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Amplificador diferencial com transistor bipolar

1- Introdução

O amplificador diferencial é um bloco funcional largamente empregado em circuitos analógicos


integrados, bem como nos circuitos digitais da família ECL. A implementação deste bloco é
realizada, na maioria dos casos, com transistores bipolares ou transistores de efeito de campo.
Neste texto será analisado, unicamente, o caso empregando transistores bipolares.

A topologia básica de um amplificador diferencial consiste em dois transistores interligados pelo


emissor a uma fonte de corrente, vide figura 1.1. As entradas do bloco, T1 e T2, são interligadas
às bases dos transistores, e as saídas, S1 e S2, são tomadas nos terminais de coletor. Conforme
será analisado, é desejável que os transistores tenham características muito próximas.

VCC VCC

RC RC
S1 S2

T1 vO1 vO2 T2
Q1 Q2
vBE1 vBE2
vI1 vI2
iE1 iE2
IEE

VEE

Figura 1.1. Exemplo de um amplificador diferencial.

2. Comportamento para grandes sinais

Considerando o circuito da figura 1.1, podemos escrever


v I 1 − v BE 1 + v BE 2 − v I 2 = 0 ⇒ v I 1 − v I 2 = v BE 1 − v BE 2 (2.1)
e
I EE = iE 1 + iE 2 (2.2)

Supondo os transistores idênticos, as correntes de coletor podem ser expressas por:


v BE 1 vBE 2
iC1 = I S e VT iC 2 = I S e VT (2.3a) (2.3b)
como iE = αiC , temos:
vBE 1 vBE 2
iE 1 = αI S e VT
iE 2 = αI S e VT
(2.4a) (2.4b)

Dividindo iE1 por IEE, resulta


iE 1 iE 1 1 1
= = = ( v BE 2 − vBE 1 )/VT
(2.5)
I EE iE 1 + iE 2 1 + iE 2 iE 1 1 + e

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Assim, de (2.1) e (2.5), temos que as correntes iE1 e iC1 podem ser expressas por:
I EE I EE I EE
iE 1 = ( vI 2 − vI 1 )/VT
iC 1 = α ( vI 2 − vI 1 )/VT
≈ ( vI 2 − v I 1 )/VT
(2.6a) (2.6b)
1+ e 1+ e 1+ e
assumindo α ≈ 1 . De maneira similar, as correntes iE2 e iC2 podem ser expressas por:
I EE I EE I EE
iE 2 = ( vI 1 − vI 2 )/VT
iC 2 = α ( v I 1 − v I 2 )/VT
≈ ( vI 1 − vI 2 )/VT
(2.7a) (2.7b)
1+ e 1+ e 1+ e

Com base nas expressões (2.6b) e (2.7b) é possível traçar um gráfico da função de transferência
de um amplificador diferencial utilizando transistores bipolares, conforme ilustrado no figura
2.1. Deve-se observar que o eixo horizontal foi normalizado em função de VT e o eixo vertical
em função de IEE. Ainda com base nas expressões (2.6b) e (2.7b) podemos relacionar algumas
características importantes de um amplificador diferencial:
• a corrente de coletor depende unicamente da diferença de tensão entre as duas entradas;
• uma diferença de tensão relativamente pequena entre as duas entradas, 4VT (≈100mV), leva
um transistor ao corte, e outro transistor a conduzir toda corrente IEE;
• na condição vI1=vI2 flui o mesmo nível de corrente em cada transitor.

As resistências RC ligadas ao coletor de cada transistor convertem a corrente iC na forma de


tensão. A tensão de saída nos pontos S1 e S2 podem ser expressas por:
vO1 = VCC − iC1 RC vO 2 = VCC − iC 2 RC (2.8a) (2.8b)

O limite da excursão do sinal na saídas pode ser estimado considerando uma tensão diferencial
de entrada maior do que 4VT. Nesta condição, um dos transistores entra em corte e, portanto,
vO _ MAX = VCC (2.9)
e outro transistor conduz toda corrente IEE, resultando
vO _ MIN = VCC − I EE RC (2.10)

iC / IEE
iC2 / IEE 1,0 iC1 / IEE

0,5

-5 -4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4 5 (vI1-vI2) / VT

Figura 2.1. Função de transferência de um amplificador diferencial bipolar.

3. Análise para pequenos sinais

Para a análise de pequenos sinais, vamos considerar o circuito da figura 3.1. Deve-se observar
que foram incluídas duas resistências entre o emissor de cada transistor e a ligação com o gerador
de corrente. A resistência RE provoca uma degeneração do emissor, e o seu valor é normalmente
mais baixo do que RC. A presença desta resistência, devido ao elo de realimentação introduzido,
permite uma maior excursão do sinal entre as entradas T1 e T2, sem a ocorrência de distorção. O
ganho do amplificador, conforme será visto, sofre uma redução.

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VCC VCC

RC RC
S1 S2

T1 vO1 vO2 T2
Q1 Q2

RE RE
vI1 vI2

IEE

VEE

Figura 3.1. Amplificador diferencial com degeneração de emissor.

3.1 Ganho de tensão

Na figura 3.2 é apresentado o modelo de pequenos sinais para o amplificador diferencial da


figura 3.1.

ib1 ib2

vi1 vΠ 1 rΠ β ib1 RC vo1 vo2 RC β ib2 rΠ vΠ 2 vi2

RE RE

ie1 vx1 vx2 ie2

Figura 3.2. Modelo de pequenos sinais para o amplificador diferencial da figura 3.1.

Como ie1 + ie 2 = 0 , temos


( β + 1)ib1 + ( β + 1)ib 2 = 0 ⇒ i b 1 = −i b 2 (3.1)

Podemos observar, ainda, que


vi1 − vπ 1 − v x1 + v x 2 + vπ 2 − vi 2 = 0 (3.2)
o que nos leva a
vi1 − vi 2 = vπ 1 − vπ 2 + v x1 − v x 2 = rπ ib1 − rπ ib 2 + RE ( β + 1)ib1 − RE ( β + 1)ib 2 (3.3)
como ib1 = −ib 2 , temos
vi 1 − vi 2
vi1 − vi 2 = 2ib1 (rπ + RE ( β + 1)) ⇒ ib 1 = (3.4)
2(rπ + RE ( β + 1))
Como rπ = ( β + 1)re , podemos reescrever (3.4) na forma
vi1 − vi 2
ib1 = (3.5)
2( β + 1)( re + RE )
Considerando β ≈ ( β + 1) , temos
v −v
ic1 = βib1 ≈ i1 i 2 (3.6)
2 (re + RE )

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Com base na relação (3.6), a tensão de saída vo1 pode ser agora determinada
− RC (vi1 − vi 2 )
vo1 = − RC ic1 ≈ (3.7)
2 (re + RE )
De (3.5), temos o ganho de tensão com relação a saída S1
v o1 − RC
Avo1 = ≈ (3.8)
vi1 − vi 2 2( re + RE )
e de maneira similar o ganho de tensão com relação a saída S2
vo 2 RC
Avo 2 = ≈ (3.9)
vi1 − vi 2 2(re + RE )
Note que os sinais presentes nas duas saídas são defasados.

3.2- Ganho em modo comum

Um amplificador diferencial deve responder unicamente à diferença de tensão entre as entradas


T1 e T2. No caso ideal, uma variação conjunta das duas entradas não deve provocar nenhuma
alteração nas saídas. Entretanto, como a fonte de corrente implementada na prática não apresenta
uma resistência infinita ou, no caso de ela ter sido substituída por uma resistência de valor
elevado, o amplificador diferencial apresenta uma sensibilidade à variação conjunta das duas
entradas. Note que este efeito é indesejado, e quanto menor for este ganho, melhor é a qualidade
do amplificador.

Na figura 3.3 é apresentado o modelo para pequenos sinais de um amplificador diferencial


considerando uma resistência REE finita. O ganho de modo comum é definido por
v v
AvMC = o 2 = o1 (3.10)
vi vi
sendo vi a tensão aplicada as duas entradas conjuntamente, isto é vi=vi1=vI2.

ib1 ib2

vi1=vi vΠ 1 rΠ β ib1 RC vo1 vo2 RC β ib2 rΠ vΠ 2 vi2=vi

RE RE

ie1 vx1 iee vx2 ie2

REE vy

Figura 3.3. Modelo de pequeno sinais para o amplificador diferencial com REE.

Da figura 3.3 temos


vi − vπ 1 − v x1 − v y = 0 vi − vπ 2 − v x 2 − v y = 0 (3.11a) (3.11b)
e portanto
vπ 1 + v x1 = vπ 2 + v x 2 ⇒ rπ ib1 + RE ( β + 1)ib1 = rπ ib 2 + RE ( β + 1)ib 2 ⇒ ib1 = ib 2 (3.12)
Resultado este esperado, dada a simetria do circuito. Devido a REE temos
iee = ie1 + ie 2 = ( β + 1)ib1 + ( β + 1)ib 2 (3.13)

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como ib1 = ib 2 resulta
iee = 2( β + 1)ib1 (3.14)

De (3.11a) podemos escrever


v − rπ ib1 − RE ( β + 1)ib1 − REE iee = v − rπ ib1 − RE ( β + 1)ib1 − REE 2( β + 1)ib1 = 0 (3.15)
como rπ = ( β + 1)re , temos
v = ( β + 1)ib1 (re + RE + 2 REE ) (3.16)

A tensão de saída S1 é dada por vo1 = − RC ic = − RC βib . Assumindo β ≈ ( β + 1) , o ganho de


tensão em modo comum pode ser expresso por
v − RC
AvMC = o1 ≈ (3.17)
vi re + RE + 2 REE

Observe que não ocorre a inversão de fase entre as saídas S1 e S2 como no caso do ganho de
tensão.

4. Exemplos

4.1- Primeiro exemplo

Para o circuito da figura 4.1 deseja-se a seguinte condição de operação: I EE ≈ 1,2 mA . Suponha
os transistores idênticos com β=100 e VBE=0,6V para IC=0,6mA. Observe a presença dos
resistores RB1 e RB2 para o fornecimento da corrente de base dos transistores e substituição da
fonte de corrente por uma resistência.

VCC VCC
RC1=RC2=RC
RB1=RB2=330k
RC1 RC2
S1 S2 RE1=RE2=470
CB1=CB2=0.1µ
CB1 IB1 IB2 CB2
T1 vO1 vO2 T2
Q1 Q2

IE1 RE1 VA RE2 IE2


vI1 RB1 RB2 vI2
VRB1 VRB2
VRE1 VRE2
REE VREE

IEE VCC= +15V


VEE VEE= -15V

Figura 4.1. Circuito exemplo de um amplificador diferencial.

Na condição de repouso temos I E 1 = I E 2 = I EE 2 . Para uma corrente I E 1 = 0,6mA deve circular


uma corrente de base I B1 ≈ 0,6 × 10−3 ÷ 100 = 6µA . Esta corrente, por sua vez, causa uma queda
de tensão sobre RB1 igual a VRB1 = 330 × 10 3 × 6 × 10 −6 = 1,98V . A tensão sobre RE1 é igual a
VRE1 = 470 × 0,6 × 10−3 = 0,28V . Deste modo, a tensão de repouso no ponto A é igual a
V A = −VRB1 − VBE 1 − VRE 1 = −2,86V , resultando numa queda de tensão sobre REE igual a
VREE = −2,86 − ( −15) = 12,1V . Assim, o valor de REE deve ser igual a REE = 12 ,1 1,2 ≈ 10kΩ .

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A escolha de RC1 e de RC2 pode ser feita considerando a excursão do sinal nas saídas S1 e S2.
Impondo para a condição de repouso VC1 = VCC 2 , vem RC1 = 7,5 0,6 × 10−3 = 12,5kΩ . Podemos
adotar o valor comercial mais próximo de 12kΩ .

O ganho de tensão é dado por (3.8) e (3.9). Como re = VT I E , para temperatura ambiente
(VT≈26mV), temos re = 26 × 10−3 0,6 × 10−3 = 43Ω , resultando num ganho de tensão de
Avo1 = −12 × 10 −3 2(43 + 470) ≈ − 12 e Avo2 ≈ 12 .

O ganho de modo comum é dado por (3.17). Deste modo, temos


AvMC = −12 × 10 −3 (43 + 470 + 2 × 10 × 10 +3 ) = − 0,58 .

Para estimativa da excursão máxima do sinal na saída devemos reavaliar as expressões (2.9) e
(2.10), tendo em vista que a corrente IEE não é mais fornecida por um gerador de corrente e deve,
portanto, sofrer variações. Quanto ao nível máximo de tensão, a relação (2.9) continua válida,
vO _ MAX = VCC . O nível mínimo de tensão ocorre quanto o transistor associado à saída em questão
entra em saturação. Neste caso, a corrente máxima IEE é dada por
VCC − VEE − VCE _ SAT
I EE _ MAX = (4.1)
RC + RE + REE
e a tensão mínima na saída
vO _ MIN = VCC − I EE _ MAX RC (4.2)
Deste modo, para o circuito em análise temos, vO _ MAX = 12V e I EE _ MAX = 1,3mA , resultando
vO _ MIN = −0,84V .

4.2- Segundo exemplo

Vamos considerar o circuito da figura 4.2. O circuito é similar ao exemplo anterior, exceto pela
resistência REE substituída por uma fonte de corrente. Os três diodos em série fornecem uma
tensão de referência de aproximadamente 1,8V. Deste modo, a tensão sobre RG é de 1,2V, o que
representa uma corrente de emissor de 1,2mA. O valor de RP não é crítico.

Como a corrente IEE foi mantida no mesmo valor, os ganhos de tensão Avo1 e Avo2 não são
alterados. Quanto a excursão do sinal, o valor da tensão mínima é alterado para
vO _ MIN = VCC − I EE RC = 15 − 1,2 × 10 −3 × 12 × 103 = 0,6V .

O valor de ganho de tensão em modo comum deve ser reduzido devido ao valor bem mais
elevado da resistência equivalente do gerador de corrente. A resistência equivalente para
pequenos sinais pode ser calculada, e o seu valor é igual a ree = ro + (1 + ro gm)( RG / /rπ ) , sendo
ro = V A I C , rπ = VT I B e gm = I C VT . Supondo um transistor, com VA=100V, operando a
temperatura ambiente temos ro=83kΩ, rπ=2,16kΩ e gm=46mA/V. Deste modo,
ree = 83 × 10 3 + (1 + 83 × 103 × 46 × 10 −3 )(1,2 × 10 3 / /2,16 × 103 ) = 2,9MΩ, resultando num ganho
de modo comum igual a AvMC = −12 × 10 −3 (43 + 470 + 2 × 2 ,9 × 10 +6 ) = − 2 × 10 −3 .

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VCC VCC RC1=RC2=RC
RB1=RB2=330k
RC1 RC2 RE1=RE2=470
CB1=CB2=0.1µ
CB1 IB1 IB2 CB2
vO1 vO2 RG=1k
Q1 Q2
RE1 RE2
vI1 RB1 IEE RB2 vI2

Q3
RP D1
D2
RG VG VCC= +15V
D3 VEE= -15V
VEE

Figura 4.2. Amplificador diferencial com gerador de corrente.

5. Preparação

Responda as questões formuladas a seguir com base na figura 5.1.

5.1- Desprezando a queda de tensão sobre RB e RE, determine IEE, VC1 e VC2 para as seguintes
condições:
• REE = 27kΩ e RC = 22kΩ
• REE = 56kΩ e RC = 47kΩ

5.2- Com base no valor das correntes IEE e IB dos transistores é razoável desprezar a queda de
tensão sobre RB e RE?

5.3- Qual o ganho de tensão Avo1 e Avo2 para os dois casos do item 5.1?

5.4- Qual o ganho de tensão em modo comum AvMC para os dois casos do item 5.1?

5.5- (Questão opcional) - Determine o limite da excursão do sinal na saída para o primeiro caso.
Apresente, também, um esboço da curva de transferência conforme sugerido na figura 5.2.

VCC VCC
RC1=RC2=RC
RB1=RB2=RB=10k
RC1 RC2
S1 S2 RE1=RE2=RE=560
CB1=CB2=0.1µ
CB1 IB1 IB2 CB2
T1 vO1 vO2 T2 β Q1=β Q2=100
Q1 Q2
VCC= +12V
IE1 RE1 VA RE2 IE2
vI1 RB1 RB2 vI2 VEE= -12V
VRB1 VRB2
VRE1 VRE2
REE VREE

IEE
VEE

Figura 5.1.

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vO
vO_MAX= ?

vO_? vO_?

vO_vI1=vI2= ?

vO_MIN= ?

-5 -4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4 5 (vI1-vI2) / VT

Figura 5.2.

6. Parte prática

As análises efetuadas para o amplificador diferencial pressupõem que os transistores tenham


características muito semelhantes. Isto é possível nos circuitos integrados e nas redes de
transistores integrados (tipo CA3046). No laboratório serão empregados transistores discretos.
Deste modo, deve-se esperar que alguns dos dados experimentais colhidos reflitam este
descasamento. As diferenças serão perceptíveis nos níveis DC de operação do amplificador, os
dados restantes devem apresentar uma aproximação muito boa com os valores teóricos.

6.1- Monte o circuito da figura 6.1, vide sugestão apresentada ao lado do esquema. Os
transistores utilizados são BC547A. Verifique o nível DC nos pontos VC1 e VC2. No caso ideal,
Q1 e Q2 idênticos, tem-se VC1=VC2. Devido ao descasamento dos transistores, as tensões VC1 e
VC2 podem apresentar uma diferença de até 2V. Caso esta diferença seja mais elevada, troque um
dos transistores e verifique se esta modificação levou a uma redução na diferença de tensão entre
VC1 e VC2. Quanto menor a diferença, mais próxima devem ser as características dos transistores.
Preencha a tabela 6.1 e comente os dados obtidos.

Tabela 6.1. Operação em repouso.


teórico prático
REE RC IEE VC1 =VC2 VREE =VA -VEE IEE =VREE /REE VC1 VC2
27k 22k
56k 47k

6.2- Para a medida do ganho de tensão aplique um sinal de 1kHz na entrada T1, conforme
indicado na tabela 6.2. O objetivo destas medidas é comparar o ganho de tensão do amplificador
diferencial para diferentes valores da corrente IEE. Para cada condição de corrente devem ser
aplicados dois níveis de tensão de entrada. Observe a troca das resistências REE e RC para cada
condição de corrente IEE.

Tabela 6.2. Ganho de tensão.


teórico prático
REE RC IEE Avo1 Avo2 vi1 vi2 vo1 Avo1 vo2 Avo2
27k 22k 0,1Vpp 0V
0,2Vpp 0V
56k 47k 0,1Vpp 0V
0,2Vpp 0V

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6.3- Para medida do ganho em modo comum aplique um sinal de 1kHz nas duas entradas,
conforme indicado na tabela 6.3. O procedimento é semelhante ao item 6.2, apenas o nível de
tensão aplicado as duas entradas foi elevado.

Tabela 6.3. Ganho de tensão em modo comum.


teórico prático
REE RC IEE AvMC vi1 = vi2 vo1 AvMC vo2 AvMC
27k 22k 1,0 Vpp
2,0 Vpp
56k 47k 1,0 Vpp
2,0 Vpp

6.4 (Item opcional)- Levante a curva de transferência do amplificador diferencial no


osciloscópio. Apresente o esboço da curva vo1 em função de vi1 com vi2 igual a zero, e o esboço
da curva vo2 em função de vi1 com vi2 igual a zero. Compare o resultado obtido com a curva do
item 5.5 da preparação. Observe que em uma das curvas o patamar da tensão mínima apresenta
uma variação não prevista; qual seria o motivo deste resultado?

RC1=RC2=RC VCC VCC +12V


VCC= +12V
VEE= -12V RC1 RC2 vo1 vo2
S1 S2
Q1 Q2

CB1 CB2 RC1 RE1 RC2 RE2


T1 vO1 vO2 T2
Q1 Q2
0.1µ REE
0.1µ
RB1 RB2
vI1 RB1 RE1 VA RE2 RB2 vI2 CB1 CB2
vI1 vI2
10k 10k
560 560
REE 0V

-12V
VEE

Figura 6.1. Esquema do circuito e sugestão para montagem.

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