Você está na página 1de 39

DESENHO ARQUITETÔNICO

ARQUITETÔNICO
DESENHO

1
www.colegiolapa.com.br
COLÉGIO LAPA

1. INTRODUÇÃO .............................................................................................. 4
2. O DESENHO ARQUITETÔNICO .................................................................. 5
2.1. Conceito .................................................................................................. 5
2.2. História .................................................................................................... 5
2.2.1. Normatização..................................................................................... 6
3. ELEMENTOS DO DESENHO ....................................................................... 7
3.1. Linhas ...................................................................................................... 8
3.1.1. Peso das linhas ................................................................................. 8
3.1.2. Tipos de linhas................................................................................... 8
3.2. Folhas ...................................................................................................... 9
3.2.1. Tamanho das folhas .......................................................................... 9
3.3. Materiais de desenho ............................................................................ 10
3.4. CAD ....................................................................................................... 10
3.5. Desenho à mão ..................................................................................... 10
3.6. Margens ................................................................................................. 12
3.7. Legendas ............................................................................................... 13
3.8. Carimbo ................................................................................................. 13
3.9. Caligrafia técnica ................................................................................... 14
3.10. Escalas .................................................................................................. 14
3.10.1. Definições ........................................................................................ 14
3.10.1.1. Escala......................................................................................... 14
3.10.1.2. Escala Numérica ........................................................................ 15
3.10.1.3. Escala gráfica ............................................................................. 16
3.10.1.4. Interpretação de Escalas ............................................................ 16
3.11. Cotas ..................................................................................................... 17
3.11.1. Leitura e Interpretação de Cotas ..................................................... 18
3.11.2. Áreas ............................................................................................... 18
3.11.3. Interpretação e Cálculos de Áreas................................................... 19
3.12. O desenho em cada uma das etapas de um projeto ............................. 19
3.12.1. Estudo preliminar ............................................................................. 19
3.12.2. Anteprojeto ...................................................................................... 20
3.12.3. Projeto legal ..................................................................................... 20
3.12.4. Projeto executivo ............................................................................. 20
4. PROJETO ARQUITETÔNICO .................................................................... 21
4.1. Planta baixa ........................................................................................... 21
www.colegiolapa.com.br

4.2. Fachada................................................................................................. 21
4.3. Projeto estrutural ................................................................................... 22
4.4. Projeto de instalações elétricas ............................................................. 22

2
DESENHO
ARQUITETÔNICO

5. CLASSIFICAÇÃO DOS TIPOS DE EDIFICAÇÕES ................................... 23


5.1. Edificações residenciais ........................................................................ 23
5.2. Edificações não residenciais ................................................................. 23
5.3. Edificações mistas ................................................................................. 23
6. TERMOS MAIS USADOS EM ARQUITETURA .......................................... 24
7. COMPARTIMENTOS EM UMA EDIFICAÇÃO ........................................... 29
7.1. Habitáveis .............................................................................................. 29
7.2. Não habitáveis ....................................................................................... 29
8. LEGISLAÇÃO DO PROJETO ARQUITETÔNICO ...................................... 30
9. DIMENSÕES MÍNIMAS. PERMITIDAS/GABARITO................................... 30
9.1. Noções de baixo, médio e alto padrão de construção ........................... 30
9.2. Noções de orçamento - custo global ..................................................... 31
9.2.1. Para Compartimentos Habitáveis .................................................... 31
9.2.2. Para Compartimentos não habitáveis .............................................. 32
10. MATERIAIS EMPREGADOS EM UMA CONSTRUÇÃO ............................ 33
10.1. Materiais utilizados no arcabouço da edificação ................................... 33
10.1.1. Outros materiais .............................................................................. 33
10.2. Materiais de acabamento/revestimento ................................................. 34
10.2.1. Paredes ........................................................................................... 34
10.2.2. Pisos ................................................................................................ 35
10.2.3. Coberturas ....................................................................................... 35
11. SÍNTESE DO CONTEÚDO ......................................................................... 35
12. BIBLIOGRAFIA ........................................................................................... 36
13. VERIFIQUE SEUS CONHECIMENTOS ...................................................... 37

www.colegiolapa.com.br

3
COLÉGIO LAPA

1. INTRODUÇÃO

Desde suas origens o homem comunica-se através de grafismos e desenhos. Ao


longo da história, essa comunicação foi evoluindo, e o desenho técnico passou a ter
como finalidade a representação mais próxima possível do real.
O desenho arquitetônico é uma especialização do desenho técnico normatizado,
voltado à execução e a representação de projetos de Arquitetura, é o conjunto de
registros gráficos produzidos por arquitetos, engenheiros civis ou outros profissionais
durante o processo de elaboração do projeto de construção civil. Na arquitetura, o
desenho é a principal forma de expressão, pois, é ele que exterioriza as soluções e as
criações nos projetos.

Por este motivo, este é um conteúdo muito importante que merece toda atenção.
Esta apostila tem como finalidade auxiliar na construção do conhecimento de forma a
facilitar sua compreensão em relação ao desenho arquitetônico. As informações estão
organizadas de forma didática, facilitando a assimilação do conteúdo à prática. O aluno
conseguirá compreender todo o processo de desenvolvimento de um projeto
arquitetônico, familiarizando com seus símbolos e termos básicos.

Bons Estudos!

Ao Final desta Unidade Você será Capaz de:

Refletir sobre o conceito de Desenho Arquitetônico, sua História e seus


Elementos;
Distinguir os tipos de projetos Arquitetônicos;
Identificar os tipos de edificações;
Conhecer os termos mais usados;
Conhecer os compartimentos em uma edificação;
Conhecer as dimensões mínimas permitidas e os materiais empregados em uma
construção;
www.colegiolapa.com.br

4
DESENHO
ARQUITETÔNICO

2. O DESENHO ARQUITETÔNICO
2.1. Conceito
O desenho arquitetônico é uma
especialização do desenho técnico
normatizado voltado à execução e a
representação de projetos de
Arquitetura, devendo ser encarado
como o conjunto de registros gráficos
produzidos por arquitetos, engenheiros
civis ou outros profissionais durante o
processo de elaboração do projeto de
construção civil.

O desenho de arquitetura, portanto,


manifesta-se como um código para
uma linguagem, estabelecida entre o
emissor (o desenhista ou projetista)
e o receptor (o leitor do projeto).

Dessa forma, seu entendimento necessita de certo nível de treinamento. Por este
motivo, este módulo deve ser considerado de suma importância, pois é uma ferramenta
indispensável na profissão de corretor de imóveis.

2.2. História

Detalhe de um projeto produzido no século XIX

O desenho começou a ser usado como meio preferencial de representação do projeto


arquitetônico a partir do Renascimento. Antes disso ainda não havia conhecimentos
sistematizados de geometria descritiva, o que tornava o processo mais livre e sem
www.colegiolapa.com.br

nenhuma normatização.

5
COLÉGIO LAPA

Com a Revolução Industrial, os projetos das máquinas passaram a demandar maior


rigor e precisão e consequentemente os diversos projetistas necessitavam agora de um
meio comum para se comunicar e com tal eficiência que evitasse erros grosseiros de
execução de seus produtos.

Desta forma, instituíram-se a partir do século XIX as primeiras normas técnicas de


representação gráfica de projetos, as quais incorporavam os estudos feitos durante o
período de desenvolvimento da geometria descritiva, no século anterior.
Por este motivo, o desenho técnico (e, portanto, o desenho de arquitetura) era naquele
momento considerado um recurso tecnológico imprescindível ao desenvolvimento
econômico e industrial.

A normatização hoje está mais avançada e completa, embora o desenho arquitetônico


tenha passado a ser executado predominantemente em ambiente CAD (ou seja, de
forma eletrônica). Por outro lado, para grande parte dos profissionais, o desenho à mão
ainda é a gênese e o principal meio para a elaboração de um projeto.

2.2.1. Normatização
A representação gráfica do desenho em si
corresponde a uma norma internacional (sob
a supervisão da ISO). Porém, geralmente,
cada país costuma possuir suas próprias
versões das normas, adaptadas por diversos
motivos.

No Brasil, as normas são editadas pela ABNT, sendo as seguintes as principais:


NBR-6492 - Representação de projetos de arquitetura
www.colegiolapa.com.br

6
DESENHO
ARQUITETÔNICO

3. ELEMENTOS DO DESENHO
Para que a (futura) realidade do projeto seja bem representada, faz-se uso dos
diversos instrumentos disponíveis no desenho tradicional, na geometria euclidiana e
na geometria descritiva. Basicamente, o desenho arquitetônico manifesta-se
principalmente através de linhas e superfícies preenchidas (hachuras).

Geometria euclidiana  o próprio desenho (o objeto representado, um edifício,


por exemplo);

Geometria descritiva  o conjunto de símbolos, signos, cotas e textos que o


complementam.

As principais categorias do desenho de


arquitetura são: as plantas, os cortes e seções
e as elevações (ou alçados, eventualmente
chamadas também como fachadas).
www.colegiolapa.com.br

7
COLÉGIO LAPA

3.1. Linhas
As linhas de um desenho normatizado devem ser regulares, legíveis (visíveis) e devem
possuir contraste umas com as outras.

3.1.1. Peso das linhas

Pesos e categorias de linhas

Normalmente ocorre uma hierarquização das linhas, obtida através do diâmetro da


pena (ou do grafite) utilizada para executá-la. Tradicionalmente usam-se quatro pesos
de pena:
3.1.2. Tipos de linhas

Linhas complementares – Pena 0,1. Usada basicamente para


registrar elementos complementares do desenho, como linhas de
cota, setas, linhas indicativas, linhas de projeção, etc;
Linha fina – Pena 0,2 (ou 0,3). Usada para representar os
elementos em vista.
Linha média - Pena 0.4 (ou 0,5). Usada para representar os
elementos que se encontram imediatamente a frente da linha de
corte.
Linha grossa - Pena 0.6 (ou 0,7). Usada para representar
elementos especiais, como as linhas indicativas de corte
www.colegiolapa.com.br

(eventualmente é usada para representar também elementos em


corte, como a pena anterior).

8
DESENHO
ARQUITETÔNICO

Quanto ao desenho das linhas, é possível classificá-las em:

Contínua ou cheia: são as linhas comuns.


Tracejada: uma linha tracejada representa um elemento de
desenho "invisível" (ou seja, que esteja além do planto de corte).
Traço-ponto: usada para indicar eixos de simetria ou linhas
indicativas de planos de corte.

Os elementos que em um desenho projetivo estão sendo cortados aparecem com um


peso maior no desenho. Além da linha mais grossa, esses elementos costumam estar
preenchidos por uma determinada hachura. Cada material é representado por uma
hachura diversa.

3.2. Folhas
Normalmente, as folhas mais usadas para o desenho técnico são do tipo sulfite.
Anteriormente à popularização do CAD, normalmente desenvolvia-se os desenhos em
papel manteiga (desenhados à grafite) e eles eram arte-finalizados em papel vegetal
(desenhados à nanquim).

3.2.1. Tamanho das folhas

www.colegiolapa.com.br

9
COLÉGIO LAPA
As folhas devem seguir os mesmos padrões do desenho técnico. No Brasil, a ABNT
adota o padrão ISO: usa-se um módulo de 1m² (um metro quadrado) cujas dimensões
seguem uma proporção equivalente a raiz quadrada de 2 (841 x 1189 mm). Esta é a
chamada folha A0 (a-zero). A partir desta, obtém-se múltiplos e submúltiplos (a folha
A1 corresponde à metade da A0, assim como a 2A0 corresponde ao dobro daquela).

A maioria dos escritórios utiliza predominantemente os formatos A1 e A0, devido à


escala dos desenhos e à quantidade de informação. Os formatos menores em geral
são destinados a desenhos ilustrativos, catálogos, etc. Apesar da normatização
incentivar o uso das folhas padronizadas, é muito comum que os desenhistas
considerem que o módulo básico seja a folha A4 ao invés da A0. Isto costuma se dever
ao fato de que qualquer folha obtida a partir desde módulo pode ser dobrada e
encaixada em uma pasta neste tamanho, normalmente exigida pelos órgãos públicos
de aprovação de projetos.

3.3. Materiais de desenho


Com a ampla difusão do desenho auxiliado pelo computador, a lista de materiais que
tradicionalmente se usava para executar desenhos de arquitetura tem se tornado cada
dia mais obsoleta. Alguns desses materiais, no entanto, ainda são eventualmente
usados para checar algum problema com os desenhos impressos, ou no processo de
treinamento de futuros desenhistas técnicos. Após a impressão de pranchas
produzidas em CAD, ainda está em uso o escalímetro, que é uma multi-régua com 6
escalas, que serve para conferir medidas, se o desenho foi impresso na escala 1/50
utiliza-se a mesma escala em uma de suas bordas visíveis.

3.4. CAD
A execução de desenhos de arquitetura no computador em geral exige a operação
programas gráficos do tipo CAD que normalmente demandam equipamentos potentes
em termos de capacidade de processamento, memória e hardware em geral. Hoje, o
principal programa para lidar com estes tipos de desenho é o AutoCad, um software
produzido pela empresa americana Autodesk.

Seu formato de arquivos, o .dwg, é considerado o padrão "de facto" no mercado da


construção civil para troca de informações de projeto. Existem diversos softwares de
CAD para arquitetura. Entretanto, a maioria destes softwares é capaz de ler e escrever
arquivos no formato .dwg e .dxf. Além de programas CAD destinados ao desenho
técnico de uma forma geral, como o AutoCAD e o Microstation, também existem
softwares designados especificamente para o trabalho de projeto arquitetônico, como o
ArchiCAD, o Autodesk Architectural Desktop, entre outros.

3.5. Desenho à mão


A seguinte lista apresenta os materiais mais tradicionais no que concerne o desenho
www.colegiolapa.com.br

instrumentado à mão. Ressalta-se, porém, que muitos destes materiais estão se


tornando raros nos escritórios de arquitetura, dada a sua informatização.

10
DESENHO
ARQUITETÔNICO

Prancheta de desenho: uma mesa,


normalmente inclinável, na qual seja possível
manter pranchas de desenho em formatos
grandes (como o A0) e onde se possam
instalar réguas T ou paralelas.

Régua T ou Régua paralela: instrumentos


para traçado de retas paralelas e
perpendiculares, a serem usadas juntamente
de um par de esquadros.

Par de esquadros: elementos para auxiliar o


traçado de retas em ângulos pré-
desenhados, como 30º, 45º, 60º e 90º.

Escalímetro: um tipo especial de régua,


normalmente com seção triangular, com a
qual podem ser medidas diversas escalas
diferentes.

Lapiseiras ou lápis: adequados às


espessuras desejadas.

Canetas Nanquins: para execução do


desenho final.
www.colegiolapa.com.br

11
COLÉGIO LAPA

Mata-gato: instrumento que auxilia o uso da


borracha em locais determinados do
desenho.

Borracha: podendo ser a comum ou a


elétrica.

Conjunto de normógrafo e réguas


caligráficas: auxiliam a escrita de blocos de
texto padronizados e com caligrafia técnica.

Lâmina e borracha de areia: permitem a


correção de desenhos errados efetuados à
nanquim.

Gabaritos: pequenas placas plásticas que


possuem elementos pré-desenhados
vazados e auxiliam seu traçado, como
instalações sanitárias, circunferências, etc.

Curva francesa: um tipo especial de


gabarito composto apenas por curvas.
www.colegiolapa.com.br

3.6. Margens
As margens, um assunto simples e resumido como segue:

12
DESENHO
ARQUITETÔNICO

O traço externo é fino e serve para limitar o papel, onde deverá ser cortado;
O traço interno é ligeiramente grosso em relação ao externo e serve para
marcação das dobras da prancha.

3.7. Legendas
As legendas são usadas, geralmente, para auxiliar na clareza do desenho, conforme
veremos adiante, nos exemplos aos leitores.

Para enumerar as aberturas (janelas, portas, vãos em geral) de um projeto de


arquitetura, usamos normalmente uma legenda para auxiliar.

Para especificar quanto aos materiais a serem usados, também utilizamos uma
legenda com códigos usados na linguagem técnica.

Exemplo:

- teto
- EF – esquadrias de ferro
- parede
- PM – porta de madeira
- piso O
www.colegiolapa.com.br

3.8. Carimbo
Também chamado por marca ou quadro é um resumo e indicação de nome do
proprietário, local ou obra, áreas em geral da construção e terreno, número de

13
COLÉGIO LAPA
pranchas que compõe o projeto, autor do projeto e principalmente de que projeto se
trata.

3.9. Caligrafia técnica


Letra e algarismos podem ser do tipo FANTASIA usadas em publicidade, embalagens,
logotipos, etc., ou do tipo TÉCNICO ou BASTÃO, recomendado pelas normas técnicas
brasileiras de desenho técnico: NB-BR.

A caligrafia técnica pode ser feita a mão livre ou


por normógrafo, porém em ambos os casos a
caligrafia deverá ser clara, devendo no entanto,
evitar letras muito grandes capazes de
"aparecer" mais do que o próprio desenho.

3.10. Escalas

3.10.1. Definições
3.10.1.1. Escala
Escala é a relação de dimensão entre o desenho e o objeto desenhado. Em
arquitetura, para que seja viável o desenho de uma edificação, utilizamos uma relação
de proporção.

Nessa relação de proporção, diminuímos o tamanho do objeto desenhado, mantendo


suas dimensões, utilizando assim uma escala de redução.
www.colegiolapa.com.br

14
DESENHO
ARQUITETÔNICO

Sabendo, isso, fica mais fácil entender o conceito de escala.

Numa régua comum temos a escala 1:1 (lê-se: um por um), ou seja, um centímetro na
régua equivale a um centímetro na realidade. A essa relação chamamos de
VERDADEIRA GRANDEZA (VG).

Podemos conseguir outras relações de escala onde diminuímos o tamanho do objeto,


mantendo suas dimensões. Para representarmos um centímetro na escala 1:5 (lê-se:
um por cinco), devemos dividir um metro por cinco, e o resultado será a medida
equivalente a ser traçada no papel.

3.10.1.2. Escala Numérica


As escalas numéricas são usadas para representar, em um desenho, as medidas reais.

Exemplo: um objeto tem dez metros de


comprimento. Se for seu comprimento
representado num desenho por 1 metro,
qual foi a escala usada?

Escala = 1:10

Escala: comprimento desenho = 1 metro Assim l cm no desenho

comprimento real = 10 metros equivale a l0cm na


realidade.
www.colegiolapa.com.br

Temos:

Escala 1:20 onde 1 cm no desenho = 20cm na realidade.


Escala 1:50 onde 1 cm no desenho = 50cm na realidade.
Escala 1:100 onde1l cm no desenho =100cm ou 1 metro na realidade.

15
COLÉGIO LAPA
Escala 1:200 onde l cm no desenho = 200cm ou 2 metros na realidade.

Método Prático: Multiplicam-se as medidas tomadas no desenho pelo valor da


escala.
Réguas de Escalas: São réguas que permitem a leitura direta, no desenho, das
medidas reais.

Não é necessário o raciocínio feito anteriormente. Em arquitetura usa-se geralmente,


para desenho de plantas, as escalas 1:50 e 1:l00; para detalhes, 1:25, 1:20, 1:10 e
para plantas de situação e localização, 1:1000, 1:2000.

3.10.1.3. Escala gráfica


01cm 2 cm 3 cm → medidas do desenho

01km 2 km 3 km → medidas reais

Lê-se: 1 cm no desenho, vale 1 Km


na realidade.

3.10.1.4. Interpretação de Escalas

Escala real do objeto → 1 : 50 ← número de vezes reduzido.


www.colegiolapa.com.br

Segundo essa observação podemos dizer que um desenho na escala 1:50 é maior em
tamanho do que o mesmo desenho na escala 1:l00, pois na primeira ele foi reduzido 50
vezes e na segunda l00 vezes.

16
DESENHO
ARQUITETÔNICO

Exemplo 1: Um terreno foi desenhado na


escala 1:50. Se medirmos um lado do
terreno, no desenho, e obtermos l0cm,
quanto será a medida real deste lado?

l cm no desenho = 50cm na realidade.


10cm no desenho = x cm na realidade.
Usando processo de regra de três simples:
X = 50.10 = 500 cm → X = 5 m
O lado do terreno mede 5m na realidade.

Exemplo 2: Sabemos que a escala usada


numa planta baixa é 1:50. Medindo, no
desenho, a largura de uma sala,
encontramos 3,4 cm. Qual é a dimensão
real da sala?

Escala: 1:50 = 1 cm = 50cm


3,4 cm = x
Usando a regra de três.
x = 50.3,4 = 170 cm transforma-se em metros.
A sala mede 1,7 metros.
www.colegiolapa.com.br

3.11. Cotas
Cotar, então é referenciar, no desenho, dimensões e alturas estabelecendo suas
proporções.

17
COLÉGIO LAPA
Podemos cotar a parte interna de uma edificação especificando cada cota, ou
colocarmos cotas totais.

cota de nível: esclarece a altura do piso em relação ao chão (cota 0.00).


cota: no sentido de dimensão, de esclarecer a metragem da edificação.

No desenho, as cotas aparecem sempre


em cm, quando menores de 1m e em
metros sempre maiores de 1m.

3.11.1. Leitura e Interpretação de Cotas


Observar o sentido de leitura das cotas assim como os seus extremos bem marcados.

Uma planta baixa deve conter no mínimo cotas totais, cotas internas transversais e
longitudinais. Nos cortes cotamos o pé-direito (altura do piso ao teto) e altura de pisos.
As fachadas em geral não são cotadas.

3.11.2. Áreas

A área é medida de uma superfície.

Para calcularmos a área de uma sala, quarto, cozinha, ou qualquer peça de uma casa
baseamo-nos em formas planas.
www.colegiolapa.com.br

Um quarto pode ser considerado um quadrado ou retângulo, conforme suas medidas,


ou ainda a combinação de duas ou mais formas. Conhecendo o cálculo, da área
dessas formas geométricas, teremos como calcular a área de todas as peças de uma
casa.

18
DESENHO
ARQUITETÔNICO

Para esse cálculo, utilizamos as formas específicas para cada figura, substituímos os
valores conhecidos e efetuamos a operação indicada.

3.11.3. Interpretação e Cálculos de Áreas

Quadrado e retângulo: A = lado x lado


A=l .l

Triângulo: A = base x altura ÷ 2


A=b.h
2

Trapézio: A = semi-soma das medidas


das bases pela medida da altura
A = B + b. h
2

3.12. O desenho em cada uma das etapas de um projeto


Normalmente a complexidade e quantidade de informações de um desenho variam de
acordo com a etapa do projeto. Apesar de existirem etapas intermediárias de projeto,
as apresentadas a seguir normalmente são as mais comuns, pelas quais passam
praticamente todos os grandes projetos.

3.12.1. Estudo preliminar


O estudo preliminar, que envolve a análise das várias condicionantes do projeto,
normalmente materializa-se em uma série de croquis e esboços que não precisam
necessariamente seguir as regras tradicionais do desenho arquitetônico. É um desenho
mais livre, constituído por um traço sem a rigidez dos desenhos típicos das etapas
posteriores.
www.colegiolapa.com.br

19
COLÉGIO LAPA

3.12.2. Anteprojeto
Nesta etapa, com as várias características do projeto já definidas (implantação,
estrutura, elementos construtivos, organização funcional, partido, etc), o desenho já
abrange um nível maior de rigor e detalhamento. No entanto, não costuma ser
necessário informar uma quantidade muito grande, nem muito trabalhada, de detalhes
da construção. Em um projeto residencial, por exemplo, costuma-se trabalhar nas
escalas 1:100 ou 1:200. Nesta etapa ainda são anexadas perspectivas feitas à mão ou
produzidas em ambiente gráfico-computacional para permitir melhor compreensão do
projeto.

3.12.3. Projeto legal


Corresponde ao conjunto de desenhos que é encaminhado aos órgãos públicos de
fiscalização de edifícios. Por este motivo, possui algumas regras próprias de
apresentação, variando de cidade em cidade. Costuma-se trabalhar nas mesmas
escalas do anteprojeto.

3.12.4. Projeto executivo


Esta etapa corresponde à confecção dos desenhos que são encaminhados à obra,
sendo, portanto, a mais trabalhada. Devem ser desenhados todos os detalhes do
edifício, com um nível de complexidade adequado à realização da construção. O
projeto básico costuma ser trabalhado em escalas como 1:50 ou 1:100, assim como
seu detalhamento é elaborado em escalas como 1:20, 1:10, 1:5 e eventualmente, 1:1.
www.colegiolapa.com.br

20
DESENHO
ARQUITETÔNICO

4. PROJETO ARQUITETÔNICO
4.1. Planta baixa
É a representação gráfica de um pavimento da obra, vista por um observador colocado
em um plano superior à mesma. É como se a "obra" fosse cortada por um plano
horizontal, ao nível das esquadrias.

A escala usada para fins de aprovação em órgãos públicos é a de 1:50.

4.2. Fachada
É a vista de uma residência ou prédio, pelo lado de fora. Pode ser lateral frontal,
principal ou fundos.
www.colegiolapa.com.br

A escala usada para fins de aprovação em órgãos públicos é 1:50.

21
COLÉGIO LAPA

4.3. Projeto estrutural

Compõe-se de:

Planta de fundações: onde aparecem as cintas de fundação, sapatas, etc.


Plantas de forma: indica as dimensões das vigas, lajes e posições
Plantas de ferragem: indica os ferros das fundações, vigas, pilares e lajes.
Memória de cálculo quando necessário: as escalas utilizadas de 1:50 e 1:20.

4.4. Projeto de instalações elétricas

Plantas de todos os pavimentos com os respectivos quadros de carga e


esquema vertical (este último para edifícios).
Especificações dos materiais a serem empregados.
www.colegiolapa.com.br

Memória de cálculo quando necessário.

22
DESENHO
ARQUITETÔNICO

5. CLASSIFICAÇÃO DOS TIPOS DE EDIFICAÇÕES


As edificações possuem usos diversos. Podemos classificá-las em:

Residenciais
Não residenciais
Mistas

5.1. Edificações residenciais

Edificações residenciais
Tempo de ocupação de
Classificação de cada uma:
suas unidades:
− Unifamiliares: quando há apenas uma
unidade.
Permanentes
− Multifamiliares: quando existirem duas ou
mais unidades (apartamentos).

− Hotéis
− Hotéis-Residência
− Motéis e congêneres
Transitórias
− Internatos
− Pensionatos
− Asilos

5.2. Edificações não residenciais


São aquelas destinadas a:

Uso industrial;
Locais de reunião (auditórios, ginásios esportivos, "halls" de convenções e
salões de exposições, cinemas, circos, estádios, parques de diversões, teatros);
Comércio, negócios e atividades profissionais (lojas, lojas comerciais);
Estabelecimentos hospitalares e laboratórios;
Usos especiais diversos (depósitos de explosivos, munições e inflamáveis,
depósitos de armazenagem, locais para estacionamento ou guarda de veículos,
postos de serviços de abastecimento de veículos).

5.3. Edificações mistas


www.colegiolapa.com.br

Abrigam atividades de diferentes usos no mesmo prédio (residencial e não residencial).


No caso de um destes usos serem o residencial, todas as circulações deverão ser
independentes entre si.

23
COLÉGIO LAPA
6. TERMOS MAIS USADOS EM ARQUITETURA
Aclive – diz-se que um terreno está em aclive quando sua referência de nível ao
fundo é maior do que na testada principal, ou seja, aquela que dá para o
logradouro.

Acréscimo - aumento de uma construção quer no sentido horizontal, quer no


vertical.

Afastamento - menor distância entre duas edificações ou entre uma edificação


e as linhas divisórias do lote onde ela se situa, o afastamento pode ser frontal,
lateral ou de fundos quando estas divisórias forem, respectivamente, a frente,
(também chamada de testada), os lados e os fundos do lote.

Alinhamento - é a linha projetada e tocada para marcar o limite entre o lote e o


logradouro público.

Alvará - licença administrativa para realização de qualquer obra particular ou


exercício de uma atividade. Caracteriza-se pela guia quitada referente ao
recolhimento das taxas relativas ao tipo de obra ou atividades licenciadas.

Andar - o mesmo que pavimento.

Apartamento - unidade autônoma de uma edificação destinada a uso


residencial permanente, com acesso independente, através de área de utilização
comum e que compreende, no mínimo dois compartimentos habitáveis, um
banheiro e uma cozinha.

Área Bruta - área resultante da soma das áreas úteis com as áreas das seções
horizontais das paredes.

Área Bruta do Pavimento (ABP) - soma da área útil do pavimento com as


áreas das seções horizontais das paredes que separam os compartimentos.

Área Bruta da Unidade (ABU) - soma da área útil da unidade com as áreas das
seções horizontais das paredes que separam os compartimentos.

Área de Condomínio - toda área comum de propriedade dos condôminos de


um imóvel.

Área Livre - espaço descoberto, livre de edificações ou construções, dentro dos


limites de um lote.

Área "Non Aedificandi" (Área não Edificante) - área na qual a legislação em


vigor nada permite construir ou edificar.

Área Total da Edificação – soma das áreas brutas dos pavimentos.


www.colegiolapa.com.br

Área Útil - área do piso de um compartimento.

Área Útil do Pavimento (AUP) - soma das áreas úteis das unidades com as
áreas úteis das partes comuns, em um pavimento.

24
DESENHO
ARQUITETÔNICO

Área Útil da Unidade - soma das áreas úteis de todos os compartimentos da


unidade.

Caixa de Rua - parte dos logradouros destinada ao rolamento de veículos.

Calçada - o mesmo que passeio.

Casa de Cômodos - edificação residencial multifamiliar que possui vários


domicílios que não constituem utilidades autônomas e sem instalações
sanitárias privativas para cada um destes domicílios.

Área de passagem - designação genérica dos espaços necessários à


movimentação das pessoas ou veículos; em uma edificação são os espaços que
permitem a movimentação de pessoas de um compartimento para outro ou de
um pavimento para outro.

Cobertura - é o último teto de uma edificação. Pode significar o telhado ou, uma
ou mais unidades que se situem no último piso, ocupando normalmente, 5% da
área do pavimento anterior.

Compartimento - diz-se de cada uma das divisões dos pavimentos da


edificação.

Declive - fala-se em terreno de declive em relação à frente principal (logradouro)


quando sua referência de nível na testada é maior do que no fundo.

Edícula - edificação complementar à edificação principal, sem comunicação


interna com a mesma.

Edificação - é a construção destinada a abrigar qualquer atividade humana.

Edificações Contíguas - São aquelas que apresentam uma ou mais paredes


contíguas às de uma outra edificação, estejam dentro do mesmo lote ou de lotes
vizinhos.
Edificação Isolada (Edificação Afastada das Divisas) - Aquela não contígua
às divisas do lote.

Edificação de Uso Exclusivo - É aquela destinada a abrigar só uma atividade


comercial ou industrial de uma empresa, apresentando uma única numeração.

Edificação Residencial Multifamiliar - Aquela destinada ao uso residencial


multifamiliar; o conjunto de duas ou mais unidades residenciais em uma só
edificação, compreendendo cada unidade, pelo menos, dois compartimentos,
um dos quais sendo para instalação sanitária. E chamado também de Casa de
Apartamentos ou Edifício de Apartamentos.
www.colegiolapa.com.br

Edificação Residencial Unifamiliar - Aquela que abriga apenas uma unidade


residencial.

25
COLÉGIO LAPA
Edificação Comercial - É aquela destinada a lojas ou a salas comerciais, ou a
ambas, e no qual unicamente as dependências sanitárias do porteiro ou zelador
são utilizadas para o uso residencial.

Edifício Garagem - Aquele destinado à guarda de veículos.

Edifício Misto - É uma edificação que abriga usos diferentes, e quando um


destes for o residencial o acesso às unidades residenciais se faz sempre através
de circulações independentes dos demais usos.

Edifício Público - Aquele no qual se exercem atividades de governo,


administração, prestação de serviços públicos, etc.

Edifício Residencial - É aquele destinado a uso residencial.

Estacionamento de Veículos - Local coberto ou descoberto em um lote


destinado a estacionar veículos. Quando é coberto é mais usada a denominação
de garagem.

Gabarito - Significa o conjunto das dimensões regulamentadas permitidas ou


fixadas para uma construção ou edificação. Normalmente é empregado para
indicar o número de pavimentos permitidos ou fixados.

Grupamento de Edificações - É o conjunto de duas ou mais edificações em um


lote.

Habite-se - Denominação comum de autorização especial, dada pela autoridade


competente, para a utilização de uma edificação.

Hotel - É uma edificação residencial transitória, com unidades habitacionais


constituídas, no mínimo, de um compartimento habitável (quarto), e um banheiro
privativo, cujo acesso é controlado por serviço de portaria, e dispondo de partes
comuns adequadas.

Hotel-Residência - É a edificação residencial transitória, com unidades


habitacionais constituídas, no mínimo, de dois compartimentos habitáveis (sala e
quarto), um banheiro e uma cozinha, com numeração própria, cujo acesso é
controlado por serviço de portaria, e dispondo de partes comuns adequadas.

Indústria Leve - É a indústria que pode funcionar sem incômodos ou ameaças à


saúde ou perigo de vida para a vizinhança.

Indústria Incômoda - É a indústria que, pela produção de ruído, emissão de


poeira, fumaça, fuligem, exalação de mau cheiro, etc., pode constituir incômodo
para a vizinhança.
Indústria Nociva - É a indústria que, por qualquer motivo, pode, pela sua
www.colegiolapa.com.br

vizinhança, tornar-se prejudicial à saúde.

Indústria Perigosa - É a indústria que pode constituir perigo de vida à


vizinhança.

26
DESENHO
ARQUITETÔNICO

Indústria Pesada - É aquela que pode, pelo seu funcionamento, constituir


incômodo ou ameaça à saúde ou perigo de vida para vizinhança.

Investidura - É a incorporação a uma propriedade particular de uma área de


terreno do patrimônio estadual adjacente à mesma propriedade, que não possa
ter utilização autônoma com a finalidade de permitir a execução de um projeto
de alinhamento ou de modificação de alinhamento aprovado pelo Governo
Estadual.

Jirau - É o piso elevado no interior de um compartimento, com altura reduzida


sem fechamento ou divisões, cobrindo apenas parcialmente a área do mesmo e
satisfazendo às alturas mínimas exigidas pela legislação.

Levantamento do Terreno - Determinação das dimensões e todas as outras


características de um terreno em estudo, tais como: sua posição, orientação,
relação com os terrenos vizinhos e logradouros, etc.

Licença - É a autorização dada pela autoridade competente para execução de


obra, instalação, localização de uso e exercício de atividades permitidas.

Logradouro Público - É toda parte da superfície do Estado destinada ao


trânsito público, oficialmente reconhecida e designada por uma denominação.

Lote - Parcela autônoma de um loteamento ou desmembramento, cuja testada


(frente) é adjacente a logradouro público reconhecido.

Loteamento - É um aspecto particular do parcelamento da terra que se


caracteriza pela divisão de uma área de terreno em duas ou mais porções
autônomas envolvendo, obrigatoriamente, a abertura de logradouros públicos
sobre os quais terão testas (frentes) as referidas porções, que passam a ser
denominados lotes.

Meio-fio - Arremate entre o plano do passeio e a pista de rolamento de um


logradouro.

Parcelamento da Terra - Divisão de uma área de terreno em porções


autônomas, sob a forma de desmembramento ou loteamento.

Passeio - Faixa em geral sobrelevada, pavimentada ou não, ladeando


logradouros ou circundando edificações, destinada exclusivamente; ao trânsito
de pedestres.

Pé-direito - É a distância entre o piso e o teto.

Pérgula - Elemento decorativo executado em jardins ou espaços livres,


consistindo em um plano horizontal, definido por elementos construtivos
www.colegiolapa.com.br

vazados, sem constituir, porém, cobertura.

Piso - É a designação genérica dos planos horizontais de uma edificação, onde


se desenvolvem as diferentes atividades humanas.

27
COLÉGIO LAPA

Prisma de Iluminação e Ventilação - É o espaço "Non Aedificandi", mantido


livre, dentro do lote, em toda a altura de uma edificação, destinada a garantir
obrigatoriamente, a iluminação e a ventilação dos compartimentos com que se
comuniquem.

Prisma de Ventilação - É o espaço "Non Aedificandi", mantido livre, dentro do


lote, em toda a altura de uma edificação, destinado a garantir a ventilação dos
compartimentos não habitáveis que com ele se comunique.

Profundidade do Lote - É a distância entre a testada ou frente e a divisa


oposta, medida seguindo uma linha perpendicular à frente.

Recuo - É a incorporação ao logradouro público de uma área de terreno


pertencente a propriedade particular e adjacente; ao mesmo logradouro a fim de
possibilitar a realização de um projeto de alinhamento ou de modificação de
alinhamento aprovado pelo Governo do Estado.

Reforma - É o conjunto de obras caracterizadas na definição de consertos


feitos, mas além dos limites ali estabelecidos.

Remembramento - É o reagrupamento de lotes contíguos para a constituição


de unidades maiores.

Sobreloja - É o pavimento de pé-direito reduzido, não inferior, porém, a 2,50 m


e situado imediatamente acima do pavimento térreo.

Sótão - É a parte do edifício abrangendo pelo menos uma porção do espaço


compreendido pela cobertura, de pé-direito não inferior a 2 m, quando
superpostas ao mais alto pavimento e de pé-direito não inferior a 2,50 m quando
não estiver superposta ao referido pavimento.

Testada do Lote - É a linha que separa o logradouro público do lote e coincide


com o alinhamento existente ou projetado pelo Governo do Estado.

Teto - é a superfície interior ou superior dos compartimentos de uma edificação.

Unidade Autônoma - É uma parte da edificação vinculada a uma fração ideal


de terreno, sujeita às limitações da lei, constituída de dependências e
instalações de uso privativo, destinada a fins residenciais ou não, assinalada por
designação especial numérica ou alfabética, para efeitos de identificação e
discriminação.

Unidade Residencial - É aquela constituída de, no mínimo, dois


compartimentos habitáveis, um banheiro e uma cozinha.
www.colegiolapa.com.br

28
DESENHO
ARQUITETÔNICO

7. COMPARTIMENTOS EM UMA EDIFICAÇÃO


Uma edificação é normalmente dividida em compartimentos, que, segundo sua
utilização, pode-se classificar como:

7.1. Habitáveis
Dormitórios;
Salas;
Locais de reunião;
Lojas e sobrelojas;
Salas destinadas a comércio, negócios e atividades profissionais.

7.2. Não habitáveis


Salas de espera, em geral;
Banheiros, lavatórios e instalações sanitárias;
Circulações, em geral;
Depósito para armazenagem;
Garagens;
Frigoríficos;
Vestiários de utilização coletiva;
Câmaras escuras;
Casas de Máquinas;
Locais para despejo de lixo;
Áreas de serviço cobertas;
Cozinhas e copas.
www.colegiolapa.com.br

29
COLÉGIO LAPA
8. LEGISLAÇÃO DO PROJETO ARQUITETÔNICO

No exercício da função de Corretor de Imóveis, existem alguns aspectos da legislação


que devem ser considerados em um Projeto Arquitetônico, para que, ao negociar um
imóvel, possa argumentar, com embasamento legal, sobre todos os itens do Projeto,
justificando o valor do imóvel pela sua qualidade (acabamento, revestimentos, local do
terreno, materiais empregados).

9. DIMENSÕES MÍNIMAS. PERMITIDAS/GABARITO

9.1. Noções de baixo, médio e alto padrão de construção

Todo projeto arquitetônico parte de um programa onde estão relacionadas todas as


atividades que irão desenvolver-se na edificação a ser projetada, objetivando com isso,
racionalizar e delimitar espaços que atendem a todas elas.

As dimensões para cada item levantado são calculadas a partir de vários parâmetros.
Dentre eles podemos citar:

número de pessoas que vão abrigar;


equipamentos que vai conter;
www.colegiolapa.com.br

tipo de utilização a ser dado (comercial ou residencial)

30
DESENHO
ARQUITETÔNICO

9.2. Noções de orçamento - custo global

O orçamento para construção de uma edificação é um trabalho muito específico,


requerendo sempre um profissional habilitado para sua consecução correta.

No entanto, algumas noções podem ser obtidas através de índices fornecidos


mensalmente por revistas de preços de construção civil. Estes, para efeito de cálculo
de custo global, devem ser retirados em função de m2 (metro quadrado) de construção,
onde já estão incluídos os serviços dos profissionais (Arquitetos, engenheiros), mão-
de-obra e materiais.

No entanto, há limites mínimos e máximos


fixados pela legislação municipal, que vão desde
a área de compartimentos, estacionamento, total
de ocupação no terreno, até as disposições
quanto ao tipo de edificação e número de
pavimentos permitidos, além das exigências
quanto à espécie de revestimento a ser aplicado.

Se o cliente pretende construir uma casa de 100m2, podemos dizer que o custo
estimativo desta obra deverá ser de R$ 300.000,00. Se fosse um prédio residencial de
4 pavimentos, deveríamos recorrer à tabela e achar o índice respectivo, e proceder da
mesma forma.

9.2.1. Para Compartimentos Habitáveis

Compartimentos Habitáveis

Dormitórios – quando existir apenas um 12,00 m2


– quando existir mais de um 9,00 m2

Salas 12,00 m2

Lojas e Sobrelojas 25,00 m2

25,00m2
www.colegiolapa.com.br

Salas destinadas a comércio e atividades profissionais

31
COLÉGIO LAPA

9.2.2. Para Compartimentos não habitáveis

Compartimentos Não Habitáveis

Cozinhas e copas 4,00 m2

Banheiros, Lavatórios, Instalações Sanitárias 1,50 m2

Local para estacionar 25,00 m2

A área mínima de uma unidade residencial varia de 30,00m2, 50,00 m2 ou 60,00m2, de


acordo com a área em que está situada.

O número de pavimentos que uma edificação pode alcançar, ou melhor, o gabarito de


um prédio, fica condicionado ao regulamento de zoneamento municipal. Assim, para
sabermos com precisão o potencial de construção de um terreno, devemos consultar
ou a divisão de edificações ou ainda o Código de Obras do Município, que é o
documento expedido pela prefeitura, onde estão contidas estas informações.
www.colegiolapa.com.br

32
DESENHO
ARQUITETÔNICO

10. MATERIAIS EMPREGADOS EM UMA CONSTRUÇÃO


O avanço tecnológico no campo dos materiais de construção tem gerado um número
expressivo de possibilidades quanto ao tipo de matéria-prima empregada, processos
de execução, cor, qualidade e preço.

Alguns conhecimentos básicos:

10.1. Materiais utilizados no arcabouço da edificação

Paredes: tijolos de cerâmica, blocos


de concreto, painéis autoportantes
(placas pré-fabricadas de concreto).

Cobertura: lajes impermeabilizantes,


telhas de cerâmica (francesa, paulista,
colonial), telhas em cimento amianto.

Fundações, pilares, vigas, lajes:


concreto (massa de cimento, areia e
pedra).

10.1.1. Outros materiais


Toras de Madeira - são pouco usadas devido ao seu alto custo.
www.colegiolapa.com.br

Lajes pré-fabricadas - possuem custo pequeno.

Piso - Formiplac, Vulcapiso, Paviflex, Vicatrix (chapas aplicadas com cola e, as


vezes com pregos).

33
COLÉGIO LAPA
Frisos ou Assoalhos - são tábuas de dez a vinte centímetros pregadas em uma
armação de madeira feita embaixo.

Ladrilhos, Lajotas Cerâmicas - peças em barro cozido ou não.

Mármores e Pedras em Geral - as pedras mais usadas para pisos externos


(descobertos) granito, pedra São Tomé.

Formipiso - usado nas partes internas, como salas e quartos.

Pisos Plásticos - geralmente, apresentam-se em forma de placas e na maioria


das vezes são aplicados com colas especiais.

Pisos de Borracha - plurigomo, anac. São pisos geralmente usados para


hospitais, hotéis e estações e possuem características anti-derrapantes.

Pisos de Alta Resistência e Industriais - são pisos altamente resistentes ao


atrito, choque e abrasão. São eles: marmorite, superepóxi, pisadur, corodun.

Forros - normalmente são usadas tábuas de 8 a 19 cm de largura. São


chamadas simplesmente de forro, embora também haja a denominação de
lambris.
Observação: O gesso é um revestimento
usado em paredes internas e comumente
aplicado em rebaixos de teto, Não resiste à
umidade e, portanto, não é recomendado para
utilização em paredes externas.

10.2. Materiais de acabamento/revestimento


10.2.1. Paredes
Pintura poderá ser plástica e epóxi:
− plástica: para interiores e exteriores;
− epóxi: resistente à água e a temperaturas altas. Pode ser usada em
cozinhas e banheiros, substituindo o azulejo;
www.colegiolapa.com.br

Azulejos: muito usados para cozinha, banheiros e área de serviço;

Mármores e Pedras em geral;

34
DESENHO
ARQUITETÔNICO

Madeira;

Lambris: tábuas de madeira;

Divisórias de Eucaplac.

As paredes externas de uma edificação serão sempre impermeáveis. As paredes


divisórias entre unidades independentes, mas contíguas, assim como as adjacentes à
divisa do lote, garantirão perfeito isolamento.

10.2.2. Pisos
Os pisos devem ser resistentes ao choque tanto interna como externamente.

10.2.3. Coberturas
São constituídas de materiais que permitem:

A perfeita impermeabilização;
Isolamento térmico.

11. SÍNTESE DO CONTEÚDO


Chegamos ao final desta unidade. Considere-se apto a usar as informações e
métodos aprendidos, em situações concretas. Isso pode incluir aplicações de regras,
métodos, modelos, conceitos, princípios, leis e teorias. Agora, já é possível identificar
os elementos dos desenhos arquitetônicos como peso e tipos das linhas, os materiais
mais tradicionais no que se concerne ao desenho instrumentado à mão, caligrafia
técnica e outras diversas especificidades.

Normalmente a complexidade e quantidade de informações de um desenho


variam de acordo com a etapa do projeto, por isso, você aprendeu a fazer um estudo
preliminar, através de análises das várias condicionantes que envolvam um projeto. A
conhecer o número expressivo de possibilidades quanto ao tipo de matéria-prima
empregada, processos de execução, cor, qualidade e preço.

Você já sabe fazer o uso das escalas adequadas a cada parte do projeto através
da relação de dimensão entre o desenho e o objeto desenhado e cotar, que é
referenciar, no desenho, dimensões e alturas estabelecendo suas proporções. Já
entende como se dá a representação de uma planta baixa completa, bem como a
fachada, os cortes, plantas de cobertura, esquadrias (janelas e portas), e os símbolos
www.colegiolapa.com.br

utilizados na representação de elementos arquitetônicos.

35
COLÉGIO LAPA

12. BIBLIOGRAFIA
Código Civil Brasileiro.
ARAÚJO, João da Silva. Curso Técnico em Transações Imobiliárias. Brasília/DF, Papelaria
e Gráfica Ouro Preto.
BARBELOS FRIZZO, Alexandre. Financiamentos Imobiliários no Sistema Financeiro de
Habitação.
BARROS MONTEIRO, Washington. Curso de Direito Civil.
BORGES, Alberto de Campos. Prática das Pequenas Construções. Editora Edgard Blucher.
CARVALHO, Irene Mello. Introdução à Psicologia das Relações Humanas. Ed. Fundação
Getúlio Vargas.
CHIAVENATO, Idalberto. Administração de Recursos Humanos. Editora Atlas
COFECI. Guia Prático do Corretor de Imóveis.
ENGELS, Friedrich. Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado. Civilização
Brasileira.
IOB. Direito Imobiliário. Cursos de Legislação Empresarial.
IPPUC. Código de Edificações.
KELLER, Edelwais. Noções de Relações Humanas e Ética. SCIEP.
Legislação Básica do BACEN – Resolução 1.511/89.
Legislação Básica do BNH – Lei 4.380/64 e Lei 5.762/71.
LIMA, Ary Abussafi de. Transações Imobiliárias.
LUIZ, Sinclayr e SILVA, César Ribeiro Leite da. Economia e Mercados – Introdução à
Economia. Editora Saraiva.
LUIZ, Sinclayr. Organização e Técnica Comercial – Introdução à Administração. Editora
Saraiva.
MEC. Leitura de Desenho Técnico.
MONTEIRO, Washington de Barros. Curso de Direito Civil.
MONTENEGRO, Gildo. Desenho Arquitetônico. Editora Edgard Blucher.
NEUFERT, Ernest. Arte de Projetar em Arquitetura. Editora Gustavo Gili do Brasil.
SENAC. Apostila de Transações Imobiliárias.
SILVA, Adelphino Teixeira da. Administração e Controle. Editora Atlas.
www.colegiolapa.com.br

36
DESENHO
ARQUITETÔNICO

13. VERIFIQUE SEUS CONHECIMENTOS


1. Assinale a(s) alternativa(s) incorreta(s):

a) Tracejada. Uma linha tracejada representa um elemento de desenho "invisível"


(ou seja, que esteja além do planto de corte).
b) Linha média - Pena 0.4 (ou 0,5). Usada para representar os elementos que se
encontram imediatamente a frente da linha de corte.
c) Linhas complementares - Pena 0,2. Usada basicamente para registrar
elementos complementares do desenho, como linhas de cota, setas, linhas
indicativas, linhas de projeção, etc.
d) Linha fina - Pena 0,1. Usada para representar os elementos em vista.
e) Traço-ponto. Usada para indicar eixos de simetria ou linhas indicativas de
planos de corte.

2. Complete as frases abaixo:


a) _____________________. Um tipo especial de gabarito composto apenas por
curvas.
b) Borracha. Podendo ser a comum ou a ___________________.
c) Lâmina e borracha de areia. Permitem a correção de desenhos errados
efetuados a ______________________.
d) ____________________________. Para execução do desenho final.
e) Par de ___________________. Elementos para auxiliar o traçado de retas em
___________________ pré-desenhados.

3. Assinale a incorreta: As edificações Residenciais Transitórias podem ser:


a) Hotéis
b) Motéis e congêneres
c) Apartamentos
d) Pensionatos
e) Cinemas

4. Assinale a(s) alternativa(s) incorreta(s):


a) Cobertura – é o último teto de uma edificação.
b) Teto – é a superfície interior ou superior dos compartimentos de uma
edificação.
c) Aclive – diz-se que um terreno está em aclive quando sua referência de nível
ao fundo é menor do que na testada principal.
d) Grupamento de Edificações – é o conjunto de duas ou mais edificações em
um lote.
www.colegiolapa.com.br

e) Área Útil – área do piso de um compartimento.


f) Edícula – edificação complementar à edificação principal, com comunicação
interna com a mesma.

37
COLÉGIO LAPA

5. Marque “V” para Verdadeiro e “F” para Falso:


( ) Alvará – licença administrativa para realização de qualquer obra particular ou
exercício de uma atividade.
( ) Área Útil – área do teto de um compartimento.
( ) Calçada – o mesmo que passeio.
( ) Compartimento – diz-se de cada uma das divisões dos pavimentos da
edificação.
( ) Edifício Privado – aquele no qual se exercem atividades de governo,
administração, prestação de serviços públicos, etc.
( ) Habite-se – denominação comum de autorização especial, dada pela
autoridade competente, para a utilização de uma edificação.
( ) Indústria Perigosa – é a indústria que pode constituir perigo de ruídos à
vizinhança.
( ) Licença – é a autorização dada pela autoridade competente para execução de
obra, instalação, localização de uso e exercício de atividades permitidas.
( ) Parcelamento da Terra – divisão de uma área de terreno em porções
autônomas, sob a forma de apartamento ou loteamento.
( ) Sobreloja – é o pavimento de pé-direito reduzido, não inferior, porém, a 2,50m
e situado imediatamente acima do pavimento térreo.

RESPOSTAS:

1. c) e d)

2. a) curva francesa
b) elétrica
c) nanquim
d) caneta nanquim
e) esquadros; ângulos

3. e)
www.colegiolapa.com.br

4. f)

5. V F V V F V F V F V

38