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SUMÁRIO

SUMÁRIO........................................................................................................1
Capítulo I........................................................................................................2
História da Tuberculose...............................................................................2
Capítulo II....................................................................................................... 5
Conceito e formas clínicas...........................................................................5
Classificação da tuberculose pulmonar.......................................................5
Diagnóstico................................................................................................. 5
Teste intradérmico de tuberculina..............................................................6
BCG............................................................................................................. 6
Diagnóstico laboratorial..............................................................................6
6.1 Exame direto (Pesquisa de Baar).......................................................6
6.2 Cultura de microbactérias..................................................................7
Transmissão................................................................................................7
7.1 Sinais e sintomas...............................................................................7
Capítulo III......................................................................................................8
Tratamento................................................................................................. 8
Medicamentos.............................................................................................8
2.1 Reações indesejáveis.........................................................................8
Objetivo Geral.............................................................................................9
Objetivos específicos...................................................................................9
Prevenção...................................................................................................9
Atribuição do técnico de enfermagem......................................................10
Cuidados específicos de Enfermagem ao cliente com tuberculose...........10
Metodologia...............................................................................................11
Referencias..................................................................................................12
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Capítulo I

História da Tuberculose

A tuberculose acompanha o homem há muito tempo, talvez até a


época em que passava a condição de bípede. Existem relatos da evidencia da
tuberculose em ossos humanos pré-históricos encontrados na Alemanha e
datados de 8000 anos antes de Cristo. A tuberculose de coluna vertebral e de
ossos também foi encontrado em esqueletos egípcios de 2500 anos (AC).
Apesar da descrição clínica da forma pulmonar, pode ser confundida
com outras doenças. Documentos antigos dos hindus e chineses já descreviam
quadros de uma doença pulmonar muito semelhante a tuberculose.
A medida que as tribos diminuem seu caráter nômade, criando
aglomerados e aldeias, a doença, provavelmente tuberculose, passa a ser mais
conhecida. Por ser a tuberculose transmitida de pessoa a pessoa por via aérea
o contágio ocorre através do ar. Quanto maior o número de pessoas em áreas
infectadas maior a contaminação de contaminação.
Entre os romanos a tuberculose era relativamente comum e citada nos
escritos de Plínio, no tempo do imperador Nero, mais conhecido por sua
lendária atuação no declínio Romano. Nesta época foram descritos os hábitos
físicos e as possibilidades de cura por repouso e climas melhores, assim como
já sugerido tratamento para os sintomas que também foram estudados nas
escolas médicas árabes nos séculos seguintes.
O mais curioso é que muitos pacientes realmente melhoravam. O
motivo alegado, porém não comprovado, é que a higiene e o asseio realizado
no local da fístula, que procediam o toque real, poderiam de alguma forma
exercer algum efeito terapêutico na tuberculose.
A partir dos séculos XVI e XVII, surge o estudo da anatomia, através da
autopsia dos pacientes por partes de nomes como Morget, Morlon e
posterioemente Morgare.
Com a identificação de estruturas, principalmente no pulmão dos
doentes, com aspecto de tuberculose nas vísceras dos tecidos vitimados pela
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doença. A tuberculose passa a ser melhor compreendida e recebe finalmente o


seu nome atual.
No século XVII as cifras de mortalidade por tuberculose eram muito
elevadas e rígidas medidas foram adotadas para combater a peste branca. Em
1750 na Europa Ocidental, a tuberculose chegou a apresentar taxas de 200 a
400 óbitos por 100.000 pessoas por ano. Assim Fernando VI, rei da Espanha,
proclama em 1751 uma lei que obrigava os médicos a informarem as
autoridades de saúde todos os casos de tuberculose. Os que adoeciam eram
afastados da coletividade e os que faleciam tinham todos os seus pertences
incinerados.
Em 1993 a Organização Mundial de Saúde (OMS) resolve classificar a
tuberculose de doença re-emergente. No final da década de 80 e no início da
década de 90, o Sistema Único de Saúde (SUS) adotado no Brasil está
baseado em três pilares equidade, universalidade e integridade. No entanto, a
descentralização teve um impacto negativo nas ações de controle da
tuberculose e de outras endemias devido a não preparação da esfera municipal
para assumir novas responsabilidades e não repasse de recursos humanos e
financeiros necessários para cobrir a precariedade existente de sua estrutura
técnica administrativa voltada a prestação de serviço.
Os sanatórios de tuberculose foram fechados nas décadas de 70 e 80
e como prioridade dadas fora as ações na atenção básica, os programas
municipais de controle da tuberculose ficaram responsável pelo controle
ambulatorial da tuberculose sem ter gerenciamento sobre o controle desta em
hospitais, em emergências, em prisões ou albergues.
Final da década de 90, apesar de muitos acreditarem que a
tuberculose estava sob controle, nos últimos anos observou-se em várias
regiões do globo um aumento do número de casos de tuberculose e de
tuberculose associada ao HIV. Em 2006 a taxa de incidência da tuberculose
continua aumentando. A elevada taxa de mortalidade é resultante ao retardo do
diagnóstico, uso inadequado dos medicamentos e de sua elevada transmissão
em locais com pouca ventilação (ambulatórios, hospitais, prisões, asilos). Onde
usualmente não há cuidados adequados.
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A OMS estima que um terço da população mundial esteja infectado


pela tuberculose. Ocorrem cerca de 9,2 milhões de casos novos de
tuberculose.
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Capítulo II

Conceito e formas clínicas

O que é tuberculose Pulmonar?


É uma infecção causada por um microorganismo chamado
Mycobacterium tuberculosis, também conhecido por bacilo de Koch.
A doença costuma afetar os pulmões mas pode ocorrer também em
outros órgãos do corpo, mesmo sem causar dano pulmonar.
A OMS estimou a presença de 8 milhões de novos casos de
tuberculose ativa no mundo somente no ano de 1990, com aproximadamente
2,6 milhões de morte naquele ano. Com o surgimento da AIDS no início da
década de 80, o número de casos da doença aumentou consideravelmente. A
tuberculose é mais comum onde há muita pobreza, promiscuidade,
desnutrição, má condição de higiene e uma saúde pública deficitária.

Classificação da tuberculose pulmonar.

Primária: é a que aparece consecutivamente após a infecção inicial


pelo bacilo da tuberculose.
Pós-primária ou secundária: se dá pela reativação endógena da
tuberculose (latente).

Diagnóstico

A avaliação médica completa para a tuberculose inclui um histórico


médico, um exame físico, a baciloscopia, o teste subcutâneo de mantoux, uma
radiografia de tórax e culturas microbiológicas.
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Teste intradérmico de tuberculina

O teste de mantoux envolve injeção subcutânea de tuberculina e a


medicação do tamanho de qualquer reação após três dias. Os resultados são
classificados como reator forte, reator fraco ou não reator. Um endurecimento
de mais de 5.15 mm (dependendo dos fatores de risco da pessoa) a 10
unidades de mantoux é considerado um resultado positivo, indicando infecção
pelo M. tuberculosis. Um teste negativo não inclui tuberculose ativa,
especialmente se o teste for feito entre 6 a 8 semanas após adquirir a infecção.
Já o teste positivo não indica doença ativa, apenas que o indivíduo teve contato
com o bacilo.

BCG

A vacina BCG, aplicada ao nascer, é o melhor método para evitar as


formas graves de tuberculose em crianças, principalmente a meningite
tuberculose e a tuberculose miliar.

Diagnóstico laboratorial

Exame Bacteriológico
A pesquisa bacteriológica é o método mais importante, seguro, rápido e
de baixo custo para o diagnóstico controle do tratamento e vigilância de
resistência aos tubérculos táticos. Pode ser realizado pelo exame direto ou
cultura de microbactérias.

6.1 Exame direto (Pesquisa de Baar)

Recomenda-se coleta de três amostras de secreção das vias aéreas


inferiores, em dias seguidos, pela manhã, antes do desjejum. Pacientes pobres
em escarro podem fazer a indução do mesmo a partir da nebulização com
solução salina (NAEI 3%). É importante salientar que todo paciente com
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suspeita de tuberculose deve permanecer em isolamento respiratório até que


seja considerado não bacilífero (três pesquisa de Baar no escarro negativo).

6.2 Cultura de microbactérias

Está indicada nos casos suspeitos que se mantém com baciloscopia


negativa, nas situações de falência terapêutica (para observação de resistência
nas formas extra pulmonares, cultura de líquor, sangue, urina, fezes, aspirados
ganglionar, líquido pleural, líquido pericárdio e macerado de biopsia). Após o
isolamento, quando disponível é feito o teste de sensibilidad aos
tuberculostáticos e tipicação do bacilo.

Transmissão

A tuberculose se dissemina através de gotículas no ar que são


expelidos quando pessoas com tuberculose tossem, espirram ou fala contatos
próximos (pessoas que tem contato freqüente têm alto risco de se infectarem,
taxa de infecção de 22%). A transmissão ocorre somente a partir de pessoas
com tuberculose ativa (e não quem tem a doença latente). A transmissão
depende do grau de infecção da pessoa com tuberculose e da quantidade
expelida, forma e duração da exposição ao bacilo e a virulência. A transmissão
pode ser interrompida isolando-se pacientes com a doença ativa e iniciando-se
uma terapia anti-tuberculose eficaz.

7.1 Sinais e sintomas

Tosse por mais de 15 dias, febre (mais comum ao entardecer),


sudorese noturna, falta de apetite, emagrecimento, cansaço, dificuldade na
respiração (dispnéia), eliminação de sangue e acúmulo de pus na pleura
pulmonar são características em casos mais graves.
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Capítulo III

Tratamento

A tuberculose é uma doença grave, porém curável em praticamente


todos os casos, desde que obedecidos os princípios da moderna quimioterapia.
O tratamento da tuberculose deve ser feito em regime ambulatorial, no serviço
de saúde mais próximo à residência do doente.
A hospitalização está em decaída de acordo com as seguintes
prioridades: meningite tuberculosa, indicações de cirurgias em decorrência da
tuberculose, complicações graves de tuberculose, intolerância medicamentosa
incontrolável em ambulatório, intercorrências clínicas e/ou cirúrgicas graves,
estado geral que não permita tratamento em ambulatório, em casos sociais
como ausência de residência fixa ou grupos especiais com maior possibilidade
de abandono, especialmente se for caso de retratamento ou de falência.
O período de internação deve ser reduzido ao mínimo necessário,
independentemente do resultado do exame bacteriológico.

Medicamentos

As drogas usadas nos esquemas padronizados são os seguintes:


1) Isoniazida - H
2) Rifampicina - R
3) Pirazinamida - Z
4) Estreptomicina – S
5) Etambutol – E
6) Etionamida ET

2.1 Reações indesejáveis

1) Isoniazida: sintomas de neuropatias periféricas, náuseas, vômitos e


icterícia.
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2) Rifampicina: náuseas, vômitos, icterícia, asma, urticária,


manifestações hemorrágicas.
3) Pirazinamida: artralgias, náuseas, vômitos, icterícia.
4) Estreptomicina: perda de equilíbrio, diminuição da audição.
5) Etambutol: náuseas, vômitos e alterações visuais (perda de visão
periférica, pertubação de cores, perda da acuidade visual e até
cegueira).
6) Etionamida: náuseas, vômitos, diarréia e icterícia.

Objetivo Geral

Descrever a doença, o contágio e as ações de controle da tuberculose.

Objetivos específicos

Elaborar uma revisão de literatura e verificar em quais casos de


tuberculose são mais indicados o tratamento e a sua importância até a alta.
Descrever sobre a patologia de tuberculose pulmonar e os cuidados de
enfermagem relacionados à mesma.

Prevenção

Para uma boa prevenção, o mais importante é detectar e tratar todos


os pacientes bacilíferos, ou seja, todos aqueles com o bacilo de Koch. Para
isso é muito importante um bom sistema público de controle da doença para
identificar precocemente os doentes, evitando que novos casos apareçam.
Durante as duas primeiras semanas de tratamento pode ainda
contagiar outros indivíduos. Portanto, deve proteger a boca com a mão ao
tossir ou espirrar. Também deverá procurar não ficar próximo das pessoas,
principalmente em lugares fechados. Estes são os cuidados mais simples para
que a doença não contamine outros indivíduos.
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Atribuição do técnico de enfermagem

1) Aplicar a vacina , caso tenha capacitação para tal conforme as


normas e rotinas;
2) Identificar os sintomas respiratórios em visita domiciliar na
comunidade e na unidade básica de saúde;
3) Orientar a importância da coleta de escarro;
4) Encaminhar o material ao laboratório;
5) Rastrear e receber o resultado de baciloscopia;
6) Entrar em contato caso não haja procura por parte do paciente;
7) Quando a baciloscopia for positiva encaminhar até a alta, o que
só pode ser realizado pela equipe de saúde que está vinculado;
8) Supervisionar o uso correto da medicação nas visitas domiciliares
e o comparecimento às consultas de acordo com a rotina da equipe;
9) Identificar contatos encaminhá-los para os exames de rotina e
controlar seu comparecimento;
10) Realizar ações educativas junto a comunidade.

Cuidados específicos de Enfermagem ao cliente com tuberculose

1) Orientar o paciente e sua família quanto à doença e a importância


da medicação e do controle do tratamento que é feito através da baciloscopia
mensais, ocorrendo negativação do escarro entre o primeiro e segundo mês de
tratamento. O exame radiológico do tórax é feito no início e fim do tratamento;
2) Fornecer medicação, orientar seu uso e importância do
tratamento até a alta;
3) Identificar contatos encaminhando-os para exames de rotina e
controlar seu comparecimento;
4) Pesar o paciente a cada 15 dias com o mínimo de roupa possível;
5) Colher escarro de controle mensalmente;
6) Orientá-lo para que coloque a mão com um lenço sobre a boca ao
tossir ou espirrar;
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7) Supervisionar o tratamento, verificando as tomadas de


medicamentos em jejum todos os dias;
8) Fazer a contagem de medicamento para verificar se está tomando
de maneira correta. A primeira semana é tomado nos postos todos os dias;
9) Verificar sinais de alterações hepática, como icterícia, por
exemplo, ou outros sinais de intolerância aos medicamentos como vômitos ou
dor abdominal;
10) Avaliar as pessoas que tiveram contato prolongado com cliente
(contactantes), que podem ser prováveis doentes de tuberculose. O ideal é que
esses clientes sejam atendidos por uma equipe multiprofissional, mas essas
são algumas das atividades que podem ser realizadas pela equipe de
enfermagem.

Metodologia

Este trabalho foi realizado através de pesquisas em sites pela internet


sobre o tema tuberculose pulmonar. O objetivo é verificar o conhecimento e
treinamento dos auxiliares e técnicos de enfermagem.
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Referencias