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FAMILIA SOUSA CHICHARO

Histó ria - Inicio da linhagem Chicharo

Roberto I de França

D. Roberto "O Forte", é o primeiro ascendente desta família, segundo dados históricos. Nasceu em 815 e
morreu a 15 de Setembro de 866. Foi o 1º Conde de Anjou, entre 820 a 866, como Estado vassalo do Reino
de França. Foi ainda Marquês da Nêustria. O território da Nêustria surgiu em 511 d.C., compreendendo a
região desde a Aquitânia até o Canal da Mancha, correspondente à maior parte do norte da actual França,
tendo como principais cidades Paris e Soissons. Também conhecido como Conde Roberto "O Forte", era da
família Real Portuguesa, Casa da Borgonha. Casou-se duas vezes, primeiramente com Ema da Auxerre, e
posteriormente com Adélaide de Tours, de quem viria a ter dois filhos que seriam reis de França:

1- Odo I, ou Eudes, Conde de Paris, seria Rei da França entre 888 e 898.
2- Roberto I Rei de França,  seria rei entre 922 e 923. Com a morte de Odo I, Conde de Paris, em 898,  Carlos
III, o Simples, aproveitaria as desavenças surgidas na Germânia depois da morte do último Carolíngio, Luís,
a Criança, para assumir a Lorena de 911 a 920. Iria fazer frente à coalizão formada por Gilbert da
Lorena, (Roberto da Borgonha e Roberto da França, que viria a transformar-se em Roberto I da França),
quando foi proclamado Rei da França. Foi Duque dos Francos, uma dignidade militar de importância
elevada e Rei de França. Pertencia à Casa Real Francesa ( Dinastia Carolíngia) e Portuguesa ( Dinastia da
Borgonha) e casaria com Adelaide de Perthois de quem teve dois filhos:

1. Luitegarda de França (885 - 931) casada com Herberto II de Vermandois, (880 - de Março de 943) conde
de Vermandois. 
2.  Emma da França (890 - 934) casou em 918 com Raul I de França, (890 - 15 de Janeiro de 936) rei dos
Francos.
Do seu segundo casamento com Beatriz de Vermandois (880 -?), filha de Herberto I de Vermandois, conde
de Vermandois (840 -?) e de Berta de Morvois, viria a nascer o seu sucessor:

1.  Hugo, "O Grande", (895 - 19 de Junho de 956) marquês da Neustria e duque dos francos.

Morreu em 923, honrosamente em combate com seu grande rival, Carlos III.

D. Hugo "O Grande", após a sua morte recusou o trono da França, sendo seu cunhado, Raul, duque da
Borgonha, eleito rei. Hugo era dono de quase toda a região entre o Loire e o Sena, a área da antiga
Nêustria, com exceção do terriório cedido aos normandos. Era duque dos Francos e de Paris, marquês de
Nêustria, casou-se por 3 vezes, com Judite do Maine, de quem não teve filhos, Adelaide de Inglaterra e
somente do casamento de Heduvige de Saxe, filha Henrique I da Saxónia, Rei da  Germânia viria a ter 5
filhos: 
1-  Beatriz da França (939 —?) casada com Frederico I, duque da Alta-Lourena.
2-  Hugo I, rei da França (895 — 16 de Junho de 956) casou com Adelaide da Aquitânia. 
3-  Ema da França (943 —?) casou com Ricardo I, Duque da Normandia. 
4-  Otão de França, duque da Bourgogne (945 —?) casou com Luitegarda de Bourgonha. 
5-  Odo-Henrique, Duque da Borgonha, "o Grande", duque da Baixa Bourgonha (946 — 1002) casou
com Gerberga de Chalon (ou Mâcon), casou segunda vez com Gersenda da Gasconha e casou
terceira vez com Matilde de Chalon, Senhora de Donzy.

Ainda viria a ter um 6º filho, Heriberto, bispo de Auxerre, de mãe desconhecida e morreria em 956. Dos 6
filhos seria Hugo I o seu herdeiro ao trono.

D. Hugo I, mais conhecido como Hugo Capeto, (938 — 24 de Outubro de 996) por ter sido o fundador da
Dinastia Capeto( governaram a França de 987 a 1328 ) e da Casa Capeto, foi o único dos seus irmãos a ser
Rei. 
Duque dos francos, tornou Paris na principal cidade do país,  o seu sétimo avô por parte de sua avó Beatriz
de Vermandois, era Carlos Magno, pertencia então a uma família poderosa e com muitas ligações à
nobreza reinante da Europa. Herdeiro do seu pai, era por isso um dos mais poderosos Nobres do Reino,
tornou-se Conde d`Orleães, e abade laico das abadias de São Martinho de Tours, Saint-Germain-des-Prés e
Saint-Denis. Em 960, o rei Lotário de França concedeu-lhe os títulos que o seu pai detivera: Duque dos
Francos e Marquês de Nêustria. Era o nobre mais rico de seu tempo. Morreu vítima da doença  de varíola,
num sábado, dia 24 de Outubro de 996, com 55 anos de idade, no castelo de Juifs (ou Juy ou Juees), em
Beauce, perto de Prasville, entre Chartres e Orleães.

Do seu casamento em 970 com Adelaide da Aquitânia (945-1004), filha de Guilherme III, Conde de Poitiers
e Duque da Aquitânia, nasceram:
  
  1-  Gisela de França (969 - c. 1000), casada em 970 com Hugo I de Abbeville (970 -?), conde de Ponthieu e
Senhor de Abbeville. 
  2-  Edwige de França, ou Hadwige (970-1013), casada em 996 com Ranier IV, conde de Hainaut, e depois
com o conde Hugo III de Dasbourg. 
  3-  Roberto II, o Piedoso (972-1031), seu sucessor no trono francês casado por três vezes, a 1ª em 988 com
Rosália de Ivrea (937 - 1003), Senhora de Montreuil-sur-Mer, a 2ª em 997 com Berta da Borgonha (970 -?) e
a 3 em 1002 com Constança de Arles (c. 986 - Melun, 25 de Julho de 1032), filha de Guilherme I de Arles
(953 - 993) e de Adelaide Branca de Anjou (955 - 1026). 
  4- Adelaide de França (973-1068)

Fora deste casamento, Guzlin, arcebispo de Bourges, e é relatado a existência de outros filhos, não
confirmados ou assumidos.

A Dinastia Capeto, ainda hoje faz parte da árvore genealógica do reino da Espanha e do Ducado do
Luxemburgo, sendo a mais antiga dinastia continuamente no poder monárquico da Europa, e a segunda
mais antiga do mundo, depois da família imperial do Japão, com a linhagem documentada até ao ano 706
ou mesmo antes. Os capetianos directos, ou a Casa de Capeto, governaram a França de 987 a 1328. Depois,
o reino foi regido por ramos colaterais da dinastia. Todos os reis franceses até Luís Filipe, e os pretendentes
ao trono desde então, foram membros dessa família (excluindo a Casa de Bonaparte, imperadores e não
reis). Dom Pedro I e Dom Pedro II, ambos Imperadores do Brasil, eram descendentes  da linha masculina
directa de Hugo Capeto, e portanto, faziam parte também da dinastia capetiana. 

D Roberto II de França, cognominado o “Pio” por ser um católico devoto e educado em Reims pelo
estudioso francês Gerbert que viria a ser mais tarde Papa Silvestre II, ou o “Sábio” por ter o gosto pela
música, sendo compositor, corista e poeta. Foi o segundo monarca da dinastia capetiana de França, desde
996 até à sua morte e tornou o seu palácio em um lugar de seclusão religiosa. Também era conhecido
como Roberto “O Piedoso”  por causa da sua humildade e caridade sendo estimado como um bravo
soldado e governante sábio. Morreu em conflito com os filhos em 20 de Julho de 1031, em Melun.
Roberto II casou-se em 988 com Rosália de Ivrea de quem não gerou descendência e acabaria por se
separar em 996. De Berta da Borgonha, cujo casamento nunca foi oficialmente reconhecido pela Igreja,
nasceu apenas um nado-morto em 999. Seria das terceiras núpcias com Constança de Arles em 1003 que
nasceriam os seus herdeiros:
1- Avoye (ou Alice, Adelaide ou Adela) (1003 - depois de 1063), casada com Reinaldo I, conde de
Nevers e de Auxerre.  Hugo Magno (1007-1025), rei dos francos associado ao seu pai, morreu antes de
Roberto; II. 
 2- Henrique I de França (1008-1060), também rei dos francos associado ao seu pai, e depois seu
sucessor;
3- Adelaide de França (1009-1079), casada com Ricardo III da Normandia, duque da Normandia e
depois com Balduíno V, conde da Flandres;
4- Roberto I, Duque da Borgonha (1011-1076) ;
5- Odo (1013 - c. 1060) 

  6- Constança (1014 - depois de 1037), casada com Manassse de Dammartin. 

De uma mulher desconhecida, Roberto ainda teve um filho ilegítimo: Rudolfo, bispo de Bourges.

D Roberto I, Duque da Borgonha, ou Roberto I Capeto,(1011 — Fleury-sur-Ouche, França, 21 de Março


1076), cognominado o Velho, foi Duque da Borgonha entre 1032 e a sua morte, e o primeiro duque da
dinastia Capetiana que haveria de governar o ducado até ao século XIV. Casou-se duas vezes, a 1ª com
Hélia de Semur filha de Damásio de Semur, de quem teve  3 filhos:

  1- Hugo da Borgonha (1034–1059), morto em batalha.

  2- Henrique  da Borgonha (1035–ca.1074) casou com Beatriz de Barcelona ou Cibila de Barcelona


(1023 - 1074) filha de Berengário Raimundo (1005 - 26 de Maio de 1035). 

  3- Roberto da Borgonha (1040–1113), envenenado; casou com Violante da Sicília, filha de Rogério I
da Sicília 
Simão da Borgonha (1045–1087).

  4- Constança da Borgonha (1046–1093), casou com Afonso VI de Castela.

Do seu 2º casamento com  Ermengarda Branca de Anjou (1018 - 1076), filha de Fulco III de Anjou
conde de Anjou (970 - 1040) e de Ildegarda de Mitz, teve Hildegarda da Borgonha (c.1056–1104),
casou com Guilherme VIII, Duque da Aquitânia.

D Henrique de Borgonha, seria o filho herdeiro de Roberto I, Duque de Borgonha, mas viria a falecer
pouco antes do seu pai, não o tendo por isso sucedido o pai. Henrique casou com Sibila de Barcelona,
filha de Berengário Raimundo "O Curvo" (1005 — 26 de Maio de 1035), Conde de Barcelona e teve os
seguintes filhos:

  1-  Hugo I (1057-1093), sucessor do pai no ducado da Borgonha 


  
  2-  Odo I (1058-1103), sucessor do irmão no ducado da Borgonha 

  3-  Roberto (1059-1111), bispo de Langres 


Hélia (n.1061), freira 

  4-  Beatriz (n.1063), casou com Guy I de Vignory, conde de Vignory 

  5-  Reinaldo (1065-1092), abade de Saint-Pierre à Flavigny 

  6-  Henrique de Borgonha, Conde de Portugal (1066-1112)

As campanhas em que Afonso VI de Espanha, Rei do reino de Leão (Espanha), se empenhava contra os


mouros, atraíram à Península Ibérica diversos cavaleiros cristãos de outras nacionalidades, que
vinham alistar-se na guerra santa contra os inimigos da Cruz.
Entre esses nobres cavaleiros, distinguiram-se os fidalgos franceses D. Raimundo e D. Henrique de
Borgonha, filhos dos reis de França. Tão bons serviços prestaram, que D. Afonso Vl, como
recompensa, nomeou D. Raimundo governador do condado da Galiza e ofereceu-lhe em casamento a
filha D. Urraca. A D Henrique de Borgonha deu o governo do Condado Portacalense, que ficava sujeito
ao da Galiza, e a mão da outra filha, D. Teresa, no ano de 1094. Deste casamento nasceram quatro
filhos, dos quais apenas um era varão, de seu nome Afonso Henriques, que havia de ser o fundador e
o primeiro Rei de Portugal.
D Henrique de Borgonha, ou D Henrique Conde de Portugal governou o Reino com muito tino e
acerto, e a sua maior ambição era tornar o seu Condado um reino independente, o que nunca pode
conseguir. Morreu em 1114, em Astorga (Espanha).

“Filho, toma esforço no meu coração. Toda a terra que eu deixo, que é de Astorga até Leão e até
Coimbra, não percas dela coisa nenhuma, que eu tomei com muito trabalho. Filho, toma esforço no
meu coração !” 

e morreu. (D. Henrique ao filho, D. Afonso Henriques, segundo documento do século Xlll)

Do seu casamento com Teresa de Leão nasceram:


1-  Afonso Henriques (1094-1108)

  2- Urraca Henriques (nasceu ca. 1095), casou-se com D. Bermudo Peres de Trava, descendente de Vímara
Peres 
Sancha Henriques (c. 1095 ou 1097-1163), casou-se com D. Sancho Nunes de Celanova (1070 - 1130) e com
D. 

  2-  Fernão Mendes (1095 - 1160) senhor de Bragança 


Teresa Henriques (nasceu ca. 1098) 

  3-  Henrique (ca.1106-1110) 

  4-  Afonso Henriques (1109-1185), primeiro rei de Portugal, casado com Mafalda, condessa de Sabóia.

D Afonso Henriques, ou Afonso I de Portugal, tinha apenas três anos quando morreu seu pai, e como
príncipe assumiu o governo do Condado sua mãe, D Teresa de Leã o. Seguindo a política de seu marido,
também nunca abandonou a ideia de ser rainha, esforçando-se o mais que pode por se tornar
independente do reino de Leão e aumentar os seus domínios, chegando mesmo a invadir a Galiza e a lutar
contra sua irmã D. Urraca.O jovem D. Afonso Henriques pretendia ser mais do que conde, em 1128
rebelou-se contra a sua mãe, que pretendia manter-se no governo do condado. Por isso, em 1139 Afonso
reafirmou-se independente de Leão e proclamou-se 1.º Rei de Portugal, recebendo o reconhecimento
oficial de Leão e Castela em 1143, e a do papado em 1179. Para sempre iria ficar conhecido como "O
Conquistador, O Fundador ou O Grande" pela fundação do reino e pelas muitas conquistas.  A
independência portuguesa foi reconhecida em 1143 pelo tratado de Zamora. Com a pacificação interna,
prosseguiu as conquistas aos mouros, empurrando as fronteiras para sul, desde Leiria ao Alentejo, mais que
duplicando o território que herdara. Os muçulmanos, em sinal de respeito, chamaram-lhe Ibn-Arrik («filho
de Henrique», tradução literal do patronímico Henriques) ou El-Bortukali («o Português»).
Casou-se com D Mafalda de Sabó ia, condensa de Sabóia, ou Matilde de Sabóia (1125-1157), que desposou c.
1146: 

  1-  D. Henrique (1147-?) 

  2-  D. Mafalda de Portugal (1149-1160), teve o seu casamento programado com o rei de Afonso II de
Aragão, o que não se efectivou pela morte da infanta 
  
  3-  D. Urraca (1151-1188), casou com o rei Fernando II de Leão 

  4-  D. Sancha de Portugal (1153-1159) 


  
  5-  Sancho I de Portugal (1154-1212) 

  6-  D. João de Portugal (1156) 

  7-  D. Teresa (1157-1218), depois do casamento chamada Matilde ou Mafalda, casou com Filipe I, Conde
da Flandres e depois com Eudes III, Duque da Borgonha 
Filha de Elvira Gálter: 

  7-  D. Urraca Afonso, senhora de Aveiro (c. 1130-?), casou com D. Pedro Afonso Viegas, Tenente de Neiva
e de Trancoso. 

Outros filhos naturais: 

  1-  D. Fernando Afonso, também nomeado D. Afonso de Portugal, alferes-mor do Reino e 12º Grão-Mestre
da Ordem dos Hospitalários (1135-1207) 

  2-  D. Pedro Afonso (c. 1140-1189) 

  3-  D. Teresa Afonso(c. 1135-?)


 
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D Afonso Henriques, 1º Rei de Portugal.


 

Após o incidente de Badajoz, a carreira militar de D. Afonso Henriques praticamente terminou. A partir daí,
dedicou-se à administração dos territórios com a co-regência do seu filho D. Sancho. Procurou fixar a
população, promoveu o municipalismo e concedeu forais. Contou com a ajuda da ordem religiosa dos
cistercienses para o desenvolvimento da economia, predominantemente agrária. 
Conseguiu que a fundação da nacionalidade fosse reconhecida pelo papado e pelos outros reinos da
Europa.

D Sancho I de Portugal, ou Martinho Afonso, cognominado o Povoador (pelo estímulo com que apadrinhou o
povoamento dos territórios do país - destacando-se a fundação da cidade da Guarda, em 1199, e a
atribuição de cartas de foral na Beira e em Trás-os-Montes: Gouveia (1186), Covilhã (1186), Viseu (1187),
Bragança (1187), etc, povoando assim áreas remotas do reino, em particular com imigrantes da Flandres e
Borgonha.
Nos últimos tempos de vida D. Sancho, alterou profundamente a sua postura no que ao relacionamento
com outras pessoas dizia respeito.

Provavelmente o temor da morte provocou essa mudança, muito embora ao que parece tenha padecido de
doença durante muito tempo, o pressentimento do seu fim deverá ter conduzido a alteração referida. 
Durante toda a sua vida D.Sancho I fez 3 testamentos, o primeiro deles em 1188 tinha o seu filho Afonso 3
anos, perfeitamente justificado atendendo aos tempos conturbados por acção militar então vividos, para
assegurar a sucessão de todo o reino, para que tudo permanecer em paz e tranquilidade, porque nesses
tempos não era um princípio universalmente aceite, que o primogénito herdasse a coroa e muito menos
"todo o Reino".

No segundo a ideia é reafirmada, ainda com os mesmos objectivos.

No terceiro testamento redigido em Coimbra em Outubro de 1210, a diferença consiste na obrigação de


compromisso do herdeiro Afonso, sobre a forma de juramento em cumprir, "todas as coisas nele
estipulados e velar por elas".

Morreu entre os dias 29 ou 30 de Março de 1211, com 57 anos. 

Casou-se com D Dulce de Barcelona, Dulce Berenguer de Barcelona, Infanta de Argão, filha do conde
Raimundo Berenguer IV de Barcelona com a rainha Petronila de Aragão e irmã de Afonso II de Aragão de
quem teve 11 descendentes:

  1-  D. Teresa (1176-1250), casou com Afonso IX de Leão, foi beatificada em 1705. 

  2-  D. Sancha (1180-1229) abadessa de Lorvão, beatificada em 1705. 

  3-  D. Constança (1182-1202) 

  4-  D. Afonso II, rei de Portugal. 

  5-  D. Pedro (1187-1258), casou com Arumbaix, condessa de Urgel, foi senhor feudal de Maiorca. 

  6-  D. Fernando (1188-1233), casou com Joana de Constantinopla, condessa da Flandres e de Hainaut. 

  7-  D. Raimundo(118?-?), morreu em criança. 

  8-  D. Henrique (1189-?), morreu em criança. 

  9-  D. Branca (1192-1240), senhora de Guadalajara. 


 
 10-  D. Berengária (1194-1221), casou com o rei Valdemar II da Dinamarca. 

 11-  D. Mafalda (1195-1257), casou com Henrique I de Castela, beatificada em 1705.


Filhos naturais:
Havidos de Maria Aires de Fornelos 

  1-  Martim Sanches de Portugal, conde de Trastâmara 


  2-  Urraca Sanches 

Havidos de Maria Pais Ribeira, dita a Ribeirinha, filha de Paio Moniz de Ribeira e de Urraca Nunes de
Bragança (1150 - ?), filha de Vasco Pires de Bragança.

  1-  Rodrigo Sanches (1200-1246) 

  2-  Gil Sanches (1200-1236) 

  3-  Nuno Sanches 

  4-  Maior Sanches 

  5-  D. Teresa Sanches (1205-1230) casou com D. Afonso Teles (1170 - 1230), 2º senhor de Meneses, 1º
senhor de Albuquerque. 
  6-  Constança Sanches (1210-1269) 

Havidos de D. Maria Moniz de Ribeira (1150 -?), filha de D. Monio Osórez de Cabrera (1110 -?) Conde de
Cabreira e Ribeira, e de Maria Nunes de Grijó (1120 -?) filha de Nuno Soares de Grijó (1085 -?) e de Elvira
Gomes (1095 -?) 

  1-  Pedro Moniz ou Pero Moniz (1170 -?)

D Afonso II de Portugal, Rei de Portugal, por parte do pai, e Infante de Espanha por parte da mãe, 
nasceu em Coimbra a 23 de Abril de 1185 e morreu na mesma cidade a 25 de Março de 1223. Ocupou o
trono em 1211. Não seguiu a orientação dos seus antepassados quanto ao alargamento do Reino, voltando-
se somente para a organização da administração deste a para a consolidação do poder real. Assim, logo em
1211 reúne as cortes de Coimbra donde parece ter saído a primeira colectânea de leis gerais que mostram
em Portugal, muito mais cedo que noutros países, a acção centralizadora do rei. 

As Cortes de Coimbra destinaram-se principalmente a garantir o direito de propriedade, a regular a justiça


civil, a defender os interesses materiais da coroa e a evitar os abusos. O desejo de firmar a soberania da
coroa manifestou-se ainda nas «confirmações», raras até D. Afonso II a que, de 1216 a 1221, se
generalizam como medida de administração pública, a nas «inquirições» que a partir de 1220 representam
também uma tentativa de reprimir abusos. 

Não teve quaisquer preocupações militares. Foi sem a sua presença que as tropas portuguesas intervieram
na Batalha de Navas de Tolosa. Por iniciativa particular foram, neste reinado, conquistadas aos Mouros:
Alcácer do Sal, Vieiros, Monforte, Borba, Vila Viçosa e, possivelmente Moura. 
Casou com D Urraca de Castela, filha de Afonso VII de Castela, Rei de Espanha e de Leonor Plantageneta,
princesa inglesa, neta de Henrique II de Inglaterra e de Leonor de Aquitânia e irmã da rainha Branca,
mulher de Luís VIII, rei de França, que morreu em Coimbra a 3 de Novembro de 1220. Tiveram os seguintes
filhos:
  1-  Sancho II de Portugal (1207-1248) 

  2-  Afonso III de Portugal (1210-1279) 

  3-  Leonor, infanta de Portugal (1211-1231), casou com o rei Valdemar III da Dinamarca 

  4-  Fernando de Portugal, Senhor de Serpa (1217-1246), senhor de Serpa 

  5-  Vicente de Portugal (1219)

Filhos naturais: 

  1-  João Afonso (m. 1234) 

  2-  Pedro Afonso (n. 1210

D Afonso III de Portugal, 


5º rei de Portugal, segundo filho de D. Afonso II, após a morte do seu irmão Sancho II, foi coroado Rei. 
A incapacidade política levou à intervenção da Santa Sé, tendo o papa Inocêncio IV ordenado a todos os
vassalos que obedecessem ao infante. Este chegou a França, onde vivia, em 1246 a foi aclamado rei em
1248. 
Realiza-se no seu reinado a conquista definitiva do Algarve. As discórdias com Castela quanto ao domínio
algarvio só findaram com o tratado de Badajoz em 1267 no qual ficou estipulado que o Guadiana, desde a
confluência com o Caia até ao mar constituiria a fronteira luso-castelhana. D. Afonso III foi notável
administrador, fundou povoações restaurou, repovoou a cultivou lugares arruinados e concedeu
numerosos forais. 
Reuniu as Cortes em Leiria em 1254, as primeiras em que participaram representantes dos concelhos. Em
1261, nas Cortes de Coimbra foi-lhe reconhecido o direito de cunhar moeda fraca. 
Também procedeu a inquirições que revelaram muitos abusos praticados pelas classes privilegiadas, tendo
promulgado várias leis tendentes a reprimi-los.D. Afonso III, nasceu em Coimbra a 5 de Maio de 1210, e
morreu em Coimbra a 16 de Fevereiro de 1279. Casou em França, em Maio de 1239, com D. Matilde II,
condessa de Bolonha e viúva de Filipe, o Crespo, que tinha falecido em 1234, não tendo havido 1
descendênte:

  1-  Roberto de Portugal (1239)Segunda mulher, infanta Beatriz de Castela (1242-1303) 


1-  Branca de Portugal (1259-1321), abadessa dos Conventos do Lorvão e de Huelgas (Burgos)
2-  Fernando de Portugal (1260-1262)
3- Dinis de Portugal (1261-1325)
3-  Afonso de Portugal (1263-1312), senhor de Portalegre, casou com a infanta Violante Manoel de Castela
4- Sancha de Portugal (1264-1302) 

5- Maria de Portugal (1264-1304), religiosa no Mosteiro de Santa Cruz


  6- Constança de Portugal (1266-1271)
  7- Vicente de Portugal (1268-1271)

Filhos naturais de Madragana Ben Aloandro, depois chamada Mor Afonso, filha do último alcaide do
período mouro de Faro, o moçárabe Aloandro Ben Bakr:

  1-  Martim Afonso Chichorro (1250-1313)  


  2-  Urraca Afonso de Portugal (c. 1260- depois de 1290) casada por duas vezes, a primeira em 1265 com
Pedro Anes Gago de Riba de Vizela (1240 - 1286) e a segunda em 1275 com João Mendes de Briteiros (1250
-?), filho de D. Mem Rodrigues de Briteiros (1225 -?)
Havidos de Maria Peres de Enxara:

  1-  Afonso Dinis (1260-1310


De outras senhoras: 

  1-  Fernando Afonso, cavaleiro hospitalário


  2-  Gil Afonso (1250-1346), cavaleiro hospitalário
  3-  Rodrigo Afonso (1258-1272), prior de Santarém
  4-  Leonor Afonso (1250), senhora de Pedrógão e Neiva, casada por duas vezes, a primeira com D. Estevão
Anes de Sousa, senhor de Pedrógão (c. 1240 -?) e a segunda com         D. Garcia Mendes de Sousa (1175 –
29 de Abril de 1239).
  5-  Leonor Afonso (m. 1259), freira em Santarém
  6-  Urraca Afonso (1250-1281), freira no Lorvão
  7-  Henrique Afonso

D Martim Afonso Chichorro, filho do rei D Afonso III, foi o 4º homem do quadro reservado aos Ricos Homens
(o título nobiliárquico mais elevado da nobreza no estrato social dos primeiros séculos das monarquias
ibéricas), fidalgo da Casa da Borgonha, era irmão do Rei D. Dinis I de Portugal. Do rei D. Afonso III de
Portugal, seu pai, recebeu o couto e a Torre de Santo Estêvão, que era propriedade pertencente a família
real localizada no termo da Vila Santo Estêvão, e ainda o Senhorio de Santarém, que passaria a ser seu e de
sua descendência.
Pelo seu casamento com Inês Lourenço de Valadares de Sousa, veio a entrar o nome Sousa na sua
descendência, "os Sousa Chichorro".

Publicada por Familia Sousa Chicharo à(s) 18:08 


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sábado, 18 de setembro de 2010
Origem da Familia Sousa Chícharo
A Família Sousa Chícharo é uma das mais ilustres e antigas famílias de Portugal. Felgueiras Gayo, em seu
Nobiliário das Famílias de Portugal (Tomo XXIX), usando o Nobiliário do Cazal do Paço, principia esta
antiquíssima família em D. Sueiro Belfaguer, antigo cavaleiro godo, que floresceu nos primeiros anos do
século VIII, ou pelos anos de 800. Deixou numerosa descendência do seu casamento com D. Gontrode
Moniz, filha de D. Munio Fernandes de Touro [filho do Rei D. Fernando de Castela]. Por este casamento, a
família Souza entrou para o sangue Real de Navarra, de quem descendem os Reis de Castela e Portugal.
Entre os filhos deste último nobre cavaleiro, registra-se D. Egas Gomes de Souza, que foi o primeiro que
usou este apelido Souza, na forma de nome de família, por ser nascido, criado e, depois, Senhor das terras
de Souza, Solar dessa família.
Embora Souza e Sousa sejam escritos de forma diferente, considera-se que são apenas grafias distintas para
o mesmo nome de família.
D Egas Gomes de Sousa seria o primeiro da sua linhagem a usar o apelido Sousa. Foi senhor das Terras de
Sousa, de Novelas e de Felgueiras. Sua sexta neta, Dona Maria Pais Ribeiro de Sousa, senhora da Casa de
Sousa, casou com D Afonso Dinis, filho ilegítimo do Rei D Afonso III e de Dona Maria Peres de Enxara, dando
princípio ao ramo dos Sousa, Senhores de Arronches. O Chícharo deriva dos descendentes do
"Chichorro." D Martim Afonso Chichorro era tetraneto de D Afonso Henriques, filho do Rei D Afonso III e
irmão de D Dinis. Esta nobre família tem as suas origens iniciais da Casa Real da Borgonha. Casou com Inês
Lourenço de Valadares de Sousa , filha de Lourenço Soares de Valadares e de Maria Mendes de Sousa. Iriam
ter 5 filhos mas seria D Martim Afonso Chichorro II que iria dar sequência a toda a linhagem "Sousa
Chícharo."
D Luís de Sousa Chicharo, Claveiro da Ordem de Cristo, Senhor de Santarém, Serva e Atei, Penaguião,
Gestacô, Fontes e da Torre de Stº Estêvão, trisneto de D Martim Afonso Chichorro II, era o primeiro a usar o
sobrenome "Sousa Chicharo".
Publicada por Familia Sousa Chicharo à(s) 19:19 
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domingo, 19 de setembro de 2010