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Manual de Tronco Comum

Didáctica Geral

Código A0008
Universidade Católica de Moçambique (UCM)

Centro de Ensino à Distância (CED)


Direitos de autor (copyright)
Este manual é propriedade da Universidade Católica de Moçambique (UCM), Centro de
Ensino à Distância (CED) e contém reservados todos os direitos. É proibida a duplicação e/ou

reprodução deste manual, no seu todo ou em partes, sob quaisquer formas ou por quaisquer
meios (electrónicos, mecânico, gravação, fotocópia ou outros), sem permissão expressa de
entidade editora (Universidade Católica de Moçambique – Centro de Ensino à Distância). O
não cumprimento desta advertência é passível a processos judiciais.
Elaborado por : Estevão Alculete L. de Araújo

Licenciado em Psicologia/Pedagogia ,

pela Universidade Pedagogica-Delegação de Maputo

Actualmente Formador no Instituto de Linguas-Delegação da Beira


Formador na CATMOZ-Beira

Colaborador e Docente do Centro de Ensino a Distância na Universidade Catolica de


Moçambique

Revisão de Farissai Pedro Campira, Licenciado em Pedagogia e Psicologia, mestrando em


Psicologia Educacional pela Universidade Pedagógica da Beira e Maputo respectivamente.
Universidade Católica de Moçambique (UCM)
Centro de Ensino à Distância (CED)
Rua Correia de Brito No 613 – Ponta-Gêa

Beira – Sofala

Telefone: 23 32 64 05
Cell: 82 50 18 440
Moçambique
Fax: 23 32 64 06
E-mail: ced@ucm.ac.mz
Website: www.ucm.ac.mz
Agradecimentos

A Universidade Católica de Moçambique-Centro de Ensino à Distância e o autor do presente


manual, dr. Estevão Alculete L. de Araújo, agradecem a colaboração dos seguintes indivíduos
e instituições na eleboração deste manual.
dr. Estevão Alculete L. de Araújo (Colaborador e Docente na
UCM-CED – Cadeira Geral).

Pelo desenho e maquetização dr. Estevão Alculete L. de Araújo (Docentes na UCM-CED,


Cadeira Geral) dr. Sérgio Daniel Artur, coordenador e docente de
Cursos de Química e de Biologia;

dr. Sérgio Daniel Artur (Coordenador e Docente na UCM-CED –


Curso de Licenciatura em Ensino de Biologia e de Química).

Pela Revisão do conteúdo do Farissai Pedro Campira (docente na Universidade Pedagógica da


Manual Beira, formado em Pedagogia e Psicologia).
Didáctica Geral i

Índice
Visão geral 1

Benvido à Psicologia de Desenvolvimento Humano.........................................................1


Objectivos do curso...........................................................................................................1
Quem deveria estudar este módulo....................................................................................2
Como está estruturado este módulo...................................................................................2
Ícones de actividade...........................................................................................................3
Acerca dos ícones...........................................................................................3
Habilidades de estudo........................................................................................................3
Precisa de apoio?...............................................................................................................4
Tarefas (avaliação e auto-avaliação).................................................................................5
Avaliação...........................................................................................................................5

Unidade N0 01-A0008 7

Tema: Pedagogia e os fundamentos humanos da didáctica...............................................7


Introdução................................................................................................................7
Sumário..............................................................................................................................7
Exercícios........................................................................................................................09

Unidade N0 02-A0008 10

Tema: As principais categorias pedagógicas...................................................................10


Introdução..............................................................................................................10
Sumário............................................................................................................................10
ii Índice

Exercícios........................................................................................................................12

Unidade N0 03-A0008 13

Tema: Cientificidade da Pedagogia.................................................................................13


Introdução..............................................................................................................13
Sumário............................................................................................................................13
Exercícios........................................................................................................................15

Unidade N0 04-A0008 16

Tema: A especificidade da didáctica...............................................................................16


Introdução..............................................................................................................16
Sumário............................................................................................................................16
Exercícios........................................................................................................................18

Unidade N0 05-A0008 21

Tema: Brave história da didáctica...................................................................................19


Introdução..............................................................................................................19
Sumário............................................................................................................................19
Exercícios........................................................................................................................21

Unidade N0 06-A0008 22

Tema: Didácticas - suas relações com a Pedagogia e outras ciências.............................22


Introdução..............................................................................................................22
Sumário............................................................................................................................22
Exercícios........................................................................................................................26

Unidade N0 07-A0008 27

Tema: Processo de ensino-aprendizagem - origem e desenvolvimento histórico...........27


Introdução..............................................................................................................27
Didáctica Geral iii

Sumário............................................................................................................................27
Exercícios........................................................................................................................29

Unidade N0 08-A0008 30

Tema: Características do processo de ensino-aprendizagem...........................................30


Introdução..............................................................................................................30
Sumário............................................................................................................................30
Exercícios........................................................................................................................33

Unidade N0 09-A0008 34

Tema: Carácter educativo do processo de ensino-aprendizagem....................................34


Introdução..............................................................................................................34
Sumário............................................................................................................................34
Exercícios........................................................................................................................37

Unidade N0 10-A0008 35

Tema: Relação dialéctica e fundamental do processo de ensino-aprendizagem.............38


Introdução..............................................................................................................38
Sumário............................................................................................................................38
Exercícios........................................................................................................................41

Unidade N0 11-A0008 42

Tema: Estrutura da aula - funções didácticas..................................................................42


Introdução..............................................................................................................42
iv Índice

Sumário............................................................................................................................42
Exercícios........................................................................................................................45

Unidade N0 12-A0008 46

Tema: Funções didácticas - introdução de motivação.....................................................46


Introdução..............................................................................................................46
Sumário............................................................................................................................46
Exercícios........................................................................................................................49

Unidade N0 13-A0008 50

Tema: Funções didácticas - mediação e assimilação.......................................................50


Introdução..............................................................................................................50
Sumário............................................................................................................................50
Exercícios........................................................................................................................52

Unidade N0 14-A0008 53

Tema: Funções didácticas: domínio e consolidação........................................................53


Introdução..............................................................................................................53
Sumário............................................................................................................................53
Exercícios........................................................................................................................55

Unidade N0 15-A0008 56

Tema: Funções didácticas: controle e avaliação..............................................................56


Introdução..............................................................................................................56
Didáctica Geral v

Sumário............................................................................................................................56
Exercícios........................................................................................................................59

Unidade N0 16-A0008 60

Tema: Tipos de funções da avaliação..............................................................................60


Introdução..............................................................................................................60
Sumário............................................................................................................................60
Exercícios........................................................................................................................64

Unidade N0 17-A0008 65

Tema: Objectivos de ensino............................................................................................65


Introdução..............................................................................................................65
Sumário............................................................................................................................65
Exercícios........................................................................................................................68

Unidade N0 18-A0008 69

Tema Métodos e técnicas de ensino-aprendizagem.........................................................69


Introdução..............................................................................................................69
Sumário............................................................................................................................69
Exercícios........................................................................................................................70

Unidade N0 19-A0008 71

Tema: Classificação dos métodos de ensino...................................................................71


Introdução..............................................................................................................71
vi Índice

Sumário............................................................................................................................71
Exercícios........................................................................................................................77

Unidade N0 20-A0008 78

Tema: Meios de ensino-aprendizagem............................................................................78


Introdução..............................................................................................................78
Sumário............................................................................................................................78
Exercícios........................................................................................................................84

Unidade N0 21-A0008 85

Tema: Planificação do processo de ensino-aprendizagem..............................................85


Introdução..............................................................................................................85
Sumário............................................................................................................................85
Exercícios........................................................................................................................88

Unidade N0 22-A0008 89

Tema: Níveis de planificação do processo de ensino-aprendizagem..............................89


Introdução..............................................................................................................89
Sumário............................................................................................................................89
Exercícios........................................................................................................................91

Unidade N0 23-A0008 92

Tema: Componentes de planificação do processo de ensino-aprendizagem...................92


Introdução..............................................................................................................92
Didáctica Geral vii

Sumário............................................................................................................................92
Exercícios........................................................................................................................96

Unidade N0 24-A0008 97

Tema: Etapas do processo de planificação......................................................................97


Introdução..............................................................................................................97
Sumário............................................................................................................................97
Exercícios........................................................................................................................99
Didáctica Geral 1

Visão geral

Benvindo à Didáctica Geral –


aprender a ensinar
A Didáctica Geral é uma das disciplinas que, nos sistemas de
formação de professores, se coloca ao centro de formação
pedagógica do professor contribuíndo significativamente para
desenvolver a compreensão práctica de realização do processo
de ensino e aprendizagem que favoreça um ensino activo e,
ainda, desenvolver a capacidade de reflexão do professor sobre o
processo de ensino e aprendizagem e sobre a sua práctica, de
modo a poder melhorá-los

E assim se espera que este módulo traga uma contribuição


valiosa na formação de todos que desejam ser professor e, porque
não, guia de actualização do pensamento e práctica pedagógica
dos que já são professores e tem, desse modo, a nobre tarefa de
fazer com que os saberes, saber fazer e saber ser e estar da
humanidade seja apropriados pelos alunos, servindo assim de
base para o desenvolvimento das suas personalidades, a medida
da demanda social, cultural, política e económica dos países de
formação de homens e mulheres com competências
significativas para fazer face ao progresso e harmonia da
humanidade, a começar pela das instituições e indivíduos.

Objectivos do curso
Quando terminar o estudo da Didáctica Geral, o estudante deve
ser capaz de:

 Identificar a especificidade (objecto) e as relações da Didáctica


com outras ciências

 Realizar um processo de ensino-aprendizagem centrado sobre o


aluno

 Explicar as razões que justificam a necessidade de realização, na


sua integridade, das funções

 Praticar, na sua actividade docente, a unidade dialéctica entre as


diferentes funções didacticas
2 Unidade

 Utilizar métodos e técnicas de ensino que estimulem a


participação activa dos alunos

Quem deveria estudar este módulo


Este módulo foi concebido para todos aqueles que frequentam os
cursos à distância, oferecidos pela Universidade Católica de
Moçambique (UCM), através do seu Centro de Ensino à
Distância (CED).

Como está estruturado este módulo


Todos os módulos dos cursos produzidos por UCM - CED
encontram-se estruturados da seguinte maneira:

Páginas introdutórias

 Um índice completo.

 Uma visão geral detalhada do curso / módulo, resumindo os


aspectos-chave que você precisa conhecer para completar o estudo.
Recomendamos vivamente que leia esta secção com atenção antes de
começar o seu estudo.

Conteúdo do curso / módulo

O curso está estruturado em unidades. Cada unidade incluirá uma


introdução, objectivos da unidade, conteúdo da unidade incluindo
actividades de aprendizagem, um resumo da unidade e uma ou
mais actividades para auto-avaliação.

Outros recursos

Para quem esteja interessado em aprender mais, apresentamos


uma lista de recursos adicionais para você explorar. Estes
recursos podem incluir livros, artigos ou sites na internet.

Tarefas de avaliação e/ou Auto-avaliação

Tarefas de avaliação para este módulo encontram-seno final de


cada unidade. Sempre que necessário, dão-se folhas individuais
para desenvolver as tarefas, assim como instruções para as
completar. Estes elementos encontram-se no final do módulo.
Didáctica Geral 3

Comentários e sugestões

Esta é a sua oportunidade para nos dar sugestões e fazer


comentários sobre a estrutura e o conteúdo do curso / módulo. Os
seus comentários serão úteis para nos ajudar a avaliar e melhorar
este curso / módulo.

Ícones de actividade
Ao longo deste manual irá encontrar uma série de ícones nas
margens das folhas. Estes icones servem para identificar
diferentes partes do processo de aprendizagem. Podem indicar
uma parcela específica de texto, uma nova actividade ou tarefa,
uma mudança de actividade, etc.

Acerca dos ícones


Os icones usados neste manual são símbolos africanos,
conhecidos por adrinka. Estes símbolos têm origem no povo
Ashante de África Ocidental, datam do século XVII e ainda se
usam hoje em dia.

Pode ver o conjunto completo de ícones deste manual já a seguir,


cada um com uma descrição do seu significado e da forma como
nós interpretámos esse significado para representar as várias
actividades ao longo deste módulo.

Habilidades de estudo
Caro estudante, procure olhar para você em três dimensões
nomeadamente: a dimensao social, profissional e académica, daí
ser importante planificar muito bem o seu tempo.

Procure reservar no mínimo 2 (duas) horas de estudo por dia e


use ao máximo o tempo disponível nos finais de semana.
Lembre-se que é necessário elaborar um plano de estudo
individual, que inclui, a data, o dia, a hora, o que estudar, como
estudar e com quem estudar (sozinho, com colegas, outros).

Evite o estudo baseado em memorização, pois é cansativo e não


produz bons resultados, use métodos mais activos, procure
desenvolver suas competências mediante a resolução de
problemas específicos, estudos de caso, reflexão, etc.
4 Unidade

O manual contém muita informação, algumas chaves, outras


complementares, daí ser importante saber filtrar e apresentar a
informação mais relevante. Use estas informações para a
resolução das exercícios, problemas e desenvolvimento de
actividades. A tomada de notas desempenha um papel muito
importante.

Um aspecto importante a ter em conta é a elaboração de um


plano de desenvolvimento pessoal (PDP), onde você reflecte
sobre os seus pontos fracos e fortes e perspectivas o seu
desenvolvimento.

Lembre-se que o teu sucesso depende da sua entrega, você é o


responsável pela sua própria aprendizagem e cabe a ti planificar,
organizar, gerir, controlar e avaliar o seu próprio progresso.

Precisa de apoio?
Caro estudante, temos a certeza de que por uma ou por outra
situação, o material impresso, lhe pode suscitar alguma dúvida
(falta de clareza, alguns erros de natureza frásica, prováveis erros
ortográficos, falta de clareza conteudística, etc). Nestes casos,
contacte o tutor, via telefone, escreva uma carta participando a
situação e se estiver próximo do tutor, contacte-o pessoalmente.

Os tutores têm por obrigação, monitorar a sua aprendizagem, dai


o estudante ter a oportunidade de interagir objectivamente com o
tutor, usando para o efeito os mecanismos apresentados acima.

Todos os tutores têm por obrigação facilitar a interação, em caso


de problemas específicos ele deve ser o primeiro a ser
contactado, numa fase posterior contacte o coordenador do curso
e se o problema for da natureza geral, contacte a direcção do
CED, pelo número 825018440.

Os contactos só se podem efectuar, nos dias úteis e nas horas


normais de expediente.

As sessões presenciais são um momento em que você caro


estudante, tem a oportunidade de interagir com todo o staff do
CED, neste período pode apresentar dúvidas, tratar questões
administrativas, entre outras.

O estudo em grupo, com os colegas é uma forma a ter em conta,


busque apoio com os colegas, discutam juntos, apoiem-me
mutuamnte, reflictam sobre estratégias de superação, mas
produza de forma independente o seu próprio saber e desenvolva
suas competências.

Juntos na Educação à Distância, vencendo a distância.


Didáctica Geral 5

Tarefas (avaliação e auto-avaliação)


O estudante deve realizar todas as tarefas (exercícios, actividades
e auto-avaliação), contudo nem todas deverão ser entregues, mas
é importante que sejam realizadas.As tarefas devem ser entregues
antes do período presencial.

Para cada tarefa serão estabelecidos prazos de entrega, e o não


cumprimento dos prazos de entrega , implica a não classificação
do estudante.

As trabalhos devem ser entregues ao CED e os mesmos devem


ser dirigidos ao tutor/docentes.

Podem ser utilizadas diferentes fontes e materiais de pesquisa,


contudo os mesmos devem ser devidamente referenciados,
respeitando os direitos do autor.

O plagiarismo deve ser evitado, a transcrição fiel de mais de 8


(oito) palavras de um autor, sem o citar é considerado plágio. A
honestidade, humildade cintífica e o respeito pelos direitos
autorais devem marcar a realização dos trabalhos.

Avaliação
Vocé será avaliado durante o estudo independente (80% do
curso) e o período presencial (20%). A avaliação do estudante é
regulamentada com base no chamado regulamento de avaliação.

Os trabalhos de campo por si desenvolvidos , durante o estudo


individual, concorrem para os 25% do cálculo da média de
frequência da cadeira.

Os testes são realizados durante as sessões presenciais e


concorrem para os 75% do cálculo da média de frequência da
cadeira.

Os exames são realizados no final da cadeira e durante as sessões


presenciais, eles representam 60% , o que adicionado aos 40% da
média de frequência, determinam a nota final com a qual o
estudante conclui a cadeira.

A nota de 10 (dez) valores é a nota mínima de: (a) admissão ao


exame, (b) nota de exame e, (c) conclusão do módulo.
6 Unidade

Nesta cadeira o estudante deverá realizar: 3 (três) trabalhos; 2


(dois) testes escritos e 1 (um) exame escrito.

Não estão previstas quaisquer avaliação oral.

Algumas actividades práticas, relatórios e reflexões serão


utilizadas como ferramentas de avaliação formativa.

Durante a realização das avaliações , os estudantes devem ter em


consideração: a apresentação; a coerência textual; o grau de
cientificidade; a forma de conclusão dos assuntos, as
recomendações, a indicação das referências utilizadas, o respeito
pelos direitos do autor, entre outros.

Os objectivos e critérios de avaliação estão indicados no manual.


Consulte-os.

Alguns feedbacks imediatos estão apresentados no manual.


Didáctica Geral 7

Unidade N0 01-A0008

Tema: Pedagogia e os fundamentos


humanos da didáctica

Introdução
Ao iniciar esta unidade entra para o módulo de Didáctica Geral,
por isso vamos começar por recordar as noções da Pedagogia,
ciência que tradicionalmente reconhece-se ser integrativa da
didáctica, pois a didáctica é uma ciência pedagógica, sendo por
isso que mantem relação com a Pedagogia. Reconhecemos
também a complexidade didáctica por isso gostaríamos de deixar
claro nesta Unidade os Fundamentos Humanos da Didáctica.

Ao completar esta unidade, você será capaz de:

 Descrever a origem etimológica da palavra Pedagogia.

 Explicar a relação entre Pedagogia com a Didáctica.


Objectivos  Explicar os fundamentos Humanos da Didáctica.

Sumário
A história da Pedagogia é longa, remonta da Grécia; era papel dos
escravos acompanhar as crianças dos senhores aos locais de
instrução, aos poucos essa actividade deixou de ser do escravo e
passou a ser de um profissional a que hoje chamamos de pedagogo.
Etimologicamente, pai, paidós=crianças, agein=conduzir; logo=
ciência, assim a Pedagogia significa ciência para a condução das
Crianças, Piletti (1990).

Hoje a Pedagogia assume um papel diferente daquele desempenhado


pelos escravos, trata de investigar as leis e regularidades que
orientam o processo de ensino-aprendizagem. Evidentemente que
esse papel não seria possível se a Pedagogia não lançasse mãos a
outras ciências de natureza psicológia, sociológica e, até pedagógica
(assunto a ser abordado com maior detalhes na Unidade II). Dentro
8 Unidade

dessa complexidade, Piletti (1990) apresenta três áreas importantes


da Pedagogia:
1- Aspecto Filosófico: nesta área situam-se as disciplinas como a
Filosofia educacional, Políticas Educativas, teoria da Educação,
História da Educaçãosua principal preocupação é direccionar a
educação para o ideal proposto por cada povo, responde a
questão o que deve ser a educação para um determinado povo ou
nação.
2- Aspecto técnico: esta área é mais operacional, no sentido de
conduzir a educação para as finalidades propostas, constam as
disciplinas como, por exemplo, a Administração Escolar, Saúde e
Higiene Escolar, e a própria Didáctica.
3- Aspecto Científico: esta área pedagógica trata de investigar o
campo educativo, responde a questão o que é a Educação, fazem
parte as disciplinas como a Sociologia Educacional, Biologia
Educacional, Educação Comparada etc.
Depois da classificação da Pedagogia apresentada, facilmente
pode se compreender que a Didáctica é uma disciplina técnica da
Pedagogia que procura conduzir o processo de educativo.
Dissemos processo educativo por simples razão, há uma visão
tecnicista que se tem da Didáctica sobretudo, quando é encarrada
como a “ciência que ensina a ensinar” ou seja reduzida ao
contexto da sala de aula. Actualmente a Didáctica reclama
“autonomia” e sua acção transcende o contexto escolar, sendo
assim é pertinente apresentar os fundamentos humanos da
Didáctica.

Fundamentos Humanos da Didáctica


A educação é um processo histórico, colectivo
e dinâmico que visa a humanização do homem.
Humanização entendida como processo de
construção do homem e da sociedade numa
constante busca de superação de condições
opressoras e desumanizantes, (Marafon,
2001).

Já nos referimos do reducionismo didáctico, será a Didáctica uma


disciplina técnica ou uma ciência? Bem essa seria uma longa
discussão pois teríamos de recorrer a critérios da cientificidade, o
que não é nosso objectivo, voltamos a discussão na unidade
relacionada a cientificidade da Pedagogia e a especificidade
didáctica.
A didáctica enquanto for encarrada como disciplina técnica da
Pedagogia pode permanecer nesse reducionismo, a ideia de uma
ciência que ensina como ensinar, deve começar a desaparecer “a
ideia de uma didáctica como conjunto de técnicas e saberes
metodológicos indispensáveis a arte de ensinar algo a alguém
(…), [exige se] um novo olhar, implicando a necessidade de
alargamento do horizonte que orienta o processo de ensinar-
aprender e de percepção da presença de um conjunto mais amplo
de interesses e interessados na educação” (Santos, 2003: 138), na
Didáctica Geral 9

reveindicação do reducionismo didactico, Libâneo (1992) refere


que cabe a Didáctica converter os objectivos sociopolíticos e
pedagógicos em objectivos de ensino, dai que se diz que o
trabalho docente na sala de aula é reflexo da sociedade, sendo
assim,
ao investigar questões atinentes à formação
humana e prática educativa, correspondente a
Pedagogia começa por perguntar que interesses
que estão por detrás das propostas educacionais.
O processo educativo se viabiliza, portanto,
como prática social precisamente por ser
dirigido pedagogicamente (Libâneo, 2005: 34)

Reconhecer essa complexidade didáctica leva nos a repensar a


ideia do educador e do educando, como seres sociais que são
resultados dessa complexa realidade humana, dai que o trabalho
didáctico exige um novo paradigma (nova visão) para o processo
de ensino-aprendizagem: Promoção da humanidade de cada ser
humano (op.cit), no fundo dessas interacções é importante
reconhecer a qualidade das comunicações, a “educomunicação”
A acção educativa de que se preocupa a didáctica é uma acção
humana por natureza, o homem vive na família, na escola, na
igreja, o estado, a comunidade, essas todas instâncias são
vivenciadas pelo homem e o campo escolar é social daí as
influencias que este homem sofre. Mas a vida humana é mais do
que uma simples recepção de influências e informações. Ela
caracteriza-se pela participação, pelo relacionamento e pela
convivência entre pessoas; por isso há necessidade de criação de
um ambiente em que se dê o encontro humano em todas suas
dimensões (Schmitz, 1993).

Exercícios

1-Explicar a Didáctica como uma disciplina pedagógica.

R% a Didáctica é uma disciplina técnica da Pedagogia que


procura conduzir o processo de educativo. Actualmente a
Auto-avaliação
Didáctica reclama “autonomia” e sua acção transcende o contexto
escolar, ela investiga o processo de ensino-aprendizagem, orienta
o processo educativo para os fins propostos.
10 Unidade
Didáctica Geral 11

Unidade N0 02-A0008

Tema: As principais categorias


pedagógicas

Introdução
Nesta unidade pretendemos discutir alguns conceitos básicos para
melhor compreensão da Pedagogia, a esses concitos basilares
aqui denominamos categorias pedagógicas. Vamos nos deter
essencialmente em três categorias: Educação, Ensino e Instrução.

Ao completar esta unidade, você será capaz de:

 Identificar as categorias pedagógicas.

Objectivos  Explicar a relação entre as diferentes categorias pedagógicas.

Sumário
Categorias da Pedagogia

Propomos o estudo destas categorias, para a compreensão do


campo educativo que é nossa preocupação, essas categorias para
além de ser pedagógicas elas também são didácticas. Vamos
centrar maior atenção ao conceito de educação porque explica a
complexidade pedagógica e constitui objecto de estudo da
própria Pedagogia e é também uma preocupação didáctica.

O que é educação?

Caro estudante, não espere resposta taxativa deste manual a essa


questão, pois o conceito é bastante complexo na sua definição.
12 Unidade

Várias são as definições que são apresentadas pelos autores, elas


diferem em função das escolas, do contexto, da época que
influenciam o pensamento de cada autor, aliás se o estudante se
quiser compreender melhor a complexidade deste termo, pega
numa caneta e um bloco, pergunta a pelo menos dez pessoas de
diferentes estatutos e se possível de diferentes contextos pergunte
o que eles entendem por educação; verás que as respostas
apontam para ângulos distintos, não obstante existirá algumas
semelhanças nos depoimentos fornecidos.

Em função desta complexidade, Brandão (2007), escreveu num


dos subtítulos sua obra, educação ou educações? Para ele a
educação existe nas representações dos indivíduos, na vivência
de cada povo, daí que é difícil termos uma visão uniforme de
educação porque ela é fruto das relações sociais e culturais de um
determinado povo, região ou comunidade.

A palavra educação tem sido utilizada, ao longo do tempo, com


dois sentidos: Social e individual.Do ponto de vista social, é a
ação que as gerações adultas exercem sobre gerações jovens,
orientando sua conduta, por meio da transmissão do conjunto de
conhecimento, normas, valores, crenças, usos e constumes aceites
pelo grupo social. Nesse sentido, o termo educação tem sua
origem no verbo latino educare, que significa laimentar, criar.
Esse verbo espressa, portanto, a ideia de que a educação é algo
externa, concedido a alguem.Assim concebida, a educação é uma
maifestação da cultura e depende do contexto histórico e social
em que está iserida. Assim sendo, os seus fins variam, portanto
com as épocas e as sociedades. “ Não há grupo nehum, por mais
rudimentar que seja sua cultura, que não empreenda esforços, e
um ou de outro tipo, para educar suas crianças e jovens “ Em
suma, a educação, como facto social, possibilita que as
aquisições culturais do grupo sejam transmitidas as novas
gerações, contribuindo assim, para a subsistência do grupo como
tal.

Do ponto de vista individual, a educação refere-se ao


desenvolvimento das aptidões e potencialidades de cada idividuo,
tendo em vista o aprimoramento da sua personalidade. Nesse
sentido, o termo educação se refere ao verbo latino educare, que
significa fazer sair, conduzir para fora. O verbo latino expressa,
nesse caso, a ideia de estimulação e liberaçào das forças latentes.
Como podemos verificar, nos dois sentidos a palavra educação
está ligada ao aspecto formativo.

Não pretendemos esgotar com a discussão deta temática neste


espaço, sugerimos, para aprofundar a discussão em educação, a
leitura das obras de Carlos Rodriques Brandão (2007), O que é
Educação e a de Carlos Libâneo (2005) Pedagogia e Pedagogos
para quê? De recordar que a educação para Brandão (2007),
acontece tanto na escola como na família, no grupo de amigos, na
Didáctica Geral 13

rua, no bar, em casa, em todos lugares está presente a educação


nas diferentes formas de manifestação (formal, não-formal e
informal). É essencialmente na educação formal que está presente
a educação escolar, já no sentido mais amplo, a educação
equando fenómeno social, integra todas componentes descritas
anteriorimente.

Sintetizando as categorias pedagógicas: O Homem vive num


contexto socialmente construído e dentro destas inter-relações
(ocorre a educação), há necessidade de orientar as acções
humanas para que produzam o efeito desejado (ensino) de tal
maneira que será necessário a aquisição de um determinado
conjunto de saberes ou conhecimentos (instrução) para a
realização de certas actividades. Assim podemos aproximar as
definições simplificando deste modo:

Educação- processo social amplo de influências e interrelações,


compreende situações intencionais e acasos.

Ensino- acções meios e condições para a realização intencional


da instrução. É importante vincar a intencionalidade de quem
ensina, isto é dos objectivos, dos meios, dos conteúdos e das
condições da sua realização.

Instrução- Formação e desenvolvimento intelectual mediante


domínio de um determinado corpo de conhecimentos.

Exercícios

Explique a relação entre as categorias de Ensino, Educação e


instrução.

Auto-avaliação R% O Homem vive num contexto socialmente construído e


dentro destas inter-relações (ocorre a educação), há necessidade
de orientar as acções humanas para que produzam o efeito
desejado (ensino) de tal maneira que será necessário a aquisição
de um determinado conjunto de saberes ou conhecimentos
(instrução) para a realização de certas actividades.
14 Unidade
Unidade N0 03-A0008

Tema: Cientificidade da Pedagogia

Introdução
Nesta unidade temática vamos tratar da cientificidade da
Pedagogia, ou seja, por que razão a Pedagogia é considerada uma
ciência. Compreender a cientificidade da Pedagogia pode ajudar
caro estudante a entender melhor a especificidade Didáctica tema
reservado para a próxima unidade temática. Nesta unidade
apresentamos as dificuldades impostas a pedagogia na sua
qualificação como ciência.

Ao completar esta unidade, você será capaz de:

 Identificar o objecto de estudo da Pedagogia.

 Explicar as principais causas da dificuldade imposta a Pedagogia


na sua cientificidade.
Objectivos

Sumário
Como qualquer área de conhecimento, a sua cientificidade exige
que este campo tenha: um campo delimitado de estudo (objecto
de estudo), métodos de investigação; etc, porém o debate em
Pedagogia centra-se mais no seu objecto de estudo, a educação.

As fontes de conteúdo da Pedagogia encontram-se na pr’opria


prática educativa, e nas ciências auxiliares como a psicologia
educacional, a sociologia, biologia educacional, cujo conteúdo
forma aquilo que denominamos de conteúdo pedagógico.

A primeira discussão está na denominação, se a Pedagogia deve


ser considerada ciência da educação ou ciências da educação?
Em muitos países preferem usar o termo ciências da educação no
lugar da Pedagogia, a explicação desta preferência está na
compreensão de que a educação, campo de estudo da Pedagogia,
não é excluisivo a ela; a psicologia educacional, sociologia
educacional, biologia educacional, são exemplos de ciências que
preocupam-se com o campo educativo.

Mas o debate permanece se consideramos ciência da educação


(singular) ou ciências da educação (plural), a primeira
denominação defende a unicidade da Pedagogia, e as restantes
ciências como auxiliares, já na segunda, a procura mostrar o
papel igualmente importante das restantes disciplinas
educacionais, por isso não se espante caro estudante em algumas
instituições educacionais o uso do termo Ciências da Educação
para referir a Pedagogia tanto como substituição ou como
sinónimo desta.

Agora vamos tentar compreender as discussões em torno do


campo de estudo da Pedagogia, para Libâneo (2005), há razões
para se questionar a cientificidade da Pedagogia, aliás não existe
unanimidade quanto a sua cientificidade, vejamos algumas razões
da discussão:
a) A educação é uma tarefa práctica situando-se mais no campo da
arte e da intuição do que no de especulativo e científico;
b) Os fenómenos educativos são singulares, o que impede extrair
delas leis científicas, generalizáveis;
c) A Pedagogia ocupa-se de finalidades e valores, não passíveis de
análise científica;
d) A educação é objecto de várias ciências, não cabendo a
Pedagogia exclusividade no trato das questões educativas.
(Libâneo, 2005: 108).

Até agora caro estudante deve estar sem compreender se a


Pedagogia é ciência ou não. Com toda razão, as questões
colocadas são tão óbvias mas sem razão de serem dirigidas a
Pedagogia ou seja não são suficientes para colocar em causa a
cientificidade da Pedagogia.

Quanto a primeira questão, a pedagogia é uma ciência prática,


mas isso não retira a sua preocupação na investigação dos
fenómenos educativos, al’em de que a teoria e prática não devem
ser consideradas entidades separadas; No segundo aspecto, nós já
dissemos nas unidades anteriores que cada povo tem a sua
percepção sobre a educação, seus valores, costumes e hábitos,
mas isso não retira o esforço de se encontrar os pontos de
convergência nas formas como a educação se processa em
diferentes contextos; na terceira questão, essa não exige tanta
explicação porque está aliada a ideia de ciências puras em que os
factos mais interessam, mas se a Pedagogia pretende estudar o
Homem não tem como se livrar desta, isso que explicamos nos
fundamentos humanos da Didáctica; e a quarta questão, essa de
facto nem devia ser colocada, nenhuma ciência ‘e capaz de
produzir conhecimento suficiente para explicar todos fenómenos
do seu campo de estudo, daí que a Pedagogia precisa do auxílio
dessas outras ciências para complementar o seu estudo.
Sintetizando: a Pedagogia ou Ciências da Educação se o
preferirem, tem como seu campo de estudo a Educação,
reconhecendo a complexidade da educação, essa lança mãos a
outras ciências, basta lembrar as disciplinas alistadas no âmbito
científico da Pedagogia quando tratamos da unidade I.

Exercícios

Aponte dois aspectos de discussão na cientificidade da


Pedagogia.

Auto-avaliação R% O primeiro, está relacionado com a denominação ciência da


educacao ou ciências da educacao; e o segundo, centra-se no seu
objecto de estudo, a educação.
Unidade N0 04-A0008

Tema: A especificidade da Didáctica

Introdução
Depois de discutirmos vários aspectos ligados a Pedagogia, ciência
da e para a educação, vamos nos cingir naquilo que constitui a
principal preocupação do manual, a Didáctica. Como vimos a
Didactica é uma disciplina que se preocupa com a direcção do
processo educativo através do ensino, ou seja, processo de ensino-
aprendizagem. Enquanto área científica, o que cabe estudar a
didáctica, isto é, o que é específico da Didáctica? Porque a didáctica
na formação de professores ou profissionais da educação? Estas e
outras questões serão a base de orientação desta unidade temática.

Ao completar esta unidade, você será capaz de:


o

 Definir o objecto de estudo da Didáctica.

 Explicar a importância do estudo da Didáctica na formação de


professores..
Objectivos

Sumário
O processo de ensino-aprendizagem como objecto de
estudo da Didáctica

Já vimos nas unidades anteriores o objecto de estudo da Pedagogia


que é a educação, mas a educação processa-se de várias maneiras: na
familiar, na escolar, nos grupos de amigos, na comunidade, até na
empresa. Como já dissemos, a missão didáctica é direccionar a acção
educativa. O mais característico da acção didáctica é a
intencionalidade de quem a orienta. Será necessária uma orientação
educativa, se a educação existe mesmo onde não há escola?
(Brandão, 2007).

A educação enquanto uma construção social sempre existiu, porém


com o aumento do património cultural não foi possível transmitir
todo o manancial sócio cultural a todos na comunidade, surge então
uma outra estrutura social para regular o que deve ser aprendido
numa determinada sociedade, essa instituição chama-se escola.
Vários autores concordam com a existência de uma instituição
reguladora, tornando a educação sistemática. A função da escola
neste caso de acordo com Schmitz (1993), é tornar um ambiente, em
que os jovens reúnem-se entre si e com os educadores profissionais
para tomarem consciência profunda de suas aspirações e valores mais
íntimos e mais legítimos e tomarem decisões mais esclarecidas sobre
a sua vida e para a comunidade em que vivem, a partir das
aprendizagens significativas.

Caro estudante, até agora deve estar a questionar a pertinência da


abordagem da educação sistemática e do surgimento da escola como
istituição social, a explicação é simples, o processo de ensino-
aprendizagem, é intencional e faz sentido falar dele na educação
sistemática, intencional e isso acontece na escola. Porque então
processo de ensino-aprendizagem? Por muito tempo, mesmo até
agora, alguns autores de obras didácticas assumem o ensino como
verdadeiro objecto de estudo da Didáctica; alguns preferem não
dissociar o ensino da aprendizagem, visto que a intenção de quem
ensino é suscitar aprendizagem no aluno, porém pode haver ensino
sem que haja aprendizagem, o recíproco também é válido. Claro,
todos nós sabemos que por mais que a intenção seja de proporcionar
aprendizagem no aluno, nem todos aprendem; assim como a
aprendizagem não ocorre apenas na escola, ela pode ocorrer nos
grupos de amigos, no serviço e ainda na família onde o ensino no seu
verdadeiro sentido não está presente.

Nosso posicionamento se é o ensino ou processo de ensino-


aprendizagem o objecto de estudo da Didáctica, acreditamos que as
duas visões são válidas, esclarecendo melhor, já o dissemos que
quem ensina pressupõe uma intecionalidade de promover
aprendizagens no aluno, sua missão principal é que o aluno aprenda,
daí que é tautológico dizer ensino-aprendizagem. Para finalizar esta
discussão, é processo, o ensino-aprendizagem, porque é resultado da
conjugação de actividades do aluno e do processor.

A especificidade Didáctica, está no processo de ensino-aprendizagem


em sua relação com finalidades educativas (Libâneo, 2005), quer
dizer, a Didáctica ao preocupar-se com o processo de ensino na sua
globalidade tem em conta as finalidades sócio-pedagógicas,
princípios, condições e meios de direção do processo educativo.

O papel da Didáctica na formação dos professores está precisamente


na necessidade de propocionar uma melhor orientação dos
profissionais da educação na direcção do processo de ensino-
aprendizagem. A organização sistemática da educação exige também
uma prepação sólida dos profissionais que trabalham nessas
instituções escolares.

Exercícios

1- Defina a especificidade pedagógica e didáctica.

R% A pedagogia cabe estudar os processos educativos (a


educação), já a didáctica procura direccionar esse processo,
Auto-avaliação
centrando se mais no processo de ensino.
Unidade N0 05-A0008

Tema: Breve história da Didáctica

Introdução
Nenhuma ciência tem origem abrupta, é sempre um processo. Aqui
vamos tratar de discutir algumas ideias de pensadores da área
pedagógica que contribuíram para o surgimento da Didáctica. Não é
em poucas páginas que iremos descrever toda história dessa ciência,
aliás nem se quizessemos elaborar um livro, também seria
insuficiente para o efeito, neste sentido vamos simplesmente elucidar
as contribuições pra esta área científica dos pensadores como João
Amós Coménius, John Dewey, J.Frederick Herbart e
HeinrichPestalozzi.

Ao completar esta unidade, você será capaz de:

 Descrever a evolução histórica da Didáctica.

 Explicar a contribuição de cada educador na configuração da


didáctica como área específica de pesquisa.
Objectivos
 Relacionar o pensamento destes autores com a prática
educacional no contexto moçambicano.

Sumário
De acordo com Haidt (2006), a didáctica enquanto um campo específico
da Pedagogia, a Didáctica remonta no final do Séc. XIX, antes
vinculada a Filosofia, a preocupação no princípio era com a
memorização e pouco com a compreensão, o método mais dominante
na época era o catequético, que consistia na repetição taxactiva das
ideias do professor. Vejamos a contribuição de cada pensador para o
surgimento desta jovem ciência.

Joao Amos Coménio

Os artesãos não prendem os


seus aprendizes com teorias,
põem-nos imediatamente em
acção, para que eles aprendam
a forjar forjando, a esculpir,
esculpindo, a pintar pintando, a
cozer, cozendo. Assim que se
ensine na escola a escrever
escrevendo, a falar falando, a
cantar cantando, a raciocinar
raciocinando, etc. (Coménius,
1943 apud Piaget, 1998,
p.192)

Influenciado pelo movimento empirista, Coménius é mais conhecido


pela sua obra famosa, Didáctica Magna. É grande defensor da
educação baseada na natureza e na experiência, como foi possível
observar na nota de entrada, para Coménius, a verdade e a certeza
do conhecimento só dependem do testemunho dos sentidos, isto é,
quando mais provém dos sentidos o conhecimento mais perfeito se
torna, por isso melhor para ele era ensinar tudo a todos (Idem). A
sua obra Didáctica Magna, publicada em 1632, influenciou bastante
o campo educacional, para ele o professor ao ensinar devia cumprir
os seguintes passos:
1- “Apresentar o objecto ou a ideia directamente, fazendo
demosntrações, pois o aluno aprende com os sentidos, vendo e
tocando;
2- Mostrar a utilidade especícifica do conhecimento transmitido e
a sua aplicação na vida diária;
3- Fazer refencia a natureza e origem dos fenómenos estudados,
isto, é as suas causas;
4- Esplicar primeiramente os princípios gerais e só depois os
detalhes;
5- Passar para o tópico ou assunto a seguir somente depois de
certificar que o aluno compreendeu o anterior.” (Haidt,
2006:17).

Heinrich Pestalozzi

Influenciado pelos naturalistas como Rousseau, elaborou o


método que deveria respeitar a natureza da criança, seu método foi
denominado Método pestalozziano que cumpria as seguintes
etapas:
 Presentar o conhecimento começando dos elementos
concretos e simples;
 Recomendava a observação, intuição;
 Realização de exercícios graduados.

John Frederick Herbat

Herbat, seus trabalhos na área educacional são mais conhecidos na


formulação precisa dos objectivos educacionais numa perspectiva
de desenvolvimento curricular. Especificamente na Didáctica,
defendendo a teoria do interesse, o professor devia ao seleccionar
os materiais, basear-se nos interesses infantis e assim devem ser
organizados de acordo com essa natureza. Seu método instrucional
consistia em cinco etapas:
 Preparação;
 Apresentação;
 Associação;
 Sistematização; e
 Aplicação.
John Dewey

Para Dewey, a “acção precede o conhecimento e o pensamento”


Haidt (2006:21), assim sugere a fórmula: Vida humana= vida
social= cooperação. Defensor dos métodos activos, assim defende o
ensino pela acção. Para tal é importante o desenvolvimento da
atenção e o pensamento reflexivo; a capacidade de estabelecer
conexões entre factos e objectos; a capacidade de diferenciar o
essencial do acessório; remontar a causas e estabelecer os efeitos.
Em suma a Pedagogia de Dewey resume-se no seu pragmatismo= a
acção, pois ele acredita que não se educa para vida senão se
aprende na vida, daí a educação é vida.

Exercícios

Explique a contribuição de Pestalozzi na Didáctica.

R% Para Coménius, o professor ao ensinar devia cumprir os


seguintes passos:
1- Apresentar o objecto ou a ideia directamente, fazendo
demosntrações, pois o aluno aprende com os sentidos,
Auto-avaliação
vendo e tocando;
2- Mostrar a utilidade especícifica do conhecimento
transmitido e a sua aplicação na vida diária;
3- Fazer refencia a natureza e origem dos fenómenos
estudados, isto, é as suas causas;
4- Esplicar primeiramente os princípios gerais e só depois os
detalhes;
5- Passar para o tópico ou assunto a seguir somente depois de
certificar que o aluno compreendeu o anterior.
Unidade N0 06-A0008

Tema: Didáctica – suas relações


com a Pedagogia e outras ciências

Introdução
Dissemos na primeira Unidade que a Didáctica é uma ciência
pedagógica, sendo por isso que mantém relação com a pedagogia.
Mas também vemos que devido a compelxidade do processo de
ensino e aprendizagem, de um lado e, por outro, tende em conta
ao carácter interdisciplinar de quase todos os ramos de saber, a
didáctica mantem relações com outras ciências.

De facto, a actuação do professor com o propósito de ensinar,


exige deste um agir tendo em conta não somente habilidades
didácticas, mas também pedagógicas e um certo sentido
psicológico, sociológico, biológico, filosófico etc, devendo, neste
sentido, o professor se municiar de conhecimentos destas
disciplinas: o agir didáctico é ao mesmo tempo pedagógico,
biológico, sociológico, filosófico, etc.

Ao completar esta unidade, você será capaz de:

 Explicar a contribuição das outras ciências (pedagogia,


psicologia, biologia, sociologia, filosofia) para a actividade
didáctica do professor;

 Redefinir o campo específico de investigação da didáctica, tendo


Objectivos em conta as especificidades de objecto de estudo das outras
ciências com as quais tem relação;

 Diferenciar o objecto de estudo da Didáctica Geral das Didacticas


específicas.

Sumário
Didáctica; suas relações com a Pedagogia e
outras ciências
Actividades 1

1. De que forma a didáctica se


relaciona com a pedagogia e
outras ciências?
2. Qual é o objecto especifico da
didáctica dentro da investigação
pedagógica?
3. Diferencie a Didáctica Geral das
Didácticas Especificas.

Respondendo a primeira questão, concerteza que deve ter


pensado que a dependência da didáctica em relação a
pedagogia se verifica na impossibilidade de se especificar
objectivos da instrução, das matérias e dos métodos, fora de
uma concepção do mundo de uma opção metodológica
geral e uma concepção de práxis pedagógica, uma vez que
essas tarefas pertencem ao campo pedagógico. É verdade
que a finalidade imediata do processo didáctico é o ensino
de determinadas matérias e de habilidades cognitivas
conexas; todavia por se tratar de materiais ou temas de
ensino, implicando, portanto dimensão formativa, a eles se
sobrepõe objectivos e tarefas mais amplas determinadas
social e pedagogicamente. Dai considera-se a didáctica
como disciplina de intersecção entre a teoria educacional e
as metodologias específicas das matérias que se esclarecem
e se particularizam sob caracteristicas comuns, básica, da
actividade pedagógica e, em particular, do processo de
ensino aprendizagem.

Em outras palavras a didáctica opera a interligação entre a


teoria e a práctica. Ela engloba um conjunto de
conhecimentos que entrelanaçam contribuições de
diferentes esferas científicas (teoria de educação, teoria do
conhecmento, psicologia, sociologia, etc), junto com
requisitos de operacionalização.

Noutros termos, a pedagogia investiga a natureza das


finalidades da educação como processo social, no seio de
uma determinada sociedade, bem como as metodologias
apropriadas para a formação dos individuos, tendo em vista
o seu desenvolvimento humano para tarefas na vida em
sociedade. Quando falamos das finalidades da educação no
seio de uma determinada sociedade, queremos dizer que o
entendimento dos objectivos, conteúdos e métodos da
educação se modifica conforme as concepções de homem
em sociedade que, em cada contexto económico e social de
um momento da história humana, caracterizam o modo de
pensar, de agir e os interesses das classes e grupos sociais.
Portanto, a pedagogia é sempre uma concepção da direcção
do processo educativo subordinado a uma concepção
politico-social.

Chegados a este ponto, estamos certos que foi fácil


relembrar a tarefa e o objecto específicos da didáctica. A
didáctica é, pois uma das disciplinas da pedagogia que
estuda o processo de ensino através dos seus componentes,
os conteúdos escolares, o ensino e a aprendizagem para,
com o ambasamento numa teoria da educação, formular
diretrizes orientadoras da actividade profissional dos
professores.

A Didáctica Geral estabelece relação com as Didácticas


especiais ou seja, Metodologias de Ensino de Disciplinas
específica (ex: Matemática, linguas, etc). De facto, as
metodologias das diferentes disciplinas analisam as
questões de ensino de uma determinada disciplina, enquanto
a Didáctica Geral tem um objecto de natureza geral: Se
abstrai das particularidades das distintas disciplinas e
generaliza as manifestações e leis especiais do ensino e
aprendizagem nas diferentes disciplinas e formas de ensino.

Assim, as Didácticas ou Metodologias especificas são uma


base importante para a Didáctica Geral, e esta, por sua vez,
generaliza os resultados de estudo sobre o ensino das
disciplinas específicas.

Finalmente, no que diz respeito as outras disciplinas,


constatámos que a relação da Didáctica Geral com estas
disciplinas se explica da segunte maneira:

A Psicologia indica a Didactica as oportunidades que


melhor favorecem a expansão/desenvolvimento da
personalidade bem como os processos que melhor garantem
a efectivação da aprendizagem.

A Sociologia indica as formas de trabalho que permitem


desenvolver a solidariedade, a liderança, a responsabilidade
no contexto de interções sociais, pois a aprendizagem
acontece no contexto socialmente construído o que implica
reconhecer o papel dessas relações na educação dos alunos.

A Biologia orienta sobre o desenvolvimento físico e os


índices de fadiga dos alunos, a nutrição e a herança também
tem o seu peso na aprendizagem dos alunos.
A Filosofia actua na integração das demais ciências que
servem de base a Didáctica, coordenando – as numa visão
que tem por fim explicar o educando como um ser completo
que necessita de atendimento adequado, personalizado, de
forma que se possam efectuar os propósitos de educação.

A complexidade do trabalho do professor está na sua


capacidade de poder planificar, realizar e avaliar o processo
de ensino-aprendizagem, com garantia de que os seus
alunos aprendam, desenvolvam saber, saber fazer e saber
ser/estar. Igualmente vemos que esta complexidade se
refere em parte, ao facto de que o professor deve ensinar a
partir de uma concepção da direcção do processo educativo
subordinada a uma concepção politico-social, agindo,
portanto, como pedagogo; e oa mesmo tempo o professor
deve:

Respeitar a individualidade dos seus alunos e as condições


que melhor favorecem a expansão/desenvolvimento da
personalidade bem como os processos que melhor garantem
a afectivação da aprendizagem.

Orientar-se sobre o desenvolimento físico e os índices de


fádiga dos alunos e, a partir disso, por exemplo, conceder
aos alunos intervalos depois de um período significativo de
trabalho para permitir o repouso dos estudantes, programar
actividades em função das capacidades de resistência física
dos alunos, etc.

Criar formas de trabalho na sala de aulas e na escola que


permitem desenvolver a solidariedade, a liderança, a
responsabilidade nos alunos, tendo em conta o carácter
social da sua actividade e da natureza dos alunos e dele
mesmo.

Visionar o educando como um ser completo que necessita


de atendimento adequado, personalizado, de forma que se
possam efectivar os propósitos da educação.
Exercícios

1. Agrupe em dois conjuntos as afirmações que se seguem, segundo


sejam verdadeiras ou falsas:
a) O professor compete requerer um sentido e tácto pedagógico,
didáctico, psicológico, filosófico;
Auto-avaliação
b) Ao considerar importante que os alunos tenham necessidade e
direito a pausa ao longo do trabalho, revela do professor a
consideração da psicologia;
c) A filosofia instiga o professor a visualizar o aluno como um todo,
a procurar ensiná-lo conforme as metas que se pretendem em
termos do tipo de personalidade a desenvolver;
d) A didáctica geral proporciona uma visão geral das diferentes
metodologias que poderão ser utilizadas nas diferentes
disciplinas específicas.
e) Se quiser olhar para a contribuição das diversas disciplinas no
seu acto didáctico, o professor jamais cumprirá a sua tarefa; por
isso, o melhor é planificar bem as suas aulas e ensinar
convenientimente, porque desta forma qualquer aluno irá
aprender.
R% Verdadeiras: a), d); falsas: c), e)
Unidade N0 07-A0008

Tema: Processo de ensino-


aprendizagem – origem e
desenvolvimento histórico

Introdução
Esta unidade está programada para o estudo sobre a origem e
desenvolvimento histórico do processo de ensino-aprendizagem.
Trata-se de aprofundar os conhecimentos das unidades anteriores,
sobretudo, quando falamos da especificidade didáctica.

Ao completar esta unidade, você será capaz de:

 Identificar as particularidas de uma educação com carácter


intencional.

 Caracterizar o desenvolvimento Histórico do PEA


Objectivos
 Explicar a origem e evolução do PEA

Sumário
Processo de Ensino-Aprendizagem, Origens e
Desenvolvimento Histórico do PEA

Relacionar o desenvolvimento do património socio-cultural e


técnico científico com o surgimento do processo de ensino-
aprendizagem.

Já ouviu falar várias vezes do termo “educação” e terá tido a


ocasião de se questionar sobre o seu conceito e significado no
desenvolvimento da sociedade.

Na sociedade primitiva (de caçadores e recolectores) todos os


adultos educam todas as crianças directamente no processo
mesmo da vida e do trabalho junto com os adultos. Mais, a
medida que o trabalho se desenvolvia, começa a haver
excedentes de produçãoes, assim, aparece a divisão de trabalho e,
consequentimente, a especialização do trabalho.
Na sequência disso, aumenta o património socio-cultural e
técnico científico da humanidade e torna-se cada vez mais
complicado todos os adultos “ ensinarem a todas as crianças”.
Assim, surgem pessoas especializadas em educação das crianças
e criam-se situações específicas de educação; e, neste sentido,
surge o processo de ensino-aprendizagem com processo
organizado e intencional para a educação das crianças

Actividade 1

Compare a educação na sociedade primitiva com a que realizada


na sociedade em que surge a divisão do trabalho.

Exacto, na sociedade primitiva a educação tinha um carácter


informal, todos ensinavam a todas as crianças, enquanto com as
especialização do trabalho, surgem pessoas e situações
específicas em que se realiza a educação, o que caracteriza o
processo de ensino e aprendizagem. Mais precisamente, podemos
destinguir a educação da sociedade primitiva e a da sociedade em
que surge a especialização do trabalho da seguinte forma:

Características da Educação

Na sociedade Primitiva Na sociedade de


divisão de trabalho

A educação/formação do homem A educação é organizada,


depende dos seguintes factores: razão pela qual toma o carácter
de processo de ensino-
A simples imitação aos adultos aprendizagem, o que implica:
(por isso, era espontânea)
Carácter intencional do PEA
A tranasmissão oral
Colocação prévia de
objectivos e tarefas de ensino

A influência do meio Elaboração de conteúdos e


métodos de ensino/educação
Os exercícios no próprio processo
de traballho (a imitação) Designação de homens
especiais (alunos e professores
/educadores com
características próprias

Estabelecimento da duração e
de locais especiais para
realização do PEA
Desde que o homem vive na sociedade foi acumulando saberes
sociais, culturais, técicos e cientificos que serviam de base a
educação das novas gerações, no sentido de assegurar a sua
continuidade e generalização ao longo do tempo e das gerações.
Trata-se de um processo que, no princípio era realizado de forma
espontânea e envolvendo a todos, graças a pouca diferenciação
dos agentes “educadores”, dai a celebre idéia de que “todos
ensinavam a todos”.

Com o aumento desse património socio-cultural e técnico-


cientifico, nem todos são capazes de ensinar “tudo” e começa a
haver diferenciação dos homens, em parte, pelo tipo de saber
desenvolvido. Isso ocasiona a especialização e já nem todos
podem ensinar tudo, ao mesmo tempo que surgem individuos
cuja função específica é de educar “ensinar “, fazendo com que o
ensino seja uma actividade intencional, contrariamente ao
momento em que “ todos ensinavam tudo “ onde a educação
tinha um carácter espontâneo.

Exercícios
Das afirmações seguintes assinale com V e F, conforme sejam
respectivamente verdadeiras ou falsas:

a) Existem processos de ensino-aprendizagem desde a sociedade


primitiva.
Auto-avaliação
b) Tendo em conta a problemática fundamental da didáctica, cabe a
Didáctica conduzir o processo de ensino-aprendizagem.

c) O carácter intencional do PEA obriga o professor a planificá-lo


cuidadosamente, incluindo, entre outros aspectos, os métodos a usar, os
meios, a avaliação a ralizar antes, durante e ao fim do PEA.

d) Devido ao caráter intencional do PEA, o professor não se deve


autorizar a realizar e agir diante dos alunos fora do que está planificado
para essa aula.

R% a) F, b) V, c) V, d) F.
Unidade N0 08-A0008

Tema: Características do Processo


de Ensino-Aprendizagem

Introdução
Os aspectos referidos acima, na unidade seis, aquando da
abordagem sobre “Origem e desenvolvimento histórico do PEA “
nos permitem perceber as particularidades do PEA que o
destiguem doutras formas de organização de educação, por isso,
para podermos desenvolvê-lo ainda mais, vai a seguir falar sobre
as características do PEA.
Ao falarmos das características do PEA, espera-se não somente
mencioná-las, mas também explicá-las com o próposito de cada
um refléctir como tê-las em conta na realização do PEA. O tema
“ características do PEA “ está subdividido em lições, sendo esta
primeira naquela em que, por ser a inicial, vamos poder
mencionar todas as características do PEA e discutirmos mais
especificamente a primeira característica, ou seja a de “ o PEA
tem carácter social Portanto, nesta unidade está convidado para
uma discussão sobre o tema proposto.

Ao completar esta unidade, você será capaz de:


o

 Identificar as caractéristicas do PEA

 Explicar o significado de cada uma das características do PEA.


Objectivos
 Explicar o carácter social do PEA.

Sumário
Características do Processo do Ensino e Aprendizagem

O processo de ensino-aprendizagem é uma actividade particular que se


destingue pelas suas características próprias. Assim, dentre outras
características, podemos dizer que o PEA apresenta as seguintes
características:

 Carácter social
 Carácter educativo
 O PEA desenvolve a personalidade
 O PEA é um processo dinâmico de desenvolvimento, isto
é, dialético
 O PEA tem carácter sistemático e planificado
 O PEA é regido por leis que se exprimem em
regularidades

DIALÉTICA

A dialética não é mais do que a ciência das leis gerais do


movimento e da evolução da natureza, da sociedade e do
pensamento. A dialéctica no processo de ensino-aprendizagem
expressa-se nas interações entre os sujeitos sociais, a educação na
ideia de Dewey, é uma contínua estruturação e reorganização da
experiência, o que pressupõe que ao interagir com a situação, o
sujeito muda a sua visão, assim como a visão que tem da
situação. Daí que reconhecemos que o PEA, espaço de
concretização da educação tem essas características.

Actividade 1

São seis as caracteristicas do PEA que acabamos de mencionar.


Agora, tente, sozinho ou em grupo explicar em que consiste o
PEA em conformidade com cada uma destas características
apontadas.

Você acabou de explicar as caracteristicas do PEA. Por isso,


debruçando-se sobre cada uma das caracteristicas, esperamos que
tenha sido capaz de, referindo-se ao Carácter Social do PEA,
compreender que se atribui esta caracteristica ao PEA porque este
processo:

 Apareceu / surgiu com o desenvolvimento/aumento


constante do património socio-cultural e técnico-
cientifico da sociedade;
 É a sociedade que organiza, determina os objectivos,
motivos, conteúdos, meios e métodos do PEA;
 Os actores principais (professores e alunos) interagem
como seres sociais.

A partir desta característica, devemos enfatizar a idéia de que


quando falamos do PEA é muito importante reflectirmos sobre o
sentido da actividade docente, quer dizer:

 Os aspectos didácticos devem estar subordinados a


definições de propósitos educativos válidos
(socialmente) para orientar nosso trabalho;
 Os objectivos que nos propômos alcançar junto aos
alunos são o elemento fundamental em nosso trabalho
lectivo e quando realmente nos propômos ser
educadores;
 Diferentes nações tem concepções diferentes das coisas
(Brandão, 2007), sendo assim, a idéia da educação não é
a mesma e, consequentemente, os propósitos da
educação e do PEA também não são os mesmos,
havendo, inclusive, possibilidade de adaptações no
interior da mesma noção em função das caracteristicas
dos alunos (sobretudo no que diz respeito ao nível de
progresso e dificuldades de aprendizagem), do contexto
social e regional onde se localiza a escola. O PEA, é um
processo contextualizado cuja finalidade é conseguir a
partir do nível de partida dos alunos, chegar a uma
verdadeira aprendizagem destes com o apoio do trabalho
didáctico do professor.
O PEA surge como resultado do desenvolvimento da sociedade,
aliás, uma constatação que estamos a fazer desde o ponto em que
discutimos sobre a origem e desenvolvmento histórico do PEA,
ao concluirmos que o desenvolvimento constante e progressivo
do património socio-cultural e técnico-cientifico é que terá na
origem do PEA.

Também acabamos de ver que o carácter social do PEA se


reflecte, por conseguinte, nos objectivos, meios de ensino que são
socialmente determinados. E ao fazermos esta constatação, surge-
nos a idéia de que o PEA em toda sua planificação, realização e
avaliação deve referir-se a um contexto social preciso,
reflectindo-se nele e agindo para transformá-lo e desenvolver:
esta é a razão social do PEA.
Exercícios

1. Das afirmações que se seguem, identifique as que são falsas:

Auto-avaliação a) Trabalho educativo do professor deve ser feito com base em


valores culturais universais, mas também com referências aos
valores locais para tor nar esse trabalho educativo mais
relevante ao contexto social em que realiza essa acção
educativa
b) Quem ensina Química, Física e outras ciências naturais não
tem nenhuma possibilidade de ter e conta se o conteúdo do seu
ensino reflicte as questões locais da sociedade em que se
encontra e, por conseguinte, das características sócio-culturais
dos seus alunos;
c) Tendo um curriculo planificado centralmente para todo o pais,
resta ao professor fazer adaptações locais em função das
características sócio-culturais dos seus alunos, sem perder a
essência e as exigências globais do curriculo;
Unidade N0 09-A0008

Tema: Carácter educativo do


processo de ensino-aprendizagem

Introdução
Na unidade anterior acabámos de explicar o carácter social do
PEA. Agora falemos do carácter Educativo do PEA.

A reclamação de que a escola, através dos professores e,


particularmente, do processo de ensino-aprendizagem deve não
somente ensinar, mas também educar atravessa fronteiras,
atingindo todos os sistemas de educação e, igualmente, se coloca
desde a tempos atrás até aos nossos dias: é uma questão actual e
de todas as nações.

O professor competente ensina para formar e educar os seus


alunos. Portanto, nesta unidade está convidado para uma
discussão sobre o tema proposto, lembre-se este debate começou
na unidade em que falamos das categorias da Pedagogia.

Ao completar esta unidade, você será capaz de:

 Diferenciar instrução da educação;

 Identificar os objectivos da educação e da instrução;

 Explicar, com base em exemplos concretos, como na prática o


Objectivos professor pode conseguir a unidade entre educação e instrução.

Sumário
Carácter Educativo do PEA

Para mostrar o carácter educativo começemos por rever os conceitos


de educação e de instrução
Actividade 1

Diga, por palavras suas, a diferença entre instrução e educação.

No âmbito do processo de formação do homem, os termos


educação e instrução são inseparáveis. De facto, a instrução é a
transmissão/mediação de conhecimento, capacidades,
habilidades; podemos também defini-la como sendo o processo e
o resultado da assimilação de conhecimentos sistemáticos, assim
como das acções e procedimentos inerentes a eles. Por seu turno,
a educação, pela sua característica fundamental, é o
desenvolvimento/formação de comportamento, atitude e
convicções; isto é, a formação de traços /sinais da personalidade.

Assim, é impossivel, no verdadeiro sentido, educar sem instruir e


vice-versa, daí que, a educação e a instrução estão
intrensícamente unidos e se relacionam dialécticamente no PEA,
apesar de que o alcançe dos objectivos educacionais, mais do que
resultado do ensino, resulta de todo o conjunto de influências que
actuam sobre o aluno/educativo.

A instrução tem como enfoque principal o objectivo de


desenvolvimento nos alunos o saber e o saber fazer, enquanto
quando falamos de educação se tem em vista o desenvolvimento
do saber ser e estar. Mas como vemos, ao realizarmos a
educação, ao mesmo tempo se instrui (quem poderia ser bem
educado diante de pessoas idosas se não pudesse lembrar,
enunciar as regras principais de comportamento que se espera
desse individuo diante dessa situação); o mesmo vemos que ao
instruir (ex: para condução de uma viatura) o indivíduo deve ser
educado para o respeito das normas (neste caso, de trânsito
rodoviário), sem as quais a condução automobilística se
transforme num autêntico problema para a circulação e bem das
pessoas.

Actividade II

Reconhecendo a relação dialéctica entre educação e instrução,


explique como, na práctica, um professor pode conseguir realizar
a unidade entre a educação e instrução no PEA.

Se discutiu a quesão acima sozinho ou em grupo, deve ter


chegado a conclusão de que, de facto, é preciso unir a educação e
a instrução ou seja, instruir e educar simultaneamente no PEA;
mas apesar disso, levanta-se a questão de saber como fazer isso.
Para o seu esclarecimento eis, por exemplo, algumas formas
prácticas para assegurar a unidade entre instrução e educação no
PEA.

Aproveitamento das potencialidades educativas do conteúdo a


ser medido: todo o conteúdo de ensino tem, em maior ou menor
grau, potencialidades educativas. Ex: Com a história da luta de
libertação nacional em Moçambique, pode-se educar para
patriotismo, a unidade nacional

A personalidade do professor: existe uma tendência natural de as


pessoas crescerem, desenvolverem atitudes e convicções
tomando os outros como modelo/exemplo, sobretudo aqueles
com quem tem respeito e admiração.

Por isso, principalmente na escola primária, os alunos /educandos


podem se educar pelo exemplo do professor.

Definição dos objectivos: para cada plano de aula o professor


define uma série de objectivos, sendo por isso que deve ter
cuidado de incluir nele objectivos instrucionais (i.e., da área de
saber e saber – fazer), assim como educacionais (da área do
saber-ser e saber-estar).

O professor ao ensinar seus alunos desenvolve neles atitudes,


convicções, hábitos, para além de levá-los a assimilação de
conhecimentos e desenvolvimento de capacidades e habilidades.
Este é o propósito educativo e intsrutivo do PEA, o que faz com
que tenhamos como recomendação fundamental do professor, de
qualquer disciplina e com base em qualquer que seja o conteúdo,
deve assumir como sua obrigação profissional educar os alunos,
não se limitando apenas a mediação de conteúdos para serem
assimilados simplesmente como conhecimentos.

Para o efeito, o professor deverá fazer recurso das


potencialidades educativas do conteúdo e, na base deste, ao
planificar as suas aulas incorporar objectivos educativos (do
saber ser e estar, ou seja, do domínio afectivo) e instrutivos (do
saber fazer, isto é, respectivamente dos domínios cognitivo e
psicomotor).
Exercícios

1. Indique, dentre as opções seguintes, aquelas que recomendam


a um professor como estratégia pedagógica:

a) Ensinar aos alunos um conjunto de conhecimento para que


estes possam estar habilitados de resolver as questões do exame,
mesmo que isso ponha em causa a preocupação de educar
convenientimente aos alunos;

Auto-avaliação b) Considerar a educação inseparavel da instrução;

c) Aproveitar – se de todas as potencialidades e condições para


educar os alunos, conforme as boas prácticas sociais e
exigências de desenvolvimento da personalidade de cada um dos
alunos;

d) Não agir nem dizer coisa alguma que ponha em causa a


educação das crianças;

e) Preocupar-se com a educação dos alunos, mesmo que isso não


signifique para o professor apresentar-se como unico modelo em
termos do saber ser e estar para os alunos;

f) Quando se trata de Matemática, Quimica e muitas outras


disciplinas, o acento deve ser posto na instrução dos alunos,
para que o educador fique a responsabilidade de disciplina como
“ educação moral e civica, educação partiótica e/ou politica “.
Unidade N0 10-A0008

Tema: Relação dialéctica e


fundamental do processo de ensino-
aprendizagem

Introdução
Depois de termos falado na unidade anterior sobre o carácter
educativo do PEA. Nesta unidade iremos discutir sobre a relação
dialéctica e fundamental do PEA. O Professor ao planificar suas
aulas, apresenta-se-lhe um dilema de ter que cumprir o programa,
de progredir ao mesmo passo que os seus colegas, professores
doutras turmas, de modo a que seus alunos não sejam
surpreendidos com perguntas de avaliação geral que o professor
ainda não teve a oportunidade de os abordar; e isso pesa
igualmente na avaliação do professor pelos seus superiores: o
atraso do cumprimento do programa pode ser interpretado como
inércia e mau desempenho pedagógico do professor. Quer dizer,
o professor tem, diante de si, o programa (conteúdo), objectivos,
meios, métodos de ensino, para além do aluno. Como deve
relacionar – se com estes elementos todos (aluno, conteúdos,
objectivos, meios e métodos) Com qual se deve operar a relação
fundamental.

No PEA a relação dialéctica fundamental é a relação entre o


ensino (ensinar) e aprendizagem (aprender). Posto isto, a questão
que se levanta sempre é saber se o professor deve agir
predominantemente em função do que ele sabe, dos seus
objectivos ou em função dos alunos, mesmo reconhendo que esta
última posição não nega a anterior.

Ao completar esta unidade, você será capaz de:

 Explicar porquê o ensino deve ser realizado em função do aluno;

 Descrever as tarefas do professor e do aluno na relação dialéctica


entre eles;
Objectivos
 Identificar as razões que podem ocasionar a desproporção entre o
ensinado e o aprendido pelos alunos numa aula.
Sumário
Relação Dialéctica e Fundamental do PEA

Tente imaginar as suas aulas, a sua experiência como


aluno ou professor e, na base disso, a que conclusão
chega: é ou não o aluno o elemento principal na relação
entre professor e aluno? Porquê?

Concordamos plenamente consigo ao concluir que o professor


existe em função dos alunos, porque, este tende a garantir a
comunidade e desenvolvimento da geração futura, tendo em
conta as particularidades dos alunos, pois a aprendizagem é algo
intrínseco, que se passa no interior do indivíduo, levando em
conta suas capacidades, suas aptidões, seu desenvolvimento
neuropsíquico e, ainda, seus interesses, motivações e suas
necessidades. Por isso mesmo, de nada serve ao professor
desenvolver aulas interessantes e bem planificadas se elas não
atenderem ao “ estado” do aluno.

Deste modo, no PEA o aluno e o professor são necessários, mas o


professor só existe em função dos alunos, daí que o aluno seja
mais importante no PEA. Vejamos então algumas das actividades
do professor e do aluno no âmbito da relação dialéctica entre
eles.

Entretanto, nota-se que tudo quanto se ensina, apenas uma parte é


verdadeiramente aprendida.

Fazendo uma auto-análise da nossa própria experiência docente


e, sobretudo, observamos os nossos colegas, seus alunos e,
inclusive, os nossos próprios alunos podemos concluir que as
razões para este facto podem dever-se aos factores que intervem
no PEA.

1. Existe uma relação intríseca entre ensinar e aprender; não há


ensino se não haver aprendizagem; o ensino existe para motivar a
aprendizagem, orientá-la, dirigi-la; ele é o factor de estimulação
intelectual. Assim, para haver ensino e aprendizagem é preciso:
 Uma comunhão de propósitos e identificação de
objectivos entre professor e o aluno;
 Um constante equílibrio entre o aluno, a matéria, os
objectivos do ensino e as técnicas/ métodos de ensino.

1. Na relação entre (ensinar) e aprendizagem (aprender),


registam-se as seguintes contradições:

 O docente tende a levar os discentes a atingir um nível a


ponto de já não precisar dele, quer dizer a independência;
 O discente a querer agir por si próprio, quer dizer,
independentimente, mas a depender da ajuda do docente.
Mesmo o professor planifique e realize “ correctamente “ as suas
aulas, se não hover aprendiazgem, então diz-se que não houve
ensino. Esta afirmação nos sugere que qualquer preperação de
uma aula, assim como a sua realização deve ser feito tomando em
conta a realidade do aluno: seus interesses, motivações,
progressos, dificuldades levando-o a ter uma atitude positiva para
com o professor e a disciplina em causa, como condições para
conseguir-se a activação do aluno para a realização das
actividades principais que determinarão o progresso deste aluno
na sua aprendizagem.

O que estamos a dizer é que, por exemplo, se o professor nota


que os seus alunos precisam de muito mais tempo para exercitar
um conceito ou uma operação, talvez seja melhor fazer desta
maneira em vez de continuar com a matéria com vista ao simples
cumprimento da matéria, mas ao mesmo tempo poderá ser que,
em certa matéria, não haja necessidade de gastar todo o tempo
previsto no programa para os alunos aprenderem-na devido a
nível baixo de complexidade em função do aluno “ real “ que está
diante do professor: é uma questão de ponderação, colocando
sempre o aluno no centro do processo, como critério fundamental
para decidir sobre as actividades a realizar, o tempo a acordar, as
estratégias a adoptar, a avaliação a realizar, etc; mas sempre com
o propósito final de que todos e cada um dos alunos atinja o seu
nível mais elevado de aprendizagem em conformidade com as
suas potencialidades cognitivas, afectivas e psicomotoras.
Exercícios

1. Aos seus colegas, aos professores das nossas escolas, você


recomendaria ou não o seguinte:

a) Cumprir linearmente o programa, antes que seja sancionado


pela administração da escola (Nao)
Auto-avaliação

b) Parar, progredir, repetir a matéria tendo em conta as


dificuldades e progresso dos alunos na aprendizagem (Sim)

c) Agir sobretudo como facilitador da aprendizagem e não como


simples transmissor de conteúdos de aprendizagem (Sim)

d) Cultivar-se menos, desde que se preocupa mais em cultivar os


alunos (Não)

e) Considerar os alunos como sujeitos da sua aprendizagem,


portadores de sentimento e emoções (Sim)

f) Desenvolver, na aula, um clima afectuoso que favoreça ao


aluno a aceitação do professor e do que ele ensina (Sim)
Unidade N0 11-A0008

Tema: Estrutura da aula – funções


didácticas

Introdução
Prezado estudante, seja bem-vindo a unidade de estrutura e
dinamica do PEA. A educação especialmente organizada realiza-
se, nas escolas, sobretudo através das aulas que em si, constituem
um conjunto de condições pelos quais o professor dirige e
estimula o processo de ensino em função da actividade própria do
aluno no processo de aprendizagem escolar, ou seja, a
assimilação consciente e activa dos conteúdos. Por outras
palavras, o processo de ensino, através das aulas, possibilita o
encontro entre os alunos e a matéria do ensino, preparada
didácticamente no plano de ensino e nos planos de aula. A
realização de uma aula ou conjunto de aulas requere uma
estrutura didáctica, isto é, etapas ou passos mais ou menos
constantes que estabelecem a sequeência do ensino de acordo
com a matéria ensinada, características do grupo de alunos e de
cada aluno e situações didácticas específicas; é neste sentido que
nesta unidade vamos discutir sobre a estrutura da aula, como
forma de organização do processo de ensino e aprendizagem.

Ao completar esta unidade, você será capaz de:

 Explicar o papel das funções didácticas;

 Identificar as principais funções didácticas

Objectivos

Sumário
Estrutura e Dinamica do Processo de Ensino e Aprendizagem
As diferentes etapas serão apresentadas sucessivamente e, ao
mesmo tempo, chamaremos atenção sobre a interligação
existente entre elas.

Trata-se das etapas, também chamadas funções didácticas


passemos a apresentar as funções didácticas:

 Função Didáctica de Introdução a Motivação;


 Função Didáctica Mediação e Assimilação;
 Função Didáctica de Dominio e Consolidação;
 Função Didáctica de Controlo e Avalição.

As funções didacticas como já referimos, são etapas ou fases do


PEA que, na sua essência realizam-se não rigidamente de forma
sequenciadas, mas sim interligada.

De certeza que já deu ou assintiu aulas e deve ter ficado com a


impressão de que a indicação das etapas ou funções didacticas
não significa que todas devem seguir um esquema rígido. A
opção pela qual etapa é mais adequada iniciar a aula ou
conjugação de vários passos numa mesma aula ou conjunto de
aulas depende dos objectos da matéria, das caracteristicas dos
alunos, dos recursos didácticos disponiveis, das informações
obtidas na avaliação diagnostica etc.

Por exemplo, ao iniciar ua aula sobre “ As caracteristicas dos


rios de Moçambique “, por causa da relação que esse conteúdo
tem com o “Relevo e o Clima de Moçambique “, o professor
poderá fazer uma breve revisão destes conteúdos e, neste
sentido, pode se entender como sendo Introdução e Motivação
por cumprir a função de (re) activação dos pré-requisitos, mas ao
mesmo tempo pode ser uma consolidação (envolve repetição,
exrcitação ou sistematização do (já aprendido), assim como
avaliação por ajudar a verificar o nivel de compreensão e
aprendizagem que os alunos tiveram nesta matéria (relevo e
clima de Moçambique).

Por isso, a estrutura da aula por parte do professor é um processo


que implica criatividade e flexibilidade, isto é perspicacia de
saber o que fazer perante a situações didacticas especificas, cujo
rumo nem sempre é previsivel.

Devemos entender, portanto, as funções como tarefa do PEA


relativamente constantes e comuns a todas as matérias,
considerando-se que não há entre elas uma sequência
necessariamente fixa, e que dentro de uma etapa se realizam
simultaneamente outras. Elas estão em interacção reciproca, tal
como se pretende ilustrar na figura abaixo.

Figura 1- A interdependência entre as funções didácticas

Introdução e Motivação

Controlo e Avaliação

Mediação e
Assimilação

Dominio e Consolidação

Como pode imaginar, a função didactica Introdução e Motivação


teoricamente é a primeira função didactica, aquela que faz iniciar
a aula, mas que, como vimos anteriormente, pode estar associada
a outras funções didacticas. Para este caso, o importantente é o
professor reconhecer a importância da motivação no PEA e, de
seguida, procurar encontrar as formas práticas para conseguir a
motivação dos alunos nesse PEA.

No inicio da aula, a preparação dos alunos visa criar condições


de estudo: mobilização da atenção para criar uma atitude
favorável ao estudo, organização do ambiente, suiscitamento do
interesse e ligação da matéria nova em relação a anterior.

Os alunos motivados ficam conscientes do que estudam e isso


estimula a actividade cognitiva deles e faz com que eleve o seu
papel educativo e formativo.
Exercícios

1. Seleccione, dentre as estratégias a seguir, aquelas que darão


bom sentido a actividade de um professor:
Auto-avaliação
a) Iniciar a aula cumprimentando os alunos (Sim)

b) Preocupar-se em desenvolver nos alunos uma aprendizagem


consciente e activa, através da motivação dos alunos (Sim)

c) Os propositos do trabalho didactico, em princípio, devem ser


apenas do dominio do professor (Não)

d) O professor deve forçar os alunos a aprender qualquer que


seja o conteudo, o importante é que esteja previsto no programa
(Não)

e) A aula deve partir de um ponto em que os alunos participem,


para não ficarem naquela atitude passiva.(Sim)
Unidade N0 12-A0008

Tema: Funções didácticas –


introdução e motivação

Introdução
Na aula procuramos desenvolver um entendimento comum sobre
a importância da motivação no PEA e, sobretudo, para a
aprendizagem dos alunos, tendo em conta a natureza de que a
aprendizagem dos alunos deve ser consciente e activa, integrando
os novos conhecimentos na estrutura mental do aluno. Fizemos
isso antes de apresentarmos a relação dialéctica entre as funções
didácticas de que falamos na unidade anterior.

E na sequência disso, devido a grande importância da motivação


no PEA, iremos nos debruçar sobre as tarefas didácticas que o
professor deve realizar para conseguir a motivação dos alunos,
falarenos de forma resumida a motivação inicial, a motivação
contínua e a motivação final.

Portanto, nesta unidade está convidado para uma discussão activa


sobre o tema proposto nesta unidade.

Ao completar esta unidade, você será capaz de:

 Definir Recapitular o objectivo principal da actividade do


professor na FD “ I + M”

 Explicar as tarefas do professor para conseguir a motivação no


Objectivos PEA.

Sumário
Introdução e Motivação

Actividade 1

Explique as tarefas que podem ser realizadas pelo professor para


conseguir a mobilização psiquica e fisica dos alunos para a
aprendizagem do (não) novo conteudo?
Antes de ver as tarefas do professor para assegurar a motivação
doa alunos, você compreendeu que na FD I + M (função
didáctica Introdução e Motivação) o objectivo principal
consiste em conseguir a mobilização psíquica e física dos alunos
para a aprendizagem do (não) novo conteúdo. Para o efeito
devem, por exemplo, serem realizadas as seguintes tarefas:

a) Averiguar, através de perguntas, se os conhecimentos


anteriores estão efectivamente disponíveis e prontos para o
conhecimento novo. Aqui o empenho do professor está em
estimular o raciocínio dos alunos, instigá-los a emitir opiniões
próprias sobre o que aprenderam, fazê-los ligar os conteúdos a
cousas ou eventos do cotidiano. A correcção dos trabalhos de
casa trona-se importante factor de reforço e consolidação. As
vezes haverá necessidade de uma breve revisão (recapacitação)
da matéria, ou a rectificação de conceitos ou habilidades
insuficientimente assimilados.

b) Estabelecer a ligação entre noções que oa alunos ja possuem com


a matéria nova, bem coo estabelecer vinculos entre a prática
cotidiana e o assunto. Para isso, o melhor procedimento é
apresentar a matéria como um problema a ser resolvido, embora
nem todos os assuntos se prestem a isso. Mediante perguntas e
troca de experiências, colocação de possíveis soluções,
estabelecimento de relação causa-efeito, os problemas atinentes
ao tema vão-se encaminhando para se tronarem também
problemas para os alunos em suas vidas práticas.
c) Criar ou obter uma atmosfera propícia para a
aprendizagem. Para isso é necessario:
d) Dar informações sobre o conteúdo da aula;
e) Orientar para os objectvos em vista;
f) Procurar curiosidade;
g) Assegurar ordem e disciplina no sentido positivo, ou
seja, sem recursos ao medo, ao castigo, mas sim com
base na persuação e envolvimento dos alunos na aula
que (vai) iniciar (iniciou).

2. Conseguir o interesse e a atenção dos alunos: se os alunos


não estiverem interessados, não estiverem atentos, então, não
há aprendizagem.

Portanto, para uma efectiva motivação dos alunos no PEA, é


fundamental:

 A orientação para objectivos concretos atingiveis pelos


alunos, que se encontrem na zona de desenvolvimento
próximo.
 A conexão dos motivos da sociedade (representados pelo
professor), da turma e de cada

Motivação contínua e final

Antes de a aula iniciar a motivação inicial põe os alunos em


condições de poderem querer aprender, ou seja, dispostos para
realizarem as actividades requeridas nesse PEA e ao mesmo
tempo, gradualmente o professor trabalha para manter essa
motivação ao longo de todo PEA, daí a pertinência da motivação
contínua. Mas os alunos devem também serem/estarem
preparados, motivados, para as tarefas ou actividades seguintes
parecidas ou semelhantes a estas.

A motivação permanente ou contínua tem como sua estratégia


atingir o bjectivo de uma tarefa, de uma aula: atingir o objectivo
de uma tarefa/actividade tem uma função motivadora. Por isso,
dada a sua importância dos objectivos na actividade do professor
e dos alunos, eles devem ser recordados e verificados em todas as
etapas do ensino.Esse cuidado auxilia a avaliação permanente do
PEA, assim como evita a dispersão, impedindo que aspectos
secundários tomem conta do essencial no desenvolviemrnto, etc.

Os alunos precisam de ser activados logo desde o princípio da


aula; igualmente devem permanecer activos, motivados ao
discurso da aula em causa para garantir a manutenção do nível
optimal por muito mais tempo, fazendo permanecer a capacidade
de recepção, assimilação do conteúdo, ao mesmo tempo que fará
com que os alunos se inventam nas actividades em virtude de
estarem “despertados “, com alto nível de actividade
neurofisiologiaca “. É uma questão de princípio didáctivo, mas
também de garantia de que o professor não estará a agir para com
individuos ” amorfos “, “inactivos “ e “ incenssiveis “ as
actividades que estão sendo desenvovidas na aula.

De igual modo, surge, a partir do que vimos nesta unidade, o


imperativo de que as aulas sejam realizadas de tal forma que
todos e cada um dos alunos atinja os objectivos preconizados,
isto é, sinta que está a aprender, a progredir, visto que isso será
condição para que encontrem energia psíquica necessária para as
aprendizagens seguintes, partindo duma relação/atitude positiva
para com as matérias/disciplnas (e respectivo professor) em que
os alunos atingiram niveis satisfatorios de aprendizagem aluno
individualmente. Esse parágrafo explica a pertinência da
motivação final. Assim como nas funcoes didácticas aprendidas,
a diferenciação da motivação deve ser entendida no sentido
didáctivo, pois nenhum professor será capaz de identificar a
motivação inicial, contínua e final nos seus alunos; além de que a
motivação criada na fase inicial pode não exigir outra movivação
para certos alunos, mesmo assim ao propósitos da aula serem
atingidos.

Exercícios

1- Explique algumas acções que o professor pode desenvolver para


garantir a motivação dos seus alunos.

Auto-avaliação R% Algumas actividades do professor para esse propósito são:


Explicar os objectivos da aula, esclarecer a importância da temática
para a vida dos alunos; relacionar o conteúdo da aula com a vida
prática dos educandos, lembrar ao longo da aula, sempre que
possível, o que pretendem com a aula.
Unidade N0 13-A0008

Tema: Função didáctica – Mediação


e Assimilação

Introdução
Nesta unidade, importa discutirmos sobre o propósito da função
didáctica Mediação e Assimilação, os seus aspectos perticulares
(nomeadamente a “mediação e a “assimilação”) e as
considerações importantes a ter em conta na sua concretização.

Ao completar esta unidade, você será capaz de:

 Definir o objectivo principal da actividade do professor na função


didáctica “ Mediação e Assimilação”

 Explicar as tarefas do professor para conseguir a concretização


Objectivos desta no PEA.Mencionar as implicações educativas inerentes ao
adulto.

Sumário
Lembramos mais uma vez, as etapas ou funções didácticas, estão
estritamente relacionadas, de modo que, neste caso, podemos
dizer que o tratamento da matéria nova começa inclusive na
função didáctica Introdução e Motivação. Mas na função
didáctica mediação e assimilação há o propósito de maior
sistematização, envolvendo a transmissão-mediação/assimilação
activa dos conhecimentos. Nesta etapa se realiza a percepção dos
objectivos e fenómenos ligados ao tema, a formação de
conceitos, o desenvolvimento de capacidades cognitivas de
observação, imaginação e raciocinio dos alunos. Neste sentido o
professor nesta etapa coloca os alunos em contacto com a
“matéria nova”.

Quer dizer, depois de preparação dos alunos para a


aprendizagem, isto é criado a atmosfera propícia para a
aprendizagem, conseguido o interesse e atenção é feita a
reactivação do nível inicial dos alunos, o professor passa para a
etapa na qual se realiza uma parte fundamental da aprendizagem
propriamente dita, ou seja, para a etapa em que o profesor medeia
um novo conteúdo e, na sequência disso, os alunos assimilam
novos conceitos, teorias, princípios, etc, contribuindo para o
desenvolvimento de um novo saber, novo saber fazer e novo
saber ser e estar.

Importa clarificar que, pela sua designação, a função didáctica


Mediação e Assimilação compreende, de um lado a actividade
do professor (mediação do novo conteúdo) e do aluno
(assimilação do novo conteúdo).

Rlembrando o que discutimos na FD I+M, sobre tudo em termos


de reactivação do nível inicial, podemos entender o processo de
mediação/assimilação como um caminho que vai do “não saber”
para o saber, admitindo-se que o ensino consiste no domínio do
“saber absoluto”, pois os alunos são protadores de conhecimentos
e experiências, seja da sua prática quotidiana, seja aquelas
obtidas no processo de aprendizagem escolar ou não. Portanto,
para a realização desta FD, o professor deve ter em conta
algumas considerações:

 Qual é o nível (de pré-requisitos) dos alunos (depois da


reactivação)?
 Quais são os objectivos a atingir?
 Quais são os conteúdos através dos quais os objectivos
devem ser atingidos?
 Quais os métodos através dos quais os conteúdos
devem ser mediados e os objectivos atingidos?
 Que meios de ensino serão mais adequados aos alunos,
aos objectivos definidos, ao conteúdo, aos métodos
escolhidos e as características do professor, de maneira
a atingir uma assimilação activa por parte dos alunos?

Através destas questões pretende-se chamar particular atenção ao


facto de que na FD M +A o professor não deve concentrar a sua
atenção exclusivamente para o conteúdo que está a ser mediado,
mas também sobre todas as outras categorias didacticas numa
relação dialéctica (aluno, professor, métodos e meios de ensino-
aprendizagem, objectivos), de modo a tornar efectiva a
aprendizagem dos alunos; e, analizando a interligação entre as
categorias, na FD M+A, o professor determinará se os métodos
de ensino adoptadas/ou a adoptar estão mais variados para:

 A assimilação de novos conhecimentos (saber)


 O desenvolvimento de habilidades, métodos, habitos e técnicas
de trabalho (saber fazer)
 O desenvolvimento de entidades, convicções e comportamentos
(saber se e estar)
 Ou a interligação, conexão entre esses processos parciais.

Ora, vista a questão nos termos que se está a dizer, conclui-se que
uma das considerações básicas para o professor decidir os
métodos de ensino e aprendizagem a empregar é “quais são as
actividades dos alunos necessários para atingir a assimilação de
um determinado conteúdo nas suas potencialidades cognitivas,
instrutivas e educativas “.

E porque o PEA é uma sequência lógico-didáctica de actividades


planificadas e sistematizadas dos professores e dos alunos,
podemos e devemos fazer essa pergunta, também, da seguinte
maneira: “quais as actividades do professor necessárias para
desencadear as devidas actividades dos alunos em relação aos
objectos e conteúdos?”; e como resultado desta questão, vê-se
que a qualidade das actividades do professor determina em larga
medida a qualidade das actividades dos alunos.

Exercícios

1- Explique algumas acções que o professor pode desenvolver para


garantir a mediação e assimilação dos conteúdos.

R% Algumas actividades do professor para esse propósito são:


Auto-avaliação explicar aos alunos os conteúdos, sistematização dos conteúdos,
explicar aos alunos a essência do conteúdo através de exemplos, da
experiência dos alunos, trabalhar com as percepções e ideias dos
alunos. Neste sentido pode se optar pela exposição, observação ou
discussão da matéria.
Unidade N0 14-A0008

Tema: Funções didácticas – domínio


e consolidação

Introdução
Depois de realização da função didáctica “mediação e
assimilação”, assim como ao longo deste processo, considera-se
importante envolver na actividade do professor e os alunos
acções com vista a conseguir nos alunos o domínio e
consolidação da matéria; veremos, mais adiante, que correr na
apresentação das novas matérias apenas para cumprir o programa
não é satisfatório no PEA, porque nesta função didáctica,
falaremos de dois aspectos principais:
 As razões que justificam a necessidade de realização da função
didáctica “dominio e consolidação”
 As acções didácticas para a realização de “ dominio e
consolidação”.

Ao completar esta unidade, você será capaz de:


o

 Definir o objectivo principal da actividade do professor na função


didáctica “ Domínio e Consolidação”

 Explicar as tarefas do professor para conseguir a concretização


Objectivos desta no PEA.

Sumário

Se olharmos para o PEA, como tendo o objectivo de conseguir


que os alunos, efectivamente aprendam, vemos que o trabalho
com a nova matéria não se deve reduzir a simples exposição e
explicação dessa matéria e colocá-la a disposição dos alunos.
Mas deve, ao mesmo tempo, ir tratando de conseguir apuramento
desse (ja não) novo saber nos alunos, visto que o trabalho
docente consiste em provar as condições de assimilação e
compreensão da matéria, incluindo já exercícios e actividades
prácticas para solidificar a compreensão. Entretanto, o processo
de ensino não pára por aí. É preciso que os conhecimentos sejam
organizados, aprimorados e fixados na mente dos alunos, a fim
de que estejam disponíveis para orienta-los nas situações
concretas de estudo de vida. Do mesmo modo, e em consonância
com os conhecimentos, é preciso aprimorar a formação de
habilidades e hábitos para a utilização independente e criadora
dos conhecimentos.

Trata-se, assim, do que justifica a necessidade de se ter no PEA


uma etapa, uma FD essencialmente destinada ao domínio,
consolidação e fixação da matéria. Alias, os conteúdos só são
realmente dominados, assimilados, apropriados, quando se
atingiu a capacidade de operar com elas nas várias tarefas de
aplicação teóricas e práctica; e para tal, são necessários na
continuidade do trabalho com os conteúdos novos, etapas, fases
ou componentes do PEA que tem por objectivo directo a
consolidação e o domínio dos conteúdos: no PEA é preciso
proceder-se a uma constante consolidação dos resultados da
aprendizagem.

Esta constante consolidação dos resultados requer que o


professor veja o PEA como unidade de todas as funções
didácticas. Muitos professores são habilidosos na” Introdução e
Motivação”, outros podem expor o novo conteúdo de modo
impressionante e astimular os alunos para a autoactividade
criadora. Mas nem todos estes professores têm habilidades para
terminar o processo de ensino-aprendizagem: não só é
interessante a motivação, a exposição do prblema e do conteúdo
que desperta o entusiasmo e a viva conversação na sala de aulas,
integram também no PEA a repetição e sistematização
planificadas, a prática intensiva e a aplicação variada dos
conhecimentos e habilidades.

A consolidação, neste sentido, pode dar-se em qualquer etapa do


processo didáctico: antes de iniciar matéria nova, recorda-se, são
realizados exercícios em relação a matéria anterior; no estudo do
novo conteúdo, ocorre paralelamente as actividades de
assimilação e compreensão. Mas constitui também, um momento
determinado do processo didáctico, quando é posterior a
assimilação inicial e compreensão da matéria.

A consolidação pode ser reprodutiva, de generalização e criativa.


Estes três tipos, diferenciam-se no seguinte:

Consolidação reprodutiva

Nesta consolidação, o aluno reproduz o que o professor disse,


sem muito espaço para a criatividade, notam-se esses estudantes
pela capacidade de recordar os exemplos que o professor usou na
explicação da matéria.

Consolidação criativa

Aqui recide a compreensão verdadeira, quando o aluno não se


limita nos exemplos do professor, mas procura exemplos da vida
quotidiana, das suas experiências, ligadas a matéria estudada.
Não usam necessariamente as expressões utilisadas pelo
professor, mas sim suas próprias palavras.

Consolidação generalizadora:

 Inclui a aplicação de conhecimentos para situações novas, após a


sua sistematização;
 Implica a integração de conhecimento de forma que os alunos
estabeleçam a relação entre os conceitos, analisem os factos e
fnómenos variados sob varios pontos de vista, façam a ligação
dos conhecimentos com novas situações e factos da prática social

Exercícios

1- Explique algumas acções que o professor pode desenvolver para


garantir a função didáctica de domínio e consolidação.

Auto-avaliação R% os resumos (orais ou escritos), fichas de exercícios podem


contribuir para a sistematização da matéria.
Unidade N0 15-A0008

Tema: Funções didácticas: controle


e avaliação

Introdução
O controle e a avaliação são muito importantes no processo de
ensino-aprendizagem.

Ao completar esta unidade, você será capaz de:

 Controlar a aprendizagem dos alunos;

 Avaliar os alunos.

Objectivos

Sumário
Controle e avaliação acompanha todo o prcesso de ensino
aprendizagem e forma, ao mesmo tempo, a conclusão das
unidades de ensino (ou unidades temáticas). No geral, podemos
destinguir:
 Controle e avaliação directos, isto é, especificamete nas fases
de FD C+A
 Controle e avaliação contínuos ou imanentes, isto é, em todas
as outras funções didácticas.

Nesta primeira aula sobre a FD “C+A”, vamos nos ocupar sobre


o conceito, objecto e caracteristicas básicas da avaliação; e, nas
aulas seguintes trataremos de outros aspectos, tais como os tipos
e funções da avalação, os instrumentos de avaliação e a utilização
dos resultados de avaliação.
Conceito de Avaliação

Definir a avaliação, não é uma tarefa fácil, se tivesse consultado


bibliografia da área pedagógica de certeza teria visto que na
literatura pedagógica existem muitos conceitos sobre avaliação
dos alunos; mas de modo geral ela pressupõe classificar os
alunos, determinar em que medida cada um dos objectivos foi
atingido e as qualidades dos métodos e os meios de ensino e dos
próprios professores, selecionar os alunos, etc. Para
INDE/MINED (2008), a avaliação “e um instrumento que
permite visualizar o andamento do processo de ensino-
aprendizagem, permitindo adequar, ou melhorar estratégias de
ensino face aos objectivos propostos, sendo assim deve ser
concebida no sentido dinâmico, contínua e sistemática.

A principal missão é permitir uma imagem possível do


desempenho dos alunos e a retroalimentação do PEA (processo
de ensino-aprendizagem). De acordo com o mesmo autor,
cumpre a avaliação:

Aos alunos

- Consciencializa-los sobre os pontos fortes e fracos da sua


aprendizagem;

- Estimular o gosto pela aprendizaem de modo a superar as


dificuldades encontradas no PEA;

- Desenvolver atitude crítica e activa no PEA.

Aos professores

- Identificar o nível de desempenho dos alunos;

- Adequar os métodos e os meios de ensino-aprendizagem;

- Informar regularmente os pais sobre o progresso.

Aos pais e encarregados de educação

Sugerir junto dos pais e professores formas de melhorar o


processo de ensino-aprendizagem.

A valiação é uma tarefa didáctica necessária e permanente do


trabalho docente, que deve acompanhar passo a passo o PEA.
Através dela os resultados que vão sendo obtidos no decorrer do
trabalho conjunto dos professores e dos alunos são comparados
com os objectivos propostos, a fim de constatar progressos,
dificuldades e reorientar o trabalho para as correcções
necessárias. Deste modo, podemos afirmar que a valiação é uma
reflexão sobre o nível de qualidade do trabalho escolar tanto do
professor, dos pais e encarregados de educação, como dos
alunos.

Portanto, avaliar é:
a. Aperceber-se do rendimento aproveitamento escolar dos
alunos e traduzi-lo em dados qualitativos e quantitativos.
b. A perceber se da incorrecção ou correcção do trabalho
desenvolvido pelo professor para ver se é ou não
necessário uma revisão do PEA.

Como pode ver, graças a valiação é possivel saber se a


aprendizagem está a efectuar se conforme o previsto ou não. E
em caso negativo, a realimentação pela avaliação permitirá saber
se de facto deve-se:
a. A inadequação dos objectivos.
b. A deficiências individuais que possam ou não ser
superadas.
c. As deficiências individuais relacionadas com pré-
requisitos de aprendizagem.
d. A inadequação da orientação do PEA por parte do
professor devido aos métodso e meios de ensino ou
outros factores.

Objecto da Avaliação

Ao falarmos do objecto da avaliação pretendemos saber o que se


avalia. E, nesse caso, é evidente que a avaliação dirige-se
essencialmente ao progresso nos resultados de aprendizagem
demonstrando ao longo e ao fim do ano lectivo.

Características Básicas do Controle e Avaliação

O controlo e avaliação da aprendizagem dos alunos caracteriza-se


por ser simultaneamente meio didáctico e meio pedagógico. E o
que significa? Você concordará connosco ao afirmar que a
avaliação é um meio didáctico e pedagógico por causa das suas
finalidades. Assim, a avaliação é:
1. Meio didáctico, isto é, de condução do PEA pelo professor
para:
 Comparar o decorrer e os resultados da
parendizagem com os objectivos pretendidos
 Avaliar o nível de aprendizagem atingido
 Analisar problemas e possibilidades de
desenvolvimento
 Descobrir sobre a continuação do processo

2. Meio Pedagógico, isto é, de educação dos alunos para:


 Consolidar saber, saber fazer e saber ser/estar
 Desenvolver as capacidades de expressão linguistica
 Desenvolver a capacidade de auto-avaliação
 Desenvolver a auto-confiança
 Influenciar a auto-avaliação
 Desenvolver a capacidade de autocorecção.

Exercícios

Qual o propósito da função didáctica Controlo e avaliação?

R% Ao começarmos a aula propomos objectivos que devem ser


atingidos por nós, de nada serve terminar a aula sem saber o que
Auto-avaliação realmente aprenderam os alunos, que dificuldades tiveram e que
avanços. Essas informações servem para direccionar melhor o
processo de ensini-aprendizagem.
Unidade N0 16-A0008

Tema: Tipos e funções da avaliação

Introdução
Colaborando com autores como Cortesão e Torres (1990), Nérici
(1989) Piletti (1990), Libâneo (1992) e outros, podemos
destinguir três tipos de avaliação no PEA, nomeadamente
avaliação Diagnóstica, Formativa ou continua e Sumativa.
Vamos ver, nesta unidade, o conceito de cada um destes tipos de
avaliação, as suas funções, os momentos do PEA em que se
devem realizar e as formas da sua realização.

Portanto, nesta unidade está convidado para uma discussão activa


sobre o tema proposto nesta unidade.

Ao completar esta unidade, você será capaz de:

 Caracterizar a avaliação Diagnóstica, formativa sumativa,


indicando o momento em que se realizam e os seus
objectivos/funções

Objectivos  Reconhecer a avaliação diagnóstica, formativa e sumativa como


instrumentos para (re) orientação do PEA.

 Mencionar as formas através das quais se pode realizar a valição


diagnóstica, formativa e sumativa.

Sumário
Tipos e Funções de Avaliação

Avaliação Diagnóstica

A avaliação Diagnóstica realiza-se no ínicio do curso, do ano


lectivo, do semestre, da unidade ou dum novo tema. A valiação
diagnóstica tem como objectivo verificar o dominio de pré-
requisitos necessários para a aprendizagem posteriores (=nível
dos alunos). Estes pré-requisitos constituem o ponto de partida
para estabelecer uma estratégia do PEA adequado para os alunos,
de forma que o professor possa ajudar todos os seus alunos a
terem o domínio do saber, saber fazer e saber ser/estar
correspondentes a objectivos considerados fundamentais. Deste
modo é possível que se faça:

 Organização de aulas de recuperação


 Simplificação dos conteúdos programáticos que
serão estudados, reduzindo-os ao essencial
 Acompanhamento contínuo dos alunos
individualmente ou em grupo.
 Elaboração constante de trabalhos pelos alunos e
sua correcçào regular pelo professor.
 Testagem regular dos progressos e resultados de
aprendizagem.
.

Portanto a avaliação diagnóstica tem uma função formativa, pois


tem como finalidade, através de conhecimento do nível inicial
dos alunos, elevar a aprendizagem para atingir os objectivos
educacionais propostos.

Avaliação Continua ou formativa

Este tipo de avaliação, como o nome já diz, realiza-se


continuamente ao longo das aulas Também tem uma função
formativa, uma vez que dá a conhecer ao professor e ao aluno se
os objectivos estão a ser alcançados, identifica os obstáculos que
estão a comprometer a aprendizagem, estabelecendo estratégias
que ajudem os alunos e os professores a ultrapassar as
dificuldades detectadas.

Esta actividade (avaliação contínua) vai revelar problemas de


aprendizagem colectivos (da turma) ou individuos. Por exemplo,
o facto de uma noção não ter sido adequada por grande número
de alunos na turma pode significar que ela é dificil ou que o
professor não actua de forma adequada.

Consequentimente, há um diagnóstico do PEA, e em caso de os


resultados serem negativos, exige-se a replanificação que
consiste em:

 Rever os objectivos traçados e os conteúdos por


parte do professor
 Rever os métodos e os meios de ensino e
aprendizagem utilizados na aula
 Alongar o tempo previsto inicialmente de modo
a fazer compreender os conteúdos eficazmente.
 Acompanhar de perto o trabalho dos alunos ou
exigir mais esforço com vista a compreensão da
matéria.

Avaliação Sumativa

No fim de uma determinada etapa de aprendizagem (unidade,


trimestre, semestre, ano ou curso) chegou o momento de se
“medir a distância” a que o aluno ficou da méta pré-estabelecida,
ou seja, avaliar se os objectivos traçados foram ou não
alcançados pelos alunos. Esta distância é quantificada, isto é,
classificada. A função desta avaliação é, pois, emitir um juízo de
valor final.

Mas classificar pressupõe que haja um critério de como fazer


uma comparação com o que está a ser classificado num
determinado quadro de referência, e nosso caso temos a escala de
valores, de notas, surgindo daí as classificações de Muito Bom,
Bom, Sufciente, Mediocre e Mau.

Contudo, a avaliação sumativa para além de função de classifica


ção pode também assumir a função formativa e orientadora do
percurso de aprendizagem na medida em que será um
instrumento que permitirá ao professor:
 Decidir da possibilidade de passar ou não para uma nova unidade
didáctica.
 Medir a posição de cada aluno, tendo em conta os objectivos
estabelecidos na planificação e toda a avaliação que o aluno foi
evidenciado.
 Decidir da possibilidade de os alunos transmitirem para o ano
seguinte, apoiando-se também, como é óbvio, em todas as
informações recebidas sobre aluno.
 Constatar se porventura houve folha no seu próprio trabalho,
identificar as causas, a fim de as ultrapassar posteriormente.
A avaliação acompanha todo o PEA; alias, juntamente com
planificação e realização do PEA, construem os ciclos docentes,
ou seja, o ciclo de actividades fundamentais do professor:
planificar, realizar e avaliar o PEA. E não se trata de uma
avaliação “fim” em sim mesmo, mas de uma avaliação que inicia
com o processo para o diagnóstico das particulardades
individuais dos alunos e da turma, para ajustar as actividades ao
aluno e, depois, a medida que se vai realizando o PEA o
professor e o aluno requerem uma informação sobre como está a
decorrer a aprendizagem para reorientação da actividae do ensino
tendo em conta o rítmo da aula e da aprendizagem dos alunos. E,
finalmente, após a conclusão de uma unidade, semestre ou curso,
faz-se a avaliação sumativa para classificação dos alunos.
O importante, em nosso entender, é que a avaliação,
contrariamente ao que fazem muitos professores, não deve servir
apenas para “ dar notas “ aos alunos, classificá-los, mas sim
como um instrumento valioso para condução do PEA. Para o
efeito, se impõe ao professor a realização, não apenas da
avaliação sumativa, mas cada vez mais da avaliação diagnóstica e
formativa.

Auto-avaliação

Indique as proposições verdadeiras, dentre as que se seguem:

a. Quando se realiza a avaliação diagnóstica temos em vista


aferir o nível inicial dos alunos para a aprendizagem do
novo conteúdo. (verdade)
b. Despois da realização a avaliação diagnóstica, quando se
verificar que os alunos não têm os pré-requisitos , o
professor deve reprogramar a recuperação dos alunos
antes de avançar com a nova matéria. (verdadeira)
c. A recupração dos alunos pode acontecer tanto no início de
uma aula com nova matéria ou numa aula inteira
especificamnte reservado para o efeito. (Verdadeira)
d. A avaliação sumativa serve essencialmente para
diagnosticar as dificuldades dos alunos em termos do seu
progresso na aprendizagem. (Falso)
e. A avaliação formativa não é realizável nas nossas escolas
por causa do número elevado de alunos e da extensão dos
programas (Falso)
f. O que é mesmo importante é que cada um dos alunos
percebe, através da avaliação, os seus progressos e as suas
dificuldades para, a partir dai, esforçar-se no que for
necessário. (verdadeira)

Exercícios

1- Elabora uma avaliação usando as possibilidades aprendidas.

Auto-avaliação
Unidade N0 17-A0008

Tema: Objectivos de Ensino

Introdução
Imagine que sai de casa vai passear mas não sabe efectivamente onde vai.
Um amigo seu, pára e lhe dê uma carrona, certamente que aceitarias. Mas
se você não definiu para onde vai passear, acha que a boleia será lhe
benéfica? Um certo pensador, escreveu: nenhum barco se beneficiará do
vento se não saber para onde deseja embarcar. Esse episódio ilustra o
quanto é pertinente fixar metas na nossa vida. Assim também na
aprendizagem é necessário, se souber o que pretende com um texto,
saberá escolher os métodos apropriados para conseguir atingir os
objectivos, saberá dizer se cumpriu com os objectivos ou não (avaliação).
Bem já percebeu que os elementos didácticos actuam de forma
interdependente. Nesta Unidade temática vamos tratar dos objectivos de
ensino.

Ao completar esta unidade, você será capaz de:

 Definir o conceito objectivo de ensino;

 Explicar a importância destes no processo de ensino-


aprendizagem;
Objectivos  Distinguir objectivos de ensino das actividades de ensino.

Sumário
Objectivos de Ensino

Os objectivos de ensino também designados por objectivos


comportamentais ou objectivos operacionais, são listagem de
resultados específicos do ensino, indicadores do comportamento
e da capacidade de execução dos alunos (Hannah, 1985 apud
Golias, 1999:220).
Objectivos como a descrição da aprendizagem

Os objectivos são formulados no sentido do comportamento


esperado, aliás a aprendizagem em última instância culmina com a
modificação do comportamento, mas nem todo o comportamento em
mudança é resultado da aprendizagem, dai a necessidade de clarificar
o comportamento esperado em forma de objectivos. De facto
dissemos na unidade anterior que ao ensinar o professor visa suscitar
aprendizagem nos seus alunos, essa aprendizagem que se traduz em
mudança de comportamento previsto, veja o esquema proposto por
Golias (1999) a seguir:

Observe o esquema:

ENSINO  APRENDIZAGEM  OBJECTIVOS



Descrição dos resultados
esperados da
aprendizagem do aluno

Fonte: Extraído de Manuel Golias (1999)

Observando o esquema é fácil de compreender que os objectivos são


especificações de resultados de aprendizagem expressos em forma de
conduta, vamos entender comportamento no sentido dos
comportamentalistas que aprendeu em Psicologia Geral, isto é, de
condutas expressas.
Em síntese
Os objectivos de ensino especificam resultados esperados como
consequência do ensino. Tais resultados constituem expressão de
condutas resultantes da aprendizagem.

Vantagens de formulação de objectivos de ensino


Autores como Hannah e Michaelis (1985) citados por Golias
(1999) que sintetizam algumas destas vantagens:
 Quando são indicados resultados específicos, é mais fácil distinguir
os objectivos que vale mais a pena perseguir daqueles que não tem
tanto valor;
 As necessidades individuais dos alunos bem como as necessidades
especiais dos grupos podem ser, com mais propriedade,
identificadas, planificadas e avaliadas;
 As actividades de aprendizagem e materiais de ensinos podem ser
seleccionados e utilizados de modo a alcançar resultados claramente
definidos.
 Avaliação dos resultados do ensino podem ser melhorados porque é
especificada num comportamento observável ou um produto desse
comportamento;
 É mais fácil comunicar aos alunos e aos pais os resultados do ensino
desejado;
 A operacionalidade dos programas pode ser melhorada porque são
especificados os objectivos claramente definidos;
 A planificação oficial e a tomada de decisões pode ser facilitados,
porque são fornecidas mais dados sobre as necessidades adicionais,
as forcas e fraquezas do ensino. (Golias, 1999 & Schmitz, 1993).
Distinção entre ”objectivos de ensino” e “ actividades do
ensino”
Não menos verdade, os professores confundem, de facto, os
objectivos e as actividades a serem desenvolvidas pelos alunos, a
seguir passamos a síntese de Golias (1999) na especificação deste
equívoco:

 Os objectivos de ensino descrevem e especificam os resultados de


aprendizagem;
 Os objectivos de ensino descrevem condutas do aluno, não
actividades do ensino a realizar pelo professor ou pelo aluno para
conseguir aqueles;
 Os objectivos de ensino constituem condutas que se esperam que os
alunos consigam, não enunciados de itens de avaliação.
 Os objectivos de ensino não são objectivos temáticos, simples
especificações de conteúdos, mais sim o conjunto de conteúdos e
habilidades e actividades que desejamos que se desenrolem nos
alunos ao estudar o seu conteúdo.

Lembre-se que os objectivos gerais expressam intenções a serem


alcançadas no fim da aula ou da aprendizagem, não são
facilmente mensuráveis pois não indicam uma conduta manifesta,
já os específicos, instrucionais ou comportamentais, indicam uma
conduta manifesta que se espera verificar como resultado da
aprendizagem. Gostaríamos de decifrar um possível equívoco:
nem tudo na aprendizagem é possível prever, mas vale apenas
estabelecer alguns critérios para conseguir verificar se o aluno
aprendeu ou não.
Exercícios

1-Explique a importância da definição dos objectivos de ensino.


 R% Quando são indicados resultados específicos, é mais fácil
distinguir os objectivos que vale mais a pena perseguir daqueles que
não tem tanto valor;
 As necessidades individuais dos alunos bem como as necessidades
Auto-avaliação
especiais dos grupos podem ser, com mais propriedade,
identificadas, planificadas e avaliadas;
 As actividades de aprendizagem e materiais de ensinos podem ser
seleccionados e utilizados de modo a alcançar resultados claramente
definidos.
 Avaliação dos resultados do ensino podem ser melhorados porque é
especificada num comportamento observável ou um produto desse
comportamento;
 É mais fácil comunicar aos alunos e aos pais os resultados do ensino
desejado;
 A operacionalidade dos programas pode ser melhorada porque são
especificados os objectivos claramente definidos;

A planificação oficial e a tomada de decisões pode ser


facilitados, porque são fornecidas mais dados sobre as
necessidades adicionais, as forcas e fraquezas do ensino
Unidade N0 18-A0008

Tema: Métodos e Técnicas de


Ensino-aprendizagem

Introdução
A nossa intenção nesta unidade é, priomeiro discutirmos sobre
os conceitos de métodos e de técnicas de ensino-aprendizagem,
para de seguida apresentarmos ua classificação dos métodso de
ensino-aprendizagem, na esperança de que desta forma você
possa compreender o imperativo de uso de variados e
multifacetados métodos de ensino-aprendizagem com o
propósito de conseguir a aprendizagem dos alunos. Assim, esta
unidade falaremos do Conceito de Método e de Técnica de
Ensino-aprendizagem.

Ao completar esta unidade, você será capaz de:


 Definir os métodos de ensino-aprendizagem
 Diferenciar métodos de técnicas de ensino-aprendizagem.

Objectivos

Sumário
Métodos e Técnicas de Ensino-Aprendizagem

Conceito de Método de Ensino

Antes de mais nada importa referir que, etimologicamente,


método quer dizer “ caminho para chegar a um fim “.
Representa a maneira de conduzir o pensamento ou acções para
alcançar um objectivo.É, também forma de disciplinar o
pensamento e as acções para obter maior eficiência no que se
deseja realizar.
Existem várias definições sobre os métodos de ensino, alguns
autores partem essencialmente da actividade do professor, outros
integram a actividade do professor e dos alunos; alguns definem
com uma via para alcançar os objectivos de ensino, outros como
um conjunto de procedimentos metodológicos. Assim os métodos
de ensino são um conjunto de acções, pessoais, condições
externas e procedimentos utilizados intencionalmente pelo
professor para dirigir e estimular o professor de ensino em função
da aprendizagem dos alunos (Libâneo, 1992).

A par das dificuldades de se encontrar unanimidade na definição


dos métodos, o professor na actividade docente tenta estabelecer
uma diferenciação entre método e técnica de ensino. No entanto,
não é fácil estabelecer fronteiras bem definidas entre estas duas
componentes essenciais da formação.Na literatura sobre o
assunto não encontramos unanimidade. Alguns autores
consideram como método que outros reduzem a simples técnicas,
sendo o contrário igualmente verdadeiro.

Assim, tendo em conta o carácter necessariamente “elástico” e


“permeável” da actividade pedagógica, talvez não seja muito
conveniente estabelecer fronteiras rígidas; é necessário, todavia,
definir conceitos que consideramos essenciais e igualmente
compreender a relação entre métodos e técnica.

A técnica de ensino ou pedagógia é o conjunto de atitudes,


procedimentos e actuações que o professor/formador adopta para
utilizar correctamente os diversos instrumentos de formação de
que dispõe: a palavra, o gesto, a imagem, o texto, o audiovisual, a
informática, etc. Deste modo, autilização correcta de diferentes
técnicas pedagógicas contribui para que o método desempenhe,
de facto, a sua função de gestão de situação de formação.

Exemplificando, se, ao fazer uma exposição de determinido


assunto, o formador não é conhecedor das técnicas de exposição
ou não as emprega de forma correcta, é evidente que o método
utilizado, Expositivo - não pode cumprir a sua função e deste
modo a relação de formação é claramente prejudicada.
Exercícios

1-Diferencie os métodos das técnicas de ensino.


R% Os métodos de ensino são um conjunto de acções, pessoais,
condições externas e procedimentos utilizados intencionalmente
pelo professor para dirigir e estimular o professor de ensino em
Auto-avaliação
função da aprendizagem dos alunos, já a técnica de ensino ou
pedagógia é o conjunto de atitudes, procedimentos e actuações
que o professor/formador adopta para utilizar correctamente os
diversos instrumentos de formação de que dispõe: a palavra, o
gesto, a imagem, o texto, o audiovisual, a informática, etc.
Unidade N0 19-A0008

Tema: Classificação dos métodos de


ensino-aprendizagem

Introdução
Perante uma turma, mas sobretudo durante a fase de planificação
da aula, provavelmente o professor se pergunta sobre que método
utilizar. Para responder a esta questão importa, pois, do lado do
professor ter um inventário geral sobre as possibilidades de
métodos que se podem utilizar no PEA.

De certeza que esta seria também uma questão que você iria se
colocar. De facto, não pretendemos que, para cada situação, lhe
daremos indicações sobre os métodos que deveria utilizar, senão
alistarmos as variedades destes métodos, conforme os diferentes
tipos de classificações de métodos de ensino-aprendizagem que
temos a disposição na literatura pedagógica e de acordo com as
circunstâncias de ensino saberá escolher o método ou técnica
adequada.

Ao completar esta unidade, você será capaz de:

Distinguir as diferentes classificações dods métodos de Ensino

Explicar a vantagem e desvantagem da aplicação de alguns métodos


Objectivos
no PEA.

Sumário
Classificação segundo as vias lógicas de obtenção de
cohecimento:

 Métodos Indutivos
 Métodos Dedutivos
 Métodos analitico-sintético
Classificação segundo as fontes de obtenção dos
conhecimentos:

 Métodos orais (os que se centram na palavra


como fonte essencial de aquisição de
conhecimento. Ex: conversação, exposição,
conto, narção, etc)
 Método e percepção sensorial (os que centram
nas fontes visuais. Ex: Ilustração, demonstração,
etc.)
 Métodos práticos (os que fundamentam no uso
de exercícios escritos e gráficos, nos trabalhos
em laboratórios, nos ateliers.etc)

Classificação dos Métodos, tendo em conta aspectos em


realção as posições do professor, do aluno, da disciplina e
organização escolar:

a. Método quanto a forma de raciocínio:


b. Método Dedutivo
 O professor procede do geral para o
particular;
 O professor apresenta conceitos ou
princípios, definições ou afirmações, dos
quais se extraem conclusões ou
consequências;
 Permite tirar consequências, prever o
que pode acontecer, ver a riqueza de um
princípio ou de uma afirmação;

Método indutivo
 O assunto é estudado por meio de casos
particulares, sugerindo-se que se descubra o
princípio geral que os rege;
 Começa com a apresentação de elementos que
originam generalizações por parte dos alunos
com ou sem ajuda do professor
 Basea-se na experiência, na observação, nos
factos.

Método analógico, comparativo ou transdutisco


 Utiliza-se quando os dados particulares
apresentados permitem comparações que levam a
concluir por semelhança
 O pensamento procede do particular para o
particular. Por isso, este método pode conduzir o
aluno a analogias entre o reino vegetal e mesmo
animal, com relação a vida humana.
Métodos quanto a coordenação da Matéria

Método Lógico
 Os dados ou factos são apresentados em ordem
de antecedência e conseqência;
 A estrutura da matéria, dos factos ou elementos é
do menos para o mais complexo, ou da origem a
actualidade
 Principalmente faz a ordenação partindo da (s)
causa (s) para o (s) efeito (s).

Método Psicológico
 A ordem dos elementos segue-se mais egundo os
intereses, necessidade e experiências dos alunos;
 Segue mais a motivação do momento do que um
esquema rígido previamente estabelecido;
 Atende a idade evolutiva dos alunos ao invés de
determinações da lógica do adulto.

Método quanto a relação do Professor com aluno

Método individual
 Destina-se a educação de um só aluno/formando
 Trata-se do caso em que o professor está para um
aluno;
 É recomendável em casos de recuperação para
alunos que, por qualquer motivo, tenham-se
atrasado nos seus estudos. Também pode ser
usado em casos de alunos excepcionais, que
requerem um tratamento individualizado, exigem
maior atenção e muito tempo por parte do
professor.
 Procura ajustar o ensino a realidade de cada
aluno, o que é vantajoso no sentido de que: o
aluno passa a ser o centro de acção educativa; o
ensino é adequado realmente as condições
pessoais doas alunos; possibilita a motivação, o
que favorece o crescimento pessoal; propicia o
desenvolvimento da criatividade.
 Entretanto: não favorece a sociabilização do
aluno, quando a aluno trabalha sozinho; não
oferece situações de estudo compatíveis com a
realidade; é mais caro.

Método de ensino colectivo


 Dirigem-se ao mesmo tempo e sub mesmas
condições para todos os educandos;
 De modo geral, o professor actua com base no
aluno médio
 As tarefas a serem desenvolvidas
individualmente são as mesmas para todos os
alunos;
 Exemplo destes métodos: método expositivo, de
Arguição, de leitura, etc.

Método quanto a actividade dos alunos

Método Passivo
 Enfatiza a actividade do professor, ficando os
alunos em atitude passiva;
 Suas formas de realização podem ser os ditados,
a exposição oral, lições do livro, perguntas e
respostas, etc.

Métodos activos
 A aula decorre com a participação dos alunos;
 Se desenvolve na base de realização da aula por
parte do aluno, em que o professor torna-se um
orientador, um incentivador e não um
transmissor do saber, um ensinador

Métodos quanto a abordagem do tema

Método analítico
 Implica análise, a separação de um todo em suas
partes ou em seus elementos constitutivos;
 Basea-se na concepção de que, para compreender
um fenómeno, é preciso conhecer-lhe as partes
que o constituem.

Método Sintético
 Implica a sintese, a união de elementos para
formar um todo;
 Postula que para compreender um objecto ou
fenómeno, é preciso realizar um trabalho de
associação das partes até chegar-se ao
objecto ou fenómeno.

Para além das classificações de métodos de ensino que acabamos


de aprender na aula anterior, existe o segundo o tipo de
interações entre o professor e o aluno que é proposto por
Klingberg (1972), a qual considera existirem três variantes
métodicas básicas a destacar;
 Método Expositivo
 Elaboração conjunta
 Trabalho Independente

Vendo esta classificação de Klingberg, lembremos a questão


colocada sobre “porque a classificação de métodos de ensino-
aprendizagem tem sido a mais utilizada pelos professores
particularmente em Moçambique”. E em jeito de resposta, e
analisando todas as outras classificações anteriores, pode
observar-se que esta classificação de Klingberg tem sido
largamente utilisada em virtude de nela poderem-se incluir o
resto dos métodos e técnicas de ensino indicadas pelos outros
autores, mas também parece-nos ser de fácil uso no processo e
ensino – aprendizagem. Por outro lado, devemos notar que a
utilização dos métodos de ensino no PEA não ocorre nem deve
ser de forma que se utiliza preferencial e exclusivamente um
determinado método de ensino; a combinação e a alternância
dos métodos de ensino é uma das estratégias pedagógicas
importantes na utilizção dos métodos de ensino. Ela enriquece o
conjunto das relações entre o professor e o aluno/formando, para
além de quebrar uma possível sensação de monotonia.

Características das Variantes Metódicas do PEA (Método


expositivo, Elaboração conjunta e Trabalho Independente)

1. Método de ensino Expositivo

Características: Caracteriza-se por uma maior actividade visível


do professor, e por uma atitude de aprendizagem receptiva por
parte dos alunos: o professor expõe a matéria e os alunos “
recebem-na “. Isto acontece quando se sabe que as “exposições”
do professor só são “recebidas” pelos alunos se o professor
conseguir estimular a actividade independente destes.

Quando se aplica
 Quando se deseja transmitir muita matéria de modo
sistemático e em tempo relativamente curto;
 As possibilidades de conduzir directamente os alunos aos
factos e fenómenos que se desejam transmitir.Quer dizer,
quando os conteúdos só podem ser medeados
indirectamente;
 Quando os conteúdos são complexos /abstractos
 Quando os alunos não têm bases suficientes em termos
de pré-requisitos.
Potencialidades
 Tem potencialidades educativo-emocionais, quer dizer,
tem grande possibilidade de poder tornar afectiva a força
educativa da palavra do professor;
 Desenvolvimento nos alunos da capacidade de
concentração e da actividade mental na aprendizagem
receptiva;
 Mediação racional e eficiente dos conteúdos;
 Permitir a transmissão da informação em pouco tempo.

Perigos/incoveniência
 Perda de atenção/concentração, resultando em baixa
qualidade de aprendizagem;
 Sobrecarregamento da memória de curta duração;
 Demasiada informação;
 Passos de raciocínio demasiado grandes (obrigando a
recorrência a de longa duração, perdendo-se deste modo
o fio de exposição;
 Aprendizagem limitada ao nível reprodutivo.

 Comodismo do professor, ou seja, menos esforça na


preparação das aulas, resultando na acumulação de todos
os factores negativos no PEA.

Algumas orientações gerais


 Dar indicações prévias, orientando a atenção para os
pontos essenciais da exposição;
 Controlar continuamente a atenção e concentração dos
alunos;
 Dosear bem a quantidade da informação;
 Conseguir a atenção involuntária inserindo elementos
interessantes, emotivos, motivadores;
 Fazer perguntas de controlo durante a exposição;
 Fazer repetir/resumir o essencial no fim da exposição;
Exercícios

1. A seguir se apresenta uma lista de abordagem dos métodos de


ensino aprendizagem, da qual se pede que diga quais são as
afirmações com as quais concorda e com as que não concorda:
a) Ao designarmos métodos de ensino-aprendizagem, da-se a ideia de
Auto-avaliação
que as actividades de ensino condicionam fortemente as de
aprendizagem (de acordo)
b) O trabalho do professor de planificação das aulas, desde que sejam
excelentes, os métodos que forem a utilizar pouco importa para a
qualidade d aprndizagem (discordo)
c) Na questão sobre os métodos de ensino-aprendizagem, temos que
ver a actividade do professor, dos alunos como sendo
interdependentes (de acordo)
d) A utilização correcta de diferentes técnicas pedagógicas contribui
para que o método desempenhe, de facto, a sua função de gestão
da sua situação de formação (de acordo)
Unidade N0 20-A0008

Tema: Meios de ensino-


aprendizagem

Introdução
A unidade de estudo de meios de Ensino e Aprendizagem,
mesmo mesmo que seja tradicional, apoia-se em meios ou
recursos; aliás, esta é uma participação inerente a todas
actividades humanas que, para a sua realização, um mínimo de
recursos materiais e humanos (para além de financeiros, em
certos casos) serem indispensavel.

No caso do ensino trata-se sobretudo de meios que se devem


utilizar para dispertar e motivar as actividades dos alunos, ao
mesmo tempo que poderam representar forma através da qual os
conteúdos são representados e concretizados, tornando-os reais e
palpáveis, próximos dos alunos. Portanto, são estes meios de
ensino que iremos tratar nesta unidade.

Ao completar esta unidade, você será capaz de:

 Definir meios de ensino-aprendizagem

 Classificar os meios de ensino-aprendizagem


Objectivos  Explicar a importância do uso dos meios de ensino-aprendizagem

Sumário
Meios de Ensino e Aprendizagem

Conceito

Dissemos anteriormente que em qualquer situação de ensino-


aprendizagem se usam meios ou recursos didácticos. Trata-se de
uma variada gama de dispositivos materiais e humanos, naturais
e artificiais que o professor utiliza para facilitar o seu trabalho
didáctico. Quer dizer, os meios de ensino são usados com
determinados fins pedagógicos.
Por outras palavras, os recursos de ensino são componentes do
ambiente da aprendizagem que dão origem a estimulação para o
aluno (Piletti, 2004). Esses componentes podem ser, o profesor,
os livros, os mapas, os objectos físicos, as fotografias, as fitas
gravadas, as gravuras, os filmes, os recursos da comunidade, os
recursos materiais e assim por diante. Para Libâneo, (1994),
meios de ensino são meios e recursos materiais utilizados pelo
professor e pelos alunos para a realização e condução metódica
do processo de ensino-aprendizagem.

O material didactico é uma exigência daquilo que está sendo


estudado por meio de palavras, a fim de torná-lo concreto e
intuitivo.

Importa desde já esclarecer os quívocos frequentes no estudo dos


recursos de ensino, são eles sinónimos de materiais didácticos,
recursos didácticos, meios didácticos ou de ensino? Ou referem
amesma coisa? Certamente, vários autores ao usarem esses
termos, em algum momento parece diferentes, deu para entender
nas definições apresentadas acima. Seja como for, esses
conceitos são sinónimos, referem-se a mesma coisa, dito de
outro, a designação desses recursos, mudou ao longo do tempo,
do material didáctico, hoje falamos de recursos didácticos,
incluindo deste modo o aluno, professor (recursos humanos), os
recursos materiais (correspondem aos antigos materiais
didácticos). Ao tratar de recursos de ensino seja qual for a
designação, não olhemos para a definição, mas sim para a
finalidade, aí que vamos compreender que são todos recursos de
aprendizagem.

Finalidades do uso dos meios de Ensino-aprendizagem.

A partir dos conceitos de “meios de ensino- aprendizagem”, que


vimos anteriormente, facilmente podemos chegar a conclusão de
que os meios de ensino-aprendizagem são usados com vista a
determinadas finalidades, dentre as quais:

 “Aproximar o aluno a realidade;


 Desenvolver a capacidade de observação;
 Desenvolver a experimentação concreta;
 Visualizar, ou concretizar os conteúdos de
aprendizagem;
 Permitem a fixação da aprendizagem.” (Schmitz,
1993:47)

Em resumo, pode dizer-se que, na escola actual, o material


didáctico mais do que ilustrar, tem por fim levar o aluno a
trabalhar, a investigar, a descobrir e a construir, pois é neste
sentido que ele aprende. Assume assim, aspecto funcional e
dinâmico, proporcionando oportunidade de enriquecer a
experiência do aluno, aproximando-o da realidade e oferendo-lhe
oportunidade de actuação.

Entretanto, para que o material didáctico seja realmente auxiliar


eficiente do ensino, deve obedecer as seguintes condições:
 Ser adequado ao assunto da aula
 Ser de facil apreensão e manejo
 Estar em perfeito estado de funcionamento quando,
principalmente, se trata de aparelhos.

E por outro lado, a utilização dos recursos de ensino de acordo


com Piletti (2004:154) deve ter em conta alguns critérios e
princípios, nomeadamente:
 S”Seleccionar um recurso de ensino deve-se ter em vista os
objectivos a serem alcançados.

Nunca se deve utilizar um recurso de ensino so porque
esta na moda.

Nunca se deve utilizar um recurso que não seja conhecido
sificientimente de forma a poder empregar correctamente.

A eficácia dos recursos dependerá da interacção entre eles
e os alunos”.

Por isso, devemos estimular nos alunos certos comportamentos


que aumentam a sua receptividade, tais como a atenção, a
percepção, o interesse, a sua participação activa, etc.

Classificação dos Meios de Ensino-aprendizagem

Existem muitas classificações de meios de ensino-aprendizagem


e, de igual modo, constata-se que cada disciplina exige também
seu material específico, como ilustrações, gravuras, filmes,
mapas e globo terrestre, discos e fitas, livros, enciclopedias,
dicinários, revistas, album seriado, manuais e livros didácticos,
etc, ao mesmo tempo que temos equipamentos ou meios de
ensino gerais necessários para todas as disciplinas (exemplo,
carteiras ou mesaz, quadro - negro, projector de slides ou filmes,
gravador, flanelógrafo etc.).
Piletti (2004), explica que tradicionalmente os meios de ensino
são classificados em visuais (projecções, cartazes, gravuras)
auditivos (radio, gravação) e audiovisuais (cinema, televisão),
apesar de se reconhecer que, na paratica, as expressões verbais,
sonoras e visuais se complementam, fazendo com que os
recursos/meios visuais, auditivos e audiovisuais muitas vezes
sejam funcionais quando se utilizam de forma complementar.
Uma outra classificação de meios de ensino considera existirem:

Meios/recursos humanos
 Porfessores
 Alunos
 Pessoal escolar
 Comunidade

Para além da classificação acima, uma outra que podemos


registar apresenta as eguintes categorias de meios de ensino-
aprendizagem:

Categoria/tipo Exemplos

Cadernso, lapis, esferografica,


régua, escantilhão, compasso, giz,
Meios simples de trabalho apagador, etc.

Móveis e equipamento geral das Carteiras e mesa do professor,


salas de aula armarios/estantes, etc.

Objectos originais/naturais Partes de seres vivos ou na sua


totalidade, vivos ou mortos,
exemplos minerologicos, matérias-
primas, etc.

Reprodução ou imtações Modelos didácticos: modelo do


tridimencionais sistema solar, máquinas
simplificadas

Aparelhos e aparelhagens para Aparelhos de demonstração e


experiências e produção mediação, máquinas e ferramentas
de produção, estojos de
dissecação, microscopios,
aparelhos em vidro (tubos de
ensaio, pipetas, provetas, buretas,
alambique, etc)

Meios visuais, auditivos e audio- Veja a classificação anterior


visuais
Importancia dos meios audiovisuais

Os meios de ensino que acabamos de apresentar, podemos


destacar aqueles cuja acção se faz mediante o uso da visão (meios
visuais), da audição (meios auditivos) e, finalmente, aqueles que
estmulam simultneamente a visão e audição (meios audiovisuais,
colaborando para aproximar a aprendizagem de situações reais.

Quanto a utilização dos meios audiovisuais na sala de aula,


devemos ter presente que o homem toma conheciemento do
mundo exterior através de cinco sentidos. Pesquisas revelam que
aprendemos:
 1 % - Através do gosto
 1.5 % - Do tacto
 11 % - Através do ouvido
 83 % - Através da vista

E retemos:
 10 % Que lemos
 20 % Que escutamos
 30 % Que vemos
 50 % Que vemos e escutamos
 70 % Que ouvimos e logo discutimos
 90 % Do que ouvimos e logo realizamos, (Piletti, 2004: 156)

A partir destes dados concluimos que os cinco sentidos não tem a


mesma importância para a aprendizagem.Concluimos também
que a percepção através de um sentido isolado é menos eficaz do
que a percepção através de dois ou mais sentidos. Por isso é
importante utilizar método e ensino que utilizem
simultaneamente os meios orais e visuais. Para reforçar esta
importância dos recursos audiovisuais, apresentamos os dados do
quadro abaixo que nos ilustra de que retêm mais
informações/dados por muito mais tempo se tiverem sido
assimilados através de método de ensino que combinem a
estimulação da visão e da audição dos alunos.

Método de Ensino Dados retidos Dados retidos depois


depois de três horas de três dias

Somente oral 70 10

Somente Visual 72 20

Visual e Oral
Simultaneamente
85 65
Fonte: Piletti (2004), Didáctica Geral

De facto, a partir destes dados surge a ideia de que, o professor


para tornar a aula mais dinâmica e com maiores potencialidades
de atingir os objectivos, deve conbinar os meios auditivos com os
visuais, evitando, quanto possivel, utiliza-los separadamente

Sumário

Um ensino activo, participativo requer inevitavelmente o so de


meios de ensino-aprendizagem. Será com base nestes meios que
o professor facilmente guiará as experimentações, a observação e
a manipulação dos alunos, podendo, estes, descrever os factos e
fenómenos representados pelos meios de ensino-aprendizagem.
De facto, eles constituem um grande suporte para a actividae do
professor, no sentido de, através da intuição, dos orgãos de
sentido, aproxima-se o aluno a realidade do que se pretende
aprender, visto que estes meios representam sempre um conteudo
específico.
 Com este procedimento, do uso de meios de ensino,
os alunos estarão em condições de estar cada vez
mais dispertos e aptos para a aprendizagem.
Entretanto, resta, para um aproveitamento integral
dos meios de ensino, reconhecermos que eles não se
utilizam e nem devem ser utilizados com finalidade
em si mesmos, senão virados para a aprendizagem
dos alunos, eis porque, o professor precisa de ter
domínio exaustivo sobre a finalidade com que usa os
meios, recorrendo, ao mesmo tempo, a principios e
critérios fundamentados sob ponto de vista didactico.
Lembra-nos Schmitz (1993), que autilização dos
recursos didácticos dependerá do tipo de aluno, o
seu interesse, os objectivos, os conteúdos, os
métodos, e muitos outros factores ocasionais ou
ambientais.
Exercícios

1. Estando diante da conversa entre dois professores, cujo


Auto-avaliação profesor A aconselha o B nos termos que se seguem, assinala
apenas aquelas que considera possuirem afirmções correctas:
a) Os meios de ensino estimulam a actividade dos alunos (certo)
b) A eficácia dos meios de ensino na sala de aula está condicionada
a capacidade de mobilizar a atenção, observaçào, manipulação
dos alunos. (Certo)
c) Para cada aula, todos os meios de ensino são válidos, é só uma
questão do professor ver -os que estão próximos, evitando assim
“dar” aulas sem auxílio de quasquer que sejam os meios de
ensino (Negativo)
d) A palavra do professor, o professor ele mesmo, nunca pode ser
um meio de ensino a explorar; por isso antes de cada aula que
cada professor faça o esforço de olhar seu exterior, aos recursos
materiais disponíveis. (Negativo)
e) Meios modernos, aqueles que atraem mais a curiosidae dos
alunos por causa da novidade que inspiram são muito mais
funcionais que os conhecidos, mesmo que o professor não tenha
dominio suficiente sobre o funcionamento daqueles.(Negativo)
Um ensino em que se faz uso diversificado de meios desde
que sejam adequados e utilizados eficazmente,
facilitam a fixação do conteúdo pelos alunos. (certo)
Unidade N0 21-A0008

Tema: Planificação do processo de


ensino-aprendizagem

Introdução
O processo de ensino aprendizagem é uma actividade intencional
e, nesta condição, requere uma planificação, a começar pelo nivel
central, da escola e da aula. Neste sentido, a palnificaçao do
ensino-aprendizagem assume caracter de obrigatoriedade para o
professor: o plano de ensino determina os objectivos a que se
pretende chegar e o conteúdo a mediar e ademais, algumas
caracteristicas fundamentais da estruturação didáctico-
metodológica e organização de ensino. É, pois, pela importância
que a planificação do PEA tem, de seguida iremos nos debruçar
sobre ela, focalizando, conceito e importância da planificação do
PEA.

Ao completar esta unidade, você será capaz de:

 Definir a planificação do Processo de Ensino-aprendizagem;

 Explicar importância da planificação do PEA

Objectivos

Sumário
Planificação do Processo de Ensino Aprendizagem

Caro estudante, se tivéssemos pedido para listar o que fará hoje?


Diria-nos que vai ao cinema, a praia, no grupo de estudo, ou seja
um monte de possibilidades, mas porquê não deixa essas
actividades para outro dia? O nosso dia – a – dia exige uma
organização, preparação ou simplesmente antevisão de acções
para não nos surpreender ou surpreendidos. Vejamos a seguir que
a semelhança das actividades quotidianas, a educativa, exige uma
preparação, um nível de organização para garantir o cumprimento
das suas finalidades.

CONCEITO E IMPORTÂCIA DA PLANIFICAÇÃO DO


PEA

A Planificação é uma práctica corente em todas as actividades


humanas, especificamente as que são realizadas
intencionalmente. Por isso terá sido fácil para você concluir que o
plano de aula (ou seja, a planificação do PEA) é a previsão mais
objectiva possível de todas as actividades escolares para a
efectivação do processo de ensino e aprendizagem que conduz o
aluno a alcançar os objectivos previstos; e, neste sentido, a
planificação do ensino é uma actividade que consiste em traduzir
em termos mais concretos e operacionais o que o professor e os
alunos farão na aula para coduzir os alunos a alcançar os
objectivos educacionais propostos.

A Planifiação do PEA é uma tarefa docente que inclui tanto a


previsão das actividades didácticas em termos da sua organização
e coordenação em face dos objectivos propostos, quanto a sua
revisão e adequação no decorrer do processo de ensino. A
planificação é um meio para se programar as acções docentes,
mas é também um momento de pesquisa e reflexão intimamente
ligado a avaliação.

Se terá facil definirmos a planificação do ensino, não parece tão


simples falar da importância da palanificação do ensino,
sobretudo com uma parte dos nossos professores que trabalham
nas nossas escolas a relativamente muito tempo; referimo-nos a
aqueles (muito experientes) que pensam ser dispensável o plano
de aula, como acontece também com alguns recém-formados ou
contratados que não devolveram ainda nem hábito, nem
suficiente capacidades para fazer a planificação das aulas.

Sempre que se inicia um empreendimento complexo, tende em


vista alcançar determinadas metas, torna-se importante fazer uma
previsão básica da acção a ser realizada, previsão essa, que
funcione como um fio condutor susceptível de orientar a acção.
Com efeito, na medida em que a acção educativa põe em causa o
presente e o futuro da criança, do adolescente e do jovem, pondo
consequentemente em causa a própria comunidade, não se pode
permitir que ela se desenrole ao sabor dos acasos da improvisão.
Com a planificação da aula, o professor determina objectivos a
alcançar ao término do processo de ensino- aprendizagem, os
conteúdos a serem aprendidos, as actividades a serem relizadas
pelo professor e aluno, a distrubuição do tempo, etc, ou seja, a
planificação permite visualizar previamente a sequência de tudo
o que vai ser desenvolvido em dia lectivo.

Assim a planificação da aula é a sistematização de todas as


actividades que se desenvolvem no periodo de tempo em que o
professor e aluno interagem numa dinâmica de ensino e
aprendizagem. Mas porquê é importante planificar as
actividades de ensino-aprendizagem? Para responder essa
questão solicitamos a visão de Piletti (2004:75), para este autor a
planificação,

“- Evita a rotina e a improvisão;

-Contribui para a realização dos objectivos visados;

-Promove a eficiência do ensino;

-Garante maior segurança na direccao do ensinoi;

-Garante economia de tempo e energia”

A Planificação do PEA, por parte do professor afigura-se como


uma etapa necessária se admitirmos que se trata de prever o
conjunto de actividaes (do professor e dos alunos) que estarão ao
centro do PEA, incluindo conteúdo, meios, selecionados tendo
em conta os objectivos que se pretendem atingir e as condições
em que se irá realizar o PEA.

Ao falarmos da planificação das aulas, sobretudo da ausa


importância, compreendemos porquê a aula não pode ser um
improviso, cada aula enquadra-se dentro de um universo do
sitema de saberes que se pretendem sejam propriedade dos alunos
mediante o PEA, os quais estão interligados e respodem a
interesses curriculares. Estamos, portanto cientes que cada aula
dada, significa aula planificada, não que isso signifique que o que
vai acontecer na sala de aulas é uma simples reprodução
mecânica do plano. O plano de aula é um intrumento flexivel,
aliás, o momento de aula é dinâmico por envolver uma relação
dialéctica entre alunos e destes para com o professor, o que
suscita reacções, inter-relações, a ajustar /equilibrar, istos mas
que para que o PEA respeite o rítimo do que se passa
efectivamente na sala de aula: Dificuldade de aprendizagem dos
alunos, perguntas e contribuições dos alunos, recursos existentes
na sala de aula antes não previstos mas que têm grande
potencialidae para a aprendizagem dos alunos, tempo
(disponibilidade e escassez), etc.
Exercícios

1. Nas nossas escolas temos vários professores, cada um com


seus hábitos particulares. Entretanto, a escola é uma
organização, sobretudo entidade responsável por realizar o
PEA, uma actividade com carácter sistemático e planificado
Auto-avaliação como vimos na aula sobre as características do PEA. Nesse
sentido, você concordaria ou não com o professor que:
a) As suas aulas, apesar de serem planificadas, ocorrem
espontaneamente, ao curso do que acontece na aula (Sim)
b) Minunciosamente planificado ao ponto de nas suas aulas não se
tratam, nem se discutem assuntos, tarefas, problemas que não
estavam previstos no plano de lição. (Não)
Orienta aulas atrativas “ movimentadas”, cujo dinamismo é
sustentado por aquilo que se passa na sala, mas sem deixar a
parte seu plano de aula. (Sim)
Unidade N0 22-A0008

Tema: Níveis de planificação do


processo de ensino-aprendizagem

Introdução
A prática do ensino mostra que o que acontece na escola como
experiências da aprendizagem faz parte do currículo previsto para
esse nivel, classe ou tipo de ensino.

O professor, na sua planificação, desempenha, nesse sentido, o


papel quem operacionaliza e concretiza no tereno uma
planificação anteriormente feita a niveis acima dele. Isto, em
parte orienta o professor, mas ao mesmo tempo, como vimos
anteriormente, nenhum plano do PEA pode considerar-se
proposição rígida, acabada, o que faz com que da sua parte, o
professor planifique, a sua maneira, as suas aulas.

Portanto, nesta unidade está convidado para uma discussão activa


o tema proposto na unidade.

Ao completar esta unidade, você será capaz de:

 Identificar os elementos constantes nos modelos de plano de aula


que normalmente são utilizados pelos professores
Objectivos  Definir os diferentes níveis de planificação no PEA

Sumário

Niveis de Planificação do PEA

A planificação do processo e ensino- aprendizagem se realiza em


dois niveis fundamentais: central e do professor, passando por
um nível intermediario, o da planificação pela escola.
A nivel central, a planificação curricular é feita para todos os
níveis e graus de ensino-aprendizagem (a nível da nação) e, na
base disso, procede-se a definição do perfil de saida do
nível/grau, curso, disciplina, ano, etc a partir do qual se faz:
 A definição dos objectivos, conteúdos e métodos gerais
 A distribuição destes pelos anos (semestres, trimestres, etc) e
pelas unidades do PEA.
 A elaboração dos programas detalhadas por disciplina
 Com base nos programas detalhados, elabora-se o livro do aluno,
o manual do professor e outros meios de ensino-aprendizagem.

Actividade

1. Depois da planificação central, em que vai consistir a


panificação ao nivel do professor?
2. Quais são os modelos existentes para a elaboração do plano
de aula?
Como podemos ter atravês da experiência de educação em
Moçambique, por exemplo, a planificação do professor começa,
juntamente com outros colegas, com a elaboração do plano anual
da disciplina, geralmente denominada “ “dosificação “, na qual
o grupo de disciplina faz a distribuição das unidades de ensino
em semanas, prevendo momentos de aula, da avaliações, para
além doutras que mereçam destaque na planificação anual ou
semestral. E, a seguir a isso, o professor individualmente
(principalmente) ou em grupo faz plano de aula (s), ou seja, a
previsão do desenvolvimento do conteúdo para aula ou conjunto
de aulas, tendo em conta um carácter bastante específico em
termos do tema (conteúdo), métodos e técnicas de ensino,
objectivos, meios, isto é, das condições concretas em que se
realizará o ensino-aprendizagem.

Em termos de modelos para a planificação das aulas, convé


realçar que existem muitos, em função do autor que os propõe.
Por iso, nos parece marginal a discussão sobre qual é o melhor
modelo, desde que se chegue ao ponto de incluir os elementos
que simbolizam a dinâmica do processo de ensino-aprendizagem.

Assim, por uma questão meramente elucidativa, incluiremos a


seguir alguns modelos de plano de aula, deixando ao critério do
professor, em grupo de disciplina ou nivel da escola, e em função
da disciplina que lecciona adoptar este ou aquele modelo, ou
ainda a combinação entre eles.

A planificação do professor tem como base a planificação


curricular que, por sua vez orienta a planificação a nivel da
escola. Deste plano da escola, que reflecte o curriculo, o
professor se serve para planificar as suas aulas.
A planificação das aulas, uma etapa essencial da actividade do
professor como podemos ver nas aulas anteriores, é realizada,
regra geral obedecendo a determinados modelos. Em todo caso,
mesmo com esta diversificação de modelos de planificação de
aulas, parece haver algum consenso de que ele comporta
actividades do professor e dos alunos (traduzindo os métodos “
variantes métodicas básicas “ de ensino a utilizar), os meios de
ensino, o tempo, o conteudo, os objectivos e as funções
didacticas (na sua integralidade, incluindo momentos de
introdução e motivação, mediação assimilação, dominio e
consolidação e, finalmente, controlo e avaliação).

Exercícios

1. Coloque V ou F as afirmações que são, respectivamente,


verdadeiras ou falsas:
a. A planificação do nivel central é importante por orientar ao
Auto-avaliação professor sobre as experiências educativas que deverá
organizar para os seus alunos (V)
b. Em função das condições concretas, o professor, pode
incorporar ou enriquecer o curriculo para poder ajustar as
condições da sua escola e as particularidades dos seus
alunos. V
c. O plano central, portanto, o curriculo deve ser cumprido
sequencialmente e de forma linear. F
Unidade N0 23-A0008

Tema: Componentes de planificação


do processo de ensino-
aprendizagem

Introdução
Prezado estudante, ao completar esta unidade, você será
capaz de: A tentativa de apresentação dos modelos de plano
de lição ja foi um bom passo para visualização dos
componentes (ou elementos) que orientam a elaboração da
planificação do PEA e, quiçá, em todos os níveis de
planificação do PEA. Estes componentes, em parte, devem
ser cuidadosamente analisados, visto que qulquer plano de
ensino para ser funcional deve, por exemplo, ajustar-se aos
alunos, aos conteúdos, aos meios existentes e outros
componentes que a seguir nos debruçaremos deles

Ao completar esta unidade, você será capaz de:

 Identificar os componentes que se devem ter em conta para a


planificação do PEA;

 Explicar, em que medida, é util se ter em conta cada um desses


Objectivos componentes.

Sumário
COMPONENTES DE PLANIFICAÇÃO DO PEA

a. O meio ambiente
Só artificialmente se pode considerar a escola separada do meio.
As paredes da sala de aula são unicamente barreiras físicas,
totalmente permeáveis aos problemas, interesses e hábitos
culturais da zona em que ela está inserida. Se estes factores,
aparentemente estranhos não são considerados nas propostas de
aprendizagem, corre-se risco de não interessarem ou de serem
inacessíveis aos alunos. Os exemplos que se dão, os exercícios a
que se vão propôr, as motivações que se utilizam, a linguagem
que se usa, tudo têm de ser adequado ao meio. E evidentimente,
esta adequação tem muito a ver com as limitações e com os
recursos quer materiais quer humanos que a escola e o meio
oferecem. Com efeito, as condições em que se trabalha são por
vezes tão fortemente imitantes que será utópico não se tomar em
consideração. E assim, frequentimente o professor é forçado, por
exemplo, a mudar de estratégia porque não é mesmo possivel
concretiza-la com o material e que dispõe.

b. Recursos/meios de ensino existentes

É importante conseguir o aproveitamento óptimo dos recursos


existentes. Desde o quadro preto a árvore do patio da escola, a
mão do professor que pousa amigavelmente no ombro do aluno,
as experiências vividas podem contribuir para que a
aprendizagem se torne mais rica e gratificante.

O facto de a escola ter ou não máquina de projectar, filmes,


slides, retroprojectores, ter laboratórios bem ou mal equipados, o
facto de a região ter ou não indústrias, explorações mineiras, etc,
abertas a uma colaboração com a escola, ou ainda mercados ou
feiras, artesanatos característicos que se possam explorar, irá ser
decisivo na escolha de estratégias. Há pois que contar com a
riqueza de que são portadores os professores, os alunos, os
familiares dos alunos, bem como os elementos da comunidade.

Finalmente, pensando nos recursos, é importante que o professor


pense também que ele constitui um excelente reurso de ensino,
pois tudo depende do seu “empenhamento, das atitudes, da
natureza e da qualidade de relação pedagogica investida no
processo educativo”. O professor ao planificar a sua acção tem,
pois de estar bem conciente dos seus aspectos positivos e das
suas limitações como pessoa e como profissional, a fim de que
possa delas tirar o maior partido possivel.

c. O aluno

Qualquer criança, adolescente ou jovem é portador de uma


experiência de vida, de um saber, cujo aproveitamento é um
recurso económico e eficaz (a compreensão de um determinado
assunto é muitas vezes mais facil se esse assunto for tratado por
um colega em vez do professor), e o facto de permitir ao aluno
trazer o contributo do seu próprio mundo ao PEA permite-lhe
sentir que é um dos protagonistas desse processo e fá-lo-á sentir-
se digno de crédito, confiante em si mesmo e nso outros.

Por outro lado, uma componente importante na palnificação do


PEA é a sua adequação ao aluno. Realmente, para além da
compreensão das caracteristicas próprias do nível etário do aluno
e das caracteristicas da população escolar, certamente tidas na
elaboração dos programas, é fundamental que o professor
conheça as caracteristicas pessoais do aluno.

O conhecimento do comportamento da turma irá ainda ter uma


influência decisiva no tipo de trabalho que se irá propor: a uma
turma irrequieta será preciso fazer propostas mais dinâmicas que
canalizam aquela energia excessiva para actividade produtiva.
Para alunos excessivamente competitiva terá de insistir em
propostas assentes no trabalho de grupo.

d. Conteúdos
Os conteúdos a se ter em conta na planificação do PEA pelo
professor já vêm indicados, em linhas gerais, pelos programas de
ensino que se baseiam nos esquemas conseptuais que os
presidem e os temas organizadores.

Neste sentido, quando os professores duma mesma escola não


trabalham em conjunto sobre um mesmo programa pode haver
diferenças de interpretação. Este facto poderá aparentemente não
ser importante, mas a discrepância de situações em que
inevitavelmente oa alunos se encontrarão ao enfretarem os
exames, naturalmente, a nivel da classificação.

Neste sentido, o importante conciste em perceber que para além


da organização do conhecimento em si, com base nas sua regras,
o conteudo abrnge todas as experiências educativas do
conhecimento, devidamente seleccionadas e organizadas pela
escola. E na selecção da matéria deve-se ter em conta o valor
funcional que mais se liga aos problemas da actualidade e tenha
valor social. A selecção deve ter em conta os interesses regionais
bem como as necessidades e fases do desenvolvimento do aluno.

e. Objectivos
Os objectivos consistem na descrição clara do que se pretende
alcançar como resultado da nossa actividade. Os objectivos
nascem da própria situação (comunidade, da familia, da escola,
da disciplina, do professor e, principalmente, do aluno).

f. Procedimentos de ensino

Trata-se de acções, processos ou comportamentos planeados pelo


professor para colocar o aluno em contacto directo com coisas,
factos e fenómenos que possibilitam modificar sua conduta, em
funçõ dos objectivos previstos. Eles se relacionam com os
recursos didácticos, teóricos e materiais que o professor tem de
utilizar para alcançar os objectivos da aprendizagem dos seus
alunos: compreende método e técnicas de ensino e de todos os
recursos auxiliares usados para estimular a aprendizagem do
aluno.

g. Avaliação

A avaliação se justifica como componente esencial do palno de


ensino pelo facto de ajudar na determinação do grau e quantidade
de resultados alcançados em relação aos objectivos definidos.
Nesta ordem de ideias, quando terminam os trabalhos presistos
para o ano lectivo, para aquela unidade de ensino ou para aquela
lição, bem como as actividades que, por se se ter de atender a
qualquer acontecimento inesperado substituíram ou
complementaram o que estava planificado, a proxima etapa são
avalir o plano executado, referindo determinadas perspectivas: a
sua eficácia, o seu rendimento e optimização, a sua maximização

O ambiente escolar. Esse sim, é o elemento fortemente a


considerar para a planificação do PEA. O Professor, qualquer
disciplina que seja, não poderia dar aula indistintamente quer
esteja nesta u naquela escola, neste ou naquele ponto do pais,
soretudo em função das condições de que dispõe: é uma questão
de pragmatismo e de adequação as condições locais, para que,
efectivamente o palno seja funcional sob o ponto de conseguir
levar oa alunos a atingirem os objectivos de aprendizagem que se
desejam.

Igualmente diriamos para o caso doutros componentes de que


acabamos de retratar: meios ou recursos de ensino, conteúdos e
aluno. E como poderemos ver na aula que se segue, o exercicio
tem que ser sempre o mesmo em relação a outros componentes,
nomeadamente objectivos, procedimentos (métodos) de ensino e
a avaliação do plano de ensino.
Exercícios

1. Seleccione apenas as afirmações verdadeiras do conjunto das


seguintes frases:

a. Para além da organização do conhecimento em si, com base


nas suas regras, o conteúdo abrange todas as experiências
Auto-avaliação
educativas do conhecimento, devidamente seleccionado e
organizado pela escola (em grupo de professores da esma
disciplina ou classe)
b. Nenhum plano de aula teria spaço para acomodar os vários
aspectos do ambiente envolvente: o que interessa é que ele se
restrinja ao que consta no programa.
c. A verdadeira aprendizagem é sempre o produto da
actividade pessoal de cada um, razão pela qual, o papel do
professor conciste em tentar criar soluções que favoreçam
em cada aluno a mobilização optima de todos os seus
recursos, particilarmente dos seus pré-requisitos.
d. O que se disse na alinea anterior obriga o professor a
planificar as suas aulas em função das particularidades dos
seus alunos.
e. Se pudéssemos com a riqueza cultural das pessoas existentes
a volta da escola para servirem de meios de ensino, isso iria
atrasar ainda mais o cumprimento do programa.
Unidade N0 24-A0008

Tema: Etapas do processo de


planificação

Introdução
Ao definirmos a planificação como sequência de actividades a
serem desenvolvidas na sala de aula, remete-nos a ideia de uma
sequencialidade dessas acções didácticas/pedagógicas. Nesta
unidade vamos analisar as diferentes etapas que orientam o
processo de Planificação

Ao completar esta unidade, você será capaz de:

Identificar as etapas do processo de Planificação

Explicar a essência de cada etapa no processo de planificação.

Diferenciar o plano da planificação


Objectivos

Sumário

Vamos começar coma abordagem das etapas do processo de planifição,


são principalmente quatro etapas: a sondagem, a elaboração, a execução
do plano e a avaliação do mesmo. Vejamos detalhadamente essas etapas.

Sondagem

Essa etapa é crucial, para começar qualquer tipo de planeamento, trata-se


do conhecimento da realidade, realidade em que esse plano vai ser
realizado; sobre a pertinência desta etapa, Schmitz (1993:105), observa
que “conhecendo o aluno em seu ambiente, com seus elementos
integrantes, com suas aspirações, frustrações, necessidades e
possibilidades pode-se planificar para ele. A falta de sondagem e
diagnóstico, muitas vezes se propõe ou o que é impossível alcançar, ou o
que não interessa, ou até o que já foi alcançado”. A observação deste
autor é importante para a compreensão da necessidade de olhar sempre
para o destinatário desse processo de planificação, incluindo as condições
ambientais e materiais, bem como os métodos, os recursos didácticos
necessários para o cumprimento das actividades de aprendizagem
planificadas.

Repare que voltamos a falar do diagnóstico como etapa fundamental para


se começar a actividade educativa e de aprendizagem em especial. Esse
exercício, minimiza as imprecisões e incuprimento das actividades, pois a
planificação assenta-se numa realidade concreta. Imagine um professor
que vai ao Distrito, pensa em usar um recurso didáctico, o retroprojector
ou datashow, o que exige a utilização de energia, ele não sabe se no
Distrito tem energia ou não. Será que esse vai cumprir com as actividades
de aprendizagem planificadas? Certamente que não, porque não observou
as condições concretas do terreno, faltou aqui a sondagem, o diagnóstico
ou simplesmente o conhecimento da realidade, o plano tem que ser
realista, uma das suas característas.

Elaboração

Comecemos a distinguir o plano da planificação. A planificação refere-se


ao processo em que o professor ou os profissionais da educação, senta
para esse exercício em que prevém o que deverá acontecer na prática, no
terreno pensando nas condições físicas, sociais e mentais dos alunos, nas
condições da sala de aula ou da escola, condições da comunidade, no
conteúdo que será trabalhado, nos objectivos a atingir, nos procedimentos
a empregar, na forma de avaliação, isso tudo faz parte da planificação.
Essas actividades serão colocadas a disposição sob forma de um
documento escrito, a esse documento é que se chama de plano. Quer
dizer, um é processo (planificação) e o outro é produto deste processo
(plano). Penso que o nosso estudante, já compreendeu a diferença, agora
vamos explicar em que consite a elaboração do plano.

A partir das informações obtidas na sondagem, agora estamos em


condições de decidir se levamos o retroprojector ou datashow, ou ainda
nada disso? Para não cairmos numa simples repetição, repare nas
actividades descritas quando explicamos a planificação no parágrafo
anterior, essas corespondem a esse processo de elaboração, olhar para os
objectivos, condições de realização, formas de avaliar e todas actividaes
descritas nesse parágrafo.

Execução

Essa etapa faz a trasposição da teoria para a prática, isto é, das


idealizações para a concretização das acções previstas, é colocar em
prática as ideias esboçadas nas etapas anteriores. Aqui a semelhança da
elaboração há sempre um elemento não previsto desde que não coloque
em causa os objectivos planificados daí que se refere que a planificação
exige flexibilidade, uma das características do plano. Ao longo deste
processo é sempre importante ter em conta a avliação dessas actividades.

Avaliação

Igualmente importante na planificação, pois é a garantia dos resultados


Schmitz (1993), importa referir, que a avaliação dos resultados da
planificação exige também estabelecimento de critérios claros para não
correr o risco de pensarmos que tudo anda bem quando na verdade
estamos longe de cumprir com os objectivos previstos.

Essa etapa envolve todo o processo de planificação. As etapas aqui


descritas não podem ser consideradas de forma separada porque sendo
um processo, elas são dinâmicas e interligadas, quer dizer o processo não
pára na avaliação, pois a avaliação vai permitir a replanificação, tornando
um ciclo vicioso.

Exercícios

Apesar do dinamismo reconhecido no processo de planificação,


a sondagem é considerada uma etapa crucial deste processo.
Explique porquê?
Auto-avaliação

R% vamos ser sintético na resposta, a falta de sondagem e


diagnóstico, muitas vezes se propõe ou o que é impossível
alcançar, ou o que não interessa, ou até o que já foi
alcançado, todas etapas para a sua melhor execussão,
dependem essencialmente do conhecimento da realidade.
EXERCÍCIOS PARA RESOLVER

EXERCÍCIOS PARA RESOLVER

Em cinco (5) páginas no mínimo, faça uma redação dos


seguintes sub-temas do tema :

 Trabalho1 para primeira sessão presencial – Código: T-F.E-01

A Questão dos Objectivos Educacionais:

(a) Formular objectivos educacionais a partir de um dos


temas da educação.

(b) Importancia da formulação dos objectivos educacionais.

 Trabalho2 para segunda sessão presencial – Código: T-F.E-02

A Questão da Planificação do processo de Ensino -aprendizagem:

(a) Elaborar o plano de Aula com o tema: utilização dos


recursos audiovisuais.

(b) Relevancia da planificação na educação.

 Trabalho3 para terceira sessão presencial – Código: T-F.E-03

A Questão dos recursos didácticos:

(a) Procura os recursos disponíveis na sua zona que podem


ser aproveitados na sala de aula, fundamente
pedagogicamente.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

CORTESÃO e TORRES. Avaliação Pedagógica II-


Mudança na Escola, Mudança na Avaliação; Porto Editora,
Porto, 1990

GOLIAS, Manuel. Educação Básica: Temáticas e conceitos,


Maputo, 1999.

HAIDT, Regina Célia C. Curso de Didática Geral. 8ª


Edição, ática, São Paulo, 2006.

KLINGBERG, Lothar. Itroducción a la didáctica


general.Editorial Pueblo y educacion; Ciudad de la Habana,
1972.

LEMOS, V.O Critério do Sucesso-Técnicas de Avaliação da


Aprendizagem; 4edição; Texto editora.,Portugal,1990.

LIBANEO, J. Didáctica; Cortez editora; SP, 1992

__________. Pedagogia e Pedagogos para quê? Cortez


Editora, 8ª edição, SP, 2005.

MARAFON, Maria Rosa Carvalho. Pedagogia crítica: uma


metodologia na construção do conhecimento. Editora Vozes,
RJ, 2001.

PIAGET, Jean. Pedagogia. Horizontes Pedagógicos, Lisboa.


1998

PILETTI, C. Didáctica; Cortez editora; SP, 1990

POUW, L. Conferência de Didáctica Geral; ISP, Maputo,


1993

SANTOS, Vivaldo Paulo dos. O quefazer na sala de aula:


didáctica, metodologia ou nada disso? Dialogia, v.2 2003:
pp, 137-148

SCHMITZ, Egídio Francisco. Fundamentos da Didáctica,


São Leopold, RS: Ed.UNISINOS, 1993.

UNESCO. Carta escolar y microplanificação de la


educacion; Division de políticas y planeamento de la
educacion; IIPE; Paris, 1985

VV. Pedagogia; Editorial Pueblo y Educacional; Habana,


1981
Instruções para o estudo dos conteúdos do manual

 Como podera notar os conteúdos apresentados no manual,


oferecem a ti caro estudante, um entendimento básico e
fundamental para o desenvolvimento de determinadas
competências específicas, mediante a resolução dos exercícios e
tarefas de auto-avaliação

 Sugerimos que faça um aprofundamento dos conteúdos


apresentados no manual, recorrendo as bibliografias apresentadas
no Manual e outras que estiverem a seu disponível.

 Esta obra está disponível na Biblioteca do CED, podendo ser


fotocopiada ou consultada.

 A referida obra também contêm exercícios, sugerimos que


resolva esses exercícios, ainda que não seja para entregar,
contudo podem constituir matéria de avaliação para testes e
outros.

Critérios de avaliação das tarefas do manual.

 Vocé deverá entregar todos exercícios indicados para serem


entregues, a não entrega implica diminuição na nota.

 A quantificação total dos exercícios correctos é a de 20 valores.

 Os exercícios que exigem maior reflexão e trabalho de campo por


parte do estudante são os de maior cotação.

 Deve ser evitado o plágio de respostas.

 Procure ser mais criativo na apresentação das respostas, priorize


o estabelecimento da relação entre a teoria e a prática, bem como
a resolução de situações concretas.

 A apresentação técnica e coerência textual devem ser algo a ter


em conta.

 O grau de cientificidade das respostas com recurso a termos de


natureza científica e técnica deve constituir aspecto a considerar.

 A apresentação de conclusões e recomendação de forma clara e


objectiva deverá ser potenciada.