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CEDERJ – UERJ – Licenciatura em Pedagogia

Nova Friburgo – RJ 2019.1

UNIVERSIDADE DO ESTADO DO

RIO DE JANEIRO

CENTRO DE EDUCAÇÃO E HUMANIDADES

FACULDADE DE EDUCAÇÃO

Aluna: Surama Huback Teixeira

Polo: Nova Friburgo

Matricula: 16212080491

2019.1

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CEDERJ – UERJ – Licenciatura em Pedagogia
Nova Friburgo – RJ 2019.1

Educação Especial e Inclusiva – os desafios da aprendizagem

Surama Huback Teixeira


Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ

RESUMO

Com o objetivo de desenvolver um estudo sobre a educação especial, hoje está


inserida em toda as escolas, discutida regularmente em todas as esferas. Procura-se a destreza
e a reformulação do sistema educacional e dos profissionais, visto que o conhecimento
perdura no direito das crianças e adolescentes, não depende do contexto social, sua
dissemelhança cultural e econômica. A educação especial inclusiva não que apenas ver os
indivíduos e suas diferenças, mas ser uma metodologia que desenvolva as habilidades e as
capacidades de educar pessoas que possam se relacionar e colaborar com a sociedade íntegra
e democrática.
Este conteúdo tem como objetivo indagar estas ideias que contornam a inclusão,
essencialmente com a correlação do professor e os desafios existentes. É considerável
esclarecer que os currículos costumeiros e segmentados não favorecem a inclusão e impedem
o processo de aprendizagem dos alunos com necessidades educacionais, esses currículos não
favorecem a independência e não privilegia as habilidades, não proporcionam um pensar
diferenciado dos contextos, jugando e excluindo os alunos de todo o contexto escolar.
Esta temática se baseia nos autores como Mantoan (2001,2003), Stainback (1999,2007),
Lima (2017) e Saad (2003) e em todo material fundamentado nos preceitos legislativos que
compreendem a educação especial inclusiva.
Chego na finalização, a argumentação que rodeia a inclusão está mais adiante que
simples estrutura de ensino, ela se apresenta com agrupamentos dos objetivos e de ideias
pedagógicas, filosóficas e sociológicas e assim refletir, garantir e desenvolver toda esta
contextura.

PALAVRAS-CHAVE: adaptações, qualidade e oportunidades.


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Inicio essa composição para que consigamos reflexionar acerca dos aspectos do ensino-
aprendizagem para os alunos com necessidades especiais. Tenho presenciado o quanto é dificil
uma educação de qualidade, de oportunidades e que sejam significativa para a independência
desses alunos.
Acompanho diariamente este drama por ter um filho especial e sei como é difícil fazer
uma inclusão verdadeira e assim garantir a aprendizagem de todos nas escolas regulares, faz-se
necessário a formação de professores e formar uma rede que dê amparo e embasamento tanto
aos alunos, professores e todas as pessoas envolvidas com as deficiências educacionais
especiais.
O empreendimento pela inclusão, seja social ou escolar, é uma circunstância que há
tempos vem sendo mantida, segregada e envolvia o total desenvolvimento. Sabemos havia a
apresentação de dois tipos de escola a regular e a escola especial, hoje com a mudança em todo
o sistema educacional, a proposta inclusiva é para que seja única em escola regular e assim ser
quebrado quaisquer empecilho que possa ser encontrado.
O conhecimento da educação inclusiva por vezes não é compreendido, a educação
especial dentro da escola regular é aquela que acompanha tornando a escola para todos. Ao
possibilitar a diversidade nos faz pensar que por vezes algum aluno pode ter necessidades
especiais em tono de sua jornada escolar.
A inclusão das pessoas com deficiêmcoas na educação básica abrange um processo de
dessegregção, a sociedade se torna inclusiva e comprometida com todo este público-alvo. Não
podemos pensar que todo este processo seja simétrico a educação comum.
O desafio é garantir o ingresso, a continuidade e a aprendizagem das crianças que
apresente qualquer especificidade sensorial, cognitiva, física ou psíquica no método do regular
de ensino.
Defronte de todo esse propósto, entende-se que as inovações metodológicas e a
condencedência das práticas, a aprendizagem faz a capacitação e a orientação do trabalho
pedagógico faz favorecer o ensino aprendizado de maneira interdisciplinar, concreta e afetiva
de maneira a valorizar os saberes e humanizar cada aluno em cidadão crítico.
A inclusão em cada escola pode evidenciar a partir do trabalho pedagógico, adaptação
ordenada do currículo e a concientização de todos os envolvidos para a formação dos alunos
com necessidades educacionais especiais.
Constata-se que a educação inclusiva não possui definição fechada, vai ocorrendo
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gradativamente, coletivo e que seja auxiliar para o atendimento aos estudantes, assim servindo
de aprendizagem significativa. Verifica-se que o termo “inclusão” por vezes não tem sido
compreendido ou até mesmo com interpretação errada, no ponto de vista global é simplesmente
incluir e vem segregando os indivíduos sem que equilibre o ensino junto com outras pessoas.
A inclusão é um processamento de autoanalisar, procurar compreender o que eles tem a
nos oferecer, de que maneira eles veêm a vida.

“o ensino inclusivo é a prática da inclusão de todos – independente de


seu talento, deficiência, origem socioeconômica ou origem cultural – em
escolas e salas de aula provedoras, onde todas as necessidades dos alunos são
satisfeitas” (KARAGIANIS; STAINBACK; STAINBACK, 1999, p. 21).

Não basta somente incluiresse aluno com necessidades educacional especial e ter leis
que assegurem seu direito de estar na escola, o que realmente necessita é de procedimentos,
táticas organizadas para construir um aprendizado e proporcionem o conhecimento a partir das
adaptações e adequações necessárias para cada aluno e sua deficiência.
A frente de todos esses fundamentos, ainda existem escolas que empregam o processo
de integração, onde buscam normatizar a pessoa com deficiência tentando adequá-lo ao meio.
Mantoan (1998) afirmou que nenhuma mudança na estrutura social vigente, cabendo ao
indivíduo à responsabilidade de se “adequar” ao sistema. Contudo as práticas integracionistas
evidenciam que as pessoas com deficiência não têm que ser e nem devem ser rejeitadas
socialmente.

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A atuação de todos os envolvidos na educação desse aluno especial é de suma


importância, por essa razão é imprescindível dar oportunidades para que eles exponham e falem
sobre a deficiência, eexplicitando suas fantasias e os mitos que cercam, afrontando o que
pensam erradamente sobre a deficiência.
Dessa maneira o professor está contribuindo e atuando indubitavelmente, está
corroborado que a coexistência regular e saudável entre os indivíduos reproduz um benefício
mutuo.
A qualidade de todo procedimento inclusivo, está ininterruptamente corelacionada à
organização da escola, suas relações de comunicação e conceito que a escola e seu corpo
docente demonstra aos participantes das práticas inclusivas.
Os docentes tem que ter a necessidade de estarem decididos a mudar e revisar
frequentemente seus conceitos, ideologias e valores, para que seu desempenho seja o elemento
atenuante em todo o processo de concepção da sua cidadania e sua capacitade crítica e reflexiva.
Todo o processo de construção se deve com basee na prática e nos conhecimentos
prévios que possibilita esse desempenho. Os professores necessitam ser “colocados em um
contexto de aprendizagem e aprender a fazer fazendo: errando, acertando, tendo problemas a
resolver, discutindo, construindo hipóteses, observando, revendo, argumentando, tomando
decisões, pesquisando (LEITE, 1999, p. 28).
Esse contexto, mosta o afastamento de inclusão e incluir. No olhar pedagógico e
estimulador para essa importância, a escola deve se transformar em um espaço inclusivo,
democrático, socializador que encoraje as relaçoes e os saberes. Apesar de ser necessário o
estudo e a pesquisa das singularidades e sua subjetividade, os Projetos Políticos Pedagógicos,
a escola precisa promover a comunicação ou orientações de concepção para a aplicação, mas
ainda há predominancia de modelos educativos tradicionalistas e comportamentalistas,
conforme Carvalho (2010, p. 94) expõe: Comportamentalistas, pela importância atribuída ao
desempenho do aluno, numa relação entre ensino como estímulos e desempenho como resposta.
Racionalistas, devido à valorização atribuída à estrutura interna dos conteúdos selecionados
segundo o que se supõe ser o seu valor formativo.
É preciso destacar o direito de aprender dos alunos com necessidades educacionais, o
educandário necessita aprimorar os espaços, diferenciar seus contextos educacionais,
profissionais e fazer com que os alunos concebam todo o processo de aprendizage.

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Assim Carvalho (2010, p. 101) faz-se uma argumentação sobre a proposta de currículo
adaptado:

Ao pensar na proposta de educação inclusiva, além de estendê-la a


todos, sem exceções cumpre lembrar que o processo educacional não se limita
ao espaço escolar. Na escola ele se sistematiza no projeto curricular que
inspira as práticas pedagógica, com ênfase para a desenvolvida em sala de
aula.

Todo o contexto exposto, salienta-se a palavra da UNESCO (Organização das Nações


Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) na Conferência Mundial de 1994 sobre
Princípios, Políticas e Práticas na Área das Necessidades Educativas Especiais:
"O currículo deveria ser adaptado às necessidades das crianças, e não vice-versa.
Escolas deveriam, portanto, prover oportunidades curriculares que sejam apropriadas a criança
com habilidades e interesses diferentes" (UNESCO, 1994, p. 8).
A educação continuada proporciona ao professor o incremento e modificação da prática
profissional. Precisamos refletir sobra a qualidade de ensino, as opções de atualização; a
educação para a diversidade depreende do preparamento do educador, do aprimoramento da
escola e da propostado ensino.
A escola tem o papel e comprometimento de incorporar o aluno no mundo social,
imparcialmente de sua condição, assim a peculiaridade dos alunos com comportamentos
diferenciados alcançarão o objetivo que é exposto em sala, a aprendizagem.
Crianças com as necessidades educacionais especiais não são indivíduos passivos ou
incapazes, ao contrário torna-se-ão autônomos e aparecerão para a sociedade, buscando seus
direitos. Mas para que isso aconteça, a escola precisa ser participante e valorizar a diversidade.
Em nosso país, o desafio diante dos pensamentos sobre a inclusão, há a imposição de
barreiras que vão além do aprendizado, encontrando-se em todas os níveis sociais, sucedendo
ao educador a responsabilidade de proporcionar o aprendizado e concientizar sobre a educação
inclusiva escolar.
A inclusão está conceituada em obras, redações porém a educação inclusiva não
sucumbe no acatamento ds leis que identifica e garante, mas pleteia uma mudança de
comportamento, compreensão e do pensamento dos sistemas educacionais.

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Isso diverge do conceito educacional especial que é empenhar para e pela diversidade,
reestruturar as concepções, metas e currículos, preparar os educandos e fazer com que eles
sejam vistos como “normais”, sua atividade perante a sociedade será exercida de fora natural.
No entanto, a sociedade como um todo e não somente os docentes, se impulsonarem, é
que serão extintas as condutas segregativas que vemos ao longo da história, afastando e
estigmatizando as pessoas com as diferenças.
A inclusão é praticável, mas não deve ser exclusivamente estabelecida, é indispensável
formar e possuir professores atuantes e envolvidos com o aprendizado, espaços organizados e
adaptados, recursos continuados e a reorganização pedagógica organizacional em parceria com
os familiares. Os desafios são certos para a inclusão aconteça de fato nas escolas, creio que
pequenas condutas representam grandes avanços para tornar flexível as práticas e ambientes
educacionais, assim como os educadores na sua incummbência mais humana, o de ensinar
independentemente de se um aluno na condição de necessidade especial ou não.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

 KARAGIANIS, A.; STAINBACK, W.; STAINBACK, S. Fundamentos do ensino


inclusivo. In: STAINBACK, W.; STAINBACK, S. (Orgs.). Inclusão: Um guia para
educadores. Porto Alegre: Artmed, 1999.
 MANTOAN, M. T. E. Compreendendo a deficiência mental: novos caminhos educacionais.
São Paulo: Scipione, 2001.
 SAAD, Suad Nader. Preparando o caminho da inclusão: dissolvendo mitos e preconceitos
em relação à pessoa com Síndrome de Down. São Paulo. Vetor, 2003.
 LIMA, Ana Cristina Dias Rocha. Síndrome de Down e as práticas pedagógicas.
Petrópolis.Vozes, 2016.