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Apostila do Curso de Direito Tributário

Contendo questões já gabaritadas


Contendo fichas-resumo

Atualizada até DEZEMBRO 2008.

Prof. Jayro Tapajós


1º Capítulo:

Conceito de Direito. Direito Público. Direito Tributário. Financiamento do Estado.


Tributos. Quantos são os tributos atualmente, suas espécies e primeiras definições.

A palavra direito assume diversas acepções, sempre em acordo com o contexto na qual a
mesma é utilizada: Por exemplo: Quando alguém afirma – eu tenho direito a estacionar o
meu veículo na melhor vaga do prédio, pois, pago pela mesma mediante ato contratual
lícito está afirmando um direito subjetivo; se alguém considera tal vaga ao estacionamento
um direito de ordem pública e contesta o direito contratual, o juiz ao dirimir a questão está
aplicando o direito ao fato, logo direito positivo. Quando se está estudando normas
tributárias aplicadas, por exemplo, legislação do imposto de importação, estamos nos
referindo a um conjunto de normas que devem ser obedecidas na importação, logo direito
objetivo, ou quando alguém sofre determinada injustiça, costumamos dizer que a ação não
foi de direito, logo usando o termo no sentido de justiça.

A elasticidade do termo e o estudo do Direito em si são tão abrangentes que exigem divisão
de cunho didático, daí surgem as especificações do Direito, aqui entendido como ciência
jurídica, ou seja, o Direito como sistema jurídico de normas, então teremos: o Direito
Público, o Direito Tributário, entre tantos outros ramos do Direito.

O Direito visa regular as diversas atividades de natureza humana, assegurando a


convivência pacífica entre os seres humanos, para tal o mesmo se especializa em
determinados segmentos.

O Direito Público diz respeito à presença de interesse público relevante, assim nas relações
jurídicas, onde se faz presente o interesse público como parte ativa ou passiva, estaremos
diante de normas objetivas de Direito Público. Muitos autores, inclusive, classificam o
próprio Direito Tributário como ramo do Direito Público, não significando, notem bem,
qualquer grau de hierarquia entre os mesmos, mas vinculação, pois, o Direito Tributário,
trata simplesmente das relações entre o Fisco (Estado, Nação) e o Contribuinte ( Pessoas
físicas e jurídicas que estejam obrigadas a cumprir determinada obrigação em face da
norma tributária vigente), logo, sendo uma das partes (Estado, Nação) de âmbito público,
está o ramo tributário vinculado ao mesmo.

Direito Tributário, portanto, é o ramo didaticamente autônomo do Direito que estuda


as relações jurídicas entre o Estado e o Contribuinte, relativas a instituir, fiscalizar e
arrecadar tributos. Sendo o Estado o pólo ativo e o contribuinte o pólo passivo.

Assim, o Direito Tributário estuda uma das fontes de recursos das quais o Estado se nutre
para fazer face às suas obrigações de Estado, logo, o objetivo do Direito Tributário é
regulamentar juridicamente a ação de cobrança de tributos, não está o Direito Tributário
preocupado em estudar o destino e o uso desses recursos, mas simplesmente a sua
obtenção. O ramo do Direito que estuda o destino e uso desses recursos é o Direito
Financeiro.
Segundo as fontes de recursos, as receitas estariam divididas em receitas originárias e
derivadas. A primeira é originada dos serviços que o Estado presta ao cidadão, na forma de
empresa privada, tal receita é oriunda de um preço a ser pago por ente privado, caso queira
usufruir do serviço prestado pelo setor público. Por exemplo: O estádio de futebol pertence
a Prefeitura a qual cobra pela cessão do mesmo aos clubes de futebol – aqui temos uma
fonte originária de receitas.

As receitas derivadas, como o próprio nome já indica, derivam do poder de polícia do


Estado, o poder de impor normas que geram obrigação de pagar, fazer ou não fazer, em
relação à cobrança de tributos. Exemplos: pagar o imposto de renda tanto pessoa física
quanto jurídica; pagar o imposto de importação; pagar a taxa de esgoto; pagar a
contribuição social; pagar determinada multa; pagar empréstimos compulsórios, nos casos
especificados na lei; apresentar a declaração de imposto de renda anual (fazer), não rasurar
os livros contábeis ( não fazer).

Assim, enquanto, na obtenção de receita originária há uma relação contratual, na obtenção


de receita derivada temos uma relação obrigacional determinada em lei, pois, não há tributo
sem lei que o institua.

Tributo

O artigo 3º do Código Tributário Nacional diz: “tributo é toda prestação pecuniária


compulsória – em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir – que não constitua sanção
de ato ilícito – instituída em lei – e cobrada mediante atividade administrativa plenamente
vinculada.”

Vejamos o significado de cada trecho da definição:

a) prestação pecuniária compulsória – pagar obrigatoriamente em dinheiro;


b) em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir – pagar em moeda corrente,
atualmente há débitos em conta automáticos, pagamento por cheque, mas sempre
garantido, que se reverterá em moeda corrente;
c) que não constitua sanção de ato ilícito – não se refira ao pagamento de multas,
sejam multas moratórias, sancionatórias, administrativas, pois, é multa a sanção do
ato ilícito, logo multa não é tributo;
d) instituída em lei – não existe tributo sem lei que o institua;
e) cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada – cobrada através
dos agentes (autoridades administrativas ) do fisco, seja municipal, estadual ou
federal. Não tem a autoridade fiscal qualquer a possibilidade de estabelecer ato
discricionário, por exemplo: escolher quem paga ou não determinado imposto e
quanto deverá pagá-lo, o ato da autoridade administrativa é vinculado e será
realizado exatamente na forma determinada em lei.
O CONCEITO DE TRIBUTO OBEDECE A DOIS PRINCÍPIOS
CONSTITUCIONAIS: O PRIMEIRO É O PRINCÍPIO FEDERATIVO E O
SEGUNDO É O PRINCÍPIO DA LEGALIDADE ESTRITA.

Tributos e suas espécies:

Na Constituição Federal encontramos as espécies denominadas de impostos, taxas,


contribuições de melhoria, empréstimos compulsórios, contribuições sociais, logo 5 tipos.

O Código Tributário Nacional, anterior a Constituição Federal atual, foi recepcionado pela
Constituição e definia as três primeiras espécies: impostos, taxas e contribuições de
melhoria, fruto da Constituição anterior a de 1988.

Daqui surgia toda discussão doutrinária sobre conter três ou cinco espécies no conceito de
tributo, que é gênero. Tal discussão se encontra hoje pacificada e objetivamente deverão ser
consideradas as cinco espécies do gênero tributo.

Resumo:

a) Direito – Possui larga acepção, o entendimento da palavra dependerá do contexto no


qual é utilizada: subjetivo (expectativa), objetivo (norma escrita), positivo
(aplicação ao caso concreto) e no sentido de justiça;
b) Direito Tributário – ramo didaticamente autônomo, tem vinculação ao direito
público e aos demais ramos do direito, pois, o Direito em si é uno;
c) Receita Originária – é um preço, há um contrato;
d) Receita Derivada – é prestação obrigacional, há uma lei;
e) Tributo – prestação pecuniária, compulsória, em moeda corrente, instituída em lei, e
cobrada mediante atividade plenamente vinculada à lei, não é sanção de ato ilícito.
Portanto, tributo não é impor penalidade.
f) Tributo: imposto, taxa, contribuições de melhoria, contribuições sociais e
empréstimos compulsórios.

O DIREITO TRIBUTÁRIO TRATA DAS RECEITAS DERIVADAS, ORIUNDAS


DOS TRIBUTOS E DAS MULTAS DE NATUREZA TRIBUTÁRIA E DEMAIS
ACESSÓRIOS DA MESMA NATUREZA (JUROS DE MORA).
O DIREITO TRIBUTÁRIO NÃO TRATA DAS RECEITAS CONTRATUAIS
(ORIGINÁRIAS).

Exercícios de Fixação:

1 . As receitas que derivam do patrimônio de particulares, mediante ato contratual com o


setor público é denominada:

a) Receita originária
b) Receita derivada
c) Receita objetiva
d) Receita compulsória
2. As receitas públicas que derivam do patrimônio de particulares, mediante força de lei é
denominada:

a) Receita originária
b) Receita derivada
c) Receita objetiva
d) Receita compulsória

3. É receita derivada:

a) multa
b) preço
c) emolumentos
d) tarifas

4. É receita originária:

a) imposto
b) taxa de esgoto
c) empréstimo compulsório
d) renda de locação de espaço público

5. Não faz parte do conceito de tributo.

a) prestação pecuniária compulsória em moeda


b) instituída em lei
c) cobrada mediante atividade plenamente vinculada
d) inclusive a sanção por ato ilícito – multa

6. O Direito Tributário não normatiza

a) a forma de financiamento do Estado a partir das receitas derivadas


b) a forma de financiamento do Estado a partir das multas tributárias
c) a forma de financiamento do Estado a partir das receitas originárias
d) a forma de financiamento do Estado e de suas receitas.

7. O Direito Financeiro estuda a

a) Somente a despesa e a receita


b) Somente a receita tributária
c) Receita, despesa, crédito e orçamento
d) Receita originária
8. O Direito Tributário estuda a

a) Somente as receitas originárias


b) As receitas originárias e as sanções
c) As receitas derivadas e as sanções do ato ilícito
d) Somente as receitas derivadas

9. Em relação ao Direito como um todo, o Direito Tributário (AFRF/1991):

a) é totalmente independente dos demais ramos, possuindo metodologia própria de


interpretação e estruturação;
b) vincula-se apenas ao Direito Administrativo, não se relacionando com os demais
ramos;
c) vincula-se apenas ao Direito Constitucional, não se relacionando com os demais
ramos;
d) é considerado autônomo apenas do ponto de vista didático, relacionando-se com
todos os demais ramos dada a unidade do Direito;
e) relaciona-se com os demais ramos do Direito Público, prescindindo totalmente dos
diversos ramos do Direito Privado.

10. O CTN foi recepcionado pela Constituição Federal, via de seu artigo:

a) Artigo 146 – inciso III;


b) Artigo 146 – inciso II;
c) Artigo 146 – inciso I;
d) Artigo 146 – inciso IV.

2º Capítulo: Os Tributos e suas especificações. O Fato Gerador. Classificações gerais.

A partir do artigo 145 da Constituição Federal de 1988 encontramos a competência dos


entes federados para instituição dos tributos, assim necessitamos conhecer as diferentes
competências (divisão dos tributos e suas espécies), por exemplo: A quem compete à
instituição de impostos, a quem compete à instituição de taxas, a quem compete a
instituição de contribuição de melhoria, a quem compete instituir empréstimos
compulsórios, e quem tem competência para instituir contribuições sociais – quais são as
contribuições denominadas como sociais. Além disso, deveremos conhecer as
especificações de cada espécie de tributo, por exemplo: O imposto é receita não vinculada,
o que significa que o produto de sua arrecadação não pode estar vinculado a um programa
de realizações específico. Ou seja, a lei que o instituir não pode vinculá-lo a uma
despesa. Obviamente a arrecadação de impostos será, mediante a Lei Orçamentária,
destinada a diversas despesas e tal fato não significa vinculação.
O que deve a União instituir?

R – A união poderá instituir os impostos já previstos na Constituição Federal, mais os


impostos e contribuições sociais residuais (competência residual, logo mediante lei
complementar). Os impostos previstos na esfera federal são: O imposto sobre a renda e
proventos de qualquer natureza, devido tanto por pessoas físicas quanto jurídicas e mais o
imposto de renda na fonte; o imposto sobre produtos industrializados; o imposto de
importação; o imposto de exportação; imposto territorial rural; imposto sobre operações
financeiras e o imposto sobre grandes fortunas, ou seja são 7 os impostos de competência
privativa da União, mais quantos forem no exercício da competência residual, desde que
não tenham base de cálculo ou fato gerador igual aos já existentes e, desde que, aprovados
por lei complementar, além do que deverão ser não-cumulativos.

O que deve o Estado instituir?

R – Entre os Estados, inclui-se o próprio Distrito Federal, e deverão instituir os impostos


denominados imposto sobre a circulação de mercadorias e serviços ( ICMS), o chamado
imposto de transmissão “causa mortis”, o imposto sobre veículos automotores. Atenção,
pois, no município há imposto de transmissão, só que denominado de bens imóveis e
melhor para diferenciar da competência do estado – diz-se “inter vivos”. Ou seja, o imposto
de transmissão quando se referir a espólio, herança, logo proveniente da transferência de
bens de um morto – é imposto estadual e quando entre vivos é municipal.

O que deve o Município instituir?

R – Entre os Municípios, inclui-se o próprio Distrito Federal, exercendo a sua competência


cumulativa –o imposto de transmissão de bens imóveis (inter-vivos) e o imposto sobre
serviços e o imposto sobre a propriedade territorial urbana.

As taxas e as contribuições de melhoria poderão ser instituídas por qualquer das três
esferas, a isto denomina-se de competência comum.

O empréstimo compulsório é de competência especial e exclusiva da União, devendo ser


instituído por lei complementar para atender a despesas extraordinárias, decorrentes de
calamidade pública, de guerra externa ou sua iminência, bem como para atender a
investimento público de caráter urgente e relevante interesse nacional, sendo uma receita
vinculada a despesa que fundamentou sua instituição (Ver 150 III b) CF- Princípio da
anterioridade sujeita apenas a questão de investimento público. Idem noventena.

As contribuições sociais ( INSS, PIS, PASEP, CPMF) são de competência especial e


exclusiva da União, com exceção da contribuição social para custeio previdenciário dos
servidores dos estados e municípios (além da contribuição para iluminação pública –
municípios e DF), donde estão constitucionalmente autorizados a instituir tais contribuições
previdenciárias todas as esferas de governo. No entanto, há somente esta exceção e a citada
entre parêntesis. Nas demais contribuições – a de intervenção no domínio econômico
(CIDE sobre combustíveis, Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante) e de
interesse das categorias econômicas e profissionais (Crea, OAB, CRM) a competência é
especial e exclusiva da União. Muitos autores denominam estas contribuições de
parafiscais. (Ver arts. 146III e 150 I e III CF), Lei complementar – necessidade de previsão
legal e sujeita ao princípio da anterioridade mitigada (noventena).

Falta falarmos dos impostos não nominados, mas com hipótese de instituição definida na
Constituição Federal no artigo 154, sendo no inciso I – o chamado imposto residual e no
inciso II – o chamado imposto extraordinário.

Imposto residual – A União poderá instituir, mediante lei complementar, impostos e


contribuições sociais outras que não os definidos na própria Constituição desde que sejam
não-cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos já
discriminados na Constituição. Também, deve-se registrar que lei complementar exige
maioria absoluta de votos do Congresso Nacional para a sua aprovação.

Imposto Extraordinário – A União poderá instituir por lei ordinária na iminência ou nos
casos de guerra externa, podendo ter fatos geradores e base de cálculo igual aos já
existentes e serão suprimidos gradativamente cessadas as causas de sua criação. No CTN,
há determinação que tal imposto se esgote, no máximo, 5 anos após cessada a guerra. É
entendimento doutrinário.

Atualmente o termo fato gerador está sendo substituído pelo termo fato jurídico tributário,
uma vez que existem discussões doutrinárias sobre se é a própria lei que faz nascer uma
obrigação tributária ou se tal ocorrência se daria objetivamente somente com a ocorrência
do fato gerador, de qualquer modo, cabe conhecer os diversos termos pelos quais os
estudiosos e juristas se referem ao fato gerador ( fato jurídico tributário; hipótese de
incidência; fato imponível; pressuposto de fato, são os mais usuais). A importância do fato
gerador está justamente em determinar a natureza jurídica do tributo, portanto, para um
exame da constitucionalidade da instituição de um determinado tributo, tem-se que ter em
mente a discussão sobre o seu fato gerador e tal disposição serve secundariamente a própria
base de cálculo, forma de apuração, vinculado ou não vinculado, logo conhecer as
características de cada tributo e suas especificações sói ser importante para a definição de
sua instituição legal.

RESUMO:

Fato Gerador e suas especificações:

Do imposto: O fato gerador dos impostos é uma situação que independe de uma
contraprestação estatal específica em relação ao contribuinte, diz-se que é não-vinculado.
Receita derivada. 07 impostos são de competência privativa da União; 03 são da
competência privativa dos Estados e do DF; e 03 são de competência privativa do
Município, onde o DF exerce a competência cumulativa.
Da taxa: A taxa admite dois fatos geradores diferenciados, primeiro a utilização, efetiva ou
potencial, de um serviço público (logo para utilizar é necessário que o serviço exista) e o
segundo é o exercício regular do poder de polícia (logo que seja prestado com
regularidade). Aqui alguns termos chamam a nossa atenção como: utilização efetiva ou
potencial, portanto, temos um exemplo tradicional: a taxa de lixo, tanto deverá ser satisfeita
por quem gera lixo como por residentes de um determinado logradouro que não gerem lixo,
uma vez que o serviço existe e está à disposição seja efetiva ou potencial. Quanto ao poder
de polícia se refere ao poder regulador e fiscalizador do Estado em proteção ao meio-
ambiente e demais outros cuidados com o fito de proteger o interesse da coletividade em
relação aos interesses individuais. Além disso, tais serviços públicos – motivadores da
cobrança de taxas – devem ser específicos e divisíveis. O termo específico se refere a uma
utilidade pública específica, bem determinada e o termo divisível se refere a possibilidade
de individualizar os seus devedores. Logo diz-se que a taxa é receita vinculada, pois, tal
receita deverá se destinar a suprir as despesas com a prestação de tal serviço público,
tratando-se também de receita derivada e poderá ser instituída por qualquer das esferas
governamentais – a chamada competência comum.

Da contribuição de Melhoria: Na Constituição Federal artigo 145-III surge uma idéia inicial
do que seja o fato gerador – A União, Estados, DF e Municípios poderão instituir
contribuição de melhoria , decorrente de obra pública. Nos artigos 81 e 82 do CTN vemos o
complemento da idéia inicial – fato gerador é a valorização imobiliária decorrente de obra
pública, tendo os limites – máximo individual (o acréscimo de valor que da obra resultar
para cada imóvel beneficiado) e limite – máximo total (A despesa total para a realização da
obra pública). Trata-se de receita vinculada para ressarcimento da despesa com a obra
pública e receita derivada, sendo de competência comum as esferas do governo.

Exercícios de Fixação:

11- Determinado município instituiu taxa de expediente a ser cobrada sobre todos os que
buscassem informações no balcão da prefeitura, sem definição do fato gerador. Outro
município criou taxa cujo fato gerador era o valor da prestação de serviço de bar e
restaurante e um terceiro município instituiu a taxa de zoneamento e localização de
açougues a ser cobrada sobre o valor do capital social registrado na junta comercial.
Responda escolhendo a única correta:

a) – A taxa de expediente é sempre constitucional, as demais são inconstitucionais,


pois, tem base de cálculo igual a de impostos;
b) – Somente a taxa sobre o consumo de energia possui os critérios de individualidade
e divisibilidade, portanto, a única constitucionalmente aceita;
c) – Todas as três estão corretas em sua instituição e obedecem aos requisitos
constitucionais necessários;
d) – Todas são juridicamente inválidas.

Nota: A Constituição Federal de 1988 estabelece é proibido instituir taxa de expediente,


logo concede a todos uma imunidade sobre tais taxas; a taxa não poderá ter fato gerador e
base de cálculo igual a de um imposto, fato disposto na legislação tributária e por fim o
serviço prestado por bares e restaurantes já é tributado pelo ICMS e pelo ISS. O Código
Tributário Nacional estabelece, ainda, que taxas não podem ter como base de cálculo o
capital social das empresas.

12 – A Contribuição de Melhoria para sua instituição deverá atender a alguns requisitos,


dentre eles temos: publicação prévia da delimitação da zona beneficiada; publicação prévia
do orçamento do custo da obra; regulamentação prévia do processo administrativo de
instrução e julgamento de impugnações, caso ocorram e publicação prévia do memorial
descritivo do projeto, assim sendo não faz parte dos requisitos:

a) – fixação prévia de prazo, não inferior a quinze dias, para impugnação, pelos
interessados, dos elementos informativos da obra;
b) – publicação prévia da delimitação da zona beneficiada;
c) – publicação prévia do orçamento do custo da obra;
d) – somente as alternativas b e c estão corretas.

13 – O tributo cuja obrigação tributária apresenta como fato gerador uma situação
independente, logo, não vinculada a qualquer atividade estatal específica em relação ao
denominado contribuinte, tem a natureza jurídica de:

a) – imposto
b) – taxa
c) – preço
d) – contribuição parafiscal

14 – Alguns serviços públicos são notoriamente financiados pelos impostos, como


exemplo: os serviços de segurança pública. Assim pergunta-se:

É constitucional a instituição de taxa face o exercício potencial do poder de polícia?

a) Sim, é constitucional uma vez que sempre que for necessário poderá a polícia ser
chamada a intervir, donde se concluí que a polícia não precisa estar presente em
todos os lugares o tempo todo, basta ter um telefone para contato, assim a taxa é
juridicamente perfeita, posto que é um serviço potencialmente à disposição do
cidadão;
b) A taxa no caso presente é possível, pois, teria às feições de uma taxa de serviço, só
usado por quem precisar;
c) Não, não é constitucional, em face de não se poder instituir receita vinculada a um
serviço público obrigatório, o qual já conta com fonte de financiamento própria no
orçamento da união, dos estados/DF, e dos municípios, portanto não se poderá
instituir tal taxa nem pelo exercício potencial, nem pelo efetivo.
d) A questão c estaria integralmente correta se retirasse a sua parte final (nem pelo
efetivo), pois, pelo serviço efetivo da polícia é possível e constitucional instituir
taxa a qual conviveria junto com os impostos.
15 – Assinale a ERRADA:

a) – Empréstimo compulsório é espécie do gênero tributo;


b) – A instituição do empréstimo compulsório é de competência exclusiva;
c) – Empréstimo compulsório é receita derivada e vinculada ao fim para o qual foi
instituído;
d) – Serve para atender calamidades públicas, logo, se a hantavirose se propagar o
Distrito Federal poderá criar um empréstimo compulsório para o combate ao
rato, desde que seja instituído por lei complementar.

16 – Dentre os tributos de competência privativa da União, temos um de competência


também exclusiva, como por exemplo, as contribuições, com as ressalvas constantes da
Constituição Federal, se destinada a intervenção no domínio econômico – Cide, ao interesse
de categorias profissionais (OAB) ou para financiar a seguridade social (INSS), portanto o
tributo de competência exclusiva é:

a) taxas
b) preços
c) impostos residuais
d) contribuições especiais ou parafiscais

17 – Dentre as contribuições, pode-se afirmar que existe a competência exclusiva plena,


mas há caso, ressalvado pela Constituição, assim estaria integralmente correto afirmar:

a) A CIDE, a do interesse de categorias profissionais e a de financiamento da


seguridade social são específicas e de competência exclusiva, sendo todas receitas
derivadas e vinculadas;
b) Somente a CIDE é de competência exclusiva;
c) Somente a de seguridade é de competência exclusiva;
d) É de competência exclusiva tanto a CIDE quanto a do interesse de categorias
profissionais, uma vez que a de seguridade social poderá ser instituída, caso
queiram os estados, o distrito federal e os municípios para fazer face as despesas
com seus próprios servidores públicos.

18 – Assinale a alternativa ERRADA no tocante a contribuição social:

a) Alguns doutrinadores acreditaram inicialmente tratar-se de novo imposto, ou de


nova taxa, enquanto outros, atualmente pacificadores da questão, definiram como
nova espécie do gênero tributo;
b) Admite-se, em determinadas circunstâncias, seja a mesma instituída via lei
ordinária, precipuamente se houver ameaça iminente de guerra;
c) A contribuição previdenciária está sujeita a regra de anterioridade diferenciada em
relação aos demais impostos;
d) Somente a lei complementar poderá instituir às contribuições por força de
determinação constitucional;
19 – Leia a frase abaixo e indique se concorda ou se discorda e porque concorda ou
discorda:

O Código Tributário Nacional é quem regula os tributos ora existentes, definindo seus
fatos geradores, seus sujeitos passivos, definindo os institutos de cada espécie do gênero
tributos, mas foi aprovado antes da Constituição Federal de 1988, assim veio a teoria da
recepção integrá-lo no mundo jurídico, naquilo, obviamente, que não contrarie a
Constituição Federal. É devido a tal fato que muitos autores de doutrinas tentam negar a sua
condição de lei complementar, até mesmo porque formalmente a sua votação se deu por
maioria simples – logo lei ordinária, mas materialmente (conteúdo) é realmente uma lei
complementar, precipuamente, quando recepcionada pela CF de 1967.

R -
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________

20 – Sobre o valor de “verdade” dos enunciados que seguem , podemos afirmar (AFTN-
1994).

I – Os fatos geradores são figuras típicas dos tributos não vinculados, não compondo a
estrutura impositiva das taxas, que decorrem de um fato revelador de uma atividade estatal
direta e especificamente dirigida ao contribuinte.
II – Taxa é um tributo não-vinculado que tem como base de cálculo uma grandeza
dimensível de fato estranho a qualquer atividade estatal referida ao obrigado.
III – O traço característico que diferencia taxa da contribuição de melhoria é que esta
última tem como pressuposto o fato de o produto de sua arrecadação ter destinação legal
voltada à realização de obra pública que valoriza o imóvel do contribuinte.

a) Os três enunciados são falsos


b) Os três são verdadeiros
c) Verdadeiros o primeiro e o segundo, sendo o terceiro falso
d) Falsos o primeiro e o segundo, sendo o terceiro verdadeiro.

21 – Quem define a natureza jurídica de um tributo, ou seja, quem determina que tal tributo
é um imposto, uma taxa, uma contribuição de melhoria, uma contribuição social ou um
empréstimo compulsório é:

a) a destinação de sua arrecadação;


b) o nome com o qual é instituído;
c) a qualidade de seus contribuintes;
d) o fato gerador.
22 – Escolha, das afirmações abaixo, qual está de acordo com a teoria da recepção das
normas gerais contidas no Código Tributário Nacional – CTN (AFTN-1998).

a) O CTN formalmente é lei ordinária, mas com força de lei complementar, em face
da matéria que trata, regulamentando a Constituição Federal que o recepcionou.
b) O CTN continua com força de lei ordinária.
c) O CTN foi recebido como lei complementar, mas é revogável por lei ordinária.
d) O CTN é lei complementar em sentido formal, mas lei ordinária em sentido
material.

Resumo das Competências Constitucionais:

a) Competência privativa – A competência privativa se refere somente à instituição


de impostos de jurisdição federativa, estadual/df e municipal. A União poderá
instituir 07 impostos ( II, IE, IR, IOF, ITR, IPI e IGF), os Estados/DF poderão
instituir 03 impostos (ITD, ICMS e IPVA) e os Municípios poderão instituir 03
impostos ( ITBI, IPTU e ISS).
b) Competência comum – A competência comum é jurisdicionada por todas as
pessoas jurídicas de direito público ( União, Estados/DF, Municípios) e se refere a
instituição de taxas e de contribuições de melhoria.
c) Competência residual – A competência residual é só da jurisdição da União, ou
seja, somente a União poderá criar o chamado imposto novo, desde que cumpra os
requisitos constitucionais determinados: Não ter base de cálculo e nem fato gerador
igual aos já existentes, ser não-cumulativo e criado mediante Lei Complementar.
d) Competência extraordinária – A competência extraordinária é só da União, ou
seja, somente a União poderá criar o chamado imposto para fazer face a guerra ou a
sua iminência, seguindo as determinações constitucionais: poderá ter base de
cálculo e fato gerador igual aos já existentes e será criado mediante lei ordinária.
e) Competência exclusiva – A competência exclusiva alguns doutrinadores também
intitulam como especial. A competência é exclusiva da União, sem qualquer
exceção, para criar o empréstimo compulsório. A competência é exclusiva da
União, mas tem exceções para criar as denominadas contribuições sociais, que
alguns autores também denominam de especiais ou parafiscais. As exceções são que
compete aos Estados/DF e aos Municípios criar as contribuições de seguridade
social de seus próprios funcionários, caso queiram e cabe aos Municípios, ainda, a
criação da contribuição de iluminação pública. Os empréstimos compulsórios,
conforme determina a Constituição Federal de 1988, se destinam a fazer frente a
guerras ou a sua iminência, a calamidade pública e a investimentos urgentes. A
questão dos investimentos estará sujeito a observar os princípios constitucionais da
noventena e o anterioridade, o que não ocorre em relação à calamidade pública e a
guerra ou sua iminência.
f) Competência cumulativa – A competência cumulativa se refere, modernamente,
somente ao Distrito Federal, uma vez que não possui municípios, assumirá a
competência cumulativa para criar os tributos de competência municipal.
3º Capítulo: Princípios Constitucionais

Falar de princípios é necessário formular a idéia de um Sistema, logo, deveríamos


denominar o presente estudo de Sistema de Princípios Constitucionais e Tributários, tendo
em mente que um sistema visará sempre dar equilíbrio e ordem a um todo organizado,
estabelecendo diretrizes básicas a serem devidamente consideradas. Há princípios de
natureza nitidamente tributários e que se encontram marcados na Constituição Federal de
1988, assim como há princípios de aplicação geral e que têm de ser levados em
consideração pelos próprios princípios ditos específicos, como por exemplo: Direitos e
Garantias Individuais.

No artigo 5º, inciso II vamos encontrar a máxima: ninguém é obrigado a fazer ou deixar de
fazer algo, senão em virtude lei – compare-se com o da legalidade, onde só existirá o
tributo em virtude de lei, veja-se que não há hierarquia entre eles, mas simples equilíbrio
sistêmico, pois, se precisamos obrigar a pagar tributos é fundamental que exista lei que
obrigue ao seu pagamento.

Princípios Constitucionais Gerais:


a) Federativo
b) Anterioridade ou Anualidade
c) Noventena
d) Legalidade
e) Irretroatividade da lei
f) Isonomia ou igualdade
g) Uniformidade
h) Publicidade

Princípios Constitucionais Específicos:


a) Proibição ao Confisco
b) Proibir que tributos limitem o tráfego
c) Proibir diferenças de tratamento tributário
d) Não cumulatividade
e) Seletividade em função da essencialidade
f) Imunidade Objetiva
g) Imunidade Subjetiva

Assim precisamos conhecer os princípios e a sua aplicação em matéria tributária, a sua


importância para o funcionamento equilibrado do Sistema Tributário Nacional.

O princípio Federativo:

Estabelecido no artigo 18 da Constituição Federal determina que a organização político-


administrativa do Brasil compreenderá a União, os Estados, o DF e os municípios, assim
em virtude deste princípio são os tributos divididos por competências privativas de cada
esfera federativa, não podendo, um tomar para si o que é da competência de outra esfera.
Ou seja, não poderá, por exemplo, a União instituir tributos da competência dos Estados, há
menos que se esteja sob ameaça de guerra, quando a União, via lei ordinária, poderá
instituir impostos, ainda que tenham fato gerador e base de cálculo igual a um imposto
estadual. Visa garantir a constitucionalidade dos tributos que vierem a ser instituídos nas
três esferas de governo.

O princípio da Anterioridade:

Estabelecido no artigo 150 da CF, veda as três esferas de governo cobrar tributos no
mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou
aumentou. Assim temos que um tributo cuja lei vigora no ano de 2004, somente poderá ser
cobrado em 2005. Muitos autores em função da articulação do termo exercício financeiro
constante no artigo constitucional em estudo denominam o princípio também como –
Anualidade – fruto dos estudiosos do Direito Financeiro e de materialidade orçamentária,
pois, já houve época em que para um tributo pudesse ser cobrado deveria estar previsto na
lei orçamentária aprovada previamente ao início da cobrança de um determinado tributo.É a
forma específica adotada pela Constituição Federal para concretizar o princípio axiológico
da não-surpresa. Assim não é possível cobrar tributos no mesmo exercício financeiro
em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou. No Brasil, o exercício
financeiro coincide com o ano civil (artigo 165 da CF/1988 e Lei nº 4320, artigo 34).

Exceções ao princípio da Anterioridade (artigo 150 III “B” da CF/1988):

a) imposto de importação;
b) imposto de exportação;
c) imposto sobre operações financeiras
d) imposto sobre produtos industrializados
e) impostos extraordinários de guerra;
f) empréstimos compulsórios em razão de guerra externa ou de calamidade;
g) contribuições para a seguridade social (somente observam a noventena);
h) ICMS unifásico – sobre a gasolina para restabelecer alíquotas;
i) CIDE-combustível.

O princípio da Noventena:

Estabelecido também no artigo 150 da CF impõe mais uma limitação a todos os tributos,
sendo que já valiam para as contribuições sociais – esta permanece com a noventena,
somente. Mas os demais tributos ficam sujeitos a dupla regra: Se a lei está em vigor em
2004 poderá ser cobrado em 2005, a partir do momento que completar 90 dias da
publicação da lei. O que isto quer evitar é a publicação de leis tributárias ao final do
exercício financeiro, quando a maioria esmagadora de contribuintes pessoas físicas e
jurídicas não terão tempo suficiente para planejar o ano tributário seguinte a partir das
novas disposições tributárias. Portanto, os tributos obrigados a respeitar tal princípio
somente poderão ser exigidos a partir do 91º dia da data da publicação da lei que os
houver instituído ou aumentado.
O Princípio da Noventena possuí outros designativos como princípio da anterioridade
nonagesimal ou princípio da anterioridade mitigada, ou seja, cada autor trata o princípio por
um de seus nomes já admitidos pela Doutrina.

Exceções ao princípio da Noventena ( art. 150, III “C”):

a) imposto de importação;
b) imposto de exportação;
c) imposto sobre operações financeiras;
d) imposto de renda;
e) imposto de guerra;
f) empréstimo compulsório para efeito de guerra e de calamidade;
g) iptu e ipva para definir a base de cálculo.

Exceções aos princípios da Legalidade e da Anterioridade, inclusive da Noventena:

As exceções que iremos listar, em sua maioria são exceções aparentes, pois, todos os
citados foram criados por lei, a qual previa a sua majoração mediante atos menores –
decretos e portarias, isto quanto à questão da legalidade. E quanto à anterioridade são
tributos de natureza extrafiscal, a função precípua dos mesmos não é arrecadar, mas regular
o mercado nacional, segundo o interesse da Nação.

Ocorrem tais exceções quanto ao aumento, mas também quanto à diminuição de alíquotas,
a exemplo do imposto de importação (decreto do poder executivo) e do imposto sobre
produtos industrializados IPI(decreto do poder executivo), temos mais o imposto de
exportação, o imposto sobre operações financeiras e até a tão atacada CPMF, acrescente-se
a CIDE e o próprio ICMS sobre combustíveis sujeitos a uma única incidência. Todas estas
exceções são em relação ao aumento ou diminuição de alíquotas.Há outras exceções quanto
à base de cálculo, a exemplo do IPTU e do IPVA, as quais poderão ser determinadas até o
dia 31 de dezembro e já valerão a partir do primeiro dia do ano seguinte. Registre-se, ainda,
que a CPMF se extinguiu em 31.12.2007, uma vez que o prazo da Emenda Constitucional
que a instituía não foi prorrogado pelo Poder Legislativo Federal.

O princípio da Legalidade Restrita:

Como já bastante comentamos – é a obrigação da existência de lei para fins de instituição


de tributos. Para sabermos qual a lei, no sentido formal legislativo, deverá ser a instituidora
de tributos, fazemos a pesquisa da resposta na Constituição – é esta quem define se Lei
Complementar ou Ordinária.
Em Direito Tributário, registre-se que a Medida Provisória tem “status” de lei ordinária,
deste modo é possível a instituição de tributos mediante Medida Provisória, com a condição
de que esteja transformada em lei até o final do exercício civil na qual foi publicada, caso
não seja transformada em lei dentro do prazo previsto, perderá então, a eficácia. O prazo é
uma condição prévia que visa garantir a obediência ao próprio princípio da anterioridade.
Mas notem a parte final do texto não se aplica aos tributos excepcionalizados de cumprir
com o princípio constitucional da anterioridade.

O princípio da Irretroatividade Benigna:

Publicada a lei, com a entrada em vigor decorrido o prazo denominado “Vacacio Legis”,
caso haja, uma vez que muitas leis determinam a sua entrada em vigor no dia da
própria publicação, obedecidas as demais determinações dos demais princípios, então
somente para fatos geradores a contar do vigor da lei poderão ser cobrados tributos, nunca
para trás, antes do vigor da lei. Exemplo: Lei tratando de imposto de renda estabelece como
fato gerador a aquisição de empréstimos entre irmãos. Lei publicada em 01 de outubro de
2004, sujeita a anterioridade, vigorando na data de publicação, somente poderá haver a
cobrança a partir de 1º de janeiro de 2005, os fatos geradores de 2004 para trás não poderão
ser atingidos.
NÃO HÁ EXCEÇÕES REFERENTES A TRIBUTOS AO PRINCÍPIO DA
IRRETROATIVIDADE. HÁ, NO ENTANTO, A POSSIBILIDADE DA LEI
TRIBUTÁRIA RETROAGIR EM ALGUNS CASOS QUE SERÃO VISTOS
ADIANTE.

O princípio da Isonomia ou Igualdade:

Aqui a Lei Constitucional, artigo 150 fala em: é vedado instituir tratamento desigual entre
contribuintes que se encontrem em situação equivalente, proibida qualquer distinção em
razão da ocupação profissional ou função dos contribuintes, independentemente da
denominação jurídica dos rendimentos, títulos ou direitos. Visa evitar que uma determinada
classe de contribuintes seja privilegiada em detrimento de outras classes – por exemplo: a
classe dos legisladores que são os que fazem as leis, poderiam indicar na lei que sobre os
seus rendimentos o tributo seria de menor montante e isto o princípio da isonomia não
permite. Alguns autores exercitam a dialética – isonomia é tratar igualmente os iguais e
desigualmente os desiguais – Aristóteles e, claro, dificilmente alguém encontraria
imperfeição em tal máxima: daí alguns outros princípios surgem na legislação ordinária de
cada tributo como por exemplo: o princípio da proporcionalidade – cada um deve pagar
segundo o seu poder aquisitivo, de forma a não tornar o tributo de cobrança dita regressiva-
quanto mais ganha menos paga e vice-versa.

O princípio da Uniformidade:

O artigo 151 da Constituição Federal proíbe a União instituir tributo que não seja uniforme
em todo o território nacional ou que implique distinção ou preferência em relação a Estado,
ao Distrito Federal ou a Município, em detrimento de outro, admitida a concessão de
incentivos fiscais destinados a promover o equilíbrio do desenvolvimento sócio-econômico
entre as diferentes regiões do País.

Visa dar garantia aos entes federados de que a tributação oriunda da União não prejudicará
um Estado, um Município em detrimento de outro, mas também, deixa claro que não se
poderá confundir ato de tributação com concessão de incentivos fiscais, como ocorre, por
exemplo, em relação ao Estado do Amazonas com a concessão de incentivos fiscais,
mediante suspensão de tributos federais para a Zona Franca de Manaus.

O princípio da Publicidade abrange o Direito Público de uma forma geral e ao Direito


Tributário, o qual se insere no próprio Direito Público, significando que os atos praticados
pelas autoridades fiscais deverão ser públicos, ou seja, devem ser devidamente
formalizados todos os procedimentos de natureza tributária-fiscal. Exemplo: o fiscal faz, no
interesse público, a retenção de livros fiscais, em face do que deverá lavrar o termo de
retenção de documentação fiscal, o qual poderá ser lavrado tanto nos livros da própria
empresa quanto em termos avulsos, ficando cópia de igual teor com o fiscalizado.

O princípio da Vedação ao Confisco:

No artigo 150 da Constituição Federal consta que é proibido a todos os entes federados
utilizar tributo com efeito de confisco.
Todo tributo ao ser instituído deve levar em consideração a capacidade econômica do
contribuinte-alvo daquele tributo específico, esse é um princípio de tributação chamado de
respeito à capacidade contributiva, no entanto, se houver confisco tal matéria deverá ser
declarada pelo Poder Judiciário. Não significa que a Administração Tributária não possa
confiscar bens patrimoniais de determinado contribuinte para fazer valer o crédito tributário
não pago, significa sim que no ato de instituição do tributo o mesmo não deverá ser tão
elevado que resulte no efeito de um confisco patrimonial. Ocorre que não há determinação
objetiva sobre o que representa um confisco, portanto, fica tal princípio sujeito ao direito
subjetivo de cada um alegá-lo e vê-lo por via judiciária garantido.

O princípio da não tributação de títulos estaduais e municipais acima da tributação dos


próprios títulos federais.

Tal princípio vem disposto nos incisos do artigo 151 da CF é diz: É vedado a União tributar
a renda das obrigações da dívida pública dos Estados, do DF, dos Municípios, bem como a
remuneração e os proventos dos respectivos agentes públicos, em níveis superiores aos que
fixar para suas obrigações e para seus agentes. Ou seja, a União não poderá tributar de
forma diferenciada a remuneração pela aplicação em títulos federais, estaduais ou
municipais, valendo o princípio para a remuneração dos servidores federais, estaduais e
municipais.

O princípio da não invasão de competências:

Diz o artigo 151 no inciso III da CF é vedado a União instituir isenções de tributos da
competência dos Estados, DF ou dos Municípios. Aqui fica claro que o princípio visa evitar
que a União possa interferir na política tributária dos demais entes federativos, mas há
algumas exceções previstas na própria CF – artigos 155 e 156, onde definem que caberá a
lei complementar – leia-se a União, pois, poderá ser excluído o ICMS e o ISS sobre
determinados produtos e serviços. Não se deve confundir este princípio com o da
Moratória, até porque enquanto isenção é e sempre será um favor fiscal implicando em não
pagamento do tributo, a moratória será uma dilatação de prazo para que o pagamento do
tributo seja efetuado. Sobre moratória a União poderá, desde que conceda aos seus próprios
devedores, conceder aos devedores dos estados, df e municípios. Era a chamada isenção
heterônoma. Com a Emenda Constitucional recente, se transformou em imunidade como
sempre deveria ter sido.

O princípio da não-limitação ao tráfego:

O artigo 152 da CF diz que é vedado aos Estados, DF e Municípios estabelecer diferenças
tributárias entre bens e serviços, de qualquer natureza, em razão de sua procedência ou
destino, assim evita-se que determinado ente federado possa praticar alíquotas
diferenciadas internas em razão da procedência ou destino de determinado produto. Veja
que não há proibição expressa a União, a qual poderá estabelecer diferenças em razão de
procedência ou destino de produtos na importação, exportação e na fixação de alíquotas
interestaduais do ICMS.

O princípio da Não-cumulatividade:

Atualmente serão não cumulativos os impostos sob a obediência ao princípio elencado no


artigo 153 da CF e temos: o imposto sobre produtos industrializados, o ICMS, o imposto
próprio da competência residual, exclusiva da União, bem como a Contribuição Social,
denominada COFINS, além do Pis e do Pasep incidentes sobre a importação.

O princípio da Seletividade:

Tal princípio determinado no artigo 153 da Constituição Federal é obrigatório no tocante a


sua observância para o IPI e será opcional a sua observância para o ICMS, significa que
uma mercadoria será tributada em função da essencialidade da mesma para a sociedade, por
exemplo, o cigarro sendo um produto nada essencial terá tributação elevada, enquanto os
produtos alimentícios compostos pela cesta básica terão baixa ou nenhuma tributação, logo
quanto mais essencial menor tributação e vice-versa. Alguns autores confundem tal
princípio e lhe denominam de princípio da essencialidade, o correto é princípio da
seletividade, pois, a essencialidade é critério para avaliar a menor ou maior tributação.

Não incidência constitucional é o princípio denominado Imunidade:

Determinadas mercadorias ou pessoas são imunes à tributação de determinados tributos,


previsão contida em diversos dispositivos constitucionais, em listagem bastante extensiva:

Listagem de Imunidades:

Imunidade quanto a pagamento de taxas: o direito a petição aos poderes públicos, a


obtenção de certidões em repartições públicas.
Imunidade da receita de exportação em relação às contribuições sociais e de intervenção no
domínio econômico.
Imunidade do IPI em relação à exportação, ao ouro ativo financeiro, aos livros, aos jornais
e aos periódicos, bem como aos lubrificantes e combustíveis em geral.
Imunidade do ITR em relação a pequenas glebas rurais, exploradas por proprietário que não
possua outro imóvel.
Também são imunes transferências de imóveis efetivamente desapropriados para fins de
reforma agrária; são imunes a contribuição social as sociedades beneficientes de assistência
social declaradas de utilidade pública.
Tem-se também a imunidade em relação a CPMF nos casos elencados no artigo 85 das
Disposições Transitórias da CF, onde se vê, entre outras que: não incidirá CPMF sobre
contas abertas especialmente para serviços de compensação e de liquidação, aquisição de
ações em bolsa. A CPMF foi extinta em 31.12.2007.

As imunidades acima são bastante taxativas, pois, indicam o tributo para a qual se aplica,
temos outras imunidades, conforme abaixo:

Imunidades subjetivas

A imunidade recíproca – Art. 150 da CF Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao


contribuinte, é vedado a União, aos Estados, ao DF e aos Municípios instituir impostos
sobre (veja bem a expressão aqui é impostos – Não é TRIBUTOS), logo somente se refere
a impostos, não se refere à taxa, não se refere a contribuição de melhoria, não se refere a
contribuições parafiscais.É vedado instituir impostos sobre o patrimônio, a renda ou
serviços uns dos outros, extensiva às autarquias e ás fundações instituídas e mantidas pelo
poder público, vinculada as suas finalidades essenciais.

Tal disposição é extensiva aos partidos políticos, aos templos de qualquer culto e aos
sindicatos de trabalhadores, também no tocante às suas finalidades essenciais. Assim não
haverá como um ente federado cobrar imposto sobre a renda auferida por outro ente
federado, ou qualquer outro imposto sobre o patrimônio, a renda ou serviços, desde que
sejam impostos, pois, é a tal entidade que o princípio se destina.

Muitas vezes ao estudarmos tais imunidades constitucionais, vamos nos deparar com a
palavra isenção no dispositivo constitucional, é apenas uma construção não muito feliz do
artigo constitucional, uma vez que sempre onde a constituição determinar é vedado cobrar
tributo, ou imposto estaremos diante da chamada não-incidência constitucional, logo,
imunidade. Isenção é matéria reservada a lei infraconstitucional, portanto, não faz parte da
mesma.

A Imunidade Recíproca é também extensiva às entidades beneficentes de assistência social,


sem fins lucrativos que atenda aos requisitos de lei.

São os requisitos:

I – que seja reconhecida como de utilidade pública federal, estadual ou do DF ou


Municipal;
II – que seja portadora do certificado e do registro de Entidade de Fins Filantrópicos,
fornecido órgão responsável;
III – promova efetivamente a assistência social beneficente, inclusive educacional ou de
saúde, a menores, a idosos, excepcionais ou pessoas carentes;
IV – não percebam seus diretores, conselheiros, sócios, instituidores ou benfeitores,
remuneração e não usufruam vantagens ou benefícios a qualquer título;
V – aplique integralmente o eventual resultado operacional na manutenção e
desenvolvimento de seus objetivos institucionais apresentando, anualmente ao órgão do
INSS competente, relatório circunstanciado de suas atividades.

Quadro Resumo da Tributação:

Tipo de Base CF/88 Impostos s/ Contribuições Taxas e Outros


Organização patrimônio, Seguridade Contribuições Tributos
renda e Social de Melhoria
serviços
Empresas Artigo 150
Públicas e Parágrafo 2º
Sociedades
de Economia
Mista. SIM SIM SIM SIM
Empresas
Privadas
Autarquias e NÃO SIM SIM SIM
Fundações
Públicas

Entidades Artigo 150-


Beneficentes VI letra “c” e
de Artigo 195 NÃO NÃO (só SIM SIM
Assistência parágrafo 7º recolhe o
Social valor retido
dos
empregados).

RESUMO DO CAPÍTULO:

Como já foi afirmado todo sistema está estruturado a partir de princípios, em questão
tributária, o sistema tributário está alicerçado em princípios constitucionais, alguns vedando
a União de praticar determinados atos, outros vedando as três esferas de governo, assim
limitando a competência dos entes federativos, formulando deste modo, preceitos de
segurança jurídica.

Os princípios estudados foram:

Federativo – O Brasil é uma República Federativa, formada pela união indissolúvel da


União, dos Estados, do DF e dos Municípios, formando três esferas de governo – a federal,
a estadual e a municipal e em matéria tributária a CF determina competências de cada ente
federativo repartindo os tributos específicos de cada ente federativo.

Anterioridade – Atua sobre as três esferas e se refere a tributos de forma genérica, portanto,
particular atenção deve ser dada que não é referente somente a imposto, mas sim a tributos,
e significa que um tributo não poderá ser cobrado no mesmo exercício em que a lei entra
em vigor, somente no exercício seguinte ao vigor da lei, logo a lei precisa estar em vigor no
exercício anterior à sua cobrança – daí o termo anterioridade. Alguns autores denominam
também de anualidade, mas rigorosamente não tem o mesmo significado.

i) Federativo
j) Anterioridade ou Anualidade
k) Noventena
l) Legalidade
m) Irretroatividade da lei
n) Isonomia ou igualdade
o) Uniformidade
p) Publicidade
h) Proibição ao Confisco
i) Proibir que tributos limitem o tráfego
j) Proibir diferenças de tratamento tributário
k) Não cumulatividade
l) Seletividade em função da essencialidade
m) Imunidade Objetiva
n) Imunidade Subjetiva

Campo de Incidência:

Dizemos que um fato tributável está no campo de incidência se o fato hipótese representa o
nascimento do fato gerador da obrigação tributária principal, ou seja, se haverá a obrigação
tributária principal de pagar o imposto. Ainda, que haja algumas divergências entre os
doutrinadores, a corrente majoritária é no sentido de que:
Produtos de alíquota positiva – estão no campo de incidência.
Produtos de alíquota zero – estão no campo de incidência.
Produtos isentos (favor fiscal) – estão no campo de incidência.
Produtos imunes – não estão no campo de incidência.

Desta forma, estar no campo de incidência significa que ocorre o fato gerador, nasce a
obrigação tributária, a qual por via do lançamento, materializa o crédito tributário.
Não estar no campo de incidência significa que não ocorre o fato gerador, portanto, não
nasce a obrigação tributária e, por conseguinte, não nasce o crédito tributário.
A isenção é um favor fiscal, e somente pode-se fazer um favor se existir uma obrigação, um
dever a ser cumprido. Assim a isenção tem a função de excluir o crédito tributário, ou seja,
tanto no caso de isenção quanto de anistia (perdão somente da penalidade) nasce o fato
gerador, surge a obrigação tributária, mas não nasce o crédito tributário, pois, está excluído
por força da lei complementar, denominada Código Tributário Nacional.
ENQUANTO A COMPETÊNCIA CONSTITUCIONAL DÁ O PODER PARA QUE
O ESTADO POSSA TRIBUTAR OS CONTRIBUINTES E RESPONSÁVEIS, OS
PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS ESTABELECEM A LIMITAÇÃO DE TAL
PODER, FAZENDO VALER OS DIREITOS E GARANTIAS DOS
CONTRIBUINTES E RESPONSÁVEIS. É O DENOMINADO SISTEMA
TRIBUTÁRIO NACIONAL. SISTEMA: IDÉIA DE EQUILÍBRIO DE FORÇAS,
PORTANTO.

Exercícios de Fixação:

23 – Os contribuintes de cada um dos impostos são previstos na:

a) Constituição Federal
b) Lei complementar
c) Lei ordinária
d) Leis orgânicas municipais (constituições municipais).

24 – O princípio da legalidade é:

a) um princípio de interpretação das leis;


b) um princípio limitativo do poder de tributar;
c) fonte secundária
d) uma garantia do Estado (Nação).

25 – Classificam-se como limitações constitucionais ao poder de tributar (TRF 1985):

a) a liminar em mandado de segurança;


b) a imunidade e a decadência;
c) a isenção e a imunidade;
d) a moratória e a imunidade;
e) os princípios da legalidade, da anterioridade e a imunidade tributária.

26 – Face ao disposto na Constituição do Brasil pertinente ao princípio da anualidade,


marque a alternativa correta (TRF 1985):

a) tributo instituído em determinado exercício poderá ser exigido no mesmo exercício;


b) tributo instituído em um exercício só poderá ser exigido a partir do primeiro dia do
exercício seguinte;
c) imposto criado no início de determinado exercício não observa o princípio da
anualidade;
d) o princípio da anualidade não alcança as taxas;
e) o princípio da anualidade só diz respeito aos impostos e contribuições de melhoria.
27 – A competência tributária não pode ser delegada, salvo: (AFRF 1980)

a) quando autorizada pelo Congresso;


b) quando autorizada pelo Poder Executivo;
c) a atribuição das funções de arrecadar ou fiscalizar tributos ou de executar leis,
serviços, atos ou decisões administrativas em matéria tributária, conferida por uma
pessoa jurídica de Direito Público a outra;
d) aos Estados, DF, Municípios.

28 – A Contribuição para o financiamento da seguridade social está sujeita ao princípio:

a) anualidade;
b) anterioridade;
c) noventena;
d) seletividade.

29 – O princípio que veda à União e demais entes federativos de cobrar tributos no mesmo
exercício que os haja instituído ou que tenha sido publicada a lei que os instituiu ou
aumentou:

a) irretroatividade benigna;
b) legalidade;
c) anualidade;
d) noventena;
e) anterioridade.

30 – Responda sim ou não. A competência para instituir tributos é delegável? A


competência para arrecadar e fiscalizar tributos desde que cometida à outra pessoa jurídica
de Direito Público é delegável?

a) SIM, SIM;
b) NÃO; NÃO;
c) NÃO; SIM;
d) SIM; NÃO.

4º Capítulo: Os impostos privativos – Livro Primeiro do Código Tributário Nacional

A Constituição Federal de 1988 apresenta a seguinte distribuição, denominada de


“discriminação constitucional de rendas”, discriminação esta seguida e regulamentada no
Código Tributário Nacional, conforme abaixo:

DA UNIÃO:

Do Imposto de Importação (artigos 153 CF e 19 a 22 CTN).

Fato Gerador – A entrada de mercadoria no território nacional.


Base de Cálculo – 02 hipóteses:

1ª Quando a alíquota for específica, será a unidade de medida. Ex: Bebida importada pagará
R$ a cada litro importado.

2ª Quando a alíquota for “ad valorem” – o preço normal que o produto ou seu similar
alcançaria, ao tempo da importação, em uma venda em condições de livre concorrência,
para entrega no porto ou lugar de entrada do produto no País.

Conversão da Moeda Estrangeira – Se a declaração de importação se der em moeda


estrangeira, será convertida ao câmbio do dia da ocorrência do fato gerador.

Contribuinte: o importador ou quem a lei a ele equiparar.

Alteração de alíquotas: mediante decreto do poder executivo. Em virtude disso, alguns


autores dizem que o imposto de importação não se sujeita em relação à alteração de
alíquotas ao princípio da legalidade, bem como não se sujeita ao da anterioridade. Note-se
que tal exceção é fundamental e constitucional, pois, trata-se de um imposto com finalidade
que supera a finalidade fiscal, é extrafiscal – a proteção da indústria nacional.

São Imunes ao imposto de importação:

- O ouro, quando ativo financeiro ou instrumento cambial;


- Os livros, os jornais e os periódicos, além do papel destinado à sua
impressão. Ou seja, do papel-jornal, destinado a fabricar livros, jornais e
periódicos.

Do Imposto de Exportação ( Art. 153 CF e Arts. 23 a 28 CTN):

Fato Gerador – A saída de mercadoria do território nacional.

Base de Cálculo – 02 hipóteses:

Quando a alíquota for específica – a unidade de medida.


Quando a alíquota for “ad valorem” o preço normal que o produto ou seu similar
alcançaria, ao tempo da exportação, em uma venda em condições de livre concorrência.

Contribuinte - o exportador ou quem a lei a ele equiparar.

Imunidades: não se aplica sobre o ouro ativo financeiro ou instrumento cambial e sobre os
livros, jornais e periódicos e o papel destinado a produzi-los.

As alterações de alíquota não se sujeitam aos princípios da legalidade e da anterioridade,


uma vez que se trata de imposto com finalidade extrafiscal.

Do Imposto de Renda e Proventos de qualquer natureza ( art 153 CF e arts. 43 a 45 CTN):


Fato Gerador – Aquisição de disponibilidade de rendas e proventos de qualquer natureza,
seja disponibilidade econômica ou jurídica.

Disponibilidade econômica é o ganho concreto, realizado e disponibilidade jurídica é o


ganho garantido por contrato, ainda que efetivamente não obtido. Ex: disponibilidade
econômica – percepção do salário mensal; disponibilidade jurídica – venda a prazo.

Base de Cálculo – O montante real, arbitrado, presumido, da renda e dos proventos de


qualquer natureza.

Contribuinte – O titular da disponibilidade ; O possuidor, a qualquer título, da fonte


produtiva de renda ou dos proventos de qualquer natureza.

Responsável – A fonte pagadora, pela retenção na fonte.

Obedece aos princípios constitucionais da generalidade (pois abrange a todas as pessoas


físicas e jurídicas); da universalidade (sobre todas as rendas e proventos) e da
progressividade (quanto maior a base de cálculo, maior a alíquota), também tido como
princípio da capacidade contributiva.

Renda – O produto do capital, do trabalho ou da combinação de ambos.


Proventos de qualquer natureza – Os acréscimos patrimoniais – ex: lucro na venda de um
imóvel.

Montante real – lucro líquido auferido pela pessoa jurídica e renda líquida pelas pessoas
físicas.

Montante arbitrado – determinado pela autoridade fazendária, quando não merecerem fé as


declarações e comprovações apresentadas pelos contribuintes.

Montante presumido – antecipação de um lucro líquido esperado, em relação à determinada


pessoa jurídica.

Do Imposto sobre Produtos Industrializados:

Fato Gerador – O desembaraço aduaneiro na importação.


A saída, a qualquer título, do contribuinte ou equiparado a contribuinte.

Base de Cálculo – Na importação: o preço normal acrescido do imposto de importação e


demais encargos cambiais.
Na saída: o valor da operação.

Contribuinte – Na importação: o importador.


Na saída nacional: o industrial ou quem a lei a ele equiparar.
Imunidades: Não incide IPI sobre a exportação para o exterior. Não incide IPI sobre livros,
jornais e periódicos e o papel destinado a produzi-los, também não incide sobre energia
elétrica, serviços de telecomunicações, derivados de petróleo, combustíveis e minerais, bem
como não incide sobre o ouro ativo financeiro ou instrumento cambial.

Obedece ao princípio da Não – cumulatividade e será seletivo em função da essencialidade


do produto.

Alíquotas – São baixadas por decretos presidenciais e não se sujeitam aos princípios da
legalidade e da anterioridade. Alguns doutrinadores indicavam a necessidade de que tais
alíquotas se sujeitassem ao princípio da noventena (entrar em vigor 90 dias após a
publicação do decreto). Atualmente já é parte de previsão constitucional, logo, as variações
nas alíquotas do IPI estão sujeitas à noventena.

Do Imposto sobre Operações Financeiras (CF art. 153 e arts. 63 a 67 do CTN):

O imposto sobre operações financeiras é apelidado de IOF e é aplicado sobre


operações de:
- Crédito;
- Câmbio;
- Seguro;
- Títulos;
- Valores Mobiliários (ações).

Ou seja, quem realizar um financiamento, quem praticar uma troca de moeda


nacional por estrangeira ou vice-versa; quem contratar seguro; quem comercializar
títulos e ações em bolsa de valores estará diante do presente imposto.

Fato Gerador – Será diferenciado em função de cada operação nominada:

Quanto à operação de crédito – a efetivação do crédito total ou parcial ou, ainda, colocado à
disposição do interessado;
Quanto à operação de câmbio – a efetivação pela entrega da moeda nacional ou estrangeira,
ou de documento (cheque) equivalente, tanto realizado quanto posto á disposição;
Quanto à operação de seguro – a efetivação pela emissão da apólice ou documento
equivalente ou, ainda, pelo recebimento do prêmio.
Quanto às operações relativas a títulos e valores mobiliários: a emissão do título, a
transmissão do título, o pagamento ou resgate.

Há dois fatos geradores excludentes: quando ocorrer o fato gerador em relação a uma
operação de crédito (empréstimo) NÃO ocorrerá o fato gerador referente a títulos e
valores mobiliários e vice-versa. No entanto, ocorrerá sempre o fato gerador específico
a cada operação. Em resumo, a operação de crédito é uma operação com títulos, assim
uma excluí a outra e nas operações em bolsa, o fato gerador quando ocorrer na
emissão do título não ocorrerá no resgate e vice-versa.
Base de Cálculo:

Na operação de crédito – o montante da obrigação (principal mais juros).


Na operação de câmbio – o montante da moeda nacional.
Na operação de seguro – o montante do prêmio.
Na operação de títulos e valores mobiliários – depende do momento:
Na emissão: o valor nominal mais o ágio; na transmissão: o valor da cotação em bolsa; e no
pagamento ou resgate: o preço.

Contribuintes: Qualquer das partes, segundo as operações previstas.

Alíquotas: Não se sujeitam à anterioridade.

Incide sobre o ouro ativo financeiro ou instrumento cambial à alíquota de 1% (um por
cento), e do produto dessa arrecadação 30% (Estados e DF ) e 70% destinado ao Município
de origem.

Do Imposto Territorial Rural – ITR (Art. 153 CF e Arts. 29 a 31 CTN):

O imposto territorial rural incide sobre a propriedade, a posse ou domínio útil de


terrenos localizados na área rural de um município. Por exclusão, será rural o que não for
urbano e para ser considerado urbano deverá apresentar, pelo menos, dois tipos dos
melhoramentos abaixo:

- meio-fio ou calçamento, com canalização de águas pluviais;


- abastecimento de água;
- esgotos sanitários;
- rede de iluminação pública;
- escola primária – a no máximo 3 KM do imóvel; e
- posto de saúde – a no máximo 3 KM do imóvel.

Desta forma quando cobrado o ITR não poderá ser cobrado o IPTU e vice-versa,
pois, são excludentes.

Imunidade: O ITR não incide sobre pequenas glebas rurais, quando as cultive só ou com a
sua família proprietário que não possua outro imóvel.

Base de Cálculo: O valor fundiário, ou seja, o valor da terra nua, sem benfeitorias.

Do Imposto sobre Grandes Fortunas (Artigo 153 CF):

Apesar de previsto pela Constituição Federal de 1988 não foi instituído pela União,
alegando os doutrinadores que deverá ser instituído por lei complementar a fim de que
defina o que é grande fortuna.
DOS ESTADOS, DF:

Do Imposto sobre a transmissão de propriedade ou de direitos – ITD (Art. 155 CF e Arts.


38 a 42 do CTN):

Fato Gerador – A transmissão de propriedade de bens móveis e imóveis ou de


direitos via doação ou herança. Portanto recebe o nome de Imposto “Causa Mortis”.

Base de Cálculo – É o valor de mercado do bem ou direito transmitido.

Contribuinte – Qualquer das partes.

Imunidade – Imóveis transferidos para fins de reforma agrária.

Quanto à entidade federativa titular, na transferência de imóveis será a pessoa


jurídica de direito público onde o imóvel se localizar.
Quanto à transmissão de bens: poderá ser do estado onde processar o inventário ou
arrolamento, ou ainda, onde tiver domicílio o doador, ou até mesmo poderá ser o DF.
.

Alíquota – Alíquota máxima fixada pelo Senado Federal.

Do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços de Transporte e Comunicação:

O presente imposto necessita ser conhecido a partir de seu próprio nome, incide,
portanto, sobre a circulação de mercadorias tanto nacionais quanto estrangeiras, incide
sobre serviços de transporte interestadual e intermunicipal, logo, não incide sobre
transporte exclusivamente municipal e incide, ainda, sobre comunicações de forma
genérica, mesmo que tais comunicações se iniciem no exterior.

Será não-cumulativo

Poderá ser seletivo

Alíquotas máximas fixadas pelo Senado Federal.

Incide na prestação de serviços com fornecimento de mercadorias.Ex: Bar e


Restaurantes.

Imunidades: Não incide sobre a exportação, não incide sobre o ouro, quando ativo
financeiro ou instrumento cambial; não incide sobre o papel, jornal e periódicos e o papel
destinado a fabricá-los.

Incide sobre a importação tanto a praticada por pessoas físicas quanto jurídicas.
Base de cálculo – A base de cálculo principal no tocante a mercadorias é o valor da
operação, no tocante a serviços é o valor da operação.

Do imposto sobre a propriedade de veículos automotores:

Fato Gerador: É a propriedade sobre veículo automotor, assim entendido qualquer


veículo com propulsão por meio de motor, com fabricação autorizada e destinada ao
transporte de mercadorias, pessoas ou bens. Ex: Automóveis, motocicletas.

Não-incidência: Não é cobrado, por força de jurisprudência reinante, IPVA de


embarcações e de aeronaves.

Base de cálculo – O valor do veículo.

Contribuinte – O proprietário.

Responsável – O adquirente.

Alíquotas Mínimas fixadas pelo Senado Federal.

DOS MUNICÍPIOS, DF:

Do imposto sobre a propriedade territorial urbana:

Fato Gerador – A propriedade, o domínio útil, a posse de bem imóvel, por natureza
ou por acessão física, localizado na zona urbana.

Base de cálculo – Valor venal do imóvel.

Contribuinte – proprietário, titular do domínio útil (enfiteuta ou foreiro), ou quem o


possuir a qualquer título.

Poderá ser progressivo em função da finalidade social do imóvel urbano, não


podendo, no entanto, caracterizar confisco.

Do imposto sobre a transmissão de bens imóveis “Inter vivos”:

Imposto sobre transmissão “intervivos” a qualquer título, por ato oneroso, de bens
imóveis por natureza ou acessão física e de direitos relativos, exceto os de garantia, e,
inclusive a cessão de aquisição de direitos.

Fato Gerador: Transmissão ou Acessão.

Base de Cálculo: valor venal ou valor dos direitos transmitidos.


Contribuinte: quem a lei municipal dispuser. Quase sempre, dispõe ser o adquirente
quanto ao imóvel ou cessionários quanto à transmissão de direitos.

Imunidades: Hipoteca. Penhor, Anticrese.


Quando destinados ao patrimônio de pessoa jurídica.
Incorporação, Cisão ou fusão de pessoas jurídicas.
Para fins de reforma agrária.

Do Imposto sobre Serviços:

Fato Gerador: Prestação de Serviços previstos em lei complementar ( é uma


listagem dos serviços incluídos como sujeitos ao pagamento do imposto).

Base de Cálculo: o preço do serviço prestado.

Imunidade: A exportação de serviços.

Domicílio: Tributa-se no local da prestação dos serviços.


A construção civil no local de cada obra.

Alíquotas: Mínima de 2% - Máxima de 5%

Imunidades: Todo imposto incidente sobre o patrimônio e a renda (IRPJ, IPVA,


IPTU, ISS) se submetem as mesmas imunidades, a principal é a imunidade denominada de
recíproca – proibido tributar os entes federativos e suas autarquias, os partidos políticos, os
templos de qualquer culto, os sindicatos de trabalhadores ou seja, a União não poderá
cobrar imposto de renda aos Estados, DF, Municípios, assim como os Estados, DF e
Municípios não poderão cobrar os impostos de sua competência privativa sobre a União.

Noções sobre o Simples Nacional:

Primeiro é fundamental esclarecer que o denominado “simples” não é um tributo, portanto,


também não pertence a qualquer espécie tributária, logo, não existe o imposto “simples”.
O Simples Nacional é um regime tributário que visa simplificar a arrecadação de tributos e
está disciplinado na Lei Complementar nº 123/2006, atendendo recomendação contida no
artigo 146 da CF/1988.

Art. 146 da CF/1988 – Cabe à lei Complementar:

I – dispor sobre conflitos de competência, em matéria tributária, entre a União, os


Estados, o Distrito Federal e os Municípios;
II – regular as limitações constitucionais ao poder de tributar;
III – estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária, especialmente sobre a
definição de tributos e suas espécies, bem como em relação aos impostos discriminados na
Constituição, a dos respectivos fatos geradores, bases de cálculo e contribuintes.
Normatizar a obrigação, lançamento, crédito, prescrição e decadência tributários e,
finalmente, a parte que interessa ao simples:

- adequado tratamento tributário ao ato cooperativo praticado pelas


sociedades cooperativas e
- definição de tratamento diferenciado e favorecido para as microempresas e
para as empresas de pequeno porte, inclusive regimes especiais ou
simplificados.

Para tais efeitos será considerada:

Microempresa – a pessoa jurídica que auferir receita bruta igual ou inferior a RS


240.000,00.

Empresa de pequeno porte – a pessoa jurídica que auferir receita bruta superior a R$
240.000,00 até R$ 2.400.000,00.

O Simples Nacional abrange o recolhimento unificado dos seguintes tributos:

- Imposto de Renda Pessoa Jurídica;


- Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI);
- Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL);
- Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS);
- Contribuição para o PISxPASEP;
- Contribuição para a Seguridade Social (cota patronal);
- ICMS;
- ISS.

Assim, a partir do simples Nacional que começou a vigorar a partir de 01.07.2007, não
mais existem os demais sistemas simples, seja de estados ou de municípios. Portanto,
abrange todos os entes federativos e é administrado por um Comitê Gestor que tem oito
integrantes, sendo 04 da União, 02 dos Estados e 02 dos Municípios. É uma opção do
contribuinte, logo, não está obrigando a nenhuma empresa a participar do mesmo, no
entanto, a partir do momento da opção passa a ser irretratável para o ano calendário
referente à opção realizada. Todo o recolhimento se dará mediante a utilização de uma Guia
Única com a sigla PGDAS.

Os optantes pelo Simples não estão dispensados de cumprir as obrigações acessórias


determinadas na Lei, ou seja, deverão emitir notas fiscais próprias do sistema simples e
escriturar o Livro Caixa, Livros Registro de Inventário, Livros de Entradas e Saídas de
Mercadorias, Livros de Registro de Serviços Tomados ou Prestados, quando for o caso,
deverão escriturar Livro de Entrada e Saída do Selo de Controle do IPI.

Quanto aos tributos não arrolados pela sistemática simples deverão ser recolhidos e
cumpridas todas as formalidades próprias de cada um dos tributos, em conformidade com a
lei instituidora dos mesmos.
DA REPARTIÇÃO DAS RECEITAS:

UNIÃO ESTADOS(DF) MUNICÍPIOS (DF)

IRRF p/Estados,DF, Municípios e


Suas Autarquias................................ SIM SIM

IPI..................................................... SIM SIM

ITR................................................... Não SIM

IOF/ouro ativo financeiro SIM SIM

CIDE................................................ SIM SIM

ICMS...................................................... SIM

IPVA.......................................................SIM

IMPOSTOS RESIDUAIS SIM Não

IMPOSTO DE RENDA SIM SIM

TRIBUTOS MUNICIPAIS Não Não

TRIBUTOS SOBRE COMÉRCIO


EXTERIOR , com execeção do IPI Não Não

Exercícios de Fixação:

31 – Assinale a alternativa onde conste, somente, tributos sujeitos à repartição:

a) ISS, IPTU, CIDE, IRF, IR;


b) IPI, II, ICMs, II, IE;
c) IPI, ICMs, IR, IOF-ouro ativo financeiro, CIDE
d) Nenhuma das alternativas.

32 – Assinale abaixo o imposto não sujeito a imunidade recíproca, conforme literalmente


disposto na CF/88:

a) Imposto de Renda;
b) IPVA;
c) IPI;
d) IPTU
33 – Avaliando o que já estudou até o presente momento, indique, utilizando o seu
raciocínio, qual o imposto que incide sobre a mercadoria denominada ouro (metal
precioso):

a) IOF;
b) IPI;
c) ICMs
d) IR

34 – Quais os fatos geradores dos impostos de exportação, importação e do IPI, na ordem


indicada:

a) a entrada de mercadorias no País; a saída de mercadorias do País, a saída, a


qualquer título e o desembaraço aduaneiro;
b) o desembaraço aduaneiro, a saída e a entrada, respectivamente;
c) a saída de mercadorias do País com destino ao exterior; a entrada de mercadorias no
País e a saída a qualquer título, além do desembaraço aduaneiro;
d) o desembaraço aduaneiro para todos os três fatos geradores.

35 – Os impostos denominados de: imposto de renda; imposto sobre operações financeiras;


imposto sobre a transmissão de bens imóveis “inter vivos” e o imposto de transmissão de
bens e direitos (herança) estão, respectivamente, submetidos a competência privativa dos:

a) União, União, Municípios e Estados;


b) União, União, Estados e Municípios;
c) DF;
d) União, União, Estados e DF.

36 – Explique com suas palavras a competência cumulativa do DF:

_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________.

37 – A base de cálculo do ITR é o:

a) valor venal;
b) valor de mercado;
c) valor fundiário;
d) valor de transação.
38 – Não excederá os limites fixados em resolução do Senado Federal a alíquota do
imposto denominado de :

a) IPI;
b) Imposto de importação;
c) Imposto Predial e Territorial Urbano;
d) Transmissão “Causa Mortis”.

39 – Indique o grupo onde somente houver impostos sobre a produção e a circulação:

a) IRF; IPTU; IPVA;


b) ICMS; ISS; IOF;
c) ICMS; IPI;
d) IPTU; ITR; IPVA.

40 – Indique o grupo onde somente houver impostos sobre o patrimônio e a renda:

a) IR, IPTU, IPVA, ITR;


b) II, IE, IR, IPTU;
c) ICMS, IPI, IR, IPTU, IPVA;
d) IOF, CIDE.

41 – O serviço de transportes interestaduais e o de transportes intermunicipais são da


competência, respectivamente do(s):

a) Estado, Estado;
b) Estados, Municípios;
c) União, Estados;
d) União, Municípios.

42 – Os impostos abaixo listados NÃO se sujeitam ao princípio da anterioridade, no tocante


a alteração de suas alíquotas:

a) IR, IPTU, IPVA;


b) II, IE, IPI;
c) IOF, ICMs, ITR;
d) ITBI, ITD, ISS.

43 – O serviço de bar e de lanchonete está listado, por força de lei complementar, entre os
contribuintes do ISS, assim restaurantes pagam pelo ato da venda de refeições, tanto um
imposto de competência estadual quanto outro de competência municipal. Quais são:

a) IR, ICMs;
b) ISS e ICMS;
c) ICMS e ISS;
d) Nenhuma das alternativas.
44 – As alíquotas máximas do ICMS são fixadas por:

a) Decretos estaduais;
b) Portarias dos executivos estaduais;
c) Conselhos de contribuintes;
d) Resolução do Senado Federal.

45 – O que é um tributo vinculado:

a) É o imposto de competência privativa de cada ente federativo;


b) É a taxa e as contribuições;
c) São as contribuições, somente;
d) Todas as alternativas estão corretas.

46 – A Igreja da Assembléia Jovem, no uso de sua imunidade constitucional, não precisa


preocupar-se em pagar a taxa de limpeza urbana, bem como a contribuição de seguridade
social de seus empregados. Da leitura do texto, pode-se afirmar:

a) A Igreja está imune somente da contribuição;


b) A Igreja está imune tanto da taxa quanto da contribuição;
c) A Igreja está imune somente da taxa;
d) A Igreja não está imune em relação a taxa e a contribuição.

47 – Assinale a alternativa onde só houverem impostos:

a) IPI, II, IE, COFINS;


b) COFINS, ISS, II, IE, IPI, taxa de limpeza pública;
c) CIDE, COFINS;
d) IOF, ITR, IPTU.

48 – Assinale a alternativa onde todos os citados sejam imunes, genericamente:

a) templos de qualquer culto; partido político; associações de classe empresarial;


b) templos, partidos políticos, entidades patronais;
c) templos, partidos políticos, União, Estados, Municípios e suas autarquias, entidades
sindicais de trabalhadores;
d) nenhuma das alternativas.

49 – O imposto sobre produtos industrializados é um imposto:

a) sobre o valor agregado, seletivo em função da progressividade de suas alíquotas;


b) sobre o valor adicionado, seletivo;
c) seletivo em função da essencialidade dos produtos, devendo suas alíquotas serem
maiores para produtos mais essenciais à população;
d) sobre o valor agregado, seletivo em função da essencialidade, devendo as suas
alíquotas serem maior para menos essencial e menor para mais essencial.

50 – No tocante a questão do campo de incidência, posso afirmar sem medo de errar que a
isenção, a imunidade, a não-incidência (por ausência do fato gerador), e a alíquota zero,
estarão, respectivamente:

a) dentro do campo de incidência; fora; dentro; dentro;


b) fora; fora; dentro; dentro;
c) fora; dentro; fora; dentro;
d) dentro; fora; fora; dentro.

5º Capítulo:
LIVRO II do Código Tributário Nacional – CTN.
Normas Gerais

Legislação Tributária e o Processo Legislativo:

A expressão “legislação tributária” compreende: as leis, os tratados e convenções


internacionais, os decretos e normas complementares que tratam no todo ou em parte, sobre
tributos e relações jurídicas a eles pertinentes. A esse conjunto dá-se o nome de FONTES
FORMAIS DO DIREITO TRIBUTÁRIO.

As denominadas fontes formais se dividem em principais e secundárias.

As principais são as leis, os tratados e convenções internacionais e os decretos,


enquanto as secundárias são as normas complementares (leia-se portarias, instruções
normativas), atos que visam, em geral, regular normas formais, estabelecendo um
procedimento.

Existem, ainda, as fontes denominadas não-formais: Costumes, Doutrinas (estudos e


pesquisas de especialistas em Direito Tributário) e a Jurisprudência (julgamentos de juízes
e tribunais).

Não se deve confundir a expressão “legislação tributária” e a sua abrangência com o


constante no artigo 59 da CF/1988 – processo legislativo:

I – emendas à CF;
II – leis complementares;
III – leis ordinárias;
IV – leis delegadas;
V – medidas provisórias;
VI – decretos legislativos;
VII – resoluções do senado federal.
Estudos anteriores nos levavam a considerar uma certa hierarquia, ou seja, quem
mais tinha validade, se era de maior hierarquia a lei complementar ou a lei ordinária.
Atualmente, tais questões, restam bastante simplificadas e explicadas, não há hierarquia
entre leis, no sentido amplo, há sim, uma lei maior – a constituição. Para corrigir a
constituição somente a emenda constitucional. Assim será utilizada a lei complementar por
disposição constitucional, a lei ordinária por disposição constitucional e assim por diante,
visando dar ao processo legislativo a certeza de uma segurança jurídica.

Para modificar a constituição é necessário aprovação de 2/3 do Congresso Nacional,


para aprovar lei complementar exige-se a maioria absoluta, para aprovar lei ordinária a
maioria simples, de forma que haja representatividade social em relação a cada modificação
legal.

Naturalmente, uma portaria não poderá dispor diferentemente da lei, aqui sim há
hierarquia.

Assim cada uma das variáveis tem um objetivo.

As leis complementares estabelecem normas gerais sobre a União, Estados.


Municípios, DF, definindo contribuintes, fatos geradores, base de cálculo, sujeitos ativos e
passivos, regulamentando a matéria constitucional.

As leis ordinárias instituem os tributos, extinguem tributos, define as condições em


que o fato gerador será considerado ocorrido, base de cálculo, penalidades, tratando de
forma específica cada espécie do gênero tributo.

As leis delegadas são uma delegação do Congresso Nacional ao Presidente da


República. Então, o Presidente da República irá elaborar uma lei comum por delegação do
Congresso Nacional.

As medidas provisórias, sob a alegação da urgência e da relevância, tratam de


assuntos próprios de uma lei ordinária, é ato do presidente da república e são
posteriormente submetidas ao Congresso Nacional.

Decreto Legislativo – Ato do Poder Legislativo – aprovam tratados e convenções


internacionais.

Resoluções do Senado – Determinam alíquotas máximas e mínimas de diversos


impostos.

Outros princípios básicos são – os tratados e as convenções internacionais


(força de lei ordinária) revoga a legislação tributária interna e será obedecida pela
legislação que vier a ser elaborada no futuro, desde que confirmada pelo Decreto-
Legislativo.A doutrina discute se tais tratados suspendem ou revogam a lei, a tendência
majoritária é no sentido da suspensão, uma vez que tratados podem ser estabelecidos por
período certo de tempo.
O alcance e o conteúdo dos Decretos se resumem aos das leis a que regulam, e tal
princípio serve também para as Portarias, Instruções Normativas, entre outros atos
administrativos.

Das normas complementares:

As normas complementares se compõem no conjunto de atos normativos e no


conjunto de decisões administrativas. Entre os atos normativos temos as portarias,
circulares, ordens de serviço e entre as decisões administrativas temos as decisões
singulares dos julgadores tributários: inspetores, delegados, superintendentes,
coordenadores; temos as decisões coletivas: Conselhos de Contribuintes, Tribunais,
decisões estas aplicadas a casos concretos e caso, se tornem reiteradas, passam a ter
“status” de práticas reiteradas – norma complementar, portanto. Quando o contribuinte
observar normas complementares a sua atuação estará livre de imposição de penalidades,
da cobrança de juros de mora e da correção do valor monetário da base de cálculo do
tributo. Acrescente-se os Convênios firmados entre as administrações tributárias.

Da vigência da legislação tributária:

O vigor da lei significa que a mesma está apta em termos formais para ser aplicada,
no entanto, poderá ainda ser necessário que se espere pelo transcurso de tempo da
anterioridade, quando for o caso.

O artigo 101 do CTN define que a vigência, no espaço e no tempo, rege-se pelas
normas jurídicas em geral, mas ressalva que a lei poderá dispor em contrário.

Logo, se a lei não dispuser em contrário, será observada a regra contida no Código
Civil – vigorará 45 dias após a publicação.

No espaço, a lei irá vigorar na medida em que as pessoas jurídicas de direito público
lhe reconheçam extraterritorialidade. P.ex: A fiscalização federal estabelece convênios com
as administrações estaduais e municipais, a fim de que mantenham cadastros únicos, ou
firmam convênio para permitir a transferências de dados entre os mesmos.

No tempo, a lei tributária que não dispuser em contrário obedecerá às disposições


do Código Civil:

1)- A lei vigorará em todo o País, 45 dias após ser publicada;


2)- No exterior, se admitida à lei, três meses depois de publicada;
3)- A lei nova que estabeleça disposições gerais ou especiais, a par das já existentes, não
revoga nem modifica a lei anterior. Ex: lei nova interpretando lei existente, a existente não
será revogada pela lei interpretativa;
4)- A lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora perdido a vigência, a menos que
haja disposição em contrário;
5)- As portarias e demais atos administrativos entram em vigor na data de sua publicação;
6)- As decisões colegiadas – 30 dias após a publicação;
7)- Os convênios vigoram na data neles prevista;
8)- No primeiro dia do exercício seguinte àquele em que ocorra a publicação dos
dispositivos de lei referentes a impostos sobre o patrimônio e a renda, quando:
- instituem ou majoram impostos;
- definem novas incidências;
- extingue ou reduz isenções; salvo disposição mais favorável ao contribuinte.
Portanto, temos no item 8 o próprio princípio da anterioridade.

Assim, a lei vigora a partir da sua eficácia e a lei somente será eficaz a partir do
momento que suas hipóteses passem a valer concretamente para todos.

Por exemplo: Lei aumentando alíquotas do imposto de renda publicada no dia 01 de


setembro de 2004, constando da lei que a mesma entra em vigor na data da
publicação – Temos uma lei que estará vigorando a partir de setembro, mas a sua
eficácia se submete ao princípio da anterioridade, logo, somente vigorará
concretamente falando, a partir de 1º de janeiro de 2005.

Outro exemplo: Uma portaria que vigora e tem eficácia no dia de sua publicação,
faz coincidir tanto o vigor da lei quanto à eficácia da lei, lei aqui se diz no sentido
abstrato, lei no sentido de norma escrita que estabelece relações obrigacionais entre
partes. Portaria é lei em sentido abrangente.

Assim, podemos concluir que o vigor e a eficácia da lei poderão ocorrer ao mesmo
tempo ou não, dependendo do caso em especial.

Especial atenção deverá ser dada aos casos sujeitos a anterioridade, inclusive, no
tocante a isenções de impostos sobre o patrimônio e a renda, às isenções por prazo
certo e demais isenções de outros tributos não incluídos como do grupo patrimônio
e renda. As isenções por prazo certo, findam no prazo determinado, e as isenções de
outros grupos de impostos que não sejam por prazo certo, exemplo: imposto sobre
produtos industrializados, findam quando revogadas.

Da Aplicação da Legislação Tributária:

Aplicar a lei faz referência ao tempo em que poderá ou não poderá ser aplicada. Em
matéria tributária a aplicação da lei observa determinados princípios especiais:

a) não deverá ser aplicada a fatos passados, ou seja, fatos anteriores à vigência da lei;
b) aplica-se aos fatos futuros e aos fatos pendentes.
c) Em três casos a lei tributária poderá retroagir:

1 – para dar interpretação a lei já vigente; e


2 – para dispensar ou desonerar atos de infração cometida, desde que ainda não julgada; ou
quando definir pena menos severa à existente, ou seja, para dispensar de multas aplicadas a
atos infracionais, como por exemplo: descumprimento de obrigações acessórias, ou quando
instituir pena mais branda do que a existente. É o princípio de retroagir para beneficiar o
infrator.

3 – quando novos instrumentos forem dados à fiscalização para fins de melhorar a eficácia
de suas fiscalizações. Ex. A partir de 2003 a fiscalização recebeu um novo instrumento
legal, ou seja, a possibilidade de conhecer a movimentação financeira de uma conta-
corrente qualquer e a partir daí proceder o lançamento do imposto de renda devido.Como é
possível retroagir, poderia passar a fiscalizar os últimos cinco anos anteriores a 2003,
lançando o tributo com base na movimentação financeira.

O fato gerador é o marco no tempo para aplicação da legislação tributária vigente ao


tempo da ocorrência do fato gerador.

Da Integração da Legislação Tributária:

Integrar é preencher lacunas.

Toda regra jurídica por mais precisão técnica que possa contar, não será capaz de
prever todos os fatos de forma concreta, nem tampouco às diferenças concretas entre
questões similares. Assim é fundamental ao aplicador da lei saber integrar a lei a casos
concretos.
Para tal, assim define o artigo 108 do Código Tributário Nacional:

“Na ausência de disposição expressa, a autoridade competente para aplicar a


legislação tributária utilizará, sucessivamente, na ordem indicada:

1) A analogia – desde que não resulte na exigência de tributo não devido em


lei;
2) Os princípios gerais do Direito Tributário;
3) Os princípios gerais do Direito Público;
4) A equidade – não poderá resultar na dispensa do pagamento de tributo
devido.”

Ainda, sobre integração temos o artigo 109 do CTN – Os princípios gerais de Direito
Privado utilizam-se para fins de entender a definição, o conteúdo e o alcance, mas não para
definir efeitos tributários, assim a lei tributária não poderá modificar o conceito que o
Direito Privado tem sobre seus próprios institutos, como por exemplo: Duplicatas,
Promissórias, entre outros, não podendo o direito tributário modificar o entendimento sobre
os mesmos, mas poderá o direito tributário utilizar as definições, conteúdo e alcance dos
mesmos.
De outro lado, o contrato no Direito Privado faz regra entre as partes e tais contratos
não poderão modificar e nem se opor a legislação tributária, por exemplo: um contrato não
poderá determinar que a outra parte passa a ser o contribuinte ou responsável de
determinado tributo, quando a lei define quem é o contribuinte e o responsável pelo
pagamento do tributo.
Assim integrar é tomar por base princípios legais já existentes em outras matérias
correlatas a questão não prevista em lei.

Integrar não significa interpretar, pois interpretar é dar entendimento correto a


significado de uma lei, enquanto integrar é somente preencher as lacunas, as omissões da
lei.

Da Interpretação da Legislação Tributária:

A interpretação visa esclarecer, via métodos, o conteúdo e o alcance de determinada


norma, a fim de poder aplicá-la a situação concreta.

Os métodos de interpretação se constituem em verdadeira ciência da interpretação,


denominada de HERMENÊUTICA:

a) o método gramatical ou literal – vale exatamente o que está escrito. A isenção se


interpreta, por determinação legal, de modo literal;
b) o método histórico ou do nascimento da norma – estudo das causas que
determinaram a criação da lei;
c) o método teleológico – estudo da finalidade da norma, do objetivo da lei;
d) o método lógico-sistemático – o mais moderno, devendo estudar toda a
sistematização da lei, ou seja, as causas, fins, conseqüências, objetivos, métodos
legislativos, entre outros.
e) o método de interpretação autêntica ou legal – quando a lei é interpretada mediante
nova lei expedida pelo poder legislativo;
f) o método benigno – “ a dúvida favorece o acusado.”

Interpreta-se usando o método literal a legislação tributária que disponha sobre:


a) a suspensão ou exclusão do crédito tributário;
b) outorga de isenção;
c) dispensa de obrigações tributárias acessórias.

Exercícios de Fixação:

51 – O Código Tributário Nacional (Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966) é considerado


(AFRF/1994):
a) uma lei ordinária, por força das normas constitucionais supervenientes, que
reservaram a matéria nela contida para leis dessa categoria;
b) uma lei ordinária que adquiriu força de lei complementar desde a CF 1967;
c) uma lei ordinária que, por ter sido aprovada como tal, pode ser livremente alterada
por outra;
d) Um Código que somente pode ser derrogado por outro Código, pois o Ato
Complementar nº 36, de 1966, lhe deu esse status;
e) Uma lei federal que, no respeitante a impostos estaduais, pode ser alterada por lei
estadual, por força do poder de legislar concorrentemente sobre essa matéria,
previsto na CF/1988.

52 – Sobre os decretos executivos federais, podemos afirmar que são (AFRF/1996):

a) veículos normativos privativos do legislativo;


b) veículos normativos de competência privativa do Presidente da República com força
de lei, usados para o aumento das alíquotas do IPI, IE, IR, IOF;
c) veículos normativos do legislativo, para aprovação de tratados e convenções
internacionais;
d) veículos normativos, com força de lei, idôneos para instituir impostos
extraordinários;
e) veículos normativos que se prestam à aprovação dos regulamentos dos impostos
federais.

53 – Norma complementar são:

a) as leis, os tratados e os decretos, uma vez que são fontes secundárias;


b) as leis, os tratados e os decretos, uma vez que são fontes principais;
c) costumes, doutrinas, jurisprudências;
d) as portarias, as circulares, as ordens de serviço, fontes secundárias.

54 – Não depende de lei:

a) a definição de contribuinte;
b) a definição de responsável;
c) a definição do fato gerador;
d) atualização monetária da base de cálculo.

55 – Quem aprova o tratado e as convenções internacionais é :

a) o decreto executivo;
b) o decreto legislativo;
c) a lei delegada;
d) a resolução do senado federal.

56 – Lei municipal estabelece isenção do ISS a partir de 30.12.2002. No dia 30.12.2003, tal
isenção é revogada. Assinale a alternativa correta:

a) Não valeu a isenção para o ano de 2003;


b) Não valeu somente para os dias 30 e 31 de dezembro de 2003;
c) Valeu inclusive para dezembro de 2002;
d) Revogada a partir de 01.01.2004.

57 – Lei tributária é publicada sem determinar o dia em que entra em vigor, assim:
a) nunca mais entrará em vigor, face a omissão do dia em que deve entrar em vigor;
b) entrará em vigor a partir do exercício seguinte ao da sua publicação;
c) 45 dias após a sua publicação, por força do Código Civil;
d) 90 dias após a sua publicação, por força da noventena.

58 – Aplica-se a ato pretérito a lei tributária:

a) quando deixar de definir o ato como infração, desde que não definitivamente
julgado;
b) quando lhe comine pena menos severa, ainda que já julgado;
c) não retroage nunca;
d) nenhuma das anteriores.

59 – No dia 01.01.2004 a alíquota do produto classificado como 22.40.00.00 na Tabela de


Incidência do IPI, passou de 30% para 20%. O Auditor Fiscal verificando importações do
dia 01.01.2004 do produto em tela, considerando que fazia tal verificação no dia
31.12.2004, considerou corretamente o seguinte:

a) Considerou corretos os lançamentos dos contribuintes em que constava a alíquota


de 20% para os produtos importados a partir do dia 01.01.2004, pois, a alíquota
aplicável é a da ocorrência do fato gerador;
b) Sabendo que a lei tem maior força obrigacional que o decreto, considerou que a
redução só poderia ser aplicada após o ano de 2004, em face do princípio
constitucional da anterioridade;
c) Só valeria a alíquota menor, segundo o auditor, após 30 dias da publicação do
decreto, por força do Código Civil;
d) Como a alíquota menor é mais benéfica, considerou que todos os que pagaram com
alíquota de 30% em 2003 têm direito à restituição do indébito.

60 – Assinale a correta:

a) Interpretar é preencher lacunas usando os métodos científicos de interpretação;


b) Interpretar é explicar o alcance e o conteúdo da norma, via do uso do princípio da
analogia e da equidade;
c) Integrar é preencher lacunas, usando, entre outros, os princípios do Direito
Tributário;
d) Nenhuma está correta.

61 – Assinale a correta:

a) O emprego da equidade poderá resultar na dispensa de tributo devido ;


b) O emprego da analogia poderá resultar na cobrança de tributo;
c) O emprego da equidade não poderá resultar na dispensa de tributo, ainda que não
devido;
d) O emprego da equidade não poderá resultar na dispensa de tributo devido.
62 – A analogia resulta, quando corretamente empregada, em não criar tributo não previsto
em lei, assim estamos diante do princípio constitucional da:

a) legalidade;
b) equidade;
c) proporcionalidade;
d) progressividade.

63 – Assinale a correta:

a) A interpretação será lógico-sistemática quando proceder a uma análise sistêmica da


norma, ou seja, estudando e analisando as causas, conseqüências, objetivos e o
método legislativo de instituição da lei;
b) A interpretação será legal quando feita por um advogado conceituado;
c) A interpretação será autêntica quando realizada pelo próprio autor do projeto de lei;
d) A interpretação será teleológica quando estudar e analisar as conseqüências da
norma.

64 – A lei tributária que, simultaneamente, a) disponha sobre a suspensão do crédito


tributário, b) sobre a dispensa do cumprimento de obrigações acessórias, c) e que defina
infrações, esta última em caso de dúvida quando a graduação da pena a ser aplicada,
interpreta-se (AFRF/1994):

a) analogicamente, extensivamente e de maneira mais favorável ao acusado;


b) literalmente, extensivamente e analogicamente;
c) extensivamente, literalmente e analogicamente;
d) literalmente, extensivamente e de maneira mais favorável ao acusado;
e) literalmente, literalmente e de maneira mais favorável ao acusado.

65 – A regulamentação do fato gerador de cada tributo somente pode ser estabelecida por :

a) lei complementar;
b) lei ordinária;
c) decreto;
d) portarias.

66 – A definição do fato gerador de cada tributo somente pode ser estabelecida;

a) em lei;
b) em decreto;
c) em portaria;
d) nenhuma das anteriores.
67 – A instituição do fato gerador do tributo se dá por:

a) lei ordinária;
b) lei complementar;
c) decreto;
d) portaria.

68 - A União, os Estados, o DF e os Municípios quando, via de lei ordinária, instituírem


tributos deverão verificar se há:

a) regulamento que estabeleça a criação ou a majoração do tributo;


b) decreto que estabeleça a criação ou a majoração do tributo;
c) legislação tributária que estabeleça a sua competência para criar ou a majorar o
tributo;
d) sempre poderá instituir, ainda que não exista lei, pois, há lacunas, haja vista que a
União poderá instituir impostos utilizando a sua competência residual, no caso de
guerra ou na sua iminência.

69 – A definição de fato gerador, base de cálculo, sujeito passivo da obrigação tributária


serão necessariamente estabelecidos em:

a) lei complementar, ressalvados os casos previstos na CF/1988;


b) lei ordinária somente;
c) decreto-lei;
d) decreto

70 – É caso de retroatividade permitida:

a) – retroage quando outorga ao crédito maiores privilégios e garantias, exceto para


responsabilizar terceiros;
b) – retroage sempre a lei tributária, quando e em qualquer caso, assim quiser a lei;
c) – retroage quando se referir a responsabilidade de terceiros;
d) – não há alternativa válida.

71 – A isenção exige interpretação literal e lei interpretativa não revoga a lei interpretada.
Responda SIM ou NÃO conforme concorde ou não com as assertivas:

a) SIM, NÃO;
b) SIM, SIM;
c) NÃO, NÃO;
d) NÃO, SIM.

72 – Na área tributária é considerada penalidade:

a) o imposto;
b) a multa;
c) a correção ou atualização monetária da base de cálculo;
d) nda.

6º Capítulo: Obrigação Tributária.

É uma relação jurídica que tem por objeto uma obrigação de pagar, de fazer ou não
fazer, prevista na legislação tributária, onde o Estado tem o direito de exigir e o particular
de fazer o que o Estado exige ou de não fazer o que o Estado determina não fazer.

Assim temos o artigo 113 do CTN:

- A obrigação tributária é principal ou acessória.

A obrigação principal surge com a ocorrência do fato gerador, como objeto da


obrigação principal tem-se o pagamento do tributo ou de penalidade pecuniária e se
extingue quando satisfeito o crédito tributário decorrente da obrigação tributária.

A obrigação acessória é a obrigação de fazer ou deixar de fazer, conforme determine


a lei. É a obrigatoriedade ou dispensa de registros, escrituração, emissão de documentos
fiscais, a qual não sendo observada sujeita o particular a penalidade pecuniária, logo,
quanto ao seu descumprimento e em face de aplicação da penalidade pecuniária, se
transformaria em obrigação principal. A principal diferença entre a obrigação principal e a
acessória é que na primeira o Estado está exigindo um pagamento.

Para que a obrigação tributária exista e seja legal são necessários a existência de 4
elementos:
a) Lei;
b) Fato gerador;
c) Sujeito ativo;
d) Sujeito passivo.

A lei é necessária em face ao princípio constitucional da legalidade.


O fato gerador é uma situação prevista em lei, necessária e suficiente a sua ocorrência, é
uma hipótese, denominada hipótese de incidência, a qual ocorrida, ocorre o fato
gerador.
Lembrar que o fato gerador atinge fatos presentes e futuros, os futuros sob condição
resolutória ou suspensiva.
Na condição suspensiva o contrato prevê no ato de sua assinatura, uma condição a qual
se ocorrida fará nascer o fato gerador e na condição resolutória desde a assinatura do
contrato estará ocorrendo o fato gerador, surgindo a condição resolutória, encerra-se a
ocorrência do fato gerador.

Exemplos: Um contrato é assinado e diz “ quando realizada a hipótese prevista na


cláusula y , deverá recolher-se x em impostos”, logo condição suspensiva, pois, não foi
a assinatura simplesmente que fez nascer o fato gerador, mas a condição prevista no
contrato.
Um contrato é assinado e a partir daí surge o fato gerador e é devido o
tributo e no contrato há uma cláusula “ se ocorrida a hipótese y este contrato perderá os
seus efeitos” aqui se está diante de uma condição resolutória, ou seja, ocorrida resolve o
contrato, finda os efeitos do mesmo.

Ainda, sobre fato gerador, devemos saber que o fato gerador e sua definição legal é
interpretada abstraindo-se:
a) da validade jurídica dos atos;
b) dos efeitos dos fatos efetivamente ocorridos;

Da validade jurídica dos atos efetivamente praticados pelos contribuintes,


responsáveis ou terceiros, bem como da natureza do seu objeto ou dos seus efeitos, ou seja,
será fato gerador independentemente das ações levadas a efeito pelos contribuintes, sejam
ações lícitas ou ilícitas, sejam praticadas por capazes ou incapazes, por comerciantes
registrados ou não registrados. Ex: A renda proveniente de uma atividade ilícita, ou imoral,
está sujeita a tributação, ocorrido o fato gerador.

O fato gerador e a obrigação tributária nascem de forma concomitante, logo ao


mesmo tempo, tendo o fato gerador outros aspectos a considerar:

- material – a situação definida em lei como necessária e suficiente a sua


ocorrência. Ex: A saída da mercadoria é fato gerador do IPI;
- temporal – o momento da ocorrência. Ex: Caso até o terceiro dia , a contar
da emissão da Nota Fiscal, não seja dada saída a mercadoria já vendida, no
quarto dia será considerado ocorrido o fato gerador do IPI; marca, também
qual a legislação a ser aplicada, é a legislação do dia da ocorrência do FG;
- espacial – local da ocorrência – marca uma jurisdição – há fatos geradores
dos impostos federais, estaduais e municipais.
- Pessoal – sujeitos ativo e passivo;
- Quantitativo – Base de cálculo ou “Quantum debeatur”;
- Simples: FG IPI, ITBI, ICMS, ITD, IE e II;
- Contínuo: decurso do ano: IPTU, IPVA, ITR;
- Complexo: IR – soma de fatores jurídicos, não significando que todo fato
gerador do IR seja sempre complexo, há os simples como p.ex: o ganho de
capital (um provento – venda de imóvel com ágio).

O sujeito ativo é uma Pessoa Jurídica de Direito Público Federal, Estadual ou


Municipal, logo a União, DF, Estados e Municípios.
O sujeito passivo se divide em contribuintes (relação pessoal e direta com o fato
gerador) e responsáveis ( os que a lei assim definir).
Assim, sujeitos ativo e passivo são denominados de elementos subjetivos da
obrigação tributária.
Responsabilidade Solidária:

Há a solidariedade de fato – quando diversas pessoas têm interesse comum numa


determinada situação tributária e há a solidariedade legal – a definida no Código Tributário
Nacional.

Efeitos da solidariedade:

- Na solidariedade o pagamento efetuado por um dos obrigados aproveita aos


demais;
- A isenção ou remissão (perdão) do crédito exonera a todos, salvo se
outorgada há apenas um dos obrigados, subsistindo pelo saldo aos demais;
- A interrupção ou prescrição em favor ou contra um dos obrigados, favorece
ou prejudica os demais.

São responsáveis solidários – Artigo 134 CTN:

a) os pais pelos tributos devidos por seus filhos;


b) os tutores e curadores em relação aos tributos devidos por seus tutelados e
curatelados;
c) os administradores de bens de terceiros;
d) o inventariante pelo espólio;
e) o síndico e o comissário, pela massa falida ou concordatária;
f) os tabeliães, escrivães e demais serventuários de ofício pelos tributos devidos
sobre atos praticados por eles ou perante eles em razão de seu oficio;
g) os sócios, no caso de liquidação de sociedades de pessoas.

Esta responsabilidade do artigo 134 só abrange tributos e mora. Não abrange


penalidades em virtude de ato ilícito.

Uma vez que a responsabilidade por infrações é pessoal ao agente.

Responsabilidade por Substituição, prevista no artigo 128 do CTN, permite obrigar


a um terceiro recolher antecipadamente o tributo devido por toda uma cadeia de produção,
distribuição e varejo. Ex: Indústria de Cigarros é responsável por substituição e recolhe o
IPI e o ICMS de toda a cadeia de distribuição até o varejo, já no momento que dá saída ao
cigarro da indústria.

Como se vê é amplo o campo das responsabilidades: Já vimos a responsabilidade


solidária, onde terceiros passam a ser responsáveis; temos a responsabilidade por infrações
que é pessoal ao agente ( a quem cometeu); a responsabilidade por sucessão, o espólio pelo
“de cujus”, a responsabilidade por substituição, havendo pois, um grande leque de
contribuintes e responsáveis conforme definição de lei complementar e também, da própria
lei que institui cada tributo. Exemplo: o CTN define que a responsabilidade da pessoa
incorporadora ou das fundidas (que resultam de fusão), em relação aos tributos devidos
pelos incorporados ou fusionadas é de quem incorporou, logo, responsabilidade exclusiva.
Resumo do Estudo sobre Responsabilidade Tributária:

a) Responsabilidade Pessoal:

- Adquirente de Imóveis;
- Remitente (que arremata bens em hasta pública);
- Espólio (pelos tributos devidos pelo morto (de cujus) até a data da sucessão;
- Herdeiros (pelos tributos devidos a partir da sucessão, limitado ao quinhão
partilhado para cada um dos herdeiros);
- Infratores da lei (quando há infração è lei – fraude, dolo, simulação,
sonegação, contrabando, descaminho, a responsabilidade é pessoal de quem
infringir). A infração à lei, geralmente ocorre mediante a participação de
diversas pessoas, o que as tornará solidárias.
- Mandatários, prepostos, empregados que agem com excesso de poder ou
desrespeito aos objetivos sociais da empresa.

b) Responsabilidade por sucessão comercial:

- São os casos de fusão, cisão, incorporação, transformação, quando a


responsabilidade tributária passará a ser do(s) novo(s) ente(s) que
surgir(em).

c) Fundo de Comércio:

- Integral do Adquirente – Se o vendedor cessa a exploração após a venda;


- Subsidiária do Adquirente – Se o vendedor retoma a exploração do ramo
comercial antes de completar 6 meses do ato da venda.(subsidiária –
significa que o adquirente somente será cobrado, caso o vendedor não
cumpra com a sua obrigação de pagar os tributos).
- Integral do Vendedor – quando o comprador após a compra não dá
seqüência a atividade do ramo adquirido.

d) Responsabilidade de Terceiros:

- Refere-se a todos os listados no artigo 134 do CTN ( os pais em relação aos


filhos menores; os tutores e curadores em relação aos tutelados e
curatelados; o inventariante pelo espólio, os administradores de bens de
terceiros, os sócios de empresas que não sejam do tipo sociedade anônima e
limitada, ou seja, sócios-cotistas não têm responsabilidade tributária. (sócio-
cotista aquele que adquire ações da empresa), entre outros citados no artigo
134 já transcrito integralmente nesta apostila. No tocante a esta
responsabilidade de terceiros o CTN informa ser a mesma solidária, ou seja
tanto do contribuinte, por exemplo: o filho menor, quanto do responsável,
por exemplo: os pais. No entanto, a doutrina, acertadamente, diz que esta
responsabilidade é subsidiária, ou seja, caso o contribuinte não satisfaça com
o pagamento dos tributos então o responsável será cobrado a pagar. Ou seja,
os doutrinadores vêem aqui um benefício de ordem.

f) Responsabilidade por substituição:

- Refere-se, em geral, aos impostos sobre produtos industrializados e de


Circulação de Mercadorias e Serviços ( IPI e ICMS). Quando um
contribuinte assume a antecipação de pagar os tributos devidos pelos demais
contribuintes da cadeia de distribuição do produto, além de pagar o seu
próprio tributo. Exemplo: Na indústria de cigarros a fábrica de cigarros ao
dar saída ao mesmo já demonstra na documentação fiscal o valor do seu
próprio imposto e o valor do imposto devido pelos atacadistas e varejistas
que irão comercializar o cigarro, recolhendo os valores ao Tesouro Nacional.
Assim a fábrica de cigarros é contribuinte em relação ao seu próprio imposto
e responsável por substituição em relação às demais parcelas pertencentes
aos demais contribuintes (atacadistas e varejistas).

g) Exclusão da Responsabilidade:

- Somente há uma forma de um contribuinte ou responsável se excluir da


Responsabilidade Tributária em relação a infrações ou falta de recolhimento
de tributos é apresentar espontaneamente uma denúncia formal ao fisco
declarando a sua omissão, ou ação de fraudar, ocultar o fato gerador do
tributo, apresentando a denúncia formal, juntamente com o recolhimento do
tributo, da multa de mora e dos juros de mora. Somente desta forma, a
denúncia deverá ser aceita pelo Fisco. Ou seja, não basta a confissão tem de
haver o pagamento integral do tributo, mais os acréscimos legais (multa e
juros de mora).

Da capacidade tributária passiva – Artigo 126 CTN:

Ser capaz para efeitos de estar na condição de contribuinte, de responsável, logo de


sujeito passivo independe:

- da condição da capacidade civil das pessoas naturais;


- de achar-se a pessoa natural sujeita a medidas de privação de qualquer
natureza;
- de estar a pessoa jurídica regularmente constituída, bastando que configure
uma unidade econômica ou profissional.

Do Domicílio Tributário – Artigo 127 do CTN:


1ª Regra: O domicílio tributário será o escolhido pelo contribuinte ou responsável,
desde que não prejudique a ação da autoridade administrativa;

2ª Regra: Na falta de eleição (de escolha) do contribuinte ou responsável:

- pessoa natural: a sua residência habitual ou, se incerta ou desconhecida o


centro habitual de suas atividades;
- pessoa jurídica de direito público: qualquer das repartições dentro do
território de cada entidade tributante;
- pessoa jurídica de direito privado: o lugar de sua sede, ou de cada
estabelecimento em relação aos atos ali praticados.

3ª Regra: Quando não for possível a regra 1 e a regra 2, então: será considerado
como domicílio tributário do contribuinte ou responsável o lugar da situação dos bens ou da
ocorrência dos atos ou fatos que deram origem à obrigação tributária.

Exercícios de Fixação:

73 – Quanto à obrigação tributária posso afirmar que é uma relação jurídica. A relação
jurídica tem por objeto uma obrigação principal e outra acessória, a primeira é a de pagar e
a segunda é a de fazer ou não fazer, conforme determine a lei, portanto se divide em
obrigação:

a) principal e acessória;
b) primeira e segunda;
c) principais;
d) acessórias.

74 – Quando se tratar de fato gerador sujeito à condição, podemos afirmar:

a) Será a condição suspensiva, desde o momento do seu implemento e resolutória


desde a prática do ato ou celebração do negócio;
b) Será a condição suspensiva desde a prática do ato ou celebração do negócio e
resolutória desde o seu implemento;
c) Será sempre suspensiva;
d) Será sempre resolutória.

75 – Qual é o objeto da obrigação principal:

a) declarar a dívida tributária;


b) pagar o tributo ou penalidade pecuniária;
c) só pagar o tributo;
d) Só pagar a penalidade pecuniária.
76 – Quais os elementos da obrigação tributária:

a) o fato gerador, sujeito ativo e passivo, contribuinte e responsáveis;


b) a lei, o fato gerador, os sujeitos ativos e passivos;
c) a lei e o fato gerador;
d) nenhuma das anteriores.

77 – A definição legal de fato gerador é realizada abstraindo-se dos efeitos dos atos
efetivamente praticados pelos contribuintes, portanto, caso alguém venda mercadorias sem
estar registrado como comerciante não estará sujeito a pagar tributos. A afirmação é:

a) A conclusão é falsa, mas a premissa é verdadeira;


b) A premissa é falsa, mas a conclusão é verdadeira;
c) Tanto a conclusão quanto à premissa são falsas;
d) Ambas são verdadeiras.

78 – Os aspectos material, temporal, espacial, pessoal, quantitativo,simples, contínuo e


complexo dizem respeito:

a) a obrigação tributária;
b) ao crédito tributário;
c) ao lançamento tributário;
d) ao fato gerador.

79 – O imposto de renda é considerado um imposto de fato gerador__________, o IPTU é


considerado um imposto de fato gerador_____________, e o ICMS é considerado um
imposto de fato gerador______________. Complemente as lacunas e informe abaixo:

a) contínuo, simples e complexo;


b) complexo, contínuo e simples;
c) simples, complexo e contínuo;
d) contínuo, complexo e simples.

80 – Na solidariedade passiva o favorecimento ou desfavorecimento em relação a um dos


obrigados, salvo disposição em contrário:

a) favorece ou prejudica os demais;


b) só favorece a um dos beneficiados;
c) não favorece a ninguém;
d) só favorece e não prejudica aos demais.

81 – O fato gerador ocorrido, faz nascer:

a) a obrigação tributária;
b) o lançamento;
c) a dívida;
d) nda.
82 – A obrigação tributária principal surge:

a) com a assinatura do contrato;


b) com o registro do contrato;
c) com a ocorrência do fato gerador;
d) nda.

83 – O objeto da obrigação tributária acessória é:

a) pagar o tributo devido;


b) cumprir com as prestações de fazer ou não fazer no interesse da Administração
Tributária;
c) a penalidade pecuniária;
d) nda.

84 – Caracteriza uma obrigação principal:

a) tanto a penalidade pecuniária quanto o pagamento do tributo;


b) somente a penalidade pecuniária;
c) somente o pagamento do tributo;
d) pagar o que for cobrado.

85 – A situação definida em lei como necessária e suficiente à ocorrência é conceito de:

a) base de cálculo;
b) obrigação tributária principal;
c) fato gerador;
d) obrigação tributária acessória.

86 – Qual a primeira regra de domícilio:

a) Vale o domicílio eleito pelo contribuinte ou responsável, desde que não prejudique
a fiscalização;
b) Vale o domicílio eleito pelo fisco, quando o escolhido prejudicá-lo;
c) Qualquer lugar de bens de contribuintes ou responsáveis;
d) É onde o sujeito morar.

87 – Quando não houver eleição de domicílio por parte do contribuinte, o fisco aplicará a
regra nº:

a) número 1
b) número 2
c) número 3
d) número 4.
88 – Descreva a regra nº 02:
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________..

89 – Um presidiário, cumprindo pena, adquire madeira e produz na marcenaria da prisão


mesas de sinuca, as quais aluga para terceiros. Pergunta-se se tal presidiário está sujeito à
tributação?

a) Coitado, além de presidiário está tentando sustentar a família, não tem imposto a
pagar;
b) O CTN diz que capacidade tributária independe das condições do sujeito passivo,
mas um presidiário tem direito à equidade, logo não há imposto a pagar;
c) Vai pagar, pelo menos, três impostos: O IPI porque é uma indústria de fabricação,
ainda que não registrada; o ICMS ao dar a saída em locação na primeira vez; e o
imposto de renda por auferir renda pela locação;
d) Não estou muito seguro, mas acho que não paga e se pagar vai ser um imposto bem
reduzido.

90 – As multas fiscais por infração ao dever de recolher tributos devidos (AFRF/1994):

a) são elididas pela denúncia espontânea, quando ainda não escritas em dívida ativa;
b) são elididas, se o agente provar que agiu sem dolo ou culpa, desde que recolha o
imposto, mesmo após a autuação fiscal;
c) são objetivas, prescindindo, regra geral, da pesquisa do elemento vontade;
d) não passam da pessoa do infrator dado que a responsabilidade penal e semi-penal é
sempre pessoal e exige pesquisa do elemento volitivo do agente;
e) são eliminadas, provada a boa fé do agente, em processo regular, sem embargo de o
devedor ter que pagar o tributo não recolhido, com juros e correção monetária.

7º Capítulo: Do Crédito Tributário.

Artigo 139 do Código Tributário Nacional – O crédito tributário decorre da


obrigação tributária principal e tem a mesma natureza desta.

O fato gerador ao ocorrer gera, de imediato, a obrigação tributária principal.

Com o ato administrativo de lançamento é constituído o crédito tributário, levando


em consideração a natureza da obrigação tributária principal.
O artigo 140 do CTN informa que as circunstâncias que modificam o crédito
tributário, sua extensão, ou seus efeitos, suas garantias e privilégios, ou que excluem sua
exigência não afetam a obrigação tributária principal que lhe deu origem. Tais
circunstâncias (modificação do crédito tributário, garantias, privilégios, exclusões,
suspensões) são obrigatoriamente previstas em lei.

O Lançamento:

O ato de lançamento, ou seja, o ato administrativo de constituir o crédito tributário é


vinculado a lei e exclusivamente de competência da autoridade administrativa. Lançar
corresponde a um procedimento administrativo com a finalidade de verificar:

- se ocorreu o fato gerador;


- determinar a matéria tributável;
- calcular o montante devido;
- identificar o sujeito passivo; e
- propor aplicação de penalidades, se for o caso.

Assim o ato de lançamento se constitui de 5 fases: se ocorreu a hipótese de


incidência; qual a legislação atuante (matéria tributável); calcular o valor devido; identificar
o sujeito passivo/ responsáveis e finalmente, propor aplicação de penalidades, se for o caso.

Para praticar o ato de lançamento a autoridade administrativa segue outras


determinações do Código Tributário Nacional, como por exemplo:

- O lançamento segue a legislação do dia da ocorrência do fato gerador, ainda


que posteriormente modificada ou revogada. Ex: O dia do lançamento é 31
de dezembro de 2004, mas o fato gerador ocorreu há cinco anos, a matéria
tributável que atuará sobre o lançamento será a vigente há cinco anos, ainda
que modificada ou revogada.
- Há exceções a regra acima, assim o lançamento poderá deixar de seguir a
legislação do tempo da ocorrência do fato gerador, quando a legislação
posterior ao fato gerador:

a) tenha instituído critérios novos de apuração ou processos de fiscalização;


b) tenha ampliado os poderes das autoridades administrativas;
c) tenha outorgado ao crédito maiores garantias ou privilégios, exceto, quanto atribuir
responsabilidades a terceiros;

O lançamento regularmente notificado ao sujeito passivo, somente poderá ser


alterado nos casos a seguir:

1 – pela impugnação do sujeito passivo, desde que acatada em 1ª instância de


julgamento;
2 – por recurso de ofício, desde que acatada em 2ª instância de julgamento;
3 – De ofício, quando:
a) for determinação de lei;
b) quando a declaração não seja prestada, por quem de direito, no prazo e na forma da
legislação tributária;
c) não prestados os depoimentos e esclarecimentos ou prestá-los indevidamente à
autoridade administrativa;
d) falsidade, erro, omissão comprovadas nas declarações obtidas pelo Fisco junto a
seus contribuintes.

Modalidades de Lançamento:

A – Lançamento de Ofício ou Lançamento Direto.

B – Lançamento por Declaração ou Lançamento Misto.

C – Lançamento por Homologação ou Autolançamento.

O lançamento de ofício é um ato de iniciativa exclusiva da autoridade administrativa,


uma vez que independe da participação ou não participação do sujeito passivo ou do
responsável. É um procedimento unilateral. Poderá ser um Auto de Infração ( se no
serviço externo estiver a autoridade administrativa) ou Notificação de lançamento ( se
no serviço interno estiver a autoridade administrativa).
Ex: Lançamento para cobrar tributos aduaneiros ( II e IPI vinculado) em ato de revisão
aduaneira.

O lançamento por declaração ou misto está em desuso – seria da seguinte forma, o


sujeito passivo prestaria uma declaração prévia ao lançamento, com base nesta
declaração prévia a autoridade administrativa promoveria o lançamento, cabendo ao
sujeito passivo pagar ou impugnar. O lançamento do ITR no início de sua tributação
pela área federal se assemelhava a tal lançamento. Atualmente, alguns doutrinadores
citam a declaração de bagagem como forma de lançamento por declaração.

No lançamento por homologação, a responsabilidade é exclusiva do sujeito passivo e


suas declarações persistem para todos os efeitos legais. A característica deste
lançamento é o pagamento antecipado do tributo devido, sendo o ato homologatório,
na maioria das vezes, tácita – em razão do decurso de prazo de cinco anos a contar
do lançamento, logo o prazo que está se referindo o CTN, nesse caso, é prazo de
decadência. Ex: IPI, ICMS.

Suspensão do Crédito Tributário:

a) a moratória ( dilatação de prazo para pagamento);


b) o depósito do seu montante integral (geralmente para discutir a questão em juízo,
sem que ao final, se for vencido o sujeito passivo, estar devendo juros de mora);
c) as reclamações e os recursos ( são na esfera administrativa – impugnações e
recursos nas instâncias superiores de julgamento administrativo.)
d) concessão de liminar em mandado de segurança;
e) concessão de liminar ou tutela antecipada em outras ações judiciais;
f) o parcelamento.

A suspensão do crédito tributário não dispensa do cumprimento das obrigações


acessórias.

Extinguem o Crédito Tributário:

a) o pagamento;
b) a compensação;
c) a transação;
d) a remissão (perdão de todo o crédito tributário);
e) a prescrição(após lançado de ofício) e a decadência ( antes do lançamento de
ofício);
f) a conversão do depósito em renda;
g) o pagamento antecipado e a homologação do lançamento;
h) a consignação em pagamento;
i) a decisão administrativa passada em julgado favorável ao impugnante;
j) a decisão judicial passada em julgado favorável ao reclamante;
k) a dação em pagamento ( entrega de bens em pagamento).

Exclusão do Crédito Tributário:

a) a isenção;
b) a anistia (perdão da dívida, em relação a penalidades, sob condição do pagamento
do tributo).

Estudo das figuras de suspensão, extinção e exclusão do crédito tributário:

Moratória:

Poderá ser concedida em caráter geral ou em caráter individual.

Em caráter geral somente pela Pessoa Jurídica de Direito Público competente para
instituir o tributo a que se refira a moratória e, pela União quanto a tributos da competência
dos Estados, do DF, Municípios, desde que concedida aos da área federal e às obrigações
de direito privado.

Ou seja, cada ente federativo poderá conceder em relação aos seus próprios tributos, e
somente a União poderá conceder em relação a tributo da competência privativa de cada
ente tributante, desde que também o faça em relação aos seus próprios. Não há assim
previsão de que um Estado, DF, ou Município possa instituir moratória em relação a
tributos federais, nem aos estados sobre os do município e vice-versa.
Para conceder moratória em caráter individual, deverá ser analisado o caso a caso, em
despacho fundamentado da autoridade administrativa, desde que autorizado por lei e
submetida ás condições acima. Em caráter individual não gera direito adquirido.

É uma dilatação de prazo para pagar os tributos e poderá ser aplicada a determinadas
regiões, classes ou categorias de sujeitos passivos.

Depósito do Montante Integral:

Visa como já foi dito evitar a fluência de juros de mora, enquanto a questão é discutida
na esfera administrativa ( pela impugnação e recursos) ou na esfera judicial ( pelo Mandado
de Segurança, pela Tutela Antecipada). É importante observar que o depósito deverá ser
feito em dinheiro e integralmente.

Reclamações e Recursos:

É a própria impugnação ao lançamento da autoridade administrativa ou recursos


administrativos nas instâncias superiores de julgamento, ou seja, enquanto se discute a
razão e o direito, está suspenso o crédito, não será efetivada a sua cobrança.

Parcelamento:

Será concedido na forma e nas condições estabelecidas em lei específica, não excluindo
a incidência de juros e multas, salvo disposição legal em contrário. Atenção: o
parcelamento não extingue o crédito tributário, apenas o suspende. Assim parcelar crédito
tributário não tem os mesmos efeitos do pagamento integral do mesmo.

Pagamento:

Esta é a forma mais usual de extinção do crédito tributário e a legislação informa sobre
alguns cuidados, ou seja, quando a autoridade administrativa juntamente com o crédito
lançado, também lança multas referente a penalidades, o lançamento da penalidade não
ilide o pagamento do principal, bem como não ilide o pagamento integral do crédito
tributário – nesse caso do total do lançamento, mais a multa.
Quando o pagamento for em parcelas, o pagamento de uma parcela não significa o
pagamento das anteriores ou posteriores e quando houver o pagamento integral de um
lançamento referente a crédito tributário não significará que tenha havido o pagamento de
outros lançamentos porventura existentes.
Quando a legislação do tributo for omissa, não fixar o local para pagamento, o prazo
para pagamento e o valor dos juros, eles serão: efetuados no local do domicílio do sujeito
passivo e na repartição competente do seu domicílio; o prazo será de trinta dias da
notificação; e os juros seriam de 1% ao mês.
O pagamento será efetuado em moeda corrente, cheque ou vale postal, ou nos casos
previstos em lei, em estampilha, em papel selado ou por processo mecânico (atualmente,
nos dias modernos o pagamento se dá realmente em moeda corrente ou cheque, e até
mesmo por desconto direto em conta bancária, via computadores, como ocorre na
importação). Por óbvio que um pagamento realizado mediante cheque somente será
considerado válido após o desconto do mesmo.
Quando forem diversos os débitos vencidos, logo devidos ao mesmo sujeito ativo, o
CTN estabelece uma ordem de quitação:
a) em primeiro lugar – aos débitos por obrigação própria e em segundo lugar aos
débitos por responsabilidade tributária;
b) primeiramente, às contribuições de melhoria, depois taxas e depois impostos;
c) na ordem crescente dos prazos de prescrição, significa pagar primeiro os que
estão mais perto de prescrever;
d) na ordem decrescente dos montantes – primeiro os maiores.

Quanto diversas pessoas jurídicas estiverem concorrendo sobre em relação a um só


devedor a ordem de preferência é:

1º União;
2º Estados, DF e Territórios, conjuntamente e pro-rata;
3º Municípios, conjuntamente e pro-rata.

O direito a restituição do pagamento indevido:

Quando o contribuinte comprovadamente pagar tributo maior que o devido, tanto


por erro de lançamento de ofício no tocante a base de cálculo e a sua formação (alíquotas,
etc) quanto por erro de lançamentos sujeitos a homologação, inclusive até mesmo por erro
de identificação do sujeito passivo. Ou quando de qualquer forma, reformada a decisão
administrativa, judicial de cobrança de crédito tributário já pago.
Somente poderá receber restituição de tributos aquele que assume verdadeiramente
o encargo do pagamento – ou seja, o contribuinte de direito (também conhecido como
contribuinte “de jure”. O prazo geral para cobrança de indébito é de cinco anos a contar, da
data da extinção do crédito tributário, ou seja, de seu pagamento, ou da data em que tornar a
decisão definitiva, seja administrativa ou judicial.
Assim sendo a Fazenda Pública poderá denegar a restituição, inclusive, alegando
que o requerente não é contribuinte de direito, cabendo a quem se julgar prejudicado entrar
com ação anulatória, pois, a decisão de denegação prescreve em dois anos.

Compensação:

Para haver compensação é necessário haver direitos e obrigações mútuos. Assim se


duas pessoas forem ao mesmo tempo credor e devedor uma da outra, as duas obrigações
extinguem-se até onde se compensarem. A compensação será entre dívidas líquidas,
vencidas e de coisas fungíveis. No caso de dívidas com o fisco sempre será necessário para
existir o direito à compensação que haja lei, no sentido estrito – lei ordinária, medida
provisória determinando a realização de compensação.
Transação:

É uma espécie de negociação jurídica onde credor e devedor acertam concessões


mútuas com a finalidade de extinguir obrigações recíprocas, estando prevista no artigo 171
do CTN. Da mesma forma que na compensação é fundamental a existência de lei no seu
sentido estrito.

Remissão:

Remissão tributária, no sentido de perdão de uma dívida tributária é escrita com


duplo “ss”, assim a palavra com escrita diferente em nada tem a ver com o instituto
tributário da remissão. Diz o artigo 172 do CTN que a lei poderá autorizar a autoridade
administrativa a conceder, por despacho fundamentado, remissão total ou parcial do crédito
tributário, considerando:
a) à situação econômica do sujeito passivo;
b) ao erro ou ignorância escusáveis do sujeito passivo, quanto à matéria de fato;
c) a diminuta importância do crédito tributário;
d) a considerações de equidade, face as características pessoais ou materiais do caso;
e) a condições peculiares de determinada região do território da entidade tributante.

Quando o favor fiscal é submetido a despacho fundamentado da autoridade


administrativa não gerará direito adquirido, como é o caso da remissão, pois, uma vez
comprovada de que não fazia jus ao benefício, o mesmo será integralmente revogado.

Decadência:

É perda do direito de lançar. Logo, basta verificar que se perdemos o direito de lançar é
porque não foi realizado o lançamento em tempo hábil: o tempo será de cinco anos,
contados:
a) do primeiro dia útil do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter
sido efetuado;
b) da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado por vício formal, o
lançamento anteriormente efetuado.

Aqui quando se refere a lançamento, está se referindo ao lançamento de ofício, o


realizado pela autoridade fiscal. A perda do direito do fisco de lançar é a decadência
estabelecida, portanto. Assim, quando o fisco pratica o lançamento dito de “ofício”,
cessa a contagem de prazo de decadência e se inicia, a partir de determinado
momento, a contagem da prescrição. Ou seja, lançamento por homologação, apesar
de ter ocorrido a expressão “lançamento por homologação” não tem o condão de
cessar o prazo de decadência, este somente será cessado com o decurso do prazo de
cinco anos, ou seja com a homologação tácita do mesmo.
Prescrição:

Não há perda de direito, mas da ação de cobrar. O lançamento, portanto, foi realizado
em tempo hábil, mas o procedimento de cobrança, por qualquer motivo, não foi eficaz,
sendo o prazo de prescrição também de 5 anos a contar da data de constituição definitiva do
lançamento. É prazo sujeito a interrupção:

a) pela citação pessoal feita ao devedor;


b) pelo protesto judicial;
c) por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor;
d) por qualquer ato inequívoco ainda que extrajudicial, que importe em
reconhecimento do débito pelo devedor.

Na prescrição cessada a interrupção, o prazo continua a correr pelo que restar, na


decadência não há interrupção de prazos, ela correrá celeremente, enquanto não houver
o lançamento. A decadência pode ser declarada de ofício pelo juiz, na prescrição ela
terá de ser comprovada pela parte interessada.

Aqui, também quando a lei fala em “lançamento” está se referindo ao lançamento de


ofício, o realizado pela autoridade fiscal, único ato capaz de cessar a decadência e
iniciar a partir de determinado momento a prescrição.

Conversão do Depósito em Renda:

É uma das formas de pagamento e extinção do crédito tributário. Aquilo que era
discutível e estava depositado em juízo ou administrativamente para evitar a mora e
atualização monetárias, passou a ser líquido e certo, tendo o devedor se submetido ao
lançamento e lhe satisfeito, após a discussão do mesmo, seja em juízo ou
administrativamente, ou seja, em linguagem simples, o sujeito passivo se deu por
vencido, dando razão ao fisco e pagou o crédito tributário, convertendo o que estava
depositado em renda definitiva.

Pagamento antecipado e homologação do lançamento:

Estas duas figuras – pagamento antecipado e homologação do lançamento – são atos


próprios do lançamento por homologação, como ocorre no IPI no ICMS, é que ocorre o
recolhimento ao Tesouro Nacional dos tributos sujeitos a tal lançamento e a
homologação será, na maioria das vezes, tácita – pelo simples decurso do prazo de
cinco anos a contar do lançamento, logo o prazo é de decadência. Há a previsão da
homologação expressa, mas sobre tal assunto há controvérsias, pois, alguns
doutrinadores acreditam que tendo a empresa contribuinte por homologação sofrido
fiscalização, e nada sendo encontrado para lançar de ofício, houve homologação do
período fiscalizado, ponto de muitas discordâncias entre os autores de direito tributário.

Isenção e Anistia – Excludentes do crédito tributário;


Cada tributo relaciona os atos e fatos excluídos de sua tributação, uma vez que
isenção é matéria sujeita a reserva legal, ou seja, lei no sentido estrito precisa prevê-la a
fim de que tenha validade. Não há isenção constitucional, há isenção legal – de lei
portanto. A constituição trata de não-incidências, logo imunidades, ainda que por vezes,
se utilize da expressão “isenção”.
A isenção poderá ser objetiva quando se referir a coisas tangíveis – roupas, sapatos,
redes de dormir, etc. Poderá ser subjetiva quando se referir a uma determinada pessoa e
a determinadas circunstâncias – a isenção para deficientes adquirirem veículos
adaptados ao seu grau de deficiência física, é um exemplo de isenção subjetiva. Outras
isenções são dadas por prazo certo. As isenções por prazo certo e sujeitas ao critério de
verificação da autoridade administrativa não geram direito adquirido, mas quando
concedida em caráter geral passa a gerar o chamado direito adquirido e nesses casos,
somente poderá ser revogada, mediante lei, e com observância do princípio da
anterioridade.
Finalmente, ainda que existam controvérsias, a maioria dos doutrinadores, informa
que nos casos de exclusão de crédito tributário, ficam em suspenso pelo prazo
prescricional o próprio crédito tributário e o lançamento, no entanto, permanecem
efetivos a obrigação tributária e o fato gerador.

Na anistia se tem um perdão fiscal – perdão em relação somente a penalidades, a


infrações da legislação tributária, desde que não caracterizem crimes ou contravenções
e desde que não haja dolo, fraude, simulação ou conluio. Assim caberá a cada entidade
tributante, mediante lei no sentido estrito, anistiar infrações da legislação tributária;
infrações de baixo montante; e anistiar as penalidades e infrações pecuniárias de
determinada região do território da entidade tributante. Mas há uma condição básica
para que se possa conceder e obter a anistia é o pagamento do tributo no prazo fixado
na lei. Dispensa-se multas, não o tributo.

Exercícios de Fixação:

91 – Podemos afirmar corretamente que base de cálculo é:

a) o valor do imposto devido;


b) o montante que define em valores a hipótese de incidência;
c) é o valor do lançamento;
d) é o próprio fato gerador.

92 – Podemos afirmar corretamente que fato gerador é:

a) uma situação de fato, definida em termos jurídicos como hipótese de incidência,


sempre recaindo sobre uma situação que tenha expressão econômica;
b) fato gerador é o montante devido pelo contribuinte;
c) fato gerador é a previsão de um valor a pagar;
d) nda.
93 – Assinale a estritamente correta, conforme o texto estudado:

a) o fato gerador tem a mesma natureza da obrigação tributária;


b) a obrigação tributária tem a mesma natureza do fato gerador;
c) o crédito tributário tem a mesma natureza da obrigação tributária;
d) nda.

94 – A alíquota aplicável a determinado fato gerador, será aquela vigente:

a) 30 dias antes da ocorrência do fato gerador;


b) no dia seguinte a ocorrência do fato gerador;
c) no dia da ocorrência do fato gerador;
d) no dia do lançamento.

95 – Determinada lei entrou em vigor 100 dias após a ocorrência do fato gerador, tal lei
determinava melhores condições de fiscalização, como a troca de informações cadastrais
entre as entidades tributantes. O fiscal, na qualidade de autoridade administrativa, utilizou a
lei de forma retroativa, para fatos geradores antes do vigor da lei. O fiscal agiu:

a) errado e vai responder a inquérito administrativo disciplinar;


b) errado, mas é erro escusável;
c) corretamente, pois, o CTN permite que a lei tributária possa retroagir quando define
maiores poderes ao fisco;
d) corretamente, mas não vai valer o lançamento.

96 – O lançamento por homologação é realizado pelo:

a) – pelo fiscal;
b) – pela autoridade administrativa;
c) – tanto pelo fiscal como pelo contribuinte;
d) – pelo contribuinte;

97 – O lançamento por homologação tem como características:

a) o pagamento antecipado e a homologação tácita – 5 anos após o lançamento;


b) o pagamento sob condição resolutória de posterior homologação;
c) o pagamento antecipado sob condição resolutória de posterior homologação, a qual
poderá ser tácita ou expressa;
d) as letras “a” e “c” estão integralmente corretas;

98 – O ato privativo da autoridade administrativa de identificar o sujeito passivo, calcular o


valor tributável ou “quantum debeatur”, verificar alíquota incidente, e a ocorrência do fato
gerador se denomina:

a) lançamento;
b) crédito tributário;
c) formalização do crédito tributário;
d) as letras “a” e “c” estão corretas.

99 – Em relação á diferença entre decadência e prescrição, podemos anotar:

a) Ocorre decadência quando não houve a constituição do lançamento do crédito


tributário e ocorre prescrição quando o crédito, por alguma omissão, deixa de ser
cobrado no prazo prescricional;
b) A diferença é apenas de semântica;
c) É que ambas extinguem o direito da ação de cobrar;
d) É que ambas extinguem o direito de cobrar.

100 – Excluem o crédito tributário:

a) a isenção e a anistia, mas permanecem válidos a obrigação tributária e o fato


gerador;
b) o pagamento e a conversão do depósito em renda;
c) a concessão de medida liminar em mandado de segurança;
d) nda.

101 – Suspendem o crédito tributário:

a) a moratória, o pagamento, o depósito do montante integral, as reclamações e os


recursos;
b) a moratória, o parcelamento, o depósito do seu montante integral, as reclamações e
os recursos, a concessão de medidas liminares;
c) a concessão de medidas liminares, a compensação, a transação e a remissão;
d) nda.

102 – A compensação, a transação e a remição, são formas de:

a) exclusão do crédito tributário;


b) extinção do crédito tributário;
c) suspensão do crédito tributário;
d) nda.

103 – Assim como a moratória, a isenção e a anistia:

a) aproveitam todos os casos, inclusive, os dolosos e em conluio;


b) não aproveita os casos de dolo, fraude e simulação, mas admite o conluio;
c) não aproveita os casos de dolo, fraude, simulação e conluio;
d) nda.

104 – O vencimento do crédito tributário, quando a legislação tributária não fixar, período
diverso, se dará:
a) 30 dias após a notificação válida ao sujeito passivo;
b) 30 dias após a notificação enviada pelo sujeito ativo;
c) 30 dias do lançamento;
d) nda.

105 – O pagamento do crédito tributário pode ser efetuado:

a) em cheque ou vale postal;


b) em moeda corrente, estampilha ou cheque;
c) em moeda corrente, cheque ou vale postal, além da estampilha, papel selado e
processo mecânico;
d) papel selado, em dinheiro, estampilha ou cheque.

106 – Assinale a alternativa que indica corretamente, de acordo com o Código Tributário
Nacional, a ordem a ser observada pela autoridade administrativa na quitação por
imputação dos seguintes créditos tributários, devidos por um mesmo sujeito passivo.
(AFRF/1994):

1 – R$ 200.000,00, vencido em 10/02/81, referente a imposto de renda na fonte, na


qualidade de responsável;
2 – R$ 8.000,00, vencido em 20/12/1983, relativo à contribuição de melhoria;
3 – R$ 25.000,00, vencido em 10/05/1982, concernente ao imposto de importação;
4 – R$ 50.000,00, vencido em 10/03/1983, pertinente ao imposto de importação;
5 – R$ 6.000,00, vencido em 15/11/1983, correspondente a taxa rodoviária única.

a) na ordem: R$ 200.000,00; R$ 50.000,00; R$ 25.000,00; R$ 8.000,00 e R$ 6.000,00.


b) na ordem: R$ 200.000,00; R$ 25.000,00; R$ 50.000,00; R$ 6.000,00 e R$ 8.000,00.
c) na ordem: R$ 8.000,00; R$ 6.000,00; R$ 25.000;00; R$ 50.000,00 e R$ 200.000,00.
d) nenhuma das alternativas está correta.

107 – O crédito tributário possui garantias e privilégios de forma a garantir o cumprimento


por parte do sujeito passivo de suas dívidas com o Erário Público, somente não
respondendo por tais dívidas tributárias, os bens:

a) absolutamente impenhoráveis;
b) gravados por ônus real;
c) arrolados em garantia;
d) todo e qualquer bem responde pelas dívidas tributárias.

108 – O Crédito tributário quanto a sua cobrança judicial:

a) está sujeito a concurso de credores;


b) dependerá de arrolamento prévio;
c) nos casos de falência e de concordata fica sujeito a habilitação;
d) não é sujeito a concurso de credores ou qualquer outro tipo de habilitação;
109 – Qual é o ato, procedimento que constitui o crédito tributário:

a) o fato gerador;
b) a base de cálculo;
c) a determinação da alíquota aplicável;
d) o lançamento.

110 – Determinado contribuinte submetido à fiscalização, foi notificado mediante Auto de


Infração por falta de pagamento de tributos, que estava em débito de R$ 100.000,00 reais
em imposto e R$ 75.000,00, em multa. Este tipo de lançamento é denominado:

a) De ofício;
b) Por homologação;
c) Por declaração;
d) Autolançamento.

8º Capítulo:

Da Administração Tributária
Da Dívida Ativa
Noções básicas sobre Processo Administrativo Tributário (Contencioso Tributário
Federal)

Da Administração Tributária:

Nos artigos 194 a 200 do Código Tributário Nacional – CTN, vamos localizar os
poderes e demais regras que regulam a atividade da fiscalização, dispondo sobre os poderes
das autoridades administrativas no exercício de suas atribuições de fiscalização.

Assim tanto regula genericamente o poder da autoridade fiscal, como em relação a


cada tributo, logo, também de forma específica.

Determina a aplicação da legislação tributária a todas as pessoas naturais e


jurídicas, sejam contribuintes ou não, ainda que imunes ou isentas, portanto, todos
estão sujeitos à fiscalização.

Para efeitos tributários não há como limitar ou excluir o direito do fisco em


examinar livros, papéis, arquivos, além de que os fiscalizados tem a obrigação de exibi-los
quando solicitados e no prazo e forma requeridos. Significa que o fisco poderá, no
cumprimento de suas atribuições, adentrar em qualquer estabelecimento sob fiscalização,
sem necessidade de qualquer ordem judicial, estando o estabelecimento regularmente
aberto e em horário de funcionamento normal. Só há restrição em relação à residência
domiciliar das pessoas físicas e nesse caso será necessária a ordem judicial. Também não
há nem poderá haver qualquer dificuldade em examinar livros, documentos e quaisquer
papéis, pois, só podem alegar o direito ao sigilo algumas poucas entidades (padres,
advogados e bancos em geral). Todos deverão guardar os documentos e livros de efeitos
fiscais pelo prazo mínimo de 5 anos – que é o prazo prescricional.

A administração fazendária e seus servidores fiscais terão dentro de sua área de


atuação e jurisdição, precedência sobre os demais setores administrativos, isso significa,
por exemplo, que os demais órgãos públicos estão obrigados a prestar ajuda quando
solicitada por um agente da fiscalização tributária.

Devendo os atos da fiscalização serem de natureza legal, públicos, e em obediência


a publicidade de seus atos, devem os mesmos sofrer registro nos livros apresentados pelos
fiscalizados ou até mesmo a termo, quando o fiscalizado deverá ficar com cópia.

Mediante intimação estão obrigados a informar sobre os negócios e atividades de


terceiros:
a) os tabeliães, escrivães e demais serventuários de ofício;
b) os bancos, as casas bancárias, caixas econômicas e demais instituições financeiras;
c) as empresas de administração de bens, os transportadores;
d) as corretoras, os leiloeiros e despachantes oficiais;
e) os inventariantes;
f) os síndicos, comissários e liquidatários;
g) quaisquer outros em razão de seu ofício.

A administração tributária e seus servidores estão obrigados a guardar sigilo em


relação aos fatos de seu conhecimento, excluindo-se as informações e provas necessárias à
formulação da representação fiscal para fins penais; a inscrição na dívida ativa; o
parcelamento e a moratória, além de troca de informações entre entes públicos conveniados
e a solicitação de informações ao fisco via ordem judicial.

O agente fiscal tem poder de requisitar, inclusive, a colaboração e proteção de força


policial, a fim de bem cumprir com às suas atribuições, ou seja, não é somente a
administração que poderá solicitar a força policial, mas o próprio auditor fiscal no
desempenho de suas funções. Qualquer ato agressivo, seja verbal, por sinais, seja agressão
física ou outro ato de negação que vise dificultar a fiscalização será considerado como
embaraço e desacato ao agente tributário, sujeitando o infrator a condução sobre prisão para
prestação de depoimentos, além de multas administrativas e judiciais.

Da Dívida Ativa:

O capítulo está contido nos artigos 201 a 204 do CTN.

A dívida ativa tributária, logicamente se constitui a partir dos créditos tributários


não satisfeitos pelo sujeito passivo, devendo para tal ser regularmente inscrita na repartição
competente (Procuradoria da Fazenda Nacional para os créditos tributários federais), após
esgotados os prazos para pagamento fixados em processo regular.
A dívida ativa tributária, regularmente registrada, goza da presunção “júris tantum”,
ou seja, presunção relativa até prova em contrário, de que é dívida certa e líquida, logo
devida. Basta, portanto, a apresentação pela PFN do título extrajudicial denominado
Certidão de Dívida Ativa para que possa impetrar ação judicial de execução de bens do
devedor. Logo é prova pré-constituída para todos os efeitos a dívida ativa regularmente
inscrita.

Primeiro a PFN elabora um simples Termo de Inscrição e apresenta ao devedor,


caso não aceito e não pago, então é providenciada a Certidão.

A dívida ativa tem rito processual para fins de execução judicial regido pela Lei
6830/1980, logo tem rito próprio, prazos próprios, somente sendo regida pelo Código de
Processo Civil de forma subsidiária.

O Termo de Inscrição deverá conter:

a) nome do devedor, dos co-responsáveis e, sempre que conhecido, o domicílio ou


residência de um e de outros;
b) o valor originário da dívida, bem como o termo inicial e a forma de calcular os juros
de mora e demais encargos previstos em lei ou contrato;
c) a origem, a natureza e o fundamento legal ou contratual da dívida;
d) a indicação, se for o caso, de estar a dívida sujeita à atualização monetária, bem
como o respectivo fundamento legal e o termo inicial para o cálculo;
e) a data e o número da inscrição;
f) o número do processo administrativo ou do auto de infração, se neles estiver
apurado o valor da dívida.

A Certidão de Dívida Ativa conterá os mesmos elementos do Termo de Inscrição e


será autenticada pela autoridade competente.
Qualquer omissão ou erro anulará a certidão, o qual poderá ser sanado até o
momento de ocorrer à decisão de primeira instância (judicial) mediante substituição
da certidão nula por outra sem os erros ou omissões da anulada, e ao executado
quando houver substituição será garantido à devolução de prazos para embargos à
execução.

Certidão Negativa de Débitos Fiscais:

Artigos 205 a 208 do CTN.

Artigo 205 – A lei poderá exigir que a prova de quitação de determinado tributo,
quando exigível, seja feita por certidão negativa, expedida à vista de requerimento do
interessado, que contenha todas as informações necessárias à identificação de sua pessoa,
domicílio fiscal e ramo de negócio ou atividade e indique o período a que se refere o
pedido. A certidão negativa será sempre expedida nos termos em que tenha sido requerida e
será fornecida dentro de 10(dez) dias da data da entrada do requerimento na repartição.
Artigo 206 – Tem os mesmos efeitos previstos no artigo anterior a certidão de que
conste a existência de créditos não vencidos (logo ainda não devidos), créditos em curso de
cobrança executiva em que tenha sido efetivada a penhora (logo reservados para pagamento
dos tributos devidos, mediante bens penhorados e que serão levados a hasta pública), ou
créditos cuja exigibilidade estejam suspensos ( exemplo: créditos tributários lançados e
impugnados pelo sujeito passivo na instância administrativa).

Artigo 207 – Independentemente de disposição legal permissiva, será dispensada a


prova de quitação de tributos, ou o seu suprimento, quando se tratar de prática de ato
indispensável para evitar a caducidade do direito, respondendo, no entanto, todos os
participantes no ato pelo tributo porventura devido, juros de mora e penalidades cabíveis,
exceto as infrações cuja responsabilidade seja pessoal ao infrator. Tal alegação de direitos é
praticada quando a não observância de prazo – dez dias – para concessão da certidão não é
observada pela repartição competente e tal omissão possa acarretar a caducidade de um
direito.

Artigo 208 – A certidão negativa expedida com dolo ou fraude, que contenha erro
contra a Fazenda Pública, responsabiliza pessoalmente o funcionário que a expedir, pelo
crédito tributário e juros de mora acrescidos, sem dispensar as demais responsabilidades
funcionais e penais.

Finalmente nos artigos 209 e 210 do CTN temos as disposições finais.

Artigo 209 – A expressão “Fazenda Pública” quando empregada nesta Lei sem
qualificação abrange a Fazenda Pública da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios. Comprova a abrangência nacional do CTN.

Artigo 210 – Dos prazos: os prazos fixados nesta Lei ou na legislação tributária
serão contínuos, excluindo-se na sua contagem o dia de início e incluindo-se o de
vencimento. Os prazos só se iniciam ou vencem em dia de expediente normal na repartição
em que corra o processo ou deva ser praticado o ato.

Do Contencioso Tributário:

O Contencioso Administrativo Tributário tem origem nos lançamentos que são


contestados pelos contribuintes na esfera administrativa. É previsto no artigo 5º da
Constituição Federal no inciso LV. “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de
qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a
inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos
termos seguintes:
LV – aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são
assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes.
Nos demais incisos diz ainda: ninguém será privado da liberdade ou de seus bens
sem o devido processo legal e são inadmissíveis, no processo, as provas obtidas por meios
ilícitos.
Quando a administração tributária em decisão administrativa irreformável anula o
crédito lançado pela autoridade administrativa está extinto o crédito tributário. E decisão
administrativa irreformável significa aquela que não mais possa ser objeto de ação
anulatória. Assim as decisões no Processo Administrativo Tributário e os julgados
administrativos tem força de eficácia para manter ou extinguir créditos tributários.

O contencioso se inicia pela impugnação ao crédito tributário lançado, quando o


processo será remetido para julgamento da 1a instância administrativa, podendo ser diversa
a sorte de cada um dos processos. Insatisfeito com o resultado, ainda, poderá o contribuinte,
mediante recurso (não mais impugnação), mas sim recurso, elevar o seu caso a 2ª instância
de julgamento.

A primeira instância é realizada pelos julgadores colegiados, todos Auditores


Fiscais da Receita Federal, pelas Delegacias Regionais de Julgamento.

A segunda instância é realizada pelos julgadores colegiados, em igual quantidade de


Auditores Fiscais da Receita Federal e Representantes do empresariado nacional, pelo
Conselho de Contribuintes.

Há também uma terceira instância, denominada especial que corresponde ao


Ministro da Fazenda, quando o contribuinte consegue decisão favorável do Conselho de
Contribuintes e a Procuradoria da Fazenda Nacional, discorda do fato. Da decisão do Sr.
Ministro da Fazenda, na instância administrativa, não cabe recurso.

Exercícios de Fixação:

111 - Dentre as alternativas a seguir, em qual há um que não esteja sujeito à fiscalização
tributária.

a) o imune;
b) o isento;
c) a pessoa natural;
d) a pessoa jurídica não constituída formalmente;
e) todos estão sujeitos á fiscalização.

112 – O termo de início de fiscalização, ou qualquer outro termo fiscal deverá ser lavrado
obrigatoriamente.

a) no livro Diário;
b) em qualquer livro, preferencialmente no livro de Ocorrências;
c) pelo CTN, em qualquer dos livros fiscais e inclusive, poderá ser lavrado mediante
termo avulso, do qual o contribuinte deverá receber cópia;
d) em termos avulsos.
113 – Todos os contribuintes deverão guardar livros, documentos de interesse fiscal, pelo
prazo determinado em lei, para fins de apresentação à fiscalização quando intimados a fazê-
lo. Tal prazo é de:

a) cinco anos e é decadencial;


b) cinco anos e é prescricional, conforme consta do CTN;
c) três anos;
d) dez anos.

114 – Assinale a correta. O início da fiscalização, mediante termo de início, tem como
efeito:

a) interromper o prazo decadencial;


b) interromper o prazo prescricional;
c) cessar a espontaneidade do fiscalizado;
d) nenhuma das anteriores, pois só o lançamento faz tudo cessar.

115 – A declaração do fisco de que o contribuinte está em dias com suas responsabilidades
tributárias se expressa pela declaração:

a) Certidão Negativa ou positiva com efeito de negativa;


b) Certidão Positiva de Débitos Fiscais;
c) Certidão de Dívida Ativa;
d) Nenhuma das anteriores.

116 – O que significa uma Certidão Positiva de Débitos Fiscais, com efeito de negativa:

a) Que o contribuinte é devedor remisso;


b) Que o contribuinte foi autuado pela fiscalização, mediante ato de lançamento e
exerceu a sua defesa, impugnando o crédito, em fase atual de julgamento, ou que na
esfera judicial, se condenado ao pagamento, ofereceu bens à penhora;
c) Que entrou na justiça para se defender mediante Mandado de Segurança;
d) Nenhuma das anteriores.

117 – A inscrição do débito em Dívida Ativa, mediante Certidão de Dívida Ativa, dá ao


crédito tributário a certeza de:

a) garantia e liquidez, relativas;


b) garantia e liquidez, absolutas;
c) garantia e liquidez totais.
d) Só liquidez.

118 – A Certidão de Dívida Ativa é um título:

a) judicial;
b) administrativo;
c) extrajudicial;
d) formal.

119 – É possível contestar um crédito tributário inscrito em dívida ativa, mediante qual
procedimento:

a) mediante impugnação;
b) mediante recurso aos procuradores;
c) mediante embargos à execução;
d) nenhum dos anteriores.

120 – O que significa a precedência que a autoridade administrativa no exercício da


fiscalização de tributos tem sobre as demais autoridades:

a) que não precisa obedecer nem mesmo ao juiz;


b) que poderá solicitar ajuda a qualquer outro agente ou órgão público;
c) que manda em todo mundo;
d) que entra em qualquer lugar, onde quiser.

121 – Quais dentre as pessoas abaixo não está obrigada a revelar o que sabe ao fisco,
mediante intimação:
a) os tabeliães e os serventuários de ofício nos cartórios;
b) o advogado;
c) somente o padre;
d) os bancos.

122 – O sigilo fiscal não prejudica a realização de :

a) representação fiscal para fins penais;


b) certidão de dívida ativa;
c) moratória;
d) todas as alternativas estão corretas;

123 – O erro ou omissão constante de Certidão de Dívida Ativa, a torna:

a) nula e extingue a dívida sem qualquer possibilidade de correção;


b) anulável e extingue a dívida se for indicado o erro ou omissão pelo devedor;
c) nula, mas poderá ser corrigida até decisão de primeira instância;
d) nula, mas poderá ser corrigida se concordar o sujeito passivo.

124 – Quantos aos prazos da legislação tributária, podemos afirmar corretamente:

a) somente se iniciam no dia seguinte da notificação do lançamento, desde que seja dia
de expediente normal na repartição emitente da notificação;
b) exclui-se o último dia do prazo;
c) inclui-se o último dia do prazo, até mesmo em caso de feriado, ponto facultativo, na
jurisdição da repartição emitente da notificação;
d) inclui-se o dia da notificação.

125 – Quantos dias tem o servidor público para expedir certidão de quitação de tributos
federais, regularmente requerida:

a) 5 dias;
b) 30 dias;
c) 10 dias;
d) 8 dias.

126 – A dívida ativa tributária é proveniente de crédito tributário e a dívida ativa não
tributária é proveniente de:

a) de qualquer dívida entre particulares;


b) de qualquer dívida entre pessoas jurídicas e físicas;
c) de um contrato entre um permissionário e o setor público;
d) nenhum das anteriores.

127 – O procedimento fiscal se inicia sempre que houver um:

a) ato de ofício da fiscalização, ou seja, um termo de início, uma intimação, um termo


de apreensão de mercadorias, entre outros;
b) com o registro da importação no Siscomex;
c) com a lavratura do auto de infração;
d) fato que chegue ao conhecimento da autoridade administrativa.

128 – O Auto de Infração é lançamento externo e a Notificação de Lançamento é interno, o


primeiro é lavrado pela autoridade administrativa denominada Auditor Fiscal e o segundo é
firmado pelo chefe da Repartição, seja um Delegado ou um Inspetor. Quanto a presente
afirmação podemos dizer que é:

a) falsa, não existe a notificação de lançamento;


b) falsa, pois, segundo o CTN notificação de lançamento é feita por meio eletrônico,
dispensa assinaturas manuais;
c) falsa, não existe a divisão entre lançamentos internos e externos.
d) Verdadeira.

129 - As intimações deverão ser feitas pessoalmente, admitindo-se a intimação via AR, mas
também quando desconhecido o domicílio poderá ser feita mediante:

a) Proclamas;
b) Anúncios em jornais;
c) Chamadas em televisão;
d) Editais.
130 – Ao Ministro da Fazenda em instância especial compete:

a) julgar em instância especial, da qual não mais caberá recurso, decisões dos
Conselhos de Contribuintes contra a União, em recurso dos Procuradores da
Fazenda Nacional;
b) julgar de ofício, questões de equidade e de analogia;
c) julgar em instância especial, da qual não mais caberá recurso, decisões dos
Conselhos de Contribuintes contrárias a tais contribuintes;
d) nenhuma das anteriores.

131 – A Delegacia Regional de Julgamento é obrigada a recorrer de ofício, mediante


recurso de ofício, sempre que:

a) emitir decisão favorável ao sujeito passivo, quando o crédito tributário for de


elevado valor e superior a limite fixado pelo Ministro da Fazenda;
b) emitir decisão contrária ao sujeito passivo, quando o crédito tributário exigido e
mantido for de elevado valor e superior a limite fixado pelo Ministro da Fazenda;
c) em qualquer dos casos elencados nas letras “a” e “b”;
d) sempre que foi conveniente ao interesse público.

132 – A decisão não unânime pelo colegiado; a decisão divergente em casos similares;
contrária à lei ou à evidência de provas, permitirá recurso à :

a) ao Delegado de Julgamento Regional;


b) ao Secretário da Receita Federal;
c) Câmara Superior de Recursos Fiscais;
d) Nenhuma das anteriores.

Questões de Concursos:

133 – Em relação ao Direito como um todo, o Direito Tributário (AFRF 1991):

a) é totalmente independente dos demais ramos, possuindo metodologia própria de


interpretação e estruturação;
b) vincula-se apenas ao Direito Administrativo, não se relacionando com os demais
ramos;
c) vincula-se apenas ao Direito Constitucional, não se relacionando aos demais ramos;
d) é considerado autônomo, apenas do ponto de vista didático;
e) relaciona-se apenas com os demais ramos do Direito Público, prescindindo
totalmente dos diversos ramos do Direito Privado.

134 – Assinale a única correta (AFRF 1989):

a) o CTN relaciona a jurisprudência judicial como fonte formal do direito tributário


brasileiro;
b) Apesar de integrar a legislação tributária, de acordo com o CTN, os decretos
expedidos pelo Presidente da República não são atos válidos para extinguir
tributos;
c) Por não estarem expressamente mencionados no CTN, quando este arrola o que
se compreende por legislação tributária, as medidas provisórias não podem
definir hipóteses de créditos tributários;
d) Não se equipara à majoração de tributos a modificação de sua base de cálculo
que importe em torná-lo mais oneroso.

135 – A competência tributária da União, Estados e Municípios é definida em :

a) Constituição do Brasil, exclusivamente;


b) Leis complementares federais, exclusivamente;
c) Constituição do Brasil e em leis constitucionais;
d) Leis complementares federais, leis ordinárias e decretos-lei;
e) Constituição do Brasil, leis complementares, decretos-leis e leis ordinárias.

136 – Lei ordinária da União pode (AFRF 1984):


a) autorizar o Executivo a definir as hipóteses de concessão de isenção, suas condições
e limites;
b) revogar isenção concedida por lei estadual ou municipal;
c) conceder isenções de tributos estaduais e municipais quando houver relevante
interesse público;
d) atribuir à pessoa imune a responsabilidade pelos tributos cuja retenção a lei tenha
determinado;
e) dilatar o prazo decadencial do Código Tributário Nacional para lançar de ofício
tributo federal.

137 – Lei ordinária pode (AFRF 1984):

a) delegar ao Executivo a atribuição o sujeito passivo do tributo;


b) autorizar o Executivo a fixar penalidade às infrações tributárias que definir;
c) revogar isenção condicionada e a prazo certo;
d) revogar tratados e convenções internacionais anteriores;
e) atribuir a terceiro, que não se vincula diretamente ao fato gerador da obrigação
principal, o dever de cumprir a obrigação acessória.

138 – O Código Tributário Nacional obriga (ICMS 1989):

a) a União, os Estados, o Distrito Federal e Municípios, somente podendo ser alterado


por lei complementar federal;
b) os Estados e Municípios, podendo ser alterado por lei complementar federal ou
estadual;
c) a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, podendo ser alterado por lei
ordinária federal e medida provisória;
d) os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, somente podendo ser alterado por lei
ordinária;
e) a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, podendo ser alterado por lei
complementar federal e estadual.

139 – Lei municipal que elevou a alíquota do IPTU em 10 de janeiro de 1980, publicada no
Diário Oficial do Município na mesma data, possibilitará a cobrança do tributo (AFRF
1984):

a) a partir de 1º de janeiro de 1980;


b) a partir de 45 dias da data de sua publicação;
c) a partir da data em que a administração expedir, ainda em 1980, a notificação de
lançamento;
d) somente a partir do exercício financeiro seguinte (1981).

140 – Autuado por infração á legislação do imposto sobre produtos industrializados, um


contribuinte defendeu-se judicialmente. A decisão final do litígio lhe foi desfavorável.
Intimado a pagar o imposto e a multa devidos, ele fica sabendo que entrou em vigor uma lei
que deixa de definir como infração o ato praticado. Assinale a alternativa correta aplicável
ao fato acima mencionado ( AFRF 1989):

a) a lei vigente á época da infração somente não é aplicável ao caso se foi


expressamente revogada pela posterior;
b) a nova lei não é aplicável ao caso, porque se trata de ato definitivamente julgado;
c) a nova lei retroage, apenas para excluir a multa devida;
d) a nova lei retroage, para efeito de excluir o imposto devido;
e) lei que estabelece normas gerais de direito tributário, jamais se aplica a ato ou fato
pretérito.

141 – Qual a diferença entre expedir uma certidão negativa com erro culposo (erro não
intencional) e erro doloso (com intuito de lesar o fisco), e os efeitos sobre o funcionário
relapso:

a) no erro culposo não há como responsabilizar pelos créditos tributários porventura


prejudicados, mas no doloso sim, além das penalidades administrativas e penais;
b) tanto no culposo quanto doloso, vai pagar os tributos prejudicados;
c) tanto no culposo quanto doloso, nada terá a sofrer, mas sim, o contribuinte que agiu
em conluio com o mesmo;
d) nenhuma das anteriores.

142 – Assinale a alternativa que contenha a seqüência correta de respostas as três perguntas
abaixo (AFRF 1989):

I – Para definir o que é propriedade, domínio útil ou posse, com a finalidade de limitar a
tributação a respeito, são utilizáveis os princípios gerais de direito privado?
II – A lei tributária federal pode, para fins de definição do fato gerador de imposto, alterar
os conceitos de câmbio, seguro ou de títulos mobiliários ?
III – o emprego da eqüidade, visando a atenuar os rigores de uma lei, pode resultar na
dispensa de tributo injusto?

a) Não, não, não.


b) Não, não, sim.
c) Sim, sim, sim.
d) Não, sim, sim.
e) Sim, não, não.

143 – Na ausência de dispositivo legal, a autoridade competente aplicará a legislação


tributária, sucessivamente, na seguinte ordem (TRF 1988):

a) analogia, equidade, princípios gerais de direito público, princípios gerais de direito


privado;
b) analogia, princípios gerais de direito privado, princípios gerais de direito público,
equidade;
c) analogia, princípios gerais de direito tributário, princípios gerais de direito público,
equidade;
d) analogia, princípios gerais de direito público, princípios gerais de direito privado,
equidade;
e) equidade, analogia, princípios gerais de direito tributário, princípios gerais de
direito público.

144 – Em caso de dúvida quanto à capitulação legal do fato, a autoridade competente para
julgar infrações à legislação tributária deve (AFRF 1989):

a) utilizar o princípio da equidade;


b) aplicar a analogia;
c) interpretar a norma da maneira mais favorável ao acusado;
d) eximir o acusado de qualquer penalidade;
e) aplicar a pena mais severa.

145 – Lei complementar da União Instituiu empréstimo compulsório para absorver


temporariamente poder aquisitivo da população, em face da tendência à hiperinflação. Esse
empréstimo compulsório (AFRF 1991):

a) é inconstitucional, por ter sido instituído por lei complementar;


b) deveria ter sido instituído por lei ordinária federal;
c) é constitucional, por ter sido instituído por lei complementar;
d) é inconstitucional, pois não corresponde às hipóteses constitucionais de
empréstimos compulsórios;
e) é constitucional, pois trata de matéria urgente e de relevante interesse nacional.

146 – Não pode ser cobrado no mesmo exercício financeiro da publicação da lei que o
instituiu o imposto (AFRF 1989):
a) imposto de importação;
b) imposto de exportação;
c) imposto sobre produtos industrializados;
d) imposto sobre circulação de mercadorias;
e) imposto sobre grandes fortunas;

147 – É imprescindível para a determinação da natureza jurídica do tributo;

a) a destinação de sua arrecadação;


b) a sua denominação;
c) o fato gerador;
d) o tipo de lei que o instituiu;
e) a denominação e demais características formais adotadas pela lei.

148 – Considere a relação taxa e fato gerador e responda corretamente:


a) taxa de iluminação pública x poder de polícia;
b) taxa de coleta de lixo x utilização efetiva ou potencial de serviço público específico
e divisível prestado ao contribuinte ou posto a sua disposição;
c) taxa de cemitério x poder de polícia;
d) taxa de fiscalização de boates x utilização efetiva ou potencial de serviço público
específico e divisível prestado ao contribuinte ou posto a sua disposição;
e) taxa de alvará de licenciamento x a propriedade de imóvel urbano.

149 – Lei da União, publicada em 16 de janeiro de 1991, instituiu contribuição em favor da


seguridade social incidente sobre concursos de prognósticos. É correto afirmar que essa
contribuição (AFRF 1991):

a) é exigível após 45 dias da data de publicação da lei;


b) só poderá ser exigida 90 dias após a data da publicação da lei instituidora;
c) pode ser exigida a partir da data de publicação da lei que a criou;
d) é inconstitucional, pois falece competência da União para instituí-la;
e) terá eficácia somente a partir do exercício financeiro seguinte ao de sua instituição,
em face do princípio da anterioridade da lei.

150 – Assinale a única alternativa não correta (AFRF 1984):

a) a Constituição não cria tributos, limitando-se a estipular a competência para instituí-


los;
b) por ser de competência tributária comum, as taxas podem ser cobradas pela União,
Estados, Distrito Federal e Municípios;
c) tendo em vista o fato gerador da contribuição de melhoria, ela pode ser cobrada
cumulativamente pela União, Estados e Municípios;
d) é defeso a União instituir imposto sobre os serviços de transporte e comunicações,
por ser privativo dos Estados e do Distrito Federal o ICMS.
151 – Dona Geni, que explora atividade de lenocínio, teve os rendimentos auferidos na
referida atividade submetidos à incidência do imposto de renda pessoa física pela
fiscalização da Delegacia da Receita Federal. Indique o tratamento adequado ao caso
(AFRF 1991):

a) por configurar ilícito penal e atentado aos bons costumes, a matéria está fora da área
de incidência tributária;
b) por caracterizar uma atividade ilícita juridicamente, o titular é incapaz sob o ponto
de vista tributário;
c) tratando- se de ilícito penal não há que se falar em incidência tributária;
d) tratando-se de atos contra os bons costumes, repugna ao direito tributário considerá-
lo como suscetível de se submeter à incidência da norma tributária;
e) a matéria está dentro do campo de incidência tributária, eis que para o direito
tributário é irrelevante a ilicitude ou licitude da atividade tributária.

152 – Para que uma contribuição de melhoria seja cobrada é necessário que uma obra
pública:

a) seja projetada;
b) seja realizada;
c) valorize área urbana;
d) valorize imóvel particular;
e) nra.

153 – A taxa não pode ter base de cálculo ou fato gerador idêntico ao que corresponde a
imposto, nem (AFRF 1980):

a) ser cobrada indistintamente de todos;


b) ser cobrada de funcionários civis e militares aposentados;
c) ser cobrada em função do capital das empresas;
d) ser cobrada de funcionário ex-combatente de guerra.

154 – Quando tem por fato gerador uma situação que independe de qualquer atividade
estatal específica relativa ao contribuinte, diz-se um “tributo não-vinculado”. Nesse sentido,
é “tributo não-vinculado” (AFRF 1989):

a) a taxa de fiscalização;
b) a contribuição de melhoria;
c) a taxa de limpeza pública;
d) a taxa de melhoramento de portos;
e) o imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza.

155 – Em relação às afirmativas abaixo, assinale a opção correta (AFRF 1991):

I – A obrigação tributária principal tem por objeto o pagamento de tributo ou multa;


II – Obrigação tributária acessória tem por objeto qualquer outra prestação imposta pela
legislação tributária;
III – A aplicação da penalidade não pecuniária origina uma obrigação tributária principal.

a) somente a primeira é correta;


b) somente a segunda é correta;
c) somente a terceira é correta;
d) as duas primeiras são corretas;
e) as três são corretas.

156 – Quando o fato gerador for uma situação jurídica de natureza condicional, a respectiva
obrigação tributária surgirá a partir do momento da (o) (AFRF 1989):

a) constituição do crédito tributário, com a entrega da notificação de lançamento ao


sujeito passivo;
b) publicação da lei que defina como fato gerador essa situação jurídica;
c) implemento da condição suspensiva;
d) prática do ato jurídico, se suspensiva a condição;
e) implemento da condição resolutiva, ou da celebração do negócio jurídico, se
suspensiva a condição.

157 – Regra geral, considera-se ocorrido o fato gerador e existentes os seus efeitos (AFRF
1991):

a) tratando-se de situação jurídica, desde o momento em que tenha sido iniciada a sua
constituição, nos termos do direito aplicável;
b) tratando-se de situação de fato, desde o momento em que estejam em vias de se
concretizar as circunstâncias materiais que produzirão os efeitos que lhe são
próprios;
c) em qualquer situação, desde o momento em que se identifique contribuinte, nos
termos do direito aplicável;
d) tratando-se de situação de fato, desde o momento da prática do ato ou da celebração
do negócio;
e) tratando-se de situação jurídica, desde o momento em que esteja definitivamente
constituída, nos termos do direito pertinente.

158 – Em 10.05.1984, João disse a seu filho Mário que lhe doaria um determinado imóvel,
caso o rapaz conseguisse concluir o curso superior até 13.12.1986. Assinado aos
15.06.1984, o respectivo contrato foi registrado em 02.10.1984. Aos 30.12.1985, Mário
concluiu o curso superior. O fato gerador do imposto sobre transmissão de bens imóveis
ocorreu em (PFN 1985):

a) 30.12.1986;
b) 30.12.1985;
c) 02.10.1984;
d) 15.06.1984;
e) 10.05.1984
OBS: esta questão induz o raciocínio para o fato gerador sob condição, a qual ocorrida faria
nascer o fato gerador ou se daria logo na celebração do negócio – transferir o imóvel caso o
filho concluísse o curso superior até 13.12.1986, como de fato concluiu. Assim se a questão
perguntasse sobre fato gerador de negócio jurídico, a resposta seria fato gerador sob uma
das condições, mas o que pergunta é quando ocorreria o fato gerador do imposto de
transmissão de imóvel – na data da transmissão é a resposta. Não significando, ainda, que
no exemplo acima exista negócio sob condição, é só uma indução.

159 – Regra geral, tratando-se de situação jurídica, considera-se ocorrido o fato gerador, em
relação aos negócios jurídicos submetidos a condição resolutória, a partir do momento
do(a) (AFRF 1991):

a) ocorrência da situação fática;


b) implemento da condição resolutória;
c) celebração do negócio;
d) implemento da condição suspensiva;
e) verificação de outras circunstâncias materiais necessárias pra que a situação de fato
produza os efeitos que normalmente lhe são próprios.

160 – Salvo disposição em contrário, na solidariedade (AFRF 1985):

a) o pagamento feito por um dos obrigados não beneficia os demais;


b) a interrupção da prescrição em favor de um dos obrigados não beneficia os demais;
c) a isenção outorgada pessoalmente a um dos obrigados exonera os demais;
d) a interrupção da prescrição contra um dos obrigados prejudica os demais.

161 – Salvo disposição em contrário, a responsabilidade por infrações a legislação


tributária (AFRF 1985):

a) depende da intenção do agente;


b) considera relevantes apenas as ações ou omissões praticadas com boa-fé;
c) independe da intenção do agente;
d) é definida pelos princípios gerais do direito penal.

162 – A obrigação tributária principal surge com:

a) a publicação da lei que instituiu o tributo;


b) a ocorrência do fato gerador;
c) a eficácia da lei que instituiu o tributo;
d) o lançamento de ofício.

163 – Em contrato de locação de imóvel ficou pactuado entre o locador, o locatário e a


empresa administradora do imóvel que o locatário assumiria todos os encargos tributários
incidentes sobre o imóvel, ficando a empresa administradora responsável pela sua
administração e fiel execução de todas as cláusulas contratuais, que exigissem a sua
interveniência. Considerando-se que o locador, como proprietário do imóvel, é o
contribuinte do imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana, o município deve
cobrar o tributo, nos termos do CTN, do (AFRF 1991):

a) locatário, em face do disposto no referido contrato, que lhe transfere o encargo


tributário;
b) locatário e, sucessivamente, da empresa administradora, se o primeiro recusar-se a
pagá-lo;
c) locador ou locatário, em face da disposição contratual referida;
d) locador, pois os acordos particulares não vinculam, nessa matéria, o fisco;
e) locador, do locatário ou da empresa administradora, conforme a conveniência do
fisco.

164 – É pessoalmente responsável o (AFRF 1989):

a) pai, pelos tributos devidos por seus filhos menores;


b) adquirente, pelos tributos devidos em relação aos bens adquiridos;
c) tabelião, pelos tributos devidos em relação aos atos praticados por ele;
d) inventariante, pelos tributos devidos pelo espólio;
e) tutor, pelos tributos devidos por seus tutelados.

165 – A responsabilidade pessoal, pelo crédito tributário, não ocorre quando há: (AFRF
1989):

a) sócio, no caso de liquidação de sociedade de pessoas, em relação aos tributos


devidos pela liquidada;
b) sucessor a qualquer título (herdeiro ou legatário) pelos tributos devidos pelo “de
cujus”;
c) cônjuge meeiro, pelos tributos devidos pelo “de cujus”;
d) remidor, pelos tributos devidos em relação aos bens remidos.

166 – Segundo o CTN, a responsabilidade da pessoa incorporadora ou daquela que resulta


de fusão, em relação aos tributos devidos pelas incorporadas ou fusionadas, é (AFRF
1984):

a) solidária;
b) subsidiária;
c) preferencial;
d) exclusiva;
e) condicionada à inexistência de fraude ou simulação.

167 – Determinada empresa industrial contratou, por escrito, com um atacadista, uma
vultosa venda sem nota fiscal, de produtos sujeitos ao IPI, estabelecendo que o comprador
se responsabilizaria pelo imposto que, porventura, viesse a ser exigido. O Fisco nesse caso
tem o direito a (AFRF 1984):
a) todo o tributo do comprador, já que o contrato faz lei entre as partes;
b) metade de cada um, pois devido ao conluio, são solidariamente responsáveis;
c) todo o tributo da indústria, pois tal contrato não pode ser oposto à Fazenda Pública;
d) exigir do comprador o tributo, por força do contrato, além de exigir multa da
empresa industrial por sonegação fiscal.

168 – A pessoa física tem capacidade tributária passiva: ( Fisco Estadual MG 1985):

a) somente a partir dos 16 anos de idade;


b) independentemente de idade, se civilmente capaz;
c) independentemente de idade e de capacidade civil;
d) somente quando for maior de 18 anos e civilmente capaz;
e) somente quando maior de 21 anos e civilmente capaz.

169 – De acordo com o CTN, considera-se como domicílio tributário do contribuinte que
não o elegeu, na forma da legislação aplicável ( AFRF 1984):

a) quanto às pessoas jurídicas de direito público, somente o lugar de sua sede


central;
b) quanto às pessoas naturais, a sua residência habitual, ainda que incerta ou
desconhecida;
c) quando às pessoas jurídicas de direito privado, o lugar de sua sede, ou, em
relação aos atos ou fatos que derem origem a cada estabelecimento;
d) quanto às firmas individuais, o da residência de seu titular.

170 – Assinale a alternativa certa: (TRF 1985):

a) o domicílio tributário não poderá ser escolhido pelo contribuinte;


b) o domicílio tributário eleito pelo contribuinte em nenhuma hipótese poderá ser
recusado pela autoridade administrativa;
c) a residência das pessoas físicas não pode ser escolhida como domicílio tributário;
d) o lugar da situação dos bens ou da ocorrência dos atos ou fatos que deram origem à
obrigação será, em qualquer hipótese, o domicílio tributário;
e) a autoridade administrativa pode recusar o domicílio eleito, no caso de
impossibilitar a fiscalização do tributo.

171 – Uma das modalidades de exclusão do crédito tributário é a: (AFRF 1989):

a) transação;
b) prescrição;
c) moratória;
d) anistia;
e) remisão.

172 – A lei pode autorizar a autoridade administrativa a conceder, por despacho


fundamentado, remissão total ou parcial do crédito tributário, quando houver:
a) relevante importância do crédito tributário;
b) questões de ordem administrativa de cada contribuinte;
c) projeto de anistia definido pela autoridade competente;
d) ignorância do sujeito passivo quanto à matéria de direito;
e) condições peculiares a determinada região do território da entidade tributante.

173 – A contagem do prazo de prescrição da ação para a cobrança do crédito tributário


inicia-se (ICMS ES):

a) na data do protesto inicial;


b) na data da ocorrência do fato gerador;
c) na data da constituição definitiva do crédito tributário;
d) na data em que deveria ter ocorrido o pagamento do crédito tributário;
e) no primeiro dia do exercício seguinte áquele em que ocorreu o lançamento.

174 – A prescrição da ação de cobrança do devedor se interrompe:

a) pela ocorrência do fato gerador;


b) pelo lançamento;
c) por qualquer ato administrativo que constitua o devedor em mora;
d) pela citação pessoal feita ao devedor;
e) pela lavratura do auto de infração.

175 – As isenções (IAPAS 1985):

Esta questão não mede necessariamente conhecimento da lei, mas a capacidade do aluno
em prestar atenção no que está escrito:

a) podem ser revogadas a qualquer tempo por lei, salvo se concedidas por prazo certo
e em função de determinadas condições;
b) podem ser revogadas a qualquer tempo por lei, salvo se concedidas por prazo certo
ou em função de determinadas condições.

176 – Quantos dias depois da data da notificação do lançamento ao contribuinte ocorrerá o


vencimento do crédito tributário, quando a legislação não fixar o tempo para o pagamento:

a) 45 dias;
b) 30 dias;
c) 15 dias;
d) 10 dias;
e) 5 dias.

177 – O favor fiscal que, estabelecido em lei do poder tributante competente, dispensa o
contribuinte do pagamento de tributo devido, é (AFRF 1991):

a) a imunidade;
b) isenção;
c) isonomia;
d) moratória;
e) prescrição.

178 – O prazo para que se dê o fato jurídico da decadência e da prescrição (AFRF 1991):

a) interrompe-se no caso de decadência e suspende-se no caso de prescrição;


b) suspende-se no caso de decadência e interrompe-se no caso de prescrição;
c) interrompe-se e suspende-se no caso de decadência e apenas se suspende no caso de
prescrição;
d) interrompe-se e suspende-se no caso de prescrição e apenas se interrompe no caso
de decadência;
e) interrompe-se e suspende-se no caso de prescrição e não se interrompe e nem se
suspende no caso de decadência;

179 – A competência tributária residual da União caracteriza-se pela possibilidade de ela


(AFRF 1991):

a) aumentar seus impostos, majorando base de cálculo ou alíquotas, mas respeitados os


princípios constitucionais;
b) instituir impostos extraordinários, havendo iminência ou no caso de guerra externa;
c) criar, por lei complementar, um novo imposto, distinto dos previstos na
Constituição, de índole não-cumulativa;
d) instituir empréstimo compulsórios, nos casos expressamente previstos na
Constituição;
e) instituir taxas e contribuições de melhoria.

180 – A competência tributária não pode ser delegada, salvo (AFRF 1980):

a) quando autorizada pelo Congresso;


b) quando autorizada pelo Poder Executivo;
c) a atribuição das funções de arrecadar ou fiscalizar tributos ou de executar leis,
serviços, atos ou decisões administrativas em matéria tributária, conferida por uma
pessoa jurídica de direito público a outra;
d) aos Estados, Distrito Federal e Municípios.

181 – A atribuição das funções de arrecadar ou fiscalizar tributos conferida por uma pessoa
jurídica de direito público a outra pode ser revogada (AFRF 1985):

a) pelo acordo entre as partes;


b) pela União, quando esta assim quiser;
c) por ato unilateral da pessoa jurídica de direito público que a tenha conferido;
d) somente depois de decorrido o prazo de um ano.
182 – Para dirimir conflitos de competência em matéria tributária entre os Estados e o
Distrito Federal , a Constituição Federal elege (AFRF !980):

a) a resolução do Senado Federal;


b) a lei complementar;
c) a emenda constitucional;
d) a lei ordinária.

183 – Assinale a INCORRETA:

a) Para os efeitos da legislação tributária, não tem aplicação quaisquer dispositivos


legais excludentes do direito do fisco de examinar livros, mercadorias, documentos,
papéis e demais efeitos comerciais ou fiscais;
b) Todas as pessoas estão sujeitas à fiscalização, tanto naturais quanto jurídicas,
exclusive as imunes e as isentas;
c) Todas as pessoas estão sujeitas à fiscalização, tanto naturais quanto jurídicas,
inclusive as imunes e as isentas;
d) No exercício de suas atribuições, a autoridade administrativa do fisco tem
precedência sobre os demais agentes de órgãos públicos.

184 – Assinale a Correta:

a) A dívida regularmente inscrita goza da presunção de certeza e liquidez, logo trata-se


de presunção absoluta;
b) A dívida regularmente inscrita goza da presunção de certeza e liquidez, logo trata-se
de presunção “jure et jure”;
c) A dívida ativa é uma presunção “júris tantum”;
d) Não existe presunção na dívida e sim certeza, seja relativa ou absoluta.

185 – Assinale a Correta:

a) As certidões negativas serão expedidas em 10 dias da entrada do requerimento;


b) Tem o mesmo efeito de certidão negativa a certidão positiva que apresente créditos
vencidos e não pagos;
c) Tem os mesmos efeitos de certidão negativa a certidão positiva de crédito vencido
em curso de cobrança executiva em que não tenha sido efetivada a penhora;
d) Tem os mesmos efeitos de certidão negativa a certidão positiva de crédito cuja
exigibilidade não esteja suspensa.

186 – Assinale a alternativa que indica o prazo fixado pelo Código Tributário Nacional para
que o sujeito passivo, cujo pedido de restituição foi denegado, proponha ação anulatória de
decisão administrativa, sob pena de correr sua prescrição (AFRF 1980):

a) trinta dias, contados da ciência da decisão administrativa;


b) dois anos, contados da ciência da decisão administrativa;
c) cinco anos, contados da data de extinção do crédito tributário;
d) cinco anos, contados da data de ciência da decisão administrativa.
187 – Esgotado o prazo para pagamento, o crédito tributário regularmente inscrito na
repartição competente recebe a denominação de (ICMS-RJ):

a) indébito tributário;
b) débito incobrável;
c) receita residual;
d) restos a pagar;
e) dívida ativa.

188 – Diga sim quando correta e não quando incorreta:

a) No processo administrativo tributário a movimentação do processo é de


responsabilidade do órgão fazendário que representa a União; S
b) No processo administrativo tributário a movimentação do processo é de
responsabilidade do Poder Judiciário; N
c) Cada ente federativo tem o seu próprio processo administrativo tributário; S
d) O processo administrativo tributário é um só para todas as esferas de governo; N
e) O processo administrativo tributário não permite ao contribuinte defender-se via
judicial; N
f) Se o contribuinte preferir seguir direto para a via judicial estará desistindo da via
administrativa, por força de normativo legal; S
g) Se o contribuinte defender-se administrativamente, implicará necessariamente estar
desistindo da via judicial; N
h) Quando a decisão administrativa for desfavorável ao sujeito passivo, somente lhe
restará pagar a dívida tributaria; N

a) todas as alternativas são erradas;


b) todas as alternativas são corretas;
c) São corretas as sentenças contidas nas letras a; c; f, somente;
d) Estão erradas as sentenças a; b; d; e; g; h.

189 – O procedimento fiscal tem início sempre por um ato de ofício notificado ao
contribuinte, podendo ser uma simples intimação, um termo de início de fiscalização, ou até
mesmo:

a) o começo do despacho aduaneiro;


b) o registro da declaração de importação ou de exportação;
c) o desembaraço aduaneiro;
d) a lavratura do auto de infração;
e) a denúncia espontânea do contribuinte.

190 – A intimação deverá ser sempre pessoal, mas quando não for possível admite-se a
intimação via “AR”, além da intimação por:

a) Aviso em jornal de grande circulação;


b) Intimação via Diário Oficial da União;
c) Edital, simplesmente;
d) NRA.

191 – Certo contribuinte, ficou surpreendido quando recebeu em sua importadora um Auto
de Infração – sob o título Revisão Aduaneira, pois, nem ao menos havia sido avisado de tal
procedimento em andamento pela fiscalização. Diante disso, apresentou defesa a autoridade
julgadora (DRJ) alegando não ter podido exercitar o seu amplo direito de defesa, em razão
de não ter havido o contraditório. Qual das alternativas abaixo corresponde, em
conformidade com o Procedimento Administrativo Tributário – PAT, a resposta que o
contribuinte recebeu do órgão julgador:

a) A fase litigiosa do processo se inicia com a impugnação da exigência pelo sujeito


passivo, portanto, o seu direito à ampla defesa e ao contraditório está garantido pela
própria impugnação apresentada;
b) O auto de infração foi considerado nulo, pois, não lhe foi dado conhecimento da
fiscalização;
c) Foi determinada a autoridade preparadora, que reveja o seu lançamento a partir da
estaca zero, inclusive, apresentando o Mandado de Procedimento Fiscal ao
contribuinte;
d) Nenhuma das respostas anteriores, uma vez que o ato de revisão aduaneira é
presuntivo.

192 – O Ministro da Fazenda em instância especial julga:

a) tudo que lhe for enviado pela autoridade administrativa;


b) os recursos elaborados e propostos pelos Procuradores da Fazenda Nacional junto
ao Conselho de Contribuintes quando houver sido dado ganho de causa a própria
Fazenda Nacional;
c) os recursos elaborados e propostos pelos Procuradores da Fazenda Nacional junto
ao Conselho de Contribuintes quando houver sido dado ganho de causa ao sujeito
passivo da ação fiscal;
d) as decisões do Colegiado do Conselho de Contribuintes, em qualquer caso.

193 – Sobre imunidade recíproca é correto afirmar:

a) Só vale para impostos sobre o patrimônio, renda e serviços;


b) Vale para todos os impostos;
c) Vale para todos os tributos;
d) Vale para impostos, taxas e contribuições de melhoria.

194– Consulta dos contribuintes sobre classificação de mercadorias é atendida e resolvida


por/pela(o):

a) inspetor da receita federal;


b) delegado da receita federal;
c) órgão central ou regional da SRF;
d) secretario da receita federal;
e) pelos auditores-fiscais da receita federal.
195 – Os bens pertencentes ao patrimônio público são considerados:

a) sagrados;
b) indisponíveis;
c) penhoráveis;
d) impenhoráveis;

196 – Na fase de discussão judicial da Dívida Ativa da União há uma ação muito usual
pelos contribuintes inscritos em tal Dívida. Indique a título de aprofundamento ao estudo do
Direito Tributário, qual poderia ser tal procedimento:

a) Ação de repetição de indébito;


b) Ação declaratória de existência ou inexistência de relação jurídico-tributária;
c) Ação Direta de Inconstitucionalidade;
d) Ação anulatória de débitos fiscal;
e) Embargos à execução;

197 – A ação para cobrança da Dívida Ativa regularmente inscrita é:

a) de mérito;
b) liminar;
c) de execução;
d) cautelar;
e) incidental.

198 – Responda certo ou errado, conforme o enunciado abaixo:

São características de todos os processos judiciais tributários, o controle externo da


legalidade – momento no qual o poder judiciário verifica os atos das autoridades
administrativas; o formalismo – os atos judiciais tem forma própria e deverão ser
observados, havendo atualmente uma tendência de reduzir tais formalismos; definitividade
dos julgados – a coisa julgada é definitiva, aqui também já existe uma certa tendência em
diante de fatos concretos admitir-se rever a coisa julgada; poder expropriatório – o poder do
estado na ação de execução fiscal em retirar parte do patrimônio do sujeito passivo,
obrigando ao pagamento da dívida (penhora bens que possam satisfazer o montante
devido); relação triangular – o autor, o réu, o julgador (alguns autores consideram que no
processo administrativo não existe tal relação, seria só autor e réu, porquanto entendem que
na área administrativa o autor e o julgador é o Estado; Lei de regência – significa que
compete a União legislar sobre direito processual.

a) Mais ou menos certo;


b) Certo;
c) Errado;
d) Nenhuma das anteriores.
199 - O fiscal, no exercício de suas atribuições, deverá obedecer tanto às leis tributárias
quanto aos princípios constitucionais. Diante dessa verdade possível deve o fiscal exigir o
imposto sobre o patrimônio e a renda criado por lei e em conformidade com a Constituição
e o CTN, no mesmo ano calendário de sua instituição:

A ( ) Não deve exigir pois estaria ferindo o princípio da legalidade;


B ( ) Deve exigir pois foi obedecido o princípio da legalidade;
C ( ) Estaria afrontando o princípio da anterioridade;
D ( ) Estaria afrontando o princípio da anualidade;
E ( ) Estaria afrontando o princípio da irretroatividade, em face do fato gerador do imposto
de renda ser complexivo.

200 – Assinale a correta:

A ( ) A fixação de normas gerais em matéria tributária sobre obrigação, lançamento,


crédito, prescrição e decadência tributários deverá ser estabelecida mediante lei
complementar originada de cada ente tributante;

B ( ) As normas jurídicas tributárias deverão obedecer aos princípios constitucionais


tributários, com exceção as normas que forem provenientes da lei complementar;

C ( ) A legalidade tributária não permite o aumento de tributos por meio de medida


provisória;

D ( ) Determinada lei tributária municipal referente ao IPTU definiu os valores do


imposto que tinha como referência a área construída do imóvel. Dois anos após foi editado
um decreto municipal atualizando monetariamente os referidos valores. Em tais
circunstâncias pode-se afirmar que o decreto é juridicamente válido;

E ( ) O Princípio da legalidade tributária se refere tão-somente a instituição de tributos.


GABARITO:

1- A 43- C 85- C
2- B 44- D 86- A
3- A 45- B 87- B
4- D 46- D 88- Subjetiva
5- D 47- D 89- C
6- C 48- C 90- C
7- C 49- D 91- B
8- C 50- D 92- A
9- D 51- B 93- C
10- A 52- E 94- C
11- D 53- D 95- C
12- A 54- D 96- D
13- A 55- B 97- D
14- C 56- D 98- D
15- D 57- C 99- A
16- C 58- A 100- A
17- D 59- A 101- B
18- B 60- C 102- D
19- Concordo 61- D 103- C
20- A 62- A 104- A
21- D 63- A 105- C
22- A 64- E 106- C
23- B 65- A 107- A
24- B 66- A 108- D
25- E 67- A 109- D
26- B 68- A 110- A
27- C 69- A 111- E
28- C 70- A 112- C
29- E 71- B 113- B
30- C 72- B 114- C
31- C 73- A 115- A
32- C 74- A 116- B
33- C 75- B 117- A
34- C 76- B 118- C
35- A 77- A 119- C
36- Subjetiva 78- D 120- B
37- C 79- B 121- B
38- D 80- A 122- D
39- C 81- A 123- C
40- A 82- C 124- A
41- A 83- B 125- C
42- B 84- A 126- C
127- A 151- E 175- A
128- D 152- D 176- B
129- D 153- C 177- B
130- A 154- E 178- E
131- A 155- D 179- C
132- C 156- C 180- C
133- D 157- E 181- C
134- B 158- B 182- B
135- A 159- C 183- B
136- D 160- D 184- C
137- E 161- C 185- A
138- A 162- B 186- B
139- D 163- D 187- E
140- B 164- B 188- C
141- A 165- A 189- A
142- E 166- D 190- C
143- C 167- C 191- A
144- C 168- C 192- C
145- D 169- C 193- A
146- E 170- E 194- C
147- C 171- D 195- D
148- B 172- E 196- E
149- B 173- C 197- C
150- C 174- D 198- B
199- C
200- D
Programa do Curso de Direito Tributário:

1. Conceito de Direito;
2. Espécies do gênero Tributo;
3. Competência Constitucional para instituir tributos;
4. Limites Constitucionais ao Poder de Tributar;
5. Os impostos privativos – Livro I do Código Tributário
Nacional;
6. Divisão das Receitas Tributárias;
7. Legislação Tributária;
8. Obrigação Tributária;
9. Crédito Tributário;
10.Administração Tributária;
11.Noções sobre Dívida Ativa;
12.Noções sobre Certidão Negativa de Tributos Federais e
Contencioso Administrativo.
13.Noções sobre o Regime de Arrecadação denominado
Simples Nacional.