Você está na página 1de 90

2º teste 10 de Maio

TGDC 05.12.2018

Esfera juridica patrimonial situações jurídicas avaliadas em dinheiro a que uma pessoa é
titular (Pecus) Isto é, é equivalente ao património.

A modificação de património pode variar-se por resultado de um facto natural não apenas
mediante a celebração de negócios jurídicos. Quer dizer vão alterando as situações jurídicas
activas e passivas.

Por exemplo: um raio Caio sobre o meu carro distruindo-o.

As características do património

Unidade e autonomia.

Cada pessoa em abstracto tem um património. Sendo que Pode ser mais ou menos.

Nenhuma pessoa pode ter mais que um patrimonio (unidade) , pode acontecer q uma ou
mais partes de património de uma pessoa seja sugeito a um regime especial.

O património é uno no sentido q a cada pessoa um património.

A unidade do património é também reflexo da personalidade jurídica.

Autonomia do património

Significa que pelas situações passivas de um património só respondem as situações activas


deste mesmo património.

Garantia geral das obrigações art.601ss CC


No domínio civil a responsabilidade civil nunca se reflecte na esfera jurídica pessoal
nomeadamente a privação de liberdade.

Penhor é garantia especial do cumprimento das obrigações.

Penhora: é uma fase da ação judicial (apreensão judicial do bem).

Garantia geral: É sobre o património do devedor que o credor pode exercer a sua ação de
recuperação através da ação dos tribunais.

Perante um incumprimento qualquer credor pelo recurso agir em relação ao património do


devedor no sentido de recuperar o seu património.

Garantia especial: dividem-se em: garantia reais (623cc, 656, 666, 686, 733, 754) e garantias
pessoais (627cc)

Garantias reias- Incidem sobre bens

garantias pessoais- São dadas por outras pessoas que não seja o devedor (fiança)

Principio da autonomia

Significa que pelas dividas duma pessoa só responde o património do devedor. Salvo se for
pela gantia pessoal, neste caso a fiança.

Pelas obrigacoesduma pessoa só responde o património dessa pessoa.

Autonomia patrimonial perfeita em termos absolutos só responde pelas obrigações duma


pessoa o património dessa pessoa.

Autonomia patrimonial imperfeita: o caso em que o ordenamento juridico permite que em


caso de divida da sociedade há casos em que a divida depois do esgotamento do
património da sociedade não se pagou toda a divida, neste caso pode-se lançar mão ao
património dos sócios para pagar a dívida que falta. (Sociedades ilimitadas)
Separação de regime dentro do próprio patrimonio. 601cc

Património é um conjunto de situações jurídicas.

Introdução ao estado pessoal ou ststus

É uma qualidade em que a pessoa se encontra investida num determinado momento ou


período do tempo que implica a assunção de um conjunto de situações jurídicas ativas ou
passivas.

Ex: ser filho ou pai de alguém é um estado pessoal...

Casamento a qualidade de casado vai se perder um dia, mais cedo ou mais tarde.

06.12.2018

Domicilio e ausência

Domicilio é o local onde o direito considera ser a sede jurídica da pessoa. É um conceito de
caráter normativo, isto é resulta da lei. Art. 82(estabelece o critério geral é a residência
habitual) a 88cc

O domicilio pode ser classificado em:

- Domicilio geral

- Domicilio especial

* domicilio voluntário ou electivo art 84 cc

* domicilio legal ou necessária art 85 cc, 87

Importancia do domicilio Art. 772, 774 cc, 2031 autor da sucessão é a pessoa que faleceu.

O domicilio tambem Funciona como ponto legal de contacto não pessoal art 224cc

Partes autor é aquele que propõe a ação ao tribunal.


Réu é aquela cuja a ação

Aula do dia 07.12.2018

Instituto da ausência

Art. 89 a

Areas do instituto da Ausência

 Curadoria provisória 89 ss

 Curadoria difinitiva 99 ss

 Morte presumida 114 ss

Cada uma dessas áreas tem pressupostos diferentes.

Quem tem a legitimidade a lei lhe permite que atue sobre sobre aquela situação jurídica.

O legislador preocupa com a administração desses bens em 2 perspectivas:

- proteger os bens de alguém que merece a protecção

- preservar a paz social evitando a apropriação ilicita por parte de outros.

Curadoria provisória: e chamado assim porque neste campo a esperança de que o ausente
regresse e o curador deixa de ser necessário.

Pressupostos da curadoria provisoria

-desaparecimento da pessoa

- não se sabe onde está

- tenha deixado bens

- não deixou representante legal ou procurador.

Art 89/1 ausência em sentido técnico jurídico


Se a pessoa ausente não tiver bens, o instituto não se aplica.

Para os efeitos da curadoria provisória a pessoa é ausente na medida em que,

Não há nenhum requisito temporal

Curadoria definitiva

Art. 89cc

Entre art 89 e 99 ha alguma articulação no art 98 d primeira parte, no 89 não há requisito


temporal mas no art 99 há um requisito temporal.

A curadoria definitiva pode ser instaurada sem que se tivesse sido instaurada a curadoria
provisória.

Mas a curadoria provisória pode ser extinguida com a instauração da curadoria definitiva art
98 d primeira parte.

Com o desaparecimento de um menor depois dos cinco ano de acordo com o desposto no
artigo 99 pode se instaurar a curadoria definitiva mas em relação a curadoria provisória não
se pode instaurar a curadoria provisória em vrelacao ao desaparecimento do menor porque
em situascao normal este terá um representante legal.

Morte presumida Art 114

Todo o instituto da morte presumida fundamenta-se na duvida

Termo da curadoria definitiva art 112

Efeitos duma declaração da morte presumida art 115

Particularidade desses efeitos art 116


Pesquisar o filme O NÁUFRAGO autor Tom Hanks

Legitimidade para requerer a morte presumida art 91 E SS

Art 100, 102, 103, 104, 112

A entrada em cena do regime da morte presumida faz caducar a aplicação do regime DS


curadoria definitiva.

O curador definitivo normalmente são os herdeiros do ausente mas apenas na qualidade de


administradores dos bens do ausente não na qualidade de herdeiro.

A morte presumida não extingue o casamente a priori.

Aula do dia 11.12.2018

Incapacidade por menoridade

Ler o código a partir do artigo 122 cc a 137

Art 1 da lei5/76

Os menores são incapazes de exercício e os maiores são capazes de exercício reger a sua
pessoas e os seus bens de forma pessoal e livremente.

Obs: as pessoas coletivas não são maiores nem menores este estatuto é reservado apenas
as a pessoas singulares.

Art 67cc os menores tem capacidade genérica de gozo apesar de não terem a capacidade de
exercício nos termos do artigo 123 CC. Se assim é, alguem tem que fazer por ele.

Tem a razão do da lei proteger o próprio menor em relação Contra os resultados negativos
que por razao da sua inexperiencia poderia suceder.
A lei cria um mecanismo para suprir a incapacidade do menor Art 124 + art 1876 SS
Particularmente o art 1879, 1881 alínea g) sobretudo 1885 cc (poder de representação)

Representar: Significa que o ato jur praticado por uma pessoa não projerta os efeitos
jurídicos na esfera jurídica de quem praticou o acto mas sim na esfera jurídica do
representado.

Ao menor, A lei não lhe confere a pussibilidade de exercer pessoal e livremente as suas
situações juridicas. Se for o contrario no caso do menor realizar um negocio pessoalmente o
nº1/art 125 determina a invalidade do ato.

Aula do dia 15.01.2019

Instituto da interdição (138 a151) e o da inabilitação artigos (152 a 166)

Portugal aprovou um novo regime que é o instituto do maior acompanhado no ano 2018.

São algo de simetricamente inverso à quilo que acontece ao instituto de emancipação. Isto
é servem para retirar a capacidade de exercício à uma pessoa que em funcao à idade Em
principio a teriam.

Para tal é preciso que seja numa situação muito grave, para se retirar a autonomia privada às
pessoas.

Há regra especial para a decretação de interdição ou inabilitação por via de uma sentença.

O juiz tem que ouvir os peritos especialistas em matéria em causa por exemplo um medico
em caso de uma incapacidade física.

Principio da autonomia da vontade e a liberdade.

A interdição é aplicável as causas mais graves em termos de factos que não permita as
pessoas atingidas regerem a sua pessoa e os seus bens.

A inabilitação é aplicável a causas menos graves. Tem exclusivamente uma dimensão


patrimonial.
Só existe a incapacidade de direito (Juridica) após a decisao judicial Ou sentenca final de
interditar ou de inabilitar.

Os institutos de inabilitacao e interdicao São pensados para maiores mas com uma ligeira
distorção Na medida em que por exemplo permite-se recorrer a decretação da interdição
pelo tribunal a partir dos 17 anos para produzir efeitos a partir do primeiro dia em que a
pessoa completa os 18anos. Nº 2 art138

Obs.: Menor ja imansipado que apresenta o fenomeno da Quisofirnia???

Art 139 efeitos da decretação da interdição pelo tribunal

Situação dos pais na dimencia cinil...

Quem é que tem a legitimidade para requerer a interdicao ? Art 141

Incumbência da tutela art 143

Pesquisar Maria Leal

Ter em atenção os artigo 148 +139 (argumentação) e 125 designadamente em matéria de


prazos, a 150 estes artigos são aplicados em função do tempo em que os negócios foram
realizados.

Art 149 (com a entrada da ação no tribunal, o juiz tem que mandar publicar).

Depois de ter sido publicitada a causa

Se for registado a sentença definitiva

Se o negocio for prejudicial ao interdito

Art 150 + art 257

Cfr art 139


O artigo 127 também é aplicado subsidiariamente ao regime de interdição

Ler todo o regime da interdicao e inabilitação

Art 257 ex Vi (por forca de) art 150

Havia ou não havia o fundamento para requerer?

A pessoa tinha legitimidade?

O negocio foi realizado antes de se publicitar a ação?

se o negocio beneficia o interdito não é anulado.

17.01.2019

Inabilitação

As causas na inabilitação são parcialmente idênticas e diferentes da interdição

Art 152 a 156

Prodigalidade são aquelas pessoas que não conseguem dar valor devidamente aquilo que
têm ou seja é um esbanjador.

A inabilitação só tem em principio um padrão meramente patrimonial. Aqui nso ha


representação apenas autorização.

Como é que é suprida a inabilitação art 153, 154

CFR art 156

O regime da inabilitação é o menos denso em relação ao regime da interdicao e ao da


menoridade.

Quanto a legitimidade para requerer a inabilitacao Art 151 ex Vi 156.


A regra do artigo 126 e uma Regra de protecção do terceiro enganado, portanto bloqueará a
possibilidade de anulacao de quem quer que seja. (PPV) o terceiro só seria protegida se a lei
garantir a validade do negócio.

Obs retirar a capacidade jurídica a pessoa é uma coisa muito grave porque atinge a
autonomia privada da pessoa.

Ver 1619, 1620 e 1601/b

Aula do dia 25.01.2019

Pessoas coletivas

É um organismo social destinado a um fim licito e que o direito atribui a susceptibilidade de


ser titular de direitos e obrigações.

Quais são as pessoas coletivas que vamos estudar?

As pessoas em principio são agregações, as pessoas juntam-se naturalmente ou


expontaneamente . a agregação pode ser no seio da família ou num meio social mais
próximo.

A necessidade exige a conjugação de esforço com vista a prossecucao de determinados


interesses.

A semelhança daquilo que vimos em relação a pessoa humana na sua relação social, a
pessoa coletiva é como um agrupamento. O que quer dizer que para alem da pessoa
humana ou físicas ha outras entidades relevantes na interacção social com destaque no
agrupamento de pessoas que prosseguem fins próprios.

Esses agrupamentos podem ser estruturas das de maneira mais sufisticada ou densa ou
menos sufisticada(menos densa) conforme diferentes tipos de aglomerações.
Para alem destas orgsnizacoes que vizam a prossecucao de fins proprios há organizações
humanas de afetação de bens de fins institucionalizados.

o direito recebe estas duas realidades atribuindo-lhes as configurações dependendo das suas
realidades ou fins que visam prosseguir.

O direito faz Esta configuração através de contrato, comunhão e personificacao coletiva.

-contrato: as relações entre as pessoas que visam a prossecução de interesses comuns é


feita através de contrato. Ex: contrato de consórcio, contrato de sociedade, contrato de
associação em participação.

Em relação ao contrato todas as partes esperam receber alguma contrapartida ou ganho.


Isso pode ser também através de comunhão as varias pessoas que intervém juridicamente
pode ser astraves comunhão ( pode comunhão horizontal ) - ex:

Diferença entre a comunhão e o contrato

Na comunhaao há uma relação que se estabelece sobre o bem e esta relação é mais densa
em relação ao contrato.

Em relação a comunhão só existe a regra da deliberação através da maioria ao passo que no


contrato tem que haver unanimidade ou consenso de todas as partes. no contrato a
relação é estabelecida entre as partes ao passo que na comuna a realacao principal é dos
contitualres relação ao imovel.

Bens afins e institucionalizados

O Direito cria uma Organizações complexas que passa a cooperar e é possível que haja um
ente que passe a ser Centro de imputação ( titular de direitos e obrigações) diferentes dos
próprios titulares do direito.
Pessoas coletivas

 Corporativo/associativo

 Associação

 Sociedades. Estas podem ser:

- civis e comerciais

 Funcional/ institucional

 Fundação

Natureza da personalidade jurídica da pessoa coletiva

Aqui importa destacar as seguintes teorias:

-Ficcionismo personalista

-ficcionismo patrimonialista

- normativismo formalista

- Realismo analógico

Ficção personalista (defendida por Savigny) entende que a personalidade jurídica da pessoas
humana não pode ser colocada no mesmo plano da personalidade da pessoa coletiva
porque esta é apenas uma simples ficção.

Critica: esta teoria não tomou em conta algumas semelhanças existentes entre a pessoa
coletiva e pessoa humana. Eles têm uma visão dualista isto preocupa em separar o que é
personalidade jurídica das pessoas humanas e a das pessoas coletivas. Para estes não é
possível fazer uma nítida separação como se não houvesse uma relação entre ambas

2- Teoria da Ficcao patrimonialista: Para eles a pessoa coletiva é como uma massa
patrimonial afetada para um certo fim e daí passando a ter direitos e obrigações e o direito
reconhece a essa massa como sujeito de direitos. Portanto entendem que a pessoa coletiva
é um património sem sujeito (sem dono) para a prossecução de um determinado fim.

Critica: será que é possível haver um património sem sujeito

3 - Normativismo formalista parte da ordem jurídica, da norma concreta para pessoa.

Segundo esta teoria tanto a personalidade da pessoa singular como coletiva é uma
construção da ordem jurídica. Esta concepção veio a colocar a pessoa singular e coletiva no
mesmo plano.

4 - Realismo analógico vemcnos mostrar que a pessoa coletiva e uma entidade realmente
existente na vida social e que tem um substrato próprio e desempenha um papel
fundamental na sociedade e na vida da relação e assume uma individualidade nova
diferente dos seus membros ou beneficiários.

Esta concepção foi dominante na doutrina portuguesa.

Personificação da pessoa coletiva

Para o direito reconhecer a pessoa coletiva como uma entidade nova...tem que ter o
substrato que é entendido como uma realidade social que suporta a personificação da
pessoa coletiva.

Em primeiro lugar tem que existir pessoas, para personificar as pessoas coletivas tem que
existir os bvens ou patrimónios e por fim estes tem que visar a prossecução de um
determinado fim (elemento teleológico).
Anteriormente havia certas limitações para a personificação da pessoa coletiva isto é tem
que existir um numero mínimo de membros. Mas hoje em dia não existe esta limitação.

Hoje em dia nas sociedades comerciais permite-se a criacao de uma pessoa coletiva com
apenas um sócio como forma de limitação de risco económico da empresa.

Nas sociedades capitais o substrato inclui a própria empresa (património do comerciante)

Nas fundações o elemento dominante é o fim (elemento teleológico) e o património tem


que ser suficiente para prosseguir os fins preconizados.

A fundação necessariamente tem o fim social.

As associações não têm fins lucrativos.

Em todas as pessoas coletivas o elemento teleológico é fundamental para a sua


personificação.

Reconhecimento das pessoa coletivas Art 158 CC e art 55/2 CRGB, reconhecimento
normativo.

Obs a lei não atribui claramente a personalidade jurídica as sociedades civis. Mas quanto as
sociedades comercias a lei atribui personalidade jurídica as sociedades comerciais cumprindo
determinados requisitos de registo.

Nos tempos anteriores os regimes políticos viam com maus olhos a criação das associações
porque pensava-se que estas teriam uma ideia politica diferente da do regime em poder. Ex
concreto é durante a revolução francesa, importa destacar que o código civil francês não faz
referência à nenhuma disposição dedicada às pessoas coletivas isto é, ignorou por completo
as pessoas coletivas.

Mas depois por exemplo em Portugal com a constituição de 1976 esta realidade mudou-se
porque passamos a estar perante um regime democrático não autoritário como era.

Reconhecimento das fundações art 158/2 CC é feito caso a caso.


Principio da tipicidade taxativa e não fechada

Associações e fundações estão previas nos artgs 157 a 194.

Sociedades civis e comerciais 980 e 1021 cc

270 a 292 CC ato uniforme relativo aos direitos comercias

O nosso foco será nas associações e fundações porque elas é que fazem parte do direito
Privado comum.

Classificação das pessoas coletivas

Pessoas coletivas de direito publico e pessoas coletivas de direito privado

Pessoas coletivas de direito publico classificam se em :

Pessoas coletivas de população e território

- regionais e sectoriais

Serviços públicos personalizados e institutos públicos

Corporações e fundações

Quanto aos fins as pessoas coletivas de fins desinteressados ou altruístas (prosseguem fins
alheios não lucrativos) e pessoas coletivas de fins interessados e iguistas (prosseguem fins
próprios ou dos associados)

As pessoas coletivas que visam prosseguir os fins interessados:

Capacidade de gozo das pessoas coletivas

A pessoa coletiva não tem corpo e nem sentido, porque ela não pode casar e assim como
as pessoas singulares não podem ser seguros bancários.
A pessoa coletiva tem genericamente a capacidade de gozo

O artigo 160 coisa totalmente diferente.

O artigo 67 é artigo paralelo ao artigo 160/1 CC trata da capacidade de gozo das pessoas
coletivas. Porque ambos dispõem sobre a mesma questão

O artigo 160 explica-nos que as pessoas coletivas só são admitidas para a prossecucao de
certos fins.

Podem as pessoas coletivas aceder a quaisquer direitos e obrigações?

Segundo o artigo 160 não podem.

Mas que na verdade é enganadora porque esta implícita uma palvra que é só .

Partido esquerda são mais progressistas E viradas para as camadas mais desfavorecidas e da
direita são mais conservadores. Vindo da revolução francesa.

O esquema da capacidade de exercício não faz sentido em relação às pessoas coletivas.

Isto é, é absolutamente inaplicável em relação as pessoas coletivas.

Estruturação orgânica

Como é que a PC exerce os seus direitos?

É através dos seus órgãos que exercem respetivos direitos e cumprem suas obrigações.

Nas associações existe um órgão chamado de assembleia geral diferente da fundação em


que não existe.

Em franca fala-se de pessoa física (pessoa singular) e pessoa juridica (coletiva).


Existe a divrgencia entre a escola de direito de lisboa e de coimbra a Respeito do numero 1
do artigo 160.

Os defeitos que a doutrina pós 66 encontra no artigo 160.

- este artigo é estranho porque tem um “só" implícito porque é isto que lhes distingue com
a capacidade de gozo das pessoas singulares.

A expressão pessoa coletiva é muito infeliz porque a partida pensa-se que a pessoa coletiva
é a junção das pessoas singulares, mas isso de facto acontece apenas nas associações e não
nas fundações.

- O segundo defeito tem que ver com o criterio, que de facto é demasiado amplo e cria
dificuldade na determinação do que e necessario e do que é conviniente.

- O terceiro defeito tem que ver com o que se deve entender por fins.

A interpretação desta palavra fins é tudo menos simples.

Fim da pessoa coletiva- fim imediato = objeto (Meio pelo qual se vai atingir o fim ultimo,
através da atividade económica) enquanto que o fim mediato = fim último (de acordo com
a artigo 980 o fim ultimo é a obtenção de lucros) o objeto nao limita a capacidade.

Art 980 cc

Consultar pagina 99 a 180 da tese de mestrado do Prof. João Espírito Santo obra sociedade
por quotas anónimas.

Consequência jurídica quando a pessoa coletiva age fora da sua capacidade?

A doutrina tradicional responde através do artigo 294 CC (negócios celebrados contra a lei)

A dotrina tradicional do artigo 160 diz que ha um entendimento limitar a capacidade de


gozo das pessoas coletivas.

Segundo a doutrina moderna Nem se quer e nmuito claro que se possa dizer que um acto
que não é contrario nem conveniente é contrario a lei.
Para prof. Oliveira ascensão o critério e tao largo ou aberto por inclui , tudo que e necessário
, tudo que e conveniente, no fundo não se conseguiu ser eficaz, portanto é uma norma pífia
(adjetivo atribuído ao que não tem valor ou qualidade).

Praticamente a capacidade de gozo genérica das pessoas singulares também se verifica em


relação as pessoas coletivas porque a norma do artigo 160 é ineficaz.

Quando a pessoa coletiva exerce actividades diversa daquelas que a lei permite, a lei
permite algúem com legitimidade dissolver a pessoa coletiva. Art 182/2cc e art 192/2/b

Para o PPV devemos interpretar o artigo 160/1 de uma forma atualistica.

Para ele ainda este artigo não trata efectivamente da questão de capacidade mas sim a da
legitimidade em comparação com o fim ultimo.

Se concluiremos que é um acto ilegítimo qual e a consequência jurídica do acto?

Art 892cc

Para PPV Em principio se a lei ND estabelecer em matéria da ilegitimidade o acto e ineficaz.

Aula do dia 05.02.2019

Conclusao da matéria das pessoas coletivas centrada em dois aspectos fundamentais:

- Questão orgânica

- Discussao doutrinal sobre a Personalidade ou não das pessoas coletivas civis

Artigo 157 ss CC Associações e fundações

Hoje a palavra certa para definir as pessoas coletivas é a organização, mais complexas ,
menos complexas (composição de elementos com vista a atingir determinadas finalidade).
Empresa estruturada como sociedade unipessoal onde a organização é um sócio as suas
decisões e os meios que ele canaliza para a prossecução de determinadas atividades.
So faz sentido falar da capacidade nos termos do artigo 160 cc. As pessoas coletivas não
têm capacidade de exercício no sentido que têm às pessoas singulares. O requisito da
capacidade de exercício só tem sentido em relação às pessoas singulares. Se à esfera jurídica
das pessoas singulares chega direitos e obrigações nos termos do artigo 160 ...todos aqueles
que são necessários e convinientes para a prossecução dos seus fins.

No fundo a pessoa coletiva é apenas um nome que se dá a um conjuntos de regras segundo


uma doutrina italiana, filosofia da linguagem.

A pessoa coletiva forma e expressa a sua vontade por intermédio dos seus órgãos ( órgãos
no fundo são centros de formação de vontade e de expressão dessas vontades imputadas a
pessoa coletiva e não à pessoa singular apesar de haver situações em que a pessoa singular
forma vontades que são imputadas na sua esfera pessoa não na da pessoa coletiva.

Porque essa vonta formada por pessoas singulares é imputada na esfera jurídica da pessoa
coletiva.

Quando nos falamos da estrutura orgânica, estamos a olhar para um conjunto de órgãos e a
articulação que cada um deles tem, par que as coisas funcionem cada um deles há que ter
competências específicas.

Olhando para a pessoa coletiva privada vamos ver que a sua estrutura orgânica é idêntica
em parte é diferente em parte também. A estrutura organica das associacoes e fundações
expressa no fundo a diferença na base e nos tipos. Porque isso reflecte o diferente tipo de
pessoa coletiva tendo em conta as suas bases uma tem a base patrimonial (fundacoes) e
outra tem a base pessoal. A diferença substancial entre as bases da estrutura orgânica das
associações e fundações está no órgão assembleia geral,

Nem todas as pessoas coletivas são dotadas do orgao denominado Assembleia geral), que é
um órgão de união dos associados.

visita guiada ao CC Art 157, 162 (dizer órgão colegial e conselho é a mesma coisa)
Métodos de sintetização da vontade de um órgão colegial são três os métodos
coletivos:

- Disjunção ou disjuntivo: é o metodo segundo o qual cada um dos membros de um órgão


pode sozinho formar a vontade desse mesmo órgão. É um método muito pouco usado
porque supõ e uma confiança entre as pessoas.

- conjunção: por definição no caso dos órgãos de composição plural simultânea, exige pelo
menos a concordância de duas vontades para formar a vontade da sociedade isto é se a lei
permitir. A conjunção não supõe a votação. A conjunção por definição exige mais do que
uma vontade.

. conjunção pode ser classifica de em conjunção maioritária, infra maioritária (abaixo da


maioria) e supra maioritária.

- colegialidade: o que há de característico na colegialidade é o modo de obter a vontade .


A formação da vontade do órgão supõe uma votação a votação em si mesma supõe que
todas as pessoas possam pronunciar sobre o assunto e votar com vista a uma deliberação.

Portanto exige o mínimo uma votação da moaioria e supõe que todos os membros do órgão
sejam chamados e que tenham a possibilidade de pronunciar-se.

Como é que se distingue o método da conjunção maioritária e o método da colegialidade?

Cada um deles funciona através da maioria ou do princípio maioritário, so que no método


colegial tem que haver a votação diferente do método da conjunção maioritária em que não
é suposto haver votação.

Sibi imputet (se faltar assume a consequência)

A redação do artigo 162 é deficitária órgão colegial e conslho fiscal são tipo de órgãos
diferentes mas não porque ambos funcionam sob método colegial.

Art 167 e 172 associações, de 185 a 194 encontramos disposições sobre as fundações.
195ss Associações não reconhecidas ( organizações informais) representam uma
realidade social mas não têm personalidade jurídica.

199 comissões especiais

Cfr art 980 as sociedades aqui são regulados como contratos. Discute-se na doutrina
portuguesa se as sociedades civis têm ou não a personalidade jurídica. É um regime tão
amplo que cabem as coisas muito diversas e que a resposta nao pode ser única porque
haverá casos em que a sociedade civil terá personalidade jurídica é também haverá casos
em que não terá personalidade jurídica.

Requisitos para a personificação duma associação:

- Escritura publica e registo.

As sociedades civis construídas por escritura publica e por registo têm personalidade jurídica,
este critério foi adoptado com vista a evitar a abitrariedade para a atribuição ou não de
personalidade jurídica das sociedades civis.

Aula do dia 12.02.2019

Coisas em sentido jurídico

todo o direito pode ser visto ou assenta numa estrutura de dualidade em que uma
realidade é pessoa ou é coisa e excluem-se mutuamente. Isto é, tudo que é coisa não pode
ser pessoa e tudo que é pessoa não pode ser coisa.

Só as pessoas têm direitos e obrigações e as coisas são objeto da relação jurídica.

Na terminologia a pessoa é o autor da relação jurídica e a coisa e o objeto dessa relação.

As pessoas singulares ou coletivas podem ser sujeitos de qualquer relação jurídica.


As coisas partilham um elemento em comum com as pessoas e o facto de serem anteriores
as pessoas. O prof Oliveira ascensão quando fala das pessoas, coisas fala de elementos pré
legais porque são anteriores ao direito isto é não são criados por este.

No cc na parte geral artigos 202 SS

Esta construção é muito defeituosa.

Distinção entre coisa e bem: Tudo que é jurídicamente relevante e que não encaixa no
esquema da relação jurídica o legislador nos séculos passados o colocava de lado. Por vezes
o legislador utiliza indistintamente a palavra coisa e bem, coisa e um quid... Enquanto que o
bem é aquilo que tem aptidão para a satisfação dos interesses humanos.

Em sentido amplo uma coisa em sentido jurídico é um bem.

Art. 397cc

Por vezes a leictrabalha quanto aos objetos da relação jurídica utilizando a expressão bem e
não coisa.

Explicar o direito civil com base apenas na relação jurídica é limitativa passando desde logo
a mudança de agulha em que a teoria geral não assenta já na base da relação jurídica fica
para a situação jurídica.

A relação jurídica tinha essa estrutura: sujeito, objeto, facto da relação jurídica e as
garantias.

Cfr artigo 875

Os bens do domínio privado podem ser transaccionados e os de domínio publico não


porque são bens para a satisfação direta dos interesses públicos.

Art 202/2

Requisitos para que um algo ou quid seja considerado de coisa


Tem que ser útil e apropriada.

Ex um lote de terreno no marte ou na lua não é juridicamente uma coisa, tal como um grão
de areia e uma gota de água, estas duas ultimas não deixam de ser objetos na linguagem
comum mas no numero parece tratar-lhes como uma coisa. Os objetos inanimados desde
que produzem utilidades humanas não deixam de ser coisas.

Uma coisa fisicamente inapropriavel não pode ser objeto de relação jurídica porque não

Art 203 não esgota a todos os exemplos que o Codigo civil da sobre a classificação das
coisas. por exemploc Cfr art 1302.

A mais importante classificação das coisas está no artigo 204.

Predio rústico (uma porção limitada de terra) ao não é apenas oterreno vazio é
rústicomesmo que tiver lá algo mas que o em termos de valor seja inferior ao terreno.

Coisa corporia e coisa incorporia art. 1302, 1303

Coisas corpóreas são aquelas que se revelam aos sentidos isto é, aquilo que tem corpo
enquanto que as coisas incorporais não, isto é são bens por exemplo intelectuais (criações
da mente humana que produzem utilidades. As coisas incoporias não existem no mundo
físico, e não estao disciplinados no ámbito do direito civil.

Dentrovdas coisas corporais o prof PPV destingue ainda das coisas materiais e coisas
imateriais.

Nem todas as coisas corporais são compostas de matérias.

Coisas corporias

-coisas moveis e coisas imóveis


Um prédio misto é aquele que tem uma parte rustica e uma parte urbana.

A agua também é uma coisa imóvel

As arvores, arbustos também a são na medida em que estiverem ligados ao solo. 204cc

A alínea d) é muito criticada na doutrina porque trata como imóvel nao só o objeto como
também o direito que incide sobre esse objeto.

Pode se falar da mobilização e imobilização de um bem.

Fruto, art 204-212

Fruto em sentido jurídico é aquele que resulta de uma fonte sem que a fonte fique
danificada, isto é continua a ter aptidão para mais produções.

Os frutos podem ser naturais ou civis. N/2/212.

Contrato de mútuo (empréstimo) art 1142. Mas um empréstimo remonerado (enquadra juro)

Fruto natural resulta da ação da própria natureza. Ex manga.

Fruto civil resulta da relação jurídica. Ex juro.

Art. 1129 comodato. Não implica remuneração, é uma modalidade de empréstimo.

Bem Principal e Acessorio

Aquilo que originariamente na classificação da coisa é um móvel, por ex a instalação


eléctrica, porta mas que por ação humana foi ligada a um prédio, sendo deste modo
imobilizada.

Parte integrante supõe a ligação DE uma coisa originariamente móvel à um prédio.

Art 205 faz uma delimitação negativa.

Coisas compostas art 206/1


As coisas podem distinguir-se em coisas simples e complexas

Simples- apenas uma unidade ex. Chave

Complexas - podem desdobrar-se em varias unidades. Ex computador

Dentro das coisas complexas é possível distinguir as coisas compostas e coletivas segundo
PPV

Ex de coisas composta - biblioteca porque ela pode ser transaccionada e tambgem cada um
dos livros pode ser transaccionado unitariamente.

Coisa composta coletiva ex- estante

Universalidade de direitos: Conjunto de situações jurídicas unitária mente tratadas. Ex:


herança.

Logradouro é terreno a mais no caso de um terreno urbano.

Terreno é uma porção delimitada do solo.

Coisas Fungíveis-

Art 707, 1142, 1238, 1231

O que esta no fundo a ideia dessa classificação tem que ver com a substituibilidade da
coisa, isto é tudo que é fungível é substituível.

Exemplo batatas

Art 828 prestação defacto fungível

Coisas consumíveis-

Coisas divisíveis -
A lei não utiliza frequentemente a expressão coisa divisível mas sim de bem divisível cfr art
2174

Coisa acessória e a coisa principal

As coisas acessórias também sao chamadas tecnicamente de pertença.

E coisa acessoria Porque é conexa a coisa principal, a coisa acessória é sempre uma coisa
móvel. cfr art 210.

Coisa acessória serve por vezes apenas para a ornamentação.

Originariamente a parte integrante e coisa acessória são coisas móveis mas já a parte
integrante por ação humana é ligada materialmente ao prédio imobilizando-a.

Coisas frutíferas e coisas infrutíferas

Inserem na noção jurídica do fruto

Coisa frutífera é aquela que produz fruto. Art 212

1260 e 1270 posse de boa fé

Fruto é aquilo que permite a reprodução do bem originário.

Coisas futuras - é aquela que não existe no momento da relação jurídica ou negociação Ou
até pode existir mas que a pessoa não tem o direito sobre ela. Art 203 e 211

Art 893

Nos termos do artigo 211 a diferença que existe entre a coisa presente e coisa futura e que a
coisa presente tem a disponibilidade presente ao passo que a coisa futura não.
Benfeitorias (despesas) - art 216 mais que despesa é considerada uma ação que envolve
despesas para conservar ou melhorar uma coisa.

Benfeitorias necessarias são aquilo se faz com vista a evitar a perda, destruição ou a
deterioração de uma coisa.

Benfeitorias util- aumenta o valor

Benfeitorias voluptuárias tem que partir da ideia de que não aumenta o valor.

Universalidade de direitos: ex herança

Aula do dia 20.02.2019

Situações jurídicas

A noção de situação jurídica nao é simples de dar.

Na parte geral de CC não esta a noção de situação jurídica mas sim a noção de relação
jurídica na base do artigo 67 CC. E é uma nocao estrutural do CC até porque da cadeira da
TGDC era chamada de Teoria geral da relação jurídica.

Na década de 90 na universidade de Lisboa esta maneira de ensinar a realidade começou a


ser atacada porque entede-se que o cerne do direito civil não deve ser a relação jurídica
mas sim a situação jurídica.

Situações da vida: são acontecimentos de interacção entre as pessoas e o mundo, isto é


momentos de relacionamento entre as pessoas e o mundo.

São acontecimentos de conexão entre as pessoas e o mundo.

Uma situação de vida que é juridicamente relevante é uma situação jurídica. Ver art
1591ss

Há aspectos da interacção da pessoa com o mundo pode dizer-se factos jurídicos.


Se o sistema produz uma qualquer valoração e atribui efeitos são situações jurídicas.Dentro
das situações jurídicas e possível estabelecer distinções e por isso a doutrina tenta cria um
grupo de situações semelhantes:

Dentro destas distinções veremos ss:

- situações jurídicas simples é um núcleo indisdobravel e as complexas são aquelas que se


desdobram nas outras mais simples.

Ex art 1305.

Poder paternar em relacaovcaos filhos.

Cfr art 1671

Estado: Conjunto de situações jurídicas que ou entram todas ao mesmo tempo ou saem
todas ao mesmo tempo.

Situação jurídica activa (atribui uma faculdade ou vantagem) e situação jurídica passiva
(desvantagem ou adstrição)

Direito subjetivo - é o direito de um sujeito.

A segunda distinção é a que separa a situação jurídica relativa (aquela que surge num
contexto de relação entre pessoas e apenas neste contexto se consegue explicar) mas
podem surgir tambem no contexto em nao haja relacao entre pessoas e a situação jurídica
absoluta não se constroem no contexto de uma relação por exemplo os direitos reais ligam
a pessoa a coisa e não a outra pessoa.

Não EE verdade que todo o direito civil é explicado no ámbito de uma relação jurídica.

Ex art 879 cc

Art 1305 cc
Relacao juridica: Aquele que teoricamente subjaz a organização da parte geral do CC.

Situações jurídicas ativas conferem faculdades ou vantagens aos seus respetivos titulares.

O direito subjetivo tem o significado mais técnico.

Na concepção de Savigny O direito subjetivo corresponde a um exercício voluntário


protegido pela lei. Isto é o poder da vontade. Direito de fazer prevalecer a sua vontade.

Mas depois o Jhering entra em polémica com Savigny dizendo que este não podia
considerar o direito subjetivo como um poder de vontade na medida em que existem
pessoas cujo poder de vontade é absolutamente irrelevante como por exemplo incapazes.

Para Jhering o direito subjetivo É uma protecção jurídica de um interesse.

Mais tarde surgiram umas posições ditas ecléticas Poder de vontade atribuído pela protecção
de um interesse.

Na doutrina portuguesa a definição mais aceite de direito subjetivo é a de prof Menezes


cordeiro que define o direito subjetivo como uma Permissão normativa especifica de
aproveitamento de um bem.

É usual a distinta entre direito subjetivo em sentido estrito que corresponde a noção anterior
avançada pelo professor Menezes cordeiro e o direito potestativo (Potter potestas, poder
paternal)

O direito potestativo é o poder de provocar uma modificação no ordenamento,


independentemente da vontade das pessoas afetadas pela modificação ou mesmo contra a
vontade dessas pessoas.

Ex: o direito de requerer o divórcio lei 6/76 pagina 905 da edição nova do CC.

artigos1370, 1550, 1586

Os direitos potestativos podem classificar-se em função de vários critérios:

Critério que distingue entre direito potestativo constitutivo, extintivo e modificativo.


O direito subjetivo subjetivo Em sentido amplo engloba o direito subjetivo em sentido
restrito e o direito potestativo.

Poder vs faculdade

Ex: Art 1305

A propriedade é um direito que comporta o poder de usar, fruir e dispor.

As faculdades são conjunto de poderes.

26.02.2019

Protecções reflexas ou indirectas

Normalidade dos casos quando o legislador protege o interesse das pessoas fá-lo através da
concessão de direitos subjetivos. A protecção de interesses gerais e obtida não através da
concessão de um direito mas a imposicao de deveres gerais.a técnica da protecção reflexa É
uma tecnica de imposição de dever a algúem que tem por objetivo proteger o interesse de
outra pessoa. Essa técnica e muito comum no ámbito do direito publico porque visa
proteger o interesse geral, ex obrigação de vacinação. Portanto é uma técnica muito comum
ou proprio da direito público, mas no direito privado não é muito frequente.

Apesar disso tem uma enunciação no art 483 CC

Expectativa a ideia da expectativa assenta num conjunto de pressupostos que se vão


realizando ao longo do tempo, fim dos quais tem se esperança de que vai se realizar
qualquer coisa ou se obtém um determinado resultado.

Pode-se falar da expectativa de facto e expectativa jurídica

Facto jurídico complexo de produção sucessiva. É sucessiva Porque não nasceu de imediato
quando os outros factos produziram por respeitou-se uma cadeia.
Qualquer que seja aexpetativa seja ela jurídica ou de facto envolve uma situação de um
conjunto de elementos que vão produzindo ao longo de tempo e que vão se encadeando
uns com os outros.

Art 273 cc

Herdeiros legitimarios Pessoas que tem na herança de outra uma posição reservada e não
poderá ser afastada mesmo pelo futuro de cujus. podeser afastada apenas em casos muto
extremos por exemplo deserdacao (quando tiverem atentado contra a vida do de cujus)

Herdeiros legais são herdeiros que só concorrem na medida em que não haja testamento.

Não existe um critério que claramente distingue a expetativa e o direito subjetivo. Apesar da
imprecisão da doutrina mas acaba-se por identicar isso (expetativa) como algo que não
tenha uma diferença com o direito subjetivo.

Poderes funcionais

Por vezes a lei atribui certas pessoas a faculdade de agir para a protecção dos interesses de
terceiros.

Exemplo clássico do poder funcional é o poder paternal (representar menor na celebração


de contratos).

O poder paternal é irrenunciável isto é os pais têm o dever de exercer o poder paternal
porque não estão em completa disponibilidade destes.

Exceções

Em direito substantivo em situação em que está colocada uma pessoa adstrita a um dever,
mas que pode, de forma lícita obstar ao cumprimento deste dever.
Num contexto relacional (397 CC)

Exemplo 428 CC regras de exceção ao não cumprimento do contrato.

Segundo o número de partes o negocio jurídico é

Unilateral uma parte

Bilateral, duas partes

Multilateral mais que duas partes

Por definição todo o negócio que tenha mais que uma parte é chamado tecnicamente de
contrato.

Um negocio bilateral por definição é um contrato.

Um contrato bilateral e a mesma coisa com o negocio sinalagmático porque cria obrigações
corespetivas por ambas as partes e obrigações que são relacionados uma com a outra.

Do ponto da estrutura a doação é um contrato. Aqui nao ha direito e obrigações recíprocos.

A noção de negocio e mais amplo que o contrato em sentido comum.

Só se pode usar o termo contrato unilateral No sentido em que não ha obrigações para
ambas as partes.

Situações jurídicas passivas - obrigações e deveres Art 397 CC

Fontes das obrigações art 405 ss ler artigos 511 SS modalidades das obrigações.

A sujeição- situação de subordinação inelutável em que se encontra uma pessoa por razão
do exercício de um direito potestativo.

Ex: proposta contratual, servidao legal de passagem art 1550 cc.


Ónus: A necessidade de uma pessoa se comportar de determinada maneira a fim de um
interesse seu seja realizado, portanto ónus não é um dever mas sim uma faculdade. Art 913
ss

A sujeição é a matriz negativa do direito potestativo.

A obrigação esta relacionada com a posição do devedor, isto e o devedor tem uma
obrigação patrimonial que pode resultar do acordo ou vontade das partes, da lei e de um
ato ilícito- responsabilidade extra contratual.

Contrato: o devedor tem a obrigação de...

CFR ATrt 805

O credor pode interpelar o devedor judicial e extra judicialmente para cumprir a sua
obrigação.

Para alem de obrigação há dever - necessidade do sujeito passivo observar um determinado


comportamento para que o interesse do sujeito activo possa ser satisfeito.

Ex: dever de não perturbar, não esbulhar a coisa alheia.

A doutrina faz a seguinte classificação:

- obrigacao de dar;

- dever de fazer e dever de não fazer;

Ha factos jurídicos naturais ex frutificação, relâmpago e estes factos não nos interessam para
o nosso Estudo e são os factos para alem da vontade humana e estes factos são factos
jurídicos em sentido estrito.

Para alem disso podemos ver que a factos jurídicos podem ser também factos humanos que
podem ser nao voluntários ex o nascimento, a morte isto é não dependem da vontade
humana.
Factos jurídicos humanos voluntários dependem da vontade humana.

Ex o acto de passear é voluntário mas não tem relevância para o efeito do direito (acto
jurídico em sentido estrito) isso que a doutrina denomina de operações materiais.

Facto juridico - é o facto que produz efeito de direito;

O facto juridicamente relevante;

Mas o que é o facto?

É algo que modifica a vida, o critério de facto jurídico é ocda eficácia dos seus efeitos.

Nem todos os factos jurídicos enquadram na produção de efeitos jurídicos.

Acto jurídico- facto jurídico que se relaciona com a actividade humana sendo praticados por
pessoas jurídicas.

O acto jurídico é um acto cujo agente é uma pessoa humana que o pratica com um
objetivo.

O negocio jurídico é um acto de autonomia privada a que o direito associa a constituição, a


modificação a extinção de situações jurídicas.

Implica a liberdade de celebração e a liberdade de estipulação.

Acto juridico em sentido estrito: Ha situacoes em que apenas Ha liberdade de celebração


mas não ha liberdade de estipulação porque o conteúdo já esta na lei. Ex casamento.

Os factos jurídicos naturais não podem ser qualificados como factos jurídicos ilícitos, por não
são praticados por homens.

07.03.2019

Estrutura do negocio jurídico


Aqui vamos encontrar três elementos essenciais:

- a vontade

- a declaração

- a causa

Por agora apenas nos interessa os dois primeiros elementos.

A vontade e o elemento interno, psicológico e por isso subjetivo.

Não pode existir o negocio jurídico sem que haja efetivamente a vontade.

A declaração é o elemento externo que é configura a situação subjetiva, a declaração


comporta o elemento subjetivo. Também sem a declaração é impossível falar da existência
do negócio.

Qual é o papel de cada um desses elementos no negocio jurídico?

Ha um grande debate sobre a matéria na doutrina.

A tese Voluntarista ou subjetivista entende que a vontade tem maior relevância na estrutura
do negocio jurídico.

Ao passo que a declarativista ou objetivista que entende que a declaração é que tem maior
relevância.

Esta questão tem levantado problema ao nível da doutrina, na medida em que se entende
que a vontade do autor não se encontra a tradução adequada na sua declaração.

declarante ou autor da declaração e declaratório (destinatário).

Se a vontade não coincidir com a vontade expressa qual a posição a adoptar?

Selecionar os meios adequados para exteriorizar a sua vontade cabe ao autor, em relação ao
autor cabe ao ónus de expressar a sua vontade de modo adequado. Se cabe a ele escolher
os meios adequados e o declaratório por sua vez tem que confiar nos meios que o autor
escolher como sendo adequados para exprimir a sua vontade.

O declaratório também tem ónus no sentido de apurar com todo o cuidado o sentido
subjacente na declaração do autor.

Quanto a interpretação da declaração Isto é qualquer pessoa média naquela situação podia
entender o sentido da declaração.

A declaração negocial como sendo verdadeiro elemento do negocio juridico conta dos
artigos 217 e ss do cc.

Pressupostos do negócio jurídico

-Partes;

- legitimidade;

- objeto negocial; (requisitos: licitude, possibilidade e determinabilidade).

Para existir negócio jurídico tem que existir partes (uma, duas ou mais partes) ou sujeitos. O
autor da declaração ou declarante e o declaratário.

Negocio unilaterais ex: testamento. A sua eficácia não depende da anuência da outra parte.

Para alem das partes há situações em que podem envolver-se terceiros aos negócios
jurídicos:

Esses terceiros não ocupam a mesma posição, podemos ter Pessoas com interesse direto ou
indirecto no negócio.

Ex: art 443 cc.

Requisitos que as partes devem reunir

Significa que as partes em primeiro lugar têm que ter a capacidade.


Se uma das partes carece da capacidade de gozo o negocio é nulo, e se umas das partes
carecer de capacidade de exercício o negocio é anulável.

Para alem da capacidade podemos falar da legitimidade- se estamos perante a falta de


legitimidade da parte activa o negocio é nulo art 892. Venda da coisa que não pertence ao
vendedor.

Se estamos perante a falta de legitimidade passiva o negócio é ineficaz.

Para alem das parte um dos pressupostos são os objetos do negocio art 280.

Para que o negocio seja valido não só as partes, legitimidade mas também os objetos do
negócio têm que ser lícitos e legalmente possível.

Os objetos do negócio podem ser: Coisa, bem ou prestações.

12.03.2019

Para alem de elementos essenciais do negocio juridico , há também os elementos acidentais


questão:

- A condição pode ser: suspensiva o negocio só produz efeito com a verificação do facto
futuro incerto ou resolutiva que produz efeito e deixa de produzir o efeito com a verificação
ou não do facto futuro incerto.

- termo e

- encargo a tarefa atribuída a uma pessoa que lhe impõe a obrigação de fazer em virtude de
um beneficio a que veio a ser contemplado

Clausula modal art 963cc

Art 270 cc

Classificação do negocio jurídico


- Negocio unilateral e negocio multilateral

Tem que ver com o numero das partes envolvidas.

Unilateral- quando tem uma única parte, uma única declaração, o interesse único.

Ex: testamento 2179/1 cc, Denúncia 1476 cc

O negocio jurídico unilateral poder ser: negocio recepticia e não recepticia, neste ultima não
é necessário a anuência da outra parte para produzir os seus efeitos, isto é completasse com
a declaração da vontade e não precisa-se levar ao conhecimento de ninguém.

No primeiro é dá-se ao destinatário o conhecimento. Ex: Denuncia de um arrendamento,


revogação do mandato do advogado.

Contratos multilaterais:

Aqui ha encontro de duas ou mais vontades para a celebração só negocio, isto é, há uma
proposta e aceitação.

Para o contrato produzir efeito e preciso que o destinatário aceite a proposta do


proponente.

Nos negócios bilaterais podemos classificar os contratos em:

- sinalagmaticos e

-nao sinalagmatios

Conforme tem lugar as obrigações recíprocas.

Os contratos sinalagmaticos implica sacrificio para ambas as partes.

Nos contratos não sinalagmaticos: implica sacrifício apenas por uma parte. Ex doação implica
sacrifício apenas ao doador.
- Negócios intervivos: destina-se a produzir efeitos em vida dos seus celebrantes.

Ex: promessa de compra e venda.

- Negócios mortis causa: os efeitos produzir-se-ão depois da morte do seu autor.

Ex: testamento art 2179 cc e o pacto sucessório art 1700 ss...

- Negócio formais e consensuais

Formais- para a sua conclusão a lei exige uma determinada ritual na exteriorização da
vontade.

Ex: compra e venda de imóveis art 875 cc

- Consensuais: são susceptíveis de conclusão por simples consenso.

Ex: simples compra e venda.

-Negocios reais e sujeitos a registo constitutivo

Reais: são aqueles cuja celebração depende da entrega de uma coisa.

Ex: o penhor art. 669/1,o comodato 1129, mútuo 1142, depósito 1185 cc

Registo constitutivo: o registo necessário para que certos negócios jurídicos se produzam
como tais. A ipoteca não produz efeitos nem entre as partes enquanto se não mostrar
registada.

- negócios onerosos e gratuitos

Oneroso - quando impliquem esforços económicos para ambas as partes em simultâneo e


vantagens corelativas. Ex. Compra e venda art 874.

Gratuitos- quando uma das partes dele retire tão só vantagens ou sacrifícios.

- Negocio de administração e de disposição


administração - apenas implica modificações secundárias no seu conteúdo. Ex: mútuo art
1142, locação art 1024

Disposição - põe em causa a própria subsistência da situação.

Ex: a doação.

- negócios parciários e aleatórios

Parciarios ou comutativos- quando implique a participação dos celebrantes em


determinados resultados.

Aleatórios- quando no momento da sua celebração sejam desconhecidas as vantagens


patrimoniais que dele derivem para as partes. Jogos de apostas por exemplo.

- Negócios típicos e atípicos

Tipicos- quando a sua regulação conste da lei

Atípicos - quando tenham sido engendrados pelas partes.

Misto- quando o negocio contém elementos típicos e atípicos. Ex art 405cc.

Negócios jurídicos obrigacionais: são negócios das quais resulte a vinculação das partes ou de
alguma delas a execução da prestação.

Ex: contrato de compra e venda 874, comodata 1129.

Negócios jurídicos reais: são por um lado os que tem efeito de direito real e por outro os
que se materializam com a entrega da coisa que constitui o seu objeto.

Negocio real é o negocio relativo a coisa. Isto pode ter dois sentido, ou constitui modifica, ou
extingui um direito sobre coisa. (Negocio real quode afectum).

Ou num outro sentido o negocio só se considera celebrado se existir a entrega da coisa


(negocio quode constitucionem).
Negocio juridico familiar: é aquela Constitui modifica ou extingui uma relação familiar.

Negocio real quode efectum Aquele que é real quanto aos efeitos.

Negocio Juridico real quode constitucionen Aquele que é real quanto a constituição ou seja
é aquele contrato que se não fecham sem que ocorra a entrega da coisa, ex: mutuo 1142,
1145, o penhor 669/1, o comodato 1129.

Contrato promessa é um contrato preparatório de um outro contrato.

Negócio jurídico familiar: Aqueles que têm por conteúdo a constituição, modificação,
extinção das situações das relações jurídicas familiares.

Negócios jurídicos sucessorios Aqueles que tem por conteúdo a constituição, modificação e
extinção de situações e relacoes jurídicas sucessórias e cuja eficácia se desenvolve no
ámbito da instituição da sucessão por morte. Ex: o testamento, aceitação, o repúdio, a
alienação da herança e os pactos ou contratos sucessórios. Eles só podem surgir numa
convenção ante-nupcial em que a lei permite a regulação de certos aspectos sucessórios
1799 cc

Contratos esponsais é o contrato promessa de casamento.

Classes dos negócios jurídicos

Classifica-se porque o regime é distinto.

- Negócios tipícos (Significa modelo ou a que corresponde a um tipo) e atípicos

Quando se fala em modelo ou tipo podemos falar dele em dois sentidos:


Tipo legal quer dizer que o negócio corresponde ao modelo estipulado na lei. Ex:
arrendamento, compra e venda...prestação de serviço. Ou seja, algo que esta desenhado
numa lei.

Contrato de depósito 1185

Escambo ou troca corresponde a um modelo que está no Codigo comercial mas não é um
modelo legal no âmbito do Codigo civil.

Tipo social: em termos sociais por vezes envolve-se modelos que se praticam na sociedade,
um modelo social pode corresponder ou não à um modelo legal. Ex contrato de compra e
venda, contrato de arrendamento.

O tipo legal surge como resposta a pratica social.

Ha situacoes em que o legislador introduz um novo modelo ou tipo de negocio sem que
tenha partido duma pratrica social, foi o que aconteceu na Alemanha Em 1892 em que o
legislador alemão adotou o modelo do negocio da sociedade por quotas.

É possível que as partes celebrem negócios que não correspondem à um modelo legal
desde que corresponde as suas necessidades contratuais. Art 405 cc.

O negócio atípico é aquele que não corresponde a um modelo previamente definido.

Ha situações em que a liberdade das partes tem que confinar-se a um determinado modelo
e não outros. Principio da tipicidade em direitos reais, também no direito da família vigora o
principio da tipicidade quanto as relações jurídicas familiares em que as partes não tem a
faculdades de criar outros modelos das relações jurídicas familiares.

Mas quanto as obrigações as partes podem celebrar negocio mesmo que estes não estejam
legalmente previstos.

“Contrato Leasing"
- Negocios nominados (deriva do latim nomen que significa nome ou designação
identificadora) e negócios inominados é o que não tem um nome ou designação legal
própria.

todos os negócios legalmente típicos são negócios nominados.

Podemos ter um negocio nominado mas atípico ex art 1118 mas outra parte da doutrina
entende que o negocio trespasse e um negocio nominado mas tipíco apesar de ter um
regime muito pequeno, art 1118/3.

Fiança comercial art 101 Codigo comercial: todo o fiador de obrigação mercantil ainda que
não seja comerciante será fiançado com o respetivo comerciante. Tem um nome mas não
tem um regime próprio, isto é, a fiança comercial é um negócio nominado mas atípico.

Negócio inominado Corresponde à uma prática social licita a luz do artigo 405 cc mas que
o legislador não conhece ou não dá nome. Estes tipos de negócios são mais frequentes no
direito comercial.

ESX: direito de concessão social, contrato de franquia (da possibilidade à um comerciante


usar o nome, a imagem de uma empresa... equivalente ao Conceito anglo saxónico
Franchising.

Negócios onerosos e negócios gratuitos

Negócios onerosos é um negócio que assenta num sistema de contrapartidas.

Ex: compra e venda, contrato de arrendamento, contrato de trabalho.

Negócios gratuitos: os negócios que não assentam em sistemas de contrapartidas são ditos
negócios gratuitos.

Negocio gratuito bilateral modelar: doação

Negocio gratuito unilateral modelar: testamento.

Contrato de mandato 1157 e ss do cc pode ser oneroso ou gratuito.


Mandato forense: Mandato que se confere ao advogado para organizar os atos processuais
da parte. Aqui tem uma configuração onerosa porque enquadra-se no exercício da profissão .

Vinculação que se assume em relação ao favor de um amigo. Fidúcia cum amicum"

Mandato e mandatário (se vincula sem contrapartida)

Pro Bono = favor feito por um advogado

Depósito 1185 CC Pode ser um negócio oneroso ou gratuito

Comodato 1129 CC também pode ser um negócio oneroso ou gratuito (o objeto é de coisas
infungíveis)

1142 mútuo é tendencialmente um contrato oneroso (objeto tem que ser dinheiro ou uma
coisa fungível).

1145 cc

Artigo 951 cc doação pura é não onerada ou sem encargos

Neste caso a doação é um contrato unilateral.

Mas normalmente a doação é um contrato bilateral.

A doação economicamente é um contrato unilateral Porque implica um bem a


transitar de um único sentido isto é sai do doador ao donatário.

Esta distinção entre negócio oneroso e gratuito releva no regime jurídico.

Artigo 237 cc

Negócios de administração e negócios de disposição

Ato de administração: traduzem na frutificação e conservação do bem.

Cfr artigo 1305


Esta distinção entre o ato de administração e o ato de disposição cruza-se com a distinção
feita entre a oneração e a alienação.

Oneração: criar encargos sobre um bem.

Alienar: significa transferir para fora da minha esfera jurídica.

Alienação tanto pode significar um ato de administração como também um ato da


disposição.

Se o destino normal do bem é para ser vendido é um ato de mera disposição.

Atos de administração Não alteram a essência do bem

Atos de disposição Alteram a essência do bem.

Essência neste caso tem que ver com a utilidade.

A compra e venda é o modelo dos negócios onerosos artigo 874 cc

Negócio de escambo ou troca a regulação aplicada é a de regulação do negócio de compra


e venda ex vi artigo 939 cc

Artigo 405 cc negócios atípicos

Proviniente do latim scambio

Formação do negócio

Actos jurídicos:

- actos materiais ou operações

- actos declarativos / declaração


O críterio da distinção entre os actos materiais ou atos declarativos é o do sentido do acto,
Se acto tem um sentido de comunicar qualquer coisa a outra pessoa chama-se a isso
declaração mas se o sentido não visa comunicar mas não obstante tem relevancia jurídica
para a produção dos seus efeitos diz-se acto material ou operação. Não sao muitos no
sistema os actos materiais as quais a lei dá relevância. O grosso número dos atos jurídicos a
que a lei da importância são as declarações.

Um exemplo clássico daquilo que tecnicamente se usa nos direitos reais o chamado a
ocupação: é uma causa específica de aquisição de direito de propriedade sobre bens que
não têm dono e que na linguagem herdada do direito romano se chama de rés nullius
(coisa de ninguém) que é um bem jurídico que pode ser qualificada como uma coisa mas
que não tem dono.

Ocupação em sentido muito amplo é a opussamento sobre a coisa que não tem dono.

A ocupação não é um ato declarativo mas produz efeitos de direito. Ex constituição e direito
de propriedade sobre uma coisa né naoctem dono. Imaginemos um exemplo de animais
selvagens: podem ser ocupados em sentido jurídico.

A ocupação é uma causa de aquisição de direito de propriedade tal como o negócio de


compra e venda e o usucapião.

O acto declarativo tem sempre um destinatário, pode ser determinado ou indeterminado. O


acto declarativo visa comunicar qualquer coisa à alguém enquanto que o acto material não
visa comunicar nada a ninguém, não obstante produzir efeitos jurídicos ou efeitos de direito.

Ex: fazer uma festa na cabeça de alguém, isto nem se quer é um ato jurídico porque não
produz efeitos jurídicos.

Dentro dos atos jurídicos faz-se distinção entre declarações de vontade e declarações
de ciência

O critério aqui é o do conteúdo da declaração.


O acto tem um sentido de declarar qualquer coisa à alguem isto é, comunicar uma intenção
ou uma vontade.

Declaração de ciência não tem nada a ver com o pensamento científico, a declaração de
ciência é uma afirmação sobre a verdade ou a falcidade de um facto.

A declarações de ciência em sentido técnico jurídico são asserções de realidade ( no fundo


são afirmações sobre a veracidade ou a felicidade de um facto).

Um exemplo clássico: Depoimento de uma testemunha no tribunal, visa comunicar um


juízo de verdade ou falcidade ao advogado ou juiz, portanto não comunica nhuma
intenção.

Posto isto, agora o que nos interessa são os actos declarativos ou declaração.

Em matéria da formação do negócio e em particular do contrato Cfr artigo 217cc

Obs: em várias áreas percebe-se que o código sofreu os efeitos do tempo, isto é,
envelheceu ou seja quando olhamos para o código detectamos que algumas realidades já
foram ultrapassadas.

No negócio jurídico a lei olha para o contrato como sendo resultado de um processo que
assenta em declarações.

Não obstante a realidade da vida ter provado que na atualidade a conclusão da celebração
de um contrato pode resultar de um processo muito diferente daquele que a lei teve em
conta na década de sessenta.

Ex: o modelo que nós temos aqui da formação de um contrato é o modelo que assenta na
conjugação de duas declarações: proposta e aceitação.

O negócio bilateral ou contrato é construído com base em duas declarações: há uma


declaração que contém proposta e há uma outra declaração que contém aceitação. Este é o
modelo legal, só que a realidade pós década de sessenta mostrou um leque muito mais
variado de processo de contratação que não assenta neste modelo de proposta aceitação.
Estes modelos são trabalhados fundamentalmente na doutrina e a lei em si por vezes
preocupa com estes novos modelos de contratação.

- contrato

Negócios jurídicos unilaterais

Negócio é construído com uma base em que há duas declarações:

- proposta

- aceitação

Existe forma de Contratação automática ou através de autómato. exemplo venda por


máquina, aqui não há propriamente proposta e nem aceitação.

Contratação através de Cláusulas contratuais gerais, aqui é um regime especial em


relação ao que é previsto no código civil.

Contratação em auto serviço - ex: o próprio cliente é que realiza todas as operações-
comprar combustível num posto de venda de combustível em que não há ninguém a
vender combustível... O cliente é que introduz combustível com as suas próprias mãos.

Contratação eletrónica ou através da internet, loja virtual por exemplo. tem um regime
específico (exemplo o da união europeia).

A questão do negócio jurídico é Uma construção dogmática alemã de seculo 19 onde a


doutrina portuguesa foi buscar o conceito do negócio jurídico. Por isso houve doutrina que o
trata de um super conceito, mas com toda a razão. Porque é um conceito com uma
abstração imensa.

O negócio jurídico é uma coisa inexistente no mundo real, não há nada na realidade que
seja designações negócio jurídico.
Juridicamente existem negócios que correspondem várias vezes à tipos legais: existem
negócios de mútuo, existem negócios de compra e venda etc...

Também existem negócios inominados ou seja negócios que não têm nome para efeitos de
direito.

Na realidade este conceito de negócio jurídico é um conceito amplíssima. Portanto quanto


mais amplo mais abstrato se torna. É um conceito que os alemães construíram para
englobar não só os contratos (negócios plurilaterais) mas também os negócios jurídicos
unilaterais. De abstração em abstração, quanto mais um conceito é abrangente mais abstrato
é.

O que é que há de comum entre contrato e negócio unilateral? Seja o negócio unilateral,
seja o negócio bilateral ou contrato para que ele se chegue a formar tem que haver sempre
declaração. O elemento comum a todos os tipos negociais que se possam conceber é a
declaração, não há negócio sem declaração.

Análise do artigo 225 cc: os alunos tendem a confundir-se da situação que está em
causa, ou seja tendem a pensar que isso se trata de uma proposta destinada à uma pessoa
indeterminada mas que de facto não é o caso.

Declarações de vontade

-Requisitos:

Teoria dos negócios juridico

ver artigos 228, 233 e 232

Sempre que não exista uma completa ou pura adesão a proposta, de acordo com o artigo
233 cc equivale a rejeição.

Quando se fala de proposta de aceitação ou rejeição tem que ver com a declaração.
Teoria Da Declaração

Artigo 217 cc declaração expressa ou tácita

O críterio é o de haverá intenção de comunicar: É expressa a declaração quando ha


intenção de comunicar.

Tácita é aquela que assenta num comportamento ao qual pode-se deduzir um significado.

Uma declaração escrita pode conter elementos expressos como tácitos. Isto é, Nem tudo
que é escrito é expresso.

Art 224 (perfeição ds declarações negocial) quando a declaração produz os seus efeitos

A regra da primeira parte é destinada às declarações que tem um destinatário determinado.

Recipienda ou recepticia (a declaração só se torna eficaz quando se chega aos destinatários)


teoria de emissão

A regra da segunda parte é destinada às declarações que nao tem o destinatário


determinado.

Não recipienda ou não receptícia aquilo que não tem um destinatário determinado. Teoria
de recepção

REQUISITOS DA DECLARAÇÃO

para valer como proposta :

 Completa (do ponto de vista do tipo e dos requisitos sem o qual a outra parte não
aceitaria a proposta)
 Séria/definitiva

 Formalmente suficiente (revestir a forma que a lei exige)

Para valer como aceitação:

 Simples ( no sentido de adesão incondicional aos dados da proposta - aqui não há


nenhum mas...)

 Séria/ definitiva

 Formalmente suficiente jogo entre o artigo 219 e 220 cc

 Tempestiva (emitido dentro do tempo da vinculação)

Quando uma declaração da uma possibilidade não é uma proposta mas sim convite a
contratar.

Quando se fala na completude pensa-se de que a proposta tem que reunir os requisitos
mínimos que encaixe no modelo do contrato (típico) e também quando contém todos os
elementos sem os quais as partes não o quereriam celebrar.

Simples - que não conta bem o mas ou seja nao condicionar mas que adere inteiramente a
proposta.

Art 234 é incompatível com o artigo 232 cc

26.03.2019

PROPOSTA NEGOCIAL

Proposta: Declaração negocial que cumpre os requisitos de uma proposta negocial. O que
significa que se eu pretendo produzir uma proposta negocial, faltando apenas um dos
requisitos já não vale como uma proposta negocial porque os requisitos são
comulativamente.

Exemplo clássico: A fórmula uma proposta à B e B diz eu aceito mas...quer dizer na cabeça
dele ele está a aceitar como modificação mas isto juridicamente não é uma aceitação
porque a aceitação tem que ser uma adesão completa à proposta, só isto é aceitação nos
termos da lei. Qualquer modificação à proposta vale como rejeição.

Obs: quando a pessoa diz aceito mas, isso juridicamente não é uma aceitação.

A partir do momento em que haver uma adesão completa à proposta, o negócio se forma

Quando é formulada uma declaração negocial que cumpre os requisitos de uma proposta, a
questão subsequente que se coloca é, a partir de que momento é que a pessoa está
vinculada à sua proposta. Se alguém faz uma proposta tem que haver um período razoalvel
de duração da proposta para que o outro possa se assim quiser deduzir uma aceitação.

Uma questão aqui que em primeiro lugar está em causa e que é respondido pelo artigo 224
cc é, Se eu formular uma declaração que vale como proposta ou como aceitação, quando
é que essa declaração é eficaz, em que circunstâncias é que essa declaração me vincula e
se torna irrevogável? Problema esse colocado no âmbito do artigo 224 cc

Um outro problema próximo mas diferente é: durante quanto tempo? É assim, a lei também
não pode permitir que a pessoa faça uma proposta e fique eternamente vinculada sujeita a
aceitação do outro, tem que dizer um prazo mais ou menos vasto que ultrapassado esse
prazo permita o proponente se libertar caso o destinatário não responder porque a lei não
permite uma vinculação perpétua.

Se uma pessoa cumpre requisitos exigidos por uma proposta em que circunstâncias que essa
declaração lhe vincula? Ou a apartir de que momento a declaração negocial é eficaz? R: Cfr
artigo 224 e 228

Sujeição mesmo que ele se arrependa o negócio forma-se da mesma maneira.


Exemplo: B propõe uma ação de divórcio contra A nos termos da lei, queira A ou não queira
o divórcio será decretado.

Se A fazer uma Declaração e que vale como proposta à B a partir de que momento é que A
é vinculado à sua proposta? Cfr art 224 cc

Se a declaração tiver um destinatário determinado a solução é uma, e se a declaração não


tiver destinatário determinado a solução é outra.

A partir do momento em que a proposta é emitida e chega ao poder do destinatário, ele


tem o poder de aceitar ou seja ele fica investido do direito potestativo de aceitar a proposta
( é direito potestativo porque mesmo se o proponente se venha a arrepender o negócio
forma-se da mesma maneira. Isto é Se o destinatário aceitar a proposta, modifica
difinitivamente o ordenamento.

Sujeição VS direito potestativo (negativo da sujeição)

Proposta VS aceitação

Se uma proposta inicial não ter chegado aos poderes do destinatário o proponente ainda
pode revogá-la porque ainda não há nenhuma expetativa que lhe tenha sido criada de vir a
celebrar aquele negócio, portanto se ele não tem expetativa não faz sentido proteger o que
ele não tem. Caso diferente é: em princípio se ela chegar aos poderes do destinatário ela se
torna irrevogável (porque a lei pretende proteger a legítima expetativa criada por ele) salvo
se houver uma reserva à revogação.

A apartir de audiometria o proponente está vinculado a sua proposta ou seja a partir de que
momento a declaração negocial é eficaz? Problema do artigo 224 cc.

Atenção !! O artigo 224 tanto se aplica à proposta como também à declaração. Nos termos
do artigo 224 chegar ao poder de, basicamente é estar em condições de ser conhecida
tendo um sim ou não. Importa dizer que esta matéria é difícil de lecionar na Guiné-bissau
porque requer uma certa realidade sociológica. Uma coisa pode chegar ao poder do seu
destinatário sem que dele é conhecido e também pode ser conhecido pelo seu destinatário
ainda que não tenha chegado ao seu poder.

Um outro problema é: depois da declaração se tornar eficaz até que momento a declaração
vincula ao proponente?

O proponente pode fazer proposta através de uma carta e o esquema de vinculação do


proponente leva isso em consideração, se por exemplo eu faço uma proposta por carta
pedindo resposta imediata e portanto eu estou vinculado proposta durante o tempo da
demora da carta a chegar e a resposta a ser devolvida. Eu posso fazer uma proposta por
carta e na carta indicar um prazo de aceitação findo qual caduca o direito potestativo de
aceitar.

Qualquer declaração para valer como proposta tem que ter um destinatário determinado art
224/1 cc

Distinção entre declarações recipienda ou recepticias e declarações não recipiendas ou


não recepticias

As declarações recipienda são as que têm destinatários determinados ao passo que as não
recipienda são as que não têm destinatários determinados.

Em relação à eficácia da declaração em termos doutrinários existem duas teorias:

- teoria da emissão e

- teoria da recepção.

Segundo a teoria da emissão a declaração se torna perfeita ou eficaz a partir do momento


que é emitida ou seja, a partir do momento em que se desprende do seu autor.

A teoria da recepção é aquela segundo a qual a declaração negocial só é eficaz ou só


vincula o seu autor a partir do momento em que é recebida pelo destinatário.

Em termos muito amplo podemos dizer que a lei adota as duas teorias:
Em relação às declarações recepticias a lei adota a teoria da receção ao passo que em
relação às declarações não recipiendas a lei adota a teoria da emissão.

Ler artigos 224-235 cc

Análise do artigo 228 cc

Se o proponente não querer estar sujeita a incerteza o mais que podia fazer é marcar o
prazo da sua vinculação à proposta.

Lei processual portuguesa Para o professor Menezes Cordeiro Esquemas de 3 dias úteis as
notificações do tribunal aos advogados

Mas o professor PPV nega isto porque entende que esta solução é uma solução de
ambiguidade porque no caso dos gabinetes dos advogados tem lá pessoas em período
normal de expediente para receberem as correspondências diferente da situação das em
suas próprias casas por exemplo, em que nao se encontram por vezes naqueles períodos.

Art 228/c distingue a Proposta entre presentes e ausentes.

Proposta presente: que é feita entre pessoas presentes uma da outra.

NB: O artigo 228/1 alinea c não prevê a proposta verbal entre pessoas presentes Se a
conversa acabou e o destinatário não aceitou no decorrer da conversa ao final da conversa a
proposta caduca isto é presume-se que o proponente espera-se por uma resposta imediata.
Proposta verbal entre presentes.

A celebração ou nao do contrato fica na dependência do proponente. 229/2 primeira parte

Isto é se a proposta for recebida pelo proponente fora de prazo mas ele acredita que ela foi
enviada dentro do prazo.
ANÁLISE DO ARTIGO 229 CC: aqui temos 3 situações - 1ª a resposta é emitida dentro do
prazo e recebida dentro do prazo, a lei não se preocupa com isso e o contrato se celebra;

2ª situação - proposta emitida fora do prazo e necessariamente também recebida fora do


prazo, portanto o contrato não se celebra

3ª situação - na zona intermédia temos a proposta emitida dentro do prazo mas recebida
fora do prazo é disto que fundamentalmente o artigo 229 se preocupa isto é, em todos os
casos em que o proponente tenha motivos pra acreditar apesar dele ter recebido fora do
prazo mas emitida dentro do prazo ele é obrigado a informar o outro para o caso dele não
querer o contrato apesar dele ainda poder aceitar o contrato mesmo que tenha recebido a
proposta fora do prazo. Mas esta solução só é viável se a proposta tenha sido enviado
dentro do prazo porque se pelo contrário a proposta for enviada fora do prazo o contrato
não se concluiu.

Desde que a declaração coloque uma possibilidade mas ou talvez vale apenas como uma
declaração e não como uma proposta negocial porque falta-lhe um requisito que é a
seriedade.

Em relação aos contratos típicos por exemplo para a celebração de contrato de compra e
venda No minimo segundo o artigo 879 cc tem que se indicar qual é a coisa que quer
vender e qual é o preço.

Completo do ponto de vista do tipo é completo no sentido de que contém todos os


requisitos ou elementos da proposta.

Simples: é a declaração que adere inteiramente ao conteúdo da proposta.

Art 218 cc
Oferta ao público aparece fogasmente mencionada no artigo 230/2

Declaração É uma designação ver conteúdo genérico que tanto pode encaixar a proposta ,
aceitação, revogação, contra proposta.

Durante o período em que vigora a vinculação a proposta é irrevogável. Art 230

Com base no artigo 234 dispensa-se a declaração expressa.

Actos preparatórios da contratação

São todos aqueles atos que possam ser praticados com vista s celebração de um contrato. E
que por definição não podem ser conduzidos a proposta é aceitação.

Entre estes atos preparatórios podemos distinguir atos puramente material e um ato jurídico.

O que é um ato material: ex fazer as fotocópias necessárias para as pessoas que estão
negociar. São no fundo

Atos vinculativos e os atos que não são vinculativos

Acto preparatório de um outro tipo de contrato

Art 410 cc

Contrato-promessa É um ato preparatório de um outro contrato ou seja tem por objeto a


celebração de um outro contrato que é o contrato prometido.

Na doutrina o futuro contrato chama-se de contrato prometido e outros o chamam de


contrato definitivo.
Sinal é Uma cláusula nos termos da qual os prometentes comprador antecipa uma parte do
preço como forma de assegurar a seriedade da promessa.

Cfr art 440 e 441 cc

O contrato promessa não é em sim um tipo contratual.

O contrato promessa pode ser de qualquer outro tipo de contrato. Ex contrato promessa de
trabalho, contrato promessa de compra e venda, contrato promessa de arrendamento.

Concurso É uma manifestação de intenção de celebracao de um negócio.

FORMA DAS DECLARAÇÕES NEGOCIAIS

Distinção entre forma externa e forma interna

-externa o modo como o negócio se exterioriza, ou seja o modo como o negócio se


torna “visível" aos olhos de pessoas que não são as partes ou seja terceiros, o que é
igual ao modo de exteriorização do negócio.

A forma interna: corresponde a um conjunto de requisitos essenciais à própria


existência do negócio dito doutra maneira, sem esses requisitos não há negócio.

Por agora só nos preocupa a forma externa

Obs: tendencialmente os leigos acham que forma significa estar escrito.

forma mais simples de manifestação da celebração de negócio é a forma verbal que


é a forma menos solene em relação a todas outras formas.

Forma verbal

Forma escrita
- simples ou particular

Escritura pública é a mais solene das formas

Escrita / simples = escrito particular

Verbal

Com base no critério da solenidade.

CoCodregisto civil página 752 cc

Página 801 cc nova versão

Forma comum é a forma verbal

Forma especial são todas as outras, isto é, escrito particular e a escritura pública. Toda a
forma externa que a lei exigir para a validade do negócio.

Cfr art 1232

Cfr 1143

Forma externa

- ad substantiam/ substância 220

- ad probationem/ prova

Art 364 cc
Distinção entre forma e formalidade

Forma: é o modo pelo qual a manifestação da vontade se exterioriza.

Formalidade: Factos ou atos que a lei exige ou para a validade do negócio ou apenas
para a eficácia.

Formalidades posteriores : registo, ex registo de automóvel, registo de casamento...

Quando a lei exige que o facto seja provado mediante a apresentação da certidão de
registo Só pode ser provado mediante a apresentação de certidão de registo.

Resolução do caso nº 6

Empregada (formação do negócio / duração da proposta/ revogação da aceitação).

Art 218 cc

Anúncio de A é um convite a contratar na modalidade de um concurso público.

A não se vincula definitivamente ao anúncio.

As declarações de B e C são recipienda ao passo que a de A é não recipienda. 227

A carta de B equivale a uma proposta

E necessitava de uma aceitação para que se celebre o negócio.

Portanto nao se conclui nenhum contrato entre A é B porque não houve aceitação e nem o
silêncio de A equivale a aceitação.

Problema da contagem de prazos

Art 228, 224/1


8 dias de correio

228/1/c) - 02.09.2017

A vinculação dela duraria até o dia 23

Portanto Celebrou-se um contrato entre A e C

Obs o problema do artigo 228 é de saber até quando o proponente finca vinculado a
proposta.

Na situação da alínea c se não foi pedida a resposta imediata é porque concedeu


algum tempo pra pensar e esse tempo pra pensar é de 5 dias.

Falta o caso da proposta verbal entre presentes daí a doutrina define a solução da
proposta verbal feita entre presentes e sem determinação do prazo presume-se que
espera a resposta imediata. A menos que o proponente fixe o prazo.

Objeto da relação jurídica

Esta ideia temcuma conexão com as coisas da relação jurídica mas não se esgota aí.

Na doutrina fala-se desta matéria referindo ao objeto ou conteúdo.

Por objeto de negócio pode coincidir com o objeto na linguagem ou sentido comum mas
não necessariamente.

Objeto é aquilo sobre o que encide o negócio jurídico.

O negócio jurídico unilateral de perfilhação temos aqui um objeto negocial mas que não é
objeto em sentido comum.
O conteúdo é a regulação de interesses que as partes obtêm com a celebração de um
negócio.

Esta comparação é importante porque o legislador determina que é nulo um negócio cujo
objeto é contrário a lei.

Art 280 cc

Exemplos:

Vendo-te por um milhão qualquer coisa é nulo por indeterminabilidade do objeto.

Dou-te uma das minhas jóias à tua escolha o objeto não está determinado mas a luz do
negócio há um critério que permite determinar o objeto.

Requisitos para a determinação do objeto negocial: Possibilidade física, determinalidade e a


licitude (conforme a lei) mas o número 2 do artigo 280 acrescenta alguma coisa,
conformidade a ordem publica e aos bons costumes.

Distinção entre contrário a lei e legalmente impossível

Há casos em que é a própria lei a determinar que certas coisas se têm como não escritas.

Ex artigo 946, 1037/2 e artigo 2230 cc

Moral objetiva é um padrão social

Moral subjetiva é aquela que cada indivíduo escolha pra si.

Distinção entre objeto e o fim art 281 cc

Cláusulas negociais assessorias porque se não constarem no negócio não faz a falta.
Ha certas cláusulas negocias assessorias que tem o nome de típicas e o legislador decidiu
criar um regime especial para elas neste caso concreto refere-se clausula de condição e o
termo. Art 270 ss

Condição: é um facto condicionante ex se passares de ano dou-te o meu automóvel.

Procuração é o negócio de concessão de poderes.

Artigo 119 ex é uma formulação linguística condicional, tem um se...isto é, para o caso de
acontecer. Portanto não é uma condição em sentido técnico por não está no âmbito de
uma cláusula negocial.

Aula do dia 07.05.2019

Os desvalores do negócio jurídico

Autonomia da vontade ou seja em princípio a existência do negócio depende da


vontade (é condição da haste absolutamente essencial para haver negócio).

- vício de vontade

- vícios de declaração

Vontade É condição quase absolutamente essencial/indispensável para o contrato se


celebrar. Em princípio sem vontade não há negócio e isso traduz-se melhor ao nível do
direito das obrigações no art 405 do cc, isto é, as pessoas têm numa dimensão positiva,
numa dimensão de liberdade, dentro dos limites podem celebrar os negócios jurídicos que
muito bem entenderem ainda que se trate de negócios não expressamente tipificados na lei,
isto é, o princípio da tipicidade que vigora no direito das obrigações (a liberdade contratual é
autonomia da vontade aplicada aos contratos) a dimensão negativa traduz-se na liberdade
de não celebrar. Portanto, por ter a liberdade de não celebrar pode regeitar a proposta.
O quê que está fora deste sistema comum? R: está fora uma pequena franja ou seja, há
certos campos que em função da proteção dos interesses dos terceiros que a lei considera
mais valioso proteção até de interesse público, a lei impõe a obrigação de contratar ex : é o
caso dos seguros de acidente de trabalho aqui não ha liberdade de contratar, o empregador
é obrigado emitir uma declaração de vontade com não tem a faculdade de contratar ou
não contratar a sua liberdade reside apenas em escolher a seguradora. Se não contratar
está numa omissão ilícita. Mas está é apenas a margem do sistema porque o sistema valora
o princípio da autonomia da vontade porque no núcleo do sistema se não há vontade não
há negócio jurídico

Ubi cómodo, Ibi incómoda ( quem aproveita as vantagens deve sujeitar-se as desvantagens).
Como se refere também em Direito comercial lucro sem Assunção de risco é parasitismo.

A vontade de celebrar o negócio tem que ser de alguma maneira exteriorizada, tem que sair
da cabeça de quem a formou caso contrário não há negócio, só pode haver negócio na
presença da exteriorização dessa vontade através da declaração. Também não pode haver
negócio sem que haja a declaração. Não há nada em termos reais que corresponde
adscrição negócio jurídico é um conceito que pretende acolher tudo que é comum aos
diversos tipos de negócios.

O único elemento comum a todos os negócios jurídicos é a declaração. Por isso que este é
um elemento central. O que significa que no plano do negócio esses dois elementos são
essenciais isto é, a vontade e a declaração. Se num determinado momento não houver
declaração, não há negócio.

Quanto a questão da vontade há dois casos que devemos distinguir:

Haverá casos em que não chegue a afirmar-se a vontade de celebrar negócios juridicos ...
Isso significa que de alguma maneira há aqui um problema, mas se nao chega a tornar-se
uma vontade de celebrar o negócio isto em princípio para o Direito seria um não problema
isto é, se nao ha vontade nao há negócio. Há casos em que apesar de não haver vontade
mas há aparência de vontade.
Aqui vamos estudar 3 grupos de casos:

Casos de Falta de vontade: aqui ha uma aparência de formação da vontade mas na


realidade não há vontade (coação física) isto quer dizer que é simplório dizer que se não há
vontade portanto não há negócio jurídico.

Vicios de vontade: Há casos em que a vontade existe mas está deficientemente formada. Ex
vontade que é formada sem liberdade,

Daí o legislador pergunta! Qual é a conseqencia juridica de um negócio jurídico cuja vontade
é deficientemente formada?

Vicios de vontade:

 Coação moral

 Erro-vicio

portanto qual a consequência jurídica disto:

Ex: se não assinares o contrato dou-te um tiro e ele com medo de ser baleado assinou o
contrato perguntar-se-á se ele tinha a vontade de celebrar o negócio? R: tinha, porque a
consequência de não celebrar o negócio era levar um tiro mas essa vontade foi obtida por
coação foi estorquida por uma ameaça que lhe causou medo portanto não foi uma vontade
formada com a liberdade portanto foi formada com coação.

Há casos em que a vontade é formada com elementos que não têm correspondência com a
realidade são os casos ditos em erro.

Ou seja Se eu estivesse consciente da verdade no momento em que emiti a declaração não


a teria feito ou teria emitido uma declaração diferente.

O erro tecnicamente é falsa representação da realidade. Ex clássico concurso nacional de


professores, A foi colocado como professor em Bafatá e logo a seguir contactou uma pessoa
em Bafatá para efeito de arrendamento mas dias seguinte A veio a perceber-se que afinal
estava colocado em Gabu não em Bafatá, portanto quer anular o negócio!

A lei exige que a vontade seja formada com liberdade e com esclarecimento.

Vontade esclarecida é aquela que é formada com esclarecimento.

Pode acontecer que a vontade até esteja bem formada (isto é foi formada com liberdade e
com esclarecimento) e todavia foi mal declarada, no sentido de que não correspondendo
com a vontade formada estes são os casos de erro na declaração. O erro na declaração
toma o nome de erro-obstáculo para distinguir do erro-vício.

Falta e vícios da vontade

1. FALTA DE VONTADE:

 Falta de consciência da declaração 246 ex clássico - leilão (quem dá mais) a pessoa


levantou o braço acenando a pessoa que se encontra fora da sala de leilão e o seu
comportamento foi interpretado pelo declaratório como sendo uma declaração
(comportamento o qual se extrai uma declaração). A desvalorização aqui é a
inexistência jurídica, isto é não produz qualquer efeito o gesto dele é juridicamente
inexistente.

Discussão doutrinária sobre esta matéria: o professor Menezes Cordeiro entende que
o sistema não comporta o vício de inexistência portanto a inexistência segundo ele
não passa de uma nulidade agravada é isso vai contra a doutrina tradicional que
quando encontra estas fórmulas não produz quaisquer efeitos ou considera-se não
escrita no caso de cláusulas isto é o significativo do vício inexistência jurídica. A
diferença está em que a inexistência jurídica nem precisa sequer ser declarada por
um tribunal para se reconhecer que de facto ela existe ela pode ser invocada por
qualquer órgão, qualquer pessoa a qualquer momento ainda que nenhum tribunal a
tenha verificado. Ao contrário da nulidade e da anulação.

Como é que pode ser emitida uma declaração negocial pela força física?
Como é que alguém pode emitir uma declaração sem se aperceber que está a fazê-la?

De facto, estes são os casos limites.

 Incapacidade acidental 257 se a situação de incapacidade acidental era notória e


que qualquer pessoa teria tido notado que aquela pessoa não tinha o controlo da
sua vontade essa pessoa não merece ser protegida ou seja quem merece ser
protegida é quem emitiu a declaração neste caso o negócio anulável. Mesmo que
não seja notório mas se a outra parte sabia disso ainda o negócio é anulável. Mas se
não era notório e a outra parte não sabia o negócio não é anulável, para o negocio
ser anulável há requisito que tem que ser cumprido isto é: tem que ser notória e
conhecida pela outra parte. Não basta que a declaração seja emitida numa situação
de incapacidade acidental para que o negócio seja anulável é preciso também que
essa incapacidade seja notória e que o declaratário soubesse dessa situação de
incapacidade.

 Declaração não séria 245 é uma formulação normalmente verbal que é feita à outra
pessoa na convicção de que a outra pessoa sabe que aquela declaração não é séria
e que não se quer celebrar nenhum negócio. Ex representações teatrais e o ensino.
Em latim esses exemplos são chamados de declaracões jocandi causa (na
brincadeira), essas declarações em princípio nao produzem quaisquer efeitos
juridicos. A declaração não séria é sempre inexistente. Na declaração não séria
praticamente só se protege o interesse do declarante.

 Coação física 246 Significa que a pessoa que exterioriza a vontade foi impelido
fisicamente duma forma que ela não conseguiu resistir de forma a criar a aparência
de vontade. Ex clássico: pegar a pessoa a mão obrigando-a a assinar a força. Um
outro exemplo que podemos dar apesar de ser pouco credível tem que ver com
casamento de uma pessoa muda...tem que ter um tratamento diferente porque não
pode verbalizar fisicamente e a sua declaração de aceitação tem que ser expressa de
outra maneira, portanto admitindo os gestos.
Este é um caso de força de vontade porque há digamos assim uma espécie de força
mecânica que força a declaração sem que a pessoa sequer tenha a vontade de declarar que
é diferente do caso da coação moral.

Coação moral é um caso de vício da vontade, aqui a pessoa formou a vontade de declarar
mas formou essa vontade porque foi ameaçada.

Portanto na coação física é um caso de falta de vontade com o uso da força mecânica que
obriga a pessoa aquela aparência de declaração.

Na coação moral há vontade de declarar por causa de ameaça, vontade viciada por falta de
liberdade ou medo.

Coação física: Não chega a haver o vício da vontade por não chegar de haver se quer a
vontade.

Neste caso se se perguntar se o negócio é anulável a resposta certa não é sim ou não mas
sim depende. Art 257 cc.

2. VICIOS DA VONTADE:

 Coação moral art 255cc aqui há um fenômeno complexo denominado de dupla


causalidade ou seja uma declaração só pode ser considerada viciada por coação
moral na presença de duas causas que operam em termos sucessivos: quando há
ameaça e que esta ameaça tenha provocado medo (o medo tem que ser o resultado
da ameaça). No fundo tem que existir Ameaça, medo é uma relação causal entre a
ameaça e a declaração obtida. Mas se a própria pessoa é que tenha criado o medo
sem que ninguém lhe tenha ameaçado isto não é coação moral. Para tal, tem que
haver ameaça e que desta ameaça resulte o medo e por fim tem que haver uma
relação de causalidade entre a ameaça e a declaração obtida portanto é uma
causalidade indireta.

Artigo 256 - a coação pode não ter origem necessária no declaratário. Ex: faço mal ao teu
filho se não ofereceres bicicleta à minha namorada e ele vai e oferece bicicleta à minha
namorada. O negócio de doação é entre ele e a minha namorada mas fui eu quem
ameaçou. Onnegocio é anulável ainda que o próprio ameaçador não seja parte no negócio.
neste caso provenha de um terceiro é necessário que seja grave o mal e justificado o receio
da sua consumação portanto não pode ser qualquer ameaçazinha.

Ex: A e B são colegas de carteira na Faculdade, A diz a B se não me ofereceres a tua


mochila, amanhã ligo para o presidente dos Estados Unidos para lançar míssil no Iraque e o
B com o medo que isso consumasse ofereceu a sua mochila à A e agora quer desfazer o
negócio.

 Erro-vício 251 e 252 cc

O erro-vício é o erro que vicia a vontade.

09.05.2019

Invalidades dos negócios jurídicos

Regime geral art 285 aplica-se sempre que a lei não faz desvios.

A distinção essencial engrenou nulidade e anulabilidade resulta do artigo 286 e 287 do cc

Na nulidade qualquer pessoa pode invocar a anulação, sem prazo, e o tribunal pode anular
oficiosamente enquanto que na anulabilidade so podem invocar a anulabilidade as pessoas
em cujo interesse a lei a estabelece, o tribunal nao pode anular oficiosamente, pode ser
anulado no prazo de um ano.

10.05.2019

Vício da vontade

 Coação moral
 Erro-vício (ou erro sobre os motivos) só no erro-vício é que existe a falta de
representação da realidade: Ex: A doa à X uma casa no convencimento de que é seu
filho mas veio a descobrir depois que afinal não é seu filho e pretende desfazer o
negócio...ou seja A só quis doar à casa a X se ele for seu filho.

-simples art 251 + 252

- qualificado por dolo

Vicios da declaração;

 Intencional

 Não intencional - erro-obstáculo. Art 247cc

Erro intencional na emissão da declaração

Quando um declarante emite a declaração com erro isto é, o declarado não corresponde
com a sua vontade real.

Em relação ao declaratário pode ter sido criado uma expetativa perfeitamente legítima,
razoável de que o declarante queria o negócio nos termos em que ele declarou. Se a
pergunta é, é sempre anulável? A resposta é depende: não é sempre anulável porque
haverá casos em que não o é. Não permitir a anulação do negócio no fundo é proteger o
interesse do declaratário.

É anulável sendo que do outro lado em relação ao declaratário este soubesse ou não
devesse ignorar isto tendo em conta as circunstâncias a pessoa não podia deixar-se de
aperceber isso isto é, qualquer pessoa de normal diligência se teria percebido daquele erro.

Haverá casos em que o erro na declaração a outra parte se apercebeu desse erro por dois
motivos: ou porque sabia que não era aquilo que o declarante queria ou mesmo não
sabendo em concreto, as circunstâncias do caso são de tal modo a levar o declaratário a
chegar a conclusão que não era aquilo que o declarante queria.
Os dois erros em parte o regime deles é comum. Cfr art 247 cc (erro obstáculo) e depois a
lei regula o erro-vício dizendo que a este se aplica ocmesmo regime aplico em relação ao
erro obstáculo.

Sempre que em relação aocdeclarataqrio havera casos em que o erro a declaracao a

Outra parte se aperceber desse erro porque sabia do caso ou mesmo não sabendo mas as
circunstâncias do caso permite pensar que não erra aquilo que o declarante quis declarar.

A proposta viciada de vontade é anulável ou não a resposta é depende. Isto depende se o


elemento sobre o qual encide sobre um elemento essencial do negócio, elemento sem o
qual aquela pessoa não quereria celebrar o negócio exatamente naquelas condições.

Particularizações do erro na declaração art 248 cc, art 249 (esta é uma norma muito
complicada) a que a doutrina chama de erro mecânico. É um simples erro de cálculo ou de
escrita mas para que se possa aplicar esse regime a declaração tem que conter elementos
que permita ao declaratário aperceber -se daquele erro.

Erro vício artigos 251 (quando o erro encide sobre objeto ou a pessoa do declaratório) e 252
(erro que encide sobre a generalidade dos motivos) este regime é mais exigente que o
regime do artigo 251 porque atribui maior proteção ao declaratório.

Em princípio todo o erro-vício encide sobre motivos.

O erro-vício também se chama de erro sobre a motivação do negócio isto é, o declarante


errou sobre os motivos aos quais quer celebrar o negócio por falsa representação da
realidade. Ex: um músico guineense convencido de que um instrumento musical era do seu
avó quando na verdade não era, estamos perante uma situação de falsa representação da
realidade. É um caso do artigo 251 porque é um erro que encide sobre o objeto do negócio.
A doutrina aqui é concordante, a lei utiliza objeto aqui em sentido muito amplo abrangendo
não só o objeto em sentido restrito mas também o conteúdo.
É mais difícil anular o negócio nos termos do 252 do que nos termos do artigo 251.

Para que o negocio seja anulável nos termos do artigo 251 (sistema de maior proteção ao
declarante) é necessário que existe o erro sobre o motivo objeto docnegocio ou erro sobre
o motivo da pessoa do declaratório e é preciso que se verifique as condições previstas no
artigo 247 cc isto é preciso que o erro incida sobre um elemento essencial do negócio não
um elemento indiferente ou acessório.

Para se conseguir o resultado da anulação é preciso que se reúna todos os requisitos:

É preciso que o erro incida sobre a pessoa ou o objeto

É preciso que o erro incida sobre o elemento essencial do negócio.

É preciso que o declaratório tivesse consciência dessa ecensialidade ou perante as


circunstâncias não o podia ignorar.

Análise do artigo 252/1 cc

Erro-vício:

 Simples 251 + 252

 Qualificado por dolo 253 + 254 cc

Erro autónomo e erro heterónimo externo

Dolos bonus (bons) por ação

Dolos malus (maus) 253/2 cc

Consequências da declaração emitida por dolo...art 254 cc


Aula do dia 16.05.2019

ERRO-OBSTÁCULO ART 247

Vontade esclarecida é aquela que nao padece de erro vício ou falsa representação da
realidade.

A noção de clara representação da realidade só é aplicável ao erro-vício e não ao erro-


obstáculo. Isto é, situação em causa a pessoa configura a realidade como sendo duma
determinada maneira mas que na verdade está enganada não é aquela.

A vontade poderá ser bem formada mas pode ser mal declarada ou seja de acordo com a
vontade real.

Ex: em vez de dizer Fied disse Ford...

A situação do erro do artigo 247 é um erro involuntário ou nao intencional.

A vontade esclarecida é diferente da vontade em erro.

SIMULAÇÃO ART 240

Em linguagem comum a simulação num sentido geral significa fingimento oucseja agir de
uma forma que não corresponde a realidade mas é um agir intencional.

Requisitos para que possamos falar do negócio simulado

-É preciso que as partes emitam declarações divergentes da vontade real;

-É preciso que as partes assim atuem motivada com a intenção de enganar terceiros. É
necessário que esta necessidade seja comum entre ambas as partes.

-Tem que haver um acordo entre ambas as partes (a que alguns autores chamam de pacto
simulatorio) a que a doutrina chama de acordo simulatorio;

Obs: o negócio simulado é nulo.


Debaixo do negócio fingido ou simulado pode existir um negócio real está escondido ou
dissimulado ou pode não existir nenhum negócio real. Portanto O negócio simulado é aquilo
que as partes aparentam querer celebrar emitindo tais declarações de vontade que nao são
é acordo com a sua vontade real.

Distinção entre negócio simulado e ngocio dissimulado

Negócio simulado art 240 todo o negócio simulado visa enganar terceiros segundo o artigo
240- se não há objetivo de enganar terceiros não há simulação.

Negócio dissimulado 241 ( dissumular no fundo significa esconder ou seja aquele que as
partes escondem e que realmante quiseram celebrar). simular na linguagem comum significa
fingir.

Esta classificação é importante para uma outra classificação:

SIMULAÇÃO RELATIVA - as partes não quiseram negócio que declararam (ou exibem) mas
quiseram outro que esconderam. (Isto é, sob a capa no negócio simulado existe um outro
negócio diz-se simulação relativa). Ex art 877 cc venda à filhos ou netos.

Cfr artigo 817 cc é 601 cc

SIMULAÇÃO ABSOLUTA - não querem celebrar negócio nenhum. isto é, não há negócio
dissimulado. Ex: parquear bens na esfera jurídica de outro para que não seja atingido por
credores criando uma aparência de transferência de titularidade.

Mas se não querem celebrar negócio nenhum porque razão fizeram simulação?

SIMULAÇÃO OBJETIVA : é aquela que tem que ver com o tipo ou com o conteúdo do
negócio. Ex pretendo celebrar um contrato de compra e venda mas disfarço de doação. Ou
seja a intenção real é celebrar o negócio de um certo tipo mas declara o negócio de um
outro tipo.

Ex: Simulação do preço na compra e venda com vista a fugir dos impostos enganando o
Estado.
SIMULAÇÃO SUBJETIVA : simulação relativa aos sujeitos do negócio. Surge como parte do
negócio uma pessoa com o objetivo de violar a lei criando assim uma aparência de
conformidade à lei. Ex 877 cc

A B e C filho de A combinam entre si o seguinte: para ultrapassar a proibicao do artigo 877,


que A venda a B seu primo e que posteriormente B venda a C, isto foi feito nestes termos
para fraudar o artigo 877 porque era proibido se fosse feito em termos direto de A para C
sem o consentimento dos outros.

Simulação:

- INOCENTE significa que embora tem o objetivo de enganar terceiros mas não se quis
prejudicá-los ou seja não visa causar prejuízos aos terceiros.

- FRAUDULENTA - visa causar prejuízo aos terceiros.

17.05.2019

Artigo 241/1 a nulidade do negócio simulado fica limitado ou estancado dentro do negócio
simulado isto é, não se estende ao negócio escondido (dissimulado) porque este negócio
em princípio não é atingido pela invalidade do negócio simulado. Portanto ele pode ser nulo
ou inválido por qualquer outra razão mas não esta, por exemplo por falta de capacidade ou
legitimidade...

Como conclusão podemos olhar para o artigo 241/1 e dizer que o negócio dissimulado é
válido isto quer dizer que ele não é inválido por ser dissimulado pode ser inválido por
qualquer outro motivo mas por ser dissimulado nao é causa de invalidade.

NEGÓCIOS FORMAIS
Negócios aos quais a lei exige uma forma especial. No que respeita aos negócios não formais
ou consensuais isto é, aqueles que a lei não exige nenhuma forma especial - regra do artigo
219 cc.

141/2 se a lei exigir uma forma especial para o negócio escondido a sua validade depende
de ter sido observada essa forma especial artigo 219 e 220

Esta norma de facto é ambígua por ser ambígua gerou de facto várias interpretações

Há uma interpretação que diria que é mais simplista

Uma primeira pergunta que a doutrina se colocou aos 66 é: qual é a da razão de ser da
exigência de forma. Isto é, a lei exige uma certa forma para a validade do negócio, então
para aplicarmos bem a norma teremos de perguntar qual é a razão da lei exigir determinada
forma para aquele negócio.

Há uma posição doutrinária que no no fundo mata a própria norma. Diz o seguinte: quando
alei exige uma forma especial para a declaração negocial obviamente a declaração negocial
tem de seguir aquela forma em especial exigida por lei.

Cfr art 947

Numa interpretação extrema do nº 2 do artigo 241 entende a norma nesses termos: sempre
que a declaração negocial deva obedecer alguma forma especial o negocio dissimulado só e
válido se a declaração obedecer essa forma especial. E agora a questão é! Que declaração?

Numa visão extrema muito pesada desta norma é a declaração relativa ao negócio
dissimulado. Isto é dizer que qualquer negócio dissimulado o qual a lei exija alguma forma
especial é sempre nulo.

No fundo o que esta doutrina sustente é que na realidade o negócio só seria válido se não
houvesse dissimulação mas isso nunca vai acontecer porque o objetivo é esconder. Portanto
isto é matar completamente a regra ou seja a regra em caso algum terá aplicação. Porque
não poderá salvar o negócio dissimulado que se pretende. Num outro extremo está aquela
que o Prof. João Espírito santo considera de boa interpretação Isto é:

Se o negócio dissimulado tiver observado a forma exigida para o negócio simulado então o
negócio dissimulado aproveita a forma do negócio simulado isto permite salvar a norma e
ter um conteúdo útil para ela Enquanto que a outra interpretação mata coompletamente a
regra.

PARTICULARIDADES JUDICIAIS DO NEGÓCIO SIMULADO

Legitimidade para arguir a simulação art 242

Primeira posição- professor menes cordeiro art 243

Segunda posição PPV sobre o mesmo artigo.

A simulação é o primeiro dos vicios da declaração que nos aparece

Cfr art 244 cc na reserva mental um dos declarantes emite uma declaração que nao
corresponde a sua vontade real com o objetivo de enganar o outro. Ou cads um deles
temco objetivo de enganar o outro neste caso diz-se reserva mental bilateral.

A diferença em relação a simulação é que não há acordo simulatorio na reserva mental.

O negocio que e celebrado entre duas partes em que uma esta a tentat enganar o outro em
princípio não afeta a validade do negócio.

Também nesta figura mental há uma aproximação em relação a declaração não séria.

Negócio usurário

art 282

É uma figura de contornos híbridos


Aula do dia 21.05.2019

Continuação aula instituto da usura

Em relação ao abusado é necessário que padece de fragilidade

Abusador a consciência da fragilidade do abusado e a intenção do abusador aproveitar-se


desta fragilidade.

Desejada s usura começa a correr prazo para a anulação.

283 cc

Aqui o lesado não que a invalidade mas sim a modificação do negócio.

A usura enquanto vício é reconhecida na atualidade como um vício misto: vicio de vontade
é vício de conteúdo.

Requisitos 2: subjetivos e um objetivo

Do lado do abusado é necessário que exista uma situação de fragilidade e necessidade

Do lado do abusador é necessário que ganhe um benefício excessivo. (Elemento objetivo)

Quanto ao regime o negócio usurario e anulavel ao requerimento do abusado.

Quando o abusado requer a anulação do abusador pode travar esse resultado se se oferecer
modificar o negócio nos termos mais adequados.

Resolução

Desvalores do negócio

Artigo 289/3 cc

Terceiro são aqueles a favor de que se deu a constituição ou aquisição de algum direito
fundado num negócio inválido e que é afetado pela distribuição retroativa dos seus efeitos.
Art 291

Os efeitos da declaração da nulidade ou de anulação de negócios só nao são oponíveis


quando se verifiquem comulativmente os seguintes requisitos:

a) - ser terceiro titular de um direito real;

b)- ser esse direito sido adquirido a título oneroso;

c)-o direito de terceiro ter objeto de coisa móvel sujeito a registo;

d)- tratar-se de terceiro de boa fé;

e) - a propositura e registo da ação sobre invalidade verificar-se para além de três anos após
a conclusão de negócio;

f)- ser o registo da aquisição anterior ao da ação ou acordo sobre a invalidade do negócio.

Convalescença do negócio jurídico:

- validação;

- confirmação;

- caducidade.

Aula do dia 23.05.2019

REPRESENTAÇÃO 258 ss

Representação em sentido técnico juridico: corresponde a .... pelo qual permite que a
atuação de uma pessoa jurídica produzir efeitos jurídicos

Representação voluntária resulta da própria vontade do representado


Representação legal a sua fonte resulta da lei.

Procuração tem dois sentidos igualmente corretos:

Chamamos procuração como um documento ou um contrato

A procuração é diferente ao mandato

Até ao século 19 as duas coisas eram apenas a mesma coisa ou mesmo instituto em França.

Mandato: é o contrato mediante o qual uma pessoa se obriga...

Representação implica sempre a atuação em nome alheio. A invocação do nome diz -se em
latim contemplatio dominii.

No negócio jurídico mandato pode haver representação ou não haver representação. Implica
obrigações e direitos recíprocos.

Procuração é um. Negócio jurídico unilateral, significa que aquele a quem se confere a
procuração para atuar sobre a minha esfera jurídica ...

Mandato é um negócio jurídico bilateral.

No mandato sem representado ....

Todo o mandato implicava representação segundo a doutrina francesa.

Sabendo que é a representação em sentido jurídico

Característica do mandato é que alguém atua para no interesse de outra pessoa.

No mandato não é essencial a representação.

O mandato é representação foi separa pela tradição francesa a partir do século 19.

A lei preocupa em disciplinar na parte geral do código civil a representação voluntária.

Ler artigos 258 a 261 cc


Representação voluntária artigos 262 a 269 (268 e 269 no fundo assinalam os limites do
sistema)

Quais são os limites de representação?

Falsus procurator =falso procurador, procuração confira para uma coisa e o procurador faz
outra coisa fora do poder de representação.

Consequência artigo 268 cc

Ratificar o negócio quer dizer aprovar posteriormente.

Ratificar (aprovar depois de...)

ABUSO DOS PODERES DO REPRESENTANTE

No abuso de representação existe procuração; o negócio realizado com terceiro está


formalmente abrangido pelos poderes do procurador, mas esses poderes são utilizados pelo
procurador em sentido conscientemente contrário ao interesse do representado.

Ex: A conferiu uma procuração a B para lhe comprar um veículo automóvel mas este foi
comprar um tanque de guerra. Art 269.

Convalescença, redução e conversao do negócio jurídico

A convalescença se dá em tres modos:

A confirmação;

Convalidação;

Prescrição ou caducidade
A confirmação também e chamada de ratificação significa provar um negócio que ja tinha
sido celebrado

Portanto o negócio é válido ressaltar a sua celebração artigo 288/2 cc

Para além da confirmação também ha outra forma

Convalidação significa a superviniencia de um requisito apurado depois da celebração do


negócio jurídico.

Cfr artigo 892, 895.

Prescrição ou caducidade

O titular do direito tem o Direito de exercer o seu direito dentro de um certo prazo se não o
exercer dentro deste prazo, o seu direito caduca.

Diferentemente da convalescença vamos falar da redução e conversao do negócio jurídico


inválido

Tem a ver com o princípio de aproveitamento de negócio juridicos inválidos. Art 292 admite
a redução em relação aos negócios parcialmente inválidos. Resolve o problema da
divisibilidade do negócio jurídico que já vinha da tradição alemã, permite aproveitar a parte
válida em detrimento da inválida com base na cláusula do possível.

Vontade hipotética ou conjectural em dois sentidos:

Se as partes no momento da celebração do negócio tivessem conhecimento teriam


celebrado o negócio?

Se for provado que as partes tinham percebido da invalidade do negócio não o teriam
celebrado, todo o negócio seria inválido.

A vontade hipotética ou conjectural das partes pode dividir-se em dois sentidos:

1 - ser conforme a redução ou seja as partes quereriam o negócio amputado no seu


elemento inválido.
2 - não ser conforme a redução ou seja as partes não quereriam o negócio sem elemento
viciado.

Art 292 havendo dúvida sobre a vontade conjectural das partes a doutrina entende que
opera a redução do negócio.

CONVERSÃO 293 CC

Significa que um contrato nulo pode produzir efeitos de um outro contrato - regra geral. É
esse fenômeno chamado e conversão.

Exemplo clássico : transformação de um contrato de compra e venda nulo por defeito de


forma para um contrato promessa. Os dois contratos tem efeitos diferentes mas admite-se
que o contrato de CV pode ser substituído para um contrato promessa.

Requisitos para que se opera a conversão :

-requisitos objetivos;

- requisitos subjetivos

Requisitos objetivos significa que um negócio nulo tem que ter elementos substanciais e
elementos formais de um outro negócio.

Nao há vício em relação a substância mas sim em relação a forma. Art 410 cc

E!ementos subjetivos : recorre tambem a vontade hipotética ou conjectural das partes.

O juiz coloca -se na posição das partes e pergunta se as partes tivessem percebido da parte
viciada eles quereriam do mesmo negócio? Se sim é possivel operar a conversão do negócio
caso contrário não é possível.

Na redução presume-se a vontade hipotética em caso de dúvida.

Na conversão havendo dúvida não há presunção.


Se a vontade conjectural for contrária a boa fé a conversão opera-se nos termos do artigo
239, 762 e 334 cc

INEFICÁCIA EM SENTIDO ESTRITO

A ineficácia tem a ver com o estatus exterior que não permite a produção dos seus efeitos

Ex: negócio celebrado sob a condição suspensiva é válido mas ineficaz porque os seus
efeitos dependem na verificação do facto futuro incerto.

Quando se fala da eficácia tem que ver com a relação ao terceiros.

Ex: bens penhorados

Outro exemplo art 268

Valores negativos do negócio jurídico

Procuar perceber os Requisitos de coacao moral, negócios usurários, simulação, reserva


mental,

Representação artigo 258Representação pode resultar da lei ou do negócio jurídico

Princípio da autonomia da vontade

Eu posso autorizar o terceiro a produzir um ou mais efeitos jurídicos na minha esfera jurídica
desde que eu autorize.

Venda de coisa alheia 892


Diferença entre mandato é procuração

Procuração se formos de o regime jurídico da representação voluntária artigo 262

Duas acersoes da palavra procuração : enquanto um ato (negócio) procuração enquanto


documento 267 e procurado no âmbito da qurepresentação voluntária e não na
representação legal.

Seja ela qual for a sua fonte implica sempre a constituição de uma relação

Mandato 1157 quando se refere ao mandato a lei refere o contrato. Praticar um ou mais
atos jurídicos por conta ou interesse de...

PO mandato é um negócio jurídico bilateral.

A procuração é um negócio jurídico unilateral portanto So Interfere o representado ou


procurado.

O contrato é um negócio jurídico multilateral...

Mandato com representação é a agregação de dois negócios isto é: procuração e mandato.

Mas para o professor linguisticamente deveria-se chamar de mandato com procuração e


mandato sem procuração.

Entre a procuração e representação há uma aproximação histórica mas não se associam


necessariamente.

Toda a procuração é representantiva mas nem todo o mandato é representativa.

Distinguir Artigo 268 e 269 cc cerne do regime da representação.

Representação: Contemplatio dominii invocar o nome do dono do negócio.


Discussão sobre o artigo 141/2

Mota Pinto o negócio simulado é nulo porque foi simulado é o negócio dissimulado é nulo
também preterição da forma legal

Castro Mendes é muito mais maleável sobre esta questao, fez a divisão de dois tipos de
formalidades:

Um que reveste publicidade (escritura pública)

Um que não reveste publicidade (escrito particular)

Se a lei exigir a forma especial de escritura pública

Se for por escrito particular não beneficia da forma de negócio simulado e as partes violarem
o escrito particular o negócio dissimulado é nulo.

Para o PPV o negócio dissimulado tem que beneficiar sempre da forma do negócio simulado.

Caso de incumprimento e uma parte provar no tribunal que de facto houve um negócio
dissimulado A sentença é que dá força ao negócio dissimulado.

Vícios de vontade : coação moral e erro-vício este por desdobrar-se em erro-vício simples
(251 e 252) e erro-vício dolo 253

Erro na declaração ou erro obstáculo: 247


Negócio usurário art 282 é umvicio misto situa entre vício de objeto e vício de Vontade

Requisitos ou pressupostos:

Dois requisitos subjetivos : abusado ou abusador

Um requisito objetivo: o objeto do negócio tem que ser ilícito.

Elementos assessórios de negócios jurídicos

Condição, requisitos: são três: facto futuro, este facto futuro tem que ser incerto e as
condições têm que ser convencionadas.

Obs: cláusulas incaucionaveis não negócios que não podem ser sujeitos a condições. Art
1618

Termo: requisitos: facto futuro, este facto futuro tem que ser certo, e as cláusulas têm que
ser convencionadas,..

Ha dois tipos de termo: termo inicial é igual a condição suspensiva

E termo final é igual a condição resolutiva: no termo não se fala em pendência mas sim fala-
se em prazo nos termos do artigo 272 e 273

Modo ou encargo: exemplo doação com encargo

Obrigações que uma pessoa faz à outra pessoa mediante um negócio gratuito sujeitando-lhe
a uma obrigação.
Convalescença redução e conversao

Convalescença ocorre no âmbito de sanação do vício da invalidade de um negócio, no


fundo pretende validar um negócio Queen principio é inválido, a convalescença apresenta
três requisitos: primeiro, confirmação, convalidação e caducidade

Redução e conversão traduzem-se no princípio do aproveitamento do negócio.

No âmbito da redução Vontade hipotética ou conjectural ver se as partes no negócio


tiveram o conhecimento do próprio vício na altura da celebração do negócio

No âmbito da conversão preocupa-se em mudar o negócio de um tipo para outro tipo.

Requisitos: requisito objetivo encide sobre formas e conteúdos

Requisito subjetivo: ver se as partes estão interessados a conversão ou não e esse interesse
tem que estar em conformidades às regras de boa fé.

Esses dois requisitos são comulativos.