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Simão Rodrigues Jorge; nº 87158

Spiro Kostof, nasceu na Turquia, em Istanbul onde viveu uma


parte da sua vida. Frequentou o Colégio Robert até ao final do
seu ensino secundário, em 1957 entrou na Universidade de Yale
no curso de Drama, mas acabou por mudar para o curso de
História Arquitetónica no qual se Doutorou. Ao longo da sua
carreira Kostof escreveu vários livros sobre a história da
arquitetura, mas é com obras relativas ao urbanismo que ganha
lugar de destaque no panorama internacional.
Spiro Kostof- Fotografia por Richard Avedon

Ao escrever “The City Shaped”, o seu objetivo é tornar acessível ao público geral, a experiência de
reconstruir cidades, explicar formas e o processo de transformação urbana.

Esta obra tem como foco explicar as formas que as cidades


tomam e as opções no que toca à sua reconstrução, “What
concerns me has to do with how and why the cities took the shape
they did.” - (S.Kostof).

As formas a serem estudadas nesta obra não são aquelas


abstratas, nem as interessantes pela sua funcionalidade, mas sim
aquelas justificadas por o seu significado, sempre ligado à
história e acontecimentos passados na cidade,”(…) architectural
meaning is ultimately logged in history, in cultural contexts”-
(S.Kostof).
The city Shaped- Bulfinch

A história da cidade e o seu contexto histórico, são tratados pelo autor como referência ,pois é a
partir desta informação que se consegue captar a verdadeira essência da cidade e a relação que esta
tem com as ruas, pracetas e os quarteirões,”There’s nothing wrong with architects na planners being
inspired by the old townscapes of Europe(…)”- (S.Kostof)

A cultura das cidades consegue contextualizar quem visita a cidade ou aqueles que a habitam e vêm
algo com que não estão familiarizados. É o conhecimento da cultura enraizada na cidade, a estrutura
social que esta tem em diferentes épocas e as que existem em outras partes do mundo que torna
qualquer individuo capaz de interpretar corretamente a malha urbana da cidade e o ambiente da
mesma. A forma da cidade é considerada neutra, quase que impessoal até receber uma objetificação
cultural ou religiosa.
O planeamento das cidades, a forma que tomam é diretamente afetada por influências de pessoas e
instituições com poder para tal, isto acontece devido a “The legal and economic history that affects
city making is a enourmous subject”- (S.Kostof).

Esta influência, exercida comprova-se em cidades iniciadas por ordens religiosas como os
Cisterianos em Gascony e os Jesuítas pela Amazónia e Brazil, este factor também é testemunhado
quando se dá a revolução industrial, “Cities are iniciatedby religious people (…); by reformers and
paternalistic industrialists; and by the legion os surveyors that laid out colonial towns (…)”-
(S.Kostof)

Todas estas informações essenciais dadas por o autor ao longo da introdução, dão ao leitor as bases
para que este consiga compreender a forma das cidades e a que tomam no caso de uma alteração
drástica.

Mapa de Lisboa, 1750- Arquivo C.M.L

O capitulo cinco desta obra, “Urban Progress”- (S.Kostof), é iniciado por o capitulo refente à
reconstrução que Londres e Lisboa sofrem, mas estendesse muito mais além dessa matéria,
incluindo a Haussmannization e Incremental Changes.

Haussmannization é um termo com origem em Paris, quando se dá a demolição seletiva de certos


edifícios de modo a integrar a grelha urbana na cidade, resolvendo muitos dos problemas das
cidades antigas como a falta de higiene publica, má fluidez no tráfego automóvel, circulação de ar e
a falta de entradas de luz. Este termo deriva do nome de Baron Haussman, que redesenha a forma
urbana de Paris desde mil oitocentos e cinquenta, até mil oitocentos e setenta.

Apesar do descontentamento a que a proposta dá origem, é de louvar as alterações positivas que tem
como consequência.
Paris 1974- Fotografia Alamy Paris 2018- Fotografia DigitalGlobe/Rex

Este capítulo foca-se nas mudanças e diferenças que surgem nas cidades alvo da Intervenção de
Haussman.

As avenidas largas e eixos de circulação necessários na cidade, são exemplo disso em Paris,
“Haussmann’s Paris, with its broad, elegant boulevards and vistas artfully focused on monuments,
also became a model(…)”- (S.Kostof), que permitem à cidade respirar e poder receber a luz que tanto
precisa.

Em Roma devido à implementação da “Cidade de Haussman”, há um movimento interno de quem


habita os grandes blocos de apartamentos, para zonas de monumentos com a finalidade de fugir às
zonas densas da cidade. Há um grande desrespeito pela história dos locais, em Campo Marzio espaço
dedicado ao entretenimento e a monumentos da cidade imperial, surgem pequenas habitações em
Tiber Bed.

Quando Lisboa é alvo de destaque na obra, dada como referência na recuperação que tem após o
terramoto de 1755,” at 09:40 in the morning, the ground shook violentl. There were two fhuther
shocks (…)” - (S.Kostof).

Mapa de Lisboa, 1800- Arquivo C.M.L

A cidade encontra-se devastada pelo terramoto, maremoto e incêndios que se seguem após o
colapso de muitas habitações. O ministro de estado, Sebastião de José Carvalho e Mello, após
recolher fundo e pedir ajuda a países aliados consegue o que necessitava para erguer de novo uma
grande parte de Lisboa.
As possibilidades dadas a Lisboa por o engenheiro militar, Manuel da Maia, eram quatro
,” (…) rebuild the city as it was, this being the speediest form of recovery ; keep the old buildings
height but widden streets; reduce to two stories whlie incrieasing street width; or pull down all
of the destroyed baixa, the lower city, and lay down a new orderly street plan.” - (S.Kostof) ,a opção
escolhida foi a de desenhar um novo plano para a zona da baixa.

Tal como a turma verificou durante a visita, a baixa nova foi erguida desde a praça do Rossio até ao
canto oposto do lote da baixa, neste projeto surgiram grandes alterações. Os prédios edificados
foram limitados em altura, até ao quarto andar, as ruas alargadas, as paredes corta fogo e,”, painted
ocher, with standart features and almost no decoration.The flat façades followed the street line, and
climbed slopes in a mechanical direct path” - (S.Kostof)

Durante a Visita às Avenidas, também pudemos verificar muitas das alterações efetuadas na baixa e
a grelha ortogonal que se guia pelas intervenções urbanas de Haussman. Nestas Avenidas as ruas
são largas de modo a facilitar a circulação de ar e entrada de luz, também são preparadas para
receber o elevado tráfego automóvel.

Avenida Almirante Reis- Arquivo C.M.L