

Onde:
Md é o momento fletor de cálculo;

z, é o braço de alavanca efetivo, diferente daquele calculado para a viga normal;


fé o vão da viga;
k é a altura efetiva.

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Esta armadura principal será colocada em uma altura igual a 0,25h8 — 0,05t, medida
a partir da face inferior da viga-parede, como mostrado na figura abaixo e se estenderá sem
redução de apoio a outro, sendo ancorada de tal maneira que a seção situada na face do
apoio possa resistir ao esforço de tração 0,8. Tá

armadura vertical de alma


armadura horizontal de alma
inferior
tri
o
9

L?J
e,
e>1,15-to

b) Viga-parede continua.
As forças de tração nas armaduras longitudinais superior e inferior serão calculadas
pela fórmula já citada anteriormente.
A armadura positiva deverá ser colocada e ancorada da forma descrita para o caso
a).
Quanto às armaduras dos momentos negativos, metade deverá prolongar-se sobre os
vãos adjacentes, enquanto que a outra metade poderá ser interrompida a uma distância de
0,4 • he da face do apoio, sendo k a altura efetiva do vão em que está a seção. Esta
armadura deverá ser colocada ao longo da altura efetiva em duas faixas distintas, como
indicado na figura abaixo. Na faixa superior, entre as cotas 0,8- h, e k , será colocada uma

fração igual a 1. —1] k 1da armadura total sobre o apoio; na faixa intermediária, entre
2 (fk- 4

as cotas 0,2 • k e 0,8 - lz„ será colocado o restante da armadura (a limitação 1tem por
4
objetivo impedir que se tenha menos armadura por unidade de altura na faixa superior que
na faixa intermediária). Se a altura real da viga for maior que a altura efetiva, deverá ser

PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO - Prof. Eng. Christian Donin, M.Sc. - 7


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colocada armadura de alma na parte acima da altura efetiva, com barras horizontais e
verticais, sendo preponderantes as barras horizontais.

mann:a regiao acima de he só


WIIIIMMMONIMMEMfl1 1flMMIMIM com a malha das armaduras
=11111flffiffillIMMMWMI
a. ~~~~~ wei=MOIO
a ia MI 11~o

as
a = = =c= =:~ —
e a
a. e
faixa superior

0,6.he
ME IR faixa Intermediária

ME
iffi a a 0,2.he
faixa Inferior

> Armadura de alma:


As armaduras de alma, cuja finalidade é colaborar com o concreto na resistência aos
esforços cortante, serão diferentes caso as cargas sejam aplicadas na parte superior da viga,
aplicadas na parte inferior da viga ou indiretas (proveninentes de vigas, diafragmas
transversais, etc...).
a) Cargas aplicadas na parte superior da viga:
- barras horizontais:
Igual à armadura mínima de pele para as vigas usuais "A armadura mínima lateral
deve ser de 0,1 O% A,,,,h„„ em cada face da alma da viga e composta por barras de alta

aderência (til 2,25) com espaçamento não maior que 20 cm."

- barras verticais:
"A armadura transversal deve ser calculada considerando o disposto em 22.2.2 e
respeitando um valor mínimo de 0,075% por face."

PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO - Prof. Eng. Christian Do in, M.Sc. 8


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b) Cargas aplicadas na parte inferior da viga:


Deverá ser colocada malha idêntica aquela definida no caso a), mas a ela serão
adicionados os estribos verticais necessários para assegurar a transferência da totalidade da
carga desde o ponto de sua aplicação até a parte superior da viga-parede. Convém, para
evitar fissuração, que estes estribos envolvam, sem descontinuidade, as barras da armadura
inferior e cheguem até uma altura de, pelo menos k.
"No caso de carregamento pela parte inferior da viga, essa armadura deve ser
capaz de suspender a totalidade da carga."
p _ Pd
2 • fyd
Os estribos devem passar por baixo da armadura de tração e atingir uma altura
mínima k. "Essas armaduras devem envolver as armaduras horizontais, principais ou
secundárias."

Viga-parede

Armadura de suspensão

Jr . Armadura da laje Armadura da laje

PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO - Prof. Eng. Christian Donin, M.Sc. - 9


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> Armadura complementar na região dos apoios:


- apoios diretos, recomenda-se reforçar a região junto a eles.

~~~~~~na

1111111111MMV
M111111IME

Elia=
emerneeme

lodo do estribo: c+ 0,3.he


armadura de reforço horizontal

- apoios indiretos, com armadura de reforço obrigatória, dependendo sua quantidade


da força cortante que atua na viga apoiada ( Vd ).

1. se Vd 0,75- V., recomenda-se armadura idêntica a utilizada nos apoios diretos,


capaz de resistir em cada direção ao esforço Rsw = 0,8- Vd
a MEM ~~~~~ ~Mb
1111111111•1111111111111/
11111111111111111111EI
111111EINNIE
1
1 1EINEEEMIN
o EllEhe
MIMMEMal~
m":1111
a
Itilaflg e
alnanalal—lalailinal
Mn ~~~~~~gailinri

C— 0,3.PeA

lado do estribo: c + 0,4. he


armadura de reforço horizontal

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2. se 0,75. Vd <Vd 5-V20 recomendam-se barras inclinadas as quais devem resistir ao

esforço Rs.,,= 0,8. Vd em sua direção.

menseemig
wellIEEEEMINIL
ellINIEEEIMEND

NffisitEEMI
abanana
reliriker"inneein~
fflaPi

- cargas indiretas, dependendo da reação da viga apoiada (


I. se V14 0,75 •17„ , recomenda-se arrnadura composta apenas por barras verticais:

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Ri

0,1.hd
0,25. Fd
itt 0,25.F
0,4. he <=a

tje- O, 3.he

O,4. h.
0,1 h.
tttt tttt

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2. VIGAS PAREDE - NBR 6118:2014

13.2.2 Vigas e vigas-parede


A seção transversal das vigas não deve apresentar largura menor que 12 cm e das
vigas-parede, menor que 15 cm. Estes limites podem ser reduzidos, respeitando-se um
mínimo absoluto de 10 cm em casos excepcionais, sendo obrigatoriamente respeitadas as
seguintes condições:
a) Alojamento das armaduras e suas interferências com as armaduras de outros
elementos estruturais, respeitando os espaçamentos e coberturas estabelecidas nesta
Norma;
b) Lançamento e vibração do concreto de acordo com a NBR 14931.

14.8.1 Vigas-parede e pilares-parede


Para vigas-parede ou pilares-parede podem ser utilizadas a análise linear ou a
análise não-linear.
A análise linear, na maioria dos casos, deve ser realizada com o emprego de
procedimento numérico adequado, como, por exemplo, diferenças finitas, elementos finitos
e elementos de contorno.
Para a consideração de uma viga-parede ou um pilar-parede como componente de
um sistema estrutural, permite-se representa-lo por elemento linear, desde que se considere
a deformação por cisalhamento, e um ajuste de sua rigidez à flexão para o comportamento
real.

21.3.2 Paredes e vigas-parede


Quando as aberturas se localizarem em regiões pouco solicitadas e não modificarem
significativamente o funcionamento do elemento estrutural, basta colocar uma armadura de
compatibilização da abertura com o conjunto. Caso contrário, deve ser adotado um modelo
especifico de cálculo para o caso em questão, baseado, por exemplo, no método dos
elementos finitos ou de bielas e tirantes.

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IUM1111ffi
h \ Abertura 1 Abertura
-„
e He
a) Abertura considerada normal b) Abertura considerada prejudicial

21.4 Nós de pórticos e ligações entre paredes


Em decorrência da mudança de direção dos elementos da estrutura, a resistência do
conjunto depende da resistência à tração do concreto e da disposição da armadura, que
devem ser consideradas no dimensionamento.

22.4 Vigas-parede (em Elementos Especiais)

22.4.1 Conceituação
São consideradas vigas-parede as vigas altas em que a relação entre o vão e a altura
/h é inferior a 2 em vigas biapoiadas e inferior a 3 em vigas continuas. Elas podem
receber carregamentos superior ou inferior.

h h

a) Carregamento superior ti) Carregamento inferior

Figura — Dois tipos comuns de vigas-parede em relação ao carregamento

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22.4.2 Comportamento estrutural

O comportamento estrutural das vigas-parede tem algumas características


específicas, destacando-se entre elas, em primeiro lugar, ineficiências, seja à flexão, seja ao
cisalhamento, quando comparadas com as vigas usuais.
As vigas-parede, por serem altas, apresentam problemas de estabilidade como corpo
rígido e às vezes, de estabilidade elástica. Enrijecedores de apoio ou travamentos são quase
sempre necessários.
Devem ainda ser consideradas as perturbações geradas por cargas concentradas,
aberturas ou engrossamentos. Essas perturbações podem influir significativamente no
comportamento e resistência do elemento estrutural.

22.4.4 Detalhamento

22.4.4.1 Armadura de flexão


Nas vigas-parede os tirantes de tração não podem ser concentrados em uma ou
poucas camadas de armadura, mas devem cobrir toda a zona efetivamente tracionada,
conforme modelo de cálculo adotado.
Nas vigas biapoiadas como mostra a figura, essa armadura deve ser distribuída em

altura da ordem de 0,15 h, .


Nas vigas-parede contínuas, a altura de distribuição da armadura negativa As deve ser feita considerando
três faixas na altura h. não se considerando para h os valores superiores ao vão teórico r (3 $ 1h 2 1)-

- 20% superiores de h Asi = 12h — 0,50) . As

60% centrais de h: A52 = (1,50 12h) . As

— 20 % inferiores de h: As3 = C1

A armadura horizontal mínima é de 0,075 % b por face. por metro.

"Deve ser considerado o fato de que nas vigas-parede continuas a altura de


distribuição da armadura negativa dos apoios é ainda maior".

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22.4.4.2 Ancoragem da armadura de flexão (positiva) nos apoios


A armadura de flexão deve ser prolongada integralmente até os apoios e aí bem
ancorada. Não devem ser usados ganchos no plano vertical, dando-se preferência a laços ou
grampos no plano horizontal, ou dispositivos especiais.

22..4.4.3 Armadura vertical


A armadura transversal deve ser calculada considerando o disposto anteriormente e
respeitando um valor mínimo de 0,075% por face.
No caso de carregamento pela parte inferior da viga, essa armadura deve ser capaz
de suspender a totalidade da carga aplicada.
Essas armaduras devem envolver as mudanças horizontais, principais ou
secundárias.

Armaduras horizontais
distribuídas
-

1111111111111111111
1111111111111111111 Armaduras
horizontais
MEEMBE
=C= EEEEEEEE Slier=
distribuídas
0,85h h€
=====EEEEEEEE =1111-1=
EZEZI= EEEEEEEEE CM=
•••
ille•
Armaduras
principais
inferiores
0,15h
f(face)

e (apoio)

17.3.5.2.3 Armadura de pele (vigas em gemi)


A armadura mínima lateral deve- ser de 0,10% 21,4„,,, em cada face da alma da viga

e composta por barras de alta aderência (77, 2,25) com espaçamento não maior que 20 cm,
respeitando o disposto em 17.3.3.2.

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