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CONSTITUCIONAL – 2° BIMESTRE

ORDEM SOCIAL: O legislador


 Seguridade social: É gênero, no qual são espécie, a previdência social, a
seguridade social e a saúde.
o A seguridade: Se aproxima muito da concepção de seguro.
o Previdência e assistência: A previdência pressupõe contraprestação, precisa
pagar a seguridade para ter direito a previdência. A assistência não pressupõe
contraprestação, a seguridade paga para aqueles que nunca contribuíram para
ela;
o Princípios da seguridade: Art. 194, p. único –
 1° Solidariedade: É o único implícito à constituição, por esse princípio
entendemos que todos têm que contribuir para que todos dela
usufruam, ainda que não na mesma proporção;
 2° Universalidade: É expresso; a seguridade tem que ser a mais ampla
possível – inclusive os que não contribuem dela recebem.
 3° Seletividade e distributividade: Dirigido ao legislador, esse princípio
diz que quando o legislador estiver regulando os benefícios ele deve
selecionar as parcelas da população (as que mais necessitam) – A
distributividade é criar benefícios voltados a suprir essas necessidades.
Exemplo: Auxilio reclusão.
 4° irredutibilidade: Existem duas irredutibilidades – nominal/numérica
(não há ofensa); e a real/material (considera a inflação) – A da
magistratura é nominal, a da seguridade é material, pois visa
acompanhar a inflação;
 5° Diversidade das fontes de custeio: Vários agentes custeiam a
seguridade. Originalmente era tripartite (governo, trabalhador e
empregador); só que na 1° e 2° reforma da previdência, transforma-se
em quadripartite, se acrescenta o inativo – Os inativos (idosos e
aposentados) contribuem, é inconstitucional, pois fere o caráter
contributivo; o STF diz que não é inconstitucional por causa do
princípio da solidariedade.
o Fontes de custeio: Da forma quadripartite, a mais importante é o trabalhador
e o empregador. Mas há também o inativo e o governo.
 Segurado: É o trabalhador,
 Obrigatório: É obrigado a contribuir (coercitivamente), é
impositiva.
o Comum: É aquele cujo recolhimento das contribuições
para a seguridade, tanto a parte do segurado, quanto
do contribuinte, fica a cargo do contribuinte, isso
significa que é a empresa que deve descontar e
contribuir. É trintenária, dura 30 anos, caso a empresa
não tenha descontado e contribuído.
 Empregado: É aquele que tem subordinação,
pessoalidade, habitualidade e onerosidade
(salario)
 Empregado doméstico: é distinguir o
empregado doméstico e a diarista. Tem os
mesmos requisitos, mas com diferenças =
subordinação, pessoalidade, habitualidade
(continuidade) e onerosidade, mas trabalha
no âmbito familiar. Para ser considerado deve
trabalhar mais de três vezes na semana.
 Trabalhador avulso: O principal exemplo é o
trabalhador portuário – tem uma
peculiaridade, entre ele e o tomador do
serviço há um órgão para mediar a mão de
obra (OGMO), em virtude do trabalho
peculiar, há um órgão que cobra todas
contribuições. Se algum dia houver um
problema, o órgão é o responsável para isso.
o Individual: É aquela cujo o recolhimento para a
seguridade fica a cargo do próprio segurado.
Autônomo, profissional liberal. No RGPS se tem uma
aposentadoria, se você contribui duas vezes por mês a
outra se soma a primeira até atingir o teto.
o Especial: Art. 195, §8°: É o trabalhador rural, trabalha
em regime de economia familiar sem empregador
permanente. Trabalha em prol de sua subsistência.
Tem categoria especial porque pode se aposentar
mesmo que comprove que nunca trabalhou;
 Facultativo: É aquele que não é obrigado a contribuir para a
seguridade social. Exemplo: Desempregado – não é obrigado,
mas opta por contribuir. Estudante é facultativo, pois não são
obrigados a contribuir.
 Contribuinte: É o empregador.
REGIMES PREVIDENCIÁRIOS: Há dois grupos mantidos pelo Estado.
 Regime próprio (RPPS): Contribui para o próprio, em regra, os servidores públicos.
Quem é servidor: Os que atuam como servidores das pessoas jurídicas de direito
público.
o Exceção: É possível que o ente da federação faça adesão/adira ao regime
geral. É imaginado para municípios com pouca estrutura.
 Regime geral (RGPS) - INSS: Contribui os empregados públicos e empresas
estatais, também as empresas privadas e os da iniciativa privada. Os cargos em
comissão contribuem para o regime geral. Os empregados
 OBSERVAÇÕES:
o A constituição veda que uma pessoa vinculada ao regime próprio contribua
para o regime geral em caráter voluntário. Se for em caráter obrigatório pode
sim ter duas aposentadorias.
o Quem tem dois cargos públicos mais um na iniciativa privada (nos casos
permitidos em lei), pode ter três aposentadorias nesse caso. Mas o RGPS não
acumula, só contribui até atingir o teto.
o Os diversos regimes se compensarão reciproca e financeiramente: Usa-se o
tempo que contribuiu no RGPS no RPPS e vice-versa.
o A constituição isenta de contribuição a instituição filantrópica sem fins
lucrativos: Deve recolher somente a parte do empregador, e a sua não precisa.
o A constituição diz que as empresas que estiverem em débito com a seguridade
social não podem manter contrato com o poder público e nem receber
isenções do poder público.
BENEFÍCIOS:
 BENEFÍCIOS PREVIDENCIÁRIOS: 1° Auxilio doença – recebe o segurado
temporariamente incapacitado por exercício de atividade profissional, quem
atesta é a perícia do INSS, a incapacidade deve afastar por mais de 15 dias para
gerar o benefício. Os 15 primeiros dias correm por meio do empregador, o auxilio
doença só é pago a partir do 16° dia. 2° Aposentadoria por invalidez – A
aposentadoria pressupõe incapacidade permanente por exercício de atividade
profissional. O auxilio doença não é pré-requisito para a aposentadoria por
invalidez.
o A aposentadoria não constitui direito adquirido, portanto, pode ser
cancelado. Tanto no auxilio doença e na aposentadoria por invalidez, a doença
não pode ser pré-existente a condição do segurado.
o Período de carência: Tempo mínimo de contribuições que a pessoa tem que
ter para poder usufruir = 12 contribuições. EXCEÇÃO: Não necessita o período
de carência no caso de auxilio doença acidentário ou aposentadoria por
invalidez acidentária; são aqueles que decorrem de acidente de trabalho ou
doença ocupacional, esses dois tem nexo com a atividade profissional.
Previdência privada: É um contrato, uma faculdade para contratar.

APOSENTADORIA SEM A APROVAÇÃO DA PEC: Temos dois jeitos de se aposentar.

1. APOSENTADORIA POR IDADE:


o Hoje 65 anos se homem e 60 se mulher; para se aposentar com essa idade deve-
se ter um tempo mínimo de contribuição de 15 anos (180 meses). OBSERVAÇÃO:
critério sociológico diz que a mulher se aposenta mais cedo por conta da dupla
jornada, é uma aplicação do princípio da igualdade material.
o O texto constitucional reduz esse tempo em 5 anos para o trabalhador rural, ou
seja, 60 para homens e 55 para mulheres; o trabalhador rural não precisa ter
contribuído um tempo mínimo.
2. APOSENTADORIA POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO: Ter o mínimo de tempo de
contribuição.
o Homem se aposenta com 35 anos de contribuição e a mulher com 30. Há um
redutor em favor do professor – homem se aposenta com 30 e a mulher com 25
anos; professor(a) tem esse direito quando: 1° dedicação exclusiva ao magistério;
2° só vale para o professor de ensino infantil, fundamental e médio.

APOSENTADORIAS POR IDADE POR TEMPO DE DEVE TER


SEM A PEC CONTRIBUIÇÃO REQUISITOS

HOMEM 65 ANOS 35 ANOS


CONTRIBUINDO
MULHER 60 ANOS 30 ANOS
CONTRIBUINDO
RURAL HOMEM 60 ANOS
RURAL MULHER 55 ANOS
PROFESSOR HOMEM 30 ANOS X
CONTRIBUINDO
PROFESSORA 25 ANOS X
MULHER CONTRIBUINDO

APOSENTADORIA COM A APROVAÇÃO DA PEC

1. NÃO EXISTE MAIS O TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO SEPARADO:


o Homem se aposenta com 65 anos se contribuiu por pelo menos 20 anos (para
ter a totalidade da aposentadoria do que contribuiu deve trabalhar pelo
menos 40 anos); Mulher se aposenta com 62 anos se contribuiu com pelo
menos 15 anos (35 anos de contribuição para ter direito a 100% do que
contribuiu).
Se você trabalhar 20 anos de contribuição poderá se aposentar (assim que
atingir a idade mínima) com 60% do que contribuiu, sendo que será
descontado 2% para cada ano que não trabalhou = 40% em 20 anos.
o RURAL: Homem se aposenta com 60 anos com tempo de contribuição mínima
de 15 anos; mulher se aposenta com 55 com tempo de contribuição mínima
de 15 anos. Deve comprovar efetivamente.
o PROFESSOR: Homem se aposenta com 60 anos se contribuiu pelos menos 25
anos; mulher se aposenta com 57 se contribuiu com pelo menos 25 anos
também.

APOSENTADORIA COM TEMPO MINIMO DE


IDADE MINIMA E TEMPO CONTRIBUIÇÃO
DE CONTRIBUIÇÃO PARA SE
APOSENTAR
QUANDO ATINGIR A
IDADE MINIMA
HOMEM 65 anos com tempo
mínimo de 20
MULHER
RURAL HOMEM
RURAL MULHER
PROFESSOR
HOMEM
PROFESSOR
MULHER

BENEFICIOS ASSISTENCIAIS:

 BENEFICIO ASSISTENCIAL DO IDOSO: São pagos para famílias em estado de


miserabilidade; o do idoso é paga quem tem 65 anos de idade ou mais; e esteja
inserido em família cuja renda per capita seja de até ¼ do salário mínimo (a soma
de 4 integrantes dá um salário mínimo). Esse benefício dá mais um salário mínimo
 BENEFICIO ASSITENCIAL DO DEFICIENTE: Pago ao responsável por uma pessoa
portadora com deficiência. O INSS estabelece parâmetros para a identificação de
família em estado de miserabilidade e paga um salário mínimo.
SAÚDE: Art. 196 - é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e
econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso
universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.

 O particular pode exigir do estado um remédio que não está na previsão legal
orçamentaria? Estamos diante do conflito do mínimo existencial com a reserva do
possível:
o Princípio do mínimo existencial: conjunto mínimo de direitos sem o qual o
indivíduo não vive dignamente, esse conjunto o estado deve assegurar para a
população. São direitos inerentes a dignidade da pessoa humana.
o Clausula da reserva do possível: O estado vai garantir pra população aquilo
que for possível de acordo com suas reservas orçamentárias; isso está ligado
diretamente ao princípio da legalidade orçamentária > LOA)
o Portanto, você pode exigir do Estado mesmo que não esteja na lei
orçamentaria. Ou seja, o direito a saúde é um direito que por excelência está
dentro da concepção de mínimo existencial; essa máxima gerou um fenômeno
da judicialização saúde.
 A quem compete a saúde? É comum a todos os entes, portanto, é
solidaria. Podemos demandar de qualquer um dos estes da federação.
o Há exceções frutos de jurisprudências:
 1° se o indivíduo puder custear o medicamento a sua própria
expensas;
 2° alguns tratamentos estéticos: cirurgia de reconstrução da mama,
por exemplo, está dentro do conceito de mínimo existencial. Cirurgia
de troca de pipi
 3° tratamentos experimentais: não se tem certeza se o medicamento
realmente cura; está de fora porque não se tem certeza se o
medicamente realmente cura. Até ano passado – poder-se-iam
demandar do Estado mesmo não esteja na Anvisa. Neste ano –
disseram ao contrario
 4° deve estar regulado pela Anvisa. Exceção da exceção – mesmo não
estando na Anvisa vai pode exigir o medicamento se houver demora
irrazoável no registro do medicamento. 365 dias se for medicamento
ordinário; e 120 se for medicamento prioritário.
o REQUISITOS PARA ENQUADAR NA EXCEÇÃO DA EXCEÇÃO:
 1° - não pode existir um substituto terapêutico:
 2° - tem que ser amplamente atestado em âmbito internacional:
portanto, tem que
o Repercussão geral: medicamentos de alto custo – no supremo há a seguinte
discussão: tratamento fornecido nos estados unidos somente com custo de 1
milhão – discussão atualmente no processo.
 MINIMO DE INVESTIMENTO EM SAUDE: O chefe do executivo tem liberdade para
montar: O mínimo de recursos para saúde nos respectivos entes
o Municípios: no mínimo 15% da receita de impostos
o Estados: no mínimo 10% da receita de impostos para serviços públicos de
saúde. O DF deve destinar no mínimo 15% de impostos municipais e 10% dos
impostos estaduais.
o União: no mínimo 15% da receita corrente
 OBSERVAÇÕES:
o 1° A constituição permite que a iniciativa privada pode participar para
complementar os serviços que o poder público já é responsável.
o 2° Os recursos públicos da saúde não podem ser destinados a instituições
privadas com fins lucrativos.

EDUCAÇÃO: está situado no art. 205/CF – até que ponto o cidadão pode exigir do Estado?
Educação de nível fundamental e médio é mínimo existencial; já o nível superior é reserva do
possível.

 Art. 206 – princípios constitucionais da educação:


o Liberdade de cátedra: É destinado aos professores, mas também as
instituições de ensino. Por esse princípio os professores têm liberdade para
externar suas ideias, para adotar a metodologia de ensino e avaliação. Esses
princípios nas universidades ganha o nome de autonomia das universidades –
tem autonomia didático, cientifica e pesquisa.
o Liberdade de aprender e externar suas ideias: é dirigido aos alunos.
o Liberdade da gratuidade e qualidade do ensino público: é uma norma
programática, para dirigir a atuação do governante.
o Princípio da igualdade de acesso à educação: as vagas têm que ser ofertadas
em igualdade de acesso em igualdade de condições. É uma igualdade material
– pois se faz uma descriminação positiva. A ressalva do supremo ao dizer que a
igualdade matéria é uma ação afirmativa, diz respeito a questão
transitória/temporária.
o Princípio da coexistência entre instituições públicas e privadas de ensino: O
serviço de educação não é exclusivo do Estado. A educação é uma
competência material comum, todos têm que manter uma rede pública de
ensino. Mas para a educação o legislador elencou prioridades.
 Município: Prioritariamente no ensino fundamental
 Estados: Prioritariamente no ensino médio
 União: Prioritariamente no ensino superior
É prioritário, mas não exclusivo. O Estado delega ao ente privado o direito de
criar uma escola/universidade.
O mandado de segurança impetrado contra instituições de ensino são
 OBSERVAÇÕES – ART. 212:
o MINIMO DE RECURSOS APLICADOS EM EDUCAÇÃO:
 União: no mínimo 18% da receita de impostos
 Estados/DF/Municípios: No mínimo 25% da receita de impostos da
educação.
o HOMESCHOLING: Foi objeto de ação no supremo. O supremo diz que hoje não
é permitido o homescholing. Dois argumentos centrais:
 1° Questão administrativa: não há como o Estado acompanhar isso
 2° Questão social: a frequência da criança tem uma questão social.
o ENSINO CONFENCIONAL: é o ensino de uma única religião. O supremo muda
entendimento, pode, mas desde que feito de matricula facultativa.
o ENSINO FUNDAMENTAL DEVE SER MINISTRADO EM LINGUA PORTUGUESA: Há
ressalvas para comunidades indígenas.
CULTURA – ART. 215 E 216: Todos têm direito à cultura. É reserva do possível. A maior forma
de incentivo à cultura é feita de forma indireta, ou seja, o particular exerce a função sendo
subsidiado pelo Estado.

DESPORTOS – ART. 217/CF: Direito de todos que o Estado incentive praticas formais e não-
formais. É reserva do possível. A constituição eleva a justiça desportiva. A justiça desportiva
não exerce função jurisdicional, os litígios julgados por ela são de natureza administrativa. Ela
julga a devida aplicação das regras em competições desportivas, e a aplicação de sanções
disciplinares aos atletas e aos clubes. A justiça desportiva é uma exceção temporária ao
princípio da inafastabilidade do poder judiciário, portanto, por 60 dias não se pode entrar com
ação no judiciário acerca de questões da justiça desportiva.

 Observações:
o O art. 217 é regulamentado pela lei 9615/98, chamada de lei pele. Essa lei
trata do apelido do atleta: É o nome pelo qual o atleta fica conhecido,
somente o atleta pode explorar com exclusividade seu nome profissional,
independentemente de registro como marca.
o Atleta estudante: É direito do atleta que a instituição de ensino onde estuda
adapte os horários de frequência e avaliação de modo a permitir a
participação em competições esportivas oficiais.

CIENCIA E TECNOLOGIA – ART. 218 E 291/CF: O Estado te

COMUNICAÇÃO SOCIAL – ART. 220: Trata da liberdade de imprensa por meio dos veículos de
comunicação. O princípio da vedação a censura; é vedada a censura aos veículos de
comunicação.

 Art. 223: Radiodifusão só pode fornecer por concessão do poder público para
iniciativa privada; a concessão de tv é renovável a cada 15 anos, e de rádio 10
anos. A chefia de rádio e tv deve ficar em mãos de nato ou naturalizado; e o
controle societário de no mínimo 70% deve estar em posse de nato ou
naturalizado brasileiro.
 A imprensa escrita funciona independentemente de autorização governamental.
 A lei de imprensa 5250/74 é declarada totalmente inconstitucional pelo STF –
porque? Por conta de ações propostas contra a folha de São Paulo após críticas a
igreja do Reino de Deus; o fundamento que o supremo usa é que ela foi feita em
período duvidoso – foi duramente criticada o fundamento do STF e o julgamento
em si pois feriria o princípio do acesso à justiça;
 Institutos relacionados a liberdade de imprensa:
o Sigilo da fonte: É o direito que o jornalista tem de não revelar a fonte da
matéria jornalística. Não há uma norma infraconstitucional positivando.
Segundo o a jurisprudência o jornalista e o meio de comunicação respondem
solidariamente pela matéria. Jornalista: Não é necessário diploma de
jornalista, fruto de decisão do supremo.
o Direito de resposta: É o direito que a pessoa noticiada tem de ver veicular a
sua versão dos fatos – Esse direito tem que ser anterior a notícia em si– fruto
de jurisprudência: é possível que se obtenha judicialmente a sua resposta em
duas hipóteses: 1° Quando o noticiado não foi ouvido; 2° Ainda que ouvida, ela
força o meio de comunicação a publica se a matéria for inverídica, errônea ou
falsa. É por conta da máxima do supremo: a liberdade de imprensa guarda
compromisso com a verdade. Assistir: Direito de resposta do Leonel Brizola
contra jornal nacional – segundo a jurisprudência o direito a resposta tem que
ser veiculado com mesmo tamanho e destaque da matéria ofensiva. Entrevista
da Tanya no talks channel.
Para exercer esse direito deve-se seguir um procedimento: O noticiado tem
que notificar extrajudicialmente o veículo de comunicação em prazo
decadencial de 60 dias – se o veículo de comunicação não publicar = ação no
judiciário. Se não haver a notificação é igual a não vontade de agir.
o Prevalência da tutela reparatória em detrimento da tutela inibitória: Quando
você está em vias de sofrer ameaça do direito você propõe uma tutela
inibitória; quando o direito já foi lesionado pede-se ao juiz uma tutela
reparatória. Em se tratando de meios de comunicação: só se usa a tutela
reparatória para evitar a censura, homenageando o princípio da vedação a
censura.
Há uma hipótese que se admite a tutela inibitória: No STJ – Usa-se
excepcionalmente a tutela inibitória quando o réu for reincidente em matérias
de abuso a liberdade de imprensa.

MEIO AMBIENTE – ART. 225: Fala do direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado
(direito fundamental de 3° dimensão). As competências materiais são comuns a todos os
entes. A competência formal é concorrente. TODOS os entes da federação legislam em favor
do meio ambiente. Como se tem essa diversidade de normas, as vezes gera dúvidas de qual
será aplicada – há um princípio para isso chamado de ‘’in dubio pro natura’’. A EC 96 inclui o
§7° no art. 225 sobre a questão da vaquejada em retaliação ao STF que havia dito que a norma
que autorizava era inconstitucional.

FAMÍLIA – ART.226:

EFEITOS DO CASAMENTO

PATERNIDADE RESPONSÁVEL

UNIÃO ESTÁVEL

FAMÍLIA MONOPARENTAL

ESTATUTO CONSTITUCIONAL DA FAMILIA PROTEÇÃO DA CRIANÇA, DO

ADOLECESNTE, DO JOVEM E DO

IDOSO

 DOIS PRINCIPIOS CONSTITUCIONAIS DA FAMILIA:


o 1° princípio da livre organização da família: Os integrantes da família têm
liberdade para decidir sobre seus próprios interesses; não pode sofrer
ingerência estatal –
o 2° princípio da igualdade entre homem e mulher no âmbito da família:
administram em igualdade de condições – há uma igualdade de condições no
exercício do poder familiar.
 EFEITOS DO CASAMENTO: Diz a CF que o casamento religioso gera os mesmos
efeitos que o casamento civil. Direito e deveres do casamento: 1° assistência
material e moral reciproca; 2° Fidelidade; 3° vida comum; 4° comunhão de
intimidades;
Emenda 66:
Divórcio pode ser judicial ou extrajudicial: Judicial – É o que se faz na vara da família
perante o poder judiciário; o divórcio extrajudicial é o que se faz no tabelionato e faz-
se uma escritura pública do divórcio. Quando tem que ser judicial? Litigioso, e/ou,
haver filhos incapazes; quando se pode fazer extrajudicialmente? Consensual, e/ou,
sem filhos incapazes
 PATERNIDADE RESPONSÁVEL: É um princípio constitucional, os pais têm o dever de
assistência material e moral para com seus filhos. A doutrina e jurisprudência diz
que não apenas as relações biológicas, mas afetivas decorrem direitos, deveres e
proibições.
A filiação sócia afetiva
Caso no STJ: Abandono afetivo – 1° caso: filho foi concebido em relação eventual, filho
demanda indenização por indenização afetiva; 2° caso: Exatamente a mesma coisa em
são Paulo e a justiça nega. Os dois casos foram reformados e as decisões foram
mudadas.
 UNIÃO ESTÁVEL: É essencialmente informal; o que é? Convivência pública,
continua, com intuito de constituir família. O elemento mais importante é o intuito
de constituir família – o casal atrai para si voluntaria e conscientemente os deveres
do casamento. A continuidade no sentido de ser estável. A publicidade no sentido
de o casal ser visto como se casados estivessem no meio social. A constituição diz
que o Estado vai incentivar a conversão da união estável em casamento; a
constituição diz que existe união estável entre homem e mulher, porém o STF já
decidiu que existe união homo afetiva. Como o STF julgou contra texto literal da
CF? o supremo diz que existe uma inconstitucionalidade superveniente por
omissão – o que é inconstitucional é a omissão do congresso que deixou de
adaptar a CF a evolução dos valores sociais.
A relação homo afetiva tem os mesmo direito e deveres que a relação hétero afetiva,
podem casar também
 FAMILIA MONOPARENTAL:
 PROTEÇÃO DA CRIANÇA, DO ADOLESCENTE, DO JOVEM E DO IDOSO:

CRIANÇA ADOLESCENTE

|0----------12-----------------18| Princípio da proteção integral: Vale para criança e adolescente,


por esse princípio o Estado deve intervir no núcleo familiar para proteger a criança e ao
adolescente em situação de risco.

Art. 7, XXXIII: a CF diz que o adolescente não pode trabalhar de noite em condições insalubres
ou perigosas aos menores de 18 anos. Só é permitida a partir de 16 anos, ou na condição de
aprendiz com 14 anos.
EC 65: Criou a figura do jovem. É aquele com idade de 15 a 29 anos – o Estado tem o dever de
capacitar e incluir o jovem no mercado de trabalho.

Idoso em regra é aquele com 60 anos ou mais.

ÍNDIOS – ART. 231: o legislador quis disciplinar as reservas indígenas. Estas pertencem a união,
os índios têm a posse e o direito de explorar com exclusividade os recursos naturais em
reservas indígenas. Entretanto, os recursos minerais podem excepcionalmente ser outorgada
ao particular mediante o congresso nacional – parte do proveito econômico obtido tem que
ser revertido para a comunidade indígena.

CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE: Diante de uma multiplicidade de normas e para


manter a harmonia no sistema, existe o controle de constitucionalidade para manter um
parâmetro (constituição) e confrontar com o objeto (normas). É a indagação se a norma é
compatível com a constituição – verificação da compatibilidade de uma norma em face da
constituição – visa garantir a supremacia da hierarquia do ordenamento jurídico.

 Pressuposto de existência -> constituição rígida -> Hierarquia das normas: O


pressuposto de existência do controle de constitucionalidade é ter uma
constituição rígida (processo legislativo constitucional rígido), isso nos leva a
identificar uma pirâmide de normas, no qual uma é mais importante que a outra.
I. PRINCIPIO DA SUPREMACIA DA CONSTITUIÇÃO: É o que norteia o controle de
constitucionalidade, isso invalidada as demais que destoem da constituição.
Quando isso ocorre ela é declarada inconstitucional. São mecanismos que
proporcionam o controle das normas que destoam da constituição.
 PROCEDIMENTALISMO (HABERMAS) X SUBSTANCIALISMO (DWORKIN): Há duas
correntes que estudam essa prerrogativa, estudaremos no âmbito do judiciário.
o PROCEDIMENTALISMO: o poder judiciário tem que verificar se a norma
efetivamente é fruto da vontade popular, analisa o processo de produção da
norma, a legitimidade da produção. Se foi feita de forma correta essa norma é
constitucional. Se a lei é fruto da vontade popular, não pode o judiciário tirar
do ordenamento, e se o judiciário tirasse seria antidemocrático –
o SUBSTANCIALISMO: O poder judiciário não se limita a analisar os aspectos
procedimentais, deve analisar a essência da lei, a principiologia da lei –
verificar se a lei não contraria a essência da constituição.
o COMO O SUBSTANCIALISMO REBATE O ARGUMENTO DO
PROCEDIMENTALISMO: Diz que o próprio povo escolheu o judiciário isento
politicamente para fazer o controle de constitucionalidade, por isso não há
ofensa ao princípio democrático.
O nosso controle constitucional é predominantemente substancial, porém,
influenciado pela linha procedimental, presume-se que a lei é constitucional.
II. PRINCÍPIO DA PRESUNÇÃO DE CONSTITUCIONALIDADE DAS LEIS: Como a lei é
fruto da vontade popular, presume-se que ela é constitucional. É presunção relativa
de constitucionalidade, quando o judiciário dizer o contrário você retira do mundo
jurídico.

ESPÉCIES DE INCONSTITUCIONALIDADES:
1. Total/Parcial:
a. Na inconstitucionalidade total, a lei vai ser integralmente inconstitucional e
será retirada do ordenamento jurídico – é uma medida extrema,
excepcionalmente o judiciário vai reconhecer a inconstitucionalidade total. É
dever do judiciário sempre que puder preservar a lei faze-la.
b. Na inconstitucionalidade parcial, o poder judiciário julgará apenas parte da
norma inconstitucional.
Art. 1° São direitos dos servidores públicos
- I. Férias
- II. FGTS (inconstitucional totalmente – ADI 1234)
- III. Estabilidade após estágio probatório
- IV. 13°
P. Único: Os ocupantes de cargos em comissão possuem os direitos dos incisos
I e IV.
Essa lei seria inconstitucional, o supremo subtrai efetivamente o que está
violando a constituição – no caso do inciso II
No caso do parágrafo único estamos diante do fenômeno chamado de
inconstitucionalidade parcial sem redução do texto, o STF proíbe a
interpretação literal, ordena uma interpretação subtraindo da norma o que a
torna inconstitucional. Porque literalmente induz a inconstitucionalidade –
porém o texto não será alterado.
 O controle de constitucionalidade é supressivo, serve para tirar e nunca para
colocar/adicionar. Artigo, parágrafo, inciso ou alínea, não pode suprimir palavras
ou expressões. Nem o executivo, nem o judiciário não podem atuar como
legislativo positivo, por isso é supressivo.
 Exemplos: Art. 114 é alterado pela emenda 45, fala da competência da justiça do
trabalho – em ADI o supremo diz que não é todas as relações de trabalho que
serão julgadas pela justiça de trabalho – é inconstitucional sem redução de texto.

Aula copiada do celular abaixo

2. INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL E MATERIAL:


a. A material se apresenta quando a violação é ao conteúdo da Constituição.
Uma norma que, por exemplo, permitisse a exploração do trabalho em
condições próximas à degradante seria materialmente inconstitucional por
afronta ao conteúdo de um dos fundamentos da República, qual seja o valor
social do trabalho. Tal inconstitucionalidade persistiria mesmo que a norma
seguisse todas as etapas formais do processo legislativo.
b. Já a inconstitucionalidade formal se configura quando algum dos requisitos
procedimentais da elaboração normativa é desrespeitado, seja a competência
para disciplinar a matéria, seja um quórum específico ou mesmo um
pressuposto objetivo para editar o ato normativo. Um exemplo é o
pressuposto de relevância e urgência da Medida Provisória, constantemente
desrespeitado hodiernamente.

PROCESSO LEGISLATIVO (FASES)

 INTRODUTÓRIA: é a iniciativa.
o Privativa: somente uma pessoa ou órgão pode formular projeto de lei, como as
leis orçamentárias de competência do presidente. STF tem matéria privativa
para apresenta PL sobre aumento de seu subsídio. Lembrar que competência e
iniciativa são diferentes, a competência do direito cível é da União, a iniciativa
é concorrente.
o Concorrente: direito empresarial tem competência concorrente, mas a
iniciativa é privativa do chefe do executivo.
o Popular: do povo, se sabe pela matéria a qual versa o projeto de lei. É um
abaixo assinado,
 A iniciativa federal tem que ter 1% no mínimo do eleitorado nacional
distribuído em 5 estados, e 0.3% em casa estado.
 A iniciativa popular estadual é definida pela constituição estadual, no
Paraná é no mínimo 1% do eleitorado estadual distribuídos em 50
municípios, com 1% em cada.
 Iniciativa popular municipal, 5% do eleitorado municipal.
 Constitutiva: deliberativa
o Parlamentar: quórum de instalação para PL: maioria absoluta (mais da metade
do total de integrantes – câmara: 257 e senado: 41);
Quórum de aprovação:
1. PEC – 3/5 e dois turnos de votação, entre um turno e outro deve ter um
intervalo de 5 sessões legislativas (o STF entende que o descumprimento do
prazo não gera inconstitucionalidade formal da emenda.)
2. LC – Maioria absoluta.
3. As outras leis são por maioria simples.
Projeto de lei rejeitado pode ser apresentado de novo? Somente na próxima
sessão legislativa, salvo se subscrito por 1/3 de qualquer casa legislativa.
Se emendado na casa revisora: volta para casa iniciativa para apreciar somente
a emenda – 2 casos emblemáticos: 1° não é formalmente inconstitucional, se
ao voltar da casa revisora, a casa iniciativa deve somente deliberar sobre a
alteração, sob pena de ofensa ao bicameralismo, o STF entende, entretanto, se
houver alteração no restante do projeto sem que se modifique o sentido da lei
não haverá inconstitucionalidade formal. 2° LC135/2010 de iniciativa popular:
STF disse que a lei realmente se aplica retroativamente.
 Casa iniciativa: comissão e votação; a CCJ faz o controle de
constitucionalidade do legislativo. Se for PEC tem que ter o intervalo
de 5 sessões para ser votado de novo. Mesma coisa na casa revisora
 Casa revisora: comissão votação
o Extraparlamentar
 Presidente: sanção ou veto – sanção tácita por decurso tempo de 15
dias. O veto é expresso e sempre é supressivo. O chefe do executivo
pode vetar pela não observância do que a sociedade quer, ou por ser
inconstitucional, sendo assim, aqui se encontra o controle de
constitucionalidade executivo.
Se o chefe do executivo vetar: sessão conjunta com quórum de
maioria absoluta. 30 dias senão ocorre o trancamento de pauta.
A sanção do presidente não supre o vício de iniciativa pelo motivo da
teoria do ato jurídico, toda vez que o ato viola a constituição é
nulidade absoluta. Portanto, há uma máxima do controle de
inconstitucionalidade “o que nasce inconstitucional, morre
inconstitucional”
O processo legislativo de PEC não tem sanção ou veto. A MP aprovada
na integra também não tem fase de sanção ou veto.
A MP que sofre emenda passa a ser chamada de projeto de lei em
conversão.
 Complementação
o Promulgação
o Publicação
3. INCONSTITUCIONALIDADE POR AÇÃO OU OMISSÃO
a. Ação: diante de um agir positivo do legislativo, o legislador faz a norma e esta
contraria a constituição.
b. Por omissão: é inconstitucional a conduta do legislador que não fez a lei como
deveria ter feito. O mandado de injunção discute a inconstitucionalidade por
omissão – cabe contra norma de eficácia limitada (aquela que está na
constituição, mas não tem regulamentação), se faz controle difuso. Por
exemplo uma norma constitucional que necessita de regulamentação
infraconstitucional, mas por sua vez o congresso nada faz.

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4. INCONSTITUCIONALIDADE DIRETA E INDIRETA


a. Direta: A norma cuja constitucionalidade é discutida possui a constituição
como pressuposto imediato de validade.
b. Indireta: Entre a norma cuja constitucionalidade é discutida e a constituição,
existe uma lei ou ato normativo que funciona como pressuposto de validade
imediato da primeira.
c. Nos dois conceitos trabalhamos com o pressuposto de validade – Kelsen: a
norma não é justa ou injusta, analisamos se ela é válida. Qual o pressuposto de
validade? A norma acima desta. Kelsen chamava de silogismo jurídico a busca
pelo pressuposto de validade da norma. Em controle de constitucionalidade
fazemos o silogismo jurídico.
i. Na direta: Temos um nível hierárquico somente, portanto, viola a
norma constitucional diretamente, temos um ato normativo primário.
ii. Na indireta: Temos dois níveis hierárquicos abaixo da constituição,
portanto, viola a constituição indiretamente, temos um ato normativo
secundário.
iii. O STF entende que não cabe ADI contra ato normativo secundário – só
cabe contra ato normativo primário.
o Quando saber se está diante de um ato normativo primário ou secundário?
 Primário: É aquele que inova no mundo jurídico – cria direitos,
obrigações, proibições, etc. A lei inova o mundo jurídico. Quem cria
leis é o poder legislativo.
 Secundário: Não inova no mundo jurídico; serve para regulamentar a
lei. Dar condições de aplicação da lei. Exemplos: decreto, portaria,
resolução, instrução normativa. Quem cria decretos.... o judiciário ou
executivo
EXCEÇÃO: Chefe do executivo pode criar medida provisória porque
inova o mundo jurídico
 EXCEÇÃO 2: Decreto ou regulamento autônomo: Art. 84, VI – O
presidente pode baixar um decreto extinguindo cargos. Está inovando
o mundo jurídico
 Exceção que não será cobrada na prova: Algumas resoluções do CNJ e
algumas resoluções do TSE.
o OBSERVAÇÃO: Emenda à constituição pode inovar o mundo jurídico? Sim.
Cabe ADI contra emenda? Sim, pode-se propor. A emenda pode contrariar a
constituição, então quando ela vai ser inconstitucional? 1° restrição
circunstancial. 2° restrição formal. 3° restrição material – não pode mexer nas
cláusulas pétreas. Portanto, o controle de constitucionalidade da emenda se
dá pelo parâmetro das cláusulas pétreas.
o A reação do legislador em relação a uma decisão do poder judiciário em
controle de constitucionalidade – efeito backlash.
5. INCONSTITUCIONALIDADE ORIGINÁRIA OU SUPERVENIENTE:
a. Originária: A lei nasce inconstitucional, entra em vigor e já viola o texto
constitucional.
b. Superveniente: A lei nasce constitucional, porém, se torna inconstitucional em
virtude de um fato superveniente – esse fato é geralmente quando uma nova
ordem constituinte desponta.
o O STF entende que não cabe ADI para discutir inconstitucionalidade
superveniente. Entende que quem ajuíza uma ação dessa é carente de ação –
significa dizer a ausência das condições da ação. São duas: Legitimidade de
partes e interesse de agir. O que é o interesse de agir? Só há interesse de
movimentar o maquina judiciaria ser for necessário e útil a tutela jurisdicional.
o Porque o STF entende isso? O STF entende que emenda constitucional
posterior revoga lei infraconstitucional anterior com ela incompatível. Não é
útil nem necessário propor ADI pois ela já não está no mundo jurídico.
o A extinção por carência de ação é sem análise de mérito.
o A lei não recepcionada pela nova constituição corresponde a uma
inconstitucionalidade superveniente.
 CASO CONCRETO:
o Gestão tripartite: Governo, trabalhador e empregador: Na EC/2003 foram
adicionados os inativos e transforma-se em quadripartite.
o Gestão quadripartite: governo, trabalhador, empregador e inativos: Requião
aprova lei antes de 2003 que diz os inativos tem que pagar a seguridade social,
era originalmente inconstitucional. Proposta uma ADI antes de 2003. A
EC/2003 foi aprovada e a ADI não foi julgada, portanto, se tornando
constitucional. ‘’O que nasce inconstitucional, morre inconstitucional’’ –
nulidade absoluta, é insanável. O STF julgou a ADI e retira do mundo jurídico. A
CONSTITUCIONALIDADE SUPERVENIENTE NÃO É ACEITAVEL PELO STF

CONTROLE:

I. MOMENTO: Quanto ao momento o controle se divide.


a. PREVENTIVO: É aquele que ocorre antes da entrada em vigor da lei, ocorre antes
da entrada em vigor para impedir que se torne lei. Em regra, quem faz é o
executivo (presidente por meio do veto) e o legislativo (CCJ) – EXCEÇÃO: fruto de
construção jurisprudencial, somente na hipótese de mandado de segurança
impetrado diretamente no supremo por parlamentar para anular um processo
legislativo por inconstitucionalidade formal no âmbito federal. A jurisprudência
pegou essa exceção e ampliou para deputado estadual ir ao TJ pedindo a mesma
coisa no caso de processo legislativo estadual, e vereador ir ao juiz de direito (1°
grau) pela mesma coisa no caso de processo legislativo municipal.
b. REPRESSIVO: Depois que a lei entra em vigor, é retirada do mundo jurídico. Em
regra, é feita pelo judiciário – EXCEÇÕES:
1° - art. 52, X*;
2° - Sumula 347/STF: Fala que o tribunal de contas da união pode deixar de aplicar
uma lei que ele entende ser inconstitucional (a hipótese que admite isso –
convênios com municípios, as leis municipais estão incorretas e o TCU deixa de
aplica-las para...);
3° - art. 49, V: diz que o congresso pode sustar os atos do executivo que exorbitem
o poder regulamentar. A CF traz um instrumento para suspender o ato normativo
do executivo, somente o ato do executivo que inovar o mundo jurídico pois viola o
princípio dos três poderes. Exemplo: Ato sobre porte de armas do Bolsonaro; Ato
da Dilma em 2014, criou os conselhos populares -
II. SISTEMAS (MODELOS): Os sistemas que fazem o controle de constitucionalidade.
Há dois sistemas no mundo, os ocidentais sempre adotam um dos dois.
a. DIFUSO: Surgiu em 1803 nos EUA – Todos os juízes ou órgãos do poder judiciário
podem fazer controle de constitucionalidade, portanto, difuso/difundido em todo
o sistema do judiciário. Surge no caso Marbury v Madison – por conta de uma
norma vigente que era inconstitucional, a suprema corte americana afirma que
qualquer juiz poderia deixar de aplicar uma lei por sua inconstitucionalidade.
b. CONCENTRADO: Surgiu na Áustria em 1920 por Hans Kelsen – Um único órgão do
poder judiciário pode dizer que a lei é inconstitucional – somente a suprema corte
pode, o maior país que adota isso é a Alemanha.
c. No Brasil temos um sistema misto de controle de constitucionalidade.
III. VIAS: Para entendermos isso temos que entender as vias de controle – via
principal e via incidental – elas dizem respeito ao meio judicial pelo qual se faz o
controle:
a. PRÍNCIPAL: Na via principal: A ação judicial serve especificamente para controle de
constitucional – exemplo: ADI; o controle constitui o pedido da ação – a via
principal. Tem eficácia ‘’erga homines’’ feita pelo STF
b. INCIDENTAL: Na via incidental: A ação judicial não tem por proposito o controle de
constitucionalidade – serve inicialmente para a disputa de interesses, mas o juiz só
vai solucionar o conflito ele necessita passar pela análise de constitucionalidade da
lei. Sem isso ele não consegue solucionar a lide.
o Por isso todo e qualquer juiz pode fazer o controle de constitucionalidade
incidental – mas a eficácia da decisão é ‘’inter partes’’.
o Quando a decisão tem eficácia erga homines é porque foi feita pela via
principal e, portanto, feita pelo supremo.
o A via principal/concentrado é abstrato, pois o juiz não julga a aplicação da lei
no mundo, mas sim via provocação.
o A via difusa/incidental é concreta, pois se faz o controle na aplicação de um
caso concreto.
o O STF pode fazer os dois controles, tanto difuso, quanto concentrado. O HC é
um grande exemplo de controle difuso pelo supremo. O STF faz o controle
difuso, tanto pela via recursal, ou pela competência originária.
o No controle difuso feito pelo supremo tem eficácia erga homines. Pois o STF
agora adota a teoria da abstrativização do controle difuso –
o No controle difuso o controle de constitucionalidade constitui a causa de pedir
da ação, e não o pedido como no controle concentrado. Portanto, se foi ADI o
pedido vai estar refletido no dispositivo da sentença - e só o STF faz isso. Já no
caso do controle difuso, a causa de pedir vai estar refletido na fundamentação
da sentença. O que faz coisa julgada é o dispositivo da sentença, e por isso o
judiciário que não o Supremo o coloca na fundamentação e não no dispositivo.

CONTROLE DIFUSO:

1. CLAÚSULA DA RESERVA DE PLENÁRIO (ART. 97/CF): Conceito – Quando a discussão


quanto a constitucionalidade, ou inconstitucionalidade de uma lei chegar pela 1° vez
no tribunal, o órgão fracionário do tribunal (câmara ou turma) não poderá analisar a
discussão, devendo remete-la ao plenário – órgão especial ou tribunal pleno – cada
tribunal escolhe ou o tribunal pleno (todos os desembargadores) ou órgão especial
(composto pelos mais antigos desembargadores). Para dizer que a lei é
inconstitucional é necessária maioria absoluta, portanto, o órgão especial/tribunal
pleno faz o controle e remete ao relator essa fundamentação, para terminar o
julgamento, o relator está.
O supremo baixou a sumula vinculante 10: Diz que é nulo o julgamento que não
observa a reserva de plenário. Baixou essa sumula depois de tanto anular acordão de
tribunais que violavam o art. 97.
Exceção: Não se aplica reserva de plenário se o STF já tiver dito que a lei é
inconstitucional.
 Observação: Juizado especial – só existe estadual comum e federal comum – é
composto por juízes estaduais de 1° instancia que atuam como 1° e 2° instancia do
juizado especial. A 2° instancia do juizado especial é chamado de turma recursal
(composta por juízes, e não desembargadores) – O STF entende que à turma recursal
do juizado especial não se aplica a reserva de plenário, pois não é tribunal.
2. COMUNICAÇÃO AO SENADO (ART. 52, X/CF): Caiu em desuso – a lógica desse inciso é
que quando o supremo faz controle difuso e reconhece a inconstitucionalidade de
uma norma, ele deve comunicar isso ao senado, para que o senado querendo -
suspenda os efeitos da norma, portanto, de eficácia erga omnes a decisão do supremo.
Até 2018 o STF quando declarava a inconstitucionalidade por controle difuso tinha
eficácia interpartes; caiu em desuso porque em um caso sobre a lei de crimes
hediondos; mas isso levou a jurisprudência resistente: é quando os juízes de um
determinado lugar não aplicam uma jurisprudência. Portanto o STF decidiu adota a
teoria da abstrativização do controle difuso – ou seja, no controle difuso feito pelo STF
os efeitos gerados nesse caso concreto geram efeitos erga omnes e vinculam todos os
tribunais e órgãos abaixo.

CONTROLE CONCENTRADO: Aquele concentrado no supremo.

1. ADI: A ADI serve de parâmetro para as outras –


ADI - OBJETO LEGITIMADOS EFEITOS
LEI OU ATO NORMATIVO: Universais: Presidente; mesa da ERGA OMNES
Federal câmara dos deputados; mesa do
estadual senado; conselho federal da
distrital OAB; procurador-geral da
república; partido político.

POSTERIOR À CF Especiais: Governador do VINCULANTE


estado; mesa da assembleia
legislativa; confederação
sindical; associação de classe de
âmbito nacional
EX TUNC
REPRISTINATÓRIO

 OBJETO: da ADI pode ser proposto contra lei ou ato normativo federal, estadual e
distrital. A lei ou ato normativo primário. Não cabe contra lei ou ato normativo
municipal. A lei distrital é do distrito federal.
o No distrito federal (tem competência dos entes estaduais e municipais),
portanto, só cabe ADI no distrito federal se a lei ou ato tem competência
estadual; ESTADO - direito do consumidor, gás canalizado, MUNICIPAL:
 Para caber ADI tem que ser posterior a constituição – porque não se pode propor ADI
para discutir fato superveniente.
 Cabe ADI contra tratados internacionais? Depende, tem dois grupos – os que versam
sobre direitos humanos e os demais. Temos que estudar elas antes e depois da EC 45.
o ANTES: Os tratados de direitos humanos tinham status supralegal; e os demais
tratados tinham status legal
o DEPOIS: Os tratados de direito humanos têm status de emenda constitucional
como disposto no art. 5°, §3°/45. Os demais tratados continuam com status
legal.
o Cabe ADI contra qualquer tratado internacional ratificados pelo Brasil, tantos
os anteriores e os posteriores. Os tratados internacionais podem ser objeto de
ADI, mas também pode ser parâmetro para propor ADI.
o Se a lei contraria tratado supralegal, está se denomina invalida. Se chama
controle de convencionalidade. Porque é a norma que está no meio do
caminho entre a norma invalida e a constituição.
 LEGITIMADOS: Se dividem em dois grupos, os universais e os especiais
o Especiais: São aqueles que necessitam demonstrar nexo de pertinência
temática (é uma relação entre os fins institucionais do autor e o objeto da
ação);
 Associação de classe de âmbito nacional. O STF começou a restringir a
atuação dessas atuações – ele considera de âmbito nacional a
associação presente em pelo menos 1/3 (9) dos Estados da federação.
Tem que representar uma categoria profissional ou econômica
especializada. Não necessita representar somente pessoas físicas.
 Confederação sindical: O sistema sindical é hierarquizado; quem pode
propor é somente a confederação (é o topo da pirâmide). Há uma
exceção, se a associação de classe de âmbito nacional estiver inserida
na hierarquia dos sindicatos, ela não pode propor ADI, somente se for
confederação.
 Mesa da assembleia legislativa: A mesa é quem pode propor, um
pequeno grupo de pessoas.
 Governador do Estado: Cabe contra todas as leis do estado que
representa, mas também pode propor contra leis que atinjam de
forma direta seu Estado.
o Universais: Os universais não precisam demonstrar nexo de pertinência
temática. Podem propor contra qualquer lei.
 Conselho federal da OAB: Podem propor contra qualquer lei. Mesmo
que não tenha relação com sua área de atuação.
 Presidente:
 PGR: Chefe do ministério público federal.
 Partido político: Só pode propor ADI se ele tiver representatividade no
congresso nacional. No caso se 1 parlamentar tiver sido eleito pelo
partido. Se a ADI que o partido tiver sido proposto antes da perda da
sua legitimidade, ela é analisada na propositura da ação, portanto, não
existe perda superveniente de legitimidade.
o O STF entende que a associação de classe de âmbito nacional, a confederação
sindical e os partidos políticos não têm capacidade postulatória, e tem que ter
advogados para propor ADI.
 TRAMITE: LEI 9869/99
Petição inicial > medida cautela > pedido de info > ADV geral da união > PGR > plenário
********* ************ do STF
STF LIMINAR

PETIÇÃO INICIAL:

o Competência originaria do supremo: será peticionada do STF


o Os requisitos são os mesmo de uma petição civil normal
o Se o autor da ADI for um legitimado especial na petição inicial deverá ter uma
preliminar que justifique o objetivo da ADI (como ela afeta o caso concreto)
o Há o princípio da indisponibilidade da demanda, uma vez ajuizada a demanda
o autor não pode desistir
o E se determinada lei (objeto da ADI) é revogada? Perde o interesse de agir
(não é mais útil nem necessário), portanto, ocorre a perda superveniente do
interesse de agi e será julgada sem a análise do mérito
o E se a lei fosse revogada propositalmente? O supremo entende que se a ação
já estiver pautada a revogação da lei caracteriza fraude processual e o STF
prossegue com a ADI (caso o relator já esteja com sua redação pronta e com
data já marcada para julgamento

MEDIDA CAUTELAR: é uma liminar de cautela. Por cautela se solicita para


suspender os efeitos da lei ou suspender o trâmite de todas as ações do país que
em controle difuso estejam discutindo a constitucionalidade da lei.

o Muito difícil o supremo deferir medida cautelar


o O quórum para definir a medida cautela é maioria absoluta (o relato não pode
deferir a medida cautela sozinho)
o EXCEÇÃO: no recesso judiciário, no final de semana ou feriado o relator poderá
deferir sozinho a medida cautelar
o O fato do supremo não ter deferido medida cautelar não significa que o
supremo est[a dizendo que a lei é constitucional, ou vice-versa. Ou seja, não é
uma antecipação do juízo de valor

TRÂMITE

o O rito sumario do art. 12, ao invés de deferir a medida cautelar o STF adota o
art. 12 da lei – FALEMOS DEPOIS DE ENTENDER O TRAMITE NORMAL.

o O TRAMITE NORMAL: deferido ou não a medida cautelar, o ministro relator da


ADI vai pedir informações para quem editou a norma cuja a
constitucionalidade é discutida. Se a lei é federal pede informações ao
congresso. Tem 30 dias para alguma coisa supremo. Após isso a adi vai para o
advogado geral da união, é responsável pelo contraditório, ele é responsável
de defender a constitucionalidade da lei. (EXCEÇÃO: não precisa contestar a
ação – quando o supremo já tiver dito que a lei é inconstitucional – o supremo
já disse por meio de controle difuso). Prazo de 15 dias para contestar a ação.
Depois vai para o PGR (Chefe do MPF) – emite um parecer na ADI, dá a opinião
dele sobre a constitucionalidade da lei – tem prazo de 15 dias também –
mesmo que o PGR seja o autor da ação ele tem a obrigação de emitir um
parecer mesmo assim. Em todas essas etapas é vedado a intervenção de
terceiros (chamamento ao processo, denunciação da lide, etc.) (EXCEÇÃO:
Atuação do amicus curiae – se desenvolveu aqui, é uma entidade que contribui
com informações técnicas para o julgamento da lide, para auxiliar o tribunal.
Funciona como um instrumento de democratização – o AC pode entrar de
oficio, ou o ministro do STF provoca para participar) – A decisão do ministro
relator que decide a entrada do AC é irrecorrível – O AC tem direito a
sustentação oral por meio do seu advogado.
 Exemplo de atuação do amicus curiae: lei de biossegurança – permitia
que descartasse óvulos embrionários – vários amicus curiae para o
processo.
o O ART. 12 – O RITO SUMÁRIO: ele corta os prazos em 1/3 (fica mais rápido,
pedido de informações 10 dias ao invés de 30; prazo para contestar do ADV
geral da união 5 dias; prazo do PGR 5 dias.) QUORUM mínimo de presentes –
no mínimo 8 ministros – a decisão do supremo na ADI, seja para julgar
procedente ou improcedente o QUÓRUM é de maioria absoluta (são 6 de 11
total). Se não for atingido o quórum de votação ocorre a suspenção do
julgamento até os ministros que faltaram votarem.
o EFEITOS: Os julgamentos do supremo sempre têm os efeitos ‘’erga homines’’ e
vinculante (no controle concentrado) – já os outros dois efeitos –
repristinatório e ‘’ex tunc’’ somente quando julga inconstitucional.
 ERGA HOMINES: Diz respeito a quem a decisão se destina – é a
eficácia coletiva. VALE TANTO PARA CONTROLE DIFUSO, QUANTO
PARA O CONTROLE CONCENTRADO
 VINCULANTE: É a eficácia que obriga o destinatário da decisão de
decidir da mesma forma. Quando o supremo diz que a lei é
constitucional ou inconstitucional, essa lei vincula todos os órgãos do
poder judiciário e a adm. Pública a declarar da mesma forma. Em
outras palavras, ela vincula as funções jurisdicional e administrativa.
NÃO VINCULA a função legislativa. SÓ o STF edita sumula vinculante –
não é a mesma coisa que decisão em controle concentrado. A parte
prejudicada por órgão que não respeitou o supremo – pode entrar
com reclamação diretamente no STF – o reclamante ‘’reclama’’ contra
o reclamado – o STF reforma ou diz o que o juiz deve fazer. VALE
SOMENTE PARA CONTROLE CONCENTRADO – portanto, não cabe
reclamação sobre decisão em controle difuso.
 No recurso extraordinário com repercussão geral (controle
difuso) – também não cabe reclamação. EXCETO se não
couber mais recursos – ou seja, quando chegar no STJ a parte
desfavorecida pode entrar com reclamação, pois a só há mais
o STF que decidiu favorável a parte desfavorecida.
 REPRISTINATÓRIO: É quando a lei C revoga B e isso não significa que a
lei vai voltar a vigorar - MAS a ADI tem efeito repristinatório – é o
retorno a vigência de uma lei revogada em virtude da revogação da lei
revogadora. Não adotamos a repristinação como regra, mas damos
efeito repristinatório a declaração de inconstitucionalidade no
controle concentrado.
 ‘’EX TUNC’’: Eficácia retroativa – a decisão do STF retroage no
ordenamento jurídico; é como se a lei nunca tivesse gerado efeitos. A
inconstitucionalidade corresponde a uma nulidade absoluta. EM
REGRA, as decisões têm efeito ’’ex tunc’’ – em virtude da insegurança
jurídica, o supremo pode EXCECPCIONALMENTE pode modular os
efeitos da decisão (é quando o STF adota eficácia ‘’ex nunc’’, ou fixa
outra data a partir da qual a decisão vai produzir efeitos) pode
modular nas hipóteses do art. 17 da lei 9869 – por razões de
segurança jurídica. A decisão para modular a decisão deve ser tomada
por quórum qualificado de 2/3 – 8 votos a favor para modular. O
supremo fez isso no caso de precatórios.

PARTE DOS EFEITOS ABAIXO:

A INCONSTITUCIONALIDADE POR ARRASTAMENTO: é um fenômeno criado pelo STF –


é a extensão de efeitos de uma norma inconstitucional para abranger outra norma
conexa com a primeira e que pelos mesmos motivos é inconstitucional. É uma exceção
aos limites objetivos – não é nula por ser extra petita porque é o supremo e o supremo
pode. O arrastamento pode ser em horizontal hierarquicamente, mas também pode
ser verticalmente.

CONSTITUCIONALIDADE REBUS SIC STANDIBUS: Significa da forma como as coisas


estão – supremo chama também de constitucionalidade em transito para
inconstitucionalidade. O supremo admite dizer que algo é inconstitucional naquele
momento, mas se torna inconstitucional no futuro a depender das circunstâncias.
TEORIA DA TRANSCENDÊNCIA DOS MOTIVOS DETERMINANTES: Por esta teoria
possui eficácia erga homines e vinculante, não apenas para o dispositivo, mas também
a fundamentação da decisão em controle concentrado (‘’ratio decidenci’’ – as razões
de decidir do STF). O SUPREMO NÃO ADOTA ESTA TEORIA – essa decisão do supremo
de não atender está em cheque no momento – Está teoria só se aplica em controle
difuso e não em controle concentrado.

2. ADO: Ação direta de inconstitucionalidade por omissão –


a. OBJETO: Se discute diante de inconstitucionalidade por omissão > é o fato de
não haver uma lei regulamentando o que a constituição diz – diferença do
mandado de injunção (ausência de lei para exercer direito – controle difuso),
na ADO é para mesma função, mas em controle concentrado
b. LEGITIMADOS: Os mesmos legitimados da ADI
c. TRÂMITE: O trâmite é o mesmo da ADI com uma peculiaridade: Na ADI cabe
medida cautelar, na ADO não existe o que suspender porque não existe lei,
mas pode usar cautelar na ADO, para paralisar todos os casos de ADO até
julgar essa.
d. EFEITOS: Tradicionalmente há dois efeitos da decisão: 1° EFICÁCIA
DECLARATÓRIA: declara a mora do poder público, está em atraso com o dever
de legislar; 2° EFICÁCIA MANDAMENTAL: Manda o legislador fazer a norma,
fixando prazo para isso. Até julho desse ano, passado o prazo do legislador o
supremo nada fazia, a partir de julho – supremo passou a entender no
julgamento sobre criminalização da homofobia, pode suprir e pode determinar
a aplicação de uma outra norma em caráter geral ainda que para tanto seja
necessária uma aplicação extensiva da outra norma com ampliação de
conceitos jurídicos ainda que para tanto ele esteja criminalizando uma
conduta e antes mesmo de decorrido o prazo que deu para o legislador
3. ADC: Ação declaratória de constitucionalidade – só cabe para lei posterior a
constituição igual a ADI.
a. OBJETO: Lei ou ato normativo federal – aqui se vai para declarar a
constitucionalidade - Ato normativo primário. REQUISITO ESPECIAL: só tem
interesse de agir ao propor ADC, se houver uma controvérsia sobre a
constitucionalidade da norma. Pacifica a controvérsia, e somente pode propor
provando que existe essa controvérsia. ADC 20 E 30 sobre ficha limpa.
b. LEGITIMADOS: Os mesmos legitimados na ADI e ADO.
c. TRÂMITE: É igual ao da ADI, com duas diferenças: 1° Na ADI a medida cautelar
serve para suspender os efeitos da lei e os tramites que discutem a lei – a
medida cautela na ADC serve somente para suspender os tramites das ações;
2° Não tem a fase de contestação pelo adv. Geral da união
d. EFEITOS: A ADI ou ADC são ações de natureza dúplice ou ambivalente – uma
corresponde ao oposto da outra. Portanto, a ADC vai produzir os mesmos
efeitos, a depender se for procedente ou improcedente. Não tem necessidade
de reconvenção no controle concentrado, porque a simples procedência ou
improcedência já vai produzir os efeitos.
4. ADPF: Arguição de descumprimento de preceito fundamental –
a. OBJETO: A ADPF é ação de caráter residual (subsidiário) – significa dizer que só
cabe ADPF se não couber qualquer outra ação. O objeto dela é tudo aquilo que
não pode ser objeto das outras. PECULIARIEDADE: O parâmetro de controle é
menor, somente os preceitos fundamentais – é o supremo que diz caso a caso
quais são os preceitos fundamentais; os direitos fundamentais, cláusulas
pétreas, normas de organização dos poderes. Cabe contra lei municipal.
b. LEGITIMADOS: OS MESMO DA ADI
c. TRÂMITE: A ADPF pega emprestado o trâmite de outra ação, a depender do
que se pede na ADPF.
d. EFEITOS: Pega emprestado os EFEITOS de outra ação, a depender do que se
pede na ADPF

NÃO CAI NA PROVA ABAIXO

CONTROLE NOS ESTADOS: Temos o controle de constitucionalidade do Estado.

 STF – PARAMETRO CF
 TJ – PARAMETRO CE: É possível propor ADI que lei viola a constituição do Estado -
o Art. 111, CE-PR: Traz os legitimados – Há uma simetria, diminuindo-as em
âmbito estadual.
o OBJETO: O objeto a lei estadual ou municipal que viole a CE.
 Lei estadual:
 Lei municipal: