Você está na página 1de 10

SISTEMA DE ENSINO PRESENCIAL CONECTADO

PEDAGOGIA

KELLE DE FATIMA PEREIRA DE SÁ HAUCK

“AS PRÁTICAS DE LEITURA EM UMA CLASSE HOSPITALAR”

CATAGUASES/MG
2020
KELLE DE FATIMA PEREIRA DE SÁ HAUCK

“AS PRÁTICAS DE LEITURA EM UMA CLASSE HOSPITALAR”

Portfolio Individual apresentado para a disciplina de


Aprendizagem de Ciências Naturais, Aprendizagem da
Língua Portuguesa, Aprendizagem da Matemática,
Aprendizagem da Geografia e História, Pedagogia em
espaços não escolares, Estágio Curricular em Pedagogia
III – Gestão Educacional e Espaços não escolares l–
Gestão do curso de Pedagogia - UNOPAR.

CATAGUASES/MG
2020
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO.......................................................................................................3
2 DESENVOLVIMENTO...........................................................................................4
3 CONCLUSÃO........................................................................................................8
3

1 INTRODUÇÃO

O novo cenário da educação se abre no século XXI com novas


perspectivas para o profissional que se insere no mercado de trabalho, sob diversas
abrangências, como nos mostra a própria sociedade, que vive um momento
particular discussões sobre globalização, neoliberalismo, terceiro setor, educação
on-line, enfim, uma nova estrutura se firma na sociedade, a qual exige profissionais
cada vez mais qualificados e preparados para atuarem neste cenário competitivo.
A educação em espaços não escolares vem confirmar esta
discussão que vivenciamos, o pedagogo sai então do espaço escolar, que até pouco
tempo, era seu espaço (restrito) de trabalho, para se inserir neste novo espaço de
atuação com uma visão redefinida da atuação deste profissional. Empresas,
hospitais, ONGs, associações, igrejas, eventos, emissoras de transmissão (rádio e
Tv), e outros formam hoje o novo cenário de atuação deste profissional, que
transpõe os muros da escola, para prestar seu serviço nestes locais que são
espaços até então restritos a outros profissionais.
E esta atual realidade vem com certeza, quebrando preconceitos e
ideias de que o pedagogo está apto para exercer suas funções na sala de aula.
Onde houver uma prática educativa, existe aí uma ação pedagógica.
4

2 DESENVOLVIMENTO

Em um primeiro momento o maior objetivo era conhecer, tanto na


parte teórica quanto prática, referente à Pedagogia Hospitalar. Houve uma
inquietude muito grande em vivenciar sobre esta prática recente, nova, porém
maravilhosa que transforma o ambiente triste do hospital em um ambiente diferente,
mais acolhedor, com vivências práticas e prazerosas.
O pedagogo atua no hospital visando o crescimento integral de seu
paciente, ou seja, seu desenvolvimento social, emocional, cognitivo, ético e
intelectual. Desenvolve atividades que proporcionem resultados baseados nestas
conquistas. Promove atividades pedagógicas com os pacientes que necessitam se
afastarem da escola regular por um determinado tempo, possibilitando ao paciente
não perder o contato com o saber, tornando o tempo de internação mais agradável e
significativo. Dando ênfase a esta prática Wolf (2007, p. 2)

A prática do pedagogo se dará através das variadas atividades lúdicas e


recreativas como a arte de contar histórias, brincadeiras, jogos,
dramatização, desenhos e pinturas, a continuação dos estudos no hospital.
Essas práticas são as estratégias da Pedagogia Hospitalar para ajudar na
adaptação, motivação e recuperação do paciente, que por outro lado,
também estará ocupando o tempo ocioso.

Vale ressaltar que a atuação não ocorre apenas com os enfermos, mas também
com os pais, é uma ponte entre todos, tendo como foco principal a cura do paciente
e seu pleno desenvolvimento. A Pedagogia Hospitalar busca oferecer assessoria e
atendimento emocional e humanístico para os familiares e pacientes que, muitas
vezes, apresentam problemas de ordem psico/afetiva que podem prejudicar na
adaptação no espaço hospitalar. (WOLF, 2007)
Esta nova prática de ensino só vem a agregar no desenvolvimento
da cura do paciente, pois as atividades desenvolvidas lhe farão bem e acima de tudo
o seu desenvolvimento escolar será continuado, permitindo ao paciente uma não
ruptura do processo escolar. Deste modo, a preparação e formação de professores
para trabalhar nesta é necessária, pois o paciente precisa de um profissional que
esteja apto a entender a oscilação de humor consigo, que esteja preocupado com
seu desenvolvimento humanizado e integral, alguém que irá realmente lhe ajudar. O
pedagogo precisa estar ciente do quão importante deverá ser o seu planejamento
para o desenvolvimento das atividades.
5

Estas precisam ser pensadas e desenvolvidas com extremos cuidados, visando à


aprendizagem do paciente, bem como sua satisfação em aprender. Desta forma, é
preciso primeiramente observar e conhecer seus pacientes, para desenvolver
práticas coerentes com a necessidade de cada um.

PROPOSTA

TEMA: LER E UMA AVENTURA


JUSTIFICATIVA: A leitura é um modo de participar, observar e criticar aquilo que
lhe é imposto como útil ou necessário. Para desenvolver o gosto pela leitura, desde
a infância é importante que a criança se familiarize com os livros, com os mundos
mágicos, imaginários. Á hora da leitura é lazer, divertimento, mas também
oportuniza a criança desenvolver o sentido ético, estético e de formação. Ela projeta
o seu próprio mundo e, ao representá-lo encontra maneiras diversas de expressar o
que sente. A leitura não pode limitar-se a uma única expressão, mas diversificar as
múltiplas linguagens.

OBJETIVO GERAL: Desenvolver uma prática pedagógica que motive os alunos ao


habito de leitura. Proporcionando momentos extrovertidos e agradáveis de leitura,
Provocando o gosto pela diversidade textual;
OBJETIVOS ESPECIFICOS:
 Despertar o interesse e o gosto pela leitura e escrita estimulando o hábito
diário da leitura.
 Ampliar o repertório dos alunos (tanto literário como não literário) por meio da
leitura diária.
 Conhecer e identificar gêneros textuais e literários diversos, possibilitando ao
alunado a aquisição de competências leitoras.
 Relacionar a leitura com aspectos da realidade.
 Possibilitar maior contato entre a criança e o livro.
 Desenvolver atividades interdisciplinares, dialogando com as mais diversas
áreas do conhecimento.
 Relacionar textos e ilustrações, manifestando sentimentos, experiências,
ideias e opiniões. Definir preferência e construir critérios próprios para
selecionar o que será lido.
 Desenvolver o senso crítico a partir dos livros lidos e relidos.
6

 Realizar atividades baseadas na análise linguística de textos e/ou livros


escolhidos com o preenchimento das fichas propostas
METODOLOGIA:
a- Rodas de Leitura com os alunos;
b- Leitura e reconto de histórias realizadas pelos alunos para as crianças que ainda
não têm o domínio de ler convencionalmente;
c- Momento Cívico com a leitura de palavras, poemas, contos, crônicas, etc, tendo a
participação dos próprios alunos com domínio da leitura , professores, funcionários e
convidados da comunidade externa;
d- Leitura e releitura das diversas expressões artísticas; e- Rotina de rodízio na Sala
de leitura;
f- Produção individual e coletiva de textos orais e escritos, tendo o aluno e o
professor como escriba.
g- Introdução á pesquisa, segundo o interesse demonstrado pelos alunos com o
tema desenvolvido;
h- Rodízio de livros para a leitura em família;

RECURSOS DIDATICOS: Livros literários e informativos,

AVALIAÇÃO:
A avaliação é feita através de um processo contínuo e pontualmente retomado para
diagnosticar avanços e sanar as possíveis dificuldades, considerando tudo aquilo
que o aluno participar e produzir. Além da interiorização de conceitos básicos,
deverá ser introduzida auto– avaliação.
Referências: FREIRE, P. A importância do ato de ler. 41ª ed, São Paulo: Cortez,
2006.
FREIRE, P. A importância do ato de ler. 41ª ed, São Paulo: Cortez, 2001. GADOTTI,
M. Educação e Poder: Introdução à pedagogia do conflito. São Paulo: Cortez, 1980.
GERALDI, J. W. O texto na sala de aula: prática da leitura de textos na escola. 2 ª
ed. Cascavel: Assoeste, 1984.
KLEIMAN, Ângela B. & MORAIS, Silvia E. Leitura e interdisciplinaridade: tecendo
redes nos projetos da escola. Campinas, SP: Mercado das Letras, 2004.
SOARES, Magda. Linguagem e Escola: uma perspectiva social. São Paulo, Ática,
1986. Revista Nova Escola. Ed. Abril. Dez/2005.
SOUZA, Renata Junqueira de. Narrativas Infantis: a literatura que as crianças
7

gostam. Bauru: USC, 1992.


WHITE, Ellen G. - Educação. 6ª. ed. Tatuí-SP: Casa Publicadora Brasileira, 1996.
WHITE, Ellen G. – Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes. 7ª. ed. Tatuí-SP:
Casa Publicadora Brasileira, 1998.
8

3 CONCLUSÃO

Através deste estudo é possível afirmar que a Literatura quando


usada de forma adequada dentro dos ambientes hospitalares pode ser uma grande
aliada no processo de ensino-aprendizagem das crianças, enriquecendo a
criatividade e o imaginário e até mesmo ser um elemento de continuidade ou em
alguns casos o início da escolarização de crianças e adolescentes.
Por sua vez, o professor poderá vivenciar a cada dia no hospital uma
nova experiência de sentimentos, sensibilidade e humanidade deixando claro que a
sua área de atuação vai muito além dos quadros negros.
Assim, é reafirmada a necessidade de uma formação mais
diversificada para o profissional de pedagogia onde possa colocá-lo “em frente” ao
mundo, com a versatilidade que os novos tempos exigem.
9

REFERÊNCIAS

SILVA, Aline Fabiana da; CARDOSO, Cristiane Aparecida; SANTOS, Mauro Augusto
dos, Revista Brasileira de Educação e Cultura – ISSN 2237-3098 Centro de Ensino
Superior de São Gotardo - Número IV Jul-dez 2011.
http://www.periodicos.cesg.edu.br/index.php/educacaoecultura. Acesso em
26/02/2020.

FONSECA, Eneida Simões. Atendimento Escolar no Ambiente Hospitalar. 2ª ed. São


Paulo: Memnon, 2008.

BRASIL. Ministério da Justiça. Estatuto da Criança e do Adolescente. Diário Oficial


da União, 13 de julho de 1990. Disponível em: Acesso em: 26/02/2020..

CECCIM, Ricardo Burg. Classe hospitalar: encontros da educação e da saúde no


ambiente hospitalar. Pátio, 1999, ano 3, nº 10, p. 41-44.

WOLF, Rosângela Abreu do Prado. Pedagogia hospitalar: A prática do pedagogo em


instituição não-escolar. 2007. Disponível em
http://revistas2.uepg.br/index.php/conexao/article/viewFile/3836/2714. Acesso em
26/02/2020.