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MÓDULO V – TEORIA DO CONHECIMENTO II

A critica de Popper ao Empirismo Lógico

Como movimento o empirismo lógico buscava encontrar critérios para


considerar significativa as preposições cientificas e afastar a metafisica do
debate no interior da filosofia. Além disso buscavam encontrar critérios para
auxiliar a transposição de preposições factuais em verdade -através do
principio da verificabilidade. Afirmavam eles que o método cientifico mais
adequado deveria ser o indutivo (conjunto de observações que geram
posteriormente conhecimento).
Popper tenta refutar essas colocações do Empirismo Logico através da
metáfora do Bo Balde e o Holofote.
Nessa critica, primeiramente, ele contrapõe o método indutivo frente ao
método dedutivo hipotético dedutivo. Em segundo lugar, propõe o um critério
de verdade sob o nome de “Falsiabilidade” (ou falsificacionismo).
Na indução a partir de experiências que se reptem generalizamos uma
dada afirmação. Nessa perspectiva compreendermos a mente humana como
um balde que acumula experiências e quando necessário resgatá-las, abrirmos
uma torneira e sairia conhecimento (a observação precede a hipótese) (O –
H) .
Popper questiona essa perspectiva e aponta que o método mais
indicado é o hipotético dedutivo, nele a mente é compreendida como um
holofote. Nessa perspectiva as hipóteses precedem as observações (H – O).
Propõe ele substituir o método indutivo (atreves do qual se tem conhecimento a
partir de um numero finito de observações) pelo método hipotético dedutivo
(considerado um raciocínio lógico).
No método hipotético dedutivo primeiro parte-se de hipóteses, depois
realiza-se as observações adequadas e somente se uma das hipóteses atingir
plausibilidade segue-se na busca pelo conhecimento.
O processo pela busca de conhecimento segue a seguinte ordem:
1o – Levanta-se uma lei geral
2o – Identifica-se uma condição inicial
3o – Tem-se a explicação
Ainda que ocorra a identificação da explicação do fenômeno, ela não
seria suficiente para responder as inquietações daquele que busca o
conhecimento cientifico. É necessário continuar na investigação e tentar
investigar, a partir de experiências continuas em que se replique as mesmas
leis e condições do fenômeno e reproduzir o fenômeno. Essa prática é tem
como objeto realizar predições, ou seja, isso busca não apenas antecipar
possibilidades de falhas nas teorias e explicações cientificas que buscam obter
a veracidade do conhecimento.
Entretanto, afirma Popper que isto não é suficiente, deve-se eliminar
qualquer possibilidade de erros futuros, ou se incorreria o risco de cair na
metáfora de a mente ser um balde em que se deposita o conhecimento e
quando se precisa dele abre-se uma torneira e ele jorra.
O objetivo disso é garantir que não haja erros futuros e garanta a
legitimidade dos processos científicos, e para isso, é necessário trocar a
verificabilidade pela falseabilidade.
A verificabilidade afirma que para que uma preposição seja considerada
cientifica deve ser possível de ser verificada pela experiência. Popper afirma
que esse procedimento não funciona porque também compreende a mente
como um balde. Em substituição a isso propõe a falseabilidade, conceito que
afirma: Uma proposição para ser considerada cientifica deve poder ser
falsificada, ainda que em determinados contextos, através de experiências.
A falseabilidade de Popper propõe que uma proposição cientifica seja
analisada em contextos distintos e diversos submetendo-a a testes contínuos
buscando verificar se esta preposição funciona corretamente em todos os
contextos (1,2,3,4,5...). Ao verificar-se que ela não funciona corretamente em
um dado contexto (artificial), ao invés de rejeitá-la, deve-se precaver a
possibilidade do erro identificada nesse erro, ou seja, uma mudança no
contexto não necessariamente significa a rejeição da preposição, mas sim que
ela possui uma possibilidade de desvio e é a este desvio que Popper e a
falseabilidade querem se precaver.
O que Popper esta querendo afirmar é uma preposição para ser
cientifica ela deve ser possível de ser falsificada em algum contexto, quando
isso não ocorre, quando a verdade já e dada por si, esta se falando de dogma,
algo inaceitável na ciência.
A ciência busca sempre ampliar as discussões, propondo possibilidades
e admitindo mudanças e rearranjos acerca do conceito de verdade. Ou seja,
ela sempre está assimilando novos conceitos e conhecimentos ao discurso
cientifico. Essa postura cientifica distancia-se da metáfora do balde e aproxima
a busca pelo conhecimento de uma metáfora do holofote que, em suma, afirma
que ao tentar-se prever as falhas futuras de uma teoria, pode-se abarcar um
numero maior de fenômenos e com isso, a ciência estaria mais próxima de um
holofote cada vez mais intenso que ilumina pontos obscuros do conhecimento.
Esse processo dá-se através da assimilação e acomodação de novos
conhecimentos ao discurso cientifico. Dito de outra forma, quando a ciência
encontra um novo conceito, ao invés de rejeitar uma preposição ela assimila
esse conceito ao cabedal que ilumina a preposição científica.

A Crítica de Quine

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