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1.

Sistema imunitário

O sistema imunitário engloba o conjunto de defesas contra microrganismos e células estranhas ao


nosso organismo (bactérias, vírus, protistas e fungos…). Os que causam doenças são os agentes
patogénicos. os que causam maior número de doenças e com maior gravidade são bactérias e
vírus.

Todos os agentes estranhos ao indivíduo e que desencadeiam uma resposta específica são
designados antigénios. Estes podem ser macromoléculas livres ou estruturas existentes na
superfície das células originados de vírus, pólen, hemácias de outros seres, tecidos enxertados,
órgãos transplantados e parasitas.
Uma característica importante do sistema imunitário é a capacidade de "memória" em relação a
substâncias estranhas que invadiram anteriormente o organismo e às quais ele reage rapidamente
quando ocorrer nova infeção.

Quando o organismo é afetado por um agente patogénico, desencadeia-se uma série de


mecanismos para combater os agentes estranhos ao nosso corpo. A imunidade resume-se aos
processos que permitem ao organismo, reconhecer, neutralizar e eliminar os corpos estranhos.

Podemos distinguir a imunidade inata e a imunidade adquirida ou adaptativa. A inata diz respeito
aos mecanismos de defesa não específica, o mecanismo de defesa é igual para todos os agentes
patogénicos, presentes em todos os seres multicelulares, e a adquirida ou adaptativa, só existe
nos vertebrados e foi adquirida ao longo da evolução dos seres vivos.

O sistema imunitário é constituído por órgãos linfoides e uma diversidade de células efetoras.

Os órgãos linfoides classificam-se em dois tipos, primários e


secundário ou periféricos. Os primários são o Timo e medula
óssea, e os secundários são o baço, gânglios linfáticos,
amígdalas e tecido linfático associado às mucosas, estes
últimos são os locais de desenvolvimento da resposta
imunitária.

As células efetoras são os leucócitos que têm diferentes


formas de atuar, dependendo do tipo de leucócito.

 Tipos de leucócitos

Os leucócitos dividem-se em dois tipos, os granulares que


possuem o núcleo multilobado com grânulos
citoplasmáticos específicos e os agranulares que não se
distingue qualquer grânulo ao microscópio.

Os granulares são os eosinófilos, basófilos e neutrófilos e


são cerca de 4500 a 7000 por mm cúbico de sangue e os
agrunalares são os monócitos e linfócitos e são cerca de
1600 a 3700 por mm cúbico de sangue.

Os granulares distinguem-se a partir de corantes ácidos


(eosinófilos), básico (basófilos) e neutros (neutrófilos).

 
GRANULARES
Neutrófilos
Possuem núcleo multilobado. Têm pouco tempo de “vida, algumas horas a dias.
Fazem a fagocitose e são os primeiros leucócitos a chegar aos tecidos afetados,
atraídos pela quimiotaxia. A quimiotaxia – processo de migração das células em
direção a um gradiente químico. Circulam na corrente sanguínea saindo por
diapedese ao ser atraídos pelo estímulo quimiotático para o local onde os
microrganismos invadem um tecido. Produzem citocinas que contribuem para a
resposta inflamatória e defesa do tecido afetado e fazem a fagocitose.Existem
cerca de 3000 a 7000 por mm cúbico de sangue.

Basófilos
Possuem núcleo multilobado. Quando ativados libertam substâncias como a
histamina, que produzem um resposta inflamatória. Existem cerca de 20 a 50 por
mm cúbico de sangue.

 
Eosinófilos
Reduzem a reação inflamatória, pela produção de enzimas que degradam as
substâncias químicas produzidas pelos basófilos. Existem cerca de 100 a 400 por
mm cúbico de sangue.

 
AGRANULARES
Monócitos
Têm o núcleo reniforme (forma de rim) e muito citoplasma, circulam no sangue
durante poucas horas e depois migram para os tecidos, aumentam de tamanho e
transformam-se em macrófagos e fazem a fagocitose. Os macrófagos são células de
grandes dimensões, que vivem muito tempo.  Existem cerca de 100 a 700 por mm
cúbico de sangue.

  
 Linfócitos
Os linfócitos têm um núcleo relativamente grande e pouco citoplasma. Existem cerca de 1500 a 3000
por mm cúbico de sangue. Os linfócitos entre si distinguem-se pelos recetores existentes na
membrana celular que lhes permite reconhecer numerosas moléculas. Atuam de forma diferente dos
restantes leucócitos.

 
Linfócitos B
Quando ativados, diferenciam-se em plasmócitos que produzem anticorpos, e
diferenciam-se também em células de memória.

 
Linfócitos T
Contribuem para a ativação dos linfócitos B e destroem células infetadas por vírus e
células tumorais.

  1.1. Defesas específicas e não específicas

O sistema imunitário divide-se em duas grandes defesas: Defesa não específica e a Defesa


Específica.

Imunidade
 Não Específica  Específica

A resposta é independente de antígeno A resposta é dependente de antígeno

Há resposta imediata e máxima Há período de latência entre a


exposição e a resposta máxima

Não específica a antígeno Específica a antígeno

Exposição ao agente patológico não Exposição ao agente patológico resulta


resulta em  memória imunológica em memória imunológica

Defesa não específica – imunidade inata


A defesa não especifica ou imunidade inata refere-se ao conjunto de processos em que o
organismo previne a entrada de agentes estranhos, reconhece-os e destrói-os. A resposta do
organismo é sempre a mesma, qualquer que seja o agente invasor e qualquer que seja o número
de vezes que este contacte com o organismo.

Processos mais importantes desta defesa: 

A primeira linha de defesa são as superfícies que entram em contacto com o meio exterior e
temos:

Barreiras anatómicas

 A pele, os pelos das narinas, as mucosas (forram as cavidades do corpo que abrem para o exterior
e segregam muco que dificulta a fixação de micro-organismos e a sua multiplicação), as secreções
e enzimas (por exemplo, as glândulas sebáceas, sudoríparas e lacrimais).

Pele –a pele é a nossa principal barreira, constituída por queratina impede a entrada de
microrganismos.

Muco- O muco reveste as mucosas e normalmente os invasores aderem a ele.

Cílios- “varrem” os microrganismos para fora do órgão.


    Saliva, lágrimas e enzimas

As enzimas contidas na saliva e na lágrima possuem ação bactericida. Algumas enzimas possuem o
pH muito ácido, que impede a proliferação de microrganismos na região, como é o caso do
estômago e da vagina.

Resposta inflamatória
É uma sequência complexa de acontecimentos que ocorre quando estes agentes patogénicos
conseguem ultrapassar as barreiras anatómicas. No tecido atingido pelos agentes patogénicos,
diversos tipos de células, como, por exemplo, mastócitos e basófilos, produzem histamina e
outros mediadores químicos que provocam a dilatação dos vasos sanguíneos e aumentam a sua
permeabilidade, como consequência aumenta a quantidade de fluido intersticial.
Estes mediadores químicos vão então, ativar o sistema imunitário, atraindo ao local os "atores" da
resposta. Este fenómeno designa-se por quimiotaxia. Os neutrófilos e os monócitos deixam então
os vasos sanguíneos e dirigem-se aos tecidos infetados, por um fenómeno designado por
diapedese. Os monócitos transformam-se então em macrófagos, e estes juntamente com os
neutrófilos vão fagocitar os agentes patogénicos e os seus produtos. Os efeitos mais comuns de
uma reação inflamatória são: edema, rubor, calor e dor.
Quando os agentes patogénicos são particularmente agressivos é acionada uma reação
inflamatória sistémica, que ocorre em várias partes do organismo, resposta sistémica. Temos
então o aparecimento de febre e um aumento do número de leucócitos em circulação.

Interferões
Quando os vírus infetam os tecidos, determinadas células do organismo, formam proteínas que se
difundem e saem da célula. Uma vez fora das células elas ligam-se à membrana citoplasmática de
outras célula vizinhas não afetadas, estimulando-as a produzir proteínas antivirais que inibem a
replicação dos vírus. Estas proteínas são os interferões e são moléculas importantes na limitação
da propagação de determinadas infeções virais. O interferão estimula as células vizinhas a
produzir as suas próprias moléculas proteicas antivirais e forma-se um cordão protetor.
 O vírus em contacto com as proteínas antivirais torna-se pouco efetivo na infeção das células.

Sistema de complemento
No plasma sanguíneo existem cerca de 20 proteínas na forma inativa. Em presença de um agente
patogénico, dá-se uma reação em cadeia, ficam ativas cada proteína ativa outra numa sequência
predeterminada. Estas proteínas fazem a lise de bactérias, limitam a mobilidade de agentes
patogénicos, facilitam a fagocitose, atraem os leucócitos ao local de infeção através da
quimiotaxia, estimulam as células do sistema imunitário, etc.

 Defesa específica ou Imunidade adquirida


A defesa específica interatua com a primeira e a
segunda linha de defesa e inclui o conjunto de processos
através dos quais o organismo reconhece os agentes
patogénicos e os destrói de uma forma dirigida e eficaz.
Este tipo de defesa é mais demorada, os mecanismos
desta defesa são mobilizados ao longo de vários dias,
mas a resposta é extremamente eficiente porque é
específica e a resposta ao agente patogénico melhora a
cada novo contato com o organismo.
Na defesa específica intervém o sistema linfoide constituído pelos órgãos linfoides primários e
secundários ou periféricos e as células efetoras que são linfócitos.
Existem dois tipos de linfócitos, o T e o B – Os linfócitos T formam-se na medula vermelha dos
ossos mas amadurecem no Timo e os linfócitos B formam-se e amadurecem na medula vermelha
dos ossos.
Durante a maturação dos linfócitos B e T adquirem recetores superficiais para variados antigénios,
passando a reconhecê-los e tornando-se células imunocompetentes, ou seja, células capazes de
resposta imunitária.
Depois de maturados os linfócitos passam para a corrente sanguínea e deslocam-se para os órgãos
linfoides secundários ou, caso haja uma resposta inflamatória, deslocam-se para o local da
inflamação para atuar no agente estranho (antigénio).
Os linfócitos T e B não constituem, cada um deles, uma população homogénea, cada tipo
possui vários subgrupos.

As respostas imunitárias específicas agrupam-se em dois conjuntos


principais:
-Imunidade mediada por anticorpos ou Imunidade humoral

-Imunidade mediada por células ou Imunidade celular

A resposta imunitária específica tem três funções importantes: Reconhecimento,


Reação e ação.

Reconhecimento – o antigénio é reconhecido como um corpo


estranho por linfócitos B ou T;

Reação – sistema imunitário reage, formando e preparando os


agentes específicos (células e imunoglobulinas) que intervirão no
processo;

Ação – agentes específicos do sistema imunitário neutralizam ou


destroem os antigénios (células ou imunoglobulinas).

Um antigénio possui determinadas regiões capazes de serem


reconhecidas pelas células do sistema imunitário, chama-se a cada uma destas regiões
um determinante antigénico ou epítopo.

Imunidade humoral
 A função de reconhecer antigénios assim que se introduzem no organismo é realizada pelos
linfócitos B, capazes de reconhecer uma enorme variedade de antigénios específicos. A imunidade
humoral é mediada por anticorpos que circulam no sangue e na linfa e que são produzidos após o
reconhecimento do antigénio por linfócitos B.

O antigénio ao introduzir-se no organismo atinge um órgão linfoide secundário e estimula


os linfócitos B que têm recetores específicos para esse antigénio, ficam ativados e dividem-se,
transformando-se em plasmócitos. Estes irão produzir, então, os anticorpos para esse antigénio e
as células memória. Estas células memória servirão para futuras invasões do antigénio.
Um anticorpo é uma proteína específica produzida por plasmócitos em resposta à presença de
um antigénio, com o qual reage especificamente.

Os anticorpos são libertados no sangue e linfa e “dirigem-se” para o local infetado. Os anticorpos
identificam, não o antigénio como um todo, mas partes da superfície a que se dá o nome
de determinantes antigénicos. Um antigénio pode estimular a produção de variados anticorpos,
cada um para um determinante antigénico.

Os anticorpos são glicoproteínas específicas


com a designação geral de imunoglobulinas
(Ig), que se combinam quimicamente com o
antigénio específico que estimulou a sua
produção. Têm uma estrutura em Y
formada por quatro cadeias polipeptídicas.
Duas dessas cadeias são mais curtas,
designam-se por cadeias leves, ou cadeias L
(light), as mais longas designam-se por
pesadas ou cadeias H (heavy). Nas cadeias
existem regiões que são constantes (C) e a
sua função é controlar o modo como o
anticorpo atua com outros elementos do
sistema imunitário; Os anticorpos quando
se ligam aos antigénios e formam o
complexo anticorpo-antigénio, não
destroem os antigénios, apenas os marcam
como estranhos ao organismo.

Na formação deste complexo anticorpo-antigénio desencadeia-se uma série de acontecimentos


que aumentam a resposta inflamatória, ou seja, há um aumento da vasodilatação e a fagocitose é
mais dirigida o que leva a uma maior eficácia na defesa não específica que já decorria.
Assim, os anticorpos podem atuar de diversas maneiras na defesa imunitária, dependendo da
classe a que cada um pertence: por aglutinação, por intensificação direta da fagocitose, por
neutralização direta de vírus e toxinas bacterianas e por ativação do sistema complemento, etc.

 
 

Fases da imunidade humoral

Na imunidade humoral ocorrem as seguintes fases: Ativação dos linfócitos B; proliferação clonal
dos linfócitos ativados e diferenciação dos linfócitos B

Ativação dos linfócitos B – quando o antigénio entra na corrente sanguínea e arrastado por esta,
passa junto a um órgão linfoide, este estimula uma pequena fração de linfócitos B, os que têm na
membrana recetores específicos para o antigénio, a ligar-se a ele. Dá-se a ativação do linfócito B
(ou seleção clonal, são escolhido os que vão ser clonados).

Proliferação clonal dos linfócitos ativados - Os linfócitos B ativados estimulados entram numa
rápida divisão celular, formando muitas células todas idênticas geneticamente (clones), com os
mesmos recetores, formando clones.

Diferenciação dos linfócitos B: uma parte das células do clone diferencia-se em plasmócitos, que
são células produtoras de anticorpos que são libertados no sangue ou na linfa e transportados até
ao local da infeção, e outras, diferenciam-se em células de memória que ficam inativas até
reaparecer o antigénio que foi responsável pela sua formação. O anticorpo identifica a região
localizada na superfície do antigénio, o determinante antigénico e liga-se a ele. O órgão linfoide
onde se dá a produção dos anticorpos é no gânglio linfático que “incha” pela existência da
multiplicação dos linfócitos B e dos plasmócitos.
 

Imunidade mediada por células


As células que participa na imunidade mediada por células são os linfócitos T. Estes linfócitos
apresentam recetores específicos na membrana, são designados por recetores T (TCR). Estas
células só reconhecem antigénios apresentados na superfície das células do nosso organismo, estas
são designadas por células apresentadoras, pois é necessário a apresentação do antigénio
estranho ao nosso corpo aos linfócitos T, através de uma célula do organismo, o mesmo não se
passa com os linfócitos B que são capazes de reconhecer os determinantes antigénicos na forma
livre.

Quando o linfócito T encontra uma célula infetada com um determinante antigénico que o recetor
da célula T reconhece, estes liga-se à célula libertando substâncias letais, as citotoxinas, que
levam à destruição da célula infetada por apoptose e os restos desta destruição será depois
fagocitada pelos macrófagos. Os linfócitos T ficam livres para atuar noutras células infetadas.

A evolução dos linfócitos T, tal como os B passam por várias fases.

Os linfócitos T são produzidos na medula e maturados no Timo. Uma vez no timo, esperam que os
antigénios sejam apresentados pelas células apresentadoras, condição necessária para os ativar na
produção de proteínas capazes de desencadear respostas nas células alvo.

Existem vários tipos de linfócitos T que desempenham diferentes funções:

Os auxiliares (Th) que libertam substâncias para estimular a ativação de outras células do
sistema imunitário, como macrófagos e linfócitos B;

Os citotóxicos (Tc) que destroem células infetadas e cancerígenas;

Os supressores (Ts), que aparentemente, têm um papel inverso aos Th, que libertam
substâncias para inibirem as outras células do sistema imunitário.

Os linfócitos T de memória vivem num estado inativo durante muito tempo, mas
respondem prontamente, entrando em multiplicação se o organismo for novamente
invadido pelo mesmo agente antigénico.

 
São indistintos ao microscópio mas as suas diferentes funções são identificadas em laboratório,
distinguem-se por possuírem diferentes marcadores. Os Th possuem abundantes marcadores
conhecidos por CD4, e os Tc possuem abundantes CD8.

-Quando ocorre a fagocitose de bactérias ou vírus por um macrófago, formam-se fragmentos


peptídicos dos antigénios que se ligam a certas moléculas presentes na superfície do macrófago,
que os exibe e apresenta aos linfócitos T (células apresentadoras). ).

-A exposição e a ligação dos linfócitos T com o antigénio apropriado faz com que este se ative e se
multiplique formando clones.

-O clone de linfócitos T auxiliares divide-se e diferencia-se em linfócitos T citotóxicos (Tc) e


linfócitos T de memória. Os linfócitos T auxiliares também libertam mediadores químicos
(citoquinas) que estimulam a fagocitose, a produção de interferão e a produção de anticorpos
pelos linfócitos B e a formação de células T de memória.

-Os clones acabados de formar entram na corrente sanguínea, saídos do Timo, e deslocam-se para
as células infetadas, os linfócitos citotóxicos ligam-se às células infetadas e libertam a perforina,
uma proteína que gera poros na célula, provocando a lise celular.

-Os linfócitos T de memória


desencadeiam uma resposta mais
rápida e vigorosa no segundo
contacto com o mesmo antigénio.

Apesar do sistema imunitário ser


constituído por tecidos, órgãos e
células difusas no organismo, a
coordenação entre estas
estruturas é permanente e
rigorosa, estimulam-se entre si,
por esta razão, não é possível
isolar no espaço e tempo os vários
processos de defesa do
organismo.

Memó
ria imunitária

A memória imunológica caracteriza-se por uma reação imune mais intensa, síntese aumentada de
imunoglobulinas (Imunidade humoral) e mais rápida solicitação da resposta imunitária secundária
(reação secundária) por um antígeno que entrou no organismo em uma primeira vez (reação
primária).

À medida que o organismo entra em contato com novos antigénios desenvolve-se a resposta
imunitária primária em que os linfócitos B ativados, multiplicam-se, formam clones que produzem
anticorpos específicos e outros clones diferenciam-se em células memória. Esta resposta de
formação de anticorpos demora algum tempo e atinge o seu apogeu passado cerca de duas
semanas após o primeiro contacto com o antigénio. As células memória, que podem durar anos no
nosso organismo, promovem a resposta secundária, quando o organismo entrou de novo em
contacto com o mesmo antigénio que desencadeou a formação desta célula e multiplicam-se
muito rapidamente e dão origem, por diferenciação a mais células memória e a novas células
efetoras que irão produzir anticorpos.

Nota importante:

Os linfócitos T não produzem


anticorpos, quem produz são os B, os T
controlam a capacidade dos linfócitos B.
Qualquer contacto que exista com um
antigénio formam-se células efetoras que
combatem a infeção e células memória que
atuam quando existir um segundo contacto
com o antigénio.
São estas células T de memória que nos
conferem proteção para a vida.

A resposta imunitária secundária é sempre mais rápida a proteger, mais duradora e mais
intensa que a primária.

Imunização

A imunização é a aquisição de proteção imunológica contra um agente patológico, antigénio, para


que quando o organismo entrar em contacto com o antigénio, o sistema imunológico responda de
forma imediata e o organismo não chegue a desenvolver a doença causada pelo
antigénio, imunidade adquirida. A imunidade adquirida pode perdurar largos anos (imunidade
ativa) ou temporária (imunidade passiva).

O estado de imunização em que o sistema responde de imediato pode ser induzido pelas vacinas.
Em vez de o organismo esperar pelo antigénio, uma primeira vez, e só no segundo contacto o
corpo responder de forma imediata, a primeira vez pode ser induzida pela fornecimento de
microrganismos inativos (mortos ou alterados), toxinas, vírus, todos eles modificados para que o
organismos não desenvolva a doença mas ganhe resistência, imunidade, aos agentes patogénicos
inseridos nas vacinas. O organismo responde à vacina através da produção de anticorpos
específicos. Esta é a imunidade ativa, em que a produção de anticorpos e de células memória,
pode levar semanas, mas o corpo pode ficar protegido, durante anos.

Há também a imunidade passiva, usada quando é urgente uma proteção rápida. Neste tipo de
imunidade são administrados anticorpos ou antitoxinas, contra uma infeção particular. Os
anticorpos colhidos dos humanos são chamados imunoglobulina e os dos animais, soros. A
imunidade passiva dura apenas algumas semanas.

Vigilância Imunitária

A imunidade mediada por células tem como principal função, reconhecer e destruir células
anormais que podem conter alguns antigénios superficiais e serem, assim, estas células,
reconhecidas como estranhas.
As células cancerígenas são exemplo de células
anormais e a sua destruição é feita pelos linfócitos
T citotóxicos. Estes linfócitos ao entrarem em
contacto com os antigénios das células cancerígenas
são ativados e libertam substâncias que podem
levar à destruição da célula anormal por apoptose.

A célula é destruída e os fragmentos vão ser


fagocitados por macrófagos ou por neutrófilos. Se
este mecanismo não for eficaz, as células anormais
dividem-se e originam o cancro.

Apoptose, conhecida como "morte

A rejeição de excertos é de órgãos e tecidos transplantados, é também da responsabilidade do


sistema imunitário mediado por células. A rejeição ocorre quando existem diferenças bioquímicas
e genéticas mais ou menos acentuadas entre o dador e o recetor - alotransplantes. Os linfócitos T
do recetor reconhecem as células como corpos estranhos e destroem-nas.  Se se repetir o enxerto,
os linfócitos T, já tinham produzido células memória, e a resposta é mais rápida e intensa.
Se possível o enxerto deve ser feito através de tecidos do próprio organismo - autotransplantes,
ou de um familiar próximo (irmão). Para minimizar as reações de rejeição ainda se aplicam várias
substâncias (drogas) que suprimem a resposta imunitária mas que têm efeitos secundários,
comprometem a capacidade de resposta do sistema imunitário em relação a outras infeções.

 1.2. Desequilíbrios e doenças

Por vezes existem alguns desequilíbrios e o funcionamento sdo sistema imunitário pode ser
irregular e prejudicial, conduzindo a reações contra elementos do próprio organismo, ou contra
elementos do ambiente que antes eram tolerados, como por exemplo as alergias.

As respostas deste desequilíbrio podem:

- causar alterações nos tecidos e são designadas por hipersensibilidades, por exemplo as


alergias;

- combater os próprios antigénios do indivíduo, destruindo tecidos e órgãos, são as


designadas doenças auto-imunes, por exemplo a diabetes e artrite reumatoide;

- respostas pouco efetivas, imunodeficiências, por exemplo a Sida (desequilíbrio


provocada pelo vírus HIV).

Alergias
A Alergia é uma resposta exagerada do sistema
imunológico a uma substância estranha ao organismo, ou
seja uma hipersensibilidade a um estímulo externo
específico que pode ter consequências graves,
nomeadamente a lesão e destruição de células, tecidos e
órgãos.

Como exemplo destes antigénios temos: pólen, ácaros,


pó, produtos químicos e alimentares, pelo de animais,
etc.

Como resposta temos doenças como: Asma, Rinite


alérgica, urticária, conjuntivite, etc.

Estas substâncias estranhas, antigénios, que


desencadeiam este tipo de respostas são designadas
por alergénicos. Estas substâncias são, na maior parte
das vezes, moléculas proteicas.

Curiosidade: quando alguém é alérgico ao pelo de um


animal, na verdade é alérgico à proteína que existe na
saliva do animal e que fica retida no pelo do animal
quando ele se lambe.

Estas respostas alérgicas, sendo reações imunológicas, são


específicas. O organismo fica sensibilizado
exclusivamente a um determinado antigénio. Estas
reações de hipersensibilidade classificam-se em dois
tipos, de acordo com o tempo decorrido ente o contato com o alergénico e a resposta
macroscópica da alergia: reações de hipersensibilidade imediata, apenas minutos entre o contacto
e a reação, e as reações de hipersensibilidade tardia, que só desenvolvem passado muitas horas.

A forma mais frequente de alergia é a Hipersensibilidade imediata. É imediata porque o


organismo já teve contato anterior com o alergénico, onde foram criados anticorpos da classe IgE
que se fixam a vários tipos de células, assim, em contatos posteriores, o antigénio é
imediatamente reconhecido pelos anticorpos das células que os contém e se estas forem
mastócitos, este liberta histamina que desencadeia a resposta

inflamatória imediata. Os IgE também se ligam a basófilos em circulação. Esta resposta pode
traduzir-se em alergias: respiratórias (asma e rinites); cutâneas (eczemas e urticárias - comichão
constante); oftalmológicas (conjuntivites) e digestivas.

Na hipersensibilidade tardia as reação alérgicas não têm a ver com anticorpos mas com células.
Os linfócitos T reconhecem o antigénio, ficam ativados e segregam uma série de substâncias
químicas que atuam em outras células, manifestando-se a doença. Exemplos deste tipo de
hipersensibilidade são a alergia a determinados produtos como a lixivia, o cimento, cosméticos,
metal, que em contato direto e repetido na pele, desencadeia dermatites de contato (mediada
pelos linfócitos T).

O latéx, produto derivado da árvore da borracha e utilizado no fabrico de muitos produtos, como
preservativos, luvas, elásticos, brinquedos, contém uma proteína vegetal capaz de induzir
resposta alérgica.

Nas reações alérgicas o pior cenário é o choque anafilático, em que os alergénicos entram na
corrente sanguínea e são rapidamente dispersos. Em vez de afetarem a pele ou as vias
respiratórias, afetam o corpo na generalidade. A histamina é libertada em grandes quantidades e
provocam a dilatação dos vasos sanguínea na generalidade do corpo, o que faz descer a pressão
sanguínea causando a não renovação do oxigénio e não nutrição das células, podendo ser fatal.
Doenças autoimunes

Qualquer doença que resulte em respostas imunes contra as células e tecidos do próprio
organismo dizem-se doenças autoimunes. Surgem quando as respostas são efetuadas conta alvos
do próprio organismo. Este tipo de respostas autoimunes é frequente mas são reguladas e,
normalmente, são transitória. Autoimunidade causadora de doenças não é frequente, dado que o
sistema imunológico possui mecanismos que mantêm um estado de tolerância
aos epítopos (ou determinante antigénico e é a menor porção de antigénio com potencial de
gerar a resposta imune) do organismo. Estes mecanismos designam-se por auto tolerância.

Se existir uma falha nesta tolerância origina doenças que podem ser graves e atuar sobre um tipo
específico de tecido, como por exemplo, a diabetes tipo 1 (insulinodependentes) que atua nas
células beta do pâncreas e as destrói através dos linfócitos T, ou atuar de uma forma sistémica,
atuando e vários tecidos, órgãos e sistemas, como por exemplo o lúpus eritematoso sistémico e
artrite reumatoide.

Todos os linfócitos T, maturados no timo, que apresentem uma forte afinidade com um
determinado antigénio do próprio organismo (Auto antigénios), são eliminados, ou ficam inativos.
O Timo só deixa passar para a corrente sanguíneas os linfócitos que têm pouca afinidade com os
antigénios do organismo, funciona como uma peneira, permitindo que a tolerância em relação ao
próprio self(antigénios do próprio – os que são externos designam-se por non self).

Imunodeficiência

Imunodeficiência é uma desordem do sistema imunológico caracterizada pela incapacidade de se


estabelecer uma imunidade efetiva e uma resposta ao desafio dos antígenos. Qualquer parte do
sistema imunológico pode ser afetada.

As doenças devidas a imunodeficiência são diversas e nas quais o sistema imunitário não funciona
de forma adequada e, como consequência, existe uma crescente suscetibilidade às infeções
oportunistas e a certos tipos de cancro. As infeções são mais frequentes e são, em geral, mais
graves e duram mais do que o habitual. Um exemplo é o caso da infeção pelo vírus HIV que ataca
e destrói os leucócitos que combate as infeções virais e fúngicas, tornando-se num síndroma de
imunodeficiência adquirida, e a segunda, o uso de drogas na prevenção contra a rejeição de um
transplante.

A imunidade pode ser congénita, pode estar presente desde o nascimento ou desenvolver-se


passado uns anos. Normalmente a imunidade congénita é hereditária e rara, no entanto,
conhecem-se cerca de 70 doenças de origem hereditária. Esta imunidade congénita está
normalmente relacionada com um número mais diminuto de linfócitos do que o normal, noutros
casos é o mau funcionamento desses leucócitos e noutras, o problema não são dos leucócitos as os
outros componentes do sistema imunitário que são anormais ou faltam.

A imunidade que aparece mais tarde, é a imunodeficiência adquirida e normalmente advém de


uma doença, normalmente grave, e é mais frequente que a congénita. Quase todas as doenças
graves prolongadas afetam, de uma certa forma, o sistema imunitário.
SIDA
O VIH (Vírus da Imunodeficiência Humana) é o agente
causador da sida. O vírus infeta as células
(macrófagos e linfócitos T auxiliares) portadoras de
recetores, nos quais o vírus se fixa. Assim que o
organismo é infetado este responde em três
fases: Primoinfeção, Latência e Imunodeficiência.
Primoinfeção – O organismo foi infetado e
existe uma rápida disseminação do vírus e
uma consequente diminuição de linfócitos T
auxiliares.
Latência - O vírus pode ficar incubado no corpo humano por vários anos, sem que
manifeste quaisquer sintomas (assintomática). Quando uma pessoa está infetada com o VIH
diz-se que é seropositiva. Há um equilíbrio em que a resposta imunitária limita a
proliferação do vírus.
Imunodeficiência – Dá-se o desequilíbrio e o sistema imunitário não responde, dando-se
um aumento do vírus e a diminuição drástica dos linfócitos T, levando à um crescente
aumento de infeções oportunistas, é uma fase sintomática. É nesta fase que se utiliza o
termo SIDA e é caraterizada pelo aparecimento de tumores e de imunodeficiência.
O vírus ao invadir o organismo ataca e infeta vários tipos de células: Linfócitos Th;
macrófagos; células do intestino, originando diarreias crónicas e células cerebrais
provocando letargia e demência.
O vírus é geneticamente muito variável. Esta variedade pensa-se estar associada ao
elevado número de erros que a enzima transcriptase reversa faz ao copiar o genoma do
vírus. Esta variedade torna a tarefa quase impossível de desenvolver uma vacina para o
vírus.

Transcriptase reversa é uma enzima que realiza um processo de transcrição ao contrário em


relação ao normal. Essa enzima polimeriza moléculas de DNA a partir de moléculas de RNA,
exatamente o oposto do que geralmente ocorre nas células, nas quais é produzido RNA a partir de
DNA.
O vírus HIV ataca o Linfócito, e depois penetra na célula, fazendo a partir daí a transcriptase
reversa, o RNA viral é transformado em DNA viral. O DNA viral ao penetrar no núcleo da célula
infetada, mistura-se com o DNA da célula, esta começa a produzir o RNA viral, produzindo
proteínas para produzir novos vírus que irão infetar novas células.

1.3. Biotecnologia no diagnóstico e terapêutica de doenças

Biotecnologia define-se pelo uso de conhecimentos sobre os processos biológicos e sobre


as propriedades dos seres vivos, com o fim de resolver problemas e criar produtos de
utilidade."

A biotecnologia é uma área interdisciplinar que integra uma grande variedade de


conhecimentos ao nível da engenharia, biologia, imunologia, microbiologia, ecologia,
bioquímica química, genética e informática e cuja finalidade é a produção de bens e
serviços. Esta produção recorre a seres vivos ou aos seus componentes, como parte
integrante do processo de produção.

Importância biomédica dos anticorpos


A síntese de anticorpos é feita pelos plasmócitos, que resultam como sabes, da maturação e
clonagem dos linfócitos B, responsáveis pela imunidade humoral.
A utilização e o estudo dos linfócitos B conduziram à formação de dois tipos de anticorpos: Os
anticorpos policlonais, e os anticorpos monoclonais.
Ao entrar um antigénio no organismo, os linfócitos B são ativados, são clonados e produzem
anticorpos específicos e resposta a esse antigénio. Mas cada linfócito B pode produzir anticorpos
diferentes para o mesmo antigénio, o determinante antigénico pode ser diferente em cada
linfócito, ou seja, quando o antigénio entra no organismo há uma produção diversificada de
anticorpos.
Ao retirar-se soro de um organismo imunizado a um determinado antigénio, encontram-se uma
série de anticorpos específicos produzidos por diferentes clones de linfócitos B (anticorpos
policlonais).
Se após a ativação for isolado um único linfócito B, será possível criar um clone de células
idênticas, produtoras de anticorpos iguais (anticorpos monoclonais). Estes teriam a vantagem de
não necessitarem de um processo de purificação, e também de serem específicos para um
determinado antigénio. A existência de anticorpos diferentes para um mesmo agente patogénico
torna a resposta pouco eficiente, sendo os anticorpos monoclonais os mais eficientes.
Diz-se anticorpos monoclonais porque são clones do mesmo linfócito B que produziram estes
anticorpos e apresentam entre si a mesma estrutura e especificidade. Diz-se anticorpos
policlonais quando os antigénios provêm de vários clones de diferentes linfócitos B que foram
ativados pelo mesmo antigénio.
A utilização dos anticorpos policlonais no combate a várias doenças, data do início do século XX,
muito antes do aparecimento dos antibióticos. Os anticorpos podem ser obtidos do soro dos
animais primeiramente inoculados com o antigénio. Por exemplo o soro antitetânico é obtido a
partir de sangue de cavalos que foram infetados com a bactéria do tétano. O organismo
desenvolve uma imunidade passiva, dado que os anticorpos foram recebidos (seroterapia) e não
produzidos pelo ser.
 
Com o avanço da tecnologia já é possível isolar único
linfócito B e produzir clones seus, porém é ainda
impossível manter em cultura prolongada esses clones,
não sobrevivem mais de uma semana em cultura. Das
muitas células B de um clone, umas diferenciam-se em
plasmócitos (que continuam a produzir o anticorpo) e
outras ficam como células de memória. Os plasmócitos
já não se dividem e sofrem apoptose (morte
programada), por esta razão a produção de anticorpos
monoclonais, por esta via, é baixa.
Para a produção industrial de anticorpos monoclonais é
necessário ter-se a célula B que produz o anticorpo
pretendido e associá-la a uma célula B de mieloma que
os produzirá indefinidamente.
Fundindo um linfócito B ativado com uma célula tumoral
do sistema imunitário, por vezes chamada de mieloma,
que por serem malignas, dividem-se indefinidamente.
Desta fusão surge o hibridoma (genoma híbrido), com as
vantagens de formar culturas celulares permanentes
(mieloma), e de produzir anticorpos específicos para um
determinado antigénio (linfócito B). De seguida é
necessário fazer uma seleção de hibridomas e aqueles
que produziram o anticorpo pretendido são isolados e,
após a sua clonagem, obtém-se anticorpos monoclonais.

A produção de anticorpos monoclonais realiza-se em cinco etapas:


- Imunização de um animal, do qual se retira os linfócitos;
- Isolamento de linfócitos B a partir do baço;
- Fusão dos linfócitos B com mielomas;
- Crescimento clonal dos hibridomas;
- Recolha e purificação dos anticorpos monoclonais.
 
Aplicações
-Diagnóstico de doenças ou condições clínicas, como por exemplo: testes de gravidez, hepatite,
raiva, sífilis, etc.
-Imunização passiva, como por exemplo, preparação do soro antitetânico.
-Tratamento do cancro- associação a substâncias tóxicas ou radioativas com destruição das células
cancerígenas.
-Enxertos e transplantes, testes de compatibilidade.
-Antídotos para drogas e venenos.
 
Biotecnologia na produção industrial de substâncias terapêuticas
A biotecnologia permite a obtenção de vários produtos com aplicações terapêuticas, em grandes
quantidades e com baixo custos, por processos de bioconversão.
A bioconversão recorre a células ou microrganismos capazes de realizarem certas reações
químicas de transformação de um determinado composto noutro composto estruturalmente
relacionado, com aplicações terapêuticas e em quantidades industriais, mais favoráveis que a
síntese química e com valor comercial.  Inclui três fases: preparação do material, bioconversão e
recuperação de produtos.
 Vantagens :- permite a obtenção de produtos que resultam de vias metabólicas
complexas; diminui o número de etapas necessárias para a obtenção do produto, o que torna a
sua produção mais rápida e económica; aumenta o grau de especificidade, pureza dos produtos
obtidos, diminuindo o risco de alergia e realizações de transformações que não seriam possíveis
por síntese química e por último, é rentável.
Aplicações - produção de antibióticos; de esteróides; de vitaminas; de vacinas e de
Proteínas humanas
Antibióticos - A biotecnologia tem desenvolvido antibióticos cada vez mais com um maior
espetro de ação, com várias vias de administração e menor risco de provocar reações alergénicas.
São já cerca de 170 os antibióticos  produzidos para tratamentos de infeções bacterianas a partir
dos fungos Penicililum e Aspergulillus e de bactérias Streptomyces e Bacillus.
Esteroides – produzidos a partir de determinados géneros de bactérias e fungos e são
utilizados como contracetivos (estrogénio e progesterona), anti-inflamatórios (cortisona e
hidrocortisona) e anabolizantes.
Vitaminas – São produzidos suplementos vitamínicos por certos géneros de fungos e
bactérias, como por exemplo a vitamina B12 que aparece a integrar medicamentos e na
alimentação dos animais.
Vacinas – Prevenção de doenças infeciosas (hepatite, herpes…)
Proteínas humanas- São obtidas por microrganismos recombinantes.  Exemplos dessas
proteínas são a insulina (controlo da diabetes), fatores de coagulação (hemofilia),
interferão (estimulação da resposta imunitária) e hormonas de crescimento.  
 
 
 

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