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EDUARDO LEITE DO CANTO

LAURA CELLOTO CANTO

CIÊNCIAS
NATURAIS
APRENDENDO

9
MANUAL DO COM O COTIDIANO
PROFESSOR
o
ano

Componente curricular:
CIÊNCIAS
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EDUARDO LEITE DO CANTO
Licenciado em Química pela Universidade Estadual de Campinas (SP).
Doutor em Ciências pelo Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas (SP).
Autor de livros didáticos e paradidáticos. Professor.

LAURA CELLOTO CANTO


Bacharela em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Campinas (SP).
Licenciada em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Campinas (SP).
Autora de livros didáticos. Professora.

CIÊNCIAS NATURAIS
APRENDENDO COM O COTIDIANO

9
o
ano

Componente curricular: CIÊNCIAS

MANUAL DO PROFESSOR

6a edição

São Paulo, 2018


Coordenação editorial: Maíra Rosa Carnevalle
Edição de texto: Bruna Quintino de Morais, Beatriz Assunção Baeta
Assessoria didático-pedagógica: Andy de Santis, Thalita Bernal,
Maria Luiza Ledesma Rodrigues, Marta de Souza Rodrigues, Juliana Maia
Gerência de design e produção gráfica: Everson de Paula
Coordenação de produção: Patricia Costa
Suporte administrativo editorial: Maria de Lourdes Rodrigues
Coordenação de design e projetos visuais: Marta Cerqueira Leite
Projeto gráfico: Patrícia Malizia
Capa: Daniel Messias
Foto: © MirageC/Moment Open/Getty Images
Coordenação de arte: Denis Torquato
Edição de arte: Arleth Rodrigues
Editoração eletrônica: Setup Bureau Editoração Eletrônica
Edição de infografia: Luiz Iria, Priscilla Boffo, Giselle Hirata
Ilustração de vinhetas: Daniel Messias
Coordenação de revisão: Maristela S. Carrasco
Revisão: ReCriar Editorial, Renata Brabo, Vânia Bruno
Coordenação de pesquisa iconográfica: Luciano Baneza Gabarron
Pesquisa iconográfica: Marcia Mendonça
Coordenação de bureau: Rubens M. Rodrigues
Tratamento de imagens: Fernando Bertolo, Joel Aparecido, Luiz Carlos Costa,
Marina M. Buzzinaro
Pré-impressão: Alexandre Petreca, Everton L. de Oliveira, Marcio H. Kamoto,
Vitória Sousa
Coordenação de produção industrial: Wendell Monteiro

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Impressão e acabamento:

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)


(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Canto, Eduardo Leite do


Ciências naturais : aprendendo com o cotidiano :
manual do professor / Eduardo Leite do Canto, Laura
Celloto Canto. — 6. ed. — São Paulo : Moderna, 2018.

Obra em 4 v. 6o ao 9o ano.
Componente curricular: Ciências.
Bibliografia.

1. Ciências (Ensino fundamental) I. Canto, Laura


Celloto. II. Título.

18-16997 CDD-372.35

Índices para catálogo sistemático:


1. Ciências : Ensino fundamental 372.35
Maria Alice Ferreira – Bibliotecária – CRB-8/7964
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Todos os direitos reservados
EDITORA MODERNA LTDA.
Rua Padre Adelino, 758 – Belenzinho
São Paulo – SP – Brasil – CEP 03303-904
Vendas e Atendimento: Tel. (0_ _11) 2602-5510
Fax (0_ _11) 2790-1501
www.moderna.com.br
2018
Impresso no Brasil

1 3 5 7 9 10 8 6 4 2
Aos colegas professores

Esta coleção, fruto de muitos anos de estudo, de trabalho e de pesquisa, destina-se


ao segmento do 6o ao 9o ano. Ela pretende auxiliar o aluno a compreender conceitos,
aprimorar o letramento científico e desenvolver competências desejáveis a qualquer cidadão.
A obra também pretende oferecer a professores e alunos informações atualizadas e
conceitualmente corretas, em uma estrutura que atenda às necessidades de quem adota
o livro didático ou que nele estuda.
Nesta coleção, há a constante preocupação em primar pela linguagem correta e acessível,
mantendo sempre o necessário rigor conceitual. Grande esforço foi realizado na busca de dados
corretos e atuais, a fim de que as convenções científicas em vigor sejam sempre seguidas na
obra.
Empenhamo-nos da maneira mais intensa e comprometida possível no sentido de atender às
orientações da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), tanto em suas disposições gerais quanto
nas específicas da área de Ciências da Natureza.
O Manual do professor traz, em sua primeira parte, considerações gerais sobre a coleção.
É feita a apresentação da obra (estrutura, objetos didáticos-pedagógicos e considerações sobre a
avaliação) e de subsídios para que o docente possa fazer o planejamento escolar mais adequado à
sua realidade local. Também nessa primeira parte, há textos de aprofundamento para os docentes
e sugestões de leitura complementar para estudantes e professores.
A segunda parte deste manual consiste na reprodução do livro do estudante, com as páginas
em tamanho ligeiramente reduzido, acrescida de comentários pedagógicos destinados aos
docentes.
Agradecemos aos professores que nos têm honrado com o uso desta obra em suas edições
anteriores e, com muita satisfação, apresentamos a todos esta nova edição, que traz consigo
nosso sincero desejo de que possa contribuir para o ensino e o aprendizado de Ciências
em nosso país.

Os autores
Sumário

• Considerações gerais • Comentários sobre o livro do 9o ano


sobre a coleção
Apresentação da obra ...................................................V Unidade A
Subsídios para o planejamento pedagógico ................VII Capítulo 1 – Reações químicas e Teoria Atômica de Dalton ......13
Algumas terminologias usadas nesta obra para Capítulo 2 – Cargas elétricas e modelo atômico de Rutherford .. 37
Capítulo 3 – Ondas eletromagnéticas e modelo atômico
referência aos conteúdos ........................................... VIII
de Bohr.............................................................. 56
Considerações sobre a avaliação .................................. X
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) .................. XII Unidade B
Comentários sobre algumas seções do livro Capítulo 4 – Ligações químicas .............................................. 74
do aluno ................................................................... XIV Capítulo 5 – Acústica ............................................................94
Mapas conceituais ....................................................XVI Capítulo 6 – Óptica .............................................................. 112
Unidades e capítulos • 6º ano e 7º ano .................... XVIII
Unidades e capítulos • 8º ano e 9º ano ...................... XIX Unidade C
BNCC • Ciências da Natureza – 9º ano ........................ XX Capítulo 7 – Cinemática ........................................................136
Capítulo 8 – Dinâmica ......................................................... 151
Aprofundamento ao professor ................................... XXI
Capítulo 9 – Gravitação .......................................................172
Sugestão de leitura complementar
para alunos ............................................................XLVIII
Unidade D
Sugestão de leitura complementar
Capítulo 10 – Genética e hereditariedade ............................. 201
para professores ..................................................... XLIX Capítulo 11 – Evolução dos seres vivos ................................. 225
Bibliografia .............................................................. LVI Capítulo 12 – Desenvolvimento sustentável ......................... 246
Considerações gerais sobre a coleção

Apresentação da obra
Prezado professor, • Outras fontes de informação são importantes, além
do livro didático. Jornais, revistas, internet e biblio-
Esta coleção destina-se ao ensino de Ciências Naturais
tecas são exemplos de fontes de informações que os
do 6º ao 9º ano.
estudantes devem aprender a consultar.
Entre os pressupostos envolvidos em sua elaboração,
• Temas transversais – como Meio ambiente, Saúde,
destacam-se os seguintes:
Ética e consumo –, pela urgência social que Ihes é pró-
• O ensino de Ciências Naturais na escola fundamental pria, devem permear o ensino de Ciências da Natureza.
deve contribuir para o aprendizado de conteúdos • O trabalho de planejamento, produção e execução
necessários à vida em sociedade e para o desenvol- da prática educativa é um atributo do professor, e
vimento das capacidades do aluno. Não há por que um livro didático deve fornecer a ele informações
incluir na prática docente temas que não tenham relevantes, a fim de contribuir para o planejamento
significação imediata para o estudante, sob o argu- pedagógico e a prática docente.
mento de que poderão vir a ser úteis no futuro, em
• Os diferentes tipos de conteúdos escolares – con-
outras etapas da escolarização.
ceituais, procedimentais e atitudinais (veja a seção
• Os conteúdos escolares ganham força e sentido se Algumas terminologias usadas nesta obra para refe-
o aluno os aprende de forma significativa, relacio- rência aos conteúdos deste Manual do professor) –,
nando-os com seus saberes prévios. A relação entre cada um com suas características particulares, mere-
o conhecimento escolar e os demais conhecimentos cem atenção específica no planejamento do curso.
é indispensável, e a aprendizagem de conteúdos
só é significativa se o aluno souber relacioná-los O livro do aluno
com seus conhecimentos prévios, sejam eles cons-
tituídos por ideias cientificamente corretas ou não. Em cada um dos anos, os capítulos do livro do aluno estão
agrupados em quatro unidades, cada uma com três capítulos.
• Aprender conteúdos científicos ajuda o aluno a
compreender melhor o mundo em que vive e A abertura de cada unidade consiste de uma página
a interagir melhor com ele. contendo uma fotografia ou ilustração chamativa, acom-
panhada de uma ou mais perguntas a ela relacionadas.
• O aprendizado de conteúdos ocorre se forem apresen- A intenção é estimular a curiosidade dos estudantes,
tados ao aluno desafios que estejam além do que ele que não necessariamente conseguirão, naquele momen-
pode ou sabe efetivamente naquele momento, mas que to, encontrar a(s) resposta(s). As aberturas de unidades
ele seja capaz de vencer se for corretamente estimulado. proporcionam ao educador um momento propício para
• Os conhecimentos científicos contribuem para o pleno explorar e registrar concepções prévias que o ajudarão a
exercício da cidadania. encaminhar o trabalho com os conteúdos.
• O estudante deve ser incentivado a exercer e a de- A estrutura dos capítulos se mantém ao longo dos qua-
senvolver suas capacidades de criação e de crítica. tro volumes. Cada um deles começa com uma fotografia e
• O aluno deve ser incentivado a produzir e a utilizar com a seção Motivação. Trata-se de um outro momento
variadas linguagens para expressar o conhecimento em que o professor pode explorar concepções prévias
científico que adquire. Isso pode ser feito por meio dos estudantes para utilizá-Ias no ensino (veja mais à
de atividades como colagens, encenações, debates, frente, neste Manual do professor, considerações sobre
simulações de comerciais para rádio e tevê, elaboração “avaliação prévia”). Os assuntos são tratados, a seguir,
de blogs, produção de textos, desenhos e cartazes. em Desenvolvimento do tema.
Atividades de diferentes tipos são propostas ao longo dos
• A realidade local da comunidade em que o estudante
capítulos, não apenas no seu final. Os quadros laterais – que
vive deve ser respeitada e valorizada como precioso são de seis tipos, Reflita sobre suas atitudes, Trabalho
elemento envolvido na aprendizagem. em equipe, Tema para pesquisa, Certifique-se de ter lido
• A concatenação das ideias trabalhadas é fundamental. direito, Para fazer no seu caderno e Para discussão em
E os mapas conceituais são instrumentos de apren- grupo – permitem trabalhar conteúdos procedimentais e
dizagem que podem desempenhar importante papel atitudinais relacionados aos conteúdos conceituais que
nesse aspecto. estão sendo abordados.
V
A seção Organização de ideias apresenta um dos pos- subsídios para que o professor possa realizar o plane-
síveis mapas envolvendo conceitos tratados no capítulo. jamento mais adequado à sua realidade local. Essa pri-
(Sobre a elaboração de “mapas conceituais”, veja o qua- meira parte também inclui aspectos que são específicos
dro Como construir um mapa conceitual na seção Mapas para cada volume, pois:
conceituais deste Manual do professor.) • apresenta textos complementares dirigidos aos
Em Use o que aprendeu são propostas situações em que professores; e
os estudantes podem verificar seus conhecimentos sobre • oferece sugestões bibliográficas para alunos e
os temas estudados. docentes.
A seção Explore diferentes linguagens apresenta ativi- A segunda parte do Manual do professor constitui-se
dades em que diferentes formas de expressão (cartazes, de páginas contendo a reprodução reduzida das páginas
encenações, desenhos, ditados populares, piadas, textos do livro do aluno, acompanhadas de comentários na área
técnicos, poemas, trechos de entrevistas, textos de internet, ao redor (área chamada de “manual em U”).
esquematizações, tabelas, gráficos, slogans, tirinhas, charges Esses comentários ao longo das páginas destinam-se a
etc.) podem ser interpretadas e/ou elaboradas pelos alunos. sugestões pontuais sobre o desenvolvimento dos temas
Os capítulos contêm ainda as seções Amplie o vocabulário! em sala. Entre eles, há sugestões de momentos oportu-
e Seu aprendizado não termina aqui, que são comentadas a nos para a realização de atividades (exercícios, projetos,
seguir, neste Manual do professor. atividades relacionadas ao vocabulário científico etc.) e
No encerramento de cada unidade, aparece a seção de sobre oportunidades de atuação interdisciplinar.
página inteira Isso vai para o nosso blog!, que também será Essa segunda parte do Manual do professor também:
comentada adiante, neste Manual do professor. • relaciona e comenta os conteúdos indicados para
O Suplemento de projetos, ao final do livro do aluno, cada capítulo;
contém propostas de atividades em grupos, cuja reali- • comenta as habilidades específicas da BNCC e seu
zação, a critério do professor, permite um trabalho mais desenvolvimento;
aprofundado de alguns conteúdos estudados no livro. • indica possíveis situações problemáticas inerentes
ao desenvolvimento do tema e como podem ser
O material destinado aos professores contornadas;
O Manual do professor divide-se em duas partes. • fornece respostas de atividades do livro e comen-
A primeira delas inclui a apresentação da obra, que é tários sobre elas; e
comum aos quatro volumes, e oferece orientações e • dá sugestões adicionais de atividades.

VI
Subsídios para o planejamento pedagógico

É do professor a prerrogativa de adaptar o uso do


livro didático à realidade local,
o que se traduz no planejamento
BNCC •
pedagógico e na sua implementação. Objetos
Ciência
de
s da Natur
ez a • 9º an
conhecime
nto o
(EF09CI0 Habilida
1) Investig des

A tabela da seção BNCC – Ciências da Natureza


transformaç ar as mud
ões com anças de Desenvolvi
base no estado físic
(EF09CI0 modelo o mento nes
2) Compara de constitu da matéria e exp volume te
transformaç r quantid ição sub lica
ões quím ades de
reagente microscópic r essas
Aspectos (EF09CI0 icas, esta s e prod a. Capítulo

– 9o ano deste Manual do professor (veja a


3) Identific belecen utos env s1e4
do

e energia
quantita do átom ar a prop olvidos em
tivos
transformaç das o e compos modelos que des orção entr
e as sua
ição de crevem a s mas sas.
ões (EF09CI0 moléculas estrutura Capítulo
químicas 4) Planejar simples) da matéria 1
de luz pod e executar e reconhe (constitu
em ser form experim cer sua evol ição

Matéria
Estrutura a cor de adas pela entos que ução hist
da matéria um obje compos evidenciem órica. Capítulos 1,
to está rela ição das que toda 2e3
Radiações (EF09CI0 cionada três core s as core
também s primária

miniatura ao lado) lista as habilidades específicas


e suas 5) Investiga à cor da s
aplicaçõ de imagem r os principa luz que o s da luz
es na saú e som que is mecanis ilumina. e que Cap
de (EF0 revolucio mos envo ítulo 6
9CI06) Clas naram os lvidos na
sific sistemas transmis
e aplicaçõ ar as radi de comunic são e rece
es, discutin ações elet ação hum pção Cap
remoto, do rom agn ana . ítulo 3 e
telefone e avalian éticas por atividad
celular, do as imp suas freq encerramen e de

que constam da Base Nacional Comum Curricular


licações to da unid
(EF09CI0
7) Discutir
raio X, forn
o de mic de seu uso uências, fontes ade B
medicina o papel do ro-ondas, em controle
diag avanço tecn fotocélu Capítulo
las etc. 3 e atividad
de doenças nóstica (raio X, ultra ológico na
aplicação encerramen e de
(radioterapi ssom, ress das radiaçõe to da unid
a, cirurgia onâ
(EF09CI0
8) Associa ótica a lase ncia nuclear mag s na ade B
r, infra nética) e Cap ítulos 3
r os gam vermelho no tratamen

de 1998.
estabele e 5 e ativ

para a área de Ciências da Natureza e explicita os


cendo rela etas à tran , ultraviole to de enc idade
çõe s entre anc smi ssão ta etc.). erra mento da
(EF09CI0 estrais e das cara unidade
cterístic

fevereiro
9) Discutir descenden as hereditá B
segregação, as ideias tes. rias,
gametas de Mendel
envolvendo , fecunda sobre here

de 19 de
a transmi ção), con ditariedade Capítulo
ssão de side (fatores 10
característic rando-as para reso

lução
Heredita (EF09CI1 hereditá
0) Compara rios,

Lei 9.610
riedade as hereditá lver

locais em que são trabalhadas neste volume.


em textos
cien
r as idei
as evoluci rias em dife problemas
Ideias evo tífic onis rent Cap

Vida e evo
os es organism ítulo 10
lucionistas essas ideias e sua e históricos, iden tas de Lam

Penal e
tificando arck e Darw os.
importância in apresen
Preserva (EF09CI1 para exp semelha tadas
ção 1) Discutir nças e dife

do Código
licar a dive
biodiversida da da seleção a evo
natural sob lução e a diversid
rsidade
biológic
renças entr
e
de processo re as vari ade das a. Capítulo
11
reprodu antes de espécies

Art. 184
tivo. uma mes com bas
(EF09CI1 ma espécie e na atua
2) Justifica , resultan ção
ra

proibida.
preserva

Os esquemas das duas páginas Unidades e


ção da biod importância das tes de
Capítulo
diferentes iversida unidade 11
tipos de de e do s de con
servação

Reprodução
populaç unidade patrimônio
ões hum s (parques, nac ional, con para a
anas e as reservas
(EF09CI1
3) Propor
atividad
es a eles e florestas siderando os
inic relacion naciona Capítulo
ambient is), as
ais da cida iativas individu ados. 12 e
encerramen atividade de
ais e cole

capítulos deste Manual do professor (exemplo


consum de ou da tivas para
o conscie comunid to da unid
nte e de ade, com a solução ade D
(EF09CI1 sustentabil bas de problem
Composição 4) Descrev idade bem e na análise de
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

, as
estrutura plan etas roch er a com -suc edidas. açõ es de Capítulo
e localiza osos, plan posição 12 e ativ
ção localização e a estrutur idade de
do Sistema do Sistema
etas giga a do Sist enc erra
Solar no ntes gas ema Sola mento da

o
Universo (apenas Solar na osos e corp r unidade

vers
uma galá nossa Galá os menores (Sol, D

na miniatura ao lado, mais abaixo) fornecem uma


xia dentre xia (a Via ), assim
Astronomia (EF09CI1 bilhões). Láctea) e como a

Terra e Uni
e cultura da 5) Relacion dela no
Terra, do ar diferent Universo Capítulo
Vida hum Sol ou es leituras 9
ana fora
da (agricultura, caça do Sistema Sola do céu
Terra
, mito, orie r às necessi e explicações sob
(EF09CI1 ntaç dades de re a orig
Ordem de 6) Selecion ão espacial distintas em
grandeza da Terra, ar argumen e tempora culturas

visão geral da distribuição de conteúdos nos


astronômic com base tos sobre l etc.). Atividad
a e de
e nas dist
âncias e
nas cond
içõe
a viabilida
de da unidade encerramento
Evolução
estelar nos tempos s necessárias à vida da sobrevivência C
(EF09CI1 envolvido , nas cara humana
7) Analisa s em viag cterísticas fora
no conhec r o ciclo ens interpla dos plan
imento das evolutiv netárias etas Capítulo 9 e
XX os efeitos etapas de
o do Sol
(nascim e interest enc
atividad
e de
desse proc evolução ento elar es. erra mento da
de estrelas , vida e morte)

quatro anos.
esso no unidade
nosso plan de dife baseado C
eta. rentes dim
ensões e
Capítulo
9
R3-III-LVI-C
NC9-GUIA
-GPG-G20.
indd 20

Todos os volumes são constituídos de quatro


unidades com três capítulos cada. A grande
vantagem dessa estrutura é que o professor
começa seu planejamento considerando uma
unidade por bimestre letivo. Se necessário,
eventuais adaptações subsequentes podem
alocar mais tempo naquelas unidades que, à luz
da realidade local, demandam mais tempo. Esse
tempo adicional é conseguido ao abordar com
ano
ulos • 8º ano e 9º
Unidades e capít
maior horizontalidade (menor profundidade) as Unidades e capít
ulos • 6º ano e 7º
ano
UNIDADE A
UNIDADE C
cia, puberdade e
Capítulo 7 - Adolescên

outras unidades.
sistema endócrino
UNIDADE C Capítulo 1 - Alimentos
e nutrientes
o humana
UNIDADE A digestório Capítulo 8 - Reproduçã
Capítulo 7 - Sistema nervoso Capítulo 2 - Sistema
saúde e sociedade
circulatório, linfático Capítulo 9 - Sexo,
vivos e cadeias as químicas Capítulo 3 - Sistemas
Capítulo 1 - Seres Capítulo 8 - Substânci
alimentares e urinário
ações químicas

8º ANO
se Capítulo 9 - Transform
Capítulo 2 - Fotossínte

A Unidade A de cada volume contém pré-requisitos Capítulo 3 - Teias


alimentares
6º ANO
UNIDADE B
UNIDADE D

Capítulo 10 - Previsão
do tempo
UNIDADE D

para as demais, ainda que eventualmente não


respiratório es
UNIDADE B
e constelaçõ
e hidrosfera Capítulo 4 - Sistema Capítulo 11 - Lua
Capítulo 10 - Atmosfera o
o sexuada e reproduçã e uso de energia
de organização do
corpo
planeta e os recursos Capítulo 5 - Reproduçã Capítulo 12 - Produção
Capítulo 4 - Níveis Capítulo 11 - Nosso assexuada em animais elétrica
humano minerais
o sexuada e
des Capítulo 6 - Reproduçã

trate de modo explícito alguma das habilidades


e músculos e noite: regularida em plantas
Capítulo 5 - Ossos Capítulo 12 - Dia reprodução assexuada
celestes
Capítulo 6 - Visão

UNIDADE C
UNIDADE A

específicas da BNCC. Sugere-se, portanto, que seja


a
Capítulo 7 - Cinemátic
UNIDADE C
químicas e Teoria
UNIDADE A anfíbios e répteis
Capítulo 1 - Reações Dalton Capítulo 8 - Dinâmica
Capítulo 7 - Peixes, Atômica de
dade elétricas e modelo Capítulo 9 - Gravitação
Capítulo 1 - Biodiversi Capítulo 8 - Aves
e mamíferos Capítulo 2 - Cargas de Rutherford
atômico
dos seres vivos

trabalhada no início do ano. Embora possa haver


Capítulo 2 - Adaptação biomas brasileiros
Capítulo 9 - Principais eletromagnéticas
Capítulo 3 - Ondas atômico de Bohr

9º ANO
e da vida e modelo
Capítulo 3 - Diversidad
microscópica

7º ANO
certa flexibilidade na ordem das outras unidades, a
UNIDADE D
UNIDADE D UNIDADE B e hereditariedade
Capítulo 10 - Genética
UNIDADE B simples
Capítulo 10 - Máquinas químicas dos seres vivos
Capítulo 4 - Ligações Capítulo 11 - Evolução
ra, calor e efeito
imento sustentável

sequência do volume é a recomendada.


Capítulo 4 - Fungos Capítulo 11 - Temperatu
estufa Capítulo 5 - Acústica Capítulo 12 - Desenvolv
invertebrados:
Capítulo 5 - Animais grupos
principais da atmosfera e placas Capítulo 6 - Óptica
Capítulo 12 - Gases XIX
da litosfera
to básico
Capítulo 6 - Saneamen

17/09/18 18:00

Subsídios específicos para o planejamento de cada XVIII

capítulo são encontrados na segunda parte deste


Manual do professor.

VII
Algumas terminologias usadas nesta
obra para referência aos conteúdos

No Ensino Fundamental, os conteúdos escolares devem Conteúdos conceituais


estar intimamente relacionados com usos práticos e ime-
Fato ou dado é uma informação que, por si só (isto é, sem
diatos, revelando seu caráter funcional. Devem, também, o auxílio de conceitos ou princípios), é desprovida de cone-
propiciar ao aluno condições para que ele mesmo possa xão significativa com ideias anteriores. Exemplos de fatos
ampliar seus conhecimentos. Nas atividades escolares, os ou dados são o nome de ossos do corpo humano, o nome
alunos devem construir significados e atribuir sentido àqui- de aparelhos de laboratório e uma tabela de resultados
lo que aprendem, o que promove seu crescimento pessoal, numéricos provenientes de uma experiência de laboratório.
contribuindo para seu desenvolvimento e socialização. Conceito corresponde a um conjunto de acontecimentos,
Assim, conteúdos são conhecimentos ou formas cul- símbolos, seres vivos, materiais ou objetos que apre-
turais, cuja assimilação é considerada essencial para o sentam algumas características comuns. Exemplos são
desenvolvimento e a socialização dos estudantes. os conceitos de vertebrado, de massa de ar, de corrente
marítima, de reação química, de força e de rocha.
Princípio designa um enunciado que relaciona as mu-
Aprender a aprender danças de um acontecimento, símbolo, ser vivo, material

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
ou objeto (ou conjunto deles) com as mudanças em outro
Os conteúdos conceituais estabelecem o fio de conti- acontecimento, símbolo, ser vivo, material ou objeto (ou
nuidade que encadeia os temas nesta obra. A inclusão conjunto deles). Em outras palavras, princípios correspondem
dos conteúdos procedimentais e dos atitudinais visa ao a regularidades do tipo causa e efeito, sendo também conhe-
desenvolvimento do aluno em múltiplos planos. O desen- cidos, em Ciências da Natureza, como leis ou teorias. Como
volvimento de atitudes positivas, vinculado aos conteúdos exemplos, podemos citar o ciclo da água, a lei da gravidade,
conceituais, contribui para a vida pessoal e em sociedade. o princípio da inércia, as teias alimentares, a conservação
Ensinar procedimentos consiste em fazer a ponte entre da energia, a repetição das estações do ano e a variação
o ponto de partida e o objetivo de uma sequência de do comportamento animal em função da estação do ano.
ações; equivale a ensinar meios para alcançar, modos de O aprendizado de fatos, conceitos e princípios implica
fazer. É dotar o aluno de formas de agir. É ajudar o aluno que o aluno passe a ser capaz de, por exemplo, reconhe-
a aprender a aprender. cer, descrever e comparar ocorrências, ideias ou objetos.
Ao longo dos quatro volumes, alguns exercícios e ati- Assim, nesta obra, os seguintes verbos poderão aparecer
vidades envolvem temas polêmicos. Não se deve esperar intrinsecamente ligados aos conteúdos conceituais*:
unanimidade de opinião. A divergência de pontos de vista,
acompanhada do respeito ao outro e às suas ideias, contri- Identificar, reconhecer, classificar, descrever, comparar,
bui para a troca de ideias e o amadurecimento individual e conhecer, explicar, relacionar, situar (no espaço ou no
coletivo. Ao pretender o desenvolvimento das capacidades tempo), lembrar, analisar, inferir, generalizar, comentar,
do aluno, a escola – e, no nosso caso, o ensino de Ciências interpretar, tirar conclusões, esboçar, indicar, enumerar,
da Natureza – assume a necessidade de promover a auto- assinalar, resumir, distinguir.
nomia do aluno e sua capacidade de interagir e cooperar.

* Segundo COLL, C. Psicologia e currículo: uma aproximação psicopedagógica à elaboração do currículo escolar. São Paulo: Ática, 1997.

VIII
Conteúdos procedimentais Em outras palavras, normas são padrões de conduta que
membros de um mesmo agrupamento social compartilham.
Procedimento é o conjunto de ações organizadas para
As normas são a concretização dos valores. Como exemplos
que se obtenha determinado objetivo. São exemplos de
delas, podemos citar o respeito ao silêncio em um hospital,
procedimento o uso do microscópio para examinar células
a adequação do vocabulário à pessoa com quem falamos, o
de cebola, o emprego do computador para acessar uma
ato de não jogar lixo no chão e o ato de parar o carro quando
página da internet, a construção de uma maquete de o sinal está vermelho.
estação de tratamento de água, a observação de insetos
Atitude é a disposição adquirida e relativamente du-
no gramado de uma praça e a busca de informações em
radoura para avaliar uma ocorrência, situação, pessoa ou
uma biblioteca.
objeto e para atuar em concordância com essa avaliação.
Aprender um procedimento se traduz na capacidade Em outras palavras, uma atitude corresponde à tendência a
de empregá-lo de forma espontânea, a fim de enfrentar comportar-se de forma consistente com os valores e as nor-
situações em busca de resultados. Ao longo desta obra, mas, diante de ocorrências, situações, pessoas ou objetos.
os seguintes verbos poderão ser encontrados na explici- São as atitudes que trazem à tona o grau de respeito que
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

tação dos conteúdos procedimentais*: o indivíduo tem aos valores e às normas, manifestando-o
de forma observável. Exemplificando, podemos relacionar
Manejar, confeccionar, utilizar, construir, coletar, repre- a atitude sistemática de não fazer barulho num hospital
sentar, observar, experimentar, testar, elaborar, simular, como uma demonstração da interiorização do respeito a
demonstrar, reconstruir, planejar, executar, compor. normas e valores relacionados a essa prática.
Há vários modos para explicitar aqueles conteúdos
atitudinais que se deseja que o aluno aprenda. Nesta obra,
Conteúdos atitudinais os seguintes verbos* poderão ser encontrados na expli-
citação desses objetivos:
Valor é uma ideia que regulamenta o comportamento
da pessoa em qualquer situação ou momento, ou seja,
trata-se de um princípio ético com o qual a pessoa sente Valorizar, comportar-se (de acordo com), respeitar, tolerar,
forte compromisso emocional. Os valores são usados apreciar, ponderar (positiva ou negativamente), aceitar,
como referencial para o julgamento das condutas pró- praticar, ser consciente de, reagir a, conformar-se com,
prias e alheias. Exemplos de valores são a solidariedade agir, conhecer, perceber, estar sensibilizado, sentir, prestar
e o respeito à vida e à integridade física, tanto própria atenção a, interessar-se por, obedecer, permitir, concordar
quanto alheia.
com, preocupar-se com, deleitar-se com, recrear-se, preferir,
Norma é uma regra de comportamento que pessoas de inclinar-se a.
um grupo devem respeitar quando em determinada situação.

* Segundo COLL, C., op. cit.

IX
Considerações sobre a avaliação

Avaliar é uma das tarefas mais delicadas no ensino. Avaliação inicial


A reflexão constante sobre quatro perguntas básicas —
Antes de iniciar novos capítulos ou blocos de con-
Por que avaliar? Quando avaliar? O que avaliar? e Como
teúdos, é conveniente fazer uma avaliação inicial. Seu
avaliar? — pode ajudar o professor a aprimorar cada vez objetivo é sondar as ideias prévias que os alunos têm
mais o processo de avaliação. sobre o tema. A partir delas, o professor prepara suas
aulas e estratégias.
Por que avaliar? Além disso, conhecendo essas ideias prévias, mesmo
que sejam cientificamente incorretas, pode-se utilizá-las
Erros fazem parte do processo de aprendizagem. Não como fontes de problematização e como ideias inclusoras.
se pode considerar que a aprendizagem seja significativa A avaliação inicial pode ser feita de modo informal,
somente se não ocorrerem erros. Ao contrário, são os uma vez que os alunos invariavelmente expressam suas
erros que norteiam as alterações de rumo e as constan- concepções prévias ao se posicionarem perante fatos
tes intervenções pedagógicas e tornam o processo de e situações. Não é conveniente que a avaliação inicial
seja longa e cansativa.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
aprendizagem efetivo.
A avaliação não pode se limitar a provas mensais ou
bimestrais, principalmente se constarem de perguntas O que avaliar?
que cobrem a mera repetição de palavras ou frases tira-
das do livro adotado. Considerar as provas como único O que avaliar é decorrência dos objetivos estipulados
modo de avaliar é perder a perspectiva da avaliação para a aprendizagem. Deve-se cobrar, portanto, aquilo
como algo muito mais amplo e que engloba, entre outras que se colocou em jogo nas situações de aprendizado,
possíveis metas, verificar o grau de aprendizagem dos o que não descarta todo um leque de aplicações do que
alunos, orientar e ajustar a atuação dos professores e da se aprendeu a situações similares, mas não exatamente
escola e propiciar elementos para o constante repensar iguais, às vivenciadas durante o processo.
da prática do ensino. Este Manual do professor traz — na segunda parte,
entre os diversos comentários pedagógicos de cada
Quando avaliar? capítulo — as sugestões de conteúdos conceituais,
procedimentais e atitudinais a serem desenvolvidos.
Avaliar, nesse contexto, equivale a muito mais do Elas servem de roteiro para o que avaliar. Assim, o pro-
que simplesmente saber o resultado final do processo de cesso de avaliação permitirá também ao professor tirar
aprendizagem de um conjunto de conteúdos. Diz respeito conclusões sobre o grau em que as condições de ensino
ao acompanhamento desse processo em suas múltiplas criadas por ele e pela escola propiciaram a aprendizagem.
etapas e facetas, avaliando o que realmente aconteceu
durante a aprendizagem. Diz respeito ao acompanha-
Como avaliar?
mento das dificuldades e dos progressos dos alunos à
luz da realidade local. Diz respeito ao constante cuidado
No processo de avaliação, é essencial que o professor
em perceber falhas do processo e intervir nele a fim de
considere as diferentes maneiras de expressão — oral,
eliminá-las ou, pelo menos, minimizá-las.
escrita, pictórica etc. Assim fazendo, não estará privile-
Assim, faz-se necessário um processo de avaliação giando um aluno que escreve bem em detrimento de outro
o mais contínuo possível, não se limitando apenas aos que se comunica com mais clareza de forma oral ou de
finais de capítulos ou blocos deles. outro que desenha melhor do que escreve, por exemplo.
A prática de uma avaliação bem distribuída ao longo Introduzir complicadores desnecessários no momento
do curso, se adequadamente implementada, reduz a da avaliação, além de conturbar o processo, pode distorcê-
tensão introduzida pelas provas mensais ou bimestrais -lo. É também fundamental explicitar aquilo que está sendo
e favorece a aprendizagem significativa em detrimento avaliado, pois os alunos dão muita importância a isso e têm
da pura e simples memorização. o direito de saber quais são as regras do processo.

X
Algumas sugestões • reconhecer a definição do conceito entre várias
• Observação do processo de aprendizagem, no dia possibilidades oferecidas;
a dia da sala de aula. O registro em tabelas permi- • identificar exemplos ligados ao conceito;
te ao professor avaliar a evolução de cada aluno, • separar em categorias exemplos ligados ao conceito;
dedicando atenção diferenciada àqueles que, por
• fazer uma exposição oral sobre o conceito;
alguma razão, dela necessitem. O acompanhamento
do empenho na realização das múltiplas atividades, • aplicar o conceito à resolução de algum problema;
aliado à evolução demonstrada ao longo do tempo, • pedir a definição do significado do conceito.
é fundamental no processo de avaliação. No Ensino Fundamental nem sempre pedir a definição
• Observação das atividades em equipe e dos deba- é o melhor modo de verificar se um conceito foi aprendido.
tes. Isso é particularmente importante para avaliar o As outras sugestões apresentadas podem se mostrar mais
aprendizado de atitudes gerais — respeito às ideias
adequadas, desde que convenientemente trabalhadas.
alheias, por exemplo — e específicas — respeito à
biodiversidade, por exemplo. Quando o processo de avaliação se resume a provas
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

• Observação da produção dos alunos. Durante o mensais ou bimestrais, a aprendizagem por memoriza-
desenvolvimento de projetos e a realização de expe- ção é estimulada. Os alunos tentam se adaptar a esse
rimentos, o professor tem excelente oportunidade modelo de avaliação buscando o meio mais fácil de obter
para avaliar o aprendizado de procedimentos. “nota”. Preferem, por isso, tentar memorizar definições
• Análise das exposições em público de textos e ou- de conceitos em vez de compreendê-los.
tras produções. Atitudes, procedimentos e conceitos Para favorecer a aprendizagem significativa, é neces-
estão em jogo no momento dessas exposições. sário que o processo de avaliação seja o mais contínuo
• Provas escritas. A sugestão é evitar a concentração possível.
de provas das várias disciplinas em um período.
Fazer provas mais curtas e com maior frequência,
Avaliação de conteúdos procedimentais
além de poupar os alunos da tensão que faz alguns
deles se saírem tão mal, permite avaliar de modo Avaliar um procedimento consiste essencialmente
mais contínuo. Nas provas, devem-se evitar situa- em saber se o aluno tem o conhecimento relativo a ele
ções meramente repetitivas. Não se deve, contudo, e se sabe executá-lo.
tender ao extremo oposto, o de oferecer situações Assim, aprender um procedimento não significa
muito distintas das que ocorreram durante as aulas. conhecer sua “receita”. Consiste em saber usá-la. Não
Equilíbrio e bom senso são fundamentais. Provas adianta, por exemplo, saber que numa biblioteca os
são instrumentos úteis, desde que sejam aplicadas livros estão catalogados em fichas. É preciso saber aces-
juntamente com outros mecanismos de avaliação. sar uma informação desejada por meio delas. O grau de
aprendizagem de um procedimento é tanto maior quanto
Avaliação de conteúdos conceituais maior a desenvoltura com que é executado.
Como o aprendizado de fatos requer a memoriza- Para avaliar procedimentos, é preciso acompanhar
ção, é fundamental que o professor avalie qual é a sua execução. Imagine, por exemplo, que se deseje
real necessidade de os alunos conhecê-los. Cobrar o avaliar se o aluno consegue utilizar caixinhas, cola e
conhecimento de fatos só se justifica na medida em tesoura para construir uma maquete. Se o procedimento
que tal conhecimento seja útil no cotidiano ou poten- for deixado para ser feito em casa, o professor poderá
cialize aprendizagens subsequentes. Caso contrário, é apenas julgar se ele está finalizado ou não e a qualidade
mais importante trabalhar os procedimentos de busca do trabalho. Não pode, porém, julgar a desenvoltura do
de informações, pois são eles que permitem acessar aluno ao executá-lo. Não pode sequer ter certeza de que
uma informação sempre que necessário. foi mesmo o aluno que a construiu.
É mais difícil avaliar se um conceito foi aprendido. O ensino explícito de procedimentos envolve uma
Como formas de fazer essa avaliação, sugerimos: avaliação compatível.

XI
Avaliação de conteúdos atitudinais Por quê? Que motivos temos para conservá-la?”.
Existem, entretanto, determinados conteúdos ati-
Talvez a maneira mais eficiente de verificar se um
aluno adquiriu uma atitude seja a observação do seu tudinais que não são facilmente observáveis porque
comportamento. Isso inclui toda uma gama de situa- envolvem comportamentos que ocorrem fora do con-
ções, como a postura perante os colegas em situações texto escolar ou porque as manifestações comporta-
de trabalho grupal, as posições defendidas em debates mentais não são muito claras. É o caso, por exemplo,
cujo tema esteja relacionado à atitude em questão etc. das atitudes com relação a si próprio (cuidado consigo
Por exemplo, no 7º ano pode-se verificar o aprendi- mesmo, aceitação própria, higiene íntima, rejeição ao
zado da atitude de “respeitar a vida em sua diversida- consumo de drogas etc.). Nesses casos, é necessário
de” observando as opiniões dos alunos ao debater um solicitar aos alunos que se expressem por escrito ou
tema como “O ser humano depende da biodiversidade? oralmente sobre esses conteúdos.

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC)


De acordo com a Base Nacional Comum Curricular Entre as mudanças curriculares trazidas pela BNCC
(BNCC), o ensino de Ciências da Natureza é considerado em Ciências da Natureza está a distribuição, ao longo
imprescindível para que os estudantes tenham uma for- da Educação Básica, de conhecimentos das diferen-

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
mação que possibilite o pleno exercício da cidadania. O tes áreas científicas, tais como a Física, a Química, a
documento enfatiza a necessidade da formação integral Biologia, a Astronomia e a Geologia. A formalização de
dos alunos e a relevância dos conhecimentos científicos conhecimentos de Física e Química, outrora concentrada
nesse processo, ao afirmar que para “debater e tomar no 9º ano em livros didáticos, passa a ser distribuída
posição sobre alimentos, medicamentos, combustíveis, ao longo de todo o Ensino Fundamental, estando agora
transportes, comunicações, contracepção, saneamento em progressão gradual e contínua, instrumentalizando
e manutenção da vida na Terra, entre muitos outros te- os alunos para uma visão mais integrada da Ciência.
mas, são imprescindíveis tanto conhecimentos éticos, O mesmo ocorre com temas relacionados ao meio am-
políticos e culturais quanto científicos. Isso por si só já biente e ao corpo humano, fornecendo bases científicas
justifica, na educação formal, a presença da área de Ciên- para os estudantes desenvolverem a atenção e o cuidado
cias da Natureza, e de seu compromisso com a formação com a saúde individual, coletiva e ambiental.
integral dos alunos” (BNCC, 2017, p. 319). Nos anos finais do Ensino Fundamental (6o a 9o
Para que o ensino de Ciências não seja um apanha- anos), os alunos devem, utilizando as competências
do de informações desprovidas de significado para os científicas desenvolvidas e demonstrando a aquisição
estudantes, a BNCC dá atenção especial ao letramento de uma visão mais crítica e sistêmica do mundo, ser
científico. Mais do que aprender conceitos, os alunos capazes de avaliar e intervir, assumindo protagonismo
precisam ser capacitados a compreender e a interpretar na escolha de posicionamentos e formas de atuação.
o mundo, bem como a poder interferir nele de forma
consciente, sabendo que suas ações têm consequências Esta obra e a BNCC
na vida individual e coletiva e sendo capazes de avaliar Nesta edição da obra, houve intenso esforço para
tais consequências. alinhá-la do modo mais completo possível às diretrizes
De acordo com a BNCC, os estudantes devem ser do documento. No tocante às competências e habilida-
“progressivamente estimulados e apoiados no pla- des expressas na BNCC, alguns comentários nos parecem
nejamento e na realização cooperativa de atividades mais relevantes e são expostos a seguir.
investigativas” (BNCC, 2017, p. 320). Nesse sentido, é As competências gerais (BNCC, 2017, p. 7-10) e
essencial motivar os alunos a serem questionadores e as competências específicas de Ciências da Natureza
divulgadores dos conhecimentos científicos, de modo (BNCC, 2017, p. 319-322) foram elemento norteador
que se construa um caminho que os leve a exercer ple- de variados aspectos na elaboração dos volumes. Entre
namente sua cidadania. No desenvolvimento das apren- outros, os temas da seção Motivação (leituras ou expe-
dizagens essenciais propostas pela BNCC, é relevante rimentos, conforme conveniência pontual), as propostas
que os alunos reconheçam a Ciência como construção que constam de boxes laterais (Para discussão em grupo,
humana, histórica e cultural. Trabalho em equipe e Reflita sobre suas atitudes, por
XII
exemplo) e as atividades das seções Explore diferentes cultural e digital) para entender e explicar a realidade,
linguagens e Seu aprendizado não termina aqui, e tam- estimulando a compreensão e utilização de tecnologias
bém do Suplemento de projetos, foram escolhidos para digitais de informação e comunicação de forma crítica,
possibilitar que os estudantes exercitem a curiosidade reflexiva, significativa e ética. Tais atividades também
intelectual, recorram à abordagem própria das Ciências permitem compreender as Ciências da Natureza como
da Natureza, utilizem variadas formas de linguagem, um construto humano e o conhecimento científico
empreguem conhecimentos científicos para se expres- como cultural, histórico, dinâmico e provisório. Além
sar e compartilhar informações, percepções, ideias e disso, muitos dos temas dessa seção têm viés social
experiências em contextos variados, argumentem fun- (saúde, ambiente, tecnologia etc.), relacionando-se à
damentados em informações confiáveis, desenvolvam necessidade de construção de uma sociedade justa,
o diálogo, a empatia, a solução pacífica de conflitos, democrática e inclusiva.
estabeleçam a cooperação na consecução de metas O blog de cada equipe também propicia o trabalho
comuns e atuem ativamente, e com protagonismo, em ativo com terminologias científicas (veja comentário
situações individuais ou coletivas. sobre Amplie o vocabulário!, mais à frente) e, a critério
No que tange a participar de práticas diversificadas do educador, pode também ser usado para a divulgação do
de produção artístico-cultural, a seção Explore diferentes resultado de outras atividades propostas na obra.
linguagens propõe, em momentos oportunos, a elabora- Com essas e todas as demais atividades em grupo
ção de diferentes gêneros textuais, encenações e criação presentes na obra, busca-se propiciar a cooperação, o
de cartazes, slogans e outras formas de divulgação de diálogo e a resolução de conflitos interpessoais com
saberes científicos relevantes à comunidade. A mesma responsabilidade, autonomia, resiliência, flexibilidade
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

seção por vezes se utiliza, como mote, de textos de e determinação.


diferentes naturezas, bem como de saberes populares, As habilidades da BNCC para Ciências da Natureza
ditados, fotografias, ilustrações, tirinhas e charges, na nos anos finais do Ensino Fundamental (BNCC, 2017, p.
tentativa de unir a alfabetização científica à valorização 341-349), referentes ao ano deste volume, estão relacio-
de produções culturais e à fruição de manifestações ar- nadas na tabela da página XX deste manual, listadas por
tísticas que se relacionem ao que está sendo estudado. unidades temáticas e objetos de conhecimento. Todas
A interpretação ou a elaboração de gráficos e tabelas é são contempladas neste volume, nos locais indicados
outro tipo de atividade que, quando possível, aparece na tabela. Comentários específicos sobre o desenvolvi-
nessa seção com a intenção de capacitar os estudantes mento de cada habilidade aparecem na segunda parte
para a utilização de linguagem matemática. deste manual, nos locais em que são previstas, com o
Nas atividades de encerramento das unidades, título De olho na BNCC! e a discriminação do código da
intituladas Isso vai para o nosso blog!, os estudantes habilidade. Sobre as unidades temáticas e os objetos de
devem abordar temas que também foram escolhidos conhecimento, levamos em conta a assertiva da BNCC de
para propiciar o desenvolvimento de competências ge- que “os critérios de organização das habilidades na BNCC
rais e específicas da BNCC. Isso envolve acessar e reunir (com a explicitação dos objetos de conhecimento aos
informações, analisá-las, debatê-las, selecionar as mais quais se relacionam e do agrupamento desses objetos
relevantes e confiáveis e empregá-las para tratar dos tó- em unidades temáticas) expressam um arranjo possível
picos propostos. Conforme os temas em questão, essas (dentre outros). Portanto, os agrupamentos propostos
atividades visam valorizar e utilizar os conhecimentos não devem ser tomados como modelo obrigatório para
historicamente construídos (sobre o mundo físico, social, o desenho dos currículos” (BNCC, 2017, p. 328).

XIII
Comentários sobre algumas
seções do livro do aluno

12
CAPÍTUL
O

Foto de abertura do capítulo


DESENV
OLVIMEN
SUSTEN TO
TÁVEL
Gigantesca
s estátua
pedra enc s de
ontradas
de Páscoa na Ilha
. Quem as
Como a hist construiu?
ória da Ilha

Na abertura de cada capítulo há uma foto alusiva a


Páscoa se

/GETTY IMAGES
compara de
está aconte ao que
cendo em
planeta? nosso
(Em

STOCK PHOTOS
estátua com primeiro plano,
Ilha de Pás cerca de 8 metros.

algo que nele é tratado.


coa, Chile.)

SHORTNSTOCK/I

de 1998.
fevereiro
Com essa foto, tem-se a problematização inicial,

de 19 de
e Lei 9.610
instiga-se a curiosidade do aluno, que, interessado

Código Penal
Art. 184 do
no assunto, pode ter um aprendizado mais efetivo.

proibida.
Reprodução
246 UnidaADE
UNID de DD • Capít
ulo 12

PDF-246-262-C
NC9-U4-C12-G
20.indd
246

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Motivação
desig-
[...] tam deuses;
11 km de não represen sejam a imagem
primento e As estátuas isso
23 km de com por 3 vul- Talvez por que fez ma-
Em destaqu A ilha tem de triângulo é marcada um com nam pessoas. de uma civilização ência pelos
e a , cada ática ria exist
largura. A form, todos eles acessíveis , mais dram u com a próp . Eretos sobre os

Logo após a foto de abertura, todos os capítulos


Ilha de Pás Raraku, a leste’ ravilhas e pago
cões principais ica especial. [...] Ranu ra o meio amb
iente
, os moais
não
“Sempre coa: lição sile carac teríst a ‘mar ca registrada crimes cont os de nariz ao chão ,
imensos moapresentes na paisagem nciosa uma para
matéria-prima trução das estátuas. 8
[...]
altares ou caídpara quem quer ente
nder a lição
que não pod is são testemunhas , os forneceu a cons
agravados a usad a na uas, de 4 a ,
falam. Mas ante.”
de
superexploraemos repetir: superlota erros pelo homem. da ilha: a roch , são quase mil estát toneladas. ,
da ilha teria total 15 dizem o bast

têm a seção Motivação. Ela permite ao professor


e da Gente
ção dos ção e m sido cons Os escassos recursos [...] No
a, pesando
entre 8 Martins, Terra p. 55-59.
de 3 a 15 mo-
causas do texto: D.
declínio e recursos naturais, população. Fonte do
umidos por set. 2007,
Os metros de altur disposta em linhas o
da
civilização autodestruição da nascentes se bosques foram deva excesso de está costas para
A maioria altares ao ar livre, de .
Rapa Nui e guerras. esgotaram. A fome trouxstados e as e dos para cima
Durante muit Há indíc e
ios até de cani doenças nolitos sobr xo alto e olhos volta
tante da falta quei
os anos balismo, resu oceano, de

continuar a problematização inicial por meio de


de Páscoa de comida.
acreditaram , os moradores da Ilha [...] l-
mundo. E, que estavam Segundo os
de sozinhos no
rante pelo men certa forma, estavam

IMAGES
tória rapa cálculos dos
mesmo. Du- arqueólogos,
— nome que os mil anos, a civilizaçã nui
de 1998.

de 1998.
com a cheg começa por volta a his-

OPEN/GETTY
e à ilha — os mora dore o Rapa Nui ada dos do sécu
primeiros lo IV
desenvolveu- s davam a si mesm das Ilhas
fevereiro

notícias, experimentos, textos de outros livros ou

fevereiro
continentes, se sem cont os coloniza Marquesas (Polinési homens, vindos
a Francesa

MOMENT
num pequeno ato com os ção é o prim
de 19 de

de terra, no ). Essa

de 19 de
Oceano Pací triângulo de 170 km 2 tecimento eiro
da costa da fico, a 3.70 s fantástico de uma série de acon
de Páscoa s que emp
0 quilômetr restam à Ilha-
e Lei 9.610

Amé

e Lei 9.610
criar um mun rica do Sul. Eles os navegar uma vocação para
do particula conseguiram por milhares o mist
de quilômetr ério: além de

da internet, situações cotidianas etc. Há capítulos


nologia e r, com relig pequenas
escrita próp
Código Penal

rias, uma civil ião, tec- caminho e precárias, os pion

Código Penal
floresceu os em cano
e ruiu rapid improvável, eiros fizer as
não imaginav amente. Os izaçã o que am
do Oceano pois um
seriam toma am que suas façanhas
rapa nui só Pacífico, naqu as correntes marinhas
Art. 184 do

Art. 184 do
direção cont
dos
autodestruiçã como exemplo da
e seus erros rária, de leste ela região, seguem na
capacidade para oeste.

em que essa seção também permite desenvolver


eles pensavamo do homem exatame [...]
proibida.

de

proibida.
s estão
não existir: nte por quem Cerca de
200 moai
Quando o nós. em pé na
Reprodução

ou estiveram ao redor

Reprodução
veen avistou navegador holandês

N/SHUTTERSTOCK
ira ou
Jaco linha coste o
em 5 de abril uma ilha não assinalad b Rogge- da cratera
de um antig
s
coa, origem de 1722 — um dom a no mapa, o. Pelo meno

conteúdos de natureza procedimental.


ingo de Pás- de Páscoa vulcão inativ abandonados
2 a 3 mil mordo nome ocidental —, WILKINSO
Localizaç
ão da Ilha 700 foram no caminho
iras ou
gem devastad adores malnutridos encontrou nas pedre iras e a costa
.
a. [...] e uma pais as pedre
CHRISTIAN

a- entre uma
Como o decl ranças de
ínio teve iníci São lemb rou
certo. É um que não explo
mist o, ninguém sociedade nte o ambiente
moais, as giga ério testemunhado sabe ao Á S I A Ilha de
AMÉRICA
E corretame ncias
apenas pelo DO NORT consequê
um dos luga ntescas estátuas que s Páscoa
OCEANO e sofreu as Chile.)
de Páscoa,

O professor pode aproveitar essa seção, bem como


res mais fasci fazem da ilha ATLÂNTICO . (Ilha
estas estão nantes do mun disso
cond
Juntar pista enadas ao silêncio da do. Mas AMÉRICA
tória exige s para a reco pedra. OCEANO -se
muita paci nstituiçã PACÍFICO CENTRAL Páscoa situa da
200 anos de ência. E pers o dessa his- DE CÂNCER 8 km A Ilha de
Sul, a leste
pesq istência. Em no Pacífico oeste da América
TRÓPICO

algumas cons uisa, os arqueólogos

a foto de abertura, para realizar a avaliação prévia


ea
Polinésia ilha
e 1888, a
da tradição tatações científicas com costuraram do Sul. Desd
oral, ao Chile.
conhecimento único canal de trans o fio tênue AMÉRICA
R
EQUADO
POLINÉSIA pertence Ferreira. Atlas
ao miss DO SUL M. L.
geração. As long o dos anos ão de Fontes do
mapa: G. al. 3. ed.
, de espaço mundi p. 65;
apontam parateses cientificamente geração em
L

Chile
E PIMENTE

Geográfico: 2010.
DE CAPRICÓ
RNIO
OCEANO Moderna, Environment
al
mais aceit

dos saberes que os alunos trazem de sua vivência


bientais, algu uma sequência de prob
TRÓPICO
PACÍFICO Ilha de Páscoa São Paulo:
as Não se sabe e E. A. Keller. . 8. ed.
ao certo a Austrália (CHI) D. B. Botkin as a living planet
ns naturais, lemas am-
N DE ANDRAD

da Ilha de Science: Earth Wiley, 2011. p. 18.


outros prov Páscoa, os época em que as estát Nova
John
ocados ou estima-se moais, foram uas Zelândia Hoboken:
que tenha esculpidas
a Euro pa vivia am sido , na mesm mas 2.060 km
ANDERSO

Idade Médi a época em OCEANO


a. (Ilha de que ÍNDICO
Páscoa, Chile

pregressa.
.)

PDF-246-262-C Capítulo
NC9-U4-C12-G 12 • Dese 17/10/18
09:42
20.indd nvolv imento suste ulo 12
247 ntável D • Capít
247 UNIDADE
248

248
17/10/18 NC9-U4 -C12-G20.indd
09:42
PDF-246-262-C

Seu aprendizado não termina aqui FÁBULA

2. Você conh
ece a fábu
de ouro ? la A galin
Se não a conh ha dos
resp eito
dela . Em ece, info rme ovos cade rno:

Essa seção convida o aluno a continuar


segu ida, -se a qua is cara
resp ond a Terra pod cter ístic as
no em ser com do plan eta
OPINIÃO ovos de ouro paradas à
INDIVIDUA
L ”? “galinha dos
3. Uma pess
oa viu um carta
população z que ince

buscando o conhecimento e desenvolvendo


a não joga ntivava a
r lixo nas ruas Além disso
“Eu vou cont e disse: , existem func
inuar joga tura que são ionários da
que todo ndo lixo na pagos para pref
mun do faz rua por- varrer as ruas ei-
lixo que vai isso. Não Comente ”.
piorar os é o meu a opinião
problema você conc dessa pess
s da cidade. orda, disc oa e
orda ou conc diga se

suas capacidades, independentemente


GRÁFICO cialmente
com ela. orda par-
4. No item
6 dest
e capítulo
de 1998.

crescimen há um gráfi
to da popu co sobre o
-o para resp lação
onder às perg mundial. Consulte-
fevereiro

c) Faça o mes
mo

de estar no ambiente escolar.


a) Em qual untas. item anterior tipo de cálculo pedi
de 19 de

dos cont para cada um do no


da população inentes se espera d) Com pare dos continen
de 2017 para redução as resp osta tes.
e Lei 9.610

b) Com auxíl 2050? ponda: em s ante riore


io do seu profe quais cont s e res-
calcule o aum ssor, que a pop inentes se
ento porcentu se necessário, ulaç ão cres espera
Código Penal

a população 2050 , prop ça,


do planeta
al esperado
para orci ona lmen entr e 2017 e
entre 2017 cres cerá a te mais do
e 2050. pop ulaç ão que
Art. 184 do

ENCENAÇÃ
O mesmo perí do plan eta
odo? ness e
proibida.

5. O prof
esso r dividirá a
diálogos entr classe
e duas pess em grupos. Cada um
Reprodução

madeireira oas com ideia deles deve


dialogand s opostas preparar uma
poluidora o com algu
do ar argu ém que dese relativas ao ambiente encenação
que envolva
ar etc. Amb mentando ja evitar o . Por exem
os os lado com desf plo, um don
s devem apre uma autoridade resp lorestamento, um o
sentar argu onsável pelo dono de indú de
mentos para controle da stria
defender qualidade
seu ponto do
de vista.
DUARTE
AMANDA

Seu apre
ndiz ado não
termina
aqui
Os meios
de comunic
anos a reali ação notic
zação de reun iam todos
tes dos país os
es mais ricosiões com representan- dos diferente
reuniões,
a discussão . É frequent
e, nessas bre as ques s países, o que eles
Acompanh das tões amb têm feito
e essas notíc questões ambienta problema
s econômic
ientais, a
interferência so-
ias e conh is. demais dific os nessas dos
eça a posi uldades que discussõe
ção para ating se
ir o desenvol a humanidade enfr as
vimento sust enta
entável.

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XIV
Isso vai para o nosso blog!

Isso vai para o nosso blog! é uma seção TO DA UN


IDADE
EN
FECHAM
que aparece no fechamento de todas as unidades da obra. ra o noss
o blog !
Isso vai pa s começam conosco!
As soluçõe criará e mant
criará e manterá
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Natu rais.
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em
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discip lina debater e
a class e será
e será apren dede
apren ler, analisar, r no blog.

Os alunos são divididos em equipes de 4 ou 5 alunos, e cada


sese
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incluir no blog.
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equipe criará e manterá um blog de Ciências.


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DANIEL ZEPPO
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os grande de nossa
ambientais Revisem

A divisão dos participantes pode ser feita pelos próprios sociedade. duzido,
pro
o material ando-o e
complement no que
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melhorand Publiquem

alunos ou seguir o critério do professor. Ao longo do ano,


l.
for possíve
no blog.

em função das reacomodações naturais no ambiente de Proponham


iniciativas
individuais
e
a

socialização da escola, intervenções do professor podem ser


coletivas par
de
a solução
problemas em equipe
do
ambientais
da O Trabalho capítulo 12

requeridas para redistribuir alguns alunos, até mesmo com a cidade ou


da item 3 do unidades
comunidade
, com abordou as ão e suas
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base na aná táveis de con
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Justifiquem a preservaçã ional,
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de conserv e do patrimônio nac de

Estimula a pesquisa de informações em diferentes


de s
biodiversida do os diferentes tipo e as
ran anas
conside ões hum
as populaç cionados.
unidades, a eles rela
atividades

fontes, a leitura e a seleção do material que será


postado pelos alunos no blog.
09:43
17/10/18
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Unidade
262

262
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Propicia discussões sobre o material reunido e publicado.


Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Desenvolve competências relativas ao acesso e ao tratamento


de informações, à discussão em grupo, à cooperação
e à interação social.
Os temas escolhidos favorecem reflexões sobre as atitudes
de cada um e podem produzir mudanças benéficas.
É importante ao docente avaliar se é conveniente haver
acesso irrestrito aos blogs ou se é mais apropriado sua
hospedagem em páginas de redes sociais restritas,
permitindo configurar o acesso apenas a estudantes,
professores e demais educadores.

Amplie o vocabulário! Em destaqu


e

Reduzir, reu
tiliz ar, reciclar
sistema prod
utivo
ria-prima, o
como maté
rsos naturais ambiente. vivos, a água o
eo
Ao usar recu o
explorando o o ar, os seres e de mod
industrial está recursos usados, com orados corretamente is, como
Alguns dos is, desde que
expl
, não são reno
váve
váve tanto

A seção Amplie o vocabulário! propicia


ATIVIDADE solo, são reno as dessas fontes, entre ral. recursos
ntáv el. Outr o carv ão mine s) de usar
suste e (que nós temo
Amplie o o petróleo não reno-
rio! os minerais, de que a sociedade tem o futuro. Os recursos orados,
vocabulá A necessida um grande desafio para váveis têm sido expl s.
ter o õe reno vá-lo
Hora de deba
materiais prop se esgotar e os recursos natureza tem para reno lada de

um trabalho com as terminologias mais


o de cada
significad m a ontro
conceito,
redigi-lo váveis pode a da capacidade que oração desc dão
as palavras
e
com a expl e todo cida
com noss nosso blog. em geral, acim nativas para acabar para a sociedade des:
incluí-lo no Buscar alter fio urge nte s em suas atitu
al renovável as é um desa les mudança

de 1998.
• recurso natur ral não matérias-prim r para isso com simp de de consumo;
• recurso natu produção e
pode contribui o sobre a real necessidaecessárias ou cuja

importantes que aparecem nos capítulos. fevereiro


renovável
imento • Refletind comprar coisas desn
• desenvolv l o váveis)
de 19 de
• Recusand o ambiente; os não reno o uso
sustentáve ecialmente
uso agridam uso de recursos (esp priorizar
consumi-los,
e Lei 9.610

do o necessário
• Reduzin
for realmente
e, quando
renováveis;
Código Penal

de recursos objetos ao máximo; l, pape l e vidro.

Os alunos discutem o significado dos principais


ndo ico, meta
• Reutiliza materiais, como plást
FOLHAPRESS

do
Art. 184 do

• Reciclan
RONNY SANTOS/

proibida.

termos estudados e elaboram, com a supervisão


Reprodução

do professor, uma definição que se incorpora ao


vocabulário da classe, uma espécie de dicionário
de Ciências criado ao longo do curso.
a no
foto, tirad
Observe esta ping cente
r

A critério do professor, essas definições devem


de um shop a sobre a
corredor , e reflit
em São Paulorecursos naturais
relação entre os de consumo.
e hábit

ser reunidas no blog de Ciências, criado e mantido pelas


09:43
12 17/10/18
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D • Capít
UNIDADE
254

equipes da sala de aula, e/ou em cartazes, em fichas ou nas


254
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páginas finais do caderno de cada aluno.


Esse trabalho participativo contribui efetivamente para
a construção de conceitos e, por conseguinte,
para ampliar o vocabulário dos alunos.

XV
Mapas conceituais

Mapas conceituais são um modo organizado de expressar


relações entre conteúdos conceituais (fatos, conceitos e prin-
CEITUAL
MAPA CON ento que visa
também à
é o desenvolvim
tável
ento susten vida das
os relacionados
a Desenvolvim Qualidade de ões
futuras geraç

cípios).
envolve desafi
dificultado
pelo
ar
Qualidade do

Aumento da ial
mund
população

Trata-se de um poderoso instrumento auxiliar da aprendi-


água o
Qualidade da Conservaçã
do ambiente

alimento
Obtenção de

zagem, no qual tais conteúdos são relacionados graficamente


envolve a
que
exploração
de 1998.

aumenta a adequada
que
envolve o necessidade de
aumenta
fevereiro

de
e controle
Seres vivos de a o dos
biodiversida
da
Conservaçã is

e de forma hierarquizada.
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de 19 de

Recursos
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e Lei 9.610
O JOSÉ FERREIRA

resíduos em
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bens e que podem
Produção de
Código Penal

energia
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FERNAND

Renováveis
Art. 184 do

Não renováveis
sociais,
Interesses e políticos
proibida.

econômicos
Reprodução

ATIVIDADE

sua resposta
. Explique.
Justifique rsos naturais?
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1. O ser hum o totalmen
viver de mod anteriores? váveis é subs
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ana pode perguntas
2. A espé
cie hum os não reno exemplos de
e a resp osta às duas cons erva r os recurs os cinco
ão há entr eiras de pelo men
3. Que relaç uma das man uma lista com
ou-se que vados. Faça
tulo, afirm am ser reno dade.
4. Neste capí por recursos que poss ser feita s pela socie
tuindo-os que podem
desse tipo
substituições

ATIVIDADE
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professor,
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UNIDADE
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Vantagens didáticas
Para os professores, os mapas conceituais ajudam a planejar o curso, a visualizar pré-requisitos
e a buscar estratégias para favorecer a construção e a interligação de conceitos numa aprendizagem
significativa.
Para os alunos, a elaboração dos mapas ajuda a distinguir as informações fundamentais das
acessórias ou supérfluas. Também os auxilia a estabelecer a relação dos conceitos mais abrangentes
com outros, deles decorrentes ou a eles subordinados.

Há muitos mapas possíveis


O que esta coleção apresenta, para cada capítulo, é apenas um entre os muitos mapas concei­
tuais possíveis. Certamente será muito útil ao professor elaborar seus próprios mapas conceituais,
que o ajudarão a adequar o curso à realidade local.
Espera-se que, com o auxílio do professor, os alunos adquiram gradual desenvoltura na inter­
pretação dos mapas mostrados no livro e, posteriormente, na elaboração dos seus próprios mapas.
Se os alunos estiverem bem familiarizados com a interpretação deles, é de esperar que passem
a construí-los com relativa facilidade. Um dos possíveis métodos para construir um mapa conceitual
é sugerido na página a seguir.
Boas oportunidades para usar essa técnica são as situações em que outros textos (paradidáticos,
artigos etc.) são usados para trabalhar um tema.

XVI
Proposições e palavras de ligação
Consideremos, a título de exemplo, as expressões lixo urbano e restos de comida, que designam con-
ceitos. Ao ouvi-las, fazemos uma imagem mental do significado de cada uma. Esses dois conceitos estão
relacionados.
Ao dizer que lixo urbano contém restos de comida, elaboramos uma proposição na qual a palavra
“contém” atua como palavra de ligação, conexão ou enlace entre os dois conceitos. (Para elaborar
uma proposição, podem ser usadas uma ou mais palavras de ligação.) Essa proposição pode ser
expressa graficamente assim:

FERNANDO JOSÉ
FERREIRA
contém
Lixo urbano Restos
de comida

Como construir um mapa conceitual

Os passos descritos a seguir mostram


uma das maneiras para elaborar um mapa
com os conteúdos conceituais de um texto.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

1. Após a leitura atenta, listar os conceitos a elas uma ou mais palavras de ligação
importantes, sejam eles abrangentes que estabeleçam uma proposição.
ou específicos. Ajuda bastante prestar 6. Analisar o mapa para ver em que ele pode
atenção aos títulos, aos subtítulos e às ser melhorado: remanejar blocos, esta-
palavras destacadas em itálico ou negrito, belecer relações cruzadas, omitir partes
pois frequentemente expressam fatos, menos importantes em prol da clareza,
conceitos ou princípios. modificar a disposição para facilitar a
2. Agrupar os conteúdos conceituais mais visualização etc.
fortemente relacionados. Ao trabalhar com os alunos essas etapas,
é conveniente escrever os conteúdos concei-
3. Arranjar, em ordem de importância ou
tuais em retângulos de papel, para que pos-
abrangência, os conteúdos conceituais sam ser facilmente trocados de lugar.
de cada um desses grupos. É esperado que não haja concordância
4. Escrever cada um desses conteúdos numa sobre a hierarquização e o estabelecimento
folha, dentro de um retângulo (ou um cír- das proposições. No caso de equipes, fa-
culo, ou uma elipse etc.). De modo geral, zendo cada uma o seu mapa referente a um
é conveniente que os mais abrangentes mesmo texto, mapas bem distintos podem
surgir. Não há problema nisso. A apresenta-
fiquem em cima, e os mais específicos,
ção em público desses mapas propicia uma
embaixo.
discussão enriquecedora, em que conteúdos
5. Interligar os retângulos com setas (ou são retrabalhados, dúvidas apareçam e se-
linhas, simplesmente) e escrever próximo jam resolvidas.

XVII
Unidades e capítulos • 6º ano e 7º ano

UNIDADE A UNIDADE C
Capítulo 1 - Seres vivos e cadeias Capítulo 7 - Sistema nervoso
alimentares
Capítulo 8 - Substâncias químicas
Capítulo 2 - Fotossíntese
Capítulo 9 - Transformações químicas
Capítulo 3 - Teias alimentares

6º ANO
UNIDADE B UNIDADE D

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Capítulo 4 - Níveis de organização do corpo Capítulo 10 - Atmosfera e hidrosfera
humano
Capítulo 11 - Nosso planeta e os recursos
Capítulo 5 - Ossos e músculos minerais

Capítulo 6 - Visão Capítulo 12 - Dia e noite: regularidades


celestes

UNIDADE A UNIDADE C
Capítulo 1 - Biodiversidade Capítulo 7 - Peixes, anfíbios e répteis

Capítulo 2 - Adaptação dos seres vivos Capítulo 8 - Aves e mamíferos

Capítulo 3 - Diversidade da vida Capítulo 9 - Principais biomas brasileiros


microscópica

7º ANO
UNIDADE B UNIDADE D

Capítulo 4 - Fungos Capítulo 10 - Máquinas simples

Capítulo 5 - Animais invertebrados: Capítulo 11 - Temperatura, calor e efeito


principais grupos estufa

Capítulo 6 - Saneamento básico Capítulo 12 - Gases da atmosfera e placas


da litosfera

XVIII
Unidades e capítulos • 8º ano e 9º ano

UNIDADE A UNIDADE C
Capítulo 1 - Alimentos e nutrientes Capítulo 7 - Adolescência, puberdade e
sistema endócrino
Capítulo 2 - Sistema digestório
Capítulo 8 - Reprodução humana
Capítulo 3 - Sistemas circulatório, linfático
e urinário Capítulo 9 - Sexo, saúde e sociedade

8º ANO
UNIDADE B UNIDADE D
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Capítulo 4 - Sistema respiratório Capítulo 10 - Previsão do tempo

Capítulo 5 - Reprodução sexuada e reprodução Capítulo 11 - Lua e constelações


assexuada em animais
Capítulo 12 - Produção e uso de energia
Capítulo 6 - Reprodução sexuada e elétrica
reprodução assexuada em plantas

UNIDADE A UNIDADE C
Capítulo 1 - Reações químicas e Teoria Capítulo 7 - Cinemática
Atômica de Dalton
Capítulo 8 - Dinâmica
Capítulo 2 - Cargas elétricas e modelo
atômico de Rutherford
Capítulo 9 - Gravitação
Capítulo 3 - Ondas eletromagnéticas
e modelo atômico de Bohr

9º ANO
UNIDADE B UNIDADE D

Capítulo 4 - Ligações químicas Capítulo 10 - Genética e hereditariedade

Capítulo 5 - Acústica Capítulo 11 - Evolução dos seres vivos

Capítulo 6 - Óptica Capítulo 12 - Desenvolvimento sustentável

XIX
BNCC • Ciências da Natureza • 9º ano
Objetos de Desenvolvimento neste
Habilidades
conhecimento volume
(EF09CI01) Investigar as mudanças de estado físico da matéria e explicar essas
Capítulos 1 e 4
transformações com base no modelo de constituição submicroscópica.
(EF09CI02) Comparar quantidades de reagentes e produtos envolvidos em
Capítulo 1
transformações químicas, estabelecendo a proporção entre as suas massas.
(EF09CI03) Identificar modelos que descrevem a estrutura da matéria (constituição
Aspectos Capítulos 1, 2 e 3
do átomo e composição de moléculas simples) e reconhecer sua evolução histórica.
quantitativos das
Matéria e energia

(EF09CI04) Planejar e executar experimentos que evidenciem que todas as cores


transformações
de luz podem ser formadas pela composição das três cores primárias da luz e que Capítulo 6
químicas
a cor de um objeto está relacionada também à cor da luz que o ilumina.
Estrutura da matéria (EF09CI05) Investigar os principais mecanismos envolvidos na transmissão e recepção Capítulo 3 e atividade de
Radiações e suas de imagem e som que revolucionaram os sistemas de comunicação humana. encerramento da unidade B
aplicações na saúde (EF09CI06) Classificar as radiações eletromagnéticas por suas frequências, fontes
Capítulo 3 e atividade de
e aplicações, discutindo e avaliando as implicações de seu uso em controle
encerramento da unidade B
remoto, telefone celular, raio X, forno de micro-ondas, fotocélulas etc.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
(EF09CI07) Discutir o papel do avanço tecnológico na aplicação das radiações na Capítulos 3 e 5 e atividade
medicina diagnóstica (raio X, ultrassom, ressonância nuclear magnética) e no tratamento de encerramento da
de doenças (radioterapia, cirurgia ótica a laser, infravermelho, ultravioleta etc.). unidade B
(EF09CI08) Associar os gametas à transmissão das características hereditárias,
Capítulo 10
estabelecendo relações entre ancestrais e descendentes.
(EF09CI09) Discutir as ideias de Mendel sobre hereditariedade (fatores hereditários,
segregação, gametas, fecundação), considerando-as para resolver problemas Capítulo 10
envolvendo a transmissão de características hereditárias em diferentes organismos.
(EF09CI10) Comparar as ideias evolucionistas de Lamarck e Darwin apresentadas
em textos científicos e históricos, identificando semelhanças e diferenças entre Capítulo 11
Vida e evolução

Hereditariedade
essas ideias e sua importância para explicar a diversidade biológica.
Ideias evolucionistas (EF09CI11) Discutir a evolução e a diversidade das espécies com base na atuação
Preservação da da seleção natural sobre as variantes de uma mesma espécie, resultantes de Capítulo 11
biodiversidade processo reprodutivo.
(EF09CI12) Justificar a importância das unidades de conservação para a
preservação da biodiversidade e do patrimônio nacional, considerando os Capítulo 12 e atividade de
diferentes tipos de unidades (parques, reservas e florestas nacionais), as encerramento da unidade D
populações humanas e as atividades a eles relacionados.
(EF09CI13) Propor iniciativas individuais e coletivas para a solução de problemas
Capítulo 12 e atividade de
ambientais da cidade ou da comunidade, com base na análise de ações de
encerramento da unidade D
consumo consciente e de sustentabilidade bem-sucedidas.
(EF09CI14) Descrever a composição e a estrutura do Sistema Solar (Sol,
Composição, planetas rochosos, planetas gigantes gasosos e corpos menores), assim como a
Capítulo 9
estrutura e localização localização do Sistema Solar na nossa Galáxia (a Via Láctea) e dela no Universo
do Sistema Solar no (apenas uma galáxia dentre bilhões).
Terra e Universo

Universo (EF09CI15) Relacionar diferentes leituras do céu e explicações sobre a origem


Atividade de encerramento
Astronomia e cultura da Terra, do Sol ou do Sistema Solar às necessidades de distintas culturas
da unidade C
(agricultura, caça, mito, orientação espacial e temporal etc.).
Vida humana fora da
Terra (EF09CI16) Selecionar argumentos sobre a viabilidade da sobrevivência humana fora
Capítulo 9 e atividade de
da Terra, com base nas condições necessárias à vida, nas características dos planetas
Ordem de grandeza encerramento da unidade C
e nas distâncias e nos tempos envolvidos em viagens interplanetárias e interestelares.
astronômica
(EF09CI17) Analisar o ciclo evolutivo do Sol (nascimento, vida e morte) baseado
Evolução estelar
no conhecimento das etapas de evolução de estrelas de diferentes dimensões e Capítulo 9
os efeitos desse processo no nosso planeta.
XX
Aprofundamento ao professor
Referente ao capítulo 2
Por que os para-raios são pontudos?
Considere um condutor metálico esférico, rigidez dielétrica. Para o ar, a rigidez dielétrica
em contato com o ar, portador de carga elétri- é da ordem de 3 3 106 V/m (ou 3 3 106 N/C).*
ca. Essa carga não passa para o ar porque ele é Se um objeto condutor eletrizado, imerso no
um dielétrico, ou seja, não é condutor elétrico. ar, tiver uma carga tão elevada que o campo
No entanto, se a carga no condutor for muito elétrico na sua superfície chegar a 3 3 106 V/m,
alta (positiva ou negativa), o campo elétrico ocorrerá a ruptura dielétrica do ar e este,
nas proximidades poderá atingir um valor su- tornando-se condutor, permitirá o escoamento
ficientemente alto (em módulo) para provocar da carga para fora do objeto. A descarga elé-
a formação de íons, ou seja, a ionização do ar. trica para fora do objeto é um arco elétrico,
Nesse momento, o ar se torna condutor. ou arco voltaico.
Vejamos como ocorre a ionização. Se a

INVENTORI/ISTOCK PHOTO/
GETTY IMAGES PLUS
carga da esfera for positiva (veja esquema A ),
ela atrai elétrons das moléculas de ar, arran-
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

cando alguns deles e criando íons positivos


(cátions). Tanto os elétrons desprendidos,
atraídos em direção à esfera, quanto os íons
positivos, repelidos por ela, podem colidir
com outras moléculas de ar, ionizando-as
também. Esse é um processo em cadeia que
Arcos voltaicos, como esses entre os eletrodos metálicos
amplifica o número de íons e subitamente tor- da foto, são descargas elétricas que ocorrem quando há
na o meio condutor de corrente elétrica (pela ruptura dielétrica.
movimentação dos íons). Porém, se a carga
A carga em um condutor esférico se distri-
na esfera for negativa (veja esquema B ), ela
bui uniformemente em sua superfície. Porém,
repele elétrons das moléculas de ar, podendo
verifica-se que, em condutores não esféricos,
arrancar alguns deles e gerar íons positivos.
a distribuição da carga não é uniforme. Ocorre
Os elétrons ejetados, repelidos pela esfera,
maior concentração de cargas nas regiões
e os íons positivos, atraídos por ela, colidem
pontiagudas (veja C ), o que faz com que o
com outras moléculas de ar, também desenca-
campo elétrico seja maior nas proximidades
deando um processo que produz muitos íons
dessas regiões.
e torna o meio condutor.
+ +
ILUSTRAÇÃO DOS
AUTORES

C + +
A B ++ O campo elétrico é
++ maior próximo à
DOS AUTORES

+ – + –
ILUSTRAÇÕES

Cátion Elétron Cátion Elétron +


++ região pontiaguda
+ do objeto condutor
+ + ++ – – – – + +
++ + – – – + +
+ + – – Em um condutor eletrizado, há maior concentração
Representação esquemática da ionização do ar por uma de cargas nas regiões pontiagudas. (Representação
esfera metálica suficientemente eletrizada com carga esquemática.)
positiva A ou carga negativa B .
Isso significa que, se um condutor de
A ionização de um dielétrico submetido a forma irregular receber continuamente carga
um campo elétrico muito intenso é denomi- elétrica até que haja ruptura dielétrica do ar ao
nada ruptura dielétrica e o potencial elétrico seu redor, esta ocorrerá próximo a uma região
necessário para que isso ocorra é chamado pontiaguda, pois aí o campo elétrico é maior.

* V/m (volt por metro) equivale a N/C (newton por coulomb).

XXI
Durante uma tempestade, estabelece-se grande diferença de

ILUSTRAÇÃO DOS AUTORES


D
potencial elétrico entre a parte inferior das nuvens e o solo (veja
D ). Como os para-raios estão aterrados, eles, do ponto de vista Nuvens
–– – ––
elétrico, são parte do solo. A ruptura dielétrica do ar é mais prová- – –– –––––
vel nas proximidades das pontas dos para-raios do que em outros
locais do solo ou de outros objetos aterrados. Assim, para cum-
prirem bem seu papel, os para-raios precisam ser pontiagudos.
O alto campo elétrico próximo
às pontas do para-raios
favorece a ruptura dielétrica

++++
+
+ + ++++
+++ +
Fontes do esquema: elaborado a partir de FEYNMAN, R. + +
et al. The Feynman lectures on Physics: definitive edition. Para-raios
San Francisco: Addison Wesley, 2006. v. II. p. 6-13 e + +
9-10; AHRENS, C. D; HENSON, R. Meteorology today. Solo
11. ed. Boston: Cengage, 2016. p. 404, 406. + + + + + +

Referente ao capítulo 3

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Como se mede a velocidade com que uma estrela se
afasta da Terra?

A luz proveniente de uma estrela pode ser No entanto, há algumas estrelas que
decomposta ao passá-la por uma fresta e, a estão se aproximando da Terra. Nesse caso,
seguir, por um prisma de cristal. O “arco-íris” os astrônomos dizem que o espectro sofre
resultante é um espectro da luz visível e con- deslocamento para o azul (talvez fosse mais
tém luzes de várias cores e tonalidades diferen- didático dizer deslocamento para o violeta).
tes. Em uma extremidade, os tons de vermelho Porém, surge uma dúvida. Todas as compo-
correspondem às frequências mais baixas e nentes mudaram de lugar, em direção ao ver-
comprimentos de onda mais longos. Na outra melho ou ao violeta, mas o espectro continua
ponta, os tons de violeta têm frequências altas sendo obtido inteiro. Então, como se constata
e comprimentos de onda pequenos. O espectro que houve deslocamento?
da luz visível está esquematizado na figura A . A resposta está nas linhas espectrais de
Muitas estrelas estão se afastando da absorção. A luz emitida por uma estrela se
Terra. As ondas eletromagnéticas emitidas por origina em suas camadas internas, muito
uma estrela que se afasta de nós sofrem dimi- quentes. Quando a luz atravessa camadas
nuição de frequência devido a um fenômeno mais externas, em que o gás está relativamen-
conhecido como efeito Doppler. Assim, todo te mais frio, átomos de elementos presentes
o espectro de frequências emitido por essa absorvem luz de apenas algumas frequências
estrela desloca-se para frequências menores. específicas, características desses elementos
Algumas componentes vermelhas da luz emi- químicos. No espectro da estrela, aparecem
tida por essa estrela acabam caindo no infra- linhas escuras nas frequências absorvidas,
vermelho (porção não visível do espectro com chamadas linhas espectrais de absorção. A
frequência abaixo do vermelho). E um trecho figura B esquematiza o espectro com duas
do espectro original que estava no ultravioleta linhas (genéricas). No espectro obtido com
(porção não visível com frequência acima do a luz de uma estrela que se afasta da Terra,
violeta) acaba sendo deslocado para a faixa as linhas espectrais estão deslocadas para
visível do violeta. Toda essa redução das o vermelho, como esquematizado em C . Já
frequências é denominada deslocamento para no caso de uma estrela que se aproxima, as
o vermelho. Quanto mais acentuado, maior a linhas espectrais estão deslocadas para o
velocidade com que a estrela se afasta de nós. azul, como em D .

XXII
Quanto maior a velocidade da estrela, maior o deslocamento. A medida experimental do
deslocamento permite aos astrônomos calcular a velocidade de afastamento ou de aproximação
de uma estrela, ou mesmo de uma galáxia.

A Violeta Vermelho
Espectro da luz visível

B Linhas de absorção

ILUSTRAÇÃO DOS AUTORES


C Deslocamento para o vermelho

D Deslocamento para o azul


Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Esquema de linhas de absorção no espectro visível e de seu deslocamento para o vermelho e para o azul.
Fonte do esquema: elaborado a partir de KRAUSKOPF, K. B.; BEISER, A. The physical universe.
14. ed. Nova York: McGraw-Hill, 2012. p. 644.

Como funciona o GPS?

GPS é a sigla de Global Positioning System, A necessidade de três sinais pode ser ex-
um sistema de navegação baseado em um plicada com uma analogia. Imagine que você
conjunto de 24 satélites operacionais (há quer determinar sua localização no mapa da
outros, sobressalentes), que têm órbitas com página seguinte. Se você souber apenas que
raio aproximado de 20 mil quilômetros e que está a 270 m da estátua do centro da praça e
completam aproximadamente duas voltas ao a 200 m do mastro da bandeira da escola, isso
redor da Terra por dia. As órbitas são arranjadas só permite concluir que pode ser o ponto A ou
de modo a possibilitar que, em um ponto qual- o B (veja o esquema). Mas, se você conhecer
quer da superfície terrestre, pelo menos quatro também a distância a um terceiro ponto de re-
satélites estejam “visíveis”, ou seja, acima da ferência, então a localização será inequívoca.
linha do horizonte. Por exemplo, se você souber que está a 100 m
Cada satélite transmite continuamente um do poste ao lado da banca de jornais, então
sinal de micro-ondas que inclui sua identifica- sua posição só pode ser o ponto A.
ção, informações de sua órbita e o instante de Similarmente, se um receptor GPS está
tempo (horário) em que a transmissão foi feita, informado da distância a três satélites, então
com precisão de um bilionésimo de segundo*. pode determinar sua latitude e longitude. Nos
Quando o sinal chega a um receptor GPS, este, aparelhos que fornecem velocidade e direção
com base nas informações do sinal, calcula de movimentação, estas são determinadas pela
a que distância do satélite ele se encontra. comparação de sucessivas posições ao longo do
É necessário receber o sinal de no mínimo tempo. Se o aparelho receber o sinal de um quar-
três satélites para que o receptor determine to satélite, isso possibilita determinar, além da
a longitude e a latitude. latitude e da longitude, também a altitude local.
* A precisão do sistema requereu que os satélites fossem equipados com relógios atômicos e que a
sincronização dos seus horários levasse em conta efeitos relativísticos.

XXIII
O conjunto de satélites GPS,

ILUSTRAÇÃO DOS AUTORES


mantido pelo governo estaduniden- B
200 m
Escola
se, tornou-se operante em 1992.
Mastro da
Na época, o sinal era codificado e, bandeira
para os civis, permitia precisão da
ordem de 45 metros. A codificação
foi removida em 2000 e, a partir de
então, houve grande disseminação
do uso de receptores GPS.
A precisão da localização varia
Praça
de acordo com o modelo do recep- A Banca
Estátua
tor. Em geral, quanto maior a pre- de jornais
cisão de um GPS, mais caro ele é.
Poste
Alguns, bem precisos, têm erro in-
ferior a um metro. Aprimorando-se 270 m 100 m
quesitos eletrônicos é teoricamente
possível chegar a uma precisão de
um centímetro!
Analogia para determinação de coordenadas usando sinal GPS.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Fonte do esquema: elaborado a partir de SHIPMAN, J. T. et al. An introduction to
Physical Science. 13. ed. Boston: Brooks/Cole, 2013. p. 421.

Como funciona o radar policial?

Em muitas localidades brasileiras, há Radares também podem medir a velocidade


dispositivos fotográficos fixados em postes de objetos. É o que ocorre nos radares usados
e conectados a sensores no chão da via. para flagrar motoristas em excesso de veloci-
Esses sensores têm um determinado espa- dade. Tais radares não dependem de sensores
çamento entre si e são pressionados suces- instalados no chão e, por isso, são popular-
sivamente por um veículo em movimento, mente conhecidos como “radares móveis”.
transcorrendo certo intervalo de tempo As ondas eletromagnéticas emitidas por
entre o pressionamento de cada um. Se um um dispositivo desse tipo têm certa frequên-
veículo estiver acima da velocidade máxima cia. Ao atingirem um veículo em movimento,
permitida na via, o intervalo de tempo será essas ondas são refletidas. É como se o
inferior a um mínimo predeterminado e isso veículo fosse uma fonte emissora de ondas
disparará a máquina fotográfica para regis- eletromagnéticas.
trar a infração. Embora alguns chamem esses
As ondas refletidas sofrem alteração de
dispositivos de “radares”, a denominação
frequência devido ao efeito Doppler. O radar
não é correta.
capta essas ondas em seu retorno e mede
O termo radar (do inglês radio detection sua frequência. Um programa de computador
and ranging) designa um dispositivo que compara-a à frequência originalmente emitida
emite ondas de rádio ou micro-ondas e que as e, com base na diferença entre ambas, calcula
capta em seu retorno, após serem refletidas a velocidade do veículo. Então, em caso de
em um objeto. Com isso, radares possibilitam infração, uma máquina fotográfica acoplada
a detecção da presença de objetos, bem como registra o flagrante.
de sua posição e direção de movimento.

XXIV
Referente ao capítulo 4

O que é grafeno? (Nobel 2010)

A Academia Real Sueca de Ciências es- O grafeno conduz calor e corrente elétrica me-
colheu como vencedores do Prêmio Nobel lhor que o cobre, o que pode ser atribuído aos
de Física 2010 dois cientistas nascidos na elétrons deslocalizados — o alótropo pode ser
Rússia e que trabalham na Universidade de encarado como constituído de muitos anéis ben-
Manchester, Inglaterra. Andre Geim e Konstan- zênicos condensados, nos quais há ressonância.
tin Novoselov foram escolhidos pelo sucesso O novo material tem aplicações promis-
obtido na produção, isolamento, identificação soras. É um condutor transparente, flexível e
e caracterização do grafeno. mecanicamente resistente, que poderia ser
Essa variedade alotrópica do carbono é usado em telas ultrafinas, flexíveis e sensíveis
constituída de uma monocamada de átomos ao toque para tevê, computadores, celulares e
do elemento ligados em arranjo hexagonal. (A livros digitais. Transistores de grafeno seriam
grafite e o diamante são variedades alotrópi- mais rápidos que os de silício (um protótipo já
cas naturais do elemento carbono.) De fato, o foi construído) e chips com maior capacidade
grafeno nada mais é do que uma das inúmeras de processamento poderiam ser fabricados.
camadas que constituem a grafite. Um cristal É a segunda vez que a produção e a carac-
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

de grafite com 1 mm de espessura consiste terização de um novo alótropo do carbono ren-
de três milhões de camadas de grafeno so- deu o Nobel. Em 1996, o prêmio de Química
brepostas, unidas por interações intermole- foi conferido a três cientistas pela descoberta
culares. Embora filmes com a espessura de e pelo estudo dos fulerenos.
cem camadas tivessem sido isolados anterior-
Andre Geim já ocupou as manchetes por
mente, acreditava-se que uma única camada
uma “honraria” menos digna de orgulho.
não poderia ser produzida ou isolada.
Em 2000, foi agraciado com o Ig Nobel (para
Em um artigo publicado na revista Science, “pesquisas que fazem as pessoas rirem e,
Geim e Novoselov revelaram que tal camada então, pensarem”) por ter levitado um sapo
podia ser isolada em quantidade suficiente empregando campos magnéticos intensos.
para verificar suas propriedades e era es- Geim é o primeiro indivíduo a conquistar am-
tável. Em uma das etapas do trabalho, eles bos os prêmios.
utilizaram fita adesiva para remover camadas
de grafeno de cristais de grafite. Segundo
comunicado da Academia, o grafeno é “o
primeiro material cristalino verdadeiramente
bidimensional e é representativo de toda uma
classe de materiais 2D que inclui, por exem-
plo, monocamadas de nitreto de boro (BN) e
ILUSTRAÇÃO DOS AUTORES

de dissulfeto de molibdênio (MoS2)”.


Camadas de 70  cm de largura de grafe-
no já foram obtidas. O material apresenta
propriedades interessantes. É praticamente
transparente; deixa passar 97,7% da luz vi-
sível. É mais resistente que uma amostra de
aço de mesma dimensão e estica até 20%
sem romper. Uma rede hipotética de 1 m2 do
material teria apenas 0,77 mg e, estendida, su-
portaria um objeto de 4 kg. (O comunicado da
Academia foi ilustrado com uma rede de dor- Modelo molecular do grafeno.
mir feita de grafeno, com um gato sobre ela.) Fonte da ilustração: BROWN, T. L. et al. Chemistry: the
central science. 14. ed. Nova York: Pearson, 2018. p. 510.

XXV
Referente ao capítulo 5

Orquestras

“Orquestras tais como as conhecemos maior das divisões, usualmente proporcionam


apareceram pela primeira vez no século XVII, a melodia. Os instrumentos de sopro de ma-
mas eram geralmente muito pequenas. Duran- deira às vezes sustentam a melodia, porém
te o século XIX, as técnicas de fabricação de mais frequentemente dão vivacidade e calor
instrumentos musicais melhoraram muito e o ao conjunto do som. Os instrumentos de sopro
tamanho das orquestras aumentou. Hoje uma de metal comumente adicionam contraste e
orquestra média contém de 40 a 70 músicos. ênfase às passagens dramáticas, enquanto
Cada uma das quatro seções de uma orques- a seção de percussão provê o suporte rítmico
tra tem um papel diferente. Os instrumentos para a orquestra. O regente conduz o tempo
de corda, que quase sempre correspondem à musical, o volume e o balanço da peça.”

PAULO MANZI
Naipe da percussão

Naipe dos metais

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Naipe de Naipe das
cordas madeiras

Regente

Esquema da distribuição dos instrumentos de uma orquestra durante apresentação.

Fonte do texto e da ilustração: DK Illustrated Oxford Dictionary.


Londres: Dorling Kindersley/Oxford University, 1998. p. 575. (Tradução dos autores.)

Reflexão sonora. Reforço, reverberação e eco

“A reflexão do som pode dar origem ao re- mais forte. A esse fenômeno se dá o nome
forço, à reverberação ou ao eco, dependendo de reforço.
do intervalo de tempo entre a percepção, pelo Quando o obstáculo refletor está mais
ouvinte, do som direto e do som refletido. afastado, de modo que o intervalo entre a
A ocorrência de um ou de outro desses percepção do som direto e a do som refletido
fenômenos deve-se ao fato de só conseguir- é menor que 0,1 s, mas não é desprezível,
mos distinguir dois sons que nos chegam com ocorre o fenômeno da reverberação. Nesse
caso, o som refletido chega ao sistema au-
um intervalo de tempo superior a 0,1 s (um
ditivo, enquanto a sensação do som direto
décimo de segundo). [...]
ainda não se extinguiu. O ouvinte tem então
Se o obstáculo que reflete o som estiver a impressão de um prolongamento do som.
muito próximo, o som direto e o som refletido Nos auditórios, a reverberação, desde que
chegam praticamente no mesmo instante. não exagerada, auxilia o entendimento do
O ouvinte terá então a sensação de um som que está sendo falado.

XXVI
O eco ocorre quando o som refletido é re- 2x
. 0,1 ⇒ x . 17 m
cebido pelo ouvinte depois que o som direto 340
já se extinguiu. Assim, o ouvinte percebe dois Portanto, um ouvinte percebe o eco des-
sons distintos. Para que isso aconteça, o in- de que sua distância ao obstáculo refletor
seja superior a 17 m no ar.”
tervalo de tempo entre a percepção dos dois

PAULO MANZI
sons (direto e refletido) deve ser maior que
Oi
0,1 s. Considere a situação da figura: uma
pessoa situada a uma distância x de uma
parede grita um monossílabo. Para haver eco,
devemos ter Dt . 0,1 s.
Ds Ds
Como v 5 , temos: Dt 5 v . A condição
Dt
Ds x
para que ocorra o eco é v . 0,1 s.
Para haver eco, deve-se ter x . 17 m.
Sendo v 5 340 m/s a velocidade do som Fonte do texto e da figura: RAMALHO JR., F. et al. Os fundamentos
no ar e Ds 5 2x (ida e volta), vem: da Física. 10. ed. São Paulo: Moderna, 2009. v. 2. p. 476.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

O som de uma sirene é diferente quando ela


se aproxima ou se afasta de nós. Por quê?

As ondas sonoras são ondas longitudi- posição 1 chegam ao círculo 1, as seguintes


nais em que a pressão local do meio oscila chegam ao círculo 2 etc. Nesse caso, os cír-
durante a propagação. As cristas podem ser culos não são concêntricos. Cada um está
interpretadas como máximos de pressão, centrado no ponto em que a fonte sonora
e os vales, como mínimos. Na discussão estava no momento da emissão.
apresentada, consideraremos que o ar está O indivíduo em X recebe o som com
parado em relação ao solo. comprimento de onda menor e, portanto,
A ambulância do esquema A está parada com uma frequência maior. Em outras pala-
e sua sirene é ligada. As ondas sonoras que vras, para o observador em X, o som parece
ela passa a emitir propagam-se no ar em mais agudo. Já o indivíduo situado em Y re-
todas as direções e consistem de sucessivas cebe o som com comprimento de onda maior
cristas e vales. Quando as primeiras cristas e frequência menor. Para ele, o som parece
de onda emitidas atingem a distância 1 da mais grave. Essa alteração da frequência
fonte sonora, as cristas de onda imediata- decorrente do movimento da fonte é o efeito
mente seguintes atingem a distância 2, e Doppler, descrito primeiramente pelo físico
assim por diante. Um indivíduo em repouso austríaco Christian Johann Doppler (1803-
no ponto X e outro no ponto Y recebem as -1853). O efeito Doppler também ocorre se
ondas sonoras com mesmo comprimento de o observador estiver em movimento.
onda (l) e, portanto, percebem o som com Imagine que o som da sirene de uma am-
a mesma frequência (f ). bulância tenha frequência 500 Hz. Se você
Se, no entanto, a fonte sonora estiver se estiver parado(a) na calçada e esse veículo
movendo para a direita, ocorre o que está vier pela rua em sua direção a 60 km/h, você
esquematizado em B . As primeiras cristas ouvirá o som a 526 Hz. E, depois que a ambu-
foram emitidas quando a fonte estava no lância tiver passado e estiver se afastando, a
ponto 1. Quando as cristas seguintes foram frequência mudará para 477 Hz. O som fica
emitidas, a fonte sonora já estava no pon- mais agudo na aproximação e mais grave no
to 2. Quando as cristas de onda emitidas na afastamento.

XXVII
1 2 3 4
A Fonte sonora em repouso B Fonte sonora em
(vista lateral) (vista lateral) movimento para a direita

(vista superior) (vista superior)

1 1
2 2

ILUSTRAÇÕES DOS AUTORES


3 3
4 4
1 2 3 4

Y Fonte X Y X
sonora

λ maior λ menor
f menor f maior
som mais som mais
λ λ grave agudo

λ λ

Fontes do esquema: LUTGENS, F. K.; TARBUCK, E. J. The atmosphere. 13. ed. Hoboken: Pearson,
2016. p. 294; CUTNELL, J. D.; JOHNSON, K. W. Physics. 9. ed. Hoboken: John Wiley, 2012. p. 484.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Como funciona a ultrassonografia com Doppler?

O som audível apresenta frequência na efeito Doppler, ocorre alteração na frequência


faixa de 20  Hz (hertz = oscilações por se- do ultrassom. O aparelho capta as ondas re-
gundo) a 20 kHz (isto é, 20 mil hertz). Acima fletidas, mede sua frequência e, por meio da
dessa faixa está o ultrassom. Nos exames de comparação com a original, calcula a veloci-
ultrassonografia, ondas mecânicas similares dade de movimentação da estrutura.
às sonoras, mas de frequência inaudível (por Por exemplo, a reflexão do ultrassom
volta de 8 MHz, ou seja, 8 milhões de hertz), nos glóbulos vermelhos possibilita avaliar a
são emitidas e captadas em seu retorno, pro- velocidade do sangue (que não é superior
piciando a localização e inspeção de órgãos a 0,4 m/s, mesmo na aorta) e, mediante um
internos do organismo humano sem a neces- cálculo feito pelo próprio computador, desco-
sidade de procedimento invasivo. A utilização brir o fluxo sanguíneo através do coração ou
do efeito Doppler permitiu a sofisticação de uma artéria.
desses exames. Por meio de ultrassonografia com
Na ultrassonografia com Doppler, as Doppler, exames pré-natais permitem ava-
ondas ultrassônicas emitidas pelo aparelho liar as condições cardíacas e vasculares do
refletem em estruturas em movimento; por feto. No caso de adultos, a técnica torna
exemplo, as células do sangue. Nessa refle- possível verificar o fluxo sanguíneo para o
xão, é como se as estruturas em movimento cérebro e o diagnóstico precoce de condi-
estivessem emitindo o ultrassom. Devido ao ções propícias a AVC isquêmico.

Referente ao capítulo 6

Como se formam as bolhas de sabão?

Neste texto é apresentada a estrutura de uma bolha de sabão para que, no próximo, seja
explicado como ocorre a iridescência nessas bolhas.

XXVIII
Na estrutura química de um sabão ou de deformada ou perfurada. Essa propriedade
um detergente, como os exemplificados abai- depende da atração entre as moléculas do
xo, há uma extremidade que apresenta alta líquido; quanto maior a atração entre elas,
afinidade pela água e uma longa sequência maior a tensão superficial. A água apresen­
— cadeia formada por átomos de carbono liga- ta elevada tensão superficial porque suas
dos a átomos de hidrogênio — que apresenta moléculas se atraem muito intensamente
afinidade por óleos, gorduras e também por (por um tipo de interação chamada ligação
outras cadeias semelhantes a ela. de hidrogênio).
Sabão A presença de uma camada de molécu-
ILUSTRAÇÕES DOS AUTORES

O
CH3CH2CH2CH2CH2CH2CH2CH2CH2CH2CH2 C –
O Na + las de sabão ou detergente na superfície
da água reduz significativamente a tensão
Detergente O superficial. Por isso, diz-se que os sabões
O– Na+
CH3CH2CH2CH2CH2CH2CH2CH2CH2CH2CH2CH2 S
e detergentes são agentes tensoativos (ou
O
surfactantes).
Cadeia hidrófoba (aversão pela água Extremidade
e alta afinidade por óleos e gorduras) hidrófila Quando mergulhamos uma argola em água
(afinidade com sabão e a retiramos, uma película do
pela água)
líquido permanece na argola. É uma camada
Tais estruturas podem ser representadas de água líquida com moléculas de sabão em
esquematicamente assim: ambas as superfícies.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Cadeia Extremidade Se assoprarmos delicadamente essa


hidrófoba hidrófila película, cada bolha de sabão obtida nada
mais é do que uma porção de ar envolta por
Quando sabão ou detergente é misturado uma película de água contendo moléculas
à água, uma parte se distribui pela superfície de sabão tanto na superfície interna como
do líquido, com as extremidades hidrófilas na externa. Se a bolha fosse de água pura, a
voltadas para dentro dele, interagindo com elevada tensão superficial (elevada atração
a água, e com as cadeias hidrófobas vol-
entre as moléculas das superfícies interna e
tadas para fora, interagindo umas com as
externa da película) faria a bolha colapsar.
outras. Outra parte do produto forma mice­
A presença do sabão reduz a tensão superfi-
las, aglomerados microscópicos em que as
cial e estabiliza a bolha.
extremidades hidrófilas estão voltadas para
fora, interagindo com a água, e as cadeias Água
hidrófobas voltadas para dentro, interagindo Ar
umas com as outras. Ar
Camada
Ar Camada de sabão
de sabão
ou detergente Esquema da estrutura de um filme (película)
ILUSTRAÇÕES DOS AUTORES

de água e sabão esticado em uma argola de


metal. (Fora de proporção. Cores
fantasiosas.)
Micela
Água

Esquema da monocamada de sabão ou Água


detergente sobre a água e de micelas Ar Ar
dispersas nesse líquido. (Fora de proporção.
Camada
Cores fantasiosas.) de sabão

Todos os líquidos têm uma propriedade


Esquema da estrutura de uma bolha
chamada tensão superficial, que expressa a de sabão. (Fora de proporção. Cores
resistência oferecida pela sua superfície a ser fantasiosas.)

XXIX
Por que as bolhas de sabão são coloridas?

As cores que vemos nas bolhas de sabão incidente na bolha tem várias componentes,
podem ser explicadas com o esquema abaixo. cada qual com um diferente comprimento de
onda) e da distância adicional percorrida de
Observador X até Z, em comparação ao trajeto de X até Y,
as ondas de luz dos raios 2 e 6 podem estar
1 2 em fase ou fora de fase*.
ILUSTRAÇÃO DOS AUTORES

6
A Y 2
Ar Ondas de luz em

ILUSTRAÇÕES DOS AUTORES


X Z
6 fase
3 4
Película de água e sabão
Ondas de luz fora
5 Ar de fase
B 2
(neste esquema,
6 em oposição total
Esquema para explicar a iridescência das bolhas de sabão.
de fase)
(Dimensão da película exagerada para esquematização.)
Fonte da ilustração: WALKER, J. S. Physics. 5. ed. Boston: Fonte da ilustração: CUTNELL, J. D; JOHNSON, K. W.
Pearson, 2017. p. 994. Physics. 9. ed. Hoboken: John Wiley, 2012. p. 837.

Considere raios de luz paralelos inciden-

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Se as ondas de certa componente da luz
tes na bolha de sabão, entre os quais está o branca estiverem fora de fase, ocorre inter­
raio 1 . Cerca de 4% da luz incidente é refle- ferência destrutiva, ou seja, a intensidade
tida na superfície externa, A , e origina raios resultante é pequena ou completamente
como 2 . Parte da luz incidente atravessa A , nula.
sofrendo refração e originando o raio 3 .
A subtração de uma componente da luz
Na superfície interna da película de água e
branca faz com que a cor complementar seja
sabão, B , cerca de 4% da luz incidente é re-
vista. Por exemplo, a subtração de vermelho
fletida, originando 4 , e boa parte atravessa,
produz ciano, a subtração de azul produz
sofrendo nova refração e originando 5 . Quan-
amarelo e a subtração de verde produz ma-
do a luz refletida em B (raio 4 ) atravessa A ,
genta. Observe que essas três cores — ciano,
há nova refração, e o raio emergente está
amarela e magenta — são muito comuns nas
representado por 6 .
bolhas de sabão!
Assim, a luz incidente em certa região
O fenômeno em que uma superfície
da bolha de sabão origina raios emergentes
iluminada pela luz branca origina cores
devido à reflexão em A (raio 2 ) e devido à
em decorrência da interferência destrutiva
refração em A , seguida de reflexão em B e
é denominada iridescência. As bolhas de
de nova refração em A (raio 6 ).
sabão, as películas de óleo mineral sobre
A partir do ponto X, a luz percorre dife- o chão molhado, as penas de pavão, as es-
rentes distâncias para chegar ao ponto Y e camas de alguns peixes e as asas de certas
ao ponto Z. Dependendo do comprimento de borboletas são exemplos de superfícies
onda da luz (lembre-se de que a luz branca iridescentes.

* Além disso, existe uma inversão de fase das ondas de luz quando elas refletem em A . Essa inversão ocorre
sempre que a luz que se propaga em um meio com menor índice de refração sofre reflexão na superfície que
o separa de um meio com maior índice de refração. O índice de refração da mistura de água e sabão é maior
que o do ar e, por isso, há inversão de fase na reflexão em A , mas não na reflexão em B .

XXX
Referente ao capítulo 7

Quanto dura um salto?

“Alguns atletas e dançarinos possuem A habilidade de saltar é mais bem medida


grande habilidade em saltar. Ao pularem dire- por meio de um salto vertical. Fique perto de
tamente para cima, parecem ‘manter-se no ar’, uma parede com os pés plantados no chão
desafiando a gravidade. Peça a seus colegas e os braços esticados para cima. Faça uma
para estimarem o ‘tempo de voo’ de alguns marca na parede no lugar mais alto que sua
grandes saltadores – o tempo durante o qual mão alcança. Em seguida, salte para cima e
um saltador está no ar com os pés fora do chão.
faça uma marca na parede no lugar mais alto
Eles poderão dizer 2 ou 3 segundos. Mas, sur-
preendentemente, o tempo de voo dos maiores que sua mão alcançar. A distância entre essas
saltadores é quase sempre menor do que 1 se- duas marcas mede seu salto vertical. Se ele
gundo! Um tempo aparentemente maior é uma mede mais de 0,6 metro, você é excepcional.
das muitas ilusões que temos sobre a natureza. Aqui está a Física. Quando você salta
Uma ilusão relacionada é a altura vertical para cima, a força do salto é aplicada ape-
que um homem consegue pular. A maioria de nas enquanto seus pés fazem contato com o
seus colegas [...] provavelmente não conse- chão. Quanto maior a força, maior será a sua
gue saltar mais alto do que 0,5 metro. Eles velocidade de lançamento e mais alto será o
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

conseguem saltar por cima de uma cerca de salto. Quando seus pés deixam o chão, sua
0,5 metro, mas, ao fazerem isso, seus corpos velocidade para cima começa imediatamente
se elevarão apenas ligeiramente. A altura da a decrescer a uma taxa constante de g [que
barreira é diferente da altura que atinge o
vale aproximadamente] 10 m/s2. No topo do
‘centro de gravidade’ de um saltador. Muitas
salto, ela [a velocidade] terá se tornado nula.
pessoas podem saltar por cima de uma cerca
de 1 metro, mas raramente aparece alguém Então você inicia sua queda, tornando-se
capaz de elevar seu ‘centro de gravidade’ mais rápido exatamente na mesma razão, g.
em 1 metro. Mesmo no melhor da forma, Se você aterrizar como decolou, de pé com as
estrelas do basquete como Michael Jordan pernas estendidas, então o tempo de subida
e Kobe Bryant não conseguiriam elevar seu será igual ao de descida; e o tempo de voo
corpo mais de 1,25 m, embora eles pudes- é a soma dos dois. Enquanto está no ar, ne-
sem alcançar facilmente uma cesta de altura nhum impulso de perna ou braço ou qualquer
consideravelmente maior do que 3 m. outro movimento do corpo pode mudar seu
tempo de voo.
EVREN ATALAY/ANADOLU AGENCY/GETTY IMAGES

A relação entre o tempo de subida ou de


descida e a altura vertical atingida é dada por
1 2
d5 gt
2
Se conhecemos a altura vertical , pode-
mos reescrever essa expressão como
2d
t5 g
O recorde mundial de salto vertical
diretamente para cima é de 1,25 metro*.

* Para um salto realizado correndo, a velocidade de


Por quantos segundos os pés da jogadora de vôlei decolagem pode ser aumentada e o tempo de per-
permanecem fora do solo durante um pulo? (Na foto, jogo manência no ar também, quando o pé bate no solo,
entre Brasil e Canadá, 2014.) antes do salto. [...]

XXXI
Vamos usar a altura 1,25 metro de seu salto voo é 1 segundo (porque o tempo de voo é o
para d, e usar o valor mais preciso de 9,8 m/s2 tempo gasto na jornada de ida e volta).
para g. Resolvendo para t, que é a metade do Estamos falando aqui de movimento
tempo de voo, obtemos vertical. E sobre saltos realizados correndo?
[...] O tempo de voo depende apenas da
2d 2 (1,25 m) rapidez vertical do saltador no instante do
t5 g 5 5 0,50 s
9,8 m/s 2 lançamento. Enquanto estiver no ar, a rapi-
dez do saltador na horizontal permanecerá
Multiplicamos isso por dois (porque esse constante, ao passo que a rapidez vertical
é o tempo de subida, que é igual ao de des- estará submetida à aceleração. A física é
cida) e vemos que o recorde para o tempo de interessante!”
Fonte do texto e da nota de rodapé: HEWITT, P. G. Física conceitual. 12. ed. Porto Alegre: Bookman, 2015. p. 50.

Principais prefixos das potências de 10

Múltiplo Prefixo Símbolo Múltiplo Prefixo Símbolo


15 21
10 peta P 10 deci d
12 22
10 tera T 10 centi c

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
9 23
10 giga G 10 mili m
6 26
10 mega M 10 micro m
3 29
10 quilo k 10 nano n
2 212
10 hecto h 10 pico p
1 215
10 deca da 10 femto f
Fonte: HALLIDAY, D. et al. Fundamentals of Physics. 10. ed. Hoboken: John Wiley, 2014. p. 2.

Referente ao capítulo 8

Galileu e a inércia

“O feito de Galileu com sua primeira no sentido lato da palavra. É preciso voltar
luneta, logo substituída por uma segunda um pouco às ideias que por muitos séculos
e melhor, também feita por ele, já seria mo- haviam permanecido como definitivas e indis-
tivo suficiente para que lhe prestássemos cutíveis e com o peso do prestígio do grande
todas as honras. Mas seus trabalhos e ideias pensador da Antiguidade: Aristóteles.
continuaram a produzir efeitos importantes Segundo Aristóteles, os corpos só se
mesmo em seu resto de vida sob prisão do- movem porque algo faz com que se movam.
miciliar em Arcetri, nos arredores de Florença. E é isso que a experiência diária mostra.
Seu estudo dos movimentos da queda dos Galileu ‘descobriu’ uma coisa que não se
corpos lançados tanto vertical quanto obli- vê, especialmente na prática diária: o mo-
quamente, embora não fossem coisas tão vimento retilíneo e uniforme para sempre,
espetaculares quanto as descobertas com perpétuo. Hoje, isso poderia ser facilmente
a luneta, foram da maior importância e se percebido nas mesas de brinquedo, que vi
tornaram fundamentais para o grande passo pela primeira vez numa festa de aniversá-
seguinte no progresso da Ciência. rio de um de meus netos. Mesas cheias de
Muitas vezes se atribui a Galileu o grande pequenas perfurações por onde o ar com-
mérito de ser o fundador de uma ciência expe- primido permite que discos deslizem sem
rimental. Há nele um ingrediente científico que atrito. É só imaginar a mesa se estendendo
vai muito além disso: experimento idealizado, indefinidamente.

XXXII
O experimento idealizado por Galileu e a mesma altura do outro lado do recipiente.
que o levou à ideia de movimento retílineo Imagine agora um recipiente que tem formato
e uniforme para sempre é rusticamente o se- sugerido na figura B e você o solta da mesma
guinte: uma bola lisa lançada numa superfície altura a. Para atingir a mesma altura a do outro
lisa segue durante muito tempo em movimen- lado do recipiente, o corpo terá que ir mais longe
to retilíneo quase uniforme. Só aos poucos ela ‘em busca’ da altura a. Se você agora considera
vai diminuindo sua velocidade. À medida que o corpo lançado nas mesmas condições anterio-
forem sendo melhoradas as superfícies da res, mas no recipiente da figura C , a ideia que
bola e da superfície, o movimento da bola vai fica sugerida é de que o corpo se desloque ‘para
se aproximando de um movimento retílineo e sempre’ ‘em busca’ da altura a. [...]
uniforme. Nas condições ideais pode-se então Embora Galileu não conhecesse o princí-
ter um movimento perene, sem que algo esteja pio da conservação da energia, essa ideia do
empurrando ou puxando. recipiente mostra uma intuição de que o corpo
Em outra série de experimentos rústicos, Ga- devia buscar a altura de que partiu. (Esse prin-
lileu pôde idealizar algo que seria difícil de ver cípio da ‘conservação da energia mecânica’
na prática. Acompanhe o ‘experimento’ de Ga- só apareceria muito depois de Newton). Era
lileu nas figuras abaixo. Se você solta um corpo o ‘embrião’ do que seria enunciado alguns
na situação da figura A , você ‘verá’ o corpo des- anos depois por Isaac Newton como princípio
lizar da altura a em que você o soltou e atingir da Inércia ou primeiro princípio da Mecânica.”
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

A B

a a a a

ILUSTRAÇÕES: ADILSON SECCO


C

O corpo se desloca
indefinidamente
a
‘em busca’
da altura a Experimento
‘idealizado’
por Galileu.
Fonte do texto e das ilustrações: CANIATO, R. (Re)descobrindo a Astronomia. Campinas: Átomo, 2010. p. 52-54.

Referente ao capítulo 9

Quem gira ao redor de quem?

“Até o século XVI, muitos astrônomos acredi- pense na seguinte situação. Suponha que você
tavam que a Terra era o centro do Universo e que esteja em uma jangada no oceano. Se você não
o Sol e as estrelas orbitavam ao redor dela. Os estiver vendo nenhuma porção de terra, será
estudantes, hoje, têm tendência a rir dessa ideia impossível dizer se a jangada está parada ou
de antigos cientistas. Isso porque atualmente em movimento. Suponha, agora, que haja duas
todos ‘sabem’ que é a Terra que orbita ao redor ilhas à vista, uma próxima à jangada e outra
do Sol. Contudo, se houvesse apenas os dois mais afastada, atrás dessa primeira. Se você
astros no Universo, o Sol e a Terra, não haveria estiver parado, as duas ilhas permanecerão
meio de saber quem gira ao redor de quem. na mesma posição, uma em relação à outra.
Para entender como os astrônomos con- No entanto, se você estiver se movendo, a
cluíram que é a Terra que gira ao redor do Sol, ilha mais próxima parecerá estar mudando de

XXXIII
posição em relação àquela mais distante. Esse que a Terra deveria permanecer estacionária.
movimento aparente de um objeto (a ilha mais Era a única conclusão lógica a partir dos dados
próxima) em relação a um referencial distante disponíveis na época.
(a outra ilha), proveniente, na verdade, da O erro não se originou, portanto, de racio-
movimentação do observador, é denominado cínios incorretos, mas da falta de precisão nas
paralaxe. Ele é ilustrado pelas duas fotografias medidas realizadas. O diâmetro da Terra é pe-
das colunas de um edifício, nas figuras 1 e 2. queno se comparado com a distância às estre-
Os astrônomos do passado já dominavam las, mesmo as mais próximas. Assim, em seis
o conceito de paralaxe. E eles estavam certos meses de movimento (figura 3) a mudança de
ao pensar que, se fosse a Terra que se moves- posição de uma estrela em relação a outra é
se ao redor do Sol, as estrelas mudariam de tão pequena que os astrônomos só puderam
posição uma em relação à outra (como as ilhas provar que a Terra está se movendo quando
do exemplo anterior). Como tal movimento das foram construídos telescópios com precisão
estrelas não era observado, eles concluíram suficiente para determinar essa paralaxe.”
FOTOS: EDUARDO SANTALIESTRA

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Figuras 1 e 2. Essas fotos
tiradas das mesmas
colunas em posições
diferentes permitem
ilustrar o conceito de
paralaxe. (Parque do
Ibirapuera, São Paulo, SP.)

Outras estrelas mais distantes


ADILSON SECCO

Estrela em
observação

Linha de visão de Linha de visão


um observador de um observador
na Terra na Terra (6 meses Figura 3. Esquema (fora de proporção) de como
(hoje) depois) uma estrela próxima parece mudar de posição
em relação a outras, mais distantes.

Fonte do texto e da ilustração: FAUGHN, J. S.


Sol Terra et al. Physical Science. 2. ed. Orlando: Saunders,
1995. p. 547-548. (Tradução dos autores.)

XXXIV
Paralaxe anual das estrelas

“Para que você possa entender claramente Se a Terra se movesse ao redor do Sol, seu
a ideia de paralaxe, pare por um instante a deslocamento deveria provocar a deforma-
leitura e faça um pequeno experimento do ção das figuras formadas pelas constela-
mesmo lugar em que você está. Estenda seu ções: com o deslocamento da Terra de um
braço para frente com o polegar em posição lado para o outro de sua órbita, as estrelas
de quem quer significar ‘positivo’. Sem mover mais próximas mostrariam maior ‘paralaxe’
sua cabeça e sem mover seu braço estendido, que as mais distantes. Aristarco já havia
olhe para seu polegar alternadamente com argumentado que essa deformação não era
cada um de seus olhos. Logo você perceberá visível por estarem as estrelas muito distan-
um deslocamento aparente de seu polegar tes. Ele estava [...] certo.
em relação à paisagem de fundo. Repita agora
Mesmo Copérnico e todos os defensores
todo o procedimento, mas agora mantendo
do heliocentrismo, quase dois mil anos de-
seu polegar bem mais próximo de seus olhos.
pois, enfrentavam o mesmo argumento contra
Você percebeu que aumentou o deslocamento
as novas ideias: nunca havia sido detectada
aparente de seu polegar? É esse ângulo que
qualquer deformação das constelações. Só
se chama de ‘paralaxe’.
em 1838 se detectou um pequeníssimo des-
locamento de algumas estrelas em relação a
outras muito mais distantes. Essa verificação
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

foi feita quase que simultaneamente por três


astrônomos em três lugares diferentes e para
três estrelas diferentes.
O mérito como primeiro foi dado ao astrô-
nomo alemão Frederic W. Bessel (1784-1846)
depois de muitos anos de medidas muito acu-
radas. Os dois outros foram Struve (russo) e
Henderson (inglês). O resultado das medidas
de Bessel foi um valor de 0,761”, ou seja menos
de 1 segundo de arco. A estrela cuja paralaxe
JOSÉ LUÍS JUHAS

foi medida por Bessel foi a ‘alfa’ do Centauro,


aquela mais brilhante das duas que estão
sempre perto do Cruzeiro do Sul. Com isso
ficava [...] confirmado o movimento da Terra.
Um dos argumentos sempre usados [...].”
contra a ideia do heliocentrismo, desde
os tempos de Aristarco, era a constância Fonte do texto e da ilustração: CANIATO, R. (Re)descobrindo
a Astronomia. Campinas: Átomo, 2010. p. 97-98.
das figuras formadas pelas constelações.

O significado da excentricidade de uma elipse

“Fixados dois pontos, F1 e F2, de um plano a tal que F1F2 5 2c, com c . 0, chama-se elipse
o conjunto dos pontos P do plano a cuja soma das distâncias PF1 e PF2 é uma constante 2a,
com 2a . 2c.
PF1 1 PF2 5 2a
P
ADILSON SECCO

F1 2c F2

XXXV
• Os pontos F1 e F2 são os focos da elipse. c
• O número e 5 a é chamado de excentri­
• A medida 2c é a distância focal (distân- cidade da elipse. Observando que esse
número é o cosseno do ângulo agudo
B 1UF2C, temos 0 , e , 1.
cia entre focos), sendo c a semidistância
focal.
• Qualquer segmento de reta cujos extre- Nota: A excentricidade é um número que
mos são pontos da elipse é chamado de mostra quanto os pontos da elipse estão
corda da elipse. próximos de uma circunferência ou de um
segmento de reta. Fixada a medida 2a do
• A corda A 1A 2, que passa pelos focos F1 eixo maior, temos: quanto mais próximos
e F2, é chamada de eixo maior da elipse estiverem os focos, mais próximos de uma
e sua medida é 2a. circunferência estarão os pontos da elipse,
e quanto mais distantes estiverem os focos,
• O ponto médio C do eixo maior A 1A 2, mais próximos de um segmento de reta es-
que também é ponto médio do segmen- tarão os pontos da elipse. Observe:
to F1F2, é chamado de centro da elipse,
sendo A 1C e A 2C os semieixos maiores.
e  0,45
• A corda B 1B 2 , que passa por C e é F1 F2

ILUSTRAÇÕES: ADILSON SECCO


perpendicular ao eixo maior, é o eixo

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
menor da elipse, sendo os segmen-
tos B 1C e B 2C os semieixos menores.
Esses semieixos têm medidas iguais,
que serão indicadas por b, isto é, F1 F2
e  0,92

B1C 5 B2C 5 b.
B1

A1A2 5 2a Assim, quanto mais próximo de zero esti-


b a
c
B1B2 5 2b ver o número e 5 a , mais próximos de uma
A1 A2
C c
F1 F2 F1F2 5 2c circunferência estarão os pontos da elipse, e
B1F1 5 B1F2 5 a quanto mais próximo de 1 estiver o número
e, mais próximos de um segmento de reta
B2
estarão os pontos da elipse.”
• Pelo teorema de Pitágoras, temos do Fonte: PAIVA, M. R. Matemática. 2. ed.
triângulo B1CF2 : a 2 5 b 2 1 c 2 São Paulo: Moderna, 2010. v. 3. p. 191-193.

A excentricidade das órbitas dos planetas Excentricidades das órbitas dos planetas
do Sistema Solar
Pelo texto anterior vimos que o alongamento
de uma elipse varia com a excentricidade dessa Planeta Excentricidade da órbita
elipse. A tabela ao lado apresenta a excentricida- Mercúrio 0,206
de das órbitas dos planetas do Sistema Solar. Por Vênus 0,007
ela, pode-se perceber que as órbitas que mais se
Terra 0,017
aproximam da circunferência (as que têm menores
excentricidades) são as de Vênus, de Netuno e da Marte 0,093
Terra. E a mais alongada, que mais se afasta, portan- Júpiter 0,048
to, da forma de uma circunferência, é a de Mercúrio. Saturno 0,054
Fonte da tabela: Elaborada a partir de ZEILIK, M. Urano 0,047
Astronomy: the evolving universe. 9. ed. Cambridge:
Cambridge University Press, 2002. p. 489.
Netuno 0,009

XXXVI
A reforma gregoriana do calendário

O calendário que usamos atualmente deriva o dia de ocorrência do equinócio de primavera


do calendário juliano, estabelecido em 46 d.C. em relação à época de sua ocorrência quando
no reinado do imperador romano Júlio César. Por o calendário juliano foi estabelecido.
esse calendário, acrescentava-se 1 dia a cada Na década de 1570, o papa Gregório XIII
4 anos, sem exceção, como uma correção para o
encarregou uma comissão de avaliar o proble-
fato de um ano das estações (intervalo de tempo
ma e de buscar a solução. Em 1582, com base
de um equinócio de primavera ao próximo equi-
nócio de primavera) durar 365 dias e 6 horas. nos trabalhos dessa comissão, foi assinado um
Nos anos com 366 dias, os anos bissextos, o decreto papal que suprimiu 10 dias do mês de
dia adicional é uma correção para o acúmulo das outubro daquele ano a fim de efetuar a correção.
6 horas adicionais (4 vezes 6 horas 5 24 horas). Além disso, o novo calendário, que ficou conhe-
Contudo, o ano das estações é, de fato, cido como calendário gregoriano, contém um
ligeiramente inferior a 365 dias e 6 horas. Na interessante método para corrigir os acúmulos
verdade, ele dura 365 dias, 5 horas, 48 minutos de 11 minutos e 14 segundos: os anos múltiplos
e 46 segundos. de 100 e não múltiplos de 400 deixam de ser
Ao longo de séculos, desde o estabeleci- considerados bissextos.
mento do calendário juliano, esses 11 minutos e O calendário que usamos atualmente em
14 segundos foram se acumulando e defasando nossa sociedade é o gregoriano.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Qual é a origem da designação bissexto?

“A razão da designação bissexto está asso- quarto dia de fevereiro, que recebia na época o
ciada às crendices relativas às influências dos nome sextus (ante) calendas martias, ou seja, o
números pares e ímpares. Para adicionar o dia sexto que antecedia o início do mês de março.
suplementar, (o imperador romano) Júlio César Deste modo, o dia suplementar foi batizado sob
escolheu o mês de fevereiro, que, além de ser o a forma latina: bis-sextus (ante) calendas mar-
mais curto, com 28 dias, era o último mês do ano tias, que deu origem à atual designação de dia
entre os romanos, que o consideravam um mês bissexto, o qual foi também [...] aplicado à desig-
nefasto. Para não chocar os seus concidadãos nação do ano que possui um dia suplementar.”
supersticiosos, em lugar de atribuir ao mês de
Fonte: MOURÃO, R. R. F. Dicionário enciclopédico de
fevereiro 29 dias, de quatro em quatro anos, Astronomia e Astronáutica. 2. ed. Rio de Janeiro: Nova
como fazemos atualmente, Júlio César adotou Fronteira, 1995. p. 38-39.
um sistema complicado: duplicou o vigésimo

Referente ao capítulo 10

Por que os gatos siameses têm pelos escuros apenas nas


extremidades do corpo?

A cor da pelagem de gatos siameses (fenótipo) ilustra a influência


VASILIY KOVAL/SHUTTERSTOCK

do ambiente. Nesses gatos, os genes condicionam pelo claro, mas


baixas temperaturas (fator ambiental) desencadeiam o nascimento
de pelos escuros. O gato da foto tem pelo escuro no focinho, nas
orelhas e nas extremidades da cauda e das patas porque nessas
áreas a temperatura é um pouco mais baixa que no resto do corpo.
A tirosina é um aminoácido precursor de várias substâncias bioló-
gicas. No nosso organismo e no de outros animais, a tirosina origina, Gato siamês.

XXXVII
entre outras substâncias, a melanina*, po- corpo, a enzima atua eficazmente e os pelos
límero insolúvel e de alta massa molecular, aí produzidos contêm grande concentração
responsável pela cor da pele e dos pelos. de grânulos de melanina. É por isso que os
Grânulos de melanina, sintetizados por gatos siameses têm pelo mais escuro nessas
células denominadas melanócitos, têm partes do corpo.
cor que pode variar do amarelo ao preto,
passando por diferentes tons de castanho. H
O bronzeamento consiste na intensificação da HO CH2 C COOH
produção de melanina pela exposição a certas
NH2 tirosina
porções do espectro ultravioleta. As sardas
são locais em que a concentração de grânulos
de melanina na pele é maior. No vitiligo, há tirosinase (1a etapa)
despigmentação em determinados locais da
tirosinase (2a etapa)
pele por desaparecimento dos melanócitos.
A síntese da melanina ocorre por uma (outras etapas)
sequência de etapas, das quais as duas pri-
meiras são catalisadas pela enzima tirosinase.
A tirosina é convertida em diferentes interme-
diários, conduzindo finalmente a polímeros H O
genericamente denominados melaninas N

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
(eumelaninas, feomelaninas), com diferentes
estruturas. O
N
Indivíduos albinos, por razões genéticas, O H
O N
não produzem a enzima tirosinase e, em
função disso, não sintetizam melanina. Por
O
isso, têm a pele e os cabelos desprovidos da O
pigmentação característica da melanina. H
N O
N
O que ocorre nos gatos siameses é que a O
tirosinase atua eficazmente em temperaturas
abaixo de certo valor. Com efeito, na tempe- O

FERNANDO JOSÉ FERREIRA


ratura do tronco desses animais, ela não age
tão intensamente na formação de melanina.
Porém, no focinho, nas orelhas, na cauda e
nas extremidades das patas, regiões em que a
temperatura é um pouco inferior à do resto do Diferentes formas poliméricas de melanina.

* Não confunda com melamina (substância de fórmula C3H6N6, utilizada na produção de resinas sintéticas) nem
com melatonina (hormônio produzido pela glândula pineal).

Os genes e o câncer

Uma multiplicação celular anormal forma nem se espalham para outros locais. Tumores
um aglomerado de células conhecido como benignos podem oferecer risco se, ao cresce-
tumor. Nem todo tumor é considerado câncer. rem, pressionarem os tecidos vizinhos a ponto
Os tumores podem ser classificados em de afetar seu funcionamento normal. Por essa
dois grupos, os benignos e os malignos. razão, e também porque alguns deles podem
Um tumor é considerado benigno quando eventualmente transformar-se em tumores
suas células permanecem no local em que são malignos, os tumores benignos devem ser
formadas e não invadem os tecidos vizinhos removidos cirurgicamente.

XXXVIII
Um tumor maligno, aquele cujas células
podem invadir outros tecidos, é considerado
câncer. Suas células podem desprender-se e
espalhar-se por tecidos vizinhos. Por meio da
circulação, podem também chegar a regiões
distantes do corpo. Cada uma dessas células
Novo tumor metastático se estabelece a determinada distância
espalhadas funciona como uma “semente” de do tumor primário, resultado da metástase.
câncer e, uma vez instalada em outro local, Ilustração esquemática e fora de proporção da progressão
continua sofrendo divisões descontroladas do câncer. O desenvolvimento do câncer envolve uma
e origina um novo foco canceroso. O espa- série de mutações que conduzem inicialmente a um tumor
localizado e posteriormente a tumores metastáticos.
lhamento do câncer para outras regiões do
corpo é denominado metástase. Fonte da ilustração: MADER, S. S.; WINDELSPECHT, M. Essentials
of Biology. 5. ed. Nova York: McGraw-Hill, 2018. p. 136.

O que provoca o câncer? Exemplos dessas substâncias canceríge-


Pelo que se sabe atualmente, o câncer se nas são encontrados no alcatrão do cigarro,
deve a alterações em genes envolvidos no con- no vapor da gasolina, no alcatrão do carvão e
trole das divisões celulares. Os cientistas ainda no ar de cidades poluídas.
não compreendem todas as causas dessas alte- Por que o câncer pode matar?
rações, mas algumas delas já são conhecidas. Muitas vezes não é o câncer original que
Há certos vírus que, invadindo as células, mata, mas sim outro ou outros focos cance-
incluem no genótipo humano genes que podem
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

rosos resultantes da metástase. As células


descontrolar a multiplicação celular. Entre esses cancerosas têm uma atividade muito intensa
vírus estão alguns tipos de papilomavírus (HPV, e precisam de grande quantidade de nutrien-
do inglês human papilloma virus), que é trans- tes. Por causa dessa avidez por nutrientes,
mitido sexualmente e está associado a casos de elas prejudicam as células vizinhas, que se
câncer de colo de útero e de pênis, e o HHV8, enfraquecem e podem até morrer. Além disso,
associado à ocorrência de sarcoma de Kaposi, um tumor pode pressionar vasos sanguíneos
tipo de câncer frequente em pacientes com aids. importantes ou nervos vitais para o funciona-
Algumas substâncias químicas também mento do cérebro e de outros órgãos, condu-
zindo à morte do doente.
podem desencadear câncer, pois provocam
mutações nos genes que controlam as divi- Enquanto o câncer está em estágio inicial,
sões celulares. pode ser removido por cirurgia e deixar de
oferecer risco. Contudo, iniciada a metásta-
se, algumas células cancerosas estão fora do
alcance do bisturi do cirurgião. Nesse caso, é
Mutações ocorrem e uma célula (representada em lilás)
empregada a quimioterapia, uso de medica-
é a primeira do foco tumoroso. mentos especiais que matam células que se
dividem muito rapidamente, e a radioterapia,
Tumor primário
uso controlado de radiação para matar células
cancerosas sem afetar (ou afetando relativa-
mente pouco) células normais.
Vaso Vaso
linfático sanguíneo
Os cientistas têm conseguido grandes
(em corte) (em corte) avanços na compreensão do câncer e em seu
tratamento, mas a cura para todos os tipos
Câncer in situ, o tumor em seu local de origem. Uma célula
(representada em roxo) sofre mutações adicionais. ainda não foi encontrada.
Em muitos casos, porém, o diagnóstico
precoce permite uma eficiência total, ou quase
total, na eliminação do tumor e na completa
ILUSTRAÇÕES: ADILSON SECCO

recuperação do paciente.
Vaso Vaso
Pesquisas indicam a correlação entre
linfático sanguíneo certos hábitos e a incidência de câncer. Entre
(em corte) (em corte) eles, podemos citar o fumo, o consumo de
Câncer invasivo. As células cancerosas têm agora a potencialidade álcool, a ingestão de grande quantidade de
de invadir vasos linfáticos e sanguíneos e se espalhar pelo corpo. alimentos gordurosos, a ausência de frutas e

XXXIX
verduras na dieta e a exposição exagerada ao ginecologista anualmente para realizar o
sol ou a altas doses de raios X. exame papanicolau, que diagnostica precoce-
Além de evitar esses hábitos, uma provi- mente o câncer de colo do útero, e os homens,
dência importante na prevenção do câncer é o urologista, principalmente após os 40 anos,
o acompanhamento médico regular. Mulhe- para examinar a próstata, glândula bastante
res adultas, por exemplo, devem consultar o sujeita a tumores (benignos e malignos).

Genética médica

“A Genética médica é um ramo da medi- provavelmente ocorrem por uma interação de


cina relacionado com as doenças que têm fatores genéticos e ambientais. Muitos desses
origem genética. Fatores genéticos incluem problemas podem ser previstos conhecendo a
anormalidades no número ou na estrutura genealogia genética prospectiva dos pais e po-
de cromossomos e genes mutantes. Doenças dem ser evitados mediante aconselhamento ge-
genéticas constituem um grupo diverso de nético. Teratologia é a ciência relacionada com
patologias, incluindo malformações de células os defeitos do desenvolvimento e o diagnóstico,
sanguíneas (anemia falciforme), doenças de o tratamento e a prevenção de malformações.
coagulação sanguínea (hemofilia) e retardo Problemas genéticos são causados, oca-

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
mental (síndrome de Down). sionalmente, por número menor ou maior de
Anormalidades cromossômicas ocorrem cromossomos. A ausência de um cromossomo
em aproximadamente 0,6% das crianças inteiro é chamada monossomia. Embriões com
nascidas vivas. A maioria (70%) é leve, não monossomia em geral morrem. As pessoas
causando nenhum problema, e geralmente não com a síndrome de Turner têm apenas um cro-
é detectada. Alterações estruturais no DNA que mossomo X e apresentam uma chance melhor
passam dos pais para os seus descendentes de sobrevivência do que aquelas que perdem
por meio de células do sexo são chamadas um dos outros cromossomos. Trissomia é uma
mutações. Mutações ocorrem naturalmente situação genética na qual um cromossomo
ou são induzidas ambientalmente por subs- extra está presente e frequentemente ocorre
tâncias químicas ou radiações. As mutações mais que a monossomia. A mais conhecida
naturais não são bem entendidas. Aproxi- entre as trissomias é a síndrome de Down.”
madamente 12% de todas as malformações
Fonte: VAN DE GRAAFF, K. M. Anatomia Humana.
congênitas são causadas por mutações e 6. ed. Barueri: Manole, 2003. p. 72-73.

Genética e a sociedade

“[...] Hoje em dia, a genética envolve todos plantas resistentes às doenças e à seca e criam
os aspectos da vida moderna, acarretando animais domésticos mais produtivos, origi-
rápidas mudanças em medicina, agricultura, nados por meio de técnicas de transferência
direito, indústria farmacêutica e biotecno- gênica. Os métodos de obtenção do perfil do
logia. Os médicos agora usam centenas de DNA aplicam-se aos testes de paternidade e
testes genéticos para diagnosticar e predizer às investigações criminais. As biotecnologias
o curso de uma doença, bem como para de- resultantes das pesquisas genômicas exercem
tectar defeitos genéticos intrauterinamente. efeitos dramáticos sobre a indústria em geral.
Os métodos com base no DNA permitem aos Enquanto isso, a própria indústria biotecno-
cientistas traçar a rota de evolução seguida por lógica gera mais de 700.000 empregos e uma
muitas espécies, inclusive a nossa. Os fazen- receita de US$ 50 bilhões anuais, duplicando
deiros e agricultores desenvolvem o cultivo de seu tamanho a cada década.

XL
Juntamente com essas tecnologias genéti- tecnologias genômicas serão acessíveis a todos
cas que rapidamente se modificam, sobrevém [...]? Quais são as prováveis consequências
uma série de dilemas éticos. Quem possui e sociais das novas tecnologias reprodutivas? É
controla as informações genéticas? As plantas uma época em que todos precisam conhecer a
e os animais domésticos submetidos a melho- genética, a fim de tomar decisões pessoais e
ramento genético são seguros para os humanos coletivas complexas.
e seu ambiente? Temos o direito de patentear [...]”
organismos e tirar proveito de sua comerciali- Fonte: KLUG, W. et al. Conceitos de Genética. 9. ed.
zação? Como podemos assegurar-nos de que as Porto Alegre: Artmed, 2010. p. 15.

Os organismos submetidos à Engenharia Genética sintetizam um


largo espectro de produtos biológicos e farmacêuticos

“A aplicação mais bem-sucedida e que os processos de purificação eram caros.


generalizada da tecnologia do DNA recom- Além disso, os derivados dessas fontes natu-
binante foi na produção de proteínas recom- rais podiam estar contaminados por agentes
binantes para produtos biofarmacêuticos de doenças, como vírus. Agora que genes hu-
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

– produtos farmacêuticos produzidos por manos que codificam importantes proteínas


biotecnologia –, particularmente proteínas terapêuticas podem ser clonados e expressos
terapêuticas para tratar doenças. Antes da em tipos celulares não humanos, temos fon-
era do DNA recombinante, as proteínas bio- tes mais abundantes, seguras e baratas de
farmacêuticas, tais como a insulina, fatores biofármacos. [...]
de coagulação e hormônios de crescimento, [...] A tabela fornece uma breve lista dos
eram purificadas de tecidos como pâncreas, produtos recombinantes de importância atual-
sanguíneo e da glândula hipófise. É claro que mente sintetizados em bactérias transgênicas,
essas fontes tinham suprimento limitado e em plantas, em levedura e em animais.”

Alguns produtos farmacêuticos geneticamente modificados


já disponíveis ou em desenvolvimento

Produto gênico Condição tratada Tipo de hospedeiro


Eritropoetina Anemia E. coli, culturas de células de mamíferos
Interferons Esclerose múltipla, câncer E. coli, culturas de células de mamíferos
Ativador do plasminogênio Ataque cardíaco, acidente
Culturas de células de mamíferos
tissular (tPA) vascular cerebral
Hormônio de crescimento
Nanismo Culturas de células de mamíferos
humano
Anticorpos monoclonais contra
o fator de crescimento do Cânceres Culturas de células de mamíferos
endotélio vascular (VEGF)
Fator VIII da coagulação
Hemofilia A Ovelhas e porcos transgênicos
humano
Inibidor de C1 Angioedema hereditário Coelhos transgênicos
Antitrombina humana Deficiência hereditária de
Cabras transgênicas
recombinante antitrombina
Vacina da proteína de superfície Culturas de células de levedura,
Infecções por hepatite B
da hepatite B bananas
Imunoglobulina IgG1 contra
Infecções por herpesvírus Glicoproteína B de soja transgênica
o HSV-2

XLI
Produto gênico Condição tratada Tipo de hospedeiro
Imunização passiva contra
Anticorpos monoclonais raiva (também para diagnóstico Tabaco e soja transgênicos, culturas de
recombinantes de raiva), câncer, artrite células de mamíferos
reumatoide
Proteína do capsídeo do vírus
Infecções pelo vírus Norwalk Batata (vacina comestível)
Norwalk
Enterotoxina termolábil de
Infecções por E. coli Batata (vacina comestível)
E. coli
Fonte do texto e da tabela: KLUG, W. et al. Conceitos de Genética. 9. ed.
Porto Alegre: Artmed, 2010. p. 634-635.

Referente ao capítulo 11

Darwin e o Beagle

“Nascido em Shropshire, Inglaterra, a 12 de fevereiro de 1809, Charles Darwin era o


quinto dos seis filhos de um médico abastado. Contudo, foram os cinco anos de viagem e

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exploração a bordo do HMS Beagle que determinaram sua futura carreira e, com isso, nosso
entendimento sobre o mundo natural.

Os primeiros anos da vida de Darwin não besouros. História natural era um assunto que
foram o que se esperaria de um ‘herói’ da ciên- ele encarava com seriedade e foi incentivado
cia. Em criança, não demonstrava interesse em seus estudos pelo professor de Botânica, o
por nenhum assunto em particular, não se Reverendo John Henslow – relacionamento que,
destacava na escola nem tinha ideias defini- mais tarde, seria valioso. Apesar de o curso
das sobre o que gostaria de ser em sua vida formal da Universidade consistir no estudo
adulta. História natural, cavalgadas e tiro ao dos clássicos, da teologia e da matemática,
alvo foram as principais paixões de sua juven- Darwin fazia questão de assistir às palestras
tude. Sua primeira escolha de uma carreira, o de Henslow e de participar de suas ‘viagens
curso de medicina em Edimburgo, fracassou de campo’, e logo ficou conhecido como ‘o ho-
e ele voltou para casa, ao encontro de um pai mem que anda com Henslow’. Enquanto isso,
decepcionado. Entretanto, em Edimburgo a leitura do relato das viagens de Alexander
conheceu o naturalista em ascensão Robert von Humboldt pela América do Sul deixou-o
Grant, que o apresentou às ideias evolucionis- fascinado com a riqueza e diversidade, princi-
tas de Lamarck e também aos estudos sobre palmente na região dos trópicos, da natureza
invertebrados marinhos, que seriam uma de daquele continente tão pouco explorado.
suas paixões para o resto da vida (culminando,
em 1842, com a publicação do livro Estrutura A viagem do Beagle
e Distribuição dos Recifes de Corais).
Em 1831, a grande oportunidade da vida
Cambridge e os besouros de Darwin veio ao seu encontro quando Hens-
Após o fracasso da medicina, Darwin esco- low o recomendou ao Capitão Robert Fitzroy,
lheu a carreira comum a muitos dos jovens in- do HMS Beagle. Fitzroy já tinha ido à América
gleses bem-nascidos, no começo do século XIX: do Sul anteriormente e estava para voltar, para
a Universidade de Cambridge, seguida por uma completar o levantamento topográfico da cos-
confortável vida rural, como clérigo da Igreja da ta. Como fazia parte da elite da comunidade
Inglaterra. Em Cambridge, Darwin, como muitos científica da época, Henslow tinha ouvido que
dos seus colegas, era famoso por se divertir e Fitzroy, jovem aristocrata e oficial da marinha
gastar mais do que sua mesada permitia. Mas muito competente, estava procurando por um
também era conhecido por desaparecer em companheiro de viagem [...], que se interes-
longas expedições pelos campos, para coletar sasse por geologia e história natural.

XLII
Apesar das objeções de seu pai, seu tio, colega comentou) ‘me tornar um caipira numa
Josiah Wedgwood [...], interveio a seu favor. paróquia rural e mostrar às pessoas um cami-
Darwin foi entrevistado por Fitzroy que, a des- nho que desconheço – o do Paraíso’.
peito de algumas dúvidas iniciais, decidiu levá- Apesar da importância atribuída à expe-
-lo consigo. Darwin teve pouco tempo para se dição do Beagle na trajetória intelectual de
preparar para este novo papel como geólogo e Darwin, muito do que ele viu e coletou só foi
naturalista, mas seus conhecidos em Cambridge assimilado mais tarde. Por exemplo, a impor-
providenciaram um curso intensivo em geo- tância potencial da variedade de espécies
logia, cortesia do Reverendo Adam Sedgwick, encontradas nas diversas ilhas do arquipé-
professor [...] da cadeira de geologia da Univer- lago de Galápagos não se tornou evidente
sidade. E assim, munido de martelo, pistolas e para ele senão quando lhe foi apontada pelo
muitos outros materiais de coleta, uma pequena ornitólogo John Gould, após a viagem. Outros
biblioteca que incluía o recém-publicado primei- fenômenos, como vulcões em atividade e aba-
ro volume do Princípios da Geologia, de Charles los sísmicos, causaram impressão bem mais
Lyell (trabalho que apresentava [...] evidências imediata no jovem e inexperiente geólogo-
da antiguidade da Terra e sustentava que ‘o pre- -naturalista em formação.
sente é a chave do passado’), Darwin zarpou no Havia, também, o problema constante
dia 27 de dezembro de 1831, para uma viagem de identificar a imensa quantidade de ro-
da qual só retornaria em 2 de outubro de 1836. chas, fósseis e organismos vivos coletados
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

A essa altura, a ambição de Darwin com os parcos recursos de que dispunha,


era deixar sua marca como geólogo e na- mas a essa altura Darwin já havia sido
turalista, e em carta para Henslow disse completamente ‘fisgado’ por aquele univer-
que ‘a geologia e os invertebrados serão so maravilhoso.
meu principal foco durante toda a viagem’. Aos poucos, começou a questionar as
Mas, logo no início descobriu, para sua verdades da época – viagem intelectual reve-
enorme frustração, que Humbolt e outros na- lada nos diários e cadernos de anotações que
turalistas que o haviam precedido já tinham, passou a manter desde 1836. Os cadernos
aparentemente, ‘descoberto tudo’. Mesmo sobre as espécies começaram em 1837 e
assim, continuou suas coletas e, sempre que levaram à publicação de seu livro, A Origem
possível, enviava grande número de espéci- das Espécies, em 1859. Já as anotações sobre
mes para Henslow, em Cambridge. Quando, humanos começaram em 1838, mas tiveram
por fim, recebeu a entusiástica resposta de um período de gestação mais longo, até a pu-
Henslow sobre a novidade de algumas das blicação de A Origem do Homem e a Seleção
espécies, começou a sentir-se mais confiante Sexual, em 1871.”
sobre construir uma carreira dedicada à his- Fonte: PALMER, D. Evolução: a história da vida. São Paulo:
tória natural, ao invés de (como um amigo e Larousse do Brasil, 2009. p. 18-19.

Evidências da evolução

Algumas das evidências mais diretas e próximos, do ponto de vista evolutivo. Ao com-
impressionantes da evolução provêm da Pa- parar, por exemplo, o membro anterior de alguns
leontologia. mamíferos, podemos notar grande semelhança
A interpretação das evidências fósseis no número de ossos e na disposição deles no
permitiu o estabelecimento das linhas ge- membro (figura 1). Isso evidencia que todos
rais da evolução da vida na Terra. derivam de um ancestral comum.
Mas há outras evidências da ocorrência da Outra impressionante evidência da evolu-
evolução. Algumas delas provêm do estudo da ção está na comparação do desenvolvimento
estrutura de seres vivos que são relativamente embrionário de animais evolutivamente

XLIII
próximos (figura 2). Por exemplo, embriões de peixes, salamandras, tartarugas, galinhas,
porcos, vacas, coelhos e seres humanos – todos vertebrados – são muito similares em
seus estágios iniciais; as diferenças tornam-se mais perceptíveis em estágios posteriores.
A explicação relaciona-se ao fato de o estágio inicial do desenvolvimento embrionário ser
o período em que as características mais fundamentais dos organismos são delineadas.
E essas características foram herdadas de um ancestral comum, daí a semelhança.
JURANDIR RIBEIRO

Ser humano Felino Baleia Morcego

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Figura 1. Semelhanças na estrutura óssea do membro anterior de alguns mamíferos são evidências
de um ancestral comum. Os membros foram desenhados em tamanhos aproximadamente iguais
para permitir comparação. As cores foram usadas para ressaltar a relação entre os grupos de ossos
nos membros desses diferentes mamíferos. (Representação esquemática fora de proporção.)

Fonte da figura: RAVEN, P. H. et al. Biology. 11. ed.


Nova York: McGraw-Hill, 2017. p. 432.

JURANDIR RIBEIRO
Peixe Salamandra Tartaruga Galinha Porco Vaca Coelho Ser humano
Desenvolvimento

Figura 2. Semelhanças nos estágios iniciais do desenvolvimento embrionário indicam a descendência de um ancestral
comum. Os embriões foram desenhados aproximadamente no mesmo tamanho para facilitar a comparação, mas, na
realidade, têm tamanhos diferentes.
Fonte da figura: MAYR, E. O que é evolução. Rio de Janeiro: Rocco, 2009. p. 50.

XLIV
Evidências da evolução da vida também decorrem de estudos do material genético. Espécies
evolutivamente muito próximas, como o ser humano e o chimpanzé, por exemplo, apresentam consi-
derável semelhança entre as sequências de nucleotídeos que formam seu DNA. Espécies evolutiva-
mente mais distantes têm menor quantidade de sequências nucleotídicas em comum (figura 3).

ADILSON SECCO
15 Último ancestral comum
Figura 3. Árvore filogenética mostrando a correlação

Porcentagem de substituição nucleotídica


1,5
entre humanos e os grandes macacos com base nos
dados de sequência nucleotídica. Como indicado,
estima-se que a diferença entre as sequências dos

Milhões de anos atrás


genomas das quatro espécies e a sequência genômica 10
de um último ancestral comum seja de pouco mais de 1,0
1,5%. Como as alterações ocorrem independentemente
nas duas linhagens divergentes, comparações entre os
pares revelam o dobro da divergência de sequência do
último ancestral comum. Por exemplo, comparações 5
0,5
humanos-orangotangos normalmente apresentam
divergências de sequência de pouco mais de 3%,
enquanto humanos-chimpanzés mostram divergências
de aproximadamente 1,2%.
0 0,0
Fonte do diagrama: ALBERTS, B. et al. Molecular Biology of Humanos Chimpanzés Gorilas Orangotangos
the cell. 6. ed. Nova York: Garland Science, 2015. p. 219.
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Referente ao capítulo 12

O que são as unidades de conservação?

“As unidades de conservação (UC) são aquele que não envolve consumo, coleta ou
espaços territoriais, incluindo seus recursos dano aos recursos naturais. Exemplos de ati-
ambientais, com características naturais vidades de uso indireto dos recursos naturais
relevantes, que têm a função de assegurar a são: recreação em contato com a natureza,
representatividade de amostras significativas turismo ecológico, pesquisa científica, edu-
e ecologicamente viáveis das diferentes popu- cação e interpretação ambiental, entre outros.
lações, habitats e ecossistemas do território As categorias de proteção integral são:
nacional e das águas jurisdicionais, preser- estação ecológica, reserva biológica, parque
vando o patrimônio biológico existente. nacional, monumento natural e refúgio de vida
As UC asseguram às populações tradicio- silvestre.
nais o uso sustentável dos recursos naturais Unidades de uso sustentável: são áreas
de forma racional e ainda propiciam às comu- que visam conciliar a conservação da natureza
nidades do entorno o desenvolvimento de ati- com o uso sustentável dos recursos naturais.
vidades econômicas sustentáveis. Essas áreas Nesse grupo, atividades que envolvem coleta
estão sujeitas a normas e regras especiais. e uso dos recursos naturais são permitidas,
São legalmente criadas pelos governos fede- mas desde que praticadas de uma forma
ral, estaduais e municipais após a realização que a perenidade dos recursos ambientais
de estudos técnicos dos espaços propostos renováveis e dos processos ecológicos esteja
e, quando necessário, consulta à população. assegurada.
As UC dividem-se em dois grupos: As categorias de uso sustentável são:
Unidades de proteção integral: a proteção área de relevante interesse ecológico, floresta
da natureza é o principal objetivo dessas uni- nacional, reserva de fauna, reserva de desen-
dades, por isso as regras e normas são mais volvimento sustentável, reserva extrativista,
restritivas. Nesse grupo é permitido apenas área de proteção ambiental (APA) e reserva
o uso indireto dos recursos naturais, ou seja, particular do patrimônio natural (RPPN).

XLV
Categorias do uso dos recursos naturais. É constituída
por terras públicas e privadas.
Unidades de Proteção Integral
2. Área de relevante interesse ecológico:
1. Estação ecológica: área destinada à pre- área com o objetivo de preservar os ecos-
servação da natureza e à realização de sistemas naturais de importância regional
pesquisas científicas, podendo ser visi- ou local. Geralmente, é uma área de pe-
tada apenas com o objetivo educacional. quena extensão, com pouca ou nenhuma
2. Reserva biológica: área destinada à ocupação humana e com características
naturais singulares. É constituída por
preservação da diversidade biológica,
terras públicas e privadas.
na qual as únicas interferências diretas
3. Floresta nacional: área com cobertura
permitidas são realização de medidas de
florestal onde predominam espécies
recuperação de ecossistemas alterados e nativas, visando ao uso sustentável e
ações de manejo para recuperar o equi- diversificado dos recursos florestais e à
líbrio natural e preservar a diversidade pesquisa científica. É admitida a perma-
biológica, podendo ser visitada apenas nência de populações tradicionais que a
com o objetivo educacional. habitam desde sua criação.
3. Parque nacional: área destinada à preser- 4. Reserva extrativista: área natural utili-
vação dos ecossistemas naturais e sítios zada por populações extrativistas tradi-
de beleza cênica. O parque é a categoria cionais onde exercem suas atividades

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
baseadas no extrativismo, na agricultura
que possibilita uma maior interação entre
de subsistência e na criação de animais
o visitante e a natureza, pois permite o de- de pequeno porte, assegurando o uso
senvolvimento de atividades recreativas, sustentável dos recursos naturais exis-
educativas e de interpretação ambiental, tentes e a proteção dos meios de vida e
além de permitir a realização de pesqui- da cultura dessas populações. Permite
sas científicas. visitação pública e pesquisa científica.
4. Monumento natural: área destinada à 5. Reserva de fauna: área natural com po-
preservação de lugares singulares, raros pulações animais de espécies nativas,
e de grande beleza cênica, permitindo terrestres ou aquáticas, adequada para
diversas atividades de visitação. Essa estudos técnico-científicos sobre o ma-
nejo econômico sustentável de recursos
categoria de UC pode ser constituída
faunísticos.
de áreas particulares, desde que as ati-
6. Reserva de desenvolvimento sustentá­
vidades realizadas nessas áreas sejam
vel: área natural onde vivem populações
compatíveis com os objetivos da UC. tradicionais que se baseiam em sistemas
5. Refúgio da vida silvestre: área destinada sustentáveis de exploração de recursos
à proteção de ambientes naturais, na qual naturais desenvolvidos ao longo de ge-
se objetiva assegurar condições para a rações e adaptados às condições ecoló-
existência ou reprodução de espécies ou gicas locais. Permite visitação pública e
comunidades da flora local e da fauna. pesquisa científica.
Permite diversas atividades de visitação 7. Reserva particular do patrimônio natural:
e a existência de áreas particulares, assim área privada com o objetivo de conser-
como o monumento natural. var a diversidade biológica, permitida a
pesquisa científica e a visitação turística,
Unidades de Uso Sustentável recreativa e educacional. É criada por
1. Área de proteção ambiental: área dotada iniciativa do proprietário, que pode ser
de atributos naturais, estéticos e culturais apoiado por órgãos integrantes do SNUC
[Sistema Nacional de Unidades de Con-
importantes para a qualidade de vida e
servação] na gestão da UC.
o bem-estar das populações humanas.
Geralmente, é uma área extensa, com o Usos permitidos
objetivo de proteger a diversidade bio- Ao contrário do que se pensa, as UC não
lógica, ordenar o processo de ocupação são espaços intocáveis! A grande maioria dos
humana e assegurar a sustentabilidade usos e da exploração de recursos naturais per-

XLVI
mitidos nas UC brasileiras prevê e potencializa desenvolvimento econômico e socioambiental
atividades que contribuem para a geração de local. Os usos e manejo dos recursos naturais
renda, emprego, aumento da qualidade de permitidos dentro de cada UC variam conforme
vida e o desenvolvimento do país, sem pre- sua categoria, definida a partir da vocação
juízo à conservação ambiental. Entretanto, a que aquela área possui. Em outras palavras,
classificação criada pelo SNUC para os tipos é importante que a escolha da categoria de
de áreas protegidas baseia-se na necessidade uma UC considere as especificidades e poten-
específica de conservação da biodiversidade cialidades de uso que o espaço oferece para
para cada área, dando maior enfoque ao as- que ela seja uma oportunidade de promoção
pecto ecológico. do desenvolvimento local.
As UC e outras áreas protegidas podem Sob um olhar econômico e socioam-
ser entendidas como uma maneira especial biental, de acordo com o tipo de atividade
de ordenamento territorial, e não como um econômica permitida em cada categoria, a
entrave ao desenvolvimento econômico e classificação das UC pode ser analisada da
socioambiental, reforçando o papel das UC no seguinte maneira:

Principais tipos de uso,


Classe Categoria de manejo
contemplados na Lei no 9.985/2000
Classe 1 – Pesquisa científica e Desenvolvimento de pesquisa científica e Reserva biológica; estação
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

educação ambiental de educação ambiental ecológica


Parques nacionais e estaduais,
Classe 2 – Pesquisa científica,
Turismo em contato com a natureza reserva particular do patrimônio
educação ambiental e visitação
natural
Classe 3 – Produção florestal,
Produção florestal Florestas nacionais e estaduais
pesquisa científica e visitação
Classe 4 – Extrativismo, pesquisa
Extrativismo por populações tradicionais Reservas extrativistas
científica e visitação
Classe 5 – Agricultura de baixo
Áreas públicas e privadas onde Reserva de desenvolvimento
impacto, pesquisa científica,
a produção agrícola e pecuária é sustentável; refúgio de vida
visitação, produção florestal e
compatibilizada com os objetivos da UC silvestre; monumento natural
extrativismo
Classe 6 – Agropecuária, Terras públicas e particulares com
Área de proteção ambiental; área
atividade industrial, núcleo possibilidade de usos variados visando a
de relevante interesse ecológico”
populacional urbano e rural um ordenamento territorial sustentável
Fonte: Ministério do Meio Ambiente. Disponível em:
<http://www.mma.gov.br/areas-protegidas/unidades-de-conservacao/o-que-sao>
<http://www.mma.gov.br/areas-protegidas/unidades-de-conservacao/categorias>
<http://www.mma.gov.br/areas-protegidas/unidades-de-conservacao/usos-permitidos>
(acesso: ago. 2018).

XLVII
Sugestão de leitura complementar
para alunos

Capítulo 1 Capítulo 9
COMISSÃO DE DIVULGAÇÃO DO CRQ-IV. O que faz um químico? CHERMAN, A.; VIEIRA, F. O tempo que o tempo tem: por que o
Portal do CRQ-IV (Conselho Regional de Química IV Região), dispo- ano tem 12 meses e outras curiosidades sobre o calendário. Rio de
nível em <https://www.crq4.org.br>; clique no link “Química Viva” Janeiro: Zahar, 2008.
e, a seguir, veja “Campos de atuação” (acesso: ago. 2018). Discute a fundamentação astronômica para nosso calendário e apre-
Texto de divulgação que dá uma ideia da ampla variedade de ativida- senta sua história.
des de importância para a sociedade que dependem da atuação dos FARIA, R. P. Iniciação à Astronomia. 12. ed. São Paulo: Ática, 2004.
profissionais da Química. (Col. De Olho na Ciência).
ZUCCO, C. Química para um mundo melhor. Química Nova, v. 34, Texto introdutório à Astronomia, que aborda temas como tamanho
n. 5, 2011, p. 733. (Textos de Química Nova são disponibilizados em dos astros, movimento dos planetas, a que distância as estrelas estão
<http://quimicanova.sbq.org.br>.) (acesso: ago. 2018). da Terra, constelações e galáxias.
Texto do então presidente da Sociedade Brasileira de Química sobre PANZERA, A. C. Planetas e estrelas: um guia prático de carta
a abrangência dessa ciência, sua importância para a sociedade e a celeste. 2. ed. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2008.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
relevância da educação para o seu uso responsável. Livro destinado à iniciação de leigos na observação celeste, a olho nu
ou com instrumentos ópticos. Inclui capítulos sobre como usar cartas
Capítulo 2 celestes e uma máscara giratória referente à latitude de 20°.
TOMA, H. E. Nanotecnologia: o potencial das pequenas coisas. Por- TOLA, J. Atlas de Astronomia. São Paulo: FTD, 2007.
tal do CRQ-IV (Conselho Regional de Química IV Região), disponível Apresenta características dos astros e uma introdução aos aspectos
em <https://www.crq4.org.br>; clique no link “Química Viva” e, na gerais do estudo do Universo.
relação de textos, escolha o título desse artigo (acesso: ago. 2018).
Capítulo 10
Texto sobre a pesquisa científica em nanotecnologia, suas promissoras
aplicações e sua importância. BRANCO, S. M. Transgênicos: inventando seres vivos. São Paulo:
Moderna, 2004. (Col. Desafios).
Capítulo 4
Uma visão geral sobre os transgênicos, destacando as causas de toda
ATKINS, P. W. Moléculas. São Paulo: Edusp, 2006. a polêmica que envolve o assunto, sua produção, noções sobre téc-
nicas de Engenharia Genética e a transgenia natural como fenômeno
Livro de divulgação científica em que o autor relaciona 160 substâncias,
necessário à evolução das espécies.
seus modelos moleculares, suas aplicações, propriedades, ocorrência
e importância no cotidiano. Capítulo 11
MENDA, M. Plásticos. Portal do CRQ - IV (Conselho Regional de
Química IV Região), disponível em <https://www.crq4.org.br>; clique ANELLI, L. E. O guia completo dos dinossauros do Brasil. São Paulo:
no link “Química Viva” e, na relação de textos, escolha o título desse Editora Peirópolis, 2010.
artigo (acesso: ago. 2018). Dá uma visão geral da história evolutiva dos dinossauros, com destaque
para as descobertas feitas no país. Inclui uma relação de dinossauros
Trata da origem, composição, utilização e importância dos principais
cujos fósseis foram encontrados no Brasil, apresentando dados como lo-
plásticos. cal e data de descoberta, bem como a reconstrução (artística) de cada um.
Capítulo 6 BARRET, P. Dinossauros. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2005.
Traz informações sobre origem, evolução, ecologia e comportamento
ANIBAL, F.; PIETROCOLA, M. Luz e cores. São Paulo: FTD, 2000. dos dinossauros mais conhecidos.
(Coleção Física – Um outro Lado).
BLOUNT, K.; CROWLEY, M. (Eds.). Enciclopédia dos dinossauros e da
Paradidático que trata da relação entre cor e luz, coloração, prisma,
vida pré-histórica. Londres: Dorling Kindersley/Ciranda Cultural, 2006.
comportamento da luz, entre outros temas.
Livro ilustrado sobre dinossauros, elaborado em conjunto com o Museu
Capítulos 7 e 8 Americano de História Natural.
GEWANDSZNAJDER, F.; CAPOZZOLI, U. Origem e história da
FERRARO, N. G. Os movimentos: pequena abordagem sobre Me- vida. 12. ed. São Paulo: Ática, 2004.
cânica. 2. ed. São Paulo: Moderna, 2003. (Col. Desafios). A origem da vida em nosso planeta, as condições que deram origem
Paradidático que apresenta vários aspectos da Mecânica em nível à vida e o surgimento e o desenvolvimento dos seres humanos são
compatível com o Ensino Funadamental II. temas desse paradidático voltado ao Ensino Fundamental.

XLVIII
MERCADANTE, C. Evolução e sexualidade: o que nos fez humanos. SÍS, P. A árvore da vida: um livro que retrata a vida de Charles
São Paulo: Moderna, 2004. (Col. Desafios). Darwin, naturalista, geólogo e pensador. São Paulo: Ática, 2008.
Na obra, a autora analisa as semelhanças entre seres humanos e os Paradidático ilustrado sobre pontos de destaque da vida e obra de
demais animais, descrevendo o longo processo evolutivo. Darwin. Em vez de usar apenas texto corrido, o autor também se vale
de recursos visuais para apresentar informações e tornar a leitura mais
PALMER, D. Evolução: a história da vida. São Paulo: Larousse, 2009. atraente. A linguagem é acessível até para alunos de anos anteriores,
Obra para consulta com muitas ilustrações de formas de vida das mas os assuntos tratados passam a adquirir significado para o aluno
diversas épocas geológicas. Também apresenta descobertas feitas em do 9o ano, após estudar evolução e seleção natural.
vários sítios arqueológicos e inclui muitas fotos de fósseis. Capítulo 12
RODRIGUES, R. M. O homem na Pré-História. 2. ed. São Paulo: DIAS, G. F. 40 contribuições pessoais para a sustentabilidade. São
Moderna, 2003. (Col. Desafios). Paulo: Gaia, 2005.
Paradidático que conta a história do ser humano com base em Apresenta um conjunto de sugestões para ação individual que, tornadas
evidências científicas, dos ancestrais primatas aos dias atuais. coletivas, propiciariam menores agressões ao ambiente.

Sugestão de leitura complementar


para professores
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Capítulo 1 história da Ciência. O livro inclui, em vários trechos, a história dos


modelos atômicos.
Textos de Química Nova na Escola são disponibilizados em
<http://qnesc.sbq.org.br> (acesso: out. 2018). FARIAS, R. F. História da Alquimia. 2. ed. Campinas: Átomo, 2011.

ALTARUGIO, M. H. et al. O debate como estratégia em aulas de FILGUEIRAS, C. A. L. Duzentos anos da Teoria Atômica de Dalton.
Química. Química Nova na Escola, v. 32, n. 1, 2010, p. 26-30. Química Nova na Escola, n. 20, 2004, p. 38-44.
Artigo sobre o debate como estratégia de ensino e sua importância na . Lavoisier e o estabelecimento da Química Moderna. São
formação de qualidades desejáveis ao cidadão. Paulo: Odysseus, 2002. (Coleção Imortais da Ciência).
ATKINS, P.; JONES, L. Princípios de Química: questionando a vida Apresenta um panorama da Química na época de Lavoisier e mostra
moderna e o meio ambiente. 5. ed. Porto Alegre: Bookman, 2012. a importância desse cientista na mudança de alguns aspectos do pen-
O capítulo 5 trata dos estados líquido e sólido dentro de uma abordagem samento químico.
universitária. Há na obra um capítulo introdutório, denominado “Fun- FRACETO, L. F.; LIMA, S. L. T. Aplicação da cromatografia em papel na
damentos”, que dá uma visão geral de aspectos básicos da Química. separação de corantes em pastilhas de chocolate. Química Nova na Escola,
BRAGA, M. et al. Breve história da Ciência moderna. 2. ed. Rio de n. 18, 2003, p. 46-48.
Janeiro: Jorge Zahar, 2008. 4 v. GREENBERG, A. Uma breve história da Química: da Alquimia às
O volume 1 inclui informações sobre a Alquimia e o volume 4 aborda ciências moleculares modernas. São Paulo: Blucher, 2009.
a Teoria de Dalton.
HEWITT, P. G. Física conceitual. 12. ed. Porto Alegre: Bookman,
BROWN, T. L. et al. Química: a Ciência central. 13. ed. São Paulo: 2015.
Pearson, 2017.
Os capítulos 12, 13 e 14 abordam aspectos conceituais de sólidos,
Os capítulos 10 e 11 desse livro de Química Geral abordam os estados líquidos e gases.
gasoso, líquido e sólido.
JAFELICCI JUNIOR, M. et al. Fundamentos e aplicação da flotação
CARMO, M. P.; MARCONDES, M. E. R. Abordando soluções em sala como técnica de separação de misturas. Química Nova na Escola,
de aula – uma experiência de ensino a partir das ideias dos alunos. n. 28, 2008, p. 20-23.
Química Nova na Escola, n. 28, 2008, p. 37-41.
Artigo voltado principalmente aos professores de Ensino Médio, mas LE COUTEUR, P.; BURRESON, J. Os botões de Napoleão: as 17
que também é de grande valia ao professor do 9o ano. moléculas que mudaram a história. Rio de Janeiro: Zahar, 2006.
Os autores tratam de 17 substâncias que tiveram grande importância
CHAGAS, A. P. As ferramentas do químico. Química Nova na Escola,
na história da humanidade, marcando feitos da engenharia, avan-
n. 5, 1997, p. 18-20.
ços na medicina e no direito e influenciando o que hoje comemos,
CHASSOT, A. A Ciência através dos tempos. 2. ed. atual. São Paulo: bebemos e vestimos. Ilustrativo da importância da Química para a
Moderna, 2011. (Coleção Polêmica). sociedade. O título é uma alusão aos botões da farda do exército
Apresenta o desenvolvimento das ideias científicas, da Antiguidade de Napoleão, feitos de estanho, que trincaram no frio excessivo e
aos dias atuais. Obra indicada ao professor que deseja conhecer a dificultaram que os soldados se mantivessem aquecidos.

XLIX
LOPES, A. R. C. Reações químicas: fenômeno, transformação e substância simples e substância composta, nos Ensinos Fundamental e
representação. Química Nova na Escola, n. 2, 1995, p. 7-9. Médio. Química Nova na Escola, n. 21, 2005, p. 29-33.
A autora tece comentários sobre abordagens do tema reações químicas
RONAN, C. A. História ilustrada da Ciência da Universidade de
que podem induzir à formação distorcida desse conceito.
Cambridge. 2. ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2002. v. 1-4.
MAAR, J. H. Pequena história da Química. Primeira parte: dos Obra sugerida ao professor que deseja conhecer a história da Ciência ou
primórdios a Lavoisier. 2. ed. Florianópolis: Conceito Editorial, 2008. ter à mão uma fonte para consultas referentes a ela. No volume 3 podem
MACHADO, P. F. L.; MÓL, G. S. Experimentando Química com ser encontradas informações sobre a vida e a obra de Lavoisier. O volume
segurança. Química Nova na Escola, n. 27, 2008, p. 57-60. 4 inclui o impulso da Química a partir da formulação da Teoria Atômica
Artigo que trata da segurança nas atividades experimentais em Química, de Dalton e a consolidação do atomismo no começo do século XX.
fornecendo subsídios relevantes a escolas que mantêm laboratório e a SANTA MARIA, L. C. S. et al. Coleta seletiva e separação de plásticos.
professores que atuam com os alunos no laboratório. Química Nova na Escola, n. 17, 2003, p. 32-35.
MALDANER, O. A.; PIEDADE, M. C. T. Repensando a Química. Artigo que explica como é feita a separação de diferentes plásticos,
Química Nova na Escola, n. 1, 1995, p. 15-19. destinados à reciclagem, utilizando o fato de afundarem ou flutuarem
Os autores fazem um relato de sala de aula sobre o enfoque da com- em líquidos de diferentes densidades.
bustão como uma transformação química, destacando obstáculos ao
SANTOS, A. R.; FIRME, C. L.; BARROS, J. C. A internet como fonte
início do desenvolvimento do pensamento químico.
de informação bibliográfica em Química. Química Nova, v. 31, n. 2,
MERÇON, F.; GUIMARÃES, P. I. C.; MAINIER, F. B. Corrosão: um 2008, p. 445-451. (Textos de Química Nova são disponibilizados em
exemplo usual de fenômeno químico. Química Nova na Escola, n. 19, <http://quimicanova.sbq.org.br>) (acesso: out. 2018).
2004, p. 11-14.
SANTOS, W. L. P.; SCHNETZLER, R. P. Função social. O que

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Aborda os principais aspectos da corrosão, não apenas em materiais significa ensino de Química para formar o cidadão? Química Nova
metálicos, e alguns métodos de prevenção. na Escola, n. 4, 1996, p. 28-34.
MORTIMER, E. F.; MIRANDA, L. C. Transformações: concepções SILVA, M. A. E.; PITOMBO, L. R. M. Como os alunos entendem
de estudantes sobre reações químicas. Química Nova na Escola, queima e combustão: contribuições a partir das representações sociais.
n. 2, 1995, p. 23-26. Química Nova na Escola, n. 23, 2006, p. 23-26.
Esse artigo enfoca a passagem do nível fenomenológico para o nível
atômico-molecular no aprendizado do tema reações químicas, des- SUART, R. C. et al. A estratégia “laboratório aberto” para a construção
tacando a conservação da massa como via de que o professor dispõe do conceito de temperatura de ebulição e a manifestação de habilidades
para conduzir os alunos de um nível a outro. cognitivas. Química Nova na Escola, v. 32, n. 3, 2010, p. 200-207.
Destaca a importância das atividades experimentais no desenvolvi-
NEVES, L. S.; FARIAS, R. F. História da Química. 2. ed. Campinas: mento de habilidades cognitivas e discute um exemplo envolvendo o
Átomo, 2011. conceito de temperatura de ebulição.
Traça um panorama histórico desde a Antiguidade até o século XX.
VANIN, J. A. Alquimistas e químicos: o passado, o presente e o
OKI, M. C. M. O conceito de elemento da Antiguidade à Modernidade. futuro. 2. ed. atual. São Paulo: Moderna, 2010. (Coleção Polêmica).
Química Nova na Escola, n. 16, 2002, p. 21-25. O autor apresenta temas históricos, tecnocientíficos e socioeconômicos
relativos à Química. Mostra a evolução do conhecimento químico, dis-
OLIVEIRA, C. M. A. et al. Guia de laboratório para o ensino de cute aspectos da química dos materiais e apresenta informações sobre
Química: instalação, montagem e operação. São Paulo: CRQ-IV, descobertas e invenções que alteraram a economia de países e mudaram
2012. Disponível em PDF no endereço: <https://www.crq4.org.br/ hábitos de consumo.
guia_de_laboratorio_passa_por_atualizacao> (acesso: ago. 2018).
Guia elaborado pela Comissão de Ensino Técnico do Conselho VIANA, H. E. B.; PORTO, P. A. O processo de elaboração da teoria
Regional de Química da 4a região (CRQ-IV), baseado em normas atômica de John Dalton. Cadernos Temáticos de Química Nova na
da ABNT, do Ministério do Trabalho e do Ministério da Saúde. Traz Escola, n. 7, 2007, p. 4-12.
orientações sobre a construção (piso, portas, janelas), as instalações
(elétrica, hidráulica, mobiliário, proteção contra incêndio), a segurança Capítulo 2
(sinalização, equipamentos e saídas de emergência), a armazenagem
GREF (Grupo de Reelaboração do Ensino de Física). Física. 5. ed.
e o descarte de produtos e as boas práticas laboratoriais.
São Paulo: Edusp, 2005. v. 3.
OLIVEIRA, M. F. Química forense: a utilização da Química na pesquisa O terceiro volume dessa coleção, para professores de Física, é sobre
de vestígios de crime. Química Nova na Escola, n. 24, 2006, p. 17-19. Eletromagnetismo.

QUADROS, A. L. A água como tema gerador do conhecimento quí- HALLIDAY, D. et al. Fundamentos de Física. 10. ed. Rio de Janeiro:
mico. Química Nova na Escola, n. 20, 2004, p. 26-31. LTC, 2016. v. 3.
ROCHA, J. R. C.; CAVICCHIOLI, A. Uma abordagem alternativa para Esse volume aborda Eletricidade e Eletromagnetismo com tratamento
o aprendizado dos conceitos de átomo, molécula, elemento químico, matemático universitário.

L
HEWITT, P. G. Física conceitual. 12. ed. Porto Alegre: Bookman, GRACETTO, A. C.; HIOKA, N.; SANTIN FILHO, O. Combustão,
2015. chamas e testes de chama para cátions: proposta de experimento.
A parte 5 desse livro universitário introdutório aborda a Eletricidade, Química Nova na Escola, n. 23, 2006, p. 43-48.
enfatizando aspectos conceituais e evitando tratamento matemático MEDEIROS, A. Aston e a descoberta dos isótopos. Química Nova
complexo. na Escola, n. 10, 1999, p. 32-37. O autor relata um dos trechos da
TREFIL, J.; HAZEN, R. M. Física viva. Rio de Janeiro: LTC, 2006. história da Ciência que é pouco conhecido dos químicos e dos profes-
v. 2. sores de Química em geral.
O volume 2 dessa coleção para ensino universitário de Física inclui NERY, A. L. P.; FERNANDEZ, C. Fluorescência e estrutura atômica:
o estudo da Eletricidade e Magnetismo. Traz a explicação física de experimentos simples para abordar o tema. Química Nova na Escola,
várias situações cotidianas. n. 19, 2004, p. 39-42.
Comenta a utilização do fenômeno da fluorescência como estratégia
Capítulo 3 para o desenvolvimento do modelo de Bohr e propõe experimentos
Textos de Química Nova na Escola são disponibilizados em <http:// com materiais relativamente simples de obter.
qnesc.sbq.org.br> (acesso: set. 2018). OKUNO, E. Radiação: efeito, riscos e benefícios. 2. ed. São Paulo:
ABDALLA, M. C. Bohr: o arquiteto do átomo. São Paulo: Odysseus Harbra, 1998.
Editora, 2002. (Coleção Imortais da Ciência). A autora apresenta aspectos históricos e conceituais da radiação,
seus efeitos biológicos e aplicações práticas. Há um capítulo sobre as
BRAZ JÚNIOR, D. Física Moderna: tópicos para Ensino Médio.
consequências dos acidentes de Goiânia e de Chernobyl.
Campinas: Companhia da Escola, 2002.
O capítulo 2 inclui a quantização da absorção e da emissão de ondas ; VILELA, M. A. P. Radiação ultravioleta: características e
efeitos. São Paulo: Livraria da Física, 2005.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

eletromagnéticas pela matéria e noções sobre o princípio do laser. O


capítulo 3 inclui a utilidade das ondas eletromagnéticas na Cosmologia. Além de comentar as propriedades do ultravioleta, aborda os riscos
da exposição demasiada ao sol e do bronzeamento artificial.
BRENNAN, R. P. Gigantes da Física: uma história da Física moderna
através de oito biografias. Rio de Janeiro: Zahar, 1998. (Coleção ; YOSHIMURA, E. M. Física das radiações. São Paulo:
Ciência e Cultura). Oficina de Textos, 2010.
Há pelo menos quatro capítulos que podem interessar ao professor de Trata dos aspectos físicos do decaimento nuclear e da interação da
Química. Eles abordam as biografias de Max Planck, Ernest Rutherford, radiação com a matéria. Abrange também aplicações da radiação,
Niels Bohr e Werner Heisenberg. efeitos biológicos, detecção e proteção radiológica.
CHASSOT, A. Raios X e radioatividade. Química Nova na Escola, OLIVEIRA, M. F. Química forense: a utilização da Química na
n. 2, 1995, p. 19-22. pesquisa de vestígios de crime. Química Nova na Escola, n. 24,
O autor apresenta aspectos históricos da descoberta dos raios X, por 2006, p. 17-19.
Röentgen, e da radioatividade, por Becquerel. PESSOA JR., O. A representação pictórica de entidades quânticas
COSTA, M. L.; SILVA, R. R. Ataque à pele. Química Nova na Escola, na Química. Cadernos Temáticos de Química Nova na Escola,
n. 1, 1995, p. 3-7. n. 7, 2007, p. 25-33.
Artigo sobre bronzeamento, câncer de pele e protetores solares. PIZA, A. F. R. T. Schrödinger & Heisenberg: a Física além do senso
DURÁN, N.; MATTOSO, L. H. C.; MORAIS, P. C. Nanotecnologia: comum. São Paulo: Odysseus Editora, 2003. (Coleção Imortais da
introdução, preparação e caracterização de nanomateriais e exem- Ciência).
plos de aplicação. São Paulo: Artliber Editora, 2006. SANTOS FILHO, P. F. Estrutura atômica & ligação química. 2. ed.
DURÃO JÚNIOR, W. A.; WINDMÖLLER, C. C. A questão do mer- Campinas: publicado pelo autor (Instituto de Química da Unicamp),
cúrio em lâmpadas fluorescentes. Química Nova na Escola, n. 28, 2007.
2008, p. 15-19. TOLENTINO, M.; ROCHA-FILHO, R. C. O átomo e a tecnologia.
Artigo que trata do problema da contaminação por mercúrio provenien- Química Nova na Escola, n. 3, 1996, p. 4-7.
te de lâmpadas fluorescentes e aborda seu descarte e reaproveitamento. Esse artigo apresenta o estudo da estrutura do átomo como rica fonte
FILGUEIRAS, C. A. L. A espectroscopia e a Química: da descoberta de de fatos que explicaram fenômenos do dia a dia ou resultaram em
novos elementos ao limiar da teoria quântica. Química Nova na Escola, importantes aplicações práticas.
n. 3, 1996, p. 22-25. TOMA, H. E. A nanotecnologia das moléculas. Química Nova na
FLOR, J. et al. Protetores solares. Química Nova, v. 30, n. 1, 2007, Escola, n. 21, 2005, p. 3-9.
p. 153-158. Textos de Química Nova são disponibilizados em <http:// . O mundo nanométrico: a dimensão do novo século. São
quimicanova.sbq.org.br> (acesso: out. 2018). Paulo: Oficina de Textos, 2004.
Fornece, entre outras, informações sobre efeitos da radiação solar, Livro repleto de exemplos modernos de aplicações da nanotecnolo-
tipos de filtros solares, mecanismo de proteção, formulação e fator gia. Embora muitos deles envolvam complexos conceitos científicos,
de proteção solar. a linguagem usada e as ilustrações tornam o tema atraente.

LI
VOGEL, A. I. Química Analítica Qualitativa. São Paulo: Mestre Jou, ROCHA, W. R. Interações intermoleculares. Cadernos Temáticos de
1981, p. 156-162. Química Nova na Escola, n. 4, 2001, p. 31-36.
Nessa referência, o professor encontra mais informações sobre o teste Artigo que descreve os tipos e a origem das interações intermoleculares
(ou ensaio) da chama. que atuam nos sistemas químicos. Também mostra como a compreensão
dessas interações permite racionalizar algumas propriedades macros-
Capítulo 4 cópicas das substâncias químicas.
Textos de Química Nova na Escola são disponibilizados em <http:// SACKS, O. W. Tio Tungstênio: memórias de uma infância química.
qnesc.sbq.org.br> (acesso: set. 2018). São Paulo: Companhia das Letras, 2002.
ATKINS, P. W.; JONES, L. Princípios de Química: questionando a O autor relata lembranças de sua infância impregnada pelo contato com
vida moderna e o meio ambiente. 5. ed. Porto Alegre: Bookman, os metais e suas propriedades. O título é uma alusão ao tio, que fabricava
2012. lâmpadas de tungstênio.
Os capítulos 1 e 2 desse livro universitário abordam, respectivamente, SANTOS FILHO, P. F. Estrutura atômica & ligação química. 2. ed.
átomos e ligações químicas. Campinas: publicação do autor (Instituto de Química da Unicamp),
2007.
BROWN, T. L. et al. Química: a Ciência central. 13. ed. São Paulo:
Pearson, 2017. Livro universitário sobre estrutura atômica e ligação química.
Os capítulos 8 e 9 desse livro universitário de Química Geral são sobre STRATHERN, P. O sonho de Mendeleiev: a verdadeira história da
ligações químicas. Química. Rio de Janeiro: Zahar, 2002.
CREASE, R. P. Os dez mais belos experimentos científicos. Rio de Conta a história da Química desde os gregos, passando pela Alquimia
Janeiro: Zahar, 2006. até a fissão do átomo.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Os capítulos 8 e 9 abordam, respectivamente, a determinação da carga TOLENTINO, M.; ROCHA-FILHO, R. C. O átomo e a tecnologia.
do elétron e a descoberta do núcleo atômico. Química Nova na Escola, n. 3, 1996, p. 4-7.
DIAS FILHO, C. R.; ANTEDOMENICO, E. A perícia criminal e a Esse artigo apresenta o estudo da estrutura do átomo como rica
interdisciplinaridade no ensino de Ciências Naturais. Química Nova fonte de fatos que explicaram fenômenos do dia a dia ou resultaram
na Escola, v. 32, n. 2, 2010, p. 67-72. em importantes aplicações práticas.
Fornece algumas informações sobre a importância da Química na TOMA, H. E. A nanotecnologia das moléculas. Química Nova na
criminalística. Escola, n. 21, 2005, p. 3-9.
DUARTE, H. A. Ligações químicas: ligação iônica, covalente e metá- . Coleção de Química conceitual. São Paulo: Blucher, 2013
tica. Cadernos Temáticos de Química Nova na Escola, n. 4, 2001, (v. 1-v. 4), 2015 (v. 5), 2016 (v. 6). 6 v.
p. 14-23. Coleção que aborda os principais temas da Química, com ênfase nos
O autor enfoca esses três tipos de ligação a partir de conceitos da aspectos conceituais.
Química Quântica.
. O mundo nanométrico: a dimensão do novo século. São
DURÁN, N. et al. Nanotecnologia: introdução, preparação e carac- Paulo: Oficina de Textos, 2004.
terização de nanomateriais e exemplos de aplicação. São Paulo:
Livro repleto de exemplos modernos de aplicações da nanotecnologia.
Artliber, 2006.
Embora muitos deles envolvam complexos conceitos científicos, a
Obra sobre os fundamentos e conceitos básicos da nanociência e da linguagem usada e as ilustrações tornam o tema atraente.
nanotecnologia.
FERNANDEZ, C.; MARCONDES, M. E. R. Concepções dos estudan- Capítulo 5
tes sobre ligação química. Química Nova na Escola, n. 24, 2006,
HEWITT, P. G. Física conceitual. 12. ed. Porto Alegre: Bookman,
p. 20-24.
2015.
HOFFMANN, R. O mesmo e o não mesmo. São Paulo: Editora Os capítulos da parte 4 desse livro universitário introdutório tratam do
Unesp, 2007. som. Um deles é totalmente dedicado aos sons musicais.
O autor, ganhador do Nobel de Química, apresenta uma série de
RIBEIRO, J. A. S. Sobre os instrumentos sinfônicos. Rio de Janeiro:
aspectos curiosos da Química.
Record, 2005.
KEAN, S. A colher que desaparece. Rio de Janeiro: Zahar, 2011. O autor comenta a função de cada instrumento em uma orquestra,
Relata várias histórias envolvendo os elementos químicos, seus usos fornecendo características e detalhes históricos. Há um capítulo dedi-
e sua descoberta. cado à voz humana como “instrumento” musical.
OLIVEIRA, L. F. C. Espectroscopia molecular. Cadernos Temáticos de WALKER, J. O circo voador da Física. 2. ed. Rio de Janeiro: LTC,
Química Nova na Escola, n. 4, 2001, p. 24-30. (Veja também errata 2008.
no n. 14, p. 46.) O autor aborda uma série de situações curiosas e/ou cotidianas e as
Artigo que ilustra como a espectroscopia permite obter informações explica com base na Física. O capítulo 3 trata de situações referentes
sobre a estrutura molecular. ao som.

LII
Capítulo 6 Capítulo 8
BARTHEM, R. A luz. São Paulo: Livraria da Física, 2005. (Col. Temas GREF (Grupo de Reelaboração do Ensino de Física). Física. 7. ed. São
Atuais de Física). Paulo: Edusp, 2002. v. 1.
Apresenta o conhecimento científico segundo a sequência histórica, O primeiro volume dessa coleção voltada para professores de Física
da Óptica Geométrica à Teoria da Relatividade, e ainda as experiên- trata do tema Mecânica.
cias que revelaram a natureza quântica da luz e suas implicações HEWITT, P. G. Física conceitual. 12. ed. Porto Alegre: Bookman, 2015.
tecnológicas. Os capítulos 2, 4 e 5 desse livro universitário introdutório desenvol-
GREF (Grupo de Reelaboração do Ensino de Física). Física. 5. ed. São vem as Leis de Newton, com ênfase nos aspectos conceituais, não
Paulo: Edusp, 2005. v. 2. nos matemáticos.
O segundo volume dessa coleção voltada para professores de Física JAMMER, M. Conceitos de força: um estudo sobre os fundamentos.
traz informações sobre luz e suas propriedades e Óptica Geométrica. Rio de Janeiro: Contraponto, 2011.
HEWITT, P. G. Física conceitual. 12. ed. Porto Alegre: Bookman, Conta a história da evolução do conceito científico de força.
2015. TREFIL, J.; HAZEN, R. M. Física viva. Rio de Janeiro: LTC, 2006. v. 1.
A parte 6 desse livro universitário introdutório apresenta a Óptica O volume 1 dessa coleção para ensino universitário de Física é dedicado
Geométrica, a Óptica Ondulatória e aspectos quânticos da luz. à Mecânica. Inclui a explicação física de várias situações cotidianas.
WALKER, J. O circo voador da Física. 2. ed. Rio de Janeiro: LTC, VALADARES, E. C. Newton: a órbita da Terra em um copo d’água.
2008. 2. ed. São Paulo: Odysseus, 2009. (Col. Imortais da Ciência).
As situações curiosas e/ou cotidianas tratadas no capítulo 6 relacionam- Livro que apresenta a vida e a obra de Isaac Newton. Inclui experimen-
-se à Óptica.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

tos simples que permitem investigar algumas das ideias newtonianas.


Capítulo 7 Capítulo 9
CREASE, R. P. Os dez mais belos experimentos científicos. Rio de BERTRAND, J. Os fundadores da Astronomia moderna. Rio de
Janeiro: Zahar, 2006. Janeiro: Contraponto, 2008.
Os capítulos 2 e 3 referem-se à queda dos corpos. Apresenta a biografia e a trajetória intelectual de Nicolau Copérnico,
HALLIDAY, D. et al. Fundamentos de Física. 10. ed. Rio de Janeiro: Tycho Brahe, Johannes Kepler, Galileu Galilei e Isaac Newton.
LTC, 2016. v. 1. BOCZKO, R. Conceitos de Astronomia. São Paulo: Blucher, 1998.
Esse volume aborda a Mecânica com tratamento em nível universitário. Apresenta informações sobre a descrição da posição e do movimento
dos astros. Relaciona os movimentos celestes à medida do tempo e
HAWKING, S. Os gênios da Ciência: sobre os ombros de gigantes.
traz um capítulo sobre Gravitação Universal.
Rio de Janeiro: Elsevier, 2005.
Apresenta a vida e a obra de cinco cientistas de relevante contribuição BRAGA, M. et al. Breve história da Ciência moderna. 2. ed. Rio
para a Física. Há um capítulo inteiramente dedicado a Galileu, no qual de Janeiro: Zahar, 2008. 4 v.
uma parte é referente ao seu livro Diálogo sobre duas novas Ciências. Os volumes 1 a 3 dessa coleção traçam um histórico da Astronomia.

MACLACHLAN, J. Galileu Galilei: o primeiro físico. São Paulo: CANIATO, R. (Re)descobrindo a Astronomia. Campinas: Átomo, 2010.
Companhia das Letras, 2008. Livro que propicia uma visão panorâmica da história, das ideias e
das ferramentas da Astronomia.
Conta a história de Galileu e de suas descobertas.
CHASSOT, A. A Ciência através dos tempos. 2. ed. atual. São Paulo:
MARICONDA, P. R.; VASCONCELOS, J. Galileu e a nova Física.
Moderna, 2010. (Col. Polêmica).
São Paulo: Odysseus, 2006. (Col. Imortais da Ciência).
Apresenta o desenvolvimento das ideias científicas, da Antiguidade
Descreve o impacto das descobertas e invenções de Galileu e a se-
aos dias atuais. Obra sugerida ao professor que deseja conhecer a
quência de eventos que conduziu a seu julgamento. história da Ciência. Há vários trechos em que a evolução dos modelos
TIPLER, P. A.; MOSCA, G. Física para cientistas e engenheiros. astronômicos é contemplada.
6. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2009. v. 1. CREASE, R. P. Os dez mais belos experimentos científicos. Rio de
Livro universitário que aborda a Mecânica na parte I. Os capítulos 2 Janeiro: Zahar, 2006.
e 3 abordam a Cinemática em uma, duas e três dimensões, incluindo O capítulo 5 trata do experimento em que Cavendish determinou a
tratamento vetorial. constante gravitacional (G) e o capítulo 7 é sobre a rotação terrestre
WALKER, J. O circo voador da Física. 2. ed. Rio de Janeiro: LTC, e o pêndulo de Foucault.
2008. FRIAÇA, A. C. S. et al. (Org.). Astronomia: uma visão geral do
O autor aborda grande quantidade de situações curiosas e/ou coti- Universo. 2. ed. São Paulo: Edusp, 2003.
dianas e as explica com base na Física. De modo geral, os temas são Escrito por professores da USP a partir de textos elaborados para
tratados de modo qualitativo, sem empregar matemática universitária. um curso de extensão universitária. Oferece um panorama geral da
O capítulo 1 é sobre movimento. ciência astronômica.

LIII
HEWITT, P. G. Física conceitual. 12. ed. Porto Alegre: Bookman, 2015. SADAVA, D. et al. Vida: a ciência da Biologia. 8. ed. Porto Alegre:
Os capítulos 9 e 10 apresentam aspectos conceituais da gravidade e Artmed, 2009. v. 1.
do movimento de satélites. Os capítulos 9 a 20 desse volume destinado a estudantes universitá-
HORVATH, J. E. O ABCD da Astronomia e da Astrofísica. 2. ed. rios abordam aspectos genéticos da Biologia. Os alelos múltiplos são
São Paulo: Livraria da Física, 2008. tratados no capítulo 10, e a biotecnologia, no 16.
Além de comentar aspectos históricos da Astronomia e métodos de
SALZANO, F. DNA, e eu com isso? São Paulo: Oficina de Textos,
estudo usados nessa ciência, aborda, entre outros temas, o Sistema
2005.
Solar, as estrelas, as galáxias e conceitos atuais relativos ao estudo
do Universo. O autor trata das tecnologias relacionadas ao DNA, suas aplicações e
implicações para a sociedade.
MOURÃO, R. R. F. Kepler: a descoberta das leis do movimento pla-
netário. 2. ed. São Paulo: Odysseus, 2008. (Col. Imortais da Ciência). SNUSTAD, D. P.; SIMMONS, M. J. Fundamentos de Genética. 4. ed.
Livro que apresenta a vida e a obra de Johannes Kepler. Inclui Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008.
um capítulo sobre a contribuição de Tycho Brahe e um glossário. Obra para o nível superior que enfoca as bases da Genética e a Gené-
tica Humana. Entre outras, inclui informações sobre controle genético
. Manual do astrônomo: uma introdução à Astronomia
do desenvolvimento, funcionamento da imunidade em vertebrados,
observacional e à construção de telescópios. 4. ed. Rio de Janeiro:
Zahar, 1999. câncer, herança de características complexas e genética evolutiva.
Essa obra fornece informações aos que desejam se iniciar na ob- THIEMANN, O. H. A descoberta da estrutura do DNA: de Mendel
servação celeste. a Watson e Crick. Química Nova na Escola, n. 17, 2003, p. 13-19.
(Textos de Química Nova na Escola são disponibilizados em: <http://
RONAN, C. A. História ilustrada da Ciência da Universidade
qnesc.sbq.org.br> acesso: set. 2018).
de Cambridge. 2. ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2002. v. 1-4.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Indicado ao professor que deseja conhecer a história da Ciência ou ter TURNPENNY, P. D.; ELLARD, S. Emery – Genética Médica. 13. ed.
à mão uma fonte para consultas referentes a ela. No volume 3 podem Rio de Janeiro: Elsevier, 2009.
ser encontradas várias informações sobre a polêmica histórica entre Livro universitário que trata das aplicações da Genética à área médica.
geocentrismo e heliocentrismo.
WATSON, J. D.; BERRY, A. DNA: o segredo da vida. São Paulo:
Capítulo 10 Companhia das Letras, 2005.
Nesse livro, James Watson, um dos descobridores da estrutura de
GRIFFITHS, A. et al. Introdução à Genética. 10. ed. São Paulo: dupla hélice do DNA, e seu coautor relatam as principais descobertas
Guanabara Koogan, 2013. que culminaram com a biotecnologia e o sequenciamento do geno-
Livro universitário que aborda padrões de herança e relações entre ma humano.
DNA e fenótipo, entre outros temas fundamentais da Genética.
WATSON, J. D. et al. DNA recombinante: genes e genoma. 3. ed.
JORDAN, B. O espetáculo da evolução: sexualidade, origem da Porto Alegre: Artmed, 2009.
vida, DNA e clonagem. Rio de Janeiro: Zahar, 2005. Aborda os temas material genético, expressão gênica, técnicas bási-
O autor discute, à luz da Biologia Molecular, temas como evolução, cas do DNA recombinante e fundamentos da genômica. Apresenta
pesquisa sobre DNA humano, cura do câncer, clonagem e organismos descobertas recentes relacionadas ao estudo do genoma e inclui um
transgênicos. capítulo sobre o Projeto Genoma Humano.
KLUG, W. et al. Conceitos de Genética. 9. ed. Porto Alegre: Artmed,
2010. Capítulo 11
Livro universitário que inclui capítulos sobre câncer, genômica, genética
BRANCO, S. M. Evolução das espécies: o pensamento científico,
de organismos e de populações.
religioso e filosófico. 2. ed. at. São Paulo: Moderna, 2010. (Col.
MICKLOS, D. A. et al. A Ciência do DNA. 2. ed. Porto Alegre: Polêmica).
Artmed, 2005. O livro discute a Teoria da Evolução de Darwin, apresentando uma
Obra universitária de caráter introdutório sobre material genético, que série de evidências que a fazem ser aceita atualmente pela comunidade
apresenta um panorama histórico sobre o tema. científica. Relata, também, casos de debates históricos envolvendo
OLIVEIRA, F. Bioética: uma face da cidadania. 2. ed. São Paulo: essa teoria, nos campos filosófico e religioso.
Moderna, 2003. (Col. Polêmica). BROWNE, J. Charles Darwin. São Paulo: Aracati/Editora da Unesp,
A autora aborda, entre outros temas, as controvérsias e os desafios 2011. 2 v.
éticos das doenças, das manipulações genéticas e dos direitos repro- O volume 1, cujo subtítulo é Viajando, descreve a formação in-
dutivos, com destaque para a contracepção e as novas tecnologias telectual de Darwin e a viagem a bordo do Beagle. O volume 2,
reprodutivas e conceptivas. subintitulado O poder do lugar, se inicia com os acontecimentos
. Engenharia Genética: o sétimo dia da criação. 2. ed. São que envolveram Darwin e Alfred Russel Wallace e que acabaram
Paulo: Moderna, 2004. (Col. Polêmica). forçando a publicação de A origem das espécies. Nele, a autora
Esse paradidático apresenta a história das manipulações genéticas pela também relata o impacto da obra de Darwin e discorre sobre sua
Engenharia Genética e relata suas principais técnicas. vida particular.

LIV
DARWIN, C. Beagle na América do Sul. 2. ed. Rio de Janeiro: Paz Capítulo 12
e Terra, 2002. (Col. Leitura).
Textos de Química Nova são disponibilizados em <http://
Relato de Charles Darwin sobre a viagem à América do Sul, a bordo do
quimicanova.sbq.org.br> (acesso: set. 2018).
Beagle. Descreve suas visitas e expedições e tece comentários sobre a
geologia e a história natural características das regiões que visitou. Textos de Química Nova na Escola são disponibilizados em
<http://qnesc.sbq.org.br> (acesso: set. 2018).
DAWKINS, R. A grande história da evolução. São Paulo: Companhia
da Letras, 2009. ATLAS DE CONSERVAÇÃO DA NATUREZA BRASILEIRA; UNIDA-
Traça a história evolutiva, retroagindo a partir do Homo sapiens e DES FEDERAIS. São Paulo: Metalivros/Ibama, 2004.
analisando as principais ramificações filogenéticas. Oferece um panorama de todas as Unidades de Conservação da
natureza brasileira administradas pelo Ibama. Inclui mais de 40 pran-
. O gene egoísta. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.
chas com o mapeamento dessas unidades e mais de 200 fotografias,
Apresenta argumentos em defesa da tese de que os genes são a unidade incluindo algumas obtidas por satélite.
fundamental sobre a qual recai, em última análise, a seleção natural.
BRANCO, S. M. Energia e meio ambiente. 2. ed. São Paulo: Mo-
FARIAS, R. F. A Química do tempo: carbono-14. Química Nova na
derna, 2004. (Col. Polêmica).
Escola, n. 16, 2002, p. 6-8. (Textos de Química Nova na Escola são
O autor examina a dependência humana das mais variadas fontes
disponibilizados em <http://qnesc.sbq.org.br>; acesso: set. 2018.)
de energia e discute o risco ao meio ambiente que decorre do uso
Artigo que explica como podem ser datados achados arqueológicos descontrolado das fontes energéticas.
que sejam restos de antigos seres vivos. A leitura permite deduzir por
que o método do carbono-14, útil em Arqueologia, não tem grande BROWN, T. L. et al. Química: a Ciência central. 9. ed. São Paulo:
relevância para a Paleontologia. Prentice Hall, 2005.
O capítulo 21 desse livro universitário de Química Geral aborda os
JONES, S. A ilha de Darwin. São Paulo: Record, 2009.
processos nucleares, incluindo o aproveitamento da energia nuclear
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

O autor escreve sobre outros trabalhos menos conhecidos de Darwin na geração de energia elétrica.
e também sobre a vida pessoal do naturalista.
CANGEMI, J. M. et al. A revolução verde da mamona. Química Nova
KEYNES, R. Aventuras e descobertas de Darwin a bordo do Beagle. na Escola, v. 32, n. 1, 2010, p. 3-8.
Rio de Janeiro: Zahar, 2004.
Artigo sobre a variedade de produtos obtidos da mamona, incluindo
O autor (bisneto de Darwin e pesquisador) descreve, em 34 capítulos, o biodiesel.
a viagem de Darwin. Os capítulos 5 e 6 incluem relatos sobre a Bahia
e o Rio de Janeiro. CARDOSO, A. A. et al. Biocombstível, o mito do combustível limpo.
Química Nova na Escola, n. 28, 2008, p. 9-14.
MARGULIS, L.; SAGAN, D. O que é vida? Rio de Janeiro: Zahar, Esse artigo aborda os aspectos ambientais relevantes relacionados
2002. à produção e ao uso de biocombustíveis, questionando a expressão
Os autores abordam algumas questões centrais da Biologia, incluindo “combustível limpo” empregada por alguns meios de comunicação.
origem da vida e evolução.
DALLARI, D. A. Direitos humanos e cidadania. 2. ed. São Paulo:
MAYR, E. Biologia, ciência única: reflexões sobre a autonomia de Moderna, 2004. (Col. Polêmica).
uma disciplina científica. São Paulo: Companhia da Letras, 2005. Discorre sobre as várias faces dos direitos humanos. O livro aborda,
Analisa alguns temas relevantes da Biologia, com ênfase na evolução. entre outros, o direito à vida, à moradia e à terra, à participação nas ri-
________. O que é evolução. Rio de Janeiro: Rocco, 2009. quezas, à educação e à saúde. Essa obra fornece ao professor subsídios
Apresenta uma síntese da teoria genética e da teoria evolucionista. para trabalhar esses pontos ao falar sobre crescimento populacional
e como ele afeta as condições de vida. No final do livro há um anexo
PALMER, D. Evolução: a história da vida. São Paulo: Larousse, 2009. com a Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Aborda a linha do tempo geológico e contém muitas ilustrações das
GOLDEMBERG, J. Biomassa e energia. Química Nova, v. 32, n. 3,
formas de vida que existiram em cada uma delas.
2009, p. 582-587.
REECE, J. B. et al. Biologia de Campbell. 10. ed. Porto Alegre: Discute as perspectivas da tecnologia de aproveitamento da biomassa
Artmed, 2015. como combustível.
Os capítulos da unidade 4 desse livro universitário de Biologia abordam
HINRICHS, R. A. et al. Energia e meio ambiente. 4. ed. Rio de Janeiro:
a evolução, seus mecanismos e a história da vida na Terra. E o capítulo
Cengage, 2011.
21 (da unidade 3) é sobre a evolução do genoma.
Livro universitário sobre o tema. Inclui aspectos físicos e ambientais dos
TAYLOR, J. A viagem do Beagle. São Paulo: Edusp, 2009. diversos modos de geração de energia, incluindo a partir da biomassa
É outra possibilidade de obra para consulta pelos alunos, ao traba- e da geotermia. Trata-se de uma tradução com coautor nacional, que
lharem o tema sugerido para pesquisa. adaptou a obra para incluir aspectos da realidade brasileira.
TEIXEIRA, W. et al. (Org.). Decifrando a Terra. 2. ed. São Paulo: MORAIS, R. Educação, mídia e meio ambiente. Campinas: Alínea,
Companhia Editora Nacional, 2009. 2004. (Série Educação em Debate).
O capítulo 10 desse livro de Geociências, intitulado “Geologia e a Tece reflexões sobre o papel potencialmente importante da mídia na
descoberta da magnitude do tempo”, explica como é feita a datação Educação Ambiental e sobre seu posicionamento quanto a isso como
de minerais. Também aborda os fósseis e sua importância. porta-voz da sociedade de consumo.

LV
OLIVEIRA, F. C. C. et al. Biodiesel: possibilidades e desafios. Química Relato de sala de aula sobre biogás. Embora se refira ao Ensino Médio,
Nova na Escola, n. 28, 2008, p. 3-8. pode ser útil ao professor.
Os autores apresentam informações sobre o processo de produção TEIXEIRA, W. et al. (Org.). Decifrando a Terra. 2. ed. São Paulo:
do biodiesel e abordam aspectos ambientais econômicos e sociais. Companhia Editora Nacional, 2009.
RODRIGUES, J. A. R. Do engenho à biorrefinaria. A usina de ál- Livro didático universitário de Geociências. Inclui abordagem dos
cool como empreendimento industrial para a geração de produtos recursos hídricos, minerais e energéticos e do tema desenvolvimento
bioquímicos e biocombustíveis. Química Nova, v. 34, n. 7, 2011, sustentável.
p. 1.242-1.254. TRIGUEIRO, A. Mundo sustentável: abrindo espaço na mídia para
Artigo de revisão sobre o conceito de biorrefinaria e as potencialidades um planeta em transformação. São Paulo: Globo, 2005.
dos derivados da cana-de-açúcar no desenvolvimento sustentável. Traz alguns exemplos da abordagem das questões ambientais na mídia
SOUZA, F. L.; MARTINS, P. Ciência e Tecnologia na escola: desen- por meio de oito temas eleitos pelo autor como centrais.
volvendo cidadania por meio do projeto “Biogás – energia renovável VILLULLAS, H. M. et al. Células a combustível: energia limpa a partir
para o futuro”. Química Nova na Escola, v. 33, n. 1, 2011, p. 19-24. de fontes renováveis. Química Nova na Escola, n. 15, 2002, p. 28-34.

Bibliografia

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
AUSUBEL, D. P. The acquisition and retention of knowledge: a MINGUET, P. A. (Org.). A construção do conhecimento na educação.
cognitive view. Boston: Kluwer/Springer, 2000. Porto Alegre: Artmed, 1998.
APRENDENDO PARA O MUNDO DE AMANHÃ: Primeiros resul- MORAES, R. Aprender Ciências: reconstruindo e ampliando saberes.
tados do PISA 2003 – PISA/OCDE. Trad. B&C Revisão de Textos. In: GALIAZZI, M. C. et al. (Org.). Construção curricular em rede na
São Paulo: Moderna, 2005. p. 3, 20, 286, 287. educação em Ciências: uma aposta de pesquisa na sala de aula.
BAQUERO, R. Vygotsky e a aprendizagem escolar. Porto Alegre: Ijuí: Unijuí, 2007. (Col. Educação em Ciências).
Artmed, 1998. ; RAMOS, M. G.; GALIAZZI, M. C. A epistemologia do apren-
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular der no educar pela pesquisa em Ciências: alguns pressupostos teóricos.
(BNCC). Terceira versão. Brasília: MEC, 2017. In: MORAES, R.; MANCUSO, R. (Org.). Educação em Ciências:
produção de currículos e formação de professores. Ijuí: Unijuí, 2004.
CARRERAS, L. L. et al. Como educar en valores: materiales, textos,
recursos y técnicas. 5. ed. Madrid: Narcea, 1997. NOVAK, J. D. Concept Mapping: A Useful Tool for Science Educa-
tion. Journal of Research in Science Teaching, 27: 937-949, 1990.
CARRETERO, M. Construtivismo e educação. Porto Alegre: Artes
Médicas, 1997. ONTORIA, A. et al. Mapas conceptuales: una técnica para aprender.
7. ed. Madrid: Narcea, 1997.
COLL, C. Psicologia e currículo: uma aproximação psicopedagógica
à elaboração do currículo escolar. São Paulo: Ática, 1997. (Série PERRENOUD, P. Avaliação: da excelência à regulação das apren-
Fundamentos). dizagens. Entre duas lógicas. Porto Alegre: Artmed, 1999.

. et al. O construtivismo na sala de aula. 3. ed. São Paulo: PUIG, J. M. Ética e valores: métodos para um ensino transversal.
Ática, 1997. São Paulo: Casa do Psicólogo, 1998. (Col. Psicologia e educação).

. Os conteúdos na Reforma: ensino e aprendizagem de WADSWORTH, B. J. Inteligência e afetividade da criança na teoria


conceitos, procedimentos e atitudes. Porto Alegre: Artmed, 1998. de Piaget. 4. ed. São Paulo: Pioneira, 1996.

. (Org.). Desenvolvimento psicológico e educação. 2. ed. . Piaget para o professor da pré-escola e 1o grau. 3. ed. São
Porto Alegre: Artmed, 2004. Paulo: Pioneira, 1989.

GARDNER, H. Inteligência: um conceito reformulado. Rio de Ja- WEISSMANN, H. (Org.). Didática das Ciências Naturais: contribui-
neiro: Objetiva, 2001. ções e reflexões. Porto Alegre: Artmed, 1998.

LVI
Comentários
pedagógicos
A partir deste ponto do
EDUARDO LEITE DO CANTO
Manual do professor, é
apresentada uma réplica
Licenciado em Química pela Universidade Estadual de Campinas (SP). do livro do estudante, com
Doutor em Ciências pelo Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas (SP). as páginas em tamanho um
Autor de livros didáticos e paradidáticos. Professor. pouco reduzido, acrescidas
de comentários pedagógi-
LAURA CELLOTO CANTO
cos sobre capítulos como um
todo ou sobre aspectos pon-
Bacharela em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Campinas (SP). tuais dentro de um capítulo
Licenciada em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Campinas (SP). (um item, um texto, uma ati-
Autora de livros didáticos. Professora. vidade experimental, uma
legenda de foto etc.). Esses
comentários aparecem nas
áreas laterais e inferiores
das páginas do manual.
Também são apresentados

CIÊNCIAS NATURAIS
comentários que remetem
a informações da primeira
parte deste Manual do pro-
fessor ou aos projetos que
APRENDENDO COM O COTIDIANO

9
aparecem no Suplemento de
projetos, no final do livro do
estudante. Esses projetos são
o também comentados nes-
te Manual do professor, na
ano
mesma página em que apa-
recem no livro do aluno.

De olho na BNCC!
As habilidades específicas
da BNCC referentes a este
Componente curricular: CIÊNCIAS ano são comentadas nos lo-
cais oportunos em que seu
desenvolvimento é contem-
plado na obra.

6a edição

São Paulo, 2018

1
Coordenação editorial: Maíra Rosa Carnevalle
Edição de texto: Bruna Quintino de Morais, Beatriz Assunção Baeta
Assessoria didático-pedagógica: Andy de Santis, Thalita Bernal,
Maria Luiza Ledesma Rodrigues, Marta de Souza Rodrigues, Juliana Maia
Gerência de design e produção gráfica: Everson de Paula
Coordenação de produção: Patricia Costa
Suporte administrativo editorial: Maria de Lourdes Rodrigues
Coordenação de design e projetos visuais: Marta Cerqueira Leite
Projeto gráfico: Patrícia Malizia
Capa: Daniel Messias
Foto: © MirageC/Moment Open/Getty Images
Coordenação de arte: Denis Torquato
Edição de arte: Arleth Rodrigues
Editoração eletrônica: Setup Bureau Editoração Eletrônica
Edição de infografia: Luiz Iria, Priscilla Boffo, Giselle Hirata
Ilustração de vinhetas: Daniel Messias
Coordenação de revisão: Maristela S. Carrasco
Revisão: Ana Maria C. Tavares, Cecilia Oku, Dirce Y. Yamamoto, Renata Brabo,
Simone Garcia, Thiago Dias, Vânia Bruno
Coordenação de pesquisa iconográfica: Luciano Baneza Gabarron
Pesquisa iconográfica: Marcia Mendonça
Coordenação de bureau: Rubens M. Rodrigues
Tratamento de imagens: Fernando Bertolo, Joel Aparecido, Luiz Carlos Costa,
Marina M. Buzzinaro
Pré-impressão: Alexandre Petreca, Everton L. de Oliveira, Marcio H. Kamoto,
Vitória Sousa
Coordenação de produção industrial: Wendell Monteiro
Impressão e acabamento:

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)


(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Canto, Eduardo Leite do


Ciências naturais : aprendendo com o cotidiano /
Eduardo Leite do Canto, Laura Celloto Canto. —
6. ed. — São Paulo : Moderna, 2018.

Obra em 4 v. para alunos de 6o ao 9o ano.


Componente curricular: Ciências.
Bibliografia.

1. Ciências (Ensino fundamental) I. Canto, Laura


Celloto. II. Título.

18-16996 CDD-372.35

Índices para catálogo sistemático:


1. Ciências : Ensino fundamental 372.35
Maria Alice Ferreira – Bibliotecária – CRB-8/7964
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Todos os direitos reservados
EDITORA MODERNA LTDA.
Rua Padre Adelino, 758 – Belenzinho
São Paulo – SP – Brasil – CEP 03303-904
Vendas e Atendimento: Tel. (0_ _11) 2602-5510
Fax (0_ _11) 2790-1501
www.moderna.com.br
2018
Impresso no Brasil

1 3 5 7 9 10 8 6 4 2

2
Aos estudantes e
aos senhores pais

E ste volume integra uma coleção destinada ao ensino fundamental,


no segmento de 6o a 9o ano.
A obra é fruto de vários anos de trabalho e de pesquisa. Ela
apresenta uma abordagem na qual as Ciências da Natureza aparecem
entremeadas no estudo de temas vinculados à realidade.
Em seus quatro volumes, a coleção procura auxiliar o processo
educativo a desenvolver nos alunos capacidades que lhes serão úteis
para aprender mais — por conta própria e ao longo de toda a vida
— e atitudes desejáveis a qualquer cidadão consciente da realidade
da sociedade em que vive e participante de suas decisões.
Cada um dos volumes da coleção pode ser utilizado de maneira
versátil em diferentes locais do país, adaptando-se a variadas
realidades. É fundamental ter em mente alguns pontos importantes:
• Não é necessário que os capítulos deste livro sejam trabalhados
na ordem que aparecem. Diferentes sequências de conteúdos
são possíveis, e o professor vai optar por aquela que for mais
adequada à realidade local.
• Em muitos capítulos podem ser feitas atividades adicionais,
como projetos, pesquisas, apresentações, visitas, entrevistas,
encenações e feiras de Ciências. Investir tempo na realização
dessas atividades é importante para desenvolver as capacidades
dos alunos.
• Nenhum livro didático é, por si só, completo. Ao utilizar este
livro, os estudantes serão continuamente estimulados a consultar
o dicionário e outras fontes de informação.
Nas páginas seguintes, são apresentadas algumas informações
sobre a estrutura deste livro. Compreender essa estrutura é relevante
para aproveitar ao máximo o que a obra tem para oferecer.
É nosso sincero desejo de que esta obra contribua para o
desenvolvimento das capacidades de cada estudante e favoreça
o aprendizado de conteúdos necessários à vida em sociedade.
Suas sugestões e críticas serão muito bem-vindas.

Os autores

3
Sobre a estrutura
da obra
Nesta página e nas três
seguintes é feita a apresen-
tação das seções da obra aos
Habitue-se com a
estudantes. estrutura deste livro
Há comentários sobre elas
na primeira parte deste Ma-
nual do professor, nos quais
são explicadas suas finalida-
des pedagógicas. UNIDADE

B
CAPÍTULO

11
A critério do professor, esta atividade poderá ser realizada em grupos.
EVOLUÇÃO DOS
SERES VIVOS Objetivo
Investigar a influência do comprimento de um fio e da tensão exercida sobre ele no som
uu
produzido pelo fio em vibração.
Você vai precisar de:
• fio de náilon (linha de pescaria) • mesa • pedras
• 2 baldes com alça • 2 tijolos

MARIDAV/SHUTTERSTOCK
Procedimento
Tijolo Fio de náilon
1. Posicione os dois tijolos sobre a
mesa, como na figura A. Amarre
o fio de náilon nas alças dos
dois baldes de tal modo que,

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
passando o fio sobre os tijolos,

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
os baldes fiquem pendurados,
conforme a figura A.
2. Coloque algumas pedras nos
baldes, até que o fio fique bem
Balde
esticado. Fique atento, caso o
fio se rompa, para que o balde

GERRY ELLIS/MINDEN PICTURES/FOTOARENA


não caia no seu pé!

ILUSTRAÇÕES: JOSÉ LUIS JUHAS


3. Dedilhe o fio que está entre os tijolos, Figura A
como se fosse uma corda de violão. Ouça
com atenção o som que ele produz. Veja a
figura B.
4. Reduza a distância entre os tijolos em cerca
de um palmo. Dedilhe o fio novamente e
ouça o som.
5. Compare o som produzido nos itens 3 e
4 deste procedimento (repita-os quantas
vezes julgar necessário). O que muda no
som quando aproximamos os tijolos?
6. Agora vamos a outra etapa do experi-
mento, em que a distância entre os tijolos
permanecerá fixa. Dedilhe o fio e ouça com
atenção o som.
Em um mesmo ambiente podemos
7. Coloque mais pedras nos baldes, de modo
observar fatores vivos e não vivos.
que force o fio a ficar ainda mais esticado
Neste capítulo, vamos aprender (não mexa na distância entre os tijolos).
Ao conhecermos as características quais são esses fatores e como Dedilhe o fio e ouça o som.
dos seres vivos, podemos eles interagem. A envergadura 8. Compare o som produzido nos itens 6 e
compreender melhor sua história dessa borboleta-monarca (isto é, 7 deste procedimento (repita-os quantas Figura B
No funcionamento dos celulares podemos evolutiva. Os chimpanzés, como o a distância entreas extremidades vezes julgar necessário). O que muda no som
reconhecer, entre outros tantos, avanços científicos da foto, são a espécie mais próxima quando aumentamos o peso dos baldes?
das asas abertas) é de 10 cm.
da Acústica e da Óptica. O que cada uma dessas evolutivamente dos seres humanos. 9. Procure explicar suas observações.
(Pantanal, MT, 2013.)
áreas da Física estuda? (Altura do chimpanzé: até 1,6 m.)

Capítulo 1 • Fatores vivos e fatores Capítulo


não vivos11presentes
• Evoluçãonos
dosambientes
seres vivos 225225 Capítulo 5 • Acústica 95
Unidade B 73

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
ABERTURA DE ABERTURA DE MOTIVAÇÃO
UNIDADE CAPÍTULO É sempre a primeira
As unidades se iniciam Na abertura de cada seção do capítulo, logo
com uma imagem capítulo, existe uma foto após a foto de abertura.
relacionada a um tema que que está relacionada Nela, você encontrará
será estudado. Observe ao assunto que será uma notícia de revista,
atentamente os detalhes abordado. Na legenda um texto da internet ou
da imagem, procure supor dessa foto, você encontra de livro, um experimento
o que será visto na unidade um breve comentário ou prático ou a descrição
e troque ideias com os uma pergunta. Se for uma de alguma situação. A
colegas sobre o que você pergunta e você ficar curioso ideia é despertar seus
sabe ou gostaria de saber para saber a resposta, conhecimentos prévios
sobre o tema. ótimo! É essa mesmo a para ajudá-lo a aprender
intenção. Você conseguirá algo novo, relacionado ao
responder à pergunta tema em estudo.
estudando o capítulo.

ATIVIDADES EM QUADROS LATERAIS

Reflita sobre suas Trabalho em equipe Tema para pesquisa Certifique-se de


atitudes Apresenta Sugere temas que ter lido direito
Pretende dar umas atividades vão ajudá-lo a Alerta para certos
“chacoalhadas” nas para serem praticar o processo detalhes do texto
suas atitudes, por executadas em grupo. Além de busca de informações que está sendo lido.
meio de perguntas que se de colocar em prática aquilo em outras fontes, como Às vezes, é apenas
referem ao modo como que está aprendendo, livros, enciclopédias, relembrado que o dicionário
você vive e encara a vida. você exercitará algo muito internet etc. É muito deve ser consultado sempre
Às vezes, por causa dessas importante para a vida: importante pesquisar para que necessário. Outras
“chacoalhadas”, você pode como atuar em conjunto que você não fique preso vezes, é algo mais
desejar mudar para melhor para atingir uma somente a este livro e específico, como salientar
alguns de seus hábitos. Se finalidade comum. perceba que é gostoso alguma ideia ou passagem
isso acontecer, parabéns! aprender e que existem do texto. Saber ler com
muitos meios de fazer isso. atenção é algo fundamental
para a vida.

4
ATIVIDADE ATIVIDADE

MAPA CONCEITUAL

Tipos de substâncias que estudaremos


POTAPOV ALEXANDER/SHUTTERSTOCK

1 Amostra de matéria
1. Após atritar vigorosamente um balão de bor- Um bastão de borracha rígida foi eletrizado A critério do professor, as atividades a seguir poderão ser feitas em grupos.
Um dos possíveis critérios de classificação das substâncias, racha nos cabelos e afastá-lo alguns centíme- por atrito com outro pedaço de tecido de seda.
pode ser
que é o empregado na tabela da página anterior, divide-as nos tros, uma pessoa observou o que está na foto Uma pequena esfera plástica B foi eletrizada
FOTOGRAFIA
três grupos a seguir. Estudaremos a razão dos nomes dos grupos abaixo. Qual é a explicação científica para os por contato com esse bastão.
neste capítulo. formada por cabelos serem atraídos pelo balão? Consulte as informações necessárias no capí- As três atividades a seguir referem-se à fotografia ao lado, tirada

EDUARDO SANTALIESTRA
Mistura Substância (pura) Átomos
• Substâncias iônicas — conduzem a corrente elétrica no es- pode ter seus tulo e responda: a força entre as esferas A e B durante a transferência de combustível de um caminhão-tan-
componentes é de atração ou de repulsão? Por quê? que para o tanque de um avião. Antes de iniciar a transferência

SCIENCE PHOTO LIBRARY/LATINSTOCK


tado líquido, mas não no sólido. Têm temperaturas de fusão separados; pode ser de
altas. Esse grupo inclui LiCl, KBr, CaCl2, NaCl, Al2O3 e MgO. cada um deles 5. Em um experimento escolar, um grupo de e durante todo o processo, a parte metálica do avião é ligada
A safira é constituída é uma ao solo por meio de um fio, indicado pela seta vermelha.
• Substâncias moleculares — não conduzem corrente elétrica estudantes construiu o seguinte dispositivo,
principalmente de Al2O3, uma Elementos químicos denominado eletroscópio. 1. Como se chama o procedimento de ligar um objeto ao solo
substância iônica incolor. A cor nos estados sólido e líquido. Apresentam temperaturas de fusão
se deve à pequena quantidade cada qual com um fio condutor?
mais baixas que as substâncias dos outros dois grupos. Nesse representado Esfera de metal
de “impurezas” presentes.
grupo estão C2H6O, Cl2, H2O, C10H8, I2 e C6H12O6. por um bem lixada para 2. Que nome se dá ao fio usado para tal fim?
remover qualquer
• Substâncias metálicas — conduzem corrente elétrica tanto no Simples Composta sujeira ou oxidação Rolha de cortiça 3. Por que é necessário esse contato da parte metálica do avião
Símbolo (pode ser um com o solo durante a transferência do combustível?
estado sólido quanto no líquido e têm temperaturas de fusão
BIGBUBBLEBEE99/SHUTTERSTOCK

puxador de gaveta
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Arame de metal,
metálico)
relativamente altas. Aqui se incluem Al, Ag, Au, Cu, Fe, Pt. formada formada
também bem lixado
CHARGE
para estar isento de
Interrompa sua leitura por alguns instantes e procure na tabela Recorte de folha

REAL LIFE ADVENTURES, GARY WISE AND LANCE ALDRICH © 2004


WISE AND ALDRICH/DIST. BY ANDREWS MCMEEL SYNDICATION
por por sujeira ou oxidação
ao sofrer decomposição produz são parte da de papel-alumínio,
periódica os elementos que formam essas substâncias. Verifique se duas ou mais substâncias
2. Algumas marcas de biscoitos salgados são dobrado ao meio Observe a charge ao lado e, a seguir, realize as atividades de 4 a 7.
são metais ou não metais. A que conclusão você chegou? Teoria Atômica de Dalton comercializadas em pacotes com poucas uni-
e pendurado no
arame 4. Explique a razão de os cabelos do personagem terem se arrepiado.
dades, em embalagens de plástico. Ao abrir 5. Com base na resposta que você apresentou para a atividade 4, o que
algumas dessas embalagens, é comum peque- Um bastão de vidro foi eletrizado por atrito com
A glicose, sólido cristalino
2 Gases nobres e regra do octeto Átomos de apenas
1 elemento químico
Átomos de 2 ou mais
elementos químicos
possibilita
explicar a
nos pedaços do plástico rasgado grudarem na um pedaço de lã. A seguir, o bastão foi encos-
você acha que aconteceu com a blusa de lã?
branco, é uma substância obedece à tado na parte de cima do eletroscópio, o que 6. O homem da charge escureceu a sala, aproximou a blusa de uma ma-
mão da pessoa. Proponha uma explicação para
molecular de fórmula C6H12O6. Gases nobres: modelo de eletrosfera estável Lei de Proust fez com que as metades do pedaço de papel- çaneta de metal e viu uma pequena faísca saltar entre esses objetos.
esse acontecimento. Explique por que isso ocorreu.
-alumínio se afastassem, como mostrado abaixo.
Todas as substâncias químicas são formadas por átomos de ele- 3. Duas esferas de plástico de diâmetro 1 cm foram
cujos símbolos 7. Por que, em um dia chuvoso, provavelmente não aconteceria o que
mentos químicos. Os cientistas observaram que a imensa maioria aparecem na penduradas a 3 cm de distância entre elas, usan- Situação após está retratado na charge?
ER_09/SHUTTERSTOCK

tocar na esfera
das substâncias conhecidas é formada por átomos combinados, do um fio isolante, como mostra o desenho. com um bastão
Fórmula
unidos. Às vezes são átomos de um mesmo elemento, às vezes de por exemplo
de vidro
eletrizado TIRINHA E TABELA PERIÓDICA
por exemplo
elementos diferentes.
Dos milhões de substâncias conhecidas, sabe-se de apenas seis Afastamento As atividades 8 a 10 se referem à tirinha.
de ambos os
nas quais existem átomos não combinados. Essas substâncias

FOXTROT, BILL AMEND © 2004 BILL AMEND/


DIST. BY ANDREWS MCMEEL SYNDICATION
lados do
são o hélio, o neônio, o argônio, o criptônio, o xenônio e o radônio, H2 O2 O3 N2 S8 H2O CO2 NH3 CH4 C2H6O C6H12O6 pedaço de
papel-alumínio
gases presentes em pequena quantidade na atmosfera terrestre e Separadamente, cada uma delas foi atritada
formados por átomos não combinados dos elementos do grupo duas ou mais aparecem em uma em um pedaço de tecido de lã.
O alumínio, sólido empregado a) Os metais são condutores elétricos ou iso-
na fabricação dessa maleta, 18 da tabela periódica (He, Ne, Ar, Kr, Xe, Rn), o grupo dos gases a) As cargas elétricas adquiridas pelas esferas lantes elétricos?
é uma substância metálica de
nobres. Além disso, até hoje não foi descoberta sequer uma subs- Balanceada Equação química têm sinais iguais ou diferentes?
fórmula Al. deve estar corretamente b) Tendo em mente sua resposta à pergunta
tância natural na qual átomos de gases nobres estejam combinados b) Faça um desenho que esboce a situação anterior, explique por que as metades da
entre si ou com átomos de outros elementos. representa do experimento logo após as esferas serem folha de papel-alumínio se afastaram.
possibilita
Essas observações forneceram pistas aos cientistas para es- atritadas na lã.
obedece à explicar a c) Se um fio terra for ligado à parte metálica do
Reação química Lei de Lavoisier c) Como se chama o processo que fez com que
clarecer como os átomos se combinam. Já que a eletrosfera é a eletroscópio, o que acontecerá com as meta-
elas adquirissem carga elétrica?
FERNANDO JOSÉ FERREIRA

ILUSTRAÇÕES: ADILSON SECCO


parte mais externa dos átomos e o núcleo é muito pequeno, parece na qual há des da folha de papel-alumínio? Por quê?
razoável ser a eletrosfera que atua na combinação dos átomos. 4. Um bastão de vidro foi eletrizado por atrito 6. Durante a reforma de um prédio, o grosso fio de 8. No terceiro quadrinho, o estudante se refere a um conceito químico. Explique o significado desse
E já que os gases nobres não tendem a se combinar, tudo indica que se transforma(m) em
com um pedaço de tecido de seda. Uma metal que liga um para-raios ao solo foi cortado. conceito e que relação tem com os elementos químicos.
Reagente(s) Produto(s)
que possuir uma eletrosfera semelhante à de um gás nobre per- pequena esfera plástica A foi eletrizada por Explique por que isso tornará esse dispositivo 9. Consultando a tabela periódica, deduza a combinação atual do cadeado do estudante.
mite a um átomo estabilizar-se. contato com esse bastão. ineficiente na proteção contra os raios. 10. Também com base na tabela periódica, deduza a combinação do cadeado dele no ano anterior.

76 UNIDADE B • Capítulo 4 30 UNIDADE A • Capítulo 1 52 UNIDADE A • Capítulo 2 54 UNIDADE A • Capítulo 2


Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

DESENVOLVIMENTO ORGANIZAÇÃO DE USE O QUE EXPLORE


DO TEMA IDEIAS: APRENDEU DIFERENTES
Nessa seção, você vai MAPA CONCEITUAL Trata-se de uma LINGUAGENS
aprender coisas novas que Os mapas conceituais são lista de exercícios Apresenta
estão associadas ao que foi um modo organizado de um pouco diferente exercícios que
inicialmente apresentado relacionar os conceitos da usual. A maioria dos envolvem
na seção Motivação. aprendidos. Logo, você exercícios deste livro diferentes formas
se acostumará com eles e pretende relacionar os de expressão, como
verá como o ajudam conceitos estudados à esquemas, tabelas,
a estudar e a perceber as sua aplicação em gráficos, desenhos,
conexões entre os novos problemas práticos. cartazes, slogans, texto
conhecimentos adquiridos. Conhecimento não é para jornalístico, encenações,
ser guardado. É para ser charges, tirinhas etc.
usado!

Para fazer no seu Para discussão Use a internet


caderno em grupo Sugere buscas ou
visitas a páginas
tal
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Sugere atividades Apresenta temas Choque


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