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EXERCÍCIOS

PARÁGRAFO-PADRÃO

1. Grife o tópico frasal de cada parágrafo apresentado. Não deixe de observar como o autor o
desenvolve.
a) “O isolamento de uma população determina as características culturais próprias. Essas
sociedades não têm conhecimento das ideias existentes fora de seu horizonte geográfico. É o
que acontece na terra dos cegos do conto de H.G. Welles. Os cegos desconhecem a visão e vivem
tranqüilamente com sua realidade, naturalmente adaptados, pois todos são iguais. Esse
conceito pode ser exemplificado também pelo caso das comunidades indígenas ou mesmo
qualquer outra comunidade isolada.” (Redação de vestibular)

b) “O desprestígio da classe política e o desinteresse do eleitorado pelas eleições proporcionais


são muitos fortes. As eleições para os postos executivos é que constituem o grande momento
de mobilização do eleitorado. É o momento em que o povão se vinga, aprovando alguns
candidatos e rejeitando outros. Os deputados, na sua grande maioria, pertencem à classe A. É
com os membros dessa classe que os parlamentares mantêm relações sociais, comerciais,
familiares. É dessa classe com a qual mantêm maiores vínculos, que sofrem as maiores pressões.
Desse modo, nas condições concretas das disputas eleitorais em nosso país, se o
parlamentarismo não elimina inteiramente a influência das classes D e E no jogo político,
certamente atua no sentido de reduzi-la.” (Leôncio M. Rodrigues)

2. Escreva três tópicos frasais (declaração inicial, alusão histórica e interrogação) a respeito
de um dos seguintes temas:

a) O trabalho da mulher fora de casa.


b) A inflação no Brasil.
c) A educação brasileira no século XXI.

3. Escolha um dos tópicos frasais elaborados no exercício anterior e desenvolva-o por


detalhes, exemplo específico e fundamentação da proposição.

4. Escreva um parágrafo narrativo obedecendo às seguintes instruções:

➢ protagonista: um menino de rua


➢ antagonista: um segurança
➢ fato: a expulsão do menino
➢ cenário: uma bonita loja de brinquedos em um shopping center
➢ tempo: ontem à noite
➢ causa (por quê): caracterização livre.

5. Desenvolva estes tópicos frasais dissertativos:

• A prática do esporte deve ser incentivada e amparada pelos órgãos públicos.


• O trabalho dignifica o homem, mas o homem não deve viver só para o trabalho.
• A propaganda de cigarros e de bebidas deve ser proibida.
• O direito à cultura é fundamental a qualquer ser humano.

6. Apresentamos a seguir alguns tópicos frasais para serem desenvolvidos na maneira


sugerida.

a) Anacleto é um detetive trapalhão. (por enumeração de detalhes: forneça a descrição física e


psicológica do personagem).
b) As novelas transmitidas pela televisão brasileira são muito mais atraentes que nossos filmes.
(por confronto)
c) As cidades brasileiras estão se tornando ingovernáveis. (por razões)
d) Há três tipos básicos de composição: a narração, a descrição e a dissertação. (por análise)
e) Nunca diga que algum ser humano é uma ilha: tudo que acontece a um semelhante nos
atinge. (por exemplificação

7. Desenvolva os tópicos frasais seguintes, considerando os conectivos:

• Muitos alunos acham difícil fazer uma redação, porque.


• Muitos alunos acham difícil fazer uma redação, no entanto
• Um meio de comunicação tão importante como a televisão não deve sofrer censura,
pois
• Um meio de comunicação tão importante como a televisão não deve sofrer censura,
entretanto
• O uso de drogas pelos jovens é, antes de tudo, um problema familiar, porque
• O uso de drogas pelos jovens é, antes de tudo, um problema familiar, embora

PONTUAÇÃO

8. Use a vírgula onde for necessário. Depois, coloque na ordem direta ou natural, as frases que
estiverem na ordem inversa, mas observando sempre a clareza da informação:

a. Se estudares serás aprovado; caso contrário não cursarás medicina o que te deixará frustrado.
b. Logo depois do nascimento do filho em 21 de janeiro de 2000 os pais foram para o interior.
c. No primeiro dos três artigos que publicou na imprensa O presidente nefasto são numerosos
os argumentos contra a venda de empresas estatais.
d. Porque os pais estavam desempregados o menino vendia balas na rua mas o seu sonho era
frequentar a escola.
e. Depois quando já tinham vendido todas as empresas nacionais deram-se conta de que os
compradores remeteriam o lucro para o exterior onde ficavam as matrizes.
f. Sexta-feira às 12 horas iremos esperá-los no aeroporto.
g. Ele era honesto; o banqueiro desonesto.
h. Naquela manhã João ia sair para fazer compras.
i. Assim como há quem reclame do trabalho outros reclamam de não trabalhar.
j. Os maiores culpados são os que não contestam não lutam pelos seus direitos acham que não
há solução que a vida é assim mesmo que cada povo tem o governo que merece.
k. Sua casa ficava na Favela do Angu na periferia da cidade o que o fazia gastar muito tempo
para chegar ao trabalho.
l. O prefeito mandou construir um obelisco depois patrocinou um desfile de modas.
m. Este ano como se sabe é ano de eleições. Cabe ao jovem feliz ou não votar com consciência.
n. Desejosos de escolher a nova diretoria do grêmio da escola Henrique por exclusão acabou
votando na chapa de Antônio.
9. A frase abaixo foi escrita num testamento deixado para a irmã do falecido. Um irmão,
sorrateiramente, modificou a pontuação para que fosse ele, o beneficiado. Escreva como
ficaria a nova frase com essa alteração.
Deixo os meus bens: ao meu irmão não, aos sobrinhos nada, aos netos.

10. LEITURA REFLEXIVA: Leia o texto abaixo atentamente e discuta com os colegas de classe
acerca dos estudos feitos sobre pontuação.

PONTOS

No início era um ponto. Ponto de partida. O ponto onde a tangente toca a


circunferência, e faz-se a vida. Ponto pacífico.
O círculo é a timidez do ponto. A linha é o ponto desvairado. O travessão é o ponto-
ante-ponto, a primeira exploração embevecida, a infância. Ligando palavras. Nasceu num ponto
qualquer do mapa. Sua mãe levou pontos depois do parto. A linha reta que é o caminho mais
chato entre o parto e o ponto final, preferiu o ziguezague. Teve uma vida pontilhada: os pontos
que caíam nos exames, os pontos que subiam na Bolsa, os pontos de macumba, os pontapés.
Mas sempre foi pontual.
O ponto é a vírgula sem rabo.
A vírgula não é como o ponto e vírgula (ponto vírgula) a vírgula qualquer um usa mas o
ponto e virgula requer prática e discernimento (virgula) modéstia à parte (ponto).
Nova linha. Fez ponto em frente à casa da namorada, uma circunferência com vários pontos
positivos, como sua a mãe apontada acima. Não dormiu no ponto, acabou convidado para entrar
quando já estava a ponto de desistir, pontificou sobre vários pontos, não demora já era
apontado como íntimo da casa, jogava cartas (pontinho) com a família, parecia pontífice, não
desapontou. Casaram. Tinham muitos pontos em comum.
O sexo! Ponto de exclamação. Querida, estou a ponto de … não! Cuidado. Ponto fraco.
A tangente toca a circunferência. Outro ponto no mapa. Parto. Pontos.
Tiveram muitos pontos em comum. Os outros caçoavam: que pontaria! Discordavam num
ponto: a pílula.
Zig-zag-zig-zag. Os ponteiros andando. Um dia, no futebol – jogava na ponta – sentiu
umas pontadas. Coração. O ponto-chave. O medico insistiu num ponto: pára. Mas como?
Chegara a um ponto que não podia parar, era um ponto projetado no espaço, a vida é um ponto
com raiva, parar como? A que ponto? Saiu encurvado. Como um ponto de interrogação.
Só uma solução, dois pontos: os 13 pontos da loteria. Senão era um ponto morto. A linha
reta do eletro, outro ponto pacífico, o ponto no infinito onde as paralelas, a distancia mais curta
entre, cheguei a um ponto em que, meus Deus… três pontinhos.
Jogou o que tinha num ponto de bicho e o que não tinha num ponto lotérico. Não deu
ponto.
Em casa a circunferência e os sete pontinhos. Resolveu pingar os pontos nos is. Melhor
deixar uma viúva no ponto.
De um ponto de ônibus mergulhou, de ponta-cabeça, na ponta de um táxi, ou de um
ponto de táxi na ponta de um ônibus, é um ponto discutível. Entregou os pontos.
(Luis Fernando Veríssimo. O popular. Rio de Janeiro, José Olympio, 1973)

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