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SECRETARIA DE ESTADO

DE EDUCAÇÃO

FORMAÇÃO DE GESTORES ESCOLARES

MÓDULO III

GESTÃO DE PESSOAS

CADERNO DE ESTUDOS UNIDADE 3

2019
GOVERNO DO ESTADO DE MINAS GERAIS

Governador do Estado de Minas Gerais


Romeu Zema Neto

Vice-governador do Estado de Minas Gerais


Paulo Eduardo Rocha Brant

Secretária de Estado de Educação


Julia Figueiredo Goytacaz Sant'Anna

Secretário de Estado Adjunto de Educação


Edelves Rosa Luna

Chefe de Gabinete
Camila Barbosa Neves

Subsecretaria de Gestão de Recursos Humanos


Ana Costa Rego

Elaboração
Equipe Técnica da Subsecretaria de Gestão de Recursos Humanos

Caderno de Estudos - Gestão de Pessoas - Unidade 3 Página 2 de 33 | ​Sumário


 
Sumário
Unidade 3 - Quadro de Pessoal 4

1. Atribuição de Turmas, Aulas e Funções 5


1.1 Procedimentos para atribuição de turmas, aulas e funções 6

2. Atribuição da Carga Horária por Cargos e Funções 7


2.1 Ajustamento Funcional 8
2.2 Auxiliar de Serviços de Educação Básica - ASB 8
2.3 Assistente Técnico de Educação Básica - ATB 8
2.4 Especialista em Educação Básica - EEB 8
2.5 Professor de Educação Básica - PEB 9

3. Designação 10
3.1 Orientações 10
3.2 Procedimentos 11

4. Sistema de Designação e Quadro de Pessoal - SYSADP 14


4.1 Sistema de Designação - SYSADP 15
4.1.2 Cadastro 15
4.1.3 Consultas 15
4.1.4 Certidões 15
4.1.5 Quadro da Escola 16

5. Relatório de Pagamento Mensal - RP1 17

6. Movimentação de Pessoal 19
6.1 Mudança de Lotação 19
6.2 Remoção 20
6.3 Designação Local de Exercício 21
6.4 Cessão de Servidores 22

7. Secretário de Escola 24
7.1 Orientações 25

8. Processo de Escolha de Diretor e Vice-diretor de Escola Estadual de MG 26


8.1 Locais onde o processo de escolha não é realizado 28
8.2 Comporta de Diretor, Coordenador e Vice-diretor de Escola Estadual 29
8.3 Natureza do Cargo/Função 31
8.4 Nível remuneratório do Cargo de Diretor 32
8.5 Vencimento 32
8.6 Vacância e substituição de Diretor e Vice-diretor 33

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Unidade 3 - Quadro de Pessoal
A elaboração desta unidade tem como objetivo oferecer aos Diretores
Escolares orientações relativas à organização do ​quadro ​de ​pessoal da escola e ao
gerenciamento dos procedimentos referentes à ​situação funcional dos servidores
da unidade escolar.
Considerando-se os temas aqui relacionados, foram abordados apenas os
aspectos mais significativos, embasados nas ​legislações que regulamentam o
quadro de pessoal das unidades estaduais de ensino.
Este módulo é uma contribuição inicial que requer consultas frequentes à
legislação de pessoal e de suas alterações.
Ao organizar o quadro de pessoal da escola, o Diretor precisará considerar os
aspectos pedagógicos e administrativos, observando a legislação vigente. São
integrantes do quadro de pessoal da escola:
● Diretor (Cargo em Comissão);
● Vice-Diretor (Função Gratificada);
● Secretário da Escola (Cargo em Comissão);
● Professores de Educação Básica (PEB);
● Especialistas em Educação Básica (EEB);
● Assistente Técnico da Educação Básica (ATB);
● Auxiliar de Serviços de Educação Básica (ASB);
● Analista de Educação Básica (AEB) - Assistente Social, Fisioterapeuta,
Fonoaudiólogo, Psicólogo ou Terapeuta Ocupacional, somente na Escola
Estadual de Educação Especial.

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Base Legal ● Lei nº 869/1952
● Lei nº 7109/1977
● Lei nº 9.381/1986
● Lei nº 10.254/1990
● Lei nº 15.293/2004
● Resolução SEE nº 3995/2018
● Resolução SEE nº 4112/2019

1. Atribuição de Turmas, Aulas e Funções


As turmas, aulas e funções serão atribuídas aos servidores detentores de
cargo efetivo e de função pública (decorrente de estabilidade nos termos do artigo
19 do ADCT1 - CF/88), de acordo com o número de alunos, turmas, modalidades de
ensino, matriz curricular e turnos ofertados pela escola.

No  período  de  planejamento  do  ano  escolar  subsequente,  após  as 
orientações  e  datas  estabelecidas  pela  SEEMG,  ​a  direção  da  escola 
ATENÇÃO!!!  deverá  se  reunir  com  os servidores da escola, para distribuir todos os 
cargos  e  funções  da  unidade  de  ensino.  Essa  reunião  de  atribuição 
deverá ser obrigatoriamente registrada em ata. 

1
ADCT - ​ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS da Constituição da
República Federativa do Brasil de 1988.

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1.1 Procedimentos para atribuição de turmas, aulas e
funções
Para a atribuição de turmas, aulas e funções deverão ser observadas
sucessivamente:
A. o cargo​: considerando o limite da carga horária obrigatória de cada
cargo ou função pública, observando para o professor regente de aulas
a carga horária do seu Regime Básico (RB);
B. a titulação​: o componente curricular para o qual foi nomeado e
constante da titulação do cargo; outro componente curricular constante
da titulação do cargo, e outro componente para o qual o professor
possua habilitação específica e/ou formação especializada;
C. a data da última lotação na escola​; e
D. os critérios complementares​: elaborados pelo Diretor e pelo corpo
docente da escola, e ​aprovados pelo Colegiado Escolar em
responsabilidade solidária​, devendo obedecer às ​orientações
estabelecidas pela Subsecretaria de Desenvolvimento da Educação
Básica/SEEMG​.

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2. Atribuição da Carga Horária por Cargos e
Funções
A carga horária de trabalho varia conforme com o cargo ou função exercido,
como apresentado no quadro 1, abaixo.

QUADRO 1: CARGA HORÁRIA CONFORME FUNÇÃO

FUNÇÃO CARGA HORÁRIA

Diretor (Cargo em Comissão) 40 horas

Vice-Diretor (Função Gratificada) 30 horas

Secretário da Escola (Cargo em Comissão) 30 horas

Professor de Educação Básica (PEB) De acordo com RB

Especialista em Educação Básica (EEB) 24 horas

Assistente Técnico da Educação Básica (ATB) 30 horas

Auxiliar de Serviços de Educação Básica (ASB) 30 horas

Analista de Educação Básica (AEB) - Assistente Social,


Fisioterapeuta, Fonoaudiólogo, Psicólogo ou Terapeuta
30 horas
Ocupacional, somente na Escola Estadual de Educação
Especial.

● Importante ressaltar que o Professor de Educação Básica (PEB) tem 
a  carga  horária  determinada  de  acordo  com  o  Regime  Básico  (RB) 
previsto  no  cargo,  acrescidas  da  exigência  curricular,  quando 
​ATENÇÃO!!! 
houver, e da carga horária referente às atividades extraclasses. 
● No  anexo  II  da  Resolução  4112/2019,  há  uma  tabela  com  a  carga 
horária do Professor de Educação Básica. 

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2.1 Ajustamento Funcional
A atribuição de atividades ao servidor em ajustamento funcional se dará de
acordo com a carga horária do cargo, em conformidade com os critérios
estabelecidos na legislação vigente, observando as necessidades da escola, as
restrições constantes do laudo médico e a escolaridade.
A carga horária do servidor em ajustamento funcional será cumprida
diariamente​, dentro do horário de funcionamento na unidade de exercício.

2.2 Auxiliar de Serviços de Educação Básica - ASB


O servidor deverá cumprir sua carga horária ​diariamente na unidade de
exercício, totalizando 30 horas semanais.
A atribuição das funções será determinada pela direção da escola, por turno
de trabalho, podendo ser alterado durante o ano para atender às necessidades da
escola.

2.3 Assistente Técnico de Educação Básica - ATB


O servidor deverá cumprir sua carga horária ​diariamente​, dentro do horário
de funcionamento na unidade de exercício, totalizando 30 horas semanais.
A atribuição das funções e o quantitativo de servidor por turno será
determinada pela direção da escola, observado o comporta estabelecido pela
legislação vigente.
Conforme o critério estabelecido na legislação vigente a atribuição será por
turno de trabalho, podendo ser alterado durante o ano para atender as necessidades
da escola. Entretanto, na hipótese de o servidor ser ocupante de dois cargos
acumuláveis na Administração Pública, deve ser considerada a compatibilidade de
horários.

2.4 Especialista em Educação Básica - EEB


O servidor deverá cumprir sua carga horária ​diariamente​, dentro do horário
de funcionamento na unidade de exercício, totalizando 24 horas semanais. O

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servidor sujeito a carga horária de 40 horas semanais ocupará duas vagas e
cumprirá sua jornada ​diariamente ​em dois turnos de 4 (quatro) horas que coincidirá,
obrigatoriamente, com os turnos de funcionamento não podendo ser computado o
intervalo entre os turnos.
A atribuição será em conformidade com o critério estabelecido na legislação
vigente, observando as necessidades da escola.

2.5 Professor de Educação Básica - PEB


O servidor deverá cumprir a carga horária integral do regime básico - RB do
cargo e da exigência curricular, se for o caso, e a carga horária referente às
atividades extraclasses.
A atribuição observará as necessidades da escola e os critérios estabelecidos
na legislação vigente.
Após a composição de todos os cargos e funções dos docentes da escola, no
limite da carga horária do professor efetivo, se ainda houver aulas disponíveis,
deverá ser providenciado:
● o aproveitamento do servidor excedente total ou parcial na própria escola,
devendo a direção encaminhar à SRE a relação dos servidores excedentes,
para procederem o remanejamento para outras escolas;
● a ampliação de carga horária, permitida ao professor efetivo habilitado que
não tenha a carga horária completa, mediante solicitação por requerimento
protocolado;
● a atribuição da extensão de carga horária adicional (AEJ) pago ao Professor
de Educação Básica, em virtude de acréscimo temporário na carga horária
semanal de trabalho, para que seja ministrado componente curricular para o
qual seja habilitado ou que esteja autorizado a lecionar, em conformidade
com os critérios estabelecidos na legislação vigente;
● a designação em cargo vago ou em substituição, em caráter temporário para
a servidora gestante em estabilidade provisória, poderá ser mantida sem
redução da carga horária, mediante requerimento da servidora e solicitação
da vaga no ​Sistema de Designação de Pessoal (​SYSADP);

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● a designação de cargos vagos ou em substituição, em caráter temporário
para as turmas, aulas e funções, enquanto houver a necessidade de pessoal
de acordo com o comporta da escola, sendo a vaga cadastrada no ​Sistema
de Designação de Pessoal (​SYSADP).

3. Designação

Base Legal ● Lei n.º 869, de 5/7/1952;


● Lei 7.109 de 13/10/1977;
● Lei nº 10.254/1990; e
● Resolução SEE nº 3.995/2018.

A ​designação é a forma de provimento de função pública a título precário em


cargo vago ou em caráter de substituição, para assegurar o funcionamento regular
das escolas, atendendo ao interesse da Administração Pública.
As resoluções e orientações que estabelecem os critérios para inscrição,
classificação e a designação de candidatos para exercício da função pública em
escolas estaduais são publicadas ​anualmente​.

3.1 Orientações
Para suprir a real necessidade de pessoal para o funcionamento da escola,
quando não existir servidor efetivo e/ou estabilizado que possa exercer tal função, a
escola poderá nos termos da Lei nº 10.254/1990, solicitar a designação para as
funções públicas de:
● Professor da Educação Básica (PEB);
● Especialista em Educação Básica (EEB);
● Auxiliar de Serviços de Educação Básica (ASB);
● Assistente Técnico da Educação Básica (ATB); e

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● Analista de Educação Básica (AEB) - Assistente Social, Fisioterapeuta,
Fonoaudiólogo, Psicólogo ou Terapeuta Ocupacional, para atuar na Escola de
Educação Especial.

● As  designações  para  o  exercício  de  função  pública  serão 


realizadas  em  cargo  vago  ou  em  substituição  ​durante  o 
afastamento do titular​. 
ATENÇÃO!!! 
● Alertamos  que  a  ​data  de início da designação deve corresponder 
ao  ​primeiro  dia  de  exercício  do  servidor  e  o  término  não  pode 
ultrapassar o ano civil​. 

3.2 Procedimentos
A direção da escola deverá cadastrar no ​S​istema de Designação de Pessoal ​-
SYSADP​, a solicitação de vagas em cargo vago ou substituição necessárias, de
acordo com os limites do comporta da escola, devendo:
I. Justificar o motivo da solicitação;
II. Especificar o período da designação e o horário de trabalho;
III. Em caso de substituição, identificar o titular afastado e informar o prazo do
afastamento;
IV. Observar os prazos mínimos permitidos para designação, nos termos da
legislação vigente, para a função pública de:

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QUADRO 2: PERÍODO DE AFASTAMENTO CONFORME CARGO / FUNÇÃO

Função Período do Afastamento do Titular

Professor de Educação Básica - PEB Qualquer Prazo.


A escola que contar com professor para
substituição eventual de docente não
pode designar ​regente de turma por
período igual ou inferior a 10 dias,
exceto se o professor eventual já
estiver atuando em substituição a outro
docente.

Auxiliar de Serviços de Educação 15 (quinze) dias ou mais​, exceto


Básica - ASB quando a escola tiver apenas um ASB
em cada turno, hipótese em que a
substituição será por qualquer prazo;

Assistente Técnico de Educação Básica 30 (trinta) dias ou mai​s, desde que


– ATB não exista, na localidade, servidor em
Ajustamento Funcional que possa
exercer tal função;

Professor de Educação Básica – PEB, 15 (quinze) dias ou mais​.


para a função de Professor para Ensino
do Uso da Biblioteca - PEUB,
Especialista em Educação Básica –
EEB e demais situações

É  vedada a designação em substituição a servidores afastados 
IMPORTANTE! 
em férias regulamentares. 

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● As  vagas  cadastradas  pela  escola  serão  ​deferidas  pelo  Inspetor 
Escolar  ​e  pela  Superintendência  Regional  de  Ensino  e 
posteriormente  autorizadas  pela  Secretaria  de  Estado  de 
Educação​. 
● Após  a  autorização  da  SEEMG,  ​a  escola  deverá  gerar  o  edital 
DIRETOR(A),   público  com  antecedência  mínima  de  72  (setenta  e  duas)  horas 
para  chamada  inicial  de  designação  e,  para as vagas aprovadas 
no  decorrer  do  ano,  com  antecedência  mínima  de  24  (vinte  e 
quatro) horas.  
● O  edital  será  divulgado  em  página  pública  no  endereço 
http://controlequadropessoal.educacao.mg.gov.br/divulgacao​. 

As designações deverão ser processadas observando a ​ordem de


classificação dos candidatos e demais orientações definidas nas legislações
vigentes​.

A direção da escola deverá: 


● conferir  toda  a  documentação  exigida  ao  candidato,  em 
conformidade com as legislações vigentes; 
● registrar todo o processo em ata; 
ATENÇÃO! 
● preencher  o  formulário  “Quadro  Informativo  Cargo/Função 
Pública–  QI”  que  deverá  ser  conferido  e  assinado  pelo  servidor, 
pelo  próprio  Diretor  da  Escola  e  pelo  Inspetor  Escolar  e 
encaminhado imediatamente, à Diretoria de Pessoal da SRE. 

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4. Sistema de Designação e Quadro de Pessoal
- SYSADP
O ​Portal SYSADP é um sistema de administração de pessoal da SEE/MG que
propicia o gerenciamento dos recursos humanos da escola.
Apresenta como ferramentas de gerenciamento o ​Sistema de Designação e o
Quadro da Escola​ com informações das escolas da rede estadual de ensino.
O SYSADP tem interface com os sistemas SISAP2 e SIMADE3 que
consolidam e complementam as informações do quadro de pessoal da escola.
Endereço eletrônico do portal SYSADP:
● http://controlequadropessoal.educacao.mg.gov.br

2
​SISAP:​ Sistema de Administração de Pessoal do Estado. ​Nele estão registradas​ as i​ nformações
cadastrais, funcionais e financeiras de cada servidor público.
3
​SIMADE​: ​Sistema Mineiro de Administração Escolar - ​O Simade é um banco de dados com todas as
informações sobre o sistema educacional mineiro, que facilita a elaboração de projetos e políticas
públicas para elevar a qualidade da educação em Minas Gerais. Beneficia alunos (que têm acesso às
notas e à vida escolar), servidores (que podem acompanhar seus processos) e gestores (que terão
informações precisas para tomarem decisões corretas e planejar as intervenções. Todas as tarefas
podem ser informatizadas, como os diários de classe.

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4.1 Sistema de Designação - SYSADP
O SYSADP permite à direção da escola gerenciar as vagas para a
designação de candidatos. A ferramenta tem como funcionalidades:

4.1.2 Cadastro
● Cadastro de vagas;
● Preenchimentos de vagas para designação/QI;
● Prorrogação de designação/QI;
● Alteração ou Retificação de Vagas/QI;
● Dispensa de Designação/QI.

4.1.3 Consultas
● Gerente de escola (Diretor/Coordenador);
● Vagas cadastradas;
● Vagas autorizadas para designação;
● Vagas preenchidas;
● Vagas dispensadas; e
● Quadro da escola.

4.1.4 Certidões
O Sistema permite a inserção e consulta de tempo de serviço dos servidores
designados a partir do ano de 1984.
O tempo de serviço inserido no sistema deverá respeitar os dados e
informações registradas no documento original ou autenticado constante na Certidão
de Contagem de Tempo, que se encontra arquivada na pasta funcional do servidor
na Secretaria da escola.
O tempo de serviço dos servidores designados anterior a 1984, deverá ser
regularizado no SISAP, pela Superintendência Regional de Ensino.

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4.1.5 Quadro da Escola
Identifica a atribuição de turmas, aulas e funções, os turnos de trabalho e a
situação funcional dos servidores definidos pela escola e registrados no SISAP e
SIMADE, conforme legislação vigente. Permite e facilita o gerenciamento do quadro
de pessoal pela direção da escola, identificando no sistema o quantitativo de vagas
necessárias para a designação de função pública.
Para acessar a funcionalidade ​Quadro da Escola no SYSADP utilize no
menu Consultas > Quadro da Escola
Consultas possíveis na ferramenta:
● Identificação dos dados da unidade de ensino por endereço;
● Quantitativo de turmas, alunos, modalidade de ensino e turnos de oferta,
conforme dados registrados no SIMADE;
● Quantificação dos servidores da escola, conforme dados registrados no
SISAP e SYSADP;
● Dados curriculares e apuração do número de cargos para regência de aulas
por componente curricular, conforme dados registrados no SIMADE, SYSADP
e SISAP;
● Comporta da escola por cargo/função/componente curricular e a relação
nominal de todos os servidores, em conformidade com a legislação vigente.

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5. Relatório de Pagamento Mensal - RP1
O relatório de pagamento mensal - RP1, também chamado relatório de
frequência, tem por finalidade apresentar os dados funcionais registrados no SISAP,
possibilitando o controle do quadro de pessoal da escola, por vínculo funcional,
carreira, carga horária, situação de exercício e afastamentos legais.
A base de dados é atualizada mensalmente e disponibilizada à escola ao fim
de cada mês.
A partir destas informações, que espelham os registros no SISAP, a unidade
escolar deverá informar à SRE possíveis alterações e correções no sistema relativas
à vida funcional do servidor, incluindo a frequência, mediante a guia de ocorrências.
Tela de login:

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Relatórios

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6. Movimentação de Pessoal
A movimentação de pessoal é o ​deslocamento do servidor efetivo para ter
exercício em outro local mediante ato autorizativo​.
A movimentação de pessoal considera o município como localidade e, deste
modo, entende-se:
● como mudança de lotação, a movimentação no âmbito do município em que
se encontra lotado o servidor;
● como remoção toda a movimentação de servidor de um para outro município.

A  direção  deverá  orientar  os  servidores  da  escola  quanto  aos 


DIRETOR(A),  procedimentos  para  a  concessão  da  movimentação,  conforme 
destacamos a seguir. 

6.1 Mudança de Lotação


Movimentação do Professor de Educação Básica e do Especialista em
Educação Básica efetivos de uma para outra escola da mesma localidade.
Concedida nos termos do inciso I, artigo 78, da Lei nº 7.109/1977, de uma
escola para outra, dentro da mesma localidade.
Os candidatos à mudança de lotação serão classificados de acordo com a
seguinte ordem de prioridade:
● Maior tempo de efetivo exercício no órgão onde tem lotação;
● Maior tempo de exercício no magistério público estadual;
● Classe mais elevada;
● O mais antigo no serviço público estadual;
● O de idade maior.

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A mudança de lotação deve ser requerida nos meses de outubro e novembro
de cada ano, sendo publicada até 15 (quinze) de janeiro do ano seguinte, sendo o
ato de competência da Superintendência Regional de Ensino.

6.2 Remoção
Deslocamento do Professor de Educação Básica e do Especialista em
Educação Básica efetivos de uma para outra localidade.
Será concedida nos termos artigo 70, da Lei nº 7.109/1977:

I. A pedido, em época própria;


II. Por permuta deverá ser feita entre servidores de mesma
função/conteúdo, em época própria; e
III. Para acompanhar cônjuge servidor ou empregado público, quando
removido “​ex-officio”​ ou por promoção que obrigue a mudança de
domicílio, a qualquer época.
Os servidores interessados na remoção, a pedido ou por permuta, deverão
requerer, até ​30 de abril ou ​30 de outubro de cada ano e, havendo vaga, a
remoção será efetivada nos meses de ​julho e janeiro, respectivamente.
O processo dar-se-á em duas etapas sucessivas:
● Em nível regional​: ​remoção de uma localidade para outra, em área
circunscrita à mesma Superintendência Regional de Ensino, obedecida a
ordem de classificação. O ato de remoção regional é de competência da
Superintendência Regional de Ensino;
● Em nível estadual: ​remoção do servidor que pretende concorrer às vagas
remanescentes da etapa regional, em localidades circunscritas às
Superintendências Regionais de Ensino distintas daquela na qual o servidor é
lotado e obedecida a ordem de classificação. O ato de remoção estadual é de
competência da SEEMG.
Os candidatos à remoção serão classificados, conforme critérios
estabelecidos no artigo 73, da Lei nº 7.109/77 a seguinte prioridade:
I. O casado, para a localidade onde reside o cônjuge;

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II. O doente, para a localidade em que deva tratar-se;
III. O que tiver cônjuge ou filho doente, para a localidade em que deva tratar-se;
IV. O arrimo, para a localidade em que resida a família.

Não bastando a ordem de prioridade acima descrita, observar-se-á a seguinte


preferência:
1. O de mais tempo de efetivo exercício no magistério estadual, na localidade de
onde requer remoção;
2. O de classe mais elevada;
3. O de grau maior na classe;
4. O mais antigo no magistério;
5. O mais antigo no serviço público estadual;
6. O de idade maior.

6.3 Designação Local de Exercício

Base Legal ● Lei 869, de 05/07/1952.


● Lei 7.109, de 13/10/1977.
● Decreto nº 18.073, de 08/09/1976.
● Resolução SEE nº 4.806, de 04/01/1984.
● Despacho nº 014/2018/AGE/NAJ.

Concedida nos termos do Decreto nº 18.073/1976 é a movimentação de


pessoal efetivo do quadro administrativo de uma para outra escola, ou localidade do
Estado quando houver cargo vago.
A designação poderá ser requerida em qualquer época do ano.
O processo dar-se-á em:
● Designação regional para as escolas circunscritas pertencentes às
Superintendências Regionais de Ensino que publicará o ato, e

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● Designação estadual quando se tratar de movimentação para outra localidade
fora da circunscrição da SRE, ato de competência da SEEMG.
São cargos do Quadro Administrativo:
● Assistente Técnico de Educação Básica (ATB);
● Auxiliar de Educação (ASE);
● Auxiliar de Serviços de Educação Básica (ASB).
Para classificação do candidato, será considerado o tempo de efetivo
exercício no serviço público na função que exerce.

6.4 Cessão de Servidores

Base Legal ● Lei nº 869, de 05/07/1952.


● Lei nº 7.109, de 13/10/1977.
● Decreto n.º 47.558, de 11/12/2018.

Considera-se cessão ato autorizativo para o exercício de atividades em outro


órgão ou entidade da administração direta ou indireta do Poder Executivo da União,
dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, bem como para os Poderes
Legislativo e Judiciário, Tribunais, Ministérios Públicos, Defensorias Públicas e
entidade que ministre educação especial.
O ato de cessão é feito anualmente, com vigência a contar da publicação até
o último dia do ano em curso.
Na legislação vigente estão previstos dois tipos de cessão – disposição e
adjunção:
● Adjunção​: cessão de servidor efetivo estável do ​quadro de magistério​, para
atuar em outros órgãos, para ​exercer atribuições ​inerentes ao cargo
(docência), ​definida por lei específica;

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● Disposição​: cessão de servidor efetivo, para exercício de ​atividades
administrativas​ para atuar em outros órgãos.
O processo deve ser instruído com a seguinte documentação:
● Solicitação do titular do órgão onde o servidor pretende atuar, esclarecendo o
cargo que o mesmo irá ocupar e a quem caberá o ônus;
● Requerimento do servidor formalizando seu interesse na cessão.
O processo da cessão deverá ser protocolizado na SRE e o ​servidor deverá
aguardar em exercício na sua unidade de lotação a publicação de sua cessão​.

Servidores  do  quadro  de  magistério  ​em  estágio  probatório  só  podem 
ser  cedidos,  em  disposição,  para  ocupar  ​cargo  em  comissão  ou  função 
​IMPORTANTE 
de  confiança  em  escola ou órgão de educação que não integre o sistema 
estadual de ensino​. 

No término da cessão (31/12):


● O ​servidor do quadro de magistério deverá comparecer a SRE para ser
lotado a contar do primeiro dia do ano civil (01 de janeiro), pois perde a sua
lotação com a publicação do ato;
● O ​servidor do quadro administrativo deverá retornar a sua unidade de
exercício, pois não perde a lotação com a publicação do ato.
Caso haja interesse na continuidade da cessão deverá ser encaminhado à
SEEMG processo solicitando a prorrogação do ato e o servidor não deverá retornar
à Rede Estadual de Ensino.

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7. Secretário de Escola

Base Legal ● Lei nº 15.293/2004 - artigo 26 e 28;


● Lei 21.710 de 30/06/2015 - Anexo VI;
● Resolução SEE nº 4.112/2019 - Anexo I.

O cargo em comissão de Secretário de Escola é indicação de confiança do


Diretor, sendo, preferencialmente, ocupado por servidor detentor de cargo efetivo
das carreiras dos Profissionais de Educação Básica, com exercício em unidade
escolar, à exceção da carreira de Especialista em Educação Básica.
O Secretário de Escola atua em responsabilidade solidária com o Diretor da
Escola garantindo a regularidade da situação funcional dos servidores lotados na
Unidade e da vida escolar dos alunos.
Cada Unidade de Ensino comporta 01 (um) Secretário de Escola, exceto as
escolas que funcionam em Unidade Prisional, em Centro Socioeducativo e onde a
direção é exercida por Coordenador.

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7.1 Orientações
O servidor deverá cumprir sua carga horária ​diariamente​, dentro do horário
de funcionamento na unidade de exercício, totalizando 30 horas semanais.

O  Diretor  de  Escola  deverá  providenciar  junto  à 


Superintendência  Regional  de  Ensino  a  autorização  para  secretariar 
quando  o  servidor  não  possuir  habilitação  específica  de  Secretário  de 
Escola. 
O  Diretor  de  Escola  deverá  montar  o  processo  de  indicação  de 
Secretário  que deverá ser encaminhado para análise da SRE e posterior 
publicação do ato pela SEEMG, com a seguinte documentação: 
​IMPORTANTE 
● Ofício com a indicação do servidor para ocupar o cargo contendo 
o  nome,  MaSP,  cargo  e  admissão  em  que  será  vinculado  o  cargo 
em comissão; 
● Requerimento do servidor indicado com as devidas assinaturas; 
● O formulário da Súmula Vinculante n°13 (nepotismo); 
● Declaração  de  não  estar  respondendo  Processo  Administrativo 
Disciplinar. 

O servidor indicado para o cargo em comissão de Secretário de Escola


deverá entrar em exercício para essa função ​somente após a publicação do ato
pela SEE/MG​.

O cargo de provimento em comissão de Secretário de Escola será


determinado pelo número de alunos da escola, em conformidade com a legislação
vigente.

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NÚMERO DE ALUNOS DA ESCOLA CÓDIGO
> 1.500 alunos SE-I
1.000 a 1.499 alunos SE-II
700 a 999 alunos SE-III
400 a 699 alunos SE-IV
150 a 399 alunos SE-V
< 150 alunos SE-VI

8. Processo de Escolha de Diretor e


Vice-diretor de Escola Estadual de MG
Base legal
● Lei nº 15.293/2004 - ​Institui as carreiras dos Profissionais de Educação
Básica do Estado.
● Decreto nº 45944/2012 - Dispõe sobre critérios para definição do nível
remuneratório do servidor ocupante de cargo de provimento em comissão de
Diretor de Escola, a que se refere o inciso I do art. 26 da Lei n° 15.293, de 5
de agosto de 2004, e de Diretor de Escola do Colégio Tiradentes da Polícia
Militar, de que trata o art. 8°-D da Lei n° 15.301, de 10 de agosto de 2004.
● Decreto 46206, de 03/04/2013 - Regulamenta o parágrafo único do art. 22 da
Lei nº 15.293, de 5 de agosto de 2004.
● Decreto Nº 47.543, de 3 de dezembro de 2018. Altera o Decreto nº 46.206,
de 3 de abril de 2013, que regulamenta o parágrafo único do art. 22 da Lei nº
15.293, de 5 de agosto 2004.
● Decreto NE Nº 486, de 1º de outubro de 2018. Estabelece prazos para a
realização do processo de escolha para o cargo de Diretor de Escola e a
função de Vice-Diretor de Escola de Educação Básica do Estado e dá outras
providências.
● Resolução SEE nº 4112/2019 - Estabelece normas para a organização do
Quadro de Pessoal das Escolas Estaduais de Educação Básica da Secretaria
de Estado de Educação.

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● RESOLUÇÃO SEE Nº 4.127/2019 - Estabelece normas para escolha de
servidor ao cargo de diretor e à função de vice-diretor de escola estadual de
Minas Gerais e trata de outros dispositivos Correlatos.
● RESOLUÇÃO SEE Nº 4.129/2019 - Estabelece normas para escolha de
servidor ao cargo de diretor e à função de vice-diretor de escola estadual
atendendo de forma específica e diferenciada às comunidades indígenas de
Minas Gerais e trata de outros dispositivos correlatos.
● RESOLUÇÃO SEE Nº 4.130/2019 - Estabelece normas para escolha de
servidores ao cargo de diretor à função de vice-diretor para exercício em
escolas estaduais quilombolas e dá outras providências.
● RESOLUÇÃO SEE Nº 4.137/2019 - Altera dispositivos da Resolução SEE Nº
4127, de 23 de abril de 2019, que estabelece normas para escolha de
servidor ao cargo de diretor e à função de vice-diretor de escola estadual de
Minas Gerais e trata de outros dispositivos correlatos.
● RESOLUÇÃO SEE Nº 4.138/2019 - Altera dispositivos da Resolução SEE Nº
4129, de 03 de maio de 2019, que estabelece normas para escolha de
servidor ao cargo de diretor e à função de vice-diretor de escola estadual
atendendo de forma específica e diferenciada às comunidades indígenas de
Minas Gerais e trata de outros dispositivos correlatos.RESOLUÇÃO SEE Nº
4.139/2019 - Altera dispositivos da Resolução SEE Nº 4130, de 03 de maio de
2019, que estabelece normas para escolha de servidores ao cargo de diretor
e à função de vice-diretor para exercício em escolas estaduais quilombolas e
dá outras providências.
A Secretaria de Estado de Educação visando à continuidade da gestão
democrática, competente, com a participação da comunidade escolar nas escolas
estaduais de Minas Gerais publicou, em 24 de abril de 2019, a Resolução SEE Nº
4127/2019, que estabelece as normas para a escolha de servidor ao cargo de diretor
e à função de vice-diretor de escola estadual de Minas Gerais e trata de outros
dispositivos correlatos, nas escolas regulares. A citada Resolução normatiza o
processo de escolha de diretor e vice-diretor, e estabelece no Anexo I o cronograma
de execução das ações previstas para o processo.

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Participam, também, desse processo as escolas indígenas e as quilombolas.
Nas escolas indígenas, o processo é normatizado pela Resolução SEE Nº
4129/2019 e nas escolas quilombolas é normatizado pela Resolução SEE Nº
4130/2019, publicadas em 04/05/2019, estabelecendo normas para atender às
especificidades dessas comunidades.
A escolha é realizada pela Comunidade Escolar, por meio de votação, e os
diretores escolhidos são nomeados pelo Governador, e os vice-diretores designados
pelo/a Secretário/a de Educação, em ato coletivo.
Esclarecemos que, algumas datas de realização das ações previstas no
Cronograma de Execução do Processo de Escolha de Diretor e Vice-diretor das
escolas estaduais regulares, indígenas e quilombolas foram alteradas por meio das
Resoluções SEE Nº 4137/2019, 4138/2019 e 4139/2019, respectivamente.

8.1 Locais onde o processo de escolha não é realizado


Pela dinâmica de funcionamento das instituições escolares, o processo não é
realizado nas seguintes escolas:
● nas que funcionam sob coordenação, a direção é exercida por Coordenador
de Escola. São unidades de ensino com até 100 matrículas e que atendem
anos iniciais do ensino fundamental. A indicação ocorrerá nos termos do
artigo 26 da Resolução SEE Nº 4112/2019;
● nas localizadas em unidades prisionais e em centros socioeducativos: a
indicação de Diretor/vice-diretor é realizada em concordância entre a
Secretaria de Estado de Educação - SEE/MG e o Órgão de Segurança
Pública (Secretaria de Estado de Administração Prisional - SEAP e Secretaria
de Estado de Segurança Pública - SESP, respectivamente).

Os procedimentos quanto à indicação de Diretor e/ou vice-diretor nas citadas


escolas, deverão ser observados na ORIENTAÇÃO CONJUNTA SEE/SB/SG Nº
01/2019, que ​"Orienta sobre o processo de indicação ao cargo de diretor/função de
vice-diretor nas escolas que atendem aos indivíduos em situação de privação ou
restrição de liberdade nas unidades prisionais" e na ORIENTAÇÃO CONJUNTA

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SEE/SB/SG Nº 02/2019, que "​Orienta sobre o processo de indicação ao cargo de
diretor/função de vice-diretor nas escolas que funcionam em unidades
socioeducativas de internação",​ conforme o caso​:
● nas escolas com menos de dois anos de funcionamento, a indicação será
realizada pelo Diretor Educacional da SRE, uma vez que os servidores não
comprovam tempo mínimo de exercício na escola, exigido no inciso II do
artigo 8º das Resoluções SEE Nº 4127/2019, 4129/2019 e 4130/2019;
● e nas conveniadas, a indicação de Diretor e vice-diretor será de acordo com o
definido em convênio (artigo 48 da Resolução SEE Nº 4127/2019).

8.2 Comporta de Diretor, Coordenador e Vice-diretor de


Escola Estadual
O comporta das escolas estaduais referentes ao cargo em comissão de
Diretor de Escola, à função gratificada de Coordenador de Escola e à função de
vice-diretor é definido no Anexo II da Resolução SEE Nº 4.112/2019, que
“​Estabelece normas para a organização do Quadro de Pessoal das Escolas
Estaduais de Educação Básica da Secretaria de Estado de Educação de Minas
​ revê:
Gerais a partir de 2019 e dá outras providências”, e p

● o número máximo de cargo de direção em cada unidade de ensino


regular, para assegurar o funcionamento das mesmas, é de 01 (um)
Diretor;
● ​nas escolas estaduais que oferecem somente Educação Infantil, ou
anos iniciais do Ensino Fundamental, com até 100 matrículas, a
direção será exercida por professor da própria escola, na função
gratificada de Coordenador de Escola, sem afastamento das
atribuições específicas do cargo. Conforme o parágrafo único do artigo
26 da citada Resolução, cabe ao Diretor da Superintendência Regional
de Ensino indicar professor para exercer a função de Coordenador de
Escola;

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● a quantificação de vice-diretores necessária, para assegurar o regular
funcionamento das escolas, será efetuada de acordo com o número de
matrículas e turnos registrados no Sistema Mineiro de Administração
Escolar – SIMADE, no decorrer do ano letivo;
● nos Centros Estaduais de Educação Continuada – CESEC e nos
Conservatórios Estaduais de Música - CEM, o número de matrículas e
de turnos a ser considerado para fins do quantitativo de vice-diretor
será o declarado pelo Diretor da unidade de ensino e referendado pelo
Inspetor Escolar, no decurso do ano.
● o quantitativo de vice-diretor das escolas estaduais é definido no item
2.1.3, do CESEC nos itens 2.2.4 e 2.2.5 e do CEM no item 2.3.3 do
Anexo II da Resolução SEE nº 4112/2019.
Apresentamos a seguir o quadro resumo do quantitativo de vice-diretor,
conforme Anexo II da Resolução SEE Nº 4.112/2019:

2.1.3​ – Escola Estadual

Matrícula Nº de Turnos
(nº alunos)
1 turno 2 turnos 3 turnos

150 a 300 --- --- 01 Vice-diretor

301 a 700 --- 01 Vice-diretor 01 Vice-diretores

701 a 1000 --- 02 Vice-diretores 02 Vice-diretores

1.001 a 1900 --- 02 Vice-diretores 03 Vice-diretores

Acima de 1900 --- 03 Vice-diretores

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2.2.4 e 2.2.5​ – ​CESEC

Matrícula Nº de Turnos
(nº alunos)
1 turno 2 turnos 3 turnos

Até 3000 --- ---

Acima 3000 --- 01 Vice-diretor

2.3.3 ​ - ​Conservatório Estadual de Música

Conservatório Matrícula (nº alunos)


Estadual de Música

Até 2.000 De 2.001 a 4.000 Acima de 4.000

01 Vice-diretor 02 Vice-diretores

8.3 Natureza do Cargo/Função


O cargo em comissão de Diretor, com carga horária de 40 horas semanais, é
exercido em regime de dedicação exclusiva por ocupante de cargo efetivo/designado
para o exercício de função pública/ função pública estável, vedado ao seu ocupante
exercer outro cargo na Administração Pública, direta ou indireta, em qualquer ente
da Federação.
A função de vice-diretor, com carga horária de 30 horas semanais, é exercido
por Professor de Educação Básica ou Especialista em Educação Básica, ocupante
de cargo efetivo/designado para o exercício de função pública/ função pública
estável.

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8.4 Nível remuneratório do Cargo de Diretor
O nível remuneratório do cargo em comissão de Diretor de Escola é definido
no Decreto nº 45944/2012, publicado em 30/03/2012, tendo como referência o
número de matrículas, conforme dados registrados no Censo Escolar da Educação
Básica do ano anterior.
O nível remuneratório é revisto, anualmente, por meio de resolução do titular
da Secretaria de Estado de Educação. A atualização desse nível remuneratório terá
efeitos a partir do primeiro dia útil do mês subsequente ao mês da data de
publicação da resolução.
Caso haja, durante a gestão do servidor que estiver no exercício do cargo,
eventual redução do número de matrículas de um ano letivo em relação ao ano
anterior não implicará a redução de seu nível remuneratório.

8.5 Vencimento
O vencimento do cargo de provimento em comissão de Diretor de Escola é
definido na Lei 22.062 de 20/04/2016, de acordo com o nível remuneratório abaixo
relacionado:

NÚMERO DE ALUNOS DA
CÓDIGO
ESCOLA

> ou = 1500 alunos D-I

1000 a 1499 alunos D-II

700 a 999 alunos D-III

400 a 699 alunos D-IV

150 a 399 alunos D-V

< 150 alunos D-VI

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A função gratificada do Coordenador de Escola é estabelecida no Anexo VII
da Lei nº 21.710/2015, que segue:

Nº DE TURMAS GRATIFICAÇÃO
1 R$ 324,12
2 R$ 648,25
3 R$ 972,37
4 R$ 1.296,50

Já o vencimento da função gratificada de Vice-diretor corresponde a 40%


(quarenta por cento) do vencimento do nível remuneratório do cargo em comissão
de Diretor de Escola - D-VI.

8.6 Vacância e substituição de Diretor e Vice-diretor


No decorrer do ano, caso ocorra afastamento temporário de
diretor/vice-diretor, por motivo de afastamento em Licença para Tratamento de
Saúde – LTS ou licença maternidade, deverá ser observado o disposto nos artigos
39, 40 e 42 da Resolução SEE Nº 4127/2019, de acordo com a situação
apresentada.
Ocorrendo vacância no cargo de diretor/função de vice-diretor, deverá ser
observado o disposto nos artigos 41 e 42 da citada Resolução, respectivamente.
Nessas situações e em outras que envolvem regularização de vida funcional
de servidor, a Diretoria de Gestão e Desenvolvimento de Servidores Administrativos
e de Certificação Ocupacional – DGDC/SRH realiza análise de processos
encaminhados pelas Superintendências Regionais de Ensino, via SEI, nos termos
das legislações, para providências cabíveis.

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