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TQSN

Nota
do Editor
EWS
Ano XIV - Nº 31
Agosto de 2010

Modelo Integrado – v16


Eng. Nelson Covas

Iniciei minha carreira profissional utili- TQS desenvolveu um software para


zando sistemas computacionais para o cálculo de solicitações e desloca-
engenharia estrutural em fevereiro de
1971. O primeiro processamento que
mentos através de um modelo inte-
grado considerando os elementos Destaques
realizei foi o de um pórtico espacial de discretizados de vigas, pilares e Entrevista
apenas 18 nós, que representava uma lajes num mesmo pórtico espacial. Eng. Arnoldo Augusto Wendler Filho
rampa helicoidal de concreto armado. Desta forma, passamos a ter um Página 3
O sistema utilizado foi o Stress™ e o modelo único para todos estes ele-
Espaço Virtual - Comunidades
computador um IBM 1130™. mentos considerando os seis graus Página 9
de liberdade de cada ponto. Utili-
Ao longo destes quase quarenta zando a técnica de subestruturação, Desenvolvimento - Software CAD/TQS
anos, atuando com o desenvolvi- Página 23
passamos dos sistemas de equa-
mento de software para engenharia ções de centenas de incógnitas nos CAD/TQS nas Universidades
estrutural, já tive muitas realizações idos anos de 1971 para as milhões Página 33
na minha vida. Ainda me lembro de incógnitas dos anos 2010. Esta Artigo - Questões fundamentais para
perfeitamente do primeiro programa capacidade do sistema estará dis- Empresas que queiram continuar ob-
de teste escrito em Fortran que, ponível aos usuários ainda neste tendo sucesso nos dias de hoje
efetivamente, funcionou num micro- Eng. Dácio Carvalho
ano de 2010, versão V16, e é fruto
computador no ano de 1981. Tam- Página 35
do excepcional trabalho, abnegado
bém o primeiro desenho de vigas e competente, dos colegas enge- Artigo - A poesia no concreto
contínuas, emitido em 1986, num Eng. Augusto Carlos de Vasconcelos
nheiros da TQS que destaco: Sérgio
ploter Digicon™ a partir de um Página 37
Pinheiro, Abram Belk, Rodrigo Nurn-
micro Polymax™, foi um feito que berg, Alio Kimura e outros. Artigo - Apropriação do tempo: o
achei extraordinário. Recentemente, ótimo é inimigo do bom?
com a disponibilização nos siste- Eu sempre imaginei que iria encerrar José Pires Alvim Neto
mas CAD/TQS de um software para a minha carreira profissional sem Página 40
análise de pórtico espacial simulan- conseguir ver esse tipo de software Homenagem - Victor M. de Souza Lima
do, com maior exatidão, a não-line- disponível no dia-a-dia dos enge- Fragmentos da memoria de um amigo
aridade física e geométrica de es- nheiros estruturais em todos os re- Eng. Mario Franco
truturas de concreto armado, foi cantos do país. Agora reconheço Página 41
estabelecido mais um marco na que, felizmente, me enganei comple- Homenagem - José R. Braguim
evolução do software para a enge- tamente. Quero compartilhar com A ABECE e a engenharia estrutural
nharia estrutural. todos este brilhante feito alcançado perdem uma grande referência na área
pela equipe técnica da TQS e este Página 45
Agora eu tenho outro feito notável momento de muita alegria, satisfa- Notícias
para relatar a todos. A equipe da ção e realização profissional. Página 49

http://www.tqs.com.br TQS - Tecnologia e Qualidade em Sistemas

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representantes TQSNEWS
Paraná Rio de Janeiro

ACS Engenharia de Estruturas, São Paulo, SP


Eng. Yassunori Hayashi CAD Projetos Estruturais Ltda.
Rua Mateus Leme, 1.077, Bom Retiro Eng. Eduardo Nunes Fernandes
80530-010 • Curitiba, PR Avenida Almirante Barroso, 63, Sl. 809
Fone: (41) 3353-3021 20031-003 • Rio de Janeiro, RJ
(41) 9914-0540 Fone: (21) 2240-3678
E-mail: yassunori.hayashi@gmail.com (21) 2262-7427
(21) 9601-8829
E-mail: cadeeduardo@mundivox.com.br
Bahia
Eng. Livio R. L. Rios
Eng. Fernando Diniz Marcondes Av. das Américas, 8.445, Sl. 913,
Av. Tancredo Neves, 1.222, sala 112 Barra da Tijuca
41820-020 • Salvador, BA 22793-081 • Rio de Janeiro, RJ
Fone: (71) 3341-1223 Fone: (21) 2429-5168
Fax: (71) 3272-6669 (21) 2429-5167
(71) 9177-0010 (21) 7870-7878
E-mail: tkchess1@atarde.com.br E-mail: liviorios@uol.com.br
liviorios@lrios.com.br
Eng. Fausto Rafael Perreto, Ponta Grossa, PR

Pedreira de Freitas, São Paulo, SP


Escritório Técnico Milton Roberto Yoshinari, Cuiabá, MT
Eng. Luiz Carlos Spengler, Campo Grande, MS

Eng. Edie Ramos Fernandes, Curitiba, PR

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ENTREvista TQSNEWS

Alvenaria estrutural:
um sistema adequado à realidade brasileira

O engenheiro Arnoldo Augusto características de cada um dos


Wendler Filho, em mais de 30 anos sistemas, ambos poderão
de atividades a frente do escritório corresponder positivamente à
que leva seu nome, respondeu por demanda atual pela redução do
mais de três milhões de metros déficit habitacional, que exige
quadrados de obras, notadamente velocidade de construção e custos
na área residencial. Formado em razoáveis à realidade brasileira.
engenharia civil pela escola
Politécnica da Universidade de São
Paulo em 1977, ele, desde a época
acadêmica, direcionou seu interesse Podemos comprovar a forte
profissional em aprofundar-se na expansão da alvenaria estrutural
construção residencial. Após no mercado imobiliário de alto Eng. Arnoldo Augusto Wendler Filho
padrão de SP, antes só visto nos
concluir a especialização em
empreendimentos populares. A
Engenharia de Estruturas, definiu que se deve essa mudança de Um sistema tradicional, seguro, de
assim sua carreira, aglutinando comportamento do mercado? baixa patologia e ainda de baixo
conhecimento na área do Cálculo custo era tudo que o mercado que-
Estrutural e buscando especialização A alvenaria estrutural vem sendo ria. Assim, mesmo as grandes em-
usada fortemente em empreendi- presas empreendedoras e construto-
nos sistemas construtivos que
mentos habitacionais da classe B e ras voltaram-se para o sistema.
viabilizassem a construção C há muitos anos. A região de SP -
residencial em larga escala. Pelas Jundiaí - Campinas, tem empreendi-
suas características técnicas, viáveis Há limitações para o uso do
mentos de 15 a 18 pavimentos tipo sistema em edifícios acima de 10
para a realidade brasileira, o sistema há mais de 15 anos. Na região Sul e pavimentos, em termos de projeto?
de alvenaria estrutural ganharia, a Centro-Oeste já existem empresas
partir daí, um forte aliado, estudioso que só se utilizam desse sistema A faixa de utilização da alvenaria estru-
de seu potencial, e difusor, por meio construtivo que vem sendo cada vez tural é bem ampla e, como todo siste-
de uma intensa atividade mais usado em todo o Brasil. Como ma, para atingir seu potencial ótimo,
a alvenaria estrutural é um sistema precisa de uma grande integração de
acadêmica, de sua aplicação.
que na maioria das vezes, tem um toda a cadeia de projetos. Essa cadeia
Wendler tornou-se um dos não se inicia, como poderíamos pen-
custo inferior aos demais, ela foi o
principais especialistas, não sar, no projeto arquitetônico. Ela tem
sistema que mais cresceu na recente
somente do sistema de alvenaria expansão do mercado imobiliário. início no departamento de produto do
estrutural, como do uso do concreto Essa expansão ocorreu principal- empreendedor, que deve compreen-
armado (paredes de concreto). Ele mente pela incorporação da classe C der que existe sempre um sistema
acredita que, respeitando-se as ao potencial de compra imobiliária. construtivo ideal para cada produto

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que vai atender a cada mercado. No
caso do atendimento à classe C,
temos um mercado que praticamente
nunca modifica o imóvel e, portanto, o
produto não precisa oferecer essa
possibilidade. Quanto ao projetista de
arquitetura, ele deve trabalhar em liga-
ção direta com o projetista estrutural
ou já conhecer todas as necessidades
do sistema: modulação, paredes ali-
nhadas nos casos de edifícios mais
altos, esquadrias respeitando sempre
a modulação.

Outro ponto importante é


que temos hoje, no Brasil,
várias faculdades com
departamentos dedicados
Planta de modulação – alvenaria estrutural
ao sistema.
entre outras tantas. A própria TQS, tegração de todos. Em segundo
Com estas considerações podemos pelo seu poder aglutinador de merca- lugar, temos de lembrar que se trata
dizer que, nos projetos mais tradicio- do, exerce um papel preponderante de um sistema bastante racionaliza-
nais de quatro apartamentos por nesta preparação dos profissionais do e, portanto, deve ser planejado
andar, o famoso H, para a maioria das da área. Ao utilizar o sistema CAD/ em todos os seus detalhes, com de-
arquiteturas, podemos utilizar a alve- Alvest e entender a sua conceituação, senhos claros de todos os elementos
naria estrutural, economicamente, até os projetistas já dão um grande passo que possam interferir um nos outros.
18 ou 20 pavimentos, com uma faixa no conhecimento do sistema.
ideal de até 15 a 16 pavimentos. Até
8 a 10 pavimentos podemos trabalhar Quais os cuidados elementares Como a alvenaria estrutural é
quase sem armaduras verticais. Com para um projetista que nunca um sistema que, na maioria
as arquiteturas mais recentes de 6, 8 trabalhou com projetos de das vezes, tem um custo
ou até mais apartamentos por andar, alvenaria estrutural? inferior aos demais, ela foi o
a relação entre a arquitetura e a estru- sistema que mais cresceu na
A primeira coisa importante é enten-
tura ficou mais sensível, e estes limi-
der que a alvenaria estrutural é um recente expansão do
tes podem ser alcançados e até ultra-
sistema construtivo e, portanto, as mercado imobiliário.
passados, mas somente em casos
decisões nunca devem ser dadas
muito bem estudados. E é isto que o
exclusivamente por um dos projetis-
mercado está fazendo hoje. Especificamente na área do projeto
tas, pelo empreendedor ou pela
construtora. Somente chegamos na estrutural, devemos lembrar que os
O mercado possui projetistas elementos portantes, as paredes de
utilização ideal do sistema com a in-
especializados que dominam o
conhecimento desse sistema,
para esses novos usos?
Sim, temos vários projetistas expe-
rientes em diferentes pontos do Bra-
sil. Existe uma concentração natural
no mercado em São Paulo, pois aqui
utilizamos a alvenaria estrutural há
mais tempo. Outro ponto importante
é que temos hoje, no Brasil, várias
faculdades com departamentos dedi-
cados ao sistema. Podemos citar a
Universidade de São Paulo, tanto a
Escola Politécnica, como a Escola de
Engenharia de São Carlos, a Universi-
dade Federal de São Carlos, a Univer-
sidade de Campinas (Unicamp), a
Universidade de Ilha Solteira, todas
no estado de São Paulo, além da Fe-
deral de Santa Catarina e Federal de Planta esquema de ferro/graute – alvenaria estrutural
Santa Maria, no Rio Grande do Sul,

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alvenaria, trabalham como painéis ainda mais importante, pois traba- estão entrando no mercado. São sis-
integrados e travados com as lajes lhamos com um elemento muito caro temas que estão tentando ser mais
do sistema. O sistema de painéis que tem de ser otimizado ao máxi- industrializados de maneira a cobrir a
tem um comportamento quanto às mo: as fôrmas, principalmente as de falta de mão-de-obra nas obras.
cargas horizontais bem diferente da alumínio, que são as mais utilizadas Assim, a maioria utiliza uma boa dose
estrutura reticulada de concreto ar- no mercado atual. O detalhe mais de pré-fabricação. A mudança orga-
mado. Além disso, é muito impor- importante no projeto é a especifica- nizacional é interna aos nossos escri-
tante, justamente devido a este fun- ção do concreto, e também o seu tórios que têm de dar conta hoje de
cionamento, preocupar-se com as controle vai ser um ponto de desta- um grande número de projetos simul-
modificações ao longo do projeto. que na obra. No detalhamento das tâneos, com boa coordenação entre
Ao mudar uma janela de lugar, esta- armaduras, não devemos esquecer todos os projetistas. Além, é claro,
mos mudando o painel e o conjunto os pontos críticos, como aberturas das eternas modificações que apare-
todo deverá ser modificado e repro- de portas e janelas. No caso dos cem no meio do caminho. Isto só é
jetado. Os demais cuidados apare- prédios mais altos, necessitamos de possível pela informatização tanto do
cem sempre: conhecimento das uma análise muito cuidadosa do mo- projeto, cálculo e desenho, como dos
Normas e a atenção voltada para delo de cálculo adotado, pois não sistemas de controle de desenhos e
todos os carregamentos possíveis e temos ainda uma Norma para nos suas revisões.
suas envoltórias. balizarmos. Ela está sendo desenvol-
vida em um grupo de trabalho coor-
denado pela Associação Brasileira A mudança organizacional é
O sistema de painéis tem do Cimento Portland. interna aos nossos escritórios
um comportamento quanto que têm de dar conta hoje de
às cargas horizontais bem um grande número de
diferente da estrutura No caso dos prédios mais
altos, necessitamos de uma projetos simultâneos, com
reticulada de concreto boa coordenação entre todos
armado. análise muito cuidadosa do
modelo de cálculo adotado, os projetistas.
pois não temos ainda uma
A expansão de empreendimentos Norma para nos balizarmos. O senhor tem um trabalho
populares também tem tido como educacional. Como analisa a
base o uso de paredes estruturais, formação dos novos profissionais
em virtude da rapidez. Esses Esse momento de forte expansão diante do novo panorama de
projetos são mais padronizados e exige uma mudança de postura mercado? Quais são as principais
industrializados. Mesmo assim, dos profissionais de projeto, que deficiências, a seu ver?
requerem cuidados. Poderia são mais cobrados em termos de
mencionar alguns? tecnologia, economicidade, etc. A formação de nossos profissionais
Como o senhor vê essa questão? continua sendo a mesma ao longo
A utilização das paredes de concreto dos anos. É difícil generalizar em
está em franca expansão. É um sis- Na realidade, estamos sempre nesta função de tão diferentes realidades
tema que depende de grandes con- mudança. Nesses momentos tudo se entre nossas universidades. Sente-
juntos, com alta repetitividade e acelera em função do mercado. Esta- se nas universidades uma mudança
grande rapidez. Como todo sistema, mos hoje passando por duas grandes de mentalidade nos alunos que
tem as suas características próprias mudanças, a técnica e a organizacio- agora vêem como possível formar-
e elas levam a todo um conjunto de nal. Na técnica, temos o aperfeiçoa- se e trabalhar na área escolhida.
projetos e controles de obra especí- mento limite dos sistemas existentes Isto está levando, alguns alunos, a
ficos. Neste sistema a modulação é e uma série de novos sistemas que uma tentativa de aproveitar melhor
a oportunidade que a academia dá.
Mas a formação ainda é precária.
Imagine que há 30 anos estudáva-
mos 5 anos, com pouco tempo de
estágio e hoje, depois de 30 anos
acumulando novos conhecimentos,
sistemas construtivos diferentes e
toda a tecnologia da informática,
continuamos formando nossos alu-
nos com até menos horas aula que
antes. Com isso, a formação conti-
nua no início da vida profissional e o
estágio passa a ser uma ferramenta
fundamental, mesmo antes do está-
gio oficial de último ano. Em nosso
escritório, estamos formando estes
Modelo 3D – Pelotis e 1º andar - concreto armado profissionais desde o terceiro ano.

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na velocidade que precisamos. Hoje Como é possível conciliar esses
o mercado demanda profissionais já dois conhecimentos: de
com alguma experiência na análise tecnologia e de projeto?
de projetos, no uso da ferramenta de Antes de tudo, é necessário o co-
informática e principalmente em en- nhecimento teórico e conceitual de
tender o funcionamento real da estru- como uma estrutura funciona.
tura. Como encontramos em todos Vamos sempre, na informática, ope-
os manuais da TQS, a informática é rar um modelo de estrutura. Se não
apenas uma ferramenta. O engenhei- tivermos a mínima idéia de onde
ro estrutural deve ter o conhecimento queremos chegar, não teremos con-
teórico, conceitual e experiência ne- dição de analisar os resultados. De-
cessária para executar o projeto es- pois de tudo, ainda é preciso co-
trutural. Aqueles que querem sim- nhecer a estrutura de apresentação
plesmente usar a ferramenta sem o do projeto. Trabalhamos sempre
devido cuidado de análise, em breve, com idéias. Elas só vão se materia-
estarão fora do mercado pois ele está lizar com a execução da obra. Por-
muito competitivo. tanto, temos que fazer os desenhos
necessários para transformar a idéia
Com isso, a formação que está em nosso pensamento em
algo que outra pessoa, o executor,
continua no início da vida possa entender e construir da
profissional e o estágio passa mesma maneira que imaginamos.
Modelo 3D – Edifício residencial a ser uma ferramenta Isto, às vezes, não é tão simples
fundamental, mesmo antes do assim. Nosso universo de trabalho é
Como o uso das novas estágio oficial de último ano. extremamente variado e cada proje-
tecnologias na área de informática Em nosso escritório, estamos to tem as suas peculiaridades. So-
tem atuado na qualificação destes mente a experiência de cada um
formando estes profissionais somadas na equipe de trabalho
profissionais, na sua preparação?
desde o terceiro ano. pode fazer a conciliação necessária.
Ainda é muito pequeno o uso da in-
formática nas universidades. Algu-
mas são até contra a sua utilização.
Mas temos usado muito a informáti-
ca com nossos estagiários, iniciando
com desenho e depois aprendendo
gradativamente a utilização do mo-
delador – (sorte deles não ter de
saber a linguagem LDF para lançar
uma estrutura!!!). A informática per-
mite o aprendizado pela repetição,
pelos grandes números de estrutu-
ras que podemos observar em pouco
tempo. O conceito continua funda-
mental. Não dá para entender, e
principalmente aprender com um re-
sultado, se não tiver o conceito bási-
co. Mas a informática nos permite
aprender fazendo ajustes, verifican-
do como pequenas mudanças inter-
ferem no resultado, e assim desen-
volver a sensibilidade do sistema,
que antes era puramente conceitual.

Alguns acreditam que os novos


profissionais não se preparam
para o uso da ferramenta com a
consciência do desenvolvimento
profissional real. Essa dúvida
confere ainda nos dias de hoje?
Não podemos generalizar, mas a ten-
dência hoje é cada vez mais termos
profissionais melhor preparados.
Mas, infelizmente, isto não acontece Elevação - paredes

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Quem dá maior contribuição na
formação de um profissional de
projeto: a experiência ou as
universidades?
Como temos repetido, as duas coisas
são importantes. Para conseguirmos
uma experiência sólida temos de ter
os conhecimentos que nos são dados
pelas universidades em seus diferen-
tes níveis, graduação, pós-gradua-
ção, mestrados, doutorados, etc. O
conhecimento total é muito amplo e
não vão ser apenas cinco anos de
graduação que irão nos preparar para
tudo. Na realidade, estudamos a vida Modelo 3D – Pelotis - concreto armado
inteira. Com uma boa base, podemos
desenvolver o nosso conhecimento A informática permite o serão utilizadas, em grande núme-
através da experiência do dia-a-dia ro, nos empreendimentos de mui-
aprendizado pela tas unidades habitacionais pratica-
dos diferentes projetos que passam
por nossas mãos. E eles passam
repetição, pelos grandes mente iguais. Portanto, os dois sis-
cada vez em maior quantidade e números de estruturas que temas, assim como todos os ou-
maior velocidade com o uso da infor- podemos observar em tros, serão necessários para atingir
mática. Conforme evoluímos em pouco tempo. O conceito as metas corajosas do programa.
nossa vida profissional, mais impor- continua fundamental. Não
tante é o peso da experiência, desde Como o mercado de
dá para entender, e construtoras e projetistas devem
que ela esteja sempre embasada na-
queles conhecimentos inicias que ad-
principalmente aprender se preparar para uma expansão
quirimos na universidade. com um resultado, se não ainda mais forte que a que
tiver o conceito básico. aconteceu até agora?
O mercado parece promissor no Com conhecimento e treinamento.
uso no uso dos sistemas de fica claro que devemos utilizar ma- Conhecimento adquirido na boa
alvenaria estrutural e parede ciçamente os sistemas estruturais graduação de nossos estudantes,
estrutural. O senhor acredita que que permitam atingir a esses obje- na reciclagem constante de nossos
esse uso poderá crescer ainda tivos. A alvenaria estrutural é sem profissionais, com cursos conceitu-
mais, com programas como Minha dúvida o sistema de menor custo ais e cursos práticos, enfim, deve-
Casa Minha Vida? por metro quadrado e será usado mos ter um embasamento muito
O programa Minha Casa Minha exaustivamente em uma quantida- bom do nosso conhecimento. E
Vida necessita de uma grande de muito grande de empreendi- muito treinamento prático: treina-
quantidade de habitações de baixo mentos de menor porte. O sistema mentos teóricos sobre o funciona-
custo, para viabilizar a sua parte de parede de concreto e várias ou- mento das ferramentas informatiza-
financeira. Com estas condições, tras alternativas pré-moldadas das a utilizar, muita experiência
adquirida em projetos. Precisamos
de uma grande cruzada técnica em
todos os níveis para poder atender
à alta demanda do mercado. Os
profissionais mais experientes de-
verão se reciclar ao máximo, os
profissionais em início de carreira
deverão investir muito em treina-
mentos e as universidades deverão
aprimorar ao máximo a formação
de seus alunos. Temos de trabalhar
o mercado como um todo. Para
cada profissional que subir na car-
reira, outro deverá estar pronto
para ocupar o seu lugar e um ter-
ceiro, o lugar deste e assim por
diante. O mercado é muito grande
e todas as projeções dizem que se
manterá por longo tempo. Portan-
to, mãos a obra, que há espaço
Edifício em para todos os bons profissionais.
concreto armado

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espaço virtual TQSNEWS
Nesta seção, são publicadas mensagens que se Para efetuar sua inscrição e fazer parte dos grupos,
destacaram nos grupos Comunidade TQS e basta acessar http://br.groups.yahoo.com/, criar um ID no
Calculistas-Ba ao longo dos últimos meses. Yahoo, utilizar o mecanismo de busca com as palavras
“Calculistas-ba” e “ComunidadeTQS” solicitando sua
inscrição nos mesmos.

Observações importantes para projetos de Em regiões com classe de agressividade I e II, respeitar
qualquer porte um cobrimento mínimo de 2,5 cm porque na vida real, a
variabilidade de cobrimento pode ser superior ao Δc de
Caros colegas, (principalmente os da TQS), 1 cm. Principalmente em lajes, devemos adotar para o
cobrimento na face inferior da laje o mínimo de 2,5 cm.
Gostaria de saber como os colegas tratam no TQS os Na face superior, em peças revestidas, nestas regiões
projetos grandes. Vamos definir o que estou querendo até julgo prudente adotar 2 cm em planta, com cálculos
dizer com “projetos grandes”: Seriam projetos com ar- para 2,5 cm, porque realmente as armaduras são mal
quitetura, muito em moda, onde temos, como embasa- posicionadas e, assim, estaríamos induzindo a uma au-
mento, uma grande área encimada com várias torres to-correção executiva para a posição de cálculo.
iguais ou diferentes. Normalmente no embasamento
temos pavimentos de garagem e pavimento de lazer, 2. Esforços
verdadeiros clubes sociais, com piscina, salão de festas,
de ginástica e outros vários equipamentos comuns ao - Parâmetros apropriados para as ações de vento
condomínio. Atender coerentemente aos parâmetros da NBR6123,
Quase sempre teremos de impor juntas de dilatação inclusive definindo sempre casos de vento nas direções
separando esse embasamento, o que resulta em vários diagonais da estrutura, com, no mínimo, 8 casos de
projetos, com uma torre, separados pelas juntas, ou em vento a cada 45°.
um projeto grande com várias torres. Para os deslocamentos horizontais provocados pelo
Já trabalhei em alguns projetos assim e sempre aconte- vento freqüente, em modelos de pórtico com apoios en-
ceu que as torres iguais têm os primeiros níveis diferen- gastados na base, devemos ser prudentes e adotar como
tes das outras, o que resulta em tipos iguais com arma- limite deslocamentos de H/2500, acima do limite prescrito
duras diferentes, pois os pórticos não são iguais, o que na NBR6118 (H/1700), visando buscar limites de acelera-
daria uma grande confusão na obra. A solução seria ções dentro da faixa de conforto aceitável aos usuários.
pesquisar as peças mais desfavoráveis e igualar todas - Deslocamentos horizontais provocados por cargas
por elas, uma verdadeira garimpagem. verticais
O resultado disso tudo é um projeto trabalhoso, de pro- Devemos sempre evitar deslocamentos horizontais ele-
dução lenta, que o TQS passa muito tempo para um vados originadas por cargas verticais, lembrando que
processamento global e muito fácil de conter enganos, também existem efeitos de 2ª ordem provocados por
por ser obrigado a muito manuseio fora do processa- estas ações.
mento.
Sempre procuro atender ao limite de H/2000 para os
Como os colegas tratam esses projetos usando o TQS? deslocamentos totais no topo do edifício, observando os
Abraços casos de cargas verticais considerando a inércia normal
das vigas de transição e com multiplicador da rigidez
Eng. Antonio Palmeira, São Luís, MA axial dos pilares não superior a 3.
Nos critérios gerais de pórtico espacial, nas análises li-
Prezados colegas da Comunidade, neares, devemos sempre considerar os deslocamentos
Em projetos grandes, acho que a preocupação com o horizontais de cargas verticais na obtenção dos efeitos
detalhamento de vigas é um dos menores problemas de 2ª ordem, representada no TQS pelo FAVt.
que temos, principalmente porque ele ocorre na fase - Empuxos de terra
mais gostosa do projeto, a do detalhamento das arma-
duras... Até chegarmos lá, em muitos casos, já se pas- Acreditem, os empuxos de terra realmente existem! É
saram anos nas fases de elaboração de formas, desde o bom salientar isto, porque geralmente os projetistas de
estudo preliminar, pré-executivo, executivo de formas. estrutura tentam se auto-enganar com afirmativas do tipo:
- está auto-equilibrado...
Como em todos os projetos, devemos tomar vários cui-
- as cortinas transversais absorvem...
dados que devem ser observados desde o inicio, na
concepção estrutural. Devemos tratar os empuxos como carregamentos variá-
veis e não como permanentes!
1. Qualidade
Devemos também prever situações de futura ocupação
Definir cobrimentos apropriados, sem forçar a barra em de subsolos de terrenos vizinhos, onde passaríamos a
relação ao rígido controle de execução, o que todos que ter novas situações de desequilíbrio de forças de empu-
visitam as obras sabem que não existe. xo transferidas à estrutura.

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TQSNEWS
Quase nunca os pavimentos têm condições de autoe- mente possam ocorrer, lembrando que os fenômenos
quilibrar empuxos entre faces opostas, devido a presen- ocorrem ao longo de 5, 6 anos, e de que toda a equipe
ça de rampas e outras aberturas no painel de diafragma que trabalhou da construtora na elaboração do projeto,
rígido formado, e também, nos térreos temos desníveis em geral, não permanece na empresa e não faz o acom-
entre a periferia e o entorno das torres que também panhamento e histórico destas patologias.
geram descontinuidades na propagação das forças ho-
rizontais para a estrutura. 3. Concepção estrutural
- Subpressão - Rigidez da fundação
Esta também existe, e também deve ser tratada como Mesmo que mais simplificada, a definição da rigidez das
um carregamento variável; afinal, o nível do lençol freáti- fundações (mesmo por coeficientes de mola apropria-
co varia. Devemos então adotar um fator de ponderação dos no modelador) é fundamental para o maior realismo
favorável baixo, para simular que, em uma das situa- no modelo estrutural, principalmente quando temos
ções, o carregamento superior da laje, geralmente de grandes variações volumétricas.
garagens, possa ser superior ao carregamento da água - Deformações nos pavimentos
atuando na fase inferior da laje.
Os efeitos da fluência realmente existem e as deforma-
Na utilização do TQS, devemos criar um pavimento de ções realmente progridem ao longo dos primeiros 70
fundação logo abaixo do pavimento onde temos sub- meses de vida de um pavimento em concreto armado.
pressão e definir lajes, com carregamentos de cima para Então, devemos respeitar sempre o limite de L/350 para
baixo (de garagem, por exemplo) e um carregamento deformações a longo prazo.
adicional com cargas distribuídas com valor negativo
para simular a subpressão. Não adianta tentar buscar um método super-sofisticado
de cálculo para tentar salvar uma laje que está deforman-
- Variações volumétricas do bastante. Isto porque em nossos “inocentes” cálculos,
Realmente existem variações volumétricas provenientes não levamos em consideração os problemas que podem
de retração, de variações térmicas e de umidade, que ocorrer na fase executiva, onde as lajes já são concreta-
inclusive podem ocorrer com simultaneidade. Então, a das em posições deformadas, porque os pavimentos in-
definição de juntas é importante, principalmente porque, feriores, que recebem a carga do concreto lançado, vão
em empreendimentos com múltiplas torres, ocorrem deformar. Os escoramentos também vão deformar, e se a
defasagens na execução destas, e a definição de juntas laje for apoiada sobre o solo, podem ocorrer deformações
facilita o sistema construtivo. mais latentes, já no momento da concretagem. Em segui-
da, com poucos dias de vida, a nova laje também estará
Na última década, surgiu aqui em SP uma corrente/moda no front recebendo a carga de um pavimento novo, e de-
onde se optou pela eliminação de juntas, em pavimentos formando junto com os outros pavimentos que fazem
com mais de 70, 80 m de extensão, a fim de se evitar parte do sistema de escoramento, e já entrando em soli-
problemas com infiltrações. Alguns empreendimentos citação com o concreto ainda jovem. Isso destrói qual-
foram projetados e executados assim, e, às vezes, essa quer teoria que possamos aplicar sobre rigidezes e até
definição estrutural pode ser equivocada. Esta nova atitu- não-lineariedades dos pavimentos atuando isoladamente
de de concepção não foi estudada a fundo, e não se fez para as cargas comuns de projeto.
um acompanhamento das reais patologias que eventual-
Eng. Ricardo Bento Couceiro, Poços de Caldas, MG

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Então, fazendo mais um apelo, vamos projetar de maneira parâmetros RM2M1 também podem ter distorções.
cautelosa em relação aos limites de flechas e deformação.
Esta limitação reforça a idéia de que, no inicio do projeto,
- Blocos de transição as torres devem estar em modelos separados, de forma a
Aqui em São Paulo, quando temos variações de seção de se refinar as análises para estabilidade global. Quando toda
pilar, como, por exemplo, em um giro a 90° graus de uma a estrutura estiver definida, compatibilizada e aprovada
seção em relação a do lance logo acima, são definidos blo- para detalhamento, pode-se partir para o modelo comple-
cos de transição de forma. O TQS ainda não trata a mode- to, acoplando as diversas torres em um modelo único, e
lagem destes blocos, então, os engenheiros devem tomar neste, ser realizada a analise não linear geométrica.
cuidado especial com esse tipo de elemento estrutural e - Elementos inclinados no modelo
procurar elaborar modelos de cálculo coerentes, seja por
Julgo que, no inicio da elaboração do modelo estrutural,
teoria de bielas-tirante, ou discretização dos elementos que
pode-se começar adotando simplificações nas regiões
formam a região da transição (pilares+blocos). E, também,
de escada e rampas, a fim de agilizar a definição do
tomar cuidado com as componentes horizontais de força de
sistema estrutural principal (estabilidade global, pré-di-
tração que podem ocorrer ao longo dos pilares.
mensionamento de pilares, vigas e lajes) deixando a in-
- Juntas corporação de escadas e rampas no modelador já para
Se as juntas realmente isolarem os setores, no TQS, po- a fase executiva do projeto, já com formas aprovadas.
dem-se definir edifícios em separado, o que facilita todo - Sistema de controle e emissão de plantas
o andamento do projeto. É aconselhável também que
Devemos estudar e aplicar para valer todo o esquema de
estes modelos isolados sejam lançados no mesmo plano
produção de plantas existente no TQS. A emissão organi-
global de coordenadas, utilizando numerações de pilares
zada de plantas utilizando as ferramentas do sistema TQS
e vigas diferentes para cada setor. Assim, pode-se a qual-
pode ser o maior ganho de tempo na elaboração do pro-
quer momento juntar os modelos de todos os setores.
jeto que podemos ter. Comento isto porque hoje, infeliz-
Quando tivermos setores isolados, deve-se tomar espe- mente, muitos engenheiros não se estruturaram nesta
cial cuidado em relação aos deslocamentos provocados parte da utilização dos sistemas, e ainda cometem o
por empuxo, variações volumétricas e das ações de grande equívoco de exportar as armaduras para outro
vento na interseção das juntas, evitando que ocorram programa de CAD, e, preguiçosamente, deixar para um
choques, transmissão de esforços e patologias na re- desenhista cuidar dessa parte, sendo que isto pode gerar
gião de contato entre os setores. uma grande descontinuidade no andamento do projeto,
Então, no TQS devemos tomar os seguintes cuidados principalmente na realização e controle das revisões.
com alguns itens que o sistema não faz automaticamente: - Detalhamento de vigas
• Fundações – Não esquecer de transferir a carga de Para evitar confusão na obra, julgo prudente sempre
pilares que estão em fundações associadas na região criarmos jogos de plantas em separado para cada torre
da junta existente.
• Laje de subpressão – Não esquecer de transmitir as car- Para igualar armaduras de vigas, temos várias ferramen-
gas entre modelos, e, se tivermos vigas passando pela tas nos sistemas TQS, mesmo entre torres diferentes do
região da junta, fechar a junta com sistemas apropria- mesmo modelo, podemos citar os comandos de envol-
dos (por ex. fungenband), e não esquecer de ajustar as tória para organizar os esforços entre vigas semelhantes
vigas que passam junto a hipotética junta no modelo, ou e dentro do editor de esforços e armaduras de vigas, o
seja, lembrar que a junta deve ser fechada e de que te- comando para igualar é excelente.
remos um pequeno espaço da junta, formando uma
viga única, real, vedando a junta, ou adotar uma solução Bom, o tema é vasto, e acho que já me alonguei demais.
que minimize a formação de patologias. Quanto ao TQS, durante o andamento do projeto, fico
- Opção por modelos com múltiplas torres – obtenção doido para chegar a hora de detalhar as armaduras de
dos parâmetros de estabilidade e efeitos de 2ª ordem um projeto porque, hoje, tenho a plena convicção que de
global é a fase mais divertida dos trabalhos.
Quando se optar por criar um modelo com mais de uma Um abraço a todos
torre, é importante salientar que, como podemos ter Eng. Luiz Aurélio Fortes da Silva, TQS Informática, São
deslocamentos horizontais e cargas verticais diferentes Paulo, SP
para as diversas torres (nunca serão idênticas nos pavi-
mentos inferiores), o valor obtido para o Gama Z pode se
Saiba mais:
tornar pouco correto, porque o sistema faz somatórios
para todas as barras do modelo. Neste tipo de modelo, http://br.groups.yahoo.com/group/comunidadeTQS/message/35446
o mais apropriado é utilizar o cálculo de efeitos de 2ª http://br.groups.yahoo.com/group/comunidadeTQS/message/35447
ordem por análises com combinações não-lineares, po-
http://br.groups.yahoo.com/group/comunidadeTQS/message/35448
de-se adotar o processo PDelta em 2 passos, introduzi-
do no TQS na versão 13, sendo que pode-se adotar a http://br.groups.yahoo.com/group/comunidadeTQS/message/35451
consideração de não linearidade física pelas prescrições http://br.groups.yahoo.com/group/comunidadeTQS/message/35453
do item 15 na NBR6118. Mesmo com o cálculo pelo P- http://br.groups.yahoo.com/group/comunidadeTQS/message/35467
Delta, quando temos múltiplas torres, os resultados dos

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Estribos do pilar na junção com as vigas Prezados,
Reforçando o que o Sérgio Osório escreveu, também
Olá a todos! já pude constatar vários casos de patologias graves
Alguns clientes têm nos questionado sobre o acúmulo em pilares nas regiões de encontro com vigas, por
de ferragens no topo dos pilares - onde há o encontro falta de estribos.
viga-pilar. Não é por nada que a NBR 6118 estabelece, no seu
Eles dizem ser difícil a execução devido ao enorme nú- item 18.4.3 - Armaduras transversais: “A armadura
mero de ferros que chegam nessa região. Minha pergun- transversal de pilares, constituída por estribos e,
ta é a seguinte: quando for o caso, por grampos suplementares, deve
ser colocada em toda a altura do pilar, sendo obriga-
Seria possível dispensar nela os estribos dos pilares?
tória sua colocação na região de cruzamento com
Haveria algum risco para a estrutura?
vigas e lajes.”
Já vi diversas obras, até mesmo de grande porte, onde
Abraços,
os estribos dos pilares são retirados, na junção com as
vigas. Sei que o detalhamento do CAD/TQS oferece Eng. Luiz Carlos Gulias Cabral, Blumenau, SC
opção para uma estribagem diferenciada nessa região.
Conto com a colaboração dos colegas, quanto as opiniões.. Colegas,
Abraços, Também já vi problemas semelhantes aos citados
Eng. Ricardo Thiesen, Dois Vizinhos, PR pelo Sérgio Osório. O raciocínio é muito simples: A
região comum entre pilar e viga faz parte do pilar e
não da viga.
Caro Ricardo,
Ricardo, diz para teus clientes que eu mandei dizer para
É imprescindível que as barras dos pilares sejam estri- eles deixarem de manha e colocarem, quando a densi-
badas com as formas possíveis mesmo com as dificul- dade de aço for muito grande, estribos abertos. O TQS
dades do acumulo de armaduras no local. faz isso muito bem.
Já verifiquei problemas em obras com fissuras nas faces Abraços,
dos pilares, semelhantes às decorrentes de corrosão, Eng. Antonio Palmeira, São Luís, MA
com as armaduras “novinhas em folha”, sem estribos no
trecho de intersecção pilar x viga, a barra tendendo a
sair por flambagem. Saiba mais:
Já constatei a ruptura de um pilar com 50% das arma- http://br.groups.yahoo.com/group/comunidadeTQS/message/34588
duras expostas na interseção com a viga baldrame devi-
http://br.groups.yahoo.com/group/comunidadeTQS/message/34593
do a ausência de estribos no pilar.
http://br.groups.yahoo.com/group/comunidadeTQS/message/34597
Atenciosamente,
Eng. Sérgio Osório, Recife, PE http://br.groups.yahoo.com/group/comunidadeTQS/message/34598
Monteiro Linardi Engenharia, São Paulo, SP
Edatec e Stec Engenharia, São Paulo, SP

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Sobre a modelagem em softwares 3. Diafragma rígido
Notar que há a introdução, nas chegadas dos banzos das
Prezados colegas, treliças (ou seja, no total, em 4 pavimentos), de grande
Anexo um desenho esquemático de uma obra para força de tração ou compressão. Essa força entra direto
tomar como base a discussão da modelagem estrutural num pilar parrudo, via vigas V401 E 405 (e similares para
de obras não convencionais e eventuais armadilhas de outros pisos), e tenta mobilizar o pilar vizinho. Parte da
nossos softwares... força “fica” no 1° pilar e implica esforços de flexão no
mesmo e parte, via esforço normal nas vigas supra, mobi-
liza o pilar vizinho, que recebe assim uma parcela adicional
de tração do pórtico em função do balanço.
Modelando a estrutura primeiramente sem as lajes dos
pisos superiores e com o artifício do rigid link do STRAP®
(diafragma rígido), essa força normal nas vigas V401 e V405
“some”, como era de se esperar, justamente por essa im-
posição de compatibilização forçada de deslocamentos.
Em função disso, por desconhecer os princípios de aná-
lise estrutural “internos” do TQS, gostaria de saber como
o programa simula esse efeito das lajes.
Além disso, o esforço axial nas vigas supra (que de fato
Corte esquemático
existe!) é levado em consideração no detalhamento?
No caso, uma obra em São Paulo em fase de projeto,
tem-se uma torre de concreto armado com aproximada- 4. Etapas de execução
mente 10 m x 10 m (planta), que segue com os pavimen- Como a execução da estrutura metálica (balanços) se
tos de fundação, foyer (térreo), um térreo superior e mais dará em 2ª etapa, com a estrutura de concreto já pronta,
8 pisos acima (altura total de pouco mais de 30m). Há como se pode no TQS diferenciar as cargas permanen-
pilares parrudos e a caixa de escada e elevadores é feita tes e acidentais deste balanço das demais cargas da
com pilares-parede, justificados abaixo. torre, para avaliação do seu efeito na estrutura e para a
O detalhe diferencial é que há nos pavimentos uma laje análise das diversas combinações de cargas mais des-
com grande balanço (aprox. 15m), apoiada em perfis de favoráveis para cada elemento estrutural?
aço (vigas mistas), que são por fim estruturados por meio Nota: o efeito desses balanços, em termos de desloca-
de 2 grandes treliças de apoio, em balanço da estrutura mentos horizontais da estrutura, é quase 10x o resultado
de concreto dessa torre: a primeira treliça, no nível inferior,
da ação do vento!
que pega diretamente as cargas de um auditório (banzo
inferior) e praça (banzo superior); e a segunda, que pega Atenciosamente,
todos os pisos dos pavimentos superiores. Eng. Jairo Fruchtengarten, São Paulo, SP
Por não estar ainda muito familiarizado com o potencial
do TQS e os eventuais “artifícios de modelagem” e por
julgar se tratar de um exemplo enriquecedor para os Caro Jairo,
demais usuários do software, deixo aqui algumas per- Caros amigos da Comunidade TQS,
guntas divididas em 4 temas, a serem comentadas e
respondidas pelos usuários e/ou pelo suporte: Que estrutura complexa você está projetando. Não se
esqueça de fazer uma boa avaliação dinâmica, inclusive
1. Contenção de conforto para os usuários.
Do foyer à fundação haverá uma cortina em perfis metá- As questões que você apresentou são muito boas e ex-
licos e a solução de fundação para a obra também será pansivas, e as respostas que vou lhe dar são dirigidas a
em estacas metálicas. utilização dos recursos dos sistemas TQS como possível
aplicação no seu projeto:
Como o TQS simula a vinculação aos esforços horizon-
tais conferida pela cortina? 1. Contenção
Se o vínculo é dado na face superior da viga de coroamento
No edifício você deve declarar carregamentos de empu-
(foyer), teoricamente para a esforços na direção ortogonal à
xo e os demais carregamentos adicionais. Eu prefiro
cortina, essa hipótese não estaria contra a segurança?
declarar o empuxo como carregamentos adicionais com
E para a fundação em estacas metálicas, que absorvem ponderadores favoráveis e desfavoráveis.
baixa carga horizontal? Sem o SISE, só há a opção de
definir uma mola equivalente para cada direção? A cortina pode ser discretizada como uma série de pila-
res de pouca rigidez, localizados onde estão os perfis e
2. Efeitos de 2ª ordem vigas com inércia a flexão reduzida, trabalhando mais o
cisalhamento. Pode-se até adotar pilares metálicos, mas
Como o TQS verifica a estrutura para os efeitos de 2ª como a geometria deles têm contorno irregular dos per-
ordem? Quais as reduções de rigidez para vigas, pilares e fis, prefiro evitar, para não criar problemas para o Mode-
lajes de concreto e para as vigas e pilares de aço adotadas? lador estrutural na verificação de interferências.
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Nestes pilares da cortina, aplique cargas concentradas, R: Acho melhor que os pilares reais de concreto nasçam
com forças horizontais em X e Y, conforme a direção do sobre a malha que simula as cortinas, e descer com
empuxo transferido para a estrutura. essas cortinas até o nível da fundação.
É importante lembrar que elas são aplicadas nos pavi- E para a fundação em estacas metálicas, que absorvem
mentos e que devemos previamente calcular as cargas baixa carga horizontal? Sem o SISE, só há a opção de
de empuxos (levando em conta a largura de influência definir uma mola equivalente para cada direção?
entre perfis) que devem ser introduzidas em cada pavi- R: Ponto importantíssimo para o realismo do modelo.
mento conforme os diagramas de cargas de empuxo Sem uma rigidez real nas restrições de apoio dos perfis
fornecido por um especialista. no modelo, o resultado fica todo irreal.
Seguem imagens ilustrativas de um modelo e o caso de Faça o seguinte: crie um modelo em separado de um
empuxo no pórtico: perfil, descendo com este perfil pelo solo até a sua base.
Para simular isto, pode criar nós intermediários e incluir
molas laterais e verticais que simulem atrito e confina-
mento lateral, e, aplicando forças horizontais e momen-
tos unitários no nó que ficaria na superfície do terreno,
você obteria as molas de translação e rotação que po-
deriam ser aplicadas no modelo global, onde as restri-
ções de apoio estariam no mesmo ponto (ou nó). Lem-
brando que as molas correspondem ao inverso dos
deslocamentos e rotações obtidas no modelo da estaca.

2. Efeitos de 2ª ordem
Como o TQS verifica a estrutura para os efeitos de 2ª
ordem? Quais as reduções de rigidez para vigas, pilares e
Modelo 3D lajes de concreto e para as vigas e pilares de aço adotadas?
R: A pergunta é ampla. Temos vários pontos do progra-
ma para introduzir variáveis para controle de inércias e
opções de modelo. Vou citar algumas:
• Rigidez de vigas e pilares:
- Definida através de coeficientes de não-linearidade física
atribuídos a pilares e vigas nos critérios de pórtico espa-
cial, conforme o que preconiza a NBR6118 no item 15;
- No modelador também podemos definir coeficientes
divisores de inércia a flexão e torção em vigas;
Empuxo
- Nos critérios de pórtico espacial, no item Condições
de Contorno, também podemos definir redutores de
inércia para vigas e pilares.
• Modelos de pórtico:
- Analise linear considerando os efeitos de 2ª ordem
nas diversas combinações através do Gama Z e do
FAVt (Leia mais em outras mensagens postadas ano
passado pelo Nelson Covas);
- Análise não-linear geométrica com PDelta;
Pórtico
- Análise não-linear física com cálculo das rigidezes “reais”
das vigas e pilares aplicadas às barras do modelo.;
Como o TQS simula a vinculação aos esforços horizon- Não existem nos sistemas cálculos de inércia com não
tais conferida pela cortina? linearidade para elementos mistos (concreto + aço).
R: Se for uma cortina de perfis, eu prefiro desprezar qual-
quer rigidez de confinamento lateral exercida pelo solo, 3. Diafragma rígido
porque devemos lembrar que os deslocamentos na estru- Notar no anexo que há a introdução, nas chegadas dos
tura no nível do solo são muito pequenos (mesmo sob banzos das treliças (ou seja, no total, em 4 pavimentos), de
ação de vento) e de que, por trás dos perfis, temos sem- grande força de tração ou compressão. Essa força entra
pre um prancheamento de madeira que apresenta folgas direto num pilar parrudo e, via vigas V401 E 405 (e similares
muito maiores que os deslocamentos que a estrutura terá para outros pisos), tenta mobilizar o pilar vizinho. Parte da
no sentido do solo, e com o tempo estas pranchas podem força ‘fica’ no 1° pilar e implica esforços de flexão no
apodrecer e deixar um folga ainda maior e o eventual mesmo e parte, via esforço normal nas vigas supra, mobi-
confinamento lateral nunca irá existir efetivamente. liza o pilar vizinho, que recebe assim uma parcela adicional
de tração do pórtico em função do balanço.
Se o vínculo é dado na face superior da viga de coroamen-
to (foyer), teoricamente para a esforços na direção ortogo- Modelando a estrutura primeiramente sem as lajes dos
nal à cortina essa hipótese não estaria contra a segurança? pisos superiores e com o artifício do rigid link do STRAP

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(diafragma rígido), essa força normal nas vigas V401 e V405 Comece logo a utilizar os sistemas TQS...
“some”, como era de se esperar, justamente por essa im- Você vai se divertir muito.
posição de compatibilização forçada de deslocamentos. As respostas as suas questões você vai descobrir
Em função disso, por desconhecer os princípios de aná- tranqüilamente, quando estiver concatenado aos sistemas.
lise estrutural ‘internos’ do TQS, gostaria de saber como Bom fim de semana a todos,
o programa simula esse efeito das lajes. Além disso, o
Eng. Luiz Aurélio Fortes da Silva, TQS Informática, São Paulo, SP
esforço axial nas vigas supra (que de fato existe!) é leva-
do em consideração no detalhamento?
R: No pórtico, quando uma viga é contida lateralmente
por laje, as inércias laterais dessas vigas ficam amplifi-
cadas, simulando o efeito do diafragma rígido. Podem-
se modelar vigas faixas para simular as lajes no pórtico
espacial.
Os esforços axiais são considerados no dimensiona-
mento e detalhamento das vigas.

4. Etapas de execução
Como a execução da estrutura metálica (balanços) se
dará em 2ª etapa, com a estrutura de concreto já pron-
ta, como se pode no TQS diferenciar as cargas perma-
nentes e acidentais deste balanço das demais cargas
da torre, para avaliação do seu efeito na estrutura e
para a análise das diversas combinações de cargas
mais desfavoráveis para cada elemento estrutural?
R: O TQS separa em carregamentos independentes o
Ávila Engenharia de Estruturas, Marília, SP

peso próprio, cargas permanentes e acidentais. Pode-se


ainda criar mais carregamentos adicionais, tanto perma-
nentes, quanto variáveis.
A estrutura metálica pode ser acoplada ao modelo como
vigas e pilares metálicos, tanto no plano quanto como
vigas ou pilares inclinados.
Pode-se também aplicar forças onde a metálica se
apóia, o que deve ser até mais trabalhoso, lembrando
que no caso desta estrutura, teremos forças de vento
transferidas pela metálica aos pilares.
Desculpem pela simplicidade nas respostas para temas
que são tão vastos.
Para você, Jairo, fica uma boa sugestão:

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Carga acidental de Igreja clusão de que o correto é a utilização de elementos de
estruturas (principalmente lajes e pilares) mais robustos,
Bom dia a todos, com taxas de aço menores e maior volume de concreto,
para melhor comportamento da estrutura devido às vi-
Estou calculando a estrutura de uma igreja, tenho dúvida
brações às quais estes elementos estão submetidos.
sobre qual carga acidental devo adotar nas lajes. Segun-
do a NBR 6120, a carga que julgo ser semelhante a Atenciosamente,
adotar seria a mesma em teatro (5kn/m²). Alguém já cal- Eng. Sandro Galhera, Porto Alegre, RS
culou estrutura igual? A norma em questão, na qual reti-
ro a informação, é a mais atual?
Prezados colegas,
Atenciosamente,
Eng. Francisco Tomas de Resende, São Carlos, SP Fazer peças robustas pode ser parte da estratégia de-
pendendo do caso. Mas nenhuma medida pode ser
adotada como uma prescrição de balcão de farmácia,
Prezado engenheiro Francisco, podendo gerar vários efeitos colaterais.
Eu usaria a mesma de cinemas ou clubes com assentos Como modificar a estrutura para propiciar um melhor
móveis, ou seja, 4 kN/m². Se eu tivesse (ou tiver) que avaliar desempenho? Aumentar ou diminuir a rigidez? Aumentar
um projeto e for considerado para assentos fixos (3kN/m²), ou diminuir a massa? Como podemos controlar os efei-
talvez seja possível aceitar para igrejas tradicionais, mas tos indesejáveis? Mexer com a frequência natural para
num caso geral, creio que 4 kN/m² seja o mais indicado. certos cenários e tipos de excitação pode ser de interes-
se, mas não é algo que se deva chutar na escuridão.
Se você quiser ser mais preciso, pode usar 5kN/m² na
Qualquer coisa que a gente modifique pode não ser efi-
região do altar, local este que pode ser utilizado, às vezes,
ciente ou mesmo pode piorar a situação. Precisamos
para situações típicas dessa carga acidental, como por
saber mais do caso especifico para convergir ao alvo de
exemplo, para teatro ou grupos musicais das igrejas.
desempenho desejado.
Quanto à norma, a princípio, ela sempre terá o mesmo
Deve ser destacado que existem hoje ferramentas de aná-
número, alterando apenas o ano de revisão. Se não
lise para chegar a conclusões a respeito do desempenho
estou enganado, a última versão da 6120 ainda é de
funcional. Ou seja, para avaliar a aceitabilidade da estrutu-
1980, provavelmente a que você tem.
ra para a atividade em questão. A ferramenta consiste na
Abraços, análise de resposta e neste caso especifico na avaliação da
Eng. Robson Campos, Rio de Janeiro, RJ aceleração de resposta. Para isso deve ser idealizada a
excitação de acordo com a superposição de carregamen-
tos harmônicos. O TQS tem incluído a ferramenta de aná-
Caros Francisco e Robson, lise de Time History e tal análise deve ser adotada na veri-
Gostaria de contribuir com duas observações: ficação da aceitabilidade de acordo com alvos de desem-
penho de qualquer estrutura que propicie efeitos indesejá-
1. Para algumas religiões/cultos, há de dar-se muita veis de altas acelerações de resposta induzidas, por
atenção ao estudo dinâmico desse tipo de estrutura! exemplo, por seres humanos. Exemplo disso seriam as
Para mim, mais importante que a carga estática a ser acelerações induzidas por fregueses extasiados.
adotada é o comportamento dinâmico da mesma,
principalmente para determinadas danças e “coreo- Conjuntamente com o engenheiro Aurélio, nos cursos de
grafias” dos fiéis (além do coro) que acompanham dinâmica estrutural aplicada, tentamos mostrar o que
alguns cantos e que têm uma frequência rítmica muito significa e como se mexe com a nova ferramenta que
bem definida e não raro harmonicamente próxima da proporciona todas as respostas necessárias quando
frequência natural da estrutura. apreendemos a perguntar.
Tive problemas de vibração, há muito tempo atrás, com Porém, todas as ferramentas proporcionadas pelos sof-
uma galeria, mesmo tendo adotado, à época, 7,5 kN/m². twares modernos, para serem realmente úteis, devem
2. Também sugeriria atenção as cargas permanentes a ser complementadas pela compreensão do desempe-
serem adotadas decorrentes dos enchimentos, não nho da estrutura. Neste caso, trata-se além disso tam-
raros nas lajes inclinadas para se compor os “pata- bém da compreensão da arena onde se enfrenta a exci-
mares” das linhas de bancos. tação e a resposta. Mesmo se tivermos uma ótima ferra-
menta e soubermos como operá-la, devemos saber
Abraços a todos, como direcionar o projeto já que tentativa e erro podem
Eng. Afonso Pires Archilla, Sorocaba, SP significar navegar sem bússola. Para orientar esse pro-
cesso de maneira “certa” e não somente de acordo com
o “nem sempre abençoado feeling”, o engenheiro preci-
Prezado engenheiro Francisco, sa de algo mais que um excelente software.
Como profissional de projeto e Membro da Igreja Meto- O caso em questão apresenta aspectos singulares que
dista, tive a oportunidade de participar de vários projetos impedem gerar uma metodologia simplificada de acordo
de Igrejas Evangélicas. Concordo com o colega enge- com a modulação de freqüências naturais como se pen-
nheiro Afonso Archilla, no que diz respeito à vibração sava no século passado. O desempenho dinâmico de
das estruturas. Após várias análises, chegamos à con- uma laje estará condicionado à freqüência natural, rigi-

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TQSNEWS
dez, massa, amortecimento, além da configuração e dos mesma ordenada e teremos atingido o alvo. Depois
vãos. No caso em particular, dependerá da excitação disso, podemos proceder (como bons adoradores do
associada à atividade extrema e muito em especial da cálculo) à análise detalhada no time history do TQS com
relação da massa dos devotos com a massa estrutural. um modelo já ajustado e verificar qual é a aceleração de
resposta obtida. A metodologia está ainda na etapa de
A freqüência natural fundamental para uma mesma confi-
avaliação e por isso forneço, com os aspectos conceituais,
guração estrutural é função exclusivamente da relação
a forma do espectro e não as ordenadas.
rigidez-massa. Duas estruturas isomorfas que tenham a
mesma rigidez e a mesma massa terão a mesma freqüên- Observem que, na maior parte do domínio de frequên-
cia natural. Porém, as lajes ou vigas poderão ter diferente cias, incrementar a rigidez sem modificar a massa
massa solidária e, possuindo igual freqüência natural, re- própria da estrutura não é uma estratégia boa. Por
sultarão em níveis de resposta dinâmica bem diferente exemplo, se estivermos na faixa de exposição à resso-
para uma mesma excitação. Daí que diretivas prescritivas nância do 3° harmônico e incrementarmos a rigidez
que não levem em conta um parâmetro muito relevante no sem modificar substancialmente a massa própria,
desempenho como é a massa solidária não poderão dar atingiríamos uma frequência na qual ainda teríamos
cobertura abrangente ao desempenho de qualquer caso ressonância de acordo com um ritmo diretriz maior e
que possua a freqüência natural correlacionada. Ou seja, resultará que não melhoramos, já que a aceleração
a condição prescritiva que não leve em conta a massa resultará afetada, além de tudo, pelo aumento da fre-
poderá ser suficiente mas, por rigor, resultará exigente qüência para a qual se produziria a ressonância (pro-
demais para parte das configurações e relações de mas- porcional ao quadrado); e esse é um ponto interessan-
sas possíveis que cumprem a freqüência alvo. te e um equívoco potencial.
Na intenção de gerar um “macete” para orientar a Grande abraço,
“inspiração” e convergência em soluções eficientes na Eng. Sergio Stolovas, Videira, SC
aplicação do Time History desenvolvemos um ábaco
(espectro de acelerações de resposta para atividades
rítmicas).

Espectro de acelerações de resposta para atividades rítmicas

A metodologia (ou macete) consiste em achar a ordena-


da do ábaco associada à frequência natural da estrutura
previamente calculada. Obtida essa ordenada espectral,
a multiplicamos pelo peso real dos fregueses por metro
Archimino Cardoso de Athayde Neto, Belém, PA

quadrado (p) e dividimos pelo peso próprio real distribu-


ído por metro quadrado da estrutura (q). O resultado
será uma estimativa da máxima aceleração à qual será
submetida a laje na hora de maior empolgação. Se essa
aceleração máxima for menor que a aceleração alvo
(genericamente 0,5 m/s2), é porque o desempenho es-
perado será aceitável. Se ela resultar maior, poderíamos
ver que para essa freqüência natural a massa própria da
estrutura é insuficiente. Verificando quanta massa pró-
pria faltaria, poderíamos diagnosticar o nível de resposta
esperado e quão longe estaríamos de atingir o alvo de
bom desempenho. Digamos que, se aumentássemos a
massa (por exemplo com lastro), com isso corrigiríamos
a falta de peso próprio, mas diminuiríamos a freqüência
natural resultando em ordenadas espectrais possivel-
mente não menores. Podemos ver que, se aumentarmos
também a rigidez em igual proporção, estaremos na

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Vigas com mudança de direção longitudinal prezá-la, os deslocamentos verticais sejam elevados e
incompatíveis com os limites buscados para atender ao
Prezados, ELS deformação excessiva.
Em um projeto em execução tenho uma viga de borda 2. Caso não tenha sido considerado pelo programa,
de um mezanino com aproximadamente 7,00 m de ex- acredito que, para esta viga não correr o risco de girar
tensão. Pelo meio do vão dela tenho um desvio angular. preciso engastá-la nas extremidades, correto? Talvez
Uma viga de “eixo quebrado”. Ela está com pilares nos com um detalhamento complementar ao do programa.
dois apoios extremos.
No caso geral, no qual o pavimento é analisado pelo mode-
As dúvidas: lo de grelha formada por barras de vigas e lajes, o funciona-
1. O TQS calcula e detalha de maneira eficiente esse tipo mento é complexo, com flexão e torção nas barras das lajes
de viga? e vigas. Ou seja, esse engaste ao qual você se refere pode
2. Caso não tenha sido considerado pelo programa, não existir, e a estrutura funcionar através dos mecanismos
acredito que, para esta viga não correr o risco de oriundos do modelo integrado de grelha. No caso de análise
girar, preciso engastá-la nas extremidades, corre- simplificada, onde as lajes simplesmente descarregam nas
to? Talvez com um detalhamento complementar ao vigas (grelhas somente de vigas), o engaste será necessário
do programa. para a viga não girar. É possível a simulação de ambos no
3. Onde ocorre o desvio da direção da viga e claro, da ar- TQS, sendo fortemente recomendável a análise através da
madura longitudinal, em uma face me parece ser neces- grelha de lajes e vigas, devido à sua melhor representativida-
sária a descontinuidade da armadura (na dobra reen- de para o funcionamento real da estrutura.
trante tracionada), estou correto? Talvez em reforço na
transversal na área citada? Tem algum exemplo no livro 3. Onde ocorre o desvio da direção da viga e, claro, da
do professor Fusco mas não tenho mais referências. armadura longitudinal, em uma face me parece ser ne-
cessária a descontinuidade da armadura (na dobra reen-
Desde já agradeço pelas contribuições, trante tracionada), estou correto? Talvez em reforço na
Eng. Ricardo Couceiro Bento, Poços de Caldas, MG transversal na área citada? Tem algum exemplo no livro
do professor Fusco, mas não tenho mais referências.

Prezado Ricardo, Sim. Eu recomendo o detalhe para combater a retificação


da armadura (empuxo no vazio) do livro do Leonhard -
1. O TQS calcula e detalha de maneira eficiente este tipo Volume 3. Não me lembro das recomendações do Fusco,
de viga? teria que olhar. A utilização de estribos concentrados vai
Sim. Em relação a análise estrutural (esforços e desloca- depender do ângulo e da tensão na armadura. A definição
mentos), um ponto importante é a consideração da rigi- dos estribos é puramente vetorial, de forma a equilibrar a
dez a torção na viga. Mesmo que, em tese, essa torção resultante das forças das armaduras no nó.
seja de compatibilidade (sua consideração não é estrita- Abraços,
mente necessária ao equilíbrio), é possível que, ao des-
Eng. Mauricio Sgarbi, Rio de Janeiro, RJ
Justino Vieira e Mônica Aguiar Projetos Estruturais, Rio de Janeiro, RJ
Esc. Téc. Júlio Kassoy & Mário. Franco, São Paulo, SP

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Cobrimentos de norma cas, de uso/manutenção e socioeconômicas guardam
semelhanças com esses continentes? Se não, então,
Prezados colegas, qual é o porquê desses valores?
Abordarei, mais uma vez, um assunto polêmico que pou- No meu entendimento, os valores do cobrimento exigidos
cos contestam e, por coincidência, consta da nossa nessa tabela são exagerados (na maioria dos casos) ou,
norma NBR6118. Trata-se dos cobrimentos sugeridos no no mínimo, carecem de comprovação científica para o
item 7 - “Critérios de projeto que visam a durabilidade”. seu emprego. Servem sim, atualmente, e muito bem, para
Para iniciar, começo informando que não sou nenhum pes- advogados imputarem ao Engenheiro Projetista a culpa
quisador/especialista em concreto, ou seja, minhas infor- pelo processo acelerado de degradação da estrutura (fato
mações/provocações apresentadas aqui são baseadas em muito cômodo para alguns). Penso que, antes de se exigir
leituras diversas e experiência profissional pessoal. Portan- um cobrimento maior de nossas armaduras, outras pre-
to aviso aos estudantes: todo cuidado ao se basearem em missas mais importantes deveriam ser impostas. Citaria,
minhas informações (pesquisem por conta própria). Após o como outras variáveis, do processo de corrosão e sua
alerta (como o do Ministério da Saúde), pergunto: celeridade, os tipos de cimento, a qualidade dos materiais
componentes do concreto (qualidade da água de amas-
- Em que estudo/pesquisa nacional se baseou a comis- samento, impurezas dos agregados, etc.) e a execução
são técnica brasileira para sugerir os cobrimentos ex-
da obra (compactaçãoe cura, entre outros).
postos na tabela 7.2? Poderiam nos informar em quais
trabalhos foram baseados esses valores? Na impossibi- Resido e trabalho numa região de grande exposição aos
lidade de resposta acrescento mais uma pergunta: Os sais marinhos (Macaé, Cabo Frio, Búzios e região). Tenho
valores apresentados, por acaso, foram baseados em visto várias obras com problemas de corrosão, várias delas
normas estrangeiras (europeias, norte-americanas)? Em com valores de cobrimento reduzido (mas nem tanto como
caso afirmativo, questiono: nossas condições climáti- querem nos fazer crer). Mas – atenção agora – muitas

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obras próximas a estas, com os mesmos cobrimentos, não Temos aqui comprovação de estudos mostrando que,
apresentam tais patologias. Pergunto: porquê? Se o pro- ao longo das faces das fissuras, o concreto carbonata,
blema de corrosão fosse restrito ao cobrimento, o caso sim. E também que, há cerca de 1 ano, surgiram pontos
estaria encerrado, mas não é o que percebo. de início de oxidação nas armadura interceptadas por
fissuras. E isso em São Carlos (CAA=2)! E pior, nem
Será que ao se adotar um cobrimento de 40mm, ao invés
adianta concreto de alto desempenho!
de 25mm para um dado concreto, estaríamos protegendo
nossas estruturas para um tempo infinito? Creio que não. Veja as duas frases finais da tese de doutoramento da
É uma questão de meses (e não anos) para que haja a Valdirene Silva:
migração de íons de cloreto até a armadura. É razoável “A aplicação do concreto de alto desempenho propor-
aumentar o cobrimento desse concreto para 40mm? Ou o ciona uma melhor performance frente à carbonatação
emprego de um cobrimento de 25mm com um concreto quando comparado ao concreto convencional. No en-
mais “impermeável” seria suficiente? Cito, como exemplo, tanto, a simples adoção desse concreto para construção
uma inspeção que fiz em alguns pilares e vigas de uma de elementos estruturais não é suficiente nas peças que
mesma obra com 35mm de cobrimento, com corrosão, e o contenham fissuras e são submetidas às atmosferas
concreto nesta região apresentava baixa passividade. ambientais agressivas. Como o concreto é de elevado
Baseado nessas observações concluo que a adoção de desempenho, a tendência é de apresentar menor coefi-
um cobrimento maior não é garantia de qualidade e dura- ciente de carbonatação e, com isso, a difusão do dióxi-
bilidade da estrutura. Existem outras variáveis tão ou mais do de carbono tende a ir para a região mais interna da
importantes que o cobrimento para a durabilidade da es- fissura. Sendo assim, existe a possibilidade de o agente
trutura. Por que então imputar ao Projetista tamanha res- agressivo atingir a região da armadura.
ponsabilidade sem pesquisas que corroborem as exigên- Tendo em vista a presença da fissura e do dióxido de
cias da norma? Pesquisas estas necessárias feitas aqui
carbono em elementos estruturais, a ocorrência da car-
no Brasil, e não importadas, para que representem os
bonatação é inevitável. Assim, recomenda-se que as
tipos de obras que aqui fazemos, para só então, a partir
fissuras no concreto armado sejam impermeabilizadas e,
daí, estipular valores “imexíveis” para os cobrimentos. ao longo da vida útil da estrutura, sejam realizadas ma-
Por hora, estendi-me demais neste e-mail. nutenções preventivas.”
Gostaria de ainda tocar no assunto dos cobrimentos Solução?
maiores para as estruturas protendidas, que pra mim é
Para peças fissuradas (por exemplo vigas e lajes fletidas):
um contra-senso, mas paro agora.
por enquanto, a indicada acima (impermeabilização das
Aguardo novas considerações dos colegas para que fissuras) ou então concreto protendido não fissurado.
enriqueçam o debate.
Para peças não fissuradas (por exemplo pilares compri-
Um cordial abraço a todos e ótimo fim de semana. (para midos): concreto melhor e/ou maiores cobrimentos são
alguns mais afoitos sugiro um ANTI-NORMA) eficientes.
Eng. Sandro Colonese, Macaé, RJ Eng. Markus Rebmann, São Carlos, SP

Prezado Sandro, ótimo assunto para debate! Caro Markus,


Inicialmente cabe referir ao informativo quanto aos pré- Você tem razão em tudo o que diz. Mas não podemos
moldados: os cobrimentos são os mesmos prescritos dar a entender que o cobrimento não é importante e até
pela NBR 6118:2003, apenas permitindo-se um delta “c” determinante da DURABILIDADE só porque, na estrutura
menor = 5mm (9.2.1.1.1 NBR 9062:2006). Portanto, os fissurada, a corrosão também penetra.
cobrimentos permitidos não são tão menores assim. São A coisa funciona assim: a estrutura tende a fissurar, afi-
um pouco menores devido à maior garantia de estabili- nal calculamos no Estádio III = “fissuração”. Mas aí a
dade dimensional das formas, posicionamento das ar- Norma estabelece para o Cálculo, limites para abertura
maduras e processo controlados de produção e adensa- de fissuras, limite para deformações.
mento do concreto, pressupostos de atividades “indus-
trializadas”. Se estes pressupostos puderem ser garanti- E para limitar, as ferramentas são estruturais, resistên-
dos nas obras moldadas “in loco” também pode-se usar cias mínimas, módulo mínimo. Além disso, a Norma es-
delta “c” = 5mm (item 7.4.7.4 NBR 6118:2003). tabelece ainda, com apoio da NBR 12655 e NBR 14931,
que o escoramento não pode ser movido sem a compro-
Depois, quanto à fissuração x cobrimento x qualidade vação do atendimento ao módulo e à resistência. Por-
concreto, também tenho dúvidas quanto à durabilidade tanto o planejamento deve determinar a idade da retira-
de peças fissuradas. Lembremos que muitas peças fle- da dos escoramentos a qual é função da capacidade
tidas armadas (não protendidas) apresentam fissuração. estrutural das peças, dada por resistência e módulo.
Se o momento atuante é maior que o de fissuração, o
concreto passará ao estádio II, portanto fissurado na Então, o que deve o Projetista fornecer à obra para
zona tracionada. Pelas fissuras, o gás carbônico e os permitir a movimentação dos escoramentos e fôrmas
agentes agressivos penetrarão, com certeza. Se pene- sem que ocorra fissuração? Deve fornecer a resistên-
tram pela estrutura porosa do concreto, por que não cia e o módulo de deformação correspondentes, nos
penetrariam pelas fissuras, bem maiores? locais típicos determinados pelo cálculo, para a situa-

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ção, por exemplo, de 75% escorado, 50% escorado, Trata-se de uma viga de concreto armado de onde se retirou
25% escorado e zero % escorado, situações comuns 3 cm do cobrimento na região de uma fissura. Vejam como,
em obras correntes. ao longo da fissura (com abertura máxima de apenas 0,14
mm), tem-se região carbonatada (regiões claras são as car-
A partir dessa informação, em função da Curvas de
bonatadas e as vermelhas são não carbonatadas).
Crescimento da Resistência e Crescimento do Módulo,
o Responsável pela Execução pode determinar as ida- Essa viga ficou exposta durante 1 ano a ciclos de molha-
des (as datas) para a movimentação de escoramentos e gem e secagem em São Carlos, equivalente a exposição
fôrmas, gradual e totalmente. de chuvas e tempo seco, e mostrou indícios de início de
corrosão nas barras da armadura principal.
Portanto, controle de fissuração existe e a DURABILI-
DADE prevista na Norma leva em conta o sucesso Conclusão: para os gases que penetram nas nossas estrutu-
desse controle e por isso estabelece a dimensão do ras, as fissuras permitidas pela normas, são enormes túneis.
cobrimento em função de outros fatores, especialmen- Eng. Markus Rebmann, São Carlos, SP
te agressividade ambiental, porosidade, velocidade de
carbonatação, etc.
Estimados Sandro, Marcello, Egydio, Luciano e Markus,
Quando o Projeto indica que a fissuração será desres-
peitada, é claro que o cálculo muda, e até protensão Desculpem a demora pois tinha de encontrar tempo e só
pode ser solução. agora achei.
E, claro, maiores cobrimentos em pilares sempre são Trata-se de interessante debate promovido por vocês do
mais protetores. qual eu gostaria de participar.
Entendo que estamos de acordo. Ajudei na redação dos capítulos da NBR 6118, NBR
Eng. Egydio Hervé Neto, Porto Alegre - RS
12655 e NBR 14931 e, portanto, tenho parte da culpa
dos erros ou omissões.
Fui colaborador direto do professor Laranjeiras e do en-
OK Egydio, genheiro Zamarion, como ele gosta de ser chamado,
Quanto melhor forem todas as partes que constituem a mas considero-o um verdadeiro professor.
nossa estrutura, melhor será o desempenho e durabilidade. Gostei muito de todas as intervenções, principalmente
Mas quero insistir um pouco a respeito das fissuras e as do Luciano.
passar mais dados de pesquisas. Muitas vezes se recla- Vou dar o meu pitaco, com todo respeito e consideração.
ma da academia por tratar de temas muito longe da re-
alidade. Quando posso, tento correlacionar resultados Sobre as espessuras de cobrimento, desejo dizer que
de pesquisas com assuntos do dia-a-dia da engenharia. estas têm fundamento científico, sim Senhor, e se ba-
Permitam-me fazer isto neste caso. seiam na teoria de transporte de massa em materiais
porosos como assim consideramos o concreto.
Pois bem. O item 13.4.2 da NBR 6118:2003 inicia com o
seguinte parágrafo: O transporte de massa num meio poroso dá-se por difu-
são, absorção capilar e gradiente de pressão, funda-
“A abertura máxima característica wk das fissuras, mentalmente. Pode ocorrer por convecção e por gra-
desde que não exceda valores da ordem de 0,2mm a diente de potencial, também conhecido por migração
0,4mm sob ação das combinações freqüentes, não tem iônica, mas estas duas em menor intensidade.
importância significativa na corrosão das armaduras
passivas.” Portanto cada concreto tem seus próprios e inerentes co-
eficientes de permeabilidade, difusibilidade, absortividade,
Ainda para a classe de agressividade ambiental II e III etc. que dependem do concreto e também do ambiente
permitem-se aberturas de até 0,3mm (tabela 13.3). em contato, concentração salina, teor de íons, concentra-
Agora vejam a foto abaixo: ção de CO2, outros gases ácidos, teor de umidade relativa
do meio externo, temperatura, etc. Uma complicação legal!
Então tem-se de aplicar, a cada caso, as leis conhecidas,
de Fick para difusão, de Jurin para permeabilidade, de
Faraday para migração iônica, etc...Acaba virando uma
coisa complexa e própria para cientistas....que duvidam
de tudo, questionam tudo, ou seja, esse é o papel deles.
Nós, engenheiros, tratamos de trazer o conceito científico
para a prática da engenharia, ou seja, simplificamos. A me-
lhor simplificação para essas leis de transporte de massa é:
a espessura penetrada por um agente agressivo
qualquer (cloretos, gás carbônico, sulfatos) é igual
a um coeficiente vezes a raiz quadrada do tempo.
e=k. t
Portanto, se isolamos o tempo (vida útil), este fica de-
pendente do quadrado da espessura e do coeficiente k.

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Num certo lugar, por exemplo, Brasília, sabe-se que o Na tradição brasileira tem sido aceito considerar que um re-
principal mecanismo é carbonatação, então, tem de co- vestimento da superfície de concreto com chapisco, embo-
nhecer o k de carbonatação dessa região e ele será um ço e reboco de argamassa de cimento: cal: areia, com aca-
certo valor fixo. Portanto a vida útil passa a depender do bamento de pintura renovada periodicamente ou outro aca-
quadrado da espessura de cobrimento. bamento, tais como pastilha, cerâmica, e outros, desde que
submetidos a uma manutenção periódica, atuaria como uma
Por exemplo se dobrarmos a espessura de cobrimento de
barreira extra protetora da armadura contra a corrosão. Com
2 cm para 4 cm estaremos multiplicando por 4 a vida útil. este raciocínio era permitido reduzir a espessura de cobri-
Da mesma forma, se mantivermos fixo o cobrimento e mento em 5mm. Ao lado de obras com resultado positivo há
melhorar ou reduzirmos a metade o k (basta fazer um uma série de outras catastróficas principalmente quando isso
concreto melhor), teremos também a vida útil aumenta- for considerado motivo para relaxar a qualidade da execução
da expressivamente. e sempre que as cerâmicas, pastilhas, fachadas e pisos
forem lavados com ácido muriático (ácido clorídrico comer-
Portanto o conselho é não mexer nos cobrimentos espe-
cial), que é altamente agressivo às armaduras. Portanto, em
cificados, pois podem reduzir drasticamente a vida útil da concordância com as demais normas internacionais sobre o
estrutura. Exemplos disso encontram-se nos documentos assunto, apesar de viável em casos específicos, não se reco-
publicados pelo IBRACON sobre a nova NBR 6118. menda reduzir automaticamente os cobrimentos mínimos ou
Sobre a fissuração: a qualidade do concreto de cobrimento.
Inicialmente, devo dizer que eu concordo com vocês e Não seria um exagero? Pelo que sei, também foram
acho nossa norma muito ousada. Fui voto vencido na votos vencidos eminentes especialistas no assunto
Comissão. Porém respeito a norma como está e sempre quando da aprovação da referida norma neste quesito, a
que posso sou mais exigente ainda, jamais mais toleran- não consideração dos revestimentos verticais.
te, porque isso seria desrespeitá-la. Abraço a todos,
Em primeiro lugar, a fissura wk da norma é o quantil su- Eng. Ricardo Couceiro Bento, Poços de Caldas, MG
perior (95%), ou seja, nenhum trecho da fissura poderá
superar esse valor.
Saiba mais:
Em segundo lugar, wk refere-se a uma fissura induzida por
cargas nas peças fletidas e quando atuar a carga de projeto http://br.groups.yahoo.com/group/calculistas-ba/message/29271
com coeficiente de majoração igual a 1. (ELS). Portanto não http://br.groups.yahoo.com/group/calculistas-ba/message/29339
se refere a fissuras plásticas, de retração de secagem, etc. http://br.groups.yahoo.com/group/calculistas-ba/message/29341
Em terceiro lugar, é uma fissura ortogonal à armadura prin- http://br.groups.yahoo.com/group/calculistas-ba/message/29488
cipal de flexão e seu cálculo é complicadíssimo e contro-
http://br.groups.yahoo.com/group/calculistas-ba/message/29459
verso. O professor Lauro Modesto, da POLI, um dos nos-
sos gurus, tinha um curso inteiro (30 ou 40h) só de fissuras
e seu cálculo. Portanto aquelas fórmulas que usamos são
aproximações daquilo que poderá ocorrer na realidade.
Minha experiência diz que não devemos tolerar fissuras
em tirantes e marquises. (ponte do Socorro, várias mar-
quises), nem em elementos hiperestáticos tipo como
vigas protendidas (ponte dos Remédios).
Certa feita, apresentei uma palestra no IE sobre isso.
Seguimos em debate...
Abraços,
Eng. Paulo Helene, São Paulo, SP

Prezados,
O assunto é muito interessante e acredito que polêmico
Pedreira de Freitas, São Paulo, SP

(como sempre).
Apesar de o professor Paulo Helene, do qual tive o privi-
légio em ser aluno em meu mestrado no IPT, considerar a
Norma muito ousada no que diz respeito à fissuras, acho
que ela é, por outro lado, excessivamente rígida quanto
aos cobrimentos por não considerar, quando o caso, a
contribuição favorável de aplicação dos revestimentos
verticais, (os horizontais a tabela 7.2 na observação 2 já
indica a utilização do item 7.4.7.5 sem problemas).
Sobre o assunto, no texto “Prática Recomendada Ibra-
con - Comentários Técnicos NB-1”, junho de 2003, no
item C7.7, página 23, comenta-se:

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DESENVOLVIMENTO TQSNEWS
A seguir, serão apresentadas as principais novidades CAD/Alvest, com novos e importantes recursos
que estão sendo desenvolvidas ou que já foram incorporados na atual versão 15, e o novo Modelo VI,
disponibilizadas recentemente nos sistemas CAD/TQS. que será lançado na próxima versão 16.
Destaque para os módulos opcionais TQS PREO e

Novidades da versão 15
Estas novidades estão disponíveis para download em
nosso site www.tqs.com.br/update.

TQS PREO - Pré-moldados


Lançado há pouco mais de dois anos, o TQS PREO tem
agora, na versão 15, a sua gama de recursos ampliada,
aumentando assim a abrangência e a eficiência do uso
dessa ferramenta na elaboração de projetos de estruturas
pré-moldadas. Conheça, a seguir, as principais melhorias.

Editor de armaduras de consolos


Um novo programa permite a edição completa das arma-
ções de consolos previamente dimensionados e desenha-
dos. Para acessá-lo, utilize o menu “Editar” - “Editores de
Consolos independentes
Armaduras” do TQS PREO, conforme ilustra a figura a seguir:
Foi alterada completamente a forma de o Modelador
tratar consolos. Agora, consolos são objetos indepen-
dentes, sujeitos às regras comuns do Modelador, para
criação, edição, eliminação e desfazer/refazer. Essa alte-
ração tornar mais fácil a manipulação destes elementos
construtivos, possibilitando ainda a inserção em vigas.
Os comandos para manipulação de consolo mudaram,
conforme indicado na figura a seguir.
A janela de edição dos dados atuais e também os co-
mandos para renumerar e embutir consolos são os mes-
mos que existiam antes.

Aço alternativo para consolos A inserção do consolo é feita tendo como referência
A fabricação de pilares pré-moldados com dois ou mais sempre um “ponto de inserção”, que está sempre sobre
consolos em cruzamento de vigas, onde existem conso- a mesma face do consolo. O comando “Inserir consolos”
los montados ortogonalmente, é trabalhosa. Uma alter- faz com que um consolo seja desenhado na posição do
nativa construtiva é embutir tirantes e ferros de costura cursor, com o cursor no ponto de inserção. A aproxima-
em uma etapa intermediária, e depois soltar estes ferros ção do consolo sobre um possível ponto válido de inser-
para concretagem final. Para que isto seja possível, é ção faz com que o consolo gire e se adapte automatica-
necessário dimensionar e detalhar esses consolos com mente à viga ou pilar próximo, como na figura:
ferros mais dúteis. O TQS PREO agora possibilita a de-
finição de consolos com armaduras em CA25 e CA50.
Esta definição é feita através do Modelador:

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Durante a inserção, e no comando “Mover”, o ponto de Fundação em cálice
inserção pode ser deslocado para os cantos ou centro Fundações em cálice podem ser definidas no Modelador,
da face de inserção, para facilitar o alinhamento com e poderão ser dimensionadas, detalhadas e desenhadas.
uma face:

Para facilitar a inserção, um ponto adicional de captu-


ra é criado no centro do pilar quando o cursor está
próximo.
Os projetos realizados com consolos na versão anterior
continuam compatíveis com a versão atual.

Consolos em vigas
O sistema permite agora consolos sobre vigas e, por
conseqüência, eles passaram a aparecer na envoltória
de reações em consolos, desenho de formas de vigas
e no dimensionamento, detalhamento e desenho de
consolos.
O cálice é considerado pelo Modelador um “apêndice”
de qualquer tipo de fundação - bloco, sapata ou tubulão.
Os dados de um cálice são fornecidos através de uma
janela adicional, chamada, a partir da janela, de Edição
de dados de fundação:

A parede do cálice pode ser retangular ou circular. A defini-


ção da superfície lisa ou rugosa visa o dimensionamento:

Para facilitar a fabricação e montagem, fundações tam-


bém passaram a ser agrupadas por formas e armação.
A janela de renumeração e agrupamento de elementos
pré-moldados agora contém um item para agrupamento
de fundações.

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TQSNEWS
O dimensionamento, detalhamento e desenho de fundações No Modelador, vigas e pilares podem ser marcados
em cálice, conforme mostra a figura a seguir, será efetuado como tirantes ou escoras nas respectivas abas “Mode-
de forma automática e de acordo com a NBR 9062. lo”, de suas janelas de edição de dados.

Apoios fictícios Dimensionamento, detalhamento e desenho de pilares


O Modelador exige vigas com pelo menos um apoio, o Foi aperfeiçoada a verificação de armaduras de saque e
que às vezes dificulta a definição de intersecções de levantamento e também armadura mínima. Essa verifica-
vigas inclinadas. Quando duas vigas inclinadas se ção, que antes era feita adotando sempre alojamento em
apóiam e se equilibram uma na outra, é necessário for- feixes, agora respeita o alojamento do CAD/Pilar, quan-
necer uma situação de contorno para que o modelo do este é o padrão desejado para armaduras.
possa ser lançado: O desenho de armaduras agora pode ser gerado lado a
lado com o de formas, com as escalas compatibilizadas.
Isto é controlado pelos novos critérios de desenho de
pilares. Além do desenho de formas, a tabela de ferros
de cada elemento pode ser gerada junto com o dese-
nho, como já é feito nos demais detalhamentos de ele-
mentos pré-moldados:

O novo comando “Apoio fictício”, na barra de ferramen-


tas de pilares, permite definir um apoio em um cruza-
mento como este:
Excentricidade de furo em viga em planta
Furos em vigas para passagem de pinos de consolos
podem ser declarados com excentricidade. Esta altera-
ção permite que o posicionado dos furos seja correta-
mente inserido em vigas cuja seção não é simétrica.
O apoio fictício é lançado internamente como uma mola
de coeficiente baixo e aparece na planta como um pe-
queno ponto vermelho no cruzamento das vigas.

Tirantes e escoras
Tirantes são elementos estruturais que trabalham uni-
camente à tração. Escoras são elementos que traba- Dimensionamento, detalhamento e desenho de vigas
lham unicamente à compressão. O solver Mix passa a
tratar adequadamente esses elementos, que podem O dimensionamento de vigas pré-moldadas foi otimiza-
em um mesmo modelo ser solicitados com compres- do, gerando uma redução no tempo de processamento
são e tração em combinações diferentes. O solver em cerca de 70 %.
verifica após o cálculo de uma combinação se os es- Consideradas as perdas imediatas de protensão.
forços resultantes são compatíveis com o elemento;
se não forem, a matriz de rigidez é corrigida e a com- No desenho de vigas, foram adicionadas:
binação recalculada. - tabela de ferros armadura passiva;

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TQSNEWS
- tabela volume/peso, altura padrão de fiadas
- tabela elementos do grupo de armação, Opção para obter automaticamente a altura padrão da pare-
- detalhe da posição de apoio em estoque e transporte. de/número de fiadas (através do comando “Editar” – Crité-
rios” – “Desenho” – “Paredes – elevações” do CAD/Alvest).

CAD/Alvest - Alvenaria Estrutural


redução de pé direito de cálculo
separação de torres
Critério para redução do pé direito de cálculo, com a possi-
Novo comando para a consideração de separação de bilidade de descontar a altura da laje no dimensionamento.
torres (juntas de dilatação ou separação efetiva entre
torres, que são suportadas por uma mesma base) como,
por exemplo, o térreo comum de um condomínio.
Através do editor gráfico de alvenaria, o usuário pode
delimitar, através de uma cerca gráfica, a separação das
torres, nas direções predominantes (“X” e/ou “Y”). Esse
comando é acessado através do menu “Subestruturas”
- “Cerca de Separação de Torres (Junta dilatação)”.
estimativa do volume efetivo de argamassa
Novo critério para refinar a estimativa de volume efetivo de
argamassa (possibilidade de ajustes vertical e horizontal).

Com a separação definida, o usuário pode controlar a


distribuição do vento entre as torres, a direção predomi-
nante e sentido. Estes itens são editáveis através do
comando “Critérios de Projeto do Edifício”, que pode ser
acionado tanto no editor gráfico, quanto no Gerenciador prefixo do fabricante
CAD/TQS).
Possibilidade de definição/alteração do prefixo de
fabricante(s).

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TQSNEWS
Detalhamento de verga/contraverga Outras melhorias - versão 15
Possibilidade de detalhamento de vergas/contravergas
sem dobras (através do comando “Editar” – “Critérios” Lajes protendidas
– “Desenho” – “Armaduras/Grautes” – “Vergas/Contra- Possibilidade de definição de perdas estimadas no infi-
vergas” do CAD/Alvest). nito com valores diferenciados por RPU.

Novo parâmetro de visualização que liga/desliga display


de linhas adicionais de cotagem.

Detalhes de cintas
Aumento da quantidade máxima de detalhamento de
cintas, numa parede de 5 para 25 cintas (através do co-
mando “Editar” – “Critérios” – “Desenho” – “Armaduras/
Grautes” – “Cintas”) do CAD/Alvest.

Melhorada a lógica de seleção de objetos (RPU, RTE e


linha adicional de cotagem).
Impossibilidade de abertura simultânea de dois ou mais
editores de lajes protendidas para um mesmo projeto.

CAD/Fundações
Possibilidade de definição de dimensões fixas de sapa-
tas (sim ou não) em tabela geral, que evita que esse
dado tenha de ser alterado sapata por sapata.

Outras melhorias
Melhorias nos diagramas de tensões e envoltórias (com- Modelador estrutural
patibilização numérica entre os relatórios e os diagramas). Novo comando: “Vigas, Trechos, Retificar um trecho de
Aprimoramentos no cálculo de carregamentos de ventos viga // XY”. Faz com que o ponto mais próximo de um
(possibilidade de imposição de ventos com ângulo qual- trecho selecionado seja movido para tornar um trecho
quer em planta e sua transferência para a base [em de viga perfeitamente horizontal ou vertical em relação
concreto armado]). aos eixos XY globais.
A partir desta versão, os dados do(s) fabricante(s) do Os comandos de pesquisa e de substituição de texto
projeto tornam-se efetivamente dados do edifício, sendo têm agora a opção “Somente palavra inteira”. Esta
salvos juntamente com os demais arquivos durante a opção permite diferenciar o texto pesquisado “V1” do
compactação do edifício. Isso permite que um edifício texto que seria achado “V10”.
seja copiado de um computador para outro sem a ne- No relatório de quantitativos do LDF, listagem de altura de
cessidade da cópia dos dados do fabricante. laje, nervura, capa e enchimento para lajes nervuradas.

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TQSNEWS
Editores gráficos Futura Versão 16
Reintroduzido o controle de toolbar normal/plano, na
interface de usuário dos editores gráficos. Modelo VI
Neste novo modelo estrutural, lajes são discretizadas e
Grelha não-linear fazem parte do modelo espacial do edifício como subes-
Na edição de critérios de grelha não-linear, foi adiciona- truturas, calculadas com 6 graus de liberdade. Com isso,
do um comando que calcula as parcelas de cargas (pe- abrimos um novo horizonte de projeto onde antes fazía-
so-próprio, permanente, variável) a partir das somatórias mos apenas aproximações e estimativas.
das reações dos casos 1, 2, 3 e 4 do processamento da
grelha elástica.

Alguns exemplos de edifícios onde a utilização do novo


Modelo VI será de grande valia para o engenheiro são:
- edificações onde lajes planas predominam e partici-
pam do equilíbrio da estrutura;
- edifícios com grandes desequilíbrios de cargas e/ou
Novo cálculo extra com a aplicação do carregamento elementos inclinados, sujeitos a forças atuando no
total na estrutura com a situação final de fissuração. plano da laje;
Esses resultados são apresentados no visualizador de - edifícios onde lajes ligam regiões de grande rigidez e
grelha não-linear (incremento “Rigidez Final”). estão sujeitas a grandes esforços;
- edifício de lajes planas com pilares inclinados (onde a
laje será tracionada para estabilidade do edifício);
- edificações baixas e especiais.

Visualizador 3D
Na visualização 3D, a tecla <G> passou a ser atalho para
o comando “Girar modelo”, e <P> “Deslocar janela”.

Sistema de plotagem
Incluído recurso “Arrastar & Soltar” no Gerenciador de
Plotagem.
A plotagem em PDF foi reestruturada para fazer com que
todo tipo de hachuras manipuladas pelo sistema sejam Outras vantagens que poderão ser alcançadas com a
desenhadas antes dos textos e outros elementos, garan- utilização do novo Modelo VI são:
tindo melhor visibilidade em plotagens com drivers Win- - aferir e dimensionar o funcionamento das lajes como
dows® e PDF. diafragmas rígidos;
Verificação em incêndio - a análise dinâmica é mais acurada com todas as mas-
sas corretamente posicionadas, para estruturas onde a
Nova calculadora de TRRF segundo NBR 14432 e Méto- verificação de vibrações e conforto é muito importante.
do do Tempo Equivalente.

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TQSNEWS
Lajes no Modelo VI recebem em geral uma pequena
parcela dos esforços de vento, e são armadas para isso.
Mesmo com o Modelo VI, é possível visualizar as subes-
truturas de grelha dos pisos. Para aproximação de de-
formação lenta, o visualizador continua mostrando os
deslocamentos multiplicados, considerando ainda o uso
de módulo de elasticidade tangente.
O visualizador de pórticos e grelhas recebeu melho-
rias visando facilitar o tratamento de estruturas no
Modelo VI.

Plotagem
Novo parâmetro associado por tabela de penas: Espessu-
ras Alinhadas à Esquerda. Para concordância de diversos
elementos com espessura, incluindo vigas e pilares, nos
modos de plotagem baseados nos drivers Windows.

Editor gráfico
Algumas características do modelo VI Novo comando “Editar” – “Interferências” – “Resolver”.
Este comando reposiciona todos os textos de maneira a
Lajes têm coeficiente de não-linearidade física para en- evitar choques entre textos e outros textos e linhas. Ideal
trar no pórtico padrão, segundo a NBR-6118, de 0,3. As para desenhos em etapas iniciais de projeto que não
vigas das grelhas passam a ter inércia à flexão conside- necessitam de revisão detalhada.
rando o coeficiente de não-linearidade física, e o sistema
pode fazer uso do módulo de elasticidade tangente.
As grelhas do pavimento (subestruturas do pórtico) são
montadas em ELU e ELS e recebem os mesmos carre-
gamentos do pórtico, tais como vento. Os pavimentos
são resolvidos sempre com 6 graus de liberdade.

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TQSNEWS
Novo comando “Desenhar” – “Ameba”. Este comando As forças de empuxo podem pertencer aos casos pa-
permite o desenho automático de “amebas” para indica- drão de empuxo ou a casos adicionais, dependendo da
ção de revisões ou alterações. natureza (permanente ou acidental) e da forma como
devem ser combinadas no projeto. A aplicação é nos
pilares em contato com a face de aplicação, com sepa-
ração por área de influência de maneira semelhante ao
carregamento de vento. As forças efetivamente lançadas
são mostradas no relatório de geração do modelo de
pórtico espacial.

CAD/Alvest
Lajes lançadas em edifícios em alvenaria estrutural
podem agora ser calculadas através do CAD/Lajes, com
análise por grelha. O CAD/Alvest passou a montar um
modelo de grelha com restrições de apoio e elementos
que simulam as paredes, e os esforços resultantes
podem ser utilizados pelo Editor de Esforços e Armadu-
ras de Lajes.

Edição de plantas
Criado o comando para gerar desenho de revisões a
partir do Editor de Plantas, funcionando também para
Para a criação deste novo elemento de desenho, são desenhos que não são de armaduras. O acionamento
definidos alguns valores, como tamanho mínimo e máxi- desse comando torna disponível imediatamente para
mo dos trechos, nível, texto associado, etc: inserção o desenho com as revisões dentro da planta.

Resumo de plantas e materiais em desenho


O resumo de plantas e materiais foi reestruturado. Os
insumos passaram a ser divididos em categorias e novas
estimativas de custos estão sendo geradas, como pre-
ços diferenciados de aço por bitola, formas de lajes
Cargas de empuxo nervuradas reaproveitáveis ou não, vigotas com arma-
ção treliçada e respectiva armadura complementar e
Desde a versão 11, carregamentos e combinações com elementos de protensão tais como cabos, bainhas e
empuxo são gerados automaticamente e podem ser ancoragens.
definidos através de forças no Modelador. Entretanto a
definição de forças é trabalhosa, e sujeita a erros. Além de uma tabela global, cada projeto mantém sua
tabela de insumos, e estes insumos serão preenchidos
Na versão 16, podemos definir forças de empuxo auto- automaticamente após o primeiro processamento do
maticamente através de um novo objeto do Modelador. resumo. Com isto, o projetista fica sabendo exatamente
A direção das forças é visível, e os pilares onde as forças quais insumos foram consumidos no projeto, e pode
serão concentradas são escolhidos automaticamente. atualizar os preços somente destes insumos.

O empuxo é definido pelos valores de pressão no topo e


base da face de aplicação:

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Clientes V15 TQSNEWS
É com muita satisfação que anunciamos os clientes que
atualizaram suas cópias dos Sistemas CAD/TQS, nos
últimos meses, para a Versão 15:
3D Engenharia Ltda. (Sorriso, MT) Eng. Enio Domingues Alcântara (Fortaleza, CE)
A4 Engenharia e Informática Ltda. (Brasília, DF) ENPLATEC - Projetos de Engenharia S/C Ltda. (Barueri, SP)
ACS Engenharia de Estruturas Ltda. (São Paulo, SP) EPRO Eng. de Proj.e Consult. S/C Ltda. (Belo Horizonte, MG)
ADC Projetos Const. e Consultoria Ltda. (Brasília, DF) Eng. Erna Eliana Cristofoli (Caxias dos Sul, RS)
Eng. Adriano Gonçalves dos Reis Lobo (São Luis, MA) Eng. Ernanni Gonçalves Valle Junior (Campina Grande, PB)
Eng. Alberico Alves Teixeira (Belo Horizonte, MG) ERREDOIS Engenharia e Representações (Franca, SP)
Eng. Alberto Henrique Maciel de Andrade (Natal, RN) Errevê Engenharia Ltda. (Goiânia, GO)
Alleoni Engenharia e Projetos S/C Ltda. (São Paulo, SP) Esc. Tec. J. Kassoy & M. Franco Eng. Civis Ltda. (São Paulo)
Eng. Álvaro Belmiro Freitas Oliveira (Curitiba, PR) Esc. Tec. José Mandacaru Guerra Ltda. (São Paulo, SP)
Eng. Amaury José Oliveira de Aguiar (Belém, PA) Escola de Engenharia de São Carlos (São Carlos, SP)
Eng. André da Silva Pinheiro (Jaguariúna, SP) Escritório Técnico Costa Santos (Rio de Janeiro, RJ)
Eng. André Luis Andrade Moreira (Salvador, BA) Estádio 3 Eng. de Estruturas SC Ltda. (Porto Alegre, RS)
Eng. Ângelo Dias de Barros Filho (Belo Horizonte, MG) Estrutural Proj. e Cons. de Estrut. S/C Ltda. (Londrina, PR)
Anhanguera Educacional S/A (Valinhos, SP) EXEN Engenharia e Comércio Ltda. (Pelotas, RS)
Eng. Antonio da Silveira Junior (São Roque, SP) Eng. Fabiano de Sá Silva (Belém, PA)
Eng. Arthur Mottus (Brasília, DF) Eng. Fabio Albino de Souza (Cosmópolis, SP)
Eng. Átila Rohrig de Brito (Porto Alegre, RS) Eng. Fausto Rafael Perreto (Ponta Grossa, PR)
Augusto Franklin Proj. Estrut. S/C Ltda. (Salvador, BA) Eng. Fernando Antonio de Farias Lins (Fortaleza, CE)
Ayres de Lima Alves S/C Ltda. (Uberlândia, MG) Eng. Fernando Cesar Favinha Rodrigues (Marília, SP)
Base Engenharia e Construtora Ltda. (São Paulo, SP) Eng. Fernando Pacheco da Rocha Junior (Maceió, AL)
Bede Consultoria e Projetos Ltda. (Belo Horizonte, MG) Eng. Flávio Pires de Castro Filho (Bocaiuva, MG)
Beta2 Engenharia S/C Ltda. (Barueri, SP) Frame Engenharia Ltda. (Jaraguá do Sul, SC)
BPM Pré-Moldados Ltda. (Criciúma, SC) Eng. Francisco de Assis Farias (Fortaleza, CE)
Eng. Breno Ayres Pereira Mendes (São Paulo, SP) Eng. Francisco José Soares Fernandes (Teresina, PI)
BSC Engenharia Ltda. (Goiânia, GO) Eng. Francisco Mota de Santana Junior (Salvador, BA)
C.G. Engenharia Ltda. (Blumenau, SC) GENPRO Engenharia Ltda. (São Paulo, SP)
Cadrecon Engenharia & Tecnologia Ltda. (Itajaí, SC) Geométrica Engenharia de Projetos Ltda. (São Paulo, SP)
Cal-Fac Consultoria & Engenharia (São Paulo, SP) Eng. Georges Nayef Abou Hala (Taubate, SP)
Eng. Carlos Henrique Linhares Feijão (Brasília, DF) Gigante & Simch Engenharia e Com. Ltda. (Pelotas, RS)
Carlos Melo & Associados Ltda. - EPP (São Paulo, SP) Eng. Gilberto Massao Enjiu (São Bernardo do Campo, SP)
Eng. Carlos Roberto Santini (Itapeva, SP) Eng. Giordano José Loureiro (Fortaleza, CE)
Eng. Carlos Ruperto Salas Contreras (São Paulo, SP) Eng. Gisele Sartori Bracale (Araçatuba, SP)
Eng. Carlos Wilington de S. Conegundes (Manaus, AM) GMA Engenharia e Projetos Ltda. (Rio de Janeiro, RJ)
Eng. Celso Ferreira de Souza (Jaci Paraná - Porto Velho, RO) Grupo Dois Engenharia Ltda. (São Paulo, SP)
Centro de Estudos de Eng. Civil - CESEC/UFPR (Curitiba, PR) Eng. Gustavo José da Silva Neto (Gama, DF)
Cesp Companhia Energética de São Paulo (São Paulo, SP) Eng. Gustavo Leite Dumaresq (Natal, RN)
Chapini Engenharia Civil e Const. Ltda. (Ribeirão Preto, SP) GVD - Engenharia de Estruturas Ltda. (Fortaleza, CE)
Eng. Claudio Toshio Watanabe (São Paulo, SP) Eng. Hamilton Batista Brati Coan (Orleans, SC)
Clessi Inês da Silva & Cia. Ltda. ME (Curitiba, PR) Eng. Hélton Alves da Costa (Santo André, SP)
Colméia Construtora Ltda. (Aparecida de Goiânia, GO) HM Melo Projetos e Consultoria Ltda. (Aracaju, SE)
Coluna Engenharia de Projetos Ltda. (Belo Horizonte, MG) Eng. Ilacir Ferreira (Brasília, DF)
Concrelaje Ind. de Pré-Moldados de Concr. (C. Grande, MS) Inst. Nac. de Pesquisas da Amazônia - MCT (Manaus, AM)
Construtora Líder Ltda. (Belo Horizonte, MG) Eng. Iverson Ferrarezi Ribeiro (Hortolândia, SP)
Coord. de Espaço Físico Univ. SP - COESF (São Paulo, SP) Eng. João Batista Candido da Silva (Uberlândia, MG)
CP Construção e Incorporação Ltda. (Caruaru, PE) Eng. João Cesar Menezes de Lima (Porto Alegre, RS)
CSP Projetos e Consultoria S/C (Niterói, RJ) Eng. João de Oliveira Cirqueira (Cruz das Almas, BA)
CTMSP Centro Tecnol. da Marinha em SP (São Paulo, SP) J.C.E. Projetos Estruturais S/C Ltda. (Curitiba, PR)
Eng. David Pereira Nascimento (São José dos Campos, SP) Eng. Jorge Hector Pereira (Campinas, SP)
DSS Engenharia Civil Ltda. (Goiânia, GO) Eng. José Ferreira (Brasília, DF)
EDATEC Engenharia S/C Ltda. (São Paulo, SP) Eng. José Gregório Espíndola (Santana do Parnaíba, SP)
Eng. Edmundo Augusto Calheiros (São Luis, MA) Eng. José Hélcio Siqueira Jr. (São Paulo, SP)
Eng. Edson Bispo Ferreira (São Paulo, SP) Eng. José Jorge Bazaga (Sobradinho, DF)
Eduardo Penteado Engenharia S/C Ltda. (São Paulo, SP) Eng. José Pedro Abdon da Costa Pereira (Macapá, AP)
EGT Engenharia S/C Ltda. (São Paulo, SP) Eng. José Pedro V. Gomes (Cachoeiro do Itapemirim, ES)
Eng. Elisia Maria Garcia Pereira (Rio de Janeiro, RJ) José Luiz Pereira Eng. e Projetos Ltda. (São Paulo, SP)
Eng. Elvis Francisco Euzébio (Mirassol, SP) Eng. José Radi Neto (Araguari, MG)
Eng. Ena Sosa Chavez (Juara, MG) Eng. José Roberto Chendes (Brasília, DF)
Eng. Enéas Eduardo Sucharski (Curitiba, PR) Eng. José Roberto de Arruda Zonis (Santos, SP)
Engenharia Newton Rangel Ltda. (Limeira, SP) Eng. José Roberto Mackssur Resek (Cristina, MG)
Engenheiros Cons. Assoc. Consultrix Ltda. (São Paulo, SP) KREFT Engenharia de Projetos S/C Ltda. (Campinas, SP)
ENGEPROT Engenharia e Protensão Ltda. (Curitiba, PR) L. Camargo Engenharia e Construções Ltda. (Santos, SP)
ENGETI Consultoria e Engenharia S/S Ltda. (São Paulo, SP) L.G.B. Desenhos Artísticos Ltda. (Curitiba, PR)
Enigma Engenharia Ltda. (Serra, ES) LH Engenharia de Estruturas Ltda. (Curitiba, PR)

TQSNews • Ano XIV, nº 31, agosto de 2010 31

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TQSNEWS
L.R. Almeida & Cia. Ltda. (Cuiabá, MT) Paulo Malta Projetos Cons. Rep. Ltda. (Recife, PE)
Labore Consultoria S/C Ltda. (São Paulo, SP) Eng. Paulo Cunha do Nascimento (Fortaleza, CE)
Eng. Leonardo Cochrane Santiago Sampaio (Fortaleza, CE) Eng. Paulo Sérgio Vieira Pinheiro (Rio de Janeiro, RJ)
Eng. Leonardo José Pereira Teixeira (São Paulo, SP) Eng. Péricles Salvatori Palazzi (São Paulo, SP)
LH Engenharia de Estrut. Ltda. (Curitiba,PR) Petróleo Brasileiro S/A (Macaé, RJ)
L Zocco Projetos SS Ltda. (Londrina, PR) Eng. Petrus Gorgônio Bulhões da Nóbrega (Natal, RN)
Eng. Luciano Camargo Kometani (Piedade, SP) PI Engenharia e Consultoria Ltda. (Belo Horizonte, MG)
Eng. Luis Augusto Bomfilho G. de Oliveira (Piracicaba, SP) Pingret Consultoria Estrutural Ltda. (Niterói, RJ)
Eng. Luis Carlos Seelbach (Blumenau, SC) Poyry Tecnologia Ltda. (São Paulo, SP)
Eng. Luiz Alexandre Moresco (Brusque, SC) PRECON Industrial S/A (Pedro Leopoldo, MG)
Eng. Luiz Antonio de Carvalho (São João de Meriti, RJ) Premo Construções e Empreend. S/A (Vespasiano, MG)
Eng. Luiz Antonio Pereira dos Passos (Rio de Janeiro, RJ) PRP Cálculo Consult. & Projetos Ltda. (Campo Grande, MS)
Luiz Carlos Fontenele Proj. Estrut. S/S (Fortaleza, CE) Procalc Estruturas S/C Ltda. (Curitiba, PR)
Eng. Luiz Eduardo Lourençoni (Campo Grande, MS) Prodenge Engenharia e Projeto Ltda. (Barueri, SP)
MAC Cunha Engenharia Ltda. (Porto Alegre, RS) Projcon Proj. Para Const. Civil Ltda. (São Paulo, SP)
Eng. Manoel Antonio da Silva (São José dos Campos, SP) Projec Projetos e Cons de Engenharia Ltda. (Fortaleza, CE)
Eng. Manoel Gilberto Ferret (Jundiaí, SP) Projec Projetos e Eng. de Const. Ltda. (Recife, PE)
Eng. Mara Cristina Detsch (Curitiba, PR) Projemaster Engenharia de Projetos (Curitiba, PR)
Eng. Marcelo Costa Maia (Palmas, TO) Projetal Engenharia de Projetos Ltda. (Barueri, SP)
Eng. Marcelo Costa Scalabrin (Curitiba, PR) Quattor Engenharia S/C Ltda. (Brasília, DF)
Eng. Marcelo Exman Kleingesind (São Paulo, SP) R.S. Engenharia S/S Ltda. (Porto Alegre, RS)
Eng. Marcelo Sousa Manzi (Goiânia, GO) Eng. Rafael Alves de Souza (Maringá, PR)
Eng. Marcio Correia de Queiroz (Londrina, PR) Eng. Raimundo Costa Filho (Boa Vista, RR)
Eng. Marco Antonio Pinheiro (Ribeirão Preto, SP) Eng. Raul Omar de Oliveira Dantas (Natal, RN)
Eng. Marcos Aurelio Pessoni (Sorocaba, SP) Renato Andrade Engenharia S/C Ltda. (Jundiaí, SP)
Eng. Marcos Henrique Bakroni (Curitiba, PR) Eng. Renato Quirino de Araujo (São José dos Campos, SP)
Eng. Marcos Paulo Ribeiro (Limeira, SP) Eng. René Ranelli (Praia Grande, SP)
MBB Projetos e Construcoes Ltda. (Santa Isabel, SP) RGQUATRO Eng. Associados Ltda. (Rio de Janeiro, RJ)
MCP Engenharia e Projetos Ltda. (São Paulo, SP) Eng. Ricardo Onofre Ziemer (Mandirituba, PR)
Eng. Michel Nahas Filho (Vinhedo, SP) Eng. Roberto Aguiar Dias (Manaus, AM)
Minerbo-Fuchs Engenharia S/A (Barueri, SP) Eng. Roberto Cristian A.Olmos de Aguilera (Teresina, PI)
Misula Engenharia Ltda. (Brasília, DF) Eng. Roberto Ramos de Freitas (São José do Rio Preto, SP)
Monteiro Linardi Engenharia S/C Ltda. (São Paulo, SP) Eng. Rodolfo Giacomim Mendes de Andrade (São Paulo, SP)
N&P Engenharia Ltda. (Guará, DF) Eng. Rodrigo Franco Miranda (Rio de Janeiro, RJ)
NB Eng. Projetos e Consult. S/C Ltda. (Belo Horizonte, MG) Eng. Rodrigo Salles Teixeira (Goiânia, GO)
Eng. Niceia Marchiori (Serra, ES) Eng. Rogério Costa de Freitas Silva (Rio de Janeiro, RJ)
Eng. Newton Elmor Padão (Rio de Janeiro, RJ) Eng. Rômulo Curzio Valente (Belo Horizonte, MG)
Ogura e Franceschi Proj. Estrut. SS Ltda. (Curitiba, PR) Eng. Ronaldo Caetano Veloso (Belo Horizonte, MG)
OPPEA Engenharia Ltda. (São Paulo, SP) Eng. Ronilson Shimabuku (Santos, SP)
Eng. Osires Tavares Pimentel Junior (Goiânia, GO) Eng. Samuel José Folcz (Rio do Sul, SC)
OSMB Engenheiros Associados SS Ltda. (São Paulo, SP) Eng. Sebastião Moacir de Oliveira (Timóteo, MG)
Eng. Paulo José Alves de Lima (Uberlândia, MG) Sec. Esp.de Informática do Senado Federal (Brasília, DF)
Eng. Sergio Costa de Souza (Fortaleza, CE)
Eng. Silvia Cardozo Becker da Silva (Santa Maria, RS)
SOCALCULO Proj. Estr. S/C Ltda. (São Paulo, SP)
Sociedade Educacional São Paulo (São Paulo, SP)
SPI Projetos Integrados Ltda. (Niterói, RJ)
SRT&C Engenharia e Projetos S/C Ltda. (Piracicaba, SP)
Structurale - Eng. de Proj & Cons.S/S Ltda. (Fortaleza, CE)
Sudeste Pré-Fabricados Ltda. (Americana, SP)
Eng. Sulymara M.F.S. Kussano (Osasco, SP)
T.A.G. Pré-Fabricados e Construções Ltda. (Soledade, RS)
Eng. Tatsuo Kajino (Bauru, SP)
Knijnik Engenharia, Porto Alegre, RS

Tecnicalc - Consult.e Proj. Estrut. S/S Ltda. (Curitiba, PR)


Tecton Engenharia Ltda. (Rio de Janeiro, RJ)
Eng. Thiago Valentin Iuras dos Santos (São Pedro, SP)
Eng. Thyago Camelo Pereira da Silva (Teresina, PI)
Eng. Tomas Vieira de Lima (São Paulo, SP)
Univ. Estadual Paulista “Júlio M. Filho” (Bauru, SP)
Eng. Victor Castro Dutra de Moraes (Piracicaba, SP)
Eng. Victor Macedo de Oliveira (São Paulo, SP)
Eng. Waldemar Santos Jr (São Paulo, SP)
Eng. Walter Dourado (Rio de Janeiro, RJ)
Eng. Wander Manoel de Queiroz (Paulínia, SP)
William Mendes ME (São Paulo, SP)
Eng. Wilma Virginia A. Ribeiro Assunção (Brasília, DF)
Eng. Wilson Batista de Souza Martins (Rio de Janeiro, RJ)

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33
CAD/TQS NAS UNIVERSIDADES TQSNEWS
Com o objetivo de colaborar com as escolas de engenharia, computacionais avançadas, vamos citar nesta edição
para a adequação do ensino da engenharia estrutural de algumas ações que foram e/ou estão sendo desenvolvidas
concreto armado e protendido através de ferramentas com esse objetivo, envolvendo os sistemas CAD/TQS.

Curso intensivo – CAD/TQS


USP, São Carlos, SP
Nos dias 17, 18 e 19 de março de 2010, ministramos mais mente para o bom desempenho profissional no dia-a-dia
um curso intensivo sobre o CAD/TQS, na USP de São Car- de um Engenheiro de Estruturas.
los. Mais uma vez, a iniciativa de realização do curso foi
dos alunos de mestrado. Foram 20 participantes, todos já
tendo concluído a maioria das disciplinas do mestrado.
Contamos com um grupo muito interessado e ávido por
inovações, formado por promissores engenheiros e
mestrandos.
Agradecemos a todos pela participação, ao mestrando
Winston Zumaeta pela formação e mobilização da
turma, ao professor J. Samuel Giongo pela realização do
curso e à USP de São Carlos por mais oportunidade de
divulgar aos seus alunos o funcionamento de um Siste-
ma Integrado de Projeto Estrutural, fundamental atual- Alunos do mestrado

Palestra – CAD/TQS
UNICAMP, Limeira, SP
No dia 19 de abril de 2010, estivemos em Limeira, na Agradecemos o convite da professora Luísa que, com
Faculdade de Tecnologia UNICAMP, antigo CESET, a con- sua costumeira hospitalidade, nos recebeu e deu todo o
vite da professora doutora Luísa Andreia Gachet Barbosa, apoio possível.
para ministrar uma palestra sobre os sistemas CAD/TQS.

Professor Renato, engenheiro Herbert, professora Luísa, O ganhador do livro “Informática aplicada em estruturas de
engenheira Lidiane e professor Giocondo concreto armado”, do eng. Alio Kimura, foi o acadêmico Jonathan.

Minicurso – CAD/Alvest
UNESP, Bauru, SP
No dia 31 de maio de 2010, realizamos na UNESP de Bauru,
interior do estado de São Paulo, um curso de alvenaria es-
trutural aplicando os recursos do software CAD/Alvest.
Na ocasião, desenvolvemos uma carga horária de oito
horas, em que os alunos do curso de engenharia civil rea-
lizaram diretamente nos computadores a entrada de dados
de um projeto completo em alvenaria estrutural, seguido de
processamentos, análises gráficas de resultados e plota-
gem dos desenhos de elevações de paredes.
A realização deste curso foi viabilizada graças ao empe-
nho do professor Paulo Sérgio dos Santos Bastos, que
montou o curso, convidou os alunos e garantiu os incen-
tivos e apoio da universidade. Laboratório de informática

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Novos Clientes TQSNEWS
É com muita satisfação que anunciamos a adesão de
importantes empresas de projeto estrutural aos sistemas
CAD/TQS. Nos últimos meses, destacaram-se:
Zamarion e Millen Consult. S/S Ltda. (São Paulo, SP) Eng. Rafael Eisfeld Santos (Curitiba, PR)
Eng. Eduardo Barros Millen Eng. Denílson Gomes de Oliveira (Rio de Janeiro, RJ)
Genese Engenharia Ltda. (Salvador, BA) Draw System Engenharia Ltda. (Potirendaba, SP)
Eng. José Carlos Pereira Eng. Paulo Cesar da Silva
Eng. Mariana S. de O. Rinco (Belo Horizonte, MG) Métrica Engenharia e Const. Ltda. Me (Votorantim, SP)
Eng. Monica Cristina Cardoso da Guarda (Salvador, BA) Eng. Gleik Enrico Araújo Silva
Eng. Ricardo Rodrigues Bittencourt (São Paulo, SP) Premon - Ind. de Pré-Moldados Ltda. (Uberlândia, MG)
Arquitrave Projetos e Const. Civil Ltda. (São Paulo, SP) Eng. Silney Gomes de Carvalho
Eng. Yang Inn Kim Eng. Igor Felipe Braun (Campo Grande, MS)
Tarefa Engenharia Ltda. (Rio de Janeiro, RJ) Eng. Francisco de Assis Neves (São Paulo, SP)
Eng. José Rizel Eng. Wilton Monteiro Sampaio (Manaus, AM)
BSC Engenharia Ltda. (Goiânia, GO) Eng. Laurindo Alves Galdino Jr. (Lauro de Freitas, BA)
Eng. Luiz Henrique da Silva Orion Engenharia Ltda. - Me (Cuiabá, MT)
Eng. André Luiz Ramos (Boa Vista, RR) Eng. Gabriel Antônio Santana
Eng. Fernando H. de V. Dias Balieiro (Manaus, AM) Eng. Oscar Nobuo Chujo (São Paulo, SP)
Eng. David P. Nascimento (São José dos Campos, SP) Eng. Jildeon Oliveira Barreto (Taboão da Serra, SP)
Apoena Engenharia Ltda. Me (Limeira, SP) Método Engenharia S/A (São Paulo, SP)
Eng. Adriana Galletto Eng. Leonel Tula
Eng. Kléber Francisco dos Santos Faria (Jacareí, SP) Eng. Roosevelt de O. Batista (Cpos dos Goytacazes, RJ)
Eng. Mauro Koiti Mito (São Paulo, SP) Base Engenharia e Construtora Ltda. (São Paulo, SP)
Eng. Kahlil Lacerda de Vasconcelos (Brasília, DF) Eng. Ana Gabriela Altounian
Eng. Germano Baldasso (Carlos Barbosa, RS) Eng. Victor Alberto S. de Azevedo (Porto Alegre, RS)
Eng. Eduardo Gastal (Taquara, RS) Seleme Engenharia Ltda. (Caçador, SC)
MGR Projetos e Construções Ltda. Me (Curitiba, PR) Eng. Everton Seleme
Eng. Nailson Rudnie Ramos Eng. Beatriz Dias de Rezende (Maringá, PR)
Eng. Luis Augusto B. G. de Oliveira (Piracicaba, SP) Bezerra Engenharia Comercial Ltda. (Caruaru, PE)
Engecalculo Projetos Estruturais Ltda. (Curitiba, PR) Eng. Jandoval Bezerra
Eng. Sérgio Roberto Thieme Silva Eng. Josué de Almeida Paulino (Barueri, SP)
Eng. Válter Guerra Júnior (Porto Alegre, RS) Fernandes e Campos Ltda. (Teresina, PI)
Eng. Mauricio Campos
Eng. Paulo Cesar Martins (Pelotas, RS)
Eng. Gian Roberto Pasquali (São Paulo, SP)
Eng. Norton Ruschel (Porto Alegre, RS)
DCR Construtora Imobiliária Ltda. (Curitiba, PR)
Eng. Hosannah Costa Araújo (Feira de Santana, BA)
Sr. Ronaldo Carvalho da Silva
Eng. Alex Rocha Fernandes (Brasília, DF)
Eng. Erceli Miguel Pinto (Aparecida de Goiânia, GO)
Beton Geotech S/S Ltda. (Arujá, SP)
Eng. Reinaldo Rozato (Araraquara, SP)
Eng. Reinaldo Lopes da Silva
Congregação Cristã no Brasil (Curitiba, PR)
Eng. Renato Q. de Araújo (São José dos Campos, SP)
Eng. Emerson Clebis de Oliveira
Eng. Helton Alves da Costa (Santo André, SP)
Prefeitura Municipal de Sidrolândia (Sidrolândia, MS)
Eng. Murilo Derbli Schafranski (Ponta Grossa, PR) Eng. Jocelaine Aparecida H. Motta
Fundação de Empreend. Cient. Tecnol. (Brasília, DF) Eng. Klecio Larry Teixeira Correia (Campinas, SP)
Sr. Anderson Ferreira Guimarães Metaf Ind. Com. e Const. Ltda. (Feira de Santana, BA)
Eng. Carlos Lanfredi (Rio de Janeiro, RJ) Eng. Sérgio Santiago
Eng. Jaime Antônio Barbosa (São Paulo, SP) Eng. Marcos Júnior Gonçalves Heinrich (Viamão, RS)
Eng. José Radi Neto (Araguari, MG) Consórcio CQG/CNO/OAS (Recife, PE)
Eng. Diogo Jatobá de Holanda Cavalcanti (Maceió, AL) Eng. Alexandre Alves de Mendonça
Eng. Yoshio Nagamine (São Paulo, SP) GCON Construção Civil Ltda. (Avaré, SP)
Eng. Armindo de Arruda Campos Neto (Cuiabá, MT) Eng. Carlos Alberto I. Lutti
Universidade Estadual de Campinas (Limeira, SP) Duarte Engenharia S/C Ltda. (São Paulo, SP)
Eng. Maria José Rodrigues da Cruz Padron Eng. Alexandre Duarte
Eng. Mauro Augusto Modesto (Curitiba, PR) Eng. João Carlo Simara (São Paulo, SP)
Eng. Benigno Marcelo Cardoso Rios (Salvador, BA) ESTCON Proj. e Eng. Ltda. (Ribeirão das Neves, MG)
Eng. Rodrigo Frigo (São Miguel do Iguaçu, PR) Eng. Nelson Urias Pinto da Silva
Eng. Paulo Marcio Guimarães Resende (Brasília, DF) Eng. Vivian Lima de Oliveira (Manaus, AM)
Eng. Leandro Braga Vieira (Rio Branco, AC) THIS Com de Prod. Têxteis. Elet. Proj. Serv. (São Paulo)
Eng. Giuseppe Andrighi (Volta Redonda, RJ) Eng. Alípio Teixeira Borges
Eng. Marco Antônio Saieg (Rio de Janeiro, RJ) Eng. Hector Neuberi H. Silvera (San Carlos, Uruguai)
Eng. José Antônio Gomes Heleno (Itapetininga, SP) Eng. Osires Tavares Pimentel Júnior (Goiânia, GO)

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Artigo TQSNEWS

Questões fundamentais para empresas


que queiram continuar obtendo sucesso
nos dias de hoje
Eng. Dácio Carvalho
Diretor Técnico da empresa Dácio Carvalho Soluções Estruturais,
estabelecida em Fortaleza desde 1976.

Há algum tempo, em memorável balde”, largou tudo e resolveu co-


almoço com o engenheiro Nelson meçar a falar de suas experiências
Covas, conversávamos a respeito em público. Hoje, além de pales-
do que as empresas estabelecidas trante dos mais renomados, ele tem dos ou acomodados e meio, vivendo
há 20, 30 trinta anos no mercado, uma crônica diária na rádio CBN, é do passado e do crédito de alguma
com relativo sucesso, precisariam autor de livros sobre temas empre- grande idéia ou contribuição dada à
fazer para manter-se à tona nos dias sariais e, durante os últimos tem- empresa que, em reconhecimento,
de hoje, em que a concorrência, em pos, apareceu no programa Fantás- os mantém com suas mordomias.
todos os setores, torna-se cada vez tico, da Rede Globo, apresentando
mais acirrada e, nem sempre, leal. preciosas dicas sobre o dia-a-dia
nas empresas. Serginho que se preza
Após ouvir atentamente o Após ouvir atentamente o relato do nunca leu um livro inteiro na
relato do Nelson, falei-lhe Nelson, falei-lhe que ele deveria es- vida. Manual, então, nem
que ele deveria escrever
crever tudo aquilo que acabara de pensar! Sabem 5% de quase
resumir para mim e publicar no tudo que é novo e 100% de
tudo aquilo que acabara de TQSNews. Ele, com a velha descul-
resumir para mim e publicar pa da “falta de tempo”, devolveu-
nada, especialmente se
no TQSNews ... me a bola e fez-me prometer que eu estiver relacionado ao
o faria. E, como promessa é dívida, passado.
vou tentar pagá-la agora. Para isso,
O Nelson, na ocasião, relatou-me e para que se entenda o relato, pre-
uma palestra a que assistira, meses Jorginhos são os garotões da era
cisaremos fazer algumas definições da Internet, sempre de jeans folga-
antes, ministrada por Max Gehrin- prévias sobre os personagens que
gher, justamente sobre esse tema e dos, abaixo da linha da cintura, to-
compõem a história da palestra: os talmente irreverentes e que, se per-
que, de tempos em tempos, me vem Serjões e os Jorginhos!
à mente quando me vejo diante de mitirmos, nos chamarão de “tios”.
alguma situação relacionada ao tema. Serjões são aqueles caras importan- Serginho que se preza nunca leu
tes na história da empresa pelo que um livro inteiro na vida. Manual,
Max Gehringher é um conhecido fizeram no passado. Têm sala priva- então, nem pensar! Sabem 5% de
palestrante que já foi empresário, da, ramal telefônico direto e, às quase tudo que é novo e 100% de
inclusive presidente de multinacio- vezes, até secretárias exclusivas. nada, especialmente se estiver re-
nais e que, um belo dia, “chutou o Hoje, porém, estão meio acomoda- lacionado ao passado. São rápidos

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TQSNEWS
no gatilho, atitude e postura deslei- Por outro lado, as chances de novas pado, dá um tempo ...” enquanto o
xadas e absoluto desprezo por empresas, formadas somente por Serjão, maravilhado com sua multico-
tudo que se relacione ao passado. Jorginhos, são praticamente nulas, lorida planilha, falou baixinho, “... puxa,
Costumam responder às nossas embora possam incomodar bastan- que garoto fera ...”.
perguntas com um “hãããã?” O te por algum tempo. Segundo ele, Tempos depois, o Serjão tirou o
“hã”, todavia, nem sempre tem co- Jorginhos precisam ser criteriosa e mesmo Jorginho de uma enrascada
notação de desrespeito, eles ape- continuamente admitidos nas em- numa tarefa em que este precisava
nas não entendem como pode presas, pois trarão novas idéias a consultar uns ábacos logarítmicos,
existir alguém que não sabe aquilo, serem submetidas e absorvidas “palavrões” de que o Jorginho
especialmente se estiver relaciona- pelos Serjões mais espertos. nunca havia sequer ouvido falar, o
do à tecnologia e informática! Para descontrair a platéia, contou o que dizer de utilizá-los!
exemplo de um Serjão que comprou Com isso, Gehringher, além de des-
Segundo ele, Jorginhos uns livros sobre como usar o excel, contrair a platéia, pretendeu mostrar a
precisam ser criteriosa e começou a fazer os exercícios propos- importância do mix de Serjões e Jor-
tos e, logo, logo, ficou animadíssimo
continuamente admitidos com suas primeiras planilhas, que não
ginhos e o que poderia resultar da
nas empresas, pois trarão simbiose dos dois grupos. Por outro
tinham lá um visual tão bonito como as lado, alertou que havia alguns aspec-
novas idéias a serem dos livros, mas funcionavam e ficou fã tos que precisavam ser vistos e ade-
submetidas e absorvidas incondicional da ferramenta. Pouco a quadamente administrados, sob pena
pelos Serjões mais espertos pouco, foi incrementando suas plani- de a máquina emperrar, em vez de
lhinhas, como carinhosamente as cha- funcionar melhor e mais rapidamente.
mava, e começou a usar diferentes
Apresentadas as personagens, fontes, cercaduras nas células a até
vamos à história! Segundo Gehrin- sombreado, pasmem! Mas um dia
gher, o grande segredo de qualquer
Os Serjões não precisam
empacou querendo colocar cada co- transformar-se em Jorjões
empresa solidamente estabelecida luna com uma cor diferente. Por sorte,
mas que começa a temer a concor- um Jorginho ia passando na circula-
da noite para o dia nem os
rência de novas empresas é extre- ção e ele o chamou e lhe relatou seu Jorginhos podem agir
mamente simples: a dosagem ade- “problema” e o Jorginho, a cada pas- como Serginhos após um
quada de Serjões e Jorginhos em sagem, soltava um “hã?” e tentou ex- mês de estágio...
seus quadros de funcionários, car- plicar ao Serjão como fazer. Como
gos de direção incluídos. Simples este não conseguia, perdeu a paciên-
assim, disse ele para uma platéia cia, passou para o outro lado da mesa, Por exemplo, admita-se que uma
boquiaberta e sem entender muito sem pedir permissão, naturalmente, e determinada empresa conseguiu um
bem o que ele estava querendo com dois ou três toques no teclado mix adequado de Serjões e Jorgi-
dizer e onde queria chegar. resolveu o “grande problema”. O Ser- nhos. Porém, como evitar que de-
jão ficou impressionado e lhe pediu pois de algum tempo os Serjões
Ele explicou, em seguida, que em-
que fizesse novamente, porém bem mais antenados, sob a real “ameaça”
presa alguma estabelecida no mer-
devagar, pois gostaria de aprender. dos Jorginhos, não acabem se trans-
cado, aparentemente sólida, sobre-
Cumprida a tarefa, Jorginho continuou formando em Jorjões e fiquem com
viverá muito tempo se mantiver so-
seu caminho pensando “que cara ta- a sensação de que os Jorginhos são
mente Serjões em seus quadros.
descartáveis e que, por outro lado,
os Jorginhos, após pouco tempo na
empresa, comecem a sentir-se Ser-
ginhos e a tomar decisões sozinhos,
prescindindo dos Serjões? Não é
difícil de imaginar as consequências
de tais posturas!

Resumindo
Os Serjões não precisam transfor-
mar-se em Jorjões da noite para o
dia nem os Jorginhos podem agir
RAL Engenharia, Osasco, SP

como Serginhos após um mês de


estágio ... O problema não é de fácil
solução. Somente empresas que
têm a sorte de já ter Jorjões de ver-
dade em seus quadros (aqueles Ser-
jões que estão sempre acompa-
nhando a evolução tecnológica, que
se mantêm up to date por iniciativa
própria) compreenderão e soluciona-
rão tudo no tempo e medida certos!

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Artigo TQSNEWS

A poesia no concreto
por Eng. Augusto Carlos de Vasconcelos

1. Introdução tem, ou se reduzem a conceitos


Existe a crença popular de que o pré-estabelecidos, termina seu pre-
engenheiro é geralmente um indiví- fácio da seguinte forma:
duo insensível, que só pensa em “Pelas vigas metálicas de nossas pon-
tes, friamente calculadas, estiram-se
resultados práticos e que lida com as curvas dos momentos, que nos
projetos visando só a praticidade, a embridam as fragilidades traiçoeiras
rapidez de execução e a economia. do ferro. E ninguem as vê, porque são
O cifrão domina seu pensamento. ideais. Calculamo-las; medimo-las;
desenhamo-las e não existem...e
assim por diante, indefinidamente, em
Euclides da Cunha ficou tudo o que fazemos e em tudo o que
mais conhecido como pensamos, ainda quando lançados na
escritor, mas era também trilha heróica da profissão, vamos pul-
sar no deserto as dificuldades e os – Trabalho com concreto armado.
engenheiro praticante. perigos... Porque quando nos vamos Faço cálculos...
Chegou a executar várias pelos sertões em fora, num reconheci- Falei desinteressadamente, imagi-
obras, entre as quais um mento penoso, verificamos, encanta-
nando com meus botões, que se
dos, que só podemos caminhar na
edifício público em São terra com os sonhadores e os ilumina- tratava de uma pergunta vazia, falta
Carlos e uma ponte em São dos: olhos postos nos céus, contrafa- de assunto. Na verdade, ele ouviu
José do Rio Pardo zendo a lira, que eles já não usam, com bem o que lhe disse e, para meu
o sextante, que nos transmite a harmo- espanto, retrucou:
nia silenciosa das esferas, e seguindo
Para mostrar que nem sempre é no deserto como os poetas seguem na
assim, foi escolhido este tema para existência,... a ouvir estrelas!“ Só então percebi que a
chamar a atenção de que muitos poesia pode existir em tudo
engenheiros ainda vêm beleza na 2. A poesia
Natureza e no sentimento das pes-
o que nos rodeia, até
soas. Euclides da Cunha ficou mais
Quando se fala em concreto, o que mesmo em algo puramente
se pensa a respeito? material e destituído de
conhecido como escritor, mas era
também engenheiro praticante. Qualquer pessoa comum imagina encanto, como o concreto...
Chegou a executar várias obras, imediatamente uma obra, uma
entre as quais um edifício público construção, uma estrutura. Pensa
em São Carlos e uma ponte em São em características tecnológicas ou – Lançando sementes de concreto
José do Rio Pardo, ambos ainda em fatores econômicos. Existe, en- no asfalto da cidade. Que bonito!
existentes. Convidado, entretanto, tretanto, certa categoria de pesso- Pela primeira vez na vida senti o que
pela direção de um jornal a funcio- as, que têm seu pensamento volta- era poesia. Poesia, para mim, era o
nar como relator, observador e cor- do para um campo totalmente dife- que um adolescente escreve para sua
respondente junto ao palco do pro- rente: a dos poetas. namorada, procurando palavras com
blema social surgido em Canudos, Recordo-me dos anos 60 quando rimas e o plectro adequado. Só então
desviou-se de sua profissão e es- costumava almoçar no “Roof da Ga- percebi que a poesia pode existir em
creveu o livro “Os Sertões”, que viria zeta”, época em que essa transmis- tudo o que nos rodeia, até mesmo em
a ser um dos mais importantes mar- sora estava localizada no largo Santa algo puramente material e destituído
cos da literatura brasileira. No prefá- Ifigênia, em São Paulo. Uma vez por de encanto, como o concreto:
cio de sua autoria, cita de maneira mês havia lá uma reunião de literatos “... e os operários nordestinos, sem-
muito convincente que o Homem do chamado “Clube dos Estados”, pre mal nutridos, como gotas de
anda do realismo para o sonho e em que comparecia sempre pelo chuva, fizeram brotar sementes de
deste para aquele, construindo uma menos um elemento de cada Estado concreto, no solo fértil da grande
natureza ideal sobre a natureza tan- do Brasil. Alheio ao grupo, apreciava metrópole!“
gível, fascinado pela miragem das de longe as conversas, as declama-
hipóteses. Assim sendo, torna-se ções, a oratória literária de cada um, É necessário que se dê uma trégua
difícil diferençar o poeta que espiri- e comecei a aprender a apreciar a às atividades lucrativas para poder
tualiza a realidade, do naturalista poesia. Foi nessa ocasião que travei apreciar o que existe de bonito à
que tateia o mistério. conhecimento com um poeta de nossa volta.
Depois de fazer uma série de consi- grande potencial, sempre dedicado Mais recentemente, ou mais precisa-
derações sobre a ciência, mostran- à causa brasileira: Décio Bittencourt. mente, no Natal de 1981, recebo sur-
do que é ilusório o rigorismo mate- Um dia, conversando com ele, aca- preso uma mensagem de fim de ano,
mático, lembrando que se definem bei por lhe contar o que fazia, qual a que guardarei para sempre, de um
pontos, retas e planos que não exis- minha atividade profissional. colega nosso: engenheiro Sérgio Vieira

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TQSNEWS
da Silva. Para os que não sabem, o bém um ser sensível aos aconteci- termina a história do pré-moldado rica de
Sérgio, projetista de grande porte de mentos quotidianos com a raça hu- evento,
como uma história de processos e de materiais,
estruturas de concreto armado, foi dos mana. Numa palestra proferida du- igual à da madeira,do aço, dos concretos
primeiros a usar, em São Paulo, o rante um Congresso Internacional tradicionais,
computador como máquina de dese- como outra coisa qualquer.
nhar. E o fez com grande vantagem T.Y. Lin
econômica e de tempo, levando com Para os que não sabem, o
isso grande dianteira tecnológica. Ao Sérgio, projetista de grande É oportuno mencionar que Lin foi
mesmo tempo, mostrou que o Homem porte de estruturas de muito aplaudido pelas suas pala-
está sendo, cada vêz mais depressa, vras, que, em inglês, possuem um
expulso do palco da vida para dar concreto armado, foi dos charme todo especial, impossível
lugar à máquina. Mas, para mostrar primeiros a usar, em São de imitar em outro idioma.
que ainda não está totalmente mate- Paulo, o computador como
rializado, que consegue ainda apreciar máquina de desenhar.
a beleza da vida, transcreve em sua Esse poema, que é uma
mensagem, uma linda poesia de Billy queixa do concreto em face
Blanco, que aprendi a admirar. Peço em São Francisco, em 1957, ele das inovações, foi
licença a este grande poeta para repe- atraiu a atenção de numeroso públi- denominado “O lamento da
tir aqui sua poesia “O Homem e a co, com uma paródia preparada a
Máquina” que tanto apreciei e, duvido, respeito de uma frase de Shakespe- durabilidade do concreto
possa existir alguém que não goste: are: “As you like it”. Traduziriamos armado”
esta expressão por “Como você
Começou pela roda A máquina existe gosta que seja”. Ele aproveitou a
rolando caminhos em cada habitante
mesma idéia numa convenção re- 4. A tecnologia do concreto
encurtando distâncias da face da terra.
entre céus e países. cente do American Concrete Institu- também tem lugar na poesia.
A máquina encerra te, fazendo uma adatação para o
A roda na roda o aperfeiçoamento. A revista editada pelo ACI, Concrete
engrenada em polia pré-moldado do que havia criado International de março de 1982, publi-
Vem tudo da máquina para o concreto protendido. Aqui
no moinho de vento
que hoje é perfeita cou um poema de Harry Butler, gerente
na noite, no dia,
amanhã mais ainda,
está uma tentativa de interpretar em de serviços técnicos do Australian Por-
na barca, no barco, português suas palavras em inglês:
na roldana de vela mutatis mutandis, tland Cement. Esse poema, que é uma
a máquina é linda O mundo inteiro não passa de um palco queixa do concreto em face das inova-
rolando roletas
levando às cidades Os atores são as técnicas do concreto,
de volta e de ida,
a razão de crescer
ções, foi denominado “O lamento da
de sorte, de morte, entrando e saindo no instante certo. durabilidade do concreto armado”. Eis
sem riscos e medos
a roda deu vida
a cada sistema a incrível memória O pré-moldado entra com suas faculdades sua tradução livre para o português:
a mão de mil dedos numa peça onde os atos são sete idades.
que a vida exigiu. No início é a infância Primeiro surgiram novos aditivos
que o Homem lhe deu 10 por cento de água de minha mistura
Então veio a no melhor conceber nas fôrmas dos moldadores.
Vai o pré-moldado misturando voaram.
máquina calculando em Veio então o Pozzolon
posta no espaço segundos todo dia e depois sazonando.
E outros 10 por cento sumiram.
em órbita certa, as moradas do Segue-se o estranho estudante Agora vários milímetros devem esconder
liberta do braço mundo. com esmero preparado por engenheiro criativo Meu aço em baixa alcalinidade
e do ponto de apoio. e por contratista forte e pujante. Para da hostilidade química proteger
Procurando o
A máquina é livre caminho E dar a mesma velha durabilidade
Com sucesso evolui mas consome muito Que eu tinha em dias piores
em seus do mais que perfeito alimento ativo.
compromissos cada ano se escoa Quando os teores de cimento eram maiores.
com as clãs, os e a máquina anda Surge então o enamorado Não me importo em usar água tratada
governos, e a máquina voa cuja vida raramente é suave. Se a taxa de sais dissolvidos é limitada
com as coisas do tornando o infinito Outros podem emitir um lamento
Apreciado por uns, por outros rejeitado,
mundo. que quase se vê Mas isto mantém meu pH alto no momento.
em cima de andaime simplificado
cada vêz bem mais Assim, com controle de qualidade mantido
A máquina é o é verdade, mas tem movimentações tolhidas,
perto. Verifico se o grau de resistência é obtido
Homem ligações sísmicas pouco desenvolvidas.
em saber mais pro- É que o certo está Provando que tenho a possibilidade
Agora entra em cena o soldado De uma elevada durabilidade
fundo certo
em massa no mundo pré-moldado. Que eu tinha em dias piores
trazendo a verdade entre o Homem e a
Quando os teores de cimento eram maiores.
contida no exato, Máquina Cabos de protensão enrijecem as aduelas
na foto, no fato. entre Deus e Você. e o epóxi segura todas elas. Por favor não me concrete com excessivo
abatimento
Billy Blanco Logo vem o sucesso e a euforia Principalmente quando usar bombeamento
e o dinheiro rola para os fabricantes Pois isto provoca maior exsudação
enquanto o pré-moldado contenta a maioria. Que depois acarreta alta permeabilidade
3. O professor de concreto Reduzindo a durabilidade
Na sexta idade penetra nas estruturas
protendido T. Y. Lin portuárias, Que eu tinha em dias piores
marítimas ou lunares enfim. Quando os teores de cimento eram maiores.
O famoso professor chinês T. Y. Lin,
radicado há muitos anos nos Esta- Sonhos de visionários Mantenha minha cura pelo menos uma semana
Cuja falta pode me causar dano
dos Unidos, não é apenas um reno- e de homens em suas torres de marfim.
Que vai entre si meus poros ligar
mado especialista e autor de livros Último ato: após uso geral entra no Causando excessiva retração ao secar
em concreto protendido, mas tam- esquecimento Expondo meu aço à susceptibilidade

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TQSNEWS
De corrosão que reduz a durabilidade tão difíceis de consultar usam os computadores como se
Que eu tinha em dias piores tão chatas de aplicar! fossem deuses, apresentando os
Quando os teores de cimento eram maiores
Como dizer tudo e ser sucinto resultados dos cálculos numéricos
Eu já me habituei com esbeltas colunas com tantos outros materiais produzidos: com enorme número de decimais,
Não gosto desses lascamentos frequentes novos aços, polímeros, fibras, já é demais !
Com pedacinhos de mim caindo por ai As normas ficaram completas e complexas
sem qualquer sentido com a realida-
Para longe dos painéis ou colunas tão difíceis de consultar de, dificultando até mesmo a leitura.
Que tornam todos os Arquitetos receosos tão chatas de aplicar! Já tive ocasião de receber uma me-
Que transformam os Engenheiros em mória de cálculo de um silo circular,
duvidosos Para serem lidas em qualquer recinto
Sobre o que com seu projeto está acontecendo é preciso ouvir especialistas preferidos cujas medidas geométricas (diâme-
Como se tivessem usado a probabilidade pela didática, simpatia, e não temais tros e espessuras) do concreto apa-
Do velho concreto possuir a durabilidade mostrar-te ignorante e sem competência, reciam em metros com 8 decimais!
Que eu tinha em dias piores pois elas são difíceis de consultar
e muito chatas de aplicar!
É muito comum o cálculo de arma-
Quando os teores de cimento eram maiores.
duras em cm2 com 4 decimais. Isto
Continuem construindo com aquelas normas Esforços em pequenos recintos é o que estou chamando, ironica-
De um material que é armado em concreto em regiões de descontinuidade exigidas
Para que possa o Engenheiro ou Arquiteto por arquitetura que não programais. mente, de poesia no concreto!
Ou o Tecnologista de concreto proteger. Estabilidade global e flechas mais precisas
Então o Químico do cimento em data a tão difíceis de manejar
acontecer tão chatas de aplicar! É muito comum o cálculo de
Brindará prazerosamente encantado
Ao ver de seus produtos a conhecida Todos os concretos num só labirinto armaduras em cm2 com 4
habilidade de cláusulas e regras esculpidas decimais. Isto é o que estou
das normas estrangeiras muito formais.
De me dotar de permanente durabilidade
As conquistas brasileiras ficam sem divisas chamando, ironicamente, de
Que eu tinha em dias piores
Quando os teores de cimento eram maiores. tão difíceis de aceitar poesia no concreto!
tão chatas de manipular!
5. Sobre a revisão da NB-1 Perdendo sua identidade em volume retinto
de caracteres com textos reproduzidos, Não cabe aqui entrar no mérito de tal
O autor, não se conformando com o nossas normas não permitirão nunca mais tipo de “poesia”, que bem mereceria
tamanho das normas atuais, tanto realizar estruturas nunca dantes concebidas, alguns comentários numéricos de
estrangeiras com as nacionais, re- tão difíceis de projetar alerta aos usuários do computador.
tão chatas de detalhar!
solveu repetir o “lamento” de Harry Cada um terá que descobrir sozinho
Butler como um desabafo, escre- Para entender todo o abordado assunto até onde irá sua “poesia”, que não se
vendo então o poema, parafrasean- são precisos “Comentários” extensos e
redigidos
restringe somente ao campo numéri-
do Casimiro de Abreu: com muitas referências para evitar erros e co, mas à obediência cega a normas.
Saudades das normas curtas (falhas). Algumas cláusulas explícitas de algu-
Tais normas necessitam softwares precisos mas normas que, desejando ser ex-
Ah! que saudades que sinto porque são difíceis de consultar
daqueles tempos queridos cessivamente abrangentes, recomen-
e muito chatas de aplicar!
que os anos não trazem mais! dam a consideração de certos tipos
As normas eram curtas e concisas
6. Outro tipo de poesias de carregamentos ou suas combina-
tão fáceis de consultar ções, deixando por conta do bom-
tão rápidas de aplicar! Até agora falou-se da poesia efetiva senso do usuário, o seu abandono ou
Mas veio o progresso faminto no concreto. Existe, entretanto, não. O engenheiro novato, depois de
para completar itens reduzidos outro tipo de poesia, muito mais
com novos ensaios e tudo o mais.
muito tempo perdido, acaba encon-
As normas hoje são longas e precisas
disseminado, em que os projetistas trando o “caminho do coelhinho”...

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Artigo TQSNEWS

Apropriação do tempo: o ótimo é inimigo do bom?


Por José Pires Alvim Neto*
josepires@sistemanavis.com.br

Uma das mais difíceis tarefas gerenciais de um escritório Assim, desenvolvemos o Sistema Navis, que possui uma
de projetos consiste na apuração do tempo gasto para exclusiva ferramenta de apontamento (ponto eletrônico)
execução de cada atividade do processo produtivo. A prin- e apropriação dos trabalhos executados por seus cola-
cipal dúvida está no que e como medir. boradores de forma automática, independentemente do
Devo aprofundar ou simplificar? Essa é a questão com software que ele utiliza no seu dia-a-dia. A figura abaixo
que muitos empresários se deparam no seu dia-a-dia. apresenta um exemplo de funcionamento do software.
Isso porque, quando se pensa nesse tipo de atividade,
não se pode deixar de lado alguns atributos que interfe-
rem nessa medição.
A figura abaixo apresenta cinco desses principais atribu-
tos: cliente, projeto, fase, tarefa e desenho.

A automatização proposta pelo Navis passa pela inevitável e


recomendável organização da nomenclatura dos arquivos de
projeto, adicionando a esses nomes códigos (que chama-
mos de rótulos) que representem o trabalho a ser medido.
Assim, com esse recurso, basta o profissional abrir o ar-
quivo para que o Navis passe a contar/apropriar o tempo
e custo do trabalho automaticamente, parando esse cro-
nômetro quando outro arquivo de outro projeto for aberto
ou, simplesmente, quando o mesmo for fechado.
Quanto maior for o número de características a serem
apropriadas, maior será a complexidade e menor será a Esse mecanismo é simples, porém bem eficiente e, feliz-
exatidão das informações geradas. mente, vem sendo adotado por diversos escritórios, tais
como: GTP (dos engenheiros Marcelo Rozemberg e Lagi-
A experiência mostra que, inicialmente, o melhor caminho
nha), Pasqua e Graziano, Cláudio Puga, Virgilio Ramos,
a seguir é adotar um processo simples, com o menor
Grifa Engenharia, Steng (São José do Rio Preto) e centenas
número de características possível, ou seja: procure esta-
de outros escritórios que desenvolvem projetos de Estrutu-
belecer um procedimento que seja prático, fácil de ser
ras, Arquitetura, Interiores, Paisagismo e Instalações.
entendido e executado por sua equipe de trabalho.
Uma vez estabelecido e implantado o processo de medi-
Além disso, não tenha pressa! É melhor estabelecer um
ção, basta acompanhar e estabelecer medidas e metas de
processo sólido que gere um conjunto de informações
desempenho buscando o tão e sempre almejado cresci-
passíveis de fácil entendimento por sua equipe, como
mento de produtividade e eficiência, além da construção
um todo. Com o passar do tempo, você pode adotar a
de um rico e único conjunto de informações gerenciais.
estratégia de agregar novos atributos ao processo de
medição de forma a chegar, paulatinamente, em um pro- * José Pires Alvim Neto é
cesso mais completo e seguro. administrador de empresas e pós-
graduado em Qualidade no
Por outro lado, não deixe de considerar/avaliar os sof- Desenvolvimento de Software. É
twares desenvolvidos especificamente para automatizar sócio e diretor técnico da Ação
esse trabalho de apropriação de tempo. Sistemas (que desenvolve e
comercializa o Sistema Navis,
Como produtor desse tipo de software, encontro-me dia- Software de Gestão especializado
riamente com o desafio de aprimorar nossa ferramenta, de em escritórios de Projetos). Possui
forma a permitir uma apropriação mais completa e exata, mais de 26 anos de experiência
eliminando (sem acrescentar trabalho adicional aos seus com desenvolvimento e
colaboradores) a difícil tarefa de ligar e desligar cronôme- comercialização de sistemas para
tros a cada atividade executada. o mercado da construção civil.

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homenagem TQSNEWS

Victor M. de Souza Lima


Fragmentos da memória de um amigo
Eng. Mario Franco

Entramos juntos na Poli em fins de musical de Inezita Barroso; era a pri-


1946. Ele em segundo lugar, eu em meira festa brasileira de que participa-
nono. No primeiro ano, em 1947, va, visto que eu vivia em ambiente
pouco falamos um com outro. Éramos predominantemente italiano. Foi tam-
de “panelas” diferentes: ele, brasileiro, bém nesse período que passamos
vindo do Colégio São Luiz; eu, italiano, longas horas conversando sobre reli-
do Colégio Dante Alighieri. Em minha gião; ele tentando entender porque eu,
“panela”, o Dante Martinelli e o Vin- judeu, não queria me converter ao
cenzo Albanese; na dele, o Luiz Patrí- catolicismo. Creio que, ao longo do ilimitada de plastificação, obedecen-
cio Cintra do Prado e o Wilson de tempo, acabou aceitando meus argu- do assim rigorosamente àquela Teo-
Araújo Costa. Acho que talvez o pri- mentos (identidade, tradição), e for- ria. Mas, e o concreto? Quais são
meiro contato tenha sido assim: o mou-se assim uma sólida base de suas limitações quanto à plastificação
Victor dizendo “... Mario, você que é respeito recíproco que permeou todo das seções?” Incentivou-me a estu-
tão bom em Física, veja se resolve o nosso relacionamento posterior. dar esse assunto, do que resultou,
esta dúvida”. (Eu andara tirando notas em 1957, um pequeno artigo que pu-
máximas nas provas de Física, e era bliquei na Revista do Instituto de En-
apelidado – com característica ironia E com as aulas do professor genharia. Excetuando-se o Victor,
universitária – “o pai da Física”.) Não Telêmaco van Langendonck, que eu saiba, aqui no Brasil ninguém
lembro se resolvi o “galho”, mas foi o passou a haver uma infinidade o leu; no entanto, meses depois rece-
começo de nossa amizade. bi do próprio Victor um envelope que
de assuntos a discutir.
havia chegado em meu nome no De-
partamento de Estruturas da Poli:
Pouca gente sabe, mas logo depois tratava-se de uma carta em francês
de nossa formatura, Victor trabalhou do professor tcheco Milik Tichy (que
por um brevíssimo período como En- acabou tornando-se um mestre em
genheiro na JKMF, escritório de cálcu- plasticidade do concreto) comentan-
lo estrutural que havia sido fundado do o meu artigo. É claro que compar-
por Julio Kassoy e por mim em 1952. tilhei esta alegria com o Victor, meu
Mas naqueles primeiros tempos a roti- mentor; iniciou-se uma intensa cor-
na de projeto era repetitiva e tediosa, e respondência, acompanhada pelo
o Victor se queixava disso dizendo: envio de diversos interessantíssimos
“Mario, você precisa almejar coisas artigos do professor Tichy, sempre
maiores: tornar-se especialista em em francês com tradução russa ao
vigas de grande vão, em edifícios lado (tempos de cortina de ferro!).
Eng. Victor M. de Souza Lima altos...”. Não é preciso dizer que daí Quantas conseqüências positivas
por diante essa frase passou a nortear surgiram daquela motivação inicial
Já a partir do segundo, ano as trocas meus planos profissionais. Logo saiu que o Victor provocou!
de ideias foram ficando mais e mais da JKMF para ser Assistente da Ca- Por indicação do Victor, fui convidado,
frequentes: Cálculo II (o temível Ca- deira de “Pontes e Grandes Estrutu- em fins dos anos 50, pelo professor
margo, cujo livro de Cálculo Vetorial ras” (Gravina) e, em seguida, da de Telêmaco para lecionar Exercícios de
era apelidado de “Aventuras de um “Resistência dos Materiais e Estabili- Resistência dos Materiais a uma turma
vetor travesso”), Mecânica Racional dade das Construções” (van Langen- de Mecânicos-Eletricistas, como pro-
(o brilhante Breves), Física II (o exce- donck), início de uma fulgurante carrei- fessor substituto. Foram dois anos
lente Cintra do Prado). Tivemos lon- ra universitária. Suas impecáveis muito interessantes para mim, pois
gas conversas sobre as equações apostilas foram fundamentais para o precisei me aprofundar (com a precio-
diferenciais da Eletrodinâmica. E com ensino de gerações de politécnicos sa ajuda do Victor) em Teoria da Elasti-
as aulas do professor Telêmaco van É dessa época o interesse do Victor cidade, estudando Sokolnikof, Timo-
Langendonck, passou a haver uma pela Teoria da Plasticidade, cuja se- shenko e Den Hartog. Depois de mais
infinidade de assuntos a discutir. mente inicial foi plantada por uma dois anos na Cadeira de Concreto (pro-
Nessa época, o Victor vinha frequente- memorável palestra proferida na Poli fessor Nilo Amaral), a pressão do Escri-
mente à Poli, com o belíssimo Cadillac pelo professor Belluzzi de Bologna tório sendo muito grande, eu desisti de
cor de vinho do pai, e me dava “caro- (cujos livros de texto formaram parte dar aulas. Mas ficou, por sugestão do
na” até em casa. A amizade começou obrigatória de nossas bibliotecas.). professor Nilo, a ideia de fazer doutora-
a crescer e ele passou a frequentar a Victor, conforme era sua característi- do. No início dos anos 60, ainda não
minha residência na Alameda Jahú ca, estudou o assunto, aprofundou-o existia a análise matricial das estruturas
para estudarmos juntos. À casa dele, e conquistou meu interesse, dando- por meio de computadores (da qual,
na Avenida Angélica, frente à Praça me um resumido curso de Plasticida- como veremos, o Victor foi um pionei-
Buenos Aires, fui convidado por oca- de, com sua extraordinária clareza. ro), e a análise global dos edifícios altos
sião de um memorável jantar que Logo me colocou a seguinte questão: para cargas laterais começava então a
contou com vatapá e com a presença “O aço tem capacidade praticamente ser efetuada com o “Método do Meio

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Elástico Contínuo”. Este foi o tema de casados. Tínhamos quatro filhos, Portuguesa, participou das Jornadas
minha tese, na qual apliquei os princí- com 13, 11, 10 e 4 anos. Foi o perío- Luso-Brasileiras de Engenharia Estru-
pios do método a estruturas espaciais do mais sombrio de minha vida. Em tural, experiência que depois compar-
com dois eixos de simetria; até então, 1969, estava pensando em casar no- tilhou, como sempre com entusiasmo,
só se conhecia a análise plana. Após vamente, com a Ilda, que é 16 anos com seus amigos.
montar minhas equações diferenciais mais jovem. Diante de vários parece-
A partir do pórtico pioneiro da Sibra,
(um sistema de cinco equações linea- res contrários, fui pedir conselho ao
paralelamente à sua brilhante carreira
res de 2ª Ordem, reduzidas depois a Victor, cuja opinião eu prezava acima
universitária, Vitor passou a atuar
uma única equação linear de 4ª Ordem) de qualquer outra. Lembro até hoje
como Consultor de diversas empresas
precisava, uma vez integrada essa os detalhes de nossa conversa. “Vic-
de projeto estrutural, entre as quais a
equação (o que consegui), fazer aplica- tor, eu gosto muito dela, mas é bem
Serete, e também a JKMF. Em 1969,
ções numéricas. O Victor, que acom- mais jovem do que eu”. “Sorte sua!
processou a meu pedido a esbelta
panhava de perto meus esforços, já Case!”, disse ele enfaticamente. Foi
casca poliédrica do Palácio das Con-
estava então começando a trabalhar decisivo: casei, e fiquei devendo ao
venções do Parque Anhembi. Tinha
com o computador IBM 1640 da USP, amigo Victor os mais de 40 anos
passado a época da tediosa rotina dos
e sugeriu-me escrever um programa desse meu feliz segundo casamento
primeiros tempos, as estruturas torna-
para poder com facilidade efetuar tais e da filha que dele nasceu...
vam-se mais complexas e desafiado-
aplicações. Ensinou-me Fortran IV, lin-
ras, já havendo programas poderosos,
guagem com a qual escrevi a tese,
Começou com o IBM 1130, que ele passou a dominar e que ne-
ajudou-me a perfurar os decks de car-
cessitavam do emprego dos grandes
tões e prontificou-se a levá-los à USP e depois passou a utilizar computadores da época: surgiram o
para processar meus exemplos. Nunca mainframes de grande porte STRESStm, o STRUDLtm, o ANSYStm,
esquecerei a emoção (minha, é claro,
o SAPtm e outros programas de análi-
mas também dele) quando aparece-
se estrutural. Os diversos problemas
ram os primeiros resultados impressos: Nessa época (continuo falando dos de meu Escritório a serem analisados
estavam certos!!! anos 60) Victor começou a estudar eram por nós minuciosamente estuda-
Análise Matricial das Estruturas dos de modo a modelá-los eficiente-
(tema de sua tese de livre docência mente e o Victor se encarregava do
Nunca esquecerei a emoção em 1964.). Lembro-me das explica- preparo dos cartões e do processa-
quando apareceram os ções, que me dava, escritas com mento. Começou com o IBM 1130, e
primeiros resultados precisa caligrafia e com a clareza depois passou a utilizar mainframes de
que o caracterizava:.. “matriz de rigi- grande porte como o da Control Data
impressos: estavam certos!!! dez do elemento”, “matriz de rigidez e outros. Mas igualmente importante
da estrutura desmontada”, “matriz era a cuidadosa análise e interpreta-
Enquanto escrevia minha tese (levou de incidência”... Era a aurora da ção dos resultados, que fazíamos à
alguns anos, e só foi defendida em nova era da Análise Matricial, disci- noite, debruçando-nos sobre os resul-
1967, diante de uma banca da qual o plina da qual foi em seguida profes- tados numéricos e procurando dar-
Victor participou), ele defendeu a dele sor na Poli juntamente com Teoria lhes lógica e significado. Era a etapa
e em seguida, em 1964, enfrentou a dos Elementos Finitos. Logo escre- necessária para se tirar corretamente
livre docência. Fui à Poli assistir à veu programas para a análise de o máximo proveito da grande massa
defesa. Lá estava a família do Victor, pórticos planos e grelhas; e foi em numérica de informação. Analisamos
os colegas e amigos. Um dos mem- 1964 que, prestando consultoria a grandes viadutos curvos em seção
bros da banca era o professor Figuei- meu Escritório, processou, com pro- caixão, e passamos a dominar os pro-
redo Ferraz; chegada a vez dele ar- grama por ele desenvolvido, um blemas da torção de St. Venant, da
guir, fez uma série de graves objeções grande pórtico destinado suportar os flexo-torção e da deformação trans-
e finalmente pegou um pequeno livro, pesados fornos elétricos da Eletrosi- versal das seções. Os resultados nu-
dizendo: “O que Vossa Senhoria derúrgica Brasileira (Sibra) em Salva- méricos enriqueciam nossa bagagem
apresenta em sua tese está tudo aqui, dor. Foi a primeira estrutura projeta- teórica aumentando nossa compreen-
neste livro russo” (o professor Ferraz da em minha Empresa com auxílio são desses problemas.
tinha estudado russo). Gelei. Pensei: de computador.
o Victor está perdido, será reprovado! Em 1971, Victor era Chefe do Depar-
Em 1969, Victor foi a Portugal com a tamento de Engenharia de Estruturas
Mas enganava-me: chegada a vez de família. Estavam em Lisboa quando
responder, ele levantou-se calma- e Fundações da Poli, por sinal o mais
ocorreu o grande terremoto daquele jovem professor daquele Departa-
mente, rebateu ponto por ponto todas ano, o que, voltando ao Brasil, nos
as questões levantadas, informou mento. Naquela época, por força da
descreveu dramaticamente, com mi- recente Reforma Universitária, as
que conhecia, sim, o tal livro russo, núcias. Lá teve contatos com os pro-
mas que o que ele apresentara na disciplinas da área de Estruturas e
fessores Júlio Ferry Borges, Eduardo Fundações já eram ministradas na
tese não estava naquele livro. Ao que de Arantes e Oliveira e José de Oliveira
o professor Ferraz disse: “Sabia disso Faculdade de Arquitetura e Urbanis-
Pedro, iniciando sólidas amizades e mo da USP (FAU) por professores do
tudo, mas minha intenção era justa- alcançando o merecido respeito dos
mente evidenciar a força do candida- Departamento da Poli. Naquele ano
portugueses, algo que marcou profun- estava havendo uma crise na FAU,
to”. Deu nota máxima, como aliás damente toda a sua vida profissional.
deram os demais membros da banca. nas disciplinas ”Resistência dos Ma-
Visitou a Ponte sobre o Tejo (então teriais e Estabilidade das Constru-
Quando em 1967 defendi tese, minha Ponte Salazar) e trouxe ao Brasil ções” e “Sistemas Estruturais I”,
mulher Gabriella estava muito doente, exemplares do livro publicado em com reprovação em massa. Sabedor
com leucemia, vindo a falecer em ja- 1966 pelo Gabinete da Ponte, doan- de meu interesse pela Arquitetura e
neiro de 1968, depois de 14 anos de do-me um deles. Em 1971, na Àfrica do bom diálogo que no exercício da
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profissão eu conseguia manter com Victor gostava de viajar. Em 1975, haví- conversas (sempre noturnas) sobre
os arquitetos, convidou-me a lecio- amos estado, minha esposa Ilda e eu, esses temas, que ele dominava com
nar essas disciplinas naquela Facul- em Madrid, em companhia dele e da sua peculiar clareza. Eu estava proje-
dade: “Mario, a FAU é sua”, disse Nilza. Agora, em 1981, planejávamos tando uma estrutura particularmente
com o tom enfático que por vezes o uma viagem aos Estados Unidos, país alta e esbelta e pretendia efetuar uma
caracterizava. O desafio era grande: que ele conhecia bem, desde sua via- análise P-Delta, por iterações manuais
montar um curso de estruturas que gem de núpcias em 1954 (contava ter sucessivas (não havia ainda progra-
despertasse o interesse dos alunos, lá conhecido o professor Hardy Cross!) mas disponíveis para efetuá-la auto-
motivando-os a adquirir aquela que mas no qual eu nunca havia estado. maticamente). Para verificar a precisão
é uma das ferramentas essenciais do Victor estudou minuciosamente os de- desse método, combinamos que ele
arquiteto: a profunda compreensão talhes da viagem. Em Los Angeles, processaria o modelo através do pro-
do funcionamento estrutural. Foi um primeira etapa, lá estavam eles nos grama NO-LINE ao qual tinha acesso,
grande presente este que recebi do esperando: hotel, visita à Disneyland, para depois apresentarmos ambas as
Victor, pelo qual lhe sou muito grato. aluguel de carro, tudo predeterminado soluções numa palestra no Instituto de
O curso (que discuti amplamente por ele. Viagem espetacular pela costa Engenharia. No entanto, não houve
com ele, então meu Chefe) foi, creio, da Califórnia, passando por Monterey e tempo para compararmos nossos res-
bem sucedido, a julgar pelos muitos Carmel, até San Francisco. Lá também, pectivos resultados, e assim chega-
ex-alunos que encontrei mais tarde conhecia tudo: hotel Francis Drake, mos à palestra, cada um sem saber o
em meus contatos profissionais. Em Embarcadero, Ghirardelli Square, Pier que o outro tinha encontrado: comecei
1974, Victor e eu organizamos na 31.... Até um musical, “Annie”, ele tinha apresentando minha metodologia e
FAU (onde acabei lecionando até os escolhido para assistirmos. E finalmen- meus números, e o Victor me acompa-
meus 70 anos, em 1998) um encon- te, a última etapa: New York: hotel com nhava dando os números dele. Fomos
tro nacional sobre o ensino das es- vista para o Central Park, Museum of assim descobrindo, na hora, que os
truturas em faculdades de arquitetu- Modern Art, Metropolitam Museum, resultados praticamente coincidiam, o
ra. Gerou intensos e apaixonados Museum of Natural History, a “Frick que acrescentou “suspense” a nossa
debates, e certamente foi um divisor Collection” de que ele tanto gostava, apresentação. Anos mais tarde, faría-
de águas no ensino daquelas disci- circunavegação da ilha de Manhattan, mos outra palestra improvisada, esta
plinas pelo Brasil afora. jantar no restaurante mais alto do “a 10 mãos”, de que falarei adiante.
mundo numa das Torres Gêmeas. Será
Em meados dos anos 70, Victor foi Outro tema de interesse comum pren-
impossível voltar a New York sem lem-
convidado pela Promon para traba- dia-se à personalidade e à obra de
brar aquela primeira, longínqua viagem
lhar naquela Empresa, assumindo o Einstein; em 1985, deu-me o Victor a
em companhia deles.
cargo de Diretor. Manteve, em tempo belíssima biografia “Subtle is the
parcial, sua brilhante atividade aca- Lord”, de Abraham Pais. Intrigavam-
dêmica, porém cessou a possibilida- Escreveu importantes no as equações da Relatividade Res-
de de prestar consultoria a empresas trita. Anos mais tarde, retomamos o
de estruturas. A JKMF começou a trabalhos sobre temas
tema: havíamos lido ambos um pe-
desenvolver programas próprios relacionados às barragens, queno volume, escrito em 1916 por
(com preciosa orientação do Victor) e pelo menos um dos quais Einstein, “Relativity”, e o Victor, não
a utilizar diretamente os serviços com o também inesquecível satisfeito com uma das deduções ali
computacionais da Control Data. Na contidas, apresentou-me, nada
Promon, Victor passou a se interes- Décio de Zagottis.
menos, outra dedução, desenvolvida
sar pelas grandes barragens que, por ele, mais rigorosa. Isto, em 2008,
naquela época, começavam a ser No começo dos anos 80, a minha quando me deu outro livro sobre a vida
construídas no Brasil; participou ati- atenção e a dele voltaram-se para os de Einstein, de Walter Isaacson. Ele
vamente dos projetos de Itaipu, de problemas de instabilidade, flamba- pretendia voltar ao tema das equa-
Xingó e de outras usinas hidroelétri- gem, snap through, não-linearidade fí- ções de Einstein, para novas discus-
cas, passando a integrar a Comissão sica e geométrica. Tivemos inúmeras sões; infelizmente não houve tempo.
Internacional de Itaipu, na qual per-
maneceu até o fim da vida. Escreveu
importantes trabalhos sobre temas
relacionados às barragens, pelo
menos um dos quais com o também
inesquecível Décio de Zagottis, do
qual era colega de trabalho na Pro-
mon e no Departamento de Enge-
nharia de Estruturas e Fundações da
Poli. Participou de importantes en-
contros sobre barragens em Portu-
gal, e também na Índia, em mais uma
de suas memoráveis viagens que
tanto gostava de relatar aos amigos.
Sabendo que na época eu começava
a lecionar, na FDTE, um curso sobre
edifícios altos, trouxe-me da Índia
uma foto da alta torre de Qtab, cons-
truída em pedra, explicava-me, ao
mesmo tempo da Torre de Pisa.

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Creio que foi em 1989 que se desligou (vento, sismos) como sendo “movi- Estado, Dr. Geraldo Alckmin, e de
da Promon, para ficar na Poli em mentos violentos”, e chamando os grande público. O Victor pronunciou
tempo integral. Já há bom período computadores, protagonistas obriga- um magnífico, vibrante discurso, que
Professor Titular, foi pela segunda vez tórios de nossa palestra, como sendo me emocionou muito e que provocou
Chefe do Departamento de Engenha- “máquinas matemáticas”. Seguiu uma o seguinte comentário do Governa-
ria de Estruturas e Fundações. Desta apresentação sobre catedrais góticas, dor: “Não sabia que houvesse poetas
vez, era o professor mais idoso daque- por Henrique Lindenberg, rebatizado, entre os engenheiros!”, frase que foi
le Departamento, fato que, divertido, para a ocasião, “Tilimontanus”, o so- relembrada por nós com satisfação
gostava de comentar. Naquela época, brenome dele (Linden=tílias; em diversas ocasiões.
foi também Presidente do Instituto de Berg=montanha) latinizado à moda
Há três anos, escrevi um trabalho sobre
Pesquisas Tecnológicas, e Pró-Reitor renascentista. O Ruy Pauletti (“Pau-
bases circulares de tubulões, que estu-
de Gradução da USP. Recebeu o título lus”) falou do palpitante tema da fusão
dei com elementos sólidos utilizando o
de Professor do Ano. nuclear controlada, que será um dia
programa SAP 2000tm. No processa-
imensa fonte inesgotável e limpa de
Em 1995, tanto o Victor como eu está- mento do modelo tridimensional que
energia e que vem sendo estudada
vamos notando que nosso amigo Décio montei, aparecia no eixo de simetria
por físicos do mundo inteiro com utili-
de Zagottis não estava bem de saúde. uma singularidade numérica. Quanto
zação de máquinas (há duas na USP)
Combinamos um jantar com ele, para apresentei o trabalho no Instituto de
chamadas “Tokamak”, uma das quais
transmitir-lhe a nossa percepção e aler- Engenharia, Victor ficou intrigado com
o Ruy tinha ajudado a projetar. Por fim,
tá-lo. Estávamos realmente preocupa- aquela singularidade. Depois, junto
o Fernando Stucchi (nem sei se teve
dos, e pouco tempo depois soubemos com o Ruy Pauletti, processou meu
pseudônimo) discorreu sobre a enge-
tratar-se de doença gravíssima, que modelo no ANSYStm e, através de uma
nharia das pontes. A longa palestra
acompanhamos juntos passo a passo modelagem diferente, eles consegui-
improvisada, quase uma apresenta-
e que o levou à morte poucos meses ram remover a singularidade. Vieram
ção teatral, foi um grande sucesso,
depois, em 1996. Foi um luto profundo juntos em minha casa uma noite, com
que pudemos medir não somente pela
que compartilhamos, pois Décio era o notebook do Ruy, para mostrar seus
reação entusiástica do público, mas
um nosso grande amigo, cuja falta se resultados. Mudei então a estratégia de
também, sobretudo, por nossa grande
fez dolorosamente sentir. modelagem e, dias depois, consegui
diversão em prepará-la e apresentá-la.
eliminar a singularidade também no
Em 1995, “inventamos”, por iniciativa Pediram-nos para refazê-la, mas trata-
SAPtm, apresentando uma segunda
do Victor, outra palestra no Instituto de va-se de evento não repetível. Creio
palestra com dados mais refinados.
Engenharia, que denominamos que foi gravada em áudio pelo IESP.
Mais uma vez, obrigado, Victor!
“Novos diálogos sobre a ciência das
construções”. Tratava-se de falar dos Abateu-o fortemente a longa doença
recentes progressos da engenharia ... provocou o seguinte do irmão Murilo, ao qual era afetiva-
estrutural. Resolvemos apresentá-la comentário do Governador: mente muito ligado. Contava-me de
de forma original, e que pudesse moti- “Não sabia que houvesse suas visitas ao hospital, do coma,
var os ouvintes sem aborrecê-los. Fi- dos momentos de lucidez, que ele
zemos a palestra iniciando-a sob poetas entre os engenheiros!” vivenciava com grande intensidade e
forma de diálogo entre Galileu (repre- emoção, até o falecimento do irmão
sentado por mim) e seu interlocutor Quando em 2001 foi-me concedido há poucos meses.
Salviati (representado pelo Victor), pelo Instituto de Engenharia o título Jantamos juntos, pela última vez, na
nobre sábio veneziano que comparece de “Engenheiro do Ano”, coube ao casa de nossos amigos Lauro Modes-
efetivamente nos “Dialoghi di due Victor dirigir-me a saudação de to dos Santos (também engenheiro e
Nuove Scienze” do gênio pisano. Fala- praxe. A solene cerimônia realizou-se ex-professor da Poli) e Edith, para que
mos da engenharia estrutural dos edi- no auditório do Palácio do Governo, eu lhes apresentasse o resumo de
fícios altos, em termos apropriada- com a presença do professor Helio uma palestra à qual eles não haviam
mente arcaicos, referindo-nos – como Guerra Vieira, Presidente do IESP e podido comparecer. O Victor já estava
Galileu – aos fenômenos dinâmicos ex Diretor da Poli, do Governador do muito doente, mas surpreendeu-nos
pela grande lucidez dos comentários,
Engs. Wagner Melo e Ademar Hirata, Goiânia, GO

que fez como sempre com precisão


conceitual, numa folha de papel, a
lápis, com sua bela caligrafia. O tema
relacionava-se com a metodologia
construtiva dos edifícios altos, mas ele
prontamente mencionou um exemplo
de situação análoga e pertinente, refe-
rente à construção de barragens de
gravidade, tema de sua especialidade.
Faz pouco tempo.
Despedimo-nos no quarto do
INCOR. Apertou minha mão com sua
firmeza característica, olhou-me nos
olhos e abriu seu largo sorriso.
Imagino-o agora entre os Eleitos,
dialogando com Galileu e com Eins-
tein, eternamente.

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homenagem TQSNEWS

A ABECE e a engenharia estrutural


perdem uma grande referência na área
No dia 28 de março de 2010, a ABECE sempre marcada por idéias e atitu-
e seus idealizadores foram pegos de des inovadoras, o fez logo assumir
surpresa com a triste notícia do faleci- um cargo na diretoria.
mento de um dos fundadores e apai- Fervoroso defensor da necessidade
xonado propagador das ações da en- de divulgar a ABECE, fortalecê-la, fa-
tidade e da engenharia estrutural, o zê-la crescer e torná-la reconhecida
engenheiro José Roberto Braguim. Abertura - ABECE (José Roberto Braguim)
não só pelas demais entidades do
Podemos afirmar, sem receio de setor, mas pelos que usufruem das delegacias regionais) e para o aprimo-
engano, que o engenheiro Braguim obras projetadas pelos engenheiros ramento da formação do profissional
deixou, além de um importante le- estruturais, implantou e dinamizou os da área, implementando cursos e di-
gado para a ABECE, uma brilhante canais de comunicação, como site e namizando os encontros mensais.
contribuição para a história da en- informativos impressos e eletrônicos.
Sua gestão como presidente (2006-
genharia estrutural brasileira. Como diretor na gestão do enge- 2008) foi marcada pela inquietude,
Na ABECE, é impossível não identificar nheiro Julio Timerman (2002-2004), característica peculiar daqueles que
seus feitos na trajetória da entidade, idealizou o Prêmio Talento Engenha- não se acomodam e se empenham
cuja história se entrelaça, em inúmeras ria Estrutural, hoje reconhecido em promover contínuas mudanças
páginas, com a própria história de um como uma das mais importantes na busca de seus ideais.
homem que fez de seu ideal uma cons- formas de reconhecer e valorizar o Além de abraçar o Prêmio Talento En-
tante luta pelo engrandecimento da trabalho do engenheiro estrutural. genharia Estrutural, dando-lhe mais
engenharia estrutural no país. relevância ao criar novas categorias na
Foi vice-presidente na gestão do en-
Braguim ingressou na ABECE em genheiro Valdir Silva da Cruz (2004- intenção de reconhecer e premiar mais
1994, ao lado do primeiro presiden- 2006) e contribuiu de forma incansável profissionais da área, lançou o Desta-
te da entidade, engenheiro Marcos para o crescimento da ABECE em di- ques ABECE, que ficou conhecido
de Mello Velletri, e sua participação, ferentes localidades (instalando novas carinhosamente como PUFA!, evento
que homenageia profissionais da área
que se destacaram durante o ano.
Formalizou convênios de colabora-
ção técnica com outras entidades
do setor, implantou o curso sobre
cálculo de pilares de concreto arma-
do em São Paulo, Belo Horizonte,
Rio de Janeiro, Recife e Manaus,
criou o Simpósio Internacional sobre
Engenheiro José Pontes e Grandes Estruturas com o
Roberto Braguim à objetivo de divulgar as recentes
esquerda
homenageia o
conquistas e novas técnicas empre-
engenheiro Antonio gadas neste tipo de obra e inseriu a
Carlos Reis ABECE na Concrete Show South
Laranjeiras durante America, maior evento de tecnolo-
o Prêmio Talento gia em concreto na América do Sul.

“O engenheiro Braguim sempre se diferenciou pelo seu “O que eu mais admirava no Braguim era a sua alta
companheirismo e comprometimento com a Engenharia. capacidade técnica, que aplicava a qualquer ato sim-
Sentiremos muita falta de sua empolgação e assertivi- ples do seu dia-a-dia aliada à grande capacidade de
dade nas causas que envolvem a atuação dos projetis- criação e gestão de novas ações dentro da associação.
tas estruturais. Nos deixou muito cedo, mas aprende- A frase “vamos olhar este problema primeiro do ponto
mos muito com ele.” de vista conceitual” ficou marcada em todos nós”.
Eng. Marcos Monteiro, presidente da ABECE Eng. Suely B. Bueno,
vice-presidente de Tecnologia e Qualidade da ABECE
“José Roberto Braguim, engenheiro de alto nível, cole-
ga na acepção da palavra, muita criatividade e extre- “A súbita perda do Braguim do nosso meio formou uma
mamente preocupado com o desenvolvimento da enorme lacuna no setor da Engenharia de Estruturas, em
ABECE e, em conseqüência, com sua valorização pro- especial na ABECE, que ele tanto ajudou a consolidar e
fissional. Saudade. fortalecer. Seu trabalho incansável deixou marcas e lições
Eng. Eduardo Barros Millen, muito positivas que temos o dever de honrar e respeitar.”
vice-presidente de Relacionamento da ABECE Francisco Paulo Graziano,
ex-presidente da ABECE (1998-2000)

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TQSNEWS
A mudança da sede da ABECE para capacidade, e a que poderá se e Consultoria, com a finalidade de
um espaço mais amplo que possibi- igualar, em cinco ou dez anos, às desenvolver projetos de instalações
litasse a realização dos encontros principais entidades da engenharia (Edno e Olavo) e estruturais (Marcos
mensais e disponibilizasse secreta- estrutural do mundo. Nós temos de Carvalho). Enquanto isso, Bra-
ria, sala de reuniões e biblioteca que escolher”. guim continuava com seus estudos,
para os associados foi idealizada e tornando-se Mestre e Doutor pela
Braguim, a ABECE escolhe seguir
implementada em sua gestão. EPUSP (Escola Politécnica da Uni-
em frente impulsionada pela sua
Em julho de 2008, motivada por garra e espírito inovador, para que versidade de São Paulo).
sua visão de futuro, a ABECE emi- você, onde quer que esteja, sinta Em 1993, Braguim entrou na empre-
tiu um documento intitulado Carta orgulho do que cultivou. sa e a firma passou a chamar-se
Aberta ao Setor da Construção OSMB Projetos e Consultoria. A
Civil convidando profissionais e en- parceria Marcos de Carvalho e José
tidades a criar um comitê gestor José Roberto Braguim, entre Roberto Braguim não começou em
para discutir a consolidação de 1993, mas sim em 1975, ano de in-
questões técnicas e, eventualmen- o realizável e a utopia gresso dos dois na EESC-USP.
te, apresentá-las à ABNT (Associa-
Mais conhecido como Tremendão Braguim e “Marcão” marcaram uma
ção Brasileira de Normas Técni-
pelos seus amigos da “augusta” grande amizade de mais de 35
cas). “Falta articulação do setor em
Escola de Engenharia de São Carlos anos. Além disso, foram os dois
relação à difusão do conhecimento
(EESC-USP), como ele costumava grandes pilares no desenvolvimento
e o grande objetivo do documento
se referir à instituição, José Roberto de projetos estruturais pela OSMB.
é sugerir um modelo para o seu
Braguim formou-se em 1979 e logo Pilares esses tão rígidos que a em-
funcionamento articulado e eficaz,
foi trabalhar no IPT (Instituto de presa foi crescendo e se solidifican-
integrando o conhecimento e aper-
Pesquisa Tecnológicas), onde ficou do ao longo dos anos, buscando
feiçoando o exercício profissional”,
por 16 anos. sempre atuar em projetos de áreas
conclamou Braguim.
diversificadas da construção civil,
Durante este período, seus amigos
Em um de seus editoriais de 2008 como estruturas metálicas, silos,
de república tornaram-se autôno-
publicados no informativo da análise e reforço estrutural, estrutu-
mos e, em 1991, Olavo Campos,
ABECE intitulado Crescer ou cres- ras em concreto armado convencio-
Edno Miranda, costumeiramente
cer, escreveu “É necessário que se nal, estruturas em alvenaria estrutu-
chamado como Sal, e Marcos de
faça uma escolha entre a ABECE ral e, mais recentemente, estruturas
Carvalho fundaram a OSM Projetos
que temos, hoje no seu limite de de parede de concreto.

“Conheci poucas pessoas em minha vida tão apaixona- primeiro regulamento deste concurso. A verdadeira e
das. O Braguim era verdadeiramente “apaixonado” pela mais bonita faceta que conheci do Braguim foi quando
família, pelos amigos e pela profissão. Um homem dedi- viajamos juntos a um congresso do IABSE, na Ilha de
cado não só à família e ao trabalho, mas, principalmen- Malta, e convivemos duas semanas com as respectivas
te, à sociedade. Agregador, hábil e com uma enorme esposas. Nesta viagem, aquele Braguim sisudo e sério
capacidade técnica, soube com maestria e genialidade, das reuniões de diretoria não nos acompanhou, apare-
motivar a todos em sua volta na busca de uma enge- cendo um Braguim brincalhão, extremamente dedicado
nharia estrutural reconhecida e brilhante. Nos deixa a sua família, amoroso e muito religioso. Esta viagem
enorme saudade! serviu para unir ainda mais as nossas famílias. O
Eng. João Alberto Vendramini, Braguim fará muita falta à sua família e a mim também.
vice-presidente de Marketing da ABECE Perdi um verdadeiro e leal amigo.
Júlio Timerman, ex-presidente da ABECE (2002-2004)
“Braguim foi diretor na gestão em que eu era presiden-
te da ABECE. Admirava-o pela sua capacidade técnica, Estive com ele desde o primeiro instante em que assu-
pela dedicação e pelo esforço fantástico na concretiza- miu a diretoria da ABECE, pois entramos juntos na ges-
ção dos artigos técnicos, além da enorme capacidade tão do Velletri. Primeiro como colega, e logo depois
de doação à entidade. Se a ABECE chegou ao patamar como amigo. Ele sempre foi um professor e exemplo
de hoje, muito devemos ao Braguim.” como profissional, amigo, ser humano e pai de família.
Marcelo Rozenberg, Lutamos juntos à frente da ABECE em todas as gestões
ex-presidente da ABECE (2000-2002) que participamos e, principalmente, quando presidi a
associação e ele era o vice. Isso era somente cargo, pois
Foi muito triste o que ocorreu com o meu amigo ele foi meu braço direito, esquerdo e muito mais. Depois
Braguim. Tivemos uma intensa convivência na época vi com orgulho sua grande administração como presi-
de minha gestão à frente da ABECE. Ele sempre se dente. Ainda estou chocado com a perda desse grande
destacou pelo dinamismo, transparência e comprome- amigo. Para nós, resta saudade, mas temos a certeza de
timento com as causas da Engenharia Estrutural. Não que ele nasceu para a vida eterna e está lá nos braços
sei se todos os nossos companheiros sabem, mas o de nosso Pai celeste, intercedendo por todos como sem-
Prêmio Talento Engenharia Estrutural, um dos mais sig- pre. Continuemos o trabalho do Braguim.
nificativos marcos da ABECE, iniciou-se em minha ges-
tão, por idéia e insistência do Braguim, que redigiu o Valdir Silva da Cruz, ex-presidente da ABECE (2004-2006)

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TQSNEWS
A equipe da OSMB é constituída
por 12 engenheiros especializados
(ou em especialização) em Enge-
nharia de Estruturas. Hoje, Marcos
de Carvalho está à frente da OSMB,
e com mais de 31 anos de experi-
ência em projetos afirma que o es-
critório continuará atuando nos di-
versos ramos do mercado citados
acima, procurando, a cada dia que
passa, a tão falada pelo Braguim,
valorização profissional do enge-
nheiro de estruturas.
O Braguim pai, infelizmente, não
está mais presente; no entanto, o
Braguim filho, um dos engenheiros
sócios da OSMB, continuará na jor-
nada. Thales Couto Braguim for-
mou-se Engenheiro Civil pela EESC
e hoje é discente do mestrado em
engenharia de estruturas pela Projeto da FAPCOM (Faculdade Paulus
EPUSP. Está seguindo os passos do de Tecnologia e Comunicação), que
pai, tanto nos estudos quanto na utiliza grandes vãos, é um dos mais
história da OSMB. relevantes realizados pela OSMB

“Braguim deixou grandes ensinamentos e lições para “Dr. Braguim foi como um pai para todos nós colaboradores
que pudéssemos seguir com nossas próprias pernas. É da OSMB. É isso que sentíamos no contato diário com este
uma perda irreparável, mas ao mesmo tempo nos deixa profissional extremamente capacitado e ao mesmo tempo
inspiração suficiente para trilharmos no caminho certo”. humilde e bem humorado, que através de seu grande amor
Marcos de Carvalho, pela engenharia sempre lutou pela valorização da profissão
sócio da OSMB Projetos e Consultoria à frente da ABECE e participação em outras instituições da
classe. Em todos os seus atos primava pela enorme vontade
“Duas características que definem meu pai são: liberdade de encarar novos desafios, adquirir novos conhecimentos e
e amor. Apesar de ter me incentivado a cursar engenharia repassá-los sem a menor cerimônia a quem quer que fosse.
civil e a trabalhar com ele, sempre me perguntava se era Não se aquietava, estava sempre querendo acrescentar
aquilo mesmo que eu queria, ou se eu gostava de traba- algo. Sentimos muito a sua falta e ao mesmo tempo somos
lhar com ele...perguntas de respostas fáceis e imediatas, agradecidos a Deus por ter tido a possibilidade da convivên-
que o tranqüilizavam para seguir em frente. Sempre dizia: cia com esta pessoa sem igual.”
“Se for fazer, faz direito”. Era uma pessoa que atribuía Equipe da OSMB Projetos e Consultoria
amor em todas as suas atividade, fosse cozinhar, fosse
projetar um edifício. Era nítido que quando se dedicava a “Lembro-me de quando o Braguin me foi apresentado
qualquer atividade, se dedicava de coração para que pelo Valdir Cruz como seu sucessor na presidência da
fosse feito o melhor.” ABECE. Suas propostas e sua motivação em ser, por um
Thales Couto Braguim período, o representante maior da classe dos projetistas
me impressionaram positivamente. E o tempo compro-
“O CBCA e a ABECE, com Braguim, tinham como norma que vou sua postura ética e dedicada, integralmente a favor
a distância entre a intenção e o gesto poderia fazer morrer a das melhores práticas e da normalização, que conduzis-
decisão. Então, a parceria que vinha acontecendo desde sem a qualidade dos projetos e das estruturas. Após seu
2003 cresceu muito com ações rápidas e não deixa mais de período a frente da entidade, ele continuou sendo o par-
ampliar. Perdemos todos, agora, mas aprendemos tanto que ceiro e o profissional que todos desejam ter ao lado. Sua
temos nova consciência no exercício de nossa profissão”. ausência será sentida. Porém sua lembrança e suas con-
Cátia MacCord, gerente executiva do CBCA tribuições para a cadeia produtiva da construção civil
estarão sempre em nossa memória”.
“O engenheiro José Roberto Braguim foi meu orientado
de doutoramento. Juntos, provamos experimentalmente Renato Giusti, presidente da ABCP
que as cargas repetidas em uma estrutura de concreto “Fiquei chocado com a notícia do falecimento do nosso
produzem deformações progressivas, tanto quanto a querido José Roberto Braguim; conheci-o na Conferencia
deformação lenta provocada pelas cargas permanentes. da IABSE, em Malta, junto com o Julio Timerman, e
O Braguim era meu filho espiritual. Como ele dizia para desde então temos trocado bons papos; inclusive a
outros, e agora vejo que também vale para ele: “Os san- pouco, fiz chegar às mãos dele uma proposta para ele se
tos que trabalham honestamente, mas não fazem mila- tornar sócio do Council on Tall Buildings and Urban
gres, também merecem o Céu”. Habitat, do qual fui presidente”.
Prof. Péricles Brasiliense Fusco, professor da USP Gilberto do Valle, presidente da ABPE

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TQSNEWS
Com uma sede em São Carlos e
uma em São Paulo, a OSMB conta-
biliza mais de 900 projetos em alve-
naria estrutural e em concreto arma-
do por todo país, além de um proje-
to realizado em Angola. Mais recen-
temente, o escritório foi um dos
pioneiros do Brasil nos projetos de
edifícios em parede de concreto
com mais de 10 pavimentos, proje-
tando um edifício de 14 andares em
Sorocaba e outro de 16 andares em
Ribeirão Preto (ambos no interior de
São Paulo), entre outros. Uma das
obras de relevância para a OSMB,
caracterizada por grandes vãos, al-
guns sem protensão, foi a da Facul-
dade Paulus de Comunicações
(FAPCOM), realizada em São Paulo
na Vila Mariana.
Além de estar à frente da OSMB, Bra- Edifício em paredes de concreto em Sorocaba, SP
guim era ativo no desenvolvimento da
engenharia estrutural do país. Além ciação Brasileira de Cimento Por- Matérias publicadas no
de sua constante e plena dedicação à tland) para o desenvolvimento da ABECE Informa n° 78 –
ABECE, ultimamente, participava do norma Paredes de concreto armado Março-Abril/2010.
comitê técnico, junto a ABCP (Asso- – projeto e execução de edificações.

“Engenheiro José Roberto Braguim, você nos deixou ABECE e ABCIC afim de constituirmos o grupo nacional
muito precocemente. Estou consternado! Tive a sorte de fib (fédération internationale du beton), cuja assinatura do
estar muito próximo do engenheiro e grande amigo convênio ocorreu em 2008. Em setembro do ano passado
Braguim e por várias vezes ter a felicidade de comparti- nos reunimos com ele em seu escritório, professor Mounir
lhar parcerias. Fomos companheiros de IPT, de Escola (USP São Carlos) e eu, afim de julgarmos os trabalhos
Politécnica, de diretoria do IBRACON, de comissões da dos projetistas inscritos para apresentação em painel
ABNT e da ABECE. Seu espírito ético, sua honestidade, específico no 2° Encontro Nacional Pesquisa-Projeto-
seus princípios pessoais, sua competência e dedicação Produção em concreto pré-moldado, uma contribuição
sempre se destacaram e me fizeram a cada dia apreciar de grande valia a qual respondeu prontamente, dispondo
mais aquele profissional sonhador e conversador. A par de uma tarde de trabalho com muita atenção e dedica-
de outras tantas, essas eram suas qualidades imbatíveis ção. Cabe ainda destacar seu espírito associativo e gran-
-- duas grandes e maravilhosas características do de preocupação com a interface das diversas entidades
Braguim: Diplomacia e Sonho. Tudo deve e tem de ser em temas carentes de ações conjuntas em nossa enge-
bem negociado, bem conversado, temos de achar o nharia. Por fim, no último PUFA, sentamos à mesma mesa
caminho certo mas com conversa. Sabia muito bem e rimos muito quando pedia a ele que me explicasse a
onde devia chegar, mas nunca rejeitou uma boa e cons- origem do nome PUFA e também, com muito alegria,
trutiva discussão. Também sonhar com um país melhor, junto com sua esposa comentou sobre o progresso de
uma engenharia consciente e sem nunca esquecer seu seus filhos. Pessoalmente, e também em nome de toda a
lado social e seu compromisso com a qualidade de vida, Diretoria Abcic, estamos consternados, nos solidariza-
com a justiça, assim era ele. Perseverante não deixava mos com sua família e também com a ABECE.
de confiar em dias melhores. Lamento profundamente Íria Lícia Oliva Doniak, diretora executiva da ABCIC
perder precocemente esse querido amigo, esse “verda-
deiro Ulysses Guimarães” da nossa valorosa Engenharia “Envio meus sentimentos e de todos os colaboradores
civil. Já está fazendo falta! Saudades...” da PINI para a família, os amigos e os colegas do enge-
Prof. Dr. Paulo Helene, professor titular da USP nheiro Braguim. Estamos todos muito tristes com a
notícia, que nos chocou profundamente. Braguim era
“Poucas foram as oportunidades de estarmos em ações um amigo da Editora e sempre manteve excelentes rela-
conjuntas envolvendo os interesses das entidades por ções conosco. Seu papel como presidente e colabora-
nós representadas. Porém, nestas ocasiões, com extre- dor da ABECE será sempre lembrado pelo meio técnico
mo bom senso, objetividade, seriedade e transparência nacional. Uma pessoa simples, ativa e extremamente
culminamos em excelentes resultados, podendo aqui agradável. Deixará saudades.”
citar: em 2007 a decisão de estabelecer parceria entre a Eric Cozza, diretor de redação da Editora Pini

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Notícias TQSNEWS
FEICON BATIMAT- 2010
24 a 28 de março de 2010, São Paulo, SP
Como de costume, a TQS esteve presente na Feicon
Batimat – Feira Internacional da Indústria da Construção
– onde foram realizadas diversas apresentações da re-
cém-lançada Versão 15 dos Sistemas CAD/TQS. Apro-
veitamos a oportunidade para mostrar diversos recursos
que foram introduzidos no software, como, por exemplo,
os novos recursos de Plotagem, Conversor de DWG e a
Verificação de Incêndio. Foi muito bom rever os antigos
e novos clientes, além, é claro, dos potenciais interessa-
dos no CAD/TQS.

Homenageado pelo VII EPUSP recebe seu prêmio


24 de março de 2010, São Paulo, SP
Num encontro informal no escritório Zamarion e Millen
Consultores, no último dia 24 de março, o professor Tulio
Bittencourt, da Escola Politécnica da Universidade de
São Paulo, fez a entrega do Prêmio conferido pelo VII
Simpósio EPUSP de Estruturas de Concreto ao enge-
nheiro José Zamarion Diniz.
A honraria foi prestada na Solenidade de Abertura do
evento, ocorrido conjuntamente com o 51° Congresso
Brasileiro do Concreto, de 6 a 10 de outubro de 2009, na
ExpoUnimed, em Curitiba. Por conta da saúde debilita-
da, o engenheiro Zamarion não pôde receber o prêmio,
motivo pelo qual este foi entregue posteriormente.
“É nossa obrigação fazer essa homenagem a um profis-
sional que tanto contribuiu para o avanço da engenharia
de estruturas em concreto em nosso país”, declarou
Bittencourt, no momento da entrega do Prêmio.
Zamarion foi um dos coordenadores da Comissão Revi-
sora da Norma Brasileira ABNT NBR 6118/2003, tendo
concorrido ativamente para que ela entrasse em vigor em
nosso país. “Durante mais de 2 anos, Zamarion reuniu-se
com outros grandes profissionais estruturais, (Fernando
Stucchi e Ricardo França), todos os sábados neste escri-
tório, para desenvolver a norma de projetos de estruturas
de concreto”, salientou o engenheiro Eduardo Barros Mil-
len, também presente no encontro.
Ele integrou também a Comissão Revisora da ABNT NBR
9062 – Projeto e Execução de Estruturas de Concreto Pré-
Moldado. Foi presidente do Instituto Brasileiro do Concreto
– IBRACON, além de seu fundador, nos biênios de 1993-
1995 e 1995-1997. É sócio honorário da Associação Brasi-
leira de Engenharia e Consultoria Estrutural – ABECE.
Formado em Engenharia Civil pela Escola de Engenharia
da Universidade Federal de Minas Gerais, em 1956, Za-
marion foi professor de concreto armado e de concreto
protendido naquela Escola, tendo publicado diversos
artigos em publicações técnicas e científicas nacionais e
internacionais. É autor do livro “Manual para Cálculo de
Concreto Armado e Protendido”.
Atualmente Zamarion é diretor da Zamarion e Millen
Consultores, onde desenvolve atividades de consultoria
no campo das estruturas de concreto.
Fonte: Informativo IBRACON, 06/04/2010

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TQSNEWS
CONCRETE SHOW 2010 abrangente e uma mudança de postura de todos pode-
25 A 27 de agosto de 2010, São Paulo, SP rão operar uma melhoria em nossa performance, garan-
tindo confiabilidade e desempenho adequados”, desta-
Com 90% dos espaços vendidos, a Concrete Show ca a vice-presidente de Tecnologia e Qualidade da
reúne os principais players do setor com soluções e ABECE e coordenadora do evento eng. Suely B. Bueno.
inovações para infraestrutura: base para o As inscrições para o Workshop ABECE devem ser efetua-
desenvolvimento econômico de um país das no site www.concreteshow.com.br
A expansão do investimento em infraestrutura é condição Fonte: ABECE Informa n° 79
fundamental para a aceleração do desenvolvimento sus-
tentável no Brasil. Dessa forma, o Brasil poderá superar os
gargalos da economia e estimular o aumento da produtivi-
dade e a diminuição das desigualdades regionais e sociais. 52° Congresso Brasileiro do Concreto
Mais que um plano de expansão do investimento, o PAC 13 a 17 de outubro de 2010, Fortaleza, CE
quer introduzir um novo conceito de investimento em infra-
Em outubro, Fortaleza será a Capital Brasileira do
estrutura no Brasil. Um conceito que faz das obras de in-
Concreto
fraestrutura um instrumento de universalização dos benefí-
cios econômicos e sociais para todas as regiões do País. Maior fórum nacional e latino-americano de debates
É dentro dessa ótica que o Concrete Show está inserido. sobre a tecnologia do concreto e suas aplicações em
Com o foco de trazer as principais inovações e tendên- obras civis, a 52ª edição do Congresso Brasileiro do
cias mundiais em sistemas e métodos construtivos à Concreto vai ser realizada no Centro de Convenções de
base de concreto, reunindo as principais empresas que Fortaleza, de 13 a 17 de outubro de 2010. Promovido
trarão soluções para a infraestrutura. pelo Instituto Brasileiro do Concreto – IBRACON, o even-
to vai discutir as Novas Tecnologias do Concreto para
Fonte: Boletim informativo Concrete Show 2010, maio o Crescimento Sustentável.
de 2010
O tema será abordado em: palestras técnico-científi-
Durante o evento, teremos o 4° Concrete Congress, que, cas, conferências plenárias e seminários.
em 2010, ao longo de três dias, apresentará diversos even-
tos, tais como o 12° Seminário Tecnologia de Estruturas e Especialistas renomados internacionalmente vão apre-
Fundações (Sinduscon SP), o Seminário Industrialização sentar e discutir suas pesquisas científicas e tecnológi-
da Construção em Concreto: Soluções para os Novos De- cas em projeto e análise estrutural, execução e controle
safios do Brasil (ABCIC), o Seminário Alvenaria Estrutural de qualidade de obras de concreto, materiais, suas pro-
(Bloco Brasil) e o Workshop ABECE: Melhoria Contínua em priedades e aplicações, normalização, gestão e manu-
Projeto, Execução e Manutenção de Estruturas (ABECE). tenção de obras, entre outros temas. Estão confirmadas
as palestras dos seguintes especialistas:
A TQS participará do CONCRETE SHOW SOUTH AME-
RICA 2010 com estande próprio, número 327, onde es- • Roberto Stark (Universidade do México, México)
peramos a visita de inúmeros colegas, clientes e interes- “Comparação do projeto de estruturas de um edifício
sados em conhecer os Softwares CAD/TQS. de Fortaleza, considerando as ações dinâmicas, com
o projeto original”
Para maiores informações sobre a feira, acesso à grade
completa do Concrete Congress e inscrições, acesse: • Benoit Fournier (Laval University de Quebec, Canadá)
http://www.concreteshow.com.br/ “O estágio atual do conhecimento sobre a Reação
Álcali-Agregado – RAA”
• Ernie Schrader (Schrader Consulting, Estados Unidos)
WorkShop ABECE Concrete Show 2010 “O projeto do Canal do Panamá e o uso do Concreto
Compactado com Rolo: os desafios e a questão da
27 de agosto de 2010, São Paulo, SP durabilidade”
Mais uma vez, a ABECE marcará presença na Concrete • Jacky Mazars (Instituto Politécnico de Grenoble, França)
Show South America com a realização, no dia 27 de “As ferramentas de avaliação de danos na modela-
agosto de 2010, de um workshop que reunirá os agentes gem dos efeitos de cargas severas em estruturas de
de toda cadeia da construção civil no objetivo de atingir Concreto Reforçado”
a excelência nos empreendimentos idealizados.
• Hani Nassif (Universidade de Nova Jersey, Estados Unidos)
O tema escolhido para este ano é Melhoria Contínua em “O potencial de fissuração em Concretos de Alto De-
Projeto, Execução e Manutenção de Estruturas, para o sempenho e Concretos Autoadensáveis sob condi-
qual foram convidados palestrantes que abordarão ções de retração restrita”
essas três fases. A programação do 52° Congresso Brasileiro do Concre-
“Nossa preocupação com toda vida útil das edificações to vai contar ainda com: Concursos Estudantis; Cursos
e das obras de arte fazem com que nossa postura seja de Atualização Profissional; Sessões Pôsteres; Palestras
outra, desde o inicio dos projetos, na especificação cor- Técnico-Comerciais; Reuniões Institucionais; Visitas
reta dos materiais, na validação desses materiais antes Técnicas; e a VI Feira de Produtos e Serviços para a
de sua utilização na obra, na sua perfeita aplicação e em Construção - Feibracon, onde será apresentada uma
sua conservação ao longo do tempo. Só uma visão variedade de produtos e soluções construtivas para

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TQSNEWS
obras de concreto de diversos tipos e portes. A VI FEI- Programa MasterPEC - Master em Produção de Estru-
BRACON será aberta ao público profissional. turas de Concreto
O evento espera receber mais de 1000 congressistas, de Programa de cursos de atualização tecnológica, minis-
todos os estados brasileiros e do exterior, dos mais varia- trado pelo IBRACON. Acumulando 120 créditos-hora
dos segmentos da cadeia produtiva do concreto: estu- nos cursos IBRACON, ao longo de no máximo 4 anos, o
dantes, pesquisadores, professores, técnicos, calculistas, profissional terá direito ao título de Master em Produção
tecnologistas, vendedores técnicos, diretores e gerentes de Estruturas de Concreto.
de empresas, empresários, construtores, funcionários
públicos e demais profissionais do setor construtivo. Para maiores informações, acesse: www.ibracon.org.br

Acompanhe as novidades sobre o evento, acessando: Fonte: Informativo IBRACON, julho de 2010
www.ibracon.org.br
Fonte: Informativo IBRACON, julho de 2010

Curso Pré-Moldados de Concreto


14 de outubro de 2010, Fortaleza, CE
O Instituto Brasileiro do Concreto e a T&A têm o prazer de
convidá-lo para se inscrever no Curso Pré-Moldados de
Concreto, que será ministrado no dia 14 de outubro de 2010,
durante o 52° Congresso Brasileiro do Concreto - CBC 2010,
em Fortaleza, no Centro de Convenções Edson Queiroz.
Objetivo
O curso apresenta uma visão sistêmica do sistema cons-
trutivo com pré-moldados de concreto, desde a fase de
contratação até a montagem das estruturas, incluindo
controle de qualidade, normalização e sustentabilidade.
Programa do curso
- princípios elementares
- tipologia e aplicação dos elementos da estrutura
- projeto, produção e montagem
- normalização
- controle de qualidade
- Vantagens
Professora
Íria Lícia Oliva Doniak, engenheira civil, graduada pela
PUC-PR em 1988. Atua no setor de concreto desde 86,
quando iniciou suas atividades em Laboratório de Con-
trole Tecnológico. Posteriormente atuou em central de
concreto, gerência operacional e técnica. Atuou também
na indústria cimenteira. Desde 97, é consultora da D.O.
Engenharia e Projetos, com foco principal em constru-
ção pré-fabricada. Membro da Comissão de Revisão da
NBR 9062 - Projeto e Execução de Estruturas de Con-
creto Pré–Moldado. Diretora de Qualidade da Associa-
ção Brasileira da Construção Industrializada de Concre-
to (Abcic) de 2004 a 2007. Diretora Executiva da Abcic,
desde 2008. Membro da FIB comission 6 on prefabrica-
tion (Federation Internationále du Beton). Membro da
Comissão de Estudos da NBR 14861 Lajes alveolares
pré-fabricadas de concreto.
Público alvo
Engenheiros, Arquitetos, Tecnólogos, Fiscais, Professo-
res, Estudantes e profissionais envolvidos com projeto,
planejamento, pesquisa, controle tecnológico, execução
e comercialização de edificações de concreto armado e
protendido.

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TQSNEWS
ABECE e Gerdau abrem inscrições para Prêmio Talento Engenharia Estrutural 2010
27 de outubro de 2010, São Paulo, SP
Interessados em participar do Prêmio Talento Engenha- Os trabalhos serão julgados por uma comissão de pro-
ria Estrutural 2010 devem consultar o regulamento no fissionais formada por membros da ABECE e da Gerdau.
site www.premiotalento.com.br e inscrever seu projeto até Diversos aspectos serão avaliados em cada obra, entre
o dia 31 de agosto. eles o uso adequado de materiais e a economia de pro-
dutos durante a construção, a originalidade e a criativi-
Os projetos concorrerão em quatro categorias (Infraes- dade, a concepção estrutural e sua implantação harmô-
trutura, Edificações, Obras de Pequeno Porte e Obras nica em relação ao ambiente.’
especiais) e o vencedor em cada uma será contemplado
com uma viagem à feira Construmat, o mais importante A premiação será entregue, no dia 27 de outubro de
evento europeu do segmento de construção, que será 2010, na abertura do 13° ENECE (Encontro Nacional de
realizada em Barcelona (Espanha), em maio de 2011. Engenharia e Consultoria Estrutural), evento promovido
anualmente pela ABECE.
Haverá ainda a entrega de menção honrosa a um enge- O Prêmio Talento Engenharia Estrutural é promovido
nheiro por categoria, que receberá, além de diploma de pela ABECE e pela Gerdau, com apoio da Revista Téch-
participação, uma placa alusiva ao evento. A novidade ne (Editora Pini), CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da
deste ano será uma menção honrosa para a obra que se Construção) e Confea (Conselho Federal de Engenharia,
destacar no quesito sustentabilidade. Para tal, é impor- Arquitetura e Agronomia).
tante que os projetos enviados destaquem os pontos em
que as preocupações com a sustentabilidade nortearam Saiba mais: http://www.premiotalento.com.br/
suas definições. Fonte: ABECE News n° 92

ENECE 2010 - 13° Encontro Nacional de Engenharia e Consultoria Estrutural


28 de outubro de 2010, São Paulo, SP
A ABECE (Associação Brasileira de Engenharia e O tema de 2010 será “Confiabilidade e Desempenho”, em
Consultoria Estrutural) promove, no dia 28 de outu- breve a programação será divulgada e as inscrições esta-
bro de 2010, em São Paulo (SP), o 13° Encontro rão abertas. Mais informações podem ser obtidas pelo te-
Nacional de Engenharia e Consultoria Estrutural – lefone (11) 3938-9400 ou e-mail abece@abece.com.br.
ENECE. Para mais informações, acesse: http://www.abece.com.br/

Palestras no Instituto de Engenharia de São Paulo


Ao longo do primeiro semestre de 2010, diversas pales- 27/05/2010 - Projeto estrutural de fábricas de cimento
tras foram apresentadas no Instituto de Engenharia de - Silos e Moinhos
São Paulo. Entre elas, podemos destacar: Expositores: Engenheiros Afonso Pires Archilla e
10/03/2010 - World Trade Center: Ensinamentos para Sérgio E. Stolovas
a Engenharia 10/06/2010 - Projeto de estruturas de concreto em
Expositor: Prof. Venkatesh Kodur situação de incêndio - proposta de revisão da
18/03/2010 - Projeto, recuperação e reforço de ABNT NBR 15200
estruturas cilíndricas Expositor: Prof. Dr. Valdir Pignatta e Silva
Expositor: Prof. Dr. Antonio Carmona Filho e Eng. M. 17/06/2010 - Dimensionamento de perfis formados a
Sc. Thomas Garcia Carmona frio - A Nova NBR-14762
25/03/2010 - Sistemas pré-moldados nos canteiros - Expositor: Prof. Dr. Valdir Pignatta e Silva
Algumas tipologias 24/06/2010 - Investigação geotécnica - Técnicas
Expositor: Eng. João Alberto Vendramini atuais de ensaios de campo
08/04/2010 - Construção por etapas Expositor: Prof. Dr. Antônio Sérgio Damasco Penna
Expositor: Prof. Dr. Eng. Mário Franco 01/07/2010 - Métodos Executivos: Moldados no Local
15/04/2010 - Avaliação da segurança estrutural de x Pré-Moldados
obras-de-arte por meio de análise experimental teórica Expositor: Eng. César Pereira Lopes
Expositor: Eng. Dr. Claudius Barbosa
15/07/2010 - Manutenção das estruturas em concreto
27/04/2010 - Pontes pré-fabricadas protendido da ponte Rio-Niterói
Expositor: Eng. Dr. David Fernández-Ordóñez Expositor: Eng. Dr. Carlos Henrique Siqueira
06/05/2010 - Robustez das estruturas 22/07/2010 - O novo código modelo CM FIB 2010 -
Expositor: Eng. Dr. Augusto Carlos de Vasconcelos Uma primeira versão
13/05/2010 - A manutenção da superestrutura Expositor: Eng. Fernando Rebouças Stucchi
metálica da ponte Rio-Niterói
Expositor: Eng. Dr. Carlos Henrique Siqueira Link para assistir aos vídeos das palestras:
20/05/2010 - Casos práticos de adequações http://www.ie.org.br/ - Clique no Link TV Engenharia.
estruturais e funcionais de pontes e viadutos
Expositor: Eng. Júlio Timerman

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TQSNEWS
Curso: Dinâmica Aplicada em Estruturas de Concreto
29 e 30 de abril e 1° de maio de 2010, São Paulo, SP
Nos dia 29, 30 de abril e 1° de maio de 2010, ministramos,
em parceria com o engenheiro Sérgio Stolovas, mais um
curso de Dinâmica Aplicada em Estruturas de Concreto.
O curso foi realizado em São Paulo, no CTTQS.
A partir dessa edição, o curso foi expandido para 3 dias,
sendo que o terceiro dia foi direcionado para parte de
SISMO, em que foram incorporados até roteiros para
análise e dimensionamento segundo a norma brasileira.
Agradecemos a todos pela participação. Vale salientar
que todos os participantes assistiram integralmente a
todas as aulas.
Divulgaremos as datas das novas turmas do segundo Curso Dinâmica Aplicada, São Paulo, SP
semestre de 2010 em nosso site.

Curso Técnico Padrão - CAD/TQS e CAD/Alvest


Ao longo do primeiro semestre de 2010, continuamos
apresentando os cursos padrões sobre os Sistemas
CAD/TQS em diversas cidades do Brasil. Os seguintes
cursos foram realizados:
Curso Padrão, Brasilia, julho de 2010

Curso Padrão, São Paulo, maio de 2010


Curso Padrão, Belo Horizonte, julho de 2010

Curso CAD/Alvest, São Paulo, maio de 2010 Curso Padrão – São Paulo, julho de 2010

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TQSNEWS
Cursos On-line – WebAula e WebCurso

A TQS Informática tem a enorme satisfação de informar Uma WebAula consiste numa sessão interativa, transmitida ao
que, a partir de agosto de 2010, passará a disponibilizar vivo pela Internet, com duração máxima prevista de 90 minu-
a todos os seus clientes uma nova solução, baseada no tos, na qual é possível ouvir e visualizar on-line, em seu próprio
e-Learning, para o aprendizado do uso de seus sistemas computador, todos os passos realizados pelo instrutor.
computacionais em projetos de estruturas de concreto
Cada WebAula possui tema, escopo e pré-requisitos
armado, protendido, pré-moldado e em alvenaria estru-
claramente definidos e, de acordo com o grau de dificul-
tural. São as WebAulas & WebCursos.
dade, é classificada em 3 diferentes níveis: I. Básico, II.
A principal vantagem proporcionada por esse novo tipo Intermediário e III. Avançado.
de formato de curso é a comodidade, já que o mesmo
poderá ser assistido à distância, em seu próprio compu-
tador, sem a necessidade de sair de seu local de trabalho.
Um WebCursos consiste num conjunto de WebAulas
Veja, a seguir, as principais características das WebAu- ministradas de forma seqüencial.
las & WebCursos TQS. Para maiores informações ou
Para mais informações, acesse: http://www.tqs.com.br/
dúvidas, contate: eventos@tqs.com.br ou 11-3883-2722.
index.php/cursos-e-treinamento/

Dissertações e Teses
Marin, Marcelo Cuadrado Crespo, Victor Augusto de Souza
Contribuição à Análise da Estabilidade Global de Estruturas Estudo da Sensibilidade de Edificações em Relação
em Concreto Pré-Moldado de Múltiplos Pavimentos ao Solo
Dissertação de Mestrado Dissertação de Mestrado
USP - Escola de Engenharia de São Carlos, Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro,
São Carlos, SP - 2009 Campos dos Goytacazes, RJ - 2004
Orientador: Prof. Titular Dr. Mounir Khalil El Debs Orientador: Prof. Dr. Jean Marie Désir
No presente trabalho são avaliados os principais parâmetros de Muitas obras, pequenas ou grandes, têm apresentado sinto-
projeto na análise da estabilidade global de estruturas em con- mas típicos do fenômeno de recalque, como: fissuração de
creto pré-moldado de múltiplos pavimentos, considerando a paredes, puncionamento nas lajes de fundação pelos pilares e
não-linearidade física (NLF), não-linearidade geométrica (NLG) e inclinação excessiva. A sua consideração na etapa de projeto
ligações semi-rígidas. Os sistemas estruturais analisados são tem um caráter preventivo que permite evitar estes problemas,
constituídos por pórticos com ligação viga-pilar semi-rígida e reduzindo ao mínimo as necessidades de manutenção (reparo
pilares engastados na fundação. As ligações viga-pilar têm sua ou reforço) das estruturas. Ciente disso, busca-se, neste traba-
tipologia definida por chumbadores retos e capa de concreto lho, estabelecer um procedimento para a consideração siste-
moldado in loco com armadura de continuidade. A NLF é ava- mática do problema de recalque através da análise da sensibi-
liada segundo a construção dos diagramas M x N x 1/r, onde foi lidade da estrutura em relação a um assentamento. Dentro
considerado de forma consistente o efeito da força normal, da desse contexto, procurou-se definir uma metodologia que per-
armadura passiva, da armadura ativa e a reologia do concreto. mita interpretar as informações disponíveis sobre o terreno e
São propostas funções e definidos coeficientes redutores de ri- usar um número mínimo de parâmetros e, se possível, os de
gidez que foram comparados com valores apontados em ex- obtenção rotineira (sondagem, tipo de solo, etc.), de tal manei-
pressões normativas que contemplam de forma aproximada a ra que se possa determinar o perfil da distribuição dos possí-
NLF. A NLG é avaliada com o auxílio do programa ANSYS e na veis assentamentos, antes mesmo de carregar a estrutura. A
forma aproximada segundo o coeficiente γz e o método da consideração da sensibilidade da estrutura em relação ao solo
carga lateral fictícia (P-∆). Apresentam-se modelos analíticos de é uma análise do tipo “inversa” que tem a grande vantagem de
caracterização de rigidez e resistência de ligações viga-pilar ao proporcionar informações pertinentes para o aprimoramento
momento fletor negativo e positivo. Na análise numérica é feito do projeto inicial, garantindo maior segurança e durabilidade
um estudo de caso completo de uma estrutura típica de múlti- às edificações. Existe a necessidade de se fazer um estudo de
plos pavimentos em concreto pré-moldado com o auxílio do sensibilidade quando se deseja obter os efeitos da redistribui-
programa ANSYS, avaliando-se diferentes formas de considera- ção de esforços nos elementos estruturais, como por exemplo,
ção da NLF e da NLG. É analisada a distribuição de esforços na as cargas nos pilares, que devido ao recalque diferencial nos
estrutura frente às combinações de ações utilizadas e os mode- apoios provocam um mapa de carregamento diferente do cál-
los de comportamento das ligações, para algumas variações de culo convencional que adota apoios indeslocáveis. Frente à
geometria e carregamento. Dentre as conclusões, pode ser cita- possibilidade de recalque e com o intuito de oferecer soluções
do que os coeficientes redutores obtidos segundo o diagrama M simples, analisou-se a influência de elementos das edificações,
x N x 1/r divergem das indicações normativas para consideração como as alvenarias na prevenção dos danos provocados por
simplificada de NLF. Quanto à consideração simplificada de problemas de recalque. Nesta dissertação, foram analisados
análise NLG, o coeficiente γz apresentou resultados melhores na alguns casos comparando os resultados do método tradicional
previsão dos esforços de segunda ordem em relação aos obti- de análise estrutural com aqueles que levam em consideração
dos por 0,95.γz. a sensibilidade da estrutura em relação ao solo.
Para maiores informações, acesse: Para maiores informações, acesse:
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/18/18134/tde-03032010- http://xa.yimg.com/kq/groups/2354326/108066129/name/
082525/publico/2009ME_MarceloCuadradoMarin.pdf CRESPO+Rio.PDF

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TQSNEWS
Dese­nho rea­li­za­do com os sis­te­mas CAD/TQS
Ávila Eng. e Constr. de Estruturas (Marília, SP)

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TQS inForMa TQSNEWS

PRODUTOS
CAD/TQS - Plena CAD/TQS - Editoração Gráfica Lajes Protendidas
A solução definitiva para edificações de Ideal para uso em conjunto com as Realiza o lançamento estrutural, cálculo
Concreto Armando e Protendido. versões Plena e Unipro, contém todos de solicitações (modelo de grelha),
Premiada e aprovada pelos mais os recursos de edição gráfica para deslocamentos, dimensionamento
renomados projetistas do país, Armaduras e Formas. (ELU), detalhamento e desenho das
totalmente adaptada à nova norma armaduras (cabos e vergalhões) para
NBR 6118:2003. Análise de esforços CAD/AGC & DP lajes convencionais, lisas (sem vigas) e
através de Pórtico Espacial, Grelha e Linguagem de desenho paramétrico e nervuradas com ou sem capitéis.
Elementos Finitos de Placas, cálculo de editor gráfico para desenho de armação Formato genérico da laje e quaisquer
Estabilidade Global. Dimensionamento, genérica em concreto armado aplicado disposição de pilares. Calcula perdas
detalhamento e desenho de Vigas, a estruturas especiais (pontes, nos cabos, hiperestático de protensão
Pilares, Lajes (convencionais, barragens, silos, escadas, galerias, em grelha e verifica tensões (ELS).
nervuradas, sem vigas, treliçadas), muros, fundações especiais etc.). Adaptado a cabos de cordoalhas
Escadas, Rampas, Blocos e Sapatas. aderentes e/ou não aderentes.
CAD/Alvest
CAD/TQS - Unipro Cálculo de esforços solicitantes, Telas Soldadas
A versão ideal para edificações de até dimensionamento (cálculo de ƒp), Análise, dimensionamento, detalhamento
20 pisos (além de outras capacidades detalhamento e desenho de edifícios de e desenho de Telas Soldadas, para
limitadas). Incorpora os mais alvenaria estrutural. lajes de concreto armado e/ou
atualizados recursos de cálculo protendido. Integrado ao CAD/Lajes, as
presentes na Versão Plena. Adaptada CAD/Alvest - Light telas são selecionadas em função das
à nova NBR 6118:2003. Cálculo de esforços solicitantes, armaduras efetivamente calculadas em
dimensionamento (cálculo de ƒp), cada ponto da laje. Armaduras
CAD/TQS - EPP Plus

Antônio Capuruço Consult. & Proj. de Engenharia, Belo Horizonte, MG


detalhamento e desenho de edifícios convencionais complementares
Versão intermediária entre a EPP e a de alvenaria estrutural de até 5 pisos. também podem ser detalhadas.
Unipro, para edificações de até 8
pisos (além de outras capacidades ProUni G-Bar
limitadas). Incorpora os mais Análise e verificação de elementos Armazenamento de “posições”,
atualizados recursos de cálculo estruturais pré-moldados protendidos otimização de corte e gerenciamento
presentes na Versão Plena. Adaptada (vigas, lajes com vigotas, terças, lajes de dados para a organização e
à nova NBR 6118:2003. alveoladas etc), acrescidos ou não de racionalização do planejamento, corte,
concretagem local. dobra e transporte das barras de aço
CAD/TQS - EPP empregadas na construção civil.
Uma ótima solução para edificações de SISEs Emissão de relatórios gerenciais e
pequeno porte de até 5 pisos (além de Sistema voltado ao projeto geotécnico etiquetas em impressora térmica.
outras capacidades limitadas). Adaptada e estrutural através do cálculo das
à nova NBR 6118:2003. solicitações e recalques dos TQS-PREO - Pré-Moldados
elementos de fundação e Software para o desenho, cálculo,
CAD/TQS - EPP Home superestrutura considerando a dimensionamento e detalhamento de
A mais nova versão da família EPP. A interação solo-estrutura no modelo estruturas pré-moldadas em concreto
EPP Home é a porta de entrada para integrado. A partir das sondagens o armado. Geração automática de
edificações de pequeno porte, com solo é representado por coeficientes diversos modelos intermediários (fases
uma ótima relação custo/beneficio. de mola calculados automaticamente. construtivas) e um da estrutura acabada,
A capacidade de carga de cada considerando articulações durante a
CAD/TQS - Universidade elemento (solo e estrutura) é realizada. montagem, engastamentos parciais nas
Versão ampliada e remodelada para Elementos tratados: sapatas isoladas, etapas solidarizadas e carregamentos
universidades, baseada em todas as associadas, radier, estacas circulares e intermediários e finais. Consideração de
facilidades e inovações já quadradas (cravadas ou consolos, dentes gerber, furos para
incorporadas na Versão EPP. Adaptada deslocamento), estacas retangulares levantamento, alças de içamento,
à nova NBR 6118:2003. (barretes) e tubulões. tubulação de água pluvial, etc.

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DireToriA iMPreSSão Fone: (11) 3883-2722
Eng. Nelson Covas Neoband Soluções Gráficas Fax: (11) 3083-2798
Eng. Abram Belk E-mail: tqs@tqs.com.br
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Eng. Nelson Covas Este jornal é de propriedade da TQS
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jornALiSTA TQSNews é uma publicação da
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