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BRASIL -BR –TÊVET DE 5771 (DEZEMBRO de 2010)

ANO II –38ª Edição


― Tudo se ilumina para aquele que busca a luz‖ (Ben Rosh)

HA –LAPID
BRASIL
EDITOR:Tiago da Rocha Sales (Ia’aqob Tsur)
COMUNICADO:O presente periódico visa dar continuidade à missão iniciada pelo Capitão
Barros Bastos Z‖L, que com afinco criou o ―Ha -Lapid‖ de Porto –Pt.
PARASHÁ HASHAVÚA – “VAIGASH”

BERESHIT 44. 18 a 47.27

EDUCAR PARA VALORES

Um autor universal escreveu que existem quatro concepções a respeito de como educar:
1º. É necessário educar para valores e é possível fazê-lo.
2º. É necessário educar para valores, mas não é possível fazê-lo.
3º. Não é necessário educar para valores, mas é possível fazê-lo.
4º. Não é necessário educar para valores nem é possível fazê-lo.
É evidente que conforme os conceitos da Torá, é necessário educar para valores e é perfeitamente possível
fazê-lo.
Segundo a Torá, derivamos que é necessário educar para valores da passagem quando Yaacov Avinu mudou-
se para o Egito por causa da fome que reinava no mundo naquela época. O único país que tinha reservas de
mantimentos era o Egito, onde Yossef (um dos filhos de Yaacov) ocupava o cargo de vice-rei. Nesta
oportunidade, a primeira medida tomada por Yaacov antes de mudar-se com toda a família para o Egito, foi
mandar seu filho Yehudá algum tempo antes. Assim procedeu para que este preparasse um lugar adequado
onde Yaacov e seus filhos pudessem estudar Torá no Egito (Bereshit 46.28): ―Veêt Yehudá shalach lefanav el
Yossef lehorot lefanav Goshna‖ – E a Yehudá mandou adiante dele, para Yossef, para preparar-lhes lugar em
Gôshen. A palavra ―lehorot‖ – preparar – é formada das letras hê, vav, resh e tav, que formam também a
palavra Torá.
Aprendemos daqui, portanto, que mesmo no Egito, com todas as dificuldades iniciais de adaptação pelas
quais passaram Yaacov e seus filhos, dependentes da economia deste país e da adaptação a um novo meio,
mesmo assim a prioridade de Yaacov era ter um bêt midrash (casa de estudo), uma yeshivá, onde ele e seus
filhos pudessem continuar estudando Torá e desenvolvendo seus valores espirituais para poder transmiti-los
às futuras gerações. Sendo assim, tornaram o necessário, possível.
A educação recebida por Yossef é uma prova suficiente de que é possível educar segundo valores. Apesar de
viver em condições totalmente adversas, em um ambiente que não valorizava as boas qualidades, sempre
teve uma conduta exemplar, espelhando a excelente educação que havia recebido na casa de seu pai.
Yossef mandou mensagens a seu pai, por intermédio de seus irmãos, para que ele viesse morar no Egito,
onde havia mantimentos. Nesta ocasião, ele tentou transmitir a seu pai Yaacov, por intermédio de alguns
sinais, que não precisava se preocupar com o seu nível espiritual. Apesar do tempo, da distância que os
separava e das condições desfavoráveis do meio, ele continuava a seguir os valores transmitidos pelo pai.
Yossef diz a seus irmãos (Bereshit 45.9): ―Maharu vaalu el avi vaamartem elav cô amar binchá Yossef:
samáni Elokim ladon lechol Mitsráyim, redá lay al taamod‖ – Apressai-vos e subi a meu pai e lhe direis:
Assim disse teu filho Yossef: D’us me pôs senhor de todo o Egito, desce a mim, não te detenhas.
É evidente que um homem como Yaacov não tinha como prioridade de vida que seu filho tivesse um alto
posto no Egito. Para Yaacov, o que deveria prevalecer eram os valores espirituais, o nível espiritual em que
as pessoas se encontram e a ascendência constante. Portanto, neste recado, o objetivo de Yossef não era
comunicar o poder que possuía no Egito, mas queria demonstrar a seu pai os valores espirituais que
preservou.
O reflexo desta filosofia de vida está na frase: ―Samáni Elokim leadon‖. – Colocou-me D’us como patrão.
Yossef lembra o nome de D’us dando a Ele todo o mérito desta situação. Através disso quis demonstrar a
seu pai que, apesar de ter passado 22 anos longe dele, os ensinamentos transmitidos por Yaacov e a fé em
D’us estavam vivos e continuavam sendo sua filosofia de vida.
Yossef sempre atribuiu a D’us os méritos dos êxitos de suas atividades e demonstrou sua crença no Todo-
Poderoso inclusive ao temido Faraó do Egito. Quando Yossef estava na prisão, interpretou corretamente os
sonhos de dois dos ministros do Faraó que também estavam presos. Um deles foi executado e o outro voltou
a servir o Faraó. Após algum tempo, o Faraó teve um sonho que ninguém conseguia interpretar
corretamente. O ministro sobrevivente contou ao Faraó que havia um jovem na prisão que interpretou
corretamente os sonhos de seus ministros. O Faraó chamou-o às pressas à sua presença (Bereshit 41.15):
―Vayômer Par’ô el Yossef chalom chalámti ufoter em atô vaani shamáti alecha lemor tishmá chalom liftor
otô‖ - E disse o Faraó a Yossef: Um sonho tive e não há quem o interprete, e eu escutei sobre ti que ao ouvir
os sonhos tu interpreta-os. A resposta de Yossef ao Faraó foi a seguinte (41.16): ―Vayáan Yossef el Par’ô
lemor biladay Elokim yaanê et shelom Par’ô‖ – E respondeu Yossef ao Faraó, dizendo: Longe de mim! D’us
há de dar uma resposta por meu intermédio para a paz do Faraó. Outro exemplo que mostra a intenção de
Yossef de tranquilizar seu pai com relação à fidelidade com que seguia seus ensinamentos e de que sua vida
era dirigida pelos conceitos da Torá e mitsvot recebidos em casa, está nos mantimentos que enviou a seu pai
por intermédio de seus irmãos (Bereshit 45.230: ―Ul’aviv shalach kezot assará chamorim nosseim mituv
Mitsrayim‖ – E a seu pai mandou dez jumentos carregados do melhor do Egito – Rashi traz que lhe enviou
vinho velho que satisfaz aos idosos. Rabi Yehudá Tsadacat zt‖l, em seu livro ―Col Yehudá‖, explica que o
vinho velho enviado por Yossef tinha como significado transmitir a seu pai que os velhos ensinamentos ainda
estavam sendo guardados por ele e o orientavam em sua vida.
Outra dica deque continuava seguindo seus ensinamentos, foi que Yossef enviou a seu pai carroças. Ra um
sinal de que se manteve ligado aos assuntos considerados prioritários por Yaacov, conforme nos explica Rashi:
Através das carroças, Yossef lembrou ao pai que o último assunto da Torá que estudaram juntos antes de se
separarem, foi justamente sobre ―Eglá Arufá‖ (Devarim 21). A palavra ―eglá‖ – bezerra – contém as mesmas
letras que ―agalá‖ – carroça.
Estes três recados que Yossef mandou a seu pai refletiam, definitivamente que ele continuava seguindo a velha
educação de seu pai.
No que diz respeito à educação no campo espiritual, quando queremos nos referir à educação original
judaica, expressamo-nos dizendo: ―Chinuch Ysrael saba‖ – a educação do avô Israel (Yaacov). Com isso
reconhecemos mais esta grande virtude do patriarca.
Desta pequena passagem, vemos como é necessário e como é possível educar, em todas as gerações e em todos
os lugares, segundo os valores verdadeiros, sólidos e eternos de nossa sagrada Torá.

SHABAT SHALOM!!! ( Rabino Isaac Dichi, do livro Nos caminhos da Eternidade II)
MIDRASHIM
Yehudá se oferece para ser escravo no lugar de Binyamin

Quando Yehudá ouviu o governante egípcio dizer:


"Binyamin será meu escravo!", ele ficou com muito medo. "Prometi a meu pai devolver-lhe Binyamin,"
pensou. "Tenho que cumprir minha promessa.―
Yehudá avançou corajosamente para o trono de Yossef. "Ouça-me, meu senhor," gritou zangado. "Se ousares
reter meu irmão aqui, puxarei minha espada! Sabes o que acontecerá então? Vai haver muita gente morta no
Egito, incluindo tu e o Faraó."
Yossef percebeu que Yehudá estava muito alterado. Ele poderia atacar a ele e a todos os habitantes da capital
do Egito. Yossef acenou rapidamente para seu filho Menashê.
"Mostra a este homem que és tão forte quanto ele," ordenou Yossef a seu filho.
Menashê começou a dar pontapés nas paredes do palácio. Os golpes eram tão fortes que o palácio de Yossef
começou a tremer!
Yehudá ficou assombrado e pensou: "Quem será este homem forte? Ele deve ser da família de Yaacov, pois
não conheço ninguém que tenha força tão tremenda. É melhor não começar uma luta. Vou implorar ao
governante para libertar Binyamin."
Yehudá começou com palavras gentis:
"Por favor, deixe ir nosso irmão Binyamin. Tu nos forçaste a trazê-lo. Veja, nosso pai foi contra isso, porque a
sua querida esposa Rachel tinha só dois filhos e o mais velho morreu." (Yehudá ficou temeroso de dizer que
Yossef ainda estava vivo, senão o governante poderia dizer, "Traga-o também.")
"Agora só resta Binyamin. Nosso pai tem tanta afeição por ele que morrerá de tristeza se Binyamin não
voltar. Prometi a meu pai que levaria Binyamin de volta.
"Sou mais forte que Binyamin e mais eficiente. Por favor, fique comigo como escravo no lugar dele. Como
posso suportar ver a dor de meu pai se voltarmos sem Binyamin! Tenha pena de nosso pai."
Yossef se revela

Yossef não pôde agüentar quando Yehudá falou na dor de seu pai.
"Rápido! Que todos os egípcios deixem a sala," ordenou Yossef. "Que apenas fiquem os dez irmãos."
Quando ficou a sós com seus irmãos, ele disse:
"Sei onde está seu irmão perdido. Ele está bem aqui."
Os irmãos o olharam. Do que ele estava falando? Onde estava Yossef?
"Sou seu irmão Yossef!" - exclamou ele e acrescentou em voz baixa : "Eu sou Yossef, a quem vocês venderam
aos egípcios!" (Yossef não queria que os egípcios que estavam do lado de fora ouvissem estas palavras, senão
os irmãos ficariam envergonhados).
Os irmãos estavam por demais apavorados e envergonhados para falar com Yossef. Eles tinham medo que ele
agora os castigasse por tê-lo vendido. O choque da notícia repentina foi muito grande para eles, mas Yossef
começou gentilmente a acalmá-los, dizendo:
"Não tenham medo! Vocês não precisam se sentir mal por terem me vendido aos egípcios. Na realidade, isso
foi uma ordem de D'us. D'us queria que me tornasse um governante no Egito para que eu pudesse supri-los
com comida durante os anos de fome."
Yossef abraçou todos os seus irmãos. Lentamente, eles se recuperaram do choque.

Yossef, um verdadeiro tsadic (justo)

Mesmo sendo um dirigente poderoso, ele não se vingou de seus irmãos por terem-no vendido e humilhado. Ao
contrário, ele os confortou com palavras amáveis. Não tinha ressentimento algum contra eles, mesmo tendo
sofrido tantos anos depois de ser vendido.
Yossef concluiu:
"Voltem rápido para casa e façam o pai saber que estou vivo. Contem-lhe também que sou um respeitado
governante no Egito e tragam-no aqui e voltem todos vocês com suas famílias. Vou alimentá-los e cuidarei
para que nada lhes falte."

Os irmãos contam a Yaacov que Yossef está vivo


Yossef carregou as sacolas dos irmãos com trigo. Deu aos irmãos roupas novas para substituir as rasgadas
quando souberam que a taça de Yossef estava no saco de Binyamin. E mandou também um presente para seu
pai.
Os irmão voltaram e mandaram um mensageiro para Yaacov com a notícia: "Yossef está vivo. Ele é
governante no Egito."
O coração de Yaacov quase parou de bater. "Não pode ser verdade," pensou. "A notícia é maravilhosa
demais."
Mas Yaacov viu as carroças carregadas com trigo e os presentes que os irmãos trouxeram.
"Somente um governante tem permissão para mandar carroças para fora do Egito," pensou Yaacov. Os
irmãos também lhe disseram:
"Yossef nos deu um sinal para ti, para que acredites na notícia. Ele o faz lembrar o último capítulo da Torá
que o ensinaste; disseste sobre as leis da Egla Arufa (bezerro com o pescoço quebrado).
Agora Yaacov realmente acreditava que Yossef estava vivo:
"Como estou feliz!", exclamou. "Quero ir já para o Egito para vê-lo.―

O Midrash explica: Quem deu para Yaacov a notícia de que


Yossef ainda estava vivo

Vocês sabem quem foi o mensageiro que primeiro deu a notícia para Yaacov de que seu filho Yossef estava
vivo?
Vocês devem ter ouvido que foi a neta de Yaacov, Serach, filha de Asher.
Os irmãos a escolheram porque eles precisavam de um mensageiro inteligente para dar a notícia. Mesmo que
fosse uma notícia maravilhosa, ao descobrir que seu filho ainda estava vivo, o choque repentino de uma
notícia tão inesperada poderia prejudicar a saúde de Yaacov. Vocês devem se lembrar de Yaacov era um
homem velho, tinha 130 anos de idade. E Yossef estivera ausente por 22 anos.
Por esta razão, os irmãos escolheram Serach que sabiam ser uma moça inteligente e que tocava harpa muito
bem.
Serach começou a tocar música para seu avô e murmurar as palavras "Meu tio Yossef ainda está vivo; ele é
um governante no Egito." Ela repetiu estas palavras sem parar até que o avô começou a sorrir.
"O que você está cantando, Serach, é muito bonito!" - disse o avô. "Parece uma boa notícia. Que você seja
abençoada com uma vida longa por animar-me com tão esperançosas notícias!"
Apesar disso, na realidade Yaacov não acreditou em sua neta até que os irmãos confirmaram a notícia e ele
viu as carroças que Yossef tinha mandado.
Há uma opinião diferente de que foi Naftali quem primeiro deu a notícia a Yaacov de que Yossef estava vivo.
Naftali corria rápido e sempre levava recados para os irmãos e para o pai. Por isso, os irmãos o mandaram na
frente para fazer Yaacov saber as boas novas o mais rápido possível.
Porém, antes disso, todos os irmãos se reuniram e anularam o juramento que fizeram de não contar a
ninguém que Yossef estava vivo.

Yaacov, seus filhos e suas famílias viajam para o Egito


Ainda que o mais caro desejo de Yaacov fosse rever Yossef, ele não se atreveu a ir para o Egito sem pedir
permissão a D'us.
"Será que tenho permissão para deixar a Terra de Israel," questionou, "a terra de meus pais, onde D'us se
revelou para mim? Talvez eu não possa ir viver entre os egípcios que não temem D'us.―
Yaacov foi até Be'er Shêva para perguntar a D'us.
D'us lhe assegurou: "Não tenhas medo de ir para o Egito. Irei acompanhá-lo e protegê-lo. Farei com que seus
filhos não fiquem lá para sempre. Vou resgatá-los e trazê-los de volta para Israel."
Então, Yaacov, seus filhos, suas famílias pegaram todos os seus pertences e seu gado e começaram sua jornada
para o Egito.
D'us mandou seiscentos mil anjos para acompanhá-los a este país estranho e protegê-los. Yaacov disse para
seu filho Yehudá:
"Vá na frente para preparar casas no Egito onde possamos viver. Prepare também um Bet Hamidrash, Casa
de Estudos, onde eu possa ensinar a Torá a todos vocês e onde possam estudar.―

Yaacov e Yossef se encontram

Quando Yossef soube que seu pai estava chegando, ele preparou sua carruagem e foi ao seu encontro para lhe
dar boas-vindas e cumprimentá-lo.
Yaacov não reconheceu Yossef de imediato. Tinha certeza que um nobre egípcio estava cavalgando a sua
frente e se curvou em respeito.
Yossef começou a chorar porque seu pai se curvou perante ele. Disse a seu pai quem era, abraçou-o e beijou-o.
Neste momento, Yaacov rezava o Shemá. Ele queria tanto beijar Yossef a quem não via há vinte e dois anos!
Mas ele se conteve e primeiro completou o Shemá, em agradecimento a D'us.
Quando Yaacov olhou para o rosto de Yossef, ele pôde ver que seu filho ainda era um Tsadic. A felicidade de
Yaacov não teve limites.
Yossef apresenta seu pai e seus irmãos ao Faraó
Logo, Yossef apresentou alguns dos seus irmãos ao Faraó. "Qual seu trabalho?" - perguntou-lhes o Faraó.
"Somos pastores," responderam os irmãos. "Por favor, permita que vivamos no distrito de Goshen onde há
muitos campos bons para nosso rebanho."
O Faraó concordou. E os irmãos de Yossef ficaram contentes. Eles não queriam viver na capital, perto da
corte, onde o Faraó poderia dar-lhes altas posições ou engajá-los no exército. Eles desejavam levar uma vida
calma como pastores para ter tempo de servir a D'us e estudar a Torá.
Yossef também levou seu pai Yaacov até o trono do Faraó. Yaacov cumprimentou o Faraó e o abençoou:
"Possa o rio Nilo inundar a terra para que ela possa produzir de novo!"
D'us realizou a bênção de Yaacov. Após dois anos de fome, as águas do Nilo inundaram de novo a terra e os
cereais começaram a crescer. A fome então terminou.
Yaacov e sua família se instalaram em Goshen. Yossef cuidou para que todos recebessem comida suficiente.
Yossef reúne riquezas para o Faraó durante os anos de
fome
O que os egípcios comiam durante os anos da fome (antes de Yaacov chegar ao Egito)?
Eles compravam mais e mais cereais de Yossef e depois de certo tempo haviam gasto todo seu dinheiro.
"Como compraremos comida agora?" - pensavam eles. E decidiram: "Vamos vender nosso gado e dar o
dinheiro para Yossef em troca de comida."
No segundo ano da carestia, o dinheiro que os egípcios receberam de seu gado também terminou. Em
desespero, os egípcios foram até Yossef e disseram:
"Não temos mais dinheiro para comprar comida. Estamos prontos para dar ao Faraó nossa terra e nos
tornarmos seus escravos se continuares a nos dar comida.―
Yossef concordou.
O que Yossef fez com a enorme quantidade de ouro e prata que as pessoas lhe trouxeram em troca de
cereais?
Yossef colocou tudo no tesouro do Faraó. Poderia facilmente ter guardado algum dinheiro para si e ficado
rico, mas não o fez. Yossef era tão honesto que não ficaria com dinheiro algum. E também não deu dinheiro
algum para seu pai ou seus irmãos.
PEDIDOS –―refuát hanefesh urefuát hagúf‖
Pedimos que rezem pelo pronto restabelecimento de:
“ZICHRONÁ LIVRACHÁ”

É com pesar, que informamos a todos os leitores o falecimento da matriarca da


Comunidade do Varjão, a Associação Morashá Benei Ia’aqob do Varjão
(AMBIV), Dona Claudentina Saráiva, mãe do amigo e irmão Elishá Saráiva
(Elizeu Saraiva).
Possa HAKADOSH BARUCH HU manter a alma desta Justa, ligada à corrente
da vida eterna e confortar os corações dos filhos, netos, bisnetos, noras amigos e
parentes.
O falecimento da Dona Claudentina Saráiva, de Bendita Memória, ocorreu no
último dia 25/11/2010, 18 de Kislêv de 5771.
NOTÍCIAS
FOGO EM MATAS DE HAIFA
FOGO EM MATAS DE HAIFA JÁ PROVOCOU A MORTE DE 40 POLICIAIS QUE
ESTAVAM DENTRO DE UM ONIBUS E OBRIGOU A RETIRADA URGENTE DE 12.000
MORADORES. NETANYAHU PEDE AUXILIO IMEDIATO A OUTRAS NAÇÕES. A
GRECIA E TURQUIA ESTÃO ENVIANDO AVIÕES PARA COMBATER AS CHAMAS. O
CLIMA EM ISRAEL É DE GRANDE COMOÇÃO E O GOVERNO ESTUDA DECLARAR O
DIA DE AMANHÃ (JÁ PASSADO) COMO FERIADO EM HOMENAGEM ÀS VITIMAS.
- CULINÁRIA SEFARADI -
Molho de Gergelim
Ingredientes
4 colheres (de sopa) de tahine
2 colheres (de café) de cominho
1 colher (de café) de sal
2 dentes de alho (esmagados)
Suco de 2 limões
Preparo
Misture tudo muito bem com o caldo dos limões, juntando água ao poucos, até ficar bem pastoso. Despeje numa
travessa, regue com um pouco de azeite e salpique com cheiro verde, bem picadinho.

Pastel de Queijo (Sambussak)


Ingredientes da massa
3 1/2 copos de farinha de trigo
1 copo de manteiga (ou gordura vegetal) derretida em banho-maria
1/2 copo de água
1 colher (de chá) de sal
1 gema (para pincelar)
3/4 copo de gergelim
Ingredientes do recheio
1/2 k de queijo ralado
2 ovos
2 colheres (de chá) de fermento em pó
Preparo
Peneire a farinha e reserve. Misture a água, a farinha e a manteiga derretida até ficar uma massa lisa. Abra a
massa com o rolo, até 1/2 cm de espessura e corte em rodelas com a borda de um copo. Recheie com a mistura
feita do queijo ralado, ovos e o fermento, e feche as bordas apertando com um garfo como pastel. Pincele cada
pastel com a gema e mergulhe no gergelim. Arrume os pastéis em um tabuleiro e asse em fogo brando até
ficarem corados (aproximadamente 40 minutos).
HUMOR JUDÁICO

QUAL A DIFERENÇA ENTRE O JUDEU E O MUÇULMANO? O MUÇULMANO VENDE A MÃE. O


JUDEU TAMBÉM VENDE, MAS NÃO ENTREGA !!
KAKAKAKAKAKAKAKKAKKKAKAKAK

* * *

... É MOSHE AS COISAS ESTÃO MUDANDO.


VEJA QUE COISA LOUCA: HOJE EM DIA NINGUÉM SABE QUEM É HOMEM, QUEM É MULHER.
TÁ TUDO UMA LOUCURA. POR EXEMPLO VEJA AQUELE RAPAZ, NINGUÉM SABE SE ELE É
RAPAZ MESMO, SE É MULHER...
―MOSHE‖ SE VIRA E DIZ:
- QUE ÍSSO AVRAM, AQUELA ALÍ É MINHA FILHA! EU SOU MÃE DELA !!!
KAKAKAKAAKAKKKAKKKKKAKKAKAKAKK
A OBRA DO RESGATE PELO BRASIL

Soubemos da existência de mais um grupo organizado de Anussim em Maceió.

Estamos aguardando maiores contatos. Ha Kadosh Baruch Hu dê força a todos para continuarem no caminho do
retorno à crença dos nossos antepassados.
ANÚNCIOS
INFORMAMOS AOS LEITORES, QUE SE ENCONTRA DISPONÍVEL UMA ÓTIMA FONTE DE
PESQUISA E ESTUDOS, O SITE MEMORIAL BRASIL SEFARAD. O Memorial Brasil Sefarad nasceu
como uma organização dedicada à pesquisa, divulgação e preservação da memória dos judeus sefarditas
(judeus ibéricos) e de seus descendentes no Brasil. Mantido com recursos próprios e trabalho voluntário, o
Memorial atua em 4 campos de ação: 1) pesquisa direta; 2) fomento à pesquisa - bolsas de pesquisa; 3)
divulgação - através do site e de material impresso; 4) auxílio a comunidades de descendentes. Maiores
informações no site: www.brasilsefarad.com/joomla/

INFORMAMOS AOS LEITORES TAMBÉM, PRINCIPALMENTE OS DE ORÍGEM ANUSSIM QUE SE


ENCONTRA ABERTO À TODOS OS INTERESSADOS NO ESTUDO SISTEMÁTICO DO MISHNÊ
TORÁ, O SITE DO RABINO Y. YAAQOB DE OLIVEIRA. O MISHNÊ TORÁ ESCRITO POR
MAIMÔNIDES É (OU PELO MENOS DEVERIA SER) PARA TODO JUDEU DA ATUALIDADE
INDISPENSÁVEL , POIS CONTÉM TUDO QUE PRECISAMOS SABER PARA MANTERMOS NÓS E AS
FUTURAS GERAÇÕES NOS CAINHOS DA TORÁ!!! ACESSEM AGORA O SITE www.judaismo-
iberico.com E ENTREM EM CONTATO COM O RABINO DE OLIVEIRA. COMECEMOS JÁ A
ESTUDARMOS O MISHNÊ TORÁ E ASSIM MANTEREMOS A CHAMA DO JUDAÍSMO LEDOR
VADOR (DE GERAÇÃO EM GERAÇÃO) ACESA NOS MANTENDO LONGE DE TUDO QUE NÃO FOR
―TORÁICO‖ (procedente da Torá oral e escrita)!!

NO PRÓXIMO DIA 10 DE TÊVET DE 5771 (anoitecer do dia 16/12/2010) TEREMOS O TSUM (JEJUM)
DE TÊVET. Mais informações a seguir.
“ CAPÍTULOS DOS PAIS “ – PIRKEI AVOT
22. Ele costumava dizer: Aqueles que nascem estão destinados a morrer; aqueles que estão mortos estão
destinados a voltar a viver (outra versão: a ser ressuscitados); e aqueles que vivem [novamente] estão
destinados a ser julgados. [Por isso, que o homem] saiba, faça conhecer, e tome consciência de que Ele é Deus,
Ele é o Modelador, Ele é o Criador, Ele é o Discernidor, Ele é o Juiz, Ele é a Testemunha, Ele é o Litigante, Ele
no futuro julgará. Bendito seja Ele, diante de quem não há iniqüidade, nem esquecimento, nem parcialidade,
nem suborno; e saiba que tudo se faz segundo o cálculo. Que tua má inclinação não te assegure que a tumba
será um lugar de refúgio para ti, pois contra tua vontade foste criado, contra tua vontade foste feitonascer,
contra tua vontade vives, contra tua vontade morrerás, e contra tua vontade estás destinado a prestar contas
perante o supremo Rei dos reis, o Santo, bendito seja.

CAPÍTULO CINCO

1. O mundo foi criado através de dez expressões [Divinas]. O que isto vem nos ensinar, afinal ele poderia
haver sido criado através de uma só expressão? Mas assim foi para se dar a [devida] retribuição aos malvados
que destroem o mundo que foi criado através de dez expressões, e para conceder ampla recompensa aos justos
que sustentam o mundo que foi criado através de dez expressões.
2. Houve dez gerações desde Adám a Nóach — para que se saiba quão grande é Sua paciência; pois todas
essas gerações irritaram-No repetidamente, até que Ele trouxe sobre eles as águas do Dilúvio. Houve dez
gerações desde Nóach a Avraham — para que se saiba quão grande é Sua paciência; pois todas essas gerações
irritaram-No repetidamente, até que veio Avraham, nosso pai, e recebeu a recompensa de todas elas.
3. Com dez provas foi testado Avraham, nosso pai [Patriarca], e ele manteve-se firme em todas — para
indicar o quanto era grande o amor de Avraham, nosso pai, por Deus.
4. Dez milagres foram realizados para nossos antepassados no Egito e dez no Mar. Dez pragas trouxe o Santo,
bendito seja, sobre os egípcios no Egito, e dez no Mar. Com dez provas testaram nossos antepassados o Santo,
bendito seja, no deserto, pois foi dito: Até agora Me provaram dez vezes e não escutaram Minha voz.
(Na próxima Edição a continuação do Capítulo 5)
INTRODUÇÃO ÀS LEIS DE SHABAT
CAPÍTULO 3 – AS ORAÇÕES DE SHABAT
No Shabat além das três tefilot que oramos diariamente, acrescentamos mais uma: o Mussaf. Todas as amidot
de Shabat são constituídas de sete bênçãos enquanto nos dias comuns são de dezenove.
a) Tefilat Arvit
1 – maguen avraham
2 – mechayê hametim
3 – hakel hacadosh
4 – Texto que inicia com atá kidashta e finda com mecadesh hashabat.
5 – hamachazir...
6 – hatov shimchá...
7- hamevarech et amô...

b) Tefilat Shacharit
1 – maguen avraham
2 – mechayê hametim
3 – hakel hacadosh
4 – Texto que inicia com yishmach moshe e finda com mecadesh hashabat
5 – hamachazir...
6 – hatov shimchá...
7 – hamevarech et amô...

c) Tefilat Mussaf
1 – maguen avraham
2 – mechayê hametim
3 – hakel hacadosh
4 – Texto que inicia com tikanta Shabat e finda com mecadesh hashabat
5 – hamachazir...
6 – hatovshimchá...
7 – hamevarech et amô...

d) Tefilat Minchá
1 – maguen avaraham
2 – mechayê hametim
3 – hakel hacadosh
4 – Texto que inicia com atá echad e finda com mecadesh hashabat
5 – hamachazir...
6 – hatov shimchá...
7 – hamevarech et amô...

1) Ao concluir a terceira bênção (hakel hacadosh), o indivíduo que se equivocou e em vez de seguir com o
texto de shabat começou a falar o texto semanal de atá chonên, deverá concluir a bênção na qual se deu conta
do engano e seguir com o texto de Shabat. Não faz nenhuma diferença se ele percebeu na primeira ou em
qualquer outra bênção das intermediárias, ele deve concluí-la e seguir com o texto de Shabat. Única exceção
será feita no Mussaf, onde deverá interromper no meio assim que se der conta do erro e retornar a partir de
Tikanta Shabat.
2) Entretanto se ele só falar a palavra atá teremos as seguintes considerações:
a) Em Arvit e Minchá ele seguirá com o texto de Shabat pois as duas começam com atá.
b) Em Shacharit dependerá de qual era seu pensamento ao iniciar a amidá.
- Se ele pensou que hoje é um dia comum e não Shabat deverá terminar o atá chonen e depois seguir o
texto de shabat
- Se ele estava consciente que hoje é Shabat, ele deve interromper e seguir com o texto de Shabat
apesar do texto iniciar com Yishmach Moshe.
- Em Mussaf, deve interromper e retornar de Tikanta Shabat (mesmo que falou além de atá chonen –
vide parágrafo 1).
Ma se ele disser atá chonen em qualquer uma das três orações, Arvit, Shacharit ou Minchá, mesmo que estava
cônscio de que hoje é Shabat, deve concluir esta bênção e depois seguir com o texto de Shabat.
3) Quem porventura tenha rezado no Shabat a Amidá comum dos dias da semana, e mencionou o Shabat,
mesmo que todo o resto tenha sido o Shemonê Esrê dos dias comuns, cumpriu com sua obrigação.
Se não mencionou o Shabat e já falou o último yihiu leratson, mesmo que não deu os três passos para trás tem
que repetir a Amidá do início.
Se lembrou antes do último yihiu letratson recomeçará do texto de Shabat, depois da bênção de hakel
hacadosh.
4) Quem se confundir e trocar uma Amidá por outra (entre Arvit, Shacharit e Minchá), não necessitará
refazer sua oração. Mas se trocar Mussaf por uma das outras três, ou uma das outras três por Mussaf, deverá
refazer sua tefilá corretamente.
5) Não se deve conversar quando o chazan estiver recitando vaychulu e bircat mên shêva na noite de shabat.

BOM ESTUDO À TODOS !!

(Na próxima Edição a continuação com o Cap. 4 do livro Shomer Shabat do Rabino Issac Dichi)
NER LECHAIM – AS LEIS DO LUTO – Rabino Issac Dichi
CAÍTULO IV – AS LEIS DE ONEN
Aninut é a fase entre o falecimento e o enterro.
No período entre o falecimento e o enterro, o indivíduo que perdeu um dos sete parentes sobre os quais se
dever guardar as leis de luto, é chamado de onen.
1. Nesse período, o onen não pode comer carne, beber vinho, sentar-se em cadeira ou poltrona, lavar-se,
trabalhar, cortar o cabelo, barbear-se, cumprimentar as pessoas e ter relações conjugais. No entanto, ants do
enterro não é necessário usar sapatos de pano ou de borracha.
2. O onen está isento de todas as mitsvot assê (faça)n da Torá, por isso não colocará os tefilin e não fará as
orações. Se quiser comer, poderá fazê-lo, porém sem recitar as bênçãos anteriores e as posteriores: Hamotsi,
Bircat Hamazon, etc. Contudo, antes de comer pão, deverá fazer netilat yadayim sem berachá – abluir as
mãos de forma ritual antes de comer pão. O onen está obrigado, entretanto, a cumprir todas as mitsvot lô
taassê (não faça) da Torá e as mitsvot lô taassê derabanan (dos sábios).
3. Ninguém poderá comer ou fumar no recinto onde se encontra o corpo.
4. No shabat e nos lugares que não se enterra nos primeiros e segundos dias de Yom Tov,não se aplicam as leis
de onen, exceto relações conjugais. Portanto, mesmo que o parente não tenha sido enterrado, as orações do
Shabat deverão ser feitas normalmente e o enlutado poderá comer carne e beber vinho e deverá fazer as
bênçãos.
5. No Motsaê Shabat (sábado à noite) não deverá recitar a oração de Arvit, e a partir de pêleg hamiinchá –
aproximadamente uma hora e um quarto zemanit (temporal) antes do anoitecer – dirá o keriát Shemá. Há
quem sustente que poderá inclusive rezar o Arvit (oração da noite) após o pêleg haminchá. Não deverá fazer
Havdalá e não deverá rezar Shacharit (oração da manhã) no domingo de manhã. Se após o sepultamento
ainda estiver no prazo da oração de Shacharit deverá recitá-la.
Após o enterro –se este ocorrer antes do final da terça-feira – os ashkenazim devem fazer a Havdalá sem
pronunciar as bênçãos de Borê minê vessamim e borê meorê haesh. Os sefaradim poderão fazer a Havdalá
com Shem Umalchut porém sem as bênçãos de borê mine vessamim e borê meorê haesh, até domingo – se o
enterro ocorrer antes do final de domingo – com a condição que não tenham comido. Se o enterro ocorrer
após o domingo, mas antes de terça-feira, os sefaradim poderão fazer a havdalá, porém sem Shem Umalchut
e sem as bênçãos de Borê Minê Vessamim e borê meorê haesh.
Porém, após um yom tov, se estava impedido de fazer a havdalá, pois iniciou-se o período de aninut, não
poderá fazê-la no dia seguinte após o enterro.
6. Com relação a Birchot Hashachar após o sepultamento há três opiniões:
a) O avel poderá recitar todos os Birchot Hasháchar até o fim do dia e este é o costume dos sefaradim.
b) O avel deverá recitar somente as seguintes bênçãos: as bênçãos da Torá, Shelô assáni goy, shelô assáni áved
e shelô assáni ishá este é o costume dos ashkenazim.
c) O avel poderá fazer os birchot Hashachar até of im da quarta hora do dia, calculada do nascer (aurora) ao
pôr-do-sol.
O avel recitará o Keriat Shemá, a qualquer hora do dia,após o sepultamento, mesmo que o prazo de Keriat
Shemá já se tenha esgotado. Deverá recitar principalmente o último trecho, que se inicia com ―Vayômer‖, por
causa do mandamento de lembrar o Êxodo do Egito todos os dias‖.
7. Alguém que esteve no cemitério pela última vez há mais de trinta dias, deverá pronunciar uma bênção
especial (Tefilat Bêt Almin – vide adiante). O onen não deverá recitar esta berachá. Porém, se as pessoas que
estiverem acompanhando o enterro não estiveram no cemitério há mais de trinta dias, dverão recitar esta
beracha: Vide os Mar’ê mecomot (mais adiante).

Rabi Yaacov diz: ―Este mundo se parece a um vestíbulo perante o Mundo Vindouro. Prepara-te no vestíbulo
antes de entrar no salão do palácio.‖

Pirkei Avot 4.21

(Na próxima semana a continuação)


O CUZARÍ
Iniciaremos nesta Edição do HA – LAPID BRASIL, a compilação do célebre Livro escrito pelo ―RIHAL‖
(Rabino Iehuda ben Shemuel Halevi), ―O CUZARÍ‖ da Editora e Livraria Sêfer. Esta é uma grandiosa obra
clássica do século XI, que ocupa lugar de honra na galeria de respostas que, com orgulho e humildade,
levamos nós aos demais povos da terra. As idéias e os ensinamentos contidos aqui falam em profundidade
sobre o que somos e o papel que nos cabe desempenhar em nome do pacto que fizemos com o Eterno. Bom
estudo à todos !!!

ÍNDICE TEMÁTICO ANALÍTICO

A FÉ
1) A VERACIDADE DARELIGIÃO JUDAICA
a. A religião judaica se baseia em eventos reais e não numa argumentação filosófica que possa ser
refutada.
b. O Êxodo do Egito e as Dez Pragas confirmam a veracidade da Torá.
c. A religião judaica foi outorgada integralmente no Monte Sinai e não passou por um processo de
desenvolvimento como as outras religiões.

2) A CRIAÇÃO DO UNIVERSO
a. A tradição e a profecia judaica sobrepujam a análise intelectual e comprovam a não eternidade do
Universo.
b. A descrição da ordem das gerações relatada na Torá valida a tradição concernente à idade do
Universo.
c. Os milagres registrados na Torá confirmam a crença na Criação do Univrso.
d. A história das nações e a divisão do globo em países, como registrado na Torá, dão crédito à
Criação do Universo.
e. Mais provas sobre a Criação do Universo.

3) PROVIDÊNCIA DIVINA
a. Todos os indivíduos estão sob a contínua Providência Divina; se ela cessasse por um segundo sequer,
o Universo entraria em colapso.
b. A estrutura do Universo e do corpo humano demonstram a Providência Divina.
c. Previsão x Livre arbítrio.
d. Recompensa e punição neste mundo

4) IMORTALIDADE DA ALMA
a. A profecia prova a imortalidade da alma e sua independência do corpo, porque durante o curso da
profecia, a alma se desliga do corpo.
b. A observância das Leis da Torá possibilita à pessoa alcançar a profecia; portanto, quem observa os
mandamentos da Torá pode atingir a imortalidade.
c. Diversos versículos da Bíblia atestam a veracidade da imortalidade da alma.
d. Existem provas definitivas que a alma tem existência própria, sem a necessidade do corpo.
e. Em outras religiões, a crença na imortalidade da alma não é fundamentada ou verificável.

5) FÉ SIMPLIFICADA E FÉ INDUZIDA PELA FILOSOFIA


a. Fé obtida sem dedução intelectual é superior à obtida pela análise. No entanto, a análise intelectual
é preferível para quem tiver dúvidas ou indagações.
b. Como as pessoas são influenciadas pelos assuntos que investigam, quem estuda temas heréticos
pode, eventualmente, vir a abandonar sua fé.
c. O grau mais elevado na investigação de matérias relativas à fé é atingir o nível da fé simples.
d. Quem acredita firmemente na Torá soluciona os problemas filosóficos relativos à Criação e à
imortalidade da alma.

6) A UNICIDADE DE D’US
a. Aquele que diz: ―A Natureza atua por si só‖ associa um fator adicional ao Criador; a maneira
apropriada de se expressar neste sentido é: ―D’us atua na natureza.‖
b. A Torá rejeita a idéia de corporeidade do Criador. E isto não contradiz o fato de D’us ―falar‖ com
Moisés ou ter ―escrito‖ as Tábuas da Lei, pois Ele pode fazer tudo o que desejar, do mesmo modo que Ele
criou os céus e a terra.
c. O significado de afirmações do tipo ―Ele viu a imagem Divina‖; ―...e eles viram o D’us de Israel‖,
assim como a visão da Carruagem Celestial, não deve ser rejeitado. Seu propósito é insuflar o temor a D’us
nas pessoas.

A TORÁ

1) A IMPORTÂNCIA DA TORÁ
a. O caminho da Torá envolve temor, amor e alegria.
b. Quem examinar com atenção as Leis da Torá descobrirá que não foram promulgadas por seres
mortais.
c. A Torá confere virtudes angelicais a quem cumpre seus mandamentos.
d. A Torá promete recompensa neste Mundo e no Mundo Vindouro, enquanto as outras religiões
prometem recompensa só após a morte.
e. A Torá e suas promessas são verazes e infalíveis.
f. A Torá obriga tão somente o povo judeu, a quem a Glória Divina foi revelada devido a seu caráter
de ―Povo Eleito‖.
g. A Torá foi outorgada somente ao Povo de Israel por sua afinidade espiritual com ela.
h. A sabedoria humana e racionalização não necessariamente aproximam o homem da vontade de
D’us.
i. O caminho para receber emanação Celestial se dá somente por meio da ação precisa e de acordo
com os mandamentos da Torá.
j. O surgimento da Presença Divina no Mishcán (Tabernáculo) era inevitável porque atendia duas
condições preliminares: a) foi construído conforme o decreto Divino; b) este mandamento foi executado por
toda a comunidade, de plena e perfeita fé.

2) A TORÁ ORAL
a. A sabedoria dos nossos Sábios consistia, entre outras coisas, em estabelecer com precisão a
ortografia correta das Escrituras Sagradas e em contar todas as letras da Torá, para impedir o risco de
cometer qualquer equívoco co escrever um rolo da Torá.
b. A Torá foi dada sem vocalização e entonação, mas havia uma tradição concernente a isso
transmitida sob forma de memória comunitária de geração em geração, e que foi subsequentemente
registrada.
c. Condições para uma transmissão confiável da tradição: 1) aqueles que recebem e transmitem esta
tradição devem constituir uma ampla e fiel comunidade; 2) esta tradição deve ser registrada ou passível de ser
verificada pela memória dos Sábios da comunidade.
d. Não há outra maneira de conduzir uma vida conforme a Torá a não ser pela tradição oral e pelo
detalhamento dos mandamentos.
e. Quando surge uma discrepância entre os textos sagradas, segue-se a versão majoritária.
f. A Torá depende das leis dadas a Moisés no Sinai e nas decisões do SANHEDRIN (Sinédrio), que
reúne-se no lugar escolhido por D’us.
g. A maioria dos mandamentos da Torá foi explicada por Moisés no Deserto do Sinai, onde puderam
aprendê-los em sua totalidade e mínimos detalhes, pois estavam livres do fardo de trabalhar para seu
sustento.
h. O mandamento ―Não divergirás‖, referente à recusa em executar a decisão de um juiz, constitui
séria transgressão.
i. O mandamento ―Não adicionarás nem subtrairás‖ é uma instrução à comunidade para não
adicionar ou subtrair qualquer preceito da Torá por conta própria.
j. Os sábios não decretaram proibições ou atenuantes arbitrariamente, e sim, baseados no
conhecimento recebido das gerações anteriores.
k. Dois princípios primordiais para a conformação da Torá: tomar decisões de acordo com a Lei e
esforçar-separa levá-las a cabo não somente de acordo com a letra da Lei, mas também pelo espírito da Lei.
l. Descrição da transmissão da Lei Oral.
m. Os sábios interpretam as Escrituras Sagradas além do sentido simples do texto porque desejavam
estabelecer um modo de conduta enraizado na tradição do texto bíblico, ou porque receberam estas
interpretações por meios que nos são desconhecidos.
n. Explicação de AGADOT (parábolas Talmúdicas) aparentemente incompreensíveis.
o. O SANHEDRIN era versado em todas as ciências.
p. O conhecimento das ciências tem origem no judaismo.
q. O conhecimento de todas as ciências é necessário para entender a Torá.
r. A arte da música floresceu entre os judeus devido às canções que os Levitas entoavam no Templo.
s. Tudo o que os Sábios diziam sobre astrologia é verdadeiro pois lhes foi transmitido pela sabedoria
Divina.
t. Para termos fé na transmissão da Torá Oral, devemos lembrar que os Sábios eram grandes em
sabedoria e piedade, e não nos atermos a minúcias.

3) OPOSIÇÃO AOS CARAÍTAS


a. A Torá escrita não pode ser entendida ou definida sem a Torá Oral.
b. ―Olho por olho‖ da maneira como está escrito na Torá não atende ao significado do versículo e
não faz sentido se entendido literalmente.
c. A religião Caraíta surgiu quando o rei Ianái matou os Sábios e a nação judáica permaneceu sem
autoridades versadas na Lei Oral.
d. Os Caraítas dependem da tradição que remonta Ana e Saul. Essa tradição é inferior à recebida por
nossos Sábios que, por sua vez, transmitiram-na a um grande contingente humano e no lugar escolhido por
D’us.
e. Os Caraítas divergem entre si em matérias fundamentais, o que é uma desgraça para a nação. Mas
não há controvérsia entre os nossos rabinos concernente às Leis básicas da Torá.
f. A diferença entre um judeu que segue a lei rabínica e um judeu Caraíta se dá pelo fato do primeiro
viver em paz com a tradição que recebeu, enquanto o Caríta precisa constantemente justificar seu
comportamento, que depende única e exclusivamente de suas próprias conclusões.
g. A vocalização das palavras da Torá, aceita também pelos Caraítas, é uma prova da veracidade da
tradição oral.
h. Não analise os detalhes dos mandamentos de acordo com seu próprio entender, mas de acordo com
as bases que nos ensinaram os Sábios.
i. O racional dos mandamentos não se baseia na sabedoria humana; são segredos Divinos e somente
os profetas de D’us e os Sábios da Torá conhecem seu significado.
j. Se os mandamentos não fossem claramente definidos e delimitados, acabaríamos inserindo neles
rituais desnecessários e eliminando deles rituais essenciais.
k. Uma elucidação do Salmo 104 (Barechí Nafshí)

(Na próxima Edição a continuação o ÍNDICE TEMÁTICO ANALÍTICO DE ―O CUZARÍ‖)


NAQUELE TEMPO
DISCURSO SOBRE A SIGNIFICAÇÃO DAS LETRAS HEBRAICAS – Rabino Mosseh Rephael d’Aguilar

Bem considerado achamos que não somente as letras hebraicas tem cada uma delas per si sentido, mas ainda
ajuntadas umas às outras.

ÁLEF – Primeiramente a ALEF significa D’us, e é por várias significações a saber enquanto na cifra hebraica vale
um; este D’us é um em simplíssima unidade e é também o primeiro ente. 2º - Enquanto escrita com suas letras, diz
ALEF, que quer dizer doutrinar; este D’us é a primeira verdade da qual procede toda a ciência. 3º - ELEF é na cifra
hebraica mil que é o fim do número. A significação é que D’us é o princípio e fim de todas as coisas. 4º - Enquanto
lidas estas letras do fim para o princípio, dizem PÉLE – admirável, e este é um dos atributos que dão a D’us. 5º -
Enquanto à figura, a qual sendo este ALEF forma uma linha com dois pontos, que simbolizam com o VAV (6) com dos
YUD (2 x 10), e segundo a cifra hebraica vale 26 portanto o valor do nome Tetragramaton (YHVH – O Nome de
D’us).

BÊT – Na cifra vale dois, e significa com suas letras escritas, esta forma BAIT – casa. Isto é que de um, que é D’us,
procedeu e foi segundo o mundo. Mas porquanto esta casa do Mundo tem sempre necessidade do concurso da Divina
assistência, tem o mesmo BET (que em figura é casa com sua porta aberta para diante) uma porta para trás
mostrando a dependência que tem simplesmente de D’us.

DEPOIS DISTO SE SIGNIFICAM NAS MESMAS LETRAS, AS VIRTUDES QUE SÃO A CAUSA QUE O MUNDO
SE SUSTENTA: OS PRIMEIROS TRATADOS MORAIS A SABER,

GUIMEL – Escrito com suas letras o GUIMEL significa galardoar mercês. Isto é usar a Caridade, dando aos pobres
daquilo que cada um de D’us recebe. E por isto na figura é uma linha reta com sua cabeça em cima, e um ponto em
baixo, representando que do que lhe vem de D’us, deve depois repartir aos pobres.

Depois segue o DALET – Que escrita com suas letras é DALET – pobre, ensinando que a Caridade se deve fazer com o
pobre. Também com estas significa porta, e porque na figura o DALET é aberto, demonstra que a porta deve ser
aberta como a de Abraham, para os pobres e forasteiros. E porque a esmola deve ser em segredo, por isso tem o
DALET viradas as costas para o GUIMEL.
Depois, segue a letra HÊ – A qual se distingue do DALET enquanto tem mais uma linha. Isto significa que a
porta aberta deve ser com aproveitamento do próximo, dando-lhe algo na mão. E isto mesmo se encena na
significação da letra, que escrita aqui HE, diz eis aqui e é frase usada: ―He lecha vetol‖ – Eis aqui, toma; ―He
lachem era‖ – Eis aqui a vós somente‖ Gênesis XLVII. 23

VAV – Significa estaca, com a mesma figura demonstra. Isto representa que em boa caridade devemos não só
ajudar o próximo depois de caído em pobreza, mas assisti-lo também para que não caia, servindo-lhe de
coluna, que significa e ainda demonstra a letra VAV.

Segue a ZÁYIN. Esta, escrita com suas letras ZÁYIN significa arma; é que deve também ajudá-lo com suas
forças, como fez Abraham a Lot. Também a figura sua sede espada com a maçaneta em cima.

CHET – É figura de uma casa cerrada, somente aberta por baixo, significa o que cerca sua casa em lugar de
abri-lo ao pobre e somente tem cuidado de recolher por baixo nos armazéns ao qual se lhe seguirá de pena, o
que significa com suas letras CHET que é quebranto,j porque a riqueza que tem com força será para seu
dano.

TET – Com a seguinte letra, acaba o primeiro período, conclui a sentença porque ela se enfigura de uma mão
cerrada. E significa com suas letras TET representando que quem cerrar a mão de dar, o tal resvalará e
indignar-se-á de seu estado.

A letra YUD – Também conclui a sentença, com dizer que D’us o fará pequeno, de grande, como a letra YUD
é a mais pequena de todas. Sua própria significação escrita com suas letras significa as mãos que também
tem dez dedos, conforme o valor desta. (esta 20), o qual juntando estas suas últimas letras se forma (uma
palavra) mais usada na Escritura e é ―Umata yado‖ – E resvalará sua mão (Levítico XXV 35), que significa a
pobreza.

(Na próxima Edição a continuação do Discurso – Extraído do livro Bandeirantes Espirituais do Brasil, do
Rabino Y. David Weitman)
O MÊS DE TÊVET

Segundo o Sêfer Yetzirá, cada mês do ano judaico tem uma letra do alfabeto hebraico, um signo do Zodíaco,
uma das doze tribos de Israel, um sentido e um membro controlador do corpo que correspondem a ele.

Tevêt é o décimo dos doze meses do calendário judaico.

Tevêt começa com o "período" (tekufá) do inverno (cujos três meses – Tevêt, Shevat e Adar – correspondem
às três tribos do acampamento de Dan – Dan, Asher e Naftali – situadas no lado norte do acampamento).

Tevêt começa com os últimos dias de Chanucá (que tem seu ponto culminante no oitavo dia – Zot Chanucá).
Seu décimo dia – o décimo dia do décimo mês ("o décimo será sagrado para D’us") – é um dia de jejum, em
comemoração ao cerco de Jerusalém, o início da destruição do Templo.

Os quatro dias de jejum que comemoram a destruição do Templo são (por ordem de ano): 17 de Tamuz (o 4º
mês), 9 de Av (o 5º mês), 3 de Tishrei (o 7º mês), e 10 de Tevêt (o 10º mês). Destes quatro dias (em seus
respectivos meses) diz o profeta: "O jejum do quarto [mês] e o jejum do quinto, e o jejum do sétimo, e o
jejum do décimo [no futuro] serão para a Casa de Yehuda júbilo, felicidade e dias festivos."

A soma dos quatro números – 4, 5, 7 e 10 – é 26, o valor do inefável Nome de misericórdia de


D’us, Havayá (os quatro dias dos quatro meses são 17 [de Tamuz], 9 [de Av], 3 [de Tishrei], e 10 [de Tevêt].

17 mais 9 = 26; 3 mais 10 = 13, o valor da palavra echad ["um"]. 26 e 13 são portanto o valor numérico de
Havayá echad ["Havayá é um"].
26 mais 13 = 39. 26 [o valor dos meses] mais 39 [o valor dos dias] = 65 = Adnut).

Os quatro números possuem uma progressão numérica ordenada, com diferenças finitas de 1, 2, 3. Os
seguintes três números na progressão – 14, 19, 25 – totalizam 58 – chen ("graça").
Juntamente com 26 – Havayá – os primeiros sete números da progressão ("todos os setes são queridos")
totalizam Chanoch (cujo nome, da palavra para "educação" e "iniciação", é um acrônimo para "a graça de
Havayá", a sétima ("querido") querida geração a partir de Adam.

Todos os dias de jejum, quando observados corretamente, atraem a graça Divina da suprema fonte de
misericórdia, o Nome Havayá de D’us. A epítome desse processo (na ordem do ano, como nas palavras do
profeta acima citado) está em Dez de Tevêt (no segredo do "fim [último dia de jejum do ano] está encravado
no início [dos eventos que levam à destruição]"). Pela Divina graça, o terceiro, eterno Templo, é construído,
primeiro no coração de Israel, para depois se tornar fisicamente manifesto na terra.

Letra: ayin

A letra ayin significa "olho". O mês de Tevêt é o mês da retificação e anulação do "olho mau". A própria
palavra Tevêt vem de tov, "bom", referindo-se a tov ayin, "o olho bom" (a fonte de poder da bênção, como
está escrito: "o olho bom abençoará"). Esta retificação começa quando eles são completados no oitavo dia).

Todo o processo destrutivo começa com o "olho mau" do ódio, o ódio do profano para com o sagrado (o
segredo de dez, o número sagrado, como foi mencionado acima). Do ódio vem a ira, o fogo da destruição. A
letra do meio de ka'as, "ira", é a letra ayin. O ka'as negativo deve primeiro ser retificado a seu
correspondente positivo, como será explicado agora.

Mazal: "gedi" (Capricórnio – cabra)

Nossos Sábios nos ensinam que aos dez anos de idade (uma alusão ao décimo mês, o nível de dez em geral)
uma criança "pula como um cabrito.― (Midrash Kohêlet)
A natureza lúdica de saltar para cima e para baixo "como um cabrito" reflete um estágio importante no
processo de crescimento. O mês de Tevêt, o mês da tribo de Dan, tem relação com o processo de crescimento,
de um estado de imaturidade a um estado de maturidade.

A imaturidade é caracterizada pelo "olho mau", ao passo que a maturidade, pelo "olho bom". gedi = 17 =
tov, "bom" ("o olho bom"). Deve-se brincar (e saltar como um cabrito) a fim de retificar e suavizar a ira
latente na alma animalesca.

Tribo: Dan

A tribo de Dan representa o estado inicial de imaturidade na alma que "cresce" durante o mês de Tevêt. Dan
significa "julgar". Inicialmente, ele julga a realidade e os outros criticamente, com julgamento severo ("o
olho mau"). Esta é a natureza de alguém espiritualmente imaturo. Dan é comparado a uma serpente, que
morde com o veneno da ira. O "olho mau" é o olho da serpente.

A retificação de Dan é seu engajamento na batalha da ira sagrada contra a ira do mal. Nossos Sábios nos
ensinam que somente alguém originário da alma-raiz de Dan pode pular espontaneamente e matar a
serpente má – "alguém como ele, matou-o". Nachash ("serpente") = 358 = Mashiach. O poder sagrado de
Dan reflete uma centelha de Mashiach. No Zôhar, aprendemos que o comandante-em-chefe do exército de
Mashiach virá da tribo de Dan.

Sentido: Ira (ka'as ou rogez)

O sentido da sagrada ira (a retificação do mês de Tevêt) é a capacidade da alma de despertar a própria boa
inclinação e enfurecer-se pela má inclinação.
Isso Nossos Sábios nos ensinam em seu comentário sobre o versículo em Tehilim: "Enfureça-se e não peque."

A ira positiva expressa o profundo cuidado e preocupação da alma que a realidade torna boa. Embora mesmo
nessa ira exista um certo elemento de imaturidade (pois maturidade absoluta, aquela do Criador da realidade,
vê [com o ayin de Tevêt (tudo como bom), apesar disso, sobre isso se afirma: "pois Israel é [comporta-se
como] um rapaz, e [portanto] Eu [D’us] o amo."

Na Chassidut aprendemos que a pessoa deve dirigir seu olho esquerdo (mau) para si mesma (com a sagrada
ira de seu bem inato contra seu mal inato), para rebaixar e subjugar seu ego, enquanto simultaneamente
dirige seu olho direito (bom) para a realidade exterior (por cujo poder ele ajuda a realidade a aperfeiçoar-se).

Controlador: fígado (kaved)

Nossos Sábios ensinam que "o fígado é furioso". A função do fígado é purificar o sangue com o qual está
saturado. Na Cabalá, o fígado corresponde à serpente primordial, cuja retificação é personificada por Dan.
(Os três "governantes" do corpo e alma são o cérebro, o coração e o fígado, que correspondem a Adam, Eva e
a serpente, respectivamente).

A serpente, na Cabalá, representa o estado inicial de imaturidade da alma, como caracterizado pelo atributo
não retificado da ira. O veneno da serpente é quente (veja acima, o mês de Cheshvan), como o fogo da ira.
Quando convertido para o bem, o fogo (e o sangue do fígado) servem para aquecer o mês frio de Tevêt.

Kaved = 26 = Havayá. Isso reflete o segredo mencionado acima, que a soma dos quatro meses que "jejuam"
pela destruição do Templo (pelo veneno da serpente primordial), que culminam em Tevêt, juntos totalizam 26.
Ao jejuar pela destruição, a pessoa retifica seu fígado – suaviza a própria ira – e portanto "adoça" a ira de
D’us (com Israel, a causa da destruição) e desperta a misericórdia de Havayá para reconstruir o Templo.
Jerusalém sitiada

Daqui a alguns dias, os judeus de todo o mundo irão jejuar, prantear e rezar pela destruição dos dois Templos
Sagrados de Jerusalém e outros eventos que marcaram tragicamente nossa história.
O dia 10 de Tevêt no calendário judaico marca o início do cerco de Jerusalém pelos exércitos do imperador da
Babilônia, Nabucodonosor, que levou à conquista da cidade, à destruição do Templo Sagrado e à expulsão do
povo de Israel de sua terra.

"Devido ao ódio infundado entre os judeus" – conclui o Talmud – "Jerusalém foi destruída." Por quê –
perguntou o Lubavitcher Rebe – o Talmud insiste em dizer que o ódio era "infundado"? Não havia motivos,
tanto ideológicos quanto pragmáticos, para as divisões entre os judeus? Mas nenhuma razão, disse o Rebe, é
motivo suficiente para o ódio. A mutualidade de nosso destino é muito mais profunda que qualquer possível
causa para animosidade. Todo ódio, então, é infundado.

Portanto, se o "ódio infundado" foi a causa da destruição, continua o Rebe, seu remédio é o "amor
infundado" – nossa redescoberta da unidade intrínseca que supera todos os motivos para a discórdia e os
conflitos.

Reze por Jerusalém, encoraje e ajude seus defensores, e demonstre amor ao próximo judeu – não importa o
quanto ele ou ela seja diferente de você. Pois se existe uma virtude redentora em estar sitiado, é a
oportunidade de perceber que estamos juntos nisso tudo.

O cerco de Jerusalém

Entre os jejuns de nosso calendário, o jejum do dia 10 do mês de Tevet recorda o dia em que Nevuchadnetsar,
rei da Babilônia, iniciou o cerco da cidade de Jerusalém aproximadamente 2500 anos atrás.
Aparentemente, um cerco não é tão trágico como os eventos pelos quais os outros dias de jejum foram
instituídos. Durante o cerco, a cidade, propriamente dita, permaneceu intacta, o Templo Sagrado continuou a
funcionar e até os sacrifícios continuaram sendo ofertados, como de costume.

Em contraste, no dia 17 de Tamuz o serviço diário dos sacrifícios foi interrompido e os muros da cidade foram
realmente rompidos e em 9 de Av, O Templo Sagrado foi destruído. O começo do cerco em 10 de Tevet
certamente não pode ser comparado em tragédia a estes eventos. Entretanto, o jejum de 10 de Tevet,
diferentemente de outros jejuns, não é adiado para outro dia se cair no Shabat. A severidade adicional deve-se
ao fato de o cerco de Jerusalém não ter sido apenas um acontecimento independente, mas a raiz de todas as
calamidades subsequentes. Ele levou à tragédia de que o "muro foi arrombado" em 17 de Tamuz, e o Templo
Sagrado, moradia de D'us, queimado em 9 de Av.

Embora o rei da Babilônia ainda não tivesse derrubado os muros, o simples fato de ter cercado Jerusalém, e
como resultado "a assediado", por si só é uma catástrofe que deve ser combatida. A falta de arrependimento
do povo judeu causou todas as calamidades posteriores, por este motivo este dia deve evocar um sentido mais
profundo da teshuvá do que os outros jejuns.

A teshuvá, retorno, tem a propriedade singular de não só fazer com que transgressões passadas sejam
perdoadas, mas de transformá-las em méritos. Isto se iguala ao conteúdo da promessa de D'us: "...o jejum do
quarto (mês - Tamuz)...e o jejum do décimo (mês - Tevet) deverão se tornar dias de alegria, júbilo e
festividades para a casa de Yehudá." No futuro, na Era Messiânica, os jejuns não penas serão abolidos, como
serão transformados em festividades. A equação é clara: através da teshuvá, ajudamos a eliminar a causa
desses jejuns, e os transformamos em dias de festa e alegria.

Outros cercos

Nevuchadnetsar não foi o primeiro rei a assediar Jerusalém. Sancheriv, rei da Assíria, protagonizou o mesmo
antes dele e a ameaça era em escala muito maior. Apesar da enorme supremacia das forças de Sancheriv, D'us
fez um milagre e numa noite apenas destruiu totalmente o exército assírio. Isso foi o resultado das orações de
um único homem, Chizkiyáhu, rei de Yehudá, naquela época. Foi uma extraordinária vitória para a nação
judaica.

Há outro exemplo. Antes de D'us trazer o Dilúvio sobre a Terra, deu à humanidade um aviso prévio de cento e
vinte anos. O Criador ao ver que não houve arrependimento durante todo este tempo, deu-lhes mais uma
chance no último momento. Mesmo após o início das chuvas, se o povo tivesse se arrependido, o dilúvio teria
se transformado em chuvas de bênçãos.

Uma corrente de eventos semelhantes poderia ter ocorrido no tempo de Nevuchadnetsar se os judeus tivessem
aproveitado a oportunidade. Arrependimento apropriado e estimulado pelo cerco poderiam ter transformado
uma tragédia em potencial, em uma vitória positiva e extraordinária.

O judeu já deveria ter aprendido a lição, e é para isto que existe o jejum de 10 de Tevet; o cerco é positivo e
realmente existe para bons propósitos, se soubermos aproveitar a chance: fortalecer os muros da Jerusalém
existente dentro de cada um.

O significado de Jerusalém

Jerusalém, Yerushaláyim, em hebraico é derivado da palavra Yir'á, temor a D'us e Shalem, integridade ou
perfeição. Assim, Jerusalém representa temor perfeito ou completo dos Céus. Dentro de cada judeu encontra-
se Jerusalém, um nível da alma onde nada reside além do temor a D'us. Não há dúvidas, nem hesitações, em
se entregar à Divindade. A diferença entre o bem e o mal é claramente delineada.
Babilônia, Bavêl, em hebraico, está relacionada com a palavra Bilbul, que significa mistura, confusão. Bavêl
corresponde ao mundo e suas nações, onde o sagrado, o mundano e o proibido estão todos misturados e é
difícil diferenciá-los. O rei da Babilônia representa o Yetsêr Hará, a má inclinação.

Em 10 de Tevet, quando o rei da Babilônia cercou Jerusalém, marca a data da tentativa do Yetsêr Hará em
conseguir atingir seu intento: a aproximação para obscurecer a distinção entre o sagrado e o profano. Não se
trata aqui de um convite ao mal, mas muito pior; um disfarce na tentativa de estabelecer proximidade.

Um judeu deve saber que Jerusalém e Babilônia jamais podem se misturar. São mundos diferentes sem
qualquer relação entre si. Jerusalém representa a Divindade total. Babilônia é a confusão que conduz ao mal.
Uma distinção clara deve sempre ser mantida: "Ele faz uma distinção entre o sagrado e o profano, entre a
luz e as trevas e entre Israel e as outras nações" (texto da Havdalá, cerimônia realizada ao término do
Shabat).

Conservar a nossa Jerusalém interior inviolada é uma tarefa difícil. Vivemos no exílio onde há trevas que
fazem com que a confusão esteja presente por toda a parte, especialmente nos tempos que precedem à
chegada de Mashiach, quando os sinais desta era, conforme descritos pelo Talmud, estão plenamente
evidentes. Como poderá o judeu proteger-se de ser cercado; e ainda mais difícil, resguardar-se do desespero?
A resposta é encontrada no próprio cerco de 10 de Tevet. Não somente um judeu não é afetado pelo cerco,
mas leva a batalha até o inimigo através da conquista da Babilônia.

Babilônia simboliza o mundo. Jerusalém simboliza o temor dos Céus. O serviço de um judeu no início de seu
dia inicia-se com "Modê Ani", oração e estudo da Torá, associando-se desta forma ao temor dos Céus,
Yerushaláyim. Depois, a pessoa vai trabalhar e fica envolvida em assuntos mundanos, a Babilônia.
Aprendemos que um judeu deve saber que em essência ele não tem ligação com a Babilônia. O judeu
consegue discernir que o sucesso nos assuntos mundanos é devido somente às bênçãos de D'us, no estudo da
Torá, seu guia de vida, e na prática das mitsvot, seus preceitos. Através do serviço a D'us, o judeu eleva a
Babilônia, o mundo, até o nível de Jerusalém, a santidade, não permitindo sua destruição e transformando o
mundo em um lugar adequado para a morada de D'us conforme as palavras dos nossos sábios (Yalcut
Shimoni, Yeshayáhu 247): "No futuro, Jerusalém abarcará todos os países" - todas as terras, incluindo a
Babilônia, estarão no nível de Jerusalém.

(Extraído do www.chabad.org.br)
ESPAÇO ARTE
E ISAAC OROU AO SENHOR A SEGUINTE ORAÇÃO E SÚPLICA:

Soberano do Universo e Senhor dos Senhores, encoberto por ocultação plena, Cuja sabedoria é infinita e Seu
entendimento é inconcebível, que Se revela nas suas manifestações que são almas de suas esferas, e essas se
expandem pelos mundos que Ele criou, formou e efetivou. Oxalá haja por bem derramar sobre nós um
espírito de graça e de compaixão e acolha a nossa prece com boa querença e atenda ao nosso pedido com
piedade, e abra os canais das águas do reservatório celeste através da expansão de Seu manancial torrencial
de Yachim para Boaz, na direção medial, qual o rio sai do Éden para regar o jardim; e dali se oriente em
direção aos filhos de Seu povo para dar-lhes de beber e para reavivá-los; e reavivá-los; e sirva-lhes de escudo,
proteção, fortaleza e abrigo e defenda a nós e a toda a casa de Israel.
Que seja da vontade de nosso D’us no céu, por força de Seus Nomes sagrados e puros, fortalecer-nos e
abençoar-nos e abençoar a toda essa santa comunidade cujos membros se encontram aflitos e tribulados,
eles, Seus filhos e suas mulheres, seus discípulos e tudo que lhes pertença. Que o Rei do mundo vos abençoe e
vos absolva e atenda a vossa súplica.
Que o Rei dos reis, o Santo bendito, seja, vos guarde e vos mantenha com vida e vos salve de qualquer
tribulação e dano.
O Rei dos reis que vos abra as portas do resgate e da salvação para que deixeis de sofrer.
O Rei dos reis que alongue vossos dias com agrado e vos salve de todos os rivais adversários.
O Rei dos reis que lute a vossa luta e destrua todos os vossos inimigos.
O Rei dos reis que Se levante em vosso socorro e vos salve de qualquer aperto e de todos que se ergam contra
vós em mar e em terra.
O Reio dos reis que levante contra eles uma tormenta e que entre eles não se ouça senão lamento e gemido
pela quebra dos seus navios; que se agitem nas alturas e nas profundidades e que seu coração se dissolva de
tanta preocupação.
O Rei dos reis faça com que vossos inimigos sejam derrotados e mortos e seus heróis sejam afastados e
ofuscados pela cegueira de modo que se cansem à procura da porta.
O Rei dos reis transmude os orvalhos de vossos inimigos em flechas contra eles dirigidas, e faça descer sobre
eles do céu pedras de granizo até que sejam destruídos, que saiam de um calabouço para entrar noutro, dos
lugares preciosos para terra devastada, dos céus para as profundidades, das alturas para os abismos e para
as covas do deserto, sem salvarem-se da morte, os fidalgos dos palácios e os valentes das fortalezas, e que
saiam das casas para os cemitérios e da sombra de sua videira para a sobra da morte; e que partam dos
lugares de seus prazeres perversos para o desastre e que deitem-se todos na terra para dormirem o sono
eterno.
Enquanto para todos os membros desta santa Congregação o Rochedo de Israel seja rocha e fortaleza e
desvie deles a ira e a cólera; e o Rei na sua misericórdia se apiede de vós para que a vida e a paz se
estabeleçam entre vós, e que o Santo, bendito seja, na sua compaixão e bondade vos abra as portas da luz, as
portas da bênção, as portas da redenção, as portas da alegria, as portas do sucesso, as portas da boa reunião,
as portas do mérito, as portas da piedade, as portas da graça, as portas da benevolência, as portas da vida, as
portas do bem, as portas da salvação, as portas do sustento, as portas da absolvição, as portas do estudo, as
portas dos alimentos, as portas do consolo, as portas do apoio, as portas da ajuda, as portas do resgate, as
portas da justiça, as portas da independência, as portas da cura, as portas da piedade, as portas da
tranquilidade, as portas da oração, as portas da penitência; e que se realize em vós o versículo que diz: ―O
Senhor D’us de vossos pais vos faça mil vezes mais numerosos do que sois e vos abençoe, como vos
prometeu‖ e que assim seja a vontade Dele; e digamos Amén.

(Autoria do Rabino Isaac Aboab da Fonseca, extraído do livro Os Bandeirantes Espirituais do Brasil, do
Rabino Y. David Weitman)

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