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Índice

Polícia Militar do Estado do Tocantins

PM-TO
Soldado do QPPM
A Apostila Preparatória é elaborada antes da publicação do Edital Oficial, com base no último concurso
para este cargo, elaboramos essa apostila a fim que o aluno antecipe seus estudos.
Quando o novo concurso for divulgado aconselhamos a compra de uma nova apostila elaborada de acordo
com o novo Edital.
A antecipação dos estudos é muito importante, porém essa apostila não lhe dá o direito de troca, atualizações
ou quaisquer alterações sofridas no Novo Edital.
ARTIGO DO WILLIAM DOUGLAS

LÍNGUA PORTUGUESA

Leitura, compreensão e interpretação de textos...................................................................................................................1


Estruturação do texto e dos parágrafos.. Articulação do texto: pronomes e expressões referenciais, nexos, operadores
sequenciais. ....................................................................................................................................................................................6
Significação contextual de palavras e expressões...............................................................................................................17
Equivalência e transformação de estruturas......................................................................................................................22
Sintaxe: processos de coordenação e subordinação. Emprego de tempos e modos verbais...........................................26
Pontuação...............................................................................................................................................................................38
Estrutura e formação de palavras.......................................................................................................................................41
Funções das classes de palavras...........................................................................................................................................42
Flexão nominal e verbal........................................................................................................................................................42
Pronomes: emprego, formas de tratamento e colocação...................................................................................................42
Concordância nominal e verbal...........................................................................................................................................75
Regência nominal e verbal. .................................................................................................................................................80
Ocorrência de crase..............................................................................................................................................................86
Ortografia oficial...................................................................................................................................................................90
Acentuação gráfica................................................................................................................................................................93

RACIOCÍNIO LÓGICO

Avaliação da habilidade do candidato em entender a estrutura lógica de relações arbitrárias entre pessoas, lugares,
coisas ou eventos fictícios; deduzir novas informações das relações fornecidas e avaliar as condições usadas para estabelecer
a estrutura daquelas relações. As questões das provas poderão tratar das seguintes áreas: estruturas lógicas; lógica de
argumentação; diagramas lógicos; álgebra e geometria básica.........................................................................................01/32

Didatismo e Conhecimento
Índice

ATUALIDADES E CONHECIMENTOS REGIONAIS

Mundo Contemporâneo: elementos de política internacional e brasileira. Cultura internacional.


Cultura e sociedade brasileira: música, literatura, artes, arquitetura, rádio, cinema, teatro, jornais, revistas e televisão.
Descobertas e inovações científicas na atualidade e seus impactos na sociedade contemporânea. O desenvolvimento
urbano brasileiro..........................................................................................................................................................................01
História e Geografia do Estado do Tocantins; o movimento separatista; a criação do Estado; os governos desde
a criação; Governo e Administração Pública Estadual; divisão política do Estado, clima e vegetação; hidrografia;
atualidades: economia, política, desenvolvimento....................................................................................................................39

NOÇÕES DE DIREITO

DIREITO CONSTITUCIONAL: Dos princípios fundamentais; direitos e deveres individuais e coletivos; garantias
dos direitos individuais, coletivos, sociais e políticos; Da nacionalidade; partidos políticos; Da Administração Pública;
Defesa do Estado e das instituições democráticas: segurança pública; organização da segurança pública; Ordem social.
Normas da Constituição do Estado do Tocantins pertinentes aos Militares do Estado, às policias estaduais e à segurança
pública em geral. .........................................................................................................................................................................01
DIREITO PENAL: Infração penal: elementos, espécies; Sujeito ativo e sujeito passivo da infração penal; Tipicidade,
ilicitude, culpabilidade, punibilidade; Imputabilidade penal. Crimes contra a pessoa; Abuso de Autoridade (Lei nº
4.898/65), Crimes Hediondos (Lei nº 8.072/90). Código Penal (Decreto-lei nº. 2.848, de 7 de dezembro de 1940): Título XI
- Dos Crimes Contra a Administração Pública. .......................................................................................................................47
DIREITOS HUMANOS: histórico dos direitos humanos; aspectos gerais; a Declaração Universal dos Direitos
Humanos. .....................................................................................................................................................................................93
DIREITO PENAL MILITAR: Crime militar: conceito. Da violência contra superior ou oficial de serviço. Do
desrespeito a superior e do vilipêndio a símbolo nacional ou farda.
Da coação irresistível e da obediência hierárquica..........................................................................................................107

NOÇÕES DE INFORMÁTICA

Sistema operacional Windows XP e Windows 7.................................................................................................................01


Microsoft Office: Word 2007, Excel 2007, Power Point 2007 e Microsoft Outlook 2007...............................................18
Conceitos e tecnologias relacionados à Internet e a Correio Eletrônico..........................................................................91
Internet Explorer 8..............................................................................................................................................................103
Conceitos básicos de segurança da informação................................................................................................................106

NORMAS PERTINENTES À PMTO

Lei Complementar Nº 79, de 27/04/2012 – Dispõe sobre a organização básica da Polícia Militar do Estado do Tocantins,
e adota outras providências...........................................................................................................................................................1
Lei nº. 2.578, de 20/04/2012 – Dispõe sobre o Estatuto dos Policiais Militares e Bombeiros Militares do Estado do
Tocantins, e adota outras providências........................................................................................................................................5

REDAÇÃO

Redação.............................................................................................................................................................................01/16

Didatismo e Conhecimento
SAC

Atenção
SAC
Dúvidas de Matéria
A NOVA APOSTILA oferece aos candidatos um serviço diferenciado - SAC (Serviço de Apoio ao Candidato).
O SAC possui o objetivo de auxiliar os candidatos que possuem dúvidas relacionadas ao conteúdo do edital.
O candidato que desejar fazer uso do serviço deverá enviar sua dúvida somente através do e-mail: professores@
novaconcursos.com.br.
Todas as dúvidas serão respondidas pela equipe de professores da Editora Nova, conforme a especialidade da
matéria em questão.
Para melhor funcionamento do serviço, solicitamos a especificação da apostila (apostila/concurso/cargo/Estado/
matéria/página). Por exemplo: Apostila Professor do Estado de São Paulo / Comum à todos os cargos - Disciplina:.
Português - paginas 82,86,90.
Havendo dúvidas em diversas matérias, deverá ser encaminhado um e-mail para cada especialidade, podendo
demorar em média 10 (dez) dias para retornar. Não retornando nesse prazo, solicitamos o reenvio do mesmo.

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Alertamos aos candidatos que para ingressar na carreira pública é necessário dedicação, portanto a NOVA
APOSTILA auxilia no estudo, mas não garante a sua aprovação. Como também não temos vínculos com a
organizadora dos concursos, de forma que inscrições, data de provas, lista de aprovados entre outros independe
de nossa equipe.
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base no primeiro edital do concurso, teremos o COMPROMISSO de enviar gratuitamente a retificação APENAS por
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Didatismo e Conhecimento
Artigo
O conteúdo do artigo abaixo é de responsabilidade do autor William Douglas, autorizado gentilmente e sem cláusula
de exclusividade, para uso do Grupo Nova.
O conteúdo das demais informações desta apostila é de total responsabilidade da equipe do Grupo Nova.

A ETERNA COMPETIÇÃO ENTRE O LAZER E O ESTUDO

Por William Douglas, professor, escritor e juiz federal.

Todo mundo já se pegou estudando sem a menor concentração, pensando nos momentos de lazer, como também já deixou de
aproveitar as horas de descanso por causa de um sentimento de culpa ou mesmo remorso, porque deveria estar estudando.
Fazer uma coisa e pensar em outra causa desconcentração, estresse e perda de rendimento no estudo ou trabalho. Além da
perda de prazer nas horas de descanso.
Em diversas pesquisas que realizei durante palestras e seminários pelo país, constatei que os três problemas mais comuns de
quem quer vencer na vida são:
• medo do insucesso (gerando ansiedade, insegurança),
• falta de tempo e
• “competição” entre o estudo ou trabalho e o lazer.

E então, você já teve estes problemas?


Todo mundo sabe que para vencer e estar preparado para o dia-a-dia é preciso muito conhecimento, estudo e dedicação, mas
como conciliar o tempo com as preciosas horas de lazer ou descanso?
Este e outros problemas atormentavam-me quando era estudante de Direito e depois, quando passei à preparação para concursos
públicos. Não é à toa que fui reprovado em 5 concursos diferentes!
Outros problemas? Falta de dinheiro, dificuldade dos concursos (que pagam salários de até R$ 6.000,00/mês, com status e
estabilidade, gerando enorme concorrência), problemas de cobrança dos familiares, memória, concentração etc.
Contudo, depois de aprender a estudar, acabei sendo 1º colocado em outros 7 concursos, entre os quais os de Juiz de Direito,
Defensor Público e Delegado de Polícia. Isso prova que passar em concurso não é impossível e que quem é reprovado pode “dar a
volta por cima”.
É possível, com organização, disciplina e força de vontade, conciliar um estudo eficiente com uma vida onde haja espaço para
lazer, diversão e pouco ou nenhum estresse. A qualidade de vida associada às técnicas de estudo são muito mais produtivas do que a
tradicional imagem da pessoa trancafiada, estudando 14 horas por dia.
O sucesso no estudo e em provas (escritas, concursos, entrevistas etc.) depende basicamente de três aspectos, em geral,
desprezados por quem está querendo passar numa prova ou conseguir um emprego:
1º) clara definição dos objetivos e técnicas de planejamento e organização;
2º) técnicas para aumentar o rendimento do estudo, do cérebro e da memória;
3º) técnicas específicas sobre como fazer provas e entrevistas, abordando dicas e macetes que a experiência fornece, mas que
podem ser aprendidos.
O conjunto destas técnicas resulta em um aprendizado melhor e em mais sucesso nas provas escritas e orais (inclusive entrevistas).
Aos poucos, pretendemos ir abordando estes assuntos, mas já podemos anotar aqui alguns cuidados e providências que irão
aumentar seu desempenho.
Para melhorar a “briga” entre estudo e lazer, sugiro que você aprenda a administrar seu tempo. Para isto, como já disse, basta
um pouco de disciplina e organização.
O primeiro passo é fazer o tradicional quadro horário, colocando nele todas as tarefas a serem realizadas. Ao invés de servir
como uma “prisão”, este procedimento facilitará as coisas para você. Pra começar, porque vai levá-lo a escolher as coisas que não são
imediatas e a estabelecer suas prioridades. Experimente. Em pouco tempo, você vai ver que isto funciona.
Também é recomendável que você separe tempo suficiente para dormir, fazer algum exercício físico e dar atenção à família ou
ao namoro. Sem isso, o estresse será uma mera questão de tempo. Por incrível que pareça, o fato é que com uma vida equilibrada o
seu rendimento final no estudo aumenta.
Outra dica simples é a seguinte: depois de escolher quantas horas você vai gastar com cada tarefa ou atividade, evite pensar em
uma enquanto está realizando a outra. Quando o cérebro mandar “mensagens” sobre outras tarefas, é só lembrar que cada uma tem
seu tempo definido. Isto aumentará a concentração no estudo, o rendimento e o prazer e relaxamento das horas de lazer.
Aprender a separar o tempo é um excelente meio de diminuir o estresse e aumentar o rendimento, não só no estudo, como em
tudo que fazemos.

*William Douglas é juiz federal, professor universitário, palestrante e autor de mais de 30 obras, dentre elas o best-seller
“Como passar em provas e concursos” . Passou em 9 concursos, sendo 5 em 1º Lugar
www.williamdouglas.com.br
Conteúdo cedido gratuitamente, pelo autor, com finalidade de auxiliar os candidatos.

Didatismo e Conhecimento
LÍNGUA PORTUGUESA
LÍNGUA PORTUGUESA
Interpretar X compreender
LEITURA, COMPREENSÃO E
Interpretar significa
INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS. - Explicar, comentar, julgar, tirar conclusões, deduzir.
- Através do texto, infere-se que...
- É possível deduzir que...
- O autor permite concluir que...
É muito comum, entre os candidatos a um cargo público, a - Qual é a intenção do autor ao afirmar que...
preocupação com a interpretação de textos. Por isso, vão aqui al-
guns detalhes que poderão ajudar no momento de responder às Compreender significa
questões relacionadas a textos. - intelecção, entendimento, atenção ao que realmente está es-
crito.
Texto – é um conjunto de ideias organizadas e relacionadas en- - o texto diz que...
tre si, formando um todo significativo capaz de produzir interação - é sugerido pelo autor que...
comunicativa (capacidade de codificar e decodificar ). - de acordo com o texto, é correta ou errada a afirmação...
- o narrador afirma...
Contexto – um texto é constituído por diversas frases. Em cada
uma delas, há uma certa informação que a faz ligar-se com a an- Erros de interpretação
terior e/ou com a posterior, criando condições para a estruturação
do conteúdo a ser transmitido. A essa interligação dá-se o nome É muito comum, mais do que se imagina, a ocorrência de erros
de contexto. Nota-se que o relacionamento entre as frases é tão de interpretação. Os mais frequentes são:
grande que, se uma frase for retirada de seu contexto original e - Extrapolação (viagem): Ocorre quando se sai do contexto,
analisada separadamente, poderá ter um significado diferente da- acrescentado ideias que não estão no texto, quer por conhecimento
quele inicial. prévio do tema quer pela imaginação.

Intertexto - comumente, os textos apresentam referências di- - Redução: É o oposto da extrapolação. Dá-se atenção apenas
retas ou indiretas a outros autores através de citações. Esse tipo de a um aspecto, esquecendo que um texto é um conjunto de ideias,
recurso denomina-se intertexto. o que pode ser insuficiente para o total do entendimento do tema
desenvolvido.
Interpretação de texto - o primeiro objetivo de uma interpre-
tação de um texto é a identificação de sua ideia principal. A par- - Contradição: Não raro, o texto apresenta ideias contrárias às
tir daí, localizam-se as ideias secundárias, ou fundamentações, as do candidato, fazendo-o tirar conclusões equivocadas e, conse-
argumentações, ou explicações, que levem ao esclarecimento das quentemente, errando a questão.
questões apresentadas na prova.
Observação - Muitos pensam que há a ótica do escritor e a
Normalmente, numa prova, o candidato é convidado a:
ótica do leitor. Pode ser que existam, mas numa prova de concurso,
o que deve ser levado em consideração é o que o autor diz e nada
- Identificar – é reconhecer os elementos fundamentais de
mais.
uma argumentação, de um processo, de uma época (neste caso,
procuram-se os verbos e os advérbios, os quais definem o tempo).
Coesão - é o emprego de mecanismo de sintaxe que relaciona
- Comparar – é descobrir as relações de semelhança ou de
palavras, orações, frases e/ou parágrafos entre si. Em outras pa-
diferenças entre as situações do texto.
- Comentar - é relacionar o conteúdo apresentado com uma lavras, a coesão dá-se quando, através de um pronome relativo,
realidade, opinando a respeito. uma conjunção (NEXOS), ou um pronome oblíquo átono, há uma
- Resumir – é concentrar as ideias centrais e/ou secundárias relação correta entre o que se vai dizer e o que já foi dito.
em um só parágrafo.
- Parafrasear – é reescrever o texto com outras palavras. OBSERVAÇÃO – São muitos os erros de coesão no dia-a-dia
e, entre eles, está o mau uso do pronome relativo e do pronome
Condições básicas para interpretar oblíquo átono. Este depende da regência do verbo; aquele do seu
antecedente. Não se pode esquecer também de que os pronomes
Fazem-se necessários: relativos têm, cada um, valor semântico, por isso a necessidade de
- Conhecimento histórico–literário (escolas e gêneros literá- adequação ao antecedente.
rios, estrutura do texto), leitura e prática; Os pronomes relativos são muito importantes na interpretação
- Conhecimento gramatical, estilístico (qualidades do texto) e de texto, pois seu uso incorreto traz erros de coesão. Assim sen-
semântico; do, deve-se levar em consideração que existe um pronome relativo
Observação – na semântica (significado das palavras) incluem- adequado a cada circunstância, a saber:
-se: homônimos e parônimos, denotação e conotação, sinonímia e - que (neutro) - relaciona-se com qualquer antecedente, mas
antonímia, polissemia, figuras de linguagem, entre outros. depende das condições da frase.
- Capacidade de observação e de síntese e - qual (neutro) idem ao anterior.
- Capacidade de raciocínio. - quem (pessoa)

Didatismo e Conhecimento 1
LÍNGUA PORTUGUESA
- cujo (posse) - antes dele aparece o possuidor e depois o objeto 2-) (PREFEITURA DE SERTÃOZINHO – AGENTE COMU-
possuído. NITÁRIO DE SAÚDE – VUNESP/2012) De acordo com o poe-
- como (modo) ma, é correto afirmar que
- onde (lugar) (A) não se deve ter amigos, pois criar laços de amizade é algo
quando (tempo) ruim.
quanto (montante) (B) amigo que não guarda segredos não merece respeito.
(C) o melhor amigo é aquele que não possui outros amigos.
Exemplo: (D) revelar segredos para o amigo pode ser arriscado.
Falou tudo QUANTO queria (correto) (E) entre amigos, não devem existir segredos.
Falou tudo QUE queria (errado - antes do QUE, deveria apa-
recer o demonstrativo O ). 3-) (GOVERNO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO – SE-
CRETARIA DE ESTADO DA JUSTIÇA – AGENTE PENITEN-
Dicas para melhorar a interpretação de textos CIÁRIO – VUNESP/2013) Leia o poema para responder à ques-
tão.
- Ler todo o texto, procurando ter uma visão geral do assunto;
- Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa a lei- Casamento
tura;
- Ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, ler o texto pelo me- Há mulheres que dizem:
nos duas vezes; Meu marido, se quiser pescar, pesque,
- Inferir; mas que limpe os peixes.
- Voltar ao texto quantas vezes precisar; Eu não. A qualquer hora da noite me levanto,
- Não permitir que prevaleçam suas ideias sobre as do autor; ajudo a escamar, abrir, retalhar e salgar.
- Fragmentar o texto (parágrafos, partes) para melhor com- É tão bom, só a gente sozinhos na cozinha,
preensão; de vez em quando os cotovelos se esbarram,
- Verificar, com atenção e cuidado, o enunciado de cada ques- ele fala coisas como “este foi difícil”
tão; “prateou no ar dando rabanadas”
- O autor defende ideias e você deve percebê-las. e faz o gesto com a mão.
O silêncio de quando nos vimos a primeira vez
Fonte:
atravessa a cozinha como um rio profundo.
http://www.tudosobreconcursos.com/materiais/portugues/co-
Por fim, os peixes na travessa,
mo-interpretar-textos
vamos dormir.
Coisas prateadas espocam:
QUESTÕES
somos noivo e noiva.
(Adélia Prado, Poesia Reunida)
1-) (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAU-
LO - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VUNESP/2013)
O contexto em que se encontra a passagem – Se deixou de bajular A ideia central do poema de Adélia Prado é mostrar que
os príncipes e princesas do século 19, passou a servir reis e ra- (A) as mulheres que amam valorizam o cotidiano e não gostam
inhas do 20 (2.º parágrafo) – leva a concluir, corretamente, que a que os maridos frequentem pescarias, pois acham difícil limpar os
menção a peixes.
(A) príncipes e princesas constitui uma referência em sentido (B) o eu lírico do poema pertence ao grupo de mulheres que
não literal. não gostam de limpar os peixes, embora valorizem os esbarrões de
(B) reis e rainhas constitui uma referência em sentido não li- cotovelos na cozinha.
teral. (C) há mulheres casadas que não gostam de ficar sozinhas com
(C) príncipes, princesas, reis e rainhas constitui uma referência seus maridos na cozinha, enquanto limpam os peixes.
em sentido não literal. (D) as mulheres que amam valorizam os momentos mais sim-
(D) príncipes, princesas, reis e rainhas constitui uma referência ples do cotidiano vividos com a pessoa amada.
em sentido literal. (E) o casamento exige levantar a qualquer hora da noite, para
(E) reis e rainhas constitui uma referência em sentido literal. limpar, abrir e salgar o peixe.

Texto para a questão 2: 4-) (SABESP/SP – ATENDENTE A CLIENTES 01 –


FCC/2014 - ADAPTADA) Atenção: Para responder à questão,
DA DISCRIÇÃO considere o texto abaixo.
Mário Quintana
Não te abras com teu amigo A marca da solidão
Que ele um outro amigo tem. Deitado de bruços, sobre as pedras quentes do chão de pa-
E o amigo do teu amigo ralelepípedos, o menino espia. Tem os braços dobrados e a testa
Possui amigos também... pousada sobre eles, seu rosto formando uma tenda de penumbra
(http://pensador.uol.com.br/poemas_de_amizade) na tarde quente.

Didatismo e Conhecimento 2
LÍNGUA PORTUGUESA
Observa as ranhuras entre uma pedra e outra. Há, dentro de Pela leitura do fragmento acima, é correto afirmar que, em sua
cada uma delas, um diminuto caminho de terra, com pedrinhas e estrutura sintática, houve supressão da expressão
tufos minúsculos de musgos, formando pequenas plantas, ínfimos a) vigilantes.
bonsais só visíveis aos olhos de quem é capaz de parar de viver b) carga.
para, apenas, ver. Quando se tem a marca da solidão na alma, o c) viatura.
mundo cabe numa fresta. d) foi.
e) desviada.
(SEIXAS, Heloísa. Contos mais que mínimos. Rio de Janeiro:
Tinta negra bazar, 2010. p. 47) 8-) (CORREIOS – CARTEIRO – CESPE/2011)
No texto, o substantivo usado para ressaltar o universo reduzi- Um carteiro chega ao portão do hospício e grita:
do no qual o menino detém sua atenção é — Carta para o 9.326!!!
(A) fresta. Um louco pega o envelope, abre-o e vê que a carta está em
(B) marca. branco, e um outro pergunta:
(C) alma. — Quem te mandou essa carta?
(D) solidão. — Minha irmã.
(E) penumbra. — Mas por que não está escrito nada?
— Ah, porque nós brigamos e não estamos nos falando!
5-) (ANCINE – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CES- Internet: <www.humortadela.com.br/piada> (com adapta-
PE/2012) ções).
O riso é tão universal como a seriedade; ele abarca a tota- O efeito surpresa e de humor que se extrai do texto acima
lidade do universo, toda a sociedade, a história, a concepção de decorre
mundo. É uma verdade que se diz sobre o mundo, que se estende A) da identificação numérica atribuída ao louco.
a todas as coisas e à qual nada escapa. É, de alguma maneira, B) da expressão utilizada pelo carteiro ao entregar a carta no
o aspecto festivo do mundo inteiro, em todos os seus níveis, uma hospício.
espécie de segunda revelação do mundo. C) do fato de outro louco querer saber quem enviou a carta.
D) da explicação dada pelo louco para a carta em branco.
Mikhail Bakhtin. A cultura popular na Idade Média e o Re- E) do fato de a irmã do louco ter brigado com ele.
nascimento: o contexto de François Rabelais. São Paulo: Hucitec,
1987, p. 73 (com adaptações). 9-) (CORREIOS – CARTEIRO – CESPE/2011)
Um homem se dirige à recepcionista de uma clínica:
Na linha 1, o elemento “ele” tem como referente textual “O — Por favor, quero falar com o dr. Pedro.
riso”. — O senhor tem hora?
(...) CERTO ( ) ERRADO O sujeito olha para o relógio e diz:
— Sim. São duas e meia.
6-) (ANEEL – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CES- — Não, não... Eu quero saber se o senhor é paciente.
PE/2010) — O que a senhora acha? Faz seis meses que ele não me paga
Só agora, quase cinco meses depois do apagão que atingiu o aluguel do consultório...
pelo menos 1.800 cidades em 18 estados do país, surge uma expli- Internet: <www.humortadela.com.br/piada> (com adapta-
cação oficial satisfatória para o corte abrupto e generalizado de ções).
energia no final de 2009.
Segundo relatório da Agência Nacional de Energia Elétrica No texto acima, a recepcionista dirige-se duas vezes ao ho-
(ANEEL), a responsabilidade recai sobre a empresa estatal Fur- mem para saber se ele
nas, cujas linhas de transmissão cruzam os mais de 900 km que A) verificou o horário de chegada e está sob os cuidados do
separam Itaipu de São Paulo. dr. Pedro.
Equipamentos obsoletos, falta de manutenção e de investi- B) pode indicar-lhe as horas e decidiu esperar o pagamento
mentos e também erros operacionais conspiraram para produzir a do aluguel.
mais séria falha do sistema de geração e distribuição de energia C) tem relógio e sabe esperar.
do país desde o traumático racionamento de 2001. D) marcou consulta e está calmo.
Folha de S.Paulo, Editorial, 30/3/2010 (com adaptações). E) marcou consulta para aquele dia e está sob os cuidados do
dr. Pedro.
Considerando os sentidos e as estruturas linguísticas do texto
acima apresentado, julgue os próximos itens. (GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO – TÉCNICO
A oração “que atingiu pelo menos 1.800 cidades em 18 esta- DA FAZENDA ESTADUAL – FCC/2010 - ADAPTADA) Aten-
dos do país” tem, nesse contexto, valor restritivo. ção: As questões de números 10 a 13 referem-se ao texto abaixo.
(...) CERTO ( ) ERRADO Liderança é uma palavra frequentemente associada a feitos
e realizações de grandes personagens da história e da vida so-
7-) (COLÉGIO PEDRO II/RJ – ASSISTENTE EM ADMI- cial ou, então, a uma dimensão mágica, em que algumas poucas
NISTRAÇÃO – AOCP/2010) “A carga foi desviada e a viatura, pessoas teriam habilidades inatas ou o dom de transformar-se em
com os vigilantes, abandonada em Pirituba, na zona norte de São grandes líderes, capazes de influenciar outras e, assim, obter e
Paulo.” manter o poder.

Didatismo e Conhecimento 3
LÍNGUA PORTUGUESA
Os estudos sobre o tema, no entanto, mostram que a maioria (A) o respeito que os membros de uma equipe devem demons-
das pessoas pode tornar-se líder, ou pelo menos desenvolver con- trar ao acatar as decisões tomadas pelo líder, por resultarem em
sideravelmente as suas capacidades de liderança. benefício de todo o grupo.
Paulo Roberto Motta diz: “líderes são pessoas comuns que (B) a igualdade entre os valores dos integrantes de um grupo
aprendem habilidades comuns, mas que, no seu conjunto, formam devidamente orientado pelo líder e aqueles propostos pela organi-
uma pessoa incomum”. De fato, são necessárias algumas habili- zação a que prestam serviço.
dades, mas elas podem ser aprendidas tanto através das experiên- (C) o trabalho que deverá sempre ser realizado em equipe,
cias da vida, quanto da formação voltada para essa finalidade. de modo que os mais capacitados colaborem com os de menor
O fenômeno da liderança só ocorre na inter-relação; envolve capacidade.
duas ou mais pessoas e a existência de necessidades para serem (D) a criação de interesses mútuos entre membros de uma
atendidas ou objetivos para serem alcançados, que requerem a equipe e de respeito às metas que devem ser alcançadas por todos.
interação cooperativa dos membros envolvidos. Não pressupõe 13-) (GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO – TÉC-
proximidade física ou temporal: pode-se ter a mente e/ou o com- NICO DA FAZENDA ESTADUAL – FCC/2010) Não pressupõe
portamento influenciado por um escritor ou por um líder religioso proximidade física ou temporal ... (4º parágrafo)
que nunca se viu ou que viveu noutra época. [...] A afirmativa acima quer dizer, com outras palavras, que
Se a legitimidade da liderança se baseia na aceitação do po- (A) a presença física de um líder natural é fundamental para
der de influência do líder, implica dizer que parte desse poder en- que seus ensinamentos possam ser divulgados e aceitos.
contra-se no próprio grupo. É nessa premissa que se fundamenta (B) um líder verdadeiramente capaz é aquele que sempre se
a maioria das teorias contemporâneas sobre liderança. atualiza, adquirindo conhecimentos de fontes e de autores diver-
Daí definirem liderança como a arte de usar o poder que exis- sos.
te nas pessoas ou a arte de liderar as pessoas para fazerem o que (C) o aprendizado da liderança pode ser produtivo, mesmo se
se requer delas, da maneira mais efetiva e humana possível. [...] houver distância no tempo e no espaço entre aquele que influencia
(Augusta E.E.H. Barbosa do Amaral e Sandra Souza Pinto. e aquele que é influenciado.
Gestão de pessoas, in Desenvolvimento gerencial na Administra- (D) as influências recebidas devem ser bem analisadas e pos-
ção pública do Estado de São Paulo, org. Lais Macedo de Oliveira tas em prática em seu devido tempo e na ocasião mais propícia.
e Maria Cristina Pinto Galvão, Secretaria de Gestão pública, São
Paulo: Fundap, 2. ed., 2009, p. 290 e 292, com adaptações) 14-) (DETRAN/RN – VISTORIADOR/EMPLACADOR –
FGV PROJETOS/2010)
10-) (GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO – TÉCNI-
CO DA FAZENDA ESTADUAL – FCC/2010) De acordo com o Painel do leitor (Carta do leitor)
texto, liderança Resgate no Chile
(A) é a habilidade de chefiar outras pessoas que não pode ser
desenvolvida por aqueles que somente executam tarefas em seu Assisti ao maior espetáculo da Terra numa operação de sal-
ambiente de trabalho. vamento de vidas, após 69 dias de permanência no fundo de uma
(B) é típica de épocas passadas, como qualidades de heróis da mina de cobre e ouro no Chile.
história da humanidade, que realizaram grandes feitos e se torna- Um a um os mineiros soterrados foram içados com sucesso,
ram poderosos através deles. mostrando muita calma, saúde, sorrindo e cumprimentando seus
(C) vem a ser a capacidade, que pode ser inata ou até mesmo companheiros de trabalho. Não se pode esquecer a ajuda técnica
adquirida, de conseguir resultados desejáveis daqueles que cons- e material que os Estados Unidos, Canadá e China ofereceram
tituem a equipe de trabalho. à equipe chilena de salvamento, num gesto humanitário que só
(D) torna-se legítima se houver consenso em todos os grupos enobrece esses países. E, também, dos dois médicos e dois “socor-
quanto à escolha do líder e ao modo como ele irá mobilizar esses ristas” que, demonstrando coragem e desprendimento, desceram
grupos em torno de seus objetivos pessoais. na mina para ajudar no salvamento.
(Douglas Jorge; São Paulo, SP; www.folha.com.br – painel
11-) (GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO – TÉC- do leitor – 17/10/2010)
NICO DA FAZENDA ESTADUAL – FCC/2010) O texto deixa
claro que Considerando o tipo textual apresentado, algumas expressões
(A) a importância do líder baseia-se na valorização de todo o demonstram o posicionamento pessoal do leitor diante do fato por
grupo em torno da realização de um objetivo comum. ele narrado. Tais marcas textuais podem ser encontradas nos tre-
(B) o líder é o elemento essencial dentro de uma organização, chos a seguir, EXCETO:
pois sem ele não se poderá atingir qualquer meta ou objetivo. A) “Assisti ao maior espetáculo da Terra...”
(C) pode não haver condições de liderança em algumas equi- B) “... após 69 dias de permanência no fundo de uma mina de
pes, caso não se estabeleçam atividades específicas para cada um cobre e ouro no Chile.”
de seus membros. C) “Não se pode esquecer a ajuda técnica e material...”
(D) a liderança é um dom que independe da participação dos D) “... gesto humanitário que só enobrece esses países.”
componentes de uma equipe em um ambiente de trabalho. E) “... demonstrando coragem e desprendimento, desceram na
mina...”
12-) (GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO – TÉC-
NICO DA FAZENDA ESTADUAL – FCC/2010) O fenômeno da (DCTA – TÉCNICO 1 – SEGURANÇA DO TRABALHO
liderança só ocorre na inter-relação ... (4º parágrafo) – VUNESP/2013 - ADAPTADA) Leia o texto para responder às
No contexto, inter-relação significa questões de números 15 a 17.

Didatismo e Conhecimento 4
LÍNGUA PORTUGUESA
Férias na Ilha do Nanja A charge anterior é de Luiz Carlos Coutinho, cartunista mi-
Meus amigos estão fazendo as malas, arrumando as malas neiro mais conhecido como Caulos. É correto afirmar que o tema
nos seus carros, olhando o céu para verem que tempo faz, pensan- apresentado é
do nas suas estradas – barreiras, pedras soltas, fissuras* – sem fa- (A) a oposição entre o modo de pensar e agir.
lar em bandidos, milhões de bandidos entre as fissuras, as pedras (B) a rapidez da comunicação na Era da Informática.
soltas e as barreiras... (C) a comunicação e sua importância na vida das pessoas.
Meus amigos partem para as suas férias, cansados de tanto (D) a massificação do pensamento na sociedade moderna.
trabalho; de tanta luta com os motoristas da contramão; enfim,
cansados, cansados de serem obrigados a viver numa grande ci- Resolução
dade, isto que já está sendo a negação da própria vida.
E eu vou para a Ilha do Nanja. 1-)
Eu vou para a Ilha do Nanja para sair daqui. Passarei as Pela leitura do texto infere-se que os “reis e rainhas” do sécu-
férias lá, onde, à beira das lagoas verdes e azuis, o silêncio cresce
lo 20 são as personalidades da mídia, os “famosos” e “famosas”.
como um bosque. Nem preciso fechar os olhos: já estou vendo
Quanto a príncipes e princesas do século 19, esses eram da corte,
os pescadores com suas barcas de sardinha, e a moça à janela a
literalmente.
namorar um moço na outra janela de outra ilha.
(Cecília Meireles, O que se diz e o que se entende. Adaptado)
*fissuras: fendas, rachaduras RESPOSTA: “B”.

15-) (DCTA – TÉCNICO 1 – SEGURANÇA DO TRABA- 2-)


LHO – VUNESP/2013) No primeiro parágrafo, ao descrever a Pela leitura do poema identifica-se, apenas, a informação con-
maneira como se preparam para suas férias, a autora mostra que tida na alternativa: revelar segredos para o amigo pode ser arris-
seus amigos estão cado.
(A) serenos.
(B) descuidados. RESPOSTA: “D”.
(C) apreensivos.
(D) indiferentes. 3-)
(E) relaxados. Pela leitura do texto percebe-se, claramente, que a autora narra
um momento simples, mas que é prazeroso ao casal.
16-) (DCTA – TÉCNICO 1 – SEGURANÇA DO TRABA-
LHO – VUNESP/2013) De acordo com o texto, pode-se afirmar RESPOSTA: “D”.
que, assim como seus amigos, a autora viaja para 4-)
(A) visitar um lugar totalmente desconhecido. Com palavras do próprio texto responderemos: o mundo cabe
(B) escapar do lugar em que está. numa fresta.
(C) reencontrar familiares queridos.
(D) praticar esportes radicais. RESPOSTA: “A”.
(E) dedicar-se ao trabalho.
5-)
17-) Ao descrever a Ilha do Nanja como um lugar onde, “à Vamos ao texto: O riso é tão universal como a seriedade; ele
beira das lagoas verdes e azuis, o silêncio cresce como um bosque” abarca a totalidade do universo (...). Os termos relacionam-se. O
(último parágrafo), a autora sugere que viajará para um lugar
pronome “ele” retoma o sujeito “riso”.
(A) repulsivo e populoso.
(B) sombrio e desabitado.
RESPOSTA: “CERTO”.
(C) comercial e movimentado.
(D) bucólico e sossegado.
(E) opressivo e agitado. 6-)
Voltemos ao texto: “depois do apagão que atingiu pelo menos
18-) (POLÍCIA MILITAR/TO – SOLDADO – CONSUL- 1.800 cidades”. O “que” pode ser substituído por “o qual”, portan-
PLAN/2013 - ADAPTADA) Texto para responder à questão. to, trata-se de um pronome relativo (oração subordinada adjetiva).
Quando há presença de vírgula, temos uma adjetiva explicativa
(generaliza a informação da oração principal. A construção seria:
“do apagão, que atingiu pelo menos 1800 cidades em 18 estados
do país”); quando não há, temos uma adjetiva restritiva (restringe,
delimita a informação – como no caso do exercício).

RESPOSTA: “CERTO’.

7-)
“A carga foi desviada e a viatura, com os vigilantes, abando-
(Adail et al II. Antologia brasileira de humor. Volume 1. Porto nada em Pirituba, na zona norte de São Paulo.” Trata-se da figura
Alegre: L&PM, 1976. p. 95.) de linguagem (de construção ou sintaxe) “zeugma”, que consis-

Didatismo e Conhecimento 5
LÍNGUA PORTUGUESA
te na omissão de um termo já citado anteriormente (diferente da 15-)
elipse, que o termo não é citado, mas facilmente identificado). No “pensando nas suas estradas – barreiras, pedras soltas, fissuras
enunciado temos a narração de que a carga foi desviada e de que a – sem falar em bandidos, milhões de bandidos entre as fissuras, as
viatura foi abandonada. pedras soltas e as barreiras...” = pensar nessas coisas, certamente,
deixa-os apreensivos.
RESPOSTA: “D”.
8-) RESPOSTA: “C”.
Geralmente o efeito de humor desses gêneros textuais aparece 16-)
no desfecho da história, ao final, como nesse: “Ah, porque nós Eu vou para a Ilha do Nanja para sair daqui = resposta da
brigamos e não estamos nos falando”. própria autora!

RESPOSTA: “D”. RESPOSTA: “B”.

9-) 17-)
“O senhor tem hora? (...) Não, não... Eu quero saber se o se- Pela descrição realizada, o lugar não tem nada de ruim.
nhor é paciente” = a recepcionista quer saber se ele marcou horário
e se é paciente do Dr. Pedro. RESPOSTA: “D”.

RESPOSTA: “E”. 18-)


Questão que envolve interpretação “visual”! Fácil. Basta ob-
10-) servar o que as personagens “dizem” e o que “pensam”.
Utilizando trechos do próprio texto, podemos chegar à con-
clusão: O fenômeno da liderança só ocorre na inter-relação; en- RESPOSTA: “A”.
volve duas ou mais pessoas e a existência de necessidades para
serem atendidas ou objetivos para serem alcançados, que requerem
a interação cooperativa dos membros envolvidos = equipe ESTRUTURAÇÃO DO TEXTO
E DOS PARÁGRAFOS.
RESPOSTA: “C”. ARTICULAÇÃO DO TEXTO:
PRONOMES E EXPRESSÕES
11-) REFERENCIAIS, NEXOS,
O texto deixa claro que a importância do líder baseia-se na OPERADORES SEQUENCIAIS.
valorização de todo o grupo em torno da realização de um objetivo
comum.

RESPOSTA: “A”. Para escrever um texto, necessitamos de técnicas que impli-


cam no domínio de capacidades linguísticas. Temos dois momen-
12-) tos: o de formular pensamentos (o que se quer dizer) e o de expres-
Pela leitura do texto, dentre as alternativas apresentadas, a que sá-los por escrito (o escrever propriamente dito). Fazer um texto,
está coerente com o sentido dado à palavra “inter-relação” é: “a seja ele de que tipo for, não significa apenas escrever de forma
criação de interesses mútuos entre membros de uma equipe e de correta, mas sim, organizar ideias sobre determinado assunto.
respeito às metas que devem ser alcançadas por todos”. E para expressarmos por escrito, existem alguns modelos de
expressão escrita: Descrição – Narração – Dissertação
RESPOSTA: “D”.
Descrição
13-)
Não pressupõe proximidade física ou temporal = o aprendi- - expõe características dos seres ou das coisas, apresenta uma
zado da liderança pode ser produtivo, mesmo se houver distância visão;
no tempo e no espaço entre aquele que influencia e aquele que é - é um tipo de texto figurativo;
influenciado. - retrato de pessoas, ambientes, objetos;
- predomínio de atributos;
RESPOSTA: “C”. - uso de verbos de ligação;
- frequente emprego de metáforas, comparações e outras
14-) figuras de linguagem;
Em todas as alternativas há expressões que representam a opi- - tem como resultado a imagem física ou psicológica.
nião do autor: Assisti ao maior espetáculo da Terra / Não se pode
esquecer / gesto humanitário que só enobrece / demonstrando co- Narração
ragem e desprendimento.
- expõe um fato, relaciona mudanças de situação, aponta
RESPOSTA: “B”. antes, durante e depois dos acontecimentos (geralmente);

Didatismo e Conhecimento 6
LÍNGUA PORTUGUESA
- é um tipo de texto sequencial; - que todas as frases expõem ocorrências simultâneas (ao
- relato de fatos; mesmo tempo que gastava duas horas para reter aquilo que os ou-
- presença de narrador, personagens, enredo, cenário, tempo; tros levavam trinta ou cinquenta minutos, Raimundo tinha grande
- apresentação de um conflito; medo ao pai);
- uso de verbos de ação; - por isso, não existe uma ocorrência que possa ser conside-
- geralmente, é mesclada de descrições; rada cronologicamente anterior a outra do ponto de vista do relato
- o diálogo direto é frequente. (no nível dos acontecimentos, entrar na escola é cronologicamente
Dissertação anterior a retirarse dela; no nível do relato, porém, a ordem dessas
duas ocorrências é indiferente: o que o escritor quer é explicitar
- expõe um tema, explica, avalia, classifica, analisa; uma característica do menino, e não traçar a cronologia de suas
- é um tipo de texto argumentativo. ações);
- defesa de um argumento: - ainda que se fale de ações (como entrava, retiravase), todas
a) apresentação de uma tese que será defendida, elas estão no pretérito imperfeito, que indica concomitância em
b) desenvolvimento ou argumentação, relação a um marco temporal instalado no texto (no caso, o ano de
c) fechamento; 1840, em que o escritor frequentava a escola da rua da Costa) e,
- predomínio da linguagem objetiva; portanto, não denota nenhuma transformação de estado;
- prevalece a denotação. - se invertêssemos a sequência dos enunciados, não correría-
mos o risco de alterar nenhuma relação cronológica poderíamos
Descrição mesmo colocar o últímo período em primeiro lugar e ler o texto
do fim para o começo: O mestre era mais severo com ele do que
É a representação com palavras de um objeto, lugar, situa- conosco. Entrava na escola depois do pai e retirava-se antes...
ção ou coisa, onde procuramos mostrar os traços mais particulares
ou individuais do que se descreve. É qualquer elemento que seja Evidentemente, quando se diz que a ordem dos enunciados
apreendido pelos sentidos e transformado, com palavras, em ima- pode ser invertida, está-se pensando apenas na ordem cronológica,
gens. pois, como veremos adiante, a ordem em que os elementos são
descritos produz determinados efeitos de sentido.
Sempre que se expõe com detalhes um objeto, uma pessoa
Quando alteramos a ordem dos enunciados, precisamos fazer
ou uma paisagem a alguém, está fazendo uso da descrição. Não é
certas modificações no texto, pois este contém anafóricos (pala-
necessário que seja perfeita, uma vez que o ponto de vista do ob-
vras que retomam o que foi dito antes, como ele, os, aquele, etc. ou
servador varia de acordo com seu grau de percepção. Dessa forma,
catafóricos (palavras que anunciam o que vai ser dito, como este,
o que será importante ser analisado para um, não será para outro.
etc.), que podem perder sua função e assim não ser compreendi-
A vivência de quem descreve também influencia na hora de
dos. Se tomarmos uma descrição como As flores manifestavam
transmitir a impressão alcançada sobre determinado objeto, pes- todo o seu esplendor. O Sol fazia-as brilhar, ao invertermos a
soa, animal, cena, ambiente, emoção vivida ou sentimento. ordem das frases, precisamos fazer algumas alterações, para que o
texto possa ser compreendido: O Sol fazia as flores brilhar. Elas
Exemplos: manifestavam todo o seu esplendor. Como, na versão original, o
pronome oblíquo as é um anafórico que retoma flores, se alterar-
(I) “De longe via a aleia onde a tarde era clara e redonda. Mas mos a ordem das frases ele perderá o sentido. Por isso, precisamos
a penumbra dos ramos cobria o atalho. mudar a palavra flores para a primeira frase e retomá-la com o
Ao seu redor havia ruídos serenos, cheiro de árvores, peque- anafórico elas na segunda.
nas surpresas entre os cipós. Todo o jardim triturado pelos instan- Por todas essas características, dizse que o fragmento do con-
tes já mais apressados da tarde. De onde vinha o meio sonho pelo to de Machado é descritivo. Descrição é o tipo de texto em que
qual estava rodeada? Como por um zunido de abelhas e aves. Tudo se expõem características de seres concretos (pessoas, objetos, si-
era estranho, suave demais, grande demais.” tuações, etc.) consideradas fora da relação de anterioridade e de
posterioridade.
(extraído de “Amor”, Laços de Família, Clarice Lispector)
Características:
(II) Chamavase Raimundo este pequeno, e era mole, aplicado,
inteligência tarda. Raimundo gastava duas horas em reter aquilo - Ao fazer a descrição enumeramos características, compara-
que a outros levava apenas trinta ou cinquenta minutos; vencia ções e inúmeros elementos sensoriais;
com o tempo o que não podia fazer logo com o cérebro. Reunia a - As personagens podem ser caracterizadas física e psicologi-
isso grande medo ao pai. Era uma criança fina, pálida, cara doente; camente, ou pelas ações;
raramente estava alegre. Entrava na escola depois do pai e retirava- - A descrição pode ser considerada um dos elementos consti-
se antes. O mestre era mais severo com ele do que conosco. tutivos da dissertação e da argumentação;
(Machado de Assis. “Conto de escola”. Contos. 3ed. São - é impossível separar narração de descrição;
Paulo, Ática, 1974, págs. 3132.) - O que se espera não é tanto a riqueza de detalhes, mas sim
a capacidade de observação que deve revelar aquele que a realiza.
Esse texto traça o perfil de Raimundo, o filho do professor da - Utilizam, preferencialmente, verbos de ligação. Exemplo:
escola que o escritor frequentava. “(...) Ângela tinha cerca de vinte anos; parecia mais velha pelo
Devese notar: desenvolvimento das proporções. Grande, carnuda, sanguínea e

Didatismo e Conhecimento 7
LÍNGUA PORTUGUESA
fogosa, era um desses exemplares excessivos do sexo que pare- “Era o Sr. Lemos um velho de pequena estatura, não muito
cem conformados expressamente para esposas da multidão (...)” gordo, mas rolho e bojudo como um vaso chinês. Apesar de seu
(Raul Pompéia – O Ateneu) corpo rechonchudo, tinha certa vivacidade buliçosa e saltitante que
- Como na descrição o que se reproduz é simultâneo, não exis- lhe dava petulância de rapaz e casava perfeitamente com os olhi-
te relação de anterioridade e posterioridade entre seus enunciados. nhos de azougue.”
(José de Alencar - Senhora)
- Devemse evitar os verbos e, se isso não for possível, que se
- Uso de advérbios de localização espacial. Exemplo:
usem então as formas nominais, o presente e o pretério imperfeito
do indicativo, dando-se sempre preferência aos verbos que indi- “Até os onze anos, eu morei numa casa, uma casa velha, e essa
quem estado ou fenômeno. casa era assim: na frente, uma grade de ferro; depois você entrava
- Todavia deve predominar o emprego das comparações, dos tinha um jardinzinho; no final tinha uma escadinha que devia ter
adjetivos e dos advérbios, que conferem colorido ao texto. uns cinco degraus; aí você entrava na sala da frente; dali tinha um
corredor comprido de onde saíam três portas; no final do corredor
tinha a cozinha, depois tinha uma escadinha que ia dar no quintal e
A característica fundamental de um texto descritivo é essa ine-
atrás ainda tinha um galpão, que era o lugar da bagunça...”
xistência de progressão temporal. Podese apresentar, numa descri- (Entrevista gravada para o Projeto NURC/RJ)
ção, até mesmo ação ou movimento, desde que eles sejam sempre
simultâneos, não indicando progressão de uma situação anterior Recursos:
para outra posterior. Tanto é que uma das marcas linguísticas da
descrição é o predomínio de verbos no presente ou no pretérito - Usar impressões cromáticas (cores) e sensações térmicas.
imperfeito do indicativo: o primeiro expressa concomitância em Ex: O dia transcorria amarelo, frio, ausente do calor alegre do sol.
relação ao momento da fala; o segundo, em relação a um marco - Usar o vigor e relevo de palavras fortes, próprias, exatas,
concretas. Ex: As criaturas humanas transpareciam um céu sereno,
temporal pretérito instalado no texto.
uma pureza de cristal.
Para transformar uma descrição numa narração, bastaria in- - As sensações de movimento e cor embelezam o poder da
troduzir um enunciado que indicasse a passagem de um estado natureza e a figura do homem. Ex: Era um verde transparente que
anterior para um posterior. No caso do texto II inicial, para trans- deslumbrava e enlouquecia qualquer um.
formá-lo em narração, bastaria dizer: Reunia a isso grande medo - A frase curta e penetrante dá um sentido de rapidez do texto.
do pai. Mais tarde, Iibertouse desse medo... Ex: Vida simples. Roupa simples. Tudo simples. O pessoal, muito
crente.
Características Linguísticas:
A descrição pode ser apresentada sob duas formas:
O enunciado narrativo, por ter a representação de um aconte- Descrição Objetiva: quando o objeto, o ser, a cena, a pas-
cimento, fazer-transformador, é marcado pela temporalidade, na sagem são apresentadas como realmente são, concretamente. Ex:
relação situação inicial e situação final, enquanto que o enunciado “Sua altura é 1,85m. Seu peso, 70kg. Aparência atlética, ombros
descritivo, não tendo transformação, é atemporal. largos, pele bronzeada. Moreno, olhos negros, cabelos negros e
Na dimensão linguística, destacam-se marcas sintático-se- lisos”.
mânticas encontradas no texto que vão facilitar a compreensão: Não se dá qualquer tipo de opinião ou julgamento. Exemplo:
“ A casa velha era enorme, toda em largura, com porta central que
- Predominância de verbos de estado, situação ou indicadores se alcançava por três degraus de pedra e quatro janelas de guilho-
de propriedades, atitudes, qualidades, usados principalmente no tina para cada lado. Era feita de pau-a-pique barreado, dentro de
presente e no imperfeito do indicativo (ser, estar, haver, situar-se, uma estrutura de cantos e apoios de madeira-de-lei. Telhado de
existir, ficar). quatro águas. Pintada de roxo-claro. Devia ser mais velha que Juiz
- Ênfase na adjetivação para melhor caracterizar o que é des- de Fora, provavelmente sede de alguma fazenda que tivesse ficado,
crito; Exemplo: capricho da sorte, na linha de passagem da variante do Caminho
Novo que veio a ser a Rua Principal, depois a Rua Direita – sobre
a qual ela se punha um pouco de esguelha e fugindo ligeiramente
“Era alto, magro, vestido todo de preto, com o pescoço entala-
do alinhamento (...).” (Pedro Nava – Baú de Ossos)
do num colarinho direito. O rosto aguçado no queixo ia-se alargan-
do até à calva, vasta e polida, um pouco amolgado no alto; tingia Descrição Subjetiva: quando há maior participação da emo-
os cabelos que de uma orelha à outra lhe faziam colar por trás da ção, ou seja, quando o objeto, o ser, a cena, a paisagem são transfi-
nuca - e aquele preto lustroso dava, pelo contraste, mais brilho à gurados pela emoção de quem escreve, podendo opinar ou expres-
calva; mas não tingia o bigode; tinha-o grisalho, farto, caído aos sar seus sentimentos. Ex: “Nas ocasiões de aparato é que se podia
cantos da boca. Era muito pálido; nunca tirava as lunetas escuras. tomar pulso ao homem. Não só as condecorações gritavam-lhe no
Tinha uma covinha no queixo, e as orelhas grandes muito despe- peito como uma couraça de grilos. Ateneu! Ateneu! Aristarco todo
era um anúncio; os gestos, calmos, soberanos, calmos, eram de
gadas do crânio.” um rei...” (“O Ateneu”, Raul Pompéia)
(Eça de Queiroz - O Primo Basílio) “(...) Quando conheceu Joca Ramiro, então achou outra es-
perança maior: para ele, Joca Ramiro era único homem, par-de-
- Emprego de figuras (metáforas, metonímias, comparações, frança, capaz de tomar conta deste sertão nosso, mandando por lei,
sinestesias). Exemplo: de sobregoverno.” (Guimarães Rosa – Grande Sertão: Veredas)

Didatismo e Conhecimento 8
LÍNGUA PORTUGUESA
Os efeitos de sentido criados pela disposição dos elementos - Desenvolvimento: detalhes do objeto visto como um todo
descritivos: (externamente) formato, dimensões, material, peso, textura, cor
e brilho.
Como se disse anteriormente, do ponto de vista da progressão - Conclusão: observações de caráter geral referentes a sua uti-
temporal, a ordem dos enunciados na descrição é indiferente, uma lidade ou qualquer outro comentário que envolva o objeto em sua
vez que eles indicam propriedades ou características que ocorrem totalidade.
simultaneamente. No entanto, ela não é indiferente do ponto de
vista dos efeitos de sentido: descrever de cima para baixo ou vice- Descrição de ambientes:
versa, do detalhe para o todo ou do todo para o detalhe cria efeitos
de sentido distintos. - Introdução: comentário de caráter geral.
Observe os dois quartetos do soneto “Retrato Próprio”, de Bo- - Desenvolvimento: detalhes referentes à estrutura global do
cage: ambiente: paredes, janelas, portas, chão, teto, luminosidade e aro-
ma (se houver).
Magro, de olhos azuis, carão moreno, - Desenvolvimento: detalhes específicos em relação a obje-
bem servido de pés, meão de altura, tos lá existentes: móveis, eletrodomésticos, quadros, esculturas ou
triste de facha, o mesmo de figura, quaisquer outros objetos.
nariz alto no meio, e não pequeno. - Conclusão: observações sobre a atmosfera que paira no am-
biente.
Incapaz de assistir num só terreno,
mais propenso ao furor do que à ternura; Descrição de paisagens:
bebendo em níveas mãos por taça escura
de zelos infernais letal veneno. - Introdução: comentário sobre sua localização ou qualquer
outra referência de caráter geral.
Obras de Bocage. Porto, Lello & Irmão, 1968, pág. 497. - Desenvolvimento: observação do plano de fundo (explica-
ção do que se vê ao longe).
O poeta descrevese das características físicas para as caracte-
- Desenvolvimento: observação dos elementos mais próximos
rísticas morais. Se fizesse o inverso, o sentido não seria o mesmo,
do observador explicação detalhada dos elementos que compõem
pois as características físicas perderiam qualquer relevo.
a paisagem, de acordo com determinada ordem.
- Conclusão: comentários de caráter geral, concluindo acerca
O objetivo de um texto descritivo é levar o leitor a visualizar
da impressão que a paisagem causa em quem a contempla.
uma cena. É como traçar com palavras o retrato de um objeto,
lugar, pessoa etc., apontando suas características exteriores, facil-
mente identificáveis (descrição objetiva), ou suas características Descrição de pessoas (I):
psicológicas e até emocionais (descrição subjetiva).
Uma descrição deve privilegiar o uso frequente de adjetivos, - Introdução: primeira impressão ou abordagem de qualquer
também denominado adjetivação. Para facilitar o aprendizado des- aspecto de caráter geral.
ta técnica, sugerese que o concursando, após escrever seu texto, - Desenvolvimento: características físicas (altura, peso, cor da
sublinhe todos os substantivos, acrescentando antes ou depois des- pele, idade, cabelos, olhos, nariz, boca, voz, roupas).
te um adjetivo ou uma locução adjetiva. - Desenvolvimento: características psicológicas (personali-
dade, temperamento, caráter, preferências, inclinações, postura,
Descrição de objetos constituídos de uma só parte: objetivos).
- Conclusão: retomada de qualquer outro aspecto de caráter
- Introdução: observações de caráter geral referentes à proce- geral.
dência ou localização do objeto descrito.
- Desenvolvimento: detalhes (lª parte) formato (comparação Descrição de pessoas (II):
com figuras geométricas e com objetos semelhantes); dimensões
(largura, comprimento, altura, diâmetro etc.) - Introdução: primeira impressão ou abordagem de qualquer
- Desenvolvimento: detalhes (2ª parte) material, peso, cor/ aspecto de caráter geral.
brilho, textura. - Desenvolvimento: análise das características físicas, asso-
- Conclusão: observações de caráter geral referentes a sua uti- ciadas às características psicológicas (1ª parte).
lidade ou qualquer outro comentário que envolva o objeto como - Desenvolvimento: análise das características físicas, asso-
um todo. ciadas às características psicológicas (2ª parte).
- Conclusão: retomada de qualquer outro aspecto de caráter
Descrição de objetos constituídos por várias partes: geral.

- Introdução: observações de caráter geral referentes à proce- A descrição, ao contrário da narrativa, não supõe ação. É uma
dência ou localização do objeto descrito. estrutura pictórica, em que os aspectos sensoriais predominam.
- Desenvolvimento: enumeração e rápidos comentários das Porque toda técnica descritiva implica contemplação e apreen-
partes que compõem o objeto, associados à explicação de como as são de algo objetivo ou subjetivo, o redator, ao descrever, precisa
partes se agrupam para formar o todo. possuir certo grau de sensibilidade. Assim como o pintor capta o

Didatismo e Conhecimento 9
LÍNGUA PORTUGUESA
mundo exterior ou interior em suas telas, o autor de uma descrição enredo foram realizadas pelas personagens. O lugar onde ocorre
focaliza cenas ou imagens, conforme o permita sua sensibilidade. uma ação ou ações  é chamado de espaço, representado no texto
Conforme o objetivo a alcançar, a descrição pode ser não-li- pelos advérbios de lugar.
terária ou literária. Na descrição não-literária, há maior preocu- Além de contar onde, o narrador também pode esclarecer
pação com a exatidão dos detalhes e a precisão vocabular. Por ser “quando” ocorreram as ações da história. Esse elemento da narra-
objetiva, há predominância da denotação. tiva é o tempo, representado no texto narrativo através dos tempos
verbais, mas principalmente pelos advérbios de tempo. É o tempo
Textos descritivos não-literários: A descrição técnica é um que ordena as ações no texto narrativo: é ele que indica ao leitor
tipo de descrição objetiva: ela recria o objeto usando uma lingua- “como” o fato narrado aconteceu.
gem científica, precisa. Esse tipo de texto é usado para descrever A história contada, por isso, passa por uma introdução (parte
aparelhos, o seu funcionamento, as peças que os compõem, para inicial da história, também chamada de prólogo), pelo desenvolvi-
descrever experiências, processos, etc. mento do enredo (é a história propriamente dita, o meio, o “miolo”
Exemplo: da narrativa, também chamada de trama) e termina com a conclu-
são da história (é o final ou epílogo). Aquele que conta a história
Folheto de propaganda de carro é o narrador,  que pode ser pessoal (narra em 1ª pessoa: Eu...) ou
Conforto interno - É impossível falar de conforto sem incluir impessoal (narra em 3ª pessoa: Ele...).
o espaço interno. Os seus interiores são amplos, acomodando tran- Assim, o texto narrativo é sempre estruturado por verbos de
quilamente passageiros e bagagens. O Passat e o Passat Variant ação, por advérbios de tempo, por advérbios de lugar e pelos subs-
possuem direção hidráulica e ar condicionado de elevada capaci- tantivos que nomeiam as personagens, que são os agentes do texto,
dade, proporcionando a climatização perfeita do ambiente. ou seja, aquelas pessoas que fazem as ações expressas pelos ver-
Porta-malas - O compartimento de bagagens possui capacida- bos, formando uma rede: a própria história contada.
de de 465 litros, que pode ser ampliada para até 1500 litros, com o Tudo na narrativa depende do narrador, da voz que conta a
encosto do banco traseiro rebaixado. história.
Tanque - O tanque de combustível é confeccionado em plás-
tico reciclável e posicionado entre as rodas traseiras, para evitar a Elementos Estruturais (I):
deformação em caso de colisão.
- Enredo: desenrolar dos acontecimentos.
Textos descritivos literários: Na descrição literária predo- - Personagens: são seres que se movimentam, se relacionam e
mina o aspecto subjetivo, com ênfase no conjunto de associações dão lugar à trama que se estabelece na ação. Revelam-se por meio
conotativas que podem ser exploradas a partir de descrições de de características físicas ou psicológicas. Os personagens podem
pessoas; cenários, paisagens, espaço; ambientes; situações e coi- ser lineares (previsíveis), complexos, tipos sociais (trabalhador,
sas. Vale lembrar que textos descritivos também podem ocorrer estudante, burguês etc.) ou tipos humanos (o medroso, o tímido, o
tanto em prosa como em verso. avarento etc.), heróis ou antiheróis, protagonistas ou antagonistas.
- Narrador: é quem conta a história.
Narração - Espaço: local da ação. Pode ser físico ou psicológico.
- Tempo: época em que se passa a ação. Cronológico: o tem-
A Narração é um tipo de texto que relata uma história real, po convencional (horas, dias, meses); Psicológico: o tempo inte-
fictícia ou mescla dados reais e imaginários. O texto narrativo rior, subjetivo.
apresenta personagens que atuam em um tempo e em um espaço,
organizados por uma narração feita por um narrador. É uma série Elementos Estruturais (II):
de fatos situados em um espaço e no tempo, tendo mudança de um
estado para outro, segundo relações de sequencialidade e causali- Personagens Quem? Protagonista/Antagonista
dade, e não simultâneos como na descrição. Expressa as relações Acontecimento O quê? Fato
entre os indivíduos, os conflitos e as ligações afetivas entre esses Tempo Quando? Época em que ocorreu o fato
indivíduos e o mundo, utilizando situações que contêm essa vi- Espaço Onde? Lugar onde ocorreu o fato
vência. Modo Como? De que forma ocorreu o fato
Todas as vezes que uma história é contada (é narrada), o narra- Causa Por quê? Motivo pelo qual ocorreu o fato
dor acaba sempre contando onde, quando, como e com quem ocor- Resultado - previsível ou imprevisível.
reu o episódio. É por isso que numa narração predomina a ação: o Final - Fechado ou Aberto.
texto narrativo é um conjunto de ações; assim sendo, a maioria dos
verbos que compõem esse tipo de texto são os verbos de ação. O Esses elementos estruturais combinam-se e articulam-se de
conjunto de ações que compõem o texto narrativo, ou seja, a his- tal forma, que não é possível compreendê-los isoladamente, como
tória que é contada nesse tipo de texto recebe o nome de enredo. simples exemplos de uma narração. Há uma relação de implicação
As ações contidas no texto narrativo são praticadas pelas per- mútua entre eles, para garantir coerência e verossimilhança à his-
sonagens, que são justamente as pessoas envolvidas no episódio tória narrada.
que está sendo contado. As personagens são identificadas (nomea- Quanto aos elementos da narrativa, esses não estão, obrigato-
das) no texto narrativo pelos substantivos próprios. riamente sempre presentes no discurso, exceto as personagens ou
Quando o narrador conta um episódio, às vezes (mesmo sem o fato a ser narrado.
querer) ele acaba contando “onde” (em que lugar)  as ações do

Didatismo e Conhecimento 10
LÍNGUA PORTUGUESA
Exemplo: - Complicação: é a parte do texto em que se inicia propria-
mente a ação. Encadeados, os episódios se sucedem, conduzindo
Porquinhodaíndia ao clímax.
- Clímax: é o ponto da narrativa em que a ação atinge seu
Quando eu tinha seis anos momento crítico, tornando o desfecho inevitável.
Ganhei um porquinhodaíndía. - Desfecho: é a solução do conflito produzido pelas ações dos
Que dor de coração me dava
personagens.
Porque o bichinho só queria estar debaixo do fogão!
Levava ele pra sala
Pra os lugares mais bonitos mais limpinhos Tipos de Personagens:
Ele não gostava:
Queria era estar debaixo do fogão. Os personagens têm muita importância na construção de um
Não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas... texto narrativo, são elementos vitais. Podem ser principais ou se-
O meu porquinhodaíndia foi a minha primeira namorada. cundários, conforme o papel que desempenham no enredo, po-
Manuel Bandeira. Estrela da vida inteira. 4ª ed. Rio de dem ser apresentados direta ou indiretamente.
Janeiro, José Olympio, 1973, pág. 110. A apresentação direta acontece quando o personagem aparece
de forma clara no texto, retratando suas características físicas e/ou
Observe que, no texto acima, há um conjunto de transforma- psicológicas, já a apresentação indireta se dá quando os persona-
ções de situação: ganhar um porquinhodaíndia é passar da situação gens aparecem aos poucos e o leitor vai construindo a sua imagem
de não ter o animalzinho para a de têlo; leválo para a sala ou para com o desenrolar do enredo, ou seja, a partir de suas ações, do que
outros lugares é passar da situação de ele estar debaixo do fogão ela vai fazendo e do modo como vai fazendo.
para a de estar em outros lugares; ele não gostava: “queria era
estar debaixo do fogão” implica a volta à situação anterior; “não
- Em 1ª pessoa:
fazia caso nenhum das minhas ternurinhas” dá a entender que o
menino passava de uma situação de não ser terno com o animalzi-
nho para uma situação de ser; no último verso temse a passagem Personagem Principal: há um “eu” participante que conta a
da situação de não ter namorada para a de ter. história e é o protagonista. Exemplo:
Verifica-se, pois, que nesse texto há um grande conjunto de
mudanças de situação. É isso que define o que se chama o compo- “Parei na varanda, ia tonto, atordoado, as pernas bambas, o
nente narrativo do texto, ou seja, narrativa é uma mudança de es- coração parecendo querer sair-me pela boca fora. Não me atrevia
tado pela ação de alguma personagem, é uma transformação de si- a descer à chácara, e passar ao quintal vizinho. Comecei a andar
tuação. Mesmo que essa personagem não apareça no texto, ela está de um lado para outro, estacando para amparar-me, e andava outra
logicamente implícita. Assim, por exemplo, se o menino ganhou vez e estacava.”
um porquinhodaíndia, é porque alguém lhe deu o animalzinho. (Machado de Assis. Dom Casmurro)
Assim, há basicamente, dois tipos de mudança: aquele em que
alguém recebe alguma coisa (o menino passou a ter o porquinhoda Observador: é como se dissesse: É verdade, pode acreditar,
índia) e aquele alguém perde alguma coisa (o porquinho perdia, a
eu estava lá e vi. Exemplo:
cada vez que o menino o levava para outro lugar, o espaço confor-
tável de debaixo do fogão). Assim, temos dois tipos de narrativas:
de aquisição e de privação. “Batia nos noventa anos o corpo magro, mas sempre teso do
Jango Jorge, um que foi capitão duma maloca de contrabandista
Existem três tipos de foco narrativo: que fez cancha nos banhados do Ibirocaí.
Esse gaúcho desabotinado levou a existência inteira a cruzar
- Narrador-personagem: é aquele que conta a história na os campos da fronteira; à luz do Sol, no desmaiado da Lua, na
qual é participante. Nesse caso ele é narrador e personagem ao escuridão das noites, na cerração das madrugadas...; ainda que
mesmo tempo, a história é contada em 1ª pessoa. chovesse reiúnos acolherados ou que ventasse como por alma de
- Narrador-observador: é aquele que conta a história como padre, nunca errou vau, nunca perdeu atalho, nunca desandou cru-
alguém que observa tudo que acontece e transmite ao leitor, a his- zada!...
tória é contada em 3ª pessoa. (...)
- Narrador-onisciente: é o que sabe tudo sobre o enredo e as Aqui há poucos – coitado! – pousei no arranchamento dele.
personagens, revelando seus pensamentos e sentimentos íntimos. Casado ou doutro jeito, afamilhado. Não no víamos desde muito
Narra em 3ª pessoa e sua voz, muitas vezes, aparece misturada
tempo. (...)
com pensamentos dos personagens (discurso indireto livre).
Fiquei verdeando, à espera, e fui dando um ajutório na matan-
Estrutura: ça dos leitões e no tiramento dos assados com couro.
(J. Simões Lopes Neto – Contrabandista)
- Apresentação: é a parte do texto em que são apresentados
alguns personagens e expostas algumas circunstâncias da história, - Em 3ª pessoa:
como o momento e o lugar onde a ação se desenvolverá.

Didatismo e Conhecimento 11
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Onisciente: não há um eu que conta; é uma terceira pessoa. Caso de Desquite
Exemplo:
“Devia andar lá pelos cinco anos e meio quando a fantasiaram __ Vexame de incomodar o doutor (a mão trêmula na boca).
de borboleta. Por isso não pôde defender-se. E saiu à rua com ar Veja, doutor, este velho caducando. Bisavô, um neto casado. Agora
menos carnavalesco deste mundo, morrendo de vergonha da malha com mania de mulher. Todo velho é sem-vergonha.
__ Dobre a língua, mulher. O hominho é muito bom. Só não
de cetim, das asas e das antenas e, mais ainda, da cara à mostra,
me pise, fico uma jararaca.
sem máscara piedosa para disfarçar o sentimento impreciso de ri-
__ Se quer sair de casa, doutor, pague uma pensão.
dículo.”
__ Essa aí tem filho emancipado. Criei um por um, está bom?
(Ilka Laurito. Sal do Lírico) Ela não contribuiu com nada, doutor. Só deu de mamar no primei-
ro mês.
Narrador Objetivo: não se envolve, conta a história como __Você desempregado, quem é que fazia roça?
sendo vista por uma câmara ou filmadora. Exemplo: __ Isso naquele tempo. O hominho aqui se espalhava. Fui jo-
gado na estrada, doutor. Desde onze anos estou no mundo sem
Festa ninguém por mim. O céu lá em cima, noite e dia o hominho aqui
na carroça. Sempre o mais sacrificado, está bom?
Atrás do balcão, o rapaz de cabeça pelada e avental olha o __ Se ficar doente, Severino, quem é que o atende?
crioulão de roupa limpa e remendada, acompanhado de dois meni- __ O doutor já viu urubu comer defunto? Ninguém morre só.
nos de tênis branco, um mais velho e outro mais novo, mas ambos Sempre tem um cristão que enterra o pobre.
com menos de dez anos. __ Na sua idade, sem os cuidados de uma mulher...
Os três atravessam o salão, cuidadosamente, mas resoluta- __ Eu arranjo.
mente, e se dirigem para o cômodo dos fundos, onde há seis mesas __ Só a troco de dinheiro elas querem você. Agora tem dois
desertas. cavalos. A carroça e os dois cavalos, o que há de melhor. Vai me
O rapaz de cabeça pelada vai ver o que eles querem. O ho- deixar sem nada?
mem pergunta em quanto fica uma cerveja, dois guaranás e dois __ Você tinha amula e a potranca. A mula vendeu e a potranca,
deixou morrer. Tenho culpa? Só quero paz, um prato de comida e
pãezinhos.
roupa lavada.
__ Duzentos e vinte.
__ Para onde foi a lavadeira?
O preto concentra-se, aritmético, e confirma o pedido. __ Quem?
__Que tal o pão com molho? – sugere o rapaz. __ A mulata.
__ Como? (...)
__ Passar o pão no molho da almôndega. Fica muito mais gos- (Dalton Trevisan – A guerra Conjugal)
toso.
O homem olha para os meninos. Discurso Indireto: o narrador conta o que o personagem diz,
__ O preço é o mesmo – informa o rapaz. sem lhe passar diretamente a palavra. Exemplo:
__ Está certo.
Os três sentam-se numa das mesas, de forma canhestra, como Frio
se o estivessem fazendo pela primeira vez na vida.
O rapaz de cabeça pelada traz as bebidas e os copos e, em se- O menino tinha só dez anos.
guida, num pratinho, os dois pães com meia almôndega cada um. Quase meia hora andando. No começo pensou num bonde.
O homem e (mais do que ele) os meninos olham para dentro dos Mas lembrou-se do embrulhinho branco e bem feito que trazia,
pães, enquanto o rapaz cúmplice se retira. afastou a idéia como se estivesse fazendo uma coisa errada. (Nos
Os meninos aguardam que a mão adulta leve solene o copo de bondes, àquela hora da noite, poderiam roubá-lo, sem que perce-
cerveja até a boca, depois cada um prova o seu guaraná e morde o besse; e depois?... Que é que diria a Paraná?)
Andando. Paraná mandara-lhe não ficar observando as vitri-
primeiro bocado do pão.
nes, os prédios, as coisas. Como fazia nos dias comuns. Ia firme
O homem toma a cerveja em pequenos goles, observando cri-
e esforçando-se para não pensar em nada, nem olhar muito para
teriosamente o menino mais velho e o menino mais novo absorvi-
nada.
dos com o sanduíche e a bebida. __ Olho vivo – como dizia Paraná.
Eles não têm pressa. O grande homem e seus dois meninos. Devagar, muita atenção nos autos, na travessia das ruas. Ele
E permanecem para sempre, humanos e indestrutíveis, sentados ia pelas beiradas. Quando em quando, assomava um guarda nas
naquela mesa. esquinas. O seu coraçãozinho se apertava.
(Wander Piroli) Na estação da Sorocabana perguntou as horas a uma mulher.
Sempre ficam mulheres vagabundeando por ali, à noite. Pelo jar-
Tipos de Discurso: dim, pelos escuros da Alameda Cleveland. Ela lhe deu, ele seguiu.
Ignorava a exatidão de seus cálculos, mas provavelmente faltava
Discurso Direto: o narrador passa a palavra diretamente para mais ou menos uma hora para chegar em casa. Os bondes passa-
o personagem, sem a sua interferência. Exemplo: vam.
(João Antônio – Malagueta, Perus e Bacanaço)

Didatismo e Conhecimento 12
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Discurso Indireto-Livre: ocorre uma fusão entre a fala do - é um texto figurativo, isto é, opera com personagens e fatos
personagem e a fala do narrador. É um recurso relativamente re- concretos (o texto “Porquinho-daíndia» preenche também esse re-
cente. Surgiu com romancistas inovadores do século XX. Exem- quisito);
plo: - as mudanças relatadas estão organizadas de maneira tal que,
A Morte da Porta-Estandarte entre elas, existe sempre uma relação de anterioridade e posterio-
ridade (no texto “Porquinhodaíndia» o fato de ganhar o animal é
Que ninguém o incomode agora. Larguem os seus braços. anterior ao de ele estar debaixo do fogão, que por sua vez é anterior
Rosinha está dormindo. Não acordem Rosinha. Não é preciso se- ao de o menino leválo para a sala, que por seu turno é anterior ao
gurá-lo, que ele não está bêbado... O céu baixou, se abriu... Esse de o porquinhoda-índia voltar ao fogão).
temporal assim é bom, porque Rosinha não sai. Tenham paciên-
cia... Largar Rosinha ali, ele não larga não... Não! E esses tambo- Essa relação de anterioridade e posterioridade é sempre perti-
res? Ui! Que venham... É guerra... ele vai se espalhar... Por que nente num texto narrativo, mesmo que a sequência linear da tem-
não está malhando em sua cabeça?... (...) Ele vai tirar Rosinha da poralidade apareça alterada. Assim, por exemplo, no romance ma-
cama... Ele está dormindo, Rosinha... Fugir com ela, para o fundo chadiano Memórias póstumas de Brás Cubas, quando o narrador
do País... Abraçá-la no alto de uma colina... começa contando sua morte para em seguida relatar sua vida, a
(Aníbal Machado) sequência temporal foi modificada. No entanto, o leitor reconstitui,
ao longo da leitura, as relações de anterioridade e de posteriorida-
Sequência Narrativa: de.
Resumindo: na narração, as três características explicadas
Uma narrativa não tem uma única mudança, mas várias: uma acima (transformação de situações, figuratividade e relações de
coordenase a outra, uma implica a outra, uma subordinase a outra. anterioridade e posterioridade entre os episódios relatados) devem
A narrativa típica tem quatro mudanças de situação: estar presentes conjuntamente. Um texto que tenha só uma ou duas
- uma em que uma personagem passa a ter um querer ou um dessas características não é uma narração.
dever (um desejo ou uma necessidade de fazer algo);
- uma em que ela adquire um saber ou um poder (uma compe- Esquema que pode facilitar a elaboração de seu texto narra-
tência para fazer algo); tivo:
- uma em que a personagem executa aquilo que queria ou de-
via fazer (é a mudança principal da narrativa); - Introdução: citar o fato, o tempo e o lugar, ou seja, o que
- uma em que se constata que uma transformação se deu e em aconteceu, quando e onde.
que se podem atribuir prêmios ou castigos às personagens (geral- - Desenvolvimento: causa do fato e apresentação dos perso-
mente os prêmios são para os bons, e os castigos, para os maus). nagens.
- Desenvolvimento: detalhes do fato.
Toda narrativa tem essas quatro mudanças, pois elas se pres- - Conclusão: consequências do fato.
supõem logicamente. Com efeito, quando se constata a realização
de uma mudança é porque ela se verificou, e ela efetuase porque Caracterização Formal:
quem a realiza pode, sabe, quer ou deve fazêla. Tomemos, por
exemplo, o ato de comprar um apartamento: quando se assina a Em geral, a narrativa se desenvolve na prosa. O aspecto nar-
escritura, realizase o ato de compra; para isso, é necessário poder rativo apresenta, até certo ponto, alguma subjetividade, porquanto
(ter dinheiro) e querer ou dever comprar (respectivamente, querer a criação e o colorido do contexto estão em função da individuali-
deixar de pagar aluguel ou ter necessidade de mudar, por ter sido dade e do estilo do narrador. Dependendo do enfoque do redator, a
despejado, por exemplo). narração terá diversas abordagens. Assim é de grande importância
Algumas mudanças são necessárias para que outras se deem. saber se o relato é feito em primeira pessoa ou terceira pessoa. No
Assim, para apanhar uma fruta, é necessário apanhar um bambu primeiro caso, há a participação do narrador; segundo, há uma in-
ou outro instrumento para derrubála. Para ter um carro, é preciso ferência do último através da onipresença e onisciência.
antes conseguir o dinheiro. Quanto à temporalidade, não há rigor na ordenação dos acon-
tecimentos: esses podem oscilar no tempo, transgredindo o aspecto
Narrativa e Narração linear e constituindo o que se denomina “flashback”. O narrador
que usa essa técnica (característica comum no cinema moderno)
Existe alguma diferença entre as duas? Sim. A narratividade é demonstra maior criatividade e originalidade, podendo observar as
um componente narrativo que pode existir em textos que não são ações ziguezagueando no tempo e no espaço.
narrações. A narrativa é a transformação de situações. Por exem-
plo, quando se diz “Depois da abolição, incentivouse a imigra- Exemplo - Personagens
ção de europeus”, temos um texto dissertativo, que, no entanto,
apresenta um componente narrativo, pois contém uma mudança “Aboletado na varanda, lendo Graciliano Ramos, O Dr.
de situação: do não incentivo ao incentivo da imigração européia. Amâncio não viu a mulher chegar.
Se a narrativa está presente em quase todos os tipos de texto, Não quer que se carpa o quintal, moço?
o que é narração? Estava um caco: mal vestida, cheirando a fumaça, a face es-
A narração é um tipo de narrativa. Tem ela três características: calavrada. Mas os olhos... (sempre guardam alguma coisa do pas-
- é um conjunto de transformações de situação (o texto de Ma- sado, os olhos).”
nuel Bandeira – “Porquinho-da-índia”, como vimos, preenche essa (Kiefer, Charles. A dentadura postiça. Porto Alegre: Mer-
condição); cado Aberto, p. 5O)

Didatismo e Conhecimento 13
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Exemplo - Espaço furioso, contra a corrupção da corte. Mas um príncipe discreto pre-
fere nomear os que se valem do último desses métodos, pois os tais
Considerarei longamente meu pequeno deserto, a redondeza fanáticos sempre se revelam os mais obsequiosos e subservientes à
escura e uniforme dos seixos. Seria o leito seco de algum rio. Não vontade e às paixões do amo. Tendo à sua disposição todos os car-
havia, em todo o caso, como negarlhe a insipidez.” gos, conservamse no poder esses ministros subordinando a maioria
(Linda, Ieda. As amazonas segundo tio Hermann. Porto do senado, ou grande conselho, e, afinal, por via de um expediente
Alegre: Movimento, 1981, p. 51) chamado anistia (cuja natureza lhe expliquei), garantemse contra
futuras prestações de contas e retiramse da vida pública carregados
Exemplo - Tempo com os despojos da nação.
Jonathan Swift. Viagens de Gulliver.
“Sete da manhã. Honorato Madeira acorda e lembrase: a mu- São Paulo, Abril Cultural, 1979, p. 234235.
lher lhe pediu que a chamasse cedo.”
(Veríssimo, Érico. Caminhos Cruzados. p.4) Esse texto explica os três métodos pelos quais um homem
chega a ser primeiroministro, aconselha o príncipe discreto a esco-
lhêlo entre os que clamam contra a corrupção na corte e justifica
Tipologia da Narrativa Ficcional: esse conselho.
Observese que:
- Romance - o texto é temático, pois analisa e interpreta a realidade com
- Conto conceitos abstratos e genéricos (não se fala de um homem particu-
- Crônica lar e do que faz para chegar a ser primeiroministro, mas do homem
- Fábula em geral e de todos os métodos para atingir o poder);
- Lenda - existe mudança de situação no texto (por exemplo, a mu-
- Parábola dança de atitude dos que clamam contra a corrupção da corte no
- Anedota momento em que se tornam primeirosministros);
- Poema Épico - a progressão temporal dos enunciados não tem importân-
cia, pois o que importa é a relação de implicação (clamar contra a
Tipologia da Narrativa NãoFiccional:
corrupção da corte implica ser corrupto depois da nomeação para
primeiroministro).
- Memorialismo
- Notícias
Características:
- Relatos
- História da Civilização
- ao contrário do texto narrativo e do descritivo, ele é temático;
- como o texto narrativo, ele mostra mudanças de situação;
Apresentação da Narrativa:
- ao contrário do texto narrativo, nele as relações de anteriori-
- visual: texto escrito; legendas + desenhos (história em qua- dade e de posterioridade dos enunciados não têm maior importân-
drinhos) e desenhos. cia o que importa são suas relações lógicas: analogia, pertinência,
- auditiva: narrativas radiofonizadas; fitas gravadas e discos. causalidade, coexistência, correspondência, implicação, etc.
- audiovisual: cinema; teatro e narrativas televisionadas. - a estética e a gramática são comuns a todos os tipos de reda-
ção. Já a estrutura, o conteúdo e a estilística possuem característi-
Dissertação cas próprias a cada tipo de texto.
 
A dissertação é uma exposição, discussão ou interpretação de São partes da dissertação: Introdução / Desenvolvimento /
uma determinada ideia. É, sobretudo, analisar algum tema. Pressu- Conclusão.
põe um exame crítico do assunto, lógica, raciocínio, clareza, coe-
rência, objetividade na exposição, um planejamento de trabalho e Introdução: em que se apresenta o assunto; se apresenta a
uma habilidade de expressão. ideia principal, sem, no entanto, antecipar seu desenvolvimento.
É em função da capacidade crítica que se questionam pontos Tipos:
da realidade social, histórica e psicológica do mundo e dos se-
melhantes. Vemos também, que a dissertação no seu significado - Divisão: quando há dois ou mais termos a serem discutidos.
diz respeito a um tipo de texto em que a exposição de uma ideia, Ex: “Cada criatura humana traz duas almas consigo: uma que olha
através de argumentos, é feita com a finalidade de desenvolver um de dentro para fora, outra que olha de fora para dentro...”
conteúdo científico, doutrinário ou artístico. - Alusão Histórica: um fato passado que se relaciona a um
Exemplo: fato presente. Ex: “A crise econômica que teve início no começo
dos anos 80, com os conhecidos altos índices de inflação que a dé-
Há três métodos pelos quais pode um homem chegar a ser pri- cada colecionou, agravou vários dos históricos problemas sociais
meiroministro. O primeiro é saber, com prudência, como servirse do país. Entre eles, a violência, principalmente a urbana, cuja es-
de uma pessoa, de uma filha ou de uma irmã; o segundo, como trair calada tem sido facilmente identificada pela população brasileira.”
ou solapar os predecessores; e o terceiro, como clamar, com zelo - Proposição: o autor explicita seus objetivos.

Didatismo e Conhecimento 14
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- Convite: proposta ao leitor para que participe de alguma - Oposição: abordar um assunto de forma dialética.
coisa apresentada no texto. Ex: Você quer estar “na sua”? Quer se - Exemplificação: dar exemplos.
sentir seguro, ter o sucesso pretendido? Não entre pelo cano! Faça
parte desse time de vencedores desde a escolha desse momento! Conclusão: é uma avaliação final do assunto, um fechamento
- Contestação: contestar uma idéia ou uma situação. Ex: “É integrado de tudo que se argumentou. Para ela convergem todas as
importante que o cidadão saiba que portar arma de fogo não é a ideias anteriormente desenvolvidas.
solução no combate à insegurança.”
- Características: caracterização de espaços ou aspectos. - Conclusão Fechada: recupera a ideia da tese.
- Estatísticas: apresentação de dados estatísticos. Ex: “Em - Conclusão Aberta: levanta uma hipótese, projeta um pen-
1982, eram 15,8 milhões os domicílios brasileiros com televisores. samento ou faz uma proposta, incentivando a reflexão de quem lê.
Hoje, são 34 milhões (o sexto maior parque de aparelhos recepto-
res instalados do mundo). Ao todo, existem no país 257 emisso- Exemplo:
ras (aquelas capazes de gerar programas) e 2.624 repetidoras (que
apenas retransmitem sinais recebidos). (...)” Direito de Trabalho
- Declaração Inicial: emitir um conceito sobre um fato.
- Citação: opinião de alguém de destaque sobre o assunto do Com a queda do feudalismo no século XV, nasce um novo
texto. Ex: “A principal característica do déspota encontra-se no modelo econômico: o capitalismo, que até o século XX agia por
fato de ser ele o autor único e exclusivo das normas e das regras meio da inclusão de trabalhadores e hoje passou a agir por meio
que definem a vida familiar, isto é, o espaço privado. Seu poder, da exclusão. (A)
escreve Aristóteles, é arbitrário, pois decorre exclusivamente de A tendência do mundo contemporâneo é tornar todo o traba-
sua vontade, de seu prazer e de suas necessidades.” lho automático, devido à evolução tecnológica e a necessidade de
- Definição: desenvolve-se pela explicação dos termos que qualificação cada vez maior, o que provoca o desemprego. Outro
compõem o texto. fator que também leva ao desemprego de um sem número de tra-
- Interrogação: questionamento. Ex: “Volta e meia se faz a balhadores é a contenção de despesas, de gastos. (B)
Segundo a Constituição, “preocupada” com essa crise social
pergunta de praxe: afinal de contas, todo esse entusiasmo pelo fu-
que provém dessa automatização e qualificação, obriga que seja
tebol não é uma prova de alienação?”
feita uma lei, em que será dada absoluta garantia aos trabalhado-
- Suspense: alguma informação que faça aumentar a curiosi-
res, de que, mesmo que as empresas sejam automatizadas, não per-
dade do leitor.
derão eles seu mercado de trabalho. (C)
- Comparação: social e geográfica.
Não é uma utopia?!
- Enumeração: enumerar as informações. Ex: “Ação à dis-
Um exemplo vivo são os bóias-frias que trabalham na colheita
tância, velocidade, comunicação, linha de montagem, triunfo das
da cana de açúcar que devido ao avanço tecnológico e a lei do go-
massas, Holocausto: através das metáforas e das realidades que vernador Geraldo Alkmin, defendendo o meio ambiente, proibindo
marcaram esses 100 últimos anos, aparece a verdadeira doença do a queima da cana de açúcar para a colheita e substituindo-os então
século...” pelas máquinas, desemprega milhares deles. (D)
- Narração: narrar um fato. Em troca os sindicatos dos trabalhadores rurais dão cursos de
cabeleleiro, marcenaria, eletricista, para não perderem o mercado
Desenvolvimento: é a argumentação da ideia inicial, de forma de trabalho, aumentando, com isso, a classe de trabalhos informais.
organizada e progressiva. É a parte maior e mais importante do Como ficam então aqueles trabalhadores que passaram à vida
texto. Podem ser desenvolvidos de várias formas: estudando, se especializando, para se diferenciarem e ainda estão
desempregados?, como vimos no último concurso da prefeitura do
- Trajetória Histórica: cultura geral é o que se prova com Rio de Janeiro para “gari”, havia até advogado na fila de inscrição.
este tipo de abordagem. (E)
- Definição: não basta citar, mas é preciso desdobrar a idéia Já que a Constituição dita seu valor ao social que todos têm
principal ao máximo, esclarecendo o conceito ou a definição. o direito de trabalho, cabe aos governantes desse país, que almeja
- Comparação: estabelecer analogias, confrontar situações um futuro brilhante, deter, com urgência esse processo de desní-
distintas. veis gritantes e criar soluções eficazes para combater a crise gene-
- Bilateralidade: quando o tema proposto apresenta pontos ralizada (F), pois a uma nação doente, miserável e desigual, não
favoráveis e desfavoráveis. compete a tão sonhada modernidade. (G)
- Ilustração Narrativa ou Descritiva: narrar um fato ou des-
crever uma cena. 1º Parágrafo – Introdução
- Cifras e Dados Estatísticos: citar cifras e dados estatísticos.
- Hipótese: antecipa uma previsão, apontando para prováveis A. Tema: Desemprego no Brasil.
resultados. Contextualização: decorrência de um processo histórico pro-
- Interrogação: Toda sucessão de interrogações deve apre- blemático.
sentar questionamento e reflexão.
- Refutação: questiona-se praticamente tudo: conceitos, va- 2º ao 6º Parágrafo – Desenvolvimento
lores, juízos.
- Causa e Consequência: estruturar o texto através dos por- B. Argumento 1: Exploram-se dados da realidade que reme-
quês de uma determinada situação. tem a uma análise do tema em questão.

Didatismo e Conhecimento 15
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C. Argumento 2: Considerações a respeito de outro dado da - A propaganda intensiva de cigarros e bebidas tem levado
realidade. muita gente ao vício.
D. Argumento 3: Coloca-se sob suspeita a sinceridade de - A televisão é um dos mais eficazes meios de comunicação
quem propõe soluções. criados pelo homem.
E. Argumento 4: Uso do raciocínio lógico de oposição. - A violência tem aumentado assustadoramente nas cidades e
hoje parece claro que esse problema não pode ser resolvido apenas
7º Parágrafo: Conclusão
pela polícia.
F. Uma possível solução é apresentada.
- O diálogo entre pais e filhos parece estar em crise atualmen-
G. O texto conclui que desigualdade não se casa com moder-
te.
nidade.
- O problema dos sem-terra preocupa cada vez mais a socie-
É bom lembrarmos que é praticamente impossível opinar dade brasileira.
sobre o que não se conhece. A leitura de bons textos é um dos
recursos que permite uma segurança maior no momento de dis- O parágrafo pode processar-se de diferentes maneiras:
sertar sobre algum assunto. Debater e pesquisar são atitudes que
favorecem o senso crítico, essencial no desenvolvimento de um Enumeração: Caracteriza-se pela exposição de uma série de
texto dissertativo. coisas, uma a uma. Presta-se bem à indicação de características,
funções, processos, situações, sempre oferecendo o complemente
Ainda temos: necessário à afirmação estabelecida na frase nuclear. Pode-se enu-
merar, seguindo-se os critérios de importância, preferência, classi-
Tema: compreende o assunto proposto para discussão, o as- ficação ou aleatoriamente.
sunto que vai ser abordado.
Exemplo:
Título: palavra ou expressão que sintetiza o conteúdo discu-
tido.
1- O adolescente moderno está se tornando obeso por várias
Argumentação: é um conjunto de procedimentos linguísticos
com os quais a pessoa que escreve sustenta suas opiniões, de forma causas: alimentação inadequada, falta de exercícios sistemáticos
a torná-las aceitáveis pelo leitor. É fornecer argumentos, ou seja, e demasiada permanência diante de computadores e aparelhos de
razões a favor ou contra uma determinada tese. Televisão.

Estes assuntos serão vistos com mais afinco posteriormente. 2- Devido à expansão das igrejas evangélicas, é grande o nú-
mero de emissoras que dedicam parte da sua programação à veicu-
Alguns pontos essenciais desse tipo de texto são: lação de programas religiosos de crenças variadas.

- toda dissertação é uma demonstração, daí a necessidade de 3-


pleno domínio do assunto e habilidade de argumentação; - A Santa Missa em seu lar.
- em consequência disso, impõem-se à fidelidade ao tema; - Terço Bizantino.
- a coerência é tida como regra de ouro da dissertação;
- Despertar da Fé.
- impõem-se sempre o raciocínio lógico;
- Palavra de Vida.
- a linguagem deve ser objetiva, denotativa; qualquer ambi-
- Igreja da Graça no Lar.
guidade pode ser um ponto vulnerável na demonstração do que se
quer expor. Deve ser clara, precisa, natural, original, nobre, correta
gramaticalmente. O discurso deve ser impessoal (evitar-se o uso 4-
da primeira pessoa). - Inúmeras são as dificuldades com que se defronta o governo
brasileiro diante de tantos desmatamentos, desequilíbrios socioló-
O parágrafo é a unidade mínima do texto e deve apresentar: gicos e poluição.
uma frase contendo a ideia principal (frase nuclear) e uma ou mais - Existem várias razões que levam um homem a enveredar
frases que explicitem tal ideia. pelos caminhos do crime.
Exemplo: “A televisão mostra uma realidade idealizada (ideia - A gravidez na adolescência é um problema seríssimo, porque
central) porque oculta os problemas sociais realmente graves. pode trazer muitas consequências indesejáveis.
(ideia secundária)”. - O lazer é uma necessidade do cidadão para a sua sobrevivên-
Vejamos: cia no mundo atual e vários são os tipos de lazer.
Ideia central: A poluição atmosférica deve ser combatida ur- - O Novo Código Nacional de trânsito divide as faltas em vá-
gentemente.
rias categorias.
Desenvolvimento: A poluição atmosférica deve ser comba-
tida urgentemente, pois a alta concentração de elementos tóxicos Comparação: A frase nuclear pode-se desenvolver através da
põe em risco a vida de milhares de pessoas, sobretudo daquelas comparação, que confronta ideias, fatos, fenômenos e apresenta-
que sofrem de problemas respiratórios: lhes a semelhança ou dessemelhança.

Didatismo e Conhecimento 16
LÍNGUA PORTUGUESA
Exemplo: Depois de delimitar o tema que você vai desenvolver, deve
“A juventude é uma infatigável aspiração de felicidade; a ve- fazer a estruturação do texto.
lhice, pelo contrário, é dominada por um vago e persistente senti-
mento de dor, porque já estamos nos convencendo de que a felici- A estrutura do texto dissertativo constitui-se de:
dade é uma ilusão, que só o sofrimento é real”.
Introdução: deve conter a ideia principal a ser desenvolvida
(Arthur Schopenhauer)
(geralmente um ou dois parágrafos). É a abertura do texto, por
Causa e Consequência: A frase nuclear, muitas vezes, encon-
isso é fundamental. Deve ser clara e chamar a atenção para dois
tra no seu desenvolvimento um segmento causal (fato motivador)
itens básicos: os objetivos do texto e o plano do desenvolvimento.
e, em outras situações, um segmento indicando consequências (fa-
Contém a proposição do tema, seus limites, ângulo de análise e a
tos decorrentes).
hipótese ou a tese a ser defendida.
Exemplos:
Desenvolvimento: exposição de elementos que vão funda-
mentar a ideia principal que pode vir especificada através da argu-
- O homem, dia a dia, perde a dimensão de humanidade que mentação, de pormenores, da ilustração, da causa e da consequên-
abriga em si, porque os seus olhos teimam apenas em ver as coisas cia, das definições, dos dados estatísticos, da ordenação cronológi-
imediatistas e lucrativas que o rodeiam. ca, da interrogação e da citação. No desenvolvimento são usados
tantos parágrafos quantos forem necessários para a completa expo-
- O espírito competitivo foi excessivamente exercido entre sição da ideia. E esses parágrafos podem ser estruturados das cinco
nós, de modo que hoje somos obrigados a viver numa sociedade maneiras expostas acima.
fria e inamistosa. Conclusão: é a retomada da ideia principal, que agora deve
aparecer de forma muito mais convincente, uma vez que já foi fun-
Tempo e Espaço: Muitos parágrafos dissertativos marcam damentada durante o desenvolvimento da dissertação (um pará-
temporal e espacialmente a evolução de ideias, processos. grafo). Deve, pois, conter de forma sintética, o objetivo proposto
Exemplos: na instrução, a confirmação da hipótese ou da tese, acrescida da
argumentação básica empregada no desenvolvimento.
Tempo - A comunicação de massas é resultado de uma lenta
evolução. Primeiro, o homem aprendeu a grunhir. Depois deu um
significado a cada grunhido. Muito depois, inventou a escrita e só
SIGNIFICAÇÃO CONTEXTUAL
muitos séculos mais tarde é que passou à comunicação de massa.
Espaço - O solo é influenciado pelo clima. Nos climas úmidos,
DE PALAVRAS E EXPRESSÕES.
os solos são profundos. Existe nessas regiões uma forte decompo-
sição de rochas, isto é, uma forte transformação da rocha em terra
pela umidade e calor. Nas regiões temperadas e ainda nas mais Na língua portuguesa, uma PALAVRA (do latim parabola, que
frias, a camada do solo é pouco profunda. (Melhem Adas) por sua vez deriva do grego parabolé) pode ser definida como sen-
do um conjunto de letras ou sons de uma língua, juntamente com
Explicitação: Num parágrafo dissertativo pode-se conceituar, a ideia associada a este conjunto.
exemplificar e aclarar as ideias para torná-las mais compreensí-
veis. Sentido Próprio e Figurado das Palavras
Exemplo: “Artéria é um vaso que leva sangue proveniente do Pela própria definição acima destacada podemos perceber que
coração para irrigar os tecidos. Exceto no cordão umbilical e na a palavra é composta por duas partes, uma delas relacionada a sua
ligação entre os pulmões e o coração, todas as artérias contém san- forma escrita e os seus sons (denominada significante) e a outra
gue vermelho-vivo, recém oxigenado. Na artéria pulmonar, porém, relacionada ao que ela (palavra) expressa, ao conceito que ela traz
corre sangue venoso, mais escuro e desoxigenado, que o coração (denominada significado).
remete para os pulmões para receber oxigênio e liberar gás carbô- Em relação ao seu SIGNIFICADO as palavras subdividem-se
nico”. assim:
- Sentido Próprio - é o sentido literal, ou seja, o sentido co-
Antes de se iniciar a elaboração de uma dissertação, deve de- mum que costumamos dar a uma palavra.
limitar-se o tema que será desenvolvido e que poderá ser enfocado - Sentido Figurado - é o sentido “simbólico”, “figurado”, que
sob diversos aspectos. Se, por exemplo, o tema é a questão indíge- podemos dar a uma palavra.
na, ela poderá ser desenvolvida a partir das seguintes ideias: Vamos analisar a palavra cobra utilizada em diferentes con-
textos:
- A violência contra os povos indígenas é uma constante na 1. A cobra picou o menino. (cobra = tipo de réptil peçonhento)
história do Brasil. 2. A sogra dele é uma  cobra. (cobra = pessoa desagradável,
- O surgimento de várias entidades de defesa das populações que adota condutas pouco apreciáveis)
indígenas. 3.  O cara é  cobra  em Física! (cobra = pessoa que conhece
- A visão idealizada que o europeu ainda tem do índio brasi- muito sobre alguma coisa, “expert”)
leiro. No item 1 aplica-se o termo cobra em seu sentido comum
- A invasão da Amazônia e a perda da cultura indígena. (ou literal); nos itens 2 e 3 o termo cobra é aplicado em sentido
figurado.

Didatismo e Conhecimento 17
LÍNGUA PORTUGUESA
Podemos então concluir que um mesmo  significante  (parte João Carlos de Souza Luiz cumpre pena há três anos e dois
concreta) pode ter vários significados (conceitos). meses por assalto. Fransley Lapavani Silva está há sete anos preso
por homicídio. Os dois têm 30 anos. Além dos muros, grades, ca-
Denotação e Conotação deados e detectores de metal, eles têm outros pontos em comum:
- Denotação:  verifica-se quando utilizamos a palavra com o tabuleiros e peças de xadrez.
seu significado primitivo e original, com o sentido do dicionário; O jogo, que eles aprenderam na cadeia, além de uma válvula
usada de modo automatizado; linguagem comum. Veja este exem- de escape para as horas de tédio, tornou-se uma metáfora para o
plo: que pretendem fazer quando estiverem em liberdade.
Cortaram as asas da ave para que não voasse mais. “Quando você vai jogar uma partida de xadrez, tem que
Aqui a palavra em destaque é utilizada em seu sentido pró- pensar duas, três vezes antes. Se você movimenta uma peça er-
prio, comum, usual, literal. rada, pode perder uma peça de muito valor ou tomar um xeque-
-mate, instantaneamente. Se eu for para a rua e movimentar a peça
errada, eu posso perder uma peça muito importante na minha vida,
- DICA - Procure associar Denotação com Dicionário: trata-
como eu perdi três anos na cadeia. Mas, na rua, o problema maior
se de definição literal, quando o termo é utilizado em seu sentido
é tomaro xeque-mate”, afirma João Carlos.
dicionarístico.
O xadrez faz parte da rotina de cerca de dois mil internos em
- Conotação:  verifica-se quando utilizamos a palavra com o
22 unidades prisionais do Espírito Santo. É o projeto “Xadrez que
seu significado secundário, com o sentido amplo (ou simbólico); liberta”. Duas vezes por semana, os presos podem praticar a ativi-
usada de modo criativo, figurado, numa linguagem rica e expressi- dade sob a orientação de servidores da Secretaria de Estado da Jus-
va. Veja este exemplo: tiça (Sejus). Na próxima sexta-feira, será realizado o primeiro tor-
Seria aconselhável cortar as asas deste menino, antes que seja neio fora dos presídios desde que o projeto foi implantado. Vinte e
tarde mais. oito internos de 14 unidades participam da disputa, inclusive João
Já neste caso o termo (asas) é empregado de forma figurada, Carlos e Fransley, que diz que a vitória não é o mais importante.
fazendo alusão à ideia de restrição e/ou controle de ações; discipli- “Só de chegar até aqui já estou muito feliz, porque eu não
na, limitação de conduta e comportamento. esperava. A vitória não é tudo. Eu espero alcançar outras coisas
devido ao xadrez, como ser olhado com outros olhos, como estou
Fonte: sendo olhado de forma diferente aqui no presídio devido ao bom
http://www.tecnolegis.com/estudo-dirigido/oficial-de-justi- comportamento”.
ca-tjm-sp/lingua-portuguesa-sentido-proprio-e-figurado-das-pala- Segundo a coordenadora do projeto, Francyany Cândido Ven-
vras.html turin, o “Xadrez que liberta” tem provocado boas mudanças no
comportamento dos presos. “Tem surtido um efeito positivo por
Questões sobre Denotação e Conotação eles se tornarem uma referência positiva dentro da unidade, já que
cumprem melhor as regras, respeitam o próximo e pensam melhor
01. (Agente de Apoio – Microinformática – VUNESP – nas suas ações, refletem antes de tomar uma atitude”.
2013). Uma frase empregada – exclusivamente – com sentido fi- Embora a Sejus não monitore os egressos que ganham a liber-
gurado é: dade, para saber se mantêm o hábito do xadrez, João Carlos já faz
A) Não é o tipo de companhia que se quer para tomar um planos. “Eu incentivo não só os colegas, mas também minha famí-
vinho ou ir ao cinema. lia. Sou casado e tenho três filhos. Já passei para a minha família:
B) No início de maio, Buffett convidou um sujeito chamado xadrez, quando eu sair para a rua, todo mundo vai ter que aprender
Doug Kass para participar de um dos painéis que compuseram a porque vai rolar até o torneio familiar”.
reunião anual de investidores de sua empresa, a Berkshire Hatha- “Medidas de promoção de educação e que possibilitem que
o egresso saia melhor do que entrou são muito importantes. Nós
way.
não temos pena de morte ou prisão perpétua no Brasil. O preso
C) Buffett queria entender o porquê.
tem data para entrar e data para sair, então ele tem que sair sem
D) Questiona.
retornar para o crime”, analisa o presidente do Conselho Estadual
E) Coloca o dedo na ferida. de Direitos Humanos, Bruno Alves de Souza Toledo.
(Disponível em: www.inapbrasil.com.br/en/noticias/xadrez-
02. (Agente de Apoio Operacional – VUNESP – 2013). As- que-liberta-estrategia-concentracao-e-reeducacao/6/noticias.
sinale a alternativa que apresenta palavra empregada no sentido Acesso em: 18.08.2012. Adaptado)
figurado.
A)...somente eles podem decidir o que vão ou não comprar. Considerando o contexto em que as seguintes frases foram
B) Há consumidores que gastam rios de dinheiro com supér- produzidas, assinale a alternativa em que há emprego figurado das
fluos. palavras.
C)… deve comprar o produto em outro lugar. A) O xadrez faz parte da rotina de cerca de dois mil internos
D)… de onde vem o produto que estamos consumindo… em 22 unidades prisionais do Espírito Santo.
E) Temos de refletir sobre isso para mudar nossas atitudes. B) Além dos muros, grades, cadeados e detectores de metal,
eles têm outros pontos em comum...
03. (Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária – VU- C) Nós não temos pena de morte ou prisão perpétua no Brasil.
NESP – 2013). Leia o texto a seguir. D) “Mas, na rua, o problema maior é tomar o xeque-mate”,
“Xadrez que liberta”: estratégia, concentração e reeducação afirma João Carlos.

Didatismo e Conhecimento 18
LÍNGUA PORTUGUESA
E) Já passei para a minha família: xadrez, quando eu sair para 2) Adolescentes vivendo em famílias que não lhes transmiti-
a rua, todo mundo vai ter que aprender... ram valores sociais altruísticos, formação moral e não lhes impu-
seram limites de disciplina.
04. (Agente de Promotoria – Assessoria – VUNESP – 2013). 3) Associação com grupos de jovens portadores de comporta-
Leia o texto a seguir. mento antissocial.
Na periferia das cidades brasileiras vivem milhões de crian-
Na FLIP, como na Copa ças que se enquadram nessas três condições de risco. Associados à
falta de acesso aos recursos materiais, à desigualdade social, esses
RIO DE JANEIRO – Durante entrevista na Festa Literária fatores de risco criam o caldo de cultura que alimenta a violência
Internacional de Paraty deste ano, o cantor Gilberto Gil criticou crescente nas cidades.
as arquibancadas dos estádios brasileiros em jogos da Copa das Na falta de outra alternativa, damos à criminalidade a resposta
Confederações. do aprisionamento. Porém, seu efeito é passageiro: o criminoso
Poderia ter dito o mesmo sobre a plateia da Tenda dos Autores, fica impedido de delinquir apenas enquanto estiver preso. Ao sair,
para a qual ele e mais de 40 outros se apresentaram. A audiência do estará mais pobre, terá rompido laços familiares e sociais e difi-
evento literário lembra muito a dos eventos Fifa: classe média alta. cilmente encontrará quem lhe dê emprego. Ao mesmo tempo, na
Na Flip, como nas Copas por aqui, pobre só aparece “como prisão, terá criado novas amizades e conexões mais sólidas com o
prestador de serviço”, para citar uma participante de um protesto mundo do crime.
em Paraty, anteontem. Construir cadeias custa caro; administrá-las, mais ainda. Obri-
Como lembrou outro dos convidados da festa literária, o me- gados a optar por uma repressão policial mais ativa, aumentaremos
xicano Juan Pablo Villalobos, esse cenário é “um espelho do que o número de prisioneiros. As cadeias continuarão superlotadas.
é o Brasil”. Seria mais sensato investir em educação, para prevenir a cri-
(Marco Aurélio Canônico, Na Flip, como na Copa. Folha de minalidade e tratar os que ingressaram nela.
S.Paulo, 08.07.2013. Adaptado) Na verdade, não existe solução mágica a curto prazo. Preci-
samos de uma divisão de renda menos brutal, motivar os policiais
O termo espelho está empregado em sentido a executar sua função com dignidade, criar leis que acabem com
A) figurado, significando qualidade. a impunidade dos criminosos bem-sucedidos e construir cadeias
B) próprio, significando modelo. novas para substituir as velhas.
C) figurado, significando advertência. Enquanto não aprendermos a educar e oferecer medidas pre-
D) próprio, significando símbolo. ventivas para que os pais evitem ter filhos que não serão capazes
E) figurado, significando reflexo. de criar, cabe a nós a responsabilidade de integrá-los na sociedade
por meio da educação formal de bom nível, das práticas esportivas
05. (Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária – VU- e da oportunidade de desenvolvimento artístico.
NESP – 2013). Leia o texto a seguir. (Drauzio Varella. In Folha de S.Paulo, 9 mar.2002. Adapta-
do)
Violência epidêmica
Assinale a alternativa em cuja frase foi empregada palavra ou
A violência urbana é uma enfermidade contagiosa. Embora expressão com sentido figurado.
possa acometer indivíduos vulneráveis em todas as classes sociais, A) Tendências agressivas surgem em indivíduos com dificul-
é nos bairros pobres que ela adquire características epidêmicas. dades adaptativas ...(4.º parágrafo)
A prevalência varia de um país para outro e entre as cidades B) A revisão de estudos científicos permite identificar três fa-
de um mesmo país, mas, como regra, começa nos grandes centros tores principais na formação das personalidades com maior incli-
urbanos e se dissemina pelo interior. nação ao comportamento violento... (6.º parágrafo)
As estratégias que as sociedades adotam para combater a vio- C) As estratégias que as sociedades adotam para combater a
lência variam muito e a prevenção das causas evoluiu muito pouco violência variam... (3.º parágrafo)
no decorrer do século 20, ao contrário dos avanços ocorridos no D) ...esses fatores de risco criam o caldo de cultura que ali-
campo das infecções, câncer, diabetes e outras enfermidades. menta a violência crescente nas cidades. (10.º parágrafo)
A agressividade impulsiva é consequência de perturbações E) Os mais vulneráveis são os que tiveram a personalidade
nos mecanismos biológicos de controle emocional. Tendências formada num ambiente desfavorável ao desenvolvimento psicoló-
agressivas surgem em indivíduos com dificuldades adaptativas gico pleno. (5.º parágrafo)
que os tornam despreparados para lidar com as frustrações de seus
desejos. 06. (Agente de Vigilância e Recepção – VUNESP – 2013).
A violência é uma doença. Os mais vulneráveis são os que Considere a tirinha para responder à questão.
tiveram a personalidade formada num ambiente desfavorável ao
desenvolvimento psicológico pleno.
A revisão de estudos científicos permite identificar três fatores
principais na formação das personalidades com maior inclinação
ao comportamento violento:
1) Crianças que apanharam, foram vítimas de abusos, humi-
lhadas ou desprezadas nos primeiros anos de vida.

Didatismo e Conhecimento 19
LÍNGUA PORTUGUESA
O curioso é perceber como o Brasil de muito tempo atrás sabia
disso, e o ensinava por meio de uma imprensa ocupada em ferir
a brutal desigualdade entre os seres e as classes. Ao percorrer o
extenso volume da História da Caricatura Brasileira (Gala Edi-
ções), compreendemos que tal humor primitivo não praticava um
rosário de ofensas pessoais. Naqueles dias, humor parecia ser ape-
nas, e necessariamente, a virulência em relação aos modos opres-
sivos do poder.
A amplitude dessa obra é inédita. Saem da obscuridade os no-
mes que sucederam ao mais aclamado dos artistas a produzir arte
naquele Brasil, Angelo Agostini. Corcundas magros, corcundas
gordos, corcovas com cabeça de burro, todos esses seres compos-
tos em aspecto polimórfico, com expressivo valor gráfico, eram os
responsáveis por ilustrar a subserviência a estender-se pela Corte
Imperial. Contra a escravidão, o comodismo dos bem-postos e dos
covardes imperialistas, esses artistas operavam seu espírito crítico
em jornais de todos os cantos do País.
(Carta Capital.13.02.2013. Adaptado)
(Adão, Folha de S. Paulo, 19.06.2011)
Na frase –… compreendemos que tal humor primitivo não
Observando a tirinha, pode-se afirmar que o termo atropelada praticava um rosário de ofensas pessoais. –, observa-se emprego
foi empregado em sentido de expressão com sentido figurado, o que ocorre também em:
A) próprio, indicando que o marido não é uma pessoa sensível A) O livro sobre a história da caricatura estabelece marcos
e compreensiva com a esposa. inaugurais em relação a essa arte.
B) próprio, indicando que a esposa é vaidosa e sente-se frus- B) O trabalho do caricaturista pareceu tão importante a seus
trada com a perda da beleza. contemporâneos que recebeu o nome de “nova invenção artística.”
C) figurado, indicando que as crianças são tranqüilas, mas exi- C) Manoel de Araújo Porto-Alegre foi o primeiro profissional
gem total disponibilidade da mãe. dessa arte e o primeiro a produzir caricaturas no Brasil.
D) figurado, indicando que o marido recusa-se a realizar as D) O jornal alternativo em 1834 zunia às orelhas de todos e
tarefas domésticas. atacava esta ou aquela personagem da Corte.
E) figurado, indicando que as responsabilidades familiares E) O livro sobre a arte caricatural respeita cronologicamente
comprometeram a juventude da esposa. os acontecimentos da história brasileira, suas temáticas políticas
e sociais.
07. O item em que o termo sublinhado está empregado no
sentido denotativo é: 09. (Analista em Planejamento, Orçamento e Finanças Pú-
A) “Além dos ganhos econômicos, a nova realidade ren- blicas – VUNESP – 2013). Leia o texto a seguir.
deu frutos políticos.”
B) “...com percentuais capazes de causar inveja ao presiden- Tomadas e oboés
te.”
C) “Os genéricos estão abrindo as portas do mercado...” “O do meio, com heliponto, tá vendo?”, diz o taxista, apontan-
D) “...a indústria disparou gordos investimentos.” do o enorme prédio espelhado, do outro lado da marginal: “A parte
E) “Colheu uma revelação surpreendente:...”
elétrica, inteirinha, meu cunhado que fez”. Ficamos admirando o
edifício parcialmente iluminado ao cair da tarde e penso menos no
08. (Analista em C&T Júnior – Administração – VUNESP
tamanho da empreitada do que em nossa variegada humanidade:
– 2013). Leia o texto a seguir.
uns se dedicam à escrita, outros a instalações elétricas,lembro-
O humor deve visar à crítica, não à graça, ensinou Chico Any-
sio, o humorista popular. E disse isso quando lhe solicitaram con- -me do meu tio Augusto, que vive de tocar oboé.“Fio, disjuntor,
siderar o estado atual do riso brasileiro. Nos últimos anos de vida, tomada, tudo!”, insiste o motorista, com tanto orgulho que chega
o escritor contribuía para o cômico apenas em sua porção de ator, a contaminar-me.
impedido pela televisão brasileira de produzir textos. E o que ele Pergunto quantas tomadas ele acha que tem, no prédio todo.
dizia sobre a risada ajuda a entender a acomodação de muitos hu- Há quem ria desse tipo de indagação. Meu taxista, não. É um ho-
moristas contemporâneos. Porque, quando eles humilham aqueles mem sério, eu também, fazemos as contas: uns dez escritórios por
julgados inferiores, os pobres, os analfabetos, os negros, os nor- andar, cada um com umas seis salas, vezes 30 andares. “Cada sala
destinos, todos os oprimidos que parece fácil espezinhar, não fun- tem o quê? Duas tomadas?”
cionam bem como humoristas. O humor deve ser o oposto disto, “Cê tá louco! Muito mais! Hoje em dia, com computador, es-
uma restauração do que é justo, para a qual desancar aqueles em sas coisas? Depois eu pergunto pro meu cunhado, mas pode botar
condições piores do que as suas não vale. Rimos, isso sim, do su- aí pra uma média de seis tomadas/sala.”
perior, do arrogante, daquele que rouba nosso lugar social. Ok: 10 x 6 x 6 x 30 = 10.800. Dez mil e oitocentas tomadas!

Didatismo e Conhecimento 20
LÍNGUA PORTUGUESA
Há 30, 40 anos, uma hora dessas, a maior parte das tomadas Exagero, hipérbole.
já estaria dormindo o sono dos justos, mas a julgar pelo número de 3-) Mas, na rua, o problema maior é tomar o xeque-mate”,
janelas acesas, enquanto volto para casa, lentamente, pela margi- afirma João Carlos.
nal, centenas de trabalhadores suam a camisa, ali no prédio: criam É o lance que põe fim à partida, acaba com a liberdade, no
logotipos, calculam custos para o escoamento da soja, negociam caso.
minério de ferro. Talvez até, quem sabe, deitado num sofá, um
homem escute em seu iPod as notas de um oboé. 4-) O termo espelho está empregado em sentido figurado, sig-
Alegra-me pensar nesse sujeito de olhos fechados, ouvindo nificando reflexo do que é o país.
música. Bom saber que, na correria geral, em meio a tantos profis-
sionais que acreditam estar diretamente envolvidos no movimento 5-) criam o caldo de cultura que alimenta a violência cres-
de rotação da Terra, esse aí reservou-se cinco minutos de contem- cente nas cidades. (10.º parágrafo)
plação. Criam o ambiente, as situações que alimentam, fortalecem a
Está tarde, contudo. Algo não fecha: por que segue no escritó- violência.
rio, esse homem? Por que não voltou para a mulher e os filhos, não
foi para o chope ou o cinema? O homem no sofá, entendo agora, 6-) E) figurado, indicando que as responsabilidades familiares
está ainda mais afundado do que os outros. O momento oboé era comprometeram a juventude da esposa.
apenas uma pausa para repor as energias, logo mais voltará à sua
mesa e a seus logotipos, à soja ou ao minério de ferro. 7-) com percentuais capazes de causar inveja ao presidente.
“Onze mil, cento e cinquenta”, diz o taxista, me mostrando o Sentido denotativo = empregado com o sentido real da palavra
celular. Não entendo. “É o SMS do meu cunhado: 11.150 toma-
das.” 8-) O jornal alternativo em 1834 zunia às orelhas de todos e
Olho o prédio mais uma vez, admirado com a instalação elé- atacava esta ou aquela personagem da Corte.
trica e nossa heteróclita humanidade, enquanto seguimos, feito cá- Zunir: Produzir som forte e áspero. Empregado no sentido de
gados, pela marginal. “gritar” aos leitores as notícias.
(Antonio Prata, Folha de S.Paulo, 06.03.2013. Adaptado)
9-) indispensáveis, que consideram realizar um trabalho de
No trecho do sexto parágrafo – Bom saber que, na correria grande importância.
geral, em meio a tantos profissionais que acreditam estar dire- Comparando-se ao movimento de rotação, que acontece sem
tamente envolvidos no movimento de rotação da Terra, esse aí a intervenção de quaisquer trabalhadores, “importantes” ou não.
reservou-se cinco minutos de contemplação. –, o segmento em
destaque expressa, de modo figurado, um sentido equivalente ao 10-) A dureza dos corações.
da expressão: profissionais que acreditam ser Corações de pessoas que parecem não ter sentimento.
A) incompreendidos, que são obrigados a trabalhar além do
expediente. - Sinônimos
B) desvalorizados, que não são devidamente reconhecidos. São palavras de sentido igual ou aproximado: alfabeto - abe-
C) indispensáveis, que consideram realizar um trabalho de cedário; brado, grito - clamor; extinguir, apagar - abolir.
grande importância. Observação: A contribuição greco-latina é responsável pela
D) metódicos, que gerenciam com rigidez a vida corporativa. existência de numerosos pares de sinônimos: adversário e antago-
E) flexíveis, que sabem valorizar os momentos de ócio. nista; translúcido e diáfano; semicírculo e hemiciclo; contravene-
no e antídoto; moral e ética; colóquio e diálogo; transformação e
10.Assinale a alternativa usada em sentido figurado: metamorfose; oposição e antítese.
A)A dureza das pedras.
B)O perfume das flores. - Antônimos
C)O verde das matas. São palavras de significação oposta: ordem - anarquia; sober-
D)A dureza dos corações. ba - humildade; louvar - censurar; mal - bem.
E)Nenhuma das alternativas anteriores. Observação: A antonímia pode originar-se de um prefixo de
sentido oposto ou negativo: bendizer e maldizer; simpático e anti-
GABARITO pático; progredir e regredir; concórdia e discórdia; ativo e inativo;
esperar e desesperar; comunista e anticomunista; simétrico e assi-
1-E 2-B 3-D 4-E 5-D 6-E 7-B 8-D 9-C 10-D métrico.

COMENTÁRIOS

1-) Coloca o dedo na ferida.


Frase empregada para dizer que acerta o ponto fraco, onde
dói.

2-) Há consumidores que gastam rios de dinheiro com su-


pérfluos.

Didatismo e Conhecimento 21
LÍNGUA PORTUGUESA
Quando são colocados antes do radical, como acontece com
EQUIVALÊNCIA E “a-”, os afixos recebem o nome de prefixos. Quando, como “-ar”,
surgem depois do radical, os afixos são chamados de sufixos.
TRANSFORMAÇÃO DE ESTRUTURAS. Exemplo: in-at-ivo; em-pobr-ecer; inter-nacion-al.

Desinências: são os elementos terminais indicativos das fle-


xões das palavras. Existem dois tipos:
Estrutura e Formação de Palavras - Desinências Nominais: indicam as flexões de gênero (mas-
culino e feminino) e de número (singular e plural) dos nomes.
Estudar a estrutura é conhecer os elementos formadores das Exemplos: aluno-o / aluno-s; alun-a / aluna-s. Só podemos falar
palavras. Assim, compreendemos melhor o significado de cada em desinências nominais de gêneros e de números em palavras
uma delas. As palavras podem ser divididas em unidades menores, que admitem tais flexões, como nos exemplos acima. Em palavras
a que damos o nome de elementos mórficos ou morfemas. como mesa, tribo, telefonema, por exemplo, não temos desinência
Vamos analisar a palavra “cachorrinhas”. Nessa palavra ob- nominal de gênero. Já em pires, lápis, ônibus não temos desinên-
servamos facilmente a existência de quatro elementos. São eles: cia nominal de número.
cachorr - este é o elemento base da palavra, ou seja, aquele
que contém o significado. - Desinências Verbais: indicam as flexões de número e pes-
inh - indica que a palavra é um diminutivo soa e de modo e tempo dos verbos. A desinência “-o”, presente
em “am-o”, é uma desinência número pessoal, pois indica que o
a - indica que a palavra é feminina
verbo está na primeira pessoa do singular; “-va”, de “ama-va”, é
s - indica que a palavra se encontra no plural
desinência modo-temporal: caracteriza uma forma verbal do pre-
térito imperfeito do indicativo, na 1ª conjugação.
Morfemas: unidades mínimas de caráter significativo. Exis-
tem palavras que não comportam divisão em unidades menores,
Vogal Temática: é a vogal que se junta ao radical, preparan-
tais como: mar, sol, lua, etc. São elementos mórficos:
do-o para receber as desinências. Nos verbos, distinguem-se três
- Raiz, Radical, Tema: elementos básicos e significativos vogais temáticas:
- Afixos (Prefixos, Sufixos), Desinência, Vogal Temática: - Caracteriza os verbos da 1ª conjugação: buscar, buscavas,
elementos modificadores da significação dos primeiros etc.
- Vogal de Ligação, Consoante de Ligação: elementos de li- - Caracteriza os verbos da 2ª conjugação: romper, rompemos,
gação ou eufônicos. etc.
- Caracteriza os verbos da 3ª conjugação: proibir, proibirá, etc.
Raiz: É o elemento originário e irredutível em que se concen-
tra a significação das palavras, consideradas do ângulo histórico. Tema: é o grupo formado pelo radical mais vogal temática.
É a raiz que encerra o sentido geral, comum às palavras da mesma Nos verbos citados acima, os temas são: busca-, rompe-, proibi-
família etimológica. Exemplo: Raiz noc [Latim nocere = prejudi-
car] tem a significação geral de causar dano, e a ela se prendem, Vogais e Consoantes de Ligação: As vogais e consoantes de
pela origem comum, as palavras nocivo, nocividade, inocente, ino- ligação são morfemas que surgem por motivos eufônicos, ou seja,
centar, inócuo, etc. para facilitar ou mesmo possibilitar a pronúncia de uma determi-
nada palavra. Exemplos: parisiense (paris= radical, ense=sufixo,
Uma raiz pode sofrer alterações: at-o; at-or; at-ivo; aç-ão; ac vogal de ligação=i); gas-ô-metro, alv-i-negro, tecn-o-cracia, pau-l
-ionar; -ada, cafe-t-eira, cha-l-eira, inset-i-cida, pe-z-inho, pobr-e-tão, etc.

Radical: Formação das Palavras: existem dois processos básicos pe-


los quais se formam as palavras: a Derivação e a Composição. A
Observe o seguinte grupo de palavras: livr-o; livr-inho; livr diferença entre ambos consiste basicamente em que, no processo
-eiro; livr-eco. Você reparou que há um elemento comum nesse de derivação, partimos sempre de um único radical, enquanto no
grupo? Você reparou que o elemento livr serve de base para o sig- processo de composição sempre haverá mais de um radical.
nificado? Esse elemento é chamado de radical (ou semantema).
Elemento básico e significativo das palavras, consideradas sob o Derivação: é o processo pelo qual se obtém uma palavra nova,
aspecto gramatical e prático. É encontrado através do despojo dos chamada derivada, a partir de outra já existente, chamada primiti-
elementos secundários (quando houver) da palavra. Exemplo: cer- va. Exemplo: Mar (marítimo, marinheiro, marujo); terra (enterrar,
t-o; cert-eza; in-cert-eza. terreiro, aterrar). Observamos que «mar» e «terra» não se formam
de nenhuma outra palavra, mas, ao contrário, possibilitam a for-
Afixos: são elementos secundários (geralmente sem vida autô- mação de outras, por meio do acréscimo de um sufixo ou prefixo.
noma) que se agregam a um radical ou tema para formar palavras Logo, mar e terra são palavras primitivas, e as demais, derivadas. 
derivadas. Sabemos que o acréscimo do morfema “-mente”, por
exemplo, cria uma nova palavra a partir de “certo”: certamente, Tipos de Derivação
advérbio de modo. De maneira semelhante, o acréscimo dos mor-
femas “a-” e “-ar” à forma “cert-” cria o verbo acertar. Observe - Derivação Prefixal ou Prefixação: resulta do acréscimo de
que a- e -ar são morfemas capazes de operar mudança de classe prefixo à palavra primitiva, que tem o seu significado alterado:
gramatical na palavra a que são anexados. crer- descrer; ler- reler; capaz- incapaz.

Didatismo e Conhecimento 22
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- Derivação Sufixal ou Sufixação: resulta de acréscimo de Por derivação regressiva, formam-se basicamente substanti-
sufixo à palavra primitiva, que pode sofrer alteração de significado vos a partir de verbos. Por isso, recebem o nome de substanti-
ou mudança de classe gramatical: alfabetização. No exemplo, o vos deverbais. Note que na linguagem popular, são frequentes os
sufixo -ção transforma em substantivo o verbo alfabetizar. Este, exemplos de palavras formadas por derivação regressiva. o portu-
por sua vez, já é derivado do substantivo alfabeto pelo acréscimo ga (de português); o boteco (de botequim); o comuna (de comu-
do sufixo -izar. nista); agito (de agitar); amasso (de amassar); chego (de chegar)

A derivação sufixal pode ser: O processo normal é criar um verbo a partir de um substanti-
Nominal, formando substantivos e adjetivos: papel – papela- vo. Na derivação regressiva, a língua procede em sentido inverso:
ria; riso – risonho. forma o substantivo a partir do verbo.
Verbal, formando verbos: atual - atualizar.
Adverbial, formando advérbios de modo: feliz – felizmente. - Derivação Imprópria: A derivação imprópria ocorre quando
determinada palavra, sem sofrer qualquer acréscimo ou supressão
- Derivação Parassintética ou Parassíntese: Ocorre quando a
em sua forma, muda de classe gramatical. Neste processo:
palavra derivada resulta do acréscimo simultâneo de prefixo e sufi-
Os adjetivos passam a substantivos: Os bons serão contem-
xo à palavra primitiva. Por meio da parassíntese formam-se nomes
plados.
(substantivos e adjetivos) e verbos. Considere o adjetivo “triste”.
Do radical “trist-” formamos o verbo entristecer através da junção Os particípios passam a substantivos ou adjetivos: Aquele ga-
simultânea do prefixo  “en-” e do sufixo “-ecer”. A presença de roto alcançou um feito passando no concurso.
apenas um desses afixos não é suficiente para formar uma nova Os infinitivos passam a substantivos: O andar de Roberta era
palavra, pois em nossa língua não existem as palavras “entriste”, fascinante; O badalar dos sinos soou na cidadezinha.
nem “tristecer”. Exemplos: Os substantivos passam a adjetivos: O funcionário fantasma
emudecer foi despedido; O menino prodígio resolveu o problema.
mudo – palavra inicial Os adjetivos passam a advérbios: Falei baixo para que nin-
e – prefixo guém escutasse.
mud – radical Palavras invariáveis passam a substantivos: Não entendo o
ecer – sufixo porquê disso tudo.
Substantivos próprios tornam-se comuns: Aquele coordena-
desalmado dor é um caxias! (chefe severo e exigente)
alma – palavra inicial
des – prefixo Os processos de derivação vistos anteriormente fazem parte
alm – radical da Morfologia porque implicam alterações na forma das palavras.
ado – sufixo No entanto, a derivação imprópria lida basicamente com seu sig-
nificado, o que acaba caracterizando um processo semântico. Por
Não devemos confundir derivação parassintética, em que o essa razão, entendemos o motivo pelo qual é denominada “impró-
acréscimo de sufixo e de prefixo é obrigatoriamente simultâneo, pria”.
com casos como os das palavras desvalorização e desigualdade.
Nessas palavras, os afixos são acoplados em sequência: desvalo- Composição: é o processo que forma palavras compostas, a
rização provém de desvalorizar, que provém de valorizar, que por partir da junção de dois ou mais radicais. Existem dois tipos:
sua vez provém de valor.
É impossível fazer o mesmo com palavras formadas por pa-
- Composição por Justaposição: ao juntarmos duas ou mais
rassíntese: não se pode dizer que expropriar provém de “propriar”
palavras ou radicais, não ocorre alteração fonética: passatempo,
ou de “expróprio”, pois tais palavras não existem. Logo, expro-
quinta-feira, girassol, couve-flor. Em «girassol» houve uma altera-
priar provém diretamente de próprio, pelo acréscimo concomitante
ção na grafia (acréscimo de um «s») justamente para manter inal-
de prefixo e sufixo.
- Derivação Regressiva: ocorre derivação regressiva quando terada a sonoridade da palavra.
uma palavra é formada não por acréscimo, mas por redução: com-
prar (verbo), compra (substantivo); beijar (verbo), beijo (substan- - Composição por Aglutinação: ao unirmos dois ou mais
tivo). vocábulos ou radicais, ocorre supressão de um ou mais de seus
elementos fonéticos: embora (em boa hora); fidalgo (filho de algo
Para descobrirmos se um substantivo deriva de um verbo ou - referindo-se a família nobre); hidrelétrico (hidro + elétrico); pla-
se ocorre o contrário, podemos seguir a seguinte orientação: nalto (plano alto). Ao aglutinarem-se, os componentes subordi-
- Se o substantivo denota ação, será palavra derivada, e o ver- nam-se a um só acento tônico, o do último componente.
bo palavra primitiva.
- Se o nome denota algum objeto ou substância, verifica-se o - Redução: algumas palavras apresentam, ao lado de sua for-
contrário. ma plena, uma forma reduzida. Observe: auto - por automóvel;
Vamos observar os exemplos acima: compra e beijo indicam cine - por cinema; micro - por microcomputador; Zé - por José.
ações, logo, são palavras derivadas. O mesmo não ocorre, porém, Como exemplo de redução ou simplificação de palavras, podem
com a palavra âncora, que é um objeto. Neste caso, um substanti- ser citadas também as siglas, muito frequentes na comunicação
vo primitivo que dá origem ao verbo ancorar. atual.

Didatismo e Conhecimento 23
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- Hibridismo: ocorre hibridismo na palavra em cuja forma- para-: proximidade, semelhança, intensidade: paralelo, para-
ção entram elementos de línguas diferentes: auto (grego) + móvel sita, paradoxo, paradigma.
(latim). peri-: movimento ou posição em torno de: periferia, peripé-
cia, período, periscópio.
- Onomatopeia: numerosas palavras devem sua origem a uma pro-: posição em frente, anterioridade: prólogo, prognóstico,
tendência constante da fala humana para imitar as vozes e os ruí- profeta, programa.
dos da natureza. As onomatopeias são vocábulos que reproduzem pros-: adjunção, em adição a: prosélito, prosódia.
aproximadamente os sons e as vozes dos seres: miau, zumzum, proto-: início, começo, anterioridade: proto-história, protóti-
piar, tinir, urrar, chocalhar, cocoricar, etc. po, protomártir.
poli-: multiplicidade: polissílabo, polissíndeto, politeísmo.
Prefixos: os prefixos são morfemas que se colocam antes dos sin-, sim-: simultaneidade, companhia: síntese, sinfonia, sim-
patia, sinopse.
radicais basicamente a fim de modificar-lhes o sentido; raramen-
tele-: distância, afastamento: televisão, telepatia, telégrafo.
te esses morfemas produzem mudança de classe gramatical. Os
prefixos ocorrentes em palavras portuguesas se originam do latim
Prefixos de Origem Latina
e do grego, línguas em que funcionavam como preposições ou ad-
vérbios, logo, como vocábulos autônomos.  Alguns prefixos foram a-, ab-, abs-: afastamento, separação: aversão, abuso, absti-
pouco ou nada produtivos em português. Outros, por sua vez, tive- nência, abstração.
ram grande vitalidade na formação de novas palavras: a- , contra- , a-, ad-: aproximação, movimento para junto: adjunto,advoga-
des- , em-  (ou en-) , es- , entre- re- , sub- , super- , anti-. do, advir, aposto.
ante-: anterioridade, procedência: antebraço, antessala, an-
Prefixos de Origem Grega teontem, antever.
ambi-: duplicidade: ambidestro, ambiente, ambiguidade, am-
a-, an-: afastamento, privação, negação, insuficiência, carên- bivalente.
cia: anônimo, amoral, ateu, afônico. ben(e)-, bem-: bem, excelência de fato ou ação: benefício,
ana-: inversão, mudança, repetição: analogia, análise, anagra- bendito.
ma, anacrônico. bis-, bi-:  repetição, duas vezes: bisneto, bimestral, bisavô,
anfi-: em redor, em torno, de um e outro lado, duplicidade: biscoito.
anfiteatro, anfíbio, anfibologia. circu(m)-: movimento em torno: circunferência, circunscrito,
anti-: oposição, ação contrária: antídoto, antipatia, antagonis- circulação.
ta, antítese. cis-: posição aquém: cisalpino, cisplatino, cisandino.
apo-: afastamento, separação: apoteose, apóstolo, apocalipse, co-, con-, com-: companhia, concomitância: colégio, coope-
apologia. rativa, condutor.
arqui-, arce-: superioridade hierárquica, primazia, excesso: contra-: oposição: contrapeso, contrapor, contradizer.
arquiduque, arquétipo, arcebispo, arquimilionário. de-: movimento de cima para baixo, separação, negação: de-
cata-: movimento de cima para baixo: cataplasma, catálogo, capitar, decair, depor.
catarata. de(s)-, di(s)-: negação, ação contrária, separação: desventura,
di-:  duplicidade: dissílabo, ditongo, dilema. discórdia, discussão.
dia-: movimento através de, afastamento: diálogo, diagonal, e-, es-, ex-: movimento para fora: excêntrico, evasão, expor-
diafragma, diagrama. tação, expelir.
en-, em-, in-: movimento para dentro, passagem para um es-
dis-: dificuldade, privação: dispneia, disenteria, dispepsia,
tado ou forma, revestimento: imergir, enterrar, embeber, injetar,
disfasia.
importar.
ec-, ex-, exo-, ecto-: movimento para fora: eclipse, êxodo, ec-
extra-: posição exterior, excesso: extradição, extraordinário,
toderma, exorcismo. extraviar.
en-, em-, e-:  posição interior, movimento para dentro: encé- i-, in-, im-: sentido contrário, privação, negação: ilegal, im-
falo, embrião, elipse, entusiasmo. possível, improdutivo.
endo-: movimento para dentro: endovenoso, endocarpo, en- inter-, entre-: posição intermediária: internacional, interpla-
dosmose. netário.
epi-: posição superior, movimento para: epiderme, epílogo, intra-: posição interior: intramuscular, intravenoso, intraver-
epidemia, epitáfio. bal.
eu-: excelência, perfeição, bondade: eufemismo, euforia, eu- intro-: movimento para dentro: introduzir, introvertido, in-
caristia, eufonia. trospectivo.
hemi-: metade, meio: hemisfério, hemistíquio, hemiplégico. justa-: posição ao lado: justapor, justalinear.
hiper-: posição superior, excesso: hipertensão, hipérbole, hi- ob-, o-: posição em frente, oposição: obstruir, ofuscar, ocupar,
pertrofia. obstáculo.
hipo-: posição inferior, escassez: hipocrisia, hipótese, hipo- per-: movimento através: percorrer, perplexo, perfurar, perverter.
dérmico. pos-: posterioridade: pospor, posterior, pós-graduado.
meta-: mudança, sucessão: metamorfose, metáfora, metacarpo. pre-: anterioridade: prefácio, prever, prefixo, preliminar.

Didatismo e Conhecimento 24
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pro-: movimento para frente: progresso, promover, prosse- Sufixos Formadores de Adjetivos
guir, projeção.
re-: repetição, reciprocidade: rever, reduzir, rebater, reatar. - de substantivos: -aco – maníaco; -ado – barbado; -áceo(a)
retro-: movimento para trás: retrospectiva, retrocesso, retroa- - herbáceo, liláceas; -aico – prosaico; -al – anual; -ar – escolar;
gir, retrógrado. -ário - diário, ordinário; -ático – problemático; -az – mordaz;
so-, sob-, sub-, su-: movimento de baixo para cima, inferiori- -engo – mulherengo; -ento – cruento; -eo – róseo; -esco – pito-
dade: soterrar, sobpor, subestimar. resco; -este – agreste; -estre – terrestre; -enho – ferrenho; -eno
super-, supra-, sobre-: posição superior, excesso: supercílio, – terreno; -ício – alimentício; -ico – geométrico; -il – febril; -ino
supérfluo. – cristalino; -ivo – lucrativo; -onho – tristonho; -oso – bondoso;
soto-, sota-: posição inferior: soto-mestre, sota-voga, soto -udo – barrigudo.
-pôr.
trans-, tras-, tres-, tra-: movimento para além, movimento - de verbos:
através: transatlântico, tresnoitar, tradição. -(a)(e)(i)nte: ação, qualidade, estado – semelhante, doente,
ultra-: posição além do limite, excesso: ultrapassar, ultrarro-
seguinte.
mantismo, ultrassom, ultraleve, ultravioleta.
-(á)(í)vel: possibilidade de praticar ou sofrer uma ação – lou-
vice-, vis-: em lugar de: vice-presidente, visconde, vice-almi-
vável, perecível, punível.
rante.
-io, -(t)ivo: ação referência, modo de ser – tardio, afirmativo,
Sufixos: são elementos (isoladamente insignificativos) que, pensativo.
acrescentados a um radical, formam nova palavra. Sua principal -(d)iço, -(t)ício: possibilidade de praticar ou sofrer uma ação,
característica é a mudança de classe gramatical que geralmente referência – movediço, quebradiço, factício.
opera. Dessa forma, podemos utilizar o significado de um verbo -(d)ouro,-(t)ório: ação, pertinência – casadouro, preparatório.
num contexto em que se deve usar um substantivo, por exemplo.
Como o sufixo é colocado depois do radical, a ele são incorpora- Sufixos Adverbiais: Na Língua Portuguesa, existe apenas um
das as desinências que indicam as flexões das palavras variáveis. único sufixo adverbial: É o sufixo “-mente”, derivado do substan-
Existem dois grupos de sufixos formadores de substantivos extre- tivo feminino latino mens, mentis que pode significar “a mente,
mamente importantes para o funcionamento da língua. São os que o espírito, o intento”.Este sufixo juntou-se a adjetivos, na forma
formam nomes de ação e os que formam nomes de agente. feminina, para indicar circunstâncias, especialmente a de modo.
Exemplos: altiva-mente, brava-mente, bondosa-mente, nervo-
Sufixos que formam nomes de ação: -ada – caminhada; sa-mente, fraca-mente, pia-mente. Já os advérbios que se derivam
-ança – mudança; -ância – abundância; -ção – emoção; -dão – so- de adjetivos terminados em –ês (burgues-mente, portugues-men-
lidão; -ença – presença; -ez(a) – sensatez, beleza; -ismo – civismo; te, etc.) não seguem esta regra, pois esses adjetivos eram outrora
-mento – casamento; -são – compreensão; -tude – amplitude; -ura uniformes. Exemplos: cabrito montês / cabrita montês.
– formatura.
Sufixos Verbais: Os sufixos verbais agregam-se, via de regra,
Sufixos que formam nomes de agente: -ário(a) – secretário; ao radical de substantivos e adjetivos para formar novos verbos.
-eiro(a) – ferreiro; -ista – manobrista; -or – lutador; -nte – fei- Em geral, os verbos novos da língua formam-se pelo acréscimo
rante. da terminação-ar. Exemplos: esqui-ar; radiograf-ar; (a)doç-ar;
nivel-ar; (a)fin-ar; telefon-ar; (a)portugues-ar.
Sufixos que formam nomes de lugar, depositório: -aria –
churrascaria; -ário – herbanário; -eiro – açucareiro; -or – corre-
Os verbos exprimem, entre outras ideias, a prática de ação.
dor; -tério – cemitério; -tório – dormitório.
-ar: cruzar, analisar, limpar
-ear: guerrear, golear
Sufixos que formam nomes indicadores de abundância,
aglomeração, coleção: -aço – ricaço; -ada – papelada; -agem – -entar: afugentar, amamentar
folhagem; -al – capinzal; -ame – gentame; -ario(a) - casario, in- -ficar: dignificar, liquidificar
fantaria; -edo – arvoredo; -eria – correria; -io – mulherio; -ume -izar: finalizar, organizar
– negrume.
Verbo Frequentativo: é aquele que traduz ação repetida.
Sufixos que formam nomes técnicos usados na ciência: Verbo Factitivo: é aquele que envolve ideia de fazer ou cau-
-ite - bronquite, hepatite (inflamação), amotite (fósseis). sar.
-oma - mioma, epitelioma, carcinoma (tumores). Verbo Diminutivo: é aquele que exprime ação pouco in-
-ato, eto, Ito - sulfato, cloreto, sulfito (sais), granito (pedra). tensa.
-ina - cafeína, codeína (alcaloides, álcalis artificiais).
-ol - fenol, naftol (derivado de hidrocarboneto). Exercícios
-ema - morfema, fonema, semema, semantema (ciência lin-
guística). 01. Assinale a opção em que todas as palavras se formam pelo
-io - sódio, potássio, selênio (corpos simples) mesmo processo:
a) ajoelhar / antebraço / assinatura
Sufixo que forma nomes de religião, doutrinas filosóficas, b) atraso / embarque / pesca
sistemas políticos: - ismo: budismo, kantismo, comunismo. c) o jota / o sim / o tropeço

Didatismo e Conhecimento 25
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d) entrega / estupidez / sobreviver 08. Assinale a série de palavras em que todas são formadas
e) antepor / exportação / sanguessuga por parassíntese:
a) acorrentar, esburacar, despedaçar, amanhecer
02. A palavra “aguardente” formou-se por: b) solução, passional, corrupção, visionário
a) hibridismo c) enrijecer, deslealdade, tortura, vidente
b) aglutinação d) biografia, macróbio, bibliografia, asteróide
c) justaposição
e) acromatismo, hidrogênio, litografar, idiotismo
d) parassíntese
e) derivação regressiva
09. As palavras couve-flor, planalto e aguardente são forma-
03. Que item contém somente palavras formadas por justa- das por:
posição? a) derivação
a) desagradável – complemente b) onomatopeia
b) vaga-lume - pé-de-cabra c) hibridismo
c) encruzilhada – estremeceu d) composição
d) supersticiosa – valiosas e) prefixação
e) desatarraxou – estremeceu
10. Assinale a alternativa em que uma das palavras não é for-
04. “Sarampo” é: mada por prefixação:
a) forma primitiva a) readquirir, predestinado, propor
b) formado por derivação parassintética b) irregular, amoral, demover
c) formado por derivação regressiva
c) remeter, conter, antegozar
d) formado por derivação imprópria
d) irrestrito, antípoda, prever
e) formado por onomatopéia
e) dever, deter, antever
05. Numere as palavras da primeira coluna conforme os pro-
cessos de formação numerados à direita. Em seguida, marque a Respostas: 1-B / 2-B / 3-B / 4-C / 5-E / 6-E / 7-D / 8-A / 9-D
alternativa que corresponde à sequência numérica encontrada: / 10-E /
( ) aguardente     1) justaposição
( ) casamento     2) aglutinação
( ) portuário         3) parassíntese SINTAXE: PROCESSOS DE
( ) pontapé         4) derivação sufixal
COORDENAÇÃO E SUBORDINAÇÃO.
( ) os contras     5) derivação imprópria
( ) submarino     6) derivação prefixal EMPREGO DE TEMPOS E
( ) hipótese MODOS VERBAIS.

a) 1, 4, 3, 2, 5, 6, 1
b) 4, 1, 4, 1, 5, 3, 6
c) 1, 4, 4, 1, 5, 6, 6
d) 2, 3, 4, 1, 5, 3, 6 Frase, período e oração:
e) 2, 4, 4, 1, 5, 3, 6 Frase é todo enunciado suficiente por si mesmo para estabele-
cer comunicação. Expressa juízo, indica ação, estado ou fenôme-
06. Indique a palavra que foge ao processo de formação de no, transmite um apelo, ordem ou exterioriza emoções.
chapechape: Normalmente a frase é composta por dois termos – o sujeito
a) zunzum e o predicado – mas não obrigatoriamente, pois em Português há
b) reco-reco orações ou frases sem sujeito: Há muito tempo que não chove.
c) toque-toque
d) tlim-tlim Enquanto na língua falada a frase é caracterizada pela entoa-
e) vivido ção, na língua escrita, a entoação é reduzida a sinais de pontuação.
Quanto aos tipos de frases, além da classificação em verbais e
07. Em que alternativa a palavra sublinhada resulta de deriva-
nominais, feita a partir de seus elementos constituintes, elas podem
ção imprópria?
ser classificadas a partir de seu sentido global:
a) Às sete horas da manhã começou o trabalho principal: a
votação. - frases interrogativas: o emissor da mensagem formula uma
b) Pereirinha estava mesmo com a razão. Sigilo... Voto secre- pergunta: Que queres fazer?
to... Bobagens, bobagens! - frases imperativas: o emissor da mensagem dá uma ordem ou
c) Sem radical reforma da lei eleitoral, as eleições continua- faz um pedido: Dê-me uma mãozinha! Faça-o sair!
riam sendo uma farsa! - frases exclamativas: o emissor exterioriza um estado afetivo:
d) Não chegaram a trocar um isto de prosa, e se entenderam. Que dia difícil!
e) Dr. Osmírio andaria desorientado, senão bufando de raiva. - frases declarativas: o emissor constata um fato: Ele já chegou.

Didatismo e Conhecimento 26
LÍNGUA PORTUGUESA
Quanto à estrutura da frase, as frases que possuem verbo (ora- O sujeito é o termo que estabelece concordância com o verbo.
ção) são estruturadas por dois elementos essenciais: sujeito e pre- “Minha primeira lágrima caiu dentro dos teus olhos.”
dicado. O sujeito é o termo da frase que concorda com o verbo em “Minhas primeiras lágrimas caíram dentro dos teus olhos”.
número e pessoa. É o “ser de quem se declara algo”, “o tema do Na primeira frase, o sujeito é minha primeira lágrima. Minha e
que se vai comunicar”. O predicado é a parte da frase que contém primeira referem-se ao conceito básico expresso em lágrima. Lá-
“a informação nova para o ouvinte”. Ele se refere ao tema, consti- grima é, pois, a principal palavra do sujeito, sendo, por isso, deno-
tuindo a declaração do que se atribui ao sujeito. minada núcleo do sujeito. O núcleo do sujeito relaciona-se com o
Quando o núcleo da declaração está no verbo, temos o pre- verbo, estabelecendo a concordância.
dicado verbal. Mas, se o núcleo estiver num nome, teremos um A função do sujeito é basicamente desempenhada por substan-
predicado nominal: tivos, o que a torna uma função substantiva da oração. Pronomes,
Os homens sensíveis pedem amor sincero às mulheres de opi- substantivos, numerais e quaisquer outras palavras substantivadas
nião. (derivação imprópria) também podem exercer a função de sujeito.
A existência é frágil. Ele já partiu;
Os dois sumiram;
A oração, às vezes, é sinônimo de frase ou período (simples) Um sim é suave e sugestivo.
quando encerra um pensamento completo e vem limitada por pon-
to-final, ponto de interrogação, ponto de exclamação e por reti- Os sujeitos são classificados a partir de dois elementos: o de
cências. determinação ou indeterminação e o de núcleo do sujeito.
Um vulto cresce na escuridão. Clarissa encolhe-se. É Vasco. Um sujeito é determinado quando é facilmente identificável
pela concordância verbal. O sujeito determinado pode ser simples
Acima temos três orações correspondentes a três períodos sim- ou composto.
ples ou a três frases. Mas, nem sempre oração é frase: “convém A indeterminação do sujeito ocorre quando não é possível
que te apresses” apresenta duas orações, mas uma só frase, pois so- identificar claramente a que se refere a concordância verbal. Isso
mente o conjunto das duas é que traduz um pensamento completo. ocorre quando não se pode ou não interessa indicar precisamente
Outra definição para oração é a frase ou membro de frase que o sujeito de uma oração.
se organiza ao redor de um verbo. A oração possui sempre um ver- Estão gritando seu nome lá fora;
bo (ou locução verbal), que implica na existência de um predicado, Trabalha-se demais neste lugar.
ao qual pode ou não estar ligado um sujeito.
Assim, a oração é caracterizada pela presença de um verbo. O sujeito simples é o sujeito determinado que possui um único
Dessa forma: núcleo. Esse vocábulo pode estar no singular ou no plural; pode
Rua! = é uma frase, não é uma oração.
também ser um pronome indefinido.
Já em: “Quero a rosa mais linda que houver, para enfeitar a
Nós nos respeitamos mutuamente;
noite do meu bem.” Temos uma frase e três orações: As duas últi-
A existência é frágil;
mas orações não são frases, pois em si mesmas não satisfazem um
Ninguém se move;
propósito comunicativo; são, portanto, membros de frase.
O amar faz bem.
Quanto ao período, ele denomina a frase constituída por
O sujeito composto é o sujeito determinado que possui mais
uma ou mais orações, formando um todo, com sentido comple-
de um núcleo.
to. O período pode ser simples ou composto.
Alimentos e roupas andam caríssimos;
Período simples é aquele constituído por apenas uma oração, Ela e eu nos respeitamos mutuamente;
que recebe o nome de oração absoluta. O amar e o odiar são tidos como duas faces da mesma moeda.
Chove.
A existência é frágil. Além desses dois sujeitos determinados, é comum a referência
Os homens sensíveis pedem amor sincero às mulheres de opi- ao sujeito oculto ( ou elíptico), isto é, ao núcleo do sujeito que
nião. está implícito e que pode ser reconhecido pela desinência verbal
ou pelo contexto.
Período composto é aquele constituído por duas ou mais ora- Abolimos todas as regras. = (nós)
ções:
“Quando você foi embora, fez-se noite em meu viver.” O sujeito indeterminado surge quando não se quer ou não se
Cantei, dancei e depois dormi. pode identificar claramente a que o predicado da oração refere--se.
Existe uma referência imprecisa ao sujeito, caso contrário, tería-
Termos essenciais da oração: mos uma oração sem sujeito.
Na língua portuguesa o sujeito pode ser indeterminado de duas
O sujeito e o predicado são considerados termos essenciais maneiras:
da oração, ou seja, sujeito e predicado são termos indispensáveis - com verbo na terceira pessoa do plural, desde que o sujeito
para a formação das orações. No entanto, existem orações forma- não tenha sido identificado anteriormente:
das exclusivamente pelo predicado. O que define, pois, a oração, é Bateram à porta;
a presença do verbo. Andam espalhando boatos a respeito da queda do ministro.

Didatismo e Conhecimento 27
LÍNGUA PORTUGUESA
- com o verbo na terceira pessoa do singular, acrescido do pro- Chove muito nesta época do ano;
nome se. Esta é uma construção típica dos verbos que não apresen- Senti seu toque suave;
tam complemento direto: O velho prédio foi demolido.
Precisa-se de mentes criativas; Os verbos acima são significativos, isto é, não servem apenas
Vivia-se bem naqueles tempos; para indicar o estado do sujeito, mas indicam processos.
Trata-se de casos delicados;
Sempre se está sujeito a erros. O predicado nominal é aquele que tem como núcleo signifi-
O pronome se funciona como índice de indeterminação do su- cativo um nome; esse nome atribui uma qualidade ou estado ao
jeito.
sujeito, por isso é chamado de predicativo do sujeito. O predica-
tivo é um nome que se liga a outro nome da oração por meio de
As orações sem sujeito, formadas apenas pelo predicado, arti-
um verbo.
culam-se a partir de um verbo impessoal. A mensagem está centra-
da no processo verbal. Os principais casos de orações sem sujeito Nos predicados nominais, o verbo não é significativo, isto é,
com: não indica um processo. O verbo une o sujeito ao predicativo, in-
- os verbos que indicam fenômenos da natureza: dicando circunstâncias referentes ao estado do sujeito:
Amanheceu repentinamente; “Ele é senhor das suas mãos e das ferramentas.”
Está chuviscando.
Na frase acima o verbo ser poderia ser substituído por estar,
- os verbos estar, fazer, haver e ser, quando indicam fenômenos andar, ficar, parecer, permanecer ou continuar, atuando como ele-
meteorológicos ou se relacionam ao tempo em geral: mento de ligação entre o sujeito e as palavras a ele relacionadas.
Está tarde. A função de predicativo é exercida normalmente por um adje-
Ainda é cedo. tivo ou substantivo.
Já são três horas, preciso ir;
Faz frio nesta época do ano; O predicado verbo-nominal é aquele que apresenta dois nú-
Há muitos anos aguardamos mudanças significativas; cleos significativos: um verbo e um nome. No predicado verbo-no-
Faz anos que esperamos melhores condições de vida; minal, o predicativo pode referir-se ao sujeito ou ao complemento
verbal.
O predicado é o conjunto de enunciados que numa dada oração O verbo do predicado verbo-nominal é sempre significativo,
contém a informação nova para o ouvinte. Nas orações sem sujei-
indicando processos. É também sempre por intermédio do verbo
to, o predicado simplesmente enuncia um fato qualquer:
que o predicativo se relaciona com o termo a que se refere.
Chove muito nesta época do ano;
Houve problemas na reunião. O dia amanheceu ensolarado;
As mulheres julgam os homens inconstantes
Nas orações que surge o sujeito, o predicado é aquilo que se
declara a respeito desse sujeito. No primeiro exemplo, o verbo amanheceu apresenta duas fun-
Com exceção do vocativo, que é um termo à parte, tudo o que ções: a de verbo significativo e a de verbo de ligação. Esse predi-
difere do sujeito numa oração é o seu predicado. cado poderia ser desdobrado em dois, um verbal e outro nominal:
Os homens (sujeito) pedem amor às mulheres (predicado); O dia amanheceu;
Passou-me (predicado) uma ideia estranha (sujeito) pelo pen- O dia estava ensolarado.
samento (predicado).
No segundo exemplo, é o verbo julgar que relaciona o comple-
Para o estudo do predicado, é necessário verificar se seu núcleo mento homens como o predicativo inconstantes.
está num nome ou num verbo. Deve-se considerar também se as
palavras que formam o predicado referem-se apenas ao verbo ou Termos integrantes da oração:
também ao sujeito da oração.
Os homens sensíveis (sujeito) pedem amor sincero às mulheres Os complementos verbais (objeto direto e indireto) e o comple-
de opinião. mento nominal são chamados termos integrantes da oração.
Os complementos verbais integram o sentido dos verbos tran-
O predicado acima apresenta apenas uma palavra que se refere
sitivos, com eles formando unidades significativas. Esses verbos
ao sujeito: pedem. As demais palavras ligam-se direta ou indireta-
podem se relacionar com seus complementos diretamente, sem a
mente ao verbo.
A existência (sujeito) é frágil (predicado). presença de preposição ou indiretamente, por intermédio de pre-
posição.
O nome frágil, por intermédio do verbo, refere-se ao sujeito da O objeto direto é o complemento que se liga diretamente ao
oração. O verbo atua como elemento de ligação entre o sujeito e a verbo.
palavra a ele relacionada. Os homens sensíveis pedem amor às mulheres de opinião;
Os homens sinceros pedem-no às mulheres de opinião;
O predicado verbal é aquele que tem como núcleo significati- Dou-lhes três.
vo um verbo: Houve muita confusão na partida final.

Didatismo e Conhecimento 28
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O objeto direto preposicionado ocorre principalmente: - meio: Viajarei de trem.
- com nomes próprios de pessoas ou nomes comuns referentes - modo: Foram recrutados a dedo.
a pessoas: - negação: Não há ninguém que mereça.
Amar a Deus; - preço: As casas estão sendo vendidas a preços exorbitantes.
Adorar a Xangô; - substituição ou troca: Abandonou suas convicções por privi-
Estimar aos pais. légios econômicos.
- tempo: Ontem à tarde encontrou o velho amigo.
- com pronomes indefinidos de pessoa e pronomes de trata-
mento: O adjunto adnominal é o termo acessório que determina, es-
Não excluo a ninguém; pecifica ou explica um substantivo. É uma função adjetiva, pois
Não quero cansar a Vossa Senhoria. são os adjetivos e as locuções adjetivas que exercem o papel de
adjunto adnominal na oração. Também atuam como adjuntos ad-
- para evitar ambiguidade: nominais os artigos, os numerais e os pronomes adjetivos.
Ao povo prejudica a crise. (sem preposição, a situação seria O poeta inovador enviou dois longos trabalhos ao seu amigo
outra) de infância.

O objeto indireto é o complemento que se liga indiretamente O adjunto adnominal liga-se diretamente ao substantivo a que
ao verbo, ou seja, através de uma preposição. se refere, sem participação do verbo. Já o predicativo do objeto
Os homens sensíveis pedem amor sincero às mulheres; liga-se ao objeto por meio de um verbo.
Os homens pedem-lhes amor sincero; O poeta português deixou uma obra originalíssima.
Gosto de música popular brasileira. O poeta deixou-a.
(originalíssima não precisou ser repetida, portanto: adjunto ad-
nominal)
O termo que integra o sentido de um nome chama-se com-
O poeta português deixou uma obra inacabada.
plemento nominal. O complemento nominal liga-se ao nome que
O poeta deixou-a inacabada.
completa por intermédio de preposição:
(inacabada precisou ser repetida, então: predicativo do objeto)
Desenvolvemos profundo respeito à arte;
A arte é necessária à vida;
Enquanto o complemento nominal relaciona-se a um substan-
Tenho-lhe profundo respeito.
tivo, adjetivo ou advérbio; o adjunto nominal relaciona-se apenas
ao substantivo.
Termos acessórios da oração e vocativo:
O aposto é um termo acessório que permite ampliar, explicar,
Os termos acessórios recebem esse nome por serem acidentais, desenvolver ou resumir a ideia contida num termo que exerça
explicativos, circunstanciais. São termos acessórios o adjunto ad- qualquer função sintática.
verbial, adjunto adnominal, o aposto e o vocativo.
Ontem, segunda-feira, passei o dia mal-humorado.
O adjunto adverbial é o termo da oração que indica uma cir-
cunstância do processo verbal, ou intensifica o sentido de um ad- Segunda-feira é aposto do adjunto adverbial de tempo ontem.
jetivo, verbo ou advérbio. É uma função adverbial, pois cabe ao Dizemos que o aposto é sintaticamente equivalente ao termo que
advérbio e às locuções adverbiais exercerem o papel de adjunto se relaciona porque poderia substituí-lo: Segunda-feira passei o
adverbial. dia mal-humorado.
Amanhã voltarei de bicicleta àquela velha praça. O aposto pode ser classificado, de acordo com seu valor na
oração, em:
As circunstâncias comumente expressas pelo adjunto adver- a) explicativo: A linguística, ciência das línguas humanas, per-
bial são: mite-nos interpretar melhor nossa relação com o mundo.
- acréscimo: Além de tristeza, sentia profundo cansaço. b) enumerativo: A vida humana compõe-se de muitas coisas:
- afirmação: Sim, realmente irei partir. amor, arte, ação.
- assunto: Falavam sobre futebol. c) resumidor ou recapitulativo: Fantasias, suor e sonho, tudo
- causa: Morrer ou matar de fome, de raiva e de sede… isso forma o carnaval.
- companhia: Sempre contigo bailando sob as estrelas. d) comparativo: Seus olhos, indagadores holofotes, fixaram-se
- concessão: Apesar de você, amanhã há de ser outro dia. por muito tempo na baía anoitecida.
- conformidade: Fez tudo conforme o combinado.
- dúvida: Talvez nos deixem entrar. O vocativo é um termo que serve para chamar, invocar ou in-
- fim: Estudou para o exame. terpelar um ouvinte real ou hipotético.
- frequência: Sempre aparecia por lá. A função de vocativo é substantiva, cabendo a substantivos,
- instrumento: Fez o corte com a faca. pronomes substantivos, numerais e palavras substantivadas esse
- intensidade: Corria bastante. papel na linguagem.
- limite: Andava atabalhoado do quarto à sala.
- lugar: Vou à cidade. João, venha comigo!
- matéria: Compunha-se de substâncias estranhas. Traga-me doces, minha menina!

Didatismo e Conhecimento 29
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PERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO Orações Coordenadas Sindéticas Alternativas: suas princi-
pais conjunções são: ou... ou; ora...ora; quer...quer; seja...seja.
O período composto caracteriza-se por possuir mais de uma Ou uso o protetor solar, ou uso o óleo bronzeador.
oração em sua composição. Sendo assim: Ora sei que carreira seguir, ora penso em várias carreiras di-
- Eu irei à praia. (Período Simples = um verbo, uma oração) ferentes.
- Estou comprando um protetor solar, depois irei à praia. (Pe- Quer eu durma quer eu fique acordado, ficarei no quarto.
ríodo Composto =locução verbal, verbo, duas orações)
- Já me decidi: só irei à praia, se antes eu comprar um protetor Orações Coordenadas Sindéticas Conclusivas: suas prin-
solar. (Período Composto = três verbos, três orações). cipais conjunções são: logo, portanto, por fim, por conseguinte,
consequentemente, pois (posposto ao verbo)
Passei no concurso, portanto irei comemorar.
Cada verbo ou locução verbal corresponde a uma oração. Isso
Conclui o meu projeto, logo posso descansar.
implica que o primeiro exemplo é um período simples, pois tem
Tomou muito sol, consequentemente ficou adoentada.
apenas uma oração, os dois outros exemplos são períodos compos- A situação é delicada; devemos, pois, agir
tos, pois têm mais de uma oração.
Há dois tipos de relações que podem se estabelecer entre as Orações Coordenadas Sindéticas Explicativas: suas princi-
orações de um período composto: uma relação de coordenação ou pais conjunções são: isto é, ou seja, a saber, na verdade, pois (an-
uma relação de subordinação. teposto ao verbo).
Duas orações são coordenadas quando estão juntas em um Só passei na prova porque me esforcei por muito tempo.
mesmo período, (ou seja, em um mesmo bloco de informações, Só fiquei triste por você não ter viajado comigo.
marcado pela pontuação final), mas têm, ambas, estruturas indivi- Não fui à praia, pois queria descansar durante o Domingo.
duais, como é o exemplo de: PERÍODO COMPOSTO POR SUBORDINAÇÃO
Estou comprando um protetor solar, depois irei à praia. (Pe-
ríodo Composto) Observe o exemplo abaixo de Vinícius de Moraes:
Podemos dizer: “Eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto.”
1. Estou comprando um protetor solar. Oração Principal Oração Subordinada
2. Irei à praia.
Separando as duas, vemos que elas são independentes. Observe que na oração subordinada temos o verbo “existe”,
É esse tipo de período que veremos agora: o Período Composto que está conjugado na terceira pessoa do singular do presente do
indicativo. As orações subordinadas que apresentam verbo em
por Coordenação.
qualquer dos tempos finitos (tempos do modo do indicativo, sub-
Quanto à classificação das orações coordenadas, temos dois
juntivo e imperativo), são chamadas de orações desenvolvidas ou
tipos: Coordenadas Assindéticas e Coordenadas Sindéticas.
explícitas.
Podemos modificar o período acima. Veja:
Coordenadas Assindéticas Eu sinto existir em meu gesto o teu gesto.
São orações coordenadas entre si e que não são ligadas através Oração Principal Oração Subordinada
de nenhum conectivo. Estão apenas justapostas.
A análise das orações continua sendo a mesma: “Eu sinto” é a
Coordenadas Sindéticas oração principal, cujo objeto direto é a oração subordinada “existir
Ao contrário da anterior, são orações coordenadas entre si, em meu gesto o teu gesto”. Note que a oração subordinada apre-
mas que são ligadas através de uma conjunção coordenativa. Esse senta agora verbo no infinitivo. Além disso, a conjunção “que”,
caráter vai trazer para esse tipo de oração uma classificação. As conectivo que unia as duas orações, desapareceu. As orações su-
orações coordenadas sindéticas são classificadas em cinco tipos: bordinadas cujo verbo surge numa das formas nominais (infinitivo
aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas e explicativas. - flexionado ou não -, gerúndio ou particípio) chamamos orações
reduzidas ou implícitas.
Orações Coordenadas Sindéticas Aditivas: suas principais
conjunções são: e, nem, não só... mas também, não só... como, Obs.: as orações reduzidas não são introduzidas por conjun-
assim... como. ções nem pronomes relativos. Podem ser, eventualmente, introdu-
zidas por preposição.
Não só cantei como também dancei.
Nem comprei o protetor solar, nem fui à praia.
1) ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS
Comprei o protetor solar e fui à praia.
A oração subordinada substantiva tem valor de substantivo e
Orações Coordenadas Sindéticas Adversativas: suas princi- vem introduzida, geralmente, por conjunção integrante (que, se).
pais conjunções são: mas, contudo, todavia, entretanto, porém, no Suponho que você foi à biblioteca hoje.
entanto, ainda, assim, senão. Oração Subordinada Substantiva
Fiquei muito cansada, contudo me diverti bastante.
Ainda que a noite acabasse, nós continuaríamos dançando. Você sabe se o presidente já chegou?
Não comprei o protetor solar, mas mesmo assim fui à praia. Oração Subordinada Substantiva

Didatismo e Conhecimento 30
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Os pronomes interrogativos (que, quem, qual) também introdu- As orações subordinadas substantivas objetivas diretas desen-
zem as orações subordinadas substantivas, bem como os advérbios volvidas são iniciadas por:
interrogativos (por que, quando, onde, como). Veja os exemplos: - Conjunções integrantes “que” (às vezes elíptica) e “se”: A
O garoto perguntou qual seu nome. professora verificou se todos alunos estavam presentes.
Oração Subordinada Substantiva
- Pronomes indefinidos que, quem, qual, quanto (às vezes re-
Não sabemos por que a vizinha se mudou. gidos de preposição), nas interrogações indiretas: O pessoal queria
Oração Subordinada Substantiva saber quem era o dono do carro importado.

Classificação das Orações Subordinadas Substantivas - Advérbios como, quando, onde, por que, quão (às vezes re-
gidos de preposição), nas interrogações indiretas: Eu não sei por
De acordo com a função que exerce no período, a oração su- que ela fez isso.
bordinada substantiva pode ser:
a) Subjetiva c) Objetiva Indireta
É subjetiva quando exerce a função sintática de sujeito do ver- A oração subordinada substantiva objetiva indireta atua como
bo da oração principal. Observe: objeto indireto do verbo da oração principal. Vem precedida de
É fundamental o seu comparecimento à reunião. preposição.
Sujeito Meu pai insiste em meu estudo.
Objeto Indireto
É fundamental que você compareça à reunião.
Oração Principal Oração Subordinada Substantiva Subje- Meu pai insiste em que eu estude. (Meu pai insiste nisso)
tiva Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta
Atenção:
Observe que a oração subordinada substantiva pode ser subs- Obs.: em alguns casos, a preposição pode estar elíptica na ora-
tituída pelo pronome “ isso”. Assim, temos um período simples: ção.
É fundamental isso. ou Isso é fundamental. Marta não gosta (de) que a chamem de senhora.
Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta
Dessa forma, a oração correspondente a “isso” exercerá a fun-
ção de sujeito d) Completiva Nominal
Veja algumas estruturas típicas que ocorrem na oração prin- A oração subordinada substantiva completiva nominal com-
cipal: pleta um nome que pertence à oração principal e também vem
marcada por preposição.
- Verbos de ligação + predicativo, em construções do tipo: Sentimos orgulho de seu comportamento.
É bom - É útil - É conveniente - É certo - Parece certo - É claro - Complemento Nominal
Está evidente - Está comprovado
É bom que você compareça à minha festa. Sentimos orgulho de que você se comportou. (Sentimos
- Expressões na voz passiva, como: Sabe-se - Soube-se - Con- orgulho disso.)
ta-se - Diz-se - Comenta-se - É sabido - Foi anunciado - Ficou Oração Subordinada Substantiva Completiva No-
provado minal
Sabe-se que Aline não gosta de Pedro.
Lembre-se: as orações subordinadas substantivas objetivas
- Verbos como: convir - cumprir - constar - admirar - importar indiretas integram o sentido de um verbo, enquanto que orações
- ocorrer - acontecer subordinadas substantivas completivas nominais integram o sen-
Convém que não se atrase na entrevista. tido de um nome. Para distinguir uma da outra, é necessário levar
em conta o termo complementado. Essa é, aliás, a diferença entre o
Obs.: quando a oração subordinada substantiva é subjetiva, o objeto indireto e o complemento nominal: o primeiro complemen-
verbo da oração principal está sempre na 3ª. pessoa do singular. ta um verbo, o segundo, um nome.

b) Objetiva Direta e) Predicativa


A oração subordinada substantiva predicativa exerce papel de
A oração subordinada substantiva objetiva direta exerce fun- predicativo do sujeito do verbo da oração principal e vem sempre
ção de objeto direto do verbo da oração principal. depois do verbo ser.
Nosso desejo era sua desistência.
Todos querem sua aprovação no concurso. Predicativo do Sujeito
Objeto Direto
Nosso desejo era que ele desistisse. (Nosso desejo era isso)
Todos querem que você seja aprovado. (Todos querem Oração Subordinada Substantiva Predicativa
isso) Obs.: em certos casos, usa-se a preposição expletiva “de”
Oração Principal oração Subordinada Substantiva Objetiva para realce. Veja o exemplo: A impressão é de que não fui bem
Direta na prova.

Didatismo e Conhecimento 31
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f) Apositiva Classificação das Orações Subordinadas Adjetivas
A oração subordinada substantiva apositiva exerce função de
aposto de algum termo da oração principal. Na relação que estabelecem com o termo que caracterizam,
Fernanda tinha um grande sonho: a felicidade! as orações subordinadas adjetivas podem atuar de duas maneiras
Aposto diferentes. Há aquelas que restringem ou especificam o sentido do
(Fernanda tinha um grande sonho: isso.) termo a que se referem, individualizando-o. Nessas orações não
há marcação de pausa, sendo chamadas subordinadas adjetivas
Fernanda tinha um grande sonho: ser feliz! restritivas. Existem também orações que realçam um detalhe ou
Oração Subordinada Substantiva Apositiva amplificam dados sobre o antecedente, que já se encontra suficien-
reduzida de infinitivo temente definido, as quais denominam-se subordinadas adjetivas
explicativas.
* Dica: geralmente há a presença dos dois pontos! ( : ) Exemplo 1:
Jamais teria chegado aqui, não fosse a gentileza de um homem
2) ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS
que passava naquele momento.
Oração Subordinada Adjetiva Restritiva
Uma oração subordinada adjetiva é aquela que possui valor
e função de adjetivo, ou seja, que a ele equivale. As orações vêm
introduzidas por pronome relativo e exercem a função de adjunto Nesse período, observe que a oração em destaque restringe e
adnominal do antecedente. Observe o exemplo: particulariza o sentido da palavra “homem”: trata-se de um homem
Esta foi uma redação bem-sucedida. específico, único. A oração limita o universo de homens, isto é, não
Substantivo Adjetivo (Adjunto Adnominal) se refere a todos os homens, mas sim àquele que estava passando
naquele momento.
Note que o substantivo redação foi caracterizado pelo adjetivo
bem-sucedida. Nesse caso, é possível formarmos outra construção, Exemplo 2:
a qual exerce exatamente o mesmo papel. Veja: O homem, que se considera racional, muitas vezes age ani-
Esta foi uma redação que fez sucesso. malescamente.
Oração Principal Oração Subordinada Adjetiva Oração Subordinada Adjetiva Explicativa

Perceba que a conexão entre a oração subordinada adjetiva e Nesse período, a oração em destaque não tem sentido restritivo
o termo da oração principal que ela modifica é feita pelo prono- em relação à palavra “homem”; na verdade, essa oração apenas
me relativo “que”. Além de conectar (ou relacionar) duas orações, explicita uma ideia que já sabemos estar contida no conceito de
o pronome relativo desempenha uma função sintática na oração “homem”.
subordinada: ocupa o papel que seria exercido pelo termo que o Saiba que: A oração subordinada adjetiva explicativa é separa-
antecede. da da oração principal por uma pausa que, na escrita, é representa-
Obs.: para que dois períodos se unam num período composto, da pela vírgula. É comum, por isso, que a pontuação seja indicada
altera-se o modo verbal da segunda oração. como forma de diferenciar as orações explicativas das restritivas;
Atenção: Vale lembrar um recurso didático para reconhecer o de fato, as explicativas vêm sempre isoladas por vírgulas; as res-
pronome relativo que: ele sempre pode ser substituído por: o qual tritivas, não.
- a qual - os quais - as quais
Refiro-me ao aluno que é estudioso. 3) ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS
Essa oração é equivalente a:
Refiro-me ao aluno o qual estuda.
Uma oração subordinada adverbial é aquela que exerce a
função de adjunto adverbial do verbo da oração principal. Dessa
Forma das Orações Subordinadas Adjetivas
forma, pode exprimir circunstância de tempo, modo, fim, causa,
condição, hipótese, etc. Quando desenvolvida, vem introduzida
Quando são introduzidas por um pronome relativo e apresen-
tam verbo no modo indicativo ou subjuntivo, as orações subordi- por uma das conjunções subordinativas (com exclusão das inte-
nadas adjetivas são chamadas desenvolvidas. Além delas, existem grantes). Classifica-se de acordo com a conjunção ou locução con-
as orações subordinadas adjetivas reduzidas, que não são introdu- juntiva que a introduz.
zidas por pronome relativo (podem ser introduzidas por preposi-
ção) e apresentam o verbo numa das formas nominais (infinitivo, Durante a madrugada, eu olhei você dormindo.
gerúndio ou particípio). Oração Subordinada Adverbial
Ele foi o primeiro aluno que se apresentou.
Ele foi o primeiro aluno a se apresentar. Observe que a oração em destaque agrega uma circunstância
No primeiro período, há uma oração subordinada adjetiva de- de tempo. É, portanto, chamada de oração subordinada adverbial
senvolvida, já que é introduzida pelo pronome relativo “que” e temporal. Os adjuntos adverbiais são termos acessórios que indi-
apresenta verbo conjugado no pretérito perfeito do indicativo. No cam uma circunstância referente, via de regra, a um verbo. A clas-
segundo, há uma oração subordinada adjetiva reduzida de infiniti- sificação do adjunto adverbial depende da exata compreensão da
vo: não há pronome relativo e seu verbo está no infinitivo. circunstância que exprime. Observe os exemplos abaixo:

Didatismo e Conhecimento 32
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Naquele momento, senti uma das maiores emoções de minha vida. Principal conjunção subordinativa condicional: SE
Quando vi a estátua, senti uma das maiores emoções de minha Outras conjunções condicionais: caso, contanto que, desde
vida. que, salvo se, exceto se, a não ser que, a menos que, sem que, uma
vez que (seguida de verbo no subjuntivo).
No primeiro período, “naquele momento” é um adjunto adver- Se o regulamento do campeonato for bem elaborado, certa-
bial de tempo, que modifica a forma verbal “senti”. No segundo mente o melhor time será campeão.
período, esse papel é exercido pela oração “Quando vi a estátua”, Uma vez que todos aceitem a proposta, assinaremos o con-
que é, portanto, uma oração subordinada adverbial temporal. Essa trato.
oração é desenvolvida, pois é introduzida por uma conjunção su- Caso você se case, convide-me para a festa.
bordinativa (quando) e apresenta uma forma verbal do modo in- d) Concessão
dicativo (“vi”, do pretérito perfeito do indicativo). Seria possível As orações subordinadas adverbiais concessivas indicam con-
reduzi-la, obtendo-se: cessão às ações do verbo da oração principal, isto é, admitem uma
contradição ou um fato inesperado. A ideia de concessão está dire-
Ao ver a estátua, senti uma das maiores emoções de minha tamente ligada ao contraste, à quebra de expectativa.
vida. Principal conjunção subordinativa concessiva: EMBORA
Utiliza-se também a conjunção: conquanto e as locuções ainda
A oração em destaque é reduzida, pois apresenta uma das for- que, ainda quando, mesmo que, se bem que, posto que, apesar de
mas nominais do verbo (“ver” no infinitivo) e não é introduzida que.
por conjunção subordinativa, mas sim por uma preposição (“a”, Só irei se ele for.
combinada com o artigo “o”). A oração acima expressa uma condição: o fato de “eu” ir só se
Obs.: a classificação das orações subordinadas adverbiais é realizará caso essa condição seja satisfeita.
feita do mesmo modo que a classificação dos adjuntos adverbiais. Compare agora com:
Baseia-se na circunstância expressa pela oração. Irei mesmo que ele não vá.
A distinção fica nítida; temos agora uma concessão: irei de
Circunstâncias Expressas pelas Orações Subordinadas Ad- qualquer maneira, independentemente de sua ida. A oração desta-
verbiais cada é, portanto, subordinada adverbial concessiva.
a) Causa Observe outros exemplos:
A ideia de causa está diretamente ligada àquilo que provoca Embora fizesse calor, levei agasalho.
um determinado fato, ao motivo do que se declara na oração prin- Conquanto a economia tenha crescido, pelo menos metade da
cipal. “É aquilo ou aquele que determina um acontecimento”. população continua à margem do mercado de consumo.
Principal conjunção subordinativa causal: PORQUE Foi aprovado sem estudar (= sem que estudasse / embora não
Outras conjunções e locuções causais: como (sempre introdu- estudasse). (reduzida de infinitivo)
zido na oração anteposta à oração principal), pois, pois que, já
que, uma vez que, visto que. e) Comparação
As ruas ficaram alagadas porque a chuva foi muito forte. As orações subordinadas adverbiais comparativas estabelecem
Como ninguém se interessou pelo projeto, não houve alterna- uma comparação com a ação indicada pelo verbo da oração prin-
tiva a não ser cancelá-lo. cipal.
Já que você não vai, eu também não vou. Principal conjunção subordinativa comparativa: COMO
Ele dorme como um urso.
b) Consequência Saiba que: É comum a omissão do verbo nas orações subordi-
As orações subordinadas adverbiais consecutivas exprimem nadas adverbiais comparativas. Por exemplo:
um fato que é consequência, que é efeito do que se declara na ora- Agem como crianças. (agem)
ção principal. São introduzidas pelas conjunções e locuções: que, Oração Subordinada Adverbial Comparativa
de forma que, de sorte que, tanto que, etc., e pelas estruturas tão...
que, tanto...que, tamanho...que. No entanto, quando se comparam ações diferentes, isso não
Principal conjunção subordinativa consecutiva: QUE (precedi- ocorre. Por exemplo: Ela fala mais do que faz. (comparação do
do de tal, tanto, tão, tamanho) verbo falar e do verbo fazer).
É feio que dói. (É tão feio que, em consequência, causa dor.)
Nunca abandonou seus ideais, de sorte que acabou concreti- f) Conformidade
zando-os.
Não consigo ver televisão sem bocejar. (Oração Reduzida de As orações subordinadas adverbiais conformativas indicam
Infinitivo) ideia de conformidade, ou seja, exprimem uma regra, um modelo
adotado para a execução do que se declara na oração principal.
c) Condição Principal conjunção subordinativa conformativa: CONFOR-
Condição é aquilo que se impõe como necessário para a reali- ME
zação ou não de um fato. As orações subordinadas adverbiais con- Outras conjunções conformativas: como, consoante e segundo
dicionais exprimem o que deve ou não ocorrer para que se realize (todas com o mesmo valor de conforme).
ou deixe de se realizar o fato expresso na oração principal. Fiz o bolo conforme ensina a receita.

Didatismo e Conhecimento 33
LÍNGUA PORTUGUESA
Consoante reza a Constituição, todos os cidadãos têm direitos Joyce e Mozart são ótimos, mas eles, como quase toda a cul-
iguais. tura humanística, têm pouca relevância para nossa vida prática.
Sem que haja alteração de sentido, e de acordo com a nor-
g) Finalidade ma- -padrão da língua portuguesa, ao se substituir o termo em
As orações subordinadas adverbiais finais indicam a intenção, destaque, o trecho estará corretamente reescrito em:
a finalidade daquilo que se declara na oração principal. A) Joyce e Mozart são ótimos, portanto eles, como quase toda
Principal conjunção subordinativa final: A FIM DE QUE a cultura humanística, têm pouca relevância para nossa vida prá-
Outras conjunções finais: que, porque (= para que) e a locução tica.
conjuntiva para que. B) Joyce e Mozart são ótimos, conforme eles, como quase toda
a cultura humanística, têm pouca relevância para nossa vida prá-
Aproximei-me dela a fim de que ficássemos amigos.
tica.
Felipe abriu a porta do carro para que sua namorada entras-
C) Joyce e Mozart são ótimos, assim eles, como quase toda a
se. cultura humanística, têm pouca relevância para nossa vida prática.
h) Proporção D) Joyce e Mozart são ótimos, todavia eles, como quase toda a
As orações subordinadas adverbiais proporcionais exprimem cultura humanística, têm pouca relevância para nossa vida prática.
ideia de proporção, ou seja, um fato simultâneo ao expresso na E) Joyce e Mozart são ótimos, pois eles, como quase toda a
oração principal. cultura humanística, têm pouca relevância para nossa vida prática.
Principal locução conjuntiva subordinativa proporcional: À 04. (Analista Administrativo – VUNESP – 2013-adap.)
PROPORÇÃO QUE Em – ...fruto não só do novo acesso da população ao automóvel
Outras locuções conjuntivas proporcionais: à medida que, ao mas também da necessidade de maior número de viagens... –, os
passo que. Há ainda as estruturas: quanto maior...(maior), quanto termos em destaque estabelecem relação de
maior...(menor), quanto menor...(maior), quanto menor...(menor), A) explicação. B) oposição. C) alternância.
quanto mais...(mais), quanto mais...(menos), quanto menos... D) conclusão. E) adição.
(mais), quanto menos...(menos).
À proporção que estudávamos, acertávamos mais questões. 05. Analise a oração destacada: Não se desespere, que estare-
Visito meus amigos à medida que eles me convidam. mos a seu lado sempre.
Quanto maior for a altura, maior será o tombo. Marque a opção correta quanto à sua classificação:
A) Coordenada sindética aditiva.
B) Coordenada sindética alternativa.
i) Tempo
C) Coordenada sindética conclusiva.
As orações subordinadas adverbiais temporais acrescentam
D) Coordenada sindética explicativa.
uma ideia de tempo ao fato expresso na oração principal, podendo
exprimir noções de simultaneidade, anterioridade ou posteriorida- 06. A frase abaixo em que o conectivo E tem valor adversa-
de. tivo é:
Principal conjunção subordinativa temporal: QUANDO A) “O gesto é fácil E não ajuda em nada”.
Outras conjunções subordinativas temporais: enquanto, mal e B )“O que vemos na esquina E nos sinais de trânsito...”.
locuções conjuntivas: assim que, logo que, todas as vezes que, an- C) “..adultos submetem crianças E adolescentes à tarefa de pe-
tes que, depois que, sempre que, desde que, etc. dir esmola”.
Quando você foi embora, chegaram outros convidados. D) “Quem dá esmola nas ruas contribui para a manutenção da
Sempre que ele vem, ocorrem problemas. miséria E prejudica o desenvolvimento da sociedade”.
Mal você saiu, ela chegou. E) “A vida dessas pessoas é marcada pela falta de dinheiro, de
Terminada a festa, todos se retiraram. (= Quando terminou a moradia digna, emprego, segurança, lazer, cultura, acesso à saúde
festa) (Oração Reduzida de Particípio) E à educação”.

Questões sobre Orações Coordenadas 07. Assinale a alternativa em que o sentido da conjunção subli-
nhada está corretamente indicado entre parênteses.
01. A oração “Não se verificou, todavia, uma transplantação A) Meu primo formou-se em Direito, porém não pretende tra-
balhar como advogado. (explicação)
integral de gosto e de estilo” tem valor:
B) Não fui ao cinema nem assisti ao jogo. (adição)
A) conclusivo B) adversativo C) concessivo
C) Você está preparado para a prova; por isso, não se preocupe.
D) explicativo E) alternativo (oposição)
D) Vá dormir mais cedo, pois o vestibular será amanhã. (al-
02. “Estudamos, logo deveremos passar nos exames”. A ora- ternância)
ção em destaque é: E) Os meninos deviam correr para casa ou apanhariam toda a
a) coordenada explicativa b) coordenada adversativa chuva. (conclusão)
c) coordenada aditiva d) coordenada conclusiva
e) coordenada assindética 08. Analise sintaticamente as duas orações destacadas no texto
“O assaltante pulou o muro, mas não penetrou na casa, nem as-
03. (Agente Educacional – VUNESP – 2013-adap.) Releia o sustou seus habitantes.” A seguir, classifique-as, respectivamente,
seguinte trecho: como coordenadas:

Didatismo e Conhecimento 34
LÍNGUA PORTUGUESA
A) adversativa e aditiva. B) explicativa e aditiva. D) “Quem dá esmola nas ruas contribui para a manutenção da
C) adversativa e alternativa. D) aditiva e alternativa. miséria E prejudica o desenvolvimento da sociedade”. = adição
E) “A vida dessas pessoas é marcada pela falta de dinheiro, de
09. Um livro de receita é um bom presente porque ajuda as moradia digna, emprego, segurança, lazer, cultura, acesso à saúde
pessoas que não sabem cozinhar. A palavra “porque” pode ser E à educação”. = adição
substituída, sem alteração de sentido, por
A) entretanto. B) então. C) assim. D) pois. E) porém. 7-)
A) Meu primo formou-se em Direito, porém não pretende tra-
10- Na oração “Pedro não joga E NEM ASSISTE”, temos a balhar como advogado. = adversativa
presença de uma oração coordenada que pode ser classificada em: C) Você está preparado para a prova; por isso, não se preocupe.
A) Coordenada assindética; = conclusão
B) Coordenada assindética aditiva; D) Vá dormir mais cedo, pois o vestibular será amanhã.
C) Coordenada sindética alternativa;
= explicativa
D) Coordenada sindética aditiva.
E) Os meninos deviam correr para casa ou apanhariam toda a
chuva. = alternativa
GABARITO
01. B 02. E 03. D 04. E 05. D
06. A 07. B 08. A 09. D 10. D 8-) - mas não penetrou na casa = conjunção adversativa
RESOLUÇÃO - nem assustou seus habitantes = conjunção aditiva
9-) Um livro de receita é um bom presente porque ajuda as
1-) “Não se verificou, todavia, uma transplantação integral de pessoas que não sabem cozinhar.
gosto e de estilo” = conjunção adversativa, portanto: oração coor- = conjunção explicativa: pois
denada sindética adversativa
10-) E NEM ASSISTE= conjunção aditiva (ideia de adição,
2-) Estudamos, logo deveremos passar nos exames = a oração soma de fatos) = Coordenada sindética aditiva.
em destaque não é introduzida por conjunção, então: coordenada
assindética Questões sobre Orações Subordinadas

3-) Joyce e Mozart são ótimos, mas eles... = conjunção (e (Papiloscopista Policial – Vunesp/2013).
ideia) adversativa Mais denso, menos trânsito
A) Joyce e Mozart são ótimos, portanto eles, como quase toda
a cultura humanística, têm pouca relevância para nossa vida práti- As grandes cidades brasileiras estão congestionadas e em pro-
ca. = conclusiva cesso de deterioração agudizado pelo crescimento econômico da
B) Joyce e Mozart são ótimos, conforme eles, como quase toda última década. Existem deficiências evidentes em infraestrutura,
a cultura humanística, têm pouca relevância para nossa vida práti- mas é importante também considerar o planejamento urbano.
ca. = conformativa Muitas grandes cidades adotaram uma abordagem de descon-
C) Joyce e Mozart são ótimos, assim eles, como quase toda a centração, incentivando a criação de diversos centros urbanos, na
cultura humanística, têm pouca relevância para nossa vida prática. visão de que isso levaria a uma maior facilidade de deslocamento.
= conclusiva Mas o efeito tem sido o inverso. A criação de diversos centros
E) Joyce e Mozart são ótimos, pois eles, como quase toda a e o aumento das distâncias multiplicam o número de viagens, di-
cultura humanística, têm pouca relevância para nossa vida prática.
ficultando o investimento em transporte coletivo e aumentando a
= explicativa
necessidade do transporte individual.
Dica: conjunção pois como explicativa = dá para eu substituir
Se olharmos Los Angeles como a região que levou a des-
por porque; como conclusiva: substituo por portanto.
concentração ao extremo, ficam claras as consequências. Numa
4-) fruto não só do novo acesso da população ao automóvel região rica como a Califórnia, com enorme investimento viário,
mas também da necessidade de maior número de viagens... estabe- temos engarrafamentos gigantescos que viraram característica da
lecem relação de adição de ideias, de fatos cidade.
Os modelos urbanos bem-sucedidos são aqueles com elevado
5-) Não se desespere, que estaremos a seu lado sempre. adensamento e predominância do transporte coletivo, como mos-
= conjunção explicativa (= porque) - coordenada sindética ex- tram Manhattan e Tóquio.
plicativa O centro histórico de São Paulo é a região da cidade mais bem
servida de transporte coletivo, com infraestrutura de telecomuni-
6-) cação, água, eletricidade etc. Como em outras grandes cidades,
A) “O gesto é fácil E não ajuda em nada”. = mas não ajuda essa deveria ser a região mais adensada da metrópole. Mas não
(ideia contrária) é o caso. Temos, hoje, um esvaziamento gradual do centro, com
B )“O que vemos na esquina E nos sinais de trânsito...”. = deslocamento das atividades para diversas regiões da cidade.
adição A visão de adensamento com uso abundante de transporte co-
C) “..adultos submetem crianças E adolescentes à tarefa de pe- letivo precisa ser recuperada. Desse modo, será possível reverter
dir esmola”. = adição esse processo de uso cada vez mais intenso do transporte indivi-

Didatismo e Conhecimento 35
LÍNGUA PORTUGUESA
dual, fruto não só do novo acesso da população ao automóvel, C) tempo, pois ambos ainda são adolescentes, mas já pensam
mas também da necessidade de maior número de viagens em fun- em casamento.
ção da distância cada vez maior entre os destinos da população. D) condição, pois Lute sabe que exercendo a profissão de mú-
(Henrique Meirelles, Folha de S.Paulo, 13.01.2013. Adaptado) sico provavelmente ganhará pouco.
E) finalidade, pois Honi espera que seu futuro marido torne-se
As expressões mais denso e menos trânsito, no título, estabele- um artista famoso.
cem entre si uma relação de
(A) comparação e adição. (B) causa e consequência. 05. (Analista Administrativo – VUNESP – 2013). Em – Ape-
(C) conformidade e negação. (D) hipótese e concessão. sar da desconcentração e do aumento da extensão urbana veri-
(E) alternância e explicação ficados no Brasil, é importante desenvolver e adensar ainda mais
os diversos centros já existentes... –, sem que tenha seu sentido
02. (Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária – VUNESP alterado, o trecho em destaque está corretamente reescrito em:
– 2013). No trecho – Tem surtido um efeito positivo por eles se tor- A) Mesmo com a desconcentração e o aumento da Extensão
narem uma referência positiva dentro da unidade, já que cumprem urbana verificados no Brasil, é importante desenvolver e adensar
melhor as regras, respeitam o próximo e pensam melhor nas suas ainda mais os diversos centros já existentes...
ações, refletem antes de tomar uma atitude. – o termo em destaque B) Uma vez que se verifica a desconcentração e o aumento
estabelece entre as orações uma relação de da extensão urbana no Brasil, é importante desenvolver e adensar
A) condição. B) causa. C) comparação. D) tempo. ainda mais os diversos centros já existentes...
E) concessão. C) Assim como são verificados a desconcentração e o aumento
03. (UFV-MG) As orações subordinadas substantivas que apa- da extensão urbana no Brasil, é importante desenvolver e adensar
recem nos períodos abaixo são todas subjetivas, exceto: ainda mais os diversos centros já existentes...
A) Decidiu-se que o petróleo subiria de preço. D) Visto que com a desconcentração e o aumento da extensão
B) É muito bom que o homem, vez por outra, reflita sobre sua urbana verificados no Brasil, é importante desenvolver e adensar
vida. ainda mais os diversos centros já existentes...
E) De maneira que, com a desconcentração e o aumento da
C) Ignoras quanto custou meu relógio?
extensão urbana verificados no Brasil, é importante desenvolver e
D) Perguntou-se ao diretor quando seríamos recebidos.
adensar ainda mais os diversos centros já existentes...
E) Convinha-nos que você estivesse presente à reunião
06. (Analista Administrativo – VUNESP – 2013). Em – É fun-
04. (Agente de Vigilância e Recepção – VUNESP – 2013).
damental que essa visão de adensamento com uso abundante de
Considere a tirinha em que se vê Honi conversando com seu Na-
transporte coletivo seja recuperada para que possamos reverter
morado Lute. esse processo de uso… –, a expressão em destaque estabelece en-
tre as orações relação de
A) consequência.
B) condição.
C) finalidade.
D) causa.
E) concessão.

07. (Analista de Sistemas – VUNESP – 2013 – adap.). Consi-


dere o trecho: “Como as músicas eram de protesto, naquele mes-
mo ano foi enquadrado na lei de segurança nacional pela ditadura
militar e exilado.” O termo Como, em destaque na primeira parte
do enunciado, expressa ideia de
A) contraste e tem sentido equivalente a porém.
B) concessão e tem sentido equivalente a mesmo que.
C) conformidade e tem sentido equivalente a conforme.
D) causa e tem sentido equivalente a visto que.
E) finalidade e tem sentido equivalente a para que.

08. (Analista em Planejamento, Orçamento e Finanças Públi-


cas – VUNESP – 2013-adap.) No trecho – “Fio, disjuntor, toma-
da, tudo!”, insiste o motorista, com tanto orgulho que chega a
(Dik Browne, Folha de S. Paulo, 26.01.2013) contaminar-me. –, a construção tanto ... que estabelece entre as
construções [com tanto orgulho] e [que chega a contaminar-me]
É correto afirmar que a expressão contanto que estabelece en- uma relação de
tre as orações relação de A) condição e finalidade.
A) causa, pois Honi quer ter filhos e não deseja trabalhar de- B) conformidade e proporção.
pois de casada. C) finalidade e concessão.
B) comparação, pois o namorado espera ter sucesso como can- D) proporção e comparação.
tor romântico. E) causa e consequência.

Didatismo e Conhecimento 36
LÍNGUA PORTUGUESA
09. “Os Estados Unidos são considerados hoje um país bem 8-) com tanto orgulho que chega a contaminar-me. – a constru-
mais fechado – embora em doze dias recebam o mesmo número ção estabelece uma relação de causa e consequência. (a causa da
de imigrantes que o Brasil em um ano.” A alternativa que substitui “contaminação” – consequência)
a expressão em negrito, sem prejuízo ao conteúdo, é:
A) já que. 9-) Os Estados Unidos são considerados hoje um país bem
B) todavia. mais fechado – embora em doze dias recebam o mesmo número
C) ainda que. de imigrantes que o Brasil em um ano.” = conjunção concessiva:
D) entretanto. ainda que
E) talvez.
10-) contanto que garantam sua autenticidade. = conjunção
10. (Escrevente TJ SP – Vunesp – 2013) Assinale a alternativa condicional = desde que
que substitui o trecho em destaque na frase – Assinarei o docu-
Questões sobre Análise Sintática
mento, contanto que garantam sua autenticidade. – sem que haja
prejuízo de sentido.
01. (Agente de Apoio Administrativo – FCC – 2013). Os tra-
(A) desde que garantam sua autenticidade.
balhadores passaram mais tempo na escola...
(B) no entanto garantam sua autenticidade. O segmento grifado acima possui a mesma função sintática
(C) embora garantam sua autenticidade. que o destacado em:
(D) portanto garantam sua autenticidade. A) ...o que reduz a média de ganho da categoria.
(E) a menos que garantam sua autenticidade. B) ...houve mais ofertas de trabalhadores dessa classe.
C) O crescimento da escolaridade também foi impulsionado...
GABARITO D) ...elevando a fatia dos brasileiros com ensino médio...
E) ...impulsionado pelo aumento do número de universida-
01. B 02. B 03. C 04. D 05. A des...
06. C 07. D 08. E 09. C 10. A
02.(Agente de Defensoria Pública – FCC – 2013). Donos de
RESOLUÇÃO uma capacidade de orientação nas brenhas selvagens [...], sabiam
os paulistas como...
1-) mais denso e menos trânsito = mais denso, consequente- O segmento em destaque na frase acima exerce a mesma fun-
mente, menos trânsito, então: causa e consequência ção sintática que o elemento grifado em:
A) Nas expedições breves serviam de balizas ou mostradores
2-) já que cumprem melhor as regras = estabelece entre as para a volta.
orações uma relação de causa com a consequência de “tem um B) Às estreitas veredas e atalhos [...], nada acrescentariam
efeito positivo”. aqueles de considerável...
C) Só a um olhar muito exercitado seria perceptível o sinal.
3-) Ignoras quanto custou meu relógio? = oração subordinada D) Uma sequência de tais galhos, em qualquer floresta, podia
substantiva objetiva direta significar uma pista.
A oração não atende aos requisitos de tais orações, ou seja, não E) Alguns mapas e textos do século XVII apresentam-nos a
se inicia com verbo de ligação, tampouco pelos verbos “convir”, vila de São Paulo como centro...
“parecer”, “importar”, “constar” etc., e também não inicia com as
03. Há complemento nominal em:
conjunções integrantes “que” e “se”.
A)Você devia vir cá fora receber o beijo da madrugada.
B)... embora fosse quase certa a sua possibilidade de ganhar
4-) a expressão contanto que estabelece uma relação de con- a vida.
dição (condicional) C)Ela estava na janela do edifício.
D)... sem saber ao certo se gostávamos dele.
5-) Apesar da desconcentração e do aumento da extensão urba- E)Pouco depois começaram a brincar de bandido e mocinho
na verificados no Brasil = conjunção concessiva de cinema.
B) Uma vez que se verifica a desconcentração e o aumento da
extensão urbana no Brasil, = causal 04. (ESPM-SP) Em “esta lhe deu cem mil contos”, o termo
C) Assim como são verificados a desconcentração e o aumento destacado é:
da extensão urbana no Brasil = comparativa A) pronome possessivo
D) Visto que com a desconcentração e o aumento da extensão B) complemento nominal
urbana verificados no Brasil = causal C) objeto indireto
E) De maneira que, com a desconcentração e o aumento da D) adjunto adnominal
extensão urbana verificados no Brasil = consecutivas E) objeto direto

6-) para que possamos = conjunção final (finalidade) 05. Assinale a alternativa correta e identifique o sujeito das se-
guintes orações em relação aos verbos destacados:
7-) “Como as músicas eram de protesto = expressa ideia de - Amanhã teremos uma palestra sobre qualidade de vida.
causa da consequência “foi enquadrado” = causa e tem sentido - Neste ano, quero prestar serviço voluntário.
equivalente a visto que. A)Tu – vós B)Nós – eu C)Vós – nós D) Ele - tu

Didatismo e Conhecimento 37
LÍNGUA PORTUGUESA
06. Classifique o sujeito das orações destacadas no texto se- 5-) - Amanhã ( nós ) teremos uma palestra sobre qualidade de
guinte e, a seguir, assinale a sequência correta. vida.
É notável, nos textos épicos, a participação do sobrenatural. - Neste ano, ( eu ) quero prestar serviço voluntário.
É frequente a mistura de assuntos relativos ao nacionalismo com
o caráter maravilhoso. Nas epopeias, os deuses tomam partido e 6-) É notável, nos textos épicos, a participação do sobrenatural.
interferem nas aventuras dos heróis, ajudando-os ou atrapalhan- É frequente a mistura de assuntos relativos ao nacionalismo com
do- -os. o caráter maravilhoso. Nas epopeias, os deuses tomam partido e
A)simples, composto B)indeterminado, composto interferem nas aventuras dos heróis, ajudando-os ou atrapalhan-
C)simples, simples D) oculto, indeterminado do-os.
Ambos os termos apresentam sujeito simples
07. (ESPM-SP) “Surgiram fotógrafos e repórteres”. Identi-
fique a alternativa que classifica corretamente a função sintática e 7-) Surgiram fotógrafos e repórteres.
a classe morfológica dos termos destacados: O sujeito está deslocado, colocado na ordem indireta (final
A) objeto indireto – substantivo da oração). Portanto: função sintática: sujeito (composto); classe
B) objeto direto - substantivo morfológica (classe de palavras): substantivos.
C) sujeito – adjetivo
D) objeto direto – adjetivo
E) sujeito - substantivo
PONTUAÇÃO.
GABARITO

01. C 02. D 03. B 04. C 05. B 06. C 07. E


Os sinais de pontuação são marcações gráficas que servem
RESOLUÇÃO para compor a coesão e a coerência textual, além de ressaltar es-
pecificidades semânticas e pragmáticas. Vejamos as principais
1-) Os trabalhadores passaram mais tempo na escola
funções dos sinais de pontuação conhecidos pelo uso da língua
= SUJEITO
portuguesa.
A) ...o que reduz a média de ganho da categoria. = objeto direto
B) ...houve mais ofertas de trabalhadores dessa classe. = objeto
Ponto
direto
1- Indica o término do discurso ou de parte dele.
C) O crescimento da escolaridade também foi impulsionado...
- Façamos o que for preciso para tirá-la da situação em que
= sujeito paciente
se encontra.
D) ...elevando a fatia dos brasileiros com ensino médio... =
objeto direto - Gostaria de comprar pão, queijo, manteiga e leite.
E) ...impulsionado pelo aumento do número de universida- - Acordei. Olhei em volta. Não reconheci onde estava.
des... = agente da passiva
2- Usa-se nas abreviações - V. Exª. - Sr.
2-) Donos de uma capacidade de orientação nas brenhas selva-
gens [...], sabiam os paulistas como... = SUJEITO Ponto e Vírgula ( ; )
A) Nas expedições breves = ADJUNTO ADVERBIAL 1- Separa várias partes do discurso, que têm a mesma impor-
B) nada acrescentariam aqueles de considerável...= adjunto tância.
adverbial - “Os pobres dão pelo pão o trabalho; os ricos dão pelo pão
C) seria perceptível o sinal. = predicativo a fazenda; os de espíritos generosos dão pelo pão a vida; os de
D) Uma sequência de tais galhos = sujeito nenhum espírito dão pelo pão a alma...” (VIEIRA)
E) apresentam-nos a vila de São Paulo como = objeto direto
2- Separa partes de frases que já estão separadas por vírgulas.
3-) - Alguns quiseram verão, praia e calor; outros, montanhas,
A) o beijo da madrugada. = adjunto adnominal frio e cobertor.
B)a sua possibilidade de ganhar a vida. = complemento nomi-
nal (possibilidade de quê?) 3- Separa itens de uma enumeração, exposição de motivos, de-
C)na janela do edifício. = adjunto adnominal creto de lei, etc.
D)... sem saber ao certo se gostávamos dele. = objeto indireto - Ir ao supermercado;
E) a brincar de bandido e mocinho de cinema = objeto indireto - Pegar as crianças na escola;
- Caminhada na praia;
4-) esta lhe deu cem mil contos = o verbo DAR é bitransitivo, - Reunião com amigos.
ou seja, transitivo direto e indireto, portanto precisa de dois com-
plementos – dois objetos: direto e indireto. Dois pontos
Deu o quê? = cem mil contos (direto) 1- Antes de uma citação
Deu a quem? lhe (=a ele, a ela) = indireto - Vejamos como Afrânio Coutinho trata este assunto:

Didatismo e Conhecimento 38
LÍNGUA PORTUGUESA
2- Antes de um aposto a) do adjunto adverbial (colocado no início da oração): Depois
- Três coisas não me agradam: chuva pela manhã, frio à tarde das sete horas, todo o comércio está de portas fechadas.
e calor à noite. b) dos objetos pleonásticos antepostos ao verbo: Aos pesquisa-
dores, não lhes destinaram verba alguma.
3- Antes de uma explicação ou esclarecimento c) do nome de lugar anteposto às datas: Recife, 15 de maio de
- Lá estava a deplorável família: triste, cabisbaixa, vivendo a 1982.
rotina de sempre.
- Para separar entre si elementos coordenados (dispostos em
4- Em frases de estilo direto enumeração):
Maria perguntou: Era um garoto de 15 anos, alto, magro.
- Por que você não toma uma decisão? A ventania levou árvores, e telhados, e pontes, e animais.
Ponto de Exclamação
- Para marcar elipse (omissão) do verbo:
1- Usa-se para indicar entonação de surpresa, cólera, susto,
Nós queremos comer pizza; e vocês, churrasco.
súplica, etc.
- Para isolar:
- Sim! Claro que eu quero me casar com você!
- o aposto: São Paulo, considerada a metrópole brasileira,
2- Depois de interjeições ou vocativos
- Ai! Que susto! possui um trânsito caótico.
- João! Há quanto tempo! - o vocativo: Ora, Thiago, não diga bobagem.
Ponto de Interrogação
Usa-se nas interrogações diretas e indiretas livres. Fontes: http://www.infoescola.com/portugues/pontuacao/
“- Então? Que é isso? Desertaram ambos?” (Artur Azevedo) http://www.brasilescola.com/gramatica/uso-da-virgula.htm
Questões sobre Pontuação
Reticências
1- Indica que palavras foram suprimidas. 01. (Agente Policial – Vunesp – 2013). Assinale a alternativa
- Comprei lápis, canetas, cadernos... em que a pontuação está corretamente empregada, de acordo com
a norma-padrão da língua portuguesa.
2- Indica interrupção violenta da frase. (A) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, embora,
“- Não... quero dizer... é verdad... Ah!” experimentasse, a sensação de violar uma intimidade, procurou a
esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo que pudesse aju-
3- Indica interrupções de hesitação ou dúvida dar a revelar quem era a sua dona.
- Este mal... pega doutor? (B) Diante, da testemunha o homem abriu a bolsa e, embora
experimentasse a sensação, de violar uma intimidade, procurou a
4- Indica que o sentido vai além do que foi dito esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo que pudesse aju-
- Deixa, depois, o coração falar... dar a revelar quem era a sua dona.
(C) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, embora
Vírgula experimentasse a sensação de violar uma intimidade, procurou a
esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo que pudesse aju-
Não se usa vírgula dar a revelar quem era a sua dona.
*separando termos que, do ponto de vista sintático, ligam-se (D) Diante da testemunha, o homem, abriu a bolsa e, embora
diretamente entre si: experimentasse a sensação de violar uma intimidade, procurou a
- entre sujeito e predicado.
esmo entre as coisinhas, tentando, encontrar algo que pudesse aju-
Todos os alunos da sala foram advertidos.
dar a revelar quem era a sua dona.
Sujeito predicado
(E) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, embora,
experimentasse a sensação de violar uma intimidade, procurou a
- entre o verbo e seus objetos.
O trabalho custou sacrifício aos realizadores. esmo entre as coisinhas, tentando, encontrar algo que pudesse aju-
V.T.D.I. O.D. O.I. dar a revelar quem era a sua dona.

Usa-se a vírgula: 02. (CNJ – TÉCNICO JUDICIÁRIO – CESPE/2013 - ADAP-


- Para marcar intercalação: TADA) Jogadores de futebol de diversos times entraram em cam-
a) do adjunto adverbial: O café, em razão da sua abundância, po em prol do programa “Pai Presente”, nos jogos do Campeo-
vem caindo de preço. nato Nacional em apoio à campanha que visa 4 reduzir o número
b) da conjunção: Os cerrados são secos e áridos. Estão produ- de pessoas que não possuem o nome do pai em sua certidão de
zindo, todavia, altas quantidades de alimentos. nascimento. (...)
c) das expressões explicativas ou corretivas: As indústrias não A oração subordinada “que não possuem o nome do pai em sua
querem abrir mão de suas vantagens, isto é, não querem abrir mão certidão de nascimento” não é antecedida por vírgula porque tem
dos lucros altos. natureza restritiva.
- Para marcar inversão: ( ) Certo ( ) Errado

Didatismo e Conhecimento 39
LÍNGUA PORTUGUESA
03.(BNDES – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – BN- 07. (DETRAN - OFICIAL ESTADUAL DE TRÂNSITO –
DES/2012) Em que período a vírgula pode ser retirada, mantendo- VUNESP/2013) Assinale a alternativa correta quanto ao uso da
se o sentido e a obediência à norma-padrão? pontuação.
(A) Quando o técnico chegou, a equipe começou o treino. (A) Segundo alguns psicólogos, é possível, em certas circuns-
(B) Antônio, quer saber as últimas novidades dos esportes? tâncias, ceder à frustração para que a raiva seja aliviada.
(C) As Olimpíadas de 2016 ocorrerão no Rio, que se prepara (B) Dirigir pode aumentar, nosso nível de estresse, porque
para o evento. você está junto; com os outros motoristas cujos comportamentos,
(D) Atualmente, várias áreas contribuem para o aprimoramen- são desconhecidos.
to do desportista. (C) Os motoristas, devem saber, que os carros podem ser uma
(E) Eis alguns esportes que a Ciência do Esporte ajuda: judô, extensão de nossa personalidade.
natação e canoagem. (D) A ira de trânsito pode ocasionar, acidentes e; aumentar os
níveis de estresse em alguns motoristas.
04. (BANPARÁ/PA – TÉCNICO BANCÁRIO – ESPP/2012) (E) Os congestionamentos e o número de motoristas na rua,
Assinale a alternativa em que a pontuação está correta. são as principais causas da ira de trânsito.
a) Meu grande amigo Pedro, esteve aqui ontem!
b) Foi solicitado, pelo diretor o comprovante da transação. 08. (ACADEMIA DE POLÍCIA DO ESTADO DE MINAS
c) Maria, você trouxe os documentos? GERAIS – TÉCNICO ASSISTENTE DA POLÍCIA CIVIL - FU-
d) O garoto de óculos leu, em voz alta o poema. MARC/2013) “Paciência, minha filha, este é apenas um ciclo eco-
e) Na noite de ontem o vigia percebeu, uma movimentação nômico e a nossa geração foi escolhida para este vexame, você aí
estranha. desse tamanho pedindo esmola e eu aqui sem nada para te dizer,
agora afasta que abriu o sinal.”
05. (Papiloscopista Policial – Vunesp – 2013 – adap.). Assinale No período acima, as vírgulas foram empregadas em “Paciên-
cia, minha filha, este é [...]”, para separar
a alternativa em que a frase mantém-se correta após o acréscimo
(A) aposto.
das vírgulas.
(B) vocativo.
(A) Se a criança se perder, quem encontrá-la, verá na pulseira
(C) adjunto adverbial.
instruções para que envie, uma mensagem eletrônica ao grupo ou
(D) expressão explicativa.
acione o código na internet.
09. (INFRAERO – CADASTRO RESERVA OPERACIONAL
(B) Um geolocalizador também, avisará, os pais de onde o có-
PROFISSIONAL DE TRÁFEGO AÉREO – FCC/2011) O período
digo foi acionado.
corretamente pontuado é:
(C) Assim que o código é digitado, familiares cadastrados, re- (A) Os filmes que, mostram a luta pela sobrevivência em con-
cebem automaticamente, uma mensagem dizendo que a criança dições hostis nem sempre conseguem agradar, aos espectadores.
foi encontrada. (B) Várias experiências de prisioneiros, semelhantes entre si,
(D) De fabricação chinesa, a nova pulseirinha, chega primeiro podem ser reunidas e fazer parte de uma mesma história ficcional.
às, areias do Guarujá. (C) A história de heroísmo e de determinação que nem sempre,
(E) O sistema permite, ainda, cadastrar o nome e o telefone de é convincente, se passa em um cenário marcado, pelo frio.
quem a encontrou e informar um ponto de referência (D) Caminhar por um extenso território gelado, é correr riscos
iminentes que comprometem, a sobrevivência.
06. (DNIT – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – ESAF/2013) (E) Para os fugitivos que se propunham, a alcançar a liberdade,
Para que o fragmento abaixo seja coerente e gramaticalmente cor- nada poderia parecer, realmente intransponível.
reto, é necessário inserir sinais de pontuação. Assinale a posição
em que não deve ser usado o sinal de ponto, e sim a vírgula, para GABARITO
que sejam respeitadas as regras gramaticais. Desconsidere os ajus- 01. C 02. C 03. D 04. C 05. E
tes nas letras iniciais minúsculas. 06. D 07. A 08. B 09.B
O projeto Escola de Bicicleta está distribuindo bicicletas de
bambu para 4600 alunos da rede pública de São Paulo(A) o pro- RESOLUÇÃO
grama desenvolve ainda oficinas e cursos para as crianças utili-
zarem a bicicleta de forma segura e correta(B) os alunos ajudam 1- Assinalei com um (X) as pontuações inadequadas
a traçar ciclorrotas e participam de atividades sobre cidadania (A) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, embo-
e reciclagem(C) as escolas participantes se tornam também cen- ra, (X) experimentasse , (X) a sensação de violar uma intimidade,
tros de descarte de garrafas PET(D) destinadas depois para reci- procurou a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo que
clagem(E) o programa possibilitará o retorno das bicicletas pela pudesse ajudar a revelar quem era a sua dona.
saúde das crianças e transformação das comunidades em lugares (B) Diante , (X) da testemunha o homem abriu a bolsa e, em-
melhores para se viver. bora experimentasse a sensação , (X) de violar uma intimidade,
(Adaptado de Vida Simples, abril de 2012, edição 117) procurou a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo que
a) A pudesse ajudar a revelar quem era a sua dona.
b) B (D) Diante da testemunha, o homem , (X) abriu a bolsa e, em-
c) C bora experimentasse a sensação de violar uma intimidade, procu-
d) D rou a esmo entre as coisinhas, tentando , (X) encontrar algo que
e) E pudesse ajudar a revelar quem era a sua dona.

Didatismo e Conhecimento 40
LÍNGUA PORTUGUESA
(E) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, embora , 7-) Fiz as indicações (X) das pontuações inadequadas:
(X) experimentasse a sensação de violar uma intimidade, procu- (A) Segundo alguns psicólogos, é possível, em certas circuns-
rou a esmo entre as coisinhas, tentando , (X) encontrar algo que tâncias, ceder à frustração para que a raiva seja aliviada.
pudesse ajudar a revelar quem era a sua dona. (B) Dirigir pode aumentar, (X) nosso nível de estresse, porque
você está junto; (X) com os outros motoristas cujos comportamen-
2-) A oração restringe o grupo que participará da campanha tos, (X) são desconhecidos.
(apenas os que não têm o nome do pai na certidão de nascimen- (C) Os motoristas, (X) devem saber, (X) que os carros podem
to). Se colocarmos uma vírgula, a oração tornar-se-á “explicativa”, ser uma extensão de nossa personalidade.
generalizando a informação, o que dará a entender que TODAS as (D) A ira de trânsito pode ocasionar, (X) acidentes e; (X) au-
pessoa não têm o nome do pai na certidão. mentar os níveis de estresse em alguns motoristas.
RESPOSTA: “CERTO”. (E) Os congestionamentos e o número de motoristas na rua,
(X) são as principais causas da ira de trânsito.
3-)
(A) Quando o técnico chegou, a equipe começou o treino. = 8-) Paciência, minha filha, este é... = é o termo usado para se
mantê-la (termo deslocado) dirigir ao interlocutor, ou seja, é um vocativo.
(B) Antônio, quer saber as últimas novidades dos esportes? =
mantê-la (vocativo) 9-) Fiz as marcações (X) onde as pontuações estão inadequa-
(C) As Olimpíadas de 2016 ocorrerão no Rio, que se prepara das ou faltantes:
para o evento. (A) Os filmes que,(X) mostram a luta pela sobrevivência em
= mantê-la (explicação) condições hostis nem sempre conseguem agradar, (X) aos espec-
(D) Atualmente, várias áreas contribuem para o aprimoramen- tadores.
to do desportista. (B) Várias experiências de prisioneiros, semelhantes entre si,
= pode retirá-la (advérbio de tempo) podem ser reunidas e fazer parte de uma mesma história ficcional.
(E) Eis alguns esportes que a Ciência do Esporte ajuda: judô, (C) A história de heroísmo e de determinação (X) que nem
natação e canoagem. sempre, (X) é convincente, se passa em um cenário marcado, (X)
= mantê-la (enumeração) pelo frio.
4-) Assinalei com (X) a pontuação inadequada ou faltante: (D) Caminhar por um extenso território gelado, (X) é correr
a) Meu grande amigo Pedro, (X) esteve aqui ontem! riscos iminentes (X) que comprometem, (X) a sobrevivência.
b) Foi solicitado, (X) pelo diretor o comprovante da transação. (E) Para os fugitivos que se propunham, (X) a alcançar a liber-
c) Maria, você trouxe os documentos? dade, nada poderia parecer, (X) realmente intransponível.
d) O garoto de óculos leu, em voz alta (X) o poema.
e) Na noite de ontem (X) o vigia percebeu, (X) uma movimen- Recomendo a visualização do link abaixo para entender, de
tação estranha. uma maneira criativa, a importância da pontuação!

5-) Assinalei com (X) onde estão as pontuações inadequadas http://www.youtube.com/watch?v=JxJrS6augu0


(A) Se a criança se perder, quem encontrá-la , (X) verá na
pulseira instruções para que envie , (X) uma mensagem eletrônica
ao grupo ou acione o código na internet. ESTRUTURA E FORMAÇÃO DE PALAVRAS.
(B) Um geolocalizador também , (X) avisará , (X) os pais de
onde o código foi acionado.
(C) Assim que o código é digitado, familiares cadastrados ,
(X) recebem ( , ) automaticamente, uma mensagem dizendo que a
criança foi encontrada. caro Candidato , esse conteúdo já foi visto em:
(D) De fabricação chinesa, a nova pulseirinha , (X) chega pri- EQUIVALÊNCIA E
meiro às , (X) areias do Guarujá. TRANSFORMAÇÃO DE ESTRUTURAS.

6-)
O projeto Escola de Bicicleta está distribuindo bicicletas de
bambu para 4600 alunos da rede pública de São Paulo(A). O pro-
grama desenvolve ainda oficinas e cursos para as crianças utili-
zarem a bicicleta de forma segura e correta(B). Os alunos ajudam
a traçar ciclorrotas e participam de atividades sobre cidadania e
reciclagem(C). As escolas participantes se tornam também centros
de descarte de garrafas PET(D), destinadas depois para recicla-
gem(E). O programa possibilitará o retorno das bicicletas pela
saúde das crianças e transformação das comunidades em lugares
melhores para se viver.
A vírgula deve ser colocada após a palavra “PET”, posição
(D), pois antecipa um termo explicativo.

Didatismo e Conhecimento 41
LÍNGUA PORTUGUESA
Flexão dos adjetivos
FUNÇÕES DAS CLASSES DE PALAVRAS.
FLEXÃO NOMINAL E VERBAL. O adjetivo varia em gênero, número e grau.
PRONOMES: EMPREGO, FORMAS DE Gênero dos Adjetivos
TRATAMENTO E COLOCAÇÃO.
Os adjetivos concordam com o substantivo a que se referem
(masculino e feminino). De forma semelhante aos substantivos,
classificam-se em:
Adjetivo é a palavra que expressa uma qualidade ou caracterís-
tica do ser e se relaciona com o substantivo. Biformes - têm duas formas, sendo uma para o masculino e
Ao analisarmos a palavra bondoso, por exemplo, percebemos outra para o feminino. Por exemplo: ativo e ativa, mau e má, judeu
que, além de expressar uma qualidade, ela pode ser colocada ao e judia.
lado de um substantivo: homem bondoso, moça bondosa, pessoa Se o adjetivo é composto e biforme, ele flexiona no feminino
bondosa. somente o último elemento. Por exemplo: o moço norte-america-
Já com a palavra bondade, embora expresse uma qualidade, no, a moça norte-americana.
não acontece o mesmo; não faz sentido dizer: homem bondade, Exceção: surdo-mudo e surda-muda.
moça bondade, pessoa bondade. Bondade, portanto, não é adjeti-
vo, mas substantivo. Uniformes - têm uma só forma tanto para o masculino como
para o feminino. Por exemplo: homem feliz e mulher feliz.
Morfossintaxe do Adjetivo: Se o adjetivo é composto e uniforme, fica invariável no femi-
nino. Por exemplo: conflito político-social e desavença político-
O adjetivo exerce sempre funções sintáticas (função dentro de social.
uma oração) relativas aos substantivos, atuando como adjunto ad-
nominal ou como predicativo (do sujeito ou do objeto). Número dos Adjetivos
Adjetivo Pátrio (ou gentílico) Plural dos adjetivos simples
Os adjetivos simples flexionam-se no plural de acordo com as
Indica a nacionalidade ou o lugar de origem do ser. Observe regras estabelecidas para a flexão numérica dos substantivos sim-
alguns deles: ples. Por exemplo: mau e maus, feliz e felizes, ruim e ruins boa
e boas
Estados e cidades brasileiros:
Alagoas alagoano
Caso o adjetivo seja uma palavra que também exerça função
Amapá amapaense
de substantivo, ficará invariável, ou seja, se a palavra que estiver
Aracaju aracajuano ou aracajuense
qualificando um elemento for, originalmente, um substantivo, ela
Amazonas amazonense ou baré
manterá sua forma primitiva. Exemplo: a palavra cinza é origi-
Belo Horizonte belo-horizontino
nalmente um substantivo; porém, se estiver qualificando um ele-
Brasília brasiliense
mento, funcionará como adjetivo. Ficará, então, invariável. Logo:
Cabo Frio cabo-friense
Campinas campineiro ou campinense camisas cinza, ternos cinza.
Veja outros exemplos:
Adjetivo Pátrio Composto Motos vinho (mas: motos verdes)
Paredes musgo (mas: paredes brancas).
Na formação do adjetivo pátrio composto, o primeiro elemento Comícios monstro (mas: comícios grandiosos).
aparece na forma reduzida e, normalmente, erudita. Observe al-
guns exemplos: Adjetivo Composto

África afro- / Cultura afro-americana É aquele formado por dois ou mais elementos. Normalmente,
Alemanha germano- ou teuto-/Competições teuto-inglesas esses elementos são ligados por hífen. Apenas o último elemento
América américo- / Companhia américo-africana concorda com o substantivo a que se refere; os demais ficam na
Bélgica belgo- / Acampamentos belgo-franceses forma masculina, singular. Caso um dos elementos que formam
China sino- / Acordos sino-japoneses o adjetivo composto seja um substantivo adjetivado, todo o ad-
Espanha hispano- / Mercado hispano-português jetivo composto ficará invariável. Por exemplo: a palavra rosa é
Europa euro- / Negociações euro-americanas originalmente um substantivo, porém, se estiver qualificando um
França franco- ou galo- / Reuniões franco-italianas elemento, funcionará como adjetivo. Caso se ligue a outra palavra
Grécia greco- / Filmes greco-romanos por hífen, formará um adjetivo composto; como é um substanti-
Inglaterra anglo- / Letras anglo-portuguesas vo adjetivado, o adjetivo composto inteiro ficará invariável. Por
Itália ítalo- / Sociedade ítalo-portuguesa exemplo:
Japão nipo- / Associações nipo-brasileiras Camisas rosa-claro.
Portugal luso- / Acordos luso-brasileiros Ternos rosa-claro.

Didatismo e Conhecimento 42
LÍNGUA PORTUGUESA
Olhos verde-claros. Superlativo Absoluto: ocorre quando a qualidade de um ser
Calças azul-escuras e camisas verde-mar. é intensificada, sem relação com outros seres. Apresenta-se nas
Telhados marrom-café e paredes verde-claras. formas:
Obs.: - Azul-marinho, azul-celeste, ultravioleta e qualquer ad- Analítica: a intensificação se faz com o auxílio de palavras que
jetivo composto iniciado por cor-de-... são sempre invariáveis. dão ideia de intensidade (advérbios). Por exemplo: O secretário é
- Os adjetivos compostos surdo-mudo e pele-vermelha têm os muito inteligente.
dois elementos flexionados. Sintética: a intensificação se faz por meio do acréscimo de su-
fixos. Por exemplo: O secretário é inteligentíssimo.
Grau do Adjetivo Observe alguns superlativos sintéticos:
benéfico beneficentíssimo
Os adjetivos flexionam-se em grau para indicar a intensidade bom boníssimo ou ótimo
da qualidade do ser. São dois os graus do adjetivo: o comparativo comum comuníssimo
e o superlativo. cruel crudelíssimo
difícil dificílimo
Comparativo doce dulcíssimo
fácil facílimo
Nesse grau, comparam-se a mesma característica atribuída a fiel fidelíssimo
dois ou mais seres ou duas ou mais características atribuídas ao
mesmo ser. O comparativo pode ser de igualdade, de superioridade Superlativo Relativo: ocorre quando a qualidade de um ser é
ou de inferioridade. Observe os exemplos abaixo: intensificada em relação a um conjunto de seres. Essa relação pode
Sou tão alto como você. = Comparativo de Igualdade ser:
No comparativo de igualdade, o segundo termo da comparação De Superioridade: Clara é a mais bela da sala.
é introduzido pelas palavras como, quanto ou quão. De Inferioridade: Clara é a menos bela da sala.

Note bem:
Sou mais alto (do) que você. = Comparativo de Superioridade
1) O superlativo absoluto analítico é expresso por meio dos
Analítico
advérbios muito, extremamente, excepcionalmente, etc., antepos-
No comparativo de superioridade analítico, entre os dois subs-
tos ao adjetivo.
tantivos comparados, um tem qualidade superior. A forma é ana-
2) O superlativo absoluto sintético apresenta-se sob duas for-
lítica porque pedimos auxílio a “mais...do que” ou “mais...que”.
mas : uma erudita, de origem latina, outra popular, de origem
vernácula. A forma erudita é constituída pelo radical do adjetivo
O Sol é maior (do) que a Terra. = Comparativo de Superiori-
latino + um dos sufixos -íssimo, -imo ou érrimo. Por exemplo:
dade Sintético
fidelíssimo, facílimo, paupérrimo. A forma popular é constituída
do radical do adjetivo português + o sufixo -íssimo: pobríssimo,
Alguns adjetivos possuem, para o comparativo de superiorida- agilíssimo.
de, formas sintéticas, herdadas do latim. São eles: bom /melhor, 3) Em vez dos superlativos normais seriíssimo, precariíssimo,
pequeno/menor, mau/pior, alto/superior, grande/maior, baixo/ necessariíssimo, preferem-se, na linguagem atual, as formas serís-
inferior. simo, precaríssimo, necessaríssimo, sem o desagradável hiato i-í.
Observe que:
a) As formas menor e pior são comparativos de superioridade,
pois equivalem a mais pequeno e mais mau, respectivamente. O advérbio, assim como muitas outras palavras existentes na
b) Bom, mau, grande e pequeno têm formas sintéticas (me- Língua Portuguesa, advém de outras línguas. Assim sendo, tal qual
lhor, pior, maior e menor), porém, em comparações feitas entre o adjetivo, o prefixo “ad-” indica a ideia de proximidade, conti-
duas qualidades de um mesmo elemento, deve-se usar as formas guidade. Essa proximidade faz referência ao processo verbal, no
analíticas mais bom, mais mau,mais grande e mais pequeno. Por sentido de caracterizá-lo, ou seja, indicando as circunstâncias em
exemplo: que esse processo se desenvolve.
Pedro é maior do que Paulo - Comparação de dois elemen- O advérbio relaciona-se aos verbos da língua, no sentido de
tos. caracterizar os processos expressos por ele. Contudo, ele não é
Pedro é mais grande que pequeno - comparação de duas qua- modificador exclusivo desta classe (verbos), pois também modifi-
lidades de um mesmo elemento. ca o adjetivo e até outro advérbio. Seguem alguns exemplos:
Para quem se diz distantemente alheio a esse assunto, você
Sou menos alto (do) que você. = Comparativo de Inferiori- está até bem informado.
dade Temos o advérbio “distantemente” que modifica o adjetivo
Sou menos passivo (do) que tolerante. alheio, representando uma qualidade, característica.
Superlativo
O artista canta muito mal.
O superlativo expressa qualidades num grau muito elevado ou Nesse caso, o advérbio de intensidade “muito” modifica outro
em grau máximo. O grau superlativo pode ser absoluto ou relativo advérbio de modo – “mal”. Em ambos os exemplos pudemos ve-
e apresenta as seguintes modalidades: rificar que se tratava de somente uma palavra funcionando como

Didatismo e Conhecimento 43
LÍNGUA PORTUGUESA
advérbio. No entanto, ele pode estar demarcado por mais de uma Há locuções adverbiais que possuem advérbios corresponden-
palavra, que mesmo assim não deixará de ocupar tal função. Te- tes. Exemplo: Carlos saiu às pressas. = Carlos saiu apressada-
mos aí o que chamamos de locução adverbial, representada por al- mente.
gumas expressões, tais como: às vezes, sem dúvida, frente a frente,
de modo algum, entre outras. Apenas os advérbios de intensidade, de lugar e de modo são
Dependendo das circunstâncias expressas pelos advérbios, eles flexionados, sendo que os demais são todos invariáveis. A única
se classificam em distintas categorias, uma vez expressas por: flexão propriamente dita que existe na categoria dos advérbios é
de modo: Bem, mal, assim, depressa, devagar, às pressas, às a de grau:
claras, às cegas, à toa, à vontade, às escondidas, aos poucos, des- Superlativo: aumenta a intensidade. Exemplos: longe - longís-
se jeito, desse modo, dessa maneira, em geral, frente a frente, lado simo, pouco - pouquíssimo, inconstitucionalmente - inconstitucio-
a lado, a pé, de cor, em vão, e a maior parte dos que terminam em nalissimamente, etc.;
-”mente”: calmamente, tristemente, propositadamente, paciente- Diminutivo: diminui a intensidade. Exemplos: perto - perti-
mente, amorosamente, docemente, escandalosamente, bondosa-
nho, pouco - pouquinho, devagar - devagarinho.
mente, generosamente
Artigo é a palavra que, vindo antes de um substantivo, indica
de intensidade: Muito, demais, pouco, tão, menos, em exces-
se ele está sendo empregado de maneira definida ou indefinida.
so, bastante, pouco, mais, menos, demasiado, quanto, quão, tanto,
Além disso, o artigo indica, ao mesmo tempo, o gênero e o número
que(equivale a quão), tudo, nada, todo, quase, de todo, de muito,
por completo. dos substantivos.

de tempo: Hoje, logo, primeiro, ontem, tarde outrora, ama- Classificação dos Artigos
nhã, cedo, dantes, depois, ainda, antigamente, antes, doravante,
nunca, então, ora, jamais, agora, sempre, já, enfim, afinal, breve, Artigos Definidos: determinam os substantivos de maneira
constantemente, entrementes, imediatamente, primeiramente, pro- precisa: o, a, os, as. Por exemplo: Eu matei o animal.
visoriamente, sucessivamente, às vezes, à tarde, à noite, de manhã, Artigos Indefinidos: determinam os substantivos de maneira
de repente, de vez em quando, de quando em quando, a qualquer vaga: um, uma, uns, umas. Por exemplo: Eu matei um animal.
momento, de tempos em tempos, em breve, hoje em dia
Combinação dos Artigos
de lugar: Aqui, antes, dentro, ali, adiante, fora, acolá, atrás,
além, lá, detrás, aquém, cá, acima, onde, perto, aí, abaixo, aonde, É muito presente a combinação dos artigos definidos e inde-
longe, debaixo, algures, defronte, nenhures, adentro, afora, alhu- finidos com preposições. Veja a forma assumida por essas com-
res, nenhures, aquém, embaixo, externamente, a distância, à dis- binações:
tancia de, de longe, de perto, em cima, à direita, à esquerda, ao
lado, em volta Preposições Artigos
de negação : Não, nem, nunca, jamais, de modo algum, de o, os
forma nenhuma, tampouco, de jeito nenhum a ao, aos
de do, dos
de dúvida: Acaso, porventura, possivelmente, provavelmente, em no, nos
quiçá, talvez, casualmente, por certo, quem sabe por (per) pelo, pelos
a, as um, uns uma, umas
de afirmação: Sim, certamente, realmente, decerto, efetiva- à, às - -
mente, certo, decididamente, realmente, deveras, indubitavelmen- da, das dum, duns duma, dumas
te (=sem dúvida).
na, nas num, nuns numa, numas
pela, pelas - -
de exclusão: Apenas, exclusivamente, salvo, senão, somente,
simplesmente, só, unicamente
- As formas à e às indicam a fusão da preposição a com o
de inclusão: Ainda, até, mesmo, inclusivamente, também artigo definido a. Essa fusão de vogais idênticas é conhecida por
crase.
de ordem: Depois, primeiramente, ultimamente
Constatemos as circunstâncias em que os artigos se mani-
de designação: Eis festam:
de interrogação: onde? (lugar), como? (modo), quando?
(tempo), por quê? (causa), quanto? (preço e intensidade), para - Considera-se obrigatório o uso do artigo depois do numeral
quê? (finalidade) “ambos”: Ambos os garotos decidiram participar das olimpíadas.
Locução adverbial
- Nomes próprios indicativos de lugar admitem o uso do artigo,
É reunião de duas ou mais palavras com valor de advérbio. outros não: São Paulo, O Rio de Janeiro, Veneza, A Bahia...
Exemplo:
Carlos saiu às pressas. (indicando modo) - Quando indicado no singular, o artigo definido pode indicar
Maria saiu à tarde. (indicando tempo) toda uma espécie: O trabalho dignifica o homem.

Didatismo e Conhecimento 44
LÍNGUA PORTUGUESA
- No caso de nomes próprios personativos, denotando a ideia Deste exemplo podem ser retiradas três informações:
de familiaridade ou afetividade, é facultativo o uso do artigo: O 1-) segurou a boneca 2-) a menina mostrou 3-) viu as ami-
Pedro é o xodó da família. guinhas

- No caso de os nomes próprios personativos estarem no plu- Cada informação está estruturada em torno de um verbo: segu-
ral, são determinados pelo uso do artigo: Os Maias, os Incas, Os rou, mostrou, viu. Assim, há nessa frase três orações:
Astecas... 1ª oração: A menina segurou a boneca 2ª oração: e mostrou
3ª oração: quando viu as amiguinhas.
- Usa-se o artigo depois do pronome indefinido todo(a) para A segunda oração liga-se à primeira por meio do “e”, e a ter-
conferir uma ideia de totalidade. Sem o uso dele (o artigo), o pro- ceira oração liga-se à segunda por meio do “quando”. As palavras
nome assume a noção de qualquer. “e” e “quando” ligam, portanto, orações.
Toda a classe parabenizou o professor. (a sala toda)
Toda classe possui alunos interessados e desinteressados. Observe: Gosto de natação e de futebol.
(qualquer classe) Nessa frase as expressões de natação, de futebol são partes ou
termos de uma mesma oração. Logo, a palavra “e” está ligando
- Antes de pronomes possessivos, o uso do artigo é facultativo: termos de uma mesma oração.
Adoro o meu vestido longo. Adoro meu vestido longo.
Morfossintaxe da Conjunção
- A utilização do artigo indefinido pode indicar uma ideia de
aproximação numérica: O máximo que ele deve ter é uns vinte As conjunções, a exemplo das preposições, não exercem pro-
anos. priamente uma função sintática: são conectivos.
- O artigo também é usado para substantivar palavras oriundas Classificação
de outras classes gramaticais: Não sei o porquê de tudo isso. - Conjunções Coordenativas
- Conjunções Subordinativas
- Nunca deve ser usado artigo depois do pronome relativo cujo
(e flexões).
Conjunções coordenativas
Este é o homem cujo amigo desapareceu.
Este é o autor cuja obra conheço.
Dividem-se em:
- ADITIVAS: expressam a ideia de adição, soma. Ex. Gosto de
- Não se deve usar artigo antes das palavras casa ( no sentido
cantar e de dançar.
de lar, moradia) e terra ( no sentido de chão firme), a menos que
Principais conjunções aditivas: e, nem, não só...mas também,
venham especificadas.
não só...como também.
Eles estavam em casa.
Eles estavam na casa dos amigos. - ADVERSATIVAS: Expressam ideias contrárias, de oposição,
Os marinheiros permaneceram em terra. de compensação. Ex. Estudei, mas não entendi nada.
Os marinheiros permanecem na terra dos anões. Principais conjunções adversativas: mas, porém, contudo, to-
davia, no entanto, entretanto.
- Não se emprega artigo antes dos pronomes de tratamento,
com exceção de senhor(a), senhorita e dona: Vossa excelência re- - ALTERNATIVAS: Expressam ideia de alternância.
solverá os problemas de Sua Senhoria. Ou você sai do telefone ou eu vendo o aparelho.
Principais conjunções alternativas: Ou...ou, ora...ora, quer...
- Não se une com preposição o artigo que faz parte do nome quer, já...já.
de revistas, jornais, obras literárias: Li a notícia em O Estado de - CONCLUSIVAS: Servem para dar conclusões às orações.
S. Paulo. Ex. Estudei muito, por isso mereço passar.
Principais conjunções conclusivas: logo, por isso, pois (depois
Morfossintaxe do verbo), portanto, por conseguinte, assim.

Para definir o que é artigo é preciso mencionar suas relações - EXPLICATIVAS: Explicam, dão um motivo ou razão. Ex. É
com o substantivo. Assim, nas orações da língua portuguesa, o ar- melhor colocar o casaco porque está fazendo muito frio lá fora.
tigo exerce a função de adjunto adnominal do substantivo a que se Principais conjunções explicativas: que, porque, pois (antes do
refere. Tal função independe da função exercida pelo substantivo: verbo), porquanto.
A existência é uma poesia.
Uma existência é a poesia. Conjunções subordinativas

Conjunção é a palavra invariável que liga duas orações ou dois - CAUSAIS


termos semelhantes de uma mesma oração. Por exemplo: Principais conjunções causais: porque, visto que, já que, uma
A menina segurou a boneca e mostrou quando viu as amigui- vez que, como (= porque).
nhas. Ele não fez o trabalho porque não tem livro.

Didatismo e Conhecimento 45
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- COMPARATIVAS Façam silêncio, que estou falando. (façam= verbo imperativo)
Principais conjunções comparativas: que, do que, tão...como,
mais...do que, menos...do que. 2º) Na frase “Precisavam enterrar os mortos em outra cidade
Ela fala mais que um papagaio. porque não havia cemitério no local.”
a) Temos uma OSA Causal, já que a oração subordinada (parte
- CONCESSIVAS destacada) mostra a causa da ação expressa pelo verbo da oração
Principais conjunções concessivas: embora, ainda que, mesmo principal. Outra forma de reconhecê-la é colocá-la no início do
que, apesar de, se bem que. período, introduzida pela conjunção como - o que não ocorre com
Indicam uma concessão, admitem uma contradição, um fato a CS Explicativa.
inesperado. Traz em si uma ideia de “apesar de”. Como não havia cemitério no local, precisavam enterrar os
Embora estivesse cansada, fui ao shopping. (= apesar de estar mortos em outra cidade.
cansada) b) As orações são subordinadas e, por isso, totalmente depen-
Apesar de ter chovido fui ao cinema. dentes uma da outra.

- CONFORMATIVAS Interjeição é a palavra invariável que exprime emoções, sensa-


Principais conjunções conformativas: como, segundo, confor- ções, estados de espírito, ou que procura agir sobre o interlocutor,
me, consoante levando-o a adotar certo comportamento sem que, para isso, seja
Cada um colhe conforme semeia. necessário fazer uso de estruturas linguísticas mais elaboradas.
Expressam uma ideia de acordo, concordância, conformidade. Observe o exemplo:
Droga! Preste atenção quando eu estou falando!
- CONSECUTIVAS
Expressam uma ideia de consequência. No exemplo acima, o interlocutor está muito bravo. Toda sua
Principais conjunções consecutivas: que (após “tal”, “tanto”, raiva se traduz numa palavra: Droga! Ele poderia ter dito: - Estou
“tão”, “tamanho”). com muita raiva de você! Mas usou simplesmente uma palavra.
Falou tanto que ficou rouco.
Ele empregou a interjeição Droga!
As sentenças da língua costumam se organizar de forma ló-
- FINAIS
gica: há uma sintaxe que estrutura seus elementos e os distribui
Expressam ideia de finalidade, objetivo.
em posições adequadas a cada um deles. As interjeições, por outro
Todos trabalham para que possam sobreviver.
lado, são uma espécie de “palavra-frase”, ou seja, há uma ideia
Principais conjunções finais: para que, a fim de que, porque
expressa por uma palavra (ou um conjunto de palavras - locução
(=para que),
interjetiva) que poderia ser colocada em termos de uma sentença.
Veja os exemplos:
- PROPORCIONAIS
Principais conjunções proporcionais: à medida que, quanto Bravo! Bis!
mais, ao passo que, à proporção que. bravo e bis: interjeição = sentença (sugestão): “Foi muito
À medida que as horas passavam, mais sono ele tinha. bom! Repitam!”
Ai! Ai! Ai! Machuquei meu pé... ai: interjeição = sentença
- TEMPORAIS (sugestão): “Isso está doendo!” ou “Estou com dor!”

Principais conjunções temporais: quando, enquanto, logo que. A interjeição é um recurso da linguagem afetiva, em que não
Quando eu sair, vou passar na locadora. há uma ideia organizada de maneira lógica, como são as sentenças
da língua, mas sim a manifestação de um suspiro, um estado da
Diferença entre orações causais e explicativas alma decorrente de uma situação particular, um momento ou um
contexto específico. Exemplos:
Quando estudamos Orações Subordinadas Adverbiais (OSA) Ah, como eu queria voltar a ser criança!
e Coordenadas Sindéticas (CS), geralmente nos deparamos com a ah: expressão de um estado emotivo = interjeição
dúvida de como distinguir uma oração causal de uma explicativa. Hum! Esse pudim estava maravilhoso!
Veja os exemplos: hum: expressão de um pensamento súbito = interjeição
1º) Na frase “Não atravesse a rua, porque você pode ser atro-
pelado”: O significado das interjeições está vinculado à maneira como
a) Temos uma CS Explicativa, que indica uma justificativa ou elas são proferidas. Desse modo, o tom da fala é que dita o senti-
uma explicação do fato expresso na oração anterior. do que a expressão vai adquirir em cada contexto de enunciação.
b) As orações são coordenadas e, por isso, independentes uma Exemplos:
da outra. Neste caso, há uma pausa entre as orações que vêm mar- Psiu! = contexto: alguém pronunciando essa expressão na
cadas por vírgula. rua; significado da interjeição (sugestão): “Estou te chamando! Ei,
Não atravesse a rua. Você pode ser atropelado. espere!”
Outra dica é, quando a oração que antecede a OC (Oração Psiu! = contexto: alguém pronunciando essa expressão em
Coordenada) vier com verbo no modo imperativo, ela será expli- um hospital; significado da interjeição (sugestão): “Por favor, faça
cativa. silêncio!”

Didatismo e Conhecimento 46
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Puxa! Ganhei o maior prêmio do sorteio! de número, pessoa, tempo, modo, aspecto e voz como os verbos.
puxa: interjeição; tom da fala: euforia No entanto, em uso específico, algumas interjeições sofrem varia-
Puxa! Hoje não foi meu dia de sorte! ção em grau. Deve-se ter claro, neste caso, que não se trata de um
puxa: interjeição; tom da fala: decepção processo natural dessa classe de palavra, mas tão só uma variação
que a linguagem afetiva permite. Exemplos: oizinho, bravíssimo,
As interjeições cumprem, normalmente, duas funções: até loguinho.
1) Sintetizar uma frase exclamativa, exprimindo alegria, tris-
teza, dor, etc. Locução Interjetiva
Você faz o que no Brasil? Ocorre quando duas ou mais palavras formam uma expressão
Eu? Eu negocio com madeiras. com sentido de interjeição. Por exemplo : Ora bolas! Quem me
Ah, deve ser muito interessante. dera! Virgem Maria! Meu Deus! Ó de casa! Ai de mim!
Valha-me Deus! Graças a Deus! Alto lá! Muito bem!
2) Sintetizar uma frase apelativa
Cuidado! Saia da minha frente.
Observações:
- As interjeições são como frases resumidas, sintéticas. Por
As interjeições podem ser formadas por:
exemplo: Ué! = Eu não esperava por essa!, Perdão! = Peço-lhe
- simples sons vocálicos: Oh!, Ah!, Ó, Ô.
- palavras: Oba!, Olá!, Claro! que me desculpe.
- grupos de palavras (locuções interjetivas): Meu Deus!, Ora
bolas! - Além do contexto, o que caracteriza a interjeição é o seu tom
exclamativo; por isso, palavras de outras classes gramaticais po-
A ideia expressa pela interjeição depende muitas vezes da en- dem aparecer como interjeições.
tonação com que é pronunciada; por isso, pode ocorrer que uma Viva! Basta! (Verbos)
interjeição tenha mais de um sentido. Por exemplo: Fora! Francamente! (Advérbios)
Oh! Que surpresa desagradável! (ideia de contrariedade)
Oh! Que bom te encontrar. (ideia de alegria) - A interjeição pode ser considerada uma “palavra-frase” por-
Classificação das Interjeições que sozinha pode constituir uma mensagem. Ex.: Socorro!, Aju-
dem-me!, Silêncio!, Fique quieto!
Comumente, as interjeições expressam sentido de:
- Advertência: Cuidado!, Devagar!, Calma!, Sentido!, Aten- - Há, também, as interjeições onomatopaicas ou imitativas, que
ção!, Olha!, Alerta! exprimem ruídos e vozes. Ex.: Pum! Miau! Bumba! Zás! Plaft!
- Afugentamento: Fora!, Passa!, Rua!, Xô! Pof! Catapimba! Tique-taque! Quá-quá-quá!, etc.
- Alegria ou Satisfação: Oh!, Ah!,Eh!, Oba!, Viva! - Não se deve confundir a interjeição de apelo “ó” com a sua
- Alívio: Arre!, Uf!, Ufa! Ah! homônima “oh!”, que exprime admiração, alegria, tristeza, etc.
- Animação ou Estímulo: Vamos!, Força!, Coragem!, Eia!, Faz-se uma pausa depois do” oh!” exclamativo e não a fazemos
Ânimo!, Adiante!, Firme!, Toca! depois do “ó” vocativo.
- Aplauso ou Aprovação: Bravo!, Bis!, Apoiado!, Viva!, Boa! “Ó natureza! ó mãe piedosa e pura!” (Olavo Bilac)
- Concordância: Claro!, Sim!, Pois não!, Tá!, Hã-hã! Oh! a jornada negra!” (Olavo Bilac)
- Repulsa ou Desaprovação: Credo!, Irra!, Ih!, Livra!, Safa!,
Fora!, Abaixo!, Francamente!, Xi!, Chega!, Basta!, Ora! - Na linguagem afetiva, certas interjeições, originadas de pala-
- Desejo ou Intenção: Oh!, Pudera!, Tomara!, Oxalá! vras de outras classes, podem aparecer flexionadas no diminutivo
- Desculpa: Perdão!
ou no superlativo: Calminha! Adeusinho! Obrigadinho!
- Dor ou Tristeza: Ai!, Ui!, Ai de mim!, Que pena!, Ah!, Oh!,
Eh!
Interjeições, leitura e produção de textos
- Dúvida ou Incredulidade: Qual!, Qual o quê!, Hum!, Epa!,
Ora!
- Espanto ou Admiração: Oh!, Ah!, Uai!, Puxa!, Céus!, Quê!, Usadas com muita frequência na língua falada informal, quan-
Caramba!, Opa!, Virgem!, Vixe!, Nossa!, Hem?!, Hein?, Cruz!, do empregadas na língua escrita, as interjeições costumam con-
Putz! ferir-lhe certo tom inconfundível de coloquialidade. Além disso,
- Impaciência ou Contrariedade: Hum!, Hem!, Irra!, Raios!, elas podem muitas vezes indicar traços pessoais do falante - como
Diabo!, Puxa!, Pô!, Ora! a escassez de vocabulário, o temperamento agressivo ou dócil, até
- Pedido de Auxílio: Socorro!, Aqui!, Piedade! mesmo a origem geográfica. É nos textos narrativos - particular-
- Saudação, Chamamento ou Invocação: Salve!, Viva!, Adeus!, mente nos diálogos - que comumente se faz uso das interjeições
Olá!, Alô!, Ei!, Tchau!, Ô, Ó, Psiu!, Socorro!, Valha-me, Deus! com o objetivo de caracterizar personagens e, também, graças à
- Silêncio: Psiu!, Bico!, Silêncio! sua natureza sintética, agilizar as falas. Natureza sintética e con-
- Terror ou Medo: Credo!, Cruzes!, Uh!, Ui!, Oh! teúdo mais emocional do que racional fazem das interjeições pre-
sença constante nos textos publicitários.
Saiba que: As interjeições são palavras invariáveis, isto é, não
sofrem variação em gênero, número e grau como os nomes, nem Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf89.php

Didatismo e Conhecimento 47
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Numeral é a palavra que indica os seres em termos numéricos, Quando atuam em funções adjetivas, esses numerais flexio-
isto é, que atribui quantidade aos seres ou os situa em determinada nam-se em gênero e número: Teve de tomar doses triplas do me-
sequência. dicamento.
Os quatro últimos ingressos foram vendidos há pouco. Os numerais fracionários flexionam-se em gênero e número.
[quatro: numeral = atributo numérico de “ingresso”] Observe: um terço/dois terços, uma terça parte/duas terças partes
Eu quero café duplo, e você? Os numerais coletivos flexionam-se em número: uma dúzia,
...[duplo: numeral = atributo numérico de “café”] um milheiro, duas dúzias, dois milheiros.
A primeira pessoa da fila pode entrar, por favor! É comum na linguagem coloquial a indicação de grau nos nu-
...[primeira: numeral = situa o ser “pessoa” na sequência de merais, traduzindo afetividade ou especialização de sentido. É o
“fila”] que ocorre em frases como:
“Me empresta duzentinho...”
Note bem: os numerais traduzem, em palavras, o que os nú- É artigo de primeiríssima qualidade!
meros indicam em relação aos seres. Assim, quando a expressão O time está arriscado por ter caído na segundona. (= segunda
é colocada em números (1, 1°, 1/3, etc.) não se trata de numerais, divisão de futebol)
mas sim de algarismos.
Além dos numerais mais conhecidos, já que refletem a ideia Emprego dos Numerais
expressa pelos números, existem mais algumas palavras conside-
radas numerais porque denotam quantidade, proporção ou ordena- *Para designar papas, reis, imperadores, séculos e partes em
ção. São alguns exemplos: década, dúzia, par, ambos(as), novena. que se divide uma obra, utilizam-se os ordinais até décimo e a
partir daí os cardinais, desde que o numeral venha depois do subs-
Classificação dos Numerais tantivo:

Cardinais: indicam contagem, medida. É o número básico: Ordinais Cardinais


um, dois, cem mil, etc. João Paulo II (segundo) Tomo XV (quinze)
D. Pedro II (segundo) Luís XVI (dezesseis)
Ordinais: indicam a ordem ou lugar do ser numa série dada:
Ato II (segundo) Capítulo XX (vinte)
primeiro, segundo, centésimo, etc.
Século VIII (oitavo) Século XX (vinte)
Fracionários: indicam parte de um inteiro, ou seja, a divisão
Canto IX (nono) João XXIII ( vinte e três)
dos seres: meio, terço, dois quintos, etc.
Multiplicativos: expressam ideia de multiplicação dos seres,
*Para designar leis, decretos e portarias, utiliza-se o ordinal até
indicando quantas vezes a quantidade foi aumentada: dobro, tri-
nono e o cardinal de dez em diante:
plo, quíntuplo, etc.
Artigo 1.° (primeiro) Artigo 10 (dez)
Artigo 9.° (nono) Artigo 21 (vinte e um)
Leitura dos Numerais
Separando os números em centenas, de trás para frente, obtêm- *Ambos/ambas são considerados numerais. Significam “um e
se conjuntos numéricos, em forma de centenas e, no início, tam- outro”, “os dois” (ou “uma e outra”, “as duas”) e são largamente
bém de dezenas ou unidades. Entre esses conjuntos usa-se vírgula; empregados para retomar pares de seres aos quais já se fez refe-
as unidades ligam-se pela conjunção “e”. rência.
1.203.726 = um milhão, duzentos e três mil, setecentos e vinte Pedro e João parecem ter finalmente percebido a importância
e seis. da solidariedade. Ambos agora participam das atividades comu-
45.520 = quarenta e cinco mil, quinhentos e vinte. nitárias de seu bairro.
Obs.: a forma “ambos os dois” é considerada enfática. Atual-
Flexão dos numerais mente, seu uso indica afetação, artificialismo.

Os numerais cardinais que variam em gênero são um/uma,


dois/duas e os que indicam centenas de duzentos/duzentas em
diante: trezentos/trezentas; quatrocentos/quatrocentas, etc. Car-
dinais como milhão, bilhão, trilhão, variam em número: milhões,
bilhões, trilhões. Os demais cardinais são invariáveis.

Os numerais ordinais variam em gênero e número:


primeiro segundo milésimo
primeira segunda milésima
primeiros segundos milésimos
primeiras segundas milésimas

Os numerais multiplicativos são invariáveis quando atuam em


funções substantivas: Fizeram o dobro do esforço e conseguiram
o triplo de produção.

Didatismo e Conhecimento 48
LÍNGUA PORTUGUESA
Cardinais Ordinais Multi- ducentésimo
plicativos Fracionários trezentos trecentésimo -
um primeiro - trecentésimo
- quatrocentos quadringentésimo -
dois segundo d o b r o , quadringentésimo
duplo meio
três terceiro t r i p l o , Cardinais Ordinais Multi-
tríplice terço plicativos Fracionários
quatro quarto quádru- quinhentos quingentésimo -
plo quarto quingentésimo
cinco quinto q u í n t u - seiscentos sexcentésimo -
plo quinto sexcentésimo
seis sexto sêxtuplo setecentos septingentésimo -
sexto septingentésimo
sete sétimo sétuplo oitocentos octingentésimo -
sétimo octingentésimo
oito oitavo óctuplo novecentos nongentésimo ou noningentésimo
oitavo - nongentésimo
nove nono nônuplo mil milésimo -
nono milésimo
dez décimo décuplo milhão milionésimo -
décimo milionésimo
onze décimo primeiro - bilhão bilionésimo -
onze avos
bilionésimo
doze décimo segundo -
doze avos
Preposição é uma palavra invariável que serve para ligar ter-
treze décimo terceiro -
mos ou orações. Quando esta ligação acontece, normalmente há
treze avos
uma subordinação do segundo termo em relação ao primeiro. As
catorze décimo quarto -
preposições são muito importantes na estrutura da língua, pois es-
catorze avos
tabelecem a coesão textual e possuem valores semânticos indis-
quinze décimo quinto -
pensáveis para a compreensão do texto.
quinze avos
dezesseis décimo sexto -
dezesseis avos Tipos de Preposição
dezessete décimo sétimo - 1. Preposições essenciais: palavras que atuam exclusivamente
dezessete avos como preposições: a, ante, perante, após, até, com, contra, de,
dezoito décimo oitavo - desde, em, entre, para, por, sem, sob, sobre, trás, atrás de, dentro
dezoito avos de, para com.
dezenove décimo nono - 2. Preposições acidentais: palavras de outras classes gramati-
dezenove avos cais que podem atuar como preposições: como, durante, exceto,
vinte vigésimo - fora, mediante, salvo, segundo, senão, visto.
vinte avos 3. Locuções prepositivas: duas ou mais palavras valendo como
trinta trigésimo - uma preposição, sendo que a última palavra é uma delas: abaixo
trinta avos de, acerca de, acima de, ao lado de, a respeito de, de acordo com,
quarenta quadragésimo - em cima de, embaixo de, em frente a, ao redor de, graças a, junto
quarenta avos a, com, perto de, por causa de, por cima de, por trás de.
cinqüenta quinquagésimo - A preposição, como já foi dito, é invariável. No entanto pode
cinquenta avos unir-se a outras palavras e assim estabelecer concordância em gê-
sessenta sexagésimo - nero ou em número. Ex: por + o = pelo por + a = pela.
sessenta avos Vale ressaltar que essa concordância não é característica da
setenta septuagésimo - preposição, mas das palavras às quais ela se une.
setenta avos Esse processo de junção de uma preposição com outra palavra
oitenta octogésimo - pode se dar a partir de dois processos:
oitenta avos
noventa nonagésimo - 1. Combinação: A preposição não sofre alteração.
noventa avos preposição a + artigos definidos o, os
cem centésimo cêntuplo a + o = ao
centésimo preposição a + advérbio onde
duzentos ducentésimo - a + onde = aonde

Didatismo e Conhecimento 49
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2. Contração: Quando a preposição sofre alteração. Não queria, mas vou ter que ir à outra cidade para procurar
um tratamento adequado.
Preposição + Artigos
De + o(s) = do(s) - Se for pronome pessoal oblíquo estará ocupando o lugar e/ou
De + a(s) = da(s) a função de um substantivo.
De + um = dum Temos Maria como parte da família. / Nós a temos como parte
De + uns = duns da família
De + uma = duma Creio que conhecemos nossa mãe melhor que ninguém. / Creio
De + umas = dumas que a conhecemos melhor que ninguém.
Em + o(s) = no(s)
Em + a(s) = na(s) 2. Algumas relações semânticas estabelecidas por meio das
Em + um = num preposições:
Em + uma = numa Destino = Irei para casa.
Em + uns = nuns Modo = Chegou em casa aos gritos.
Em + umas = numas Lugar = Vou ficar em casa;
A + à(s) = à(s) Assunto = Escrevi um artigo sobre adolescência.
Por + o = pelo(s) Tempo = A prova vai começar em dois minutos.
Por + a = pela(s) Causa = Ela faleceu de derrame cerebral.
Fim ou finalidade = Vou ao médico para começar o tratamen-
Preposição + Pronomes to.
De + ele(s) = dele(s) Instrumento = Escreveu a lápis.
De + ela(s) = dela(s) Posse = Não posso doar as roupas da mamãe.
De + este(s) = deste(s) Autoria = Esse livro de Machado de Assis é muito bom.
De + esta(s) = desta(s) Companhia = Estarei com ele amanhã.
De + esse(s) = desse(s) Matéria = Farei um cartão de papel reciclado.
De + essa(s) = dessa(s) Meio = Nós vamos fazer um passeio de barco.
De + aquele(s) = daquele(s) Origem = Nós somos do Nordeste, e você?
De + aquela(s) = daquela(s) Conteúdo = Quebrei dois frascos de perfume.
De + isto = disto Oposição = Esse movimento é contra o que eu penso.
De + isso = disso Preço = Essa roupa sai por R$ 50 à vista.
De + aquilo = daquilo
De + aqui = daqui Fonte:
De + aí = daí http://www.infoescola.com/portugues/preposicao/
De + ali = dali
De + outro = doutro(s) Pronome é a palavra que se usa em lugar do nome, ou a ele
De + outra = doutra(s) se refere, ou que acompanha o nome, qualificando-o de alguma
Em + este(s) = neste(s) forma.
Em + esta(s) = nesta(s)
Em + esse(s) = nesse(s) A moça era mesmo bonita. Ela morava nos meus sonhos!
Em + aquele(s) = naquele(s) [substituição do nome]
Em + aquela(s) = naquela(s) A moça que morava nos meus sonhos era mesmo bonita!
Em + isto = nisto [referência ao nome]
Em + isso = nisso Essa moça morava nos meus sonhos!
Em + aquilo = naquilo [qualificação do nome]
A + aquele(s) = àquele(s)
A + aquela(s) = àquela(s) Grande parte dos pronomes não possuem significados fixos,
A + aquilo = àquilo isto é, essas palavras só adquirem significação dentro de um con-
Dicas sobre preposição texto, o qual nos permite recuperar a referência exata daquilo que
está sendo colocado por meio dos pronomes no ato da comunica-
1. O “a” pode funcionar como preposição, pronome pessoal ção. Com exceção dos pronomes interrogativos e indefinidos, os
oblíquo e artigo. Como distingui-los? Caso o “a” seja um artigo, demais pronomes têm por função principal apontar para as pessoas
virá precedendo um substantivo. Ele servirá para determiná-lo do discurso ou a elas se relacionar, indicando-lhes sua situação no
como um substantivo singular e feminino. tempo ou no espaço. Em virtude dessa característica, os pronomes
A dona da casa não quis nos atender. apresentam uma forma específica para cada pessoa do discurso.
Como posso fazer a Joana concordar comigo?
Minha carteira estava vazia quando eu fui assaltada.
- Quando é preposição, além de ser invariável, liga dois termos [minha/eu: pronomes de 1ª pessoa = aquele que fala]
e estabelece relação de subordinação entre eles. Tua carteira estava vazia quando tu foste assaltada?
Cheguei a sua casa ontem pela manhã. [tua/tu: pronomes de 2ª pessoa = aquele a quem se fala]

Didatismo e Conhecimento 50
LÍNGUA PORTUGUESA
A carteira dela estava vazia quando ela foi assaltada. Pronome Oblíquo
[dela/ela: pronomes de 3ª pessoa = aquele de quem se fala]
Pronome pessoal do caso oblíquo é aquele que, na sentença,
Em termos morfológicos, os pronomes são palavras variáveis exerce a função de complemento verbal (objeto direto ou indireto)
em gênero (masculino ou feminino) e em número (singular ou plu- ou complemento nominal.
ral). Assim, espera-se que a referência através do pronome seja
Ofertaram-nos flores. (objeto indireto)
coerente em termos de gênero e número (fenômeno da concordân-
cia) com o seu objeto, mesmo quando este se apresenta ausente no
enunciado. Obs.: em verdade, o pronome oblíquo é uma forma variante do
pronome pessoal do caso reto. Essa variação indica a função diver-
Fala-se de Roberta. Ele quer participar do desfile da nossa sa que eles desempenham na oração: pronome reto marca o sujeito
escola neste ano. da oração; pronome oblíquo marca o complemento da oração.
[nossa: pronome que qualifica “escola” = concordância ade- Os pronomes oblíquos sofrem variação de acordo com a acen-
quada] tuação tônica que possuem, podendo ser átonos ou tônicos.
[neste: pronome que determina “ano” = concordância adequa-
da] Pronome Oblíquo Átono
[ele: pronome que faz referência à “Roberta” = concordância
inadequada]
São chamados átonos os pronomes oblíquos que não são pre-
Existem seis tipos de pronomes: pessoais, possessivos, de-
monstrativos, indefinidos, relativos e interrogativos. cedidos de preposição. Possuem acentuação tônica fraca: Ele me
deu um presente.
Pronomes Pessoais O quadro dos pronomes oblíquos átonos é assim configurado:
- 1ª pessoa do singular (eu): me
São aqueles que substituem os substantivos, indicando dire- - 2ª pessoa do singular (tu): te
tamente as pessoas do discurso. Quem fala ou escreve assume os - 3ª pessoa do singular (ele, ela): o, a, lhe
pronomes “eu” ou “nós”, usa os pronomes “tu”, “vós”, “você” ou - 1ª pessoa do plural (nós): nos
“vocês” para designar a quem se dirige e “ele”, “ela”, “eles” ou - 2ª pessoa do plural (vós): vos
“elas” para fazer referência à pessoa ou às pessoas de quem fala. - 3ª pessoa do plural (eles, elas): os, as, lhes
Os pronomes pessoais variam de acordo com as funções que
exercem nas orações, podendo ser do caso reto ou do caso oblíquo.
Observações:
Pronome Reto O “lhe” é o único pronome oblíquo átono que já se apresenta
na forma contraída, ou seja, houve a união entre o pronome “o” ou
Pronome pessoal do caso reto é aquele que, na sentença, exerce “a” e preposição “a” ou “para”. Por acompanhar diretamente uma
a função de sujeito ou predicativo do sujeito. preposição, o pronome “lhe” exerce sempre a função de objeto
Nós lhe ofertamos flores. indireto na oração.
Os pronomes me, te, nos e vos podem tanto ser objetos diretos
Os pronomes retos apresentam flexão de número, gênero (ape- como objetos indiretos.
nas na 3ª pessoa) e pessoa, sendo essa última a principal flexão, Os pronomes o, a, os e as atuam exclusivamente como objetos
uma vez que marca a pessoa do discurso. Dessa forma, o quadro diretos.
dos pronomes retos é assim configurado:
Os pronomes me, te, lhe, nos, vos e lhes podem combinar-se
- 1ª pessoa do singular: eu com os pronomes o, os, a, as, dando origem a formas como mo,
- 2ª pessoa do singular: tu mos , ma, mas; to, tos, ta, tas; lho, lhos, lha, lhas; no-lo, no-los,
- 3ª pessoa do singular: ele, ela no-la, no-las, vo-lo, vo-los, vo-la, vo-las. Observe o uso dessas
- 1ª pessoa do plural: nós formas nos exemplos que seguem:
- 2ª pessoa do plural: vós - Trouxeste o pacote?
- 3ª pessoa do plural: eles, elas - Sim, entreguei-to ainda há pouco.
- Não contaram a novidade a vocês?
Atenção: esses pronomes não costumam ser usados como - Não, no-la contaram.
complementos verbais na língua-padrão. Frases como “Vi ele na No português do Brasil, essas combinações não são usadas; até
rua”, “Encontrei ela na praça”, “Trouxeram eu até aqui”, co- mesmo na língua literária atual, seu emprego é muito raro.
muns na língua oral cotidiana, devem ser evitadas na língua formal
escrita ou falada. Na língua formal, devem ser usados os pronomes
oblíquos correspondentes: “Vi-o na rua”, “Encontrei-a na pra- Atenção: Os pronomes o, os, a, as assumem formas especiais
ça”, “Trouxeram-me até aqui”. depois de certas terminações verbais. Quando o verbo termina em
-z, -s ou -r, o pronome assume a forma lo, los, la ou las, ao mesmo
Obs.: frequentemente observamos a omissão do pronome reto tempo que a terminação verbal é suprimida. Por exemplo:
em Língua Portuguesa. Isso se dá porque as próprias formas ver- fiz + o = fi-lo
bais marcam, através de suas desinências, as pessoas do verbo in- fazeis + o = fazei-lo
dicadas pelo pronome reto: Fizemos boa viagem. (Nós) dizer + a = dizê-la

Didatismo e Conhecimento 51
LÍNGUA PORTUGUESA
Quando o verbo termina em som nasal, o pronome assume as O quadro dos pronomes reflexivos é assim configurado:
formas no, nos, na, nas. Por exemplo: - 1ª pessoa do singular (eu): me, mim.
viram + o: viram-no Eu não me vanglorio disso.
repõe + os = repõe-nos Olhei para mim no espelho e não gostei do que vi.
retém + a: retém-na
tem + as = tem-nas - 2ª pessoa do singular (tu): te, ti.
Assim tu te prejudicas.
Pronome Oblíquo Tônico Conhece a ti mesmo.

Os pronomes oblíquos tônicos são sempre precedidos por pre- - 3ª pessoa do singular (ele, ela): se, si, consigo.
posições, em geral as preposições a, para, de e com. Por esse mo- Guilherme já se preparou.
tivo, os pronomes tônicos exercem a função de objeto indireto da Ela deu a si um presente.
oração. Possuem acentuação tônica forte. Antônio conversou consigo mesmo.
O quadro dos pronomes oblíquos tônicos é assim configurado:
- 1ª pessoa do singular (eu): mim, comigo - 1ª pessoa do plural (nós): nos.
- 2ª pessoa do singular (tu): ti, contigo Lavamo-nos no rio.
- 3ª pessoa do singular (ele, ela): ele, ela
- 1ª pessoa do plural (nós): nós, conosco - 2ª pessoa do plural (vós): vos.
Vós vos beneficiastes com a esta conquista.
- 2ª pessoa do plural (vós): vós, convosco
- 3ª pessoa do plural (eles, elas): eles, elas
- 3ª pessoa do plural (eles, elas): se, si, consigo.
Eles se conheceram.
Observe que as únicas formas próprias do pronome tônico são
Elas deram a si um dia de folga.
a primeira pessoa (mim) e segunda pessoa (ti). As demais repetem
a forma do pronome pessoal do caso reto.
A Segunda Pessoa Indireta
- As preposições essenciais introduzem sempre pronomes pes-
soais do caso oblíquo e nunca pronome do caso reto. Nos contex-
A chamada segunda pessoa indireta manifesta-se quando uti-
tos interlocutivos que exigem o uso da língua formal, os pronomes lizamos pronomes que, apesar de indicarem nosso interlocutor
costumam ser usados desta forma: (portanto, a segunda pessoa), utilizam o verbo na terceira pessoa.
Não há mais nada entre mim e ti. É o caso dos chamados pronomes de tratamento, que podem ser
Não se comprovou qualquer ligação entre ti e ela. observados no quadro seguinte:
Não há nenhuma acusação contra mim.
Não vá sem mim. Pronomes de Tratamento
Atenção: Há construções em que a preposição, apesar de sur- Vossa Alteza V. A. p r í n c i -
gir anteposta a um pronome, serve para introduzir uma oração cujo pes, duques
verbo está no infinitivo. Nesses casos, o verbo pode ter sujeito ex- Vossa Eminência V. Ema.(s) cardeais
presso; se esse sujeito for um pronome, deverá ser do caso reto. Vossa Reverendíssima V. Revma.(s) acerdo-
Trouxeram vários vestidos para eu experimentar. tes e bispos
Não vá sem eu mandar. Vossa Excelência V. Ex.ª (s)
altas autoridades e oficiais-generais
- A combinação da preposição “com” e alguns pronomes origi- Vossa Magnificência V. Mag.ª (s) reitores
nou as formas especiais comigo, contigo, consigo, conosco e con- de universidades
vosco. Tais pronomes oblíquos tônicos frequentemente exercem a Vossa Majestade V. M. reis e ra-
função de adjunto adverbial de companhia. inhas
Ele carregava o documento consigo. Vossa Majestade Imperial V. M. I. Impera-
- As formas “conosco” e “convosco” são substituídas por “com dores
nós” e “com vós” quando os pronomes pessoais são reforçados por Vossa Santidade V. S. Papa
palavras como outros, mesmos, próprios, todos, ambos ou algum Vossa Senhoria V. S.ª (s)
numeral. tratamento cerimonioso
Você terá de viajar com nós todos. Vossa Onipotência V. O. Deus
Estávamos com vós outros quando chegaram as más notícias.
Ele disse que iria com nós três. Também são pronomes de tratamento o senhor, a senhora e
você, vocês. “O senhor” e “a senhora” são empregados no trata-
Pronome Reflexivo mento cerimonioso; “você” e “vocês”, no tratamento familiar.
Você e vocês são largamente empregados no português do Brasil;
São pronomes pessoais oblíquos que, embora funcionem como em algumas regiões, a forma tu é de uso frequente; em outras,
objetos direto ou indireto, referem-se ao sujeito da oração. Indicam pouco empregada. Já a forma vós tem uso restrito à linguagem
que o sujeito pratica e recebe a ação expressa pelo verbo. litúrgica, ultraformal ou literária.

Didatismo e Conhecimento 52
LÍNGUA PORTUGUESA
Observações: 2 - Os pronomes possessivos nem sempre indicam posse. Po-
a) Vossa Excelência X Sua Excelência : os pronomes de tra- dem ter outros empregos, como:
tamento que possuem “Vossa (s)” são empregados em relação à a) indicar afetividade: Não faça isso, minha filha.
pessoa com quem falamos: Espero que V. Ex.ª, Senhor Ministro,
compareça a este encontro. b) indicar cálculo aproximado: Ele já deve ter seus 40 anos.

*Emprega-se “Sua (s)” quando se fala a respeito da pessoa. c) atribuir valor indefinido ao substantivo: Marisa tem lá seus
Todos os membros da C.P.I. afirmaram que Sua Excelência, o defeitos, mas eu gosto muito dela.
Senhor Presidente da República, agiu com propriedade.
3- Em frases onde se usam pronomes de tratamento, o pro-
- Os pronomes de tratamento representam uma forma indire- nome possessivo fica na 3ª pessoa: Vossa Excelência trouxe sua
ta de nos dirigirmos aos nossos interlocutores. Ao tratarmos um mensagem?
deputado por Vossa Excelência, por exemplo, estamos nos ende-
reçando à excelência que esse deputado supostamente tem para 4- Referindo-se a mais de um substantivo, o possessivo con-
poder ocupar o cargo que ocupa. corda com o mais próximo: Trouxe-me seus livros e anotações.

- 3ª pessoa: embora os pronomes de tratamento dirijam-se à 2ª 5- Em algumas construções, os pronomes pessoais oblíquos
pessoa, toda a concordância deve ser feita com a 3ª pessoa. As- átonos assumem valor de possessivo: Vou seguir-lhe os passos. (=
sim, os verbos, os pronomes possessivos e os pronomes oblíquos Vou seguir seus passos.)
empregados em relação a eles devem ficar na 3ª pessoa.
Basta que V. Ex.ª cumpra a terça parte das suas promessas, Pronomes Demonstrativos
para que seus eleitores lhe fiquem reconhecidos.
Os pronomes demonstrativos são utilizados para explicitar a
- Uniformidade de Tratamento: quando escrevemos ou nos di- posição de uma certa palavra em relação a outras ou ao contexto.
rigimos a alguém, não é permitido mudar, ao longo do texto, a pes- Essa relação pode ocorrer em termos de espaço, no tempo ou dis-
curso.
soa do tratamento escolhida inicialmente. Assim, por exemplo, se
No espaço:
começamos a chamar alguém de “você”, não poderemos usar “te”
Compro este carro (aqui). O pronome este indica que o carro
ou “teu”. O uso correto exigirá, ainda, verbo na terceira pessoa.
está perto da pessoa que fala.
Quando você vier, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus ca-
Compro esse carro (aí). O pronome esse indica que o carro está
belos. (errado)
perto da pessoa com quem falo, ou afastado da pessoa que fala.
Quando você vier, eu a abraçarei e enrolar-me-ei nos seus ca-
Compro aquele carro (lá). O pronome aquele diz que o carro
belos. (correto)
está afastado da pessoa que fala e daquela com quem falo.
Quando tu vieres, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus ca-
belos. (correto) Atenção: em situações de fala direta (tanto ao vivo quanto por
meio de correspondência, que é uma modalidade escrita de fala),
Pronomes Possessivos são particularmente importantes o este e o esse - o primeiro lo-
caliza os seres em relação ao emissor; o segundo, em relação ao
São palavras que, ao indicarem a pessoa gramatical (possui- destinatário. Trocá-los pode causar ambiguidade.
dor), acrescentam a ela a ideia de posse de algo (coisa possuída). Dirijo-me a essa universidade com o objetivo de solicitar in-
Este caderno é meu. (meu = possuidor: 1ª pessoa do singular) formações sobre o concurso vestibular. (trata-se da universidade
destinatária).
NÚMERO PESSOA P R O - Reafirmamos a disposição desta universidade em participar
NOME no próximo Encontro de Jovens. (trata-se da universidade que en-
singular primeira meu(s), minha(s) via a mensagem).
singular segunda teu(s), tua(s) No tempo:
singular terceira seu(s), sua(s) Este ano está sendo bom para nós. O pronome este se refere
plural primeira nosso(s), nossa(s) ao ano presente.
plural segunda vosso(s), vossa(s) Esse ano que passou foi razoável. O pronome esse se refere a
plural terceira seu(s), sua(s) um passado próximo.
Aquele ano foi terrível para todos. O pronome aquele está se
Note que: A forma do possessivo depende da pessoa gramati- referindo a um passado distante.
cal a que se refere; o gênero e o número concordam com o objeto
possuído: Ele trouxe seu apoio e sua contribuição naquele mo- - Os pronomes demonstrativos podem ser variáveis ou inva-
mento difícil. riáveis, observe:
Variáveis: este(s), esta(s), esse(s), essa(s), aquele(s), aquela(s).
Observações: Invariáveis: isto, isso, aquilo.
- Também aparecem como pronomes demonstrativos:
1 - A forma “seu” não é um possessivo quando resultar da alte- - o(s), a(s): quando estiverem antecedendo o “que” e puderem
ração fonética da palavra senhor: Muito obrigado, seu José. ser substituídos por aquele(s), aquela(s), aquilo.

Didatismo e Conhecimento 53
LÍNGUA PORTUGUESA
Não ouvi o que disseste. (Não ouvi aquilo que disseste.) Algo o incomoda?
Essa rua não é a que te indiquei. (Esta rua não é aquela que Quem avisa amigo é.
te indiquei.)
- Pronomes Indefinidos Adjetivos: qualificam um ser expres-
- mesmo(s), mesma(s): Estas são as mesmas pessoas que o so na frase, conferindo-lhe a noção de quantidade aproximada. São
procuraram ontem. eles: cada, certo(s), certa(s).
Cada povo tem seus costumes.
- próprio(s), própria(s): Os próprios alunos resolveram o pro- Certas pessoas exercem várias profissões.
blema.
Note que: Ora são pronomes indefinidos substantivos, ora pro-
- semelhante(s): Não compre semelhante livro. nomes indefinidos adjetivos:
algum, alguns, alguma(s), bastante(s) (= muito, muitos), de-
- tal, tais: Tal era a solução para o problema. mais, mais, menos, muito(s), muita(s), nenhum, nenhuns, nenhu-
ma(s), outro(s), outra(s), pouco(s), pouca(s), qualquer, quaisquer,
Note que: qual, que, quanto(s), quanta(s), tal, tais, tanto(s), tanta(s), todo(s),
- Não raro os demonstrativos aparecem na frase, em constru- toda(s), um, uns, uma(s), vários, várias.
ções redundantes, com finalidade expressiva, para salientar algum Menos palavras e mais ações.
termo anterior. Por exemplo: Manuela, essa é que dera em cheio Alguns se contentam pouco.
casando com o José Afonso. Desfrutar das belezas brasileiras, Os pronomes indefinidos podem ser divididos em variáveis e
isso é que é sorte! invariáveis. Observe:
Variáveis = algum, nenhum, todo, muito, pouco, vário, tanto,
- O pronome demonstrativo neutro ou pode representar um ter- outro, quanto, alguma, nenhuma, toda, muita, pouca, vária, tanta,
mo ou o conteúdo de uma oração inteira, caso em que aparece, ge- outra, quanta, qualquer, quaisquer, alguns, nenhuns, todos, mui-
ralmente, como objeto direto, predicativo ou aposto: O casamento tos, poucos, vários, tantos, outros, quantos, algumas, nenhumas,
seria um desastre. Todos o pressentiam. todas, muitas, poucas, várias, tantas, outras, quantas.
Invariáveis = alguém, ninguém, outrem, tudo, nada, algo,
- Para evitar a repetição de um verbo anteriormente expresso, é cada.
comum empregar-se, em tais casos, o verbo fazer, chamado, então,
verbo vicário (= que substitui, que faz as vezes de): Ninguém teve São locuções pronominais indefinidas:
coragem de falar antes que ela o fizesse.
cada qual, cada um, qualquer um, quantos quer (que), quem
- Em frases como a seguinte, este se refere à pessoa mencio- quer (que), seja quem for, seja qual for, todo aquele (que), tal qual
nada em último lugar; aquele, à mencionada em primeiro lugar: O (= certo), tal e qual, tal ou qual, um ou outro, uma ou outra, etc.
referido deputado e o Dr. Alcides eram amigos íntimos; aquele Cada um escolheu o vinho desejado.
casado, solteiro este. [ou então: este solteiro, aquele casado]
Indefinidos Sistemáticos
- O pronome demonstrativo tal pode ter conotação irônica: A
menina foi a tal que ameaçou o professor? Ao observar atentamente os pronomes indefinidos, percebe-
mos que existem alguns grupos que criam oposição de sentido.
- Pode ocorrer a contração das preposições a, de, em com pro- É o caso de: algum/alguém/algo, que têm sentido afirmativo, e
nome demonstrativo: àquele, àquela, deste, desta, disso, nisso, no, nenhum/ninguém/nada, que têm sentido negativo; todo/tudo, que
etc: Não acreditei no que estava vendo. (no = naquilo) indicam uma totalidade afirmativa, e nenhum/nada, que indicam
uma totalidade negativa; alguém/ninguém, que se referem à pes-
Pronomes Indefinidos soa, e algo/nada, que se referem à coisa; certo, que particulariza, e
qualquer, que generaliza.
São palavras que se referem à terceira pessoa do discurso, dan- Essas oposições de sentido são muito importantes na constru-
do-lhe sentido vago (impreciso) ou expressando quantidade inde- ção de frases e textos coerentes, pois delas muitas vezes dependem
terminada. a solidez e a consistência dos argumentos expostos. Observe nas
Alguém entrou no jardim e destruiu as mudas recém-planta- frases seguintes a força que os pronomes indefinidos destacados
das. imprimem às afirmações de que fazem parte:
Nada do que tem sido feito produziu qualquer resultado prá-
Não é difícil perceber que “alguém” indica uma pessoa de tico.
quem se fala (uma terceira pessoa, portanto) de forma imprecisa, Certas pessoas conseguem perceber sutilezas: não são pes-
vaga. É uma palavra capaz de indicar um ser humano que segura- soas quaisquer.
mente existe, mas cuja identidade é desconhecida ou não se quer
revelar. Classificam-se em: Pronomes Relativos
- Pronomes Indefinidos Substantivos: assumem o lugar do
ser ou da quantidade aproximada de seres na frase. São eles: São aqueles que representam nomes já mencionados anterior-
algo, alguém, fulano, sicrano, beltrano, nada, ninguém, outrem, mente e com os quais se relacionam. Introduzem as orações subor-
quem, tudo. dinadas adjetivas.

Didatismo e Conhecimento 54
LÍNGUA PORTUGUESA
O racismo é um sistema que afirma a superioridade de um - “Onde”, como pronome relativo, sempre possui antecedente
grupo racial sobre outros. e só pode ser utilizado na indicação de lugar: A casa onde morava
(afirma a superioridade de um grupo racial sobre outros = ora- foi assaltada.
ção subordinada adjetiva). - Na indicação de tempo, deve-se empregar quando ou em que.
O pronome relativo “que” refere-se à palavra “sistema” e in- Sinto saudades da época em que (quando) morávamos no ex-
troduz uma oração subordinada. Diz-se que a palavra “sistema” é terior.
antecedente do pronome relativo que.
O antecedente do pronome relativo pode ser o pronome de- - Podem ser utilizadas como pronomes relativos as palavras:
- como (= pelo qual): Não me parece correto o modo como
monstrativo o, a, os, as.
você agiu semana passada.
Não sei o que você está querendo dizer.
- quando (= em que): Bons eram os tempos quando podíamos
Às vezes, o antecedente do pronome relativo não vem expresso. jogar videogame.
Quem casa, quer casa.
- Os pronomes relativos permitem reunir duas orações numa
Observe: só frase.
Pronomes relativos variáveis = o qual, cujo, quanto, os quais, O futebol é um esporte.
cujos, quantos, a qual, cuja, quanta, as quais, cujas, quantas. O povo gosta muito deste esporte.
Pronomes relativos invariáveis = quem, que, onde. O futebol é um esporte de que o povo gosta muito.
Note que:
- O pronome “que” é o relativo de mais largo emprego, sendo - Numa série de orações adjetivas coordenadas, pode ocorrer a
por isso chamado relativo universal. Pode ser substituído por o elipse do relativo “que”: A sala estava cheia de gente que conver-
qual, a qual, os quais, as quais, quando seu antecedente for um sava, (que) ria, (que) fumava.
substantivo.
O trabalho que eu fiz refere-se à corrupção. (= o qual) Pronomes Interrogativos
A cantora que acabou de se apresentar é péssima. (= a qual)
Os trabalhos que eu fiz referem-se à corrupção. (= os quais) São usados na formulação de perguntas, sejam elas diretas ou
As cantoras que se apresentaram eram péssimas. (= as quais) indiretas. Assim como os pronomes indefinidos, referem- -se
à 3ª pessoa do discurso de modo impreciso. São pronomes interro-
gativos: que, quem, qual (e variações), quanto (e variações).
- O qual, os quais, a qual e as quais são exclusivamente prono- Quem fez o almoço?/ Diga-me quem fez o almoço.
mes relativos: por isso, são utilizados didaticamente para verificar Qual das bonecas preferes? / Não sei qual das bonecas pre-
se palavras como “que”, “quem”, “onde” (que podem ter várias feres.
classificações) são pronomes relativos. Todos eles são usados com Quantos passageiros desembarcaram? / Pergunte quantos
referência à pessoa ou coisa por motivo de clareza ou depois de de- passageiros desembarcaram.
terminadas preposições: Regressando de São Paulo, visitei o sítio
de minha tia, o qual me deixou encantado. (O uso de “que”, neste Sobre os pronomes:
caso, geraria ambiguidade.)
Essas são as conclusões sobre as quais pairam muitas dúvi- O pronome pessoal é do caso reto quando tem função de sujei-
das? (Não se poderia usar “que” depois de sobre.) to na frase. O pronome pessoal é do caso oblíquo quando desem-
penha função de complemento. Vamos entender, primeiramente,
- O relativo “que” às vezes equivale a o que, coisa que, e se como o pronome pessoal surge na frase e que função exerce. Ob-
refere a uma oração: Não chegou a ser padre, mas deixou de ser serve as orações:
poeta, que era a sua vocação natural. 1. Eu não sei essa matéria, mas ele irá me ajudar.
2. Maria foi embora para casa, pois não sabia se devia lhe
- O pronome “cujo” não concorda com o seu antecedente, mas ajudar.
com o consequente. Equivale a do qual, da qual, dos quais, das
Na primeira oração os pronomes pessoais “eu” e “ele” exercem
quais.
função de sujeito, logo, são pertencentes ao caso reto. Já na se-
Este é o caderno cujas folhas estão rasgadas. gunda oração, observamos o pronome “lhe” exercendo função de
(antecedente) (consequente) complemento, e, consequentemente, é do caso oblíquo.
Os pronomes pessoais indicam as pessoas do discurso, o pro-
- “Quanto” é pronome relativo quando tem por antecedente um nome oblíquo “lhe”, da segunda oração, aponta para a segunda
pronome indefinido: tanto (ou variações) e tudo: pessoa do singular (tu/você): Maria não sabia se devia ajudar....
Emprestei tantos quantos foram necessários. Ajudar quem? Você (lhe).
(antecedente)
Ele fez tudo quanto havia falado. Importante: Em observação à segunda oração, o emprego do
(antecedente) pronome oblíquo “lhe” é justificado antes do verbo intransitivo
“ajudar” porque o pronome oblíquo pode estar antes, depois ou en-
- O pronome “quem” se refere a pessoas e vem sempre prece- tre locução verbal, caso o verbo principal (no caso “ajudar”) esteja
dido de preposição. no infinitivo ou gerúndio.
É um professor a quem muito devemos. Eu desejo lhe perguntar algo.
(preposição) Eu estou perguntando-lhe algo.

Didatismo e Conhecimento 55
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Os pronomes pessoais oblíquos podem ser átonos ou tônicos: - O verbo estiver no infinitivo impessoal regido da preposição
os primeiros não são precedidos de preposição, diferentemente dos “a”:
segundos que são sempre precedidos de preposição. Naquele instante os dois passaram a odiar-se.
- Pronome oblíquo átono: Joana me perguntou o que eu estava Passaram a cumprimentar-se mutuamente.
fazendo. - O verbo estiver no gerúndio:
- Pronome oblíquo tônico: Joana perguntou para mim o que Não quis saber o que aconteceu, fazendo-se de despreocupada.
eu estava fazendo. Despediu-se, beijando-me a face.
A colocação pronominal é a posição que os pronomes pes-
soais oblíquos átonos ocupam na frase em relação ao verbo a que - Houver vírgula ou pausa antes do verbo:
se referem. São pronomes oblíquos átonos: me, te, se, o, os, a, as, Se passar no concurso em outra cidade, mudo-me no mesmo
lhe, lhes, nos e vos. instante.
O pronome oblíquo átono pode assumir três posições na oração Se não tiver outro jeito, alisto-me nas forças armadas.
em relação ao verbo:
1. próclise: pronome antes do verbo Mesóclise
2. ênclise: pronome depois do verbo
3. mesóclise: pronome no meio do verbo A mesóclise acontece quando o verbo está flexionado no futuro
do presente ou no futuro do pretérito:
Próclise A prova realizar-se-á neste domingo pela manhã. (= ela se
realizará)
A próclise é aplicada antes do verbo quando temos: Far-lhe-ei uma proposta irrecusável. (= eu farei uma proposta
- Palavras com sentido negativo:
a você)
Nada me faz querer sair dessa cama.
Não se trata de nenhuma novidade.
Questões sobre Pronome
- Advérbios:
Nesta casa se fala alemão. 01. (Escrevente TJ SP – Vunesp/2012).
Naquele dia me falaram que a professora não veio. Restam dúvidas sobre o crescimento verde. Primeiro, não está
claro até onde pode realmente chegar uma política baseada em
- Pronomes relativos: melhorar a eficiência sem preços adequados para o carbono, a
A aluna que me mostrou a tarefa não veio hoje. água e (na maioria dos países pobres) a terra. É verdade que mes-
Não vou deixar de estudar os conteúdos que me falaram. mo que a ameaça dos preços do carbono e da água faça em si
diferença, as companhias não podem suportar ter de pagar, de re-
- Pronomes indefinidos: pente, digamos, 40 dólares por tonelada de carbono, sem qualquer
Quem me disse isso? preparação. Portanto, elas começam a usar preços-sombra. Ainda
Todos se comoveram durante o discurso de despedida. assim, ninguém encontrou até agora uma maneira de quantificar
adequadamente os insumos básicos. E sem eles a maioria das po-
- Pronomes demonstrativos:
Isso me deixa muito feliz! líticas de crescimento verde sempre será a segunda opção.
Aquilo me incentivou a mudar de atitude! (Carta Capital, 27.06.2012. Adaptado)
Os pronomes “elas” e “eles”, em destaque no texto, referem-
- Preposição seguida de gerúndio: -se, respectivamente, a
Em se tratando de qualidade, o Brasil Escola é o site mais (A) dúvidas e preços.
indicado à pesquisa escolar. (B) dúvidas e insumos básicos.
(C) companhias e insumos básicos.
- Conjunção subordinativa: (D) companhias e preços do carbono e da água.
Vamos estabelecer critérios, conforme lhe avisaram. (E) políticas de crescimento e preços adequados.

Ênclise 02. (Agente de Apoio Administrativo – FCC – 2013- adap.).


Fazendo-se as alterações necessárias, o trecho grifado está correta-
A ênclise é empregada depois do verbo. A norma culta não
mente substituído por um pronome em:
aceita orações iniciadas com pronomes oblíquos átonos. A ênclise
A) ...sei tratar tipos como o senhor. − sei tratá-lo
vai acontecer quando:
- O verbo estiver no imperativo afirmativo: B) ...erguendo os braços desalentado... − erguendo-lhes de-
Amem-se uns aos outros. salentado
Sigam-me e não terão derrotas. C) ...que tem de conhecer as leis do país? − que tem de conhe-
cê-lo?
- O verbo iniciar a oração: D) ...não parecia ser um importante industrial... − não parecia
Diga-lhe que está tudo bem. ser-lhe
Chamaram-me para ser sócio. E) incomodaram o general... − incomodaram-no

Didatismo e Conhecimento 56
LÍNGUA PORTUGUESA
03.(Agente de Defensoria Pública – FCC – 2013-adap.). A A) Fazem... a ... de que B) Faz ...a ... que
substituição do elemento grifado pelo pronome correspondente, C) Fazem ...à ... com que D) Faz ...à ... que
com os necessários ajustes, foi realizada de modo INCORRETO E) Faz ...à ... a que
em:
A) mostrando o rio= mostrando-o. 09. (TRF 3ª região- Técnico Judiciário - /2014)
B) como escolher sítio= como escolhê-lo. As sereias então devoravam impiedosamente os tripulantes.
C) transpor [...] as matas espessas= transpor-lhes. ... ele conseguiu impedir a tripulação de perder a cabeça...
D) Às estreitas veredas[...] nada acrescentariam = nada lhes ... e fez de tudo para convencer os tripulantes...
acrescentariam. Fazendo-se as alterações necessárias, os segmentos grifados
E) viu uma dessas marcas= viu uma delas. acima foram corretamente substituídos por um pronome, na ordem
04. (Papiloscopista Policial – Vunesp – 2013). Assinale a al- dada, em:
ternativa em que o pronome destacado está posicionado de acordo (A) devoravam-nos − impedi-la − convencê-los
com a norma-padrão da língua. (B) devoravam-lhe − impedi-las − convencer-lhes
(A) Ela não lembrava-se do caminho de volta. (C) devoravam-no − impedi-las − convencer-lhes
(B) A menina tinha distanciado-se muito da família.
(D) devoravam-nos − impedir-lhe − convencê-los
(C) A garota disse que perdeu-se dos pais.
(E) devoravam-lhes − impedi-la − convencê-los
(D) O pai alegrou-se ao encontrar a filha.
10. (Agente de Vigilância e Recepção – VUNESP – 2013-
(E) Ninguém comprometeu-se a ajudar a criança.
adap.). No trecho, – Em ambos os casos, as câmeras dos esta-
05. (Escrevente TJ SP – Vunesp 2011). Assinale a alternativa belecimentos felizmente comprovam os acontecimentos, e teste-
cujo emprego do pronome está em conformidade com a norma munhas vão ajudar a polícia na investigação. – de acordo com
padrão da língua. a norma-padrão, os pronomes que substituem, corretamente, os
(A) Não autorizam-nos a ler os comentários sigilosos. termos em destaque são:
(B) Nos falaram que a diplomacia americana está abalada. A) os comprovam … ajudá-la.
(C) Ninguém o informou sobre o caso WikiLeaks. B) os comprovam …ajudar-la.
(D) Conformado, se rendeu às punições. C) os comprovam … ajudar-lhe.
(E) Todos querem que combata-se a corrupção. D) lhes comprovam … ajudar-lhe.
E) lhes comprovam … ajudá-la.
06. (Papiloscopista Policial = Vunesp - 2013). Assinale a al-
ternativa correta quanto à colocação pronominal, de acordo com a GABARITO
norma-padrão da língua portuguesa. 01. C 02. E 03. C 04. D 05. C
(A) Para que se evite perder objetos, recomenda-se que eles 06. A 07. C 08. E 09. A 10. A
sejam sempre trazidos junto ao corpo.
(B) O passageiro ao lado jamais imaginou-se na situação de ter RESOLUÇÃO
de procurar a dona de uma bolsa perdida.
(C) Nos sentimos impotentes quando não conseguimos resti- 1-) Restam dúvidas sobre o crescimento verde. Primeiro, não
tuir um objeto à pessoa que o perdeu. está claro até onde pode realmente chegar uma política baseada
(D) O homem se indignou quando propuseram-lhe que abrisse em melhorar a eficiência sem preços adequados para o carbono,
a bolsa que encontrara. a água e (na maioria dos países pobres) a terra. É verdade que
(E) Em tratando-se de objetos encontrados, há uma tendência mesmo que a ameaça dos preços do carbono e da água faça em si
natural das pessoas em devolvê-los a seus donos. diferença, as companhias não podem suportar ter de pagar, de re-
pente, digamos, 40 dólares por tonelada de carbono, sem qualquer
07. (Agente de Apoio Operacional – VUNESP – 2013). preparação. Portanto, elas começam a usar preços-sombra. Ainda
Há pessoas que, mesmo sem condições, compram produ-
assim, ninguém encontrou até agora uma maneira de quantificar
tos______ não necessitam e______ tendo de pagar tudo______
adequadamente os insumos básicos. E sem eles a maioria das po-
prazo.
líticas de crescimento verde sempre será a segunda opção.
Assinale a alternativa que preenche as lacunas, correta e res-
pectivamente, considerando a norma culta da língua.
A) a que … acaba … à B) com que … acabam … à 2-)
C) de que … acabam … a D) em que … acaba … a A) ...sei tratar tipos como o senhor. − sei tratá-los
E) dos quais … acaba … à B) ...erguendo os braços desalentado... − erguendo-os desalen-
tado
08. (Agente de Apoio Socioeducativo – VUNESP – 2013- C) ...que tem de conhecer as leis do país? − que tem de conhe-
adap.). Assinale a alternativa que substitui, correta e respectiva- cê-las ?
mente, as lacunas do trecho. D) ...não parecia ser um importante industrial... − não parecia
______alguns anos, num programa de televisão, uma jovem sê-lo
fazia referência______ violência______ o brasileiro estava sujei-
to de forma cômica. 3-) transpor [...] as matas espessas= transpô-las

Didatismo e Conhecimento 57
LÍNGUA PORTUGUESA
4-) Morfossintaxe do substantivo
(A) Ela não se lembrava do caminho de volta.
(B) A menina tinha se distanciado muito da família. Nas orações de língua portuguesa, o substantivo em geral
(C) A garota disse que se perdeu dos pais. exerce funções diretamente relacionadas com o verbo: atua como
(E) Ninguém se comprometeu a ajudar a criança núcleo do sujeito, dos complementos verbais (objeto direto ou in-
direto) e do agente da passiva. Pode ainda funcionar como núcleo
do complemento nominal ou do aposto, como núcleo do predica-
5-) tivo do sujeito, do objeto ou como núcleo do vocativo. Também
(A) Não nos autorizam a ler os comentários sigilosos. encontramos substantivos como núcleos de adjuntos adnominais e
(B) Falaram-nos que a diplomacia americana está abalada. de adjuntos adverbiais - quando essas funções são desempenhadas
(D) Conformado, rendeu-se às punições. por grupos de palavras.
(E) Todos querem que se combata a corrupção.
Classificação dos Substantivos
6-)
(B) O passageiro ao lado jamais se imaginou na situação de ter 1- Substantivos Comuns e Próprios
Observe a definição: s.f. 1: Povoação maior que vila, com mui-
de procurar a dona de uma bolsa perdida.
tas casas e edifícios, dispostos em ruas e avenidas (no Brasil, toda
(C) Sentimo-nos impotentes quando não conseguimos restituir a sede de município é cidade). 2. O centro de uma cidade (em
um objeto à pessoa que o perdeu. oposição aos bairros).
(D) O homem indignou-se quando lhe propuseram que abrisse
a bolsa que encontrara. Qualquer “povoação maior que vila, com muitas casas e edi-
(E) Em se tratando de objetos encontrados, há uma tendência fícios, dispostos em ruas e avenidas” será chamada cidade. Isso
natural das pessoas em devolvê-los a seus donos. significa que a palavra cidade é um substantivo comum.
7-) Há pessoas que, mesmo sem condições, compram produtos Substantivo Comum é aquele que designa os seres de uma
de que não necessitam e acabam tendo de pagar tudo a mesma espécie de forma genérica: cidade, menino, homem, mu-
lher, país, cachorro.
prazo.
Estamos voando para Barcelona.
8-) Faz alguns anos, num programa de televisão, uma jovem O substantivo Barcelona designa apenas um ser da espécie ci-
fazia referência à violência a que o brasileiro estava sujeito dade. Esse substantivo é próprio. Substantivo Próprio: é aquele
de forma cômica. que designa os seres de uma mesma espécie de forma particular:
Faz, no sentido de tempo passado = sempre no singular Londres, Paulinho, Pedro, Tietê, Brasil.

9-) 2 - Substantivos Concretos e Abstratos


devoravam - verbo terminado em “m” = pronome oblíquo no/
LÂMPADA MALA
na (fizeram-na, colocaram-no)
impedir - verbo transitivo direto = pede objeto direto; “lhe” é Os substantivos lâmpada e mala designam seres com existên-
para objeto indireto cia própria, que são independentes de outros seres. São substan-
convencer - verbo transitivo direto = pede objeto direto; “lhe” tivos concretos.
é para objeto indireto
(A) devoravam-nos − impedi-la − convencê-los Substantivo Concreto: é aquele que designa o ser que existe,
independentemente de outros seres.
10-) – Em ambos os casos, as câmeras dos estabelecimentos fe- Obs.: os substantivos concretos designam seres do mundo real
lizmente comprovam os acontecimentos, e testemunhas vão ajudar e do mundo imaginário.
Seres do mundo real: homem, mulher, cadeira, cobra, Brasília,
a polícia na investigação. etc.
felizmente os comprovam ... ajudá-la Seres do mundo imaginário: saci, mãe-d’água, fantasma, etc.
(advérbio)
Observe agora:
Tudo o que existe é ser e cada ser tem um nome. Substantivo Beleza exposta
é a classe gramatical de palavras variáveis, as quais denominam Jovens atrizes veteranas destacam-se pelo visual.
os seres. Além de objetos, pessoas e fenômenos, os substantivos
também nomeiam: O substantivo beleza designa uma qualidade.

Substantivo Abstrato: é aquele que designa seres que depen-


-lugares: Alemanha, Porto Alegre... dem de outros para se manifestar ou existir.
-sentimentos: raiva, amor... Pense bem: a beleza não existe por si só, não pode ser observa-
-estados: alegria, tristeza... da. Só podemos observar a beleza numa pessoa ou coisa que seja
-qualidades: honestidade, sinceridade... bela. A beleza depende de outro ser para se manifestar. Portanto, a
-ações: corrida, pescaria... palavra beleza é um substantivo abstrato.

Didatismo e Conhecimento 58
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Os substantivos abstratos designam estados, qualidades, ações malta malfeitores ou desordeiros
e sentimentos dos seres, dos quais podem ser abstraídos, e sem os manada búfalos, bois, elefantes,
quais não podem existir: vida (estado), rapidez (qualidade), via- matilha cães de raça
gem (ação), saudade (sentimento). molho chaves, verduras
multidão pessoas em geral
3 - Substantivos Coletivos ninhada pintos
nuvem insetos (gafanhotos, mosquitos, etc.)
Ele vinha pela estrada e foi picado por uma abelha, outra abe- penca bananas, chaves
lha, mais outra abelha. pinacoteca pinturas, quadros
Ele vinha pela estrada e foi picado por várias abelhas. quadrilha ladrões, bandidos
Ele vinha pela estrada e foi picado por um enxame. ramalhete flores
rebanho ovelhas
Note que, no primeiro caso, para indicar plural, foi necessário récua bestas de carga, cavalgadura
repetir o substantivo: uma abelha, outra abelha, mais outra abe- repertório peças teatrais, obras musicais
lha... réstia alhos ou cebolas
No segundo caso, utilizaram-se duas palavras no plural. romanceiro poesias narrativas
No terceiro caso, empregou-se um substantivo no singular revoada pássaros
(enxame) para designar um conjunto de seres da mesma espécie sínodo párocos
(abelhas). talha lenha
tropa muares, soldados
O substantivo enxame é um substantivo coletivo. turma estudantes, trabalhadores
vara porcos
Substantivo Coletivo: é o substantivo comum que, mesmo es-
tando no singular, designa um conjunto de seres da mesma espécie. Formação dos Substantivos

Substantivo coletivo Conjunto de: Substantivos Simples e Compostos


assembleia pessoas reunidas Chuva - subst. Fem. 1 - água caindo em gotas sobre a terra.
alcateia lobos O substantivo chuva é formado por um único elemento ou ra-
acervo livros dical. É um substantivo simples.
antologia trechos literários selecionados
arquipélago ilhas Substantivo Simples: é aquele formado por um único elemen-
banda músicos to.
bando desordeiros ou malfeitores Outros substantivos simples: tempo, sol, sofá, etc. Veja agora:
banca examinadores O substantivo guarda-chuva é formado por dois elementos (guarda
batalhão soldados + chuva). Esse substantivo é composto.
cardume peixes
caravana viajantes peregrinos Substantivo Composto: é aquele formado por dois ou mais ele-
cacho frutas mentos. Outros exemplos: beija-flor, passatempo.
cáfila camelos
cancioneiro canções, poesias líricas Substantivos Primitivos e Derivados
colmeia abelhas Meu limão meu limoeiro,
chusma gente, pessoas meu pé de jacarandá...
concílio bispos
congresso parlamentares, cientistas. O substantivo limão é primitivo, pois não se originou de ne-
elenco atores de uma peça ou filme nhum outro dentro de língua portuguesa.
esquadra navios de guerra
enxoval roupas Substantivo Primitivo: é aquele que não deriva de nenhuma
falange soldados, anjos outra palavra da própria língua portuguesa. O substantivo limoeiro
fauna animais de uma região é derivado, pois se originou a partir da palavra limão.
feixe lenha, capim
flora vegetais de uma região Substantivo Derivado: é aquele que se origina de outra pala-
frota navios mercantes, ônibus vra.
girândola fogos de artifício Flexão dos substantivos
horda bandidos, invasores
junta médicos, bois, credores, examinado- O substantivo é uma classe variável. A palavra é variável quan-
res do sofre flexão (variação). A palavra menino, por exemplo, pode
júri jurados sofrer variações para indicar:
legião soldados, anjos, demônios Plural: meninos Feminino: menina
leva presos, recrutas Aumentativo: meninão Diminutivo: menininho

Didatismo e Conhecimento 59
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Flexão de Gênero - Substantivos com feminino em -esa, -essa, -isa: cônsul - con-
sulesa / abade - abadessa / poeta - poetisa / duque - duquesa /
Gênero é a propriedade que as palavras têm de indicar sexo conde - condessa / profeta - profetisa
real ou fictício dos seres. Na língua portuguesa, há dois gêneros:
masculino e feminino. Pertencem ao gênero masculino os subs- - Substantivos que formam o feminino trocando o -e final por
tantivos que podem vir precedidos dos artigos o, os, um, uns. Veja -a: elefante - elefanta
estes títulos de filmes:
O velho e o mar - Substantivos que têm radicais diferentes no masculino e no
Um Natal inesquecível feminino: bode – cabra / boi - vaca
Os reis da praia
- Substantivos que formam o feminino de maneira especial,
Pertencem ao gênero feminino os substantivos que podem vir isto é, não seguem nenhuma das regras anteriores: czar – czari-
precedidos dos artigos a, as, uma, umas: na réu - ré
A história sem fim
Uma cidade sem passado Formação do Feminino dos Substantivos Uniformes
As tartarugas ninjas Epicenos:
Substantivos Biformes e Substantivos Uniformes Novo jacaré escapa de policiais no rio Pinheiros.

Substantivos Biformes (= duas formas): ao indicar nomes de Não é possível saber o sexo do jacaré em questão. Isso ocorre
seres vivos, geralmente o gênero da palavra está relacionado ao porque o substantivo jacaré tem apenas uma forma para indicar o
sexo do ser, havendo, portanto, duas formas, uma para o masculino masculino e o feminino.
e outra para o feminino. Observe: gato – gata, homem – mulher, Alguns nomes de animais apresentam uma só forma para de-
poeta – poetisa, prefeito - prefeita signar os dois sexos. Esses substantivos são chamados de epice-
nos. No caso dos epicenos, quando houver a necessidade de espe-
Substantivos Uniformes: são aqueles que apresentam uma úni- cificar o sexo, utilizam-se palavras macho e fêmea.
ca forma, que serve tanto para o masculino quanto para o femini- A cobra macho picou o marinheiro.
no. Classificam-se em: A cobra fêmea escondeu-se na bananeira.
- Epicenos: têm um só gênero e nomeiam bichos: a cobra ma- Sobrecomuns:
cho e a cobra fêmea, o jacaré macho e o jacaré fêmea. Entregue as crianças à natureza.
- Sobrecomuns: têm um só gênero e nomeiam pessoas: a
criança, a testemunha, a vítima, o cônjuge, o gênio, o ídolo, o A palavra crianças refere-se tanto a seres do sexo masculino,
indivíduo. quanto a seres do sexo feminino. Nesse caso, nem o artigo nem um
- Comuns de Dois Gêneros: indicam o sexo das pessoas por possível adjetivo permitem identificar o sexo dos seres a que se
meio do artigo: o colega e a colega, o doente e a doente, o artista refere a palavra. Veja:
e a artista. A criança chorona chamava-se João.
A criança chorona chamava-se Maria.
Saiba que: Substantivos de origem grega terminados em ema
ou oma, são masculinos: o fonema, o poema, o sistema, o sintoma, Outros substantivos sobrecomuns:
o teorema. a criatura = João é uma boa criatura. Maria é uma boa cria-
- Existem certos substantivos que, variando de gênero, variam tura.
em seu significado: o rádio (aparelho receptor) e a rádio (estação o cônjuge = O cônjuge de João faleceu. O cônjuge de Marcela
emissora) o capital (dinheiro) e a capital (cidade) faleceu

Formação do Feminino dos Substantivos Biformes Comuns de Dois Gêneros:


Motorista tem acidente idêntico 23 anos depois.
- Regra geral: troca-se a terminação -o por –a: aluno - aluna.
- Substantivos terminados em -ês: acrescenta-se -a ao masculi- Quem sofreu o acidente: um homem ou uma mulher?
no: freguês - freguesa É impossível saber apenas pelo título da notícia, uma vez que
- Substantivos terminados em -ão: fazem o feminino de três a palavra motorista é um substantivo uniforme.
formas: A distinção de gênero pode ser feita através da análise do arti-
- troca-se -ão por -oa. = patrão – patroa go ou adjetivo, quando acompanharem o substantivo: o colega - a
- troca-se -ão por -ã. = campeão - campeã colega; o imigrante - a imigrante; um jovem - uma jovem; artista
-troca-se -ão por ona. = solteirão - solteirona famoso - artista famosa; repórter francês - repórter francesa

Exceções: barão – baronesa ladrão- ladra sultão - sultana - A palavra personagem é usada indistintamente nos dois gê-
neros.
- Substantivos terminados em -or: a) Entre os escritores modernos nota-se acentuada preferência
- acrescenta-se -a ao masculino = doutor – doutora pelo masculino: O menino descobriu nas nuvens os personagens
- troca-se -or por -triz: = imperador - imperatriz dos contos de carochinha.

Didatismo e Conhecimento 60
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b) Com referência a mulher, deve-se preferir o feminino: O Flexão de Número do Substantivo
problema está nas mulheres de mais idade, que não aceitam a per-
sonagem. Em português, há dois números gramaticais: o singular, que
- Diz-se: o (ou a) manequim Marcela, o (ou a) modelo fotográ- indica um ser ou um grupo de seres, e o plural, que indica mais de
fico Ana Belmonte. um ser ou grupo de seres. A característica do plural é o “s” final.
Observe o gênero dos substantivos seguintes:
Plural dos Substantivos Simples
Masculinos: o tapa, o eclipse, o lança-perfume, o dó (pena), o
sanduíche, o clarinete, o champanha, o sósia, o maracajá, o clã,
- Os substantivos terminados em vogal, ditongo oral e “n” fa-
o hosana, o herpes, o pijama, o suéter, o soprano, o proclama, o
zem o plural pelo acréscimo de “s”: pai – pais; ímã – ímãs; hífen
pernoite, o púbis.
- hifens (sem acento, no plural). Exceção: cânon - cânones.
Femininos: a dinamite, a derme, a hélice, a omoplata, a cata-
plasma, a pane, a mascote, a gênese, a entorse, a libido, a cal, a - Os substantivos terminados em “m” fazem o plural em “ns”:
faringe, a cólera (doença), a ubá (canoa). homem - homens.

- São geralmente masculinos os substantivos de origem grega - Os substantivos terminados em “r” e “z” fazem o plural pelo
terminados em -ma: o grama (peso), o quilograma, o plasma, o acréscimo de “es”: revólver – revólveres; raiz - raízes.
apostema, o diagrama, o epigrama, o telefonema, o estratagema,
o dilema, o teorema, o trema, o eczema, o edema, o magma, o es- Atenção: O plural de caráter é caracteres.
tigma, o axioma, o tracoma, o hematoma.
- Os substantivos terminados em al, el, ol, ul flexionam-se no
Exceções: a cataplasma, a celeuma, a fleuma, etc. plural, trocando o “l” por “is”: quintal - quintais; caracol – ca-
racóis; hotel - hotéis. Exceções: mal e males, cônsul e cônsules.
Gênero dos Nomes de Cidades:
- Os substantivos terminados em “il” fazem o plural de duas
Com raras exceções, nomes de cidades são femininos. maneiras:
- Quando oxítonos, em “is”: canil - canis
A histórica Ouro Preto.
- Quando paroxítonos, em “eis”: míssil - mísseis.
A dinâmica São Paulo.
Obs.: a palavra réptil pode formar seu plural de duas maneiras:
A acolhedora Porto Alegre.
Uma Londres imensa e triste. répteis ou reptis (pouco usada).
Exceções: o Rio de Janeiro, o Cairo, o Porto, o Havre. - Os substantivos terminados em “s” fazem o plural de duas
maneiras:
Gênero e Significação: - Quando monossilábicos ou oxítonos, mediante o acréscimo
de “es”: ás – ases / retrós - retroses
Muitos substantivos têm uma significação no masculino e ou- - Quando paroxítonos ou proparoxítonos, ficam invariáveis: o
tra no feminino. Observe: o baliza (soldado que, que à frente da lápis - os lápis / o ônibus - os ônibus.
tropa, indica os movimentos que se deve realizar em conjunto; o
que vai à frente de um bloco carnavalesco, manejando um bastão), - Os substantivos terminados em “ao” fazem o plural de três
a baliza (marco, estaca; sinal que marca um limite ou proibição maneiras.
de trânsito), o cabeça (chefe), a cabeça (parte do corpo), o cisma - substituindo o -ão por -ões: ação - ações
(separação religiosa, dissidência), a cisma (ato de cismar, descon- - substituindo o -ão por -ães: cão - cães
fiança), o cinza (a cor cinzenta), a cinza (resíduos de combustão), - substituindo o -ão por -ãos: grão - grãos
o capital (dinheiro), a capital (cidade), o coma (perda dos senti-
dos), a coma (cabeleira), o coral (pólipo, a cor vermelha, canto em - Os substantivos terminados em “x” ficam invariáveis: o látex
coro), a coral (cobra venenosa), o crisma (óleo sagrado, usado na
- os látex.
administração da crisma e de outros sacramentos), a crisma (sa-
cramento da confirmação), o cura (pároco), a cura (ato de curar),
Plural dos Substantivos Compostos
o estepe (pneu sobressalente), a estepe (vasta planície de vegeta-
ção), o guia (pessoa que guia outras), a guia (documento, pena
grande das asas das aves), o grama (unidade de peso), a grama -A formação do plural dos substantivos compostos depende
(relva), o caixa (funcionário da caixa), a caixa (recipiente, setor da forma como são grafados, do tipo de palavras que formam o
de pagamentos), o lente (professor), a lente (vidro de aumento), composto e da relação que estabelecem entre si. Aqueles que são
o moral (ânimo), a moral (honestidade, bons costumes, ética), o grafados sem hífen comportam-se como os substantivos simples:
nascente (lado onde nasce o Sol), a nascente (a fonte), o maria-fu- aguardente/aguardentes, girassol/girassóis, pontapé/pontapés,
maça (trem como locomotiva a vapor), maria-fumaça (locomotiva malmequer/malmequeres.
movida a vapor), o pala (poncho), a pala (parte anterior do boné O plural dos substantivos compostos cujos elementos são li-
ou quepe, anteparo), o rádio (aparelho receptor), a rádio (estação gados por hífen costuma provocar muitas dúvidas e discussões.
emissora), o voga (remador), a voga (moda, popularidade). Algumas orientações são dadas a seguir:

Didatismo e Conhecimento 61
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- Flexionam-se os dois elementos, quando formados de: mão(s) + zinhas = mãozinhas
substantivo + substantivo = couve-flor e couves-flores papéi(s) + zinhos = papeizinhos
substantivo + adjetivo = amor-perfeito e amores-perfeitos nuven(s) + zinhas = nuvenzinhas
adjetivo + substantivo = gentil-homem e gentis-homens funi(s) + zinhos = funizinhos
numeral + substantivo = quinta-feira e quintas-feiras túnei(s) + zinhos = tuneizinhos
pai(s) + zinhos = paizinhos
- Flexiona-se somente o segundo elemento, quando formados pé(s) + zinhos = pezinhos
de: pé(s) + zitos = pezitos
verbo + substantivo = guarda-roupa e guarda-roupas
palavra invariável + palavra variável = alto-falante e alto- Plural dos Nomes Próprios Personativos
-falantes
palavras repetidas ou imitativas = reco-reco e reco-recos Devem-se pluralizar os nomes próprios de pessoas sempre que
a terminação preste-se à flexão.
- Flexiona-se somente o primeiro elemento, quando forma- Os Napoleões também são derrotados.
dos de: As Raquéis e Esteres.
substantivo + preposição clara + substantivo = água-de-colô-
nia e águas-de-colônia Plural dos Substantivos Estrangeiros
substantivo + preposição oculta + substantivo = cavalo-vapor
e cavalos-vapor Substantivos ainda não aportuguesados devem ser escritos
substantivo + substantivo que funciona como determinante do como na língua original, acrescentando-se “s” (exceto quando ter-
primeiro, ou seja, especifica a função ou o tipo do termo anterior: minam em “s” ou “z”): os shows, os shorts, os jazz.
palavra-chave - palavras-chave, bomba-relógio - bombas-re-
lógio, notícia-bomba - notícias-bomba, homem-rã - homens-rã, Substantivos já aportuguesados flexionam-se de acordo com as
peixe- -espada - peixes-espada. regras de nossa língua: os clubes, os chopes, os jipes, os esportes,
as toaletes, os bibelôs, os garçons, os réquiens.
Observe o exemplo:
- Permanecem invariáveis, quando formados de:
Este jogador faz gols toda vez que joga.
verbo + advérbio = o bota-fora e os bota-fora
O plural correto seria gois (ô), mas não se usa.
verbo + substantivo no plural = o saca-rolhas e os saca-rolhas
Plural com Mudança de Timbre
- Casos Especiais
o louva-a-deus e os louva-a-deus
Certos substantivos formam o plural com mudança de timbre
o bem-te-vi e os bem-te-vis
da vogal tônica (o fechado / o aberto). É um fato fonético chamado
o bem-me-quer e os bem-me-queres metafonia (plural metafônico).
o joão-ninguém e os joões-ninguém.
Singular Plural
Plural das Palavras Substantivadas corpo (ô) corpos (ó)
esforço esforços
As palavras substantivadas, isto é, palavras de outras classes fogo fogos
gramaticais usadas como substantivo, apresentam, no plural, as forno fornos
flexões próprias dos substantivos. fosso fossos
Pese bem os prós e os contras. imposto impostos
O aluno errou na prova dos noves. olho olhos
Ouça com a mesma serenidade os sins e os nãos. osso (ô) ossos (ó)
ovo ovos
Obs.: numerais substantivados terminados em “s” ou “z” não poço poços
variam no plural: Nas provas mensais consegui muitos seis e al- porto portos
guns dez. posto postos
tijolo tijolos
Plural dos Diminutivos
Têm a vogal tônica fechada (ô): adornos, almoços, bolsos, es-
Flexiona-se o substantivo no plural, retira-se o “s” final e posos, estojos, globos, gostos, polvos, rolos, soros, etc.
acrescenta-se o sufixo diminutivo. Obs.: distinga-se molho (ô) = caldo (molho de carne), de mo-
pãe(s) + zinhos = pãezinhos lho (ó) = feixe (molho de lenha).
animai(s) + zinhos = animaizinhos
botõe(s) + zinhos = botõezinhos Particularidades sobre o Número dos Substantivos
chapéu(s) + zinhos = chapeuzinhos
farói(s) + zinhos = faroizinhos - Há substantivos que só se usam no singular: o sul, o norte, o
tren(s) + zinhos = trenzinhos leste, o oeste, a fé, etc.
colhere(s) + zinhas = colherezinhas - Outros só no plural: as núpcias, os víveres, os pêsames, as
flore(s) + zinhas = florezinhas espadas/os paus (naipes de baralho), as fezes.

Didatismo e Conhecimento 62
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- Outros, enfim, têm, no plural, sentido diferente do singular: Observação: o verbo pôr, assim como seus derivados (com-
bem (virtude) e bens (riquezas), honra (probidade, bom nome) e por, repor, depor, etc.), pertencem à 2ª conjugação, pois a forma
honras (homenagem, títulos). arcaica do verbo pôr era poer. A vogal “e”, apesar de haver desa-
- Usamos às vezes, os substantivos no singular, mas com sen- parecido do infinitivo, revela-se em algumas formas do verbo: põe,
tido de plural: pões, põem, etc.
Aqui morreu muito negro.
Celebraram o sacrifício divino muitas vezes em capelas im- Formas Rizotônicas e Arrizotônicas
Ao combinarmos os conhecimentos sobre a estrutura dos ver-
provisadas.
bos com o conceito de acentuação tônica, percebemos com facili-
dade que nas formas rizotônicas o acento tônico cai no radical do
Flexão de Grau do Substantivo verbo: opino, aprendam, nutro, por exemplo. Nas formas arrizo-
tônicas, o acento tônico não cai no radical, mas sim na terminação
Grau é a propriedade que as palavras têm de exprimir as varia- verbal: opinei, aprenderão, nutriríamos.
ções de tamanho dos seres. Classifica-se em:
- Grau Normal - Indica um ser de tamanho considerado nor- Classificação dos Verbos
mal. Por exemplo: casa Classificam-se em:
- Regulares: são aqueles que possuem as desinências normais
- Grau Aumentativo - Indica o aumento do tamanho do ser. de sua conjugação e cuja flexão não provoca alterações no radical:
Classifica-se em: canto cantei cantarei cantava cantasse.
Analítico = o substantivo é acompanhado de um adjetivo que - Irregulares: são aqueles cuja flexão provoca alterações no
indica grandeza. Por exemplo: casa grande. radical ou nas desinências: faço fiz farei fizesse.
- Defectivos: são aqueles que não apresentam conjugação com-
Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indicador de
pleta. Classificam-se em impessoais, unipessoais e pessoais:
aumento. Por exemplo: casarão.
* Impessoais: são os verbos que não têm sujeito. Normalmen-
te, são usados na terceira pessoa do singular. Os principais verbos
- Grau Diminutivo - Indica a diminuição do tamanho do ser. impessoais são:
Pode ser: ** haver, quando sinônimo de existir, acontecer, realizar-se ou
Analítico = substantivo acompanhado de um adjetivo que in- fazer (em orações temporais).
dica pequenez. Por exemplo: casa pequena. Havia poucos ingressos à venda. (Havia = Existiam)
Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indicador de Houve duas guerras mundiais. (Houve = Aconteceram)
diminuição. Por exemplo: casinha. Haverá reuniões aqui. (Haverá = Realizar-se-ão)
Deixei de fumar há muitos anos. (há = faz)
Verbo é a classe de palavras que se flexiona em pessoa, núme-
ro, tempo, modo e voz. Pode indicar, entre outros processos: ação ** fazer, ser e estar (quando indicam tempo)
(correr); estado (ficar); fenômeno (chover); ocorrência (nascer); Faz invernos rigorosos no Sul do Brasil.
desejo (querer). Era primavera quando a conheci.
Estava frio naquele dia.
O que caracteriza o verbo são as suas flexões, e não os seus
possíveis significados. Observe que palavras como corrida, chuva ** Todos os verbos que indicam fenômenos da natureza são
e nascimento têm conteúdo muito próximo ao de alguns verbos impessoais: chover, ventar, nevar, gear, trovejar, amanhecer, escu-
mencionados acima; não apresentam, porém, todas as possibilida- recer, etc. Quando, porém, se constrói, “Amanheci mal-humora-
des de flexão que esses verbos possuem. do”, usa-se o verbo “amanhecer” em sentido figurado. Qualquer
verbo impessoal, empregado em sentido figurado, deixa de ser im-
Estrutura das Formas Verbais pessoal para ser pessoal.
Do ponto de vista estrutural, uma forma verbal pode apresentar Amanheci mal-humorado. (Sujeito desinencial: eu)
os seguintes elementos: Choveram candidatos ao cargo. (Sujeito: candidatos)
- Radical: é a parte invariável, que expressa o significado es- Fiz quinze anos ontem. (Sujeito desinencial: eu)
sencial do verbo. Por exemplo: fal-ei; fal-ava; fal-am. (radical fal-)
- Tema: é o radical seguido da vogal temática que indica a con- ** São impessoais, ainda:
jugação a que pertence o verbo. Por exemplo: fala-r 1. o verbo passar (seguido de preposição), indicando tempo:
Já passa das seis.
São três as conjugações: 1ª - Vogal Temática - A - (falar), 2ª
2. os verbos bastar e chegar, seguidos da preposição de, indi-
- Vogal Temática - E - (vender), 3ª - Vogal Temática - I - (partir). cando suficiência: Basta de tolices. Chega de blasfêmias.
- Desinência modo-temporal: é o elemento que designa o tem- 3. os verbos estar e ficar em orações tais como Está bem, Está
po e o modo do verbo. Por exemplo: muito bem assim, Não fica bem, Fica mal, sem referência a sujeito
falávamos ( indica o pretérito imperfeito do indicativo.) expresso anteriormente. Podemos, ainda, nesse caso, classificar o
falasse ( indica o pretérito imperfeito do subjuntivo.) sujeito como hipotético, tornando-se, tais verbos, então, pessoais.
- Desinência número-pessoal: é o elemento que designa a pes- 4. o verbo deu + para da língua popular, equivalente de “ser
soa do discurso ( 1ª, 2ª ou 3ª) e o número (singular ou plural): possível”. Por exemplo:
falamos (indica a 1ª pessoa do plural.) Não deu para chegar mais cedo.
falavam (indica a 3ª pessoa do plural.) Dá para me arrumar uns trocados?

Didatismo e Conhecimento 63
LÍNGUA PORTUGUESA
* Unipessoais: são aqueles que, tendo sujeito, conjugam-se INFINITIVO PARTICÍPIO REGULAR
apenas nas terceiras pessoas, do singular e do plural. PARTICÍPIO IRREGULAR
A fruta amadureceu.
As frutas amadureceram. Imprimir Imprimido
Obs.: os verbos unipessoais podem ser usados como verbos Impresso
pessoais na linguagem figurada: Teu irmão amadureceu bastante. Matar Matado
Morto
Entre os unipessoais estão os verbos que significam vozes de Morrer Morrido
animais; eis alguns: bramar: tigre, bramir: crocodilo, cacarejar: Morto
galinha, coaxar: sapo, cricrilar: grilo Pegar Pegado
Pego
Os principais verbos unipessoais são: Soltar Soltado
1. cumprir, importar, convir, doer, aprazer, parecer, ser (preci- Solto
so, necessário, etc.):
Cumpre trabalharmos bastante. (Sujeito: trabalharmos bas- - Anômalos: são aqueles que incluem mais de um radical em
tante.) sua conjugação. Por exemplo: Ir, Pôr, Ser, Saber (vou, vais, ides,
Parece que vai chover. (Sujeito: que vai chover.) fui, foste, pus, pôs, punha, sou, és, fui, foste, seja).
É preciso que chova. (Sujeito: que chova.)
- Auxiliares: São aqueles que entram na formação dos tem-
2. fazer e ir, em orações que dão ideia de tempo, seguidos da pos compostos e das locuções verbais. O verbo principal, quando
conjunção que. acompanhado de verbo auxiliar, é expresso numa das formas no-
Faz dez anos que deixei de fumar. (Sujeito: que deixei de fu- minais: infinitivo, gerúndio ou particípio.
mar.)
Vai para (ou Vai em ou Vai por) dez anos que não vejo Cláudia. Vou espantar as moscas.
(Sujeito: que não vejo Cláudia) (verbo auxiliar) (verbo principal no infinitivo)
Obs.: todos os sujeitos apontados são oracionais.
Está chegando a
* Pessoais: não apresentam algumas flexões por motivos mor- hora do debate.
fológicos ou eufônicos. Por exemplo: (verbo auxiliar) (verbo principal no gerúndio)
- verbo falir. Este verbo teria como formas do presente do in-
dicativo falo, fales, fale, idênticas às do verbo falar - o que prova- Os noivos foram cumprimentados por
velmente causaria problemas de interpretação em certos contextos. todos os presentes.
(verbo auxiliar) (verbo principal no particípio)
- verbo computar. Este verbo teria como formas do presente
do indicativo computo, computas, computa - formas de sonoridade Obs.: os verbos auxiliares mais usados são: ser, estar, ter e
considerada ofensiva por alguns ouvidos gramaticais. Essas razões haver.
muitas vezes não impedem o uso efetivo de formas verbais repu-
diadas por alguns gramáticos: exemplo disso é o próprio verbo
computar, que, com o desenvolvimento e a popularização da infor- Conjugação dos Verbos Auxiliares
mática, tem sido conjugado em todos os tempos, modos e pessoas.
SER - Modo Indicativo
- Abundantes: são aqueles que possuem mais de uma forma Presente Pret.Perfeito Pretérito Imp. Pret.
com o mesmo valor. Geralmente, esse fenômeno costuma ocorrer Mais-Que-Perf. Fut.do Pres. Fut. Do Pretérito
no particípio, em que, além das formas regulares terminadas em sou fui era fora
-ado ou -ido, surgem as chamadas formas curtas (particípio irre- serei seria
gular). Observe: és foste eras foras
serás serias
INFINITIVO PARTICÍPIO REGULAR é foi era fora
PARTICÍPIO IRREGULAR será seria
somos fomos éramos fôramos
Anexar Anexado seremos seríamos
Anexo sois fostes éreis fôreis
Dispersar Dispersado sereis seríeis
Disperso são foram eram foram
Eleger Elegido serão seriam
Eleito
Envolver Envolvido SER - Modo Subjuntivo
Envolto
Presente Pretérito Imperfeito

Didatismo e Conhecimento 64
LÍNGUA PORTUGUESA
Futuro ESTAR - Modo Subjuntivo e Imperativo
que eu seja se eu fosse Presente Pretérito Imperfeito Futuro
quando eu for Afirmativo Negativo
que tu sejas se tu fosses esteja estivesse e s t i v e r
quando tu fores
que ele seja se ele fosse estejas estivesses estiveres
quando ele for está estejas
que nós sejamos se nós fôssemos esteja estivesse estiver
quando nós formos esteja esteja
que vós sejais se vós fôsseis estejamos estivéssemos estivermos
quando vós fordes estejamos estejamos
que eles sejam se eles fossem estejais estivésseis estiverdes
quando eles forem estai estejais
estejam estivessem estiverem
SER - Modo Imperativo estejam estejam

Afirmativo Negativo ESTAR - Formas Nominais


sê tu não sejas tu Infinitivo Impessoal Infinitivo Pessoal Gerún-
seja você não seja você dio Particípio
sejamos nós não sejamos nós estar estar estando
sede vós não sejais vós estado
sejam vocês não sejam vocês estares
estar
SER - Formas Nominais estarmos
estardes
Infinitivo Impessoal Infinitivo Pessoal estarem
Gerúndio Particípio
ser ser eu HAVER - Modo Indicativo
sendo sido Presente Pret. Perf. Pret. Imper. P re t .
seres tu Mais-Que-Perf. Fut. Do Pres. Fut. Do Preté.
hei houve havia houvera
Infinitivo Impessoal Infinitivo Pessoal haverei haveria
Gerúndio Particípio hás houveste havias houveras
ser ele haverás haverias
s e r m o s n ó s há houve havia houvera
haverá haveria
s e r d e s v ó s havemos houvemos havíamos
houvéramos haveremos haveríamos
s e r e m e l e s haveis houvestes havíeis
houvéreis havereis haveríeis
hão houveram haviam h o u v e -
ESTAR - Modo Indicativo ram haverão haveriam
Presente Pret. perf. Pret. Imperf. P r e t . HAVER - Modo Subjuntivo e Imperativo
Mais-Que-Perf. Fut.doPres. Fut.do Preté. Presente Pretérito Imperfeito Futuro
estou estive estava estivera Afirmativo Negativo
estarei estaria haja houvesse houver
estás estiveste estavas estiveras
estarás estarias hajas houvesses houveres
está esteve estava estivera há hajas
estará estaria haja houvesse houver
estamos estivemos estávamos haja haja
estivéramos estaremos e s t a r í a - hajamos houvéssemos houver-
mos mos hajamos hajamos
estais estivestes estáveis hajais houvésseis
estivéreis estareis estaríeis houverdes havei hajais
estão estiveram estavam hajam houvessem h o u v e -
estiveram estarão estariam rem hajam hajam

Didatismo e Conhecimento 65
LÍNGUA PORTUGUESA
HAVER - Formas Nominais Veja uma conjugação pronominal essencial (verbo e respecti-
Infinitivo Impessoal Infinitivo Pessoal Gerún- vos pronomes):
dio Particípio Eu me arrependo
haver haver havendo Tu te arrependes
havido Ele se arrepende
haveres Nós nos arrependemos
haver Vós vos arrependeis
havermos
Eles se arrependem
haverdes
haverem
- 2. Acidentais: são aqueles verbos transitivos diretos em que
TER - Modo Indicativo a ação exercida pelo sujeito recai sobre o objeto representado por
Presente Pret. Perf. Pret. Imper. Preté. pronome oblíquo da mesma pessoa do sujeito; assim, o sujeito faz
Mais-Que-Perf. Fut. Do Pres. Fut. Do Preté. uma ação que recai sobre ele mesmo. Em geral, os verbos transiti-
Tenho tive tinha tivera vos diretos ou transitivos diretos e indiretos podem ser conjugados
terei teria com os pronomes mencionados, formando o que se chama voz re-
tens tiveste tinhas tiveras flexiva. Por exemplo: Maria se penteava.
terás terias A reflexibilidade é acidental, pois a ação reflexiva pode ser
tem teve tinha tivera exercida também sobre outra pessoa. Por exemplo:
terá teria Maria penteou-me.
temos tivemos tínhamos
tivéramos teremos teríamos
Observações:
tendes tivestes tínheis tivéreis
tereis teríeis - Por fazerem parte integrante do verbo, os pronomes oblíquos
têm tiveram tinham tiveram átonos dos verbos pronominais não possuem função sintática.
terão teriam - Há verbos que também são acompanhados de pronomes oblí-
quos átonos, mas que não são essencialmente pronominais, são os
TER - Modo Subjuntivo e Imperativo verbos reflexivos. Nos verbos reflexivos, os pronomes, apesar de
Presente Pretérito Imperfeito Futuro se encontrarem na pessoa idêntica à do sujeito, exercem funções
Afirmativo Negativo sintáticas. Por exemplo:
Tenha tivesse t i v e r Eu me feri. = Eu(sujeito) - 1ª pessoa do singular me (objeto
direto) - 1ª pessoa do singular
tenhas tivesses tiveres
tem tenhas Modos Verbais
tenha tivesse tiver
tenha tenha
Dá-se o nome de modo às várias formas assumidas pelo verbo
tenhamos tivéssemos tivermos
na expressão de um fato. Em Português, existem três modos:
tenhamos tenhamos
tenhais tivésseis tiverdes Indicativo - indica uma certeza, uma realidade: Eu sempre es-
tende tenhais tudo.
tenham tivessem tiverem Subjuntivo - indica uma dúvida, uma possibilidade: Talvez eu
tenham tenham estude amanhã.
Imperativo - indica uma ordem, um pedido: Estuda agora, me-
- Pronominais: São aqueles verbos que se conjugam com os nino.
pronomes oblíquos átonos me, te, se, nos, vos, se, na mesma pes-
soa do sujeito, expressando reflexibilidade (pronominais aciden- Formas Nominais
tais) ou apenas reforçando a ideia já implícita no próprio sentido
do verbo (reflexivos essenciais). Veja: Além desses três modos, o verbo apresenta ainda formas que
- 1. Essenciais: são aqueles que sempre se conjugam com os podem exercer funções de nomes (substantivo, adjetivo, advér-
pronomes oblíquos me, te, se, nos, vos, se. São poucos: abster-se, bio), sendo por isso denominadas formas nominais. Observe:
ater- -se, apiedar-se, atrever-se, dignar-se, arrepender-se, etc.
- Infinitivo Impessoal: exprime a significação do verbo de
Nos verbos pronominais essenciais a reflexibilidade já está implí-
cita no radical do verbo. Por exemplo: Arrependi-me de ter estado modo vago e indefinido, podendo ter valor e função de substanti-
lá. vo. Por exemplo:
A ideia é de que a pessoa representada pelo sujeito (eu) tem Viver é lutar. (= vida é luta)
um sentimento (arrependimento) que recai sobre ela mesma, pois É indispensável combater a corrupção. (= combate à)
não recebe ação transitiva nenhuma vinda do verbo; o pronome
oblíquo átono é apenas uma partícula integrante do verbo, já que, O infinitivo impessoal pode apresentar-se no presente (forma
pelo uso, sempre é conjugada com o verbo. Diz-se que o pronome simples) ou no passado (forma composta). Por exemplo:
apenas serve de reforço da ideia reflexiva expressa pelo radical do É preciso ler este livro.
próprio verbo. Era preciso ter lido este livro.

Didatismo e Conhecimento 66
LÍNGUA PORTUGUESA
- Infinitivo Pessoal: é o infinitivo relacionado às três pessoas Obs.: o pretérito imperfeito é também usado nas construções
do discurso. Na 1ª e 3ª pessoas do singular, não apresenta desinên- em que se expressa a ideia de condição ou desejo. Por exemplo: Se
cias, assumindo a mesma forma do impessoal; nas demais, flexio- ele viesse ao clube, participaria do campeonato.
na-se da seguinte maneira:
2ª pessoa do singular: Radical + ES Ex.: teres(tu) - Futuro do Presente - Enuncia um fato que pode ocorrer num
1ª pessoa do plural: Radical + MOS Ex.: termos (nós) momento futuro em relação ao atual: Quando ele vier à loja, leva-
2ª pessoa do plural: Radical + DES Ex.: terdes (vós) rá as encomendas.
3ª pessoa do plural: Radical + EM Ex.: terem (eles)
Por exemplo: Foste elogiado por teres alcançado uma boa co- Obs.: o futuro do presente é também usado em frases que in-
locação. dicam possibilidade ou desejo. Por exemplo: Se ele vier à loja,
levará as encomendas.
- Gerúndio: o gerúndio pode funcionar como adjetivo ou ad- Presente do Indicativo
vérbio. Por exemplo:
Saindo de casa, encontrei alguns amigos. (função de advérbio) 1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
Nas ruas, havia crianças vendendo doces. (função de adjetivo) Desinência pessoal
Na forma simples, o gerúndio expressa uma ação em curso; na CANTAR VENDER PARTIR
forma composta, uma ação concluída. Por exemplo: cantO vendO partO
Trabalhando, aprenderás o valor do dinheiro. O
Tendo trabalhado, aprendeu o valor do dinheiro. cantaS vendeS parteS
S
- Particípio: quando não é empregado na formação dos tem- canta vende parte
pos compostos, o particípio indica geralmente o resultado de uma -
ação terminada, flexionando-se em gênero, número e grau. Por cantaMOS vendeMOS partiMOS
exemplo: MOS
Terminados os exames, os candidatos saíram. cantaIS vendeIS partIS
IS
Quando o particípio exprime somente estado, sem nenhuma cantaM vendeM parteM
relação temporal, assume verdadeiramente a função de adjetivo M
(adjetivo verbal). Por exemplo: Ela foi a aluna escolhida para re-
presentar a escola. Pretérito Perfeito do Indicativo
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
Tempos Verbais Desinência pessoal
CANTAR VENDER PARTIR
Tomando-se como referência o momento em que se fala, a canteI vendI partI
ação expressa pelo verbo pode ocorrer em diversos tempos. Veja: I
1. Tempos do Indicativo cantaSTE vendeSTE partISTE
- Presente - Expressa um fato atual: Eu estudo neste colégio. STE
- Pretérito Imperfeito - Expressa um fato ocorrido num mo- cantoU vendeU partiU
mento anterior ao atual, mas que não foi completamente termina- U
do: Ele estudava as lições quando foi interrompido. cantaMOS vendeMOS partiMOS
- Pretérito Perfeito - Expressa um fato ocorrido num momen- MOS
to anterior ao atual e que foi totalmente terminado: Ele estudou as cantaSTES vendeSTES partISTES
lições ontem à noite. STES
- Pretérito-Mais-Que-Perfeito - Expressa um fato ocorrido cantaRAM vendeRAM partiRAM
antes de outro fato já terminado: Ele já tinha estudado as lições RAM
quando os amigos chegaram. (forma composta) Ele já estudara as
lições quando os amigos chegaram. (forma simples). Pretérito mais-que-perfeito
- Futuro do Presente - Enuncia um fato que deve ocorrer num 1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
tempo vindouro com relação ao momento atual: Ele estudará as Des. temporal (1ª/2ª e 3ª conj.) Desinência pessoal
lições amanhã. CANTAR VENDER P A R T I R
- Futuro do Pretérito - Enuncia um fato que pode ocorrer pos-
teriormente a um determinado fato passado: Se eu tivesse dinheiro, cantaRA vendeRA partiRA
viajaria nas férias. RA Ø
cantaRAS vendeRAS partiRAS
2. Tempos do Subjuntivo RA S
- Presente - Enuncia um fato que pode ocorrer no momento cantaRA vendeRA partiRA
atual: É conveniente que estudes para o exame. RA Ø
- Pretérito Imperfeito - Expressa um fato passado, mas pos- cantáRAMOS vendêRAMOS partíRAMOS
terior a outro já ocorrido: Eu esperava que ele vencesse o jogo. RA MOS

Didatismo e Conhecimento 67
LÍNGUA PORTUGUESA
cantáREIS vendêREIS partíREIS cantEM vendAM partAM E
RE IS A M
cantaRAM vendeRAM partiRAM
RA M Pretérito Imperfeito do Subjuntivo

Pretérito Imperfeito do Indicativo Para formar o imperfeito do subjuntivo, elimina-se a desinên-


1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conju- cia -STE da 2ª pessoa do singular do pretérito perfeito, obtendo-se,
gação assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse tema a desinência
CANTAR VENDER PARTIR temporal -SSE mais a desinência de número e pessoa correspon-
cantAVA vendIA partIA dente.
cantAVAS vendIAS partAS
CantAVA vendIA partIA 1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conju-
cantÁVAMOS vendÍAMOS partÍA- gação Des. temporal Desinência pessoal
MOS
cantÁVEIS vendÍEIS partÍEIS 1ª /2ª e 3ª conj.
cantAVAM vendIAM CANTAR VENDER PARTIR
partIAM
cantaSSE vendeSSE partiSSE
Futuro do Presente do Indicativo SSE Ø
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação cantaSSES vendeSSES p a r t i S -
CANTAR VENDER PARTIR SES SSE S
cantar ei vender ei partir ei cantaSSE vendeSSE partiSSE
cantar ás vender ás partir ás SSE Ø
cantar á vender á partir á cantáSSEMOS vendêSSEMOS p a r t í S -
cantar emos vender emos partir emos SEMOS SSE MOS
cantar eis vender eis partir eis cantáSSEIS vendêSSEIS p a r t í S -
cantar ão vender ão partir ão SEIS SSE IS
cantaSSEM vendeSSEM p a r t i S -
Futuro do Pretérito do Indicativo SEM SSE M
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
CANTAR VENDER PARTIR Futuro do Subjuntivo
cantarIA venderIA partirIA
cantarIAS venderIAS partirIAS Para formar o futuro do subjuntivo elimina-se a desinência
cantarIA venderIA partirIA -STE da 2ª pessoa do singular do pretérito perfeito, obtendo-se,
cantarÍAMOS venderÍAMOS partirÍAMOS assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse tema a desinência
cantarÍEIS venderÍEIS partirÍEIS temporal -R mais a desinência de número e pessoa correspondente.
cantarIAM venderIAM partirIAM
Presente do Subjuntivo 1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conju-
gação
Para se formar o presente do subjuntivo, substitui-se a desi- Des. temporal Desinência pessoal

nência -o da primeira pessoa do singular do presente do indicativo

pela desinência -E (nos verbos de 1ª conjugação) ou pela desinên- 1ª /2ª e 3ª conj.
cia -A (nos verbos de 2ª e 3ª conjugação). CANTAR VENDER PARTIR

1ª conjug. 2ª conjug. 3ª conju. D e s . cantaR vendeR partiR
temporal Des.temporal Desinên. pessoal Ø
1ª conj. cantaRES vendeRES partiRES
2ª/3ª conj. R ES
CANTAR VENDER PARTIR cantaR vendeR partiR
R Ø
cantE vendA partA E cantaRMOS vendeRMOS p a r t i R -
A Ø MOS R MOS
cantES vendAS partAS E cantaRDES vendeRDES p a r t i R -
A S DES R DES
cantE vendA partA E cantaREM vendeREM P a r t i -
A Ø REM R EM
cantEMOS vendAMOS partAMOS E
A MOS
cantEIS vendAIS partAIS E
A IS

Didatismo e Conhecimento 68
LÍNGUA PORTUGUESA
Modo Imperativo Questões sobre Verbo

Imperativo Afirmativo 01. (Agente Polícia Vunesp 2013) Considere o trecho a seguir.
É comum que objetos ___________ esquecidos em locais pú-
Para se formar o imperativo afirmativo, toma-se do presente do blicos. Mas muitos transtornos poderiam ser evitados se as pes-
indicativo a 2ª pessoa do singular (tu) e a segunda pessoa do plural soas _____________ a atenção voltada para seus pertences, con-
(vós) eliminando-se o “S” final. As demais pessoas vêm, sem alte-
servando-os junto ao corpo.
ração, do presente do subjuntivo. Veja:
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente,
Presente do Indicativo Imperativo Afirmativo as lacunas do texto.
Presente do Subjuntivo (A) sejam … mantesse (B) sejam … mantivessem (C)
sejam … mantém (D) seja … mantivessem (E) seja …
Eu canto --- mantêm
Que eu cante
Tu cantas CantA tu 02. (Escrevente TJ SP Vunesp 2012-adap.) Na frase –… os
Que tu cantes níveis de pessoas sem emprego estão apresentando quedas suces-
Ele canta Cante você sivas de 2005 para cá. –, a locução verbal em destaque expressa
Que ele cante ação
Nós cantamos Cantemos nós (A) concluída. (B) atemporal. (C) contínua. (D)
Que nós cantemos hipotética. (E) futura.
Vós cantais CantAI vós
Que vós canteis
03. (Escrevente TJ SP Vunesp 2013-adap.) Sem querer estereo-
Eles cantam Cantem vocês
Que eles cantem tipar, mas já estereotipando: trata-se de um ser cujas interações
sociais terminam, 99% das vezes, diante da pergunta “débito ou
Imperativo Negativo crédito?”.
Para se formar o imperativo negativo, basta antecipar a nega- Nesse contexto, o verbo estereotipar tem sentido de
ção às formas do presente do subjuntivo. (A) considerar ao acaso, sem premeditação.
(B) aceitar uma ideia mesmo sem estar convencido dela.
Presente do Subjuntivo Imperativo Negativo (C) adotar como referência de qualidade.
(D) julgar de acordo com normas legais.
Que eu cante --- (E) classificar segundo ideias preconcebidas.
Que tu cantes Não cantes tu
Que ele cante Não cante você 04. (Escrevente TJ SP Vunesp 2013) Assinale a alternativa
Que nós cantemos Não cantemos nós contendo a frase do texto na qual a expressão verbal destacada
Que vós canteis Não canteis vós
exprime possibilidade.
Que eles cantem Não cantem eles
(A) ... o cientista Theodor Nelson sonhava com um sistema
Observações: capaz de disponibilizar um grande número de obras literárias...
(B) Funcionando como um imenso sistema de informação e
- No modo imperativo não faz sentido usar na 3ª pessoa (singu- arquivamento, o hipertexto deveria ser um enorme arquivo virtual.
lar e plural) as formas ele/eles, pois uma ordem, pedido ou conse- (C) Isso acarreta uma textualidade que funciona por associa-
lho só se aplicam diretamente à pessoa com quem se fala. Por essa ção, e não mais por sequências fixas previamente estabelecidas.
razão, utiliza-se você/vocês. (D) Desde o surgimento da ideia de hipertexto, esse conceito
- O verbo SER, no imperativo, faz excepcionalmente: sê (tu), está ligado a uma nova concepção de textualidade...
sede (vós). (E) Criou, então, o “Xanadu”, um projeto para disponibilizar
toda a literatura do mundo...
Infinitivo Pessoal
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conju- 05.(POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO ACRE – ALUNO
gação SOLDADO COMBATENTE – FUNCAB/2012) No trecho: “O
CANTAR VENDER PARTIR
crescimento econômico, se associado à ampliação do emprego,
cantar vender partir
cantarES venderES PODE melhorar o quadro aqui sumariamente descrito.”, se pas-
partirES sarmos o verbo destacado para o futuro do pretérito do indicativo,
cantar vender partir teremos a forma:
cantarMOS venderMOS p a r t i r - A) puder.
MOS B) poderia.
cantarDES venderDES p a r t i r - C) pôde.
DES D) poderá.
cantarEM venderEM partirEM E) pudesse.

Didatismo e Conhecimento 69
LÍNGUA PORTUGUESA
06. (Escrevente TJ SP Vunesp 2013) Assinale a alternativa em RESOLUÇÃO
que todos os verbos estão empregados de acordo com a norma-pa-
drão. 1-) É comum que objetos sejam esquecidos em locais pú-
(A) Enviaram o texto, para que o revíssemos antes da impres- blicos. Mas muitos transtornos poderiam ser evitados se as pessoas
são definitiva. mantivessem a atenção voltada para seus pertences, conservando
(B) Não haverá prova do crime se o réu se manter em silêncio. -os junto ao corpo.
(C) Vão pagar horas-extras aos que se disporem a trabalhar no
feriado. 2-) os níveis de pessoas sem emprego estão apresentando que-
(D) Ficarão surpresos quando o verem com a toga... das sucessivas de 2005 para cá. –, a locução verbal em destaque
(E) Se você quer a promoção, é necessário que a requera a seu expressa ação contínua (= não concluída)
superior.
3-) Sem querer estereotipar, mas já estereotipando: trata-se de
07. (Papiloscopista Policial Vunesp 2013-adap.) Assinale a um ser cujas interações sociais terminam, 99% das vezes, diante da
alternativa que substitui, corretamente e sem alterar o sentido da pergunta “débito ou crédito?”.
frase, a expressão destacada em – Se a criança se perder, quem Nesse contexto, o verbo estereotipar tem sentido de classificar
encontrá-la verá na pulseira instruções para que envie uma mensa- segundo ideias preconcebidas.
gem eletrônica ao grupo ou acione o código na internet.
(A) Caso a criança se havia perdido… 4-) (B) Funcionando como um imenso sistema de informação e
(B) Caso a criança perdeu… arquivamento, o hipertexto deveria ser um enorme arquivo virtual.
(C) Caso a criança se perca… = verbo no futuro do pretérito
(D) Caso a criança estivera perdida…
(E) Caso a criança se perda… 5-) Conjugando o verbo “poder” no futuro do pretérito do
Indicativo: eu poderia, tu poderias, ele poderia, nós poderíamos,
08. (Agente de Apoio Operacional – VUNESP – 2013-adap.). vós poderíeis, eles poderiam. O sujeito da oração é crescimento
Assinale a alternativa em que o verbo destacado está no tempo econômico (singular), portanto, terceira pessoa do singular (ele)
futuro. = poderia.
A) Os consumidores são assediados pelo marketing …
B) … somente eles podem decidir se irão ou não comprar.
6-)
C) É como se abrissem em nós uma “caixa de necessidades”…
(B) Não haverá prova do crime se o réu se mantiver em silên-
D) … de onde vem o produto…?
cio.
E) Uma pesquisa mostrou que 55,4% das pessoas…
(C) Vão pagar horas-extras aos que se dispuserem a trabalhar
09. (Papiloscopista Policial – VUNESP – 2013). Assinale a
no feriado.
alternativa em que a concordância das formas verbais destacadas
(D) Ficarão surpresos quando o virem com a toga...
se dá em conformidade com a norma-padrão da língua.
(A) Chegou, para ajudar a família, vários amigos e vizinhos. (E) Se você quiser a promoção, é necessário que a requeira a
(B) Haviam várias hipóteses acerca do que poderia ter aconte- seu superior.
cido com a criança.
(C) Fazia horas que a criança tinha saído e os pais já estavam 7-) Caso a criança se perca…(perda = substantivo: Houve
preocupados. uma grande perda salarial...)
(D) Era duas horas da tarde, quando a criança foi encontrada.
(E) Existia várias maneiras de voltar para casa, mas a criança 8-)
se perdeu mesmo assim. A) Os consumidores são assediados pelo marketing = presente
C) É como se abrissem em nós uma “caixa de necessidades”…
10. (Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária – VUNESP – = pretérito do Subjuntivo
2013-adap.). Leia as frases a seguir. D) … de onde vem o produto…? = presente
I. Havia onze pessoas jogando pedras e pedaços de madeira E) Uma pesquisa mostrou que 55,4% das pessoas… = preté-
no animal. rito perfeito
II. Existiam muitos ferimentos no boi.
III. Havia muita gente assustando o boi numa avenida movi- 9-)
mentada. (A) Chegaram, para ajudar a família, vários amigos e vizinhos.
Substituindo-se o verbo Haver pelo verbo Existir e este pelo (B) Havia várias hipóteses acerca do que poderia ter aconteci-
verbo Haver, nas frases, têm-se, respectivamente: do com a criança.
A) Existia – Haviam – Existiam (D) Eram duas horas da tarde, quando a criança foi encontrada.
B) Existiam – Havia – Existiam (E) Existiam várias maneiras de voltar para casa, mas a criança
C) Existiam – Haviam – Existiam se perdeu mesmo assim.
D) Existiam – Havia – Existia
E) Existia – Havia – Existia 10-) I. Havia onze pessoas jogando pedras e pedaços de ma-
deira no animal.
GABARITO II. Existiam muitos ferimentos no boi.
01. B 02. C 03. E 04. B 05. B III. Havia muita gente assustando o boi numa avenida movi-
06. A 07. C 08. B 09. C 10. D mentada.

Didatismo e Conhecimento 70
LÍNGUA PORTUGUESA
Haver – sentido de existir= invariável, impessoal; Futuro do Presente do Indicativo
existir = variável. Portanto, temos: eu valerei
I – Existiam onze pessoas... tu valerás
II – Havia muitos ferimentos... ele valerá
III – Existia muita gente... nós valeremos
vós valereis
Verbos irregulares são verbos que sofrem alterações em seu eles valerão
radical ou em suas desinências, afastando-se do modelo a que per-
tencem. Futuro do Pretérito do Indicativo
No português, para verificar se um verbo sofre alterações, bas- eu valeria
ta conjugá-lo no presente e no pretérito perfeito do indicativo. Ex: tu valerias
faço – fiz, trago – trouxe, posso - pude. ele valeria
Não é considerada irregularidade a alteração gráfica do radi- nós valeríamos
cal de certos verbos para conservação da regularidade fônica. Ex: vós valeríeis
embarcar – embarco, fingir – finjo. eles valeriam
Exemplo de conjugação do verbo “dar” no presente do indi- Mais-que-perfeito Composto do Indicativo
cativo: eu tinha valido
Eu dou tu tinhas valido
Tu dás ele tinha valido
Ele dá nós tínhamos valido
Nós damos vós tínheis valido
Vós dais eles tinham valido
Eles dão
Gerúndio do verbo valer = valendo
Percebe-se que há alteração do radical, afastando-se do origi-
nal “dar” durante a conjugação, sendo considerado verbo irregular.
Modo Subjuntivo
Exemplo: Conjugação do verbo valer:
Presente
Modo Indicativo
que eu valha
Presente
que tu valhas
eu valho
tu vales que ele valha
ele vale que nós valhamos
nós valemos que vós valhais
vós valeis que eles valham
eles valem
Pretérito Imperfeito do Subjuntivo
Pretérito Perfeito do Indicativo se eu valesse
eu vali se tu valesses
tu valeste se ele valesse
ele valeu se nós valêssemos
nós valemos se vós valêsseis
vós valestes se eles valessem
eles valeram
Futuro do Subjuntivo
Pretérito Imperfeito do Indicativo quando eu valer
eu valia quando tu valeres
tu valias quando ele valer
ele valia quando nós valermos
nós valíamos quando vós valerdes
vós valíeis quando eles valerem
eles valiam
Imperativo
Pretérito Mais-que-perfeito do Indicativo Imperativo Afirmativo
eu valera --
tu valeras vale tu
ele valera valha ele
nós valêramos valhamos nós
vós valêreis valei vós
eles valeram valham eles

Didatismo e Conhecimento 71
LÍNGUA PORTUGUESA
Imperativo Negativo Presente do subjuntivo: Queira, queiras, queira, queiramos,
-- queirais, queiram.
não valhas tu
não valha ele Ver
não valhamos nós Presente do indicativo: Vejo, vês, vê, vemos, vedes, veem.
não valhais vós
não valham eles Pretérito perfeito do indicativo: Vi, viste, viu, vimos, vistes,
viram.
Infinitivo
Infinitivo Pessoal Futuro do presente do indicativo:Verei, verás, verá, vere-
por valer eu mos, vereis, verão.
por valeres tu
por valer ele Futuro do subjuntivo: Vir, vires, vir, virmos, virdes, virem.
por valermos nós
por valerdes vós Vir
por valerem eles Presente do indicativo: Venho, vens, vem, vimos, vindes, vêm.

Infinitivo Impessoal = valer Pretérito perfeito do indicativo: Vim, vieste, veio, viemos,
Particípio = Valido viestes, vieram.

Acompanhe abaixo uma lista com os principais verbos irre- Futuro do presente do indicativo: Virei, virás, virá, viremos,
gulares: vireis, virão.
Dizer
Presente do indicativo: Digo, dizes, diz, dizemos, dizeis, di- Futuro do subjuntivo: Vier, vieres, vier, viermos, vierdes,
zem. vierem.

Pretérito perfeito do indicativo: Disse, disseste, disse, disse- Vozes do Verbo


mos, dissestes, disseram.
Dá-se o nome de voz à forma assumida pelo verbo para indicar
Futuro do presente do indicativo: Direi, dirás, dirá, dire- se o sujeito gramatical é agente ou paciente da ação. São três as
mos, direis, dirão. vozes verbais:
- Ativa: quando o sujeito é agente, isto é, pratica a ação expres-
Fazer sa pelo verbo. Por exemplo:
Presente do indicativo: Faço, fazes, faz, fazemos, fazeis, fa- Ele fez o trabalho.
zem. sujeito agente ação objeto (paciente)

Pretérito perfeito do indicativo: Fiz, fizeste, fez, fizemos, fi- - Passiva: quando o sujeito é paciente, recebendo a ação ex-
zestes, fizeram. pressa pelo verbo. Por exemplo:
O trabalho foi feito por ele.
Futuro do presente do indicativo: Farei, farás, fará, fare- sujeito paciente ação a g e n t e
mos, fareis, farão. da passiva
- Reflexiva: quando o sujeito é ao mesmo tempo agente e pa-
Ir ciente, isto é, pratica e recebe a ação. Por exemplo:
Presente do indicativo: Vou, vais, vai, vamos, ides, vão. O menino feriu-se.

Pretérito perfeito do indicativo: Fui, foste, foi, fomos, fostes, Obs.: não confundir o emprego reflexivo do verbo com a no-
foram. ção de reciprocidade: Os lutadores feriram-se. (um ao outro)

Futuro do presente do indicativo: Irei, irás, irá, iremos, Formação da Voz Passiva
ireis, irão.
A voz passiva pode ser formada por dois processos: analítico
Futuro do subjuntivo: For, fores, for, formos, fordes, forem. e sintético.

Querer 1- Voz Passiva Analítica


Presente do indicativo: Quero, queres, quer, queremos, que- Constrói-se da seguinte maneira: Verbo SER + particípio do
reis, querem. verbo principal. Por exemplo:
A escola será pintada.
Pretérito perfeito do indicativo: Quis, quiseste, quis, quise- O trabalho é feito por ele.
mos, quisestes, quiseram.

Didatismo e Conhecimento 72
LÍNGUA PORTUGUESA
Obs.: o agente da passiva geralmente é acompanhado da pre- Ele será acompanhado por mim.
posição por, mas pode ocorrer a construção com a preposição de.
Por exemplo: A casa ficou cercada de soldados. Obs.: quando o sujeito da voz ativa for indeterminado, não
- Pode acontecer ainda que o agente da passiva não esteja ex- haverá complemento agente na passiva. Por exemplo: Prejudica-
plícito na frase: A exposição será aberta amanhã. ram-me. / Fui prejudicado.
- A variação temporal é indicada pelo verbo auxiliar (SER),
pois o particípio é invariável. Observe a transformação das frases Saiba que:
seguintes: - Aos verbos que não são ativos nem passivos ou reflexivos,
a) Ele fez o trabalho. (pretérito perfeito do indicativo) são chamados neutros.
O trabalho foi feito por ele. (pretérito perfeito do indicativo) O vinho é bom.
Aqui chove muito.
b) Ele faz o trabalho. (presente do indicativo)
O trabalho é feito por ele. (presente do indicativo) - Há formas passivas com sentido ativo:
É chegada a hora. (= Chegou a hora.)
c) Ele fará o trabalho. (futuro do presente) Eu ainda não era nascido. (= Eu ainda não tinha nascido.)
O trabalho será feito por ele. (futuro do presente) És um homem lido e viajado. (= que leu e viajou)

- Nas frases com locuções verbais, o verbo SER assume o mes- - Inversamente, usamos formas ativas com sentido passivo:
mo tempo e modo do verbo principal da voz ativa. Observe a trans- Há coisas difíceis de entender. (= serem entendidas)
formação da frase seguinte: Mandou-o lançar na prisão. (= ser lançado)
O vento ia levando as folhas. (gerúndio)
As folhas iam sendo levadas pelo vento. (gerúndio) - Os verbos chamar-se, batizar-se, operar-se (no sentido ci-
rúrgico) e vacinar-se são considerados passivos, logo o sujeito é
Obs.: é menos frequente a construção da voz passiva analítica paciente.
com outros verbos que podem eventualmente funcionar como au- Chamo-me Luís.
xiliares. Por exemplo: A moça ficou marcada pela doença. Batizei-me na Igreja do Carmo.
Operou-se de hérnia.
2- Voz Passiva Sintética Vacinaram-se contra a gripe.
A voz passiva sintética ou pronominal constrói-se com o verbo
na 3ª pessoa, seguido do pronome apassivador SE. Por exemplo: Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf54.
Abriram-se as inscrições para o concurso. php
Destruiu-se o velho prédio da escola.
Obs.: o agente não costuma vir expresso na voz passiva sin- Questões sobre Vozes dos Verbos
tética.
01. (COLÉGIO PEDRO II/RJ – ASSISTENTE EM ADMI-
Curiosidade: A palavra passivo possui a mesma raiz latina de NISTRAÇÃO – AOCP/2010) Em “Os dados foram divulgados
paixão (latim passio, passionis) e ambas se relacionam com o sig- ontem pelo Instituto Sou da Paz.”, a expressão destacada é
nificado sofrimento, padecimento. Daí vem o significado de voz (A) adjunto adnominal.
passiva como sendo a voz que expressa a ação sofrida pelo sujeito. (B) sujeito paciente.
Na voz passiva temos dois elementos que nem sempre aparecem: (C) objeto indireto.
SUJEITO PACIENTE e AGENTE DA PASSIVA. (D) complemento nominal.
Conversão da Voz Ativa na Voz Passiva (E) agente da passiva.
02. (FCC-COPERGÁS – Auxiliar Técnico Administrativo -
Pode-se mudar a voz ativa na passiva sem alterar substancial- 2011) Um dia um tufão furibundo abateu-o pela raiz. Transpondo-
mente o sentido da frase. -se a frase acima para a voz passiva, a forma verbal resultante será:
Gutenberg inventou a imprensa (Voz Ativa) (A) era abatido. (B) fora abatido.
Sujeito da Ativa objeto Direto (C) abatera-se. (D) foi abatido.
(E) tinha abatido
A imprensa foi inventada por Gutenberg (Voz Passiva)
Sujeito da Passiva Agente da Passiva 03. (TRE/AL – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2010)
... valores e princípios que sejam percebidos pela sociedade
Observe que o objeto direto será o sujeito da passiva, o sujeito como tais.
da ativa passará a agente da passiva e o verbo ativo assumirá a Transpondo para a voz ativa a frase acima, o verbo passará a
forma passiva, conservando o mesmo tempo. Observe mais exem- ser, corretamente,
plos: (A) perceba.
- Os mestres têm constantemente aconselhado os alunos. (B) foi percebido.
Os alunos têm sido constantemente aconselhados pelos mes- (C) tenham percebido.
tres. (D) devam perceber.
- Eu o acompanharei. (E) estava percebendo.

Didatismo e Conhecimento 73
LÍNGUA PORTUGUESA
04. (TJ/RJ – TÉCNICO DE ATIVIDADE JUDICIÁRIA SEM 10. (INFRAERO – CADASTRO RESERVA OPERACIONAL
ESPECIALIDADE – FCC/2012) As ruas estavam ocupadas pela PROFISSIONAL DE TRÁFEGO AÉREO – FCC/2011 - ADAP-
multidão... TADA)
A forma verbal resultante da transposição da frase acima para ... ele empreende, de maneira quase clandestina, a série Mu-
a voz ativa é: lheres.
(A) ocupava-se. Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, a forma verbal
(B) ocupavam. resultante será:
(C) ocupou. (A) foi empreendida.
(D) ocupa. (B) são empreendidos.
(E) ocupava. (C) foi empreendido.
(D) é empreendida.
05. (TRF - 5ª REGIÃO - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FCC/2012) (E) são empreendidas.
A frase que NÃO admite transposição para a voz passiva está em:
(A) Quando Rodolfo surgiu... GABARITO
(B) ... adquiriu as impressoras... 01. E 02. D 03. A 04. E 05. A
(C) ... e sustentar, às vezes, família numerosa. 06. B 07. C 08. D 09. A 10. D
(D) ... acolheu-o como patrono.
(E) ... que montou [...] a primeira grande folhetaria do Recife ... RESOLUÇÃO

06. (TRF - 4ª REGIÃO – TÉCNICO JUDICIÁRIO – 1-) No enunciado temos uma oração com a voz passiva do ver-
FCC/2010) O engajamento moral e político não chegou a consti- bo. Transformando-a em ativa, teremos: “O Instituto Sou da Paz
tuir um deslocamento da atenção intelectual de Said ... divulgou dados”. Nessa, “Instituto Sou da Paz” funciona como
Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, a forma verbal sujeito da oração, ou seja, na passiva sua função é a de agente da
resultante é: passiva. O sujeito paciente é “os dados”.
a) se constituiu.
2-) Um dia um tufão furibundo abateu-o pela raiz. = Ele foi
b) chegou a ser constituído.
abatido...
c) teria chegado a constituir.
d) chega a se constituir.
3-) ... valores e princípios que sejam percebidos pela sociedade
e) chegaria a ser constituído.
como tais = dois verbos na voz passiva, então teremos um na ativa:
que a sociedade perceba os valores e princípios...
07. (METRÔ/SP – TÉCNICO SISTEMAS METROVIÁRIOS
CIVIL – FCC/2014 - ADAPTADA) ...’sertanejo’ indicava indis-
4-) As ruas estavam ocupadas pela multidão = dois verbos na
tintamente as músicas produzidas no interior do país... passiva, um verbo na ativa:
Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, a forma verbal A multidão ocupava as ruas.
resultante será:
(A) vinham indicadas. 5-)
(B) era indicado. B = as impressoras foram adquiridas...
(C) eram indicadas. C = família numerosa é sustentada...
(D) tinha indicado. D – foi acolhido como patrono...
(E) foi indicada. E – a primeira grande folhetaria do Recife foi montada...
08. (GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO – 6-) O engajamento moral e político não chegou a constituir um
PROCON – AGENTE ADMINISTRATIVO – CEPERJ/2012 - deslocamento da atenção intelectual de Said = dois verbos na voz
adaptada) Um exemplo de construção na voz passiva está em: ativa, mas com presença de preposição e, um deles, no infinitivo,
(A) “A Gulliver recolherá 6 mil brinquedos” então o verbo auxiliar “ser” ficará no infinitivo (na voz passiva) e o
(B) “o consumidor pode solicitar a devolução do dinheiro” verbo principal (constituir) ficará no particípio: Um deslocamento
(C) “enviar o brinquedo por sedex” da atenção intelectual de Said não chegou a ser constituído pelo
(D) “A empresa também é obrigada pelo Código de Defesa do engajamento...
Consumidor”
(E) “A empresa fez campanha para recolher” 7-)’sertanejo’ indicava indistintamente as músicas produzidas
no interior do país.
09. (METRÔ/SP –SECRETÁRIA PLENO – FCC/2010) As músicas produzidas no país eram indicadas pelo sertanejo,
Transpondo-se para a voz passiva a construção Mais tarde vim a indistintamente.
entender a tradução completa, a forma verbal resultante será:
(A) veio a ser entendida. 8-)
(B) teria entendido. (A) “A Gulliver recolherá 6 mil brinquedos” = voz ativa
(C) fora entendida. (B) “o consumidor pode solicitar a devolução do dinheiro” =
(D) terá sido entendida. voz ativa
(E) tê-la-ia entendido. (C) “enviar o brinquedo por sedex” = voz ativa

Didatismo e Conhecimento 74
LÍNGUA PORTUGUESA
(D) “A empresa também é obrigada pelo Código de Defesa do Observação:
Consumidor” = voz passiva - No caso da referida expressão aparecer repetida ou associada
(E) “A empresa fez campanha para recolher” = voz ativa a um verbo que exprime reciprocidade, o verbo, necessariamente,
deverá permanecer no plural:
9-)Mais tarde vim a entender a tradução completa... Mais de um aluno, mais de um professor contribuíram na cam-
A tradução completa veio a ser entendida por mim. panha de doação de alimentos.
10-) ele empreende, de maneira quase clandestina, a série Mu- Mais de um formando se abraçaram durante as solenidades
lheres. de formatura.
A série de mulheres é empreendida por ele, de maneira quase
clandestina. 6) Quando o sujeito for composto da expressão “um dos que”,
o verbo permanecerá no plural: Esse jogador foi um dos que atua-
ram na Copa América.
CONCORDÂNCIA NOMINAL E VERBAL
7) Em casos relativos à concordância com locuções pronomi-
nais, representadas por “algum de nós, qual de vós, quais de vós,
alguns de nós”, entre outras, faz-se necessário nos atermos a duas
Ao falarmos sobre a concordância verbal, estamos nos re- questões básicas:
ferindo à relação de dependência estabelecida entre um termo - No caso de o primeiro pronome estar expresso no plural, o
e outro mediante um contexto oracional. Desta feita, os agentes verbo poderá com ele concordar, como poderá também concordar
principais desse processo são representados pelo sujeito, que no com o pronome pessoal: Alguns de nós o receberemos. / Alguns de
caso funciona como subordinante; e o verbo, o qual desempenha a nós o receberão.
função de subordinado. - Quando o primeiro pronome da locução estiver expresso no
Dessa forma, temos que a concordância verbal caracteriza-se singular, o verbo permanecerá, também, no singular: Algum de
pela adaptação do verbo, tendo em vista os quesitos “número e nós o receberá.
pessoa” em relação ao sujeito. Exemplificando, temos: O aluno
chegou atrasado. Temos que o verbo apresenta-se na terceira pes- 8) No caso de o sujeito aparecer representado pelo pronome
soa do singular, pois faz referência a um sujeito, assim também “quem”, o verbo permanecerá na terceira pessoa do singular ou
expresso (ele). Como poderíamos também dizer: os alunos chega- poderá concordar com o antecedente desse pronome: Fomos nós
ram atrasados. quem contou toda a verdade para ela. / Fomos nós quem contamos
toda a verdade para ela.
Casos referentes a sujeito simples
9) Em casos nos quais o sujeito aparece realçado pela palavra
1) Em caso de sujeito simples, o verbo concorda com o núcleo “que”, o verbo deverá concordar com o termo que antecede essa
em número e pessoa: O aluno chegou atrasado. palavra: Nesta empresa somos nós que tomamos as decisões. / Em
casa sou eu que decido tudo.
2) Nos casos referentes a sujeito representado por substantivo
coletivo, o verbo permanece na terceira pessoa do singular: A 10) No caso de o sujeito aparecer representado por expressões
multidão, apavorada, saiu aos gritos. que indicam porcentagens, o verbo concordará com o numeral ou
Observação: com o substantivo a que se refere essa porcentagem: 50% dos
- No caso de o coletivo aparecer seguido de adjunto adnominal funcionários aprovaram a decisão da diretoria. / 50% do eleitora-
no plural, o verbo permanecerá no singular ou poderá ir para o do apoiou a decisão.
plural:
Uma multidão de pessoas saiu aos gritos. Observações:
Uma multidão de pessoas saíram aos gritos. - Caso o verbo apareça anteposto à expressão de porcentagem,
esse deverá concordar com o numeral: Aprovaram a decisão da
3) Quando o sujeito é representado por expressões partitivas, diretoria 50% dos funcionários.
representadas por “a maioria de, a maior parte de, a metade de, - Em casos relativos a 1%, o verbo permanecerá no singular:
uma porção de” entre outras, o verbo tanto pode concordar com o 1% dos funcionários não aprovou a decisão da diretoria.
núcleo dessas expressões quanto com o substantivo que a segue: - Em casos em que o numeral estiver acompanhado de deter-
A maioria dos alunos resolveu ficar. A maioria dos alunos resol- minantes no plural, o verbo permanecerá no plural: Os 50% dos
veram ficar. funcionários apoiaram a decisão da diretoria.

4) No caso de o sujeito ser representado por expressões aproxi- 11) Nos casos em que o sujeito estiver representado por pro-
mativas, representadas por “cerca de, perto de”, o verbo concorda nomes de tratamento, o verbo deverá ser empregado na terceira
com o substantivo determinado por elas: Cerca de mil candidatos pessoa do singular ou do plural: Vossas Majestades gostaram das
se inscreveram no concurso. homenagens. Vossa Majestade agradeceu o convite.

5) Em casos em que o sujeito é representado pela expressão 12) Casos relativos a sujeito representado por substantivo pró-
“mais de um”, o verbo permanece no singular: Mais de um candi- prio no plural se encontram relacionados a alguns aspectos que os
dato se inscreveu no concurso de piadas. determinam:

Didatismo e Conhecimento 75
LÍNGUA PORTUGUESA
- Diante de nomes de obras no plural, seguidos do verbo ser, - Ela tem pai e mãe louros.
este permanece no singular, contanto que o predicativo também - Ela tem pai e mãe loura.
esteja no singular: Memórias póstumas de Brás Cubas é uma cria- - Adjetivo funciona como predicativo: vai obrigatoriamente
ção de Machado de Assis. para o plural.
- Nos casos de artigo expresso no plural, o verbo também per- - O homem e o menino estavam perdidos.
manece no plural: Os Estados Unidos são uma potência mundial. - O homem e sua esposa estiveram hospedados aqui.
- Casos em que o artigo figura no singular ou em que ele nem
aparece, o verbo permanece no singular: Estados Unidos é uma b) Um adjetivo anteposto a vários substantivos
potência mundial. - Adjetivo anteposto normalmente concorda com o mais pró-
ximo.
Casos referentes a sujeito composto Comi delicioso almoço e sobremesa.
Provei deliciosa fruta e suco.
1) Nos casos relativos a sujeito composto de pessoas gramati-
cais diferentes, o verbo deverá ir para o plural, estando relacionado - Adjetivo anteposto funcionando como predicativo: concorda
a dois pressupostos básicos: com o mais próximo ou vai para o plural.
- Quando houver a 1ª pessoa, esta prevalecerá sobre as demais: Estavam feridos o pai e os filhos.
Eu, tu e ele faremos um lindo passeio. Estava ferido o pai e os filhos.
- Quando houver a 2ª pessoa, o verbo poderá flexionar na 2ª ou
na 3ª pessoa: Tu e ele sois primos. Tu e ele são primos. c) Um substantivo e mais de um adjetivo
- antecede todos os adjetivos com um artigo.
2) Nos casos em que o sujeito composto aparecer anteposto ao Falava fluentemente a língua inglesa e a espanhola.
verbo, este permanecerá no plural: O pai e seus dois filhos compa-
receram ao evento. - coloca o substantivo no plural.
Falava fluentemente as línguas inglesa e espanhola.
3) No caso em que o sujeito aparecer posposto ao verbo, este
poderá concordar com o núcleo mais próximo ou permanecer no
d) Pronomes de tratamento
plural: Compareceram ao evento o pai e seus dois filhos. Compa-
- sempre concordam com a 3ª pessoa.
receu ao evento o pai e seus dois filhos.
Vossa Santidade esteve no Brasil.
4) Nos casos relacionados a sujeito simples, porém com mais
e) Anexo, incluso, próprio, obrigado
de um núcleo, o verbo deverá permanecer no singular: Meu esposo
- Concordam com o substantivo a que se referem.
e grande companheiro merece toda a felicidade do mundo.
As cartas estão anexas.
5) Casos relativos a sujeito composto de palavras sinônimas ou A bebida está inclusa.
ordenado por elementos em gradação, o verbo poderá permanecer Precisamos de nomes próprios.
no singular ou ir para o plural: Minha vitória, minha conquista, mi- Obrigado, disse o rapaz.
nha premiação são frutos de meu esforço. / Minha vitória, minha
conquista, minha premiação é fruto de meu esforço. f) Um(a) e outro(a), num(a) e noutro(a)
- Após essas expressões o substantivo fica sempre no singular
e o adjetivo no plural.
Concordância nominal é o ajuste que fazemos aos demais ter- Renato advogou um e outro caso fáceis.
mos da oração para que concordem em gênero e número com o Pusemos numa e noutra bandeja rasas o peixe.
substantivo. Teremos que alterar, portanto, o artigo, o adjetivo, o
numeral e o pronome. Além disso, temos também o verbo, que se g) É bom, é necessário, é proibido
flexionará à sua maneira. - Essas expressões não variam se o sujeito não vier precedido
Regra geral: O artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome con- de artigo ou outro determinante.
cordam em gênero e número com o substantivo. Canja é bom. / A canja é boa.
- A pequena criança é uma gracinha. É necessário sua presença. / É necessária a sua presença.
- O garoto que encontrei era muito gentil e simpático. É proibido entrada de pessoas não autorizadas. / A entrada é
proibida.
Casos especiais: Veremos alguns casos que fogem à regra ge-
ral mostrada acima. h) Muito, pouco, caro
a) Um adjetivo após vários substantivos - Como adjetivos: seguem a regra geral.
- Substantivos de mesmo gênero: adjetivo vai para o plural ou Comi muitas frutas durante a viagem.
concorda com o substantivo mais próximo. Pouco arroz é suficiente para mim.
- Irmão e primo recém-chegado estiveram aqui. Os sapatos estavam caros.
- Irmão e primo recém-chegados estiveram aqui.
- Como advérbios: são invariáveis.
- Substantivos de gêneros diferentes: vai para o plural masculi- Comi muito durante a viagem.
no ou concorda com o substantivo mais próximo. Pouco lutei, por isso perdi a batalha.

Didatismo e Conhecimento 76
LÍNGUA PORTUGUESA
Comprei caro os sapatos. (D) As instituições fundamentais de um regime democrático
i) Mesmo, bastante não pode estar subordinado às ordens indiscriminadas de um único
- Como advérbios: invariáveis poder central.
Preciso mesmo da sua ajuda. (E) O interesse de todos os cidadãos estão voltados para o
Fiquei bastante contente com a proposta de emprego. momento eleitoral, que expõem as diferentes opiniões existentes
na sociedade.
- Como pronomes: seguem a regra geral.
Seus argumentos foram bastantes para me convencer. 02. (Agente Técnico – FCC – 2013). As normas de concordân-
Os mesmos argumentos que eu usei, você copiou. cia verbal e nominal estão inteiramente respeitadas em:
A) Alguns dos aspectos mais desejáveis de uma boa leitura,
j) Menos, alerta que satisfaça aos leitores e seja veículo de aprimoramento intelec-
- Em todas as ocasiões são invariáveis. tual, estão na capacidade de criação do autor, mediante palavras,
Preciso de menos comida para perder peso.
sua matéria-prima.
Estamos alerta para com suas chamadas.
B) Obras que se considera clássicas na literatura sempre de-
lineia novos caminhos, pois é capaz de encantar o leitor ao ultra-
k) Tal Qual
- “Tal” concorda com o antecedente, “qual” concorda com o passar os limites da época em que vivem seus autores, gênios no
consequente. domínio das palavras, sua matéria-prima.
As garotas são vaidosas tais qual a tia. C) A palavra, matéria-prima de poetas e romancistas, lhe per-
Os pais vieram fantasiados tais quais os filhos. mitem criar todo um mundo de ficção, em que personagens se
transformam em seres vivos a acompanhar os leitores, numa ver-
l) Possível dadeira interação com a realidade.
- Quando vem acompanhado de “mais”, “menos”, “melhor” ou D) As possibilidades de comunicação entre autor e leitor so-
“pior”, acompanha o artigo que precede as expressões. mente se realiza plenamente caso haja afinidade de ideias entre
A mais possível das alternativas é a que você expôs. ambos, o que permite, ao mesmo tempo, o crescimento intelectual
Os melhores cargos possíveis estão neste setor da empresa. deste último e o prazer da leitura.
As piores situações possíveis são encontradas nas favelas da E) Consta, na literatura mundial, obras-primas que constitui
cidade. leitura obrigatória e se tornam referências por seu conteúdo que
ultrapassa os limites de tempo e de época.
m) Meio
- Como advérbio: invariável. 03. (Escrevente TJ-SP – Vunesp/2012) Leia o texto para res-
Estou meio (um pouco) insegura. ponder à questão.
_________dúvidas sobre o crescimento verde. Primeiro, não
- Como numeral: segue a regra geral. está claro até onde pode realmente chegar uma política baseada
Comi meia (metade) laranja pela manhã. em melhorar a eficiência sem preços adequados para o carbo-
no, a água e (na maioria dos países pobres) a terra. É verdade
n) Só que mesmo que a ameaça dos preços do carbono e da água em si
- apenas, somente (advérbio): invariável. ___________diferença, as companhias não podem suportar ter de
Só consegui comprar uma passagem. pagar, de repente, digamos, 40 dólares por tonelada de carbono,
sem qualquer preparação. Portanto, elas começam a usar preços-
- sozinho (adjetivo): variável.
-sombra. Ainda assim, ninguém encontrou até agora uma maneira
Estiveram sós durante horas.
de quantificar adequadamente os insumos básicos. E sem eles a
maioria das políticas de crescimento verde sempre ___________
Fonte:
a segunda opção.
http://www.brasilescola.com/gramatica/concordancia-verbal.
htm (Carta Capital, 27.06.2012.
Adaptado)
Questões sobre Concordância Nominal e Verbal
De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, as la-
01.(TRE/AL – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2010) A con- cunas do texto devem ser preenchidas, correta e respectivamente,
cordância verbal e nominal está inteiramente correta na frase: com:
(A) A sociedade deve reconhecer os princípios e valores que (A) Restam… faça… será (B) Resta… faz… será
determinam as escolhas dos governantes, para conferir legitimida- (C) Restam… faz... serão (D) Restam… façam… serão
de a suas decisões. (E) Resta… fazem… será
(B) A confiança dos cidadãos em seus dirigentes devem ser
embasados na percepção dos valores e princípios que regem a prá- 04 (Escrevente TJ SP – Vunesp/2012) Assinale a alternativa
tica política. em que o trecho
(C) Eleições livres e diretas é garantia de um verdadeiro regi- – Ainda assim, ninguém encontrou até agora uma maneira de
me democrático, em que se respeita tanto as liberdades individuais quantificar adequadamente os insumos básicos.– está corretamen-
quanto as coletivas. te reescrito, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.

Didatismo e Conhecimento 77
LÍNGUA PORTUGUESA
(A) Ainda assim, temos certeza que ninguém encontrou até 08. (TRF - 4ª REGIÃO – TÉCNICO JUDICIÁRIO –
agora uma maneira adequada de se quantificar os insumos básicos. FCC/2010) Observam-se corretamente as regras de concordância
(B) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encontrou até verbal e nominal em:
agora uma maneira adequada de os insumos básicos ser quantifi- a) O desenraizamento, não só entre intelectuais como entre os
cados. mais diversos tipos de pessoas, das mais sofisticadas às mais hu-
(C) Ainda assim, temos certeza que ninguém encontrou até mildes, são cada vez mais comuns nos dias de hoje.
agora uma maneira adequada para que os insumos básicos sejam b) A importância de intelectuais como Edward Said e Tony
quantificado. Judt, que não se furtaram ao debate sobre questões polêmicas de
(D) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encontrou até
seu tempo, não estão apenas nos livros que escreveram.
agora uma maneira adequada para que os insumos básicos seja
c) Nada indica que o conflito no Oriente Médio entre árabes e
quantificado.
(E) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encontrou até judeus, responsável por tantas mortes e tanto sofrimento, estejam
agora uma maneira adequada de se quantificarem os insumos bá- próximos de serem resolvidos ou pelo menos de terem alguma tré-
sicos. gua.
d) Intelectuais que têm compromisso apenas com a verdade,
05. (FUNDAÇÃO CASA/SP - AGENTE ADMINISTRATI- ainda que conscientes de que esta é até certo ponto relativa, costu-
VO - VUNESP/2011 - ADAPTADA) Observe as frases do texto: mam encontrar muito mais detratores que admiradores.
I. Cerca de 75 por cento dos países obtêm nota negativa... e) No final do século XX já não se via muitos intelectuais e
II. ... à Venezuela, de Chávez, que obtém a pior classifica- escritores como Edward Said, que não apenas era notícia pelos
ção do continente americano (2,0)... livros que publicavam como pelas posições que corajosamente as-
Assim como ocorre com o verbo “obter” nas frases I e II, a sumiam.
concordância segue as mesmas regras, na ordem dos exemplos,
em: 09. (TRF - 2ª REGIÃO - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FCC/2012)
(A) Todas as pessoas têm boas perspectivas para o próximo O verbo que, dadas as alterações entre parênteses propostas para o
ano. Será que alguém tem opinião diferente da maioria? segmento grifado, deverá ser colocado no plural, está em:
(B) Vem muita gente prestigiar as nossas festas juninas. Vêm (A) Não há dúvida de que o estilo de vida... (dúvidas)
pessoas de muito longe para brincar de quadrilha. (B) O que não se sabe... (ninguém nas regiões do planeta)
(C) Pouca gente quis voltar mais cedo para casa. Quase todos
(C) O consumo mundial não dá sinal de trégua... (O consumo
quiseram ficar até o nascer do sol na praia.
mundial de barris de petróleo)
(D) Existem pessoas bem intencionadas por aqui, mas também
existem umas que não merecem nossa atenção. (D) Um aumento elevado no preço do óleo reflete-se no custo
(E) Aqueles que não atrapalham muito ajudam. da matéria-prima... (Constantes aumentos)
(E) o tema das mudanças climáticas pressiona os esforços
06. (TRF - 5ª REGIÃO - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FCC/2012) mundiais... (a preocupação em torno das mudanças climáticas)
Os folheteiros vivem em feiras, mercados, praças e locais de pe-
regrinação. 10. (CETESB/SP – ESCRITURÁRIO - VUNESP/2013) Assi-
O verbo da frase acima NÃO pode ser mantido no plural caso nale a alternativa em que a concordância das formas verbais desta-
o segmento grifado seja substituído por: cadas está de acordo com a norma-padrão da língua.
(A) Há folheteiros que (A) Fazem dez anos que deixei de trabalhar em higienização
(B) A maior parte dos folheteiros subterrânea.
(C) O folheteiro e sua família (B) Ainda existe muitas pessoas que discriminam os trabalha-
(D) O grosso dos folheteiros dores da área de limpeza.
(E) Cada um dos folheteiros (C) No trabalho em meio a tanta sujeira, havia altos riscos de
se contrair alguma doença.
07. (TRF - 5ª REGIÃO - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FCC/2012) (D) Eu passava a manhã no subterrâneo: quando era sete da
Todas as formas verbais estão corretamente flexionadas em: manhã, eu já estava fazendo meu serviço.
(A) Enquanto não se disporem a considerar o cordel sem pre-
(E) As companhias de limpeza, apenas recentemente, começou
conceitos, as pessoas não serão capazes de fruir dessas criações
a adotar medidas mais rigorosas para a proteção de seus funcio-
poéticas tão originais.
(B) Ainda que nem sempre detenha o mesmo status atribuído à nários.
arte erudita, o cordel vem sendo estudado hoje nas melhores uni-
versidades do país. GABARITO
(C) Rodolfo Coelho Cavalcante deve ter percebido que a situa- 01. A 02. A 03. A 04. E 05. A
ção dos cordelistas não mudaria a não ser que eles mesmos requi- 06. E 07. |B 08. D 09. D 10. C
zessem o respeito que faziam por merecer.
(D) Se não proveem do preconceito, a desvalorização e a pouca RESOLUÇÃO
visibilidade dessa arte popular tão rica só pode ser resultado do
puro e simples desconhecimento. 1-) Fiz os acertos entre parênteses:
(E) Rodolfo Coelho Cavalcante entreveu que os problemas dos (A) A sociedade deve reconhecer os princípios e valores que
cordelistas estavam diretamente ligados à falta de representativi- determinam as escolhas dos governantes, para conferir legitimida-
dade. de a suas decisões.

Didatismo e Conhecimento 78
LÍNGUA PORTUGUESA
(B) A confiança dos cidadãos em seus dirigentes devem (deve) (A) Todas as pessoas têm (plural) ... Será que alguém tem (sin-
ser embasados (embasada) na percepção dos valores e princípios gular)
que regem a prática política. (B) Vem (singular) muita gente... Vêm pessoas (plural)
(C) Eleições livres e diretas é (são) garantia de um verdadeiro (C) Pouca gente quis (singular)... Quase todos quiseram (plu-
regime democrático, em que se respeita (respeitam) tanto as liber- ral)
dades individuais quanto as coletivas. (D) Existem (plural) pessoas ... mas também existem umas
(D) As instituições fundamentais de um regime democrático (plural)
não pode (podem) estar subordinado (subordinadas) às ordens in- (E) Aqueles que não atrapalham muito ajudam (ambas as for-
discriminadas de um único poder central. mas estão no plural)
(E) O interesse de todos os cidadãos estão (está) voltados (vol-
tado) para o momento eleitoral, que expõem (expõe) as diferentes 6-)
opiniões existentes na sociedade. A - Há folheteiros que vivem (concorda com o objeto “folhe-
2-) terios”)
A) Alguns dos aspectos mais desejáveis de uma boa leitura,
B – A maior parte dos folheteiros vivem/vive (opcional)
que satisfaça aos leitores e seja veículo de aprimoramento intelec-
C – O folheteiro e sua família vivem (sujeito composto)
tual, estão na capacidade de criação do autor, mediante palavras,
D – O grosso dos folheteiros vive/vivem (opcional)
sua matéria-prima. = correta
B) Obras que se consideram clássicas na literatura sempre de- E – Cada um dos folheteiros vive = somente no singular
lineiam novos caminhos, pois são capazes de encantar o leitor ao 7-) Coloquei entre parênteses a forma verbal correta:
ultrapassarem os limites da época em que vivem seus autores, gê- (A) Enquanto não se disporem (dispuserem) a considerar o
nios no domínio das palavras, sua matéria-prima. cordel sem preconceitos, as pessoas não serão capazes de fruir
C) A palavra, matéria-prima de poetas e romancistas, lhes per- dessas criações poéticas tão originais.
mite criar todo um mundo de ficção, em que personagens se trans- (B) Ainda que nem sempre detenha o mesmo status atribuído à
formam em seres vivos a acompanhar os leitores, numa verdadeira arte erudita, o cordel vem sendo estudado hoje nas melhores uni-
interação com a realidade. versidades do país.
D) As possibilidades de comunicação entre autor e leitor so- (C) Rodolfo Coelho Cavalcante deve ter percebido que a situa-
mente se realizam plenamente caso haja afinidade de ideias entre ção dos cordelistas não mudaria a não ser que eles mesmos requi-
ambos, o que permite, ao mesmo tempo, o crescimento intelectual zessem (requeressem) o respeito que faziam por merecer.
deste último e o prazer da leitura. (D) Se não proveem (provêm) do preconceito, a desvaloriza-
E) Constam, na literatura mundial, obras-primas que consti- ção e a pouca visibilidade dessa arte popular tão rica só pode (po-
tuem leitura obrigatória e se tornam referências por seu conteúdo dem) ser resultado do puro e simples desconhecimento.
que ultrapassa os limites de tempo e de época. (E) Rodolfo Coelho Cavalcante entreveu (entreviu) que os
problemas dos cordelistas estavam diretamente ligados à falta de
3-) _Restam___dúvidas representatividade.
mesmo que a ameaça dos preços do carbono e da água em si
__faça __diferença 8-) Fiz as correções entre parênteses:
a maioria das políticas de crescimento verde sempre ____ a) O desenraizamento, não só entre intelectuais como entre os
será_____ a segunda opção. mais diversos tipos de pessoas, das mais sofisticadas às mais hu-
Em “a maioria de”, a concordância pode ser dupla: tanto no mildes, são (é) cada vez mais comuns (comum) nos dias de hoje.
plural quanto no singular. Nas alternativas não há “restam/faça/ b) A importância de intelectuais como Edward Said e Tony
serão”, portanto a A é que apresenta as opções adequadas. Judt, que não se furtaram ao debate sobre questões polêmicas de
seu tempo, não estão (está) apenas nos livros que escreveram.
4-)
c) Nada indica que o conflito no Oriente Médio entre árabes e
(A) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encontrou até
judeus, responsável por tantas mortes e tanto sofrimento, estejam
agora uma maneira adequada de se quantificar os insumos básicos.
(B) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encontrou até (esteja) próximos (próximo) de serem (ser) resolvidos (resolvido)
agora uma maneira adequada de os insumos básicos serem quan- ou pelo menos de terem (ter) alguma trégua.
tificados. d) Intelectuais que têm compromisso apenas com a verdade,
(C) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encontrou até ainda que conscientes de que esta é até certo ponto relativa, costu-
agora uma maneira adequada para que os insumos básicos sejam mam encontrar muito mais detratores que admiradores.
quantificados. e) No final do século XX já não se via (viam) muitos intelec-
(D) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encontrou até tuais e escritores como Edward Said, que não apenas era (eram)
agora uma maneira adequada para que os insumos básicos sejam notícia pelos livros que publicavam como pelas posições que co-
quantificados. rajosamente assumiam.
(E) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encontrou até
agora uma maneira adequada de se quantificarem os insumos bá- 9-)
sicos. = correta (A) Não há dúvida de que o estilo de vida... (dúvidas) = “há”
permaneceria no singular
5-) Em I, obtêm está no plural; em II, no singular. Vamos aos (B) O que não se sabe ... (ninguém nas regiões do planeta) =
itens: “sabe” permaneceria no singular

Didatismo e Conhecimento 79
LÍNGUA PORTUGUESA
(C) O consumo mundial não dá sinal de trégua ... (O consumo Para estudar a regência verbal, agruparemos os verbos de acor-
mundial de barris de petróleo) = “dá” permaneceria no singular do com sua transitividade. A transitividade, porém, não é um fato
(D) Um aumento elevado no preço do óleo reflete-se no custo absoluto: um mesmo verbo pode atuar de diferentes formas em
da matéria-prima... Constantes aumentos) = “reflete” passaria para frases distintas.
“refletem-se”
(E) o tema das mudanças climáticas pressiona os esforços Verbos Intransitivos
mundiais... (a preocupação em torno das mudanças climáticas) =
“pressiona” permaneceria no singular Os verbos intransitivos não possuem complemento. É impor-
tante, no entanto, destacar alguns detalhes relativos aos adjuntos
10-) Fiz as correções: adverbiais que costumam acompanhá-los.
(A) Fazem dez anos = faz (sentido de tempo = singular) - Chegar, Ir
(B) Ainda existe muitas pessoas = existem Normalmente vêm acompanhados de adjuntos adverbiais de
(C) No trabalho em meio a tanta sujeira, havia altos riscos lugar. Na língua culta, as preposições usadas para indicar destino
(D) Eu passava a manhã no subterrâneo: quando era sete da ou direção são: a, para.
manhã = eram Fui ao teatro.
(E) As companhias de limpeza, apenas recentemente, começou Adjunto Adverbial de Lugar
= começaram
Ricardo foi para a Espanha.
REGÊNCIA NOMINAL E VERBAL. Adjunto Adverbial de Lugar

- Comparecer
O adjunto adverbial de lugar pode ser introduzido por em ou a.
Comparecemos ao estádio (ou no estádio) para ver o último
Dá-se o nome de regência à relação de subordinação que ocor-
jogo.
re entre um verbo (ou um nome) e seus complementos. Ocupa-se
em estabelecer relações entre as palavras, criando frases não am-
Verbos Transitivos Diretos
bíguas, que expressem efetivamente o sentido desejado, que sejam
corretas e claras.
Os verbos transitivos diretos são complementados por objetos
diretos. Isso significa que não exigem preposição para o estabele-
Regência Verbal
cimento da relação de regência. Ao empregar esses verbos, deve-
Termo Regente: VERBO mos lembrar que os pronomes oblíquos o, a, os, as atuam como
objetos diretos. Esses pronomes podem assumir as formas lo, los,
A regência verbal estuda a relação que se estabelece entre os la, las (após formas verbais terminadas em -r, -s ou -z) ou no, na,
verbos e os termos que os complementam (objetos diretos e obje- nos, nas (após formas verbais terminadas em sons nasais), enquan-
tos indiretos) ou caracterizam (adjuntos adverbiais). to lhe e lhes são, quando complementos verbais, objetos indiretos.
O estudo da regência verbal permite-nos ampliar nossa capa- São verbos transitivos diretos, dentre outros: abandonar, aben-
cidade expressiva, pois oferece oportunidade de conhecermos as çoar, aborrecer, abraçar, acompanhar, acusar, admirar, adorar,
diversas significações que um verbo pode assumir com a simples alegrar, ameaçar, amolar, amparar, auxiliar, castigar, condenar,
mudança ou retirada de uma preposição. Observe: conhecer, conservar,convidar, defender, eleger, estimar, humilhar,
A mãe agrada o filho. -> agradar significa acariciar, contentar. namorar, ouvir, prejudicar, prezar, proteger, respeitar, socorrer, su-
A mãe agrada ao filho. -> agradar significa “causar agrado ou portar, ver, visitar.
prazer”, satisfazer. Na língua culta, esses verbos funcionam exatamente como o
Logo, conclui-se que “agradar alguém” é diferente de “agradar verbo amar:
a alguém”. Amo aquele rapaz. / Amo-o.
Amo aquela moça. / Amo-a.
Saiba que: Amam aquele rapaz. / Amam-no.
O conhecimento do uso adequado das preposições é um dos Ele deve amar aquela mulher. / Ele deve amá-la.
aspectos fundamentais do estudo da regência verbal (e também
nominal). As preposições são capazes de modificar completamente Obs.: os pronomes lhe, lhes só acompanham esses verbos para
o sentido do que se está sendo dito. Veja os exemplos: indicar posse (caso em que atuam como adjuntos adnominais).
Quero beijar-lhe o rosto. (= beijar seu rosto)
Cheguei ao metrô. Prejudicaram-lhe a carreira. (= prejudicaram sua carreira)
Cheguei no metrô. Conheço-lhe o mau humor! (= conheço seu mau humor)

No primeiro caso, o metrô é o lugar a que vou; no segundo Verbos Transitivos Indiretos
caso, é o meio de transporte por mim utilizado. A oração “Cheguei
no metrô”, popularmente usada a fim de indicar o lugar a que se Os verbos transitivos indiretos são complementados por obje-
vai, possui, no padrão culto da língua, sentido diferente. Aliás, é tos indiretos. Isso significa que esses verbos exigem uma preposi-
muito comum existirem divergências entre a regência coloquial, ção para o estabelecimento da relação de regência. Os pronomes
cotidiana de alguns verbos, e a regência culta. pessoais do caso oblíquo de terceira pessoa que podem atuar como

Didatismo e Conhecimento 80
LÍNGUA PORTUGUESA
objetos indiretos são o “lhe”, o “lhes”, para substituir pessoas. Não Informe os clientes dos novos preços. (ou sobre os novos pre-
se utilizam os pronomes o, os, a, as como complementos de verbos ços)
transitivos indiretos. Com os objetos indiretos que não represen-
tam pessoas, usam-se pronomes oblíquos tônicos de terceira pes- - Na utilização de pronomes como complementos, veja as
soa (ele, ela) em lugar dos pronomes átonos lhe, lhes. construções:
Os verbos transitivos indiretos são os seguintes: Informei-os aos clientes. / Informei-lhes os novos preços.
- Consistir - Tem complemento introduzido pela preposição Informe-os dos novos preços. / Informe-os deles. (ou sobre
“em”: A modernidade verdadeira consiste em direitos iguais para eles)
todos.
Obs.: a mesma regência do verbo informar é usada para os
- Obedecer e Desobedecer - Possuem seus complementos in- seguintes: avisar, certificar, notificar, cientificar, prevenir.
troduzidos pela preposição “a”: Comparar
Devemos obedecer aos nossos princípios e ideais.
Quando seguido de dois objetos, esse verbo admite as preposi-
Eles desobedeceram às leis do trânsito.
ções “a” ou “com” para introduzir o complemento indireto.
- Responder - Tem complemento introduzido pela preposição
Comparei seu comportamento ao (ou com o) de uma criança.
“a”. Esse verbo pede objeto indireto para indicar “a quem” ou “ao
Pedir
que” se responde.
Respondi ao meu patrão. Esse verbo pede objeto direto de coisa (geralmente na forma de
Respondemos às perguntas. oração subordinada substantiva) e indireto de pessoa.
Respondeu-lhe à altura. Pedi-lhe favores.
Objeto Indireto Objeto Direto
Obs.: o verbo responder, apesar de transitivo indireto quando
exprime aquilo a que se responde, admite voz passiva analítica. Pedi-lhe que se mantivesse em silêncio.
Veja: Objeto Indireto Oração Subordinada Substantiva
O questionário foi respondido corretamente. Objetiva Direta
Todas as perguntas foram respondidas satisfatoriamente.
Saiba que:
- Simpatizar e Antipatizar - Possuem seus complementos intro- - A construção “pedir para”, muito comum na linguagem co-
duzidos pela preposição “com”. tidiana, deve ter emprego muito limitado na língua culta. No en-
Antipatizo com aquela apresentadora. tanto, é considerada correta quando a palavra licença estiver su-
Simpatizo com os que condenam os políticos que governam bentendida.
para uma minoria privilegiada. Peço (licença) para ir entregar-lhe os catálogos em casa.
Observe que, nesse caso, a preposição “para” introduz uma
Verbos Transitivos Diretos e Indiretos oração subordinada adverbial final reduzida de infinitivo (para ir
entregar-lhe os catálogos em casa).
Os verbos transitivos diretos e indiretos são acompanhados de
um objeto direto e um indireto. Merecem destaque, nesse grupo: - A construção “dizer para”, também muito usada popularmen-
Agradecer, Perdoar e Pagar. São verbos que apresentam objeto te, é igualmente considerada incorreta.
direto relacionado a coisas e objeto indireto relacionado a pessoas.
Veja os exemplos: Preferir
Agradeço aos ouvintes a audiência. Na língua culta, esse verbo deve apresentar objeto indireto in-
Objeto Indireto Objeto Direto
troduzido pela preposição “a”. Por Exemplo:
Prefiro qualquer coisa a abrir mão de meus ideais.
Paguei o débito ao cobrador.
Prefiro trem a ônibus.
Objeto Direto Objeto Indireto

- O uso dos pronomes oblíquos átonos deve ser feito com par- Obs.: na língua culta, o verbo “preferir” deve ser usado sem
ticular cuidado. Observe: termos intensificadores, tais como: muito, antes, mil vezes, um mi-
Agradeci o presente. / Agradeci-o. lhão de vezes, mais. A ênfase já é dada pelo prefixo existente no
Agradeço a você. / Agradeço-lhe. próprio verbo (pre).
Perdoei a ofensa. / Perdoei-a.
Perdoei ao agressor. / Perdoei-lhe. Mudança de Transitividade X Mudança de Significado
Paguei minhas contas. / Paguei-as.
Paguei aos meus credores. / Paguei-lhes. Há verbos que, de acordo com a mudança de transitividade,
apresentam mudança de significado. O conhecimento das diferen-
Informar tes regências desses verbos é um recurso linguístico muito impor-
- Apresenta objeto direto ao se referir a coisas e objeto indireto tante, pois além de permitir a correta interpretação de passagens
ao se referir a pessoas, ou vice-versa. escritas, oferece possibilidades expressivas a quem fala ou escre-
Informe os novos preços aos clientes. ve. Dentre os principais, estão:

Didatismo e Conhecimento 81
LÍNGUA PORTUGUESA
AGRADAR - No sentido de ser difícil, penoso, pode ser intransitivo ou
- Agradar é transitivo direto no sentido de fazer carinhos, aca- transitivo indireto.
riciar.
Sempre agrada o filho quando o revê. / Sempre o agrada quan- Muito custa viver tão longe da família.
do o revê. Verbo Oração Subordinada Substantiva Subjetiva
Cláudia não perde oportunidade de agradar o gato. / Cláudia Intransitivo Reduzida de Infinitivo
não perde oportunidade de agradá-lo.
Custa-me (a mim) crer que tomou realmente aquela ati-
- Agradar é transitivo indireto no sentido de causar agrado a, tude.
satisfazer, ser agradável a. Rege complemento introduzido pela Objeto Oração Subordinada Substantiva Subjetiva
preposição “a”. Indireto Reduzida de Infinitivo
O cantor não agradou aos presentes.
O cantor não lhes agradou. Obs.: a Gramática Normativa condena as construções que
atribuem ao verbo “custar” um sujeito representado por pessoa.
ASPIRAR Observe:
- Aspirar é transitivo direto no sentido de sorver, inspirar (o ar), Custei para entender o problema.
inalar: Aspirava o suave aroma. (Aspirava-o) Forma correta: Custou-me entender o problema.
- Aspirar é transitivo indireto no sentido de desejar, ter como IMPLICAR
ambição: Aspirávamos a melhores condições de vida. (Aspiráva- - Como transitivo direto, esse verbo tem dois sentidos:
mos a elas) a) dar a entender, fazer supor, pressupor: Suas atitudes impli-
cavam um firme propósito.
Obs.: como o objeto direto do verbo “aspirar” não é pessoa, b) Ter como consequência, trazer como consequência, acarre-
mas coisa, não se usam as formas pronominais átonas “lhe” e tar, provocar: Liberdade de escolha implica amadurecimento po-
“lhes” e sim as formas tônicas “a ele (s)”, “ a ela (s)”. Veja o exem- lítico de um povo.
plo: Aspiravam a uma existência melhor. (= Aspiravam a ela)
- Como transitivo direto e indireto, significa comprometer, en-
ASSISTIR
volver: Implicaram aquele jornalista em questões econômicas.
- Assistir é transitivo direto no sentido de ajudar, prestar assis-
tência a, auxiliar. Por exemplo:
Obs.: no sentido de antipatizar, ter implicância, é transitivo
As empresas de saúde negam-se a assistir os idosos.
indireto e rege com preposição “com”: Implicava com quem não
As empresas de saúde negam-se a assisti-los.
trabalhasse arduamente.
- Assistir é transitivo indireto no sentido de ver, presenciar, es-
tar presente, caber, pertencer. Exemplos: PROCEDER
Assistimos ao documentário. - Proceder é intransitivo no sentido de ser decisivo, ter cabi-
Não assisti às últimas sessões. mento, ter fundamento ou portar-se, comportar-se, agir. Nessa se-
Essa lei assiste ao inquilino. gunda acepção, vem sempre acompanhado de adjunto adverbial
de modo.
Obs.: no sentido de morar, residir, o verbo “assistir” é intran- As afirmações da testemunha procediam, não havia como re-
sitivo, sendo acompanhado de adjunto adverbial de lugar introdu- futá-las.
zido pela preposição “em”: Assistimos numa conturbada cidade. Você procede muito mal.

CHAMAR - Nos sentidos de ter origem, derivar-se (rege a preposição”


- Chamar é transitivo direto no sentido de convocar, solicitar a de”) e fazer, executar (rege complemento introduzido pela prepo-
atenção ou a presença de. sição “a”) é transitivo indireto.
Por gentileza, vá chamar sua prima. / Por favor, vá chamá-la. O avião procede de Maceió.
Chamei você várias vezes. / Chamei-o várias vezes. Procedeu-se aos exames.
O delegado procederá ao inquérito.
- Chamar no sentido de denominar, apelidar pode apresentar
objeto direto e indireto, ao qual se refere predicativo preposicio- QUERER
nado ou não. - Querer é transitivo direto no sentido de desejar, ter vontade
A torcida chamou o jogador mercenário. de, cobiçar.
A torcida chamou ao jogador mercenário. Querem melhor atendimento.
A torcida chamou o jogador de mercenário. Queremos um país melhor.
A torcida chamou ao jogador de mercenário.
- Querer é transitivo indireto no sentido de ter afeição, estimar,
CUSTAR amar.
- Custar é intransitivo no sentido de ter determinado valor ou Quero muito aos meus amigos.
preço, sendo acompanhado de adjunto adverbial: Frutas e verdu- Ele quer bem à linda menina.
ras não deveriam custar muito. Despede-se o filho que muito lhe quer.

Didatismo e Conhecimento 82
LÍNGUA PORTUGUESA
VISAR Regência Nominal
- Como transitivo direto, apresenta os sentidos de mirar, fazer
pontaria e de pôr visto, rubricar. É o nome da relação existente entre um nome (substantivo,
O homem visou o alvo. adjetivo ou advérbio) e os termos regidos por esse nome. Essa re-
O gerente não quis visar o cheque. lação é sempre intermediada por uma preposição. No estudo da
regência nominal, é preciso levar em conta que vários nomes apre-
- No sentido de ter em vista, ter como meta, ter como objetivo, sentam exatamente o mesmo regime dos verbos de que derivam.
é transitivo indireto e rege a preposição “a”. Conhecer o regime de um verbo significa, nesses casos, conhecer o
O ensino deve sempre visar ao progresso social. regime dos nomes cognatos. Observe o exemplo: Verbo obedecer
Prometeram tomar medidas que visassem ao bem-estar públi- e os nomes correspondentes: todos regem complementos introdu-
co. zidos pela preposição a. Veja:
Obedecer a algo/ a alguém.
ESQUECER – LEMBRAR Obediente a algo/ a alguém.
- Lembrar algo – esquecer algo
- Lembrar-se de algo – esquecer-se de algo (pronominal) Apresentamos a seguir vários nomes acompanhados da pre-
posição ou preposições que os regem. Observe-os atentamente e
No 1º caso, os verbos são transitivos diretos, ou seja, exigem procure, sempre que possível, associar esses nomes entre si ou a
complemento sem preposição: Ele esqueceu o livro. algum verbo cuja regência você conhece.
No 2º caso, os verbos são pronominais (-se, -me, etc) e exigem Substantivos
complemento com a preposição “de”. São, portanto, transitivos
indiretos: Admiração a, por Devoção a, para, com, por
- Ele se esqueceu do caderno. Medo a, de
- Eu me esqueci da chave. Aversão a, para, por Doutor em
- Eles se esqueceram da prova. Obediência a
- Nós nos lembramos de tudo o que aconteceu. Atentado a, contra Dúvida acerca de, em,
sobre Ojeriza a, por
Há uma construção em que a coisa esquecida ou lembrada Bacharel em Horror a
passa a funcionar como sujeito e o verbo sofre leve alteração de Proeminência sobre
sentido. É uma construção muito rara na língua contemporânea, Capacidade de, para Impaciência com
porém, é fácil encontrá-la em textos clássicos tanto brasileiros Respeito a, com, para com, por
como portugueses. Machado de Assis, por exemplo, fez uso dessa
construção várias vezes. Adjetivos
- Esqueceu-me a tragédia. (cair no esquecimento) Acessível a Diferente de
- Lembrou-me a festa. (vir à lembrança) Necessário a
Acostumado a, com Entendido em
O verbo lembrar também pode ser transitivo direto e indireto Nocivo a
(lembrar alguma coisa a alguém ou alguém de alguma coisa). Afável com, para com Equivalente a
Paralelo a
SIMPATIZAR Agradável a Escasso de
Transitivo indireto e exige a preposição “com”: Não simpatizei Parco em, de
com os jurados. Alheio a, de Essencial a, para
Passível de
NAMORAR Análogo a Fácil de
É transitivo direto, ou seja, não admite preposição: Maria na- Preferível a
mora João. Ansioso de, para, por Fanático por
Prejudicial a
Obs: Não é correto dizer: “Maria namora com João”. Apto a, para Favorável a
Prestes a
OBEDECER Ávido de Generoso com
É transitivo indireto, ou seja, exige complemento com a prepo- Propício a
sição “a” (obedecer a): Devemos obedecer aos pais. Benéfico a Grato a, por
Próximo a
Obs: embora seja transitivo indireto, esse verbo pode ser usado Capaz de, para Hábil em
na voz passiva: A fila não foi obedecida. Relacionado com
Compatível com Habituado a
VER Relativo a
É transitivo direto, ou seja, não exige preposição: Ele viu o Contemporâneo a, de Idêntico a
filme. Satisfeito com, de, em, por
Contíguo a Impróprio para

Didatismo e Conhecimento 83
LÍNGUA PORTUGUESA
Semelhante a 04. (Agente Técnico – FCC – 2013-adap.).
Contrário a Indeciso em ... para lidar com as múltiplas vertentes da justiça...
Sensível a O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o da
Curioso de, por Insensível a frase acima se encontra em:
Sito em A) A palavra direito, em português, vem de directum, do verbo
Descontente com Liberal com latino dirigere...
Suspeito de B) ...o Direito tem uma complexa função de gestão das socie-
Desejoso de Natural de dades...
Vazio de C) ...o de que o Direito [...] esteja permeado e regulado pela
justiça.
Advérbios D) Essa problematicidade não afasta a força das aspirações da
Longe de Perto de justiça...
E) Na dinâmica dessa tensão tem papel relevante o sentimento
de justiça.
Obs.: os advérbios terminados em -mente tendem a seguir o re-
gime dos adjetivos de que são formados: paralela a; paralelamente
05. (Escrevente TJ SP – Vunesp 2012) Assinale a alternativa
a; relativa a; relativamente a.
em que o período, adaptado da revista Pesquisa Fapesp de junho
de 2012, está correto quanto à regência nominal e à pontuação.
Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint61.php (A) Não há dúvida que as mulheres ampliam, rapidamente, seu
espaço na carreira científica ainda que o avanço seja mais notável
Questões sobre Regência Nominal e Verbal em alguns países, o Brasil é um exemplo, do que em outros.
(B) Não há dúvida de que, as mulheres, ampliam rapidamente
01. (Administrador – FCC – 2013-adap.). seu espaço na carreira científica; ainda que o avanço seja mais no-
... a que ponto a astronomia facilitou a obra das outras ciências tável, em alguns países, o Brasil é um exemplo!, do que em outros.
... (C) Não há dúvida de que as mulheres, ampliam rapidamente
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o grifa- seu espaço, na carreira científica, ainda que o avanço seja mais no-
do acima está empregado em: tável, em alguns países: o Brasil é um exemplo, do que em outros.
A) ...astros que ficam tão distantes ... (D) Não há dúvida de que as mulheres ampliam rapidamen-
B) ...que a astronomia é uma das ciências ... te seu espaço na carreira científica, ainda que o avanço seja mais
C) ...que nos proporcionou um espírito ... notável em alguns países – o Brasil é um exemplo – do que em
D) ...cuja importância ninguém ignora ... outros.
E) ...onde seu corpo não passa de um ponto obscuro ... (E) Não há dúvida que as mulheres ampliam rapidamente, seu
espaço na carreira científica, ainda que, o avanço seja mais notável
02.(Agente de Apoio Administrativo – FCC – 2013-adap.). em alguns países (o Brasil é um exemplo) do que em outros.
... pediu ao delegado do bairro que desse um jeito nos filhos
do sueco. 06. (Papiloscopista Policial – VUNESP – 2013). Assinale a al-
O verbo que exige, no contexto, o mesmo tipo de complemen- ternativa correta quanto à regência dos termos em destaque.
tos que o grifado acima está empregado em: (A) Ele tentava convencer duas senhoras a assumir a responsa-
A) ...que existe uma coisa chamada exército... bilidade pelo problema.
B) ...como se isso aqui fosse casa da sogra? (B) A menina tinha o receio a levar uma bronca por ter se per-
C) ...compareceu em companhia da mulher à delegacia... dido.
(C) A garota tinha apenas a lembrança pelo desenho de um
D) Eu ensino o senhor a cumprir a lei, ali no duro...
índio na porta do prédio.
E) O delegado apenas olhou-a espantado com o atrevimento.
(D) A menina não tinha orgulho sob o fato de ter se perdido
03.(Agente de Defensoria Pública – FCC – 2013-adap.).
de sua família.
... constava simplesmente de uma vareta quebrada em partes
(E) A família toda se organizou para realizar a procura à ga-
desiguais... rotinha.
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o grifa-
do acima está empregado em: 07. (Analista de Sistemas – VUNESP – 2013). Assinale a al-
A) Em campos extensos, chegavam em alguns casos a extre- ternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas do
mos de sutileza. texto, de acordo com as regras de regência.
B) ...eram comumente assinalados a golpes de machado nos Os estudos _______ quais a pesquisadora se reportou já assi-
troncos mais robustos. nalavam uma relação entre os distúrbios da imagem corporal e a
C) Os toscos desenhos e os nomes estropiados desorientam, exposição a imagens idealizadas pela mídia.
não raro, quem... A pesquisa faz um alerta ______ influência negativa que a mí-
D) Koch-Grünberg viu uma dessas marcas de caminho na serra dia pode exercer sobre os jovens.
de Tunuí... A) dos … na B) nos … entre a
E) ...em que tão bem se revelam suas afinidades com o gentio, C) aos … para a D) sobre os … pela
mestre e colaborador... E) pelos … sob a

Didatismo e Conhecimento 84
LÍNGUA PORTUGUESA
08. (Analista em Planejamento, Orçamento e Finanças Públi- D) Koch-Grünberg viu uma dessas marcas de caminho na serra
cas – VUNESP – 2013). Considerando a norma-padrão da língua, de Tunuí... = transitivo direto
assinale a alternativa em que os trechos destacados estão corretos E) ...em que tão bem se revelam suas afinidades com o gentio,
quanto à regência, verbal ou nominal. mestre e colaborador...=transitivo direto
A) O prédio que o taxista mostrou dispunha de mais de dez
mil tomadas.
4-) ... para lidar com as múltiplas vertentes da justiça...
B) O autor fez conjecturas sob a possibilidade de haver um
homem que estaria ouvindo as notas de um oboé. Lidar = transitivo indireto
C) Centenas de trabalhadores estão empenhados de criar logo- B) ...o Direito tem uma complexa função de gestão das socie-
tipos e negociar. dades... =transitivo direto
D) O taxista levou o autor a indagar no número de tomadas C) ...o de que o Direito [...] esteja permeado e regulado pela
do edifício. justiça. =ligação
E) A corrida com o taxista possibilitou que o autor reparasse a D) Essa problematicidade não afasta a força das aspirações da
um prédio na marginal. justiça... =transitivo direto e indireto
E) Na dinâmica dessa tensão tem papel relevante o sentimento
de justiça. =transitivo direto
09. (Assistente de Informática II – VUNESP – 2013). Assinale
a alternativa que substitui a expressão destacada na frase, confor- 5-) A correção do item deve respeitar as regras de pontuação
me as regras de regência da norma-padrão da língua e sem altera- também. Assinalei apenas os desvios quanto à regência (pontua-
ção de sentido. ção encontra-se em tópico específico)
Muitas organizações lutaram a favor da igualdade de direitos (A) Não há dúvida de que as mulheres ampliam,
dos trabalhadores domésticos. (B) Não há dúvida de que (erros quanto à pontuação)
A) da B) na C) pela (C) Não há dúvida de que as mulheres, (erros quanto à
D) sob a E) sobre a pontuação)
(E) Não há dúvida de que as mulheres ampliam rapidamente,
GABARITO
seu espaço na carreira científica, ainda que, o avanço seja mais no-
01. D 02. D 03. A 04. A 05. D
06. A 07. C 08. A 09. C tável em alguns países (o Brasil é um exemplo) do que em outros.

RESOLUÇÃO 6-)
(B) A menina tinha o receio de levar uma bronca por ter se
1-) ... a que ponto a astronomia facilitou a obra das outras ciên- perdido.
cias ... (C) A garota tinha apenas a lembrança do desenho de um índio
Facilitar – verbo transitivo direto na porta do prédio.
A) ...astros que ficam tão distantes ... = verbo de ligação
(D) A menina não tinha orgulho do fato de ter se perdido de
B) ...que a astronomia é uma das ciências ... = verbo de liga-
sua família.
ção
C) ...que nos proporcionou um espírito ... = verbo transitivo (E) A família toda se organizou para realizar a procura pela
direto e indireto garotinha.
E) ...onde seu corpo não passa de um ponto obscuro = verbo
transitivo indireto 7-) Os estudos aos quais a pesquisadora se reportou já
assinalavam uma relação entre os distúrbios da imagem corporal e
2-) ... pediu ao delegado do bairro que desse um jeito nos filhos a exposição a imagens idealizadas pela mídia.
do sueco. A pesquisa faz um alerta para a influência negativa que a
Pedir = verbo transitivo direto e indireto
mídia pode exercer sobre os jovens.
A) ...que existe uma coisa chamada EXÉRCITO... = transitivo
direto
B) ...como se isso aqui fosse casa da sogra? =verbo de ligação 8-)
C) ...compareceu em companhia da mulher à delegacia... B) O autor fez conjecturas sobre a possibilidade de haver um
=verbo intransitivo homem que estaria ouvindo as notas de um oboé.
E) O delegado apenas olhou-a espantado com o atrevimento. C) Centenas de trabalhadores estão empenhados em criar lo-
=transitivo direto gotipos e negociar.
D) O taxista levou o autor a indagar sobre o número de toma-
3-) ... constava simplesmente de uma vareta quebrada em par- das do edifício.
tes desiguais... E) A corrida com o taxista possibilitou que o autor reparasse
Constar = verbo intransitivo
em um prédio na marginal.
B) ...eram comumente assinalados a golpes de machado nos
troncos mais robustos. =ligação
C) Os toscos desenhos e os nomes estropiados desorientam, 9-) Muitas organizações lutaram pela igualdade de direitos
não raro, quem... =transitivo direto dos trabalhadores domésticos.

Didatismo e Conhecimento 85
LÍNGUA PORTUGUESA
Os poucos casos em que ocorre crase diante dos pronomes po-
OCORRÊNCIA DE CRASE. dem ser identificados pelo método: troque a palavra feminina por
uma masculina, caso na nova construção surgir a forma ao, ocor-
rerá crase. Por exemplo:
Refiro-me à mesma pessoa. (Refiro-me ao mesmo indivíduo.)
A palavra crase é de origem grega e significa “fusão”, “mistu- Informei o ocorrido à senhora. (Informei o ocorrido ao se-
ra”. Na língua portuguesa, é o nome que se dá à “junção” de duas nhor.)
vogais idênticas. É de grande importância a crase da preposição Peça à própria Cláudia para sair mais cedo. (Peça ao próprio
“a” com o artigo feminino “a” (s), com o “a” inicial dos pronomes Cláudio para sair mais cedo.)
aquele(s), aquela (s), aquilo e com o “a” do relativo a qual (as
quais). Na escrita, utilizamos o acento grave ( ` ) para indicar a - diante de numerais cardinais:
crase. O uso apropriado do acento grave depende da compreensão Chegou a duzentos o número de feridos.
da fusão das duas vogais. É fundamental também, para o entendi- Daqui a uma semana começa o campeonato.
mento da crase, dominar a regência dos verbos e nomes que exi-
gem a preposição “a”. Aprender a usar a crase, portanto, consiste Casos em que a crase SEMPRE ocorre:
em aprender a verificar a ocorrência simultânea de uma preposição
e um artigo ou pronome. Observe: - diante de palavras femininas:
Vou a + a igreja. Amanhã iremos à festa de aniversário de minha colega.
Vou à igreja. Sempre vamos à praia no verão.
Ela disse à irmã o que havia escutado pelos corredores.
No exemplo acima, temos a ocorrência da preposição “a”, Sou grata à população.
exigida pelo verbo ir (ir a algum lugar) e a ocorrência do artigo Fumar é prejudicial à saúde.
“a” que está determinando o substantivo feminino igreja. Quando Este aparelho é posterior à invenção do telefone.
ocorre esse encontro das duas vogais e elas se unem, a união delas
é indicada pelo acento grave. Observe os outros exemplos: - diante da palavra “moda”, com o sentido de “à moda de”
Conheço a aluna. (mesmo que a expressão moda de fique subentendida):
Refiro-me à aluna. O jogador fez um gol à (moda de) Pelé.
Usava sapatos à (moda de) Luís XV.
No primeiro exemplo, o verbo é transitivo direto (conhecer Estava com vontade de comer frango à (moda de) passarinho.
algo ou alguém), logo não exige preposição e a crase não pode O menino resolveu vestir-se à (moda de) Fidel Castro.
ocorrer. No segundo exemplo, o verbo é transitivo indireto (referir-
-se a algo ou a alguém) e exige a preposição “a”. Portanto, a crase - na indicação de horas:
é possível, desde que o termo seguinte seja feminino e admita o Acordei às sete horas da manhã.
artigo feminino “a” ou um dos pronomes já especificados. Elas chegaram às dez horas.
Casos em que a crase NÃO ocorre: Foram dormir à meia-noite.
- em locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas de que
- diante de substantivos masculinos: participam palavras femininas. Por exemplo:
Andamos a cavalo. à tarde às ocultas às pressas à medida
Fomos a pé. que
Passou a camisa a ferro. à noite às claras às escondidas à força
Fazer o exercício a lápis. à vontade à beça à larga à escuta
Compramos os móveis a prazo. às avessas à revelia à exceção de à imitação de
à esquerda às turras às vezes à chave
- diante de verbos no infinitivo: à direita à procura à deriva à toa
A criança começou a falar. à luz à sombra de à frente de à proporção que
Ela não tem nada a dizer. à semelhança de às ordens à beira
de
Obs.: como os verbos não admitem artigos, o “a” dos exemplos Crase diante de Nomes de Lugar
acima é apenas preposição, logo não ocorrerá crase.
Alguns nomes de lugar não admitem a anteposição do artigo
- diante da maioria dos pronomes e das expressões de tra- “a”. Outros, entretanto, admitem o artigo, de modo que diante de-
tamento, com exceção das formas senhora, senhorita e dona: les haverá crase, desde que o termo regente exija a preposição “a”.
Diga a ela que não estarei em casa amanhã. Para saber se um nome de lugar admite ou não a anteposição do
Entreguei a todos os documentos necessários. artigo feminino “a”, deve-se substituir o termo regente por um ver-
Ele fez referência a Vossa Excelência no discurso de ontem. bo que peça a preposição “de” ou “em”. A ocorrência da contração
Peço a Vossa Senhoria que aguarde alguns minutos. “da” ou “na” prova que esse nome de lugar aceita o artigo e, por
isso, haverá crase. Por exemplo:

Didatismo e Conhecimento 86
LÍNGUA PORTUGUESA
Vou à França. (Vim da [de+a] França. Estou na [em+a] Fran- Esta foi a conclusão à qual ele chegou.
ça.) Várias alunas às quais ele fez perguntas não souberam respon-
Cheguei à Grécia. (Vim da Grécia. Estou na Grécia.) der nenhuma das questões.
Retornarei à Itália. (Vim da Itália. Estou na Itália) A sessão à qual assisti estava vazia.
Vou a Porto Alegre. (Vim de Porto Alegre. Estou em Porto Ale-
gre.) Crase com o Pronome Demonstrativo “a”

*- Dica da Zê!: use a regrinha “Vou A volto DA, crase HÁ; vou A ocorrência da crase com o pronome demonstrativo “a” tam-
A volto DE, crase PRA QUÊ?” bém pode ser detectada através da substituição do termo regente
Ex: Vou a Campinas. = Volto de Campinas. feminino por um termo regido masculino. Veja:
Vou à praia. = Volto da praia. Minha revolta é ligada à do meu país.
Meu luto é ligado ao do meu país.
- ATENÇÃO: quando o nome de lugar estiver especificado, As orações são semelhantes às de antes.
ocorrerá crase. Veja: Os exemplos são semelhantes aos de antes.
Retornarei à São Paulo dos bandeirantes. = mesmo que, pela Suas perguntas são superiores às dele.
regrinha acima, seja a do “VOLTO DE” Seus argumentos são superiores aos dele.
Irei à Salvador de Jorge Amado. Sua blusa é idêntica à de minha colega.
Seu casaco é idêntico ao de minha colega.
Crase diante dos Pronomes Demonstrativos Aquele (s),
Aquela (s), Aquilo A Palavra Distância

Haverá crase diante desses pronomes sempre que o termo re- Se a palavra distância estiver especificada, determinada, a cra-
gente exigir a preposição “a”. Por exemplo: se deve ocorrer. Por exemplo: Sua casa fica à distância de 100km
daqui. (A palavra está determinada)
Refiro-me a + aquele atentado. Todos devem ficar à distância de 50 metros do palco. (A pala-
Preposição Pronome vra está especificada.)
Refiro-me àquele atentado.
Se a palavra distância não estiver especificada, a crase não
O termo regente do exemplo acima é o verbo transitivo indire- pode ocorrer. Por exemplo:
to referir (referir-se a algo ou alguém) e exige preposição, portan- Os militares ficaram a distância.
to, ocorre a crase. Observe este outro exemplo: Gostava de fotografar a distância.
Aluguei aquela casa. Ensinou a distância.
Dizem que aquele médico cura a distância.
O verbo “alugar” é transitivo direto (alugar algo) e não exi- Reconheci o menino a distância.
ge preposição. Logo, a crase não ocorre nesse caso. Veja outros
exemplos: Observação: por motivo de clareza, para evitar ambiguidade,
Dediquei àquela senhora todo o meu trabalho. pode-se usar a crase. Veja:
Quero agradecer àqueles que me socorreram. Gostava de fotografar à distância.
Refiro-me àquilo que aconteceu com seu pai. Ensinou à distância.
Não obedecerei àquele sujeito. Dizem que aquele médico cura à distância.
Assisti àquele filme três vezes. Casos em que a ocorrência da crase é FACULTATIVA
Espero aquele rapaz. - diante de nomes próprios femininos:
Fiz aquilo que você disse. Observação: é facultativo o uso da crase diante de nomes pró-
Comprei aquela caneta. prios femininos porque é facultativo o uso do artigo. Observe:
Paula é muito bonita. Laura é minha amiga.
Crase com os Pronomes Relativos A Qual, As Quais A Paula é muito bonita. A Laura é minha amiga.

A ocorrência da crase com os pronomes relativos a qual e as Como podemos constatar, é facultativo o uso do artigo femini-
quais depende do verbo. Se o verbo que rege esses pronomes exi- no diante de nomes próprios femininos, então podemos escrever as
gir a preposição “a”, haverá crase. É possível detectar a ocorrência frases abaixo das seguintes formas:
da crase nesses casos utilizando a substituição do termo regido Entreguei o cartão a Paula. Entreguei o cartão a Roberto.
feminino por um termo regido masculino. Por exemplo: Entreguei o cartão à Paula. Entreguei o cartão ao Roberto.

A igreja à qual me refiro fica no centro da cidade. - diante de pronome possessivo feminino:
O monumento ao qual me refiro fica no centro da cidade. Observação: é facultativo o uso da crase diante de pronomes
possessivos femininos porque é facultativo o uso do artigo. Ob-
Caso surja a forma ao com a troca do termo, ocorrerá a crase. serve:
Veja outros exemplos: Minha avó tem setenta anos. Minha irmã está esperando por
São normas às quais todos os alunos devem obedecer. você.

Didatismo e Conhecimento 87
LÍNGUA PORTUGUESA
A minha avó tem setenta anos. A minha irmã está esperando 04. (Agente Técnico – FCC – 2013-adap.) Claro que não me
por você. estou referindo a essa vulgar comunicação festiva e efervescente.
Sendo facultativo o uso do artigo feminino diante de pronomes O vocábulo a deverá receber o sinal indicativo de crase se o
possessivos femininos, então podemos escrever as frases abaixo segmento grifado for substituído por:
das seguintes formas: A) leitura apressada e sem profundidade.
Cedi o lugar a minha avó. Cedi o lugar a meu avô. B) cada um de nós neste formigueiro.
Cedi o lugar à minha avó. Cedi o lugar ao meu avô. C) exemplo de obras publicadas recentemente.
D) uma comunicação festiva e virtual.
- depois da preposição até: E) respeito de autores reconhecidos pelo público.
Fui até a praia. ou Fui até à praia.
Acompanhe-o até a porta. ou Acompanhe-o até à porta. 05. (Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária – VUNESP
A palestra vai até as cinco horas da tarde. ou A palestra vai – 2013).
até às cinco horas da tarde. O Instituto Nacional de Administração Prisional (INAP) tam-
bém desenvolve atividades lúdicas de apoio______ ressociali-
Questões sobre Crase zação do indivíduo preso, com o objetivo de prepará--lo para o
retorno______ sociedade. Dessa forma, quando em liberdade, ele
01.( Escrevente TJ SP – Vunesp/2012) No Brasil, as discussões estará capacitado______ ter uma profissão e uma vida digna.
sobre drogas parecem limitar-se ______aspectos jurídicos ou po- (Disponível em: www.metropolitana.com.br/blog/qual_e_a_
liciais. É como se suas únicas consequências estivessem em lega- importancia_da_ressocializacao_de_presos. Acesso em:
lismos, tecnicalidades e estatísticas criminais. Raro ler ____res- 18.08.2012. Adaptado)
peito envolvendo questões de saúde pública como programas de
esclarecimento e prevenção, de tratamento para dependentes e de Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamen-
reintegração desses____ vida. Quantos de nós sabemos o nome de te, as lacunas do texto, de acordo com a norma-padrão da língua
um médico ou clínica ____quem tentar encaminhar um drogado portuguesa.
da nossa própria família? A) à … à … à B) a … a … à C) a … à … à
(Ruy Castro, Da nossa própria família. Folha de S.Paulo, D) à … à ... a E) a … à … a
17.09.2012. Adaptado)
As lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e respec- 06. (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAU-
tivamente, com: LO - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VUNESP/2013)
(A) aos … à … a … a (B) aos … a … à … a Assinale a alternativa que completa as lacunas do trecho a seguir,
(C) a … a … à … à (D) à … à … à … à empregando o sinal indicativo de crase de acordo com a norma
(E) a … a … a … a -padrão.
Não nos sujeitamos ____ corrupção; tampouco cederemos es-
02. (Agente de Apoio Administrativo – FCC – 2013).Leia o paço ____ nenhuma ação que se proponha ____ prejudicar nossas
texto a seguir. instituições.
Foi por esse tempo que Rita, desconfiada e medrosa, correu (A) à … à … à
______ cartomante para consultá-la sobre a verdadeira causa do (B) a … à … à
procedimento de Camilo. Vimos que ______ cartomante restituiu- (C) à … a … a
-lhe ______ confiança, e que o rapaz repreendeu-a por ter feito o (D) à … à … a
que fez. (E) a … a … à
(Machado de Assis. A cartomante. In: Várias histórias. Rio de
Janeiro: Globo, 1997, p. 6) 07. (Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária – VUNESP
Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na ordem – 2013-adap) O acento indicativo de crase está corretamente em-
dada: pregado em:
A) à – a – a B) a – a – à A) Tendências agressivas começam à ser relacionadas com as
C) à – a – à D) à – à – a dificuldades para lidar com as frustrações de seus desejos.
E) a – à – à B) A agressividade impulsiva deve-se à perturbações nos me-
03 (POLÍCIA CIVIL/SP – AGENTE POLICIAL - VU- canismos biológicos de controle emocional.
NESP/2013) De acordo com a norma-padrão da língua portugue- C) A violência urbana é comparada à uma enfermidade.
sa, o acento indicativo de crase está corretamente empregado em: D) Condições de risco aliadas à exemplo de impunidade ali-
(A) A população, de um modo geral, está à espera de que, com mentam a violência crescente nas cidades.
o novo texto, a lei seca possa coibir os acidentes. E) Um ambiente desfavorável à formação da personalidade
(B) A nova lei chega para obrigar os motoristas à repensarem atinge os mais vulneráveis.
a sua postura.
(C) A partir de agora os motoristas estarão sujeitos à punições 08. (Agente de Vigilância e Recepção – VUNESP – 2013). O
muito mais severas. sinal indicativo de crase está correto em:
(D) À ninguém é dado o direito de colocar em risco a vida dos A) Este cientista tem se dedicado à uma pesquisa na área de
demais motoristas e de pedestres. biotecnologia.
(E) Cabe à todos na sociedade zelar pelo cumprimento da nova B) Os pais não podem ser omissos e devem se dedicar à edu-
lei para que ela possa funcionar. cação dos filhos.

Didatismo e Conhecimento 88
LÍNGUA PORTUGUESA
C) Nossa síndica dedica-se integralmente à conservar as insta- 4-) Claro que não me estou referindo à leitura apressada e sem
lações do prédio. profundidade.
D) O bombeiro deve dedicar sua atenção à qualquer detalhe a cada um de nós neste formigueiro. (antes de pronome inde-
que envolva a segurança das pessoas. finido)
E) É função da política é dedicar-se à todo problema que com- a exemplo de obras publicadas recentemente. (palavra mascu-
prometa o bem-estar do cidadão. lina)
a uma comunicação festiva e virtual. (artigo indefinido)
09. (TRF - 5ª REGIÃO - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FCC/2012) a respeito de autores reconhecidos pelo público. (palavra
O detetive Gervase Fen, que apareceu em 1944, é um homem de masculina)
face corada, muito afeito ...... frases inteligentes e citações dos
clássicos; sua esposa, Dolly, uma dama meiga e sossegada, fica 5-) O Instituto Nacional de Administração Prisional (INAP)
sentada tricotando tranquilamente, impassível ...... propensão de também desenvolve atividades lúdicas de apoio___à__ ressocia-
seu marido ...... investigar assassinatos. lização do indivíduo preso, com o objetivo de prepará--lo para
(Adaptado de P.D.James, op.cit.) o retorno___à__ sociedade. Dessa forma, quando em liberdade,
Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na ordem ele estará capacitado__a___ ter uma profissão e uma vida digna.
dada: - Apoio a ? Regência nominal pede preposição;
(A) à - à - a - retorno a? regência nominal pede preposição;
(B) a - à - a - antes de verbo no infinitivo não há crase.
(C) à - a - à
(D) a - à - à 6-) Vamos por partes!
(E) à - a – a - Quem se sujeita, sujeita-se A algo ou A alguém, portanto:
pede preposição;
10. (POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO ACRE – ALUNO - quem cede, cede algo A alguém, então teremos objeto direto
SOLDADO COMBATENTE – FUNCAB/2012) Em qual das op- e indireto;
ções abaixo o acento indicativo de crase foi corretamente indica- - quem se propõe, propõe-se A alguma coisa.
do? Vejamos:
A) O dia fora quente, mas à noite estava fria e escura. Não nos sujeitamos À corrupção; tampouco cederemos espaço
B) Ninguém se referira à essa ideia antes. A nenhuma ação que se proponha A prejudicar nossas instituições.
C) Esta era à medida certa do quarto. * Sujeitar A + A corrupção;
D) Ela fechou a porta e saiu às pressas. * ceder espaço (objeto direto) A nenhuma ação (objeto indire-
E) Os rapazes sempre gostaram de andar à cavalo. to. Não há acento indicativo de crase, pois “nenhuma” é pronome
indefinido);
GABARITO * que se proponha A prejudicar (objeto indireto, no caso, ora-
01. B 02. A 03. A 04. A 05. D ção subordinada com função de objeto indireto. Não há acento
06.C 07. E 08. B 09.B 10. D indicativo de crase porque temos um verbo no infinitivo – “pre-
judicar”).
RESOLUÇÃO
7-)
1-) limitar-se _aos _aspectos jurídicos ou policiais. A) Tendências agressivas começam à ser relacionadas com as
Raro ler __a__respeito (antes de palavra masculina não dificuldades para lidar com as frustrações de seus desejos. (antes
há crase) de verbo no infinitivo não há crase)
de reintegração desses_à_ vida. (reintegrar a + a vida = à) B) A agressividade impulsiva deve-se à perturbações nos me-
o nome de um médico ou clínica __a_quem tentar encaminhar canismos biológicos de controle emocional. (se o “a” está no
um drogado da nossa própria família? (antes de pronome indefini- singular e antecede palavra no plural, não há crase)
do/relativo) C) A violência urbana é comparada à uma enfermidade. (arti-
go indefinido)
2-) correu _à (= para a ) cartomante para consultá-la sobre a D) Condições de risco aliadas à exemplo de impunidade ali-
verdadeira causa do procedimento de Camilo. Vimos que _a__car- mentam a violência crescente nas cidades. (palavra masculina)
tomante (objeto direto)restituiu-lhe ___a___ confiança (objeto di- E) Um ambiente desfavorável à formação da personalidade
reto), e que o rapaz repreendeu-a por ter feito o que fez. atinge os mais vulneráveis. = correta (regência nominal: desfa-
3-) vorável a?)
(A) A população, de um modo geral, está à espera (dá para
substituir por “esperando”) de que 8-)
(B) A nova lei chega para obrigar os motoristas à repensarem A) Este cientista tem se dedicado à uma pesquisa na área de
(antes de verbo) biotecnologia. (artigo indefinido)
(C) A partir de agora os motoristas estarão sujeitos à punições B) Os pais não podem ser omissos e devem se dedicar à educa-
(generalizando, palavra no plural) ção dos filhos. = correta (regência verbal: dedicar a )
(D) À ninguém (pronome indefinido) C) Nossa síndica dedica-se integralmente à conservar as insta-
(E) Cabe à todos (pronome indefinido) lações do prédio. (verbo no infinitivo)

Didatismo e Conhecimento 89
LÍNGUA PORTUGUESA
D) O bombeiro deve dedicar sua atenção à qualquer detalhe *quando o prefixo termina com vogal que se junta com a pala-
que envolva a segurança das pessoas. (pronome indefinido) vra iniciada por “s”. Exemplos: a + simétrico - assimétrico / re +
E) É função da política é dedicar-se à todo problema que com- surgir - ressurgir
prometa o bem-estar do cidadão. (pronome indefinido) *no pretérito imperfeito simples do subjuntivo. Exemplos: fi-
casse, falasse
9-) Afeito a frases (generalizando, já que o “a” está no sin-
gular e “frases”, no plural) Escreve-se com C ou Ç e não com S e SS os vocábulos de
Impassível à propensão (regência nominal: pede preposição) origem árabe: cetim, açucena, açúcar
A investigar (antes de verbo no infinitivo não há acento in- *os vocábulos de origem tupi, africana ou exótica: cipó, Juça-
dicativo de crase) ra, caçula, cachaça, cacique
Sequência: a / à / a. *os sufixos aça, aço, ação, çar, ecer, iça, nça, uça, uçu, uço:
barcaça, ricaço, aguçar, empalidecer, carniça, caniço, esperança,
10-) carapuça, dentuço
A) O dia fora quente, mas à noite = mas a noite (artigo e subs- *nomes derivados do verbo ter: abster - abstenção / deter - de-
tantivo. Diferente de: Estudo à noite = período do dia) tenção / ater - atenção / reter - retenção
B) Ninguém se referira à essa ideia antes.= a essa (antes de *após ditongos: foice, coice, traição
pronome demonstrativo) *palavras derivadas de outras terminadas em te, to(r): marte -
C) Esta era à medida certa do quarto. = a medida (artigo e subs- marciano / infrator - infração / absorto - absorção
tantivo, no caso. Diferente da conjunção proporcional: À medida
que lia, mais aprendia) O fonema z:
D) Ela fechou a porta e saiu às pressas. = correta (advérbio de
modo = apressadamente) Escreve-se com S e não com Z:
E) Os rapazes sempre gostaram de andar à cavalo. = palavra *os sufixos: ês, esa, esia, e isa, quando o radical é substantivo,
masculina ou em gentílicos e títulos nobiliárquicos: freguês, freguesa, fregue-
sia, poetisa, baronesa, princesa, etc.
*os sufixos gregos: ase, ese, ise e ose: catequese, metamorfose.
ORTOGRAFIA OFICIAL. *as formas verbais pôr e querer: pôs, pus, quisera, quis, qui-
seste.
*nomes derivados de verbos com radicais terminados em “d”:
aludir - alusão / decidir - decisão / empreender - empresa / difun-
dir - difusão
A ortografia é a parte da língua responsável pela grafia correta
*os diminutivos cujos radicais terminam com “s”: Luís - Luisi-
das palavras. Essa grafia baseia-se no padrão culto da língua. nho / Rosa - Rosinha / lápis - lapisinho
As palavras podem apresentar igualdade total ou parcial no *após ditongos: coisa, pausa, pouso
que se refere a sua grafia e pronúncia, mesmo tendo significados *em verbos derivados de nomes cujo radical termina com “s”:
diferentes. Essas palavras são chamadas de homônimas (canto, do anális(e) + ar - analisar / pesquis(a) + ar - pesquisar
grego, significa ângulo / canto, do latim, significa música vocal).
As palavras homônimas dividem-se em homógrafas, quando têm Escreve-se com Z e não com S:
a mesma grafia (gosto, substantivo e gosto, 1ª pessoa do singular *os sufixos “ez” e “eza” das palavras derivadas de adjetivo:
do verbo gostar) e homófonas, quando têm o mesmo som (paço, macio - maciez / rico - riqueza
palácio ou passo, movimento durante o andar). *os sufixos “izar” (desde que o radical da palavra de origem
Quanto à grafia correta em língua portuguesa, devem-se obser- não termine com s): final - finalizar / concreto - concretizar
var as seguintes regras: *como consoante de ligação se o radical não terminar com s:
pé + inho - pezinho / café + al - cafezal ≠ lápis + inho - lapisinho
O fonema s:
O fonema j:
Escreve-se com S e não com C/Ç as palavras substantivadas
derivadas de verbos com radicais em nd, rg, rt, pel, corr e sent: Escreve-se com G e não com J:
pretender - pretensão / expandir - expansão / ascender - ascensão *as palavras de origem grega ou árabe: tigela, girafa, gesso.
/ inverter - inversão / aspergir aspersão / submergir - submersão / *estrangeirismo, cuja letra G é originária: sargento, gim.
divertir - diversão / impelir - impulsivo / compelir - compulsório / *as terminações: agem, igem, ugem, ege, oge (com poucas ex-
repelir - repulsa / recorrer - recurso / discorrer - discurso / sentir ceções): imagem, vertigem, penugem, bege, foge.
- sensível / consentir - consensual
Observação: Exceção: pajem
Escreve-se com SS e não com C e Ç os nomes derivados dos *as terminações: ágio, égio, ígio, ógio, ugio: sortilégio, litígio,
verbos cujos radicais terminem em gred, ced, prim ou com verbos relógio, refúgio.
terminados por tir ou meter: agredir - agressivo / imprimir - im- *os verbos terminados em ger e gir: eleger, mugir.
pressão / admitir - admissão / ceder - cessão / exceder - excesso *depois da letra “r” com poucas exceções: emergir, surgir.
/ percutir - percussão / regredir - regressão / oprimir - opressão / *depois da letra “a”, desde que não seja radical terminado com
comprometer - compromisso / submeter - submissão j: ágil, agente.

Didatismo e Conhecimento 90
LÍNGUA PORTUGUESA
Escreve-se com J e não com G: 03. (Agente de Vigilância e Recepção – VUNESP – 2013).
*as palavras de origem latinas: jeito, majestade, hoje. Suponha-se que o cartaz a seguir seja utilizado para informar os
*as palavras de origem árabe, africana ou exótica: jiboia, man- usuários sobre o festival Sounderground.
jerona. Prezado Usuário
*as palavras terminada com aje: aje, ultraje. ________ de oferecer lazer e cultura aos passageiros do me-
trô, ________ desta segunda-feira (25/02), ________ 17h30,
O fonema ch: começa o Sounderground, festival internacional que prestigia os
músicos que tocam em estações do metrô.
Escreve-se com X e não com CH: Confira o dia e a estação em que os artistas se apresentarão e
*as palavras de origem tupi, africana ou exótica: abacaxi, mu- divirta-se!
xoxo, xucro. Para que o texto atenda à norma-padrão, devem-se preencher
*as palavras de origem inglesa (sh) e espanhola (J): xampu, as lacunas, correta e respectivamente, com as expressões
A) A fim ...a partir ... as B) A fim ...à partir ... às
lagartixa.
C) A fim ...a partir ... às D) Afim ...a partir ... às
*depois de ditongo: frouxo, feixe.
E) Afim ...à partir ... as
*depois de “en”: enxurrada, enxoval.
04. (TRF - 1ª REGIÃO - TÉCNICO JUDICIÁRIO -
Observação: Exceção: quando a palavra de origem não derive FCC/2011) As palavras estão corretamente grafadas na seguinte
de outra iniciada com ch - Cheio - (enchente) frase:
(A) Que eles viajem sempre é muito bom, mas não é boa a
Escreve-se com CH e não com X: ansiedade com que enfrentam o excesso de passageiros nos aero-
*as palavras de origem estrangeira: chave, chumbo, chassi, portos.
mochila, espadachim, chope, sanduíche, salsicha. (B) Comete muitos deslises, talvez por sua espontaneidade,
mas nada que ponha em cheque sua reputação de pessoa cortês.
As letras e e i: (C) Ele era rabugento e tinha ojeriza ao hábito do sócio de des-
*os ditongos nasais são escritos com “e”: mãe, põem. Com “i”, cançar após o almoço sob a frondoza árvore do pátio.
só o ditongo interno cãibra. (D) Não sei se isso influe, mas a persistência dessa mágoa pode
*os verbos que apresentam infinitivo em -oar, -uar são escritos estar sendo o grande impecilho na superação dessa sua crise.
com “e”: caçoe, tumultue. Escrevemos com “i”, os verbos com (E) O diretor exitou ao aprovar a retenção dessa alta quantia,
infinitivo em -air, -oer e -uir: trai, dói, possui. mas não quiz ser taxado de conivente na concessão de privilégios
- atenção para as palavras que mudam de sentido quando subs- ilegítimos.
tituímos a grafia “e” pela grafia “i”: área (superfície), ária (me-
lodia) / delatar (denunciar), dilatar (expandir) / emergir (vir à 05.Em qual das alternativas a frase está corretamente escrita?
tona), imergir (mergulhar) / peão (de estância, que anda a pé), A) O mindingo não depositou na cardeneta de poupansa.
pião (brinquedo). B) O mendigo não depositou na caderneta de poupança.
C) O mindigo não depozitou na cardeneta de poupanssa.
Fonte: http://www.pciconcursos.com.br/aulas/portugues/orto- D) O mendingo não depozitou na carderneta de poupansa.
grafia
06.(IAMSPE/SP – ATENDENTE – [PAJEM] - CCI) – VU-
Questões sobre Ortografia NESP/2011) Assinale a alternativa em que o trecho – Mas ela
cresceu ... – está corretamente reescrito no plural, com o verbo no
tempo futuro.
01. (TRE/AP - TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2011) Entre as
(A) Mas elas cresceram...
frases que seguem, a única correta é:
(B) Mas elas cresciam...
a) Ele se esqueceu de que?
(C) Mas elas cresçam...
b) Era tão ruím aquele texto, que não deu para distribui-lo (D) Mas elas crescem...
entre os presentes. (E) Mas elas crescerão...
c) Embora devessemos, não fomos excessivos nas críticas.
d) O juíz nunca negou-se a atender às reivindicações dos fun- 07. (IAMSPE/SP – ATENDENTE – [PAJEM – CCI] – VU-
cionários. NESP/2011 - ADAPTADA) Assinale a alternativa em que o trecho
e) Não sei por que ele mereceria minha consideração. – O teste decisivo e derradeiro para ele, cidadão ansioso e sofre-
dor...– está escrito corretamente no plural.
02. (Escrevente TJ SP – Vunesp/2013). Assinale a alternativa (A) Os testes decisivo e derradeiros para eles, cidadãos ansioso
cujas palavras se apresentam flexionadas de acordo com a norma- e sofredores...
-padrão. (B) Os testes decisivos e derradeiros para eles, cidadães ansio-
(A) Os tabeliãos devem preparar o documento. so e sofredores...
(B) Esses cidadões tinham autorização para portar fuzis. (C) Os testes decisivos e derradeiros para eles, cidadãos ansio-
(C) Para autenticar as certidãos, procure o cartório local. sos e sofredores...
(D) Ao descer e subir escadas, segure-se nos corrimãos. (D) Os testes decisivo e derradeiros para eles, cidadões ansioso
(E) Cuidado com os degrais, que são perigosos! e sofredores...

Didatismo e Conhecimento 91
LÍNGUA PORTUGUESA
(E) Os testes decisivos e derradeiros para eles, cidadães ansio- 4-) Fiz a correção entre parênteses:
sos e sofredores... (A) Que eles viajem sempre é muito bom, mas não é boa a
08. (MPE/RJ – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – FUJB/2011) ansiedade com que enfrentam o excesso de passageiros nos aero-
Assinale a alternativa em que a frase NÃO contraria a norma culta: portos.
A) Entre eu e a vida sempre houve muitos infortúnios, por isso (B) Comete muitos deslises (deslizes), talvez por sua esponta-
posso me queixar com razão. neidade, mas nada que ponha em cheque (xeque) sua reputação de
B) Sempre houveram várias formas eficazes para ultrapas- pessoa cortês.
sarmos os infortúnios da vida. (C) Ele era rabugento e tinha ojeriza ao hábito do sócio de
C) Devemos controlar nossas emoções todas as vezes que ver- descançar (descansar) após o almoço sob a frondoza (frondosa)
mos a pobreza e a miséria fazerem parte de nossa vida. árvore do pátio.
D) É difícil entender o por quê de tanto sofrimento, principal- (D) Não sei se isso influe (influi), mas a persistência dessa má-
mente daqueles que procuram viver com dignidade e simplicidade. goa pode estar sendo o grande impecilho (empecilho) na superação
E) As dificuldades por que passamos certamente nos fazem dessa sua crise.
mais fortes e preparados para os infortúnios da vida. (E) O diretor exitou (hesitou) ao aprovar a retenção dessa alta
quantia, mas não quiz (quis) ser taxado de conivente na concessão
09.Assinale a alternativa cuja frase esteja incorreta: de privilégios ilegítimos.
A) Porque essa cara? B) Não vou porque não quero.
C) Mas por quê? D) Você saiu por quê? 5-)
A) O mindingo não depositou na cardeneta de poupansa. =
10-) (GOVERNO DO ESTADO DE ALAGOAS – TÉCNICO mendigo/caderneta/poupança
FORENSE - CESPE/2013 - adaptada) Uma variante igualmente C) O mindigo não depozitou na cardeneta de poupanssa. =
correta do termo “autópsia” é autopsia. mendigo/caderneta/poupança
( ) Certo D) O mendingo não depozitou na carderneta de poupansa.
( ) Errado =mendigo/depositou/caderneta/poupança

6-) Futuro do verbo “crescer”: crescerão. Teremos: mas elas


GABARITO
crescerão...
01.E 02. D 03. C 04. A 05. B
06. E 07. C 08. E 09. A 10. C
7-) Como os itens apresentam o mesmo texto, a alternativa cor-
reta já indica onde estão as inadequações nos demais itens.
RESOLUÇÃO
8-) Fiz as correções entre parênteses:
1-)
A) Entre eu (mim) e a vida sempre houve muitos infortúnios,
(A) Ele se esqueceu de que? = quê? por isso posso me queixar com razão.
(B) Era tão ruím (ruim) aquele texto, que não deu para distribui B) Sempre houveram (houve) várias formas eficazes para ul-
-lo (distribuí-lo) entre os presentes. trapassarmos os infortúnios da vida.
(C) Embora devêssemos (devêssemos) , não fomos excessivos C) Devemos controlar nossas emoções todas as vezes que ver-
nas críticas. mos (virmos) a pobreza e a miséria fazerem parte de nossa vida.
(D) O juíz (juiz) nunca (se) negou a atender às reivindicações D) É difícil entender o por quê (o porquê) de tanto sofrimen-
dos funcionários. to, principalmente daqueles que procuram viver com dignidade e
(E) Não sei por que ele mereceria minha consideração. simplicidade.
E) As dificuldades por que (= pelas quais; correto) passamos
2-) certamente nos fazem mais fortes e preparados para os infortúnios
(A) Os tabeliãos devem preparar o documento. = tabeliães da vida.
(B) Esses cidadões tinham autorização para portar fuzis. = ci-
dadãos 9-) Por que essa cara? = é uma pergunta e o pronome está
(C) Para autenticar as certidãos, procure o cartório local. = longe do ponto de interrogação.
certidões
(E) Cuidado com os degrais, que são perigosos = degraus 10-) autopsia s.f., autópsia s.f.; cf. autopsia
(fonte: http://www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/
3-) Prezado Usuário start.htm?sid=23)
A fim de oferecer lazer e cultura aos passageiros do metrô, a RESPOSTA: “CERTO”.
partir desta segunda-feira (25/02), às 17h30, começa o Sounder-
ground, festival internacional que prestigia os músicos que tocam
em estações do metrô.
Confira o dia e a estação em que os artistas se apresentarão
e divirta-se!
A fim = indica finalidade; a partir: sempre separado; antes de
horas: há crase

Didatismo e Conhecimento 92
LÍNGUA PORTUGUESA
acento grave (`) – indica a fusão da preposição “a” com artigos
ACENTUAÇÃO GRÁFICA. e pronomes. Ex.: à – às – àquelas – àqueles
trema ( ¨ ) – De acordo com a nova regra, foi totalmente abo-
lido das palavras. Há uma exceção: é utilizado em palavras deri-
vadas de nomes próprios estrangeiros. Ex.: mülleriano (de Müller)
A acentuação é um dos requisitos que perfazem as regras esta-
belecidas pela Gramática Normativa. Esta se compõe de algumas til (~) – indica que as letras “a” e “o” representam vogais na-
particularidades, às quais devemos estar atentos, procurando esta- sais. Ex.: coração – melão – órgão – ímã
belecer uma relação de familiaridade e, consequentemente, colo-
cando-as em prática na linguagem escrita. Regras fundamentais:
À medida que desenvolvemos o hábito da leitura e a prática de
redigir, automaticamente aprimoramos essas competências, e logo
Palavras oxítonas:
nos adequamos à forma padrão.
Acentuam-se todas as oxítonas terminadas em: “a”, “e”, “o”,
“em”, seguidas ou não do plural(s): Pará – café(s) – cipó(s) – ar-
Regras básicas – Acentuação tônica
mazém(s)
A acentuação tônica implica na intensidade com que são pro- Essa regra também é aplicada aos seguintes casos:
nunciadas as sílabas das palavras. Aquela que se dá de forma mais Monossílabos tônicos terminados em “a”, “e”, “o”, seguidos
acentuada, conceitua-se como sílaba tônica. As demais, como são ou não de “s”. Ex.: pá – pé – dó – há
pronunciadas com menos intensidade, são denominadas de átonas. Formas verbais terminadas em “a”, “e”, “o” tônicos, seguidas
de lo, la, los, las. Ex. respeitá-lo – percebê-lo – compô-lo
De acordo com a tonicidade, as palavras são classificadas
como: Paroxítonas:
Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em:
Oxítonas – São aquelas cuja sílaba tônica recai sobre a última - i, is : táxi – lápis – júri
sílaba. Ex.: café – coração – cajá – atum – caju – papel - us, um, uns : vírus – álbuns – fórum
Paroxítonas – São aquelas em que a sílaba tônica recai na pe- - l, n, r, x, ps : automóvel – elétron - cadáver – tórax – fórceps
núltima sílaba. Ex.: útil – tórax – táxi – leque – retrato – passível - ã, ãs, ão, ãos : ímã – ímãs – órfão – órgãos
-- Dica da Zê!: Memorize a palavra LINURXÃO. Para quê?
Proparoxítonas - São aquelas em que a sílaba tônica está na Repare que essa palavra apresenta as terminações das paroxítonas
antepenúltima sílaba. Ex.: lâmpada – câmara – tímpano – médi- que são acentuadas: L, I N, U (aqui inclua UM = fórum), R, X, Ã,
co – ônibus ÃO. Assim ficará mais fácil a memorização!

Como podemos observar, os vocábulos possuem mais de uma -ditongo oral, crescente ou decrescente, seguido ou não de “s”:
sílaba, mas em nossa língua existem aqueles com uma sílaba so- água – pônei – mágoa – jóquei
mente: são os chamados monossílabos que, quando pronunciados,
apresentam certa diferenciação quanto à intensidade. Regras especiais:
Tal diferenciação só é percebida quando os pronunciamos em
uma dada sequência de palavras. Assim como podemos observar Os ditongos de pronúncia aberta “ei”, “oi” (ditongos abertos),
no exemplo a seguir:
que antes eram acentuados, perderam o acento de acordo com a
nova regra, mas desde que estejam em palavras paroxítonas.
“Sei que não vai dar em nada,
Seus segredos sei de cor”.
* Cuidado: Se os ditongos abertos estiverem em uma palavra
Os monossílabos classificam-se como tônicos; os demais, oxítona (herói) ou monossílaba (céu) ainda são acentuados. Ex.:
como átonos (que, em, de). herói, céu, dói, escarcéu.

Os acentos Antes Agora


assembléia assembleia
acento agudo (´) – Colocado sobre as letras «a», «i», «u» e idéia ideia
sobre o «e» do grupo “em” - indica que estas letras representam as geléia geleia
vogais tônicas de palavras como Amapá, caí, público, parabéns. jibóia jiboia
Sobre as letras “e” e “o” indica, além da tonicidade, timbre aberto. apóia (verbo apoiar) apoia
Ex.: herói – médico – céu (ditongos abertos) paranóico paranoico

acento circunflexo (^) – colocado sobre as letras “a”, “e” e “o” Quando a vogal do hiato for “i” ou “u” tônicos, acompanhados
indica, além da tonicidade, timbre fechado: Ex.: tâmara – Atlân- ou não de “s”, haverá acento. Ex.: saída – faísca – baú – país –
tico – pêssego – supôs Luís

Didatismo e Conhecimento 93
LÍNGUA PORTUGUESA
Observação importante: Não se acentuam mais as palavras homógrafas que antes eram
Não serão mais acentuados “i” e “u” tônicos, formando hiato acentuadas para diferenciá-las de outras semelhantes (regra do
quando vierem depois de ditongo: Ex.: acento diferencial). Apenas em algumas exceções, como:
Antes Agora A forma verbal pôde (terceira pessoa do singular do pretérito
bocaiúva bocaiuva perfeito do modo indicativo) ainda continua sendo acentuada para
feiúra feiura diferenciar-se de pode (terceira pessoa do singular do presente do
Sauípe Sauipe indicativo). Ex:
Ela pode fazer isso agora.
O acento pertencente aos encontros “oo” e “ee” foi abolido. Elvis não pôde participar porque sua mão não deixou...
Ex.:
Antes Agora
O mesmo ocorreu com o verbo pôr para diferenciar da prepo-
crêem creem
lêem leem sição por.
vôo voo - Quando, na frase, der para substituir o “por” por “colocar”,
enjôo enjoo estaremos trabalhando com um verbo, portanto: “pôr”; nos outros
casos, “por” preposição. Ex:
- Agora memorize a palavra CREDELEVÊ. São os verbos que, Faço isso por você.
no plural, dobram o “e”, mas que não recebem mais acento como Posso pôr (colocar) meus livros aqui?
antes: CRER, DAR, LER e VER.
Questões sobre Acentuação Gráfica
Repare:
1-) O menino crê em você 01. (TJ/SP – AGENTE DE FISCALIZAÇÃO JUDICIÁRIA
Os meninos creem em você. – VUNESP/2010) Assinale a alternativa em que as palavras são
2-) Elza lê bem! acentuadas graficamente pelos mesmos motivos que justificam,
Todas leem bem! respectivamente, as acentuações de: década, relógios, suíços.
3-) Espero que ele dê o recado à sala. (A) flexíveis, cartório, tênis.
Esperamos que os garotos deem o recado! (B) inferência, provável, saída.
4-) Rubens vê tudo! (C) óbvio, após, países.
Eles veem tudo!
(D) islâmico, cenário, propôs.
* Cuidado! Há o verbo vir: (E) república, empresária, graúda.
Ele vem à tarde!
Eles vêm à tarde! 02. (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO
PAULO - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VU-
Não se acentuam o “i” e o “u” que formam hiato quando segui- NESP/2013) Assinale a alternativa com as palavras acentuadas
dos, na mesma sílaba, de l, m, n, r ou z. Ra-ul, ru-im, con-tri-bu-in- segundo as regras de acentuação, respectivamente, de intercâmbio
te, sa-ir, ju-iz e antropológico.
(A) Distúrbio e acórdão.
Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se estiverem (B) Máquina e jiló.
seguidas do dígrafo nh. Ex: ra-i-nha, ven-to-i-nha. (C) Alvará e Vândalo.
(D) Consciência e características.
Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se vierem prece- (E) Órgão e órfãs.
didas de vogal idêntica: xi-i-ta, pa-ra-cu-u-ba
03. (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ACRE –
As formas verbais que possuíam o acento tônico na raiz, com TÉCNICO EM MICROINFORMÁTICA - CESPE/2012) As pa-
“u” tônico precedido de “g” ou “q” e seguido de “e” ou “i” não lavras “conteúdo”, “calúnia” e “injúria” são acentuadas de acordo
serão mais acentuadas. Ex.:
com a mesma regra de acentuação gráfica.
( ) CERTO ( ) ERRADO
Antes Depois
apazigúe (apaziguar) apazigue
averigúe (averiguar) averigue 04. (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS
argúi (arguir) argui GERAIS – OFICIAL JUDICIÁRIO – FUNDEP/2010) Assinale a
afirmativa em que se aplica a mesma regra de acentuação.
Acentuam-se os verbos pertencentes à terceira pessoa do plural A) tevê – pôde – vê
de: ele tem – eles têm / ele vem – eles vêm (verbo vir) B) únicas – histórias – saudáveis
C) indivíduo – séria – noticiários
A regra prevalece também para os verbos conter, obter, reter, D) diário – máximo – satélite
deter, abster.
ele contém – eles contêm 05. (ANATEL – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CES-
ele obtém – eles obtêm PE/2012) Nas palavras “análise” e “mínimos”, o emprego do acen-
ele retém – eles retêm to gráfico tem justificativas gramaticais diferentes.
ele convém – eles convêm (...) CERTO ( ) ERRADO

Didatismo e Conhecimento 94
LÍNGUA PORTUGUESA
06. (ANCINE – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CES- (D) Consciência = paroxítona terminada em ditongo; caracte-
PE/2012) Os vocábulos “indivíduo”, “diária” e “paciência” rece- rísticas = proparoxítona
bem acento gráfico com base na mesma regra de acentuação grá- (E) Órgão e órfãs = ambas: paroxítona terminada em “ão” e
fica. “ã”, respectivamente.
(...) CERTO ( ) ERRADO
3-) “Conteúdo” é acentuada seguindo a regra do hiato; calúnia
07. (BACEN – TÉCNICO DO BANCO CENTRAL – CES- = paroxítona terminada em ditongo; injúria = paroxítona termina-
GRANRIO/2010) As palavras que se acentuam pelas mesmas da em ditongo.
regras de “conferência”, “razoável”, “países” e “será”, respecti- RESPOSTA: “ERRADO”.
vamente, são
a) trajetória, inútil, café e baú. 4-)
b) exercício, balaústre, níveis e sofá. A) tevê – pôde – vê
c) necessário, túnel, infindáveis e só. Tevê = oxítona terminada em “e”; pôde (pretérito perfeito do
d) médio, nível, raízes e você. Indicativo) = acento diferencial (que ainda prevalece após o Novo
e) éter, hífen, propôs e saída. Acordo Ortográfico) para diferenciar de “pode” – presente do In-
dicativo; vê = monossílaba terminada em “e”
08. (CORREIOS – CARTEIRO – CESPE/2011) São acentua- B) únicas – histórias – saudáveis
dos graficamente de acordo com a mesma regra de acentuação grá- Únicas = proparoxítona; história = paroxítona terminada em
fica os vocábulos ditongo; saudáveis = paroxítona terminada em ditongo.
A) também e coincidência. C) indivíduo – séria – noticiários
B) quilômetros e tivéssemos. Indivíduo = paroxítona terminada em ditongo; séria = paro-
C) jogá-la e incrível. xítona terminada em ditongo; noticiários = paroxítona terminada
D) Escócia e nós. em ditongo.
E) correspondência e três. D) diário – máximo – satélite
09. (IBAMA – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CES- Diário = paroxítona terminada em ditongo; máximo = proparo-
PE/2012) As palavras “pó”, “só” e “céu” são acentuadas de acordo xítona; satélite = proparoxítona.
com a mesma regra de acentuação gráfica. 5-) Análise = proparoxítona / mínimos = proparoxítona. Am-
(...) CERTO ( ) ERRADO bas são acentuadas pela mesma regra (antepenúltima sílaba é tôni-
ca, “mais forte”).
GABARITO RESPOSTA: “ERRADO”.
01. E 02. D 03. E 04. C 05. E
06. C 07. D 08. B 09. E 6-) Indivíduo = paroxítona terminada em ditongo; diária = pa-
roxítona terminada em ditongo; paciência = paroxítona terminada
RESOLUÇÃO em ditongo. Os três vocábulos são acentuados devido à mesma
regra.
1-) Década = proparoxítona / relógios = paroxítona terminada RESPOSTA: “CERTO”.
em ditongo / suíços = regra do hiato
(A) flexíveis e cartório = paroxítonas terminadas em ditongo / 7-) Vamos classificar as palavras do enunciado:
tênis = paroxítona terminada em “i” (seguida de “s”) 1-) Conferência = paroxítona terminada em ditongo
(B) inferência = paroxítona terminada em ditongo / provável = 2-) razoável = paroxítona terminada em “l’
paroxítona terminada em “l” / saída = regra do hiato 3-) países = regra do hiato
(C) óbvio = paroxítona terminada em ditongo / após = oxítona 4-) será = oxítona terminada em “a”
terminada em “o” + “s” / países = regra do hiato
(D) islâmico = proparoxítona / cenário = paroxítona terminada a) trajetória, inútil, café e baú.
em ditongo / propôs = oxítona terminada em “o” + “s” Trajetória = paroxítona terminada em ditongo; inútil = paroxí-
(E) república = proparoxítona / empresária = paroxítona termi- tona terminada em “l’; café = oxítona terminada em “e”
nada em ditongo / graúda = regra do hiato b) exercício, balaústre, níveis e sofá.
Exercício = paroxítona terminada em ditongo; balaústre = re-
2-) Para que saibamos qual alternativa assinalar, primeiro te- gra do hiato; níveis = paroxítona terminada em “i + s”; sofá =
mos que classificar as palavras do enunciado quanto à posição de oxítona terminada em “a”.
sua sílaba tônica: c) necessário, túnel, infindáveis e só.
Intercâmbio = paroxítona terminada em ditongo; Antropológi- Necessário = paroxítona terminada em ditongo; túnel = paro-
co = proparoxítona (todas são acentuadas). Agora, vamos à análise xítona terminada em “l’; infindáveis = paroxítona terminada em “i
dos itens apresentados: + s”; só = monossílaba terminada em “o”.
(A) Distúrbio = paroxítona terminada em ditongo; acórdão = d) médio, nível, raízes e você.
paroxítona terminada em “ão” Médio = paroxítona terminada em ditongo; nível = paroxítona
(B) Máquina = proparoxítona; jiló = oxítona terminada em “o” terminada em “l’; raízes = regra do hiato; será = oxítona terminada
(C) Alvará = oxítona terminada em “a”; Vândalo = proparo- em “a”.
xítona e) éter, hífen, propôs e saída.

Didatismo e Conhecimento 95
LÍNGUA PORTUGUESA
Éter = paroxítona terminada em “r”; hífen = paroxítona ter-
minada em “n”; propôs = oxítona terminada em “o + s”; saída =
regra do hiato.

8-)
A) também e coincidência.
Também = oxítona terminada em “e + m”; coincidência = pa-
roxítona terminada em ditongo
B) quilômetros e tivéssemos.
Quilômetros = proparoxítona; tivéssemos = proparoxítona
C) jogá-la e incrível.
Oxítona terminada em “a”; incrível = paroxítona terminada em
“l’
D) Escócia e nós.
Escócia = paroxítona terminada em ditongo; nós = monossíla-
ba terminada em “o + s”
E) correspondência e três.
Correspondência = paroxítona terminada em ditongo; três =
monossílaba terminada em “e + s”

9-) Pó = monossílaba terminada em “o”; só = monossílaba ter-


minada em “o”; céu = monossílaba terminada em ditongo aberto
“éu”.
RESPOSTA: “ERRADO”.

Didatismo e Conhecimento 96
RACIOCÍNIO LÓGICO
RACIOCÍNIO LÓGICO
5. Proposições simples e compostas
AVALIAÇÃO DA HABILIDADE DO As proposições simples são assim caracterizadas por apresen-
tarem apenas uma ideia. São indicadas pelas letras minúsculas: p,
CANDIDATO EM ENTENDER A q, r, s, t...
ESTRUTURA LÓGICA DE RELAÇÕES As proposições compostas são assim caracterizadas por apre-
ARBITRÁRIAS ENTRE PESSOAS, sentarem mais de uma proposição conectadas pelos conectivos ló-
LUGARES, COISAS OU EVENTOS gicos. São indicadas pelas letras maiúsculas: P, Q, R, S, T...
FICTÍCIOS; DEDUZIR NOVAS Obs: A notação Q(r, s, t), por exemplo, está indicando que a
INFORMAÇÕES DAS RELAÇÕES proposição composta Q é formada pelas proposições simples r, s
FORNECIDAS E AVALIAR AS CONDIÇÕES e t.
USADAS PARA ESTABELECER A Exemplo:
ESTRUTURA DAQUELAS RELAÇÕES. Proposições simples:
AS QUESTÕES DAS PROVAS p: Meu nome é Raissa 
PODERÃO TRATAR DAS SEGUINTES q: São Paulo é a maior cidade brasileira 
r: 2+2=5 
ÁREAS: ESTRUTURAS LÓGICAS; s: O número 9 é ímpar 
LÓGICA DE ARGUMENTAÇÃO; t: O número 13 é primo
DIAGRAMAS LÓGICOS; ÁLGEBRA
E GEOMETRIA BÁSICA. Proposições compostas 
P: O número 12 é divisível por 3 e 6 é o dobro de 12. 
Q: A raiz quadrada de 9 é 3 e 24 é múltiplo de 3. 
R(s, t): O número 9 é ímpar e o número 13 é primo.
Estruturas lógicas
1. Proposição 6. Tabela-Verdade
Proposição ou sentença é um termo utilizado para exprimir A tabela-verdade é usada para determinar o valor lógico de
ideias, através de um conjunto de palavras ou símbolos. Este con- uma proposição composta, sendo que os valores das proposições
junto descreve o conteúdo dessa ideia. simples já são conhecidos. Pois o valor lógico da proposição com-
São exemplos de proposições: posta depende do valor lógico da proposição simples. 
p: Pedro é médico. A seguir vamos compreender como se constrói essas tabelas-
q: 5 > 8
r: Luíza foi ao cinema ontem à noite. verdade partindo da árvore das possibilidades dos valores lógicos
das preposições simples, e mais adiante veremos como determinar
2. Princípios fundamentais da lógica o valor lógico de uma proposição composta.
Princípio da Identidade: A é A. Uma coisa é o que é. O que
é, é; e o que não é, não é. Esta formulação remonta a Parménides Proposição composta do tipo P(p, q)
de Eleia.
Principio da não contradição: Uma proposição não pode ser
verdadeira e falsa, ao mesmo tempo.
Principio do terceiro excluído: Uma alternativa só pode ser
verdadeira ou falsa.

3. Valor lógico 
Considerando os princípios citados acima, uma proposição é
classificada como verdadeira ou falsa.
Sendo assim o valor lógico será:
- a verdade (V), quando se trata de uma proposição verdadeira. Proposição composta do tipo P(p, q, r)
- a falsidade (F), quando se trata de uma proposição falsa.

4. Conectivos lógicos 
Conectivos lógicos são palavras usadas para conectar as pro-
posições formando novas sentenças.
Os principais conectivos lógicos são: 

~ não
∧ e
Proposição composta do tipo P(p, q, r, s) 
V Ou A tabela-verdade possui 24 = 16 linhas e é formada igualmente
as anteriores.
→  se…então
↔ se e somente se

Didatismo e Conhecimento 1
RACIOCÍNIO LÓGICO
Proposição composta do tipo P(p1, p2, p3,..., pn) 9. O conectivo ou e a disjunção
A tabela-verdade possui 2n  linhas e é formada igualmente as O conectivo ou e a disjunção de duas proposições p e q é ou-
anteriores. tra proposição que tem como valor lógico V se alguma das propo-
7. O conectivo não e a negação sições for verdadeira e F se as duas forem falsas. O símbolo p ∨
O conectivo não e a negação de uma proposição p é outra q (p ou q) representa a disjunção, com a seguinte tabela-verdade: 
proposição que tem como valor lógico V se p for falsa e F se p é
verdadeira. O símbolo ~p (não p) representa a negação de p com
a seguinte tabela-verdade:  P q pVq
V V V
P ~P V F V
V F F V V
F V F F F

Exemplo: Exemplo:

p = 7 é ímpar  p = 2 é par 
~p = 7 não é ímpar  q = o céu é rosa 
p ν q = 2 é par ou o céu é rosa 
P ~P
V F P q pVq
V F V
q = 24 é múltiplo de 5 
~q = 24 não é múltiplo de 5 
10. O conectivo se… então… e a condicional
A condicional se p então q é outra proposição que tem como
q ~q valor lógico F se p é verdadeira e q é falsa. O símbolo p → q re-
F V presenta a condicional, com a seguinte tabela-verdade: 

8. O conectivo e e a conjunção P q p→q


O conectivo e e a conjunção de duas proposições p e q é outra
proposição que tem como valor lógico V se p e q forem verda- V V V
deiras, e F em outros casos. O símbolo p Λ q (p e q) representa a V F F
conjunção, com a seguinte tabela-verdade: 
F V V
F F V
P q pΛq
V V V Exemplo:
V F F P: 7 + 2 = 9 
Q: 9 – 7 = 2 
F V F
p → q: Se 7 + 2 = 9 então 9 – 7 = 2 
F F F

Exemplo P q p→q
V V V
p = 2 é par 
q = o céu é rosa p = 7 + 5 < 4 
p Λ q = 2 é par e o céu é rosa  q = 2 é um número primo 
p → q: Se 7 + 5 < 4 então 2 é um número primo. 
P q pΛq
V F F P q p→q
F V V
p = 9 < 6 
q = 3 é par
p = 24 é múltiplo de 3 q = 3 é par 
p Λ q: 9 < 6 e 3 é par 
p → q: Se 24 é múltiplo de 3 então 3 é par. 

P q pΛq
P q p→q
F F F
V F F

Didatismo e Conhecimento 2
RACIOCÍNIO LÓGICO
p = 25 é múltiplo de 2 
q = 12 < 3 
p → q: Se 25 é múltiplo de 2 então 2 < 3. 

P q p→q
F F V

11. O conectivo se e somente se e a bicondicional


A bicondicional p se e somente se q é outra proposição que tem como valor lógico V se p e q forem ambas verdadeiras ou ambas falsas,
e F nos outros casos. 
O símbolo     representa a bicondicional, com a seguinte tabela-verdade: 

P q p↔q
V V V
V F F
F V F
F F V

Exemplo

p = 24 é múltiplo de 3 
q = 6 é ímpar  
= 24 é múltiplo de 3 se, e somente se, 6 é ímpar. 

P q p↔q
V F F

12. Tabela-Verdade de uma proposição composta

Exemplo
Veja como se procede a construção de uma tabela-verdade da proposição composta P(p, q) = ((p ⋁ q) → (~p)) → (p ⋀ q), onde p e q
são duas proposições simples.
Resolução
Uma tabela-verdade de uma proposição do tipo P(p, q) possui 24 = 4 linhas, logo: 

p q pVq ~p (p V p)→(~p) pΛq ((p V p)→(~p))→(p Λ q)


V V          
V F          
F V          
F F          

Agora veja passo a passo a determinação dos valores lógicos de P.

a) Valores lógicos de p ν q

p q pVq ~p (p V p)→(~p) pΛq ((p V p)→(~p))→(p Λ q)


V V V        
V F V        
F V V        
F F F        

Didatismo e Conhecimento 3
RACIOCÍNIO LÓGICO
b) Valores lógicos de ~P

p q pVq ~p (p V p)→(~p) pΛq ((p V p)→(~p))→(p Λ q)


V V V F      
V F V F      
F V V V      
F F F V      

c) Valores lógicos de (p V p)→(~p)

p q pVq ~p (p V p)→(~p) pΛq ((p V p)→(~p))→(p Λ q)


V V V F F    
V F V F F    
F V V V V    
F F F V V    

d) Valores lógicos de p Λ q

p q pVq ~p (p V p)→(~p) pΛq ((p V p)→(~p))→(p Λ q)


V V V F F V  
V F V F F F  
F V V V V F  
F F F V V F  

e) Valores lógicos de ((p V p)→(~p))→(p Λ q)

p q pVq ~p (p V p)→(~p) pΛq ((p V p)→(~p))→(p Λ q)


V V V F F V V
V F V F F F V
F V V V V F F
F F F V V F F

13. Tautologia
Uma proposição composta formada por duas ou mais proposições p, q, r, ... será dita uma Tautologia se ela for sempre verdadeira,
independentemente dos valores lógicos das proposições p, q, r, ... que a compõem.

Exemplos:
• Gabriela passou no concurso do INSS ou Gabriela não passou no concurso do INSS
• Não é verdade que o professor Zambeli parece com o Zé gotinha ou o professor Zambeli parece com o Zé gotinha.
Ao invés de duas proposições, nos exemplos temos uma única proposição, afirmativa e negativa. Vamos entender isso melhor.
Exemplo:
Grêmio cai para segunda divisão ou o Grêmio não cai para segunda divisão

Vamos chamar a primeira proposição de “p” a segunda de “~p” e o conetivo de “V”


Assim podemos representar a “frase” acima da seguinte forma: p V ~p

Exemplo
A proposição p ∨ (~p) é uma tautologia, pois o seu valor lógico é sempre V, conforme a tabela-verdade. 

p ~P pVq
V F V
F V V

Didatismo e Conhecimento 4
RACIOCÍNIO LÓGICO
Exemplo O símbolo ⇒  representa a não ocorrência de  VF na tabe-
A proposição (p Λ q) → (p  q) é uma tautologia, pois a última la-verdade de P  →  Q, ou ainda que o valor lógico da condicio-
coluna da tabela-verdade só possui V.  nal P → Q será sempre V, ou então que P → Q é uma tautologia. 

p q pΛq p↔q (p Λ q)→(p↔q) Exemplo


A tabela-verdade da condicional (p Λ q) → (p ↔ q) será: 
V V V V V
V F F F V
p q pΛq P↔Q (p Λ q)→(P↔Q)
F V F F V
V V V V V
F F F V V
V F F F V
14. Contradição
Uma proposição composta formada por duas ou mais proposi- F V F F V
ções p, q, r, ... será dita uma contradição se ela for sempre falsa,
F F F V V
independentemente dos valores lógicos das proposições p, q, r, ...
que a compõem
Exemplos: Portanto, (p Λ q) → (p ↔ q) é uma tautologia, por isso (p Λ
• O Zorra total é uma porcaria e Zorra total não é uma porcaria q) ⇒ (p ↔q)
• Suelen mora em Petrópolis e Suelen não mora em Petrópolis
Ao invés de duas proposições, nos exemplos temos uma única 17. Equivalência lógica
proposição, afirmativa e negativa. Vamos entender isso melhor.
Exemplo: Definição
Lula é o presidente do Brasil e Lula não é o presidente do Há equivalência entre as proposições P e Q somente quando a
Brasil bicondicional P ↔ Q for uma tautologia ou quando P e Q tiverem
Vamos chamar a primeira proposição de “p” a segunda de a mesma tabela-verdade. P ⇔ Q (P é equivalente a Q) é o símbolo
“~p” e o conetivo de “^” que representa a equivalência lógica. 
Assim podemos representar a “frase” acima da seguinte for-
ma: p ^ ~p Diferenciação dos símbolos ↔ e ⇔
O símbolo  ↔  representa uma operação entre as propo-
Exemplo sições P e Q, que tem como resultado uma nova proposi-
A proposição (p Λ q) Λ (p Λ q) é uma contradição, pois o seu ção P ↔ Q com valor lógico V ou F.
valor lógico é sempre F conforme a tabela-verdade. Que significa O símbolo ⇔ representa a não ocorrência de VF e de FV na
que uma proposição não pode ser falsa e verdadeira ao mesmo tabela-verdade P ↔ Q, ou ainda que o valor lógico de P ↔ Q é
tempo, isto é, o princípio da não contradição. sempre V, ou então P ↔ Q é uma tautologia.

p ~P q Λ (~q) Exemplo
A tabela da bicondicional (p → q) ↔ (~q → ~p) será: 
V F F
F V F p q ~q ~p p→q ~q→~p (p→q)↔(~q→~p)
15. Contingência V V F F V V V
Quando uma proposição não é tautológica nem contra válida, V F V F F F V
a chamamos de contingência ou proposição contingente ou propo- F V F V V V V
sição indeterminada.
A contingência ocorre quando há tanto valores V como F F F V V V V V
na última coluna da tabela-verdade de uma proposição. Exem-
plos: P∧Q , P∨Q , P→Q ... Portanto, p → q é equivalente a ~q → ~p, pois estas proposi-
ções possuem a mesma tabela-verdade ou a bicondicional (p → q)
16. Implicação lógica ↔ (~q → ~p) é uma tautologia.
Veja a representação:
Definição (p → q) ⇔ (~q → ~p)
A proposição P implica a proposição Q, quando a condicio-
nal P → Q for uma tautologia. EQUIVALÊNCIAS LOGICAS NOTÁVEIS
O símbolo P ⇒ Q (P implica Q) representa a implicação ló-
gica.  Dizemos que duas proposições são logicamente equivalentes
(ou simplesmente equivalentes) quando os resultados de suas tabe-
Diferenciação dos símbolos → e ⇒ las-verdade são idênticos.
O símbolo → representa uma operação matemática entre as Uma consequência prática da equivalência lógica é que ao tro-
proposições P e Q que tem como resultado a proposição P → Q, car uma dada proposição por qualquer outra que lhe seja equiva-
com valor lógico V ou F. lente, estamos apenas mudando a maneira de dizê-la.

Didatismo e Conhecimento 5
RACIOCÍNIO LÓGICO
A equivalência lógica entre duas proposições, p e q, pode ser Colocando estes resultados em uma tabela, para ajudar a me-
representada simbolicamente como: p q, ou simplesmente por p morização, teremos:
= q.
Começaremos com a descrição de algumas equivalências ló-
gicas básicas.

Equivalências Básicas

1. p e p = p Equivalências com o Símbolo da Negação


Ex: André é inocente e inocente = André é inocente Este tipo de equivalência já foi estudado. Trata-se, tão somen-
te, das negações das proposições compostas! Lembremos:
2. p ou p = p
Ex: Ana foi ao cinema ou ao cinema = Ana foi ao cinema

3. p e q = q e p
Ex: O cavalo é forte e veloz = O cavalo é veloz e forte

4. p ou q = q ou p
Ex: O carro é branco ou azul = O carro é azul ou branco

5. p ↔ q = q ↔ p
Ex: Amo se e somente se vivo = Vivo se e somente se amo.
É possível que surja alguma dúvida em relação a última
6. p ↔ q = (pq) e (qp)
linha da tabela acima. Porém, basta lembrarmos do que foi apren-
Ex: Amo se e somente se vivo = Se amo então vivo, e se vivo
dido:
então amo
p↔q = (pq) e (qp)
Para facilitar a memorização, veja a tabela abaixo:
(Obs: a BICONDICIONAL tem esse nome: porque equivale
a duas condicionais!)
Para negar a bicondicional, teremos na verdade que negar a
sua conjunção equivalente.
E para negar uma conjunção, já sabemos, nega-se as duas par-
tes e troca-se o E por OU. Fica para casa a demonstração da nega-
ção da bicondicional. Ok?

Outras equivalências
Algumas outras equivalências que podem ser relevantes são
as seguintes:

1) p e (p ou q) = p
Ex: Paulo é dentista, e Paulo é dentista ou Pedro é médico =
Equivalências da Condicional Paulo é dentista

As duas equivalências que se seguem são de fundamental 2) p ou (p e q) = p


importância. Estas equivalências podem ser verificadas, ou seja, Ex: Paulo é dentista, ou Paulo é dentista e Pedro é médico =
demonstradas, por meio da comparação entre as tabelas-verdade. Paulo é dentista
Fica como exercício para casa estas demonstrações. As equivalên-
cias da condicional são as seguintes: Por meio das tabelas-verdade estas equivalências podem ser
facilmente demonstradas.
1) Se p então q = Se não q então não p. Para auxiliar nossa memorização, criaremos a tabela seguinte:
Ex: Se chove então me molho = Se não me molho então não
chove

2) Se p então q = Não p ou q.
Ex: Se estudo então passo no concurso = Não estudo ou passo
no concurso

Didatismo e Conhecimento 6
RACIOCÍNIO LÓGICO
NEGAÇAO DE PROPOSIÇÕES COMPOSTAS 3. (PC-MA - Farmacêutico Legista - FGV/2012)
Em frente à casa onde moram João e Maria, a prefeitura está
fazendo uma obra na rua. Se o operário liga a britadeira, João sai
de casa e Maria não ouve a televisão. Certo dia, depois do almoço,
Maria ouve a televisão.
Pode-se concluir, logicamente, que
A) João saiu de casa.
B) João não saiu de casa.
C) O operário ligou a britadeira.
D) O operário não ligou a britadeira.
Questoes comentadas: E) O operário ligou a britadeira e João saiu de casa.
“Se o operário liga a britadeira, João sai de casa e Maria não
1. (PROCERGS - Técnico de Nível Médio - Técnico em Se- ouve a televisão”, logo se Maria ouve a televisão, a britadeira não
gurança do Trabalho - FUNDATEC/2012) A proposição “João pode estar ligada.
comprou um carro novo ou não é verdade que João comprou um
carro novo e não fez a viagem de férias.” é: (TJ-AC - Técnico Judiciário - Informática - CESPE/2012)
A) um paradoxo. Em decisão proferida acerca da prisão de um réu, depois de
B) um silogismo. constatado pagamento de pensão alimentícia, o magistrado deter-
C) uma tautologia. minou: “O réu deve ser imediatamente solto, se por outro motivo
D) uma contradição. não estiver preso”.
E) uma contingência. Considerando que a determinação judicial corresponde a uma
proposição e que a decisão judicial será considerada descumprida
Tautologia é uma proposição composta cujo resultado é sem- se, e somente se, a proposição correspondente for falsa, julgue os
pre verdadeiro para todas as atribuições que se têm, independente- itens seguintes.
mente dessas atribuições.
Rodrigo, posso estar errada, mas ao construir a tabela-verdade 4. Se o réu permanecer preso, mesmo não havendo outro moti-
com a proposição que você propôs não vamos ter uma tautologia, vo para estar preso, então, a decisão judicial terá sido descumprida.
mas uma contingência. A) Certo
A proposição a ser utilizada aqui seria a seguinte: P v ~(P B) Errado
^ ~Q), que, ao construirmos a tabela-verdade ficaria da seguinte A decisão judicial é “O réu deve ser imediatamente solto, se
forma: por outro motivo não estiver preso”, logo se o réu continuar pre-
so sem outro motivo para estar preso, será descumprida a decisão
P Q ~Q (P/\~Q) ~(P/\~Q) P V ~(P/\~Q) judicial.
V V F F V V
5. Se o réu for imediatamente solto, mesmo havendo outro
V F V V F V motivo para permanecer preso, então, a decisão judicial terá sido
F V F F V V descumprida.
F F V F V V A) Certo
B) Errado
2. (PM-BA - Soldado da Polícia Militar - FCC /2012)
A negação lógica da proposição: “Pedro é o mais velho da P = se houver outro motivo
classe ou Jorge é o mais novo da classe” é Q = será solto
A) Pedro não è o mais novo da classe ou Jorge não é o mais A decisão foi: Se não P então Q, logo VV = V
velho da classe. A questão afirma: Se P então Q, logo FV = V
B) Pedro é o mais velho da classe e Jorge não é o mais novo Não contrariou, iria contrariar se a questão resultasse V + F
da classe. =F
C) Pedro não é o mais velho da classe e Jorge não é o mais
novo da classe. 6. As proposições “Se o réu não estiver preso por outro mo-
D) Pedro não é o mais novo da classe e Jorge não é o mais tivo, deve ser imediatamente solto” e “Se o réu não for imediata-
velho da classe. mente solto, então, ele está preso por outro motivo” são logica-
E) Pedro é o mais novo da classe ou Jorge é o mais novo da mente equivalentes.
classe.
A) Certo
p v q= Pedro é o mais velho da classe ou Jorge é o mais novo B) Errado
da classe.
~p=Pedro não é o mais velho da classe. O réu não estiver preso por outro motivo = ~P
~q=Jorge não é o mais novo da classe. Deve ser imediatamente solto = S
~(p v q)=~p v ~q= Pedro não é o mais velho da classe ou Jorge Se o réu não estiver preso por outro motivo, deve ser imedia-
não é o mais novo da classe. tamente solto=P S

Didatismo e Conhecimento 7
RACIOCÍNIO LÓGICO
Se o réu não for imediatamente solto, então, ele está preso por Inicialmente, reescreveremos a condicional dada na forma de
outro motivo = ~SP condição suficiente e condição necessária:
De acordo com a regra de equivalência (A B) = (~B ~A) a
questão está correta. “Se Viviane não dança, Márcia não canta”

7. A negação da proposição relativa à decisão judicial estará 1ª possibilidade: Viviane não dançar é condição suficiente
corretamente representada por “O réu não deve ser imediatamente
para Márcia não cantar. Não há RESPOSTA: para essa possibi-
solto, mesmo não estando preso por outro motivo”.
lidade.
A) Certo
B) Errado
2ª possibilidade: Márcia não cantar é condição necessária para
“O réu deve ser imediatamente solto, se por outro Viviane não dançar.. Não há RESPOSTA: para essa possibilidade.
motivo não estiver preso” está no texto, assim: Não havendo RESPOSTA: , modificaremos a condicional
P = “Por outro motivo não estiver preso” inicial, transformando-a em outra condicional equivalente, nesse
Q = “O réu deve ser imediatamente solto” caso utilizaremos o conceito da contrapositiva ou contra posição:
PQ, a negação ~(P Q) = P e ~Q pq ~q ~p
P e ~Q = Por outro motivo estiver preso o réu não deve ser “Se Viviane não dança, Márcia não canta” “Se Márcia canta,
imediatamente solto” Viviane dança”
Transformando, a condicional “Se Márcia canta, Viviane dan-
8. (Polícia Civil/SP - Investigador – VUNESP/2014) Um ça” na forma de condição suficiente e condição necessária, obtere-
antropólogo estadunidense chega ao Brasil para aperfeiçoar seu mos as seguintes possibilidades:
conhecimento da língua portuguesa. Durante sua estadia em nos-
1ª possibilidade: Márcia cantar é condição suficiente para Vi-
so país, ele fica muito intrigado com a frase “não vou fazer coisa
viane dançar. Não há RESPOSTA: para essa possibilidade.
nenhuma”, bastante utilizada em nossa linguagem coloquial. A dú-
vida dele surge porque 2ª possibilidade: Viviane dançar é condição necessária para
A) a conjunção presente na frase evidencia seu significado. Márcia cantar.
B) o significado da frase não leva em conta a dupla negação. RESPOSTA: “C”.
C) a implicação presente na frase altera seu significado.
D) o significado da frase não leva em conta a disjunção. 11. (BRDE - ANALISTA DE SISTEMAS - AOCP/2012)
E) a negação presente na frase evidencia seu significado. Considere a sentença: “Se Ana é professora, então Camila é médi-
~(~p) é equivalente a p ca.” A proposição equivalente a esta sentença é
Logo, uma dupla negação é equivalente a afirmar. A) Ana não é professora ou Camila é médica.
RESPOSTA: “B”. B) Se Ana é médica, então Camila é professora.
C) Se Camila é médica, então Ana é professora.
9. (Receita Federal do Brasil – Analista Tributário - D) Se Ana é professora, então Camila não é médica.
ESAF/2012) A negação da proposição “se Paulo estuda, então
E) Se Ana não é professora, então Camila não é médica.
Marta é atleta” é logicamente equivalente à proposição:
Existem duas equivalências particulares em relação a uma
A) Paulo não estuda e Marta não é atleta.
B) Paulo estuda e Marta não é atleta. condicional do tipo “Se A, então B”.
C) Paulo estuda ou Marta não é atleta.
D) se Paulo não estuda, então Marta não é atleta. 1ª) Pela contrapositiva ou contraposição: “Se A, então B” é
E) Paulo não estuda ou Marta não é atleta. equivalente a “Se ~B, então ~A”
“Se Ana é professora, então Camila é médica.” Será equiva-
A negação de uma condicional do tipo: “Se A, então B” (AB) lente a:
será da forma: “Se Camila não é médica, então Ana não é professora.”
~(A B) A^ ~B
Ou seja, para negarmos uma proposição composta represen- 2ª) Pela Teoria da Involução ou Dupla Negação: “Se A, então
tada por uma condicional, devemos confirmar sua primeira parte B” é equivalente a “~A ou B”
(“A”), trocar o conectivo condicional (“”) pelo conectivo conjun- “Se Ana é professora, então Camila é médica.” Será equiva-
ção (“^”) e negarmos sua segunda parte (“~ B”). Assim, teremos: lente a:
RESPOSTA: “B”.
“Ana não é professora ou Camila é médica.”
Ficaremos, então, com a segunda equivalência, já que esta
10. (ANVISA - TÉCNICO ADMINISTRATIVO - CE-
TRO/2012) Se Viviane não dança, Márcia não canta. Logo, configura no gabarito.
A) Viviane dançar é condição suficiente para Márcia cantar. RESPOSTA: “A”.
B) Viviane não dançar é condição necessária para Márcia não
cantar. (PC/DF – Agente de Polícia - CESPE/UnB/2013) Consideran-
C) Viviane dançar é condição necessária para Márcia cantar. do que P e Q representem proposições conhecidas e que V e F re-
D) Viviane não dançar é condição suficiente para Márcia cantar. presentem, respectivamente, os valores verdadeiro e falso, julgue
E) Viviane dançar é condição necessária para Márcia não cantar. os próximos itens. (374 a 376)

Didatismo e Conhecimento 8
RACIOCÍNIO LÓGICO
12. (PC/DF – Agente de Polícia - CESPE/UnB/2013) (PC/DF 15. (PC/DF – Agente de Polícia - CESPE/UnB/2013) O argu-
– Agente de Polícia - CESPE/UnB/2013) As proposições Q e P (¬ mento apresentado é um argumento válido.
Q) são, simultaneamente, V se, e somente se, P for F. ( )Certo ( ) Errado
( )Certo ( ) Errado
Verificaremos se as verdades das premissas P1, P2, P3 e P4
Observando a tabela-verdade da proposição composta “P (¬ sustentam a verdade da conclusão. Nesse caso, devemos conside-
Q)”, em função dos valores lógicos de “P” e “Q”, temos: rar que todas as premissas são, necessariamente, verdadeiras.
P1: Se a impunidade é alta, então a criminalidade é alta. (V)
P Q ¬Q P→(¬Q) P2: A impunidade é alta ou a justiça é eficaz. (V)
P3: Se a justiça é eficaz, então não há criminosos livres. (V)
V V F F P4: Há criminosos livres. (V)
V F V V Portanto, se a premissa P4 – proposição simples – é verdadei-
F V F V ra (V), então a 2ª parte da condicional representada pela premissa
P3 será considerada falsa (F). Então, veja:
F F V V

Observando-se a 3 linha da tabela-verdade acima, ―Q‖ e ―P


® (¬ Q) são, simultaneamente, V se, e somente se, ―P‖ for F.
Resposta: CERTO.

13. (PC/DF – Agente de Polícia - CESPE/UnB/2013) A pro-


posição [PvQ]Q é uma tautologia.
( )Certo ( ) Errado
Sabendo-se que a condicional P3 é verdadeira e conhecen-
Construindo a tabela-verdade da proposição composta: [P Ú do-se o valor lógico de sua 2ª parte como falsa (F), então o valor
Q] ® Q, teremos como solução: lógico de sua 1ª parte nunca poderá ser verdadeiro (V). Assim, a
proposição simples ―a justiça é eficaz‖ será considerada falsa (F).
P Q Pv Q (Pv Q)→Q (p^~q)↔(~p v q) Se a proposição simples ―a justiça é eficaz‖ é considerada
V V V V→V V falsa (F), então a 2ª parte da disjunção simples representada pela
premissa P2, também, será falsa (F).
V F V V→F F
F V V V→V V
F F F F→F V

P(P;Q) = VFVV
Portanto, essa proposição composta é uma contingência ou
indeterminação lógica.
Resposta: ERRADO.

14. (PC/DF – Agente de Polícia - CESPE/UnB/2013) Se P for


F e P v Q for V, então Q é V.
( )Certo ( ) Errado
Sendo verdadeira (V) a premissa P2 (disjunção simples) e
Lembramos que uma disjunção simples, na forma: “P vQ”, conhecendo-se o valor lógico de uma das partes como falsa (F),
será verdadeira (V) se, pelo menos, uma de suas partes for ver- então o valor lógico da outra parte deverá ser, necessariamente,
dadeira (V). Nesse caso, se “P” for falsa e “PvQ” for verdadeira, verdadeira (V). Lembramos que, uma disjunção simples será con-
então “Q” será, necessariamente, verdadeira. siderada verdadeira (V), quando, pelo menos, uma de suas partes
Resposta: CERTO. for verdadeira (V).

(PC/DF – Agente de Polícia - CESPE/UnB/2013) Sendo verdadeira (V) a proposição simples ―a impunidade
P1: Se a impunidade é alta, então a criminalidade é alta. é alta‖, então, confirmaremos também como verdadeira (V), a 1ª
P2: A impunidade é alta ou a justiça é eficaz. parte da condicional representada pela premissa P1.
P3: Se a justiça é eficaz, então não há criminosos livres.
P4: Há criminosos livres.
C: Portanto a criminalidade é alta.
Considerando o argumento apresentado acima, em que P1, P2,
P3 e P4 são as premissas e C, a conclusão, julgue os itens subse-
quentes. (377 e 378)

Didatismo e Conhecimento 9
RACIOCÍNIO LÓGICO
EXEMPLOS:
1. Todos os cariocas são alegres.
    Todas as pessoas alegres vão à praia
    Todos os cariocas vão à praia.
2. Todos os cientistas são loucos.
    Einstein é cientista.
    Einstein é louco!

Nestes exemplos temos o famoso silogismo categórico de


forma típica ou simplesmente silogismo. Os silogismos são os ar-
gumentos que têm somente duas premissas e mais a conclusão, e
utilizam os termos: todo, nenhum e algum, em sua estrutura.
Considerando-se como verdadeira (V) a 1ª parte da condicio-
nal em P1, então, deveremos considerar também como verdadeira ANALOGIAS
(V), sua 2ª parte, pois uma verdade sempre implica em outra ver-
dade. A analogia é uma das melhores formas para utilizar o racio-
Considerando a proposição simples ―a criminalidade é alta‖ cínio. Nesse tipo de raciocínio usa-se a comparação de uma situa-
como verdadeira (V), logo a conclusão desse argumento é, de fato, ção conhecida com uma desconhecida. Uma analogia depende de
verdadeira (V), o que torna esse argumento válido. três situações:
Resposta: CERTO. • os fundamentos precisam ser verdadeiros e importantes;
16. (PC/DF – Agente de Polícia - CESPE/UnB/2013) A nega- • a quantidade de elementos parecidos entre as situações
ção da proposição P1 pode ser escrita como “Se a impunidade não deve ser significativo;
é alta, então a criminalidade não é alta”. • não pode existir conflitos marcantes.
( )Certo ( ) Errado
INFERÊNCIAS
Seja P1 representada simbolicamente, por:
A impunidade não é alta(p) então a criminalidade não é alta(q) A indução está relacionada a diversos casos pequenos que
A negação de uma condicional é dada por:
chegam a uma conclusão geral. Nesse sentido podemos definir
~(pq)
também a indução fraca e a indução forte. Essa indução forte ocor-
Logo, sua negação será dada por: ~P1 a impunidade é alta e a
criminalidade não é alta. re quando não existe grandes chances de que um caso discorde da
Resposta:ERRADO. premissa geral. Já a fraca refere-se a falta de sustentabilidade de
um conceito ou conclusão.
LÓGICA DE ARGUMENTAÇÃO
DEDUÇÕES
ARGUMENTO
ARGUMENTOS DEDUTIVOS E INDUTIVOS
Argumento é uma relação que associa um conjunto de propo- Os argumentos podem ser classificados em dois tipos: Dedu-
sições (p1, p2, p3,... pn), chamadas premissas ou hipóteses, e uma tivos e Indutivos.
proposição C chamada conclusão. Esta relação é tal que a estrutura
lógica das premissas acarretam ou tem como consequência a pro- 1) O argumento será DEDUTIVO quando suas premissas for-
posição C (conclusão). necerem informações suficientes para comprovar a veracidade da
O argumento pode ser representado da seguinte forma: conclusão, isto é, o argumento é dedutivo quando a conclusão é
completamente derivada das premissas.

EXEMPLO:
Todo ser humano têm mãe.
Todos os homens são humanos.
Todos os homens têm mãe.

2) O argumento será INDUTIVO quando suas premissas não


fornecerem o “apoio completo” para ratificar as conclusões. Por-
tanto, nos argumentos indutivos, a conclusão possui informações
que ultrapassam as fornecidas nas premissas. Sendo assim, não se
aplica, então, a definição de argumentos válidos ou não válidos
para argumentos indutivos.

Didatismo e Conhecimento 10
RACIOCÍNIO LÓGICO
EXEMPLO: premissas deve garantir a verdade da conclusão do argumento.
O Flamengo é um bom time de futebol. Isso significa que, se o argumento é válido, jamais poderemos che-
O Palmeiras é um bom time de futebol. gar a uma conclusão falsa quando as premissas forem verdadeiras.
O Vasco é um bom time de futebol.
O Cruzeiro é um bom time de futebol. Exemplo: (CESPE) Suponha um argumento no qual as pre-
Todos os times brasileiros de futebol são bons. missas sejam as proposições I e II abaixo.
Note que não podemos afirmar que todos os times brasileiros I - Se uma mulher está desempregada, então, ela é infeliz.
são bons sabendo apenas que 4 deles são bons. II - Se uma mulher é infeliz, então, ela vive pouco.
Nesse caso, se a conclusão for a proposição “Mulheres desem-
Exemplo: (FCC) Considere que as seguintes afirmações são pregadas vivem pouco”, tem-se um argumento correto.
verdadeiras:
“Toda criança gosta de passear no Metrô de São Paulo.” SOLUÇÃO:
“Existem crianças que são inteligentes.” Se representarmos na forma de diagramas lógicos (ver artigo
Assim sendo, certamente é verdade que: sobre diagramas lógicos), para facilitar a resolução, teremos:
(A) Alguma criança inteligente não gosta de passear no Me-    I - Se uma mulher está desempregada, então, ela é infeliz. =
trô de São Paulo. Toda mulher desempregada é infeliz.
(B) Alguma criança que gosta de passear no Metrô de São    II - Se uma mulher é infeliz, então, ela vive pouco. = Toda
Paulo é inteligente. mulher infeliz vive pouco.
(C) Alguma criança não inteligente não gosta de passear no
Metrô de São Paulo.
(D) Toda criança que gosta de passear no Metrô de São Paulo
é inteligente.
(E) Toda criança inteligente não gosta de passear no Metrô
de São Paulo.

SOLUÇÃO:
Representando as proposições na forma de conjuntos (diagra-
mas lógicos – ver artigo sobre diagramas lógicos) teremos:
“Toda criança gosta de passear no Metrô de São Paulo.”
“Existem crianças que são inteligentes.”

Com isso, qualquer mulher que esteja no conjunto das desem-


pregadas (ver boneco), automaticamente estará no conjunto das
mulheres que vivem pouco. Portanto, se a conclusão for a propo-
sição “Mulheres desempregadas vivem pouco”, tem-se um argu-
mento correto (correto = válido!).

Argumento Inválido
Dizemos que um argumento é inválido, quando a verdade das
Pelo gráfico, observamos claramente que se todas as crian- premissas não é suficiente para garantir a verdade da conclusão,
ças gostam de passear no metrô e existem crianças inteligentes, ou seja, quando a conclusão não é uma consequência obrigató-
então  alguma criança que gosta de passear no Metrô de São ria das premissas.
Paulo é inteligente. Logo, a alternativa correta é a opção B.

CONCLUSÕES Exemplo: (CESPE) É válido o seguinte argumento: Se Ana


cometeu um crime perfeito, então Ana não é suspeita, mas (e) Ana
VALIDADE DE UM ARGUMENTO não cometeu um crime perfeito, então Ana é suspeita.
Uma proposição é verdadeira ou falsa. No caso de um argu-
mento dedutivo diremos que ele é válido ou inválido. Atente- SOLUÇÃO:
se para o fato que todos os argumentos indutivos são inválidos, Representando as premissas do enunciado na forma de dia-
portanto não há de se falar em validade de argumentos indutivos. gramas lógicos (ver artigo sobre diagramas lógicos), obteremos:
A validade é uma propriedade dos argumentos que depende Premissas:
apenas da forma (estrutura lógica) das suas proposições (premissas “Se Ana cometeu um crime perfeito, então Ana não é suspei-
e conclusões) e não do seu conteúdo. ta” = “Toda pessoa que comete um crime perfeito não é suspeita”. 
“Ana não cometeu um crime perfeito”.
Argumento Válido  Conclusão:
Um argumento será válido quando a sua conclusão é uma con- “Ana é suspeita”. (Não se “desenha” a conclusão, apenas as
sequência obrigatória de suas premissas. Em outras palavras, po- premissas!)
demos dizer que quando um argumento é válido, a verdade de suas

Didatismo e Conhecimento 11
RACIOCÍNIO LÓGICO
Não, pois ^ representa o conectivo “e”, e o “e” é usado para
unir A justiça E a lei, e “A justiça” não pode ser considerada uma
proposição, pois não pode ser considerada verdadeira ou falsa.

4. Considere que a tabela abaixo representa as primeiras


colunas da tabela-verdade da proposição

O fato do enunciado ter falado apenas que “Ana não cometeu


um crime perfeito”, não nos diz se ela é suspeita ou não. Por isso
temos duas possibilidades (ver bonecos). Logo, a questão está er-
rada, pois não podemos afirmar, com certeza, que Ana é suspeita.
Logo, o argumento é inválido.

EXERCICIOS:

(TJ-AC - Analista Judiciário - Conhecimentos Básicos -


Cargos 1 e 2 - CESPE/2012) (10 a 13)
Logo, a coluna abaixo representa a última coluna dessa
Considerando que as proposições lógicas sejam represen- tabela-verdade.
tadas por letras maiúsculas, julgue os próximos itens, relativos
a lógica proposicional e de argumentação.

1. A expressão é uma tautologia.


A) Certo
B) Errado

Resposta: B.
Fazendo a tabela verdade:

P Q P→Q (P→Q) V P [(P→Q) V P]→Q


V V V V V
V F F V V
F V V V V
F F F F F
A) Certo
Portanto não é uma tautologia. B) Errado

2. As proposições “Luiz joga basquete porque Luiz é alto” Resposta: A.


e “Luiz não é alto porque Luiz não joga basquete” são logica- Fazendo a tabela verdade:
mente equivalentes.
A) Certo
P Q R (P→Q)^(~R)
B) Errado
Resposta: A. V V V F
São equivalentes por que “Luiz não é alto porque Luiz não V V F V
joga basquete” nega as duas partes da proposição, a deixando equi-
valente a primeira. V F V F
V F F F
3. A sentença “A justiça e a lei nem sempre andam pelos
F V V F
mesmos caminhos” pode ser representada simbolicamente
por PΛQ, em que as proposições P e Q são convenientemente F V F V
escolhidas. F F V F
A) Certo
B) Errado F F F V
Resposta: B.

Didatismo e Conhecimento 12
RACIOCÍNIO LÓGICO
TJ-AC - Técnico Judiciário - Informática - CESPE/2012) Com base nessa argumentação, julgue os itens a seguir..

6. A proposição “Se estou há 7 anos na faculdade e não te-


nho capacidade para assumir minhas responsabilidades, então
não tenho um mínimo de maturidade” é equivalente a “Se eu
tenho um mínimo de maturidade, então não estou há 7 anos na
faculdade e tenho capacidade para assumir minhas responsa-
bilidades”.
A) Certo
B) Errado

Resposta: B.
Equivalência de Condicional: P -> Q = ~ Q -> ~ P 
Negação de Proposição: ~ (P ^ Q)  =  ~ P v ~ Q 

Com base na situação descrita acima, julgue o item a se-


guir.

5. O argumento cujas premissas correspondem às quatro


afirmações do jornalista e cuja conclusão é “Pedro não dis-
putará a eleição presidencial da República” é um argumento
válido.
A) Certo
B) Errado
Resposta: A.

Argumento válido é aquele que pode ser concluído a partir das


premissas, considerando que as premissas são verdadeiras então
tenho que:
Se João for eleito prefeito ele disputará a presidência;
Se João disputar a presidência então Pedro não vai disputar;
Se João não for eleito prefeito se tornará presidente do partido
e não apoiará a candidatura de Pedro à presidência;
Se o presidente do partido não apoiar Pedro ele não disputará
a presidência.

(PRF - Nível Superior - Conhecimentos Básicos - Todos os


Cargos - CESPE/2012)
Um jovem, visando ganhar um novo smartphone no dia
das crianças, apresentou à sua mãe a seguinte argumentação:
“Mãe, se tenho 25 anos, moro com você e papai, dou despesas a
vocês e dependo de mesada, então eu não ajo como um homem
da minha idade. Se estou há 7 anos na faculdade e não tenho
capacidade para assumir minhas responsabilidades, então não
tenho um mínimo de maturidade. Se não ajo como um homem
da minha idade, sou tratado como criança. Se não tenho um
mínimo de maturidade, sou tratado como criança. Logo, se sou
tratado como criança, mereço ganhar um novo smartphone no
dia das crianças”.

Didatismo e Conhecimento 13
RACIOCÍNIO LÓGICO
P Q R ¬P ¬Q ¬R P^¬Q (P^¬Q) → ¬R ¬P^Q R→ (¬P^Q)
V V V F F F F V F F
V V F F F V F V F V
V F V F V F V F F F
V F F F V V V V F V
F V V V F F F V V V
F V F V F V F V V V
F F V V V F F V F F
F F F V V V F V F V

Portanto não são equivalentes.

7. Considere as seguintes proposições: “Tenho 25 anos”, “Moro com você e papai”, “Dou despesas a vocês” e “Dependo de mesa-
da”. Se alguma dessas proposições for falsa, também será falsa a proposição “Se tenho 25 anos, moro com você e papai, dou despesas
a vocês e dependo de mesada, então eu não ajo como um homem da minha idade”.
A) Certo
B) Errado

Resposta: A.
(A^B^C^D) E
Ora, se A ou B ou C ou D estiver falsa como afirma o enunciado, logo torna a primeira parte da condicional falsa, (visto que trata-se da
conjunção) tornando- a primeira parte da condicional falsa, logo toda a proposição se torna verdadeira.

8. A proposição “Se não ajo como um homem da minha idade, sou tratado como criança, e se não tenho um mínimo de matu-
ridade, sou tratado como criança” é equivalente a “Se não ajo como um homem da minha idade ou não tenho um mínimo de ma-
turidade, sou tratado como criança”.
A) Certo
B) Errado

Resposta: A.
A = Se não ajo como um homem da minha idade,
B = sou tratado como criança,
C= se não tenho um mínimo de maturidade

A B C ~A  ~C (~A → B) (~C → B) (~A v ~ C) (~A→ B) ^ (~ C→ B) (~A v ~ C)→ B


V V V F F V V F V V
V V F F V V V V V V
V F V F F V V F V V
V F F F V V F V F F
F V V V F V V V V V
F V F V V V V V V V
F F V V F F V V F F
F F F V V F F V F F

De acordo com a tabela verdade são equivalentes.

Didatismo e Conhecimento 14
RACIOCÍNIO LÓGICO
Diagramas Lógicos Jornais Leitores
Os diagramas lógicos são usados na resolução de vários pro- A 300
blemas. Uma situação que esses diagramas poderão ser usados, é B 250
na determinação da quantidade de elementos que apresentam uma C 200
determinada característica.
AeB 70
AeC 65
BeC 105
A, B e C 40
Nenhum 150

Para termos os valores reais da pesquisa, vamos inicialmente


montar os diagramas que representam cada conjunto. A colocação
dos valores começará pela intersecção dos três conjuntos e depois
para as intersecções duas a duas e por último às regiões que re-
presentam cada conjunto individualmente. Representaremos esses
Assim, se num grupo de pessoas há 43 que dirigem carro, 18 conjuntos dentro de um retângulo que indicará o conjunto universo
que dirigem moto e 10 que dirigem carro e moto. Baseando-se da pesquisa.
nesses dados, e nos diagramas lógicos poderemos saber: Quantas
pessoas têm no grupo ou quantas dirigem somente carro ou ainda
quantas dirigem somente motos. Vamos inicialmente montar os
diagramas dos conjuntos que representam os motoristas de motos
e motoristas de carros. Começaremos marcando quantos elemen-
tos tem a intersecção e depois completaremos os outros espaços.

Fora dos diagramas teremos 150 elementos que não são leito-
res de nenhum dos três jornais.
Marcando o valor da intersecção, então iremos subtraindo esse Na região I, teremos: 70 - 40 = 30 elementos.
valor da quantidade de elementos dos conjuntos A e B. A partir dos Na região II, teremos: 65 - 40 = 25 elementos.
valores reais, é que poderemos responder as perguntas feitas. Na região III, teremos: 105 - 40 = 65 elementos.
Na região IV, teremos: 300 - 40 - 30 - 25 = 205 elementos.
Na região V, teremos: 250 - 40 -30 - 65 = 115 elementos.
Na região VI, teremos: 200 - 40 - 25 - 65 = 70 elementos.

Dessa forma, o diagrama figura preenchido com os seguintes


elementos:

a) Temos no grupo: 8 + 10 + 33 = 51 motoristas.


b) Dirigem somente carros 33 motoristas.
c) Dirigem somente motos 8 motoristas.
No caso de uma pesquisa de opinião sobre a preferência quan-
to à leitura de três jornais. A, B e C, foi apresentada a seguinte
tabela:

Didatismo e Conhecimento 15
RACIOCÍNIO LÓGICO
Com essa distribuição, poderemos notar que 205 pessoas leem DIAGRAMAS DE VENN
apenas o jornal A. Verificamos que 500 pessoas não leem o jornal
C, pois é a soma 205 + 30 + 115 + 150. Notamos ainda que 700 Designa-se por diagramas de Venn os diagramas usados em
pessoas foram entrevistadas, que é a soma 205 + 30 + 25 + 40 + matemática para simbolizar graficamente propriedades, axiomas
115 + 65 + 70 + 150. e problemas relativos aos conjuntos e sua teoria. Os respectivos
Diagrama de Euler diagramas consistem de curvas fechadas simples desenhadas sobre
um plano, de forma a simbolizar os conjuntos e permitir a repre-
Um diagrama de Euler é similar a um diagrama de Venn, mas
sentação das relações de pertença entre conjuntos e seus elementos
não precisa conter todas as zonas (onde uma zona é definida como
(por exemplo, 4 ∉ {3,4,5}, mas 4 ∉ {1,2,3,12}) e relações
a área de intersecção entre dois ou mais contornos). Assim, um
diagrama de Euler pode definir um universo de discurso, isto é, de continência (inclusão) entre os conjuntos (por exemplo, {1, 3}
ele pode definir um sistema no qual certas intersecções não são ⊂ {1, 2, 3, 4}). Assim, duas curvas que não se tocam e estão
possíveis ou consideradas. Assim, um diagrama de Venn contendo uma no espaço interno da outra simbolizam conjuntos que pos-
os atributos para Animal, Mineral e quatro patas teria que con- suem continência; ao passo que o ponto interno a uma curva repre-
ter intersecções onde alguns estão em ambos animal, mineral e de senta um elemento pertencente ao conjunto.
quatro patas. Um diagrama de Venn, consequentemente, mostra Os diagramas de Venn são construídos com coleções de cur-
todas as possíveis combinações ou conjunções. vas fechadas contidas em um plano. O interior dessas curvas re-
presenta, simbolicamente, a coleção de elementos do conjunto. De
acordo com Clarence Irving Lewis, o “princípio desses diagramas
é que classes (ou conjuntos) sejam representadas por regiões, com
tal relação entre si que todas as relações lógicas possíveis entre as
classes possam ser indicadas no mesmo diagrama. Isto é, o diagra-
ma deixa espaço para qualquer relação possível entre as classes, e
a relação dada ou existente pode então ser definida indicando se
alguma região em específico é vazia ou não-vazia”. Pode-se escre-
Diagramas de Euler consistem em curvas simples fechadas ver uma definição mais formal do seguinte modo: Seja C = (C1, C2,
(geralmente círculos) no plano que mostra os conjuntos. Os tama- ... Cn) uma coleção de curvas fechadas simples desenhadas em um
nhos e formas das curvas não são importantes: a significância do plano. C é uma família independente se a região formada por cada
diagrama está na forma como eles se sobrepõem. As relações es- uma das interseções X1 X2 ... Xn, onde cada Xi é o interior ou o
paciais entre as regiões delimitadas por cada curva (sobreposição, exterior de Ci, é não-vazia, em outras palavras, se todas as curvas
contenção ou nenhuma) correspondem relações teóricas (subcon- se intersectam de todas as maneiras possíveis. Se, além disso, cada
junto interseção e disjunção). Cada curva de Euler divide o plano uma dessas regiões é conexa e há apenas um número finito de pon-
em duas regiões ou zonas estão: o interior, que representa simbo- tos de interseção entre as curvas, então C é um diagrama de Venn
licamente os elementos do conjunto, e o exterior, o que represen- para n conjuntos.
ta todos os elementos que não são membros do conjunto. Curvas Nos casos mais simples, os diagramas são representados por
cujos interiores não se cruzam representam conjuntos disjuntos.
círculos que se encobrem parcialmente. As partes referidas em um
Duas curvas cujos interiores se interceptam representam conjun-
enunciado específico são marcadas com uma cor diferente. Even-
tos que têm elementos comuns, a zona dentro de ambas as curvas
representa o conjunto de elementos comuns a ambos os conjuntos tualmente, os círculos são representados como completamente
(intersecção dos conjuntos). Uma curva que está contido comple- inseridos dentro de um retângulo, que representa o conjunto uni-
tamente dentro da zona interior de outro representa um subconjun- verso daquele particular contexto (já se buscou a existência de um
to do mesmo. conjunto universo que pudesse abranger todos os conjuntos possí-
Os Diagramas de Venn são uma forma mais restritiva de dia- veis, mas Bertrand Russell mostrou que tal tarefa era impossível).
gramas de Euler. Um diagrama de Venn deve conter todas as pos- A ideia de conjunto universo é normalmente atribuída a Lewis
síveis zonas de sobreposição entre as suas curvas, representando Carroll. Do mesmo modo, espaços internos comuns a dois ou mais
todas as combinações de inclusão / exclusão de seus conjuntos conjuntos representam a sua intersecção, ao passo que a totalidade
constituintes, mas em um diagrama de Euler algumas zonas podem dos espaços pertencentes a um ou outro conjunto indistintamente
estar faltando. Essa falta foi o que motivou Venn a desenvolver representa sua união.
seus diagramas. Existia a necessidade de criar diagramas em que John Venn desenvolveu os diagramas no século XIX, am-
pudessem ser observadas, por meio de suposição, quaisquer rela- pliando e formalizando desenvolvimentos anteriores de Leibniz e
ções entre as zonas não apenas as que são “verdadeiras”.
Euler. E, na década de 1960, eles foram incorporados ao currículo
Os diagramas de Euler (em conjunto com os de Venn) são
largamente utilizados para ensinar a teoria dos conjuntos no cam- escolar de matemática. Embora seja simples construir diagramas
po da matemática ou lógica matemática no campo da lógica. Eles de Venn para dois ou três conjuntos, surgem dificuldades quando
também podem ser utilizados para representar relacionamentos se tenta usá-los para um número maior. Algumas construções pos-
complexos com mais clareza, já que representa apenas as relações síveis são devidas ao próprio John Venn e a outros matemáticos
válidas. Em estudos mais aplicados esses diagramas podem ser como Anthony W. F. Edwards, Branko Grünbaum e Phillip Smith.
utilizados para provar / analisar silogismos que são argumentos Além disso, encontram-se em uso outros diagramas similares aos
lógicos para que se possa deduzir uma conclusão. de Venn, entre os quais os de Euler, Johnston, Pierce e Karnaugh.

Didatismo e Conhecimento 16
RACIOCÍNIO LÓGICO
Dois Conjuntos: considere-se o seguinte exemplo: suponha- Diferença de B para A: B\A
se que o conjunto A representa os animais bípedes e o conjunto B
representa os animais capazes de voar. A área onde os dois círcu-
los se sobrepõem, designada por intersecção A e B ou intersecção
A-B, conteria todas as criaturas que ao mesmo tempo podem voar
e têm apenas duas pernas motoras.

Intersecção de dois conjuntos: AB

Considere-se agora que cada espécie viva está representada


por um ponto situado em alguma parte do diagrama. Os humanos e Complementar de dois conjuntos: U \ (AB)
os pinguins seriam marcados dentro do círculo A, na parte dele que
não se sobrepõe com o círculo B, já que ambos são bípedes mas Além disso, essas quatro áreas podem ser combinadas de 16
não podem voar. Os mosquitos, que voam mas têm seis pernas, formas diferentes. Por exemplo, pode-se perguntar sobre os ani-
seriam representados dentro do círculo B e fora da sobreposição. mais que voam ou tem duas patas (pelo menos uma das caracte-
Os canários, por sua vez, seriam representados na intersecção A-B, rísticas); tal conjunto seria representado pela união de A e B. Já
já que são bípedes e podem voar. Qualquer animal que não fosse os animais que voam e não possuem duas patas mais os que não
bípede nem pudesse voar, como baleias ou serpentes, seria marca- voam e possuem duas patas, seriam representados pela diferença
do por pontos fora dos dois círculos. simétrica entre A e B. Estes exemplos são mostrados nas imagens
Assim, o diagrama de dois conjuntos representa quatro áreas a seguir, que incluem também outros dois casos.
distintas (a que fica fora de ambos os círculos, a parte de cada
círculo que pertence a ambos os círculos (onde há sobreposição),
e as duas áreas que não se sobrepõem, mas estão em um círculo
ou no outro):
- Animais que possuem duas pernas e não voam (A sem so-
breposição).
- Animais que voam e não possuem duas pernas (B sem so-
breposição). União de dois conjuntos: A B
- Animais que possuem duas pernas e voam (sobreposição).
- Animais que não possuem duas pernas e não voam (branco
- fora).

Essas configurações são representadas, respectivamente, pe-


las operações de conjuntos: diferença de A para B, diferença de B
para A, intersecção entre A e B, e conjunto complementar de A e
B. Cada uma delas pode ser representada como as seguintes áreas Diferença Simétrica de dois conjuntos: A B
(mais escuras) no diagrama:

Complementar de A em U: AC = U \ A

Diferença de A para B: A\B

Complementar de B em U: BC = U \ B

Didatismo e Conhecimento 17
RACIOCÍNIO LÓGICO
Três Conjuntos: Na sua apresentação inicial, Venn focou-se Proposições Categóricas
sobretudo nos diagramas de três conjuntos. Alargando o exemplo
anterior, poderia-se introduzir o conjunto C dos animais que pos- - Todo A é B
suem bico. Neste caso, o diagrama define sete áreas distintas, que - Nenhum A é B
podem combinar-se de 256 (28) maneiras diferentes, algumas delas - Algum A é B e
ilustradas nas imagens seguintes. - Algum A não é B

Proposições do tipo Todo A é B afirmam que o conjunto A


é um subconjunto do conjunto B. Ou seja: A está contido em B.
Atenção: dizer que Todo A é B não significa o mesmo que Todo
B é A. Enunciados da forma Nenhum A é B afirmam que os con-
juntos A e B são disjuntos, isto é, não tem elementos em comum.
Atenção: dizer que Nenhum A é B é logicamente equivalente a
dizer que Nenhum B é A.
Por convenção universal em Lógica, proposições da forma
Algum A é B estabelecem que o conjunto A tem pelo menos um
Diagrama de Venn mostrando todas as intersecções possíveis elemento em comum com o conjunto B. Contudo, quando dizemos
entre A, B e C. que Algum A é B, pressupomos que nem todo A é B. Entretanto,
no sentido lógico de algum, está perfeitamente correto afirmar que
“alguns de meus colegas estão me elogiando”, mesmo que todos
eles estejam. Dizer que Algum A é B é logicamente equivalente
a dizer que Algum B é A. Também, as seguintes expressões são
equivalentes: Algum A é B = Pelo menos um A é B = Existe um
A que é B.
Proposições da forma Algum A não é B estabelecem que o
conjunto A tem pelo menos um elemento que não pertence ao con-
junto B. Temos as seguintes equivalências: Algum A não é B =
Algum A é não B = Algum não B é A. Mas não é equivalente a
Algum B não é A. Nas proposições categóricas, usam-se também
União de três conjuntos: A B C
as variações gramaticais dos verbos ser e estar, tais como é, são,
está, foi, eram, ..., como elo de ligação entre A e B.

- Todo A é B = Todo A não é não B.


- Algum A é B = Algum A não é não B.
- Nenhum A é B = Nenhum A não é não B.
- Todo A é não B = Todo A não é B.
- Algum A é não B = Algum A não é B.
- Nenhum A é não B = Nenhum A não é B.
- Nenhum A é B = Todo A é não B.
Intersecção de três conjuntos: A B C - Todo A é B = Nenhum A é não B.
- A negação de Todo A é B é Algum A não é B (e vice-versa).
- A negação de Algum A é B é Nenhum A não é B (e vice-
versa).

Verdade ou Falsidade das Proposições Categóricas

Dada a verdade ou a falsidade de qualquer uma das proposi-


ções categóricas, isto é, de Todo A é B, Nenhum A é B, Algum A é
B e Algum A não é B, pode-se inferir de imediato a verdade ou a
A \ (B C) falsidade de algumas ou de todas as outras.

1. Se a proposição Todo A é B é verdadeira, então temos as


duas representações possíveis:

1 2
B
A = B
A
(B C) \ A

Didatismo e Conhecimento 18
RACIOCÍNIO LÓGICO
Nenhum A é B. É falsa. QUESTÕES
Algum A é B. É verdadeira.
Algum A não é B. É falsa. 01. Represente por diagrama de Venn-Euler
(A) Algum A é B
2. Se a proposição Nenhum A é B é verdadeira, então temos (B) Algum A não é B
somente a representação: (C) Todo A é B
(D) Nenhum A é B

02. (Especialista em Políticas Públicas Bahia - FCC) Conside-


A B rando “todo livro é instrutivo” como uma proposição verdadeira,
é correto inferir que:
(A) “Nenhum livro é instrutivo” é uma proposição necessaria-
mente verdadeira.
(B) “Algum livro é instrutivo” é uma proposição necessaria-
Todo A é B. É falsa.
mente verdadeira.
Algum A é B. É falsa. (C) “Algum livro não é instrutivo” é uma proposição verda-
Algum A não é B. É verdadeira. deira ou falsa.
(D) “Algum livro é instrutivo” é uma proposição verdadeira
3. Se a proposição Algum A é B é verdadeira, temos as quatro ou falsa.
representações possíveis: (E) “Algum livro não é instrutivo” é uma proposição necessa-
riamente verdadeira.

03. Dos 500 músicos de uma Filarmônica, 240 tocam instru-


mentos de sopro, 160 tocam instrumentos de corda e 60 tocam
esses dois tipos de instrumentos. Quantos músicos desta Filarmô-
nica tocam:
(A) instrumentos de sopro ou de corda?
(B) somente um dos dois tipos de instrumento?
(C) instrumentos diferentes dos dois citados?

04. (TTN - ESAF) Se é verdade que “Alguns A são R” e que


“Nenhum G é R”, então é necessariamente verdadeiro que:
(A) algum A não é G;
Nenhum A é B. É falsa. (B) algum A é G.
Todo A é B. Pode ser verdadeira (em 3 e 4) ou falsa (em 1 e 2). (C) nenhum A é G;
Algum A não é B. Pode ser verdadeira (em 1 e 2) ou falsa (em (D) algum G é A;
3 e 4) – é indeterminada. (E) nenhum G é A;

4. Se a proposição Algum A não é B é verdadeira, temos as 05. Em uma classe, há 20 alunos que praticam futebol mas não
praticam vôlei e há 8 alunos que praticam vôlei mas não praticam
três representações possíveis:
futebol. O total dos que praticam vôlei é 15. Ao todo, existem 17
alunos que não praticam futebol. O número de alunos da classe é:
(A) 30.
(B) 35.
(C) 37.
(D) 42.
(E) 44.

06. Um colégio oferece a seus alunos a prática de um ou mais


3 dos seguintes esportes: futebol, basquete e vôlei. Sabe-se que, no
A B atual semestre:
- 20 alunos praticam vôlei e basquete.
- 60 alunos praticam futebol e 55 praticam basquete.
- 21 alunos não praticam nem futebol nem vôlei.
Todo A é B. É falsa. - o número de alunos que praticam só futebol é idêntico ao
Nenhum A é B. Pode ser verdadeira (em 3) ou falsa (em 1 e número de alunos que praticam só vôlei.
2 – é indeterminada). - 17 alunos praticam futebol e vôlei.
Algum A é B. Ou falsa (em 3) ou pode ser verdadeira (em 1 e - 45 alunos praticam futebol e basquete; 30, entre os 45, não
2 – é indeterminada). praticam vôlei.

Didatismo e Conhecimento 19
RACIOCÍNIO LÓGICO
O número total de alunos do colégio, no atual semestre, é
igual a:
(B)
(A) 93
(B) 110
(C) 103
(D) 99
(E) 114
(C)
07. Numa pesquisa, verificou-se que, das pessoas entrevista-
das, 100 liam o jornal X, 150 liam o jornal Y, 20 liam os dois
jornais e 110 não liam nenhum dos dois jornais. Quantas pessoas
foram entrevistadas?
(A) 220
(D)
(B) 240
(C) 280
(D) 300
(E) 340
02. Resposta “B”.
08. Em uma entrevista de mercado, verificou-se que 2.000
pessoas usam os produtos C ou D. O produto D é usado por 800
pessoas e 320 pessoas usam os dois produtos ao mesmo tempo.
Quantas pessoas usam o produto C?
(A) 1.430
(B) 1.450
(C) 1.500
(D) 1.520
A opção A é descartada de pronto: “nenhum livro é instrutivo”
(E) 1.600
implica a total dissociação entre os diagramas. E estamos com a
situação inversa. A opção “B” é perfeitamente correta. Percebam
09. Sabe-se que o sangue das pessoas pode ser classificado em
como todos os elementos do diagrama “livro” estão inseridos no
quatro tipos quanto a antígenos. Em uma pesquisa efetuada num
diagrama “instrutivo”. Resta necessariamente perfeito que algum
grupo de 120 pessoas de um hospital, constatou-se que 40 delas
livro é instrutivo.
têm o antígeno A, 35 têm o antígeno B e 14 têm o antígeno AB.
Com base nesses dados, quantas pessoas possuem o antígeno O?
03. Seja C o conjunto dos músicos que tocam instrumentos de
(A) 50
corda e S dos que tocam instrumentos de sopro. Chamemos de F o
(B) 52
conjunto dos músicos da Filarmônica. Ao resolver este tipo de pro-
(C) 59
blema faça o diagrama, assim você poderá visualizar o problema e
(D) 63
sempre comece a preencher os dados de dentro para fora.
(E) 65
Passo 1: 60 tocam os dois instrumentos, portanto, após fazer-
10. Em uma universidade são lidos dois jornais, A e B. Exa-
mos o diagrama, este número vai no meio.
tamente 80% dos alunos leem o jornal A e 60% leem o jornal B.
Passo 2:
Sabendo que todo aluno é leitor de pelo menos um dos jornais,
a)160 tocam instrumentos de corda. Já temos 60. Os que só
encontre o percentual que leem ambos os jornais.
tocam corda são, portanto 160 - 60 = 100
(A) 40%
b) 240 tocam instrumento de sopro. 240 - 60 = 180
(B) 45%
Vamos ao diagrama, preenchemos os dados obtidos acima:
(C) 50%
(D) 60%
(E) 65%

Respostas 100 60 180

01. (A)

Com o diagrama completamente preenchido, fica fácil achara


as respostas: Quantos músicos desta Filarmônica tocam:
a) instrumentos de sopro ou de corda? Pelos dados do proble-
ma: 100 + 60 + 180 = 340

Didatismo e Conhecimento 20
RACIOCÍNIO LÓGICO
b) somente um dos dois tipos de instrumento? 100 + 180 = Teste da alternativa “B” (algum A é G). Observando os dese-
280 nhos dos círculos, verificamos que, para o desenho de A que está
c) instrumentos diferentes dos dois citados? 500 - 340 = 160 mais a direita, esta alternativa não é verdadeira, isto é, tem elemen-
tos em A que não estão em G. Pelo mesmo motivo a alternativa
04. Esta questão traz, no enunciado, duas proposições cate- “D” não é correta. Passemos para a próxima.
góricas: Teste da alternativa “C” (Nenhum A é G). Observando os
- Alguns A são R desenhos dos círculos, verificamos que, para o desenho de A que
- Nenhum G é R está mais a esquerda, esta alternativa não é verdadeira, isto é, tem
elementos em A que estão em G. Pelo mesmo motivo a alternativa
Devemos fazer a representação gráfica de cada uma delas por “E” não é correta. Portanto, a resposta é a alternativa “A”.
círculos para ajudar-nos a obter a resposta correta. Vamos iniciar
pela representação do Nenhum G é R, que é dada por dois círculos 05. Resposta “E”.
separados, sem nenhum ponto em comum.

Como já foi visto, não há uma representação gráfica única n = 20 + 7 + 8 + 9


para a proposição categórica do Alguns A são R, mas geralmente n = 44
a representação em que os dois círculos se interceptam (mostrada
abaixo) tem sido suficiente para resolver qualquer questão. 06. Resposta “D”.

n(FeB) = 45 e n(FeB -V) = 30 → n(FeBeV) = 15


n(FeV) = 17 com n(FeBeV) = 15 → n(FeV - B) = 2
n(F) = n(só F) + n(FeB-V) + n(FeV -B) + n(FeBeV)
60 = n(só F) + 30 + 2 + 15 → n(só F) = 13

n(sóF) = n(sóV) = 13
Agora devemos juntar os desenhos das duas proposições cate-
n(B) = n(só B) + n(BeV) + n(BeF-V) → n(só B) = 65 - 20 –
góricas para analisarmos qual é a alternativa correta. Como a ques-
30 = 15
tão não informa sobre a relação entre os conjuntos A e G, então
n(nem F nem B nem V) = n(nem F nem V) - n(solo B) = 21-
teremos diversas maneiras de representar graficamente os três con- 15 = 6
juntos (A, G e R). A alternativa correta vai ser aquela que é verda-
deira para quaisquer dessas representações. Para facilitar a solução Total = n(B) + n(só F) + n(só V) + n(Fe V - B) + n(nemF
da questão não faremos todas as representações gráficas possíveis nemB nemV) = 65 + 13 + 13 + 2 + 6 = 99.
entre os três conjuntos, mas sim, uma (ou algumas) representa-
ção(ões) de cada vez e passamos a analisar qual é a alternativa que
satisfaz esta(s) representação(ões), se tivermos somente uma alter-
nativa que satisfaça, então já achamos a resposta correta, senão,
desenhamos mais outra representação gráfica possível e passamos
a testar somente as alternativas que foram verdadeiras. Tomemos
agora o seguinte desenho, em que fazemos duas representações,
uma em que o conjunto A intercepta parcialmente o conjunto G, e
outra em que não há intersecção entre eles.

07. Resposta “E”.

A B

80 20 130 + 110
Teste das alternativas:
Teste da alternativa “A” (algum A não é G). Observando os
desenhos dos círculos, verificamos que esta alternativa é verda-
deira para os dois desenhos de A, isto é, nas duas representações Começamos resolvendo pelo que é comum: 20 alunos gostam
há elementos em A que não estão em G. Passemos para o teste da de ler os dois.
próxima alternativa. Leem somente A: 100 – 20 = 80

Didatismo e Conhecimento 21
RACIOCÍNIO LÓGICO
Leem somente B: 150 – 20 = 130 Em resumo:
Totaliza: 80 + 20 + 130 + 110 = 340 pessoas. - Polinômio é uma expressão algébrica racional e inteira, por
exemplo:
08. Resposta “D”. x2y
3x – 2y
A B x + y5 + ab

- Monômio é um tipo de polinômio que possui apenas um


1200 320 480 termo, ou seja, que possui apenas coeficiente e parte literal. Por
exemplo:
a2 → 1 é o coeficiente e a2 parte literal.
3x2y → 3 é o coeficiente e x2y parte literal.
Somente B: 800 – 320 = 480 -5xy6 → -5 é o coeficiente e xy6 parte literal
Usam A = total – somente B = 2000 – 480 = 1520.
Operações com Polinômios
09. Resposta “C”.
Adição
A B
O procedimento utilizado na adição e subtração de polinômios
+ 59 envolve técnicas de redução de termos semelhantes, jogo de sinal,
26 14 21
operações envolvendo sinais iguais e sinais diferentes.
Exemplo 1
Começa-se resolvendo pelo AB, então somente A = 40 – 14 =
26 e somente B = 35 – 14 = 21. Adicionar x2 – 3x – 1 com –3x2 + 8x – 6.
Somando-se A, B e AB têm-se 61, então o O são 120 – 61 = (x2 – 3x – 1) + (–3x2 + 8x – 6) → eliminar o segundo parênte-
59 pessoas. ses através do jogo de sinal.
+(–3x2) = –3x2
10. Resposta “A”. +(+8x) = +8x
- Jornal A → 0,8 – x +(–6) = –6
- Jornal B → 0,6 – x x2 – 3x – 1 –3x2 + 8x – 6 → reduzir os termos semelhantes.
- Intersecção → x x2 – 3x2 – 3x + 8x – 1 – 6
–2x2 + 5x – 7
Então fica: Portanto: (x2 – 3x – 1) + (–3x2 + 8x – 6) = –2x2 + 5x – 7

(0,8 - x) + (0,6 - x) + x = 1 Exemplo 2


- x + 1,4 = 1
- x = - 0,4 Adicionando 4x2 – 10x – 5 e 6x + 12, teremos:
x = 0,4. (4x2 – 10x – 5) + (6x + 12) → eliminar os parênteses utilizan-
do o jogo de sinal.
Resposta “40% dos alunos leem ambos os jornais”. 4x2 – 10x – 5 + 6x + 12 → reduzir os termos semelhantes.
4x2 – 10x + 6x – 5 + 12
Algebra 4x2 – 4x + 7
Portanto: (4x2 – 10x – 5) + (6x + 12) = 4x2 – 4x + 7
Para polinômios podemos encontrar várias definições diferen-
tes como: Subtração
Polinômio é uma expressão algébrica com todos os termos
semelhantes reduzidos. Exemplo 1

- 3xy é monômio, mas também considerado polinômio, assim Subtraindo –3x2 + 10x – 6 de 5x2 – 9x – 8.
podemos dividir os polinômios em monômios (apenas um monô- (5x2 – 9x – 8) – (–3x2 + 10x – 6) → eliminar os parênteses
mio), binômio (dois monômios) e trinômio (três monômios). utilizando o jogo de sinal.
– (–3x2) = +3x2
- 3x + 5 é um polinômio e uma expressão algébrica. – (+10x) = –10x
– (–6) = +6
Como os monômios, os polinômios também possuem grau e
é assim que eles são separados. Para identificar o seu grau, basta 5x2 – 9x – 8 + 3x2 –10x +6 → reduzir os termos semelhantes.
observar o grau do maior monômio, esse será o grau do polinômio. 5x2 + 3x2 – 9x –10x – 8 + 6
Com os polinômios podemos efetuar todas as operações: adi- 8x2 – 19x – 2
ção, subtração, divisão, multiplicação, potenciação e radiciação. Portanto: (5x2 – 9x – 8) – (–3x2 + 10x – 6) = 8x2 – 19x – 2

Didatismo e Conhecimento 22
RACIOCÍNIO LÓGICO
Exemplo 2 - 10x3 + 2x2

Se subtrairmos 2x³ – 5x² – x + 21 e 2x³ + x² – 2x + 5 teremos: Portanto: -2x2 (5x – 1) = - 10x3 + 2x2
(2x³ – 5x² – x + 21) – (2x³ + x² – 2x + 5) → eliminando os
parênteses através do jogo de sinais. Multiplicação de número natural
2x³ – 5x² – x + 21 – 2x³ – x² + 2x – 5 → redução de termos
semelhantes. - Se multiplicarmos 3 por (2x2 + x + 5), teremos:
2x³ – 2x³ – 5x² – x² – x + 2x + 21 – 5 3 (2x2 + x + 5) → aplicar a propriedade distributiva.
0x³ – 6x² + x + 16 3 . 2x2 + 3 . x + 3 . 5
– 6x² + x + 16 6x2 + 3x + 15.
Portanto: (2x³ – 5x² – x + 21) – (2x³ + x² – 2x + 5) = – 6x² +
x + 16 Portanto: 3 (2x2 + x + 5) = 6x2 + 3x + 15.

Exemplo 3 Multiplicação de polinômio com polinômio

Considerando os polinômios A = 6x³ + 5x² – 8x + 15, B = 2x³ - Se multiplicarmos (3x – 1) por (5x2 + 2)
– 6x² – 9x + 10 e C = x³ + 7x² + 9x + 20. Calcule: (3x – 1) . (5x2 + 2) → aplicar a propriedade distributiva.
a) A + B + C 3x . 5x2 + 3x . 2 – 1 . 5x2 – 1 . 2
(6x³ + 5x² – 8x + 15) + (2x³ – 6x² – 9x + 10) + (x³ + 7x² + 9x 15x3 + 6x – 5x2 – 2
+ 20)
6x³ + 5x² – 8x + 15 + 2x³ – 6x² – 9x + 10 + x³ + 7x² + 9x + 20 Portanto: (3x – 1) . (5x2 + 2) = 15x3 + 6x – 5x2 – 2
6x³ + 2x³ + x³ + 5x² – 6x² + 7x² – 8x – 9x + 9x + 15 + 10 + 20 - Multiplicando (2x2 + x + 1) por (5x – 2), teremos:
9x³ + 6x² – 8x + 45 (2x2 + x + 1) (5x – 2) → aplicar a propriedade distributiva.
2x2 . (5x) + 2x2 . (-2) + x . 5x + x . (-2) + 1 . 5x + 1 . (-2)
A + B + C = 9x³ + 6x² – 8x + 45 10x3 – 4x2 + 5x2 – 2x + 5x – 2
10x3+ x2 + 3x – 2
b) A – B – C
(6x³ + 5x² – 8x + 15) – (2x³ – 6x² – 9x + 10) – (x³ + 7x² + 9x Portanto: (2x2 + x + 1) (5x – 2) = 10x3+ x2 + 3x – 2
+ 20) Divisão
6x³ + 5x² – 8x + 15 – 2x³ + 6x² + 9x – 10 – x³ – 7x² – 9x – 20
6x³ – 2x³ – x³ + 5x² + 6x² – 7x² – 8x + 9x – 9x + 15 – 10 – 20 - Divisão de monômio por monômio
6x³ – 3x³ + 11x² – 7x² – 17x + 9x + 15 – 30
3x³ + 4x² – 8x – 15 Ao resolvermos uma divisão onde o dividendo e o divisor são
monômios devemos seguir a regra: dividimos coeficiente com coe-
A – B – C = 3x³ + 4x² – 8x – 15 ficiente e parte literal com parte literal. Exemplos: 6x3 3x = 6 . x3
= 2x2 3x2
A multiplicação com polinômio (com dois ou mais monô-
mios) pode ser realizada de três formas:
Multiplicação de monômio com polinômio.
Multiplicação de número natural com polinômio. Observação: ao dividirmos as partes literais temos que estar
Multiplicação de polinômio com polinômio. atentos à propriedade que diz que base igual na divisão, repete a
base e subtrai os expoentes.
As multiplicações serão efetuadas utilizando as seguintes pro- Depois de relembrar essas definições veja alguns exemplos de
priedades: como resolver divisões de polinômio por monômio.
- Propriedade da base igual e expoente diferente: an . am = a n + m
- Monômio multiplicado por monômio é o mesmo que multi- Exemplo: (10a3b3 + 8ab2) (2ab2)
plicar parte literal com parte literal e coeficiente com coeficiente.
O dividendo 10a3b3 + 8ab2 é formado por dois monômios.
Multiplicação de monômio com polinômio Dessa forma, o divisor 2ab2, que é um monômio, irá dividir cada
um deles, veja:
- Se multiplicarmos 3x por (5x2 + 3x – 1), teremos: (10a3b3 + 8ab2) (2ab2)
3x . (5x2 + 3x – 1) → aplicar a propriedade distributiva.
3x . 5x2 + 3x . 3x + 3x . (-1)
15x3 + 9x2 – 3x

Portanto: 3x (5x2 + 3x – 1) = 15x3 + 9x2 – 3x Assim, transformamos a divisão de polinômio por monômio
- Se multiplicarmos -2x2 por (5x – 1), teremos: em duas divisões de monômio por monômio. Portanto, para con-
-2x2 (5x – 1) → aplicando a propriedade distributiva. cluir essa divisão é preciso dividir coeficiente por coeficiente e
-2x2 . 5x – 2x2 . (-1) parte literal por parte literal.

Didatismo e Conhecimento 23
RACIOCÍNIO LÓGICO
Se D(x) é divisor de P(x) ⇔ R(x)=0

Exemplo:
Determinar o quociente de P(x)=x4+x3-7x2+9x-1 por
D(x)=x2+3x-2.
Resolução: Aplicando o método da chave, temos:
ou

x 4 + x3 − 7 x 2 + 9 x − 1 x 2 + 3x − 2
− x 4 − 3x3 + 2 x 2 x 2 − 2 x + 1 → Q( x)
− 2 x3 − 5 x 2 + 9 x − 1
Portanto, (10a3b3 + 8ab2) (2ab2) = 5a2b + 4
+ 2 x3 + 6 x 2 − 4 x
Exemplo: (9x2y3 – 6x3y2 – xy) (3x2y)
x2 + 5x − 1
O dividendo 9x2y3 – 6x3y2 – xy é formado por três monômios.
− x 2 − 3x + 2
Dessa forma, o divisor 3x2y, que é um monômio irá dividir cada
um deles, veja: 2 x + 1 → R( x)

Verificamos que:
Assim, transformamos a divisão de polinômio por monômio
em três divisões de monômio por monômio. Portanto, para con-
cluir essa divisão é preciso dividir coeficiente por coeficiente e
parte literal por parte literal.
O dispositivo de Briot-Ruffini  
Utiliza-se para efetuar a divisão de um polinômio P(x) por um
binômio da forma (ax+b).  
Exemplo: Determinar o quociente e o resto da divisão do po-
linômio P(x)=3x3-5x2+x-2 por (x-2).
Resolução: 
Portanto,

- Divisão de Polinômio por polinômio


Sejam dois polinômios P(x) e D(x), com D(x) não nulo.     
Efetuar a divisão de P por D é determinar dois polinômios
Q(x) e R(x), que satisfaçam as duas condições abaixo: Para resolvermos este problema, vamos seguir o passo a passo
abaixo:
1ª) Q(x).D(x) + R(x) = P(x) 1) Vamos achar a raiz do divisor: x-2 =0 ➜ x=2 ;
2) Colocamos a raiz do divisor e os coeficientes do dividen-
P( x) D( x ) do ordenadamente na parte de cima da reta, como mostra a figura
acima;  
R( x) Q( x) 3) O primeiro coeficiente do dividendo é repetido abaixo.  
4) Multiplicamos a raiz do divisor por esse coeficiente repeti-
2ª) gr(R) < gr(D) ou R(x)=0 do abaixo e somamos o produto com o 2º coeficiente do dividendo,
colocando o resultado abaixo deste.  
Nessa divisão: 5) Multiplicamos a raiz do divisor pelo número colocado abai-
P(x) é o dividendo. xo do 2º coeficiente e somamos o produto com o 3º coeficiente,
D(x) é o divisor. colocando o resultado abaixo deste, e assim sucessivamente.  
Q(x) é o quociente. 6) Separamos o último número formado, que é igual ao resto
R(x) é o resto da divisão. da divisão, e os números que ficam à esquerda deste serão os coe-
ficientes do quociente. 
Obs: Quando temos R(x)=0 dizemos que a divisão é exata, ou Observe que o grau de Q(x) é uma unidade inferior ao de P(x),
seja, P(x) é divisível por D(x) ou D(x) é divisor de P(x) pois o divisor é de grau 1.  

Didatismo e Conhecimento 24
RACIOCÍNIO LÓGICO
Resposta: Q(x)=3x2+x+3 e R(x)=4. 7 - (MACK)
P(x) x – 2 Q(x) x – 6
Questões 4 Q(x) 1 Q1(x)
Considerando as divisões de polinômios acima, podemos afir-
1 – (Guarda Civil SP)O resto da divisão do polinômio x³ + mar que o resto da divisão de P(x) por x2 – 8x + 12 é:
3x² – 5x + 1 por x – 2 é: A) 3x – 2
A) 1 B) x + 1
B) 2 C) 2x + 2
C) 10 D) 2x + 1
D) 11 E) x + 2
E) 12
8 - (FGV) Sabe-se que o polinômio f = x4 – x3 – 3x2 + x + 2 é
2 - (Guarda Civil SP) Considere o polinômio divisível por x2 – 1. Um outro divisor de f é o polinômio:
A) x2 – 4
B) x2 + 1
C) (x + 1)2
Sabendo que P(1) = 2, então o valor de P(3) é: D) (x – 2)2
A) 386. E) (x – 1)2
B) 405. 9 - (FGV) Um polinômio P (x) do 4o grau é divisível por (x –
C) 324. 3)3. Sendo P (0) = 27 e P (2) = –1, então o valor de P (5) é:
D) 81. A) 48
E) 368. B) 32
3 – (UESP) Se o polinômio P(x) = x3 + mx2 - 1 é divisível por C) 27
x2 + x - 1, então m é igual a: D) 16
A) -3 E) 12
B) -2
C) -1 10 - (MACK) Se P (x) = x3 – 8 x2 + kx – m é divisível por
D) 1 (x – 2) (x + 1) então , (m, vale:
E) 2 A) 2/5
B) – 5/14
4 – (UF/AL) Seja o polinômio do 3° grau p = ax³ + bx² + cx C) 7/2
+ d cujos coeficientes são todos positivos. O n° real k é solução da D) 2/7
equação p(x) = p(- x) se, e somente se, k é igual a: E) 1/2
A) 0
B) 0 ou 1 Respostas
C) - 1 ou 1
D) ± √c/a 1 - RESPOSTA: “D”
E) 0 ou ± √-c/a

5 – (UFSM) Considere os polinômios, de coeficientes reais:


A(x)= x3 + ax2 + bx + c
B(x)= bx3 + 2x2 + cx +2
Teremos que A(k)=B(k), qualquer que seja o número real k ,
quando:
A) a=c=2 e b=1
B) b=c=1 e a=2
C) a=b=c=1
D) a=b=c=2
E) nunca

6 - (FUVEST)Um polinômio P(x) = x3 + ax2 + bx + c, satisfaz


as seguintes condições: 2 – RESPOSTA: “A”
P(1) = 0; P(–x) + P(x) = 0, qualquer que seja x real. Qual o P(1)=4.1  + 3.1 – 2.1 + 1 + k =2
valor de P(2)? P(1) =4 + 3 – 2 + 1+ k = 2
A) 2 10 + k = 2
B) 3 k=2–6
C) 4 k=–4
D) 5  
E) 6 Substituindo k, e fazendo P(3), teremos:

Didatismo e Conhecimento 25
RACIOCÍNIO LÓGICO
 P(3) =  4x4  + 3x³ + 2x² + x – 4 9 - RESPOSTA: “E”
P(3) = 4.(3)4 + 3.(3)3 + 2.(3)2 + 3 -4 P(x) = (x – 3)3 . Q(x) + R(x)
P(3) = 4.81 + 3.27 – 2.9 + 3 – 4 P(0) = –27 . Q(0) = 27 Q(0) = –1
P(3) = 324 + 81 – 18 + 3 – 4 P(2) = –1 . Q(2) = –1 Q(2) = 1
P(3) = 386 P(5) = ?
Q(x) = ax + b
3 – RESPOSTA: “E” Q(0) = b = –1
x³ + mx² +0x - 1 | x² + x - 1 Q(2) = 2a – 1 = 1 ➜ a = 1 ➜ Q(x) = x – 1
-x³ - x² + x ............x + 1 P(5) = (5 – 3)3 . Q(5) ➜ P(5) = 8 . (5 – 1) = 32
......(m-1)x² +x-1 10 - RESPOSTA: “B”
..... -1x² - x-1 Resolução:
.........(m-2)
o resto deve ser igual a zero, assim teremos que
m-2=0
m=2
4 - RESPOSTA: “E”

p(x) = p(-x)
ax³+bx²+cx+d=-ax³+bx²-cx+d
2ax³+2cx= Geometria
2(ax³+cx)=0
ax³+cx=0 A Geometria é a parte da matemática que estuda as figuras e
Como k é solução da equação ax³+cx=0, teremos suas propriedades. A geometria estuda figuras abstratas, de uma
p(k)=ak³+ck=0 perfeição não existente na realidade. Apesar disso, podemos ter
ak³+ck=0 uma boa ideia das figuras geométricas, observando objetos reais,
k(ak²+c)=0 como o aro da cesta de basquete que sugere uma circunferência,
k=0 ou ak²+c=0 as portas e janelas que sugerem retângulos e o dado que sugere
k²=-c/a um cubo.
k=±√-c/a
Reta, semirreta e segmento de reta
5 - RESPOSTA: “E”
A(x)=B(x) ➜ x3 +ax2 + bx +c = bx3 +2x2 + cx+2 ➜ x3 +ax2 +
bx +c - bx3 -2x2 – cx -2 =0➜
x3 (1-b) + x2(a-2) + x(b-c) +c – 2 =0, daí tiramos:
b=1 ; a=2 ; b=c ; c=2 , b=2 , então se b=1 e b=2 , b não pode
ter dois valores, logo não existe resposta correta.

6 - RESPOSTA: “E”
P(x)= x3+ax2+bx+c
P(1) = 13+a12+b1+c ➜ a+b+c=-1 Definições.
a) Segmentos congruentes.
P(-x)+P(x)= -x3+ax2-bx+c + x3+ax2+bx+c ➜ 2ax2+2c=0 ➜ Dois segmentos são congruentes se têm a mesma medida.
ax +c=0 ➜ a=0 ; c=0
2
b) Ponto médio de um segmento.
Substituindo em a+b+c= -1, b=-1 Um ponto P é ponto médio do segmento AB se pertence ao
P(2) = 23 -1.2 = 8-2 = 6 segmento e divide AB em dois segmentos congruentes.
c) Mediatriz de um segmento.
7 - RESPOSTA: “E” É a reta perpendicular ao segmento no seu ponto médio
P(x) = Q (x) (x – 2) + 4; Q(x) = Q1 (x) (x – 6) + 1 Ângulo
P(x) = (Q1 (x) (x – 6) + 1) (x – 2) + 4
P(x) = Q1 (x) (x2 – 8x + 12) + x – 2 + 4
P(x) = Q1 (x) (x2 – 8x + 12) + (x + 2)
R(x) = x + 2

8 - RESPOSTA: “C”
x2 – 1 = (x + 1) (x – 1)

x4 – x3 – 3x2 + x + 2 = (x + 1)2 . (x – 1) . (x – 2)

Didatismo e Conhecimento 26
RACIOCÍNIO LÓGICO
Definições.
a) Ângulo é a região plana limitada por duas semirretas de
mesma origem.
b) Ângulos congruentes: Dois ângulos são ditos congruentes
se têm a mesma medida.
c) Bissetriz de um ângulo: É a semirreta de origem no vértice
do ângulo que divide esse ângulo em dois ângulos congruentes.

Perímetro
Entendendo o que é perímetro.
Imagine uma sala de aula de 5m de largura por 8m de
comprimento.
Quantos metros lineares serão necessários para colocar rodapé Veremos que a área do campo de futebol é 70 unidades de
nesta sala, sabendo que a porta mede 1m de largura e que nela não área.
se coloca rodapé? A unidade de medida da área é: m² (metros quadrados), cm²
(centímetros quadrados), e outros.
Se tivermos uma figura do tipo:

A conta que faríamos seria somar todos os lados da sala,


menos 1m da largura da porta, ou seja:
P = (5 + 5 + 8 + 8) – 1
P = 26 – 1 Sua área será um valor aproximado. Cada é uma unidade,
P = 25 então a área aproximada dessa figura será de 4 unidades.
No estudo da matemática calculamos áreas de figuras planas e
para cada figura há uma fórmula pra calcular a sua área.

Retângulo
É o quadrilátero que tem todos os ângulos internos congruentes
e iguais a 90º.

Colocaríamos 25m de rodapé.


A soma de todos os lados da planta baixa se chama Perímetro. No cálculo da área de qualquer retângulo podemos seguir o
Portanto, Perímetro é a soma dos lados de uma figura plana. raciocínio:

Área
Área é a medida de uma superfície.
A área do campo de futebol é a medida de sua superfície
(gramado).
Se pegarmos outro campo de futebol e colocarmos em uma
malha quadriculada, a sua área será equivalente à quantidade de
quadradinho. Se cada quadrado for uma unidade de área:

Didatismo e Conhecimento 27
RACIOCÍNIO LÓGICO
Pegamos um retângulo e colocamos em uma malha
quadriculada onde cada quadrado tem dimensões de 1 cm. Se A= .
contarmos, veremos que há 24 quadrados de 1 cm de dimensões A= ²
no retângulo. Como sabemos que a área é a medida da superfície
de uma figuras podemos dizer que 24 quadrados de 1 cm de Trapézio
dimensões é a área do retângulo. É o quadrilátero que tem dois lados paralelos. A altura de um
trapézio é a distância entre as retas suporte de suas bases.

O retângulo acima tem as mesmas dimensões que o outro, Em todo trapézio, o segmento que une os pontos médios
só que representado de forma diferente. O cálculo da área do dos dois lados não paralelos, é paralelo às bases e vale a média
retângulo pode ficar também da seguinte forma: aritmética dessas bases.
A = 6 . 4 A = 24 cm²
Podemos concluir que a área de qualquer retângulo é:

A=b.h
A área do trapézio está relacionada com a área do triângulo
Quadrado que é calculada utilizando a seguinte fórmula:
É o quadrilátero que tem os lados congruentes e todos os A = b . h (b = base e h = altura).
ângulos internos a congruentes (90º). 2

Observe o desenho de um trapézio e os seus elementos mais


importantes (elementos utilizados no cálculo da sua área):

Sua área também é calculada com o produto da base pela Um trapézio é formado por uma base maior (B), por uma base
altura. Mas podemos resumir essa fórmula: menor (b) e por uma altura (h).
Para fazermos o cálculo da área do trapézio é preciso dividi-lo
em dois triângulos, veja como:
Primeiro: completamos as alturas no trapézio:

Como todos os lados são iguais, podemos dizer que base é


igual a e a altura igual a , então, substituindo na fórmula A = b .
h, temos:

Didatismo e Conhecimento 28
RACIOCÍNIO LÓGICO
Segundo: o dividimos em dois triângulos:

Em todo losango as diagonais são:


A área desse trapézio pode ser calculada somando as áreas dos a) perpendiculares entre si;
dois triângulos (∆CFD e ∆CEF). b) bissetrizes dos ângulos internos.
Antes de fazer o cálculo da área de cada triângulo
separadamente observamos que eles possuem bases diferentes e
A área do losango é definida pela seguinte fórmula:
alturas iguais.
d .D Onde D é a diagonal maior e d é a menor.
Cálculo da área do ∆CEF: S=
2
A∆1 = B . h
Triângulo
2
Cálculo da área do ∆CFD: Figura geométrica plana com três lados.

A∆2 = b . h
2
Somando as duas áreas encontradas, teremos o cálculo da
área de um trapézio qualquer:

AT = A∆1 + A∆2

AT = B . h + b . h
2 2

AT = B . h + b . h → colocar a altura (h) em evi-


2 Ângulo externo. O ângulo externo de qualquer polígono
dência, pois é um termo comum aos dois fatores. convexo é o ângulo formado entre um lado e o prolongamento do
outro lado.
AT = h (B + b)
2 Classificação dos triângulos.

a) quanto aos lados:


Portanto, no cálculo da área de um trapézio qualquer
- triângulo equilátero.
utilizamos a seguinte fórmula:
- triângulo isósceles.
A = h (B + b) - triângulo escaleno.
2
b) quanto aos ângulos:
h = altura - triângulo retângulo.
B = base maior do trapézio - triângulo obtusângulo.
b = base menor do trapézio - triângulo acutângulo.

Losango
Propriedades dos triângulos
É o quadrilátero que tem os lados congruentes. 1) Em todo triângulo, a soma das medidas dos 3 ângulos
internos é 180º.

Didatismo e Conhecimento 29
RACIOCÍNIO LÓGICO
Área do triangulo

2) Em todo triângulo, a medida de um ângulo externo é igual à


soma das medidas dos 2 ângulos internos não adjacentes.

Segmentos proporcionais
Teorema de Tales.
Em todo feixe de retas paralelas, cortado por uma reta
transversal, a razão entre dois segmento quaisquer de uma
transversal é igual à razão entre os segmentos correspondentes da
outra transversal.

3) Em todo triângulo, a soma das medidas dos 3 ângulos


externos é 360º.

Semelhança de triângulos
Definição.
Dois triângulos são semelhantes se têm os ângulos dois a dois
congruentes e os lados correspondentes dois a dois proporcionais.
Definição mais “popular”.
Dois triângulos são semelhantes se um deles é a redução ou a
ampliação do outro.
Importante - Se dois triângulos são semelhantes, a
4) Em todo triângulo isósceles, os ângulos da base são
proporcionalidade se mantém constante para quaisquer dois
congruentes. Observação - A base de um triângulo isósceles é o
segmentos correspondentes, tais como: lados, medianas, alturas,
seu lado diferente. raios das circunferências inscritas, raios das circunferências
circunscritas, perímetros, etc.

Altura - É a distância entre o vértice e a reta suporte do lado


oposto.

Didatismo e Conhecimento 30
RACIOCÍNIO LÓGICO
Exercícios 8. Na figura a seguir, as distâncias dos pontos A e B à reta va-
lem 2 e 4. As projeções ortogonais de A e B sobre essa reta são os
1. Seja um paralelogramo com as medidas da base e da altura pontos C e D. Se a medida de CD é 9, a que distância de C deverá
respectivamente, indicadas por b e h. Se construirmos um outro estar o ponto E, do segmento CD, para que CÊA=DÊB
paralelogramo que tem o dobro da base e o dobro da altura do
outro paralelogramo, qual será relação entre as áreas dos parale-
logramos?

2. Os lados de um triângulo equilátero medem 5 mm. Qual é a


área deste triângulo equilátero?

3. Qual é a medida da área de um paralelogramo cujas medi-


das da altura e da base são respectivamente 10 cm e 2 dm? a)3
b)4
4. As diagonais de um losango medem 10 cm e 15 cm. Qual é c)5
a medida da sua superfície? d)6
e)7
5. Considerando as informações constantes no triangulo PQR,
pode-se concluir que a altura PR desse triângulo mede: 9. Para ladrilhar uma sala são necessários exatamente 400 pe-
ças iguais de cerâmica na forma de um quadrado. Sabendo-se que
a área da sala tem 36m², determine:
a) a área de cada peça, em m².
b) o perímetro de cada peça, em metros.

10. Na figura, os ângulos ABC, ACD, CÊD, são retos. Se