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UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE - UFCG

CENTRO DE TECNOLOGIA E RECURSOS NATURAIS - CTRN


UNIDADE ACADÊMICA DE ENGENHARIA CIVIL - UAEC

RELATÓRIO DE ESTÁGIO CURRICULAR OBRIGATÓRIO


ATIVIDADES DESENVOLVIDAS EM ESTÁGIO JUNTO À EMPRESA WB EMPREENDIMENTOS E
INCORPORAÇÕES DE IMÓVEIS LTDA

DANIELA LIMA MACHADO DA SILVA

Campina Grande-PB, Janeiro de 2016.


UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE – UFCG
CENTRO DE TECNOLOGIA E RECURSOS NATURAIS – CTRN
UNIDADE ACADÊMICA DE ENGENHARIA CIVIL – UAEC
COORDENAÇÃO DE ESTÁGIO CURRICULAR OBRIGATÓRIO

DANIELA LIMA MACHADO DA SILVA

Relatório de Estágio Curricular Obrigatório


apresentado à Unidade Acadêmica de Engenharia
Civil como requisito parcial para a obtenção do
título de Graduada em Engenharia Civil.

Orientador (a): Profa. Dra. Dayse Luna Barbosa


Campina Grande-PB, Janeiro de 2016.
RELATÓRIO DE ESTÁGIO CURRICULAR OBRIGATÓRIO

Empresa: WB Empreendimentos e Incorporações de Imóveis LTDA


Orientador (a): Profa. Dra. Dayse Luna Barbosa
Aluna: Daniela Lima Machado da Silva
Matricula: 111150017

Carga Horária Mínima: 240 hrs

Carga Horária Cumprida: 245 hrs

Nota atribuída ao Aluno: _____________

RELATÓRIO APROVADO EM: _____ de ______________de 2016

___________________________________________________________________________
Supervisor: Eng. Smaley Silva de Araújo

___________________________________________________________________________
Orientadora: Profa. Dra. Dayse Luna Barbosa

___________________________________________________________________________
Estagiária: Daniela Lima Machado da Silva
LISTA DE TABELAS

FIGURA 1- MAQUETE DO BENVENUTO.___________________________________________12


FIGURA 2-VISTA EXTERNA DO CANTEIRO DE OBRAS.________________________________12
FIGURA 3-RECURSOS DO CANTEIRO._____________________________________________13
FIGURA 4-HIERARQUIA DOS CANTEIROS DE OBRAS._________________________________14
FIGURA 5-ORGANOGRAMA DO CANTEIRO DE OBRAS DO BENVENUTO.___________________15
FIGURA 6-FLUXOGRAMA DAS ATIVIDADES DE SERVIÇOS PRELIMINARES DE OBRA DE

EDIFÍCIOS.______________________________________________________________16

FIGURA 7-SERVIÇOS PRELIMINARES – DESTOCAGEM.________________________________16


FIGURA 8-SERVIÇOS PRELIMINARES – DEMOLIÇÃO._________________________________17
FIGURA 9-SERVIÇOS PRELIMINARES – SONDAGEM DO SOLO.__________________________18
FIGURA 10-SERVIÇOS PRELIMINARES – INÍCIO DO NIVELAMENTO DO TERRENO.___________19
FIGURA 11-SERVIÇOS PRELIMINARES – FINALIZAÇÃO DO NIVELAMENTO DO TERRENO.______19
FIGURA 12-SERVIÇOS PRELIMINARES – CONTENÇÕES COM TALUDES.____________________20
FIGURA 13-SERVIÇOS PRELIMINARES – CONTENÇÕES COM PRANCHÕES._________________20
FIGURA 14-EIXO MARCADO NO GABARITO.________________________________________21
FIGURA 15-CONFERIÇÃO DA MARCAÇÃO DE UM DOS EIXOS DA SAPATA._________________22
FIGURA 16- MARCAÇÃO DAS DISTÂNCIAS_________________________________________22
FIGURA 17-GABARITO E FIOS DE NÁILON MARCANDO OS EIXOS._______________________23
FIGURA 18-CONFERÊNCIA ATRAVÉS DO MÉTODO DO ESQUADRO._______________________24
FIGURA 19-ESCAVAÇÃO MANUAL DE MATERIAL DE 2 ª CATEGORIA.____________________25
FIGURA 20- ESCAVAÇÃO MECANIZADA COM USO DE ARGAMASSA EXPANSIVA E MARTELETE.

______________________________________________________________________25
FIGURA 21 - ARGAMASSA EXPANSIVA INSERIDA NA ROCHA ATRAVÉS DE FUROS.__________26
FIGURA 22 - EXECUÇÃO DA CAMADA DE REGULARIZAÇÃO.___________________________27
FIGURA 23 - BETONEIRA ELÉTRICA UTILIZADA NA OBRA._____________________________27
FIGURA 24 - PADIOLA PARA MEDIÇÃO DE BRITA.___________________________________28
FIGURA 25 - SAPATAS EM ESCAVAÇÃO (SETA COR PRETA: ESCAVAÇÃO FINALIZADA; SETA COR
LARANJA: SAPATA REGULARIZADA; SETA COR AZUL: ESCAVAÇÃO EM ANDAMENTO).___28

FIGURA 26 - SAPATAS EM ESCAVAÇÃO (SETA COR PRETA: ESCAVAÇÃO FINALIZADA; SETA COR
LARANJA: SAPATA REGULARIZADA; SETA COR AZUL: ESCAVAÇÃO EM ANDAMENTO).___29
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO.................................................................................................................6

1.1. Objetivo Geral...........................................................................................................6

1.2. Objetivos Específicos................................................................................................7


2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA........................................................................................7

2.1. A Construção Civil no Brasil...................................................................................7

2.2. O Mercado da Construção Civil no Estado da Paraíba........................................9

2.3. A Construção em Campina Grande - PB.............................................................10


3. DESCRIÇÃO DE ATIVIDADES..................................................................................11

3.1. Etapas acompanhadas............................................................................................11


3.1.1. Caracterização do canteiro....................................................................................11
3.1.2. Serviços preliminares............................................................................................15
3.1.2.1. Preparo do terreno.........................................................................................16
3.1.2.2. Sondagem......................................................................................................17
3.1.2.3. Terraplanagem/Movimento de Terra............................................................18
3.1.2.4. Contenções na vizinhança.............................................................................20
3.1.3. Locação da Obra...................................................................................................20
3.1.4. Escavação para assentamento fundação superficial..............................................24

3.2. Atividades realizadas..............................................................................................29


3.2.1. Programação Mensal da Construção.....................................................................29
3.2.1.1. Programação de Dezembro/2015..................................................................29
3.2.1.2. Programação de Janeiro/2016.......................................................................30
3.2.2. Controle da Construção.........................................................................................32
3.2.2.1. Controle dos prazos.......................................................................................32
3.2.2.2. Controle das ferramentas e EPI’s..................................................................33
3.2.3. Romaneio do Aço.................................................................................................33
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS.........................................................................................34
5. REFERÊNCIAS..............................................................................................................35
6. ANEXOS..........................................................................................................................37
1. INTRODUÇÃO

O Estágio Curricular Obrigatório foi desenvolvido junto à construtora WB


Empreendimentos e Incorporações de Imóveis LTDA. O período de vigência do estágio
compreendeu desde 16 de dezembro de 2015 até a data de 27 de janeiro de 2016. O horário de
realização das atividades foi flexível, sendo majoritariamente realizada pelo período matutino
e vespertino, com início às 07:00h e término às 11:00h na parte matutina e com início às
13:00h e término às 17:00h na parte vespertina, totalizando sempre a carga horária de 40
horas semanais.
A empresa WB é uma entidade privada, que tem como atividade econômica principal
a construção de edifícios. Sua sede localiza-se na Rua José Francisco Sobrinho, 80,
Bairro de Centenário, Campina Grande – PB, possuindo obras em diversas localidades da
cidade atualmente. O empreendimento mais recente da construtora se encontra na Rua
Rodrigues Alves, Bairro Universitário tendo por nome Benvenuto, onde foram iniciadas as
atividades executivas em Outubro de 2015. A gerência de cada obra é realizada me escritórios
alocados no canteiro de obras, enquanto que a gerência da empresa, localiza-se na Rua José
Francisco Sobrinho, nº 80, Campina Grande – PB.
As atividades de estágio foram desenvolvidas no canteiro de obras e no escritório da
obra que está em execução. Apesar do curto período de duração do estágio, houve o
acompanhamento rotineiro de várias etapas executivas, abrangendo os serviços preliminares,
escavação e regularização das áreas das sapatas. Além disso, também houve acompanhamento
das atividades da gerência da obra, a exemplo, a participação efetiva na elaboração do
Planejamento Estratégico por meio da confecção do cronograma de atividades para os meses
de dezembro e janeiro, além da atuação no controle da produtividade e dos prazos.
O presente relatório de estágio se propõe a elucidar algumas atividades acompanhadas
no decorrer da vigência do Estágio Curricular Obrigatório do curso de Engenharia Civil.
Serão abordadas como atividades: o planejamento e controle das atividades e etapas
executivas de serviços preliminares, locação da obra e escavação e regularização de sapatas.
Essas atividades desenvolvidas foram de suma importância no processo de consolidação do
aprendizado, apresentando ligação com os assuntos abordados ao longo de curso de
Engenharia Civil.

1.1. Objetivo Geral


Relatar as principais desenvolvidas durante o período de vigência do estágio curricular
obrigatório na construtora WB, elucidando os aspectos mais pertinentes relacionados com
a prática da Engenharia Civil, em especial para a área da Construção Civil.

1.2. Objetivos Específicos

 Descrever as atividades acompanhadas na gerência da obra do edifício Benvenuto,


localizado no município de Campina Grande – PB;
 Descrever as etapas executivas realizadas no canteiro de obras do edifício Benvenuto.

2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

2.1. A Construção Civil no Brasil

O termo Construção, no contexto da Engenharia Civil, se refere a confecção de obras,


tais como residências, edifícios, pontes, barragens, estradas, aeroportos e outras
infraestruturas, onde atuam os engenheiros civis, tecnólogos e arquitetos. Especificamente, a
Construção Civil se limita às edificações residenciais, comerciais e de serviços públicos.
A Construção Civil é caracterizada como atividades produtivas da construção que
envolve a instalação, reparação, equipamentos e edificações de acordo com as obras a serem
realizadas. O Código 45 da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) do
IBGE, relacionam as atividades da construção civil como as atividades de preparação do
terreno, as obras de edificações e de engenharia civil, as instalações de materiais e
equipamentos necessários ao funcionamento dos imóveis e as obras de acabamento,
contemplando tanto as construções novas, como as grandes reformas, as restaurações de
imóveis e a manutenção corrente.
As expressões “Construção Civil” e “Engenharia Civil” advém de uma época em que a
engenharia apresentava-se em duas modalidades: a civil e a militar. A diferença entre os tipos
de engenharia basicamente era que conhecimento da Engenharia Militar destinada apenas aos
militares, enquanto na Engenharia Civil, destinava-se aos demais cidadãos. Posteriormente, os
conhecimentos abordados na Engenharia Civil, que englobava todas as áreas, se ramificaram
e deram origem a demais Engenharias, tais como Engenharia Elétrica, Mecânica, Química e
Naval.
No Brasil, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) regulamenta a
normatização, enquanto que o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA)
fiscaliza o exercício da profissão e a responsabilidade civil. Toda a obra de construção civil
deve ser previamente aprovada pelas Prefeituras Municipais, e sua execução deve ser
acompanhada por engenheiros ou arquitetos que possuam registro no CREA.
A história da construção civil fundamenta-se na perspectiva de várias tendências e
mudanças para o setor da indústria, porque é uma prioridade na alocação dos recursos
escassos da economia e fortalecimento do setor social devido a grande geração de empregos
[ CITATION Val12 \l 1046 ].
É inegável a importância da indústria da construção civil quando se atenta para
algumas de suas características estruturais: ela atua de forma significativa no PIB de qualquer
país, sendo de 3% a 5% nos países desenvolvidos, e de 5% a 10% nos em desenvolvimento, e,
ainda, absorve um número elevado de mão-de-obra, independentemente do nível de
desenvolvimento econômico [ CITATION Bru06 \l 1046 ].
Enquanto que nos Estados Unidos a construção civil é responsável por
aproximadamente 8% do PIB, no Brasil ela corresponde, segundo a Associação Brasileira dos
Escritórios de Arquitetura – ASBEA (2000 apud CARVALHO, 2003), a cerca de 15% do
PIB, representando investimentos anuais acima de R$ 115 bilhões, além de gerar 13,5 milhões
de empregos diretos, indiretos e induzidos. Em 2001 o Construbusiness, nome dado à cadeia
produtiva do setor, representou 70% dos investimentos em capital fixo da economia brasileira
(ASBEA, 2000; MDIC, 2002 apud [ CITATION CAR03 \l 1046 ].
A indústria da construção apresenta particularidades, e, dentre suas principais
características estão, segundo Carvalho (2003), a elevada perda de tempo e materiais (cerca de
30%), e o importante impacto ambiental causado em termos de volume de resíduos gerados e
matéria-prima consumida. Estima-se que o setor é responsável por consumir cerca de 20% a
50% do total de recursos naturais utilizados pela sociedade [ CITATION JOH03 \l 1046 ].
Consequentemente, uns dos maiores desafios do ramo no país é a inadequação às
exigências de sustentabilidade, crescentes não só no Brasil como no mundo.
Ciente deste complexo cenário atual, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC)
está envolvida em projetos de incentivo tanto da formação de profissionais quanto do
investimento na prática da construção sustentável [ CITATION Pau15 \l 1046 ].
Outro grande desafio para o setor atualmente no mercado brasileiro é a crise sem
precedentes. Segundo levantamento de MELHORES E MAIORES, a rentabilidade do setor
caiu de 11,2% em 2013 para 2,3% em 2014. Apenas três das 23 empresas de construção
classificadas entre as 500 maiores do país conseguiram crescer no último ano. A Odebrecht, a
maior delas, teve queda de 32% nas vendas [ CITATION Pau15 \l 1046 ].
Ademais, especialistas e executivos do setor ouvidos pela Revista Exame são
unânimes em afirmar que a recuperação da crise será lenta e deverá começar apenas em 2017
e cita que muitas empresas ficarão pelo caminho. As principais causas da crise é,
primeiramente, o excesso de ofertas de imóveis em algumas grandes cidades e, em
consequência disso, uma queda nos lançamentos. No segundo plano, tem-se os escândalos de
corrupção flagrado pela Operação Lava-Jato, contribuindo para a queda da economia
brasileira, já que o setor movimenta, segundo a Revista Exame, cerca de 6,5% do Produto
Interno Bruto (PIB) do país.

2.2. O Mercado da Construção Civil no Estado da Paraíba

O setor da Construção Civil tem expandido no setor industrial, estando presente em


40% do total de sete mil indústrias cadastradas na Federação das Indústrias do Estado da
Paraíba (FIEP), segundo [ CITATION Joã15 \l 1046 ]. Segundo dados do FIEP-PB, desde
2008 o número de construtoras na Paraíba cresce em uma média de 30% por ano, tendo
chegado às atuais três mil indústrias. Essa participação é forte na indústria, pois é o setor que
mais gera empregos e gerou maior alta no PIB.
Em 2012, a venda e o faturamento da construção civil cresceram em torno de 1%,
enquanto construção civil encontrava-se com seu mercado aquecido, gerando grande retorno
financeiro aos investidores, de modo que profissionais de outras áreas passaram a investir em
construtoras.
Entretanto, em 2015 o setor da construção na Paraíba encontra-se em recessão com
redução na quantidade obras em execuçãono ano anterior essa variação havia sido de 16%,
segundo dados do Sindicato da Indústria da Construção Civil de João Pessoa (Sinduscon-JP)
Nos anos de 2011 e 2012, segundo Ferreira (2013), presidente do Sinduscon-JP, a, onde essa
recessão é usada pelos empresários como formar de se resguardar e recuar até que esse quadro
de recessão seja superado.
Segundo Lucena (2015), atual presidente do (Sinduscon-JP), um dos grandes
problemas do setor na atualidade é a falta de mão-de-obra qualificada, o que pode ser
explicado pelo rápido incremento do número pessoas trabalhando no setor entre os anos de
2007 a 2013, apresentando um aumento de quase 25 mil trabalhadores Nesse período não
houve condições, mesmo com o empenho do Sesi e Senai, de realização a qualificação de um
número tão significante de operários. O que foi realizado em termos de capacitação foi a
construção de programas de capacitação e ascensão interna de função pelas próprias
empresas.

2.3. A Construção em Campina Grande - PB

Campina Grande é a segunda maior cidade do Estado da Paraíba, dista 130 km da


capital João Pessoa é a mais importante cidade média do interior da região Nordeste. Na rede
urbana brasileira, segundo o estudo REGIC (Regiões de Influência das Cidades) do IBGE,
configura-se como Capital Regional B, que corresponde ao segundo nível hierárquico na rede
urbana paraibana. A população municipal se aproxima de quatrocentos mil habitantes, sendo
que 95% residem na área urbana [ CITATION Ada10 \l 1046 ]
Segundo [ CITATION Leo15 \l 1046 ], a cidade de Campina Grande apresenta três
panoramas de crescimento: as áreas com crescimento vertical nos bairros da Prata, Alto
Branco, Catolé e Mirante, localidades de maior poder aquisitivo do município, concentradas
na área central e em seus arredores. O segundo aspecto, diz respeito ao crescimento
horizontal, no qual os dados revelam se concentrarem em bairros periféricos, como: Malvinas,
Cruzeiro, Três Irmãs, Cidades, bairros esses que vem atraindo cada vez mais a classe média
da cidade. E em terceiro, as construções de conjuntos habitacionais, que vem sendo
construídos de maneira não homogênea na periferia geométrica da cidade [ CITATION Leo15
\l 1046 ].
Isso corrobora com [ CITATION Sal15 \l 1046 ] presidente do Sinduscon-PB, em
entrevista esclarece que:
Campina tem o privilégio de ter construções espalhadas por todo município,
do Centro à periferia, o que é muito bom. Ao contrário de João Pessoa, que
concentra as obras em poucos bairros, como Cabo Branco, Tambaú e outros
bairros da orla da capital.
De acordo o mesmo, a crise que atinge outras grandes cidades do Brasil no setor de
imóveis não chegou a Campina Grande e nem outras cidades da Paraíba, tais como João
Pessoa, que teve o melhor mês de janeiro dos últimos cinco anos, onde o faturamento em no
setor em 2014 foi de R$ 150 milhões.
Segundo dados do Sinduscon-PB, os bairros campinenses mais procurados são o Catolé,
Mirante, Jardim Tavares, Alto Branco, Prata e Centro. O valor médio de um imóvel no
município é de R$ 200 mil. Cerca de 80 projetos de edifícios estão em andamento na cidade,
sendo esse número relativo a projetos de edificações com número de pavimento superior a
quatro andares e que possuem elevador.

3. DESCRIÇÃO DE ATIVIDADES

Na sequência, serão descritas em detalhes duas atividades que foram acompanhadas


durante a vigência do Estágio Curricular Obrigatório pela construtora WB, sendo essas etapas
referentes à caracterização do canteiro, planejamento e controle da obra e, por fim, as etapas
executivas. A descrição de cada uma dessas atividades será retrata a partir de uma visão
sistêmica do local da obra, bem como de um panorama geral da concepção de projeto
envolvida. Ainda, será dada ênfase aos principais detalhes executivos dos serviços e ao
funcionamento da construção abordada de forma global.

3.1. Etapas acompanhadas

3.1.1. Caracterização do canteiro

Segundo [ CITATION Rob09 \l 1046 ], os canteiros eram vistos como fonte de


despesas indiretas, onde o seu custo correspondia à previsão de uma pequena parcela do custo
direto, raramente quantificado no decorrer da construção. Entretanto, em virtude do
surgimento das normas de segurança e com a implementação dos programas de qualidade, os
canteiros adquiriram maior representatividade para os empresários, visto que o sucesso do
empreendimento depende do êxito do canteiro. Com isso, surgiram estudos científicos,
buscando a racionalização dos custos com sua implantação, visto que, a depender do porte da
obra, torna-se bastante expressivo no custo total da obra.
O canteiro de obras do edifício Benvenuto localiza-se na Rua Aprígio Veloso, Bairro
Universitário e teve suas atividades iniciadas em Outubro de 2015. A obra tem previsão de
término em Agosto de 2019, totalizando 42 meses de construção do edifício.
O edifício Benvenuto foi projeto para ser um edifício de ocupação residencial, padrão
médio, composto por uma torre com 18 pavimentos, onde 15 serão pavimentos-tipos,
enquanto os demais serão destinados às áreas de lazer e estacionamento (Figura 1).
Figura 1- Maquete do Benvenuto.

O canteiro de obras é cercado por tapumes metálicos, possuindo sistema de alarme de


segurança, cerca elétrica, porta exclusiva para a entrada de funcionários e entrada para a
recepção de materiais (Figura 2).

Figura 2-Vista externa do canteiro de obras.

A estrutura física do canteiro, no que se refere a infraestrutura, contém os seguintes


recursos (Figura 3):
Escritório de Almoxarifado Área de
Engenharia ensacados

Refeitório Stand de
vendas
Figura 3-Recursos do Canteiro.

O canteiro ainda possui instalações sanitárias, vestiário, alojamento, cozinha,


bebedouros com água fresca estando todas as instalações em bom estado de conservação,
mantidas sempre em total asseio, portanto, em acordo com a NR – 18, norma regulamentadora
que trata da administração, planejamento, organização e segurança no ambiente de trabalho da
Indústria da Construção.
Atualmente, o canteiro conta com sete trabalhadores, dentre os quais, cinco prestam
serviço de servente, enquanto os demais, atuam no setor armação. O número reduzido de
operários é justificado pela pequena diversidade nos serviços realizados no canteiro até o
presente momento. Essas atividades foram, basicamente, serviços preliminares, escavação
manual e mecanizada do terreno e das áreas das fundações, execução da camada de concreto
magro para o assentamento sapatas e corte e dobra do aço para armação das fundações.
A estrutura organizacional dos canteiros de obras com seus respectivos operadores
geralmente obedece a ordem contida na Figura 4:
Fonte: Adaptado de [ CITATION COÊ06 \l 1046 ][ CITATION BAR02 \l 1046 ].

Figura 4-Hierarquia dos canteiros de obras.

Essa estrutura mostra os diversos níveis hierárquicos, bem como a autoridade de cada
bloco, juntamente com o seu respectivo raio ação. Através desse organograma, têm-se
ilustrado com bastante clareza as atribuições e relações entre os setores que envolvem a
estrutura da construtora, variando, portanto, em função das particularidades administrativas, o
que reflete diretamente nas inter-relações entre os grupos de trabalho. Atualmente, a o
canteiro de obras possui a estrutura ilustrada na Figura 5:
Comitê da
Qualidade da
Obra

Engenheiro
Responsável

Mestre de
Almoxarife
Obras

Equipes

Ferreiros Serventes

Figura 5-Organograma do canteiro de obras do Benvenuto.

Os resíduos sólidos provenientes da construção são retirados do canteiro pela empresa


Eco Entulho, que tem a função de direcionar esses resíduos para áreas legalmente adequadas
do município, de acordo com Licença Ambiental emitida pela SUDEMA. A forma com que
os resíduos são despejados é realizada conforme Resolução CONAMA 307. Já os efluentes,
são coletados através da rede pública de esgoto.

3.1.2. Serviços preliminares

Os serviços preliminares consistem, basicamente, nas atividades necessárias e


anteriores à execução do serviço principal. Geralmente são programados e executados de
acordo com as necessidades locais e peculiares a cada obra. Na Figura 6 encontra-se ilustrado
um caminho crítico típico dos serviços preliminares, podendo as etapas não obedecerem a
ordem exata mostrada, devido as características de execução das fundações e do próprio
cronograma de desenvolvimento do empreendimento.

Fonte: [ CITATION BAR02 \l 1046 ]


Figura 6-Fluxograma das atividades de serviços preliminares de obra de edifícios.

Os serviços preliminares da obra do Benvenuto tiveram divergências em relação ao


fluxograma mostrado na Figura 6, onde a implantação do canteiro foi realizada
concomitantemente a sondagem e a demolição.

3.1.2.1. Preparo do terreno

Essa etapa consiste na remoção da camada vegetal, de tocos, raízes e galhos. O


material retirado será removido para local apropriado, a critério da empresa contratada,
devendo ser tomados todos os cuidados necessários à segurança pessoal e do meio ambiente.
Na obra do Benvenuto não foi possível serem preservadas as árvores, vegetação de
qualidade e grama, devido ao fato de interferirem no desenvolvimento do serviço.
Inicialmente, foi necessária a realização da estoca manual e mecanicamente, que é
caracterizada pela retirada e remoção de árvores, inclusive suas raízes, conforme ilustra a
Figura 7. A realização dessa atividade foi necessária para limpar o terreno e começar a iniciar
a etapa de terraplanagem. As árvores se localizavam na parte do terreno em que iriam ser
construídas as instalações do canteiro.

Figura 7-Serviços preliminares – destocagem.

Acompanhando a destoca, foi efetuada demolição para a instalação do canteiro (Figura 8)


Figura 8-Serviços preliminares – demolição.

3.1.2.2. Sondagem

Sucedendo o nivelamento do terreno da obra a ser edificada, foi realizada a sondagem:


a percussão e rotativa pela empresa ATECEL (Figura 9), de modo que os resultados acerca da
capacidade de carga do solo servisse de base para o projeto estrutural. Foram realizados três
furos na sondagem a percussão, na diagonal e um furo na sondagem rotativa. Esta sondagem
identificou a resistência do solo, a existência de lençóis freáticos e outras características. Os
pontos foram indicados pelo engenheiro responsável para serem realizados os testes ao longo
do terreno, bem como a quantidade necessária.
A partir de uma análise tátil-visual, o solo possui grande quantidade de cascalho e
pouca argila em sua superfície e, à menos de 1 metro de escavação, é encontrado material de
3ª categoria (rocha sã), conferindo ao solo uma resistência elevada. Vale ressaltar, que a
sondagem é uma etapa essencial de qualquer edificação, visto que sem essa análise não é
possível realizar o cálculo estrutural de forma correta, pondo em risco a segurança da
edificação.
Figura 9-Serviços preliminares – sondagem do solo.

3.1.2.3. Terraplanagem/Movimento de Terra

Os serviços ligados ao movimento de terra podem ser entendidos, segundo


[CITATION CAR69 \l 1046 ]:
"Conjunto de operações de escavação, carga, transporte, descarga,
compactação e acabamentos executados a fim de passar-se de um terreno no
estado natural para uma nova conformação topográfica desejada".
Após a elaboração do projeto estrutural elaborado e aprovado, sucedeu a etapa da
terraplanagem, realizada com base na planta e levantamento topográfico. Nessa fase,
marcaram-se os níveis da obra, realizaram os cortes no terreno e a movimentação de terra com
retirada de materiais de 2ª e 1ª categorias do terreno. A realização do corte compreendeu à
escavação dos materiais constituintes do terreno natural até a plataforma de terraplenagem
definida pelo projeto (Figura 10 e Figura 11):
Figura 10-Serviços preliminares – início do nivelamento do terreno.

Figura 11-Serviços preliminares – finalização do nivelamento do terreno.

Observou-se que a etapa de movimento de terra se estender desde a retirada de entulho


de demolição, envolvendo ainda o desmatamento e o destocamento, até a limpeza do terreno,
retirando-se a camada superficial, dando condições para o prosseguimento das atividades de
movimento de terra propriamente ditas.
A importância desta atividade no contexto da execução de edifícios convencionais
decorre principalmente do volume de recursos humanos, tecnológicos e econômicos que
envolve. Cabe salientar que a situação de corte na movimentação de terra geralmente é a mais
desejável, uma vez que minimiza os possíveis problemas de recalque que o edifício possa vir
a sofrer, decorrente do fato de ser mantida a estrutura do solo e , portanto, não haver alteração
do estado de tensões.
Na obra, foi utilizado equipamento mecânico devido o grande volume de solo a ser
retirado, visando uma maior produtividade. os equipamentos empregados foram pá-
carregadeira sobre pneus e retro-escavadeira.

3.1.2.4. Contenções na vizinhança

Por se tratar de um terreno que foi cortado, houve a necessidade da execução de


contenções, reduzindo o risco de perda de estabilidade do terreno. O tipo de contenção
utilizada foram os taludes (Figura 12) e, em alguns trechos, taludes associados a pranchões
(Figura 13):

Figura 12-Serviços preliminares – contenções com taludes.

Figura 13-Serviços preliminares – contenções com pranchões.

3.1.3. Locação da Obra

Após a etapa de terraplanagem, fase necessária para implantação do edifício ser


realizada e do fornecimento de elementos suficientes pelo projeto do edifício, pôde-se dar
início à construção.
O primeiro passo foi passar o edifício que "está no papel" para o terreno. A esta
atividade dá-se o nome de locação do edifício, isto é, transfere-se para o terreno o que foi
projetado em escala reduzida.
Sobre o processo de locação de obras, segundo [ CITATION BAR02 \l 1046 ]:
A locação tem como parâmetro o projeto de localização ou de implantação
do edifício. No projeto de implantação, o edifício sempre está referenciado a
partir de um ponto conhecido e previamente definido. A partir deste ponto,
passa-se a posicionar no solo a projeção do edifício desenhado no papel.
Na obra em questão, o movimento de terra já havia sido feito sido feito, a locação foi
iniciada pelos elementos da fundação, os quais consistem em sapatas isoladas.
Os elementos foram demarcados pelo eixo, definindo-se posteriormente as faces, em
acordo com prancha de locação das sapatas, parte constituinte do projeto estrutural (Figura
14).

Figura 14-Eixo marcado no gabarito.

Os cuidados com a locação dos elementos de fundação de maneira precisa e correta


são fundamentais para a qualidade final do edifício, pois a execução de todo o restante do
edifício
estará dependendo deste posicionamento, já que ele é a referência para a execução da
estrutura, que passa a ser referência para as alvenarias e estas, por sua vez, são referências
para os revestimentos. Portanto, o tempo empreendido para a correta locação dos eixos
iniciais do edifício favorece uma economia geral de tempo e custo da obra. Foi observada a
marcação dos eixos no gabarito, seguida de sucessivas conferências pelo mestre de obras, o
qual sempre estava sendo supervisionado e auxiliado (Figura 15).
Figura 15-Conferição da marcação de um dos eixos da sapata.

A demarcação dos pontos que irão definir o edifício no terreno é feita a partir do
referencial previamente definido, considerando-se três coordenadas, sendo duas planimétricas
e uma altimétrica, as quais possibilitam definir o eixo central do elemento que se vai da
fundação. A medição das coordenadas planimétricas foi feita com uma trena de aço (Figura
16).

Figura 16- Marcação das distâncias

A coordenada altimétrica é dada pela transferência de nível de um ponto origem


(referência) para o outro que se deseja demarcar. Esta operação foi realizada com auxílio de
um fio de prumo.

A demarcação foi realizada com régua e fio de prumo e trena, embora existam outros
métodos, tais como os aparelhos topográficos. No entanto, essa técnica foi escolhida em
virtude do edifício apresentar pequena extensão e ser construído pelo processo tracional,
justificando, assim, o emprego dos procedimentos manuais.

Para a materialização da demarcação foi utilizado o gabarito, montado com auxílio de


pontaletes de madeira de 7,5x7,5cm espaçados de 1,50 a 1,80m, nos quais foram fixadas
tábuas de 20cm de largura, que servirão de suporte para as linhas de fio de náilon, as quais
definiram os elementos demarcados.

A tabeira foi devidamente nivelada, e colocada ao redor de todo o edifício a ser


locado, distando, aproximadamente, 1,20m do local da construção e com altura superior ao
nível do baldrame, estando a, aproximadamente, 1,5 m acima do nível do solo (Figura 17).

Ponto de
Intersecção
dos eixos

Figura 17-Gabarito e fios de náilon marcando os eixos.

As linhas das coordenadas planimétricas cruzam-se definindo o ponto da locação (Figura


17), o qual foi transferido para o solo com o auxílio do fio de prumo, cravando-se um piquete
neste ponto.

Para a medição das coordenadas, foram tomadas sempre a mesma origem, usando
cotas acumuladas, de modo a minimizara propagação de possíveis erros.

A conferência foi feita de maneira simplificada, através da verificação do esquadro das


linhas que originaram cada ponto da locação. Para isto, empregou-se o princípio do triângulo
retângulo (3, 4, 5), como ilustra a Figura 18:

Fonte: [ CITATION BAR02 \l 1046 ]


Figura 18-Conferência através do método do esquadro.

3.1.4. Escavação para assentamento fundação superficial

Na obra do Benvenuto, o tipo de fundação escolhida foi o tipo sapata de concreto


isolada. Segundo [ CITATION Nak08 \l 1046 ], esse elemento construtivo indicado para
regiões de solo estável e de alta resistência superficial, caracterizada por estar entre os
métodos de execução de fundações mais elementares e econômicos. Quando bem projetadas,
costumam demandar pouca escavação e consumo moderado de concreto. Além disso,
suportam cargas elevadas e, em comparação com outros tipos de fundação superficial, como
os blocos não armados, as vigas baldrames e o radier, podem assumir diversas formas
geométricas para facilitar o apoio de pilares com formatos não convencionais.

Mais do que a versatilidade, no entanto, a principal vantagem desse tipo de fundação


está na execução facilitada, que dispensa, por exemplo, a presença de peças e equipamentos
especiais no canteiro. Tal simplicidade, contudo, não exclui a necessidade de cuidados. Até
porque, por se apoiar em camadas superficiais do solo para transferir as cargas da construção,
esse tipo de fundação está mais suscetível às mudanças nas camadas do solo do que as
fundações profundas [ CITATION Nak08 \l 1046 ].

De acordo com a NBR 6122:1996, que trata de projeto e execução de fundações -


atualmente em processo de revisão -, uma sapata não deve ter dimensão mínima inferior a 60
cm. Outra recomendação é que se observe o desnível entre sapatas próximas. A sapata em
cota mais baixa deve ser sempre executada antes das demais. Além disso, é importante que
seja respeitado um distanciamento entre cotas de acordo com a resistência do solo
[ CITATION Nak08 \l 1046 ].
A primeira etapa consistiu na escavação da área a receber as sapatas até a cota de
apoio, em conformidade com o projeto de estrutural. O material resultante da escavação
constituiu-se de solo, alteração de rocha e rocha sã, ou seja, materiais de 1ª e 2ª categorias. Foi
realizada escavação manual (picaretas e pás) (Figura 19) e mecanizada, através do uso
marteletes demolidores (Figura 20). O martelete empregado foi do tipo pneumático, que é
acionado por ar comprimido.

Figura 19-Escavação manual de material de 2 ª categoria.

Figura 20- Escavação mecanizada com uso de argamassa expansiva e martelete.

Esse método também é denominado de desmonte de rocha a frio, opção escolhida pela
impossibilidade se empregar explosivos, por questões financeiras e devido a vizinhança. O
modo utilizado para a demolição e corte das rochas foi através do uso de argamassa
expansiva. Uma vez inserida nos furos feitos na rocha, a argamassa faz com que a rocha se
fragmente de modo progressivo, até que ela se quebre (Figura 21).
Figura 21 - Argamassa expansiva inserida na rocha através de furos.

Foi observado que o processo de desmonte de rocha a frio é dividido em quatro etapas:
furo na rocha, injeção da argamassa, ação do produto e, por fim, desmonte de rocha. A
primeira etapa consistiu em realizar furos na rocha empregando martelete com perfurador. Na
segunda fase, a argamassa já preparada é inserida nos furos usando o próprio martelete.
Segundo [ CITATION Fer13 \l 1046 ], conforme destacado pelo fabricante, o produto leva,
em geral, de 20 a 24 horas para reagir e fissurar a rocha. O ideal é aplicar num dia e só fazer o
desmonte no dia seguinte, para garantir que o produto tenha o efeito desejado. A última etapa
consistiu na fragmentação da rocha, iniciando o seu desmonte pela divisão em vários pedaços,
os quais, com auxílio de picareta, foram carregados.

No entanto, em alguns trechos não foi suficiente a atuação da argamassa expansiva


para a fragmentação da rocha, o que provocou a estagnação das atividades de escavação de
uma área que vai receber uma sapata. Foi constato que o desmonte desse material só pode ser
realizado com o emprego de explosivos, o que demanda tempo para o licenciamento e
planejamento, visto a risco inerente a operação.

Após a área ser escavada e nivelada, o sucedeu a deposição de uma camada de 5 cm de


espessura de concreto magro, nivelando com o auxílio de régua e colher (Figura 22). Essa
camada de regularização tem a função de impedir a ascensão da água presente no solo para a
sapata, o que causa a corrosão da armadura.
Figura 22 - Execução da camada de regularização.

O traço utilizado nesse concreto foi de 1:3:3 (cimento, areia e brita), o qual foi
moldado in loco, com betoneira elétrica (Figura 23) e uso de padiolas padronizadas (Figura
24) para medição das quantidades dos materiais constituintes do concreto. A padiola para
brita possui as seguintes dimensões: 30x50x22 cm, enquanto que a padiola utilizada para areia
apresenta as seguintes medidas: 30x50x18 cm.

Figura 23 - Betoneira elétrica utilizada na obra.


Figura 24 - Padiola para medição de brita.

Atualmente, foram finalizados os serviços de escavação de sete sapatas (PG18, PG21,


PG25, PG28, P17, P18) e duas sapatas estão sendo escavadas (P18 e P19). A sapata P3 não
pode ter sua escavação concluída em virtude da necessidade do emprego de explosivos. As
sapatas PG21 e P17 já foram regularizadas. Segue abaixo duas ilustrações (Figura 25 e Figura
26) contendo a localização das sapatas na planta da locação.

Figura 25 - Sapatas em escavação (seta cor preta: escavação finalizada; seta cor laranja: sapata
regularizada; seta cor azul: escavação em andamento).
Figura 26 - Sapatas em escavação (seta cor preta: escavação finalizada; seta cor laranja: sapata
regularizada; seta cor azul: escavação em andamento).

3.2. Atividades realizadas

3.2.1. Programação Mensal da Construção

Como atividades paralelas ao acompanhamento da execução da obra, no período de


vigência do estágio foram elaboradas duas programações mensais, as quais consistem em
cronogramas físico de atividades que tem a função de planejar as etapas construtivas
realizadas no mês, garantindo a organização e o bom andamento da obra.

3.2.1.1. Programação de Dezembro/2015

As tarefas programadas para serem executadas no mês de dezembro foram:

 Escavação de material de 1ª categoria na terraplanagem do terreno;


 Escavação de material de 3ª categoria na terraplanagem do terreno;
 Escavação da área a ser assentada das sapatas PG21, PG25, PG18 e PG28;
 Colocação de piso inter-travado nas as áreas que serão as centrais de carpintaria e
armação;
 Construção das áreas de carpintaria e armação;
 Regularização da base da área das sapatas que foram escavadas;
 Confecção de fôrmas para a concretagem das sapatas;
 Armação das sapatas.

A escavação de material de 1ª categoria foi planejada para ser executadas nas duas
primeiras semanas do mês e foram satisfatoriamente realizadas no tempo previsto. Essa tarefa
era precedente as demais atividades e a pontualidade da realização desta culminou no bom
andamento da obra. De modo paralelo a essa atividade, foi efetuado o nivelamento do terreno,
que permitiu a construção do gabarito.

Como camada de solo restante do processo da terraplanagem com retroescavadeira


consistia em rocha alterada, foi necessário o realizar desmonte de rocha a frio. Sendo assim,
na sequência ocorreu a escavação de material de 3ª categoria, que fazia parte ainda
terraplanagem do terreno e também iniciou a escavação de quatro áreas de assentamento de
sapatas com a utilização de argamassa expansiva (desmonte de rocha a frio). Essas atividades
foram executadas conforme planejado pelos serventes e com locação de compressor e de dois
marteletes.

Concomitantemente à terraplanagem, foi posto o piso das áreas de carpintaria e armação,


conforme a programação realizada. Após a colocação do piso, foi feita a construção das áreas
que vão onde serão realizados os serviços de carpintaria e armação, o perdurou durante 8 dias,
sendo executada pelos serventes, em acordo com a programação, paralelamente a
terraplanagem do terreno e à construção da escada, a qual permite o translado da área dos
funcionários ao canteiro de obras.

As etapas de confecção de formas e armação das sapatas poderiam ser realizadas


paralelamente às demais atividades, no entanto, isso não aconteceu devido aos ajustes
necessários no projeto arquitetônico, em decorrência da incompatibilidade com projeto
estrutural. Pelo mesmo motivo, não foram regularizadas as sapatas com concreto magro,
conferindo ao mês de dezembro uma razão de 70% entre o planejado e o executado.

A programação do mês de dezembro de 2015 consta no Anexo 1, elaborado com através


do software Excel 2013.

3.2.1.2. Programação de Janeiro/2016


 Perfuração de rocha com martelete;
 Escavação de material de 3ª categoria da área a ser assentada das sapatas PG18,
P3, P17;
 Regularização da base da área das sapatas que foram escavadas;
 Corte e dobra da armação;
 Montagem da armação das sapatas PG18, PG28, P25, P21, P3;
 Colocação da armação das sapatas PG18, PG28, P3, P25, P21;
 Confecção de fôrmas para a concretagem das sapatas (PG18, PG28, P3, PG15,
PG21, P4, P15);
 Aplicação das formas das sapatas (PG18, PG28, P3, P25, P21);
 Corte e dobra dos pilares;
 Montagem da armação dos pilares;
 Colocação da armação dos pilares da loja;
 Concretagem dos pilares da loja;
 Confecção das formas das vigas das lojas;
 Aplicação das formas vigas da loja.

Inicialmente, é importante frisar que as sapatas que estão sendo escavadas são fazem
parte da construção de lojas, projeto paralelo à construção da torre do edifício. Foi
decidido pelo engenheiro responsável que, após a execução da superestrutura das lojas,
iria, de fato, iniciar o levantamento da torre.
Para a realização da programação da escavação de material de 3ª categoria das áreas
das sapatas, foi considerado o volume a ser escavado dividido pela produtividade da
equipe. O volume a ser escavado da área de assentamento das sapatas foi determinado
multiplicando a área da seção, somada com uma folga de 0,50 m de cada lado, informação
obtida no projeto estrutural, por uma altura igual a 0,60 m. Foi realizado esse cálculo para
todas as sapatas e, dividindo pela produtividade igual 0,80 m³/dia, quantificou-se o
número de dias necessários para a escavação de cada sapata e, consequentemente, foi
possível fazer a programação dessa atividade. No Anexos 5 encontra-se disposta a
planilha de cálculo que subsidiou o planejamento desse serviço.
A regularização de cada sapata foi programada para ser realizada um dia após logo
após o término de sua escavação. Essa atividade não foi realizada na primeira semana do
mês devido a ocorrência de chuvas, o que provocou o alagamento das áreas escavadas,
problema que foi resolvido através do uso de uma bomba. Até a terceira semana de
janeiro, só puderam ser regularizadas as sapatas PG18 e P17 em virtude das chuvas.
Para a programação do corte e dobra de cada armação, considerou-se o peso total da
armadura de cada sapata e dividiu pela produtividade diária da equipe, onde a
produtividade considerada foi de 700 kg por cada armador 240 kg por cada servente.
Através da efetuação dessa operação para cada sapata, através de uma planilha no
software Excel 2013, mostrada no Anexos 6, chegou-se a um resultado do tempo
necessário para o corte e dobra das sapatas em questão. Esse serviço foi programado para
a primeira semana do mês, entretanto, em virtude de ausência de equipe de armação, só
pode ser iniciada na terceira semana.
Com isso, a tarefa de aplicação e montagem da armação ficou inviabilizada de ser
executada no tempo planejado, pois era uma etapa dependente do corte e dobra. Na
elaboração do planejamento dessa atividade, considerou que a armação será simultânea a
montagem para sapatas com peso de armação superior a 150 kg. Para sapatas com peso
inferior a 150 kg, é possível que a armação seja realizada separadamente da montagem.
No planejamento da confecção de fôrmas foram consideradas as sete maiores áreas de
formas e considerou-se uma produtividade de 25 m² por dia. Nos Anexos 7 e Anexos 8
contém a planilha de cálculo das áreas de formas de cada sapata, através da qual foi
possível levantar a área total das sete sapatas com maior consumo de formas. Com isso,
obteve-se o tempo necessário para a efetuação desse serviço, que é independente aos
outros e precede a etapa de aplicação de formas. No entanto, não foi possível a realização
da confecção de formas, devido à ausência de equipe de carpintaria, culminando no atraso
da aplicação de formas e na concretagem das sapatas. A produtividade considerada para a
aplicação de formas foi de 15 m² por dia. Visando a economia de recursos, o engenheiro
responsável determinou que as formas serão utilizadas três vezes.
Em virtude do atraso na concretagem das sapatas, as atividades subsequentes
referentes aos pilares foram adiadas, devido a dependência existente entre essas tarefas.
Até a terceira semana, houveram atrasos na regularização das sapatas e nas tarefas do
setor de armação e carpintaria, em virtude da ausência de equipe. No Anexos 4 consta a
planilha que contém a programação do mês de janeiro.

3.2.2. Controle da Construção


3.2.2.1. Controle dos prazos

O controle de prazos foi realizado através de uma planilha de acompanhamento (Anexos


1). Nessa planilha, eram inseridas as justificativas da não realização de determinada tarefa
(Anexos 2), permitindo que, ao final do mês, seja um gráfico (Anexos 3) que mostra os
principais problemas ocorridos, permitindo, assim, saber qual o setor responsável pelos
possíveis atrasos, o que torna possível a correção dos problemas, de modo que não haja
reincidência dos mesmos erros. Vale ressaltar que esse gráfico é de extrema importância na
prestação de contas pro cliente.
Observa-se que no mês de dezembro de 2015 (Anexos 3), os maiores problemas ocorridos
foram no setor de projetos, especificamente, na elaboração do projeto arquitetônico, o que
permite inferir que a atenção deve ser voltada para esse setor, de modo a evitar atrasos
novamente.

3.2.2.2. Controle das ferramentas e EPI’s

No setor do almoxarifado, foi feito o levantamento de ferramentas e EPI’s, com a


posterior inserção das quantidades e especificações de cada recurso em uma planilha, de
modo que haja o controle da quantidade e informações técnicas de cada ferramenta e EPI.
Essa planilha também ajuda na verificação da necessidade de compra de novos materiais. No
Anexos 9 encontra-se disposta a planilha contendo uma lista com todas as ferramentas e EPI’s
existentes no almoxarifado.

3.2.3. Romaneio do Aço

No canteiro de obras, o romaneio pode ser definido como o documento que informa como
o material deve ser cortado pelo profissional, podendo ser madeira ou aço. O uso desse
documento minimiza os erros, visto que o operário vai realizar o seu serviço com mais
praticidade. Além disso, o software CultLogic 1D realiza as combinações de modo que haja
perdas inferiores a 1% do material, o que proporciona uma economia significante.
Utilizando uma planilha que contém o levantamento da armação das sapatas, que consta
no Anexos 10 e Anexos 11, através do software CultLogic 1D foram realizados os seguintes
romaneios:
 Primeiro romaneio: para os aços das sapatas PG18, PG21, PG25, PG18, P3, P17, P18 e
P19;
 Segundo romaneio: para os aços das sapatas P1, P2, P4, P5, P6, P7, P8, P9, P10, P11, P12,
P13, P14, P15, P16 e P20.

No Anexos 12 e Anexos 13 estão dispostos os relatórios gerados pelo software CultLogic


1D, os quais são entregues a equipe de armação, que realiza o corte do aço com menor
desperdício possível.

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

O período de treinamento oferece ao docente a oportunidade de envolver-se em atividades


práticas e aplicar o conhecimento teórico no dia-a-dia profissional. O envolvimento com
profissionais experientes e a própria convivência, facilitam a inserção do estagiário no
mercado de trabalho, devido o contratante já conhecer o perfil do futuro profissional.
O estágio permitiu verificar diferenças entre a teoria e a prática. O fato mais marcante
dessas diferenças é o de que na prática, os resultados são bem menos previsíveis, pois sempre
ocorrem imprevistos, como: chuvas não previstas, falta de recursos para contratar equipes ou
materiais que são entregues atrasados.
Foram observados problemas com a compatibilização do projeto arquitetônico e atraso nas
correções por parte do arquiteto, o que causa um grande transtorno ao andamento da obra.
Isso indica que deve existir uma grande cautela por parte do cliente escolher o projetista, visto
que uma má escolha, pode gerar grandes problemas. Outro aspecto observado foi a
dificuldade em haver liberação de recursos por parte do cliente, inviabilizando a contratação
de novas equipes e causando atrasos na obra.
5. REFERÊNCIAS

Barbosa, A. G., 2010. MERCADO IMOBILIÁRIO, DINÂMICA URBANA E

SIMULAÇÃO DA NATUREZA: OS CONDOMÍNIOS HORIZONTAIS E

VERTICAIS EM CAMPINA GRANDE (PB), Porto Alegre: Anais XVI

Encontro Nacional dos Geógrafos.

Barra, B. N., Paschoarelli, L. C. & Renófio, A., 2006. O ecodesign como

ferramenta de auxílio na gestão de resíduos de construção e

demolição (RCD), Bauru- SP: XIII SIMPEP.

BARROS, M. M. S. B. d. B. & MELHADO, S. B., 2002. Serviços

Preliminares de Construção. São Paulo: s.n.

CARDÃO, C., 1969. . 2 ed.. Belo Horizonte: Arquitetura e Engenharia.

Cardoso, R. S., 2009. Orçamento de Obras em Foco, São Paulo - SP: PINI.

CARVALHO, C. L. S., 2003. Inovações Tecnológicas, Reciclagem e

Redução de Custos na Indústria da Construção Civil., Araraquara:

Projeto de Iniciação Científica – Universidade Estadual Paulista

Júlio de Mesquita Filho..

COÊLHO, R. d. S. A., 2006. Planejamento e controle de custos nas

edificações. São Luís: UEMA.


Costa, L. B. d., 2015. ANÁLISE DA DINÂMICA DO MERCADO

IMOBILIÁRIO E SUA INFLUÊNCIA NO PROCESSO DE

ESTRUTURAÇÃO NA CIDADE DE CAMPINA GRANDE – PB, João

Pessoa: Programa de Pós Graduação em Geoografia da UFPB.

Ferreira, R., 2013. Veja os detalhes de execução do serviço de desmonte

de rocha a frio, s.l.: s.n.

JOHN, V. M. e. a., 2003. Sobre a Necessidade de Metodologia de

Pesquisa e Desenvolvimento Para Reciclagem., São Pedro, SP: In: I

Fórum das Universidades Públicas Paulistas - Ciência e Tecnologia

de Resíduos, 2003, São Paulo. I Fórum das Universidades Públicas

Paulistas - Ciência e Tecnologia de Resíduos..

Lucena, J. B. d., 2015. Em entrevista, presidente do Sinduscon/JP avalia

mercado da construção civil na Paraíba [Entrevista] (2015

Novembro 2015).

Nakamura, J., 2008. Sapatas de concreto, São Paulo: s.n.

Oliveira, V. F. & Oliveira, E. A. d. A. Q., 2012. O PAPEL DA INDÚSTRIA

DA CONSTRUÇÃO CIVIL NA ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO E DO

DESENVOLVIMENTO REGIONAL, Taubaté - São Paulo: The 4th

International Congress on University-Industry Cooperation.

Sales, B., 2015. Setor imobiliário prevê crescimento de 6% em Campina

Grande em 2015 [Entrevista] (14 Março 2015).


Simão, P. S., 2015. Construção Civil: mercado cresce no país e aponta

grandes desafios no setor [Entrevista] 2015.


6. ANEXOS
PLANEJAMENTO P= Programado
Engenheiro: Smaley Silva
MENSAL PCP = Soma % REAL.
Planejado (P) x (E) Executado
Mestre: Naelson Dantas E= Executado PCP = 70% Total de ítens
Estagiário (a): Daniela Lima

PERÍODO: DEZEMBRO DE 2015


(% ) DOS SERV. NO M ÊS
EQUIPE /
ITENS

DATA 1/1 2/1 3/1 4/1 5/1 6/1 7/1 8/1 9/1 10/1 11/1 12/1 13/1 14/1 15/1 16/1 17/1 18/1 19/1 20/1 21/1 22/1 23/1 24/1 25/1 26/1 27/1 28/1 29/1 30/1 31/1
SERVIÇOS PROGRAMADOS SETOR RESP.:
PROFISSIONAL DIA T Q Q S S D S T Q Q S S D S T Q Q S S D S T Q Q S S D S T Q Q
% problema
SE M A N A SEMANA 01 SEM ANA 02 SEMANA 03 SEM ANA 04 SEMANA O5
ESCAVAÇÃO Escavação do terreno P
01 FUNDAÇÃO MESTRE 100%
Máquina E
PERFURAÇÃO P
02 Perfuração de rocha FUNDAÇÃO MESTRE 100%
Luan/Sandro E
DEMOLIÇÃO Escavação de material de 3ª categoria por meio do compressor P
03 FUNDAÇÃO MESTRE 100%
Odair / Assis (Sapatas: PG18, PG25, PG21 ) E
SERVENTES P
04 Colocação de piso inter-travado no barracão FUNDAÇÃO MESTRE 100%
Sandro/Luan E
SERVENTES P
05 Construção da área de carpintaria e armação FUNDAÇÃO MESTRE 100%
Sandro/Luan E
SERVENTES P
06 Nivelamento do terreno FUNDAÇÃO MESTRE 100%
Odair / Assis E
SERVENTES P
07 Construção da escada FUNDAÇÃO MESTRE 100%
Sandro/Luan E
SERVENTES P Problem as com o projeto
08 Camada de concreto magro FUNDAÇÃO MESTRE 0% arquitetônico. Incidência de
Odair / Assis E chuvas.
ARMAÇÃO P
Ausência do projeto estrutural
em sua vers ão final devido a
09 Armação das sapatas FUNDAÇÃO MESTRE 0%
Armador E incom patibilidade no projeto
arquitetônico.

CARPINTARIA P
Ausência do projeto estrutural
em sua vers ão final devido a
10 Conf ecção de formas FUNDAÇÃO MESTRE 0%
E incom patibilidade no projeto
arquitetônico.

Anexos 1 - Programação de Dezembro/2015.


DEZEMBRO DE 2015 DEZEMBRO DE 2015
TOTAL
PCP SEMANAL
1 Mão de Obra - -
1.1 Falta no trabalho - -
1.2 Baixa produtividade (mesma equipe) - -
1.3 Modificação da equipe OU PROGRAMAÇÃ (decisão gerencial) - -
1.4 Problema na gerência do serviço (encarregado ou mestre) - -
1.5 Falta de programação de mão-de-obra - -
1.6 Superestimação da produtividade - -
1.7 Atraso na contratacao de mao de obra - -
1.8 Má qualidade do serviço - -
2 Materiais - -
2.1 Falta de programação de materiais - -
2.2 Atraso na entrega - -
2.3 Falta de materiais por perda - -
2.4 Falta de materiais do empreiteiro - -
2.5 Atraso na entrega do concreto - -
3 Equipamentos - -
3.1 Falta de programação de equipamentos - -
3.2 Manutenção - -
3.3 Mau dimensionamento pelo terceiro - -
3.4 Quebra de equipamento do terceirizado - -
3.5 Def eito na grua ou no guincho - -
3.6 Quebra de equipamento da empresa - -
4 Projeto 4,00 4,00
4.1 Falta de projeto 1,00 1,00
4.2 Má qualidade no projeto 1,00 1,00
4.3 Incompatibilidade entre projetos 1,00 1,00
4.4 Alteração de projeto 1,00 1,00
5 Planejamento - -
5.1 Modificação dos planos - -
5.2 Má especificação das tarefas - -
5.3 Atraso da tarefa antecedente - -
5.4 Pré-requisito do plano não foi cumprido - -
5.5 Falha na solicitação do recurso - -
5.6 Interf erência entre equipes de trabalho - -
6 Interferencia do cliente - -
6.1 Solicitação de modif icação do serviço - -
6.2 Solicitação de inclusão de pacote de trabalho - -
6.3 Solicitação de paralisação dos serviços - -
7 Segurança - -
7.1 Solicitação de paralisação por falta de proteção coletiva - -
7.2  Solicitação de paralisação por falta de EPI - -
7.3 Paralisação por acidente de trabalho - -
8 Chuva 1,00 1,00
8.1 Chuva 1,00 1,00
- -

Anexos 2 - Planilha contendo os principais problemas de Dezembro de 2015.


Anexos 3 - Gráfico contendo os principais problemas de Dezembro/2015.
PLANEJAMENTO P= Programado
Engenheiro: Smaley Silva
MENSAL PCP = Soma % REAL.
Planejado (P) x (E) Executado
Mestre: Naelson Dantas E= Executado PCP = % 0 Total de ítens
Estagiario (a): Daniela Lima

PERÍODO: JANEIRO DE 2015


(% ) DOS SERV . NO MÊS
EQUIPE /
ITENS

DA TA 1/1 2/1 3/1 4/1 5/1 6/1 7/1 8/1 9/1 10/1 11/1 12/1 13/1 14/1 15/1 16/1 17/1 18/1 19/1 20/1 21/1 22/1 23/1 24/1 25/1 26/1 27/1 28/1 29/1 30/1 31/1
SERVIÇOS PROGRAMADOS SETOR RESP.:
PROFISSIONAL DIA S S D S T Q Q S S D S T Q Q S S D S T Q Q S S D S T Q Q S S D
% problema
S EM A NA SEMANA 01 SEMANA 02 SEMANA 03 SEMANA 04
PERFURAÇÃO P
01 Perfuração de rocha FUNDAÇÃO MESTRE
Luan E
DEMOLIÇÃO Escavação de material de 3ª categoria por meio do compressor P
02 FUNDAÇÃO MESTRE
Odair / Assis (PG18, P3, P17 ) E
CONCRETAGEM P
04 Concreto magro (PG18, PG28, P3, P17, P18, PG25, PG21) FUNDAÇÃO MESTRE
SERVENTES E
ARMAÇÃO P
05 Corte e dobra das sapatas (todas as sapatas) FUNDAÇÃO MESTRE
ARMADOR E SERVENTE E
ARMAÇÃO P
Armação das sapatas (PG18, PG28, P25, P21, P3) FUNDAÇÃO MESTRE
ARMADOR E SERVENTE E
ARMAÇÃO Colocação da armação das sapatas (PG18, PG28, P3, P25, P
07 FUNDAÇÃO MESTRE
ARMADOR E SERVENTE P21) E
CARPINTARIA Confecção da formas das sapatas (PG18, PG28, P3, PG15, P
08 FUNDAÇÃO MESTRE
Gilmario PG21, P4, P15) E
CARPINTARIA P
09 Aplicação das formas das sapatas (PG18, PG28, P3, P25, P21) FUNDAÇÃO MESTRE
Gilmario E
CONCRETAGEM P
10 Concretagem das sapatas (PG18, PG28, P3, PG25, PG21) FUNDAÇÃO MESTRE
SERVENTES E
ARMAÇÃO 1ª LAJE - P
11 Corte e dobra dos pilares das lojas MESTRE
ARMADOR E SERVENTE LOJAS E
CARPINTARIA 1ª LAJE - P
12 Confecção da formas dos pilares das lojas MESTRE
Gilmario LOJAS E
ARMAÇÃO 1ª LAJE - P
13 Armação dos pilares da loja MESTRE
ARMADOR E SERVENTE LOJAS E
ARMAÇÃO 1ª LAJE - P
14 Colocação da armação dos pilares da loja MESTRE
ARMADOR E SERVENTE LOJAS E
CARPINTARIA 1ª LAJE - P
15 Aplicação das f ormas dos pilares da loja MESTRE
Gilmario LOJAS E
CONCRETAGEM 1ª LAJE - P
16 Concretagem dos pilares da loja MESTRE
SERVENTES LOJAS E
CARPINTARIA 1ª LAJE - P
17 Conf ecção da f ormas das vigas das lojas MESTRE
Gilmario LOJAS E
CARPINTARIA 1ª LAJE - P
18 Aplicação das f ormas vigas da loja MESTRE
Gilmario LOJAS E

Anexos 4 - Programação de Janeiro/2016.


Quantidade de dias
Sapata Largura (cm) Comprimento (cm) Altura a ser escavada (cm) Volume (m3 ) (rendimento: 0,8)
PG17 100 90 60 2,280 3
PG18 110 100 60 2,520 3
PG21 100 150 60 3,000 4
PG25 90 120 60 2,508 3
PG27 75 150 60 2,625 3
PG28 105 120 60 2,706 3
PG30 100,7 120 60 2,649 3
PG31 105 105 60 2,522 3
PG33 95 110 60 2,457 3
PG34 35 35 60 1,094 1
PG39 90 110 60 2,394 3
P1 270 200 60 6,660 8
P2 250 165 60 5,565 7
P3 270 185 60 6,327 8
P4 420 280 60 11,856 15
P5 280 260 60 8,208 10
P6 270 185 60 6,327 8
P7 260 390 60 10,584 13
P8 260 280 60 8,208 10
P9 125 180 60 3,780 5
P10 140 180 60 4,032 5
P11 175 240 60 5,610 7
P12 175 260 60 5,940 7
P13 260 175 60 5,940 7
P14 320 180 60 7,056 9
P15 400 270 60 11,100 14
P16 280 260 60 8,208 10
P17 270 185 60 6,327 8
P18 225 330 60 8,385 10
P19 215 310 60 7,749 10
P20 240 165 60 5,406 7

Anexos 5 - Planilha de cálculo do volume de escavação das sapatas.


Sapatas (exceto as da periferia e Peso da armação (kg)
as da loja)

PG18 21,6

P3 328,6

P6 290,2

P9 147,3

P10 179,1

PG31 26

PG34 26

P11 313,9

P12 446,8

P14 553,5

P15 979,9

P16 460,7

P17 320,2

P18 565,3

P19 499,8

P20 230,2

PG25

35,4
PG21
29,4

PG15 21,6

Produtividade do armador + Nº de dias


servente (kg/dia) necessários

940 6

Anexos 6 - Planilha de levantamento de quantitativo de peso de armadura por sapata.


LEVANTAMENTO DE FORMA E CONCRETO DAS SAPATAS
OBRA: BENVENUTO ENG.: SMALEY SILVA TOTAL M³ TOTAL M¹ TABUA 30CM TOTAL M¹ TABUA 20CM TOTAL M¹ TABUA 20CM
EMPRESA: WB BODONCOGÓ MESTRE: NAELSON 151,29 392,62 186,02 69,34
GEOMETRIA DAS SAPATAS SUBTOTAL M¹ TABUAS DE 30CM SUBTOTAL M¹ TABUAS DE 20CM TOTAL M¹ TABUAS DE 15CM
ITEM

SAPATA SUBTOTAL M² TABUA 7CM Barrote 3x3 7 maiores áreas de


L1 L2 H1 H2 L1 2X L2 2X L1 2X L2 2X L1 2X L2 2X formas
01 P1 2,00 2,70 0,60 0,30 5,64 8,36 11,16 3,60 10,05
02 P10 1,40 1,80 0,35 0,10 2,24 - - 3,16 3,96 3,16 3,96 1,40 9,38
03 P11 1,65 2,40 0,50 0,20 4,05 3,66 5,16 3,66 5,16 2,00 9,1
04 P12 1,75 2,60 0,50 0,30 4,35 3,86 5,56 3,86 5,56 2,00 7
05 P13 1,75 2,60 0,50 0,30 4,35 3,86 5,56 3,86 5,56 2,00 6,66
06 P14 1,80 3,20 0,70 0,30 7,00 3,96 6,76 7,56 13,16 2,80 6,48
07 P15 2,70 4,00 0,70 0,40 9,38 5,76 8,36 11,16 16,36 2,80 6,48
08 P16 2,60 2,80 0,60 0,35 6,48 10,76 11,56 2,40
09 P17 1,85 2,70 0,50 0,30 4,55 4,06 5,76 4,06 5,76 2,00
10 P18 2,25 3,30 0,60 0,40 6,66 9,36 13,56 2,40
11 P19 2,15 3,10 0,60 0,40 6,30 8,96 12,76 2,40
12 P2 1,65 2,50 0,50 0,25 4,15 3,66 5,36 3,66 5,36 3,00
13 P20 1,65 2,40 0,45 0,25 3,65 3,66 5,16 3,66 5,16 1,80
14 P3 1,85 2,70 0,50 0,30 4,55 4,06 5,76 4,06 5,76 3,00
15 P4 2,80 4,20 0,65 0,50 9,10 5,96 8,76 5,96 8,76 5,96 8,76 3,90
16 P5 2,60 2,80 0,60 0,35 6,48 10,76 11,56 3,60
17 P6 1,85 2,70 0,45 0,30 4,10 4,06 5,76 4,06 5,76 2,70
18 P7 2,80 3,90 0,75 0,45 10,05 11,56 15,96 5,96 8,16 3,00
19 P8 2,60 2,80 0,60 0,35 6,48 10,76 11,56 2,40
20 P9 1,25 1,80 0,35 0,15 2,14 - - 2,86 3,96 2,86 3,96 1,40
21 PG12 1,00 1,10 0,30 0,10 1,26 2,36 2,56 1,20
22 PG15 1,00 1,10 0,30 0,10 1,26 2,36 2,56 1,20
23 PG16 1,50 0,75 0,30 0,10 1,35 3,36 1,86 1,20
24 PG18 1,00 1,10 0,30 0,10 1,26 2,36 2,56 1,20
25 PG20 0,75 1,50 0,30 0,10 1,35 1,86 3,36 1,20
26 PG21 1,00 1,50 0,30 0,10 1,50 2,36 3,36 1,20
27 PG24 0,75 1,50 0,30 0,10 1,35 1,86 3,36 1,20
28 PG25 0,90 1,20 0,25 0,05 1,05 2,16 2,76 1,00
29 PG27 0,75 1,50 0,30 0,10 1,35 1,86 3,36 1,20
30 PG28 1,05 1,20 0,25 0,05 1,13 2,46 2,76 1,00
31 PG29 0,75 1,50 0,30 0,10 1,35 1,86 3,36 1,20
32 PG30 1,00 1,20 0,20 0,10 0,88 - - 2,36 2,76 0,80

Anexos 7 - Levantamento do quantitativo de formas das sapatas.


Continuação da tabela anterior.
33 PG31 1,05 1,05 0,30 0,10 1,26 2,46 2,46 1,20
34 PG32 0,75 1,50 0,30 0,10 1,35 1,86 3,36 1,20
35 PG33 0,95 1,10 0,20 0,10 0,82 - - 2,26 2,56 0,80
36 PG34 1,05 1,05 0,30 0,10 1,26 2,46 2,46 1,20
37 PG35 0,75 1,50 0,30 0,10 1,35 1,86 3,36 1,20
38 PG36 0,90 1,10 0,25 0,05 1,00 2,16 2,56 1,00
39 PG37 0,95 1,10 0,20 0,10 0,82 2,26 2,56 0,80
40 PG38 1,20 2,40 0,35 0,35 2,52 - - 2,76 5,16 2,76 5,16 1,40
41 PG39 0,90 1,10 0,25 0,05 1,00 2,16 2,56 1,00
42 PG4 0,75 1,50 0,30 0,10 1,35 1,86 3,36 1,20
43 PG40 0,80 1,60 0,20 0,20 0,96 - - 1,96 3,56 0,80
44 PG41 0,90 1,10 0,20 0,10 0,80 - - 2,16 2,56 0,80
45 PG42 0,90 1,10 0,20 0,10 0,80 - - 2,16 2,56 0,80
46 PG43 0,90 1,10 0,20 0,10 0,80 - - 2,16 2,56 0,80
47 PG44 0,90 1,10 0,20 0,10 0,80 - - 2,16 2,56 0,80
48 PG45 0,90 1,10 0,20 0,10 0,80 - - 2,16 2,56 0,80
49 PG46 1,05 1,20 0,25 0,05 1,13 2,46 2,76 - - 1,00
50 PG47 0,85 1,70 0,20 0,25 1,02 - - 2,06 3,76 0,80
51 PG6 1,00 1,10 0,30 0,10 1,26 2,36 2,56 1,20
52 PG8 1,00 1,10 0,30 0,10 1,26 2,36 2,56 1,20
53 PG9 1,20 2,40 0,30 0,35 2,16 2,76 5,16 1,20

Anexos 8 - Levantamento do quantitativo de formas das sapatas.


CONTROLE MENSAL DE ESTOQUE DE MATERIAIS
ENG° SMALEY SILVA N° DOCUMENTO OBRA: BENVENUTO
MESTRE: NAELSON ATUALIZAÇÃO: 00
CMEME_W B_05
ALMOXARIFADO: MÊS: DEZEMBRO
C O D .: QUANTIDADE (ENTRDA/SAIDA) RESUMO DO MÊS ESTOQUE
DESCRIÇÃO UNIDADE 1º Semana 2º Semana 3º Semana 4º Semana Entra das Saídas Indicador de SITUAÇÃO( Estoqu
%
E S E S E S E S Total Total Estoque *) e Ideal
00 Concreto
00.1 Areia grossa M³ 16 1,00 - - - - - - 16,00 1,00 15,00 COMPRAR -6% 16
00.2 Brita 19 M³ 16 1,00 - - - - - - 16,00 1,00 15,00 COMPRAR -6% 16
00.3 Cimento nacional cp-II-z-32 SC - - - 20,00 1,00 - - 20,00 1,00 19,00 COMPRAR -62% 50
01 carpintaria
01.1 Prego 18 X 27 SC 12 - - - - - - - 12,00 - 12,00 COMPRAR -20% 15
01.2 Prego 15 x 18 SC 9 - - - - - - - 9,00 - 9,00 COMPRAR -40% 15
01.3 Esmoldante p/ forma LT 500 - - - - - - - 500,00 - 500,00 ACIMA 900% 50
01.4 Mangueira preta 25mm Mt - - - - - - - - - - - COMPRAR -100% 100
01.5 Arco de serra unid. 2 - - - - - - - 2,00 - 2,00 COMPRAR -98% 100
01.6 Serra manual unid. 3 - - - - - - - 3,00 - 3,00 COMPRAR -97% 100
01.7 Serrote unid. 1 - - - - - - - 1,00 - 1,00 COMPRAR -99% 100
01.5 Balde p/ concretagem de pilar UNI 7 - - - - - - - 7,00 - 7,00 COMPRAR -30% 10
02 Armação
02.1 Arame recozido 18 KG 40,00 - - - - - - - 40,00 - 40,00 ACIMA 33% 30
02.2 Disco de corte 7"pl UNI 4,00 2,00 - - - 2,00 - - 4,00 4,00 - COMPRAR -100% 10
02.3 Espaçador tipo cadeira p/ laje 2,5cm UNI - - - - - - - - - - - COMPRAR -100% 1000
02.4 Espaçador tipo Pastilha p/ pilar 2,5cm UNI - - - - - - - - - - - COMPRAR -100% 1000
03 Alvena ria
03.1 Tijolo 9 x 19 x19 uni - - - - - - - - - - - COMPRAR -100% 1000
03.2 Tijolo 14 x 19 x 39 uni - - - - - - - - - - - COMPRAR -100% 1000
03.3 Areia Media m³ - - - - - - - - - - - COMPRAR -100% 1000
03.4 Cal CH-I kg - - - - - - - - - - - COMPRAR -100% 1000
03.5 Cimento nacional cp-II-z-32 kg - - - - - - - - - - - COMPRAR -100% 1000
04 Elétrica
04.1 Tubo galvanizado ent. De energia m - - - - - - - - - - - COMPRAR -100% 01
04.2 Eletroduto de 3/4" m - - - - - - - - - - - COMPRAR -100% 01
04.3 Curva de 3/4" unid - - - - - - - - - - - COMPRAR -100% 01
04.4 Fio de 6mm² m - - - - - - - - - - - COMPRAR -100% 01
04.5 Fio de 70mm² m - - - - - - - - - - - COMPRAR -100% 01
04.6 Quadro de medição padrão CELB unid - - - - - - - - - - - COMPRAR -100% 01
04.7 Barramento quadro medição unid - - - - - - - - - - - COMPRAR -100% 01
04.8 Barramento quadro distribuição interno unid - - - - - - - - - - - COMPRAR -100% 01
04.9 Disjuntor trifásico 10 A unid. 2,00 - - - - - - - 2,00 - 2,00 ACIMA 100% 01
04.10 Disjuntor trifásico 70 A unid. 1,00 - - - - - - - 1,00 - 1,00 IDEAL 0% 01
04.11 Disjuntor trifásico 35 A unid. 1,00 - - - - - - - 1,00 - 1,00 IDEAL 0% 01
04.12 Disjuntor trifásico 30 A unid. 1,00 - - - - - - - 1,00 - 1,00 IDEAL 0% 01

Anexos 9 - Planilha do almoxarifado.


Bitolas
Sapata 5,0 6,3 8,0 10,0 12,5 16,0 20,0 25,0
Nº de barras Comp. Unit. Comp. Total Nº de barras Comp. Unit. Comp. Total Nº de barras Comp. Unit. Comp. Total Nº de barras Comp. Unit. Comp. Total Nº de Cortes Comp. Unit. Comp. Total Nº de barras Comp. Unit. Comp. Total Nº de Cortes Comp. Unit. Comp. Total Nº de Cortes Comp. Unit. Comp. Total
3 130 7,0 134 5,0 146
PG18
6,0 101
3,0 220 660 15,0 345
13,0 256
P3 22,0 161

3,0 128,0 7,0 137,0 5 183 915 10 111

PG21

3,0 130,0 6,0 115,0 4 143 10 101

PG25

3,0 160,0 6 130 12,0 113


6 142
PG28

Anexos 10 - Levantamento de quantitativo de aço para o primeiro romaneio.


Bitolas
Sapata 5,0 6,3 8,0 10,0 12,5 16,0 20,0 25,0
Nº de barras Comp. Unit. Comp. Total Nº de barras Comp. Unit. Comp. Total Nº de barras Comp. Unit. Comp. Total Nº de barras Comp. Unit. Comp. Total Nº de Cortes Comp. Unit. Comp. Total Nº de barras Comp. Unit. Comp. Total Nº de Cortes Comp. Unit. Comp. Total Nº de Cortes Comp. Unit. Comp. Total
0,0 3,0 220,0 660,0 0,0 0,0 0 0 12 365,0 4380 0
0,0 0,0 0,0 0,0 0 0 13 291,0 3783 0
P1
0,0 0,0 0,0 0,0 0 0 22 171,0 3762 0
0,0 0,0 0,0 0,0 0 0 0 0
0,0 3,0 220,0 660,0 0,0 0,0 0 0 11 325,0 3575 0
0,0 0,0 0,0 0,0 0 0 12 236,0 2832 0
P2
0,0 0,0 0,0 0,0 0 0 20 156,0 3120 0
0,0 0,0 0,0 0,0 0 0 0 0
0,0 6,0 174,0 1044,0 0,0 0,0 0 0 0 21 524 11004
0,0 6,0 64,0 384,0 0,0 0,0 0 0 0 20 380 7600
P4
0,0 0,0 0,0 0,0 0 0 0 34 210 7140
0,0 0,0 0,0 0,0 0 0 0 0
0,0 6,0 144,0 864,0 0,0 0,0 0 0 14 376,0 5264 0
0,0 6,0 59,0 354,0 0,0 0,0 0 0 19 351,0 6669 0
P5
0,0 0,0 0,0 0,0 0 0 30 176,0 5280 0
0,0 0,0 0,0 0,0 0 0 0 0
0,0 3,0 260 780,0 0,0 0,0 0 26 144 3744 15 335 5025 0
0,0 0,0 0,0 0,0 0 0 13 246 3198 0
P6
0,0 0,0 0,0 0,0 0 0 0 0
0,0 0,0 0,0 0,0 0 0 0 0
0,0 3,0 290,0 870,0 0,0 0,0 0 0 0 19 385 7315
0,0 0,0 0,0 0,0 0 0 0 20 509 10180
P7
0,0 0,0 0,0 0,0 0 0 0 28 215 6020
0,0 0,0 0,0 0,0 0 0 0 0
0,0 6,0 144,0 864,0 0,0 0,0 0 0 14 376 5264 0
0,0 6,0 59,0 354,0 0,0 0,0 0 0 19 251 4769 0
P8
0,0 0,0 0,0 0,0 0 0 28 176 4928 0
0,0 0,0 0,0 0,0 0 0 0 0
3,0 218 654,0 0,0 0,0 0,0 0 9 171 1539 24 132 3168 0
0,0 0,0 0,0 0,0 0 9 222 1998 0 0
P9
0,0 0,0 0,0 0,0 0 0 0 0
0,0 0,0 0,0 0,0 0 0 0 0
3,0 218 654,0 0,0 0,0 10,0 159,0 1590,0 5 205 1025 11 140 1540 7 216 1512 0
0,0 0,0 0,0 0,0 0 0 24 126 3024 0
P10
0,0 0,0 0,0 0,0 0 0 0 0
0,0 0,0 0,0 0,0 0 0 0 0
3,0 218 654,0 0,0 0,0 20,0 188,0 3760,0 8 268 2144 0 12 235 2820 0
0,0 0,0 0,0 0,0 0 0 11 306 3366 0
P11
0,0 0,0 0,0 0,0 0 0 24 151 3624 0
0,0 0,0 0,0 0,0 0 0 0 0
3,0 218 654,0 0,0 0,0 0,0 0 10 220 2200 24 160 3840 16 243 3888
0,0 0,0 0,0 0,0 0 6 302 1812 0 8 322 2576
P12
0,0 0,0 0,0 0,0 0 0 0 0
0,0 0,0 0,0 0,0 0 0 0 0
0,0 0,0 3,0 223,0 669,0 0,0 0 0 13 335 4355 0
0,0 0,0 0,0 0,0 0 0 13 247 3211 0
P13
0,0 0,0 0,0 0,0 0 0 20 161 3220 0
0,0 0,0 0,0 0,0 0 0 0 0
3,0 228 684,0 0,0 0,0 0,0 0 8 360 2880 16 284 4544 11 427 4697
0,0 0,0 0,0 0,0 0 14 225 3150 26 181 4706 0
P14
0,0 0,0 0,0 0,0 0 0 0 0
0,0 0,0 0,0 0,0 0 0 0 0
6,0 165 990,0 0,0 0,0 0,0 0 0 0 19 514 9766
6,0 65 390,0 0,0 0,0 0,0 0 0 0 19 379 7201
P15 0,0 0,0 0,0 0,0 0 0 0 30 205 6150
0,0 0,0 0,0 0,0 0 0 0 0
0,0 0,0 0,0 0,0 0 0 0 0
0,0 6,0 144,0 864,0 0,0 0,0 0 0 14 376 5264 0
0,0 6,0 59,0 354,0 0,0 0,0 0 0 19 251 4769 0
P16 0,0 0,0 0,0 0,0 0 0 28 176 4928 0
0,0 0,0 0,0 0,0 0 0 0 0
0,0 0,0 0,0 0,0 0 0 0 0
3,0 218 654,0 0,0 0,0 0,0 0 0 11 305 3355 0
0,0 0,0 0,0 0,0 0 0 12 226 2712 0
P20
0,0 0,0 0,0 0,0 0 0 16 151 2416 0
0,0 0,0 0,0 0,0 0 0 0 0

5,00 mm 6,3 mm 8,0 mm 10,0 mm 12,5 mm 16,0 mm 20,0 mm 25,0 mm

Somatório dos comprimentos (m)


53,34 80,52 6,69 53,50 31,69 188,63 1266,83 835,37

Anexos 11 - Levantamento de quantitativo de aço para o segundo romaneio.


Anexos 12 - Romaneio para a bitola de 5,0 mm do primeiro romaneio.

Anexos 13 - Romaneio para a bitola de 5,0 mm do segundo romaneio.

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