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*Explicações sobre o Karma ou Lei de Causa e Efeito*

(Retirado do texto Dragão Celeste e Astrologia Kármica – Por Vitor Manuel Adrião)

https://lusophia.wordpress.com/2017/07/21/dragao-celeste-e-astrologia-karmica-por-vitor-
manuel-adriao/

Sendo o Karma, como Lei da Justiça Universal, representado por uma balança, ele não deve
ser encarado dogmaticamente como “olho por olho” ou “dente por dente”. Se se der em alguém
21 chicotadas, não significa que se vá receber de volta 21 chicotadas. O processo é o seguinte:
se se der em alguém 21 chicotadas, ir-se-á provocar nesse alguém uma dor de intensidade X,
portanto, por Lei de Retribuição, ir-se-á passar por uma dor de intensidade X, e essa dor
poderá ser causada por uma doença, por um desgosto moral, etc. Além disso, o homem é
julgado pela intenção e não pela ação. O importante é o móbil que levou à ação. Por exemplo:
matar alguém é crime, mas é importante saber se o crime foi voluntário ou involuntário. Além
disso, o tipo de punição vai depender do grau de consciência do criminoso.

O problema moral do certo e do errado está ligado ao grau de consciência do homem. Quando
a mente e a emoção se equilibram ele alcança Deus. Quanto maior for a sua consciência, que
só o conhecimento pode facultar, maiores danos vão-lhe causar os seus erros; já para o
homem pouco evoluído, um grande erro pode lhe causar apenas uma pequena dor. Tudo
depende do grau de consciência já alcançado.

No Universo tudo tem de caminhar dentro de um equilíbrio, mas o homem usando do seu livre-
arbítrio faz o que quer. Ora, fazendo o que quer, ele tem em si mil possibilidades de errar e
uma de acertar, e errando ele provoca um desequilíbrio. Existem leis para os pensamentos,
para as emoções e para os atos, logo, o homem erra quando pensa, emociona-se e age
negativa ou inaturalmente. E errando provoca desequilíbrio. Portanto, errar significar
desequilibrar algo no tom do ritmo cósmico, e tem-se de “pagar” por esse desequilíbrio. A Lei
não aceita que o homem o desconheça. É claro que quanto maior for o conhecimento do
homem, maior é a sua responsabilidade. A Lei cumpre-se nos seus mínimos detalhes para que
o equilíbrio se processe.

O jogo de luzes difusas do Bem e do Mal, esse xadrez cujo enigma do lance a fazer que é o do
jogo do Karma, é afinal o jogo do Perfeito Equilíbrio, esse da Justiça Suprema que cobra ou
premia. Se todo o homem quando pensa, emociona-se ou age desequilibra o ritmo da Lei, tem
de responder pelo retorno do equilíbrio, advindo daí a dor e os sofrimentos consequentes. Ora,
a dor e o sofrimento são causados pelo Karma – tanto pessoal como coletivo – e indicam
o retorno ao equilíbrio.

[...]

Para que haja equilíbrio é muito importante o cultivo das virtudes, pois um karma negativo só
pode ser destruído por uma vida virtuosa.