Você está na página 1de 8

MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 3.

369 DISTRITO
FEDERAL

RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES


AUTOR(A/S)(ES) : ESTADO DE PERNAMBUCO
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE
PERNAMBUCO
RÉU(É)(S) : UNIÃO

69
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO -GERAL DA UNIÃO

3
RÉU(É)(S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF

:24 O 3
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
RÉU(É)(S) : BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO

:24 C
ECONOMICO E SOCIAL - BNDES
ADV.(A/S) 14 5 A
: SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
0 - 4-2
RÉU(É)(S) : BANCO DO NORDESTE DO BRASIL S/A
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
02 .30

RÉU(É)(S) : BANCO INTERNACIONAL PARA RECONSTRUCAO


E DESENVOLVIMENTO - BANCO MUNDIAL
3/2 89

ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS


7/0 6.6

RÉU(É)(S) : BANCO INTERAMERICANO DE


DESENVOLVIMENTO
: 2 : 66

ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS


RÉU(É)(S) : KFW ENTWICKLUNGSBANK (BANCO ALEMÃO DE
Em por

DESENVOLVIMENTO)
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
sso

Decisão:
pre
Im

Trata-se de Ação Civil Originária com pedido de medida liminar


proposta pelo Estado de Pernambuco em face da União, da Caixa
Econômica Federal – CEF, do Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social – BNES, do Banco do Nordeste do Brasil S/A, do
Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento Mundial –
Banco Mundial, do Banco Interamericano de Desenvolvimento e do Kfw
Entwicklungsbank (banco Alemão de Desenvolvimento), com pedido de
provimento liminar para “determinar que a suspensão por 180 (cento e
oitenta) dias do pagamento das parcelas relativas ao serviço da dívida

Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 651E-791A-3E07-8C56 e senha 29B6-E096-1F82-E3C4
ACO 3369 MC / DF

(amortizações, juros e encargos) do Estado de Pernambuco, sem que se considere


o Estado inadimplente perante os credores/demandados e sem que a União
execute as contra-garantias, impedindo ainda a retenção de Fundos
Constitucionais, imposição de multa e juros contratuais ou moratórios, restrição
cadastral ou qualquer forma de retenção na transferência de recursos obrigatórios
e voluntários, remetendo o vencimento das parcelas dos respectivos contratos
para o final da avença ou para momento a ser acordado entre as partes, com

69
incidência dos mesmos encargos financeiros pactuados, permitindo-se o

3
incremento de recursos e esforços destinados ao combate do Covid-19 no âmbito

:24 O 3
do Estado de Pernambuco na área da saúde e assistência social”.
O Estado argui que, em razão da rápida evolução mundial do novo

:24 C
14 5 A
coronavírus, reconhecida como Pandemia pela Organização Mundial de
Saúde, o Ministério da Saúde declarou situação de Emergência em Saúde
0 - 4-2
Pública de Importância Nacional (ESPIN), por meio da Lei Federal
13,979/2020, a qual dispôs sobre “as medidas para enfrentamento da
02 .30

emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do


3/2 89

coronavírus responsável pelo surto de 2019”.


7/0 6.6

Ressalta que o Governo Federal, diante da necessidade de se


flexibilizar o cumprimento de metas fiscais, declarou o estado de
: 2 : 66

calamidade pública.
Diante desses fatos, o Poder Executivo do Estado de Pernambuco
Em por

“editou o Decreto nº 48.809, de 14 de março de 2020, com as primeiras medidas


restritivas e de enfrentamento da pandemia, com as alterações dos Decretos nº
sso

48.810, de Decreto nº 48.810, de 16 de março de 2020, e nº 48.822, de 17 de


março de 2020”, tendo, posteriormente editado “o Decreto nº 48.832, de 19
pre

de março de 2020, definindo no âmbito socioeconômico medidas restritivas


Im

temporárias adicionais para enfrentamento da emergência de saúde pública de


importância internacional decorrente do coronavírus e o Decreto nº 48.831,
determinando a requisição administrativa de bens imóveis, equipamentos,
insumos, medicamentos e demais produtos de saúde necessários ao
enfrentamento da crise. Por fim, editou os Decreto nº 48.835 e 48.836, ambos de
22 de março de 2020, com medidas restritivas adicionais. Ainda o Decreto
Legislativo nº 9, de 24 de março de 2020, reconheceu, para os fins do disposto no

Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 651E-791A-3E07-8C56 e senha 29B6-E096-1F82-E3C4
ACO 3369 MC / DF

art. 65 da Lei Complementar Federal nº 101, de 4 de maio de 2000, a ocorrência


do estado de calamidade pública no Estado de Pernambuco”.
Alega que o Estado vem tomando medidas imprescindíveis para a
contenção da doença, de modo a preservar o sistema de saúde e a
população pernambucana, mas que a gravidade da doença e o potencial
de rápida disseminação podem causar um colapso no sistema de saúde,
tal como já constatado em outros locais do mundo.

69
Sustenta que o cenário “representa um risco potencial de contágio do

3
Sars-CoV-2 para um número bastante significativo de pessoas, causando elevado

:24 O 3
número de mortes, sobretudo em sua fase de transmissão exponencial, prevista
para ocorrer em até duas semanas e cujo platô poderá durar por cerca de oito

:24 C
14 5 A
semanas”.
Prossegue afirmando que “se mantida a taxa de contágio atual no Estado
0 - 4-2
de Pernambuco projeta-se um incremento de gastos direto com o atendimento à
população na ordem de, no mínimo, R$ 760 milhões sem contar o crescimento
02 .30

exponencial da doença (Nota Técnica da SEFAZ/PE – documento anexo) e os


3/2 89

gastos com Assistência Social em cotejo com uma frustração de receitas da ordem
7/0 6.6

de R$ 3,293 bilhões, o que compromete as finanças estaduais e desequilibra os


contratos firmados entre o Estado e os Demandados, sendo todos as operações
: 2 : 66

com a garantia ou contra-garantia da União para pagamento da dívida”.


Destaca que quanto à frustração de receitas, “as medidas de isolamento
Em por

social (restrição ao funcionamento do comércio, restaurantes, prestadores de


serviço etc.) recomendadas pela OMS e pelos especialistas (sanitaristas,
sso

epidemiologistas etc.) causam natural e inexorável arrefecimento na economia,


impactando fortemente na arrecadação de ICMS”.
pre

Ressalta, ainda, que paralelo às frustrações de receitas “há o impacto


Im

direto nos gastos da área de saúde. Com efeito, os gastos com saúde no Estado de
Pernambuco, exclusivamente com receitas do próprio estado, foram da ordem de
R$ 1,571 bilhão, e a projeção inicial para 2020 estava em torno de R$ 1.826
bilhão, projeção esta que obviamente teve que ser revista”, bem como o fato de
que o incremento de gastos também se estenderá aos dispêndios na área
de assistência social.
O Estado autor aduz que “se mantido o pagamento este se tornará

Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 651E-791A-3E07-8C56 e senha 29B6-E096-1F82-E3C4
ACO 3369 MC / DF

excessivamente oneroso, num momento em que a pandemia inviabiliza a situação


fiscal dos estados com o binômio queda brusca de arrecadação e aumento
substancial de gastos com saúde e assistência social. Mas não é só, a manutenção
do pagamento do serviço da dívida desafia o princípio da razoabilidade” e que
tendo em vista a grave situação vivenciada e o comprometimento da
saúde financeira do Estado, seira possível a aplicação da Teoria da
imprevisão ao caso concreto.

69
Destaca que “não está inadimplente com suas obrigações contratuais e

3
apenas diante da situação de calamidade pública sem precedentes, busca apenas a

:24 O 3
suspensão das condições de cumprimento do pagamento do serviço da dívida para
cada um dos credores/demandados, sem que haja, por parte da UNIÃO, a

:24 C
14 5 A
execução de suas garantias/contra-garantias, principalmente sem a retenção de
valores do Fundo de Participação dos Estados – FPE destinado ao Autor ou a
0 - 4-2
execução de outras garantias concedidas conforme o contrato”.
Afirma que o pericumum in mora decorre “da situação de emergência e
02 .30

calamidade pública reconhecida pela própria União e pelo Estado de Pernambuco,


3/2 89

aliada à constatação de que haverá abrupta redução de arrecadação do Estado


7/0 6.6

associada ao incremento dos gastos na área de saúde e assistência social para o


controle epidemiológico do Sars-CoV-2 no território pernambucano”.
: 2 : 66

Destaca que a fumus boni iuris também se mostra evidente haja vista
que “o direito brasileiro ampara a possibilidade de revisão pelo Poder Judiciário
Em por

dos ajustes e contratos, quando constatada uma situação superveniente e


absolutamente imprevisível que torno o contrato excessivamente oneroso a uma
sso

das partes, como no caso em exame, em que o pagamento das prestações


vincendas importará no comprometimento das despesas necessárias para
pre

contenção da expansão do coronavírus e na prestação de assistência direta às


Im

pessoas contaminadas, sobretudo aquelas que dependem do sistema público de


saúde”.
Ressalta, por fim que “não se trata de postulação que envolva anistia,
perdão ou dispensa do cumprimento das obrigações pecuniárias assumidas pelo
Estado perante seus credores, mas sim pretensão de intervenção do Poder
Judiciário para, em caráter emergencial que a calamidade pública impõe,
promover a suspensão do pagamento do serviço da dívida, pelo período de 180

Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 651E-791A-3E07-8C56 e senha 29B6-E096-1F82-E3C4
ACO 3369 MC / DF

(cento e oitenta) dias ou 6 (seis) meses, sem que se considere o Estado


inadimplente perante os credores/demandados e sem que a União execute as
contra-garantias, não havendo imposição de multa contratual, restrição cadastral
ou qualquer forma de restrição de transferência constitucional de recursos, com o
diferimento da obrigação dos pagamentos para o final dos respectivos contratos
ou momento acordado entre o Estado, a União e os credores, incidindo os mesmos
encargos previstos contratualmente”.

3 69
É o relatório. Decido.

:24 O 3
A concessão da tutela provisória de urgência exige, nos termos do

:24 C
14 5 A
art. 300 do Código de Processo Civil, a presença de elementos que
evidenciem a verossimilhança do direito – fumus boni iuris – e o perigo de
0 - 4-2
dano, também conhecido como risco ao resultado útil do processo,
tradicionalmente denominado de periculum in mora.
02 .30

Examinado o processo de forma compatível com esta fase


3/2 89

procedimental, se fazem presentes os requisitos para concessão da tutela


7/0 6.6

provisória de cautela, mas em parte e na exata dimensão da concedida na


decisão que proferi, no dia 22/3/2020, na ACO 3363, por intermédio da
: 2 : 66

qual o Estado de São Paulo também pleiteou a suspensão do pagamento


de parcelas previstas em Contrato de Consolidação, Assunção e
Em por

Refinanciamento da dívida pública firmado com a União, com escudo nos


mesmos motivos ora suscitados.
sso

A Constituição Federal, em diversos dispositivos, prevê princípios


informadores e regras de competência no tocante à proteção da saúde
pre

pública, destacando, desde logo, no próprio preâmbulo a necessidade de


Im

o Estado Democrático assegurar o bem-estar da sociedade. Logicamente,


dentro da ideia de bem-estar, deve ser destacada como uma das
principais finalidades do Estado a efetividade de políticas públicas
destinadas à saúde.
O direito à vida e à saúde aparecem como consequência imediata da
consagração da dignidade da pessoa humana como fundamento da
República Federativa do Brasil. Nesse sentido, a Constituição Federal

Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 651E-791A-3E07-8C56 e senha 29B6-E096-1F82-E3C4
ACO 3369 MC / DF

consagrou, nos artigos 196 e 197, a saúde como direito de todos e dever
do Estado, garantindo sua universalidade e igualdade no acesso às ações
e serviços de saúde.
A gravidade da emergência causada pela pandemia do COVID-19
(Coronavírus) exige das autoridades brasileiras, em todos os níveis de
governo, a efetivação concreta da proteção à saúde pública, com a adoção
de todas as medidas possíveis para o apoio e manutenção das atividades

69
do Sistema Único de Saúde.

3
O desafio que a situação atual coloca à sociedade brasileira e às

:24 O 3
autoridades públicas é da mais elevada gravidade, e não pode ser
minimizado. A pandemia de COVID-19 (Coronavírus) é uma ameaça real

:24 C
14 5 A
e iminente, que irá extenuar a capacidade operacional do sistema público
de saúde, com consequências desastrosas para a população, caso não
0 - 4-2
sejam adotadas medidas de efeito imediato.
A alegação do Estado de Pernambuco de que está impossibilitado de
02 .30

cumprir a obrigação com a União em virtude do atual momento


3/2 89

extraordinário e imprevisível relacionado à pandemia do COVID-19 e


7/0 6.6

todas as circunstâncias nele envolvidas é, absolutamente, plausível;


estando, portanto, presente na hipótese, a necessidade de fiel observância
: 2 : 66

ao princípio da razoabilidade, uma vez que, observadas as necessárias


proporcionalidade, justiça e adequação da medida pleiteada e a atual
Em por

situação de pandemia do COVID-19, que demonstra a imperatividade de


destinação de recursos públicos para atenuar os graves riscos a saúde em
sso

geral, acarretando a necessidade de sua concessão, pois a atuação do


Poder Público somente será legítima, se presentes a racionalidade, a
pre

prudência, a proporção e, principalmente, nesse momento, a real e efetiva


Im

proteção ao direito fundamental da saúde


A medida pleiteada comprova ser patente a necessidade de
efetividade de medidas concretas para proteção da saúde pública e da
vida dos brasileiros que vivem em Pernambuco, com a destinação
prioritária do orçamento público.
No entanto, neste estágio, a tutela cautelar se restringe à suspensão
do pagamento das prestações que se vencerem em relação às dívidas

Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 651E-791A-3E07-8C56 e senha 29B6-E096-1F82-E3C4
ACO 3369 MC / DF

contraídas com a União, na exata proporção da tutela concedida na ação


anterior da mencionada e que deu ensejo à minha prevenção como
relator.
Diante do exposto:

1. Determino que, emende o autor a petição inicial, no prazo de 05


(cinco) dias, sob pena de indeferimento parcial, para em relação ao polo

69
passivo da relação processual no que concerne ao pedido de suspensão

3
do pagamento dos contratos descritos no pedido e distintos do Contrato

:24 O 3
de Consolidação, Assunção e Refinanciamento da dívida pública firmado
entre o Estado da Paraíba e a União, justificar, especificadamente, a

:24 C
14 5 A
competência originária do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
2. presentes os requisitos do fumus boni iuris e do periculum in mora,
0 - 4-2
DEFIRO PARCIALMENTE A MEDIDA LIMINAR requerida, para
determinar a suspensão por 180 (cento e oitenta dias) do pagamento das
02 .30

parcelas relativas ao Contrato de Consolidação, Assunção e


3/2 89

Refinanciamento da dívida pública firmado entre o Estado autor e a


7/0 6.6

União (Contrato n. 007/98 STN/COAFI e aditivos), devendo,


obrigatoriamente, o ESTADO DE PERNAMBUCO COMPROVAR QUE
: 2 : 66

OS VALORES RESPECTIVOS ESTÃO SENDO INTEGRALMENTE


APLICADOS NA SECRETARIA DA SAÚDE PARA O CUSTEIO DAS
Em por

AÇÕES DE PREVENÇÃO, CONTENÇÃO, COMBATE E MITIGAÇÃO À


PANDEMIA DO CORONAVÍRUS (COVID-19).
sso

Em virtude da medida concedida, não poderá a União proceder as


medidas decorrentes do descumprimento do referido contrato enquanto
pre

vigorar a presente liminar.


Im

Determino que a Secretaria providencie, com urgência, a


participação também do Estado de Pernambuco na audiência virtual para
composição com a União, em face da urgência e emergência da presente
situação, determinada na ACO 3363 MC.
Citem-se e intimem-se as partes rés para o cumprimento da decisão,
bem como para apresentar contestação no prazo legal.
Publique-se.

Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 651E-791A-3E07-8C56 e senha 29B6-E096-1F82-E3C4
ACO 3369 MC / DF

Brasília, 26 de março de 2020.

Ministro ALEXANDRE DE MORAES


Relator
Documento assinado digitalmente

3 69
:24 O 3
:24 C
14 5 A
0 - 4-2
02 .30
3/2 89
7/0 6.6
: 2 : 66
Em por
sso
pre
Im

Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001. O documento pode ser acessado pelo endereço
http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o código 651E-791A-3E07-8C56 e senha 29B6-E096-1F82-E3C4