Você está na página 1de 458

A Violação das Massas pela Propaganda Política

Serguei Tchakhotine
Tradução de Miguel Arraes
Revisão e atualização de Nélson Jahr Garcia
eBooksBrasil

A Violação das Massas pela Propaganda Política


erguei Tcha!hotine
Tradução" Miguel Arraes#
Revisão e atualização" Nélson Jahr Garcia

$dição
Ridendo %astigat Mores

Versão para e&oo!


e&oo!s&rasil#org

'onte (igital
)))#*ahr#org

%op+right ,
Autor" erguei Tcha!hotine
Tradução" Miguel Arraes
$dição eletr-nica"
$d# Ridendo %astigat Mores
.)))#*ahr#org/

0Todas as o1ras são de acesso gratuito# $studei se2pre por conta do $stado3 ou
2elhor3 da ociedade 4ue paga i2postos5 tenho a o1rigação de retri1uir ao 2enos
u2a gota do 4ue ela 2e proporcionou#6
Nélson Jahr Garcia .789:;<==</
SUMÁRI
Pre>?cio
@ntrodução
%apítulo @  Psicologia3 ciBncia eCata
%apítulo @@  D 2a4uinis2o psí4uico
%apítulo @@@  Re>leCologia individual aplicada
%apítulo @V  A Psicologia ocial
%apítulo V  Pulsão nE2ero u2
%apítulo V@  D si21olis2o e a propaganda política
%apítulo V@@  A propaganda política do passado
%apítulo V@@@  D segredo do sucesso de Fitler
%apítulo @  ResistBncia ao Fitleris2o
%apítulo   A violBncia psí4uica na política 2undial
%apítulo @  As a2eaças da situação atual
%apítulo @@  A construção do >uturo
%onclusão
Notas
&i1liogra>ia

A VI!A"# $ AS MASSAS P%! A PRPA&A'$A P!(TI)A


*!e +iol des ,oules par la propagande politi-ue.

Serguei Tchakhotine

PR%/Á)I
$ste livro te2 u2a histHria 1astante 2ovi2entada# J? a sua pri2eira edição3 e2
78I83 na 'rança3 dois 2eses antes da guerra3 não se >ez se2 incidentes# (epois
de todas as correçes3 o autor rece1eu as Elti2as provas  para autorizar a
i2pressão  se2 4ue viesse2 aco2panhadas das anterior2ente corrigidas# Para
sua grande surpresa3 veri>icou 4ue o livro3 nesse 2eio te2po3 tinha sido
censurado .na 'rançaK onde a censura não eCiste/" todas as passagens
desagrad?veis a Fitler e Mussolini estava2 supri2idas .e isso dois 2eses antes
da guerra/3 da 2es2a >or2a 4ue a dedicatHria3 assi2 redigida" 0(edico este livro
ao gBnio da 'rança3 por ocasião do 7LD anivers?rio de sua Grande Revolução#6
ou1e;se3 e2 seguida3 4ue a censura havia sido >eita pelo Ministro dos NegHcios
$strangeiros3 então o r# Georges &onnet3 no 4ue concerne  dedicatHria# D
Ministro dos NegHcios $strangeiros da Terceira RepE1lica achou 4ue 0estava >ora
de 2oda6K $ isso no ano e2 4ue o 2undo inteiro >este*ava esse anivers?rioK
Mediante protesto do autor 4ue3 >ir2ado na lei >rancesa3 reagiu3 as >rases e as
idéias supri2idas >ora2 recolocadas e o livro apareceu na >or2a srcinal# (ois
2eses depois de sua aparição3 4uando a guerra *? estava declarada3 a polícia de
Paris apreendeu;o nas livrarias# 'inal2ente3 e2 789=3 tendo os ale2ães ocupado
Paris3 con>iscara2;no e o destruíra2#
Nesse ínteri2 ediçes inglesas .entre outras3 u2a popular >eita pela seção
editorial do Partido Tra1alhista/3 a2ericanas e canadenses3 di>undira2 as idéias
enunciadas e3 depois da guerra3 u2a nova tirage2 >rancesa se i2p-s# Aparece
esta edição3 total2ente revista e a2pliada3 u2a vez 4ue a ciBncia da psicologia
o1*etiva3 1ase deste livro3 havia acu2ulado u2 grande nE2ero de novos >atos de
pri2eira i2portOncia e os aconteci2entos políticos tinha2 2udado
consideravel2ente a >ace do 2undo# D autor acreditou Etil ilustrar esta nova
edição co2 u2a vasta 1i1liogra>ia3 co2 gr?>icos3 4ue >acilita2 a co2preensão dos
>atos e das leis cientí>icas enunciadas#
Poder;se;ia talvez reprovar o autor3 por não se ter li2itado a eCpor as idéias e as
de2onstraçes cientí>icas essenciais do principio da 0violação psí4uica das
2ultides63 1e2 co2o por se haver arriscado a >azer re>erBncia  atualidade
política do 2o2ento histHrico e2 4ue vive2os e3 até 2es2o3 por to2ar posição
.u2 crítico3 ali?s 1enevolente3 acusou;o de ser 0siste2?tico6/# Justi>icando;se3 o
autor dese*aria dizer 4ue3 na sua opinião3 a 2elhor de2onstração da *usteza das
idéias enunciadas3 4ue trans>or2a a 0hipHtese6 e2 0teoria63 é precisa2ente a
possi1ilidade de >ornecer provas eCtraídas do passado .nesse caso3 por eCe2plo3
aidéias3
histHria da luta de 78I<3 na Ale2anha/
a aplicaçãoe das
es1oços do >uturo3 corro1orando essas
seguindo logica2ente leis enunciadas3 nas realizaçes
pressupostas3 pode;se veri>icar o valor das pri2eiras#
Por outro lado3 a an?lise da eCistBncia atual2ente3 por 2eio das novas nor2as3 d?
a i2pressão da 0to2ada ao vivo6 da realidade concreta# Ade2ais3 parece;nos 4ue3
>azendo u2a crítica pura2ente a1strata3 teHrica3 a1andona2os o leitor a 2eio
ca2inho3 insatis>eito3 pensativo# A crítica deve vir se2pre aco2panhada de
propostas de soluçes pr?ticas3 para ser construtiva# $n>i23 cada ato hu2ano
deve ter3 e2 nosso entender3 u2 ele2ento social3 u2 incita2ento  ação3 dirigido
a outre2  se 4uiser2os  u2 pouco de psicologia3 4ue pro2ova3 4ue crie o élan
oti2ista3 >onte de progresso#
AhK3 o 2undo est? dividido ho*e e2 dois ca2pos hostis3 4ue tB2 2Etua
descon>iança3 4ue se prepara2 para se arro*ar u2 so1re o outro e trans>or2ar
esta terra 2aravilhosa 4ue viu a aventura hu2ana e onde tantos 2ilagres do
pensa2ento3 da arte3 da 1ondade se realizara2 e2 u2 1raseiro 4ue sH deiCar?
ruínas >u2egantes###
AhK3 tudo se polariza ho*e e2 u2a ou outra direção# $ste livro procura ser o1*etivo3
i2parcial3 e denunciar aos dois ca2pos os >atos se2 circunlH4uios3 perseguindo
dois Enicos o1*etivos" a verdade cientí>ica e a >elicidade de todo o gBnero hu2ano#
Pode;se3 deve;se alcançar issoK
D autor sente;se >eliz e2 agradecer cordial2ente aos seus a2igos M# %h#
A1dullah3 M# t# Jean Vitus3 4ue o a*udara2 a rever o 2anuscrito3 no 4ue respeita
 redação e2 língua >rancesa#

erguei
(outor e2 Tcha!hotine
%iBncias
Pro>essor niversit?rio#
Paris3 7 de sete21ro de 78L<#

I'TR$U"#
A derrota das de2ocracias  'ins da cultura hu2ana  Perigo de sua destruição 
A salvação  A tese revolucion?ria  A tese cientí>ica realista#

Para legiti2ar suas con4uistas3 os ditadores sustentara23 seguida2ente3 4ue elas


era2 e>etuadas3 4uase se2pre3 paci>ica2ente3 ou3 pelo 2enos3 se2 e2prego de
violBncia >ísica# @sso não é verdade senão na aparBncia" a ausBncia da guerra não
i2pede o e2prego de u2a violBncia não 2enos real3 é a violBncia psí4uica#
A a2eaça  os discursos de Fitler  associada  visão da ar2a 2ortí>era  a
2o1ilização do eCército ale2ão  eis a >Hr2ula eCata3 segundo a 4ual os ditadores
2odernos eCerce2 a violBncia psí4uica# 'oi precisa2ente isso o 4ue se passou3
por eCe2plo3 na $uropa3 e2 sete21ro de 78IQ3 e 4ue levou as velhas
de2ocracias  capitulação3 e2 Munich#
0%onstruí2os u2 ar2a2ento tal 4ue o 2undo *a2ais viu  posso agora con>essar
a1erta2ente6#
0$2 cinco anos3 eu 2e ar2ei e>etiva2ente# Gastei 2ilhes e e4uipei tropas co2
as ar2as 2ais 2odernas6#
0Te2os os 2elhores avies3 os 2elhores tan4ues###6
ão >rases do discurso do chanceler Fitler3 no Pal?cio dos $sportes3 e2 &erli23
e2 <: de sete21ro de 78IQ3 discurso dirigido ao 2undo inteiro3 4ue ouvia atento#
0(ei orde2 de erigir >ortalezas gigantes e2 >rente  linha Maginot >rancesa63
declarava ele3 e2 2eio aos urros aprovadores da 2assa nazista e2 Nure21erg#
0As >orças ale2ãs63 0o gl?dio ale2ão6 etc#3 eis o 4ue se ouvia da 1oca do senhor
da Ale2anha3 nos anos >atídicos 4ue precedera2  egunda Guerra 2undial e
isso se repetia e2 todas as ocasies#
0D punhal  eis o nosso 2elhor a2igo63 declarava cinica2ente Mussolini5 u2a
cara1ina so1re u2 livro >oi o sí21olo 4ue ele o>ereceu  *uventude universit?ria
italiana#
0ue pre>eris3 2anteiga ou canhesS63 perguntava a u2a 2ultidão eletrizada3 e2
delírio3 4ue respondia3 1esti>icada3  0%anhesK6
0A paz63 0da paz63 0pela paz6### era o re>rão 4ue se o>erecia co2o desculpa a essas
palavras dos ditadores3 e2 todas as oportunidades3 e2 todas as situaçes3 no
ca2po adverso3 nas de2ocracias européias#
A paz3 certa2ente3 4ue2 não a dese*aS ue2 é tão tolo ou tão 2iser?vel para
invocar o pior dos >lagelos hu2anosS Mas3 ter horror  guerra é u2a coisa3 e
cultivar a esperança de evit?;la sH co2 palavras3 co2 ladainhas e invocaçes e2
>ace do perigo é outra 1e2 di>erente3 4ue resta1elece3 na verdade3 certas pr?ticas
2edievais3 e2 4ue ao incBndio3  peste3  seca3 se opunha2 as procisses co2
i2agens santasK
$2 >ace do perigo3 é 2ister indagar" para onde 2archa a hu2anidadeS %o2o é
possível 4ue ela continue correndo3 >atal2ente3 para o suicídioS Por 4ue essa
incapacidade de dirigir seu destino3 4uando tudo nos prova 4ue o produto da
inteligBncia hu2ana3 a ciBncia e suas con4uistas3 os progressos técnicos e os da
cultura atingira2 alturas vertiginosasS
ue é a cultura hu2anaS Não é u2a evolução do ho2e2 para sua e2ancipação3
sua li1ertação das di>iculdades 2ateriais3 seu i2pulso para u2 estado e2 4ue
todas as se2entes su1li2es3 de 4ue ele é o recept?culo por eleição3 possa2
desa1rocharS Na 2archa para a i1erdade3 est? o sentido da cultura hu2ana# Ds
1ene>ícios 2ateriais não sacia2 os dese*os do ho2e2" desde 4ue os ad4uire3
aspira valores 2ais altos3 satis>açes3 anseios de orde2 pura2ente espiritual e
isso é inconce1ível se2 a li1erdade# Ainda 2ais# D Fo2e2 de nosso te2po tende
a dese*ar a li1erdade3 2es2o 4uando ainda não te2 a posse dos 1ens 2ateriais3
e aí est? u2a coisa su1li2e" desesperado3 chega a sonhar3 2uitas vezes3 4ue a
li1erdade é a Enica >or2a real de conseguir esses 1ens 4ue lhe são recusados#
%ultura hu2ana e li1erdade não se separa2#
urge3 no entanto3 u2a corrente de idéias3 cada vez 2ais poderosa3 4ue 1usca
ani4uilar o pouco de li1erdade *? eCistente e esparsa pelo 2undo3 corrente essa
4ue procla2a3 >alsa2ente .dada a sua contradição co2 as leis 1iolHgicas da
evolução/3 4ue u2a di>erença capital separa as raças hu2anas3 4ue a seleção
natural consegue >or2ar raças puras3 4ue essas raças eCiste23 4ue tB2 o direito3
e2 razão de sua superioridade3 de privar as de2ais da li1erdade3 4ue u2 ho2e2
pode e deve do2inar os outros3 4ue te2 2es2o o direito de dispor da vida e da
2orte de seus se2elhantes#

$ssas teoriaspelanão
ultrapassada são real2ente
hu2anidade3 não sãore2iniscBncias de u2a
u2 recuo dis>arçado para etapa in>erior3
u2a época 4ue
se tenta >azer reviver e2 1ene>ício de usurpadores egoístas3 tentativa3 se2 dEvida
vã3 de inverter o sentido da 2archa da FistHriaS Vã3 por4ue e2 contradição
>lagrante co2 tudo o 4ue é a causa do nosso progresso3 co2 a %iBncia3 a Técnica3
a @déia de ociedade#
e3 por u2a coincidBncia >ortuita3 essa tendBncia err-nea se adianta  evolução
nor2al e sadia3 se ela não é co21atida e do2inada co2o u2a doença
contagiosa3 o a1is2o então est? prHCi2o e a a2eaça de destruição geral se
prepara3 co2o horrível espectro3 diante de toda a hu2anidade#
Mas3 co2o u2 organis2o invadido pelo 2al3 reage3 luta3 1usca >ugir do perigo3 do
2es2o 2odo os povos3 in4uietos3 sentindo vaga2ente a a2eaça3 co2eça2 a
eCcitar;se3 a i2pelir os seus 2elhores >ilhos e2 1usca do ca2inho da salvação# $
surge3 então3 a tese revolucion?ria# A revolução3 a verdadeira revolução de u2 
povo3 é se2pre u2a reação no sentido de sua salvação# uando digo 0verdadeira
revolução63 entendo 4ue u2 putsch3 2es2o vitorioso3 não é ainda u2a revolução#
@sso3 por4ue a pretensa 0revolução6 >ascista ou nazista3 2ontada e2 todas as
peças por u2 indivíduo3 u2 Fitler3 u2 Mussolini3 não é *a2ais co2par?vel 
Grande Revolução 'rancesa3  Russa ou  %hinesa# %erta2ente3 u2
Ro1espierre3 u2 Bnin3 dese2penhara2 para o seu desenlace u2 papel
i2portante3 2as eles prHprios >ora2 2ovidos pela >orça da onda hu2ana >or2ada3
espontanea2ente3 se2 preparação3 se2 a4ueles c?lculos 4ue caracteriza2 o
2ovi2ento >ascista e nacional socialista# A contra;revolução é se2pre3 ao inverso3
u2 2ovi2ento organizado por indivíduos e3 por isso3 é 2uito 2ais lHgico tratar
>ascis2o e hitleris2o ou o 4ue3 ho*e3 a eles se asse2elha3 co2o 2ovi2entos
contra;revolucion?rios#
A teoria eCtre2ista do 04uanto pior3 2elhor63 para acelerar o advento da idade de
ouro3 outrora *usti>icada3 est? ho*e 2orta# Ds partidos socialistas e de2ocr?ticos
não pudera2 eCplorar as possi1ilidades 4ue se lhes o>erecia23 nu2 passado 2ais
ou 2enos recente# A Elti2a vez >oi no >i2 da egunda Guerra 2undial# Não
tivera2 corage2 de ir adiante3 olhava2 para tr?s  e isso vale para todos os
países# D í2peto da resistBncia >oi desperdiçado e2 toda parte# 2a nova e
verdadeira revolução se prepara3 ruge nas entranhas de todos os povos5 u2 2al;
estar se 2ani>esta e est? precisa2ente aí u2 re>leCo coletivo contra a tentativa de
i2por  2archa da hu2anidade u2a direção oposta  sua evolução natural3 4ue
se caracteriza pelo reencontro3 no te2po3 do progresso 2aterial e da sede de
li1erdade#
Mas3 essa revolução i2inente3 co2o dever? ser >eitaS Nisso reside toda a
4uestão# (eve ser u2a eCplosão ele2entar3 varrendo todos os o1st?culos do seu
ca2inho3 carregando no tur1ilhão as con4uistas 4ue o progresso hu2ano
acu2ulou3 nu2 rit2o cada vez 2ais acelerado3 nesses Elti2os te2posS Du deve;
se e pode;se canalizar a onda i2petuosa3 lev?;la a 1o2 porto3 se2 2uitos
so1ressaltos3 se2 a destruição de nervos 0vitais63 se2 e>usão de sangue precioso3
se2 u2a guerra 02oderna63 pesadelo pavoroso do nosso te2po3 conse4UBncia
dos progressos técnicos recentesS
i23 essa possi1ilidade de revolução 0seca6 eCiste5 ela é per>eita2ente real3 não
2enos real 4ue 4ual4uer outra 1e2 sucedida até agora pelas ar2as 2ortí>eras3
conhecida h? séculos# $ esse ca2inho nos é indicado pelo realis2o cientí>ico3
pelas deduçes 4ue se pode2 tirar dos nossos progressos cientí>icos 2odernos
1e2 co2o pelo eCa2e pr?tico dos 2ovi2entos anti;sociais do nosso te2po  o
>ascis2o e o hitleris2o#
 verdade 4ue a ar2a e2pregada por Fitler tanto na sua luta pelo poder na
Ale2anha3 co2o pela hege2onia na $uropa3 e ho*e reto2ada por seus
sucessores3 para o1ter o do2ínio do 2undo3 não era3 de >or2a algu2a3 o produto
de re>letidas 2editaçes e de u2 conheci2ento cientí>ico das 1ases 1iolHgicas
das atividades hu2anas5 longe disso3 esse pintor de paredes não estava
preocupado co2 estudos de ociologia3 de $cono2ia Política3 de (ireito3 co2
dog2as entrecruzando;se3 chocando;se3 acu2ulando 2ais teorias 4ue >atos# Não3
co2o verdadeiro ingBnuo3 co2o ho2e2 novo3 tinha ele apenas u2a intuição
sadia3 u2 1o2 senso 1e2 pri2itivo e se2 escrEpulo# $st? aí o segredo de seu
sucesso contra todos os ho2ens de $stado diplo2ados de seu prHprio país e de
toda a $uropa#
uais são3 pois3 essas ar2as prodigiosas3 a 0pedra >iloso>al6 desse al4ui2ista
político de nosso te2poS e2 conhecer os seus 2ecanis2os3 se2 os
co2preender3 ele 2ane*ava essas ar2as e triun>ava3 por4ue era  diga;se3 a 1e2
da verdade  o Enico 4ue as utilizava5 era 2onopHlio seu3 seu privilégio3 pois os
advers?rios não as distinguia2 ou3 se as via23 detestava2;nas e a elas
renunciava23 deli1erada2ente3 co2o 1ons intelectuais i2o1ilizados pela sua
erudição ultrapassada#
%onvé2 então li1ertar as principais idéias 4ue estão na essBncia dos
aconteci2entos 4ue vive2os tão dolorosa2ente3 u2a vez 4ue o >ascis2o e seu
herdeiro atual3 o capitalis2o 2ilitante3 viola23  na verdade3 o psi4uis2o das
2assas populares através de sua ne>asta propaganda# ue >azer3 portanto3 para
lhe 1arrar o ca2inhoS
A pri2eira condição é co2preender os 2ecanis2os 4ue constitue2 o alicerce de
sua ação" as teorias da psicologia o1*etiva do 2eu grande Mestre3 o pro>essor
Pavlov3 dão a resposta#
(epois de haver co2preendido3 é 2ister agir# D socialis2o3 a >é nos destinos
hu2anos3 o entusias2o3 1aseando;se nos dados da ciBncia 2oderna3 constitue2
a sua segunda condição# A visão de F# G# Wells nos d? u2a síntese#
$ste tra1alho3 4ue é u2a tentativa de colocar a ação política so1re u2a 1ase
rigorosa2ente cientí>ica3 dese*a contri1uir para a >usão dessas duas >or2as
essenciais do pensa2ento atual#

)apítulo I
Psicologia0 ci1ncia e2ata
As ciBncias do Fo2e2  D iste2a das %iBncias  D lugar da Psicologia 
&ehavioris2o  Pavlov e a psicologia o1*etiva  A teoria dos re>leCos
condicionados  A sinalização psí4uica  A ini1ição  A irradiação e a
concentração  Ds analisadores  As localizaçes cere1rais  Ds re>leCos de <
grau .enCertados/  Atores e $spectadores  D sono  A sugestão  Re>leCo de
>i2  Re>leCo de li1erdade  Ds caracteres  A palavra  A orde2 i2perativa 
'isiologia evolutiva  Ds >en-2enos su1*etivos  Ds >atores hu2orais  A
Psico>isiologia co2parada  As reaçes condicionadas nos protozo?rios  A
2icropunctura ultravioleta  A 2e2Hria celular  D siste2a das reaçes de
co2porta2ento  Ds instintos e os pulses  Ds re>leCos  1ase da pulsão
co21ativa  As 4uatro pulses e a ociologia#

0A distOncia 4ue o1serva2os3 atual2ente3 na orige2 dos dese4uilí1rios


conte2porOneos é ocasionada por u2 in4uietante atraso das ciBncias do Fo2e23
4ue lhe daria2 do2ínio so1re si 2es2o3 e2 co2paração co2 as ciBncias da
natureza 4ue3 e2 trBs séculos3 lhe dera2 poder so1re as coisas# Pois 4ue o
Fo2e23 apHs haver trans>or2ado seu 2eio3 co2eça a ter condiçes de agir so1re
si 2es2o e3 e>etiva2ente agindo3 surge a 4uestão" co2o tornar esta ação
ino>ensiva e3 se possível3 >ecundaS6 X7Y 2a vez 4ue3 acrescenta2os3 a ação
hu2ana não é senão u2a conse4UBncia dos processos 1iolHgicos3 e até
nervosos3 4ue se desenvolve2 e2 cada indivíduo3 é claro 4ue a 4uestão das
atividades hu2anas3 de suas >or2as e de seus desígnios3 pertence ao do2ínio da
ciBncia conhecida co2o Psicologia#
$ntenda2os" pode;se considerar essa palavra so1 dois aspectos# (e u2 lado3 a
psicologia introspectiva3 4ue >ala do $u3 das sensaçes3 da vontade3 etc# $21ora
esse ra2o do pensa2ento hu2ano tenha3 se2 dEvida3 acu2ulado3 durante
séculos3
pode 2ais u2aserenor2e so2a co2o
considerada de o1servaçes e dee4uivalente
u2a 0ciBncia6 re>leCes desgrande
nossasvalor3 não
ciBncias
eCatas de ho*e" a 'ísica3 a uí2ica e 2es2o a 'isiologia# A an?lise e a síntese
cientí>icas nada pode2 >azer se2 a noção do encadea2ento3 da causalidade3 e é
claro 4ue3 no caso dos estudos psicolHgicos cl?ssicos ou introspectivos3 a
causalidade não pode ser considerada co2 o rigor eCigido3 necessaria2ente3
pelas ciBncias eCatas#
 preciso >azer u2a distinção nítida entre os tipos de pensa2ento 4ue se i2pe2
 elucidação de di>erentes aspectos3 co2o no caso presente" h? o pensa2ento
antropo2or>o 4ue atri1ui ele2entos intencionais .>ins/ aos >en-2enos naturais3
partindo da eCperiBncia de 4ue a atividade hu2ana3 so1retudo social3 é se2pre
aco2panhada de >ins a preencher5 e h? o pensa2ento o1*etivo das ciBncias
eCatas3 4ue não reconhece >inalidades nos >en-2enos da natureza#

%hega2os então3 a essa outra psicologia3 4ue to2ou o no2e de psicologia


o1*etiva e 4ue est? e2 estreita ligação co2 a 'isiologia3 ciBncia do prHprio
dina2is2o dos >en-2enos vitais3 4ue realiza3 cada vez 2ais3 a união desses co2
os >en-2enos gerais da natureza3 o1*eto das ciBncias eCatas" a 'ísica e a
uí2ica#
$ssas ciBncias eCatas tivera23 e2 nossos dias3 u2 >or2id?vel progresso
assinalado a cada passo3 graças a dois ele2entos essenciais 4ue as
caracteriza2" de u2 lado3 o apelo ao dina2is2o da razão3 4ue procura conduzir 
unidade as pluralidades 4ue a eCperiBncia de cada dia revela3 e3 de outro3 a
veri>icação da *usteza dessa 2aneira de pensar por u2a eCperi2entação ad hoc#
Dra3 se dese*a2os tratar dessa nova psicologia o1*etiva ou >isiolHgica3 a pri2eira
4uestão 4ue se i2pe é a do seu lugar eCato no siste2a das ciBncias 1iolHgicas#
'reud .LZ/ >az u2a distinção entre a Psicologia e as ciBncias naturais" para ele3
eCiste2 apenas dois grandes ra2os dos conheci2entos hu2anos5 na prHpria
Psicologia3 distingue a individual e a psicossocial .ou psicologia das 2assas/#
Mas3 a Psicologia não se ocupa3 senão rara2ente3 do indivíduo isolado5 na
1agage2 psí4uica de cada ho2e2  ser social3 os ele2entos sociais estão
se2pre presentes e deter2ina2 seu co2porta2ento3 a cada instante# (aí por4ue3
segundo entende2os3 para situar co2 precisão o lugar da Psicologia co2o ciBncia
eCata3 é necess?rio partir de u2 ponto de vista di>erente3 o da an?lise lHgica 4ue
coloca suas 1ases na &iologia#
Ds critérios analíticos 2odernos3 4ue per2ite2 di>erenciar as disciplinas3
responde2 s duas 4uestes pri2ordiais seguintes" 0co2o evoluíra2 as >or2as
de vida so1re nosso planetaS6 e 0por 4ue evoluíra2S6# No pri2eiro caso3 é o
interesse histHrico ou episHdico 4ue nos guia5 poder;se;ia3 ta21é23 dizer 4ue é
nossa necessidade narrativa 4ue 1usca ser satis>eita# No segundo caso3 é o
interesse de >unção ou de causalidade  necessidade de eCplicação# $2
correspondBncia co2 esse raciocínio3 veri>ica2os 4ue a ciBncia da vida se divide
e2 &io;histHria e &iono2ia3 1uscando3 esta Elti2a3 pes4uisar as leis .no2os/ 4ue
governa2 os >en-2enos vitais .1ios/ D critério para a di>erenciação seguinte da
&iono2ia3 4ue nos interessa a4ui3 est? 1aseada na 4uestão" co2o se pode
pes4uisar essas leisS  pela re>leCão ou pela eCperi2entação 4ue elas são
encontradasS No pri2eiro caso3 trata2os co2 a &io>iloso>ia e3 no segundo3 co2 a
&iologia eCperi2ental3 4ue é a &iologia 2oderna por eCcelBncia#
A eCperi2entação pode proceder;se por 2étodo analítico ou sintético# Aí estão os
dois ra2os da &iologia eCperi2ental 4ue resulta2 dela" a &iologia sintética3 4ue
est? apenas no co2eço e a &iologia analítica3 4ue est? na orde2 do dia#
(ividi2os esta Elti2a3 por sua vez3 e2 &ioautono2ia e &io2a4uinis2o# A pri2eira
trata das 4uestes 1iolHgicas se2 se preocupar e2 sa1er se os >en-2enos
o1servados pode2 ou não ser eCplicados atual2ente e2 >unção dos nossos
conheci2entos das leis >ísicas e 4uí2icas5 considera2;se esses >en-2enos vitais3
pelo 2enos no 2o2ento3 co2o >en-2enos sui generis3 os 4uais per2ite23
todavia3 a aplicação dos 2étodos eCperi2entais# D &io2a4uinis2o3 ao contr?rio3 é
u2a ciBncia 4ue *? pode su12eter >en-2enos 1iolHgicos ao *ogo de >atores >ísicos
e 4uí2icos conhecidos#
 evidente 4ue os pro1le2as 4ue nos interessa2 nesta o1ra se re>ere2  pri2eira
disciplina3 isto é3  &iologia eCperi2ental aut-no2a# %o2 e>eito3 esta Elti2a pode
ser su1dividida e2 trBs ra2os principais" o 4ue cuida das leis relativas  >or2a
1iolHgica ou Mor>ono2ia5 o das trocas 2ateriais ou Meta1olono2ia5 e o das
>or2as de energia nos seres vivos ou %inetono2ia# As atividades 2otoras3
2usculares3 nervosas3 sensoriais3 entra2 no do2ínio desta Elti2a ciBncia#
[ %inetono2ia 1iolHgica interessa2 igual2ente as leis 4ue co2anda2 os
>en-2enos do co2porta2ento dos seres vivos# (ois eCe2plos signi>icativos do
car?ter pura2ente psí4uico 4ue to2a2 as reaçes de co2porta2ento3 ao se
2aterializare23 ao 2es2o te2po3 e2 >atos clara2ente >isiolHgicos3 são os
re>eridos por %l+de Miller .7=L/ X<Y u2 paciente3 so>rendo de estados alérgicos3
ha1ituou;se a a2enizar esses ata4ues co2 in*eçes su1cutOneas de adrenalina#
e lhe era aplicada u2a si2ples in*eção d\?gua esterilizada3 se2 nenhu2 traço de
adrenalina3 2as se2 seu conheci2ento e o1servando;se todos os detalhes da
intervenção 4ue lhe era2 costu2eiros3 o resultado seria o 2es2o" ele
eCperi2entava u2 alívio da doença# Dutro >ato" o ata4ue de >e1re de >eno de u2
paciente3 cu*as 2ucosas são sensíveis ao pHlen da rosa3 é desencadeado pela
percepção visual de u2 sí21olo" rosas arti>iciais de papel# XIY
$sta2os3 então3 na presença de 4uestes 4ue nos ocupa2 neste livro3 isto é3 dos
pro1le2as da psicologia o1*etiva 4ue trata# eCata2ente3 de eCa2inar as reaçes
dos seres3 ani2ais ou ho2ens# $ssas reaçes se 2ani>esta2 so1 a >or2a de
atividades de toda espécie3 se*a2 espontOneas3 se*a2 reativas3 geral2ente de
natureza 2otora3 isto é3 e2 4ue os 2ecanis2os 2usculares e nervosos
dese2penha2 o pri2eiro papel# D estudo das >or2as 4ue to2a2 essas reaçes
dos seres vivos3 e2 todo o encadea2ento dos ele2ento s 4ue as caracteriza23 a
an?lise dos 2otivos e de sua >or2ação  aí est? o >i2 a 4ue se prope essa nova
ciBncia3 >unda2ento de todo o co2pleCo de noçes3 conhecido so1 o no2e de
co2porta2ento3 conduta3 ou 1ehavior na A2érica3 onde nasceu essa tendBncia#
$la é ainda identi>icada co2o psicologia o1*etiva3 resultante dos tra1alhos da
escola do grande >isiologista russo @# Pavlov#
D 1ehavioris2o a2ericano3 provindo das pes4uisas de Thorndi!e3 Jennings3
]er!es e seus cola1oradores3 aplicou os 2étodos 1iolHgicos eCperi2entais3
inicial2ente no estudo das 2ani>estaçes vitais3 ditas psí4uicas dos ani2ais e
depois ta21é2 dos ho2ens# $ isto não sH e2 relação a seu co2porta2ento
individual3 nu2 deter2inado a21iente3 isto é3 su*eito a in>luBncias 4ue os atinge2
do eCterior3 co2o ta21é2 tendo e2 vista as reaçes causadas por >atores 4ue
lhes são inerentes3 de orde2 heredit? ria ou ad4uiridas no curso de sua vida e de
sua evolução individual e tornadas latentes# $ste estudo relaciona;se3 ta21é23
co2 o seu co2porta2ento para co2 os >atores vitais do a21iente 4ue os envolve3
isto é3 através do 4ue se deno2ina ha1itual2ente a a21iBncia social e o
co2porta2ento social dos indivíduos e das 2ultides# Por4ue3 co2o diz %l+de
Miller .7=L/3 0estudando os h?1itos3 desco1re2;se as  atividades 4ue estão e2
sua 1ase e3 atr?s delas3 desco1re2;se as condiçes de vida3 4ue torna2 essas
atividades 1iologica2ente necess?rias#6
A escola 1ehaviorista eCerceu u2a grande in>luBncia nos $stado nidos so1re
todo o con*unto das teorias cientí>icas e suas aplicaçes e 2es2o so1re a
orientação dos indivíduos na vida e2 geral3 graças so1retudo ao >ato de 4ue a
educação tirou dela concluses v?lidas para sua atividade# Na tendBncia de
aplicação prag2?tica  vida corrente3 o 1ehavioris2o nos $stados nidos te2
traços co2uns co2 o puritanis2o anglo;saC-nico" assi2 co2o este penetrou nos
costu2es3 por via religiosa3 o 1ehavioris2o o >ez3 pelo ca2inho da ciBncia# X9Y
A escola a2ericana to2ou por 1ase3 nas suas pes4uisas3 os >atos o1servados no
2undo hu2ano e procurou3 so1retudo3 encontrar analogias co2 o co2porta2ento
do ho2e23 evitando3 clara2ente3 cair no antropo2or>is2o#  assi2 4ue Jennings
.Q</ >ala da 0tentativa e erro6 .trial and error/ co2o de u2 dos princípios
>unda2entais do co2porta2ento dos seres vivos#
$ntre o 1ehavioris2o a2ericano e os enunciados das teorias pavlovianas houve
in>luBncias recíprocas" a21os 1usca2 esta1elecer3 no co2porta2ento dos seres3
os >atores de eCcitação e de reação correspondente# XLY D 4ue caracteriza a idéia
1ehaviorista é 4ue ela não >az grande caso do instinto no ho2e2 e3 na atividade
social deste Elti2o3 acentua so1retudo a inteligBncia e os re>leCos condicionados
de Pavlov#
D ponto de partida da escola russa de Pavlov >oi nitida2ente >isiolHgico# Pavlov
.77=/ estudava os >en-2enos de nutrição e especial2ente o re>leCo da salivação
e2 >unção das eCcitaçes gustativas# %ha2ou;lhe a atenção3 desde o co2eço de
sua pes4uisas3 a ocorrBncia de u2a salivação cha2ada co2u2ente psí4uica# D
>ato se2pre >oi 1e2 conhecido" a saliva se acu2ula na 1oca a si2ples vista do
ali2ento3 se2 4ue este se*a introduzido# D1serva3 e2 seguida3 4ue esse e>eito
não é 2ais 4ue u2 re>leCo3 isto é3 u2a adaptação do organis2o a u2a dada
situação3 u2a reação3 e2 4ue o siste2a nervoso3 trans2issor e coordenador das
eCcitaçes e dos e>eitos3 te2 i2portOncia decisiva# Mas3 analisando o >en-2eno3
ele >oi levado3 i2ediata2 ente3 a constatar 4ue a reação o1servada di>ere3 apesar
de tudo3 2uito distinta2ente dos re>leCos auto2?ticos3 a1solutos ou inatos" por
eCe2plo3 a salivação aparece se2pre3 se introduzi2os na garganta de u2 cão
.ani2al 4ue serve a Pavlov nas suas eCperiBncias cl?ssicas/ ali2ento ou lí4uido
?cido# Mas3 a salivação psí4uica3  distOncia ou  vista é3 de certa >or2a3
condicionada" pode produzir;se 2as3 pode ta21é23 >alhar# $studando as
2odalidades do apareci2ento dessa reação3 Pavlov esta1elece sua >a2osa teoria
dos re>leCos condicionados3 4ue est? e2 vias de se tornar3 pouco a pouco3 a 1ase
cientí>ica de todo co2porta2ento ani2al3 e hu2ano# Por4ue 0nossos 2ecanis2os
psí4uicos sH registra2 e >iCa2 a4uilo a 4ue >ora2 eCpostos6 XZY e 0os
aconteci2entos vividos são >atores condicionantes poderosos e3 por isso 2es2o3
deter2ina2 a conduta dos ho2ens" pode2 2es2o >azer ceder a natureza
hu2ana3 2udando suas eCperiBncias# X:Y
Poder;se;ia perguntar3  pri2eira vista3 por4ue Pavlov escolheu a atividade das
glOndulas salivares co2o índice dos processos nervosos 4ue tB2 lugar no cére1ro
e não as reaçes 2otoras3 o prHprio 2ovi2ento3 o 4ue poderia parecer 2ais
lHgico# $le o escolheu por4ue3 e2 nossa vida cotidiana3 esta2os ha1ituados a
2edir o co2porta2ento hu2ano por sua atividade 2otora3 de tal >or2a associada
 eCplicação psicolHgica introspectiva3 4ue é 1e2 di>ícil dela >azer a1stração#
Pavlov re*eitou toda a ter2inologia da psicologia corrente3 por4ue e2pregando;a3
correria o risco de contri1uir para a con>usão costu2eira# $ra disso3 precisa2ente3
4ue dese*ava dese21araçar;se3 custasse o 4ue custasse# Recorrendo ao
2ecanis2o da >unção das glOndulas salivares3 pouco conhecido3 estava 2ais
seguro de poder per2anecer no terreno da o1*etividade# Por outro lado3 a
atividade das glOndulas salivares é 1astante si2ples para per2itir revelar as leis
>unda2entais 4ue a rege23 2ais >acil2ente 4ue as 2odalidades co2plicadas das
>unçes 2otoras# No pri2eiro caso3 o encadea2ento dos >atores aparecia 2ais
transparente# $sse Hrgão pode servir de 2odelo3 na pri2eira etapa da pes4uisa3
co2 2uito 2ais pro1a1ilidade de sucesso#
Toda a técnica de pes4uisa e2pregada e o raciocínio de Pavlov per2ite2 a>ir2ar
4ue a possi1ilidade de salvaguardar o princípio da o1*etividade no estudo dos
>en-2enos psí4uicos3 é assegurada por suas eCperiBncias# Para 2edir a enor2e
distOncia percorrida pelo espírito hu2ano3 durante os dois Elti2os séculos3 no
ca2inho da o1*etivação dos >en-2enos da natureza3 não pode2os a1ster;nos de
citar dois >atos signi>icativos 4ue ilustra2 o progresso realizado# Va2os 1usc?;los
no livro de tuart %hase3 A tirania das palavras .<Z/ XQY  0uando Galileu p-de
2ostrar3 co2 o auCílio de seu novo telescHpio3 a lua co2 suas 2ontanhas e
JEpiter co2 seus satélites3 o pro>essor de >iloso>ia da niversidade de P?dua
recusou;se a olhar" pre>eria acreditar nas suas idéias antes 4ue nos seus olhos6# $
eis outra citação X8Y" 0o doutor Redi3 de 'lorença3 de2onstrou 4ue a carne e2
putre>ação não dava srce23 por si prHpria3 s larvas de 2oscas" colocando u2a
rede de gaze por ci2a da carne3 podia assi2 i2pedir 4ue as 2oscas ali
depositasse2 seus ovos# $sse >ato en>ureceu os padres3 4ue acusara2 Redi de
haver li2itado o 0poder do Todo;Poderoso6#
'oi precisa2ente por essa 2aneira o1*etiva de pensar3 co2 todas as
conse4UBncias 4ue dela decorre23 4ue Pavlov procurou e conseguiu incorporar a
Psicologia s ciBncias eCatas da natureza# eu o1*etivo era desco1rir as leis
segundo as 4uais se desenrola2 os >en-2enos psí4uicos# As leis naturais são
constantes 4ue per2ite2 apro>undar as causas deter2inantes dos >en-2enos3
cu*a repetição é constatada pelo ho2e2# D intelectual procura 0reencontrar nas
leis3 a segurança 4ue perdeu pelo >ato de3 2ovido pela razão3 se ter a>astado da
tutela da @gre*a# (epois da desco1erta das leis da natureza3 veio a das leis da vida
econ-2ica e social e a tendBncia3 en>i23 de su12eter ta21é2 a vida interior do
ho2e2 ao seu do2ínio# A adoração ro2Ontica do irracional apareceu3 e2
seguida3 co2o u2a reação contra esse do2ínio i2plac?vel# Mas3 as >or2as da
razão hu2ana não >ora2 detidas e2 seu curso" procura2;se e encontra2;se leis
4ue governa23 até 2es2o3 o irracional6 X7=Y#
Assi23 Pavlov reconhecia co2o seu intuito Elti2o a possi1ilidade de chegar ao
estudo o1*etivo da psicologia hu2ana# D cão lhe serviu de 2odelo3 nu2a pri2eira
etapa de pes4uisas3 por4ue apresentava u2a si2pli>icação not?vel para o
esclareci2ento do pro1le2a# $le 1uscava3 co2o dizia3 esta1elecer 0u2 es1oço
>isiolHgico 4ue poderia servir de 1ase  an?lise ulterior de toda a co2pleCidade do
2undo su1*etivo do Fo2e2#6
evantou;se u2a dEvida a propHsito da e4uivalBncia das o1servaçes >eitas nos
ani2ais e no ho2e2# e considera2os 4ue as estruturas nervosas são3 e2
princípio3 as 2es2as no ho2e2 e nos ani2ais é 2uito prov?vel e 2es2o certo
4ue as leis se*a2 idBnticas nos dois casos# A di>erença é apenas de orde2
4uantitativa e devida3 so1retudo3 ao >ato de 4ue o ho2e2 possui a >aculdade
eCclusiva de >or2ar re>leCos condicionados co2 co2pleCos ver1ais3 4ue
dese2penha2 o papel de sinais desencadeadores das reaçes condicionais3 de
u2a ri4ueza e variedade eCtraordin?rias#
A i2portOncia 1iolHgica da doutrina de Pavlov reside no >ato de 4ue nos revelou o
processo de >or2ação de novos re>leCos" de ora e2 diante3 é possível seguir o
processo de >or2ação desses re>leCos3 co2o são ini1idos e reco1ertos por novos#
(o ponto de vista da >isiologia evolutiva3 pode2os ver co2o se realizou3
sucessiva2ente3 na histHria >ilética da hu2anidade e 2es2o na do reino ani2al3 a
>or2ação da atividade re>leCa3 e2 geral#
A possi1ilidade de se orientar e2 toda a co2pleCidade do 2undo 4ue cerca o
indivíduo3 não é tare>a >?cil# Na realidade3 lida;se na vida3 co2o ta21é2 nas
eCperiBncias de la1oratHrio3 não co2 u2a eCcitação Enica3 isolada3 poder;se;ia
dizer pura3 2as3 co2 co2pleCos de eCcitaçes3 si2ultOneas ou sucessivas3
portanto3 co2 cadeias de eCcitaçes# (esse con*unto de eCcitaçes3 trata;se3 por
vezes3 de reagir so1re todo esse co2pleCo3 to2ado co2o unidade5 e3 outras
vezes3 de realizar a di>erenciação de u2a co2ponente isolada do 2es2o
co2pleCo#

'ig#<

A#
&#  D dispositivo
$s4ue2a da para recolher
disposição dosa aparelhos
saliva do cão dentro de u2a
na eCperiBncia sonda graduada#
da >or2ação dos
re>leCos condicionados na casa do cão5 e3 tela para as eCcitaçes visuais5 c3
contato elétrico 4ue se >echa pela 4ueda das gotas da saliva5 23 ta21or Marc+
registrador das gotas da saliva recolhidas .de acordo co2 &u+tendi*! Ps+chologie
des ani2auC3 78<Q3 Pa+ot3 Paris/#
Trate2os de esclarecer a4ui os dados principais da teoria dos re>leCos
condicionados# X77Y $is o >ato capital" .>ig#</ se ali2enta2os u2 cão3 a saliva
escorre auto2atica2ente#  u2 2ecanis2o dado pela natureza ao indivíduo3
desde o seu nasci2ento3 u2 re>leCo inato ou a1soluto3 segundo a ter2inologia de
Pavlov .@@@/#  H1vio 4ue3 se >aze2os u2 cão 4ual4uer ouvir o so2 de u2a
ca2painha3 essa eCcitação não ter? nenhu2a relação co2 a salivação# Mas3 se
co2eça2os a sincronizar os dois >atos3 a ali2entação e a eCcitação sonora3 se
repeti2os 9=3 L= ou Z= vezes3 pode2os veri>icar 4ue3 depois dessa aprendizage2
do siste2a nervoso do cão3 o so2 da ca2painha apenas3 se2 nenhu2a
ali2entação3 provoca salivação# 2a ligação se esta1elece no organis2o do cão3
entre essas duas eCcitaçes3 u2 novo re>leCo3 arti>icial ou te2por?rio se >or2ou3 o
re>leCo condicionado3 co2o cha2ou Pavlov# Pode;se es4ue2atizar a >Hr2ula
desse re>leCo3 da seguinte 2aneira"
'ator 'ator
'ases $>eito
a1soluto condicionante
nenhu2a salivação
7a#
>ase ; so2 .eCcitação
indi>erente/

<a#>ase carne ; salivação


inato/ .re>leCo

salivação .re>leCo
Ia#>ase carne so2
inato presente/
9a# >ase .ApHs Z= salivação .re>leCo
repetiçes da >ase ; so2 condicionado
Ia#/ >or2ado/
Tendo esta1elecido a regra da >or2ação de re>leCos condicionados3 Pavlov estuda
suas 2odalidades so1 todas as >acetas# %onstata 4ue 4ual4uer eCcitação pode
tornar;se u2 >ator condicionante3 isto é3 depois das coincidBncias reiteradas co2 a
to2ada de ali2ento e agir co2o >ator 4ue deter2ina3 por si sH3 a salivação" não
i2porta se o so23 a visão de >iguras3 de sinais lu2inosos3 a percepção gustativa
ou ol>ativa3 a aplicação3 so1re a pele3 de calor ou de >rio3 as irritaçes 2ecOnicas
aplicadas a 4ual4uer parte do corpo3 so1 a >or2a3 por eCe2plo3 de arranhadura3
de pressão3 de contato3 de estí2ulos elétricos etc# $studa3 e2 seguida3 a sutileza
de distinção das eCcitaçes" por eCe2plo3 >az;se tornar agente condicio nante u2
so2 deter2inado .Q== vi1raçes por segundo/ e >az;se perce1er ao cão3 e2
seguida3 u2 outro so2 di>erente do pri2eiro3 de u2 oitavo apenas .Q7< vi1raçes
por segundo/5 a reação de salivação não aparece#
e atua so1re u2 cão3 co2o >ator condicionante3 u2a co21inação >or2ada de
trBs sons3 ser? 1astante produzir u2 deles e o re>leCo se 2ostra ativo" o cão
reconhece seu eCcitante3 poder;se;ia dizer3 segundo a ter2inologia corrente ou da
psicologia introspectiva#
$is ainda u2 regra 2uito i2portant e" se depois de haver2os >or2ado u2 re>leCo
condicionado3 repeti2os3 2uitas vezes3 o eCcitante 4ue se tornou condicional3 se2
dar3 si2ultanea2ente3
vez 2ais o ali2ento3
>raca e desaparece no >i2 odere>leCo
total2ente" algu2eCtingue;se3
te2po a reação
co2osediztorna cada
Pavlov#
Mas3 se3 então3 co21ina2os3 nova2ente3 esse agente co2 a to2ada de ali2ento3
a reação condicionada reaparece" é a revivescBncia do re>leCo3 co2o resultado do
seu revigora2ento3 segundo a ter2inologia de Pavlov# J? se entrevB a analogia
co2 os >en-2enos 4ue conhece2os so1 >or2a de es4ueci2ento e de 2e2Hria#
Pavlov considerou os re>leCos 4ue se >or2a23 durante a vida3 co2o >en-2enos de
sinalização3 Eteis ao organis2o3 por4uanto lhe assegura2 a possi1ilidade de
reagir s 2udanças do 2eio a21iente3 antes de ser a>etado3 irreversivel2ente3
por u2a ação 1rutal dessas 2udanças3 4ue poderia2 constituir u2 perigo para
sua eCistBncia# e o organis2o tivesse de contentar;se unica2ente co2 as >or2as
do co2porta2ento >iCadas pela hereditariedade3 4ue se trans2ite2 de geração
e2 geração3 nenhu2 progresso 1iolHgico3 intelectual e social seria possível#
Graças aos re>leCos condicionados3 co2o a>ir2a 2uito 1e2 Dr1eli .7=8/3 o
organis2o te2 a possi1ilidade de realizar suas reaçes de de>esa3 ou sua
atividade ali2entar3 ou 4ual4uer outra >unção >isiolHgica3 não no Elti2o 2o2ento3
4uando as eCcitaçes correspondentes se apresenta2 i2periosa2ente3 2as3 ao
contr?rio3 desde 4ue a aproCi2ação das eCcitaçes é anunciada#
Assi23 a atividade digestiva das glOndulas pode co2eçar antes 4ue o ali2ento
penetre no canal digestivo5 u2 re>leCo de de>esa pode entrar e2 ação antes 4ue o
agente nocivo a*a so1re o organis2o etc# $sse >en-2eno de sinalização pode
então ser utilizado pelo organis2o para esti2ular a atividade de u2 ou outro
Hrgão3 preventiva2ente3 o 4ue apresenta3 para o organis2o3 certas vantagens#
Dr1eli .7=8/ cha2a a atenção para o >ato de 4ue3 na atividade nervosa superior3
o1serva2os3 continua2ente3 o cho4ue de duas tendBncias antag-nicas" de u2
lado3 a de conservar as ligaçes >or2adas3 de prender;se a u2 co2porta2ento
estereotipado e3 do outro3 a de 2udar a estrutura3 trans>or2ar as relaçes3 a*ustar;
se a condiçes novas#
Na vida hu2ana3 essas duas tendBncias tB23 ta21é23 u2a grande i2portOncia e
deter2ina2 as >or2as do nosso co2porta2ento#  >?cil con>or2ar;se ao h?1ito
ad4uirido de viver segundo u2a certa orde23 4ue eli2ina as preocupaçes3
4uando u2a atividade provoca3 auto2atica2ente3 u2a outra3 isto é3 4uando3
graças s ligaçes >iCadas so1 a >or2a de re>leCos condicionados3 se realiza23 de
certa >or2a3 reaçes e2 cadeia de atividades3 4ue se sucede2 rapida2ente e
pode2 repetir;se de u2 dia para o outro# $ssas cadeias de re>leCos condicionados
nos serve2 a cada passo3 4uando eCecuta2os 2ovi2entos >a2iliares3 atos de
tra1alho ha1ituais3 serviços pessoais di?rios3 >or2as de relaçes costu2eiras co2
outras pessoas3 o1*etivos3 ele2entos da natureza etc#  o 4ue constitui nossos
costu2es3 nossas atividades ha1ituais3 nosso estereHtipo vital5 esse 2ecanis2o
nos evita es>orços de2asiada2ente grandes e econo2iza o gasto de energia#
(e outro lado3 co21ate2os seguida2ente a su*eição servil a esses h?1itos# 2
ho2e2 adulto não pode agarrar;se a todas as >or2as de co2porta2ento a 4ue se
ha1ituou desde a in>Oncia# (urante toda sua vida3 produz;se u2a trans>or2ação
de velhas ligaçes e2 re>leCos condicionados novos3 por vezes 2es2o3 de
natureza oposta# Ds velhos re>leCos são3 então3 recalcados3 2as é 1astante
en>ra4uecer a tensão de seu siste2a nervoso3 adoecer ou to2ar u2a certa
4uantidade de ?lcool3 para ver ressurgire2 certos 2odos in>antis3 >or2as de
eCpressão3 2aneira de >azer 1lagues etc# $sses >en-2enos são conhecidos
ta21é2 na pr?tica da psican?lise#
%hega2os agora a u2 outro grupo de >en-2enos estreita2ente ligados aos
pri2eiros e 4ue são de grande i2portOncia para a co2preensão de toda a
co2pleCidade dos atos psí4uicos# D >ato principal é o seguinte  >or2a;se u2
re>leCo condicionado# Por eCe2plo3 u2 so2 deter2inado produz a salivação e2
u2 cão# 'aze2os aparecer3 diante dele3 u2 gato3 no eCato 2o2ento e2 4ue o
so2 é perce1ido" a salivação não se produz 2ais3 ou 2elhor3 u2a vez co2eçada3
p?ra 1rusca2ente# A >unção do gato pode ser dese2penhada por 4ual4uer outro
eCcitante novo3 desde 4ue se*a 1astante >orte#  o >en-2eno de ini1ição# Dra3
Pavlov distingue a ini1ição interna da eCterna# No pri2eiro caso3 descrito h?
pouco3 o eCcitante novo ve2 do eCterior co2o u2 agente de todo i2previsto# $ssa
ini1ição eCterna não se desenvolve3 progressiva2ente3 co2o a ini1ição interna3
2as 2ani>esta;se instantanea2ente# $la se produz3 a cada nova atividade dos
he2is>érios3 provocada por u2a eCcitação auto2?tica ou re>leCa e apresenta u2a
analogia per>eita co2 a ini1ição3 conhecida h? 2uito te2po3 nos outros pontos do
siste2a nervoso central# Na ini1ição interna o processo é o seguinte" depois da
>or2ação de u2 re>leCo condicionado3 pela co21inação da to2ada de ali2ento
co2 a visão de u2 sinal lu2inoso3 su12ete;se o cão a percepçes reiteradas de
u2 outro eCcitante .u2 so23 por eCe2plo/3 se2 lhe o>erecer a ali2entação# $ssa
eCcitação >iCa;se no seu 2ecanis2o cere1ral3 2as não provoca salivação3 é
latente# Ao contr?rio3 torna;se u2 >ator de ini1ição3 se se co21ina agora co2 a
eCcitação ativa  o sinal lu2inoso" este Elti2o não provoca 2ais salivação3 perdeu
seu poder eCcitador#  o caso de ini1ição condicionada3 assi2 o cha2a Pavlov# As
diversas >or2as de ini1ição interna pode2 ser >acil2ente supri2idas3 ou se*a3 elas
pode23 por sua vez3 ser ini1idas# $sse >ato se produz so1 a in>luBncia de novas
eCcitaçes 4ue surge2 no 2eio 4ue envolve o ani2al3 eCcitaçes 4ue provoca2
nele3 por eCe2plo3 u2a reação de orientação5 a conse4UBncia desta ação é o
resta1eleci2ento do re>leCo ini1ido5 é o 4ue Pavlov deno2ina desini1ição do

re>leCo condicionado3
i2portOncia processo
no 2ecanis2o 4ue ta21é2
das interaçes dese2penha
dos >en-2enos >unção de grande
psí4uicos#
uanto 2ais se >aze2 eCperiBncias so1re os re>leCos condicionados3 2ais se
encontra2 >atos3 de2onstrando 4ue esse processo de ini1ição interna é3 e2 geral3
2uito 2ais inst?vel 4ue o de eCcitação condicionada5 ou por outra3 as
2ani>estaçes da ini1ição interna são 2uito 2ais sensíveis  in>luBncia das
eCcitaçes acidentais do 4ue as dos eCcitantes condicionais# $sses >atos são de
o1servação constante5 se algué2 penetra3 diz Pavlov3 no local onde são >eitas
eCperiBncias3 e2 cães3 so1re re>leCos condicionados3 a ini1ição 4ue possa eCistir3
na4uele instante3 nos ani2ais3 >ica pro>unda2ente pertur1ada3 ao passo 4ue a
eCcitação condicionada3 u2a vez 1e2 esta1elecida3 não so>re 4uase ou nenhu2a
2odi>icação#
Pavlov ressalta o princípio te2por?rio dessas ligaçes# e o organis2o3
continuada2ente eCposto s in>luBncias eCteriores3 deter2inantes da >or2ação de
re>leCos condicionados3 não tivesse 2eios de se li1ertar3 2ais ou 2enos
>acil2ente3 dessas ligaçes3 seu siste2a nervoso seria invadido por 2ilhes de
re>leCos acu2ulados3 4ue a1alaria23 seguida2ente3 seus 2ecanis2os de
eCecução3 2Esculos3 glOndulas3 Hrgãos genitais e outros3 causando3 2uitas vezes3
con>litos entre eles3 o 4ue criaria u2 caos e u2a >adiga surpreendente# Pavlov
2ostra a eCistBncia de 2ecanis2os antag-nicos 4ue controla2 e supri2e23
ativa2ente3 co2 o te2po3 toda a estrutura re>leCo;condicionada supér>lua3 inEtil ou
tornada tal e li1erta2 assi2 o organis2o do perigo de superatividade
desordenada# D es4ueci2ento repousa so1re os 2es2os 2ecanis2os# 
precisa2ente a signi>icação do processo de ini1ição#

D siste2a nervoso é a sede de dois processos antag-nicos" a >aculdade de ser


eCcitado e a de >rear3 ini1ir a eCcitação3 4ue pode desaparecer ou ser recalcada na
es>era dita su1consciente3 se2 se 2ani>estar de 2aneira algu2a# Ali?s3 esse
recal4ue pode a>etar ta21é2 as >or2as inatas do co2porta2ento3 4ue3 contudo3
per2anece2 >iCadas no >undo do siste2a nervoso# Todo o con*unto dessas
estruturas3 ad4uiridas e inatas3 2ani>estas e recalcadas3 >or2a a particularidade
de u2 dado indivíduo3 sua personalidade#
D 4ue ocorre co2 a ini1ição te2 u2 enor2e alcance para a co2preensão dos
>en-2enos 4ue caracteriza2 a atividade dos seres vivos3 so1retudo por4ue são
eles 4ue deter2ina2 os estados conhecidos na psicologia cl?ssica ou su1*etiva e
ta21é23 e2 conse4UBncia3 no voca1ul?rio corrente3 co2o atos volitivos3 pois a
>aculdade de 4uerer est? estreita2ente ligada  possi1ilidade de resistir a u2a
tendBncia para agir nu2 deter2inado sentido# %once1e;s e i2ediata2ente toda a
i2portOncia
conseguinte3 decorrente
de dirigir as da
possi1ilidade de se
co2preender3 de eCplicar e3 por
atividades hu2anas3 essa possi1ilidade se 1aseia e2
>atos cientí>icos inelut?veis#
Pode2os entrever 2ais clara2ente3 agora3 as razes pela 4uais nos é i2possível
utilizar3 na ciBncia3 os >atos da introspecção3 os >en-2enos da consciBncia3
eCpressos pelas palavras3 na 4ualidade de indicadores de processos psí4uicos# 
i2possível esta1elecer u2a correspondBncia o1*etiva da sensação co2 os
processos 4ue e>etiva2ente ocorre2 no siste2a nervoso# Na Psicologia o1*etiva
.re>leCologia/ isso é possível" a salivação ou o 2ovi2ento 2uscular 4ue pode2
ser registrados3 o1*etiva2ente e até 2edidos3 revela2 a presença de processos
de eCcitação e ini1ição#
Na psicologia introspectiva3 poder;se;ia3 a rigor3 2arcar3 aparente2ente3 a
presença de eCcitação pela sensação# Mas3 esta pode ta21é2 >altar3 isto é3
per2anecer latente3 e21ora o processo >isiolHgico tenha lugar3 2as não se
eCteriorize3 por4ue >oi enco1erto pela ini1ição# Pode;se3 então3 eCplicar a ausBncia
da sensação3 co2o indicadora3 se*a pela >alta e>etiva do processo de eCcitação3
se*a pela presença de ini1ição" é então i2possível esta1elecer o >ato real#
VB;se de tudo isso 4ue não eCiste3 na introspecção3 indicador para o processo
>isiolHgico de ini1ição5 é a razão por 4ue ela não pode ser utiliz?vel3 4uando se
te2 de construir a ciBncia do pensa2ento e do co2porta2ento  1ase de palavras
.co2o indicadoras da sensação/3 ainda 2es2o 4ue se consiga >azer
2ala1aris2os co2 os voc?1ulos#  possível 4ue u2 dia se consiga registrar a
ini1ição pelo 2étodo da eletroence>alogra>ia" então3 pondo e2 relação as curvas
o1tidas e as sensaçes eCperi2entadas3 poder;se;?3 talvez3 tirar concluses so1re
os processos reais no cére1ro#
No 4ue concerne  natureza 2es2a do processo ini1itHrio3 Pavlov considerava
4ue este se apresenta e2 toda a parte onde te2 lugar o processo de eCcitação3
u2a vez 4ue coeCista co2 este e a21as  a eCcitação e sua ini1ição  não seria2
senão dois >en-2enos antag-nicos do 2es2o processo nervoso#
Nosso resu2o da teoria dos re>leCos condicionados de Pavlov não estaria
co2pleto3 se não 2encion?sse2os a4ui3 ainda3 a idéia desse s?1io so1re o
2ecanis2o 4ue rege o >unciona2ento dos instru2entos superiores de 4ue a
Natureza dotou os seres vivos3 inclusive os ho2ens# $sse 2ecanis2o seria3
segundo ele3 deter2inado por dois processos a 4ue cha2a irradiação e
concentração das eCcitaçes e das ini1içes nos he2is>érios cere1rais#  u2a
eCperiBncia cl?ssica 4ue u2a 1reve eCcitação nu2 ponto 4ual4uer dos
he2is>érios provoca o 2ovi2ento de u2 grupo 2uscular dado# Mas3 se ao
contr?rio3 a eCcitação é prolongada3 a reação se propaga a 2Esculos cada vez
2ais distantes e aca1a e2 convulses generalizadas# Nos he2is>érios cere1rais3
a eCcitação de u2 ponto deter2inado se estende3 então3 co2 grande >acilidade3
so1re u2 vasto raio# $ssa irradiação da eCcitação através do siste2a dos
neur-nios corticais se o1serva3 a cada instante3 na >isiologia dos re>leCos
condicionados# .779/#
e >or2a2os3 por eCe2plo3 u2 re>leCo condicionado3 onde u2 so2 te2 a >unção
de eCcitante3 o1servar;se;? 4ue3 no início3 a>inal todos os sons 2usicais serão
e>icazes e 2es2o todos os ruídos# A eCcitação3 chegada a u2 dado ponto dos
he2is>érios3 irradia;se3 a partir desse ponto3 a toda a região correspondente#
D 2es2o >ato é v?lido para a ini1ição interna" esse processo ta21é2 se irradia#
Pavlov >ez a seguinte eCperiBncia .77</" colocou pe4uenos aparelhos 2ecOnicos3
eCcitadores da pele3 so1re a pata de u2 cão5 >ora2 >iCados e alinhados so1re a
pata# 'or2a;se u2 re>leCo condicionado co2 4uatro aparelhos superiores" a
eCcitação desses pontos provoca a salivação# %onstata;se3 então3 4ue o 4uinto
aparelho3 o 2ais distante3 torna;se igual2ente u2 eCcitante3 e21ora tenha sido
deiCado separado3 4uando da >or2ação do re>leCo#  4ue a eCcitação se irradiou#
$2 seguida3 provoca;se a eCcitação 2uita vezes3 continuada2ente3 se2 2inistrar
o ali2ento5 o1serva;se então 4ue sua ação condicionada desaparece" u2
processo de ini1ição surgiu no cHrteC3 nu2 ponto correspondente deste# ApHs
alguns instantes3 pode;se veri>icar 4ue os 4uatro outros aparelhos ta21é2 não
provoca2 2ais a reação" é 4ue houve a irradiação da ini1ição do ponto de partida
para as outras partes vizinhas dessa região do cHrteC#
%ontudo3 4uanto 2ais o intervalo entre o >unciona2ento do aparelho in>erior e dos
outros é au2entado3 2ais os aparelhos superiores se li1erta2 da ini1ição e isso3
progressiva2ente3 até 4ue3
não se >aça 2ais sentir3 tornando;se
2es2o o intervalo
so1re o aparelho 1astante
2ais prHCi2ogrande3 a ini1ição
do 4uinto# Pode;se
seguir co2 os olhos3 diz Pavlov3 a vaga ini1idora 4ue recua e volta a seu ponto de
partida" a ini1ição se concentra# (uas leis gerais rege2 então essas
2ani>estaçes e a da concentração do processo nervoso#
Ao lado desses 2ecanis2os >unda2entais3 4ue deter2ina2 a atividade nervosa
superior dos ani2ais e do ho2e23 é preciso ter e2 conta u2 segundo 2ecanis2o
2uito i2portante" é o de an?lise3 realizada pelos Hrgãos dos sentidos#  evidente
4ue3 *? 4ue o organis2o não reage senão a certos >en-2enos do 2eio interior3
deco2pe esse 2eio e sH reté2 alguns >en-2enos particulares# Pavlov
caracteriza os analisadores co2o 0aparelhos particulares do siste2a nervoso3
cada u2 co2preendendo u2a eCtre2idade peri>érica de u2 dos Hrgãos dos
sentidos3 u2 nervo centrípeto 4ue a ele se liga e a ter2inação deste nervo nos
neur-nios corticais# Ds analisadores estão estreita2ente ligados ao 2ecanis2o
gerador dos re>leCos condicionados# Ds detalhes dos analisadores pode2 ser
principal2ente estudados pelo 2étodo da destruição parcial das eCtre2idades3
peri>érica ou central dos analisadores#6
 a4ui 4ue se encadeia o pro1le2a das localizaçes corticais3 para o 4ual Pavlov
.77L/ e seus discípulos contri1uíra2 plena2ente3 realizando eCperiBncias e2 4ue
se >az3 cirurgica2ente3 a a1lação de certas partes do cHrteC cere1ral# A a1lação
dos he2is>érios provoca o desapareci2ento total dos novos re>leCos
condicionados# Mas3 e2 se destruindo apenas deter2inadas zonas do cHrteC
cere1ral3 veri>ica;se o desapareci2ento i2ediato de tal ou 4ual re>leCo
condicionado3 e2 correspondBncia co2 a topogra>ia dos 2ecanis2os receptores
do cHrteC3 pois3 cada aparelho receptor peri>érico possui3 na su1stOncia cortical3
u2 territHrio central particular3 4ue é seu ponto ter2inal e 4ue representa sua
pro*eção eCata# @sso não i2pede3 todavia3 a >or2ação posterior de novos re>leCos
condicionados do 2es2o tipo da4ueles 4ue desaparecera2 apHs a a1lação da
zona corresponde nte# D cHrteC te2 u2a estrutura especial3 4ue se 2ani>esta3 de
u2 lado3 por u2a concentração dos ele2entos receptores e2 deter2inadas zonas
e3 de outro3 pela disse2inação desses ele2entos so1re u2a grande super>ície#
@sso eCplica o 2ecanis2o da restituição progressiva3 depois da operação de
a1lação parcial3 das >unçes perdidas3 >en-2eno 4ue >oi posto e2 evidBncia por
Pavlov e outros cientistas# $le interpreta o ca2inho contornado pelos >ila2entos
nervosos3 seus nu2erosos cruza2entos3 o nE2ero3 4ue parece eCagerado3
desses ele2entos3 etc#3 co2o 2eio de co2pensar3 2ais ou 2enos3 as possíveis
destruiçes#
$CperiBncias indicara2 ta21é2 4ue3 depois da a1lação da 2etade posterior3 a
zona 4ue per2anece indene3 e21ora 2uito pouco eCtensa3 era entretanto capaz
de assegurar u2a atividade nervosa superior# D princípio da su1stituição dos
Hrgãos te2 a4ui grande i2portOncia3 o 4ue de2onstra a e4uivalBncia3 so1 o ponto
de vista do 2ecanis2o geral3 de todas as regies dos he2is>érios3 ponto so1re
4ue *? insistia Mun!#
$2 resu2o3 deve2os considerar3 segundo Pavlov .77Z/ seis ordens de
>en-2enos3 se dese*a2os a1ranger toda a atividade nervosa3 todo o
co2porta2ento dos ani2ais superiores# ão eles 7#=  a eCcitação" <  a
ini1ição5 I  o desloca2ento da ini1ição5 9  a indução recíproca da eCcitação
so1re a ini1ição ou da ini1ição so1re a eCcitação " L  o >en-2eno de >or2ação e
destruição das vias 4ue liga23 entre si3 as di>erentes regies do siste2a nervoso5
Z  en>i23 os >en-2enos de an?lise3 4ue deco2pe2 o 2undo eCterior e interior
e2 seus ele2entos#
A enor2e i2portOncia do >en-2eno da >or2ação dos re>leCos condicionados3
contudo3
cere1ral3 salta
aos olhos3 principal2ente
re>leCos .de4uando
se encara
grau/ a >aculdade
1ase de do
cHrteC
de >or2ar novos segundo re>leCos
condicionados *? eCistentes .de pri2eiro grau/# @nicial2ente3 Pavlov so>reu u2
revés" associando a eCcitação pelo >ator condicionante .por eCe2plo3 o so2/ ao
re>leCo 4ue serve de início a u2a nova eCcitação 4ual4uer .por eCe2plo3 visual/ e
se2 dar ali2ento ao cão3 o 4ue 4uer dizer3 se2 eCcitar seu re>leCo inato3
constatou;se 4ue3 e2 vez de u2 novo re>leCo condicionado .reagindo so1re a
eCcitação visual/3 o1servava;se o desapareci2ento do pri2eiro re>leCo .ao so2/"
Pavlov deno2inou essa nova reação de ini1ição condicionada# A luz tornou;se
u2a ini1ição condicionada pelo re>leCo ao so2# Tal reação se apresenta co2o
ele2ento Etil para o organis2o e a4ui est? o 2otivo" os sinais3 4ue tB2 u2a razão
vital3 de vez 4ue 1iologica2ente con>ir2ados3 persiste23 en4uanto as eCcitaçes
4ue se >aze2 aco2panhar de u2a ação e>etiva3 provoca2 u2a auto;supressão
por ini1ição# Pes4uisas posteriores3 contudo3 2ostrara2 4ue3 *untando;se u2a
eCcitação suple2entar3 chegava;se a a>astar a ini1ição3 a li1ertar o re>leCo da ação
ini1idora e o1ter assi2 u2 novo re>leCo condicionado enCertado so1re o pri2eiro#
Para o1ter esse resultado3 aplica;se o princípio das eCcitaçes de retarda2ento"
alonga2;se3 progressiva2ente3 as pausas entre a eCcitação sinal e a do re>leCo
inato .ali2entação/3 e2 outros ter2os3 estende;se a >ase latente da eCcitação
condicionada# $ntão3 a eCcitação se eCtingue3 pouco a pouco3 2as seus traços se
associa2 co2 o re>leCo inato e leva2  >or2ação de u2 novo re>leCo enCertado
.re>leCo condicionado de segundo grau/#
2 eCe2plo de Willia2s Ja2es .Q=/3 tirado de atos hu2anos e citado por %l+de
Miller .7=L/3 X7<Yilustra a 4uestão" 0VocB se apresenta diante de u2a criança co2
u2 1rin4uedo nas 2ãos# ogo 4ue ela perce1e3 procura to2?;lo# VocB lhe 1ate na
2ão 4ue avança# $la recolhe a 2ão3 chorando# VocB levanta o 1rin4uedo3 sorrindo
e diz" 0Peça 1e2 direitinho  assi2K6# $la p?ra de chorar e i2ita;o3 rece1e o
1rin4uedo e canta vitHria0# Assi23 u2a nova reação .sEplica/ enCertou;se na
pri2eira .agressão/#
J? depois da 2orte de Pavlov3 seus discípulos3 4ue continua2 essas pes4uisas
e2 2uitos do2ínios3 pudera2 esta1elecer u2a série de novos >atos de grande
i2portOncia# $ntre esses3 insistire2os so1re o seguinte" encontrou;se u2 novo
2étodo de procedi2ento para >or2ar re>leCos condicionados3 4ue Dr1eli
.7=8/ X7IY descreve# ^ria*ev o e2pregou e2 cães e chtodine3 e2 2acacos#
%onsiste e2 >or2ar3 pelo 2étodo ha1itual3 u2 re>leCo condicionado no ani2al3
2as3 e2 presença de outro# D pri2eiro é designado co2o ator e o segundo co2o
espectador6# Dra3 as ligaçes condicionadas se >or2a2 então3 não sH no
indivíduo3 na4uele e2 4ue a eCcitação sinal é re>orçada pelo re>leCo inato3 2as
ta21é2 no 4ue assiste ao processo3 co2o espectador# A i2portOncia 1iolHgica
desse >ato3 do ponto de vista da evolução3 é 2uito grande3 por4ue os
espectadores vendo3 por eCe2plo3 seu co2panheiro de1ater;se contra u2
agressor e e2pregar certas atitudes3 delas se apropria2 e >or2a23 assi23
re>leCos condicionados de>ensivos3 4ue lhes per2itirão3 dando;se o >ato3 >ugir do
perigo# Ds atores pode2 sucu21 ir na luta3 2as entre os espectadores se cria u2
re>leCo condicionado3 4ue lhes per2ite salvare2;se#
M# Ad# 'erri_re 2e deu a conhecer u2a o1servação interessante3 ocorrida e2
Gene1ra e 4ue corro1ora os >atos 2encionados# 'ez;se passar u2 condutor
aéreo3 e2 >ios de alta tensão3 por ci2a do lago e2an# Dra3 os cisnes3 nu2erosos
e2 Gene1ra3 so1revoava2 esses >ios e3 a princípio3 tocando;os3 to21ava23 s
vezes3 >ul2inados pela corrente# (epois de u2 certo te2po3 não se via 2ais
cisnes 2ortos pelo cho4ue elétrico" os espectadores3 tendo visto seus
co2panheiros .atores/ perecere2 ao tocar os >ios3 aprendera2 a evit?;los3 isto é3
re>leCos condicionados apropriados se >or2ara2 nos pri2eiros3 ao vere2 as
condiçes e2 4ue a 2? sorte atingiu os segundos#
Na educação3 os re>leCos de i2itação tB2 grande i2portOncia3 assi2 co2o as
reaçes se2elhantes s 4ue 2enciona2os aci2a# &ovet .78/ X79Y a elas se re>ere
co2o devidas a u2 0instinto de espectador6 e as surpreende ta21é2 na luta e no
*ogo" 0e dois estudantes se pe2 a correr3 toda a classe correr?3 se *oga2
pedras no lago3 todos os 4ue os vire2 >arão3 e2 seguida3 outro tanto# Mas3 se
chega2 s vias de >ato3 seus co2panheiros longe de os i2itar3 grave2ente3
>or2arão u2 círculo para vB;los lutar6#
&ovet >az distinção entre i2itação3 4ue seria u2 processo ideo2otor e e2ulação3
4uando se ad2ira algué2 2aior do 4ue nHs# A i2itação nas crianças é 4uase
se2pre e2ulação3 de sorte 4ue a ação do 2eio so1re o seu co2porta2ento3 e3
notada2ente3 so1re
se torna u2 >ator sua co21atividade3
involunt?rio de estí2ulose eCerce3
i2itaçãodee3u2
de lado3
outro3pelo
pelaeCe2plo3 4ue
educação3
4ue >az nascer u2a provocação consciente e dese*ada3 4ue to2a assi2 a
aparBncia de espontaneidade#
Partindo dos >en-2enos de ini1ição interna3 Pavlov chega a constatar 4ue3 se a
ini1ição se irradia so1re toda a super>ície cortical3 segue;se u2 estado de
sonolBncia# D 2ecanis2o é o seguinte" se se eCcita de2orada2ente u2 ponto
4ual4uer dos he2is>érios e se essa eCcitação não é aco2panhada de u2a
eCcitação si2ultOnea de outros pontos dos he2is>érios3 o1serva;se3 cedo ou tarde3
u2a ini1ição nesse ponto3 4ue leva a u2 sono total# 3 so1retudo3 o caso do
organis2o 4ue >ica so1 a in>luBncia de eCcitantes de 1aiCa intensidade3 2onHtonos
e repetidos# 2 eCcitante tér2ico3 cu*a ação se prolonga3 é prHprio para provocar
o sono" conhece;se a ação do saco de ?gua 4uente depois das re>eiçes ou na
ca2a3  noite# Pode;se criar3 então3 u2 a21iente hipnHgeno#
$sses >atos leva2 Pavlov a estudar os >en-2enos de hipnose e de sugestão# %o2
e>eito3 se o processo de ini1ição não atinge u2 grau 1astante >orte3 o1serva;se u2
estado inter2edi?rio entre o sono e a vigília3 4ue le21ra 2uito o estado de
hipnose# Geral2ente3 nos casos de hipnose3 trata;se antes de estados de ini1ição
de >raca intensidade# (aí por4ue3 para Pavlov3 os dois estados são3 e2 princípio3
idBnticos e3 tanto 2ais 4uanto no sono co2o na hipnose3 se nota u2a dis*unção
da atividade nervosa superior" as reaçes 2otoras são3 e2 geral3 supri2idas no
sono3 2as certas atividades psí4uicas3 co2o os sonhos3 persiste2" isto prova 4ue
a ini1ição atingiu certas partes do cHrteC cere1ral e talvez 2es2o dos centros
su1corticais3 deiCando outros livres# Na hipnose3 vB;se 4ue o indivíduo >ica
insensível s in>luBncias do a21iente3 2as3 capaz de e>etuar certas açes
sugeridas do eCterior#
2 eCe2plo eCpressivo3 4ue se a*usta a esses >en-2enos3 eCtraído da >isiologia
co2parada dos ani2ais3 é citado por Dr1eli .7=8/5 X7LY pode;se o1servar3
>acil2ente3 nos a4u?rios 2arinhos da $stação `oolHgica de N?poles" u2 grande
2olusco ce>alHpode3 o $ledone3 4ue te2 oito 1raços3 dor2e envolvendo seu corpo
e2 sete desses longos 1raços3 4ue3 co2o toda 2usculatura do ani2al3
per2anece2 relaCados3 en4uanto o oitavo se eleva aci2a do corpo e eCecuta
2ovi2entos rotativos3 velando3 para garantir a segurança do ani2al e2 repouso#
e se atinge ligeira2ente co2 u2a varinha o corpo e os sete 1raços3 per2anece
i2Hvel e continua a dor2ir5 2as3 é su>iciente tocar o 1raço e2 2ovi2ento para
4ue o ani2al acorde instantanea2ente3 lance u2 *ato de sua tinta e >u*a#
Mas3 conhece;se ta21é2 casos e2 4ue u2 estado cataléptico ou hipnHtico é
procurado por u2a eCcitação violenta3 durante a 4ual toda a veleidade de
oposição do ani2al é ani4uilada" é o eCperi2entu2 2ira1ile de ^ircher# $2 7Z9Z3
descreveu ele 4ue3 >azendo co2 u2 2ovi2ento 1rusco u2 risco no solo3 e2
>rente ao 1ico de u2 galo3 co2 u2 pedaço de giz3 o ani2al >icou i2o1ilizado
diante desse risco3 durante algu2 te2po# D 2es2o resultado pode ser o1tido co2
cães e gatos novos3 crianças3 co1aias3 rãs3 agarrando;os 1rusca2ente e
2antendo;os  >orça3 i2Hveis3 durante alguns instantes" >ica2 inertes3 se2
2ovi2entos e pode2 2es2o ser eCcitados se2 sair do seu estupor### %harles
Richart X7ZY descreveu3 assi23 a hipnose da rã" 0Prende;se u2a rã vigorosa e ?gil3
segurando;a durante cerca de dois 2inutos3 entre os dedos3 o polegar so1re o
ventre os 4uatro dedos no dorso3 apertando apenas o necess?rio para i2pedir sua
>uga# Nesse 2eio te2po3 os seus 2ovi2entos se torna2 cada vez 2ais lentos e
preguiçosos5 co2 di>iculdade3 >az es>orço para >ugir5 >inal2ente3 4uando é
colocada so1re a 2esa3 >ica de ventre para o ar3 i2Hvel3 durante u2 4uarto de
hora3 u2a hora e até 2ais# Pode;se >azB;la to2ar as posiçes 2ais
inverossí2eis#6
D co2porta2ento descrito é u2 re>leCo de de>esa so1 a >or2a de ini1ição" e2
presença de u2 >orça i2ensa3 a 4ue o ani2al não pode escapar3 ne2 pela luta3
ne2 pela >uga3 sua Enica oportunidade de salvação reside na i2o1ilidade3 4ue
per2ite ao ani2al passar desperce1ido  considerando 4ue são so1retudo os
o1*etos ani2ados 4ue desperta2 a atenção  ou evitar u2a ação agressiva dessa
>orça te2ível3 4ue os 2ovi2entos desordenados poderia2 provocar# $is aí3
segundo Pavlov .77:/ o 2ecanis2o 4ue deter2ina essa i2o1ilidade" 0As
eCcitaçes eCteriores de eCtre2a intensidade3 ou de natureza eCtraordin?ria3
deter2ina2 o apareci2ento de u2a r?pida ini1ição re>leCa da zona 2otora dos
he2is>érios3 zonas 4ue dirige2 os cha2ados 2ovi2entos volunt?rios" con>or2e a
intensidade e a duração da eCcitação3 essa ini1ição se localiza3 eCclusiva2ente3
na zona 2otora3 per2itindo 2anter i2ut?vel a posição to2ada pelo ani2al3 é a
catalepsia  ou então ela se estende a outras regies dos he2is>érios e 2es2o ao
2esencé>alo# Nesse caso3 todos os re>leCos desaparece23 pouco a pouco o
ani2al torna;se a1soluta2ente passivo e entra no estado do sono3 co2
relaCa2ento 2uscular# A i2o1ilidade3 o aspecto rígido3 na ocasião de u2 grande
2edo3 é u2a reação idBntica ao re>leCo descrito6#
(istingue;se3 no ho2e23 e2 estados an?logos3 deter2inados por reaçes
nervosas anor2ais3 a catapleCia3 4ue é u2 sono parcial patolHgico3 e2 4ue a
consciBncia é 2antida3 2as co2 perda da >aculdade 2otora3 co2o conse4UBncia
de u2a atonia 2uscular5 a catalepsia3 u2 estado no 4ual o t-nus 2uscular não é
a1olido3 2as h? paralisia dos atos volitivos3 de >or2a 4ue as 2ais estranhas
atitudes3 i2postas de >ora3 pode2 persistir" por eCe2plo3 a per2anBncia de u2
1raço no ar durante u2 te2po 2uito longo etc# $2 seguida3 u2a neurose vizinha
da histeria3 a catatonia3 onde o estado cataléptico é associado a u2a rigidez
2uscular 4ue i2pede os 2ovi2entos#
%once1e;se >acil2ente a i2portOncia 4ue esses >en-2enos de natureza >isiolHgica
apresenta2 para o estudo do co2porta2ento hu2ano nos casos e2 4ue3
so1retudo nas 2assas3 os >atores de sugestão dese2penha2 u2 i2portante
papel#
No curso de seus tra1alhos3 Pavlov teve sua atenção atraída para dois >en-2enos
da atividade psí4uica3 a 4ue cha2ou de re>leCo de >i2 e re>leCo de li1erdade# $le é
de opinião 4ue se trata de dispositivos pri2itivos ou re>leCos a1solutos3 inatos# Por
eCe2plo .77Q/3 nota;se e2 certos o1cecados 4ue a tendBncia para colecionar não
est? >re4Uente2ente e2 relação co2 o valor do >i2 perseguido5 Pavlov entende
4ue é u2a característica inata3 pois se pode o1servar 4ue a 2es2a pessoa
gastar? igual energia3 4ual4uer 4ue se*a o o1*eto 4ue tenha e2 vista3 se*a
i2portante ou >Etil# 'ica;se3 por vezes3 to2ado pela paiCão de colecionar o1*etos
a1soluta2ente insigni>icantes3 e2 4ueé o1e2
Enico valor é oa preteCto para colecionar#
Apesar da insigni>icOncia do o1*etivo3 conhecida energia despendida pelo
colecionador para atingi;lo e 4ue pode ir até ao sacri>ício de sua vida# D
colecionador chega3 diz Pavlov3 para satis>azer sua paiCão3 a en>rentar o ridículo3
tornar;se cri2inoso3 do2inar suas necessidades 2ais urgentes# Tratar;se;ia então3
no seu entender3 de u2a pulsão irresistível3 de u2 instinto pri2itivo ou de u2
re>leCo  $le o coloca e2 relação co2 o instinto ali2entar3 1aseando;se so1retudo
no >ato de 4ue a21os apresenta2 a característica de preensão .a tendBncia de
agarrar o o1*eto/ e de periodicidade# Todo progresso3 toda cultura seria2 >unção
desse re>leCo de >i23 pois são devidos3 unica2ente3 aos ho2ens 4ue na vida se
entrega2 a u2a deter2inada tare>a# D suicídio não é3 segundo Pavlov3 2ais do
4ue o resultado de u2a ini1ição do re>leCo de >i2#
D outro re>leCo inato seria o de li1erdade# Pavlov .778/ partiu de u2a o1servação
so1re u2 cão 4ue3 nascido de pais livres3 de cães errantes3 opunha3 no
la1oratHrio3 u2a grande resistBncia3 4uando nele se tentava >or2ar re>leCos
condicionados caracterizados  de1atia;se na 2esa de eCperiBncias3 salivava
contínua e espontanea2ente3 apresentava sinto2as de eCcitação geral e não >oi
senão depois de 2eses 4ue veio a se tornar dHcil e a ser utilizado para a
>or2ação de re>leCos condicionados# $sse cão não suportava entraves aos
2ovi2entos e Pavlov classi>ica essa atitude co2o u2 re>leCo inato de li1erdade5
e2 oposição3 a docilidade seria a 2ani>estação de outro re>leCo3 inato3 inverso ao
pri2eiro3 precisa2ente o re>leCo de servidão# %o2o vere2os 2ais adiante3 so2os
2ais inclinados a considerar o co2porta2ento de li1erdade ou de servidão3 co2o
a4uisiçes3 co2o re>leCos condicionados3 tendo sua 1ase no instinto ou pulsão3 a
4ue deno2ina2os de de>esa individual ou co21ativa#
Mas3 o 4ue se esta1eleceu3 se2 nenhu2 e4uívoco3 nos la1oratHrios de Pavlov3
ainda durante sua vida3 >oi a possi1ilidade de agir na >or2ação do car?ter# Assi2 é
4ue se separara2 os cães de u2 2es2o parto e2 dois lotes3 desde seu
nasci2ento" uns >ora2 deiCados e2 li1erdade3 durante dois anos3 os outros
>echados e2 canis# uando se co2eçou a provocar3 2ais tarde3 re>leCos
condicionados e2 uns e outros3 evidenciou;se 4ue se >or2ava2 2ais >acil2ente
nos 4ue >ora2 conservados presos e 4ue3 alé2 disso3 apresentava2 sinto2as de
u2a grande sensi1ilidade s eCcitaçes sonoras" era2 2edrosos3 tre2ia2
continuada2ente ao 2enor ruído3 en4uanto os outros3 ha1ituados a 2Eltiplas
eCcitaçes3 4uando trazidos ao la1oratHrio3 so1 a in>luBncia de eCcitaçes
2onHtonas3 tornava2;se rapida2ente sonolentos e resistia2 2ais te2po 
>or2ação de u2 re>leCo#
$sses estudos levara2 Pavlov a esta1elecer di>erenças de car?ter 4ue coincide2
per>eita2ente co2 a velha divisão hipocr?tica dos te2pera2entos3 conhecida
co2u2ente no 4ue concerne aos 'ala
ho2ens" distingue
tipos os
cães 2elancHlicos3
>leu2?ticos3 coléricos e sangUíneos# de 4uatro do siste2a nervoso e
assinala3 antes de tudo3 os siste2as de reaçes >ortes e os de reaçes >racas# Ds
pri2eiros pode2 apresentar indivíduos cu*o siste2a nervoso 2ostra u2 certo
dese4uilí1rio" são os coléricos# $ntre eles a eCcitação prevalece so1re a >aculdade
de ini1ição# A outra parte desse grupo é constituída por ele2entos e4uili1rados3
2as estes pode23 por sua vez3 ser divididos e2 indivíduos co2 reaçes r?pidas e
e2 4ue a >orça de eCcitação iguala a de ini1ição" os sangUíneos5 suas reaçes
são ?geis3 no sentido de 4ue os processos de irradiação e de concentração se
>aze2 nu2a velocidade 2ais intensa3 o 4ue >acilita a passage2 de u2 processo a
outro# No outro grupo3 acha2;se os indivíduos 4ue tB2 reaçes lentas3 e21ora
e4uili1radas# ão 2arcados por certa inércia" os >leu2?ticos# $n>i2 os tipos >racos
se caracteriza2 por u2a preponderOncia da ini1ição so1re a eCcitação e essa
ini1ição é do tipo de>ensivo" os 2elancHlicos# 'or2a2 o grande nE2ero de
indivíduos 4ue constitue2 as 2ultides e as 2assas e são 2ais >acil2ente
in>luenci?veis ou viol?veis3 segundo nossa ter2inologia X7:Y na vida política#
Assi23 essa divisão de caracteres hu2anos rece1e u2a 1ase 1iolHgica#
Nessa orde2 de idéias3 4ue consiste e2 aproCi2ar todos esses resultados de
pes4uisas de la1oratHrio3 rigorosa2ente cientí>icas3 de reaçes do co2porta2ento
hu2ano3 resta;nos ainda indicar 4ue Pavlov atri1uía  >or2a e2inente2ente
hu2ana de eCcitação3 4ue é a palavra3 u2a grande i2portOncia#  claro3 depois
de tudo 4ue vi2os3 4ue a palavra3 >alada ou escrita3 pode ta21é2 tornar;se u2
eCcitante3 condicionante3 >or2ando u2 re>leCo3 co2o 4ual4uer outro eCcitante# 0A
palavra63 diz Pavlov3 .7<=/3 0entra e2 relação co2 todas as eCcitaçes eCternas e
internas 4ue chega2 aos he2is>érios cere1rais3 assinala;os3 su1stitui;os e3 por
essa razão3 pode provocar as 2es2as reaçes 4ue as suscitadas por esses
2es2os eCcitantes6#  >?cil co2preender 4ue a palavra >or2a3 so1retudo
enCertando;se uns so1re os outros3 u2a série de re>leCos condiciona dos se2pre
2ais co2plicados3 resultando disso toda a co2pleCidade das reaçes ver1ais e do
pensa2ento hu2ano# %o2o diz %l+de Miller .7=L/3 0as palavras e os sí21olos 4ue
as representa2 dão aos ho2ens a possi1ilidade de trans2itir3 de geração e2
geração3 sua herança de conheci2entos e de ignorOncia3 de superstiçes e de
conceitos cientí>icos6# No eCcelente livro de tuart %hase  A tirania das palavras
.<Z/3 encontra2;se 2uitos dados so1re a i2portOncia desse >ator 4ue condiciona
as reaçes hu2anas;
%o2o se pode co2preender a possi1ilidade de eCpri2ir certos estados d\al2a
pela palavra do ponto de vista da >or2ação de re>leCos condicionadosS Pri2eiro3
te2os u2 re>leCo 4ue se >or2a partindo da i2pressão sensorial de u2 o1*eto3
co2o sinal 4ue condiciona e eCplora o interesse de atingi;lo 2ental2ente5 esse
interesse dese2penha3 então3 a >unção de >ator a1soluto de 1ase3 re>erindo;se
precisa2ente  pulsão X7QY 4ue o deter2ina" por eCe2plo3 a pulsão designada
co2o nE2ero < ou 2aterial  $2 seguida3 so1re esse re>leCo se enCerta u2 novo
re>leCo3 e2 cu*a >or2ação a >unção 1?sica é dese2penhada pelo re>leCo
precedente .i2age2/ e co2o sinal condicionante >unciona a palavra  >alada
.eCcitaçes auditivas/ ou escrita .eCcitaçes visuais/5 assi23 essa palavra se torna3
daí e2 diante3 u2 eCcitante 4ue desencadeia o re>leCo de srce2 .representação
da i2age2 do o1*eto/# Poder;se;ia3 por eCe2plo3 ilustrar esse >ato co2 o es4ue2a
da p?gina precedente .>ig# I/#
Assi23 ligaçes est?veis se esta1elece2 entre as eCcitaçes co2pleCas3 Hpticas
ou acEsticas3 4ue se produze2 gr?>ica ou oral2ente e o1*etos e >en-2enos
deter2inados do 2undo eCterior# %o2o resultado3 os pri2eiros se torna2 sinais
para os Elti2os e pode2 su1stituí;los na realização das reaçes condicionadas#
A 4uestão da sugestão3 so1retudo pela palavra3 ou por 4ual4uer outro sí21olo3
te2 a4ui i2portOncia >unda2ental  J? vi2os 4ue3 através de certa >or2a de ação3
pode;se en>ra4uecer a >aculdade de resistBncia dos 2ecanis2os nervosos
superiores3 co2o o cHrteC cere1ral" 1asta provocar u2a generalização da ini1ição
interna3 4ue é idBntica ao sono ou recorrer  >adiga5 en>i23 essa >orça de
resistBncia pode ser >raca por 2otivos de estrutura congBnita ou ainda
en>ra4uecida por u2 a1alo do siste2a nervoso por 2eio de u2a eCcitação 2uito
>orte3 u2a e2oção pro>unda ou pelo envenena2ento .?lcool3 etc#/# e nessas
condiçes o paciente é atingido por u2a palavra i2perativa3 por u2a orde23 essa
orde2 se torna irresistível3 graças  irradiação3 e2 todo o cHrteC da ini1ição por
ela causada#
'ig# I
$s4ue2a ilustrando a >or2ação de re>leCos condicionados#
A#  $Ccitação auditiva .>ator condicionado/ ./3 sincronizada co2 u2a

eCcitação
2ediante agustativa
eCcitação.;;;;/ .reação
sonora inata/32a
apenas# d? u2 re>leCo
ligação3 condicionado
entre .####/" salivação
os dois centros a1alados
si2ultanea2ente3 se esta1elece depois de L= a Z= repetiçes# A reação pode ser
provocada pela agulha do 2Esculo .siste2a 7/3 glOndula salivar .</3 aparelho
genital .I/ ou 2a2as .9/# Du orelha5 o olho5 a língua5 @3 pri2eiro siste2a de
sinalização5 @@3 segundo siste2a de sinalização#
&#  @ni1ição" u2 re>leCo condicionado auditivo se >or2a ./# 2 eCcitante
visual .b b b/ desencadeia u2 a1alo do centro eCcitado 4ue >reia o re>leCo
condicionado ./" nenhu2a salivação#
%#  Neo;re>leCos aparente2ente espontOneos# 2 re>leCo condicionado auditivo
se >or2a ./ por 2eio de algu2a eCcitação espontOnea .na realidade3 talvez
de natureza hor2onal/ .;;;;/ proveniente das pro>undezas do segundo siste2a de
sinalização .@@/3 o re>leCo condicionado e2 re>erBncia é 2odi>icado3 trans>or2ado e
assu2e u2 car?ter novo#  a >onte do progresso#
@nsisti2os so1re esses >atos3 por4ue estão inti2a2ente ligados ao co2porta2ento
das 2assas hu2anas3 4uando dos atos conhecidos co2o propaganda política3
4ue engendra2 precisa2ente e>eitos de 4ue ire2os >alar e2 seguida# Vi2os a
eCplicação dada por Pavlov ao >en-2eno do sono3 4ue ele pe e2 relação
>isiolHgica co2 a hipnose e a sugestiona1ilidade  A sugestão so1revé2 se a
palavra3 a orde2 atinge u2 2ecanis2o psí4uico 4ue se encontra nu2 estado de
>ra4ueza >isiolHgica# e se analisa2 as possi1ilidades de resistBncia  sugestão 
u2a 4uestão da 2ais alta i2portOncia3 co2o vere2os 2ais adiante  esta1elece;
se3 então3 4ue  parte os casos patolHgicos3 de insu>iciBncia congBnita3 de doença
ou de envenena2ento3 elas são3 e2 grande parte3 >unção do grau de cultura3 isto
é3 da ri4ueza e2 cadeias de re>leCos condicionados3 enCertados uns so1re os
outros3 de 4ue se co2pe o 2ecanis2o psí4uico dos indivíduos e2 4uestão# A
ignorOncia é3 portanto3 o 2elhor 2eio para >or2ar 2assas 4ue se presta2
>acil2ente  sugestão  @sso se2pre >oi conhecido3 2as graças a Pavlov esta2os
agora e2 condiçes de co2preender as razes >isiolHgicas desse >ato
>unda2ental no do2ínio social e político#
2 novo capítulo da >isiologia do siste2a nervoso e da >isiologia geral inaugurou;
se co2 as pes4uisas so1re os re>leCos condicionados" a >isiologia evolutiva3 cu*os
pro1le2as estão sendo estudados nos la1oratHrios da R3 dirigidos pelos
discípulos de Pavlov3 depois de sua 2orte  eu o1*etivo é a desco1erta dos
processos 4ue se veri>ica2 na 1ase da a4uisição3 na série ani2al3 ao longo da
histHria >ilogenética das espécies3 dos 2ecanis2os dos re>leCos condicionados e
sua co2paração co2 as 2udanças 4ue ho*e se o1serva2 na ontogBnese#
$s>orça;se por criar3  vontade3 por 2eio da seleção arti>icial e de cruza2entos3
di>erentes tipos do siste2a nervoso# As 2utaçes provocadas eCperi2ental2ente
são ta21é2 encaradas# As pes4uisas so1re re>leCos condicionados e2 indivíduos
de diversas idades3 ad4uire2 ta21é2 grande i2portOncia" é so1retudo
^rasnogors!+ X78Y e seus discípulos 4ue realiza2 essas pes4uisas#
%riticou;se3 por vezes3 Pavlov3 alegando;se 4ue sua teoria re*eita o >ato3 sentido
por todos3 da eCistBncia de >en-2enos su1*etivos# @sso é >also" na realidade3 as
pes4uisas por ele >eitas e2 cães e conduzidas co2 todo o rigor das eCperiBncias
>isiolHgicas cl?ssicas de u2 %laude &ernard ou de u2 Pasteur3 era2 apenas u2a
pri2eira aproCi2ação co2 os >en-2enos su1*etivos5 ali?s3 ele 2es2o se
pronunciou3 2uitas vezes3 clara2ente3 dizendo 4ue seria inad2issível separar os
dois tipos de >en-2enos# %onsiderava os >en-2enos su1*etivos co2o u2a das
2ani>estaçes do estado ativo da 2atéria alta2ente organizada# $sperava o1ter
0u2a tela >isiolHgica3 so1re a 4ual seria u2 dia possível 1ordar toda a
2ulti>or2idade do 2undo su1*etivo do ho2e26#
2 dos novos ra2os dessa >isiologia evolutiva3 a 4ue nos conduz a teoria dos
re>leCos condicionados de Pavlov e 4ue atual2ente seus discípulos desenvolve2
na R3 é o das açes dos >atores internos do organis2o3 de orde2 hu2oral3
so1re os re>leCos condicionados3 tais co2o o siste2a nervoso si2p?tico e os
ele2entos do siste2a endHcrino# Assi23 >oi possível de2onstrar 4ue a eCtirpação
de gOnglios cervicais au2enta as tendBncias de ini1ição5 e3 ta21é23 4ue a
eCcitação da hipH>ise provoca o sono# $2 geral3 o siste2a si2p?tico se evidencia
co2o u2 >ator 4ue controla e regula o estado do cHrteC cere1ral e eCerce3 assi23
in>luBncia so1re os processos 4ue nele se desenrola2# As glOndulas endHcrinas3
co2o os testículos e a tirHide3 tB2 ta21é2 u2a in>luBncia correspondente3 assi2
co2o a eCtirpação do cere1elo e das supra;renais  Ao contr?rio3 o estudo de
certas su1stOncias 4uí2icas do grupo das si2pato2i2éticas co2o a e>edrina e a
1enzedrina3 2ostra 4ue elas au2enta2 as atividades >uncionais do cHrteC3
restaurando o siste2a nervoso en>ra4uecido3 au2entando o antagonis2o entre a
eCcitação e a ini1ição e tornando 2ais nítidos os processos de di>erenciação#
Nas p?ginas precedentes3 descreve2os as eCperiBncias cl?ssicas de Pavlov e as
leis >unda2entais 4ue decorre2 de sua teoria dos re>leCos condicionados# $ssa
teoria aparece na 1ase de toda a atividade3 até então deno2inada psí4uica3 do
ho2e2 e dos ani2ais3 dotados de 2ecanis2os superiores5 2ecanis2os 4ue
controlando as relaçes eCistentes entre o 2eio a21iente e o organis2o3
assegura2 a adaptação do Elti2o e sua via1ilidade# eria interessante >azer a
seguinte pergunta" esses 2ecanis2os são privilégio de seres superiores3 dotados
de he2is>érios cere1rais evoluídos ou é u2 princípio de car?ter geral 4ue dirige as
reaçes de todos os seres vivos3 2es2o dos 2ais si2plesS $ssa idéia se i2pe
por si 2es2a3 pois a ciBncia 1iolHgica nos ensina 4ue não h? de2arcaçes
1ruscas na escala zoolHgica e 4ue nossa distinção entre os 4ue deno2ina2os
superiores e os cha2ados in>eriores é co2pleta2ente >ortuita e ar1itr?ria# (e
resto3 os estudos dos 1ehavioristas nos ensinara23 *? h? longo te2po 4ue3 2es2o
nos inverte1rados3 eCiste2 reaçes te2por?rias ad4uiridas3 ao lado de re>leCos
inatos3 a1solutos# &asta3 co2 e>eito3 co2o >oi de2onstrado depois3 aplicar ao
estudo do co2porta2ento dos ani2ais3 e2 todos os degraus da escala da
evolução3 os princípios da eCperi2entação de Pavlov e sua ter2inologia3 para
constatar a presença dos re>leCos condicionados e2 todos os Metazo?rios3
2es2o os 2ais si2ples# Na R3 as pes4uisas so1re re>leCos condicionados
>ora2 ta21é2 estendidas nessa direção3 criando;se la1oratHrios especiais para o
estudo da >isiologia co2parada do siste2a nervoso3 nos insetos 4ue apresenta2
u2 grande interesse3 pois ali se eCperi2enta2 as diversas >or2as de
co2porta2ento deter2inadas pelos 2ecanis2os inatos3 eCtre2a2ente est?veis"
não se conhece caso e2 4ue os re>leCos inatos cederia2 lugar a novas a4uisiçes
do tipo de re>leCos condicionados  Dutro grande la1oratHrio se ocupa dos
re>leCos condicionados nos p?ssaros5 são eles ani2ais e2 4ue as duas >or2as de
ele2entos  inatas e ad4uiridas  são ad2iravel2ente e4uili1radas#
Na psico>isiologia co2parada3 pode;se con>rontar as 2odalidades da 2es2a
>unção nas di>erentes >or2as ani2ais# u1indo;se3 então3 a escala das diversas
espécies3 esta1elece;se trBs tipos principais" os 4ue se li2ita2 a ligar direta2ente
o eCcitante condicional co2 o inato .por eCe2plo3 cães/5 e2 seguida os 4ue
pode2 >or2ar re>leCos condicionados3 assistindo co2o espectadores ou i2itando
.por eCe2plo 2acacos/5 e3 en>i23 os 4ue são capazes de esta1elecer laços
est?veis entre deter2inados sinais ver1ais e os o1*etos .ho2ens/3 o 4ue per2ite
>azer u2a in>inida de de ligaçes novas por 2eio do < siste2a de sinalização# 3
então3 é >?cil a resposta  pergunta" 4ual a di>erença essencial entre o ho2e2 e
os outros seres vivosS 3 precisa2ente3 o enCerto dos re>leCos condicionados por
2eio de sí21olos ver1ais  a1ia;se isso3 natural2ente3 desde longo te2po3 2as
agora possuí2os u2a eCplicação v?lida para o >ato#
Poder;se;ia dizer 4ue a possi1ilidade de >or2ar re>leCos condicionados é u2a
>unção especí>ica do siste2a nervoso3 de 4ue todos os ani2ais3 2es2o os
%elenterados .2edusas e pHlipos/ são providos# Dra3 os nicelulares
.protozo?rios/3 seres 2icroscHpicos3 a 4ue se poderia atri1uir u2 siste2a nervoso3
se 2ove23 ta21é23 1usca2 evitar o perigo3 reage2 s in>luBnci as do 2eio3 etc#3
e2 outras palavras3 procede2 co2o se raciocinasse23 pois seu co2porta2ento é
racional# Jennings .Q</3 u2 1ehaviorista a2ericano3 *? havia >eito eCperiBncias
so1re in>usHrios3 as 4uais parecia2 provar 4ue u2a reação dessas células
isoladas por ser 2orti>icada e adaptar;se3 te2poraria2ente3 a u2 con*unto de
>atores3 agindo so1re suas >aculdades receptivas# $u prHprio .7L</ X<=Y pude >azer
eCperiBncias nessas células3 co2 todo o rigor de u2a técnica 2oderna e veri>icar
4ue u2a analogia per>eita co2 os re>leCos condicionados de Pavlov3 nos seres
dotados de siste2a nervoso3 2ani>esta;se ta21é2 nas células isoladas3 cu*o
ta2anho é3 aproCi2ada2ente de u2 déci2o de 2ilí2etro ou 2enos ainda  $is
u2a eCperiBncia decisiva .>ig# 9/" e2 u2a gota d\?gua3 so1re u2a lO2ina de
4uartzo3 est? colocada u2a Para2écia5 ela ladeia3 se2 parar3 nadando3  2arge2
da gota# No seu percurso3 coloco3 na gota3 u2a 1arreira 2icroscHpica invisível3
constituída de raios ultravioletas  2eu 2étodo de 2icropunctura ultravioleta ou
2icro>otocirurgia .7LI/X<7Y 4ue3 partindo do >ato de 4ue os raios ultravioletas lesa2
a su1stOncia ativa3 per2ite concentrar u2 >eiCe 2icroscHpico desses raios3 so1re
4ual4uer pe4uena parte do corpo celular3 so1re o nEcleo3 por eCe2plo3 ou so1re
os duos vi1r?teis etc# D in>usHrio3 atingido o ponto da gota onde se esta1eleceu a
1arrage2 ultravioleta3 rece1e u2 cho4ue3 titu1eia e evita esse lugar3 desviando
sua tra*etHria usual  (epois de ter so>rido3 nesse lugar3 u2 certo nE2ero de
cho4ues3 isto é3 depois de ter sido su12etido a eCcitaçes reiteradas3 4ue
deter2ina2 a >uga3 eCcitaçes co21inadas co2 a percepção da topogra>ia do
local onde elas se eCerce23 ele 2odi>ica a >or2a da tra*etHria" o in>usHrio3 ao
nadar3 evita o lugar perigoso3 descreve agora círculos cu*o centro se desloca
lateral2ente# Tira;se então a 1arreira ultravioleta e o1serva;se 4ue o ani2al
continua a nadar eCcentrica2ente co2o se a 1arreira su1sistisse" conserva a
2e2Hria do local do perigo5 essa reação persiste durante 4uase vinte 2inutos3
depois do 4ue o in>usHrio deiCa de evitar3 pouco a pouco3 a4uele lugar3 daí e2
diante se2 perigo para ele# A le21rança persiste u2 lapso de te2po 2uito curto5
d?;se a eCtinção da reação condicionada ad4uirida# Pode;se provar ta21é2 4ue
u2a espécie de ini1ição atua igual2ente no co2porta2ento do in>usHrio# Assi23
so2os levados a concluir 4ue a >aculdade de apresentar reaçes condicionadas3
te2por?rias3 ad4uiridas3 não é so2ente u2a prerrogativa do siste2a nervoso3
2as3 antes3 u2a >aculdade geral da 2atéria viva3 u2a vez 4ue o corpo do
in>usHrio é >or2ado so2ente de citoplas2a#
'ig# 9
'or2ação de u2a reação condicionada na Para2écia# i3 in>usHrio5 ir3 tra*etHria do
seu 2ovi2ento5 1u33 2icro1arreira de luz ultravioleta5 p3 lugar e2 4ue se achava3
na >ase precedente3 o o1st?culo ultravioleta#
a;1" 7a# >ase  a célula nada na peri>eria da gota#
c" <a# >ase  ela se choca co2 a 1arreira invisível ultravioleta#
d" Ia# >ase  ela suporta o cho4ue de luz ultravioleta e se a>asta de sua tra*etHria#
e" 9a# >ase  ela aprendeu a a>astar;se do perigo .a reação condicionada se
>or2ou/#
>" La# >ase  a 1arreira é retirada3 2as3 a célula continua a se a>astar .a 2e2Hria
persiste/#
g" Za# >ase  ela volta3 pouco a pouco3  zona antes perigosa .es4ueceu3 a reação
condicionada se eCtinguiu/
Mais ainda# A reação citada se >or2ou ao tér2ino de poucos 2inutos3 depois de
algu2as dezenas de eCperiBncias reiteradas# Metalni!o>> .7=I/ 2ostrou3 nu2
interessante estudo3 4ue u2a para2écia pode aprender a distinguir o ali2ento#
%oloca2;se para2écias nu2 2eio 4ue conté2 pH de car2i2  As pe4uenas
partículas indigestas são a1sorvidas do 2es2o 2odo 4ue 2icrH1ios ou outros
ele2entos nutritivos3 2as o >ato não ocorre senão nos dois pri2eiros dias5 no
terceiro3 a célula recusa o car2i23 a1sorvendo3 ao 2es2o te2po3 a ali2entação
nor2al# 'or2ou;se u2a reação condicionada5 o interessante3 poré23 é 4ue ela sH
se veri>icou depois de trBs dias  poder;se;ia dizer  de eCperiBncias3 durante os
4uais 2ilhares de partículas de car2i2 >ora2 a1sorvidas#
(essas duas eCperiBncias3 tira;se a seguinte conclusão" u2a reação
condicionada3 re>erindo;se  ali2entação3 1aseada3 por conseguinte3 na satis>ação
da pulsão ali2entar3 >or2a;se 2uito 2ais devagar3 co2 2ais di>iculdade3 4ue u2a
reação condicionada 2otora pertinente  >uga diante de u2 perigo i2ediato3
>ir2ada3 então3 poder;se;ia dizer3 na pulsão de de>esa ou3 co2o eu a cha2o
geral2ente3 pulsão co21ativa#
Pode2os3 depois desta constatação essencial3 a1ordar agora a 4uestão de u2
siste2a de reaçes do co2porta2ento3 4ue caracteriza2 os seres vivos e 4ue
são3 co2o ve2os3 >unção da prHpria 2atéria viva# To2e2os u2 ser eCtre2a2ente
si2ples3 u2a a2e1a3 por eCe2plo e analise2os seus re>leCos ou reaçes
i2ediatas "  possível reduzi;las a 4uatro essenciais" ela >oge do perigo3 a1sorve
ali2entos3 2ultiplica;se e pode 2es2o3 en4uistando;se3 dar a1rigo  sua
descendBncia3 pois no interior do 4uisto3 consegue dividir;se e2 u2 enCa2e de
pe4uenas a2e1as#
(o ponto de vista 1iolHgico3 no 4ue concerne aos seres vivos e suas reaçes3 é
possível3 portanto3 >or2ular o 4ue segue" a Natureza procura conservar a vida e
para esse >i23 ela a di>erencia segundo dois princípios" o do so2a e o do gér2en#
D pri2eiro3 o indivíduo3 conduz o segundo3 a espécie# D pri2eiro é 2ortal3
descontínuo5 o segundo3 i2ortal3 contínuo# Para garantir u2a certa duração do
indivíduo3 para preserv?;lo do ani4uila2ento3 antes 4ue tenha cu2prido sua
tare>a3 4ue é a de trans2itir o gér2en da espécie3 a Natureza o dotou de dois
2ecanis2os especiais5 do 2es2o 2odo3 para a preservação da espécie eCiste2
ainda dois outros 2ecanis2os# Para a conservação do indivíduo esses
2ecanis2os ou instintos >unda2entais são" o de de>esa ou co21ativo e o de
nutrição# Para a conservação da espécie3 os dois 2ecanis2os inatos nos
organis2os são" o da seCualidade e o da 2aternidade# $sses 2ecanis2os
>unda2entais inatos são geral2ente cha2ados instintos5 pre>iro design?;los de
outra >or2a3 de vez 4ue a palavra instinto é seguida2ente e2pregada e2
di>erentes sentidos3 podendo gerar con>usão# Na verdade3 u2 instinto é antes u2
con*unto 2ais ou 2enos co2pleCo de 2uitos ele2entos inatos 4ue >or2a2 u2a
cadeia# Pre>iro cha2ar pulses esses 4uatro 2ecanis2os de 1ase inatos#
Te2os3 então3 u2 4uadro es4ue2?tico do con*unto do siste2a#
Mecanis2os de conservação do indivíduo"
N 7  Pulsão co21ativa
N <  Pulsão ali2entar
Mecanis2os de conservação da espécie"
N I  Pulsão seCual
N 9  Pulsão paternal#
Todas as reaçes dos seres se prende2 a esse es4ue2a ou deriva2 dos pulses
4ue aí estão indicadas# Não h?3 propria2ente3 outras reaçes3 apesar de toda a
co2pleCidade aparente das reaçes dos seres superiores e das do ho2e2# A
seriação nu2érica 4ue de2os a esses pulses corresponde  sua i2portOncia
1iolHgica" o 2ais i2portante3 por4ue 2ais geral3 é a pulsão N 73 a de luta ou
co21ativa" todo ser vivo deve lutar contra a 2orte3 contra o perigo# $sse perigo é
2ais i2ediato 4ue o da carBncia ali2entar" 4uando u2 perigo3 so1 a >or2a de
agressão3 por eCe2plo3 se 2ani>esta3 é i2ediato e pode levar  2orte3 ao passo
4ue o perigo de u2a 2orte decorrente da >alta de ali2ento3 é antes cr-nico ou
te2poral" não se 2orre de >o2e3 repentina2ente3 pode;se resistir algu2 te2po
2es2o3 passiva2ente e não se perde a esperança de resolver a di>iculdade# Aí
est? por4ue essa pulsão .nutritiva/ pode ser colocada co2o N <# No entanto3 ela
é ta21é2 co2u2 a todos os seres3 en4uanto 4ue a pulsão seCual3 designada
co2o N I3 é 2ais li2itada e 2ais especí>ica3 não é universal5 en>i23 a 2aternal
ou paternal3 e2 seu caso 2ais per>eito3 é 2ais li2itada ainda 4uanto ao nE2ero
de indivíduos3 4ue a ele recorre23 4ue cuida2 de sua descendBncia5 não é
evidente2ente o caso geral# $is por 4ue a coloca2os no n 9#
Dra3 as pulses não são outra coisa senão os 2ecanis2os 4ue estão na 1ase das
reaçes ou re>leCos inatos ou a1solutos3 de 4ue >ala Pavlov e a 4ue cha2a2os de
auto2atis2os#
nas eCperiBnciasX<<Y $stão na srce2
de Pavlov3 4uedose
co2porta2ent
pode o1tero dos seres#associados
re>leCos Vi2os3 poré23ou
condicionados3 derivados de re>leCos inatos ou e2 relação co2 eles# $ 2ostrou;o
Pavlov3 utilizando3 co2 esse o1*etivo3 a pulsão ali2entar ou de nutrição" >oi a
salivação3 e2 ligação co2 a to2ada de ali2ento3 4ue lhe serviu de 1ase  $le
2es2o indicou3 contudo3 4ue outras 1ases poderia2 servir a esse >i2# (e >ato3
>izera2;se3 depois3 eCperiBncias e2 4ue as reaçes 2otoras >or2ava2 a 1ase
das reaçes condicionadas  (e acordo co2 nosso es4ue2a3 é lícito dizer 4ue se
pode ta21é2 >or2ar re>leCos condicionados3 por eCe2plo3  1ase da pulsão
co21ativa3 ou seCual ou 2aternal#  certo 4ue eles não >ora2 tão pro>unda2ente
estudados3 co2o os de Pavlov3 no 4ue respeita  pulsão ali2entar#
Pavlov 2ostrou a condição essencial para o sucesso dessa eCperiBncia" é preciso
4ue os dois eCcitantes e2 causa  o a1soluto e o condicionante  coincida2 no
te2po# D condicionante deve atingir os receptores do indivíduo3 en4uanto u2
re>leCo inato3 portanto3 heredit?rio3 se processa de u2a pulsão# e3 ao contr?rio3
tal processo se eCtinguiu3 se o ani2al3 por eCe2plo3 est? saciado3 seria inEtil
aplicar;lhe u2a eCcitação para criar u2 re>leCo condicionado  1ase da pulsão N
<" o re>leCo não se >or2ar?#
eria de grande interesse conhecer todas as estruturas inatas3 heredit?rias3 nos
ani2ais e so1retudo no ho2e23 4ue pode2 servir de 1ase para a >or2ação de
re>leCos condicionados# ão nu2erosos3 2uito e21ora possa2 ser agrupados e2
4uatro pulses >unda2entais3 4ue resu2i2os3 no es4ue2a aci2a# Pode;se
a>ir2ar3 so2ente3 4ue é possível distinguir3 ainda3 alé2 dessas 4uatro pulses de
>or2a pura3 o grupo dos instintos 4ue3 segundo nossa 2aneira de ver3 são
cadeias3 2ais ou 2enos co2plicadas3 de re>leCos si2ples3 inatos5 depois3 o grupo
de co2pleCos3 4ue não seria2 senão os re>leCos condicionados recalcados no
su1consciente3 ou re>leCos condicionados esta1ilizados3 isto é3 4ue se tornara2
heredit?rios3 se essa possi1ilidade real2ente eCiste3 co2o é *usto acreditar#
Dra3 u2a parte not?vel desses ele2entos inatos3 1ase para a >or2ação dos
re>leCos condicionados3 per2anece certa2ente e2 estado latente3 2es2o durante
toda a vida e sH pode ser desco1erta e2 condiçes especiais# Assi23 u2 2eio de
>azB;los aparecer consiste na a1lação cirErgica ou na paralisia >ar2acolHgica do
cHrteC cere1ral3 portanto3 na eli2inação de estruturas especi>icas para a >or2ação
de re>leCos condicionados" nesse caso3 o1té2;se u2 indivíduo 2odelo3
desprovido de suas estruturas individuais e portador do con*unto de reaçes
inatas3 heredit?rias3 postas a desco1erto#
%ita2os3 2ais aci2a3 o eCe2plo cl?ssico de Pavlov da >or2ação de u2 re>leCo
condicionado  1ase da pulsão ali2entar# .n </#
Ve*a2os3 agora3 u2 outro eCe2plo3 o da >or2ação de u2 re>leCo condicionado3
4ue tenha por 1ase a pulsão co21ativa5 to2e2os u2 cão3 açoite2o;lo co2 u2
1astão 4ue lhe deve ser 2ostrado5 ele >ugir?# e repetir2os isso3 duas ou trBs
vezes3 vere2os 4ue o cão reage3 daí e2 diante3  si2ples vista do 1astão" u2
re>leCo condicionado se >or2ou co2 rapidez 2uito 2aior do 4ue nos casos e2
4ue se usa a pulsão ali2entar# Pode;se escrever a seguinte >Hr2ula"

'ator Reaçã
Pulsão 'atora1soluto
condicionante o

no# 7 ; co21ativo dor causada por


vista do 1astão >uga
; < vezes u2a 1astonada
%o2parando esses >atos co2 as eCperiBncias so1re os in>usHrios3 4ue >ora2 atr?s
descritas3 causa ad2iração constatar 4ue essa lei da preponderOncia do siste2a
co21ativo so1re o de nutrição rege os re>leCos condicionados dos seres
superiores3 da 2es2a >or2a 4ue os dos 2ais ín>i2os" deve ser então u2a lei
geral3 inerente  prHpria 2atéria#  preciso reter esse >ato3 por4ue sua i2portOncia
ser? posta e2 causa no co2porta2ento dos ho2ens3 no 4ue tange  política e 
propaganda#
Vi2os3 a cada passo3 4ue é possível >alar de u2a >orça relativa de re>leCos inatos
.1ase so1re a 4ual se >or2a2 os re>leCos condicionados/ e 4ue essa di>erença
encontra repercussão na >orça relativa dos re>leCos condicionados# Mas3 vi2os
ta21é2 4ue a prHpria 1ase3 o re>leCo inato3 pode ser en>ra4uecido3 se*a por u2
de>eito orgOnico3 co2o a doença ou a intoCicação3 se*a por u2 estado >uncional
4ue o torne inapto para rece1er u2 eCcitante condicional3 co2o3 por eCe2plo3 u2a
ini1ição3 4ue paralisa a atividade .logo depois 4ue a necessidade e2 4uestão
tenha sido satis>eita/#
Pode2 ocorrer ainda casos e2 4ue a >or2ação dos re>leCos condicionados é
entravada por u2 con>lito de duas pulses3 2ovidas si2ultanea2ente" por
eCe2plo3 u2a eCcitação 2ecOnica ou elétrica da pele 4ue v? até a provocação da
dor3 ao 2es2o te2po 4ue u2a gustativa3 co2o a to2ada do ali2ento# Pode
suceder3 então3 4ue o ani2al3 apesar do so>ri2ento3 não se deiCe dissuadir da
possi1ilidade de 2atar a >o2e# D resultado depender? de seu estado >isiolHgico e
da >orça respectiva das eCcitaçes# No ter2o >orça3 deve;se entender o valor
especi>ico do eCcitante condicional5 por eCe2plo3 nos cães3 os eCcitantes ol>ativos
.o >aro/ ou auditivos3 são 2ais atuantes 4ue os visuais e os re>leCos condicionados
se >or2a2 2ais >acil2ente nos pri2eiros casos# $n>i23 co2o >orça pode;se
entender ainda o grau de intensidade do eCcitante condicional aplicado#
$sses eCe2plos 2ostra2 4ue a desco1erta de todas as 2odalidades de >or2ação
dos re>leCos condicionados parece 1astante co2plicada3 2as *? se entrevBe2
possi1ilidades de progredir e2 ca2inhos 4ue se supunha até então3 ineCtric?veis#
Ve2os3 assi23 4ue a teoria dos re>leCos condicionados3 >unda2ento essencial da
psicologia o1*etiva3 1aseando;se so1re leis 1iolHgicas de car?ter geral3 pode
eCplicar atual2ente toda a co2pleCidade de >or2as de co2porta2ento dos
ani2ais e do ho2e2# A co2preensão dos 2ecanis2os do co2porta2ento3 poré23
o>erece a possi1ilidade de 2ano1r?;los  vontade# Pode;se3 de ora e2 diante3
desencadear3 co2 precisão3 as reaçes dos ho2ens e2 direçes de ante2ão
deter2inadas# e2pre houve3 certa2ente3 a possi1ilidade de in>luenciar os
ho2ens3 desde 4ue o ho2e2 eCiste3 >ala e te2 relaçes co2 seus se2elhantes5
2as3 era u2a possi1ilidade *ogada s cegas e 4ue eCigia u2a grande eCperiBncia
ou atitudes especiais" era3 de certa >or2a3 u2a arte# $is 4ue essa arte se torna
u2a ciBncia3 4ue pode calcular3 prever e agir3 segundo regras control?veis# 2
i2enso passo  >rente se desenha no ca2po sociolHgico#
uais são essas regras tão i2portantesS VB;las;e2os 2ais adiante3 eCplicadas
pelas açes3 por tentativas preparadas e 1e2 sucedidas# i2itar;nos;e2os a
su1linhar3 no 2o2ento3 4ue na 1ase de toda a construção da psicologia aplicada3
se encontra o es4ue2a das pulses ou reaçes inatas3 4ue conhece2os h?
pouco# (ize2os3 so2ente3 4ue u2 con*unto de noçes derivadas se li1erta3 das
4uais 2encionare2os a4ui apenas algu2as3 a título de eCe2plo# $2pregare2os a
ter2inologia da vida 4uotidiana3 para si2pli>icar as coisas# A an?lise pura2ente
cientí>ica >alta3 ainda na 2aioria dos casos e as atitudes e2 4uestão pode2 ser
su>iciente2ente de>inidas pelos ter2os ha1ituais para sere2 reconhecidas# Aí
est?3 por eCe2plo3 o pri2eiro siste2a .n 7/3 o da co21atividade# $ntre os estados
relativos a esse siste2a3 pode;se citar o 2edo3 a angEstia a depressão3 ou
ta21é23 co2o correlativo oposto3 a agressividade3 o >uror3 a corage23 o
entusias2o5 e2 u2a palavra3 tudo o 4ue se relaciona3 no do2ínio social ou
político3 co2 a luta pelo poder3 pela do2inação# A a2eaça e o encora*a2ento3 a
eCaltação tB2 grande i2portOncia co2o >or2as de estí2ulo#
Para o segundo siste2a3 o da nutrição3 poder;se;ia 2encionar tudo o 4ue se
re>ere s vantagens econ-2icas e s satis>açes 2ateriais# As pro2essas e os
engodos3 de u2 lado3 os 4uadros de 2iséria e nudez3 do outro3 são as >or2as 4ue
pode2 ter in>luBncia nesse caso#
Para o terceiro siste2a3 o da seCualidade3 tudo o 4ue sensi1iliza a al2a hu2ana e
nela penetra# (istingue2;se ele2entos pri2itivos e su1li2ados# 2 eCe2plo claro
dos pri2eiros a1arca tudo o 4ue provoca direta2ente u2a eCcitação erHtica#
Nossa civilização os utiliza cada vez 2enos3 2as3 tinha ou te2 u2a grande
i2portOncia entre os povos antigos ou pri2itivos# &asta rele21rar os 2istérios da
antigUidade3 os *ogos dionisíacos ou o culto >?lico3 4ue era2 2es2o e2pregados
e2 procisses co2o 2eio de in>luenciar psicologica2ente as 2assas# o1re u2a
ação negativa3 cu*o ponto de partida é seCual3 assenta;se tudo o 4ue resulta e2
esc?rnio3 desdé23 chacota# As caricaturas3 os préstitos carnavalescos3 os
>olguedos populares são eCe2plos eCpressivos# No 4ue tange  utilização da
pulsão seCual so1 a >or2a su1li2ada3 poder;se;ia citar a alegria3 o a2or elevado"
as cançes populares3 as danças3 os ditados e2 voga3 a eCi1ição de 2ulheres
1onitas co2o personi>icação de ideais3 a ele se relaciona2# %o2o eCe2plo3 tirado
da
1elahistHria3
atriz de2encione2os
a deusa
e2 Razão3
da Revolução 'rancesa3 u2a céle1re e
seu te2po3 levada procissão3 se2inua3 pelas ruas de Paris#
A 4uarta pulsão3 en>i23 a da 2aternidade ou paternal3 constitui o >unda2ento de
tudo o 4ue se 2ani>esta so1 a >or2a de piedade3 preocupação co2 outre23
co2iseração3 a2izade3 previdBncia3 2as ta21é2 indignação3 cHlera#

)apítulo II
 3a-uinis3o psí-uico
A  '$NM$ND G$RA@
D siste2a nervoso
re>leCos  Ds rít2icos
Ds re>leCos centros  aDs
cronaCia  Ade
re>leCos eletroence>alogra>ia
conservação  A ini1ição#
Ds
&  A $TRTRA
A consciBncia  A atenção  D inconsciente  A psican?lise  A narcoan?lise  D
segundo siste2a de sinalização de Pavlov  As pulses#
%  A @NT@fD
Ds re>leCos intuitivos  Ds auto2atis2os .re>leCos inatos/  Ds tropis2os  Ds
instintos  Ds h?1itos  Ds ar4uétipos  Ds co2pleCos  Ds >en-2enos
2etapsí4uicos  Ds es4ueci2entos  .As re>enaçes/  Ds recal4ues  As
>ulguraçes  .$spectraçes/  íntese da Psican?lise e dos re>leCos
condicionados#
(  A @NT$@GN%@A
Ds re>leCos intelectivos  Ds re>leCos i2ediatos  Ds heredorre>leCos  Ds neo;
re>leCos  Ds re>leCos reativos  As vitatitudes  Ds senti2entos  Ds interesses
culturais
psí4uicas# As de>or2açes  Ds vícios  Ds re>leCos psicolHgicos  As alavancas
$  D GRAN($ PRD&$MA
'unciona2ento do 2a4uinis2o psí4uico  invent?rio psí4uico  (eter2inis2o ou
livre ar1ítrioS

D con*unto de estruturas orgOnicas3 e2 cu*o seio se desenrola2 os processos 4ue


analisa2os no capítulo precedente e 4ue deter2ina2 o co2porta2ento dos seres
vivos3 é o siste2a nervoso# Ds ele2entos 4ue o co2pe2 são as células
nervosas dos centros e as >i1ras nervosas 4ue sae2 das células e liga2 os
centros3 os receptores .Hrgãos dos sentidos/ e os eCecutores .2Esculos3
glOndulas/# Resulta daí u2 e2aranhado eCcessiva2ente grande3 e2 razão do
eCtraordin?rio nE2ero de células do cére1ro3 4ue chega a nove ou dez 1ilhes no
ho2e2# X<IY Na evolução ontogenética3 partindo da pri2eira célula nervosa
di>erenciada do 2eso1lasto3 para chegar a nove 1ilhes no adulto3 são
necess?rias II divises celulares 1ipartidas5 nos 2acacos antropHides3 I7
divises5 nos cães e nos gatos3 I= divises5 nos p?ssaros3 <Q etc# @sso eCplica os
graus de inteligBncia 4ue se pode distinguir nos ani2ais e3 precisa2ente3 nessa
2es2a orde2#
Nos centros nervosos3 u2a pe4uena parte da su1stOncia cinzenta é ocupada
pelas prHprias células3 a 2aior parte pelas >i1ras 4ue se entrecruza2# %o2o
corol?rio da eCistBncia de u2a relação entre a inteligBncia e a 2assa dessas
>i1ras3 pode;se concluir 4ue os processos considerados psí4uicos ocorre2 nestes
Elti2os e não nas células3 4ue teria23 antes3 u2a >unção nutritiva3 para a
2anutenção do siste2a de >i1ras e2 1o2 estado3 assegurando o seu
>unciona2ento# No ho2e23 os centros torna2;se 2ais co2pleCos na seguinte
orde2" gOnglios3 centros 2edulares3 1ul1o3 cere1elo3 centros su1corticais3 cHrteC
cere1ral .écorce/#
D cHrteC dos he2is>érios co2preende zonas de recepção sensitivo;sensorial e
zonas de associação# $stas são tanto 2ais desenvolvidas 4uanto 2ais evoluída
>or a espécie ani2al# As zonas de associação ocupa2 <3< da super>ície total dos
he2is>érios no coelho5 I39 no gato5 Z38 no cão5 773I no 2acaco5 7Z38 no
chi2panzé5 <8 no ho2e2#
$2 toda a 2atéria viva3 eCiste irrita1ilidade3 condutividade e contrati1ilidade# A
irrita1ilidade é3 então3 u2a propriedade geral da 2atéria viva5 a >or2ação de
in>luCo nervoso é u2 caso particular 2ais aper>eiçoado#
A eCcitação introduzida nos nervos se propaga nos dois sentidos3 2as3
i2ediata2ente apHs a passage23 o nervo se torna ineCcit?vel# D seu
>unciona2ento3 u2a vez desencadeado3 independe da natureza3 da intensidade3
da duração do estí2ulo 4ue provocou sua irrita1ilidade# D condutor nervoso é3 ao
2es2o te2po3 gerador de energia# Na energia nervosa3 não h? necessidade de
dois condutores de corrente para ir e vir3 co2o na corrente elétrica# D in>luCo
nervoso eCplica;se por u2 processo eletro4uí2ico5 consiste nu2a 1reve variação
do potencial elétrico no sentido negativo .e2 outras palavras3 e2 u2a onda
negativa/# Para u2 deter2inado neur-nio3 e2 seu estado ha1itual e nor2al .salvo3
entretanto3 os casos de envenena2ento do neur-nio ou de 2odi>icação de
cronaCia/ o in>luCo é se2pre idBntico a si 2es2o3 tanto e2 >or2a3 co2o e2
intensidade e velocidade# %ada estí2ulo provoca u2 sH in>luCo3 ou 2elhor3 v?rios
in>luCos separados" não h?3 nesse caso3 >en-2eno oscilatHrio# e o 2Esculo
volunt?rio esti2ulado apresenta u2a evidente gradação da resposta3 de acordo
co2 a intensidade do estí2ulo3 é por4ue então intervB2 o nE2ero de >i1ras
nervosas postas e2 ação e a cadBncia dos in>luCos# A velocidade de trans2issão
do in>luCo varia de Zc2 a 7<=2 por segundo3 con>or2e os neur-nios e os ani2ais#
No ho2e23 os diO2etros das >i1ras de u2 nervo pode2 variar de 7 a Q9.# $2
geral3 ad2ite;se 4uatro grupos de >i1ras co2 igual nE2ero de velocidades
di>erentes de propagação# %ada nervo pode conter >i1ras de velocidades diversas"
as v?rias eCcitaçes produze2 ondas di>erentes3 assi2 co2o a2plitude3 duração3
>or2a e velocidade" Z=2 para as sensaçes t?teis si2ples3 7L a <=2 para as
picadas3 9 a L para as 4uei2aduras#
Visando a u2a 2elhor co2preensão do >en-2eno ini1itHrio3 4ue é essencial na
>isiologia nervosa e 4ue aco2panha3 segundo Pavlov3 toda eCcitação 4ue se
propaga no siste2a nervoso3 para do2in?;la e >re?;la3 4uando ocorre3 4uere2os
deter;nos u2 pouco no estudo do 2ecanis2o ínti2o do >unciona2ento nervoso#
To2a2os esses >atos de u2a o1ra de &rach .<=/3 onde são tratados co2 clareza#
No 2ecanis2o e2 4uestão3 o essencial é u2 >ator cu*a >unção >oi elucidada por #
apic4ue .QQ/#  a cronaCia .de constituição/ ou a velocidade >uncional prHpria a
cada ele2ento nervoso .e ta21é2 a cada 2Esculo/# $ssa velocidade é 2edida
por u2a corrente elétrica constante de intensidad e 2íni2a 4ue é ainda capaz de
provocar a resposta do 2Esculo#  o co2eço da eCcitação# 0Dra3 as passagens do
in>luCo de u2 neur-nio a outro3 ou de u2 nervo a u2 2Esculo3 sH são possíveis se
h? isocronis2o3 isto é3 se as cronaCias são iguais nos dois# e h? heterocronis2o3
o in>luCo não passa# Ds centros superiores e os de2ais3 produzindo
espontanea2ente in>luCos3 pode2 2odi>icar as di>erentes cronaCias entre
neur-nios e entre neur-nio e 2Esculo" >or2a;se u2a cronaCia de su1ordinação5
esse processo cha2a;se 2etacronose# A 2etacronose corresponde a u2a
variação relativa2ente dur?vel de potencial e pode 2odi>icar3 não sH a velocidade3
2as a a2plitude do in>luCo#
Ds re>leCos condicionados se >or2a2 graças ao isocronis2o 4ue se esta1elece
progressiva2ente entre os neur-nios corticais e peri>éricos" é o caso particular da
cronaCia de su1ordinação .(ra1ovitch e %hauchard/# A ini1ição corresponde 
o1strução das vias por 2eio de u2 heterocronis2o3 4ue pode ser provocado pelos
centros#
As >i1ras sensitivas de u2a região tB2 a 2es2a cronaCia 4ue os 2Esculos
su1*acentes# Nos 2ovi2entos de >leCão e de eCtensão dos 2e21ros3 a cronaCia
dos 2Esculos antag-nicos di>ere e2 sua relação de 7 para <3 4ue é 1astante para
assegurar a dis*unção# No gOnglio si2p?tico a trans2issão é co2patível co2 a
variação de cronaCia 2aior 4ue a relação de 7 para <3 4ue é3 2uitas vezes3 o
li2ite para a trans2issão nervo;2Esculo#
A cronaCia do nervo centrípeto é sensivel2ente igual a do nervo 2otor
correspondente# Faveria entre dois neur-nios peri>éricos3 isHcronos3 pelo 2enos
u2 neur-nio inserido na cronaCia 2aior# A 2etacronose atua principal2ente so1re
o nervo sensitivo# D nervo3 4uando a su1ordinação di2inui sua cronaCia3 te2 u2a
so1recarga elétrica positiva#
A cronaCia dos centros 2otores do cHrteC cere1ral 2uda de u2a região a outra e é
2uito vari?vel nu2a 2es2a região# Parece 4ue h? duas espécies de
trans2isses entre dois neur-nios ou entre u2 neur-nio e u2 2Esculo" 7 = u2
2ecanis2o elétrico .preponderante no caso de u2 2Esculo estriado/5 < =
2ediadores 4uí2icos .adrenalina ou acetilcolina/ produzidas pelos nervos/ nos
casos dos 2Esculos lisos 2uito lentos# Nos outros casos3 ocorre2 as duas
espécies de trans2issão# $ntre neur-nios3 >or2a;se apenas a acetilcolina# As
>i1ras si2p?ticas li1erta2 adrenalina3 ao nível dos Hrgãos#
D >unciona2ento do siste2a nervoso pode ser 2odi>icado por certos hor2-nios
ou por deter2inados venenos .eCistentes3 s vezes3 e2 pe4uenas doses3 nos
2edica2entos/# A anestesia geral supri2e a ação da 2etacronose#
A ini1ição cere1ral é aco2panhada de u2 >orte au2ento da cronaCia nervosa 4ue
pode3 assi23 servir de índice dessa ini1ição#
2 novo 2étodo o1*etivo de pes4uisa da atividade do cére1ro traz esperanças de
outros progressos na an?lise dos >en-2enos nervosos e psí4uicos dos
2ecanis2os superiores# Trata ;se do 2étodo dos eletroence>alogra2as .$$G/ de
&erger# $studando o estado elétrico das di>erentes regies do cére1ro por u2
2étodo 4ue se asse2elha  eletrocardiogra>ia3 chega;se a revelar e a registrar
curvas características3 produzidas por ondas elétricas 4ue varia2 segundo os
diversos estados de atividade do cHrteC cere1ral .>ig# L/# (istingue2;se dois tipos"
as ondas al>a3 4ue são grandes e regulares e caracteriza2 o estado de repouso e
as 1eta3 pe4uenas
pri2eiras# e irregulares3
Nos estados 4ueregistra2;se
de ini1ição3 surge2 nos rit2os
casos de eCcitação3 e2
caracterizados porlugar
u2aas
di2inuição de a2plitude das ondas e redução de velocidade# $sse Elti2o
>en-2eno3 ta21é2 se o1serva no sono 4ue3 co2o de2onstra Pavlov e vere2os
adiante3 não é 2ais do 4ue u2 estado de ini1ição generalizado do cHrteC cere1ral#
Nas curvas $$G3 vB;se nitida2ente 4ue as eCcitaçes dos sentidos são ine>icazes
no sono#

'ig# L  $letroence>alogra2as .$$G/ X<9Y


A#  A eCcitação t?ctil# $sta >igura 2ostra a 2odi>icação do $$G consecutiva a
u2a picada no dedo# D 2o2ento da picada est? 2arcado por u2a >lecha# No alto"
u2 eletrocardiogra2a# No 2eio" u2 $$G# $2 1aiCo" te2po3 e2 =37 de segundo#
.(e acordo co2 &erger3 reproduzido por Jean (ela+3 97/#
&#  %o2paração do rit2o elétrico registrado a partir do gOnglio Hptico de u2
coleHptero .inseto3 traçado superior/ e do $$G de u2 >isiologista agraciado co2 o
prB2io No1el# .traçado in>erior/ # D" o1scuridade5 " luz5 ]4" olhos >echados .+euC
>er2és/# ]o" olhos a1ertos .+euC ouverts/# .(e acordo co2 Jean (ela+3 97/#
%#  @n>luBncia da atividade 2ental so1re o $$G# A seta indica o início do c?lculo
2ental  Te2po e2 =37 de segundo .de acordo co2 &erger3 citado por Jean (ela+3
97/#
$studos eCperi2entais atual2ente e2 curso3 so1re a ence>alogra>ia e os re>leCos
condicionados3 são de eCcepcional interesse e poderão3 certa2ente3 a1rir novos
ca2inhos de eCploração da atividade nervosa superior3 2or2ente nas 4uestes
de localizaçes3 irradiaçes e concentraçes dos >en-2enos nervosos#
Para 2elhor co2preensão do 4ue segue3 recapitule2os rapida2ente os >atos
essenciais# 2a tensão e2 u2 neur-nio consiste e2 u2a 2odi>icação provisHria
de sua cronaCia# A tensão corresponde u2a sensação desagrad?vel# A realização
corresponde u2 repouso neur-nico# A cada repouso corresponde u2a sensação
agrad?vel#
Na co2pleCa ar4uitetura do cére1ro3 constituídos por neur-nios .células e >i1ras
nervosas/ circula2 in>luCos nervosos3 caracterizados por ondas elétricas
produzidas
das célulasporpelas
processos 4uí2icos3
eCcitaçes# desencadeados
$ssa nos ele2entos
ar4uitetura le21ra3 citopl?s2icos
estranha2ente3 os
co2plicados circuitos das grandes 2?4uinas eletr-nicas 2odernas3 os
servo2ecanis2os3 X<LY 4ue são o1*eto da nova ciBncia3 a %i1ernética3 desco1erta
por Wiener .7ZL/ e so1re 4ue tere2os ainda de >alar X<ZYA analogia é chocante3
co2o se vB do seguinte >ato relatado por %hauchard .<Q/ X<:Y 0Mac %ulloch
construiu u2a 2?4uina para ensinar os cegos a lere2 por 2eio de u2 cHdigo
sonoro e o histologista &onin3 vendo o desenho de suas coneCes3 to2ou;o co2o
o dos neur-nios da ca2ada visual do cére1ro#6
A sH circulação das pulses nervosas nas cadeias neur-nicas co2pleCas3
co2preendendo nu2erosos circuitos derivados3 e2 4ue as pulsaçes pode2 girar
e2 círculo .1ase de certos processos da 2e2Hria i2ediata3 an?loga aos das
2?4uinas/ atinge o siste2a de agulhas eletivas3 per2itindo co2preender a
adaptação da resposta ao co2ando3 característica da reação nervosa  %o2
e>eito3 a propagação da pulsão deiCa atr?s dela 2odi>icaçes de eCcita1ilidade
4ue a1re2 ou >echa2 o ca2inho s pulses seguintes3 notada2ente a4uelas 4ue
se retardara2 nas vias derivadas# As 2ensagens re>leCas de auto;regulação
contri1ue2 para essa preparação >isiolHgica do ca2inho# %ada neur-nio oscila
entre dois estados opostos3 ligados  variação de sua atividade .t-nus nervoso/ e
da >luidez protopl?s2ica" u2 estado ativado co2 4ui2is2o acelerado e u2 estado
ini1ido co2 4ui2is2o suavizado3 orientado para a desnutrição dos desperdícios e
a reconstituição das reservas# A eCcitaç ão3 4ue é u2a despolarização elétrica da
super>ície celular3 produz a ativação e a ausBncia de eCcitação3 a
superpolarização3 chega até a ini1ição# A ativação diz respeito  e2issão >acilitada
de pulses e ta21é2  a1ertura de ca2inhos e2 4ue as pulses se propagarão
de 2aneira pre>erencial3 e2 razão da >acilitação 4ue resulta3 neste ca2inho3 da
eCistBncia de u2 acordo >uncional entre a 2aneira de ser de todos os neur-nios#
As outras vias anato2ica2ente possíveis serão cortadas pela ini1ição 4ue3 alé2
da di2inuição de aptidão3 para e2itir pulses3 co2preende o desprendi2ento
>isiolHgico dos outros neur-nios3 e2 conse4UBncia de u2 desacordo >uncional#
$ssas leis de acordo e desacordo são esta1elecidas pela cronaCi2etria# %ronaCia
curta e4Uivale  eCcitação3 e longa3  ini1ição# $sses processos de acordo e
desacordo per2ite2 u2 siste2a de agulhas vari?vel e2 >unção das
necessidades3 segundo u2a autoregulação re>leCa .<Q/#
Ds 2ecanis2os nervosos 4ue assegura2 o >unciona2ento da 2?4uina viva co2
todos os seus Hrgãos receptores e eCecutores e 4ue garante2 sua inteira
2anutenção no 2eio a21iente3 são os re>leCos# No organis2o3 eCiste2 re>leCos
por 2eio dos 4uais as diversas partes do corpo se 2antB2 e2 coesão necess?ria
ao seu r?pido >unciona2ento3 de cada instante# Por eCe2plo3 nosso 4ueiCo
to2aria u2a posição deiscente e2 razão do seu peso e a 2assa dos nossos
2Esculos teria tendBncia para se a1ater3 se não eCistisse o t-nus 2uscular3 u2
2ecanis2o re>leCo 4ue age auto2atica2ente e de 2aneira contínua3 contra a
>orça da gravidade# X<QY
Por outro lado3 conhece2;se re>leCos rít2icos 4ue regula2 as 1atidas do coração3
a respiração etc# D rit2o 4ue condiciona os períodos de atividade e de repouso3
te2 por >i2 preservar esses 2ecanis2os do desgaste pela >adiga# 2 eCe2plo
>risante dessa rit2ia3 >?cil de o1servar3 é o do estatocisto3 Hrgão de e4uilí1rio3 no
Pterotr?4uio3 2olEscolo heterHpode3 2arinho3 transparente# X<8Y VB;se o Hrgão
suspenso no corpo3 nas proCi2idades do gOnglio cere1ral# %onsiste e2 u2a
vesícula .>ig# Z/ cu*a parede é >or2ada por u2 con*unto de células achatadas3
2unidas de duos eCtensos e rígidos3 do1rados ao longo da parede5 no centro
dessa vesícula3 >lutua u2a es>era cistalina3 2antida nessa posição pelas correntes
do lí4uido provocadas pelas vi1raçes 4uase invisíveis desses duos5 no pHlo
in>erior da vesícula3 encontra2;se células sensíveis3 co2 duos curtos e rígidos# Ds
ethos das células achatadas são 2ais longos no pHlo oposto# (e te2po e2
te2po3 segundo u2 deter2inado rit2o3 u2a pulsão ve2 do cére1ro s células
achatadas3 pelo nervo est?tico5 todos os duos dessas células se eriça23 então3 e2
u2 sH 2ovi2ento e i2pele2 a es>ero;cristal na direção do pHlo sensível" ela >az
pressão so1re as células desse pHlo e3 segundo a inclinação do corpo e2 relação
 direção da gravitação3 eCcita u2a ou outra célula3 trans 2itindo ao cére1ro u2a
2ensage2 4ue consiste e2 u2a eCata in>or2ação de sua situação no espaço# No
>i2 de u2 instante u2a nova pulsão re>leCa alcança as células achatadas3 seus
duos se endireita2 co2o se o1edecesse2 a u2a orde23 vi1ra2 e provoca2 outra
vez correntes no lí4uido intravesicular3 4ue levanta2 a es>era cristalina e dão s
células sensitivas3 dessa >or2a3 a possi1ilidade de repousar#
Ao lado desses re>leCos3 4ue se poderia cha2ar de re>leCos de constituição3
eCiste2 os re>leCos de conservação3 cu*a >inalidade é garantir ao ser3 co2o
indivíduo e ta21é2 co2o portador de ger2ens3 a salvaguarda da eCistBncia3 e2
u2 2undo cheio de perigos3 para si e para a espécie 4ue representa# Vi2os no
capítulo precedente 4ue Pavlov distinguiu3 entre esses re>leCos3 dois tipos" os
inatos ou a1solutos e os condicionados ou associativos3 co2o são ta21é2
conhecidos#
D 4ue caracteriza a di>erença entre esses dois tipos de re>leCos3 do ponto de vista
da psicologia hu2ana3 é 4ue os pri2eiros se desenvolve23 se2 4ue se*a2
aco2panhados pelo >en-2eno da consciBncia3 de 2odo 4ue alguns os designa2
co2o auto2?ticos# Mas3 essa designação não é clara3 u2a vez 4ue ela supe a
não auto2aticidade dos re>leCos condicionados3 o 4ue3 do ponto de vista da
psicologia o1*etiva3 não pode prevalecer" os Elti2os se desenvolve2 ta21é2
segundo leis ineCor?veis e são igual2ente de ter2inados e3 por conseguinte3
auto2?ticos# A di>erença est?3 antes3 e2 ver no >ato de 4ue os re>leCos
condicionados são aco2panhados de u2 estado 4ue se designa co2o
consciente# Na discussão desse pro1le2a3 encontra2;se seguida2ente dois
ter2os 4ue tB2 razão de ser" intuição e inteligBncia# ua oposição pode ser
conservada no nosso caso#
'ig# Z
'unciona2ento do estatocisto .Hrgão de e4uilí1rio/ do Pterotr?4uio .2olusco
heterHpode/# A" e2 estado de repouso# &" e2 estado de atividade# N# $st" nervo
est?tico# $st" estatolito# %##" células sensíveis# %#V#" duos vi1r?teis# .(e acordo
co2 Tcha!hotine3 7L9/#
(aí por 4ue pre>eri2os3 >alando dos re>leCos do ponto de vista da psicologia3
distinguir dois grandes grupos" os re>leCos intuitivos e os re>leCos intelectivos# Ds
pri2eiros pertence2  es>era da intuição e não são aclarados pelo >eiCe da
consciBncia3 2uito e21ora3 u2a vez realizados3 possa2 tornar;se conscientes" os
re>leCos a1solutos >or2a2 apenas u2a categoria desses re>leCos" os intuitivos# Ds
intelectivos são se2pre re>leCos condicionados3 ilu2inados pela consciBncia e seu
con*unto >or2a a4uilo 4ue se cha2a inteligBncia# Não é preciso dizer 4ue sua
1ase >isiolHgica3 nos dois casos3 são as 4uatro pulses >unda2entais de 4ue
>ala2os antes" co21ativo .agressivo/ 3 digestivo .nutritivo/3 propagati vo .seCual/ e
protetivo .paternal/#
egundo Fenri &ergson3 XI=Y a srce2 da consciBncia e da inteligBncia estaria
nu2 o1st?culo3 nu2a contenção da pulsão3 o 4ue ocorre e2 toda a coletividade3
de 2odo 4ue a vida intelectual dependeria da social# Vi2os a enor2e i2portOncia
4ue Pavlov atri1uía  ini1ição3 >alando 2es2o de re>leCos condicionados ini1itivos
e acentuando 4ue cada eCcitação estaria aco2panhada3 auto2atica2ente3 de u2
>en-2eno conco2itante de ini1ição3 podendo tornar;se do2inante e deter2inar o
Elti2o e>eito# %once1e;se >acil2ente 4ue a ini1ição te2 i2portOncia pri2ordial na
educação3 na es>era 2oral e na vida social e2 geral# D ta1u das tri1os pri2itiv as
te2 aí sua srce2# R# de aussure .797/ descreveu u2 instinto de ini1ição3 4ue
seria 0condicionado pelo siste2a nervoso cére1roespinhal3 Hrgão de 2oderação e
de contenção oposto aos í2petos da vida vegetativa6# Allend+ .L/ é de opinião 4ue
eCiste u2 instinto social3 ligado aos Hrgãos da >onação e da loco2oção e cu*a
realização ve2 aco2panhada3 co2o e2 todos os instintos3 da satis>ação3 ao
2es2o te2po3 co2o prazer3 o senti2ento de ser protegido e aprovado# $sse
instinto social aut-no2o tenderia  >or2ação de u2a 0síntese coletiva3 pela
necessidade de segurança e co2o reação ao estado de guerra a1soluto 4ue
caracteriza a >ase s?dica na evolução do indivíduo# D instinto social co2portaria
tendBncias positivas" i2itação3 constituição de grupos3 1usca de aprovação3
atenuação da atividade s?dica e2 e2ulação codi>icada pelo 2eio# As tendBncias
negativas  ini1içes  consistiria2 e2 restringir ou dissi2ular as pulses anti;
sociais6# Assi23 a ini1ição dese2penha u2a i2portante >unção3 na >isiologia do
estado de consciBncia 4ue é o atri1uto de u2 restrito ca2po de reaçes cere1rais#
No plano >isiolHgico3 eCiste2 duas >or2as de ini1ição" a ativa  4ue >unciona
nor2al2ente co2andada pelo centro e a passiva  4uando o centro deiCa de
>uncionar# ua >or2ação é se2pre precedida de u2a ini1ição ativa5 os dois
>en-2enos são ligados entre si# XI7Y
$ntre as estruturas di>erenciadas do cére1ro3 deve;se notar3 e2 pri2eiro lugar3 o
centro regulador do siste2a de agulhas# XI<Y $sse centro te2 so1 seu controle o
estado de ativação ou de ini1ição dos diversos neur-nios pelo nível de sua
paralisação e pode 2odul?;lo3 a >i2 de a1rir ca2inhos adaptados s necessidades
de 4ue é in>or2ado3 por via re>leCa#  u2 Hrgão de coordenação e plane*a2ento3
co2o ta21é2 se encontra nos servo2ecanis2os# %ertos neur-nios especializa2;
se nessa >unção# A regulação geral de todo o >unciona2ento nervoso decorre de
estruturas localizadas na região 2esende>?lica da 1ase do cére1ro3 dispositivos
4ue tB2 sua >unção e2 regular o t-nus 4ue é3 no >undo3 u2 aspecto dessa
regulação do 0siste2a de agulhas nervosas6# Assi23 o cere1elo3 4ue rege a
2otricidade3 é u2 aparelho suple2ent ar de precisão3 a>etado por essa regulação
do siste2a de agulhas# $ssas estruturas da 1ase tB2 a >unção de inserir o cére1ro
no 2undo eCterior# e o centro não >unciona3 os neur-nios cere1rais3 voltando a
u2 estado pri2itivo3 são ini1idos e desligados dos neur-nios peri>éricos3 sensitivos
e 2otores# D e2prego desses centros da su1ordinação leva ao despertar3 
di>erenciação dos neur-nios cere1rai s por u2 *ogo har2onioso de ativaçes e de
ini1içes e e2 co21inação co2 os neur-nios peri>éricos#
$ntre a 1ase e o cHrteC cere1ral h? nu2erosas interconeCes5 elas in>or2a2 o
centro so1re as necessidades do cHrteC e a ele conduze2 as ordens do centro#
eu papel é da 2aior i2portOncia no >unciona2ento do cére1ro# A psicocirurgia
pode realizar sua interrupção e2 u2a zona deter2inada3 co2o ta21é2 suas
coneCes co2 o centro de su1ordinação#
D grande pro1le2a da psicologia hu2ana3 se2pre insolEvel3 cu*a di>iculdade é
utilizada constante2ente pela >iloso>ia e pela psicologia introspectiva3 co2o 2aior
argu2ento e2 >avor da eCistBncia de >orças transcendentais e a natureza
espiritualista do psi4uis2o  é o da consciBncia# A psicologia o1*etiva não pode
negar a eCistBncia dos >atos do 2undo su1*etivo do ho2e2 e da consciBncia5
deve a1ordar esse pro1le2a co2 o 2es2o critério das ciBncias eCatas#
Alverdes .:/ vB a aparição da consciBncia no ho2e2 co2o a co2pensação pela
perda da segurança instintiva# Rei)ald .7I7/ escreve 4ue3 no 2o2ento de u2
ata4ue de cavalaria3 no curso de 2ano1ras3  2edida 4ue a consciBncia se
eclipsava3 as açes e reaçes instintivas ganhava2 u2a precisão e segurança
i2pressionantes# $le assinala o 2es2o >ato nos sonO21ulos#

D doutor Arthus .7=/ XIIY de>ine a di>erença entre o $u inconsciente e o $u


consciente pelas características seguintes" o pri2eiro é o 4ue vive e pode5 o
segundo3 o 4ue sa1e e 4ue3 por isso3 pode controlar3 orientar e dirigir as >orças
cegas do inconsciente3 desde 4ue consiga desvend?;las# A eCperiBncia individual
te2 nisso grande >unção3 de >or2a a poder dizer;se 4ue o $u consciente é o
0Fo2e2 4ue sente e 4ue vB3 acrescido de tudo o 4ue sentiu e pode rever6#
A>ir2a;se co2u2ente 4ue o grau de consciBncia do ho2e2 é >unção inversa de
sua sugestiona1ilidade# A esse respeito3 coincide2 os dados da psicologia o1*etiva
e as constataçes introspectivas so1re a consciBncia# ue é a consciBnciaS
Poder;se;? u2 dia de>inir esse >en-2eno nos ter2os das ciBncias eCatas3
encontrar u2 vínculo seguro co2 dados rigorosa2ente reproduzíveis e
veri>ic?veisS
Pavlov3 nu2 de seus Elti2os discursos antes de 2orrer3 eCpressa essa esperança#
Mas3 *? e2 787I3 e2 outro discurso3 deiCava entrever certas possi1ilidades de
eCplicação# eus pensa2entos são tão clara2ente >or2ulados e ele d?3 no >inal3
u2a visão hipotética de tal 2odo pitoresca e srcinal 4ue acredita2os Etil citar
a4ui toda essa not?vel passage2#
A consciBncia 2e aparece  diz ele XI9Y 0co2o a atividade nervosa de u2a
deter2inada região dos he2is>érios 4ue des>ruta23 nesse 2o2ento e e2 dadas
condiçes3 de u2a eCcita1ilidade 0Hti2a6 .4ue deve ser3 provavel2ente3 u2a
eCcita1ilidade 2édia/# Nessa ocasião3 a eCcita1ilidade das outras regies dos
he2is>érios se encontra 2ais ou 2enos en>ra4uecida# Na zona de eCcita1ilidade
0Hti2a63 os novos re>leCos condicionados se esta1elece2 >acil2ente e as
di>erenciaçes se >aze2 co2 precisão# $sta zona constitui3 portanto3 nesta
oportunidade3 o 4ue se pode cha2ar de região criadora dos he2is>érios# As outras
regies3 ao contr?rio3 tendo no 2es2o 2o2ento sua eCcita1ilidade di2inuída3 não
des>ruta2 dessas propriedades e sua >unção consiste3 4uando 2uito3 e2 u2a
atividade li2itada ao re>leCo anterior2ente esta1elecido3 estereotipado# A atividade
dessas regies é o 4ue se cha2a3 su1*etiva2ente3 atividade inconsciente3
auto2?tica# A região 4ue goza de eCcita1ilidade 0Hti2a6 não é >iCa3 ao contr?rio3 se
desloca3 continua2ente e2 toda a eCtensão dos he2is>érios3 con>or2e os laços
recíprocos dos centros nervosos e so1 a in>luBncia das eCcitaçes eCternas# As
?reas de eCcita1ilidade di2inuída se desloca23 de 2odo natural3 paralela2ente#
e pudésse2os ver através da a1H1ada craniana  diz ele ainda  e se a zona de
0Hti2a6 eCcita1ilidade >osse lu2inosa3 perce1ería2os3 nu2 ho2e2 cu*o cére1ro
tra1alha3 a 2udança incessante desse ponto lu2inoso3 alterando continua2ente
>or2a e di2enses e envolvido por u2a zona de so21ra 2ais ou 2enos espessa3
ocupando todo o resto do he2is>ério#

Re>eri2o;nos ao livro de %hauchard .<:/3 so1re a >isiologia da consciBncia 4ue


>or2ula3 co2 1astante clareza3 certos >atos 4ue ilustra2 a atual situação desse
pro1le2a# $speci>ica ele 4ue trBs condiçes >isiolHgicas deve2 ser preenchidas
para 4ue ha*a consciBncia" a eCistBncia de u2 estado de vigília do cHrteC cere1ral3
co2andado pelo centro regulador da 1ase do cére1ro3 a presença de u2 con*unto
de le21ranças .engra2as/ ligados  sensi1ilidade e dando a i2age2 de nosso
corpo .i2age2 do $u/3 le21ranças perpetua2ente evocadas por nossas
sensaçes atuais3 en>i23 u2 processo de atenção#
Para 4ue o >eiCe da consciBncia >uncione3 é indispens?vel 4ue ha*a u2a reação
e2otiva de interesse3 a >i2 de 4ue possa ser Etil a nosso organis2o e a 4ue
dirigi2os atenção# Pavlov se re>eria a u2 re>leCo de orientação# D ca2po aclarado
pela consciBncia nor2al2ente estreito3 te2;se consciBncia per>eita apenas de
certas sensaçes3 de certos 2ovi2entos# F# Roger .7I:/ diz" 0o tra1alho 2uscular
enos
ta21é2 o psí4uico
dois casos3 residepode2 ser realizados
na atenção#  precisoco2
4ueou se2 consciBncia#
a atenção se >iCe nosAatos
di>erença3
4ue
eCecuta2os3 para 4ue tenha2os deles consciBncia6# F?3 portanto3 u2a seleção3
i2posta pela atenção3 o estreita2ento do ca2po da consciBncia3 o 4ue garante 
nossa ação sua plena e>ic?cia" se >osse2os conscientes de tudo o 4ue se passa
e2 torno de nHs e e2 nHs 2es2os3 disso resultaria u2 caos e toda ação se
tornaria i2possível#
No 4ue concerne  natureza do processo de atenção3 segundo Pieron
.7<7/ XILY trata;se de 0u2 processo de orientação uni>icado da conduta5 i2plica na
canalização dos >en-2enos da atividade est?tica ou dinO2ica e2 u2a certa
direção e u2a pausa da atividade e2 4ual4uer direção possível3 u2a ini1ição de
todas as >or2as de co2porta2ent o 4ue não se a*uste2  orientação do2inante6#
 0D espírito tende a se >iCar so1re u2 o1*eto deter2inado3 pensa2ento3 coisa3
palavra6# Assi2 a atenção consiste no apareci2ento de u2 processo de
dina2ogenia .eCcitação/ e2 u2a zona cere1ral3 2as en4uanto o sono pode ser
considerado  segundo Pavlov  co2o causado por u2a onda de ini1ição3 4ue
su12erge o cHrteC cere1ral3 a atenção3 a 1ase >isiolHgica da consciBncia3 é u2a
vaga de eCcitação# 0uanto 2aior >or essa eCcitação3 2enor ser? o ca2po da
consciBncia3 2ais ini1ido ser? nosso cére1ro por tudo o 4ue não est? su*eito 
atenção6 XIZY#
0A intensidade da atenção depende3 de u2a parte3 das características da
2ensage2 4ue a provoca e notada2ente do seu interesse a>etivo5 de outra parte3
o estado do cére1ro3 a >adiga3 i2pede2 essa concentração5 certas pessoas tB2
2enor capacidade de atenção6# D estudo dos re>leCos condici onados e o registro
paralelo dos $$G darão a possi1ilidade de >iCar o1*etiva2ente as 2odalidades do
>en-2eno da atenção# 02 estí2ulo 4ue d? u2a sensação 2uito >raca para ser
perce1ida e traduzida por u2a resposta ver1al ou 2otora3 ultrapassa esse li2ite
so1 o e>eito da atenção3 o 4ue per2ite avaliar o seu grau XI:Y6#
Pode;se indicar duas >or2as de atenção" 7#= a atenção espontOnea3 assi2
designada por %hauchard3 XIQY 2as3 4ue pre>eri2os cha2ar de auto2?tica3
re>leCa3 provocada por u2 estí2ulo i2ediato5 <# a atenção dirigida3 cha2ada por
%hauchard de volunt?ria3 4ue 2anté2 e2 1oa disposição o 04ue est?  espreita63
4ue alcança ou se concentra nu2 deter2inado o1*eto3 recusando;se a se deiCar
distrair por tudo o 4ue não é este o1*eto6# 0D caso eCtre2o e patolHgico é o da
idéia >iCa3 e2 4ue a atenção est?3 de algu2a >or2a3 1lo4ueada e relaciona tudo a
u2 sH o1*eto suscetível de interesse# A atenção é por conseguinte a orientação da
atividade de u2 indivíduo5 a 2udança de orientação se >az3 rapida2ente3 e2 =3< a
=3I de segundo# XI8Y

0D es>orço de
notada2ente da atenção
>isiono2iase4ue
aco2panha de u2a
resulte2 de 2odi>icaçes
irradiaçãocaracterísticas3
peri>érica do
>en-2eno da eCcitação cere1ral5 eCiste2 v?rios tipos de atenção 2otora nas
diversas atençes sensoriais# Nota2;se ta21é2 repercusses viscerais da
atenção6#
Por 2eio de eCercício3 a capacidade de concentrar a atenção pode ser aguçada5
pela >adiga3 ela 1aiCa# (epois de >iCar a atenção durante u2 deter2inado te2po3
so1reve2 a i2possi1ilidade de concentr?;la so1re u2a coisa3 e a pessoa torna;se
distraída# A atenção produz >adiga3 e a distração 4ue disso resulta é u2a reação
de desinteresse 4ue 1aiCa o estado de consciBncia e conduz ao sono3 0visto 4ue a
regulação do siste2a de agulhas nervosas3 da dina2ogenia e da ini1ição supe2
o >unciona2ento ativo de u2 centro situado na 1ase do cére1ro3 co2preende;se
4ue a >adiga da atenção diz respeito especial2ente a esse centro5 ora é
precisa2ente 4uando p?ra o seu >unciona2ento 4ue se desencadeia o sono6 X9=Y#
'ala2os *?3 2uitas vezes3 da i2portOncia do inconsciente na vida psí4uica do
ho2e2 e reencontra2os suas 1ases na vida ani2al e2 geral# 0A princípio3
desconhecido por 2otivos religiosos3 o inconsciente apareceu no estudo dos
>en-2enos de auto2atis2o3 de hipnose3 de desdo1ra2ento3 depois revelou sua
i2portante >unção e2 toda a vida psico>isiolHgica#  >or2ado de i2agens e
tendBncias instintivas3 cu*a energia 2anté2 a síntese do indivíduo3 te2 papel
essencial na hereditariedade psicolHgica3 no 2etapsi4uis2o etc#6 X97Y Tere2os
ainda 4ue >alar do conteEdo propria2ente dito do inconsciente3 4uando da
classi>icação dos re>leCos# X9<Y A4ui dese*a2os apenas indicar 4ue3 segundo %#
Jung .QI/3 pode;se distinguir duas ca2adas no inconsciente" a individual3 >or2ada
de le21ranças apagadas ou recalcadas e de percepçes 4ue per2anece2
estranhas  atenção .su1li2inares/ e a superindividual ou coletiva3 contendo as
2ais re2otas i2agens ancestrais3 os ar4uétipos3 tais co2o os 4ue concerne2 s
>orças naturais3 o ciclo solar ou lunar3 as idéias religiosas etc# e 4ue Platão *? havia
designado so1 o no2e de $idola# X9IY
A 1agage2 do inconsciente individual >or2a;se por u2a atividade co21inatHria3
4ue eCiste ta21é2 na srce2 dos sonhos# Junta2;se a ela3 ainda3 todos os
recal4ues3 2ais ou 2enos intencionais de pessoas3 representaçes e i2presses
penosas# D inconsciente coletivo seria3 ao contr?rio3 0u2a eCpressão psí4uica da
identidade das estruturas cere1rais dos indivíduos na 2assa3 >ora de suas
di>erenças pessoais6 X99Y# ão ele2entos co2uns a todos os indivíduos 4ue
co2pe2 u2a coletividade# Ds recal4ues não são os Enicos a povoar o
inconsciente# Ao lado deles eCiste2 ainda os ar4uétipos3 o 4ue 'reud entendia por
hereditariedade arcaica# $ssas i2agens ancestrais pode2 2ani>estar;se nos
sonhos#  H1vio 4ue esses engra2as herdados não são apenas i2agens
verdadeiras ou representaçes de>inidas 2as3 disposiçes nervosas ou
>acilitaçes3 a1erturas de vias3 trans2itidas hereditaria2ente#0
Para se >or2ar u2a idéia 2ais nítida do inconsciente e de suas relaçes co2 o
consciente3 *ulga2os Etil a4ui *untar u2 es4ue2a do (r# Arthur .7=/3 4ue 
segundo ele prHprio X9LY  é 0u2a si2ples co2paração destinada a >acilitar a
co2preensão do 4ue3 sendo psí4uico3 não pode ser real e 2aterial2ente
representado6# $le co2para nosso psi4uis2o a u2a cu1a .>ig# :/3 contendo todas
as representaçes .diría2os3 co2 Richard e2en .79I/3 engra2as recolhidas no
curso de nossa vida e e2 nHs de>initiva2ente gravadas# Aci2a dessa cu1a3 est? o
$u consciente3 o ho2e2 4ue vB e 4ue3 2unido de u2 pro*etor3 ilu2ina esta ou
a4uela zona da cu1a3 tornando3 assi23 consciente tudo o 4ue é surpreendido pelo
>eiCe lu2inoso pro*etado#
0D 4ue cha2a2os ca2po da consciBncia seria3 assi23 a zona ilu2inada pelo
>eiCe3 a região
2aiore2
cu*o interior as de
i2agens são tornadas
o grau de conscientes#
A
intensidade ou 2enor da to2ada consciBncia3 consciBncia 4ue
pode alcançar3 u2a i2age2 escondida no nosso inconsciente3 4uando a
reencontra2os depende do poder do >eiCe dirigido so1re ela pelo $u consciente#
ão3 co2o disse2os3 i2agens 4ue não pode2os 2ais rever3 nossa 2e2Hria te2
lacunas3 o >eiCe do $u consciente se choca3 seguida2ente3 co2 ca2adas
i2per2e?veis no inconsciente e não consegue clarear as representaçes 4ue
sa1e2os eCistir3 2as3 4ue3 apesar de nossos es>orços3 per2anece2 ocultas na
so21ra#

'ig# :
$s4ue2a 4ue ilustra as relaçes e2 nosso psi4uis2o#
`ona o1scura" todas as i2agens 4ue se encontra2 nesta zona de opacidade
psí4uica são inaclar?veis# $las não pode2 se tornar conscientes# $las são
es4uecidas .0recalcadas6/# M3 o eu consciente" 0>oco ilu2inador6# '3 >eiCe de luz3 ic3
i2agens ilu2inadas atual2ente conscientes# ii3 i2agens atual2ente não
ilu2inadas 2as ilu2in?veis .provisoria2ente inconscientes/# .(e acordo co2
Arthus3 7=/#
A psicopatologia3 isto é3 o estudo das ano2alias da vida psí4uica3 nos revelou
esse i2portante >ato" 4uando u2 indivíduo guarda u2a i2age2 nas pro>undezas
do seu inconsciente3 recolhida por ocasião de u2 aconteci2ento tr?gico ou
penoso e suscetível de despertar;lhe u2 so>ri2ento ou u2a angEstia .caso e2
4ue ela viria a reaparecer no ca2po de sua consciBncia/3 esse indivíduo é
protegido contra essa le21rança dolorosa e o i2pede de to2ar consciBncia das
i2agens desagrad?veis3 a>astando dessas apresentaçes perigosas o >eiCe
lu2inoso do $u consciente# Tudo se passa co2o se u2 anteparo opaco3 no
es4ue2a 4ue reproduzi2os3 viesse interpor;se entre o $u consciente e certos
recantos3 deter2inadas zonas do inconsciente3 i2pedindo3 dessa >or2a3 o >eiCe de
consciBncia de es4uadrinh?;los# D inconsciente se encontra assi2 dividido e2
zonas aclar?veis e zonas o1scuras#
$2 decorrBncia do >ato de 4ue as i2agens escondidas nas zonas o1scuras não
pode2 2ais ser ilu2inadas pelo >eiCe do $u consciente3 essas representaçes
estão condenadas a per2anecer de>initiva2ente inconscientes# $stão assi2
ter2inante2ente su1traídas  2e2Hria3 para se2pre 0es4uecidas6 e delas
dize2os3 >azendo 2enção ao 2ecanis2o 4ue se ope  sua passage2 ao ca2po
da consciBncia3 4ue estão recalcadas# .(evería2os dizer3 co2 2aior precisão3
4ue estão eCcluídas/# %ha2a2os dessensi1ilização o >en-2eno 1iolHgico3 e2
virtude do 4ual u2 anteparo se coloca entre certas zonas do nosso inconsciente3
onde dor2e2 as le21ranças 0perigosas6 e o >eiCe lu2inoso do $u consciente#
As dessensi1ilizaçes psí4uicas são3 co2 >re4UBncia3 re>leCos ad4uiridos3
repetiçes de antigos processos3 auto2atica2ente 2es2o 4ue sua 2anutenção *?
não se *usti>i4ue3 diante das circunstOncias atuais# A ação dos re>leCos de
dessensi1ilização é3 portanto3 u2a 2ani>estação do con>lito 4ue eCplode
>re4Uente2ente e2 nHs3 entre nossas tendBncias conscientes3 essencial2ente
variadas e vari?veis3 adaptadas s circunstOncias3 e o $u inconsciente3 reino do
auto2atis2o3 4ue tende a conservar se2pre as >or2as ad4uiridas e 4ue se
caracteriza por u2a propensão  i2uta1ilidade#

(e
>eiCeacordo co2do
lu2inoso a i2portOncia das as
$u consciente3 >orças 4ue
zonas intervB2são
o1scuras para tornar
2ais ou i2potente o
2enos a2plas#
As zonas o1scuras 2ais a2plas3 corresponde2 se2pre ano2alias i2portantes na
vida psí4uica da pessoa# e o $u consciente é >orte e as dessensi1ilizaçes raras3
as possi1ilidades de 2e2Hria serão au2entadas# Mas3 se as dessensi1ilizaçes
são nu2erosas3 as zonas o1scuras eCtensas e o $u consciente >raco3 as
possi1ilidades de 2e2Hria serão 2uito reduzidas#  o 4ue se produz nos
indivíduos 4ue so>rera2 repetidos trau2as psí4uicos ou 4ue >ora2 víti2as de
circunstOncias in>elizes e 4ue tivera23 desses aconteci2entos3 2uitas
representaçes recalcadas3 zonas o1scuras 2uito eCtensas# X9ZY
Resu2indo3 pode;se dizer co2 %hauchard .<:/ X9:Y 4ue o inconsciente é tudo o
4ue est? >ora do ca2po da consciBncia3 ou se*a"
7  os processos >isiolHgicos 4ue se opera2 nas vísceras5
<  toda atividade auto2?tica re>leCa ou instintiva3  1ase dos 4uatro pulses
tratados no capítulo precedente5 X9QY
I  toda a 2assa de eCcitaçes recalcadas .le21ranças ou engra2as3 de acordo
co2 nossa ter2inologia/5
9  toda a atividade cere1ral localizada 2uito pouco intensa para atrair u2a
2assa de le21ranças suscetível de i2plicar a i2age2 do $u#
Mas3 ele2entos inconscientes pode2 aparecer no nível da consciBncia3 co2o
certos auto2atis2os so1re os 4uais se >iCa a atenção3 ou engra2as recalcados
4ue retorna2  consciBncia# @nversa2ente3 ta21é23 u2 ato co2eçado na
consciBncia pode ter2inar no inconsciente5 é o caso >re4Uente dos h?1itos ou o
relatado por %hauchard X98Y" 0u2 paciente 4ue ador2ece so1 a ação de cloreto de
etila3 processo r?pido3 é convidado a contar e2 voz alta5 ele p?ra ador2ecido e2
u2 certo nE2ero5 ao acordar3 a>ir2a ter;se detido 2uito adiante5 a partir desse
2o2ento3 havia continuado inconsciente2ente6#
A psican?lise3 so1 o estí2ulo de 'reud e de sua escola3 contri1uiu larga2ente
para nossos conheci2entos so1re o inconsciente# Mas3 seria err-neo identi>ic?;la
co2 as idéias de 'reud# Na realidade3 di>ere do >reudis2o tanto 4uanto o >ato3 da
teoria#  u2 2étodo para eCplorar o inconsciente3 cu*a srcinalidade3 segundo
Allend+ XL=Y consiste e2 4ue procede por u2a interpretação#  u2 2étodo a>etivo3
4ue >unciona essencial2ente pela via senti2ental e sH acessoria2ente pela via
intelectual e representativa# Parte3 so1retudo3 das pertur1açes do inconsciente e
1usca3 por u2 trata2ento psí4uico apropriado3 co2pensar a lesão psí4uica inicial#
A terapButica psicanalítica di>ere pro>unda2ente da sugestão3 na4uilo e2 4ue visa
aassi2ilação/3
reconduzir a corrigir
consciBncia os ele2entos
u2 co2porta2ento recalcados
vicioso3 .paraasper2itir
a descarregar e2oçessua
latentes# $sse trata2ento deve vencer resistBncias3 trans>erir os a>etos
recalcados3 depois li4uidar esta trans>erBncia# XL7Y 0&reuerXL<Y deter2inou o
princípio da cura psicanalítica" 6o >ato de reconduzir  consciBncia u2 ele2ento
a>etivo recalcado3 destrHi o sinto2a nevrHtico 4ue dele depende3 pois tudo o 4ue
pode >azer vi1rar as e2oçes es4uecidas3 2es2o se2 >or2ul?;las eCplicita2ente
na consciBncia3 co2o a conversação3 a leitura3 os espet?culos3 a 2Esica etc#3
possui u2 valor cat?rtico3 isto é3 pode esvaziar o inconsciente de u2a parte de
sua carga dolorosa# 'alou;se3 2il vezes3 dos e>eitos da con>issão3 4ue é u2a
catarse3 2as3 a psican?lise possui esse car?ter inco2par?vel de desco1rir
eCplicita2ente os ele2entos ignorados do paciente3 por conseguinte3 i2possível
de revelar por algu2a 2aneira introspectiva0#
Na evolução individual3 pode;se distinguir >ases caracterizadas pela aparição  e2
cada nova >ase  de reaçes novas  1ase de pulses ele2entares 4ue se
acu2ula2 progressiva2ente" assi23 depois do cho4ue do nasci2ento  e2 4ue o
indivíduo trava conheci2ento co2 o 2undo eCterior3 4ue lhe causa3 pela pri2eira
vez3 eCcitaçes dolorosas e pe e2 >unção os 2ecanis2os da pri2eira pulsão
.de>ensivo;agressivo/3  se desenvolve2 as reaçes a pulses3 nE2ero <
.digestivo/ e precisa2ente nas suas su1>ases la1ial3 dent?ria e anal# (epois da
des2a2a e durante o período lactente 4ue a segue3 são os instintos sociais 4ue
se organiza23 4ue tB2 relaçes co2 a pré;seCualidade in>antil# Ve23 e2 seguida3
a >ase da pu1erdade3 e2 4ue3 ao lado dos pulses 7 e <3 se apresenta2 os
2ecanis2os >ísicos e psí4uicos da pulsão seCual .n I/# $n>i23 são os
2ecanis2os pertinentes  pulsão n 9  paternal  4ue caracteriza2 a >ase
seguinte e de>initiva da evolução  D1st?culos 4ue se ope2 ao ciclo de
desenvolvi2ento das energias psí4uicas3 causa2 pertur1açes de inconsciente3
paradas ou regresses3 4ue se co2plica2 de 2ecanis2os co2pensadores# Tais
leses iniciais são XLIY 0a renEncia ao es>orço3 as associaçes viciosas .os
co2pleCos/3 atitudes resultantes de con>litos de pulses# Ds 2ecanis2os de
reação são o recal4ue3 a co2pensação ou o desloca2ento .co2 suas >or2as de
pro*eção3 intro*eção3 trans>erBncia3 su1li2ação/5 presta2;se se2pre a u2a
racionalização# Todos esses processos de reação3 incluind o a racionalização3
serve2 para co2pensar a lesão psí4uica inicial6# No decorrer do trata2ento
psicoterapButico3 XL9Y a an?lise3 penetrando cada vez 2ais pro>unda2ente no
psi4uis2o3 atua por u2a espécie de a1lação progressiva das ca2adas da
personalidade" 2ecanis2os cada vez 2ais ele2entares do inconsciente
aparece23 4ue são co2uns a todos" a pulsão seCual3 a pulsão agressiva3 o
narcisis2o3 e con>litos da in>Oncia3 co2o o co2pleCo de dipo etc#
Assi23 a psican?lise se revela o 2étodo por eCcelBncia3 para eCplorar o
inconsciente e interpretar o co2porta2ento3 se*a direta2ente3 se*a
si21olica2ente# Allend+ .9/ XLLY eCplica 4ue o si21olis2o é u2 processo pri2itivo3
dependente da >alta de representaçes a1stratas e do recal4ue" produz;se
auto2atica2ente no inconsciente#  so1retudo o sonho 4ue opera por sí21olos#
0D sí21olo per2ite .co2o na ?lge1ra/ lidar >acil2ente co2 conceitos 4ue o
espírito teria 2uita di>iculdade de a1arcar na sua totalidade se2 esse arti>ício#6
Ao lado da psican?lise3 novos 2étodos de eCploração do inconsciente se
desenvolvera2 nos Elti2os te2pos# %onhece2;se esses processos so1 o no2e
de narcoan?lise e são de certa >or2a u2a psican?lise 4uí2ica3 isto é3 4ue
procura23 co2o esta Elti2a3 reconduzir3 por 2eios 4uí2icos3  consciBncia3 s
le21ranças recalcadas a >i2 de neutralizar3 co2 >i2 psicoterapButico3 seu poder
2alé>ico so1re o corpo e o psi4uis2o do ho2e2# D paciente é 2ergulhado nu2
estado de inconsciBncia relativa# $sse estado pode ser o1tido ta21é2 pelos
2étodos da co2oterapia convulsiva" é o eletrocho4ue3 u2a crise convulsiva
resultante da passage2 de u2a corrente elétrica no cére1ro# 0Nos pacientes
assi2 tratados3 a consciBncia3 antes de voltar ao nor2al3 passa por u2 estado
co2par?vel ao 4ue eCiste na hipnose3 período 4ue pode ser utilizado pela
sugestão e2 psicoterapia3 e 2es2o na psican?lise# XLZY Para o1ter igual
possi1ilidade por via 4uí2ica3 e2pregou;se o co2a insulínico ou o cardiazol3 u2
convulsionante# (essas pr?ticas 0nascera2 as idéias de suprir a lentidão da
psican?lise cl?ssica3 pondo o paciente3 co2 o auCílio de u2a droga3 nu2 estado
de se2i;inconsciBncia .segundo estado/ 4ue a1re seu su1consciente ao
eCperi2entador6# .<Q/ XL:Y
a1ia;se *? 4ue u2a ligeira e21riaguez3 devida ao ?lcool3 predispe 
lo4uacidade3 >az perder o controle de si 2es2o5 até os selvagens e2pregava2
drogas naturais co2 esses o1*etivos" o pe+otl 2eCicano3 por eCe2plo3 era utilizado
pelos índios para tornar a víti2a incapaz de guardar segredo# No co2eço de
nosso século3 u2a série de drogas >oi e2pregada co2 os 2es2os >ins e essas
atividades trouCera2 a noção do soro da verdade e o seu e2prego e2 >inalidades
*udici?rias e policiais# (esde a Elti2a guerra3 >oi o pentotal3 u2 1ar1itErico3 4ue
ad4uiriu certa cele1ridade3 so1retudo depois 4ue3 e2 789L3 (ela+ prop-s a
introdução da narcoan?lise na pr?tica da 2edicina legal 0a título pura2ente
2édico co2o 2eio de diagnHstico3 depois do >racasso dos processos correntes de
investigação6 .<Q/ XLQY No caso da aplicação da droga3 h? o desapareci2ento da
censura3 4ue est? na srce2 do recal4ue# A adição de u2a a2ina eCcitante do tipo
da ortedrina pode acrescentar  depressão hipnHtica u2a eCcitação ver1al 4ue
>acilita a con>issão# XL8Y Viu;se3 ta21é23 4ue a narcoan?lise pode não so2ente
incitar  con>issão dos pensa2entos 2ais secretos3 2as3 ainda3 sugerir condutas
ou opinies# %ontudo3 h? a4ui3 co2o no caso da hipnose3 u2 li2ite" o
narcoanalisado 0não >ar? o 4ue est? 2uito e2 desacordo co2 sua consciBncia e2
vigília3 não o1edecer? a u2a sugestão de cri2e# Mais e>icaz3 decerto3 para violar a
personalidade e >azer de u2 indivíduo enérgico u2 >arrapo3 seria o e2prego
repetido dos 2étodos de cho4ue ou de psicocirurgia# XZ=Y (o ponto de vista da
2oral social3 essas pr?ticas são repreensíveis3 da 2es2a >or2a 4ue a4uelas 4ue
denuncia2os nesse livro so1 o no2e de violação psí4uica# 'eliz2ente3 a
psicocirurgia te2 2enor alcance pr?tico e se contenta e2 en>ra4uecer os
processos conscientes e2 >ins terapButicos" desconecta2;se os lH1ulos
pre>rontais do cHrteC cere1ral dos centros até sua 1ase3 onde se encontra2 as
energias principais da vida instintiva3 vegetativa3 e2ocional3 reco1ertas de u2
cHrteC de ini1ição3 XZ7Y 04ue são então retiradas3 dando lugar a u2 estado de
indi>erença3 li1erando o doente da 2elancolia depressiva e3 nos casos dos
doentes agitados3 acal2ando;os# e se pode ad2itir o e2prego dessas pr?ticas

e2 >ins 2edicinais3
processos suaencontrou
intencionais3 utilização u2a
e2 >ins políticos3universal"
reprovação por eCe2plo3
o >atoe2
de certos
4ue a
consciBncia hu2ana se insurge contra essas pr?ticas é u2 sinal recon>ortante na
nossa época3 e2 4ue a noção de >ronteira entre o 4ue é social2ente 2oral e
i2oral se perde cada vez 2ais3 por4ue a possi1ilidade de utilizar3 para o 1e2 ou
para o 2al3 o progresso da ciBncia não é a>ir2ada co2 a >orça necess?ria5 vB;se
isso3 por eCe2plo3 no >ato de 4ue s?1ios não se recusa2 a tra1alhar para a guerra
e a pes4uisar3 e2 seus la1oratHrios3 novas ar2as 2ortí>eras3 u2a atividade 4ue
lhes é i2posta pelos politi4ueiros e 4ue desonra a ciBncia# $ %hesterton te2 razão
de dizer 4ue 0a heresia 2oderna é 4uerer 2odi>icar a al2a hu2ana para adapt?;la
s circunstOncias3 e2 lugar de 2odi>icar as circunstOncias para adapt?;las  al2a
hu2ana# ; Parece 4ue o progresso consiste e2 ser e2purrado para a >rente3 pela
polícia 6 XZ<Y
$2 relação co2 o 2undo de reaçes re>leCas do inconsciente3 2as3 ta21é23 co2
o do consciente3 eCiste u2a grande 2assa de outras 4ue >ora2 reunidas por
Pavlov e sua escola3 nos Elti2os anos de sua vida3 so1 o no2e de segundo
siste2a de sinalização# $ste siste2a se 1aseia na >aculdade aparente do cére1ro
hu2ano de reagir espontanea2ente3 poré23 na realidade3 valendo;se de sí21olos
4ue se >iCara23 anterior2ente3 nas estruturas ínti2as do siste2a nervoso central#
A palavra3 os sí21olos ver1ais .pronunciados ou escritos/ tB2 nisso 2uita
i2portOncia# As eCcitaçes aí chega23 são ar2azenadas3 entra2 e2 contato co2
outras depositadas anterior2ente .engra2as/3 co21ina2;se co2 elas e não
volta2  super>ície senão 4uando u2a necessidade correspondente se 2ani>esta
e isso3 2uitas vezes3 so1 a >or2a de co2pleCa cadeia de sinais  Nessas cadeias3
re>leCos condicionados pode2 ser co21inados e suceder;se a re>leCos a1solutos
e de todas as categorias  (ispensou;se3 então3 a >or2ação de cada elo dessa
co2plicada cadeia de re>leCos3 por u2a ação especial5 utiliza2;se os elos
inter2edi?rios *? preparados 4ue >or2a2 os ele2entos de nossa 1agage2
heredit?ria ou anterior2ente ad4uirida# Dr1ei .7=8/ cita3 co2o eCe2plo de tal
eCploração do princípio do segundo siste2a de sinalização3 o >ato de 4ue se pode
cantar ou tocar u2a 2elodia 4ue u2 2Esico conseguir? eCecutar3 e2 seguida3 no
seu instru2ento3 isto é3 >azer toda a co2pleCa série de 2ovi2entos 4ue são
necess?rios para repetir esse trecho5 ou ainda3 ele a escrever?3 so1 a >or2a de
notas 2usicais3 o 4ue per2itir? a centenas de outros 2Esicos e cantores
reproduzir a 2es2a 2elodia3 e2pregando técnicas de eCecução as 2ais diversas#
Dutro eCe2plo é >ornecido pelas aulas de cultura >ísica# Pode;se utilizar3 para esse
>i23 o ato de i2itação" o pro>essor 2ostra os 2ovi2entos 4ue 4uer ensinar e os
alunos os repete23 i2itando;o# Mas3 pode;se ta21é23 si2ples2ente3 eCpor e2
palavras ou por escrito3 os 2ovi2entos a eCecutar o aluno sa1er? reproduzi;los3
se2 vB;los3 por conseguinte3 se2 re>leCos i2itativos3 poré23 repetindo3 de

2e2Hria3 i2presses
seguida3 so1 2otoras anterior2ente
>or2a de 2ovi2entos recolhidas
correspondentes e os
 Todos realizando;as3
ani2ais 4ue e2
possua2 u2a organização nervosa3 pode2 ad4uirir u2 re>leCo condicionado3
associando u2a sensação apresentativa .condicionante/ e u2a sensação a>etiva
.a1soluta/3 4uase si2ultOnea# Nos ani2ais superiores3 a de2ora entre essas duas
sensaçes pode3 depois da a4uisição3 tornar;se 1astante longa" são3 nesse caso3
re>leCos condicionados retardados#
0Ds ho2ens e alguns 2acacos antropHides tB2 aptidão para o sí21olo3 isto é3
para u2a associação 1astante dur?vel e co2pleta entre u2a percepção
apresentativa e outra a>etiva .re>leCos condicionados co2pleCos e de grande
retarda2ento6# %o2o resultado do recurso ao segundo siste2a de sinalização é
possível registrar novas estruturas *a2ais vividas3 cu*o con*unto eCterioriza algo de
novo3 u2 passo adiante3 u2 progresso   precisa2ente isso o 4ue3 de certa
>or2a3 se >az típico na vida hu2ana individual e coletiva#
Antes de iniciar o invent?rio das es>eras do inconsciente .re>leCos intuitivos/3 e do
consciente .re>leCos intelectivos/3 dese*a2os repetir3 ainda u2a vez3 4ue na 1ase
de uns e de outros se encontra2 se2pre3 co2o ele2entos indispens?veis 
>or2ação de reaçes de todas as categorias3 as reaçes >unda2entais inatas ou
a1solutas3 deno2inadas3 4uase se2pre3 instintos3 4ue os autores >ranceses
cha2a23 s vezes3 de tendBncias3 4ue Wundt designava trie1 e 4ue pre>eri2os
deno2inar pulses3 para evitar con>usão# D1serva2os 4uatro dessas pulses3
cada u2a co2 dois aspectos" positivo .ou captativo/ e negativo .ou o1lativo/# ão
as pulses .co2 a nu2eração 4ue lhes atri1uí2os/ n 7  co21ativo3 co2
agressão .co2o aspecto positivo/3 e >uga3 co2o negativo5 n <  digestivo3 co2
a1sorção ./ e repulsão .;/5 n I  propagativo3 co2 con*unção ./ e dis*unção .;/5
n 9  protetivo3 conglo2eração ./ e dispersão .;/#
Allend+ .9/ XZIYaplicou o ter2o pulsão  noção trie1 de Wundt3 2as3 este
co2preende3 na verdade3 so1 esse no2e3 u2a tendBncia pri2itiva interna e
prHpria3 através do 4ual todo ser vivo responderia s açes do eCterior#
Ds re>leCos 4ue se desenrola2 no inconsciente >ora2 por nHs designados co2o
intuitivos3 por4uanto é por eles 4ue se opera o 4ue ha1itual2ente se cha2a
intuição3 u2a atividade psí4uica 4ue se serve3 co2o 2eios de eCecução3 dos
2ecanis2os do siste2a nervoso 2ais est?veis3 2ais i2ediatos3 dir;se;ia talvez
2ais curtos do 4ue os 4ue são aclarados pelo >eiCe da consciBncia e 4ue
designa2os co2o re>leCos intelectivos3 1ase da inteligBncia# (i>erindo destes3 4ue
são se2pre re>leCos condicionados3 ad4uiridos por u2a eCperiBncia pessoal
durante a vida3 o grupo de re>leCos intuitivos englo1a re>leCos inatos ou a1solutos
de Pavlov3 assi2 co2o re>leCos condicionados 4ue3 servindo;se de ca2inhos não
ilu2inados pela consciBncia3 pode23 contudo3 tornar;se conscientes3 u2a vez
realizados ou3 ao contr?rio3 sendo conscientes3 a princípio3 poderão perder essa
claridade e apro>undar;se na es>era o1scura do segundo siste2a de sinalização
de Pavlov#
'reud acreditou 4ue devia distinguir3 co2o 1ase de todo psi4uis2o 1iolHgico3 u2a
espécie de >orça vital ou de pulsão vital a 4ue deu o no2e de li1ido e 4ue se
relaciona co2 a seCualidade# $ssa >orça dirigiria todas as 2ani>estaçes
psí4uicas3 realizando;se co2o u2a 2ola3 u2 pri2eiro 2ovi2ento3 das 2il >or2as
4ue to2a2 as atividades hu2anas# i1ido seria o agente dinO2ico do
inconsciente# Platão de>endia3 ta21é23 a eCistBncia dessa >orça3 4ue cha2ava
$ros#
Allend+ .9/3 XZ9Y co2o 'reud3 pensa 4ue3 se os ho2ens chegara2  civilização3 >oi
derivando3 para suas artes3 suas indEstrias3 u2a parte da li1ido pri2itiva2ente
ligada apenas  satis>ação dos instintos naturais# Não acredita2os 4ue o
postulado de u2 tal deus eC 2a4uina se*a inevit?vel para a eCplicação dos >atos
psí4uicos do co2porta2ento hu2ano# Para Allend+ .9/3 XZLY o inconsciente
apresenta 0dois aspectos di>erentes" u2 ativo3 a li1ido3 4ue tende a perseguir as
>inalidades vitais e 4ue é u2 2otor de ação5 o outro3 passivo3 constituído pelas
i2presses registradas engra2as3 de acordo co2 nossa ter2inologia3 pelos
auto2atis2os esta1elecidos3 pelas associaçes >iCadas3 e 4ue resulta das
eCperiBncias >eitas# (# ()ellshauvers .L7/ os designa3 respectiva2ente3 so1 os
no2es de inconsciente dinO2ico e de su1consciente auto2?tico6#
Não acredita2os 4ue se*a co2patível co2 a nova tendBncia o1*etiva da psicologia
valer;se de u2a noção 4ue poderia evocar a idéia de u2a >orça vital 2isterios a e
>inal2ente 2ística# A nosso ver3 é su>iciente >alar3 unica2ente3 do >en-2eno da
prHpria vida3 4ue se distingue pelos >atos concretos do 2es2o car?ter 4ue o de
todos os >en-2enos naturais3 so2ente apresentando3 entretanto3 u2 grau
eCtraordin?rio de co2plicação3 e2 virtude da eCtre2a co2pleCidade 4uí2ica da
2atéria viva  D >ato de eCistBncia de u2 do2ínio do nosso psi4uis2o3 e2 4ue os
>en-2enos concretos da atividade nervosa se desenrola2 se2 nosso
conheci2ento3 não aclarados pela consciBncia e 4ue designa2os pelo no2e de
intuição3 não contradiz essa 2aneira de ver# Não nos inco2oda2os de não sentir
o >unciona2ento de alguns de nossos Hrgãos interiores3 co2o os 2ovi2entos do
intestino3 o rit2o do coração3 a secreção das glOndulas etc# 0Pelo >ato de sere2
latentes3 inconscientes3 total2ente ignoradas do $u  diz Arthus .7=/3 0as i2agens
do inconsciente .diría2os 2elhor engra2as/ não são 2enos precisas" os
raciocínios inconscientes3 as associaçes de i2agens inconscientes3 não perde2
ne2 e2 *usteza3 ne2 e2 lHgica6 XZZY
$ isso por4ue esses processos no inconsciente3 esses re>leCos latentes3 so>re2
ta21é2
per2ite3 anoregulação
estado dedovigília3
siste2a de agulhada
pelo centro até a 1ase
e2do
u2cére1ro
4ue
a eCtensão eCcitação3 nascida ponto do
cHrteC3 eCpandir;se3 co2o *? supunha Pavlov3 na citação 4ue vi2os aci2a# A
atividade inconsciente é orientada por u2a e>etividade ele2entar 4ue conhece2os
so1 a designação de pulses# $ é 1astante signi>icativo 4ue esse centro do
siste2a de agulhas se situe na 2es2a região do diencé>alo e2 4ue se encontra o
centro do sono3 de onde parte a vaga de ini1ição3 desorganizadora do siste2a de
agulhas nervosas#
(ese*a2os >azer3 agora3 u2a tentativa de inventariar e classi>icar esses re>leCos
intuitivos3 4ue povoa2 a es>era inconsciente# Para 2elhor separar certas
categorias desses re>leCos3 sere2os o1rigados a inventar neologis2os3 pelo 4ue
pedi2os3 desde logo3 desculpas ao leitor#

$ntre esses re>leCos3 e2 pri2eiro lugar3 então os auto2atis2os3 4ue Pavlov


cha2ou de re>leCos inatos ou a1solutos e 4ue são3 co2o vi2os no capítulo
precedente3 a 1ase para a >or2ação dos re>leCos condicionados ou ad4uiridos#
(i>erente2ente das pulses3 e2 nE2ero de 4uatro  co21ativa3 digestiva3
propagativa e protetiva  e 4ue 2arca2 as categorias 1iolHgicas3 segundo as
4uais é possível classi>icar todos os re>leCos3 pode eCistir u2 grande nE2ero de
auto2atis2os3 de acordo co2 a natureza dos ele2entos >isiolHgicos 4ue
constitue2 os eCcitantes e2 *ogo5 assi23 por eCe2plo3 no caso do re>leCo nutritivo3
seria a carne3 o pão ou 4ual4uer outra su1stOncia ali2entar3 co2 suas
características gustativas3 4ue desencadeia2 a atividade do 2ecanis2o re>leCo#
Mas3 todos esses auto2atis2os3 na 4ualidade de >atores 4ue >or2a2 re>leCos
condicionados3 pode2 ser distinguidos3 segundo as pulses 4ue estão e2 sua
1ase3 co2o co21ativas3 nutritivas3 seCuais ou paternais # D 4ue as caracteriza a
todas e 4ue são desencadeadas3 auto2atica2ente3 pelos eCcitantes ade4uados3
4ue se trans2ite2 por hereditariedade e 4ue3 portanto3 se encontra2 no
organis2o3 desde o seu nasci2ento# As reaçes 4ue desencadeia2 lhes são
ade4uadas3 isto é3 os eCecutores ativados responde2 se2pre por u2a 2es2a
ação >isiolHgica5 h? apenas u2a variação de intensidade3 con>or2e a intensidade
da eCcitação" por eCe2plo3 a salivação ser? 2ais a1undante no caso de u2a
2assa 2aior de ali2ento3 da duração do ato de to2?;lo ou de u2a agudeza de
eCcitação gustativa5 2as3 a intensidade da reação pode depender tanto da
capacidade do Hrgão receptor co2o ta21é2 do estado >isiolHgico do eCecutor
.sua tonicidade  no caso dos 2Esculos  >adiga3 saciedade etc#/# F?3 todavia3
auto2atis2os 4ue >unciona2 segundo a lei do tudo ou nada3 ou se*a3 a
intensidade da reação per2anece se2pre a 2es2a3 contanto 4ue se*a alcançado
o li2iar de eCcitação v?lido3 e21ora3 s vezes3 2uito 1aiCa#
'alando;se de reaçes inatas auto2?ticas nos organis2os3 é preciso distinguir
reaçes
pri2eiras"igual2ente
auto2?ticas e inatas3 so1retudo3
2as3 apesar
ão os tropis2os# D1serva2;se3 nos disso3
ani2aisdi>erentes
in>eriores"das
conhece;se3 por eCe2plo3 a atração eCercida so1re as 2ariposas por u2 >oco de
luz intensa3 4ue as atrai co2 ta2anha >orça 4ue ali 4uei2a2 as asas e 2orre2#
eria a1surdo supor a eCistBncia3 nesses ani2ais 3 de u2 instinto de 2orte3 co2o
alguns pretendera2 a>ir2ar# @sso não é 2ais 4ue o e>eito da presença de u2
>ototropis2o3 o 2es2o >en-2eno 4ue se o1serva nas plantas3 4uando orienta2
suas hastes na direção da luz# Dutro eCe2plo seria o estereotropis2o XZ:Y de
certos ani2ais .peiCes/3 4ue >oge2 aos estí2ulos t?teis 2uito vari?veis3 para eles3
no 2eio eCterior3 se não estão protegidos e 1usca23 nesse caso3 u2 contato geral
e est?vel# Ainda outro eCe2plo" é o geotropis2o ou >or2a de reação  lei de
gravitação 4ue se o1serva nos crust?ceos e outros ani2ais in>eriores providos de
estatocistos ou Hrgãos de e4uilí1rio pri2itivos#
0No tropis2o0  diz &rach  6o >oco esti2ulante é eCterno3 perceptível e provoca
no ani2al u2 dese4uilí1rio orgOnico generalizado3 4ue ser? atenuado ou
supri2ido pela aproCi2ação ou contato co2 esse >oco .ou3 ao contr?rio3 pelo seu
a>asta2ento3 nos casos de tropis2o negativo/ o ani2al é3 portanto atraído ou
repelido pelo esti2ulante# D dese4uilí1rio provoca u2a tensão neur-nica3 e2
geral inconsciente e o ani2al >az desloca2entos orientados até a solução dessa
tensão0#
D 2ecanis2o dos tropis2os não est? ainda 2uito claro3 não se eCclui 4ue se trate
de açes diretas 1io4uí2icas dos esti2ulantes so1re os receptores3 co2o no caso
das plantas e dos unicelulares desprovidos de siste2a nervoso#  u2a eCplicação
dos tropis2os *? sugerida por Jac4ues oe1#
$2 todo o caso3 h? u2a di>erença nítida entre o tropis2o e os re>leCos intuit ivos3
2es2o
.>oco do os 2ais si2ples3
tropis2o/ co2ou2a
provocando os auto2atis2os# Nosou
eCcitação .atração pri2eiros3
repulsão/o do
esti2ulante
ani2al3 é
de i2portOncia capital3 ao passo 4ue3 nos re>leCos intuitivos3 é o dese4uilí1rio
interior3 provocado pelo esti2ulante no siste2a nervoso do ani2al3 4ue est? e2
causa e persiste até sua supressão# 0Nas tenses;tropis2os3 devido a 4ue o >oco
de estí2ulo eCterno3 prHCi2o e perceptível3 provoca u2a realização i2ediata3 não
h? de2ora entre o estí2ulo 4ue deter2ina o início da tensão e sua eCecução e
nesse caso não h? nenhu2a possi1ili dade de associação co2 u2 outro estí2ulo
eCterno durante a ativação da tendBncia3 antes de sua realização 6 XZQY Poder;se;
ia dizer3 talvez3 4ue3 nos casos de tropis2o3 trata;se de si2ples reaçes
auto2?ticas3 en4uanto 4ue3 nos de auto2atis2o3 o 4ue h? são re>leCos
auto2?ticos3 e2 4ue o siste2a nervoso est? enga*ado a >undo#
2a grande parte da es>era inconsciente ocupa os instintos# %o2 essa noção e
esse ter2o houve e ainda eCiste3 na psicologia3 2uita con>usão# uase todos os
autores dão sua interpretação pessoal a esse ter2o# J? Ri1ot3 XZ8Y e2 7Q:I3 dizia"
0uando se >ala de instinto3 a pri2eira di>iculdade é poder2os entendB;lo6  NHs
prHprios acredita2os3 na pri2eira edição deste livro3 X:=Y ser possível identi>icar os
instintos co2 os auto2atis2os e2 geral e 2es2o co2 as pulses# @sso é err-neo"
as pulses3 co2o tendBncias 1iolHgicas >unda2entais3 não pode2 ser3 segundo
vi2os aci2a3 senão 4uatro3 en4uanto 4ue é possível haver u2 grande nE2ero de
instintos e isso e2 >unção das espécies das pulses3 dos esti2ulantes
especí>icos3 dos auto2atis2os e2pregados3 das realizaçes características# D
4ue distingue os instintos dos re>leCos a1solutos ou auto2atis2os é sua
co2pleCidade# Fer1ert pencer .79L/ X:7Yreconhecia essa característica3 dizendo"
0Ds instintos são atividades re>leCas co2pleCas6# &ovet .78/ disse ta21é2" 0Trata;
se de algu2a coisa 2ais do 4ue u2 espirro ou u2a piscadela de olhos3 4ue são
re>leCos si2ples6#
egundo Ra1aud .7<Z/3 X:<Y os instintos não seria2 si2ples re>leCos3 2as3 teria2
sua srce2 e2 u2a reação3 >acilitada por u2 estado >isiolHgico5 essa reação3
sendo provocada por estí2ulo intenso e ter2inando por u2a realização
característica3 te2 a aparBncia de u2 si2ples re>leCo# Ds h?1itos deve2 ter;se
>or2ado nos indivíduos do co2eço da espécie3 tornara2;se posterior2ente
heredit?rios e constituíra2 os instintos#
Ds instintos são3 ao 4ue parece3 cadeias de re>leCos ele2entares do tipo dos
auto2atis2os# Ds auto2atis2os3 ta21é23 constituindo u2a cadeia no instinto3
pode2 pertencer a diversas pulses3 4ue estão3 nesse caso3 associadas# Assi23
no eCe2plo da A2o>ila3 u2 inseto hi2enHptero predatHrio3 4ue vive nos lugares
arenosos e se ali2enta de lagartos3 vB;se 4ue u2 instinto de 0conservação da
presa paralisada para a criação da prole6 é constituído por u2a série de atos
consecutivos5 são 02ovi2entos ele2entares diversos e eles prHprios
relativa2ente co2pleCos3 e21ora se2pre precisos e 2ais ou 2enos idBnticos3 na
2es2a espécie63 seguindo u2a deter2inada orde2 4ue parece lHgica" caça3
captura da presa3 escavação do terreno3 enterra2ento3 postura do ovo so1re a
presa3 tapage2 do 1uraco# 0A renovação >re4Uente3 na espécie3 dessa série de
aconteci2entos e de estí2ulos eCternos na >or2a indicada3 criou u2a >acilitação
heredit?ria para u2a orde2 lHgica na série de co2porta2entos# X:IY Pouco a
pouco3 na espécie3 cada >i2 de u2a 2ano1ra .realização de u2 auto2atis2o;
>ilho X:9Y teria provocado a ativação do auto2atis2o;>ilho seguinte6# Para os
instintos nos ho2ens3 a de>inição de %laparede .I7/ X:LY parece;nos 1astante
clara" 6D ato instintivo é u2 ato adaptado3 co2pleto3 se2 ter sido aprendido de
2aneira uni>or2e por todos os indivíduos da 2es2a espécie3 se2 conheci2en to
do >i2 a 4ue tende3 ne2 da relação entre esse >i2 e os 2eios postos e2 ação
para alcanç?;lo#0 $ &ovet .78/ >risa 4ue o 0instinto não ordena ao indivíduo os atos
a eCecutar3 senão no 2o2ento e2 4ue u2a circunstOncia eCterior3 1e2
deter2inada3 pe e2 >unciona2ento a cadeia de re>leCos X:ZY6#
(urante 2uito te2po3 os instintos >ora2 tidos co2o i2ut?veis3 2as3 atual2ente3
sa1e;se 4ue so2ente alguns são per2anentes3 no ho2e23 no curso de sua
vida# X::Y Per2anentes são3 na realidade3 os h?1itos 4ue os instintos criara23 2as
os instintos propria2ente ditos são3 >re4Uente2ente3 algu2a coisa de transitHrio 
Assi23 0se o recé2;nascido deve ser ali2entado de colher3 o instinto de 2a2ar
desaparece no >i2 de alguns dias# uando se diz 4ue o instinto de sucção
persiste3 é 4ue se con>unde o h?1ito ad4uirido e dur?vel co2 o instinto inato3 2as3
passageiro###6# No entanto3 X:QY 0se as condiçes 4ue teria2 podido deter2inar u2
h?1ito 4ue su1stituísse o instinto3 não são preenchidas3 o h?1ito não se >or2a#6
No ho2e23 é a tradição3 ou se*a3 os re>leCos condicionados3 tornados h?1itos3 4ue
su1stitue2 o 4ue ele perdeu e2 segurança instintiva  Por essa razão3 as açes
hu2anas ad4uire2 u2a plasticidade 4ue torna possível o progresso#
Ao contr?rio3 os insetos Fi2enHpteros possue2 u2a esta1ilidade surpreendente
dos instintos" todas as suas atividades são por eles deter2inadas5 nada tB2 a
aprender no curso de sua vida individual3 di>erente2ente dos p?ssaros 4ue se
adapta2 e cresce2 tanto 2elhor 4uanto tenha2 ocasião de o1servar os atos de
co2er3 1e1er e voar dos pais e de >azer u2a aprendizage2 por i2itação# Ds
ho2ens deve2 aprender e eCercitar;se e2 4uase tudo# X:8Y
Acreditou;se poder a>ir2ar 4ue eCiste3 e2 todos os seres vivos e no ho2e23 u2
instinto especial de 2orte# Assi23 segundo 'reud3 é possível constatar a presença
de dois instintos >unda2entais" o da conservação da su1stOncia viva 4ue seria a
li1ido
4ue eleouidenti>ica
o $ros e3co2
e2 contrapartida3
o 4ue cha2a2oso dade
dissolução3 4ue seriaMas3
pulsão agressiva# o instinto da 2orte3
Rei)ald .7I=/3
te2 razão3 4uando diz 4ue a agressividade não pode ser tida co2o instinto da
2orte3 pois3 nela se 2ani>esta precisa2ente u2a vitalidade 2?Ci2a# A nosso ver3
se se pode s vezes >alar de u2a pulsão para o ani4uila2ento de si 2es2o3 co2o
no suicídio3 por eCe2plo3 seria de consider?;lo co2o u2 desvio vicioso ou doentio3
nunca co2o u2 instinto e3 2uito 2enos3 co2o u2a pulsão# Todos os 2ecanis2os
>isiolHgicos e3 nesse caso3 ta21é2 psicolHgicos sadios3 sH pode2 tender para a
preservação da vida3 4uer individual3 4uer a da espécie" é a razão intrínseca de
sua presença e2 todos os seres vivos# Não é possível negar3 poré23 4ue3 tendo
todas as coisas u2 >i23 poder;se;ia dizer 4ue3 so1 o ponto de vista pura2ente
especulativo e >ilosH>ico3 todos as pulses3 na sua Elti2a >ase3 apresenta2 u2
aspecto de ani4uila2ento" assi23 para a pri2eira pulsão .co21ativa/3
e2inente2ente vital3 é o >i2 da eCistBncia3 a 2orte pessoal5 para a segunda
.nutritiva/  a evacuação dos o1*etos do 2eta1olis2o5
para a 4uartapara
a terceirado
.seCual/ é
o post coitu2 o2ne ani2al triste 0 XQ=Y5  a eCpulsão >ruto do
Etero3 assi2 co2o o des2a2e3 a separação dos >ilhos 4ue se tornara2 adultos#
Tendo a>lorado aci2a a patologia do instinto3 deve2os ainda precisar 4ue3
segundo Allend+ .9/3 XQ7Yé necess?rio encarar 4uatro >ases críticas no ciclo
evolutivo dos instintos" dire2os desde *?3 4ue corresponde2 s >ases da
predo2inOncia de nossas 4uatro pulses" 7  o nasci2ento3 e2 4ue se trataria da
aceitação das pri2eiras eCperiBncias no contato co2 o 2undo eCterior  é a
pri2eira pulsão 4ue est? e2 causa5 <  o des2a2e3 4ue est? ligado  aceitação
da realidade3 das o1rigaçes sociais  < pulsão5 I  desenvolvi2ento da
seCualidade3 co2 o co2pleCo de dipo3 de castração e de autopunição" I pulsão5
9#  en>i23 a prova de separação dos pais3 co2 o 2o2ento da velhice e da
2orte" 9 pulsão  0(essas di>iculdades 1iolHgicas e3 ao 2es2o te2po3
psicolHgicas3 resulta2 as pertur1açes do inconsciente3 de 4ue procede2 não sH
as doenças psí4uicas3 2as3 ainda3 u2a 1oa parte das orgOnicas6#
Mac (ougall .8Q/ XQ<Y distingue 77 instintos >unda2entais e3 alé2 disso3 pseudo
instintos# eria de grande interesse esta1elecer nas diversas espécies ani2ais e
no ho2e23 natural2ente3 invent?rios dos siste2as de instintos3 tentar deco2p-;
los e2 seus ele2entos .auto2atis2os/ e >azer ta21é2 estudos co2parativos#
Dutro grupo de re>leCos intuitivos se >or2a pelos h?1itos# ão3 na srce23 re>leCos
condicionados3 atos conscientes 4ue3 seguida2ente repetidos3 se >iCa2 cada vez
2ais3 se auto2atiza 2 pouco a pouco e ter2ina2 por se tornar inconscient es# e
deter2inada pulsão de u2 ani2al3 se realiza por açes coerentes e precisas 4ue
se desenvolve2 rapida2ente3 isso prova 4ue esse processo >oi seguida2ente
renovado# %o2o resultado dessa renovação3 >oi ele >acilitado3 o ca2inho se a1riu#
Mas3 0as o1servaçes prova2 4ue o indivíduo atual se co2porta3 i2ediata2ente3
de 2aneira per>eita e 4ue não eCiste nele >or2ação de h?1itos# Nesse caso3 os
h?1itos nos indivíduos3 no co2eço da espécie3 tornara2;se heredit?rios e
>or2ara2 os instintos6   si2ples de conce1er 4ue não é >?cil >azer distinção
nítida entre os h?1itos e os re>leCos condicionados conscientes3 podendo su1sistir
todas as >or2as inter2edi?rias3 caracterizadas por diversos graus de consciBncia#
(isse2os 4ue Jung .QI/ di>erencia duas ca2adas no inconsciente" a individual3
>or2ada de engra2as3 provindo da eCperiBncia pessoal .le21ranças apagadas e
recalcadas e percepçes aci2a do li2iar da atenção/ e o superindividual ou
coletivo3 constituído por i2agens inatas3 heredit?rias3 ancestrais3 os ar4uétipos#
$vidente2ente3 esses sí21olos conservados no inconsciente pode2 ter in>luBncia
so1re o car?ter das pulses 4ue vB2 dessa es>era e deter2ina2 o
co2porta2ento3 se2 4ue se dB conta disto3 1e2 co2o so1re os processos
re>leCos 4ue aí tB2 lugar#
Re>leCos condicionados recalcados no inconsciente e 4ue aí se co21ina2 co2
engra2as coloridos dessa ou da4uela pulsão3 so1retudo dos engra2as
ancestrais3 ar4uétipos3 pode2 dar srce2 a co2plicados processos nervosos3 4ue
in>luencia2 o co2porta2ento# ão3 nesse caso3 co2pleCos 4ue pode2 ser tirados
das pro>undezas do segundo siste2a de sinalização e torna2;se conscientes3
pelo 2enos parcial2ente# Allend+ .9/ XQIY insiste 4ue 0e2 todo o caso3 no
co2pleCo3 h? pelo 2enos u2 ele2ento inconsciente3 é o elo 4ue une a
representação .nosso engra2a/ ao senti2ento .nossa pulsão/# Na terapButica
psicanalítica3 procura;se p-r a nu a presença de certos co2pleCos 4ue pode2
estar na orige2 dos desvios psí4uicos" u2a constelação típica de >atores
eCcitantes pode contri1uir para o esta1eleci2ento dos co2pleCos#
Dutro do2ínio da atividade psí4uica deve ser ainda considerado co2o
pertencente  es>era dos re>leCos intuitivos" é o do2ínio dos >atos conhecidos so1
o no2e de telepatia ou adivinhação# Não se sa1e3 ainda3 grande coisa so1re
esses >atos3 senão3 co2o diz Allend+ .9/3 XQ9Y 4ue real2ente eCiste2 e 4ue não
procede2 de tentativas intelectuais ne2 de nenhu2 2ecanis2o consciente# 6e
se chegar u2 dia a lançar luz so1re o 4ue constitui até a4ui o ocultis2o3 ser?
certa2ente por u2 conheci2ento 2ais pro>undo das leis 4ue rege2 o
inconsciente e de suas possi1ilidades# Atual2ente3 os >en-2enos 2etapsí4uicos
são tão 2isteriosos .poré2 não 2ais/ 4uanto os da hereditariedade psicolHgica0#
Pavlov indicava 4ue estando continua2ente eCpostos s eCcitaçes por toda sorte
de >atores eCternos3 sería2os invadidos3 su12ergidos por u2a enor2e
4uantidade de i2presses3 4ue >or2a2 re>leCos condicionados3 e2 4ue não
podería2os orientar;nos3 se nosso cHrteC cere1ral não possuísse a >aculdade de
supri2ir a 2aior parte dessas >or2açes psí4uicas3 vot?;los ao es4ueci2ento ou3
co2o se diz na psican?lise3 recalc?;los# D 2ecanis2o >isiolHgico desse recal4ue
deve repousar na ini1ição 4ue3 segundo Pavlov3 est? se2pre presente ao lado de
cada eCcitação e pode se >azer valer3 caso ocorra# Mas3 a eCperiBncia 4uotidiana3
o >en-2eno da 2e2Hria3 as eCperiBncias e2 la1oratHri o3 nos prova2 4ue não se
trata de u2 ani4uila2ento total das i2presses es4uecidas3 4ue elas pode2
retornar3 reaparecer na consciBncia  (esta constatação3 se conclui 4ue são3
te2poraria2ente3 conservadas no inconsciente# %ha2a2os essas i2presses de
engra2as3 to2ando o ter2o adotado por R# e2on .79I/3 e2 sua o1ra a
Mn_2e#
Dra3 Arthus .7=/ distingue dois tipos de es4ueci2ento" o ativo e o passivo# 0
nor2al6  diz ele  0es4uecer certas coisas de pouca i2portOncia e 4ue
apresenta2 para nHs pe4ueno ou nenhu2 interesse6#  o es4ueci2ento passivo#
 o casoPavlov
desses re>leCos condicionados 4uenossa
se >or2a2
segundo e 4ue desaparece23 se2 atrair atenção5inu2eravel2ente3
é ta21é2 o caso
do es4ueci2ento das coisas 4ue perde2 sua atualidade e utilidade3 4ue são de
natureza e>B2era# $is u2 eCe2plo dado por Arthus" .7=/ 0e 2udo de residBncia3
es4uecerei rapida2ente os nE2eros de tele>one 4ue tinha presentes  2e2Hria3
*? não são 2ais necess?rios no 2eu novo do2icílio e deles não tenho 2ais
oportunidade de 2e servir#6
A esse es4ueci2ento passivo3 nor2al e de 4ue sH te2os razão para nos alegrar3
pois 4ue alivia nosso tra1alho intelectual3 deve;se opor o es4ueci2ento ativo3
devido a u2 >en-2eno de censura ou dessensi1ilização3 de 4ue *?
>ala2os XQLY XQZY 0o es4ueci2ento ativo su1trai XQ:Y de nossa 2e2Hria i2agens
4ue3 consciente2ente3 tería2os interesse e2 reencontrar# $Cerce;se e2
detri2ento de nosso eu consciente0 .diría2os antes" de processos 2ais
co2pleCos de nosso psi4uis2o3 aclarados pela consciBncia/#
A psicopatologia nos ensina 4ue o es4ueci2ento ativo é u2a vitHria dos re>leCos
intuitivos .inconscientes/3 auto2?ticos3 so1re os re>leCos condicionados superiores
de nossa inteligBncia raciocinante .consciente/3 u2a 0vitHria dos re>leCos so1re as
resoluçes63 diz Arthus .7=/3 u2a vitHria dos re>leCos intuitivos so1re os
intelectivos3 dire2os nHs3 da a>etividade so1re o raciocínio  Todo es4ueci2ento
ativo torna possível a realização de u2 dese*o3 de u2a pulsão de nosso
inconsciente  @2plica se2pre e2 u2a oposição do inconsciente  consciBncia3
representa u2a i2potBncia da consciBncia a >avor da 4ual poder? realizar;se o
4ue o inconsciente3 o 4ue a vida intuitiva3 a>etiva3 recla2a#
Parece;nos 4ue3 no es4ueci2ento ativo3 pode;se3 por sua vez3 distinguir dois
casos" nu23 h? u2a >ir2e oposição do inconsciente" o es4ueci2ento ativo total5
no outro3caso
pri2eiro a oposição é 2enor"
a reaparição o es4ueci2ento
de coisas es4uecidasativo
se parcial#
choca co2Ao passo 4ue no
o1st?culos 4ue
anula2  poder;se;ia dizer  a 2e2Hria3 no segundo a recordação pode ser
alcançada co2 2enor es>orço e3 e2 certos casos3 até se2 nenhu2a di>iculdade#
Voltare2os a esses >atos da4ui a pouco3 4uando tratar2os da 4uestão da
revivescBncia dos re>leCos condicionados intelectivos#
D es4ueci2ento ativo é deno2inado3 na psican?lise3 de recal4ue# Vi2os 4ue3 do
ponto de vista >isiolHgico3 é u2 processo de ini1ição# Allend+ .9/ XQQY eCp-s 2uito
1e2 o assunto e3 por isso3 acredita2os Etil transcr ever3 in eCtenso 3 suas prHprias
palavras"
A consciBncia é o resultado de u2a síntese ativa" sH realiza sua unidade ao preço
de u2 perpétuo es>orço de coordenação e3 correlativa2ente3 de re*eição3 u2a vez
4ue se trata de eli2inar tudo o 4ue poderia co2pro2 etB;la# (o 2es2o 2odo 4ue
no organis2o >isiolHgico3 a >unção de eCcreção assegura a evacuação de toda
su1stOncia capaz de pertur1ar a síntese do corpo e dos tecidos3 de 4ue essa
>unção constitui a condição sine 4ua non da integridade3 a segurança contra a
putre>ação  assi2 ta21é2 na síntese psí4uica3 deve ser >eita a re*eição dos
ele2entos pertur1adores# Nenhu2 tra1alho intelectual seria possível se a
consciBncia >icasse a1erta3 igual2ente3 a todas as pe4uenas sensaçes do
2o2ento3 a todas as representaçes 4ue dese*aria23 pela >orça da associação3
agrupar;se e2 torno da idéia central# Para pensar3 é preciso desviar a atenção dos
ruídos da rua3 das i2agens 4ue esses ruídos não deiCaria2 de suscitar na
desorde2 de u2 devaneio# A síntese consciente supe3 portanto3 u2a >orça de
eli2inação 2uito ativa3 dirigida contra tudo o 4ue é estranho  atividade
intelectual3 ao 4ue &ergson XQ8Y cha2a o es4ue2a dinO2ico# A 2es2a coisa na
vida a>etiva# Toda situação pode acordar e2 nHs senti2entos di>erentes3
contraditHrios3 de acordo co2 cada por2enor considerado  Não podería2os
sentir3 senão 1e2 rara2ente3 u2a i2pressão nítida3 caso u2 poder de eli2inação
não >izesse calar as pe4uenas e2oçes e2 oposição  resultante geral# Não
podería2os lutar contra as >lutuaçes do 2o2ento3 ne2 2anter u2a unidade de
conduta3 se2 essa 1arricada erguida contra as solicitaçes pertur1adoras# Nisto
consiste3 precisa2ente3 o recal4ue" é u2a atividade dinO2ica 4ue conté2 >ora da
percepção consciente3 portanto3 no do2ínio do inconsciente3 as tendBncias3
representaçes ou a>etos indese*?veis# Não seria de2ais repetir3 para co21ater os
2al;entendidos ou a 2alevolBncia a respeito das idéias psicanalíticas3 4ue se trata
de u2 procedi2ento inconsciente3 ta21é2 involunt?rio3 por eCe2plo3 co2o a
eCcreção >isiolHgica3 e2 4ue a personalidade consciente não seria de >or2a
algu2a tida co2o respons?vel# Natural2ente3 u2a eli2inação se2elhante pode
ser consciente3 por eCe2plo3 4uando algué2 se pe a lutar contra distraçes
tentadoras para escutar atenta2ente u2a con>erBncia ou 4uando luta contra seu
Hdio para >alar polida2ente a u2 ini2igo3 2as3 e2 igual caso3 não o cha2a2os
de recal4ue5 dize2os" repressão # D recal4ue não designa 2ais 4ue a eli2inação
auto2?tica3 involunt?ria3 de >or2a 4ue o ele2ento recalcado per2anece
inteira2ente desconhecido de nossa introspecção3 por eCe2plo3 nos 4ue se
acredita2 tolerantes3 desinteressados etc# e cu*os senti2entos raivosos ou
cEpidos 2ani>esta2;se aos olhos de todos# D recal4ue preenche se2pre u2a
>inalidade vital3 lutando contra a dissociação a>etiva3 evitando as hesitaçes3 as
contradiçes3 os re2orsos3 e2 su2a3 2antendo a síntese consciente na sua
rigidez intencional# D recal4ue produz o es4ueci2ento3 o co2pleto
desconheci2ento do ele2ento recalcado3 2as3 não destrHi e>etiva2ente esse
ele2ento3 .do 2es2o 2odo 4ue os rins não destroe2 a uréia/5 ele o >az so2ente
passar ao eCterior da consciBncia3 ao psi4uis2o inconsciente e aí o 2anté2#
D recal4ue te2 grande i2portOncia no 4uadro das teorias e da pr?tica

psicanalíticas"
1ase de 2uitosd?3 na 2aior
estados parte3 srce2
2Hr1idos a pertur1açes
2entais3 2or2ente daspsí4uicas
neuroses#4ue estãogenial
A idéia na
de 'reud >oi3 precisa2ente3 a de procurar3 através de técnicas especiais 
interpretação si21Hlica dos sonhos e de certos atos da vida por 2eio da
provocação de associaçes espontOneas de idéias  ca2inhos pelos 4uais esses
ele2entos recalcados podia2 escapar do inconsciente e revelar;se3 dando ao
2édico a possi1ilidade de co2preender a tra2a da con>usão ínti2a dos processos
re>leCos3 no psi4uis2o de seu paciente e de a*ud?;lo a dela se dese21araçar#
D recal4ue te23 ainda3 grande i2portOncia na >or2ação do sí21olo3 co2o
de2onstrara2 Ran! e achs .7<:/# Ds estados a>etivos se eCpri2e2 e2 i2agens
si21Hlicas3 2as3 não são sí21olos diretos e2 relaçes i2ediatas co2 seu
conteEdo5 esses sí21olos to2a2 u2a >or2a dis>arçada3 di>ícil de interpretar3
por4ue u2 recal4ue ha1itual eli2ina sua eCpressão aproCi2ada#  a razão pela
4ual o sí21olo constitui u2 2eio de eCpressão das idéias e dos senti2entos
repri2idos#
Ran! e achs .7<:/ X8=Y dize2 4ue o sí21olo é o 2elhor 2eio de dissi2ular o
inconsciente e de adapt?;lo .a >avor da >or2ação de co2pro2isso/ a novos
conteEdos da consciBncia# ervi2o;nos do ter2o sí21olo para designar u2
gBnero especial de representação indireta3 4ue di>ere3 por certas particularidades3
da co2paração3 da 2et?>ora3 da alegoria3 da alusão e de todas as outras >or2as
de representação por i2agens . 2aneira de enig2a/3 de 2ateriais intelectuais3
tendo3 co2 essas outras >or2as3 certos traços co2uns# D sí21olo representa u2a
união 4uase ideal de todos esses 2odos de eCpressão" constitui u2a eCpressão
perceptiva3 su1stitutiva3 destinada a to2ar o lugar de 4ual4uer coisa de oculto co2
a 4ual possui certos caracteres co2uns ou a 4ue est? ligada por laços internos de
associaçes# A essBncia do sí21olo reside no >ato de 4ue te2 dois ou 2ais
sentidos3 da 2es2a 2aneira 4ue nasceu de u2a espécie de condensação3 de
a2?lga2a3 de u2 deter2inado nE2ero de ele2entos individuais característicos#
ua tendBncia a despo*ar;se de todo car?ter conceitual 3 para assu2ir caracteres
perceptuais3 o reaproCi2a do pensa2ento pri2itivo e3 a este respeito3 a
si21olização >az parte3 essencial2ente3 do inconsciente3 2as3 não é 2enos
verdade 4ue relativa2ente  >or2ação de co2pro2isso3 o sí21olo so>re
igual2ente a ação de >atores conscientes3 de 4ue depende23 e2 graus diversos3
tanto a >or2ação de u2 sí21olo co2o sua co2preensão#
Por esses Elti2os >atos3 >ala2os de >en-2enos de reevocação dos engra2as do
su1consciente  luz da consciBncia3 de processos re>leCos 4ue ressurge2 do <
siste2a de sinalização de Pavlov os 4uais entende2os Etil designar co2o
re>enação .do grego ph?ino2ai3 parecer/ para 2elhor isol?;los de outros re>leCos
intuitivos de 4ue *? trata2os e de outros ainda a conhecer3 4ue se aparenta2 co2
eles3 2as3 na4uees>era
ta21é2 tB2 sinto2as especiais# Re>leCos ativos3
condicionados
recalcados3 do inconsciente3 tornados es4ueci2entos pode2
apresentar;se co2o 2esclados de interesse pelo indivíduo e2 cu*o psi4uis2o se
desenvolve2" isto signi>ica 4ue as pulses3  1ase de 4ue se >or2ara23 são
1astante >ortes3 neste indivíduo3 para se i2pore2  >iCação3 pelos 2ecanis2os
>isiolHgicos do inconsciente3 para nele se tornare2 engra2as# Dra3 o >uturo desses
engra2as depende da estrutura psí4uica 4ue eles aí encontra2# D inconsciente3
sede do segundo siste2a de sinalização3 não é u2a t?1ula rasa 4ue sH te2 de
registrar as novidades 4ue chega2" te2 estrutura prHpria3 deter2inada3 ele2entos
heredit?rios3 engra2as ancestrais3 os ar4uétipos e ta21é2 outros 4ue
antecedera2 os novos e 4ue estão depositados e >or2a2 u2a certa estrutura# 3
so1retudo3 u2 con*unto de ele2entos de natureza dita 2oral 4ue nele do2ina"
vere2os3 2ais adiante3 X87Y o 4ue entende2os a respeito desse ter2o  a4ui sH
pode2os 2encionar o >ato de 4ue a 1ase da noção 2oral é de srce2 social e
deriva ta21é2 da >orça recíproca das pulses co2o *? vi2os" X8<Y designare2os
a4ui co2o deCtrípeto a direção no sentido de u2 potencial 2oral 2aior3 por4ue3 no
es4ue2a e2 4uestão3 X8IY est? situado  direita e levípeto o inverso .por analogia
co2 os ter2os deCtrHgiro e levHgiro na 1io4uí2ica/# Dra3 o interesse de u2a ação
por nHs dese*ada pode ser 2ais su1li2ado3 2ais 2oral ou 2ais egoísta3 2enos
2oral# No inconsciente da 2aior parte das pessoas3 encontra2;se estruturas
i2plantadas pela educação3 eCperiBncia social etc#3 4ue são de orde2 2oral3 ou
se*a3 4ue as i2pele2 no sentido de u2a atividade e2 consonOncia co2 os
siste2as de re>leCos condicionados3 propícios aos interesses da sociedade
hu2ana e opostos3 por ta1us tornados inconscientes3 aos interesses contr?rios#
(e 2aneira 4ue3 se os engra2as novos3 2arcados pelo interesse pessoal .nesse
caso reevoc?veis/3 e de natureza deCtripeta3 portanto 2oral3 recalcados3 se
deposita2 no inconsciente3 nele encontra2 estruturas convenientes e pode2
tornar;se3 no 2o2ento necess?rio ao indivíduo3 re>enaçes 4ue são evocadas
pelos 2ecanis2os de >acilitação se2 es>orço na consciBncia# Dutros3 ao contr?rio3
de interesse levípeto3 nesse caso grosseira2ente egoístas3 i2orais3 recalcados3
se choca2 co2 estruturas a eles opostas .a censura/3 4ue i2pede2 sua
evocação e são 0ativa2ente es4uecidos6" cae2 no regi2e de u2a ini1ição 2ais
ou 2enos total ou parcial e não pode2 >acil2ent e trans>or2ar;se e2 re>enaçes3
re>leCos condicionados intelectivos atuantes3 ilu2inados pelo >eiCe da
consciBncia#
Mas3 ainda u2a 2odalidade pode ocorrer" é 4uando u2 re>leCo intelectivo
recalcado est? 2uito a>astado dos interesses do indivíduo3 4uando a estrutura
1iolHgica deste Elti2o corre u2 grande risco de so>rer por isso" nesse caso3 a
re>enação é ta21é2 entravada3 as estruturas ini1idoras do inconsciente >aze2
valer os direitos a>etivos da natureza hu2ana e i2pede2 a irrupção de u2 re>leCo

dessa orde23 na atividade consciente#


$n>i23 os re>leCos recalcados e >iCados co2o engra2as no segundo siste2a de
sinalização3 pode2 so>rer 2odi>icaçes por u2 contato e co21inaçes co2
engra2as preeCistentes# Neste caso3 reaparecendo ao nível da consciBncia3 so1 a
>or2a de re>enação3 pode2 apresentar novas características e surgir co2o
reaçes espontOn eas e condicionando3 por sua vez3 novas reaçes# (esigna2o s
essas novas reaçes co2o neo;re>leCos" deles >alare2os 2ais adiante# X89Y
Na linguage2 corrente3 é h?1ito cha2ar de le21ranças essas reapariçes de
engra2as recalcados3 2as3 co2o se trata de u2 ter2o usual da psicologia
introspectiva3 pre>eri2os utilizar o de re>enaçes para evitar a con>usão dessas
noçes# D retorno das le21ranças es4uecidas é designado por (al1iez .IL/ co2o
descal4ue e a interpretação3 palavra >re4Uente2ente e2pregada e2 psican?lise3 é
u2a eCplicação para u2a le21rança#
(ois grandes pro1le2as surgiria2 para o estudo ulterior desses 2ecanis2os a
4ue cha2a2os de re>enaçes" 7  %o2o se 2odi>ica u2 engra2a oculto no <
siste2a de sinalização3 no 2o2ento de sua pro*eção espontOnea na super>ície
consciente3 e2 seguida a u2 contato co2 outros engra2as3 nele anterior2ente
acu2ulados e aí persistentesS <  ue agentes provoca2 a pro*eção de u2
engra2a oculto3 na direção da super>ície conscienteS Não poderia2 esses
agentes ser de natureza hor2onalS
2 caso especial de re>enaçes é >ornecido por >en-2enos psí4uicos do do2ínio
da4uilo 4ue geral2ente se cha2a intuição e de 4ue trata2os ta21é2 co2o
re>leCos condicionados intuitivos 4ue se 1aseia2 so1re ele2entos acu2ulados3 no
< siste2a de sinalização de Pavlov3 portanto no inconsciente e 4ue pode2
irro2per na es>erar?pido
seu desliza2ento consciente3 escolhendo
e sE1ito3 os oca2inhos
da2os;lhe no2e de2ais curtos5 e2X8LY
>ulguraçes# >aceDdo
4ue
as caracteriza3 ta21é2 e so1retudo3 é 4ue seus resultados se 2ani>esta2 na
consciBncia3 no >i2 de seu curso3 co2o a4uisiçes i2ediatas# ão evidente2ente
re>leCos condicionados >acilitado s# ão precisa2ente esses re>leCos intuitivos3
revelando;se conscientes 4ue3 co2 os re>leCos intelectivos prHprios3 isto é3
evoluindo3 desde o co2eço3  luz da consciBncia3 >or2a2 a inteligBncia dos seres
vivos superiores3 so1retudo do ho2e2#
&ergson .7Z/3 X8ZY de certa >or2a3 se aproCi2a dessa 2aneira de considerar a
intuição3 dizendo 4ue ela é 0o instinto capaz de re>letir so1re seu o1*eto6 
atual2ente pode2os dar u2 sentido >isiolHgico a essa de>inição#  possível 4ue o
estudo dos >en-2enos 2etapsí4uicos3 conhecidos co2o ocultos .adivinhação do
passado3 predição do >uturo/3 possa2 u2 dia ser a1ordados so1 esse ponto de
vista3 utilizando;se ta21é2 o conheci2ento dos >atos do inconsciente coletivo#
As >ulguraçes apresenta2;se so1retudo nas atividades criadoras3 l? onde se
encontra a 4uestão do novo3 na Arte3 na %iBncia isto é3 nas atividades pertinentes
s 2ani>estaçes das 4uatro pulses >unda2entais3 so1re níveis su1li2ados do
nosso es4ue2a# X8:Y Ve*a2os alguns eCe2plos3 relacionando;se a cada u2a das
4uatro pulses" no do2ínio da I pulsão .seCual/3 a 2ais >avor?vel3 ao 4ue parece3
s >ulguraçes3 pode;se indicar o >ato do 0a2or  pri2eira vista63 co2o senti2ento5
2as3 ta21é23 no nível superior da Arte3 onde são encontradas essas 2olas
psí4uicas 4ue atua2 na poesia3 na co2posição 2usical e e2 outras criaçes
artísticas# No do2ínio da 9 pulsão .paternal/3 e2 seu nível de atividade cientí>ica3
é o caso das grandes desco1ertas3 de invençes# Para a < pulsão .digestivo ou
captativo3 no sentido 4ue lhe da2os/3 poder;se;ia aludir3 ainda3 ao nível su1li2ado3
nesse caso s grandes inspiraçes religiosas e de síntese >ilosH>ica# Mas3 2es2o
na 7 pulsão .agressiva ou co21ativa/3 as idéias3 por vezes geniais3 dos grandes
estrategistas3 dos organizadores3 dos grandes ca2pees de *ogo de Cadrez e até
as inspiraçes dos grandes oradores sociais e políticos3 nos seus atos e nos seus
discursos3 so1ressai o 4ue a4ui cha2a2os de >ulguraçes#
2 grande pro1le2a para os estudos psico>isiolHgicos3 no do2ínio e2 4uestão3
seria elucidar o co2o e o por 4ue da irrupção desses re>leCos intui tivos na es>era
da consciBncia3 e2 outros ter2os3 desco1rir os 2ecanis2os >isiolHgicos ínti2os
4ue estão na 1ase desses >en-2enos e as leis 4ue os rege2# No nosso livro
\organisation de soi;2B2e X8QY3 trouCe2os eCe2plos de técnicas3 por vezes
contendo até 2anias 1izarras3 conhecidas dos 1iHgra>os de escritores e de outros
ho2ens céle1res 4ue utilizava2 certas pr?ticas para esti2ular3  vontade3 sua
intuição criadora3 sua verve3 e2 nossos ter2os3 para desencadear3
consciente2ente3 >ulguraçes 4ue tornara2 suas o1ras psicologica2ente tão
e>icazes#
Assi23 chiller era esti2ulado pelo odor de 2açãs apodrecidas3 4ue guardava na
gaveta de sua 2esa de tra1alho5 &u>>on vestia3 para redigir sua FistHria Natural3
seus punhos e sua roupa de gala5 &audelaire punha;se de 1ruços no assoalho
para escrever seus versos5 outros a1sorvia2 ca>é3 co2o &alzac5 outros ainda
consu2ia2 1e1idas5 2uitas pessoas tB2 necessidade de >u2ar para tra1alhar
co2 inspiração5 para Fu21olt3 o 2elhor estí2ulo para o tra1alho 2ental era su1ir3
lenta2ente3 na direção do cu2e de u2a 2ontanha3 ao sol5 para Goethe3 era a
visão longín4ua de prados verde*antes e de nuvens passando no céu3 4ue ele
entrevia de sua 2esa3 etc# uando nos cerca2os3 no nosso ga1inete de tra1alho
ou so1re a 2esa3 de i2agens agrad?veis3 de >otogra>ias de pessoas 4ue nos são
caras e de 1i1el-s artísticos 4ue evoca2 certas sensaçes ou le21ranças3 o
princípio é o 2es2o#

Resta;nos
intuitivos a dizer3
ainda3 algu2as palavras ão
so1re o Elti2o do2ínio dos re>leCos
4ue cha2a2os espectraçes# sonhos durante o estado de sono3
4ue tB2 sido 2elhor eCplorados e2 seguida aos sonhos acordados3 aos
devaneios e s inspiraçes3 so1retudo as artísticas3 2usicais3 poéticas3 etc# %o2o
>or2as de pensa2ento antes e durante sua realização#
Nesses Elti2os casos3 as espectraçes se aproCi2a2 >re4Uente2ente3 das
>ulguraçes e co2 elas se con>unde23 poder;se;ia3 talvez3 distingui;los destas3 no
>ato de 4ue as pri2eiras tB2 u2a duração geral2ente prolongada3 ao passo 4ue3
nas >ulguraçes3 o processo se caracteriza3 2uitas vezes3 por u2a aparição sE1ita
e r?pida# As pri2eiras são ta21é2 2ais ligadas aos estados conscientes5 h? u2a
certa di>erença3 todavia3 entre espectraçes oníricas .no sono/3 de u2 lado e os
sonhos acordados e espectraçes criadoras3 do outro" é 4ue3 nas pri2eiras3 o
estado de consciBncia não é co2pleto3 os 2ovi2entos correspondentes do corpo
são a1olidos3 ini1idos e so2ente as i2agens se apresenta2  consciBncia#
A eCploração dos sonhos to2ou u2a i2portOncia capital por >orça da o1ra de
'reud3 4ue reconheceu no sonho 0u2a estrada real6 para chegar ao inconsciente#
D sonho  diz Allend+ .9/ X88Y  tira todo seu valor do >ato de 4ue se produz
4uando a síntese consciente se encontra >orte2ente relaCada pelo sono# eus
inconvenientes decorre2 das di>iculdades de interpretação3 2as3 resulta2 de u2a
eCtre2a ri4ueza de i2agens e da grande >acilidade co2 4ue os senti2entos
pode2 atuar e se 2ani>estar3 4uando não são contidos por u2 controle intelectual
severo# Ds sí21olos do sonho são >re4Uente2ente 2uito desviados3 por4ue co2
a di2inuição da síntese intelectual3 as >orças de recal4ue continua2 ainda
atuantes# (as aspiraçes inconscientes 4ue dese*a2 eCpri2ir;se3 das >orças de
recal4ue
es>orço3 u24ueau2ento
persiste2 e2 lutar3 da plasticidade
de representaçes3 i2aginativa
resulta o sonho co2 suas4ue cria3 se2
espantosas
possi1ilidades#
D sonho co2preende ele2entos .i2agens3 sensaçes/ e u2a organização desses
ele2entos so1 >or2a de re>leCos condicionados do tipo intuitivo# 0D sonho realiza
u2 dese*o3 de1aiCo de u2 si21olis2o 2ais ou 2enos co2plicado3 prHprio de
4ue2 sonha" é interpret?vel so2ente por associaçes de idéias# %o2porta3
ta21é23 u2a le21rança3 u2a i2pressão atual3 u2a intenção para o
>uturo# X7==Y $Cpri2e3 s vezes3 u2 dese*o insatis>eito e 4ue continua a recla2ar
satis>ação# To2a3 então3 o signi>icado de u2 prazer alucinatHrio para a2ortecer3
2o2entanea2ente3 a li1ido .pulsão3 na nossa ter2inologia/# Ds eCploradores3
privados3 de ali2entação  conta Nordens!*old  sonhava2 co2 >estins
supera1undantes#X7=7Y $ntre esses dese*os estão3 co2 >re4UBncia3 os de car?ter
seCual 4ue3 >iltrados pela censura de 'reud e 2ascarados so1 >or2a de sí21olos3
enche2 os sonhos# Ds pesadelos3 4ue parece2 ser di>erentes dos dese*os3 não
são 2ais do 4ue cenas insu>iciente2ente ela1oradas pela censura e das 4uais
certos senti2entos desagrad?veis não pudera2 ser >iltrados# Assi23 4uando u2a
2oça vB3 co2 terror3 e2 sonho3 u2 ladrão >orçar a porta de seu 4uarto e entrar3
a2eaçando;a co2 u2a >aca3 conclui;se 4ue ela est? curiosa do a2or3 2as3 te2e
o de>lora2ento X7=<Y6#
Ao si21olis2o3 4ue dese2penha u2 papel de pri2eira i2portOncia nos sonhos3
voltare2os3 ainda3 no capítulo V@#
No sonho acordado3 o1*eto de estudo de (esoille .99/3 4ue criou u2 2étodo de
eCplor?;lo3 o paciente é levado3 partindo de u2a palavra associativa3 a revelar
tudo o 4ue se passa no seu espírito3 o 4ue conduz a u2a interpretação de seu
inconsciente#
Agora 4ue conhece2os3 e2 toda a sua a2plitude3 os principais enunciados da
psican?lise3 tão i2portante para a co2preensão do co2porta2ento hu2ano3
pode2os tentar colocar as noçes da psican?lise e2 relação co2 as noçes da
doutrina de Pavlov3 so1re re>leCos condicionados# Assi23 o 4ue corresponde3 na
psican?lise3 ao inconsciente3 é o segundo siste2a de sinalização# D recal4ue é u2
ato 4ue3 para Pavlov3 te2 seu corol?rio >isiolHgico na ini1ição de u2 re>leCo3 cu*os
traços se >iCa2 nos 2ecanis2os do segundo siste2a e pode2 reaparecer nas
vias do pri2eiro siste2a de sinalização3 no curso de u2 processo deno2inado3
por Pavlov3 desini1ição e cu*a característica >isiolHgica seria u2a >acilitação#
%ha2a2os re>enaçes esses ele2entos re>leCos 4ue retorna23 2ais ou 2enos
2odi>icados# D si21olis2o 4ue a psican?lise revelou e a 4ue atri1ui u2a
i2portOncia de pri2eira orde23 é u2 >en-2eno3 ali?s co2pleCo3 e2 4ue a
di>erenciação
siste2a3 devedosserengra2as e2 relação
considerada co2o co2 outros *? acu2ulados
deter2inante# no segundo
$n>i23 o 4ue para a
psican?lise é a consciBncia3 atri1uiría2os a u2a >acilitação generalizada nu2a
região 2ais ou 2enos localizada do cHrteC cere1ral3 desloc?vel e2 >unção da
srce2 sensorial das eCcitaçes3 4ue a atinge2 e das coneCes preeCistentes
co2o resultado dos processos 4ue tivera2 lugar anterior2ente#
Alonga2o;nos so1re a 4uestão do inconsciente3 e2 >ace da i2portOncia da
2atéria# Vi2os 4ue é a sede do 4ue se cha2ou a intuição3 a ponto 4ue nos
pareceu lHgico designar co2o re>leCos intuitivos os processos re>leCos 4ue nele se
desenvolve2# Vi2os 4ue a4ueles englo1a2 os auto2atis2os psí4uicos
propria2ente ditos e ta21é2 os diversos grupos de re>leCos condicionados 4ue
ocorre2 se2 4ue a luz da consciBncia os aclare ou e2 4ue ela não intervé2
senão parcial2ente ou 4uando *? se 2ani>esta2 pelos seus resultados#

'alare2os agora de re>leCos condicionados3 nos 4uais a característica reside no


>ato de 4ue são3 2uitas vezes3 plena2ente conscientes3 se2 todavia3 perder o
contato co2 a a>etividade intuitiva so1 >or2a de pulses3 4ue são se2pre3 co2o
de2onstrou Pavlov3 a 1ase para a >or2ação dos pri2eiros# (esigna2os esse
grupo de re>leCos condicionados re>leCos intelectivos3 pois é so1re eles 4ue se
edi>ica a inteligBncia# $sta é tanto 2aior 4uanto 2aior a ri4ueza desses re>leCos no
indivíduo e a 1agage2 de engra2as e2 seu segundo siste2a de sinalização >or
2ais i2portante e 2elhor di>erenciada#
Para passar e2 revista as diversas categorias desses re>leCos3 parece;nos Etil
>azer discri2inação segundo o ponto de vista de sua natureza3 condicionada por
sua srce23 por u2 lado e3 por outro3 de acordo co2 o ponto de vista de sua
classi>icação segundo o signi>icado 4ue te2 na realização das atividades
hu2anas3 aplicadas aos diversos >ins da vida social# No 4ue concerne  srce2
dos re>leCos intelectivos3 deve;se distinguir3 e2 pri2eiro lugar3 os 4ue constitue2
reaçes i2ediatas a eCcitaçes 4ue vB2 dos receptores .Hrgãos dos sentidos/ e
4ue são3 de certa >or2a3 verdadeiros estereHtipos psí4uicos# %ha2a2o;los
re>leCos reativos# egundo as pulses 4ue lhes serve2 de 1ase3 distingui2os
4uatro tipos co2 dois aspectos e2 cada u25 são os seguintes" positivo ou
captativo3 característico de u2 re>leCo 4ue procura se aproCi2ar e agarrar
.captar/3 por algu2 2eio3 o o1*eto a21icionado pelo indivíduo3 no 4ual esse
re>leCo age# D outro aspecto é negativo ou o1lativo" procura a>astar;se3 separar;se
do o1*eto3 dar o o1*eto .o1lação/# Ds 9 tipos são" o agressivo .n 7/3 o digestivo .n
</3 o propagativo .n I/ e o protetivo .n 9/#
As >or2as 4ue to2a2 os dois aspectos nos 4uatro tipos são"
%%%

A possi1ilidade de eCistBncia de u2a categoria de re>leCos condicionados 4ue


ainda não pode2os ilustrar co2 segurança3 através de eCe2plos3 2as 4ue o
raciocínio pode e deve 2es2o ad2itir se2 grande di>iculdade3 é dada pela idéia
de re>leCos condicionados heredit?rios3 ou 2elhor3 da hereditariedade dos
caracteres psí4uicos ad4uiridos# $ssa 4uestão te2 sido >re4Uente2ente de1atida
pela ciBncia# Acreditou;se3 s vezes3 ser possível a>ir2ar 4ue o enig2a da
tendBncia progressiva da evolução poderia ser resolvido3 1aseando;se nessa
hereditariedade5 sup-s;se ainda 4ue o siste2a nervoso poderia ser o su1strato
4ue se prestaria so1retudo a isso3 dada a 2alea1ilidade de suas >unçes e sua
>aculdade de adaptação para rece1er e conservar i2presses# a1e;se 4ue o
4ui2is2o da 2atéria nervosa e do Hvulo te2 traços 4ue se aproCi2a2 .por
eCe2plo3 no 4ue concerne  ri4ueza e2 lecitídios/# R# e2on .79I/ não hesitou3
realizando estudos so1re hereditariedade e ele2entos ger2inativos3 e2 designar
o princípio 4ue une os dois siste2as pela palavra 2ne2e .2e2Hria3 no grego/#
Allend+ .9/ X7=IY é de opinião 4ue os casos de u2a hereditariedade psicolHgica
são inu2er?veis e indiscutíveis3 2as3 sua eCplicação >isiolHgica est? ainda
o1scura3 co2o de resto3 ta21é23 a da hereditariedade e2 geral# &ovet .78/ vB a
validade do princípio da herança dos caracteres ad4uiridos no >ato de 4ue o
instinto pode evoluir3 isto é3 segundo ele3 as adaptaçes psí4uicas deve2 ter sido
trans2itidas s geraçes seguintes#
D prHprio Pavlov acreditou3 e2 certo 2o2ento3 4ue ratos de seu la1oratHrio3 nos
4uais se tinha2 >or2ado re>leCos condicionados  isto é3 a chegada deles nu2
lugar e2 4ue se lhes o>erecia ali2entos3 ao so2 de u2a ca2painha  produzia2
2ais tarde novas geraçes3 e2 4ue este re>leCo podia ser o1tido co2 u2a
>acilidade se2pre crescente# Renunciou3 2ais tarde3 a essa 2aneira de ver3
depois de haver provado 4ue se tratava3 nos casos o1servados3 si2ples2ente de
in>luBncias devidas ao e2prego de u2a técnica de eCperi2entação
progressiva2ente 2ais aper>eiçoada#
$Ciste3 atual2ente3 e2 Pavlovo3 localidade perto de eningrado3 u2 @nstituto
especial3 onde os continuadores da o1ra de Pavlov >aze2 pes4uisas so1re a
atividade nervosa3 so1 o ponto de vista da 'isiologia Genética" os pro1le2as de
hereditariedade das reaçes nervosas ad4uiridas3 co2o ta21é2 os pro1le2as da
varia1ilidade individual3 são ali estudados#

D pro1le2a
a2plitude3 da hereditariedade
é levantado dosvida
atual2ente na caracteres
cientí>ica ad4uiridos3
da R3 e2 e2relação
toda co2
a sua
os
grandes resultados pr?ticos o1tidos por Mitchourine3 no do2ínio da agrono2ia#
&rach .<=/ diz ta21é2 4ue 0seria i2possível eCplicar a eCaltação progressiva de
virulBncia por 1actérias3 4ue se d?3 sucessiva2ente3 e2 indivíduos da 2es2a
raça3 se não se ad2itisse3 nessas 1actérias3 a hereditariedade de caracteres
ad4uiridos# Para os insetos e verte1rados3 sa1e2os 4ue os ele2entos da
linhage2 ger2inal se separa2 2uito cedo do resto do organis2o# Mas3 a
independBncia a1soluta do so2a e do gér2en3 *? a>ir2ada por Weis2ann e3 e2
nossa época3 por Morgan e sua escola3 precisa ser provada3 2es2o no adulto# $
&rach .<=/ tenta dar u2a sugestão no sentido de 4ue se poderia eCplicar
>isiologica2ente o 2ecanis2o de tal >en-2eno3 partindo;se das interaçes entre
os genes e a produção especial de hor2-nios s sinapses entre os neur-nios# $le
cita $# %hauchard .<8/3 segundo o 4ual3 no ontogBnese3 6as regies a>etadas por
u2a su1stOncia deter2inada tB2 seu 4ui2is2o 2odi>icado e produze2 elas
prHprias essa su1stOncia#0 $ssa idéia não é tão i2prov?vel co2o parecia 
pri2eira vista3 desde 4ue se sa1e3 agora3 4ue certos vírus ele2entares não se
reproduze23 2as3 2odi>ica2 as células e2 contato co2 eles até torn?;las
idBnticas a si prHprios# $ &rach .<=/ conclui" 0Faver?3 no descendente
hereditariedade de u2 car?ter ad4uirido3 pelo repetido >unciona2ento dos
neur-nios correspondentes no ascendente6#
0Ds geneticistas a>ir2a a independBncia a1soluta do so2a e do ger2e3 2as3
apHia2;se so2ente e2 eCperiBncias negativas# e3 não o1stante3 ad2itir2os a
hereditariedade de certos caracteres ad4uiridos3 pode;se;? aceitar a in>luBncia
progressiva da repercussão recorrente X7=9Y não so2ente so1re >acilidades de
certos >unciona2entos nervosos3 provocados pelas associaçes ad4uiridas dos
pais e herdadas pelos >ilhos3 2as3 ta21é23 so1re a evolução do siste2a nervoso
nas di>erentes espécies6#
(esigna2os os re>leCos condicionados3 indicados co2o heredit?rios 
heredorre>leCos3 os 4uais podia2 instituir;se de>initiva2ente3 co2o resultado de
u2a trans2issão e >iCação heredit?ria 4ue condicionaria3 por sua vez3 o
co2porta2ento# eria da 2ais alta i2portOncia >azer estudos nesse sentido#
(o ponto de vista da srce2 dos re>leCos intelectivos3 >ala2os de re>leCos reativos
i2ediatos e heredorre>leCos# Dutro grupo de re>leCos intelectivos 1astante
nu2eroso é o dos neo;re>leCos5 são re>leCos condicionados 4ue3 recalcados no
segundo siste2a de sinalização e voltando  consciBncia no 2o2ento necess?rio3
co2o as re>enaçes3 tB23 ao contr?rio destas3 u2 aspecto novo# As re>enaçes
era2 re>leCos estereotipados 4ue voltava2 inalterados e 4ue não so>rera23 deste
2odo3 4ual4uer
sinalização# 2odi>icação durante
Ds neo;re>leCos3 o seu interna2ento
cu*os ele2entos3 no segundo
tendo de2orado siste2a
nesse de
siste2a3
co21inara2;se co2 engra2as de toda espécie 4ue ali são ar2azenados3 por
ocasião de processos psí4uicos anteriores recalcados# Pode2 não so2ente
co21inar;se co2 estes Elti2os 2odi>icar;se3 co2plicar;se3 to2ar u2a >or2a
co2pleta2ente nova e3 reaparecendo na super>ície3 >igurar reaçes espontOneas3
de car?ter total2ente novo3 talvez 2es2o *a2ais vivido# Assi23 pode2 dar lugar a
progressos na ela1oração e realização de u2 co2porta2ento3 de u2a atitude#
$ssa concepção lança u2a nova luz so1re a vida ativa criadora3 so1retudo social3
cu*a co2pleCidade e ri4ueza perde2 seu car?ter 2isterioso3 eCplorado pelos
de>ensores da idéia da eCistBncia de u2a orde2 espiritualista3 transcendental3 4ue
escaparia a trata2ento co2 os 2étodos eCatos das ciBncias positivas# Não h?
necessidade de ad2itir 4ue a al2a hu2ana se*a u2a t?1ula rasa3 aut-no2a e 4ue
possa 2ani>estar espontanea2ente aspectos e atitudes se2 nenhu2a ligação
co2 a vida precedente do indivíduo e2 4uestão# %once1e;se3 >acil2ente3 4ue u2
ca2inho est? a1erto para co2preender 4ue se trata se2pre de u2a pseudo;
espontaneidade" tudo te2 seus >unda2entos 2ateriais3 tudo se encadeia 2es2o
nesse do2ínio psí4uico superior3 4ue é a inteligBncia#
e passar2os agora a considerar a classi>icação dos re>leCos intelectivos do
ponto de vista de seu conteEdo3 condicionante das atividades hu2anas3 so1retudo
sociais3 ve2os 4ue se poderia dividi;los nos seguintes grupos" a/  re>leCos
reativos i2ediatos5 1/  re>leCos iniciativos3 4ue não se li2ita2 a reaçes
estereotipadas3 2as3 e2 4ue as atividades são caracterizadas principal2ente por
u2a co2plicação crescente3 condicionado pelo enCerto de re>leCos uns so1re os
outros3 por a4uilo 4ue se co2preende so1 o no2e de iniciativa3  daí sua
designação5 e/  ter;se;ia 4ue >alar3 >inal2ente3 dos re>leCos psicagHgicos3 isto é3
de re>leCos 4ue se relaciona2 co2 o do2ínio da ação organizada so1re o ho2e2
isolado e so1re as coletividades hu2anas e 4ue nos interessa2 especial2ente
nesta o1ra3 consagrada aos 2eios de in>luenciar psi4uica2ente outre2#
A propHsito de re>leCos reativos e de sua classi>icação  1ase das pulses3
>ala2os pouco antes .ver aci2a/ X7=LY
Mais adiante3 X7=ZYao >alar2os da psicologia social3 vere2os3 2ais
detalhada2ente3 os re>leCos iniciativos# A4ui3 dese*a2os dizer apenas 4ue eles
ta21é2 são condicionados por 1ases a>etivas3 4ue conhece2os co2o as 4uatro
pulses5 de 2odo 4ue3 ao classi>ic?;los3 deles deve2os valer;nos e distinguir
4uatro colunas5 e2 cada u2a dessas colunas3 h? tipos 4ue pode2 ser
escalonados e2 vertical3 situando;os e2 diversos níveis superpostos# $sses
níveis corresponde2 a atitudes e atividades 4ue di>erencia2os co2o se vB no
es4ue2a X7=:Y# $ntre esses níveis  tipo3 as vitatitudes caracteriza2 as atividades
nor2ais de 1ase3 na vida# Nas colunas correspondentes s 4uatro pulses3
encontra2os os 4uatro grupos de vitatitudes 4ue co2 eles se relaciona2" o das
vitatitudes co21ativas3 depois as nutritivas3 e2 seguida as seCuais e3 >inal2ente3
as paternais# A cada u2a dessas categorias corresponde2 re>leCos
característicos#
e su1i2os ao nível seguinte do es4ue2a3 chega2os ao tipo das atividades
senti2entais5 as categorias 4ue aí se relaciona23 se2pre na 2es2a orde23
serão" o senti2ento nacional3 depois o religioso3 e2 seguida o a2or e >inal2ente a
a2izade#
e continua2os aco2panhando o 2ovi2ento ascendente3 o da su1li2ação das
atividades3 alcança2os o nível seguinte3 4ue é o das atitudes deter2inadas pelos
re>leCos condicionados intelectivos do grupo iniciativo3 relacionados co2 os
interesses culturais# Ainda a4ui a divisão3 segundo os pulses3 seria" as idéias
socialistas3 depois a 'iloso>ia3 e2 seguida3 a Arte e3 >inal2ente3 a %iBncia#
%ontinuando a su1ida3 chega;se s eCacer1açes da su1li2ação3 s
eCtravagOncias ou de>or2açes das atividades# A di>erenciação3 segundo as
pulses3 seria então" a anar4uia5 depois3 o 2isticis2o3 e2 seguida3 a
eCtravagOncias artísticas3 co2o o surrealis2o3 por eCe2plo5 e3 >inal2ente3 a
adoração das 2?4uinas3 a 2a4uinocracia# Poder;se;ia de>inir esse nível co2o
co2portando atitudes plat-nicas de grande envergadura3 realizando;se por 2eio
de re>leCos condicionados3 e2 desar2onia co2 os interesses sociais#
Mas3 pode;se ta21é2 considerar3 na classi>icação3 o 2ovi2ento contr?rio 
su1li2ação3 4ue seria a degradação3 partindo do nível das vitatitudes# ão as
atitudes e2 4ue a pulsão to2a u2 desenvolvi2ento eCcessivo3 4ue do2ina tudo e
d? causa então a >or2as social2ente negativas#  o tipo de atitudes 4ue
corresponde2 ao 4ue cha2a2os geral2ente vícios# $2 razão de sua
classi>icação3 e2pregando;se o critério das pulses3 chega;se" ao despotis2o3
depois  avareza e  glutoneria3 e2 seguida s depravaçes seCuais e3
>inal2ente3  atitude 2isantrHpica# Poder;se;ia3 ta21é23 de>inir esse nível co2o
co2portando atitudes egoístas degradadas3 realizando;se por 2eio de re>leCos
condicionados3 co2 eCacer1ação desar2-nica de u2a sH pulsão#
No seu livro The process o> persuasion3 consagrado  psicologia da propaganda3
%l+de Miller .7=L/ analisa essa >unção3 do ponto de vista da possi1ilidade de dirigir
a opinião pE1lica  o indivíduo3 co2o a coletividade  por 2eios psí4uicos a 4ue
cha2a alavancas .device/3 partindo;se da teoria dos re>leCos condicionados# 
u2a aplicação pr?tica dos enunciados cientí>icos da psicologia o1*etiva3 de 4ue
trata2os neste capítulo# Para ele3 essas alavancas são os verdadeiros
propulsores ou disparadores 4ue desencadeia2 u2a reação3 u2 re>leCo
condicionado" na psicologia o1*etiva3 são as eCcitaçes condicionais ver1ais e
>inalistas#
(o ponto de vista da classi>icação dos re>leCos3 4ue condiciona2 esse
co2porta2ento dirigido das 2assas3 pode2os cha2?;los psicagHgicos  se
4uiser2os designar esse co2porta2ento co2o psicagogia  ter2o e2pregado
por %h# &audoin .79/3 talvez e2 u2 sentido u2 tanto restrito de u2a orientação
das 2assas conduzidas nu2a direção social2ente positiva3 portanto 2oral3 e2
oposição  noção de de2ogogia# Parece;nos 4ue seria talvez 2ais o1*etivo >alar
da psicagogia co2o atividade de direção psí4uica e2 geral#
%l+de Miller .7=L/ concorda co2 J# F# Ro1inson 4ue3 no seu livro \esprit co22e il
se >or2e .7I9/3 a>ir2a 4ue nossa 2entalidade é ainda a dos ho2ens das
cavernas3 apenas reco1erta de u2a >ina ca2ada do 4ue cha2a2os espírito
civilizado#

$Cpe 4ue 0as srcens da linguage2 re2onta2 a nossos ancestrais pré;histHricos#


As pri2eiras palavras era2 provavel2ente gritos de alar2e e eCpresses
garantidoras de segurança  vista# Ds ho2ens pri2itivos lutava2 por sua
eCistBncia e2 u2 2undo e2 4ue os sons3 os ruídos e os gritos 4ue e2itia2
tinha2 a signi>icação eCclusiva do 01o26 ou de 02au63 do 0perigoso6# Por4ue esses
ho2ens pri2itivos ou escapava2 s >eras3 ou perecia25 era2 a>ogados3 4uando
as ?guas su12ergia2 suas cavernas3 ou lograva2 escapar5 conseguia2
encontrar ali2ento ou 2orria2 de >o2e# Não havia situaçes inter2edi?rias entre
a vida e a 2orte3 entre o perigo i2inente e a segurança da vida de nossos
ancestrais selvagens# $ra u2 2undo do 0si2 ou não6# Fo*e3 ainda3 4uando
esta2os e2 perigo3 nossa 2entalidade selvage2 ressurge# D 4ue nos a*uda na
luta é 01o265 o 4ue não o >az é 02au6# Assi23 esse espírito selvage2 predo2ina
no estado de guerra# Nesses te2pos de crise3 vive2os e2 2undo de 0si26 ou
0não63 nu2 2undo de 0prH ou contra63 de 0preto e 1ranco6# ue2 não est?
conosco3 est? contra nHs# As palavras e os sí21olos li2ita2;se3 então3 a duas
categorias apenas" a de so1reviver e a de perecer# Fa+a!a)a3 no seu livro not?vel
e langage en action .:L/ >ala de u2a orientação 1ivalente e diz" 0e
desenvolve2os essa orientação 1ivalente3 so2os levados a 4uerer lutar6# $ %l+de
Miller .7=L/ acentua" 0Nu2 2undo do preto e 1ranco3 cada ale2ão3 *udeu3 russo3
*aponBs3 >ascista3 co2unista3 líder oper?rio3 capitalista3 preto ou 1ranco3 ou cada
ho2e2 a 4ue2 se aplica u2a dessas palavras3 torna;se u2 esti2ulante destinado
a p-r pessoas nu2a atitude co21ativa# A palavra3 no2e ou sí21olo3 4ue se
trans>or2ou e2 esti2ulante3 pode até estar ao longe da realidade co2o as >lores
arti>iciais estão das naturais#  o resultado da4uilo 4ue se instala3 4uando nos
torna2os víti2as de u2 estado psí4uico a 4ue se poderia cha2ar de 0o 2al do
preto e 1ranco6# A ciBncia3 o conheci2ento3 são indicados3 nesse caso3 co2o 2eio
eCclusivo de cura e co2o preventivo# D livro do Pro>essor Thouless .7LQ/3
%o22ent penser droit3 d? u2a idéia dessa terapButica 2ental# $ %l+de Miller
.7=L/ conclui" 0Ds voc?1ulos e sí21olos 4ue representa2 palavras3 per2ite2 aos
ho2ens trans2itir3 de geração e2 geração3 sua herança de ignorOncia3 assi2
co2o a de conheci2entos3 de superstiçes3 tanto 4uanto de ciBncia6 X7=QY#
Dra3 a propaganda atinge seus >ins rapida2ente 4uando est? apta a lançar3 por
2eio de certas palavras .slogans/3 sí21olos ou atos3 ao evocar i2agens  latentes
no segundo caso e conservadas no nosso segundo siste2a de sinalização  no
nosso espírito#
0're4Uente2ente63  diz %l+de Miller .7=L/  0são i2agens de tipos de pessoas
4ue dese*aría2os ser" gozando de 1oa saEde e si2p?ticas5 adestradas e2
esportes e *ogos5 respeitadas por sucessos pro>issionais e nos negHcios3 >elizes
no a2or e no casa2ento5 possuidoras de prestígio e de 1oa situação social# As
i2agens desse gBnero se relaciona2 co2 nossos senti2entos e dese*os de
propriedade3 de a21ição3 de rivalidade3 de satis>açes seCuais3 de e2ulação3 de
altivez3 de razão3 de generosidade6 .e2 outros ter2os3 segundo nosso 2odo de
ver3  co2 as 4uatro pulses >unda2entais de nosso psi4uis2o/# Mas3 continua
%l+de Miller3 .7=L/3 0eCiste2 ta21é2 outras i2agens3 as de pessoas ou de coisas
4ue a2eaça2 ani4uilar nossas esperanças e destruir nossos sonhos de sucesso
e de ventura# %orresponde2 a nossos pesadelos3 engendrados pelo 2edo# $ssas
i2agens3 4ue evoca2 e2 nHs sensaçes agrad?veis ou desagrad?veis3
desencadeia2 re>leCos condicionados3 de >or2a 4ue eCperi2enta2os3
auto2atica2ente3 a necessidade de seguir as idéias3 o ca2inho3 as açes
sugeridas3 para alcançar nossos sonhos e vencer ou desprezar pessoas e coisas
4ue se apresenta2 co2o o1st?culos entre nHs e a realização de nossas
esperanças6#
Assi23 u2a palavra3 lançando e2 nosso espírito u2a i2age23 te2 u2a ação
desencadeadora na direção dese*ada por 4ue2 a lança# 0Ds propagandistas ou
che>es de pu1licidade astuciosos o sa1e2# tiliza2  sa1endo 1e2 o 4ue >aze2 
palavras 4ue são instru2entos para provocar não so2ente respostas 4ue supe2
sería2os levados a dar3 2as3 ta21é2 e principal2ente3 respostas 4ue serve2 a
u2 >i2 e2 4ue eles estão interessados# Assi23 ta21é23 toda a e>ic?cia da
propaganda co2ercial depende dessas palavras e sí21olos3 desencadeadores
das açes na direção dese*ada#
Dra3 %l+de Miller .7=L/ tenta >azer u2a classi>icação dessas palavras e sí21olos;
detonadores3 4ue ta21é2 cha2a de estratage2as ou dispositivos .devices/3 e
4ue pre>eri2os designar co2o alavancas psí4uicas# (istingue 4uatro grupos"
7  alavancas de adesão ou aceitação .cha2a;as virtue device3 alavancas de
virtude/"
palavras seu >i2 é >azertidas
ou sí21olos aceitar
co2opessoas3
1ons5 coisas ou idéias3
por eCe2plo" associando;as
de2ocracia3 a
li1erdade3
*ustiça3 p?tria etc#
<  alavancas de re*eição  .0Poison6 device/ 4ue tB2 a >inalidade de re*eitar
certas idéias3 pessoas etc#3 associando;as a 2ales" 0palavras3 sí21olos e atos3
4ue invoca2 o 2edo3 o desgosto etc#5 por eCe2plo" guerra3 2orte3 >ascis2o3
i2oral etc#
I  alavancas de autoridade ou de teste2unho .0Teste2onial6 device/3 caso e2
4ue é e2pregada a voz da eCperiBncia3 do conheci2ento3 da autoridade3 4ue
procura nos >azer aprovar e aceitar ou desaprovar e re*eitar pessoas3 coisas e
idéias# ApHia2;se so1re o teste2unho3 conselho de pessoas conhecidas3 de
instituiçes etc#5 indica23 ainda3 0eCe2plos horríveis63 ou3 ao contr?rio3
02eritHrios65 eCe2plos de tais palavras são Roosevelt3 Bnin3 %iBncia3 (eus etc#5
9  alavancas de 0con>or2ização6 .0Together6 device3 de con*unto/" por essas se
procura >azer aceitar ou re*eitar pessoas3 idéias etc#3 enunciadas nos trBs casos
aci2a3 >azendo;se apelo  solidariedade3  pressão das e2oçes ou das açes
coletivas3 principal2ente de 2assa# $ssa alavanca se aplica so1retudo para
ganhar as 2assas# $Ce2plos dessas palavras são" %ristandade3 A união >az a
>orça3 (eutschland U1er alles X7=8Y .slogan de Fitler/#
%l+de Miller .7=L/ analisa o 2odo de agir dessas alavancas psí4uicas e resu2e;as
e2 sete pontos"
7  opera2 de per si ou e2 co21inação u2a co2 as outras5
<  são chaves para servir a >ins de segurança individual ou coletiva3 a nossos
dese*os e necessidades
esperança3 relacionados
a co21atividade3 co2 a a>o2e3
a a21ição3 a propriedade3
eCualidade3 o 2edo3 a a
a >raternidade3
rivalidade3 a vaidade etc#
I  são chaves para o con*unto de 2odelos 4ue povoa2 nosso psi4uis2o .2aps
in our 2inds/3 de natureza agrad?v el ou desagrad?vel3 4ue pode2 ser acesas ou
apagadas no nosso espírito por palavras3 sí21olo s3 ou açes 4ue serve23 nesse
caso3 de 2ola#
9  opera2 so1 >or2a de re>leCos condicionados# As palavras" veneno e as
palavras;virtude desencadeia2 esses re>leCos e procura23 assi23 nos constranger
a re*eitar ou aceitar3 auto2atica2ente3 a aprovar ou a condenar pessoas3
produtos3 proposiçes3 progra2as3 políticos3 grupos3 raças3 religies ou naçes#
L  são 2ano1rados pelos 4ue dese*a2 persuadir outras pessoas e pelos

propagandistas#
Z  revela2;se co2o a >orça de ho2ens honestos3 ou co2o índices de
tortuosidade de charlatães e de2agogos#
:  re>lete2 os >atores 4ue altera2 os diversos canais de co2unicação 4ue são
os Hrgãos pE1licos" i2prensa3 r?dio3 cine2a3 igre*a3 escola3 cO2ara de co2ércio3
sindicato3 entidade agrícola3 sociedade patriHtica3 partido político3 governo etc#
D 4ue as caracteriza3 so1retudo3 é 4ue opera2 rapida2ente3 valendo;se do
ca2inho de nossos re>leCos condicionados3 1uscando in>luenciar;nos para 4ue
aceite2os ou recuse2os3 auto2atica2ente3 a4uilo 4ue nos trans2ite2#
%o2o eCe2plo dessas açes3 %l+de Miller .7=L/ indica 4ue é precisa2ente pelo
e2prego das alavancas;veneno 4ue os agentes da saEde pE1lica pudera2 reduzir
a taCa de 2oléstias contagiosas na enor2e proporção 4ue se sa1e" é graças 
propaganda visando  higiene pE1lica 4ue tossi2os e espirra2os usando lenços5
4ue preserva2os nosso ali2ento contra as 2oscas5 4ue evita2os o contato co2
os ger2ens contagiosos5 4ue procura2os >ortalec er a resistBncia de nosso corpo
contra os 2icrH1ios perigosos#
F? 2uito te2po3 reconheceu;se 4ue o >also e2prego3 desonesta e 2aldosa2ente3
de alavanca;veneno é u2 cri2e# eis contra a di>a2ação e a calEnia protege2 o
indivíduo contra a in*Eria5 contudo3 essas leis não protege23 ainda3 contra a in*Eria3
as raças3 os grupos3 as religies e as idéias#
A propHsito das alavancas de con*unto .together;device/3 %l+de Miller .7=L/ diz
4ue elas eCplora2 nosso dese*o de seguir u2 líder# D anEncio3 por vezes3 de
4ualidades 2ais destacadas do líder ou de u2a organização3 >eito por u2
propagandista3 não pode2 con>erir sucesso s alavancas e2pregadas por ele3 se
as condiçes de vida da4uele a 4ue2 se destina23 estão e2 >lagrante oposição
co2 os >ins dessa propaganda# %o2o eCe2plo3 cita as eleiçes presidenciais nos
$stados nidos3 e2 78I<# A ca2panha a >avor da eleição de Fer1ert Foover era
enor2e# Mas3 para 2uitos eleitores3 o no2e de Foover estava conta2inado da
noção de dese2prego# Para esses3 o slogan de Foover3 advogando u2a Nova era
econ-2ica3 4ue era antes u2a alavanca;virtude3 se trans>or2ara e2 alavanca;
veneno 4ue desencadeava u2a eCcla2ação ir-nica  DhK +eahK  .Pois si2K/
Ter2inando este capítulo3 dese*a2os cha2ar a atenção para algu2as concluses
4ue decorre2 das 4uestes tratadas e 4ue a1re2 u2 horizonte para os grandes
pro1le2as inerentes aos >atos do psi4uis2o#
$2 pri2eiro lugar3 recapitule2os3 e2 poucas palavras3 tudo o 4ue se disse a
propHsito dos 2ecanis2os 4ue controla2 o co2porta2ento hu2ano e tente2os
es1oçar u2a i2age2 de con*unto hipotético do >unciona2ento da 2a4uinaria
psí4uica3 4ue deter2ina esse co2porta2ento#
$stí2ulos eCteriores ou reaçes 4uí2icas internas causa2 dese4uilí1rios
energéticos nos neur-nios# D dese4uilí1rio provoca u2a tensão X77=Y nu2
neur-nio3 a 4ual é levantada3 se co2pensada# As co2pensaçes se >aze2 na
direção de 4uatro tendBncias de 4ue trata2os aci2a e 4ue designa2os co2o
pulses# A co2pensação é realizada se a tensão percorre todo o tra*eto de u2a
tendBncia# A >orça dessas pulses3 4ue é deter2inada pela >acilidade  reação3
não é igual#
As pulses são caracterizadas pelos dispositivos anat-2icos dos neur-nios# Ds
dispositivos realiza2 >en-2enos >isiolHgicos estereotipados3 os re>leCos# $Ciste2

re>leCos3
trans2ite2cu*as estruturase2e geração
de geração >or2as de reação
re>leCossão >iCadas
inatos hereditaria2ente
ou a1solutos e se
 e outros3
ainda pl?sticos 4ue3 utilizando a tra2a anat-2ica dos pri2eiros3 realiza2 apenas
coneCes 2ais ou 2enos est?veis3 entre as diversas partes do siste2a nervoso
superior e se >or2a23 no curso da vida3 e2 >unção de estí2ulo dos Hrgãos dos
sentidos  re>leCos ad4uiridos ou condicionados# Repetindo;se regular2ente e
durante longos períodos3 e2 geraçes consecutivas de u2a 2es2a espécie3
pode2 >iCar;se anato2ica2ente e ser trans2itidos >inal2ente por hereditariedade"
torna2;se3 então3 instintos3 tendo por 1ase u2a das 4uatro pulses citados aci2a
e constitue23 seguida2ente3 cadeias de re>leCos 2ais ele2entares#
A 2aior parte das eCcitaçes e re>leCos condicionados3 inEteis ao indivíduo3 é
ini1ida e cai no es4ueci2ento5 outros são recalcados para a es>era inconsciente3
do < siste2a de sinalização e ai per2anece2 e2 estado latente3 representa2 o
esto4ue de le21ranças3 reevoc?veis e2 caso de necessidade .re>enaçes/5 en>i23
ainda outros3 se choca2 co2 as 1ases da estrutura psí4uica do indivíduo3
2or2ente de orde2 2oral3 ancoradas no seu < siste2a de sinalização psí4uica 
a censura  são recalcados3 por ini1ição3 para o su1consciente5 trans>or2a2;se3
então3 no 4ue se deno2inou co2pleCos#
$sses Elti2os3 4ue tB2 grande i2portOncia na psican?lise3 ão grupos de re>leCos
ad4uiridos no estado latente e pode2 2ani>estar;se direta ou indireta2ente3
in>luenciando3 4uase se2pre negativa2ente3 as atitudes do co2porta2ento3 4ue
depende2 de diversas pulses e parece2 ter u2 car?ter espontOneo# %o2o u2
re>leCo ad4uirido3 para 4ue se >or2e3 deve ter por 1ase u2 re>leCo inato3 assi23
u2 re>leCo condicionado ad4uirido pode tornar;se a 1ase para a constituição de
u2 re>leCo condicionado de grau superior .re>leCo enCertado/# (esses Elti2os
pode2 nascer re>leCos condicionados de diversos graus de co2pleCidade e 4ue
caracteriza2 os co2porta2entos nos diversos níveis da vida social e cultural#
Partindo de 4uatro grupos de u2 nível de 1ase 4ue englo1a as atitudes instintivas
nor2ais .vitatitudes/3 orientadas nas 4uatro direçes  pulses  pode;se
distinguir 4uatro grupos de atitudes no nível negativo3 do ponto de vista da 2oral
social5 são os vícios" despotis2o3 glutoneria3 depravação seCual3 2isantropia# $ da
2es2a >or2a3 4uatro grupos3 e2 cada nível de su1li2ação progressiva# No nível
dos senti2entos3 os grupos" nacional3 religioso3 a2oroso3 a2ig?vel5 nível de
interesses culturais" social3 >ilosH>ico3 artístico3 cientí>ico5 nível de de>or2açes ou
eCtravagOncias" an?r4uico3 2ístico3 surrealista3 2a4uinocrata#
Alguns es1oços es4ue2?ticos poderia2 dar talvez u2a co2preensão 2ais >?cil
do processo de >or2ação dos re>leCos condicionados e so1retudo da atividade do
< siste2a de sinalização de Pavlov#

Dutro pro1le2a de grande interesse 4ue se apresenta é o do invent?rio dos


ele2entos 4ue constitue2 o conteEdo dos 2ecanis2os e2 4uestão3
especial2ente do < siste2a de sinalização#  precisa2ente esse conteEdo 4ue
caracteriza o ho2e2 do ponto de vista das possi1ilidades de ressonOncia aos
estí2ulos vindos de >ora3 so1retudo de orde2 social e ta21é2 do ponto de vista
das possi1ilidades de eCercer3 no seu co2porta2ento3 u2a atividade progressiva3
>unção da ri4ueza desse conteEdo3 ao lado das aptides 1iolHgicas de sua
natureza#
A tare>a é eCtre2a2ente ?rdua e não se trata a4ui3 é H1vio3 de 4uerer encontrar
u2a solução 4ual4uer para resolvB;la# H pode2os indicar 4ue esse pro1le2a se
apresenta3 i2periosa2ente3 a 4ue2 4uiser racionalizar e con4uistar
intelectual2ente todo esse do2ínio3 a >i2 de poder co2preender a estrutura do
psi4uis2o da4ueles a 4ue2 se dirige e agir e2 con>or2idade3 para trans2itir;lhes
idéias3 senti2entos ou ordens 4ue incite2 s açes#  claro 4ue os ho2ens *?
eCerce23 continua2ente3 na vida3 essas atividades3 2as3 o >aze2 2ais ou 2enos
ao acaso3 ar2ados apenas das noçes 2ais ele2entares e3 2uitas vezes3
insu>icientes ou >alsas 4ue os i2pele2 e2 direçes ine>icazes ou social2ente
repreensíveis#
 verdade 4ue o conheci2ento3 2ais ou 2enos su2?rio3 da psicologia de outre23
nos é >ornecido pela prHpria vida3 pelas leituras liter?rias3 pela arte3 o teatro3 o
cine2a3 pelo ensino na escola e pelos contatos hu2anos# &asta3 poré23 u2
pouco de perspic?cia para se veri>icar 4ue todas essas pr?ticas são insu>icientes
e3 2uitas vezes3 duvidosas# Não h? senão o apelo  ciBncia3 4ue pode dar3 nesse
ca2po3 resultados verdadeira2ente valiosos# Mas3 esta2os ainda no co2eço#
Ds testes psicotécnicos são u2 início3 e21ora3 e2 geral3 se li2ite2 a desco1rir
certas aptides3
2odo sua poré2
1agage2# A 2enos o conteEdo
psican?lise do respeito3
é3 a esse psi4uis2o2ais
e2 reveladora#
engra2as3 de
Dsalgu2
testes
psicotécnicos nos dão per>is psicolHgicos# D de 4ue >ala2os a4ui seria antes o
esta1eleci2ento de per>is intelectuais e 2orais e 2es2o de u2a geogra>ia
individual do conteEdo su1consciente#
Tratar;se;ia3 para nHs3 a4ui3 so2ente de u2a tentativa de divisar as vias de
aproCi2ação para colocar esses pro1le2as e2 estudo3 1aseando;nos na4ueles
conheci2entos 4ue nos são o>erecidos ho*e pela ciBncia da psicologia o1*etiva#
A pre2issa para o estudo 4ue se orientaria nessa direção3 desde logo3 é o
esta1eleci2ento de u2a linguage2 convencional3 de pre>erBncia so1 a >or2a de
sí21olos gr?>icos3 4ue per2ita2 di>erenciar3 co2 rapidez3 os ele2entos 4ue são3
necessaria2ente3 2uito a1undantes e variados# $2 seguida3 viria o cuidado de
distinguir as categorias de ele2entos eCpressos por esses sí21olos e de
encontrar3 para essas categorias eCpresses ta21é2 si21Hlicas# (epois3 seria
necess?rio tentar a2alga2ar os diversos pontos de vista so1 os 4uais essas
categorias poderia2 >igurar si2ultanea2ente3 isto é3 entrever u2a certa
disposição pluridi2ensional dos ele2entos#
A tare>a seguinte seria a de poder desco1rir o conteEdo de u2 psi4uis2o
individual3 registrar de certa >or2a sua 1agage2 psí4uica por 2eio de 2étodos
apropriados3 testes3 en4uetes .do tipo realizado por Rou1a!ine .7IQ/3 sondagens
individuais e coletivas .tipo Gallup/3 eCa2es de consciBncias3 eCperiBncias de
la1oratHrio3 psican?lise3 sonhos acordados etc# $ntão3 novos 2étodos estaria2
ainda por 1uscar# %o2o resultado de todos esses es>orços3 dever;se;ia poder
>azer u2a espécie de topogra>ia do < siste2a de sinalização dos indivíduos e3
talvez3 até encontrar3 e2 seguida3 as leis 4ue regula2 o >unciona2ento desse
siste2a3 con>rontando os traços co2uns no psi4uis2o da4ueles 4ue pertence2
aos 2es2os grupos 1iolHgicos3 étnicos3 nacionais3 sociais e pro>issionais#
%hegar;se;ia3 assi23 a esta1elecer de certo 2odo cartas de pilotage2 psicolHgica3
1ase racional de toda atividade psicagHgica# Parece;nos 4ue Fa+a!a)a .:L/ e
%l+de Miller .7=L/ deve2 entrever 4ual4uer coisa nesse sentido3 4uando >ala2 de
cartas geogr?>icas .2aps/ e2 nosso espírito# D pri2eiro diz3 por eCe2plo" 02uitos3
entre nHs3 possue2 1elas cartas no cére1ro3 2as3 2uitas vezes3 são cartas de
territHrios 4ue não eCiste2 na realidade#6 $ Miller .7=L/" 0Mas3 >ora de u2a pura
>antasia e de nossos dese*os3 pode2os construir cartas do 2undo no 4ual
vive2os# Muitas dessas cartas3 no nosso espírito3 são eCpressas e2 palavras e
sí21olos#6
Ainda é pre2aturo3 evidente2ente3 >alar de u2 siste2a topogr?>ico do invent?rio
dos engra2as do segundo siste2a de sinalização3 2as3 não pode2os a1ster;nos
de acentuar o eCtre2o interesse 4ue apresentaria3 para a psicagogia e a cultura
hu2anas3 o poder de >azer invent?rios desse gBnero5 por eCe2plo" não so2ente
dos ho2ens atuais3 2as3 de grandes personalidades do passado3 co2o Goethe3
Tolstoi3 Bnin3 Roosevelt3 &eethoven etc#3 to2ando;se co2o >ontes3 suas
1iogra>ias3 cartas3 o1ras# 'azer3 ta21é23 invent?rios típicos para as diversas
atividades e pro>isses# @ndagar co2o3 de 4ue engra2as dotar o segundo siste2a
de sinalização durante a educação3 para chegar  criação de u2 Fo2e2 Novo3
4ue edi>icar? esse Novo Mundo3 co2 4ue sonhava2 F# G# Wells3 Gandhi3 %risto e
outros grandes espíritos e e2 cu*o advento todos dese*a2os acreditar3
perseguidos ho*e pelos horrores do 2undo 4ue nos cerca e 4ue se ani4uila
visivel2ente  senão para nHs3 ao 2enos para nossos >ilhos e as geraçes
vindouras#
$n>i23 depois de tudo o 4ue >oi dito3 u2 outro grande pro1le2a geral se i2pe3
>acilitado pelas desco1ertas da psicologia o1*etiva e 4ue3 h? séculos3 ator2enta o
espírito
discHrdiados
ho2ens 4ue pensa2# $ra e ainda
e os é3
2uitas vezes3cientí>icos#
o ponto de$is a
entre os >ilHso>os hu2anistas pes4uisadores
4uestão" eCiste o livre ar1ítrio no co2porta2ento hu2anoS ou tudo é deter2inado3
condicionado por u2a constelação de >atores eCternos e internos 4ue atua2 e2
nossa vidaS Parece;nos 4ue não é 2uito di>ícil3 a escolha depois da constatação
da validade dos dados 4ue nos são trazidos atual2ente pela ciBncia da psicologia
o1*etiva#
0D ho2e2 é livre63 0A li1erdade >undada so1re a consciBncia re>letida é prHpria do
ho2e2 e caracteriza sua natureza3 é u2a propriedade da espécie63  diz
%hauchard .<Q/ X777Y ão a>ir2açes gratuitas da introspecção3 para as 4uais não
eCiste nenhu2 ponto de apoio3 na psicologia o1*etiva# Ds >atos re>eridos por esse
autor X77<Y >ala2 antes e2 sentido contr?rio" 0nas crianças isoladas do 2eio3 não
sH a inteligBncia se retarda3 2as3 as possi1ilidades de seu desenvolvi2ento
di2inue23 h? regressão cere1ral# Pode;se o1servar crianças3 so1retudo3 na jndia3
4ue >ora2 criadas por lo1os5 seu psi4uis2o era inteira2ente di>erente do
psi4uis2o hu2ano5 não >alava2 e corria2 de 4uatro patas3 co2o os lo1os6# $
Pierron .7<7/3 X77IYtratando desses casos3 pergunta" 0e o desenvolvi2ento
1iolHgico espontOneo3 na ausBncia do instru2ento ver1al3 da educação e da
socialização do pensa2ento3 poderia >ornecer capacidades 2entais 1astante
not?veis3 de su1strato sensorial6# Pois3 acrescenta" 0Todos esses >atos parece2
de2onstrar o papel essencial 4ue te2 o 2eio nos pri2eiros anos do cresci2ento3
e2 4ue as crianças poderia2 ser3 real2ente3 ani2alizadas e seria2 di>icil2ente
reu2anizadas depois .a aprendizage2 da linguage2 é particular2ente di>ícil/6#
Parece;nos 4ue3 precisa2ente nesse caso3 se u2 princípio so1renatural3
espiritualista3 4ue caracteriza a espécie hu2ana3 segundo as teorias ani2istas3
eCistisse3 seria de esperar 4ue se 2ani>estasse e 4ue reduzisse a nada o
deter2inis2o da decisiva in>luBncia das condiçes do 2eio# As a>ir2açes
pere2ptHrias de %hauchard3 4ue cita2os3 espanta23 co2 2aior razão3 4uando ele
prHprio diz3 nas p?ginas seguint es3 4ue 0tudo o 4ue nos sensi1ilizou3 do ponto de
vista e2otivo3 tudo o 4ue aprende2os a não >azer3 continua a viver e2 nHs3
le21ranças recalcadas3 2anancial patolHgico# Ad4uiri2os rapida2ente h?1itos e
deles não pode2os 2ais des>azer;nos# Tudo o 4ue desvia a atenção3
notada2ente as grandes dores3 é >avor?vel ao auto2atis2o e  di2inuição do
controle da consciBncia# As toCico2anias são u2 1o2 eCe2plo dessa perda de
controle5 visando a u2 >i2 agrad?vel ou por i2itação3 recorre2os a u2 tHCico3 o
h?1ito ve2 pronta2ente e não pode2os 2ais dispens?;lo5 não so2os 2ais livres6#
Mais adiante" 0D *orro de espontaneidade no co2porta2ento hu2ano não >az3 e2
geral3 senão esconder u2 pro>undo condiciona2ento#6 $3 no auge" 02es2o nossa
consciBncia é invadida pelo auto2atis2o X779Y#6 @sso nos le21ra a anedota de 4ue
nos >ala %l+de Miller .7=L/3 a propHsito da de2onstração eCperi2ental3 por
'rancisco Redi3 da não validade do princípio da geração espontOnea" esse s?1io
do século V@@3 colocando u2a gaze por ci2a da carne crua3 i2pediu 4ue as
2oscas depositasse2 seus ovos e a aparição espontOnea de suas larvas não
ocorreu# Ds padres >icara2 indignados co2 essa eCperiBncia e acusara2 Redi de
ter li2itado o poder do Todo;Poderoso#
Pensa2os 4ue a con>usão3 nesse pro1le2a3 repousa no e2prego da palavra
li1erdade no sentido a1soluto3 ao passo 4ue3 na realidade3 se deveria distinguir
entre a noção >ilosH>ica do livre ar1ítrio3 inco2patível co2 os dados das ciBncias
eCatas3 para as 4uais o deter2inis2o é a prHpria essBncia e a noção corrente de
li1erdade 4ue é3 de >ato3 u2a li1erdade relativa5 Pavlov .778/ >ala de u2 re>leCo
inato de li1erdade#

A ciBncia 2oderna dese21araçou;se3 natural2ente3 de u2 2aterialis2o ingBnuo


 2oda dos 2eados do século passado# A >Hr2ula 0o cére1ro segrega o
pensa2ento co2o o ri23 a urina6 nada te2 a ver co2 as idéias 1iolHgicas de ho*e5
sa1e2os 4ue tudo est? no >unciona2ento do cére1ro e as le21ranças não são
senão u2a possi1ilidade de cha2ada do siste2a de agulhas3 co2o diz o prHprio
%hauchard .<Q/3 4ue conclui 4ue 0o >uncional su1stituiu o 2aterial X77LY6# $ cita
palavras de Ri*lant .7II/5 X77ZY 0No estado de evolução atual das ciBncias
>isiolHgicas3 não se pode pretender de>inir co2pleta 2ente todos os pro1le2as do
co2porta2ento hu2ano### Parece3 entretanto3 prov?vel 4ue3 no >uturo e  2edida
4ue as técnicas se aper>eiçoe23 so1retudo o pensa2ento eCperi2ental3 a solução
o1*etiva desses pro1le2as poder? ser prevista e se tornar? possível de>inir3
co2pleta2ente3 o tra1alho 2ental e2 ter2os >ísicos e 4uí2icos e precisar todas
as características >uncionais da 2?4uina hu2ana3 parte integrante de u2 2undo
de 4ue ela so>re as alteraçes e 4ue3 por sua vez3 2odi>ica6#
Para situar o pro1le2a3 co2o se apresenta3 atual2ente3 *ulga2os Etil distinguir as
principais tendBncias3 valendo;nos3 e2 parte .no 4ue concerne so1retudo s
idéias to2istas/3 das >Hr2ulas de %hauchard .<:/# X77:Y $di>icando u2 siste2a de
concepçes 4ue se ope23 na 4uestão do livre ar1ítrio3 di>erencia2os3 antes de
tudo3 o grupo causalista ou 2aterialista e o grupo >inalista ou espiritualista#
Para os 2aterialistas3 a consciBncia é u2a propriedade da 2atéria cere1ral e não
haveria co2o >alar3 então3 de li1erdade de escolha5 para os espiritualistas ela
depende da presença de u2 princípio i2aterial3 a al2a3 cu*a característ ica seria3
precisa2ente3 o livre ar1ítrio#
No pri2eiro grupo3 pode;se >alar do 2aterialis2o ingBnuo3 ho*e ultrapassado3
segundo o 4ual o psi4uis2o era si2ples2ente u2 produto da 2atéria e o
2aterialis2o 2oderno3 e2 4ue eCiste2 duas tendBncias" o 2aterialis2o dialético
ou >ilosH>ico3 segundo o 4ual a consciBncia não é 2ais do 4ue u2 dos aspectos
dos >en-2enos 2ateriais da vida" 0a co2pleCidade pode >azer aparecer
propriedades novas 4ue não estava2 nos co2ponentes" d?;se a e2ergBncia#6
A outra tendBncia 2aterialista a 4ue se poderia cha2ar 2aterialis2o cientí>ico3
co2preende3 por sua vez3 dois ra2os" o dos 4ue podería2os cha2ar ignora1istas
cu*as idéias so1ressae2 do céle1re discurso @gnora1is2us de (u &ois Re+2ond e
4ue 0pensa2 4ue haver? se2pre u2 aspecto da 4uestão 4ue escapar?  ciBncia"
os siste2as de agulhas do in>luCo nervoso são 2ecanis2os ele2entares 4ue não
1asta2 para eCplicar a co2pleCidade do con*unto X77QY6 e os 4ue designaría2os
espectantes .attentistes/3 4ue a>ir2a2 4ue nossos conheci2entos são ainda
>rag2ent?rios3 2as3 4ue acredita2 4ue u2 dia sa1er;se;? tudo interpretar3 pela
psicologia0#
No espiritualis2o3 pode;se distinguir3 ta21é23 u2 ingBnuo ou ani2is2o3 4ue
considera o processo cere1ral co2o u2 2ecanis2o a serviço da al2a3 princípio
independente3 i2aterial3 4ue co2anda os >en-2enos vitais e3 e2 seguida3 u2
>ilosH>ico# Nesse Elti2o3 encontra;se3 de u2 lado3 o dualis2o3 4ue pretende 4ue o
aspecto >isiolHgico diz respeito ao corpo3 2as3 o aspecto psicolHgico depende da
al2a3 princípio 2eta>ísico3 unido  2atéria5 de outro lado3 o to2is2o3 para o 4ual
0a al2a representa a >or2a do corpo3 não a causa3 2as3 a razão de sua
organização3 o princípio 2eta>ísico de unidade e de har2onia6# D to2is2o >ala do
corpo ani2ado ou al2a encarnada3 ou3 ainda3 do cére1ro ani2ado0# $sse conceito
hí1rido nos parece se2 sentido3 co2o se se dissesse 0u2 corpo não corporal6#
egundo %hauchard .<:/3 X778Y o conceito to2ista não estaria tão distante do 4ue
eCpressa o 2aterialis2o dialético" parece;nos 4ue ele podia asse2elhar;se3 do
ponto de vista lHgico3 antes3 ao 2aterialis2o ingBnuo 4ue3 ta21é23 dese*ava 4ue
a 2atéria produzisse algo de i2aterial#
Para ter2inar esse capítulo3 parece;nos Etil citar as idéias de &rach .<=/3 2uito
claras a esse respeito# (iz ele3 especial2enteX7<=Y
e algué2 dese*a >azer o1ra cientí>ica e2 psicologia3 é 2ister a1ster;se de toda
idéia de >inalidade para eCplicar a evolução 1iolHgica e não se apoiar e2 u2 livre
ar1ítrio hu2ano 4ue não passa do ilusão# Precisa perce1er o prHprio deter2inis2o
e a possi1ilidade de sua veri>icação# %o2 2uita >re4UBncia3 4uando se diz 4ue o
princípio do deter2inis2o é aproCi2ativo3 con>unde;se o prHprio deter2inis2o
.4ue per2anece rigoroso/ co2 a possi1ilidade de veri>icação desse deter2inis2o
pelos ho2ens .4ue3 de >ato3 é pouco rigorosa e2 >ísica nuclear e e2 certos casos
de pro1a1ilidade/# Até agora3  2edida 4ue nossas eCperiBncias se torna2 2ais
nu2erosas e 2ais precisas3 o deter2inis2o se ve2 2ostrando cada vez 2ais
v?lido# A prova eCperi2ental de sua validade sH se deté2 co2 as di>iculdades de
certas eCperiBncias# A aparente indeter2inação prové2 da insu>iciBncia de nossos
conheci2entos#0
$ acrescenta3 ainda"
A causalidade estrita re4uer o co2porta2ento auto2?tico dos seres vivos .visto
4ue as causas 1e2 deter2inadas produze2 se2pre3 auto2atica2ente3 o 2es2o
e>eito/3 a i2possi1ilidade do livre ar1ítrio e u2 deter2inis2o estrito para os >atos
reais# $Ciste u2a doutrina deter2inista3 4ue ad2ite u2a causalidade estrita e u2a
doutrina espiritualista 4ue ad2ite u2a causalidade não estrita# Não h?
co2pro2isso possível entre essas duas doutrinas" é preciso escolher u2a ou
outra#
As idéias de &rach .<=/ X7<7Y so1re a >inalidade não são 2enos pertinentes"

uase todos os aconteci2entos pode2 ser considerados3 pelo ser hu2ano 4ue os
o1serva3 co2o agrad?veis ou desagrad?veis3 co2o Eteis ou i2portunos# e não
conhece eCata2ente as causas desse aconteci2ento3 te2 a i2pressão de 4ue
essa ocorrBncia >oi dese*ada de 2odo preciso por u2 outro ser vivo .divindade3
ho2e2 ou ani2al/ a2ig?vel ou hostil" te2 a i2pressão de >inalidade# @sso >oi u2a
ilusão constante para o ho2e2 nas idades pré;lHgicas# Graças ao progresso
cientí>ico3 essa ilusão se atenuou para a 2aior parte dos aconteci2entos#
$3 en>i23 so1re o livre ar1ítrio3 o1serva" 0A li1erdade >ilosH>ica ou livre ar1ítrio
consiste e2 ter consciBncia de u2 >en-2eno 4ue co2eça e2 si ou3 co2o diz
Renouvier3 X7<<Y 4ue te2 u2 co2eço a1soluto6#
uando o ho2e2 re>lete so1re os >en-2enos conscientes 4ue perce1e e2 si
2es2o3 est?3 desde logo3 inclinado a acreditar 4ue são independentes e
inteira2ente di>erentes dos >en-2enos inconscientes .4ue3 ali?s3 não conhece
direta2ente/ e 4ue são >en-2enos se2 causa3 por4ue sucede2 a >en-2enos
inconscientes#
Achille;(el2as e Marcel &oll .7/ X7<IY dize2 igual2ente 4ue 0não é o 2ecanis2o
aparente de nossos atos 4ue nos >az agir3 são nossas disposiçes 4ue antecede2
nossos atos6# F?3 então3 a ilusão do livre ar1ítrio3 1aseada nu2a aparente
>inalidade3 u2a pseudo>inalidade 4ue 0resulta de u2a con>usão entre os >atos
>uturos e a i2age2 4ue deles >aze2os3 i2agens anteriores a nossos atos6#
%o2o nasceu no ho2e2 a ilusão da li1erdade e a consciBncia do livre ar1ítrioS
&rach .<=/ X7<9Y nos d? a resposta"
Ds ho2ens3 nas pri2eiras eras da hu2anidade3 não tinha2 certa2ente3 4ual4uer
atividade volunt?ria" seus atos era2 ou re>leCos3 ou i2pulsivos# $2 decorrBncia da
vida e2 sociedade3 o indivíduo ad4uiriu não so2ente graus 2ais elevados de
consciBncia e u2 nE2ero consider?v el de re>leCos condicionados independen tes
uns dos outros3 2as ta21é23 a linguage23 >acilitando a representação dos 2eios
de realização3 a possi1ilidade de desencadear séries de re>leCos condicionados
engrenados .dize2os enCertados/ uns nos outros .e2 4ue cada u2 é provocado
pelo precedente/ e3 portanto3 u2a organização cada vez 2ais e>icaz de sua
atividade# i2ultanea2ente3 na espécie hu2ana3 a organização especí>ica da
atividade >oi ad4uirida3 pouco a pouco3 através de u2a organização progressiva
do siste2a nervoso e do cére1ro .no ho2e23 a eCtensão dos lH1ulos >rontal e
pre>rontal >oi conco2itante co2 o nasci2ento e a evolução de sua conduta social
e volunt?ria e da consciBncia re>letida/# (e resto3 essa organização especí>ica dos
centros nervosos >acilita3 nos ho2ens atuais3 a a4uisição individual e progressiva
de sua atividade#
A ilusão do livre ar1ítrio é super>icial e não resiste  re>leCão# Mas3 a sociedade se
apoderou3 desde 2uito te2po3 dessa ilusão3 trans>or2ou;a e2 pretensa realidade3
dela se serviu para e2itir *ulga2ento de valor so1re os ho2ens3 para enunciar o
4ue deve ser >eito e o 4ue é proi1ido3 para pro2ulgar as leis sociais e 2orais3 1e2
co2o para deter2inar as sançes e as reco2pensas correspondentes#
2 o1servador in>inita2ente inteligente e in>inita2ente ciente poderia prever todas
as decises de u2 indivíduo e não teria a ilusão do livre ar1ítrio deste# @sso não
i2pede a 2aior parte dentre nHs de ter essa ilusão3 necess?ria3 a>inal3 para a vida
nor2al#
2a sociedade sH é verdadeira 4uando seus 2e21ros são su>iciente2ente ativos
e se sente2 uns para co2 os outros3 respons?veis pelos seus atos# Para u2a
sociedade é preciso 4ue tudo se passe co2o se o livre ar1ítrio não >osse u2a
ilusão3
nascer co2o se >osse>oi3u2a
essa ilusão5 realidade#
so1retudo3 'oi o co2eço
a sociedade3 porda2eio
vidade
e2suas
sociedade
regras 4ue
e >ez
sançes3 1e2 co2o pelos o1st?culos 4ue ela o>erece s tendBncias e aos re>leCos
do indivíduo 4ue o >ez to2ar consciBncia de si 2es2o3 do 2eio3 de seus atos e
responsa1ilidades e 4ue lhe d? a ilusão perpétua de u2a livre escolha#
A >unção da sanção nu2a sociedade não consiste e2 punir 4ue2 in>ringe o
cHdigo social3 2as3 e2 de>ender a sociedade contra as tendBncias individualistas3
acentuada2ente3 anti;sociais3 e2 proporcionar u2 eCe2plo suscetível de
e2ocionar e >azer re>letir os outros 2e21ros de co2porta2ento ainda hesitante e
i2pedi;los3 então3 de i2itar3 posterior2ente3 o delin4Uente#
e o livre ar1ítrio >osse u2a realidade e os ho2ens capazes de criar co2eços
a1solutos3 seu te2pera2ento inato e seu car?ter interviria2 2ais para >azer
o1strução s sugestes sociais#  *usta2ente por4ue são irrespons?veis 4ue a
educação3 a >a2ília e as leis tB2 tanta i2portOncia so1re seu co2porta2ento#
ual4uer 4ue se*a3 essa ilusão de li1erdade >az3 agora5 parte integrante de nossa
atividade# Mas3 se é verdade 4ue a consciBncia de nossa li1erdade >oi provocada3
so1retudo3 pela desproporção entre nossa sensação 4ue desencadeia a série de
atos inconscientes e o resultado consciente dessa série de atos5 se é verdade
4ue3 co2 a consciBncia de todos os nossos atos3 não tería2os 2ais essa ilusão
de li1erdade3 tere2os3 contudo3 co2 tanto 2aior >re4UBncia3 essa ilusão3 4uanto
2ais a2iEde3 to2ar2os consciBncia de u2 deles3 en4uanto a série se vai
e>etuando#
$ conclui X7<LY
D ho2e23 para ter3 no 2ais alto grau3 consciBncia da li1erdade e do senti2ento
do livre ar1ítrio3 dever? to2ar3 ao 2?Ci2o3 consciBncia dos aconteci2entos
eCteriores e de seus atos" ser livre é so1retudo ser consciente#
$2 su2a3 de tudo o 4ue disse2os neste capítulo3 cre2os poder a>ir2ar 4ue a
ilusão de nossa li1erdade de escolha repousa na eCistBncia3 no nosso psi4uis2o3
da es>era inconsciente .a1soluta ou auto2?tica/ e da es>era consciente .ou
condicionada/" perce1e2os a eCcitação inicial 4ue atinge nossos sentidos e
constata2os consciente2ente nossa ação e2 resposta3 2as3 não nos
aperce1e2os do processo inter2edi?rio 4ue se desenvolve no inconsciente# $ssa
interrupção da continuidade na consciBncia causa3 e2 nHs3 a ilusão do livre
ar1ítrio#

)apítulo III
Re,le2ologia indi+idual aplicada
A an?lise espectral da al2a  o a2estra2ento  Ds ani2ais s?1 ios  A Pedagogia
 A Psi4uiatria  D delírio e a terapButica soní>era  As Elti2as aplicaçes clínicas
da re>leCologia  A psicologia nos negHcios  A pu1licidade e o anEncio  A
organização cientí>ica do tra1alho  A docu2entação  A Noogra>ia e o princípio
do cine2atis2o do pensa2ento  A organização de si 2es2o  A psicagogia#

A di>erenciação3 u2a verdadeira dissecação dos estados d\al2a3 e2 u2a série de


ele2entos diversos 4ue conhece2os no capítulo precedente3 u2a espécie de
an?lise espectral da al2a3 nos 2ostra 4ue é possível >azer vi1rar3  vontade3
partes deter2inadas desse espectro# $is u2a in>or2ação essencial para 4ue2
dese*a orientar seus se2elhantes e2 u2a direção antecipada2ente escolhida3
in>luenci?;los psicologica2ente3 decidir de seu co2porta2ento# D >unda2ental3
nessa tare>a3 é a1raçar3 por todos os lados3 o co2pleCo psí4uico3 de não lhe
deiCar 4ual4uer escapatHria3 de não tocar3 ao acaso3 u2a sH corda5 a regra3 ao
contr?rio3 é >azer oscilar todas as 1ases pro>undas da al2a hu2ana3 as pulses3
4ue são do do2ínio do inconsciente#
Mostra2os3 a cada passo3 4ue todas as atividades hu2anas são o resultado de
u2 e2aranhado3 2ais ou 2enos co2pleCo3 de processos 4ue se desencadeia2
nos 2ecanis2os do siste2a nervoso3 1aseando;se nu2a grande 4uantidade de
i2presses3 rece1idas pelo organis2o3 durante a vida#
Mas3 h? do2ínios e2 4ue esses >en-2enos to2a2 u2 aspecto 2uito nítido3 e2
4ue se pode2 >or2ar3 se2 di>iculdade3 os re>leCos condicionados pretendidos e
seguir3 >acil2ente3 sua evolução#  por eCe2plo3 o do2ínio do a2estra2ento de
ani2ais# 2 circo é u2a escola3 onde se >or2a2 re>leCos condicionados3 de
acordo co2 2étodos 2uito claros e seguros# D 2es2o se veri>ica na
do2esticação de ani2ais" cavalos3 ru2inantes3 cães etc# %erta2ente3 no 4ue
respeita  aptidão para a aprendizage2 h? variaçes entre os ani2ais de
di>erentes espécies e ta21é2 entre indivíduos da 2es2a espécie3 co2o *? vi2os3
4uando das eCperiBncias de Pavlov3 e co2o sa1e2 todos os 4ue lida2 co2
irracionais# No >inal de contas3 poré23 todos os ani2ais pode2 ser ensinados3
co2o diz Fachet ouplet .:=/ 4ue une a u2a grande eCperiBncia pessoal do
adestra2ento o sa1er de u2 zoopsicHlogo#
Na técnica da a2estrage2 reconhece2;se3 >acil2ente3 os princípios de 4ue
>ala2os aci2a" é eCclusiva2ente o engodo e o 2edo das sançes3 o receio da
dor3 4ue constitue2 os 2Hveis e2 4ue repousa a aprendizage2 dos ani2ais5 é3
nesse caso3
geral da a ação so1re
a2estrage2 as pulses n
é a associação do<>ator
.nutrição/ e n 7nte
condiciona .co21ativa/#
.o sinal 4ue2a regra
se d? ao
ani2al e 4ue deve provocar sua ação/ e do >ator >or2ado pelo 2ecanis2o inato
do 2edo .pulsão co21ativa/ ou do apetite .pulsão ali2entar/3 associação e>etuada
de tal 2odo 4ue o pri2eiro preceda3 de alguns instantes3 o segundo3 se2 o 4ue o
e>eito dese*ado não se produz" u2 ani2al saciado ou 4ue so>reu u2 cho4ue
nervoso *? não reage a u2a eCcitação >isiologica2ente 2ais >raca co2o o
apareci2ento de u2 sinal# Reencontra2os3 a4ui3 a lei da carga energética de u2
centro3 de 4ue nos >ala Pavlov#
Dutra regra é 4ue a eCcitação 4ue se deve tornar condicionante precisa ser 1e2
de>inida3 não deve variar3 ne2 apresentar3 portanto3 aspectos novos 4ue poderia2
tornar;se ini1idores# (aí por4ue3 co2o diz Fachet;ouplet .:=/ na >or2a e na
disposição dos aparelhos3 u2a vez utilizados3 nada de essencial deve ser
2odi>icado# Por conse4UBncia3 é aconselh?vel não 2udar a cor dos acessHrios#
$le conta a aventura divertida de u2 eCi1idor de p?ssaros 4ue3 tendo 0re>or2ado
os poleiros e os ta1uleiros .4ue de ver2elhos passara2 a azuis/3 co2eteu a
i2prudBncia de us?;los e2 pE1lico# Ds po21os3 seus aprendizes3 1uscando3 a
todo custo3 reencontrar a i2pressão ver2elha3 desprezara2 os ta1uleiros azuis
4ue lhes era2 estendidos da 2aneira 2ais insinuante possível5 voara2 e2 torno
do circo e3 avistando o grande chapéu de u2a espectadora3 ornado de papoulas3
nele pousara2 se2 a 2enor ceri2-nia#6
A i2itação in>lui no adestra2ento" vendo seus se2elhantes eCecutare2
deter2inados 2ovi2entos3 os ani2ais os aprende2 2ais rapida2ente# A razão é
4ue se ha1itua2 a perce1er as eCcitaçes3 o 4ue resulta da o1servação de seus
prHprios 2e21ros 4uando eCecuta2 2ovi2entos nor2al2ente5 os 2ecanis2os
4ue preside2 sua realização3 postos e2 ação3 aparece2 drenados pela
passage2 dessas eCcitaçes# Atrela2;se potros3 por eCe2plo3 aos 4uais se
dese*a ensinar a puCar veículos3 *untos a u2 cavalo *? acostu2ado ao tra1alho3
to2ando;se o cuidado de coloc?;los de u2 e de outro lado do 2ais velho 
$ncontrare2os3 ta21é23 esse >ato na >or2ação de h?1itos entre as crianças3 na
escola3 onde a i2itação te2 u2a grande i2portOncia#  o 2es2o processo 4ue
conhece2os aci2a3 X7<ZY ao >alar2os dos espectadores e dos atores3 4uando da
descrição de u2 novo processo para a >or2ação de re>leCos condicionados#
Ainda u2 >ato característico do a2estra2ento" a cadBncia das eCcitaçes e até
seu aco2panha2ento de percepçes rít2icas sonoras3 co2o a 2Esica3
>avorece2 a >or2ação de h?1itos e seu auto2atis2o# $sse procedi2ento é
utilizado nos circos# $st? con>or2e as leis 4ue rege2 a sugestão" os 2ecanis2os
superiores entra23 nesse caso3 nu2 estado 4ue convida ao sono3 a ini1ição
interna generalizada au2enta e a possi1ilidade de responder auto2atica2ente s
eCcitaçes i2postas3 durante esse estado3 se torna 2ais segura# D ru>o de
ta21ores3 por eCe2plo3 a*uda a eCecução i2pec?vel do passo de ganso3 tão caro
ao 2ilitaris2o ale2ão de outrora e ressuscitado3 e2 nossos dias3 por Fitler3 4ue
era3 co2o vere2os 2elhor ainda 2ais adiante3 na verdade3 u2 do2esticador cu*o
interesse consistia e2 ter  sua disposição aut-2atos3 verdadeiros ro1ots vivos#
Ds estudos d\$spinas3 no >i2 do século passado e co2eço deste3 2uito
contri1uíra2 para a co2preensão de >atos o1servados nos ani2ais e sua
integração no con*unto dos conheci2entos so1re a >or2ação e >unciona2ento de
associaçes de seres vivos3 1ase de >en-2enos da vida social# $le >ala de u2a
conta2inação psí4uica na eCecução dos 2ovi2entos das vespas3 de certos
peiCes co2o os tu1ares3 as arraias3 os caçes e outros ani2ais 4ue vive2 e2
co2unidade e trata a sociedade co2o organis2o de categoria superior3 tendo
2es2o u2a consciBncia coletiva# Alverdes .:/3 4ue estudou a i2portOncia do
instinto greg?rio na >or2ação das sociedades ani2ais e hu2anas3 entendenos
4ue o
casa2ento3 a >a2ília e a sociedade são >en-2enos 1iolHgicos3 eCistentes
ani2ais antes do ho2e23 de 2odo 4ue é levado a >alar de u2a verdadeira
sociologia dos ani2ais3 a descrever o >en-2eno do pOnico3 da i2itação nas
>or2igas3 da eCistBncia de u2 co2pleCo de dipo no reino ani2al etc# X7<:Y
$sses >atos3 co2o os relativos  a2estrage23 le21rando os da educação na
sociedade hu2ana3 provocara2 a 4uestão 2uitas vezes suscitada" a de sa1er se
se pode ad2itir3 nos ani2ais3 graus 2ais altos de inteligBncia ou3 segundo nosso
2odo de ver3 possi1ilidades de >or2ar re>leCos condicionados enCertados ou de
grau superior# $2 apoio a essa tese te2 sido apresentado o eCe2plo de ani2ais
s?1ios3 de ani2ais calculadore s etc#3 co2o os >a2osos cavalos de $l1er>eld3 4ue
teria2 a >aculdade de eCtrair raízes de 4ual4uer potBncia3 ou o cão Rol>3 de
Mada2e Moec!er3 de Mannhei23 4ue 0enunciava sentenças 4uase >ilosH>icas e
co2unicava  sua dona as 2udanças do seu hu2or6# 'oi possível veri>icar3 e2
seguida3 4ue era2 se2pre resultados de a2estra2ento3 2ais ou 2enos
involunt?rio e a trans2issão de sinais3 4uase i2perceptíveis3 aos ani2ais3 pelos
seus donos#
A escola e os 2étodos pedagHgicos não são 2ais do 4ue u2a espécie de
adestra2ento das crianças3 co2 vista a suas atividades >uturas na vida#
 de i2portOncia >unda2ental conhecer a srce2 das atitudes do co2porta2ento
e as leis 4ue a deter2ina23 de 2odo a poder in>luenciar a criação de 2aneiras
social2ente positivas e dirigir a educação# @sto desde o co2eço3 por4ue a ciBncia
e a pr?tica pedagHgicas nos 2ostra2 4ue é nos pri2eiros anos da vida 4ue se
>or2a2 as 1ases 2ais sHlidas das atitudes ulteriores# Tanto 2ais 4ue é preciso ter
e2 conta0aoescola
eCe2plo3 papel a2ericana
dos >atores
de 1iolHgicos para o co2porta2ento#
psicologia constatou Assi23
4ue os preconceitos por
raciais
se >iCa2 no indivíduo desde a idade de L anos6 X7<QY#
(iscípulos de Pavlov estudara2 a >or2ação dos re>leCos condicionados nas
crianças# As pri2eiras eCperiBncias do (outor ^rassnogor s!+ 4ue e2pregou3 e2
seus estudos so1re 2eninos de tenra idade3 o re>leCo de deglutição3 evidenciara2
4ue tudo o 4ue se de2onstrou nas eCperiBncias cl?ssicas de Pavlov a respeito
das glOndulas salivares dos cães3 era per>eita2ente aplic?vel s crianças# 'oi
possível esta1elecer co2 nitidez 4ue re>leCos condicionados 1e2 de>inidos
podia2 ser o1tidos cerca de oito se2anas apHs o nasci2ento# Ds pri2eiros
2eses e anos depois do nasci2ento constitue2 u2 período e2 4ue u2a
in>inidade de novos re>leCos condicionados se >or2a2 nas crianças3 se*a por u2a
associação direta entre as reaçes inatas e as novas i2presses 4ue provB2 do
eCterior ou por u2 enCerto de novos re>leCos so1re outros *? assi2ilados# Mais
tarde3 eCperiBncias >ora2 repetidas na REssia3 na A2érica3 na Ro2Bnia e e2
outros lugares e2 crianças de 2ais idade .7= a 79 anos/ e 4ue >re4Uentava2 a
escola# Viu;se 4ue a eCcitação ver1al 4ue te2 e2prego especial na escola co2o
2eio de educação3 isto é3 co2o instru2ento de >or2ação de h?1itos cada vez
2ais co2pleCos3 é eCcitante condicional por eCcelBncia 4ue >aculta enCertar
>acil2ente re>leCos uns so1re outros# $videnciou;se3 igual2ente3 outro >ato3 de 4ue
>ala2os a propHsito do adestra2ento de ani2ais" a i2itação praticada e2 larga
escala na educação te2 u2 valor 2uito grande na >or2ação de re>leCos nas
crianças" o 2ecanis2o3 evidente2ente3 é o 2es2o# D re>leCo de i2itação é3 se2
dEvida3 u2a a4uisição tornada est?vel3 inata e heredit?ria3 no curso da evolução
>ilogenética# Pode;se o1servar3 diz Dr1eli .7=8/3 nu2 canil3 4ue é 1astante u2 cão
co2eçar a ladrar para 4ue todos os de2ais o i2ite25 se3 nu2a 2atilha de
pe4uenos cães3 u2 se precipita atr?s de u2a pessoa3 todos os outros >arão o
2es2o5 se u2 salta so1re ela3 os restantes o i2itarão# e se trata de u2 2acaco3
pode ele eCecutar os 2ovi2entos 2ais co2plicados3 o1servando algué2 >azB;los#
$n>i23 no 4ue toca ao ho2e23 até u2a criança de tenra idade i2ita os pais e as
visitas ou repete os sons 4ue ouve pronunciar# A >or2ação de re>leCos
condicionados3 por 2eio do de i2itação3 distingue os ani2ais superiores3 co2o os
2acacos e o ho2e23 dos representantes in>eriores do reino ani2al#
e pro2ove2os a >or2ação de re>leCos condicionados e2 escolares3 na presença
de outras crianças3 estas se torna2 2ais aptas a capt?;los" d?;se u2a espécie de
drenage2# As eCperiBncias e>etuadas co2 esse >i23 1aseia2;se na >or2ação de
re>leCos cha2ados retardados3 por Pavlov3 e2 eCperiBncias nos cães# 'ora2
so1retudo os tra1alhos de dois de seus discípulos3 os doutores Polossine e
'adeéva .7<I/ 4ue esclarecera2 essas 4uestes# Ds re>leCos retardados são
a4ueles 4ue se ela1ora2 deiCando u2a eCcitaçã o 4ue pe e2 >unção u2 re>leCo
inato .nutrição/ seguir a eCcitação condicionante depois de u2a certa de2ora 4ue
vai de segundos a alguns 2inutos# D resultado é 4ue a reação .a salivação3 por
eCe2plo/ surge no >i2 do intervalo3 cu*a duração se estende entre o apareci2ento
do sinal .eCcitante condicional/ e a apresentação do ali2ento .eCcitante a1soluto/#
VB;se3 desde logo3 4ue a i2portOncia de u2 re>leCo condicionado retardado3 para
a educação das crianças3 é eCtre2a2ente grande3 considerando 4ue se trata de
lhes dar o do2ínio de si3 a capacidade de esperar3 a de >azer >uncionar3 assi23
esta ini1ição interna 4ue est? na 1ase dos processos conhecidos3 e2 psicologia
introspectiva3 co2o os da vontade#
$is co2o se procedia# Mostrava;se s crianças u2 sinal lu2inoso e3 depois de u2
certo te2po3 u2 2inuto3 por eCe2plo3 2andava;se 4ue eCecutasse2 u2
2ovi2ento .co2pri2ir u2 1alão de 1orracha/ 4ue punha e2 >unciona2ento u2
aparelho
repetiçesde.perto
onde desairia
u2aa centena/3
reco2pensa  u2 1o21o2#
4ue as (epois
criançasde>azia2
2uitaso
veri>icou;se
2ovi2ento prescrito se2 4ue lhes >osse dito e co2 a de2ora dese*ada .u2
2inuto3 no caso/# 'or2ava;se3 então3 u2 re>leCo condicionado e2 4ue a 2edição
do te2po se >azia auto2atica2ente3 pelos 2ecanis2os do siste2a nervoso das
crianças5 aprendera2 a >azer durar o processo de ini1ição3 eCata2ente3 o te2po
4ue se dese*ava#
(esse 2odo3 os processos educativos 4ue procura2 inculcar disciplina na
criança3 ha1itu?;la a sa1er esperar3 a 0do2inar;se e2 deter2inados casos da vida
real63 são u2 adestra2ento pelos re>leCos condicionados retardados# $sse ensino
inicial deve3 é claro3 ser su1stituído3 e2 seguida3 pela ela1oração de re>leCos
condicionados de orde2 superior e2 4ue o enCerto dos re>leCos3 co2o a
constituição3 no segundo siste2a de sinalização do *ove23 de u2a 1agage2 de
engra2as apropriada e o apelo s re>enaçes3 isto é3 ao desrecal4ue desses
engra2as3 aco2panhado de seu aclara2ento pela consciBncia são essenciais aos
educadores e conduze2  >aculdade da disciplina consentida e do autocontrole#
As pes4uisas dos discípulos de Pavlov pusera2  2ostra3 ainda3 u2a certa
di>erença dos caracteres das crianças" e2 uns o re>leCo se constituía 2ais
rapida2ente 4ue e2 outros5 2as3 chegou;se a acelerar sua >or2ação e2 certa
2edida3 nos 2ais lentos e a retard?;lo3  vontade3 por ini1ição3 nos 2ais vivos#
VBe2;se3 i2ediata2ente3 as relaçes eCistentes entre as pr?ticas de ensino3 de
educação e os >en-2enos da >or2ação de re>leCos condicionados desde agora
conhecidos# Poder;se;ia 2elhor dizer 4ue os pri2eiros são u2a aplicação das leis
4ue governa2 os segundos#
$2 u2 de seus Elti2os tra1alhos3 pu1licado antes de sua 2orte3 Pavlov procla2a
4ue
paraoo processo
treino do dos re>leCos
Hrgão condicionados
do pensa2ento3 assegura
isto é3 asdos
do cHrteC 2aiores possi1ilidades
he2is>érios cere1rais
do ho2e2#
Pode;se entrever relaçes 2uito nítidas entre a educação3 por u2 lado e a
propaganda e a pu1licidade3 por outro3 pois3 a21as procura2 atuar so1re os
2es2os 2ecanis2os essenciais do ho2e2 e >or2ar re>leCos condicionados
apropriados# A di>erença consiste3 apenas3 e2 4ue os >ins a 4ue aspira a
educação são de natureza dur?vel" 1usca >or2ar o indivíduo3 en4uanto a
propaganda e a pu1licidade visa2 a u2 e>eito ad hoc3 i2porta;lhes 0criar3
trans>or2ar ou con>ir2ar opinies3 X7<8YAs técnicas 4ue ha1itual2ente
e2prega23 so1retudo seu desígnio de convencer e su1*ugar3 se2 >or2ar3 >aze2 a
antítese6#
(urante os Elti2os anos de sua vida3 Pavlov re>letiu 1astante so1re a aplicação de
seus princípios  atividade psí4uica3 desviada ou doentia3 por conseguinte3 
psi4uiatria# Partindo do >ato da generalização da ini1ição interna e de suas
relaçes co2 o sono3 >oi levado a eCa2inar os estados de sugestão3 de u2 lado e
a >or2ação de caracteres3 do outro# $ncora*ou;se a estudar os >en-2enos
2Hr1idos da personalidade3 os estados de de2Bncia3 as neuroses e a
es4uizo>renia3 colocando;se do ponto de vista dos re>leCos condicionados# Todo o
co2porta2ento do ani2al e3 natural2ente3 do ho2e23 depende do e4uilí1rio dos
processos de eCcitação e ini1ição# e h? di>iculdade e2 2antB;lo3 co2o no caso
do cão3 ele ge2e3 late3 de1ate;se na 2esa3 a atividade nor2al do cére1ro est?
pertur1ada# @sso eCplica a srce2 das doenças 4ue se o1serva2 >re4Uente2ente
na vida3 e2 seguida a operaçes agudas de eCcitação e ini1ição# 'ica;se3 de u2a
parte3 so1 a in>luBncia de u2 processo de eCcitação intensa e3 de outro3 as
eCigBncias da vida o1riga2 a ini1ir esse processo#  >re4Uente encontrar3 e2
decorrBncia disso3 pertur1açes da atividade nor2al do siste2a nervoso# As
2odi>icaçes 2Hr1idas de >unçes nor2ais do cére1ro pode2 relacionar;se co2 o
processo de ini1ição ou co2 o de eCcitação# $2 geral3 os neurastBnicos3 por
eCe2plo3 ini1e2 2al5 na histeria3 ao contr?rio3 é 4uase se2pre a ini1ição 4ue
predo2ina3 so1 >or2a de anestesias3 paralisias3 sugestiona1iidade eCagerada etc#
Pelas eCperiBncias de la1oratHrio3 pertur1ando os processos de >or2ação de
re>leCos condicionados ou sua ini1ição3 criando nos ani2ais3 e2 eCperiBncia3
condiçes progressiva2ente 2ais di>íceis3 colocando3 diante de seu siste2a
nervoso3 tare>as cada vez 2ais pesadas3 Pavlov conseguiu reproduzir nos cães
estados nervosos correspondentes eCata2ente s >or2as 2Hr1idas conhecidas
no ho2e2" as diversas 2odalidades de neurose3 a neurastenia3 a histeria# Ds
tra1alhos nesse sentido progredira2 tanto3 nos Elti2os te2pos3 4ue a
cola1oradora de Pavlov3 Mada2e Petrova3 X7I=Yconsegue atual2ente provocar e2
4ual4uer indivíduo .cão/ e a 4ual4uer 2o2ento3 diversos estados nevrHticos3 
vontade e >azB;los desaparecer co2 trata2entos ade4uados# Tentou;se 2es2o
tratar esses cães neurosados co2 1ro2etos e chegou;se a o1ter resultados
se2elhantes aos conseguidos no ho2e2#
$is outra eCperiBncia 2uito signi>icativa" 2ostra;se a u2 cão3 nu2a tela3 a i2age2
de u2 círculo e d?;se;lhe3 ao 2es2o te2po3 o ali2ento5 depois3 2ostra;se;lhe
u2a elipse3 se2 lhe dar a co2ida# ApHs 2uitas sesses3 >or2a;se u2 re>leCo
condicionado positivo .salivação/ para a pri2eira eCcitação e u2a ini1ição
condicionada .ausBncia de salivação/ para a segunda# $2 seguida3 2ostrando;lhe
a elipse3 2odi>ica;se3 pouco a pouco3 sua >or2a3 igualando os diO2etros de
2aneira 4ue se aproCi2e2 do círculo# A 2edida 4ue a i2age2 da elipse evoca3
cada vez 2ais3 a do círculo3 o ani2al torna;se in4uieto3 uiva3 de1ate;se3 segue;se
u2 >en-2eno designado co2o ruptura" ora o cão saliva3 ora a salivação não se
>az# o1reve2 u2 estado de co2pleto descontrole nervoso3 le21rando3 e2 todos

os pontos3 u2a crise de neurastenia hu2ana#


D estudo dos estados nevrHticos3 levando;se e2 conta a >isiologia dos re>leCos
condicionados3 nu2 2odelo si2ples e c-2odo3 co2o o cão3 revela;nos 4ue tais
estados são >re4Uente2ente condicionados por dese4uilí1rios 4ue se instala2 no
siste2a nervoso3 entre os processos de eCcitação e ini1ição3 e2 decorrBncia de
u2a carga 2uito grande a 4ue se su12ete eCperi2ental2ente o siste2a3 ou3
ainda3 pela ação de eCcitaçes 2uito violentas#
$is u2a interessante eCperiBncia >eita e2 u2 cão# 2a >ortíssi2a eCcitação
.elétrica/ é associada a u2 so25 o cão reage3 violenta2ente3 uivando3 de1atendo;
se etc# 2 outro so2 é co21inado co2 a ali2entação e se torna eCcitante
condicionante# 'azendo;se atuar os dois sons3 ao 2es2o te2po3 vB;se 4ue a
reação causada pelo pri2eiro prevalece" o cão não saliva3 de1ate;se3 uiva etc# A
reação se enCerta 2es2o so1re o segundo" apresentado isolada2ente3
desencadeia ta21é2 a reação de de>esa# (epois de u2 certo te2po3 durante o
4ual se poupou o cão dos cho4ues elétricos3 o segundo so23 isolada2ente3
provoca a salivação3 2as3 é 1astante >azer agir so1re o ani2al3 4uando co2eça a
cochilar3 para 4ue a reação de de>esa .grito etc#/ reapareça# $ssa reação é
a1soluta2ente igual  dos nevrosados e2 seguida a u2a cat?stro>e3 a u2a
1atalha3 etc#" 4uando ador2ece23 cae2 nu2 estado de delírio 4ue le21ra o
sona21ulis2o  agita2;se3 solta2 gritos3 co2porta2;se co2o se revivesse23
2ais u2a vez3 os aconteci2entos 4ue dera2 causa  sua doença#
Nos Elti2os te2pos3 antes de sua 2orte3 Pavlov3 prosseguindo suas pes4uisas
so1re as relaçes entre sua doutrina e a psi4uiatria3 interessou;se3 so1retudo3 pelo
pro1le2a do delírio3 cu*a eCplicação >isiolHgica3 segundo ele3 apresentava not?veis
di>iculdades# A característica particular do delírio consiste nu2a posição err-nea
ante o 2undo a21iente# Pode ter duas srcens" ou o paciente te2 sensaçes
>alsas3 provenientes do eCterior3 delas tira concluses logica2ente v?lidas e vive
nu2 2undo 4ue corresponde a essas concluses3 ou3 então3 suas percepçes são
nor2ais3 2as3 o erro co2eça a atuar nas ca2adas superiores do siste2a nervoso
central3 e2 4ue concluses são tiradas partindo da percepção#  possível 4ue
esses dois grupos de processos tenha2 lugar e2 ca2adas di>erentes do cére1ro
ou e2 partes di>erentes do cHrteC#  no Elti2o caso3 4ue intervé2 o segundo
siste2a de sinalização3 encontrado por Pavlov# 2a inércia do processo nervoso
é outro traço característico do delírio3 4ue pode levar3 até ao 1lo4ueio >uncional3 as
diversas partes do siste2a nervoso central# A >isiologia dos Hrgãos dos sentidos d?
certas indicaçes Eteis para a co2preensão do 2ecanis2o do delírio# Ds centros
corticais pode23 nesses casos3 perder suas coneCes co2 os Hrgãos dos
sentidos3 a atividade re>leCa é3 então3 a1olida e o1serva;se a predo2inOncia da
atividade auto2?tica3 1aseada no princípio hu2oral3 so1re o 4ui2is2o do
sangue#
$n>i23 precisaria citar ainda a4ui o grande progresso realizado na clínica
psi4ui?trica3 através da aplicação do 2étodo do trata2ento da es4uizo>renia3
so1retudo de sua >or2a catat-nica3 pela terapButica soní>era3 4ue se 1aseia
precisa2ente nas idéias de Pavlov3 so1re o papel da ini1ição de re>leCos
condicionados#
As Elti2as aplicaçes da teoria dos re>leCos condicionados3 4ue a1re a si 2es2a
u2 ca2inho cada vez 2ais largo na 2edicina3 na pro>ilaCia 2ental e e2 todos os
do2ínios da vida social da R3 são verdadeira2ente surpreendentes" assi23
chega;se a tratar co2 sucesso a hipertensão arterial3 >lagelo de nossa civilização3
por u2a cura 2etHdica de sono prolongado5 pratica;se u2a técnica de parto se2
dor se2 recorrer  anestesia pelos narcHticos3 2as3 e2pregando;se u2
trata2ento psí4uico prévio3 1aseado na sugestão consciente etc#
Relaciona2os esses eCe2plos para ressaltar3 2ais u2a vez3 4ue a teoria dos
re>leCos condicionados é 4ue nos d? a possi1ilidade de eCplicar 2uitos estados
psí4uicos hu2anos3 tanto nor2ais co2o patolHgicos e isso te2 a 2aior
i2portOncia para a co2preensão dos >atos de 4ue trata este livro#
Ao lado da pu1licidade 4ue procura in>luenciar o ho2e2 da rua3 a 2assa e
desencadear nos indivíduos 4ue a co2pe2 deter2inadas açes  e>eitos de
re>leCos condicionados  no sentido visado por 4ue2 >az o anEncio3 h? outra
atividade 4ue utiliza as 2es2as leis dos re>leCos condicionados3 da ini1ição etc#3
pertinente  gestão de negHcios3 2as 4ue utiliza u2a técnica u2 pouco di>erente#
 a psicologia nos negHcios relacionada co2 o tra1alho dos ho2ens de negHcios3
dos co2erciantes3 caiCeiros3 via*antes3 vendedores3 agentes de seguro etc# $les
ta21é2 deve2
4uere2 tornar conhecer3
dispostos co2ação
a u2a per>eição3
4ue lhesa ser?
estrutura da deve2
propícia5 al2a da4ueles 4ue
sa1er co2o
i2plantar3 na 2entalidade de seus parceiros e3 s vezes3 de suas víti2as3
deter2inados re>leCos condicionados5 sa1e2 4ue corda deve2 tocar3 co2o
provocar ini1içes3 co2o desini1i;los e2 u2 dado 2o2ento etc#  H1vio 4ue os
ho2ens de negHcios não são psicHlogos diplo2ados 4ue opera2 co2
conheci2ento das leis dos re>leCos condicionados# ão ho2ens 4ue age2 por
intuição3 segundo o 1o2 senso3 co2o se diz5 s vezes3 4uase >are*a2 sua víti2a3
seus lados >racos3 co2o u2 cão 4ue3 desco1rindo a caça3 to2a u2a atitude tensa#
D 1usiness2an a2ericano é típico# (eve possuir certas 4ualidades 4ue pode2
ser elevadas por u2a educação especial ao 2?Ci2o de desenvolvi2ento# $ntre
essas 4ualidades3 conta;se u2 certo vigor e resistBncia >ísica3 daí por4ue se
cultiva3 nos 2eios co2erciais3 o treina2ento esportivo# Ao lado de >ator pura2ente
intelectual3 poré23 4ue pode ser 2elhorado por u2 ensino geral e especial3 são as
4ualidades psicolHgicas3 no eCato sentido3
ocupaconsideradas
da 2ais alta i2portOncia
para u2 ho2e2 de negHcios# $ a4ui o pri2eiro plano a >aculdade de se
deiCar guiar pelo princípi o3 segundo o 4ual toda atenção e toda a vontade deve2
ser voltadas para o >i2 4ue se dese*a alcançar3 é o 4ue Pavlov deno2inou re>leCo
de >i2 .77Q/3 co2 o 2íni2o de energia e de te2po# D espírito de iniciativa3 o
dese21araço3 o sangue >rio3 o a2or  orde23  siste2atização3 ao tra1alho
per>eito são outras 4ualidades 4ue caracteriza2 u2 ho2e2 de negHcios 2oderno#
$n>i23 u2a condição essencial para o sucesso é a capacidade de entusias2o# 
talvez a 2aior >onte de energia e se apHia na pulsão n 73 sendo3 por isso 2es2o3
u2 >ator de pri2eira orde2# No 2o2ento de sucesso3 4uando u2 ho2e2 desse
tipo se aproCi2a do >i2 visado3 nasce2 novas >orças na sua estrutura psí4uica
4ue o encora*a2 para novos o1*etivos# $2 u2 2o2ento de depressão3 de
insucesso3 de >adiga3 isso constitui u2 ideal 4ue vive no 2ais pro>undo do seu
psi4uis2o3 u2 eCcitante condicionado de u2a orde2 das 2ais altas3 4ue ilu2ina3
co2o u2 >arol3 4ue d? >orças ao n?u>rago e lhe per2ite sair de u2a situação
perigosa#
Na atividade dos ho2ens de negHcios3 distingue2;se aptides especiais para a
arte de vender3 de co2prar3 para orientar a correspondBncia co2ercial  tudo
constituindo siste2as de co2porta2ento3 esta1elecidos so1re co2pleCos de
re>leCos condicionados 4ue3 controlados pelos >en-2enos de eCcitação3 de
ini1ição e desini1ição3 pelo tra1alho de analisadores de toda orde23 segue2 as
leis de 4ue trata2os3 4uando da eCposição da teoria de Pavlov#
D seguinte >ato serve de eCe2plo do valor desses >en-2enos3 co2o 1ase da
atividade nesse ca2po" na correspondBncia co2ercial não são apenas os ter2os
da carta 4ue tB2 in>luBncia psicolHgica3 deter2inando no destinat?rio essa ou
a4uela atitude3 2as3 ta21é23 >atores eCternos3 o aspecto e a >or2a3 a 4ualidade
do papel e até  o 4ue pode3  pri2eira vista3 parecer pouco co2preensível  o
envelope e a disposição do endereço# $Ciste2 2anuais e2 4ue são descritos os
2elhores 2étodos e >or2as de correspondBncia co2ercial3 visando ao sucesso#
Voltando aos >en-2enos da sugestão individual3 e coletiva aplicada3
consciente2ente3 na vida pr?tica3 so1 a >or2a3 por eCe2plo3 de pu1licidade e
anEncio3 conce1e;se >acil2ente 4ue se trata de u2 ca2po e2 4ue os re>leCos
condicionados tB2 >unção eCtre2a2ente i2portante#
A princípio3 de car?ter in>or2ativo3 a pu1licidade 1usca3 antes atingir 4ue
convencer3 sugestionar antes 4ue eCplicar# $la *oga co2 a o1sessão X7I7Y e apela3
então3 para diversas pulses# Procura até criar a necessidade na4uele a 4ue2 se
dirige# ão as 2es2as regras técnicas 4ue vi2os para o a2estra2ento3 co2 a
di>erença so2ente de 4ue3 tratando;se a4ui de seres hu2anos3 utiliza2;se
siste2as de re>leCos condicionados de u2 plano 2ais elevado e *oga;se3
natural2ente3 co2 toda u2a ga2a de pulses e seus derivados# Assi2 é 4ue3
para levar u2 ho2e2 a co2prar u2 1ilhete de loteria3 tentar;se;? sugerir por
repetição e so1 a >or2a de cartazes ilustrados 4ue atue2 >orte2ente so1re ele3
ser de seu interesse co2prar o 1ilhete" descrever;se;ão as vantagens de u2a vida
>eliz e segura3 as possi1ilidades 4ue o>erece a posse de u2a >ortuna etc#3 atua;se3
e2 su2a3 so1re a pulsão n <  o do 1e2;estar 2ateri al# 'azendo;se pu1licidade
para u2 artigo de toilette destina do s 2ulheres3 representar;se;ão3 no cartaz os
atrativos de u2a *ove2 1ela3 se2inua" trata;se3 apelando;se para a pulsão n I
.seCual/ de sugerir a 4ue2 o vB3 su1stituir;se3 e2 idéia3  >igura representada3 de
tornar;se tão atraente 4uanto esta e3 chegando a isso3 co2prar o artigo anunciado#
%o2o outro eCe2plo de uso da pulsão n I h? o >ato de 4ue as viagens aéreas
tornara2;se populares depois 4ue as co2panhias 4ue eCplora2 esse 2eio de
transporte e2pregara23 nos avies3 *ovens e 1elas aero2oças3 4ue se ocupa2
dos passageiros3 presos de acessos de n?usea ou de 2edo3 to2ando;lhes a 2ão3
para dar;lhes segurança e proporcionar;lhes sensaçes agrad?veis#X7I<Y
A pu1licidade de u2a co2panhia de seguros de vida >ar? ressaltar3 e2 ter2os
sugestivos3 os perigos da vida 4uotidiana e especial2ente as desastrosas
conse4UBncias de u2 sinistro para a >a2ília dos acidentados3 as vantagens de ser
segurado" o 1e2;estar3 a velhice tran4Uila etc# A4ui3 est? e2 *ogo3 e2 pri2eiro
plano3 a pulsão n 9 .2aternal ou paternal/#
$n>i23 to2e2os a pu1licidade para os esportes de inverno3 o turis2o3 as 1elas
viagens3 etc#  eCplora a pulsão n 7 .co21ativa/  a possi1ilidade de conservar a
saEde3 o vigor3 >onte de >orça e do2ínio# Podería2os continuar esses eCe2plos
inde>inida2ente# (ese*a2os p-r e2 relevo3 apenas3 4ue são se2pre as 4uatro
pulses essenciais 4ue >ornece2 a 1ase das eCcitaçes condicionadas 4ue age2
so1re os ho2ens nesta atividade pu1licit?ria#
As >or2as 4ue to2a a pu1licidade3 apresenta2 variaçes in>initas3 2uitas vezes
tão inesperadas e engenhosas 4ue inspira2 >re4Uente2ente os propagandistas
políticos# A pu1licidade atingiu o 2?Ci2o de seu desenvolvi2ento na A2érica do
Norte3 onde assu2e proporçes eCtraordin?rias" anEncio  a2ericana3 co2o se
diz3 co2u2ente#  curioso3 2as lHgico3 acentuar 4ue3 na luta política na
Ale2anha3 na pri2avera de 78I<3 Goe11els3 che>e da propaganda de Fitler3
dese*ando i2pressionar o 2undo3 epatant le 1ourgeois3 su12etB;lo a seus >ins3
declarava3 ur1i et or1i3 4ue iria e2pregar  na eleição de Fitler para Presidente da
RepE1lica Ale2ã  02étodos a2ericanos e e2 escala a2ericana63 o 4ue não o
i2pediu de voci>erar3 2ais tarde3 depois da sua derrota nessas eleiçe s3 4ue seu
advers?rio3 a 'rente de &ronze3 vencera graças ao e2prego de 2étodos
02ercantis6 a2ericanos3 0sugeridos e pagos3 natural2ente3 pelos *udeus6#
A 1ase >isiolHgica da pu1licidade é3 por vezes3 tão 2ani>esta neste anEncio 
a2ericana3 4ue vale a pena citar a4ui u2 eCe2plo desse gBnero" u2a salsicharia
de Nova @or4ue teve a idéia de colocar no esta1eleci2ento u2 toca;discos 4ue
reproduzia os gritos estridentes e os roncos dos porcos 4ue se a1ate2 nos
2atadouros5 estava se2pre cheia de pessoas 4ue disputava2 as salsichas# D
propriet?rio de u2 ca>é deiCou sair para a rua u2a cha2iné de seu >orno" o cheiro
apetitoso espalhava;se e2 volta e os transeuntes vinha2 e2 grande nE2ero3
atraídos por essas eCcitaçes condicionais 4ue provocava2 o dese*o de sa1orear
os pratos preparados#
Para ter u2a idéia dos processos de 4ue se valeu u2a pu1licidade tão astuciosa3
4uanto inescrupulosa3 1asta citar u2 eCe2plo dado por %l+de Miller .7=L/3 tirado
da pr?tica a2ericana" nu2a ca2panha pu1licit?ria do Natal3 via2;se cartazes
representando o interior de u2a capela3 co2 raios de sol atravessando os vitrais
2ulticores3 criando u2a at2os>era de piedade e recolhi2ento co2 a inscrição de
u2 versículo e2 letras douradas3 geral2ente utilizadas na pr?tica religiosa e 4ue
saltava2 aos olhos" 0$les não 1uscava2 ouro3 2as3 1ondade6# $21aiCo3 e2 letras
2enos chocantes3 u2 teCto 4ue indicava tratar;se de u2 conha4ue >a1ricado
pelos %hristian &rothers .@r2ãos %ristãos/3 no 2osteiro de Napa3 %ali>Hrnia# A
e>iciBncia do anEncio era >undada no >ato de 4ue3 para os espíritos pouco críticos3
devia parecer 4uase u2 sacrilégio não co2prar o licor#
A repetição dese2penha u2 grande papel na pu1licidade3 co2o e2 toda a
>or2ação de re>leCos condicionados" daí por4ue nu2 anEncio 4ue procura
persuadir repete;se a 2es2a idéia3 so1retudo o 2es2o i2perativo3 u2 certo
nE2ero de vezes3 ou coloca2;se cartazes e2 grande 4uantidade ou e2 2uitos
lugares e reproduzidos se2pre de 2aneira uni>or2e3 durante u2 período 2ais ou
2enos prolongado# Assi23 Fitler >azia aplicar sua 2arca da >?1rica3 seu sí21olo 
a cruz ga2ada  e2 todas as ocasies3 e2 todos os 2uros3 cruza2entos e até
nos a1rigos da via pE1lica#
A pu1licidade co2ercial e ta21é2 a política3 4ue se dirige2 s 2assas3 tB2 pleno
conheci2ento de 4ue o nível intelectual3 isto é3 a >aculdade de crítica é 2uito 1aiCa
na 2ultidão3 utilizando3 e2 decorrBncia3 dois princípios i2portantes" repetição
incessante e co2pacta das 2es2as >Hr2ulas3 slogans etc#3 acrescidos
2inuciosa2ente de eCcitaçes lu2inosas3 e2 cores 1errantes3 de sonoridades
rit2adas o1sedantes3 cria2 u2 estado de >adiga 2ental propícia  su1ordinação
4uele 4ue >az esse tipo de pu1licidade aparatosa# D outro princípio consiste e2
4ue os ho2ens3 2or2ente nas 2assas3 se inclina2 a acreditar nas coisas 4ue
dese*a2 ver realizadas3 e21ora apoiadas e2 argu2entos pouco >undados3 2as3
de tipo e2ocional# Por eCe2plo3 u2 apelo de u2 advogado diante dos *urados
0enhores3 não es4ueça2
Miller .7=L/4ue
citaesta
ainda2ulher
é 2ãe63
dessete2
se2pre u2a >orça
persuasiva# %l+de eCe2plos gBnero" 0o >ascis2o é
aceit?vel3 por4ue Mussolini conseguiu >azer os trens andare2 no hor?rio6 ou as
a>ir2açes de Goe11els" 0Jesus %risto não podia ser u2 Judeu  Não tenho
necessidade de prov?;lo cienti>ica2ente  é u2 >ato#6  a lHgica 4ue se deiCa
persuadir por u2 silogis2o desse tipo" 0nenhu2 gato te2 oito caudas# %ada gato
te2 u2a cauda a 2ais 4ue nenhu2 gato# ogo3 cada gato te2 nove caudas X7IIY#6
A propaganda e a pu1licidade não hesita2 e2 valer;se de tais raciocínios### e tB2
sucesso#
$sta2os3 nesse caso3 diante de verdadeira i2postura psí4uica3 u2a violação
psí4uica3 eCercida so1re o indivíduo3 co2o vere2os 2ais adiante3 so1retudo
aplicada s 2assas pela propaganda política  $ssa violação psí4uica individual3
poré23 é ainda 2ais evidente nos casos de aplicação do pretenso soro da
verdade ou da narcoan?lise" co2 esse no2e se designa u2 2étodo 4ue utiliz a a
in*eção de certas su1stOncias 4uí2icas co2o o pentotal3 para constranger3 na
pr?tica *udici?ria3 o acusado a esvaziar seu inconsciente3 a >ornecer3 nu2 estado
psí4uico de 1aiCa resistBncia3 os >atos e os 2otivos3 por eCe2plo3 de u2 cri2e3
4ue o indivíduo procura dissi2ular#
A pu1licidade co2ercial tornou;se atual2ente u2a espécie de ciBncia pr?tica 4ue
estuda3 co2 2étodos de la1oratHrio3 toda a e>ic?cia das >or2as3 1e2 co2o do
nE2ero3 e a in>luBncia do 2eio so1re os e>eitos registrados3 controle e an?lise
desses resultados# A propaganda política 4ue se 1aseia so1re as 2es2as leis de
re>leCos condicionados3 e 4ue3 cada vez 2ais3 vai 1uscar suas >or2as na
pu1licidade3 deveria su12eter;se  idéia do estudo cientí>ico das reaçes e dos
e>eitos3 se 4uer3 ta21é23 do2inar as 2assas e gui?;las segundo sua vontade#

'alando
psicologiadeindividual
u2 ca2po e2na4ue
est? a aplicação
orde2 de nossos
do dia3 não conheci2entos
é possível atuais
silenciar so1re a da
organização do tra1alho3 cu*a racionalização >ez grande progresso3 desde 4ue R#
W# Ta+lor reconheceu as possi1ilidades e necessidades 4ue eCiste2 nesse
do2ínio# D lado psicolHgico dos es>orços nessa direção3 4ue te2 co2o >i2
principal au2entar o rendi2ento do tra1alho e2 todas as atividades hu2anas3 se
2ani>esta3 so1retudo3 na psicotécnica 4ue procura deter2inar3 pelo 2étodo dos
testes psicolHgicos3 as aptides individuais para atividades pro>issionais3 assi2
co2o in>luenciar >avoravel2ente3 através de certas 2edidas3 a parte psicolHgica
do prHprio tra1alho nas e2presas industriais3 co2erciais3 escritHrios
ad2inistrativos etc# Trata;se3 se2pre3 nesses casos3 de aplicação de nossos
conheci2entos das leis de >or2ação de re>leCos condicionados3 ini1içes etc#
$2 relação estreita co2 o pro1le2a da organização cientí>ica do tra1alho3 coloca;
se o da docu2entação cientí>ica3 4ue est? no >unda2ento de toda nossa cultura#
$sse pro1le2a é da 2ais alta i2portOncia e sua racionalização torna;se cada vez
2ais urgente3 pois3 a acu2ulação de conheci2entos hu2anos e de pu1licaçes
4ue os divulga23 atinge2 u2 volu2e in4uietante .2ais de ce2 2il3 co2 2ilhes
de p?ginas por ano/3 enge ndrando o caos e2 sua classi>icação e e2 sua
utilização e>icaz3 4ue se torna progressiva2ente ilusHria3 causando u2a
especialização eCcessiva e u2a 4ueda da cultura geral# D siste2a deci2al de
classi>icação3 os 2étodos de >ich?rio3 2icro>il2es3 2ecanização etc#3 4ue
per2ite2 u2a certa econo2ia de espaço e de te2po3 co2o ordenar o 2anuseio
de docu2entos3 não são 2ais su>icientes# D 4ue se >az a1soluta2ente
indispens?vel é a orde2 2ental3 a econo2ia das energias psí4uicas a sere2
e2pregadas#  preciso poupar as >unçes 2entais e utilizar as 4ue resta2 livres
nu2a 2elhor construção dos elos3 das relaçes entre os engra2as#
A aceitação dos enunciados da teoria dos re>leCos condicionados pode3 nesse
particular3 apresentar vantagens eCtre2a2ente i2portantes3 2or2ente pela
síntese  verdadeiro o1*etivo de todos os es>orços da ciBncia# $2 2eu livro
Drganisation rationell e de la recherche scienti>i4ue X7I9Y est? eCposto o princípio
do cine2atis2o do pensa2ento" constatei 4ue a síntese de idéias e de >atos e o
nasci2ento de novas idéias se d? tanto 2ais >acil2ente 4uanto 2elhor isola2os
ele2entos a ela necess?rios e os >aze2os penetrar nos 2ecanis2os cere1rais
co2 certa rapidez#  o 2es2o principio do cine2atHgra>o" deiCando u2a série de
i2agens se apresentare2 diante de nossos olhos co2 u2a velocidade 4ue
ultrapasse sete i2agens por segundo conseguire2os >undi;las na nossa
percepção e criar e2 nHs a ilusão do 2ovi2ento das >iguras o1servadas nas
>otogra>ias# %oisa an?loga se passa no nosso cére1ro3 no caso aci2a indicado e
nos dota de u2a >acilidade i2prevista para >azer novos achados#

%o2 essa >inalidade3 e2prego >ichas analíticas e2 4ue os ele2entos são


dispostos de u2a >or2a e nu2a orde2 estandardizada3 e as anotaçes >eitas e2
u2a escrita convencional .logr?>ica/3 e2pregando sí21olos 4ue le21ra2 a
ideogra>ia e certos princípios da logística3 escrita a 4ue deno2inei Noogra>ia# A
vantage2 apresentada pela escrita logr?>ica não apenas no 4ue toca  econo2ia
de lugar e te2po3 2as3 ainda ao gasto da energia nervosa e2pregada na
percepção3 é evidente" vendo;se essa >Hr2ula 4ue le21ra as algé1ricas3
co2preende;se do 4ue se trata3 e2 u2 relancear de olhos# e as >ichas
estandardizadas de 4ue >al?va2os são preenchidas dessa 2aneira3 sua
co2preensão é 4uase instantOnea e o princípio do cine2atis2o do pensa2ento
entra e2 ação#
A possi1ilidade de utilizar3 co2 esse o1*etivo3 os conheci2entos psicolHgicos
2odernos no tra1alho3 encontra aplicação e2 todos os aspectos da vida
4uotidiana de cadae3u23 econo2izando es>orços3esti2ulando3
tornando;os racional2ente3
2enos penosos3as
2ais agrad?veis portanto3 2ais e>icazes3
energias psí4uicas nas atividades individuais3 criando a alegria de viver e
tra1alhar3 >atores pri2ordiais para o sucesso e >or2ação do senti2ento de
>elicidade a 4ue aspira todo ser hu2ano# Trata;se da4uilo a 4ue cha2a2os 0a
organização de si 2es2o X7ILY6# As 4uestes da auto;educação3 da >or2ação de
h?1itos3 de re>leCos condicionados etc# relaciona2;se co2 isso#
Ve2os 4ue *? eCplora2os3 e2 parte3 o ca2po do 4ue se poderia cha2ar3 segundo
a eCpressão de %h# &audoin .79/  a psicagogia3 ciBncia pr?tica da direção das
atividades prHprias ou de outre23 pela ação de in>luBncias calculadas de acordo
co2 seus 2ecanis2os psí4uicos# A possi1ilidade dessa ação vi2os e2 tudo o 4ue
precede3 ao eCa2inar2os os conheci2entos atuais so1re o >unciona2ento dos
2ecanis2os psí4uicos do ho2e2 e dos ani2ais# A ciBncia nos diz3 clara2ente3
4ue esses propHsitos são realiz?veis3 >ornecendo;nos as chaves para tanto#
Resta agora veri>icar nos capítulos seguintes3 de 4ue 2aneira essa possi1ilidade
teHrica se aplica s diversas >or2as de co2porta2ento do ho2e23 en4uanto
ho2o politicus# Ve2os3 continua2ente3 os ho2ens agire2 uns so1re os outros3
para o 1e2 ou para o 2al#  ta21é2 de grande interesse pr?tico eCa2inar os
dados da ciBncia3 1uscando esta1elecer3 isolar regras 4ue per2itiria2 conduzir os
ho2ens não no sentido de sua perdição3 2as3 de sua salvação co2u2# $ntão3 a
ciBncia pr?tica da psicagogia tornar;se;? u2a atividade social3 não 1aseada na
violação da vontade dos ho2ens e dos 2ecanis2os do seu pensa2ento3 co2o é
>re4Uente2ente o caso3 e2 nossos dias3 2as >undada no interesse de 2elhor
conduzi;los para as >inalidades su1li2es da cultura3 entre as 4uais u2a das
pri2eiras é o dever social#

)apítulo IV
A Psicologia Social
A atividade política  As teorias sociolHgicas  A psicologia das 2ultides  D erro
de Gustave e &on  As 2assas e as 2ultides  A sociologia ani2al  A
2entalidade pri2itiva  Ds estados greg?rios  Multides3 2assas3 pE1lico  A
estrutura da sociedade  %ont?gio psí4uico por i2itação  $Ce2plos tirados da
Revolução Russa  D episHdio das 2?scaras de g?s  A*uda >raterna  A
eCperiBncia dos 1ales ver2elhos3 e2 %openhague  A 2ultidão parisiense  As
idéias dos 1ehavioristas  D siste2a das pulses  D siste2a das atividades
hu2anas  Ds vícios  A su1li2ação  Ds senti2entos  Ds interesses culturais 
As eCtravagOncias  A co2pleCidade das atividades hu2anas  As 4uatro
doutrinas >unda2entais na evolução da sociedade hu2ana  A escola de 'reud 
As idéias de Al>redo Adler  A doutrina de ^arl MarC  D %ristianis2o  A série dos
grandes 2ovi2entos populares na histHria#
Ds atos das 2ultides hu2anas3 os >en-2enos da vida social3 entre os 4uais se
deve3 é claro3 classi>icar ta21é2 as 2ani>estaçes da atividade política3 são3
evidente2ente3 os atos psi4uica2ente deter2inados e3 co2o tais3 su12etidos s
leis 4ue rege2 o siste2a nervoso do indivíduo# e2 o ho2e23 não haveria
política e3 co2o o co2porta2ento político é caracterizado pelo ato3 isto é3 por u2
>en-2eno e2 4ue os 2Esculos3 os nervos3 os sentidos dese2penha2 u2 papel
co21inado3 é i2possível3 tratando;se de política3 deiCar de lado os >en-2enos
1iolHgicos3 1ase e>etiva de todo ato# Ds re>leCos condicionados tB2 neles >unção
preponderante3 senão eCclusiva# %o2 e>eito3 se u2 orador arenga para u2a
2ultidão3 na rua3 nu2 co2ício ou no Parla2ento3 se u2 *ornalista escreve u2
artigo político3 se u2 ho2e2 de estado assina u2 2ani>esto ou u2 decreto3 se
u2 cidadão vai depositar sua cédula na urna ou u2 deputado to2a parte nu2a
votação na %O2ara3 e3 >inal2ente3 advers?rios políticos se en>renta2 na rua e
vão s vias de >ato  todos esses atos3 se2 eCceção3 são se2pre atos
2usculares3 deter2inados por processos nervosos3 4ue se desencadeia2 nos
seus 2ecanis2os superiores3 e2 seguida a eCcitaçes3 ini1içes etc#3
relacionadas co2 i2presses 2Eltiplas latentes nos seus Hrgãos5 os 2ecanis2os
de suas co21inaçes são os dos re>leCos condicionados de diversos graus#
 evidente3 ainda3 4ue não pode eCistir 4uestão política3 senão onde h?
aglo2erados hu2anos 4ue to2a2 parte na ação# Aparece2 eles co2o ele2entos
2ano1rados ou co2o atores3 se*a e2 >or2a co2pacta  as 2ultides3 se*a e2
>or2a di>usa  as 2assas# X7IZY

Acredita2os 4ue3 lançando u2 r?pido olhar so1re o con*unto histHrico das teorias
sociolHgicas3 pode;se divisar 4uatro grupos3 e2 >unção dos princípios 4ue
preside2 o enunciado dessas teorias3 pelos seus autores# D pri2eiro grupo3 4ue
se poderia designar co2o os psicologistas  Gustave e &on3 Tarde3 ighele3 Mac
(ougall  1aseia2 suas idéias na psicologia introspectiva3 4ue est? ultrapassada
pela ciBncia3 co2o >unda2ento su>ici ente para a co2preensão o1*etiva dos >atos
do co2porta2ento social# 2 outro grupo3 o dos sociologistas3 constituído3
so1retudo3 pelos socialistas ale2ães ^auts!+3 Geiger3 Michels3 re*eita a 1ase
psicolHgica# @sso é co2preensív el3 se se considerar 4ue3 no te2po e2 4ue esses
autores eCpunha2 suas idéias3 a tendBncia introspectiva predo2inava e2
psicologia5 os socialistas te2ia2;na co2 razão3 ali?s3 co2o apresentando o
perigo3 e2 virtude do car?ter vago de suas a>ir2açes3 de >avorecer a proli>eração
da 2entalidade idealista3 inco2patível co2 as ciBncias positivas3 so1re as 4uais
se >undava o 2aterialis2o do seu te2po3 1ase 2es2a de suas idéias sociais e
políticas# $ncontra;se o eCtre2o dessa tendBncia e2 (ur!hei2 4ue se i2p-s
co2o 2estre da sociologia >rancesa3 desde o co2eço de nosso século" trata os
ele2entos sociolHgicos co2o entidades prHprias3 do 2es2o 2odo 4ue certos
econo2istas de nosso te2po lida2 co2 noçes de u2a ciBncia econ-2ica3
e2ancipada de consideraçes >ilosH>icas do passado3 2as3 ta21é2 >alha de
dados psicolHgicos e 1iolHgicos 2odernos3 4ue são as verdadeiras 1ases
cientí>icas de todas as atividades hu2anas3 incluídas a econo2ia e a sociologia#
D grupo de sociHlogos psicanalistas  'reud3 Jung3 Adler  te2 >unda2entos 2ais
sHlidos para se aproCi2ar da solução dos pro1le2as sociolHgicos3 por4ue se
>ir2a2 e2 >atos de orige2 psico1iolHgica e psi4ui?trica3 2as3 a psican?lise3
utilizando ainda >re4Uente2ente noçes tiradas da introspecção3 chega a
concluses por vezes conta2inadas de u2 car?ter vago e te2er?rio# As idéias de
Rei)ald so1re a 2assa produtiva3 alé2 de consideraçes psicanalíticas3 reEne23
co2 sucesso3 os princípios dos trBs grupos 2encionados#
$n>i23 nas idéias dos 1ehavioristas a2ericanos e nos >atos da psicologia o1*etiva
de Pavlov 4ue co2eça2 a penetrar na sociologia 2oderna3 surge u2a nova
tendBncia 4ue parece ter todas as condiçes de lançar u2a nova luz so1re o
pro1le2a 4ue nos ocupa# (esigna;la;e2os o1*etivista#
As noçes de 2ultidão3 2assa3 líder3 são ele2entos essenciais da ociologia
hu2ana3 a 4ual >az parte3 natural2ente3 das ciBncias 1iolHgicas e co2o estas3
deve prevalecer;se dos 2es2os critérios de an?lise e de síntese# $sse ponto de
vista3 poré23 é de data relativa2ente recente3 o 4ue é 1e2 de2onstrado pelo >ato
de 4ue a ociologia continua sendo ensinada nas >aculdades de letras ou de
direito# Na 'rança3 não eCiste3 ainda3 a cadeira de ociologia na niversidade# D
resultado de u2 tal estado
é H1vio3 constitue2 de1ase
a prHpria coisas
daéociologia
4ue as 4uestes da psicologia
co2o ciBncia social3 4ue3
do co2porta2ento
das coletividades3 ocasionara2 nu2erosas controvérsias3 con>uses3 to2adas de
posiçes err-neas#
Rei)ald3 na sua o1ra docu2entada .7I=/3 e2preendeu a louv?vel tare>a de reunir
u2a grande parte de pontos de vista3 4ue são sustentados na sociologia das
Elti2as décadas e de con>ront?;los uns co2 os outros3 e2 >unção da psicologia
coletiva# $Cpe os pontos essenciais das teorias de diversos autores3 partindo dos
1iologistas e zoo;sociHlogos3 co2o $spinas3 Trotter3 Alverdes3 &echtere)3
Tcha!hotine3 passando3 e2 seguida3 pelos psicHlogos  ighele3 Tarde3 e &on3
Mac (ougall3 'reud3 Jung3 Adler e Rei)ald e chegando aos sociHlogos puros3
co2o Geiger3 ^auts!+3 Michels3 (ur!hei23 R# ev+;&ruhl3 Fard+ e os sociHlogos
1ehavioristas a2ericanos3 (e)e+3 Allport3 &ro)n3 W# ipp2ann3 Gallup5 con>ronta3
a seguir3 essas teorias co2 as idéias levadas  pr?tica pelos políticos3 co2o
Trots!+3 Bnin3 Fitler3 Mussolini#
(esse estudo histHrico dos pro1le2as da psicologia das 2assas resulta2 dois
>atos essenciais" de u2 lado3 a con>usão decorre do e2prego de noçes de
diversas procedBncias3 insu>iciente2ente de>inidas" assi23 con>unde2;se3
>re4Uente2ente3 os ter2os 2assa e 2ultidão# (e outro3 os critérios e2pregados
para analisar >atos co2pleCos tB23 2uitas vezes3 u2a orige2 dog2?tica e
carece2 de apoio o1*etivo" dessarte3 2uito s autores >ala2 de u2a al2a coletiva3
de vontade da 2ultidão3 do pensa2ento da 2assa e até de u2a personalidade
coletiva#
(iz;se3 por eCe2plo3 4ue 0a guerra é u2a regressão da al2a social6 .P>ister/# Mas3
&ovet .78/ >az a ressalva 2uito oportuna de 4ue é 2uito perigoso e2pregar u2a
eCpressão co2o al2a social3 2es2o 4uando não passe de u2a 2et?>ora" sa1e;
se co2 4ue >acilidade as criaçes da linguage2 se trans>or2a2 e2 entidades
2eta>ísicas# 0 preciso  acrescenta  co2 toda nossa energia i2pedir a
ressurreição3 no ca2po das ciBncias sociais3 dessas entidades nascidas de u2a
palavra3 4ue a >iloso>ia positiva te23 tão i2piedosa2ente3 perseguido nas ciBncias
>ísicas6# 'oi so1retudo Gustave e &on .87/ 4ue criou con>usão3 e2pregando a
eCpressão al2a social3 na descrição da psicologia das 2ultides# $screveu3 por
eCe2plo" 0Pelo Enico >ato de os indivíduos se trans>or2are2 e2 2ultidão3
possue2 u2a espécie de al2a coletiva3 4ue os >az sentir3 pensar e agir de u2a
2aneira inteira2ente di>erente da4uela pela 4ual sentiria3 pensaria e agiria cada
u2 deles isolada2ente6# &ovet .78/ re*eita essa >Hr2ula3 dizendo"
0D >ato é 2uito o1servado3 2as3 nada te2 de espantoso# $Cplica;se3
integral2ente3 pela psicologia individual# Ds indivíduos não pensa2 co2o
pensaria2 >ora da 2ultidão3 por4ue u2 estado de espírito não é *a2ais outra
coisa3 senão o 4ue é3 nu2 dado 2o2ento3 e2 dadas circunstOncias5 nunca é o
4ue seria3 se essas circunstOncias não eCistisse26#
2a certa clareza das noçes se pro*eta co2 o advento dos estudos das idéias
1ehavioristas e dos pontos de vista 1iolHgicos# A 1iologia cria as 1ases gerais para
a co2preensão de todos os >atos 4ue caracteriza2 a vida social#
Não h? dEvida 4ue o ponto de partida de toda a an?lise psicolHgica das atividades
coletivas do ho2e2 é a constatação de 4ue nenhu2a sociedade3 2es2o ani2al3
pode ser conce1ida se2 u2 certo respeito pela vida de outre23 o1*eto de u2 ta1u
>or2ulado ou silenciosa2ente ad2itido# $sse ta1u não pertence privativa2ente ao
ho2e2" 2ergulha suas raízes na ani2alidade# X7I:Y Ds >atos relatados por
ighele3 X7IQY segundo os 4uais3 na icília3 durante u2a revolta causada pela
>o2e3 2ulheres 4ue >azia2 parte de u2a 2ultidão3 arrancara2 e tragara2
pedaços de carne hu2ana dos corpos de policiais 2ortos3 não invalida2 a
eCistBncia3 e2 toda sociedade3 desse ta1u" trata;se3 no caso e2 4uestão3 de u2
co2porta2ento patolHgico3 desviado5 apesar disto3 não se deve perder de vista
4ue u2 deter2inado 2eio social pode i2por3 se2pre e a todos3 >or2as
particulares aos >en-2enos 4ue se produze2 e2 seu seio#
A psicologia das 2ultides te2 sido 2uitas vezes o1*eto de estudos avançados#
'oi notada2ente Gustave e &on .87/3 na 'rança3 4ue inaugurou a série de
tra1alhos a esse respeito3 os 4uais data2 *? de 2ais de 2eio século# $le >ala da
al2a das 2ultides3 onde dize2os3 atual2ente3 co2porta2ento e 2Hveis#
(istingue o povo e a 2ultidão e adianta 4ue o 2eio e a hereditariedade i2pe2 a
todos os indivíduos de u2 povo u2 con*unto de caracteres co2uns3 est?veis3 pois
4ue de srce2 ancestral3 2as3 4ue a atividade consciente desses indivíduos3
reunidos e2 2ultides3 desapareceria e daria lugar a u2a ação inconsciente3
2uito poderosa3 poré23 ele2entar# e &on3 cu*as idéias >izera2 escola na
sociologia 2oderna3 te2 tendBncia para atri1uir s 2ultides todos os 2ales de
4ue so>re2os e >azer recair so1re elas toda a responsa1ilidade pelos dissa1ores
da vida política e social de nossa época3 4ue cha2a a era das 2ultides# e
considera2os 4ue essa opinião >oi e2itida por volta do >i2 do século passado3 e2
4ue o co2passo dos aconteci2entos3 co2parado co2 o dina2is2o de nossos
dias3 coloca a4uela época co2o u2 período de estagnação3 >ica2os persuadidos3
de 4ue a opinião de e &on não >ora ditada por u2 preconceito e por u2 eCagero
da real in>luBncia 4ue a atividade das 2ultides pode ter na vida dos $stados# F?3
ta21é23 u2a con>usão das noçes das diversas categorias das coletividades
hu2anas# %o2 e>eito3 parece pueril3 atual2ente3 p-r no 2es2o plano u2a
2ultidão 4ue >az u2 lincha2ento3 u2 eCército des>ilando nu2a parada e u2a
cena da %O2ara dos %o2uns3 na @nglaterra# H u2a certa pertur1ação do espírito
pode *usti>icar a seguinte >rase de e &on" 0into2as universais 2ostra23 e2
todas as naçes3 o r?pido cresci2ento do poder das 2ultides# D seu advento
2arcar?3 talvez3 u2a das Elti2as etapas das civilizaçes do Dcidente3 u2 retorno
aos períodos de anar4uia con>usa3 4ue precede a eclosão de novas sociedades6#
 verdade 4ue Platão3 na sua RepE1lica3 *? dizia 4ue o poder das 2ultides é u2a
e21riaguez 4ue prepara >atal2ente o triun>o de algu2a tirania#
Mas3 o 4ue caracteriza3 e>etiva2ente3 a época e2 4ue vive2os é3 e2 pri2eiro
lugar3 u2 decrésci2o da in>luBncia real das coletividades na vida pE1lica" torna2;
se3 antes3 instru2entos dHceis nas 2ãos dos ditadores e dos usurpadores 4ue3
utilizando3 de u2a parte3 conheci2entos 2ais ou 2enos intuitivos das leis
psicolHgicas e3 de outra3 dispondo de >or2id?veis 2eios técnicos 4ue lhes >ornece
ho*e o $stado 2oderno3 não se deiCando >rear por nenhu2 escrEpulo de orde2
2oral3 eCerce23 so1re o con*unto dos indivíduos 4ue >or2a2 u2 povo3 u2a ação
e>icaz 4ue apresenta2os a4ui co2o u2a espécie de violação psí4uica# Pode;se
dizer3 co2 decisão3 4ue3 se2 cessar3 as violenta2 psi4uica2ente#  natural 4ue
se*a2 o1rigados3 de te2po e2 te2po3 a recorrer a 2ani>estaçes estrondosas3
e2 4ue eCplora2 e desencadeia2 >orças peculiares s 2ultides5 por eCe2plo3 as
estrepitosas paradas 2ilitares3 eCi1içes espetaculares3 co2o os %ongressos de
Nure21erg3 de Fitler3 ou as arengas de Mussolini3 do alto de seu 1alcão# @sso se
eCplica 2uito si2ples2ente" vi2os3 2ais aci2a3 4ue u2 re>leCo condicionado3 se
não é revigorado de te2po e2 te2po3 isto é3 aco2panhado de u2 re>leCo
a1soluto3 perde sua e>ic?cia5 4uando se e2prega co2o 2étodo de governo a
violBncia psí4uica3 a >orça dos sí21olos 4ue age2 so1re nove déci2os das
2assas3 isto é3 a >orça e>icaz das ordens i2perativas so1re os sugestionados3
so1re os escravos psí4uicos3 desaparece3 pouco a pouco3 se não se toca23
periodica2ente3 as cordas 4ue o 2edo ou o entusias2o são capazes de >azer
vi1rar# (aí por4ue a arte de governar dos ditadores co2preende se2pre duas
>or2as ou >ases essenciais de ação" 7  reunir as 2assas e2 2ultides3
i2pression?;las por u2a chicotada psí4uica3 discursando para elas violenta2ente
e >azendo;as perce1er3 ao 2es2o te2po3 certos sí21olos  chave de sua
a>etividade  reavivando nelas a >é nesses sí21olos# <  dispersar3 nova2ente3 as
2ultides3 trans>or2ando;as e2 2assa3 >azB;las agir3 por u2 certo te2po3
cercando;as3 por todos os lados3 de sí21olos tornados3 nova2ente3 atuantes#
Na 'rança3 as idéias de e &on encontrara2 u2a vee2ente oposição de
(ur!hei2 e de sua escola sociolHgica 4ue se levantara2 contra sua tendBncia
psicolHgica# egundo (ur!hei23 a 2ultidão não é u2 >en-2eno pri2itivo3 pré;
social3 2as3 antes3 u2a sociedade in statu nascendi# X7I8Y D 4ue caracteriza u2a
sociedade evoluída é sua estrutura social >iCada .as instituiçes/ 4ue eCclui a
2ultidão3 privada dessa estrutura# $n>i23 ainda de acordo co2 (ur!hei23 a idéia
de e &on3 so1re a in>luBncia das 2ultid es na vida social3 é eCagerada " os >atos
>unda2entais da vida da sociedade não encontra2 sua solução nos golpes
1ruscos e tr?gicos da rua5 estes não pode2 senão re>orçar os 2ovi2entos da
sociedade3 *? eCistentes3 e2 estado latente#
%orrentes sociais eCerce2 so1re o indivíduo u2a pressão3 4ue se trans2ite s
2assas# $ssa pressão ve23 assi23 de >ora3 2as3 onde h? >or2ação de 2ultides3
pode to2ar o car?ter 2ais pri2itivo dos instintos .>undada e2 pulses/# (ur!hei2
repele a idéia de u2 psi4uis2o coletivo 4ue se 2ani>estaria na 2ultidão# (upréel
entrevB a necessidade de distinguir 2ultides e 2assas3 a 4ue cha2a de
2ultides di>usas#
e aco2panha2os as teorias de e &on3 ve2os 4ue suas a>ir2açes so1re a
do2inação das 2ultides na vida 2oderna3 não são3 de 2odo algu23 aplic?veis
s açes dos ditadores3 2as34ue
veri>ica2os 4ue ele visa a>re4Uente2ente
atingir so1retudoagitadas3
a idéia
de2ocr?tica3 insinuando as asse21léias3
irre>letidas3 caHticas3 i2pe2 soluçes3 atos visivel2ente irracionais3 4ue
agrava23 por vezes3 as di>íceis situaçes políticas3 e2 lugar de re2edi?;las# 2
pouco de verdade eCiste nesta a>ir2ação# A nosso ver3 poré23 é *usta2ente u2a
revolta das 2assas contra u2a opressão psí4uica tornada intoler?vel3 u2a reação
sadia 4ue precede a verdadeira revolução ou 4ue anuncia o seu advento# A 2assa
di>usa passiva3 su12issa3 torna;se 2ultidão3 4ue passa 2ais >acil2ente  ação5
agitada3 d? livre curso s suas paiCes3 se não são >readas e canalizadas por u2
tri1uno3 u2 ho2e2 4ue3 identi>icado co2 as aspiraçes da 2ultidão3 sai1a
eCplorar as >orças desencadeadas e dirigi;las nu2 sentido 4ue contenha a
salvação#  precisa2ente a tare>a dos verdadeiros líderes ou condutores da
hu2anidade3 nos períodos de >er2entação e de revolta 2ais ou 2enos consciente
das al2as3 sa1er utilizar as energias 4ue se desprende2 para chegar a situaçes
de onde se possa ver desenhar os horizontes lu2inosos do >uturo da hu2anidade3
e2ancipada da escravidão 2aterial e psí4uica# ão os legíti2os pro>etas de
2elhores te2pos#
A >inalidade deste livro é contri1uir3 de u2a parte3 para a co2preensão do
2ecanis2o da opressão psí4uica3 tal co2o a utiliza2 os usurpadores 2odernos e
4ue entrava a 2archa do progresso5 e de outra3 dar ar2as e>icazes aos 4ue3 custe
o 4ue custar3 dese*a2 li1ertar os ho2ens e >azB;los alcançar3 2ais rapida2ente3 o
ideal longín4uo 4ue guia a hu2anidade#
Para co2preender o 2ecanis2o da violação psí4uica3 precisa2os reportar;nos s
noçes eCpostas no capítulo @@  a >or2ação de re>leCos condicionados3 o <
siste2a de sinalização3 o siste2a das pulses3 o siste2a de atividades hu2anas 
e orientar o estudo de >atores ativos e das reaçes dos indivíduos3 no seio das
co2unidades# (uas >or2as coletivas apresenta2;se diante de nHs" a 2ultidão e a
2assa ou 2ultidão di>usa# D 2étodo a ser utilizado seria tentar >azer u2 1alanço
dos engra2as no segundo siste2a de sinalização3 dos indivíduos nas 2ultides e
nas 2assas3 separada2ente3 esta1elecer o grau de ho2ogeneidade da
co2posição das 2ultides e das 2assas3 deter2ina r os >atores condicionantes e
registrar as reaçes nos dois casos# (e tal estude3 dirigido co2 os critérios
indicados3 poder;se;ia esperar a pro*eção de u2a luz >avor?vel  solução do
pro1le2a#
%o2 a intenção de poder agir 2etodica2ente3 na direção indicada3 dese*a2os
ocupar;nos3 u2 pouco3 de dados conhecidos  >atos e idéias  dos autores 4ue se
preocupa2 co2 essas 4uestes#
No 4ue concerne aos 2étodos e2pregados para eCplicar a psicologia das
2ultides e das 2assas3 poder;se;ia citar Rei)ald .7I=/ X79=Y3 4ue distingue os
2étodos eCperi2entais3 de u2 lado3 e a pr?tica psicolHgica3 4ue se 1aseia e2
o1servaçes da vida corrente das coletividades3 do outro# Para os pri2eiros3
o>erece eCe2plos de eCperiBncias de grupos >eitas so1retudo por Mode e3
ta21é23 pelos 1ehavioristas dos $stados nidos3 4ue não hesitara2 e2 constituir
até 2ultides arti>iciais5 en>i23 pes4uisas 4ue devia2 responder a certas 4uestes
relativas ao pro1le2a5 o 2étodo de sondage2 da opinião pE1lica de Gallup p-de
ser utilizado3 co2 sucesso3 nesses casos# No do2ínio da pr?tica da psicologia
coletiva3 a 2etodologia aplicada se reportava a o1servaçes siste2?ticas na
escola3 no asilo de alienados3 no instituto de crianças a1andonadas#
D 2étodo de associaçes de idéias3 criado por Jung3 para o estudo da psicologia
coletiva3 revela;se aplic?vel3 co2 sucesso3 nas pes4uisas eCperi2entais3 assi2
co2o nas >undadas e2 en4uetes e o1servaçes#
Para poder algué2 prever as reaçes da 2assas hu2anas a 4ual4uer eCcitação
coletiva e sa1er dirigi;las aos >ins a 4ue se prope3 é necess?rio não sH
>a2iliarizar;se co2 seus traços característi cos  nacionais e pro>issionais  co2o
ta21é2 conhecer o 4ue caracteriza sua psicologia e a das 2ultides e2 geral#
(esde longo te2po3 o1servou;se 4ue essa psicologia di>ere3 radical2ente3 no
ho2e2 4ue se encontra entre seus se2elhantes e na4uele 4ue se acha isolado#
D pri2eiro é 2ais >acil2ente eCcit?vel e nele os >en-2enos de ini1ição3 o do2ínio
de si 2es2o3 estão en>ra4uecidos#
Dutro traço regressivo característico é a perda de pulses volitivas prHprias"
su12ete;se 2ais >acil2ente s ordens vindas do eCterior# Assi23 na REssia
tzarista3 as autoridades e21riagava2 os cossacos co2 vod!a3 4uando os
enviava2 contra os estudantes nos 2otins universit?rios3 criando neles u2 estado
de
co2regressão volitiva
a *uventude para poder 2elhor i2por;lhes u2 co2porta2ento 1rutal para
revolucion?ria#
Ali?s3 veri>ica;se 4ue esse en>ra4ueci2ento de certas >aculdades críticas e
volitivas ta21é2 se o1serva e2 outros casos de aglo2eraçes hu2anas3 4ue não
as verdadeiras 2ultides5 por eCe2plo3 nos de1ates e2 clu1es e associaçes3
parla2entos etc# Dutro traço psicolHgico característico nas aglo2eração hu2anas3
co2o as 2ultides e 2es2o as 2assas3 reside no >ato de 4ue u2a 2udança
psí4uica se opera >acil2ente no indivíduo pela co2unhão co2 grande nE2ero de
seus se2elhantes3 isso nu2a direção 2ais >re4Uente2ente negativa 4ue positiva#
A i2itação é se2pre u2 >ator psí4uico 2uito i2portante nas situaçes greg?rias# A
identi>icação 4ue e2 tal caso3 o indivíduo >az3 de si 2es2o co2 os de2ais
circunstantes te23 certa2ente3 orige23 co2o a>ir2a Rei)ald .7I=/3 X797Y nu2
estado precoce da in>Oncia" o indivíduo tende a li1ertar;se da responsa1ilidade
intelectual e 2oral 4ue pesa so1re ele3 deiCando;a recair so1re os o21ros do
líder#
Não se distinguindo o ho2e23 e2 princípio3 4uase nada dos irracionais3 os >atos
da sociologia ani2al não pode2 deiCar de atrair nossa atenção# Assi2 é 4ue a
independBncia genética co2pleta das duas >or2as de aglo2erados  a sociedade
e a 2ultidão  prova nitida2ente a di>erença 4ue as separa" vB;se 4ue3 entre os
ga>anhotos 2igratHrios3 u2a 2ultidão se >or2a no seio da sociedade# X79<Y Trotter
.7Z=/ >ala de u2 instinto greg?rio 4ue se colocaria no 2es2o plano das nossas
pulses# Poder;se;ia asse2elhar a nossa pulsão n 93 1aseando;se no 4ue Trotter
diz do senti2ento altruísta 4ue ele >az derivar direta2ente do instinto greg?rio#
Parece;nos3 no entanto3 4ue essa tendBncia se relacionaria antes co2 a pulsão n
73 4ue i2pele os seres vivos a se congregar para au2entar sua segurança3 e2
>ace do perigo de agressão# egundo Trotter3 todo co2porta2ento hu2ano traria
sinais do valor deter2inado desse instinto greg?rio" sua sensi1ilidade para as
diretivas da coletividade a 4ue pertence23 sua conduta e2 caso de pOnico3 sua
tendBncia a 1uscar e natural2ente se inclinar diante dos dirigentes3 sua
su1ordinação a eCploses violentas dos senti2entos3 conduzindo >acil2ente aos
eCcessos dos a*unta2entos do tipo MD&#
$ so1retudo Alverdes .Q/ X79IY3 na 4ualidade de 1iologista eCperi2entado3 4ue
parece ter chegado 2ais perto da verdadeira i2portOncia desses pro1le2as3
4uando diz 4ue 0nenhu2 >ato sociolHgico pode ser co2preendido se2 4ue se*a
reconduzido  sua 1ase psicolHgica6 e 4ue 0nos ani2ais3 são o casa2ento e a
>a2ília3 de u2 lado e a associação e2 entidades 2ais vastas3 de outro3 >or2as
societ?rias 4ue3 e2 certas espécies3 se eCclue2 reciproca2ente e3 e2 outras3
coeCiste2 no te2po e u2as ao lado das outras6#
(ois princípios 1iolHgicos então3 se veri>ica23 4ue não pode2 reduzir;se u2 ao
outro# $ssas >or2as de associação preeCistia2 ao apareci2ento do ho2e2 na
Terra# $ntre as sociedades ani2ais3 Alverdes distingue aglo2eraçes si2ples e
2assas ani2ais3 s 4uais atri1ui u2 por4uB coletivo# $le encontra o pri2eiro
princípio entre os protozo?rios3 entre pe4uenos crust?ceos3 entre os o>ídios e os
le22ings" 2a associação desse tipo pode trans>or2ar;se nu2a sociedade" vB;
se3 nos ga>anhotos 4ue3 pousados e2 2assa3 pode2 levantar;se3 todos de u2a
vez3 para >ugir# A i2itação atua nesse caso e seria3 assi23 respons?vel pela
>or2ação de u2 psi4uis2o greg?rio# Nas >or2igas3 pode;se o1servar o
2ecanis2o de eCcitação do instinto de i2itação 4ue se realiza por 1ati2entos das
antenas 4ue entra2 e2 ação tanto nos casos de trans2issão de ordens para
ali2entação3 agressão ou >uga3 co2o para prevenir a sociedade do perigo ou3
ainda3 para tran4Uilizar as co2panheiras in4uietas# $ssa sinalização de alar2e3
por 2eio de 2ovi2entos de antenas3 propaga;se rapida2ente de u2 a outro
indivíduo3 através de todo o >or2igueiro#
^khler p-de o1servar >en-2enos de i2itação pura2ente psí4uica3 desencadeada3
eCperi2ental2ente3 nos chi2panzés3 na estação de Teneri>e" ele to2ava u2a
atitude3 eCpri2indo u2 intenso pavor e >iCava o olhar nu2 deter2inado ponto5
todos os 2acacos to2ava23 i2ediata2ente3 a 2es2a atitude3 e21ora não
houvesse nada a o1servar# Pode;se re>azer a eCperiBncia na rua3 parando e
olhando o céu3 co2 sinais de vivo interesse5 i2ediata2ente3 transeuntes detB2;se
e >ita2 ta21é2 o céu5 no >i2 de alguns instantes3 u2a 2ultidão est? aglo2erada
no local#
A etapa seguinte3 depois dos >atos da sociopsicologia ani2al3 é a da sociedade
pri2itiva3 cu*os espéci2es >ora2 estudados entre tri1os selvagens ainda
encontradas no 2undo# Antes de tudo3 u2a constatação se i2pe" as 2ultides
pri2itivas não são nu2erosas3 a 4uantidade não é3 pois3 u2a de suas
características essenciais" o e>etivo de u2a tri1o australiana se reduz3 2uitas
vezes3 a algu2as dezenas de indivíduos# %o2o diz (e 'elice .I:/3 eCtraordin?ria
sugestiona1ilidade caracteriza os selvagens# $2 virtude de sua insta1ilidade
2ental .>alta de ini1ição3 irradiação de u2a eCcitação >ul2inante/ certas e2oçes
invadindo3 de sE1ito3 todo o ca2po de sua consciBncia3 produze2 neles u2a
sideração tão violenta 4ue dese2penha2 o 4ue se deno2inou de >ator
provocador da histeria e a>ir2a  não se2 razão  co2o vere2os e2 seguida pela
nossa eCposição  4ue 0as consideraçes políticas3 sociais3 religiosas ou
>ilosH>icas de nossa sociedade### não estão 2uito longe da crença dos selvagens
e2 entidades 2isteriosas 4ue preside2 os destinos dos ho2ens3 reduzindo;os ao
estado de possessos e de2entes6#
R# ev+ &ruhl .8L/ X799Y cu*os estudos nos >ornecera2 dados preciosos so1re a
2entalidade pri2itiva3 encontra di>erenças capitais entre esta Elti2a e a do ho2e2
civilizado3 2as3 o 4ue te2 u2a enor2e signi>icação é a o1servação de 4ue a
2entalidade do civilizado3 4uando >az parte de u2a 2ultidão3 aproCi2a;se
singular2ente da do selvage25 a 2es2a 2entalidade veri>ica;se nas crianças3
nos nevrosados e3 e2 parte3 ta21é23 no sono# Assi23 a a>etividade dos pri2itivos
se apraz e2 utilizar a >or2a visual de i2agens e2 tudo o 4ue se re>ere2 ao 2edo3
 esperança3 ao respeito religioso3 ao apelo a u2a >orça protetora# Na 2ultidão3
são3 ta21é2 as idéias i2agens .ta21é2 e &on/ so1retudo nos casos de
aglo2eraçes religiosas3 4ue predo2ina2# $2 a21os os casos3 trata;se das
i2presses da pri2eira in>Oncia# A representação da >orça protetora >?;la
vener?vel3 te2ível e sagrada para os 4ue nela 1aseia2 sua salvação# As
representaçes dos pri2itivos são 2ais de orde2 i2perativa do 4ue intelectual5 o
indivíduo3 nu2a 2ultidão3 su12ete;se 2ais >acil2ente a ordens# Regressão nas
idéias e a2plitude de noçes caracteriza2 o pri2itivo e o indivíduo nu2a
2ultidão# A21os não se aperce1e2 das contradiçes# 2a dissociação da
personalidade é co2u2 aos dois estados" o indivíduo se sente ele 2es2o e se
identi>ica3 si2ultanea2ente3 co2 os outros 4ue >aze2 parte da coletividade#
G# Fard+ 4ue tratou3 ta21é23 do pro1le2a conclui 4ue a 2entalidade dos
pri2itivos é3 e2 tudo3 idBntica  4ue rege a 2ultidão civilizada" essa coincidBncia
de características torna;se ainda 2ais evidente 4uando se considera a >or2ação
de 2ultides nos ho2ens pri2itivos# A di>erença entre a 2ultidão e a sociedade
nor2al é3 entre os pri2itivos3 tão radical 4ue a pri2eira3 longe de aparecer co2o
u2a 2ani>estação da segunda3 ao contr?rio3 a ela se ope e tenta anul?;
la3 X79LY de 2odo 4ue a natureza de >en-2eno da 2ultidão3 na 4ualidade de
>or2ação patolHgica 4ue a2eaça até a eCistBncia da coletividade3 aparece co2o
alta2ente prov?vel" todos os traços de 2ultidão são a2pliados na 2ultidão
pri2itiva3 co2o acentua Fard+# Assi23 a ho2ogeneidade  as 2es2as raças3
religião3 estilo de vida3 o 2es2o nível social3 condiciona2ento intelectual e 2oral
 >acilita a >or2ação das 2ultides# e acrescenta2os isso a e2otividade
apaiConada3 2or2ente so1 a >or2a de 2edo e de Hdio3 >iCados hereditaria2ente3
a eCperiBncia de u2 passado inseguro3 conce1e;se 4ue os pri2itivos vivia2 e
vive2 nu2 2undo cheio de in4uietudes e angEstias# Ds 2enores 2ovi2entos
eCteriores provoca2 a aglo2eração so1 a >or2a de 2ultides#
%ertos ele2entos de orde2 >isiolHgica3 co2o a >o2e e a su1ali2entação cr-nica3
torna2 esses estados ainda 2ais agudos# $stão de tal >or2a ha1ituados a esses
estados greg?rios 4ue considera2 dese*?veis3 4ue tB2 se2pre  2ão os 2eios
para atingi;los" tantãs desen>reados3 u2a 2Esica de rit2o 1rutal3 criando a
o1sessão e arrastando até os 2ais cal2os# A agitação3 o cheiro de poeira3 os
gritos e os uivos3 gestos auto2?ticos3 oscilaçes regulares do corpo3 das
eCtre2idades e de ca1eça3 leva2 a u2a espécie de hipnose# (e passage23
poder;se;ia le21rar 4ue3 nos nossos dias3 nos grandes a*unta2entos populares3
e2prega;se 2uitas vezes a algazarra3 a 2Esica3 as grandes paradas3 para atingir
os 2es2os >ins#
$ssas tri1os selvagens 1usca23 na e21riaguez coletiva3 u2 estado de
o1nu1ilação greg?ria 4ue aparece nu2a 2ultidão eCcitada e 4ue le21ra a
e1riedade causada pelos narcHticos#
(a >or2ação das 2ultides entre os pri2eiros3 o ca2inho psicolHgico 4ue >az
co2preender o >en-2eno greg?rio nos povos cha2ados civilizados é direto# (e
u2 lado3 a 2ultidão civilizada se distingue pouco3 e2 princípio3 da pri2itiva3 co2 a
Enica di>erença de 4ue os 2es2os traços característicos aparece2 2ais
en>ra4uecidos3 2enos 1rutais3 se 1e2 4ue se assista3 por vezes3 a eCploses de
paiCes de u2a eCtre2a violBncia3 verdadeira selvageria3 co2o ressalta de u2a
cena
certo de
4uegreve
dos 2ineiros3 descrita
nospor
$2ile `ola3
4ueno
seu ro2ance
os >en-2enos greg?rios pri2itivos3 to2a2 o car?terGer2inal#
de >estas 
associadas a ritos religiosos3 e2 4ue u2 >renesi desarrazoado se apodera3 s
vezes3 dos particip antes3 4ue cae2 e2 u2 estado de BCtase coletivo3 BCtase 4ue
leva >re4Uente2ente a 2assacres e a >en-2enos de desgaste e desagregação da
sociedade3 não pode2 ser considerados senão co2o >or2as patolHgicas#
(e outro lado3 a eCistBncia da 2ultidão pri2itiva pode dar lugar  criação das
2assas ou 2ultides di>usas e2 4ue a 2entalidade conserva certos caracteres
pri2itivos3 co2o a credulidade3 a preponderOncia da a>etividade so1re os
ele2entos da razão3 as tendBncias con>or2istas3 a presteza para seguir os
líderes5 a di>erença é 4ue não h? cont?gio a>etivo3 indução 2otora3 i2itação" as
reaçes não são tão vee2entes e eCplosivas co2o nu2a 2ultidão# D 2otivo est?
no isola2ento espacial# A gBnese das 2assas e3 portanto3 das >or2as da
sociedade constituída3 >oi esclarecida por Mac (ougall .88/ X79ZY3 e2 cu*a opinião
o isola2ento social pode tornar;se u2 peso insuport?vel para o indivíduo3 4ue se
encontra e2 di>iculdades econ-2icas e 4ue perdeu3 por isso3 a >orça de
resistBncia psí4uica# eria3 segundo Rei)ald3 .7I=/ u2a das causas do sucesso
do nazis2o 4ue levava a u2a >?cil aglo2eração dos ele2entos se2 classe e
desa*ustados# uando u2a certa organização contra1alança os caracteres
caHticos da 2ultidão3 deiCa ela de eCistir3 trans>or2a;se e2 2ultidão di>usa3 e2
2assa3 4ue é *? u2 ele2ento nor2al3 integrado na sociedade#
 preciso 2encionar3 ainda3 a idéia de 'ro22 .Z=/3 X79:Y 4ue esclarece o
processo de aglo2eração e 4ue se poderia talvez encarar co2o u2 contrapeso 
tendBncia para a li1erdade 4ue3 segundo Pavlov3 teria suas srcens e2 u2 re>leCo
especial inato# 'ro22 .Z=/ >ala do 02edo da li1erdade6 4ue so1reve23
possivel2ente3 co2o u2a conse4UBncia do car?ter 2ecanicista e enervante
ad4uirido por nossa civilização# D indivíduo sente;se isolado e2 u2 2undo
i2enso e a2eaçador# A sensação de li1erdade total provocaria senti2entos de
insegurança3 i2potBncia3 dEvidas3 solidão e angEstia# Para poder so1reviver3 o
ho2e2 precisa 4ue esses senti2entos se*a2 en>ra4uecidos3 aliviados3
a2enizados# 2a tendBncia na direção s?dica e 2aso4uista contri1ui para 4ue o
ho2e2 procure >ugir da solidão 4ue lhe é insuport?vel#
D raciocínio de Rei)ald .7I=/ X79QY é 2uito interessante no 4ue concerne 
psicologia da >or2ação da sociedade# 0A sociedade se constitui  diz ele  e2
decorrBncia do >ato de 4ue a 2aioria consegue do2inar e recalcar suas
tendBncias agressivas6# No início as 2ani>estaçes da pulsão n 7 vão polarizar;se
no eCterior3 so1 >or2a de guerras3 colonização etc# Mas3 u2a parte da
agressividade su1siste3 a4uela 4ue se 2ani>esta so1 >or2a de cri2es# A
sociedade dirige u2a luta contínua e encarniçada contra a cri2inalidade3
1uscando
tra1alho3 au2a
arteco2pensação
so1 a >or2a deassi2
su1li2ação da pulsão agressiva pelo
e as atividades intelectuais3 co2o pelos esportes e3 2ais
direta2ente3 so1 >or2a de vingança coletiva3 pela *ustiça punitiva# No início3 cada
2e21ro da sociedade participa  por eCe2plo  de apedre*a2ento# Assi23 a
satis>ação de pretenses cri2inosas é desviada por u2a pro*eção so1re os
culpados3 levada a e>eito co2 outros 2e21ros da sociedade# $sse
apazigua2ento coletivo se 2ani>esta3 ta21é23 na participação e2 eCecuçes
pE1licas 4ue revestia23 até >ins do século V@@@3 o car?ter de >estas populares#
Atual2ente3 li2ita;se ao espet?culo de causas céle1res#
A co2pensação da pulsão co21ativa se >az3 nos nossos dias3 ainda e2 outra
direção" tudo o 4ue o indivíduo não 2ais se pode per2itir no seio da sociedade
.a21ição eCagerada do poder3 veleidade de propriedade eCcessiva3 satis>ação de
u2a vontade selvage2 de destruição/ é trans>erido ao $stado3 4ue se torna3
então3 u2a espécie de reservatHrio onde se acu2ula a energia agressiva
potencial dos indivíduos# D $stado pode per2itir;se tudo o 4ue é proi1ido aos
indivíduos# Ds cri2es 4ue co2ete são *usti>icados# o2ent e o $stado pode
continuar a viver nu2a espécie de estado natural 4ue est? ultrapassado pelo
indivíduo#
A an?lise >eita aci2a 2ostra;nos o >en-2eno da evolução psicolHgica ascendente
dos ele2entos greg?rios do ho2e23 a >or2ação da sociedade estruturada# Mas3
por instantes e e2 deter2inadas circunstOncias3 a sociedade se relaCa3 diz (e
'elice .I:/ e os indivíduos 4ue a co2pe2 cede2 a u2a irresistível necessidade
de eCplosão3 es>orça2;se por se su1trair aos costu2es e s leis 4ue viera2
contrariar o livre *ogo de seus instintos" agrega2;se e2 2ultides co2 todas as
suas características a>etivas 4ue pode2 dar lugar  realização do co2porta2ento
das 2ultides pri2itivas# Ds entusias2os a>etivos3 0a e21riaguez dessas
2ultides pode conduzir  destruição de toda espécie de sociedade6# X798Y$3
nesse caso3 0longe de insu>lar no corpo social u2 vigor novo3 não passa2 de
espas2os de u2 2al 4ue a corrHi e são sinto2as de sua deco2posição
te2por?ria ou de>initiva### provoca2 loucuras3 ao acaso3 arre1ata2entos histéricos
e golpes de >orça6# (esses >atos3 vB;se 4ue3 en4uanto a sociedade representa u2
agregado dur?vel3 a 2ultidão é u2 a*unta2ento passageiro e2 4ue se a1re
ca2inho para u2a intoCicação psí4uica 4ue u2a tirania 4ual4uer pode eCplorar
e2 seu proveito# Poder;se;ia3 ainda3 dizer 4ue 0a sociedade é u2 >en-2eno
nor2al 4ue se apoia na realidade 1iolHgica do indivíduo3 do 4ual é a sua
salvaguarda6# A 2ultidão3 ao contr?rio3 0>en-2eno anor2al3 ani4uila3
provisoria2ente3 essa realidade3 su12ergindo;a3 nu2a 2assa a2or>a3 cu*a srce2
e co2porta2ento atesta2 su>iciente2ente o car?ter patolHgico6#
 preciso distinguir3 co2o disse2os aci2a3 entre as noçes de 2assa e 2ultidão#
2a 2ultidão é se2pre
u2a u2a
2assa3 en4uanto
A 2assau2aest?3
2assageral2ente3
de indivíduosdispersa
não é3
necessaria2ente3 2ultidão#
topogra>ica2enie3 os indivíduos 4ue a >or2a2 não tB2 contato i2ediato3 corporal
e esse >ato3 do ponto de vista psicolHgico3 a distingue3 sensivel2ente3 da 2ultidão#
Mas3 h? u2 elo3 apesar de tudo3 entre os ele2entos de u2a 2assa" u2a certa
ho2ogeneidade 4uanto  sua estrutura psí4uica3 deter2inada por u2a identidade
de interesses3 de 2eio3 de educação3 de nacionalidade3 de tra1alho etc#
G# Tarde .7L7/ ao contr?rio de outros sociHlogos cha2ou a atenção não sH para o
pro1le2a das 2ultides3 2as3 ta21é23 para o do pE1lico 4ue corresponde3 e2
certa 2edida3 ao ele2ento na sociedade a 4ue designa2os pelo no2e de 2assa#
Tarde contradiz a opinião de e &on .87/3 segundo a 4ual vivía2os nu2a 0era das
2ultides63 dizendo 4ue seria3 antes3 a 0era do pE1lico6# %onsidera o pE1lico co2o
o grupo social do >uturo# 'alando das di>erenças entre o pE1lico .2assa/ e a
2ultidão3 acentua 4ue3 en4uanto o co2porta2ento da 2assa depende de >atores
co2o o cli2a3 o te2po3 a estação .0o sol é u2 dos grandes t-nicos da 2ultidão6/3
o pE1lico não depende deles# D pE1lico pode ser internacional3 2as3 não a
2ultidão# D pE1lico .2assa/ pode >azer nascer o >en-2eno 2ultidão3 co2o a
2ultidão3 ta21é23 dispersando;se3 torna;se 2assa# A >isiono2ia do pE1lico pode
ser di>erenciada segundo a 2ultidão 4ue dele sai5 assi23 os ele2entos piedosos
do pE1lico se reEne2 na 2ultidão dos >iéis da @gre*a3 nas peregrinaçes a ourdes
etc#3 os ele2entos 2undanos nas corridas de ongcha2ps3 nos 1ailes e
1an4uetes3 os ele2entos intelectuais nos teatros3 con>erBncias etc#3 os ele2entos
oper?rios nas greves3 os ele2entos políticos nas reunies eleitorais3 nos
parla2entos5 os ele2entos revolucion?rios nos 2ovi2entos insurrecionais#
2a classi>icação das 2ultides pode ser >eita ta21é2 na 1ase de nossa
di>erenciação de pulses3 co2o ele2entos >unda2entais das a>etividades3
servindo para caracteriza r os re>leCos a1solutos e construir os condicionados# As
realizaçes de entidades sociais3 co2o as 2ultides3 4uase nunca são do tipo
puro3 isto é3 1aseando;se nu2a sH pulsão3 2as3 seguida2ente3 são duas pulses
4ue serve2 de esteio a u2a 2ultidão caracterizada# Assi23 poder;se;ia
esta1elecer u2 4uadro es4ue2?tico de diversas realizaçes nesse sentido3 o 4ual
incluí2os 2ais adiante#
Nesse 4uadro3 as 4uatro colunas verticais corresponde2 s 4uatro pulses5 assi2
co2o as 4uatro linhas horizontais5 nas casas 4ue estão situadas nos cruza2entos
das colunas e linha3 encontra2;se as deno2inaçes das 2ultides3 de 2odo 4ue
se pode3 por eCe2plo3 seguindo a linha < .pulsão n </ até a coluna I .pulsão I/3
encontrar o no2e ca1aré3 pois3 o con*unto de pessoas reunidas >or2a u2a
2ultidão3 cu*a natureza é caracterizada pelas pulses nutritiva .</ e seCual .I/3
4ue as i2pelira2 a procurar esse lugar# e as duas coordenadas são da 2es2a
natureza
interseção.do
da2es2o
linha < nE2ero/3
te2;se u2a 2ultidãoa do tipo1an4uete3
puro5 pore2
eCe2plo3
co2 a coluna <3 encontra;se casa 4ue a na
satis>ação da pulsão < .nutritiva/ deter2ina a reunião#
 necess?rio di>erenciar3 4ualitativa e 4uantitativa2ente3 a noção de 2assas da de
2ultides# No 4ue concerne ao >ator 4ualidade3 pode;se ter diversas 2assas
.co2o3 ali?s3 diversas 2ultides/# Assi23 u2a 2assa co2posta eCclusiva2ente de
ele2entos do grupo dos viol?veis .8=3 grupo V/ ou dos resistentes .7=3 grupo
R/ X7L=Y 2es2o no interior desses grupos3 pode haver su1grupos3 por eCe2plo
u2 grupo R@ .intelectuais/3 RD .oper?rios/3 RA .agricultores/ etc# %ada 2assa ter?3
então3 sua característica psí4uica 4ue é preciso levar e2 consideração3 4uando a
te2os diante de nHs3 4uer aglo2erada e >or2ando3 nesse caso3 u2a 2ultidão3
4uer di>usa3 portanto reunida apenas na i2aginação de 4ue2 se dirige aos
ele2entos 4ue a co2pe2#

Por outro lado3 do ponto de vista da 4uantidade3 é necess?rio ainda ter presente
ao espírito 4ue as 2assas3 assi2 co2o as 2ultides3 pode2 nu2erosas ou
pe4uenas3 co2 toda u2a escala entre esses dois eCtre2os 4ue o poder e até a
4ualidade das >orças psí4uicas 4ue as caracteriza23 in>luencia2 o co2porta2ento
do ator3 líder ou orador 4ue a do2ina3 do 2es2o 2odo 4ue o da prHpria 2assa
(epois de haver enunciado as características de noçes de 2ultidão3 2assa3

sociedade
seguida3 ae 2entalidade
>or2as ele2entares
pri2itivade4ue
4ue constitui
deriva23 adepois de ter
orige2 conhecido3
dessas >or2as3e2e3
>inal2ente3 os traços essenciais da psicologia coletiva3 pode2os tentar >azer u2a
classi>icação de todos esses ele2entos# $ssa classi>icação3 so1 >or2a de u2a
estrutura da sociedade3 >acilitar;nos;? a co2preensão de >en-2enos de 4ue
trata2os neste livro# D es4ue2a estrutural a1aiCo pode resu2i;la 2uito 1e2"
ociedade"
A  Drganizada .estruturada3 progressiva/5
a/ instituída .4uadros/
7  instituiçes5
<  elites5
1/ latente .2assas/
7  os viol?veis .8=/5
<  os resistentes .7=/5
&  Aglo2erada .2ultides3 regressiva/5
a/ passiva .est?tica3 acé>ala/
7  a2or>a .>ortuita3 indi>erente/5
<  caracterizada .intencional3 polarizada/5
1/ ativa .dinO2ica3 ce>alizada/
7  caHtica .histérica/5
<  dirigida .est?tica3 paroCística/#
Autores 4ue tentara2 tratar a sociedade hu2ana co2o u2a entidade 1iolHgica de
grau superior3 co2o u2 organis2o de natureza coletiva superpondo;se ao est?gio
de unidade individual3 acreditara2 poder discernir u2 paralelis2o na evolução do
indivíduo e da sociedade X7L7Y# (esse 2odo3 distinguira2;se cinco períodos3 na
vida desta Elti2a3 4ue correspondia2 s cinco >ases de evolução do indivíduo"

Períodos na e+olução da /ases na e+olução do


sociedade hu3ana indi+íduo
nutritiva ; *uventude .do2inada
7o# Pastoril e agrícola
pela pulsão no#</
<o# $Cpansão teritorial e agressiva ; adolescBncia .pulsão
con4uistas no#7/
genésica ; ho2e2 adulto *ove2
Io# $2igração e colonização
.pulsão no#I/
e2otivo;intelectual ; ho2e2
9o# @ndustrial e cientí>ica
2aduro .pulsão no#9/
Lo#(eclínio declíniodavelhice
 2ister3 todavia3 não levar 2uito longe a co2paração da sociedade a u2
organis2o vivo# 2a crítica pertinente dessa tendBncia eCagerada é >eita por Ad#
'erri_re .LI/3 e2 sua o1ra principal a loi du progr_s en 1iologie et sociologie#
(isse2os *? 4ue3 na pr?tica3 atual2ente3 se trata co2 as 2assas 2ais do 4ue
co2 as 2ultides#  certo 4ue se pode o1ter da 2ultidão a eCecução de u2a ou
outra ação3 dela servir;se e2 certos 2o2entos3 2as3 seria te2er?rio pretender
governar u2 $stado por 2eio de açes de 2ultides# 2a vez 4ue nos capítulos
seguintes >alare2os3 so1retud o3 da propaganda política 2oderna 4ue apela para
as 2assas3 dese*a2os a4ui3 e2 co2pensação3 ilustrar previa2ente o essencial
das reaçes das 2ultides 4ue3 con>or2e *? vi2os3 são caracterizadas por
Gustave e &on3 e2 seu estudo so1re a psicologia das 2ultides3 co2o
dependentes de u2a sensi1ilidade eCagerada e su*eitas ao cont?gio psí4uico# @sso
é tanto 2ais i2portante 4uando a propaganda política a>etiva3 de 4ue >alare2os
adiante3 dirigindo;se principal2ente s 2assas3 não desdenha3 de te2po e2
te2po3 recorrer aos 2étodos 4ue as trans>or2a2 e2 2ultides3 as 4uais utiliza3
e2 seguida3 para seus >ins#
Ds ta1us da consciBncia são3 na 2aior parte3 aco2panhados de senti2entos
desagrad?veis 4ue desaparece23 na 2ultidão ou na 2assa3 4uando o indivíduo
pode >azB;los recair so1re outre25 é possível3 então3 agir segundo suas pulses
pri2itivas3 se2 assu2ir responsa1ilidade#  a razão por 4ue se o1serva23 s
vezes3 os piores eCcessos co2etidos pela 2ultidão# $sse >ato se eCplica e2 parte3
por4ue 0eCiste2 2uitos retrHgrados na sociedade3 co2o diz &ovet .78/3 4ue
per2anecera2 nu2 est?gio de evolução in>erior3 se*a nas suas aspiraçes e
conduta de verdadeiros apaches3 se*a e2 suas idéias3 co2o certos entusiastas da
linha dura# Representa2 u2 estado social desaparecido# %ontudo3 h?3 ta21é23 a
nosso lado3 precursores3 ho2ens 4ue representa2 u2 est?gio social a 4ue a
2assa ainda não chegou6#
 verdade 4ue u2a 2ultidão pode ser arrastada ao paroCis2o3 a u2a eCplosão3 a
veleidades de violBncia3 co2o a u2 entusias2o delirante5 é verdade 4ue ela é
capaz de inauditas covardias ou de heroís2os su1li2es# Mas3 o 4ue é se2pre
característico é 4ue ela sH age 4uando dirigida3 4uando h? protagonistas 4ue
2ano1ra2 suas reaçes3 os engenheiros de al2as# D prHprio e &on diz3 ali?s3
4ue 0se2 líder a 2ultidão é u2 ser a2or>o3 incapaz de ação6# Poder;se;ia citar3
co2o eCe2plo3 os >en-2enos de lincha2ento" 1asta3 2uitas vezes3 4ue u2 sH
ho2e2 >aça u2 gesto irre>letido e o cont?gio e2polga os outros 4ue pratica23 por
u2 re>leCo de i2itação3 atos de horror#
'ala2os3 antes3 X7L<Y dos re>leCos de i2itação# Agora3 4uere2os acrescentar 4ue
se pode distinguir3 no do2ínio dos >atos do co2porta2ento social  e2 4ue a
i2itação dese2penha3 co2o diz &ovet3 .78/ o papei de 02odo de ação3 por
eCcelBncia3 da coletividade so1re o indivíduo3 do grande agente de
constrangi2ento63 duas espécies de i2itação" u2a por necessidade instintiva3 a
outra3 por dever e o1rigação# Trata;se do pri2eiro tipo no caso das 2ultides#
$sse tipo se 0liga a u2 2ecanis2o psico>isiolHgico  o poder ideo2otor co2u2 a
todas as representaçes de u2 2ovi2ento3 partindo de todas as percepçes de
gestos e atos" ao ver dançar3 dança2os3 ao ouvir gritar3 grita2os# F?3 e2 nHs3
algu2a coisa 4ue nos i2pele a agir3 se2 pensar3 co2o age o indivíduo 4ue te2os
diante de nossos olhos# e a 2ultidão3 e2 4ue nos encontra2os3 desencadeia e2
nHs esse instinto de i2itação3 não é por4ue se trate de u2a 2ultidão3 2as3 por4ue
ela se 2ove e ve2os 4ue se 2ove6# 0A e2oção se propaga3 provocando a
i2itação de gestos 4ue a traduze2# ual4uer outra é i2itação;dever3
aco2panhada do senti2ento de o1rigação6#
$ssa i2itação3 re>leCo 4ue caracteriza a 2ultidão a2or>a3 propaga a repetição de
u2 gesto e2 todos os sentidos en4uanto na 2ultidão ce>alizada3 dirigida por
líderes e3 na sociedade estruturada3 os gestos sH se propaga23 por i2itação3
nu2a Enica direção" de ci2a para 1aiCo# Assi23 nas aglo2eraçes i2pelidas pela
pulsão co21ativa3 o1serva2;se3 ta21é23 dois tipos de i2itação" instintiva3 so1 a
>or2a de eCplosão espontOnea  o 2oti2  na 2ultidão e o1rigatHria3 e2 4ue se
vB u2a to2ada de posição provocada  a insurreição3 nu2a 2assa ce>alizada3
dirigida# Para Tarde3 0a socia1ilidade não é senão i2itatividade6# J?
pinoza3 X7LIY na sua tica3 distinguia atos de i2itação3 de e2ulação3 4ue se
caracteriza2 por4ue 0i2ita2os os desígnios e os atos so2ente dos 4ue3 a nossos
olhos3 goza2 de prestígio63 isto é3 os che>es3 os líderes# Ali?s3 pode;se dizer 4ue o
estado de u2a 2ultidão a2or>a3 acé>ala3 é 2uito inst?vel" rapida2ente3 u2a
hierar4uia  líderes e liderados  se institui# $ntão3 a i2itação instintiva se
desdo1ra e2 i2itação o1rigatHria e daí passa3 pronta2ente3 de i2itação3 sentida
co2o u2 dever3  o1ediBncia#
Tere2os3 ainda3 de >alar do pro1le2a relativo ao papel dos líderes das 2ultides e
das 2assas3 o 4ual te23 na sociologia3 u2a grande i2portOncia# A4ui3 li2itar;nos;
e2os a ressaltar a idéia3 e2itida por &ovet .78/3 de 4ue 0os líderes são criados
pelo prHprio tu2ulto# eu prestígio não é anterior  2ultidão reunida e3
geral2ente3 na 2ultidão ele não so1revive  sua dispersão6# $2 co2pensação3 0a
insurreição e a guerra são pregadas por 4ual4uer u2 na sociedade5 esses ou
4uais4uer outros i2pele2 os de2ais e o 2ovi2ento ganha as 2assas e as
2ultides3 não por >orça de re>leCos i2itativos3 ideo2otores3 2as3 de re>leCos de
e2ulação63 isto é3 4ue se 1aseia2 e2 processos de tipo intelectivo#
Para dar u2a idéia da e>ic?cia dos 2eios psicolHgicos 4ue in>luencia2 a 2ultidão3
citare2os3 co2o eCe2plo3 alguns episHdios signi>icativos3 vividos durante a
revolução russa#
A cena se passa e2 Petrogrado3 a L de 2arço de 787:# Ao a2anhecer3 2ultides
espalha2;se pelas ruas da capital3 u2 surdo descontenta2ento invadira3 nos
Elti2os dias3 o povo3 >atigado pela guerra3 pelas privaçes3 pelos 2ur2Erios 4ue
circula2# A gota d\?gua 4ue >ez trans1ordar a taça >oi o au2ento do preço do pão#
$ eis o povo na rua3 espontanea2ente3 se2 plano3 se2 guias# Te2;se tentado3
2uitas vezes3 >azer crer 4ue todo esse 2ovi2ento >oi organizado3 calculado e
dirigido" isso é >also e inteira2ente inventado# A verdade é 4ue toda a capital3 o
Governo e os partidos políticos3 >ora2 apanhados desprevenidos pelo 2ovi2ento3
4uando eclodiu na4uele dia# Todas as grandes artérias da cidade estava2 cheias
de gente3 a polícia3 presa de pOnico3 desaparecera e as 2ultides silenciosas3
in4uietas3 grunhindo3 surda2ente3 vagava23 desa2paradas### Nas casernas e nos
p?tios3 as tropas estava2 de prontidão3 2as3 os o>iciais não ousava2 >azB;las sair#
D tr?>ego dos 1ondes cessou s pri2eiras horas da 2anhã5 por volta do 2eio;dia3
os >uncion?rios da e2presa tele>-nica co2eçara2 a deiCar seus postos3 as
ligaçes >alhava23 cada vez 2ais3 a 2aior con>usão reinava nos escritHrios3 nos
serviços de ad2inistração5 >azia2;se interrogaçes3 espalhava2;se ru2ores cada
vez 2ais pessi2istas3 tinha;se a nítida sensação de 4ue tudo se dissolvia3 de 4ue
se era arrastado para o desconhecido3 para o caos# Repito3 nenhu2 sinal de
organização3 de plano3 de vontade dirigente# a1ia;se 4ue na (u2a .Parla2ento/
a con>usão e a a1ulia 2ais pro>unda reinava2 no seio de todos os grupos
políticos# ecret?rio geral de u2a grande organização de a*uda técnica 2ilitar3
constituída pelas sociedades técnicas e cientí>icas3 eu 2e achava3 nesse
2o2ento3 nos escritHrios dessa organização 3 no centro da cidade# Perto de duas
horas da tarde3 vendo o des2orona2ent o co2pleto de toda a estrutura3 sa1endo
4ue3 dentro de trBs horas3 a escuridão cairia so1re a cidade e 4ue esta se
arriscava a 2ergulhar no 2ais co2pleto caos3 de onde o pior podia sair# Alguns
diretores3 presentes ao escritHrio3 to2ara2 u2a decisão  co2preendia;se3 por
>i23 4ue cada grupo devia tentar >azer3 por sua prHpria conta3 es>orços de
organização  trans2itiu;se s duas escolas de técnicos e2 g?s de co21ate3 4ue
o %o2itB dirigia3 e2 Petrogrado3 a orde2 de 2archar para o centro3 e2 >or2ação
2ilitar3 >ardados e co2 2?scaras de g?s  cintura# 2a hora 2ais tarde3 a tropa 
u2a centena de ho2ens  des>ila e2 u2a das grandes avenidas3 a ite+n+3
a1rindo ca2inho entre a 2ultidão3 e2 >or2ação cerrada3 >uzil ao o21ro# 1anda de

2Esica
2e21ros do
>rente3 seguida
%o2itB3 de grandes
2unidos 1andeirasta21é2
de 1raçadeiras ver2elhas e ladeada
ver2elhas# pelos
Trezentos
2etros antes de chegar ao centro3 a Veves!+3 u2a orde2 >oi dada" p-r as
2?scaras de g?sK $ a pe4uena tropa3 atraindo a atenção da 2ultidão3 pela 2Esica
e pelas 1andeiras ver2elhas a tre2ular3 2archa co2 porte 2arcial5 as 2?scaras3
con>erindo aos ho2ens u2 aspecto sinistro3 a2eaçador# $2 poucos instantes3 a
2ultidão est? eletrizada3 polarizada nu2a sH direção3 todas as suas incertezas3 as
apreenses desaparecera23 dissipara2;se3 o di4ue psicolHgico ro2peu;se3 d?;se
a desini1ição5 co2o u2 rastilho de pHlvora3 a notícia se espalha3 0as tropas
revolucion?rias chega2" vão atacar3 co2 g?s3 as casernas do cruza2ento6#
Natural2ente3 não havia g?s3 2as3 apenas as 2?scaras# era si2ples2ente u2
1le>e3 nada 2ais 4ue u2a 2ano1ra psí4uicaK Mas3 isso 1astou3 a notícia >oi
to2ada e di>undida e2 poucos instantes  penetra nas casernas prHCi2as  e3 ao
>i2 de alguns 2inutos3 viu;se os soldados saíre23 isolados3 de ar2a na 2ão3
acla2ados pela 2ultidão 4ue agora delirava5 eles se *untara2  tropa 4ue
conduzia 2?scaras# 2 4uarto de hora 2ais tarde3 as casernas estava2 vazias3
os soldados con>ratern izava2 co2 a 2ultidão# Nesse recanto da capital3 a causa
da Revolução estava ganha3 se2 e>usão de sangue3 por u2 si2ples golpe
psicolHgico#
$is3 agora3 outro eCe2plo da possi1ilidade de 2ane*ar3  vontade3 as
aglo2eraçes hu2anas3 por 2eio de ar2as psicolHgicas# $2 nove21ro de 787:3
depois da chegada dos 1olchevi4ues ao Poder3 eCcessos3 co2o se sa1e3 não
era2 raros5 a 2ultidão3 supereCcitada3 atacava3 2uitas vezes3 pessoas nas ruas3
se2 nenhu2a razão3 so1 2era suspeita3 levantada não i2porta por 4ue2# a1e;
se 4ue3 2es2o os ani2ais3 nu2 re1anho3 são 2ais sensíveis s reaçes de seus
co2panheiros3 4ue aos estí2ulos eCteriores# X7L9Y As pessoas atacadas corria2 o
risco de sere2 linchadas3 o 4ue aconteceu algu2as vezes# Para evitar esse
perigo3 u2a organização de intelectuais3 si2patizante do Governo soviético3
i2aginou u2 2étodo psicolHgico de ação so1re a 2ultidão3 e2 casos
se2elhantes" u2a alocução direta não era se2pre e>icaz e co2portava3 s vezes3
riscos reais para 4ue2 dese*asse salvar o assaltado# %riou;se3 então3 u2 serviço
4ue rece1eu a deno2inação de A*uda >raternal# $is co2o procedia" se u2 ho2e2
era atacado na rua3 agentes dessa organização3 teste2unhas da cena3 recorria2
ao tele>one 2ais prHCi2o e >alava2 co2 o centro3 onde havia3 noite e dia3 u2
per2anente# $2 seguida3 ho2ens especializados e2 propaganda e 4ue se
2antinha2  disposição do centro3 to2ava2 u2 carro3 se2pre disponível3 na
per2anBncia e transportava2;se3 a toda velocidade3 ao ponto indicado# %hegando
s proCi2idades do lugar3 onde se encontrava a pessoa a2eaçada3 nu2a situação
perigosa3 2isturava2;se  2ultidão3 e2 diversos pontos de sua peri>eria e
co2eçava2 a to2ar parte na contenda3 cada u2 por sua conta3 procurando atrair

so1re si a atenção
tornava2;se3 e a desviar novos
assi23 rapida2ente3 as discusses#
centros de Agitadores eCperi2entados3
atração para a 2ultidão5
recuando3 pouco a pouco3 e2 direçes opostas3 procurava2 a>astar;se3
insensivel2ente3 uns dos outros3 arrastando consigo os 4ue os cercava2 e
deslocando3 desse 2odo3 a 2ultidão a2eaçadora e2 2uitos grupos3 o 4ue
aca1ava por destruir sua coerBncia" a pessoa a2eaçada era3 rapida2ente3
es4uecida e podia desaparecer3 salvando sua vida# $ssa organização era ta21é2
conhecida co2o serviço de socorro espiritual#
Ainda u2a outra >or2a de ação psí4uica so1re a*unta2entos nas ruas 4ue >oi
co2provada" no curso de u2a ca2panha política3 durante a guerra civil3 no sul da
REssia3 havia vitrinas3 nas vias pE1licas3 e2 4ue era2 eCpostos cartazes3 2apas3
>otogra>ias etc# Transeuntes estacionava23 >re4Uente2ente3 diante delas# Ds
propagandistas se 2isturava2 a essas pessoas3 dois a dois3 por eCe2plo e
co2eçava2 a conversar e2 voz alta3 diante da vitrina3 ou 2es2o a discutir# ogo
o pE1lico se *untava e2 torno deles e to2ava parte na controvérsia# Ds dois
ho2ens3 eCperi2entados e2 propaganda3 2unidos de dados e de argu2entos
capazes de causar i2pressão3 podia23 >re4Uente2ente3 dirigir3  vontade3 o
espírito da 2ultidão 4ue se reunia diante da vitrina#
D 4ue é 2uito característico para u2a 2ultidão3 2as3 co2o vere2os 2ais
adiante3 igual2ente para a 2assa3 é a preponderOncia de 2ani>estaçes da vida
a>etiva so1re o raciocínio" a atenção de u2a 2ultidão3 e21ora co2posta de
pessoas 2ais ou 2enos cultas3 disciplinadas e razo?veis3 pode ser >acil2ente
desviada e atraída para açes >Eteis3 2as3 4ue age2 so1re os sentidos3 vista3
ouvidos etc# 2 eCe2plo signi>icativo3 tirado da vida política de u2 povo nHrdico
2uito culto3 e4uili1rado3 os dina2ar4ueses3 é o 4ue se segue# $sse eCe2plo é tão
2ais interessante 4uanto os che>es políticos 4ue acreditava2 ter suas 2assas
inteira2ente nas 2ãos3 graças a argu2entos lHgicos3 1aseados e2 raciocínios3
che>es 4ue a>ir2ava23 orgulhosa2ente3 4ue as eCperiBncias dos 2ovi2entos
populares russo3 italiano3 ale2ão3 não tinha2 valor algu2 para as 2assas
nHrdicas3 organizadas3 havia dezenas de anos3 e2 entidades pro>issionais3
ensinadas a re>letir diante de tudo3 a raciocinar3 a pesar >ria2ente3 devia2
persuadir;se do contr?rio3 por u2a eCperiBncia si2ples e concludente# 2 grande
co2ício de dez 2il pessoas realiza;se3 certo dia3 nu2 1elo par4ue de
%openhague# Nu2a tri1una i2provisada3 u2 *ove2 deputado3 2uito popular3
2uito incisivo na sua argu2entação3 discursa# A 2ultidão o escuta3 nu2 silBncio
religioso5 os cére1ros tra1alha23 segue2 a cadBncia lHgica do pensa2ento do
orador3 estão visivel2ente de acordo# Mas3 eis 4ue3 atr?s da 2ultidão3 ensaiadores
deiCa23 repentina2ente3 escapar e voar para o céu uns cin4Uenta pe4uenos
1ales ver2elhos de criança3 co2 1andeirolas# $3 e2 seguida3 4uase toda essa
2ultidão .8= da assistBncia3 pelo 2enos/ atenta3 raciocinante até então3 volta;se
para o espet?culo 4ue se o>erece a seus olhos3 segue as evoluçes dos 1ales3
acla2a;os3 es4uece o orador e o po1re3 desconcertado3 es>orça;se para retB;la3
recapturar sua atenção5 ahK tra1alho perdido3 os 1ales tB2 u2a ação 2ais >orte
so1re nove déci2os do auditHrio# 'inal2ente3 ele coordena as idéias3 >az u2a
associação entre os 1ales e seu discurso e eCcla2a" 0$is3 co2panheiros3 co2o
esses 1ales so1e2 para o céu3 assi2 ta21é2 nossas esperanças6 etc# etc# H
então a 2ultidão volta;se3 nova2ente3 para ele e pe;se a ouvir sua dissertação
interro2pida# $sse é u2 eCe2plo concludente a respeito da 2entalidade das
2ultides3 2es2o para a4uelas 4ue 2elhor resiste2  sugestão dos sentidos#
Mas3 se as 2ultides estão su*eitas a pulses3 4ue toca2 a a>etividade e2otiva3 é
preciso con>essar 4ue seria >also acreditar se deiCe2 elas conduzir por 2Hveis
2oral ou racional2ente negativos#  se2pre e2ocionante poder consignar a
1ono2ia e a disciplina das 2ultides parisienses3 co2o3 por eCe2plo3 nas grandes
2ani>estaçes da 'rente Popular" apesar da e2otividade natural dos >ranceses3
co2o de todo povo latino3 a 2ultidão parisiense 2ostra;se dHcil e >acil2ente
preserv?vel ao pOnico# D contraste co2 a 2ultidão russa de outrora é 1e2
2arcante# $2 7Q893 durante as >estas de coroação de Nicolau @@3 e2 Moscou3
ocorreu u2a terrível cat?stro>e no ca2po de ^hod+n!a" u2a enor2e 2ultidão3
presa de louco pOnico3 arro*ou;se e2 direção s estreitas saídas do ca2po3
derru1ando e es2agando tudo e2 sua correria# Alguns 2ilhares de 2ortos3 tal >oi
o tr?gico resultadoK $2 Paris3 >oi;nos dada oportunidade de teste2unhar u2a
situação angustiosa" os arredores do Velodro2e d\Fiver3 por ocasião de u2
grande co2ício3 estava2 repletos de gente  duas entradas estreitas3 ausBncia
co2pleta de polícia no local# A 2ultidão lançava;se na direção das entradas3
co2pri2ia;se3 su>ocava;se3 te2eu;se3 nu2 2o2ento3 a i2inBncia de u2a
cat?stro>e# Dra33 su1ita2ente3 da prHpria 2ultidão partira2 gritos3 rit2ica2ente
destacados 4ue >ora2 logo respondidos e cantados3 e2 coro3 por toda a 2ultidão"
0Não e2purreK Não e2purreK6 D e>eito >oi 2aravilhoso" tudo se canalizou3 a tensão
decresceu3 u2a ini1ição coletiva eCpandiu;se por todos os cére1ros#
(ese*a2os concluir nossa eCposição das principais noçes sociolHgicas3 pelas
idéias dos 1ehavioristas  Willia2s &ro)n3 (e)e+3 Allport# Rei)ald .7I=/ diz3 a
propHsito3 4ue3 segundo as idéias desses autores3 o organis2o hu2ano individual
e social torna;se u2a 2?4uina# %o2 e>eito3 pensa2 4ue a di>erença3 no
co2porta2ento do indivíduo isolado e na 2ultidão3 é gradual e 4ue toda ação3
2es2o na 2ultidão3 é condicionada por u2 treino3 u2a aprendizage2# &ro)n
enu2era3 co2o eCe2plo3 alguns espéci2es característicos de 2ultides3 e2 4ue
a eCperiBncia entra co2o >ator decisivo# ão" a reunião na @gre*a3 u2 co2ício
político3 u2 regi2ento e2 ca2panha3 u2a e4uipe de >ute1ol3 u2a seita religiosa#
D co2porta2ento do indivíduo di>ere do 4ue te2 na 2ultidão3 por4ue o a21iente3
nos dois casos3 é diverso# A ação da aprendizage2 e do 2eio a21iente do2ina3
clara2ente3 as pulses de srce2 heredit?ria e instintiva# VB;se 4ue as idéias se
aproCi2a23 sensivel2ente3 das 4ue decorre2 da doutrina pavloviana dos re>leCos
condicionados# Allport .Z/ X7LLY >ala3 direta2ente3 desses re>leCos3 por eCe2plo3
diz 4ue tal re>leCo é a reação de u2 ho2e2 4ue3 nu2a 2ultidã o nazista3 e21ora
sendo hostil ao 2ovi2ento3 >az o gesto de saudação hitlerista3 *unta2ente co2 os
outros participantes da reunião e isso não por i2itação3 2as3 por su12issão e
sugestão do grande nE2ero" é o prestígio es2agador da 2assa3 da 2ultidão 4ue
deter2ina seu gesto con>or2ista# A eCpressão >ision-2ica de outras pessoas na
2ultidão3 assi2 co2o outros sinto2as a>etivos de seu co2porta2ento3
desencadeia23 no indivíduo3 u2a reação re>leCa3 2as3 por via indireta3 não por
indução a>etiva direta3 co2o diria Mac (ougall ou por i2itação .$spinas/3 por4ue
se co2preende 4ue a eCcitação o1servada3 no grupo3 poderia provocar3 ta21é23
outras reaçes5 por eCe2plo3 poderia >azer;nos sorrir ou indignar;nos5 é3 antes3
u2a reação co2pleCa so1re o con*unto da situação3 isto é3 2ediante u2 apelo ao
segundo siste2a de sinalização 4ue conhece2os aci2a3 X7LZY co2 a re>enação
de u2 re>leCo intelectivo 4ue atua3 então3 provocando u2a desini1ição#
$2 geral3 o 1ehavioris2o dos Elti2os te2pos repele3 e2 oposição a Mac (ougall3
a i2portOncia3 para o ho2e23 dos instintos co2o deter2inantes de suas
atividades 4ue entende eCercer;se pelo *ogo dos re>leCos condicionados e da
inteligBncia3 isto é3 pelos re>leCos intelectivos3 segundo nossa ter2inologia#
%onsidera 4ue todas as açes são condicionadas por trata2entos
correspondentes 4ue pode2 ser supri2idas3 trans>or2adas ou 2antidas e
eCercidas  vontade#
Vi2os 4ue as noçes de u2a al2a da 2ultidão de inconsciente coletivo3 group
2ind etc#3 2es2o no sentido 4ue lhes d? Mac (ougall3 não pode2 ser
conservadas na psicologia social3 4ue se 1aseia so1re a psicologia o1*etiva# D
1ehavioris2o a2ericano repele;as ta21é2 X7L:Y Ds costu2es ou h?1itos
larga2ente di>undidos tB2 por 1ase o >ato de 4ue3 >re4Uente2ente3 os indivíduos
se encontra2 na 2es2a situação e reage2 de >or2a idBntica# D *ornalista
a2ericano Walter ipp2ann .8Z/ >az sua a >Hr2ula de ir Ro1ert Peel so1re a
idéia da al2a coletiva# X7LQY Para este3 al2a coletiva é 0u2a generalização de u2
a2?lga2a de asneira3 >ra4ueza3 preconceitos3 sensaçes *ustas3 sensaçes
>alsas3 o1stinação e de### recortes de *ornais6#
Para co2preender a ação coletiva3 so1retudo a das 2assas 4ue deter2ina23 a
nosso ver3 os >atos políticos nas 2?4uinas governa2entais de ho*e3 depois de
haver acentuado algu2as características 2arcantes da psicologia das 2ultides 
u2 dos aspectos das 2assas populares  para co2preendB;las e2 >unção dos
dados
rege2 cientí>icos
2odernos3
doséindivíduos
preciso partir
sãodo
conceito de pelo
4ue os
o co2porta2ento respons?veis das>en-2enos
2ultides#4ue
Vi2os 4ue 4uatro pulses constitue2 os alicerces de todo co2porta2ento e ainda
4ue3 so1re cada u2a delas3 é possível construir re>leCos condicionados# ão as
pulses co21ativa3 ali2entar3 seCual e paternal# Ds 2ecanis2os dos re>leCos
inatos ou a1solutos3 co2 os 4uais os ho2ens vB2 ao 2undo3 são essas pulses#
Partindo desse ou da4uele siste2a de pulsão3 associando o re>leCo inato
correspondente co2 as eCcitaçes provenientes3 durante a vida3 das diversas
super>ícies receptoras dos Hrgãos dos sentidos3 o ho2e2 se apropria de todo u2
con*unto de >en-2enos 4ue nele se desencadeia23 segundo as circunstOncias3
>en-2enos in>inita2ente variados e 4ue preside2 sua adaptação  vida# As
atividades são as resultantes de toda essa 1agage2 4ue ele leva consigo#  H1vio
4ue reaçes secund?rias nele se prepara23 por4uanto3 so1re re>leCos
condicionados >or2ados3 u2a enor2e 4uantidade de outros de diversos graus
pode ser enCertada5 assi2 todos os siste2as3 de 4ue >ala2os3 entra2 e2 *ogo e
>or2a2 sua personalidade# Vi2os3 ainda3 4ue as palavras são outros tantos
>atores condicionais 4ue concorre2 para a >or2ação desses re>leCos# A educação
dese2penha3 co2o esta2os convencidos3 por essa razão3 u2 papel >unda2ental
na >or2ação do ho2e2 e deter2ina3 e2 grande parte3 seus atos# A i2portOncia
dos diversos siste2as de re>leCos condicionados não é a 2es2a e a velocidade
de sua >or2ação3 sua >orça respectiva é diversa5 di>ere3 ta21é23 e2 cada
indivíduo5 os >atores heredit?rios e as particularidades >isiolHgicas 4ue
deter2ina23 igual2ente3 os caracteres de cada u23 tB2 in>luBncia capital# Pode;
se encontrar3 apesar de tudo3 nas 2ultides3 indivíduos 4ue apresenta2 traços
se2elhantes3 é possível di>erenci?;los e2 grupos3 2ais ou 2enos ho2ogBneos3
tentar in>luenci?;los no 2es2o sentido e isso constitui a >inalidade da política3
pois3 atual2ente3 é a 2ultidão 4ue i2porta#
o1re os 4uatro siste2as de 1ase indicados aci2a3 4ue engendra2 igual nE2ero
de siste2as de re>leCos condicionados3 pode;se enCertar outros re>leCos 4ue deles
deriva2# D1serva;se 4ue essas derivaçes pode2 ser não apenas de natureza
4uantitativa .isto é3 pertencendo ao 2es2o grupo ou nível3 vir acrescer o nE2ero3
a ri4ueza de re>leCos de 4ue o indivíduo dispe/ 2as3 sere2 ta21é2 su12etidas
a u2a variação 4ualitativa3 ou se*a3 dar lugar  >or2ação de atividades e2 níveis
ou planos di>erentes#
Para 2elhor ilustrar nossa idéia3 tentare2os construir u2 es4ue2a das atividades
hu2anas3 no 4ual3 e2 4uatro colunas3 da es4uerda para a direita3 colocare2os os
4uatro pulses de 1ase3 e2 orde2 decrescente de i2portOncia e3 vertical2ente3
os respectivos níveis para cada coluna#
%o2o se vB do 4uadro a1aiCo3 partindo;se das 4uatro pulses de 1ase3 pode;se
veri>icar u2a evolução
>alar nas
de duas
direçes3depara 1aiCo e para ci2a#
doNo
pri2eiro
caso poder;se;ia degradação3 u2a 4ueda 2oral nível e3 no
segundo3 de su1li2ação# @sto signi>ica 4ue3 partindo de re>leCos condicionados
relativa2ente pri2itivos3 situados no nível das 1ases ele2entares3 4ue
deno2ina2os vitatitudes3 pode2os ver no pri2eiro caso3 >or2ar;se por u2
processo de su1li2ação >alhada ou de eCacer1ação dos 2Hveis pri2itivos3
co2pleCos de co2porta2ento a 4ue ha1itual2ente cha2a2os de vícios na vida
social 4uotidiana# Tais co2pleCos caracteriza2;se pelo eCcessivo
desenvolvi2ento de u2 sH instinto ou 2ecanis2o inato 4ue dirige as atividades do
ho2e2 para u2 o1*etivo individual3 associal#

Assi2 é 4ue3 na es>era da pri2eira pulsão .co21ativa/3 o decrésci2o de nível leva


ao despotis2o3  tendBncia a su12eter os ho2ens3 a co2and?;los pelo prazer do
do2ínio5 a tirania3 co2 suas perverses s?dicas3 é u2a eCacer1ação ainda 2ais
avançada desse co2pleCo 4ue se liga ta21é2  seCualidade# No da segunda
pulsão .nutritiva/ a eCacer1ação anti;social leva ao vício da glutoneria3 da cupidez
e da avareza" 2?Ci2o de prazeres 2ateriais e2 1ene>ício pessoal  Na terceira
pulsão .seCual/ o re1aiCa2ento de nível conduz  li1ertinage23  depravação e a
todos os eCcessos dessa es>era5 a psicopatologia seCual d? eCe2plos e2
pro>usão# $n>i23 no do2ínio da 4uarta pulsão .paternal/ o eCagero negativo
ca2inha para a 2isantropia#  o caso de u2 ho2e23 so1retudo de u2a 2ãe3
descon>iada de todas as pessoas 4ue não se*a2 de sua >a2ília3 4ue sH te2 olhos
para sua prole e para 4ue2 os outros ho2ens3 a hu2anidade inteira3 aparece so1
u2 aspecto hostil e odioso#
A1orde2os3 agora3 o 2ovi2ento contr?rio3 ascendente3 a su1li2ação# 'reud .L:/3
4ue criou esse ter2o3 >ornece do 2es2o u2a 1oa de>inição" X7L8Y 0A su1li2ação
per2ite 4ue as eCcitaçes eCcessivas3 provenientes de outra >onte
a>etiva3 X7Z=Y se escoe2 para outras regies e2 4ue encontra2 aplicação  (e
u2a disposição cheia de perigos3 resulta3 destarte3 u2 not?vel acrésci2o de
rendi2ento psí4uico# Ds co2ponentes do instinto seCual são particular2ente

aptos  su1li2ação3
longín4uo e de 2aioravalor
essasocial6#
troca deD sua >inalidade
conceito seCual porpertence3
de su1li2ação u2 o1*etivo 2ais
segundo
&ovet3  2edicina e  pedagogia3 2ais do 4ue  psicologia5 co2o se reconhece3 a
su1li2ação por seus e>eitos3 considerados 4uanto ao interesse social3 seu
conceito3 i2plica3 se2pre3 u2 *ulga2ento de valor3 u2a apreciação 2oral3
conse4Uente2ente# P>ister acentua" 0a su1li2ação é u2 desvio 4ue leva a
resultados de elevado valor 2oral# $ a 2oral3 é a 2oral social6#
uanto 2ais se so1e a escada da su1li2ação3 2ais as atividades se distancia2
das 1ases instintivas3 auto2?ticas e ad4uire2 as características de açes
>undadas nos re>leCos condicionados intelectivos3 e2 4ue o segundo siste2a de
sinalização dese2penha >unção >unda2ental#
'ir2ada no alicerce da pri2eira pulsão3 a evolução hu2ana3 so1 a in>luBncia de
>atores sociais3 gera os co2pleCos ou siste2as de re>leCos condicionados3 4ue
caracteriza o senti2ento do clã3 da co2unidade3 4ue d? lugar  >or2ação do
senti2ento nacional#  o entusias2o3 a corage23 4ue ci2enta2 as unies entre
os ho2ens3 4ue >or2a2 u2a nação3 2as3 é aí3 ta21é23 4ue se encontra a
a2eaça guerreira3 a tendBncia para >azer nascer nos outros o 2edo3 o respeito#
No 4ue toca  segunda pulsão  nutritiva  acredita2os poder a>ir2ar 4ue
representa a 1ase 1iolHgica do essencial ao culto religioso# %o2 e>eito3 se
estuda2os os rituais dos povos 2ais pri2itivos3 se 2ergulha2os na histHria antiga
e na pré;histHria da hu2anidade3 se analisa2os3 en>i23 certas >or2as do culto nas
diversas religies3 >ica2os surpreendidos3 ao veri>icar2os a eCistBncia de laços
nítidos entre os ele2entos do culto e as >unçes nutritivas# Assi2 é 4ue3 e2
2uitos povos da AntigUidade3 por eCe2plo3 a divindade é representada co2
atri1utos de voracidade3 a 4ue é preciso satis>azer co2 o>erendas3 sacri>ícios3
so1retudo de tipo ali2entar" i2ola2;se ani2ais e2 sua honra3 preparara2;se;lhes
iguarias para depositar nos seus altares etc# D *e*u23 co2o prescrição religiosa3
persiste3 ainda3 e2 2uitos países# $2 2uitos povos3 costu2es religiosos >ora2
conservados até ho*e3 co2o os 4ue prescreve2 aos parentes prHCi2os do de>unto
reunire2;se depois do enterro e to2are2 parte nu2 1an4uete >uner?rio3 e2 4ue
são servidos3 s vezes3 pratos especiais .!outia3 na REssia/  Dutro eCe2plo
desse gBnero é o repasto totB2ico dos povos a>ricanos pri2itivos3 4ue consiste
e2 despedaçar a carne de u2 ca2elo e tragar pedaços crus# $sse ritual é
interpretado por 'reud co2o u2a re2iniscBncia do assassínio do che>e da horda
pelos >ilhos# A prHpria @gre*a cristã conserva ritos 4ue se liga2 a atos nutritivos" e2
pri2eiro lugar3 o sacra2ento da co2unhão3 e2 4ue os >iéis rece1e2 pão
consagrado ou hHstias e vinho3 representando a carne e o sangue do %risto# D
dog2a3 é claro3 deu u2a interpretação si21Hlica a esses atos3 2as3 seus laços
co2 a pulsão ali2entar per2anece2 indiscutíveis# Poder;se;ia citar3 ainda3
nu2erosos eCe2plos# A su1li2ação3 no do2ínio da seCualidade3 cria o 4ue se
deno2ina de senti2ento do a2or3 co2o nasce entre os seCos nas co2unidades
civilizadas de cultura avançada# Toda u2a série de atitudes precede a
aproCi2ação ínti2a5 conduze2 a >or2as de a2or 4ue eCige u2a si2patia
intelectual3 2oral3 4ue se traduz e2 sacri>ício pela pessoa a2ada3 e2 açes para
atraí;la" eCpresses 4ue evoca2 sensaçes agrad?veis3 canto3 2Esica3 poesia
etc# A pulsão 2aternal ou paternal su1li2ada conduz ao senti2ento de a2izade5 é
a irradiação do senti2ento de ligação do ho2e2  sua progenitura3 co2 pessoas
4ue a ele não estão ligadas genetica2ente e 4ue não o atrae2 seCual2ente# $sse
senti2ento condiciona atitudes de co2porta2ento e2 4ue a pessoa 4ue inspira a
a2izade é cu2ulada de si2patia5 est?;se pronto a la2ent?;la3 a >azer sacri>ícios3 a
a*ud?;la e2 todas as circunstOncias#
Passe2os agora a u2a su1li2ação ainda 2ais evoluída 4ue3 partindo dos
senti2entos3 atinge interesses 2uito 2ais elevados3 2ais a1stratos" é o nível das
a4uisiçes ou de 1ens da cultura hu2ana3 4ue engendra2 os interesses culturais#
A vida e2 co2u23 o progresso leva2 in>alivel2ente a u2a co2pleCidade 4ue cria3
nos indivíduos3 tendBnc ias ou siste2as de re>leCos condicionados de graus 2ais
altos3 2as3 4ue ainda per2ite2 divisar as 1ases 1iolHgicas 4ue estão e2 sua
srce2# A analise 2ostra a >iCação de 4uatro grandes grupos de con4uistas da
vida social do Fo2e2" o ideal social3 o pensa2ento >ilosH>ico3 a Arte e a %iBncia#
ão os resultados de nossas 4uatro colunas5 volta2os3 então3 s 4uatro pulses
ele2entares co2o 1ase# D ideal social ou a doutrina socialista3 esta1elecida na
2entalidade dos ho2ens so1 a >or2a de co2porta2ento ou de 2ecanis2os de
re>leCos condicionados a ela ligados3 é o desenvolvi2ento lHgico da idéia de
nação 4ue3 co2 o progresso técnico e cientí>ico3 não pode parar a 2eio ca2inho e
é >orçada a eCpandir;se3 envolvendo toda a hu2anidade# Prové23 nesse caso3 das
pro>undezas da pulsão n 7# A 'iloso>ia3 4ue é u2a tendBncia especial do
pensa2ento hu2ano a encarar os >en-2enos de seu prHprio do2ínio3 do ponto de
vista introspectivo e 4ue deve estar unida  sede da FistHria3  narração da série
de >en-2enos3 constitui u2 ca2po sui generis3 se2 ligação necess?ria co2 a
ciBncia eCata#  2uito interessante consignar 4ue o pensa2ento e a língua
>rancesa distingue23 2uito clara2ente e co2 *usta razão3 a 'iloso>ia e as
%iBncias3 co2preendendo3 so1 este Elti2o ter2o3 as ciBncias eCatas3 e2 4ue
governa o princípio da causalidade# Mas3 a 'iloso>ia3 en4uanto 2atéria
especulativa3 relaciona;se3 antes3 co2o tendBncia  religião3 do 2es2o 2odo 4ue
o senti2ento religioso3 co2o a an?lise precedente nos 2ostrou3 pode ser
vinculada3 pelos ritos do culto3  1ase 1iolHgica da segunda pulsão .nutritiva/#
Parece estranho3  pri2eira vista3 4ue nossas deduçes leve2 a pensar 4ue a
'iloso>ia pudesse desenvolver;se co2o u2a eCcrescBncia dos >en-2enos
psí4uicos 4ue tB2 ligaç es >isiolHgicas co2 a nutrição3 2as3 essa dedução

a>igura;se;nos
inesperado dessa1astante lHgica e Para
conclusão# correspondente
a terceira aos >atos3.seCual/
pulsão apesar de todo pode
nada o
contradizer a interpretação da Arte3 co2o atividade su1li2ada do senti2ento do
A2or#  No 4ue concerne  4uarta pulsão .paternal/ pode;se a>ir2ar 4ue seu
desaguadouro lHgico na ciBncia3 no nível das con4uistas da cultura hu2ana  por
inter2édio do senti2ento da a2izade  nada te2 4ue nos possa espantar" a
a2izade3 alargando;se até a noção de u2 a2or a toda a hu2anidade3 i2plica a
idéia de sua proteção contra todos os perigos eCteriores3 da prHpria natureza5
nasce3 então3 e desenvolve;se a idéia de do2inar as >orças 1rutas da natureza3
inerente  pes4uisa cientí>ica3 criando a es>era das ciBncias positivas" >ísica3
4uí2ica3 cos2olHgica3 1iolHgica e3 co2o arre2ate3 as ciBncias aplicadas3 a
técnica# uanto ao es4ue2a3 h? ainda u2 plano3 aci2a dos interesses culturais3
so1 a >or2a3 por assi2 dizer3 de ?gua;>urtada# Pode;se crer e constatar3 ali?s3 4ue
>en-2enos doentios vB2 enCertar;se nos re>leCos 4ue indica2os co2o resultantes
das con4uistas da cultura hu2ana# (e >ato3 h? desdo1ra2entos 4ue ultrapassa2
as >or2as har2oniosas dessas con4uistas e3 tornando;se eCcessivos3
eCtravagantes3 degenera23 conduze2 a co2pleCos negativos3 do ponto de vista
social" u2a hipertro>ia de certos processos leva  degenerescBncia# Assi23 da
'iloso>ia pode2 nascer diversas 2ísticas 4ue parece2 inteira2ente privadas de
>unda2ento e se perde2 e2 especulaçes se2 1ase3 ne2 saída# No ca2po da
pri2eira coluna3 o ocialis2o degenera e2 eCtravagOncias anar4uistas5 na
terceira3 a Arte produz o surrealis2o e outros a1surdos se2elhantes5 a ciBncia3
en>i23 na 4uarta3 tornando;se srce2 de u2 eCcessivo desenvolvi2ento da idéia
de técnica3 perde sua característica 2oral  a tendBncia  pes4uisa pura3
desinteressada  para aca1ar serva da indEstria e da corrida ao lucro3 u2a
espécie de 2a4uinis2o ou até de 2a4uinocracia#
$2 correlação co2 o 4ue disse2os no capítulo @@3 poder;se;ia co2pletar esse
es4ue2a3 introduzindo3 ainda3 as noçes 4ue ali desenvolve2os# X7Z7Y No
es4ue2a 4ue se segue3 o conteEdo das casas é inteligível se2 2ais a2pla
eCplicação#
Acredita2os Etil con>eccionar esses es4ue2as para indicar3 sucinta2ente3 os
desdo1ra2entos e as correlaçes de es>eras das atividades hu2anas3 e e2 4ue o
*ogo dos 2ecanis2os do nosso co2porta2ento3 pode;se >azer3 enCertando3 no
curso da evolução geral da hu2anidade3 as reaçes ou re>leCos condicionados3
uns so1re os outros5 são3 nesse caso3 pontos de partida de atos 4ue3 so1 o
aspecto de açes das 2ultides3 se torna2 o1*eto da psicologia social ou coletiva
e3 e2 conse4UBncia3 da política#
 H1vio 4ue esse es4ue2a3 co2o os de2ais3 não pretende ser co2pleto e
in>alível3 so1retudo 4uando não se 4uer a>ir2ar 4ue as divises nele indicadas3
signi>i4ue2 4uerealidade3
as reaçes ou suadentre
srce2elas3
se*a2
sãose2pre
nitida2ente distintaseeo
separadas" na 2uitas3 co2pleCas ou 2isturadas
es4ue2a indica so2ente a predo2inOncia de u2a ou outra característica# Por
eCe2plo3 na religião3 notada2ente na cristã3 4ue coloca2os na segunda coluna3
h?3 na 1ase do culto3 outros ele2entos da segunda pulsão .nutritiva/3 da 4uarta
pulsão  paternal  tais co2o a idéia de 2isericHrdia3 de piedade e de a2or aos
se2elhantes#
%o2o eCe2plo de u2a associação tríplice .religião3 co21atividade e seCualidade/
pode;se to2ar a procla2ação de Mao2é3 da guerra santa3 co2 pro2essas do
paraíso sensual# Na religião cristã3 encontra2;se ta21é2 eCe2plos de
associação da pulsão n < co2 a I" certos cOnticos  Virge2 inspira2;se e2 u2
BCtase a2oroso de eCtre2a intensidade# Pode;se 2encionar ainda o grande lugar
4ue ocupa23 no voca1ul?rio dos 2ísticos e 2es2o na linguage2 religiosa
corrente3 os ter2os to2ados por e2présti2o ao do a2or carnal3 as 2et?>oras3
algu2as 2uito audaciosas3 e2pregadas para descrever os arre1ata2entos
divinos0 X7Z<Y# egundo a psicologia conte2porOnea3 h? u2a relação 2uito
estreita entre a vida religiosa e a seCualidade" esta seria 2es2o a >onte da
pri2eira3 de acordo co2 a escola de 'reud#

(a 2es2a >or2a3 é possível apontar eCe2plos de tal co2pleCidade ou associação


de duas ou 2ais pulses3 na es>era de degradação ou de su1li2ação >alhada3
co2o a designa &ovet .78/# Assi23 a pulsão seCual estava na srce2 de certas
2ani>estaçes da vida religiosa e2 todas as civilizaçes pri2itivas" o culto >?lico3 a
prostituição sagrada3 os ritos o1scenos são eCe2plos disso#

D 2es2ode
e2prego >en-2eno de co2pleCidade
ter2os tirados e associação
do voca1ul?rio daslinguage2
2ilitar3 pela pulses é assinalado
cristã# 6ãono
Paulo *? descrevia a panHplia do >iel3 >ala de 0ca2panha63 de 0eCército63 de 0soldo63
de 0prisioneiros63 de 01agage263 de 0co2panheiro de ar2as63 do 0co21ate6 e da
0coroa6 4ue ser? a reco2pensa do vencedor# $ssas 2et?>oras torna2;se3 2ais
tarde3 lugar co2u2  Ds cristãos dize2;se guerreiros alistados nu2 eCército de
4ue %risto é o che>e0# X7ZIY Nas co2pilaçes catHlicas encontra;se" 0Marche2os3
ao co21ate3  glHriaK Ar2e2o;nosK A voz do enhor3 %ristãos3 vos cha2a ao
co21ate6 X7Z9Y# $ssas eCpresses guerreiras cul2ina2 na organização do
$Cército da alvação#
Na noção de >orça produtiva3 2assa produtora3 de Rei)ald .7I=/ X7ZLY te2os a
pulsão n < .2aterial3 nutritiva/ associado  n 7 .agressiva3 dinO2ica3 vital/ e
talvez até a n I .produção/#
Na pri2eira coluna do es4ue2a3 ideal nacional e social3 eCiste2 ta21é2
ele2entos da segunda pulsão  os das doutrinas econ-2icas3 etc# Mas3 para
o1ter u2a certa clareza do pensa2ento a respeito das 1ases 1iolHgicas de
diversas >or2as de atividade do ho2e23 u2 es4ue2a3 co2o o estudado3 te2
utilidade#
 2uito interessante constatar 4ue se procura2os nas eCplicaçes do
co2porta2ento hu2ano3 co2o >ora2 dadas pelas diversas doutrinas 4ue o
enca2inha2ento do pensa2ento >ilosH>ico to2ou no decorrer do te2po os
ele2entos 4ue estão na srce2 de tais doutrinas3 aí encontra2;se as 4uatro
noçes >unda2entais3 de 4ue trata2os aci2a# A doutrina cristã esta1elece sua
ética so1re u2a dessas noçes  $3 2ais perto de nHs3 'reud e Adler3 por u2 lado
e MarC3 por outro3 1aseia2;se3 para a >or2ulação de suas teorias3 nas trBs outras
noçes capitais 4ue discuti2os h? pouco#
D siste2a do %risto repousa3 inteira2ente3 na coluna 4ue cha2a2os de pulsão
paternal .9/3 u2a vez 4ue a 2isericHrdia3 a co2paiCão3 o a2or ao prHCi2o3
>unda2entos do cristianis2o3 representa2 o a2or generalizado3 o a2or 2aternal3
estendido aos seus se2elhantes e não so2ente  prHpria >a2ília3 li2itado3 o a2or
social eCclusivo#
'reud3 o e2inente psicanalista vienense3 acredita 4ue a característica do ho2e2
e de suas reaçes é3 na 2aior parte3 decorrente dos >en-2enos da vida seCual5
deduz 4ue as >or2as de atividade deriva2 dos co2pleCos de srce2 seCual3 4ue
*? se 2ani>esta2 desde a in>Oncia# $ssa concepção te2 co2o 1ase os
2ecanis2os 4ue designa2os na ru1rica da I pulsão3 a da seCualidade#
^arl MarC  ou3 antes3 o 2arCis2o re>or2ista  acredita poder a>ir2ar 4ue o

pri2u2 2ovens
de >atores de todas
econ-2icos5 istoasé32ani>estaçes do co2porta2ento
4ue as atividades hu2ano
hu2anas repousa23 e2decorre
pri2eiro
lugar3 so1re a nossa 1ase n <3 a pulsão ali2entar#
$n>i23 Adler3 criador da psicologia individual e discípulo de 'reud3 é de opinião 4ue
o 2Hvel preponderante do co2porta2ento hu2ano não reside3 co2o supunha seu
2estre3 na 1ase seCual3 2as3 na sede da do2inação3 na aspiração ao poder3
portanto3 no 4ue cha2a2os pulsão co21ativa n 7#
e tenta2os apro>undar3 u2 pouco 2ais3 os pontos de vista enunciados3 para
2edir;lhes a i2portOncia3 se nos vale2os de u2 critério 1iolHgico3 co2o o 4ue se
acha eCposto neste livro3 ve2os 4ue o erro >unda2ental de todas essas teorias3
consiste e2 4ue tende2 a edi>icar seu siste2a so1re u2 sH aspecto das
atividades hu2anas# ig2und 'reud3 so1retudo3 co2eteu esse pecado# ua
tendBncia para ver o co2porta2ento hu2ano3 4uase 4ue eCclusiva2ente3 so1 o
Ongulo da seCualidade3 trouCe u2 grande pre*uízo a suas teorias3 4ue contB23
a>inal3 2uitas constataçes e idéias do 2ais alto valor .LQ/# Por isso3 o >reudis2o é
>re4Uente2ente co21atido co2 eCagero e sua incontest?vel i2portOncia3
2enosprezada# D 4ue o caracteriza é u2a tentativa de eCplicação da srce2 das
neuroses3 u2a técnica especial de trata2ento3 pela psican?lise e u2a
interpretação3 pela in>luBncia psicosseCual3 dos seguintes >en-2enos" os sonhos3
os atos >alhados da vida 4uotidiana3 as aspiraçes artísticas e religiosas dos
indivíduos3 os caracteres 2orais das grandes raças hu2anas# 'reud vB a srce2
das neuroses na >alta de satis>ação de certas aspiraçes seCuais5 supe 4ue as
aspiraçes erHticas da *uventude são recalcadas no inconsciente" 4ue3 no ho2e23
se 2ani>esta u2a resistBncia contra o retorno das aspiraçes recalcadas 
consciBncia e 4ue u2a censura escolhe as aspiraçes capazes de sere2
receptíveis pelo $go# As aspiraçes recalcadas to2a2 >or2as si21Hlicas para
1urlar a censura# e o eu triun>a3 o estado é nor2al5 se a aspiração seCual .li1ido/
consegue a vitHria3 chega;se a estados de perversão seCual5 no caso de u2
co2pro2isso3 são as neuroses 4ue aparece2#
'reud .L8/ de2onstrou 4ue3 na vida di?ria3 se pode o1servar3 >re4Uente2ente3
açes 4ue se 4uali>ica2 co2o atos >alhados ou ga>es3 lapsus liguae etc#3 4ue
teste2unha2 ingerBncia3 na deter2inação desses atos3 de processos 4ue são
estí2ulos do inconsciente e 4ue3 chocando;se co2 as 1arreiras da censura3
eCperi2enta2 u2a des>iguração 2ais ou 2enos patolHgica#
VB;se 4ue 'reud3 dese*ando tratar os >en-2enos conhecidos so1 o no2e de
casos su1conscientes3 auto2?ticos3 e2 outros ter2os3 e2prega a ter2inologia da
psicologia introspectiva3 o 4ue3 co2o *? eCpuse2os3 torna a an?lise o1*etiva dos
>atos 2uito di>ícil3 senão i2possível5 por outro lado3 é de todo evidente 4ue não h?
4ual4uer
Vi2os 4uerazão
outras1iolHgica
4ue torne1asta23
preponderante a terceira
pulses pri2itivas ali?s3 co2o ponto depulsão
partida .seCual/#
para a
edi>icação de siste2as de re>leCos condicionados e são a4uelas 4ue3 a>inal3
>or2a2 os 2ecanis2os do co2porta2ento#
(epois de haver indicado as 1ases da psicologia do indivíduo3 de acordo co2
'reud3 é interessante ver co2o sua teoria se relaciona co2 a psicologia social3
co2o ele eCplica o >en-2eno greg?rio# 'reud levantou u2a hipHtese3 tão srcinal
4uanto sedutora3 so1re a gBnese da pri2eira sociedade# egundo ele3 o pai e
che>e da horda pri2itiva é 2orto por seus >ilhos tornados adultos3 4ue ele
eCpulsou para assegurar;se a posse eCclusiva das >B2eas5 depois da 2orte do
pai3 os >ilhos esta1elece2 u2a união entre si3 a 4ual se torna a pri2eira sociedade
totB2ica3 X7ZZY agrupada e2 torno de u2 sí21olo  o tote2# $ste su1stitui o pai3
to2a o car?ter de u2a divindade e3 e2 seu no2e3 se esta1elece2 os ta1us  as
interdiçes  as pri2eiras leis3 ger2es de todas as instituiçes e aspiraçes
culturais da sociedade hu2ana" a religião3 o direito3 os costu2es#
'reud eCplica o senti2ento o1scuro de culpa1ilidade por u2a instOncia psí4uica
especial3 o superego3 4ue seria u2a identi>icação parcial das aspiraçes psí4uicas
co2 o ideal do pai3 detentor da autoridade e da *ustiça# X7Z:Y $sse superego de
'reud não é 2ais do 4ue o senti2ento 2oral3 4ue se desenvolve  1ase de u2
instinto social# A gBnese da i2age2 do pai3 co2o >onte de poder3 seria assi2
es1oçada" para a criança eCiste apenas" o eu e o 2undo eCterior# D eu são as
sensaçes do prHprio corpo e da 2ãe3 4ue nutre e a 4ue2 o recé2;nascido não
distingue de seu prHprio corpo# $sse eu não produz o 2edo# D 2undo eCterior3 ao
contr?rio3 é u2a >onte de terror# D pai >az parte desse 2undo e3 co2o tal3 aparece
so1 >or2a de gigante3 de 4ual4uer coisa de terrí>ico3 de poderoso# $ssa relação
co2 o pai se renova e2 cada contacto co2 u2 che>e3 u2 líder# $ a revolta contra
o 4ue est?  >rente3 o rei3 o che>e3 o líder3 não passa de u2a revolta contra o pai#
Na REssia3 o czar era cha2ado de paizinho .hatiuch!a/#
Assi23 para 'reud3 o protHtipo da 2ultidão é a horda pri2itiva" o pai da horda3 o
protHtipo do líder# Napoleão e Fitler tB2 traços co2uns co2 o pai da horda# A
2assa e a 2ultidão são >or2açes 4ue se desenvolvera2 através de regressão#
(ois >atos caracteriza2 a constituição de u2a 2ultidão" a identi>icação co2 os
outros 2e21ros da 2ultidão e co2 o líder#
Jung3 o discípulo 2ais conhecid o de 'reud3 4ue se separou de seu 2estre3 diz3 a
propHsito da 2ultidão3 4ue ela é u2 ani2al cego3 X7ZQY 2as3 en4uanto e &on .78/
a co2para co2 a criança3 a 2ulher e o pri2itivo3 Jung a coloca e2 paralelo co2 o
alienado3 pois3 a loucura3 segundo ele3 é u2a inundação do cére1ro do indivíduo
pelo conteEdo do inconsciente3 o 4ue caracterizaria ta21é2 a 2ultidão# ustenta
4ue a Enica salvação contra o perigo de ser su12erso pela 2entalidade das
2ultides
acu2ulaçãoest?
no 2inucioso tra1alho
aosde
educação individual3
e aos isto
é3 na
de engra2as 4ue serve2 re>leCos intelectivos processos
de ini1ição3 de acordo co2 nossa 2aneira de ver#
Visto a tendBncia de 'reud de ver toda a psicologia so1 o Ongulo da
preponderOncia e até da eCclusividade da pulsão seCual3 co2preende;se 4ue3
entre os discípulos do prHprio 'reud3 tenha2 surgido opositores3 dos 4uais o
principal >oi Al>red Adler# $ste3 criando sua psicologia individual3 .</ contrapeso da
psican?lise3 co21ate;a no plano das neuroses3 terreno da predileção de 'reud e
4ue tornou céle1res suas teorias# Mas3 co2o acontece3 >re4Uente2ente3 nesses
casos3 Adler3 ao condenar 'reud por essa 2aneira de ver3 cai no 2es2o erro do
eCclusivis2o3 no lado oposto" entende 4ue 'reud co2ete u2 eCcesso ao
enca2inhar 4uase todos os >en-2enos do co2porta2ento hu2ano para u2a
1ase seCual3 2as3 ele prHprio a>ir2a 4ue a vontade de do2inação ou a sede do
poder .Machtrie1/ est? no srce2 de tudo# $3 diz Adler3 .</ nas tendBncias e
veleidades srcin?rias3 retilíneas de natureza co21ativa e agressiva3 é 4ue o
o1*etivo3 a direção3 o >i2 i2agin?rio dos traços de car?ter se deiCa2 2elhor
co2preender# $ssas tendBncias co21ativas eCpri2e2;se pela rapacidade3 a
inve*a3 a procura da superioridade# Mas3 o ho2e23 so1retudo o 4ue se aproCi2a
do tipo nervoso .e poder;se;ia a>ir2ar3 se2 eCagero3 4ue ele2entos ou apenas
traços de leses nevrHticas3 estão latentes e2 todos os ho2ens 4ue vive2 nas
atuais condiçes da civilização/ é ta21é2 portador de u2 senti2ento de
in>erioridade3 4ue pode atingir diversos graus5 esses senti2ento de in>erioridade é
causado por u2a descon>iança de suas prHprias >orças e2 relação s eCigBncias
da vida3 so1retudo social5 torna;se acentuada2ente agudo se o ho2e2 possui
taras orgOnicas de 4ue se aperce1e# $le tenta co2pensar esse senti2ento de
in>erioridade através de criaçes i2aginativas3 as >icçes5 Adler acredita3 então3
4ue u2a vocação3 o desenvolvi2ento de u2a tendBncia psí4uica pode vir de u2a
tal co2pensação# A neurose3 co2o diz %h# &audoin3 .7I/ nu2a >eliz apreciação
so1re o antagonis2o 'reud;Adler3 0pe e2 ação 2ecanis2os de co2pensação de
u2 senti2ento de in>erioridade5 é alé2 do 2ais u2 2eio de do2inação so1re os
outros" por eCe2plo3 u2a 2ãe 4ue 2i2a seus >ilhos para3 inconsciente2ente3
tiraniz?;los6# Na an?lise do co2porta2ento de u2a pessoa e2 estado nevrHtico3
tão co2u2 na nossa época3 Adler assinala3 co2 2uita *usteza3 o >ato de 4ue3
nelas se o1serva3 co2u2ente3 u2a tendBncia  >uga3  1usca de su1ter>Egios3
pelos 4uais evita2 to2ar decises nas situaçes 4ue a eCigiria2# (iante da
a2eaça de u2a derrota todos os dispositivos e sinto2as nevrHticos entra2 e2
>unciona2ento e entrava2 a ação#  ta21é2 o 2otivo 2uito i2portante 4ue
deter2ina3 e2 nu2erosas pessoas sugestion?veis3 sua atitude política3 co2o
vi2os3 ao >alar da distinção entre os 8= e os 7=# Pelo cho4ue da a2eaça3 e2
2eio a sí21olos hitleristas3 por eCe2plo3 2uitos indivíduos3 so1retudo a4ueles
cu*a vida atual2ente não é risonha  e é a grande 2assa de 8=  torna2;se
nevrosados#
 interessante consignar 4ue o ele2ento social te2 2uita i2portOncia na doutrina
de Adler# &audoin acredita 2es2o 4ue é sua característica principal" a neurose
seria u2a pertur1ação do sentido social3 ao passo 4ue3 segundo 'reud3 resultaria
da >or2ação de pulses perversas e de seu recal4ue >alhado no inconsciente#
Poder;se;ia dizer3 co2 &aldouin3 4ue a psicologia de 'reud é3 antes de tudo3 de
inspiração 1iolHgica e a de Adler3 de inspiração sociolHgica3 entendendo;se a4ui3
natural2ente3 pelo ter2o 1iolHgico a noção da psicologia do indivíduo#
Rei)ald .7I=/ X7Z8Y diz 4ue o 4ue i2porta para Adler é sa1er e2 4ue grau e e2
4ue sentido a tendBncia do ho2e2 de ter consciBncia do seu valor encontra sua
eCpressão na situação greg?ria3 realiza da na 2ultidão3 na 2assa e na sociedade
e2 geral# A posição psicolHgica do indivíduo3 e2 relação aos 2ovi2entos e s
idéias sociais3 é deter2inada pelo senti2ento 4ue eCperi2enta de si 2es2o e de
suas possi1ilidades# Para 'reud3 esse ele2ento individual é decisivo no
co2porta2ento da 2ultidão5 Jung o situa total2ente na pessoa do líder# Para a
psicologia individual de Adler3 o ponto de partida seria ta21é2 o indivíduo3 2as3
ela trans>ere o processo psí4uico do indivíduo para a 2assa# Não ad2ite di>erença
psicolHgica entre o isolado e o 2e21ro de u2a organização greg?ria# Na
psicologia do che>e3 do líder3 para Adler o i2portante é a a>ir2ação viril" é ela 4ue
corpori>ica a idéia 2asculina" sa1e;se 4ue 2uitos lideres trata2 a 2ultidão do alto
e a co2para23 2uitas vezes e de 1o2 grado a u2 ser dotado de caracteres
>e2ininos#  u2 2eio de vencer seu prHprio senti2ento de
in>erioridade# X7:=Y egundo Adler3 o car?ter e o co2porta2ento de u2 Fitler ou
de u2 Goe11els seria2 >acil2ente eCplic?veis se se conhecesse2 todos os
>atores 4ue poderia2 deter2inar neles a orige2 de u2 senti2ento de
in>erioridade# Todo seu co2porta2ento seria u2a reação inteligível através das
i2presses dos pri2eiros anos de sua in>Oncia3 do insu>iciente desenvolvi2ento
do senti2ento social3 de u2a >alha ligação co2 a evolução da sociedade3
co2plicada e agravada por suas eCperiBncias na vida posterior# egundo Adler3
Fitler deve ter;se tornado líder 3 por >orça de ressenti2ento# Para 'reud3 Jung e o
prHprio Rei)ald3 essa eCplicação seria unilateral e deveria ser co2pletada por
pulses irracionais do inconsciente3 4ue deveria2 ter precedBncia so1re os
ad2itidos por Adler#
A tendBncia social de Adler é 2ani>esta3 so1retudo3 na sua ação" não se li2ita a
enunciar teorias so1re o valor psicolHgico dos 2Hveis da atividade hu2ana3 4ue
ele polariza no sentido de vontade de poder3 2as3 cria3 e2 Viena e3 2ais tarde3 na
A2érica3 dispens?rios 2édico;pedagHgicos para crianças nervosas e di>íceis# 
ainda ele 4ue3 no pre>?cio a seu livro e te2péra2ent nerveuC .</ >ala da guerra
2undial co2o 0da 2ais terrível das neuroses coletivas3 e2 4ue nossa civilização
nevropata se lançou3 e2 virtude de sua vontade de poderio e de sua política de
prestigio###  $la se revela co2o a o1ra de2oníaca da sede de do2inação
desencadeada e2 todos os sentidos3 4ue su>oca o senti2ento i2ortal de
solidariedade hu2ana ou dela a1usa3 arti>icial2ente#
Ds 2ovi2entos de 2assa não pode2 ter sucesso3 segundo Adler .I/3 X7:7Y se não
estão e2 consonOncia co2 a evolução da sociedade hu2ana# (eve2 >alhar3 se a
ela se ope2# F? 4uase dois 2il anos3 por eCe2plo3 a evolução da civilização
européia se >ez no sentido da e2ancipação da 2ulher# A su1ordinação da 2ulher
se deu co2o conse4UBncia do advento do >en-2eno das guerras3 4ue arrastou
consigo a razão 2ais alta da >orça 2uscular e da resistBncia3 prerrogativas do
2acho# e3 no decorrer dos séculos3 o sentido social tivesse sido 2ais
desenvolvido3 o terrível período da caça s >eiticeiras 4ue durou 2ais de trezentos
anos3 teria sido poupado  hu2anidade# D 2eio3 por eCcelBncia3 para eli2inar da
vida social tendBncias dessa espécie3 a 4ue se deve so2ar ta21é2 a guerra3
seria a educação das crianças no sentido do a2or ao prHCi2o  Na >alta dessas
2edidas3 os 2ovi2entos de 2assa servirão se2pre para procurar a satis>ação
das veleidades pessoais >alsas3 condicionadas pelas tendBncias de 1ase social
err-nea#
D 2aterialis2o histHrico rece1e de Adler u2a not?vel restrição3 4uando diz" 0As
reaçes do indivíduo e das 2assas s condiçes econ-2icas de cada te2po
estão e2 >unção de seu condiciona2ento anterior#6
Alé2 do do2ínio da neurose é ta21é2 no dos sonhos3 4ue se choca2 as idéias
de 'reudin>antis
dese*os e Adler" contraria2ente
e u2a ao 4ue
regressão 4ue a>ir2ou
ocorreria no 'reud3
sonho3 não
2as3é u2a
u2a 2era
realização de
tentativa
antecipada de con4uistar a segurança3 tentativa e2 4ue se utilizara2 le21ranças
tendenciosa2ente grupadas3 as 4uais nada tB2 a ver co2 os dese*os li1idino sos
ou seCuais da in>Oncia# Nesse caso3 segundo Adler3 0o sonho consiste e2
apalpadelas 2ais ou 2enos *udiciosas ou >antasistas3 no sentido de co21inar
2eios para atingir a tal >i2 preconce1ido3 para solucionar deter2inado pro1le2a6#
Para 'reud3 o sonho conté2 traços de antigos dese*os recalcados3 portanto3 de
revivescBncias do passado5 para Adler3 o sonho est? voltado para o >uturo
.7I/ X7:<Y 0VB;se3 então3 clara2ente3 na doutrina de Adler3 tanto so1re os sonhos3
co2o so1re as neuroses3 ele2entos de u2 dina2is2o >inalista5 u2 o1*etivo >inal3
é o 4ue caracteriza sua idéia3 o 4ue corresponde ao 4ue vi2os3 no re>leCo de >i23
de Pavlov3 4ue3 a nosso ver3 surge so1retudo do pri2eiro siste2a3 ou se é ele o
protHtipo da apreensão3 co2o acredita Pavlov e pertence3 nesse caso3 ao siste2a
ali2entar .nD </ te23 Adler
e2 a>ir2a
todo caso3
4ue o ta21é23
ele2entos do >ictício3
siste2a4ue
n o7
.co21ativo/# prHprio o1*etivo >inal3 pura2ente
paciente i2agina3 caracteriza;se pelo dese*o de 2ando3 nasce da aspiração 
segurança .</# (esco1re as >icçes3 co2o co2pensação pelas di>iculdades
encontradas na vida3 não apenas entre os nevrosados 2as3 igual2ente3 nas
crianças3 nos selvagens3 nos pri2itivos3 pois3 todos esses estados3 e2 relação ao
do ho2e2 sadio e vigoroso3 provoca2 4uestes e eCige2 u2a solução 4ue
considere a Onsia do poder#
$2 su2a3 en4uanto 'reud se 1aseia no prazer3 Adler pre>ere o poder3 co2etendo
o 2es2o erro de seu 2estre3 2as3 e2 sentido inverso5 eCagera ao a>ir2ar 4ue o
senti2ento do prazer seria a eCpressão de u2 senti2ento de poder3 en4uanto 4ue
o de desprazer decorreria de u2 outro de i2potBncia# %onsidera até o co2pleCo
incestuoso3 o céle1re co2pleCo de dipo3 estudado por 'reud3 co2o sí21olo da
sede de do2ínio# Para ele3 nos nevrosados é 0e2 pri2eiro lugar3 a sede de
do2inação 4ue3 tal co2o os outros caracteres3 se serve do a2or co2o de u2
veículo3 para a>ir2ar;se de u2a 2aneira visível e 2ani>esta6# 2a série de
eCe2plos3 1e2 signi>icativos3 são trazidos por Adler3 e2 >avor dessa idéia
.7I/ X7:IY" conhece2;se casos e2 4ue con4uistas a2orosas se >unda2 2ais na
vaidade do 4ue no erotis2o5 a atitude seCual dos nevropatas é3 s vezes3
condicionada pelo senti2ento de sua >ra4ueza e pelo receio de encontrar u2
0parceiro 2ais poderoso65 alguns torna2;se (on Juan ou se prostitue2 pelo te2or
de u2 0parceiro Enico6 4ue a2eaçaria escraviz?;los e não por u2a
supera1undOncia de erotis2o# 2 outro eCe2plo é o da 2ulher 4ue pode a2ar
u2 ho2e2 >raco3 so2ente pela vontade de do2in?;lo e 4ue dis>arçar?3 a seus
prHprios olhos3 o verdadeiro 2otivo e2 piedade" u2a 2ulher pode ta21é2
pretender dese2penhar u2 papel viril e recusar?3 nesse caso3 a 2aternidade e
até o a2or#
Adler3 prosseguindo e2 suas idéias3 considera a ho2osseCualidade co2o u2a
pr?tica através da 4ual o nevrosado procura escapar ao perigo#
$sses >atos li2ita2;se a provar3 no nosso entender3 4ue as >or2as do
co2porta2ento hu2ano são rara2ente circunscritas a siste2as isolados3 4ue são
antes co2pleCas e não per2ite23 2uitas vezes3 discernir senão u2a
preponderOncia3 2ais ou 2enos evidente3 de u2 deles so1re os de2ais#
&audouin3 ali?s3 eCpri2e essa idéia3 co2 2uita clareza3 nas seguintes palavras3
4ue nos parece Etil transcrever" .7I/ 0@ndagando;se a 4ue instinto se liga u2a
deter2inada 2ani>estação 2ais evoluída3 coloca;se 2al a 4uestão3 pois3 alé2 do
plano dos institutos e do das 2ani>estaçes evoluídas3 h? o degrau dos
co2pleCos5 u2a 2ani>estaç ão se prende não a u2 instinto3 2as3 a u2 co2pleCo
e3 e2 cada co2pleCo3 todos os grandes instintos são representados6#
 assi2 4ue h?3 se2 dEvida3 laços entre o instinto seCual e o co21ativo3 X7:9Y 4ue
são de srce2 nitida2ente 1iolHgica# Na realidade3 vB;se 4ue os neurosados3 nos
4uais reside a srce2 da neurose3 se2 dEvida3 na 2aior parte dos casos3 e2 seu
senti2ento de in>erioridade e3 co2o de2onstrou Adler3 são3 ao 2es2o te2po3
>re4Uente2ente seCopatas5 a razão est? e2 4ue esse senti2ento de pre>erBncia3
te23 4uase se2pre3 sua causa pro>unda na in>erioridade de certos Hrgãos5
nenhu2 deles é independente dos outros e vB;se3 por eCe2plo3 co2o por 2eio
das endHcrinas3 o universo seCual dos indivíduos pode encontrar;se atingido# (aí3
a evolução do seu car?ter e do seu co2porta2ento# D prHprio Adler p-de
constatar 4ue3 nos indivíduos 4ue apresenta2 pertur1açes >uncionais de seu
aparelho gastrointestinal3 o a2or ao lucro3 a paiCão do dinheiro e do poder3
constitue2 u2 dos principais >atores de sua >or2ação3 de u2 ideal pessoal e
hu2ano#
e nos volta2os3 agora3 para a o1ra de ^arl MarC3 o grande sociHlogo e pai do
socialis2o cientí>ico3 ve2os 4ue sua an?lise penetrante dos >atos sHcio;
econ-2icos3 evidentes e2 sua época3 o leva a veri>icar 4ue os 2ales
eCperi2entados pela hu2anidade provB2 do >ato de 4ue a acu2ulação dos 1ens
2ateriais3 nas 2ãos de categorias restritas da sociedade hu2ana leva ao caos
econ-2ico 4ue provoca3 necessaria2ente3 u2a reação salutar" a organização dos
eCplorados 4ue de>ende2 o direito  vida e 4ue >indarão3 inelutavel2ente3 por
vencer a desorde25 criarão u2a nova sociedade socialista3 caracterizada pela
plani>icação da produção e da distri1uição dos 1ens e pela i2possi1ilidade de os
ho2ens eCplorare2 seus se2elhantes#
Para a edi>icação de sua teoria3 MarC repousa seus argu2entos e2 trBs >ontes" a
>iloso>ia ale2ã3 a econo2ia política inglesa e o socialis2o >rancBs# $2
correspondBncia co2 essas trBs 1ases do pensa2ento hu2ano do século @3
esta1elece os trBs ele2entos >unda2entais3 os trBs pilares de sua doutrina .8I/
.7:L/ o 2aterialis2o histHrico 4ue3 to2ando de e2présti2o o 2étodo >ilosH>ico de
Fegel3 aplica a dialética ao estudo das relaçes na sociedade hu2ana5 introduz3
então3 a idéia cientí>ica da evolução .4ue graças s doutrinas de (ar)in3
aca1ava2 de triun>ar na 1iologia3 causando u2a i2pressão pro>unda no
pensa2ento hu2ano3 na segunda 2etade do século passado/3 no do2ínio
sociolHgico3 nas concepçes da histHria e da política3 onde o caos e o ar1itr?rio
reinava2 antes5 2ostra3 de 2aneira 2uito sugestiva3 co2o se desenvolve3 de u2a
>or2a de organização social dada3 e2 conse4UBncia do cresci2ento das >orças
produtivas3 u2a outra >or2a 2ais evoluída3 co2o por eCe2plo3 o >eudalis2o
engendra a época do capitalis2o  D segundo aspecto >unda2ental da doutrina
de MarC é sua teoria econ-2ica3 1aseada na crítica do >en-2eno capital# A pedra
angular é a an?lise da noção de 2ais;valia3 contida no valor da 2ercadoria e
proveniente do >ato de 4ue o oper?rio3 e2 razão da dependBncia e2 4ue se
encontra3 é o1rigado3 por seu patrão3 dono dos 2eios de produção3 a criar u2
1ene>ício suple2entar3 não retri1uído pelo capitalista# $sse produto 1ene>icia
so2ente o Elti2o e pro2ove o acrésci2o do poder do dinheiro acu2ulado3 do
capital# A concentração do capital leva a u2a anar4uia da produção" crises3 corrida
louca  procura de 2ercados3 insegurança da vida das 2assas#
A terceira parte da doutrina3 a4uela 4ue decorre3 de u2 lado3 da in>luBncia das
idéias da pri2eira Revolução li1ertadora da hu2anidade3 de outro3 das doutrinas
socialistas >rancesas3 é a idéia  conse4UBncia lHgica da doutrina econ-2ica de
MarC  da luta de classes e de u2a revolução social 4ue vir? inevitavel2ente
destruir o regi2e capitalista e instituir a >or2a socialista da sociedade hu2ana#  o
prHprio regi2e capitalista 4ue3 aglo2erando as 2assas oper?rias nas grandes
e2presas3 cria a grande >orça do tra1alho uni>icado nas organizaçes do
proletariado 4ue e2preender?3 u2 dia3 o assalto de>initivo a seus eCploradores#
F? pouco o 4ue dizer a4ui a respeito do ponto de vista 2aterialista aplicado 
sociologia por MarC# %o2 os progressos incessantes das ciBncias e2 todos os
do2ínios3 tornou;se u2 truis2o e o 2érito inalien?vel de MarC é o de ter então
visto a possi1ilidade e de a ter sa1ido aplicar3 co2 tanta sagacidade3 aos
>en-2enos sociolHgicos# 'oi a 2es2a visão grandiosa3 aplicada  sociologia3 4ue
guiou (ar)in na utilização da idéia da evolução aos >en-2enos 1iolHgicos# Ds
2éritos de MarC e de (ar)in são i2ortais3 so1 esse aspecto# a1e2os3
atual2ente3 poré23 4ue a prHpria hipHtese dar)iniana3 a eCplicação da evolução
4ue (ar)in acreditou poder atri1uir ao >en-2eno da seleção natural3 não 2ais se
susté2 diante da crítica cientí>ica 2oderna5 >atos3 depois o1servados3
especial2ente as variaçes 2utacionistas e a genética3 2ostra2 4ue o >ator da
seleção3 sendo e21ora u2 dos agentes da evolução das >or2as vivas3 não é3
todavia3 o 4ue deter2ina e eCplica tudo5 não é o princípio geral3 co2o acreditava
(ar)in# Assi23 na doutrina econ-2ica de MarC .4ue 2ais cha2a a atenção3
4uando se >ala e2 2arCis2o/ ao lado de a>ir2açes 4ue per2anece2
verdadeiras e i2ut?veis3 eCiste2 outras 4ue não são v?lidas3 e2 >ace dos
2odernos conheci2entos da ciBncia# MarC chegou  ociologia  e o estudo dos
>atores econ-2icos é u2 pro1le2a sociolHgico  pelo ca2inho da >iloso>ia e da
histHria# Dra3 sa1e2os3 atual2ente3 4ue a ociologia é u2a ciBncia do
co2porta2ento hu2ano e 4ue se >ir2a3 por conseguinte3 e2 dados 1iolHgicos#
Mas3 co2o vi2os e2 toda nossa eCposição anterior3 o co2porta2ento hu2ano é
>unção de processos nervosos3 4ue não se li2ita2 a u2a sH es>era de atividade3 a
da pulsão ali2entar3 co2o parece2 ad2itir certos econo2istas5 alé2 disso3 essa
pulsão3 1ase de toda econo2ia3 não é a 2ais i2portante entre as 4uatro pulses
de 1ase3 de 4ue tantas vezes >ala2os neste livro5 não é o 4ue deter2ina3 e2
pri2eiro plano3 as atividades hu2anas# D 4ue indica2os so1 nE2ero 73 a
co21ativa3 do2ina os >en-2enos do co2porta2ento individual e coletivo#  certo
4ue >en-2enos de ini1ição pode2 dirigi;lo e >azer atuar os de2ais a eCpensas do
pri2eiro3 2as3 isso e2 casos 2ani>esta2ente patolHgicos ou resultantes de
ensina2entos3 de u2a educação especial3 >unção do grau de cultura atingido pela
co2unidade hu2ana# Não é3 a1soluta2ente3 o caso atual" vere2os3 ainda3 2ais
adiante3 4ue a proporção dos indivíduos 4ue raciocina23 isto é3 4ue pode2 ini1ir
as pulses provenientes de 2ecanis2os auto2?ticos3 so1retudo do siste2a
co21ativo3 e os 4ue3 >acil2ente3 se rende2  sugestão3 aos >atores e2otivos3 não
ultrapassa a proporção de u2 déci2o3 2es2o nos povos 4ue acredita2 haver
atingido o ?pice da cultura# Por essas razes3 so2os levados a constatar 4ue3
nu2a teoria 1aseada na preponderOncia3 nos >en-2enos sociolHgicos3 dos >atores
econ-2icos3 da pulsão ali2entar .e é precisa2ente a conse4UBncia lHgica das
idéias de MarC3 tais co2o >ora2 adotadas e desenvolvidas por seus epígonos3 a
2aior parte dos teHricos do 2arCis2o/ não 2ais corresponde ao est?gio atual dos
nossos conheci2entos# MarC nada te2 a ver co2 a evolução 4ue so>rera2 suas
idéias5 pessoal2ente3 insistiu se2pre na necessidade de utilizar o pensa2ento
cientí>ico3 a dialética3 nas construçes econ-2icas e sociolHgicas3 isto é3 estar e2
dia co2 o avanço das ciBncias positivas# A>inal3 na sua vida de revolucion?rio ativo
e perseguido provou 4ue a luta era o 4ue predo2inava e se2 ela3 no sentido 2ais
concreto da palavra3 não se podia con4uistar u2 2elhor destino para a
hu2anidade# Toda sua teoria da luta de classes 4ue3 co2o a>ir2a3 0não pode ser3
no >undo3 senão u2a luta política63 representa3 se2 dEvida3 a 2elhor prova da
verdade de nossa tese# F?3 nesse caso3 u2a certa contradição no siste2a de
MarC3 4ue se 2ani>esta e2 sua prHpria personalidade e e2 suas concepçes
so1re os 2eios de se chegar ao socialis2o3 so1re a t?tica a seguir pela classe
oper?ria nessa luta# Tal contradição 2otiva a encarniçada controvérsia 4ue separa
os co2unistas dos socialistas;re>or2istas3 os 1olchevi4ues e os 2enchevi4ues3 na
REssia# ns e outros apresenta2;se co2o de>ensores do 2arCis2o# $ estão3
igual2ente3 co2 a razão" é 4ue os segundos se li2itara2 a adotar as construçes
teHricas 4ue lhes >ornecia a teoria econ-2ica de MarC3 ao ad2itir a superioridade
da pulsão ali2entar so1re a co21ativa" daí3 sua tendBncia a evitar os cho4ues3 a
parla2entar3 a convencer a 4ual4uer preço e os resultados o1tidos  sua derrota
constante e universal ante os 2ovi2entos cu*a t?tica repousa na utilização do
pri2eira pulsão" os dos 1olchevi4ues3 no 2ovi2ento socialista3 e os dos >ascistas3
co2o >orça de de>esa do capitalis2o# A outra >ração do ca2po socialista3 a 4ue se
poderia cha2ar de ativistas3 adotando as idéias gerais de MarC3 não as segue3
contudo3 cega2ente3 2as3 através da o1ra revolucion?ria de Bnin e construtiva
de talin5 e traz;lhe corretivos5 ad2ite a e>ic?cia do pri2eira pulsão3 inspira;se nos
ensina2entos da prHpria vida3 senão das teorias 1iolHgicas e leva se2pre
vantage23 onde as duas teses se choca23 na vida concreta" é o caso da
Revolução Russa# 3 ta21é23 a Enica esperança para a hu2anidade poder
resistir  2aré >ascista3 Elti2a tentativa capitalista 4ue3 e21ora 4ue1rada
aparente2ente pelo BCito da egunda Guerra 2undial3 ressuscita e to2a novo
alento3 co2o a hidra de 2uitas ca1eças 4ue3 cortadas3 ressurge2 2ais
nu2erosas# D ativis2o socialista é a Enica oportunidade de conter3 de 4ue1rar e
destruir esse 2ovi2ento3 esse retrocesso ao 1ar1aris2o3 verdadeiro perigo para o
progresso hu2ano# $2 conse4UBncia3 os 2étodos propagandísticos de co21ate
dessas duas >raçes socialistas di>ere23 >unda2ental2ente3 co2 desvantage2
para a pri2eira#
Bnin .8I/ os co21atia de 2aneira incisiva3 aconselhando os *ovens 2ilitantes3 por
eCe2plo3 a reto2are2 o espírito audacioso dos grandes enciclopedistas
>ranceses" 0Ds escritos vivos3 ardentes3 engenhosos3 espirituais dos velhos ateus
do século V@@@ 4ue atacava2 a1erta2ente a padralhada reinante3 a>ir2ara2;se
2il vezes 2ais capazes de tirar as pessoas do sono religioso 4ue os repetidores
do 2arCis2o3 >astidiosos3 ?ridos3 4uase inteira2ente vazios de >atos ha1il2ente
escolhidos e destinados a ilustrar3 4ue do2ina2 na nossa literatura e 4ue .é inEtil
esconder/ de>or2a2 >re4Uente2ente o 2arCis2o# Ali?s3 ta21é2 talin ad2ite o
acerto das idéias neste sentido3 co2o se vB de seu artigo so1re lingUí stica .79Z/3
pu1licado e2 78L= e 4ue causou tanto ruído#
Nossa sucinta an?lise do 2arCis2o seria inco2pleta3 se não a pusésse2os e2
con>ronto co2 as noçes sociolHgica s 2odernas3 4ue leva2 e2 conta os Elti2os
avanços da psicologia o1*etiva#  precisa2ente a parte >raca de MarC e de seus
continuadores 4ue ainda não estão >a2iliarizados co2 a idéia de 4ue a ociologia
não é u2a ciBncia aut-no2a e2 4ue se pode tra1alhar co2 noçes a priori#

D
daerro principal
letra3 a idéiados sociHlogos segundo
de (ur!hei23 da escolaa2arCista consiste regra
4ual 0a pri2eira e2 4uee to2a23
a 2ais ao pé
>unda2ental é considerar os >atos sociais co2o coisas X7:ZY65 não conce1e2 4ue
u2 >ato social3 4ue se reconhece pelo 0poder de coerção eCterna6 .(ur!hei2/3
para agir so1re o ho2e23 deve ser3 antes de tudo3 transposto e2 >ato psí4uico3
4ue Tarde .7L7/ X7::Y interpreta co2o constrangi2ento psí4uico eCercido por u2
indivíduo so1re outro e tendo co2o protHtipo a relação de pai para >ilho# D 2es2o
2ecanis2o est? na 1ase dos >atos econ-2icos" sua ação não é direta3 passa pela
2a4uinaria psí4uica da4ueles a 4ue2 ela atinge#
^auts!+3 o principal teHrico do 2arCis2o3 considera3 poré23 4ue o car?ter
essencial da 2assa atuante reside no >ato de sua organização ou não
organização3 se2 se aperce1er 4ue todo co2porta2ento do indivíduo isolado ou
agindo nu2a 2ultidão e na sociedade3 e2 geral3 é condicionado pelos processos
nervosos 4ue se desenrola2 nos seus 2ecanis2os psí4uicos#
@sso ta21é2 se vB3 clara2ente3 na circunstOncia de 4ue a organização3 por ela
prHpria3 não protege ainda as 2assas hu2anas contra os piores eCcessos" assi23
no 2ovi2ento nazista3 u2a per>eita organização das 2ultides não as i2pediu de
co2eter cri2es cu*a >ria e calculada 1estialidade so1repu*ou tudo o 4ue se sa1ia
so1re as atrocidades das 2ultides pri2itivas# X7:QY
'alando de 2assas3 ^auts!+ sH as considera constituídas de oper?rios3
>uncion?rios3 dese2pregados3 não 2enciona se4uer o proletariado es>arrapado3
ne2 os pro>issionais li1erais3 ne2 os intelectuais 4ue são3 as 2ais das vezes3 os
4ue 2ais to2a2 parte nas açes de 2assas e entre os 4uais se recruta2 os
líderes5 ele prHprio avalia e2 7= os sindicalizados 4ue to2a2 parte nessas
açes na Ale2anha3 o 4ue corresponde ao nosso c?lculo de 7= de resistentes 
violação psí4uica das 2assas3 contra 8= dos 4ue a ela se
su12ete2# X7:8Y Assi23 nos seus estudos3 ^auts!+ e outros autores 2arCistas3
co2o Geiger3 por eCe2plo .Z</3 sH considera2 as 2assas so1 o reduzido Ongulo
da luta de classes# Para este Elti2o3 4ue3 tendo a opor  psicologia das 2assas
u2a sociologia das 2assas3 X7Q=Y as noçes desta seria2 insepar?veis do
conceito da revolução# Para poder tratar as 2assas co2o o1*eto da sociologia3
li2ita seu conceito ao de 2assas revolucion?rias e até s dos Elti2os 7L= anos3
depois 4ue ocorrera2 verdadeiras revoluçes3 co2o a Grande Revolução
'rancesa de 7:Q83 a Ale2ã de 7Q9Q3 a Grande Revolução Russa de 787:# A
característica das verdadeiras revoluçes reside e2 4ue leva2 a u2a inversão
dos valores5 Geiger .Z</ X7Q7Y o>erece u2 pe4ueno 4uadro co2parativo das
relaçes eCistentes entre os valores e as ca2adas dirigentes 4ue os suporta2"
)a3ada
Valor4 /or3a4
dirigente4
Príncipes da
(eus @gre*a
@gre*a
Poder $stado No1reza
i1erdade $cono2ia &urguesia
Acrescentaría3os0 de 5o3
grado0 as noç6es relati+as 7
situação atual4 @2perialis2o
&urocraciaX7Q<Y
Drganização
ão 2uito i2portantes as idéias de Geiger so1re o papel das 2assas prolet?rias
na luta 4ue leva2  revolução social es1oçada nestes te2pos# (iz 4ue o
proletariado >or2a u2a entidade unida3 de certo 2odo3 2ecanica2ente3 pelas
condiçes de vida e de tra1alho# A revolta contra essas condiçes intoler?veis
i2pele os indivíduos assi2 2ecanizados pelo processo da produção industrial3 no
sentido da >or2ação de grupos de luta organizados para a 4ueda da atual
sociedade .partidos socialistas3 sindicatos3 unies culturais e *uventudes/# A
tragédia do proletariado consiste e2 4ue ele se encontra e2 u2 con>lito
ineCtric?vel" toda sua eCistBncia est? ligada  sociedade 4ue ele co21ate  $ssa
contradição lHgica é a chave para co2preender seu co2porta2ento 4ue se
2ani>esta por eCploses3 por açes de 2assa# Mas3 nessas açes revolucion?rias3
na realidade3 não são os organis2os o1reiros 4ue delas participa23 2as3 os
indivíduos 2e21ros de diversas associaçes prolet?rias# $3 então3 e2 tais açes3
o 4ue se o1serva3 são >en-2enos greg?rios prHprios das 2ultides3 4ue se
deiCa2 levar pela sugestão3 4uase hipnHtica3 dos líderes# As verdadeiras
revoluçes3 4ue se segue2 a 2ovi2entos de 2assas populares3 são se2pre
>eitas3 isto é3 organizadas e dirigidas3 pelo 2enos no início3 por pe4uenas
2inorias" >oi assi2 na Revolução Russa e ta21é2 nas contra;revol uçes nazista
e >ascista# A pro>ecia de MarC 2ostrou;se err-nea3 4uando dizia" 0o te2po de
revoluçes por golpes de 2ão3 e>etuados por 2inorias conscientes3  >rente de
2assas inconscientes3 ter2inou X7QIY6#
G# Tarde d? u2a i2age2 do >unciona2ento do 2ecanis2o nu2a 2ultidão e na
sociedade e2 geral"X7Q9Y e se ad2ite 4ue u2 indivíduo3 nu2 estado de
sona21ulis2o3 leve a i2itação de seu 2édiu2 tão longe 4ue caia e2 estado de
transe e hipnotize u2 terceiro e assi2 por diante3 poder;se;ia a>ir2ar 4ue u2a tal
corrente de hipnoses sucessivas e encadeadas3 pre>igura a vida social# Rei)ald
corrige essa i2age23 dizendo 4ue3 na verdade3 não se trata de i2itação3 no caso3
2as3 de u2a in>luBncia psí4uica 4ue a provoca3 a seguir3 in>luBncia 4ue pode
tornar;se u2 constrangi2ento psí4uico  a violação psí4uica3 de 4ue trata2os
neste livro Rei)ald .7I=/ X7QLY critica as idéias de ^auts!+3 reprovando;lhe os
seguintes erros" 7/ co2parar as 2assas co2 o proletariado5 </ não considerar a
>unção do líder e de u2a ca2ada dirigente5 I/ >altar a noção da 2assa produtora#
'inal2ente3 o grande 2ovi2ento hu2ano3 o %ristianis2o3 nos d? u2 eCe2plo de
u2 siste2a e2 4ue prevalece2 os ele2entos atri1uídos ao 4uarto pilar
>unda2ental da estrutura 1iolHgica3 4ue caracteriza o 2undo vivo e suas reaçes"
o do instinto 2aternal .ou pulsão paternal3 segundo nossa ter2inologia/# %o2
e>eito3 a PaiCão de %risto3 1ase do dog2a cristão3 é o so>ri2ento de u2 inocente
para a salvação dos outros3 so>ri2ento proveniente do devota2ento e do a2or" é3
nesse caso3 a 2es2a 1ase 4ue d? srce2 ao a2or 2aterno#  a propagação
dessa idéia .e2 4ue se encontra23 de resto3 ta21é23 ele2entos de outras
religies3 notada2ente no &udis2o e na do $gito/ te2 seu ponto de partida na
i2itação do ato do Mestre por seus pri2eiros discípulos" o sangue dos 2?rtires
cristãos torna;se a se2ente dessa religião  a cada perseguição3 a cada novo
sacri>ício3 e2 4ue se i2ola2 por u2a idéia3 0novos adeptos surge23 2ais
nu2erosos3 e2 torno dos instru2entos de suplício e das >ogueiras6#
A 2oral3 4ue daí nasce e 4ue se propaga3 assinala todos os ele2entos associados
 realização dessa >unção 1iolHgica" (eus é o pai da co2unidade hu2ana3 os
ho2ens3 seus >ilhos3 deve23 no >i2 da vida3 prestar contas de seus atos3 a
reco2pensa eterna é pro2etida aos 1ons3 o castigo se2 >i2 aos 2aus 
encontra2os aí os princípios da educação3 da pedagogia# D a2or a (eus  pai de
todos os ho2ens  deve traduzir;se pelo cu2pri2ento da lei do a2or ao prHCi2o3
isto é3 a todos os ho2ens# A religião d? a seus >iéis deveres a cu2prir .os dez
2anda2entos/ e conselhos evangélicos# (e resto3 o &udis2o te2 ta21é2 seu
dog2a de a2or >raternal3 de altruís2o# A distinção esta1elecida entre o 1e2 e o
2al e a sanção reservada  conduta 2oral ressalta2 da prHpria essBncia do
1udis2o# X7QZY
No cristianis2o3 essa clara orige2 1iolHgica da verdade evangélica >oi3 e2
seguida3 pouco a pouco3 de>or2ada e desviada de seu sentido pri2itivo pela
gnose ou pela doutrina penetrada de 2istérios3 so1recarregada de e2présti2os
>eitos principal2ente s religies do Driente5 co1riu;se de sí21olos e de ritos3
realçando outras 1ases 1iolHgicas3 i2pressionando >acil2ente as grandes 2assas"
*? indica2os 4ue a segunda pulsão  ali2entar  in>luiu3 co2o de resto3 e2 outras
religies pri2itivas# Mais tarde3 1ases >ilosH>icas >ora2 acrescentadas  estrutura
pri2itiva e3 desde então3 o con*unto >or2a u2 siste2a 2uito co2pleCo3 e2 4ue
atua2 ele2entos de todos os siste2as de 1ase#
A in>luBncia de novas idéias so1re o 2undo antigo >oi de tal >or2a poderosa 4ue é
possível a>ir2ar3 co2 %hateau1riand3 tere2 trans>or2ado total2ente o 2undo e
eCata2ente na direção 4ue caracteriza 1iologica2ente seus >unda2entos" os
costu2es >ora2 a1randados3 a escravidão a1olida3 2elhorou a condição da
2ulher3 os co21ates sangrentos do an>iteatro caíra2 e2 desuso3 a prHpria guerra3
e2 relação aos costu2es anteriores3 >oi hu2anizada#
Dra3 a @gre*a ou a organização de propaganda da religião cristã3 e2pregou
2étodos 2uito e>icazes para a di>usão dessas idéias" alé2 do culto3 instituído na
1ase de u2a propaganda através de sí21olos3 propaganda popular apelando para
as e2oçes3 ao lado de u2 progra2a escrito  o $vangelho  e2pregou todo u2
eCército de propagandistas3 de religiosos e religiosas de diversas ordens3
>undadas no curso dos séculos e 4ue lhe prestara2 inesti2?veis serviços3
sacri>icando;se e2 verdadeiras ca2panhas 4uando das crises e di>iculdades 4ue
a @gre*a viveu" assi2 >oi na >ase das diversas heresias3 depois do século @@@" o
poderio e a ri4ueza da Drde2 dos &eneditinos3 >oco de cultura intelectual e
artística desse te2po3 seguidos
$la sede2ani>estou
seu a>asta2ento das 2assas de populares3
provocara2 u2a reação# pelo apareci2ento ordens
2endicantes dos >ranciscanos3 dos do2inicanos e de outros ainda3 cu*a nor2a era
sH viver de es2olas3 a >i2 de 2elhor penetrar nas ca2adas populares co2 sua
pregação# Assi2 >oi3 ainda3 no século V@3 4uando as ordens dos Jesuítas3 dos
azaristas e outras >ora2 >undadas3 para de>ender a >é catHlica contra o
protestantis2o nascente#
 interessante assinalar u2 >ato 4ue con>ir2a3 de 2aneira elo4Uente3 nossa tese
das 4uatro 1ases 1iolHgicas do co2porta2ento hu2ano e da idéia de 4ue a
religião cristã se ergue da 4uarta3 a 4ue designa2os co2o pulsão paternal# a1e;
se 4ue os religiosos de todas as ordens i2portantes são co2pelidos a pro>erir trBs
votos solenes 4ue se o1riga2 a respeitar" X7Q:Y os de po1reza3 castidade e
o1ediBncia# Reconhece2os3 logo3 4ue são3 respectiva2ente3 nossas trBs pulses
 ali2entar3 seCual e co21ativa  2enos a pulsão paternal  e2 1ene>ício da 4ual
todos os de2ais deve2 ser supri2idos#
A an?lise dos siste2as de 4ue trata2os3 h? pouco3 se nos coloca2os do ponto de
vista da 1iologia 2oderna3 leva;nos a consignar 4ue3 cada u2 deles te23 e2
algu2 grau3 sua parte de verdade3 pelo si2ples 2otivo de 4ue as reaçes so1re
as 4uais se apoia23 são os re>leCos 4ue deno2ina2os as 4uatro pulses  1ases
do co2porta2ento# D erro3 poré23 reside na tendBncia eCclusiva3 inerente a cada
u2 desses siste2as3 tendBncia inaceit?vel do ponto de vista 1iolHgico" são v?lidos
todos os 4uatro3 é certo5 outra veri>icação a 4ue chega2os nos leva a a>ir2ar 4ue
h? certa escala de i2portOncia 1iolHgica 4ue per2ite classi>ic?;los# Pode;se
ad2itir3 todavia 4ue3 e2 certos casos3 são as tendBncias dependentes de u2
desses siste2as 4ue do2ina23 e2 outros3 as de2ais tendBncias5 2as3 pode2
coeCistir3 ora e2 oposição uns co2 os outros3 ora secundando;os3 a*udando;se ou
co21inando;se 2utua2ente# &ovet .78/ diz 4ue3 no %ristianis2o3 se distingue2
duas aspiraçes >unda2entais" u2a visa a triun>ar do 2al e a outra3 a unir;se co2
o princípio do &e2# @sso signi>ica3 segundo nosso 2odo de ver3 4ue são3
real2ente3 duas pulses associadas 4ue estão na 1ase desse 2ovi2ento" no
pri2eiro caso3 trata;se da pulsão co21ativa e3 no segundo3 da paternal#
e aplica2os essa 2aneira de ver aos >atos da histHria hu2ana3 o1serva2os 4ue
é possível encontrar períodos e2 4ue u2a tendBncia3 u2 siste2a predo2ina ou
até su1*uga os de2ais para dar lugar3 e2 seguida3 a u2 outro siste2a# $ é curioso
ver 4ue3 a esse respeito3 se poderia dispor3 talvez3 os grandes 2ovi2entos
populares e2 u2a orde2 consecutiv a e lHgica3 segundo a >orça ou a i2portOncia
de u2 ou de outro 4ue corresponderia3 de certa 2aneira3  série cronolHgica# 
certo 4ue sH podería2os >azer u2a tal veri>icação3 reportando;a  nossa prHpria
civilização3 4ue a1range u2 período de 4uase dois 2il anos3 deiCando a1erta a
4uestão de sa1er se
trBsseria
possível
nadesco1rir
>atos an?logos e2 outras# $2 longo3
todo
caso3 divisa2os períodos nossa histHria" o pri2eiro3 o 2ais
caracterizado pelo do2ínio da idéia cristã e pela @gre*a5 o segundo3 e2 4ue o
progresso da ciBncia e da técnica dera2 causa  eCpansão da idéia 2aterialista3
4ue caracteriza o período capitalista e o terceiro3 >inal2ente3 4ue apenas co2eçou
e 4ue3 segundo todas as previses3 ser? 2arcado pelo advento do ocialis2o ou
pela 4ueda e destruição de toda a civilização atual5 eCperi 2entar?3 então3 a sorte
de outras civilizaçes 4ue eCistira2 e perecera2 antes da nossa# Nesse caso3 trBs
períodos" cristão3 capitalista3 socialista#  surpreendente acentuar3 depois de tudo
o 4ue aci2a eCa2ina2os3 4ue se su1stituir2os3 nesses períodos3 as 1ases so1re
as 4uais acredita2os possível construí;los3 respectiva2ente3 co2o doutrinas
sociais3 chegare2os  seguinte orde2" pulsão paternal3 pulsão ali2entar3 pulsão
co21ativa# $ntão3 so2os i2ediata2ente levados a pensar 4ue esta série3 ta21é2
ela3 te2 sua razão de ser" corresponde  >orça ascendente das pulses e2
4uestão# %o2preende;se3 assi23 sua srce2" os grandes 2ovi2entos sociais se
sucede23 sendo os pri2eiros a>astados3 do2inados pela >orça crescente dos
posteriores# Assi23 o siste2a paternal3 tornando;se 2ais >raco do 4ue o ali2entar3
o 2ovi2ento capitalista3 1aseado na preponderOncia de >atores econ-2icos3
so1repu*a o 2ovi2ento cristão e ve2os3 de >ato3 4ue a @dade Média dera lugar 
Renascença e  época dos $nciclopedistas3 da ciBncia e da técnica3 e2 4ue se
apoia o período de do2inação dos interesses econ-2icos   ta21é23 a razão
por 4ue3 e2 todos os lugares onde os dois siste2as vB2 a chocar;se3 nas suas
veleidades de do2ínio3 por eCe2plo3 na sua ideologia e na sua propaganda3 o
siste2a cristão não consegue >icar  >rente5 o Elti2o eCe2plo é o>erecido pela luta
4ue precedeu o advento do >ascis2o3 entre as ideologias 1urguesas3 ainda
>orte2ente i21uídas de idéias eclesi?sticas e a das organizaçes oper?rias3 tendo
por 1ase a idéia sindical 4ue3 e21ora proveniente de u2a antítese ao 2undo
1urguBs3 surge natural2ente no período capitalista3 pois3 te2 co2o >unda2ento3
pri2ordial2ente3 as tendBncias econ-2icas ou re>erentes  segunda pulsão# A
propaganda cristã e 1urguesa idealista não resiste 4uando se choca co2 a
propaganda cha2ada3 e2 geral e in*usta2ente3 2arCista#
$sta2os3 atual2ente3 no li2iar de u2 novo período3 e2 4ue as ideologias e as
propagandas3 tendo co2o >unda2ento a segunda pulsão  ali2entar  são
viva2ente atacadas pelas 4ue se apoia2 na pri2eira  co21ativa# endo esta
Elti2a a 2ais >orte3 o resultado não é di>ícil de prever5 e3 e>etiva2ente3 ve2os 4ue3
por toda a parte3 onde a idéia re>or2ista do 2ovi2ento oper?rio3  idéia 4ue se
1aseia so1re a prioridade do princípio econ-2ico  entra e2 colisão co2 a da
propaganda socialista ativista3 assentada so1re a pulsão co21ativa3 a pri2eira é
derrotada#  o caso da REssia soviética3 onde assisti2os  vitHria dos
1olchevi4ues 4ue3 graças a Bnin3 corrigira23 na pr?tica3 as idéias srcinais de

MarC
isto é3e da
conseguira2 vencer os 2enchevi4ues3
teoria da predo2inOncia das causasos intérpretes Não
econ-2icas# >iéis do 2arCis2o3
pode haver
dEvida 4uanto ao >ato de 4ue a ideologia socialista na REssia te23 co2o
>unda2ento t?tico3 a pulsão co21ativa" todos os 2étodos de luta3 2es2o a
aplicação3 e2 deter2inados períodos3 do regi2e do Terror3 toda a propaganda3
são a>ir2ativas3 autorit?rias3 co21ativas# $st? aí o 2otivo por 4ue conseguira2
vencer e2 seu prHprio país3 do ponto de vista t?tico da luta# D 2es2o >en-2eno
se o1servava ta21é2 nos países totalit?rios >ascistas3 a Ale2anha e a @t?lia3 e2
4ue se vira2 tendBncias socialistas3 e21ora total2ente des>iguradas3 2as3
utilizando o siste2a co21ativo 4ue as levou a to2ar o Poder e a do2inar as
ideologias e as t?ticas de propaganda dos 2ovi2entos o1reiros do tipo social;
de2ocrata 4ue insistia2 e2 opor;lhes couraça 1e2 2ais >raca de raciocínios e
>atos e2otivos3 co2 1ase nos interesses econ-2icos dos povos#

)apítulo V
Pulsão n83ero u3
*Instinto co35ati+o.
A pulsão co21ativa3 1ase do co2porta2ento de luta  As 1atalhas in>antis  A
i2plicOncia  A crueldade  A in>luBncia da guerra so1re as crianças  Ds *ogos 
A educação esportiva e 2ilitar  A luta  D instinto agressivo  As pro>isses
agressivas  %analização e su1li2ação do instinto co21ativo  A violBncia
corporal  A dor  A a2eaça  A >ascinação  D 2i2etis2o de terri>icação  D
2edo e a angEstia  D pOnico  ^hod+n!a  A invasão dos 2arcianos  Ds
arre1ata2entos greg?rios nos não civilizados  Ds derviches  Ds ^hl+stes e as
epide2ias de dança  Glossolalia e possessão  ourdes  Arre1ata2entos
greg?rios
uni>or2e nos protestantes
D passo  Apsicopatologia
de ganso A disciplina  coletiva
A 2Esica  Ds adornos
2ilitar guerreiros
 D BCtase eo D
entusias2o  A corage2  A psicologia e a guerra .o in>erno de Verdun/  D
pro1le2a do che>e  Ds líderes  D ar4uétipo Wotan dos ale2ães  A divinização
do che>e  A divinização das 2assas  D Marechal PsicHlogo#

Menciona2os3 nos capítulos precedentes3 4ue o co2porta2ento hu2ano3 no


do2ínio da vida coletiva e política3 pode ser o1*etivo de u2a ciBncia eCata3
1aseada e2 dados da psicologia o1*etiva individual e e2 seus re>leCos na
a21iBncia social#
Vi2os3 igual2ente3 entre os siste2as de re>leCos condicionados3 o1*eto desses
estudos3 co2o o siste2a 4ue repousa so1re a pulsão 2ais poderosa3 a 4ue

de2os
do2ínioodas
nE2ero 7  a da
atividades co21atividade  se i2pe co2o pulsão de eleição3 no
políticas#
Para 4ue u2 re>leCo condicionado se >or2e3 é necess?ria a coincidBncia de dois
>atores" o do re>leCo a1soluto ou de u2 auto2atis2o3  1ase de u2a das 4uatro
pulses e o de eCcitação3 cu*a >or2a pode ser escolhida  vontade e 4ue se torna
o >ator condicionante3 desencadeando o re>leCo e2 4uestão# Trata;se3 a4ui3 e2
princípio3 de u2a pulsão3 2as >re4Uente2ente3 e2 >ace de u2a deter2inada
co2pleCidade de ele2entos enga*ados 4ue se 2ani>esta23 pode;se3 ta21é23
>alar do instinto 4ue3 recorde2os3 representa3 a nosso ver3 u2a cadeia de
ele2entos si2ples3 co2 os auto2atis2os# Assi23 é possível >alar da pulsão
co21ativa ou agressiva3 2as3 e2 co2pensação3 do instinto de luta3 englo1ando a
noção de luta toda u2a cadeia de atitudes na direção de u2 apazigua2ento da
pulsão co21ativa#
Repita2os3 2ais u2a vez3 as >Hr2ulas 4ue vi2os3 nos capítulos precedentes3
dispondo;as u2a ao pé da outra3 para 2elhor co2par?;las"
Ve2os3 por esse 4uadro3 4ue a analogia é per>eita# %o2 e>eito3 a an?lise 4ue
>are2os3 dentro e2 1reve3 neste e nos capítulos seguin tes3 nos >ornecer? provas
essenciais3 e2 apoio desta teoria# Tentare2os3 ainda3 neste capítulo3 estudar u2
pouco 2ais de perto3 a 1ase 4ue serve  edi>icação do re>leCo e2 eCa2e3 isto é3 a
pulsão co21ativa5 no capítulo seguinte3 analisare2os as >or2as de eCcitaçes
condicionadas3 os sí21olos 4ue são associados atual2ente  pulsão co21ativa3
na luta de propaganda3 para chegar  >or2ação3 nas 2assas3 de re>leCos
condicionados 4ue preside2 a uni>or2ização3 >inalidade Elti2a da luta política de
nossos dias#
Nesse caso3 se se dese*a tratar da pulsão co21ativa e das >or2as 4ue to2a2
suas derivaçes3 as pri2eiras 4uestes3 4ue se apresenta23 são as dos >atores
psicolHgicos 4ue a condiciona2 e de sua evolução genética nos indivíduos#
Tratare2os3 inicial2ente3 do Elti2o pro1le2a# &ovet analisou;o de >or2a
eCcelente3 no seu livro \instinct co21ati> .78/#
Todas as crianças 1riga2# A pri2eira razão desse co2porta2ento é a de>esa# Ds
gestos de de>esa evolue2 co2 a idade5 no co2eço3 são as unhas e os dentes de
4ue se serve a criança" ela arranha e 2orde# Mais tarde 3 co2eça a utilização dos
pés e3 e2 seguida3 das 2ãos3 trans>or2adas na ar2a 2ais pri2itiva  o punho5
depois3 prende pelos ca1elos e3 >inal2ente3 ar2a;se de u2 pau 4ue estende a
ação de seu 1raço e ter2ina por atirar pedras# $ssa Elti2a >or2a de luta
>unda2enta;se nu2 instinto eCtraordinaria2ente poderoso" o ato de *ogar pedras
produz3 na criança3 u2 prazer intenso# $3 notada2ente3 na idade de 7= a 7I anos

4ue o *ove2 se 1ate


ou trans>or2a;se3 e2co2 2ais
razão dasvontade# A seguir3
idéias 2orais3 a pulsão agressiva
incorporadas 0canaliza;se
no cHdigo penal3 o
4ue levou ao desenvolvi2ento da sociedade X7QQY6#
D ho2e2 pri2itivo tinha  sua disposição3 evidente2ente3 os 2es2os 2eios de
co21ate 4ue a criança#  interessante co2parar os recursos utilizados nos dois
casos" a >ilogenia per2ite3 segundo enet .799/3 X7Q8Y co2preender 2elhor as
razes da orde2 e2 4ue nossos ancestrais aprendera2 a utiliz?;los# (a2os3
a1aiCo3 u2 4uadro e2 4ue as ar2as da criança e as do ho2e2 pri2itivo são
co2paradas3 na série de sua evolução"
%riança Fo2e2pri2itivo
Arranhaduras e
nhas e dentes
2ordeduras

Pontapés .depois 4ue o ho2e2 to2ou a posição


co2pleta2ente vertical do corpo/
Murros Péepunho
Pau Pausepedras
Pedra Ar2asdesíleC
'unda Machados
Arco Pontas de lança
Pontas de >lechas
'uzil
%lava

A luta3 a princípio3 era de>ensiva3 2as3 co2 a desco1erta do instru2ento  pau e


pedra  to2ou3 ta21é23 o car?ter o>ensivo5 alé2 disso3 esses pri2eiros
instru2entos tornara2;se utensílios para tra1alhar a 2adeira e até os 2etais# A
i2portOncia dessa desco1erta e a da arte de lançar o1*etos3 outra prerrogativa do
ho2e23 segundo tanle+ Fall .:</3 X78=Y eCplica o lugar 4ue tB23 na vida dos
pri2itivos e na da criança3 os *ogos de pau e de atirar# No 4ue diz respeito 
di>erença de seCos3 no e2prego de 2eios de luta3 pode;se o1servar nas crianças"
as 2eninas *oga2 2al as pedras# sa2 pouco os punhos e arranha2 co2 2ais
vantage23 2orde2 e pega2 pelos ca1elos3 di>erente2ente dos 2eninos 4ue
age2 de >or2a inversa# &ovet .78/ X787Y levanta a hipHtese de 4ue 0os instintos
dos dois seCos se di>erenciara2 nessa parte3 no 2o2ento e2 4ue a divisão do
tra1alho >ez do 2acho o caçador 4ue sai a ca2po para suprir as necessidades da
>B2ea 4ue >ica a cuidar dos pe4uenos6#
Nas 1atalhas in>antis3 o desa>io3 4ue precede a luta3 te2 por >i2 a2edrontar o
advers?rio3 cu*a >orça de resistBncia >ica3 por isso3 di2inuída3 de ante2ão3 ao
2es2o te2po 4ue acresce as suas prHprias3 pela auto;sugestão3 eCaltando a si
2es2o e procla2ando suas >açanhas passadas e >uturas# As causas das 1atalhas
de escolares pode2 ser *ulgadas pelas respostas a u2a en4uete >eita na uíça e
relatada por &ovet .78/" 0uta2os algu2as vezes por chicana .lutas hostis/5 outras
por diverti2ento .lutas de 1rincadeira/ 6# Mas3 eCiste2 ta21é2 as lutas pela
posse# (isputa;se u2 o1*eto e é o pensa2ento desse o1*eto 4ue est? e2 pri2eiro
plano# A grande 2aioria das crianças de 8 a 7< anos procura a 1riga X78<Ypelo
prazer 4ue lhes d?  e2 outros ter2os" 1ater;se é3 para elas3 u2a diversão# No
curso destas lutas3 4ue co2preende23 ta21é23 as suscitadas pela i2plicOncia ou
provocação e 4ue3 anovos
de posses surge2 princípio3 parece2u2
senti2entos3 de interesse
hostilidade3 co2opelo
0hostil ta21é23 durante
advers?rio3 o as
dese*o de o >azer so>rer e regozi*ar;se co2 o seu so>ri2ento# Mais tarde3 esses
senti2entos pode2 tornar;se pontos de partida de novas desavenças" as
verdadeiras lutas de hostilidade6# Ds *ogos pode2 provocar3 s vezes3 1atalhas
travadas co2 os 2aus *ogadores3 co2 os 4ue trapaceia2" é u2a antecipação das
lutas políticas pela 2anutenção da orde2# X78IY
Ao atirar pedras3 ao 2ane*ar u2 cacete3 ao 2over vigorosa2ente 1raços e
pernas3 ao e2penhar3 no corpo a corpo3 todos os 2Esculos3 o 2enino eCperi2enta
u2 prazer ele2entar e i2ediato3 1astante para eCplicar u2 grande nE2ero de
agresses3 a 4ue não aco2panha nenhu2 senti2ento de hostilidade3 ne2 de
co1iça# Mas3 logo a essa volEpia de ação3 4ue coroa todos os desdo1ra2entos
naturais das energias >ísicas3 u2 ele2ento espiritual ve2 *untar;se" o prazer de se
a>ir2ar3 o orgulho de se sentir e de se sa1er >orte# A criança sente3 desde então3 o
dese*o de veri>icar sua >orça3 de prov?;la e2 toda a eCtensão3 de 2edi;la# uta
co2 seus co2panheiros3 0para sa1er 4ue2 ser? o 2ais >orte6# Assi2 agindo3
poré23 não tarda a perce1er 4ue essa >orça 4ue eCi1e3 lhe d? u2 prestígio
inve*?vel# urge u2 terceiro 2otivo3 4ue o incita a 1rigar 2es2o se2 o1*etivo5
1ate;se para 2ostrar sua >orça e >azB;la ad2irada pelos outros# As 1atalhas3
a>inal3 preenche23 ad2iravel2ente3 a necessidade 4ue tB2 certas crianças de
cha2ar a atenção so1re sua pe4uena pessoa# D resultado pouco i2porta3
contanto 4ue se*a notado X789Y#
Para chegar s vias de >ato3 as crianças provoca2;se 2utua2ente# D espírito
provocador é se2elhante ao instinto co21ativo3 sua 2ani>estação é u2
instru2ento seu# A i2plicOncia ou prepara a luta e conduz a ela ou a supre e a ela
se su1stitui# Para chegar ao corpo a corpo3 irrita;se o advers?rio3 incita;se;lhe a
cHlera# Ds 2ovi2entos da cHlera representa23 e2 ponto pe4ueno3 gestos de luta
2uito antiga# X78LY
Para o provocador3 trata;se3 so1retudo3 de 2ostrar sua prHpria >orça e a >ra4ueza
do outro# $la te2 lugar3 principal2ente3 onde eCiste eCcesso de >orças não
utilizadas# Ds ociosos são i2plicantes e3 entre as crianças3 as 4ue pouco se
2ovi2enta2# (aí por4ue &ovet sugere u2a 2edida pedagHgica" se u2a criança
leva esse espírito3 alé2 dos li2ites suport?veis3 é necess?rio o1rig?;la a >azer
eCercícios3 dar;lhe oportunidade de se divertir e de se agitar#
D i2plicante é3 e2 geral3 2ais eCperiente do 4ue sua víti2a3 por4ue te2 2ais
>orças disponíveis# Mas3 a i2plicOncia é3 ta21é23 a ar2a dos >racos" os
corcundas3 os surdos3 tB2 a reputação de possuí;la# &ovet cita Goethe" 0As
2isti>icaçes são u2 entreteni2ento dos ociosos# Pessoas 4ue não sa1e2
tra1alhar a sHs3 ne2 se aplicar de 2aneira Etil3 eCterior2ente3 gosta2 de >azer
pe4uenas 2aldades e de se >elicitar3 prazerosa2ente3 do 2al 4ue alcança os
outros# Nenhu2a idade escapa a esse prurido6# $ &ovet adianta 4ue a
co2paração das pro>isses leva  2es2a conclusão# Ds relo*oeiros3 i2Hveis no
seu esta1eleci2ento3 são h?1eis nas >arsas de toda natureza3 ao passo 4ue os
ca2poneses >aze2 poucos grace*os#
D i2plicante3 escondendo;se atr?s de u2a porta para saltar so1re 4ue2 vai
passar3 de >or2a a >azB;lo gritar ou estre2ecer3 pretende provocar3 no outro3 o
2edo ou e2oçes vivas# ão principal2ente as e2oçes 4ue se eCpri2e2 4ue
causa2 a alegria do carrasco# Não 1asta sa1er 4ue u2 co2panheiro teve 2edo3
adivinhar 4ue o pro>essor deve ter;se irritado5 o 4ue ele espreita3 co2 volEpia3 é o
grito3 o tre2or de voz3 o >ranzir das so1rancelhas ou a cor do rosto da4uele 4ue3
perdendo o controle de si 2es2o3 2ostra 4ue est?  sua 2ercB0 X78ZY#
A i2plicOncia te2 relaçes estreitas co2 o galanteio3 por conseguinte3 co2 a
pulsão n I#  u2 2eio de a>ir2ar seu poder so1re o outro seCo e de assinalar3
aos olhos dele3 seus 2éritos e sua >orça# 2 provér1io ale2ão diz Wer lie1t sich3
nec! sich .4ue2 a2a se 2altrata/ e u2 outro russo3 2ais 1rutal ainda3 ^ovo
liou1liou3 tovo i 1iou0 .a4uele 4ue eu a2o3 nesse eu 1ato/ todo 2undo conhece3
ta21é23 o >a2oso provér1io 04ue2 1e2 a2a3 1e2 castiga6# Provoca çes de u2
seCo a outro são parte essencial de certo galanteio popular e to2a2 lugar
destacado e2 todos os >lertes#  u2a 2odi>icação da luta erHtica contra a >B2ea#
&ovet .78/ chega a concluses 2uito i2portantes 4ue ilustra23 clara2ente3 o 4ue
disse2os a propHsito dos 2ecanis2os3 condicionantes do co2porta2ento co2
1ase na pulsão agressiva#
A i2plicOncia  diz ele X78:Y  0é >ruto de tendBncias instintivas3 cu*a >unção é
a*udar a seleção natural3 particular2ente a seCual3 2ostrando as >orças e as
>ra4uezas dos indivíduos de a21os os seCos# $la é3 srcinaria2ente3 provocação
para a luta >ísica3 2as3  2edida 4ue os costu2es3 4ue se trans>or2a23
>avorece2 2enos a esta3 a provocação aca1a por su1stitui;la pouco a pouco#
(epois de estar identi>icada3 e2 seu início3 co2 o instinto co21ativo3 o espírito
provocador to2a u2a >or2a alterada# $n>i23 essa trans>or2ação se co2pleta3
2ais lenta2ente3 no seCo 2asculino3 se2 dEvida por4ue o interesse da espécie3
i2pondo ao 2acho triun>ar sucessiva2ente so1re seus concorrentes e so1re a
resistBncia 4ue lhe o>erece a >B2ea3 concede3 por isso3  >orça co21ativa u2
lugar preponderante entre as 4ualidades do 2acho6#
$ntre as >or2as de 2olestar u2a é so1re2odo odiosa3 por4ue cruel" propor u2
te2po de corrida a u2 coCo5 ou a u2 2aneta u2a prova de destreza3 4ue eCi*a as
duas 2ãos# Ta21é2 nestes casos trata;se de >azer so1ressair sua >orça3 e2
co2paração co2 a >ra4ueza do outro# J? é a crueldade 4ue se 2ani>esta3
associada  pulsão co21ativa degradada# Te2 por divisa3 a 0desgraça de uns >az
a >elicidade dos outros6# 2a criança se co2praz3 s vezes3 co2 1rin4uedos de
destruição ou co2o os cha2a ^# Gross3 .ZZ/ 1rin4uedos analíticos" todo 2enino
rasga papel3 esvazia gavetas3 destrHi caiCas3 des2onta *ogos5 tudo isso lhe causa
evidente2ente u2a satis>ação# Alé2 disso3 arranca as asas da 2osca3 as patas
da aranha etc# eria err-neo3 poré23 atri1uir esse co2porta2ento  crueldade3
trata;se3 na verdade3 de u2a insensi1ilidade por de>eito de representação e de
i2aginação ou predo2inOncia eCclusiva de u2 dese*o de conhecer3 portanto de
u2 ato e2 4ue a pulsão n 93 su1li2ado entra e2 >unção# 0Todas as tendBncias
passionais  diz &ovet .78/ X78QY3 2onopoliza2 o espírito3 de 2aneira eCclusiva3
ao ponto de nos tornar insensíveis a tudo o 4ue não é seu o1*eto e3 nesse caso3
inatentos e cegos a todos os so>ri2entos 4ue possa2os causar# A cur iosidade3 o
ardor cientí>ico causa2 esse e>eito3 2as3 ta21é23 o a2or ao lucro e  avareza3 a
paiCão sensual3 o zelo con>essional etc# Assi23 os instintos pri2itivos da caça e da
luta pode23 igual2ente3 tornar o ho2e2 surdo s dores 4ue ele causa6#
$Ciste23 no entanto3 atitudes de crueldade nas crianças3 co2o nos adultos5 elas
estão ligadas  luta3  pulsão n 75 >re4Uente2ente3 poré23 o >en-2eno é 2ais
co2pleCo3 pois3 a pulsão n I3 seCual3 nele entra3 ta21é23 por algu2 2otivo# 0A
seCualidade da 2aior parte dos ho2ens é 2esclada de agressividade3 diz 'reud3
.L:/ X788Y de u2a tendBncia  posse3 cu*a i2portOncia 1iolHgica consiste3 se2
dEvida3 na necessidade de superar a resistBncia do o1*eto a2ado de outro 2odo
4ue por atos de galanteria# D sadis2o corresponde ria3 então3 ao isola2ent o e ao
eCagero de u2 dos co2ponentes da agressão do instinto seCual 4ue to2aria3
assi23 o pri2eiro plano6# Na 2ulher3 a co4ueterie teria a 2es2a >onte 4ue a
crueldade3 pois3 ela te2 prazer e2 eCcitar o pretendente pelas hu2ilhaçes 4ue
lhe in>lige# D 2aso4uis2o3 4ue é crueldade s avessas3 i2posta a si 2es2o3 te2
raiz idBntica# Na 2ulher3 a eCplicação é ainda 2ais si2ples" na 2aior parte das
espécies ani2ais3 co2o na 2ulher3 a volEpia é necessaria2ente precedida de
so>ri2ento# D co21ate3 inti2a2ente ligado ao a2or3 consiste3 ao 2es2o te2po3
e2 golpes dados e rece1idos# Mas3 o gosto de dar golpes3 se2 correr o risco de
rece1B;los é a crueldade pura3 destacada do instinto de co21ate e i2plicando
a>rouCa2ento3 X<==Y portanto3 nu2 desvio 2Hr1ido do instinto# A crueldade das
crianças resulta da agressividade 1rutal dos adultos contra elas# uando u2a
criança se torna víti2a3 sua cHlera i2potente desvia;se >re4Uente2ente para 4ue2
não pode co2 ela" to2a3 então3 o aspecto de u2a co21atividade i2pulsiva# 
essa3 ta21é23 a >onte da sua crueldade contra os ani2ais3 co2o de2onstrou a
psican?lise# X<=7Y
Acreditou;se poder co2provar 4ue a guerra te2 u2a in>luBncia3 particular2ente
ne>asta so1re as crianças#  verdade 4ue3 durante a guerra e3 notada2ente3
depois dela3 2ostra2;se3 co2 >re4UBncia3 2ais insu1ordinadas3 2ais di>íceis03 o
4ue se eCplica antes por u2 certo relaCa2ento da disciplina na escolha e e2
casa3 co2o conse4UBncia da desorganização geral da vida social3 e2 decorrBncia
da guerra# eria eCagerado pretender3 contudo3 4ue elas se torna2 2ais
1riguentas3 4ue sua pulsão co21ativa seria particular2ente esti2ulado pelos
aconteci2entos da guerra# $la te23 no entanto3 u2 lugar consider?vel nas suas
preocupaçes" >ornece;lhes3 e2 a1undOncia3 i2agens3 palavras3 idéias3 novos
senti2entos 4ue elas assi2ila2 e 4ue reaparece2 nos di>erentes do2ínios e2
4ue são as criadoras .desenhos3 co2posi çes3 *ogos/# Nos seus 1rin4uedos3 não
h? 2ais guardas e ladres3 poré23 >ranceses e ale2ães ou soldados e espies
etc# Nos de 2ovi2ento3 de caça3 de construção3 de luta3 *ogos i2itativos etc#3 tira2
da guerra sua representação#
Natural2ente3 a in>luBncia da guerra é enor2e so1re o psi4uis2o das crianças
víti2as da cat?stro>e3 das 4ue a so>rera2 direta2ente5 isso se depreende3 nítida e
dolorosa2ente3 de todo o seu co2porta2ento3 co2o era >?cil de o1servar nos
Hr>ãos3 por eCe2plo3 recolhidos na Vila Pestalozi3 e2 Trogen3 na uíça3
2aravilhosa instituição3 devida  energia e ao grande coração de seu >undador3 o
(r# W# R# %orti" durante os pri2eiros 2eses de per2anBncia dessas crianças na
Vila3 eCterioriza23 nos seus desenhos livres3 os horrores vividos# ue a guerra e2
si não contri1ui para esti2ular a pulsão co21ativa3 é >?cil de co2preender3 por4ue
o con>lito 2oderno perdeu seu car?ter eCcitante3 e2 >ace da 2ecanização e das
distOncias3 relativa2ente grandes3 4ue separa2 os co21atentes5 ela não pode ser
2ais considerada co2o a eCplosão espontOnea do instinto co21ativo de u2 povo3
não é possível a ela nos re>erir2os co2o a u2a regressão da al2a
social# X<=<Y 6%ontudo  diz &ovet  não h? dEvida 4ue os 2ovi2entos coletivos3
provocados pela guerra3 tanto nas 2ultides da retaguarda3 co2o nas prHprias
1atalhas3 não deter2ina23 e2 grande nE2ero3 regresses do instinto co21ativo
nas al2as individuais e2 4ue esse instinto estava co2pleta2ente
platonizado X<=IY ou 2es2o su1li2ado3 e2 te2po de paz# D car?ter regressivo do
>en-2eno é particular2ente visível3 4uando a luta pe e2 relevo as co2ponentes
secund?rias da co21atividade3 4ue são a crueldade3 >re4Uente2ente s?dica3 o
instinto de destruição etc#
A grande eCplosão do instinto é conte2porOnea do despertar dos senti2entos
sociais# D indivíduo desco1re a vantage2 de não se lançar na 1atalha sozinho# A
co21atividade associa;se co2 a inteligBncia e co2 o instinto social# Vi2os 4ue o
instinto co21ativo te2 oportunidade de se eCercer so1 a >or2a de *ogos3 4ue se
pode2 dividir e2 dois grandes grupos" *ogos de luta3 entre 8 e 7< anos3 e *ogos
sociais .ou *ogos de e4uipe/3 depois de 7< anos $ncontra2;se3 ta21é23 os *ogos
co21ativos entre os ani2ais novos assi23 nos p?ssaros" pardais3 ca21aCirras3
lavadeiras3 perdizes3 cacatuas5 e nos 2a2í>eros" lontras3 ursos3 doninhas3 gatos3
cães3 >ilhotes de lees3 de lo1os3 ca1ritos3 1ovinos3 solípedes3 1a1uínos e
2acacos e2 geral# $sses *ogos são3 real2ente3 de acasala2ento3 por4ue 0a
reprodução est? estreita2ente ligada ao instinto co21ativo" 2uitos ani2ais
ataca2 outros na época do cio# ^# Gross .Z:/ X<=9Y indica 4ue os *ogos de luta3
co2o ta21é2 os de loco2oção3 de eCi1ição3 de canto etc#3 estão e2 estreita
ligação co2 o galanteio# Mas3 h? igual2ente *ogos de luta se2 relação aparente
co2 a pulsão seCual3 2es2o nos ani2ais" assi23 nas >or2igas oper?rias e nas
vacas3 para a designação de u2a rainha# $sta dese2penha u2 papel 4ue3 nos
1ovinos selvagens3 devia pertencer3 evidente2ente3 a u2 2acho# X<=LY Ds h?1itos
per2anecera2 os 2es2os3 apesar da do2esticação5 2as3 passando de u2 seCo
a outro3 perdera2 algu2a coisa de sua signi>icação pri2itiva# (esse 2odo3 houve3
de u2a sH vez3 conservação e trans>or2ação do instinto# Na verdade3 a
signi>icação dos *ogos de luta é a dos de2ais" treinar3 por antecipação3 o ani2al
novo nu2a >or2a de atividade 4ue3 2ais tarde3 ser? eCigida pelas necessidades
de sua eCistBncia# ão eCercícios se2 utilidade i2ediata# Não se destina2 a
atacar as espécies 2ais >racas 4ue deve2 servir de ali2ento3 ne2 a resistir aos
2ais >ortes 4ue as co1iça2 co2o presa3 2as3 para se 2edir co2 outros de sua
prHpria espécie# erve2 para as lutas de posse" do ali2ento e da >B2ea# A >i2 de
viver e se perpetuar é necess?rio 4ue o indivíduo este*a preparado para disputar
u2 e outro a seus congBneres# ^# Gross .Z:/ diz" 0a razão dos *ogos da pri2eira
idade .criança e pe4ueno ani2al/ reside e2 4ue certos instintos particular2ente
i2portantes para a conservação da espécie se 2ani>esta2 nu2a época e2 4ue o
ani2al ainda não te2 graves necessidades6###
Nos *ogos de co21ate organizados  1oCe3 >ute1ol3 esgri2a e nas diversas
alteraçes do instinto  alpinis2o3 Cadrez3 ro2ances de aventuras  encontra2os
a in>luBncia da sociedade so1re o indivíduo# Nenhu2 a dessas coisas é inventada
pela criança de ho*e# uando ela cresce3 encontra *ogos *? instituídos5 clu1es
>undados a solicita2# Mes2o 4uando 1rinca co2 soldados de chu21o3 a criança
su12ete;se a u2a tradição 4ue lhe ve2 dos adultos# $sses 2odelos
corresponde2 2al  agressividade de sua idade# A paiCão pelos pe4uenos
soldados co2prova antes u2 recal4ue dos instintos 1elicosos# Não nos
espanta2os co2 o >ato de 4ue grandes ca1os de guerra .'rederico @@/ estivesse2
interessados nesses 1rin4uedos3 X<=ZYno intervalo de suas ca2panhas# &ovet
apresenta3 ta21é23 u2a interessante estatística3 X<=:Y indicando 4ue3 na guerra
de 78793 havia 2ais *ogadores de >ute1ol 4ue de Cadrez3 no eCército 1ritOnico5 no
ale2ão3 era o inverso5 isso prova 4ue o Cadrez3 *ogo de co21inação estratégica e
de re>leCão3 est? 2ais perto da agressividade pri2itiva 4ue o >ute1ol3 o 4ue
concorda co2 o >ato de 4ue a guerra3 atual2ente3 não pode 2ais ser considerada

co2o esti2ulante
corporal do instinto co21ativo puro3 4ue se eCterioriza nos *ogos de luta
co2o o >ute1ol#
W# &ro)n3 u2 1ehaviorista a2ericano3 não considera a guerra de nossos te2pos
co2o u2a 2ani>estação de agressividade das 2assas3 4ue se socorre2 das
tendBncias sadistas do indivíduo" X<=QY a guerra é se2pre precedida3 atual2ente3
de u2 período de preparação psicolHgica das 2assas3 por u2a propaganda
patriHtica apropriada# A validade dessa a>ir2ação é de2onstrada3 ta21é23 pela
introdução3 e2 todos os países3 do serviço 2ilitar o1rigatHrio3 u2a 2edida de
coerção3 por conseguinte# Viu;se3 igual2ente3 e2 787Q3 4ue os soldados das duas
trincheiras >raternizava2 2uitas vezes#
Nu2a conclusão geral do pro1le2a da relação entre o instinto co21ativo e os
*ogos co2o 2eios de educação é interessante constatar3 co2o >ez &ovet3 .78/ 4ue
se pode classi>icar as teorias so1re o seu signi>icado e2 trBs grupos"
7  A teoria at?vica .tanle+ Fall/3 segundo a 4ual os *ogos não tB2 i2portOncia
atual2ente3 os instintos3 4ue neles se 2ani>esta23 são so1revivBncias" a criança
trepa nas ?rvores por4ue seus ancestrais >ora2 outrora orangotangos# e se 1ate3
é 4ue houve u2 te2po e2 4ue o corpo a corpo era u2a o1rigação 4ue o estado
de selvageria i2punha aos pri2itivos# Ds *ogos3 co2o as tendBncias instintivas3
4ue neles se 2ani>esta23 revive2 os grandes capítulos passados da histHria da
civilização hu2ana# Não é u2a preparação para as etapas >uturas# $2 vista disto3
o educador nada te2 a repri2ir ou encora*ar# A criança os desprezar? por si
2es2a3 natural2ente#
<  A teoria do pré;eCercício .^# Gross/ diz3 ao contr?rio3 4ue os *ogos tB2
alcance
ter? 4ue atual
lutar epela
positivo# ão
vida# D eCercícios
*ogo preparatHrios"
te2 por >unção e e>eitoacriar
criança se 1ate3
h?1itos# Parapor4ue
evitar
4ue alguns deles se >or2e23 o educador deve opor;se s pri2eiras 2ani>estaçes
do instinto#
I  A teoria cat?rtica .%arr/ considera 4ue os *ogos tB2 alcance atual3 2as3
negativo# Teria2 por >inalidade e por resultado eli2inar do indivíduo certas pulses
anti;sociais# A educação deve tender a encora*ar os *ogos de co21ate3 se
dese*a2os li1ertar a criança de sua agressividade# $la luta3 por4ue interessa 
espécie 4ue não 2ais se 1ata 4uando >or grande#
Mas3 segundo %laparede .I7/3 essas trBs teorias não se eCclue2 entre si e
pensa2os3 ta21é23 4ue os >ins de cada u2a delas3 di>erenciando;se e
co2pletando;se3 pode2 ser utilizadas nos diversos aspectos educativos" a teoria
at?vica 4ue te2 e2 vista canalizar as pulses pri2itivas  na educação esportiva
e 2ilitar3 a do pré;eCercício3 cu*o o1*etivo é >azer desvi?;las  na educação 2oral5
e a cat?rtica 4ue procura platonizar3 su1li2ar as pulses  na educação paci>ista e
social#
A educação esportiva3 so1retudo desde &aden Po)ell3 co2 sua idéia de
escotis2o3 >ornece o 2elhor eCe2plo do sucesso nos 2étodos 4ue se apoia2 na
pulsão co21ativa3 a >i2 de ultrapassar os seus desdo1ra2entos perigosos para a
sociedade hu2ana# D prHprio &aden Po)ell diz X<=8Y 0D eCercício 2ilitar tende a
destruir a individualidade3 dese*are2os3 ao contrario3 desenvolver o car?ter6#
Mostrando ao *ove2 u2 ideal so1 o aspecto cavalheiresco e prescrevendo;lhe3
co2o o1rigação3 prestar a seu prHCi2o pelo 2enos u2 serviço por dia3 o
escotis2o conduz a u2 >i2 altruístico as >orças acu2uladas# 0&e2 longe de
>or2ar 2?4uinas para os eCercícios de o1ediBncia passiva3 esti2ula as iniciativas
re>letidas6 X<7=Y#
 verdade 4ue os esportes 0>aze2 >lorescer todas as 4ualidades 4ue serve2 
guerra" indi>erença3 1o2 hu2or3 disposição para o i2previsto3 noção eCata do
es>orço a >azer se2 desperdício inEtil de >orça6X<77Y# Ds esportes prepara2 para a
guerra e 04uando algué2 se sente preparado para u2a coisa3 a eCecuta de 1o2
grado6# Mas3 é so1retudo3 na educação 2ilitar preparatHria 4ue3 ao lado do
treina2ento disciplinar3 eCercita o corpo e d? u2a instrução 2ilitar especial3 onde
est? o perigo3 por4ue3 preparando para a guerra3 se prepara a prHpria guerra" o
eCercício >ísico3 dando ao *ove2 consciBncia de sua >orça encora*a;o >acil2ente a
dela a1usar e a instrução 2ilitar3 concentrando seu pensa2ento na guerra3 leva a
dese*?;la# D eCercício >ísico3 ao contr?rio3 te2 a propriedade de se tornar u2 >i2
e2 si e a organização dos esportes >ornece  >orça acu2ulada u2a derivação
ino>ensiva3 podendo criar3 no espírito pE1lico3 sugestes 4ue contraria2 a idéia de
guerra# Por outro lado3 a prHpria escola3 pelo ensino da FistHria3 voltada3 na 2aior
parte3 para os aconteci2entos da vida nacional dos $stados3 desenvolve3
>re4Uente2ente3 na criança3 se2 se aperce1er3 o gosto pela luta3 ao eCaltar as
virtudes guerreiras# Ali?s3 conhece2;se eCe2plos de treina2ento para o co21ate
até entre os ani2ais" assi23 etourneau X<7<Yinterpreta3 co2o 0liçes de u2a
espécie de esgri2a guerreira63 os co21ates singulares o1servados por Fu1er nas
>or2igas#
(epois de ter passado e2 revista os >atos relativos  gBnese e evolução da pulsão
agressiva na criança3 co2o se 2ani>esta2 nos *ogos e na educação3 dese*a2os
nos voltar para a an?lise das 2ani>estaçes dessa pulsão 4ue reconhece2os
co2o a 2ais >orte de todas e 4ue indica2os3 por isso 2es2o3 co2o n 73 no
adulto# Vere2os3 e2 seguida3 as possi1ilidades de sua platonização e
su1li2ação#

A necessidade de lutar3 e2
de guarda
se preservar
ou3 ao do
perigo atacando
causado opelas agresses
ini2igas3 se*a3 pondo;se contr?rio3 advers?rio3 é
u2a atividade hu2ana tão velha 4uanto o ho2e2 ou o ser vivo e2 geral# o1 o
no2e de luta3 entende;se3 e2 1iologia3 a resistBncia a toda a sorte de >atores 4ue
a2eaça2 a eCistBncia3 luta contra as >orças 1rutais da natureza3 contra as
inte2péries3 as doenças etc#3 2as3 nu2 sentido 2ais restrito3 a palavra designa
u2a reação contra os perigos 4ue se apresenta2 de u2a 2aneira 2ais ou 2enos
sE1ita e so1 a >or2a de >atores vivos#
A necessidade de lutar coloca o indivíduo3 na vida3 e2 >ace de novas
contingBncias e condiciona3 assi23 novos re>leCos3 novas atitudes e h?1itos 4ue
tB2 por 1ase a pri2eira pulsão#  o pri2eiro 2ecanis2o do ser vivo 4ue entra e2
ação ao contato co2 o 2undo eCterior3 apresentando;se este3 geral2ente3 so1 a
>or2a de o1st?culo 4ue o ser deve do2inar#  a pri2eira reação da criança 4ue
dese*a tudo ter3 tocar3 e2purrar3 acariciar3 2odelar3 rasgar3 en4uanto os o1*etos de
sua co1iça não se apresente2 so1 a >or2a de algu2a coisa 4ue a
assuste# X<7IY $la leva tudo  1oca# (ese*ou;se identi>icar essa pulsão agressiva
co2 u2 instinto especial de vitalidade X<79Y 4ue teria co2o >i2 preservar a vida#
Não pode2os aceitar essa 2aneira de ver as coisas" para nHs3 todos os pulses
são 2ecanis2os de conservação da vida3 os de ns 7 e <3 de conservação do
indivíduo3 e os I e 93 da espécie# X<7LY A pulsão agressiva .n 7/ seria apenas
u2 desses 4uatro 2eios de preservar a vida#
Dra3 na pr?tica da luta para conservar a eCistBncia3 o ho2e2 pri2itivo3 ainda
aparentado aos 2acacos3 deve ter;se aperce1ido das vantagens 4ue lhe
proporcionava a cooperação co2 seus se2elhantes na caça5 tornou;se greg?rio e
>or2ara2;se h?1itos sociais# 0Teria assi2 se tornado3 a princípio3 u2a espécie de
2acaco;lo1o# @sso a*udaria3 ali?s3 a co2preender por4ue o ho2e2 é ainda tão
i2per>eita2ente soci?vel6 .teoria de %arveth Read/ .7<Q/# X<7ZY
As necessidades da vida greg?ria conduzira23 certa2ente3 ao esta1eleci2ento de
senhas ini1idos 2uito >ortes3 ta1us3 4ue contraporia23 no indivíduo3 os eCcessos
de 2ani>estaçes da pulsão co21ativa3 ao eCe2plo dos ta1us seCuais3 4ue
regeria2 o co2porta2ento seCual entre indivíduos da 2es2a espécie# Assi23 o
instinto co21ativo da hu2anidade nascente deve ter sido3 desde a orige23
regulado e canalizado e2 certa 2edida# egundo Adler .Ia/3 X<7:Y a ini1ição
su1consciente de u2 instinto3 seu recal4ue3 pode traduzir;se3 posterior2ente3 por
>en-2enos 2uito característicos3 dentre os 4uais3 na sua Ps+chologie individuelle3
ressalta os seguintes"
7  o instinto pode converter;se no seu contr?rio3
<  desvia;se para u2 outro >i23
I  dirige;se so1re a prHpria pessoa3
9  a Bn>ase é dada a u2 instinto de >orça secund?ria#
egundo &ovet .78/3 o instinto co21ativo pode so>rer3 e2 casos se2elhantes3 as
seguintes vicissitudes"
7  pode continuar se2 2udança aparente# A pressão do 2eio social não te2
e>eito# D indivíduo per2anece3 adulto3 o 4ue era e2 criança" o instinto3 tendo
criado o h?1ito3 conserva o 2es2o prazer de lutar e aproveita todas as ocasies#
2 adulto 1elicoso sucede a u2a criança 1elicosa# $sse caso3 o 2ais si2ples3
psicologica2ente3 é 2enos satis>atHrio3 social2ente# $ssa per2anBncia inalterada
do instinto >az da criança nor2al u2 ser inadaptado#

<  $2 virtude das necessidades da vida social3 o instinto co21ativo se 2anté2


e2 certos li2ites" continua co2 u2 2íni2o de alteração3 canalizando;se nos
*ogos de luta dos adultos" 1oCe3 luta suíça3 esgri2a3 >ute1ol# D Elti2o co21ina os
instintos de caça e luta3 podendo ocasionar certas regresses0#
I  A agressividade continua3 canaliza;se3 2as3 co2plica;se3 so1retudo3 aliando;
se a todas as outras >orças do indivíduo" a agilidade3 o sangue >rio3 a cal2a e3
en>i23 todas as 2ais altas >or2as de inteligBncia# Ds dois tipos principais dessa
co2pleCidade seria2" a intelectualização e a socialização do instinto co21ativo"
u2 eCe2plo de realização3 nesse sentido3 seria o co2porta2ento no tra1alho#
 de grande interesse co2parar a evolução social hu2ana e a individual3 no 4ue
toca  pulsão co21ativa3 co2o >az &ovet .78/ X<7QY" na evolução individual3 pode;
se enu2erar os seguintes períodos"

7  os pri2eiros *ogos de luta aparece2 durante o terceiro ano3.7/


<  no período de 8 a 7I anos o instinto 1ruto eCplode co2 particular
intensidade3
I  e2 seguida3 a >ase e2 4ue se co2plica e se canaliza .so1 >or2a3 por
eCe2plo3 de co2petiçes esportivas etc#/#
9  platonização eventual .atividade social construtiva/#
$3 paralela2ente3 no desenvolvi2ento da hu2anidade"
7  os ho2ens pri2itivos não lutava23 ao 4ue parece3 se2 ser atacados# No
curso da evolução hu2ana o instinto co21ativo deve ter au2entado 2uito de
poder#

<  o ponto 2?Ci2o >oi atingido3 se2 dEvida3 nu2a época ainda 1?r1ara#
I  A canalização do instinto3 na es>era social3 te2a o car?ter das guerras da
histHria#
9  poder;se;ia ver u2a platonização do instinto co21ativo na guerra >ria de
nosso te2po5 é preciso esperar 4ue essa platonização se eCpanda no >uturo3
4uando se chegar? a su1li2ar3 total2ente3 a pulsão so1 a >or2a de tra1alho
pací>ico e coletivo de toda a hu2anidade3 e2 1ene>ício da sociedade e da cultura#
2a 4uestão logo aparece 4uando se pensa nas 2ani>estaçes da pulsão
co21ativa" co2o se traduz na escolha das pro>issesS uais as atividades
pro>issionais 4ue se i2pe2 aos ho2ens3 e2 cu*o co2porta2ento essa pulsão
te2 pri2azia so1re as de2aisS Antes de tudo3 pode;se veri>icar 4ue3 na *uventude3
nos 2enores de 7= anos aos de 7L ou 7Z3 é so1retudo o gosto das pro>isses
co21ativas  soldado3 guarda3 caçador  4ue se 2ani>esta3 segundo #
Mada+# X<78Y $21ora3 na escolha das carreiras se o1serve3 >re4Uente2ente3 4ue o
>ilho a1raça a pro>issão do pai3 é possível a>ir2ar 4ue isso ve2 2enos por
herança de gostos3 do 4ue por in>luBncia do eCe2plo# A correlação entre a
pro>issão e os gostos dos indivíduos3 poré23 não pode ser negada e2 nu2erosos
casos# &ovet .78/ d? eCe2plos pertinentes  incarnação de realizaçes dos
dese*os agressivos ou 2es2o cruéis das pro>isses sociais" pelo instinto puro 
soldado3 guarda3 caçador5 pelo instinto desviado  carregador3 guia de 2ontanha3
açougueiro3 cocheiro3 dentista3 parteiro3 cirurgião etc#5 pelo instinto su1li2ado3
o1*etivado e platonizado  pro>essor# Mas3 na verdade3 encontra;se 0por toda a
parte63 na &olsa co2o no Pal?cio da Justiça3 nos 2ercados co2o nos 2ares3
pessoas 4ue a1raçara2 sua pro>issão por co21atividade#
Rei)ald .7I=/ re>ere;se ao 4uadro de zond X<<=Y so1re a seleção pro>issional3
4ue d? u2a visão 1e2 2inuciosa da classi>icação de u2 grande nE2ero de
atividades3 1aseada nos dados da sociopsicologia# NHs 2es2o pensa2os poder
agrup?;las3 segundo as 4uatro pulses respectivas3 co2o se pode ver do 4uadro
a1aiCo"
Puls6es e respecti+as pro,iss6es
9 : ; <
soldado cozinheiro dançarino s?1io
político hoteleiro artista sacerdote
diplo2ata co2erciante 2Esico pro>essor
lutador engenheiro pintor educador
esportista sacerdote ca1eleireiro do2éstica
piloto tra1alhador cantor 2édico
advogado >uncion?rio escultor en>er2eiro
cirurgião criado ar4uiteto *uiz
carrasco agricultor 2ane4ui2 religioso
2otorista
2arinheiro crítico organizador
detetive
policial
açougueiro
Fa2on .:9/ X<<7Y insiste e2 4ue3 entre o instinto co21ativo e a escolha da
carreira 2ilitar3 haveria u2a relação positiva e direta# (e Mada+3 X<<<Y 4ue se
coloca3 portanto3 so1 o ponto de vista 2ilitarista3 é de opinião 4ue 0a evolução
hu2ana parte da luta para chegar ao tra1alho6#  o caso das pro>isses de
advogado e co2erciante3 por eCe2plo3 e2 4ue h? co2ponentes co21ativos3 2as3
a do tra1alho do2ina# $ não são raros os casos e2 4ue 0certas pessoas torna2;
se soldados para se livrar dos cuidados da luta pela vida63 de 2odo 4ue3 co2o diz
&ovet .78/3 2uito >re4Uente2ente3 e2 nossos dias3 não h? 2ais correlação entre o
gosto instintivo da luta e a carreira 2ilitar3 ao contr?rio do 4ue ocorria
antiga2ente#
%onsiderando 4ue o co2porta2ento do tra1alhador industrial conté2 u2a
co2ponente agressiva3 Rei)ald X<<IYadianta 4ue u2a das causas 2ais
i2portantes da revolta das 2assas reside no senti2ento da >alta de satis>ação 4ue
o 2oderno processo de produção cria# Para sentir a alegria do tra1alho3 é
necess?rio 4ue3 ao lado da pulsão seCual .li1ido3 a2or pelo tra1alho/3 este*a
presente3 ainda3 outra pulsão ele2entar  a agressiva  4ue é tão irresistível co2o
a >o2e ou a necessidade seCual# %ita eCe2plos" o de carregar u2 peso ou de
derru1ar u2a ?rvore# $ a 2es2a coisa é v?lida para as atividades intelectuais
2ais elevadas" >ala;se3 então3 da 0nitidez cortante de u2 pensa2ento6# $ncontra;
se a pulsão agressiva até nas pro>isses su1li2adas" a de açougueiro é 2uito Etil
do ponto de vista social 4uand o trava u2a grande percentage2 de assassinos5 a
de dentista ou de cirurgião é alta2ente su1li2ada3 2as3 tB23 a21as3 caracteres
s?dicos#
Vi2os 4ue3 na vida3 é 2uito raro encontrar pessoas entre as 4uais deter2inada
pulsão se 2ani>este de >or2a pura3 diz;se3 geral2ente3 de tal pessoa 4ue é u2
ho2e2 co2pleto# Na 2aioria dos casos3 encontra2;se eCe2plos 2ais co2pleCos3
e2 4ue duas ou 2es2o trBs pulses se associa23 se co2pleta2 ou3 ta21é23 e2
4ue u2a delas perde certas características e2 proveito do outra# Assi23 eCiste
u2a ligação entre a pulsão co21ativa e a seCual3 entre o co21ate e o a2or ou3
e2 ter2os de sensaçes psico>isiolHgicas3 entre a dor e a volEpia# %onhece;se3
pela eCperiBncia psicanalítica3 4ue o prazer da crueldade te2 u2 ressai1o
especi>ica2ente
o co21ate  co2osensual#
vi2os X<<9Y
 est?Ali?s3 no reino ani2al
estreita2ente e nasaocivilizaçes
associado pri2itivas3
a2or# a1e;se
ta21é2 4ue os s?dicos tB2 necessidade de >azer so>rer para esti2ular sua
sensação erHtica# Nas crianças3 o prazer de assistir a chicotadas e de dar te2 u2
lugar consider?vel no despertar de sua vida seCual#  2ais u2a razão para evitar
o costu2e do castigo corporal3 segundo &ovet3 .8/ 4ue é psicHlogo e educador# A
volEpia est?3 >re4Uente2ente3 associada ao so>ri2ento de outre2 e  dor
eCperi2entada pela prHpria pessoa# %hegou;se atual 2ente  conclusão de 4ue o
sadis2o e o 2aso4uis2o não são antag-nicos3 2as3 encontra2;se na 2es2a
pessoa e daí o 2otivo por 4ue são agora designados por u2 2es2o no2e 
algolagnia# X<<LY A volEpia da dor é ta21é23 s vezes3 u2a característica da
poesia ro2Ontica 4ue se co2praz co2 a descrição dos estados 2elancHlicos#
%o2o eCiste2 >re4Uentes laços entre a pulsão co21ativa e a seCual3 ocorre2
igual2ente entre a pri2eiro e a ali2entar su1li2ada3 4ue é o senti2ento religioso3
segundo nosso 2odo de ver# X<<ZY Vi2os 2ais aci2a 4ue3 nas 2ani>estaçes da
vida religiosa3 se encontra3 2uitas vezes3 o espírito co21ativo3 4ue se traduz pelo
e2prego de eCpresses to2adas  vida 2ilitar# Aos eCe2plos antes X<<:Y citados3
*unte2os o teCto de u2 coral de utero3 e2 4ue se nos depara2 eCpresses
co2o" 0Nosso (eus é u2a 2uralha3 u2a ar2adura invencível6# D 2es2o se
encontra entre os 2uçul2anos 4ue se intitula2 os guerreiros de Allah5 aos sal2os
do Antigo Testa2ento não >alta23 ta2pouco3 eCpresses 1elicosas X<<QY Mas na
histHria do prHprio %ristianis2o3 aprende;se 4ue %onstantino e2pregava o
la1aru2 co2o insígnia do seu eCército5 4ue3 nas @gre*as orientais3 a procla2ação
da guerra santa servia  de>esa do (eus nacional e do $stado3 a @gre*a divinizava
a guerra5 as guerras de %arlos Magno e as cruzadas era2 u2 serviço religioso
0por %risto e pela @gre*a6 X<<8Y# Mes2o nos nossos dias3 vB;se3 2uitas vezes3 e2
política3 realizada a 0aliança do sa1re e do hissope3 do eCército e do clero#
Mas3 ao contr?rio3 o ele2ento religioso so>reu3 ta21é23 in>luBncia so1re o
co2porta2ento >undado na co21atividade3 contri1uindo para seu desvio e
su1li2ação# Assi23 para a @gre*a3 a idéia de eCército ultrapassa a do soldado3 a
organização so1re a co21atividade pura" todos os es>orços são coordenados3 a
2ilícia cristã é hierar4uizada# A 4ualidade principal do soldado torna;se a
o1ediBncia3 da 2es2a >or2a 4ue a intrepidez# $Cercita;se a o1ediBncia3 co2o se
treina a corage2# D eCercício3 a disciplina3 a 1eleza dos planos co21inados >aze2
perder de vista a luta e2 si 2es2a# D instru2ento é tão per>eito 4ue é ad2irado
por ele prHprio3 se2 2ais sonhar;se co2 o >i2 para 4ue >oi >or2ado# $sses >atores
do espírito 2ilita r3 a o1ediBncia3 por eCe2plo3 nada te2 de agressiva por si sH# $
chega;se ao caso co2o o de $rnesto Psichari3 neto de Renan3 4ue veio ao %risto
pela @gre*a3  @gre*a pelo eCército pro>ano e ao eCército pela necessidade de
o1edecer# X<I=Y Mas3 e2 nu2erosas al2as religiosas3 o instinto co21ativo3 4ue
lhe é inerente3 pode aparecer so1 >or2a pri2itiva e grosseira" na i2age2 das
torturas do in>erno pro2etidas aos pecadores ou3 no >ato de os religiosos
assistire23 s vezes3 co2 prazer3 perseguir e torturar outros3 co2o >oi o caso da
@n4uisição3 e o da caça e processo  >eitiçaria# A crueldade não é estranha ao
espírito religioso" vB;se no e2prego de torturas contra a carne" >lagelação e
sevícias de toda natureza e2 certas seitas religiosas#
$n>i23 a pulsão co21ativa3 sendo u2 2ecanis2o >unda2ental do ser vivo e3 co2o
tal3 não podendo ser eCtirpado ou supri2ido3 é suscetível de so>rer3 contudo3
certas trans>or2açes e atenuaçes# 0Tudo o 4ue pode2os esperar é su1li2?;lo63
diz tanle+ Fall .:I/ X<I7Y No caso da pulsão seCual3 h? u2 ele2ento 4ue te2
condiçes de desencadear u2 re>leCo condicionado ini1itivo3 proveniente do
interior3 do segundo siste2a de sinalização" é a reação 4ue3 e2 ter2os de
introspecção3 se designa co2o pudor# No do2ínio da pulsão agressiva3 diz &ovet3
.78/3 X<I<Y nada eCiste de co2par?vel e 4ue per2itiria u2a repressão3 diría2os3
todavia3 4ue3 talvez u2 dia3 co2 o advento do Fo2e2 Novo e2 u2 Mundo
trans>or2ado3 u2 e4uivalente do senti2ento do pudor poderia surgir ta21é2 na
es>era da pulsão co21ativa3 u2a espécie de pudor altruísta0# Na velha civilização
chinesa3 por eCe2plo3 a sociedade política não sH conseguira canaliza r o instinto
co21ativo3 2as3 *? entrevira a possi1ilidade de o su1li2ar total2ente" a pro>issão
2ilitar era considerada co2o a 2ais 1aiCa e digna de ser repudiada#
As trans>or2açes ou alteraçes capazes de a>etar a pulsão co21ativa pode2
apresentar as características de desvio3 de o1*etivação3 de su1*etivação3 de
platonização e de su1li2ação# A noção de desvio é nítida nos casos dos casais
se2 >ilhos3 4ue os su1stitue2 por cães ou gatos de esti2ação" a pulsão paternal é
desviada3 no caso# Para a pulsão co21ativa3 h? o desvio so1 a >or2a de esportes
de co21ate" natação3 alpinis2o3 corridas a pé3 >ute1ol# Nos casos de esgri2a3
1oCe e luta é pre>erível >alar3 antes3 de canalização do instinto# &ovet .78/ indica
co2o >or2a de desvio do instinto co21ativo3 particular2ente engenhosa e
>ecunda3 do ponto de vista social3 a 4ue su1stitui a luta pela co2petição# %ontinua
a eCistir u2 advers?rio3 a e2pregar;se a 2es2a energia3 2as esta não se utiliza3
de >ato3 contra o concorrente# Assi23 todo o treina2ento a 4ue a luta visava é
conservado3 a co2petição continua a indicar os 2ais >ortes  atenção dos
espectadores3 2as3 a sociedade eli2inou os e>eitos perniciosos# Alé2 disso3 a
co2petição alarga o ca2po da co21atividade#  possível disputar o recorde dos
ausentes e3 so1retudo3 concorrer consigo 2es2o3 ultrapassar;se e vencer;se#
Na o1*etivação da pulsão co21ativa3 o ho2e23 e2 vez de se lançar  luta3
satis>az;se olhando;a# Nos soldados de chu21o te2;se3 ta21é23 a o1*etivação#
(o 2es2o gBnero é o prazer 4ue eCperi2enta2 tantas pessoas e2 escrever3 e2
ler3 e2 da
ouvir contar de
histHrias
cri2es3dede1atalhas3
de>ant?sticos
aventuras co2o
de eCploradores
os de F# G#ou
de ou
índios3 literatura ro2ances Wells
de JElio Verne# Ta21é2 assistir s corridas3 s lutas de 1oCe5 no te2po de Ro2a3
s lutas de gladiadores5 atual2ente3 s corridas#
A su1*etivação  é o prazer de rece1er golpes se2 risco de ver algué2 so>rer#
Adler .Ia#/ pe a conversão do instinto co21ativo 4ue to2a por o1*eto a prHpria
pessoa3 entre os e>eitos do recal4ue# %ita X<IIY a hu2ildade3 a su12issão e o
devota2ento3 a su1ordinação volunt?ria3 a >lagelação e o 2aso4uis2o co2o
resultantes desse >en-2eno# 0A saída eCtre2a dessa conversão do instinto é o
suicídio6#
Platonização  ter2o criado por &ovet .78/ para designar3 por alusão ao a2or
plat-nico3 a situação e2 4ue a luta e2preendida contra u2 advers?rio nada te2
de co2u2 nas suas 2ani>estaçes eCteriores3 co2 a 1atalha3 na 4ual vai 1uscar
suas 2et?>oras# Na luta plat-nica são os >ins 2era2ente intelectuais 4ue to2a2
todo lugar# D sí21olo dessa etapa3 na evolução da pulsão co21ativa3 é o *ogo de
Cadrez#
$n>i23 na su1li2ação te2os u2a noção 4ue i2plica3 eCcetuada a trans>or2ação
do instinto3 u2a apreciação 2oral3 isto é3 a adaptação do indivíduo ao 2undo e 
sociedade" é3 por seus >rutos3 *ulgados 4uanto a seu valor social3 4ue se
reconhece a su1li2ação# ecrétan X<I9Y *? distinguiu trBs etapas na evolução do
instinto seCual .a2or3 segund o ele/ 4ue se pode aplicar s etapas de su1li2ação
de 4ual4uer pulsão e3 no nosso caso3  co21ativa"
7  o do2ínio da pulsão pri2itiva e egoísta5
<  a >or2a co2pleCa e aureolada de preocupaçes altruístas5

I  a >or2a platonizad a3 e2 4ue nada su1siste dos gestos 2ateriais da pri2eira


pulsão ani2al3 2as3 4ue os rele21ra3 ainda3 pelas ressonOncias orgOnica s 4ue a
língua adivinha e eCpri2e e2 suas 2et?>oras#
No caso da pulsão co21ativa3 h? a pri2eira etapa 4ue é a luta egoísta pela vida3
englo1ando3 ta21é23 a luta pelos 2eios de vida# $2 seguida3 vB2 as 2es2as
lutas3 2ais altruístas3 pela vida3 saEde e prosperidade dos outros" da >a2ília3 da
cidade3 da p?tria3 da hu2anidade# $n>i23 as de orde2 social por >inalidades
2orais3 isto é3 as a4uisiçes su1li2es da cultura hu2ana" 1eleza3 verdade3 *ustiça3
li1erdade#
Na vida individual3 pode;se ver3 s vezes3 realizadas essas etapas" assi23 &ovet
.78/ relata os episHdios da vida de anto @n?cio de oiola e3 ta21é23 de
Josephine &utler 4ue e2preendeu3 no >i2 do século passado3 u2a luta épica3
verdadeira cruzada3 para a a1olição da polícia de costu2es e da prostituição
regula2entada#
Recapitule2os3 u2a vez 2ais3 para 2elhor >iC?;las3 as trBs etapas da su1li2ação
do instinto co21ativo3 so1 o aspecto social"
7  No passado re2oto3 tri1os co21atia2 entre si 2ovidas pela pulsão pura dos
seus 2ovi2entos3 pelo prazer de co21ater5
<  Atual2ente3 os cidadãos ta21é2 co21ate23 2as3 pe2 ou acredita2 p-r a
1rutalidade de seus atos a serviço de u2a idéia" a p?tria3 a li1erdade3 o direito3 a
paz >utura5
I  A terceira >ase3 a 4ue consistiria e2 >azer consu2ir toda sua co21atividade
instintiva nu2 grande es>orço hu2anit?rio coletivo3 não >oi ainda alcançada pela
hu2anidade#
As reaçes 1iolHgicas 4ue se o1serva2 nu2a luta3 ressalta2 so1retudo nas
contraçes 2usculares 2ais ou 2enos violentas3 dirigidas por u2a atividade do
siste2a nervoso5 na luta encarada co2o >en-2eno 1iolHgico3 pode;se distinguir a
>or2a agressiva e a de>ensiva# Na pri2eira3 o indivíduo procura do2inar3 destruir
outro3 eCercer a violBncia3 de 4ual4uer >or2a contra o advers?rio5 na >or2a
de>ensiva é o atacado 4ue procura livrar;se da violBncia# D protHtipo de toda
violBncia é3 natural2ente3 a violBncia corporal 4ue a víti2a perce1e pela sensação
de dor 4ue eCperi2enta2 as partes de seu corpo 2achucadas pelos golpes
des>eridos pelo advers?rio# A dor é3 então3 u2 2ecanis2o de alar2e de 4ue cada
indivíduo est? provido# (esde as pes4uisas de Goldscheider e de von 're+3 sa1e;
se 4ue receptores especiais3 pontos de dor3 eCiste2 na pele e3 assi23 a
possi1ilidade da eCistBncia de u2 re>leCo inato3 desencadeado pelo processo
nervoso 4ue responde  sensação de dor e provoca contraçes 2usculares3
torna;se 2uitoa tra2a
de>esa3 seria prov?vel# $sse do
1iolHgica re>leCo inato3
pri2eiro na 1ase
siste2a da pulsão
de 4ue pri2ordial
trata2os a4ui# de
Associado a outras eCcitaçes3 so1retudo visuais3 2as3 ta21é2 sonoras ou t?teis3
o re>leCo to2a u2a >or2a 4ue se traduz e2 palavras pela eCpres são de a2eaça#
$2 pri2eiro lugar3 a a2eaça torna;se e>icaz3 isto é3 apta a su1stituir a prHpria dor
e a desencadear a reação ao pas2o3 paralisia  se essas eCcitaçes
suple2entares pode2 evocar3 >acil2ente3 na víti2a3 sensaçes3 ou 2elhor3
processos nervosos e4uiva lentes5 isto é3 se elas se co2pe2 de ele2entos
se2elhantes3 pelo 2enos e2 parte3 aos origin?rios do re>leCo da dor# Por
eCe2plo3 se o agressor >az o 2es2o gesto ou e2ite o 2es2o grito ou to2a u2a
atitude 4ue teria e2pregado 4uando de u2 ata4ue real# A a2eaça torna;se3 nesse
caso3 e>icaz" desencadeia a reação necess?ria ao agressor#  a >or2a 2ais
si2ples3 2ais pri2itiva de u2a violBncia psí4uica # Mas3 vi2os3 no capítulo so1re
os re>leCos condicionad os3 4ue é possível enCertar3 so1re u2 dado re>leCo3 outro
de grau superior# Torna;se3 então3 co2preensível3 4ue 4ual4uer sinal ou eCcitante3
agindo so1re os sentidos3 possa >azer;se >ator condicionante3 desencadeando
u2a reação propícia ao agressor" u2a palavra3 u2a i2age2 gr?>ica3 por eCe2plo3
u2 sí21olo geo2étrico co2o a cruz ga2ada3 u2a 2elodia3 u2 so2 4ual4uer3
so1retudo se te2 u2a certa intensidade5 u2 gesto3 u2 2ovi2ento3 co2o a
saudação ro2ana etc# 3 precisa2ente3 nesse 2ecanis2o tão si2ples 4ue se
>undava2 todas as pr?ticas propagandísticas do >ascis2o hitlerista e 2ussolínico"
a2eaçar por 2eio de sí21olos#
'ala2os3 pouco antes3 da >or2a 2ais pri2itiva de a2eaça5 encontra;se esse
princípio realizado 1e2 clara2ente na o1servação das atitudes de certos ani2ais"
os >en-2enos a elas relacionados são conhecidos e2 1iologia so1 o no2e de
>ascinação e de 2i2etis2o de terri>icação# No pri2eiro caso3 o agressor to2a u2a
>or2a ou u2a atitude 4ue a2edronta a víti2a pela su1itaneidade do apareci2ento
de certos caracteres3 pelas suas di2enses ou pelo 1rilho de suas cores etc# e
4ue causa23 no ani2al atacado3 u2a espécie de a2orteci2ento 2otor" ele é
paralisado3 perde a >aculdade de >ugir ou de se de>ender e torna;se u2a presa
>?cil para o atacante# $sse >ato te2 sido o1servado3 por eCe2plo3 e2 certas
serpentes" aparecendo3 repentina2ente3 diante de u2 p?ssaro3 >ascina2;no a tal
ponto 4ue seus re>leCos de >uga se ini1e2 e ele chega a *ogar;se na 1oca do
réptil#
(a 2es2a >or2a3 u2 inseto ortHptero3 o louva;a;deus3 separando as
eCtre2idades anteriores3 to2a u2a aparBncia espectral e por sua 1izarra >or2a e
sua atitude rígida3 >ascina os pe4uenos ani2ais atacados# $sses >atos são
igual2ente designados3 e2 1iologia3 so1 o no2e de 2i2etis2o o>ensivo3
indicando 4ue sua >unção é a de surpreender a presa# $2 contrapartida3 conhece;
se o 2i2etis2o de>ensivo3 por 2eio do 4ual a víti2a tenta se >urtar  visão do
agressor  é o 2i2etis2o de dissi2ulação5 2as3 ainda eCiste u2a outra atitude
não 2enos i2portante 4ue per2ite  víti2a to2ar aparBncia de u2 ani2al
perigoso aos olhos do atacante3 procurando espant?;lo por u2 aspecto
enganador" é o caso do 2i2etis2o de terri>icação# Nesse caso3 é a víti2a 4ue
eCerce so1re o agressor u2a espécie de violBncia psí4uica3 a2eaça;o pela
si2ples eCi1ição de u2 sinal 4ue le21ra o verdadeiro perigo# %uénot .I9/ cita o
seguinte caso"
A lagarta da %hoeroca2pa elpenor .u2a 1or1oleta/ apresenta3 e2 dois de seus
seg2entos3 duas 2anchas oculi>or2es circuladas de negro5 in4uietada3 ela retrai
seus anéis anteriores5 o 4uarto au2enta conside ravel2ente5 o e>eito o1tido seria
u2a ca1eça de serpente capaz de iludir os lagartos e os pe4uenos p?ssaros3
a2edrontados por essa sE1ita aparição# 2 outro caso é o da 1or1oleta
2erinthus ocellata 4ue3e2
0e2perigo3
repouso3 esconde as 1rusca2ente3
asas in>eriores3co2
co2o todos os
phinC3 2as3 se est? desco1re;as3 seus dois
grandes olhos azuis so1re >undo ver2elho 4ue espanta2 rapida2ente o agressor#
$sse gesto é aco2panhado de u2a espécie de transe# uando descansa3 o
ani2al asse2elha;se a >olhas >inas3 resse4uidas# Pertur1ado3 agarra;se ao seu
suporte3 desdo1ra as antenas3 enche o tHraC3 encolhe a ca1eça3 eCagera a curva
do a1do2e3 en4uanto todo seu corpo vi1ra e estre2ece# Passado o acesso3 volta3
lenta2ente3  i2o1ilidade# $CperiBncias de tand>uss 2ostrara2 a e>ic?cia desse
co2porta2ento" pe4uenos p?ssaros3 o 2elharuco3 o pintarroCo3 o rouCinol
co2u23 >ica2 a2edrontados# A 1or1oleta3 co2 asas distendidas3 parece3 co2
e>eito3 a ca1eça de u2 enor2e p?ssaro de presa6#
%aillois .<I/ cita3 ainda3 u2 eCe2plo desse gBnero3 o da 1or1oleta %aligo3 das
>lorestas do &rasil3 4ue Vignon assi2 descreve"
F? u2a 2ancha 1rilhante3 rodeada de u2 círculo palpe1ral3 depois de >ileiras
circulares e i21ricadas de pe4uenas plu2as radiais 2atizadas3 i2itando3 co2
per>eição3 a plu2age2 de u2a coru*a3 en4uanto o corpo da 1or1oleta corresponde
ao 1ico do 2es2o p?ssaro# A se2el hança é tão surpreendente 4ue os indígenas
do &rasil prega2;na  porta de suas ca1anas3 e2 vez e no lugar do ani2al 4ue
ela i2ita# %ertos p?ssaros geral2ente a2edrontados pelos ocelos da %aligo3
devora2;na3 se2 hesitação3 se suas asas são recortadas3 co2o >ez 'assl#
Ds eCe2plos citados 2ostra2 re>leCos tornados est?veis3 a1solutos3 heredit?rios3
pois3 essas trans>or2açes terri>icantes são auto2?ticas# $Ciste23 ta21é23
re>leCos cutOneos dessa espécie X<ILY u2 gato3 diante de u2 cão3 eriça seus
pelos3 de 2odo 4ue3 sentindo;se a2eaçado3 torna;se a2eaçador# e (antec
eCplica3 desse 2odo3 no ho2e23 o >en-2eno conhecido so1 o no2e de arrepio
4ue so1reve23 notada2ente3 e2 casos de grande pavor#
Re>orçando esses eCe2plos eCtraídos da 1iologia3 a1orda2os o pro1le2a do
2edo 4ue3 na vida das coletividades hu2anas3 é u2 >ator 4ue precisa ser levado
e2 consideração3 2or2ente a propHsito do co2porta2ento no do2ínio político3
orientado3 co2o se sa1e3 para a luta# A e2oção do 2edo3 suscetível de ser 2uito
1e2 de>inida do ponto de vista >isiolHgico3 cu*os caracteres pode2 ser
o1*etiva2ente registrados e desencadeados  vontade3 é u2 ele2ento necess?rio
da luta e so1retudo da a2eaça  $sta procura provocar o estado de 2edo3 para
ini1ir toda veleidade de resistBncia a 4ue2 a2eaça# D 2edo est?3 portanto3
estreita2ente ligado s 2ani>estaçes do instinto n 7 ou co21ativo# Te2 sido3
desde 2uito te2po3 o1*eto de estudos de >isiologistas e psicHlogos# 2a de suas
2ais i2portantes características est? no >ato de 4ue ve2 aco2panhado de
acentuadas pertur1açes >isiolHgicas" as 1atidas do coração torna2;se3
geral2ente3 2ais >re4Uentes3 todo o corpo tre2e e2 virtude das contraçes
2usculares3 a garganta resseca;se e >echa;se e os 2e21ros3 so1retudo os
in>eriores3 >ica2 co2o paralisados" pertur1açes do siste2a vaso2otor
2ani>esta2;se na palidez 4ue invade a >ace3 as vísceras contrae2;se e
de>ecaçes ou perda de urina involunt?rias pode2 seguir;se# A violBncia dessas
2ani>estaçes >isiolHgicas prova 4ue a reação do 2edo deve estar pro>unda2ente
enraizada nos organis2os e provir de u2 instinto eCtre2a 2ente poderoso# @sto é
corro1orado3 ainda3 pelo >ato de 4ue se o1serva23 nos ani2ais3 >or2as de 2edo
4ue deve2 ser inatas" pintos recé2;nascidos3 por eCe2plo3 2ani>esta2 sinto2as
de 2edo se são colocados diante de u2 >alcão# X<IZY 2 pe4ueno cão3 nascido
nas ilhas %an?rias3 onde *a2ai s teve ocasião de encontrar >eras3 trazido ao
continente e passando atr?s das 1arracas de u2a coleção de ani2ais3 ao si2ples
cheiro das >eras3 pe;se a tre2er e apresenta todos os sinto2as do 2edo#
$Ciste u2 2edo passivo e outro ativo" os >en-2enos 4ue caracteriza2 o pri2eiro
são os da ini1ição 4ue chega2 até  paralisia# No segundo3 u2 re>leCo 2otor
associa;se a ele" o da >uga# A atividade 2otora pode3 nesse caso3 atingir u2 tal
grau de intensidade e a eCcitação3 ta2anha duração 4ue3 co2o diz Mac
(ougall3 X<I:Y as vísceras não tB2 condiçes de suport?;los e o1serva;se u2
desgaste do organis2o capaz de levar até  2orte# uando o 2edo ativo é
intenso3 evidencia2;se3 ta21é23 certos >en-2enos >isiolHgicos3 co2o no 2edo
passivo3 isto é3 u2 estado de estupidez e perda de sensi1ilidade" alé2 disso
so1revB2 >en-2enos de pertur1ação ver1al ou 2otora3 a pessoa >az 2ovi2entos
desnorteados e3 s vezes3 tão pouco re>letidos 4ue pode2 acarretar sua perda#
Ds e>eitos do 2edo são 2uito grandes se o ho2e2 te2 >o2e3 se te2 sede3 se
est? doente ou >atigado3 se *? est? depri2ido por u2a e2oção anterior3 o 4ue
eCplica 4ue o resultado de u2a propaganda3 utilizando o 2edo co2o 1ase de sua
ação3 te2 se2pre ascendBncia 2ais >?cil so1re os 4ue se encontra2 e2 prec?ria
situação econ-2ica3 esgotados ou a2edrontados por outras in>luBncias# X<IQY
Para co21ater o 2edo o 2elhor 2eio .co2o decorre3 ali?s3 da teoria dos re>leCos
condicionados/ é ini1i;lo3 se*a por u2a nova eCcitação 1rusca .ini1ição interna/ ou
por u2a ini1ição interna condicionada 4ue corresponde ao 4ue a psicologia
introspectiva deno2ina es>orço de vontade# A instrução 2ilitar3 por eCe2plo3 visa a
su1stituir os re>leCos de>ensivos3 so1retudo o da >uga3 por u2 auto2atis2o criado
pelo h?1ito3 capaz de >azer eCecutar3 eCata2ente3 os gestos e 2ovi2entos
necess?rios ao co21ate# %onhece;se3 ta21é23 o >ato de continuare2 os
artilheiros3 geral2ente3 a ali2entar suas peças3 so1 o >ogo3 i2passivel2ente" é
por4ue esse tra1alho eCige u2a grande atividade >ísica e es>orços 2usculares# A
atenção do artilheiro encontra;se3 assi23 a1sorvida e es4uece o perigo# D 2edo
au2enta na inatividade# a1e;se3 igual2ente3 4ue os soldados a2edrontados3
atirando3 s vezes3
espírito 2ais cal2o#se2 cessar3 s cegas3 reco1ra23 aos poucos3 u2 estado de
%o2o causas deter2inantes do estado de 2edo3 indicara2;se3 ta21é23
>en-2enos ou eCcitaçes 2uito violentas3 notada2ente sonoras# Todos ainda se
recorda2 da angEstia 4ue estreitava os coraçes por ocasião dos raids de avies
so1re Paris3 durante a egunda Guerra 2undial3 4uando3 so1retudo  noite3 as
sirenas co2eçava2 a tocar# Podia2;se o1servar3 então3 nos a1rigos su1terrOneos3
todas as >or2as de estados d\al2a3 indo do 2edo ani2al  corage23 assi2 co2o
claros sinto2as de ini1içes e desini1içes# $3 na4ueles dias3 u2 to4ue sE1ito de
sirena3 e2 algu2a >?1rica ou u2a 1uzina se2elhante3 causava u2 estado de
in4uietação instintiva alta2ente desagrad?vel#
D desconhecido engendra3 igual2ente3 o 2edo5 a surpresa3 o isola2ento3 o
silBncio e a escuridão são ta21é2 >atores 4ue agrava2 este estado# X<I8Y Mas3
de acordo co2 G# (u2as3 .L=/ é3 so1retudo3 u2 estado de tensão 4ue deter2ina
o apareci2ento do 2edo3 a espera de u2a sensação ou de u2a e2oção
eCtraordin?rias3 de u2 a1alo >ísico ou 2oral3 de u2 cho4ue nervoso# D pior
in>ortEnio é 2ais toler?vel do 4ue a angEstia prolongada# e3 ao contr?rio3 a u2
2ori1undo angustiado3 .e2 conse4UBncia de u2 recal4ue/3 e 4ue não pode 2ais
pensar no perigo3 eCplica;se a proCi2idade da 2orte3 disso resulta u2
inco2par?vel alívio# X<9=Y
2a angEstia desse tipo3 1e2 conheci da3 é o receio do orador antes do discurso
ou o do ator nos 2o2entos 4ue precede2 seu apareci2ento e2 cena" esse
estado cessa3 geral2ente3 4uando a ação co2eça# Na espera de u2 perigo3 u2
nervosis2o3 u2 2edo3 apodera;se >re4Uente2ente da pessoa 4ue3 na ocasião do
perigo real3 se reco1ra  é a ini1ição 4ue atua nesse caso5 2as3 u2a vez passado
o perigo3 vB;se alguns co2eçare2 a tre2er e a >icar do2inados por u2 2edo
intenso" u2a desini1ição se 2ani>esta3 então# $sse >en-2eno e sua >or2a coletiva
>ora2 2uito 1e2 o1servados 4uando dos tr?gicos aconteci2entos de sete21ro de
78IQ" o nervosis2o3 o 2edo3 tinha2 invadido 4uase todo o 2undo nos dias das
con>erBncias de &erchtesgaden e Godes1erg" era a >ase de intensa agitação5 a <9
de sete21ro3 4uando a 2o1ilização parcial >oi decretada3 u2a cal2a
i2pressionante3 u2 sangue >rio 4ue causava ad2iração e2 toda a $uropa3
eCpandiu;se pela 'rança" os 2o1ilizados e os de2ais tornara2;se cal2os3
resignados3 prontos a en>rentar o pior co2 corage2 viril5 era a >ase da ini1ição do
2edo# $n>i23 a <Q de sete21ro3 s 7Z horas3 ao anunciar;se a con>erBncia de
Munich3 u2a vaga de e2oção a1alou o país3 onde3 de repente3 u2a violenta crise
psicolHgica coletiva se espalhou co2 a rapidez do raio" >oi3 so2ente3 então3 4ue se
o1servara2 verdadeiras reaçes de 2edo  era a >ase da desini1ição#
D 2edo pode to2ar o aspecto do pOnico onde h? u2a 2ultidão# Reaçes de
2edo coletivo cego3 provoca2 >ugas desvairadas e leva2  perda da >aculdade de
resistBncia a u2 perigo 2ortal" produze2;se nos re1anhos de ovelhas3 de
1ovinos3 de ele>antes etc#  >?cil o1servar3 ao 2icroscHpio3 >en-2enos an?logos3
nos agrupa2entos de in>usHrios .Para2eciu2 caudatu2/ 4ue pode2 até ser
>il2ados# X<97Yegundo &rin!nian3 X<9<Y u2 verdadeiro pOnico produz;se3 apenas3
nos ani2ais do2ésticos# (iz ele" 0D ani2al do2éstico goza de todas as vantagens
4ue lhe proporciona u2a eCistBncia e2 segurança  Mas3 se as garantias dessa
segurança3 criadas pelo ho2e23 des2orona23 repentina2ente3 o ani2al
do2éstico se sente3 su1ita2ente3 nu2a situação de pOnico 4ue ele não pode
do2inar3 co2o é o caso do prHprio ho2e2 do2esticado co2 sua eCistBncia
assegurada6# D pOnico pode trans2itir;se3 por i2itação3 do ho2e2 aos ani2ais
superiores e vice;versa3 entre os pri2itivos# Assi23 Alverdes .:/ X<9IY cita u2 caso
interessante3 o1servado por chillings" u2 velho 2acaco estava acorrentado e2
>rente a u2 >orte na m>rica oriental# %o2o o ru2or de u2 ata4ue sE1ito das tri1os
indígenas se espalhou entre os negros e toda a população se arro*ou3 e2 pOnico3
para o interior do >orte3 ele desprendeu;se da corrente e >ugiu *unta2ente co2 a
2ultidão#
$ o 2es2o >ato pode ser visto nu2a aglo2eração hu2ana# J? >ala2os da grande
cat?stro>e de ^hod+n!a3 e2 Moscou3 durante as >estas da coroação de Nicolau @@3
e2 7Q89# oucuras dessa espécie 2ani>esta2;se3 >re4Uente2ente3 por ocasião
dos cataclis2as naturais" tre2ores de terra3 incBndios3 nau>r?gios5 e so1retudo
nos ca2pos de 1atalha# Anotara2;se nada 2enos de trezentos casos de pOnico
durante os <9 anos de guerra 4ue se estendera2 de 7:8< a 7Q7L# X<99Y Nesses
casos3 1asta 4ue algué2 dB u2 grito" 0$sta2os perdidosK alve;se 4ue2 puderK6 e
>aça 2eia volta5 seu grito3 seu 2ovi2ento são i2ediata2ente i2itados e a tropa
de1anda3 tornando;se i2possível reuni;la# D pOnico sH cessa pelo esgota2ento
total das >orças >ísicas dos 4ue se deiCara2 arrastar#
2 eCe2plo recente de pOnico >oi dado pelo BCodo da população de Paris 4uando
os eCércitos de Fitler se aproCi2ava2 da capital e2 789=# Tratava;se de u2
pOnico de 2assas antes 4ue de 2ultidão# $ssa pertur1ação >oi criada pela
ausBncia de propaganda 4ue teria podido conter essa reação coletiva3 irre>letida3
ne>asta e inteira2ente e2 contradição co2 o car?ter >rancBs conte2porOneo#
Na Revolução >rancesa houve toda u2a >ase3 e2 7:Q83 conhecida co2o período
de D grande 2edo nos ca2pos# D historiador X<9LY conta 4ue notícias3 as 2ais
inacredit?veis3 circulava2 no interior e 4ue a credulidade causava pOnico# 0Assi2
espalhou;se o 1oato de 4ue 1andidos ar2ados chegava23 pilhando tudo3
incendiando casas5 algué2 os avistara3 eles ia2 chegar# 2a nuve2 de poeira3
levantada na estrada pelo correio etc#3 >azia acreditar nos 1andidos#osogo o sinose
tocava alar2e3 as crianças3 as 2ulheres >ugia23 apavoradas3 ho2ens
ar2ava2###
2 pOnico3 e2 escala universal3 apoderou;se do 2undo inteiro3 no outono de
78IQ3 durante a crise de Munich3 4uando a guerra parecia i2inente#
2 caso de verdadeiro pOnico 4ue p-de ser estudado e analisado3 e2 seguida3
por u2a instituição cientí>ica nos $stados nidos3 X<9ZY teve desta4ue na cr-nica
dos *ornais3 h? anos3 causando estupe>ação no 2undo inteiro3 ante conse4UBncias
tão 2ani>estas do dese4uilí1rio psí4uico das 2assas a2ericanas3 provocado
certa2ente3 pela 2ecanização >e1ril 4ue caracteriza3 cada vez 2ais3 a grande
RepE1lica norte;a2ericana# $sse caso é conhecido co2o a invasão dos
2arcianos# A I= de outu1ro de 78IQ3 a estação da %olu21ia &roadcasting +ste2
di>undia u2 s!etch de r?dio3 eCtraído de u2 conhecido e >ant?stico ro2ance de F#
G# Wells3 A Guerra dos Mundos e representado pela co2panhia do céle1re ator
a2ericano Drson Welles# $ssa audição provocou estranhas cenas de e2oção 4ue
se traduzia2 por atos irre>letidos de u2 grande nE2ero de ouvintes
desprevenidos#
%l+de Miller .7=L/ X<9:Y cita o seguinte trecho de Fadle+ %antril .<9/"
0Mes2o antes de >inda a e2issão3 p-de;se ver3 e2 toda a eCtensão dos $stados
nidos3 pessoas rogando a (eus3 a voci>erar3 a >ugir desvairada2ente para
escapar  2orte pelos 2arcianos# ns precipitava2;se para arrancar seus
parentes do suposto perigo5 outros trans2itia23 pelo tele>one3 suas despedidas ou
avisos s pessoas 4ueridas3 apressava2;se e2 in>or2ar os vizinhos3 ainda outros
procurava2 o1ter in>or2açes 2ais precisas das redaçes dos *ornais ou de
e2issoras radio>-nicas ou cha2ava2 a21ulOncias e carros da policia#6
%alculou;se o nE2ero de ouvintes entre Z a 7< 2ilhes3 dos 4uais dois 2ilhes
aproCi2ada2ente to2ara2 os >atos por verdadeiros# Mais de := >ora2 presa de
e2oção  A investigação posterior 2ostrou 4ue3 entre estes3 <Q era2 de
pessoas 4ue tinha2 tido u2a educação superior .K/3 IZ3 secund?ria e3 9Z
ele2entar# D cont?gio propagou;se3 na persuasão de 4ue todo o 2undo tinha a
2es2a opinião# Ds econo2ica2ente 2ais >racos3 co2o os dese2pregados3
dera2 u2 2aior contingente de crédulos e a2edrontados# D senti2ento de
insegurança geral3 causado pela apreensão di>undida de u2a guerra i2inente3
au2entava a disposição de acreditar e2 toda espécie de perigo#
'oi possível constatar 4ue a sugestiona1ilidade dependia de 2uitas condiçes
psicolHgicas3 de 4ue a 2ais i2portante era a associação preeCistente entre a
eCcitação esti2ulante e as nor2as de *ulga2ento >ir2ada no psi4uis2o dos
indivíduos5 e2 nossas palavras3 seria a >acilitação para engra2as conservados no
segundo siste2a de sinalização3 de irro2per na es>era consciente3 de tornar;se
re>enaçes3 re>leCos condicionados3 reaparecendo na super>ície" assi23 pessoas
co2 2entalidade religiosa vira23 i2ediata2ente3 o dedo do enhor na suposta
invasão dos 2arcianos#
A 2ultidão é to2ada de pOnico 4uando veri>ica 4ue u2 valor considerado seguro e
i2ut?vel3 se revela 1rusca2ente a2eaçado e não pode entrever3 de pronto3 co2o
a>astar o perigo# %antril tira do seu estudo a seguinte conclusão" o 2elhor 2eio de
prevenir contra o pOnico estaria na educação#
D cont?gio recíproco no pOnico 4ue3 segundo 'reud3 pode3 por u2a espécie de
indução psí4uica3 crescer e assu2ir proporçes colossais é3 antes de tudo3 a
resultante de duas condiçes" 4ue o perigo se*a real2ente 2uito grande e 4ue as
ligaçes3 entre os presentes3 se*a2 2íni2as" assi23 no caso de incBndio e2 u2
teatro# D au2ento da e2oção i2pede toda o1servação razo?vel e toda re>leCão#
D pOnico invade ta21é2 u2a 2ultidão3 se ela perde seu líder" ela desloca;se3
nesse caso# D1serva;se esse >en-2eno nos ani2ais# 2 2edo coletivo apodera;
se do cortiço co2 a perda da rainha" traduz;se por >or2as típicas de in4uieta ção#
2 2edo pOnico atinge as pessoas por ocasião de u2 tre2or de terra5 é nesse
caso3 eCtre2a2ente intensa pelo >ato de a noção da casa3 do re>Egio3 estar >iCada3
no su1consciente3 co2o a prHpria segurança5 a ha1itação representa3 de u2a
certa >or2a3 u2 líder secund?rio3 u2 ele2ento de garantia indiscutível da
eCistBncia5 desaparecendo3 inopinada2ente3 >alta esse elo e o estado de co2pleta
desorientação3 de pOnico3 aparece# Mas3 não é apenas a 2ultidão 4ue est? su*eita
ao pOnico5 a 2assa3 a 2ultidão di>usa3 ta21é23 no caso do desapareci2ento do
líder3
2ostra2do che>e dopouco
até 4ue partido3 do governo3
a 2assa3 2es2ode organizada3
u2 herHi nacional etc# $ssestraços
pode conservar casosde
u2a 2ultidão pri2itiva#
&asch)itz X<9QY >or2ulou a noção do pOnico 2udo3 caracterizada# so1retudo3 na
2assa# $ssa >or2a de pOnico é causada pela do2inação do terror através de u2a
eCcessiva in>luBncia de pe4uenas elites resolutas e se2 escrEpulo# Nessas
condiçes3 vB;se cortes de *ustiça3 conselhos 2unicipais3 asse21léias to2are2
decises de 4ual4uer i2portOncia e até de car?ter ignH1il3 sugeridas por algu2
arrivista3 por 1aiCa co2placBncia co2 os poderosos do dia# Te2 sido o1servada3
>re4Uente2ente3 nos países totalit?rios#  por 2edo 4ue os ho2ens 2archa23 s
vezes3 co2 a 2ultidão5 to2a2 a cor 2oral de seu a21iente3 para evitar in*Erias e
golpes#
D 1ehaviorista Allport .Z/ X<98Y nega a i2itação no pOnico5 a i2itação3 segundo
ele3 não atua senão onde h? u2 interesse pessoal# (iz" 02 *ove2 tira seu
chapéu diante das da2as3 não por4ue ve*a 4ue os outros o >aze23 2as3 para
aparecer co2o tendo rece1ido u2a 1oa educação ou para causar u2a i2pressão
agrad?vel  2ulher 4ue lhe interessa6# Allport eCplica o cont?gio no pOnico pelo
>ato de ver2os aparecer3 nos outros indivíduos3 na 2ultidão3 sinais corporais de
e2oção .eCpresses do rosto3 gritos etc#/ por4ue os conhece2os através de u2a
eCperiBncia pessoal anterior3 e2 nHs prHprios3 co2o índices de u2a sensação de
2edo# R# &run3 X<L=Y1aseando;se na psicologia do 2edo3 eCplica seu
apareci2ento por via hor2onal" %annon de2onstrou 4ue3 nesse caso3 h?
derra2a2ento 2aciço de adrenalina no sangue pela ação re>leCa do siste2a
nervoso si2p?tico  @sso provoca u2 estado de au2ento de acuidade de todos os
Hrgãos dos sentidos3 da 2otilidade do siste2a nervoso re>leCo3 assi2 co2o o
desapareci2ento dos sinto2as de >adiga5 esses >atos cria2 u2 estado >avor?vel 
de>esa contra o perigo3 se*a pela >uga3 se*a pelo ata4ue#
2 estado de pOnico pode ser do2inado3 na 2ultidão3 por u2a eCcitação vinda de
>ora3 1aseada ta21é2 na pulsão n 73 poré23 ainda 2ais intensa#
No >en-2eno do pOnico conhece2os *? >atos característicos3 prHprios3
notada2ente3 de aglo2eraçes hu2anas so1 >or2a de 2ultidão# Passa2os3
agora3 aos casos de arre1ata2entos greg?rios provocados propositada2ente 
'ora2 descritos e analisados por (e 'elice .I:/ e2 u2 livro not?vel pela ri4ueza
dos eCe2plos relatados#
ão o1servados3 so1 >or2a pura3 principal2ente nas tri1os e 1andos não
civilizados da m>rica3 Austr?lia e Polinésia3 2as3 s vezes3 ta21é23 nas
populaçes de países alta2ente civilizados# As conse4UBncias desses
arre1ata2entos greg?rios 2ani>esta2;se so1 >or2a de angEstias e o1sesses3 de
auto2atis2o
2ono2anias edepressivas3
dissociaçãode
2ental3 de>uriosa
loucura crises ehistéricas3
2ortí>era#delírios
Nessesdeest?gios
possessão3 de
sociais3
os >en-2enos psicolHgicos inerentes a cada 2ultidão e tendo por 1ase a pulsão
agressiva3 são eCacer1ados até apresentar todas as características dos estados
2Hr1idos 4ue leva2 ao desloca2ento e  perda das coletividades atingidas#
$sses arre1ata2entos são >re4Uente2ente associados a >estas religiosas e
co2eça2 pela eCecução de certos ritos3 e2 4ue o si21olis2o dese2penha u2
papel signi>icativo# Assi23 na Nova %aled-nia3 os %ana4ues3 4ue são uns dos
2ais antigos representan tes da hu2anidade3 2ais pri2itivos 4ue os australianos
e3 segundo parece3 até o Neandertaliano cele1ra2 a >esta noturna do pilou X<L7Y a
2assa reEne;se e2 torno de u2 2astro3 roda se2pre no 2es2o sentido3
provocando a vertige2 e canta u2a 2elopéia gutural 2onHtona5 rodando3
pro>ere2 palavras 2?gicas cu*a repetição produz u2a espécie de e21riaguez# D
pilou pode ter2inar e2 1atalha sangrenta e e2 desvairada >uga# Na ceri2-nia e2
honra  serpente 2ítica das
Wollun4ua3
restriçesnaseCuais3
Austr?lia %entral3 a >esta da por
noite3
aco2panhada da violação no 2eio de >ogos3 aca1a u2
>renesi coletivo e >uror destrutivo# Ds pri2itivos sente2 e2oçes de u2a violBncia
incoercível e2 presença da 2orte3 da penEria ou de u2a epide2ia  Assi23 na
Austr?lia3 X<L<Y a 2orte de u2 >eiticeiro3 4ue é o líder da tri1o3 desencadeia u2
estado de arre1ata2ento greg?rio e2 4ue u2a eCtre2a agitação aco2panhada
de choro e la2entaçes de toda a tri1o3 degenera e2 acesso de >renesi3 durante
os 4uais se corta23 se >ere23 se 2utila2#
Na tro21a e2 Madagascar3 X<LIY a 2Esica te2 >unção eCcitante" ru>ar de
ta21ores e 1atidas de 2ão# D1serva2;se pertur1açes de dança de ão Guido
4ue3 4uase se2pre3 degenera2 e2 >uriosa agitação e corridas alucinadas# A
2assa grita voc?1ulos 1izarros3 se2 nenhu2 sentido3 >en-2eno da glossolalia
4ue caracteriza >re4Uente2ente os arre1ata2entos greg?rios3 2es2o na $uropa#
Na >esta de 4ue >ala2os3 0o espet?culo de torturas in>ligidas aos 1ois sacri>icados3
cu*a cernelha é serrada co2 velhas lanças estragada s e en>erru*adas3 a visão de
sangue 4ue corre e 4ue se 1e1e3 causa nos espectadores u2 cho4ue e2ocional6
 Na @nsulOndia3 e2 Java3 conhece2;se os acessos de de2Bncia 2ortí>era  o
a2o!  4uando u2 ho2e23 depois de u2 período de depressão3 sai de sua casa
e corre pelas ruas3 apunhalando3 ao acaso3 as pessoas 4ue encontra#
(e 'elice .I:/ a>ir2a 4ue u2 cho4ue e2otivo violento3 sentido3 si2ultanea2ente3
pelos 2e21ros de u2 grupo 4ual4uer3 su12etidos  in>luBncia da 2es2a
sugestão3 1asta para deter2inar neles u2 >renesi sanguin?rio3 4ue se caracteriza3
2uitas vezes3 por u2a li1ertinage2 seCual e u2a raiva destruidora  $sse
>en-2eno atingiu3 na Pérsia3 u2a eCcepcional a2plitude3 no (ia do angue3 e2
Teerã X<L9Y durante o 4ual centenas de 2ilhares de ho2ens3 to2ados de loucura
coletiva3 des>ila2 nas ruas3 e2 procissão >renética3 e2 4ue >an?ticos se 2utila23
1anhando;se no sangue 4ue *orra# Até crianças 2utila2;se e seus pais as
conte2pla2 co2 alegria3 encora*a2;nas  @sso le21ra o dies sanguinis nos cultos
da msia Menor3 na Antiguidade# No (aho2e+3 u2 luto provoca3 nos parentes do
de>unto3 u2 >uror de destruição3 as 2ulheres do 2orto se entre2ata2 e destroe2
tudo5 nesses lutos sangrentos3 conta2;se3 s vezes3 víti2as s centenas#
Todas essas desordens psí4uicas são sinto2?ticas da estranha vertige2 4ue
resulta3 para os ho2ens e os povos3 das loucuras coletivas e2 4ue são
2ergulhados#
$ntre os >en-2enos típicos 4ue caracteriza2 esses arre1ata2entos p-de;se
o1servar reaçes 2otoras so1 >or2a de epide2ias dançantes" nesses casos3 os
indivíduos atingidos por u2a eCcitação 2usical3 rit2ada3 so1retudo o so2 do
ta21or3 são incapazes de se do2inar e eCecuta2 2ovi2entos 1ruscos3 saltos3
pulos# $ra o caso do Tarantis2o3 nos 2eados do século V3 na @t?lia" a 2Esica
i2pelia os o1sedados a dançar até o co2pleto esgota2ento5 o 2es2o >ato é
conhecido nos acro1atas sagrados3 na A1issínia3 no $gito3 na seita
Ju2pers3 X<LLY na @nglaterra e nos $stados nidos3 no >i2 do século V@@@# Nesse
>renesi greg?rio3 os o1secados nus3 *ogava2;se n\?gua3 corria23 uivando3 rolava2
na terra# $ssas epide2ias de danças3 conhecidas co2o de ão João ou de ão
Guido3 era2 1astante di>undidas na Ale2anha3 na @dade Média" X<LZY a visão de
o1*etos e vesti2entas ver2elhas redo1rava2 sua eCcitação5 esgotados3 rolava2
no solo3 espu2ando  $ssa e>ervescBncia popular co2 dança de ão Guido
coincidia3 co2o se2pre3 na Ale2anha3 co2 2edidas de violBncia dirigidas contra
os *udeus  No >i2 do século V@@3 na (auphine3 na Vivarais e nas %évennes u2a
epide2ia de inspiração 2ani>estou;se e >oi perseguida" os o1sedados 2archava2
iner2es aos gritos de TartaraK e outras voci>eraçes da glossolalia contra os
soldados 4ue os 2assacrava2# Ds acessos dessa inspiração era2 precedidos de
pertur1açes de >unçes orgOnicas3 co2o espas2os do dia>rag2a3 opressão3
2ovi2entos convulsivos3 tre2ores nervosos3 4uedas de costas3 u2a sonolBncia
incoercível etc#  $ra u2 desencadea2ento auto2?tico de u2 2ecanis2o
cere1ral3 >avorecidos por *e*uns prolongados e astenia nervosa3 resultante da vida
anor2al i2posta pelas circunstOncias#
Na vida religiosa do @slão3 conhece;se o caso de 2onges 2endigos
.derviCes/3 X<L:Y 4ue provoca2 BCtases colet ivos atravé s de pr?ticas >ísicas e
2entais apropriadas3 precedidas de *e*uns e 2orti>icaçes da carne" sentados e2
círculo3 pernas cruzadas3 1alança2;se ao ruído 2onHtono dos ta21orins e ao so2
lancinante das >lautas3 repetindo as 2es2as notas arrastadas5 to2a2 haCiCe ou
cOnha2o da jndia e 1rada2 >Hr2ulas sagradas3 repetidas 2ilhares de vezes5 uns
.derviCes gritadores/ aca1a2 precipitando;se3 e2 u2 acesso de >renesi3 so1re as
serpentes3 os 1raseiros3 as adagas etc#3 la21e23 2orde23 cae23 co2 a 1oca
espu2ante5 outros .derviches rodopiantes/ dança2 e2 volta3 gira23 tB2
convulses >renéticas e cae2 eCaustos3 e2 total inconsciBncia  No Driente e
entre os derviches negros do aara3 o1serva;se3 nesses estados3 u2a
insensi1ilidade surpreendente  dor e a >aculdade de controlar certos
auto2atis2os >isiolHgicos" assi23 >ura2 sua carne co2 punhais se2 4ue o sangue
corra dos >eri2entos#
F? arre1ata2entos greg?rios e2 4ue a todas essas pr?ticas se *unta3 ainda3 a
>lagelação" assi23 na $uropa3 na @dade Média3 a seita dos 'lageladores era
1astante di>undida" eCecutava2 2ovi2entos 1ruscos3 chicoteando;se e
entregando;se a eCcessos erHticos# $ntre esses3 os 2ais conhecidos são os
^hl+stes X<LQY .chicotes/ ou !a!ounes .acro1atas/ na REssia3 no século V@@ e
até >ins do @# $2 suas reunies clandestinas3 entregava2;se  e21riaguez
divina3 tre2endo convulsiva2ente3 tagarelando3 rindo3 chorando3 uivando5 latia23
relinchava23 gania23 açoitava2;se e ter2inava2 por rolar na terra e3 na
escuridão3 entregava2;se  união seCual .svaln+ gre!h  pecado e2 co2u2/ 
Apresentava2 u2a eCtraordin?ria resistBncia co2 relação ao >rio# Ds BCtases
coletivos reduzia2;nos a u2 estado de passividade a1soluta3 ante seus che>es#
Perseguidos3 trancava2;se e2 suas capelas e co2etia2 o suicídio coletivo pelo
>ogo" durante u2 século veri>icara2;se cento e dezessete casos  02a seita
si2ilar3 os !opz+ .castrados/ persistiu até nossos dias" e2asculava2;se
deli1erada2ente# As coincidBncias 4ue se o1serva2 entre os ^hl+stes3 os
!opzes e certas pr?ticas de arre1ata2entos greg?rios nos antigos cultos
orientais são devidas ao e2prego de processos idBnticos de eCcitação 4ue
conduze23 in>alivel2ente3 aos 2es2os resultados# 0$ o e21ruteci2ento >inal dos
estados de 2ultidão3 a supressão de todas as condiçes nor2ais 4ue per2ite2 a
conservação e a propagação da vida individual e social X<L8Y6#
J? 2enciona2os a glossolalia 4ue se encontra3 >re4Uente2ente3 nos estados de
arre1ata2ento greg?rios# ão e2isses de sons .2ur2Erios3 grunhidos3 ge2idos/3
despidos de todo sentido3 4ue parece2 vagidos de recé2;nascidos ou 2es2o
gritos inarticulados de ani2ais ou le21ra2 1al1ucios de crianças ou cantilenas"
0A2 atra2 gra23
pi!é pi!é !olegra2
1ouré 1ouré ratata2
a2 stra2 gra26#
ou3 ainda3 articulaçes ver1ais 2ais >iCadas3 tendo algu2a analogia co2 as gírias
in>antis e2 uso nas escolas#
0ão pertur1açes dos centros ver1o2otores3 no sentido da criação dos
auto2atis2os sensoriais e 2otores  Tende2 a supri2ir a consciBncia de si e
2ergulha2 o indivíduo nu2 estado vizinho da hipnose e o a1andona2 a todos os
auto2atis2os6 X<Z=Y#
A todos esses >atos associa2;se outros3 co2o os >en-2enos de possessão 4ue
são3 na realidade3 crises histéricas e 4ue dera2 lugar3 no passado .@dade Média/ e
ainda3 atual2ente .na m>rica e na Austr?lia/3 a pr?ticas de eCorcis2o greg?rio 4ue3
natural2ente3 não >aze2 senão agravar e 2es2o provocar a
possessão# X<Z7Y $sses acessos são devidos a u2a sugestão coletiva 4ue se
i2pe3 irresistivel2ente3 a seres de 2enor resistBncia e 4ue neles deter2ina u2a
alteração >uncional dos 2ecanis2os da vida psí4uica3 aco2panhados de
desordens orgOnicas 2ais ou 2enos graves ou 2ais ou 2enos prolongadas#
Nos arre1ata2entos greg?rios3 u2a ação agrad?vel3 e21riagadora3 se eCerce3

4uase se2pree por


dos ouvintes u2aseus
su*eita 2Esica selvage23
corpos pura2ente
aos 2es2os rít2ica"2ecOnicos#
2ovi2entos ador2ece (e
o cére1ro
'elice
assinala a eCtraordin?ria >ascinação 4ue pode2 eCercer3 so1re os ouvintes3 os
versos de @1n el 'aridh3 u2 poeta ?ra1e# 'ala de u2a 2agia do ver1o# J? vi2os a
enor2e i2portOncia 4ue tB23 na >iloso>ia dos re>leCos condicionados3 os engra2as
ver1ais3 >iCados no segundo siste2a de sinalização de Pavlov# Talvez3 co2o diz
(e 'elice .I:/3 é nesse do2ínio 4ue conviria procurar o segredo da verdadeira
poesia3 4ue encanta a sensi1ilidade pro>unda do ho2e2 por processos 4ue a
razão é incapaz de eCplicar# Ali?s3 o ver1o char2er deriva do su1stantivo latino
car2en 4ue signi>ica3 a princípio3 1eleza 2?gica3 >or2a de encanta2ento e3 e2
seguida3 canto3 versos3 poe2as#
$2 geral3 pode;se dizer 4ue 0os livros e os li1elos dese2penha2 u2 grande papel
na preparação e desenvolvi2ento dos arre1ata2entos greg?rios# $sses livros são
inspirados pela paiCão e chega2 a assertivas tendenciosas e a invectivas
virulentas 4ue aca1a2 eCercendo3 so1re os atores ingBnuos3 u2a verdadeira
sugestão# e se 2istura2 a essa prosa >Hr2ulas sonoras3 4ue se destaca2
>acil2ente e 4ue se retB2 se2 es>orço3 as 2assas >arão logo re>rãos3 cu*a
repetição incessante lhes >ornecer? rit2os por 2eio dos 4uais se renovar? sua
inconsciBncia6#
As perseguiçes e a ilegalidade de u2a 2inoria religiosa leva2;na3 2uitas vezes3
a u2a violenta eCplosão de 2ística greg?ria3 co2o >oi o caso dos convulsion?rios
no ce2itério de aint;Medard X<Z<Y no século V@@@3 e2 4ue se desenrolara2
cenas histéricas3 a glossolalia e outras pertur1açes psico>isiolHgicas" alucinaçes
visuais e auditivas3 anestesias3 i2unidade relativa contra os cortes3 as
4uei2aduras e os cho4ues trau2?ticos  A 2iser?vel situação3 co2o
conse4UBncia das perseguiçes etc# >avorecia se2pre a eclosão de pertur1açes
nos arre1ata2entos greg?rios#
A @gre*a ro2ana te2 >re4Uente2ente recolhido a herança de religies 4ue
precedera2 o %ristianis2o5 nesses lugares3 ela1orou;se3 pouco a pouco3 u2a
verdadeira técnica de estados de 2ultidão X<ZIY# Ds processos são e>icazes nas
2ani>estaçes solenes 4ue aí se desenrola2# D1serva;se o 2es2o resultado nos
a*unta2entos de peregrinos3 co2o na liturgia de u2 culto 4ue procura 2enos
convencer 4ue e2ocionar e 4ue3 por conseguinte3 est? 2ais apto 4ue nenhu2
outro a provocar acessos de >ervor coletivo#
D eCe2plo 2ais surpreendente dessas peregrinaçes é o de ourdes# %ita2os
teCtual2ente a passage2 correspondente de Fu+s2ans .:8/3 re>erida por (e
'elice .I:/#
2a singular 2istura de trans1ordante alegria e de ansiedade reina entre os
peregrinos# e2 dEvida3 h? 2uitos cu*as disposiçes conviria2 2elhor a u2a >eira
4ue a u2a ceri2-nia sagrada# Muitos >aze2 essas peregrinaçes 2ais por
diverti2ento do 4ue por devoção# Pois3 co2o diz Fu+s2ans3 0ourdes é u2
i2enso hospital aint;ouis colocado nu2a gigantesca >esta de Neuill+#  u2a
essBncia de horror derra2ada nu2 tonel de grande alegria5 é3 ao 2es2o te2po3
doloroso3 ridículo e grosseiro# $2 nenhu2a parte >az;se sentir u2a hu2ilhação de
se2elhante piedade3 u2 >etichis2o 4ue vai até a posta;restante da Virge25 e2
nenhu2a parte3 o satanis2o da >ealdade se i2p-s 2ais vee2ente e 2ais cínico6#
0 a concorrBncia desen>reada3 a disputa  porta das lo*as de toda a cidade5 vai;
se3 ve2;se3 volta;se3 e2 2eio a esse 1rouhaha###6 Todas essas 2ostras de o1*etos
de piedade não deiCa2 de eCercer so1re os >iéis u2a verdadeira >ascinação 4ue
não escapou a nosso autor" 0As lo*as de o1*etos religiosos3 escreve ele3
hipnotiza2 as 2ulheres e torna;se necess?rio puC?;las pelo 1raço3 e2purr?;las
para >azB;las avançar#6 0ourdes é o 2odelo da ignH1il vulgaridade da arte e Enica
no seu gBnero5 para 4ue nada >alte  o1ra perversa 4ue o Maligno ali eCerce nas
tardes de grandes >estas3 ilu2ina;se a >achada e o ca2pan?rio da 1asílica co2
lO2padas elétricas tricolores e desenha;se a curva do ros?rio3 e2 terços de >ogo
4ue parece2 u2 círculo de pães de 2el3 anisados de grãos rHseos### Vive;se e2
u2 2eio se2 proporçes###6 Mas h?3 a4ui3 ta21é23 2uitos da4ueles 4ue tB2 a
>ace eCtasiada e 4ue 2ur2ura23 2a4uinal2ente3 suas oraçes costu2eiras# As
açes 2isteriosas 4ue se sucede2 na so21ra das capelas3 as ladainhas
in>inita2ente repetidas3 as procisses3 e2 4ue os olhares são >ascinados pelas
vestes dos o>iciantes3 pelos estandartes de cores 1rilhantes3 pelas i2agens
co1ertas de dourados3 os cantos e2 4ue retorna2 os 2es2os re>rãos3 as
2es2as entonaçes3 todo esse aparato destinado a criar nos assistentes3 u2a
o1sessão co2u23 todos esses ritos tão >orte2ente sugestivos 4ue >iCa2 a
atenção so1re o con*unto de u2a 2assa hu2ana e2 ação3 não provoca23 desde
logo3 u2a espécie de eCaltação3 u2 estado de sonho e2 4ue serão li1ertadas as
>orças inconscientes 4ue englo1a2 as pessoas nu2 BCtase geralS Assi23 o
ca2inho estar? a1erto s alucinaçes e s vises3 s anestesias e s curas
sE1itas3 e2 4ue as crises nervosas de natureza hipnHtica ocorre2 geral2ente# A
>re4UBncia e a intensidade desses >en-2enos3 nos adultos e 2es2o nas crianças3
serão tanto 2aiores 4uanto toda a 2ultidão houver sido 2elhor orientada para
suplicar a aparição co2 u2 ardor >renético# ue2 poderia dizer3 co2 e>eito3 onde
es1arra o poder da sugestão 4ue e2ana da >é de u2a coletividadeS ue se sa1e
das energias 4ue ela é capaz de realizar no do2ínio 2aterialS D 4ue se pode
a>ir2ar é 4ue3 *? nu2 passado 2uito anterior ao %ristianis2o3 essas
peregrinaçes e essas in>luBncias tinha2 sido o1*eto de eCploração3 2ais ou
2enos 2etHdica3 nos lugares e2 4ue3 por u2a razão 4ual4uer3 se supunha haver
a intervenção da divindade#

ourdes é u2
2ilagre 4ue eCe2plo dos
caracteriza 2ais típicos
as 2ultides nesse do2ínio"
catHlicas# 0A4ui
X<Z9Y $sses reinaininterruptos
1rados a o1sessão dode
Ave3 esses rede2oinhos da 2ultidão 4ue se te2 constante2ente so1 os olhos3
essa visão per2anente de pessoas 4ue so>re2 e de pessoas 4ue se regozi*a23
co2e2 e 1e1e2 so1re a gra2a### D eCtre2o das dores e alegrias é ourdes6#
Tudo o 4ue se passa no resto do universo não te2 a4ui interesse# o2ente
ourdes eCiste5 os *ornais não tB2 2ais razão de ser3 ningué2 2ais os co2pra5
u2 Enico 4ue se vende na $splanada su1stitui a todos3 o Journal de la Grotte5
trata;se de sa1er 4uantos 2ilagres ocorrera2 onte2 e a>ora essa 4uestão nada
2ais te2 valor# 2a nota do &ureau de Veri>icaçes3 inserida no prHprio Jornal3
previne o pE1lico 4ue esses anEncios de cura são pre2aturos e não controlados5
essas reservas não são ad2itidas por nenhu2 leitor##  os padres são ainda 2ais
eCagerados 4ue os outros ao pretendere2 enCergar 2ilagres por toda parte5 vi
alguns 4ue se precipitava2 so1re as 2ulheres 4ue era2 carregadas da clínica
2édica e 4ue se supunha2 estivesse 2 curadas para lhes >azer tocar seus terços
e era2 si2ples histéricasK 0%o2o se entender co2 pessoas de se2elhante
2entalidade  ru2ores corre23 saídos não se sa1e de onde3 de prodígios
eCtraordin?rios 4ue não se teve te2po de veri>icar3 pois3 ocorrera2 no 2o2ento
e2 4ue as peregrinaçes partia25 os detalhes torna2;se cada vez 2ais
desconcertantes3  2edida 4ue são narrados por novas 1ocas5 a 1arreira de 1o2
senso 4ue a clínica se es>orça e2 opor a essas divagaçes é rapida2ente
ro2pida5 eis u2a verdadeira de1acle da razão#6
Fu+s2ans cita os estranhos propHsitos de u2 padre 4ue 2ostra2 até onde pode
ir essa eCigBncia do so1renatural" 0$le não dizia a (eus 0eu dese*aria63 dizia 0eu
4uero6# 0 preciso co2andar o 1o2 (eus3 acrescentava# D 2ilagre não é 2ais
di>ícil de ser o1tido por u2 cristão do 4ue u2 prato de ervilhas na 2ercearia da
es4uina5 1asta pedir6
$ Fu+s2ans descreve a procissão do antíssi2o acra2ento 4ue se realiza3
grandiosa3 no 2eio dessa o1sessão do 2ilagre### se2 provocar nenhu2a cura"
0Milhares de eclesi?sticos3 2ilhares de >iéis3 u2a vela na 2ão3 estende2;se da
gruta  $splanada### e2 duas alas3 precedidas da cruz3 crianças do coro3 suíços
da 1asilica3 de gales prateados so1re >undo azul# A procissão pe;se e2
2ovi2ento# %anta;se u2a 2istura de lati2 e de >rancBs3 u2a 2iscelOnea
co2posta do Magni>icat3 alternando3 versículo por versículo3 co2 esta estro>e"
Virge23 nossa esperança3
$stende teus 1raços para nHs3
alva3 salva a 'rança3
Não a a1andonesK

Avança2os lenta2ente3 co2o nu2 pro>undo corredor de gente e 4uando3 depois


de haver ladeado o rio3 dese21oca2os na $splanada é a 2ultidão >eita u2 2uro3
u2 2ar de ca1eças 4ue se agita2 tão longe 4uanto possa2os vB;las5 a ra2pa3 as
escadas3 o terraço aci2a do Ros?rio3 as alas3 o adro da 1asílica >ervilha2 de
gente### %o2eça2os a contornar a cerca dos doentes e *? o coração e aperta#
AhK essas >aces 4ue se alterna2 de a>lição e de esperança3 >aces desordenadas3
na4uele 2o2entoK6
0D antíssi2o acra2ento passa### $ nada se 2ove3 as 2acas per2anece2
estendidas#
0%anta;se trBs vezes a estro>e Monstra te esse Matre2 4ue a 2ultidão repete e2
u2 i2enso eco###

0$ ainda nada se 2ove###


0D padre acelera as invocaçes5 a 2ultidão as repete e2 u2 longo cla2or"
0enhor3 >azei 4ue eu ve*aK
enhor3 >azei 4ue eu ouçaK
enhor3 >azei 4ue eu andeK6
0$ entoa;se o Adore2us @n aeternu2  e ainda nada acontece#
0%o2 u2a voz rouca 4ue se eCaspera3 o pregador cla2a" 0(e *oelhos3 todos de
1raços e2 cruzK6
0$ a 2ultidão o1edece5 as oraçes desce23 precipita2;se e nenhu2 doente se
levantaK###

0D invocador continua se2 se cansar"


0enhor3 dizei so2ente u2a palavra e estarei curadoK6
0%anta;se o Parce (o2ini3 trBs vezes e3 co2 u2 grito desesperado3 o padre3
1raços para o céu3 voci>era"
0enhor3 salvai;nos3 perece2osK6
0e o grito3 repetido por 2ilhares de vozes3 rola pelo valeK
0D antíssi2o acra2ento passa se2pre e nada se 2ani>esta
0D pregador enerva;se e grita"
0VHs sois o %risto3 o >ilho de (eus vivoK6

0$ gasta
2uitas o 4ueoslhe
vezes3 resta de
2ilagres >orças3 lançando o grande 1rado depois do 4ual3
ocorre2"
0FosanahK Ao 'ilho de (avidK6
0A 2ultidão3 os 1raços e2 cruz3 lança >uriosa2ente ao céu esse cla2or de triun>o5
ela sente 4ue >az a Elti2a tentativa#
0$ o antíssi2o acra2ento continua sua 2archa3 indi>erente3 insensível# $stou
desencora*ado5 não tenho 2ais vontade de rezar###6
J# ^# Fu+s2ans indigna;se# 0Não restaria3 diz ele3 e2 2atéria de diverti2ento para
vadios3 senão soltar u2 >ogo de arti>ício na 2ontanha do ca2inho da cruz e pouco
>altou para 4ue essa Elti2a a>ronta >osse co2etida#6 ueiCa;se da o1sedante
inoportunidade dessas Ave Maria3 dessas audate Maria23 desses 0uere2os
(eus 4ue é nosso Pai63 desses 0No céu3 nHs a vere2os u2 dia03 gritados a plenos
pul2es e2 2elodias vulgares3 co2 aco2panha2e nto de >an>arras da co1re3 de
pistes e tro21ones6#
$ Fu+s2ans o>erece ainda u2a Elti2a descrição 4ue nada deiCa a dese*ar s
outras e 4ue parece >eita para evocar3 no nosso pensa2ento3 as evoluçes a 4ue
se entrega23 durante suas solenidades religiosas3 certas tri1os selvagens" é a da
grande concentração noturna 4ue Fu+s2ans cha2a 0a >esta 2?gica do >ogo6#
0Ao longe3 diante de nHs3 a procissão se >or2a### a gruta so1 a 1asílica >la2e*a
co2o u2a >ornalha### e2 u2a indescritível caco>onia de audate Maria23 de Ao
céu3 ao céuK 2isturados a cOnticos e2 línguas estrangeiras3 todos es2agados3
entretanto3 pela 2assa pesada das Aves##
$ isso gira3 gira3 se2 parar3 nu2 alarido de Ave sustentado pelos instru2entos da
>an>arra###6
Arre1ata2entos greg?rios3 nos 2eios protestantes3 são 2uito 2ais raros e 2enos
espetaculares# A ação hipnHtica da 2Esica .Hrgãos3 har2-nios e cantos/ é 4uase
se2pre neutralizada pelo ele2ento intelectual3 a 4ue est? se2pre associada# Mas3
apesar disso3 certos >atores intervB2 nas asse21léias religiosas protestantes3
dando lugar3 ta21é23 a arre1ata2entos greg?rios5 desses >atores3 (e 'elice .I:/
2enciona os seguintes" 0a princípio3 a asse21léia dos >iéis 4ue3 co2o toda
concentração de indivíduos nu2 espaço li2itado3 pode >icar eCposta a
pertur1açes >isiolHgicas e psí4uicas5 e2 seguida3 o poder da sugestão 4ue
e2ana3 s vezes3 de certos oradores5 en>i23 o e2prego consciente ou não de
diversos processos 4ue tende2 a provocar u2a eCaltação contagiosa#6 $sses
2eios de criar e de propagar o entusias2o são de uso >re4Uente e2 algu2as
seitas 4ue acredita2 dever opor;se  >rieza das ceri2-nias eclesi?sticas e 4ue

recruta2 seus
persuasão# 2e21ros
%o2o apelando
eCe2plos3 para as e2oçes
poder;se;ia2 citar o2uito 2ais do
$Cército da 4ue para a o
alvação3
Metodis2o do pregador Wesle+3 no século V@@@3 o revivalis2o no 2ovi2ento do
despertar3 no País de Gales3 e2 78=9;L# Ta21é2 a seita3 conhecida so1 o no2e
de pentecostal3 caracterizada por >en-2enos de glossolalia" os e>eitos desse
2ovi2ento religioso3 nu2 ca2po de 2issão na m>rica e4uatorial3 2ostra2
clara2ente as conse4UBncias eCtre2as a 4ue os arre1ata2entos greg?rios são
suscetíveis de chegar X<ZLY
02 traço característ ico da 2aior parte dos agrupa2entos sect?r ios é seu apego
o1stinado a u2 detalhe da agrada $scritura 4ue logo se torna o ponto principal
de seu progra2a# Nas reunies3 a espera >e1ril dos prodígios anunciados
supereCcita os nativos" cOnticos3 danças3 preces3 1rados3 convida2 o enhor a
derra2ar seu $spírito so1re os assistentes# Ds pro>etas da seita circula2 entre
eles pondo;lhes as 2ãos e2 ci2a e tocando;lhes a ca1eça co2 u2a &í1lia# %o2o
resultado dessas pr?ticas3 o1serva2;se converses e2 série e con>isses e2
2assa3 assi2 co2o acidentes histéricos e2 4ue a sugestão e a i2itação
dese2penha2 >unção capital# Ds assistentes rola2 no solo3 to2ados de tre2ores3
de curvaturas3 de paralisias# @sso se propaga3 2es2o nas outras vilas e >inal2ente
0e2 toda parte *? se est? pronto para cair e se cai6# Veri>ica;se o 0acordar de todas
as velhas le21ranças da >eitiçaria dos Nco2is3 co2 sua adivinhação3 suas
sociedades secretas3 e2 4ue se a1sorve2 estupe>acientes6 para o1ter vises etc#
No do2ínio 2oral3 esse retorno não é 2enos acentuado 4ue no do2ínio religioso#
Todos esses >en-2enos atinge2 so1retudo as 2ulheres" o 2ission?rio 4ue
descreve essas cenas3 o1serva 0vi 2ulheres ad4uirire2 o h?1ito de cair por terra
constante2ente6#
G# Fard+ X<ZZY estudou o >en-2eno do gregaris2o nas tri1os norte;a>ricanas 4ue3
segundo ele3 >or2a2 u2a 0população de i2itadores6 deiCando;se arrastar
>acil2ente na direção dese*ada# Mas3 apesar disso3 ela pode do2inar a eCplosão
de pulses 2uito 1rutais e pri2itivas3 contentando;se e2 apresent?;las
si21olica2ente5 u2a ação 2ortí>era real é su1stituída por u2a representação
desse ato# D 2es2o o1serva;se entre os negros australianos no rito de
circuncisão dos *ovens" o operador corre3 desen>reado3 aproCi2a;se3 prende a
1ar1a na 1oca e 2orde;a co2 u2a 2í2ica >eroz3 revirando os olhos3 >ingindo
estar e2 cHlera5 e2 seguida3 tira sua pedra cortante e eCecuta a operação#
$2 tudo o 4ue vi2os3 tratando do >en-2eno dos arre1ata2entos greg?rios e do
estado da 2ultidão3 o1serva2os 4ue o co2porta2ento dos indivíduos 4ue deles
participa2 é caracterizado por >en-2enos de orde2 psí4uica 4ue poderia2
parecer irracionais3 2as3 cu*o 2ecanis2o >isiolHgico nos é atual2ente >a2iliar3
graças ao progresso da psicologia o1*etiva# $is ainda algu2as o1servaçes 4ue
esclarece2 2uito 1e2
4ue esse
>atolongos
 A pri2eira
anos naéNova
relatada por (e 'elice
0alguns.I:/3
o1tida
de u2 2ission?rio passou %aled-nia" cana4ues
tivera2 ocasião de assistir a u2a cena de e21riaguez nos 1rancos  Viva2ente
chocados co2 o 4ue vira2 pusera2;se a 1e1er### ?gua3 *untos3 i2itando os gestos
e os propHsitos dos colonos# Ao >i2 de pouco te2po3 >icara23 por sua vez3 tão
>uriosa2ente e21riagados 4ue incendiara2 u2a choupana6#
$is3 ainda3 dois >atos de cont?gio psí4uico por sugestão coletiva3 dos 4uais u2
ocorreu e2 u2a tecelage2 inglesa3 e2 7:Q:" X<Z:Y
2a 2oça teve u2a crise de nervos por4ue u2a de suas co2panheiras lhe
introduz3 no corpete3 u2 rato vivo# Na 2anhã seguinte3 trBs outras oper?rias
tivera2 a 2es2a crise5 no outro dia3 seis5 alguns dias 2ais tarde3 vinte e 4uatro#
As pessoas se perde2 e2 con*ecturas so1re as causas dessas estranhar
convulses# D outro caso data da Elti2a guerra" 0e2 seguida a u2 alerta3 u2as
4uarenta pessoas pensava2 estar intoCicadas pelo g?s de guerra e logo sentira2
4uei2aduras nos olhos3 pruridos na garganta3 opressão3 até desordens
gastrintestinais a respeito das 4uais se tornou necess?rio  isso não >oi >?cil 
tran4Uiliz?;las# Julgou;se aconselh?vel dar;lhes algu2as atençes super>iciais a
>i2 de dissipar sua o1sessão#6
$2 conclusão3 te2os de nos associar s idéias de (e 'elice .I:/ X<ZQY 4uando
diz" 0Nossa civilização atual3 desenvolvendo des2edida2ente as aglo2eraçes
ur1anas3 i2pondo a uni>or2idade de u2a técnica 4ue entra e2 toda parte e
procurando não 2ais deiCar aos ho2ens 4ual4uer possi1ilidade de isola2ento e
re>leCão3 su12ete;os a u2a interação 4ue aca1ar? por tornar;se não 2enos
coercitiva 4ue a4uela eCercida entre os 2ais atrasados dos selvagens6#
$ 04uando esses >en-2enos se desencadeia2 no 2eio de u2 grupo organizado é
para pertur1?;lo e destrui;lo e não para trans2itir;lhe *? não se sa1e 4ue energia
2isteriosa capaz de con>erir aos seus 2e21ros u2a autoridade acentuada# Ds
acessos de >e1re greg?ria são doenças 4ue a2eaça2 de decadBncia e 2orte o
organis2o 4ue ataca2# A 2ultidão não é a >or2a ele2entar de sociedade3 co2o
alguns pretendera23 dizendo ainda 4ue a sociedade3 a ela retornando3 renova sua
coesão e rete2pera seu poder5 essa idéia e4uivaleria a dar  saEde causas
patolHgicas e a procurar na desorde2 os verdadeiros >unda2entos de u2a orde2
superior6#
Ta21é2 no do2ínio eCclusiva2ente >isiolHgico do indivíduo3 o arre1ata2ento
greg?rio 0retarda as >unçes orgOnicas e paralisa os centros superiores do
cére1ro3 de cu*o controle o 1ul1o e a 2edula parece2 ser 2o2entanea2ente
retirados# A 2ultidão age  2aneira de u2 anestésico" o contato vital co2 a
realidade a21iente é interro2pido3 a sensi1ilidade é supri2ida e 2es2o a
catalepsia e o co2a pode2 so1revir6#
D 4ue caracteriza antes de tudo o indivíduo é sua passividade pessoal a1soluta"
en4uanto não reto2a o do2ínio de si 2es2o est? entregue a seus re>leCos
auto2?ticos e s sugestes do eCterior3 isto é3 as ini1içes internas não
>unciona23 o ca2inho entre os engra2as do segundo siste2a de sinalização de
Pavlov e os centros desencadeadores da ação dos e>etivadores est? 1lo4ueado#
 certo 4ue os >atores 2ateriais3 agindo so1re o indivíduo nas asse21léias3 por
eCe2plo3 u2a sala superlotada3 supera4uecida3 tB2 so1re ele u2a in>luBncia
ne>asta" o ar est? viciado3 as reaçes vaso2otoras desreguladas3 o nervosis2o se
eCaspera nos contatos 2uito prolongados# Ali?s3 nos insetos a irrita1ilidade cresce
co2 e nE2ero e 4uando a aglo2eração est? 2uito co2pacta# X<Z8Y Ta21é2
desordens das glOndulas endHcrinas pode2 so1revir nessas condiçes anor2ais
4ue provoca2 acessos de hipere2otividade3 4ue conduze2 a u2 cont?gio de
desordens nervosas ocasionando rasgos de entusias2o3 loucuras3 pOnicos3
grandes 2edos3 >ugas desordenadas# As vezes3 co2o nota (e 'elice .I:/3
X<:=Y esses acessos causa2 u2 agrava2ento 1rusco de a>ecçes latentes3 4ue
então se traduze2 por leses reais3 a>etando o coração3 o est-2ago3 os pul2es3
os Hrgãos seCuais# A princípio3 esses trau2atis2os psí4uicos a>eta2 o siste2a
cére1ro;espinhal3 depois daí se irradia23 por >en-2enos vaso2otores3 para outros
lugares3 o 4ue causa estados de angEstia3 levando s neuroses e2ocionais3 
cicloti2ia3  psicastenia e s crises histéricas# $ssas pertur1açes são
aco2panhadas de insta1ilidade3 auto2atis2o3 ini1içes psicorgOnicas3 >o1ias3
o1sesses3 pulses perversos3 etc#
$sses estados pode2 chegar a 0verdadeiras psicoses co2 alucinaçes3
pesadelos3 pavores3 loucura >uriosa3 suicídios3 2ito2ania de2ente" as víti2as
dessas co2oçes acredita2;se predestinadas a regenerar seu povo e a salvar o
2undo .no caso Fitler/# ua >é na 2issão so1renatural 4ue se atri1uíra23 suscita
u2a raiva i2plac?vel contra os 4ue suspeita2 e2 oposição aos seus desígnios
.*udeus3 co2unistas/# onha2 eCter2in?;los por 4ual4uer 2eio e disso se
ocupa23 por sua prHpria iniciativa ou propagando3 e2 torno3 seu >renesi
destruidor#
(e 'elice relata o1servaçes do (r# econte e do (r# (el2as;Marsalet
.9</3 X<:7Y da 'aculdade de Medicina de &ordéus 4ue3 e2 78I:3 tivera2
oportunidade de seguir3 na clínica3 os e>eitos 2Hr1idos das pertur1açes sociais
de 78IZ5 as 2ani>estaçes doentias não di>ere2 das veri>icadas e2 outros
alienados" delírios de perseguição3 alucinaçes3 vontade de suicídio3 atitudes
paranHicas3 2egalo2ania3 agressividade3 estupor con>uso3 o1sesses 2ísticas3
tudo se2pre co2 u2a coloração especial3 devido  in>luBncia das tendBncias
do2inantes 4ue3 do eCterior3 era2 i2postas ao doente#
$ssas ocorrBncias ilustra2 2uito 1e2 o >ato3 conhecido h? 2uito te2po3 de
verdadeiras epide2ias psicop?ticas 4ue eclode2 se2pre durante e depois dos
períodos revolucion?rios3 das grandes crises religiosas e3 so1retudo3 das guerras3
e2 4ue 2es2o as pessoas privilegiadas não estão i2unes de sucu21ir" tal o caso
recente de 'orrestal3 2inistro da guerra dos $stados nidos3 4ue >oi encontrado3
u2 dia3 escondido de1aiCo da ca2a3 gritando e2 altos 1rados" 0os russos3 os
russos dese21arcara2K6 e3 internado nu2a casa de saEde3 suicidou;se3 *ogando;
se pela *anela# A i2prensa e o r?dio3 notada2ente no período da atual guerra >ria3
contri1ue2 e>icaz2ente para criar3 nas 2assas3 estados psí4uicos3 le21rando as
crises dos arre1ata2entos greg?rios#
Pode;se a>ir2ar3 co2 (e 'elice3 .I:/ 4ue tais >en-2enos coincide2 co2 a
intervenção de certas >orças dissolventes" são encontradas3 se2pre3 na srce2
das crises 4ue a2eaça2 a eCistBncia de u2a sociedade# 0$ntre esses agentes de
deco2posição é preciso citar3 inicial2ente3 o ridículo 4ue3 direta ou indireta2ente3
lança o descrédito so1re as instituiçes3 e2 seguida a licenciosidade 4ue tende a
prevalecer contra a disciplina dos costu2es3 en>i23 as lutas e violBncias 4ue não
se sa1e 2ais se são reais ou si2uladas e 4ue su1stitue2 as relaçes nor2ais 4ue
a 2anutenção da coletividade eCige6#
Para criar o 2edo no advers?rio3 para a2eaç?;lo3 os selvagens e as tri1os
pri2itivas *? recorria2 aos adornos3 4ue trans>or2a2 o guerreiro3 dando;lhe u2
aspecto terri>icante   o 2es2o princípio usado pela natureza na >ascinação e no
2i2etis2o o>ensivo entre os ani2ais 4ue estuda2os 2ais aci2a# D ho2e2 tenta3
nesses casos3 i2pressionar o advers?rio através de arti>ícios 4ue o >aze2 parecer
2aior" co1re;se de plu2as3 penachos e de toda espécie de o1*etos volu2osos5
pinta e tatua o corpo3 torna;o3 s vezes3 ra*ado co2o o da ze1ra5 veste roupas de
cores 1rilhantes3 salpicadas de o1*etos luzentes e cintilantes3 pe 2?scaras
assustadoras3 2?scaras de co21ate" encontra2;se eCe2plos surpreendentes
entre os orientais  na %hina3 no Japão3 na Melanésia5 as plu2agens dos peles
ver2elhas são da 2es2a categoria# [s vezes3 estes en>eita2;se de ca1eças de
ani2ais e veste2 até sua pele#
Ds uni>or2es dos 2ilita res de nosso te2po  são heranças3 antes de 2ais nada3
dessas 2?scaras de co21ate5 a seguir3 é u2 2eio de co2por u2a 2assa
uni>or2e3 de i2pressionar pelo nE2ero e pelo rit2o  >ator 2uito i2portante na
e>ic?cia do tra1alho hu2ano# Por outro lado3 a 2onotonia 4ue causa a visão de
u2 con*unto de pessoas do 2es2o aspecto é u2 ele2ento propício  criação e 
conservação da disciplina3 u2a das colunas principais da >orça 2ilitar 2oderna#
(aí por4ue os uni>or2es propria2ente ditos são de srce2 relativa2ente recente#
Na AntigUidade3 os guerreiros3 e2 geral3 não sever2elhas3
vestia2 do2as3
2es2o
espartanos usava23 para o co21ate3 clO2ides isso2odo5
pareceoster
sido antes u2a 2edida para dissi2ular o sangue dos >eri2entos3 para co21ater o
2edo causado pela sua visão#
Ds Ro2anos dava2 s suas tropas signos distintivos3 2as3 ainda não tinha2
verdadeiros uni>or2es# Ao 4ue parece3 u2 dos pri2eiros casos de seu e2prego
nu2a tropa é o de u2 corpo de sete 2il ingleses 4ue to2ara2 parte na 1atalha de
aint;uentin e2 7LL: .ZL/  Ds pri2eiros uni>or2es >ranceses data2 da época
de uís @@@# $2 geral3 os regi2entos levava2 as cores de seus coronéis 4ue
devia2 prover o vestu?rio de suas tropas  D uni>or2e tornou;se o1rigatHrio e2
7Z:=# Na Revolução3 os >arda2entos3 4ue era2 até então 2uito co2plicados e
variados3 >ora2 si2pli>icados e uni>icados3 2as3 no Pri2eiro @2pério3 houve u2a
verdadeira eclosão de uni>or2es3 cada u2 2ais 1rilhante 4ue os outros"
Napoleão3 co2 e>eito3 entendia 4ue essa 4uestão era inteira2ente pri2ordial3 para
2anter u2a disciplina severa nos seus eCércitos#
&ovet .78/ X<:<Y relata u2a o1servação de (iC a Meissen" 4uando da guerra de
78793 as crianças cansara2;se rapida2ente de 1rin4uedos de guerra# Mas3
depois do Natal3 e2 4ue lhes >ora2 dados presentes de uni>or2es3 de capacete s
e de o1*etos de e4uipa2ento3 os *ogos de co21ate3 4ue são *ogos de i2itação e2
pri2eiro lugar3 reco2eçara2# D uni>or2e >az o guerreiro pelo desencadea2ento
de u2 re>leCo condicionado correspondente#
A pri2eira idéia da disciplina é3 natural2ente3 a da organização >ísica" onde se
dese*a conseguir u2 e>eito 2aciço3 proveniente do e2prego da >orça de u2a
2ultidão3 a pri2eira tare>a dos 4ue a pretende2 guiar3 ser? o de uni>or2izar os
seus 2ovi2entos3 de orden?;la do ponto de vista do es>orço 2uscular# Pode;se
perce1er3 >acil2ente3 4uando das paradas 2ilitares ou de eCercícios coletivos3
esportivos3 so1 >or2a de gin?stica3 co2o os dos so!ols tcheco;eslovacos3 a
>ascinação 4ue e2ana de u2a 2ultidão ordenada3 eCecutando os 2es2os
2ovi2entos dirigidos# 3 ta21é23 o 2elhor 2eio de privar essa 2ultidão de toda
vontade prHpria3 de hipnotiz?;la3 por assi2 dizer3 de gui?;la#  a razão por 4ue3
nu2 eCército3 as 2archas3 e2 >or2ação cerrada3 a passo3 tB2 u2a tão grande
i2portOncia# Ds ale2ães3 partid?rios de u2a racionalização das coisas 2ateriais e
técnicas eCageradas e 4ue cae23 s vezes3 no erro de u2a super organização3
4uando o cuidado pela disciplina se torna u2 >i2 e2 si3 praticara2 se2pre3 co2
o1stinação3 esses eCercícios5 *? no te2po de 'rederico3 o Grande3 inventara2 o
passo3 4ue caracterizava suas tropas nas grandes paradas e 4ue lhes dava o
aspecto3 ao 2es2o te2po >or2id?vel e c-2ico3 para u2 espectador capaz de
>ugir  sua >ascinação" é o >a2oso passo de ganso3 e2 4ue os soldados3
2archando e2 >ilas3 dão a i2pressão de 2?4uinas ou de aut-2atos per>eitos#
$sperando poder criar3 co2 a 2ecanização e a 2otorização dos engenhos de
guerra3 soldados aut-2atos3 ro1ots3 o pensa2ento guerreiro ale2ão es>orçava;se
para co2plet?;los3 trans>or2ando ho2ens vivos e2 2?4uinas de destruição se2
al2a#  preciso dizer3 natural2ente3 4ue essa 2ano1ra 2ilitar3 de inspiração 2ais
2edieval 4ue 2oderna3 te2 pouco valor real atual2ente3 para a 2anutenção das
tropas e2 ca2panha3 2as3 é certo 4ue te2 u2 valor psicolHgico e2 te2po de
paz3 servindo para i2pressionar as 2ultides de espectadores através de u2a
eCi1ição de >orça 1ruta" conhece2os 1e23 a4ui3 a signi>icação de todos esses
2ecanis2os de violação psí4uica3 4ue são o verdadeiro o1*etivo dos ditadores e
4ue os adestra2 contra todos os princípios da li1erdade e da dignidade hu2anas3
do progresso intelectual e social#
A propHsito do passo de ganso 4ue su12ete e degrada o ho2e23 suscitando a
indignação dos 4ue dese*aria2 lev?;lo a re>letir3 é recon>ortante assinalar a nota
c-2ica3 o>erecida pelo B2ulo de Fitler3 Mussolini5 o ditador italiano3 >ascinado pelo
prestígio crescente de Fitler3 es>orçava;se para alcanç?;lo3 senão ultrapass?;lo"
>ez o eCército italiano aprender o passo de ganso3 declarando 4ue era o passo
ro2ano# AhK os italianos3 povo vivo e ?gil3 ha1ituado 2ais a dançar e a cantar3
aco2odava2;se 2al co2 a lentidão ger2Onica e 4ue2 viu os >il2es das paradas
de novo estilo3 eCecutad as e2 Ro2a3 não p-de deiCar de sorrir do ridículo desse
espet?culo#
A idéia 4ue os ale2ães perseguia23 portanto3 *? antes de Fitler3 era a da
disciplina5 a idéia de violentar as 2assas psi4uica2ente pelo aspecto 2ecanizado
das tropas3 e2pregadas co2o 2eio de propaganda3 >oi u2a invenção de Fitler e
de seus acHlitos# A necessidade da disciplina no eCército não poderia ser posta e2
4uestão# As seguintes eCpresses3 conhecidas de todo o 2undo3 dize23 co2
e>eito" 0a disciplina é a >orça principal dos eCércitos6 ou3 ainda3 0a disciplina é o
ci2ento dos eCércitos6# $2 geral3 pensa;se 4ue a disciplina3 so1retudo se se
eCa2ina2 os regula2entos o>iciais3 .7<8/ 0consiste unica2ente no respeito s
regras de su1ordinação e na realização 2inuci osa de gestos ditados pelos sinais
eCteriores e2 o1ediBncia aos instrutores6# e >osse so2ente isso3 u2
adestra2ento 1e2 si2ples3 tendo co2o >ator a1soluto o receio Enico das sançes3
alcançaria per>eita2ente o >i23 seria u2 caso 2uito si2ples de u2 re>leCo
condicionado pri2itivo3 construído so1re a 1ase da pri2eira pulsão  3 co2
e>eito3 o 4ue pensa2 se2pre os ditadores 4ue eCige2 de seus ho2ens u2a
o1ediBncia cega e 4ue a inculca23 por 2étodos3 s vezes3 de u2a 1rutalidade
inaudita# Na @t?lia3 por eCe2plo3 a regra principal da disciplina3 2uito di>undida3 era
a seguinte >rase" 0Mussolini se2pre te2 razão6#
Mas3 na realidade3 a coisa é 2ais co2pleCa# D capitão Reguert no seu livro es
'orces Morales .7<8/ diz3 2uito *usta2ente" 0uando o corpo est? gelado até a
2edula
4uando pelo
>rioe eo pela
>ogo chuva3
4uando est?e esgotado pelas >adigas e privaçes3
o >erro espalha2 a 2orte a 2utilação no país3 é preciso ainda
conseguir o1ediBncia" sH as >orças 2orais e a disciplina o1tB2;na e é e2 razão de
circunstOncias dessa gravidade 4ue a educação do soldado deve ser esta1elecida#
uanto 2ais u2a tropa é disciplinada3 2ais sua 2oral >ica 2elhor te2perada3
2enos sacri>ícios ter? de >azer para triun>ar6#
$ssa educação 2ilitar te2 por o1*etivo principal3 ao lado dos eCercícios >ísicos
.estí2ulo da >orça 2uscular/ e da instrução técnica de co21ate3 o >ortaleci2ento
da >orça de resistBncia3 so1retudo nervosa3 portanto3 a disciplina# $ndurecer3
acostu2ar;se aos perigos  isto é3 i2unizar contra a tendBncia de evitar e de >ugir
 dor5 procura;se >azer ceder lugar a u2 outro instinto" o prazer de 2ostrar sua
>orça# Na educação 2ilitar3 canaliza;se3 desta 2aneira3 a pulsão co21ativa3 trata;
se de não esvazi?;la3 2as3 de esti2ul?;la e coloc?;la na estreita dependBncia da
vontade coletiva#
(e >ato3 a disciplina presu2e a eCistBncia de che>es e deve ser o resultado de
u2a convergBncia de todas as vontades para o >i2 visado por eles5 os soldados
deve2 agir no sentido por eles dese*ado5 2es2o na sua ausBncia# Mas3 nesse
caso3 vB;se 4ue u2a disciplina cega não é 2ais su>iciente5 é preciso3 co2o diz
Reguert .7<8/ 04ue se *unte2 o ardente dese*o da vitHria3 a tensão de todas as
energias3 o e2prego da inteligBncia3 tão 1e2 co2o da >orça >ísica# No co21ate3 o
ho2e2 tre2e se2pre e2 >ace do perigo# A disciplina te2 por >i2 repri2ir esse
2edo6#
uando se >ala e2 disciplina3 pensa;se co2u2ente nas puniçes3 por 2eio das
4uais se consegue o1tB;la .7<8/# A a2eaça de punição vale;se do 2edo3 portanto3
do lado negativo da pri2eira pulsão# Platão *? >alava 0desses ho2ens cora*osos
4ue sH o são
é eCigida por covardia6
na 2ilícia de antoX<:IY#
@n?cio(isciplina
de oiola3deo >erro3 o1ediBncia
eCército a1soluta
se2 ar2as0 ta21é2
X<:9Y# Mas3
0não se deiCou de considerar 4ue as 2orais religiosas3 na 2edida e2 4ue >aze2
do 2edo do in>erno o 2Hvel das 1oas açes3 retirava2 a estas todo seu 2érito
2oral e as levava2 a u2 c?lculo se2 grandeza6 X<:LY#
A punição deve ser considerada3 nos eCércitos 2odernos3 não co2o eCpiação3
2as3 co2o u2a advertBncia salutar e u2 eCe2plo# D che>e deve sa1er 4ue a
punição gera o 2edo 4ue não é propício  criação do devota2ento5 deve es>orçar;
se por criar3 na4ueles 4ue co2anda3 a convicção de 4ue toda a organização est?
su1ordinada ao senso do dever3 re>leCo condicionado de grau elevado e 4ue ele
prHprio est? su12etido s 2es2as o1rigaçes 4ue seus ho2ens#
$2 su2a3 a >inalidade da disciplina3 co2o 1e2 diz Reguert3 0não é ensinar
papagaios3 2as3 >or2ar ho2ens6 e é *usta2ente essa tendBncia 4ue distingue de
u2a 2aneira 2agní>ica a concepção >rancesa da ale2ã# (e >ato3 a aprendizage2
a 4ue se su12ete o soldado para criar o re>leCo de o1ediBncia não é >?cil3 2as3
apHs esse período3 o indivíduo perce1e 4ue 0a disciplina racional não visa a 2atar
a personalidade e si23 regular e coordenar seus es>orços6# e se co2eça a
su>ocar3 no ho2e23 toda veleidade de re>leCão3 estanca;se o desenvolvi2ento da
iniciativa indispens?vel ao co21ate  $2 co2pensação3 0a disciplina consciente
su1stitui a coerção3 a iniciativa inteligente  o1ediBncia passiva# D soldado deiCa3
então3 de ser u2a 2?4uina de eCecutar ordens5 torna;se u2 cola1orador do
o>icial6#
Na vida das organizaçes 2ilitares3 a 2Esica3 o rit2o3 tB2 grande i2portOncia3 por
sua ação sugestiva so1re o inconsciente#  evidente 4ue u2 tra1alho rit2ado é
2uito 2ais >?cil de realizar" o canto dos 1ar4ueiros do Volga é u2 eCe2plo 1e2
conhecido# Ta21é2 a repetição de certos sons3 a 2onotonia 4ue dela resulta3 são
propícias  generalização da ini1ição interna de Pavlov3 a u2 estado 4ue se
asse2elha ao sona21ulis2o e  hipnose5 é a tare>a 4ue e2 geral3 a organizaç ão
2ilitar3 nos países totalit?rios realiza# Mas3 a 2Esica3 notada2ente a instru2ental3
pode ta21é2 agir de 2aneira enervante3 eCcitante3 eCaltadora da corage2 e isso
pela acentuação do rit2o# 2 eCe2plo 2uito conhecido é o do nau>r?gio do
transatlOntico Titanic3 e2 787<" a or4uestra 4ue se encontrava a 1ordo tocou
trechos de 2Esica durante o a>unda2ento do navio3 para 2anter a 2oral dos
n?u>ragos e evitar o pOnico# a1e;se3 ta21é23 4ue as tropas se lança23 s vezes3
ao ata4ue ao so2 de clarins e ta21ores# (o2enach .9L/ >ala de tHCicos sonoros3
co2o ingredientes essenciais do delírio da 2ultidão" >an>arras3 hinos3 cOnticos3
gritos destacados# $ncontrara2;se3 entre os vestígios de utensílios dos ho2ens
pré;histHricos3 nas cavernas3 pedras 4ue esses pri2itivos entrechocava2 para
destacar os passos ou cantos3 4uando ia2 co21ater#X<:ZY Ds gritos de guerra dos
Gregos .alalK/3 o cla2or dos Ro2anos3 o 1arditu dos Ger2anos3 são desse tipo#
2a >orte i2pressão é causada pelos3 rit2os o1sedantes e atordoadores dos
instru2entos se2elhantes aos ta21ores usados por certas tri1os a>ricanas e 4ue
eCalta2 a 2assa de guerreiros 4ue se arro*a  1atalha# ue2 4uer 4ue tenha tido
oportunidade de ouvir esse alarido3 4ue possui3 ali?s3 certos ele2entos de u2a
2elodia selvage2 e angustiante3 *a2ais a es4uecer?#  2uito curioso3 2as3
per>eita2ente lHgico3 4ue a propaganda de u2 Goe11els tenha recorrido a
processos an?logos# Todos os 4ue3 a 7L de sete21ro de 78IQ3 escutara23 no
r?dio3 o discurso de Fitler e2 Nure21erg3 le21ra2;se 4ue sua entrada na sala do
congresso3 era precedida de u2a 2ani>estação sonora  antes 4ue 2usical  >ora
do co2u2# o1re o >undo de u2a 2Esica )agneriana3 ouvia;se u2 ru>ar
assustador3 pesado3 lento3 de ta21ores e u2 passo duro3 2artelando o solo3 não
se sa1e co2 4ue tinidos e co2 4ue respiração o>egante de corpos de tropa e2
2archa# $sse ruído ora au2entava3 ora se a>astava e devia provocar3 nos 2ilhes

de ouvintes3de
senti2ento co2 o coraçãoe angustiado
>ascinação pela espera
2edo3 dese*ado da supre2a cat?stro>e3
pelos encenadores# u2
Parecia .nu2
grau 2ais >orte/ o e>eito da 2Esica das tri1os selvagens de 4ue h? pouco >ala2os
 $ra a propaganda hitlerista ce2 por cento3 u2a tentativa de inti2idar3 de
violentar psi4uica2ente os 2ilhes de ouvintes3 e2 todos os países do 2undo"
devia;se i2aginar viva2ente a pesada 2?4uina de guerra ale2ã e2 2archa3
pisando tudo3 destruindo3 a2eaçando3 devia;se i2aginar 1e2 concreta2ente e###
não se 2eCer#
J? disse2os 4ue o instinto de luta3 posto e2 2ovi2ento3 pode 2ani>estar;se de
duas 2aneiras antag-nicas" u2a negativa ou passiva 4ue se eCterioriza pelo
2edo e atitudes de depressão3 de ini1ição3 a outra3 positiva3 4ue leva  eCaltação3
a u2 estado de eCcitação e agressividade   essa segunda >or2a 4ue
dese*a2os eCa2inar a4ui# A supereCcitação pode levar ao BCtase3 u2 estado 4ue3
co2o seu no2e indica3 conduz a u2a saída >ora de si3 >ora de sua raiz3 a u2
arrou1o#  u2 estado 2ental associado3 s vezes3 aos casos patolHgicos de
psicoses5 caracteriza;se pela >iCidez do olhar3 pela i2o1ilidade e perda da
sensi1ilidade# Ds histéricos e os paranHicos 2ísticos dão eCe2plos >risantes" P#
Janet .Q7/ descreveu esse estado de u2a 2aneira eCcelente e2 seu livro (e
l\Angoisse  l\$Ctase3 onde se vBe2 clara2ente os laços eCistentes entre esses
dois estados antag-nicos 4ue ocorre23 s vezes3 na 2es2a pessoa# Mas3 u2
estado vizinho3 nada patolHgico3 pode provir ta21é2 de u2a grande eCcitação
2arcada por u2a alegria ou ad2iração causada por u2a pessoa3 u2a coisa3 u2a
idéia e aco2panhada de u2a intensa sensação de 1e2;estar#
D estado 4ue se o1serva 2ais >re4Uente2ente na vida3 deter2inado pelos
aconteci2entos e açes políticas é o de entusias2o# $21ora derivando do
2es2o instinto >unda2ental3 distingue;se do estado est?tico por seu car?ter ativo3
ao passo 4ue o BCtase i2plica se2pre a passividade3 a i2o1ilidade3 a
conte2plação  D entusias2o é3 antes de tudo3 >unção da saEde3 da alegria e da
*uventude# A parada dos esportes na Praça Ver2elha3 e2 Moscou3 >ornece disso
u2 teste2unho elo4Uente3 co2o se pode o1servar conte2plando os rostos da
*uventude nos >il2es e2 4ue aparece2# X<::Y
$is por 4ue3 4uando se dese*a criar e conservar esse estado d\al2a3 se*a no
co21ate ou na luta política3 é preciso3 antes de tudo3 to2ar e2 consideração
esses >atores e assegur?;l os# D entusias2o se apodera de u2a tropa ou de u2a
coletividade 4ue dirige u2a ação de propaganda política3 4uando a esperança de
BCito e de vitHria é ali2entada pela evidBncia de u2 sucesso ou por u2a ação
propagandística3 4ue esti2ula a atividade e a esperança# 2a 2Esica alegre pode
ser u2 esti2ulante racional# 0$sse entusias2o se produz3 ainda3  vista de u2
ini2igo indeciso3 hesitante e a ponto de 1ater e2 retirada6 X<:QY#
$n>i23 a corage2 é u2a 2ani>estação da pulsão co21ativa3 so1re o 4ual
enCertara2 ini1içes condicionadas da reação do 2edo# 2 es>orço constante3
u2 verdadeiro adestra2ento3 associado a eCcitaçes condicionadas de orde2
2ais elevada3 aos raciocínios3 cria a corage2#
A corage2 é o 4ue deter2ina3 na 2aior parte dos casos3 o resultado do co21ate3
u2a vez 4ue este é3 ante >orças 2ateriais e4uivalentes3 u2 con>lito de >orças
psí4uicas# D vencedor  diz Reguert .7<8/  é a4uele 4ue pode e 4uer ainda
co21ater3 ao passo 4ue o advers?rio não dese*a3 ne2 pode 2ais lutar# $ von der
Goltz >risa 4ue3 nu2 co21ate3 0não se trata tanto de ani4uilar os co21atentes
ini2igos3 2as3 sua corage26# (aí por 4ue os grandes che>es tB2 tido se2pre o
cuidado pri2ordial de eCaltar3 por todos os 2eios e antes de tudo3 através de u2a
propaganda apropriada3 dirigida  pulsão co21ativa3 a corage2 de suas tropas e
de i2pedir seu desOni2o# A esse respeito3 as procla2açes de Napoleão a seus
soldados3 antes das 1atalhas decisivas3 são u2 2odelo no gBnero#
As relaçes entre a corage2 e a disciplina são 2uito estreitas" a corage2 2anté2
esta nos piores 2o2entos do co21ate3 2as3 a disciplina3 por sua vez3 pode
engendrar a corage2# 2 1elo eCe2p7o >oi dado pela e4uipage2 do cruzador
russo Variag 4ue saía3 todo e21andeirado3 sH3 contra u2a es4uadra *aponesa3
nu2erosa e potente3 e2 Tche2ulpo3 4uando da guerra russo;*aponesa3 e2 78=L e
>oi natural2ente a>undado# A proeza era tão surpreendente 4ue as e4uipagens de
navios de guerra de outras naçes3 ancorados no 2es2o porto3 e21andeirara2 e
acla2ara2 o Variag na sua saída#
Para criar no soldado disposição a tal co2porta2ento cora*oso3 isto é3 a >aculdade
de
4ue>rear3
ser? de ini1ir onore>leCo
eCposto ca2podode2edo3 0não
1atalha5 é preciso
antes esconder
de tudo 4ual4uer
deve2 ser perigo a
>eitos es>orços
para o1ter sua con>iança5 a su1ordinação volunt?ria resulta dessa con>iança# 3
pois3 dessa 2aneira3 4ue se lhe pode inculcar o espírito guerreiro X<:8Y6# espírito
de ata4ue 4ue3 segundo Napoleão e 'rederico @@3 é a 2elhor >or2a de o1ter
sucesso na luta  o 2es2o da pulsão co21ativa#
Para ter u2a idéia da i2portOncia do >ator 2oral nu2a guerra 2oderna3 para
conce1er de 4ue intensidade deve2 ser os eCcitantes condicionados ini1itivos3 a
>i2 de do2inar o re>leCo do 2edo3 *ulga2os Etil dar a4ui trechos do
i2pressionante relato de u2 co21atente da pri2eira con>lagração 2undial3 4ue
pinta os horrores da guerra de trincheiras de u2a 2aneira 2uito viva# $is a4ui u2
eCtrato3 tirado do livro de Reguert .7<8/"
A in>antaria3 so1retudo3 so>reu as piores provas# $2 certos setores3 a luta >oi tão
atroz 4ue os cad?veres a2ontoados 2istur ava2;se na terra e as trincheiras e os
>ossos de ligação parecia2 talhados na prHpria carne hu2ana# Milhares de
ho2ens gelara2 os pés nas noites de inverno e custara2 a ser evacuados3 s
vezes3 *? a2putados# A la2a atingia3 e2 certos lugares3 u2a tal espessura 4ue
atolava3 de 2odo 4ue3 ao sair das trincheiras3 os in>antes parecia2 trans>or2ados
e2 1locos de 1arro# Aprisionados e3 de >ato3 enterrados vivos e2 suas trincheiras3
não tendo 2ais3 >re4Uente2ente3 4ue u2 1uraco co2 u2 pouco de palha
apodrecida para se a1rigar e dor2ir3 separados do 2undo3 o1rigados a estar
alerta dia e noite3 eCpostos  2orte so1 >or2as as 2ais horrendas3 os soldados
desse terrível con>lito3 não o1stante guerreiros3 parece2 ter au2entado os li2ites
da resistBncia hu2ana0#
$ eis u2 trecho de Reguert .7<8/ so1re o 0in>erno de Verdun6"

Nesse horizonte terrível3 a perder de vista3 vales e colinas são devastados3


>endidos3 retalhados3 >i1ra por >i1ra3 sulcados de enor2es cicatrizes3 cavados ao
vivo e2 sua carne3 saturados de poças de sangue### Restos de terra3 restos de
1uracos3 restos de ho2ens5 u2 a2ontoado de seres e coisas e2 >arrapos3 u2
oceano de lodo3 de onde e2erge u2a 2istura de e4uipa2entos3 de ar2as
en>erru*adas3 de soldados3 de cad?veres e de ani2ais# Ds 1os4ues estão
destruídos3 co2o os prados5 u2 a u2 seus 1raços >ora2 arrancados3 os troncos
4ue1rados3 torcidos3 cei>ados# $ o >erro 2ortí>ero se a1ate so1re essas ruínas3
co2 o Hdio do assassino 4ue atinge3 se2 cessar3 sua víti2a3 *? crivada de golpes#
A 2orte est? e2 sua casa3 o ce2itério é seu r eino# Ds vivos3 intrépidos3 apesar de
seus >urores3 estão destinados a ser sua presa# $la passa e repassa uivando
so1re suas ca1eças3 co2 u2 estrondo 4ue *a2ais se interro2pe# No ar3 choca2;
se todos os ruídos da 2etralha" assovios3 ru>os3 2iados3 grunhidos3 depois3
su1ita2ente3 o trovão3 enor2es eCploses 4ue co1re2 co2 seu 1rado
ensurdecedor o tu2ulto desses sons 2isturados#
%entenas de peças3 no paroCis2o do >uror3 concentrara2 so1re o 2es2o ponto
seu >ogo i2plac?vel # $ o 1raseiro ardente3 o vulcão in>ernal e2 plena erupção# D
>uracão revira tudo3 4ue1ra tudo3 tudo es2aga" os 2ontes de argila3 os parapeitos
de pedra3 as a1H1adas de ci2ento ar2ado3 os peitos hu2anos# A terra tre2e e
ro2pe;se# A trincheira oscila3 sacudida a cada co2oção3 por u2 so1ressalto de
terror# Ds 1locos dos redutos desloca2;se3 levanta2;se e to21a2 es2agando
seus de>ensores# Pedaços de 2uros rue2 nos >ossos do >orte des2oronado3 e2
2eio dessas >Erias de >erro e >ogoK###
$ 2ais 4ue angEstia3 pior talvez 4ue essa sensação de isola2ento no >undo de
1arrancos selvagens3 a >rente de Verdun# %ada tropa est? a1andonada a si
2es2a3  sua corage23 ao seu destino# Nenhu2a ligação co2 a retaguarda5 ne2
>ios tele>-nicos3 ne2 sinais Hpticos# A Enica via de co2unicação 4ue liga co2 o
resto do 2undo é u2 estreito ca2inho dani>icado3 e2 todo o percurso3 leito de
torrente3 4uase i2pratic?vel# Ds ousados esta>etas3 entretanto3 e2penha2;se so1
o >ogo das 2etralhadoras e dos o1uses3 transpondo os corpos dos doentes para
trans2itir3 se2 de2ora3 sua 2ensage2# No >undo do a1is2o3 2eio enterrados nos
seus estreitos >ossos ou agachados nos >unis de o1uses3 alguns ho2ens vive2
colados  la2a# A angEstia das horas parece;lhes deiCar no coração u2
senti2ento de pavor3 no rosto u2a eCpressão de estupor# uspensos nessa
colina3 4ue não tB2 o direito de a1andonar3 são deiCados se2 de>esa s
possantes 2?4uinas de 2assacre# ua senha é resistir# $les o sa1e2  e
resiste2K
Assi23 os ele2entos psí4uicos são da 2aior i2portOncia onde eCiste luta 2aterial3
so1retudo ho*e3 4uando a técnica au2entou consideravel2ente a intensidade das
eCcitaçes a 4ue os sentidos são su12etidos nu2a 1atalha5 o >ogo contínuo3 o tiro
de 1arrage23 os 1o21ardeios aéreos3 a guerra de g?s3 os >oguetes  tudo isso
eCige do co21atente u2 do2ínio de si 2uito 2aior 4ue outrora# 0D co21ate é
so1retudo u2a luta 2oral5 e2 igualdade de >orça3 de valor técnico e de
organização 2aterial3 a vitHria pertence3 e2 de>initivo3 4uele advers?rio 4ue
conservou a 2oral 2ais elevada X<Q=Y6#
Não é3 portanto3 de espantar 4ue3 nos eCércitos 2odernos3 ha*a se2pre cada vez
2ais interesse pela psicologia  J? antes da Pri2eira Guerra 2undial3 tinha
inaugurado3 na $scola uperior de Guerra3 e2 Paris3 u2 curso so1re a Psicologia
das 2ultides3 inspirado nos escritos de Gustave e &on e3 depois da guerra3 >oi o
prHprio Marechal 'och .LL/ 4ue pu1licou u2 $ssai de Ps+chologie Militaire# Nos
nossos dias3 no Ministério da Guerra ale2ão3 de Fitler3 era organizado u2 1ureau
especial de estudo e preparação psicolHgica de açes3 so1 o no2e de a1oratHrio
PsicolHgico#
D pro1le2a do che>e e de sua ascendBncia so1re u2 grupo é de i2portOncia
pri2ordial no do2ínio 2ilitar3 co2o e2 toda parte e2 4ue se lida co2
coletividades# Ali?s3 *? tive2os 2uitas ocasies de >alar do papel dese2penhado
pelo che>e3 o líder3 o dirigente3 nas 2ultides3 *unto s 2assas3 nos
arre1ata2entos greg?rios3 nas instituiçes organizadas das sociedades hu2anas#
(ese*a2os considerar3 a4ui3 2ais de perto3 esse i2portante >ator#
Alverdes .:/ X<Q7Y o1serva 4ue3 nas sociedades de insetos3 tidas co2o as 2ais
evoluídas do ponto de vista da organização coletiva3 não eCiste líderes" a a1elha;
2estra ou rainha não é 2ais do 4ue 0u2a 2?4uina de p-r ovos6# D rei3 ter2itas3
sH te2 u2a >unção" >ecundar a >B2ea# Nu2 $stado de insetos3 todos os 2e21ros
são3 do ponto de vista das reaçes psí4uicas3 de tal 2aneira condicionados pelos
auto2atis2os 4ue 1asta u2 indivíduo 4ual4uer dar u2 sinal deter2inado3 para
4ue a 2es2a ação se desencadeie i2ediata2ente e2 todos os seus
co2panheiros# Não h? nenhu2 vestígio de orde2 vinda do alto da escala social3
ne2 de u2a atividade raciocinante3 ou 2elhor3 1aseada so1re re>leCos
condicionados intelectivos#
$2 todos os grupos de ani2ais superiores3 encontra;se e>etivada3 s vezes3 a
>unção do líder" nos ele>ante s3 o che>e da 2anada é u2a >B2ea5 nos 2acacos3 
>rente de todo u2 haré23 u2 2acho .pacha/  Nos re1anhos de ovelhas3 na
A2érica do ul3 vB;se todo ele3 de trBs a 4uatro 2il ca1eças3 seguir u2 carneiro
co2 u2 chocalho5 retirado o chocalho3 o re1anho desagrega;se e2 pe4uenos
grupos de Z a 7< ovelhas3 cada grupo tendo  sua >rente u2 líder# Pe4uenas
hordas de 2acacos tB23 cada u2a3 u2 líder5 os líderes de 2uitas hordas se
*unta2 para guardar a de>ender toda a 2assa#
Nas hordas de gorilas3 o pai es1o>eteia suas >B2eas e seus >ilhos3 se não lhe
traze23 rapida2ente3 os >rutos# $ntre os 2acacos3 o pacha .2acho/ é cercado de
dez a 4uinze >B2eas .haré2/ e eCpulsa todos os outros para longe de sua horda5
entre os 2acacos gritadores3 o 2acaco;líder é o che>e da or4uestra" dirige os
gritos da horda# 2 >ato estudado por ^atz e Toll e re>erido por Alverdes .:/ é 1e2
curioso5 eCiste3 nas galinhas3 u2a hierar4uia para se 1icare2 u2as as outras3 se2
ser 1icada pela advers?ria5 essa orde2 se esta1elece por u2a Enica 1atalha"
o1serva;se u2a espécie de ini1ição psí4uica na galinha 4ue ocupa o Elti2o
degrau da escala" ela não pode revidar a nenhu2a outra# 2a galinha 4ue se
encontra no nível 2ais 1aiCo da escala é geral2ente 2ais >eroz para o pe4ueno
nE2ero da4uelas 4ue tB2 o direito de 1icar do 4ue u2a outra e2 grau 2ais alto 
A galinha 4ue pode 1icar todas as outras aparece co2o a 2ais indulgente#
$ntre os ho2ens pri2itivos3 o líder é3 a princípio3 u2 che>e religioso 4ue a
2ultidão aco2panha cega2ente# Mes2o os che>es 2ilitares se apoia2 na
autoridade do sacerdote# Ds ho2ens e não so2ente os povos pri2itivos3
procura2 no che>e o herHi3 outorgado pelo destino3 para livr?;los do 2al# Assi23 a
2ultidão e o líder são duas noçes co2ple2entares" não h? 2ultidão se2 líder#
0Ds líderes se deiCa2 aco2panhar de u2 grupo coerente de seus acHlitos 2ais
>iéis3 de >an?ticos3 previa2ente supereCcitados3 4ue >or2arão co2o 4ue o nEcleo
e2 torno do 4ual as 2ultides 4ue eles desperta2 virão natural2ente condensar;
se# $sses grupos de eCaltados propaga2 seu entusias2o ou seu nervosis2o# A
e21riaguez desses intoCicados psí4uicos ganha os 2ais prHCi2os e se estende
co2o o incBndio na >loresta X<Q<Y6# 0D líder consegue i2por;se inteira2ente e
recruta3 co2 rapidez3 seguidores cada vez 2ais nu2erosos# (esde 4ue ele
aparece3 u2a arage2 de loucura sopra so1re a assistBncia" os 1raços levanta2;
se auto2atica2ente3 u2 1rado de entusias2o estende;se so1re a 2ultidão### D
4ue diz o líder i2porta pouco5 to2a2 suas palavras3 >aze2 vi1rar e estre2ecer
seus corpos# ua voz se eleva3 voci>era3 os gestos torna2;se >renéticos# A
asse21léia se associa a seus transportes5 do1ra;se a suas atitudes3 i2ita seus
2ovi2entos# %o2 ele se curva3 co2 ele se levanta3 co2 ele agita;se nu2a
gin?stica desen>reada# $n>i23 acla2a;o co2 u2 grito trove*ante 4ue se prolonga3
repete;se e repercute3 co2o se *a2ais >osse parar6# X<QIY
J? >ala2os da teoria de 'reud so1re a srce2 da pri2eira ociedade  totB2ica 
e so1re o papel do pai;líder da horda# X<Q9Y $ssa reação é o protHtipo da relação
2ultidão;líder# A criança est? >orte2ente ligada ao pai3 do ponto de vista a>etivo3
a2a;o3 te2e;o3 pois ele é tão poderoso 4ue a de>ende e a pune# (esse 2odo3 o
ho2e2 procura no che>e3 no líder3 algué2 4ue possa su1stituir o pai 2orto ou
envelhecido# D líder eCerce so1re o indivíduo3 na 2ultidão ou na 2assa3 u2a ação
se2elhante  de u2 hipnotizador5 o indivíduo procura identi>icar;se co2 ele3
segui;lo cega2ente# D ponto de apoio 2oral é3 nesse caso3 trans>erido para >ora
de sua prHpria personalidade" Goering dizia" 0$u não tenho consciBncia3 2inha
consciBncia é 2eu 'Uhrer .Fitler/6 X<QLY#
0%ada u2 de nHs 4ue segue líderes  diz %l# Miller .7=L/3 dese*a identi>icar;se co2
eles# D car?ter dessa identi>icação revela os diversos aspectos de nossa natureza"
a capacidade de sacri>ício3 a generosidade3 o senti2ento de >raternidade ou a
inclinação para a a21ição e a vaidade6#
D nE2ero de pessoas 4ue dirige o 2undo é pe4ueno# Walter Rathenau calculava
e2 I==#
(e 'elice .I:/ >az u2a an?lise da >unção do líder 4ue acredita2os Etil transcrever
a4ui  0D líder se caracteriza por u2a predisposição singular para reunir e
condensar e2 si o 4ue per2anece latente e di>uso nos outros3 torna;se a
encarnação viva de seus instintos 1rutais3 tendBncias at?vicas3 paiCes
co2pri2idas3 dese*os insatis>eitos# $le >oi possuído pelos 4ue o cerca23 antes de
possuí;los por sua vez#  o *oguete dos arre1ata2entos greg?rios de 4ue vai ser a
causa6# D prHprio Bnin dizia 4ue3 na Revolução Russa3 as 2assas era23 s
vezes3 2ais radicais do 4ue a4ueles 4ue as dirigia2 e lhes i2punha2 direta2ente
a ação# Rei)ald >ala do líder dirigido ou i2pelido e cita u2 interessante episHdio
contado por Miliou!ov# X<QZY0u2 oper?rio de estatura gigantesca agitava
violenta2ente seu punho diante do nariz do 2inistro Tchernov e gritava o1sedado"
6to2a3 então3 >ilho de cadela3 o poder 4ue te dão6#
(e 'elice diz ainda 4ue 0o possesso3 co2o o líder3 é ator2entado por u2a
receptividade 2Hr1ida a despeito de todas as presses 4ue provB2 de sua
entourage# Acu2ula;as e2 si e lhe serve de eCultHrio# %o2o o líder3 ainda3
o1edece3 4uando aparece e2 pE1lico3 s sugestes 4ue lhe prodigaliza23 se2
seu conheci2ento3 as teste2unhas de suas crises e eCtrai3 se2 descanso3 os
ele2entos do papel 4ue dese2penha na sua presença# D 4ue o possesso é para
os selvagens3 é o indivíduo a 4ue se cha2a 2édiu2 para os civilizados### D
co2porta2ento de Fitler ante as suas 2ultides eletrizadas constitui u2a
ilustração6#
A aptidão dos líderes para provocar e21riaguez de 2assa3 coroada de sucesso3
s vezes3 surpreendente3 te23 talvez3 *ulga (e 'elice .I:/3 causas cu*a verdadeira
natureza nos escapa ainda" é 4ue os ho2ens dotados de 4ualidades de agitador
possuiria2 dons especiais3 ditos parapsí4uicos ou 2agnéticos3 4ue os tornaria2
capazes de enlou4uecer seus auditHrios e p-;los e2 transe# $ co2para o poder
de penetração dessas açes co2 a ação >ísica e2itida das irradiaçes por certos
corpos# D1servou;se3 por eCe2plo3 4ue a in>luBncia de u2 líder não se estendia 
totalidade da sala e2 4ue se realizava u2a reunião e 4ue certas condiçes de
te2po ou de lugar lhe era2 des>avor?veis#
(e 'elice .I:/ nota3 en>i23 4ue os líderes parece2 0a1soluta2ente incapazes de
conce1er a possi1ilidade3 entre seres hu2anos3 de u2a vida pessoal
independente e sH as perce1e2 e2 1loco3 se2pre aglo2eradas e2 coletividades
ou partidos# Apenas a 2assa e o nE2ero eCiste2 a seus olhos# $2polga2;se co2
as ci>ras 4ue alinha2 e eCperi2enta23 ao au2ent?;las des2esurada2ente u2
vertiginoso entusias2o 4ue propaga2 e2 torno de si# Dutro traço 4ue os
caracteriza é sua o1stinação para i2por aos outros o 4ue os o1seda6# D 4ue
i2pressiona3 ta21é23 é a coeCistBncia3 nu2 2es2o ser3 de u2 >anatis2o 4ue
toca  de2Bncia e de u2a sagacidade calculada 4ue nada a1andona ao acaso0
na organização de suas ca2panhas políticas 4ue realiza2 co2 u2a
engenhosidade 2uitas vezes desconcert ante para preparar o triun>o da causa de
4ue se procla2a2 de>ensores#
 interessante conhecer as idéias de u2 1ehaviorista co2o Allport .Z/ so1re o
pro1le2a do líder ou diretor psí4uico# egundo ele3 X<Q:Y essa 4uestão não se
coloca e2 >unção do pro1le2a das 2assas3 2as3 antes3 e2 coneCão co2 a
continuidade e as 2udanças 4ue se o1serva2 na sociedade# A >unção de u2 tal
diretor de consciBncias é u2 processo de sugestão 4ue procura ultrapassar os
o1st?culos 4ue se apresenta2  realização de suas idéias# %onsidera o >ato social
da relação 2assa;líder co2o u2 instru2ento de valor in>erior3 2as3 inevit?vel e2
nossa época para alcançar certos >ins sociais5 a >i2 de poder chegar aos 2es2os
o1*etivos3 por u2 outro ca2inho3 seria2 precisos es>orços consider?veis e
dur?veis de educação#
D líder age através de u2a acu2ulação do prestígio de sua personalidade e vB a
>onte desse prestígio no co2porta2ento dos outros a seu respeito3
co2porta2ento 4ue te2 sua 1ase psí4uica na necessidade das 2assas de sere2
dirigidas# Mas3 convé2 4ue u2a certa superioridade3 real ou aparente3 se*a
indispens?vel para assu2ir a >unção de líder" por4ue é a condição inelut?vel da
su12issão das 2assas# 2 che>e ideal é a4uele e2 4ue o interesse social e a
co2preensão das aspiraçes e da psicologia dos indivíduos 4ue co2pe2 as
2assas se associa2# Mas3 u2 >ator não negligenci?vel para seu sucesso *unto s
2assas é ta21é2 seu porte >ísico" sua ascendBncia ser? 2ais e>icaz se é grande
e vigoroso# 2a 1eleza 2asculina .assalle3 ord &al>our 4ue3 ali?s3 era u2 2au
orador/ X<QQY lhe é ta21é2 proveitosa3 2or2ente *unto a u2 auditHrio co2 >orte
participação >e2inina3 particular2ente sensível a u2a argu2entação  1ase da
a>etividade# Na @t?lia é notada2ente a 1eleza do tipo Apolíneo 4ue te2 sucesso# D
líder deve ter3 natural2ente3 u2 do2 oratHrio3 e ali aprecia;se 2es2o u2a voz
har2oniosa" os oradores 4ue possue2 esse do2 são cha2ados de rouCinHis#
Fonestidade pessoal e nível 2oral3 i2postos pela sociedade 1urguesa3 são
ta21é2 4ualidades necess?rias#
$2 geral3 os lideres são intolerantes e2 relação  crítica 4ue os >ere e 4ue te2e2
co2o suscetíveis de atingir seu prestígio# D eCe2plo inverso de Bnin é 1astante
raro# @n>eliz2ente3 é 2uito >re4Uente o >ato de 4ue3 entre os líderes3 se encontra2
ho2ens 4ue se distingue2 por u2a >orte vontade associada a u2a inteligBncia
1e2 2edíocre5 é u2a das razes por 4ue seus e2preendi2entos aca1a2 2uitas
vezes 2al para eles e para as coletividades hu2anas#
Te2;se perguntado >re4Uente2ente por 4ue o eCército e o povo ale2ão resistira2
até o >i23 nas duas guerras 2undiais3 apesar das derrotas sangrentas e a despeito
de 4ue não tinha2 4ual4uer esperanç a de vencer#  essa resistBncia3 co2o nota
Rei)ald .7I=/3 X<Q8Y >oi3 e2 789L3 2ais pronunciada do 4ue e2 787Q# Procurou;se
resposta para esse >en-2eno e2 2uitas direçes" atri1uiu;se  disciplina
i2plac?vel instaurada pelo regi2e hitlerista3 ao terror eCercido pelos corpos de 3
>inal2ente3  propaganda >alsa e astuciosa de Goe11els#
$ssas eCplicaçes não 1asta2 para a co2preensão do >ato" sa1e;se 4ue os
ale2ães co21atera2 co2 u2 >anatis2o apaiConado# $ Rei)ald3 co2o 'reud3 são
de opinião 4ue a razão est? na >orça dos laços 4ue os unia2 a seu líder3 a Fitler#
$2 787Q3 a união das 2assas ao ^aiser e a seus generais era 2enos >orte3 e2
grande parte por e>eito de u2 trata2ento pouco psicolHgico e ta21é2 por4ue seu
prestígio era 2enor# Fitler3 Goe11els e os nazistas e2 geral3 pela sua propaganda3
pelo 4ue cha2a2os de violação psí4uica3 criara2 laços a>etivos 2ais sHlidos e3
alé2 disso3 por4ue realizava23 nu2a 2edida 2uito 2aior3 os dese*os
su1consciente das 2assas ale2ãs" certa2ente3 os ar4uétipos3 esses engra2as
ancestrais co2o ele2entos dos re>leCos do dese2penhava2
tipo das
re>enaçes3 X<8=Y deter2inado o co2porta2ento dos indivíduos
aí u2a grande >unção# %o2o ar4uétipo característico do su1consciente ale2ão3
Jung .9Q/ considera X<87Y a4uele a 4ue designa por Wotan o deus da te2pestade
da 2itologia ger2Onica# (iz 4ue é u2 >ator psí4uico inerente  al2a ale2ã3 de
car?ter irracional3 segundo Jung3 0u2 ciclone 4ue ataca e destrHi toda alta pressão
cultural6#
Jung vB3 no hitleris2o3 indícios da reaparição do ar4uétipo coletivo de Wotan"
era2 certas >or2as 4ue to2ava2 os ritos nas eCi1içes coletivas nazistas e
ta21é2 as eCpresses características do @@@ Reich3 to2adas por e2présti2o 
linguage2 2ilitar3 co2o as #A#3 4ue signi>ica seçes de assalto
.tur2a1teilungen/ e outras# D prHprio no2e de @@@ Reich leva3 e2 si3 algu2a coisa
de 2ístico# D ar4uétipo Wotan seria3 de acordo co2 Jung3 u2 >ator psí4uico
aut-no2o 4ue desencadeia açes coletivas e pro*eta3 assi23 eCterna2ent e3 u2a
i2age2 de sua prHpria natureza# %o2o as i2presses da pri2eira in>Oncia
repousa23 segundo a eCpressão de Tarde3 enterradas na pro>undeza do
psi4uis2o individual para aí eCercer u2a ação secreta e reaparecer3 4uando as
ocasies se apresenta23 do 2es2o 2odo vB;se u2 >en-2eno an?logo
2ani>estar;se ta21é2 nas coletividades# Dnde h? 2ovi2ento de 2assa3 a nor2a
individual se apaga e são os ar4uétipos 4ue co2eça2 a eCercer sua ação3 co2o
acontece >re4Uente2ente na vida do indivíduo 4uando não consegue do2inar os
>atores a21ientes pelos 2eios 4ue conhece# D >en-2eno Wotan poderia ser3 a
nosso ver3 a >or2a de u2 protesto contra a civilização 2ecOnica e e21rutecedora
de nosso te2po#
As notícias 4ue nos chega2 da Ale2anha3 apHs a Elti2a guerra3 2ostra2 4ue o
apego  le21rança de Fitler não desapareceu ainda3 o 4ue é causado3 e2 grande
parte3 pela eCistBncia de u2a política total2ente err-nea3 do ponto de vista
psicolHgico3 adotada pelos ocupantes 4ue3 por si 2es2o3 resta1elece 2 as idéias
de Fitler3 >alando e2 de2ocracia e i2aginando poder de2ocratizar a Ale2anha
através de seus 2étodos3 4ue tB2 de co2u2 co2 a de2ocracia apenas o no2e
4ue se lhes prega se2 razão su>iciente#
(e resto 4ue as populaçes ale2ãs tenha2 u2a predileção especial para ser
guiadas por 'Uhrers3 líderes e se su12eta2 >acil2ente3 viu;se na histHria dos
arre1ata2entos greg?rios e 2ovi2entos populares3 >re4Uentes nesse país# A
su12issão a1soluta  disciplina3 característica dos ale2ães e especial2ente dos
prussianos3 ressalta3 clara2ente3 desse >a2oso episHdio de ^openic! 3nas
proCi2idades de &erli23 no co2eço de nosso século3 e2 4ue u2 sapateiro3 tendo
vestido u2 uni>or2e de capitão e i2itando as atitudes típicas dos o>iciais
prussianos3 ordenou a u2 pelotão de soldados 4ue encontrou na rua a segui;lo e
aordens3
ocuparse2
a pre>eitura3
titu1ear e en4uanto
ele partir
rou1ava a caiCa" eCecutara2
deiCara2;no apresentando;lhe ar2as#todas as suas
A censura é u2 dos 2eios 2ais i2portantes 4ue u2 líder e2prega para controlar
as 2assas e conservar seu poder so1re elas# Assi23 co2o diz Walter ipp2ann3
.8Z/ X<8<Y o Presidente dos $stados nidos dispe de u2a enor2e 4uantidade de
escritHrios e de agentes3 de 2odo 4ue3 nas suas 2ensagens ao %ongresso3 pode
co2unicar;lhe o 4ue não lhe agrada# Ds 2e21ros do %ongresso >ica23 e2 razão
dessa censura presidencial3 na realidade3 cegos e2 2eio a u2 2undo vasto e
desconhecido# 2 representante3 2es2o se é capaz e es>orçado ao 2?Ci2o3
pode estar >a2iliarizado3 apenas3 co2 u2a pe4uena parte das leis 4ue ele é
cha2ado a votar# D 2ais 4ue pode e2preender é especializar;se e2 algu2as leis3
apenas e3 para as outras3 con>iar nos de2ais colegas# Na hierar4uia3 4ue te2 u2a
eCtensa 1ase nas 2assas e se estreita para o alto3 é >?cil conce1er 4ue estas
per2anece23 necessaria2ente3 privadas de in>or2açes su>icientes# D resultado
desse estado de coisas é 4ue3 onde as 2assas pode2 enredar;se na política e
in>luenci?;la3 >aze2;no de acordo co2 sua a>etividade e não >ir2adas e2
conheci2entos e raciocínios#
%o2preende;se3 então3 4ue os líderes3 os che>es3 para se 2anter no >avor das
2assas3 procure2 satis>azB;las nos seus gostos3 h?1itos e a>eiçes# (eve2
2ostrar su12issão3 pelo 2enos eCterior3 s eCigBncias de seus ouvintes3 lison*e?;
los3 co2portar;se co2o seus servidores# Gra1ovs!+ X<8IY d? u2 eCe2plo
signi>icativo" 0&is2arc!3 4ue usava u2 1igode espesso3 resolveu u2 dia deiCar
crescer u2a 1ar1a co2pleta3 2as3 a opinião pE1lica acolheu tão 2al essa
2udança de sua aparBncia 4ue ele precisou sacri>icar i2ediata2ente sua 1ar1a e
voltar diante das 2assas no seu aspecto ha1itual6#
$ntre os autores e políticos socialistas .2ais precisa2ente3 socialde2ocratas/3
ad2ite;se certa in>luBncia dos líderes so1re as 2ultides e as associaçes3 2as3
se costu2a negar u2a ação 4ual4uer so1re o povo e a opinião pE1lica3 portanto
so1re o 4ue cha2a2os a 2assa# Geiger .Z</ X<89Y3 por eCe2plo3 é de parecer 4ue
a 2assa não so>re pulses volitivas e não aceita os o1*etivos a atingir3 partidos de
u2 che>e3 2as3 é so2ente esti2ulada por ele para u2a ação e>etiva#  o contr?rio
da opinião de Gustave e &on 4ue ope a noção do líder volitivo  2assa a1Elica
e inerte# MaC Adler e $ngels X<8LY recusa2;se a encarar o líder e2 >unção da
tendBncia da 2assa de procurar u2 che>e# $ntretanto co2o diz Fenri de Man
.9I/3 X<8ZY apoiando;se e2 >atos conhecidos3 0o ocialis2o te2 ta21é2 seus
apHstolos3 seus pro>etas3 seus santos3 seus 2?rtires e isso e2 razão da 2es2a
disposição de espírito de psicologia das 2assas 4ue a @gre*a %atHlica possui6#
Michels .7=9/ X<8:Y insiste 2es2o 4ue o co2porta2ento de adulação e de
su12issão aos che>es constituiu u2 dos >atores decisivos 4ue causou a
estagnação >atal da social;de2ocracia ale2ã e deter2inou a sua derrota na luta
contra Fitler# X<8QY $ o 2es2o >en-2eno veri>icou;se nos partidos socialistas de
outros países# %o2o ilustração da validade dessa a>ir2ação dese*a2os citar a4ui
a descrição da i2age2 surpreendente de u2a reunião de 2assa social;de2ocrata
na Ale2anha do te2po de &e1el X<88Y
&e1el >ala# D 4ue ele diz3 não sei e *a2ais sou1e# D 2es2o é verdadeiro para a
2aior parte dos assistentes da reunião# $st?va2os entregues a u2 estado 4uase
hipnHtico# Via2;se os ca1elos 1rancos do orador3 os 2ovi2entos de seus 1raços3
ouvia2;se eCploses de cHlera3 de ironia### perce1ia2;se os olhos in>la2ados3
1rilhantes### e &e1el tivesse dito 4ue < e < são L3 cada u2 acreditaria e se teria
deiCado 2atar para de>ender essa asserção### $ eis a4ui o >i2" u2a orde2 1reve3
cortante3 4ue não se podia 2ais 2udar3 desviar3 interpretar e2 2inEcias3 era u2a
orde2 se2 apelação 4ue cada u2 tinha 4ue entender" 0todos s urnas pela social;
de2ocracia6# %ada u2 eCperi2entava3 no seu >oro ínti2o3 a 2uda inclinação
diante desses ca1elos 1rancos3 a su12issão ante a eCpressão desses olhos#
A essa divinização e>etiva3 na pr?tica3 dos líderes corresponde3 nos 2eios
avançados da es4uerda3 u2a divinização3 e2 teoria3 das 2assas# Michels
.7=9/ XI==Y diz" 0D intelectual 2arCista identi>ica o proletariado##3 co2 a i2age2
4ue >az de si nas reunies políticas3 co2o se a seleção ín>i2a 4ue eCiste nesses
casos .nossos 7=/ >osse idBntica  2assa real .nossos 8=/# Na verdade3 trata;
se de u2 >en-2eno de culto de herHi" eleva;se ao pedestal a 2assa 4ue se
considera co2o heroína5 atri1ue2;se;lhe virtudes 2ísticas e vB;se3 na ação das
2assas3 u2a panacéia# 6 interessante tere2 sido so1retudo as 2ulheres 4ue
propagava2 esse culto" Rosa uCe21urg3 ^iara `et!in3 Fenriette Roland Foist#
Ds >uncion?rios dos sindicatos oper?rios 4ue lida2 diaria2ente co2 a 2assa3 são
2ais céticos a esse respeito0 XI=7Y#
A propHsito da relação entre a 2ultidão e o líder sou de opinião 4ue o Elti2o
dese2penha a >unção de u2 esti2ulante 4ue desencadeia os re>leCos
condicionados da 2assa3 2as3 s vezes3 ta21é23 a de u2 treinador3 de u2 >ator
a1soluto3 da4uele 4ue inculca esse re>leCo5 é evidente so1retudo no caso de u2
líder3 co2o Fitler3 4ue >alava  2ultidão3 pro>erindo a2eaças3 apelando para a
violBncia a2edrontando ou provocando o entusias2o3 o delírio da 2ultidão# A
2ultidão3 assi2 co2o a 2assa3 se2 o líder3 é u2 a*unta2ento a2or>o# Não
co2preendo3 nesse caso3 a censura de Rei)ald .7I=/ XI=<Y de não haver
relacionado a atividade da 2assa co2 a teoria dos re>leCos condicionados#
2 livro 2uito curioso de ^urt Fesse .:Z/ 4ue apareceu na Ale2 anha e2 78<< e
4ue te2 o signi>icativo título de 'eldherr Ps+chologos .Marechal PsicHlog o/3 atrai
nossa atenção por4ue nele a idéia de 'Uhrer  diretor ou3 a nosso ver3 violentador
das al2as3 é eCpresso co2 vee2Bncia e de 2aneira pro>ética#  surpreendente
veri>icar co2 4ue avidez a al2a ale2ã *? 1uscava3 então3 algué2 4ue a
do2inasse3 4ue a dirigisse3 4ue pensasse por ela# D autor3 u2 2ilitar3 u2
ad2irador das teorias do grande estrategista prussiano do século passado3 von
%lause)itz3 analisa3 do ponto de vista psicolHgico3 os ensina2entos da guerra de
7879;7Q e so1retudo a derrota ale2ã e2 Gu21innen3 na PrEssia Driental3 a <= de
agosto de 78793 4ue ele *ulga decisiv a para a evolução posterio r e o resultado da
guerra5 tira concluses3 insistindo para 4ue se estude23 e2 toda a sua a2plitude3
os >atores psí4uicos da arte da guerra e >inal2ente eCpri2e a esperança3 2uito
di>undida na Ale2anha3 e2 seguida  derrota3 do advento do alvador# As idéias
e2itidas pelo autor são tão características3 so1retudo  luz dos >atos vividos entre
as duas guerras3 4uando a Ale2anha encontrou seu 'Uhrer3 seu grande 2estre
psicolHgico3 na pessoa de Fitler3 4ue é interessante citar a4ui algu2as passagens
tiradas desse livro"
Assi23 u2 dia vir? e2 4ue se anunciar? A4uele 4ue todos nHs aguarda2os cheios
de esperança" centenas de 2ilhares de cére1ros carrega2 sua i2age2 no seu
O2ago3 2ilhes de vozes invoca2;no incessante2ente3 toda a al2a ale2ã o
procura#
(e onde vir?S Ningué2 sa1e# Talvez de u2 pal?cio de príncipes3 talvez de u2a
ca1ana de oper?rio# Mas3 cada u2 sa1e" é $le3 o 'Uhrer" cada u2 o acla2ar?"
cada u2 lhe o1edecer?# $ por 4uBS Por4ue u2 poder eCtraordin?rio e2ana de
sua pessoa" é o diretor das al2as# (aí por4ue seu no2e ser?" o Marechal
PsicHlogo#

$le cha2ar?
ordenar? o povo tra1alhai6
0tra1alhai3 s ar2as e se2pre
ou talvez0tra1alhai6
deiCar? destruir os canhes
 ou dese*ar? talveze aosgreve
navios"
de
todos contra todos5 convidar? a des>rutar a vida  ou i2por? a todos sacri>ícios e
privaçes5 ser? u2 pro>eta de (eus  ou talvez3 de2olir? as @gre*as  ningué2
sa1e# Mas3 cada u2 sente" o 4ue vir?3 2archar? entre precipícios### 2 1ruto3
2as3 ao 2es2o te2po3 u2 1o2### 4ue despreza o prazer3 2as3 4ue se alegra co2
o 1elo### D 2elhor de seu ser é sua palavra .sic/5 ela te2 u2 so2 cheio e puro3
co2o u2 sino e chegar? ao coração de cada u2#
're4Uente2ente3 ele lança as cartas co2o u2 *ogador e os ho2ens dize2 então
dele 4ue é u2 político autBntico# Mas3 so2ente ele sa1e 4ue são as al2as
hu2anas3 nas 4uais toca co2o nas cordas de u2 piano#
A pro>ecia3  luz do 4ue vive2os e2 seguida3 na realidade3 era verdadeira2ente
surpreendente#
)apítulo VI
 si35olis3o e a Propaganda Política
D si21olis2o3 característica de nossa época  As insígnias  A social;de2ocracia
na Ale2anha  D >ascis2o de Mussolini  T?tica de Fitler  Gleichschaltung
.uni>or2ização ou acertar o passo/  Propaganda de inti2idação por sí21olos 
Ds sí21olos políticos  D >?scio  A cruz ga2ada  As trBs >lechas  Ds sí21olos
gr?>icos  As saudaçes e os gestos si21Hlicos  Ds sí21olos sonoros  A
guerrilha dos sí21olos  D 2ito  Ds ritos e a 2agia  D culto religioso  D
*ornalis2o e a i2prensa  A propaganda política3 seus princípios  A crítica da
>unção propaganda  Planos de ca2panha  Traços característicos da
propaganda hitlerista  (i>erenciação da propaganda  %ontrole de eCecução e
e>eitos  %entralização da direção  Ds 4uadros de propagandistas  Ds 2eios
>inanceiros  A eCperiBncia de Fesse e2 78I< A proteção psí4uica das 2assas#

D si21olis2o se2pre eCistiu3 desde 4ue o ho2e2 encontrou o 2eio de co2unicar


a outro seus pensa2entos e senti2entos3 estes 2es2o antes da4ueles3 por4ue a
a>etividade é u2a >unção psí4uica 2ais pri2itiva3 tendo suas raízes nos
2ecanis2os não ilu2inados pela consciBncia# Pode;se3 então3 distinguir os
sí21olos 2ais rudi2entares3 concretos3 pré;lHgicos3 de srce2 inconsciente 4ue
servia2 aos ho2ens pri2itivos para trans2itir3 co2 a a*uda de reaçes a princípio
4uase auto2?ticas3 sinais de seus estados psí4uicos3 causados por estados
>isiolHgicos#
cHlera3 etc# $ra2 eCpresses de angEstia3 de triun>o3 de >o2e3 de saciedade3 de
Mais tarde3 viera2 os no2es de pessoas 2ais prHCi2as3 as designaçes de
o1*etos e de atos 4ue eCecutava2# A eCpressão si21Hlica3 na sua srce23 era
característica da psicologia pri2itiva3 pois esta não conhecia ainda as a1straçes"
os ad*etivos3 por eCe2plo3 >alta2 e2 certas línguas pri2itivas#
Pouco a pouco3 aprendera2 a generalizar as deno2inaçes das coisas e dos
atos3 por4ue eCistia3 srcinaria2ente3 u2a palavra especial para cada u2a das
variedades de u2 dado ato3 se2 4ue houvesse ter2o genérico para designar o
prHprio ato3 na síntese de suas aplicaçes particulares" é assi2 4ue certas tri1os
pri2itivas possue23 por eCe2plo3 nas suas línguas3 2uitas palavras .até trinta/
para designar o ato de lavar3 nas suas aplicaçes s di>erentes partes do corpo3
2as3 não possue2 voc?1ulo para designar o ato de lavar3 e2 geralXI=IY#
$n>i23 ve23 no pensa2ento hu2ano3 a a1stração através de sí21olos a1stratos3
servindo  lHgica# D sí21olo torna;se3 então3 para a inteligBncia3 u2 2eio de se
educar e de condicionar o progresso da sociedade hu2ana# Ds sí21olos são3
assi23 engra2as 4ue3 no segundo siste2a de sinalização3 dese2penha2 o papel
de crivos3 4ue seleciona23 co21ina23 >or2a2 as eCcitaçes 4ue chega2 de >ora
e são eCteriorizadas3 e2 seguida3 so1 essa ou a4uela >or2a deter2inada# D
sí21olo per2ite3 co2o diz Allend+3 .9/ XI=9Y3 eCata2ente co2o na ?lge1ra3 *ogar
>acil2ente co2 os conceitos 4ue o espírito teria 2uita di>iculdade e2 a1ordar na
sua totalidade3 se2 esse arti>ício#
Mas3 alé2 disso3 a si21olização é a língua do inconsciente3 por eCcelBncia#  a
grande desco1erta de 'reud .LQ/ XI=LY3 a interpretação si21Hlica" 0a chave 4ue
per2ite deci>rar as 2ani>estaçes do inconsciente3 o al>a1eto indispens?vel  sua
leitura3 o traço essencial e a1soluta2ente srcinal da psican?lise" o >ato capital é
4ue a tendBncia inconsciente provoca para se eCpri2ir3 representaçes
si21Hlicas###6 0A necessidade de transcrever3 e2 i2agens concretas3 estados
a>etivos3 eCplica3 natural2ente3 todo o e2prego do sí21olo na linguage2###
'aze2os uso constante do si21olis2o na linguage23 tanto nas 2et?>oras
poéticas3 co2o na >ala do povo# Por eCe2plo3 onde u2a céle1re canção picante
diz 0uando a desgraça nos 1ateu63 o poeta eCcla2aria" 04uando so>re2os os
golpes do destino6#
Ds sí21olos trans2it e2 os pensa2entos e os senti2entos não so2ente de u2a
2aneira >ugaz e i2ediata3 2as3 ta21é23 de >or2a 2ais eCtensa no te2po e no
espaço# %o2 e>eito3 a escrita não é 2ais 4ue u2a espécie de 2eio de
co2unicação por sí21olos#  verdade 4ue3 so1 esse aspecto3 a hu2anidade
seguiu u2 ca2inho" originaria2ente3 a escrita era co2posta de caracteres
relativa2ente si2ples e cada u2 deles representava u2 con*unto de noçes 2ais
ou 2enos aper>eiçoado3 o 4ue se a*ustava3 eCata2ente3 ao 2odo de raciocinar e
aos senti2entos dos pri2itivos# Mais tarde3 ve2 a se destacar3 a individualizar as
unidades da escrita3 a har2oniz?;la a certos sons de caracteres deter2inados e a
co21inar3 partindo de sua variedade3 as diversas palavras  as eCpresses de
idéias#
As enor2es possi1ilidades de co21inaçes3 criadas dessa 2aneira3 era2
eCtre2a2ente Eteis  evolução intelectual da hu2anidade# Graças ao
aper>eiçoa2ento técnico3 o rit2o de nossa época torna;se3 entre2entes3 2ais e
2ais r?pido e o ho2e2 de ho*e te2 cada vez 2enos te2po e necessidade de
usar longas séries de caracteres  pre>ere o estilo telegr?>ico3 a estenogra>ia3
diversos siste2as de sinais# Assisti2os a esse espet?culo singular3 a 4ue nos
aplica2os3 de criar3 nova2ente3 2aneiras 2ais si2ples e 2ais concretas de
eCpri2ir ostécnica3
pensa2entos e senti2entos# $ssa tendBncia insinua;se3 so1retudo3
ca2po da da produção e da ciBncia3 onde sinais de sintetização até no
internacionais3 >Hr2ulas 4ue le21ra2 a ?lge1ra3 a1reviaçes convencionais3
di>unde2;se cada vez 2ais e necessita2 2es2o de u2 tra1alho de coordenação
através de co2isses especiais3 instituídas para esse >i23 e2 todos os países#
Acrescente2os 4ue3 a partir dos Elti2os vinte anos3 o1serva;se u2 curioso
>en-2eno3 particular2ente sensível nas ruas5 consiste na necessidade 4ue 2uitas
pessoas atual2ente tB2 de conduzir insígnias3 de 2ani>estar3 de algu2a 2aneira3
eCterior2ente3 u2 pouco de sua vida interior3 de sua orientação# VBe2;se pessoas
co2 insígnias as 2ais variadas3 esportivas ou políticas3 indicando 4ue são
2e21ros dessa ou da4uela associação ou sociedade3 até 2es2o de
deter2inados clu1es de Cadrez3 de >ilatelistas3 de *ogadores de 1oliche3 etc#5
vBe2;se3 en>i23 insígnias 4ue não possue2 4ual4uer signi>icação particular3 2as3
4ue são eCi1idas3 e2 decorrBncia de algu2a pulsão surgida de 2aneira intuitiva#
$ncontra2;se >or2as as 2ais inesperadas# Assi2 é 4ue as 2ulheres conduze23
de 1o2 grado3 u2 pe4ueno e21le2a representando o popular Mic!e+ Mouse3 ou
.o 4ue é pouco co2preensível/ u2 1asset 1e2 >eio3 e2 2etal5 entre os ho2ens3 o
distintivo das 1ananas '+>>es não é coisa rara3 por eCe2plo3 na (ina2arca# $sse
>en-2eno te2 u2a razão 1iolHgica 2ais pro>unda" co2o todo ser vivo3 o ho2e2
te2 necessidade de sondar3 de eCplorar o 4ue o aproCi2a do eCterior5 por
eCe2plo3 u2 estrangeiro3 relativa2ente s suas intençes3 para reconhecer o
ini2igo ou o a2igo ou ainda u2a pessoa neutra3 portanto3 ino>ensiva3 a >i2 de
2odelar3 e2 te2po Etil3 sua atitude# $ntre os seres hu2anos3 é so1retudo a
eCpressão do rosto e os gestos3 a 2aneira de >alar3 4ue ouvi2os3 4ue o1serva2os
e 4ue serve2 de 1ase ao *ulga2ento 4ue deles >or2a2os# Dra3 e2 nossa época3
e2 4ue os 2eios de co2unicação i2pe2  nossa vida u2 rit2o tão veloz3 e2
4ue u2 grande nE2ero de aconteci2entos so1reve2 co2 a rapidez do raio3 a
necessidade de u2a orientação i2ediata3 a ser to2ada e2 2enos de u2
segundo3 >az;se sentir i2periosa2ente# $is por4ue os sí21olos eCteriores
o1tivera23 e2 nossos dias3 u2a tal popularidade#
Na política3 essa evolução3 essa tendBncia para o uso de sí21olos3 te2 u2
grande valor# A4ui trata2os dos 2ovi2entos de 2assas#  evidente 4ue u2
2ovi2ento político de nossos dias sH te2 possi1ilidade de sucesso se suas idéias
são adotadas por u2 nE2ero consider?vel de pessoas 4ue delas se apodere2 por
u2 processo de assi2ilação e3 alé2 disso3 4uando são co2preendidas e
sustentadas3 de 2aneira unOni2e3 pela grande 2aioria dos adeptos desse
2ovi2ento# e essas condiçes estão presentes ao espírito3 logo se co2preende
4ue u2 tal 2ovi2ento político sH pode o1ter r?pido sucesso se te2 u2a 2aneira
 por assi2 dizer estenogr?>ica  de eCpri2ir suas idéias3 u2 si21olis2o prHprio5
poder?3 então3 ser aceito3 de >or2a r?pida e uni>or2e3 por u2 grande nE2ero de
pessoas#
D e2prego de sí21olos é u2 dos estratage2as 2ais e>icazes pre>eridos pelo
líderes para dirigir as 2assas3 para aspirar e inspirar as e2oçes das 2ultides
.to siphon e2otion/3 segundo a eCpressão de Walter ipp2ann .8Z/ XI=ZY# 0 u2
tru4ue para criar o senti2ento da solidariedade e3 ao 2es2o te2po3 eCplorar a
eCcitação das 2assas6# 0D sí21olo é ta1u# A sociedade toda e particular2ente os
líderes zela2 para 4ue esses sí21olos3 so1 os 4uais age23 não se*a2 tocados
pela crítica3 conserve2 sua >unção3 4ue é a de traduzir a vontade coletiva# %ada
líder consciente de sua responsa1ilidade descon>ia de 4ue a crítica possa entravar
a co2unicação do espírito de cada u2 co2 o sí21olo6# XI=:Y
A eCplicação do >ato de 4ue os 2ovi2entos políticas atuais se serve2
particular2ente dos sí21olos para seu recruta2ento e sua ação3 não apresenta
di>iculdades# A histHria nos >ornece3 ali?s3 eCe2plos 2agní>icos do seu e2prego
e>icaz" a progressão triun>al do sí21olo cristão  a %ruz5 as letras #P##R#3 velho
e21le2a do poder de Ro2a3 o %rescente do @slã3 etc# 2 eCe2plo de luta
política3 por 2eio de sí21olos3 nos d? o passado" a luta entre a %ruz e o
%rescente#
$ntre os partidos políticos conte2porOneos3 os socialistas e notada2ente o social;
de2ocrata na Ale2anha3 so1retudo nos seus pri2Hrdios e por volta do >i2 do
século passado3 servira2;se larga2ente de sí21olos co2o de u2 2eio de
recruta2ento3 de eCortação  ação de seus adeptos  a 1andeira ver2elha3 o
cravo encarnado na lapela3 1e2 co2o a >or2a alocutiva 0ca2arada63 não são 2ais
4ue sí21olos deter2inados3 4ue dese2penhara2 i2portante papel na histHria do
2ovi2ento socialista#  verdade 4ue3 no decorrer do te2po3 o partido social;
de2ocrata  2or2ente nos seus 2eios dirigentes  tornou;se progressiva2ente
2ais razo?vel a seus prHprios olhos5 co2 o a2adureci2ento co2eçou a ter3 de
certa >or2a3 vergonha de suas prHprias eCploses senti2ent ais3 parecendo;lhe o
si21olis2o u2 diverti2ento pueril5 seus che>es não se preocupava2 2ais3 daí e2
diante3 senão co2 ci>ras3 4uadros ou estatísticas3 sH lidava2 co2 >or2as lHgicas3
interpretaçes econ-2icas3 co2paraçes histHricas3 etc#5 e se3 vez por outra3
ainda recorria2 aos la2ent?veis restos de seus antigos 2étodos de propaganda 
1ase de e2oçes3 utilizados3 outrora3 co2 tanta per>eição3 servia2;se de 2aneira
tão indecisa e desa*eitada3 4ue produzia23 >re4Uente2ente3 o inverso do e>eito
dese*ado#  verdade 4ue a nova orientação era 2ais c-2oda e correspondia 
teoria e2 vigor5 co2 e>eito3 acreditava;se3 cada vez co2 2aior convicção3 4ue
todo o 2ecanis2o 2undial era u2a série de operaçes econ-2icas e 4ue os
ho2ens não era2 2ais 4ue peças de u2 *ogo de Cadrez3 constituídos de >or2a
idBntica3 aut-2atos3 2unidos principal2ente de aparelhos digestivos e não
reagindo senão  in>luBncia de >atores econ-2icos# (izia;se" tudo segue seu
curso natural  o 2undo se industrializa3 as conse4UBncias inevit?veis do caos
capitalista  a superprodução e o dese2prego  conduze2  crise3 o co21ustível
>alta para ali2enta r os aut-2atos3 estes se re1ela2 e3 cada 4uatro anos3 4uando
se aperta o 1otão3 isto é3 4uando são enviados s urnas eleitorais  vota2 pelos
partidos de vanguarda3 nu2a proporção se2pre 2aior# $3 então3 o o1*etivo 4ue se
dese*ou co2 tanta paciBncia  os >a2osos L7  ser? atingido  é a era do
socialis2o 4ue co2eça  te2po e2 4ue os 2ala1aristas de ci>ras e os adoradores
de estatística terão co2pletado todas as >or2alidades de2ocr?ticas e legais e
poderão dedicar;se3 daí por diante3 a >azer os aut-2atos >elizes#
A conclusão3 e2 política pr?tica3 a tirar dessa teoria3 era a seguinte" 0cal2aK
disciplinaK respondere2os aos advers?rios co2 a cédula eleitoral3 dez dias depois
de rece1er a 1o>etadaK6 $ra a resposta cl?ssica dos dirigentes do partido social;
de2ocrata ale2ão3 e2 &erli23 a <= de *ulho de 78I<3 dia >atal e2 4ue3 diante da
i2postura de von Papen3 assinou sua prHpria condenação  2orte#
$ssa ignorOncia de dados >isiolHgicos 2odernos3 ligando;se  ciBncia da vida3 ao
ho2e23 o h?1ito de consider?;lo u2 aut-2ato3 reagindo apenas s açes dos
>atores econ-2icos3 essa persistBncia e2 não considerar sua verdadeira
natureza3 2unida de 2ecanis2os nervosos3 essa >idelidade renitente a dog2as
2ani>esta2ente insu>icientes3 tudo isso >oi a2arga2ente pago" apesar de todas as
pro>ecias a respeito de o1tenção dos >a2osos L7 3 pro>ecias 4ue não estava2
tão longe de sere2 realizadas3 os partidos socialistas de todo o 2undo se 1e2
4ue tendo e2 2ãos trun>os consider?veis3 so>rera2 derrota so1re derrota#

eus advers?rios
se2 ideais >ascistas3
hu2anos3 Elti2os descendentes
se2 progra2a econ-2ico 1e2do capitalis2o e2 desespero3
de>inido3 encontra2 2eios
de su1levar e conduzir as 2assas3 de a1alar as grandes de2ocracias e de
arrancar;lhes3 2uitas vezes3 direta2ente3 o poder#
%o2o se2elhante coisa se tornou possívelS
A resposta é evidente" os advers?rios dos governos de2ocr?ticos não estava2
presos a dog2as err-neos e rígidos5 co2preendia23 intuitiva2ente3 a verdadeira
natureza do ho2e2 e disso tirava2 concluses políticas pr?ticas#  certo 4ue
seus o1*etivos políticos são a1solutos e hostis  prHpria idéia da hu2anidade5
2as3 triun>ara2 por4ue o socialis2o não sou1e lançar 2ão da Enica ar2a e>icaz
na oportunidade3 a propaganda5 ou3 então3 usou;a contra a vontade e se2
energia#

D >ascis2o
co21ate# adotara plena2ente
%onhece;se a linguage2
o papel consider?vel si21Hlica co2o
dese2penhado instru2ento
pela di>usão da cruzde
ga2ada na ascensão de Fitler ao poder# Na @t?lia3 Mussolini utilizou3 igual2ente3
e2 vasta escala3 a luta dos sí21olos#  interessante seguir a evolução dos
2étodos de propaganda3 durante os anos cruciais 4ue precedera2 a @@ Guerra
Mundial# ogo no início3 era o partido social;de2ocrata 4ue dela >azia uso 2ais
intenso# Ds sociais;de2ocratas russos inspirara2;se 2uito 1e2 e2 seus
2étodos3 so1retudo os 1olchevi4ues3 4ue os eCplorara2 ha1il2ente e e2 vasta
escala# A guerra civil e a eCecução do plano 4Uin4Uenal >ornecera2;lhes3
especial2ente3 oportunidade para tanto# Mais tarde3 >ora2 intensa2ente i2itados
pelos co2unistas ale2ães 4ue se contentara23 no 2ais das vezes3 e2 copi?;los
servil2ente5 >oi por isso3 ali?s3 4ue a aplicação desses 2étodos per2aneceu
>re4Uente2ente ine>icaz# Mussolini copiou 2uito dos russos5 o1servou3
atenta2ente3 seus 2étodos e introduziu3 na @t?lia3 2uitos processos 1astante Eteis
para si#
Fitler não se deu 2al co2 a aplicação de sua linguage2 si21Hlica5 inspirou;se3
direta2ente3 e2 Mussolini e nos co2unistas# erviu;se dela de 2aneira lHgica e
conse4Uente e o1teve tanto 2ais vantage2 4uanto seus advers?rios não tinha2 a
2enor co2preensão do 4ue se passava5 deiCara2;no agir3 tran4Uila2ente#
ue >azia então FitlerS
Por 2eio de discursos in>la2ados3 despidos de todo entrave3 atraía so1re si a
atenção5 atacava violenta2ente o governo repu1licano3 criticava3 in*uriava3 pro>eria
a2eaças inauditas" 0As ca1eças vão rolar63 0a noite das longas >acas63 o
docu2ento de &oChei2 XI=QY tais era2 as a2eaças da propaganda nazista 4ue
tinha e 4ue devia ter u2a enor2e in>luBncia so1re as 2assas5 isso3 por duas
razes" e2 pri2eiro
2iséria 2aterial3 lugar3 essas
prestava2 2assas3
atenção tornadas
a todas >acil2ente
as críticas5 eCcit?veis
e2 segundo pela
lugar3 o >ato
de 4ue a propaganda se >azia i2pune2ente3 despertava a convicção de 4ue os
poderes repressivos e os 2eios de de>esa do $stado estava2 inteira2ente
paralisados e 4ue não se podia esperar3 da4uele lado3 o >eliz des>echo para u2a
situação insuport?vel# Fitler e seus adeptos3 reunidos ao so2 do ta21or3 >azia2
ainda u2a coisa 4ue devia re>orçar enor2e2ente o e>eito de suas palavras#
ervia2;se da propaganda si21Hlica e e2pregava23 co2 esse >i23 u2 sí21olo
2uito si2ples do ponto de vista gr?>ico3 a cruz ga2ada3 4ue desenhava2 por toda
parte e e2 grande 4uantidade# $Cata2ente por4ue era de tão >?cil reprodução3 >oi
copiada aos 2ilhes e serviu de sinal eCcitante3 >azendo nascer nas 2assas u2a
certa reação nervosa3 4ue nos é >a2iliar3 agora 4ue conhece2os as eCperiBncias
e as concluses de Pavlov3 a respeito da criação dos re>leCos condicionados#
A palavra de orde2 de Gleichschaltung .uni>or2ização ou acertar o passo/
tornada particular2ente céle1re nesse período3 é u2a eCpressão desse >en-2eno
so1 o aspecto político social# D 2ecanis2o é o seguinte" toda palavra violenta de
Fitler3 >alada ou escrita3 toda a2eaça3 associava;se3 no espírito de seus ouvintes3
a seus sí21olos3 4ue se tornava23 pouco a pouco3 os sinais evocadores de suas
eCpresses3 de suas a2eaças5 encontrados3 por toda parte3 agia2
constante2ente so1re as 2assas3 reani2ava23 se2 cessar3 a inclinação >avor?vel
a Fitler3 2antinha2 o e>eito da Gleichschaltung3 produzido por seus discursos
eCasperados3 da 2es2a 2aneira 4ue se re>orça o re>leCo condicionado de Pavlov3
repetindo3 continuada2ente3 o estí2ulo a1soluto# D governo ale2ão tinha duas
possi1ilidades de reduzir a nada essa reação associativa# Podia ou co21ater os
sí21olos3 en>ra4uecB;los3 torn?;los ridículos3 através de certas açes e
contra2edidas3 ou interdit?;los3 i2pedir o Ta21or3 as in*Erias3 os gritos e as
a2eaças# Não se >ez u2a coisa ne2 outra3 deiCou;se o ini2igo dar3
tran4Uila2ente3 a seus sí21olos3 u2 vigor se2pre renovado#
e algué2 se coloca do ponto de vista político3 pergunta a si 2es2o e2 4ue
repousa3 então3 a possi1ilidade de o1ter u2 1o2 resultado na luta por 2eio de
sí21olosS A eCposição dos seguintes >atos serviria de resposta" do ponto de vista
da >isiologia dos nervos3 pode2;se distinguir dois tipos de ho2e2" os 4ue reage2
rapida2ente3 os ativos e os 4ue reage2 2ais lenta2ente e 4ue co2pe2 a
categoria dos ele2entos passivos# $2 geral3 os 2ais ativos são ta21é2 os 2ais
conscientes#  >?cil veri>icar 4ue eCiste2 2uito 2ais ele2entos passivos do 4ue
ativos# D nE2ero dos assistentes nas asse21léias é u2 1o2 critério# As ci>ras
>ornece2 ao pro1le2a u2a solução clara# Pode;se3 por eCe2plo3 evidenciar3
>acil2ente3 4ue3 nu2a cidade de Z=#=== eleitores3 sH eCiste2 cerca de 9 a L#===
pessoas aproCi2ada2ente capazes de ser consideradas co2o ele2entos ativos e
isso tendo e2 conta todos os partidos políticos# $ntretanto3 as LL#=== pessoas
passivas tB2 o 2es2o direito de voto 4ue os outros#  deles3 portanto3 4ue3 no
>undo3 depende o resultado das eleiçes#
A propaganda dos partidos te2 co2o tare>a in>luenciar e ganhar para sua causa
os LL#=== passivos3 4ue não vão s asse21léias3 ne2 lBe2 os *ornais políticos de
co21ate5 os partidos oper?rios não dispe2 de 2eios para distri1uir pan>letos e2
nE2ero su>iciente e seus *ornais3 e2 geral longos3 en>adonhos e doutrin?rios3 não
são lidos por ningué2# Não é ta21é2 de espantar 4ue essa propaganda tenha
pouco ou nenhu2 atrativo#
$2 co2pensação3 a propaganda >ascista ale2ã3 2uito dina2izada no sentido
e2ocional3 apoderando;se das ruas3 atingiu seu >i23 pois alcançava a 2assa dos
0LL#===6# $ntre as e2oçes 4ue tinha2 2ais in>luBncia so1re esses ele2entos
passivos3 deve;se 2encionar3 inicial2ente3 o te2or" é 4ue essa propaganda3
através de sí21olos populares3
utilizouoperava
principal2ente poro1teve
inti2idação# 'oieus
co2
essa intenção 4ue Fitler a cruz ga2ada co2 4ue a vitHria#
advers?rios não perce1era2 o princípio decisivo dessa luta5 não tinha2 sí21olo3
acreditava2 poder atuar co2 provas lHgicas e 4uando3 >inal2ente3 apelava2 para
os senti2entos3 era se2pre tentando levar o advers?rio ao ridículo3 o 2enos
e>icaz dos 2étodos3 eCpresso3 co2 >re4UBncia3 so1 >or2as total2ente ineptas e
in?1eis# ua propaganda girava nu2 círculo vicioso e3 assi23 >ora2 vencidos#
D sí21olo pode dese2penhar3 na >or2ação de re>leCos condicionados .co2o
decorre de todo nosso raciocínio/ o papel de >ator condicionante3 4ue3 enCertando;
se so1re u2 re>leCo preeCistente3 a1soluto3 ou so1 u2 re>leCo condicionado
constituído anterior2ente3 ad4uire3 por sua vez3 a possi1ilidade de tornar;se u2
eCcitante3 deter2inando essa ou a4uela reação dese*ada por 4ue2 >az esse
sí21olo so1re a a>etividade de outros indivíduos#
A palavra3 >alada ou escrita3 pode ser utilizada para representar u2 >ato concreto3
Enico e si2ples3 ou u2 con*unto de >atos3 2ais ou 2enos co2pleCos3 assi2 co2o
u2a a1stração ou todo u2 >eiCe de idéias a1stratas3 cientí>icas ou >ilosH>icas# (a
2es2a >or2a3 u2 sí21olo pode ser concreto ou a1strato# $2 política entende;se3
geral2ente3 por sí21olos >or2as si2ples 4ue representa2 idéias3 até 2es2o de
siste2as ou doutrinas 2uito co2pleCas e a1stratas# D es4ue2a seguinte ilustra as
relaçes eCistentes entre u2 sí21olo político e seu conteEdo3 sua signi>icação#

A 1ase da pirO2ide é >or2ada pela doutrina3 por eCe2plo3 a 2arCista# D est?gio


seguinte é u2 eCtrato dessa doutrina3 tendo e2 vista u2a ação" o progra2a5
diga2os3 o do partido socialista5 o terceiro degrau é constituído por u2a
concentração ainda 2aior" as idéias gerais e essenciais do progra2a ou os
o1*etivos a atingir são eCpressos e2 palavras de orde23 por eCe2plo3 0Terra e
Paz6 .na Revolução Russa/ ou 0%anhes para a $spanha6 .na guerra civil
espanhola/ ou e2 slogans 4ue apela2 para as paiCes políticas3 o entusias2o ou
o Hdio3 por eCe2plo 0Ds oviets e2 toda parte6 ou 0guerra su*a6K  claro 4ue toda
palavra de orde23 para ser aplicada3 deve corresponder não so2ente  situação
política3 2as3 ta21é23 ao nível de consciBncia das 2assas#

$n>i23 no ?pice da pirO2ide3 encontra;se o sí21olo" por eCe2plo3 o das trBs


>lechas3 ou o da >oice e do 2artelo 4ue3 nu2 golpe de vista3 resu2e3 le21ra3 a
idéia socialista ou co2unista e procura deter2inar u2a ação >avor?vel ao partido3
co2o a adesão5 é3 de certa >or2a3 u2 sinal estenogr?>ico do slogan3 do progra2a3
da doutrina# Te2 a vantage23 sendo curto e si2ples de atuar rapida2ente5 a
>or2ação do re>leCo condicionado procurado produz;se de 2aneira >?cil#  tanto
2ais e>icaz 4uanto 2ais sugestivo3 isto é3 trans2ite3 >acil2ente3 so1retudo a idéia
de ação3 associada ao 2ovi2ento 4ue representa3 especial2ente3 a 1ase e2otiva3
a 4ue esse 2ovi2ento recorre" a a2eaça3 a co2paiCão3 o interesse 2aterial3 etc#
 assi2 4ue os sí21olos pode2 tornar;se instru2entos eCtre2a2ente ativos para
reunir ou para uni>or2izar as 2ultides# D in hoc igno Vinces XI=8Y era 2uito
característico do cristianis2o co2 seu sí21olo  a %ruz# e se analisa a >or2a de
diversos sí21olos gr?>icos3 e2pregados pelos ho2ens3 nos grandes 2ovi2entos
da histHria3 constata;se 4ue os 2ovi2entos por eles representados surge2
so1retudo de u2 arcaís2o 1izarro" vB;se 4ue uns deriva2 de ar2as ou de
instru2entos de u2 car?ter geral2ente antigo ou pri2itivo3 outros eCpri2e2 por si
2es2os a idéia do 2ovi2ento a 4ue estão ligados3 co2o a %ruz3 evocando o
sacri>ício de %risto pela hu2anidade e procurando reunir os ho2ens e2 no2e da
2isericHrdia e do a2or ao prHCi2o5 co2o u2 outro eCe2plo  a >oice e o 2artelo
do co2unis2o  sí21olo 2arCista  4ue evoca a idéia da edi>icação social3 do
tra1alho3 >onte do 1e2;estar#
D sí21olo >ascista3 o >?scio ou >eiCe de lictor3 tinha u2 sentido" era u2 instru2ento
de punição3 portanto de violBncia3 4ue servia para >azer valer o direito5 e2 Ro2a3
pelo 2enos3 não estava >ora de propHsito3 relacionava;se co2 u2 período da
histHria ro2ana e3 por conseguinte3 italiana# Tinha a grande desvantage2 de ser
2uito co2plicado3 di>icil2ente reproduzível3 pois é a si2plicidade 4ue >az a >orça
pr?tica dos sí21olos gr?>icos3 no 4ue respeita  sua di>usão# $ra o caso3
eCata2ente3 da cruz ga2ada de Fitler 4ue3 nos nossos dias3 não te2 sentido
intrínseco" trata;se de u2 velho signo hindu .chinBs ta21é2/3 a svasti!a 4ue se
encontra reproduzida e2 vestígios de 2uitas civilizaçes na msia3 na m>rica e na
A2érica .>alta na Austr?lia/ 2as3 ta21é2 na $uropa3 desde idades pré;histHricas#
Parece 4ue devia representar a roda e sugerir a rotação3 até dar vertige2"
representava ta21é2 o sol# ua >or2a gr?>ica3 a partir da i2age2 da roda é a
seguinte .>ig# Q/

/ig= >
$s4ue2as 4ue ilustra2 a gBnese da cruz ga2ada3 partindo da i2age2 da roda#
Alguns pensa2 4ue é u2 ar4uétipo#
$2 todo caso3 esse sí21olo não te2 4ual4uer relação co2 o nacional;socialis2o5
vendo;o3 pela pri2eira vez3 nada se co2preende5 salta aos olhos3 talvez3 graças 
sua >or2a eCtravagante e causa antes u2 senti2ento desagrad?vel3 le21rando o
4ue se eCperi2enta  vista de u2a aranha ou de u2 perceve*o# Ds hitleristas
es>orçara2;se para de2onstrar 4ue era u2 velho signo ariano e até nHrdico# Na
verdade3 >oi adotado por Fitler3 eCclusiva2ente por sua >or2a si2ples e
surpreendente3 co2o u2a 1oa 2arca de >?1rica# Ali?s3 não >oi se4uer ele 4ue teve
a idéia de aplic?;lo a seu 2ovi2ento e diz3 no seu livro3 4ue adotou a sugestão de
u2 dentista 1?varo# uando Fitl er .::/ a>ir2a 4ue a cruz ga2ada deve inspirar a
idéia do triun>o do tra1alho produtivo3 0idéia 4ue >oi e per2anecer? eterna2ente
anti;se2ita63 não se pode lev?;lo a sério" parece;nos 4ue 2es2o 0eCplicada63 essa
0verdade6 é di>ícil de aceitar# Mas3 4uando diz 4ue u2a 0insígnia i2pressionante
pode3 e2 centenas de 2ilhes de casos3 acordar o interesse inicial a respeito de
u2 novo 2ovi2ento63 esta2os per>eita2ente de acordo co2 ele#
A propHsito de sí21olos3 eCiste u2a opinião segundo a 4ual alguns3 dentre eles3
estaria2 >iCados ancestral2ente no su1consciente dos ho2ens e agiria2 por si
2es2o3  2aneira de re>leCos inatos ou auto2atis2os3 se2 4ue ha*a necessidade
de >or2ar re>leCos condicionados para torn?;los atuantes# 'ala;se3 então3 de
ar4uétipos# Assi23 4uis;se ver3 na cruz ga2ada3 u2 sí21olo dessa categoria#
Parece;nos 4ue não h? dados su>icientes para essa a>ir2ação3 tanto 2ais 4uanto
os períodos de te2po desde 4ue o ho2e2 e sua cultura .e 2es2o a pré;cultura/
eCiste23 não parece ter sido3 do ponto de vista 1iolHgico3 1astante prolongados
para 4ue caracteres ad4uiridos possa2 >iCar;se hereditari a2ente3 2es2o se3 e2
geral3 a trans2issão desses caracteres >osse u2 >ato co2provado#
A propHsito do sí21olo socialista anti>ascista das trBs >lechas3 não é inEtil >azer
conhecer a4ui sua histHria#
Por volta do >i2 do ano de 78I73 toda a Ale2anha estre2eceu e2 seguida 
desco1erta3 nas cercanias de (ar2stadt3 de u2 docu2ento 4ue passou  histHria
so1 o no2e de docu2ento de &oChei2# $ra u2 progra2a 4ue os nazistas tinha2
a intenção de aplicar 4uando seu partido su1isse ao poder# 2 docu2ento
sangrento3 cheio de Hdio3 de senti2entos de vingança e a2eaças# Previa u2a
Enica 2edida de repressão" o cepo de eCecução# %ita2os a4ui alguns artigos"
7  0Todo decreto das #A#3 XI7=Y do eCército territorial### ser? o1*eto de o1ediBncia
i2ediata3 se2 discutir a seção da 4ual prové2# Toda oposição ser?3 e2 princípio3
punida co2 a 2orte#
<  Toda ar2a de >ogo dever? ser entregue s #A#3 e2 <9 horas# Todo indivíduo
4ue3 eCpirado esse prazo3 >or encontrado na posse de u2a ar2a de >ogo3 ser?
considerado co2o ini2igo do povo ale2ão e das #A# e >uzilado3 i2ediata2ente3
se2 *ulga2ento#
I  Todo >uncion?rio e oper?rio a serviço das autoridades ou adidos aos
transportes pE1licos dever?3 a seguir3 se2 interrupção3 reto2ar seu tra1alho# Toda
o1stinação e toda sa1otage2 ser? punida co2 a 2orte#
A ad2inistração das #A# representada por 2i23 XI77Y su1stituir? as autoridades
superiores .os 2inistérios/#
9  As 2edidas de e2ergBncia3 to2adas pela direção das #A#3 tB2 >orça de lei3 a
contar do dia de sua pu1licação e2 cartazes# Toda violação dessas 2edidas ser?3
nos casos particular2ente graves3 punida co2 a 2orte3 alé2 das outras penas
>iCadas3 etc# etc#6
2a enor2e agitação apoderou;se de toda a Ale2anha5 a i2prensa dos partidos
de es4uerda e os oper?rios estava2 especial2ente revoltados3 ouvia2;se3 por
toda parte3 protestos >uriosos#
%inco dias 2ais tarde3 atravessando u2 cruza2ento e2 Feidel1erg3 >ui3 de
repente3 co2o 4ue atingido por u2 raio# Na es4uina do 2uro3 estava pintada u2a
cruz ga2ada3 cortada por u2 grosso traço de giz 1ranco# 2 pensa2ento
atravessou;2e co2o u2 clarão" eis a solução 4ue havia procurado para o
pro1le2a de u2 sí21olo de luta 4ue nos seria ade4uadoK é precisa2ente o 4ue
nos >alta#
$Cpli4uei3 a 2i2 2es2o3 i2ediata2ente3 o >ato psicolHgico" u2 oper?rio
i2pulsivo3 eCcitado pelo caso de &oChei23 não podendo 2ais conter sua e2oção3
i2pelido a reagir violenta2ente3 tinha apanhado u2 pedaço de giz ou u2a pedra e
cortado o signo odioso da cruz ga2ada5 destruindo;a3 desse 2odo3 dava livre
curso  sua raiva acu2ulada# ue2 era eleS Não sa1ere2os *a2ais# A i2age2 de
u2 soldado desconhecido de nosso grande eCército oper?rio apareceu3
su1ita2ente3 a 2eus olhos# Preso de grande e2oção3 tracei u2 plano3 si2ples e
claro" devia ser3 assi23 por toda parte5 não poupar3 e2 toda a Ale2anha3 nenhu2a
cruz ga2ada3 dali por diante5 o sí21olo hitlerista 4ue atuava co2o u2 2eio de
desencadea2ento de u2 re>leCo condicionado3 >avor?vel a Fitler3 devia servir;nos
para o1ter o e>eito contr?rio" era preciso 2ostrar o espírito agressivo3 indo2?vel3

de seus advers?rios"
4ue1radas  u2 novotodas
re>leCoascondicionado
cruzes ga2adas3 cortadas
cravado3 por 2ãos
a grandes invisíveis3
golpes3 no espírito
das 2assas  a vontade de u2a nova >orça3 a da classe oper?ria3 en>i2 acordada
e surgindo e2 toda parteK
Tinha achado a solução3 2as era aplic?velS Podia esperar p-;la e2 pr?tica e2
toda a Ale2anhaS $ra a grande e e2ocionante 4uestão# No dia seguinte3  tarde3
convo4uei alguns *ovens oper?rios3 todos co2panheiros da &andeira do Reich#
'alei;lhes de nossa luta3 eCpli4uei a signi>icação do sí21olo3 in>la2ei;os3 pondo na
2ão de todos u2 pedaço de giz" 0Ao co21ate3 rapazes3 disse;lhes3 cortai o
2onstro de garras co2 u2a >lecha3 co2 u2 raioK6 D traço tornou;se >lecha3 o
car?ter dinO2ico de nossa luta era assi2 2elhor eCpresso#
Vi1rando de alegria3 lançara2;se na noite5 o dese*o de ação3 contido contra a
vontade3 ini1ido pelos apelos  orde23  disciplina3 partindo dos che>es3
encontrava >inal2ente livre curso# As noites seguintes passara2 nu2 verdadeiro
delírio# Ds advers?rios sentira23 i2ediata2ente3 4ue algu2a coisa ocorria na
cidade3 a1rira2 os olhos5 novas cruzes ga2adas aparecera23 logo e2 seguida
riscadas por nHs# Ds hitleristas estava2 >uriosos" não podia2 senão >azer novas
cruzes# 2a curiosa guerrilha eCplodiu na cidade#
$2 2inha 4ualidade de ho2e2 de ciBncia3 ha1ituado a traduzir e2 nE2eros a
intensidade de u2 >en-2eno3 2uni;2e de u2 1loco de notas e percorri3 cada
2anhã3 u2a deter2inada rua# %ontava as cruzes ga2adas riscadas e as novas3
recente2ente pintadas# Veri>i4uei u2a certa proporção# Ds dias passara2# A
guerrilha en>urecia;se3 a proporção continuava3 2ais ou 2enos3 a 2es2a# ApHs
u2a se2ana de luta de sí21olos3 so1re os 2uros da cidade3 o 2o2ento esperado
chegou" a proporção entre os dois nE2eros cresceu a nosso >avor3 A princípio
lenta2ente3 de u2a 2aneira oscilante3 depois3 se2pre 2ais rapida2ente3 até 4ue
não houvesse 2ais3 por toda parte3 senão cruzes ga2adas riscadas# TrBs
se2anas havia2 decorrido# A 1atalha estava ganhaK Ds hitleristas estava2
esgotados3 co2preendera2 4ue não tinha2 outra coisa a >azer e a1andonara2 a
partida# $u encontrava3 agora3 2uitos de nossos 2ilitantes 4ue3 os olhos
1rilhantes de entusias2o3 2e con>iava2" 0 eCtraordin?rioK %ada vez 4ue se vB na
rua u2 signo ini2igo riscado3 ani4uilado3 sente;se co2o u2 cho4ue interior"
nossos ho2ens passara2 ali3 estão ativos3 luta2 de >ato6#
A tare>a era3 portanto3 realiz?vel3 eu podia acreditar 4ue essa luta seria coroada de
sucesso5 sB;lo;ia certa2ente 3 se apenas se pudesse provoc?;la e2 toda parte# D
segundo passo devia3 então3 ser tentado" devia;se ganhar para essa causa
nossas organizaçes3 nossos che>es# eria possívelS A idéia era si2ples e3 posta
e2 pr?tica3 tinha dado resultados positivos# Tra1alhadores co2uns
co2preendia2;na rapida2ente e aceitava2;na5 por4ue os che>es não o >aria2S
Tínha2os organizaçes
populares epoderosas5
essa de
rede podia dar;nos3 e2pouco
novas ar2as e>icazes# %heio con>iança3 lancei;2e luta# te2po3
%o2ecei >alando a 2eus 2elhores a2igos socialistas3 de 2inhas tentativas e de
2inhas eCperiBncias" decidiu;se adotar a >lecha co2o sí21olo da 'rente de
&ronze5 nesse entrete2po3 eu o trans>or2ara3 e2 u2a >lecha tríplice3 antes de
tudo para alcançar3 pela repetição do signo3 u2 >ortaleci2ento de sua e>ic?cia3 e2
seguida3 para acentuar a idéia coletiva do 2ovi2ento# Alé2 disso3 o sí21olo das
trBs >lechas eCpri2ia 2uito 1e2 a tríplice aliança entre as organizaçes oper?rias
reunidas na 'rente de &ronze" o partido3 as corporaçes sindicais e a &andeira do
Reich3 co2 as organizaçes esportivas de tra1alhadores5 assi23 as trBs >lechas
si21olizava23 ta21é23 os trBs >atores do 2ovi2ento" poder político e intelectual3
>orça econ-2ica e >orça >ísica# Alé2 disso3 o sí21olo era dinO2ico3 o>ensivo e
le21rava3 ainda3 as trBs 4ualidades 4ue se eCigia2 dos co21atentes" a atividade3
a disciplina e a nião# As idéias li1ertadoras da Revolução 'rancesa estava2
igual2ente eCpressas" li1erdade3 igualdade3 >raternidade#
$3 2ais ainda" o paralelis2o das trBs >lechas eCpri2ia3 de >or2a tangível3 o
pensa2ento da >rente unida" tudo devia ser 2o1ilizado contra o ini2igo co2u23 o
>ascis2o#
$n>i23 o nE2ero trBs aparece tão >re4Uente2ente na vida hu2ana3 nos
pensa2entos3 na vida ínti2a3 na histHria3 4ue se tornou3 de certa >or2a3 u2
nE2ero sagrado# D >ato de 4ue ele se enraizou no do2ínio do su1consciente3 te2
consider?vel i2portOncia para sua e>ic?cia psicolHgica#
$sse sí21olo3 tão >?cil de reproduzir 4ue toda criança podia desenh?;lo3 tinha
2ais a vantage2
so1repor de não
seu sí21olo poder ser
ao nosso3 destruído"
co2o >azía2osDs advers?rios
co2 não nesse
o deles3 pois3 conseguia2
caso3
ter;se;ia a i2pressão de 4ue era a cruz ga2ada 4ue estava cortada por nossas
trBs >lechas#
A superioridade desse sí21olo de luta política so1re todos os de2ais reside
ta21é2 no >ato de 4ue é3 depois da cruz cristã3 o 2ais si2ples# e se coloca2 os
sí21olos gr?>icos 2ais conhecidos nu2a orde2 de co2pleCidade crescente3
o1té2;se a seguinte relação" .>ig# 8/" a %ruz3 a 2ais si2ples de todas3 e2 seguida
o V da egunda Guerra Mundial3 a cruz de orena dos degaullistas3 as trBs
>lechas3 a cruz ga2ada3 depois o crescente do @sla23 a insígnia soviética  a >oice
e o 2artelo  e3 en>i23 os sí21olos se2pre 2ais co2pleC os" o >eiCe >ascista e as
insígnias dos @2périos" as ?guias3 os lees3 etc#
%o2o sí21olo para a ca2panha do Ne) (eal e2 78II3 serviu a Roosevelt a
?guia azul5 os sí21olos respectivos dos dois partidos políticos3 nos $stados
nidos3 são3 respectiva2ente" o dos de2ocratas  o 1urro3 o dos repu1licanos  o
ele>ante#
Ao lado dos sí21olos por i2age23 h? outros por letras3 de 4ue os 2ais
conhecidos3 na histHria3 são o # P# # R#  .enatus Populus4ue Ro2anus/ 4ue3
na antigUidade3 colocado e2 2uitos lugares3 procla2ava3 por toda parte3 o poder
con4uistador de Ro2a5 o R# '# .Repu1li4ue 'rançaise/ da Revolução 'rancesa3
insígnia o>icial ainda de nossos dias# $sses sí21olos por letras são3 entretanto3
sí21olos de $stados e2 >unção dos 4uais est? sua >orça sugestiva5 são 2uito
a1stratos para prender as 2assas5 e a i2aginação3 sozinha3 2uito
>re4Uente2ente3 não 1asta para criar e2oção#
@nscriçes e divisas são ta21é2 e2pregadas3 2uitas vezes3 na propaganda
política escrita3 so1retudo nos cartazes3 nos des>iles3 ou e2 2uros e >achadas de
edi>ícios# ua utilização inspira;se no eCe2plo da pu1licidade co2ercial e te2 por
o1*etivo 2enos convencer a inteligBncia do 4ue desencadear3 por >Hr2ulas
precisas e surpreendentes3 as paiCes e acordar ta21é2 as a21içes# Nas
inscriçes3 o eCcitante visual co21ina;se co2 o sonoro3 pois evoca as palavras
4ue tB2 u2 >orte valor e2otivo#

/ig= ?
í21olos gr?>icos
co2pleCidade 4ue dese2penhara2 >unção política3 por orde2 de
dos desenhos#
Na luta política3 conduzida na Ale2anha e2 78I<3 lidou;se não co2 u2 sí21olo3
2as3 co2 todo u2 siste2a de sí21olos3 geradores de co2porta2entos e de
estados d\al2a ou3 e2 ter2inologia cientí>ica3 4ue aprende2os nos capítulos
precedentes3 co2o eCcitantes condicionais de re>leCos3 derivando de diversos
siste2as de pulses# (ois princípios3 re>erindo;se so1retudo s pulses 7 e I3
era2 realizados nos siste2as de sí21olos e2pregados na luta pelos dois grandes
grupa2entos" os hitleristas e os socialistas# $sses dois princípios era2 o da
inti2idação e o do ridículo# As >or2as era2" gr?>ica3 pl?stica e sonora# Ds dois
princípios podia2 2ani>estar;se3 e2 cada u2a dessas >or2as#
Assi23 o sí21olo gr?>ico de inti2idação dos hitleristas era a cruz ga2ada5 o dos
socialistas  as trBs >lechas# $ra2 reproduzidos e2 toda parte3 a giz3 l?pis3 carvão3
ou e2 cores3 nos 2uros e paliçadas3 nas ruas3 nos veículos3 etc#5 >igurava2 nas
1andeiras3 1andeirolas de papel3 nas vidraças e cartazes3 sendo conduzidos
ta21é2 co2o insígnias5 aparecia23 constante2ente3 na pri2eira p?gina dos
principais *ornais e no teCto de periHdicos3 eCpunha2;se nos anEncios3 pan>letos e
1oletins3 nos volantes3 era2 traçados no chão co2 u2a vara3 pintados no as>alto5
era2 até desenhados nos vidros e21açados e partes e2poeiradas dos
auto2Hveis3 dos 1ondes e vages de estrada de >erro3 co2 os trBs dedos a1ertos#
%riara2 u2a verdadeira o1sessão coletiva e >igurava2 e2 toda parte3 le21rando3
se2 cessar3  população3 a eCistBncia da 'rente de &ronze3 co2o >azia Fitler e2
seu 2ovi2ento3 >alando s 2assas do ardor co21ativo e do poder da grande
organização oper?ria#

2a prova da e>ic?cia desse gBnero de propaganda3 co2o 2eio de inti2idação


através da criação de u2a o1sessão por sí21olos gr?>icos é o>erecida pelo >ato
seguinte" 4uando o sí21olo das TrBs 'lechas penetrou na 'rança e3 adotado pela
Juventude ocialista3 e2 Paris3 espalhou;se u2a noite pelos 2uros da capital3 os
*ornais de direita co2entara2 o caso nos dias seguintes3 perguntando 4ue
signi>icação podia2 ter esses 0sinais 2isteriosos63 indo ao ponto de supor 4ue
0certa2ente3 por 2eio dessas >lechas3 era2 indicados3 nas ruas3 os lugares de
2etralhadoras 4ue os partidos oper?rios su1versivos tinha2 a intenção de utilizar3
no caso de u2 2oti26# .KK/#
Ds sí21olos gr?>icos de sarcas2o tinha2 por >i2 criar3 na propaganda de rua3 u2
to2 ir-nico3 partindo do >ato de 4ue3 na luta política3 o ridículo 2ata# $sse signo
era a caricatura de Fitler3 desenhada3 co2 alguns traços3 so1re u2a cruz ga2ada3
encontrada ao acaso e riscada co2 trBs >lechas .>ig# 77/ XI7<Y
%o2o sí21olo pl?stico de inti2idação3 e4uivalente  saudação ro2ana de Fitler e
Mussolini3 os anti>ascistas adotara2 o gesto do 1raço direito energica2ente
estendido para ci2a e o punho cerrado# $sse gesto si21olizava o espírito
co21ativo3 eCpri2ia a a2eaça e devia servir3 ta21é23 co2o saudação coletiva3
saudação individual3 saudação nas ruas3 co2o gesto de *ura2ento e nos des>iles
e2 colunas# $stes3 co2o as ceri2-nias e2 pE1lico3 igual2ente3 são 2eios de
propaganda 2uito poderosos para eCaltar paiCes3 so1retudo do tipo agressivo3
.pulsão n# 7/ por u2a eCi1ição de sí21olos gr?>icos3 de cartazes co2 slogans3
uni>or2es3 1andeiras3 pelas eCcla2açes3 os cantos3 a 2Esica3 etc# (e >ato3 são
i2itaçes des2esuradas das eCi1içes a21ulantes3 atuando so1re a vista3 os
ouvidos e os nervos3 e2 geral3 dos assistentes tanto atores3 co2o espectadores#
Na luta dos sí21olos na Ale2anha3 e2 78I<3 usou;se 2uito esse tipo de
propaganda3 co2o vere2os e2 seguida#
D correlativo do punho estendido3 o sí21olo pl?stico de 2o>a3 era o antigo gesto
ro2ano3 através do 4ual a 2ultidão de Ro2a eCpressava o dese*o de 2orte ao
vencido3 nos co21ates de gladiadores" o punho co2 o polegar voltado para 1aiCo#
(evia dizer aos advers?rios" 0$stais perdidos3 estais >racos3 ai de vHsK6 A cada
encontro nas ruas co2 os nazistas3 esse gesto devia responder  saudação
hitlerista de provocação# sava;se nos des>iles3 nos corais >alados e e2 toda
oportunidade onde se i2punha a agressão ir-nica contra os advers?rios#
%o2o sí21olo sonoro de a2eaça e co2o réplica ao grito nazista de 0Feil Fitler6
.viva Fitler/3 os socialistas e2pregava2 0'reiheit 6 .i1erdade/3 le21rando o ideal
socialista 2ais elevado5 a li1erdade política e 2oral3 a li1ertação do *ugo
capitalista# D grito era co21inado co2 o gesto de co21ate3 o punho levantado#
sava;se3 co2 a 2aior >re4UBncia possível3 nas ruas5 todo ho2e23 toda 2ulher3
conduzindo a insígnia das trBs >lechas3 saudava2;se co2 o grito de guerra da
li1erdade# Para assegurar aos sí21olos u2a propagação e u2 e>eito tão r?pido
4uanto possível3 os 2e21ros dos partidos passeava2 regular2en te3 a u2a hora
deter2inada3 nas ruas e nos lugares 2ais >re4Uentados  a palavra técnica desse
gBnero de propaganda era passeio de sí21olos# XI7IY
$is u2a prova 2ani>esta da e>ic?cia da propaganda dinO2ica por sí21olos# .'ig#
7=/#
2 do2ingo3 e2 %openhague3 os *ovens socialistas percorrera2 as ruas da
cidade e2 1icicletas3 e2 >ila indiana5 conduzia2 pe4uenas 1andeiras ver2elhas
co2 as trBs >lechas3 4ue >lutuava2 ao vento5 o pri2eiro da >ila tinha3 alé2 disso3
>iCado no guidon u2 estandarte do 2es2o tipo e u2a corneta na 2ão5 o
corneteiro dava u2 sinal estridente e todos os de2ais 4ue o seguia2 erguia2
si2ultanea2ente o punho e gritava2 0^a2plar6K .pronto para o co21ate/  o grito
de guerra dos *ovens# Ds transeunt es3 at-nitos3 parava2 e olhava2 a >ila passar3
r?pida e surpreendente2ente# No dia seguinte3 os *ornais registrava2" 0Dnte23 a
cidade >oi invadida por e4uipes de *ovens socialistas 4ue >azia2 u2a propaganda
de novo tipo#6 etc# 0A direção da *uventude3 dese*ando controlar o e>eito3 tinha
enviado s ruas3 agentes 4ue devia2 interrogar os transeuntes so1re suas
i2presses3 especial2ente3 so1re o nE2ero dessas e4uipes 4ue circulava2 na
via pE1lica e so1re a 4uantidade de participantes# As ci>ras indicadas variava2
entre <== e I==# Na realidade3 não houve 2ais 4ue duas e4uipes co2 doze
*ovens3 ao todo3 e e2 todos os lugaresK
%o2o sí21olos sonoros3 para criar o entusias2o3 e2prega2;se hinos ou cantos#
%onhece;se o Forst Wessel ied dos hitleristas ou a Giovinezza de Mussolini e a
@nternacional3 dos socialistas# %o2o hino3 na Revolução Russa3 >oi e2pregada3
2uitas vezes3 a Marselhesa# A 'rente de &ronze tinha3 ta21é23 u2 hino 2uito
har2onioso e de rit2o arre1atador3 cu*o estri1ilho dizia"
0Duve a 2archa das colunas
Duve o troar dos nossos passos
%edo a li1erdade ser? ganha
Ve23 ir2ão3 2archa conosco6#
%o2o sí21olo sonoro ir-nico3 espalhava;se u2a eCcla2ação 4ue tornava ridículo
o grito nazista 0Feil Fitler6# &aseava;se nu2 *ogo de palavras" trans>or2ava;se
0Feil6 .viva/ e2 0Feilt6 .curai/ e3 4uando os advers?rios gritava2 0Feil Fitler63
retrucava;se" 0%o2 e>eito3 é necess?rio curar Fitler de sua 2ania de grandezaK6#
Du3 então 0ele >icar? logo curado63 ou3 ainda3 0A 'rente de &ronze o curar?
rapida2ente6K (a 2es2a >or2a3 4uando se encontrava2 escritas nu2 2uro as
palavras
inscrição 0Feil Fitler630Feilt
tornava;se acrescentava;se
Fitler6 .curaiu2 0t6 a palavra
Fitler/5 assi23 a0Feil63 de 2aneira
saudação 4ue
hitlerista eraa
tornada ridícula e perdia sua e>ic?cia de sí21olo a2eaçador#
$n>i23 pode;se ainda acrescer3 enor2e2ente3 a e>ic?cia psicolHgica de u2
sí21olo3 co21inando os dois princípios5 por eCe2plo3 u2 pe4ueno desenho
si21Hlico da 'rente de &ronze teve u2 grande sucesso3 na Ale2anha3 nessa
época e >oi reproduzido e2 2ilhes de eCe2plares# Apresentava a cruz ga2ada
de 1otas3 co2 a ca1eça de Fitler apavorada3 >ugindo diante das trBs >lechas# XI79Y
A guerrilha de sí21olos to2a3 s vezes3 >or2as 2uito curiosas" os advers?rios
de>or2a2 reciproca2ente os sí21olos5 os nazistas3 por eCe2plo3 trans>or2ava2
as trBs >lechas e2 trBs guarda;chuvas .>ig# 7Z/ 3 XI7LY os socialistas3 por sua vez3
ridicularizava2 a cruz ga2ada e a ca1eça de Fitler3 co2o ve2os a1aiCo .>ig# 77/3
etc# [ 2es2a categoria pertence a de>or2ação3 2uito di>undida e2 Paris3 da
inscrição dos realistas 0Vive le roi6 .viva o rei/ e2 6Vive le r-ti6 .viva a carne
assada/#
/ig= 99
í21olos gr?>icos na guerrilha entre a cruz ga2ada de Fitler e as trBs >lechas da
'rente de &ronze na Ale2anha#
a# i2age2 da cruz ga2ada riscada pelas trBs >lechas#
1# i2age2 da cruz ga2ada3 trans>or2ada e2 cara de Fitler3 riscada pelas trBs
>lechas#
(urante a ocupação da 'rança3 a 2ilícia de Pétain desenhava nos 2uros de Paris
seu sí21olo3 a ga2a# eus advers?rios os co21atia23 apondo so1re esse signo a
cruz de orena3 degaullista3 de 2odo 4ue se o1tinha u2a i2age2 de inseto ou
co2pletava;se o desenho de >or2a 4ue o trans>or2asse nu2a cara de idiota .>ig#
7</#

/ig= 9:
í21olos gr?>icos trans>or2ados e2 i2agens ridicularizadas pelos advers?rios# A
ga2a da Milícia de Pétain .(e acordo co2 (o2enach3 9L/#
A 2aior parte das >or2as utilizadas pela propaganda política é3 a>inal3 veículo para
os sí21olos# Vi2os3 nas p?ginas precedentes3 4ue os sí21olos gr?>icos3 de certo
2odo3 sinais estenogr?>icos da propaganda 2oderna3 eCplora2 as eCcitaçes
visuais3 tornadas assi2 uni>or2es para as 2assas# Mas3 o 2es2o sentido visual e
ta21é2 o auditivo são ainda utilizados para i2presses 2ais co2pleCas3

prendendo
2odo3 o1terae>ic?cia
atençãoatravés
durantedeu2 te2po 2ais
eCcitaçes 2aisprolongado
pro>undas ee dur?veis#
procurando3 desse o
Ta21é2
ele2ento persuasivo3 o raciocínio3 é 2isturado s i2presses 4ue recorre2 
a>etividade5 os sí21olos3 para se eCteriorizare23 e2prega2 até >or2as 2ais
co2pleCas3 valendo;se3 2uitas vezes3 de v?rios sentidos3 ao 2es2o te2po# $ssas
>or2as de propaganda são as do r?dio3 agindo3 então3 pela palavra3 pelo cine2a3
pelo teatro#
Na parte teHrica de nossa eCposição vi2os 4ue Pavlov atri1uía eCtre2a
i2portOncia  palavra3 co2o eCcitante condicionante para a >or2ação de re>leCos
condicionados3 2or2ente para a4ueles 4ue povoa2 o segundo siste2a de
sinalização# $2 nossos dias3 o r?dio tornou;se o principal veículo de propaganda
sonora# As in>or2açes3 a 2Esica3 as cançes3 o s!etch >alado3 são outros tantos
ca2inhos de 4ue se serve a propaganda# Vi2os sua enor2e in>luBncia nos
2étodos da Elti2a guerra3 e2 4ue a resistBncia psí4uica das populaçes3 nos dois
ca2pos3 era >ator pri2ordial na luta# Nos Elti2os te2pos é a televisão3 associa da
ao r?dio3 4ue co2eça a tornar;se u2 2eio universal de trans2issão do
pensa2ento e das e2oçes hu2anas" nos $stados nidos3 os receptores de
televisão *? se conta2 aos 2ilhes# A propaganda sonora utiliza3 ainda3 discos
4ue3 co2 o e2prego de alto;>alantes3 instalados nas reunies pE1licas e e2
veículos3 serve2 nas ca2panhas eleitorais e até na >rente de guerra5 e2 787Q3 e2
78I8;9L3 na guerra civil espanhola e chinesa e3 ulti2a2ente3 na guerra da %oréia
e no Vietnã#

/ig= 9@
2 grupo de *ovens socialistas dina2ar4ueses realizando3 e2 %openhage3 u2
ato de propaganda e2otiva e2 >ila indiana#
A propaganda visual pelo teatro e pelo cine2a é ta21é2 i2portante na vida
política# Na Revolução Russa e no >ront das duas guerras3 o teatro a21ulante na
REssia gozava de grande popularidade" os 2elhores artistas não se cansava2 de
contri1uir para trazer alto o 2oral dos co21atentes# Tere2os3 2ais adiante3
oportunidade de nos ocupar de grandes >estas pE1licas espetaculares3
organizadas durante a Revolução 'rancesa e3 na nossa época3 na Ale2anha
hitlerista e na REssia soviética# A propaganda pelo cine2a é so1retudo
característica deste Elti2o país3 onde os >il2es3 ad2iravel2ente 2ontados e
encenados pelos 2elhores artistas3 tB2 4uase se2pre u2 gosto de tendBncia3 isto
é3 >aze2 propaganda3 se*a para >acilitar as tare>as construtivas da vida na REssia3
se*a para di>undir as idéias nascidas da Revolução de 787:#
D sí21olo é conce1ido geral2ente co2o u2a representação 4ue evoca3
instantanea2ente3 u2a idéia ou u2a doutrina3 o sinal 4uase 2ecOnico3 ou 2elhor3
auto2?tico3 4ue sugestiona os ho2ens3 4ue os reEne e2 torno dessa idéia# Mas3
a idéia ou doutrina é u2a criação dos ho2ens3 destinada a esti2ular sua
atividade3 polarizando;a nu2 deter2inado sentido5 conté2 se2pre ele2entos do
4ue Pavlov cha2ou de re>leCo de >i2# Dra3 se u2 ho2e2 tende para u2 o1*etivo
é 4ue ele não se contenta co2 a4uilo de 4ue vive atual2ente3 procura algu2a
coisa de 2elhor3 de 2ais atraente e3 vendo a i2possi1ilidade de atingir esse >i23
na sua época3 cria o ideal3 o P?ssaro azul#  a srce2 dos 2itos# A política e os
2itos tB2 pontos de contato 2uito nítidos#
&asta le21rar a eclosão do 2ito revolucion?rio3 no >i2 do século V@@@3 na 'rança5
depois3 nos 2eados do século @3 a cristalização 2ais lenta3 contudo
pertur1adora3 do 2ito socialista e prolet?rio#XI7ZY Nos nossos dias3 a reani2ação
dos 2itos do passado e a criação dos 2itos do >uturo3 caracteriza3 de ora e2
diante3 as propagandas >ascistas3 tanto as de Fitler e Mussolini3 co2o a de
'ranco#

D
0a 4ue
>avorcaracteriza o 2ito
da sociedade e e2é principal2ente sua tendBncia
seu >avor63 segundo coletiva3desocial3
>eliz eCpressão RogereCistente
%aillois3
no seu livro e M+the et l\Fo22e .<I/# As >Hr2ulas 4ue apresenta so1re o
pro1le2a são tão claras 4ue considero Etil citar a4ui essas passagens" 0A
enervação3 por assi2 dizer3 do 2ito é de essBncia a>etiva e repercute nos con>litos
pri2ordiais suscitados3 a4ui e ali3 pelas leis da vida ele2entar# D 2ito representa3
na consciBncia3 a i2age2 de u2a conduta cu*a solicitação ela sente### D 2ito
pertence ao coletivo5 *usti>ica3 2anté2 e inspira a eCistBncia e a ação de u2a
co2unidade3 de u2 povo3 de u2 corpo pro>issional ou de u2a sociedade secreta6
e3 so1retudo3 dire2os nHs3 de u2 2ovi2ento popular3 religioso ou político3 a 4ue a
histHria e a vida social >ornece2 as >ontes da criação dos 2itos3 encontra2 neles
invHlucros 4ue os caracteriza2#
Mas3 nesse caso3 surge a 4uestão principal" 4uais são as necessidades a>etivas
4ue i2pele2 os ho2ens a criar 2itosS
Ainda a4ui a resposta 4ue nos d? %aillois é 1astante sugestiva#
D indivíduo est? preso a con>litos psicolHgicos co2 a civilização# $sses con>litos
são os >atos da prHpria estrutura socia l e o resultado do constrangi2 ento 4ue ela
>az pesar so1re seus dese*os ele2entares# D indivíduo sH poderia sair desses
con>litos por u2 ato condenado pela sociedade# D resultado é 4ue >ica paralisado
diante do ato ta1u e vai con>iar a eCecução ao herHi# $ste é3 por de>inição3 o 4ue
encontra solução para as situaçes 2íticas3 u2a saída >eliz ou in>eliz# D indivíduo
4ue so>re o con>lito e 4ue não pode sair dele3 e2 virtude das proi1içes sociais3
entrega seu lugar ao herHi" este é3 então3 4ue2 viola as proi1içes# Mas3 o
indivíduo não sa1eria ater;se eterna2ente a u2a identi>icação virtual co2 o herHi3
a u2a satis>ação ideal3 >alta;lhe o ato3 eCige ainda a identi>icação real3 a satis>ação
de >ato# D prHprio 2ito não é 2ais 4ue o e4uivalente de u2 ato#
D1serva;se3 atual2ente3 u2a revivescBncia dos 2itos# @sso é devido a 4ue o
2undo est? ator2entado por u2a vida cheia de di>iculdades3 de so>ri2entos3 de
desiluses3 de in4uietudes# $2 su2a3 est? 0privado de alegria6 e3 por essa razão3
0entregue ao do2ínio dos 2itos6# XI7:Y ua >unção é unir o dese*o o1scuro
in>or2ulado de sua satis>ação### D 2ito é u2a participação antecipada 4ue
preenche e reaviva o dese*o de >elicidade e o instinto de poder5 o 2ito é
indissoluvel2ente pro2essa e co2unhão#
Rei)ald3 .7I=/ XI7QY e2 sua crítica3 espanta;se 4ue eu cite %aillois .<I/ e supe
4ue é a >alta da possi1ilidade de eCplicação dos 2itos pela psicologia o1*etiva#
'aço;o3 precisa2ente3 por4ue a interpretação de %aillois3 4ue acho pertinente3 não
contradiz os dados da teoria dos re>leCos condicionados e não é3 no 2eu
entender3 u2a interpretação pura2ente psicanalítica# Ali?s3 certos >atos da
psican?lise não são necessaria2ente inco2patíveis co2 as idéias de Pavlov e as
2inhas de violação psí4uica# o2ente a eCplicação desses >atos3 4ue é dada pela
psican?lise cl?ssica3 parece;2e 2uito si2plista e não assentada su>iciente2ente
so1re os dados cientí>icos atuais" por eCe2plo3 o su1consciente da psican?lise
parece;2e coincidir3 e2 2uitos pontos3 co2 a noção do segundo siste2a de
sinalização de Pavlov# D 4ue re*eito3 ainda3 é a tendBncia de ver3 na >or2a de
4ual4uer sí21olo3 u2a >orça intrínseca 2isteriosa3 u2 ar4uétipo 4ue pode
desencadear re>leCos a1solutos3 isto é3 de srce2 su1consciente# Pensar 4ue o
povo ale2ão era3 antes de tudo3 in>luenciado pelo sí21olo da cruz ga2ada 2ais
do 4ue por outros3 e4Uivale3 segundo penso3 a entregar;se a u2 2isticis2o 4ue
não te2 4ual4uer razão cientí>ica3 co2o3 a>inal3 a tendBncia para >alar de u2a
al2a ou consciBncia de 2ultidão#

 precisa2ente por4ue ve2os 4uedeo al2a


2ito e2prega se2prenos
sí21olos 4ue >aze2
reviver3 se2 di>iculdade3 estados 4ue sustenta2 des>aleci2entos#
$sses sí21olos to2a23 s vezes3 a >or2a de ritos3 de açes reais si21Hlicas3 4ue
dão aos indivíduos a sensação3 2ais ou 2enos >alaciosa3 de realizar3 não
o1stante3 suas aspiraçes# 0D rito introduz3 na at2os>era 2ítica3 o prHprio
indivíduo6#
$n4uanto o rito su1siste na vida social3 o 2ito te2 ta21é2 a possi1ilidade de
durar e de eCercer seu poder so1re os ho2ens3 2as3 cai e2 desuso3 se o rito é
a1andonado# Torna;se3 então3 co2o diz %aillois .<I/ o1*eto de literatura5 é o 4ue
chegou a nossos dias da antiga 2itologia#
Vere2os3 2ais adiante 4ue3 na antigUidade3 os ritos3 dese2penhava23 na vida3
u2a >unção eCtraordin?ria3 não so2ente nas pr?ticas religiosas3 2as3 ta21é23 na
vida privada e política# (ava;se;lhes3 2uitas vezes3 o car?ter de >estas pE1licas3
4ue retornava2 periodica2ente e o>erecia2 aos ho2ens a oportunidade de deiCar
2ani>estar;se livre2ente sua a>etividade3 2ais ou 2enos ini1ida h? longo te2po
>ora das >estas3 pelas necessidades sociais ou leis 4ue restringia2 a li1erdade de
co2porta2ento# $ra2 verdadeiras 2ani>estaçes de desini1ição coletiva3 de
eCcessos autorizados3 pelos 4uais o indivíduo se integrava no dra2a e tornava;se3
ele prHprio3 o herHi do 2ito3 o rito realizando o 2ito e per2itindo vivB;lo# A
propHsito da >esta3 'reud XI78Y diz 4ue se trata de 0u2a violação solene de u2a
proi1ição6#
(e 'elice .I:/ nota 4ue os ritos são 2ais tenazes 4ue os prHprios 2itos e
guarda2 u2 car?ter estranha2ente pri2itivo3 co2o era o caso3 por eCe2plo3 nas
cele1raçes dos 2istérios de $leusis# 0Per2anece23 2uitas vezes3 e2 u2 nível
tão 1aiCo 4ue sua signi>icação escapa aos 4ue os eCecuta2 e 4ue se es>orça23
e2 vão3 para
e2prego eCplic?;los#
de processos uanto
2ais s pr?ticas
ou 2enos da 2ística3
i2ut?veis3 cu*a ae>ic?cia
continua2 repousa
su1sistir no
e2 sua
violBncia srcinal3 a despeito dos es>orços 4ue os pensadores tenta2 no sentido
de su1stituir os arre1ata2entos dos BCtases 4ue transtorna2 o organis2o3 as
inspiraçes poéticas ou pro>éticas 4ue entusias2a2 a al2a e de guiar as
a21içes de seus conte2porOneos para a serenidade de u2a sa1edoria >undada
na razão6#
Atual2ente3 pode;se ainda o1servar 4ue os 2ovi2entos políticos 4ue eCplora23
consciente2ente3 a a>etividade das 2assas3 a necessidade 4ue elas
eCperi2enta2 de eCteriorizar suas esperanças ou aspiraçes3 de vivB;las
si21olica2ente3 pelo 2enos3 es>orça2;se para criar 2itos e >aze2 grande uso de
>estas espetaculares 4ue to2a23 s vezes3 todas as características dos ritos# 
assi23 por eCe2plo3 4ue o culto do oldado (esconhecido3 criado depois da
guerra de 7879;7Q3 e 4ue se propagou por toda parte3 suscitou ritos de
peregrinaçes ao Arco do Triun>o e2 Paris3 a ceri2-nia da >la2a3 a 2aratona de
Rothondes e2 Paris3 etc# Mas3 >ora2 especial2ente os 2ovi2entos >ascistas
italiano e hitlerista 4ue recorrera2 a esses 2étodos e 4ue3 nas eCi1içes e2
Nure21erg e e2 outros lugares3 de sua >orça guerreira o>erecia2 eCe2plos desse
gBnero3 aproCi2ando;se3 pela eCaltação dos participantes3 das >estas das tri1os
selvagens5 co2 a Enica di>erença de 4ue a organização 2oderna e a disciplina de
cad?ver dese2penhava2 u2 i2portante papel3 deiCando inalterada a 2entalidade
1?r1ara# Mo>>at3 citado por %aillois .<I/ traça u2 paralelo entre essas >estas
hitleristas e as das seitas políticas se2i>ascistas nos $stados nidos3 a ^u;^luC;
^lan# (iz 4ue 0os ritos de punição estão aí nitida2ente destinados a dar aos
2e21ros essa e21riaguez 1reve 4ue u2 ho2e2 in>erior não pode dissi2ular
4uando se sente3 por alguns instantes3 detentor do poder e criador do 2edo6# VB;
se a4ui3 ainda3 4ue a pri2eira pulsão principal2ente é eCplorada nesses casos#
Alé2 dessa pulsão e ainda a segunda ou nutritiva3 encontrando;se na 1ase do
culto religioso3 co2o *? vi2os3 4ue geral2ente constitui o su1stratu2 so1re o 4ual
cresce2 e se desenvolve2 os 2itos# Mas3 co2o no 2ito3 pode2;se distinguir dois
aspectos3 o ele2ento 2ístico e o da 2agia3 é possível a>ir2ar 4ue3 nas religies3
são os ele2entos de 2ística 4ue predo2ina23 en4uanto os ritos dos 2itos3 tendo
e2 sua 1ase veleidades de violBncia3 ressalta23 de pre>erBncia3 da 2agia3 4ue
guarda a atitude de con4uista3 a vontade de poder# Ds sí21olos gr?>icos3 co2o3
por eCe2plo3 a cruz ga2ada3 ou os sí21olos sonoros e pl?sticos3 4ue le21ra2 as
>Hr2ulas e os gestos de encanta2ento3 de >eitiçaria3 são >or2as se2 dEvida
aparentadas co2 a 2agia 4ue3 0e2 razão de sua prHpria natureza63 co2o nota (e
'elice3 .I:/ 0é u2 dissolvente do espírito e u2 narcHtico da consciBncia6#
A 2agia surge3 então3 de técnicas 2ais 2ecOnicas3 poder;se;ia dizer3 4ue se
vale23 consciente2ente3 dos auto2atis2os ocultos no inconsciente# A 2ística3 e2
co2pensação3 sendo da 2es2a >or2a u2a técnica de ultrapassar a si 2es2a3
co2o diz (e 'elice3 .I:/3 2as *? e2 vias de su1li2ação religiosa3 e2prega
processos 4ue se pode2 agrupar e2 >or2as in>eriores e superiores# No pri2eiro
grupo3 (e 'elice distingue processos de dietética" para chegar ao BCtase3 recorre;
se a *e*uns3 a regi2es ali2entares especiais e so1retudo  ingestão de
su1stOncias tHCicas 4ue leva2  e21riaguez 4ue parece2 a1rir acesso a u2
2undo so1renatural .IQ/# D segundo 2étodo é a aglo2eração e2 2ultides3 por
eCe2plo3 nos te2plos3 procisses3 etc#3 nas 4uais a individualidade se perde e2
proveito da união co2 a 2ultidão# D terceiro é o dos eCercícios >ísicos especia is3
aco2panhados3 s vezes3 de 2aceraçes3 de atitudes deli1erada2ente >orçadas3
de paralisias volunt?rias de certos Hrgãos5 a pessoa provoca e2 si 2es2a
pertur1açes >isiolHgicas e psí4uicas3 co2o pelas intoCicaçes se cria2 vertigens#
D segundo grupo de >or2as 2ísticas3 os de 2étodos de orde2 superior3 é
caracterizado por u2a concentração 2ental por 2eio da 2editação3 conte2plação
ou especulação para u2 certo ideal# $n>i23 o segundo processo superior de
ultrapassar;se a si 2es2o cul2ina na pr?tica de u2 ascetis2o pura2ente 2oral3
>inalizando na a1negação#
Poder;se;ia3 talvez3 o1*etar 4ue3 e2 nossos te2pos3 e2 4ue o racionalis2o
procura penetrar e2 tudo3 e2 4ue as ciBncias positivas o>erece2 u2a visão
se2pre 2ais nítida da natureza e das leis 4ue rege2 as coisas3 seria estranho
>alar de 2ística3 de 2agia3 de in>luBncia dos 2itos# ería2os tentados a acreditar
4ue os perigos 4ue entreve2os atual2ente para a hu2anidade e a cultura são
i2agin?rios ou3 pelo 2enos3 eCagerados# [ parte tudo o 4ue disse2os
anterior2ente3 a propHsito das leis do co2porta2ento hu2ano 1aseadas e2
dados da psicologia 1iolHgica o1*etiva3 acredita2os poder responder a essa
eventual o1*eção3 co2 as seguintes palavras de Roger %aillois .<I/ 4ue3 pelo
estudo da >iloso>ia dos 2itos3 não acredita a>astado o perigo e2 4uestão# 0As
virtualidades instintivas  diz ele  não perecera2# Perseguidas3 despo*adas3
enche2 ainda de conse4UBncias3 tí2idas3 inco2pletas e re1eldes3 as i2aginaçes
dos sonhadores3 os pretHrios dos tri1unais e as celas dos asilos# Pode23 4uando
se sonha3 apresentar ainda sua candidatura ao poder supre2o# Pode2 até o1tB;
lo3 pois a época a isso se presta# (os 2itos hu2ilhados aos 2itos triun>antes3 a
estrada é3 se2 dEvida3 2ais curta do 4ue se i2agina# &astaria sua socialização#
No 2o2ento e2 4ue se vB a política >alar tão >acil2ente de eCperiBncia vivida e
essa concepção do 2undo p-r e2 di>iculdades e e2 1rios as violBncias a>etivas
>unda2entais3 recorrer >inal2ente aos sí21olos e aos ritos3 4ue2 o *ulgar?
i2possívelS

 precisa2ente desse perigo de socialização dos 2itos e dos ritos e2 4uestão3


surgindo da violBncia3 da idéia anti;social e do processo de sua socialização3 *? e2
curso3 4ue dese*a2os >alar 2ais a1aiCo3 dando eCe2plos e provas irre>ut?veis#
Pretende2os tratar3 ta21é23 da possi1ilidade de ação 4ue3 opondo s ar2as
reais de violação psí4uica outras não 2enos reais e e>icazes3 poderão vencer as
>orças o1scuras 4ue conduze2 a hu2anidade para a 1eira do a1is2o# 2a vez
4ue u2 princípio deve guiar;nos nessa luta3 e2 4ue se *oga nosso destino" 4uerer
opor aos gases as>iCiantes i2agens santas e ladainhas é u2a >or2a de suicídio
coletivo#
D 2ito e o e2prego dos sí21olos nos leva2 a >alar de u2a >or2a de 2ovi2ento
popular e2 4ue esses 2étodos são evidentes5 usados h? séculos3 >ornece2
oportunidade de analisar sua e>ic?cia3 1aseando;se na sua duração# ão os
2ovi2entos religiosos e seus cultos# ua co2paração co2 os pro1le2as da
propaganda política é tanto
4ue 2ais
*usti>ic?vel 4uando se trata de 2ovi2entos de
grande envergadura se preocupa2 e2 atrair adeptos se2pre 2ais
nu2erosos3 de prepar?;los e 4uando tB2 as 2es2as >inalidades de 4ual4uer
2ovi2ento político3 desde 4ue tenta2 ta21é2 resolver as 4uestes do
co2porta2ento co2 vistas  salvação do ho2e2 e de sua co2unidade# a1e;se
4ue tivera2 s vezes na histHria papel e2inente2ente político e ainda tB2 e2
deter2inados países# A Enica coisa 4ue os di>erencia dos 2ovi2entos 1aseados
nas pulses e instintos ali2entar e co21ativo3 é 4ue pode2 >ir2ar;se e2 outros
>unda2entos" a 2oral cristã3 por eCe2plo3 te2 a da pulsão paternal3 pois é a
co2paiCão3 a 2isericHrdia 4ue a guia25 do ponto de vista do culto3 co2o vi2os
2ais aci2a3 2uitas religies se apoia23 a nosso ver3 na pulsão ali2entar3 co2o
1ase 1iolHgica#
%ertos usos3 nas sociedades pri2itivas3 são co2par?veis3 co2o 2odo de
>or2ação3 aos sinto2as o1sessivos3 co2 raízes nos auto2atis2os da es>era do
inconsciente# Theodor Rei! XI<=Y levou 2uito longe o paralelo entre a >or2ação de
dog2as e2 2atéria religiosa e a das o1sesses3 co2o 2eio de resistir a u2
con>lito inconsciente e 1uscar u2a solução#  evidente 4ue a histHria das religies
pode encontrar;se3 assi23 singular2ente3 esclarecida# (esse 2odo3 o 2ito 4uase
universal do deus nascido de u2a virge2 não aparece 2ais co2o o produto de
u2a revelação pri2itiva e co2u23 2as3 co2o resultado de u2 con>lito
inconsciente de toda a hu2anidade" o dese*o 4ue te2 a criança de supri2ir o pai#
$ntre os pri2itivos da Austr?lia3 XI<7Y as ceri2-nias 2?gico;religiosas não
co2porta23 as 2ais das vezes3 nenhu2a eCcitação e os o1servadores concorda2
e2 reconhecer o car?ter disciplinado e solene 4ue ordinaria2ente guarda2# ão
representaçes de lendas totB2icas# No espírito dos indígenas3 tB2 u2a
i2portOncia capital do ponto de vista econ-2ico" estão3 co2 e>eito3 estreita2ente
associadas  produção de ali2entos 4ue assegura2 a su1sistBncia da tri1o  >ato
4ue corro1ora3 2ais u2a vez3 nossa asserção de 4ue a 1ase 1iolHgica das
pr?ticas religiosas reside na pulsão n <#
As >or2as adotadas pelas @gre*as para sua propaganda e2otiva3 são3 e2
princípio3 a1soluta2ente as 2es2as 4ue as dos 2ovi2entos político s# Ve*a2os3
por eCe2plo3 os sí21olos" a cruz3 co2o sí21olo gr?>ico3 age3 e2 princípio3 da
2es2a >or2a 4ue a cruz ga2ada dos hitleristas ou a >oice e o 2artelo dos
co2unistas5 te23 unica2ente3 a grande vantage2 de ser 2uito si2ples e
>acil2ente reprodutível5 depois3 per2ite apreender3 co2 rapidez3 sua signi>icação3
o 4ue não é o caso da cruz ga2ada3 a su?stica3 nada tendo esta a ver co2 o
nacional;socialis2o e as teorias de u2 Fitler 4ue3 propagandista esperto3
si2ples2ente a adotou para seu 2ovi2ento3 devido  sua si2plicidade3  sua >?cil
reprodução# $ra3 para ele3 u2a 2arca de >?1rica3 co2o tinha sido3 ali?s3 2uito
te2po antes
$ledeeCplicou
Fitler e e2
ainda é aco2
2arca da reno2ada cerve*aria
%arls1erg# vão3 pro>usão de palavras3 no seudina2ar4uesa
Mein ^a2p>3
co2o e por 4ue veio a adotar a su?stica5 suas construçes ad hoc não engana2
ningué2# D sí21olo co2unista3 a >oice e o 2artelo3 é 2uito 2ais 1onito3 do ponto
de vista hu2ano5 e3 sendo co2preensível por si 2es2o  utensílios de tra1alho 
eCpri2e3 co2 eCatidão3 a idéia construtiva do $stado prolet?rio# Te2 a
desvantage23 e2 relação  cruz cristã3 de ser 2uito 2ais di>ícil de desenhar3 o
4ue entrava sua di>usão#
Dutro sí21olo religioso %ristão3 do tipo pl?stico3 correspondendo  saudação
ro2ana de Mussolini e de Fitler .o Elti2o aproveitando;se se2pre das idéias e
>Hr2ulas e2pregadas por outros/ ou ao punho distendido dos socialistas3 é o sinal
da cruz 4ue os >iéis >aze2 levando a 2ão  >ronte e aos o21ros#

A @gre*a e2prega3 ta21é23 sí21olos auditivos3 e4uivalentes aos gritos Feil Fitler3
(uce3 dos >ascistas3 ao 'reiheitK dos socialistas ale2ães5 entre outros" A2é23
Aleluia3 ^+rie $leison da @gre*a grega ou as eCcla2açes %hristosso vos!ress
.%risto ressuscitou/ da @gre*a russa#
%o2o sí21olos3 poder;se;ia2 citar3 ainda3 os totens das diversas tri1os pré;
histHricas ou das tri1os selvagens dos nossos dias3 4ue era2 os atri1utos
constantes de suas crenças religiosas e a respeito das 4uais 'reud e outros
>izera2 estudos tão pro>undos 4uanto interessantes# &astar? indicar 4ue3 nos ritos
dos cultos religiosos3 2es2o atuais3 co2o o cristão3 encontra;se u2a 2ultidão de
sí21olos3 tanto gr?>icos3 co2o pl?sticos ou sonoros3 assi2 co2o ritos3 4ue to2a2
a >or2a de preces coletivas3 de cantos3 de liturgias e sacra2entos5 procisses3
prédicas e 2il outras 2aneiras de in>luenciar os diversos estados d\al2a3 a >i2 de
canaliz?;los nu2a direção de co2porta2ento dese*ada pelos diretores  os
padres# As pr?ticas
propaganda e2 geralsão3 na realidade3
e3 so1retudo3 a1soluta2ente
da política# as 2es2as
 supér>luo 4ueéas
insistir3 pois da
evidente
a analogia# 'altar ia ainda 2encionar u2 2ovi2ento 4ue e2prega3 para sua
di>usão3 2étodos de propaganda 1aseada no 2es2o princípio3 2as3 4ue o>erece
essa particularidade" sendo u2 2ovi2ento construído ideologica2ente de 2odo
claro so1re a pulsão n 9 .paternal/ utiliza3 contudo3 co2o 1ase3 na sua
organização e >or2as de propaganda3 a pulsão n 7 .co21ativa/# $sse 2ovi2ento
é o do $Cército da alvação3 e2 4ue a organização de cargos é >iel2ente copiada
do 2odelo 2ilitar" encontra2;se generais3 coronéis3 etc# D uni>or2e3 as 1andeiras3
os ta21ores3 as >an>arras3 as paradas dese2penha2 nisso u2 i2portante papel#
ua divisa é angue e 'ogo3 suas cores" ver2el ho e ouro3 seus *ornais inti tula2;
se Grito de Guerra e Pe4ueno oldado# D >undador desse 2ovi2ento3 criado e2
7QZL3 Willia2 &ooth3 era u2 ho2e2 4ue reunia trBs te2pera2entos" o de che>e
de organização3 o de apHstolo e de 1atalhador# 2a carta escrita por ele3 aos
vinte
ela é anos3
cheia adeu2
a2igo3eserve para a co2preensão da gBnese dessa organização"
i2agens eCpresses guerreiras# XI<<Y
Dutra organização religiosa 4ue tirou do siste2a 2ilitar 2uitos princípios para sua
organização3 a disciplina3 a hierar4uia3 o prHprio espírito3 >oi a orde2 dos *esuítas3
criada por anto @n?cio de oiola#
Antes de tratar da propaganda política 2oderna3 propria2ente dita3 não é de2ais
dizer algu2as palavras so1re u2a atividade 4ue est? e2 estreita ligação co2 a
pri2eira" a pro>issão de *ornalista# 2 *ornalista é ta21é2 u2 engenheiro de
al2as3 deve conhecer3 per>eita2ente o instru2ento  e2 4ue toca  todo o teclado
das pulses e instintos hu2anos3 seus 1as;>onds3 suas su1li2açes5 deve poder
provocar propositada2ente3 nas 2ultides3 os re>leCos condicionados ad4uiridos3
ini1ir uns3 desini1ir outros3 criar novos3 desencadear açes#
Te23 para atingir esses >ins3 u2 instru2ento prodigioso3 a i2prensa# Mas3 e21ora
ela disponha ho*e de 2eios técnicos eCtraordin?rios e 2uito 2ais e>icazes 4ue
outrora3 é preciso acentuar 4ue sua in>luBncia di2inui# (urante a Revolução
'rancesa3 seu papel3 co2o Hrgão de propaganda política3 >oi 2uito grande5 no
curso do século @ e co2eço do nosso3 atingiu seu apogeu3 2as3 desde a
Pri2eira Guerra Mundial3 graças a u2a de2ocratização se2pre crescente da
política3 o e2prego de 2étodos populares3 sugestivos3 co2o ar2a de propaganda3
devido ta21é2  di>usão do r?dio3 a >unção da i2prensa passou a segundo plano5
1asta le21rar a crise de 78IQ ou durante a egunda Guerra Mundial3 e2 4ue
2ilhes de pessoas estava23 dia e noite3 suspensas3  escuta3 nos postos do
T##'# 4ue lhes in>or2ava23 é claro3 2uito 2ais rapida2ente 4ue os *ornais# Por
outro lado3 a 2ultiplicidade dos Jornais3 sua concorrBncia a1erta2ente co2ercial3
seu volu2e  >re4Uente2ente de <= e 2ais p?ginas  4ue e21araça a
possi1ilidade de u2a orientação r?pida3 coisa 4ue o ho2e2 atual 2ais aprecia3
tudo isso é causa de u2 certo declínio de in>luBncia da i2prensa 2oderna#
%ontudo3 o papel 4ue te2 é ainda 2uito i2portan te para assinal?;lo a4ui >alando
dos 2eios de propaganda política#
$21ora u2 *ornal político se*a3 e2 geral3 u2 convite ao raciocínio3 u2a vez 4ue
>ornece ao leitor3 antes de tudo3 as in>or2açes so1re os aconteci2entos 4ue lhe
interessa2 ou3 so1 >or2a de artigos3 co2ent?rios 4ue esclarece2 o con*unto de
>en-2enos políticos e2 relação 2ais ou 2enos estreita3 te2 a possi1ilidade .e
dela se serve co2u2ente/ de apelar para a e2otividade do leitor# %hega3 por u2a
in>or2ação 2ais ou 2enos tendenciosa3 4ue cria deter2inado estado a>etivo3 ou
ainda pelo e2prego de palavras ou de rit2os apropriados3 toca certas cordas da
al2a hu2ana3 evocando re>leCos condicionados 4ue o *ornal se prope guiar para
atingir seuse2otivo3
prHprios dispondo
>ins ou osoda coletividade
nu2a 4ue
representa5 pode eta21é2 criar
u2 estado 2aterial orde2 preconce1ida dando;lhe
títulos so1 >or2a de slogans3 de sí21olos# Atual2ente3 os ho2ens são se2pre tão
apressados 4ue não chega2 a ler o *ornal no co2eço do dia3 contenta2;se e2
lançar a vista so1re os títulos dos artigos e das notícias3 antes de tudo so1re os
títulos gerais de u2a ru1rica ou so1re a 2anchete 4ue# e2 poucas palavras .co2o
u2 diapasão/ cria u2a orientação3 u2 estado de espírito3 u2a tendBncia#  H1vio
4ue os di?rios políticos3 notada2ente os dos partidos3 atua2 co2 1ase na pulsão
co21ativa# Ds artigos polB2icos co2 os advers?rios >ornece2 as oportunidades#
As possi1ilidades de ação de 4ue trata2os pode2 ser secundadas por i2agens
4ue trans2ite2 idéias e senti2entos co2 eCtre2a rapidez e 4ue são 2uito Eteis
co2o 2eios de evocação dos estados d\al2a dese*ados  2a organização
racional da redação de u2 *ornal visa a criar3 *unto a ele3 ar4uivos de in>or2açes
e de i2agens e classi>ic?;los de 2odo 4ue os ele2entos indispens?veis possa2
ser consultados e2 pouco te2po3 o 4ue contri1ui3 natural2ente3 para as
necessidades do co21ate político por 2eio da i2prensa#
Na R3 ao lado de *ornais3 vendidos ou distri1uídos3 é 2uito di>undida u2a
>or2a especial e gratuita de in>or2açes das 2assas e de 2eio de propaganda" o
*ornal 2ural3 >eito pelos prHprios 2e21ros de u2a coletividade a 4ue se destina5 é
a>iCado nos lugares de tra1alho ha1itual dessa coletividade# $sta >or2a de
propaganda encontra;se espalhada nas usinas3 clu1es3 escolas3 utiliza a
caricatura3 a s?tira3 2as3 ta21é23 a eCpressão poética  $ste 2eio de2ocr?tico
de propaganda pela palavra escrita é u2 viveiro para revelar os talentos
*ornalísticos entre as grandes 2assas populares5 é ta21é2 u2 ca2inho para
atingir co2 2ais e>ic?cia a sensi1ilidade dessas Elti2as 4ue3 de 2elhor 1oa
vontade e co2 2aior con>iança3 presta2 atenção  palavra dos 4ue pelos
contatos di?rios estão 2ais prHCi2os delas# $ssa >or2a de *ornal 2ural espalha;se
igual2ente por 2ilhes de oper?rios e estudantes no Dcidente#
Antes de a1ordar a eCposição de alguns eCe2plos3 eCtraídos da histHria política
da hu2anidade e 4ue ilustra2 o 4ue aca1a2os de a>ir2ar3 parece;nos
interessante >alar dos princípios da propaganda política 2oderna3 tais co2o
resulta2 de consideraçes teHricas de 4ue trata2os nos capítulos precedentes e
4ue se >unda2 e2 dados das ciBncias 1iolHgicas de nossos dias# $ssa an?lise
ser? Etil para 2elhor co2preender os eCe2plos histHricos# &aseia;se nos
seguintes >atos capitais"
Ds grandes 2ovi2entos de 2assa 4ue caracteriza2 nossa época e 4ue se
eCterioriza2 no ato de votar .eleiçes3 ple1iscito/ ou e2 certas açes de rua
.2ani>estaçes3 2otins revolucion?rios/ não são o resultado de deli1eraçes
conscientes dos indivíduos 4ue co2pe2 a 2assa3 2as3 o e>eito de processos
nervosos >isiolHg icos3 cha2ados na linguage2 cl?ssica volitivos3 desencadeados
consciente2ente por energias vindas do eCterior3 por 2eios de propaganda3
de2agogia3 ou 2elhor ainda3 psicagogia# XI<IY
@sso vale para as verdadeiras de2ocracias 4ue3 co2o a>ir2a23 se inspira2 nas
teses da (eclaração dos (ireitos do Fo2e23 1e2 co2o para as ditaduras
2odernas 4ue3 na verdade3 não são verdadeiras ditaduras3 2as3 ditaduras co2
aspecto pseudode2ocratas# $stas Elti2as são ta21é2 sustentadas pelas
2assas3 2ano1radas3 poré23 sa1ia2ente e enganadas nos seus interesses vitais
 violadas psi4uica2ente#
As teorias 1iolHgicas 2odernas3 co2o as eCperiBncias e as estatísticas3 dão3 para
a relação entre os ele2entos 2ais ou 2enos conscientes e ativos3 nas 2assas e
os outros  os passivos3 vulner? veis  sugestão sensorial  a proporção de cerca
de u2 déci2o3 co2o *? vi2os 2ais aci2a  A derrota dos 2ovi2entos
de2ocr?ticos na Ale2anha e na @t?lia pelo >ascis2o repousava no
desconheci2ento desse >ato capital# Dra3 dai decorre3 logica2ente3 a idéia de 4ue
esses dois grupos deve23 do ponto de vista da propaganda3 ser tratados
di>erente2ente" os pri2eiros pode2 e deve2 ser persuadidos3 os outros
har2onizados3 a*ustados3 tendo e2 vista sua receptividade especí>ica  $ isso
precisa ser estudado a >undo# F? a tendBncia3 entre os políticos de2ocr?ticos3 de
su1esti2ar esse pro1le2a5 ouve;se dizer3 2uitas vezes 4ue3 na propaganda3 é
su>iciente seguir o 01o2 senso6# Nada 2ais errado e 2ais ne>asto para a e>iciBncia
da luta política 4ue essa a>ir2ação" a propaganda política é u2a verdadeira
ciBncia3 pertence ao do2ínio da psicologia coletiva aplicada# Tratare2os3 nos
capítulos seguintes3 das >or2as 4ue a propaganda3 persuasiva ou e2ocional3
pode to2ar e vere2os co2o isso se veri>icou3 no curso da histHria3 li2itar;nos;
e2os a4ui a salientar algu2as regras gerais teHricas 4ue a condiciona2#
3 se2 dEvida3 proveitoso3 para 2elhor co2preender essas regras3 co2eçar por
u2a crítica dos 2étodos de propaganda3 1ase de ação política da 2aioria dos
partidos nos regi2es de2ocr?ticos3 especial2ente dos partidos socialistas5 esses
2étodos cl?ssicos estão e2 evidente contradição co2 os dados cientí>icos  ua
propaganda to2a3 >re4Uente2ente3 >or2as entristecedoras5 ela la2enta;se3 acusa
o advers?rio de atrocidade3 de espírito de agressão3 ressalta e2 outros ter2os3
sua aud?cia e sua >orça .>ig# 7I/   u2a t?tica negativa3 pois3 presta3 assi23 se2
perce1er3 u2 serviço  propaganda advers?ria#  o princípio 4ue cha2are2os de
inti2idação retroativa ou s avessas# A1usa3 >re4Uente2ente3 da ironia3 não >az
senão zo21ar do advers?rio3 2es2o onde u2a ação de luta3 u2a de2onstraçã o
de sua prHpria >orça se i2pe2#  2uito doutrin?ria3 a1strata e e2prega >or2as
4ue as 2assas considera2 >astidiosas e insípidas# uas açes são >ortuitas e
dirigidas so2ente por intuição3 4uase se2pre enganosa5 >alta2;lhe siste2a e
coordenação3 daí por4ue a u2 grande es>orço corresponde3 s vezes3 u2
resultado 1e2 2edíocre  'inal2ente3 o 4ue é grave3 est?3 >re4Uente2ente3
atrasada e2 relação aos aconteci2entos e  necessidade de a eles reagir co2
presteza#

/ig= 9;
$Ce2plo de propaganda err-nea" u2 cartaz dos socialistas ale2ães si21olizando
o destino do oper?rio no @@@ Reich hitlerista" princípio da inti2idação s avessas#
%o2ete;se3 constante2ente o erro3 2es2o na propaganda 4ue te2 por 1ase o
princípio da sugestão3 de pensar e agir co2o se cada pessoa reagisse da 2es2a
2aneira 2as3 na verdade3 a 2entalidade dos diversos grupos da população é 1e2
di>erente e a propaganda racional te2 de ser diversi>icada  Acredita;se 4ue 1asta
achar u2a >Hr2ula >eliz3 u2 sí21olo ou u2 slogan3 para se ter assegurado o
sucesso3 co2o se >osse u2a 4uestão de pu1licidade co2ercial de u2 artigo
4ual4uer# $s4uece;se 4ue o essencial3 na propaganda racional3 é o plano de
ca2panha# Tal plano co2porta"
a/  a di>erenciação dos grupos de indivíduos a in>luenciar5
1/  o esta1eleci2ento dos o1*etivos psicolHgicos a atingir nos ele2entos de cada
grupo5
c/  a criação de Hrgãos para realizar a ação no sentido desses >ins5
d/  a criação3 por esses Hrgãos3 de >or2as de ação de propaganda#
e/  a distri1uição das açes no espaço e no te2po .esta1eleci2ento de u2 plano
de ca2panha/5
>/  a coordenação dessas açes5
g/  o controle da ca2panha3 especial2ente da preparação das açes e de seus
e>eitos#
(o2enach .9L/ XI<9Y d? u2 con*unto de regras segundo as 4uais deve ser
construída a contrapropaganda  $nu2era;as co2o se segue"
7  desco1rir os te2as do advers?rio3 isol?;los e classi>ic?;los por orde2 de
i2portOncia5 depois3 co21atB;los separada2ente5
<  atacar os pontos >racos5
I  nunca atacar >rontal2ente a propaganda advers?ria3 en4uanto poderosa3
2as3 para co21ater u2a opinião# é preciso to2?;la co2o ponto de partida3
encontrar u2 terreno co2u25
9  atacar e desconsiderar o advers?rio5
L  p-r a propaganda do advers?rio e2 contradição co2 os >atos5
Z  ridicularizar o advers?rio5
:  >azer predo2inar seu cli2a de >orça#
A política3 e2 razão da i2portOncia 4ue ad4uiriu3 e2 nossos dias3 a propaganda
a>etiva3 tornou;se 4uase u2a religião" te23 co2o diz (e 'elice3 .I:/ suas po2pas
e ritos3 seus dog2as e sua >é3 seus vision?rios e seus >an?ticos# D pri2eiro
cuidado de 4ue2 se prope conduzir u2a propaganda política de 2assa é o de
sa1er co2o poder *unt?;las3 e>etiva2ente3 *ogando co2 o e2prego de
estratage2as apropriados3 so1re todos os 2ecanis2os psí4uicos capazes de
tere2 u2a ação so1re os indivíduos 4ue a co2pe2" esses 2ecanis2os são as
disposiçes a>etivas de salvaguarda dos interesses econ-2icos3 políticos3 sociais
e religiosos dessa 2assa eCigidos por suas pulses3 visando  de>esa de sua
eCistBncia pessoal e  dos grupos ou classes a 4ue pertence2# (ese* o acentuar3
2ais u2a vez3 a4ui3 esse >ato3 e2 vista da crítica de Rei)ald .7I=/ XI<LY 4ue 2e
censura por considerar a possi1ilidade de dirigir a 2assa si2ples2ente co2o u2a
>unção da atividade do líder# Ja2ais a>ir2ei tal coisa3 pois é claro 4ue o estado
psí4uico das 2assas3 4ue é >unção da constelação social e dos caracteres
>isiolHgicos 4ue lhe são inerentes3 é ta21é2 u2 >ator deter2inante para o
sucesso do tra1alho do líder so1re essas 2assas3 4ue não pode ter e>ic?cia por si
2es2a3 >ora do te2po e do lugar#
2a vez atingida essa tare>a de congregar .e2 2ultidão e e2 2assa/ o líder deve
lançar nas 2assas3 diz %l+de Miller3 .7=L/ as palavras de orde2 do tipo palavras;
veneno ou palavras;virtudes ou ainda palavras;teste2unhas3 autorit?rias3
verdadeiras alavancas3 a >i2 de chegar  organização das 2assas ordenadas e2
grupos3 caracterizadas por u2 2es2o espírito e prontas a cooperar para atingir os
o1*etivos 4ue as liga2 ao líder#
A pri2eira lei da propaganda  diz ainda %l+de Miller3 .7ZL/ é a da conservação do
indivíduo# $3 para >azB;la atuante3 no seu co2porta2ento3 o líder deve e2pregar o
estratage2a psicolHgico seguinte" sugerir o 2edo e >azer entrever3 e2 seguida3 a
saída da situação perigosa3 a possi1ilidade de o1ter a segurança pelas açes 4ue
sugere#
Para >azer adotar pelas 2assas  e ta21é2 pelos indivíduos isolados  u2a
atitude ou u2a idéia nova3 geral2ente é 2ister torn?;las 2ais >acil2ente
aceit?veis3 pondo;as e2 relação co2 as idéias 4ue lhe são costu2eiras" a
oposição psicolHgica a tudo o 4ue é inesperado3 4ue ro2pera os laços
esta1elecidos3 en>ra4uece então 2ais >acil2ente#
Toda propaganda racional repousa so1re u2 nE2ero relativa2ente restrito de
>Hr2ulas decisivas e concisas 4ue deve2 ser cravadas a grandes golpes no
psi4uis2o das 2assas3 postas de ante2ão e2 estado de i2pressiona1ilidade
2ais acentuada#  o princípio da criação dos re>leCos condicionados de Pavlov#
Para evitar o perigo de >adiga pela repetição é aconselh?vel variar os aspectos do
te2a central# 2 eCe2plo dessa regra é o>erecido pela pu1licidade 4ue3
anunciando u2 artigo e2 cartazes3 e2prega a i2age2 da 2es2a pessoa3 2as3
e2 atitudes di>erentes" o ho2e2 risonho3 e2 pi*a2a3 do sal ^ruschen# Ta21é2
nas gravuras dos *ornais in>antis ilustrados3 e2 4ue3 nu2a série de nE2eros
consecutivos3 o 2es2o personage2 .Pi>3 o cão ou Placide e
Muso/3 XI<ZY reaparece2 e2 diversas situaçes3 o 4ue 2anté2 desperto o
interesse do leitor# Assi23 realiza;se a per2anBncia do te2a 4ue continua ligado 
variedade de sua apresentação XI<:Y A utilização de u2a >Hr2ula invari?vel
condensada3 co2o conclusão repetida e2 cada discurso ou e2 cada teCto de
propaganda3 é igual2ente e>icaz" a conclusão de cada discurso de %atão no
enado ro2ano é u2 eCe2plo conhecido" %eteru2 censeo3 %arthago delenda
esse XI<QY ou a >Hr2ula repetida de %le2enceau" 0$u >aço a guerra6# XI<8Y
2a condição i2portante a preencher para o sucesso de u2a propaganda 2aciça
é a uni>or2idade e a si2ultaneidade da ação de propaganda e2 2uitos lugares do
país3 de 4ue resulta a necessidade de u2a direção central para cada ação de
grande envergadura  (eve;se eCigir igual2ente de u2a 1oa propaganda 4ue ela
se 2ani>este so1 >or2as real2ente artísticas5 a palavra de orde2 de luta contra a
vulgaridade deve ser rigorosa# @n>eliz2ente3 a opinião err-nea de 4ue se pode
o>erecer s 2assas coisas ele2entares3 2edíocres e se2 valor estético é 2uito
di>undida# Não é preciso igual2ente a1andonar3 na propaganda3 a 1ase 2oral5
nesse do2ínio3 do 2es2o 2odo3 a al2a do povo é 2uitas vezes 2ais sensível
4ue a de certos propagandistas con>usos e e21otados#
%o2o diz co2 *usteza (o2enach3 .9L/ XI9=Y 0se2 atos de apoio3 u2a propaganda
não passa de u2 ver1alis2o 4ue cria iluses perigosas6 e volta;se3 no >i2 de
contas3 contra si prHpria3 pois as pessoas3 assi2 logradas3 a>asta2;se e torna2;se
seus advers?rios s vezes encarniçados# (epois do 4ue disse2os so1re re>leCos
condicionados3 so1re suas relaçes co2 os re>leCos a1solutos .nossos
auto2atis2os/ e so1re a necessidade de reaviva2ento do re>leCo condicionado 
isto é >acil2ente co2preensível# Mas3 ainda u2a vez3 é preciso insistir so1re o >ato
de 4ue o sucesso da criação do re>leCo condicionado e seu reaviva2ento sH é
possível se o líder 4ue o e2preende leva e2 consideração a disposição
psicolHgica e>etiva das 2assas3 >unção dos >atores sociais presentes#
A luta política não p?ra *a2ais e a propaganda não pode descansar#  o 4ue Fitler
co2preendeu 2uito 1e25 não se li2itava a >azer propaganda para as eleiçes5
>azia;a3 continua2ente3 seguindo a regra" não deiCar te2po para re>letire2
a4ueles a 4ue2 se dirigia5 seus advers?rios3 ao contr?rio3 so2ente atuava2 e2
deter2inadas épocas e3 2es2o nos períodos eleitorais3 acolhia23 >re4Uente2ente
co2 alegria3 os dias >eriados para interro2per a agitação e repousar  era a
>Hr2ula pre>erida# Na verdade3 era antes para evitar a luta3 4ue os pertur1ava e
não sacri>icar seus h?1itos 1urgueses#
J? vi2os e 2ais adiante vere2os 2elhor3 4ue Fitler3 colocando sua propaganda
sugestiva popular no plano do instinto co21ativo3 apelava para a violBncia
psí4uica3 apoiando;se na violBncia real# (iz no seu livro Mein ^a2p>" 0u2 1andido
resoluto te2 se2pre a possi1ilidade de i2pedir u2 ho2e2 de 1e2 de eCercer sua
atividade política6 e ele prHprio aplicava essa regra na pr?tica" e2 78I7;I<3 suas
tropas de propaganda .as #A#/ i2pedia2 seus advers?rios3 pela violBncia3 de
realizar reunies nos distritos rurais# 2a vez nesse ca2inho  diz ele  é preciso
>icar coerente e *a2ais vacilar entre a violBncia e a indulgBncia#
Dutra regra da propaganda hitlerista e 2ussolínica era o e2prego do eCagero5
Goe11els3 por eCe2plo3 procla2ava 4ue a 4uantidade de tropas de cho4ue de
Fitler3 e2 &erli23 era de 7=#=== ho2ens3 4uando sH havia
I#===# XI97Y Fado2ovs!+3 seu ínti2o cola1orador3 reco2enda a1erta2ente esse
2étodo3 dizendo" 0é preciso 2ostrar sua prHpria >orça e até 2ais do 4ue se te25 a
propaganda3 pela >orça3 se é 1e2 calculada3 i2pressiona e d? resultados
decisivos3 especial2ente no eCterior6 XI9<Y Ali?s3 essa regra de eCagero não é u2
apan?gio eCclusivo da propaganda hitlerista5 é atual2ente usada ta21é2 por
outros partidos# Por eCe2plo3 os co2unistas não desdenha2 de au2entar o
nE2ero de seus 2ani>estantes e3 ao pu1licar resoluçes3 to2adas nas suas
asse21léias de 2assa3 no Vel d\Fiv especial2ente3 as >aze2 preceder da
seguinte >Hr2ula"
0D povo de Paris3 reunido no VelHdro2o d\Fiver6### XI9IY
J? acentua2os 4ue a propaganda não deve ser >eita co2 a cega adoção de u2
es4ue2a3 2as3 4ue ela deve di>erenciar;se3 de acordo co2 o 2eio a 4ue se dirige#
Fitler tinha e2pregado3 para a propaganda3 tropas de cho4ue especial2ente
organizadas 4ue lhe per2itira2 penetrar >acil2ente nos ca2pos e ganhar para
sua causa os ca2poneses3 de u2 lado3 aterrorizando;os e3 de outro3 por4ue sua
propaganda atuava sozinha3 estando os de2ais partidos 4uase 4ue inteira2ente
desinteressados da população rural# Nu2 artigo do *ornal (eustsche Repu1li!3 e2
78I<3 ieg>ried FkCter3 analisava o pro1le2a da propaganda para os distritos
rurais e distinguia duas zonas principais" u2a cortada pelas grandes vias de
co2unicação3 a 4ue cha2a de zona 2ista e a outra3 onde os ca2poneses >or2a2
u2a ca2ada 2ais uni>or2e da população e onde as idéias de Fitler pudera2
penetrar 2ais >acil2ente  $2 conse4UBncia3 era de opinião 4ue os 2étodos de
propaganda popular agressivos3 1aseados no instinto co21ativo3 co2o os
iniciados pelos socialistas e2 78I<3 so1 o signo das TrBs 'lechas e 4ue se
2ostrara2 e>icazes contra a propaganda de Fitler3 devia2 ser e2pregados na
pri2eira zona3 en4uanto 4ue3 na segunda3 precisava2 ser 2odi>icados e
adaptados ao a21iente e  2entalidade rural3 isto é3 to2ar o car?ter de u2a
propaganda 2inuciosa3 2uitas vezes individual3 le21rando os 2étodos dos
via*antes co2erciais ou dos agentes de seguro#
2 outro eCe2plo de propaganda política di>erenc iada é >ornecido pela tentativa
>eita na Ale2anha3 pela 'rente de &ronze3 de dividir3 para as necessidades de sua
propaganda3 o país e2 trBs zonas" a oeste3 co2 u2a população e2 4ue os
senti2entos repu1licanos prevalecia25 a nordeste3 e2 4ue os reacion?rios
prussianos i2punha2 suas idéias e a sudeste3 onde as tendBncias socialistas;
co2unistas 2ani>estava2;se 2ais >orte2ente# $2 >ace disso3 o plano de
propaganda era conce1ido da seguinte 2aneira" os ele2entos das 4uatro pulses
de 1ase devia2 2ani>estar;se3 natural2ente3 e2 toda parte e a propaganda
dirigir;se a interesses econ-2icos3 co21ativos3 de previdBncia3 assi2 co2o as
tendBncias para a alegria e para u2a concepção 2ais leve da vida# Mas3 alé2
disso3
PrEssianaeCercia2
zona nordeste3 2aisenor2e
reacion?r ia3 onde os grandes senhores dedar
terra
ainda u2a in>luBncia3 o car?ter 4ue convinha  da
propaganda devia conter so1retudo ele2entos co21ativos ou de inti2idação5 no
sudeste  a zona industrial por eCcelBncia  ele2entos e razes econ-2icas5 no
oeste  acentu?;la no estí2ulo ao dese*o de de>ender as garantias eCistentes e a
vontade de segurança3 alé2 da previdBncia# Ds pulses I e 9 devia2 prevalecer
nas zonas sul e oeste3 os pulses 7 e <3 no norte e este#
J? 2enciona2os 4ue u2a propaganda racional supe u2a organização
propulsora dos serviços 4ue deve2 eCecut?;la5 conhece2;se3 na histHria dos
Elti2os te2pos3 trBs eCe2plos de >or2id?vel organização 2aterial de propaganda"
o escritHrio de ord Northcli>>3 na @nglaterra3 durante a Grande Guerra3 as
instituiçes de propaganda da guerra civil russa e o 2inistério de propaganda do
@@@ Reich# (isso >alare2os co2 2ais detalhes3 poré23 a4ui3 acentuare2os algu2as
regras gerais3 relacionadas co2 o pro1le2a da organização de u2a propaganda
a>etiva 2oderna#
A pri2eira regra consiste e2 u2 controle eCato da eCecução e do alcance das
2edidas adotadas pela propaganda5 nada 2ais i2portante 4ue esse cuidado
>re4Uente2ente negligenciado atual2ente# Ao contr?rio3 é necess?rio veri>icar
constante2ente o e>eito produzido3 esta1elecB;lo co2 a 2aior o1*etividade3
represent?;lo por 2eios tão de2onstrativos 4uanto possível e tirar concluses
pr?ticas para açes ulteriores5 isso aplica;se igual2ente ao conteEdo da
propaganda# Para esse >i23 o tra1alho eCecutado e os resultados o1tidos deve2
ser controlados segundo 2étodo 2odernos" 2apas3 planos es4ue2?ticos e
4uadros sinHticos3 gBnero 2eteorologia política do te2po da guerra civil russa3 e2
4ue era2 usadas cartas político;geogr?>icas especiais para >acilitar a r?pida
veri>icação dos aconteci2entos e esta1elecer suas relaçes >uncionais#
2a organização racional da propaganda eCige ta21é2 a centralização da
direção e so1retudo serviço de in>or2açes3 i2prensa3 etc#3 de vez 4ue3 para dar
os resultados 4ue dela se espera23 deve 1asear;se nu2a visão co2pleta da
situação# 2 estado;2aior 4ue esta1elece e dirige as ca2panhas políticas é u2
Hrgão se2 o 4ual não pode haver 4ual4uer garantia e>etiva de BCito5 e
>re4Uente2ente a razão do insucesso de u2a ca2panha3 co2o se o1serva onde
tudo é deiCado ao acaso3 prové2 da ausBncia desse estado;2aior" 4uantas vezes
não se vB i2provisar u2a ca2panha de propaganda3 constituir u2a co2issão ad
hoc3 con>iar a tare>a a u2a pessoa3 a u2 2inistro3 4ue é so1recarregado de
tra1alho#
Para dirigir a propaganda é preciso dispor de 4uadros" e4uipes de especialistas3
de agitadores3 etc# e 2es2o instruí;los3 instituir cursos de propaganda# Fitler
apreendera 1e2 essa regra3 >or2ando todo u2 corpo3 as #A#  co2o verdadeiras
1rigadas de cho4ue de propaganda" >ora2 essas tropas 4ue3 de >ato3 o levara2 ao
poder# Mas3 para 2o1ilizar 2ilitantes propagandistas3 para lanç?;los ao co21ate
no 2o2ento dese*ado3 é preciso dar instruçes concretas e in>la2?;los" é o 4ue
u2a propaganda racional realiza por 2eio de reunies ditas de esclareci2ento e
>eitas para ani2ar os 2ilitantes# A pr?tica da luta na Ale2anha 2ostrou 4ue era o
2elhor 2eio de organizar rapida2ente as ca2panhas políticas#
'inal2ente3 os 2eios >inanceiros dese2penha23 natural2ente3 u2 papel 2uito
i2portante na propaganda3 2as3 ao contr?rio da idéia 2uito di>undida segundo a
4ual não se sa1eria >azB;la e>icaz2ente se2 a 2o1ilização de grandes recursos
pecuni?rios3 a>ir2a2os 4ue h? nisso u2 enor2e eCagero" vira2;se e>icientes
ca2panhas políticas conduzidas co2 2eios irrisHrios  o segredo est? na
racionalização das açes e na possi1ilidade de 2o1ilizar psi4uica2ente3 de
entusias2ar as grandes 2assas# $2 geral3 pode;se 2es2o dizer 4ue o dinheiro
para u2a propaganda popular por 2eio de sí21olos3 encontra;se na rua3
1astando so2ente procur?;lo e o1tB;lo" e2 Fesse3 por eCe2plo3 a 'rente de
&ronze >inanciou3 e2 78I<3 toda sua propaganda vitoriosa contra Fitler co2 o
dinheiro recolhido através da venda de insígnias# 2 1o2 princípio é o de 4ue a
propaganda deve poder nutrir;se por si 2es2a#
ue a propaganda3 tal co2o ? analisada e descrita a4ui3 assegura u2 sucesso
4uase certo é de2onstrado pelos >or2id?veis resultados da hitlerista3 2as3
ta21é2 e so1retudo3 por u2a eCperiBncia política >eita e2 Fesse3 e2 78I<3 a
4ual >oi conduzida co2 o rigor de u2 teste cientí>ico de la1oratHrio# Nas eleiçes3
e2 Fesse3 4ue descrevere2os3 2inuciosa2ente3 2ais adiante3 e2 cinco cidades
.D>>en1ach3 (ar2stadt3 MogEncia3 Wor2s e Giessen/ os novos 2étodos de
propaganda da 'rente de &ronze >ora2 e2pregados nas 4uatro pri2eiras3 >icando
a 4uinta a1andonada aos velhos 2étodos social;de2ocratas5 servia3 a Elti2a3
desse 2odo3 de co1aia;teste2unha# Nas 4uatro cidades3 Fitler >oi derrotado3
vencendo e2 Giessen# Mais ainda" eis o 4uadro 4ue d? os surpreendentes
resultados dessa eCperiBncia"

(ata do início da apso de te2po e2 Vantage2 e2


%idades
propaganda dias até as eleiçes votos

D>>en1ach <LL <L I#I==

(ar2stadt <:L <I 7#L==

MorgEnci
I=L <= 7#I==
a

Wor2s ZZ 7I Z==


As eleiçes realizara2;se e2 78Z#
VB;se3 por esse 4uadro3 4ue as vantagens estava2 e2 >unção da duração da
propaganda# $sse eCe2plo 2ostra3 clara2ente3 4ue se te2  2ão a possi1ilidade
de dirigir as reaçes das 2assas e era esse3 precisa2ente3 o segredo de Fitler#
endo assi23 é preciso precaução co2 as idéias preconce1idas so1re a suposta
li1erdade de i2prensa e propaganda5 é 2ister le21rar 4ue >oi eCata2ente *ogando
co2 essa li1erdade 4ue lhe outorgava2 as leis da RepE1lica ale2ã de Wei2ar
4ue Fitler conseguiu ani4uil?;la#
(o2enach3 no seu pe4ueno livro so1re propaganda política .<L/ 2uito 1o2 ali?s3
co2entando 2inha eCperiBncia e2 Fesse3 espantou;se co2 a conclusão 4ue se
i2pe3 ou se*a3 04ue3 se essa conclusão prevalece3 não se vB 4ue possa restar
4ual4uer *usti>icação para os regi2es parla2entares3 por4ue3 co2o diz 2uito
*usta2ente3 esta eCperiBncia prova 4ue a opinião pE1lica3 nas 0de2ocracias6 .as
aspas são 2inhas/ é tão super>icial e 2ut?vel co2o o senti2ento 4ue i2pele u2
cliente a a1andonar u2a 2arca de denti>rício por u2a outra 2ais per>u2ada ou
2elhor apresentada0# $ ele se declara contra o relativis2o total da opinião política3
de2onstrado por essa eCperiBncia3 por4ue isso a1riria u2 0horizonte terri>icante6"
derrocada da idéia de2ocr?tica parla2entar# $spera 4ue estudos 2ais precisos da
con*untura econ-2ica3 social e política das cidades e2 4uestão3 poderia2 talvez
apagar 2inhas concluses pessi2ist as# A contragosto3 devo dizer 4ue a validade
desses resultados est? de2onstrada pelo seguinte >ato" apHs a grande passeata
au >la21eau3
vantage2 e2 (ar2stadt3
de votos nas sessesadiante
eleitoraisdescrita XI99Y
da cidade e2preendi
pelas u2 estudo
4uais passou da
o des>ile"
o resultado >oi eCpressivo" era2 precisa2ente os 1airros onde a votação
au2entou sensivel2ente#
D envenena2ento é u2 cri2e punido pelas leis da coletividade hu2ana#  te2po
de co2preender 4ue surge2 situaçes e2 4ue as grandes 2assas3 cu*o voto tudo
deter2ina no $stado de2ocr?tico3 pode2 sucu21ir a u2 verdadeiro
envenena2ento psí4uico3 no sentido 2ais real3 2ais >isiolHgico# e algué2
i2agina 4ue 1astar? recorrer  razão3 tentar co21ater esse envenena2ento3 a
violação psí4uica3 através de u2a propaganda de persuasão3 dever? convir 4ue3
depois de tudo o 4ue disse2os3 estar? acreditando nu2a perigosa ilusão# D Enico
2eio3 se não se dese*a golpear a li1erdade de palavra3 tão cara3 co2 razão3 s
de2ocracias sinceras3 é sa1er garantir;se por aparelhos de i2unização psí4uica3
por Hrgãos de propaganda3 4ue deve2 cuidar para 4ue toda vontade de violar a
al2a coletiva3 através de pr?ticas psico>isiolHgicas u2a vez de2onstrado3 de ho*e
e2 diante3 4ue são verdadeiros instru2entos de intoCicação se*a >rustrada e
encontre3 i2ediata2ente3 u2a resposta e>icaz de proteção psí4uica#
A pr?tica da propaganda3 adotada por Fitler3 deu e2 resultado u2a certa
ani2osidade contra a propaganda e2 geral 4ue se 2ani>esta3 depois da egunda
Guerra3 nas ca2adas intelectuais3 notada2ente entre as 4ue designa2os co2o
pertencentes ao grupo dos 0L#===63 2as3 igual2ente3 entre os hesitantes3 os
0LL#===6# urge a descon>iança e toda propaganda é tida co2o inverídica3 co2o
u2 veneno secreto3 co2o u2a atividade cu*o no2e não se ousa pro>erir# XI9LY D
a1stencionis2o3 4ue se o1serva3 s vezes3 nas eleiçes3 é 4uase se2pre causado
por u2a aversão s propagandas# $ trans>ere;se essa opinião  in>or2ação 4ue3 é
verdade3 não se distingue3 2uitas vezes3 da propaganda 2alé>ica3 da lavage2 de
cére1ro3 assu2i ndo ela3 ta21é23 u2 car?ter tendencioso# @sso não é certo3
evidente2ente3 pois3 u2a in>or2ação verídica é precisa2ente u2a das 2elhores
ar2as contra a violação psí4uica e pode constituir;se nu2a poderosa ar2a de
propaganda 1e2 intencionada3 Etil3 portanto#
 certo 4ue u2a propaganda astuciosa e2prega3 2uitas vezes3 2étodos3 tru4ues
4ue3 desco1ertos3 a torna2 particular2ente odiosa  opinião pE1lica" lança3 por
eCe2plo 1ales de ensaio3 1alelas no r?dio e na i2prensa5 instila3 nas 2assas3
ru2ores e 1oatos3 notícias >alsas e até >alsas notícias5 d? senhas de silBncio para
a>ogar a verdade ou e2preende o>ensivas diversionistas# %o2o se pode veri>icar3
>acil2ente3 é so1retudo a i2prensa vespertina3 nos países de2ocr?ticos3 4ue
apresenta >re4Uente2ente espéci2ens desse gBnero de propaganda e de
in>or2ação#
Mas3 u2 des2entido dos >atos3 narrados pela propaganda adversa3 especial2ente
se >or2ulado e2 ter2os 1e2 nítidos e sucintos3 pode3 s vezes3 ani4uilar a
pri2eira3 contanto 4ue esse des2entido se*a i2ediato#
A descon>iança contra toda propaganda3 de 4ue >ala2os aci2a3 não se *usti>ica3
ainda por4ue 0a propaganda verídica não é nada 2ais 4ue a eCplicação e a
*usti>icação de u2a política6# XI9ZY Te23 nesse caso3 u2a car?ter in>or2ativo# XI9:Y

)apítulo VII
A Propaganda Política do passado
Ds te2pos antigos  msia Menor  Grécia  Ro2a  &izOncio  D %ristianis2o  D
@slão  A Ale2anha na @dade Média  A Revolução 'rancesa  Ds 2étodos
socialistas  A guerra de 7879;7Q  Ds segredos da casa %re)e  Ds 2inistérios

da
civilpropaganda  A Revolução
russa  Bnin Russa
A propaganda  A 2eteorologia política  Dsvag  A guerra
1olchevi4ue#
Na verdade3 a idéia da propaganda política é tão velha 4uanto a prHpria política#
Nos te2pos 2ais re2otos3 4uando os che>es de tri1os i2punha2 sua vontade a
seus sEditos3 trans2itia2;lhes sinais3 ordens3 por 2eio de palavras ou gestos 4ue
tinha2 u2a deter2inada signi>icação e 4ue era2 aco2panhadas3 ora de
encora*a2ento3 ora de a2eaça de sançes3 e2 caso de deso1ediBncia" >azia2
política# As alocuçes ao povo reunido3 as discusses nas ruas ou nos edi>ícios
pE1licos3 as inscriçes e2 2uros3 as letras e as >Hr2ulas gravadas na >rente dos
te2plos ou dos pal?cios3 os ritos e as ceri2-nias3 as procisses e2 4ue se
conduzia2 e21le2as3 estandartes3 >lores3 sí21olos de toda espécie5 a 2Esica
aco2panhando essas procisses ou os des>iles guerreiros3 os uni>or2es e
adornos 2ilitares  tudo isso eCistia h? séculos3 senão h? 2ilhares de anos e era
propaganda política3 na sua 2aior parte# $ncontra2;se ta21é2 2ani>estaçes
desse gBnero entre as tri1os 2ais selvagens3 2ais pri2itivas#
 H1vio 4ue os povos da AntigUidade3 2ais evoluídos3 nos deiCara2 vestígios
1astante nu2erosos 4ue esclarece2 esse ponto e cu*o aspecto con>ir2a3
per>eita2ente3 a aplicação dos princípios 4ue enuncia2os co2o constituindo a
1ase da propaganda política# i2itar;nos;e2os3 a4ui3 a citar alguns eCe2plos
colhidos da histHria do $gito3 da Grécia e de Ro2a#  assi2 4ue as inscriçes e
as i2agens de 4ue estão cheios os tE2ulos dos 'araHs3 no $gito3 >aze2 reviver
os detalhes da vida privada e política desse país 2ilenar3 notada2ente seus ritos
religiosos e >uner?rios3 4ue prova2 a 4ue ponto o si21olis2o e a 2itologia
.portanto os 2eios de in>luenciar a i2aginação das 2assas e de deter2inar seu
co2porta2ento/ era2 di>undidos *? na4uelas longín4uas épocas#
Mas3 antes de citar esses eCe2plos 4ue teste2unha 2 u2 estado 1e2 avançado
de cultura política3 acentue2os 4ue essa cultura3 sendo >unção de certas
condiçes realizadas na parte oriental da 1acia do MediterrOneo3 pelas populaçes
ali esta1elecidas3 apresenta traços co2uns nas >or2as de atividade social 4ue
ressalta2 da religião3 da arte e da política3 estreita2ente ligadas a essa época# 
claro3 depois do 4ue vi2os nos capítulos precedentes relativos s 1ases
psicolHgicas e sociolHgicas dessas atividades3 4ue as aglo2eraçes so1 >or2a de
2ultides3 sociedades e con>rarias3 apresentava2 o 2eio propício para essas
2ani>estaçes coletivas3 e2 4ue a relação 2ultidão;líder *? dese2penhava papel
decisivo#  na Palestina e na íria3 na msia Menor3 4ue se encontra2 os >ocos de
u2 >ervor particular2ente intenso3 cu*a irradiação se estendeu a todo o 2undo
antigo# Recorria;se a 2étodos destinados a provocar acessos de >renesi coletivo3
a >i2 de o1ter os transes e os BCtases 4ue se pedia23 algures3  ingestão de
drogas e 1e1idas >er2entadas XI9QY#
Ds pri2eiros docu2entos a respeito *? se encontra2 no Antigo Testa2ento# 2a
das características das religies sírio;>enícias era a eCistBncia de grupos
especializados 4ue se cha2ava2 pro>etas3 e2 4ue a inspiração coletiva era
provocada3 constante2ente apri2orada3 graças a u2 arre1ata2ento regular" os
2e21ros dessas associaçes agrupava2;se e2 torno de u2 2estre# $ra2
consultados co2o adivinhos e ta21é2 co2o curandeiros# Vivia23 2uitas vezes3
reunidos e2 con>rarias3 to2ava 2 re>eiçes e2 co2u2 e entregava2;se *untos a
pr?ticas destinadas a criar e2 todos3 si2ultanea2ente3 u2 2es2o BCtase# Para
consegui;lo3 e2pregava2 processos 4ue consistia2 so1retudo e2 u2a 2Esica
1arulhenta3 rit2ada pelo ru>ar dos ta21orins3 alé2 de cantos3 gritos3 saltos e
danças# Ta21é2 e21riagava2;se e participava2 dos ritos sangrentos do culto3
4ue levava2 sua eCcitação até ao paroCis2o" nesse estado3 se >lagelava23
retalhava2 o corpo3 e2asculava2;se e3 e2 geral3 se 2utilava2#
Nos cultos religiosos dessas regies orientais3 a satis>ação da pulsão agressiva
era associada  erHtica e os eunucos3 4ue se e2asculava2 e2 estado de
de2Bncia3 as inu2er?veis prostitutas3 agrupadas3 s vezes3 s centenas e aos
2ilhares e2 torno dos santu?rios3 entregava2;se a crises de histeria coletiva#
$ntre esses ele2entos eCaltados3 recrutava2;se líderes das 2ultides# $stas não
era2 raras na vida pE1lica desses povos orientais" >ornecia2 o contingente dos
espectadores das procisses religiosas5 essas 2ultides era2 arre1atadas por
esses espet?culos e3 por sua vez3 eCaltava2;se3 so>rendo co2 >re4UBncia u2a
2odelage2 uni>or2e de sua 2entalidade e agindo de con>or2idade co2 ela3 nos
2o2entos decisivos da vida nacional#

Apresenta
cele1radas u2 interesse
pelas especial
2ultides tinha2 sa1er
por >i24ue essasdoceri2-nias
a 2orte co2 de
deus3 seguida procisses
sua
ressurreição# $ssas >estas realizava2;se na pri2avera3 desencadeando3 na
população3 eCpresses de dor alternadas co2 a de eCu1erante alegria" era2 as
0orgias de Adonis6# 0A alegria 4ue sucedia  desolação geral parecia u2 1rusco
descanso dos nervos supereCcitados3 co2o o ata4ue do riso histérico e2 4ue
cul2ina u2 acesso de desespero6# XI98YNessas >estas3 a i2age2 do deus ornada
co2o u2 cad?ver3 era eCposta nos santu?rios e conduzida e2 procissão# 
surpreendente ver até 4ue ponto a religião cristã seguiu3 nos seus ritos3 as >or2as
*? eCistentes nas religies do Driente cha2adas pagãs3 para si21olizar os
dog2as3 na essBncia3 os 2es2os# A in>luBncia dos cultos >enícios se i2p-s a todo
o 2undo 2editerrOneo e aca1ou por instalar u2a verdadeira unidade religiosa3 e2
4ue o cristianis2o3 por sua vez3 tinha apenas 4ue se introduzir para con4uist?;la
e2 seu proveito#
Mas3 o principal lugar desse culto >oi %reta3 onde u2a 1rilhante civilização
do2inou3 por 2uito te2po3 todo o 2undo $geu# XIL=Y Ta21é2 l?3 havia con>rarias
de entusiastas3 4ue provocava2 a eCaltação coletiva por 2eio de eCercícios
violentos eCecutados ao so2 da cítara e da >lauta e 4ue eles destacava2
entrechocando suas ar2as e gritando# Drganizava2 ta21é2 procisses e2 4ue
dirigia2 a 2archa e o canto agitando os sistros# Ds 2e21ros dessas con>rarias
era2 recrutados entre os *ovens 4ue se preparava2 para a carreira das ar2as#
0$sse >ato  diz (e 'elipe .I:/ XIL7Y  4ue 1asta3 se2 dEvida3 para eCplicar a
insta1ilidade3 ao 2es2o te2po >isiolHgica e psicolHgica 4ue aco2panha e 4ue
segue a crise de pu1erdade3 >oi se2pre o1*eto de u2a eCploração 2ais ou 2enos
consciente nas sociedade antigas e 2odernas3 selvagens ou civilizadas# As
instituiçes de nosso te2po não perde23 nesse ponto3 ne2 para as 4ue vigora2
atual2ente nas tri1os atrasadas3 cu*a organização é considerada3 co2 razão3
haver per2anecido inteira2ente pri2itiva#  de se pensar 4ue alguns dos regi2es
atuais tB2 levado a eCtre2a sensi1ilidade dos *ovens s sugestes e s
eCcitaçes coletivas até a u2 grau nunca antes atingindo6#
%o2o *? acentua2os3 os cultos do Driente PrHCi2o eCercera2 u2a >orte
in>luBncia so1re a Grécia e so1re Ro2a# A religião grega era3 desde seus
pri2Hrdios3 a co21inação de dois acervos" o 2ais i2portante3 o do $geu3 tri1ut?rio
do Driente3 o outro3 2ais selvage23 o dos invasores vindos do Norte5 seus
co2ponentes3 1?r1aros e2 co2paração co2 a civilização re>inada das
populaçes autHctones3 cedera23 pouco a pouco3 a predo2inOncia s >or2as
2ais evoluídas e 2elhor adaptadas ao 2eio e ao cli2a das regies 2editerrOneas
4ue caracterizava2 as civilizaçes aí esta1elecidas h? séculos# 0 o 4ue ocorre
ta21é2 co2 as di>erentes divindades e 2es2o co2 (ionísios  4ue3 4uando
penetra na Grécia3 2uito te2po depois dos outros3 *? estava in>luenciado3 na sua
p?tria3 a Tr?cia3 por nu2erosos ele2entos trazidos da 'rígia  cu*a personalidade
poderosa3 associada a toda e21riaguez do corpo e da al2a3 se i2pregna
progressiva2ente do gBnio 2editerrOneo6# (essa >ecundação da cultura re>inada
do 2editerrOneo pelo espírito guerreiro3 pleno de vigor3 dos invasores 1?r1aros3
nasceu3 na Grécia3 u2a civilização 4ue atingiu o 2ais alto grau de evolução 4ue
se conhece#
&aseando;se nesse princípio3 enunciado 2ais aci2a3 da di>erenciação das >or2as
de co2porta2ento de acordo co2 as pulses ele2entares 4ue lhes serve2 da
in>ra;estrutura3 poder;se;ia a>ir2 ar 4ue3 na Grécia3 país do sol e de 1elezas
naturais3 onde a arte atingiu sua eCpressão 2ais har2oniosa3 era so1retudo o
desenvolvi2ento da pulsão seCual3 ou n I3 4ue do2inava as re>eridas
2ani>estaçes#  assi2 4ue3 as >or2as a>etivas da vida coletiva e pE1lica3 tais
co2o as procisses e ceri2-nias religiosas3 inti2a2ente ligadas3 na época3  vida
política3 reveste2 o car?ter de 2ani>estaçes orgíacas" as >estas do culto
dionisíaco3 as >alo>orias e outras procisses3 nas 4uais os sí21olos3 as
eCpresses eCt?ticas e os ele2entos 1urlescos dese2penha2 grande papel3 são
eCe2plos convincentes#
A4ui3 ainda3 co2o no Driente3 a eCaltação co2u23 >ator indispens?vel a essas
2ani>estaçes3 era conservada outrora por grupos eCcitados3 se2elhantes aos
cori1antes da msia Menor e aos %our_tes cretenses 4ue praticava2 eCercícios
violentos3 danças ar2adas3 caças de2oníacas através das >lorestas# $sparta se
so1ressaía nesse gBnero de 2ani>estaçes3 entre as 4uais se pode2 notar ainda
estranhas 2ascaradas3 srcin?rias dos costu2es dos invasores dHricos#

Mes2o na época 2ais 1rilhante da civilização grega3 esses grupos de entusiastas


4ue se entregava2 ao >uror das orgias no alarido dos tí2panos3 cí21alos e
sistros3 se2pre recrutara2 adeptos e as seitas 2ísticas3 a1ertas s in>luBncias
orientais3 2ultiplicara2;se e2 toda parte e eCercera2 u2a ação tão pro>unda
so1re a >iloso>ia 4ue esta ter2inou por se tornar u2a escola de arre1ata2ento
2ístico XIL<Y#
Ds Mistérios de $leusis era2 grandes 2ani>estaçes populares3 cu*a signi>icação
eCata ainda não se conhece 1e23 2as 4ue in>luenciava2 pro>unda2ente a al2a
popular e tinha2 relaçes co2 a política#
(essas grandes 2ani>estaçes de natureza 2ais nitida2ente política e 4ue tB2
traços co2uns co2 as eCi1içes espetaculares3 tão caras aos ditadores
2odernos3 chegou;nos a descrição3 através dos historiadores3 XILIY de u2a
grande >esta3 organizada e2 uze3 na msia Menor3 por AleCandre3 o Grande3 e2
4ue se erguera2 altares aos deuses olí2picos e s divindades 1?r1aras do
Driente e e2 4ue3 diante de enor2e 2ultidão de espectadores3 cele1rou;se u2
rito co2 4ue se pretendia si21olizar a reconciliação do Driente e do Dcidente"
casais de *ovens das duas raças >ora2 unidos e2 2atri2-nio co2 po2pa
espetacular#
No 4ue concerne  vida política propria2ente dita3 isto é3 s >or2as 4ue to2ava2
os atos pE1licos pertinentes  coletividade3 sa1e;se 4ue as asse21léias3 a ?gora3
so1retudo3 tinha2 características 2uito evoluídas5 reconhece2;se3 ta21é23
tentativas de in>luenciar3 2ais ou 2enos racional2ente3 o co2porta2ento dos
cidadãos nas eleiçes# a1e;se o gosto dos atenienses pelas parHdias 4ue
zo21ava2 dos políticos e de seus atos#
Mas3 so1retudo3 a propaganda de persuasão3 a arte oratHria3 era2 cultivadas5

havia
praia3 2es2o
a >i2 deescolas desua
eCercitar oradores# Assi23ultrapassar
voz e tentar o grande tri1uno
o ruído(e2Hstenes ia para a
das vagas nas
te2pestades3 o 4ue lhe seria Etil nas asse21léias populares tu2ultuosas# uas
lutas oratHrias contra 'ilipe .As 'ilípicas/ dera2;lhe u2 reno2e 4ue até ho*e se
2anté2#
A utilização da pri2eira pulsão .co21ativa/ co2o >ator de propaganda política era
relativa2ente pouca por hora da Grécia e encontrava antes sua eCpressão na
atividade guerreira# $21ora o grito de guerra  alalaK tenha sido e2pregado co2o
esti2ulante psicolHgico na 1atalha3 eCaltando o dese*o de ata4ue3 a corage2 das
tropas e a2edrontando os ini2igos3 as outras 2ani>estaçes desse gBnero
.uni>or2es3 estandartes3 disciplina eCterior nas de2onstraçes 2ilitares/ não era2
tão desenvolvidas 4uanto e2 Ro2a3 por eCe2plo3 onde o cuidado do2inante era
>azer a eCi1ição da >orça3 >ator psicolHgico destinado a intervir na política eCterna e
interna#  a4ui 4ue a apreciação do >ator psicolHgico nos assuntos 2ilita res pode
eCercer;se plena2ente" os ro2anos dava2 a 2aior i2portOncia ao 1rilho dos
uni>or2es3 s 1andeiras3 ?guias e estandartes3  2Esica 2ilitar3 etc# D 4ue o>erece
u2a nota característica  direção dos eCércitos ro2anos é o cuidado de
apresentar suas legies co2 o aspecto de te2íveis 2?4uinas coletivas de guerra3
pesadas3 até sinistras3 es2agando tudo na sua 2archa destruidora# Pode;se
encontrar3 na Ro2a antiga3 especial2ente na Ro2a i2perial3 u2 certo ressai1o
das doutrinas de udendor>>3 tão caras ao 2ilitaris2o ale2ão e 4ue Mussolini3
desesperada e inutil2ente3 procurou inculcar nos italianos# 2 2edo salutar para
os advers?rios3 u2a a2eaça e2 cada 2ovi2ento  eis a idéia central da >orça
ro2ana#
D e2prego do cla2or ou grito de guerra era 2uito di>undido entre os ro2anos 4ue
o lançava2 no 2o2ento do ata4ue3 aco2panhado de to4ues de tro21etas# $ os
che>es avaliava2 as possi1ilidades de vitHria3 de acordo co2 a intensidade e o
car?ter do cla2or3 e2itido por suas tropas" hesitação e dissonOncia indicava2
u2a e2oção de 2au augErio# Mais tarde3 os ro2anos3 adotara2 até o grito de
guerra dos ger2anos  01arditus6  e 4ue T?cito caracteriza co2o u2a eCplosão
de sons roucos 4ue se torna2 2ais prolongados e 2ais retu21antes3 apertando o
escudo contra a 1oca# A22ien Marcellin descreve;o da seguinte 2aneira" 0$sse
terrível grito co2eçava por u2 sussurro 4uase inaudível3 au2entava
progressiva2ente e ter2inava por eCplodir e2 u2 rugido e2elhante aos das
vagas 4ue se 4ue1ra2 contra os rochedos# $sse 1rado supereCcitava os
soldados XIL9Y6#
A eCpressão 2ais >orte da ação psicolHgica so1re as 2assas3 considerada co2o
>unção pri2ordial do eCército ro2ano e realizada nas ceri2-nias ou paradas 4ue
era2
grandee>etuadas
apHs u2a grande vitHria3
4ue aéestrutura
o triun>ode
deu2
4ue se 1ene>icia
che>e#  interessante veri>icar corte*o >or2adou2
nessa
ocasião é 2uito racional do ponto de vista psicolHgico so1re a 2assa de
espectadores3 2uitas vezes até superior ao 4ue se vB e2 nossos dias# 2a vez
4ue3 nu2 capítulo posterior3 a propHsito da luta conduzida contra Fitler3 na
Ale2anha3 e2 78I<3 encontra2os a descrição de u2 des>ile 2oderno desse
gBnero3 XILLY não é inEtil dar a4ui3 a título de co2paração3 a idéia de u2a parada
triun>al e2 Ro2a .IZ/# D triun>o era a 2ais alta reco2pensa para u2 general
vitorioso# Nessa ocasião3 as ruas e as praças3 e2 4ue passava o corte*o3 era2
decoradas de guirlandas3 os te2plos no percurso era2 a1ertos e 4uei2ado
incenso e2 todos os altares# A >rente3 vinha2 os senadores e os altos dignit?rios5
os tro21eteiros3 criando u2a at2os>era propícia ao desencadea2ento do
entusias2o3 os seguia2# (epois3 vinha2 os despo*os dos povos vencidos3
carregados e2 padiolas5 via2;se3 então3 coroas de ouro3 diversas espécies de
sí21olos da ação 1élica e da vitHria 4ue se cele1rava" a enu2eração dos rios
transpostos3 das cidades con4uistadas3 etc#3 podia2 >re4Uente2ente >igurar so1
>or2a de i2agens pl?sticas# Nu2 triun>o de %ésar3 p-de;se ver u2a espécie de
cartaz co2 as céle1res palavras e2 4ue anunciara sua vitHria ao enado" 0Vini3
vidi3 vici6# (epois3 o des>ile das víti2as destinadas ao sacri>ício" ora ani2ais3 co2o
touros 1rancos co2 chi>res dourados3 guarnecidos de >lores e >aiCas3 ora
prisioneiros i2portantes3 acorrentados ou de corda ao pescoço5 chegados ao pé
do %apitHlio3 era2 eCecutados# $2 seguida3 vinha a 2ultidão dos cativos
prisioneiros e dos re>éns3 depois os lictores do general3 revestidos de tEnicas de
pErpura3 assi2 co2o os ho2ens 4ue levava2 vasos e2 4ue se 4uei2ava2
per>u2es5 ao so2 dos cOnticos e dos instru2entos 2usicais 2archava23 2ais ao
longe 2Esicos3 tocadores de cítara e de >lauta# A parte carnavalesca3 destinada a
>azer rir a 2ultidão3 era3 s vezes3 ta21é2 incluída" Appio nota 4ue3 4uando do
corte*o triun>al de %ipião3 era visto3 entre os 2Esicos3 u2 palhaço3 co1erto de u2a
tEnica talar3 ornado de colares e 1raceletes de ouro3 o 4ual se agitava3 gesticulava
e insultava os ini2igos vencidos# $n>i23 vinha o carro do triun>ador 4ue vestia u2a
tEnica e u2a toga preciosa2ente 1ordadas e 4ue estava coroado de louros5 o
carro3 currus3 era puCado por 4uatro cavalos 1rancos3 ornados de coroas#
%onduzia os orna2entos do deus JEpiter %apitoli nus# Atr?s3 vinha2 seus >ilhos e
seus principais lugares;tenentes# Ds soldados 2archava2 na retaguarda3 na
orde2 ha1itual3 ta21é2 coroados de louros3 levando condecoraçes3 cantando
suas proezas e >azendo re>leCes satíricas3 para grande alegria dos espectadores#
Tudo ter2inava nu2 1an4uete#
VB;se 4ue se2elhante espet?culo o>erecia  2ultidão ro2ana a possi1ilidade de
viver diversas e2oçes 3 entre as 4uais se destacava2 natural 2ente as ligadas 
satis>ação da pulsão n 7# $ra3 nesse caso3 u2 2eio de propaganda política3 >eita

pelo $stado
a 2es2a e de 2aneira
pulsão3 e>icaz# Dutro
era o>erecer;lhe 2eio de no
espet?culos agircirco#
so1re%onhece;se
a 2ultidão3 aeCplorando
>Hr2ula
para governar as 2assas populares3 a ple1e" o 0pane2 et circenses63 4ue
per2itia3 e2 linguage2 cientí>ica3 apelar para os pulses n < e 7# As tentativas
para i2plantar3 e2 Ro2a3 procisses e >estas3 atuando so1re a pulsão seCual3 tão
di>undidas na Grécia .co2o o culto dionisíaco/ não tivera2 sucesso5 são
conhecidas so1 a >or2a de 1acanais3 4ue degenerara2 rapida2ente3 na $trEria e
e2 Ro2a3 e2 desregra2entos orgíacos da pior espécie e >ora2 proi1idas pelo
$stado# Persistira23 contudo3 trans>or2 ando;se e2 sociedades secretas e >ora2
perseguidas#
Ro2a so>reu3 co2o a Grécia3 u2a >orte in>luBncia da cultura religiosa dos povos
do Driente PrHCi2o3 su1*ugados pelos ro2anos# Assi23 as >estas do país dos
hititas >ora2 propagadas e2 Ro2a3 onde o culto da deusa 'rígia >oi introduzido
e2 <=9 antes de %risto3 no te2plo da Grande Mãe3 no Palatino XILZY# $ssas >estas
pri2averis realizava2;se so1 a >or2a de procisses particulares3 de 4ue o povo
participava# A >esta co2eçava a 7L de 2arço por u2 des>ile3 durante o 4ual se
levava2 ao te2plo rosas recé2;colhidas .isso não le21ra o do2ingo de ra2os da
religião cristãS/# ete dias 2ais tarde3 u2a procissão transportando u2 pinheiro3
evocava a le21rança da 2orte do *ove2 deus Attis .Golgotha/# eguia2;se dois
dias de luto e *e*u2 4ue ter2inava2 a <9 de 2arço3 no dia do sangue .dies
sanguinis/# No 2eio de u2a agitação cada vez 2ais >renética3 u2 sacerdote
.archigallus/ a1ria as veias do 1raço e aspergia co2 seu sangue o si2ulacro do
deus3 o 4ue desencadeava cenas de >renesi coletivo5 >an?ticos3 na 2ultidão3
apoderava2;se de gl?dios e se e2asculava2# Dutros ritos era2 cele1rados3
conhecidos so1 os no2es de tauro1Hlio e crio1Hlio" degolava2;se touros e
carneiros selvagens3 capturados co2 laço3 por ci2a de u2 >osso# >icando e21aiCo
o caçador 4ue era3 assi23 inundado de sangue" sua aparição .si21olizando a
ressurreição do deus/ tinto da ca1eça aos pés pela aspersão sangrenta 4ue
aca1ava de rece1er3 criava u2a e>ervescBncia na 2ultidão# (e 'elice
.I:/ XIL:Y cha2a a atenção para esse >ato3 dizendo 4ue 0pode;se evidenciar a4ui3
2ais u2a vez3 o papel 4ue o sangue é cha2ado a dese2penhar na eCplosão das
pertur1açes psí4uicas 4ue conduze2 aos BCtases individuais ou coletivos6#
Na noite de <L de 2arço3 o deus retornava  vida e3 no dia seguinte3 era realizada
a >esta de Filaria .a alegria le21ra nossa >esta de P?scoa/# As cele1raçes era2
>eitas co2 alegria desen>reada5 as pOndegas era2 a regra .do 2es2o 2odo co2o
nas P?scoas ortodoCas/ e todas as li1erdades era2 per2itidas .na noite de
P?scoa3 na REssia3 na @gre*a e3 ta21é23 no dia seguinte3 todos se a1raça23
2es2o 4ue não se conheça2/# 0A causa dessa co2pleta reviravolta deve ser
1uscada3 diz (e 'elice3 .I:/ nu2a reação nervosa inconsciente 4ue conduzia os
>iéis de u2 eCtre2o a outro3 o 4ue denota 4ue3 so1 o do2ínio dos arre1ata2entos
greg?rios3 a 4ue devia2 ter cedido3 perdera2 todo o controle de si 2es2os6# As
>estas ter2inava2 e2 <: de 2arço3 por u2a procissão 4ue conduzia a est?tua da
Mãe e o 2aterial de seu culto  2arge2 de u2 riacho3 onde o Ar4uigalo os lavava
nu2a ceri2-nia3 reconduzindo;os3 e2 seguida3 ao interior do santu?rio# Tanto na
ida co2o na volta3 esse des>ile era aco2panhado de 2ani>estaçes ruidosas3 de
1atalhas de >lores e de cançes o1scenas#
As acla2açes da 2ultidão constituía2 outra >or2a de propaganda e2otiva3
regulada pelos Hrgãos do $stado e larga2ente di>undidas e2 Ro2a" >ora2
organizadas e disciplinadas no @2pério# As palavras usadas para esse >i2 e seu
rit2o era2 regulados# XILQY Tornara2;se3 2ais tarde3 o1rigatHrias e privilégio
eCclusivo do @2perador3 de sua >a2ília e de seus >avoritos# Na Ro2a repu1licana3
as acla2açes era2 ainda a eCpressão espontOnea do entusias2o dos cidadãos#
Nero 2andou >or2ar u2 grupo de L#=== *ovens3 os augustais" reunidos3
aprendia2 a variar e a 2odular os aplausos3 desencadeados 2ediante u2 sinal3
no 2o2ento dese*ado" todos os assistentes devia23 então3 repetir o 4ue os
augustais tinha2 cantado# Todas as >Hr2ulas era2 deter2inadas e reguladas por
2eio de 2Esica# $sse uso propagou;se ta21é2 na corte de &izOncio e até a
@dade Média3 encontrando;se traços na liturgia eclesi?stica# $2 Ro2a3 as
acla2açes era2 igual2ente usadas no teatro e no circo3 onde se eCacer1ava
arti>icial2ente a 2ultidão3 no 2o2ento das perseguiçes aos cristãos3 incitando;a
a pro>erir contra eles gritos de 2orte#  curioso 4ue3 depois da 2orte de %-2odo3
se tenha deiCado repetir as 2es2as acla2açes por zo21aria e para insultar sua
2e2Hria# D enado tinha 2es2o ordenado o e2prego de >Hr2ulas precisas de
i2precaçes pE1licas depois da 2orte desse i2perador#
2 sí21olo pl?stico co2o 2eio de propaganda da idéia ro2ana é 2uito
conhecido" a saudação ro2ana de 1raço estendido para a >rente3 4ue Mussolini
ressuscitou para seu 2ovi2ento >ascista e 4ue >oi copiado por Fitler3 se2 4ue se
co2preenda por 4ue razão3 se não é si2ples2ente para utiliz?;la co2o u2 sinal
de ligação de adeptos e atrair so1re eles a atenção dos transeuntes# Nu2a
palavra3 >azB;lo agir co2o eCcitante condicional na >or2ação do re>leCo propício a
Fitler# Ds ro2anos e2preg ava2 esse gesto teatral nos casos de alocuçes
solenes3 especial2ente nos países con4uistados#
No 4ue concerne  propaganda de persuasão3 por ocasião das asse21lé ias3 dos
co2ícios eleitorais3 etc#3 revestia;s e3 entre os ro2anos3 das >or2as cl?ssicas 4ue
chegara2 até nHs" a arte oratHria era 1e2 desenvolvida3 encontra2;se as nor2as
e2 uintiliano3 havia cursos de oradores e de tri1unos populares3 etc# %ícero3
céle1re por sua ca2panha oratHria no enado contra o conspirador %atilina3 >ala
ta21é23 nas suas %artas3 da técnica a e2pregar nas eleiçes#
Adotava;se para a propaganda escrita ou so1 >or2a de sí21olos gr?>icos u2a
espécie de cartaz .titulus/ 4ue aparecia nos des>iles" ou3 ainda3 inscriçes nos
2uros .gra>itos eleitorais e2 Po2péia/3 s vezes até caricaturas e in*Erias3 co2o
se vB3 atual2ente3 nos 2uros de nossas cidades3 'inal2ente3 pan>letos tinha2 a
>unção dos nossos 1oletins e cartazes# Até 2es2o o princípio dos *ornais
encontrava;se no diariu2# Natural2ente3 tudo isso era ainda 1e2 pri2itivo3
especial2ente e2 virtude da i2possi1ilidade técnica 4ue se tinha para reproduzir
u2 teCto e2 grande nE2ero de eCe2plares#
Mencione2os ainda 4ue3 e2 &izOncio3 tinha;se co2preendido  parece  a
necessidade e a possi1ilidade de guiar as 2assas populares3 o>erecendo;lhes
oportunidades de eCteriorizar suas e2oçes e de utiliz?;las para >ins políticos# 
assi2 4ue concentraçes gigantescas era2 organizadas no hipHdro2o e u2a
cena3 relatada por TeH>anes3 nas suas %r-nicas3 XIL8Y d?;nos a idéia dos 2étodos
e2pregados para atuar so1re as pulses coletivas3 para >azer propaganda
e2ocional 2aciça# As 2ultides reunidas cantava2 sal2os3 4ue le21ra2 o
co21ate de ão Jorge co2 o dragão3 en4uanto Justiniano @@ es2agava3
pu1lica2ente3 co2 seus prHprios pés3 seu advers?rio vencido3 e-ncio# Dutro >ato
desse gBnero3 ocorrido no 2es2o hipHdro2o3 é conhecido" o di?logo rit2ado
entre a 2ultidão re1elde dos adeptos do partido verde3 contr?rios ao @2perador
Justiniano3 o Grande3 e seu e2iss?rio %allopodius3 4uando da revolta Ni!a#
A histHria dos pri2eiros te2pos cristãos est? cheia de eCe2plos de propaganda 
poder;se;ia a>ir2ar 4ue  depois disso3 a propaganda so1 >or2a de sí21olos
*a2ais to2ou u2a tal a2plitude3 senão nos Elti2os te2pos#  possível 4uase
a>ir2ar 4ue3 então3 a 0propaganda 2oderna63 co2o é atual2ente cha2ada3 era
e2pregada da 2aneira 2ais eCu1erante# ua eCtensão e e>ic?cia são devidas3 e2
grande parte3 a 4ue o sí21olo dessa propaganda3 a %ruz3 era u2a >or2a
per>eita2ente indicada para per2itir u2 2aravilhoso sucesso" alta2ente
e2ocional3 evocando a idéia do sacri>ício3 2uito >?cil de reproduzir# D 2ais
si2ples de todos os sí21olos conhecidos3 esse signo podia espalhar;s e por toda
parte e agir co2o >ator condicionante do re>leCo de reunião3 co2 a 2aior
>acilidade# a1e;se a i2portOncia 4ue to2ou esse sí21olo3 no início das
perseguiçes3 nas catacu21as# Dutras >or2as si21Hlicas  a 2agni>icBncia das
liturgias3 a 2Esica e ta21é2 a organização racional 4ue >oi dada 4uase 4ue desde
os pri2eiros te2pos de di>usão da idéia cristã3 co2 a criação dos 4uadros
eclesi?sticos e 2ission?rios são a srce2 do poder da @gre*a3 so1retudo a %atHlica3
na @dade Média e até os te2pos atuais#
D prHprio no2e de propaganda >oi e2pregado3 pela pri2eira vez3 pela @gre*a3 na
eCpressão latina 0de propaganda >ide6 .a >é a propagar/# Mas3 ao recorrer 
propaganda
teHricas so1 e2otiva3
>or2a deau2
@gre*a catHlicaounão descuida
de de
>é" >ir2ar
suas
2ani>esto pro>issão o %redo ou concepçes
í21olo de
Nicéia 4ue3 e2 ter2os concisos3 condensa o essencial da >é catHlica# Ve2os3 aí3
pela pri2eira vez3 aparecer u2 docu2ento de propaganda pela persuasão3 co2o
a de>ini2os3 para di>erenciar da propaganda e2otiva# %ontudo3 no Driente
PrHCi2o3 1erço das religies da AntigUidade3 assi2 co2o do %ristianis2o3 persiste
nas tendBncias e2otivas3 deter2inantes do co2porta2ento das 2assas
populares3 4ue to2a3 co2 >re4UBncia3 o car?ter de ação de 2ultides3 so1 >or2a
de ceri2-nias religiosas3 de >estas3 de procisses3 onde estados de
arre1ata2entos greg?rios se 2ani>esta23 co2o de costu2e# As >or2as de
propaganda a>etiva são as 2ais di>undidas nas relaçes entre as 2assas e os 4ue
dirige2 sua eCistBncia# Na 1ase desses >atos3 surge2 os 2ovi2entos populares
4ue3 aparente2ente espontOneos3 procura2 reunir os velhos costu2es e h?1itos
co2 a nova >é3 provocando seguidos con>litos 4ue a1ala2 a vida religiosa e social#
Assi23 no século @@ de nossa era3 vB;se u2 2ovi2ento religioso surgir nas @gre*as
da msia Menor3 conhecido so1 o no2e de Montanis2o3 tirado do no2e de seu
ani2ador3 Montan3 u2 eCaltado 4ue se dizia (eus e cu*os adeptos seguia2 as
regras de u2a dietética especial 3 ritual# XIZ=YMontan sou1e erguer a organização
2aterial de sua co2unidade 4ue prosperou durante alguns séculos e estendeu;se
ao Driente e ao Dcidente até 4ue o i2perador Justiniano3 e2 &izOncio3 veio a
supri2i;la i2piedosa2ente# Nesses 2ovi2entos3 os >iéis praticava2 os BCtases
coletivos3 durante os 4uais os >an?ticos 0pro>etizava263 isto é3 entregava2;se a
glossolalia# Fouve co2unidades de possessos co2 u2 clero >e2inino# Ds adeptos
desse 2ovi2ento tinha2 ta21é2 tendBncias ascéticas e era2 perseguidos3 por
pretendere2 restaurar o direito  livre inspiração pro>ética3 4ue a hierar4uia
sacerdotal repri2ia# 0Ds suicídios e2 grupo3 nas suas @gre*as3 denota23 co2o diz
(e 'elice .I:/ XIZ7Y3 o poder dos arre1ata2entos greg?rios3 ha1ituais entre os
seguidores da 0nova pro>ecia e 4ue lhes proporcionava2 BCtases coletivos6#
Apesar dos es>orços da @gre*a para destruí;la3 a religião da Grande Mãe 2antinha;
se no seio das 2assas populares e3 0e2 9I73 o %onselho da @gre*a3 na 2es2a
cidade onde a deusa tinha possuído u2 dos seus te2plos 2ais >a2osos3 so1 a
pressão da 2ultidão e dos 2onges3 teve 4ue se curvar condenando
NestoriusXIZ<Y e concedendo a Maria o título de Theoto!os 4ue ela traria3 desde
então3 e 4ue a >azia Mãe de (eus6#
D entusias2o de outrora3 cu*o Elti2o vestígio era o 2ontanis2o3 teve seu
renasci2ento no @slã#  a srce2 das ordens de derviches e das con>rarias de
eCt?ticos no 2undo 2uçul2ano 4ue tivera2 u2a grande pulsão# As ceri2-nias3
4uando das peregrinaçes ao lugar santo3 Meca3 e2 cu*o centro se erguia o
>etiche ^a\1a3 u2 1loco de rocha negra3 co2preendia2 puri>icaçes3 sacri>ícios
sangrentos3 seguidos de repastos rituais .2ais u2a prova para nosso ponto de

vista so1recha2ada
procissão3 a relaçãota)O>
entre 4ue
os ritos religiosos
circulava sete evezes
a pulsão ali2entar/
seguidas XIZIYdae pedra
e2 torno de u2a
santa# A 2archa do corte*o era 2arcada por gritos3 cantos e pelo ruído dos
cí21alos3 o 4ue contri1uía para provar u2a e>ervescBncia coletiva XIZ9Y# A
2ultidão é3 s vezes3 to2ada de pOnico e >oge desa1alada2ente# $ssa corrida
louca de peregrinos 4ue se e2purrava23 e2 desorde2 e se es2agava23 custa a
vida a 2uitos dentre eles# 0$ssas cenas de violBncia aca1a2 pela degola de
2uitos ani2ais 4ue são o>erecidos e2 sacri>ício e cu*a carne é i2ediata2ente
consu2ida3 no solo inundado de sangue e *uncado de detritos#
Na $uropa3 durante a @dade Média o cristianis2o é3 se2 cessar3 agitado por
pertur1açes nascidas no seu seio3 notada2ente nos países ger2Onicos# No
século @@3 u2 eCaltado de no2e Tanchel2 XIZLY se i2pe3 e2 Antuérpia3 co2o
ditador 2ístico e propaga u2 delírio coletivo# Pretendeu ser esposo da Virge2
Maria3 construiu para si u2 te2plo e >azia cantar hinos e2 seu louvor# 6Tanchei2
to2ara o cuidado de apoiar sua tirania e2 2edidas as 2ais ade4uadas para
i2pressionar as 2ultides e su>ocar a 2enor veleidade de insu1ordinação#
uando aparecia e2 pE1lico cercava;se de u2 grande >austo# uas vestes
resplandecia2 de ouro e sua ca1eleira era ornada de u2a coi>a eCtraordin?ria#
Drganizava grandes 1an4uetes para sua co2unidade3 nos 4uais pronunciava
discursos apocalípticos# (oze 0apHstolos63 dirigidos pelo >erreiro Manassé
>or2ava2 seu conselho e trBs 2il soldados co2punha2 sua guarda# $ntregava;se
a orgias co2 as 2ulheres dos seus devotos 4ue era2 to2ados de u2 >renesi de
su12issão" repartia;se até a ?gua de seus 1anhos3 a >i2 de conservar co2o
relí4uia# D eCe2plo de Tanchel2 2ostra co2 4ue rapidez o e2prego de certos
2étodos pode reduzir u2a população a u2a co2pleta passividade diante de
pretenses as 2ais estranhas6#

2a das épocas e2 4ue o >ervor religioso esteve estreita2ente co21inado co2
as reivindicaçes sociais e 2ateriais >oi a das cruzadas3 e2 4ue os
arre1ata2entos greg?rios 2ístico;políticos >ora2 di>undidos na $uropa" assi23 e2
779L3 u2 2onge3 Raul3 pregou3 por 2eio de eCortaçes vee2entes e2 lati23 a
guerra santa e o 2assacre dos *udeus5 >oi seguido co2 tanto 2aior satis>ação
4uanto suas palavras3 não co2preendidas3 parecia2 2aravilhosas# Ds
2ovi2entos populares3 saídos da e>ervescBncia causada pelas cruzadas3 era23
so1retudo na Ale2anha3 se2pre seguidos de 2assacres dos *udeus# No >i2 do
século V3 a 2ania de peregrinaçes to2ou o car?ter de u2a psicose XIZZY3
estendendo;se so1re a Ale2anha 4ue parecia predisposta a epide2ias desse
gBnero# Nesses 2ovi2entos3 u2 >ervor ingBnuo aliava;se a u2a i2piedosa
>erocidade e era2 dirigidos contra os ricos3 os *udeus e os sacerdotes#
D 2ovi2ento de Tanchei2 >oi causado pela 2iséria social e é conhecido3 na
histHria3 co2o u2a XIZ:Y3
2ani>estação deséculo
0socialis2o teocr?tico63 dohostil
2es2o
aos2odo
4ue
o de Fans &khei2 no >i2 do V3 particular2ente padres#
&khei2 era u2 *ove2 ilu2inado3 pastor e 2Esico# $ra 0o pro>eta e o re>or2ador
4ue toda a Ale2anha esperava6# Munidos de velas e cantando hinos3 2ilhares de
>an?ticos acorria2 de toda parte3 a >i2 de ver e ouvir a4uele a 4ue2 saudava2
co2o a u2 se2ideus# 'oi preso pelo &ispo de Wurz1ourg e 4uei2ado vivo#
(e 'elice .I:/ in>or2a 4ue 0apesar da i2piedosa repressão3 persistia23 no 2eio
das 2assas ale2ãs3 trBs tendBncias 4ue dava2 lugar a novas revoltas" pri2e iro3
u2a predisposição natural para os arre1ata2entos greg?rios3 e2 seguida u2a
tendBncia irresistível para ver se2pre3 nas reivindicaçes de orde2 terrena e
2aterial3 a prHpria eCpressão de vontade divina3 en>i2 u2a propensão acentuada
para se entregar3 cega2ente3 s sugestes dos líderes# $sses trBs >atores
contri1uíra23 poderosa2ente3 para provocar3 durante a pri2eira 2etade do século
V@3 dois grandes 2ovi2entos 2ísticos;políticos3 o designado so1 o no2e de
Guerra dos ca2poneses e o dos ana1atistas e2 Munster#6
Na pri2eira3 ce2 2il pessoas 2orrera23 e2 conse4UBncia das repres?lias dos
no1res# %astelos e 2osteiros >ora2 pilhados e destruídos s centenas# $ntre os
líderes3 houve aventureiros co2o GUtz von &erlichingen3 0o ho2e2 da 2ão de
>erro6 e 'lorian Ge+er3 che>e do 01ando negro6# $ste era3 para Fitler3 u2 precursor
e u2 herHi3 pois ele pretendia 2ostrar 4ue sua organização se ligava  le21rança
do 2ovi2ento revolucion?rio 4ue >oi a guerra dos ca2poneses XIZQY" durante a
ocupação de Paris3 na egunda Guerra 2undial3 os nazistas apoderara2;se do
iceu Montaigne3 trans>or2ara2;no e2 caserna e 1atizara2;no de 'lorian Ge+er
&urg# A al2a da guerra dos ca2poneses era Tho2as Munzen3 u2 ilu2inado3 4ue
>anatizava as 2assas por 2eio de 2étodos de propaganda3 lançando;as nu2 tal
estado de de2Bncia 4ue3 ar2adas su2aria2ente e cercadas pelas tropas da
no1reza de chlacht1erg3 nas proCi2idades de 'ran!enhausen3 esperava2 u2
auCílio 2iraculoso do céu e >ora2 2assacradas#
Alguns anos depois da derrocada dos ca2poneses e da 2orte de MUnzen3 u2a
grande epide2ia de >renesi greg?rio3 conhecida so1 o no2e de 2ovi2ento dos
ana1atistas3 eCplodia e2 Munster# 0Velhas heresias 2ísticas e an?r4uicas de
@dade Média XIZ8Y encontrara23 na crise da Re>or2a3 u2a ocasião propícia para
dilatar sua in>luBncia# 6As perseguiçes provocara2 u2a intensa eCaltação 4ue
tocava ao delírio# Na Folanda3 por eCe2plo3 houve pessoas a 4ue a anunciada
i2inBncia da cat?stro>e >inal terri>icou a tal ponto 4ue se escondia2 nos ca2pos e
trepava2 nas ?rvores 0para esperar a vinda de Jesus %risto6# $2 A2sterda23
ho2ens e 2ulheres3 depois de ter 4uei2ado suas roupas3 corria2 despidos nas
ruas3 gritando 0(esgraçaK A vingança de (eusK6 Recusava2 vestes3 dizendo ser
preciso 4ue a verdade >osse co2pleta2ente nua XI:=Y# Ds ana1atistas Jean
Matth+s e Jean de e+de3 u2 1elo *ove2 e outros >an?ticos
paraconseguira2
arrastar
a Munster3 a princípio3 as 2ulheres e depois os ho2ens u2 2oti2 4ue p-s a
cidade e2 seu poder# (urante o cerco 4ue se seguiu3 Jean de e+de3 sucedeu a
Matth+s3 então 2orto3 procla2ou;se rei de Munster3 instituiu a poliga2ia e
2anteve a 2ultidão e2 eCaltação por 2eio de >estas e espet?culos sangrentos#
%erta vez3 Jean de e+de arrastou3 diante da asse21léia dos >iéis3 u2a de suas
2ulheres3 de 4ue possuía u2a dEzia3 acusando;a de propHsitos de deso1ediBncia
contra ele# 'orçou;a a p-r;se de *oelhos3 cortou;lhe a ca1eça e pisoteou seu
cad?ver# (urante esse te2po3 seus co2panheiros entoava2 u2 cOntico# Todo
2undo3 e2 seguida3 co2eçou a dançar# A >o2e e a de2Bncia coletiva agravara2;
se# A li1ertinage2 >renética3 4ue não poupava se4uer as 2eninas de doze anos3
atingiu seu paroCis2o" os sitiados co2ia2 coisas i2undas e carne hu2ana#
'inal2ente3 a cidade >oi to2ada e u2 2assacre geral concluiu a histHria dessa
epopéia de loucura coletiva#
e2pre e2 relação co2 a vida religiosa da @dade Média e pri2eiros séculos
seguintes3 ocorria2 arre1ata2entos greg?rios 4ue ter2inava2 e2 epide2ias de
possessão e de >eitiçaria# $spalhara2;se até nos conventos de >reiras e
coincidira23 2uitas vezes3 co2 períodos de guerra e de pilhage23 de peste e
penEria3 4uando as populaçes estava2 esgotadas# $ra2 psiconeuroses
coletivas3 nas 4uais os possessos to2ava2 posturas anor2ais e até indecentes3
contorcia2;se e pro>eria2 1las>B2ias# %o2o nota (e 'elice .I:/ XI:7Y 0o
ro2antis2o ale2ão encontrou u2 gosto doentio pelo 2aravilhoso dia1Hlico na
o1sessão pela 2agia3 nas nostalgias noturnas e nos sonhos de sa1?s cHs2icos3
onde os espíritos ele2entares dança2 ao luar6#
D >undador do 2etodis2o3 no século V@@3 Wesle+3 consigna no seu *ornal XI:<Y os
e>eitos eCtraordin?rios de seus ser2es" os ouvintes era2 sacudidos por tre2ores
e convulses3 soltava2 gritos inarticulados  Glossolalia  to21ava2 ao solo3
0co2o atingidos por u2 raio6# D prHprio Wesle+ considerava esses e>eitos co2o
possessão de2oníaca3 eCorta va os assistentes a guardar seu sangue >rio e
i2punha a seus discípulos u2a organização 4ue os devia pre2unir contra a volta
de se2elhantes pertur1açes#
%asos de arre1ata2entos greg?rios de 1ase religiosa chegara2 até nossos dias"
vi2o;los3 no 4ue concerne aos 2eios catHlicos3 nas peregrinaçes3 co2o a de
ourdes# $ntre os protestantes3 os 2ais conhecidos são o do 0despertar63 no País
de Gales e2 78=9;L# $sses 2ovi2entos de entusias2o produzira2;se3 ao 2es2o
te2po3 no do2ínio religioso e no plano nacional# A poesia e a 2Esica
dese2penha2 u2 grande papel na sua eCistBncia XI:IY# %o2o acentua (e 'elice
.<:/ XI:9Y3 h? di>erenças de e>eitos desses >en-2enos nos 2eios catHlicos e
protestantes" nos pri2eiros3 srcina2 pertur1açes >ísicas3 nos segundos3 causa23
so1retudo3 2udanças de orde2co2eçava
2oral# D arevivalis2o
reunir;se3 éu2u2a
dostécnica
para 0acordar
as al2as6# uando o auditHrio >iéis entoava u2
cOntico e a asse21léia logo se unia a ele5 ter2inava2 por se eCaltar co2 o prHprio
canto" certos re>res era2 repetidos 7= a <= vezes" u2a 0verdadeira onda 4ue
passa e repassa so1re a asse21léia# XI:LY A e21riaguez3 provocada por u2a
2Esica persistente3 produzia gesticulaçes 1izarras3 crises de l?gri2as e acessos
de entusias2o >renético# Ds discursos trans>or2ava2;se e2 u2a 2elopéia
la2entosa3 le21rando a Glossolalia" esse >en-2eno3 4ue é contagioso3 se
conhece so1 o no2e de h)+l# 2 *ove2 líder gaulBs3 $van Ro1erts3 era u2
apHstolo conceituado nesse 2ovi2ento" 0sua si2ples aparição produzia u2a
i2pressão pro>unda63 provocava avalanchas de preces nas asse21léias e
converses e2 2assa#  interessante consignar3 co2o >ez F# &ois XI:ZY3 4ue 0sua
in>luBncia3 4uase co2o a atração de u2 corpo3 se irradiava e2 torno dele3 2as3
co2 u2a intensidade 4ue se en>ra4uecia3  2edida 4ue au2entava a distOncia
dos ho2ens tocados pelo seu cont?gio6# Dutro pregador revivalista reconheceu3
na sua auto1iogra>ia3 4ue não tinha conseguido e2ocionar as pessoas alé2 de
u2a certa distOncia e 4ue3 nu2a sala onde presidia a u2a reunião3 u2a linha
diagonal3 atravessando seu auditHrio3 separava os 4ue se tinha2 deiCado
convencer dos re>rat?rios a seus apelos0# $ concluiu so1re a possi1ilidade de
eCplicar esses >en-2enos3 0pela propagação de ondas ainda 2isteriosas3 4ue o
poder de sugestão3 e2anando de certas asse21léias3 tenha di>undido >ora das
capelas e agido  distOncia3 so1re nu2erosas pessoas3 co2 e>eitos atrativos ou
repulsivos3 até provocar3 e2 u2a localidade3 u2 6pOnico e2otivo03 durante o 4ual
pessoas saltara2 do seu leito e se precipitara23 2al vestidas3 para a sala onde se
realizava a reunião###6
(etive2os;nos3 longa2ente3 so1re os arre1ata2entos greg?rios3 tão 1e2
ilustrados por (e 'elice .I:/ e 4ue dão a chave para a co2preensão da in>luBncia
do 2eio no desencadea2ento dos >en-2enos psí4uicos a 4ue cha2a2os de
e>eitos da violação psí4uica das 2assas hu2anas# Vi2os3 ao 2es2o te2po3
desse su2?rio histHrico3 4ue a Ale2anha apareceu co2o u2 país onde3 no curso
dos séculos3 esses >en-2enos encontrara2 a21iente psí4uico 3 >avorecendo sua
eclosão nu2a vasta escala3 co2o no 2ovi2ento nazista3 e2 nossos dias#
Na @dade Média3 na Renascença e na época dos $nciclopedistas e do
Fu2anis2o3 viu;se declinare23 pouco a pouco3 as tendBncias para a propaganda
e2ocional e popular e surgir o racionalis2o3 2ovi2ento 4ue se 2anteve até a
Revolução 'rancesa3 onde se veri>icou u2a verdadeira eCplosão de agitação e de
propaganda3 4ue to2a u2 aspecto tão intenso 4uanto violento e cu*o princípio de
luta ou da pulsão nE2ero 73 co2o o deno2ina2os3 se torna a 2ola 2ais ínti2a e
e>icaz# A partir de então3 é so1retudo a idéia do progresso3 e2ancipadora da
hu2anidade3 4ue se apodera desses 2eios de propaganda popular e os 2ano1ra
co2 2aior ou 2enor sucesso# e eCa2inar2os ligeira2ente os 2étodos da
Revolução é so1retudo o a2plo uso dos sí21olos 4ue nos i2pressiona" a
1andeira tricolor3 co2o sí21olo visual3 os acordes da Marselhesa3 co2o sí21olo
oral e auditivo3 1e2 co2o a palavra 0cidadão63 e2pregada no lugar de 0enhor6 e
4ue data de outu1ro de 7:8<#
D e>eito desses sí21olos so1re a 2assa >oi tão grande 4ue sua in>luBncia persiste
até nossos dias na al2a do povo >rancBs3 propagara2;se até >ora de suas
>ronteiras e é assi2 4ue a Marselhesa se tornou3 para 2uitos povos3 o hino da
i1erdade3 por eCcelBncia# Mas3 a Revolução e2pregou outros sí21olos 4ue
tivera2 grande i2portOncia nos 2ovi2entos populares dessa época# Por eCe2plo3
a >ita tricolor dos revolucion?rios3 a >ita 1ranca ou o tu>o ver2elho dos aristocratas
era2 signos distintivos 4ue3 erguidos3 desencadeava2 deter2inadas e2oçes e
incitava2 a certas açes#  interessante relatar a4ui o seguinte episHdio 4ue
2ostra o *ogo co21inado das pulses deter2inando a criação dos sí21olos" no
%astelo de Versalhes3 as da2as da corte distri1uía2 >itas 1rancas3 dizendo aos
o>iciais" 0%onserve;a 1e23 é a Enica legíti2a3 a triun>ante6 e3 aos 4ue as
aceitava23 dava2 sua 2ão e 1ei*ar#  u2 1o2 eCe2plo da associação da pulsão
co21ativa  seCual# Ds vendeanos pendurava2 seus terços no pescoço3 na lapela
e2 cruz3 associando3 assi23 a pulsão co21ativa s e2oçes religiosas# D 1arrete
de lã ver2elha dos sans;coulottes3 sí21olo popular da Revolução3 te2 u2a ação
tão poderosa3 4uase 2?gica3 a ponto de a 2ultidão 4ue >re2ia de Hdio3 pouco
antes3 contra 0Monsieur Veto63 o Rei3 eCtasiar;se a acla2?;lo3 aos gritos de 0Viva o
Rei63 4uando ele3 a2edront ado diante do povo3 4ue invadira seu pal?cio3 a <= de
*unho de 7:8<3 se co1re co2 u2 1arrete ver2elho XI::Y#
 interessante acentuar 4ue3 nessa época3 os sí21olos 4ue se e2pregava2
tendia2 se2pre a revelar3  pri2eira vista3 sua signi>icação3 a evocar3
i2ediata2ente3 a e2oção geradora" por eCe2plo3 os Jaco1inos adota2 o sí21olo
característico do 0olho vigilante63 le21rando 4ue considera2 seu clu1e co2o u2
Hrgão de controle pE1lico3 descon>iando co2 razão e vigiando para 4ue os direitos
do povo revoltado não se*a2 2enosprezados3 ne2 >rustradas suas esperanças#
Nu2 corte*o3 conduz;se3 na ponta de u2a lança3 u2 velho culote co2 essa
inscrição 0Viva2 os sans;culotes6# uando os catHlicos3 tendo arrendado u2a
igre*a3 e2 7:873 4ueria2 cele1rar a 2issa de do2ingo3 os revolucion?rios
pendurara2 na porta u2 >eiCe de varas3 co2 esse cartaz" 0Aviso aos devotos
aristocratas3 2edica2ento purgativo3 distri1uído gratuita2ente3 no do2ingo3 7: de
a1ril6#
$sse eCe2plo 2ostra 4ue a a2eaça da >orça >ísica é3 no decorrer da Grande
Revolução3 o pri2u2 2ovens da ação de propaganda5 ela se 2ani>esta3 ali?s3 e2
proporção
verdadeiroscrescente3
durante todaa aRevolução
2archa dos
seaconteci2entos#