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IGREJA PRESBITERIANA NO ARAPOANGA


ROTEIRO PARA O CULTO DOMÉSTICO
(Domingo, dia do senhor, 29/03/2020)

Rev. Marcos Sousa

1. Leitura bíblica do Salmo 100

1 Celebrai com júbilo ao SENHOR, todas as terras.


2 Servi ao SENHOR com alegria, apresentai-vos diante dele com cântico.
3 Sabei que o SENHOR é Deus; foi ele quem nos fez, e dele somos; somos o seu
povo e rebanho do seu pastoreio.
4 Entrai por suas portas com ações de graças e nos seus átrios, com hinos de
louvor; rendei-lhe graças e bendizei-lhe o nome.
5 Porque o SENHOR é bom, a sua misericórdia dura para sempre, e, de geração
em geração, a sua fidelidade.

 2. Cântico de “Tu és soberano”


Tu és soberano sobre a terra
Sobre os céus Tu és Senhor
Absoluto
Tudo que existe e acontece
Tu o sabes muito bem
Tu és tremendo.
E apesar dessa glória que Tens
Tu te importas comigo também
E este amor tão grande
Eleva-me, amarra-me a Ti.
Tu és tremendo.

3. Oração de gratidão

4. Leitura do Catecismo Maior de Westminster


Pergunta: 18. Quais são as obras da providência de Deus?
Resposta: “As obras da providência de Deus são a sua mui santa, sábia e
poderosa maneira de preservar e governar todas as suas criaturas e todas as suas
ações, para a sua própria glória.” (Lv 21.8; Sl 104.24; Is 92.29; Ne 9.6; Hb 1.3; Sl
103.19; Mt 10.29-30; Gn 45.7; Rm 11.36; Is 63.14.

5. Oração encerrando

Estudo Bíblico
DEUS SE FAZ CONHECIDO

BREVE CATECISMO DE WESTMINSTER


Pergunta 4 – O que é Deus?
R: Deus é espírito, infinito, eterno e imutável em seu ser, sabedoria, poder,
santidade, justiça, bondade e verdade. (Jo 4.24; Sl 90.2; Ml 3.16; Tg 1.17; 1Rs 8.27;
Jr 23.24; Is 40.22; Sl 147.5; Rm 16.27; Gn 17.1; Ap 19.6; Is 57.15; Jo 17.11; Ap 4.8; Dt
32.4; Sl 100.5; Rm 2.4; Êx 34.6; Sl 117.2).

O nosso estudo se dividirá em 2 partes1:


1. Deus incompreensível e, contudo, pode ser conhecido.
2. A autorrevelação é o requisito de todo conhecimento de Deus

DEUS INCOMPREENSÍVEL
E, CONTUDO, PODE SER CONHECIDO

A igreja cristã confessa, por um lado, que Deus é o Incompreensível, mas


também, por outro lado, que Ele pode ser conhecido e que conhecê-lo é um
requisito absoluto para a salvação. Ela reconhece a força da questão levantada
por Zofar, “Porventura desvendarás os arcanos de Deus ou penetrarás até a
perfeição do Todo-Poderoso?” Jó 11.7. E ela percebe que não tem resposta para a
indagação de Isaías. “Com quem comparareis a Deus? Ou que cousa semelhante
confrontareis com ele?” Isaías 40.18. Mas, ao mesmo tempo, ela também está
atenta à afirmação de Jesus: “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único
Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” João 17.3. Ela regozija no fato
de que “o Filho de Deus é vindo, e nos tem dado entendimento para
reconhecermos o verdadeiro, e estamos no verdadeiro, em seu Filho Jesus Cristo”
1 João 5.20. As duas ideias refletidas nestas passagens sempre foram sustentadas
lado a lado na igreja cristã. Os primitivos pais da igreja, assim chamados, falavam
do Deus invisível como um Ser não gerado, indescritível, eterno,
incompreensível, imutável. Eles tinham ido bem pouco além da antiga ideia
grega de que o Ser Divino é existência absoluta e sem atributos.

João Calvino, declara que Deus, nas profundezas do Seu Ser, é insondável.
“Sua essência”, diz ele, “é incompreensível; desse modo, Sua divindade escapa
totalmente aos sentidos humanos”. Os Reformadores não negam que o homem
possa aprender alguma coisa da natureza de Deus por meio da Sua obra criadora,

1
 BERKHOF, Louis. Teologia Sistemática, pp.29-38.

mas sustentam que ele só pode adquirir verdadeiro conhecimento de Deus por
meio da revelação especial, sob a influência iluminadora do Espírito Santo.

A teologia reformada sustenta que Deus pode ser conhecido, mas que ao
homem é impossível Ter um exaustivo e perfeito conhecimento de Deus, de
modo algum. Ter esse conhecimento de Deus seria equivalente a compreendê-lo,
e isto está completamente fora de questão: É verdadeiro o ditado latino de que
“finitum non possit capere infinitum” [o finito é incapaz de conter o infinito].
Ademais, o homem não pode dar uma definição de Deus no sentido exato da
palavra, mas apenas uma descrição parcial. Uma definição lógica é impossível
porque Deus não pode ser consubstanciado de forma sumária debaixo de algum
gênero mais alto. Ao mesmo tempo, sustenta-se que o homem pode obter um
conhecimento de Deus perfeitamente adequado à realização do propósito divino
na vida do homem. Contudo, o verdadeiro conhecimento de Deus só pode ser
adquirido graças à autorrevelação divina, e somente pelo homem que aceita isso
com fé semelhante à de uma criança. A religião necessariamente pressupõe tal
conhecimento. Este conhecimento é a mais sagrada relação entre o homem e seu
Deus, relação na qual o homem tem consciência da absoluta grandeza e
majestade de Deus como o Ser Supremo, e de sua completa insignificância e
sujeição ao Altíssimo e Santo Ser. E se isto é verdade, segue-se que a religião
pressupõe o conhecimento de Deus no homem. Se o homem fosse deixado
absolutamente nas trevas a respeito do Ser de Deus, ser-lhe-ia impossível assumir
uma atitude religiosa. Não poderia haver reverência, piedade, temor de Deus,
serviço de adoração.

A AUTORREVELAÇÃO É O REQUISITO
DE TODO CONHECIMENTO DE DEUS

I. O conhecimento a respeito de Deus.


A possibilidade de se conhecer a Deus tem sido negada de diversos modos. Em
alguns casos, contudo, essa negação simplesmente equivale à afirmação de que o
homem não pode compreender a Deus. E isso é, por certo, muito verdadeiro. Não
é possível ao homem conhecer totalmente a Deus, sondar as profundezas
infinitas do Ser divino. Porém, embora possa conhecer a Deus somente em parte,
seu conhecimento é real e verdadeiro. Costuma se dizer que o conhecimento que
o homem tem de Deus é duplo: 1) o conhecimento inato; e, 2) o conhecido
adquirido.
1. O conhecimento inato.
A declaração de que o homem tem um conhecimento inato de Deus não
significa meramente que ele tenha capacidade natural de conhecer a Deus. É algo
além disso. Ao mesmo tempo, não significa que o homem traga para o mundo,
ao nascer, um certo conhecimento de Deus. O conhecimento inato de Deus é
congênito no sentido que, sob condições normais, se desenvolve
espontaneamente no homem assim que ele entra em contato com a revelação de
Deus.

2. O conhecimento adquirido.
O conhecimento adquirido é resultado da revelação geral e especial de
Deus. Não surge espontaneamente na mente, mas resulta da busca consciente e
constante do saber, ou seja, é obtido pelo estudo e aprendizado. Deus se dá a
conhecer na criação [Salmo 19.1-6] e, também, na Bíblia [Sl 19.7-14], e por esses
dois meios de revelação podemos obter conhecimento de Deus.

II. O ser de Deus é conhecido pela sua revelação.


Deus pode ser descrito, mas não definido. Porque definir é falar o todo de algo.
Embora não seja possível dar uma definição de Deus, é possível fazer uma
descrição geral do seu Ser. Por isso, a melhor forma de descrevê-lo é como um
Ser puramente espiritual e de infinita perfeição.

1. Deus é puramente espírito.


A Bíblia não tenta definir o Ser de Deus. O que mais se aproxima de uma
“definição” encontra-se na conversa de Cristo com a mulher samaritana, em
que ele declara “Deus é espírito” (João 4.24). Isso significa que, além de não ter
corpo, Ele é um ser autoconsciente e que Ele não é limitado a realidade física.
2. Deus é pessoal.
O fato de Deus ser espírito envolve também a sua personalidade, porque um
espírito é um ser inteligente e moral. Ele é descrito na Bíblia como conversando
com os homens, e alguém que atende as orações, aceita a adoração, em que se
pode interagir. Ele cuida e direciona segundo a sua vontade tudo o que acontece.
3. Deus é infinitamente perfeito.
Deus se distingue de todas as suas criaturas pela sua perfeição infinita. Ele possui
suas virtudes sem qualquer limitação, imperfeição ou conflito. Deus é
infinitamente perfeito, não só é infinito e sem limites, mas está exaltado acima de
todas as suas criaturas. Ele é adorado no cântico de Moisés no Mar Vermelho: “Ó
Senhor, quem é como tu entre os deuses? Quem é como tu, glorificado em
santidade, terrível em feitos gloriosos, que operas maravilhas?” (Êxodo 15.11,
NAA); e em passagens como 1Reis 8.27; Salmos 96.4-6; 97.9; 99.2-3; 147.5; Isaías
57.15; Jeremias 23.24.
4. Deus e suas perfeições são Um.
A simplicidade é uma das características fundamentais de Deus. Isso
significa que Ele não é composto de partes diferentes e que sua essência e
atributos são um. Tudo o que Deus é se revela em tudo o que Ele faz. Os atributos
de Deus descrevem de modo mais detalhado a sua essência divina. Por isso, a
Bíblia diz que Ele é amor, verdade, vida, justiça, luz, amor, etc.

 Oração de encerramento

Soli Deo Glória

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