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COLEGIO ESTADUAL LUIZ NAVARRO DE BRITO

TECNICO EM INFORMATICA

RESENHA CRITICA – FILME HACKER

JOILSON COSTA DA LUZ ABADE

AMELIA RODRIGUES-BA

2018
JOILSON COSTA DA LUZ ABADE

BASES FISIOLOGICAS DA HIPERTROFIA MUSCULAR

Trabalho apresentado como requisito de avaliação

da disciplina Sociedade, Educação e Cultura

ministrada pelo Prof. Edilson Teixeira

FEIRA DE SANTANA-BA

2018
1. INTRODUÇÃO

O Tecido muscular esquelético é um tecido plástico, capaz de se adaptar muito


fácil aos estímulos proporcionados sobre ele. Além da força, outra adaptação é o
aumento do volume de suas fibras também denominado como hipertrofia
muscular.
Para gerar uma adaptação hipertrófica no tecido muscular esquelético, devem-se
proporcionar estímulos adequados para que isso aconteça. Dano muscular, ou
micro traumas adaptativos, produção de lactato são fundamentais para que
ocorra a síntese proteica e produção do IGF-1, tendo como resposta fisiológica o
aumento muscular inicialmente esperado.
Avaliar o quanto foi eficiente o treinamento de força com intuito de gerar
hipertrofia muscular, se torna uma ferramenta a mais para comprovar a
eficiência dos estímulos dados ao organismo e realização de teste para estudos
com relação a comparação de métodos de treino.

2. REFERÊNCIAL TEÓRICO

Basicamente, hipertrofia muscular é uma adaptação "positiva" do tecido


muscular esquelético ao esforço sofrido frente uma determinada resistência
externa exercida pelo individuo (isto em nível de treinamento sabendo que a
resposta hipertrófica é advinda de outros diversos fatores).
Antes de entender como deve ser feito o treinamento para hipertrofia, será
abordado as estruturas que compõe os músculos bem como a fisiologia da sua
principal ação no corpo humano, a contração muscular.
Os músculos são constituídos de várias estruturas responsáveis em realizar sua
fisiologia básica, cuja função é proporcionar mobilidade e estabilização da
postura corporal. A constituição básica no tecido muscular esquelético se da pela
água e proteínas, sendo dividido, em termos percentuais, 75% e 20%,
respectivamente. Os outros 5% são representados por sais e outras substâncias,
incluindo fosfatos de alta energia, a ureia, o lactato, os minerais cálcio, magnésio
e fósforo, várias enzimas, os íons sódio, potássio e cloro, aminoácidos, gordura e
por fim os carboidratos.
O treinamento de característica hipertrófica deve causar micro lesões, pois esse
fator é considerado um dos sinalizadores do aumento celular, através da ativação
das células satélites e estímulo a síntese protéica. Para tanto, deve-se verificar se
houve esse dano ou não.
Será que tem como avaliar micro lesão? Com certeza há. A percepção do
praticante é uma das formas de avaliar se houve micro traumas, através da dor
tardia. Quais seriam outras formas mais diretas para obtenção do quão foi o grau
de micro traumas? Uma das formas mais conhecidas é a coleta de parte do tecido
do segmento corporal treinado. Prática não viável para avaliação corriqueira de
treino devido à biopsia que deve ser realizada a cada coleta de dados. Viável
apenas para estudo e pesquisas. Outra forma, que apenas é praticada para análise
de resultados em estudos também é a mensuração da creatina-quinase (CK), uma
enzima que participa da via energética anaeróbica alética. Está enzima
inicialmente se encontra no sarcoplasma, citoplasma da fibra muscular. O
procedimento se dá pela coleta de sangue para analisar o conteúdo basal de CK
na corrente sanguínea, e pós-treino é feita outra coleta. E o que isso tem haver
com os micros traumas? Quando se treina força hipertrófica, há como
consequência dano dos sarcômeros das fibras e da membrana (sarcolema), com
isso, algumas substâncias intracelulares acabam "vazando" para o meio
extracelular, uma dessas substancias é a CK.
Outra análise e de todas as mais prática, é a analise pré e pós de desempenho de
força. Esse método se justifica pelo seguinte, o treinamento de força hipertrófica
gera dano muscular, que consequentemente gera queda de desempenho, pois as
unidades motoras são literalmente destruídas, com isso o estímulo neural de
força chega à fibra de forma comprometida juntamente com o trabalho mecânico
das proteínas contráteis devido à destruição dos sarcômeros. Para avaliar queda
de desempenho de membros superiores (MMSS), faça o teste de arremesso de
peso pré e pós-treino. O individuo em teste deverá ficar com o dorso apoiado na
parede e as pernas estendidas no chão, de forma que as pernas e o dorso fiquem
totalmente apoiados, no chão e na parede respectivamente. O indivíduo deverá
arremessar o peso (medicine Ball) ou caneleira de três quilos. Faça a análise, em
metros, a queda de desempenho do indivíduo. A distância do arremesso pós-
treino diminuirá consideravelmente devido à destruição das unidades motoras, se
não diminuir, o treinamento não gerou dano muscular, ou seja, não se treinou
numa intensidade adequada para gerar micro traumas adaptativa. Já para
membros inferiores (MMII), faça o teste de salto horizontal. O procedimento de
coleta de medida ocorre da mesma forma do teste dos MMSS.
Há diversos métodos de treinamento na literatura pré-determinados para se
prescrever treinamento para hipertrofia muscular (múltiplas séries, pirâmide
crescente, pirâmide decrescente, pirâmide truncada, ondulatório, bi-set, tri-set,
drop-set, circuito, super-série, pré-exaustão, agonista-antagonista, blitz, roubada,
negativo ou excêntrico, super-slow, e etc). Todos possuem suas características
próprias, que podem ser, conforme a vontade do treinador, modificados em
alguns de seus parâmetros. Apesar de existir vários métodos, são escassos os
estudos que comprovam a eficácia de um sobre o outro. As maiorias dos
métodos de treinamento de hipertrofia foram os fisiculturistas que inventaram.
Contudo, apesar do pouco conhecimento científico, esses atletas conseguiram
criar metodologias próprias para seus treinamentos e que perduram, firme e
forte, até os dias atuais.
Há alguns estudos que comprovam que alguns métodos não são bons para o
objetivo hipertrófico, devido ao fato de terem caráter mais metabólico do que
tensional, ou seja, voltado mais para a resistência localizada do que para força
hipertrófica, devido ao alto volume sobre a intensidade. Há, porém, outros
pesquisadores que defendem estes métodos devido ao fato que o treinamento
para a obtenção de um maior volume muscular deve haver uma sobreposição do
volume sobre intensidade, prevalecendo então o caráter metabólico e não o
tensional.
3. REFERÊNCIAS

MEDEIROS, Bruno . ASPECTOS FISIOLÓGICOS ACERCA DA


HIPERTROFIA MUSCULAR. Disponível em:
<https://www.webartigos.com/artigos/aspectos-fisiologicos-acerca-da-
hipertrofia-muscular/56006>. Acesso em: 02 abr. 2018.

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