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FACULDADE EDUCACIONAL DE PONTA GROSSA

ARQUITETURA E URBANISMO

ELIRIAN RODRIGUES

RAFAEL FELIPE TAVARES

TAMIRES DE SÁ

MEMORIAL DESCRITIVO: PISOS DRENANTES E INFRAESTRUTURA


VERDE - AZUL

PONTA GROSSA PR

2019
Sumário
1 MEMORIAL DESCRITIVO: PISOS DRENANTES E INFRAESTRUTURA VERDE -
AZUL ............................................................................................................................................ 3
1.1 INFRAESTRUTURAS VERDE-AZUL ................................................................................. 3
1.1.1 TIPOS E USOS .................................................................................................................... 3
1.1.2 VANTAGENS E DESVANTAGENS ................................................................................. 5
1.1.3 PROSEDIMENTOS PARA INSTALAÇÕES E MODELOS ............................................. 5
1.2 PISOS DRENANTES ............................................................................................................. 9
1.2.1 USO .................................................................................................................................... 10
1.2.2 VANTAGENS E DESVANTAGENS ............................................................................... 10
1.2.3 CAPACIDADE DE ABSORÇÃO DE ÁGUA .................................................................. 11
1.2.4 PROCEDIMENTOS PARA INSTALAÇÃO .................................................................... 11
1.2.4.1 INSTALAÇÃO DO COMUM ........................................................................................ 11
1.2.4.2 INSTALAÇÃO DO RESINADO ................................................................................... 12
1.2.4.3 DURABILIDADE DO PISO DRENANTE .................................................................... 12
1.2.5 MODELOS, CORES E TAMANHOS / PREÇOS E FABRICANTES ............................. 12
1 MEMORIAL DESCRITIVO: PISOS DRENANTES E INFRAESTRUTURA
VERDE - AZUL

Este memorial tem como objetivo apresentar os sistemas de infraestruturas verde


e azul para a execução do projeto de urbanização paisagístico referente a um parque que
será para uma alternativa ao manejo de água da chuva econômica, sustentável e
amigável ao meio ambiente. O principal objetivo é o reaproveitamento da água da
chuva, através da infiltração e captura e reuso, mantendo e até recuperando a hidrologia
natural, além de complementar as informações, especificações e conceitos adotados
neste projeto.
Para o desenvolvimento do projeto de paisagismo levou-se em consideração a
utilização de canteiros pluviais e lago pluvial para contenção de águas da chuva, e eco
pisos, além da integração paisagística com a arquitetura, criando um conjunto que
garante unidade estética entre o edifício presente no local.

1.1 INFRAESTRUTURAS VERDE-AZUL

Infraestrutura verde num meio urbano consolidado consiste em uma rede


multifuncional verde-azul (vegetação - sistemas hídrico/drenagem) que incorpora o
retrofit (renovação) e adaptação da infraestrutura existente.

1.1.1 TIPOS E USOS

Os canteiros pluviais (figura 01) podem compor com quase qualquer edificação ou
área, até mesmo em um meio urbano densamente construído. Nesse caso, um buzinote
verte a água escoada do telhado até os canteiros no mesmo nível da calçada. Canteiros
pluviais são basicamente jardins de chuva que foram compactados em pequenos espaços
urbanos. Um canteiro pode contar, além de sua capacidade de infiltração, com um
extravasador ou em exemplos sem infiltração, contar só com a evaporação,
evapotranspiração e transbordamento.
FIGURA 01 - CANTEIRO PLUVIAL

FONTE: http://reformafacil.com.br/ecologia/infra-estrutura-verde-biovaleta/

Lago pluvial (figura 02) é um lago formado pela acumulação de água das
chuvas, por não ser desaguadouro de um rio. Este é a água provinda das chuvas, que é
coletada pelos sistemas urbanos de saneamento básico nas chamadas galerias de águas
pluviais ou esgotos pluviais e que pode ter tubulações próprias (sendo chamado, neste
caso, de sistema separador absoluto, sendo posteriormente lançada nos cursos d'água,
lagos, lagoas, baías ou no mar).
FIGURA 02 – LAGO PLUVIAL

FONTE: http://www.curitiba.pr.gov.br/conteudo/parques-e-bosques-parque-
barigui/292
1.1.2 VANTAGENS E DESVANTAGENS
A vantagem de canteiros pluviais:
• Efeito paisagístico nas calçadas, canteiros centrais, parques e praças na cidade;
• Melhora qualidade das águas de escoamento através de filtração, retendo sólidos
e sedimentos, nutrientes, metais, além de favorecer a degradação de
hidrocarbonetos
• Grande versatilidade de designs de projeto e formatos;
• Reduz custos associados aos sistemas de drenagem, já que os diâmetros das
tubulações são reduzidos com a menor vazão de água escoada pela superfície em
chuvas de qualquer intensidade;
• Reduz quantidade de escoamento superficial;
• Pode minimizar/mitigar efeitos de aquaplanagem se próximo a pistas de
rodagem.
A desvantagem de canteiros pluviais:
• Limite de área de contribuição por elemento filtrante;
• Possibilidade de colmatação (entupimento) dos leitos filtrantes, sendo
recomendável sistema de pré-tratamento para remoção de sedimentos finos.
• A vantagem de Lagos pluviais:
• Alagamento pluvial em local seguro e apropriado, além de proporcionar uma
grande área de lazer.
A desvantagem de Lagos pluviais:
• suas águas podem ser turvas e paradas.

1.1.3 PROSEDIMENTOS PARA INSTALAÇÕES E MODELOS

Em um canteiro verde , uma análise do tipo de solo se faz necessária e irá ditar
se a água poderá infiltrar no subsolo (solos argilosos, já estão saturados de água e a
infiltração não será possível). Caso a condição geológica permita, o jardim de chuva
atua como uma bacia de infiltração de parte do volume das águas pluviais, aliviando o
sistema convencional de drenagem. O sistema deve prever um extravasor de nível, para
desviar a água excedente para o sistema convencional. Além disso, o escoamento da
água por entre as plantas, pedras e outros elementos que possam fazer parte do canteiro,
retêm partículas em suspensão assim como permite a absorção de poluentes, pela
capacidade filtrante das plantas, devolvendo então a água mais limpa para o sistema.
Visto a ser a mais suja (poluição difusa do escoamento superficial), já que atua lavando
as superfícies com que entra em contato, o benefício ambiental que o jardim de chuva
oferece é relevante. Esteticamente, o jardim de chuva é muito versátil já que pode ter
dimensões variáveis assim como, assumir as mais diversas formas, sendo facilmente
integrado ao projeto arquitetônico e urbanístico. Quando implantado em calçadas,
contribui para o embelezamento viário e sensação de bem-estar para os usuários daquela
via.
A cidade de Portland (cidade 03), nos Estados Unidos, tem diversas soluções de
infraestrutura verde implantadas em sua malha urbana. Em 2005 a SW 12th Avenue
passou por uma reformulação e ganhou quatro jardins de chuva com o investimento de
aproximadamente trinta mil dólares. Isso mostra que é possível implantar essa tipologia
com um baixo custo, mesmo em áreas urbanas já consolidadas.
FIGURA 03 – Cidade de Portland

FONTE: http://infraverde.com.br/drenagem/jardim-de-chuva/

Cada canteiro mede cerca de cinco metros e meio de comprimento por um metro e vinte
de largura sendo rodeado por uma guia de quinze centímetros de altura, formando
individualmente uma área ajardinada de quase sete metros quadrados. A profundidade
do canteiro é cerca de trinta centímetros abaixo da cota de nível do meio fio sendo que,
o nível máximo de armazenamento de água chega a quinze centímetros. Foi utilizada
uma mistura de areia, terra vegetal e adubo na camada superficial do solo destinada ao
plantio.
Conforme pode-se observar na figura 5, a calçada ficou dividida em três setores:
faixa de circulação de pedestres; área dos canteiros; faixa para circulação da água e
acesso dos pedestres.
Neste sistema, a água entra no primeiro jardim (o trecho de entrada das águas é
de concreto de modo a dissipar o fluxo, coletar sedimentos e detritos assim como,
facilitar a posterior limpeza) através de um recortes feitos na guia tanto na face do
canteiro que ladeia o meio fio (formando uma calha), como na face voltada para o
passeio de pedestres que tem inclinação voltada para o canteiro (contribuindo também
para a drenagem da água na calçada). Uma grelha metálica tampa essa calha que se
forma na faixa da calçada destinada à condução das águas. Entre essas grelhas foram
dispostas passagens que cortam os canteiros e possibilitam o acesso dos pedestres. Ao
alcançar a capacidade máxima (nível dos quinze centímetros) a água extravasa
novamente para a rua, através da calha tampada com a grelha metálica (situadas na
extremidade de cada canteiro) e alcança o segundo canteiro. Assim vai, de acordo com a
intensidade da chuva, inundando cada jardim. Ao atingir o último, a água é conduzida
para o bueiro existente. Como exemplo da figura 04.

FIGURA 04- Avenue Green Street

FONTE: http://infraverde.com.br/drenagem/jardim-de-chuva/

As espécies especificadas (Juncus patens e Nissa sylvatica) apresentam a


característica de serem tolerantes tanto ao solo seco, como bastante irrigado. A Juncus
patens foi plantada após a faixa de concreto, junto à entrada de água de cada canteiro,
detendo assim, os detritos em sua estrutura rígida assim como retardando a passagem da
água.
Neste caso, a situação geológica permite a absorção da água que, segundo
medições, infiltra numa taxa de quatro polegadas por hora (cerca de dez centímetros por
hora). Medições indicam que o sistema consegue gerir os cento e oitenta mil litros do
escoamento anual da SW 12th Avenue. Foi realizado também um teste de fluxo que
demonstrou que os jardins tem a capacidade de reduzir a intensidade do escoamento de
uma chuva de 25 anos em pelo menos setenta por cento. Exemplo figura 05.

FIGURA 05 - Exemplo

FONTE: http://infraverde.com.br/drenagem/jardim-de-chuva/

Um exemplo de lago pluvial é o Parque Barigui, implantado como um plano de


preservação de Fundos de Vale, constatamos que a maioria das nossas grandes bacias
estavam preservadas. Curitiba optou por um caminho bem diferente do que ocorria em
outras cidades do Brasil e do mundo", conta o coordenador do departamento de Parques
e Praças da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Sérgio Galante Tocchio. Com a
implantação do parque, os imóveis ao redor se valorizaram. O entorno do Barigui é
formado por terrenos ZR-1, com permissão de casas de, no máximo, dois andares e
sempre residenciais. Área total: 1,4 milhão de metros quadrados, área do lago: 230 mil
metros quadrados. O parque recebe o nome do rio Barigui (figura 06)que foi represado
para formar um grande lago em seu interior. Está entre os maiores da cidade, sendo,
também, um dos mais antigos. Diversas espécies de animais vivem livres no parque,
como aves, capivaras e pequenos roedores. Um rebanho de carneiros também pode ser
visto diariamente nos gramados, sob os cuidados de funcionários.
FIGURA 06 – Rio Barigui

FONTE: http://www.curitibacvb.com.br/noticia/curitiba-conhecida-mundialmente-pela-sustentabilidade

O parque mais visitado e um dos mais antigos da capital paranaense foi criado
em 1972 com a intenção de conter as enchentes e preservar a mata nativa da bacia
do Rio Barigui na região. Na época da fundação do povoado de Nossa Senhora da Luz
dos Pinhais, a área aonde se encontra o parque era uma sesmariapertencente a Baltasar
Carrasco dos Reis e algum tempo depois Mateus Leme tomou posse de uma nova
sesmaria nesta região. Documentos antigos citam esta localidade com a denominação de
Mariqui e o atual nome é uma referência ao próprio rio que atravessa o parque e que
significa "rio do fruto espinhoso" em língua indígena, fazendo alusão ao fruto do
pinheiro, ou seja, a pinha. Uma tradução alternativa possível para o termo "barigui", no
entanto, é "água de mosca", pela junção dos termos tupis mberu.

1.2 PISOS DRENANTES

É um piso ecológico por onde a água consegue passar para o solo com grande
facilidade, ele ‘drena‘ a água, por isso tem este nome. Utilizado para diminuir os
problemas causados pelas chuvas, e colaborando para que o meio ambiente fique mais
sustentável, existe até mesmo uma lei que trata sobre o produto. O piso drenante é um
material fundamental para todo tipo de construção. Para a sua utilização sempre é
indicado uma empresa especializada, pois se instalado de maneira errada, poderá gerar
graves prejuízos a toda a obra.
Os primeiros pisos Inter travados começaram a ser produzidos na década de
1940, na Holanda, um país que sofre com a utilização de materiais de concreto por ficar
abaixo do nível do mar. Com o passar do tempo começou a se popularizar na Europa, e
logo chegou ao Brasil, ele vem sendo bastante utilizado para fazer ruas, devido a sua
capacidade de absorção de água. Seu crescimento ocorreu, pois, ele é uma alternativa
versátil, econômica e ecológica, em relação aos seus concorrentes. O piso drenante
também pode ser chamado de pisos permeáveis ou placas drenantes.

1.2.1 USO

O piso drenante é indicado para todas as obras, só é indicado para ambientes


externos, visto que não haveria sentido instalar em ambientes onde não tem
derramamento de água com certa frequência. Pode ser utilizado em calçadas, parques
públicos, ou mesmo para a subida de rampas, pois o material é bem resistente. Se for
instalar em um local com bastante movimento de veículos não tem problemas, o piso
drenante foi desenvolvido para isso. Quando ele é colocado em uma praça, torna o
ambiente ainda mais agradável, pois toda a água será escoada, tornando as calçadas
mais limpas, e as plantas ao seu redor também se beneficiam com isso. Também é uma
ótima opção para quem deseja economizar. Um outro fator que podemos ressaltar na
diferença do Piso Drenante Comum para o Resinado é que enquanto um é feito em
placas o outro é moldado no local. Tornando uma só peça, ficando esteticamente mais
bonito e muito mais resistente.
Outros locais que podem ser utilizados: Estacionamentos, Ruas, Condomínios,
Praças, Chácaras, Áreas externas.

1.2.2 VANTAGENS E DESVANTAGENS

O piso drenante é uma boa escolha para as pessoas, ou construções, que se


preocupam com o meio ambiente, pois o produto possui a capacidade de não poluir, e
ainda ajuda a natureza. Ele gera menos barulho quando utilizado por veículos, se
comparado a outros materiais como asfalto ou calçamento. E também é uma opção
segura, pois possui partes com o sistema antiderrapante. Outra qualidade a seu favor é o
preço, é barato para comprar, instalar e realizar a manutenção. O piso drenante já chega
pronto ao local onde será utilizado, ele possui certa resistência, podendo suportar
veículos leves. É feito nas cores cinza claro, a que não leva nenhuma coloração
especifica, cinza escuro ou grafite, vermelho, e amarelo, isso ajuda no momento da
escolha, para que encontre a opção que combine melhor com o ambiente onde as peças
serão instaladas. Ele é um produto que não polui o ambiente, seja durante a sua
formação ou mesmo depois de instalado. Possui uma camada com pedras granuladas, o
que ajuda na filtração da água, diminuindo a sua poluição. Além disso, ajuda na redução
da temperatura em até 7ºC se comparado com asfalto comum.

1.2.3 CAPACIDADE DE ABSORÇÃO DE ÁGUA

Comum (à base de cimento – figura 07): São em placas, na maioria das vezes
feitas de cimento, por onde a água consegue passar com facilidade, por isso a origem do
nome.
Resinado (à base de resina, piso fulget): Uma vez que o cimento era muito utilizado
para fazer esse piso drenante, passaram a perceber que ele não era tão ecológico assim,
pois, por mais que colaborava com a descida de água ao solo, por outro lado poderia até
mesmo contaminar. Foi então que desenvolvemos o Piso Fulget Resinado Master. Ele é
a base de resina e não sofre mais com este problema de contaminação do solo.

FIGURA 07 – Resinado à base de água

FONTES: https://www.temsustentavel.com.br/piso-drenante-para-obras-sustentaveis-vantagens/

1.2.4 PROCEDIMENTOS PARA INSTALAÇÃO

1.2.4.1 INSTALAÇÃO DO COMUM


A instalação do material pode ser feita por pedreiros. Depois que você compra o
produto, ele chega pronto ao local onde será instalado. Logo após ser colocado no local
que irá ficar, já é possível andar sobre ele, sem que cause dano ao produto.

1.2.4.2 INSTALAÇÃO DO RESINADO

O piso Fulget Resinado é feito no local, portanto ele é mais rápido de ser
aplicado do que o drenante comum. Ele demora de um dia pro outro para secar.

1.2.4.3 DURABILIDADE DO PISO DRENANTE

Comum - A durabilidade do drenante comum é um pouco duvidável, pois como


ele é feito a base de cimento, com as intempéries da natureza, ele tende a se enfraquecer
com o tempo.
Resinado - O fulget resinado não sofre tanto como o drenante de cimento, se
tornando muito mais resistente. Outro fator que o resinado ganha na resistência é no
fator compressão. Como cimento é um material duro, ele pode trincar e quebrar com o
tempo, o que não ocorre com o resinado, pois ele é feito de resina, tornando o piso mais
maleável.

1.2.5 MODELOS, CORES E TAMANHOS / PREÇOS E FABRICANTES

Vamos separar os valores do piso drenante, por: Piso Drenante Comum ou Piso
Drenante Resinado.
Drenante comum (figura 08): O valor do piso drenante comum é relativamente
baixo, ele não é vendido em caixa, é necessário comprar por unidades separadas. O
preço do produto varia conforme o tamanho das peças, a qualidade do produto utilizado
na fabricação, e a marca. Uma unidade da marca Oterprem medindo 10 cm de largura,
com 20 de comprimento e 6 de altura, custa R$ 1,60, já um produto da mesma marca,
com 20 x 20 x 6 sai por R$ 2,90. O valor do metro quadrado fica entre R$ 50,00 e R$
200,00, dependendo da região do país.
Drenante resinado master (piso fulget): O Piso Fulget também varia muito de
acordo com a metragem e com a localidade do obra. De 50 a 100 metros sai na faixa de
R$94,00/m2. Já para 300 a 500 metros este valor cai para R$82,00/m2
FIGURA 08 - Drenante comum

FONTE: https://www.temsustentavel.com.br/piso-drenante-para-obras-sustentaveis-vantagens/

Pelo fato do fulget (figura 09) ser moldado no local, ele vai seguir as juntas do
contra piso, caso não exista, ele não necessitará de juntas.

FIGURA 09 - Piso fulget

FONTE: https://www.temsustentavel.com.br/piso-drenante-para-obras-sustentaveis-vantagens/