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Acumulador Chumbo-Ácido

Estacionário Ventilado Série OPzS


Registro das Revisões

Revisão n° Descrição Data Visto


0 Emissão Inicial 06/09/12 dlsp
1 Inserido novos modelos e atualizado as tabelas de descarga 08/01/13 ENG
2 Inserido nova curva da influencia da temperatura 27/02/13 ENG
3 Inseridos pesos e volume de eletrólito dos elementos 16/09/13 ENG
4 Revisão geral 05/10/15 ENG

1
Sumário
1. Introdução ....................................................................................................................................... 4
2. Caraterísticas construtivas .............................................................................................................. 4
2.1. Placas positivas ....................................................................................................................... 4
2.2. Placas negativas....................................................................................................................... 4
2.3. Separadores ............................................................................................................................. 4
2.4. Vasos/Tampas ......................................................................................................................... 5
2.5. Polos ........................................................................................................................................ 5
2.6. Eletrólito .................................................................................................................................. 5
2.7. Válvula anti-explosão .............................................................................................................. 5
3. Características elétricas e dimensionais ......................................................................................... 6
3.1. Capacidades nos principais regimes e dimensões ................................................................... 6
3.2. Curvas K .................................................................................................................................. 7
4. Características de Descarga ............................................................................................................ 9
4.1. Capacidade Corrente Constante .............................................................................................. 9
5. Desempenho e características ....................................................................................................... 11
5.1. Vida útil projetada em condições normais de operação ........................................................ 11
5.2. Tensão ................................................................................................................................... 11
5.3. Auto descarga ........................................................................................................................ 12
5.4. Reações químicas .................................................................................................................. 12
5.5. Consumo de água destilada ................................................................................................... 13
5.6. Capacidade média durante a vida útil ................................................................................... 14
5.7. Resistência Interna ................................................................................................................ 15
5.8. Temperatura de utilização ..................................................................................................... 16
5.9. Variação da densidade em função da temperatura ................................................................ 16
5.10. Variação da densidade em função da temperatura ............................................................ 17
5.11. Expectativa de vida ............................................................................................................ 18
5.12. Tensão da flutuação em função da temperatura ................................................................ 18
5.13. Paralelismo de Baterias ..................................................................................................... 18
6. Condições de Armazenamento e Instalação ................................................................................. 19
6.1. Recebimento .......................................................................................................................... 19
6.2. Armazenagem........................................................................................................................ 19
6.3. Instalação ............................................................................................................................... 19
7. Operação e Manutenção ............................................................................................................... 20
7.1. Regime de operação em flutuação ........................................................................................ 20
7.2. Tensão de carga ..................................................................................................................... 20
7.3. Registros dos acompanhamentos .......................................................................................... 21
7.4. Carga de equalização ............................................................................................................. 21
7.5. Descargas .............................................................................................................................. 23
7.6. Carga especial (ou profunda) ................................................................................................ 23
7.7. Avaliação de Capacidade ...................................................................................................... 24
7.8. Inspeções periódicas .............................................................................................................. 26
7.9. Inspeções Mensais na Sala de Baterias e Equipamentos....................................................... 26
2
7.10. Inspeções Anuais ............................................................................................................... 27
7.11. Inspeções Especiais ........................................................................................................... 27
7.12. Ações Corretivas................................................................................................................ 27
7.13. Registro de Inspeção e Manutenção .................................................................................. 28
7.14. Regime de Flutuação ......................................................................................................... 28
8. Problemas e Soluções ................................................................................................................... 29
9. Descarte das baterias ao final de vida útil .................................................................................... 30

3
1. Introdução

Este Manual tem por objetivo oferecer aos usuários as noções básicas sobre
funcionamento, construção e dimensionamento dos acumuladores chumbo-
ácido estacionários ventilados, e também as informações necessárias para
sua instalação, operação e manutenção.
Os elementos POWERSAFE série OPzS são projetados para utilização em
sistemas de reserva de energia utilizados em telecomunicações, subestações
elétricas, sistemas de energia ininterrupta (UPS), iluminação de emergência,
sistemas de alarme, dentre outros.
São projetados para uma expectativa de vida superior a 10 anos quando
operados nas condições especificadas de carga de flutuação e
temperatura de 25ºC.

2. Caraterísticas construtivas

Os elementos chumbo-ácido ventilados POWERSAFE série OPzS são


constituídos basicamente por:

 Placas positivas
 Placas negativas
 Separadores
 Vaso
 Tampa
 Polos
 Eletrólito
 Válvula anti-explosão

2.1. Placas positivas


Os elementos OPzS possuem placas positivas tubulares compostas por
grades em ligas de baixo teor de antimônio e bolsas tubulares em
poliéster, garantindo maior confiabilidade, longa vida em flutuação e
também uma grande tolerância a ciclos de carga e descarga.

2.2. Placas negativas


Em liga de chumbo antimônio do tipo plana empastada.

2.3. Separadores
Microporosos especiais que permitem uma alta permeabilidade para a
passagem dos íons responsáveis pelos processos de carga e descarga.
4
2.4. Vasos/Tampas
Os vasos são fabricados em SAN alto impacto transparente, que
permitem fácil leitura do nível de eletrólito e inspeção visual dos
elementos. As tampas são produzidas em ABS cinza de alto impacto.

2.5. Polos
Os polos são produzidos de maneira a prevenir o vazamento de eletrólito
e a corrosão, possuindo uma vida muito superior à do elemento. Possuem
um inserto de latão com rosca métrica por onde é realizada a conexão
elétrica dos elementos.

2.6. Eletrólito
Solução de ácido sulfúrico diluído de densidade específica.

2.7. Válvula anti-explosão


Consiste em uma válvula anti-chamas que permite a saída dos gases
gerados, ao mesmo tempo que evita a entrada de uma possível centelha
externa que provocaria a ignição e explosão dos gases internos.

Válvula Anti-explosão
Polo
Tampa

Vaso

Separador Microporoso

Placa Tubular Positiva

Placa Plana Negativa

Espaço para depósito

5
3. Características elétricas e dimensionais
3.1. Capacidades nos principais regimes e dimensões externas

TABELAS DAS CARACTERÍSTICAS ELÉTRICAS


ELEMENTOS VENTILADOS TIPO OPzS

Capacidade em Ah Volume
Dimensões dos
Descarga até 1.75 V/elemento Peso de
Tipo Elementos (mm)
Referência 25ºC eletrólito
10h 8h 5h 3h 1h Comp. Larg. Altura Kg L
2 OPzS 100 * 100 88 80 69 46 103 206 394 13,0 5,7
3 OPzS 150 * 150 136 120 102 68 103 206 394 15,0 4,8
4 OPzS 200 200 186 162 136 91 103 206 394 17,2 3,9
5 OPzS 250 250 227 194 170 114 124 206 394 20,8 4,9
6 OPzS 300 300 273 244 204 137 145 206 394 24,3 5,8
5 OPzS 350 350 332 295 247 156 124 206 510 26,9 6,7
6 OPzS 420 450 398 354 304 191 145 206 510 31,5 8,0
7 OPzS 490 500 454 403 346 218 166 206 510 36,1 9,3
6 OPzS 600 600 554 502 426 255 145 206 685 44,8 11,1
7 OPzS 700 750 682 620 517 312 210 191 685 57,6 14,8
8 OPzS 800 850 732 669 583 356 210 191 685 61,3 14,5
9 OPzS 900 1000 925 841 708 429 210 233 685 70,9 18,4
10 OPzS 1000 1100 978 893 778 477 210 233 685 74,6 18,1
11 OPzS 1100 1250 1049 955 810 490 210 275 685 84,4 20,8
11 OPzS 1375 1500 1362 1191 988 556 210 275 835 109,0 27,6
13 OPzS 1625 1750 1683 1432 1201 671 214 399 811 140,0 39,6
14 OPzS 1750 2000 1829 1562 1291 707 214 399 811 144,0 39,6
15 OPzS 1875 2100 1887 1646 1375 775 214 399 811 149,0 38,9
16 OPzS 2000 2250 1978 1838 1557 884 214 399 811 151,0 39,0
17 OPzS 2125 2500 2225 2026 1672 968 212 487 811 180,0 48,5
19 OPzS 2375 2750 2380 2077 1748 982 212 487 811 189,0 47,5
22 OPzS 2750 3000 2767 2416 2025 1137 212 576 811 225,0 57,8
* Modelos não homologados pela ANATEL

6
3.2. Curvas K

7
8
4. Características de Descarga
4.1. Capacidade Corrente Constante

Corrente constante de descarga (A) a 25°C Tensão final: 1,70 Vpe

Tipo de Tempo de descarga


Elemento 15' 30' 1h 1,5h 2h 3h 4h 5h 6h 8h 10h 20h
2 OPZS 100 101 74 48 37 31 23 19 16 14 12 11 5,5
3 OPZS 150 152 110 72 56 46 35 29 25 22 18 16 8,2
4 OPZS 200 202 147 96 74 62 47 39 33 29 23 19 11
5 OPZS 250 253 184 121 93 77 59 48 41 36 28 24 14
6 OPzS 300 304 221 145 112 92 70 58 49 43 34 29 16
5 OPZS 350 299 226 164 131 109 84 69 58 51 41 35 19
6 OPZS 420 359 272 197 157 132 101 83 70 61 49 42 23
7 OPzS 490 419 316 230 183 153 118 96 82 71 58 49 27
6 OPzS 600 439 367 281 228 190 146 120 101 89 70 60 33
7 OPzS 700 512 429 329 266 222 174 145 125 110 86 75 40
8 OPzS 800 585 490 376 304 254 195 161 134 118 93 80 43
9 OPZS 900 719 603 462 374 312 243 203 173 152 119 103 56
10 OPZS 1000 799 670 513 415 347 267 220 183 162 127 110 59
11 OP2S 1100 832 698 534 433 361 280 234 198 174 137 118 64
11 OPZS 1375 970 827 638 530 453 356 295 255 223 181 150 85
13 OPzS 1625 1148 979 755 626 536 424 352 306 269 218 182 102
14 OP2S 1750 1237 1050 813 674 577 455 377 327 287 232 193 109
15 OP2S 1875 1317 1130 870 722 619 485 401 344 302 245 204 115
16 OPZS 2000 1485 1269 978 813 697 541 445 379 333 270 225 127
17 OP2S 2125 1613 1373 1066 882 756 596 494 427 375 304 253 143
19 OP2S 2375 1654 1408 1091 906 774 607 501 429 377 305 254 143
22 OPzS 2750 1907 1626 1257 1043 893 701 580 500 439 357 316 167

Corrente constante de descarga (A) a 25°C Tensão final: 1,75 Vpe

Tipo de Tempo de descarga


Elemento 15' 30' 1h 1,5h 2h 3h 4h 5h 6h 8h 10h 20h
2 OPZS 100 86 67 46 35 30 23 19 16 14 11 10 5,3
3 OPZS 150 129 101 68 53 44 34 28 24 21 17 15 8,0
4 OPZS 200 181 134 91 71 59 45 38 32 28 23 20 11
5 OPZS 250 227 168 114 88 74 57 47 40 35 28 25 13
6 OPzS 300 236 201 137 107 89 68 57 49 42 34 30 16
5 OPZS 350 256 206 156 126 107 83 68 59 50 41 35 19
6 OPZS 420 314 253 191 151 128 101 81 71 60 50 45 23
7 OPzS 490 359 288 218 177 150 115 95 81 70 57 50 27
6 OPzS 600 372 321 255 215 182 142 118 100 86 69 60 32
7 OPzS 700 455 392 312 251 212 172 142 124 107 85 75 40
8 OPzS 800 520 448 356 286 243 194 157 134 114 91 85 43
9 OPZS 900 625 539 429 353 299 236 198 168 148 116 100 55
10 OPZS 1000 694 599 477 392 333 259 214 179 157 122 110 58
11 OP2S 1100 715 616 490 406 346 270 228 191 170 131 125 63
11 OPZS 1375 782 685 556 489 425 329 286 238 218 170 150 83
13 OPzS 1625 945 740 671 578 503 400 341 286 263 210 175 100
14 OP2S 1750 995 871 707 622 541 430 365 312 279 229 200 107
15 OP2S 1875 1091 955 775 667 580 458 387 329 296 236 210 112
16 OPZS 2000 1243 1089 884 752 653 519 431 367 325 246 225 124
17 OP2S 2125 1363 1193 968 816 709 557 478 406 366 278 250 139
19 OP2S 2375 1382 1210 982 836 726 582 485 414 367 297 275 140
22 OPzS 2750 1574 1356 1119 963 837 662 561 476 428 343 300 163

9
Corrente constante de descarga (A) a 25°C Tensão final: 1,80 Vpe

Tipo de Tempo de descarga


Elemento 15' 30' 1h 1,5h 2h 3h 4h 5h 6h 8h 10h 20h
2 OPZS 100 75 61 43 34 29 22 18 16 14 11 9 5,2
3 OPZS 150 113 92 64 51 43 33 27 23 21 16 14 7,8
4 OPZS 200 151 117 83 66 56 43 36 31 27 22 19 10
5 OPZS 250 188 146 104 83 70 54 45 38 34 27 23 13
6 OPzS 300 226 201 137 107 89 68 57 48 42 33 29 16
5 OPZS 350 215 180 139 116 100 79 66 56 49 40 34 18
6 OPZS 420 258 216 167 139 120 95 79 67 59 48 40 22
7 OPzS 490 301 252 195 163 139 111 91 79 69 56 47 26
6 OPzS 600 315 276 227 194 168 134 112 95 84 67 57 31
7 OPzS 700 367 323 265 227 196 159 135 117 104 83 70 39
8 OPzS 800 420 368 303 259 224 179 150 126 112 89 76 42
9 OPZS 900 516 453 372 319 275 223 189 163 144 116 98 54
10 OPZS 1000 573 503 414 354 306 244 204 173 152 122 103 57
11 OP2S 1100 597 524 431 368 319 257 217 187 166 133 112 62
11 OPZS 1375 665 604 509 441 391 319 269 234 207 168 142 80
13 OPzS 1625 786 714 602 522 462 378 322 282 250 202 170 96
14 OP2S 1750 846 769 648 562 498 407 344 301 266 215 182 102
15 OP2S 1875 907 824 694 602 533 433 365 317 280 227 191 109
16 OPZS 2000 1022 929 782 678 601 485 406 350 309 251 211 119
17 OP2S 2125 1108 1007 849 736 651 532 451 394 348 282 237 133
19 OP2S 2375 1135 1032 869 754 667 542 457 396 350 283 238 135
22 OPzS 2750 1309 1190 1002 869 770 627 529 460 407 330 278 157

Corrente constante de descarga (A) a 25°C Tensão final: 1,85 Vpe

Tipo de Tempo de descarga


Elemento 15' 30' 1h 1,5h 2h 3h 4h 5h 6h 8h 10h 20h
2 OPZS 100 57 46 35 29 25 20 17 14 13 10 8,8 4,9
3 OPZS 150 85 70 52 43 37 29 25 22 19 15 13,2 7,4
4 OPZS 200 114 93 69 57 50 39 33 29 26 20 18 9,9
5 OPZS 250 142 116 87 72 62 49 42 36 32 25 22 12,3
6 OPzS 300 170 139 104 86 75 59 50 43 38 31 26 14,8
5 OPZS 350 172 147 120 102 89 72 60 52 46 37 31 16,7
6 OPZS 420 206 176 144 123 108 86 72 63 55 45 38 21
7 OPzS 490 241 206 168 144 126 101 85 73 64 52 44 24
6 OPzS 600 246 220 190 165 144 118 101 87 78 63 53 30
7 OPzS 700 287 257 222 193 169 140 122 106 96 78 66 37
8 OPzS 800 328 293 254 220 193 157 135 116 104 84 71 39
9 OPZS 900 403 361 312 271 237 196 170 149 133 107 91 50
10 OPZS 1000 448 401 346 301 263 214 183 157 141 114 96 54
11 OP2S 1100 466 418 360 313 274 226 196 170 152 123 104 58
11 OPZS 1375 528 488 425 375 335 277 237 207 185 152 128 72
13 OPzS 1625 624 577 502 443 395 329 283 250 223 183 154 87
14 OP2S 1750 672 620 540 477 426 354 303 266 238 195 165 93
15 OP2S 1875 720 665 579 511 457 377 321 280 250 206 174 97
16 OPZS 2000 811 749 652 575 514 422 357 309 275 227 191 107
17 OP2S 2125 879 813 706 625 558 464 396 348 310 255 215 121
19 OP2S 2375 901 833 725 640 571 472 400 350 312 257 216 121
22 OPzS 2750 1039 960 836 738 659 545 465 407 363 299 252 141

10
Corrente constante de descarga (A) a 25°C Tensão final: 1,90 Vpe

Tipo de Tempo de descarga


Elemento 15' 30' 1h 1,5h 2h 3h 4h 5h 6h 8h 10h 20h
2 OPZS 100 39 35 27 23 21 17 14 12 11 9 8 4
3 OPZS 150 58 52 41 35 31 25 22 19 17 13 11 6
4 OPZS 200 77 69 55 47 41 34 29 25 22 18 15 8
5 OPZS 250 97 86 83 59 52 42 36 31 28 22 19 11
6 OPzS 300 116 104 69 70 62 51 43 37 33 27 23 13
5 OPZS 350 126 112 94 83 73 60 50 44 39 32 27 15
6 OPZS 420 151 135 113 99 87 71 61 53 47 39 33 18
7 OPzS 490 177 158 132 116 102 84 71 62 55 45 38 21
6 OPzS 600 181 163 145 129 116 97 84 73 65 54 46 26
7 OPzS 700 211 190 170 152 136 115 102 91 81 66 57 32
8 OPzS 800 241 218 194 173 155 129 112 98 87 72 62 34
9 OPZS 900 297 268 238 213 191 161 142 126 112 92 80 44
10 OPZS 1000 330 298 265 236 213 176 154 134 120 98 84 47
11 OP2S 1100 344 310 276 247 221 186 164 145 129 106 91 51
11 OPZS 1375 391 364 323 291 264 226 195 173 155 129 110 62
13 OPzS 1625 462 429 381 344 312 268 234 209 187 156 132 75
14 OP2S 1750 498 463 411 371 336 288 250 222 200 166 141 80
15 OP2S 1875 534 496 440 396 360 307 265 234 210 175 149 85
16 OPZS 2000 602 559 496 447 406 343 295 259 233 194 165 94
17 OP2S 2125 653 607 539 486 441 377 327 292 262 218 185 106
19 OP2S 2375 668 621 551 498 451 383 331 293 263 219 187 106
22 OPzS 2750 770 716 636 573 520 444 384 341 306 254 216 123

5. Desempenho e características

5.1. Vida útil projetada em condições normais de operação


As baterias POWERSAFE série OPzS possuem uma vida útil projetada
superior a 10 anos, sempre considerando as condições adequadas de
operação:

 Tensão de flutuação de 2,20 Volts por elemento


 Temperatura média de operação de 25ºC
 Cuidados de manutenção
 Densidade específica de 1210 ± 10 g/dm³.

5.2. Tensão
A tensão nominal de um acumulador chumbo-ácido é por definição
2,0 volts. Esta tensão varia durante os ciclos de carga e descarga em
função da corrente fornecida.

11
A tensão de circuito aberto é aquela obtida com o elemento
completamente carregado e desconectado do carregador. Para os
elementos OPzS este valor é 2,05 Volts.

A tensão final de descarga ou tensão de corte é a condição na qual o


elemento está tecnicamente descarregado para um determinado
regime de descarga. A tensão de corte é a tensão mínima que um
elemento pode atingir durante a descarga sem se danificar.

A tensão de flutuação corresponde ao valor da tensão em circuito


aberto acrescida do valor necessário para compensar as perdas por
auto-descarga, mantendo-se o elemento sempre carregado.

 Tensão nominal: 2,0 Vpe (Volts por elemento)


 Tensão de Recarga: 2,33 a 2,40 Vpe
 Tensão de Flutuação: 2,20 ±1% Vpe

5.3. Auto descarga


Quando mantidos em circuito aberto os elementos sofrem uma perda
espontânea e gradual de carga conhecida como auto descarga.
As placas tendem sempre a se descarregar através da reação com o
eletrólito, pois a condição quimicamente estável de um elemento é
descarregado. A taxa de auto descarga depende de diversos fatores
como temperatura ambiente e densidade do eletrólito.
Para elementos POWERSAFE série OPzS a taxa de auto descarga é de
aproximadamente 2% ao mês considerando elementos novos, à
temperatura de referência 25ºC e à densidade de 1210 g/dm³.
No final da vida útil ocorre um aumento considerável na taxa de auto
descarga dos elementos que se eleva para 3 a 4% ao mês.

5.4. Reações químicas


O perfeito funcionamento de um acumulador chumbo-ácido é
baseado em suas reações químicas “quase” completamente
reversíveis.

PbO2 + Pb + 2H2SO4 PbSO4 + PbSO4 + 2H2O

C
Placa Negativa

Placa Negativa
Descarregada
Descarregada
Placa Positiva

Placa Positiva
Carregada

Carregada

Eletrólito

Eletrólito

12
Nos processos de carga e de descarga ocorrem variações qualitativas
nos materiais ativos. Considerando-se isoladamente as placas positivas e
as placas negativas, durante os processos de carga e descarga ocorrem
as seguintes reações:

5.4.1. Placa Positiva

PbO2 + SO4 + 4H+ + 2e PbSO4 + 2H2O

5.4.2. Placa Negativa

Pb + SO4 = PbSO4 + 2e

5.5. Consumo de água destilada

As baterias perdem água em função da evaporação e pela


decomposição química da água (eletrólise). A perda de água pela
decomposição é diretamente ligada à corrente de flutuação.
Nos elementos POWERSAFE série OPzS, a corrente de flutuação é baixa
em função da liga de baixo teor de antimônio empregada, que
possibilita intervalos de até dois anos para adição de água.

13
5.6. Capacidade média durante a vida útil

5.7. Influência da temperatura


O aumento da temperatura acelera a velocidade das reações químicas
e isto influencia exponencialmente o processo de envelhecimento de
uma bateria. Segundo a Lei de Arrhenius, a cada 10°C de aumento na
temperatura média de operação a vida útil é reduzida à metade.
Ou seja, se a expectativa de vida das baterias OPzS é de 10 anos a 25°C,
operando a 35°C sua expectativa de vida útil será de 05 anos.
Vida Útil Projetada

Temperatura

14
5.8. Resistência Interna
O valor da resistência interna dos elementos depende das ligas
empregadas, do dimensionamento, dos materiais utilizados e
especialmente do estado de carga da bateria. Por esta razão é definido
que sua medição deve ser realizada com a bateria garantidamente à
plena carga.

Elementos Tipo Corrente de CC Resistência Interna


2 OPzS 100 1200 A 1,71 m
3 OPzS 150 1800 A 1,14 m
4 OPzS 200 2400 A 0,85 m
5 OPzS 250 3000 A 0,68 m
6 OPzS 300 3600 A 0,57 m
5 OPzS 350 3400 A 0,60 m
6 OPzS 420 4075 A 0,50 m
7 OPzS 490 4750 A 0,43 m
6 OPzS 600 5000 A 0,40 m
7 OPzS 700 5800 A 0,34 m
8 OPzS 800 6650 A 0,30 m
9 OPzS 900 7475 A 0,27 m
10 OPzS 1000 8300 A 0,24 m
11 OPzS 1100 9150 A 0,22 m
12 OPzS 1200 9950 A 0,20 m
11 OPzS 1375 8800 A 0,22 m
12 OPzS 1500 9600 A 0,21 m
13 OPzS 1625 10400 A 0,19 m
14 OPzS 1750 11200 A 0,18 m
15 OPzS 1875 12000 A 0,16 m
16 OPzS 2000 12800 A 0,15 m
17 OPzS 2125 13600 A 0,14 m
18 OPzS 2250 14400 A 0,14 m
19 OPzS 2375 15200 A 0,13 m
20 OPzS 2500 16000 A 0,12 m
22 OPzS 2750 17600 A 0,11 m
24 OPzS 3000 19200 A 0,10 m

Valores com tolerância de ± 10%.

15
5.9. Temperatura de operação
A temperatura de referência (nominal) de uma bateria chumbo ácido é
25ºC, e embora a bateria possa operar de -20 ºC até 45ºC, é altamente
recomendável que a bateria trabalhe entre 15ºC e 32ºC.
Por se tratar de um sistema eletroquímico, as baterias sofrem variações na
velocidade de reação em função da temperatura, trazendo os seguintes
efeitos:

Temperatura > 25ºC Temperatura < 25ºC


Aumento da capacidade disponível Redução da capacidade disponível
Redução de vida útil Aumento de vida útil
Elevação da auto descarga Redução da auto descarga
Menor tensão de flutuação/carga Maior tensão de flutuação/carga
Maior corrente de flutuação/carga Menor corrente de flutuação
Aumento do consumo de água Redução do consumo de água

Não é permitido exceder a temperatura máxima de 45ºC.

5.10. Variação da densidade em função da temperatura


O eletrólito dos elementos sofre, como todos os líquidos, variação da
densidade em função da temperatura. Por isto, sempre que se realiza
medições de densidade de eletrólito em temperaturas diferentes de 25ºC
é necessário corrigir o valor obtido.

Para corrigir leituras de densidade obtidas em temperaturas acima de


25ºC deve-se somar 0,7 g/dm³ a cada 1ºC, na densidade final do
elemento.
Para corrigir leituras de densidade obtidas em temperaturas abaixo de
25ºC deve-se diminuir 0,7 g/dm³ a cada 1ºC, na densidade final do
elemento.

Vale destacar também que o nível de eletrólito interfere no valor da


densidade medida. O valor nominal de densidade é obtido com o nível
do eletrólito na marca MAX da etiqueta de nível do produto, pois uma
variação de 10mm no nível pode acarretar variação de 5 a 8 g/dm³ na
leitura de densidade, dependendo do modelo do elemento.

16
5.11. Variação da capacidade em função da temperatura
A capacidade das baterias também sofre influência direta da
temperatura de operação. Em temperaturas superiores à nominal, há o
aumento da capacidade disponível, ocorrendo o inverso em
temperaturas inferiores à nominal.

A tabela abaixo indica essas variações em função da temperatura.

TABELA DE CORREÇÃO DO TEMPO DE DESCARGA EM FUNÇÃO DA TEMPERATURA


CORREÇÃO DA CAPACIDADE PARA 25°C

17
5.12. Expectativa de vida
Os elementos POWERSAFE série OPzS apresentam uma expectativa de
vida superior a 10 anos quando operados na tensão de flutuação
especificada, na temperatura de 25ºC e sob os cuidados de
manutenção adequados. Conforme já mencionado no item 5.7,
temperaturas de operação acima de 25°C reduzirão a vida útil da
bateria, que também é fortemente influenciada pela frequência e
profundidade das descargas efetuadas.

5.13. Tensão da flutuação em função da temperatura


Devem ser considerados três intervalos de temperatura:

 Para operação de 20 a 25ºC: tensão de flutuação de 2,20Vpe


 Para operação de 26 a 32ºC: a tensão de 2,20Vpe (25ºC) deve ser
reduzida à taxa de -3mV por elemento por ºC.
 Para operação de 15 a 19ºC: a tensão de 2,20Vpe (25ºC) deve ser
aumentada à taxa de +5mV por elemento por ºC.

IMPORTANTE: Embora a diferença nos valores da tensão por elemento


possa parecer pequena em cada uma das situações acima, ela é
suficiente para determinar uma condição adequada ou inadequada de
carga de flutuação.

Recomendamos consultar a fábrica caso seja necessário operar a


bateria a temperaturas permanentemente superiores a 32ºC ou inferiores
a 15ºC.

5.14. Paralelismo de Baterias


É possível o paralelismo de baterias para aumento da capacidade total,
desde que respeitado o máximo de 4 bancos de baterias, considerando:

 Cada bateria deve possuir o mesmo número de elementos e estes


devem apresentar as mesmas condições (fabricante, capacidade,
idade, etc.)
 Utilizar cabos de mesmo comprimento entre cada bateria e o
retificador, de modo que a resistência total de cada conjunto seja
a mais equilibrada possível.

18
6. Condições de Armazenamento e Instalação
6.1. Recebimento
Assim que receber as baterias observe cuidadosamente as embalagens
verificando se não ocorreu nenhum dano durante o transporte.
Tenha especial cuidado com o desembarque das baterias.
Ao desembalar, faça em local próximo a instalação e jamais manuseie
elementos de bateria pelos polos de saída, pois isto pode causar danos
irreversíveis ao produto.

6.2. Armazenagem
Em situações em que as baterias recebidas não serão instaladas
imediatamente, estas devem ser armazenadas em local bem ventilado,
limpo, seco, protegidas das chuvas e incidência direta dos raios solares.

As baterias armazenadas sofrem auto descarga e deve-se atentar para


que o tempo máximo de armazenamento sem recarga não ultrapasse:

- 6 meses para temperaturas entre 15ºC até 25ºC


- 3 meses para temperaturas entre 26 ºC e 32ºC.

6.3. Instalação
Após a verificação da ausência de anormalidades nos elementos,
proceder à instalação no local adequado.
As ferramentas utilizadas para a instalação devem ser devidamente
isoladas e compatíveis com o trabalho a ser executado.
Os elementos devem ser interligados em série (polo positivo de um
elemento com o polo negativo do elemento seguinte), de preferência
respeitando a ordem do seu número de série. O carregador só deverá ser
conectado após ser constatado que os elementos da bateria estão
devidamente interligados. O carregador deve ser conectado (positivo do
carregador ao polo positivo da bateria e o negativo do carregador ao
negativo da bateria).
Durante a montagem deve ser utilizado um torquímetro para garantir
que o torque aplicado aos parafusos seja de 25 Nm.

19
7. Operação e Manutenção
Deve ser planejado e executado um programa para assegurar a
confiabilidade e a otimização da vida e do desempenho da bateria,
constituído de inspeções periódicas e ações corretivas, sempre que
necessárias. Deve ser criado e mantido um banco de dados contendo
tensões individuais e totais da bateria, informações sobre aspectos visuais
e condições individuais de cada bateria, datas e dados das
manutenções, avaliações, reposição de água e acompanhamento da
temperatura no eletrólito, além da temperatura ambiente.

Os principais fatores que contribuem para o comprometimento da vida


útil das baterias são: temperaturas inadequadas, níveis de eletrólito
impróprios, tensões de carga incorretas e densidades desbalanceadas.

7.1. Regime de operação em flutuação


O regime de flutuação deve ser aplicado a fim de compensar as perdas
ocorridas por auto descarga de modo que a bateria seja mantida a
plena carga para fornecer a energia solicitada quando necessário.

Para tanto, a tensão de flutuação recomendada para a linha


POWERSAFE série OPzS é de 2,20 Volts por elemento, considerando a
temperatura de referência de 25ºC e com uma tolerância de ± 1%.

7.2. Tensão de carga


Sempre que uma bateria sofrer o processo de descarga, esta deverá ser
submetida imediatamente a uma recarga, com tensão constante entre
2,33 e 2,40 Volts por elemento.
O tempo de recarga varia em função da corrente inicial ajustada, da
profundidade da descarga realizada, da temperatura e da tensão
ajustada.

20
7.3. Registros dos acompanhamentos
A realização de acompanhamentos ao longo da vida das baterias
permite a avalição dos procedimentos adotados, falhas do sistema e das
ações corretivas passadas.
Os registros devem ser iniciados após 3 meses do início de operação da
bateria. Estes registros devem incluir informações da tensão individual dos
elementos, tensão total do banco, densidade a 25ºC e nível de eletrólito
de todos elementos e temperatura de alguns pilotos (pode-se adotar um
piloto/fileira).
Estes registros devem ser arquivados de modo que sirvam de base para
futuras comparações entre os dados.

7.4. Carga de equalização


A carga de equalização consiste em aplicar uma tensão mais alta que a
tensão de flutuação dos elementos e tem por objetivo corrigir
irregularidades que tenham surgido ou equalizar a tensão e densidade
entre os elementos de um banco de baterias. O tempo da carga de
equalização varia em função do nível de tensão aplicado e o final
ocorrerá quando as densidades e as tensões individuais dos elementos
estiverem dentro da faixa especificada:

21
 Tensão com variação de ± 50mV;
 Densidade de ± 10 g/dm³.

A equalização deverá ser aplicada sempre que uma desigualdade na


bateria for detectada e geralmente isso ocorre em função de:

 Tensão aplicada abaixo do especificado;


 Tensão inadequada ajustada no retificador;
 Diferenças de temperaturas entre os elementos.

A tensão a ser aplicada geralmente refere-se à máxima permitida pelo


equipamento de carga.

Recomendação: 2,33 a 2,40 Vpe


Preferência: 2,40 Vpe

A aplicação da carga de equalização deve ser realizada quando:

 A densidade de um ou mais elementos estiver menor em 10 pontos


se comparado com a média, considerando nível, temperatura,
homogeneização do eletrólito e estado de carga;
 Quando a tensão de um ou mais elementos estiver inferior em
70mV em relação à média;

Caso nenhuma das condições acima estiver ocorrendo, aplicar a carga


de equalização periodicamente a cada 6 meses.

O tempo de duração da carga de equalização varia em função da


tensão aplicada, conforme tabela abaixo (temperatura entre 16 a 32ºC):

Tensão por elemento Tempo mínimo de


carga (horas)
2,27 70
2,30 50
2,33 35
2,36 25
2,40 20

Para temperaturas inferiores a 15ºC, deve considerar o dobro do tempo


exposto na tabela acima.

22
7.5. Descargas
As baterias estacionárias ventiladas descarregam a partir da flutuação e
a capacidade projetada necessita estar disponível sempre que
solicitada, considerando-se a tensão final mínima determinada em
projeto a fim de se evitar descargas profundas.

7.6. Carga especial (ou profunda)


Consiste em uma carga especial em regime de corrente constante (sem
limitação de tensão), pois nesta carga deseja-se a livre gaseificação a
fim de obter a uniformização da densidade. Esta carga é recomendada
anterior e posteriormente à avaliação de capacidade, e na ativação de
elementos seco carregados.
A carga especial ou profunda, subdivide-se em dois estágios:

 1º estágio:
Corrente de 10% da capacidade nominal (10A/100Ah), mantendo
esta corrente constante até que a bateria atinja a tensão de 2,40V
vezes o número de elementos do banco.
Em seguida deve-se passar para o segundo estágio.

 2º estágio:
A corrente deve ser então reduzida para valores de 3 a 5A para
cada 100Ah, e esta corrente deve ser mantida constante, até que
durante três leituras consecutivas, num período de 2 horas, os
valores se mantenham estabilizados. Deve-se atentar para a
reposição de 115 a 125% dos Ah retirados durante a descarga.
A temperatura da bateria não pode exceder 45ºC durante a
recarga, e para a garantia do sucesso do procedimento é de
extrema importância o acompanhamento por um profissional
qualificado.

No caso do retificador não suportar ajustes de 2,40 Vpe, deve-se efetuar


esta carga na bateria parcialmente, e ao final do procedimento a
densidade dos elementos deve estar dentro da faixa especificada:
(1210 ± 10 g/dm³).

23
7.7. Avaliação de Capacidade
Para que os elementos sejam submetidos a uma avaliação de
capacidade, alguns procedimentos devem ser seguidos para que os
resultados sejam considerados confiáveis:

 A bateria deverá estar plenamente carregada;


 A densidade deverá estar dentro da faixa especificada:
(1210 ± 10 g/dm³);
 O nível de eletrólito dos elementos deve estar no máximo;
 Interligações dentro do torque indicado;
 A descarga deverá ser feita em regime definido conforme curvas
de capacidade anexas (é usual o regime C3 / 1,75Vpe / 25ºC);
 Em função da importância dessa avaliação de capacidade as
baterias devem ser preparadas conforme item 7.6;
 A bateria deverá permanecer em repouso por um período de 4 a
48 horas;
 Acompanhar e registrar a tensão, corrente, densidade inicial e final
e temperatura em formulário apropriado.

Para realização deste trabalho é importante considerar uma lista de


materiais, equipamentos e instrumentos, conforme abaixo:

 Voltímetro portátil com divisão 0,01V e precisão de 0,5%;


 Densímetro – escala 1060 a 1240 g/dm³ e divisões de 5 em 5 g/dm³;
 Termômetro a álcool com escala de -10 a 60ºC, com divisões de 1
em 1ºC;
 Cabos com conectores para interligação da bateria;
 Derivador (shunt);
 Calculadora;
 Cronômetro;
 Cargas resistivas compatíveis com a corrente e a tensão;
 Ferramentas auxiliares (chaves, alicates, etc.);
 Equipamentos de proteção individual (óculos, luvas de borracha,
etc);
 Solução bicarbonato a 10% para neutralização de solução ácida
se necessário;
 Retificador com capacidade compatível aos regimes de carga da
bateria;
 Folhas de registro (exemplo anexo na próxima página).

A capacidade em Ah deve ser corrigida para 25ºC conforme tabela do


item 5.10.
24
25
7.8. Inspeções periódicas
Inspeções Mensais na Bateria:

 Devem ser medidas e registradas as tensões de flutuação de cada


bateria e comparadas à tensão de flutuação recomendada por
elemento multiplicada pelo número de elementos da bateria.
 Devem ser medidas e registradas as tensões de flutuação de cada
elemento.
 Deve ser medida e registrada a temperatura do eletrólito dos
elementos piloto.
 Deve ser medida e registrada a densidade do eletrólito dos
elementos piloto, devidamente corrigida para a temperatura de
referência de + 25 °C. A densidade deve ser 1210 g/dm³ no nível
máximo de eletrólito com uma tolerância de ± 10 g/dm³.
 Deve ser conferido que o nível do eletrólito se encontre entre as
marcações Mín. e Máx.
 Deve ser verificado se as válvulas anti-explosão estão corretamente
colocadas. As válvulas devem ser lavadas com água destilada
morna a 50 °C quando se apresentarem saturadas (cristais
brancos).
 Deve ser verificado se os elementos e as estantes estão limpos,
secos, livres de eletrólito condensado na superfície e livres de
corrosão.
 Deve ser medida e registrada também a corrente de flutuação.

OBSERVAÇÕES:
Elemento Piloto é o escolhido cada seis a dez elementos que
compõem a bateria, devendo sempre ser escolhidos os que
apresentarem tensão ou densidade com maior desvio da média.
Para termos mais precisão, a tensão de flutuação e a densidade
devem ser medidas 72 horas ou mais após o sistema ter sofrido uma
descarga ou uma carga de equalização.

7.9. Inspeções Mensais na Sala de Baterias e Equipamentos


 Verificar se a sala está limpa e seca.
 Verificar se os equipamentos necessários estão disponíveis e
funcionando corretamente, como lava-olhos, chuveiro e extintores.
 Verificar a disponibilidade dos EPI’s.
 Verificar a disponibilidade de produtos de limpeza e de
neutralização.
 Verificar se os equipamentos de manutenção estão disponíveis e
funcionando corretamente como voltímetros, densímetros,
termômetros e chaves isoladas.

26
7.10. Inspeções Anuais
Mesmo havendo as inspeções mensais periódicas, recomendamos que
seja feito anualmente, o que segue:
 Verificar o estado dos vasos e tampas quanto a trincas e
vazamentos.
 Verificar o estado dos pólos, interligações e terminais.
 Realizar reaperto dos parafusos das interligações conforme torque
especificado pelo fabricante.
 Verificar de maneira geral o funcionamento de todo o
equipamento de carga, ajustes de tensão, alarmes, etc.
 Verificar de maneira geral todo o sistema de ventilação.
 Realizar teste de capacidade no mínimo a cada 18 meses.
 Obrigatoriamente checar se todos os instrumentos utilizados estão
aferidos.

7.11. Inspeções Especiais


Caso a bateria seja submetida a algumas condições anormais ao seu
bom funcionamento, tais como: descargas profundas, sobrecargas, etc.,
recomendamos uma inspeção detalhada de todos os itens e o registro
dos dados obtidos.

7.12. Ações Corretivas


A ocorrência, por períodos prolongados, de determinadas condições de
uso, reduz a vida útil das baterias. Abaixo estão relacionadas algumas
dessas condições e as ações corretivas que devem ser tomadas sempre
que essas situações forem verificadas:

 Quando o nível do eletrólito atingir a marca Mín., adicionar água


destilada até atingir a marca Máx.;
 Corrigir a tensão de flutuação sempre que esta estiver fora da
especificada pelo fabricante;
 Se a resistência de qualquer das interligações ultrapassar 20% do
valor inicial, desmontar e limpar as zonas de contato; substituir a
bateria, se essa condição não puder ser solucionada.
 Sempre que a temperatura de um ou mais elementos estiver com
diferença maior que 3°C do valor médio, verificar causa e fazer
correção;
 Quando houver excesso de sujeira ou eletrólito condensado sobre
os elementos, neutralizar o material, limpar e secar a área;
 Se a densidade de um ou mais elementos, após terem sido
corrigidos à temperatura de referência de 25 °C, estiver mais que 10
abaixo do restante, esta(s) bateria(s) deve(m) receber uma carga
de equalização em separado;

27
 Se a densidade do eletrólito dos elementos, corrigida a 25°C no
nível máximo de eletrólito apresentar diferença maior ou igual a
0,010 abaixo do valor especificado, deve-se dar uma carga de
equalização;
 Se um ou mais elementos atingir a tensão crítica, deve ser dada
uma carga em separado para este(s) elemento(s).
 Se nenhuma das anormalidades acima descritas acontecer,
recomendamos dar uma carga de equalização a cada 18 meses.

7.13. Registro de Inspeção e Manutenção


Todas as anormalidades observadas e as medidas corretivas tomadas em
consequência, tais como: sobrecargas, cargas de equalização, correção
de densidade, etc., devem ser registradas no “Relatório de Inspeção e
Manutenção” (RIM0001, anexo).
O seu correto preenchimento é indispensável para uma avaliação
precisa do desempenho da bateria; deverá ser preenchido a cada
inspeção e/ou manutenção de rotina e deve ser mantido sempre no
local onde está instalada a bateria. O Relatório de Inspeção e
Manutenção deverá ser apresentado ao Técnico autorizado sempre que
solicitado e é imprescindível seu envio para reivindicações de Garantia.

7.14. Regime de Flutuação


Define a condição de uso onde a bateria permanece continuamente
conectada a uma fonte de carga, compensando, dessa forma, a auto-
descarga. A bateria permanece sempre carregada, minimizando assim a
manutenção, oferecendo um melhor desempenho e otimizando sua vida
operacional.

7.14.1. Elevadas tensões de flutuação


Reduzem a vida da bateria, em função da aceleração da corrosão
anódica das placas.

7.14.2. Baixas tensões de flutuação


Não conseguem carregar corretamente a bateria ocasionando
variações na tensão, diminuindo a densidade do eletrólito e assim
tornando permanente a redução no desempenho. A sulfatação
decorrente reduzirá a vida útil da bateria.

28
8. Problemas e Soluções
DEFEITO CAUSAS PROVÁVEIS AÇÃO CORRETIVA
DESPRENDIMENTO EXCESSIVO Eletrólito contaminado Substituir o eletrólito
DE GÁS EM FLUTUAÇÃO Tensão de flutuação alta Ajustar
AUSÊNCIA DE
Eliminar o curto, caso contrário
DESPRENDIMENTO DE GÁS EM Curto interno
substituir o elemento.
CARGA
Nível da solução acima do
OXIDAÇÃO DOS TERMINAIS E Ajustar e remover oxidação
máximo
LIGAÇÕES
Tensão de flutuação alta Ajustar e remover oxidação
Limpar os contatos com escova
AQUECIMENTO ANORMAL EM de latão macia e aplicar torque
Mau contato
LIGAÇÕES adequado nos parafusos de
fixação
Eliminar o curto, caso contrário
AQUECIMENTO ANORMAL DO Curto
substituir o elemento.
ELETRÓLITO DURANTE A CARGA
Sulfatação Dar carga de desulfatação.

Ajustar
Tensão de flutuação alta

Impurezas no eletrólito Substituir


CONSUMO EXCESSIVO DE Sobrecargas excessivas e
Corrigir
ÁGUA frequentes
EXCESSIVA SEDIMENTAÇÃO Tensão de flutuação alta Ajustar
Carga insuficiente Dar carga de equalização
Flutuação anormal
Dar carga para desulfatação
sistemicamente baixa
Perda de material ativo das Placas
Substituir elementos
positivas
Desmontar, limpar os contatos e
Queda excessiva de tensão nas
CAPACIDADE REDUZIDA dar o torque correto nos
ligações
parafusos de fixação.
Derivações não previstas no
Retirar as derivações
projeto
Fazer isolamento térmico e
Temperatura baixa instalar placas de aquecimento
na sala de baterias

Limpar, neutralizar eventual


Auto-descarga elevada causada
ácido e secar os elementos
por excesso de poeira e umidade
externamente.
Auto-descarga alta causada por Substituir o eletrólito ou os
CORRENTE DE FLUTUAÇÃO impurezas no eletrólito elementos
ANORMAL E ALTA Eliminar o curto; caso contrário
Elemento(s) em curto
substituir o elemento.
Temperatura excessivamente alta Fazer isolamento térmico e
na sala de baterias climatizar o ambiente.
Ajustar ao valor recomendado,
Tensão de flutuação alta
considerada a temp. ambiente.
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9. Descarte das baterias ao final de vida útil

Quando da desativação de suas baterias, lembre-se que conforme


Resolução CONAMA n°401 elas devem ter uma disposição final
adequada, de maneira que os elementos químicos nela contidos sejam
processados de acordo com as normas ambientais vigentes.

Os componentes das baterias chumbo-ácido são em sua maioria


recicláveis, mas somente uma entidade credenciada pelo IBAMA
poderá fazê-lo de forma tecnicamente correta e segura evitando riscos
à saúde e ao meio ambiente.

RESOLUÇÃO CONAMA N.º 401 - 04/11/2008


Publicada no DOU nº 215, de 5 de novembro de 2008,

O Conselho Nacional de Meio Ambiente - CONAMA, considerando a


necessidade de minimizar os impactos negativos causados ao meio ambiente
pelo descarte inadequado de pilhas e baterias, a ampla disseminação do uso
no território brasileiro e a consequente necessidade de conscientizar o
consumidor desses produtos sobre os riscos à saúde e ao meio ambiente do
descarte inadequado, resolve:
I – As fabricantes e recicladores devem estar inscritos no Cadastro Técnico
Federal de Atividades Potencialmente Poluidoras - CTF (IBAMA)
II – Os fabricantes e importadores devem apresentar ao órgão ambiental
competente um plano de gerenciamento de pilhas e baterias, que contemple
a destinação ambientalmente adequada.

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III - As pilhas e baterias, nacionais e importadas, usadas ou inservíveis, recebidas
pelos estabelecimentos comerciais ou em rede de assistência técnica
autorizada, deverão ser, em sua totalidade, encaminhadas para destinação
ambientalmente adequada, de responsabilidade do fabricante ou importador.

Os componentes das baterias Chumbo-ácido são recicláveis, mas somente


uma entidade idônea e capacitada poderá fazê-lo.

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FINAL ADEQUADA.

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