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Nome: Geyel de Souza Teixeira

Matricula: 19211080096
Disciplina: sociologia e educação
Polo: Bom Jesus do Itabapoana- UENF

1. Estabeleça a diferença entre: verdade, saber, poder e produção de discursos na


obra de Foucault:

RESOLUÇÃO:

Verdade: Segundo Foucault A verdade pode ser compreendida como um


conjunto de procedimentos regulados e justificados, sendo ela também factual,
pois é constituída a partir da ação do sujeito, na dinâmica das realidades sociais,
cabendo às sociedades o julgamento daquilo que é verdade e do que é falso, do
que é moral e imoral, ético e antiético.

Foucault vai dizer que para ser verdade, ela precisa ser livre (totalmente). Ela não
pode estar vinculada a uma institucionalização porque, desta forma, a verdade
será manipulada, gerando constrangimentos e formas de comportamento.

A verdade é apresentada como elemento intimamente ligado às práticas sociais


que possibilitam a efetivação de dispositivos disciplinares, ou mesmo, de um
regime discursivo.

Saber: o saber em Foucault é mais do que um mero conhecimento, conceito de


saber em Foucault trata de um conjunto ordenado de enunciados e de funções de
enunciação que vão regularizar oque pode e o que não pode ser dito.

Poder: Foucault definiu o poder como relação de forças. Poder é poder de afetar
algo e que, por isso, atravessa os saberes. Nesta inovadora forma de conceber o
poder, este passou a ser compreendido como relacional imanente (intrínseco) ao
espaço social e difuso (não parte somente de um ponto central).

Para Foucault, o poder não é algo que se possa pertencer a alguém. O poder não
possui substância. O poder não é propriedade de alguém. Não é algo, coisa, que
se adquire e que se pode transferir a outrem. Logo, não se fala em essência,
substância ou, até mesmo, em origem do poder.
Produção de discurso: Para Foucault, produzir um discurso é o mesmo que emitir
enunciados sobre a realidade, e para o filósofo esses enunciados emitidos, sejam
eles científicos ou não, obedecem a certos procedimentos que controlam nossas
falas, legitimando umas e outra não.

2. Observando a figura abaixo e com base nas aulas estudadas, explique a


"Pedagogia do Oprimido" de Paulo Freire?

RESOLUÇÃO:

Para Paulo Freire, vivemos numa sociedade dividida em classes, sendo que os
privilégios de uns, impedem que a maioria, usufruam dos bens produzidos e,
coloca como um desses bens produzidos e necessários para concretizar a vocação
humana dos ser mais, a educação, da qual é excluída grande parte da população
do Terceiro Mundo. Refere-se então a dois tipos de pedagogia: a pedagogia dos
dominantes, onde a educação existe como uma prática de dominação a pedagogia
do oprimido, que precisa ser realizada, na qual a educação surgiria como prática
da liberdade.

3. Como os testes psicológicos e as ideias de raça e cultura contribuíram para


justificação de desempenho diferenciado entre os estudantes? Explique como
estes atuam para “mascarar” diferenças de classe?

RESLUÇÃO:

Os testes psicológicos revolucionam o mundo escolar e social ao determinar, por


exemplo, os diferentes níveis de capacidade intelectual das pessoas. É o famoso
QI (quoeficiente intelectual), uma descoberta científica que abala o mundo,
estabelecendo uma nova geração de seres humanos que passa agora a ser definida
em categorias distintas através dos escores obtidos em testes. Assim, o discurso
psicológico da medição cria novos modelos de homem: os superdotados, os
medianamente dotados (aqueles que possuem uma inteligência média ou normal)
e os subdotados.

4. Explique como o humanismo renascentista; a Reforma Protestante e a


Contrarreforma; a consolidação do Estado Nacional e a ascensão da burguesia
como classe hegemônica alteraram o sistema educacional e a institucionalização
da escola na Idade Moderna:

RESLUÇÃO:

O humanismo, a reforma, a contra reforma, a consolidação do estado e a


ascensão da burguesia chegaram na historia da humanidade trazendo uma nova
forma de pensar e agir, ou seja, uma evolução, e diante de determinada
circunstancia havia uma necessidade de uma evolução na educação, Além disso,
foi se construindo gradativamente uma nova imagem da infância e da família. A
criança não poderia ser considerada um adulto em miniatura, ela precisava ser
educada moral e intelectualmente, por isso dever-se-iam criar instituições que
separassem as crianças do mundo adulto, formando-as por meio de uma
disciplina rigorosa, dosando os valores e os saberes que seriam ministrados. A
partir do século XV, os colégios passam a ensinar com uma hierarquia rígida e
autoritária; inclusive esse modelo foi adotado em escolas católicas, protestantes e
leigas. Podemos afirmar que o colégio que se institucionaliza no mundo moderno
é uma instituição de ensino complexa, que exerce uma rigorosa disciplina e
vigilância, enquadrando seus alunos na nova ordem da civilização moderna.

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