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Ética e Epistemologia em Psicologia

Aula: 1 Data: 2011-02-08

Sumário: Aula de apresentação. Normas de avaliação. Organização


das turmas práticas.

Aula: 2 Data: 2011-02-15

Sumário: Considerações introdutórias sobre a universidade e o


ensino universitário (versus outras formas e instituições de ensino
superior) e o seu papel na investigação científica. A Universidade de
Coimbra no panorama da investigação em Portugal e no mundo.
Outras considerações introdutórias sobre a investigação científica. A
epistemologia e a Psicologia científica.

Aula: 3 Data: 2011-02-22

Sumário: A Psicologia Dominante. Considerações introdutórias:


«Ecce homo» ou o enigma de Pascal. Questões acerca das
dificuldades metodológicas suscitadas pelo objecto de estudo da
Psicologia. Os exemplos paradigmáticos dos grandes problemas (e.g.
toxicodependência, educação, etc.). Comentário.

Bibliografia e textos de apoio:

 Urbano, P. (2008). Da história e da epistemologia da Psicologia:


Apresentação. Psychologica, 48: 320-331.

Bibliografia secundária:

 Pascal: Pensées – XXI. Disponível em Project Gutemberg. 

Aula: 4 Data: 2011-03-01

Sumário: A Psicologia Dominante: continuação e conclusão.


A posição de Popper acerca do conhecimento científico: os problemas
como ponto de partida da Ciência e do conhecimento científico;
crítica ao empirismo dominante na Psicologia dominante. Comentário.
Psicologia popular, Psicologia científica, sabedoria convencional e
senso comum. A questão das expectativas criadas pela Ciência
triunfante do século XIX. Os Estados Unidos da América no panorama
da Psicologia científica. Considerações finais sobre o tópico.

Bibliografia e textos de apoio:

 Urbano, P. (2008). Da história e da epistemologia da Psicologia:


Apresentação. Psychologica, 48: 320-331.

Bibliografia secundária:

 Skinner, F.B (1945). «Baby in a box». Ladies’ Home Journal, 62,


October. Reimpresso em Slater & Muir (1999). The Blackwell
reader in developmental psychology. Nova Iorque et al.: Wiley-
Blackwell: pp. 27-34 
 Pascal: Pensées – XXI. Disponível em Project Gutemberg.
 Parot, F. (1992) : « Histoire » in Parot & Richelle (1992).
Introduction à la psychologie: Histoire et méthodes. Paris: P.U.F.
5 - 194.
 Popper, K. (1960 )  «Verdade, racionalidade e o
desenvolvimento do conhecimento científico». Reimpresso em
Karl Popper (1963): Conjectures and refutations. Trad. port.:
Conjecturas e refutações. (O desenvolvimento do conhecimento
científico). Coimbra : Livraria Almedina, 2003. 

Aula: 5 Data: 2011-03-15

Sumário: O que é a Ciência?


Considerações introdutórias em torno de uma possível definição: a
concepção (einsteiniana) de Ciência como um processo de adaptação.
Comentário.
A Ciência na «era da descoberta positiva»; alguns expoentes
clássicos; a representação leiga do empreendimento científico.
James Cook como protótipo inesperado da era da descoberta negativa
(de acordo com a metáfora de Boorstin), simbolizando a época actual;
breves apontamentos históricos; análise da metáfora. Comentário.
O empreendimento científica hodierno como um formigueiro (ou obra
colectiva); a auto-emergência de ordem a partir do caos; o
conhecimento científico como um processo evolutivo e adaptativo.
Análise de outras metáforas e outras considerações avulsas.
Considerações finais.
 
Textos de apoio:

 «Cook e a era da descoberta negativa»


 «A Ciência como um formigueiro»

(Apontamentos em formato PDF)

Bibliografia secundária:

 Boorstin, D. (1994 ): Cleopatra’s nose. (Essays on the


unexpected). Trad. port.: O nariz de Cleópatra. (Ensaios sobre o
inesperado). Lisboa: Gradiva, 1999.
 Einstein, A. (1940) «The fundamentals of theoretical physics».
Reimpresso em Albert Einstein (1950/1976): The Einstein
reader. Nova Iorque: Citadel Press, 2006.
 Hofstadter, D. (1979): Gödel, Escher, Bach. An eternal golden
braid ( A metaphorical fugue on minds and machines in the
spirit of Lewis Carroll). Harmondsworth, Middl. ; Nova Iorque;
&c: Penguin Books. 

Aula: 6 Data: 2011-03-22


Sumário: O cientista.

Considerações introdutórias em torno do auto-retrato de Einstein;


comentário.
A epistemologia tradicional e a sua ênfase no contexto da justificação
(versus o contexto da descoberta) na origem do desconhecimento do
cientista enquanto sujeito epistémico; comentário.
O cientista e senso comum. Representações sociais comuns do
cientista: Peter Pan, D. Quixote, Dr. Fausto. O divórcio do senso
comum com a Ciência; o exemplo das armas nucleares.
Considerações finais: as relações entre a Ciência e o poder; o caso da
Psicologia.
 
Bibliografia e textos de apoio:

 «Do cientista que não se conhece»


 «Do impulso de conhecer, da culpa e do pecado»

(Apontamentos em formato PDF)

Bibliografia secundária:

 Einstein, A. (1936): «Self-portrait» in George Schreiber (Ed.),


Portraits and self-portraits. Reimpresso em Albert Einstein
(1950/1976): The Einstein reader. Nova Iorque: Citadel Press,
2006. 

Aula: 7 Data: 2011-03-29

Sumário: Fontes do conhecimento em Ciência e em Psicologia

Considerações introdutórias: o modo científico de formar conceitos,


como um aperfeiçoamento do conhecimento não-científico;
características básicas; comentário.
A Ciência e o conhecimento científico como um processo adaptável
complexo e evolutivo (versus acumulação de factos). O falso
confronto entre «empiristas» e «racionalistas» (Bacon); alternativas.
A Ciência poética (Dawkins). O uso da imaginação (de metáforas, de
analogias, da intuição simbólica, etc.) como fonte de conhecimento
científico. Outras considerações.
Popper e a inexistência de fontes últimas do conhecimento; o critério
do exame crítico; o exemplo de Mandelbrot e da descoberta da
geometria fractal.
Considerações finais: a excessiva preocupação da Psicologia (e das
ciências sociais e humanas) com a axiomática, o rigor e a
generalidade.
 

Bibliografia e textos de apoio:

 «L’esprit de divination»

(Apontamentos em formato PDF)

Bibliografia secundária:

 Bacon, F. (1620): Novum organon, Livro I. Disponível em Project


Gutemberg.
 Dawkins, R. (1998) Unweaving the rainbow. Londres: Penguin
Books.
 Einstein, A. (1936) «Physics and reality». Reimpresso em Albert
Einstein (1950/1976): The Einstein reader. Nova Iorque: Citadel
Press, 2006.
 Gleick, J. (1987) Chaos: Making a new science. Londres: Vintage
Books.
 Mandelbrot, B. (1975 / 1989 ): Les objets fractals: Forme, hasard
et dimension ; Survol du langage fractal. Trad. port.: Objectos
fractais: Forma, acaso e dimensão; Panorama da linguagem
fractal. Lisboa: Gradiva, 1998.
 Popper, K. (1960): «Verdade, racionalidade e o desenvolvimento
do conhecimento científico». Reimpresso em Karl Popper (1963)
Conjectures and refutations. Londres: Routledge & Kegan Paul.
Trad. port.: Conjecturas e refutações. O desenvolvimento do
conhecimento científico. Coimbra: Livraria Almedina, 2003.

Aula: 8 Data: 2011-04-05

Sumário: Método científico

Considerações introdutórias: o cientista como (epistemologicamente)


um «oportunista sem escrúpulos» na perspectiva de Einstein. 
O método científico tradicional e as suas diferentes etapas; exemplo
de tipologia.
As posições de Feyerabend e Popper acerca do método científico;
breves apontamentos. O anarquismo epistemológico; a inexistência
de método científico. Comentário. O caso da Psicologia: empirismo
versus «conjecturas e refutações» (Popper).
Considerações finais: a Ciência, a arte e a religião como ramos de
uma mesma árvore.
 
Bibliografia secundária:
 Einstein, A. (1937): «Moral decay». Reimpresso em Albert
Einstein: The World as I see it. Nova Iorque: Citadel, 2001.
 Einstein, A. (1949) in P.A. Schilpp P.A. ( Ed.): Albert Einstein:
Philosopher-Scientist. Evanston: The Library of Living
Philosophers, Vol. 7.
 Feyerabend, P. (1973): «Theses on anarchism» in Lakatos &
Feyerabend (1986): For and against method: (Inclu ding
Lakatos’s lectures on scientific method and the Lakatos-
Feyerabend correspondence). Chicago & Londres: The
University of Chicago Press, 1999.
 Popper, K. (1953): «Philosophy of Science: a Personal Report».
Reimpresso em Popper (1963): Conjectures and refutations.
Londres: Routledge & Kegan Paul. Trad. port.: Conjecturas e
refutações. (O desenvolvimento do conhecimento científico).
Coimbra: Almedina, 2003.
 Popper, K. (1954) in Maurice William Cranston: Freedom: A New
Analysis. Longmans, Green.
 Popper. K. (1956/1983): Realism and the aim of science. Trad.
port.: O realismo e o objectivo da Ciência: Pós-escrito à Lógica
da descoberta científica, Volume 1. Lisboa: Dom Quixote, 1992
(2ª ed.).

Aula: 9 Data: 2011-04-12

Sumário: Ciência e poder

Considerações introdutórias: o poder como elemento estrutural em


todas as civilizações, passadas e presentes; a posição de Freud. Poder
e submissão no século XXI e nas sociedades democráticas; o caso do
poder condicionado: o grande, o grandioso, o maciço, o
desmesurado; a «falácia de Rousseau»; exemplos. O uso do poder na
Ciência e na Psicologia. Outras considerações.

Bibliografia e textos de apoio:

 Urbano, P. (2004). «Da vulnerabilidade da ciência ao domínio


triunfante da psicologia indigente», Psychologica.

Bibliografia secundária:

 Espada, J.C. (2001): «Nota de apresentação» a Alexis de


Tocqueville: Da democracia na América. S. João do Estoril:
Principia.
 Freud, S. (1927): Die Zukunft einer Illusion. Tr. inglesa: The
future of an illusion. Londres: The Hogarth Press.
 Galbraith, J.K. (1983): The anatomy of power. Boston: Houghton
Mifflin.
 Rousseau, J.J. (1754): Discours sur l’origine et les fondements
de l’inégalité parmi les hommes. Disponível em Project
Gutenberg.