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UNIDADE SUPERIOR DE ENSINO DE FEIRA DE SANTANA

CURSO DE ODONTOLOGIA
DISCIPLINA: FARMACOLOGIA GERAL
TURMAS: 3º SEMESTRE NOTURNO (A e B)
DOCENTE: ALEXANDRA AMORIM HELFENSTEIN

LEITURA:
ATIVIDADE:
Diante do texto acima traduzido, pelo google translate, do artigo: FANG, L.; KARAKIULAKIS, G.;
ROTH, M. Are patients with hypertension and diabetes mellitus at increased risk for COVID-19
infection? The Lancet Respiratory Medicine, 2020, ISSN 2213-2600.
(http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2213260020301168)

1- Explique o que vem a ser uma enzima conversora de angiotensina 2 (ECA2)?

É uma enzima conversora da angiotensina 2 (ECA 2) uma enzima componente do sistema


renina angiotensina aldosterona. É responsável pela conversão da angiotensina
II em angiotensina 1-7. Sua importância médica reside no fato de estar relacionada a
patogênese de várias desordens cardiovascular, como por exemplo, hipertensão,
arteriosclerose e infarto do miocárdio.
A enzima conversora da angiotensina (ECA) é produzida pelos vasos pulmonares e age sobre
a angiotensina-1, transformando-a em angiotensina-2.

2- Sobre os medicamentos inibidores da enzima conversora de angiotensina:


A) Quais as indicações clínicas desta classe de fármacos?
São eficazes no tratamento da HAS, reduzindo a morbidade e a mortalidade
cardiovasculares nos hipertensos; Pacientes com insuficiência cardíaca; Com infarto
agudo do miocárdio, em especial quando apresentam baixa fração de ejeção; De alto
risco para doença aterosclerótica; Sendo também úteis na prevenção secundária do
acidente vascular encefálico. Quando administrados a longo prazo, os IECAs retardam o
declínio da função renal em pacientes com nefropatia diabética ou de outras etiologias.

B) Explique de forma sucinta e generalista como ocorre a farmacodinâmica destes


fármacos?
Agem fundamentalmente pela inibição da enzima conversora da angiotensina (ECA),
bloqueando a transformação da angiotensina I em II no sangue e nos tecidos, embora
outros fatores possam estar envolvidos nesse mecanismo de ação.

C) Apresente cinco nomes de medicamentos de referência desta classe e seus respectivos


fabricantes.
Inibidores da ECA:
Benazepril. (Lotensin®);
Captopril. (Ecopace®, Kaplon®, Tensopril®, Acepril®, Capoten®);
Cilazapril. (Vascace®);
Enalapril. (Ednyt®, Innovace®, Vasotec®);
Fosinopril. (Staril®, Monopril®).
3- Sobre os Bloqueadores dos receptores de angiotensina 2 (BRA):

A) Quais as indicações clínicas desta classe de fármacos?


São eficazes no tratamento da hipertensão. No tratamento da hipertensão arterial,
especialmente em populações de alto risco cardiovascular ou com comorbidades,
proporcionam redução da morbidade e mortalidade cardiovascular. Estudos também
comprovam seu efeito benéfico em insuficiência cardíaca congestiva, e são úteis na
prevenção do acidente vascular cerebral. São nefroprotetores no paciente com diabetes
melito tipo 2 com nefropatia estabelecida e incipiente. Metanálise recente aponta
equivalência entre BRA II e IECA na redução de eventos coronarianos61 e superioridade
dos BRA II na proteção cerebrovascular, contrapondo-se a metanálises anteriores que
indicavam redução de eventos coronarianos apenas com os inibidores da ECA. O
tratamento com BRA II, assim como o uso de IECA, vem sendo associado a uma menor
incidência de novos casos de diabetes melito tipo 2.

B) Explique de forma suscinta e generalista como ocorre a farmacodinâmica destes


fármacos?
Bloqueadores dos receptores AT1 da angiotensina II (BRA II) antagonizam a ação da
angiotensina II por meio do bloqueio específico de seus receptores AT1.

C) Apresente cinco nomes de medicamentos de referência desta classe e seus respectivos


fabricantes.
Losartana (Cozaar)
Candesartana (Atacand)
Irbersartana (Avapro)
Telmisartana (Micardis)
Valsartana (Diovan)

4- Explique as características farmacodinâmicas do ibuprofeno. (Para isto consulte: bulário


eletrônico em  anvisa.gov.br  ibuprofeno  bula profissional)
Farmacodinâmica
Ibuprofeno é um derivado do ácido fenilpropânico, inibidor da síntese das prostaglandinas,
tendo propriedades analgésicas e antipiréticas. Os antipiréticos e analgésicos inibem a ação
da cicloxigenase, diminuindo a formação de precursores das prostaglandinas e dos
tromboxanos a partir do ácido araquidônico, diminuindo a ação destes mediadores no
termostato hipotalâmico e nos receptores de dor (nociceptores).
5- Através da leitura do artigo explique como ocorre a patogênese do COVID-19 e por que
uma provável utilização do ibuprofeno aumenta o risco da infecção?
De acordo com a The Lancet, patógenos de coronavírus que infectam seres humanos, como
o Sars-Cov-2, alvejam as células-hóspedes por meio da ECA2, presente em células no
pulmão, no intestino, nos rins e em vasos sanguíneos.
A ECA2, portanto, é o receptor pelo qual o coronavírus penetra nas células das pessoas
infectadas. E muitas pessoas hipertensas, diabéticas ou com doenças cardiovasculares usam
os chamados inibidores de ECA, molécula que contribui para elevar a pressão no sangue. “A
hipertensão também é tratada com inibidores de ECA, o que resulta num maior número de
ECA2” no organismo, diz o estudo.
A hipótese dos autores é de que usar medicamentos como o Ibuprofeno pode aumentar o
número de receptores usados pelo coronavírus para entrar nas células. “A ECA2 também
pode aumentar por (…) Ibuprofeno. (…) Consequentemente, o aumento da expressão de
ECA2 poderia facilitar a infecção pela covid-19. Assim, levantamos a hipótese de que o
tratamento de diabetes e hipertensão por medicamentos que estimulam a ECA2 aumenta o
risco de desenvolver covid-19 grave e fatal”, continua o texto.

6- Por que pacientes diabéticos e hipertensos estariam em maior risco de infecção por
COVID-19?
Como os idosos, pessoas com diabetes e hipertensão têm um sistema imunológico mais
fraco, o que aumenta o risco de complicações ao contrair uma infecção, como o coronavírus.
Além disso, há um possível “agravante” no que diz respeito a essas doenças e a infecção por
coronavírus, especificamente. Um estudo publicado na revista científica The Lancet sugere
que alguns medicamentos para pressão alta e diabetes podem favorecer a ação do novo
coronavírus.
De acordo com o estudo, alguns medicamentos para essas condições ativam a enzima
conversora de angiotensina 2 (ECA-2), um receptor presente nas células do pulmão, rim,
intestino, vasos sanguíneos, entre outros, e isso pode facilitar a replicação do vírus no
organismo e potencializar sua ação. Isso acontece porque o novo coronavírus usa
justamente esses receptores para invadir as células de suas vítimas, segundo um estudo
anterior publicado na revista Science.
Esses medicamentos aumentam a quantidade desses receptores no organismo e, portanto,
pode levar a uma potencialização da ação do vírus ao facilitar sua replicação no
organismo. Vale ressaltar que o estudo da The Lancet foi apenas observacional e não indica
uma relação de causa e consequência.