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Bem vindo (a) a mais uma aula do nosso curso.

É importante rememorar que a leitura e resolução de questões comentadas são as melhores


ferramentas para alcançar a APROVAÇÃO desejada.
Não há segredos, basta ter disciplina, foco, revisar e acreditar que você é capaz e vai conseguir.

Profº. Rômulo Passos


Profº. Dimas Silva
Profº. Sthephanie Abreu

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CÂNCER DO COLO DO ÚTERO

Os fatores de risco mais importantes para o desenvolvimento do câncer do colo do útero são os
seguintes:

Além desses, temos a higiene íntima inadequada.


As principais medidas de prevenção primária1 (promoção da saúde e proteção específica) em relação ao
câncer do colo do útero são:

1
De acordo com o Caderno de Atenção Primária nº 29 “Rastreamento” (disponível em: http://goo.gl/BDhyB9), do Ministério da Saúde,
a PREVENÇÃO PRIMÁRIA é a ação tomada para remover causas e fatores de risco de um problema de saúde individual ou
populacional antes do desenvolvimento de uma condição clínica. Inclui promoção da saúde e proteção específica (ex.: orientação de
atividade física para diminuir chance de desenvolvimento de obesidade e imunização).

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Essas ações devem ser disseminadas junto à população, em especial às mulheres consideradas de risco,
uma vez que elas mesmas podem aplicá-las.

A prevenção primária do câncer do colo do útero está relacionada PRINCIPALMENTE


à diminuição do risco de contágio pelo papilomavírus humano (HPV).

O câncer do colo do útero é uma afecção progressiva iniciada com transformações intraepiteliais
progressivas que podem evoluir para um processo invasor num período que varia de 10 a 20 anos.
O colo do útero é revestido por várias camadas de células epiteliais pavimentosas, arranjadas de forma
bastante ordenada. Essa desordenação das camadas é acompanhada por alterações nas células que vão desde
núcleos mais corados até figuras atípicas de divisão celular.
As lesões pré-invasivas (pré-malignas), que levam muitos anos para se desenvolver, são denominadas de
neoplasia intraepitelial cervical (NIC).

Quando as alterações celulares se tornam mais intensas e o grau de desarranjo é tal que as células
invadem o tecido conjuntivo do colo do útero abaixo do epitélio, temos o CARCINOMA INVASOR (tumor
maligno ou câncer, derivado do tecido epitelial). Para chegar a câncer invasor, a lesão não tem,
obrigatoriamente, que passar por todas essas etapas (NIC I até NIC III).
Caso as lesões pré-invasivas (NIC 2, NIC 3 e o adenocarcinoma in situ) não sejam tratadas, apresentam
alta probabilidade de progredir para o CARCINOMA INVASOR.
Já a NIC I, por ter maior probabilidade de regressão ou persistência do que de progressão, não é
considerada uma lesão precursora do câncer do colo do útero.

Figura - Evolução do câncer do colo do útero (Ministério da Saúde, 2006).

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Amigo(a), agora que compreendemos o conceito do câncer do colo do útero, vamos
visualizar, na tabela abaixo, as manifestações clínicas dessa doença.

MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS DO CÂNCER DO COLO DO ÚTERO

 O câncer do colo do útero é uma doença de crescimento lento e silencioso;


 Existe uma fase pré-clínica, sem sintomas, com transformações intraepiteliais
progressivas importantes, em que a detecção de possíveis lesões precursoras
são por meio da realização periódica do exame preventivo do colo do útero;
 Progride lentamente, por anos, antes de atingir o estágio invasor da doença,
quando a cura se torna mais difícil, se não impossível. Nessa fase, os principais
sintomas são sangramento vaginal, corrimento e dor.

Concluímos que o câncer do colo do útero em estágio inicial caracteriza-se por não apresentar sinais e
sintomas (fase silenciosa). Os sintomas dessa doença surgirão durante o estágio invasor da doença, após 10 ou
20 anos.
A sinusorragia (sangramento durante a relação sexual) pode ser observada em estágios mais avançados
de câncer do colo do útero e tem alto valor de predição, devido à grande especificidade dos dados que se pode
obter nesse caso.
Entre os tratamentos mais comuns para o câncer do colo do útero estão a cirurgia e a radioterapia. A
quimioterapia é outro tratamento de escolha. O tipo de tratamento dependerá do estadiamento da doença,
tamanho do tumor e fatores pessoais, como idade e desejo de ter filhos.
As complicações do tratamento com a radioterapia inclui perda da função ovariana, disfunções sexual,
gastrintestinal ou vesical e fístulas retovaginais e(ou) vesicovaginais.
O método de rastreamento do câncer do colo do útero e de suas lesões precursoras é o exame
citopatológico.
O início da coleta deve ser aos 25 anos de idade para as mulheres que já tiveram atividade sexual.
Os exames devem seguir até os 64 anos e serem interrompidos quando, após essa idade, as mulheres
tiverem pelo menos dois exames negativos consecutivos nos últimos cinco anos.

O intervalo entre os exames deve ser de três anos, após dois exames negativos, com intervalo anual.

A dona Joana, 25 anos, que já teve atividade sexual, fez o exame citopatológico nos
anos de 2012 e 2013, com o resultado negativo. Nesse caso, deverá repetir o exame
somente em 2016, 2019 e assim sucessivamente, caso continue negativo.

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2012 2013 2016 2019 2022

Para mulheres com mais de 64 anos e que nunca realizaram o exame citopatológico, deve-se realizar
dois exames com intervalo de um a três anos. Se ambos forem negativos, essas mulheres podem ser
dispensadas de exames adicionais.
Em síntese, temos o seguinte:

O exame ginecológico inclui a inspeção vulvar, o exame especular e o toque vaginal. Não se deve perder
a oportunidade para a realização do rastreamento do câncer do colo do útero nas gestantes. Não está
contraindicada a realização deste exame em mulheres grávidas, podendo ser feito em qualquer período da
gestação, preferencialmente até o 7º mês.
Exame ginecológico:
• Inspeção e palpação dos genitais externos: avalie a vulva, o períneo, o introito vaginal, a região anal;
• Palpação da região inguinal à procura de linfonodomegalia;
• Exame especular: introduza o espéculo e analise a mucosa e o conteúdo vaginal, o colo uterino e o
aspecto do muco cervical. Pesquise a presença de lesões, sinais de infecção, distopias e incompetência istmo-
cervical. Avalie a necessidade de coletar material para bacterioscopia;
• Coleta de material para exame colpocitopatológico;
• Realize o teste das aminas, quando necessário (KOH a 10%);
• Toque bimanual: avalie as condições do colo uterino (permeabilidade), o volume uterino (regularidade
e compatibilidade com a amenorreia), a sensibilidade à mobilização do útero e as alterações anexiais.

Coleta do material para exame colpocitopatológico:


A coleta do material do colo do útero para exame colpocitopatológico deve ser realizada a partir de uma
amostra da parte externa, a ectocérvice.

A coleta da parte interna, a endocérvice, não deve ser realizada nas gestantes.

Para a coleta do material, é introduzido um especulo vaginal e procede-se à escamação ou esfoliação da


superfície externa do colo por meio de uma espátula de madeira (espátula de Ayre).

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A coleta do material do colo do útero para exame Ectocérvice
colpocitopatológico deve ser realizada a partir de uma amostra da
parte externa e interna do colo do útero.
Ectocérvice: parte externa do colo do útero, e a coleta é realizada
com a espátula de Ayre.
Endocérvice: parte interna do colo do útero. Utiliza-se a escova Endocérvice
endocervical.

COLETA EM GRÁVIDAS:
 pode ser feita em qualquer período da gestação, preferencialmente até o 7º mês;
 a coleta deve ser feita com a espátula de Ayre;
 em regra, não se deve usar escova de coleta endocervical.

Atenção! O Protocolo da Atenção Básica: Saúde das Mulheres (2016) trouxe uma exceção para coleta da
região da endocervical em gestante: mulheres com vínculo frágil ao serviço e/ou não aderentes ao programa
de rastreamento, o momento da gestação se mostra como valiosa oportunidade para a coleta do exame,
devendo, portanto, ser completa.

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Veja nas imagens abaixo, como é feita a fixação do esfregaço na lâmina:

“Planeje os seus estudos!”

Agora, observe como é feito o acondicionamento das lâminas:

A transmissão da infecção pelo HPV ocorre por via sexual, presumidamente através de abrasões
microscópicas na mucosa ou na pele da região anogenital. Consequentemente, o uso de preservativos
(camisinha) durante a relação sexual protege parcialmente do contágio pelo HPV.
Foram desenvolvidas duas vacinas contra os tipos de HPV mais presentes no câncer de colo do útero.
Essas vacinas, na verdade, previnem contra a infecção por HPV. Mas o real impacto da vacinação contra o
câncer de colo de útero só poderá ser observado após décadas. Uma delas é a quadrivalente, ou seja, previne
contra quatro tipos de HPV: o 16 e 18, presentes em 70% dos casos de câncer de colo do útero, e o 6 e 11,
presentes em 90% dos casos de verrugas genitais. A outra é específica para os subtipos de HPV 16 e 18.
O Brasil disponibiliza a vacina contra o HPV, usada na prevenção de câncer de colo do útero. A vacina
protege meninas de 9 a 13 anos contra quatro variáveis do vírus. Já em 2014, meninas dos 11 aos 13 anos

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receberam as duas primeiras doses necessárias à imunização, a dose inicial e a segunda seis meses depois. A
terceira dose deverá ser aplicada cinco anos após a primeira. Em 2015, foi estendida para as adolescentes de
9 a 11 anos. A vacina está sendo produzida por meio de parceria entre Butantan e Merck
 População-alvo será: meninas de 9 a 13 anos, com esquema vacinal atual (2016) será com 2 doses.
 As doses só serão aplicadas com autorização dos pais ou responsáveis.

O esquema completo de vacinação, proposto pela OMS é composto de três doses.


O esquema normal da vacina (0, 2 e 6 meses) é 1ª dose, 2ª dose após dois meses e 3ª
dose após seis meses.

No entanto, em 2016 o Ministério da Saúde está adotando outro esquema (0 e 6


meses): 1ª dose, 2ª dose seis meses depois.

Vejam o esquema vacinal proposto pelo Ministério da Saúde:


Esquema vacinal: 2 doses:
1ª dose
2ª dose: 6 meses após a 1ª dose
O tipo da vacina será: quadrivalente (subtipos 6, 11, 16 e 18).
Indicações:
 Prevenção contra HPV 16 e 18 (responsável por 70% dos casos de câncer de colo do útero)
 6 e 11 (verrugas genitais - condiloma acuminado)
 Confere ainda proteção cruzada contra HPV 31, 33,52 e 58
 Evidências recentes – 56% de redução na prevalência do HPV entre adolescentes apesar de
apenas 35% de cobertura vacinal nos Estados Unidos.

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Vacina contra o HPV é eficaz em quem ainda não iniciou a vida sexual e, portanto, não teve
contato com o vírus.
A adoção da vacina não substitui a realização regular do exame de citologia, Papanicolau
(preventivo). Trata-se de mais uma estratégia possível para o enfrentamento do problema. Ainda
há muitas perguntas sem respostas relativas a essas vacinas.
Ressaltamos que, na aula sobre imunização, comentaremos diversas questões sobre a
vacina HPV. As regras acima devem ser seguidas em provas de concursos que tiveram editais
publicados antes de 10/10/2016.
Regra para editais publicados a partir de 11/10/2016 -> O Ministério da Saúde anunciou, no
dia 10 de outubro de 2016, que a vacinação contra HPV será estendida para os meninos. A partir de
janeiro 2017, meninos de 12 a 13 anos também poderão receber a vacina. A faixa etária será
ampliada gradualmente até 2020, quando a vacina estará disponível para meninos de 9 a 13 anos.
Outra mudança é que, a partir de 2017, meninas que chegaram aos 14 anos sem a vacina também
poderão se vacinar. Maiores esclarecimentos assista ao vídeo de atualização na aula de imunização.

QUESTÕES COMENTADAS
VAMOS A SEGUIR RESOLVER QUESTÕES SOBRE O TEMA!

1. (HUSM-UFSM/EBSERH/Instituto AOCP/2014) Sobre as recomendações para o rastreamento do câncer do


colo de útero, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a
sequência correta.
( ) O método de rastreamento do câncer do colo do útero e de suas lesões precursoras é o exame
citopatológico. O intervalo entre os exames deve ser de três anos, após dois exames negativos, com intervalo
anual.
( ) O início da coleta deve ser aos 20 anos de idade para as mulheres que já tiveram atividade sexual.
( ) Os exames devem seguir até os 64 anos e serem interrompidos quando, após essa idade, as mulheres
tiverem pelo menos dois exames negativos consecutivos nos últimos cinco anos.
( ) Para mulheres com mais de 64 anos e que nunca realizaram o exame citopatológico, deve-se realizar dois
exames com intervalo de um a três anos. Se ambos forem negativos, essas mulheres podem ser dispensadas
de exames adicionais.
a) V – V – V – V.
b) F – F – V – V.

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c) V – F – V – F.
d) V – F – V – V.
e) F – V – F – V.
COMENTÁRIOS:
A incidência do câncer do colo do útero em mulheres até 24 anos é muito baixa, a maioria dos casos é
diagnosticada no estágio I e o rastreamento é menos eficiente para detectá-los. Esses dados explicariam
porque a antecipação do início do rastreamento dos 25 para os 20 anos tem impacto muito limitado e avaliado
como não vantajoso.
A sequência correta é a seguinte: V, F, V, V, pois o início da coleta deve ser aos 25 anos de idade para as
mulheres que já tiveram atividade sexual.

Logo, o gabarito é a letra D.

2. (Prefeitura de Criciúma-SC/FEPESE/2014) O método de rastreamento do câncer do colo do tero e de suas


lesões precursoras é o exame citopatol gico Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F )
em relação ao assunto.
( ) Em mulheres sem história previa de lesões precursoras do câncer, o intervalo entre os exames
citopatológicos deve ser de 2 anos, após um exame negativo.
( ) O rastreamento citológico em mulheres na menopausa pode levar a resultados falso- positivos causados
pela atrofia secundária ao hipoestrogenismo.
( ) O início da coleta do exame citopatol gico deve ser aos 1 anos de idade para as mul eres que á tiveram
atividade sexual.
( ) Os exames podem ser interrompidos ap s anos quando a mul er, sem ist ria prévia de lesões
precursoras do câncer, tiver pelo menos dois exames negativos consecutivos nos últimos cinco anos.
( ) ul eres grávidas t m menos risco que as não grávidas de apresentarem câncer do colo do útero ou seus
precursores.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
a) V – V – V – V – F
b) V – V – F – F – V
c) F – V – V – F – V
d) F – V – F – V – F
e) F – F – V – V – F
COMENTÁRIOS:
Vejamos os itens falsos!
Item I. Em mulheres sem história prévia de lesões precursoras do câncer, o intervalo entre os exames
citopatológicos deve ser de três anos, após dois exames negativos, com intervalo anual.
Item III. O início da coleta do exame citopatologico deve ser aos 25 anos de idade para as mulheres que
já tiveram atividade sexual.

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Item V. Mulheres grávidas tem o mesmo risco que as não grávidas de apresentarem câncer do colo do
útero ou seus precursores.
A sequência correta é a seguinte: F – V – F – V – F.

Com isso o gabarito da questão é a letra D.

3. (Prefeitura de Arapongas-PR/IBFC/2014) Sobre o exame de Papanicolau, leia as frases abaixo e a seguir


assinale a alternativa que corresponde a resposta correta.
I - A prevenção, ou exame de Papanicolau, é considerado um exame de rastreamento por excelência para o
câncer de colo uterino, sendo simples, prático e barato, embora apresente uma taxa de 10% de falso-negativo
e sua especificidade seja maior que 90%.
II - Ao ser iniciada a atividade sexual, é necessária a realização do exame de Papanicolau, não sendo conhecida
a idade para a descontinuação de sua realização.
III. O risco de câncer de colo uterino é alto também nas mulheres que não são ativas sexualmente, por isso
esse exame é obrigatório desde a adolescência feminina.
IV - As mulheres histerectomizadas não precisam mais realizar este exame.
Estão corretas as afirmativas:
a) Apenas as frases II, III e IV estão corretas.
b) Todas as frases estão corretas.
c) Apenas as frases I, II e III estão corretas.
d) Apenas as frases I e II estão corretas.
COMENTÁRIOS:
Vamos corrigir os itens incorretos:
Item II. Ao ser iniciada a atividade sexual, é necessária a realização do exame de Papanicolau. Os exames
devem seguir até os 64 anos e serem interrompidos quando, após essa idade, as mulheres tiverem pelo menos
dois exames negativos consecutivos nos últimos cinco anos.
Item III - O início da coleta deve ser aos 25 anos de idade para as mulheres que já tiveram atividade
sexual
Item IV - Mulheres submetidas à histerectomia total por lesões benignas, sem história prévia de
diagnóstico ou tratamento de lesões cervicais de alto grau, podem ser excluídas do rastreamento, desde que
apresentem exames anteriores normais.
Em casos de histerectomia por lesão precursora ou câncer do colo do útero, a mulher deverá ser
acompanhada de acordo com a lesão tratada.

A banca considerou como o gabarito da questão a letra D, em que os itens I e II estão corretos.

No entanto, essa questão deveria ter sido ANULADA, pois o item II está incorreto.

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4. (Prefeitura de Ascurra-SC/NUBES TECNOLOGIA/2014) Ap s duas colpocitologias onc ticas (“preventivo” ou
exame de Papanicolau) consecutivas negativas, com intervalo de um ano, a realização deste exame deverá ser:
a) a cada 6 meses
b) a cada 1 ano
c) a cada 2 anos
d) a cada 3 anos
COMENTÁRIOS:
Em mulheres sem história prévia de lesões precursoras do câncer, o intervalo entre os exames
citopatológicos deve ser de três anos, após dois exames negativos, com intervalo anual.

Portanto, o gabarito da questão é a letra D.

5. (Instituto INES/AOCP/2012) Sobre a realização da coleta do exame preventivo do colo de útero, informe se
é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.
( ) A coleta do material deve ser realizada na ectocérvice e na endocérvice. Coleta única em lâmina dupla.
( ) Na ectocérvice utiliza-se espátula de madeira (Espátula de Ayre), do lado que apresenta reentrância
encaixando a ponta mais longa da espátula no orifício externo do colo, fazendo uma raspagem na mucosa
ectocevical em movimento rotativo de 360º em torno de todo o orifício cervical.
( ) Na endocérvice recolhe-se o material introduzindo a escova endocervical fazendo um movimento giratório
de 360 graus, percorrendo todo o contorno do orifício cervical.
( ) O esfregaço obtido deve ser fixado após 30 minutos para evitar o dessecamento do material a ser
estudado.
a) F – F – V – V.
b) V – V – V – F.
c) F – V – F – F.
d) V – V – F – F.
e) F – V – V – F.
COMENTÁRIOS:
As principais condutas na coleta do exame preventivo do colo de útero são as seguintes:
 A coleta do material deve ser realizada na ectocérvice e na endocérvice em lâmina única. A amostra
de fundo de saco vaginal não é recomendada, pois o material coletado é de baixa qualidade para o diagnóstico
oncótico.
 Para coleta na ectocérvice, utiliza-se espátula de Ayre, do lado que apresenta reentrância. Encaixar a
ponta mais longa da espátula no orifício externo do colo, apoiando-a firmemente, fazendo uma raspagem em
movimento rotativo de 360° em torno de todo o orifício cervical, para que toda superfície do colo seja raspada
e representada na lâmina, procurando exercer uma pressão firme, mas delicada, sem agredir o colo, para não
prejudicar a qualidade da amostra.
 Para coleta na endocérvice, utilizar a escova endocervical. Recolher o material introduzindo a escova
endocervical e fazer um movimento giratório de 360°, percorrendo todo o contorno do orifício cervical.

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 O esfregaço obtido deve ser imediatamente fixado para evitar o dessecamento do material.
Para entendimento completo sobre a coleta de material para a realização do exame preventivo do colo
de útero, recomendo a leitura das páginas 59 a 66 do Caderno de Atenção Básica - Controle dos Cânceres do
Colo do Útero e da Mama, 2ª Ed, publicado em novembro de 2013.
Dito isto, vamos analisar os itens da questão:
Item I. INCORRETO. A coleta do material, para a realização do exame preventivo do colo de útero, deve
ser dupla, ou seja, realizada na ectocérvice e na endocérvice e fixada em apenas uma lâmina. Portanto, a
coleta é dupla em lâmina única.
Item II. CORRETO. Na ectocérvice utiliza-se espátula de madeira (Espátula de Ayre), do lado que
apresenta reentrância encaixando a ponta mais longa da espátula no orifício externo do colo, fazendo uma
raspagem na mucosa ectocevical em movimento rotativo de 360º em torno de todo o orifício cervical.
Item III. CORRETO. Na endocérvice recolhe-se o material introduzindo a escova endocervical fazendo um
movimento giratório de 360 graus, percorrendo todo o contorno do orifício cervical. O exame da endocérvice é
contraindicado para gestantes, pois pode provocar aborto e outras complicações.
Item IV. INCORRETO. O esfregaço obtido deve ser fixado imediatamente, e não após 30 minutos, para
evitar o dessecamento do material a ser estudado.
Nessa tela, o gabarito é a letra E.

6. (Prefeitura de Moju-PA/ IDECAN/2012) Atualmente, de acordo com o Ministério da Saúde, o principal fator
de risco para o desenvolvimento do câncer do colo do útero é a:
a) multiplicidade de parceiros sexuais.
b) infecção pelo Papiloma Vírus Humano.
c) início precoce da atividade sexual.
d) idade maior que cinquenta anos.
e) nuliparidade ou multiparidade.
COMENTÁRIOS:
A presença do HPV (papilomavírus humano) na quase totalidade dos casos de câncer do colo do útero e
as altas medidas de associação demonstradas implicam na maior atribuição de causa específica já relatada
para um câncer em humanos. Dessa forma está determinado que a infecção pelo HPV é causa necessária
para o desenvolvimento do câncer do colo do útero.

Sendo assim, a alternativa B é o gabarito da questão.

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7. (HUSM-UFSM/EBSERH/Instituto AOCP/2014) Em relação ao controle dos cânceres do colo do útero e da
mama, é função específica do enfermeiro
a) realizar consulta de enfermagem e a coleta do exame citopatológico, de acordo com a faixa etária e
quadro clínico da usuária.
b) solicitar exame complementar à mamografia, como ultrassonografia, quando o laudo assim o indicar.
c) examinar e avaliar pacientes com sinais e sintomas relacionados aos cânceres do colo do útero e da mama,
bem como solicitar os exames adicionais.
d) realizar visitas domiciliares às mulheres com resultados alterados, para estimular a adesão ao tratamento
e fazer busca ativa das faltosas.
e) conhecer as recomendações para detecção precoce do câncer de mama na população feminina de
sua microárea.
COMENTÁRIOS:
O Caderno de Atenção Básica nº 13 - Controle dos Cânceres do Colo do Útero e da Mama (2013) define
as atribuições dos profissionais da atenção básica no controle dos cânceres do colo do útero e da mama.
Para impactar sobre os múltiplos fatores que interferem nas ações de controle dos cânceres do colo do
útero e da mama, é importante que a atenção às mulheres esteja pautada em uma equipe multiprofissional e
com prática interdisciplinar.
Vejamos as atribuições do enfermeiro:
a) Atender as usuárias de maneira integral.
b) Realizar consulta de enfermagem e a coleta do exame citopatológico, de acordo com a faixa etária
e quadro clínico da usuária.
c) Realizar consulta de enfermagem e o exame clínico das mamas, de acordo com a faixa etária e quadro
clínico da usuária.
d) Solicitar exames de acordo com os protocolos ou normas técnicas estabelecidos pelo gestor local.
e) Examinar e avaliar pacientes com sinais e sintomas relacionados aos cânceres do colo do útero e de
mama.
f) Avaliar resultados dos exames solicitados e coletados, e, de acordo com os protocolos e diretrizes
clínicas, realizar o encaminhamento para os serviços de referência em diagnóstico e/ou tratamento dos
cânceres de mama e do colo do útero.
g) Prescrever tratamento para outras doenças detectadas, como DSTs, na oportunidade do
rastreamento, de acordo com os protocolos ou normas técnicas estabelecidos pelo gestor local.
h) Realizar cuidado paliativo, na UBS ou no domicílio, de acordo com as necessidades da usuária.
i) Avaliar periodicamente, e sempre que ocorrer alguma intercorrência, as pacientes acompanhadas em
AD1, e, se necessário, realizar o encaminhamento para unidades de
internação ou Emad.
j) Contribuir, realizar e participar das atividades de educação permanente de todos os membros da
equipe.
k) Participar do gerenciamento dos insumos necessários para o adequado funcionamento da unidade
básica de saúde.

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Nesses termos, o itens I descreve a atribuição do enfermeiro, enquanto que os demais apresentam
atribuições de outros profissionais da equipe.

Logo, o gabarito da questão é a letra A.

8. (HUSM-UFSM/EBSERH/Instituto AOCP/2014) É atribuição do profissional da Saúde orientar as mulheres


com resultado de exame citopatológico normal a seguir a rotina de rastreamento. Qual das alternativas a
seguir apresenta um resultado citopatológico do colo do útero normal?
a) Atipias em células escamosas.
b) Atipias de significado indeterminado.
c) Adenocarcinoma invasor.
d) Atipias em células glandulares.
e) Metaplasia escamosa imatura.
COMENTÁRIOS:
O Caderno de Atenção Básica nº 13 - Controle dos Cânceres do Colo do Útero e da Mama (2013) define
metaplasia escamosa imatura como sendo resultado citopatológico do útero normal.
Logo, o gabarito da questão é a letra E.

9. (EBSERH Nacional/AOCP/2015) Dentre as neoplasias malignas, o câncer do colo do útero está entre as que
mais acometem as mulheres, sendo que grande parte das lesões precursoras ou malignas do colo do útero se
originam:
a) no corpo do útero.
b) na parede vaginal.
c) na zona de transformação.
d) em cistos de naboth.
e) no endométrio.
COMENTÁRIOS:
Prezados colegas, de acordo com o Caderno de Atenção Básica 13: Controle dos Cânceres do Colo do
Útero e da Mama (Brasil, 2013):
O câncer do colo do útero é caracterizado
pela replicação desordenada do epitélio de
revestimento do órgão, comprometendo o tecido
subjacente (estroma) e podendo invadir estruturas
e órgãos contíguos ou a distância. É na zona de
transformação que se localizam mais de 90% das
lesões precursoras ou malignas do colo do útero.
Também, nessa região, pode ocorrer obstrução dos
ductos excretores das glândulas endocervicais

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subjacentes, dando origem a estruturas císticas sem significado patológico, chamadas de Cistos de Naboth.

Logo, a resposta correta é a letra C.

10. (EBSERH/HU-UFGD/AOCP/2014) Na fase de coleta do exame citopatológico do colo do útero, assinale a


alternativa correta.
a) A amostra de fundo de saco vaginal é recomendada, pois o material coletado é de alta qualidade para o
diagnóstico oncótico.
b) A coleta do material deve ser realizada na ectocérvice e na endocérvice em lâmina única.
c) Para coleta na endocérvice, utiliza-se a espátula de Ayre, do lado que apresenta reentrância.
d) Para coleta na ectocérvice, utiliza-se a escova endocervical, percorrendo todo o contorno do orifício
cervical.
e) A amostra ectocervical deve ser disposta na metade inferior da lâmina, no sentido longitudinal e o material
da endocérvice no sentido transversal, na metade superior da lâmina.
COMENTÁRIOS:
A qualidade do exame citopatológico e, portanto, a coleta, o acondicionamento e o transporte das
amostras conduzidos de forma adequada são fundamentais para o sucesso das ações de rastreamento. O
profissional de saúde e o coordenador da unidade devem assegurar-se de que estão preparados para realizar
todas as etapas do procedimento e de que dispõem do material necessário para tanto. Os dados da inspeção
do colo do útero são muito importantes e devem ser relatados na requisição do exame citopatológico. Nesse
caso, fiquem atentos as informações a seguir:
 A coleta do material deve ser realizada na ectocérvice e na endocérvice em lâmina única. A amostra
de fundo de saco vaginal não é recomendada, pois o material coletado é de baixa qualidade para o diagnóstico
oncótico.
 Para coleta na ectocérvice utiliza-se espátula de Ayre, do lado que apresenta reentrância.
 Para coleta na endocérvice, utilizar a escova endocervical.
 Estender o material sobre a lâmina de maneira delicada para a obtenção de um esfregaço
uniformemente distribuído, fino e sem destruição celular. A amostra ectocervical deve ser disposta no sentido
transversal, na metade superior da lâmina, próximo da região fosca, previamente identificada com as iniciais
da mulher e o número do registro. O material retirado da endocérvice deve ser colocado na metade inferior da
lâmina, no sentido longitudinal.
Diante das informações supracitadas, vamos analisar cada item da questão:
Item A. INCORRETO. A amostra de fundo de saco vaginal não é recomendada, pois o material coletado
é de baixa qualidade para o diagnóstico oncótico.
Item B. CORRETO. A coleta do material deve ser realizada na ectocérvice e na endocérvice em lâmina
única.
Item C. INCORRETO. Para coleta na ectocérvice, utiliza-se a espátula de Ayre, do lado que apresenta
reentrância.

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Item D. INCORRETO. Para coleta na endocérvice, utiliza-se a escova endocervical, percorrendo todo o
contorno do orifício cervical.
Item E. INCORRETO. A amostra endocérvice deve ser disposta na metade inferior da lâmina, no sentido
longitudinal e o material da ectocervical no sentido transversal, na metade superior da lâmina.
Fonte: Cadernos de Atenção Básica n° 13. Controle dos Cânceres do Colo do Útero e da Mama (2013).

Diante da análise, concluímos que o gabarito é a letra B.

11. (EBSERH/HU-UFGD/AOCP/2014) Preencha as lacunas e assinale a alternativa correta.


“O método de rastreamento do câncer do colo do tero e de suas lesões precursoras é o exame
citopatológico. O intervalo entre os exames deve ser de _________ anos, após ___________ exames
negativos, com intervalo anual”
a) três / dois
b) quatro / um
c) dois / três
d) um/ três
e) dois / dois
COMENTÁRIOS:
Vejamos as recomendações do exame citopatológico para as mulheres que não apresentam história
prévia de lesões precursoras de câncer do colo uterino e não se enquadram nas situações especiais:
 O método de rastreamento do câncer do colo do útero e de suas lesões precursoras é o exame
citopatológico. O intervalo entre os exames deve ser de três anos, após dois exames negativos, com intervalo
anual.
 O início da coleta deve ser aos 25 anos de idade para as mulheres que já tiveram atividade sexual.
 Os exames devem seguir até os 64 anos e serem interrompidos quando, após essa idade, as mulheres
tiverem pelo menos dois exames negativos consecutivos nos últimos cinco anos.
 Para mulheres com mais de 64 anos e que nunca realizaram o exame citopatológico, deve-se realizar
dois exames com intervalo de um a três anos. Se ambos forem negativos, essas mulheres podem ser
dispensadas de exames adicionais.
Fonte: Cadernos de Atenção Básica n° 13. Controle dos Cânceres do Colo do Útero e da Mama (2013).

Dessa forma, concluímos que o gabarito é a letra A.

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12. (EBSERH/HU-UFGD/AOCP/2014) O útero é um órgão do aparelho reprodutor feminino, sobre esse órgão,
assinale a alternativa correta.
a) Ele está situado no abdome inferior, por trás do reto e na frente do pâncreas e é dividido em corpo e colo.
b) Ele apresenta uma parte externa, que constitui o chamado canal cervical ou endocérvice, revestido por
uma camada de células cilíndricas produtoras de muco.
c) A parte interna do útero é chamada de ectocérvice e é revestida por um tecido de várias camadas de
células planas.
d) A junção escamocolunar (JEC) é uma linha que pode estar tanto na ecto como na endocérvice, dependendo
da situação hormonal da mulher.
e) No período da infância, fase reprodutiva da mulher, geralmente a JEC situa-se no nível do orifício externo
ou para fora desse – ectopia ou eversão.
COMENTÁRIOS:
O útero é um órgão do aparelho reprodutor feminino que está situado no abdome inferior, por trás da
bexiga e na frente do reto e é dividido em corpo e colo. Essa última parte é a porção inferior do útero e se
localiza dentro do canal vaginal.
O colo do útero apresenta uma parte interna, que constitui o chamado canal cervical ou endocérvice,
que é revestido por uma camada única de células cilíndricas produtoras de muco – epitélio colunar simples. A
parte externa, que mantém contato com a vagina, é chamada de ectocérvice e é revestida por um tecido de
várias camadas de células planas – epitélio escamoso e estratificado. Entre esses dois epitélios, encontra-se a
junção escamocolunar (JEC), que é uma linha que pode estar tanto na ecto como na endocérvice, dependendo
da situação hormonal da mulher. Na infância e no período pós-menopausa, geralmente, a JEC situa-se dentro
do canal cervical. No período da menacme, fase reprodutiva da mulher, geralmente, a JEC situa-se no nível do
orifício externo ou para fora desse – ectopia ou eversão.
Vamos analisar as alternativas:
Item A. INCORRETO. Ele está situado no abdome inferior, por trás da bexiga e na frente do reto e é
dividido em corpo e colo.
Item B. INCORRETO. Ele apresenta uma parte interna, que constitui o chamado canal cervical ou
endocérvice, revestido por uma camada de células cilíndricas produtoras de muco.
Item C. INCORRETO. A parte externa do útero é chamada de ectocérvice e é revestida por um tecido de
várias camadas de células planas.
Item D. CORRETO. A junção escamocolunar (JEC) é uma linha que pode estar tanto na ecto como na
endocérvice, dependendo da situação hormonal da mulher.
Item E. INCORRETO. No período da menacme, fase reprodutiva da mulher, geralmente a JEC situa-se no
nível do orifício externo ou para fora desse – ectopia ou eversão.
Fonte: Cadernos de Atenção Básica n° 13. Controle dos Cânceres do Colo do Útero e da Mama (2013).

Portanto, gabarito letra D.

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13. (EBSERH/HU-UFMS/AOCP/2014) A prevenção do HPV representa potencial para reduzir a carga de doença
cervical e lesões precursoras do câncer de colo de útero. Para isto, o Ministério da Saúde adotou a vacina:
a) pentavalente contra HPV que confere proteção contra HPV de baixo risco (HPV 16 e 21) e de alto risco (HPV
56, 28 e 33).
b) quadrivalente contra HPV que confere proteção contra HPV de baixo risco (HPV 6 e 11) e de alto risco (HPV
16 e 18).
c) bivalente contra HPV que confere proteção contra HPV de baixo risco (HPV 26) e de alto risco (HPV 33).
d) pentavalente contra HPV que confere proteção contra HPV de baixo risco (HPV 16 e 18) e de alto risco (HPV
12, 15 e 23).
e) monovalente que confere proteção contra HPV de alto risco (HPV 16).
COMENTÁRIOS:
Foram desenvolvidas duas vacinas contra os tipos de HPV mais presentes no câncer de colo do útero.
Essas vacinas, na verdade, previnem contra a infecção por HPV. Mas o real impacto da vacinação contra o
câncer de colo de útero só poderá ser observado após décadas. Uma delas é a quadrivalente, ou seja, previne
contra quatro tipos de HPV: o 16 e 18, presentes em 70% dos casos de câncer de colo do útero, e o 6 e 11,
presentes em 90% dos casos de verrugas genitais. A outra é específica para os subtipos de HPV 16 e 18.
O Brasil está disponibilizando a vacina contra o HPV, usada na prevenção de câncer de colo do útero e a
população-alvo será meninas de 9 a 13 anos. O tipo da vacina é: quadrivalente (subtipos 6, 11, 16 e 18).
Indicações:
 Prevenção contra HPV 16 e 18 (responsável por 70% dos casos de câncer de colo do útero);
 6 e 11 (verrugas genitais - condiloma acuminado);
 Confere ainda proteção cruzada contra HPV 31, 33,52 e 58;
 Evidências recentes – 56% de redução na prevalência do HPV entre adolescentes apesar de
apenas 35% de cobertura vacinal nos Estados Unidos.
Atenção! Vacina é eficaz em quem ainda não iniciou a vida sexual e, portanto, não teve contato com o
vírus HPV.
A adoção da vacina não substituirá a realização regular do exame de citologia, Papanicolaou
(preventivo). Trata-se de mais uma estratégia possível para o enfrentamento do problema. Ainda há muitas
perguntas sem respostas relativas a essas vacinas.

A partir do exposto, verificamos que o gabarito é a letra B.

Regra para editais publicados a partir de 11/10/2016 -> O Ministério da Saúde anunciou, no dia 10
de outubro de 2016, que a vacinação contra HPV será estendida para os meninos. A partir de janeiro 2017,
meninos de 12 a 13 anos também poderão receber a vacina. A faixa etária será ampliada gradualmente
até 2020, quando a vacina estará disponível para meninos de 9 a 13 anos. Outra mudança é que, a partir
de 2017, meninas que chegaram aos 14 anos sem a vacina também poderão se vacinar. Maiores
esclarecimentos assista ao vídeo de atualização na aula de imunização.

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14. (TCE-PI/FCC/2014) Um dos esclarecimentos a ser prestado à trabalhadora com diagnóstico de leiomioma
uterino é quanto à característica:
a) benigna do tumor
b) maligna do mioma
c) evolutiva rápida da doença
d) de acometimento dos órgãos abdominais
e) de comprometimento do colo uterino, vagina e vulva
COMENTÁRIOS:
Leiomiomas uterinos são tumores benignos originados de células musculares lisas do útero contendo
uma quantidade aumentada de matriz extracelular. Os sintomas se relacionam com o número, tamanho e
localização dos miomas. As principais manifestações clínicas envolvem aumento do sangramento uterino, dor
pélvica e disfunção reprodutiva. O diagnóstico de miomas uterinos é usualmente baseado no achado de um
útero aumentado, móvel e com contornos irregulares ao exame bimanual ou um achado ultrassonográfico.

Portanto, a questão tem como gabarito a letra A.

15. (Prefeitura de Balneário de Barra do Sul - SC/ COMPANY LEARNING/2014) Assinale a alternativa correta
em relação ao exame preventivo de câncer de colo uterino:
a) As mulheres grávidas não podem fazer o exame preventivo, pois prejudica o bebê.
b) O exame preventivo deve ser feito somente no caso da mulher desejar engravidar.
c) Toda mulher que tem ou teve atividade sexual deve fazer o exame preventivo, especialmente se estiver na
faixa etária dos 25 aos 59 anos.
d) Não são considerados fatores de risco o fato da mulher ter tido muitos partos, múltiplos parceiros ou
fumar.

COMENTÁRIOS:
A detecção precoce do câncer uterino em mulheres assintomáticas, por meio do preventivo, permite a
detecção das lesões precursoras da doença em estágios iniciais, antes mesmo do aparecimento dos sintomas. E
não se deve perder a oportunidade para a realização do rastreamento do câncer do colo do útero nas
gestantes, porque não está contraindicada a realização deste exame em mulheres grávidas, podendo ser feito
em qualquer período da gestação, preferencialmente até o 7º mês.
Dessa forma, toda mulher que tem ou já teve atividade sexual deve submeter-se a exame preventivo
periódico, especialmente se estiver na faixa etária dos 25 aos 59 anos de idade.

Com isso, a questão tem como gabarito a letra C.

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16. (Prefeitura de Criciúma-SC/ FEPESE/2014) O método de rastreamento do câncer do colo do tero e de
suas lesões precursoras é o exame citopatol gico Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( ) e as falsas
( F ) em relação ao assunto.
( ) Em mul eres sem ist ria prévia de lesões precursoras do câncer, o intervalo entre os exames
citopatol gicos deve ser de 2 anos, ap s um exame negativo
( ) O rastreamento citol gico em mul eres na menopausa pode levar a resultados falso- -positivos causados
pela atrofia secundária ao ipoestrogenismo.
( ) O início da coleta do exame citopatol gico deve ser aos 1 anos de idade para as mul eres que á tiveram
atividade sexual.
( ) Os exames podem ser interrompidos ap s anos quando a mul er, sem ist ria prévia de lesões
precursoras do câncer, tiver pelo menos dois exames negativos consecutivos nos ltimos cinco anos
( ) ul eres grávidas t m menos risco que as não grávidas de apresentarem câncer do colo do tero ou seus
precursores.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
a) V – V – V – V – F. b) V – V – F – F – V. c) F – V – V – F – V. d) F – V – F – V – F. e) F – F – V – V – F.
COMENTÁRIOS:
Vejamos os itens FALSOS!
Item I. Em mulheres sem história previa de lesões precursoras do câncer, o intervalo entre os exames
citopatológicos deve ser de três anos, após dois exames negativos, com intervalo anual.
Item III. O início da coleta do exame citopatológico deve ser aos 25 anos de idade para as mulheres que
já tiveram atividade sexual.
Item V. Mulheres grávidas tem o mesmo risco que as não grávidas de apresentarem câncer do colo do
útero ou seus precursores.
Fonte: Caderno de Atenção Básica nº 13 - Controle dos Cânceres do Colo do Útero e da Mama (2013)
A sequência correta é a seguinte: F – V – F – V – F,

Com isso o gabarito da questão é a letra D.

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“Ás vezes estamos cansados, isso faz parte da caminhada. Recarregue as
baterias sempre que necessário e volte ao jogo.”

Você será um vencedor!

====================
Chegamos ao final de nossa aula.
Contamos com engajamento, estudo e determinação de todos vocês!
Fiquem com Deus!
Profº. Rômulo Passos
Profº. Dimas Silva
Profº. Sthephanie Abreu

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GABARITO
1-D
2-D
3-D
4-D
5-E
6-B
7-A
8-E
9-C
10 - B
11 - A
12 - D
13 - B
14 - A
15 - C
16 - D

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REFERÊNCIAS

Caderno de Atenção Básica nº 13, 2ª Ed. Câncer do Colo de Útero. Câncer de Mama. Políticas
Públicas em Saúde
(http://dab.saude.gov.br/portaldab/biblioteca.php?conteudo=publicacoes/cab13).

Rezende, J.F; Montenegro, C.A.B. Obstetricia Fundamental. 12. Ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 2012.

Sites:
http://www.inca.gov.br/
http://portalsaude.saude.gov.br/portalsaude/

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