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1º Trim.

de 2020: A RAÇA HUMANA: origem, doutrina e redenção

PORTAL ESCOLA DOMINICAL


1º Trimestre de 2020 - CPAD
A RAÇA HUMANA: origem, doutrina e redenção
Comentários da revista da CPAD: Claudionor Correa de Andrade
Comentário: Ev. Caramuru Afonso Francisco

LIÇÃO Nº 13 – O NOVO HOMEM EM JESUS CRISTO


Jesus Cristo faz nascer um novo homem.

INTRODUÇÃO
- Ao término deste estudo sobre a raça humana, analisaremos o novo homem em Jesus Cristo.

- Jesus Cristo faz nascer um novo homem.

I – O VELHO HOMEM

- Ao término deste estudo sobre a raça humana, falaremos a respeito do novo homem em Jesus Cristo.

- Sabemos que o ser humano foi criado à imagem e semelhança de Deus (Gn.1:26) e, por isso, é distinto
de todas as demais criaturas existentes sobre a face da Terra. Tanto assim é que o Senhor não usou apenas da
Palavra para criar o homem, como fez com os demais seres, mas, sim, usou de um processo especial, que é
denominado de “formar” (Gn.2:7), a palavra hebraica “yasar” (‫)יצר‬, que, consoante a Bíblia de Estudo
Palavra Chave significa “comprimir numa forma, moldar numa forma, especialmente como um oleiro”
(Dicionário do Antigo Testamento, n. 3335, p.1689).

- Neste “moldar”, o Senhor fez surgir um ser tricotômico, cuja unidade se constitui de três partes: corpo,
alma e espírito. Corpo, a parte material, saída do pó da terra (Gn.27) e a alma e o espírito, parte imaterial,
resultado do fôlego de vida imprimido por Deus e tornou o homem uma alma vivente.

- Esta estrutura tricotômica do homem já nos revela a necessidade que tinha o ser humano e manter
comunhão com o seu Criador para que tivesse vida, entendida a vida não como existência, mas, sim, como
esta convivência, esta união com Deus, com quem o homem tinha um momento diário especial, em toda
viração do dia (Gn.3:8).

- A vida física do homem dependia, assim, não apenas da alimentação e do ambiente agradável, que lhe foi
criado no jardim formado para ele pelo Senhor (Gn.2:8,9), como também de uma atitude de obediência a
Deus, cujo referencial era a árvore da ciência do bem e do mal (Gn.2:16), obediência que lhe dava acesso à
árvore da vida e, deste modo, lhe impedia de sofrer corrupção na sua estrutura física.

- No entanto, em virtude da queda, o homem perdeu este acesso à árvore da vida, foi separado da comunhão
com Deus e teve, como juízo, entre outros, a morte física e a necessidade de ser salvo, visto que o pecado
passou a dominá-lo e escravizá-lo(Gn.4:7; Jo.8:34).

- Esta triste situação foi transmitida pelos nossos pais à sua descendência (Gn.5:3). Passamos a ser gerados
em iniquidade (Sl.51:5), a ser “imagem e semelhança de Adão”, de modo que, inevitavelmente, ao
atingirmos a consciência, a capacidade de discernirmos entre o bem e o mal, escolhermos sempre o mal,
rejeitando o bem, daí a necessidade que teve o Senhor Jesus de, Se humanizar, ser o “último Adão” (I
Co.15:45), gerado por obra e graça do Espírito Santo (Lc.1:35), para que não tivesse essa natureza
pecaminosa que leva cada ser humano à separação de Deus.

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- Este homem decaído, que passou a ter uma natureza pecaminosa que o leva a ser vencido sempre
pelo pecado (Gn.4:7; Rm.7), é chamado nas Escrituras de “homem carnal” (Rm.7:14; I Co.3:1,3,4;);
“homem natural” (I Co.2:14) e “velho homem” (Rm.6:6; Ef.4:22; Cl.3:9).

- “Homem carnal” porque se trata de um homem que possui uma natureza pecaminosa. A “carne” é a
natureza pecaminosa, é a “inclinação para o mal”, ou seja, é a natureza que nos faz pecar. Portanto, uma
característica fundamental da carne é a prática do pecado, é o domínio do pecado. Como disse o apóstolo
Paulo, a carne é a “filha da servidão”, a “filha da escrava” e a servidão, a escravidão é resultado da prática
do pecado, como disse o Senhor Jesus (Jo.8:34).

- O Senhor foi bem explícito a Caim quando este, ao descair o seu semblante por ter percebido que o seu
sacrifício não havia sido aceito, foi avisado de que o pecado jazia à porta e que poderia dominá-lo (Gn.4:7),
o que, efetivamente, ocorreu, e não só Caim mas com toda a geração antediluviana, já que o escritor sagrado
diz que a imaginação dos pensamentos do coração da humanidade daquela época era só má continuamente
(Gn.6:5).

- Os nascidos da carne formam uma “geração perversa e corrompida” (At.2:40; Fp.2:15) e a natureza
pecaminosa faz com que prevaleça o pecado, pois é isto de que o coração pecaminoso do homem está
repleto, pois, como ensinou o Senhor Jesus, é do coração maligno do “velho homem” que provêm os maus
pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias (Mt.15:19), não sendo,
pois, novidade alguma que uma sociedade em que se tenha o predomínio da carne tenhamos a prevalência
do perjurar, do mentir, do matar, do furtar, do adulterar, de homicídios sobre homicídios (Os.4:2).

- Quando há o domínio da natureza pecaminosa, tem-se uma inimizade contra Deus (Rm.8:7). Paulo afirma
que “andar segundo a carne” é “inclinar-se para as coisas da carne” e “a inclinação da carne é morte”
(Rm.8:7) e “os que estão na carne não podem agradar a Deus” (Rm.8:8).

- Há, pois, uma verdadeira oposição entre a carne e Deus e, por isso mesmo, quem age de acordo com a
carne não está em comunhão com o Senhor, ainda que se diga religioso, ainda que se afirme ser “filho de
Abraão”, como ocorria com os judeus que, neste ponto, foram contrariados pelo Senhor Jesus.

- Quem é nascido da carne é carne e, portanto, quem vive pecando, quem está sob o domínio do pecado,
quem não se distancia de uma vida de pecados, não pode dizer que é salvo, pois não está a agradar a Deus,
está a revelar a sua verdadeira natureza. O Senhor Jesus disse que nós conhecemos a árvore pelo fruto e se o
fruto é mau, isto é sinal de que a árvore é má (Mt.7:17,18).

- Vemos, portanto, como é importante sabermos que frutos estamos a produzir, o que revelam as nossas
atitudes diante das pessoas, visto que elas são o resultado do que existe em nosso interior, são a
demonstração da nossa própria natureza. As “obras da carne”, que Paulo menciona, e de modo não
exaustivo, em Gl.5:19-21, indicam quando a pessoa se encontra sob o domínio do pecado, sendo ainda um
servo do pecado e não, um filho de Deus, pois o filho de Deus, a nova natureza, a nova criatura, não comete
pecado, como afirma o apóstolo João (I Jo.3:9).

- Mas o homem decaído é também chamado de “homem natural”. A expressão, que se encontra, na Versão
Revista e Corrigida apenas uma vez, em I Co.2:14, é a palavra grega “psychikos” (ψυχικός); “sensível, i.e.,
animado (…):-natural sensual. (…). Natural, relativo à natureza natural, em distinção à natureza espiritual
ou glorificada do homem(…). Traduzido como ‘natural” em I Coríntios 2:14; 15:44,46, e animal (sensual)
em Tiago 3:15; Judas 19. A palavra psychikos não é uma palavra honrosa, da mesma maneira como sarkikos
(4559), carnal, também não é.” (Bíblia de Estudo Palavras-Chave. Dicionário do Novo Testamento, verbete
5591, p.2471).

- Como se pode perceber, a expressão “natural” como que equipara o homem aos demais seres animais
existentes sobre a Terra, mostra que se trata de um homem que não tem noção das coisas espirituais, daquilo
que está além do sensível, do que se pode sentir pelos sentidos físicos. Trata-se de um homem que não tem

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qualquer visão espiritual, que se deixa levar pelas ilusões deste mundo físico passageiro, que não se
reconhece como um ser que tem uma vida além desta existência física.

- O homem natural é alguém que simplesmente não toma conhecimento de uma realidade espiritual, de uma
outra dimensão além daquilo que ele pode ver e sentir, alguém que se encontra aquém do sublime propósito
divino que é o de, por meio do homem, fazer o contato entre a dimensão espiritual e a dimensão material.

- O homem decaído, por fim, é chamado de “velho homem” e, quando se fala em velho, como diz o escritor
aos hebreus, estamos a falar de algo que está “perto de acabar” (Hb.8:13). A palavra grega em foco aqui é
“palaios” (παλαιός), “…antigo, i.e., não recente, desgastado:-antigo. Adjetivo de palai , no passado, há
muito tempo. Antigo, não novo, o que é muito antigo ou existe há muito tempo (…). Palaios não se refere
necessariamente a algo desde o princípio, mas apenas velho ou antigo.” (Bíblia de Estudo Palavras-Chave.
Dicionário do Novo Testamento, verbete 3820, pp.2334/5).

- O “velho homem” é assim denominado porque está próximo o seu fim. Com efeito, o próprio Senhor, no
dia mesmo da queda e do surgimento deste homem pecaminoso, disse que a “semente da mulher” traria uma
modificação na situação e faria nascer um “novo homem”, de modo que este homem decaído seria
definitivamente desfeito.

- Isto, evidentemente, não significa afirmar que haverá a aniquilação da existência humana, ou, como alguns
defendem, da existência dos seres que não obedecerem ao Senhor, mas tão somente que este “velho
homem”, este ser que vive pecando contra Deus não mais permanecerá. Os justos, quando da glorificação,
verão desaparecer esta natureza pecaminosa, o velho homem será revestido da incorruptibilidade (I
Co.15:51-54), enquanto que os ímpios, ao serem lançados no lago de fogo e enxofre para o tormento eterno,
continuarão ali a existir, sofrendo o castigo por sua desobediência, mas não podendo mais pecar. De um jeito
ou de outro, este “velho homem” não mais existirá da forma como o vemos na atualidade.

- Mas, então, um salvo em Cristo Jesus jamais pecará? Não é isto que estamos a dizer. O que estamos a
afirmar é que o salvo em Cristo Jesus não é dominado pelo pecado, não vive pecando, pois a “nova criatura”
não tem a natureza pecaminosa, é livre do pecado, formada por corpo, alma e espírito. A velha natureza, a
“carne”, não desaparece, continua no interior do homem, mas está crucificada com o Senhor. Vezes há,
porém, que ela “escapa” dos cravos e faz com que o salvo peque, mas isto é um acidente e, imediatamente,
ante esta vacilação, há o arrependimento e a restauração espiritual, com a retomada do controle pelo espírito,
mediante a ação de Cristo e do Espírito Santo (I Jo.2:1,2).

- No entanto, se alguém vive pecando, mantém-se num estado de pecado continuado, tem-se que tal pessoa
não nasceu de novo. Tem apenas a carne como seu norte em seu interior, é tão somente um hipócrita
religioso, um homem natural, que ainda não se deixou dominar pelo espírito, que não recebeu o Espírito
Santo ou, tendo sido resgatado, acabou por negar a Cristo e retornar à vida pecaminosa (Gl.5:1; II Tm.4:10;
II Pe.2:1).

II – O NOVO NASCIMENTO

- Entretanto, se falamos em “homem carnal”, “homem natural” e “velho homem”, é porque, como prometido
pelo Senhor no dia mesmo da queda do primeiro casal, haveria de surgir um “homem espiritual”, um “novo
homem”.

- É por isso que Jesus Cristo diz a Nicodemos que a salvação é um novo nascimento (Jo.3:3-6), um
nascimento do espírito, algo que o apóstolo Paulo denominou de “nova criação” (II Co.5:17; Gl.6:15). Faz-
se necessário que surja um “novo homem”, com uma “nova natureza”, para que se tenha a salvação, uma
criatura que esteja livre da natureza pecaminosa, livre do pecado, livre desta força que, de modo inevitável,
nos faz pecar e ser escravizados pelo pecado, pelo maligno.

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- Notamos, portanto, que a salvação é uma “nova criação”, ou seja, quem recebe a Jesus Cristo como seu
único e suficiente Senhor e Salvador é “novamente” criado, moldado, formado. Há o surgimento de um
novo ser, surgimento este que decorre do fato de que, quando alguém crê em Jesus, arrepende-se de seus
pecados, confessa-os e os deixa e, por causa disto, Jesus o perdoa, removendo, retirando o pecado daquela
vida, pois Cristo é “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo.1:29).

- Ao retirar os nossos pecados com o seu perdão, ao nos purificar do pecado por meio de Seu sangue (I
Jo.1:7), voltamos a ter comunhão com o Senhor, pois é o pecado que faz divisão entre nós e Deus (Is.59:2),
de modo que o espírito, que é esta parte do homem que nos faz entrar em ligação com o Senhor, é
vivificado, fazendo com que, uma vez em comunhão com o Senhor, recebamos o Espírito Santo e o amor de
Deus que Ele derrama sobre nós (Rm.5:5).

- Este ato do processo da salvação é denominado de “regeneração”, ou seja, de “nova geração”, em que
surge um “novo homem”, homem este que é chamado de “filho de Deus” (Jo.1:12), daí porque o Senhor
Jesus ter dito que de “servos do pecado” passamos a ser “filhos de Deus” (Jo.8:32-36).

- Esta “regeneração”, esta “nova geração” é espiritual, não é biológica, até porque não se está a tratar aqui da
“vida biológica”, representada pela palavra grega “bios” (βίος), mas, sim, da “vida espiritual”, da “vida
eterna”, representada pela palavra grega “dzoé” (ζωή). Por isso, o Senhor Jesus disse que há o “nascimento
da carne” e o “nascimento do espírito” (Jo.3:6).

- O apóstolo Pedro disse que esta geração é uma geração que vem da Palavra de Deus, da semente
incorruptível (I Pe.1:23), ensino que é repetido pelo apóstolo João, que diz que esta geração é de Deus (I
Jo.5:18). Paulo também diz que esta regeneração se dá pela “lavagem” e “renovação”, i.e., pelo Espírito
Santo que foi derramado sobre nós por Jesus Cristo, nosso Salvador (Tt.3:5,6).

- A Palavra de Deus, portanto, chegando ao coração do homem, trazendo-lhe a fé em Cristo (Rm.10:17), faz
com que o homem se arrependa dos seus pecados, queira modificar a sua maneira de viver, pedindo, assim,
perdão de seus pecados ao Senhor Jesus, que o perdoa. Neste perdão, o homem tem o seu espírito vivificado,
reativado, pois os pecados são retirados e volta a ter comunhão com Deus. Neste instante, o Espírito Santo é
derramado em seu coração, recebendo o amor de Deus e fazendo surgir uma “nova criatura”, esta, sim, feita
à imagem e semelhança de Deus, com corpo, alma e espírito em perfeita comunhão com o Senhor, passando
a ter vida, e vida abundante.

- Por isso, M.R. Gordon define regeneração como “…um ato drástico, operado sobre a natureza humana
caída, por parte do Espírito Santo, que produz uma alteração na atitude inteira do indivíduo. Agora tal
indivíduo pode ser descrito como um homem que busca, encontra e segue a Deus na pessoa de Cristo.”
(Regeneração. In: DOUGLAS, J.D. (org.). O novo dicionário da Bíblia, v.2, p.1380)

- E a natureza pecaminosa, herdada de Adão? Que fim tem ela? Desaparece? Continua existindo?

- Quem nos ensina sobre esta realidade é o apóstolo Paulo. Ao escrever aos gálatas, onde procura impedir o
desvio espiritual daqueles crentes, que estavam sendo levados por judaizantes a seguir a lei de Moisés,
achando que isto era necessário para a salvação, o apóstolo dos gentios mostra como a salvação independe
da observância da lei, mas é o resultado da graça de Deus, manifestada por intermédio de Cristo e que basta
crermos em Jesus para sermos salvos.

- Ao demonstrar que única e exclusivamente pela fé em Cristo nós somos salvos, o apóstolo revela aos
crentes da Galácia que esta velha natureza, esta natureza pecaminosa, que o apóstolo denomina de “carne”,
que é a palavra grega “sarx” (σάρξ), esta natureza servil ao pecado, não desaparece do interior do servo de
Jesus, mas, sim, é mantida “crucificada” até que sejamos completamente remidos, o que se dará quando da
glorificação do nosso corpo, o que ocorrerá no dia do arrebatamento da Igreja.

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- O apóstolo diz que foi chamado pela graça de Deus (Gl.1:15) e que teve a revelação do Filho de Deus nele
(Gl.1:16), a nos indicar, portanto, que a salvação exige, de pronto, uma revelação do Filho de Deus em nós,
o que se dá pela Sua graça. A fé em Jesus advém da Palavra do Senhor e sem esta revelação, algo que é
trazido pelo Espírito Santo, que convence o homem do pecado, da justiça e do juízo (Jo.16:8), não há como
se ter uma real salvação.

- Por isso, aliás, o Senhor Jesus disse aos judeus que, embora eles fossem biologicamente, filhos de Abraão,
não eram filhos de Deus, mas, sim, filhos do diabo, uma vez que a Palavra não entrava neles (Jo.8:37), a
ponto de eles quererem matar o Senhor em vez de n’Ele crer, rejeitando, assim, a verdade para crerem na
mentira (Jo.8:43-47). Não é por outro motivo, aliás, que este novo homem é chamado de “homem espiritual”
(I Co.2:15), pois é fruto de uma “nova criação” promovida pelo Espírito Santo, é “nascido do Espírito”
(Jo.3:6,8).

- Em seu ensino, o apóstolo mostra que somos justificados, ou seja, tornados justos pela fé em Cristo e que,
ao sermos salvos, passamos a viver para Deus, enquanto o nosso “eu”, a nossa “carne” tem de estar
crucificada com Cristo. Ela não desaparece, não é aniquilada, mas continua a existir até o final da nossa
peregrinação terrena. Paulo, inclusive, mostra que isto se deu, de modo tipológico, na casa de Abraão, onde,
durante um tempo, houve a convivência entre Ismael, o “filho da escrava”, e Isaque, o “filho da promessa”
(Gl.4:21-31).

- Ismael nasceu primeiro, fruto de uma desobediência de Abrão em relação ao plano divino, mesmo depois
de ter o Senhor feito um pacto com ele (Gn.16). Sarai convenceu Abrão a se deitar com sua serva Agar
porque “havia sido impedida de gerar pelo Senhor”, ou seja, tratou-se aqui de se buscar o cumprimento da
promessa de Deus por forças exclusivamente humanas, em total incredulidade à Palavra do Senhor. É isto
que representa a “carne”, uma natureza de quem “deixa Deus de lado”, não quer saber da vontade de Deus,
de crença na mentira satânica de que podemos ser como Deus, sabendo o bem e o mal (Gn.3:5).

- Isaque nasceu depois, fruto de uma intervenção miraculosa do Senhor, que fez uma mulher estéril
conceber, cumprindo, assim, a Sua promessa feita a Abrão. É isto que representa o “espírito”, uma natureza
feita pelo próprio Deus, que cumpre a Sua promessa de redenção feita ao primeiro casal no dia da queda,
algo maravilhoso e que produz uma completa transformação na vida do homem.

- No entanto, Ismael e Isaque não tiveram convivência pacífica. Ismael passou a perseguir Isaque a ponto de
ter Abraão sido obrigado a mandar embora Ismael da sua casa, pois era impossível que ambos se
mantivessem no mesmo local. De igual maneira, a carne vive perseguindo o espírito, não podendo com ele
conviver, chegando um instante em que terá de ser despedido, o que ocorrerá na glorificação, no término
desta nova peregrinação terrena. Como diz o apóstolo neste seu ensino: Lança fora a escrava e seu filho,
porque de modo algum o filho da escrava herdará com o filho da livre (Gl.4:30).

- Por isso, Paulo diz aos crentes da Galácia que eles deveriam estar firmes na liberdade com que Cristo os
havia libertado e não tornasse a se meter debaixo do jugo da servidão (Gl.5:1), bem como que andassem em
Espírito para não cumprirem a concupiscência da carne, porque a carne cobiça contra o Espírito e o Espírito
contra a carne, pois um se opõe ao outro, para que não fizessem o que quisessem (Gl.5:16,17).

- Temos, aqui, então, a revelação de uma verdadeira luta espiritual que se instala no interior do ser
daquele que crê em Cristo Jesus desde o momento mesmo em que recebemos a salvação. Eis, aliás, a
grande diferença entre o que serve a Deus e o que não O serve: o incrédulo tem apenas uma natureza, a
natureza pecaminosa, que o faz estar distante de Deus, espiritualmente morto em seus delitos e pecados
(Ef.2:1), enquanto que aquele que crê em Jesus, passa a ser uma “nova criatura”, mas o “velho homem”
continua existindo, ainda que crucificado com Cristo, passando a perseguir o “novo homem”, a querer
vencê-lo.

- Esta realidade de uma dupla natureza no interior daqueles que servem a Deus já havia sido percebida pelos
mestres judeus, pelos doutores da lei. Os ensinadores israelitas apontavam a existência de “uma inclinação

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para o mal” (Ietzer Ha-Ra) e de uma “inclinação para o bem” (Ietzer Tov). Ao se depararem com os
conceitos dualistas da religião persa, o zoroastrismo, que acreditava na existência de “dois deuses”, um
“deus do bem” (Ormuzd) e um “deus do mal” (Ahriman), os judeus, que sabiam haver um único Deus
(Dt.6:4), acabaram por divisar que, no interior do ser humano, haveria “… inclinações naturais dentro dos
seres humanos, lutando sem cessar pela supremacia da mente e da alma, dentro do ‘reino do coração’…”
(AUSUBEL, Nathan. Ietzer Tov e Ietzer Ha-Ra. In: A JUDAICA, v.5, p.364).

- No entanto, esta realidade somente existe naqueles que recebem a Cristo como Senhor e Salvador das suas
vidas, porquanto, nas demais pessoas, como bem nos mostra o apóstolo Paulo, embora se tenha a noção do
que seja bom, este bem jamais pode ser realizado, porque há u’a maldade ínsita no ser humano (Mt.7:11), de
forma que o bem que se quer fazer, nunca é feito, já que somos completamente dominados pelo pecado
(Rm.7:19). É o homem carnal, o homem sem Deus e sem salvação que Paulo tão bem descreve no capítulo 7
da epístola aos romanos.

- Por isso, muitas vezes, o salvo na pessoa de Jesus fica admirado com a facilidade com que algumas
pessoas pecam e, ainda, a desfaçatez com que justificam seus atos, sem qualquer rubor ou vergonha. Ora,
isto se dá porque não há qualquer conflito interno na vida destas pessoas, que estão completamente
dominadas pelo pecado e, embora até saibam que o que fazem não é correto, nem por isso se arrependem,
porque são pessoas dominadas pelo maligno, cuja natureza é tão somente má.

- Entretanto, o servo de Jesus Cristo tem, dentro de si, uma batalha. O “velho homem”, que ali ainda está,
ainda que crucificado com o Senhor, que persegue e tenta se sobressair, fazendo com que se volte ao jugo da
servidão do pecado, enquanto a “nova criatura”, que “não peca” (I Jo.3:9), busca agradar a Deus e a fazer-
Lhe a vontade, aproximando-se do Senhor a cada dia, pela santificação, havendo, então, esta luta já
mencionada.

- Saber, portanto, a respeito desta batalha incessante que se trava no interior de cada salvo, a cada dia, entre
a carne e o espírito é de fundamental importância para que, tendo consciência disto, possamos crescer e
triunfar sobre esta velha natureza, atingindo, assim, o fim de nossas almas, que é a salvação (I Pe.1:9).

III – O CONTRASTE ENTRE O VELHO E O NOVO HOMEM

- Verificado que o salvo tem, dentro de si, uma verdadeira batalha espiritual entre a carne e o espírito,
devemos, ainda que em linhas gerais, dentro da proposta introdutória desta lição, observar quais são as
características da carne e as do espírito, a fim de que saibamos quem está a predominar em nossas vidas e o
que fazer para que o espírito prevaleça e consigamos chegar à glorificação.

- A identidade do salvo se tem precisamente pelas obras que pratica, pelo fruto que produz. Paulo disse
aos filipenses que os sinceros e que não geram escândalo são os que são “cheios de frutos de justiça”
(Fp.1:10,11), frutos estes que não provêm dos próprios salvos, mas que são resultado de sua comunhão com
Jesus Cristo para glória e louvor de Deus.

- A “nova criatura” é gerada pela “semente incorruptível” e, portanto, é algo “bom”, pois tudo o que
Deus faz é bom, muito bom (Gn.1:31; Tg.1:17), pois Deus é bom, o único ser bom (Mt.19:17; Mc.10:18;
Lc.18:19). Por isso, esta “nova criatura” não peca, não faz o que é mau, estando sempre em Cristo Jesus e,
portanto, inclinando-se para as coisas do espírito, para a vida e paz (Rm.8:5,6).

- Quando esta “nova criatura” predomina no ser humano, temos a produção do fruto do Espírito, pois fomos
gerados para produzir fruto e fruto permanente (Jo.15:16). Ora, este fruto nada mais é que o
desenvolvimento, a manifestação do amor de Deus, que é derramado no salvo pelo Espírito Santo, que passa
a habitar com o servo de Cristo Jesus e estar nele quando da salvação (Jo.14:17). O Espírito Santo põe no
salvo a marca de Cristo, sela-o para o dia da redenção (Ef.1:13; 4:30).

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- Por isso, a “nova criatura” é identificada por ser alguém que tem, em seu DNA, o amor de Deus. O fruto do
Espírito nada mais é que o amor, amor este que é desdobrado em nove qualidades, como se lê em Gl.5:22:
amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, mansidão, fé e temperança.
OBS; Assim se manifesta a respeito o príncipe dos pregadores britânicos, Charles Haddon Spurgeon (1834-1892): “…Como alguns frutos são
facilmente divisíveis em várias partes, assim você percebe que o fruto do Espírito, embora seja apenas um, é tríplice, não, ele se constitui de
“três vezes três” - "amor, alegria, paz; longanimidade, mansidão, bondade; fé, mansidão, temperança"- todos! Talvez o "amor" seja posto em
primeiro lugar não só porque é o verdadeiro rei das virtudes, a mais próxima da perfeição divina, mas porque é uma graça abrangente e que
contém todos as outras” (Alegria – o fruto do Espírito. Sermão pregado na manhã do domingo do dia 6 de fevereiro de 1881 no Tabernáculo
Metropolitano em Newington. Disponível em: http://www.spurgeongems.org/vols25-27/chs1582.pdf Acesso em 11 nov. 2016) (tradução nossa
de texto em inglês).

- Estas nove qualidades, que são os bons frutos da árvore boa, foram também mencionados na descrição que
o Senhor Jesus faz de Seus discípulos no sermão do monte, em seu introito, o chamado “sermão das bem-
aventuranças”, onde também são apontadas nove características que fazem do servo de Jesus alguém mais
do que feliz, um “bem-aventurado”.

- Bem se vê, pois, que não há como se afirmar que alguém alcançou a salvação na pessoa de Jesus se não
ostentar estas características, se não se comportar como “nova criatura”, pois é isto que atesta a sua salvação,
é isto que indica estarmos diante de um “filho de Deus” e não de um “servo do pecado”.

- Não podemos, por isso, julgar as pessoas segundo a aparência (Jo.7:24), como, infelizmente, é comum
fazermos, até porque isto é próprio do ser humano, como nos mostra o profeta Samuel, o homem mais santo
de seu tempo, mas que, nem por isso, deixava de ser homem (I Sm.16:6,7). Como somente Deus pode ver o
coração, para que não sejamos enganados, devemos prestar atenção aos frutos, às obras que são praticadas
pelos nossos semelhantes e por nós mesmos, para que, então, tenhamos a convicção de se estamos, ou não,
diante de um “filho de Deus”, de uma “ovelha do Senhor Jesus” e não diante de um lobo devorador vestido
em pele de cordeiro (Mt.7:15).

- Devemos, também, nos julgar a nós mesmos, nos examinarmos, à luz da Palavra de Deus, para sabermos
se temos vivido como “novas criaturas” ou se estamos a nos enganar a nós mesmos, não tendo uma real e
sincera vida com Deus. Este autoexame, explicitado por Paulo ao nos ensinar sobre a ceia do Senhor (I
Co.11:28), não é algo a ser feito apenas na semana da Santa Ceia ou na celebração da morte do Senhor, mas
um exercício contínuo, ininterrupto, para que não venhamos a ser enganados pelo pecado, pelo mundo e
pelo diabo (II Co.13:5; Gl.6:4).

- Nessa luta incessante, Paulo diz que devemos estar “firmes na liberdade com que Cristo nos libertou”
(Gl.5:1).

- É interessante notar que a notícia que as Escrituras nos dão de que Ismael começou a perseguir Isaque se
deu precisamente quando do banquete que Abraão deu quando o filho da promessa desmamou (Gn.21:8).

- Temos aqui, portanto, um primeiro elemento para que venhamos a ter a vitória sobre a carne, que é o
”desmame”, ou seja, o aprendizado dos rudimentos da doutrina de Cristo (Hb.6:1,2), aprendizado este que
nos faz sair do “leite racional não falsificado” (I Pe.2:2), do “leite” (I Co.3:2; Hb.5:13) para o “manjar” (I
Co.3:2), para o “mantimento sólido” (Hb.5:14).

- Quando alguém nasce de novo é, primeiramente, um recém-nascido, alguém que depende ser alimentado
com o “leite”, com a base doutrinária da Palavra de Deus, a fim de que possa adquirir maturidade espiritual,
a fim de que possa dar os passos com o Senhor Jesus na sua jornada para o céu.

- Este recém-nascido espiritual tem de ter um tratamento especial na igreja, porque ainda é “carnal” (I
Co.3:3), ou seja, não tem o desenvolvimento necessário para enfrentar a natureza pecaminosa que acabou de
ser crucificada com Cristo e que está ainda robusta e pode mais facilmente se desvencilhar dos cravos e pôr
tudo a perder.

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- É mister que os “pais na fé” destas pessoas estejam sempre ajudando e alimentando este novo convertido, a
fim de que ele possa adquirir a necessária maturidade, a fim de que ele alcance o “desmame”. Por isso, o
Senhor Jesus mandou que fizéssemos discípulos de todas as nações, que ensinássemos aqueles que
ganhássemos para Ele na pregação do Evangelho (Mt.28:19). Este é o trabalho do discipulado,
importantíssimo para que o salvo possa enfrentar a batalha espiritual e ser vitorioso.

- As estatísticas são fartas ao mostrar que, em todos os conflitos e guerras, as maiores vítimas são as
crianças. Na guerra civil da Síria, o mais terrível conflito armado atualmente em curso, pesquisas indicam
que 27% (vinte e sete por cento) das vítimas em bombardeios são de crianças. Na luta espiritual não é
diferente. As “crianças espirituais” sempre são as principais vítimas e, por isso, devemos ter todo o cuidado
com os “bebês espirituais”, levando-os até o “desmame”, para que, devidamente alimentados, tenham
condições de, por si sós, enfrentarem a árdua e ininterrupta batalha interna vivida por todo crente.
OBS: “…Os civis são o principal alvo dos armamentos e sofrem uma parte desproporcional do ônus dos bombardeios. Se estamos procurando
as causas profundas da crise de migrantes e refugiados na Europa de hoje, este é sem dúvida um fator principal.” Com estas palavras os autores
de um estudo que analisa as mortes de civis na guerra da Síria resumem seu trabalho, dissecando as causas, a situação e outros dados
demográficos. Entre seus dados, um se destaca: os bombardeios golpeiam crianças e mulheres com maior crueldade. De cada 100 mortes
causadas por um ataque, 27 são de menores de idade.…” (SALAS, Javier. El País. Crianças são 27% dos mortos em bombardeios em guerra na
Síria. 01 out,. 2015. Disponível em: http://brasil.elpais.com/brasil/2015/09/29/internacional/1443551966_191417.html Acesso em 01 nov. 2016).

- Superada esta fase, porém, é o exato instante em que se inicia a “perseguição” da carne contra a “nova
criatura”. O “desmame” se, por um lado, traz a autonomia do servo de Deus, por outro, fá-lo entrar na luta
aberta, na “perseguição”, na “zombaria” da velha natureza contra o “novo ser”, que terá de “se virar
sozinho” nesta batalha.

- É aí que temos a lição do apóstolo no sentido de estarmos firmes na liberdade com que Cristo nos libertou.
Quando cremos em Jesus, somos libertos do pecado, o pecado não passa a ter mais domínio sobre nós. Esta
é a liberdade que Jesus nos trouxe, a liberdade do pecado. Quando cremos em Cristo, nascemos de novo, e,
assim, ficamos libertos da natureza pecaminosa. Agora, no dia-a-dia, temos de nos manter firmes nesta
liberdade de natureza para que nos mantenhamos livres do poder do pecado, não “tornando a nos meter no
jugo da servidão”.

- Quando nos mantemos firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, não vivemos a pecar. Pelo
contrário, passamos a viver separados do pecado, em santidade, nos aproximando a cada dia do Senhor, e
isto nada mais nada menos é o que chamamos de santificação.

- Viver em santificação é viver separado do pecado, é nos aproximar a cada dia do Senhor, distanciando-
nos do pecado cada vez mais. Isto é o que Paulo denomina de “andar em Espírito (Rm.8:1)”, de “não
cumprir a concupiscência da carne” (Gl.5:16), de “estar no espírito” (Rm.8:9).

- “Estar firmes na liberdade com que Cristo nos libertou” é manter o Espírito Santo habitando em nós.
Quando cremos em Cristo, o Espírito Santo vem habitar em nós (Jo.14:17), tornamo-nos “templo do Espírito
Santo” (I Co.6:19) e, em virtude disso, vivemos única e exclusivamente para Deus (Rm.6:10; Gl.2:20).

- Se o Espírito Santo habita em nós e não mais vivemos a não ser para Deus, o nosso corpo deve ser
instrumento de justiça (Rm.6:13) e não podemos mais querer satisfazer os desejos incontrolados da natureza
pecaminosa, ou seja, a “concupiscência da carne”. Devemos, pois, moldar os nossos pensamentos, as nossas
palavras e as nossas ações de modo que tudo seja feito segundo o querer de Deus, segundo a Sua vontade.

- As “obras da carne” são atitudes que visam satisfazer estes desejos incontrolados da natureza pecaminosa,
que buscam fazer sobrepujar o “eu”, aquele “velho homem” que quer “ser como Deus, sabendo o bem e o
mal”. Na lista meramente exemplificativa trazida pelo apóstolo Paulo, vemos atitudes que revelam bem este
descontrole dos desejos carnais, como a prostituição, impureza, lascívia, inimizades, porfias, emulações,
iras, pelejas, dissensões, invejas, homicídios, bebedices e glutonarias, como também ações que revelam a
rebeldia contra a soberania divina, como a idolatria, feitiçarias e heresias. Todas estas práticas escravizam os
seus agentes, que ficam sob o domínio do pecado, sob o tacão do maligno.

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- “Estar firmes na liberdade com que Cristo nos libertou” é crescer espiritualmente. Não basta se afastar do
pecado, mas é preciso ir em direção a Deus. Precisamos ser mais justos e mais santos a cada momento
(Ap.22:11), aproximarmo-nos continuadamente de Deus (Sl.73:28). Precisamos “andar em novidade de
vida” (Rm.6:4) e isto exige de nós que cresçamos na graça e no conhecimento de Nosso Senhor e Salvador
Jesus Cristo (II Pe.3:18).

- Este crescimento exige de nós que estejamos em contínuo desfrute dos meios de santificação, ou seja,
da meditação diária da Palavra de Deus (Sl.1:1,2; Jo.17:17; I Tm.4:4,5), da oração (Lc.18:1; Ef.6:18; I
Tm.4:4,5), reforçada pelo jejum (Mt.9:15; Mc.2:20; Lc.5:35; Mt.17:21; Mc.9:29; At.13:2), do temor de
Deus (II Co.7:1) e da participação digna na ceia do Senhor (II Co.11:27-30).

- Quando tanto mais nos aproximamos do Senhor, da fonte das águas vivas, mais força teremos para
produzir frutos, mais vida teremos, mais frutificaremos, pois o segredo para produzirmos o fruto do Espírito
é estarmos em Cristo, a videira verdadeira (Jo.15:1-5).

- Nada disso ocorrerá, porém, se não formos gerados pela “semente incorruptível” e se, quando do semear,
nos mantivermos em terrenos que não permitam a frutificação. Torna-se necessário que a semente não caia
nem à beira do caminho, onde nem chegará a germinar; nem no terreno pedregoso, onde não se
desenvolverá; nem no terreno pedregoso, onde será sufocada. É mister que esteja na boa terra, onde terá
condições de produzir o devido fruto, como nos ensinou o Senhor Jesus na parábola do semeador (Mt.13:1-
23; Mc.4:1-20; Lc.8:4-15).

- O que estamos a produzir? Obras da carne ou o fruto do Espírito? Qual é a nossa verdadeira identidade
espiritual? Somos “novas criaturas”? O apóstolo diz que isto é o que realmente importa em nossa
peregrinação terrena (Gl.6:15). Temos pensado nisto?

Colaboração para o Portal Escola Dominical – Ev. Caramuru Afonso Francisco

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