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Universidade Católica de Mocambique

Instituto de Educação à Distância

Nome da Candidata: Judite João Manuel

Uso do mapa enquanto instrumento pedagógico nas aulas de Geografia. Estudo de caso
Escola SecundáriaSamora Moisés Machel da cidade da Beira.

Beira, Dezembro de 2019


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Universidade Católica de Mocambique


Instituto de Educação à Distância

Nome da Candidata: Judite João Manuel

Uso do mapa enquanto instrumento pedagógico nas aulas de Geografia. Estudo de caso
Escola Secundária Samora Moisés Machel da cidade da Beira.

Monografia submetida ao Instituto de


Educação à Distância – Universidade
Católica de Moçambique como
requisito parcial para a obtenção do
grau de licenciatura em Ensino de
Geografia

Orientado por:

MSc. José Olímpio Dombe

Beira, Dezembro de 2019


3

Índice

DECLARAÇÃO...............................................................................................................V

AGRADECIMENTOS....................................................................................................VI

DEDICATÓRIA............................................................................................................VII

LISTA DE GRÁFICOS................................................................................................VIII

LISTA DE ABREVIATURAS.......................................................................................IX

RESUMO..........................................................................................................................X

CAPÍTULO I: INTRODUÇÃO......................................................................................11

1.1. Contextualização......................................................................................................11

1.2. Problematização.......................................................................................................13

1.3. Justificativa...............................................................................................................13

1.4. Delimitação de pesquisa...........................................................................................14

1.5. Objectivos.................................................................................................................14

1.5.1.Objectivo Geral......................................................................................................14

1.5.2.Objectivos Específicos...........................................................................................14

1.6. Hipóteses..................................................................................................................15

1.6.1. Hipótese primária..................................................................................................15

1.6.2. Hipóteses Secundárias...........................................................................................15

1.7. Perguntas da pesquisa...............................................................................................15

1.8. Relevância do tema...................................................................................................15

1.8.1. Relevância científica.............................................................................................15

1.8.2. Relevância social...................................................................................................16

CAPÍTULO II: REVISÃO DE LITERATURA..............................................................17

2.1. Introdução.................................................................................................................17

2.2. Conceitos básicos de Geografia e Cartografia..........................................................17

2.3. O ensino de geografia na sociedade contemporânea................................................17


4

2.4. Relação entre geografia e cartografia.......................................................................18

2.5. A linguagem cartográfica no PEA............................................................................18

2.6. O ensino de Geografia: relação entre a teoria e prática............................................19

2.7. Ensino da Geografia nas escolas..............................................................................21

2.8. A linguagem cartográfica na sala de aula.................................................................22

2.9. Uso de imagens no ensino de Geografia..................................................................23

2.10. O uso do mapa como meio de comunicação..........................................................25

CAPÍTULO III: METODOLOGIAS..............................................................................26

3.1. Introdução.................................................................................................................26

3.2. Desenho de Pesquisa................................................................................................26

3.3. Definição da população............................................................................................27

3.3.1. Amostra.................................................................................................................28

3.4. Processo de amostragem...........................................................................................28

3.5. Método de colecta de dados.....................................................................................28

3.5.1. Primários................................................................................................................29

3.5.2. Secundário.............................................................................................................29

CAPÍTULO IV: ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS................................30

4.1. Introdução.................................................................................................................30

4.2. Método de análise de dado.......................................................................................30

CAPÍTULO V: DISCUSSÃO DOS RESULTADOS.....................................................39

CAPÍTULO VI: CONCLUSÕES E SUGESTÕES.........................................................40

6.1. Conclusões................................................................................................................40

Referências bibliográficas...............................................................................................41

Apêndices........................................................................................................................44

Anexos.............................................................................................................................49
V5

DECLARAÇÃO

O presente trabalho foi realizado pela autora na Universidade Católica de Moçambique


no ano de 2019. Este trabalho é da minha autoria excepto para as citações que aqui
foram referidas. Nunca foi submetido a nenhuma outra Universidade para obtenção de
qualquer grau académico. Nenhuma parte deste trabalho deve ser produzida sem a
permissão da autora ou da Universidade Católica de Moçambique.

Judite João Manuel

___________________________

Dezembro de 2019
VI
6

AGRADECIMENTOS

Agradecer ao pai celestial pelo dom da vida que me concedeu.

Estendo os meus agradecimentos para o meu supervisor que orientou-me ate chegar a
ter um trabalho com qualidade que tem hoje para apresentar aos demais neste momento
pela disponibilidade que teve sempre de ajudar a caminhar embora com dificuldades
que se encaravam por um e por outro lado.

Agradeço também o meu esposo pela coragem e esperança e tudo de bom que me deu
apesar das barreiras fosse possível chegar até a celebração da presente monografia para
defesa do curso porque se não fosse por ele, alguma coisa não teria caminhado bem.

Ao meu pai e a minha mãe, vai um grande agradecimento pelo tempo e espaço
importantíssimo nesta coreografia da minha vida, fortes agradecimentos.

Agradecer a todos docentes da Universidade Católica de Moçambique, do Centro de


Ensino à Distância Beira, e em particular aos do curso de Geografia pelos
conhecimentos por eles transmitido desde da minha ingresso ate hoje.

os meus agradecimentos são extensos aos meus colegas do curso que desde do primeiro
ano do curso até no então trabalhamos lado a lado, tendo contribuído com suas ideias
para a minha nova aprendizagem.

Agradecer a todos que contribuíram positivamente no processo de formação para


aquisição de outras qualidades académica, essas que vão ser bastantes úteis na
construção de saber ser, estar e fazer na sociedade. Por fim agradecer mesmo todos
aqueles que fizeram parte no sentido positivo a esta minha formação.

Muito obrigado
7VII

DEDICATÓRIA

Dedico o presente trabalho ao meu esposo Aurélio pela força, coragem e conselho que
me deu durante o curso em não recuar pelos obstáculos que enfrentávamos procurando
ter um sucesso no futuro não só para ele, mais para toda família, filhos e mais. Não me
preocuparia em melhorar se não fosse por eles, prometeu que em caso que desejasse em
fazer o ensino superior estaria do meu lado com todo apoio e só assim foipossível
atingir o objectivo previamente definidos “fazer licenciatura na UCM”.

Dedico também a todo família em geral por me ajudar a enfrentar o ensino que hoje me
leva ao grau de licenciada, nas decisões que tomava, nas situações que atravessava, nas
ideias boas que usava, solucionando todas as dificuldades meus que sempre
proporcionaram esta oportunidade com vista a concretização deste sonho de fazer o
ensino superior.
VIII
8

LISTA DE GRÁFICOS

Gráfico 1. Descrição das faixas etárias em que os professores encontram-se................32

Gráfico 2. Descrição da amostra em função do sexo…………………………………..32

Gráfico 3. Descrição do nível académico dos professores…………………………….33

Gráfico 4. Descrição das faixas etárias em torno das experiências no trabalho……….33

Gráfico 5. Comparação das cadeiras que utilizaram mapas como instrumento


pedagógico na sua formaçãoem função sexo………………………………………….34

Gráfico 6. Descrição do conteúdos que os professores recordam sobre as aulas de


cartografia……………………………………………………………………………....34
Gráfico 7. Estratégia que os professores utilizam para a apresentação e leitura dos
mapas……………………………………………………………………………..…….35

Gráfico 8: Descrição do uso do mapa no que tange as disponibilidades que as escolas


oferecem……………………………………………………………………………..…36

Gráfico 9. Recursos didácticos que a escola dispõe como instrumento didáctico para as
aulas de Geografia……………………………………………………………………...37

Gráfico 10: Visão em relação a relevância do ensino de mapas para os alunos……….38


IX9

LISTA DE ABREVIATURAS

PEA – Processo de Ensino Aprendizagem


X
10

RESUMO

O presente trabalho de culminação de curso tem como objectivo principal analisar o uso do
mapa enquanto instrumento pedagógico nas aulas de Geografia. A amostra da presente pesquisa
foi constituída por 8 professores de Geografia, de ambos sexo, sendo 5 do sexo masculino e 3
do sexo feminino, cujas idades encontra-se na faixa etária entre 30 e 59 anos, todos pertencentes
a Escola Secundária Samora Moisés Machel da cidade da Beira. Por esta necessidade
concluímos que os mapas enquanto instrumentos pedagógicos devem estar presentes nas aulas
de Geografia, afim de que haja melhor entendimento sobre o espaço geográfico em questão. E o
professor de Geografia tem de usar esse instrumento para limar as lacunas e até dificuldades que
os alunos apresentam no que tange a leitura e interpretação dos mapas, pois os alunos precisam
dela para se localizar no espaço em que eles vivem. No que diz respeito à formação académica
dos professores, conforme pontuado pelos próprios entrevistados, a formação que obtiveram não
foi suficiente para a construção dos conhecimentos necessários para a prática educativa da
linguagem cartográfica nos anos finais da educação, os professores não aprenderam a trabalhar
com a Cartografia como instrumento fundamental no ensino de Geografia, portanto não dão
conta de ensinar aos alunos.

Palavras-chave:Geografia. Uso do mapa. Professor


11

CAPÍTULO I: INTRODUÇÃO

1.1. Contextualização

Segundo Conterno (2014), os mapas são uma importante ferramenta de trabalho a serem
usados pelo professor de Geografia em suas aulas, e aos alunos afim de melhor
compreenderem o conteúdo a ser visto, pois alguns alunos precisam ter contacto com
mapas para assimilar o conteúdo, exigindo que o professor disponha de variadas
metodologias proporcionando aos alunos diferentes maneiras de interpretação e
incorporando à sua imaginação o facto de poder analisar de forma concreta, pois estarão
em contacto com o objecto de estudo neste caso, os mapas. Assim, no decorrer da
pesquisa pretende-se analisar a importância dos mapas enquanto instrumentos
pedagógicos.

Muitos alunos do ensino médio apresentam diversas dificuldades entre elas de


compreensão nas linguagens dos mapas. A ausência de um conteúdo específico e
aprofundado de Cartografia em alguns livros didácticos pode dificultar o entendimento
sobre noções cartográficas.

Muitas vezes esse assunto é tratado somente em algumas páginas em meio ao livro
parecendo textos avulsos. Essa precariedade dificulta a compreensão, uma vez que
poderiam estar explorando e adquirindo um conhecimento mais profundo sobre essa
importante ciência.

A deficiência de muitos educandos em ler e interpretar mapas pode gerar adultos


analfabetos cartograficamente. Enquanto alguns no período escolar mantiveram
contacto e usufruíram de diferentes metodologias de ensino, outros por diversos
motivos não o mantiveram.

Dessa forma, essa relação entre o aluno e o instrumento pedagógico de ensino, neste
caso os mapas tornaram-se essenciais, pois para assimilarem o conteúdo esse contacto é
indispensável, seja construindo mapas e manchetes a partir de trabalhos de campo com
reconhecimento do espaço geográfico, seja apenas tendo-o como auxílio para orientação
em actividades escolares.

Enquanto existem muitos educandos que além de conseguirem geograficamente


localizar cidades, capitais, países, regiões, etc., conseguem interpretar os diferentes
12

mapas compreendendo o espaço de acordo com essa leitura, no entanto existem aqueles
que não aprendem de imediato, necessitando de maior atenção por parte dos professores
ao planear suas aulas possibilitando o uso de diferentes metodologias.

Elza Passini (2007)é uma importante pesquisadora da área de ensino e representação do


espaço geográfico, na Geografia. Esta autora afirma que a preparação do aluno com
relação à leitura (cartográfica) equivale igualmente à importância de se ensinar a ler e
escrever, contar e fazer cálculos.

Cabe ressaltar que a Cartografia no ensino de Geografia é indispensável para a


compreensão espacial. Por isso, o processo de ensino da linguagem cartográfica é
importante desde o início da escolarização, pois o desenvolvimento desta linguagem
(cartográfica) permite que o aluno desenvolva a capacidade de leitura e utilização de
mapas através da simbologia, partindo inicialmente do seu espaço de vivência para que,
em seguida, adquira habilidades e percepções relativas tanto à leitura do espaço
geográfico, quanto a sua representação como um todo. Sendo assim, a importância da
Cartografia para o ensino de Geografia bem como a utilização das ferramentas
cartográficas são indispensáveis para que os alunos possam atingir os níveis necessários
à construção dos conhecimentos geográficos e, consequentemente, aprimorar e
enriquecer o ensino da Geografia.

O presente trabalho de pesquisa está dividido em 6 capítulos a destacar: Capítulo 1-


contextualiza o nosso tema, de seguida redigimos a nossa justificativa, problematização,
objectivos, hipóteses e esquematizamos a relevância do estudo no âmbito científico
tanto como social. Capítulo 2- este capítulo foi reservado para a revisão da literatura, a
destacar conceitos básicos de Geografia e Cartografia, já nos outros subtítulos abordou-
se também sobre o ensino de geografia na sociedade contemporânea, relação entre
geografia e mapas, a uso do mapa no PEA da geografia, o ensino de geografia: teoria e
prática, ensino da geografia nas escolas, o uso do mapa na sala de aula, uso de imagens
no ensino de geografia e o uso do mapa como meio de comunicação. Capítulo 3-
apresenta a metodologia que foi usada para realização deste trabalho. Capítulo 4-
apresenta a interpretação dos resultados colhidos na escola.Capítulo 6- discussao dos
resultados.Capítulo 6- a conclusão, recomendações para os futuros trabalhos, e proposta
para melhor o problema.
13

1.2. Problematização

Da observação feita, percebeu-se que muitos alunos da Escola Secundária Samora


Moisés Machel apresentam diversas dificuldades entre elas de compreensão nas
linguagens dos mapas o que dificulta o aprofundamento dos conteúdos. A deficiência de
muitos educandos em ler e interpretar mapas pode gerar adultos analfabetos
cartograficamente. Enquanto alguns no período escolar mantiveram contacto e
usufruíram de diferentes metodologias de ensino, outros por diversos motivos não o
mantiveram. Não menos importante é que os professores de geografia não tomam o
mapa como um poderoso instrumento para a leitura e a interpretação da realidade, bem
como para a formação de conceitos espaciais e geográficos. Face aos pressupostos
acima, levantou-se a seguinte questão norteadora: Até que ponto os professores de
geografia utilizam correctamente o mapa como instrumento pedagógico?

1.3. Justificativa

A escolha deste tema surgiu por meio do interesse pessoal de aprofundar nos conceitos
presentes sobre Cartografia, expandindo assim os estudos acerca do PEA e do papel do
professor no ensino de Geografia. Discutir as possibilidades do aprendizado por meio da
educação cartográfica faz com que percebamos a sua importância quotidianamente na
vida dos alunos envolvidos nesse processo visto que os mapas são uma importante
ferramenta de trabalho a serem usados pelo professor de Geografia em suas aulas, e aos
alunos afim de melhor compreenderem o conteúdo a ser visto, pois alguns alunos
precisam ter contacto com mapas para assimilar o conteúdo, exigindo que o professor
disponha de variadas metodologias proporcionando aos alunos diferentes maneiras de
interpretação e incorporando à sua imaginação o facto de poder analisar de forma
concreta, pois estarão em contacto com o objecto de estudo neste caso, os mapas.

Escolheu-se ainda o tema porque a utilização de mapas possibilita o entendimento da


complexidade do espaço, fundamentada sobre a observação das intersecções dos
múltiplos conjuntos espaciais, dos diferentes fenómenos geográficos, nos âmbitos:
físico, económico, político, social, ambiental, cultural etc. Portanto, o uso de mapas é
fundamental no ensino e na aprendizagem de Geografia, permitindo o raciocínio
geográfico, essencial para se entender o espaço a organização e produção espacial de
um determinado lugar, região e/ou território. É nesse rumo que o aluno converte-se num
14

leitor consciente do espaço e da sua representação tornando-se um sujeito com


autonomia intelectual e investigador que se inquiete com a realidade que lê e vê.

Dessa maneira, o educando estará pensando o espaço de forma crítica, pois nesse
processo de inquietação, identificará problemas e levantará possíveis alternativas de
soluções para mudanças no espaço local, regional, nacional e/ou mundial nessa
perspectiva, a leitura dos mapas não se limita apenas em identificar os elementos neles
presentes, mas a entender a realidade e a dinâmica do mundo, em suas problemáticas.

1.4. Delimitação de pesquisa

Segundo Marconi e Lakatos (1990), referem que “delimitar uma pesquisa é estabelecer
limites para a investigação”.

Interpondo a ideia dos autores supra citados, delimitar uma pesquisa é relatar ou dar
limites em função da área de actuação de modo a ser mais preciso a pesquisa e não vago
em relação ao local que se pretende estudar, assim, a presente pesquisa limitou-se, em
analisar a utilidade do uso de mapas enquanto um instrumento pedagógico nas aulas de
Geografia, nos professores de Geografia da Escola Secundária Samora Moisés Machel
da cidade da Beira, que leccionam de 8ª classe até 10ª classe.

1.5. Objectivos

1.5.1.Objectivo Geral

 Analisar o uso do mapa enquanto instrumento pedagógico nas aulas de


Geografia, na Escola Secundária Samora Moisés Machel da cidade de Beira.

1.5.2.Objectivos Específicos

 Identificar as possibilidades diversas de utilização de mapas nas aulas de


Geografia;

 Descrever a utilidade de uso do mapa enquanto instrumento pedagógico nas


aulas de Geografia, na Escola Secundária Samora Moisés Machel da cidade de
Beira;
15

 Propor metodologias adequadas para o uso de mapas na sala de aula.

1.6. Hipóteses

1.6.1. Hipótese primária

 As dificuldades de ler e interpretar os mapas pelos alunos estão ligadas ao


tratamento deficiente por parte dos professores.

1.6.2. Hipóteses Secundárias

 Os alunos apresentam muitas lacunas de interpretação dos mapas devido a pouca


familiaridade destes com os mapas;

 A adopção frequente da utilização dos mapas nas aulas de geografia


reduziria as dificuldades dos mesmos na leitura e interpretação dos mapas;
 Se os professores utilizassem os mapas como um instrumento didáctico
imprescindível em geografia, minimizaria as lacunas dos alunos.

1.7. Perguntas da pesquisa

 Até que ponto os alunos assimilam os conteúdos leccionados pelos professores


de Geografia nas aulas?
 Quais são as dificuldades que os alunos enfrentam para perceber em torno das
aulas de Geografia?
 Será que os professores tem leccionado de modo directo, simples e
compreensível para os alunos assimilem da melhor maneira as aulas de
Geografia e em particular a leitura e interpretação dos mapas?

1.8. Relevância do tema

1.8.1. Relevância científica

A presente pesquisa é de extrema relevância visto que contribuirá para o enriquecimento


da comunidade científica na medida em que se aprofundará o conhecimento em torno da
utilidade do uso de mapas como um instrumento pedagógico nas escolas. Portanto, o
estudo ainda apresenta o seu ponto forte visto que diante de uma abordagem científica e
16

mais aprofundada, ajudara aos professores de Geografia a traçarem melhores métodos


de ensino de modo a facilitar a assimilação da matéria para os alunos.

1.8.2. Relevância social

A presente pesquisa apresenta uma abordagem qualitativa de extrema pertinência no


âmbito social visto que a sociedade em estudo vai passar a ter conhecimentos fidedignos
das vantagens do uso correcto do mapa no PEA e poder-se traçar novas estratégias no
que tange a assimilação desta matéria em pesquisa.
17

CAPÍTULO II: REVISÃO DE LITERATURA

2.1. Introdução

Este segundo capítulo é reservado a revisão de literatura, em que vai desvendar vários
conceitos tais como o ensino de geografia na sociedade contemporânea, relação entre
geografia e mapas, a uso do mapa no PEA da geografia, o ensino de geografia: teoria e
prática, ensino da geografia nas escolas, o uso do mapa na sala de aula, uso de imagens
no ensino de geografia e o uso do mapa como meio de comunicação.

2.2. Conceitos básicos de Geografia e Cartografia

A Geografia é um desses negócios chatos que inventaram para ser a palmatória


intelectual das crianças. Não dá prazer nenhum brincar de ser recipiente de nomes
difíceis e ainda ter que repetir tudo certinho na hora das provas. A tortura geográfica,
comum na maioria das escolas, é um exercício constante de ver o mundo de coisas,
decorar o máximo e não aprender nada (Fernandes, 2003).

Segundo Francischett (2002) afirma que a Cartografia é a ciência da representação e do


estudo da distribuição espacial dos fenómenos naturais e sociais, suas relações e suas
transformações ao longo do tempo, por meio de representações cartográficas, modelos
icónicos, que reproduzem este ou aquele aspecto da realidade de forma gráfica e
generalizada.

2.3. O ensino de geografia na sociedade contemporânea

Costa e lima (2012) referem que a inter-relação dos fenómenos de ordem política,
económica, tecnológica e cultural dos diversos países do mundo, independentemente
das suas fronteiras e das diferenças linguísticas, étnicas e culturais, marcam o nosso
tempo e impõem desafios empíricos, teóricos e metodológicos referentes às ciências
sociais e, por consequência, às disciplinas escolares que pretendem dar conta dessa nova
realidade contemporânea. Compreender a contemporaneidade que se transforma torna-
se, assim, essencial para assegurar a legitimidade da Geografia na sala de aula, seja no
âmbito académico, seja no quadro curricular do ensino primário e secundário.
18

Nesse contexto, a Geografia é concebida como uma ciência social responsável em


estudar o espaço construído e reconstruído pelos homens, seja pelas relações que eles
mantêm uns com os outros, seja com a natureza, é inquestionavelmente, visto que uma
disciplina curricular formativa capaz de fornecer ao aluno os instrumentos necessários
para que exerça de facto a sua cidadania, possibilitando a formação de um cidadão que
reconheça o mundo no qual vive e que se compreenda como sujeito social capaz de
construir a sua história, a sua sociedade, o seu espaço, possibilitando obter as estruturas
e ferramentas necessárias para alcançar seu lugar na sociedade (Callai, 2001).

Hoje em dia, um dos propósitos centrais da escola e do ensino de Geografia (e das


outras disciplinas curriculares) que nela se faz é tentar criar maneiras para que o aluno
se reconheça como um cidadão que precisa de conhecimento amplo e diversificado para
poder tomar decisões e agir de forma consciente numa sociedade cada vez mais
complexa. A escola, por ser o lugar que se ampara em uma vasta pluralidade de
culturas, saberes empíricos e científicos, age como mediadora na formação que o aluno
deve desenvolver para a vida nessa sociedade.

2.4. Relação entre geografia e cartografia

Para Callai (2000), o papel que a Geografia juntamente com a Cartografia exercem na
vida do indivíduo é fundamental, pois tornam possível a leitura do mundo e do espaço
de vivência, permitindo compreender que a dinâmica espacial nada mais é do que a
relação entre sociedade e natureza.

2.5. A linguagem cartográfica no PEA

Como toda linguagem, Cartografia e sociedade estão integradas de modo inseparável.


Ela é um conhecimento desenvolvido desde a Pré-história. O homem, ao explorar o
espaço a sua volta, procurou representá-lo para os mais diferentes fins. Movimentar-se
no espaço terrestre, requereu a necessidade de registar os pontos de referência da
paisagem e armazenar o conhecimento adquirido da área, pretendendo localizá-la com
mais facilidade em um momento posterior, bem como demarcar os territórios mais
favoráveis à caça de animais e à colecta de frutos. Dessa forma, a linguagem
cartográfica surge como um meio de representação e comunicação que permite aos
homens identificar os espaços mais propícios a sua sobrevivência.
19

Como se pôde notar, a linguagem cartográfica tem um papel essencial na representação


espacial da superfície terrestre e “constitui uma actividade mental que conduz ao
conhecimento do planeta que habitamos e do qual dependemos para sobreviver, e que
teremos que habitar ainda por um longo tempo” (Oliveira, 2007). Essa forma de
linguagem permite identificar nas representações espaciais o espaço concreto.

Ela pode ser expressa através de cartas, plantas, mapas, globos, fotografias, imagens de
satélites, gráficos, perfis topográficos, manchetes, cartazes, textos e outros meios. Suas
funções correspondem, entre outras, a representar espacialmente os fenómenos da
superfície da terra, transmitir informações sobre o espaço geográfico, registar e
armazenar conhecimentos espaciais, com o objectivo de se tornar uma forma de
expressão e comunicação entre os seres humanos.

Deste modo ela é fundamental para o ensino de Geografia, a Cartografia tornou-se


importante dispositivo metodológico na educação contemporânea, tanto para que o
aluno tenha a capacidade de analisar o espaço em que vive quanto para atender às
necessidades do seu dia-a-dia. Por meio dessa linguagem, torna-se possível realizar a
síntese de informações, como também representar conteúdos.

2.6. O ensino de Geografia: relação entre a teoria e prática

No mundo em que vivemos, cercados de informações e transformações, constantemente


tentamos nos adaptar, visando sempre a melhor forma para desenvolver nossas
actividades. Da mesma forma, devemos pensar: qual a melhor forma de desenvolver o
ensino de Geografia interagindo a teoria e a prática. Segundo Alcântara (2010), a
aliança entre teoria e a prática é o caminho para se alcançar uma teorização crítica e
uma prática reflexiva. Porém, é comum nos perguntar: para que estudar tanta teoria se
na realidade a prática é mais importante.

Oliveira (2006) toda prática contém uma teoria, ambas são indissociáveis e se
constroem reciprocamente. O professor ao se apegar apenas na experiência na sala de
aula pode comprometer a qualidade do ensino, assim como também aqueles professores
tradicionais que se apegam apenas em teorias. Daí podemos ver a importância desta
interacção entre a prática e a teoria.

Após o professor trabalhar teoria com os alunos ele pode estimular seus educandos a
praticarem o que eles viram na sala de aula. Um trabalho de campo pode auxiliar esse
20

conhecimento adquirido em sala de aula. Na prática podemos vivenciar o que vimos na


teoria e compreender melhor o conteúdo explicado, pois nem sempre os métodos
utilizados pelo professor podem levar os educandos a compreenderem bem o que o
professor quis explicar (Ferreira, et al., 2011).

De acordo com as formas de relacionamento entre teoria e prática proposta por Candau
e Lelis (2008), existe uma visão dicotómica entre teoria e prática. Perante esta separação
terá uma visão dissociativa, considerando teoria e prática como componentes isolados e
opostos, onde fica bem explícito nesta frase “a teoria atrapalha os práticos, que são
homens do fazer e a prática dificulta a teoria, que são homens do pensar”. E a visão
associativa, onde a teoria e prática são pólos separados, mas não opostos, explicito nesta
outra frase, “a prática deve ser uma aplicação da teoria”, pois por si só a prática não se
inventa, a inovação vem sempre da teoria (Candau e Lelis, 2008).

Os autores supracitados afirmam que entre teoria e prática, há discordância em relação a


esta frase supracitada: “A prática não se inventa, a inovação vem sempre da teoria”, pois
“a prática é a fonte da teoria da qual se nutre como objecto de conhecimento,
interpretação e transformação”.

Essa abordagem é caracterizada pela descrição, classificação e fragmentação do espaço.


Essa Geografia escolar pressupõe que o professor é o “dono” do conhecimento e o aluno
é um receptáculo vazio que deve ser preenchido com os conhecimentos geográficos
(Grou, et al., 2009).

Entretanto, o papel do professor não pode ficar reduzido, burocraticamente, a um


simples executor desse currículo e aplicador eficiente de manuais didácticos conforme
Lopes, et al. (2009), pois a prática de ensino é fundamental ao currículo do professor, é
na prática que ele vai ter a oportunidade de vivenciar as experiências, realizar na prática
o conhecimento adquirido teoricamente, poder passar a teoria e comprovar na prática de
acordo com Ferreira, et al. (2011).

De acordo com essas afirmações entre a teoria e a prática, percebe-se a importância de


ambas para um melhor desenvolvimento da educação, principalmente quanto à ciência
geográfica. Porém o principal articulador entre a teoria e a prática, que é o professor,
deve estar bem preparado para aplicar da melhor forma possível, balanceando a prática
“vivência, experiência” e a teoria “conhecimento científico”, para não comprometer o
processo de ensino/aprendizagem nas escolas moçambicanas.
21

2.7. Ensino da Geografia nas escolas

O ensino é um processo de conhecimento do aluno possibilitado pelo professor onde


estão envolvidos os métodos, objectivos, conteúdos e os meios de organização
(Cavalcanti,2002). Ao pensar o ensino nas escolas públicas, principalmente o ensino
secundário, logo associamos aos problemas, e muitas vezes o conhecimento que deveria
ser possibilitado pelo docente acaba não acontecendo.

Na visão do autor supracitado, para muitas pessoas, a Geografia é realmente uma


disciplina sem utilidade, pois em seu quotidiano não conseguem vislumbrar significado
algum. Mas a Geografia tem o seu potencial e é através deste que se sustenta enquanto
ciência. Quando o autor, em suas crónicas, relata a Geografia como disciplina sem
utilidade, ele está se referindo à Geografia nemónica, sendo essa uma das fortes
influências no PEA nas escolas públicas do nosso País.

Não podemos considerar a qualidade do ensino de Geografia nas escolas (públicas e


privadas) uma das melhores, pois na actualidade ela não satisfaz nem as necessidades
dos alunos e muito menos a dos professores. Porém essa situação é de corrente de
problemas herdados de períodos autoritários em nosso país, tais com: a instabilidade no
emprego falta de curso de capacitação para os professores e salários muito baixos,
presentes até hoje. Assim, adesmotivação dos docentes abriu portas para outro problema
que continua afectando o ensino de Geografia na actualidade (Oliveira, et al., 2008).

Segundo Castrogiovanni, et al. (2000), um dos grandes problemas gerados pela


desmotivação dos professores é a utilização do livro didáctico como o único recurso
para ensinar, pois esta atitude acaba afectando negativamente a qualidade do ensino. Os
auto resafirmam que, se a real função da Geografia escolar é proporcionar situações de
aprendizagem valorizando o conhecimento individual de cada aluno e a partir daí
contribuir para uma educação de qualidade, jamais o livro didáctico poderá ser o único
recurso usado pelos docentes na sala de aula, pois dessa forma não estarão colaborando
para uma boa aprendizagem e muito menos para a formação de cidadãos críticos
capazes de entender as transformações da sociedade.

O professor, como facilitador da aprendizagem, tem sobre si uma grande


responsabilidade quando se trata de ensino, pois ele é visto pela sociedade como
oprotagonista da educação. Assim, além desta grande responsabilidade que lhe é
entregue, o mesmo tem que se submeter a condições de trabalho que não o estimula a
22

desempenhar bem o seu papel como protagonista e acaba sendo coadjuvante neste
cenário educacional.

2.8. A linguagem cartográfica na sala de aula

Na sala de aula, uma das maneiras mais comuns de se trabalhar com a linguagem
cartográfica é através de situações que permitam aos alunos perceber como tal
linguagem constitui-se em um sistema de símbolos que abrange grandezas directamente
proporcionais, uso de signos ordenados e técnicas de projecção (Francischett, 2001).

Porém, esse raciocínio está mais voltado para os temas trabalhos na disciplina
Matemática do que para a Geografia, demonstrando a dificuldade de se trabalhar com
conteúdos cartográficos e correlacioná-los com os geográficos.

Souza e Costa (2011) confirmam tal dificuldade no ensino superior e ponderam que
temas como fusos horários, escalas e projecções cartográficas são comummente
entendidos apenas como conhecimentos análogos à Matemática. Isso reflecte a
deficiência do ensino de Cartografia nos níveis que antecedem a entrada no curso
superior de Geografia e revela a falta de articulação/aplicação dos conceitos
cartográficos aos temas da Geografia.

De acordo com Katuta (2009), no ensino de Geografia a apropriação e o uso da


linguagem cartográfica devem ser entendidos no contexto da construção dos
conhecimentos geográficos, o que significa dizer que não se pode usá-la por si, mas
como instrumental primordial, porém não único, para a elaboração de saberes sobre
territórios, regiões, lugares e outros. Se existir uma valorização, em detrimento do saber
geográfico, corremos o sério risco de defender a linguagem por ela mesma, o que, a
nosso ver, a esvazia em importância e significado tanto no ensino superior quanto no
básico.
Essa autora adverte também que a utilização da linguagem cartográfica depende das
concepções que professores e alunos têm da Geografia e do seu ensino. Se entendermos
a Cartografia como uma ciência ou disciplina que trata apenas de localizar e descrever
os lugares, seu uso será restrito a mera localização e descrição dos fenómenos. Assim,
“a linguagem cartográfica será apropriada e usada, tanto no ensino superior quanto no
básico, dependendo das concepções que os diferentes sujeitos sociais possuem dos
elementos a ela relacionados”. Ou seja, a linguagem em questão será devidamente
23

avaliada de acordo com o grau de entendimento que os professores de Geografia têm


sobre ela deveria e deverá ser marcada pela adaptação ao desenvolvimento cognitivo
dos alunos, respeitando suas possibilidades e limitações.

2.9. Uso de imagens no ensino de Geografia

No mundo contemporâneo, onde a tecnologia é o meio de comunicação e informação,


conseguiu ocupar grande espaço na sociedade, atendendo que podemos ter um
conhecimento mais amplo de nossa realidade, se conseguimos interpretar o que as
imagens fazem, significa e para onde nos direccionam. As mais diversificadas formas de
imagens e seus significados nos revelam as suas potencialidades perante o mundo
actual, onde a todo o momento estamos em contado com elas e sendo influenciados, de
acordo com Ferreira (2010), que abrimos uma revista e as histórias em quadrinhos nos
puxam para o mágico; folheamos um jornal e uma foto trágica nos arrepia; passamos à
folha seguinte e o mundo político se reflecte em uma oportunidade; queremos comprar
um caminhão e direccionam nossas necessidades; buscamos conhecer nossas histórias e
a memória de um passado se faz no presente; acessamos a internet e sambamos no
carnaval; sentamos ao lado de uma criança e ela inicia seu desenho do mundo.

A cada fase de nossas vidas nos envolvemos mais com a natureza e com a relação em
sociedade, e através das imagens podemos observar essa realidade com bastante clareza.
Além de proporcionar momentos de prazer, uma criança pode compreender os
acontecimentos do quotidiano através de leitura das histórias em quadrinhos, já um
adulto podeter essa compreensão através de uma ocasião, e é a partir dessas
possibilidades de análises do mundo real, que se vê a sua importância (Pessoa, 2010).
Porém ao perceber a situação de interpretação de um aluno de ensino secundário
pertencente aescola pública, sabendo das dificuldades enfrentadas pelos mesmos no
processo de aprendizagem, é algo intrigante, pois muitas das vezes a qualidade de
ensino e o auxílio necessário para o desenvolvimento da aprendizagem é deficiente. Isto
nos faz crer que é preciso criar, possibilidades para conciliar a leitura verbal escrita com
as imagens, e a partir daí ter uma concepção crítica da realidade que nos envolve, como
afirma Guimarães (2010) ao reflectir sobre a “escritura” imagética é um caminho de
reflexão crítica em uma sociedade que, chamada pelo senso comum de “sociedade da
imagem” nos mostra a necessidade de desenvolver a leitura imagética, por quanto
24

construção e representação socioculturais em muito se revelam no universo das


imagens.

Ao trabalhar com imagens no processo de ensino/aprendizagem o professor pode criar


um ambiente mais agradável, motivar a curiosidade dos alunos, instigar a vontade de
estar presente nas aulas de Geografia, desenvolver o conhecimento dos discentes e
facilitar a sua relação com os mesmos.

Tais recursos tornam o acto de ler uma actividade prazerosa e contribuem para
estabelecer ohábito saudável da leitura, de acordo com a afirmação de Silva (2007) ao
dizer que a leitura e a escrita podem ser permeadas pelo prazer (o riso), pela
criatividade. É a percepção do mundo pela observação do discurso, símbolos, utilidade
das informações. Utilizar uma leitura agradável e ao mesmo tempo, instigadora, como
instrumento auxiliar de ensino, para descodificar e interpretar o espaço.

Em se tratando de privilégios que as imagens proporcionam no ensino de Geografia tais


como os supracitados (prazer, criatividade e interpretação do espaço vivido),é
necessário analisarmos as metodologias que os professores usam na sala de aula com
autilização desse recurso didáctico alternativo. Isto porque o professor necessita estar
bem preparado para abordar diferentes assuntos dentro da realidade individual e global
dos alunos através das imagens, promovendo reflexões construtivas e críticas dentro da
sala de aula e apartir daí desenvolver as categorias de análises da ciência geográfica.
Tratada como ilustração, a imagem tem a importância de ajudar na visualização
agradável da página. Se há textos muito longos, ela serve para quebrar o ritmo cansativo
da leitura. Além disso, ela pode sugerir leituras, apoiá-las do ponto de vistado enredo,
construir formas, personagens, cenários, enfim, compor, junto com o texto verbal, um
horizonte de leitura (Belmiro, 2000).

Portanto, não podemos dizer que a utilização das diversas formas de imagens no ensino
de Geografia é uma tarefa simples, pois os modelos tradicionais trabalhados nas escolas
contribuíram e ainda contribuem para o ensino de leitura verbal escrita e não para
aleitura das imagens. Isso nos faz pensar que é relevante a utilização dessas formas
alternativas no processo de ensino, para a melhoria da qualidade da educação e também
para uma melhor compreensão da ciência geográfica nas escolas.
25

2.10. O uso do mapa como meio de comunicação

Os mapas são um dos principais recursos metodológicos à disposição do professor de


Geografia. Eles constituem não apenas um recurso visual no qual o professor precisa
recorrer para ensinar Geografia ou para que o aluno domine os conteúdos geográficos;
eles são um meio de comunicação, visto que ela permite ao aluno expressar
espacialmente um conjunto de factos, uma alternativa de representação espacial de
variáveis que possam ser manipuladas na tomada de decisões e na resolução de
problemas (Oliveira, 2007).

Mesmo assim, o mapa é, notadamente, como um dos produtos cartográficos mais


utilizados nas aulas de Geografia. É notória a utilização de mapas no processo de
comunicação da informação geocartográfica. A respeito do mapa e de sua utilização na
sala de aula, pois Oliveira (2007) destaca que seus objectivos compreendem em
localizar lugares e aspectos naturais e culturais na superfície terrestre, tanto em termos
absolutos como relativos, mostrar e comparar localizações, mostrar tamanhos e formas
de aspectos da terra, encontrar distância e direcções entre lugares, mostrar elevações e
escarpas, visualizar padrões e áreas de distribuição, permitir inferências dos dados
representados, mostrar fluxos, movimentos e difusões de pessoas, mercadorias, e
informações, apresentar distribuição dos eventos naturais e humanos que ocorrem na
terra. Diante de tantas finalidades, é nítida a importância da utilização do mapa, bem
como das outras formas de linguagem cartográfica para analisar informações sobre o
meio geográfico e representar espacialmente as práticas socioculturais e sócio
ambientais, tornando-se, assim, um dos instrumentos mais adequados para se fazer a
leitura dos fenómenos que se revelam no espaço terrestre.
26

CAPÍTULO III: METODOLOGIAS

3.1. Introdução

Para a presente pesquisa, a autora optou em usar o método de análise de conteúdo com
intuito de facilitar na selecção de dados, com vista a tingir os objectivos traçados com
maior facilidade.

A importância deste capítulo que retrata da metodologia usada para a realização da


presente pesquisa é extremamente significante, pois nele abordamos os procedimentos
usados para elaboração da mesma onde consta-se a parte teórica e analítica baseada em
literatura devidamente analisadas. Desta forma, como uma breve introdução, é
importante referir que para além do tipo que foi usado nesta pesquisa, também foi
descrito o desenho da pesquisa e outros componentes como definição de população,
colecta e o processo de análise de dados. No caso do nosso tema recorreremos a dois
métodos para obtenção de resultados mais objectivos.

Segundo Piletti (1991), “método é um caminho a seguir para alcançar um fim”.Na visão
de Gil (1999), “Metodologia é um conjunto de procedimentos por intermédio dos quais
se propõem os problemas específicos”.

A pesquisa, quanto ao tipo, é qualitativa do estilo exploratória. As pesquisas


exploratórias têm como principal finalidade desenvolver, esclarecer e modificar
conceitos e ideias, tendo em vista a formulação de problemas mais precisos ou hipóteses
pesquisáveis para estudos posteriores. Habitualmente envolvem levantamento
bibliográfico e documental, entrevistas não padronizadas e estudos de caso.

De acordo com Gil (2006), “Pesquisas exploratórias são desenvolvidas com o objectivo
de proporcionar visão geral, de tipo aproximativo, acerca de determinado facto”.

3.2. Desenho de Pesquisa

Segundo Marconi e Lakato (1996) “Para o alcance dos objectivos e a resposta das
perguntas de pesquisa, pode optar-se pela escolha de uma pesquisa qualitativa de
natureza descritiva, onde pode-se desenvolver uma situação natural rico em dados
descritivos com um plano aberto e flexível focalizando a realidade de forma complexa e
contextualizada”.
27

Para a concretização da presente pesquisa foi necessário aplicar a técnica de entrevista


porque facilita na recolha de dados quer individualmente quer em grupo, em que as
respostas das perguntas efectuadas podem ser escrito ou gravada durante a entrevista.
Na perspectiva de Marconi e Lakatos (1992).

Segundo Meria (1985) “a entrevista é uma conferência entre duas pessoas em local e
hora antecipadamente combinados, ou é uma conversa efectuada entre dois ou mais
interlocutores, de modo a obter uma determinada informação”.

A entrevista usada no estudo, foi a entrevista semi-estruturada pois a maior vantagem


deste tipo de entrevista, é de facilitar a colecta de informações que possivelmente não
poderiam estar abrangido no guião de entrevista estruturada.

Segundo Marconi eLakatos (1999), “na entrevista não estruturada o entrevistador tem
liberdade para desenvolver cada situação em qualquer direcção. Permite explorar mais
amplamente uma questão”. Segundo Chalmers (1997), “a observação directa produz
uma base firme e objectiva da qual o conhecimento pode ser derivado”.

Para Marconi e Lakatos (2004), “A observação é técnica básica de investigação


científica utilizada na pesquisa de campo”.

A observação utiliza os sentidos na obtenção de determinados aspectos da realidade e


não consiste apenas em ver, mas também examinar os factos e fenómenos observados.
Permitiu a percepção da causa directamente e na recolha de dados ou informações.
Assim sendo, a autora achou necessário o uso desta técnica, pois lhe permitiu ver em in-
loco o fenómeno em estudo, permitindo assim ter resultados fidedignos e ter uma
percepção directiva do fenómeno.

Usou-se a técnica de observação directa para vivenciar a realidade de ambiente em


estudo, importante realçar que fizemo-nos presente no dia-a-dia da população em estudo
para fazer a observação e recolha de informações.

3.3. Definição da população

Segundo Gil (1995), “universo ou população é um conjunto definido de elementos que


possuem determinadas características”.
28

Nesta ordem de ideia, o universo desta pesquisa foram 8professores de Geografiada


Escola Secundária Samora Moisés Machel da cidade da Beira.

Segundo Mulenga (2004), sustenta que “amostra é o subconjunto ou parte das unidades
estatísticas seleccionadas da população para o estudo, muitas vezes quando não é
possível ou é difícil estudar toda a população”.

3.3.1. Amostra

A amostra da presente pesquisa foiconstituída por 8professores de Geografia, de ambos


sexo,sendo 5 do sexo masculino e 3 do sexo feminino, cujas idadesencontra-se na faixa
etária entre 30 e 59 anos, todos pertencentes a Escola Secundária Samora Moisés
Machel da cidade da Beira.

3.4. Processo de amostragem

O processo de amostragem escolhido para o estudo, foi amostragem aleatória


sistemática porque tem a intenção de escolher pessoa de forma intencional ou seja
escolha de população com a maior probabilidade de responder as questões relacionados
ao nosso tema. Pois segundo Antunes (2011) “A amostragem aleatória sistemática é um
processo em que se seleccionam os sujeitos a incluir na amostra utilizando um
determinado critério”.

3.5. Método de colecta de dados

Segundo Nunes (2009), “dependendo do tema, os métodos de colecta de dados podem


ser primários ou secundários e escolha do método, dependera da disponibilidade da
informação dos dados secundários”.

No tema em questão, a colecta de dados foi feita a partir de uma entrevista e observação
directa, que garantiu uma colecta de informações credíveis, pois foram retirados com
pessoa que vivem o seu dia-a-dia no ambiente em estudo, usou-se também métodos
bibliográficos que consistiram numa análise dos estudos já elaborados que estão
relacionadas com o tema.
29

3.5.1. Primários

Segundo Nunes (2009), Colecta de dados primários consiste em, “obter dados
directamente da população estudada através de entrevistas ou observação directa de
funcionamento de um certo sistema”. Para o estudo foi necessária a realização de
entrevista, realizada aos funcionários já definidos na população em estudo.

As perguntas da entrevista foram estruturadas de acordo com as perguntas da pesquisa,


estando de uma forma dedutiva, começando do geral para o caso específico.

Fez-se também a observação directa, onde foi necessária uma observação de como os
professores utilizam o mapa quanto instrumento pedagógico nas aulas de Geografia. No
âmbito da realização da monografia as dificuldades verificaram-se ao longo do trabalho
de campo devido a indisponibilidade de algumas entidades da escola para a realização
das entrevistas, está dificuldade deveu-se a assuntos profissionais, e em alguns casos
demonstrou-se dureza em ceder algumas informações justificando como confidenciais.
Para perguntas não respondidas, foi necessários refazê-los no sentido diferente com
vista a ter uma resposta sólida e credível para o alcance dos devidos objectivos ao
quando a realização da entrevista.

3.5.2. Secundário

Segundo Marconi e Lakatos (2010), Colecta de dados secundário “São aqueles que se
encontram a disposição da pesquisadora em boletins, livros, revistas e outras fontes”.

Para colecta de dados secundários para o estudo foi necessário fazer análise de estudos
já elaborado nos outros países. Para ver as diferentes realidades com os resultados da
pesquisa e alcançar o objectivo do uso do mapa enquanto instrumento pedagógico nas
aulas de Geografia. A colecta de informação ocorreu por via de livros, Internet
(biblioteca virtual) bem como outras fontes credíveis tais como monografias de alguns
estudantes já formados.
30

CAPÍTULO IV: ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS

4.1. Introdução

Este capítulo fala de análise e interpretação de dados colectados pela pesquisadora ao


longo do estudo.

Para Marconi e Lakatos (2010), Esta secção da análise dos dados é onde tenta-se
evidenciar as relações existentes entre o fenómeno estudado e outros factores. É aqui
onde entra-se em mais detalhes sobre os dados decorrentes do trabalho estatístico, a fim
de obter respostas, procurando estabelecer as relações necessárias entre os dados obtidos
e as perguntas de pesquisa formuladas, pois estas são comprovadas ou refutadas
segundo esta análise.

No presente capítulo foi analisado e interpretado todos dados colectados durante a


pesquisa, e esta abordagem foi feita em função da busca da resposta do grande problema
em causa e consequentemente as respostas das perguntas de pesquisa, a interpretação
dos dados foi apresentada de forma sequenciadas de acordo com a entrevista.

Segundo Marconi e Lakato (2010), “codificação é definido como sendo uma técnica
para categorizar os dados que se relacionam, através da transformação em Símbolo”
para o caso do estudo recorreu-se há códigos para interpretação de dados colhidos em
campo.

4.2. Método de análise de dado

Para a presente pesquisa, a autora optou em usar o método de análise de conteúdo com
intuito de facilitar na selecção de dados, com vista a tingir os objectivos traçados com
maior facilidade.

Berelson (1984), “método de análise de conteúdo, é a análise de pesquisa que visa uma
discrição de conteúdo manifesto de informação de maneira objectiva”.

Em relação aos conteúdos manifestos é dele que se deve partir e não falar. No exercício
de mera projecção subjectiva, da mesma maneira é importante que os resultados da
análise de conteúdo devem reflectir os objectivos da pesquisa e ter como apoio indícios
manifestados no conteúdo das comunicações.
31

Gráfico 1. Descrição das faixas etárias em que os professores encontram-se

3.5

3 3
3

2.5

2
2
Professores
1.5

0.5

0 0
0

Ográfico 1, de descreve em torno das faixas etárias em que os professores da Escola


Secundária Samora Moisés Machel da cidade da Beira encontram-se, pode-se observar
que, de um modo geral eles estão inseridos entre os 30 e 59 anos de idade.

Gráfico 2. Descrição da amostra em função do sexo

5
5

3
3

O gráfico 2, referente a descrição da amostra em função do sexo, podemos constatar que


a Escola Secundária Samora Moisés Machel da cidade da Beira é constituído por 8
professores de Geografia, cujo deste universo 5 são do sexo masculino e 3 do sexo
feminino.
32

Gráfico 3. Descrição do nível académico dos professores

4.5
4
4
3.5
3
2.5
2 Masculino
2 Feminino
1.5
1 1
1
0.5
0 0 0 0 0 0
0
10 + 2 12 + 1 Bacharel Licenciado Mestre

O gráfico 3, referente a descrição do nível académico dos professores da Escola


Secundária Samora Moisés Machel da cidade da Beira, é notável que no seu grosso
possuem o grau académico de licenciados, um professor é bacharel e uma professora
que fez doze mais um, nos instituto de formação para o grau médio ou N3, para dez
mais dois e o grau de mestre não existe nenhum professo nesta escala.

Gráfico 4. Descrição das faixas etárias em torno dasexperiências no trabalho

2.5

2 2
2

1.5
Masculino
1 1 1 1 Feminino
1

0.5

0 0 0 0
0

O gráfico 4, que descreve as faixas etárias em torno da experiência no trabalho,


constatou-se que os professores estão a mais de cinco anos de trabalho. Outrossim, os
professores do sexo masculino encontram-se a mais tempo na função docente em
relação aos do sexo feminino.
33

Gráfico 5. Comparação das disciplinas que utilizaram mapas como instrumento


pedagógico na sua formação em função do sexo

6
5
5
4
3 Masculino
2
2 Feminino
1
1
0 0 0 0 0 0 0
0
Nenhuma Uma Duas Três Mais de três

O gráfico 5 revela que quanto asdisciplinas que utilizaram mapas como instrumento
pedagógico durante a sua formação, os professores de um modo geral foram unânimes
em responder que todos tiveram durante a sua formação o uso do mapa nas salas de
aula. Por outro lado, podemos frisar que em todas instituições de ensino, quer no nível
médio ate mesmo ao superior usam mapas no professo da formação dos seus estudantes,
por mais que no ensino superior especifica-se mais, estudantes assim os fundamentos de
cartografia, cartografia aplicada, entre outras cadeiras que os professores não fizeram
menção das mesmas.

Gráfico 6. Descrição do conteúdos que os professores recordam sobre as aulas de


cartografia
3.5
3
3
2.5
2
2
1.5 Masculino
1 1 1
1 Feminino
0.5
0 0 0 0 0
0
Nada Quase nada Uma e outra Quase tudo Tudo
coisa

O gráfico 6, referente aos conteúdos dados durante a formação, nas aulas de cartografia,
o grosso dos professores formam unânimes em afirma que ainda se lembram de tudo
entorno dos conteúdos abordados durante a sua formação. Pois três professores
afirmaram que se lembram de quase tudo ou por outra, a maior parte dos conteúdos que
os mesmos estudaram ainda prevalece nos seus raciocínios e apenas uma professora
disse que ainda lembra um e outro conteúdo.
34

Rodrigues (2017), destacou que a Cartografia, como instrumento do processo de ensino


daGeografia fica prejudicada devido a alguns professores, que não saberem ounão
utilizarem correctamente os recursos disponíveis, trabalham os mapas comofiguras
ilustrativas, como fazem menção os professores, favorecem actividades que
servemapenas para memorizar, facto que nos leva a reflectir sobre a formação
dosprofessores de Geografia que actuam no ensino médio, já que nesta etapa davida
escolar é que os alunos passam pelo processo de a alfabetização cartográfica.

Muitas das vezes os professores não dão muita importância para a Cartografia, uma vez
ao realizarmos alguns trabalhos que envolviam manchetes, lembro-me de ler artigos
relacionados à cartografia para produzir banda desenhada. Falta de domínio das técnicas
cartográficas pelos professores de Geografia é algo que faz nos ter alunos com fraca
capacidade de leitura e interpretação dos mapas.

Para que os professores tenham domínio dos conteúdos cartográficos, é necessário que
tenham uma formação consistente e continuada para que possam mediar a construção
dos conhecimentos dos alunos. Entendemos que o professor vai construir seus
conhecimentos, metodologias de ensino e estratégias na sua gradativa prática docente,
mas também é fundamental que a academia proporcione conhecimento, de suporte para
que os futuros professores então que a Geografia não é só uma simples representação do
espaço e a Cartografia não é um simples amontoado de técnicas.

Gráfico 7. Estratégia que os professores utilizam para a apresentação e leitura dos


mapas
6 5
5
4 3
3
2
1 0 0 0 0 0 0 Masculino
0
Feminino
Elaboração de Leituras através Uso de mapas Outras
mapas de imagens dos auxiliares estratégias
livros “mapas de
parede”

O gráfico 7, revela-nos sobre as estratégicas que os professores utilizam para a


apresentação e leitura dos mapas, portanto os professores foram unânimes em afirmar
que utilizam os mapas de parede, portanto os mapas de parede é um dos instrumentos
que os professores levam as salas de aula de modo a facilitar a compreensão dos alunos
35

no que tange a localização e leitura das legendas e a distinguir as coordenadas


geográficas.

Castrogiovanni (2000), ao estudar Ensino de geografia: práticas e textualizações no


quotidiano, constatouque de facto a linguagem cartográfica venha a ser um instrumento
fundamental no ensino de Geografia, é necessário que os professores criem condições,
ritmos e estratégias que favoreçam a aprendizagem dos alunos, fazendo com que eles
ampliem as suas compreensões de conceitos mais complexos, tomando como ponto de
partida os seus conhecimentos prévios.

Para que isso se concretize o professor deve trabalhar os conteúdos/conceitos próprios


da Geografia, mas buscando sempre abranger os elementos cartográficos: localização,
orientação, representação, região, lugar e território, rede, ambiente e paisagem. Ao se
apropriar destes conteúdos o aluno vai desenvolver a capacidade reflexiva sobre as
relações e o processo de construção do espaço geográfico.

Gráfico 8: Descrição do uso do mapa no que tange as disponibilidades que as escolas


oferecem
6
4
2
0
Masculino Sim
Masculino Não
Feminino Sim
Feminino Não

O gráfico 8, revela em torno do uso do mapa no que tange as disponibilidades que as


escolas oferecem para os professores, portanto, os professores no seu grosso afirmaram
que as aulas estudadas que abordavam em torno do uso dos mapas foram suficientes
para eles conseguirem leccionar as suas aulas sem nenhum sobre salto e eles ensinam
aos seus alunos a leitura, criação e organização de legenda dos mapas, no que se refere a
mapas climáticos, de relevo, de vegetação e entre outros tipos de mapa. Outrossim, os
professores foram unânimes em realçar que sempre as suas aulas decorrem como
36

planeiam as suas lições temáticas, e eles não tem dificuldades em leccionar as suas
aulas, muito menos no que diz respeito aos conteúdos de mapas. Por fim os professores
afirmaram que quando eles serem concedido uma oportunidade para uma capacitação
ou uma formação continuada para a aérea eles aceitariam, visto que a ciência esta em
constante evolução.

Portanto, as respostas que os professores de Geografia da Escola Secundária Samora


Moisés Machel da cidade da Beira divergem com os resultados encontrados por Santos
(2016) ao estudar a utilização de mapas como recurso didáctico no ensino médio no
Instituto Educacional Profª Maria dos Anjos, quanto entrevistados os professoresele
tiveram durante o processo estudantil académico de sua formação um momento
específico para o estudo de mapas. Os mesmos relatam que a disciplina de Cartografia
esta presente em sua grade curricular e as aulas foram ineficientes, considerando assim
que tiveram uma aprendizagem que de facto ficou a desejar. Eles reforçam que o pouco
há mais que eles aprenderam é decorrente ao estudo contínuo de outras fontes, pois
estando actuando em sala de aula se faz necessária a busca do conhecimento.

Gráfico 9. Recursos didácticos que a escola dispõe como instrumento didáctico para as
aulas de Geografia

3.5 3
3
2.5 2 2
2
Masculino
1.5 1
1 Feminino
0.5 0 0 0 0
0
Mapas Globo Data show Computadores

O Gráfico 9, que debruça em torno dos recursos didácticos que a escola dispõe como
instrumento didáctico para as aulas de Geografia, os professores foram unânimes em
dizer que maioritariamente recorrem aos mapas de parede para a leccionação das suas
aulas, pois os outros afirmaram que nem apenas se recorre ao mapa de parede mais
também ao globo terrestre para explicar aos alunos em relação a diversas temáticas
abordadas no campo da Geografia.

Já na outra questão Santos (2016), ao perguntar se em sala de aula ele utiliza


frequentemente mapas e se a escola incentiva a utilização deles, ambas as respostas
foram bem objectivas, apenas tem como material didáctico os mapas nacionais e do
37

mundo para utilizá-los quando preciso. Ele relata que não os utiliza quotidianamente e
que a escola também não incentiva.

O uso de mapas dar-se principalmente por meio de livros didácticos e em algumas vezes
através de actividades impressas. Desse modo, percebe-se a limitação de sua utilização,
nos remetendo ao entendimento do porque da dificuldade de uma parte do alunos
constatado na análise do exercício aplicado. No entanto, esse questionamento é de certo
modo delicado de discutir, visto que, sabermos que o livro didáctico deve, sobretudo,
fazer com que o estudante compreenda a importância de aprender Geografia.

E ao tratarmos de mapas, essa definição vai mais além, ou seja, é preciso que o
professor mesmo que possua poucos recursos e/ou possibilidades de ensinar
determinados conteúdos, ele deve tomar como posso o que possui em mãos e a partir
dele fazer com que o aprendizado aconteça, mesmo diante das limitações que perduram
em todo o processo de ensino. E partindo para essa discussão com relação ao livro
didáctico, foi perguntando se os mapas presentes no livro adoptado pela escola são de
fácil compreensão e se ele observa alguma dificuldade nos alunos com relação a
interpretação dos mesmos.

E assim como foram as respostas dos alunos, ele relata que os livros apresentam mapas
em todos os conteúdos, no entanto, com relação a interpretação a dificuldade é relativa,
ou seja, em cada sala existem alunos que de fato demoram a compreender, e quando
isso ocorre, faz-se necessário repetir a explicação quantas vezes forem necessárias.

Gráfico 10: Visão em relação a relevância do ensino de mapas para os alunos

120%
100% 100%
100%
80%
60% Masculino
40% Feminino
20%
0% 0%
0%
Positiva Negativa

O gráfico 10, referente a visão em relação a relevância do ensino de mapas para os


alunos, os professores afirmaram taxativamente em 100% que o uso dos mapas é de
extrema relevância para os alunos, visto que é um dos meios ou estratégia prática para
incumbir na mente dos alunos em torno da leitura e interpretação da nossa realidade,
38

tendo em conta as coordenadas geografias, tipo de relevo, relevos tropicais e


subtropicais e muitas outras abordagens que reflectem o nosso dia pôs dia.

Percebe-se que mesmo compreendendo que a Geografia é uma ciência dinâmica, a


figura do professor é de grande importância no contexto educacional, o que é
inquestionável na promoção diária do diálogo dos saberes o aprendizado acontece de
diversas formas, basta que o discente defina quais estratégia utilizará para a realização
do ensino da leitura cartográfica e demais conteúdos geográficos. Quanto mais os
professores estiverem preparados, melhores serão os resultados da aprendizagem dos
alunos. Assim, se o professor concebe a Geografia, como uma disciplina que tem por
função descrever lugares, o uso que se fará do mapa possivelmente será o de mera
localização e haverá maior ênfase na realização de descrições. Por outro lado, se o
docente concebe a Geografia como uma disciplina que tem por função ensinar ou
contribuir para que o aluno entenda melhor as territorializações produzidas pelos
homens, o uso que se faz do mapa possivelmente foi outro, pois apesar de ser utilizado
enquanto meio de orientação e localização, pode também ser utilizado enquanto recurso
que pode encetar análises e explicações geográficas da realidade mapeada.

Em suma, o processo de acção reflexão acção do professor deve ser contínuo, por meio
de uma acção pedagógica, através da posse e construção de novas teorias, em uma
prática flexível aos desafios que aparecem no quotidiano da escolar. Diante disso, o
cumprimento das exigências que a profissão impõe, deve ser realizada como forma de
potencializar os saberes já existentes por meio de uma qualidade pedagógica, seja
através da utilização de recursos didácticos, seja por meio de aperfeiçoamento
profissional e utilização de novos métodos a fim de promover a eficácia do ensino.
39

CAPÍTULO V: DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

O presente trabalho de culminação do curso, de um modo geral trouxe-nos uma reflexão


em torno do uso do mapa enquanto um instrumento pedagógico. Nesta ordem de ideia,
sobre a leitura e interpretação dos mapas no contexto escolar em particular aos alunos
da 8ª a 10ª classe pertencentes a Escolas Secundária Samora Moisés Machel da cidade
da Beira, constatou-se que os professores de geografia têm dado o seu maior esforço de
modo que os alunos tenham a capacidade suficientes de fazer a leitura e interpretação
dos mesmos.

Neste contexto, foi discutido sobre o contactoque os alunos tem tido com os mapas
enquanto um instrumento pedagógico, atendendo os mesmo como sendo uma
ferramenta indispensável dentro do PEA, pois para que os alunos consigam fazer a
leitura e a sua devida interpretação, é necessário que os professores tenham cunho
suficiente em torno da matéria, para que aconteça o aprendizado interpretativo sobre
diversas realidades, especialmente ao que se refere ao contexto social dos alunos que
estudam entre 8ª e 10ª classe no que tange ao uso dos mapas, deve estar aos dispor dos
professores não só os mapas de parede e o blogo terrestre, mais sim o uso de data
shows, vídeos aulas, ou por outro, o uso das novas tecnologias de modo a estimularcada
vez mais o interesse do aluno a apreender.

As reflexões aqui traçadas formam um conjunto de ideias relevantes não somente


relacionados ao aprendizado dos alunos envolvidos, mas também em relação a formação
e a actuação do professor. São contribuições que nos proporciona a reflexão do PEA e
em especial, quando relacionamos com a utilização de mapas observa-se o cuidado que
se deve ter durante a leccionação destes conteúdos. Inicialmente, partindo de sua
exposição, seja no livro didáctico ou por meio de cartazes, por seguinte através da
explicação do professor e por fim na execução de exercícios propostos. Todo o processo
educacional deve estar interligado aos conceitos apresentados e estes relacionados com
a realidade espacial dos envolvidos, ou seja, contribuindo com a percepção do
entendimento das escalas espaço temporais de seu próprio contexto vivido. A partir de
uma concepção mais ampla, constatamos neste trabalho que o mapa é de facto um
poderoso instrumento pedagógico de comunicação precisando ter um processo de leitura
bem orientado, se não pode ocasionar a perca de todo o sentido da relação mapa e
usuário.
40

CAPÍTULO VI: CONCLUSÕES E SUGESTÕES

6.1. Conclusões

Findo a realização do presente trabalho de monografia, foi exequível alçar resultados


preponderantes que fundamentam o uso de mapas nas aulas de Geografia enquanto um
instrumente pedagógico, como sendo um processo adequado na melhoria do PEA.
Portanto, os resultados obtidos no presente trabalho permitem tecer as seguintes
considerações:

Verificou-se que a utilização de mapas nas aulas de Geografia possui um papel


importante no PEA, por tratar-se de um instrumento pedagógico imprescindível para a
função docente ou do professor. Portanto o uso do mapa nas aulas de Geografia deve ser
ensinado ou transmitido para os alunos a partir das classes, uma vez que a leitura e
interpretação de mapas se faz presente no dia-a-dia dos alunos e afectando na vida da
comunidade de um modo geral.

Os mapas enquanto instrumentos pedagógicos devem estar presentes nas aulas de


Geografia, afim de que haja melhor entendimento sobre o espaço geográfico em
questão. E o professor de Geografia tem de usar esse instrumento para limar as lacunas
e até dificuldades que os alunos apresentam no que tange a leitura e interpretação dos
mapas, pois os alunos precisam dela para se localizar no espaço em que eles vivem.

No que diz respeito à formação académica dos professores, conforme pontuado pelos
próprios entrevistados, a formação que obtiveram não foi suficiente para a construção
dos conhecimentos necessários para a prática educativa da linguagem cartográfica nos
anos finais da educação, os professores não aprenderam a trabalhar com a Cartografia
como instrumento fundamental no ensino de Geografia, portanto não dão conta de
ensinar aos alunos.
41

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44

Apêndices
45

Universidade Católica de Moçambique


Instituto de Educação à Distância

Termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE)

Caro (a) participante, a candidata Judite João Manuel, cursanda da Universidade


Católica de Moçambique, no Instituto de Educação à Distância, do curso de
Geografiana cidade da Beira, pretende desenvolver um estudo, que tem como
objectivo analisar a utilidade de uso do mapa enquanto instrumento pedagógico nas
aulas de Geografia. Estudo do caso Escola Secundária Samora Moisés Machel, na
cidade da Beira.

Esclareço que a análise iráenvolver todos professores de Geografia desta escola, sem
por em causa a sua personalidade. Neste sentido, estou solicitando sua contribuição
nesse estudo e que gostaria de deixar claro que essas informações são sigilosas, e
principalmente seu nome não será em nenhum momento divulgado. Caso se sinta
constrangido, envergonhado, durante o tempo de preenchimento do questionário,
você tem o direito de pedir para interrompê-la, sem causar prejuízo. Mesmo tendo
aceitado participar, se por qualquer motivo, durante o preenchimento do questionário
da presente pesquisa, resolver desistir, tem toda liberdade para retirar o seu
consentimento.

Dessa forma, gostaríamos de contar com a sua participação, permitindo que


realizemos a análise do nosso foco que possamos conservar para que nenhuma
informação seja perdida. A pesquisa não trará risco a sua pessoa e você poderá desistir
de participar da mesma no momento em que decidir, sem que isso lhe acarrete
qualquer penalidade.

Diante disso, gostaria muito de poder contar com sua colaboração.

Atenciosamente,

A pesquisadora

______________________________
(Judite João Manuel)
46

EXMO SENHOR DIRECTOR DA ESCOLA SECUNDÁRIA SAMORA


MOISÉS MACHEL DA CIDADE DA BEIRA

Assunto:Pedido de recolha de dados

Eu, Judite João Manuel, solteira, de nacionalidade Moçambicana, filha de


Lázaro João Manuel e de Teresa Pedro Estágio, natural de Beira, portador de BI
nº 070102563118M, emitido pelo arquivo de identificação civil de cidade da
Beira, aos 25 de Fevereiro de 2016, residente na Beira, cursanda da Universidade
Católica de Moçambique, no curso de Geografia, na Faculdade de Ciências de
sociais, com o tema intitulado ao “Uso do mapa enquanto instrumento
pedagógico nas aulas de Geografia”, vem mui respeitosamente requerer a
V.excia se digne autorizar a realização da colecta de dados para a efectivação do
seu trabalho de culminação de curso nesta área de saber, pelo que;

Espera deferimento

Beira, 26 de Junho de 2019

__________________________

(Judite João Manuel)


47

INSTRUÇÕES:

Este instrumento é sobre o uso do mapa enquanto instrumento


pedagógico nas aulas de Geografia. Por favor, responda a todas as
questões. Se você não tem certeza sobre que resposta dar a alguma
questão, por favor, escolha entre as alternativas a que parece mais
apropriada. Esta, muitas vezes, poderá ser sua primeira escolha.

Por favor, tenha em mente seus valores, aspirações, prazeres e preocupações.


Nos estamos perguntando o que você acha sobre o uso do mapa nas aulas de
Geografia, tomando como referencia as suas aulas.

A – Questões gerais
1. Idade:
( ) 20 a 29 anos( ) 30 a 39 anos( ) 40 a 49 anos( ) 50 a 59 anos( ) Mais de
60 anos
2. Sexo:
( ) Masculino ( ) Feminino
3. Que formação académica possui:
( ) 10 + 2 ( ) 12 + 1 ( ) Bacharel ( ) Licenciatura ( ) Mestrado
4. Quantos anos de experiência no magistério:
( ) 1 a 5 anos ( ) 6 a 10 anos ( ) 11 a 15 anos ( ) 16 a 20 anos ( )+
de 21 anos
B – Formação académica
5. Quantas disciplinas que usam mapas você teve durante sua formação?
( ) Nenhuma ( ) uma ( ) duas ( ) três ( ) mais de três
6. O que você recorda das aulas de Cartografia, Cartografia Temática,
durante sua formação?
( ) Nada ( ) Quase nada ( ) uma e outra coisa ( ) Quase tudo ( )
Tudo

C – Ensino de mapas
7. Quais são as estratégias que você utiliza para trabalhar leitura de
mapas?
( ) elaboração de mapas
48

( ) leituras através de imagens dos livros


( ) uso de mapas auxiliares “mapas na parede”
8. Ensino do mapa

Masculino Masculino
Sim Não Sim Não
Questões
As aulas, da época do seu curso de formação, foram 4 1 2 1
suficientes para que hoje você desenvolva actividades e
ensino de uso dos mapas para os seus alunos?
Você trabalha leitura, criação e organização de legendas 5 0 3 0
de mapas temáticos?
Você tem acesso a mapas de rotineiros, turísticos, 4 1 2 1
climáticos, relevo, vegetação, políticos, etc. Para
trabalhar diferentes tipos de mapas em aula?
As suas aulas, referentes ao conteúdo de mapas, 5 0 3 0
ocorrem de acordo com o que você planeia?
Você sente dificuldade no processo de ensino e leitura de 0 5 0 3
mapas?
Na sua formação para professor você aprendeu o sobre 5 0 3 0
alfabetização mapas?
Você faria curso de formação continuada, cujo conteúdo 5 0 3 0
fosse mapa?

9. Quais recursos didácticos a escola oferece para subsidiar as aulas de


Geografia?
( ) mapa ( ) globo ( ) sistemas de som e imagem ( ) projector de slides
( ) computadores ( ) bússolas ( ) outros
10. Qual a sua visão sobre a relevância do ensino de mapas para o ensino
secundário
( ) Positiva ( ) Negativa
49

Anexos
50