Você está na página 1de 16

Lote-01

INTRODUÇÃO

O universo inteiro é regido por uma Inteligência cuja perfeição


transcende tudo o que a mente humana pode conceber. Seja qual for o
nome que você prefira lhe dar – Deus, Consciência Cósmica, Inteligência
Suprema ou Energia Universal – e qualquer que seja sua concepção dela,
essa Inteligência existe e atua em toda a Criação segundo um sistema de
leis naturais perfeitamente justas, pois aplicam-se da mesma maneira e de
modo totalmente impessoal na vida de cada ser. O ser humano é a criatura
mais evoluída da Terra e dispõe de todas as faculdades físicas, mentais,
emocionais e espirituais que lhe permitem usar essas leis e aplicá-las para
viver feliz em sua própria existência. Neste sentido ele é verdadeiramente
à imagem de Deus e somente de si próprio depende para expressar sua
grandeza e sua beleza no que pensa, diz e faz. Assim, nossa vida não está
sujeita à casualidade e em nenhum caso é um joguete de forças cegas e
arbitrárias. Pelo contrário, é aquilo que dela fazemos e reflete o grau de
harmonia que somos capazes de estabelecer com a Inteligência Cósmica.
Disso resulta que a maioria dos problemas que temos de enfrentar é
consequência de nossa incapacidade para respeitar as leis naturais ou
dominá-las. Um dos objetivos da Antiga e Mística Ordem Rosae Crucis é
justamente ensinar aos rosacruzes a maneira de aplicar essas leis e torná-
las operacionais em sua vida diária, seja para o seu próprio bem ou para o
bem de outrem. Esse ensinamento permite a cada rosacruz definir e adotar
uma “conduta cósmica” cujos efeitos se traduzem numa vida feliz.

A SanDı
O maior problema que os seres humanos enfrentam é o da doença. A
maioria dos males que sofremos deve-se à violação das leis naturais que
atuam continuamente em nós e em nosso ambiente. É com efeito impossível
infringirmos as mais elementares regras de vida sem termos de sofrer, cedo
ou tarde, as consequências de nossa falta de sabedoria. Todos os processos
que a natureza põe em ação no nosso corpo e na nossa consciência são
fundamentalmente construtivos. Por má aplicação do nosso livre-arbítrio
podemos desordenar esses processos e até nos opor totalmente a eles.
Criamos então em nós mesmos condições negativas que se traduzem
inevitavelmente em doença. A primeira coisa a fazer para nos mantermos

[ 1]
com boa saúde consiste portanto em cooperarmos com as leis naturais e
modificarmos todo comportamento que vá de encontro à ação positiva
que elas em nós exercem. Manter alimentação perfeitamente equilibrada,
não abusar de certos alimentos ou certas bebidas, fazer exercício suficiente
evitando excessos, saber relaxar e descansar, constituem os princípios
básicos de uma boa higiene corporal. A essa higiene do corpo deve-se
acrescentar a atitude mental mais sadia possível, pois a experiência mostra
que maus pensamentos são causa de muitas doenças. O segredo da boa
saúde sempre esteve numa mente sã em corpo são.

A má saúde pode ser devida à hereditariedade. Neste caso a pessoa não


é diretamente responsável pelos males que possa sofrer, dado que eles não
são consequência de um comportamento de desrespeito às leis naturais.
Ela deve então fazer tudo para aliviar ao máximo esses sofrimentos e se
empenhar em tirar o melhor proveito espiritual de seu estado físico. Em
outras palavras, a despeito da doença ela deve se esforçar para adotar
uma atitude positiva em relação à vida e buscar no misticismo alegrias
profundas que o corpo, por melhor que estivesse, não lhe poderia ter
proporcionado. A evolução de cada ser humano ultrapassa muito o âmbito
de uma só vida e, conforme a coragem que demonstre ante uma doença
que a hereditariedade lhe tenha transmitido, ele prepara para si mesmo
um carma muito positivo para sua próxima encarnação. Ou seja, o fato
de ele assumir confiantemente uma deficiência física que o destino lhe
pareça ter imposto atrai as mais belas bênçãos para sua vida futura, pois
toda experiência dolorosa, se corretamente assimilada, mais dia menos
dia traz sua cota de felicidade.

O Lae
A felicidade de um lar assenta na grandeza de alma de todos aqueles
que o constituem, pois a família só é una potencialmente. Na realidade é
um agregado de personalidades diferentes, cada qual com seus interesses,
suas aptidões e sensibilidades. O querer alguém impor a seus semelhantes
um estado de espírito, uma conduta ou uma visão de vida parecidos
com os seus é um grave erro que acaba inevitavelmente provocando
ruptura na harmonia do lar. Essa ruptura se traduz mais frequentemente
por conflitos familiares cujos efeitos são infelizmente destrutivos. Por

[ 2]
conseguinte, importa cultivar um comportamento tolerante e preservar
a célula familiar fazendo do perdão a base do lar. Antes de procurarmos
reformar a personalidade daqueles que compartilham nossa vida cotidiana,
devemos nos empenhar em sermos nós mesmos o menos censuráveis
possível. Isso supõe que trabalhemos em nosso próprio aperfeiçoamento
e cultivemos a harmonia com os outros, principalmente com os que nos
são mais próximos.

O homem e a mulher são unidos por leis humanas que foram instituídas
com o objetivo de selar seu casamento e proteger a família que eles se
dispõem a formar. Se eles não são escolhidos pelo caráter, nem pela
educação, nem por seus ideais, e se não existe nenhuma paixão comum
para fazê-los esquecer suas diferenças, acaba criando-se entre eles uma
relação conflituosa que, com o passar dos meses ou dos anos, fere a unidade
sentimental e moral que eles deveriam constituir. Um desentendimento
acentuado entre dois cônjuges cria um ambiente de discórdia que constitui
um verdadeiro veneno para seu corpo e para sua alma. Quando esse veneno
chega a afetar as crianças desse lar, constitui uma afronta à sua própria
razão de existir e quebra sua fé na humanidade. Nessas circunstâncias o
divórcio é infinitamente preferível, apesar de ainda sofrer oposição de
certos dogmas religiosos que, pretendendo preservar a dimensão sagrada
do casamento, às vezes só fazem enfraquecê-lo. Assim sendo, é evidente
que o divórcio deve ser somente o último recurso. Além disso, se ele se
torna inevitável, o homem e a mulher envolvidos devem fazer tudo para
não ampliar os sofrimentos morais que ele não pode deixar de provocar.
O amor ao próximo deve então prevalecer em seu comportamento, pois
é esse amor que, a despeito de não ter tido pleno desabrochar nesse lar,
pode atenuar as consequências negativas de um divórcio que é sempre
difícil de vivenciar para os filhos.

As F.wawças
Vivemos num mundo material em que o dinheiro representa um
considerável poder. Embora ele não traga felicidade e o acúmulo de
riquezas absolutamente não constitua o objetivo da vida, não podemos
negar que ele cumpre um papel importante na maioria das sociedades
modernas. Não obstante é preciso compreender bem que tudo o que se

[ 3]
refere à economia diz respeito sobretudo a instituições humanas. Por
conseguinte, para recebermos apoio das leis cósmicas em nossos negócios,
devemos primeiro fazer tudo para reunir as condições necessárias ao seu
êxito. Dentre essas condições contam-se naturalmente a honestidade,
a equanimidade, a lealdade, mas também a coragem, a perseverança,
a paciência e, de maneira geral, todas as qualidades que justificam o
fundamento do antigo dizer: Todo trabalho merece recompensa. O ser
humano, em todos os campos da vida, colhe o que semeia. Se ele está
em oposição com a mais evidente moralidade, não pode esperar receber
qualquer que seja a ajuda do Cósmico para adquirir o que almeja no plano
material. Pior ainda, deve contar que um dia vai perder tudo o que obteve
enganando os outros.

À semelhança de tudo o que existe, o mundo dos negócios está sujeito


à lei dos ciclos, pois constitui em si mesmo uma entidade viva e a vida, em
todas as suas expressões, é regida por leis cíclicas. Dado que a atividade
econômica diz respeito ao mundo inteiro, a economia geral de um país
apresenta apogeus e declínios que refletem sua própria situação financeira
mas também a direção que os financistas dão à economia mundial.
Ninguém pode evocar as leis cósmicas para explicar os ciclos de depressão
financeira que um país pode estar vivendo num dado momento, pois é
aos seres humanos que cabe imputar a responsabilidade. Partindo desse
princípio, podemos deduzir que não há milagre no plano econômico e que
compete aos governos demonstrarem sabedoria na maneira de gerirem as
finanças dos Estados. Independentemente de toda ideologia política, todo
sistema econômico está fadado a crise se não leva em conta necessidades
inerentes ao conjunto da coletividade humana. Para contar com aprovação
e apoio do Cósmico a economia deve, portanto, atender aos interesses da
maioria e servir de suporte para uma verdadeira fraternidade entre os seres
humanos, quaisquer que sejam sua raça, sua condição e sua religião.

Os Nıcóc.os Lıca.s
As leis humanas refletem o ser humano, ou seja, são imperfeitas. Não
pode ser diferente, pois nenhum juiz tem a inteligência necessária para
conhecer todos os aspectos de todos os negócios sobre os quais pode ser
levado a se pronunciar. Só as leis cósmicas são perfeitamente justas, porque

[ 4]
são impessoais e atuam sob impulsão de uma Inteligência que conhece ao
mesmo tempo o passado, o presente e o futuro de todos os indivíduos.
Aqueles que estão habilitados a fazer justiça entre os homens não têm a
onisciência divina. Estão portanto sujeitos a errar e podem se equivocar
nos juízos que façam. Por isso mesmo pode acontecer a um litigante estar
em seu direito mas não conseguir ganho de causa numa questão jurídica.
Mas que toda vítima da injustiça dos homens se tranquilize, que a Justiça
Divina não pode deixar de se cumprir cedo ou tarde e as leis cósmicas
atuam continuamente no sentido de que a integridade de cada ser humano
seja reconhecida, no momento mais oportuno e para o bem de sua evolução
espiritual.

O melhor meio de nos precavermos de todas as formas de injustiça que


podem decorrer da aplicação das leis humanas consiste em adotarmos
um comportamento conforme com o ideal que temos da Justiça Cósmica.
Paralelamente a isso, tudo o que pensamos, dizemos e fazemos, deve
levar em conta as leis civis que regem o país em que vivemos. Seja no
plano político, econômico, social ou religioso, não podemos infringir
certas regras sem correr o risco de nos expormos aos julgamentos das
autoridades competentes. Não quer dizer que as instituições existentes
devam permanecer estagnadas, pois tudo deve evoluir no sentido do bem
individual e coletivo. Isso significa simplesmente que a revolução é inimiga
da evolução, de modo que nunca se deve procurar reformar as coisas
usando de violência, fanatismo ou intolerância. Esse modo de alguém
fazer valer suas ideias não somente se opõe à justiça humana mas, o que
é ainda mais grave, está em total contradição com a Justiça Divina e não
pode deixar de atrair para ele próprio uma compensação cármica muito
pesada.

Estas observações que vimos de fazer a propósito da saúde, do lar e


dos assuntos legais tiveram simplesmente por objetivo mostrar-lhe que as
leis cósmicas estão sempre prontas para intervir para o bem de cada um
de nós, desde que, naturalmente, façamos tudo para viver em harmonia
com elas. O antigo adágio, “ajuda-te e o céu te ajudará”, é uma ilustração
perfeita desse princípio. Se, na sua vida, você faz o que lhe é possível para
manifestar o melhor de si mesmo, se você se empenha em seguir uma

[ 5]
conduta cósmica consoante com os mais elevados ideais, não pode deixar
de receber o auxílio e o apoio do Cósmico. Isto posto, pode acontecer que,
depois de termos feito tudo no plano humano para resolver um problema,
não consigamos obter satisfação. Em tais circunstâncias, desanimamos,
perdemos a confiança e acabamos criando condições que só reforçam
nossa confusão e nosso sentimento de impotência. É para ajudar as pessoas
que, após terem feito tudo o que estava em seu poder para superar suas
provações, sentem-se totalmente desamparadas, que a Antiga e Mística
Ordem Rosae Crucis põe à sua disposição um auxílio metafísico que pode
trazer a solução que elas estão buscando mas não conseguem definir no
âmbito humano. Esse auxílio metafísico assenta na ação do Conselho de
Auxílio Espiritual da AMORC.

O CONSELHO DE SOLACE
DA AMORC

O Conselho de Solace da AMORC é constituído de Rosacruzes que


trabalham na Grande Loja e que, sob a responsabilidade do Grande Mestre,
fazem todos os dias um trabalho místico com o objetivo de levar auxílio
do Cósmico a todos aqueles que dele necessitem. Esse trabalho especial é
realizado no Grande Templo, em Curitiba, às onze horas e trinta minutos.
Consiste em desencadear certas energias espirituais e dirigi-las no espaço
segundo um ritual que não pode ser explicada no âmbito desta brochura.
Podemos no entanto indicar que esse ritual não têm nenhuma ligação com
práticas mágicas ou ocultas, mas assentam, ao contrário, em princípios
naturais que os iniciados, desde a mais remota antiguidade, conhecem e
aplicam a serviço da humanidade.

Por outro lado, a ação cósmica empreendida pelo Conselho de solace


da AMORC situa-se ao nível do Sanctum Celestial e, por isto, é colocado
totalmente sob os auspícios da Rosa+Cruz. A experiência prova que sua
eficácia é considerável e que, em muitas situações, leva ajuda e apoio que
nenhuma outra providência poderia proporcionar. Esse Conselho não
realiza milagres, no sentido corrente do termo. Como vimos de indicar,
desencadeia diariamente energias positivas que contribuem para o bem-

[ 6]
estar físico, moral e material das pessoas que solicitam sua ação, mas não
pretende resolver todos os problemas a que o ser humano está por vezes
sujeito. Com efeito, certas provas nos são impostas em aplicação da lei
cármica. Quando é assim, é muito difícil anulá-la, seja no campo da saúde,
da família, das finanças, da justiça ou de qualquer outro campo relativo
à atividade humana.Considerando o exemplo particular da doença, o
Conselho de solace nunca fez supor que tinha condição de curar todos
os males que nos podem afligir. Em certos casos, pode apenas aliviá-los e
atenuar os sofrimentos que os acompanham, o que já é considerável. Além
disso ela absolutamente não procura substituir a medicina ou a cirurgia,
pois, embora tenham suas próprias limitações, estas duas terapias têm
também seu papel a cumprir em matéria de cura.

O procedimento a seguir para se beneficiar do Auxílio Espiritual da


AMORC é muito simples. Toda vez que você sentir necessidade de receber
sua ajuda e seu apoio, seja para problemas de saúde ou para questões
de interesse mais material, coloque-se em harmonia com o trabalho
místico que ele realiza todos os dias. Na medida do possível, faça essa
harmonização entre 11:30 - 12:00 horas, porque é nesse período que o
trabalho está sendo efetuado no Grande Templo de Curitiba, na sede de
nossa Grande Loja. Para isso eleve-se ao Sanctum Celestial seguindo o
método detalhadamente explicado na brochura intitulada Liber 777 – O
Sanctum Celestial. Durante a fase de receptividade indicada nesse método,
deixe-se infundir totalmente pelas vibrações positivas desencadeadas pelo
Conselho. O melhor meio de conseguir isso é visualizar essas vibrações sob
a forma de raios luminosos que o penetrem totalmente e lhe transmitam
um influxo espiritual que propicie sua cura, que o alivie, que o regenere,
que o inspire e que, finalmente, contribua direta ou indiretamente para
resolver o problema que você esteja enfrentando. Para simbolizar esse
influxo sugerimos que, no momento em que você se coloque em harmonia
com o Conselho de solace, ponha à sua vista o cartão anexo a esta brochura.
A invocação que nele consta, isto é, “Sob os auspícios da Rosa+Cruz, a lei
cósmica se cumpre”, vai concretizar o auxílio metafísico que você receberá
por ocasião dessa harmonização.
[ 7]
Embora o Conselho de Solace faça seu trabalho metafísico entre 11:30
e 12:00 horas, cabe-nos informar que a ação das energias cósmicas que
ele desencadeia é efetiva 24 horas. Ou seja, é entre 11:30 e 12:00 horas
que as forças espirituais são reativadas a serviço de todos aqueles que
precisam ser cosmicamente ajudados, mas seus efeitos positivos funcionam
sem nenhuma interrupção. Por conseguinte, você não deve pensar que
seja imperativo, para obter o auxílio do Conselho da Grande Loja, que
se coloque obrigatoriamente em harmonia com ele entre as 11:30 e as
12:00 horas. Se por qualquer motivo não puder fazê-lo nesse período,
faça-o em qualquer outro momento do dia ou da noite, quando se sentir
mais disponível para se elevar ao Sanctum Celestial e aproveitar os
inestimáveis benefícios que ele pode lhe proporcionar no âmbito do Auxílio
Espiritual. Como o tempo e o espaço não existem no plano cósmico, toda
harmonização com o trabalho místico realizado pelo Conselho permite
que a pessoa se beneficie automaticamente de sua ação.

Como você deve ter compreendido, absolutamente não é necessário


que escreva ou telefone para a Grande Loja a fim de solicitar o apoio do
Conselho de Solace da AMORC. Se você seguir atentamente as instruções
que lhe demos nesta brochura e no Liber 777, há de se harmonizar com
a Egrégora da Rosa-Cruz e receber o influxo das energias mais positivas
que ela põe a serviço do ser humano. Não obstante, se um dia você sentir
necessidade de nos escrever ou nos telefonar para pedir um auxílio especial,
não hesite em fazê-lo. Isso poderá acontecer se uma pessoa estiver tão
gravemente doente ou cansada que lhe falte força para se harmonizar
com o Conselho de Solace. Sua correspondência não será necessariamente
respondida, mas o seu pedido será objeto de uma providência especial. No
mais, insistimos no fato de que o auxílio propiciado por este Conselho é
puramente espiritual. Em outras palavras, seus membros, seja por escrito
ou verbalmente, nunca dão orientação administrativa, financeira, jurídica,
médica ou de qualquer outro tipo. A ação que ele pratica a serviço das
pessoas que precisam ser ajudadas é metafísica e transcende totalmente o
auxílio que lhes poderia ser prestado de outro modo. É aliás por esta razão
que essa ação é particularmente eficaz, pois situa-se ao nível da Consciência
Cósmica que, melhor que qualquer pessoa, conhece a natureza de nossas
mais legítimas necessidades e o que deve ser feito para satisfazê-las.

[ 8]
A COMISSÃO SILENCIOSA
Todos que já tenham conhecimento do Conselho de Solace da AMORC
e de como ele funciona podem receber sua ajuda. Basta que se coloquem
em harmonia com o trabalho que ele realiza todos os dias no Grande
Templo ou, em casos extremos, que peçam para serem objeto especial
de sua ação. Para ampliar o campo de ação dessa obra humanitária, o
Grande Mestre propõe que todos os membros da Ordem participem desse
trabalho diário. O conjunto formado por todos aqueles que o realizam
leva tradicionalmente o nome de ‘Comissão Silenciosa’. Você mesmo pode
se juntar a eles e experimentar a imensa alegria interior que surge da
satisfação de realizar um trabalho que é útil a outras pessoas. Para isso,
basta que entre 11:30 e 12:00 – ou a qualquer outro momento, se lhe for
impossível ter a tranquilidade desejada no horário acima – você se retire
para um local calmo e se eleve ao nível do Sanctum Celestial com a intenção
de se associar mentalmente à ação que o Conselho de Solace realiza a
serviço dos que necessitam. Para compreender a eficácia do trabalho
realizado pela Comissão Silenciosa, basta pensar na força considerável que
representam os milhares de Rosacruzes no momento em que eles se unem
mentalmente com a intenção específica de dirigir pensamentos positivos
aos que necessitam de ajuda.

Eis como você deve proceder para participar do trabalho da Comissão


Silenciosa:
– Quando possível, lave as mãos e beba um copo d’água em sinal de
purificação física e mental.
– Em seguida, retire-se para um local calmo e se eleve em consciência
ao nível do Sanctum Celestial, seguindo o método apresentado no
“Liber 777”.
– Logo que sentir ter atingido o nível de consciência simbolizado
pelo Sanctum Celestial, visualize a Terra por alguns instantes e,
em seguida, dirija seus pensamentos mais positivos para toda a
humanidade. Para conseguir isso, o melhor é se concentrar em
palavras que evoquem ideias construtivas como: ‘saúde’, ‘consolação’,
‘bem-estar’, ‘harmonia’, ‘fraternidade’, ‘amor’ etc.

[ 9]
– Em seguida, se desejar auxiliar uma ou mais pessoas em especial,
visualize-as como se estivessem diante de você, e imagine que elas
estão envoltas numa luz geradora de saúde, de consolação, de bem-
estar, de harmonia etc. Se estiverem doentes, veja-as curadas; se
estiverem tristes, veja-as alegres; se estiverem aflitas, veja-as serenas;
etc.

– Após esse trabalho de visualização, recite mentalmente a invocação


seguinte, com toda a confiança e convicção:

“Fratres e Sorores que solicitaram auxílio espiritual, seu apelo foi


ouvido; a lei cósmica se cumpre para cada um de vocês”.

– Enquanto a lei cósmica se cumpre, entoe três vezes o som OM,


mentalmente ou em voz baixa, no tom que lhe pareça o mais
natural.

– Em seguida, coloque-se em estado receptivo a fim de se beneficiar,


você mesmo, das energias positivas colocadas em movimento pelas
ações combinadas do Conselho de Auxílio Espiritual e da Comissão
Silenciosa.

– Depois, conclua este trabalho específico com a invocação apresentada


no “Liber 777” para encerrar todo o contato com o Sanctum Celestial.
Feito isso, retorne às suas atividades.

Se realizar regularmente o trabalho que acabamos de lhe apresentar,


você vai reforçar a ação do Conselho de Solace no sentido de irradiar para
o espaço as vibrações positivas das quais se beneficiarão os que sofrem
fisicamente ou moralmente ou que estejam necessitados de um auxílio
qualquer. Graças a este trabalho místico, muitos receberão um influxo
espiritual que contribuirá para sua recuperação ou lhes dará a inspiração
adequada para a solução de seu problema. Num nível mais geral, uma ação
como essa permite também purificar a consciência coletiva da humanidade
e neutralizar algumas das formas que o mal pode assumir no mundo.
[ 10 ]
Resumindo o que foi dito acima, duas possibilidades estão a seu dispor
se desejar prestar auxílio a uma ou mais pessoas, sejam elas membros ou
não da AMORC: 1) você pode escrever ou telefonar à Grande Loja para
solicitar que elas sejam submetidas ao Conselho de Solace; 2) você pode
participar do trabalho da Comissão Silenciosa com a intenção específica
de servir de amplificador entre elas e o Conselho de Solace. Quando
possível, é preferível que as pessoas sejam informadas sobre a ajuda
cósmica que elas podem assim receber. Desta maneira, elas se harmonizam
inconscientemente com o influxo espiritual que será dirigido a elas e se
beneficiarão muito mais com seu impacto. No entanto, nem sempre é
possível lhes passar esse tipo de informação, seja porque achamos que elas
não estão aptas a compreendê-las, seja porque preferimos guardar silêncio
sobre o auxílio metafísico que queremos lhes proporcionar. Nesse caso, a
ação combinada do Conselho e da Comissão Silenciosa realizará mesmo
assim seu trabalho positivo em relação a elas, se bem que com resultados
menos marcantes do que se elas tivessem sido informadas dessa ação.

A LEI DE AMRA

O trabalho realizado pelo Conselho de Solace é totalmente impessoal e


motivado somente pelo desejo de colocar o conhecimento das leis cósmicas
a serviço daqueles que estão sofrendo fisicamente, mentalmente, ou que
por algum motivo precisam ser ajudados de um modo que transcenda
todas as formas de auxílio que poderiam receber pelos meios comuns.
Consequentemente, os membros desse Conselho efetuam seu trabalho
com total isenção e, é claro, não pedem nenhuma retribuição. Acontece
porém que algumas pessoas, tendo-se beneficiado do Auxílio Espiritual,
escrevem à sede da AMORC para saber de que forma podem expressar
sua gratidão pelos benefícios recebidos. Por isto parece-nos útil darmos
algumas informações a esse respeito.

Cabe-nos primeiro declarar que a mais bela recompensa que o Conselho


de Solace pode receber é a alegria de ter podido contribuir para o bem-estar
da pessoa que havia solicitado seus serviços, fosse ela rosacruz ou não. O
fato de saber que sua ação permitiu que alguém curasse uma doença grave,
tivesse êxito num empreendimento vital para ele, resolvesse um problema
[ 11 ]
muito importante ou superasse uma provação que o desesperava ou a
seus familiares, constitui uma satisfação interior que, por si só, vale por
todas as riquezas do mundo. Todo mundo sabe com efeito que a saúde
e a felicidade, à semelhança da vida, não têm preço. Todavia, se um dia
você se beneficiar da ação do Conselho de Solace e quiser expressar-lhe
sua gratidão, poderá fazê-lo aplicando aquilo que, na Tradição Rosacruz,
é conhecido como Lei de AMRA.

A Lei de AMRA era uma prática corrente no Egito Antigo e mais


particularmente entre os adeptos que frequentavam as Escolas de Mistérios.
Numa forma um pouco diferente ela foi perpetuada no judaísmo e, hoje
em dia, certos aspectos são reencontrados na religião cristã. Essa lei
consiste simplesmente em expressar de algum modo o reconhecimento
por um benefício recebido, entendendo-se que esse benefício não se trata
necesariamente de uma aquisição material ou num ganho financeiro.
Com efeito, somos devedores do Cósmico por tudo o que contribui para
a nossa felicidade. Por isto alguns rosacruzes aplicam a Lei de AMRA
quando apenas tiveram a alegria de passar alguns momentos agradáveis
na companhia de pessoas interessantes. Outros o fazem por terem sido
auxiliados em suas provações físicas ou morais, por uma terceira pessoa.
Outros, naturalmente, aplicam essa lei quando receberam o apoio do
Conselho de Auxílio Espiritual da AMORC. Neste particular, cada qual
tem suas próprias razões para aplicar a Lei de AMRA, pois, aquilo que
alguns consideram uma dádiva do Céu é para outros apenas o fruto de
seus próprios méritos. Isto posto, deveríamos sempre considerar que todo
benefício, mesmo que o atribuamos àquilo que nós mesmos pensamos,
dissemos ou fizemos, não é afinal senão o resultado daquilo que o Cósmico
nos permitiu realizar, visto que é a Inteligência Divina que age através de
cada indivíduo permitindo que receba Suas bênçãos.

Antes de considerarmos a maneira como se pode aplicar a Lei de AMRA


devemos insistir no fato de que ela não é em nenhum caso uma obrigação.
Isto significa que a aplicação dessa lei deve ser livremente consentida e deve
ser feita sem a menor reserva mental. Caso contrário, aquilo que tiver sido
dado pela AMRA não terá nenhum valor no aspecto místico. Por outro
lado, o que for feito no âmbito dessa lei não deve ser visto com alguma

[ 12 ]
forma de superstição. Ou seja, não cabe alguém imaginar que, se não
aplicar essa lei, não mais receberá benefícios. É verdade que a ingratidão
não traz boa sorte, mas não é o medo de se tornar azarado que deve nos
obrigar a aplicar a Lei de AMRA. E também não cabe pensar que para
se beneficiar de um auxílio espiritual baste, antes mesmo de o receber,
expressar reconhecimento ao Cósmico praticando essa lei. Essa maneira
de agir tem ela própria conotação supersticiosa.

Assim como um benefício recebido não se traduz necessariamente


em dinheiro ou alguma coisa material, a Lei de AMRA não se aplica
sistematicamente fazendo-se doação de certa quantia de dinheiro ou
de algum bem material. Em outras palavras, podemos aplicar essa lei
prestando algum serviço a pessoas que dele precisem, tirando algum
tempo para confortar alguém que esteja sofrendo, fazendo esforços para
melhorarmos em nossas relações e, de maneira geral, empenhando-nos
em fazer o bem ao nosso redor pelo emprego de nossos talentos e nossas
qualidades. Podemos fazê-lo também participando o mais regularmente
possível no trabalho da Comissão Silenciosa, pois esse trabalho contribui
para o bem-estar de outrem. Se você escolher aplicar a Lei de AMRA por
meio de dinheiro, poderá fazê-lo enviando uma doação, seja a uma ou mais
pessoas que considere necessitadas, seja a uma instituição humanitária que
no seu entender a utilizará para um objetivo positivo, ou ainda à nossa
Ordem, para ajudá-la em suas atividades. Seja como for, é importante agir
de modo impessoal. Naturalmente, nem sempre é possível ocultarmos
nossa identidade, sobretudo quando a doação é feita por cheque a uma
instituição, seja a nossa Ordem ou alguma associação caritativa. O que
importa é fazer isso com discrição, evitando gabar-se junto a alguém pela
doação feita a esse ou àquele beneficiário. Aos olhos do Cósmico, o fato
de uma pessoa se vangloriar de ter contribuído financeiramente para o
bem-estar de um indivíduo ou de uma coletividade diminui o seu mérito
como doadora. O mesmo é válido, aliás, quando nossa aplicação da lei de
AMRA se faz por um serviço prestado a alguém. A regra da humildade e
da impessoalidade deve prevalecer em todas as ações que pratiquemos a
serviço do Bem.

[ 13 ]
Como vivenciamos a possibilidade de usar dinheiro para cumprir a
Lei de AMRA, é importante fazer distinção entre um donativo feito na
aplicação dessa lei e uma oferenda, mesmo que isso não mude nada ao
nível do indivíduo ou da organização que sejam beneficiados. Como já
explicamos, uma doação feita no âmbito da Lei de AMRA tem por objetivo
expressarmos nosso reconhecimento ao Cósmico por um benefício
recebido, seja ele de natureza material ou não. Uma oferenda, por sua
vez, não é necessariamente feita com esse objetivo. Pode simplesmente
manifestar o desejo de dar ajuda financeira a um beneficiário da escolha da
pessoa, sem que esse desejo seja consequência de um benefício recebido.
Neste sentido é importante compreender que o dinheiro representa um
poder que, como todas as energias acessíveis ao ser humano, pode ser
empregado de maneira positiva ou negativa. Portanto, usar esse meio para
servir a uma causa nobre é perfeitamente justificado no âmbito espiritual.

Para encerrar esses comentários que tínhamos a fazer sobre a Lei de


AMRA, recomendamos que você lhe dê toda a sua atenção, pois não se
passa um só dia sem que recebamos de algum modo um benefício terreno.
Em compensação, não se deveria passar um só dia sem que procurássemos
de algum modo expressar nossa gratidão ao Deus de nosso coração ao
menos pela alegria de estarmos vivos e de participarmos na Evolução
Cósmica. Com efeito, é em nome dessa lei que o Conselho de Solace da
AMORC cumpre sua tarefa diária, pois ela assume o dever de servir à
humanidade.

Possa o Cósmico guiá-lo em todos os planos e dirigí-lo no caminho do


Bem!

Com os melhores votos de Paz Profunda,

Sincera e fraternalmente

A Grande Loja da AMORC

[ 14 ]
“Consagrada ao conhecimento e dedicada a todo Rosacruz”
A matéria desta monografia é emitida pela Antiga e Mística Ordem Rosae Crucis, AMORC – Grande Loja da Jurisdição de Língua Portuguesa – por permissão oficial da Suprema
Grande Loja da Antiga e Mística Ordem Rosae Crucis, AMORC, sob o emblema impresso na capa, que está registrado no Departamento de Patentes (Instituto Nacional de Propriedade
Industrial – Ministério da Indústria e Comércio) da República Federativa do Brasil com o objetivo de proteger “todo material impresso, gravado, digitado e cópias de monografias,
dissertações, postulados científicos, discursos filosóficos, estudos acadêmicos, diagramas e ilustrações” como os autorizados pela Suprema Grande Loja da Antiga e Mística Ordem
Rosae Crucis, AMORC e o emblema impresso na capa e o nome da Ordem também estão registrados em países de todo o mundo. Toda matéria aqui contida é estritamente confi-
dencial e destinada ao Membro que a recebe como incidente de sua afiliação. A propriedade, o título legal e o direito de posse desta monografia é e sempre será da Suprema Grande
Loja da Antiga e Mística Ordem Rosae Crucis, AMORC e a ela será devolvida se por ela for solicitado. É cedida por empréstimo, exclusivamente como informação ao Membro que
a recebe e não de qualquer outra forma. Qualquer outro uso ou tentativa de uso, ipso facto, cancela todos os direitos do Membro, e constitui violação dos Estatutos desta Ordem.

Esta monografia não pode ser vendida ou comprada por quem quer que seja. A venda ou
a compra pode tornar o comprador ou o vendedor sujeito a penalidade civil.
© Copyright da Suprema Grande Loja da Antiga e Mística Ordem Rosae Crucis, AMORC

07/2016