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UNIDADE CENTRAL DE EDUCAÇÃO FAEM FACULDADE LTDA -UCEFF

FACULDADE EMPRESARIAL DE CHAPECÓ – FAEM


UCEFF FACULDADES ENGENHARIA CIVIL

PATOLOGIA NA INSTALAÇÃO HIDRÁULICA DE ÁGUA QUENTE E FRIA EM


UM EDIFÍCIO NA CIDADE DE CHAPECÓ/SC

DÂMARIS MOHR DUTRA

CHAPECÓ/SC, 2019
FACULDADE EMPRESARIAL DE CHAPECÓ - FAEM
CURSO Engenharia Civil
PERÍODO 8º
DISCIPLINA Estágio I
COORDENADOR DE CURSO Ailson Odair Barbisan
COORDENADOR DE ESTÁGIO I Juliana Eliza Benetti, e Maico Fernando Wilges
Carneiro.

ACOMPANHAMENTO DA INSTALAÇÃO HIDRÁULICA DE ÁGUA QUENTE E


FRIA EM UM EDIFÍCIO NA CIDADE DE CHAPECÓ

DÂMARIS MOHR DUTRA


Professor Orientador Msc.: Claiton Rogério Zardo

CHAPECÓ/SC, 2019
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO..........................................................................................................4
1.1 OBJETIVOS.................................................................................................................4
1.1.1 Objetivo geral.............................................................................................................5
1.1.2 Objetivos específicos..................................................................................................5
1.2 JUSTIFICATIVA.........................................................................................................5
2 APRESENTAÇÃO DA EMPRESA.........................................................................6
2.1 ÁREA DE ESTÁGIO...................................................................................................7
2.2 SUPERVISOR DE CAMPO........................................................................................8
3 REVISÃO TEÓRICA................................................................................................9
3.1 EVOLUÇÃO HISTÓRICA DOS SISTEMAS DE CONDUÇÃO DE ÀGUA...........9
3.2 TUBULAÇÕES RÍGIDAS........................................................................................11
3.2.1 PVC............................................................................................................................11
3.2.2 CPVC.........................................................................................................................12
3.2.3 PPR............................................................................................................................13
3.2.4 Cobre.........................................................................................................................14
3.3 TUBULAÇÕES FLEXIVEIS....................................................................................16
3.4 NORMAS E ESPECIFICAÇÕES..............................................................................18
3.5 PRINCIPAIS PATOLOGIAS NA EXECUÇÃO DE INSTALAÇÕES
HIDRAÚLICA..........................................................................................................................18
4 APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS.............................................................21
4.1 ACOMPANHAMENTO DO PROCESSO DE EXECUÇÃO DA INSTALAÇÃO
HIDRÁULICA DE ÁGUA QUENTE E FRIA........................................................................21
4.2 IDENTIFICAÇÕES DAS PATOLOGIAS NO PROCESSO DE EXECUÇÃO.......28
4.2.1 Falta de projeto em obra para execução................................................................28
4.2.2 Falta do uso de EPI..................................................................................................29
4.3 PROPOSTA DE SOLUÇÕES PARA AS PATOLOGIAS IDENTIFICADAS........29
4.3.1 Solução para patologia falta de projeto..................................................................29
4.3.2 Solução para falta de uso de EPI............................................................................30
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS..................................................................................31
REFERÊNCIAS......................................................................................................................32
1 INTRODUÇÃO

Desde a antiguidade a água é um bem indispensável, por conta disso o homem buscou
alternativas para ter o acesso a ela facilitado, hoje por intermédio das instalações hidráulicas
os indivíduos possuem acesso à água de forma facilitada, como ao abrir uma torneira. Com a
correria do dia a dia, somente o acesso a água não é mais o suficiente, as pessoas buscam
comodidade, principalmente em suas casas. Por isso, cada vez mais tem se utilizado e
praticamente é indispensável em construções modernas a instalação hidráulica de água quente
e água fria (SOUZA, 2011).
Com o aumento da demanda buscasse cada vez mais processos e tecnologias que
tornem as instalações mais eficientes, baratas e rápidas sem que se perca a qualidade. Assim,
torna-se cada vez mais importante a criação e inserção de novas tecnologias no setor da
construção civil que atendam a essas questões (SOUSA, 2015).
Segundo Branco (s.a.) o Policloreto de Vinila - PVC é um material muito utilizado nas
instalações hidráulicas por ser um material de fácil acesso e com um ótimo custo beneficio
mais algumas vantagens que podem ser citadas e seu processo de montagem é fácil e rápido,
pois necessita de ferramentas comuns, assim tendo uma mão de obra abundante e uma longa
vida útil.
O Polietileno Reticulado - PEX apresenta atualmente uma grande vantagem que é ser
uma tubulação flexível, dessa forma ela diminui a quantidade de conexões como, cotovelos e
joelhos, diminuindo a ocorrência de vazamentos e acelerando o tempo de instalação em até 10
vezes em comparação com o sistema convencional em PVC. Pode ser utilizado tanto em água
fria quanto em água quente, por outro lado, exige uma mão de obra mais especializada e
ferramentas especificas para sua montagem (NAKAMURA, 2019).
Neste sentido, a questão problema desta pesquisa é: Quais as possíveis patologias
que podem ocorrer na instalação hidráulica de água quente e água fria em um edifício
localizado em Chapecó/SC?

1.1 OBJETIVOS

Nesse capítulo serão apresentados os objetivos gerais e específicos que guiaram esta
pesquisa.
5

1.1.1 Objetivo geral

Analisar possíveis patologias relacionadas à instalação hidráulica de água quente e


fria.

1.1.2 Objetivos específicos

a) Acompanhar o processo de execução das instalação hidráulicas de água quente e fria


no edifício em pesquisa;
b) Identificar materiais utilizados por fases do processo executivo;
c) Verificar as possíveis patologias ocorridas no acompanhamento da obra;
d) Propor soluções caso sejam verificadas patologias no processo executivo.

1.2 JUSTIFICATIVA

Muitos problemas encontrados nas edificações de pequeno ou grande porte ocorrem


devido à falta de supervisão e acompanhamento do Engenheiro Civil durante a sua execução.
A presença do Engenheiro no canteiro de obras para supervisionar e orientar a execução dos
serviços é de grande importância para a qualidade final do produto (CARIJO, 2016).
A utilização de novos produtos para redes de água quente e fria como é o caso de
tubulações PEX e PVC, vem contribuindo significativamente. A tubulação em PEX tem
muitas vantagens como, leveza, menores perdas de material na obra, vida útil de 50 anos,
redução das conexões por ser um sistema flexível, diminui significativamente as ocorrências
de vazamentos, baixa perda de calor e alta resistência química e a corrosão. As tubulações em
PVC têm como vantagem, rapidez na execução, leveza, vida útil de 50 anos, facilidade de
instalação, resistência a produtos químicos, baixo custo, mão de obra abundante e facilidade
para encontrar (BRANDÃO, 2010).
De fato, o desenvolvimento de trabalhos de pesquisa que contemplem a utilização de
novos produtos para utilização em sistemas de distribuição água quente e fria, dentro de uma
visão que trata estes subprodutos como matérias-primas importantes para aplicações com
maior valor agregado, passam a ser uma iniciativa tanto importante, quanto necessária
(CASAGRANDE,2008).
2 APRESENTAÇÃO DA EMPRESA1

O estágio será realizado na empresa Sanagiotto & Feroldi Construções LTDA, atua no
mercado a mais de 30 anos. Fundada pelos engenheiros civis Lirio Sanagiotto e Derli Feroldi.
No momento a empresa conta com uma equipe total de 35 funcionários. Atualmente a
empresa Sanagiotto & Feroldi atua no ramo de construção de edifícios.
O acompanhamento acontecerá na obra: Edifício Mediterrâneo, localizado na Rua
Marechal Borman, Bairro Centro, na cidade de Chapecó/SC. A fachada da empresa pode ser
vista na Figura 1.

Figura 1 - Fachada da empresa

Fonte: Elaborado pela autora (2019).

A empresa está organizada por departamentos sendo composto polo setor de direção,
administrativa, engenharia, compras e vendas como pode ser observado na Figura 2.

Figura 2 - Organograma da empresa


Direção

Administrativo

Engenharia
(David S. Neto)

Estagiário
Fonte: Elaborado pela autora (2019).

1
Informações cedidas pela empresa Sanagiotto & Feroldi Construções (2019).
7

2.1 ÁREA DE ESTÁGIO

O estágio será desenvolvido na obra em construção do Edifício Mediterrâneo,


localizado na cidade de Chapecó, Bairro Centro, Rua Marechal Borman, quadra n° 471-D.
Conforme observado na Figura 3.

Figura 3 – Edifício para Acompanhamento do estágio

Fonte: Elaborado pela autora (2019).

O acompanhamento será feito pelo supervisor de campo, responsável técnico, de modo


a ser observado no organograma da Figura 4.

Figura 4 - Acompanhamento de Estágio

Fonte: Elaborado pela autora (2019).


8

2.2 SUPERVISOR DE CAMPO

O supervisor de campo que acompanhará as atividades desenvolvidas será o Sr. David


Sanagiotto Neto, formado em Engenharia Civil, inscrito no CREA, sob o número de registro –
250995984-0.
3 REVISÃO TEÓRICA

Neste tópico estão presentes as informações que foram coletadas da literatura.

3.1 EVOLUÇÃO HISTÓRICA DOS SISTEMAS DE CONDUÇÃO DE ÀGUA

Desde antiguidade o homem percebeu que a falta de cuidados com o armazenamento e


consumo da água causavam diversas doenças, dessa forma era necessário tomar medidas para
dispor de uma água com qualidade. As primeiras técnicas importantes desenvolvidas pelos
homens foram, a construção de diques, a irrigação e as canalizações superficiais e
subterrâneas (BARROS, 2014).
Dessa forma se iniciou o saneamento básico, que nada mais é que uma serie de
medidas para preservar o meio ambiente e prevenir doenças ( Figura 5) , logo melhorando a
saúde da população. “Sanear” é uma palavra que vem do latim e significa tornar saudável,
higienizar e limpar.” (BARROS, 2014, s.p.).

Figura 5 - Ilustração das doenças causadas pela água antigamente

Fonte: Adaptado de Barros (2017).

Piterman e Greco (2005, p. 6) afirmam que uma das primeiras medidas sanitárias foi o
tratado de Hipócrates “Ares, Águas e Lugares”, que:
10

[...] relacionavam a saúde com as estações do ano, a posição dos astros, a posição e
situação geográfica dos lugares, clima, qualidade da água e das terras assim como
também associava aos hábitos alimentares, habitação, aos exercícios físicos,
condição psíquica e ao meio social, político e religioso.

Barros (2014) relata que cada região e povos desenvolveram suas próprias técnicas
para ter maior controle sobre a água, com o intuito de prevenir doenças na população.
Complementando informação o autor (2014), afirma que o povo sumério foi pioneiro
na técnica de irrigação, criaram construções de sistemas de irrigação em terraços. Com seca
do rio Nilo em alguns períodos os egípcios iniciaram o controle do fluxo do rio, utilizavam a
irrigação e construção de diques para projetar os níveis desejados de água durante o ano e
utilizavam tubos em cobre para levar a água até o palácio do faraó Keóps.
Em Nippur foram construídas as primeiras galerias de esgoto. Nessa mesma época
começaram processos para filtras a água como, guardar a água em vasos de cobre, filtragem
com carvão ou cascalho, exposição ao sol e imersão com ferro aquecido. No Vale do Indo,
foram criados canais de esgoto cobertos com tijolos, os dejetos de banheiras e privadas eram
lançados nesses canais (BARROS, 2017).
Em Roma, com a intenção de diminuir a ocorrência de doenças causadas pela água
eles utilizavam as ruas encanadas como fonte pública, assim separando a água utilizada para o
consumo da população. O império Romano também criou um sistema para a condução da
água, um exemplo é o aqueduto Aqua Apia, com uma extensão de 17km (BARROS, 2014).
Na Idade Moderna (1453 a 1789), com livros e traduções foi possível desenvolver uma
metodologia de medição da velocidade de escoamento e das vazões, foi possível também
descobrir que os rios e águas subterrâneas eram formados pelas chuvas. Em Paris, a água era
distribuída por meio de canalizações, essas canalizações eram controladas pela vigilância da
municipalidade. O Brasil teve sua primeira obra de saneamento em 1620, o aqueduto Rio
Carioca, a obra foi finalizada cem anos depois, com um comprimento de 270m e altura de
18m, o aqueduto foi o primeiro sistema coletivo de abastecimento de água do Brasil
(BARROS, 2014).
Ainda o autor (2014) destaca que as três grandes invenções dessa época foram. A
fabricação de tubos feitos de ferro fundido em 1664 e logo depois a invenção da bomba
centrifuga, por Johan Jordan e em 1775 a criação do vaso sanitário feito por Joseph Bramah.
Com a Revolução Francesa direitos humanos começaram a serem vistos de outra
forma. Os países capitalistas passaram a ver os problemas de saúde como prioridades, dessa
forma as taxas de natalidades e expectativas de vida cresceram e as taxas de mortalidade
11

despencaram. Com o desenvolvimento dos centros urbanos as pessoas passaram a sair do


campo e ir trabalhar na cidade, com esse crescimento populacional as melhorias do
saneamento básico não eram mais suficientes para garantir a saúde da população
(MACHADO, 2014).

3.2 TUBULAÇÕES RÍGIDAS

No ramo da construção civil, existem diversos tipos e modelos de tubulações rígidas,


cada uma com suas particularidades e diferenciações, o que faz com que seja de extrema
importância a análise e pré-avaliação de seus modelos para a correta aplicação de cada uma,
de acordo com a necessidade de cada obra. Neste tópico vamos analisar as diferenças,
vantagens e desvantagens de cada tubulação rígida de acordo com sua necessidade, facilitando
assim, na escolha correta de acordo com o objetivo do projeto (DINO, 2018).

3.2.1 PVC

O PVC (Figura 6) é um material muito versátil, segundo Andrade (2019., n.d) “O PVC
é o material mais utilizado no país para a produção de tubos e conexões com a finalidade de
transportar água potável ou esgoto”. Ainda (2019, n.d) “O material tem em sua composição
57% de cloro, proveniente do sal marinho — considerado um recurso natural inesgotável —,
e 43% de hidrocarbonetos”.

Figura 6 - Tubulação PVC

Fonte: Adaptado de Souza (2011).

Conforme Brandão (2010) o PVC é utilizado em diversas áreas por ser um material
12

estável quimicamente e por manter as propriedades organoléticas dos produtos embalados por
ele, é utilizado em áreas como indústrias alimentícias, médico-hospitalares e indústrias em
geral. Porém 65% da sua produtividade é destinada para o setor da construção civil, sua maior
parcela é utilizada em instalações hidráulicas de água fria, atualmente o PVC é o material
mais utilizado nesse tipo de instalações (SOUZA, 2011).
A norma técnica que deve ser observada nas tubulações de PVC, é a NBR 5688
(ABNT, 2018, p. 1) a qual:

[...] especifica os requisitos para os tubos e conexões de PVC-U -série normal, com
juntas soldáveis ou soldáveis/elásticas, a serem empregados em sistemas prediais de
esgoto sanitário e ventilação, que funcionam pela ação da gravidade, com vazão
livre e classe de temperatura CT 45 °C.

Como já exposto o PVC é o material mais utilizado em instalações hidráulicas de água


fria, ele este nesse posto graças os seus muitos benefícios como: facilidade na instalação,
leveza do material, resistência a impactos e diversos produtos químicos, vida útil de 50 anos,
eficiência e economia. Porem o PVC também tem algumas desvantagens como: baixa
resistência a altas temperaturas e mudanças de temperatura, não deve ser utilizado em
tubulações para água quente, leveza e efeitos ambientais causados pelos solventes utilizados
para unir os tubos (BRANDÃO, 2010).

3.2.2 CPVC

A tubulação Policloreto de Vinila Clorado - CPVC (Figura 7) é mais resistente que as


tubulações comuns de PVC, desta forma esse material, deve se tornar tendência nos próximos
anos do mercado da construção civil. Essa tubulação é composta por tubos e conexões de alta
resistência mecânica e a corrosão. Segundo Rossi (2018, n.d.)“[...] são indicados para água
quente e fria com temperatura de trabalho de 70° e máxima de 80°”.
13

Figura 7 - Tubulação CPVC

Fonte: Adaptado de Souza (2011).

A instalação é feita da mesma forma que a tubulação de PVC, por meio das juntas
soldáveis e adesivo. Sobre a composição dos tubos CPVC, explica Andrade (2019, s.p):
“Basicamente, sua composição química é semelhante à do PVC, mas com a adição de cloro na
fórmula. Isso torna o material mais resistente e maleável”.
Apesar da facilidade de instalação pelo uso de cola/adesivo ser uma vantagem, o uso
da cola/adesivo também é visto como uma desvantagem para esse sistema.
A norma técnica que deve ser observada nas tubulações de CPVC, é a NBR 15884-2
(ABNT, 2011, p. 1), que:

[...] estabelece os requisitos, inspeções e métodos de ensaio para fabricação e


recebimento de conexões para sistemas prediais de distribuição de água quente e fria
de policloreto de vinila clorado (CPVC) para o consumo humano, instalados por
processo de soldagem química, com tubos fabricados de acordo com a ABNT NBR
15884-1, em aplicações e classificação de serviço de acordo com a Tabela 1. As
condições de serviço devem ser combinadas com as pressões de projeto (PD) de 900
KPa (estática + sobrepressão) para temperaturas de até 70 °C e de 2 400 kPa
(estática + sobrepressão) para uma temperatura de 20 °C.

A vantagem da utilização da tubulação CPVC se comparada com a tubulação de PVC


comum principalmente é a resistência e maleabilidade do material, conforme exposto
anteriormente. A instalação fácil também é um ponto positivo do sistema de tubulação CPVC,
pois por ser um material leve, acaba facilitando o transporte e a armazenagem. Ainda merece
destaque o custo-benefício que é possível na obra ao se utilizar esse tipo de tubulação, pois
como o trabalho do instalador será feito por soldagem a frio, com uso de adesivo, é possível
facilitar a função deste profissional e isto implica em melhor custo-benefício (ANDRADE,
2019).
14

3.2.3 PPR

A tubulação Polipropileno Copolímero Random - PPR (Figura 8), segundo Rossi


(2018) é composta por tubos e conexões unidos por termofusão a 260°C, assim forma-se uma
tubulação singular, sem risco de vazamento, utilização de colas e roscas. Esse tipo de
tubulação é indicado para água quente e dispensa-se o isolamento térmico. A temperatura de
trabalho desta tubulação é de aproximadamente 70°C.

Figura 8 - Tubulação PPR

Fonte: Adaptado de Brandão (2010).

A norma técnica que deve ser observada nas tubulações de PPR, é a NBR 15813-
1:2018 (ABNT, 2018, p. 1) , que:

[...] estabelece os requisitos específicos para fabricação, aceitação e/ou recebimento


de tubos de polipropileno copolímero random PP-R e PP-RCT para instalações
prediais de água quente e fria para o consumo humano, instalados por processos
térmicos de fusão com conexões fabricadas de acordo com a ABNT NBR 15813-2,
em aplicações sob temperaturas e classificação de condições [...].

As vantagens desse tipo de tubulação são saúde e proteção ambiental, o risco de


vazamento é praticamente nulo, pequena resistência de transmissão, preço moderado, vida útil
longa (em torno de 50 anos) (KANGYU, 2017).
As desvantagens é que se comparado com a tubulação de cobre, quando a instalação
for feita na forma aparente é utilizado mais abraçadeiras (DEMA, s.a.).
15

3.2.4 Cobre

A tubulação de cobre, como o próprio nome diz é feito do material de cobre (Figura
9). As vantagens desse sistema segundo Paiva (2016) pode suportar temperaturas, pressão
elevada e pode ser exposto aos raios UV, temperatura e oxigênio de ambientes abertos.

Figura 9 - Tubulação Cobre

Fonte: Adaptado de Brandão (2010).

A norma técnica que deve ser observada no caso das tubulações de cobre é a NBR
15345 de 11/2013 (ABNT, 2018, p. 1), que:

[...] estabelece os requisitos mínimos de montagem e instalação de tubos de cobre,


conexões de cobre e ligas de cobre, usados para condução de água fria, água quente,
gases combustíveis, gases refrigerantes, gases medicinais e outros fluidos; em
instalações residenciais, comerciais, industriais, hospitalares, de combate a incêndio,
bem como para outras aplicações compatíveis; em termos de segurança,
durabilidade, manutenção e estanqueidade.

Algumas das vantagens das tubulações de cobre são que por ser metal possui boa
condutividade térmica o que evita a perda de calor da água, ainda por conta do material ser
um metal não ocorre deformações ou acúmulo de resíduos sólidos nas paredes da tubulação.
(PAIVA, 2016).
Segundo Paiva (2016), esse tipo de tubulação de adapta dentro de várias necessidades,
pois a tubulação pode ser embutida ou aparente, pode ser utilizada em água potável, água
aquecida, gás, sistemas de ar-condicionado e de energia solar.
16

A desvantagem do uso da tubulação de cobre é que esta sofrerá corrosão com o passar
do tempo, necessidade de ferramentas para instalação, necessidade de isolamento térmico e
também juntas de dilatação nas instalações de água quente (DEMA, s.a.).

3.3 TUBULAÇÕES FLEXIVEIS

De acordo com Souza (2011) o ramo da construção civil por estar sempre em evolução
e atualização, cada vez mais tem buscado e investido em inovação nos materiais utilizados nas
construções prediais, um dos materiais mais recentes que vem sendo utilizado nas edificações
é a tubulação PEX (Figura 10).

Figura 10 - Tubulação PEX

Fonte: Adaptado de Souza (2011).

A tubulação em PEX vem sendo utilizada para instalações de água quente e fria, esse
tipo de tubulação não utiliza de conexões intermediárias. Devido a sua característica de
ligação ponto a ponto, sem o uso de conexões intermediárias, é um sistema ideal para
instalações em edificações com um sistema Drywall (gesso acartonado), e em ambientes em
que é necessário efetuar manutenções e inspeções frequentemente, como em hospitais,
clínicas, hotéis, restaurantes e até mesmo em edifícios (SALGADO, 2010).
O principal componente da composição do PEX é um polímero de baixa densidade. O
bom desempenho do PEX, cujo resultado decorre devido à alta tecnologia de fabricação do
polímero, destaca-se principalmente na confiabilidade, durabilidade e segurança do material
(DESIGN GUIDE, 2006; HYDROPEX, 2011, apud SOUZA, 2011).
17

Hoje no mercado existem dois tipos de tubos PEX, o tubo PEX monocamada e o PEX
multicamada. Os tubos Monocamada apresentam como material constituinte apenas o PEX,
por isso apresentam grande flexibilidade e durabilidade. Também não são afetados por
aditivos derivados do cimento (CATÁLOGO TIGRE, 2016).
Conforme Catálogo Tigre (2016, p.6) “Os tubos Multicamada TIGRE são fabricados
com uma camada de alumínio em seu interior, que é separada com o auxílio de um adesivo
entre as partes de PEX e o alumínio (absorvem a expansão térmica, evitando, assim, a
formação de trincas nos tubos).”.
A tubulação PEX, é especificada para instalações nas quais as temperaturas excedem
os 80°C. Entretanto, não há contraindicações para condução de elementos mais frios, como
água ou gás. “Por outro lado, o produto deve ser evitado em conjuntos que ficam expostos aos
raios UV.” (ANDRADE; CALLERA, 2019).
Segundo Brandão (2010), a grande vantagem da tubulação PEX é a flexibilidade, que
permite o instalador montar quantas curvas forem necessárias, sem a necessidade de
conexões. A resistência a pressão e temperatura, também é uma vantagem, em um único tubo
é possível passar água quente e fria.
Andrade (2019) afirma que apesar das vantagens desse tipo de tubulação, no entanto, o
produto também apresenta desvantagens, como a inviabilidade do produto para grandes
diâmetros (maiores de 32mm), acima dessa medida, ocorre o aumento da rigidez do tubo, o
que acaba dificultando o manuseio.
A vida útil da tubulação PEX, se for corretamente especificado e executado, possui vida
útil de 50 anos. Uma consideração a respeito desse tipo de tubulação é que um material mais
leve que os demais produtos disponíveis no mercado, costuma pesar sete vezes menos que os
canos de cobre e treze vezes a menos que os materiais fabricados de aço (ANDRADE;
CALLERA, 2019).
A norma técnica que deve ser observada para as tubulações PEX, é a NBR 15939-
1:2011 (ABNT, 2011, p. 1), que:

Esta parte do ABNT NBR 15939 especifica os aspectos gerais dos produtos que
compõem os sistemas de tubulação de polietileno reticulado (PE-X), destinados a
utilização em instalações de água quente e fria, para a condução de água destinada
ou não ao consumo humano, e em instalações de calefação a pressões e temperaturas
de projeto de acordo com a classe de aplicação [...].

A tubulação PEX, é fornecida no mercado na forma de rolos/bobinas, o tamanho dos


rolos (metros) varia de fábrica, mas para todos os produtos existentes no mercado, deve ser
18

observada a maneira de transporte e armazenamento, para que não ocorra danos na tubulação,
pode ser empilhado no máximo 6 bobinas de material (CATÁLOGO TIGRE, 2016).

3.4 NORMAS E ESPECIFICAÇÕES

Neste tópico iremos citar as normas especificas para cada tipo de tubulação e
instalação das mesmas.

Quadro 1 – Normativas Específicas


ABNT/NBR DESCRIÇÃO
Especifica os requisitos para os tubos e conexões de PVC-U -série normal, com juntas
ABNT NBR soldáveis ou soldáveis/elásticas, a serem empregados em sistemas prediais de esgoto sanitário
5688 (2018) e ventilação, que funcionam pela ação da gravidade, com vazão livre e classe de temperatura
CT 45 °C.
Estabelece os requisitos, inspeções e métodos de ensaio para fabricação e recebimento de
conexões para sistemas prediais de distribuição de água quente e fria de policloreto de vinila
ABNT NBR clorado (CPVC) para o consumo humano, instalados por processo de soldagem química, com
15884-2 (2011) tubos fabricados de acordo com a ABNT NBR 15884-1, em aplicações e classificação de
serviço de acordo com a Tabela 1. As condições de serviço devem ser combinadas com as
pressões de projeto (PD) de 900 KPa (estática + sobrepressão) para temperaturas de até 70 °C
e de 2 400 kPa (estática + sobrepressão) para uma temperatura de 20 °C.
Estabelece os requisitos específicos para fabricação, aceitação e/ou recebimento de tubos de
ABNT NBR polipropileno copolímero random PP-R e PP-RCT para instalações prediais de água quente e
15813-1 (2018) fria para o consumo humano, instalados por processos térmicos de fusão com conexões
fabricadas de acordo com a ABNT NBR 15813-2, em aplicações sob temperaturas e
classificação de condições de serviço de acordo com a Tabela 1. (ABNT, 2018)
Estabelece os requisitos mínimos de montagem e instalação de tubos de cobre, conexões de
cobre e ligas de cobre, usados para condução de água fria, água quente, gases combustíveis,
ABNT NBR gases refrigerantes, gases medicinais e outros fluidos; em instalações residenciais, comerciais,
15345 (2013) industriais, hospitalares, de combate a incêndio, bem como para outras aplicações
compatíveis; em termos de segurança, durabilidade, manutenção e estanqueidade. (ABNT,
2013).
Esta parte do ABNT NBR 15939 especifica os aspectos gerais dos produtos que compõem os
ABNT NBR sistemas de tubulação de polietileno reticulado (PE-X), destinados a utilização em instalações
15939-1 (2011) de água quente e fria, para a condução de água destinada ou não ao consumo humano, e em
instalações de calefação a pressões e temperaturas de projeto de acordo com a classe de
aplicação (ver Tabela 1). (NBR 15939-1:201).
Esta Norma fixa as exigências técnicas mínimas quanto à higiene, à segurança, à economia e
ABNT NBR ao conforto dos usuários, pelas quais devem ser projetadas e executadas as instalações
7198 (1993) prediais de água quente. (ABNT, 1993)
Estabelece exigências e recomendações relativas ao projeto, execução e manutenção da
ABNT NBR instalação predial de água fria. As exigências e recomendações aqui estabelecidas emanam
5626 (1998) fundamentalmente do respeito aos princípios de bom desempenho da instalação e da garantia
de potabilidade da água no caso de instalação de água potável.
Fonte: Elaborada pela autora (2019).

Neste próximo tópico iremos citar as principais patologias que ocorrem na execução
da instalação hidráulica.
19

3.5 PRINCIPAIS PATOLOGIAS NA EXECUÇÃO DE INSTALAÇÕES HIDRAÚLICA

Segundo Conceição (2007), “os sistemas prediais hidráulicos e sanitários sãos os que
mais estão em contato com os usuários, e o seu mau funcionamento gera problemas sérios ao
bem-estar físico e psicológico do ser humano”.
Ainda sobre o assunto discorre, Conceição (2007, p. 3):

[...] a construção de uma edificação não pode ser entendida apenas pelas etapas de
concepção projeto e execução da obra. Estas etapas compões apenas uma pequena
parte do que seria na verdade a vida de uma edificação, pois ela só começa a
cumprir o seus objetivo depois de concluída. Então, têm-se as etapas de operação e
manutenção.

Conforme Vieira (2016, p. 6):

A norma ABNT-15575/2013, conhecida como Norma de Desempenho de Edifícios


Residenciais, estabelece que a falta de desempenho do sistema predial hidro- 7
sanitário é a percepção que tem o morador/proprietário quando as suas expectativas
não são atendidas, considerando-se todas as promessas feitas pelo construtor quando
da venda do imóvel, conforme as prescrições normativas e seus requisitos.

A construção e o uso constituem as duas fases da vida de uma edificação. Enquanto


está em execução, o edifício pode ter a sua durabilidade garantida e melhorada por meio de
um bom projeto, de uma boa execução e com a utilização de componentes de melhor
qualidade. Quando a edificação já está em uso, uma série de problemas começa a aparecer
devido ao desgaste e à utilização indevida dos dispositivos empregados (CARVALHO
JUNIOR., 2013).
De acordo com Vieira (2016), as principais patologias em instalações de água quente e
fria podem ser observadas no Quadro 2.

Quadro 2 – Principais patologias em instalações de água quente e fria.


Tipo Características
A ruptura das tubulações podem causar diversos dados, pois a água acaba muitas
Ruptura nas vezes atingindo partes vitais da estrutura. As principais causas para essas rupturas
tubulações são, tubos e conexões incompatíveis com o projeto, desalinhamento das
tubulações, vibrações, dilatação e contração térmica, recalque do terreno e o
fenômeno golpe de Aríete.
Contaminação da água Essa contaminação faz com que a água tenha gosto, odor ou até torne a água
em tubulações impropria para o consumo.
Vazamento em Esse tipo de patologia pode ser muito difícil de ser identificado e pode causas
tubulações embutidas enormes prejuízos. As principais causas são, grandes deformação, falhas
executivas, matérias impróprios, reparos com resinas a base de epóxi, golpe de
aríete, movimentações de solos, defeitos de fabricação e impacto.
Ocorrência de ar nas O ar nas tubulações causa uma perda de energia, diminuindo as vazões e até
tubulações impedindo a passagem de água, dessa forma prejudicando os usuários. As
20

Tipo Características
principais causas para essa ocorrência são, uso de desvios na trajetória, uso de
sifão em desvios, baixo nível do reservatório, pressão negativa, cavitação de
motobombas.
Desacoplamento em A ocorrência de desacoplamento pode ser percebida por meio de manchas nas
juntas de tubulações paredes em que estão instaladas ou em casos de tubulações aparentes pode ser
plásticas observada a exsudação nas tubulações. O principal motivo para essa ocorrência é
incorreta instalação nas tubulações, causando uma perda de estanqueidade por
corrosão nas ligações e dessa resultando no desacoplamento das tubulações.
Perda de calor nas Esse efeito causa uma maior troca de calor entre a tubulação e o ambiente, dessa
tubulações de água forma a água não chega com a temperatura adequada. As principais causas são,
quente falta de isolamento térmico em tubulações de cobre e aço galvanizado, problemas
no aquecedor e obstrução na tubulação.
Deficiência no O principal causa para essa ocorrência é o mau dimensionamento do aquecedor,
aquecimento de água que acaba não conseguindo atender a demanda exigida ou até a falta de isolamento
das tubulações de água quente.
Deformações e Essa patologia é muito perigosa e pode causar lesões corporais aos usuários. As
rupturas em principais causas para essa patologia são, falta de válvula de alivio nas saídas dos
tubulações de plástico aquecedores, falta de dispositivos que evitam à temperatura do vapor, falta do
suspiro ou diâmetro inadequado.

Fonte: Adaptado de Vieira (2016).

No próximo tópico iremos demonstrar os dados coletados durante o estágio.


4 APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS

Através do acompanhamento realizado no Edifício Mediterrâneo foi possível verificar


e analisar as etapas de execução na instalação hidráulica de água quente e fria, bem como
identificar matérias e equipamentos utilizados no decorrer do processo de instalação e as
normas que foram utilizadas para a realização dessa instalação em estudo.
Durante o processo de execução da instalação foram ainda observados possíveis
patologias no decorrer da execução de cada etapa, de forma a propor um aperfeiçoamento do
processo realizado.

4.1 ACOMPANHAMENTO DO PROCESSO DE EXECUÇÃO DA INSTALAÇÃO


HIDRÁULICA DE ÁGUA QUENTE E FRIA

Nessa primeira etapa são feitas as medições e marcações utilizando uma trena e giz,
conforme Figura 11.

Figura 11 - Medição e marcação para posterior corte

Fonte: Dados da pesquisa (2019)

Após a marcação é feito o corte das paredes utilizando uma serra circular, como
ilustrado na Figura 12.
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Figura 12 - Corte da parede

Fonte: Dados da pesquisa (2019)

Logo em seguida é utilizado um martelete para remover o reboco restante, como


mostra Figura 13.

Figura 13 - Remoção do reboco com martelete

Fonte: Dados da pesquisa (2019)


23

Após a remoção do reboco, são utilizados a marreta e a talhadeira para a quebra e


remoção da alvenaria, como ilustrado na Figura 14.

Figura 14 - Remoção da alvenaria com marreta e talhadeira

Fonte: Dados da pesquisa (2019)

Depois dessa etapa o vão já está pronto para serem utilizados para a instalação das
tubulações de água quente e fria (Figura 15).

Figura 15 - Vão pronto para a instalação

Fonte: Dados da pesquisa (2019)


24

Nessa etapa será realizada a instalação das tubulações de água quente e fria, para essa
atividade serão utilizados materiais como a trena e serra para medir e cortar as tubulações,
como ilustrado na Figura 16 A e B.

Figura 16 - Trena e lamina de serra para medir e cortar as tubulações

(A) (B)
Fonte: Dados da pesquisa (2019)

Para soldar as tubulações são utilizadas colas especificas para cada tipo de tubulação,
como mostra a Figura 17 A e B.

Figura 17 - Colas utilizadas para soldar as tubulações em PVC e CPVC

(A) (B)

Fonte: Dados da pesquisa (2019)


25

Após a medição e corte das tubulações, as extremidades das tubulações de PVC devem
ser lixadas antes da aplicação da cola, como mostra a Figura 18.

Figura 18 - Tubulação PVC sendo lixada

Fonte: Dados da pesquisa (2019)

Em seguida a cola para PVC é aplicada nas extremidades que devem ser soldadas
(Figura 19).

Figura 19 - Aplicação da cola para PVC

Fonte: Dados da pesquisa (2019)

Em tubulações em CPVC após a medição e corte já é aplicada a cola para CPVC e


feita a soldagem, conforme Figura 20.
26

Figura 20 - Aplicação da cola para CPVC

Fonte: Dados da pesquisa (2019)

Após essa etapa as tubulações já estão soldadas e prontas. (Figura 21).

Figura 21 - Instalação aérea de água quente e fria finalizada

Fonte: Dados da pesquisa (2019)

Para a amarração e fixação das tubulações no teto serão utilizados os seguintes


materiais: a furadeira, parafuso, arrames e alicate, conforme Figura 22 A e B.
27

Figura 22 - Materiais utilizados para amarração das tubulações aéreas

(A) (B)
Fonte: Dados da pesquisa (2019)

Em tubulações aéreas a ultima etapa de execução é a fixação e amarração das


tubulações no teto (Figura 23 A e B).

Figura 23 - Amarração das tubulações aéreas

(A) (B)
Fonte: Dados da pesquisa (2019)

Em tubulações feitas na parede seguem as mesmas etapas, exceto a fixação e


amarração, após prontas elas são apenas escoradas (Figura 24) para posterior fechamento com
28

argamassa.

Figura 24 - Instalação de água quente e fria finalizada

Fonte: Dados da pesquisa (2019)

Após o acompanhamento iremos citar as patologias identificadas durante este


processo.

4.2 IDENTIFICAÇÕES DAS PATOLOGIAS NO PROCESSO DE EXECUÇÃO


Neste tópico iremos apontar as patologias identificadas durante o processo de
instalação hidráulica de água quente e fria.

4.2.1 Falta de projeto em obra para execução

Como podemos observar na Figura 11 acima e Figura 25 abaixo as marcações e


medições para posterior cortes das prumadas são feitas sem o uso do projeto.
29

Figura 25 - Marcação para posterior corte

Fonte: Dados da pesquisa (2019)

Está patologia foi observada durante todo o processo de marcações e cortes.

4.2.2 Falta do uso de EPI

A falta do uso de EPI é evidenciada nas Figuras 6 e 7, durante o processo de corte das
prumadas o terceiro não utiliza os EPIs disponibilizados.

4.3 PROPOSTA DE SOLUÇÕES PARA AS PATOLOGIAS IDENTIFICADAS

Neste tópico iremos propor possíveis soluções para as patologias identificadas durante
a instalação hidráulica de água quente e fria.

4.3.1 Solução para patologia falta de projeto

Conforme verificado no item 4.1 especificamente Figura 5 e 4.2 na Figura 19 fica


evidenciado que em todos os processos de execução de prumadas para água quente e fria os
colaboradores não utilizam de projeto para o acompanhamento de marcações para posteriores
cortes. Logo segundo a NBR 5626 de execução citada no quadro 1 a instalação deve ser feita
conforme o projeto e qualquer alteração deve ser autorizada pelo engenheiro responsável pelo
projeto.
30

4.3.2 Solução para falta de uso de EPI

Conforme verificado no item 4.1 especificamente Figura 6 e 7 fica evidenciada a falta


do uso dos EPIs disponibilizados pela empresa durante o processo de abertura das prumadas
para posterior instalação de água quente e fria. De acordo com a NBR 5626 cita no item 6.1.4
“No desenvolvimento das atividades de execução da instalação predial de água fria, deve ser
observado um procedimento, visando oferecer condições adequadas ao trabalho, que respeite,
inclusive, as exigências que são estabelecidas com relação à segurança do trabalho.”.
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Durante o estagio foi possível observar as etapas da instalação hidráulica de água


quente e fria e os matérias utilizados, dessa forma entendendo seu processo de instalação. Foi
possível também comparar o processo de execução bem como as boas praticas no trabalho,
efetuando um comparativo com as NBRs adequadas e indicativas do procedimento correto a
ser executado em cada fase do processo. Para tanto foi possível sugerir propostas de soluções
para as patologias encontradas.
Uma das grandes dificuldade verificadas durante o desenvolvimento desse estagio foi
a falta do acompanhamento técnico por falta da supervisão de campo, também o despreparo
de muitos profissionais os quais executavam os procedimentos em obra, aliados a falta de
material e orientações principalmente para o uso de EPIs.
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