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CONTABILIDADE GERAL E

AVANÇADA

EGBERT BUARQUE – 2018


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Egbert Buarque

egbert.buarque@yahoo.com.br

SUMÁRIO

Capítulo 1 – Conceitos Iniciais ....................................................................................................................3


Capítulo 2 – Registro Contábil ....................................................................................................................5
Capítulo 3 – Provisões, Despesas antecipadas, Operações com Duplicatas. ...........................................13
Capítulo 4 – Depreciação, Amortização e Exaustão. Operações com Mercadorias. .................................26
Capítulo 5 – Balanço Patrimonial ..............................................................................................................41
Capítulo 6 – Balanço Patrimonial – Critérios de Avaliação ........................................................................62
Capítulo 7 - Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) ..................................................................80
Capítulo 8 – Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA) e Demonstração das Mutações
do Patrimônio Líquido (DMPL) ..................................................................................................................89
Capítulo 9 - Demonstração dos Fluxos de Caixa – DFC e Demonstração do Valor Adicionado - DVA ... 109

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CONTABILIDADE GERAL 5. Estados Patrimoniais

Prof. Egbert Buarque 1º) A > P e SL > 0 (PATRIMÔNIO LÍQUIDO - PL)

CAPÍTULO 1 – CONCEITOS INICIAIS P


1. Objetivos da Contabilidade A
A Contabilidade tem por objetivos controlar e gerar informações a SL
respeito de um patrimônio dirigido a um fim (azienda).

Os usuários das informações produzidas pela contabilidade 2º) A = P e SL = 0


podem ser internos à entidade (administradores e diretores, por
exemplo) ou externos a ela, tais como credores por empréstimos,
fornecedores, governo.

2. Objeto da Contabilidade A P
O objeto da Contabilidade é o Patrimônio, que representa o
conjunto de BENS, DIREITOS E OBRIGAÇÕES de uma
entidade.
3º) A < P e SL < 0 (PASSIVO A DESCOBERTO)
3. Estrutura Patrimonial

ATIVO PASSIVO A

P
OBRIGAÇÕES SL
(PASSIVO EXIGÍVEL)
BENS E DIREITOS SITUAÇÃO LÍQUIDA
CAPITAL PRÓPRIO 4º) A = 0 e P = SL
(PASSIVO NÃO
EXIGÍVEL)

Os bens e direitos integram o ativo (lado esquerdo do balanço),


SL P
enquanto as obrigações formam o passivo. O passivo (lado
direito) é formado pelas obrigações com data de vencimento
(exigíveis) e aquelas sem data de vencimento (não exigíveis).
Essas últimas são mais conhecidas como capital próprio e
consistem em recursos entregues pelos sócios à entidade, além 5º) P = 0 e A = SL
dos recursos gerados por suas atividades.
No passivo podem-se identificar as fontes ou origens dos
recursos, enquanto no ativo, é possível verificar onde tais
recursos estão aplicados (aplicações dos recursos). A SL

4. Equação Fundamental do Patrimônio

ATIVO = PASSIVO + SITUAÇÃO LÍQUIDA


EXEMPLOS DE FATOS CONTÁBEIS

Ou, de forma mais simplificada 1. Subscrição de capital, no valor de R$ 15.000,00.

A = P + SL 2. Integralização de capital em dinheiro, no valor de R$


10.000,00 e em computadores, no valor de R$ 5.000.
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Esta teoria veio contrapor a Teoria Personalística e nega que as
3. Aquisição de móveis e utensílios no valor de R$ 2.000,00, contas sejam representadas por pessoas.
com pagamento à vista em dinheiro. De acordo com esta teoria, as contas se dividem em integrais
4. Abertura de conta corrente em banco com depósito inicial de (ativo e passivo) e diferenciais (PL, receitas e despesas).
R$ 7.000,00.
Teoria Patrimonialista
5. Compra de mercadorias (bens para revenda), no valor de R$ É a teoria empregada atualmente pela contabilidade e divide as
3.000,00, com pagamento em cheque, à vista. contas em dois grupos:

6. Aquisição de imóvel para instalação da sede da empresa, - Contas Patrimoniais (acumulativas): Ativo, Passivo e PL
sendo R$ 4.000,00 pagos em cheque, à vista e o restante em 10 - Contas de Resultado (transitórias): Receitas e Despesas
notas promissórias emitidas pela empresa, sendo cada uma no
valor de R$ 2.600,00.
Importante ressaltar que as contas patrimoniais formarão o
Balanço Patrimonial, enquanto as contas de resultado
7. Venda de todo o estoque de mercadorias pelo preço de R$
integrarão a Apuração do Resultado do Exercício.
5.000,00, sendo o recebimento parte à vista em cheque no valor
de R$ 3.000,00 e o restante para pagamento futuro pela quitação
8. Razonete
de duplicatas emitidas pela empresa.

Toda conta pode ser representada por um ―Razonete‖ (extrato do


8. Constituição de reserva de lucros no montante de 5% dos
Livro Razão), no qual os débitos são representados do lado
lucros acumulados.
direito e os créditos, do lado esquerdo.
9. Destinação de todo o saldo de lucros acumulados para CAIXA
pagamento de dividendos aos sócios no prazo de 30 dias. DÉBITO CRÉDITO

10. Pagamento, em cheque, dos dividendos.

6. Conta
9. Natureza das Contas
Representação dos aspectos qualitativo e quantitativo dos
elementos patrimoniais. As contas do ativo possuem natureza devedora, com exceção
das contas redutoras (retificadoras) do ativo, que apresentam
Exemplo: natureza credora.
Veículos.............................................30.000 As contas do passivo e do Patrimônio Líquido apresentam
QUALITATIVO QUANTITATIVO natureza credora, com exceção das contas redutoras
(retificadoras), que tem natureza devedora.
7. Teorias das Contas As receitas têm natureza credora e as despesas tem natureza
devedora.
Teoria Personalística As contas devedoras aumentam seu saldo a débito e o diminuem
Segundo esta teoria, as contas são representadas por pessoas, a crédito, enquanto as contas credoras aumentam seu saldo a
ou seja, são personificadas. Assim, por exemplo, a conta Caixa crédito e o diminuem a débito.
seria uma pessoa que detem a guarda dos recursos financeiros O quadro a seguir resume as informações acima.
no estabelecimento da entidade, enquanto a conta Estoque de
CONTA NATUREZA SALDO AUMENTA SALDO DIMINUI
mercadorias seria representada por uma pessoa que tem a
ATIVO DEVEDORA DÉBITO CRÉDITO
guarda das mercadorias da empresa. PASSIVO CREDORA CRÉDITO DÉBITO
De acordo com esta teoria, as contas se dividem em contas do PL CREDORA CRÉDITO DÉBITO
proprietário (PL, Receitas e despesas) e contas dos agentes, RETIFICDORA ATIVO CREDORA CRÉDITO DÉBITO
RETIFICADORA PASSIVO DEVEDORA DÉBITO CRÉDITO
que podem ser consignatários (bens) ou correspondentes
RETIFICADORA DO PL DEVEDORA DÉBITO CRÉDITO
(direitos e obrigações). RECEITAS CREDORA CRÉDITO DÉBITO
DESPESAS DEVEDORA DÉBITO CRÉDITO
Teoria Materialística

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ou cotas em que se divide o capital social, ainda que seja
CAPÍTULO 2 – REGISTRO CONTÁBIL realizada apenas uma parte do capital subscrito.

Capital Nominal ou Capital Declarado: é o capital social fixado


1. Conta Capital Social no estatuto ou contrato social. Também é conhecido como capital
social ou capital social subscrito.
A conta Capital Social Subscrito representa os recursos a serem
aportados pelos sócios na empresa. Subscrição: ato pelo qual os sócios assumem o compromisso de
realizar determinado valor a título de capital social. A subscrição
Segundo a Lei 6.404/76, o capital social deve ser desdobrado de pode ser relativa a compromisso de realização do capital social
forma a indicar a parcela subscrita e, por dedução, a parcela inicial ou a aumento do capital.
ainda não realizada.
Capital a Realizar: é a parte do capital social subscrito que os
Portanto, no balanço patrimonial, o capital social será sócios ainda não realizaram. Capital Subscrito – Capital
representado pelas contas ‗Capital Social‘, que representa o Realizado = Capital a Realizar.
capital social subscrito, e ‗Capital a Realizar‘ (retificadora do
patrimônio líquido), que indica a parcela do capital social Capital Realizado: é a parte do capital social subscrito que os
subscrito que resta integralizar. sócios já realizaram, em dinheiro, outros bens ou créditos.
Consiste na diferença entre o capital social subscrito e o capital
Logo, no patrimônio líquido, o capital social será apresentado da social a realizar. Capital Subscrito – Capital a Realizar =
seguinte forma: Capital Realizado.

Capital Social Capital Próprio: o mesmo que recursos próprios. É representado


(Capital a Realizar) pelo Patrimônio Líquido.
Capital Realizado
Capital de Terceiros ou Capital Alheio: o mesmo que recursos
Conforme determina o artigo 7º da Lei 6.404/76, o capital social de terceiros. É o passivo exigível. No balanço patrimonial de uma
poderá ser formado com contribuições em dinheiro ou em empresa, corresponde à soma do passivo circulante (dívidas de
qualquer espécie de bens suscetíveis de avaliação em dinheiro. curto prazo) com o passivo não circulante (dívidas de longo
prazo).
Exemplos:
Capital Total à Disposição: é a soma do capital próprio com o
a) Subscrição de capital social no valor de $ 170.000,00 capital de terceiros.

b) Integralização do capital social em dinheiro, no valor de Capital Aplicado: é o ativo total.


$ 50.000,00.
Capital Imobilizado: é a soma do ativo imobilizado com o ativo
c) Integralização do capital social em terreno avaliado no intangível, quer dizer, são os bens de uso com valor relevante e
valor de $ 120.000,00 vida útil superior a 1 ano.

Conceitos de Capital – Terminologia Contábil Capital Fixo: é o ativo não circulante (excluído o realizável a
longo prazo). Para alguns autores, o capital fixo é formado
Capital Autorizado: no caso de sociedades anônimas, é um apenas pela soma do ativo imobilizado com o intangível.
limite previsto no estatuto para novas subscrições de capital sem
a necessidade de alteração estatutária. É uma autorização prévia
no estatuto para aumento de capital por meio de subscrição 2. Regime de caixa e Regime de competência.
dentro de certo limite.
Regime de Caixa: a receita e a despesa somente são
Capital Social ou Capital Social Subscrito: é o capital social reconhecidas quando ocorre a saída ou a entrada efetiva de
fixado no estatuto ou contrato social. Os sócios devem recursos financeiros, ou seja, fatos que alterem as contas caixa e
subscrever (assumir o compromisso de realizar) todas as ações bancos conta movimento.

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Regime de competência: a receita e a despesa são São os fatos contábeis que alteram o patrimônio líquido da
reconhecidas quando ocorre o fato gerador, ainda que não haja entidade, seja para mais (aumentativos), seja para menos
recebimento ou pagamento. (diminutivos). Envolvem contas patrimoniais e de resultado.

Exemplo: a partir dos fatos abaixo relacionados, apurar os Exemplos:


resultados pelos regimes de caixa e competência.
Receita de prestação de serviços no valor de $ 30.000. Fato
- Reconhecimento da despesa de salários, no valor de
modificativo aumentativo.
$ 36.000,00 para pagamento no dia 10 do mês seguinte;

- Pagamento de despesas antecipadas de seguros no valor de $ Perda de mercadorias, no valor de $ 20.000, em incêndio. Fato
1.200,00; modificativo diminutivo (insubsistência do ativo).

- Pagamento de conta de energia elétrica no valor de $ 600,00; Fatos Contábeis Mistos

- Prestação de serviços para recebimento em 30 dias, no valor de


Correspondem aos fatos que apresentam, simultaneamente,
$ 12.000,00; permutações entre itens patrimoniais e acarretam aumento ou
- Recebimento antecipado de aluguéis no momento da assinatura diminuição do patrimônio Líquido.
do contato de locação, no valor de $ 300,00;
Exemplos:

3. Fatos Contábeis Venda de veículo de uso da empresa por valor superior ao


registrado pela contabilidade. Fato misto aumentativo.
A Contabilidade Geral tem o patrimônio das entidades por objeto
de estudo. Portanto, os registros contábeis, na grande maioria Venda de veículo de uso da empresa por valor inferior ao
das vezes, apenas serão realizados quando ocorrerem alterações registrado pela contabilidade. Fato misto diminutivo.
qualitativas ou quantitativas no patrimônio.
4. Plano de contas
A essas alterações denominamos fatos contábeis, que podem
decorrer de fatos administrativos, ou seja, ações da Consiste numa relação padronizada das contas que serão
administração que visam a alterar o patrimônio, ou de eventos utilizadas no registro contábil das operações da entidade. O
imprevistos, tais como incêndios, inundações e outras situações estabelecimento de um plano de contas visa à uniformidade da
que independem da vontade da administração da entidade. escrituração dos fatos contábeis.

Classificação dos Fatos Contábeis O plano de contas também deve prever normas de
procedimentos, indicando a função e o funcionamento de cada
Os fatos contábeis podem ser classificados em: conta. Além disso, deve prever modelos de documentos
contábeis.
- permutativos;
- modificativos, aumentativos ou diminutivos; e O plano de contas deve ser flexível, ou seja, deve ser permitida a
- mistos, aumentativos ou diminutivos inclusão ou exclusão de contas.

Fatos Contábeis Permutativos 5. Classificação das contas

São os fatos contábeis que não envolvem contas de resultado. 5.1 Quanto ao elemento a ser registrado
Representam apenas permutas entre itens do patrimônio. 5.1.1 Patrimonial
5.1.2 Resultado
Exemplo: compra de mercadorias, à vista, em dinheiro, no valor 5.1.3 Compensação
de $ 40.000.
5.2 Quanto à natureza do saldo
Fatos Contábeis Modificativos 5.2.1 Devedora
5.2.2 Credora

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 Evitar rasuras, emendas, entrelinhas, borrões ou raspaduras,
5.3 Variação na natureza do saldo espaços em branco, observações ou escritas à margem.
5.3.1 Estável
5.3.2 Instável 8. Livros comerciais e fiscais

5.4 Desdobramento Livros comerciais ou empresariais


5.4.1 Analítica
São previstos na legislação comercial e são classificados em:
5.4.2 Sintética
5.5 Permanência do saldo
5.5.1 Permanente
5.5.2 Transitória Obrigatórios e Facultativos

5.6 Quanto aos lançamentos Livros obrigatórios são aqueles exigidos por lei. Os livros
5.6.1 Unilaterais facultativos não são exigidos por lei e, portanto, podem ou não
5.6.2 Bilaterais ser adotados, a critério da empresa.

6. Sistema de contas Comuns e especiais


Agrupamento de contas com características comuns. Na
Livros comuns são exigidos das empresas em geral,
Contabilidade Pública, por exemplo, há os subsistemas
independentes de seu tipo societário ou atividade. Os livros
patrimonial, financeiro, orçamentário, de compensação e de
especiais são os exigidos exclusivamente de determinadas
custo. Na contabilidade das instituições financeiras também há a
sociedades, em razão de sua forma jurídica ou atividade.
utilização de contas de compensação para o controle de atos que
potencialmente possam afetar o patrimônio. Principais e auxiliares

7. Escrituração Livros principais registram todos os fatos, como o Diário e Razão.


Livros auxiliares são os que se destinam ao controle de um
Lei 6.404/76 determinado componente patrimonial, como o Livro Caixa.

“Art. 177. A escrituração da companhia será mantida em registros Cronológicos e sistemáticos


permanentes, com obediência aos preceitos da legislação
Livros cronológicos são os que obedecem à rigorosa de dia, mês
comercial e desta Lei e aos princípios de contabilidade
e ano em sua escrituração, como é o caso do Livro Diário. Livros
geralmente aceitos, devendo observar métodos ou critérios
Sistemáticos são aqueles que levam em consideração a
contábeis uniformes no tempo e registrar as mutações
organização das informações, como o Livro Razão.
patrimoniais segundo o regime de competência.”
Livro Diário
Livros Contábeis e suas formalidades
É obrigatório para todas as sociedades, segundo o Código Civil.
Formalidades extrínsecas. Relacionam-se à apresentação ou
A legislação do Imposto de Renda não obriga a escrituração do
aparência dos livros de escrituração que:
Livro Diário para os contribuintes com base no lucro presumido.
 Devem ser encadernados; Entretanto, deve manter sua escrituração em razão da legislação
 Ter suas folhas numeradas tipograficamente; comercial.
 Possuir termo de abertura e encerramento, em que conste,
Livro Razão
entre outras informações, a assinatura do responsável, a
identificação da empresa e do livro. É livro facultativo segundo a legislação comercial, mas é
obrigatório para os contribuintes do imposto de renda com base
Formalidades intrínsecas. São as formalidades relacionadas à
no lucro real.
escrituração contábil e determinam que a escrituração deve:
Livros obrigatórios para as Sociedades Anônimas (Lei
 Obedecer a um método uniforme, em língua e moeda
6.404/76, art. 100)
nacionais, com individuação e clareza;
 Ser realizada em rigorosa ordem cronológica;  Registro de ações nominativas
 Transferência de ações nominativas
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 Registro de partes beneficiárias nominativas
 Transferência de partes beneficiárias nominativas Exemplos:
 Atas das assembléias gerais
 Presença de acionistas a) A empresa registrou a compra de mercadorias a prazo, no
 Atas das reuniões do Conselho de Administração se valor de $ 12.000,00. Posteriormente, a compra foi cancelada
houver, e Atas das Reuniões da Diretoria integralmente.
 Atas e Pareceres do Conselho Fiscal b) A empresa registrou a compra de mercadorias a prazo, no
valor de $ 12.000,00. Posteriormente, a compra foi cancelada
parcialmente em 20%.

Livros obrigatórios para o contribuinte do imposto de renda c) Uma compra de mercadorias no valor $ 10.000,00
com base no lucro real foi efetuada em cheque, à vista, porém o lançamento foi
efetuado como se o pagamento tivesse ocorrido em dinheiro.
 Registro de inventário
 Registro de compras
d) Uma compra de veículo foi efetuada por meio de um
 De apuração do lucro real (LALUR) pagamento à vista no valor de $ 5.000,00 e a assunção de 10
 Registro permanente de estoque, no caso de pessoas parcelas iguais no valor de $ 500. Entretanto, o registro
jurídicas que exerçam atividades de compra, venda e contábil evidenciou pagamento total a vista em cheque.
incorporação e construção de imóveis, loteamento ou
desmembramento de terrenos para venda e) O pagamento de despesa de energia elétrica em dinheiro foi
 De movimentação de combustíveis, a ser escriturado lançado pelo valor de $ 400,00, quando, na verdade, a
diariamente pelo posto revendedor. despesa correspondeu a $ 750,00.

12. Balancete de verificação


9. Elementos do Lançamento Contábil
 Local e data; Instrumento utilizado para verificação da exatidão dos
 Conta(s) debitada(s); lançamentos contábeis feitos no Livro Diário e os saldos das
 Conta(s) creditada(s); contas do Livro Razão. Não se trata de uma demonstração
 Histórico; contábil. O balancete reúne contas patrimoniais e de resultado.
 Valor; Após a elaboração do balancete de verificação são elaboradas as
demonstrações contábeis. O fechamento do balancete consiste
10. Fórmulas de Lançamento na verificação de que a soma dos saldos devedores é igual à
Os lançamentos referentes ao registro dos fatos contábeis serão soma dos saldos credores.
classificados em fórmulas, de acordo com o número de contas
debitadas e creditadas, conforme mostra a tabela: Exemplo:

Conta Saldo devedor Saldo credor


Fórmula Nº Débitos Nº Créditos
Caixa 2.000
PRIMEIRA (11) 1 1
Títulos a pagar 5.000
SEGUNDA (12) 1 2 OU +
Duplicatas
1 8.000
TERCEIRA (21) 2 OU + emitidas

QUARTA (22) 2 OU + 2 OU +
Capital social 20.000

Receita de
4.000
vendas
11. Métodos de correção de erros nos Lançamentos
Imóveis 19.000
 Estorno: total e parcial
 Transferência TOTAIS 29.000 29.000
 Complementação

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5. (CESGRANRIO – CHESF – Profissional de Nível Superior I –
Ciências Contábeis 2012) No processo de encerramento da
EXERCÍCIOS movimentação contábil de determinado exercício, os saldos de
todas as contas da contabilidade deverão refletir os saldos reais
existentes.
1. (CESGRANRIO – CMB Analista – Contabilidade 2012) Em
termos de aplicabilidade, outro nome dado à Contabilidade Caso sejam identificados erros na escrituração contábil no
Financeira é Contabilidade momento da conciliação, quais são as formas de realização do
processo técnico de correção?
(A) Comercial
(B) Gerencial (A) Anulação, complementação e ratificação
(C) Industrial (B) Cancelamento, inutilização e ratificação
(D) Pública (C) Correção, estorno e cancelamento
(E) Geral (D) Estorno, transferência e complementação
(E) Estorno, correção e inutilização
2. (CESGRANRIO – CHESF – Profissional de Nível Superior I –
Ciências Contábeis 2012) Contabilmente, é utilizado o plano de 6. (CESGRANRIO –LIQUIGAS - Profissional Jr – Auditoria
contas para organizar os lançamentos de débito e crédito 2012) O reconhecimento da receita de uma empresa no momento
relativos às operações da empresa, sendo as contas da emissão da nota fiscal, independente da entrada de dinheiro
classificadas em patrimoniais e de resultado. Dentre as contas em caixa ou banco, demonstra a adequação ao princípio contábil
ditas de resultado, encontra-se a de do(a)
(A) despesa (A) Regime de competência
(B) estoque (B) Regime de caixa
(C) financiamento (C) Continuidade
(D) fornecedor (D) Confiabilidade
(E) reserva de lucros (E) Relevância

7. (CESGRANRIO – Transpetro – Técnico em Contabilidade Jr.


2012) A empresa Tudo Certo Transportes Ltda. comprou, no dia
13 de abril de 2012, um lote de pneus para garantir o estoque
para a sua frota, no valor de R$ 10.500,00, com pagamento para
30 dias. O desembolso ocorreu no dia 13 de maio de 2012, bem
como o reconhecimento do gasto pela contabilidade.
Levando-se em conta a data do reconhecimento, o regime
adotado pela empresa foi o de

(A) caixa
(B) competência
3. (CESGRANRIO – CHESF – Profissional de Nível Superior I – (C) materialidade
Ciências Contábeis 2012) O Balanço Patrimonial apresentado (D) relevância
demonstra que a origem dos recursos oriundos do capital de (E) tempestividade
terceiros corresponde ao valor, em reais, de
8. (ESAF - CVM ANALISTA NORMAS CONTÁBEIS E DE
(A) 500.000,00 AUDITORIA 2010) Ao apurar o resultado no fim do período
(B) 600.000,00 contábil, a empresa encontrou um lucro líquido, antes dos tributos
(C) 700.000,00 sobre o lucro e das participações, no montante de R$ 1.520,00. A
(D) 800.000,00 planilha de custos trazida para compor o resultado do período
(E) 1.300.000,00 continha juros relativos a dezembro de 2009, já pagos, no valor
de R$ 125,00; juros relativos a janeiro de 2010, ainda não pagos,
4. (CESGRANRIO – CHESF – Profissional de Nível Superior I – no valor de R$ 180,00; juros relativos a dezembro de 2009, ainda
Ciências Contábeis 2012) NÃO provoca alteração no valor do não pagos, no valor de R$ 160,00; juros relativos a janeiro de
Patrimônio Líquido, mas pode modificar a composição dos 2010, já pagos, no valor de R$ 200,00. Referida planilha já havia
demais elementos patrimoniais o seguinte fato contábil: sido contabilizada segundo o regime de caixa.
As demais contas estavam certas, com saldos já contabilizados,
(A) permutativo segundo o regime de competência. A empresa, então, mandou
(B) composto promover o registro contábil das alterações necessárias para
(C) modificativo apresentar os eventos segundo o regime de competência, em
(D) superveniência obediência à regulamentação vigente. Após os lançamentos
(E) insubsistência cabíveis, o rédito do período passou a ser lucro de

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a) R$ 1.180,00 Com base apenas nestas informações, o resultado do exercício
b) R$ 1.195,00 de 2006, pelo Regime de Competência e pelo Regime de Caixa,
c) R$ 1.360,00 será respectivamente:
d) R$ 1.560,00
e) R$ 1.235,00
(A) Prejuízo de R$3.000,00 e lucro de R$6.000,00;
9. (ESAF - CVM ANALISTA NORMAS CONTÁBEIS E DE (B) Lucro de R$15.000,00 e prejuízo de R$3.000,00
AUDITORIA 2010) A empresa Comercial de Bolas e (C) Lucro de R$6.000,00 e prejuízo de R$3.000,00;
Balas Ltda. mandou elaborar um balancete de (D) Prejuízo de R$ 3.000,00 e prejuízo de R$ 9.000,00;
verificação com as seguintes contas e saldos (E) Lucro de R$3.000,00 e lucro de R$15.000,00.
constantes do livro Razão Geral:
11. (NCE/UFRJ CVM ANALISTA NORMAS CONTÁBEIS E DE
AUDITORIA 2008) As lojas Auto Peças Ltda. iniciaram suas
atividades em janeiro de 2006. No final do primeiro semestre
constatou os seguintes dados contábeis:

• Receitas no primeiro semestre R$ 30.500,00;


• Despesas consumidas no primeiro semestre R$ 22.000,00;
• Receitas recebidas no primeiro semestre R$ 28.000,00;
• Despesas pagas no primeiro semestre R$ 17.600,00.

Durante o segundo semestre de 2006, a empresa recebeu suas


duplicatas e pagou suas despesas referentes ao primeiro
semestre. Também obteve receitas no valor de R$ 40.000,00 e
despesas de R$ 27.000,00, sendo que 76% das receitas foram
recebidas e a 60% das despesas foram pagas.
Os Resultados pelo regime de competência e pelo regime de
caixa, no segundo semestre, serão respectivamente:

(A) Lucro de R$ 13.000 e Lucro de R$ 14.200;


(B) Lucro de R$ 68.000 e Lucro de R$ 44.600;
(C) Lucro de R$ 6.000 e Lucro de R$ 2.500;
(D) Lucro de R$ 24.600 e Lucro de R$ 21.500
(E) Lucro de R$ 13.000 e Lucro de R$ 12.300.
Elaborada referida peça contábil de acordo com a solicitação, foi
constatado o fechamento do balancete com o seguinte saldo 12. (CESGRANRIO – DETRAN/AC CONTADOR 2009) A
total: Empresa Roma Ltda., no primeiro mês de suas operações,
realizou as seguintes transações:
a) R$ 537.600,00
b) R$ 268.800,00 • constituição da empresa com capital inicial de R$ 30.000,00,
c) R$ 223.300,00 totalmente integralizados em dinheiro;
d) R$ 233.300,00 • depósito de R$ 25.000,00 no Banco da Praça S.A.;
e) R$ 134.400,00 • aquisição de uma sala comercial por R$ 50.000,00, sendo 20%
pagos à vista, através de cheque, e o restante em 8 prestações
10. (NCE/UFRJ CVM ANALISTA NORMAS CONTÁBEIS E DE de R$ 5.000,00;
AUDITORIA 2008) A empresa Comercial Ltda. teve o seguinte • aquisição de móveis e utensílios à vista, pagos em dinheiro, por
fluxo de liquidação de receitas e despesas: R$ 2.000,00;
• Despesas relativas a dezembro de 2006 pagas no mesmo mês, • aquisição de dois computadores completos a prazo, por
R$45.000,00; R$ 4.500,00;
• Despesas relativas a Janeiro de 2007, pagas em dezembro de • aquisição de mercadorias para revenda, a prazo, por
2006, R$ 54.000,00; R$ 20.000,00;
• Despesas relativas a dezembro de 2006 pagas em janeiro de • venda a prazo de 70% do estoque de mercadorias por
2007, R$36.000,00; R$ 24.000,00;
• Receitas relativas a dezembro de 2006 recebidas em janeiro de • pagamento, em cheque do pró-labore dos sócios – R$ 3.000,00;
2006, R$ 27.000,00; • pagamento em dinheiro de aluguel e condomínio da sala
• Receitas relativas a janeiro de 2007, recebidas em dezembro de comercial – R$ 1.500,00.
2006, R$63.000,00; Considerando essas informações, ao final do mês o resultado
• Receitas relativas a dezembro de 2006 e recebidas em apurado pela empresa, em reais, foi
dezembro de 2007, R$ 51.000,00.
(A) lucro de 5.500,00.
(B) lucro de 2.500,00.

10
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(C) prejuízo de 1.000,00. os elementos que representam os bens, direitos, as obrigações e
(D) prejuízo de 500,00. a parte dos proprietários de uma empresa. No Ativo, são
(E) nenhum lucro nem prejuízo. evidenciados bens e direitos e, no Passivo, as obrigações e a
parte dos proprietários.
13. (CESGRANRIO - PETROBRAS CONTADOR JR 2010) Em relação a tais aspectos qualitativos, considere as informações
Analise os dados extraídos da contabilidade da Pangeia S.A., em apresentadas pela empresa Z.
31/12/2008, em reais.

Um administrador, considerando exclusivamente as informações


recebidas, reconhece que o montante do capital de terceiros
aplicado no ativo, em reais, é

(A) 1.750,00
(B) 2.250,00
(C) 2.750,00
(D) 4.250,00
(E) 5.250,00

16. (CESGRANRIO – Transpetro – Técnico em Contabilidade Jr.


2012) Pela legislação do Imposto de Renda, para as empresas
tributadas pelo Lucro Real, e considerando os possíveis ajustes,
é obrigatório o Livro

(A) Razão
Uma vez elaborado o Balanço Patrimonial da Pangeia S.A.,
(B) Diário
considerando exclusivamente os dados acima, o valor total do
(C) Caixa
ativo, em reais, é
(D) Inventário
(E) Entrada e saída de mercadorias
(A) 181.450,00
(B) 187.500,00
17. (CESGRANRIO – Transpetro – Técnico em Contabilidade Jr.
(C) 187.650,00
2012) O livro obrigatório, destinado ao registro dos fatos
(D) 188.150,00
contábeis em ordem cronológica, é denominado Livro
(E) 192.250,00
(A) Caixa
14. (CESGRANRIO – DETRAN/AC CONTADOR 2009) Considere
(B) Diário
este significado.
(C) Razão
(D) de Apuração do Lucro Real
Entidades econômico-administrativas, assim
(E) para Registro de Inventário
chamadas aquelas que, para atingirem seu objetivo,
seja ele econômico ou social, utilizam bens
18. (CESGRANRIO - TRANSPETRO – Técnico de Contabilidade
patrimoniais e necessitam de um órgão administrativo
Jr. 2011) Uma empresa foi constituída por dois sócios que
que pratica atos de natureza econômica necessários participaram da composição do capital com os seguintes valores:
a seus fins.
Sócio A:
Este é o enunciado de Uma sala comercial no valor de R$ 35.000,00
Um veículo no valor de R$ 20.000,00
(A) sociedade em comandita simples. Recursos em dinheiro no valor de R$ 15.000,00
(B) organização não governamental.
(C) azienda. Sócio B:
(D) sociedade civil. Máquinas diversas no valor de R$ 15.000,00
(E) empresa individual. Recursos em dinheiro no valor de R$ 15.000,00
15. (CESGRANRIO – PETROBRAS – Administrador Jr. 2012) No Considerando-se exclusivamente os dados acima, o lançamento
balanço patrimonial, sob o aspecto qualitativo, são evidenciados contábil simplificado que registrou essa operação, em reais, foi
11
Egbert Buarque

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(A) D: Caixa 70.000,00 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10


C: Capital Social 70.000,00 E A C A D A A D B D
11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
(B) D: Caixa 30.000,00 E A D C B A B B C A
D: Imóveis 35.000,00
D: Veículos 20.000,00
D: Máquinas e equipamentos 15.000,00
C: Capital Social 100.000,00

(C) D: Caixa 30.000,00


C: Capital Social 30.000,00

(D) D: Caixa 30.000,00


D: Ativo Imobilizado 70.000,00
C: Capital Social 100.000,00

(E) D: Capital Social 100.000,00


C: Caixa 30.000,00
C: Veículos 20.000,00
C: Máquinas e equipamentos 15.000,00
C: Imóveis 35.000,00

19. (CESGRANRIO - TRANSPETRO – Técnico de Contabilidade


Jr. 2011) Na evolução da contabilidade existiram escolas que
desenvolveram estudos especializados no campo da teoria das
contas, com destaque para as escolas Personalista, Materialista
e Patrimonialista.

Nos termos da escola Patrimonialista, as contas são classificadas


como

(A) ativas e passivas


(B) integrais e diferenciais
(C) patrimoniais e de resultado
(D) ativas, passivas e de resultado
(E) ativas, passivas, de patrimônio líquido e diferenciais

20. (CESGRANRIO - TRANSPETRO – Técnico de Contabilidade


Jr. 2011) Considere a legenda a seguir.

• AC = Ativo Circulante
• ANC = Ativo Não Circulante
• PC = Passivo Circulante
• PNC = Passivo Não Circulante
• PL = Patrimônio Líquido

Qual equação do patrimônio caracteriza a ocorrência de


Passivo a Descoberto?

(A) (AC + ANC ) – (PC + PNC – PL)


(B) (AC + ANC – PL) – (PC + PNC)
(C) (AC – ANC + PL) + (PC – PNC)
(D) (AC + ANC) – (PC – PNC + PL)
(E) (AC + ANC) + (PC – PNC – PL)

GABARITO

12
Quando a perda, de fato, ocorre, deve-se baixar a provisão contra
CONTABILIDADE GERAL os valores a receber. Nesta situação, podem ocorrer três casos: a
Prof. Egbert Buarque PCLD é igual ao valor da perda, maior que a perda ou menor que
a perda.
Se o valor da PCLD for igual ou maior que a perda a ser
reconhecida, basta baixar a provisão contra o direito a receber
perdido.
CAPÍTULO 3 – PROVISÕES, DESPESAS
Exemplo: perda de $ 150, com PCLD constituída em $ 200.
ANTECIPADAS, OPERAÇÕES COM
DUPLICATAS. PCLD
a Duplicatas a receber.......................................150

1. Provisões Na hipótese de a perda ser maior que a PCLD constituída, deve-


se complementar a perda do ativo com um lançamento em conta
As provisões, sejam as do ativo, sejam do passivo, são contas de despesa.
que representam despesas futuras que podem ocorrer sob a
forma de pagamentos ou mesmo perda de um determinado ativo Exemplo: perda de $ 300, com PCLD constituída no valor de
(parcial ou integral). $200.

As provisões são de natureza credora e, portanto, quando Diversos


integram o ativo, são representadas como contas retificadoras a Duplicatas a receber
(redutoras) desta classe. PCLD...........................................................200
Baixa de duplicatas incobráveis (despesa).100..300
A seguir veremos os principais tipos de provisões e sua
contabilização. Importante: ao final do exercício, pode ser necessária a
complementação da PCLD.
1.1 Provisões do ativo
Exemplo: PCLD constituída de $ 200. O histórico de
1.1.1 Provisão para créditos de liquidação duvidosa inadimplência da empresa indica a constituição de provisão de
(PCLD) 10% dos títulos a receber, que totalizam $ 5.000.
Esta provisão tem por finalidade ajustar as contas de direitos a
receber para o seu valor provável de realização. Sendo assim, a Solução
empresa, com base no seu histórico, estima, no exercício
anterior, uma determinada taxa de inadimplência. Esta taxa é A PCLD a ser constituída para o exercício seguinte deverá ser de
aplicada ao total dos valores a receber e o resultado é lançado $ 500 (10% de 5.000), entretanto já há $ 200 em PCLD
como despesa em contrapartida à conta de Provisão para remanescente do período anterior. Neste caso, basta
Créditos de Liquidação Duvidosa (PCLD) ou Provisão para complementar a PCLD existente em $ 300, para completar o total
Devedores Duvidosos (PDD). de $ 500.

Exemplo: o histórico da empresa ABC dos últimos três anos Contabilização


mostra que a inadimplência média das duplicatas emitidas é de
10%. Determinar a provisão a constituir para um valor de $ 2.000 Créditos de Liquidação Duvidosa
de duplicatas a receber. A PCLD..................................................300

PCLD = 10% de $ 2000 = $ 200


1.1.2 Provisão para ajuste a valor de mercado (PAVM)
Constituição da PCLD
Esta provisão do ativo (conta redutora) tem como finalidade
Créditos de Liquidação Duvidosa (despesa) ajustar o valor das mercadorias ou bens produzidos pela empresa
a PCLD (retificadora do ativo)..........................$ 200 que estejam estocados. A Lei 6.404/76 disciplina assim este
assunto:
13
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―Art. 183. No balanço, os elementos do ativo serão avaliados Trata-se de conta retificadora do Ativo Não Circulante –
segundo os seguintes critérios: Investimentos. São perdas prováveis em participações
permanentes avaliadas pelo custo de aquisição. Para constituir
II - os direitos que tiverem por objeto mercadorias e produtos do esta provisão, a perda deve ser comprovada como permanente e
comércio da companhia, assim como matérias-primas, produtos
em fabricação e bens em almoxarifado, pelo custo de aquisição que não será modificada em razão do recebimento, sem custo
ou produção, deduzido de provisão para ajustá-lo ao valor de para a companhia, de ações ou quotas bonificadas. Os
mercado, quando este for inferior;” lançamentos de constituição e baixa são similares aos das
demais provisões do ativo.
Exemplo:
1.1.4 Reversão de provisões
As mercadorias A, B e C apresentavam os seguintes valores de
aquisição: A reversão, ou cancelamento de uma provisão representará uma
receita operacional para a entidade. O lançamento será, no caso
Mercadoria Custo de reversão de provisão no valor de $ 1.000:
A 500
B 300
C 700 Despesa de Provisão
a receita de reversão de provisão................1.000
Na data do balanço, o valor de mercado das mercadorias A, B e
C era o seguinte: 1.2 Provisões do Passivo

Mercadoria Custo Valor mercado 1.2.1. Provisão para 13º salário


A 500 600
B 300 200 Trata-se de provisão destinada a reconhecer a despesa de 13º
C 700 400
salário que ocorrerá ao final do ano ou quando da demissão de
empregados, pelo regime de competência.
Cálculo da provisão para ajuste a valor de mercado:

Conforme determina a Lei 6.404/76, apenas deve-se constituir a 1.2.2. Provisão para férias
PAVM no caso de o valor de mercado ser inferior ao de aquisição
(ou estoque). Portanto, não será constituída provisão para ajuste Similar à provisão para 13º salário, representa o reconhecimento
do valor da mercadoria ‗A‘, uma vez que seu preço de mercado da despesa de salários relativos às férias.
está maior que o valor de aquisição. Sendo assim, o valor total da
provisão a ser constituída será calculado conforme a tabela a
seguir: 1.2.3. Provisão para pagamento de tributos

Mercadoria Provisão Os tributos são reconhecidos no resultado, porém serão pagos


B 300 – 200 = 100 em data futura. Enquanto não ocorre o efetivo pagamento, estas
C 700 – 400 = 300 despesas devem ser reconhecidas, em obediência ao regime de
TOTAL 400 competência, por meio de constituição de provisão do passivo.
Exemplos: Provisão para IR, Provisão para Contribuição Social
O lançamento referente à constituição da PAVM será: sobre o Lucro Líquido.

Despesa de PAVM
1.2.4. Provisão para contingências
a PAVM..............................................400
Esta provisão corresponde ao reconhecimento de perdas que, de
No Balanço Patrimonial a conta que controla o estoque de fato, ainda não ocorreram, mas que apresentam grande
mercadorias será representada no ativo assim: probabilidade de se materializarem. É o caso de ações judiciais
ainda não transitadas em julgado, mas que a empresa reconhece
Mercadorias................................................1.500 que há grande chance de perder e, em conseqüência ter que
efetuar pagamentos à outra parte. Trata-se de aplicação do
PAVM...........................................................(400) princípio da prudência.

1.1.3 Provisão para Perdas Prováveis na Realização de IMPORTANTE


Investimentos
14
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Para que um passivo se qualifique para reconhecimento, é
O Manual de Contabilidade Societária, alinhando-se aos padrões necessário haver não somente uma obrigação presente, mas
internacionais, recomenda que o termo ―Provisão‖ seja aplicado também a probabilidade de saída de recursos que incorporam
benefícios econômicos para liquidar essa obrigação. Para a
apenas às obrigações para com terceiros cujo valor e prazo de finalidade do CPC 25, uma saída de recursos ou outro evento é
liquidação possuam certo grau de incerteza. considerado como provável se o evento for mais provável que sim
do que não de ocorrer, isto é, se a probabilidade de que o evento
Para as provisões do ativo o manual propõe o uso da expressão ocorrerá for maior do que a probabilidade de isso não acontecer.
―Perdas Estimadas‖, por tratar-se de aplicação de ajuste a valor Quando não for provável que exista uma obrigação presente,
a entidade divulga um passivo contingente, a menos que a
recuperável. Em relação às provisões do passivo, o manual possibilidade de saída de recursos que incorporam
recomenda que, aquelas que se tratarem de valores benefícios econômicos seja remota.
reconhecidos no passivo em razão do regime de competência,
não mais devem ser denominadas de provisões, pois não Um passivo contingente não deve ser reconhecido. Caso seja
carregam as incertezas em relação a prazo ou valor. Por possível que envolva a saída de recursos que incorporam
exemplo, segundo o manual, não se deve empregar a conta benefícios econômicos, ele deve ser divulgado em notas
explicativas. Se a possibilidade dessa saída for remota, nem a
―Provisão para férias‖, mas a conta ―Férias a pagar‖. divulgação em notas explicativas é necessária.

Entretanto, o termo ―provisão‖ ainda é bastante empregado Os ativos contingentes surgem da possibilidade de entrada de
quando se trata de assuntos tributários, especialmente quando da benefícios econômicos para a entidade de eventos não
apuração do lucro real, quando o Regulamento do Imposto de esperados ou não planejados. Um exemplo é uma reivindicação
Renda determina, por exemplo, que: que a entidade esteja reclamando por meio de processos legais,
em que o desfecho seja incerto. Esses ativos não são
reconhecidos nas demonstrações contábeis até que a realização
“Art. 337. O contribuinte poderá deduzir, como custo ou despesa de ganho seja praticamente certa, o que deixa de caracterizá-lo
operacional, em cada período de apuração, importância como contingente.
destinada a constituir provisão para pagamento de remuneração
correspondente a férias de seus empregados (Decreto-Lei nº
Os ativos contingentes são avaliados periodicamente para
1.730, de 1979, art. 4º, e Lei nº 9.249, de 1995, art. 13, inciso I).”
garantir que os desenvolvimentos sejam apropriadamente
(grifo nosso).
refletidos nas demonstrações contábeis. Se for praticamente
certo que ocorrerá uma entrada de benefícios econômicos, o
CPC 25 – Provisão e Passivo e Ativo Contingentes ativo e o correspondente ganho são reconhecidos nas
demonstrações contábeis do período em que ocorrer a mudança
O pronunciamento contábil CPC 25, tornado obrigatório para os de estimativa. Se a entrada de benefícios econômicos se tornar
profissionais de contabilidade pela Resolução CFC 1.180/09, que provável, a entidade divulga o ativo contingente.
aprovou a NBC T 19.7 (atual NBC TG 25), disciplina o
reconhecimento e divulgação de provisões. Quando for provável a entrada de benefícios econômicos, a
entidade deve divulgar breve descrição da natureza dos ativos
Segundo a supramencionada norma, as provisões podem ser contingentes na data do balanço e, quando praticável, uma
distinguidas de outros passivos quando há incertezas sobre estimativa dos seus efeitos financeiros.
prazos e valores que serão desembolsados ou exigidos para sua
liquidação. Os passivos e ativos contingentes não são Os quadros 1 e 2 a seguir resumem a aplicação do CPC 25 às
reconhecidos em razão de sua existência depender de um ou provisões e passivos e ativos contingentes.
mais eventos futuros incertos que não estejam totalmente sob o
controle da instituição. QUADRO 1. PROVISÕES E PASSIVOS CONTINGENTES.

Segundo o CPC 25, item 14, uma provisão deve ser reconhecida
(registrada no passivo) quando:

(a) A entidade tem uma obrigação presente (legal ou não


formalizada) como resultado de evento passado;
(b) Seja provável que será necessária uma saída de
recursos que incorporam benefícios econômicos para
liquidar a obrigação; e
(c) Possa ser feita uma estimativa confiável do valor da
obrigação.

Se essas condições não forem satisfeitas, nenhuma provisão


deve ser reconhecida.
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Exemplo: em agosto de 2008 a empresa ABC contratou seguro


de imóvel no valor de $ 2.400, válido por 12meses, pagando o
valor total do seguro à vista. Determinar a despesa de seguros
que deve ser reconhecida em 31 de dezembro do mesmo ano.

Solução

A despesa de seguro deve ser reconhecida no momento de sua


ocorrência, ou seja, pelo transcurso do tempo em que o segurado
permanece coberto pela seguradora. A partir do valor pago e do
prazo do contrato, pode-se inferir que a despesa mensal de
seguro é de $200 ($2.400 /12).
QUADRO 2. ATIVO CONTINGENTE.
Deste modo, a despesa de seguro em 31 de dezembro de 2008
será de $ 1.000 (5meses X $200/mês).

Lançamentos:

Na contabilização do pagamento antecipado do seguro em


cheque, à vista.

Seguros a vencer (Ativo – direito)


a Bancos.....................................................2.400
Por fim, o CPC 25 trata também do Reembolso, que fica
caracterizado em situações nas quais se espera que a parte ou o Apropriação mensal da despesa de seguro
todo o desembolso necessário para liquidar uma provisão seja
reembolsado pela outra parte.
Despesa de seguros
O quadro 3 resume o tratamento das situações relativas ao a seguros a vencer ...............................200
reembolso.
Apropriação da despesa total de seguros referente ao exercício
QUADRO 3. REEMBOLSO. de 2008, caso esta despesa não seja reconhecida mensalmente.

Despesa de seguros
a seguros a vencer ....................................1.000

Observação: as receitas antecipadas são contabilizadas de forma


semelhante às despesas antecipadas, porém representam
obrigações e, portanto serão registradas no passivo. O
reconhecimento da receita ocorrerá mediante ocorrência do seu
fato gerador, em obediência ao princípio da competência.
No exemplo anterior, a seguradora deverá reconhecer
recebimento do seguro como receita antecipada (passivo), pois o
tempo ainda não transcorreu. A cada mês, a receita antecipada
de seguros (passivo) deve ser baixada pelo reconhecimento da
receita, mediante o seguinte lançamento:

Receita antecipada de seguros


2. Despesas Antecipadas a receita de seguros...........................................200

Representam direitos da empresa decorrentes de pagamento de


3. Operações com Duplicatas
despesas cujo fato gerador ainda não ocorreu.

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Duplicatas são títulos de crédito emitidos pelo credor contra seu
devedor. Contabilização antes da convergência aos padrões internacionais

A empresa pode antecipar as duplicatas que emitir junto a uma Diversos


instituição financeira. Esta operação é denominada ‗Desconto de a Duplicatas descontadas
duplicatas‘ e dá origem a uma obrigação denominada ‗Duplicatas Bancos........................................650
descontadas‘ (passivo), pois a empresa, mesmo após descontar Despesa de IOF............................30
o título, continua responsável pela sua quitação. Despesa com encargos................20
Juros a transcorrer......................100........800
De fato a operação de desconto de duplicatas constitui uma
operação de crédito lastreada (garantida) em títulos. Constituição de PECLD no valor de 10% do saldo de Duplicatas a
receber.
Antes das alterações no sentido da convergência aos padrões
internacionais, a conta ‗Duplicatas Descontadas‘ era registrada Despesa de PECLD
como retificadora do ativo, mais especificamente da conta a PECLD............................................................200
‗Duplicatas a Receber‘.
Aviso do banco de que as duplicatas descontadas foram
A operação de desconto, em sua essência, é uma operação de recebidas na data prevista, ocasionado a baixa das duplicatas
crédito, sobre a qual incidirá a cobrança de juros, IOF (tributo) e descontadas no balanço da empresa.
outros encargos.
Duplicatas descontadas
Embora a duplicata tenha sido descontada, seu valor ainda a duplicatas a receber........................................800
permanece no ativo, pois a empresa é responde subsidiariamente
pelo seu pagamento, caso o credor, na data prevista no título, As duplicatas descontadas não foram recebidas na data prevista
não o faça à instituição financeira. e, portanto, o banco deduziu o seu valor acrescido de multa de $
80 da conta bancária da empresa.
Caso o devedor original da duplicata efetue o pagamento na data
prevista, apenas deve-se dar baixa do valor da duplicata recebida Diversos
pelo banco em contrapartida à conta ‗Duplicatas Descontadas‘ a Bancos
(passivo). Multa...................................................80
Duplicatas descontadas.....................800....880
Na hipótese de a duplicata não ser quitada na data do seu
vencimento, a instituição financeira debitará da conta bancária da Reconhecimento da perda do valor da duplicata por considerá-la
empresa o valor do título acrescido de multa, juros e outros incobrável. Observe que a PECLD constituída é insuficiente para
encargos que possam estar estabelecidos em contrato firmado cobrir a perda, sendo necessária a complementação em conta de
entre a empresa e a instituição financeira. despesa denominada ‗Títulos incobráveis‘.

Por fim, cabe ressaltar, que pode ser necessário constituir PCLD
(ou PECLD, de acordo com a terminologia atual) para as Diversos
duplicatas a receber, cujo funcionamento já foi analisado. a Duplicatas a receber
Títulos incobráveis (despesa)............600
Exemplo: emissão de duplicatas no valor de $ 2.000, em razão de PECLD........................................... ...200......800
prestação de serviços.
Registro inicial e apropriação de encargos financeiros após a
Duplicatas a receber convergência aos padrões internacionais.
A receita de serviços..................................2.000
Supondo o desconto da mesma duplicata do exemplo anterior,
Desconto de duplicatas no valor de $ 800, com juros de $ 100, teríamos os seguintes valores:
relativos a 2 meses de antecipação da data de recebimento.
Sobre a operação também incidiu IOF de $ 30 e outros encargos Duplicatas descontadas = 800
no valor de $ 20, cobrados no momento do desconto. Despesas diversas (IOF + encargos) = 30 + 20 = 50

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Juros a Transcorrer = 100 [Juros = 48,30]
[amortização de custos = 22,81]
Pelas regras atuais, o valor nominal das duplicatas descontadas O reconhecimento da despesa ao final do 2º mês seria:
deve ser lançado no passivo, na conta ‗Duplicatas Descontadas‘,
retificado pela conta ‗encargos financeiros a transcorrer‘, a qual Despesa financeira = 10,94%x(650 + 71,11) = 78,89
reunirá o IOF, os encargos e os juros a transcorrer (30 + 20 + 100 Juros = 6,90%x 748,30 = 51,70
= 150). Custos a amortizar = 78,89 – 51,70 = 27,19

Lançamento Lançamento

Diversos
Despesa financeira
a Duplicatas descontadas
a Encargos Fin. a Transc........................78,89
Bancos...............................................650
[juros = 51,70]
Encargos financeiros a transcorrer...150...800
[amortização de custos = 27,19]
No balanço, teríamos
Importante

Segundo a NBC T 19.22 – Custos de Empréstimos (CPC 20), os


custos de empréstimos que são diretamente atribuíveis à
aquisição, à construção ou à produção de ativo qualificável
formam parte de tal ativo. Outros custos de empréstimos devem
ser reconhecidos como despesas.

Custos de empréstimos são juros e outros custos em que


entidade incorre em conexão com o empréstimo, enquanto um
ativo qualificável é aquele que, necessariamente, demanda um
período de tempo substancial para ficar pronto para seu uso ou
A apropriação dos encargos financeiros deve ocorrer pelo método venda pretendida.
da taxa de juros efetiva.
Segundo o item 7 da NBC T 19.22, ativos financeiros e estoques
Se considerássemos apenas a os juros para contabilização da que são manufaturados, ou produzidos, ao longo de um curto
operação, concluiríamos que a taxa de juros seria de 6,90% ao período de tempo, não são ativos qualificáveis. Da mesma forma,
mês (taxa de juros que capitaliza, de forma composta, 100 sobre ativos que estão prontos para seu uso ou venda pretendida,
700 em dois meses). quando adquiridos, não são ativos qualificáveis.

Entretanto, o IOF e os encargos somente ocorreram em razão da


operação e reduzem o valor líquido a ser recebido. A NBC T 19.22 ainda indica que os seguintes ativos podem ser
qualificáveis: estoques, planta para manufatura, usina de geração
A apropriação ao resultado deve ser pela taxa efetiva da de energia, ativo intangível e propriedade para investimento.
operação, que é de 10,94% ao mês.
EXERCÍCIOS
O reconhecimento da despesa ao final do 1º mês seria:

1. (UNIVERSA - IPHAN CONTABILIDADE 2009) A empresa


Comércio e Indústria Y Ltda contratou o aluguel de sua loja pelo
Despesa Financeira = 10,94% x 650 = 71,11 período de 18 meses a partir de 1°.5.20X2. Pagou ao locador, no
Despesa de juros = 6,90% x 700 = 48,30 mesmo dia, o valor total de R$ 1.260,00 para manter o aluguel
Custos a amortizar = 71,11 – 48,30 = 22,81 mensal sem reajuste. O contador, de posse da documentação e
sabendo que a empresa adota o regime de competência,
registrou o fato corretamente. Assinale a alternativa que indica
Lançamento
como os elementos apresentados estarão dispostos em
Encargos Fin. a Transc 31.12.20X2.
a Despesa Financeira.....................71,11
18
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(A) R$ 1.260,00 (18 meses) como Despesa.
(B) R$ 840,00 (1 ano) como Despesa e R$ 420,00 (6 meses)
como Ativo Circulante.
(C) R$ 840,00 (1 ano) como Despesa e R$ 420,00 (6 meses)
como Ativo Realizável a Longo Prazo.
(D) R$ 560,00 (8meses) como Despesa e R$ 700,00 (10 meses)
como Ativo Circulante.
(E) R$ 630,00 (8 meses) como Despesa, R$ 315,00 (4 meses)
como Ativo Circulante e R$ 315 (6 meses) como Ativo Realizável
a Longo Prazo.

Uma empresa de aluguel de veículos realizou, sob o regime de


competência, as seguintes operações. Em 1.º/1/2010, a empresa
alugou, por dois anos, à quantia de R$ 3.000,00 mensais, uma
garagem de 400 m², com vencimento no décimo dia útil do mês
seguinte. Em 1.º/3/2010, pagou com desconto o aluguel de vagas
em prédio-garagem pelo o período de abril/2010 a março/2011,
no valor de R$ 4.800,00. Em 1.º/6/2010, recebeu R$ 45.000,00,
pelo serviço de aluguel de minivan para os 10 meses seguintes,
inclusive junho. Em 2010, essa empresa recebeu R$ 254.000,00,
referentes aos aluguéis de carros do tipo passeio, durante o
período. Em 1.º/10/2010, a empresa alugou, por quatro meses,
veículos utilitários para o órgão fiscalizador do programa de
combate à dengue, por R$ 200.000,00, a serem recebidos no ano
seguinte.
Com base nessa situação hipotética, julgue os itens
subsequentes.
Ao elaborar o balancete geral de verificação, no fim do exercício
2. (CESPE – ABIN Agente Técnico de Inteligência Contabilidade social, com as contas e saldos apresentados, a empresa,
2010) No final de 2010, o saldo contabilizado pela empresa em certamente, encontrará:
despesas antecipadas de aluguel deverá ser superior a R$
4.800,00. a) um balancete fechado em R$ 773.050,00.
b) um saldo credor a menor em R$ 100.000,00.
3. (CESPE – ABIN Agente Técnico de Inteligência Contabilidade c) um saldo devedor a maior em R$ 25.600,00.
2010) A receita de aluguel dos veículos, no ano de 2010, será d) um endividamento de R$ 167.050,00.
inferior a R$ 290.000,00. e) um lucro com mercadorias de R$ 137.500,00.

4. (ESAF – AFRFB 2009) A relação seguinte refere-se aos 5. (ESAF – AFRFB 2009) A firma Comercial de Produtos
títulos contábeis constantes do livro Razão da empresa comercial Frutíferos Ltda., que encerra seu exercício social no último dia do
Concórdia Sociedade Anônima e respectivos saldos, em 31 de ano civil, contabilizou por duas vezes o mesmo fato contábil em
dezembro de 2008: 31/10/2008, caracterizando o erro de escrituração conhecido
como duplicidade de lançamento. Esse erro só foi constatado no
exercício seguinte.
Os lançamentos foram feitos a débito de conta do resultado e a
crédito de conta do passivo circulante. Em face dessa ocorrência,
pode-se dizer que, no balanço patrimonial de 31/12/2008:

a) a situação líquida da empresa foi superavaliada.


b) o ativo circulante da empresa foi subavaliado.
c) o passivo circulante da empresa apresentou uma redução
indevida.
d) o patrimônio líquido da empresa apresentou uma redução
indevida.
e) a situação líquida da empresa não foi afetada.

6. (ESAF – CVM Analista Normas Contábeis e Auditoria 2010) A


empresa Material de Construções Ltda. Adquiriu 500 sacos de
argamassa Votoram, de 20 kg cada um, ao custo unitário de
R$1,00 o quilo, pagando 15% de entrada e aceitando duplicatas
pelo valor restante. A operação foi isenta de tributação.

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Do material comprado, 10% serão para consumo posterior da Com base nessas informações, pode-se dizer que a empresa
própria empresa e o restante, para revender. deverá lançar na Demonstração do Resultado do Exercício,
O registro contábil dessa transação é, tipicamente, um relativa a 2009, uma despesa provisionada para risco de crédito
lançamento de quarta fórmula, e o fato a ser registrado é um Fato no montante de
Administrativo
a) R$ 3.000,00
a) composto aumentativo. b) R$ 2.900,00
b) composto diminutivo. c) R$ 1.800,00
c) modificativo aumentativo. d) R$ 1.100,00
d) modificativo diminutivo. e) R$ 600,00
e) Permutativo.
9. (CESGRANRIO – PETROBRAS Contador Jr. 2010) Dados
7. (ESAF – AFRFB 2009) Observando o patrimônio da empresa extraídos da contabilidade da Companhia Frizomar S.A. sobre as
Constituída S.A. e as transações realizadas, encontramos, em mercadorias destinadas à venda em 31/12/2008:
primeiro lugar, os seguintes dados contabilizados:

Capital registrado na Junta Comercial R$ 40.000,00

Dinheiro guardado em espécie R$ 5.500,00

Um débito, em duplicatas, com a GM R$ 7.500,00


Considerando-se exclusivamente as informações acima, o valor
Um crédito, em duplicatas, com as lojas Sá R$ 10.500,00 das avaliações dos estoques em 31/12/2008, em reais, será

Um Vectra GM do próprio uso R$ 35.000,00 (A) 57.450,00

Lucros de períodos anteriores R$ 3.500,00 (B) 55.250,00

Em seguida, constatamos o pagamento de R$ 3.000,00 da dívida (C) 53.250,00


existente, com descontos de 10%; e a contratação de empréstimo
bancário de R$ 6.500,00, incidindo encargos de 4%, com a (D) 51.320,00
emissão de notas promissórias.
(E) 51.230,00
Classificando contabilmente os componentes desse patrimônio e
10. (ESAF – CVM Analista Normas Contábeis e Auditoria 2010 -
considerando as variações provocadas pelas duas transações do Adaptada) De acordo com as Normas Internacionais de
exemplo, pode-se dizer que os saldos daí decorrentes, no fim do Contabilidade, um passivo deve ser classificado como Passivo
período, serão devedores e credores de: Contingente quando satisfizer um dos seguintes critérios:

a) R$ 51.000,00. a) o valor da obrigação não pode ser mensurado com suficiente


confiabilidade.
b) R$ 54.540,00. b) espera-se que seja liquidado durante o ciclo operacional
normal da entidade.
c) R$ 60.460,00. c) está detido essencialmente para a finalidade de ser negociado.
d) deverá ser liquidado num período até doze meses após a data
d) R$ 60.500,00. do balanço.
e) a entidade não tem um direito incondicional de diferir a
e) R$ 61.060,00. liquidação do passivo durante pelo menos doze meses após a
data do balanço.
8. (ESAF – CVM Analista Normas Contábeis e Auditoria 2010) A
empresa Modistas da Moda S/A, tem um histórico de perdas no 11. (FUNIVERSA – ANALISTA DE GESTÃO EDUCACIONAL
recebimento de seus créditos, por isto, não costuma negligenciar CIÊNCIAS CONTÁBEIS 2010) Em 1º/1/20X1, uma empresa tinha
a utilização de provisão para riscos de crédito. R$ 100.000,00 de saldo devedor na conta clientes e R$ 3.000,00
Sob esse aspecto, verificamos que do balanço patrimonial de de saldo credor na conta Provisão para Devedores Duvidosos
2008 constou a conta Provisão para Devedores Duvidosos com (PDD). Em 31/12/20X1, o saldo na conta clientes era de
saldo de R$ 2.300,00. R$ 75.000,00 e, daqueles R$ 100.000,00 existentes em 1º de
Ao longo do exercício de 2009 foram comprovadas perdas janeiro, a empresa, durante o exercício, recebeu R$ 98.000,00.
efetivas no recebimento de créditos, no valor de R$ 1.100,00, e a Considerando que a empresa sempre aplica o percentual de 3%
estimativa de perdas que se faz para 2010, monta a R$ 1.800,00. para constituição da PDD no final do exercício e que, na

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demonstração do resultado do exercício, não consta nenhum 13. (CESPE - CORREIOS CONTADOR 2011) Deve-se registrar
valor para reversão de PDD, assinale a alternativa correta. em conta de passivo uma obrigação presente que provavelmente
requeira um sacrifício de ativos.
(A) A empresa, durante o exercício de 20X1, recebeu exatamente
R$ 25.000,00 referentes a direitos de exercícios anteriores. 14. (CESPE - CORREIOS CONTADOR 2011) Quando uma
obrigação presente ou possível provavelmente não exija sacrifício
(B) A empresa, em 31/12/20X1, constituirá uma nova provisão de ativos, o reconhecimento de qualquer provisão é inexigível.
para devedores duvidosos por meio do lançamento: Entretanto, exige-se a divulgação como passivo contingente.

D – Despesa com PDD – R$ 250,00 15. (CESPE - CORREIOS CONTADOR 2011) A divulgação de
um passivo contingente é feita no grupo de passivos não
C – PDD - R$ 250,00 circulantes.

16. (CESPE – Auditor Fiscal da Receita Estadual 2008) Uma


(C) A empresa, durante o exercício de 20X1, recebeu exatamente
empresa que ofereça, por certo prazo, garantia de manutenção e
R$ 2.000,00 referentes a direitos de exercícios anteriores. bom funcionamento de um equipamento que seja objeto do seu
negócio, deve efetuar uma provisão para os prováveis dispêndios
(D) A empresa, em 31/12/20X1, constituirá uma nova provisão que terá em decorrência desse compromisso. Ainda que se trate
para devedores duvidosos por meio do lançamento: de uma estimativa, tal valor deverá figurar no passivo do balanço
patrimonial dessa empresa.

17. (ESAF – CVM Analista Normas Contábeis e Auditoria 2010)


D – Despesa com PDD – R$ 1.250,00 O Banco do Brasil emitiu aviso de débito comunicando à empresa
Fermônio S/A a quitação de uma de suas duplicatas da Carteira
C – PDD - R$ 1.250,00 de Desconto, no valor de R$ 2.000,00. Ao receber tal aviso, a
empresa tomadora do empréstimo contabilizou o evento,
(E) A empresa, em 31/12/20X1, constituirá uma nova provisão lançando:
para devedores duvidosos por meio do lançamento:
a) débito em Duplicatas Descontadas e crédito em Bancos conta
D – Despesa com PDD – R$ 2.250,00 Movimento.
b) débito em Duplicatas a Receber e crédito em Duplicatas
C – PDD - R$ 2.250,00 Descontadas.
c) débito em Bancos conta Movimento e crédito em Duplicatas
Descontadas.
12. (FGV - FISCAL DE RENDAS RJ 2010) A Cia Nova Friburgo d) débito em Bancos conta Movimento e crédito em Duplicatas a
recebeu em dezembro de 2009 uma intimação de um cliente por Receber.
um produto comprado ter apresentado defeito. Os departamentos e) débito em Duplicatas Descontadas e crédito em Duplicatas a
contábil e jurídico da empresa analisaram a intimação, Receber.
apresentaram a defesa e julgaram que a perda da causa é
possível. 18. (ESAF – AFRFB 2009) A quitação de títulos com incidência
Ao mesmo tempo, foi verificado que se a Cia Friburgo tiver que de juros ou outros encargos deve ser contabilizada em
pagar a indenização ao cliente, ela poderá exigir o ressarcimento lançamentos de segunda ou de terceira fórmulas, conforme o
de cerca de 80% do valor da indenização cobrada para a caso, pois envolve, ao mesmo tempo, contas patrimoniais e de
empresa fornecedora de matéria prima. resultado.
No momento da elaboração das Demonstrações Contábeis de Especificamente, o recebimento de duplicatas, com incidência de
31.12.2009 a empresa, de acordo com as normas contábeis juros, deve ter o seguinte lançamento contábil:
brasileiras apresentadas no Pronunciamento CPC25, aprovado
a) débito de duplicatas e de juros e crédito de caixa.
pelo CFC, analisou a situação e adotou o seguinte procedimento:
b) débito de duplicatas e crédito de caixa e de juros.
c) débito de caixa e crédito de duplicatas e de juros.
(A) a empresa efetuou a Provisão para Contingências pelo valor
d) débito de caixa e de duplicatas e crédito de juros.
de 100% da indenização cobrada.
e) débito de juros e de caixa e crédito de duplicatas.
(B) a empresa apresentou sua posição em notas explicativas.
(C) a empresa não teve obrigação de evidenciar o fato.
19. (ESAF - Técnico da Receita Federal 2000) Observe o
(D) a empresa efetuou a Provisão para Contingências pelo valor
seguinte lançamento, constante do Diário da Firma Violetas – ME,
de 20% da indenização cobrada.
do qual foi, cuidadosa e didaticamente, suprimido o histórico para
(E) a empresa constituiu uma Reserva para Contingência pelo
fins de concurso.
valor de 100% da indenização cobrada.

Julgue os seguintes itens, relativos ao reconhecimento de


passivos e suas provisões.

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saída de recursos capazes de gerar benefícios econômicos para
a entidade.
c) Patrimônio Líquido é o valor residual dos ativos da entidade
depois de deduzidos todos os resultados.
d) Muitos ativos têm uma substância física. Entretanto,
substância física não é essencial à existência de um ativo.
e) Muitos ativos estão ligados a direitos legais, inclusive a direito
de propriedade. Ao determinar a existência de um ativo,
O histórico suprimido no lançamento supra descrito deverá entretanto, o direito de propriedade não é essencial.
descrever a
a) quitação de desconto bancário, com devolução de duplicatas 23. (ESAF - CVM Inspetor 2001) Na elaboração do fluxo
não recebidas. financeiro de uma empresa, o valor das despesas provisionadas
b) quitação de desconto bancário, com liquidação de duplicatas constantes da demonstração de resultado:
recebidas.
c) contratação de desconto bancário, com entrega de duplicatas, a) Afetam o fluxo de caixa quando registradas no passivo de
recebendo parte do dinheiro em conta corrente.
longo prazo e no permanente.
d) quitação de desconto bancário, com devolução de duplicatas
não recebidas e liquidação de duplicatas recebidas. b) Representam origens de recursos quando registradas fora dos
e) quitação de desconto bancário, com liquidação de duplicatas resultados de exercício.
recebidas e devolução de duplicatas não recebidas. c) São consideradas como aplicações de recursos se registradas
no Imobilizado e Diferido.
20. (CESPE – STM Analista Contábil 2011) Considere o
d) Não interferem na composição do fluxo de caixa por não
lançamento a seguir.
D – Bancos conta movimento R$ 97.500,00 representarem desembolsos.
D – Juros passivos R$ 2.500,00 e) Representam aumento dos investimentos não operacionais
C – Duplicatas Descontadas R$ 100.000,00 afetando diretamente o Fluxo dos Caixas.

Nesse lançamento, são utilizadas contas patrimoniais e de 24. (ESAF – MDIC ACE 2012) A empresa ―X‖, em 31 de
resultado e há redução da situação patrimonial líquida. dezembro, tem créditos normais, sem garantias específicas de
recebimento, no montante de R$ 60.000,00. Deve, portanto,
21. (ESAF - CVM Inspetor 2010) As demonstrações contábeis, constituir uma provisão para risco de crédito.
quando corretamente elaboradas, satisfazem as necessidades
comuns da maioria dos seus usuários, uma vez que quase todos No seu livro Razão há um saldo remanescente da Provisão para
eles as utilizam para a tomada de decisões de ordem econômica. Devedores Duvidosos no valor de R$ 1.000,00.

A nova provisão deverá ser contabilizada à razão de 3% dos


Sob esse aspecto, pode-se dizer que, entre outras finalidades, os créditos sob risco, o que, neste balanço, fará a empresa suportar
usuários baseiam-se nas demonstrações contábeis para praticar uma despesa no valor de
as seguintes ações, exceto:
a) R$ 770,00.
a) decidir quando comprar, manter ou vender um investimento em b) R$ 800,00.
c) R$ 1.770,00.
ações.
d) R$ 1.800,00.
b) avaliar a capacidade da entidade de pagar seus empregados e e) R$ 2.800,00.
proporcionar-lhes outros benefícios.
c) determinar a distribuição de lucros e dividendos. 25. (ESAF - MDIC ACE 1998) A Minha Empresa mantém em
d) regulamentar as atividades das entidades. estoque 800 unidades de mercadorias avaliadas em R$
10.000,00, sendo R$ 4.000,00 relativos à mercadoria tipo "A", que
e) fiscalizar a lisura dos atos administrativos.
tem custo unitário de R$ 10,00 e R$ 6.000,00 correspondentes à
mercadoria tipo "B", cujo custo unitário é de R$ 15,00. No último
22. (ESAF - CVM Inspetor 2010) Aponte abaixo a opção que dia do exercício social o custo de mercado dessas mercadorias
contém uma assertiva incorreta. estava cotado a R$ 12,00, tanto para o tipo "A" como para o tipo
"B".O Contador, cumprindo as determinações da Lei 6.404/76 e
a) Ativo é um recurso controlado pela entidade como resultado de em obediência ao Princípio Contábil da Prudência, deve
eventos passados e do qual se espera que resultem futuros apresentar no balanço patrimonial
benefícios econômicos para a entidade.
a) Mercadorias (-) Provisão para Ajuste de Estoque R$
b) Passivo é uma obrigação presente da entidade, derivada de
10.000,00(R$ 400,00)
eventos já ocorridos, cuja liquidação se espera que resulte em

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b) Mercadorias(-) Provisão para Ajuste de Estoque R$ levará a balanço, como saldo representativo desses três
10.000,00(R$ 1.200,00) estoques, o valor de
c) Mercadorias (-) Provisão para Ajuste de Estoque R$
10.000,00(R$ 2.400,00) a) R$ 7.780,00
d) Mercadorias R$ 9.600,00 b) R$ 7.880,00
e) Mercadorias R$ 8.800,00 c) R$ 8.500,00
d) R$ 8.750,00
e) R$ 8.700,00
26. (ESAF - APO 2010) O empresário Juvenal Bonifácio Silva, ao
organizar o que possuía em sua microempresa, acabou
encontrando a documentação que comprova a existência de: 29. (FCC – TRE/CE Analista Judiciário – Contabilidade 2012) Os
atributos a seguir são condicionantes para o reconhecimento de
Notas promissórias, por ele aceitas (R$ 200,00) e por ele emitidas uma Provisão, quando
(R$300,00).
Duplicatas, por ele aceitas (R$ 1.200,00) e por ele emitidas (R$ (A) a probabilidade de ocorrer uma obrigação presente é
1.100,00). improvável, mesmo que seja decorrente de um evento tempestivo
e presente, cuja mensuração do valor total não possa ser
Salários do período, quitados ou não (R$ 400,00), e dívidas quantificada de forma segura.
decorrentes de salários (R$ 350,00). (B) há existência da probabilidade de um ingresso de recursos
Direitos (R$ 280,00) e obrigações (R$ 450,00) decorrentes de futuros, mesmo que a sua quantificação seja incerta.
aluguel. (C) o montante da obrigação pode ser estimado em base segura
Dinheiro, guardado na gaveta (R$ 100,00) e depositado no banco e confiável, que a exigência de recursos para liquidação da
obrigatoriedade possa ser verificada e quando se constatar uma
(R$ 370,00). exigibilidade presente como consequência de um evento
Bens para vender (R$ 700,00), para usar (R$ 600,00) e para passado.
consumir (R$ 230,00). (D) uma obrigação legal ou não formalizada futura for
reconhecida como consequência de um evento futuro de prazo
Do ponto de vista contábil, pode-se dizer que esse empresário definido.
(E) for identificada uma exigibilidade futura consequente de um
possui um patrimônio líquido de evento futuro provável, mesmo que o seu valor não possa ser
estimado com segurança e confiabilidade.
a) R$ 1.280,00.
b) R$ 3.580,00.
c) R$ 3.180,00. 30. (FCC – TCE/AP Analista de Controle Externo – Contabilidade
2012) Analise a tabela abaixo.
d) R$ 1.480,00.
e) R$ 880,00.

27. (ESAF - CVM - ANALISTA/NORMAS CONTÁBEIS E DE


AUDITORIA 2010) Ao fim do exercício social, a empresa Mel &
Doces Ltda., ao inventariar três dos seus produtos para venda,
apurou a seguinte situação em quantidades e custos de
aquisição:
28. Tabela de expectativas processuais

Item ALFA = 500 unidades ao custo unitário de R$ 3,00;


Item BETA = 100 unidades ao custo unitário de R$ 12,00;
Item ZETA = 300 unidades ao custo unitário de R$ 20,00.

As despesas estimadas com a venda equivalem a 10% do preço


de custo. O preço de venda em vigor no dia do balanço era o
seguinte: R$ 3,50 para o item ALFA; R$ 10,00 para o item BETA
e R$ 20,00 para o item ZETA.
Em face da situação descrita, após registrar os ajustes e
provisões necessárias ao cumprimento das normas, a empresa Com base nos dados da tabela, fornecidos pelo advogado da
empresa Avante S.A. e considerando as condições estabelecidas

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nas normas contábeis vigentes para constituição das provisões b) conta redutora das Receitas, no Resultado.
contingenciais, a empresa deve provisionar: c) despesa antecipada, no Ativo Circulante.
d) despesas financeiras no Resultado.
(A) R$ 1.300.000,00. e) conta redutora das duplicatas descontadas no Ativo.
(B) R$ 1.850.000,00.
(C) R$ 800.000,00.
(D) R$ 1.050.000,00. 34. (ESAF – MDIC ACE 2012) O lançamento contábil apropriado
(E) R$ 300.000,00. para registrar o pagamento de duplicatas no valor de R$
2.800,00, com descontos de 15%, é o que segue abaixo:
31. (ESMP/RJ – TCE/RJ – Analista de Controle Externo –
Contabilidade 2012) Os regimes de caixa e competência são
também conhecidos como regime financeiro e econômico, tendo
em vista a abordagem com que cada um reconhece e apropria
receitas e despesas. A esse respeito, é correto afirmar que:

A) no regime de caixa, as despesas devem ser apropriadas de


acordo com a venda efetuada no período;
B) no regime de competência, as receitas são reconhecidas
proporcionalmente às vendas do período;
C) no regime de caixa, as despesas incorridas, mas não pagas
dentro do exercício, provocam um passivo menor e um lucro
maior comparativamente ao que seria apresentado pelo regime
de competência;
D) no regime de caixa, as despesas incorridas, mas não pagas
dentro do exercício, provocam um ativo maior e um passivo
menor comparativamente ao que seria apresentado pelo regime
de competência;
E) no regime de competência, as despesas devem ser
apropriadas de acordo com seu pagamento ou desembolso.

32. (ESMP/RJ – TCE/RJ – Analista de Controle Externo –


Contabilidade 2012) A Cia. Tribunal Mendes SA realizou seu
inventário periódico de mercadorias para o encerramento do
exercício. O levantamento realizado é relativamente simples, haja
vista que a empresa comercializa apenas 3 tipos de produto:
GilFlex, GilPlus e GilMax. Para fins de mensuração dessas
mercadorias, elaborou paralelamente o seguinte quadro de
informações:
35. (FGV BADESC CONTADOR 2010) Assinale a alternativa que
Produto Custo Preço de Gastos com
indique a conta que constitui um componente passivo.
Venda Venda
GilFlex 500,00 700,00 210,00 (A) provisão para ajuste ao valor de mercado.
GilPlus 200,00 250,00 40,00 (B) provisão para perda de investimentos.
GilMax 900,00 800,00 100,00 (C) provisão para créditos de liquidação duvidosa.
(D) provisão para 13º salário.
(E) Juros passivos a vencer.
A) 1.600;
B) 1.500;
C) 1.410;
D) 1.400; 36. (FGV BADESC CONTADOR 2010) Com base na lei 6404/76,
E) 1.390. analise os lançamentos contábeis a seguir.

33. (ESAF – AFRFB 2012) A empresa Redesconto S.A. trabalha Bancos


com o desconto de duplicatas. Considerando que a operação de a Diversos
desconto foi realizada com duplicatas que tinham vencimento em a Duplicatas a Receber
30, 60, 90 e 120 dias, o valor dos juros descontados a serem a Receitas de Juros
reconhecidos no ato da operação devem ser contabilizados como
Esses lançamentos contábeis representam:
a) conta redutora das duplicatas descontadas no Passivo.
(A) pagamento de duplicata com juros.
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(B) recebimento de duplicatas com juros.
(C) pagamento de empréstimo com juros contratuais.
(D) emissão de duplicata com ágio.
(E) aceite de duplicata com deságio.

GABARITO

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
D E E A D E B E D A
11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
D B C C E E E C D C
21 22 23 24 25 26 27 28 29 30
E C D B B A A C A E
31 32 33 34 35
E C D D B

25
CONTABILIDADE GERAL Máquinas e equipamentos = 10 anos – taxa de depreciação =
Prof. Egbert Buarque 100/10 = 10% ao ano.

A depreciação pode ser calculada mensalmente, trimestralmente,


CAPÍTULO 4 – DEPRECIAÇÃO, ou ao final de cada ano, por ocasião da apuração do Resultado
AMORTIZAÇÃO E EXAUSTÃO. do Exercício. As taxas de depreciação normalmente admitidas
pela Legislação Fiscal para uso normal de bens em turno de oito
OPERAÇÕES COM MERCADORIAS.
horas diárias são:

4. Depreciação, Amortização e Exaustão

4.1 Depreciação

Consiste em considerar, como despesa ou custo do período, uma


parte do valor gasto na compra de bens de consumo duráveis
necessários às atividades da empresa. Esses bens serão A legislação fiscal admite que a empresa adote taxas diferentes
depreciados ao longo da sua vida útil, de modo que o valor gasto de depreciação, desde que sejam baseadas em um laudo de
na sua aquisição seja considerado despesa ao longo dos anos de alguma entidade oficial de pesquisa científica ou tecnológica (art.
sua utilização. 310, §2º, RIR/1999). Entretanto, não haverá problema algum se a
empresa adotar taxas de depreciação menores que as admitidas
Lançamento pela legislação fiscal, visto que, nessa situação, as despesas com
depreciação seriam menores.
D: Despesa de depreciação ou Encargos de depreciação
(Despesa) IMPORTANTE:
C: Depreciação acumulada (Ativo Não Circulante –
Imobilizado – retificadora) (A) Vedações à depreciação de acordo com a legislação do
Imposto de Renda:
A depreciação ocorre em razão de desgaste pelo uso, ação da
natureza (intempéries) ou obsolescência e alcança os bens - terrenos, salvo os melhoramentos ou construções;
tangíveis classificados no Ativo Não Circulante Imobilizado e bens - prédios ou construções não alugados nem utilizados pelo
de renda classificados no subgrupo de Investimentos do Ativo proprietário na produção dos seus rendimentos ou destinados à
Não Circulante (exemplo: imóvel alugado). revenda;
- bens que normalmente aumentam de valor com o tempo, tais
Importante ressaltar que o bem poderá ser depreciado a partir da como obras de arte ou antiguidades;
data em que for instalado, colocado em serviço, ou esteja em - bens para os quais seja registrada quota de exaustão.
condições de produzir, independentemente do dia do mês, ou
seja, conta-se o primeiro mês integralmente, qualquer que seja o (B) Valor Residual: valor provável de realização do bem após
dia. ser totalmente depreciado. Caso o valor residual seja
diferente de zero, deverá ser subtraído do valor do custo de
A taxa de depreciação é calculada da seguinte forma: 100/vida aquisição do bem a ser depreciado. Esse resultado será a
base de calculo para a aplicação da taxa de depreciação
útil do bem.
(valor depreciável).
Exemplos (considerando que os bens são utilizados por um
(C) A base de cálculo da depreciação de um bem corresponde
período normal de 8 horas diárias):
ao custo de aquisição, incluindo gastos necessários à
colocação do bem em funcionamento.
Veículos: vida útil = 5 anos – taxa de depreciação = 100/5 = 20%
ao ano.
Custo de aquisição
(+) Gastos necessários ao funcionamento
Imóveis: vida útil = 25 anos – taxa de depreciação = 100/25 = 4%
(+) acréscimos posteriores
ao ano.
(-) Valor Residual
(=) Base de Cálculo da Depreciação

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A empresa ABC adquiriu um veículo por R$ 30.000,00, com
(D) Valor Contábil do bem: corresponde à diferença entre o tempo de vida útil estimado em 5 anos e um valor residual de
custo de aquisição do bem e a depreciação acumulada. R$ 5.000,00. Calcule o valor da depreciação anual:
Base de cálculo da depreciação (Valor depreciável) = 30.000 –
(E) Alienação de bens do Ativo Não Circulante Imobilizado: 5.000 = 25.000
quando bens do ativo não circulante imobilizado são
alienados, o resultado desta alienação pode ser um ganho Depreciação à taxa constante
de capital, quando o valor da alienação é maior que o valor
contábil do bem, ou pode significar uma perda de capital, Taxa de depreciação anual = 100/5 = 20% ao ano
quando o valor da alienação é menor que o valor contábil do
bem. Depreciação anual = 20% x 25.000 = 5.000

Exemplo: Método da Soma dos Dígitos ou Método de Cole


Se um equipamento foi adquirido por R$ 20.000,00 e possui uma
depreciação acumulada de 50%, teremos: Por esse método, a depreciação é calculada da seguinte
maneira:
Equipamentos..........................................20.000
(-) Depreciação Acumulada = 50%.........(10.000) Decrescente:
(=) Valor Contábil....................................10.000
- somam-se os algarismos que compõem o número de anos da
Exemplo: vida útil do bem;
Se um equipamento foi adquirido por R$ 20.000,00, seu valor - multiplica-se o valor a ser depreciado a cada ano pela fração,
residual é de R$ 2.000,00 e possui uma depreciação acumulada cujo denominador é a soma calculada anteriormente. O
de 50%, teremos: numerador, para o primeiro ano, é o tempo de vida útil do bem,
―n‖, para o segundo, é ―n-1‖, para o terceiro ano é ―n-2‖. Utiliza-se
Base de cálculo da Depreciação = Custo de Aquisição – Valor essa metodologia até o último ano de vida útil, quando o
Residual numerador será igual a 1.

Base de Cálculo da Depreciação = 20.000 – 2.000 = 18.000 Exemplo:


Depreciação de um veículo adquirido por R$ 30.000,00, sem
No balanço a conta ―Equipamentos‖ seria assim representada: valor residual (suponha uma vida útil de 4 anos).

Equipamentos.............................................20.000 Soma dos Dígitos = 1 + 2 + 3 + 4 = 10 anos


(-) Depreciação acumulada (50%x18.000)..(9.000)
(=) Valor contábil........................................11.000

Métodos de Depreciação

Método das Quotas Constantes ou Método Linear ou Método


da Linha Reta

Método de depreciação no qual a depreciação acumulada é


diretamente proporcional ao tempo, ou seja, é uma função linear.
Pode-se calcular a depreciação, por esse método, de duas Observação
formas:
É comum alguns autores afirmarem que este método seria o mais
(i) Aplica-se a taxa constante sobre o valor depreciável (valor de adequado, pois as quotas depreciação são decrescentes. Em
aquisição + acréscimos – valor residual); ou contrapartida, os gastos com manutenção do bem seriam
crescentes. Somando-se a depreciação crescente com os gastos
(ii) Divide-se o valor a ser depreciado pelo tempo de vida útil. crescentes de manutenção teríamos uma distribuição uniforme
das despesas relacionadas ao ativo ao longo da sua vida útil.
Exemplo:
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Crescente
(i) Somam-se os algarismos que compõem o número de anos
da vida útil do bem;
(ii) Multiplica-se o valor depreciável (a ser depreciado) a cada
ano pela fração, cujo denominador é a soma calculada
anteriormente. O numerador, para o primeiro ano, é ―1‖, para o
segundo ano é ―2‖, para o terceiro ano é ―3‖. Utiliza-se essa
metodologia até o último ano de vida útil, quando o numerador
será igual à vida útil.
1.1.2. Depreciação de bens adquiridos usados
Exemplo:
Depreciação de um veículo adquirido por R$ 30.000,00, sem De acordo com o RIR/1999, a depreciação de bens usados
valor residual (suponha uma vida útil de 4 anos). ocorrerá no maior dos dois prazos:

Soma dos dígitos = 1 + 2 + 3 + 4 = 10 I – metade da vida útil do bem adquirido novo; ou


II – o restante da vida útil, considerada em relação à primeira
instalação para utilização do bem.

Exemplo: a Cia ABC adquiriu um equipamento novo, em


10/03/2004, com tempo de vida útil estimado em 4 anos. Em
25/11/2006, a referida empresa vendeu esse equipamento, agora
usado, para a empresa BOTAFOGO. Qual será a taxa anual de
depreciação utilizada pela Cia BOTAFOGO para o referido bem?

Método das Unidades Produzidas Solução

Esse método se baseia no total de unidades que devem ser Metade da vida útil = 2 anos
produzidas pelo bem a ser depreciado.
Segundo esse método, a quota anual de depreciação é calculada Tempo restante = 1 ano e 4 meses
dividindo-se a quantidade de unidades produzidas no ano pela
quantidade de unidades que se estima que o bem seja capaz de Portanto, prevalecerá o tempo de 2 anos. Logo a taxa de
produzir ao longo da sua vida útil. depreciação anual será de 50% (1/2).

Método das Horas de Trabalho


1.1.3. Depreciação de Edificações
Esse método se baseia na estimativa da vida útil do bem,
representadas em horas de trabalho. Para depreciação de edificações, deverão ser seguidas as
seguintes normas:
1.1.1. Tipos de Depreciação
I – a depreciação deve ser registrada a partir da conclusão da
Quanto ao tipo, a depreciação pode ser normal ou acelerada. obra e do início da utilização do bem;

Depreciação normal é aquela utilizada quando o bem for II – o valor das edificações deve estar destacado do valor do
empregado em apenas um turno de 8 horas diárias, sendo o custo de aquisição do terreno, admitindo-se o destaque baseado
cálculo realizado com base na taxa normal de depreciação. em laudo pericial.

Depreciação Acelerada é aquela utilizada quando o bem for Importante:


empregado em mais de um turno de oito horas diárias, devendo a
taxa normal de depreciação do bem ser multiplicada por um I – apesar de a Lei nº 6.404/76 estabelecer a depreciação apenas
coeficiente, conforme a tabela a seguir: para bens do Ativo Não Circulante Imobilizado, é admitida

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também a depreciação no Ativo Não Circulante Investimentos,
como é o caso dos imóveis alugados. A Legislação do Imposto de Renda estabeleceu que a quota de
depreciação, registrável em cada período de apuração, dos bens
Projetos florestais destinados à exploração de seus frutos aplicados exclusivamente nas minas, jazidas e florestas, cujo
também são passíveis de depreciação, por exemplo: pomares – período de exploração total seja inferior ao tempo de vida útil
depreciação inicia a partir do momento em que se encontram em desses bens, poderá ser determinada, opcionalmente, em função
condições de produzir (colheita). do prazo de concessão, do contrato de exploração ou do volume
de produção de cada período de apuração e sua relação com a
4.2 Amortização possança conhecida da mina ou dimensão da floresta explorada.

1.2.1. Bens do Ativo Não Circulante Intangível Lançamento

De acordo com o art. 183, § 2º, da Lei nº 6.404/76, a amortização Despesas de Exaustão ou Encargos de Exaustão
corresponde à perda do valor do capital aplicado na aquisição de a Exaustão Acumulada
direitos da propriedade industrial, comercial ou quaisquer outros
com existência ou exercício de duração limitada, cujo objeto As máquinas e equipamentos de extração mineral ou florestal,
sejam bens de utilização por prazo legal ou contratualmente opcionalmente, podem ser depreciados, ao invés de exauridos;
limitado.
Somente se sujeitam à exaustão as minas que estejam sob
Importante: regime de concessão. A exploração de recursos minerais, sob
forma de arrendamento ou licenciamento, não pode ser objeto de
As benfeitorias em bens de terceiros somente se sujeitam à exaustão.
amortização caso sejam atendidas as seguintes condições
cumulativas: 1.3.1. Exaustão de Recursos Minerais

I – o contrato de locação, arrendamento ou cessão seja Há dois métodos para cálculo de exaustão de recursos minerais:
celebrado por prazo determinado; e
Método 1: exaustão e função do prazo de concessão.
II – não haja direito de indenização das benfeitorias edificadas Exemplo:
por ocasião do término do prazo contratual estabelecido.
Custo da Concessão = $ 200.000,00
Caso o contrato seja por prazo indeterminado, serão computados Prazo da concessão = 20 anos
os encargos de depreciação. Taxa de exaustão anual = 1/20 anos = 5% ao ano
Despesa de Exaustão (anual) = 5%x200.000 = 10.000,00.
As benfeitorias em bens de terceiros são construções,
restaurações e reformas, recebidos pela empresa a título de Método 2: exaustão em função da relação entre a produção
locação ou empréstimo. do período e a possança conhecida da mina.

Caso haja direito à restituição do valor gasto com as benfeitorias Exemplo:


em imóveis de terceiros, essas devem ser registradas no Ativo
Circulante ou no Ativo Não Circulante Realizável a Longo Prazo. Custo da Concessão = $ 200.000,00
Possança Conhecida = 100.000 m³
4.3 Exaustão Produção do ano = 2.000 m³
Tempo previsto para esgotamento da mina = 100.000 m³/2.000
Corresponde a perda de valor, decorrente da exploração de m³ = 50 anos.
direitos, cujo objeto sejam recursos minerais ou florestais, ou Taxa de exaustão anual = 2.000/100.000 = 1/50 ou 2% ao ano.
bens aplicados nessa exploração. Despesa de Exaustão (anual) = 2% x 200.000 = $ 4.000,00.

De acordo com a Lei nº 6.404/76, os bens aplicados na Se o prazo de concessão for menor que o prazo previsto para o
exploração de recursos minerais e florestais estão sujeitos à esgotamento dos recursos, a exaustão deverá ser calculada em
exaustão. função do prazo de concessão. Ou seja, no caso dos dois

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exemplos supracitados, deveria ser adotado o cálculo do método
1, pois o prazo de concessão (20 anos) é menor que o tempo - valor em uso, ou seja, valor presente de fluxos de caixa futuros
previsto para esgotamento dos recursos (50 anos). esperados que devem advir de um ativo ou de unidade geradora
de caixa.
1.3.2. Exaustão de Recursos Florestais
Exemplo:
De acordo com o Regulamento do Imposto de Renda (RIR/99),
somente haverá exaustão de recursos florestais quando o No encerramento do exercício, o valor contábil de determinado
esgotamento dos recursos estiver previsto para terminar antes da equipamento de uso era de R$ 20.000,00. Após o teste de
conclusão do prazo contratual ou quando o prazo de exploração recuperabilidade, verificaram-se os seguintes resultados:
de recursos for indeterminado.
Valor justo líquido das despesas de venda = R$ 18.000,00
Importante
Valor em uso = R$ 17.000,00
I – quando o prazo contratual for inferior ao período previsto para
o esgotamento dos recursos florestais, a perda de valor será Portanto, o valor recuperável é de R$ 18.000,00, ou seja, o maior
contabilizada como amortização, e não como exaustão, pois entre o valor justo líquido das despesas de venda e o valor em
antes do esgotamento dos recursos, o direito de exploração uso.
haverá terminado;
Como o valor contábil excede o valor recuperável na data de
II – quando o esgotamento dos recursos florestais estiver previsto encerramento, deve ser reconhecida uma perda por
para ocorrer antes do fim do prazo contratual, a perda de valor desvalorização no valor de R$ 2.000,00 (R$ 20.000,00 –
será contabilizada como exaustão; R$ 18.000,00).

III – quando o prazo de exploração dos recursos florestais for Lançamento


indeterminado, a perda de valor será contabilizada como
exaustão; Despesa com perdas por desvalorização
a perdas estimadas por desvalorização – impairment (retificadora
IV – os projetos florestais, destinados à exploração dos do
respectivos frutos sujeitam-se à depreciação, calculada com base ativo)......................................................................................2.000
na vida útil estimada dos recursos florestais objeto da exploração.
A perda por desvalorização poderá ser revertida até o limite do
IMPORTANTE – REDUÇÃO AO VALOR RECUPEÁVEL valor contábil reconhecido, caso nenhuma perda tivesse sido
lançada.
Em consequência das recentes alterações na legislação
societária, os ativos imobilizados, entre outros tipos de ativos, O teste de recuperabilidade pode ser aplicado a uma unidade
devem ser avaliados, pelo menos uma vez ao ano, quanto a sua geradora de caixa quando não for possível diferenciar os fluxos
recuperabilidade. Trata-se do teste de recuperabilidade, o qual de um ativo em relação aos demais.
poderá resultar no registro da perda por desvalorização
(impairment), caso se verifique que o valor contábil do bem O Goodwill (ágio por expectativa de rentabilidade futura) também
supere seu valor recuperável. deve ser testado e quando houver perda por desvalorização esta
não poderá ser revertida.
A Redução ao Valor recuperável é tratada no CPC 01, o qual
prescreve que o valor recuperável de um ativo será o maior entre 5. Operações com mercadorias
os seguintes:
O controle das mercadorias pode ser realizado periodicamente,
- valor justo líquido de despesa de venda, ou seja, o montante ou seja, em intervalos fixos de tempo faz-se a contagem e apura-
a ser obtido pela venda de um ativo ou de unidade geradora de se o valor do estoque (inventário periódico). Entretanto, o valor do
caixa em transações em bases comutativas, entre partes estoque de mercadorias também pode ser atualizado
conhecedoras e interessadas, menos as despesas estimadas de permanentemente, ou seja, a cada operação de compra e venda
venda. (inventário permanente)

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Após este lançamento, o saldo da conta Mercadorias refletirá o
Conta Mercadorias com função Mista valor do estoque final.

Quando o inventário é periódico, pode-se empregar a conta Conta Mercadorias Desdobrada


‗Mercadorias‘ com função mista. Neste caso, a conta Mercadorias
Quando as mercadorias são controladas pelo método da conta
apurará o resultado das operações com mercadorias e também
Mercadorias desdobrada, isto significa que há várias contas para
mostrará o valor em estoque ao final do período.
o registro das operações com mercadorias.

Os lançamentos relativos às compras de mercadorias (entradas) Haverá uma conta para registro do estoque inicial, outra para o
e às receitas das vendas de mercadorias são efetuados na conta controle das compras do período e outra para o lançamento das
Mercadorias, quando ela tem função mista. receitas de vendas.
Ao final do período, deve-se calcular o Resultado com
Mercadorias (RCM) da seguinte forma: Exemplo:
- estoque inicial de $ 600
RCM = Estoque final - saldo DEVEDOR Mercadorias - compras de $ 100
OU - vendas no valor de $ 900
RCM = Estoque final + saldo CREDOR Mercadorias - estoque final de $ 300

Cabe antecipar que o RCM equivale ao ‗Lucro Bruto‘ a ser Neste método o cálculo do resultado da venda de mercadorias
apurado na Demonstração do Resultado do Exercício (DRE). deve ser precedido da determinação do Custo das Mercadorias
Vendidas (CMV):
Exemplo:
CMV = Estoque Inicial + Compras – Estoque final
A conta Mercadorias apresentava, no início do período, saldo de
$ 700. Houve compras no valor de $ 300. As vendas CMV = 600 + 100 – 300 = 400
representaram receitas de $ $1.100 e o estoque final foi de $ 200. Apurado o CMV, pode-se calcular o lucro bruto da venda de
mercadorias:
Contabilização da entrada de mercadorias em estoque (compra
de mercadorias): Lucro Bruto = 900 (vendas) – 400 (CMV) = 500

Mercadorias
Quando o Inventário é permanente, as mercadorias poderão ser
a Bancos ou Caixa...............................300 controladas pelos seguintes métodos:

Lançamento da receita de vendas: - Preço específico: o custo de cada unidade do estoque é o


preço efetivamente pago pela aquisição da mercadoria. É o caso
Caixa ou Bancos ou Títulos a receber de lojas de revenda de automóveis.

a Mercadorias..........................................1.100
- PEPS ou FIFO (Primeiro que entra é o primeiro que sai): no
momento da venda, são baixadas as mercadorias mais antigas
no estoque, ou seja, aquelas que entraram primeiro.
Saldo da conta Mercadorias ao final do período:
- UEPS ou LIFO (Último a entrar é o primeiro a sair): no momento
1.100(C) - 700 (D) - 300(D)= 100 (C) da venda, são baixadas as mercadorias mais recentes no
estoque, ou seja, aquelas que deram entrada por último.
Cálculo do RCM:

RCM = 200 (Estoque final) + 100 = 300 - Média Ponderada Móvel: à medida que entram novas
mercadorias, o preço médio é atualizado. Vale dizer que a cada
Lançamento de ajuste da conta Mercadorias: nova compra, a média dos valores das mercadorias em estoque é
atualizada.
Mercadorias

a Resultado do Exercício......................................300
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Cabe observar que a legislação do Imposto de Renda aceita O cálculo do valor deste tributo é realizado ―por dentro‖, ou seja,
apenas os métodos do Preço Específico, Média Ponderada sobre o valor total da nota fiscal referente à operação, sendo sua
Móvel e PEPS. indicação mero destaque.

Exemplo: compra de mercadorias no valor de $ 500, com ICMS


IMPORTANTE de 15% incluso no preço.

O CPC 16 – Estoques determina que os estoques, exceto Valor das mercadorias.........................500


aqueles sujeitos à identificação específica do custo, devem ser ICMS....................................................75
valorados pelo critério PEPS ou da Média Ponderada Móvel. Valor total da Nota Fiscal................... 500

Compras Líquidas de Mercadorias Verifica-se que o valor total da nota já inclui o ICMS incidente
sobre a operação.
Para a apuração do Custo das Mercadorias Vendidas (CMV) é
necessária a correta contabilização do valor de aquisição das Caso o preço das mercadorias inclua o frete, o ICMS também
mercadorias. incidirá sobre este valor.

Quando da aquisição de mercadorias devem-se adicionar valores Contabilização


tais como:
Diversos
- fretes pagos pelo comprador a Bancos ou Caixa ou Fornecedores
- seguros pagos pelo comprador Mercadorias............................................425
- carga paga pelo comprador ICMS a recuperar.....................................75..500
- descarga paga pelo comprador
- tributos não recuperáveis Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI)

Em contrapartida, há valores que devem ser excluídos do valor Este tributo também pode ser recuperável, entretanto seu valor é
de aquisição das mercadorias, tais como: cobrado ‗por fora‘.

- tributos recuperáveis (ICMS, IPI, PIS/COFINS) Exemplo: compra de mercadorias no valor de $ 500, com IPI de
- devolução de compras 10%.
- abatimentos
Valor das mercadorias..........................500
Tributos Recuperáveis IPI ..........................................................50
Valor total da Nota Fiscal......................550
Tributos recuperáveis são aqueles que podem ser compensados
entre operações de uma mesma empresa. Contabilização
Exemplo: a empresa ABC comprou mercadorias no valor de Diversos
$ 500 com ICMS incluso no preço de $50. A venda destas a Bancos ou Caixa ou Fornecedores
mercadorias ocorreu por $ 700, gerando ICMS a pagar de $ 70. Mercadorias.........................................500
Neste caso, o ICMS a ser efetivamente recolhido é de 20 = 70 – IPI a recuperar........................................50....550
50, pois aos contribuintes deste imposto é permitido compensar o
tributo pago nas operações anteriores com o devido nas Incidência cumulativa de ICMS e IPI
operações seguintes.
Quando a operação configurar fato gerador dos dois impostos,
O mesmo cálculo pode ser aplicado ao IPI (Imposto sobre ocorrer entre contribuintes do ICMS e as mercadorias se
Produtos Industrializados) e a PIS/COFINS, observando as destinarem à COMERCIALIZAÇÃO ou à INDUSTRIALIZAÇÃO, o
respectivas legislações. IPI não integrará a base de cálculo do ICMS.

Imposto Sobre Circulação de Mercadorias (ICMS)

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Exemplo: operação, entre contribuintes de ICMS, relativa à - isentas ou não alcançadas pela incidência da contribuição ou
compra de mercadorias, no valor de $ 800, para comercialização, sujeitas à alíquota 0 (zero);
com incidência de IPI a 10% e ICMS de 20%.
- não-operacionais, decorrentes da venda de ativo permanente
Valor das Mercadorias...............................800 (atualmente refere-se aos subgrupos: investimento, imobilizado e
IPI (10%)......................................................80 intangível do ativo não circulante);
ICMS (20%)................................................160
Total da Nota Fiscal...................................880 - auferidas pela pessoa jurídica revendedora, na revenda de
mercadorias em relação às quais a contribuição seja exigida da
Observe que para o cálculo do ICMS, não foi considerado o IPI empresa vendedora, na condição de substituta tributária;
na base de cálculo.
- de venda de álcool para fins carburantes;
Contabilização
- referentes a:
Diversos
a Bancos ou Caixa ou Fornecedores a) vendas canceladas e aos descontos incondicionais
Mercadorias.........................................640 concedidos;
IPI a recuperar.......................................80
b) reversões de provisões e recuperações de créditos baixados
ICMS a recuperar.................................160...880
como perda que não representem ingresso de novas receitas, o
resultado positivo da avaliação de investimentos pelo valor do
Programa de Integração Social e de Formação do Patrimônio patrimônio líquido e os lucros e dividendos derivados de
do Servidor Público (PIS/PASEP) e Contribuição para o investimentos avaliados pelo custo de aquisição que tenham sido
Financiamento da Seguridade Social (COFINS). computados como receita.

- decorrentes de transferência onerosa a outros contribuintes do


O PIS/PASEP está previsto na Lei 10.637/02 e a COFINS, na Lei
Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e
10.833/03. Ambos são tributos calculados por dentro e incidem sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e
sobre o faturamento mensal bruto após algumas deduções. Intermunicipal e de Comunicação - ICMS de créditos de ICMS
originados de operações de exportação, conforme o disposto no
A sua incidência poderá ser cumulativa ou não-cumulativa, caso inciso II do § 1o do art. 25 da Lei Complementar no 87, de 13 de
setembro de 1996.
em que a empresa terá créditos para compensar com as
operações seguintes, assim como ocorre com o ICMS e o IPI.
Dos valores do PIS e COFINS apurados, a pessoa jurídica sujeita
à incidência não-cumulativa poderá descontar créditos,
Estão sujeitas à incidência cumulativa as pessoas jurídicas de calculados com base nas alíquotas de 1,65% (PIS) e 7,6%
direito privado e as que lhe são equiparadas pela legislação do (COFINS) sobre os valores:
Imposto de Renda, que apurem o IRPJ com base no Lucro
Presumido ou Arbitrado. - das aquisições de bens para revenda efetuadas no mês;

- das aquisições, efetuadas no mês, de bens e serviços utilizados


Estão sujeitas à incidência não-cumulativa as pessoas jurídicas
como insumos na fabricação de produtos destinados à venda ou
de direito privado e as que lhe são equiparadas pela legislação na prestação de serviços, inclusive combustíveis ou lubrificantes;
do Imposto de Renda, que apurem o IRPJ com base no Lucro
Real, exceto: instituições financeiras, cooperativas de crédito, - dos bens recebidos em devolução, no mês, cuja receita de
pessoas jurídicas que tenham por objeto a securitização de venda tenha integrado o faturamento do mês ou de mês anterior,
créditos imobiliários e financeiros, operadoras de planos de e tenha sido tributada no regime de incidência não cumulativa;
assistência à saúde, empresas particulares que explorem
serviços de vigilância e de transporte de valores e sociedades - das despesas e custos incorridos no mês, relativos:
cooperativas (exceto sociedades cooperativas de produção
a) à energia elétrica consumida nos estabelecimentos da pessoa
agropecuária e sociedades cooperativas de consumo). jurídica;

As exclusões da base de cálculo do PIS e da COFINS se referem b) a aluguéis de prédios, máquinas e equipamentos, utilizados
às receitas: nas atividades da empresa;

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c) a contraprestação de operações de arrendamento mercantil Custo de aquisição = 500.000 – 90.000 – 8.250 – 38.000
pagas a pessoa jurídica, exceto quando esta for optante pelo = 363.750
Simples;
Como os 3 tributos incidem por dentro, poderia ser feito o cálculo
d) armazenagem de mercadoria e frete na operação de venda,
quando pagos pelo vendedor. por meio da soma das alíquotas:

- dos encargos de depreciação e amortização, incorridos no mês, 500.000X(18% + 1,65% + 7,6%) = 136.250
relativos a máquinas e equipamentos e outros bens incorporados
ao ativo imobilizado adquiridos a partir de maio de 2004, para O custo unitário será 363.750/1.000 = 363,75
utilização na produção de bens destinados à venda, ou na
prestação de serviços. Opcionalmente, o contribuinte poderá
Considerando-se que foram vendidos 60% do estoque, tem-se o
calcular este crédito, em relação a máquinas e equipamentos, no
prazo de 4 anos, mediante a aplicação, a cada mês, das CMV de R$ 218.250. Se a receita bruta de vendas é de
alíquotas de 7,6% (COFINS) e 1,65% (PIS) sobre o valor R$ 540.000 (600x900), também pode-se calcular a receita líquida
correspondente a 1/48 do valor de aquisição do bem; por meio da alíquota total de 27,25%.

- dos encargos de depreciação e amortização, incorridos no mês, Receita líquida = 540.000X(100%- 27,25%) = 392.850
relativos a edificações e benfeitorias em imóveis próprios ou de
terceiros, adquiridas ou realizadas a partir de maio de 2004,
utilizados nas atividades da empresa. Lucro bruto = Receita líquida – CMV

O direito de crédito aplica-se, exclusivamente, em relação: Lucro Bruto = 392.850 – 218.250 = 174.000

a) Aos bens e serviços adquiridos de pessoas jurídicas EXERCÍCIOS


domiciliadas no país;
b) Aos custos e despesas incorridos, pagos ou creditados
DEPRECIAÇÃO, AMORIZAÇÃO E EXAUSTÃO
a pessoa jurídica domiciliada no país;
c) Aos encargos de depreciação e amortização de bens
adquiridos de pessoa jurídica domiciliada no país. 1. (CESGRANRIO – CONTADOR JR PETROBRAS 2011) Uma
máquina, adquirida em segunda mão pela Companhia Lourival
S/A, está evidenciada no Balanço Patrimonial, ao final do primeiro
Atualmente as alíquotas podem ser resumidas conforme a tabela ano de sua utilização, da seguinte forma:
a seguir:

Incidência PIS COFINS Ativo Não Circulante


Cumulativa 0,65% 3% Imobilizado
Não-cumulativa 1,65% 7,6% Máquina R$ 125.000,00
(–) Depreciação Acumulada (R$ 50.000,00)
Exemplo: certa companhia adquiriu um lote de 1.000 unidades de
determinada mercadoria para revenda, pagando R$ 500,00 por Informações adicionais apresentadas pela Companhia Lourival:
cada. Posteriormente, vendeu 60% do referido lote por R$ 900,00
a unidade. A companhia está sujeita à incidência do PIS e da • A máquina foi vendida por R$ 60.000,00, exatamente no dia
COFINS no regime não cumulativo, com alíquotas, seguinte ao do encerramento do terceiro ano de sua utilização.
respectivamente, de 1,65% e 7,6%, bem como à incidência do • Utilização da máquina: 1o ano - regime de três turnos; 2o ano -
ICMS à alíquota de 18% nas operações de compra e venda. regime de dois turnos e 3o ano - regime de turno único.
• Método de depreciação: quotas constantes.
• Valor residual da máquina: 0 (zero).
Solução
Considere as informações recebidas e a boa técnica teórico-
Neste caso, ICMS, PIS e COFINS, por serem tributos conceitual aplicável ao caso e desconsidere a incidência de
recuperáveis, não integram o custo de aquisição do estoque. qualquer tipo de imposto. Nesse contexto, o resultado apurado na
venda da máquina, em reais, é
1.000X500 = 500.000
(A) ganho de 12.500,00
ICMS incluído (18%) = 90.000 (B) ganho de 47.500,00
(C) ganho de 60.000,00
PIS incluído (1,65%) = 8.250 (D) perda de 52.500,00
(E) perda de 65.000.00
COFINS incluída (7,6%) = 38.000
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Considerando que determinada empresa tenha vendido, à vista, 5. (ESAF AFRFB 2009) Na Contabilidade da empresa
um bem de seu ativo imobilizado por R$ 34.500,00, e sabendo Atualizadíssima S.A. os bens depreciáveis eram apresentados
que esse bem, quando adquirido, há três anos e sete meses, com saldo de R$ 800.000,00 em 31/03/2008, com uma
possuía vida útil remanescente de dez anos e foi registrado pelo Depreciação Acumulada, já contabilizada, com saldo de R$
custo de R$ 54.000,00, julgue os itens 2 e 3 que se seguem. 200.000,00, nessa data.

2. (CESPE – CONTADOR CORREIOS 2011) Será registrado Entretanto, em 31/12/2008, o saldo da conta de bens
um prejuízo na alienação, caso a empresa utilize o método da depreciáveis havia saltado para R$ 1.100.000,00, em decorrência
linha reta para depreciação desse bem. da aquisição, em primeiro de abril, de outros bens com vida útil
de 5 anos, no valor de R$ 300.000,00.
3. (CESPE – CONTADOR CORREIOS 2011) Caso a empresa
utilize o método da soma dos dígitos para depreciação do bem, Considerando que todo o saldo anterior é referente a bens
será registrado um lucro superior a R$ 10.000,00 na alienação. depreciáveis à taxa anual de 10%, podemos dizer que no balanço
patrimonial a ser encerrado em 31 de dezembro de 2008 o saldo
da conta Depreciação Acumulada deverá ser de
4. (ESAF AFRFB 2009) A empresa Revendedora S.A. alienou
dois veículos de sua frota de uso, por R$ 29.000,00, a vista. a) R$ 340.000,00.
b) R$ 305.000,00.
O primeiro desses carros já era da empresa desde 2005, tendo c) R$ 325.000,00.
entrado no balanço de 2007 com saldo de R$ 25.000,00 e d) R$ 320.000,00.
depreciação acumulada de 55%. e) R$ 290.000,00.

O segundo veículo foi comprado em primeiro de abril de 2008 por


R$ 10.000,00, não tendo participado do balanço do referido ano 6. (CESPE – CONTADOR ABIN 2010) Determinada empresa
de 2007. comprou uma máquina para uso no valor de R$ 100.000,00. A
vida útil desse ativo é estimada em 10 anos, ao fim dos quais a
A empresa atualiza o desgaste de seus bens de uso em períodos empresa espera um valor residual de R$ 20.000,00. Nessa
mensais. situação, admitindo-se que a empresa utilize o método de
depreciação linear, ela deverá contabilizar, anualmente, uma
Em 30 de setembro de 2008, quando esses veículos foram despesa de depreciação no valor de R$ 8.000,00.
vendidos, a empresa registrou seus ganhos ou perdas de capital
com o seguinte lançamento de fórmula complexa:
7. (CESPE – CONTADOR ABIN 2010) Uma fábrica de móveis
que utiliza o método de depreciação linear para todo o
imobilizado adquiriu uma nova máquina para melhorar a
fabricação de seus produtos. Os gastos com a aquisição da
máquina, em reais, são apresentados na tabela abaixo.

Nessa situação, considerando que o tempo estimado de vida


econômica da máquina seja de 15 anos, com valor residual zero,
após o segundo ano de uso, deverá estar contabilizado na conta
depreciação acumulada vinculada a esta máquina o valor de
R$ 60.000,00.

8. (CESPE – CONTADOR DPU 2010) Determinada empresa


adquiriu um caminhão em 1º de maio de 2006 por R$ 120.000,00,
colocando-se imediatamente em uso. O valor residual deste
imobilizado foi estimado em R$ 19.200,00 e sua vida útil em 4
anos. Anualmente, contudo, são realizadas despesas de
manutenção no veículo estimadas em R$ 4.000,00, anuais. O
setor de contabilidade reconhece mensalmente as despesas,
incluindo a de depreciação.
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com as atualizações decorrentes dos princípios fundamentais de
Com base nessa situação hipotética, é correto afirmar que a contabilidade.
despesa de depreciação somou No exercício de 2003, para fins de encerramento do exercício
social, a empresa deverá contabilizar encargos de depreciação
a) Em 2006, R$ 25.200,00 no valor de
b) Em 2007, R$ 29.200,00
c) Em 2008, R$ 67.200,00 a) R$ 68.000,00.
d) Em 2009, R$ 25.200,00 b) R$ 64.000,00.
e) Em 2010, R$ 12.400,00 c) R$ 57.800,00.
d) R$ 54.400,00.
9. (FUNIVERSA - M TUR CONTADOR 2010) Considere que um e) R$ 46.800,00.
bem do ativo imobilizado adquirido por R$ 100.000,00 tenha vida
útil estimada de 5 anos e valor residual de R$ 10.000,00. Com 12. (CESPE – ANALISTA DE CONTABILIDADE/PERITO MPU
relação ao método de depreciação utilizado, assinale a alternativa 2010) A diminuição do valor dos elementos dos ativos imobilizado
incorreta. e intangível da companhia deve ser registrada periodicamente
(A) Pela soma dos dígitos dos anos, o encargo do segundo ano nas contas de depreciação, de amortização ou de exaustão,
corresponderá a R$ 24.000,00. sendo vedada qualquer alteração nos critérios utilizados para a
determinação da vida útil econômica estimada do bem e para o
(B) Quando se utilizam cotas de depreciação decrescentes, há cálculo da redução de valor a contabilizar.
uma maior equalização dos custos ao longo da vida útil, tendo em
13. (CESPE – ANALISTA DE CONTROLE INTERNO MPU 2010)
vista as despesas de manutenção e reparos.
Determinado ativo imobilizado apresentou resultado econômico
pior que o esperado. A empresa estimou, com base em estudo
(C) Pelo método das quotas constantes, o encargo mensal de
técnico, que o valor contábil líquido era maior que o valor
depreciação será igual a R$ 1.667,00. recuperável.
Nessa situação, no balanço patrimonial, o valor do imobilizado
(D) Considerando-se que o bem é capaz de produzir 15.000
deve ser reduzido pelas perdas estimadas por valor não
unidades ao longo de sua vida útil estimada, se, ao final de dois
recuperável.
anos, essa quantidade já tiver sido produzida, o valor contábil do
bem será igual a zero. 14. (CESPE - UNIPAMPA CONTADOR 2009) Uma empresa do
ramo siderúrgico cujo imobilizado é constituído por diversas
(E) Pelo método de horas de trabalho, se, ao final de cinco anos, usinas realizou, devido à recente crise financeira, testes de
não tiverem sido despendidas todas as horas de trabalho recuperação desse imobilizado, com base em projeções de fluxos
previstas de vida útil do bem, ele será automaticamente baixado de caixa descontados que levaram em consideração premissas
da contabilidade. como custo de capital, taxa de crescimento e ajustes aplicados
aos fluxos em perpetuidade, metodologia para determinação de
10. (ESAF - AFTE MG 2005) A empresa Paulistinha S/A possuía capital de giro, plano de investimentos e projeções econômico-
uma máquina, adquirida por R$ 7.680,00, instalada para financeiras de longo prazo. Nessa situação, como os testes
utilização em 12 anos. Após nove anos de uso desse realizados não identificaram qualquer perda por impairment para
equipamento, tendo a depreciação adequada sido oportunamente o imobilizado, os ajustes contábeis efetuados para encerramento
contabilizada, foi ele vendido, ocasionando perda de R$ 720,00. do exercício limitaram-se à depreciação do período.
Para que as afirmações acima sejam corretas podemos dizer que
o valor obtido na venda foi de
15. (FGV – FISCAL DE RENDAS SEFAZ/RJ 2010) A Cia Barra
a) R$ 6.960,00 Mansa apresentava os seguintes dados em relação ao seu Ativo
b) R$ 5.040,00 Imobilizado: equipamentos – custo R$10.000,00. Esses ativos
c) R$ 1.920,00 entraram em operação em 01.01.2007 e têm vida útil estimada
d) R$ 1.200,00 em 5 anos, sendo depreciados pelo método linear. No início de
e) R$ 48,00 2010, a empresa procedeu a uma revisão dos valores, conforme
previsto no CPC 27, aprovado pelo CFC.
11. (ESAF - AFTE RN 2005) A empresa Comércio de Linhas S/A Assim, constatou as seguintes informações:
promove, anualmente, a depreciação de seus ativos permanentes
segundo o costume mercantil, mas sempre observando o valor Valor Justo R$ 4.500,00.
residual de 15%. Este ativo está composto das contas
Valor Residual R$ 4.800,00.
Móveis e Utensílios R$ 120.000,00
Veículos R$ 200.000,00
Edificações R$ 300.000,00 Analisando as informações citadas, assinale a alternativa que
Terrenos R$ 100.000,00 indique corretamente o tratamento contábil a ser seguido, a partir
de 01.01.2010.
Todos esses elementos foram adquiridos há mais de dois anos,
mas estão contabilizados pelo valor original de aquisição, apenas
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(A) A empresa deve manter a despesa de depreciação de entrar, primeiro a sair (PEPS), último a entrar, primeiro a sair
R$ 2.000,00 ao ano. (UEPS) ou pelo critério do custo médio ponderado.
(B) A empresa deve acelerar a despesa de depreciação uma vez e) Os custos de transformação de estoques incluem os custos
diretamente relacionados com as unidades produzidas e a
que o valor residual aumentou. alocação sistemática de custos indiretos de produção, que sejam
(C) A empresa deve suspender a despesa de depreciação uma incorridos para transformar os materiais em produtos acabados.
vez que o valor residual está maior que o valor contábil.
(D) A empresa deve suspender a despesa de depreciação uma 3. (ESAF – ANALISTA/NORMAS CONTÁBEIS E DE
vez que o valor justo está maior que o valor contábil. AUDITORIA CVM 2010) Ao fim do exercício social, a empresa
Mel & Doces Ltda., ao inventariar três dos seus produtos para
(E) A empresa deve acelerar a despesa de depreciação uma vez venda, apurou a seguinte situação em quantidades e custos de
que o valor justo aumentou. aquisição:

OPERAÇÕES COM MERCADORIAS Item ALFA = 500 unidades ao custo unitário de R$ 3,00;
Item BETA = 100 unidades ao custo unitário de R$ 12,00;
1. (FCC – CONTADOR DNOCS 2010) A seguinte nota fiscal de Item ZETA = 300 unidades ao custo unitário de R$ 20,00.
entrada foi registrada na contabilidade da Cia. Alfa, que produz
bens sujeitos à incidência do ICMS e do IPI e que está sujeita à As despesas estimadas com a venda equivalem a 10% do preço
incidência do PIS e da COFINS na sistemática cumulativa: de custo. O preço de venda em vigor no dia do balanço era o
seguinte: R$ 3,50 para o item ALFA; R$ 10,00 para o item BETA
e R$ 20,00 para o item ZETA.

Em face da situação descrita, após registrar os ajustes e


provisões necessárias ao cumprimento das normas, a empresa
levará a balanço, como saldo representativo desses três
estoques, o valor de
A companhia pagou frete para transporte da matéria-prima até
seu estabelecimento no valor de R$ 2.000,00, no qual estava a) R$ 7.780,00
incluso ICMS de R$ 360,00 (desconsidere a substituição b) R$ 7.880,00
tributária). c) R$ 8.500,00
d) R$ 8.750,00
Na ficha de estoque, referente à essa matéria-prima, o custo e) R$ 8.700,00
unitário do quilo dessa aquisição deve ser registrado, em R$, no
valor de 4. (ESAF AFRFB 2009) No mercadinho de José Maria Souza,
que ele, orgulhosamente, chama de Supermercado Barateiro, o
(A) 262,40. Contador recebeu a seguinte documentação:
(B) 246,00.
(C) 266,00. Inventário físico-financeiro de mercadorias:
(D) 300,00.
(E) 278,40. elaborado em 31.12.2007: R$ 90.000,00
elaborado em 31.12.2008: R$ 160.000,00
2. (ESAF – ANALISTA/NORMAS CONTÁBEIS E DE
AUDITORIA CVM 2010) Assinale a opção que não corresponde à Notas-fiscais de compras de mercadorias:
verdade.
Pagamento a vista R$ 120.000,00
O Conselho Federal de Contabilidade - CFC aprovou a Pagamento a prazo R$ 80.000,00
Resolução NBC T 19.20, relativa a Estoques, para entrar em
vigor a partir de 1º de janeiro de 2010. Notas-fiscais de vendas de mercadorias:
Referida resolução leciona que:
Recebimento a vista R$ 90.000,00
a) o valor de custo do estoque deve incluir todos os custos de Recebimento a prazo R$ 130.000,00
aquisição e de transformação, bem como outros custos incorridos
para trazer os estoques à sua condição e localização atuais. Os fretes foram cobrados à razão de R$ 25.000,00 sobre as
b) os estoques, objeto desta Norma, devem ser mensurados pelo compras e de R$ 15.000,00 sobre as vendas; o Imposto sobre a
valor de custo ou pelo valor realizável líquido, dos dois, o menor. Circulação de Mercadorias e Serviços foi calculado à razão de
c) o custo de aquisição dos estoques compreende o preço de 15% sobre as compras e sobre as vendas. Não há ICMS sobre os
compra, os impostos de importação e outros tributos, os custos fretes, nem outro tipo de tributação nas operações.
de transporte, seguro, manuseio e outros, deduzido de descontos
comerciais, abatimentos e outros itens semelhantes. Com base nessa documentação, coube ao Contador contabilizar
d) o custo dos estoques que não possa ser avaliado pelo valor as operações e calcular os custos e lucros do Supermercado.
específico, deve ser atribuído pelo uso do critério primeiro a
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Terminada essa tarefa, podemos dizer que foi calculado um lucro 9. (CESPE – CONTADOR BASA 2010) Considerando-se o
bruto de vendas, no valor de critério da média ponderada móvel, o valor do custo das
mercadorias vendidas no final do referido mês foi de R$ 1.008,00.
a) R$ 90.000,00.
b) R$ 47.000,00. 10. (CESPE – CONTADOR BASA 2010) O saldo final do estoque
c) R$ 87.000,00. no dia 30/1/2009, se fosse utilizado o critério UEPS, seria de R$
d) R$ 62.000,00. 2.970,00.
e) R$ 97.000,00.
11. (CESPE – CONTADOR BASA 2010) Com base no critério da
5. (CESPE – CONTADOR ABIN 2010) Determinada empresa média ponderada móvel, o saldo final do estoque no dia 7/1/2009
comercial adquiriu mercadorias no valor de R$ 20.000,00. Os foi de R$ 1.792,00.
valores do ICMS e do IPI resultantes da transação foram iguais a
R$ 3.400,00 e R$ 1.000,00, respectivamente. Nessa situação, a 12. (CESPE – CONTADOR BASA 2010) Considerando-se o
empresa compradora deverá contabilizar como tributos a critério UEPS, no dia 20/1/2009, o saldo final do estoque foi de
recuperar o valor de R$ 4.000,00. R$ 2.150,00.

6. (CESPE – CONTADOR ABIN 2010) Compra a prazo de


matérias-primas por empresa industrial 13. (CESPE – CONTADOR BASA 2010) O valor total das
compras dessa mercadoria ocorridas em janeiro de 2009 foi de
Débito em: estoque de matérias-primas R$ 4.050,00.
ICMS a recuperar
IPI a recuperar 14. (CESPE – CONTADOR BASA 2010) Entre os critérios de
avaliação dos estoques UEPS, PEPS e o da média ponderada
Crédito em: fornecedores móvel, o critério UEPS é o que apresenta o maior saldo final de
estoque no dia 30/1/2009.
7. (CESPE – CONTADOR ABIN 2010) Considerando que
razonetes são registros simplificados que contrapõem em suas 15. (UNIVERSA - SEJUS/DF ESPECIALISTA EM CIÊNCIAS
colunas os débitos e créditos de cada conta contábil, cada um CONTÁBEIS 2010) Quanto aos métodos de avaliação dos
dos próximos itens apresenta uma conta e os fatos que a alteram. estoques, bem como dos efeitos inflacionários sobre o patrimônio
Julgue os razonetes apresentados nos próximos itens de acordo da empresa, assinale a alternativa incorreta.
com a conta que representam.
(A) No método de avaliação de estoques primeiro a entrar,
primeiro a sair (PEPS), a mercadoria que primeiramente deu
entrada na empresa é aquela que será vendida em primeiro
lugar.
(B) As empresas que atuam em países com economia
inflacionária pagariam menos impostos sobre o lucro, caso
decidissem usar o método PEPS, em vez do método UEPS.
(C) As economias inflacionárias, em que os preços dos produtos
Com base na tabela a seguir, responda às questões de 8 a 14. estão aumentando, tendem a fazer que o lucro mensurado pelo
PEPS seja maior que o apurado pelo UEPS ou pelo método da
média ponderada.
(D) Quando ocorrem variações nos preços de compra dos
produtos, os métodos PEPS e UEPS produzem resultados
diferentes.
(E) Em economias que apresentam uma taxa de inflação
negativa, o método da média ponderada é aquele que faz a
empresa pagar mais imposto de renda, pois tende a obter um
maior lucro.
A partir das informações da tabela acima, que apresenta os 16. (UNIVERSA - SEJUS/DF ESPECIALISTA EM CIÊNCIAS
controles das movimentações de compra e venda de determinada CONTÁBEIS 2010) Suponha que em determinado exercício
mercadoria, realizadas por uma empresa comercial em janeiro de financeiro tenham ocorrido as seguintes movimentações nos
2009, julgue os itens a seguir. estoques de certa companhia:
8. (CESPE – CONTADOR BASA 2010) No final do mês de I janeiro – aquisição de 10 unidades pelo valor unitário de R$
janeiro de 2009, o valor total do custo das mercadorias vendidas, 100,00
apurado com base no critério do PEPS, foi de R$ 1.080,00. II março – aquisição de 20 unidades pelo valor unitário de R$
150,00
III julho – venda de 15 unidades pelo valor unitário de R$ 200,00

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De acordo com as informações apresentadas e com os critérios Out (LIFO ou UEPS) mas, sabendo da não permissão de uso
para apuração dos custos dos estoques, assinale a alternativa desse critério para fins fiscais, a organização mandou refazer os
incorreta. cálculos para contabilizar as transações segundo o critério First
In, First Out (FIFO ou PEPS). A mudança de critério provocou
(A) O custo da mercadoria vendida, usando-se o critério UEPS, uma variação para menos no valor de
foi de R$ 2.150,00.
(B) A tendência de avaliação do custo pelo método UEPS é maior a) R$ 69,70 no ICMS a Recuperar.
do que a do método PEPS. b) R$ 69,70 no ICMS a Recolher.
(C) Usando-se o método PEPS, observa-se um maior reflexo no c) R$ 410,00 no RCM.
lucro do que se utilizado o método UEPS. d) R$ 410,00 no CMV.
(D) O custo da mercadoria vendida, usando-se o critério da média e) R$ 410,00 no estoque final.
ponderada, foi de R$ 2.000,00.
(E) São computados como custo dos estoques os gastos 20. (FGV – SENADO FEDERAL ANALISTA LEGISLATIVO
necessários à aquisição das mercadorias, como o preço pago CONTABILIDADE 2008) Em 31/12/X0, a Companhia H tinha em
pela mercadoria, o frete, o seguro do frete e os impostos não seu estoque 10 unidades da mercadoria x, sendo seu estoque
recuperáveis. Os gastos não relacionados à compra das avaliado em $ 400.
mercadorias, como as despesas de propaganda para revenda, Durante o mês de janeiro de X1 a Companhia H realizou as
não são incorporados ao valor do estoque. seguintes operações:

17. (UNIVERSA - CEB CONTADOR 2010) Em uma operação de 1. compra de 20 unidades de x por 840; o frete de $ 80 é pago
compra de mercadorias para revenda no valor de R$ 400.000,00, pelo fornecedor;
com ICMS incluído no valor da nota fiscal à alíquota de 10% e a 2. venda de 15 unidades de x por $ 60 cada;
venda de 80% desta mesma mercadoria com a margem de 40%, 3. compra de 10 unidades de x por $ 450; o frete de $ 50 é pago
ICMS à alíquota de 10%, observa-se que pelo comprador;
4. venda de 20 unidades de x por $ 65 cada.
(A) R$ 4.800,00 é o valor do ICMS a recolher.
(B) R$ 310.000,00 é o valor do CMV – Custo da Mercadoria Em 31/01/X1, os valores do estoque final de acordo com os
Vendida. métodos PEPS e Custo Médio Ponderado Fixo são,
(C) R$ 44.752,00 é o lucro da operação. respectivamente:
(D) R$ 44.000,00 é o lucro da operação. (A) $ 1.570 e $ 1.592,50.
(E) R$ 32.000,00 é o valor do ICMS a recolher. (B) $ 230 e $ 223,75.
(C) $ 250 e $ 217,50.
18. (UNIVERSA - CEB CONTADOR 2010) Assinale a alternativa (D) $ 250 e $ 223,75.
que apresenta os valores relativos ao custo das mercadorias (E) $ 250 e $ 227,50.
vendidas pelos critérios PEPS, UEPS e Preço Médio Móvel,
respectivamente, desprezando os centavos.

dia 1 – entrada de 2.000 kg a R$ 40.000,00


dia 2 – entrada de 4.000 kg a R$ 120.000,00
dia 3 – saída de 4.100 kg

(A) R$ 103.000, R$ 122.000 e R$ 109.306.


(B) R$ 105.000, R$ 80.000 e R$ 109.306.
(C) R$ 103.000, R$ 122.000 e R$ 112.500
(D) R$ 105.000, R$ 80.000 e R$ 112.500.
(E) R$ 103.000, R$ 80.000 e R$ 112.500.

19. (ESAF - STN AFC Contábil-financeira 2005) A firma


Bodegueiros Comerciais Ltda. mandou elaborar a ficha de
controle de estoques de sua mercadoria ―X‖, cuja tributação GABARITOS
ocorre com a incidência de ICMS de 17%, com as seguintes
informações:

30/09 - estoque existente: 30 unidades a R$ 18,00


06/10 - compras a prazo: 100 unidades a R$ 24,10
07/10 - vendas a prazo: 60 unidades a R$ 36,14
08/10 - compras a vista: 100 unidades a R$ 30,12
09/10 - vendas a vista: 90 unidades a R$ 36,14

Os cálculos de controle dos estoques foram feitos a partir dos


dados acima, considerando o critério de avaliação Last In, First

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Estes direitos podem ser divididos em direitos realizáveis reais
(bens) e direitos realizáveis pessoais (créditos):
CONTABILIDADE GERAL
I – Direitos Realizáveis Reais: são os direitos a coisa própria
(bens de propriedades da companhia), por exemplo: estoques de
PROF. EGBERT BUARQUE mercadorias e de materiais de uso ou consumo; e

II – Direitos Realizáveis Pessoais: são os créditos da companhia,


CAPÍTULO 5 – BALANÇO PATRIMONIAL tais como: títulos a receber (duplicatas, notas promissórias),
ICMS a recuperar, adiantamentos a fornecedores, impostos a
recuperar, adiantamentos a empregados, adiantamentos a
1. Balanço Patrimonial clientes.

Ao final do exercício societário, a sociedade deverá elaborar o Importante!


balanço patrimonial. A obrigatoriedade para as S/A está prevista
CPC 16 – Estoques
no artigo 176 da Lei 6.404/76:
De acordo com o CPC 16, estoques são ativos:
‗Art. 176. Ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar,
com base na escrituração mercantil da companhia, as seguintes (a) mantidos para venda no curso normal dos negócios;
demonstrações financeiras, que deverão exprimir com clareza a (b) em processo de produção para venda; ou
(c) na forma de materiais ou suprimentos a serem consumidos ou
situação do patrimônio da companhia e as mutações ocorridas no
transformados no processo de produção ou na prestação de
exercício: serviços.

I - balanço patrimonial; ‟ Os estoques compreendem bens adquiridos e destinados à


venda, incluindo, por exemplo, mercadorias compradas por um
varejista para revenda ou terrenos e outros imóveis para revenda.
Para uniformizar a classificação e valoração dos elementos
Os estoques também compreendem produtos acabados e
patrimoniais, a Lei 6.404/76 previu critérios de classificação e produtos em processo de produção pela entidade e incluem
avaliação dos elementos patrimoniais. matérias-primas e materiais aguardando utilização no processo
de produção, tais como: componentes, embalagens e material de
1.1 Critérios de Classificação consumo. No caso de prestador de serviços, os estoques
devem incluir os custos do serviço para o qual a entidade
Os critérios de classificação têm por finalidade a correta ainda não tenha reconhecido a respectiva receita (ver o
Pronunciamento Técnico CPC 30 - Receita).
distribuição das contas entre o Ativo, Passivo e Patrimônio
Líquido. Custos de estoque de prestador de serviços

1.1.1. Ativo Na medida em que os prestadores de serviços tenham estoques


de serviços em andamento, devem mensurá-los pelos custos da
1.1.1.1. Ativo Circulante sua produção. Esses custos consistem principalmente em mão-
de-obra e outros custos com o pessoal diretamente envolvido na
No ativo circulante, serão classificadas as Disponibilidades, os prestação dos serviços, incluindo o pessoal de supervisão, o
Direitos Realizáveis no Curso do Exercício Social material utilizado e os custos indiretos atribuíveis. Os salários e
os outros gastos relacionados com as vendas e com o pessoal
Subsequente e as Aplicações de Recursos em Despesas do geral administrativo não devem ser incluídos no custo, mas
Exercício Seguinte. reconhecidos como despesa do período em que são incorridos. O
custo dos estoques de prestador de serviços não inclui as
Disponibilidades margens de lucro nem os gastos gerais não atribuíveis que são
frequentemente incluídos nos preços cobrados pelos prestadores
São elementos do ativo que possam ser convertidos em dinheiro de serviços.
imediatamente, tais como: Caixa, Bancos Conta Movimento,
Aplicações Financeiras de Liquidez Imediata (período de resgate
inferior a 90 dias) e Numerários em Trânsito (remessas a filiais,
Venda dos estoques
cheques que ainda não foram depositados).
Quando os estoques são vendidos, o custo escriturado desses
Direitos Realizáveis no Curso do Exercício Social itens deve ser reconhecido como despesa do período em que a
Subsequente respectiva receita é reconhecida. A quantia de qualquer redução
dos estoques para o valor realizável líquido e todas as perdas de
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estoques devem ser reconhecidas como despesa do período em Exemplo: o ciclo operacional de um estaleiro é de 2 anos.
que a redução ou a perda ocorrerem. A quantia de toda reversão Portanto, os direitos realizáveis em até dois anos na data do
de redução de estoques, proveniente de aumento no valor balanço serão classificados no Ativo Circulante.
realizável líquido, deve ser registrada como redução do item em
que for reconhecida a despesa ou a perda, no período em que a
1.1.1.2.2. Investimentos
reversão ocorrer.
São as participações permanentes em outras sociedades e os
Alguns itens de estoques podem ser transferidos para outras
contas do ativo, como, por exemplo, estoques usados como direitos de qualquer natureza, não classificáveis no ativo
componentes de ativos imobilizados de construção própria. Os circulante, e que não se destinem à manutenção das
estoques alocados ao custo de outro ativo devem ser atividades da companhia.
reconhecidos como despesa durante a vida útil e na proporção da
baixa desse ativo. Exemplos: obras de arte, imóveis para aluguel.

Importante !
Aplicações de Recursos em Despesas do Exercício Seguinte
CPC 28 – PROPRIEDADE PARA INVESTIMENTO
São as despesas antecipadas, tais como: seguros, assinaturas
de periódicos, juros, aluguéis. São direitos que correspondem a Propriedade para investimento é a propriedade (terreno ou
despesas já pagas cujos fatos geradores ainda não ocorreram. edifício – ou parte de edifício – ou ambos) mantida (pelo
proprietário ou pelo arrendatário em arrendamento
financeiro) para auferir aluguel ou para valorização do capital
1.1.1.2. Ativo Não Circulante
ou para ambas, e não para:
O ativo não circulante compreende os seguintes subgrupos:
(a) uso na produção ou fornecimento de bens ou serviços ou para
ativo realizável a longo prazo, os investimentos, os ativos
finalidades administrativas; ou
imobilizados e os ativos intangíveis.
(b) venda no curso ordinário do negócio.

Uma propriedade que seja mantida por arrendatário sob


1.1.1.2.1. Ativo Realizável a Longo Prazo
arrendamento operacional pode ser classificada e contabilizada
No Ativo Realizável a Longo Prazo são classificados: os direitos como propriedade para investimento se, e apenas se, a
realizáveis após o término do exercício social subseqüente propriedade iria de outra forma satisfazer à definição de
(pessoais ou reais), assim como os derivados de vendas, propriedade para investimento e o arrendatário usar o método do
adiantamentos ou empréstimos a sociedades coligadas ou valor justo para o ativo reconhecido. Essa alternativa de
controladas, diretores, acionistas ou participantes do lucro da classificação deve ser analisada propriedade a propriedade.
companhia, que não constituírem negócios usuais na Entretanto, uma vez escolhida essa alternativa de classificação
exploração do objeto da companhia. para um interesse em propriedade desse gênero mantido sob
arrendamento operacional, todas as propriedades classificadas
Importante! como propriedade para investimento devem ser contabilizadas
usando o método do valor justo.
Ciclo operacional
As propriedades para investimento são mantidas para obter
Para uma empresa comercial, é o tempo necessário para que ela rendas ou para valorização do capital ou para ambas, e por isso
compre suas mercadorias, venda-as e receba o pagamento de classificadas no subgrupo Investimentos, dentro do Ativo Não
seus clientes. Na hipótese de empresa industrial, esse período de Circulante. Por isso, uma propriedade para investimento gera
tempo compreende a aquisição de matérias-primas, a fabricação fluxos de caixa altamente independentes dos outros ativos
dos produtos, a venda destes e o recebimento por parte dos mantidos pela entidade. Isso distingue as propriedades para
clientes. investimento de propriedades ocupadas pelos proprietários. A
produção ou fornecimento de bens ou serviços (ou o uso de
Quando o ciclo operacional for maior que o exercício social, a
propriedades para finalidades administrativas) gera fluxos de
classificação no circulante ou no longo prazo terá por base o
caixa que são atribuíveis não apenas às propriedades, mas
prazo desse ciclo.
também a outros ativos usados no processo de produção ou de
fornecimento. O Pronunciamento Técnico CPC 27 – Ativo

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Imobilizado aplica-se a propriedades ocupadas pelos parte que é mantida para uso na produção ou fornecimento de
proprietários. bens ou serviços ou para finalidades administrativas. Se essas
partes puderem ser vendidas separadamente (ou arrendadas
A seguir temos alguns exemplos de propriedades para separadamente sob arrendamento financeiro), a entidade
investimento: contabiliza as partes separadamente. Se as partes não puderem
ser vendidas separadamente, a propriedade só é propriedade
(a) terrenos mantidos para valorização de capital a longo prazo e
para investimento se uma parte insignificante for mantida para
não para venda a curto prazo no curso ordinário dos negócios;
uso na produção ou fornecimento de bens ou serviços ou para
(b) terrenos mantidos para futuro uso correntemente finalidades administrativas.
indeterminado (se a entidade não tiver determinado que usará o
Em alguns casos, a entidade proporciona serviços de apoio aos
terreno como propriedade ocupada pelo proprietário ou para
ocupantes da propriedade que ela mantenha. A entidade trata tal
venda a curto prazo no curso ordinário do negócio, o terreno é
propriedade como propriedade para investimento se os serviços
considerado como mantido para valorização do capital);
forem insignificantes em relação ao acordo como um todo. Um
(c) edifício que seja propriedade da entidade (ou mantido pela exemplo é quando o proprietário de edifício de escritórios
entidade em arrendamento financeiro) e que seja arrendado sob proporciona serviços de segurança e de manutenção aos
um ou mais arrendamentos operacionais; arrendatários que ocupam o edifício.

(d) edifício que esteja desocupado, mas mantido para ser Em outros casos, os serviços prestados são significativos. Por
arrendado sob um ou mais arrendamentos operacionais; exemplo, se a entidade possui e administra um hotel, os serviços
proporcionados aos hóspedes são significativos para o acordo
(e) propriedade que esteja sendo construída ou desenvolvida como um todo. Por isso, o hotel administrado pelo proprietário é
para futura utilização como propriedade para investimento. propriedade ocupada pelo proprietário e não propriedade para
investimento.
Seguem-se exemplos de itens que não são propriedades para
investimento, estando, por isso, fora do alcance deste Em alguns casos, a entidade possui propriedade que está
Pronunciamento: arrendada e ocupada por sua controladora ou por outra
controlada. A propriedade não se qualifica como propriedade
(a) propriedade destinada à venda no decurso ordinário das
para investimento nas demonstrações contábeis consolidadas,
atividades ou em vias de construção ou desenvolvimento para tal
porque a propriedade está ocupada pelo proprietário sob a
venda (ver Pronunciamento Técnico CPC 16 – Estoques), como,
perspectiva do grupo. Porém, da perspectiva da entidade que a
por exemplo, propriedade adquirida exclusivamente com vista à
possui, tal propriedade é propriedade para investimento se
alienação subsequente no futuro próximo ou para
satisfizer a definição apresentada anteriormente. Por isso, o
desenvolvimento e revenda; arrendador trata a propriedade como propriedade para
(b) propriedade em construção ou desenvolvimento por conta de investimento nas suas demonstrações contábeis individuais.
terceiros (ver Pronunciamento Técnico CPC 17 – Contratos de
1.1.1.2.3. Imobilizado
Construção);
São os direitos que tenham por objeto bens corpóreos
(c) propriedade ocupada pelo proprietário (ver Pronunciamento destinados à manutenção das atividades da companhia ou
Técnico CPC 27), incluindo (entre outras coisas) propriedade da empresa ou exercidos com essa finalidade, inclusive os
mantida para uso futuro como propriedade ocupada pelo decorrentes de operações que transfiram à companhia os
proprietário, propriedade mantida para desenvolvimento futuro e benefícios, riscos e controle desses bens.
uso subsequente como propriedade ocupada pelo proprietário,
propriedade ocupada por empregados (paguem ou não aluguéis Exemplos: imóveis de uso, veículos de uso.
a taxas de mercado) e propriedade ocupada pelo proprietário no
aguardo de alienação; De acordo com o CPC 27, Ativo Imobilizado é o item tangível
que:
(d) propriedade que é arrendada a outra entidade sob
arrendamento financeiro. (a) é mantido para uso na produção ou fornecimento de
mercadorias ou serviços, para aluguel a outros, ou para fins
Algumas propriedades compreendem uma parte que é mantida
administrativos; e
para obter rendimentos ou para valorização de capital e outra

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(b) se espera utilizar por mais de um período. se não for, deve ser usada a taxa incremental de financiamento
do arrendatário.
Importante!
Quaisquer custos diretos iniciais do arrendatário devem ser
Arrendamento Mercantil Financeiro adicionados à quantia reconhecida como ativo.

Arrendamento mercantil é um acordo pelo qual o arrendador Arrendamento mercantil financeiro nas demonstrações
transmite ao arrendatário em troca de um pagamento ou série de contábeis do arrendador
pagamentos o direito de usar um ativo por um período de tempo
acordado. Os arrendadores devem reconhecer os ativos mantidos por
arrendamento mercantil financeiro nos seus balanços e
Arrendamento mercantil financeiro é aquele em que há apresentá-los como conta a receber por valor igual ao
transferência substancial dos riscos e benefícios inerentes à investimento líquido no arrendamento mercantil.
propriedade de um ativo. O título de propriedade pode ou não vir
a ser transferido. Um arrendamento mercantil deve ser Nesse tipo de operação, a titularidade jurídica do bem arrendado
classificado como operacional se ele não transferir permanece com o arrendador; dessa forma, na compra do ativo,
substancialmente todos os riscos e benefícios inerentes à o registro contábil é feito em conta de ativo que represente o bem
propriedade. e a contrapartida é a forma de pagamento, podendo ser
disponibilidades ou obrigação no passivo. Entretanto, se o
O começo do prazo do arrendamento mercantil é a data a partir arrendador transfere substancialmente os riscos e benefícios ao
da qual o arrendatário passa a poder exercer o seu direito de arrendatário, reclassifica esse valor como contas a receber e
usar o ativo arrendado. É a data do reconhecimento inicial do considera os valores recebidos como sendo amortização de
arrendamento mercantil (isto é, o reconhecimento dos ativos, capital (pelo investimento feito) e receita financeira (recompensa
passivos, receita ou despesas resultantes do arrendamento pelo investimento e serviço).
mercantil, conforme for apropriado).
CPC 29 – Ativo Biológico e Produto Agrícola
Investimento bruto no arrendamento mercantil é a soma:
Conforme estabelece o CPC 29, ativo biológico é um animal
(a) dos pagamentos mínimos do arrendamento mercantil a e/ou uma planta, vivos. Produção agrícola é o produto colhido
receber pelo arrendador segundo um arrendamento mercantil
financeiro; e de ativo biológico da entidade. Como exemplos de ativo biológico
temos: carneiros, gado leiteiro. Os respectivos produtos agrícolas
(b) de qualquer valor residual não garantido atribuído ao seriam: lã e leite.
arrendador.
Importante ressaltar que a elaboração do produto agrícola deve
Investimento líquido no arrendamento mercantil é o investimento ser tratada como estoque (CPC 06). Ou seja, o queijo produzido a
bruto no arrendamento mercantil descontado à taxa de juros
partir do leite não deve ser registrado como produto agrícola, mas
implícita no arrendamento mercantil.
como estoque de produto.

A entidade deve reconhecer um ativo biológico ou produto


Arrendamento mercantil financeiro nas demonstrações agrícola quando, e somente quando:
contábeis do arrendatário
(a) controla o ativo como resultado de eventos passados;
No começo do prazo de arrendamento mercantil, os arrendatários
devem reconhecer, em contas específicas, os arrendamentos (b) for provável que benefícios econômicos futuros associados
mercantis financeiros como ativos e passivos nos seus balanços com o ativo fluirão para a entidade; e
por quantias iguais ao valor justo da propriedade arrendada ou,
(c) o valor justo ou o custo do ativo puder ser mensurado
se inferior, ao valor presente dos pagamentos mínimos do
confiavelmente.
arrendamento mercantil, cada um determinado no início do
arrendamento mercantil. A taxa de desconto a ser utilizada no Ativos biológicos consumíveis são aqueles passíveis de serem
cálculo do valor presente dos pagamentos mínimos do colhidos como produto agrícola ou vendidos como ativos
arrendamento mercantil deve ser a taxa de juros implícita no biológicos. Exemplos de ativos biológicos consumíveis são os
arrendamento mercantil, se for praticável determinar essa taxa; rebanhos de animais mantidos para a produção de carne,
rebanhos mantidos para a venda, produção de peixe, plantações

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de milho, cana-de-açúcar, café, soja, laranja e trigo e árvores Pesquisa é a investigação original e planejada realizada com a
para produção de madeira. Ativos biológicos para produção são expectativa de adquirir novo conhecimento e entendimento
os demais tipos como por exemplo: rebanhos de animais para científico ou técnico.
produção de leite, vinhas, árvores frutíferas e árvores das quais
se produz lenha por desbaste, mas com manutenção da árvore. Desenvolvimento é a aplicação dos resultados da pesquisa ou
Ativos biológicos de produção não são produtos agrícolas, são, de outros conhecimentos em um plano ou projeto visando à
sim, autorrenováveis. produção de materiais, dispositivos, produtos, processos,
sistemas ou serviços novos ou substancialmente aprimorados,
1.1.1.2.4. Intangível antes do início da sua produção comercial ou do seu uso.

Corresponde aos direitos que tenham por objeto bens Caso a entidade não consiga diferenciar a fase de pesquisa da
incorpóreos, destinados à manutenção da companhia ou fase de desenvolvimento de projeto interno de criação de ativo
exercidos com essa finalidade, inclusive fundo de comércio intangível, o gasto com o projeto deve ser tratado como incorrido
adquirido. apenas na fase de pesquisa.

CPC 04 - Ativo Intangível Fase de pesquisa

Ativo Intangível é um Ativo não monetário identificável sem Nenhum ativo intangível resultante de pesquisa (ou da fase de
substância física. pesquisa de projeto interno) deve ser reconhecido. Os gastos
com pesquisa (ou da fase de pesquisa de projeto interno) devem
Um ativo satisfaz o critério de identificação, em termos de ser reconhecidos como despesa quando incorridos.
definição de um ativo intangível, quando:
Durante a fase de pesquisa de projeto interno, a entidade não
(a) for separável, ou seja, puder ser separado da entidade e está apta a demonstrar a existência de ativo intangível que gerará
vendido, transferido, licenciado, alugado ou trocado, prováveis benefícios econômicos futuros. Portanto, tais gastos
individualmente ou junto com um contrato, ativo ou passivo devem ser reconhecidos como despesa quando incorridos.
relacionado, independente da intenção de uso pela entidade;
ou São exemplos de atividades de pesquisa:

(b) resultar de direitos contratuais ou outros direitos legais, (a) atividades destinadas à obtenção de novo conhecimento;
independentemente de tais direitos serem transferíveis ou
separáveis da entidade ou de outros direitos e obrigações. (b) busca, avaliação e seleção final das aplicações dos resultados
de pesquisa ou outros conhecimentos;
O ágio derivado da expectativa de rentabilidade futura (goodwill)
gerado internamente não deve ser reconhecido como ativo. (c) busca de alternativas para materiais, dispositivos, produtos,
processos, sistemas ou serviços; e
Para avaliar se um ativo intangível gerado internamente atende
aos critérios de reconhecimento, a entidade deve classificar a (d) formulação, projeto, avaliação e seleção final de alternativas
geração do ativo: possíveis para materiais, dispositivos, produtos, processos,
sistemas ou serviços novos ou aperfeiçoados.
(a) na fase de pesquisa; e/ou
Fase de desenvolvimento
(b) na fase de desenvolvimento.
Um ativo intangível resultante de desenvolvimento (ou da fase de
Embora os termos "pesquisa" e "desenvolvimento" estejam desenvolvimento de projeto interno) deve ser reconhecido
definidos, as expressões "fase de pesquisa" e "fase de somente se a entidade puder demonstrar todos os aspectos a
desenvolvimento" têm um significado mais amplo para efeitos do seguir enumerados:
CPC 04.
(a) viabilidade técnica para concluir o ativo intangível de forma
que ele seja disponibilizado para uso ou venda;

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(b) intenção de concluir o ativo intangível e de usá-lo ou vendê-lo; recursos técnicos, financeiros e outros recursos necessários, e a
(c) capacidade para usar ou vender o ativo intangível; capacidade da entidade de garantir esses recursos. Em alguns
casos, a entidade demonstra a disponibilidade de recursos
(d) forma como o ativo intangível deve gerar benefícios externos ao conseguir, junto a um financiador, indicação de que
econômicos futuros. ele está disposto a financiar o plano.
Entre outros aspectos, a entidade deve demonstrar a existência
de mercado para os produtos do ativo intangível ou para o próprio Os sistemas de custeio de uma entidade podem muitas vezes
ativo intangível ou, caso este se destine ao uso interno, a sua mensurar com confiabilidade o custo da geração interna de ativo
utilidade; intangível e outros gastos incorridos para obter direitos autorais,
licenças ou para desenvolver software de computadores.
(e) disponibilidade de recursos técnicos, financeiros e outros
recursos adequados para concluir seu desenvolvimento e usar ou Marcas, títulos de publicações, listas de clientes e outros itens
vender o ativo intangível; e similares, gerados internamente, não devem ser reconhecidos
como ativos intangíveis.
(f) capacidade de mensurar com confiabilidade os gastos
atribuíveis ao ativo intangível durante seu desenvolvimento. Os gastos incorridos com marcas, títulos de publicações, listas de
clientes e outros itens similares não podem ser separados dos
Na fase de desenvolvimento de projeto interno, a entidade pode, custos relacionados ao desenvolvimento do negócio como um
em alguns casos, identificar um ativo intangível e demonstrar que todo. Dessa forma, esses itens não devem ser reconhecidos
este gerará prováveis benefícios econômicos futuros, uma vez como ativos intangíveis.
que a fase de desenvolvimento de um projeto é mais avançada
do que a fase de pesquisa. Ativo Diferido – EXTINTO

São exemplos de atividades de desenvolvimento: Foi extinto pela MP 449, convertida na Lei 11.941/09. Entretanto,
há contas que permanecerão no ativo diferido até sua completa
(a) projeto, construção e teste de protótipos e modelos pré- amortização, enquanto as demais serão alocadas a outro grupo
produção ou pré-utilização; de contas. A NBC T 19.18, aprovada pela resolução CFC
1.152/2009, prevê que os gastos ativados que não possam ser
(b) projeto de ferramentas, gabaritos, moldes e matrizes que realocados para outras contas de ativo, devem ser baixados
envolvam nova tecnologia; contra Lucros ou prejuízos Acumulados.

(c) projeto, construção e operação de fábrica-piloto, desde que já Despesas antecipadas X Ativo Diferido
não esteja em escala economicamente viável para produção
comercial; e Despesas antecipadas são aquelas cujo fato gerador ainda não
ocorreu. Portanto, devem ser apropriadas à medida que ocorre o
(d) projeto, construção e teste da alternativa escolhida de fato gerador.
materiais, dispositivos, produtos, processos, sistemas e serviços
novos ou aperfeiçoados. Despesas diferidas são aquelas cujo fato gerador já ocorreu,
porém as receitas correlatas ainda não. Portanto, tais despesas
Para demonstrar como um ativo intangível gerará prováveis eram registradas no Ativo Diferido e baixadas mediante
benefícios econômicos futuros, a entidade deve avaliar os amortização, pois deviam ser reconhecidas proporcionalmente às
benefícios econômicos a serem obtidos por meio desse ativo com receitas para as quais contribuíram.
base nos princípios do Pronunciamento Técnico CPC 01 –
Redução ao Valor Recuperável de Ativos. Se o ativo gerar 1.1.2. Passivo Exigível
benefícios econômicos somente em conjunto com outros ativos,
deve ser considerado o conceito de unidades geradoras de caixa De acordo com a Lei 6.404/76, o Passivo Exigível se divide em
previsto no Pronunciamento Técnico CPC 01. Passivo Circulante e Passivo Não Circulante.

‗Art. 180. As obrigações da companhia, inclusive financiamentos


A disponibilidade de recursos para concluir, usar e obter os
para aquisição de direitos do ativo não circulante, serão
benefícios gerados por um ativo intangível pode ser evidenciada,
classificadas no passivo circulante, quando se vencerem no
por exemplo, por um plano de negócios que demonstre os
exercício seguinte, e no passivo não circulante, se tiverem
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vencimento em prazo maior, observado o disposto no parágrafo Parágrafo único. O registro do saldo de que trata o caput
único do art. 179 desta Lei.‟ deste artigo deverá evidenciar a receita diferida e o
respectivo custo diferido.‟

1.1.3. Patrimônio Líquido


1.1.2.1. Passivo Circulante
O Patrimônio Líquido representa a riqueza própria da empresa,
São as obrigações que vencem no exercício seguinte. Isto não ou seja, seu Capital Próprio. Corresponde aos recursos
significa que as obrigações vencíveis no exercício corrente não originários dos sócios e aos rendimentos gerados pela empresa.
integram o passivo circulante, pois, cabe lembrar, que o balanço,
em regra, é levantado ao final do exercício social. De forma mais Com as alterações da Lei 11.638/07 e da MP 449, convertida na
objetiva, pode-se afirmar que o passivo circulante reúne as Lei 11.941/09, o Patrimônio Líquido reúne os seguintes
obrigações exigíveis até o término do exercício social subgrupos:
subseqüente.

Exemplo:
- Capital Social;
Em 31 de dezembro 2009, todas as obrigações vencíveis até
- Reservas de Capital;
dezembro de 2010 são classificadas no passivo circulante.
- Ajustes de Avaliação Patrimonial;

1.1.2.2. Passivo Não Circulante - Reservas de Lucros;


No Passivo Não Circulante são registradas as obrigações - Ações em Tesouraria; e
exigíveis após o término do exercício social subseqüente.
- Prejuízos Acumulados
Exemplo:
1.1.3.1. Capital Social
Em 31 de dezembro de 2009, uma duplicata a pagar com prazo
de vencimento em janeiro de 2011 será classificada no Passivo De acordo com a Lei 6.404/76, a conta do capital social
Não Circulante. discriminará o montante subscrito e, por dedução, a parcela ainda
não realizada.
Importante
- Capital social subscrito: montante que os sócios se
(i) Assim como na classificação das contas do ativo, a comprometeram em aportar na empresa, seja em dinheiro, seja
classificação do passivo em circulante e não circulante também em bens.
pode ser alterada em função do ciclo operacional da empresa se
este tiver duração superior ao exercício social. - Capital a realizar (a integralizar): montante dos recursos que
(ii) O grupo Resultados de Exercícios Futuros foi extinto. ainda não foram entregues à empresa pelos sócios, ou seja, que
Antes de sua extinção, nele eram classificadas as receitas de ainda não foram realizados (integralizados).
exercícios futuros (receitas antecipadas), diminuídas dos custos e
despesas a elas correspondentes (contas retificadoras). Ou seja, - Capital realizado (integralizado): montante de recursos (em
nesse grupo, deveriam constar as quantias recebidas que não dinheiro ou bens) que os sócios já entregaram à empresa,
seriam, em hipótese alguma, devolvidas pela empresa, nem conforme compromisso firmado no ato da subscrição.
representadas como suas obrigações de entregar bens e
serviços. - Capital autorizado: Limite do capital social a ser subscrito,
autorizado no estatuto ou contrato social.
O artigo 299-B da Lei 6.404/76 determinou a reclassificação do
seu saldo: Exemplo:

Capital Social (Subscrito).....................200.000


‗Art. 299-B. O saldo existente no resultado de exercício futuro em
31 de dezembro de 2008 deverá ser reclassificado para o Capital a Realizar..................................(60.000)
passivo não circulante em conta representativa de receita
diferida. Capital Realizado..................................140.000

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1.1.3.2. Reservas de Capital Contabilização das captações de recursos para o capital
próprio
Correspondem a valores recebidos dos proprietários ou de
terceiros, isto é, são receitas que, entretanto, não são tratadas O registro do montante inicial dos recursos captados por
dessa forma, pois não transitam pelas contas de resultado, sendo intermédio da emissão de títulos patrimoniais deve corresponder
aos valores líquidos disponibilizados para a entidade pela
contabilizadas diretamente no Patrimônio Líquido. transação, pois essas transações são efetuadas com sócios já
existentes e/ou novos, não devendo seus custos influenciar o
Serão classificadas como Reservas de Capital as contas que saldo líquido das transações geradoras de resultado da entidade.
registrarem:
Os custos de transação incorridos na captação de recursos por
i) A contribuição do subscritor de ações que ultrapassar o intermédio da emissão de títulos patrimoniais devem ser
valor nominal e a parte do preço de emissão das ações, sem contabilizados, de forma destacada, em conta redutora de
valor nominal, que ultrapassar a importância destinada à patrimônio líquido, deduzidos os eventuais efeitos fiscais, e os
formação do capital social, inclusive nos casos de conversão em prêmios recebidos devem ser reconhecidos em conta de reserva
de capital.
ações de debêntures ou partes beneficiárias (Reserva de ágio
na emissão de ações) Nas operações de captação de recursos por intermédio da
ii) O produto da alienação de partes beneficiárias e bônus emissão de títulos patrimoniais em que exista prêmio (excedente
de subscrição (Reserva de Alienação de Bônus de Subscrição de capital) originado da subscrição de ações aos quais os custos
e Reserva de Alienação de Partes Beneficiárias) de transação se referem, deve o prêmio, até o limite do seu
saldo, ser utilizado para absorver os custos de transação
Bônus de Subscrição: títulos de créditos emitidos por registrados na conta de que trata o parágrafo anterior. Nos
companhias no limite do capital autorizado no estatuto, que dão demais casos, a conta de que trata o item anterior será
apresentada após o capital social e somente pode ser utilizada
aos seus titulares o direito de subscreverem ações da companhia para redução do capital social ou absorção por reservas de
mediante apresentação do referido título e o pagamento de capital.
emissão das ações (os atuais acionistas têm preferência na
aquisição dos bônus). Quando a operação de captação de recursos por intermédio da
emissão de títulos patrimoniais não for concluída, inexistindo
Partes Beneficiárias: são títulos de crédito sem valor nominal, aumento de capital ou emissão de bônus de subscrição, os
custos de transação devem ser reconhecidos como despesa
emitidos por companhias fechadas, por um prazo máximo de dez
destacada no resultado do período em que se frustrar a
anos, que conferem a seus titulares o direito de participação, no transação.
máximo em 10%, nos lucros das referidas companhias. Caso não
sejam resgatados no prazo de sua emissão, serão convertidos Importante 1
em ações da companhia, podendo haver ágio na emissão de
ações. As partes beneficiárias somente darão origem à Reserva Os recursos recebidos como:
de Capital se forem vendidas, ou seja, se forem atribuídas
- Prêmios na emissão de debêntures;
gratuitamente a acionistas ou terceiros, não darão origem à
Reserva de Capital. - Doações para Investimento; e

iii) A reserva relativa aos prêmios recebidos na emissão de - Subvenções para Investimento
debêntures (Reserva de Prêmios Recebidos na Emissão de
Debêntures – Ágio) foi extinta pela Lei 11.638/07. Não serão classificados como Reservas de Capital. Estes
valores devem ser reconhecidos como receitas do exercício.
Debêntures: são títulos de crédito, com valor nominal, emitidos
por companhias, os quais conferem a seus titulares Em face do artigo 195-A da Lei 6.404/76, as doações e
(debenturistas) o direito de participação nos lucros dessa (rendem subvenções governamentais para investimentos poderão ser
juros e são atualizados monetariamente). Caso Não sejam destinadas a uma nova reserva de lucros, denominada
resgatados no seu prazo de emissão, serão convertidos em „Reserva de Incentivos Fiscais‟. O valor dessa reserva poderá
ações da companhia. ser excluído da base de cálculo do dividendo obrigatório de
que trata o artigo 202 em seu inciso I.
iv) As reservas relativas às doações e subvenções para
investimento foram extintas pela Lei 11.638/07 (Reserva de Importante 2
Doações para Investimento e Reserva de Subvenções para
Investimento). Regime Tributário de Transição (RTT) e a Reserva de Incentivos
Fiscais e a Reserva de Lucros Específica.

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Egbert Buarque

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Conforme o artigo 15 da MP 449/08, convertida na Lei 11.941/09, em que a base para incidência será o valor restituído, limitado ao
fica instituído o Regime Tributário de Transição (RTT), que trata valor total das exclusões decorrentes de doações ou subvenções
dos ajustes tributários decorrentes dos novos métodos e critérios governamentais para investimentos;
contábeis introduzidos pela Lei nº 11.638/07 e pela MP 449/08,
convertida na Lei nº 11.941/09. II – restituição de capital aos sócios ou ao titular, mediante
redução do capital social, nos cinco anos anteriores à data da
De acordo com o artigo 16 da referida MP, as alterações doação ou subvenção, com posterior capitalização do valor da
introduzidas pela Lei 11.638/07 e pela MP 449/08, convertida doação ou subvenção, hipótese em que a base para a incidência
pela Lei 11.941/09, que modifiquem o critério de reconhecimento será o valor restituído, limitado ao valor total das exclusões
de receitas, custos e despesas computadas na apuração do lucro decorrentes de doações e subvenções governamentais para
líquido do exercício, não terão efeitos para fins de apuração do investimentos; ou
lucro real da pessoa jurídica sujeita ao RTT, devendo ser
considerados, para fins tributários, os métodos e critérios III – integração à base de cálculo dos dividendos obrigatórios.
contábeis vigentes em 31 de dezembro de 2007.
Se a empresa der destinação diversa da prevista (Reserva de
O RTT terá vigência até a entrada em vigor de lei que discipline Incentivos Fiscais), o saldo da respectiva reserva deverá ser
os efeitos tributários dos novos métodos e critérios contábeis. adicionado para a apuração do lucro real, ou seja, esse valor
passará a ser tributável.
No caso das doações e subvenções para investimentos ou dos
prêmios na emissão de debêntures, que, com a publicação da Lei Prêmio na Emissão de Debêntures
11.638/07, deixaram de ser destinados à reserva de capital e
Em relação aos valores recebidos a título de prêmio na emissão
passaram a ser consideradas como receitas pelo RTT, terão
de debêntures, deve-se adotar procedimento semelhante:
tratamento de forma a neutralizar os efeitos tributários.
I – reconhecer o valor do prêmio na emissão de debêntures, em
Em maior detalhe, se uma empresa receber, do Poder Público,
conta de resultado, pelo regime de competência e de acordo com
doações e subvenções para Investimentos, essa empresa, de
as determinações constantes das normas expedidas pela
acordo com o RTT, deverá adotar os seguintes procedimentos:
Comissão de Valores Mobiliários, no caso de companhias abertas
I – reconhecer o valor da doação ou subvenção em conta de e outras que optem pela sua observância;
resultado pelo regime de competência, inclusive com observância
II – excluir, no livro de apuração do Lucro Real, o valor referente
das determinações constantes das normas expedidas pela
à parcela do lucro líquido do exercício decorrente do prêmio na
Comissão de Valores Mobiliários, no caso de companhias abertas
emissão de debêntures, para fins de apuração do lucro real;
e outras que optem pela sua observância;
III – manter o valor referente à parcela do lucro líquido do
II – excluir, no Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR), o valor
exercício decorrente do prêmio na emissão de debêntures em
referente à parcela do lucro líquido do exercício decorrente de
reserva de lucros específica; e
doações ou subvenções governamentais para investimentos,
para fins de apuração do lucro real; IV – adicionar, no livro de Apuração do Lucro Real, para fins de
apuração do Lucro Real, o valor referido no inciso II, no momento
III – manter o valor referente à parcela do lucro líquido do
em que tiver destinação diversa daquela referida no inciso III.
exercício, decorrente da doação ou subvenção na reserva de
incentivos fiscais (art. 195-A da Lei nº 6.404/76, incluído pela Lei Reserva Específica de Prêmio na Emissão de Debêntures:
11.638/07); e constituída pela transferência de lucro do período para o
Patrimônio Líquido, sendo, portanto, uma reserva de lucros.
IV – adicionar, no livro de Apuração do Lucro Real, para fins de
apuração do lucro real, o valor referido no inciso II, no momento O prêmio na emissão de debêntures será tributado, caso seja
em que ele tiver destinação diversa daquela referida no inciso III. dada destinação diversa da prevista anteriormente (Reserva de
Lucros Específica), inclusive nas hipóteses de:
As doações e subvenções governamentais serão tributadas, caso
seja dada destinação diversa da prevista anteriormente (Reserva I – capitalização do valor e posterior restituição do capital aos
de Incentivos Fiscais), inclusive nas hipóteses de: sócios ou titular, mediante redução do Capital Social, hipótese em
que a base para incidência será o valor restituído, limitado ao
I – capitalização do valor e posterior restituição do capital aos
sócios ou ao titular, mediante redução do capital social, hipótese
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total das exclusões decorrentes de prêmios na emissão de A empresa possuía ações da empresa ABC disponíveis para
debêntures; venda no valor total de $ 2.000,00. Tais ativos
financeiros tiveram seu valor reduzido para $ 1.600.
II – restituição de capital aos sócios ou ao titular, mediante
redução do Capital Social, nos cinco anos anteriores à data de Solução
emissão das debêntures com o prêmio, com posterior
capitalização do valor do prêmio, hipótese em que a base para Como as ações são destinadas a negociação, seu valor será
incidência será o valor restituído, limitado ao total de exclusões atualizado contra a conta de ajuste de avaliação patrimonial.
decorrentes de prêmios na emissão de debêntures; ou

III – Integração à base de cálculo dos dividendos obrigatórios.


Lançamento da redução de valor das ações
Utilização das Reservas de Capital
Ajustes de avaliação patrimonial (redutora do PL)
As reservas de capital somente poderão ser utilizadas para:
a ações da empresa ABC..................................400
- absorção de prejuízo que ultrapassarem os lucros acumulados e
1.1.3.5. Reservas de Lucros
as reservas de lucros;
Representam a retenção de parcelas provenientes de ganhos do
- resgate, reembolso ou compra de ações;
período, com o objetivo de preservar p Patrimônio Líquido de
- resgate de partes beneficiárias; uma sociedade, para posterior destinação.

- incorporação ao Capital Social; Embora a lei 11.638/07 tenha previsto apenas a conta ‗Prejuízos
Acumulados‘, o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC)
- pagamento de dividendo a ações preferenciais, quando essa previu que a conta ‗Lucros Acumulados‘ continuará como conta
vantagem lhes for assegurada; transitória no plano de contas das empresas, contra a qual será
lançado o resultado do exercício, as reversões de determinadas
- e reserva constituída com o produto da venda de partes reservas e os ajustes de exercícios anteriores, para distribuir o
beneficiárias poderá ser destinada ao resgate destes títulos. resultado nas suas várias formas e destinar valores para as
reservas de lucros.
1.1.3.3. Reservas de Reavaliação - Extinta
As reservas de Lucros são:
Estas reservas registravam as contrapartidas de aumento de
valor atribuídas a itens do ativo, em virtude de novas avaliações, - Reserva Legal
com base em laudos aprovados pela Assembléia Geral.
- Reservas Estatutárias
1.1.3.4. Ajustes de Avaliação Patrimonial (Outros Resultados
Abrangentes) - Reservas para Contingências

Serão classificados como ajustes de avaliação patrimonial, - Reservas de Incentivos Fiscais


enquanto não computados no resultado do exercício, em
obediência ao regime de competência, as contrapartidas de - Reserva de Retenção de Lucros
aumentos ou diminuições de valor atribuído a elementos do ativo
- Reserva de Lucros a Realizar
e do passivo em decorrência de sua avaliação a preço de
mercado. - Reserva Especial de Dividendo Obrigatório Não Distribuído

Os Ajustes de Avaliação Patrimonial, ao contrário da conta - Reserva Específica de Prêmio na Emissão de Debêntures
‗Reserva de Reavaliação‘, são contrapartidas de aumentos ou
reduções de ativos e passivos, ou seja, podem ter natureza Importante
devedora ou credora. Caso tenham natureza devedora, os
ajustes serão uma conta retificadora do Patrimônio Líquido. O saldo das reservas de lucros, exceto para as Contingências, de
Incentivos Fiscais, de Lucros a Realizar e a Específica de Prêmio
Exemplo: na Emissão de Debêntures, não poderá ultrapassar o Capital
Social da empresa.

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Caso este limite seja atingido, a assembléia deliberará sobre a As reservas estatutárias são reservas de lucros constituídas,
aplicação do excesso na integralização ou aumento do capital tomando por base de cálculo o lucro líquido do exercício, de
social, ou na distribuição de dividendos acordo com previsão do estatuto social da companhia. Conforme
o artigo 194 da Lei 6.404/76:
1.1.3.5.1. Reserva Legal
„Art. 194. O estatuto poderá criar reservas desde que, para cada
Do lucro líquido do exercício, 5% serão aplicados, antes de
uma:
qualquer destinação, na constituição da Reserva Legal, sendo
que o saldo dessa reserva nunca poderá exceder a 20% do I - indique, de modo preciso e completo, a sua finalidade;
capital social acrescido de sua correção monetária. A Reserva
Legal é a única obrigatória da empresa. II - fixe os critérios para determinar a parcela anual dos lucros
líquidos que serão destinados à sua constituição; e
A Reserva Legal tem por fim assegurar a integridade do Capital
Social e somente poderá ser utilizada para compensar prejuízos III - estabeleça o limite máximo da reserva.‟
ou aumentar o capital.
1.1.3.5.3. Reserva para Contingências
Conforme preceitua o artigo 189 da Lei 6.404/76, o prejuízo do
exercício será obrigatoriamente absorvido pelos lucros Conforme o artigo 195 da Lei 6.404/76, a assembléia geral
acumulados e pelas reservas de lucros, nessa ordem, devendo a poderá, por proposta dos órgãos da administração, destinar parte
reserva legal ser a última reserva de lucro a ser utilizada para do lucro líquido à formação de reserva com a finalidade de
absorver o prejuízo. compensar, em exercício futuro, a diminuição do lucro decorrente
de perda julgada provável, cujo valor possa ser estimado.
Exemplo:
A proposta dos órgãos da administração deverá indicar a causa
A reserva legal já constituída é de $ 2.500,00. Qual o valor a ser da perda prevista e justificar, com as razões de prudência que a
constituído a título de Reserva Legal a partir de um lucro de $ recomendem, a constituição da reserva.
100.000, se o capital social é de $ 20.000. A reserva será revertida no exercício em que deixarem de existir
as razões que justificaram a sua constituição ou em que ocorrer a
Solução perda.

Em princípio, a Reserva Legal a ser constituída é de $ 5.000 (5% Exemplo:


do lucro líquido de $ 100.000). Entretanto, o capital social é de Uma empresa de cigarros estima que, em virtude de nova lei que
20.000, o que estabelece o limite de $ 4.000 (20% de 20.000). proíbe o fumo em locais públicos, sofrerá uma redução de $
70.000,00 em seus lucros. Portanto, resolve constituir reserva
Portanto, a Reserva Legal a ser constituída é de $ 1.500, pois é o
para contingências neste valor:
valor que falta para completar o limite de 20% do Capital Social.
Constituição da reserva
Limite Facultativo da Reserva Legal
Lucros Acumulados
Há também o limite facultativo da Reserva Legal, que A Reserva de Contingência.....................70.000,00
corresponde a 30% do Capital Social, isto é, o saldo da Reserva
Legal acrescida das Reservas de Capital (exceto correção Quando a perda se materializar ou as razões para o seu
monetária do capital) atingir o limite de 30%, a destinação dos reconhecimento deixarem de existir, a reserva deve ser revertida.
lucros à constituição da Reserva Legal torna-se facultativa.
Reversão da reserva
Exemplo:
Reserva de Contingência
No exemplo anterior, sabe-se que há reservas de capital no
A Lucros Acumulados........................70.000,00
montante de $ 3.000. Portanto, a reserva legal poderá ser
constituída no valor de $ 500, pois, desta forma, a soma da 1.1.3.5.4. Reserva de incentivos fiscais
reserva legal com as de capital atinge o limite facultativo, que é
de 30% do Capital Social ($ 6.000). A assembléia Geral poderá, por proposta dos órgãos de
administração, destinar para a reserva de incentivos fiscais a
1.1.3.5.2. Reservas Estatutárias parcela do lucro líquido, decorrente de doações ou subvenções

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governamentais para investimentos, que poderá ser excluída da No exercício em que o montante do dividendo obrigatório,
base de cálculo do dividendo obrigatório. calculado nos termos do estatuto ou do artigo 202 da Lei
6.404/76, ultrapassar a parcela realizada do lucro líquido do
1.1.3.5.5. Reserva de retenção de lucros (ou Reserva para exercício, a assembléia geral poderá, por proposta dos órgãos de
expansão) administração, destinar o excesso à constituição de Reserva de
Lucros a Realizar. Portanto, a finalidade da Reserva de Lucros a
Destina-se a atender aos planos de expansão da empresa
Realizar é postergar o pagamento de dividendos sobre os lucros
(projeto de investimento), devendo estar justificada com
que não se realizarão financeiramente no exercício social
orçamento de capital da empresa, ser proposta pela
subseqüente.
administração e ser aprovada pela assembléia geral.
De acordo com a Lei 6.404/76, considera-se realizada a parcela
O orçamento poderá ser aprovado, pela assembléia geral
do lucro líquido do exercício que exceder da soma dos seguintes
ordinária, que deliberar sobre o balanço do exercício e revisado
valores:
anualmente, quando tiver duração superior a uma exercício
social. - o resultado líquido positivo da equivalência patrimonial;
Esta reserva e a reserva estatutária não poderão ser constituídas - o lucro, rendimento ou ganho líquidos em operações ou
em prejuízo do dividendo obrigatório. contabilização ode ativo e passivo pelo valor de mercado, cujo
prazo de realização financeira ocorra após o término do exercício
Exemplo:
social seguinte.
O Patrimônio Líquido da empresa ABC apresenta a seguinte
Importante lembrar que a constituição desta reserva é facultativa.
composição:
A Reserva de Lucros a Realizar somente poderá ser utilizada
Capital Social..............................................70.000
para pagamento do dividendo obrigatório e, para efeito do inciso
Reserva Legal...............................................5.000 III do artigo 202 da Lei 6.404/76, serão considerados como
integrantes da reserva os lucros de cada exercício que forem os
Reserva Estatutária....................................15.000 primeiros a serem realizados em dinheiro.

Reserva para Contingências......................25.000 Exemplo:

Reserva de Lucros a Realizar.....................10.000 A empresa ABC apurou as seguintes informações em relação ao


exercício social encerrado em 31/12/200:
Reserva de retenção de lucros....................(???)
- Lucro Líquido do Exercício: $ 40.000
Conforme determina a Lei 6.404/76, o saldo das reservas de
lucros, exceto para as Contingências, de Incentivos Fiscais, de - Lucro em vendas a prazo, recebíveis em 2009: $ 18.100
Lucros a Realizar e a Específica de Prêmio na Emissão de
Debêntures não poderá ultrapassar o Capital Social da empresa. - Resultado positivo da Equivalência Patrimonial: $ 9.800

Capital Social = Reserva Legal + Reserva Estatutária + Limite No encerramento do exercício, além da reserva de lucros a
para a Reserva de Retenção de Lucros. realizar, houve as seguintes destinações do lucro líquido do
exercício para as seguintes reservas:
Em números:
- Reserva Legal: $ 2.000
70.000 = 5.000 + 25.000 + Limite para a Reserva de Retenção de
Lucros - Reserva estatutária: $ 2.500

Ou seja, - Reserva para Contingências: $ 5.000

Limite para a constituição de Reserva de Retenção de Lucros - Reserva de Retenção de Lucros: $ 6.000
=40.000.
Houve também, no encerramento do exercício de 2007, reversão
1.1.3.5.6. Reservas de lucros a realizar da Reserva para Contingências no valor de $ 2.000. O valor da
Reserva de Lucros a Realizar, sabendo-se que ela foi constituída

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pelo seu valor máximo e que o estatuto foi omisso em relação à na emissão de debêntures) deverão ser distribuídos como
determinação do dividendo obrigatório, é de: dividendos.

Parte 1 – Determinação do dividendo mínio obrigatório Dividendos a pagar = 12.100 + 9.000 = 21.100

Lucro Líquido do Exercício...........................40.000 1.1.3.5.7. Reserva especial de dividendos obrigatórios não


distribuídos
(-) Reserva Legal..........................................(2.000)
A Reserva Especial será constituída quando a empresa não
(-) Reserva para Contingências....................(5.000) possuir recursos financeiros para pagar os dividendos devidos
aos acionistas. Nesse caso, os lucros não distribuídos como
(+) Reversão de Reservas de Conting............2.000
dividendos serão registrados como Reserva Especial e, caso não
Base de cálculo do dividendo obrigatório.35.000 sejam absorvidos por prejuízos futuros, deverão ser pagos como
dividendos, assim que a situação financeira da empresa permitir.
Dividendo mínimo obrigatório:
1.1.3.6. Ações em Tesouraria
50%x 35.000= 17.500
São as ações da empresa adquiridas pela mesma e mantidas em
Parte 2 – Cálculo da parcela do lucro não realizada tesouraria, sendo limitada pelo saldo dos lucros acumulados e
reservas, exceto a Legal.
Parcela do Lucro não Realizada = 18.100 + 9.800 = 27.900
As ações em tesouraria deverão ser destacadas no balanço
Parte 3 – Cálculo da Parcela Realizada do Lucro como dedução da conta do patrimônio líquido que registrar a
origem dos recursos aplicados na sua aquisição.
Parcela Realizada do Lucro = 40.000 – 27.900 = 12.100
As ações m tesouraria não terão direito a dividendo e a voto, o
Parte 4 – Cálculo da Reserva de Lucros a Realizar
resultado obtido na venda de tais ações, não deve transitar pelo
Dividendos a Pagar (saldo parcial)= Parcela Realizada do Lucro = resultado do exercício.
12.100
Contabilização da aquisição de ações de emissão própria
(Ações em tesouraria)
Reservas de Lucros a Realizar = Dividendo Obrigatório –
Dividendos a pagar (saldo parcial) A aquisição de ações de emissão própria e sua alienação são
também transações de capital da entidade com seus sócios e
Reserva de Lucros a Realizar = 17.500 – 12.100 = 5.400 igualmente não devem afetar o resultado da entidade.

Lucro Líquido do Exercício..................40.000 Os custos de transação incorridos na aquisição de ações de


emissão da própria entidade devem ser tratados como acréscimo
(+) Reversão p/ Reserva Conting..........2.000 do custo de aquisição de tais ações.

(-) Reserva Legal..................................(2.000) Os custos de transação incorridos na alienação de ações em


tesouraria devem ser tratados como redução do lucro ou
(-) Reserva Estatutária.........................(2.500) acréscimo do prejuízo dessa transação, resultados esses
contabilizados diretamente no patrimônio líquido, na conta que
(-) Reserva p/ Contingências................(5.000) houver sido utilizada como suporte à aquisição de tais ações, não
afetando o resultado da entidade.
(-) Reserva de Retenção de lucros......(6.000)
Exemplo:
(-) Reserva de Lucros a Realizar..........(5.400)
O balanço da empresa ABC antes da aquisição de suas próprias
(-) Dividendos a pagar (parcial).........(12.100) ações apresentava a seguinte composição:

Saldo Transitório de Lucros Acumulados..9.000

Conforme determina a Lei 6.404/76, os lucros não destinados às


reservas de lucros (legal, estatutária, contingências, retenção de
lucros, lucros a realizar, incentivos fiscais, específica de prêmio

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ATIVO PASSIVO
Caixa 10.000 Fornecedores 40.000
Duplicatas a receber 30.000 Financiamentos 10.000 EXERCÍCIOS
Estoques 60.000 Capital Social 100.000
Imóveis 90.000 Reservas de Capital 30.000
Depreciação Acumulada -10.000
180.000 180.000
1. (CESGRANRIO – Casa da Moeda – Analista/Contabilidade
2012) Uma sociedade empresária apresenta os seguintes saldos,
Lançamentos em reais, das contas patrimoniais em seu balanço patrimonial:

Na compra das ações por $ 3.000

Ações em Tesouraria

a Caixa..............................3.000

Na venda por $ 4.000

Caixa a Diversos

a Ações em Tesouraria ...............3.000

a Reserva de Capital....................1.000..4.000

Na venda por 2.000

Diversos

a Ações em Tesouraria

Caixa ...........................................2.000

Reserva de lucros (conta de suporte à Com base nos saldos apresentados, os valores do Ativo
aquisição).....................................1.000....4.000 Circulante e do Passivo Circulante são, em reais,
respectivamente,

(A) 34.750 e 30.000


(B) 33.000 e 30.000
1.1.3.7. Prejuízos Acumulados
(C) 33.000 e 28.250
(D) 32.250 e 27.250
A Lei 10.303/01 já havia extinguido a conta ‗Lucros Acumulados‘,
(E) 31.500 e 25.750
estabelecendo que os lucros não destinados a Reservas de
Lucros deveriam ser distribuídos como dividendos, ou seja, a 2. (CESGRANRIO – Casa da Moeda – Analista/Contabilidade
conta ‗Lucros Acumulados‘ deveria estar, desde a vigência da Lei 2012) A demonstração contábil que tem por finalidade evidenciar
10.303/01, com saldo zero. de forma qualitativa e quantitativa a situação patrimonial e
financeira da empresa, bem como dos atos registrados na
Entretanto, o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) escrituração contábil, chama-se
preceitua que a conta ‗Lucros Acumulados‘ deve continuar nos (A) Balancete de Verificação
planos de contas e seu uso continuará a ser feito para receber o (B) Balanço Patrimonial
resultado do exercício, as reversões de determinadas reservas, (C) Demonstração do Fluxo de Caixa
os ajustes de exercícios anteriores, para distribuir os resultados (D) Demonstração do Valor Adicionado
em suas várias formas, e destinar valores para Reservas de (E) Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido
Lucros.
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3. (CESGRANRIO – CHESF – Profissional de Nível Superior - Lei no 11.941/09, estabelecendo que o saldo das contas do Ativo
Ciências Contábeis 2012) Um terreno adquirido pelo valor de R$ Diferido existente nas sociedades anônimas, que não puder ser
1.300.000,00, com financiamento dividido em dez parcelas iguais, alocado a outro grupo de contas, em 31 de dezembro de 2008,
em reais, sendo a primeira no mesmo dia da compra, terá seu poderá
lançamento de aquisição da seguinte forma: (A) permanecer no ativo sob essa classificação.
(B) ser remanejado para o Patrimônio Líquido / Ajustes
(A) Debita conta Caixa 1.300.000,00; Credita conta Imobilizado Patrimoniais.
130.000,000,00; Credita conta Financiamento de Curto Prazo
1.170.000,00 (C) ser considerado como despesa efetiva do exercício.
(B) Debita conta Imobilizado 1.300.000,00; Credita conta (D) ter o saldo transferido para Lucros Acumulados / Ajustes
Financiamento de Curto Prazo 1.300.000,00 Anteriores.
(C) Debita conta Imobilizado 1.300.000,00; Credita conta Caixa (E) ter sua reclassificação como Ativo Não Circulante
130.000,00; Credita conta Financiamento de Curto Prazo /Investimentos.
1.170.000,00
(D) Debita conta Imobilizado 1.300.000,00; Credita conta Caixa
130.000,00; Credita conta Financiamento de Longo Prazo 6. (CESGRANRIO – PETROBRAS CONTADOR JR 2011)
1.170.000,00 Segundo o CPC 06, a diferença entre arrendamento mercantil
(E) Debita conta Imobilizado 1.300.000,00; Credita conta financeiro e operacional é que, enquanto o arrendamento
Financiamento de Longo Prazo 1.300.000,00 mercantil financeiro transfere de forma substancial os riscos e
benefícios inerentes à propriedade, o arrendamento mercantil
4. (CESGRANRIO – EPE – Analista de Gestão – Contabilidade operacional
2012) Balancete de verificação extraído de uma companhia em (A) transfere apenas os benefícios.
31/12/2010. (B) transfere apenas os riscos.
(C) transfere apenas a enfiteuse.
(D) não realiza essa transferência.
(E) equivale a uma venda a prazo.

7. (CESGRANRIO – PETROBRAS CONTADOR JR 2011)


Quando se deseja registrar o valor excedente entre o preço de
subscrição e o valor nominal das ações, que os acionistas pagam
à Companhia, tal valor deve ser registrado em conta de
(A) capital social.
(B) capital subscrito.
(C) reserva de capital.
(D) reserva de incentivos fiscais.
(E) ajustes de avaliação patrimonial.

8. (CESGRANRIO – PETROBRAS CONTADOR JR 2010)


Dados extraídos da contabilidade da Cia. Maracanã S.A. do ramo
da indústria de produtos elétricos, em um determinado exercício
social, com valores em reais.
• Ferramentas 65.000,00

• Instalações 895.000,00

• Máquinas e Equipamentos 674.500,00


Considerando-se exclusivamente os dados do balancete acima e
a legislação societária vigente, os totais do ativo não circulante e
• Marcas, Direitos e Patentes Industriais 135.215,00
do patrimônio líquido apurados no Balanço Patrimonial, elaborado
pela companhia em 31/12/2010, são, em reais, respectivamente:
• Móveis e Utensílios 77.000,00
(A) 1.902.158,00 e 1.039.206,00
(B) 1.747.217,00 e 644.721,00 • Obras de Arte 678.990,00
(C) 1.747.217,00 e 501.588,00
(D) 1.695.988,00 e 500.858,00 • Participações Acionárias 715.500,00
(E) 1.270.006,00 e 499.984,00
• Terrenos para Futura Utilização 233.500,00

5. (CESGRANRIO – PETROBRAS CONTADOR JR 2011) O • Títulos e Valores Mobiliários 450.000,00


Ativo Diferido foi revogado da estrutura do Balanço Patrimonial, a
partir de 2009, pela nova redação da Lei no 6.404/76, dada pela • Veículos 145.000,00
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Considerando exclusivamente os dados acima e respeitando as que leva aproximadamente 20 dias para comercializá-las, 40 dias
determinações da Lei no 6.404/76, com as alterações das Leis para receber o valor das vendas realizadas a prazo, e 30 dias
nos 11.638/07 e 11.941/09, o valor do ativo imobilizado, apurado para pagar as máquinas adquiridas. A empresa C é cliente da
empresa B e utiliza as máquinas especiais em suas operações.
no balanço patrimonial, elaborado com as informações acima, em Com base nestas informações, as máquinas especiais serão
reais, é classificadas nas empresas A, B e C, respectivamente, no
(A) ativo circulante, no ativo circulante e no ativo imobilizado.
(A) 1.856.500,00. (B) ativo circulante, no ativo não-circulante e no ativo realizável a
(B) 1.991.830,00. longo prazo.
(C) 1.997.715,00. (C) ativo realizável a longo prazo, no ativo circulante e no ativo
(D) 2.089.500,00. imobilizado.
(E) 2.768.495,00. (D) ativo realizável a longo prazo, no ativo realizável a longo
prazo e no ativo imobilizado.
(E) ativo realizável a longo prazo, no ativo imobilizado e no ativo
9. (CESPE – ABIN AGENTE TÉCNICO DE INTELIGÊNCIA realizável a longo prazo.
CONTABILIDADE 2010) O ativo não circulante inclui ativos
realizáveis a longo prazo, investimentos, imobilizados e 14. (FCC – TRT 23ª REGIÃO ANALISTA JUDICIÁRIO
intangíveis. CONTABILIDADE 2011) Podem ser classificados no Ativo
Intangível da companhia os gastos referentes às
10. (CESPE – ABIN AGENTE TÉCNICO DE INTELIGÊNCIA (A) despesas pré-operacionais.
CONTABILIDADE 2010) Tanto no passivo circulante quanto no (B) despesas de pesquisa com produtos.
não circulante, devem ser reconhecidas obrigações decorrentes (C) despesas de reorganização da sociedade.
de transações ou eventos passados, excetuando-se aquelas que (D) benfeitorias efetuadas em imóveis de terceiros, sem cláusula
só podem ser mensuradas com o emprego de estimativas. de devolução.
(E) marcas adquiridas de outra companhia.
11. (FCC – ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO TCE/GO
2009) De acordo com a Lei no 11.638/07, são exemplos de 15. (FCC – TRT 23ª REGIÃO ANALISTA JUDICIÁRIO
reservas de capital: CONTABILIDADE 2011) O processo de convergência das
Normas Brasileiras de Contabilidade às Normas Internacionais de
(A) ágio na emissão de ações e prêmio recebido na emissão de Contabilidade (IFRS) foi iniciado com a edição da Lei no
debêntures. 11.638/2007 e complementado com a edição da Lei no
(B) produto da alienação de partes beneficiárias e doações. 11.941/2009 e de diversos pronunciamentos técnicos do CPC
(C) bônus de subscrição e ágio na emissão de ações. (Comitê de Pronunciamentos Contábeis). Uma das modificações
(D) subvenções para investimento e doações. introduzidas nesse processo de convergência que influiu na
estrutura do balanço patrimonial foi a
(E) reavaliações e prêmio recebido na emissão de debêntures.
(A) extinção do Ativo Diferido, sendo seu saldo obrigatoriamente
12. (FCC – ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO TCE/GO estornado contra a conta Lucros ou Prejuízos Acumulados.
2009) Suponha que a Cia. ABC tenha recebido em 31.12.08 uma (B) criação do Ativo Não Permanente.
subvenção, na forma de um terreno, para expandir as suas (C) extinção do Ativo Realizável a Longo Prazo.
operações. No entanto, esta subvenção está atrelada à obrigação (D) obrigação de estornar as reservas de reavaliação constituídas
da Cia. de permanecer no município por mais três anos. No final até 31-12-2007, alterando a constituição do PL.
do terceiro ano, a Cia. reconhece a receita referente a esta (E) extinção do grupo de Resultados de Exercícios Futuros,
subvenção e caso não distribua a parcela do lucro líquido sendo seu saldo reclassificado para o Passivo Não Circulante.
decorrente dessa subvenção, na forma de dividendos, constituirá
Reserva 16. (FCC – ANALISTA JUDICIÁRIO CONTABILIDADE TRE/AP
(A) Legal. 2011) Considere as seguintes situações:

(B) de Capital. - A empresa Investidora S. A. adquiriu 80% das ações da


empresa Trafe-Car, sendo esta considerada sua controlada.
(C) de Lucros a Realizar. - Banco Líquido S. A. adquiriu ações da Cia. Aberta com a
finalidade de negociá-las a qualquer momento.
(D) de Incentivos Fiscais. - A Indústria Imobilizada adquiriu um terreno para fins de locação
e valorização.
(E) para Contingências. - A empresa Madeireira S. A. possui plantações de eucaliptos
para a produção de celulose.
13. (FCC – TRT 3ª REGIÃO ANALISTA JUDICIÁRIO
CONTABILIDADE 2009) A empresa A é uma indústria e produz Com base nas informações acima, é INCORRETO afirmar:
máquinas especiais, cujo processo demora 400 dias. Estas
máquinas são adquiridas para comercialização pela empresa B (A) O terreno da Indústria Imobilizada será classificado em seu
Ativo Imobilizado.
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(B) As ações da empresa Trafe-Car serão classificadas em (A) no Realizável de Longo Prazo.
Investimentos na Investidora S. A. (B) em conta de Ajustes Patrimoniais.
(C) As ações da Cia. Aberta serão classificadas no ativo (C) como item do Ativo Diferido.
circulante no Banco Líquido S. A. (D) em conta do Imobilizado.
(D) As plantações de eucaliptos são consideradas Ativos (E) como uma Despesa Diferida.
Biológicos na Madeireira S. A.
(E) As ações adquiridas pela Investidora S.A. e as plantações de 21. (FCC – ANALISTA JUDICIÁRIO CONTABILIDADE TER
eucaliptos da Madeireira S.A. são ativos não circulantes. 1ª REGIÃO 2011) Os direitos obtidos por uma empresa
17. (FCC – ANALISTA JUDICIÁRIO CONTABILIDADE TRE/AL relacionados à exploração de recursos minerais são classificados,
2010) São características de um ativo imobilizado ser no balanço,

(A) intangível, ter vida útil superior a um ano e ter substância (A) como item do Ativo Intangível.
econômica.
(B) em conta do Imobilizado como propriedade de terceiros.
(B) tangível, ter substância econômica e poder gerar benefícios
futuros. (C) em conta de Despesa Diferida pelos gastos de instalação.

(C) destinado ao negócio da empresa, ter vida útil superior a um (D) como item de Resultado de Exercício Futuro.
ano e não gerar benefícios econômicos futuros.
(E) obrigatoriamente, como item dedutível do Passivo assumido
(D) de propriedade da empresa, não ter substância econômica e na concessão.
poder gerar benefícios econômicos futuros.
22. (FCC – ANALISTA JUDICIÁRIO CONTABILIDADE TER
1ª REGIÃO 2011) Em relação ao tratamento dos estoques, é
(E) tangível, ter vida útil inferior a um ano e poder ou não gerar
correto afirmar que
benefícios econômicos futuros.
(A) todos os tipos de estoques, independentemente da forma ou
18. (FCC – ANALISTA JUDICIÁRIO CONTABILIDADE TRE/AL uso, quando evidenciados no balanço, devem estar mensurados
2010) Em relação às modificações introduzidas nas pelo valor realizável líquido.
demonstrações contábeis a partir de 2008 e 2009, NÃO se pode (B) aos custos dos estoques de itens que não são normalmente
afirmar que intercambiáveis e de bens ou serviços, produzidos e segregados
para projetos específicos, devem ser atribuídos valores pelo
(A) o ativo diferido fica suprimido, podendo constar dos balanços método Primeiro a Entrar, Primeiro a Sair (PEPS).
somente com os saldos anteriores. (C) a prática de reduzir o valor de custo dos estoques (write
(B) as doações podem ser registradas em conta de Reserva de down) para o valor realizável líquido é consistente com o ponto
lucros – Doações e subvenções. de vista de que os ativos não devem ser escriturados por
(C) a conta de outras receitas ou despesas registra venda de quantias superiores àquelas que se espera que sejam realizadas
ativo imobilizado. com a sua venda ou uso.
(D) a conta de ativo intangível deve ser evidenciada no Ativo. (D) o custo dos estoques de prestador de serviços deve incluir as
(E) o patrimônio líquido passa a evidenciar a conta de Ações em margens de lucro e os gastos gerais não atribuíveis que são
Tesouraria. frequentemente incluídos nos preços cobrados pelos prestadores
de serviços.
19. (FCC – ANALISTA JUDICIÁRIO CONTABILIDADE TRE/AL (E) o custo de aquisição dos estoques, em conformidade com o
2010) Os aumentos ou diminuições, dos valores atribuídos a itens estabelecido nas normas contábeis atuais, compreende o preço
do ativo ou do passivo, consequentes da avaliação a valor justo, de compra, os impostos de importação, os tributos, recuperáveis
ainda não atribuídas ao resultado do exercício pelo regime de ou não, demais gastos atribuíveis à aquisição de produtos
competência, são classificadas como acabados, os materiais e serviços, os descontos comerciais, os
abatimentos e outros itens semelhantes inerentes ao processo de
(A) receitas a apropriar. realização.
(B) resultado de exercícios futuros.
(C) adiantamento de clientes. 23. (FCC – ANALISTA JUDICIÁRIO CONTABILIDADE TER
(D) ajustes de avaliação patrimonial. 1ª REGIÃO 2011) Denomina-se propriedade para
(E) reserva de capital. investimento

20. (FCC – ANALISTA JUDICIÁRIO CONTABILIDADE TER (A) o bem destinado à venda no decurso ordinário das
1ª REGIÃO 2011) Uma operação de arrendamento mercantil atividades, ou em vias de construção ou desenvolvimento
efetuada no prazo de cinco anos, na qual identifica-se a para tal venda.
transferência substancial dos riscos e benefícios inerentes ao (B) a propriedade adquirida exclusivamente com vista à
alienação subsequente, no futuro próximo, ou para
bem objeto do contrato, cuja propriedade será transferida ao
desenvolvimento e revenda.
arrendatário no final do contrato, deverá ser registrada (C) o bem em construção ou desenvolvimento por conta de
terceiros.
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(D) a propriedade que é arrendada a outra entidade sob (A) 70.150,00.
arrendamento financeiro. (B) 33.450,00.
(E) o bem mantido para valorização de capital a longo prazo (C) 61.150,00.
e não para venda a curto prazo no curso ordinário dos (D) 38.450,00.
negócios.
(E) 75.150,00.
24. (CESPE – CONTADOR FUB 2011) A Lei n.º 6.404/1976
nasceu da necessidade de aproximar a contabilidade brasileira 27. (FGV – TFC CONTADOR BADESC 2010) O total do
dos padrões da contabilidade norte-americana, rompendo com a Patrimônio Líquido em 31/12/X1 representa:
tradição italiana, agora retomada com as alterações promovidas
pela Lei n.º 11.638/2007. (A) 49.150,00.
(B) 70.140,00.
(C) 60.140,00.
Com base na relação das contas extraídas do balancete de (D) 70.290,00.
novembro/X1 e dos fatos ocorridos em dezembro/X1 da Empresa (E) 58.290,00.
Teto Doce, responda as questões de números X a X.
28. (FGV – TFC CONTADOR BADESC 2010) De acordo com as
Balancete de Nov/X1. regras contábeis vigentes, o fundo de comércio adquirido deve
ser contabilizado no:
CONTAS......................................................................SALDOS
(A) intangível.
Caixa ..............................................................................16.400 (B) imobilizado.
Clientes(Curto Prazo)........................................................2.550 (C) diferido.
Investimentos de natureza permanente............................5.000 (D) investimento.
Imóveis..............................................................................3.500 (E) disponível.
Móveis e Utensílios ...........................................................8.200
Terrenos..........................................................................11.550 29. (FGV – TFC CONTADOR BADESC 2010) De acordo com a
Estoques..........................................................................14.500 legislação societária, as ações em tesouraria deverão ser
Clientes (Longo Prazo) .....................................................5.000 destacadas no balanço como:
Ativo Intangível..................................................................3.200
Fornecedor (Longo Prazo).................................................10.100 (A) conta do passivo não circulante.
Reserva de Lucros.............................................................12.000 (B) conta devedora do ativo circulante.
Fornecedor(Curto Prazo) ...................................................6.650 (C) conta retificadora do ativo não circulante.
Capital...............................................................................37.300 (D) dedução da conta do patrimônio líquido.
Prejuízos Acumulados ................................................... (150,00) (E) conta credora do patrimônio líquido.
Salários a Pagar................................................................4.000
30. (FGV – TFC CONTADOR BADESC 2010) Os direitos que
Considere os fatos ocorridos em Dezembro de X1: tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das
atividades de uma empresa, devem ser contabilizados no:
I Pagamento, em dinheiro, de despesa com energia, 1.600,00.
II. Compra de mercadorias no valor de 15.000, com vencimento (A) investimento.
pactuado para 04/02/X3. ICMS de 18%. (B) ativo circulante.
III. Venda de Mercadorias no valor de 35.000, com recebimento (C) patrimônio líquido.
em dinheiro. ICMS de 18%. CMV de 5.000. (D) intangível.
IV. Pagamento de Salários a Pagar (vide balancete de (E) imobilizado.
Novembro/X1), em dinheiro.
V. Os bens foram depreciados. Para fins de depreciação 31. (FCC – CONTADOR NOSSA CAIXA 2011) Instruções: Para
acumulada anual, considere, para os bens imóveis, a vida útil de responder à questão de número 27, considere as contas listadas
25 anos e dos móveis e utensílios, de 10 anos. a seguir:

25. (FGV – TFC CONTADOR BADESC 2010) O Ativo Não - Ações em Tesouraria
Circulante em 31/12/X1 representa: - Amortização Acumulada
- Disponível
(A) 22.290,00. - Participações Societárias Permanentes
(B) 32.290,00. - Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa
(C) 35.490,00. - Impostos a Recolher
(D) 36.450,00. - Empréstimos a Coligadas e Controladas
(E) 45.490,00. - Marcas e Patentes
- Duplicatas a Receber
26. (FGV – TFC CONTADOR BADESC 2010) O Ativo Circulante - Reserva de Ágio na Emissão de Ações
em 31/12/X1 monta: - Capital Social
- Fornecedores

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- Reserva de Lucros a Realizar a) integralmente baixados para as contas de Despesas Não
- Salários a Pagar Operacionais, quando não apresentassem condições de
- Estoques recuperação e realocados a outros ativos, quando fosse o caso.
- Imobilizado b) realocados de acordo com a sua natureza e finalidade a outro
- Depreciação Acumulada grupo do ativo e reclassificados como Ajustes de Exercícios
- Empréstimos Recebidos de Longo Prazo Anteriores, caso não fosse possível realizar esta realocação em
- Despesas do Exercício Seguinte bases confiáveis.
c) reclassificados para uma conta transitória de Ajustes de
Sabendo-se que determinada pessoa jurídica não efetua vendas Conversão, para aqueles que pudessem ser identificados em
com prazo de recebimento superior a 120 dias, existem bases confiáveis e o excedente, se fosse o caso, estornados
contra a conta de Ganhos/Perdas de itens Descontinuados.
(A) três contas classificadas no Patrimônio Líquido. d) alocados a outro grupo de contas, de acordo com a sua
(B) cinco contas classificadas no Ativo Circulante. natureza, ou permanecer no ativo sob esta classificação até a
(C) cinco contas classificadas no Ativo Não Circulante. completa amortização, desde que sujeito à análise de
(D) quatro contas classificadas no Passivo Circulante. imparidade.
(E) duas contas classificadas no Passivo Não Circulante. e) transferidos integralmente para a conta de Ajustes de
Avaliação Patrimonial, deduzido da avaliação do valor
32. (CESPE – CONTADOR SESA/ES 2011) A conta de ágio por recuperável.
rentabilidade futura (goodwill) é uma conta retificadora do
patrimônio líquido, cujo saldo aumenta com lançamentos a 38. (ESAF – AFRF 2012) São evidenciados nos Passivos os
débito. saldos finais das contas

33. (CESPE – CONTADOR SESA/ES 2011) Um direito realizável a) Ajustes de Avaliação Patrimonial e Provisões para
no próximo exercício derivado de vendas a sociedades coligadas Reestruturação.
e controladas que não constituam negócios usuais na exploração b) Créditos de Acionistas Transação não Recorrente e
objeto da empresa são classificados no ativo não circulante. Debêntures Conversíveis em Ações.
c) Perdas Estimadas para Redução ao Valor Recuperável e
34. (CESPE – CONTADOR SESA/ES 2011) Todas as contas de Duplicatas Descontadas.
reservas de capital devem ser constituídas ou aumentadas com d) Faturamento para Entrega Futura e Ajustes de Avaliação
contrapartidas em contas de resultado. Patrimonial.
e) Duplicatas Descontadas e Debêntures Conversíveis em Ações.
35. (ESAF – AFRF 2012) Os bens adquiridos e mantidos pela
empresa, sem a produção de renda e destinados ao uso futuro No que se refere ao disposto no Comitê de Pronunciamentos
para expansão das atividades da empresa, são classificados no Contábeis 04 – ativo intangível, julgue o item seguinte.
balanço como
39. (CESPE – Agente PF 2012) Não deve ser reconhecido como
a) Imobilizado em Andamento. ativo o ágio derivado da expectativa de rentabilidade futura
b) Realizável a Longo Prazo. (goodwill) gerado internamente.
c) Propriedades para Investimentos.
d) Investimentos Temporários. 40. (CESPE – TRE/RJ Contabilidade 2012) Se determinada
e) Outros Investimentos Permanentes. empresa fizer uma chamada de capital e vender quinhentas
novas ações mediante a cobrança de um ágio de dez centavos
36. (ESAF – AFRF 2012) A empresa Valorização S.A. tem como de real em relação ao preço nominal das ações anteriormente
estratégia a compra de suas próprias ações para aumentar a integralizadas, o ágio deverá ser integralizado como receita não
liquidez de seus papéis no mercado e aproveitar a vantagem da operacional.
diferença entre o valor patrimonial e o valor de mercado. O
resultado obtido, quando da venda dessas ações em tesouraria, 41. (ESAF – MDIC ACE 2012) Saldos contábeis apurados no
pela empresa Valorização S.A., deve ser contabilizado como livro Razão em 31 de dezembro, antes do encerramento do
resultado:
a) reserva de capital, quando gerarem um ganho.
b) outras receitas operacionais, quando gerarem um ganho. CONTAS SALDOS
c) ágio na venda de ações, quando gerarem uma perda. Receita de Vendas 21.000,00
d) ações em tesouraria, quando gerarem uma perda. Capital Social 15.000,00
e) despesas não operacionais, quando gerarem uma perda. Produtos Acabados 14.800,00
Duplicatas a Pagar 14.000,00
Custo das Mercadorias Vendidas 14.000,00
37. (ESAF – AFRF 2012) De conformidade com a legislação Duplicatas a Receber 10.000,00
societária atualizada, os saldos existentes em 31.12.2008, no Salários a Pagar 5.200,00
Ativo Diferido, poderiam ser Equipamentos 4.600,00
Caixa 4.000,00
Veículos 3.900,00

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Títulos a Pagar a Longo Prazo 3.800,00 concedidos a sócios ou acionistas são classificados,
Investimentos em Controladas 3.500,00 respectivamente, no Balanço Patrimonial, como
Salários 3.000,00
Títulos a Receber a Longo Prazo 3.000,00 (A) Investimentos e Realizável a Longo Prazo.
Reserva Legal 1.800,00 (B) Ativo Circulante e Investimentos.
Impostos 1.700,00 (C) Ativo Circulante e Patrimônio Líquido.
Aluguéis Ativos 1.600,00 (D) Ativo Circulante e Ativo não Circulante.
Depreciação Acumulada 1.500,00 (E) Intangível e Realizável a Longo Prazo.
Prejuízos Acumulados 1.400,00
Reserva de Capital 1.200,00 46. (FCC - 2012 - TCE-SP - Agente de Fiscalização Financeira /
Despesas Diferidas 1.200,00 Contabilidade Geral ) Em relação às alterações promovidas nas
Juros Passivos 1.100,00 Normas de Contabilidade brasileiras pelas Leis no 11.638/2007 e
Provisão p/ Ajuste de Estoques 1.100,00 11.941/2009 e pelos pronunciamentos do Comitê de
Pronunciamentos Contábeis (CPC), é correto afirmar:
Elaborando o balanço patrimonial com os títulos acima, a) Os arrendamentos (leasings) operacionais foram proibidos,
obteremos os seguintes valores: devendo a entidade escriturar o valor do ativo, mesmo não lhe
pertencendo do ponto de vista jurídico, na contabilidade e
a) Ativo Circulante R$ 30.000,00
b) Ativo Circulante R$ 28.900,00 depreciá-lo normalmente no decorrer de sua vida útil estimada.
c) Ativo Permanente R$ 12.000,00 b) É permitido à entidade constituída na forma de uma sociedade
d) Ativo Não Circulante R$ 12.000,00 por ações reavaliar o valor de seus ativos imobilizados, desde
e) Ativo Não Circulante R$ 15.000,00 que fundamentado em laudo de empresa especializada,
aprovado pela assembleia geral dos acionistas.
42. (FCC – TRE/RN Analista Judiciário – Contabilidade 2012) As
Leis no 11.687/2007 e no 11.941/2009, ao modificarem alguns c) O grupo Ativo Diferido foi extinto, sendo o saldo de suas
dos artigos da Lei no 6.404/1976 (Lei das Sociedades por Ações) contas transferido, no que couber, para os grupos Ativo
com o objetivo de adaptar as normas brasileiras de contabilidade Imobilizado e para o Ativo Intangível e a parte remanescente,
às internacionais, criaram e extinguiram, respectivamente, os após a reclassificação, poderá ser mantida pela companhia até
seguintes grupos do Balanço Patrimonial:
sua completa amortização.
(A) Ativo Permanente e Passivo Não Circulante. d) O grupo de Resultado de Exercícios Futuros foi extinto, sendo
(B) Resultado de Exercícios Futuros e Ativo Realizável a Longo o saldo de suas contas encerrado com a contrapartida registrada
Prazo. na conta de Lucros ou Prejuízos Acumulados.
(C) Ativo Não Circulante e Passivo Circulante. e) Os prêmios recebidos na emissão de debêntures são
(D) Ativo Imobilizado e Ativo Circulante.
registrados, a partir de 1o de janeiro de 2008, a débito do Ativo e
(E) Ativo Intangível e Resultado de Exercícios Futuros.
a crédito de uma conta representativa de reservas de capital.
43. (FCC – TRE/CE Analista Judiciário – Contabilidade 2012) O
estoque de peças para reposição dos tratores utilizados por uma 47. (FCC - 2011 - TRT - 23ª REGIÃO (MT) - Analista Judiciário -
empresa de terraplanagem deve ser registrado Contabilidade / Contabilidade Geral / Balanço Patrimonial - BP;)
O processo de convergência das Normas Brasileiras de
(A) como conta de estoque no ativo circulante. Contabilidade às Normas Internacionais de Contabilidade (IFRS)
(B) no ativo imobilizado em subconta à parte. foi iniciado com a edição da Lei no 11.638/2007 e
(C) em conta de despesa antecipada como item do ativo diferido. complementado com a edição da Lei no 11.941/2009 e de
(D) na despesa de período por se tratar de bem em uso. diversos pronunciamentos técnicos do CPC (Comitê de
(E) como investimento como ativo para futura utilização. Pronunciamentos Contábeis). Uma das modificações introduzidas
nesse processo de convergência que influiu na estrutura do
44. (FCC – TRE/PR Analista Judiciário – Contabilidade 2012) Um balanço patrimonial foi a
item que afeta a apuração do resultado do exercício é
a) extinção do Ativo Diferido, sendo seu saldo obrigatoriamente
(A) a distribuição de dividendos por controladas.
estornado contra a conta Lucros ou Prejuízos Acumulados.
(B) a compra financiada de um terreno em 36 meses.
(C) o prêmio na emissão de debêntures. b) criação do Ativo Não Permanente.
(D) os custos de transação na emissão de ações subscritas e c) extinção do Ativo Realizável a Longo Prazo.
integralizadas. d) obrigação de estornar as reservas de reavaliação constituídas
(E) a reversão de perda por impairment. até 31-12-2007, alterando a constituição do PL.
e) extinção do grupo de Resultados de Exercícios Futuros, sendo
45. (FCC – TRE/PR Analista Judiciário – Contabilidade 2012) Os
investimentos em ações de outras empresas com perspectiva de seu saldo reclassificado para o Passivo Não Circulante.
resgate em doze meses e os empréstimos de curto prazo GABARITO

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Egbert Buarque

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1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
C B C C A D C A C E
11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
C D A E E A B C D D
21 22 23 24 25 26 27 28 29 30
A C E E C A D A D E
31 32 33 34 35 36 37 38 39 40
B E C E E A D E C E
41 42 43 44 45 46 47
C E B E D C E

61
virtude da avaliação de ativos e passivos ou do
reconhecimento de seus ganhos e perdas em bases
CONTABILIDADE GERAL diferentes;
Prof. Egbert Buarque
(ii) o valor justo, para um grupo de ativos financeiros,
passivos financeiros ou ambos, ser utilizado como base
para gerenciamento e avaliação de performance –
CAPÍTULO 6 – BALANÇO PATRIMONIAL conforme estratégia de investimento ou gerenciamento de
– CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO risco de mercado documentada – e como base para envio
de informações para a alta administração.
1.2 Critérios de avaliação
1.2.1 Critérios de Avaliação do Ativo Os investimentos em títulos patrimoniais que não possuem
1.2.1.1 Aplicações em instrumentos financeiros, inclusive cotação de preço em mercado ativo, e cujo valor justo não
derivativos, e em direitos e títulos de créditos, classificadas no pode ser confiavelmente mensurado, não devem ser
ativo circulante ou no Realizável a Longo Prazo. registrados pelo valor justo por meio do resultado.

Serão avaliados: Investimentos mantidos até o vencimento são ativos


financeiros não derivativos com pagamentos fixos ou
a) Pelo seu valor justo ou equivalente, quando se tratar de determináveis com vencimentos definidos e para os quais a
entidade tem intenção positiva e capacidade de manter até o
aplicações destinadas a negociação ou disponíveis para venda; e
vencimento, exceto:
b) Pelo valor de custo de aquisição ou de emissão, atualizado
conforme disposições legais ou contratuais, ajustado ao valor (a) os que a entidade classifica, no reconhecimento inicial, como
provável de realização, quando este for inferior, no caso das mensurado ao valor justo por meio do resultado;
demais aplicações e dos direitos e títulos de crédito. (b) os que a entidade classifica como disponíveis para venda; e
(c) os que atendem à definição de empréstimos e recebíveis.
O CPC 14 - Instrumentos Financeiros: Reconhecimento,
Mensuração e Evidenciação, estabelece que um instrumento Empréstimos e recebíveis são ativos financeiros não derivativos
com pagamentos fixos ou determináveis que não são cotados em
financeiro pode ser classificado em quatro categorias: (i) ativo ou
mercado ativo, exceto:
passivo financeiro mensurado ao valor justo por meio do
resultado, (ii) mantido até o vencimento, (iii) empréstimos e (a) aqueles que a entidade tem a intenção de vender
recebíveis e (iv) disponível para venda. imediatamente ou no curto prazo, os quais devem ser
classificados como mantidos para negociação, e os que a
Ativo financeiro ou passivo financeiro mensurado ao valor entidade no reconhecimento inicial classifica como mensurado ao
justo por meio do resultado é um ativo ou um passivo valor justo por meio do resultado;
financeiro que satisfaz as seguintes condições: (b) aqueles que a entidade, no reconhecimento inicial, classifica
como disponíveis para venda; ou
(a) é classificado como mantido para negociação. Um ativo ou (c) aqueles cujo detentor pode não recuperar substancialmente o
passivo financeiro é classificado como mantido para negociação seu investimento inicial, por outra razão que não a deterioração
se é: do crédito, os quais serão classificados como disponíveis para
venda.
(i) adquirido ou originado principalmente com a finalidade
de venda ou de recompra no curto prazo; Uma participação adquirida num conjunto de ativos que não são
empréstimos e recebíveis (por exemplo, um investimento em
(ii) parte de uma carteira de instrumentos financeiros fundo mútuo ou em fundo semelhante) não pode ser classificada
identificados que são gerenciados em conjunto e para os nesse grupo.
quais existe evidência de padrão recente de realização de
lucros a curto prazo; ou Ativos financeiros disponíveis para venda são aqueles ativos
financeiros não derivativos que são designados como disponíveis
(iii) derivativo (exceto no caso de derivativo que é um para venda ou que não são classificados como (a) empréstimos e
contrato de garantia financeira ou instrumento de hedge recebíveis, (b) investimentos mantidos até o vencimento ou (c)
designado pela entidade e efetivo). ativos financeiros ao valor justo por meio do resultado.

(b) é designado pela entidade, no reconhecimento inicial, Existem ainda passivos financeiros não mensurados ao valor
como mensurado ao valor justo por meio do resultado. A justo que são aqueles para os quais a entidade decidiu não
entidade pode utilizar essa designação para ativos que contêm mensurar seu valor justo e sim utilizar o método do custo
derivativos embutidos ou quando a utilização resultar na amortizado. A opção da entidade de classificar um passivo pelo
divulgação de informação contábil mais relevante, em função de: valor justo somente pode ser realizada quando atender às
definições estabelecidas para a primeira das quatro categorias de
(i) eliminar ou reduzir significativamente inconsistências instrumentos financeiros elencadas neste item – Ativo financeiro
de mensuração ou reconhecimento que ocorreriam em ou passivo financeiro mensurado ao valor justo por meio do
resultado – e, conseqüentemente, proporcione informação
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contábil mais relevante a respeito da posição patrimonial e de empréstimos e recebíveis, as quais sejam reconhecidas pelo
financeira da entidade. seu valor nominal, quando a diferença entre esse valor nominal e
seu valor justo não seja material.
Uma vez adotada a opção de mensurar os passivos pelo valor
justo, a entidade deve adotá-la de forma consistente, não
podendo retornar ao método do custo amortizado. Mensuração subsequente de passivo financeiro

Mensuração Após o reconhecimento inicial, a entidade deve mensurar todos


os passivos financeiros pelo custo amortizado usando o método
Mensuração inicial de ativo e de passivo financeiros de taxa efetiva de juros, exceto no caso de:

Quando um ativo financeiro ou um passivo financeiro é (a) passivo financeiro mensurado ao valor justo por meio do
inicialmente reconhecido, a entidade deve mensurá-lo pelo seu resultado. Esses passivos, incluindo derivativos, devem ser
valor justo acrescido, no caso de ativo financeiro ou passivo mensurados pelo valor justo, exceto no caso de derivativo
financeiro não reconhecido ao valor justo por meio do resultado, passivo que esteja ligado a e deva ser liquidado pela entrega de
dos custos de transação que sejam diretamente atribuíveis à título patrimonial não cotado, cujo valor justo não possa ser
aquisição ou emissão do ativo financeiro ou passivo financeiro. confiavelmente mensurado, o qual deve ser mensurado pelo
custo;
No caso de contas a receber decorrentes de vendas a prazo de
produtos, mercadorias ou serviços que sejam classificadas dentro (b) passivo financeiro que surge quando a transferência de ativo
do grupo de empréstimos e recebíveis, pode-se reconhecer o financeiro não se qualifica para o desreconhecimento ou quando
ativo financeiro pelo seu valor nominal, desde que a diferença se aplica a abordagem do envolvimento continuado;
para o seu valor justo não seja material.
(c) contrato de garantia financeira; o qual deve ser reconhecido
Para a mensuração inicial de fornecedores (exclusivamente para inicialmente pelo seu valor justo e, subsequentemente, deduzido
aquisição a prazo de produtos, mercadorias ou serviços) e outras do valor apropriado ao resultado pela receita auferida ao longo do
contas a pagar decorrentes da atividade operacional da empresa, prazo da operação ou, quando aplicável, pelo montante da saída
pode-se reconhecer o passivo financeiro pelo seu valor nominal, de caixa previsto nos termos da norma contábil vigente sobre
desde que a diferença para o seu valor justo não seja material. Provisões, Passivos, Contingências Passivas e Contingências
Nesses casos, não há aplicação da mensuração subsequente. Ativas, sendo dos dois o maior valor;

Ressalta-se que as operações de crédito, empréstimos (d) compromissos de conceder crédito com taxa inferior à de
concedidos, empréstimos adquiridos, financiamentos e outras mercado; e
operações de aplicação ou captação de recursos, devem ser
mensuradas inicialmente pelo seu valor justo acrescido, no caso (e) compromissos com fornecedores cujo valor justo não
de ativo financeiro ou passivo financeiro não reconhecido ao valor apresente diferença material entre o valor nominal.
justo por meio do resultado, dos custos de transação que sejam
diretamente atribuíveis à aquisição ou emissão do ativo financeiro Contabilidade de operações de hedge (hedge accounting)
ou passivo financeiro.
Para entidades que realizam operações com derivativos com o
Mensuração subsequente de ativo financeiro objetivo de hedge em relação a um risco específico determinado
e documentado, há a possibilidade de aplicação da metodologia
Após o reconhecimento inicial, a entidade deve mensurar os denominada contabilidade de operações de hedge (hedge
ativos financeiros, incluindo os derivativos que sejam ativos, accounting). Essa metodologia faz com que os impactos na
pelos seus valores justos, sem dedução dos custos de transação variação do valor justo dos derivativos (ou outros instrumentos
em que possa incorrer na venda ou outra baixa, exceto no caso financeiros não derivativos) utilizados como instrumento de hedge
dos seguintes ativos financeiros: sejam reconhecidos no resultado de acordo com o
reconhecimento do item que é objeto de hedge. Essa
(a) empréstimos e recebíveis, que devem ser mensurados pelo metodologia, portanto, faz com que os impactos contábeis das
custo amortizado por meio da utilização do método da taxa operações de hedge sejam os mesmos que os impactos
efetiva de juros; econômicos, em consonância com o regime de competência.
(b) investimentos mantidos até o vencimento, que devem ser
mensurados pelo custo amortizado por meio da utilização do As operações com instrumentos financeiros destinadas a hedge
método de taxa efetiva de juros; devem ser classificadas em uma das categorias a seguir:
(c) investimentos em títulos patrimoniais que não têm cotação em
mercado ativo e cujo valor justo não pode ser confiavelmente (a) hedge de valor justo – hedge da exposição às mudanças no
mensurado e derivativos ligados que devem ser liquidados pela valor justo de um ativo ou passivo reconhecido, um compromisso
entrega de tais títulos patrimoniais não cotados, os quais devem firme não reconhecido ou uma porção identificada de um ativo,
ser mensurados pelo custo; e passivo ou compromisso firme, atribuível a um risco particular e
(d) contas a receber decorrentes de vendas a prazo de produtos, que pode impactar o resultado da entidade. Nesse caso, tem-se a
mercadorias ou serviços que sejam classificadas dentro do grupo mensuração do valor justo do item objeto de hedge. Por exemplo,

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quando se tem um derivativo protegendo um estoque, ambos
(derivativo e estoque) são mensurados pelo valor justo em (b) para aqueles classificados na categoria hedge de fluxo de
contrapartida em contas de resultado. Outro exemplo: quando se caixa, a valorização ou desvalorização do instrumento destinado
tem um derivativo protegendo uma dívida pré-fixada, o derivativo a hedge deve ser registrada:
e a dívida são mensurados pelo valor justo em contrapartida em
resultado; (i) a parcela efetiva do ganho ou perda com o instrumento de
hedge que é considerado um hedge efetivo deve ser reconhecida
(b) hedge de fluxo de caixa – hedge da exposição à variabilidade diretamente no patrimônio líquido, especificamente na conta de
nos fluxos de caixa que (i) é atribuível a um risco particular ajustes de avaliação patrimonial;
associado a um ativo ou passivo (tal como todo ou alguma parte
do pagamento de juros de dívida pósfixada) ou a transação (ii) a parcela não efetiva do ganho ou perda com o instrumento de
altamente provável e (ii) que podem impactar o resultado da hedge deve ser reconhecida diretamente na adequada conta de
entidade; receita ou despesa, no resultado do período.

(c) hedge de um investimento no exterior - como definido no Entende-se por parcela efetiva aquela em que a variação no item
Pronunciamento Técnico CPC 02 – Efeitos das Mudanças nas objeto de hedge, diretamente relacionada ao risco
Taxas de Câmbio e Conversão de Demonstrações Contábeis, correspondente, é compensada pela variação no instrumento de
que consiste no instrumento financeiro passivo considerado como hedge, considerando o efeito acumulado da operação.
proteção (hedge) de investimento no patrimônio líquido de
investida no exterior quando houver, desde o seu início, a 1.2.1.2 Disponibilidades
comprovação dessa relação de proteção entre o passivo e o
ativo, explicitando a natureza da transação protegida, do risco As disponibilidades devem ser avaliadas pelo valor nominal
protegido e do instrumento utilizado como proteção, deve ser feita correspondente aos títulos, documentos, cédulas etc. que as
mediante toda a documentação pertinente e a análise de representem, acrescido, se for o caso, da variação monetária ou
efetividade.
cambial e dos juros, até o limite do valor de mercado.
Na categoria hedge de valor justo devem ser classificados os
instrumentos financeiros derivativos que se destinem a As disponibilidades em moeda estrangeira devem ter seu valor
compensar riscos decorrentes da exposição à variação no valor convertido em moeda nacional com base no câmbio da data do
justo do item objeto de hedge. balanço. Os ajustes necessários devem ser considerados no
resultado do exercício como variação cambial.
Na categoria hedge de fluxo de caixa devem ser classificados
os instrumentos financeiros derivativos que se destinem a 1.2.1.3 Estoques de mercadorias e produtos
compensar variação no fluxo de caixa futuro estimado da
entidade. Os direitos que tiverem por objeto mercadorias e produtos do
Um item objeto de hedge pode ser um ativo ou um passivo comércio da companhia, assim como matérias primas, produtos
reconhecido, um compromisso firme não reconhecido, uma em fabricação e bens em almoxarifado, pelo custo de aquisição
transação altamente provável ou um investimento líquido em ou produção, deduzido de provisão para ajustá-lo o valor de
operações no exterior. O item objeto de hedge pode ser: mercado, quando esse for inferior.

(a) individual representado por: um ativo ou passivo individual, um 1.2.1.4 Investimentos em Participação no Capital Social de
compromisso firme não reconhecido, uma transação altamente outras sociedades
provável ou um investimento líquido em operações no exterior; (b)
um grupo com características semelhantes e risco de: ativos ou Ressalvadas as participações avaliadas pelo Método da
passivos, compromissos firmes não reconhecidos, transações
altamente prováveis ou investimentos líquidos em operações no Equivalência Patrimonial (MEP), os investimentos em
exterior; ou (c) somente o risco de taxa de juros de uma carteira, participação no Capital Social de outras sociedades serão
uma porção de uma carteira de ativos ou passivos financeiros avaliados pelo custo de aquisição, deduzido de provisão para
que dividam o mesmo risco objeto da operação de hedge. perdas prováveis na realização do seu valor, quando essa perda
estiver comprovada como permanente, e que não será
Os instrumentos financeiros derivativos destinados a hedge e os
respectivos itens objeto de hedge devem ser ajustados ao valor modificada em razão do recebimento, sem custo para a
justo, no mínimo por ocasião das datas de divulgação das companhia, de ações ou cotas bonificadas.
demonstrações contábeis da entidade, observado o seguinte:
Investimento em coligada e em controlada (CPC 18)
(a) para aqueles classificados na categoria hedge de valor justo e
avaliados como efetivos, a valorização ou a desvalorização do Controlada é a entidade, incluindo aquela não constituída sob a
valor justo do instrumento destinado a hedge e do item objeto de forma de sociedade tal como uma parceria, na qual a
hedge deve ser registrada em contrapartida da adequada conta controladora, diretamente ou por meio de outras controladas, é
de receita ou despesa, no resultado do período;
titular de direitos de sócio que lhe assegurem, de modo
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permanente, preponderância nas deliberações sociais e o poder prejuízo do período da investida é reconhecida no lucro ou
de eleger a maioria dos administradores. prejuízo do período do investidor. As distribuições recebidas da
investida reduzem o valor contábil do investimento.
Controle é o poder de governar as políticas financeiras e
operacionais da entidade de forma a obter benefícios de suas Ajustes no valor contábil do investimento também são
atividades. necessários pelo reconhecimento da participação proporcional do
investidor nas variações de saldo dos componentes dos outros
Controle conjunto é o compartilhamento do controle, resultados abrangentes da investida, reconhecidos diretamente
contratualmente estabelecido, sobre uma atividade econômica em seu patrimônio líquido. Tais variações incluem aquelas
que existe somente quando as decisões estratégicas, financeiras decorrentes da reavaliação de ativos imobilizados, quando
e operacionais relativas à atividade exigirem o consentimento permitida legalmente, e das diferenças de conversão em moeda
unânime das partes que compartilham o controle (os estrangeira, quando aplicável. A parte do investidor nessas
empreendedores). mudanças é reconhecida de forma reflexa, ou seja, em outros
resultados abrangentes diretamente no patrimônio líquido do
Coligada é uma entidade, incluindo aquela não constituída sob a investidor (ver o Pronunciamento Técnico CPC 26 –
forma de sociedade tal como uma parceria, sobre a qual o Apresentação das Demonstrações Contábeis), e não no seu
investidor tem influência significativa e que não se configura resultado.
como controlada ou participação em empreendimento sob
controle conjunto (joint venture). Se o investidor perde a influência significativa sobre a coligada,
ou se perde o controle sobre a controlada (sem que passe para a
Influência significativa é o poder de participar nas decisões categoria de coligada), ele deve contabilizar todos os valores
financeiras e operacionais da investida, sem controlar de forma reconhecidos de forma reflexa em seu patrimônio líquido
individual ou conjunta essas políticas. provenientes de resultados diretamente reconhecidos no
patrimônio líquido da coligada e da controlada (outros resultados
abrangentes), nas mesmas bases que seriam requeridas se a
Se o investidor mantém direta ou indiretamente (por
investida tivesse alienado os ativos e passivos que lhes deram
exemplo, por meio de controladas), vinte por cento ou mais
origem. Portanto, tal como um ganho ou perda reconhecido pela
do poder de voto da investida, presume-se que ele tenha
investida diretamente em seu patrimônio líquido (outros
influência significativa, a menos que possa ser claramente
resultados abrangentes) seria reclassificado para o resultado do
demonstrado o contrário. Por outro lado, se o investidor detém,
período pela alienação dos ativos ou passivos correspondentes
direta ou indiretamente (por meio de controladas, por exemplo),
quando o investidor perde a influência significativa sobre essa
menos de vinte por cento do poder de voto da investida,
coligada ou o controle sobre a controlada sem que passe a ser
presume-se que ele não tenha influência significativa, a menos
coligada, o investidor reclassifica o respectivo ganho ou perda de
que essa influência possa ser claramente demonstrada. A
seu patrimônio líquido para o resultado do período (como ajuste
propriedade substancial ou majoritária da investida por outro
de reclassificação). Por exemplo, se a coligada possui ativos
investidor não necessariamente impede que o investidor
financeiros disponíveis para venda e o investidor perde a
minoritário tenha influência significativa.
influência significativa sobre a coligada, o investidor reclassifica
para o resultado do período os ganhos e perdas reconhecidos de
A existência de influência significativa por investidor
forma reflexa previamente em seu patrimônio líquido como outros
geralmente é evidenciada por um ou mais das seguintes
resultados abrangentes. Se a participação relativa do investidor
formas:
na coligada ou na controlada é reduzida, porém o investimento
continua sendo uma coligada ou controlada, os ganhos e as
(a) representação no conselho de administração ou na diretoria
perdas previamente reconhecidos de forma reflexa no patrimônio
da investida;
líquido do investidor como outros resultados abrangentes devem
ser reclassificados para o resultado do período de forma
(b) participação nos processos de elaboração de políticas,
proporcional.
inclusive em decisões sobre dividendos e outras distribuições;
O investimento em coligada e em controlada é contabilizado pelo
(c) operações materiais entre o investidor e a investida;
método de equivalência patrimonial a partir da data em que ela se
torna sua coligada ou controlada. Na aquisição do investimento,
(d) intercâmbio de diretores ou gerentes; ou
quaisquer diferenças entre o custo do investimento e a parte do
investidor no valor justo líquido dos ativos e passivos
(e) fornecimento de informação técnica essencial.
identificáveis da investida devem ser contabilizadas como segue:
Método da Equivalência Patrimonial (MEP) (a) o ágio fundamentado em rentabilidade futura (goodwill)
relativo a uma coligada ou controlada (neste caso, no balanço
Pelo método de equivalência patrimonial, um investimento em individual da controladora) deve ser incluído no valor contábil do
coligada e em controlada (neste caso, no balanço individual) é investimento e sua amortização não é permitida;
inicialmente reconhecido pelo custo e o seu valor contábil será
aumentado ou diminuído pelo reconhecimento da participação do (b) qualquer excedente da parte do investidor no valor justo
investidor nos lucros ou prejuízos do período, gerados pela líquido dos ativos e passivos identificáveis da investida sobre o
investida após a aquisição. A parte do investidor no lucro ou
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custo do investimento deve ser incluído como receita na produzir caixa que, trazido a valor presente, seja inferior a R$ 80
determinação da parte do investidor nos resultados da investida mil, ela já deveria reconhecer a perda de R$ 20 mil; logo, se
no período em que o investimento for adquirido. vendê-lo para uma empresa do próprio grupo por R$ 80 mil,
reconhece um prejuízo que já deveria ter sido reconhecido antes.
Utiliza-se a demonstração contábil mais recente da coligada e da Dessa forma, não há prejuízo não realizado, ele é, de fato,
controlada para aplicar o método de equivalência patrimonial. contabilmente realizado. Assim, não há ajuste a fazer pelo
Quando o término do exercício social do investidor for diferente registro do prejuízo na transação, nem na vendedora nem na
daquele da investida, esta elabora, para utilização por parte do investidora dessa vendedora. Mas poderia ocorrer de o caminhão
investidor, demonstrações contábeis na mesma data das ser capaz de produzir caixa que, a valor presente, resultasse em
demonstrações do investidor, a menos que isso seja impraticável. R$ 110 mil. Assim, não havia mesmo impairment a ser
reconhecido na entidade onde estava. Se o veículo for vendido
Importante ressaltar que o cálculo da equivalência patrimonial para outra empresa do mesmo grupo econômico, mesmo que
envolve a exclusão dos resultados não realizados, o que veremos pelo seu valor de mercado, a vendedora não reconhece o
a seguir. prejuízo de R$ 20 mil, e nem a investidora nessa vendedora,
porque para o grupo não há perda ou impairment, mas apenas a
Suponhamos que a controlada A tenha vendido para sua transferência do caminhão ―de um bolso para o outro‖.
controladora B, por R$ 140.000,00, mercadorias que lhe custaram
R$ 100.000,00 e que tais mercadorias ainda estejam estocadas Mais-valia e Goodwill
na controladora na época do balanço.
A mais-valia decorre de uma situação em que o valor justo dos
Nesse caso, a eliminação seria da totalidade dos R$ 40.000,00 ativos líquidos é maior que o valor patrimonial dos ativos líquidos.
de lucros não realizados.
O montante pago pela investidora para adquirir uma participação
A controladora deve informar que não vendeu esses estoques, o pode ultrapassar o valor justo destes ativos líquidos, o que será
que deve fazer com que a controlada desreconheça o lucro que reconhecido como ágio por expectativa de rentabilidade futura
havia auferido. Assim, a controlada deverá retirar do resultado o (goodwill).
valor de R$ 40.000,00, que já deve estar líquido de tributos, e
transferi-lo para o passivo não circulante numa conta de ―Lucro No balanço individual da investidora, o valor do investimento será
Diferido‖ ou ―Lucro a Apropriar‖. evidenciado pelo custo e os valores da mais-valia e do goodwill
controlados em subcontas.
O ICPC 09 e o CPC 36 determinam que controlada e coligada
não reconheçam lucros não realizados. O montante relativo à mais-valia deve ser alocado aos
respectivos ativos e ser amortizado na proporção em que tais
Procedendo assim, o lucro não realizado será eliminado na ativos sejam realizados. Por outro lado, o goodwill não deve ser
controlada, tornando desnecessário qualquer ajuste na amortizado, mas apenas testado quanto à sua recuperabilidade,
controladora. lembrando que o impairment relativo ao goodwill não pode ser
revertido, sob pena de se estar reconhecendo goodwill gerado
No caso de o lucro estar na controladora ao vender para a internamente.
controlada e esta não houver negociado os estoques com
terceiros, a controlada nada fará em suas demonstrações O Goodwill negativo ou deságio ou compra vantajosa ocorre
individuais, e a controladora também eliminará o resultado líquido quando o valor justo dos ativos líquidos é menor do que o custo
dos tributos de seu resultado creditando-o em conta específica incorrido na aquisição da participação. Neste caso, o valor do
redutora de seu investimento na controlada. deságio deve ser reconhecido como receita, no resultado da
investidora, conforme determina o CPC 18 em seu item 32:
Se as empresas compradoras e vendedoras fossem investidor e
coligada, não importando quem vendeu para quem, mas apenas “(b) qualquer excedente da parte do investidor no valor justo
que existem lucros nos estoques de uma das empresas, então, líquido dos ativos e passivos identificáveis da investida sobre o
do resultado da equivalência patrimonial deve-se eliminar custo do investimento deve ser incluído como receita na
somente a parte do investidor (com base em seu percentual de determinação da parte do investidor nos resultados da
participação efetiva) desses lucros não realizados. investida no período em que o investimento for adquirido.”
(grifo nosso).
Prejuízos não realizados
Perdas na investida
Certamente, a probabilidade de vender uma mercadoria com
prejuízo é muito pequena, e por isso quase não existe prejuízo Quando a participação do investidor nos prejuízos do período da
não realizado. Mas isso pode, e casos raros, ocorrer, o que coligada ou do empreendimento controlado em conjunto se
implica verificar se esse ativo transacionado já não deve ter uma igualar ou exceder o saldo contábil de sua participação na
perda por impairment reconhecida antes dessa transação. Por investida, o investidor deve descontinuar o reconhecimento de
exemplo, uma transportadora pode ter um caminhão sua participação em perdas futuras. A participação na investida
contabilizado pelo valor líquido de R$ 100 mil, que vale, no deve ser o valor contábil do investimento nessa investida,
mercado, R$ 80 mil; se o caminhão ainda tem condições de avaliado pelo método da equivalência patrimonial, juntamente

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com alguma participação de longo prazo que, em essência, c) eventos que possam prever perda parcial ou total do
constitui parte do investimento líquido total do investidor na valor contábil do investimento ou do montante de créditos contra
investida. Por exemplo, um componente, cuja liquidação não está as coligadas e controladas; ou
planejada, nem tampouco é provável que ocorra num futuro
previsível, é, em essência, uma extensão do investimento da d) cobertura de garantias, avais, fianças, hipotecas ou
entidade naquela investida. Tais componentes podem incluir penhor concedidos, em favor de coligadas e controladas,
ações preferenciais, bem como recebíveis ou empréstimos de referentes a obrigações vencidas ou vincendas quando
longo prazo, porém não incluem componentes como recebíveis caracterizada a incapacidade de pagamentos pela controlada ou
ou exigíveis de natureza comercial ou quaisquer recebíveis de coligada.
longo prazo para os quais existam garantias adequadas, tais
como empréstimos garantidos. O prejuízo reconhecido pelo Parágrafo 1º Independentemente do disposto na letra ―b‖
método da equivalência patrimonial que exceda o investimento do inciso I, deve ser constituída ainda provisão para perdas,
em ações ordinárias do investidor deve ser aplicado aos demais quando existir passivo a descoberto e houver intenção manifesta
componentes que constituem a participação do investidor na da investidora em manter o seu apoio financeiro à investida.
investida em ordem inversa de interesse residual - seniority (isto é Parágrafo 2º A provisão para perdas deverá ser
prioridade na liquidação).
apresentada no ativo permanente por dedução e até o limite
Após reduzir, até zero, o saldo contábil da participação do do valor contábil do investimento a que se referir, sendo o
investidor, perdas adicionais devem ser consideradas, e um excedente apresentado em conta específica no passivo.‖
passivo deve ser reconhecido, somente na extensão em que o
investidor tiver incorrido em obrigações legais ou construtivas
(não formalizadas) ou tiver feito pagamentos em nome da 1.2.1.5 Demais Investimentos Permanentes
investida. Se a investida subsequentemente apurar lucros, o
investidor deve retomar o reconhecimento de sua participação Os ―Demais Investimentos Permanentes‖ são os direitos de
nesses lucros somente após o ponto em que a parte que lhe cabe qualquer natureza, não classificáveis no ativo circulante, e que
nesses lucros posteriores se igualar à sua participação nas
perdas não reconhecidas. não se destinem à manutenção da atividade da companhia ou da
empresa.
O disposto nos nos dois parágrafos anteriores não é aplicável a
investimento em controlada no balanço individual da Serão avaliados pelo custo de aquisição, deduzido de provisão
controladora, devendo ser observada a prática contábil que para atender às perdas prováveis na realização do seu valor ou
produzir o mesmo resultado líquido e o mesmo patrimônio líquido para redução do custo de aquisição ao valor de mercado, quando
para a controladora que são obtidos a partir das demonstrações
este for inferior.
consolidadas do grupo econômico, para atendimento ao
requerido quanto aos atributos de relevância e de representação
fidedigna (o que já inclui a primazia da essência sobre a forma), Quando é temporária a perda de valor dos demais investimentos
conforme dispõem o Pronunciamento Conceitual Básico – permanentes, cabe a constituição de provisão para ajuste a valor
Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório de mercado. Contudo, se a perda for permanente, deverá ser
Contábil-Financeiro e o Pronunciamento Técnico CPC 26 – constituída provisão para perdas prováveis na realização do seu
Apresentação das Demonstrações Contábeis. valor.
A esse respeito, vejamos o que diz a Instrução CVM nº 247, de
1996:
O valor de mercado dos ‗Demais Investimentos Permanentes‘ é o
valor líquido pelo qual possam ser alienados a terceiros. Ou seja,
“DAS PERDAS PERMANENTES EM
do valor que se possa obter com a negociação dos bens, devem
INVESTIMENTOS AVALIADOS PELO MÉTODO
ser deduzidas suas comissões, taxas, impostos etc.
DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL
Art. 12 - A investidora deverá constituir provisão para Propriedade para Investimento
cobertura de:
I - perdas efetivas, em virtude de: De acordo com o CPC 28, a propriedade para investimento deve
a) - eventos que resultarem em perdas não provisionadas ser inicialmente reconhecida pelo seu custo.
pelas coligadas e controladas em suas demonstrações contábeis;
A mensuração subsequente pode ser por valor justo ou pelo
ou
custo amortizado.
b) responsabilidade formal ou operacional para cobertura
de passivo a descoberto. Até a data em que o imóvel ocupado pelo proprietário se torne
II - perdas potenciais, estimadas em virtude de: propriedade para investimento escriturada pelo valor justo, a
a) tendência de perecimento do investimento; entidade deprecia a propriedade e reconhece quaisquer perdas
b) elevado risco de paralisação de operações de por redução no valor recuperável (impairment) que tenham
ocorrido. A entidade trata qualquer diferença nessa data entre o
coligadas e controladas;
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valor contábil da propriedade de acordo com a NBC T 19.1 e o de aquisição pago por um negócio, e puderem ser tecnicamente
seu valor justo da seguinte forma: identificados, de modo confiável, devem ser contabilizados em
separado do goodwill pelo seu valor justo.
(a) qualquer diminuição resultante no valor contábil da
propriedade é reconhecida no resultado. Porém, até o ponto em Mensuração subsequente e vida útil do intangível
que a quantia esteja incluída em reavaliação anteriormente
procedida nessa propriedade, a diminuição é debitada contra A caracterização do intangível no momento do seu registro inicial
esse excedente de reavaliação;
é de fundamental importância para fins contábeis. O CPC 04
determina que, após o seu reconhecimento inicial, um ativo
(b) qualquer aumento resultante no valor contábil é tratado como
se segue: intangível deve ser mensurado com base no custo, deduzido da
amortização acumulada e de possíveis perdas estimadas por
(i) até o ponto em que o aumento reverta perda anterior por redução de valor recuperável.
impairment dessa propriedade, o aumento é reconhecido no
resultado. A quantia reconhecida no resultado não pode exceder A sua mensuração subsequente também será função de o ativo
a quantia necessária para repor o valor contábil para o valor possuir uma vida útil definida (conhecida) ou uma vida útil não
contábil que teria sido determinado (líquido de depreciação) caso definida (ilimitada ou, se limitada, impossível de determiná-la com
nenhuma perda por impairment tivesse sido reconhecida;
confiabilidade). Tecnicamente, duas abordagens de mensuração
(ii) qualquer parte remanescente do aumento é creditada subsequente são utilizadas para os intangíveis. Se há vida útil
diretamente no patrimônio líquido, em ajustes de avaliação conhecida, confiavelmente determinada, utiliza-se a abordagem
patrimonial, como parte dos outros resultados abrangentes. Na da amortização; se não há vida útil conhecida, ou sua delimitação
alienação subsequente da propriedade para investimento, é impossível de se obter de modo confiável, utiliza-se a
eventual excedente de reavaliação incluído no patrimônio líquido abordagem dos testes de recuperação. O ativo intangível com
deve ser transferido para lucros ou prejuízos acumulados, e a
transferência do saldo remanescente excedente de avaliação vida útil indefinida não deve ser amortizado. É o que se
também se faz diretamente para lucros ou prejuízos compreende a partir do item 89 do CPC 04:
acumulados, e não por via da demonstração do resultado.
―89. A contabilização de ativo intangível baseia-se na sua vida
útil. Um ativo intangível com vida útil definida deve ser amortizado
1.2.1.6 Imobilizado (ver itens 97 a 106), enquanto a de um ativo intangível com vida
útil indefinida não deve ser amortizado (ver itens 107 a 110).”
Os direitos classificados no Imobilizado serão avaliados pelo
custo de aquisição, deduzido do saldo da respectiva conta de É de se destacar que, de acordo com as novas práticas contábeis
depreciação, amortização ou exaustão. adotadas no Brasil, o ágio por expectativa de rentabilidade futura
(Goodwill) não deve ser amortizado, mas sim ter seu valor
Integram o custo de aquisição ou produção dos bens do
contábil submetido ao teste de recuperabilidade de acordo com o
imobilizado todos os gastos realizados até o momento em que
CPC 01 – Redução ao Valor Recuperável de Ativos.
eles possam ser utilizados nas atividades às quais se destinam,
inclusive gastos com instalações. Devem ser excluídos os 1.2.1.8 Operações de Longo Prazo
impostos recuperáveis.
Os elementos do ativo decorrentes de operações de longo prazo
serão ajustados a valor presente, sendo os demais ajustados
quando houver efeito relevante.
1.2.1.7 Intangível
Exemplo:
Segundo o CPC 04, tem-se que um ativo intangível adquirido de
forma separada deve ser mensurado pelo custo. O custo desse A empresa ABC vendeu mercadorias para receber em 2011, no
intangível inclui o preço de compra e todo o gasto necessário valor de $ 120.000. Sabe-se que os juros totais embutidos no
para colocá-lo nas condições de funcionamento pretendidas pela pagamento são de 20%. Calcular a Provisão para Ajuste a Valor
administração. Mas se um intangível for adquirido em uma Presente (PAVP).
combinação de negócios deve ser mensurado pelo valor justo no
momento da aquisição. Solução

Portanto, aqueles intangíveis que forem individualmente Se os juros embutidos no pagamento são de 20%, então, o valor
transacionados devem ser contabilizados pelo custo incorrido na presente é de 120.000/1,2 = 100.000.
operação. Aqueles intangíveis que estiverem inseridos no preço

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Desta forma, a provisão a ser constituída será de $ 20.000. Quando houver Pronunciamento específico do CPC que
discipline a forma pela qual um ativo ou passivo em particular
O lançamento de constituição da PAVP será: deva ser mensurado com base no ajuste a valor presente de seus
fluxos de caixa, referido pronunciamento específico deve ser
Despesa de PAVP observado.

a PAVP...........................................20.000 Importante destacar que o CPC 12, na resposta da questão 7,


informa que os saldos de imposto de renda e contribuição social
A PAVP será registrada no Ativo Realizável a Longo Prazo como diferidos não devem ser ajustados a valor presente sob o
conta redutora do direito. argumento de não ser possível determinar com exatidão as datas
em que os referidos valores serão realizados. As normas
Títulos a receber de Longo Prazo.................120.000
internacionais de contabilidade não permitem esse ajuste.
PAVP..........................................................(20.000) 1.2.1.9 Estoques de mercadorias fungíveis destinadas à venda

A provisão deverá ser baixada contra o resultado do exercício à Poderão ser avaliados pelo valor de mercado, quando esse for o
medida que o tempo e, consequentemente, os juros costume mercantil aceito pela técnica contábil.
transcorrerem.
CPC 29 – Ativo Biológico
Por exemplo, se o pagamento for realizado daqui a 20 meses,
O ativo biológico deve ser mensurado ao valor justo menos a
deve-se reconhecer a receita financeira de juros pelo valor
despesa de venda no momento do reconhecimento inicial e no
mensal de $ 1.000.
final de cada período de competência, exceto para os casos
Lançamento descritos no item 30 do CPC 29 (não há valor de mercado
disponível e as alternativas para estimá-lo não são confiáveis),
PAVP em que o valor justo não pode ser mensurado de forma confiável.
Neste caso, o ativo biológico deve ser mensurado ao custo,
a Receitas Financeiras..........................1.000 menos qualquer depreciação e perda por irrecuperabilidade
acumuladas.
Desta forma, ao final de 20 meses, toda a PAVP deverá ter sido
baixada e toda a receita financeira reconhecida (realizada). O produto agrícola colhido de ativos biológicos da entidade deve
ser mensurado ao valor justo, menos a despesa de venda, no
CPC 12 – Ajuste a Valor Presente
momento da colheita. O valor assim atribuído representa o custo,
A mensuração contábil a valor presente será aplicada no no momento da aplicação do Pronunciamento Técnico CPC 16 –
reconhecimento inicial de ativos e passivos. Apenas em certas Estoques, ou outro Pronunciamento aplicável.
situações excepcionais, como a que é adotada numa
renegociação de dívida em que novos termos são estabelecidos, 1.2.1.10 Valor Justo
o ajuste a valor presente deve ser aplicado como se fosse nova
medição de ativos e passivos. É de se ressaltar que essas Das matérias primas e dos bens de almoxarifado: o preço pelo
situações de nova medição de ativos e passivos são raras e são qual possam ser repostos, mediante compra no mercado.
matéria para julgamento daqueles que preparam e auditam
demonstrações contábeis, vis-à-vis Pronunciamentos específicos.
Dos bens ou direitos destinados à venda: o preço líquido de
realização, mediante venda no mercado, deduzidos os impostos
Ativos e passivos monetários com juros implícitos ou explícitos
embutidos devem ser mensurados pelo seu valor presente e demais despesas necessárias para a venda, e a margem de
quando do seu reconhecimento inicial, por ser este o valor de lucro.
custo original dentro da filosofia de valor justo (fair value). Por
isso, quando aplicável, o custo de ativos não monetários deve ser Dos investimentos: o valor líquido pelo qual possam ser
ajustado em contrapartida; ou então a conta de receita, despesa alienados a terceiros.
ou outra conforme a situação. A esse respeito, uma vez ajustado
o item não monetário, não deve mais ser submetido a ajustes Dos instrumentos financeiros: o valor que pode se obter em
subseqüentes no que respeita à figura de juros embutidos.
um mercado ativo, decorrente de transação não compulsória
Ressalte-se que nem todo ativo ou passivo não-monetário está
sujeito ao efeito do ajuste a valor presente; por exemplo, um item realizada entre partes independentes; e, na ausência de um
não monetário que, pela sua natureza, não está sujeito ao ajuste mercado ativo para um determinado instrumento financeiro:
a valor presente é o /adiantamento em dinheiro para recebimento
ou pagamento em bens e serviços.

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1) o valor que se pode obter em um mercado ativo com a - Valor depreciável, amortizável e exaurível é o custo de um
negociação de outro instrumento financeiro de natureza, prazo e ativo ou outra base que substitua o custo nas demonstrações
risco similares; contábeis, menos seu valor residual.

2) o valor presente líquido dos fluxos de caixa futuros para - Valor residual é o estimado que uma entidade obteria pela
instrumentos financeiros de natureza, prazo e risco similares; ou venda do ativo, após deduzir as despesas estimadas de venda,
caso esse já tivesse a idade e a condição esperadas para o fim
3) o valor obtido por meio de modelos matemático-estatísticos de sua vida útil.
de precificação de instrumentos financeiros.
- Vida útil
1.2.1.11 Análise de Recuperabilidade
a) é o período de tempo, no qual a entidade espera usar o ativo;
De acordo com o § 3º, inciso I do artigo 183 da Lei 6.404/76: ou

‗art. 183 (....) b) o número de unidades de produção ou de unidades


semelhantes que a entidade espera obter do ativo.
§ 3o A companhia deverá efetuar, periodicamente, análise
sobre a recuperação dos valores registrados no imobilizado e no - Unidade geradora de caixa é o menor gruo identificável de
intangível, a fim de que sejam: (Redação dada pela Lei nº ativos que geram as entradas de caixa, que são em grande parte
11.941, de 2009) independentes das entradas de caixa de outros ativos ou de
grupos de ativos.
I – registradas as perdas de valor do capital aplicado quando
houver decisão de interromper os empreendimentos ou - Ativos corporativos são ativos, exceto ágio por expectativa de
atividades a que se destinavam ou quando comprovado que não rentabilidade futura (goodwill), que contribuem, mesmo que
poderão produzir resultados suficientes para recuperação desse indiretamente, para os fluxos de caixa futuros.
valor; (Incluído pela Lei nº 11.638,de 2007)‘
- Mercado Ativo é um mercado em que todas as seguintes
A NBC T 19.10 – Redução ao Valor Recuperável de Ativos trata condições estão presentes:
de forma detalhada o assunto e traz as seguintes definições:
a) os itens transacionados, no mercado, são homogêneos;
- Valor recuperável de um ativo ou de uma unidade geradora
de caixa é o maior entre o líquido de venda de um ativo e seu b) vendedores e compradores, com disposição para negociar,
valor em uso. são encontrados a qualquer momento para efetuar a transação;
e
- Valor em uso é o valor presente de fluxos de caixa futuros e
estimados, que devem resultar do uso de um ativo ou de uma c) os preços estão disponíveis para o público.
unidade geradora de caixa.
Exemplo:
- Valor líquido de venda é o valor a ser obtido pela venda de
um ativo ou de uma unidade geradora de caixa em transações Qual o valor da variação que deve sofrer o patrimônio da
em bases comutativas, entre partes conhecedoras e empresa ABC ao efetuar, adequadamente, o lançamento
interessadas, menos as despesas estimadas de venda. contábil relativo ao teste de recuperabilidade do equipamento Y,
sabendo-se que:
- Despesas de venda ou de baixa são as despesas
incrementais diretamente atribuíveis à venda ou à baixa de um - o valor de registro original do equipamento Y é $ 100.000,00;
ativo ou de uma unidade geradora de caixa, incluindo as
despesas financeiras e de impostos sobre o resultado gerado.
- a depreciação acumulada do equipamento Y, até a data do
teste, é $ 40.000,00;
- Perda por desvalorização é o valor pelo qual a quantia
contábil de um ativo ou de uma unidade geradora de caixa
- o valor de mercado do equipamento Y, na data do teste é $
excede seu valor recuperável.
62.000,00;

- Valor contábil é o valor pelo qual o ativo está reconhecido, no


- caso a empresa ABC vendesse o equipamento Y, na data do
balanço, depois de dedução de toda respectiva depreciação,
teste, incorreria em gastos associados a tal transação no
amortização ou exaustão acumulada e provisão para perdas.
montante de $ 13.000,00;

- Depreciação, amortização e exaustão é a alocação


sistemática do valor depreciável, amortizável e exaurível.
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- caso a empresa ABC não vendesse o equipamento Y e o Parte 5 – Cálculo da variação do patrimônio da empresa ABC
continuasse utilizando no processo produtivo, seria capaz de
produzir 10.000 unidades do produto Z, por ano, pelos próximos Valor recuperável............................49.737,04
3 anos;
(-) valor contábil.............................(60.000,00)
- o preço de venda do produto Z é $ 10,00 por unidade;
Perda por desvalorização...............(10.262,96)
- os gastos médios incorridos na produção e venda de uma
unidade de produto Z é $ 8,00;
Lançamento relativo ao reconhecimento da perda por
desvalorização
- o custo de capital da empresa ABC é 10% ao ano;
Provisão para Perda por Desvalorização
- Desconsidere qualquer incidência de tributos.
a Perda por Desvalorização (despesa)..10.262,96
Solução

Parte 1 - Valor contábil do equipamento 1.2.2 Critérios de Avaliação do Passivo

Valor de registro.................................100.000,00 O artigo 184 da Lei 6.404/76 traz o critério de avaliação do


passivo:
(-) Depreciação acumulada.................(40.000,00)
‗Art. 184. No balanço, os elementos do passivo serão avaliados
Valor contábil..................................60.000,00 de acordo com os seguintes critérios:

Parte 2 – Valor líquido de venda do equipamento I - as obrigações, encargos e riscos, conhecidos ou calculáveis,
inclusive Imposto sobre a Renda a pagar com base no resultado
Valor de mercado............................62.000,00 do exercício, serão computados pelo valor atualizado até a data
do balanço;
(-) Gastos da venda........................(13.000,00)
II - as obrigações em moeda estrangeira, com cláusula de
(=) Valor líquido de venda...............49.000,00 paridade cambial, serão convertidas em moeda nacional à taxa
de câmbio em vigor na data do balanço;
Parte 3 – Valor em uso do equipamento
III – as obrigações, os encargos e os riscos classificados no
Resultado do 1º ano: passivo não circulante serão ajustados ao seu valor
presente, sendo os demais ajustados quando houver efeito
Receita bruta de vendas: 10X10.000 = 100.000 relevante.

Custos de produção: 8X10.000 = 80.000 Importante

Resultado = 20.000 A Lei 11.638/07 incluiu o inciso III do artigo 184, o qual determina
que as obrigações de longo prazo sejam ajustadas a valor
Os resultados dos anos 2 e 3 são calculados de forma análoga e presente.
também são de $ 20.000,00.
Exemplo: compra de mercadorias a prazo, com pagamento daqui
Parte 4 – Valor em uso
a 24 meses, no valor total de $ 124.000,00.
Valor presente dos fluxos de caixa: Lançamento

20.000/(1,1)¹ + 20.000/(1,1)² + 20.000/(1,1)³ = 49.737,04 Diversos


a Fornecedores
Como o valor em uso é superior ao valor líquido de venda, o Mercadorias.........................................100.000
valor recuperável será o valor em uso. Juros passivos a transcorrer (Ret. PC)....(24.000)
Juros passivos a transcorrer (Ret. PNC)..(24.000)
Valor recuperável = valor em uso = 49.737,04

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EXERCÍCIOS
5. (FCC – Analista Judiciário Contabilidade 2012) Considere as
1. (CESGRANRIO ANALISTA/CONTABILIDADE EPE 2010) De seguintes assertivas:
acordo com a legislação vigente, dispõe o art. 183, da Lei no
6.404/76, que, no balanço, os elementos do ativo serão avaliados I. Os ativos fiscais diferidos devem ser ajustados a valor presente,
pelo seguinte critério: caso sejam recuperáveis no longo prazo.
II. Os ativos financeiros classificados como destinados à
(A) elementos do ativo decorrentes de operações de longo prazo, negociação são mensurados ao valor justo.
pelo valor de aquisição, atendendo ao princípio da prudência, III. Os investimentos em coligadas devem ser avaliados pelo
ainda que haja efeito relevante. método de equivalência patrimonial.
(B) estoques de mercadorias fungíveis destinadas à venda não IV. Valores a receber de clientes no exterior devem ser
poderão ser avaliadas pelo valor de mercado, mesmo quando convertidos, para fins de apresentação no Balanço Patrimonial, à
esse for o costume mercantil aceito pela técnica contábil. taxa de câmbio em vigor na data da operação.
(C) direitos classificados no imobilizado, pelo custo de aquisição,
deduzido do saldo da respectiva conta de depreciação, Está correto o que se afirma em
amortização ou exaustão.
(D) direitos classificados no intangível, pelo valor de mercado (A) I e II, apenas.
deduzido do saldo da respectiva conta de depreciação. (B) II e III, apenas.
(E) direitos que tiverem por objeto mercadorias e produtos do (C) III e IV, apenas.
comércio da companhia, assim como matérias- primas, produtos (D) I, II e III, apenas.
em fabricação, fornecedores e bens em almoxarifado, pelo custo (E) I, II, III e IV.
de aquisição ou produção, deduzido de provisão para ajustá-lo ao
valor de mercado, quando este for superior. 6. (ESAF – AFRFB 2012) A empresa Controle S.A. recebeu um
laudo de avaliação da empresa adquirida Invest S.A., com os
2. (CESGRANRIO ANALISTA/CONTABILIDADE EPE 2010) seguintes dados:
Considere a operação a seguir.
A Cia. Ordem e Progresso, após a apuração do seu resultado, Laudo de avaliação Empresa Invest S.A.
efetuou o pagamento de dividendos no valor de R$ 100.000,00 à
sua controladora, a Cia. Cruzeiro do Sul. AVALIAÇÃO CONTÁBIL
Ciente de que a Cia. Cruzeiro do Sul avalia a sua participação Marcas e patentes R$ 500.000,00 R$ 0,00
societária na controlada pelo método da equivalência patrimonial, Carteira de clientes R$ 150.000,00 R$ 0,00
o lançamento contábil para registro do fato na escrituração da – direito
companhia investidora corresponde, em reais, a Expectativa de 1.200.000,00 R$ 0,00
rentabilidade futura
(A) D: Receita não operacional Fórmulas R$ 50.000,00 R$ 0,00
C: Disponível ..........................100.000,00 Imobilizado R$ 100.000,00 R$ 100.000,00
(B) D: Disponível TOTAL R$ 2.000.000,00 R$ 100.000,00
C: Investimentos .....................100.000,00
(C) D: Receita de dividendos Essa operação, de aquisição, gera um lançamento contábil na
C: Investimentos .....................100.000,00 empresa
(D) D: Investimentos
C: Equivalência patrimonial.....100.000,00 a) Invest S.A. na conta de ativo intangível – marcas e patentes de
(E) D: Receita operacional R$ 500.000,00.
C: Equivalência patrimonial.....100.000,00 b) Controle S.A. na conta de valores a receber de R$ 150.000,00.
c) Invest S.A. na conta de intangível de R$ 650.000,00.
d) Controle S.A. na conta de investimento – ágio de
3. (MPU TÉC CONTROLE INTERNO 2010) Os ativos R$ 1.200.000,00.
intangíveis com vida útil definida, embora sejam objeto de e) Invest S.A. na conta de imobilizado R$ 2.000.000,00.
amortização periódica em resultado para reconhecimento de sua
realização contábil, estão sujeitos à avaliação do seu valor de 7. (ESAF – AFRFB 2012) Dos registros da Cia. Galáctica,
recuperação. relativos à operação de alienação de Investimentos, foram
extraídos os seguintes dados:
4. (CESPE - MPU TÉC CONTROLE INTERNO 2010) O ágio por
rentabilidade futura (goodwill) é determinado pela diferença Dados da negociação Valor em R$
positiva entre a soma do valor da contraprestação transferida em Valor Recebido pela venda 9.500
troca do controle da adquirida (mensurada a valor justo) e o valor Valor patrimonial da conta Investimento – Custo 9.000
justo dos ativos líquidos identificáveis na adquirida. Valor do Ágio já amortizado 1.500
Saldo da Conta Investimento - Ágio (valor ainda não amortizado)
Com base na Lei n.o 6.404/1976 e suas alterações posteriores, 800
julgue os próximos itens acerca da contabilização de Estimativas de Perdas c/ Investimento registradas 400
componentes patrimoniais e de resultado.
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Com base nos dados fornecidos, pode-se afirmar que esse d) a débito do investimento, ainda que o valor ultrapasse o total
evento gerou do investimento efetuado.
e) a débito de uma reserva de capital, gerando uma cobertura
a) um lançamento de crédito na conta de Investimento - Valor de para as perdas.
Custo no valor de R$ 9.500,00.
b) o reconhecimento de um desembolso na aquisição do 10. (CESPE – TRE/RJ Analista Judiciário – Contabilidade 2012)
investimento no valor de R$ 9.000,00. Os investimentos em coligadas sobre cuja administração
c) um Ganho com Alienação de investimentos no valor de R$ determinada empresa tenha influência significativa somente
100,00. devem ser obrigatoriamente avaliados pelo método da
d) o registro de um débito na conta de Investimentos - Ágio no equivalência patrimonial quando a empresa controladora
valor total de R$ 800,00. participar com pelo menos 20% do capital votante da controlada.
e) uma Perda com a Alienação de Investimentos no valor de R$
700,00.
11. (ESAF – ATRFB 2012) Assinale a opção correta.
8. (ESAF – AFRFB 2012) Observado o exposto no gráfico de
Participações Societárias da Cia. Firmamento, a seguir, pode-se a) São coligadas as empresas quando uma participa com 10% ou
afirmar que mais do capital social da outra sem exercer o controle acionário.
b) O investimento é considerado relevante quando atinge ou
ultrapassa 20% do patrimônio líquido da investida (ou 15% se for
considerado um grupo de empresas).
c) Capital Social é o capital subscrito e pago pelos acionistas
quando adquirem ações, seja no início da sociedade ou quando
ela promove aumento de capital durante seu funcionamento.
d) A operação de leasing é um arrendamento mercantil ou
aluguel de bens móveis; a sociedade de leasing concede um bem
à empresa e essa lhe paga um aluguel mensal; o bem não
deverá ser contabilizado como ativo.
e) A expressão impostos a recolher é adequada ao nome da
conta Impostos a Pagar porque, na verdade, quem paga o
imposto é o consumidor; a empresa apenas entrega ou recolhe o
imposto ao governo.

12. (CESGRANRIO – BNDES Contador 2011) O item VII do


artigo 183 da Lei das Sociedades Anônimas, atualizada até 2011,
a) a participação dos acionistas não controladores na Cia. Netuno determina que os elementos do Ativo decorrentes de operações
corresponde a 16,5% do capital total. de longo prazo serão ajustados a valor presente, sendo os
b) os dividendos distribuídos pela Cia. Vênus devem ser demais ajustados somente quando houver
reconhecidos pela investidora como Receitas.
c) os juros sobre o capital próprio, quando calculados e pagos (A) provisão para perdas
pela Cia. Éris, são registrados pela investidora a débito de (B) redução ao valor justo
Participações Societárias. (C) efeito relevante
d) a Cia. Júpiter é controlada indireta da Cia. Firmamento, mesmo (D) perdas imprevistas
que não se verifique influência significativa (E) vencimento antecipado
da investidora.
e) a investidora, ao registrar a remuneração distribuída aos 13. (CESGRANRIO – BNDES Contador 2011) O conceito básico
acionistas pela Cia. Sol, efetua um crédito na conta do método da equivalência patrimonial é fundamentado no fato
Resultado de Equivalência Patrimonial. de que os resultados e quaisquer outras variações patrimoniais
da investida sejam reconhecidos (contabilizados) na investidora
9. (ESAF – AFRFB 2012) A Empresa Controladora S.A., no momento de sua geração na investida. Em que situação
companhia de capital aberto, apura um resultado negativo de ocorre tal reconhecimento?
equivalência patrimonial que ultrapassa o valor total de seu
investimento na Empresa Adquirida S.A. em R$ 400.000,00. A (A) Exclusivamente se a investida for controlada.
Empresa Controladora S.A. não pode deixar de aplicar recursos (B) Apenas se houver investimento relevante.
na investida, uma vez que ela é a única fornecedora de matéria- (C) Sempre que ocorrer lucro não realizado no exercício.
prima estratégica para seu negócio. Dessa forma, deve a (D) Independentemente de serem ou não distribuídos pela
investidora registrar o valor da equivalência investida.
(E) No exercício em que ocorrer a distribuição pela investida.
a) a crédito do investimento, ainda que o valor ultrapasse o total
do investimento efetuado. 14. (ESAF – AFRFB 2012) A empresa Highlith S.A. implantou
b) a crédito de uma provisão no passivo, para reconhecer a perda nova unidade no norte do país. Os investimentos na unidade
no investimento. foram de R$ 1.000.000,00, registrados no ativo imobilizado. No
c) a crédito de uma provisão no ativo, redutora do investimento.
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primeiro ano, a empresa contabilizou um ajuste de perda de valor captação de energia solar. Quando concluído, será patenteado
recuperável de R$ 15.000,00. No segundo ano, o valor da pela empresa. Até junho de 2009, a empresa já havia efetuado
unidade, caso fosse vendida para o concorrente e único diversos gastos com pesquisa no valor de R$ 200.000,00. Após
interessado na aquisição, seria de R$ 950.000,00. Ao analisar o essa data, com o avanço do processo de pesquisa, foi possível
valor do fluxo de caixa descontado da unidade, apurou-se um definir um critério confiável de controle, acumulação, identificação
valor de R$ 980.000,00. Dessa forma, deve o contador da e registro do Ativo Intangível. No final de 2009, os gastos da
empresa empresa com pesquisas totalizaram R$ 280.000,00 e o valor
recuperável do intangível incorporado foi de R$ 100.000,00.
a) manter o valor do investimento, visto não haver perda de valor Com base nas informações fornecidas, o registro contábil desse
recuperável. evento é:
b) reconhecer um complemento de perda de valor recuperável de
R$ 5.000,00.
c) reverter parte da perda de valor recuperável no valor de
R$ 25.000,00.
d) registrar um complemento de perda de valor recuperável de
R$ 15.000,00.
e) estornar o total da perda de valor recuperável de R$
50.000,00.

15. (ESAF – AFRFB 2012) A empresa Captação S.A. emitiu


debêntures para financiamento de uma nova usina de açúcar.
Foram realizados gastos com advogados, consultores e bancos
de investimento, no processo de estruturação da emissão e
colocação no mercado dos papéis. Fundamentado nas novas
normas contábeis brasileiras, referidos gastos devem ser
registrados como
a) Conta redutora do passivo não circulante (debêntures) – longo
prazo.
b) Despesas com Emissão de Debêntures, no resultado, em
outras despesas.
c) Débito de conta redutora do Capital Social – Gastos com
Captação.
d) Despesa financeira para compor o custo financeiro total da
operação de captação de recursos, durante a vigência do título.
e) Despesa antecipada, no Ativo Circulante e Não Circulante, de
acordo com o período que serão geradas as receitas decorrentes
do projeto.

16. (ESAF – AFRFB 2012) A empresa Biogás S.A. foi contratada


pela empresa Aves S.A. para fornecer gás para sua fábrica de
processamento de carnes. A Biogás S.A. produz gás a partir de
biodigestores que transformam resíduos animais em gás. Como a
contratante fica em região sem estrutura, a única fonte de
fornecimento de gás é esta. O produtor de gás não tem interesse
em fornecer para outras empresas, sendo exclusivo o
fornecimento para empresa Aves S.A, por 10 anos. A
manutenção, reparos e outros é de responsabilidade da empresa
fornecedora do gás. Nesse caso, pode-se afirmar que esse
contrato representa 18. (ESAF – ATRFB 2012) Uma empresa, cujo livro Razão
contém essas contas, apresentou os seguintes saldos para
a) uma compra de imobilizado, devendo ser reconhecido. compor o balanço patrimonial em 31/12/2011.
b) uma prestação de serviços, devendo ser reconhecido como
despesa. 01 - Ações de Coligadas 10.000,00
c) um gasto, podendo ser contabilizado como passivo ou 02 - Aluguéis pagos Antecipadamente 1.200,00
despesas. 03 – Bancos c/Movimento 20.000,00
d) um acordo que contém um arrendamento. 04 – Bancos c/Poupança 6.000,00
e) um contrato de imobilizações em andamento, devendo ser 05 – Caixa 3.000,00
reconhecido no ativo imobilizado. 06 – Capital a Integralizar 12.000,00
07 – Capital Social 55.000,00
17. (ESAF – AFRFB 2012) A Cia. Mercúrio inicia em janeiro de 08 – Clientes 9.000,00
2009 uma pesquisa para desenvolvimento de um protótipo de 09 – Contas a Receber 11.000,00
10 – Depreciação Acumulada 3.500,00
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11 – Despesa de Organização 2.500,00 (A) I e II.
12 – Despesas Pré-Operacionais 2.000,00 (B) II e III.
13 – Duplicatas a Pagar 25.000,00 (C) III e IV.
14 – Duplicatas a Receber 15.000,00 (D) I, II e III.
15 – Duplicatas Descontadas 8.000,00 (E) II, III e IV.
16 – Empréstimos a Coligadas 6.500,00
17 – Empréstimos Bancários 32.000,00 21. (FCC – TRE/CE Analista Judiciário – Contabilidade 2012) A
18 – Endosso para Desconto 8.000,00 empresa Polo Norte S.A. fez uma aplicação financeira em CDB −
19 – Móveis e Utensílios 21.000,00 Certificado de Depósito Bancário por 720 dias. O CDB pode ser
20 – Prov. p/Créditos de Liquidação Duvidosa 1.000,00 resgatado antecipadamente. O diretor financeiro juntamente com
21 – Provisão para Férias 3.000,00 o Contador ao analisar a situação econômico-financeira da
22 – Provisão para Imposto de Renda 4.500,00 empresa constatou que haverá necessidade de resgatar
23 – Reserva Legal 2.000,00 antecipadamente o CDB em parcelas, para cobrir as
24 – Seguros a Vencer 1.800,00 necessidades operacionais de caixa, dessa forma o CDB deve
25 – Títulos Endossados 8.000,00 ser classificado como instrumento financeiro
26 – Títulos a Receber 13.000,00
(A) disponível para venda, sendo contabilizado pelo valor de
Ao elaborar o balanço patrimonial a empresa vai apresentar um custo na contratação e atualizado pelo valor do custo amortizado
Ativo Circulante no valor de durante a vigência do papel.
(B) mantido até o vencimento, sendo contabilizado pelo valor de
a) R$ 58.000,00. custo amortizado e atualizado pelo valor justo durante a vigência
b) R$ 68.000,00. do papel.
c) R$ 69.800,00. (C) disponível para venda, sendo contabilizado pelo valor de
d) R$ 71.000,00. custo na contratação e atualizado pelo valor justo durante a
e) R$ 79.000,00. vigência do papel.
(D) mantido até o vencimento, sendo contabilizado pelo valor de
19. (FCC – TRE/PR Analista Judiciário – Contabilidade 2012) custo na contratação e atualizado pelo valor de mercado durante
Para efeitos de avaliação dos bens destinados à venda, a vigência do papel.
considera-se valor justo o (E) disponível para venda, sendo contabilizado pelo valor justo na
contratação e atualizado pela média dos valores de mercado dos
(A) preço pelo qual possam ser repostos, mediante compra no papéis de mesma natureza do mercado interfinanceiro.
mercado.
(B) valor líquido pelo qual possam ser alienados a terceiros. 22. (FCC – TRE/CE Analista Judiciário – Contabilidade 2012) A
(C) preço líquido de realização mediante venda no mercado, Empresa Aviamento S.A possui em seus passivos fornecedores
deduzidos os impostos e demais despesas necessárias para a que financiaram Bens de Capital à empresa em quatro anos. A
venda, e a margem de lucro. empresa produz máquinas de costura e para viabilizar seus
(D) valor que pode se obter em um mercado ativo, decorrente de clientes tem como política de vendas, oferecer a seus clientes
transação não compulsória realizada entre partes independentes. prazos de 360, 720 e 900 dias, com juros pré-fixados de 30%
(E) valor que se pode obter em um mercado ativo com a a.a.. Há em sua carteira de clientes operações com todos os
negociação de outro ativo de natureza e risco similares. prazos, dessa forma pode-se afirmar que de acordo com as leis e
normas contábeis vigentes, que
20. (FCC – TRE/PR Analista Judiciário – Contabilidade 2012) Em
relação à avaliação dos elementos patrimoniais, considere: (A) as transações de curto prazo podem ser ajustadas se o ajuste
a valor presente for relevante e as de longo prazo devem ser
I. O valor contábil de imóvel de R$ 500.000,00, cujo teste de ajustados obrigatoriamente.
impairment indicou valor de mercado de R$ 510.000,00 e valor (B) é opcional o reconhecimento do ajuste a valor presente, uma
em uso de R$ 490.000,00, deve ser alterado. vez que as operações são de longo prazo afetando os resultados
II. A empresa deve fazer uma provisão para ajustar o valor do durante um longo tempo.
estoque avaliado pelo custo de aquisição por R$ 800.000,00 (C) somente as operações com prazo de 360 dias devem ser
ao constatar que o seu valor de mercado é R$ 780.000,00. ajustadas a valor presente, uma vez que geram maior volume de
III. O valor contábil de um veículo adquirido por R$ 100.000,00 juros nas operações.
com vida útil estimada de 5 anos e valor residual de (D) todas as operações devem obrigatoriamente ser ajustadas
R$ 20.000,00, após o primeiro ano de uso, é R$ 84.000,00 se a por conterem juros embutidos, independente da relevância do
depreciação for pelo método das quotas constantes. ajuste.
IV. A empresa deve reconhecer um aumento no valor dos (E) não há necessidade de efetuar o ajuste a valor presente, uma
investimentos em controladas de R$ 100.000,00, se as investidas vez que os juros já foram reconhecidos e estão embutidos nas
tiverem tido um lucro de igual valor, independentemente do vendas efetuadas e nos financiamentos.
percentual de participação no capital social das mesmas.
23. (FCC - TRT 20ª Região Analista Judiciário – Contabilidade
Está correto o que se afirma APENAS em 2011) O ativo imobilizado da empresa Gurupi S.A., considerado
uma unidade geradora de caixa, possuía reavaliação de R$
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200.000,00, em 2008. A administração da empresa manteve a Está correto o que se afirma APENAS em
reavaliação contabilizada em conformidade com a
permissibilidade dada pela lei. Ao executar o teste de (A) I.
recuperabilidade dessa unidade geradora de caixa, identificou (B) I e II.
uma perda no valor recuperável de R$ 300.000,00. O lançamento (C) I e III.
contábil para o registro desse fato é: (D) II.
(E) III.
(A) Débito Crédito
Ativo Imobilizado 100.000 27. (FCC - TRT 23ª Região Analista Judiciário – Contabilidade
a Ganho de Imobilizado 100.000 2011) A Indústria e Comércio Mel S.A. apresentava, em
(B) Débito Crédito 31/12/X10, os saldos nas seguintes contas:
Ativo Imobilizado 100.000
Reserva de Reavaliação 200.000
a Ganhos com Imobilizado 300.000
(C) Débito Crédito
Ativo Imobilizado 100.000
a Ajuste Especial − Patrimônio Líquido 100.000
(D) Débito Crédito
Reserva de Reavaliação 200.000
Perdas com Ativo Imobilizado 100.000
a Conta de Ativo Imobilizado 300.000
(E) Débito Crédito
Perdas com Ativo Imobilizado 300.000
a Ativo Imobilizado 300.000

24. (FCC - TRT 20ª Região Analista Judiciário – Contabilidade


2011) A empresa Revisa S.A. foi contratada para ampliar a
estrada de ferro Norte Leste. No período de inverno a região
sofre muitos alagamentos, forçando a suspensão das obras por
três meses. Com relação à capitalização dos custos dos
empréstimos a empresa deve

(A) suspender a contabilização, em decorrência dos fenômenos


naturais.
(B) contabilizar somente 50% dos custos dos empréstimos.
(C) encerrar a ativação e considerar a partir dessa data como
despesa.
(D) continuar contabilizando normalmente.
(E) registrar somente 25% dos custos dos empréstimos.
Com base nas informações acima, o total do Patrimônio Líquido
25. (FCC - TRT 20ª Região Analista Judiciário – Contabilidade
da Indústria e Comércio Mel S. A., em 31/12/X10, era, em reais,
2011) A empresa Valor e Geração S.A. fez uma aplicação em
CDB de 720 dias. A empresa classificou a aplicação como um
(A) 236.800,00.
instrumento financeiro com finalidade de disponibilidade para
(B) 234.800,00.
venda. Dessa forma, deve a empresa registrar na data do fato e
(C) 231.600,00.
posteriormente o CDB pelo valor
(D) 226.200,00.
(A) da transação e a valor justo.
(E) 224.200,00.
(B) justo e a valor de custo amortizado.
(C) de mercado e a valor de custo amortizado.
(D) médio de mercado e pelo valor de custo amortizado.
(E) de face do papel e pela média do custo da carteira da 28. (FCC - TRT 23ª Região Analista Judiciário – Contabilidade
empresa. 2011) Considere as seguintes assertivas sobre a análise de
recuperabilidade de ativos (teste de impairment) estabelecida
26. (FCC - TRT 20ª Região Analista Judiciário – Contabilidade pela
2011) De acordo com as normas contábeis atuais, é correto Lei no 6.404/76 e pelo Pronunciamento Técnico CPC 01.
afirmar que:
I. As despesas antecipadas somente poderão integrar o Ativo I. O valor recuperável de um ativo corresponde ao menor valor
Circulante. entre o seu valor líquido de venda e o seu valor em uso.
II. As propriedades para investimentos são evidenciadas no Ativo II. Se o valor contábil do ativo excede o seu valor recuperável, a
Não Circulante. entidade deve reduzir o valor contábil do referido ativo ao seu
III. Os imobilizados estão expostos apenas à depreciação. valor recuperável.

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III. A análise de recuperabilidade também deve ser efetuada a fim vigor, após o reconhecimento inicial, os ativos financeiros podem
de que sejam revisados e ajustados os critérios utilizados para ser mensurados em quatro categorias: a) mensurados ao valor
determinar a vida útil econômica estimada de um ativo e o cálculo justo por meio do resultado; b) investimentos mantidos até o
da depreciação, amortização e exaustão. vencimento; c) empréstimos e recebíveis; e d) disponíveis para
IV. A entidade deve testar, no mínimo, a cada dois anos, a venda. Com isso, de acordo com a categoria, as variações no
redução ao valor recuperável de um ativo intangível com vida útil valor justo ocorridas com esses ativos serão diferentes. Sabendo-
indefinida. se disso, pode-se afirmar que a ocorrência de uma variação
positiva no valor justo de um ativo financeiro classificado como
Está correto o que se afirma em disponível para venda implicará:
A) a redução do resultado do exercício, afetando a situação
(A) I e II, somente. líquida da entidade;
(B) II e III, somente. B) o reconhecimento de um resultado abrangente, sem efeito na
(C) III e IV, somente. situação líquida da entidade;
(D) II, III e IV, somente. C) o reconhecimento de um resultado abrangente, com efeito na
(E) I, II, III e IV. situação líquida da entidade;
D) a redução do resultado do exercício, sem efeito na situação
29. (FCC - TRT 23ª Região Analista Judiciário – Contabilidade
líquida da entidade;
2011) A empresa Financia Tudo S. A. é uma companhia de
capital aberto e, em 31/10/2010, realizou duas operações: E) o aumento do resultado do exercício, representando um ganho
I. Aquisição de um caminhão, por meio de arrendamento realizado.
mercantil financeiro, para ser pago em 36 prestações mensais de
R$ 5.000,00 cada. No entanto, se a empresa pagasse o 32. (CESGRANRIO – PETROBRAS – CONTADOR JR 2010) A
caminhão à vista pagaria R$ 144.000,00. Comercial de Máquinas Pesadas S.A. vendeu uma máquina nas
II. Obtenção de empréstimo no valor de R$ 50.000,00 para ser seguintes condições: entrada R$ 500.000,00 e mais duas
pago em 18 meses, em parcelas de R$ 3.335,11, com taxa de parcelas anuais iguais e sucessivas no valor de R$ 968.000,00
juros composta de 2% a. m. Para conceder o crédito, a instituição cada uma.
financeira cobrou no ato da contratação R$ 1.500,00. Admita a inexistência de impostos e que a taxa de juros para a
empresa, na data da venda, seja de 10% ao ano.
Com base nessas informações, as duas operações em conjunto O valor da receita de venda da máquina a ser contabilizado no
provocaram um aumento de ato da venda, em reais, é

(A) R$ 48.500,00 no ativo. (A) 500.000,00


(B) R$ 192.500,00 no passivo. (B) 1.468.000,00
(C) R$ 194.000,00 no passivo. (C) 2.180.000,00
(D) R$ 228.500,00 no ativo. (D) 2.268.000,00
(E) R$ 230.000,00 no passivo. (E) 2.436.000,00

30. (FCC - TRT 23ª Região Analista Judiciário – Contabilidade 33. (CESGRANRIO – TRANSPETRO – CONTADOR JR 2011)
2011) Em relação ao ajuste a valor presente, é correto afirmar: Com o crescimento da carteira de pedidos, uma indústria
precisou fazer o arrendamento mercantil de uma máquina nas
(A) As reversões dos ajustes a valor presente decorrentes de seguintes condições:
financiamentos feitos a clientes que a empresa entende que faz
Quantidade de prestações mensais 36
parte de suas atividades operacionais devem ser apropriadas
Valor de entrada Sem entrada
como receita operacional. Valor de cada prestação, vencível ao final de cada mês
(B) As contas de ativos e passivos circulantes, sempre que R$ 1.500,00
indexadas, devem ser trazidas a valor presente e ajustadas
contra a conta que originou o lançamento inicial. Juros contratuais, incluídos no contrato 1,02% ao mês
(C) Os impostos diferidos, ativos e passivos, devem ser trazidos Valor residual a ser pago junto com a 36a prestação R$ 145,00
a valor presente pela taxa Selic, independentemente de serem de Juros do contrato = total do 1º ano R$ 4.797,00
Juros do contrato = total do 2º ano R$ 3.087,00
curto ou longo prazo.
Juros do contrato = total do 3º ano R$ 1.155,00
(D) Os passivos contratuais e não contratuais devem sempre ser
trazidos a valor presente, desde que a taxa de desconto não Valor dessa máquina para pagamento à vista, no dia da operação
considere o risco de crédito, mas sim a taxa embutida no papel. R$ 48.550,00.
(E) A taxa a ser utilizada para trazer os montantes a valor O contador, ao analisar criteriosamente as características desse
presente deve sempre ser líquida dos efeitos fiscais, para não contrato do arrendamento mercantil, concluiu tratar-se da
atribuir valor superior ao realizável efetivamente. modalidade de arrendamento mercantil financeiro.
Considerando-se a decisão do contador e adotando-se
exclusivamente os valores informados e a boa técnica contábil, o
31. (ESMP/RJ – TCE/RJ – Analista de Controle Externo – valor registrado da máquina no Ativo, em reais, é
Contabilidade 2012) De acordo com as práticas contábeis em
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b) 1.500.000
(A) 45.106,00 c) 1.000.000
(B) 48.550,00 d) 950.000
(C) 49.903,00
(D) 50.348.00 e) 500.000
(E) 54.000,00
37. (FCC - 2012 - TRT - 6ª Região (PE) - Analista Judiciário -
34. (CESGRANRIO – PETROBRAS – CONTADOR JR 2011) Nos Contabilidade / Contabilidade Geral ) Considere as seguintes
termos estabelecidos pelo CPC 06 (R1), aprovado pela operações realizadas pela Cia. Compra Tudo:
Deliberação CVM no 645 de 2/dezembro/2010, o arrendamento
mercantil financeiro deve ser reconhecido inicialmente no balanço I. Aquisição de 20% de ações preferenciais da Cia. A, com o
patrimonial do arrendatário, em contas contábeis específicas, objetivo de diversificar suas operações, mas não possuindo
como ativos e passivos, por quantias em valores iguais ao influência na administração da mesma.
(A) maior valor entre o valor justo da propriedade arrendada e o II. Aquisição de 15% do total das ações da Cia. B, adquirindo
valor presente dos pagamentos mínimos do arrendamento somente ações ordinárias, com o objetivo de assegurar
mercantil fornecimento de matéria-prima (o acionista controlador possui
(B) menor valor entre o valor justo da propriedade arrendada e o 51% do capital votante).
valor presente dos pagamentos mínimos do arrendamento
mercantil III. Aquisição de 40% do total das ações da Cia. C, adquirindo
(C) valor justo da propriedade arrendada apenas ações ordinárias, com o objetivo de aumentar sua
(D) valor presente dos pagamentos mínimos do arrendamento participação de mercado (o acionista controlador possui 51% ou
mercantil mais do capital votante).
(E) valor de mercado da propriedade arrendada praticado na data Sabendo que as Cias. A, B e C possuem o Capital Social formado
do balanço
por 50% de ações preferenciais e 50% de ações ordinárias, é
35. (CESGRANRIO – PETROBRAS – CONTADOR JR 2011) correto afirmar que a Cia.
Admita que uma empresa tenha recebido de uma prefeitura a
doação de um terreno no valor de R$ 1.000.000,00, a) A é avaliada pelo custo por ser considerada coligada.
condicionando essa doação à construção, no terreno, de uma b) B é avaliada pelo custo por não ser considerada coligada ou
unidade fabril, e contratação de empregados, dos quais 70%
devem ser moradores do local. controlada.
Qual é o registro contábil desta operação feito pela empresa, c) C é avaliada por equivalência patrimonial por ser considerada
desconsiderando o reflexo de incidência tributária em decorrência coligada.
do regime tributário de transição (RTT)? d) A é avaliada por equivalência patrimonial por ser considerada
coligada.
(A) Débito: Terrenos
Crédito: Obrigação p/Construção 300.000,00 e) B é avaliada por equivalência patrimonial por ser considerada
Outra Receita/Doações 700.000,00 coligada.
(B) Débito: Terrenos
Crédito:Obrigação p/Construção 700.000,00 38. (FCC - 2012 - TRT - 6ª Região (PE) - Analista Judiciário -
Outra Receita/Doações 300.000,00 Contabilidade / Contabilidade Geral ) Uma empresa adquiriu um
(C) Débito: Terrenos caminhão por meio de arrendamento mercantil financeiro que
Crédito: Obrigação p/Construção 1.000.000,00 será pago em 60 prestações mensais de R$ 2.000,00 cada. O
(D) Débito: Terrenos valor presente das prestações era de R$ 78.760,54 e a taxa de
Crédito: Reserva de Capital 1.000.000,00 juros implícita no arrendamento mercantil era de 1,5% ao mês. O
(E) Débito: Terrenos valor justo da máquina arrendada era de R$ 78.000,00. A
Crédito: Outra Receita/Doações 1.000.000,00 empresa reconheceu no momento da aquisição, em reais, um

36. (FCC - 2012 - TRT - 6ª Região (PE) - Analista Judiciário - a) ativo de 78.760,54.
Contabilidade / Contabilidade Geral) A Cia. Investidora adquiriu
90% das ações da Cia. Gama por R$ 5.000.000,00. Na data da b) ativo de 78.000,00.
aquisição, o Patrimônio Líquido da Cia. Gama era de R$ c) passivo de 120.000,00.
3.500.000,00 e o valor justo líquido dos ativos e passivos d) passivo de 78.760,54 e uma despesa financeira de 41.239,46.
identificáveis da Cia. era de R$ 4.500.000,00. Com base nessas e) ativo de 78.000,00 e uma despesa financeira de 42.000,00.
informações e sabendo que a Participação dos Não
Controladores é avaliada pela parte que lhes cabe no valor justo
líquido dos ativos e passivos identificáveis da adquirida, o valor 39. (FCC - 2011 - TRT - 4ª REGIÃO (RS) - Analista Judiciário -
do ágio pago pela Cia. Investidora em função de rentabilidade Contabilidade / Contabilidade Geral / Balanço Patrimonial -
futura foi, em reais, Ativo; Critérios de avaliação do ativo;) De acordo com as normas
internacionais, os Intangíveis estão sujeitos a ajustes
a) 1.850.000
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Egbert Buarque

egbert.buarque@yahoo.com.br
a) decorrentes somente do cálculo da amortização.
b) de amortizações e do registro da imparidade, quando for o
caso.
c) de amortizações, depreciação e ajustes a valor presente,
quando for o caso.
d) somente da correção do ajuste a valor presente.
e) consequentes do valor justo e do cálculo do valor presente do
fluxo de caixa.

40. (FCC - 2010 - TCE-RO - Auditor / Contabilidade Geral /


Situação Líquida; Ajustes: Valor presente e Valor justo; ) Em
relação às variações patrimoniais decorrentes dos fatos contábeis
ocorridos em uma sociedade anônima de capital aberto,
considere:

I. O valor contábil de um terreno de R$ 100.000,00, cujo teste de


impairment indicou valor de mercado de R$ 99.000,00 e valor em
uso de R$ 90.000,00, deve ser ajustado, o que gera variação
negativa no patrimônio líquido de R$ 10.000,00.
II. Os custos de transação na aquisição de ações de emissão da
própria empresa geram uma redução na situação patrimonial
líquida.
III. O ajuste a valor presente das vendas realizadas no curto
prazo, cujo efeito seja relevante, provoca uma redução no
patrimônio líquido.
IV. A distribuição de dividendos por uma empresa controlada gera
redução no patrimônio líquido da investidora.

Está correto o que se afirma APENAS em

a) I e II.
b) I e III.
c) II e III.
d) II e IV.
e) III e IV.

GABARITO

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
C B C C B D C B B E
11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
E C D B E D C E C B
21 22 23 24 25 26 27 28 29 30
C A D D A D D B B A
31 32 33 34 35 36 37 38 39 40
C C D B C D E B B C

79
CONTABILIDADE GERAL confrontação, de acordo com esta Estrutura Conceitual, não
Prof. Egbert Buarque autoriza o reconhecimento de itens no balanço patrimonial que
não satisfaçam à definição de ativos ou passivos.
4.51. Quando se espera que os benefícios econômicos sejam
gerados ao longo de vários períodos contábeis e a associação
CAPÍTULO 7 - DEMONSTRAÇÃO DO com a correspondente receita somente possa ser feita de modo
geral e indireto, as despesas devem ser reconhecidas na
RESULTADO DO EXERCÍCIO (DRE)
demonstração do resultado com base em procedimentos de
1. Introdução alocação sistemática e racional. Muitas vezes isso é necessário
ao reconhecer despesas associadas com o uso ou o consumo de
A Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) é a ativos, tais como itens do imobilizado, ágio pela expectativa de
apresentação, de forma resumida, das operações realizadas pela rentabilidade futura (goodwill), marcas e patentes. Em tais casos,
empresa, durante o exercício social, demonstradas de forma a a despesa é designada como depreciação ou amortização. Esses
procedimentos de alocação destinam-se a reconhecer despesas
destacar o resultado líquido do período, incluindo o que se
nos períodos contábeis em que os benefícios econômicos
denomina de receitas e despesas realizadas. associados a tais itens sejam consumidos ou expirem.
4.52. A despesa deve ser reconhecida imediatamente na
2. Critérios Contábeis Básicos demonstração do resultado quando o gasto não produzir
benefícios econômicos futuros ou quando, e na extensão em que,
2.1. Conceituação da Legislação os benefícios econômicos futuros não se qualificarem, ou
deixarem de se qualificar, para reconhecimento no balanço
O art. 187 da Lei das Sociedades por Ações estabelece a ordem patrimonial como ativo.
de apresentação das receitas, custos e despesas na 4.53. A despesa também deve ser reconhecida na demonstração
Demonstração do Resultado do Exercício, para fins de do resultado nos casos em que um passivo é incorrido sem o
correspondente reconhecimento de ativo, como no caso de
publicação.
passivo decorrente de garantia de produto.‖
Cabe destacar dois aspectos fundamentais que devem nortear a
Como se nota ainda no texto do art. 187, letra b da Lei, nos
contabilidade das empresas no reconhecimento contábil das
mesmos períodos em que forem lançadas as receitas e os
receitas, custos e despesas, aspectos esses expressos no § 1º
rendimentos deverão estar registrados todos os custos,
do art. 187 da referida Lei, com segue:
despesas, encargos e riscos correspondentes àquelas receitas.
“§ 1º. Na determinação do resultado do exercício serão Por essa determinação, também denominada ―contraposição ou
computados: confrontação entre receitas e despesas‖, ao se contabilizar, por
exemplo, a receita de venda de determinado produto, deverão ser
a) As receitas e os rendimentos ganhos no período, registrados no mesmo período todos os custos e despesas em
independentemente da sua realização em moeda; e que se incorreram relativamente àquela receita, tais como:

b) Os custos, despesas, encargos e perdas, pagos ou a) O custo do produto vendido, que englobaria material, mão-de-
incorridos, correspondentes a essas receitas e rendimentos.” obra e demais custos de sua fabricação;

Essas conceituações da Lei representam basicamente um dos b) As despesas operacionais incorridas, sejam de
pressupostos básicos do Pronunciamento Conceitual Básico – comercialização ou de administração.
Estrutura Conceitual, denominado Regime de Competência, que,
por sua vez, pressupõe a confrontação entre receitas e despesas, Nesse sentido, também, se a empresa der, por exemplo, um
conforme descrito no item 4.50 do Pronunciamento Conceitual período de garantia e de revisões garantidas ao produto vendido,
Básico: tal custo deverá estar apropriado nesse mesmo período, por
estimativa, e não no período futuro, quando realizará a
―Reconhecimento de despesas substituição de peças ou revisão gratuita. Por esse motivo,
havendo essa cláusula de venda, deve-se constituir uma provisão
4.50. As despesas devem ser reconhecidas na demonstração do para custos de garantia.
resultado com base na associação direta entre elas e os
correspondentes itens de receita. Esse processo, usualmente Dentro dessa filosofia, a comissão dos vendedores deve ser
chamado de confrontação entre despesas e receitas (regime de
competência), envolve o reconhecimento simultâneo ou registrada como despesa, no mesmo período do reconhecimento
combinado das receitas e despesas que resultem diretamente ou da venda, mesmo sendo paga, total ou parcialmente, somente
conjuntamente das mesmas transações ou outros eventos. Por quando do recebimento das vendas correspondentes.
exemplo, os vários componentes de despesas que integram o
custo das mercadorias vendidas devem ser reconhecidos no 2.2. Critérios básicos de apresentação – DRE
mesmo momento em que a receita derivada da venda das
mercadorias é reconhecida. Contudo, a aplicação do conceito de
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O objetivo da Demonstração do Resultado do Exercício é (b) custos de financiamento;
fornecer aos usuários das demonstrações financeiras da
empresa, como já indicado, os dados básicos e essenciais da (c) parcela dos resultados de empresas investidas reconhecida
formação do resultado (lucro ou prejuízo) do exercício. por meio do método da equivalência patrimonial;

O art. 187 da Lei das Sociedades por Ações disciplina a (d) tributos sobre o lucro;
apresentação dessa Demonstração, visando atender a tal
(e) (eliminada);
objetivo, pois, resumindo, a Demonstração é iniciada como o
valor total da receita apurada em suas operações de vendas, da (ea) um único valor para o total de operações descontinuadas
qual é deduzido o custo total correspondente a essas vendas, (ver Pronunciamento Técnico CPC 31);
apurando-se a margem bruta, ou seja, o lucro bruto.
(f) em atendimento à legislação societária brasileira vigente na
São, então, apresentadas as despesas operacionais segregadas data da emissão deste Pronunciamento, a demonstração do
por subtotais, conforme sua função, quais sejam: resultado deve incluir ainda as seguintes rubricas:

- despesas com vendas (i) custo dos produtos, das mercadorias e dos serviços
vendidos; (ii) lucro bruto;
- despesas financeiras deduzidas das receitas financeiras
(iii) despesas com vendas, gerais, administrativas e
- despesas gerais e administrativas
outras despesas e receitas operacionais;
- outras despesas e receitas operacionais
(iv) resultado antes das receitas e despesas financeiras;
Assim, deduzindo-se as despesas operacionais totais do lucro
(v) resultado antes dos tributos sobre o lucro;
bruto, apresenta-se o lucro operacional, outro dado importante na
análise das operações da empresa. (vi) resultado líquido do período. (Item alterado pela
Revisão CPC 06)
Após o lucro operacional, apresentam-se as outras receitas e
despesas, apurando-se então o resultado antes dos tributos (IR e A entidade deve apresentar uma análise das despesas utilizando
CSLL). uma classificação baseada na sua natureza, se permitida
legalmente, ou na sua função dentro da entidade, devendo eleger
Deduz-se, a seguir, IR e CSLL e, finalmente, as participações de
o critério que proporcionar informação confiável e mais relevante,
no lucro (não na forma de acionistas), calculáveis sobre o lucro,
obedecidas as determinações legais.
tais como empregados, administradores, partes beneficiárias,
debêntures e contribuições para fundos de benefícios a
As despesas devem ser subclassificadas a fim de destacar
empregados, chegando-se, assim, ao lucro (ou prejuízo) líquido
componentes do desempenho que possam diferir em termos de
do exercício, que é o valor final da Demonstração.
frequência, potencial de ganho ou de perda e previsibilidade.
A Lei exige ainda a apresentação do montante do lucro por ação. Essa análise dever ser proporcionada em uma das duas formas
descritas a seguir, obedecidas as disposições legais.
Mas é importante ver que, de forma complementar à Lei nº
6.404/76, o Pronunciamento Técnico CPC 26 – Apresentação das A primeira forma de análise é o método da natureza da despesa.
Demonstrações Contábeis estabelece uma estrutura mínima para As despesas são agregadas na demonstração do resultado de
a DRE, obedecidas também as determinações legais. acordo com a sua natureza (por exemplo, depreciações, compras
de materiais, despesas com transporte, benefícios aos
Além dos itens requeridos em outros Pronunciamentos do CPC, a empregados e despesas de publicidade), não sendo realocados
demonstração do resultado do período deve, no mínimo, incluir entre as várias funções dentro da entidade. Esse método pode
as seguintes rubricas, obedecidas também as determinações ser simples de aplicar porque não são necessárias alocações de
legais: gastos a classificações funcionais. Um exemplo de classificação
que usa o método da natureza do gasto é o que se segue:
(a) receitas;

(aa) ganhos e perdas decorrentes de baixa de ativos financeiros Receitas X


mensurados pelo custo amortizado; Outras Receitas X
Variação do estoque de produtos acabados e em elaboração X

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Consumo de matérias-primas e materiais usada a classificação com base no método da função das
X despesas.
Despesa com benefícios a empregados
X Mas nossa Lei determina o uso do critério função.
Depreciações e amortizações
X Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) nos moldes
Outras despesas X da Lei 6.404/76 atualizada
Total da despesa (X)
De acordo com a Lei 6.404/76 atualizada pela Lei 11.941/09, a
Resultado antes dos tributos X
Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) apresenta a
seguinte composição:
A segunda forma de análise é o método da função da despesa ou
do ―custo dos produtos e serviços vendidos‖, classificando-se as Receita Bruta de Vendas ou Receita Operacional Bruta
despesas de acordo com a sua função como parte do custo dos
(-) Deduções da Receita Bruta
produtos ou serviços vendidos ou, por exemplo, das despesas de
distribuição ou das atividades administrativas. No mínimo, a (-) Devoluções de venda/cancelamento de serviços
entidade deve divulgar o custo dos produtos e serviços vendidos (-) Abatimentos sobre vendas/serviços
segundo esse método separadamente das outras despesas. (-) Descontos incondicionais concedidos
Esse método pode proporcionar informação mais relevante aos
(-) ICMS sobre vendas/ISS sobre serviços
usuários do que a classificação de gastos por natureza, mas a
alocação de despesas às funções pode exigir alocações (-) PIS/COFINS sobre vendas/serviços
arbitrárias e envolver considerável julgamento. Um exemplo de (=) Receita Líquida de Vendas ou Receita Operacional Líquida
classificação que utiliza o método da função da despesa é a (-) Custo das Mercadorias/Produtos Vendidos/Serviços Prestados
seguinte:
(=) Lucro ou Prejuízo Operacional Bruto (Resultado Operacional
Bruto)
Receitas X
Custo dos produtos e serviços vendidos (X) (-) Despesas com vendas
Lucro bruto X (-) Despesas Gerais e Administrativas
Outras receitas X (-) Outras Despesas Operacionais
Despesas de vendas (X)
(-) Despesas financeiras
Despesas administrativas (X)
Outras despesas (X) (+) Receitas Financeiras
Resultado antes dos tributos X (=) LUCRO OU PREJUÍZO OPERACIONAL (RESULTADO
OPERACIONAL LÍQUIDO)
As entidades que classificarem os gastos por função devem (+) Outras Receitas
divulgar informação adicional sobre a natureza das despesas,
(-) Outras Despesas
incluindo as despesas de depreciação e de amortização e as
despesas com benefícios aos empregados (CPC 33). (=) RESULTADO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA/CSLL
(-) CSLL (Despesa com Provisão para CSLL)
A escolha entre o método da função das despesas e o método da (-) Despesa com Provisão do Imposto de Renda
natureza das despesas depende de fatores históricos e setoriais
(=) RESULTADO DO EXERCÍCIO APÓS O IMPOSTO DE
e da natureza da entidade. Ambos os métodos proporcionam RENDA
uma indicação das despesas que podem variar, direta ou
(-) Despesa com Participações sobre o Lucro
indiretamente, com o nível de vendas ou de produção da
entidade. Dado que cada método de apresentação tem seu Participações de Debenturistas
mérito conforme as características de diferentes tipos de Participações de Empregados
entidade, este Pronunciamento Técnico estabelece que cabe à
Participações de Administradores
administração eleger o método de apresentação mais relevante e
confiável, atendidas as exigências legais. Entretanto, dado que a Participações de Partes Beneficiárias
informação sobre a natureza das despesas é útil ao prever os Contribuição para Fundos de Assistência e Previdência
futuros fluxos de caixa, é exigida divulgação adicional quando for de Empregados
(=) LUCRO/PREJUÍZO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO
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Lucro/Prejuízo Líquido por Ação d. Outras despesas operacionais

Exemplos: perda com equivalência patrimonial, despesas de


Receitas Operacionais amortização de ágio na aquisição de investimentos.

a. Receita Operacional Bruta e. Outras Despesas

b. Receita Operacional Líquida São as antigas ‗Despesas Não Operacionais‘.

c. Outras receitas Operacionais Exemplos: despesas decorrentes da alienação ou baixa de bens


do ativo não circulante, despesas decorrentes da constituição de
Exemplos: Receitas de aluguéis, reversão de provisões, receita
Provisão para Perdas Prováveis da Realização de Investimentos,
de dividendos, receita de amortização de deságio, receita de
despesas decorrentes de eventos que resultem na redução de
equivalência patrimonial.
porcentagem no capital social de coligada ou controlada.
d. Receitas Financeiras
Participações Estatutárias
Exemplos: juros ativos, descontos condicionais obtidos, correção
As participações Estatutárias são relativas a:
prefixada ativa, variações monetárias ativas, variações cambiais
ativas. - Pagamentos de debenturistas

e. Outras Receitas - Participações de empregados


São as antigas ‗Receitas Não Operacionais‘ - Participações de Administradores
Exemplos: - Participações de Partes Beneficiárias
- receitas decorrentes da alienação ou baixa de bens do ativo não - Contribuição para Fundos de Assistência e Previdência de
circulante; Empregados.
- reversão da Provisão para Perdas Prováveis na Realização de A Base de Cálculo das Participações é o Lucro após o Imposto
Investimentos; de Renda. Se a empresa possuir prejuízos acumulados, estes
devem ser deduzidos do Lucro após o Imposto de Renda
- Receitas decorrentes de eventos que resultem no aumento da
previamente ao cálculo das participações.
porcentagem no capital social de coligada ou controlada.
As participações devem ser calculadas na ordem supracitada e a
Despesas Operacionais
participação anterior deve ser deduzida da base de cálculo da
a. Despesas com vendas ou despesas comerciais participação seguinte.

Exemplos: comissões de vendedores, propaganda e publicidade, Exemplo:


brindes, embalagens, despesas com constituição de Provisão
Lucro após o IR = 50.000
para Créditos de Liquidação Duvidosa (PCLD).
Prejuízos acumulados = 10.000
b. Despesas Gerais e Administrativas

Exemplos: salários, 13º salário, férias, encargos sociais, Participações:


assistência médica e social, transporte, honorários da diretoria,
Debenturistas: 10%
aluguéis, seguros, IPTU, Energia elétrica, telefone, água e
esgoto, material de expediente, depreciação, amortização, Empregadores: 10%
exaustão.
Administradores: 10%
c. Despesas Financeiras
Partes Beneficiárias: 10%
Exemplos: juros passivos (despesas de juros), descontos
condicionais concedidos, variações monetárias passivas, IOF, Contribuição para Fundos de Previdência: 10%
deságio na emissão de debêntures.

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Cálculo: • IPI sobre vendas: 180
• ICMS sobre vendas: 240
Base das participações= 50.000 – 10.000 = 40.000 • ISS sobre serviços prestados: 40
• comissões sobre vendas: 125
Debenturistas = 10% X 40.000 = 4.000 * Incluídos os impostos calculados ―por dentro‖.

Empregados = 10%X(40.000 - 4.000) = 3.600 Considerando os dados acima, julgue os itens sequentes.

Administradores = 10%X(36.000 – 3.600) = 3.240 45. (CESPE - TJ/ES ANALISTA CONTÁBIL 2011) A receita
líquida das vendas de mercadorias e das prestações de serviços
Partes Beneficiárias = 10%X(32.400 – 3.240) = 2.916 foi de R$ 2.920.000,00.

Contribuição para Fundo de Previdência de Empregados = 46. (CESPE - TJ/ES ANALISTA CONTÁBIL 2011) O faturamento
bruto da empresa foi de R$ 3.300.000,00.
10%X(29.916 -2.916) = 2.624,40
Julgue o item subsequente, relativo aos demonstrativos contábeis
EXERCÍCIOS previstos para empresas submetidas às normas da Lei n.º
6.404/1976 e alterações posteriores.

47. (CESPE - TRT/21ª REGIÃO ANALISTA CONTÁBIL 2010) Se


uma empresa utilizar parte de seu resultado econômico para
instituir o fundo de previdência de seus empregados e
administradores, ela poderá registrar a parcela destinada a esse
fundo como despesa na demonstração do resultado do exercício.

Com base nas informações apresentadas na tabela acima,


referentes a uma empresa prestadora de serviços, julgue o item
seguinte.

41. (CESPE - DPF AGENTE 2009) As informações mostram que


o lucro bruto da empresa foi de R$ 226.000,00.

42. (CESPE - STM ANALISTA CONTÁBIL 2011) Para


determinação do resultado do exercício, as receitas e os Considerando as informações acima, extraídas da demonstração
rendimentos recebidos no período devem ser confrontados com do resultado ao final do exercício social de determinada empresa
seus custos, despesas e encargos efetivamente desembolsados. comercial, julgue os itens subsequentes.
43. (CESPE - STM ANALISTA CONTÁBIL 2011) Na 48. (CESPE - MPU ANALISTA DE CONTROLE INTERNO 2010)
demonstração do resultado do exercício, o lucro bruto é resultado As deduções da receita (vendas canceladas, abatimentos e
da dedução dos custos dos produtos, mercadorias ou serviços da impostos incidentes sobre vendas) são inferiores a
receita de vendas ou prestação de serviços, descontadas as R$ 200.000,00.
devoluções, abatimentos e impostos sobre vendas.
49. (CESPE - MPU ANALISTA DE CONTROLE INTERNO 2010)
44. (CESPE - TRE/ES ANALISTA CONTÁBIL 2011) A O resultado financeiro (receitas/despesas financeiras) reduz o
demonstração do resultado do exercício não abrange a forma lucro em R$ 23.200,00.
como o lucro eventualmente apurado será distribuído, mas inclui
as participações de debêntures, empregados, administradores e O estatuto social de determinada empresa define que
partes beneficiárias. administradores, debenturistas, empregados e partes
beneficiárias têm direito, cada um, a 10% do lucro do exercício.
Suponha que uma empresa comercial tenha apresentado, ao final Em determinado exercício, o lucro da empresa, após os
do exercício, entre outros, os seguintes saldos (em R$ 1.000,00): descontos de imposto de renda e contribuição social, foi de R$
485.000,00, e o prejuízo acumulado, de R$ 155.000,00.
• vendas de mercadorias: 2.500 *
• receita de prestação de serviços: 800 * Considerando a situação hipotética acima apresentada, é correto
• descontos concedidos a grandes clientes: 100 afirmar que o valor da participação dos
• descontos por pagamentos antecipados: 75

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50. (CESPE - MPU ANALISTA DE CONTROLE INTERNO 2010)
debenturistas é R$ 33.000,00.

51. (CESPE - MPU ANALISTA DE CONTROLE INTERNO 2010)


administradores é R$ 26.730,00.

52. (CESPE - ANTAQ ANALISTA CONTÁBIL 2009) Suponha que


uma sociedade comercial tenha apresentado os seguintes saldos
ao final do período:

- vendas de produtos: R$ 4.500.000,00;


- descontos condicionais a clientes: R$ 250.000,00;
- descontos incondicionais sobre vendas: R$ 350.000,00;
- IPI sobre vendas: R$ 900.000,00 (acrescido às vendas); Nessa situação, as vendas líquidas do período somaram
- ICMS sobre vendas: R$ 675.000,00 (embutido nas vendas). R$ 25.000,00.
Nesse caso, a receita líquida de vendas corresponderá a
R$ 3.475.000,00. 59. (CESPE - TRE/ES Técnico em contabilidade 2011) Suponha
que, em decorrência da aplicação do critério da avaliação a valor
53. (CESPE – MEC – Analista Contábil – 2014) Entre os justo, tenha havido aumento no valor de um bem do ativo. Nesse
lançamentos de ajuste para apuração de resultado de caso, a contrapartida desse aumento será computada como
determinado período, incluem-se as partidas dobradas com reserva de reavaliação, um subgrupo do patrimônio líquido.
créditos de valores iguais aos saldos registrados nas contas de
despesas antecipadas, despesas incorridas e despesas a A respeito da demonstração do resultado do exercício (DRE),
apropriar. conforme normatização contábil em vigor, julgue os seguintes
itens.
54. (CESPE - TST ANALISTA CONTÁBIL 2007) Se uma empresa
oferece um período de garantia e de revisões gratuitas pela 60. (CESPE - MPU – Contador 2013) Se uma empresa vender
venda de um produto, na elaboração da demonstração do um ativo imobilizado, ela deverá reconhecer seu resultado —
resultado do exercício (DRE), pelo conceito do confronto das ganho ou perda — como resultado não operacional.
despesas, tais custos deverão ser apropriados no mesmo período
da venda, por estimativa, e não no momento em que houver a 61. (CESPE – MPU – Contador 2013) As participações de
substituição das peças ou revisão gratuita. debêntures e administradores devem ser calculadas após a
provisão para o imposto de renda; no entanto, a participação dos
55. (CESPE - TST ANALISTA CONTÁBIL 2007) A forma vertical empregados, que é uma despesa operacional, deverá ser
adotada para a apresentação da demonstração do resultado do calculada antes dessa provisão.
exercício (DRE) facilita a análise da composição e evidencia a
formação dos vários níveis de resultados, confrontando as 62. (CESPE – MPU – Contador 2013) Para as despesas, a Lei
receitas e os correspondentes custos e despesas. n.° 6.404/1976 adota a classificação funcional.
56. (CESPE - MPE/RR CONTADOR 2008) Antes de qualquer 63. (CESPE – MEC – Analista Contábil – 2014) Lucro bruto é a
participação, deve ser deduzido do resultado apurado no diferença entre a receita de vendas líquida e o custo dos produtos
exercício o montante referente a prejuízos acumulados e à e mercadorias vendidos e(ou) dos serviços prestados. Lucro
provisão para o imposto sobre a renda. Caso ocorra prejuízo no líquido operacional é o valor do lucro antes de computados os
exercício, este prejuízo será obrigatoriamente absorvido pelo resultados não operacionais e as despesas financeiras.
saldo de reservas de lucros e, caso ainda exista saldo negativo
remanescente, pela reserva legal, nessa ordem. 64. (CESPE – TJ/SE – Analista Contábil – 2014) Considerando-
se os dados apresentados na tabela abaixo, relativos a uma
57. (CESPE - PREVIC - ANALISTA CONTÁBIL 2011) Quando há empresa comercial, é correto afirmar que a demonstração do
previsão no estatuto de determinada companhia para a resultado do período apresentará lucro bruto superior a R$
participação dos empregados no lucro apurado, essa participação 300.000,00.
deve ser paga obrigatoriamente antes das parcelas relativas a
administradores e partes beneficiárias.

58. (CESPE - TRE/ES Técnico em contabilidade 2011) No final


do período contábil, após os lançamentos de ajustes, uma
entidade obteve os seguintes saldos contábeis.

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67. (CESPE – TCU – AUFC – 2015) Assertiva: De acordo com


esses dados, ao final do exercício de 2014, o lucro bruto apurado
pela companhia foi superior a R$ 1.000.000,00 e o resultado
anterior aos tributos sobre o lucro correspondeu a um prejuízo
superior a R$ 200.000,00.

68. (CESPE – TCU – AUFC – 2015) Uma companhia aérea que


se comprometer a conceder viagens gratuitas aos clientes
cadastrados em seu programa de milhagem deverá contabilizar
uma provisão no momento em que as receitas de passagens
aéreas forem reconhecidas.

65. (CESPE – AUFC – TCU – 2013) Determinada empresa


comercial levantou, ao final do mês, os saldos contábeis
apresentados a seguir, cujos valores estão em reais. Nesse caso,
o custo da mercadoria vendida no mês é superior a R$ 4.300 e o
lucro bruto é inferior a R$ 3.000.

Abatimento sobre compras 100


Compras de mercadorias 5.000
Devolução de compras 300
Devolução de vendas 400
Estoque saldo final do mês 1.000
Estoque saldo início do mês 1.000
Frete sobre vendas 200
ICMS a recolher 2.000
ICMS a recuperar 850
ICMS sobre vendas 1.500
Vendas de mercadorias 9.200

66. (CESPE – Analista Legislativo – CD – 2014) Considere que


um comprador, sem histórico comercial, tenha efetuado o
pagamento de uma série de parcelas a uma empresa vendedora,
para que, ao fim desses pagamentos, recebesse determinado
produto. Nesse caso, a empresa vendedora deverá reconhecer,
de acordo com o regime de competência, as receitas nas datas Com base na tabela acima, que apresenta os saldos, em reais,
dos respectivos recebimentos. das contas contábeis da Cia. ABC S/A, ainda não encerrados
contabilmente, referentes ao exercício findo em 31/12/2013,
Situação hipotética: As seguintes informações constam da julgue os itens a seguir.
demonstração do resultado do exercício da empresa XYZ S.A. 69. (CESPE – SUFRAMA – Contador – 2014) A existência de
referente ao exercício de 2014. impostos e contribuições a recolher é indicativa de lucro no
exercício de 2013.

70. (CESPE – SUFRAMA – Contador – 2014) Após o


encerramento contábil, o patrimônio líquido será reduzido em
relação ao patrimônio líquido anterior ao encerramento contábil.

71. (CESPE – TELEBRAS – CONTADOR – 2015) Na


demonstração do resultado do exercício, a receita líquida de
vendas é obtida por meio da dedução das despesas de IRPJ
(imposto de renda pessoa jurídica) e CSLL (contribuição social
sobre o lucro líquido) da receita bruta de vendas.

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72. (CESPE – TELEBRAS – CONTADOR – 2015) Para obtenção (B) Resultado Bruto com Vendas = R$ 175.000,00; Despesa com
do lucro antes do imposto de renda, receitas e despesas não frete = R$ 10.000,00 e Despesa com Seguro = R$ 5.000,00.
operacionais são deduzidas dos resultados operacionais. (C) Resultado Bruto com Vendas = R$ 166.000,00.
(D) Resultado Bruto com Vendas = R$ 169.000,00 e Despesa
73. (CESPE – TELEBRAS – CONTADOR – 2015) Se uma venda com Seguro = R$ 5.000,00.
de mercadorias for feita por R$ 100.000,00 a longo prazo e com (E) Resultado Bruto com Vendas = R$ 172.000,00 e Despesa
R$ 2.500,00 de juros, no momento da realização da venda, serão com Frete = R$ 10.000,00.
gerados um aumento em receita bruta de vendas de R$
97.500,00 e também um registro em conta redutora de contas a 77. (FCC – TCM/GO – Analista Contábil – 2015) Em 01/12/2013,
receber a longo prazo de R$ 2.500,00. uma empresa constituída na forma de sociedade por ações
realizou as seguintes transações de vendas de mercadorias:

Enunciado para as questões 34 e 35. − Venda à vista: R$ 400.000,00.


− Venda a prazo no valor de R$ 598.073,74 que será recebido 18
Os estatutos da Cia. Omega estabelecem que, dos meses após a data da venda.
lucros remanescentes, após as deduções previstas pelo artigo A taxa de juros vigente na data da venda era 1% ao mês e se a
189 da Lei 6.404/76 atualizada, deverá a empresa destinar aos venda efetuada a prazo tivesse sido realizada à vista o valor total
administradores, debêntures e empregados uma participação de das vendas seria R$ 900.000,00.
10% do lucro do exercício a cada um. Sabendo que o financiamento a clientes não é uma atividade
operacional da empresa e de acordo com as normas contábeis
Tomando como base as informações constantes da tabela vigentes, a empresa reconheceu na Demonstração do Resultado
abaixo: de 2013, especificamente com relação às vendas efetuadas em
01/12/2013:

74. (ESAF – AFRFB – 2012) Pode-se afirmar que o valor do (A) Receita de Vendas = R$ 998.073,74, apenas.
Lucro Líquido do Exercício é: (B) Receita de Vendas = R$ 900.000,00, apenas.
(C) Receita de Vendas = R$ 998.073,74 e Receita Financeira =
a) R$ 350.000. R$ 5.980,74.
b) R$ 332.250. (D) Receita de Vendas = R$ 900.000,00 e Receita Financeira =
c) R$ 291.600. R$ 5.000,00.
d) R$ 182.500. (E) Receita de Vendas = R$ 500.000,00 e Receita Financeira =
e) R$ 141.600. R$ 5.000,00.

75. (ESAF – AFRFB – 2012) O valor das Participações dos 78. (FCC – CNMP – Analista Contábil – 2015) Uma empresa
Administradores é: comercializa uma mercadoria importada e fez a aquisição de um
único lote pagando ao fornecedor no exterior o valor
a) R$ 40.000. correspondente a R$ 2.000.000,00. A empresa assumiu também
b) R$ 36.000. os seguintes gastos para dispor da mercadoria em condições de
c) R$ 32.400. venda e pagou:
d) R$ 22.500.
e) R$ 20.250. − R$ 200.000,00 de frete marítimo para trazer a mercadoria até
um porto no Brasil.
− R$ 80.000,00 de taxas e tarifas alfandegárias para ingresso da
76. (FCC – TCM/GO – Analista Contábil – 2015) Uma empresa mercadoria no país.
adquiriu, à vista, mercadorias para revenda, ficando responsável − R$ 20.000,00 de imposto de importação não recuperável.
pela retirada das mesmas no depósito do − R$ 50.000,00 para transporte da mercadoria do porto até a
fornecedor e incorrendo nos seguintes gastos: sede da empresa.
− R$ 30.000,00 de impostos nacionais que serão compensáveis
- Valor pago ao fornecedor: R$ 500.000,00. (recuperáveis) com os impostos que incidem no momento da
- Valor pago à transportadora das mercadorias: R$ 10.000,00 venda.
- Valor do seguro pago para o transporte até seu próprio Sabe-se que a empresa não tinha saldo de estoque antes desta
depósito: R$ 5.000,00 compra e que vendeu oitenta por cento (80%) do lote adquirido
pelo valor líquido de tributos de R$ 2.500.000,00. O Lucro Bruto
A compra ocorreu em 25/09/2013 e a empresa vendeu 60% deste apurado pela empresa, exclusivamente em relação à parcela do
lote em 15/11/2013 pelo valor de R$ 475.000,00. Supondo que lote vendido, foi, em reais:
não há incidência de qualquer tributo na compra e na venda das
mercadorias, a Demonstração do Resultado de 2013 evidenciará, (A) 900.000,00.
em relação exclusivamente à compra e à venda deste lote de (B) 596.000,00.
mercadorias: (C) 620.000,00.
(D) 636.000,00.
(A) Resultado Bruto com Vendas = R$ 160.000,00. (E) 796.000,00.

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79. (FCC – CNMP – Analista Contábil – 2015) No dia 01/12/2013


a empresa Comércio de Bugigangas S.A. realizou as seguintes
vendas de mercadorias:
− Venda para receber a longo prazo no valor nominal de
R$ 394.435,53.
− Venda à vista: R$ 400.000,00.

Se a empresa tivesse realizado somente vendas à vista, o valor


total das vendas seria R$ 750.000,00.
Sabendo-se que a empresa utilizava a taxa de juros de 0,8% ao
mês para as vendas a prazo, a Comércio de Bugigangas S.A.
reconheceu na Demonstração do Resultado de 2013,
especificamente com relação às vendas efetuadas em
01/12/2013,
Receita de Vendas igual a

(A) R$ 794.435,53, apenas.


(B) R$ 750.000,00 e Receita Financeira = R$ 2.800,00.
(C) R$ 750.000,00 e Receita Financeira = R$ 6.000,00.
(D) R$ 750.000,00, apenas.
(E) R$ 400.000,00 e Receita Financeira = R$ 44.435,53.

80. (FCC – DPE/RR – Técnico Contábil – 2015) Uma empresa


adquiriu, durante o ano de 2013, mercadorias para revenda pelo
valor total de R$ 4.000.000,00, sendo que está incluído neste
total o valor de R$ 600.000,00 de impostos que serão
compensáveis com os impostos incidentes sobre o valor das
vendas efetuadas pela empresa. As mercadorias foram retiradas
no depósito do fornecedor e a empresa compradora pagou o frete
no Valor total de R$ 100.000,00. Sabe-se que a empresa não
tinha estoque no início de 2013 e que vendeu 90% do total das
mercadorias adquiridas neste ano pelo valor total de R$
6.000.000,00. No valor total das vendas está incluído o valor de
R$ 900.000,00 de impostos incidentes sobre vendas.
O Resultado Bruto com Mercadorias evidenciado na
Demonstração do Resultado do ano de 2013 foi, em reais,

(A) 2.400.000,00.
(B) 1.950.000,00.
(C) 2.040.000,00.
(D) 2.850.000,00.
(E) 960.000,00.
GABARITO

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
E E C C C E E C C C
11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
C C E C C C C E E E
21 22 23 24 25 26 27 28 29 30
E C E C C E E C E C
31 32 33 34 35 36 37 38 39 40
E E C B E C D C B B

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CONTABILIDADE GERAL

PROF. EGBERT BUARQUE

Lucro
CAPÍTULO 8 – DEMONSTRAÇÃO DE Líquido
LUCROS OU PREJUÍZOS
ACUMULADOS (DLPA) E
Lucros Ajustes de
DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO
Exercícios
PATRIMÔNIO LÍQUIDO (DMPL) Acumulado Anteriores
Reversã s

1. Demonstração de Lucros ou Prejuízos


Acumulados (DLPA)
Reservas Dividendos Aumento do
A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados destina-se
de Lucros a Pagar Capital
a evidenciar, num determinado período, as mutações nos
resultados acumulados da entidade, ou seja, evidenciar as
destinações do resultado do exercício e, conseqüentemente, as
alterações ocorridas ao longo do exercício na conta ―Lucros O lucro do período será transferido para a conta Lucros
Acumulados‖ ou ―Prejuízos Acumulados‖. Acumulados, quando, então, será distribuído para as reservas
de lucros, sendo a Reserva Legal a única obrigatória para as
IMPORTANTE
sociedades anônimas. Além disso, haverá distribuição de
Conta “Prejuízos Acumulados”: dividendos e também poderá haver distribuição dos lucros para
aumento do capital social. A parcela remanescente dos Lucros
Com a entrada em vigor da Lei nº 11.638/2007, houve a Acumulados deverá ser distribuída como dividendos, em virtude
extinção da conta “Lucros ou Prejuízos Acumulados”, que das alterações trazidas pela Lei nº 10.303/2001 à Lei nº
passou a ser denominada “Prejuízos Acumulados”. Além 6.404/76. Com isso, a conta ―Lucros Acumulados‖ terminará
disso, de acordo com a Lei nº 10.303/2001, o lucro do com saldo zero.
período, que não for distribuído para reservas ou
dividendos, também deverá ser distribuído como Entretanto, de acordo com o § 3º do art. 202 da Lei 6.404/76, a
dividendos. Por essa razão, nunca haverá “Lucros assembléia geral pode, desde que não haja oposição de
Acumulados” nessa conta. qualquer acionista presente, deliberar uma distribuição de
dividendo inferior ao obrigatório, nos termos desse artigo, ou à
Contudo, de acordo com os itens 42 e 43 da Deliberação retenção de todo o Lucro Líquido, nas companhias abertas
CVM nº 565, de 17/12/2008, a conta “Lucros Acumulados” exclusivamente para a captação de recursos por debêntures
continuará nos planos de contas, recebendo o resultado do não conversíveis em ações.
exercício, as reversões de determinadas reservas, os
ajustes de exercícios anteriores, para distribuir o resultado De acordo com o parágrafo único do art. 189 e o inciso I do art.
nas suas várias formas e destinar valores para reservas de 200 da Lei das S/A, o prejuízo do exercício será absorvido
lucros. pelos:

Se o resultado do exercício for negativo, esse valor será (i) Lucros Acumulados – obrigatório (*);
transferido para a conta ―Prejuízos Acumulados‖, aumentando o
(ii) Reservas de Lucros - obrigatório;
seu saldo devedor. Caso o resultado do exercício seja positivo,
haverá Lucro Líquido no período, que será distribuído da (iii) Reserva Legal (Trata-se de uma das reservas de
seguinte forma: lucros) – obrigatório (nesta ordem);

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(iv) Reservas de Capital – facultativo (podem ser Patrimônio Líquido (saldo final)
Conta Saldo

Capital Social 200.000


1.1. Conteúdo e Estrutura
Reserva Legal 6.000 A demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados
discriminará:
utilizadas para a absorção de prejuízos que
ultrapassarem os lucros acumulados e as reservas de a) Saldo no início do período;
lucros)
b) Os ajustes de exercícios anteriores;
(*) Como a conta “Lucros Acumulados” deve ter seu saldo
zerado ao final do período, na verdade, o prejuízo do c) As reversões de reservas;
exercício será obrigatoriamente absorvido pelas reservas
de lucros, deixando a reserva legal por último. d) A parcela correspondente à realização de reavaliação
líquida do efeito dos impostos correspondentes;
Exemplo:
e) O resultado líquido do período;
A empresa ABC, cujas contas do Patrimônio Líquido estão
f) As compensações de prejuízos;
dispostas a seguir (saldo inicial), apurou prejuízo no período de
$ 50.000. Determine os saldos finais das contas representativas g) As destinações do Lucro Líquido do período;
do Patrimônio Líquido.
h) Os lucros distribuídos;
Patrimônio Líquido (saldo inicial)
i) As parcelas de lucros, incorporadas ao capital;
Conta Saldo
j) O saldo final do período.
Capital Social 200.000
Os ajustes dos exercícios anteriores são apenas os decorrentes
Reserva Legal 10.000 de efeito da mudança de critério contábil ou da retificação de
erro imputável a determinado exercício anterior, e que não
Reservas Estatutárias 20.000 possam ser atribuídos a fatos subseqüentes.

Reservas de Contingências 20.000 A demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados deverá


indicar o montante do dividendo por ação do Capital Social e
Conta Valor compensado poderá ser incluída na demonstração das mutações do
Patrimônio Líquido, se elaborada e publicada pela companhia.
Lucros Acumulados 6.000 Ou seja, a entidade que elaborar a demonstração das Mutações
do Patrimônio Líquido, nela incluirá a demonstração de Lucros
Reservas Estatutárias 20.000
ou Prejuízos Acumulados.
Reservas de Contingências 20.000
Saldo do início do período
Reservas Legal 4.000
(+) ou (-) ajustes de exercícios anteriores
TOTAL 50.000 (+) Reversões de Reservas de Lucros no Exercício
Lucros Acumulados 6.000 (+) Reversão de Reservas de Reavaliação (1)

(+) Lucro ou (-) Prejuízo Líquido do Exercício

Compensação de prejuízos (-) Transferências para Reservas de Lucros

(-) Dividendos Propostos (e o dividendo por ação do Capital


Social)
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(-) Parcela dos Lucros incorporada ao Capital Social (-) Dividendos ($ 5,00 por ação)..............(10.000)

(-) Dividendos Intermediários (antecipados) (2) (-) Parcela Incorporada ao Capital.............(5.000)

Saldo do Fim do Período (=) Saldo Final (31/12/2004).....................60.000

(1) Revogado pela Lei 11.638/2007

(2) A companhia poderá, nos termos de disposição Suponha que, no exercício de 2005, a empresa tenha um
estatutária, levantar o balanço e distribuir dividendos e prejuízo líquido de $ 80.000. Desse modo, sua DLPA, em
períodos menores, desde que o total dos dividendos pagos 31/12/2005, seria:
em cada semestre do exercício social não exceda o
montante das reservas de capital.] Saldo Inicial (31/1/2005)...........................60.000

O estatuto poderá autorizar os órgãos de administração a (-) Prejuízo Líquido do Exercício...............(80.000)


declarar dividendos intermediários à conta de Lucros
Acumulados ou de Reservas de Lucros existentes no (+) Reversão da Reservas Estatutária..........3.000
último balanço anual ou semestral.
(+) Reversão da Reserva Orçamentária......4.000
Dividendos intermediários ou antecipados: podem ser um
(+) Reversão da Reserva Legal.....................3.000
dos itens a deduzir da DLPA ou podem ser considerados
um conta redutora do Patrimônio Líquido. (=) Saldo Final (31/12/2005).....................(10.000)

(a) Deduzidos da DLPA:

Lucros Acumulados 1.2. Saldo Inicial

a Caixa Valor do saldo da conta Lucros ou Prejuízos Acumulados no


encerramento do último exercício social.
(b) Redutora do PL
Lucros Acumulados: saldo credor (*)

Prejuízos Acumulados: saldo devedor


Dividendos Antecipados
(*) após as alterações da lei nº 11.638/2007, o saldo da
a Caixa
conta Lucros Acumulados ao final de um período e,
Exemplo: conseqüentemente, no início do período seguinte, será
zero.
A Companhia ABC, em 31/12/2004, possui um Capital Social
com 2.000 ações ordinárias. Suponha que a DLPA do período 1.3. Ajustes de Exercícios Anteriores
seja demonstrada conforme a seguir:
Os ajustes de exercícios anteriores apenas poderão ser
Saldo inicial (31/01/2004)......................10.000 reconhecidos nos seguintes casos:

(+) Ajustes de exercícios anteriores.........15.000 - Mudança de critério contábil; ou

(+) Lucro Líquido do Exercício..................60.000 - Retificação de erros cometidos em exercícios anteriores,


desde que os ajustes não possam ser atribuídos a fatos
(-) Transferência para Reservas...............(10.000) subseqüentes.

(-) Reserva Legal = 5%x60.000........(3.000)

(-) Reservas Estatutária....................(3.000) Exemplo 1:

(-) Reservas Orçamentária...............(4.000) A Comercial ABC, até 31/12/X1, contabilizou suas operações
sob a ótica do regime de caixa. A partir de janeiro de X2, a
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empresa passou a contabilizar suas operações sob a ótica do aumento de Capital Social por Deliberação da Assembléia
regime de competência. Dessa forma, a empresa deverá Geral.
contabilizar, em janeiro de X2, os salários de dezembro de X1,
os quais foram pagos com cheque no dia 5/1/X2, debitando a (i) Constituição da Reserva de Lucros
conta:
Lucros Acumulados
a) Salários a pagar
a Reservas de Lucros
b) Despesas de salários
c) Resultado do exercício
d) Despesas eventuais
e) Lucros ou prejuízos acumulados (ii) Reversão das Reservas de Lucros

Reservas de Lucros
Solução:
a Lucros Acumulados
Como houve mudança de critério contábil, visto que a empresa
passou do regime de caixa para competência, teremos:

(i) 31/12/X1: não foi realizado lançamento, pois, pelo (iii) Aumento de Capital Social com Reservas de Lucros
regime de caixa, a despesa somente seria
O registro contábil correspondente ao aumento do Capital
contabilizada em X2 (saída de dinheiro da conta
Social mediante aproveitamento de reservas é realizado
bancária)
por meio de transferências dos valores correspondentes à
(ii) Janeiro de X2: como não houve lançamento em Conta de Capital Social.
dezembro de X1, não há saldo na conta ―Salários a
Pagar‖. Além disso, não é possível debitar a conta Reservas de Lucros
―Despesas de Salários‖, pois, pelo regime de
a Capital Social
competência, essa despesa é de dezembro de X1.
Logo, o lançamento deve ser a débito da conta Lucros Em geral, são revertidas as reservas para contingências e a de
Acumulados: lucros a realizar. Também podem sofrer reversões as reservas
de retenção de lucros e a parcela não utilizada das reservas
Lucros Acumulados
estatutárias. A Reserva Legal só pode sofrer reversão em
a Bancos Conta Movimento virtude de erro na sua constituição.

(opção: E) 1.5. Lucro/Prejuízo Líquido do Exercício

Exemplo 2: O Lucro do Exercício será transferido da Apuração do


Resultado para a conta ―Lucros Acumulados‖ mediante o
Na realização de uma auditoria na companhia ABC, cujo seguinte lançamento:
exercício social coincide com o ano-calendário, foi constatado
que, no exercício anterior, a depreciação de bens do Ativo Resultado do Exercício
Imobilizado foi superavaliada em # 2.300. Dessa forma, o
a Lucros Acumulados
lançamento de ajuste a ser feito no exercício atual deverá ser:
O prejuízo do exercício será transferido para a conta ―Prejuízo
Lançamento (erro imputável a exercício anterior)
Acumulado‖ (Retificadora do Patrimônio Líquido), por meio do
Depreciação acumulada seguinte lançamento:

a Lucros Acumulados. Prejuízos Acumulados

1.4. Reversões de Reservas de Lucros a Resultado do Exercício

A contrapartida para reversão da reserva de lucros será a conta


lucros acumulados ou a conta Capital Social, caso ocorra
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1.6. Transferências para reservas (Capítulo 5 – Balanço (-) Importância destinada à Reserva Específica e Prêmio na
Patrimonial) Emissão de Debêntures (criada pela MP 449/2008),
convertida na Lei nº 11.941/2009)
- Reserva Legal;
(=) Lucro Líquido Ajustado
- Reservas Estatutárias;
Dividendo Obrigatório = 50%xLucro Líquido Ajustado
- Reservas para Contingências;
O pagamento do dividendo obrigatório poderá ser limitado ao
- Reserva de Incentivos Fiscais (criada pela Lei 11.638/2007); montante do Lucro Líquido do Exercício que tiver sido realizado,
desde que a diferença seja registrada como reserva de lucros a
- Reserva de retenção de Lucros;
realizar. Os lucros registrados na reserva de lucros a realizar,
- Reserva de Lucros a Realizar; quando realizados e se não tiverem sido absorvidos por
prejuízos em exercícios subseqüentes, deverão ser acrescidos
- Reserva Especial de Dividendo Obrigatório não Distribuído; ao primeiro dividendo declarado após a realização.

- Reserva Específica de Prêmio na Emissão de Debêntures (MP Os dividendos podem ser pagos a conta do Lucro Líquido do
449/2008, convertida na Lei nº 11.941/2009); Exercício, dos lucros acumulados, das reservas de lucros, ou
ainda, no caso das ações preferenciais que possuírem
prioridade na distribuição do dividendo cumulativo, à conta das
1.7. Dividendos reservas de capital (exceto a correção monetária do capital
realizado), quando não houver lucro no exercício ou quando
Os acionistas têm direito a receber como dividendo obrigatório, esse for insuficiente para o pagamento de tais dividendos.
em cada exercício, a parcela dos lucros estabelecida no
estatuto ou, se esse for omisso, a importância determinada de O estatuto poderá estabelecer o dividendo como porcentagem
acordo com as seguintes normas: do lucro, do Capital Social, ou fixar outros critérios para
determiná-lo, desde que sejam regulados com precisão e
- metade do Lucro Líquido do Exercício diminuído ou acrescido minúcia e não sujeitem os acionistas minoritários ao arbítrio dos
dos seguintes valores: órgãos de administração ou da maioria.

a) importância destinada à constituição da reserva legal; Quando o estatuto for omisso e a assembléia geral
deliberar alterá-lo para introduzir norma sobre a matéria, o
b) importância destinada à formação da reserva para dividendo obrigatório não poderá ser inferior a 25% do
contingências e reversão da mesma reserva formada em Lucro Líquido Ajustado.
exercícios anteriores.
1.8. Lucro Líquido por Ação
Portanto, no caso em que o estatuto da companhia for omisso,
o cálculo do Lucro Líquido Ajustado, que será a base para os A DLPA deverá demonstrar o lucro líquido por cada tipo de
dividendos, será o seguinte: ação do capital social.

Lucro Líquido do Exercício

(-) Prejuízos Acumulados (se houver) 1.9. Parcela dos Lucros Incorporada ao Capital Social

(-) Importância destinada à Reserva Legal Por opção da Assembléia Geral, uma parte do Lucro Líquido do
Exercício pode ser destinada para o aumento do capital social.
(-) Importância destinada à Reserva para Contingências
Lucros Acumulados
(+) Reversão de Reservas para Contingências
a Capital Social
(-) Importância destinada à Reserva de Incentivos Fiscais
(criada pela Lei nº 11.638/2007) 1.10. Saldo Final

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Egbert Buarque

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Saldo atual da conta Prejuízos Acumulado, também As contas que forma o Patrimônio Líquido podem ter diversas
evidenciado no Balanço Patrimonial. variações:

Saldo Credor: não haverá saldo credor, pois todo o lucro I – Alteram o Patrimônio Líquido:
deve ser distribuído para reservas ou dividendos.
- acréscimo pelo lucro ou redução pelo prejuízo líquido do
Saldo Devedor: deverá ser registrado na conta “Prejuízos exercício;
Acumulados” (retificadora do Patrimônio Líquido)
- redução por dividendos;

- acréscimo por reavaliação de ativos (quando o resultado for


2. Demonstração de Mutações do Patrimônio credor);
Líquido (DMPL)
- acréscimo por integralização de capital;
A Demonstração das mutações do patrimônio líquido é
destinada a evidenciar as mudanças, em natureza e valor, - acréscimo pelo recebimento de valor que exceda o valor
existentes no patrimônio líquido da entidade, num determinado nominal das ações integralizadas ou o preço de emissão das
período de tempo. ações sem valor nominal;

2.1. Conteúdo e Estrutura - acréscimo pelo valor da alienação das partes beneficiárias e
bônus de subscrição;
A DMPL discriminará:
- redução por ações próprias adquiridas ou acréscimo por sua
a) Os saldos no início do período venda;

b) Os ajustes de exercícios anteriores - acréscimo ou redução por ajuste de exercícios anteriores.

c) As reversões e transferências de reservas e lucros

d) Os aumentos de capital, discriminando sua natureza II – Não alteram o Patrimônio Líquido


e) A redução de capital - aumento de capital com utilização de lucros ou reservas;
f) As destinações de lucro líquido do período - apropriações do lucro líquido do exercício reduzindo a conta
g) As reavaliações de ativos e sua realização líquida do Lucros Acumulados para formação de reservas, como Reserva
efeito dos impostos correspondentes Legal, Reserva de Lucros a Realizar, Reserva para
Contingências e outras;
h) O resultado líquido do período
- reversões de reservas patrimoniais para a conta de Lucros ou
i) As compensações de prejuízos Prejuízos Acumulados;

j) Os lucros distribuídos - compensação de prejuízos com Reservas.

k) Os saldos no final do período

Apesar de a Lei nº 6.404/1976 não obrigar a divulgação da


demonstração das mutações do Patrimônio Líquido, tornando-a
apenas facultativa, esse demonstrativo passou a ser obrigatório
para as empresas de capital aberto por exigência da Comissão
de Valores Mobiliários (Instrução CVM nº 59 de 22/12/1986).

Desse modo, a DMPL substitui a DLPA. Para fins de análise, a


DMPL é mais informativa e mostra as movimentações ocorridas
com os lucros ou prejuízos acumulados e com as demais
contas que integram o patrimônio líquido.

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Egbert Buarque

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ESTRUTURA COMUM DA DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO

RESERVAS DE CAPITAL RSERVAS DE LUCROS


Capital Alienação de Lucros
Histórico Ágio na emissão de Reserva para Reserva Total
Realizado Bônus de Reserva Legal Acumulados
ações Contingências Estatutária
Subscrição
Saldo em 31/12/X1
Ajustes de Exercícios Anteriores
Efeitos da mudança de critérios
contábeis
Retificação de erros de exercícios
anteriores
Aumento de Capital
com lucros e reservas
por subscrição realizada
Reversões de Reservas
de contingências
de lucros a realizar
Lucro Líquido do Exercício
Proposta da Administração de
Destinação do Lucro
Trnsferâncias para Reservas
Reserva Legal
Reserva estatutária
Reservas de Lucros para expansão
Reserva de Lucros a Realizar
Dividendos a Distribuir (R$ por ação)
Saldo em 31/12/X2

95
EXERCÍCIOS

1. (CESPE - DPU CONTADOR 2010) O valor do saldo da conta de reserva legal em 31/12/2009 é de:

A) 1.018 milhões de reais


B) 1.044 milhões de reais
C) 1.070 milhões de reais
D) 1.118 milhões de reais
E) 1.277 milhões de reais

2. (CESPE - DPU CONTADOR 2010) Em relação ao lucro líquido do exercício, assinale a opção correta:

A) No exercício de 2008, o lucro líquido do exercício foi parcialmente destinado a reserva legal e a ativos financeiros disponíveis para venda
(valor justo).
B) No exercício de 2008, o lucro líquido do exercício é igual a 452 milhões de reais.
C) No exercício de 2008, o lucro líquido foi a metade do seu valor de 2009.
D) O lucro líquido do exercício de 2009 foi superior ao de 2008.
E) No exercício de 2009, o lucro líquido do exercício foi integralmente destinado a distribuição de dividendos e reserva para novos
investimentos.

3. (CESPE - DPU CONTADOR 2010) Assinale a opção correta em relação aos fatos contábeis evidenciados na demonstração das
mutações do patrimônio líquido.

A) No ano de 2009, os efeitos no patrimônio líquido do hedge accounting de investimentos líquidos no exterior foram superiores aos efeitos
da variação cambial de investimentos no exterior.
B) O resultado abrangente, em 2009, foi negativo em 324 milhões de reais.
C) A rentabilidade dos investidores, ou seja, o retorno sobre o patrimônio líquido, manteve-se estável nos dois períodos.
D) As reduções na conta ajustes de avaliação patrimonial decorrem de ganhos em instrumentos financeiros, tais como ativos financeiros
disponíveis para venda.
E) Em 2009, a redução de 1.017 milhões de reais da conta lucros acumulados em decorrência de dividendos propostos corresponde a um
aumento do mesmo valor em uma conta do ativo circulante.

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Egbert Buarque

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4. (CESPE - MPU CONTADOR 2010) O saldo das reservas de lucros para contingências, de incentivos fiscais e de lucros a realizar, pode
ultrapassar o saldo da conta capital social.

Julgue os itens a seguir, que versam sobre demonstrações contábeis.

5. (CESPE - MPU ANALISTA DE CONTROLE INTERNO 2010) O valor do dividendo adicional ao obrigatório deve ser debitado em lucros
acumulados e creditado em dividendos a pagar (passivo circulante). Por isso, na demonstração das mutações do patrimônio líquido, esse fato
aparece apenas reduzindo a conta de lucros acumulados.

6. (CESPE - MPU TÉCNICO DE CONTROLE INTERNO 2010) A conta de ajustes de avaliação patrimonial tem características idênticas às
de reservas; por conseguinte, o saldo dos ajustes de avaliação patrimonial deve ser considerado no cálculo do limite referente à proporção
das reservas de lucro em relação ao capital.

Com as mudanças na legislação societária, a estrutura de algumas demonstrações contábeis modificou-se; foram incluídos, por exemplo,
demonstrativos financeiros que não estavam previstos como obrigatórios anteriormente. Acerca desse assunto, julgue os itens subsequentes.

7. (CESPE - MPU TÉCNICO DE CONTROLE INTERNO 2010) Atualmente, a demonstração do resultado abrangente (DRA) apresenta o
resultado do exercício acrescido de ganhos ou perdas, que eram reconhecidos direta e temporariamente na demonstração das mutações do
patrimônio líquido (DMPL); dessa forma, a DRA é evidenciada tanto separadamente como dentro da DMPL.

8. (CESPE - DFTRANS CONTADOR 2008) Compõem as participações estatutárias sobre o lucro, evidenciadas após a elaboração da
demonstração do resultado do exercício (DRE), as participações de debenturistas, administradores e empregados, mesmo que possam
configurar despesa da empresa.

9. (CESPE - DFTRANS CONTADOR 2008) O limite máximo do saldo da reserva de lucros é o valor do capital social, excluída a soma das
reservas para contingências, de lucros a realizar e da reserva de incentivos fiscais.

A respeito de uma companhia mineradora, são conhecidos os seguintes dados.


capital social em 31/12/2007 . . .. . . . . R$ 15.709,00
capital social em 31/12/2008. . . . . . . . R$ 30.955,00
lucro líquido do exercício de 2008 . . R$ 167.518,00
reserva legal em 31/12/2007 . . . . . . . . R$ 3.141,00
reserva de incentivos fiscais em 31/12/2007 . . . . . R$ 353,00
Considerando a Lei 6.404 e os dados acima, julgue os itens subsequentes.

10. (CESPE - IBRAM CONTADOR 2009) A parcela do lucro líquido de 2008 que deve ser destinada à reserva legal é superior a R$ 8.000,00.

11. (CESPE - IBRAM CONTADOR 2009) O valor dos dividendos mínimos obrigatórios referentes ao lucro apurado em 2008 é inferior a R$
42.000,00.

12. (CESPE - IBRAM CONTADOR 2009) A reserva de incentivos fiscais, classificada, no balanço patrimonial, como reserva de lucros,
corresponde à parcela do lucro líquido decorrente de doações ou subvenções governamentais para investimentos.

13. (CESPE - IBRAM CONTADOR 2009) Na demonstração de lucros ou prejuízos acumulados, devem ser evidenciados os ajustes dos
exercícios anteriores decorrentes da retificação de erro imputável a determinado exercício anterior.

14. (CESPE - SEAD/SE CONTADOR 2009) Se o estatuto de uma companhia for omisso em relação à distribuição de dividendos obrigatórios,
os acionistas terão direito de receber, a esse título, metade do lucro líquido do exercício, ajustado pela constituição da reserva legal e da
reserva de contingências e pela reversão da reserva de contingências formada em exercícios anteriores.

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15. (CESPE - UNIPAMPA CONTADOR 2009) A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados deve indicar o montante do dividendo por
ação do capital social e pode ser incluída na demonstração das mutações do patrimônio líquido, caso esta venha a ser elaborada e
publicada.

16. (CESPE - ANTAQ CONTADOR 2009) Os lucros não destinados à formação ou ao aumento das reservas de lucros deverão ser utilizados
para aumento de capital.

17. (CESPE - HEMOBRAS CONTADOR 2008) As transferências do resultado do exercício para reservas serão evidenciadas na
demonstração de lucros ou prejuízos acumulados.

18. (CESPE - HEMOBRAS CONTADOR 2008) As participações de debêntures, de empregados e administradores, mesmo na forma de
instrumentos financeiros, que não se caracterizem como despesa, serão evidenciadas na demonstração do resultado do exercício.

19. (CESPE - SEBRAE/AC CONTADOR 2007) Suponha que o lucro de uma empresa, antes das participações, seja de R$ 800.000,00, e o
estatuto estabeleça o percentual de 10% para os debenturistas, para os empregados e para os administradores. Com base nesses dados,
conclui-se, corretamente, que a participação será de R$ 64.800,00 para os administradores.

20. (CESPE - SEBRAE/AC CONTADOR 2007) As destinações às reservas de lucros são efetuadas após a transferência do resultado do
exercício para lucros acumulados. Em caso de resultado negativo no exercício, ele deve ser compensado com os lucros acumulados e com
as reservas de lucros preexistentes.

Suponha que determinada companhia tenha apurado lucro líquido de R$ 600.000,00 e deva constituir as seguintes reservas legais e
estatutárias:

I reserva legal: 5%;


II reserva para aumento de capital: 10%
Considere que os dividendos correspondam a 25%, que o capital social seja de R$ 1.000.000,00 e já exista um saldo de reserva legal de R$
180.000,00. A partir desses dados, julgue os itens a seguir.

21. (CESPE - SEBRAE/AC CONTADOR 2007) A reserva legal a ser constituída, facultativamente, é de R$ 30.000,00.

22. (CESPE - SEBRAE/AC CONTADOR 2007) Os dividendos correspondem, corretamente, a R$ 130.000,00.

23. (CESPE - DATAPREV AUDITOR 2006) Os acionistas têm direito a receber como dividendo obrigatório, em cada exercício, a parcela dos
lucros estabelecida no estatuto ou, se este for omisso, a importância determinada de acordo com as normas. Se o estatuto for omisso, o
dividendo obrigatório não poderá ser inferior a 25% do lucro líquido ajustado.

24. (CESPE - DATAPREV AUDITOR 2006) As reservas de lucros a realizar são constituídas com o objetivo de se distribuírem dividendos
sobre parcela do lucro não realizado financeiramente, apesar de realizado economicamente pelo regime de competência de exercícios.

25. (CESPE - TJ/CE CONTADOR 2008) Com o intuito de preservar-se financeira e economicamente, a empresa deve constituir reserva de
lucros a realizar.

A assembléia geral poderá destinar para essa reserva o montante do dividendo obrigatório, previsto em lei ou no estatuto da empresa, que
ultrapassar a parcela realizada do lucro líquido do exercício.

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26. (CESPE - TRE/MT ANALISTA CONTÁBIL 2010) A Lei n.º 6.404/1976 tornou obrigatória a elaboração da demonstração dos lucros e
prejuízos acumulados (DPLA) pelas sociedades por ações. Essa é uma demonstração de preparação rápida e simples, pois representa uma
mera transcrição, de forma ordenada e racional, da conta razão lucros ou prejuízos acumulados da companhia. Com base nas disposições da
referida lei, assinale a opção correta a respeito da DLPA elaborada pela Cia. RTC em 31/12/20X1, descrita na tabela abaixo.

A) Houve ajustes de exercícios anteriores.


B) O valor da proposta da administração para distribuição do lucro equivale a 55% do valor do lucro líquido de 20X1.
C) No exercício de 20X1, a empresa incorporou ao capital social o montante de 16% do lucro liquido do período.
D) O valor dos juros sobre o capital próprio equivale a 14% do lucro do período.
E) Os dividendos a distribuir representam menos de 133% do saldo evidenciado pela DLPA em 31/12/20X1.

27. (CESPE - BASA CONTADOR 2010) Reversão de reservas, alienação de imobilizado de uso e ajuste a valor de mercado (TVM e
derivativos) são itens evidenciados na demonstração das mutações do patrimônio líquido.

28. (FCC - ANALISTA ADMINISTRATIVO MPU 2007) Considere as informações extraídas da Demonstração de Lucros e Prejuízos
Acumulados da Cia. Girassol:

- Saldo Credor inicial da conta......................................................................470.000,00

- Ajuste negativo de exercícios anteriores......................................................60.000,00

- Dividendos distribuídos.............................................................................140.000,00

- Acréscimo da Reserva Legal........................................................................10.000,00

- Acréscimo da Reserva de Lucros a Realizar................................................50.000,00

- Saldo credor final.......................................................................................410.000,00

O único dado da demonstração que NÃO foi fornecido é o lucro líquido do exercício. Logo, ele correspondeu, em R$, a

A) 140.000,00
B) 150.000,00
C) 190.000,00
D) 200.000,00
E) 210.000,00

29. (FCC - ANALISTA ADMINISTRATIVO MPU 2007) O estatuto da Cia Valinhos é omisso em relação ao pagamento de dividendos. Sabe-se
que:
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- Lucro líquido do exercício em 2005.......................................................730.000,00

- Reserva Legal – saldo em 31/12/2004....................................................118.900,00

- Capital Social da Companhia em 31/12/2005........................................800.000,00

Levando em conta apenas estas informações, o dividendo obrigatório a ser distribuído pela companhia, seguindo estritamente o disposto na
Lei das Sociedades por Ações, corresponde, em R$, a

A) 365.000,00
B) 346.750,00
C) 260.065,00
D) 182.500,00
E) 173.375,00

30. (ESAF - AFC CGU 2004) Em 31 de dezembro de 2003, após contabilizar o encerramento das contas de receitas e de despesas, a
empresa constatou a existência de R$ 150.000,00 de lucro líquido do exercício antes do imposto de renda, da CSLL e das participações.

A distribuição do lucro promovida em seguida contemplou:

• participação de administradores de 10% do lucro;


• participação de empregados de R$ 10.000,00;
• provisão para imposto de renda e CSLL de R$ 40.000,00;
• constituição de reserva legal de 5% sobre o lucro;
• constituição de reserva estatutária de 10% sobre o lucro;
• dividendo mínimo obrigatório de 30% do lucro ajustado para este fim.

Promovendo-se corretamente o cálculo e a contabilização acima indicados, a conta Dividendos a Pagar, cujo saldo era zero, aparecerá no
balanço patrimonial com saldo de

a) R$ 22.950,00
b) R$ 25.650,00
c) R$ 27.000,00
d) R$ 30.000,00
e) R$ 33.000,00

31. (CESPE ANTAQ CONTADOR 2009) Considere a seguinte situação hipotética.

A Cia. A, controladora de B, detém 26% das ações de B, e sua participação societária estava avaliada em R$ 5.200.000,00. No último
balanço, o patrimônio líquido de B passou a ser de R$ 15.000.000,00. Nessa situação, considerando-se que a variação se deu por resultado
apurado na controlada, a participação societária de A em B passará a ser avaliada em R$ 3.900.000,00, e o resultado de A foi afetado
negativamente em R$ 1.300.000,00.

32. (CESPE ANTAQ CONTADOR 2009) Suponha que uma sociedade Alfa tenha participação em uma sociedade Beta, avaliada pelo custo
de aquisição, e que esta, ao final do exercício, tenha feito, corretamente, o seguinte lançamento:

D – lucros acumulados
C – dividendos propostos a pagar

Nesse caso, a sociedade Alfa, em correspondência, deverá efetuar, corretamente, o seguinte lançamento:

D – bancos
C – receita de dividendos

33. (CESPE ANTAQ CONTADOR 2009) Os lucros não destinados à formação ou ao aumento das reservas de lucros deverão ser utilizados
para aumento de capital.

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34. (CESGRANRIO - BNDES ANALISTA CONTÁBIL 2008) Informação parcial da Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido da Cia.
Gama S/A, referente aos saldos finais apresentados no grupo do Patrimônio Líquido, no Balanço de 31/12/05.

Durante o exercício de 2006 ocorreram as seguintes situações:


• aumento de capital proveniente de transferência de reservas de capital no valor de R$ 500.000,00 e aporte de capital por parte dos sócios
de R$ 500.000,00;
• reversão de reserva de contingência estabelecida em função de perdas possíveis em matéria-prima que efetivamente ocorreram no
exercício de 2006 no valor de R$ 100.000,00;
• Lucro Líquido do exercício no montante de R$ 300.000,00;
• distribuição de lucros em forma de reserva:
• Reserva legal = percentual determinado pela lei
• Reserva estatutária = R$ 100.000,00
• Reserva para contingência = 80% do valor da reserva revertida
• proposta para dividendos = R$ 0,08 por ação.
Sabendo-se que a Cia. Gama S/A só possui ações ordinárias, cujo valor nominal em 31/12/06 era de R$ 1,20, o saldo da
coluna Lucros ou Prejuízos Acumulados, em 31/12/06, considerando exclusivamente as informações recebidas, em reais, é

(A) 15.000,00 (B) 20.000,00 (C) 35.000,00 (D) 40.000,00 (E) 115.000,00

35. (CESGRANRIO - CASA DA MOEDA CONTADOR 2009) Dados sobre o patrimônio líquido da sociedade anônima de capital aberto, no
balanço de 31/12/2007.

Admita as seguintes situações ocorridas no decorrer de 2008:

• integralização do capital pelos acionistas;


• incorporação das reservas estatutárias ao capital;
• lucro do exercício de 2009 – 500.000,00;
• reserva legal constituída – 25.000,00;
• retenção de lucros para investimento – 75.000,00;
• dividendos propostos – 400.000,00.

Elaborada a DMPL, o total da coluna Capital Realizado Atualizado, em reais, é


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(A) 1.750.000,00
(B) 1.900.000,00
(C) 2.180.000,00
(D) 2.250.000,00
(E) 2.500.000,00

36. (CESGRANRIO - BNDES ANALISTA CONTÁBIL 2008) A Cia. Novidades S/A apresentou as seguintes informações de sua única
participação societária:

a) Demonstração do Investimento em 30/12/05, após a avaliação ao MEP, em reais:

ATIVO PERMANENTE
INVESTIMENTOS EM CONTROLADAS
Antiguidades S/A 1.800.000,00
b) Nota explicativa:
• Ações possuídas da Cia. Antiguidades: 1.290.000 Ações Ordinárias
c) Dados da Cia. Antiguidades, em 31/12/05
c1) Demonstração do Patrimônio Líquido, em 30/12/05, em reais:

PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Capital Social 2.580.000,00
Reservas de Lucros 400.000,00
Lucros Acumulados 20.000,00

c2) Notas explicativas:


• a Companhia só emitiu ações ordinárias;
• valor nominal das ações emitidas: R$ 1,20

A Cia. Antiguidades, que no exercício encerrado em 31/12/06 apurou um Lucro Líquido de R$ 600.000,00, fez a proposta de distribuição de
dividendos no valor de R$ 500.000,00 e apresentou a seguinte demonstração de seu Patrimônio Líquido, antes do reconhecimento do lucro
apurado em 2006 e de sua respectiva distribuição:

PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Capital social R$ 2.580.000,00
Reservas de Reavaliação R$ 200.000,00
Reservas de Lucros R$ 400.000,00
Lucros Acumulados R$ 20.000,00

Considerando, exclusivamente, as informações recebidas e a boa técnica de avaliação do investimento pelo Método da Equivalência
Patrimonial (MEP), a receita do investimento, avaliado ao MEP, a ser contabilizada na controladora, Cia. Novidades, em reais, é

(A) 60.000,00 (B) 100.000,00 (C) 180.000,00 (D) 360.000,00 (E) 480.000,00

37. (CESGRANRIO - AGENTE JUDICIÁRIO TJ/RO CONTADOR 2008) Em 2007, quando do encerramento do exercício social, uma
Companhia de capital fechado apurou e evidenciou, na Demonstração do Resultado do Exercício, um prejuízo de R$ 200.000,00. No
levantamento do Balanço, antes do registro contábil da transferência do prejuízo acima informado para a conta de Lucros ou Prejuízos
Acumulados, foi comprovada a existência do Patrimônio Líquido, em reais, apresentado a seguir.

Capital Social 2.000.000,00


Reserva Legal 70.000,00
Reserva Estatutária 20.000,00
Retenção de Lucros 10.000,00

Sabe-se que:
• o saldo inicial de lucros acumulados é 0 (zero);
• nenhum ajuste de exercício anterior foi feito;

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• não houve reversão de nenhuma reserva anteriormente constituída;


• não houve distribuição de dividendos fixos.
O valor do prejuízo evidenciado no Balanço Patrimonial, na conta Prejuízos Acumulados, depois de realizados todos os ajustes obrigatórios
em tais situações é, em reais, de

(A) 200.000,00 (B) 190.000,00 (C) 180.000,00 (D) 170.000,00 (E) 100.000,00

38. (CESGRANRIO - EPE AGENTE DE GESTÃO CORPORATIVA JR 2007) A Cia. Ponta Grossa, ao final do exercício de 2006, apresentava
no seu Patrimônio Líquido as seguintes contas e saldos, em reais:

O lucro líquido apurado no exercício, após as destinações previstas na legislação societária, foi R$ 140.000,00. Portanto, deverá ser
contabilizado como Reserva Legal, em reais, o montante de:

(A) Zero (B) 1.200,00 (C) 6.000,00 (D) 7.000,00 (E) 7.500,00

39. (CESGRANRIO - EPE AGENTE DE GESTÃO CORPORATIVA JR 2007) A Cia. Beta é uma subsidiária integral da Cia. Gama, que adota
o método de equivalência patrimonial para avaliar seus investimentos. O pagamento de dividendos por parte da Cia. Beta deverá ser
registrado na contabilidade da Cia. Gama com o seguinte lançamento contábil:

(A) D – Bancos
C – Investimentos
(B) D – Bancos
C – Receita não operacional
(C) D – Dividendos Recebidos
C – Bancos
(D) D – Dividendos Recebidos
C – Lucros Acumulados
(E) D – Investimentos
C – Receita não operacional

40. (CESGRANRIO - EPE AGENTE DE GESTÃO CORPORATIVA JR 2007) A Cia. Padrão adquiriu por R$ 900,00, em janeiro de 2005, 90%
da participação da Cia. Projetada, cujo patrimônio líquido montava a R$ 1.000,00. A Cia. Projetada, durante o ano de 2006, apresentou as
seguintes mutações em seu patrimônio líquido:

_ Pagamento de dividendos de R$ 40,00 em abril de 2006;


_ Lucro líquido apurado no ano de 2006 de R$ 150,00;
_ Dividendos aprovados em assembléia geral referente ao ano de 2006 de R$ 60,00.

Considerando que a Cia. Padrão utilizou o método de equivalência patrimonial como critério de avaliação do investimento, o saldo da
participação na controlada, ao final do ano de 2006, será, em reais:

(A) 945,00
(B) 950,00
(C) 981,00
(D) 999,00
(E) 1.035,00

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41. (CESGRANRIO - MP/RO TÉCNICO EM CONTABILIDADE 2005) A Cia. Uberaba apresentava um patrimônio líquido de R$ 1.400,00 no
início de 2004, sendo composto pelas seguintes contas, em reais:

Durante o ano de 2004, ocorreram os seguintes eventos:

• aumento de capital no valor de R$ 150,00, sendo 60% em dinheiro e o restante utilizando reservas de capital;
• lucro líquido do exercício no valor de R$ 300,00;
• dividendos propostos de R$ 100,00.

Além disso, houve a constituição de reserva legal (5%), conforme determinado na Lei nº 6.404/76.
Com base nas informações apresentadas, a composição do patrimônio líquido da Cia. Uberaba, em reais, no final do exercício de 2004, era a
seguinte:

42. (CESGRANRIO - PREFEITURA DE MANAUS TÉC CONTABILIDADE 2005) A reserva legal, conforme estabelece a Lei nº 6.404/76, deve
ser constituída através da retenção de 5% do lucro líquido do exercício, até o limite de:

(A) 10% do capital social da empresa.


(B) 15% do total do patrimônio líquido, deduzido do valor da reserva legal constituída até aquela data.
(C) 20% do valor do capital social.
(D) 25% do valor do capital social.
(E) 50% do valor estabelecido para a reserva de capital.

43. (CESGRANRIO - CASA DA MOEDA 2009 TÉC SUPORTE CONTABILIDADE) Os métodos de avaliação de investimentos são dois:
custos e equivalência patrimonial. Quais os investimentos que só podem ser avaliados pelo método de custo?

(A) Finor, obras de arte, terrenos para futuras instalações e participações em sociedades controladas.
(B) Imóveis de renda, obras de arte, pedras preciosas e participações em sociedades coligadas.
(C) Finam, ouro físico, pedras preciosas e participações em sociedades controladas.
(D) Participações em sociedades coligadas, participação em sociedades controladas, ágio ou deságio de investimentos e provisão para
perdas permanentes.
(E) Obras de arte, terrenos para futuras instalações, imóveis para renda e participações em fundos de investimentos.

44. (CESGRANRIO - PETROBRAS TÉC CONTABILIDADE 2008) De acordo com o artigo 199 da Lei das Sociedades Anônimas, após
alterações introduzidas pela Lei no 11.638/2007, o limite do saldo das reservas de lucros, excetuando-se as reservas para contingências,
incentivos fiscais e lucros a realizar, NÃO poderá ultrapassar o valor do(a)

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(A) Capital Autorizado.


(B) Capital a Realizar.
(C) Capital Social.
(D) Ajuste de Variação Patrimonial.
(E) Reserva Legal.

45. (CESPE ANALISTA CONTÁBIL TJDFT 2008) Ao se apurar o lucro líquido na demonstração do resultado do exercício (DRE), o saldo é
transferido para a conta de lucros ou prejuízos acumulados. A distribuição de dividendos poderá ser evidenciada na DRE ou na
demonstração de lucros ou prejuízos acumulados, independentemente do prazo de pagamento aos sócios.

46. (CESGRANRIO CONTADOR JR PETROBRAS 2011) O artigo 189 da Lei no 6.404/76, consolidada até 2009, determina que do resultado
do exercício serão deduzidos, antes de qualquer participação, os prejuízos acumulados e a provisão para o Imposto sobre a Renda. Já no
parágrafo único, informa a ordem obrigatória em que o prejuízo do exercício deva ser absorvido. Essa ordem é estabelecida da seguinte
forma:

(A) lucros acumulados, reservas de lucros e reserva legal.


(B) reservas de lucros e reserva legal.
(C) reservas de lucros, reservas de capital e reserva legal.
(D) reserva legal, reservas de lucros e capital social.
(E) reserva legal, reservas de lucros e reservas de capital.

47. (ESAF – AFRFB 2012) Com relação à distribuição de dividendos de sociedades abertas, pode-se afirmar que:

a) o dividendo deverá ser pago ou creditado, salvo deliberação em contrário da assembleia geral, no prazo de sessenta dias da data em que
for declarado e, em qualquer caso, dentro do exercício social.
b) em casos nos quais o estatuto da empresa for omisso quanto à distribuição do dividendo obrigatório, o acionista minoritário terá direito a
50% do total do lucro líquido apurado no exercício, acrescido pelos saldos das reservas de lucro.
c) a companhia que, por força de lei ou de disposição estatutária, levantar balanço semestral, não poderá declarar, por deliberação dos
órgãos de administração, dividendo à conta do lucro apurado nesse balanço.
d) a companhia somente pode pagar dividendos à conta de lucro líquido do exercício, de lucros acumulados e de reserva de lucros para
proprietários de ações ordinárias.
e) a legislação societária veta a fixação de qualquer outra forma de cálculo dos dividendos, seja de acionistas controladores ou não
controladores, que não contemple no mínimo 30% dos lucros líquidos de cada exercício.

48. (CESGRANRIO – TRANSPETRO – CONTADOR JR 2011) Na elaboração do Balancete final, uma companhia, antes do Balanço de 31
dezembro 2009 e da destinação do resultado apurado no exercício de 2009, levantou o seguinte Patrimônio Líquido, fundamentando-se nos
saldos das contas registrados no razão:

No resultado do exercício findo em 2009, a companhia apurou um prejuízo de R$ 1.000.000,00.


Com base exclusivamente nas informações recebidas e nas normas estabelecidas pela Legislação Societária, sem necessidade de fazer
ajustes nos valores a qualquer título, no Balanço Patrimonial, de 31 de dezembro de 2009, as reservas da empresa serão evidenciadas com
os valores (saldos), em reais,

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49. (FCC - 2012 - TCE-AP - Analista de Controle Externo - Controle Externo) A empresa Desatualizada S.A., de capital fechado, tem seu
Patrimônio composto da seguinte forma:
50.

Fundamentado na lei no 11.638/07, esta empresa

a) está com seu Patrimônio Líquido adequado.


b) deve destinar a totalidade de seus lucros acumulados
c) deve destinar o valor de R$ 350.000,00 que ultrapassa o capital social.
d) deve destinar o valor de R$ 150.000,00, pois os lucros acumulados ultrapassam o capital social mais as reservas de lucros para
Contingências.
e) deve destinar o valor de R$ 200.000,00, pois os lucros acumulados ultrapassam o capital social.

51. (ESAF - AFRFB 2005) Quando da Realização da Reserva de Lucros a Realizar, esta deve ser revertida para:

a) lucros ou prejuízos acumulados, quando o evento realizar-se economicamente.


b) lucros ou prejuízos acumulados, quando o evento realizar-se financeiramente.
c) reserva de capital destinada diretamente para distribuição de dividendos.
d) resultado do exercício, quando o evento econômico realizar-se financeiramente.
e) resultado do exercício, quando o evento financeiro realizar-se economicamente.

52. (ESAF - MDIC ACE 1998) A firma "Chis" apresenta o seguinte patrimônio líquido:

Capital Social R$ 30.000,00


Reservas de Alienação de Partes Beneficiárias R$ 1.300,00
Reserva de Ágio na Emissão de Ações R$ 2.000,00
Reserva Legal R$ 2.000,00
Reservas Estatutárias R$ 1.000,00

No exercício de 19X1 a empresa apurou um lucro líquido final (após o Imposto de Renda e as participações) no valor de R$ 76.000,00.
Considerando-se as limitações impostas pela Lei 6.404/76 (Lei das Sociedades por Ações) podemos dizer que, para constituir a Reserva
Legal no referido exercício, essa empresa
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a) poderá destinar R$ 3.700,00


b) deverá destinar R$ 3.700,00
c) deverá destinar R$ 3.800,00
d) deverá destinar R$ 4.000,00
e) poderá destinar R$ 4.000,00

53. (ESAF - STN AFC Contábil Financeira 2005) A Cia. Comercial SST terminou o exercício social com lucro líquido de R$ 120.000,00,
devendo constituir a reserva legal nos termos da lei, para fins de elaboração de suas Demonstrações Financeiras.

O Patrimônio Líquido da referida empresa tem o valor de R$ 224.000,00, e é composto das seguintes contas:

Capital Social R$ 200.000,00


Capital a Integralizar R$ 50.000,00
Reservas de Capital R$ 21.000,00
Reservas de Reavaliação R$ 6.000,00
Reserva Legal R$ 35.000,00
Reservas Estatutárias R$ 1.000,00
Lucros Acumulados R$ 11.000,00

Com base na situação supra descrita, a empresa deverá contabilizar na conta Reserva Legal

a) R$ 6.000,00, pois deverá ser constituída com destinação de 5% do lucro líquido do exercício.
b) R$ 5.000,00, pois não deverá ultrapassar 20% do capital social.
c) R$ 4.000,00, pois somada às reservas de capital, não deverá ultrapassar 30% do capital social.
d) R$ 3.000,00, pois somada às outras reservas de lucro e às reservas de capital, não deverá ultrapassar 30% do capital social.
e) R$ 0,00, pois a reserva legal não deverá ultrapassar 20% do capital social realizado.

GABARITO

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

e d b C E E C
E C E

11 12 13 14 15 16 17 18 19 20

C C C C C E C C C C

21 22 23 24 25 26 27 28 29 30

E E E E E b E d b b

37 38 39 40
31 32 33 34 35 36

C E E b b d e c a a

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47 48 49 50
41 42 43 44 45 46

A C B B
d c e c E a

51 52 53

B A B

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Egbert Buarque

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podem ser úteis quando se quer avaliar uma sociedade


com base no valor presente de seu fluxo de caixa.
CONTABILIDADE GERAL
Outro aspecto relevante da análise dos fluxos de caixa
reside no fato de que a geração de lucros não garante a
sobrevivência de uma empresa, se não for conjugada
PROF. EGBERT BUARQUE
com a capacidade de honrar seus compromissos em
dia. Atrasar pagamentos pode causar a perda do crédito
no mercado e inviabilizar a continuidade do negócio.
CAPÍTULO 9 - DEMONSTRAÇÃO DOS
FLUXOS DE CAIXA – DFC E Para fins da DFC, ―Caixa‖ compreende numerário em espécie e
depósitos bancários de livre movimentação (Bancos Conta
DEMONSTRAÇÃO DO VALOR Movimento).
ADICIONADO - DVA
Além do Caixa, a DFC também trata das disponibilidades
denominadas equivalentes de caixa, que são aplicações
financeiras de curto prazo, de alta liquidez, prontamente
Demonstração dos Fluxos de Caixa - DFC conversíveis em caixa, sujeitas a um insignificante risco de
mudança de valor.
1. Fundamentação Legal
Portanto, além das modificações ocorridas no saldo da conta
O conteúdo mínimo da Demonstração dos Fluxos de Caixa, a DFC deve evidenciar as alterações sofridas pelas
Caixa está previsto no art. 188 da Lei 6.404/76 e suas demais disponibilidades, inclusive a conta corrente de livre
alterações: movimentação e os investimentos de elevada liquidez.

―Art. 188. As demonstrações referidas nos incisos IV e Conforme a Lei nº 6.404/76 e as normas da CVM, a DFC deve
V do caput do art. 176 desta Lei indicarão, no mínimo: indicar, pelo menos, as alterações ocorridas, durante o exercício,
(Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007) no saldo de caixa e equivalentes de caixa, segregando essas
I – demonstração dos fluxos de caixa – as alterações em, no mínimo, três fluxos:
alterações ocorridas, durante o exercício, no saldo de
caixa e equivalentes de caixa, segregando-se essas 1 – DAS OPERAÇÕES
alterações em, no mínimo, 3 (três) fluxos: (Redação
dada pela Lei nº 11.638,de 2007) 2 – DOS FINANCIAMENTOS
a) das operações; (Redação dada pela Lei nº 11.638,de
2007)
b) dos financiamentos; e (Redação dada pela Lei nº 3 – DOS INVESTIMENTOS
11.638,de 2007)
c) dos investimentos; (Redação dada pela Lei nº Fluxos de caixa são as entradas e saídas de disponibilidades,
11.638,de 2007)” ou seja, de caixa e equivalentes de caixa.

2. Conceitos Atividades operacionais são as principais operações


geradoras de receita da empresa (vendas e prestações de
Obrigatória para todas as companhias abertas e para as serviços, por exemplo), assim como outras que não se
fechadas com patrimônio líquido, na data do balanço, enquadrem como atividades de financiamento ou investimento.
igual ou superior a R$ 2 milhões, a demonstração dos Seguem algumas hipóteses que provocam entradas e saídas de
fluxos de caixa evidencia as modificações ocorridas nas caixa e equivalentes de caixa classificadas entre os fluxos
disponibilidades da companhia, em um determinado operacionais:
exercício, por meio da exposição dos fluxos de
recebimentos e pagamentos (método direto) ou de 1 – recebimentos pela venda de mercadorias e pela prestação
forma indireta (método indireto ou da reconciliação). de serviços;

A DFC apresenta informações relevantes para o público 2 – recebimentos decorrentes de royalties, honorários,
interessado em avaliar a capacidade da empresa de comissões e outras receitas;
gerar disponibilidades (caixa e equivalentes de caixa),
bem como em identificar suas necessidades de 3 – pagamentos a fornecedores de mercadorias e serviços;
utilização desses recursos. Tais elementos também
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4 – pagamentos de empregados ou por conta de empregados; operacionais pelo método indireto, os lucros ou prejuízos
na alienação de bens do imobilizado e intangível devem ser
5 – pagamentos ou restituições de impostos sobre a renda, a eliminados do resultado e classificados como atividades de
menos que possam ser especificamente identificados com as investimento.
atividades de financiamento ou de investimento; e
Atividades de investimento são as relativas à aquisição e
6 - pagamentos ou restituição de caixa de impostos sobre a alienação de ativos de longo prazo e investimentos não incluídos
renda, a menos que possam ser especificamente identificados nos equivalentes de caixa. São exemplos:
com as atividades de financiamento ou de investimento; e
1 – desembolsos para aquisição de ativos imobilizados,
7 - recebimentos e pagamentos de caixa de contratos mantidos intangíveis e outros ativos de longo prazo. Esses desembolsos
para negociação imediata ou disponíveis para venda futura. incluem os custos de desenvolvimento ativados e ativos
imobilizados de construção própria;
Atividades de financiamento são aquelas que resultam em
alteração no capital próprio (principalmente aumentos e 2 – recebimentos resultantes da venda de ativos imobilizados,
diminuições do capital social) e em endividamento da entidade intangíveis e outros ativos de longo prazo;
(aumentos e diminuições do passivo exigível não classificados
como fluxos operacionais). São exemplos: 3 – desembolsos para aquisição de ações ou instrumentos de
dívida de outras entidades e participações societárias em joint
1 – recebimentos pela emissão de ações ou outros instrumentos ventures (exceto desembolsos referentes a títulos considerados
de capital; como equivalentes de caixa ou mantidos para negociação);

2 – pagamentos a investidores para adquirir ou resgatar ações 4 – recebimentos em caixa provenientes da venda de ações ou
da empresa; instrumentos de divida de outras entidades e participações
societárias em joint ventures (exceto recebimentos referentes
3 – recebimentos provenientes da emissão de debêntures, aos títulos considerados como equivalentes de caixa e os
empréstimos, títulos e valores, hipotecas e outros empréstimos a mantidos para negociação);
curto e longo prazos;
5 – adiantamentos e empréstimos em dinheiro feitos a terceiros;
4 – amortização de empréstimos a pagar; e
6 – recebimentos por liquidação de adiantamentos ou
5 – pagamentos, pelo arrendatário, para a redução do passivo amortização de empréstimos feitos a terceiros;
relativo a um arrendamento mercantil (leasing) financeiro.
7 – recebimentos e desembolsos por contratos de futuros, a
Os fluxos de caixa da DFC (das operações, dos financiamentos termo, de opção e swap.
e dos investimentos), não incluem movimentos entre itens que
constituem caixa ou equivalentes de caixa (porque estes não Os equivalentes de caixa são mantidos para atender a
alteram o valor das disponibilidades), em virtude de estes serem pagamentos de curto prazo, e não para investimento ou outras
parte da gestão financeira de uma entidade. Desse modo, finalidades. Por isso, investimentos em ações de outras
depósitos bancários, por exemplo, não fazem parte dos fluxos de sociedades não fazem parte dos equivalentes de caixa (em geral
caixa indicados na DFC, pois movimentam apenas contas de são atividades de investimento), a menos que sejam, de fato,
disponibilidades. equivalentes de caixa, como por exemplo ações preferenciais
adquiridas dentro de um período de até 3 meses de seu resgate.
Na classificação dos fluxos, devem-se levar em consideração as
operações principais da sociedade. Numa empresa cuja
atividade principal seja a negociação de títulos, por exemplo, os
fluxos de caixa decorrentes da compra e venda de títulos
negociáveis são classificados entre as atividades operacionais,
não como fluxos de investimentos. De forma idêntica, uma
2.1. Fluxos das Operações
instituição financeira classifica os empréstimos e financiamentos
que concede entre os fluxos operacionais, não como atividades
investimento. Os fluxos de caixa das atividades operacionais são basicamente
derivados das principais atividades geradoras de resultado da
empresa. Em regra, resultam das transações computadas na
As alienações de bens do ativo imobilizado e do intangível
apuração do lucro ou prejuízo líquido. Devem englobar as
podem resultar em ganho ou perda de capital, incluídos na
atividades ligadas à produção e à entrega de bens e serviços,
apuração do resultado. Todavia, os fluxos de caixa relativos a
além das transações não definidas como atividades de
tais transações são provenientes de atividades de investimento.
investimento e financiamento.
Portanto, quando da apresentação das atividades
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As principais entradas e saídas de disponibilidades decorrentes 2- Recebimentos de empréstimos e financiamentos obtidos, de


das atividades operacionais são apresentadas a seguir. curto e de longo prazos;

Entradas: 3- Recebimento de doações destinadas à aquisição,


construção ou expansão da planta instalada, aí incluídos
1 – recebimentos das vendas à vista de bens, serviços e equipamentos e outros ativos de longa vida útil necessários à
royalties e das contas a receber correspondentes, na hipótese produção.
de vendas à prazo;
Saídas:
2 – recebimentos de juros decorrentes de empréstimos e
financiamentos concedidos ou de aplicações financeiras em 1 – pagamento a sócios, inclusive por resgate de ações de
geral; e recebimento de dividendos e juros sobre o capital emissão da própria companhia;
próprio derivados de participação no capital de outras
sociedades; 2 - pagamento do principal de empréstimos e financiamentos
obtidos;
3 – outros recebimentos que não sejam originários de
transações definidas como atividades de investimento ou 3 – pagamento do principal referente a dívidas contraídas na
financiamento, como por exemplo recebimentos decorrentes de aquisição a prazo de investimentos permanentes, bens do
sentenças judiciais e indenizações por sinistros, exceto as imobilizado e intangível. Quando esses bens são adquiridos à
indenizações diretamente relacionadas a atividades de vista, os pagamentos correspondentes são apresentados no
investimento ou financiamento. grupo das atividades de investimento. Na aquisição a prazo,
quando do pagamento, a classificação do desembolso é feita no
Saídas: grupo das atividades de financiamento;

1 – pagamentos a fornecedores de mercadorias, matérias- 4 – pagamento de redução de passivo relativo a arrendamento


primas e outros insumos de produção; financeiro (locação + opção de compra).

2 – pagamentos a empregados e aos demais fornecedores de As transações de financiamentos que não afetam o fluxo de
serviços; caixa devem ser evidenciadas em notas explicativas. É o caso
do aumento de capital em bens não numerários.
3 – pagamentos de impostos, taxas, contribuições e multas aos
governos federal, estaduais e municipais; 2.3. Fluxos de Investimentos

4 – pagamentos dos juros (despesas financeiras) dos Em regra, os fluxos das atividades de investimento estão
empréstimos e financiamentos obtidos, e de dividendos e juros relacionados aos aumentos e diminuições dos ativos de longo
sobre o capital próprio. O pagamento do principal dos tempo de vida útil, utilizados na produção de bens e serviços.
empréstimos e financiamentos obtidos deve ser apresentado Esse grupo apresenta os desembolsos decorrentes de
entre as atividades de financiamento. empréstimos e financiamentos concedidos e os recebimentos
relativos a seu reembolso. Também fazem parte das atividades
De um modo geral, os pagamentos de despesas operacionais de investimento os desembolsos na aquisição de títulos e
devem figurar nesse grupo. valores de outras sociedades, classificados no circulante (exceto
os equivalentes de caixa), e no não circulante, além dos valores
pagos na aquisição à vista de bens do imobilizado e intangível.
2.2. Fluxos de Financiamentos

Entradas:
São as atividades ligadas a empréstimos e financiamentos
obtidos e a recursos captados com acionistas da companhia.
Incluem os recebimentos decorrentes de empréstimos e 1 – recebimento do principal de empréstimos e financiamentos
financiamentos obtidos e o pagamento do principal dessas concedidos e recebimento derivado da cessão desses ativos a
operações. Nesse grupo, são apresentados os recursos outras pessoas, excluídos os ativos financeiros classificados
recebidos dos acionistas ou sócios em realização de capital e o como equivalentes de caixa;
pagamento do seu eventual reembolso.
2 – recebimentos na alienação de títulos de investimentos;
Entradas:
3 – recebimentos na alienação de participações em outras
1- Recebimentos na alienação de ações emitidas (realização sociedades;
de capital em moeda);

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4 – recebimentos na venda de imobilizado e de outros ativos No método direto, a DFC é elaborada a partir da movimentação
fixos utilizados na produção de bens e serviços. diretamente ocorrida nas disponibilidades. São apresentados
todos os itens que tenham provocado entrada ou saída de
Saídas: disponibilidades, vale dizer, todos os pagamentos e
recebimentos.
1 – desembolso dos empréstimos concedidos pela companhia e
pagamento na aquisição de títulos de investimento de outras A CVM encoraja as empresas a divulgarem os fluxos de caixa
empresas; decorrentes das atividades operacionais usando o método
direto, que proporciona informações úteis para estimar futuros
fluxos da caixa não disponíveis com o uso do método indireto.
2 – pagamento na aquisição de títulos patrimoniais de outras
De acordo com o método direto, as informações sobre as
sociedades;
principais classes de recebimentos brutos e de pagamentos
brutos podem ser obtidas:
3 – pagamento, à vista ou em data próxima à compra, de
imóveis, máquinas, equipamentos e outros ativos fixos utilizados
1 – dos registros contábeis da entidade; ou
na produção de bens e serviços;

2 – ajustando as vendas, os custos das vendas e outros itens da


4 – desembolso de caixa por contratos de futuros, a termo, de
demonstração do resultado referentes a:
opção e swap, exceto quando os contratos forem destinados à
intermediação ou os pagamentos forem classificados como
atividades de financiamento. a) Mudanças ocorridas no período nos estoques e nas
contas operacionais a receber e a pagar;
b) Outros itens que não envolvam caixa; e
Em se tratando de contrato de hedge de uma posição
c) Outros itens cujos efeitos no caixa sejam fluxos de
identificável, os fluxos de caixa são classificados do mesmo
caixa decorrentes das atividades de financiamento e
modo que os fluxos da posição que estiver sendo protegida, ou
de investimento.
seja, não necessariamente como fluxos de investimentos.

Exemplo de DFC elaborada pelo Método Direto


3. Métodos de Elaboração

Existem dois métodos de elaboração da DFC: Fluxos das Atividades Operacionais


Recebimentos de clientes 1.000
Recebimentos de dividendos e juros 50
1 – método direto;
Outros recebimentos das operações 70
Pagamentos a fornecedores (300)
2 – método indireto. Pagamentos de despesas operacionais (200)
Pagamentos de despesas antecipadas (30)
As diferenças entre os métodos direto e indireto limitam-se Pagamentos de impostos e contribuições (250)
exclusivamente, aos fluxos das atividades operacionais. Os Outros pagamentos decorrentes das (20) 320
fluxos das atividades de financiamento e de investimento são operações
demonstrados de forma igual em ambos os métodos. Fluxos das Atividades de Financiamento
Recebimentos por realização de capital em 80
Segundo a CVM, a empresa deve divulgar os fluxos de caixa moeda
das atividades operacionais usando: Recebimento de empréstimos e 20
financiamentos obtidos
1 – o método direto, segundo o qual as principais classes de Outros recebimentos de financiamentos 10
recebimentos brutos e desembolsos brutos são divulgadas; ou Pagamento do principal de empréstimos e (90)
financiamentos obtidos
2- o método indireto, segundo o qual o lucro ou prejuízo líquido Outros pagamentos decorrentes das (30) (10)
do exercício é ajustado pelos efeitos: atividades de financiamento
Fluxo das Atividades de Investimento
a) Das transações que não envolvem caixa; Recebimento do principal de empréstimos 150
b) De quaisquer diferimentos ou outras apropriações por concedidos
competência sobre recebimentos ou pagamentos Recebimentos do resgate de investimentos 10
operacionais passados ou futuros; e temporários
c) De itens de receita ou despesa associados com fluxos Recebimentos da alienação de imobilizado 40
de caixa das atividades de investimento ou de e intangível
financiamento. Recebimentos da alienação de 120
investimentos permanentes
3.1. Método Direto Desembolsos de empréstimos e (10)
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financiamentos concedidos FORNECEDORES


Pagamentos na aquisição à vista de (40) 1.000,00 Saldo Inicial
investimentos permanente Pagamentos 15.000,00 14.000,00 Compras a Prazo
Pagamentos na aquisição à vista de (80)
imobilizado e intangível 2.000,00 Saldo final
Pagamentos na aquisição de investimentos (30) 160
temporários Essa análise pode ser estendida para as demais contas cujos
Variação das disponibilidades no 470 saldos traduzam recebimentos ou pagamentos (salários, juros,
período seguros etc).
Saldo final das disponibilidades 1.820
(-) Saldo inicial das disponibilidades (1.350) Assim como fizemos com a conta clientes, podemos estruturar
Variação das disponibilidades no 470 melhor o cálculo do pagamento a fornecedores.
período
Fornecedores (saldo inicial)
(+) Compras
(-) Fornecedores (saldo final)
Identificação de recebimentos e pagamentos (+) Adiantamento a fornecedores (saldo final)
(-) Adiantamento a fornecedores (saldo inicial)
Por meio da análise, por exemplo, da movimentação da conta (=) Pagamento a fornecedores
CLIENTES é possível identificar os valores recebidos de clientes
(os valores apresentados a seguir servem apenas para ilustrar o Cabe ressaltar que os montantes das vendas e das compras
problema): referem-se aos valores líquidos desses itens acrescidos dos
impostos incidentes sobre os preços venda e de compra,
respectivamente.
CLIENTES
Saldo inicial 3.000,00 2.000,00 PDD
Importante
Vendas a Prazo 15.000,00 15.000,00 Recebimentos de clientes
A conciliação entre o lucro líquido e o fluxo de caixa líquido
1.000,00
das atividades operacionais deve ser fornecida,
obrigatoriamente, caso a entidade use o método direto para
O crédito com título ―PDD‖ indica a baixa de duplicatas apurar o fluxo líquido das atividades operacionais. A
incobráveis. conciliação deve apresentar, separadamente, por categoria,
os principais itens a serem conciliados, à semelhança do
Neste tipo de questão, é necessário que estejam disponíveis que deve fazer a entidade que usa o método indireto em
informações referentes a dois exercícios consecutivos. relação aos ajustes ao lucro líquido ou prejuízo para apurar
o fluxo de caixa líquido das atividades operacionais.
Numa forma esquematizada, podemos estruturar o cálculo do
recebimento de clientes da seguinte forma: 3.2. Método Indireto

Clientes (saldo inicial) Para se demonstrar as variações das disponibilidades pelo


(+) Vendas método indireto, a técnica aplicada na DFC é a de expor as
(-) Clientes (saldo final) transações que tiveram como contrapartida disponibilidades. Em
(+) adiantamento de clientes (saldo final) linhas gerais, o fluxo de caixa líquido das atividades
(-) adiantamento de clientes (saldo inicial) operacionais é determinado pelo ajuste do lucro líquido ou
(+) PCLD (saldo final) prejuízo quanto aos efeitos de (grosso modo, o resultado é
(-) despesa com constituição de PCLD convertido de competência para caixa):
(-) PCLD (saldo inicial)
(=) Recebimento de clientes 1 – mudanças ocorridas no período nos estoques e nas contas
operacionais a receber e a pagar;
Importante destacar que o saldo final da conta PCLD é o valor
antes da constituição da PCLD para o exercício seguinte, pois a 2 – itens que não afetam o caixa, tais como depreciação,
diference entre esse valor e o saldo inicial desta mesma conta provisões, impostos diferidos, variações cambiais não
permitirá calcular o montante dos valores não recebidos e que realizadas, resultado de equivalência patrimonial em
foram baixados por terem sido considerados incobráveis. investimentos e participação de minoritários, quando aplicável; e

De forma semelhante, a análise da movimentação da conta 3 – todos os outros itens cujos efeitos sobre o caixa sejam fluxos
Fornecedores nos permite determinar os pagamentos feitos a de caixa decorrentes das atividades de investimento ou de
fornecedores (os valores apresentados a seguir serve apenas financiamento.
para ilustrar o problema):
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Também pelo método indireto, o fluxo de caixa líquido das Assim, comprovamos que os aumentos no PC, PNC e PL
atividades operacionais pode ser apresentado mostrando-se as aumentam as disponibilidades (quando delas forem a
receitas e despesas divulgadas na demonstração do resultado e contrapartida), enquanto os aumentos do ACND e ANC
as mudanças ocorridas no período nos estoques e nas contas diminuem as disponibilidades.
operacionais a receber e a pagar.
Em resumo, para as contas do ativo que não são
Como na DFC devemos evidenciar o fluxo financeiro das disponibilidades, a variação é no sentido contrário ao das
atividades operacionais gerado pelo lucro ou prejuízo, são disponibilidades das quais são a contrapartida, enquanto as do
eliminadas do resultado, por adição ou exclusão, as receitas e passivo variam no mesmo sentido.
despesa que não afetaram as disponibilidades que representam
atividades de financiamento ou investimento; e são acrescidas Consideremos que, no primeiro exercício de atividades de uma
ou diminuídas do lucro ou prejuízo líquido as disponibilidades determinada companhia, tenham ocorrido os seguintes fatos:
geradas pelas atividades operacionais que não afetaram o
resultado.
- realização do capital em dinheiro, 1.000;

Desse modo, os ganhos e perdas na alienação de bens do ativo


- compra à vista de móveis e utensílios, 50;
imobilizado que estejam embutidos no resultado do exercício
devem ser eliminados das atividades operacionais e
apresentados no grupo das atividades de investimento, como - compra a prazo de mercadorias, 100;
parte integrante do valor total recebido na alienação dos bens.
- compra à vista de mercadorias, 150;
As contas do ativo circulante e do ativo não circulante no
subgrupo realizável a longo prazo (clientes, estoque), - aquisição à vista de participações permanentes, 60;
relacionadas às atividades operacionais, que tiverem sofrido
aumento durante o exercício devem ter os aumentos de saldos - Venda a prazo, por 120, de mercadorias, cujo custo foi de 80;
diminuídos do fluxo das atividades operacionais (sentido
contrário). Logo, as contas desse gênero que tiverem sofrido - venda à vista, por 240, de mercadorias, cujo custo foi 160;
diminuição durante o exercício devem ter as reduções de saldos
somadas ao fluxo das atividades operacionais. Já as contas do
- pagamento dos salários do período, 70;
passivo circulante e do passivo não circulante, relacionadas às
atividades operacionais (fornecedores, juros a pagar), que
tiverem sofrido aumento durante o exercício devem ter os - obtenção de empréstimo bancário de longo prazo, 200;
aumentos de saldos somados ao fluxo das atividades
operacionais (mesmo sentido). Portanto, as contas do passivo - pagamento de parte da dívida com os fornecedores de
exigível, relacionadas às atividades operacionais, que tiverem mercadorias, 40;
sofrido redução durante o exercício devem ter as reduções de
saldos diminuídas do fluxo das atividades operacionais. - recebimento de parte dos créditos com clientes por venda a
prazo, 60;
Segue a justificativa para os procedimentos citados neste último
parágrafo: - registro da depreciação dos móveis e utensílios, 5.

Considere a análise a seguir, onde ACD = ativo circulante Demonstração do Resultado do Exercício:
disponibilidades, ACND = ativo circulante não disponibilidades
(AC = ACD + ACND), ANC = ativo não circulante e PNC =
Vendas 360
passivo não circulante.
(-) CMV (240)
(=) Lucro Bruto 120
No balanço, aplica-se a equação: (-) salários (70)
(-) Depreciação (5)
AC + ANC = PC + PNC + PL (=) Lucro Líquido do Exercício 45

Substituindo AC por ACD + ACND: Segue a demonstração dos fluxos de caixa elaborada pelo
método indireto:
ACD + ACND + ANC = PC + PNC + PL
Fluxo das atividades operacionais
Agora isolamos do lado esquerdo da igualdade o ACD: Lucro líquido do exercício 45
(+) Depreciação 5
ACD = PC + PNC + PL – ACND – ANC (=) Origens geradas pelas operações 50
(-) Aumentos do ativo circulante
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(-) clientes (60) 3 – a conversão de dívida em capital.


(-) mercadorias (10)
(+) Aumentos do PC Essas atividades não devem ser incluídas na DFC.
(+) Fornecedores 60
(=) Disponibilidades geradas pelas operações 40 5. Juros e dividendos
Fluxo das atividades de financiamento
(+) Realização de capital em moeda 1.000 Os fluxos de caixa referentes a juros, dividendos e juros sobre o
(+) Recebimentos de empréstimos 2.00 capital próprio recebidos e pagos devem ser apresentados
1.200 separadamente. Cada um deles deve ser classificado de
Fluxo das atividades de investimento maneira consistente, de período a período, como decorrentes
(-) aquisição à vista de bens do imobilizado (50) de atividades operacionais, de investimento ou de
(-) aquisição à vista de investimentos (60) financiamento.
permanentes
(110) O montante total dos juros pagos durante o período é
Saldo final das disponibilidades 1.130 divulgado na demonstração dos fluxos de caixa, quer tenha
Saldo inicial das disponibilidades (0) sido reconhecido como despesa na demonstração do
(=) Variação das disponibilidades no período 1.130 resultado, quer tenha sido capitalizado, conforme o
Pronunciamento Técnico CPC 20 – Custos de
Se a DFC fosse elaborada com base no método direto, teríamos Empréstimos.
o seguinte:
Os juros pagos e recebidos e os dividendos e os juros sobre o
capital próprio recebidos são comumente classificados como
Fluxo das atividades operacionais fluxos de caixa operacionais em instituições financeiras.
Recebimentos de clientes 300 Todavia, não há consenso sobre a classificação desses fluxos
Pagamentos a fornecedores (190) de caixa para outras entidades. Os juros pagos e recebidos e
Pagamentos de despesas operacionais - (70) os dividendos e os juros sobre o capital próprio recebidos
salários podem ser classificados como fluxos de caixa operacionais,
(=) Disponibilidades geradas pelas operações 40 porque eles entram na determinação do lucro líquido ou
Fluxo das atividades de financiamento prejuízo. Alternativamente, os juros pagos e os juros, os
Realização de capital em moeda 1.000 dividendos e os juros sobre o capital próprio recebidos podem
Recebimento de empréstimos 200 ser classificados, respectivamente, como fluxos de caixa de
1.200 financiamento e fluxos de caixa de investimento, porque são
Fluxo das atividades de investimento custos de obtenção de recursos financeiros ou retornos sobre
Aquisição à vista de bens do imobilizado (50) investimentos.
Aquisição à vista de investimentos (60)
permanentes Os dividendos e os juros sobre o capital próprio pagos podem
(110) ser classificados como fluxo de caixa de financiamento porque
Saldo final das disponibilidades 1.130 são custos da obtenção de recursos financeiros.
Saldo inicial das disponibilidades (0) Alternativamente, os dividendos e os juros sobre o capital
Variação das disponibilidades no período 1.130 próprio pagos podem ser classificados como componente dos
fluxos de caixa das atividades operacionais, a fim de auxiliar
os usuários a determinar a capacidade de a entidade pagar
Os recebimentos de clientes e os pagamentos a fornecedores
dividendos e juros sobre o capital próprio utilizando os fluxos de
são relativos às vendas e compras à vista e as parcelas já
caixa operacionais.
recebidas e pagas das vendas e compras a prazo.
O CPC 03 encoraja fortemente as entidades a classificarem
4. Transações que não envolvem caixa ou os juros, recebidos ou pagos, e os dividendos e juros
equivalentes de caixa sobre o capital próprio recebidos como fluxos de caixa das
atividades operacionais, e os dividendos e juros sobre o
Algumas atividades de investimento e de financiamento não capital próprio pagos como fluxos de caixa das atividades
afetam diretamente os fluxos de caixa, embora alterem a de financiamento. Alternativa diferente deve ser seguida de
estrutura de capital e de ativos de uma empresa, como por nota evidenciando esse fato.
exemplo:

1 – a aquisição de ativos com a assunção direta do respectivo 6. Fluxos de Hedge


passivo ou por meio de um arrendamento financeiro;
Quando um contrato for contabilizado como proteção (hedge)
2 – a aquisição de uma entidade por meio de emissão de ações; de posição identificável, os fluxos de caixa do contrato devem

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ser classificados do mesmo modo como foram classificados os


fluxos de caixa da posição que estiver sendo protegida. A seguir seguem definições do CPC 03.

Demonstração do Valor Adicionado (DVA) Valor adicionado representa a riqueza criada pela empresa, de
forma geral medida pela diferença entre o valor das vendas e
1. Conceitos
os insumos adquiridos de terceiros. Inclui também o valor
adicionado recebido em transferência, ou seja, produzido por
A DVA está fundamentada em conceitos macroeconômicos,
buscando apresentar, eliminados os valores que representam terceiros e transferido à entidade.
dupla-contagem, a parcela de contribuição que a entidade tem
na formação do Produto Interno Bruto (PIB). Essa
demonstração apresenta o quanto a entidade agrega de valor Receita de venda de mercadorias, produtos e serviços
aos insumos adquiridos de terceiros e que são vendidos ou representa os valores reconhecidos na contabilidade a esse
consumidos durante determinado período. título pelo regime de competência e incluídos na demonstração
do resultado do período.
Existem, todavia, diferenças temporais entre os modelos
contábil e econômico no cálculo do valor adicionado. A ciência Outras receitas representam os valores que sejam oriundos,
econômica, para cálculo do PIB, baseia-se na produção, principalmente, de baixas por alienação de ativos não-
enquanto a contabilidade utiliza o conceito contábil da circulantes, tais como resultados na venda de imobilizado, de
realização da receita, isto é, baseia-se no regime contábil de investimentos, e outras transações incluídas na demonstração
competência. Como os momentos de realização da produção e do resultado do exercício que não configuram reconhecimento
das vendas são normalmente diferentes, os valores calculados de transferência à entidade de riqueza criada por outras
para o PIB por meio dos conceitos oriundos da Economia e os entidades.
da Contabilidade são naturalmente diferentes em cada período.
Essas diferenças serão tanto menores quanto menores forem Diferentemente dos critérios contábeis, também incluem valores
as diferenças entre os estoques inicial e final para o período que não transitam pela demonstração do resultado, como, por
considerado. Em outras palavras, admitindo-se a inexistência exemplo, aqueles relativos à construção de ativos para uso
de estoques inicial e final, os valores encontrados com a próprio da entidade (conforme item 19) e aos juros pagos ou
utilização de conceitos econômicos e contábeis convergirão. creditados que tenham sido incorporados aos valores dos
ativos de longo prazo (normalmente, imobilizados).
A demonstração do valor adicionado (DVA) evidencia a riqueza
econômica produzida pela companhia em determinado exercício. No caso de estoques de longa maturação, os juros a eles
A DVA expõe o valor adicionado pela empresa em razão de incorporados deverão ser destacados como distribuição da
suas atividades; a forma de distribuição da riqueza gerada, entre riqueza no momento em que os respectivos estoques forem
empregados, acionistas, financiadores de capital, governo, baixados; dessa forma, não há que se considerar esse valor
comunidade; e parcela retida na empresa para reinvestimento. como outras receitas.

Insumo adquirido de terceiros representa os valores relativos


A soma dos valores adicionados de um país traduz o seu às aquisições de matérias-primas, mercadorias, materiais,
produto interno, ou seja, o que ela agregou à economia em energia, serviços, etc. que tenham sido transformados em
termos de bens e serviços. Assim, a DVA das empresas pode despesas do período. Enquanto permanecerem nos estoques,
ser utilizada no planejamento e interpretação das questões não compõem a formação da riqueza criada e distribuída.
macro e microeconômicas, além de possibilitar a avaliação do
desempenho social e empresarial por intermédio da distribuição Depreciação, amortização e exaustão representam os valores
da riqueza gerada. O governo, por exemplo, pode utilizá-la como reconhecidos no período e normalmente utilizados para
instrumento na formulação de política econômica e de incentivos conciliação entre o fluxo de caixa das atividades operacionais e
fiscais. o resultado líquido do exercício.

Para as companhias abertas, a Lei nº 11.638/2007 tornou a Valor adicionado recebido em transferência representa a
DVA obrigatória. As companhias fechadas estão dispensadas riqueza que não tenha sido criada pela própria entidade, e sim
da sua elaboração. por terceiros, e que a ela é transferida, como por exemplo
receitas financeiras, de equivalência patrimonial, dividendos,
aluguel, royalties, etc. Precisa ficar destacado, inclusive para
A lei citada não fixa um modelo de DVA, mas determina que ela evitar dupla-contagem em certas agregações.
deve indicar, no mínimo, o valor da riqueza gerada pela
companhia, a sua distribuição entre os elementos que
contribuíram para sua geração, tais como empregados, Formação da Riqueza
financiadores, acionistas, governo e outros, bem como a
parcela da riqueza não distribuída. Receitas
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Distribuição da riqueza
Venda de mercadorias, produtos e serviços - inclui os
valores dos tributos incidentes sobre essas receitas (por A segunda parte da DVA deve apresentar de forma detalhada
exemplo, ICMS, IPI, PIS e COFINS), ou seja, corresponde ao como a riqueza obtida pela entidade foi distribuída. Os
ingresso bruto ou faturamento bruto, mesmo quando na principais componentes dessa distribuição estão apresentados
demonstração do resultado tais tributos estejam fora do a seguir:
cômputo dessas receitas.
Pessoal – valores apropriados ao custo e ao resultado do
Outras receitas - da mesma forma que o item anterior, inclui os exercício na forma de:
tributos incidentes sobre essas receitas.
- Remuneração direta - representada pelos valores relativos a
Provisão para créditos de liquidação duvidosa – salários, 13º salário, honorários da administração (inclusive os
Constituição/Reversão - inclui os valores relativos à constituição pagamentos baseados em ações), férias, comissões, horas
e reversão dessa provisão. extras, participação de empregados nos resultados, etc.
- Benefícios - representados pelos valores relativos a
assistência médica, alimentação, transporte, planos de
Insumos adquiridos de terceiros aposentadoria etc.
- FGTS – representado pelos valores depositados em conta
Custo dos produtos, das mercadorias e dos serviços vendidos - vinculada dos empregados.
inclui os valores das matérias-primas adquiridas junto a
terceiros e contidas no custo do produto vendido, das Impostos, taxas e contribuições - valores relativos ao imposto
mercadorias e dos serviços vendidos adquiridos de terceiros; de renda, contribuição social sobre o lucro, contribuições aos
não inclui gastos com pessoal próprio. INSS (incluídos aqui os valores do Seguro de Acidentes do
Trabalho) que sejam ônus do empregador, bem como os
Materiais, energia, serviços de terceiros e outros - inclui demais impostos e contribuições a que a empresa esteja
valores relativos às despesas originadas da utilização desses sujeita. Para os impostos compensáveis, tais como ICMS, IPI,
bens, utilidades e serviços adquiridos junto a terceiros. PIS e COFINS, devem ser considerados apenas os valores
devidos ou já recolhidos, e representam a diferença entre os
Nos valores dos custos dos produtos e mercadorias impostos e contribuições incidentes sobre as receitas e os
vendidos, materiais, serviços, energi,a etc. consumidos, respectivos valores incidentes sobre os itens considerados
devem ser considerados os tributos incluídos no momento como ―insumos adquiridos de terceiros‖.
das compras (por exemplo, ICMS, IPI, PIS e COFINS),
recuperáveis ou não. Esse procedimento é diferente das - Federais – inclui os tributos devidos à União, inclusive aqueles
práticas utilizadas na demonstração do resultado. que são repassados no todo ou em parte aos Estados,
Municípios, Autarquias etc., tais como: IRPJ, CSSL, IPI, CIDE,
Perda e recuperação de valores ativos - inclui valores PIS, COFINS. Inclui também a contribuição sindical patronal.
relativos a ajustes por avaliação a valor de mercado de
estoques, imobilizados, investimentos, etc. Também devem ser - Estaduais – inclui os tributos devidos aos Estados, inclusive
incluídos os valores reconhecidos no resultado do período, aqueles que são repassados no todo ou em parte aos
tanto na constituição quanto na reversão de provisão para Municípios, Autarquias etc., tais como o ICMS e o IPVA.
perdas por desvalorização de ativos, conforme aplicação do
CPC 01 – Redução ao Valor Recuperável de Ativos (se no - Municipais – inclui os tributos devidos aos Municípios,
período o valor líquido for positivo, deve ser somado). inclusive aqueles que são repassados no todo ou em parte às
Autarquias, ou quaisquer outras entidades, tais como o ISS e o
Depreciação, amortização e exaustão - inclui a despesa ou o IPTU.
custo contabilizados no período.
Remuneração de capitais de terceiros - valores pagos ou
Valor adicionado recebido em transferência creditados aos financiadores externos de capital.
• Juros - inclui as despesas financeiras, inclusive as variações
Resultado de equivalência patrimonial - o resultado da cambiais passivas, relativas a quaisquer tipos de empréstimos e
equivalência pode representar receita ou despesa; se despesa, financiamentos junto a instituições financeiras, empresas do
deve ser considerado como redução ou valor negativo. grupo ou outras formas de obtenção de recursos. Inclui os
valores que tenham sido capitalizados no período.
Receitas financeiras - inclui todas as receitas financeiras,
inclusive as variações cambiais ativas, independentemente de • Aluguéis - inclui os aluguéis (inclusive as despesas com
sua origem. arrendamento operacional) pagos ou creditados a terceiros,
inclusive os acrescidos aos ativos.
Outras receitas - inclui os dividendos relativos a investimentos
avaliados ao custo, aluguéis, direitos de franquia, etc. • Outras - inclui outras remunerações que configurem
transferência de riqueza a terceiros, mesmo que originadas em
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capital intelectual, tais como royalties, franquia, direitos


autorais, etc.

Remuneração de capitais próprios - valores relativos à


remuneração atribuída aos sócios e acionistas.

• Juros sobre o capital próprio (JCP) e dividendos - inclui os


valores pagos ou creditados aos sócios e acionistas por conta
do resultado do período, ressalvando-se os valores dos JCP
transferidos para conta de reserva de lucros. Devem ser
incluídos apenas os valores distribuídos com base no resultado
do próprio exercício, desconsiderando-se os dividendos
distribuídos com base em lucros acumulados de exercícios
anteriores, uma vez que já foram tratados como ―lucros retidos‖
no exercício em que foram gerados.

• Lucros retidos e prejuízos do exercício - inclui os valores


relativos ao lucro do exercício destinados às reservas, inclusive
os JCP quando tiverem esse tratamento; nos casos de prejuízo,
esse valor deve ser incluído com sinal negativo.

• As quantias destinadas aos sócios e acionistas na forma de


Juros sobre o Capital Próprio – JCP, independentemente de
serem registradas como passivo (JCP a pagar) ou como
reserva de lucros, devem ter o mesmo tratamento dado aos
dividendos no que diz respeito ao exercício a que devem ser
imputados.

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2. Modelo proposto pela CVM

Modelo - Demonstração do Valor Adicionado – EMPRESAS EM GERAL

Modelo - Demonstração do Valor Adicionado – EMPRESAS EM GERAL

Em milhares Em milhares
DESCRIÇÃO de reais de reais

20X1 20X0

1 – RECEITAS

1.1) Vendas de mercadorias, produtos e serviços

1.2) Outras receitas

1.3) Receitas relativas à construção de ativos próprios

1.4) Provisão para créditos de liquidação duvidosa – Reversão / (Constituição)

2 – INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS (inclui os valores dos impostos – ICMS, IPI, PIS
e COFINS)

2.1) Custos dos produtos, das mercadorias e dos serviços vendidos

2.2) Materiais, energia, serviços de terceiros e outros

2.3) Perda / Recuperação de valores ativos

2.4) Outras (especificar)

3 – VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2)

4 – DEPRECIAÇÃO, AMORTIZAÇÃO E EXAUSTÃO

5 – VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE (3-4)

6 – VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA

6.1) Resultado de equivalência patrimonial

6.2) Receitas financeiras

6.3) Outras

7 – VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR (5+6)

8 – DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO (*)

8.1) Pessoal

8.1.1 – Remuneração direta

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8.1.2 – Benefícios

8.1.3 – F.G.T.S

8.2) Impostos, taxas e contribuições

8.2.1 – Federais

8.2.2 – Estaduais

8.2.3 – Municipais

8.3) Remuneração de capitais de terceiros

8.3.1 – Juros

8.3.2 – Aluguéis

8.3.3 – Outras

8.4) Remuneração de capitais próprios

8.4.1 – Juros sobre o capital próprio

8.4.2 – Dividendos

8.4.3 – Lucros retidos / Prejuízo do exercício

8.4.4 – Participação dos não-controladores nos lucros retidos (só p/ consolidação)

120
EXERCÍCIOS - DFC Examinando os dados apresentados, conclui-se que o caixa
líquido consumido nas atividades operacionais da empresa, em
1. (UNIVERSA - PROFESSOR DA EDUCAÇÃO BÁSICA reais, pelo Método Indireto, será
CONTABILIDADE 2010) O objetivo da criação da demonstração
(A) 8.200,00
dos fluxos de caixa, em conseqüência da revisão da Lei nº (B) 11.400,00
6.404/76, foi substituir o (a) (C) 12.400,00
(D) 13.800,00
(A) Demonstração do resultado do exercício (E) 14.400,00
(B) Balanço social
(C) Balanço patrimonial
(D) Demonstração das mutações do patrimônio líquido
(E) Demonstração das origens e das aplicações de recursos.

2. (UNIVERSA - CEB TÉCNICO EM CONTABILIDADE 2010)


Acerca das transações contábeis que não afetam o caixa de uma
empresa, julgue os itens a seguir.

I Depreciação
II Amortização
III Exaustão
IV Provisão para devedores duvidosos
V Acréscimos ou diminuições de itens de investimentos pelo
método de equivalência patrimonial

A quantidade de itens certos é igual a

(A) 1. (B) 2. (C) 3. (D) 4. (E) 5.

3. (UNIVERSA - ANALISTA DE GESTÃO EDUCACIONAL DF


CIÊNCIAS CONTÁBEIS 2010) Se a demonstração dos fluxos de
caixa de uma empresa tiver resultado negativo, é correto afirmar Considerando as informações apresentadas na tabela acima,
que, nessa empresa, julgue os itens a seguir acerca do funcionamento das contas
patrimoniais e de resultado.
(A) As disponibilidades diminuíram.
(B) A demonstração do resultado do exercício teve resultado 5. (CESPE – PREF. MUNICIPAL DE VILA VELHA/ES TÉC
negativo. CONTABILIDADE 2008) O pagamento de salários no ano de
(C) O patrimônio líquido é positivo. 2007 corresponde a R$ 4.700,00.
(D) O patrimônio líquido é negativo.
(E) A demonstração do resultado do exercício teve resultado 6. (CESPE – PREF. MUNICIPAL DE VILA VELHA/ES TÉC
positivo. CONTABILIDADE 2008) No ano de 2007, o pagamento de
fornecedores corresponde a R$ 3.600,00.
.
4. (CESGRANRIO - TERMOAÇU CONTADOR 2008) Considere
7. (CESPE – PREF. MUNICIPAL DE VILA VELHA/ES TÉC
os dados abaixo para a elaboração da Demonstração do Fluxo de CONTABILIDADE 2008) O recebimento de clientes no ano de
Caixa, em reais, de uma determinada empresa. 2007 corresponde a R$ 12.869,00.

8. (CESPE – PREF. MUNICIPAL DE VILA VELHA/ES TÉC


CONTABILIDADE 2008) O pagamento de aluguel no ano de
2007 corresponde a R$ 4.250,00.

O enunciado a seguir se refere às questões de números 9 a


11.

A empresa JJM Crianças e Cia., dedicada ao comércio de


brinquedos, apurou o seguinte balanço patrimonial apurado em
31/12/2006:

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bolinhas de gude ao preço unitário de R$ 12,00 cada quilo; 120


unidades de bonecas de pano ao preço unitário de R$ 7,50 cada.
x. Reconheceu e provisionou a folha de pagamentos aos
empregados, no valor total de R$ 400,00.
xi. Depreciou os móveis e utensílios e o computador.
xii. Identificou que o valor de venda das bonecas de pano, para o
mês seguinte, deverá ser reduzido para R$ 5,00 por unidade, em
função da entrada de um novo concorrente que importará
Considere as informações a seguir: bonecas de pano da China por um valor significativamente mais
barato, apesar de a JJM Crianças e Cia. continuar comprando as
- O estoque é avaliado pelo critério PEPS e era composto por: bonecas de seu fornecedor tradicional.
xiii. Amortizou, antecipadamente, metade dos empréstimos,
pagando R$ 1.000,00 ao banco. O saldo remanescente continua
vencendo no prazo inicialmente contratado.
xiv. Distribuiu e pagou dividendos relativos ao lucro do mês de
janeiro, no valor total de R$ 3.000,00.

9. (FGV – FISCAL DE RENDAS RJ 2007) O valor do somatório


das variações dos ativos e passivos operacionais, evidenciada na
- Os móveis e utensílios têm vida útil original estimada em 10 DFC pelo método indireto apurada em 31/01/2007, é:
anos e valor residual nulo.
(A) 2.822,50.
- Os empréstimos vencerão em 2010, mas cobram juros mensais (B) 3.650,00.
de R$ 85,00. (C) 2.785,00.
(D) –2.170,00.
Durante o mês de janeiro de 2007, a empresa JJM Crianças e (E) –2.156,74.
Cia. desenvolveu exclusivamente as seguintes transações (na
ordem cronológica apresentada): 10. (FGV – FISCAL DE RENDAS RJ 2007) O valor da variação
do Fluxo de Caixa, evidenciado na DFC pelo método direto
i. Recebeu 1/4 do Contas a Receber em aberto no início do ano. apurada em 31/01/2007, é:
ii. Os sócios aumentaram o Capital Social mediante subscrição de
novas ações pelo valor nominal total de R$ 10.000,00. Entretanto,
só integralizaram R$ 8.000,00, sendo R$ 5.000,00 em dinheiro e (A) 3.232,50.
R$ 3.000,00 em um computador novo a ser utilizado nas (B) 1.000,00.
atividades administrativas (cujo tempo de vida útil é 5 anos e (C) 3.177,50.
valor residual nulo). (D) 6.177.50.
iii. Pagou toda a dívida com Fornecedores que estava em aberto (E) 6.232,50.
no início do ano.
iv. Pagou os Salários a Pagar que eram devidos no início do ano. 11. (FGV – FISCAL DE RENDAS RJ 2007) O saldo do Lucro
v. Comprou 1.000 unidades de ioiô ao custo unitário de R$ 1,00 Bruto, evidenciado na DRE apurada em 31/01/2007, é:
cada; 25kg de bolinhas de gude ao custo unitário de R$ 3,00
cada quilo; 200 unidades de bonecas de pano ao custo unitário (A) 5.319,24.
de R$ 3,50 cada. Essas compras foram negociadas para (B) 5.323,27.
pagamento da seguinte forma: metade à vista e metade para (C) 5.360,00.
pagamento em fevereiro próximo. (D) 5.370,00.
vi. Contratou serviços de terceiros relativos ao desenvolvimento (E) 5.332,50.
de uma campanha publicitária para veiculação na rádio local,
cujos serviços foram executados e pagos ainda em janeiro, pelo Instruções para resolução das questões de nºs 1 a 9.
valor total de R$ 500,00.
vii. Reconheceu e pagou os juros do mês de janeiro, no valor de Em uma operação de verificação dos livros contábeis, realizada
R$ 85,00.
viii. Vendeu mercadorias à vista: 400 unidades de ioiô ao preço na Cia. Luanda, foi possível identificar os seguintes dados:
unitário de R$ 4,00 cada; 30kg de bolinhas de gude ao preço
unitário de R$ 10,00 cada quilo; 150 unidades de bonecas de I - O Balanço Patrimonial dos exercícios 20x1 e 20x2
pano ao preço unitário de R$ 6,00 cada.
ix. Vendeu mercadorias, cuja forma de pagamento foi negociada
da seguinte forma: 1/3 à vista; 1/3 para recebimento em fevereiro
próximo e o restante para recebimento em março próximo – 800
unidades de ioiô ao preço unitário de R$ 4,50 cada; 20kg de

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IV - Outras informações adicionais

- As Notas Promissórias vencem em 180 dias.

- Os financiamentos foram contratados junto ao Banco ABC em


30.12.20x1 pelo prazo de 8 anos, com carência de 3 anos e juros
de 5% anuais, pagáveis ao final de cada período contábil. O
saldo devedor é corrigido pela variação da moeda x, com
pagamento do principal em 5 parcelas anuais após o período de
carência.

12. (ESAF - AFRF 2003) O valor dos ingressos de caixa gerado


pelas vendas no período examinado foi:

a) 159.500
b) 150.000
c) 141.200
d) 139.500
e) 139.200

13. (ESAF - AFRF 2003) Examinando os dados, verifica-se que a


empresa pagou aos fornecedores o valor de:

a) 89.500
b) 86.500
c) 85.000
II - A Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido d) 82.000
e) 75.500

14. (ESAF - AFRF 2003) Com base nos dados identificados,


pode-se afirmar que a saída de caixa para o pagamento de
despesas foi:

a) 52.700
b) 50.700
c) 44.700
d) 45.500
e) 43.700

III - Itens da Demonstração de Resultado do Exercício 15. (ESAF - AFRF 2003) No período a empresa efetuou compras
de estoques no valor de:

a) 89.500
b) 86.500
c) 85.000
d) 82.000
e) 75.500

16. (ESAF - AFRF 2003) Com os dados fornecidos e aplicando o


método indireto para elaborar o fluxo de caixa, pode-se afirmar
que a contribuição do resultado ajustado para a formação das
disponibilidades é:

a) 21.300
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b) 12.000 Dos registros da Cia. Boreal, foram extraídos os dados relativos


c) 17.500 aos exercícios contábeis de 2009/2010, a seguir:
d) 20.500
e) 6.000

17. (ESAF - AFRF 2003) O valor dos itens de Investimentos que


contribuíram para a variação das disponibilidades é:

a) (5.500)
b) (5.000)
c) (500)
d) 5.000
e) 5.500

18. (ESAF - AFRF 2003) O valor do caixa líquido consumido nas


atividades operacionais é:

a) (9.300)
b) (8.000)
c) (3.000)
d) 7.000
e) 9.000
Informação adicional

19. (ESAF - AFRF 2003) Representam operações que não I. Títulos com vencimento previsto para 30 dias.
afetam o fluxo de caixa: II. Com relação a PCLD, a provisão em 2010 correspondeu a
R$400,00. Não houve registro de reversão dos saldos anteriores.
a) recebimento por doação de terrenos e depreciações lançadas III. O Resultado c/Venda do Imobilizado corresponde a 75% do
no período. valor líquido do bem vendido.
b) aquisição de bens não de uso e quitação de contrato de
Com base nos dados fornecidos, responder as questões 21 e 22.
mútuo.
c) alienação de participações societárias e depreciações 21. (ESAF – AFRFB 2012) O resultado apurado no período:
lançadas no período. a) gerou um ingresso total de caixa de R$ 16.300,00.
d) amortizações efetuadas no período de diferidos e venda de b) quando ajustado, é negativo em R$ 8.700,00.
c) contribuiu para ingresso financeiro de R$ 12.800,00.
ações emitidas.
d) representa um uso total de disponibilidades de R$ 12.300,00.
e) repasse de recursos para empresas coligadas e aquisição de e) indica que a atividade operacional foi positiva em R$ 1.300,00.
bens.
22. (ESAF – AFRFB 2012) Para a elaboração da Demonstração
20. (ESAF - AFRF 2003) Na elaboração do fluxo de caixa são dos Fluxos de Caixa da Cia. Boreal, deve-se considerar que
classificáveis como atividade de financiamento:
a) ocorreu uma aquisição de participações societárias em outras
a) desembolso por empréstimos concedidos a empresas empresas.
b) as atividades operacionais foram alteradas pelo ganho com a
coligadas e controladas.
venda do Imobilizado.
b) aquisição de máquinas, veículos ou equipamentos através de c) os dividendos distribuídos devem ser demonstrados como
contrato de arrendamento mercantil. atividade de investimento.
c) recebimento de contribuições de caráter permanente para d) as atividades de financiamento geram um ingresso positivo no
aquisição de terrenos para expansão da capacidade instalada da fluxo do caixa.
e) a movimentação dos Fornecedores provoca aumento nas
empresa.
atividades de financiamentos.
d) venda de ações emitidas e recebimento de valores decorrentes
da alienação de participações societárias.
23. As informações da Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC),
e) recebimento de juros sobre empréstimos concedidos a outras
principalmente quando analisadas em conjunto com as demais
empresas. demonstrações financeiras, podem permitir que investidores,
credores e outros usuários avaliem o seguinte:
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E C A E B D B D A C
(A) o custo médio ponderado de capital incidente sobre as 21 22 23 24
entradas de recursos
C E E A
(B) a dependência de capital de terceiros na estrutura de capital
da empresa
(C) a taxa de conversão da receita líquida em lucro
(D) a liquidez, o endividamento, a rentabilidade e o ciclo EXERCÍCIOS - DVA
financeiro da empresa.
(E) a liquidez, a solvência e a flexibilidade financeira da empresa.

24. (FCC – TST - Analista Judiciário – Contabilidade 2012)


Determinada Cia. Aberta apresentou as seguintes demonstrações
contábeis:

Balanço Patrimonial (em reais)

1. (CESPE – DPU CONTADOR 2010) Considerando as


informações da tabela acima, levantadas para a elaboração da
demonstração do valor adicionado de determinada empresa no
ano de 2009, assinale a opção correta.

(A) O valor adicionado líquido no período é superior ao valor


adicionado a distribuir.

Demonstração de Resultados d o Exercício de 2011 (em reais) (B) O valor adicionado bruto é maior que R$ 1.300.000,00.

(C) O valor adicionado a distribuir é superior a R$ 900.000,00.

(D) O valor adicionado pela empresa é inferior a R$ 500.000,00.

(E) O valor adicionado líquido produzido pela empresa é superior


a R$ 750.000,00.

2. (CESPE – MPU TÉCNICO DE CONTROLE INTERNO 2010)


A contabilização de perda de valores ativos, para fins de
elaboração da DVA, proporciona redução do valor adicionado
recebido em transferência.

3. (CESPE – UNIPAMPA CONTADOR 2009) A demonstração


Com base nessas demonstrações e sabendo-se que a venda do
terreno e a aquisição das máquinas foram à vista e que o do valor adicionado deve evidenciar o valor da riqueza gerada
aumento de capital foi em dinheiro, o fluxo de caixa consumido ou pela companhia e a forma como essa riqueza será distribuída,
gerado pelas atividades de investimento foi, em reais, incluindo-se o valor pago ou creditado aos acionistas a título de
dividendos.
(A) 6.000, gerado.
(B) 10.000, gerado. 4. A respeito da elaboração da Demonstração do Valor
(C) 36.000, gerado. Adicionado (DVA), julgue os itens que se seguem.
(D) 30.000, consumido.
(E) 40.000, consumido. 5. (INMETRO ANALISTA CONTÀBIL 2009) receitas financeiras
e o resultado de equivalência patrimonial compõem o saldo do
GABARITO - DFC valor adicionado recebido em transferência.

6. (INMETRO ANALISTA CONTÀBIL 2009) Os juros sobre


1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 capital próprio, pagos aos acionistas, compõem o rol de itens da
E E A C E E C C D C distribuição do valor adicionado apurado pela companhia ao final
11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 do exercício social.

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(B) $ 68.000.
7. (FUB CONTADOR 2009) Fazem parte da distribuição do (C) $ 63.000.
valor adicionado da empresa aos detentores do capital próprio (D) $ 69.000.
tanto a distribuição direta do resultado, representada pelos (E) $ 72.000.
dividendos e juros sobre o capital próprio, como a distribuição
indireta, sob a forma de retenção dos lucros, inclusive a título de Em 2007, a Lei nº 11.638/07 alterou a Lei 6.404/1976, tornando
reservas de lucros. obrigatória a elaboração da DVA. A respeito dessa alteração
legal, julgue os itens 11 a 13.
8. (HEMOBRAS CONTADOR 2008) A demonstração do valor
adicionado apresentará o fluxo de recursos gerados pela 11. (CESPE – SEFAZ/ES CONSULTOR DO EXECUTIVO
companhia, a sua distribuição entre os elementos que CIÊNCIAS CONTÁBEIS 2010) A elaboração da DVA é obrigatória
contribuíram para a geração dessa riqueza, tais como para todas as companhias, sejam elas de capital aberto ou de
empregados, financiadores, acionistas, governo e outros. A capital fechado.
parcela da riqueza não distribuída poderá ser observada na
demonstração dos fluxos de caixa. 12. (CESPE – SEFAZ/ES CONSULTOR DO EXECUTIVO
CIÊNCIAS CONTÁBEIS 2010) A DVA tem a função de evidenciar
9. (FGV - FISCAL DE RENDAS 2010) A Cia Petrópolis aos usuários das informações contábeis o valor da riqueza
apresentava os seguintes dados para a montagem da gerada pela companhia, a sua distribuição entre os elementos
Demonstração do Valor Adicionado em 31.12.X0: que contribuíram para a geração da riqueza, tais como
empregados, financiadores, acionistas, governo e outros, bem
como a parcela da riqueza não distribuída.

13. (CESPE – SEFAZ/ES CONSULTOR DO EXECUTIVO


CIÊNCIAS CONTÁBEIS 2010) De modo subsidiário, a DVA pode
ser utilizada pelas companhias para apuração mensal do valor do
imposto de renda devido.

14. (CESGRANRIO – PETROBRAS CONTADOR JR. 2010) A


Demonstração do Valor Adicionado (DVA) evidencia o(a)
Assinale a alternativa que indique corretamente o valor
adicionado a distribuir da Cia Petrópolis em 31.12.X0. (A) quanto de riqueza uma empresa adicionou, de que forma
essa riqueza foi distribuída e o quanto ficou retido na empresa.
(A) R$ 310,00. (B) valor adicionado originado das operações, os recursos
(B) R$ 510,00. oriundos das atividades de financiamento e o saldo de caixa
(C) R$ 620,00. resultante no final do período.
(D) R$ 650,00. (C) montante de riqueza que uma empresa adicionou, o quanto
(E) R$ 760,00. dessa riqueza foi distribuída para os agentes e acionistas e os
lucros retidos pela empresa sem destinação específica.
10. (FGV - FISCAL DE RENDAS 2009) A Cia. Rubi efetuou as (D) receita adicionada pela empresa deduzida das despesas
seguintes operações durante o ano de 2009: operacionais, exceto a financeira, e o total de lucros retidos em
forma de reservas.
(E) riqueza adicionada pela empresa, a distribuição dos
dividendos realizada e a variação do patrimônio líquido no
exercício.

15. (CESGRANRIO – PROFISSIONAL JR. CIÊNCIAS


CONTÁBEIS 2010) Segundo a definição legal, a Demonstração
do valor adicionado deverá refletir o valor da riqueza gerada pela
companhia e a distribuição entre os elementos que contribuíram
para a geração dessa riqueza. Quais os elementos que devem
constar como beneficiários da distribuição da riqueza?

(A) Empregados, fornecedores, autoridades, governo e outros,


bem como a parcela da riqueza não distribuída.
(B) Empregados, financiadores, acionistas, governo e outros, bem
como a parcela da riqueza não distribuída.
Em 31.12.2009, o valor adicionado a distribuir da Cia. Rubi será (C) Empregados, financiadores, fornecedores, autoridades,
de: acionistas, governo e outros.

(A) $ 65.000.
126
Egbert Buarque

egbert.buarque@yahoo.com.br

(D) Empregados, financiadores, fornecedores, autoridades, (DVA), para atender aos requisitos estabelecidos no
acionistas, governo e outros, bem como a parcela da riqueza não Pronunciamento Técnico CPC 09 e na legislação societária, entre
distribuída. outros aspectos relevantes, deverá
(E) Fornecedores, autoridades, governo e outros, bem como a (A) conter a variação ocorrida no capital circulante líquido.
parcela da riqueza não distribuída. (B) ser elaborada como base no princípio contábil da
competência.
16. (CESGRANRIO - TERMOAÇU CONTADOR 2008) Analise a (C) ser elaborada com base no princípio contábil da atualização
demonstração de resultado a seguir, apresentada pela empresa monetária.
Natal S.A. em dezembro de 2007. (D) permitir o cálculo do Produto Interno Bruto do segmento onde
atua a empresa.
(E) analisar os efeitos do valor econômico agregado sobre a
liquidez da empresa.

Acerca da demonstração do valor adicionado (DVA) e da DRE,


julgue os itens 19 a 24 que se seguem.

19. (CESPE – Petrobras Contador Jr. 2007) A reversão da


provisão para devedores duvidosos deve ser apresentada no
grupo das receitas e o saldo deve ser positivo.

20. (CESPE – Petrobras Contador Jr. 2007) O valor adicionado


bruto, um dos itens de totalização da DVA, deve contemplar a
depreciação, a amortização e a exaustão do período.

21. (CESPE – Petrobras Contador Jr. 2007) O valor dos insumos


adquiridos de terceiros, tais como materiais, energia e água, deve
ser apresentado na DVA pelo valor total, sem dedução de PIS,
COFINS e outros tributos.

22. (CESPE – Petrobras Contador Jr. 2007) As despesas com


funcionários fazem parte da distribuição do valor agregado, e o
valor da receita considerado para a elaboração da DVA deve ser
*1 - O ICMS incluído nas compras monta a R$ 55,00.
idêntico ao do faturamento bruto divulgado na DRE.
*2 - Remuneração de vendedores = R$ 70,00; Frete e
Propaganda = R$ 80,00; Provisão para Devedores Duvidosos =
23. (CESPE – Petrobras Contador Jr. 2007) O resultado de
R$ 30,00.
equivalência patrimonial apresentado na DVA desconsidera os
*3 - Gastos de pessoal = R$ 60,00; Despesas tributárias = R$
valores recebidos como dividendos dos investimentos avaliados
10,00; Gastos diversos = R$ 30,00.
pelo método de custo. Tal fato ocorre porque o valor recebido a
título de dividendos aumenta o ativo circulante e não aumenta o
Com base apenas nos dados apresentados, o Valor Adicionado a
ativo permanente correspondente a investimentos.
Distribuir pelos fatores de produção monta, em R$ mil, a
(A) 325
24. (CESPE – Petrobras Contador Jr. 2007) Os juros sobre
(B) 345
capital próprio (JCP) contabilizados como reserva devem ser
(C) 355
evidenciados na DVA no item relativo a lucros retidos.
(D) 375
(E) 400
GABARITO – DVA
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
17. (ESAF – AFRFB 2012) Nas empresas industriais são
classificados como valor adicionado recebido em transferência os
a) resultados de equivalência patrimonial e os dividendos E E C E C C C E E A
relativos a investimentos avaliados ao custo.
b) dividendos de participações societárias avaliadas pelo método 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
de equivalência e os aluguéis.
c) dividendos distribuídos e os resultados da avaliação de ativos E C E A B B B B C E
ao seu valor justo.
d) juros sobre o capital próprio creditados e as receitas 21 22 23 24
financeiras de qualquer natureza.
e) gastos com ativos construídos pela empresa para uso próprio e C C E C
os resultados obtidos com aquisições societárias vantajosas.
18. (CESGRANRIO – BNDES – Contabilidade 2011) A
elaboração e divulgação da demonstração do valor adicionado
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