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Sentidos

Especiais
Audição e Equilíbrio
Sistema Auditivo
❖ Componentes em comum
➢ Labirintos ósseo e membranoso
➢ Nervo Vestibulococlear (NC VIII)

❖ Funções diferentes
➢ Transdução do Som
➢ Ondas de compressão e descompressão
transmitidas por vários meios
Sensibilidade ao Som
❖ Fala: intensidade de 60 dB
❖ Acima de 100 dB: danos
ao aparelho auditivo
❖ Acima de 120 dB: danos
permanentes
❖ Presbicusia
➢ Elevação do limiar para para
altas frequências
➢ Secundária ao
envelhecimento
➢ Exposição a ruídos a longo
prazo
Orelha Externa
❖ Pavilhão auricular e
Meato Acústico Externo
➢ Pele e cartilagem
elástica
➢ Glândulas sebáceas
modificadas: cerume
➢ Auxilia na localização do
som
➢ Transmite as ondas para
a membrana timpânica
➢ Ressonância do canal:
alta sensibilidade
Orelha Média
❖ Ossículos: Martelo, Bigorna e
Estribo
➢ Membrana timpânica - ossículos -
janela oval - cóclea - vestíbulo
❖ Como ocorre?
➢ Onda de pressão > Movimento da
membrana > Movimento dos ossículos
> Deslocamento do líquido na rampa
vestibular > Onda de pressão da
membrana basilar para a escala
timpânica > Empurra a janela redonda
❖ Equalização de impedância
➢ Ar => líquido (transdução neuronal)
Orelha Média
❖ Músculos tensor do tímpano (martelo) e estapédio (estribo)
➢ Contraídos: diminuem os movimentos dos ossículos e a sensibilidade auditiva
➢ Sons repentinos: não há contração reflexa => danos
❖ Tuba Auditiva
➢ Igualar a pressão entre ouvidos médio e externo
Orelha Interna
❖ Labirinto Ósseo
➢ Espaços no osso temporal
❖ Labirinto Membranoso
➢ Espaços e tecido mole dentro do
ósseo
❖ Cóclea
➢ Espiral com 2,5 voltas
➢ Base ampla e ápice estreito
➢ Centro: modíolo
Orelha Interna - Cóclea
❖ Câmaras no labirinto ósseo:
➢ Escala vestibular: continuação com o
vestíbulo
➢ Escala timpânica
➢ Escala média (Ducto Coclear)
❖ Perilinfa
➢ Semelhante ao líquor
❖ Endolinfa
➢ Alta [K] e baixa [Na]
➢ Semelhante ao LIC
➢ Diferença de potencial (140mV) na
mb das células ciliadas
Orelha Interna - Órgão de Corti
❖ Transdução do som
❖ Inervação: Ramo coclear do NC VIII
❖ Membrana tectorial
❖ Estereocílios
❖ Células ciliadas externas
➢ 3 fileiras
➢ 1 fibra para 5 células
❖ Células ciliadas internas
➢ 1 fileira
➢ 90% das fibras
➢ 10 fibras por célula
➢ Maior parte da informação neural
❖ Fibras Olivococleares
Audição
❖ Como ocorre?
➢ Onda de pressão > Movimento da membrana timpânica > Movimento dos ossículos >
Deslocamento do líquido na rampa vestibular > Diferença de pressão entre escala
vestibular e timpânica > Desloca a membrana basilar e órgão de Corti > Curva os cílios >
Despolarização ou hiperpolarização das células ciliadas > Impulsos ao Nervo Coclear
Transdução sonora
❖ Oscilação da membrana timpânica transmitida a escala vestibular
❖ Deslocamento da membrana basilar e órgão de corti
Transdução sonora
❖ Deslocamento da membrana tectorial e estereocílios das células ciliadas
Transdução sonora
❖ Deflexão dos cílios e abertura de
canais
❖ Potencial de repouso positivo da
endolinfa
❖ A “ligação ir” permite a resposta
rápida a variação de frequências
❖ O cálcio pode entrar e se ligar aos
canais
Transdução sonora
❖ Potencial microfônico coclear – soma dos potenciais do
receptor
❖ Neurotransmissor excitatório (glutamato)
❖ Potencial de ação composto(variações transitórias da voltagem
transmembrana)
Transdução sonora
❖ Frequências diferentes irão disparar fibras aferentes
em locais diferentes
❖ Teoria local da audição
❖ Diferenças nos estereocílios e propriedades biofísicas
das células ciliadas
❖ Mapa tonotópico basilar
Fibras nervosas cocleares
❖ Células bipolares
❖ Mielinizadas no corpo e axônios
❖ Processos periféricos → células
ciliadas
❖ Processos centrais → núcleos
cocleares no tronco cerebral
Fibras nervosas cocleares
❖ Frequências características:
➢ Frequência em que há disparos máximos na
fibra coclear aferente
➢ Determinada pela curva de sintonia
■ Marcam o limiar de ativação da fibra
sonora
Fibras nervosas cocleares
❖ Codificação
➢ Duração: duração da atividade
➢ Intensidade: quantidade de atividade neural e número de fibras que dispararam
➢ Frequência: Teoria da frequência da audição (baixas frequências) e Teoria do
local de audição (frequências mais altas)
■ Teoria dúplex
Via auditiva central
Organização funcional do Sistema Auditivo Central
● Campos receptivos e Mapas tonotópicos:
- Curvas de sintonia: representação dos campos receptivos
Organização funcional do Sistema Auditivo Central
- Mapas tonotópicos: organização dos neurônios por suas “melhores”
frequências
- Ex: Cóclea
Organização funcional do Sistema Auditivo Central
● Interação Binaural:
- A maioria dos neurônios auditivos nos níveis acima dos núcleos cocleares
responde ao estímulo dos dois ouvidos
- Importância: localização do som
Organização funcional do Sistema Auditivo Central
● Organização Cortical:
- Córtex auditivo primário:

→ Colunas de isofrequências

→ Colunas que se alternam:

- Colunas de somação
- Colunas de supressão
Organização funcional do Sistema Auditivo Central
● Lesões do córtex auditivo:
- Bilaterais:

Distinção da frequência ou intensidade dos sons;

Compreensão da fala

- Unilaterais:

Pouco efeito
Organização funcional do Sistema Auditivo Central
● Tipos de surdez:
- Perda da condução (ouvido externo ou ouvido médio)
- Perda sensorioneural (ouvido interno, nervo coclear)

Orelha externa Orelha média


Organização funcional do Sistema Auditivo Central
● Testes clínicos para surdez:
- Teste de Weber: - Teste de Rinne:
Sistema Vestibular
Equilíbrio
Sistema Vestibular
•Órgão sensorial para detectar sensações de equilíbrio
•Composição:
- Canais semicirculares
superior
Horizontal (lateral)
Posterior
-Órgãos Otolíticos
Utrículo
Sáculo
Canais Semicirculares
● Ductos semicirculares
● Endolinfa
● Ampola
-Crista ampular: órgão sensorial da ampola
-Cúpula: tecido gelatinoso frouxo
Células Ciliadas
● 50 a 70 estereocílios
● 1 grande quinocílio
● Pequenas ligações filamentosas unem todos
● As bases e os lados das células ciliadas fazem sinapse
no nervo vestibular
Máculas
● São os órgãos sensoriais do utrículo e
do sáculo
● Também são formadas por células
ciliadas e uma camada gelatinosa
● Detectam a orientação da cabeça com
respeito à gravidade
● Mácula do utrículo → plano horizontal
-Orientação da cabeça em posição ereta
● Mácula do sáculo → plano vertical
-Orientação da cabeça em decúbito
Otólitos
•Pequenos cristais de carbonato de
cálcio imersos na camada gelatinosa
de cada mácula
•Otólitos aumentam a gravidade
específica da membrana otolítica: 2x
> endolinfa
Detecção da rotação da Cabeça pelos Ductos
Semicirculares
O giro da cabeça em qualquer direção (aceleração angular) move os
canais semicirculares, causando fluxo da endolinfa dentro dos canais
em direção oposta à da rotação da cabeça (inércia)
Canais Semicirculares
Rotação daRotação
cabeça da cabeça

Endolinfa e canais semicirculares giram

Líquido flui do ducto para a ampola

Deformação da cúpula
Transdução Vestibular
Rotação da cabeça
Estereocílios se deslocam na direção do
cinocílio

↑ condutância da membrana apical para


os cátions

Célula ciliada vestibular é


despolarizada
Detecção da rotação da Cabeça pelos Ductos
Semicirculares
•Quando a rotação cessa subitamente, a endolinfa continua a girar
enquanto o canal semicircular se imobiliza
•A cúpula é inclinada na direção oposta
•Célula ciliada é hiperpolarizada
•Depois, a endolinfa para de deslocar a cúpula e retorna ao seu
estado de repouso – nível tônico normal.
Transdução Vestibular
Rotação da cabeça
Estereocílios se afastam do cinocílio

Fecha os canais iônicos

Célula ciliada vestibular é


hiperpolarizada
Função do Utrículo e do Sáculo na Manutenção do
Equilíbrio Estático
● Ocorre diferentes padrões de
excitação das fibras nervosas
maculares para cada orientação da
cabeça
● Em diferentes posições da cabeça,
diferentes células ciliadas podem ser
estimuladas
Detecção da Aceleração Linear
● Os órgãos otolíticos são excitados
pelo deslocamento da membrana
otolítica sobre a mácula, isto ocorre
quando a cabeça e o corpo são
deslocados seguindo uma linha, como
se deslocar para frente ou para trás
ou para cima e para baixo.
Vias Vestibulares Centrais

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