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CURSO SOBRE HVAC - PROJETOS

Ministrado pelo Eng. Mecânico Afonso H. Manta


Programa do Curso
3. CARGA TÉRMICA
◙ Condições de Projeto
◙ Carga Térmica
◙ Carga Térmica de Condução
◙ Carga Térmica de Insolação
◙ Carga Térmica de Iluminação
◙ Carga Térmica devido à pessoas
◙ Carga Térmica devido de Motores Elétricos
◙ Carga Térmica devido Equipamentos Eletrônicos
◙ Carga Térmica devido ao Ar Exterior de Renovação
◙ Carga Térmica de Perdas nos Dutos (se existir)
◙ Carga Térmica devido à Migração de Umidade Externa
CARGA TÉRMICA
◙ Condições de Projeto
◙Para que o cálculo da carga térmica (CCT) possa ser
executado, é necessário antes de tudo que se conheça
exatamente como é este Sistema, para que apliquemos os dados
corretamente, que entrarão no cálculo.
◙Estas condições determinarão os valores das trocas térmicas
que ocorrerão entre o meio externo e o ambiente a ser
climatizado. Normalmente, uma série de fatores influencia nas
condições a serem adotadas num determinado Projeto.
CARGA TÉRMICA
◙ Condições de Projeto
São as seguintes as condições de Projeto (principalmente):
■Aplicação (conforto, industrial, etc);
■Atividade no ambiente;
■Idade dos ocupantes e sexo;
■Condições Climáticas;
■Época do ano para a qual o Projeto está sendo elaborado;
■Roupas (predominantes);
■Verba prevista;
■Outros.
CARGA TÉRMICA

◙ Condições de Projeto
Cada projeto exige um estudo detalhado destas condições, afim de que a
temperatura e umidade adotadas (estas e outras preconizadas como variáveis
controladas), sejam compatíveis com as necessidades exigidas.
A Norma Brasileira NRB 16401-1, instrui sobre (a maioria) estes dados, para nossa
avaliação e aplicação (Condições Externas).
Existem Normas para Climatização específica, cada uma apropriada a um contexto
específico.
Deveremos estar atentos para a localização do Projeto, pois dependendo de onde
seja, é possível que a condição de inverno precise ser avaliada, também.
CARGA TÉRMICA

◙ Condições internas de Projeto


 A Norma ABNT NBR
16401-2, no item 5
(Parâmetros de Conforto),
define as condições que
deverão ser obedecidas
para a elaboração de
Projeto, com base na Fig. 5
Da ASHRAE.
CARGA TÉRMICA

◙ Condições internas de Projeto


 Esta é uma outra forma de
consulta, para identificarmos se as
condições ambientais estão de acordo
com o prescrito no ábaco.
CARGA TÉRMICA
CARGA TÉRMICA
 Carga Térmica
 Quantidade de calor ,sensível e latente, que deve ser retirada ou
fornecida a um local ou sistema, na unidade de tempo, objetivando a
manutenção de determinadas condições termo-higrométricas.
 As parcelas da Carga Térmica, normalmente presentes em todos os
cálculos, são:
Condução
Insolação
Iluminação
Pessoas
Motores Elétricos
Equipamentos Eletrônicos
Renovação de ar
Perdas nos Dutos (se houverem)
Perdas devida à Migração da Umidade Externa
CARGA TÉRMICA

 Carga térmica de Aquecimento:


 Condução
 Infiltração de Ar
Pessoas;
 Parcela a Diminuir Iluminação;
(Que ajudam no aquecimento) Equipamentos.
CARGA TÉRMICA
PARCELA DE CARGA TÉRMICA DE CONDUÇÃO
 A expressão geral da transmissão de calor por condução e por hora pode ser
expressa, para materiais homogêneos, paredes planas e paralelas:

Q = AKD
x
Onde:
 Q = taxa de fluxo de calor transmitida em kcal/h;
 A = área da superfície normal ao fluxo em m² ;
 x = espessura do material em m;
 K = condutividade térmica do material por unidade de comprimento e unidade
de área em kcal·m / h·m².ºC;
 D = diferença de temperatura entre as duas superfícies separadas pela
espessura x em ºC.
CARGA TÉRMICA
PARCELA DE CARGA TÉRMICA DE CONDUÇÃO
Quando o material não é homogêneo (e normalmente não é), como, por exemplo,
uma parede construída com tijolos, massa e isolamento, a equação toma a seguinte
forma:

Q = ACD
 Q = fluxo de calor em kcal/h;
 A = área em m²
 c = condutância em kcal/h.m².ºC;
 D = diferença de temperatura entre as superfícies em ºC.
CARGA TÉRMICA
PARCELA DE CARGA TÉRMICA DE CONDUÇÃO
Uma outra parcela da carga, é a transferência de calor do ar a uma superfície, ou
vice-versa, se processa por meio da condutância da superfície de contato ou filme.
A condutância superficial é a quantidade de calor transferido, em kcallh, do ar
para a superfície, ou vice-versa, por metro quadrado e por ºC de diferença de
temperatura.
Se o fluxo for uniforme, esta transferência pode ser expressa pela fórmula:
Q = AhD
Q = fluxo de calor em kcal/h;
A = área em m²;
h = condutância superficial em kcal/h·m².ºC;
D = diferença de temperatura entre a superfície e o ar em contato em ºC.

Os valores de h dependem da cor e rugosidade da superfície, bem como da


velocidade do vento. Os valores médios para h são:
 ar parado= 1,46 a 1,63 BTU/h.ft².ºF = 7,13 a 7,96 kcal/h·m².ºC;
 ar a 12 km/h = 4,0 BTU/h.ft².ºF = 19,5 kcal/h·m².ºC;
 ar a 24 km/h = 6,0 BTU/h.ft².ºF = 29,3 kcal/h·m².ºC.
CARGA TÉRMICA
CARGA TÉRMICA
Nos cálculos da carga térmica do ar condicionado, usa-se
um coeficiente U, mais fácil de ser obtido. Esse coeficiente
é chamado coeficiente global de transmissão de calor.

U= 1
1 + xn + ..... 1
he K hi

Onde:
U = coeficiente total de transmissão de calor ou transmitância
térmica (Kcal/h.m².ºC)
he,hi = coeficientes de filme externo e interno (kcal/h·m².ºC)
xn = espessura das camadas constituintes x1, x2, x3....xn (m)
K = condutividade térmica (kcal/h·m·°C)  pode ser obtido na Tab.
34 do Handbook of Air Conditioning da Carrier, no Cap. I – Load Estimating
CARGA TÉRMICA
CARGA TÉRMICA
Exemplo:
Queremos saber qual o coeficiente global de transmissão de
calor para uma parede composta das seguintes camadas:

1 - Emboço da 2 cm
2 - Tijolo comum de uma vez- 20 cm
3 - Madeira de lei - 2,54 cm
Velocidade do ar exterior: 24 km/h.
CARGA TÉRMICA
Resolução:

 Filme do Ar Exterior  1 / he = 1 / 29,3 kcal/h·m².ºC = 0,034 kcal/h·m².ºC

 Camada 1 (emboço 2 cm)  1 / C = 1 / 2,39 kcal/h·m².ºC = 0,418 kcal/h·m².ºC

 Camada 2 (Tijolo comum de uma vez- 20 cm)  1 / K = 1x0,2m / 1,11


kcal/h·m.ºC = 0,18 kcal/h·m².ºC

 Camada 3 (Madeira de lei - 2,54 cm)  1 / K = 1x0,0254m / 0,13 kcal/h·m.ºC =


0,195 kcal/h·m².ºC

 Filme do Ar Interior  1 / hi = 1 / 7,13 kcal/h·m².ºC = 0,14 kcal/h·m².ºC

 Resistência Total (Rt) = 0,034 + 0,418 + 0,18 + 0,195 + 0,14 = 0,967


kcal/h·m².ºC

 Coeficiente Global (U) = 1 / Rt = 1 / 0,967 = 1,034 kcal/h·m².ºC


CARGA TÉRMICA

QCD = A . U . (Te – Ti)

 QCD = Quantidade de Calor por Condução, em Kcal/h;


 A = área em m²;
 U = Coeficiente Global de Transmissão de Calor, em
Kcal/h.m².ºC  depende do tipo de material utilizado e da
espessura, dos coeficientes interno (hi) e externo (he) de
transferência de calor por convecção;
 Te = TBS do Ar Externo, em ºC;
 Ti = TBS do Ar no Ambiente que se deseja Climatizar, em ºC.

 Este fluxo de calor ocorre não apenas através de vidros e


paredes, mas também através de divisórias entre recintos,
tetos, pisos e vidros internos.
CARGA TÉRMICA

 Para partições internas (vidros, paredes, divisórias, tetos e


forros não ensolarados), a equação apresentada no Slide
anterior, apresenta as seguintes alterações:

 QCD = A . U . (Te – Ti – 3ºC)


CARGA TÉRMICA

 CARGA DE INSOLAÇÃO

 Antes de falarmos do cálculo da Carga de Insolação, vamos


relembrar alguns conceitos que tornam-se agora
importantes.

 Mostra-se, esquematicamente, na Figura um caminho


aparente do sol e definem-se os ângulos azimute (φ) solar e
altitude solar (β). O ponto P representa a posição de um
observador na superfície da terra para uma dada latitude,
fornece os valores dos ângulos altitude solar e azimute solar
para latitudes, épocas do ano e hora solar do dia
considerado.  pode ser obtido na Tab. 18 do Handbook of Air
Conditioning da Carrier, no Cap. I – Load Estimating
CARGA TÉRMICA

 CARGA DE INSOLAÇÃO

 A radiação solar total (It) que atinge uma superfície na face


da terra, é a soma da radiação direta ou especular (Ie) e da
difusa (Id), ou seja:
 It = Ie + Id
CARGA TÉRMICA

 CARGA DE INSOLAÇÃO
 Frequentemente, existe a necessidade de se determinar a
sombra projetada por prédios vizinhos, marquises e paredes.
Lembrando que a sombra só reduz o ganho de radiação
direta (Ie), conclui-se que a radiação solar total incidente
sobre uma fachada sujeita a sombreamento, é dada por:

 It = Ie . FS + Id

 Onde: FS  Fator de Sombreamento = 1 – As/A, sendo:


 As = área sombreada
 A = área total da fachada.
CARGA TÉRMICA

 CARGA DE INSOLAÇÃO
 Determinação do Fator de Sombreamento - FS
 Primeiro Caso  Sombreamento Lateral
CARGA TÉRMICA

 CARGA DE INSOLAÇÃO
 Determinação do Fator de Sombreamento - FS
 Segundo Caso  Sombreamento Superior
CARGA TÉRMICA

 CARGA DE INSOLAÇÃO
 O Chart 1 – Shading from reveals, overhangs, fins and
adjacente Buildings – Pg. 1.57, já nos fornece estas
instruções, diretamente.

 Insolação Através de Vidros


 O ganho de calor devido à radiação solar através de vidros
depende da localização na superfície da terra (latitude), da
hora do dia, da direção da fachada da janela. Quando a
radiação solar atinge a superfície do vidro, ela é parcialmente
absorvida, parcialmente refletida, e parcialmente transmitida,
conforme indicada na Figura.
CARGA TÉRMICA

 CARGA DE INSOLAÇÃO ÁTRAVÉS DE VIDROS

 A quantidade de energia refletida ou transmitida através de


um vidro depende do ângulo de incidência (θ). No caso de
um vidro comum e limpo, para ângulo de incidência de 30º,
tem-se:
CARGA TÉRMICA
CARGA TÉRMICA

 CARGA DE INSOLAÇÃO ÁTRAVÉS DE VIDROS

 A Tabela 15 do Loading Estimating da Carrier, fornece os


valores de 0,88 It para vidro comum de acordo com a
localização na superfície da terra (latitude), hora do dia,
direção da fachada da janela. Deve-se ter o cuidado de fazer
as correções necessárias no valor lido de acordo com as
indicações do pé da tabela.
CARGA TÉRMICA

 ARMAZENAMENTO DE CALOR
 Os processos normais de estimativa de carga térmica
baseados no cálculo instantâneo de calor recebido pelo
ambiente, conduz a seleção de um equipamento com
capacidade de remover calor nesta taxa. Geralmente, o
equipamento assim escolhido é capaz de manter
temperaturas menores do que as de projeto. Análise e
pesquisas mostraram que uma das razões para isto é o
armazenamento de calor pela estrutura. Na Figura seguinte,
mostra-se a relação entre a radiação solar instantânea que
penetra em um ambiente em função da hora e a carga
térmica real para o período de 24 h de funcionamento do
equipamento.
CARGA TÉRMICA
 ARMAZENAMENTO DE CALOR

 Nas Tabelas 7, 8 e 11 (Carrier) apresentam-se valores do


fator de armazenamento de calor para o ganho de radiação
solar através de vidros. Os valores das tabelas são dados
em função de:
CARGA TÉRMICA
 ARMAZENAMENTO DE CALOR
 Localização (latitude sul ou norte)
 Exposição da fachada;
 Hora solar;
 Tipo de construção:
- Leve - 150 kg/m²
- Média - 500 Kg/m²
- Pesada - 750 Kg/m²
A Tab. 7 apresenta o fator de armazenamento (a),
considerando-se que o vidro tem sombreamento interno, isto é,
persianas, cortinas, e 24 horas de funcionamento do sistema de
ar condicionado com temperatura constante no ambiente.
Na Tab. 8 apresenta-se o fator de armazenamento (a) para
vidros sem sombreamento externo, isto é, toldos, brises,
marquises e 24 horas de funcionamento do sistema de ar
condicionado com temperatura constante no ambiente.
CARGA TÉRMICA
 ARMAZENAMENTO DE CALOR

 Na Tab. 11 apresentam-se valores para o fator de


armazenamento (a) tanto para vidros sombreados como não
sombreados, sendo que neste caso consideram-se apenas
12 horas de funcionamento diário do sistema de ar
condicionado com temperatura constante no ambiente.
 Assim levando-se em conta o armazenamento de calor,
conclui-se que a carga térmica real devido ao ganho de calor
através de vidros será:
 Carga Térmica Sensível Real = It . A . Φ . a
onde:
 A = área envidraçada externa;
 It = Intensidade de radiação (Tabela 15 e correções);
 ϕ = Fator de redução do vidro (Tabela 16);
 a = Fator de armazenamento (Tabelas 7, 8 ou 11);
CARGA TÉRMICA
 INSOLAÇÃO NAS PAREDES EXTERNAS

 A técnica para o cálculo desta componente de carga térmica


é baseada no conceito de temperatura SOL-AR. A
temperatura SOL-AR é a temperatura do ar exterior, que na
ausência de todas as trocas radiantes, seria capaz de
fornecer um fluxo de calor ao recinto condicionado igual ao
que existiria na realidade, devido à combinação da radiação
solar incidente, das trocas radiantes com o meio ambiente, e
das trocas convectivas com o ar exterior.
 Na prática o cálculo é feito pela diferença de temperatura
equivalente, a qual é dada na Tabela19. Assim, tem-se:

 Ganho de Calor Solar Sensível sobre Paredes = A . U . ∆TE


CARGA TÉRMICA
 INSOLAÇÃO NAS PAREDES EXTERNAS

 onde:
 U = Coeficiente global de transferência de calor através da
parede;
 A = área da parede;
 ∆TE = Diferença de Temperatura Equivalente (Tabelas 19 e
correções). O valor de ∆TE inclui a diferença de temperatura
devido a insolação e a transmissão de calor,
simultaneamente.
 ∆TE é retirado da Tabela 19 em função de:
• Exposição da fachada;
• Hora solar;
• Peso da parede.
CARGA TÉRMICA
 INSOLAÇÃO NAS PAREDES EXTERNAS

São apresentados abaixo alguns valores típicos de peso de


paredes:

TIPO DA PAREDE 10 CM 15 CM 25 CM
TIJOLOS MACIÇOS 160 Kg/m² 240 Kg/m² 400 Kg/m²
(32,7 lb/ft²) (49 lb/ft²) (81,5 lb/ft²)
TIJOLOS FURADOS 120 Kg/m² 180 Kg/m² 300 Kg/m²
(24,4 lb/ft²) (36,8 lb/ft²) (61,2 lb/ft²)
CONCRETO OU PEDRA 245 Kg/m² ---- 612 Kg/m²
(50 lb/ft²) (125 lb/ft²)
CARGA TÉRMICA
 INSOLAÇÃO SOBRE TELHADOS
 Esta parcela também é calculada com o conceito de
temperatura SOL-AR. Na prática o cálculo é feito pela
diferença de temperatura equivalente dada pela Tabela 20.
Assim:
 Ganho de Calor Solar Sensível sobre Telhados = A . U .∆TE
onde:
 U = Coeficiente global de transferência de calor através do
telhado; (Ver Tabela)
 A = área projetada do telhado;
 ∆TE = Diferença de Temperatura Equivalente (Tabelas 20 e
correções)
 ∆TE é retirado da Tabela 20 em função de:
• Condição do teto;
• Hora solar;
• Peso do teto
CARGA TÉRMICA
 INSOLAÇÃO SOBRE TELHADOS
 Como as Tabelas 19 e 20 foram elaboradas para situações
específicas, seus valores devem ser corrigidos, quando o
caso em análise apresenta condições diferentes das listadas
abaixo:
• Superfícies escuras;
• Amplitude Diária de 11°C (Amplitude Diária de Temperatura,
ou “Daily Range”, é a diferença entre as temperaturas de bulbo
seco máxima e mínima para um dia típico de projeto (período
de 24 horas)
• Diferença entre a temperatura externa e interna (Text - Tint) de
8ºC
• Latitude de 40º S, para as 15:00 horas do mês de janeiro (ou
40º N, 15:00 horas, julho).
CARGA TÉRMICA
CARGA TÉRMICA
 INSOLAÇÃO SOBRE TELHADOS
 (∆TE)m = Diferença de Temperatura Equivalente para a
parede ou telhado exposto ao sol e hora do dia desejado,
corrigido, para as condições de projeto.
 Rs = Radiação solar máxima através de vidros para a
fachada da parede ou para a horizontal, no caso de telhados,
para o mês e latitude desejados (Tabela 6);
 Rm = Radiação solar máxima através de vidros para a
fachada da parede ou para a horizontal, no caso de telhados,
para o mês de para janeiro, 40º S (para o hemisfério norte
devem ser utilizados os valores relativos a julho a 40ºN).
 b = Coeficiente que considera a coloração da parede
exterior. Assim, para paredes escuras (azul escuro, verde
escuro, marrom escuro, etc...) b é igual a 1,0. Para paredes
de cor média (verde claro, azul claro, etc...) b é igual a 0,78,
e para paredes claras (creme, branco, etc) b é igual a 0,55.
CARGA TÉRMICA
 CARGA DE ILUMINAÇÃO
 Lâmpadas Incandescentes
 Ganho de Calor Sensível = n . PL . 0,86 (kcal/h)
onde:
 n = número de lâmpadas;
 PL Potência da lâmpada, em watts.

 Lâmpadas Fluorescentes
 Deve-se considerar a carga das lâmpadas e dos reatores:
 Ganho de Calor Sensível = n . (1 + r) . PL . 0,86 (Kcal/h)
onde:
 n = número de lâmpadas;
 PL = Potência da lâmpada, em watts.
 r = % de calor dissipado pelos reatores, sendo igual a:
 r = 0,250 para reatores eletromagnéticos.
 r = 0,075 para reatores eletrônicos.
CARGA TÉRMICA
 CARGA TÉRMICA DE PESSOAS
 Em função do grau de atividade e da temperatura de bulbo
seco, os ocupantes dissipam calor sensível e latente.
Consultar o manual da ASHRAE - Fundamentals ou a norma
ABNT-NBR 16401-1 (Tab. C.1), para as indicações de calor
liberado.

 CARGA DE MOTORES ELÉTRICOS


 Motor e máquina se encontram nos recintos

 Ganho de Calor Sensível = HP . 641 / η (kcal/h)


onde:
 η = Rendimento do motor.
 HP = Potência do motor, em HP.
CARGA TÉRMICA
 CARGA DE MOTORES ELÉTRICOS

 Apenas a máquina se encontra no recinto

 Ganho de Calor Sensível = HP . 641 (kcal/h)

 Só o motor se encontra no recinto

 Ganho de Calor Sensível = HP . 641. (1 – η) (kcal/h)


η
CARGA TÉRMICA
 EQUIPAMENTOS ELETRÔNICOS
 A potência nominal de todos os equipamentos eletrônicos
existentes no ambiente, tais como, equipamentos de som e
vídeo, computadores, impressoras, entre outros, deverá ser
considerada como carga térmica sensível para o ambiente.
Sendo o ganho de calor dado por:

 Ganho de Calor Sensível = ∑i . PEQ, i . 0,86 (kcal/h)

onde:
 PEQ,i = Potência nominal do equipamento i, em watts
CARGA TÉRMICA
CARGA TÉRMICA
CARGA TÉRMICA
 CARGA TÉRMICA DEVIDA AS PERDAS NOS DUTOS

 Este é um valor prático  5% da Carga Sensível Total

 CARGA TÉRMICA DEVIDA A MIGRAÇÃO DE UMIDADE


EXTERNA

 Este é um valor prático  5% da Carga Latente Total


CARGA TÉRMICA
 CARGA TÉRMICA TOTAL (CTT)

 CTT = CCD + CIN.V + CIN.PE + CIN.T + CIL + CPE + CME + CEE + CRA + CPD + CMUE
Onde:
 CCD  Carga Térmica de Condução
 CIN.V  Carga Térmica de Insolação de Vidros
 CIN.PE  Carga Térmica de Insolação de Paredes Externas
 CIN.T  Carga Térmica de Insolação de Telhados
 CIL  Carga Térmica de Iluminação
 CPE  Carga Térmica de Pessoas
 CME  Carga Térmica de Motores Elétricos
 CEE  Carga Térmica de Equipamentos Eletrônicos
 CRA  Carga Térmica da Renovação de Ar
 CPD  Carga Térmica de Perdas Dutos
 CMUE  Carga Térmica devida á Migração de Umidade Externa