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Componente Curricular: Competências

Química Ambiental Dimensionar a importância de preservar o meio ambiente dos


impactos industriais. Classificar a água de acordo com as suas
Prof. Barbosa características físico-químicas.Selecionar métodos de tratamento
2º Módulo de Química
para a água potável e para os efluentes líquidos. estabelecer
Procedimento de Prática Experimental
relações entre as emissões atmosféricas e a poluição.

ÁGUA, DETERMINAÇÃO DE CIANETO SUSCETÍVEL A CLORAÇÃO

1 OBJETIVO
1.1 Esta Norma prescreve o método de determinação de cianetos suscetíveis a
cloração em águas, englobando águas de rejeito.
1.2 Entre os complexos ciano-metálicos mais comumente encontrados, somente os
cianetos de ferro não são suscetíveis a cloração.
1.3 O procedimento de titulação com nitrato de prata, usando-se como
indicador a solução de rodanina, é o método usual para medir a concentração
de cianetos. O limite de detecção para este método é de 1 mg/L.
1.4 Este método é afetado por compostos que são convertidos durante a
cloração a compostos coloridos ou que reagem com os reagentes empregados no
procedimento de determinação de cianeto na solução de absorção.

2 NORMAS E/OU DOCUMENTOS COMPLEMENTARES


Na aplicação desta Norma é necessário consultar:
N-1372 - Amostragem de despejo hídrico de refinaria - Método;
N-1518a - Água, Determinação de cianeto total - Método de Ensaio;
ASTM D-1192 - Specification for equipent for sampling water and steam;
ASTM D-1193 - Specification for reagent water;
ASTM D-3370 - Practices for sampling water;
ACS - American Chemical Society Specifications – Committee on Analytical
Reagents.

3 CONSIDERAÇÕES GERAIS
A presença de cianetos em águas industriais, domésticas e águas de superfície
é preocupante devido à sua toxidez, necessitando de regulamentos e normas
para o monitoramento dos cianetos na água. Este método fornece procedimento
analítico para medir CN- em água.

4 RESUMO
Parte da amostra é clorada antes da destilação para destruir o cianeto
suscetível a cloração. A seguir o cianeto total é determinado tanto na
amostra original como na amostra clorada, através de duas destilações e
análise volumétrica de cianetos nas soluções alcalinas de absorção.
A diferença entre o teor de cianetos encontrados na determinação de cianetos
totais e o cianeto remanescentes após a cloração é por definição cianetos
suscetíveis a cloração.

5 APARELHAGEM
5.1 Aparelho de destilação (Nota 1)
5.1.1 Balão de destilação de 1 litro de capacidade, pescoço duplo, com junta-
padrão 19/38.
5.1.2 Tubo de entrada com junta-padrão 19/38, com redução de diâmetro interno
para 8 mm, logo abaixo da junta, e comprimento tal que a extremidade fique a
6 mm do fundo do balão.
5.1.3 Frasco absorvedor de 200 mm de comprimento e 29 mm de diâmetro,
contendo internamente um tubo dispersor com junta-padrão 19/38 no topo, e
placa de porosidade média na parte inferior.
5.1.4 Condensador de refluxo, tipo dedo-frio (cold finger) ou Allihn.
5.1.5 Bomba ou trompa de vácuo com controle fino de vazão.

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5.1.6 Aquecedor elétrico ou manta de aquecimento.


5.1.7 Tubo de conexão.
5.2 Agitador magnético e bastão magnético com revestimento de teflon.
5.3 Microbureta, tipo Koch, de 2 a 5 mL de capacidade, com subdivisões de
0,01 mL.
Nota 1: É aceitável utilizar outros aparelhos equivalentes para a destilação,
desde que permitam recuperar acima de 96% dos cianetos totais presentes na
amostra.

6 EXECUÇÃO
6.1 Precauções de segurança
6.1.1 Antes de iniciar qualquer manuseio com reagentes, materiais e
equipamentos, consultar e aplicar os procedimentos apropriados de segurança e
de operação dos equipamentos.
6.1.2 O Anexo A contém algumas informações de segurança referentes aos
reagentes a serem utilizados pelo método.
6.2 Reagentes e soluções
Todos os reagentes devem ser de grau p.a., equivalente à especificação ACS.
Qualquer referência à água deve ser entendida como água reagente tipo II,
conforme norma ASTM D-1193.
6.2.1 Para preservação e pré—tratamento da amostra
6.2.1.1 Papel teste de amido-iodeto de potássio.
6.2.1.2 Solução de ácido acético (1:9) Misturar 1 volume de ácido acético
glacial com 9 volumes de água.
6.2.1.3 Arsenito de sódio (NaAsO2).
6.2.1.4 Papel teste de acetato de chumbo.
6.2.1.5 Carbonato de chumbo em pó, solução de acetato de chumbo ou nitrato de
chumbo
6.2.1.6 Hidróxido de sódio em lentilhas.
6.2.1.7 Cal hidratada (Ca(OH)2).
6.2.1.8 Isoctano e hexano (a preferência dos solventes é nessa ordem).
6.2.1.9 Solução de ácido sulfâmico (H2NSO3H) (133g/L)
Dissolver 133 g de ácido sulfâmico em água e diluir para 1 litro.
6.2.1.10 Ácido sulfúrico (H2SO4) (1)
Misturar lenta e cuidadosamente 1 volume de H2SO4 (d = 1,84) a 1
volume de água.
6.2.2 Para o procedimento
6.2.2.1 Solução de hidróxido de sódio (NaOH) (40 g/L)
Dissolver 40 g de hidróxido de sódio em água e diluir para 1 litro.
6.2.2.2 Solução de hidróxido de sódio (NaOH) (1,6 g/L)
Dissolver 40 mL da solução a 40 g/L de hidróxido de sódio para 1 litro com
água.
6.2.2.3 Solução de hipoclorito de cálcio Dissolver 5g de hipoclorito de
cálcio em 100 mL de água. Estocar em frasco âmbar, ao abrigo da luz. Preparar
uma nova solução a cada mês.
6.2.2.4 Papel teste de amido-cloreto de potássio.
6.2.2.5 Ácido ascórbico.
6.2.2.6 Solução indicadora de rodanina (p-dimetilaminobenzilideno) (0,2 g/L)
Dissolver 0,02 g de p-cimetilaminobenziliceno em 100 mL de acetona.
6.2.2.7 Solução de cloreto de magnésio (Mg Cl2.6H20)
Dissolver 510 g de cloreto de magnésio em água e avolumar a 1 litro.

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6.2.2.8 Solução-padrão de nitrato de prata (AgNO3) (0,01 N)


Dissolver 1,6987 g de nitrato de prata em água, transferir para balão
volumétrico de 1 litro e avolumar. Guardar em frasco escuro.
6.3 Interferentes
6.3.1 Agentes oxidantes, cloro ou outros oxidantes fortes, destroem o cianeto
durante o armazenamento e manipulações inerentes à análise.
6.3.2 Sulfetos convertem lentamente o cianeto na amostra em tiocianato. A
velocidade de reação é bastante acelerada em pH ato. Os sulfetos devem ser
removidos tão logo a amostra seja coletada e antes de ser estabilizada.
Quando na amostra houver sulfetos, pode-se assumir a ausência de agentes
oxidantes.
6.3.3 Aldeídos combinam com o cianeto para formar cianidrinas.
Durante a destilação, devido às condições empregadas, a cianidrina pode ser
convertida para o correspondente ácido carboxílico com pouca ou nenhuma
liberação de HCN (Anexo B).
6.3.4 Glicose e outros açúcares na amostra,especialmente no pH de reservação,
podem levar à formação de cianidrina pela reação de cianeto com a aldose
(Anexo B).
6.3.5 Carbonato em alta concentração pode afetar o procedimento de
destilação, formando excesso de gás na adição do ácido. Estas amostras podem
ser de efluentes como água de rejeito de gaseificação de carvão, água de
lavador de gases, etc.
6.3.6 Ácidos graxos destiláveis no procedimento de destilação formam sabões
na solução de absorção e podem afetar as determinações colorimétrica e
volumétrica.
6.3.7 Pode haver interferência de substâncias que geram cor ou turbidez. Na
maioria dos casos a destilação deve eliminar tais interferências.
6.3.8 Aminoácidos podem gerar aminas de alto peso molecular que destilam e
interferem com a determinação colorimétrica.
6.3.9 Nitrito na amostra, durante o procedimento de destilação ácida pode
reagir com compostos orgânicos e formar HCN, criando uma interferência
positiva. O agente causador foi identificado como sendo o ácido nitroso
agindo nos grupos metilênicos e metila ativos.
Verificou-se que em algumas amostras pode ocorrer a conversão de nitrato a
nitrito, nas condições de destilação. Portanto a presença de nitrato na
amostra também pode potencilamente causar interferência.
6.3.10 Alguns compostos não identificados podem interferir no procedimento
colorimétrico após cloração, volatilização e absorção na solução de NaOH. Por
isto, a colorimetria não pode ser usada. O procedimento de determinação por
eletrodo de íon seletivo não foi investigado.
6.4 Amostragem e preservação da amostra
6.4.1 Coletar a amostra de acordo com as normas PETROBRAS N-1372 e ASTM D-
1193 ou D-3370, conforme indicado para o caso.
6.4.2 Minimizar a exposição da amostra a radiação ultravioleta. A
fotodecomposição do cianeto de ferro pode aumentar a quantidade de cianetos
livres na amostra. É recomendado que a manipulação da amostra seja feita em
capela bem ventilada sob iluminação incandescente.
6.4.3 A presença de agentes oxidantes ou sulfetos deve ser
determinada na amostra e eliminada antes de se adicionar o preservante
hidróxido de sódio ou outros reagentes.

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6.4.3.1 Testar a presença de cloro colocando uma gota da amostra em papel-


teste de amido-KI, previamente umedecido em solução de ácido acético. O
escurecimento (azulado) do papel de teste normalmente indica a presença de
cloro. Dióxido de manganês, cloreto de nitrosila, etc..., se presentes,
também dão coloração no papel-teste. Para cada 1 litro de amostra adicionar
0,1 g de arsenito de sódio e repetir o teste. Esta adição é suficiente para
remover 50 mg/L de cloro. No caso de ocorrer coloração perceptível do papel,
repetir a adição de arsenito de sódio.
6.4.3.2 Testar a presença de sulfetos colocando uma gota da amostra em papel-
teste de acetato de chumbo previamente umedecido em solução de ácido acético.
O escurecimento do papel indica a presença de sulfetos. Os sulfetos são
removidos da amostra, tratando-a com pequenos incrementos de carbonato de
chumbo em pó (ver item 6.3.5) ou adicionando, gota a gota, solução de acetato
de chumbo ou nitrato de chumbo. Quando quantidades significativas de sulfetos
devem ser removidas, a adição de PbCO3 é preferida. O Pb(NO3)2 pode provocar o
abaixamento do pH e a adição de Pb(C2H3O2)2 resulta na destilação do ácido
acetico, que vai reduzir a alcalinidade da solução de absorção. Um recipitado
negro de sulfeto de chumbo ocorre em amostras contendo sulfeto. Repetir a
operação até que a água sobrenadante, quando gotejada sobre o papel indicador
de sulfeto, não escureça. Filtrar imediatamente em papel de filtro seco e
recuperar a amostra em becher previamente limpo e seco, estabilizando
conforme descrito a seguir.
6.4.4 Se a amostra não for analisada imediatamente, estabilizar adicionando
lentilhas de hidróxido de sódio até pH de 12 a 12,5, guardando-a em frasco
âmbar, em ambiente escuro e frio.
6.4.5 Estabilizar os efluentes com alto teor de carbonatos (águas residuais
de gaseificadores, água de lavador de gases, etc...), adicionando à amostra
cal hidratada com constante agiração até atingir pH entre 12 e 12,5. Após
decantar, separar um volume suficiente da amostra sobrenadante e estocar
conforme descrito em 6.4.4.
6.5 Pré-tratamento da amostra
6.5.1 Os tratamentos a seguir são indicados para a remoção dos interferentes:
ácidos graxos, aldeídos, compostos organo-sulfurados e nitritos. Reduzir o
tempo de remoção dos interferentes para minimizar a perda de cianetos. Evitar
exposição prolongada da amostra à luz ultravioleta, para minimizar a
fotodecomposição do cianeto de ferro.
6.5.2 Remover os ácidos graxo por extração. Acidificar a amostra com ácido
acético (1:9) até o pH de 6,0 a 7,0. Efetuar a operação e manter a mostra em
capela até a elevação a pH alcalino após a extração. Extrair com isoctano ou
hexano, na razão 1:4 de solvente amostra. Uma extração é usualmente
suficiente para reduzir a quantidade de ácidos graxos na amostra a valores
inferiores ao nível de interferência. Evitar múltiplas extrações e tempo
longo de contacto da amostra a pH baixo, a fim de minimizar a perca de HCN.
Quando a extração estiver completa, elevar imediatamente o pH da amostra,
entre 12 a 12,5, com solução NaOH.
6.5.3 O procedimento de identificação e extração dos aldeídos é descrito no
Anexo B.
6.5.4 A remoção do interferente nitrito e nitrato é feita pela adição de um
excesso de ácido sulfâmico, 5 vezes em base molar. Quando houver suspeita da
presença de contaminantes orgânicos reativos, adicionar 2g de ácido sulfâmico
(1:1) ao frasco de destilação. A quantidade de ácido sulfâmico adicionada

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deve ser suficiente para a maioria dos casos, porém pode não ser suficiente
para casos extremos.
6.5.5 Está além do objetivo deste método descrever procedimentos para
eliminar todos os possíveis interferentes. Os procedimentos descritos
necessitam, em alguns casos, serem revistos para atender casos específicos.

6.6 Procedimento
6.6.1 Preparo da amostra
Dividir a amostra em duas partes iguais de 500 mL, ou menos (Nota 2).
Determinara a quantidade de cianetos totais em uma das partes conforme 6.6.2
e 6.6.3. Efetuar cloração da outra parte, em bécher de 1 litro, conforme
6.6.1.1 e 6.6.1.5. Após a cloração, determinar a quantidade de cianetos
conforme 6.6.2 e 6.6.3. Os cianetos suscetíveis a cloração são calculados
pela diferença entre o teor de cianetos da amostra sem cloração (cianeto
total) e o teor de cianetos na amostra clorada.
6.6.1.1 Agitar a amostra com agitador magnético. Caso necessário, ajustar o
pH na faixa de 11 a 12 com NaOH (40 g/L).
6.6.1.2 Adicionar solução de hipoclorito de cálcio (Ca(OCl)2) em gotas até
indicação de excesso de cloro na solução, através de papel amido-KI
reviamente umedecido com solução de ácido acético.
6.6.1.3 O excesso de cloro e o pH devem ser mantidos por 1 hora, com
agitação, adicionando mais solução de Ca(OCl)2 ou solução de NaOH quando
necessário. Proteger contra ação de raios ultravioleta.
6.6.1.4 Eliminar o cloro residual, adicionando ácido ascórbico em incrementos
de 50 mg e testando a presença de cloro através do papel amido-KI, após cada
adição.
6.6.1.5 Após verificar a ausência de cloro, adicionar a 50 mg de ácido
ascórbico em excesso.
Nota 2: Se o teor de cianetos for maior que 10 mg/L, diluir convenientemente
antes de dividir a amostra em duas partes.
6.6.2 Destilação
6.6.2.1 Montar o aparelho conforme Figura do Anexo C.
6.6.2.2 Adicionar ao frasco absorvedor 10 mL de solução de NaOH (40 g/L) e
diluir com água para obter o nível de líquido desejado. Não usar mais que 225
mL de volume total no frasco absorvedor.
6.6.2.3 Interligar o frasco absorvedor com o sistema de vácuo e conectá-lo ao
condensador.
6.6.2.4 Colocar 500 mL de amostra no balão. Se houver suspeita de que a
concentração de cianetos é maior que 10 g/L, usar uma alóquota de amostra que
não ultrapasse 5 mg de cianeto no balão de destilação e diluir com água para
300mL. O Anexo A da norma N-1518a descreve o procedimento para estabelecer a
quantidade aproximada de cianetos.
Verificar reação negativa através do teste qualitativo usando 500 mL da
amostra.
6.6.2.5 Conectar o balão condensador.
6.6.2.6 Ligar o vácuo e ajustar o fluxo de ar para cerca de uma bolha por
segundo, através do tubo de admissão de ar.
6.6.2.7 Adicionar 20 mL de solução de cloreto de magnésio pelo tubo de
admissão de ar. Se a amostra contiver nitrito ou nitrato, adicionar 15 mL de
solução de ácido sulfâmico.

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6.6.2.8 Lavar o tubo com pouca quantidade de água e manter o fluxo de ar por
cerca de 3 minutos, para misturar o conteúdo do balão.
6.6.2.9 Cuidadosamente adicionar 50 mL de solução de H2SO4 (1:1) pelo tubo de
admissão de ar.
6.6.2.10 Ligar a água de resfriamento do condensador. Ferver a solução omando
cuidado para prevenir retorno pelo tubo de entrada de ar.
6.6.2.ll Manter o fluxo de ar conforme 6.6.2.6.
6.6.2.12 Manter sob refluxo por 1 hora no mínimo (Nota 3).
6.6.2.13 Desligar o aquecimento, porém, manter o fluxo de ar no mínimo por
mais 15 minutos.
6.6.2.14 Transferir quantitativamente a solução de absorção para um balão
volumétrico de 250 mL. Lavar o frasco absorvedor e os tubos de conexão com o
mínimo de água.
6.6.2.15 Avolumar com água e misturar bem. A solução no frasco deve ser
aproximadamente 0,04 M de NaOH.
6.6.2.16 Determinar a concentração de CN— na solução de absorção
volumetricamente conforme a seguir.
Nota 3: Tempos maiores de refluxo podem ser necessários, dependendo das
características da amostra. Verificar através de ensaios, o tempo necessário
para a recuperação máxima de cianeto.

6.6.3 Volumetria
6.6.3.1 Colocar, em erlenmeyer, 100 mL da solução de absorção ou uma alíquota
diluída a 100 mL com solução de NaOH 0,04 M.
6.6.3.2 Adicionar 0,5 mL da solução indicadora de rodanina.
6.6.3.3 Titular com a solução-padrão de nitrato de prata 0,01 N, usando uma
microbureta, até a primeira mudança do amarelo para o rosasalmão.
6.6.3.4 Titular 100 mL de uma solução em branco de NaOH 0,04 M.
6.6.3.5 Anotar os resultados e calcular a concentração de cianeto na amostra
original conforme 7.1.1.

7 RESULTADOS
7.1 Cálculos para amostra clorada e sem cloração
Calcular a concentração em mg de CN—/L na amostra original da seguinte
forma:

Onde:
A = volume gasto da solução de AgNO3 na titulação da amostra, mL;
B = volume gasto da solução de AgNO3 na titulação do branco, mL;
V2 = alíquota usada, mL;
N = normalidade da solução de AgNO3;
V1 = volume tomado da amostra original, mL.

7.1.2 Cálculos para cianetos suscetíveis a cloração


Calcular a concentração de cianetos suscetíveis a cloração como segue:

CN- (mg/L) = G - H
Onde:

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G = cianeto, em mg/L, na amostra não clorada, determinado pelo procedimentos


da volumetria (Nota 4);
H = cianeto, em mg/L, na amostra clorada, determinado pelo procedimento da
volumetria.

Nota 4: O teor de cianetos na amostra não clorada também pode ser determinado
por colorimetria ou eletrodo de íon seletivo (Ver norma N-1558a).

7.2 Precisão (Nota 5)


Com base nos resultados de seis analistas em três laboratórios, a precisão
total e individual deste procedimento, dentro da faixa de trabalho, pode ser
expressa como segue:
7.2.1 Água reagente
ST = 0,01X + 0,439
SO = 0,241 - 0,03X
7.2.2 Matriz aquosa
ST = 0,12X + 0,378
SO = 0,209 - 0,01X
Nota 5: Esses dados de precisão foram retirados do documento ASTM D 2036/87.
Dados de precisão para águas ácidas de unidade de craqueamento catalítico
estão sendo determinados pelo GT-20-08 da SC-20 da CONTEC.

ANEXO A - INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA


A-1 CIANETO
- Os efeitos tóxicos são severos e o limite de toxidez estabelecido é muito
baixo (< 0,1 mg/L). São necessários métodos analíticos confiáveis e uma
melhor compreensão da constituição dos vários complexos cianídricos para
auxiliar nos tratamentos dos efluentes aquosos que contenham tais compostos.
- Investigações toxicológicas indicam que a toxidez aguda da água poluída é
causada pelo cianeto de hidrogênio molecular (HCN não dissociado) quando
comparada com o íon cianeto ((CN—) presente. Foi sugerida a complexação do
HCN molecular com sais metálicos como o processo de tratamento de rejeitos. A
primeira questão a levantar na avaliação dos métodos analíticos é a validade
das premissas que tratam da distinção HCN molecular e íons cianetos.
- Foi mostrado que na concentração crítica entre 0,01 a 0,5 mg/L de CN- e em
pH de 7,5 a formação de HCN é favorecida. Abaixar o pH (aumentando à
concentração do íon hidrogênio em 0,3 unidades de pH) dobra o teor de HCN.
- Foi mostrado que a toxidez dos cianetos de cádmio, zinco e cobre é,
provavelmente, maior do que iguais concentrações de cianeto de sódio. A
sinergia tóxica quando íons cobre e zinco se combinam com cianeto é bem
conhecida. Foi mostrado que cianetos de ferro não dissociam em quantidades
mensuráveis, não sendo consequentemente tóxicos aos peixes.
- A diferenciação entre cianeto tóxico e não tóxico foi designada como
―cianetos suscetíveis a cloração‖, baseando-se no efeito oxidante do cloro. A
resistência do cianeto de ferro à oxidação é devido à falta de dissociação,
tornando-o não tóxico ao peixe. O método ―cianetos suscetíveis a cloração sem
destilação‖ baseia-se na rápida dissociação do cianeto, complexando-o com
cloramina-T. A diluição da amostra, a baixas concentrações, facilita a
dissociação que, por outro lado, é acelerada devido à complexação do íon
cianto pela cloramina-T. Este complexo libera CN- para restabelecer o
equilíbrio deslocado. O pH é reduzido pela adição do reagente ácido

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barbitúrico-pirifina (pH 5 a 5,5), aquecendo-se previamente a amostra para


acelerar a dissociação e complexação com cloramina-T. O método permite medir
alguns cianetos não dissociados que poderiam ser convertidos a cianetos
tóxicos por dissociação em função das mudanças de pH ou diluição da amostra.
- Todos os complexos ciano-metálicos estão em equilíbrio com o HCN
hidrolizado, sendo que a concentração depende do pH e das constantes de
dissociação de cada complexo presente. O complexo mais estável é aquele
formado pelo ferro e como ocorre pouca dissociação, pode-se afirmar que,
ferro-cianetos e ferri-cianetos não apresentam toxidez.
- A amostra deve ser manipulada com cuidado, a fim de evitar a
fotodecomposição que resulta numa porção oxidável de ferro cianeto. Sob forte
luz solar, 10 mg/L de cianetos de ferro, expressos em CN-, podem liberar 1
mg/L de HCN, em uma hora.
- Hoje em dia a destruição de compostos cianídricos em processos de
tratamento de efluentes aquosos é feita por oxidação com hipoclorito (OCl-),
sendo uma reação rápida e que pode ser feita em condições quase
estequiométricas dos reagentes. A cloração deve ser conduzida a um pH
alcalino porque o primeiro produto da reação é o cloreto de cianogênio, um
gás tóxico, pouco solúvel. A toxidez do cloreto de cianogênio pode exceder
a do HCN, tanto na água como na atmosfera (< 0,1 mg/L).
- O cloreto de cianogênio que se forma na cloração aos íons cianetos e HCN
molecular, hidrolisa a íon cianeto. O limite de toxidez relatada para o íon
cianato em água é > 100 mg/L. A reação reversa, de cianato e cianeto, foi
tentada por fotodecomposição e redução, não tendo sido completada.
- Os compostos de tiocianatos, de baixa toxidez, podem se converter em
compostos altamente tóxicos devido a conversão a cloreto de cianogênio por
cloração.
- A acidificação de soluções de cianeto produz ácido cianídrico (HCN) que é
altamente tóxico, devendo ser efetuada em capela.

A-2 ÁCIDO ACÉTICO (GLACIAL)


- Atenção: Venenoso, corrosivo e combustível.
- Pode ser fatal se ingerido.
- Causa severas queimaduras.
- Nocivo se inalado.
- Evitar contato com a pelo, olhos e vestimentas.
- Não respirar vapores e névoas.
- Diluir pela adição do ácido na água.
- Manter afastado do calor e chama.
- Estocar o frasco bem fechado em capela resistente ao ácido.
- Manter o frasco sob temperatura fria.
- Usar com ventilação adequada.
- Manter o frasco fechado quando não estiver em uso.
- Usar óculos e roupas de proteção quando manusear com o ácido.
- Lavar as mãos abundantemente após o manuseio.

A-3 NITRATO, ACETATO E CARBONATO DE CHUMBO


- Atenção: pó nocivo.
- Evitar respirar o pó.
- Lavar-se completamente antes de comer ou fumar.
- Manter afastado de alimentos.

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impactos industriais. Classificar a água de acordo com as suas
Prof. Barbosa características físico-químicas.Selecionar métodos de tratamento
2º Módulo de Química
para a água potável e para os efluentes líquidos. estabelecer
Procedimento de Prática Experimental
relações entre as emissões atmosféricas e a poluição.

A-4 HIDRÓXIDO DE SÓDIO


- Atenção: Corrosivo. Pode causar severas queimaduras e cegueira.
- Mistura rápida com a água causa uma violenta reação com evolução de calor.
- Antes de usar, assegurar-se das informações sobre procedimentos e medidas
de segurança.
- Não manter contato do reagente com a pele, olhos e vestimentas.
- Evitar respirar a poeira ou névoa.
- Não ingerir.
- Quando manusear com o reagente usar os equipamentos de proteção individuais
(EPI’s) apropriados.
- Quando misturar com água, adicionar vagarosamente na superfície da solução
para evitar respingos violentos. Na preparação de soluções não usar água
quente, limitar a elevação de temperatura, com agitação, a 10ºC/min. Ou
limitar a temperatura máxima da solução a 90ºC.

A-5 ISOCTANO
- Atenção: extremamente inflamável.
- Nocivo se inalado.
- Vapores podem causar incêndio.
- Manter afastado do calor, centelha e chama.
- Guardar frasco fechado.
- Usar com ventilação adequada.
- Evitar produção de vapores e eliminar todas as fontes de ignição.
- Evitar respiração prolongada de vapores e névoas.
- Evitar contato prolongado ou freqüente com a pelo.

A-6 HEXANO
- Atenção: extremamente inflamável.
- Nocivo se inalado.
- Pode prejudicar as células nervosas.
- Vapores podem causar incêndio.
- Manter afastado do calor, centelha e chama.
- Guardar frasco fechado.
- Usar uma ventilação adequada.
- Evitar produção de vapores e eliminar todas as fontes de ignição,
especialmente, aparelhos elétricos que não sejam a prova de explosão e
aquecedores.
- Evitar respiração de vapores e névoas. Usar máscara de proteção
respiratória quando necessário.
- Evitar contato com a pelo e os olhos. Usar luvas impermeáveis.

A-7 ÁCIDO SULFÚRICO


- Atenção: Venenoso, corrosivo e oxidante forte.
- Em contato com matéria orgânica pode causar incêndio.
- Pode ser fatal se ingerido.
- Líquido e vapores causam queimaduras severas.
- Nocivo se inalado. Pode causar doença pulmonar.
- Mantê-lo sob temperatura fria.
- Em contato com a água libera grande quantidade de calor. Não adicionar água
no frasco.
- Derramamento pode provocar incêndio e/ou liberar gases tóxicos.

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Componente Curricular: Competências
Química Ambiental Dimensionar a importância de preservar o meio ambiente dos
impactos industriais. Classificar a água de acordo com as suas
Prof. Barbosa características físico-químicas.Selecionar métodos de tratamento
2º Módulo de Química
para a água potável e para os efluentes líquidos. estabelecer
Procedimento de Prática Experimental
relações entre as emissões atmosféricas e a poluição.

- Evitar contato com a pele, olhos e vestimentas.


- Não respirar vapores e névoas.
- Diluir pela adição do ácido na água.
- Guardar o frasco bem fechado em capelas resistentes ao ácido.
- Afrouxar a tampa do frasco cuidadosamente quando for abrí-lo.
- Usar com ventilação adequada.
- Não estocar próximo a materiais combustíveis.
- Manter frasco fechado quando não estiver em uso.
- Usar óculos e roupas de proteção quando manusear com o ácido.
- Lavar as mãos completamente após o manuseio.

ANEXO B - DETECÇÃO E ELIMINAÇÃO DE INTERFERÊNCIA CAUSADA POR ALDEÍDOS


B-1 OBJETIVO
B-1.1 A interferência causada pela presença de aldeídos, convertendo cianetos
em cianidrinas foi comentada em 6.3.3. O item 6.3.4 discute a formação de
cianidrinas na presença de aldose. A mesma técnica de remoção de
interferentes descrita para remover a conplexação causada pelos aldeídos pode
ser usada para o desmascaramento dos complexos formados pela reação da
aldose. A intenção é recuperar o cianeto dos complexos instáveis, o que vai
depender da concentração relativa dos cianetos e compostos orgânicos
complexantes presentes, do tempo decorrido desde a mistura dos reagentes, da
temperatura da solução e da presença de compostos orgânicos formadores das
várias cianidrinas.

B-2 RESUMO
B-2 Método do nitrato de prata
O formaldeido em excesso de 0,5 mg/L da amostra interfere sensivelmente com a
determinação de CN- (0,02 mg CN-/L). A cianidrina formada pela interação do
cianeto e aldeído na amostra, está em equilíbrio. Este equilíbrio é deslocado
pela adição de nitrato de prata, que oxida os aldeídos para a forma de ácido
carboxílico, que não interfere com a determinação do cianeto. Para prevenir a
formação de complexos de ferrocianeto, adiciona-se solução de EDTA que
complexa o ferro, se estiver presente.

B-2.2 Método da etileno diamina


O etileno diamina é um agente desmascarante conveniente para recuperar
cianetos das cianidrinas instáveis.

B-3 APARELHAGEM
B-3.1 Placa de porcelana branca com 6 a 12 cavidades.

B-4 REAGENTES
B-4.1 Solução de etileno diamina (3,5%).
Diluir 3,5 mL de NH2(CH2)2NH2 anidra grau farmacêutico em 100 mL de água.
B-4.2 Solução de EDTA (0,1N)
Dissolver 37,2 g de EDTA, sal sódico, em água e diluir a 1 L.
B-4.3 Solução oxidante de cloreto férrico
Dissolver 1,6 g de ácido sulfúrico e 1 g de (FeCl3)6H2O em 100 mL de água.
B-4.4 Solução indicadora de MBTH
Dissolver 0,05 g de hidrocloreto de 3—metil, 2-benzotiazolona em 100 mL de
água. Filtrar se a solução estiver turva.

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Componente Curricular: Competências
Química Ambiental Dimensionar a importância de preservar o meio ambiente dos
impactos industriais. Classificar a água de acordo com as suas
Prof. Barbosa características físico-químicas.Selecionar métodos de tratamento
2º Módulo de Química
para a água potável e para os efluentes líquidos. estabelecer
Procedimento de Prática Experimental
relações entre as emissões atmosféricas e a poluição.

B-4.5 Solução de nitrato de prata (17 g/L)


Dissolver 17 g de nitrato de prata (AgNO3) em água e diluir a 1 L.

B-5 PROCEDIMENTO
B-5.1 Se a amostra for alcalina, adicionar H2SO4 (1:1), gota a gota, a 10 mL
de amostra para ajustar o pH a valor menor que 3,0. Colocar 1 gota de amostra
e 1 gota para servir de branco, em cavidades diferentes. Adicionar 1 gota da
solução de MBTH e 1 gota da solução oxidante de FeCl3 em cada cavidade.
Esperar 10 minutos para o desenvolvimento da cor. A cor muda de amarelo-
esverdeada para verde profundo, com tonalidades azul-esverdeada a azul, para
altas concentrações de aldeído. O branco deve permanecer amarelo. A
sensibilidade do teste é de aproximadamente 0,2 mg/L de CH2O.
B-5.2 Método do nitrato de prata
B-5.2.1 Adicionar solução de nitrato de prata, gota a gota, na amostra e
retestar na placa de teste. Para cada gota de solução de AgNO3 adicionada,
adicionar 2 gotas de solução de EDTA. Um miligrama de CH2O/100 mL de amostra
requer aproximadamente 2 gotas de solução de AgNO3 e 4 gotas de solução de
EDTA.
B-5.2.2 O nitrato de prata pode também precipitar algum tiocianato, se
presente na amostra. Para evitar, adicionar algumas gotas de amoníaco
concentrado. No caso da solução de AgNO3 ter sido adicionada em excesso e
ocorrer precipitação de AgCN, hidróxido de amoníaco pode ser adicionado após
a remoção do CH2O, a fim de solubilizar os íons CN- e precipitado escuro
formado é prata metálica e pode ser filtrada se a turbidez vier a interferir
com o método.
B-5.3 Método da etileno diamina
B-5.3.1 Adicionar 2 mL de solução de etileno diamina para cada 100 mL de
amostra usada na determinação de cianetos. Esta quantidade é apropriada para
superar a interferência causada pela presença de CH2O até 50 mg/L.
B-5.4 Na avaliação dos métodos de análise de cianetos, não se deve esperar
necessariamente uma recuperação de 100 % de cianetos, quando da remoção dos
aldeídos interferentes. A recuperação vai depender do excesso de CH2O que
estiver presente, do tempo de contato e da temperatura da amostra.

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