Você está na página 1de 5

ACEPÇÕES DE LINGUAGEM/LÍNGUA

Compreendemos que o fortalecimento dos estudos linguísticos culminou em


variadas concepções de linguagem, este tópico planejemos apresentar uma perspectiva de tais
convicções, apresentaremos a você três colocações que são consideradas clássicas: dos linguistas
renomados, como Ferdinand de Saussure e Noam Chomsky e Mikhail Bakhtin com um ponto de vista
mais atual.
Para Saussure, o pai Linguística.
(A língua não se confunde com a linguagem; é somente uma parte determinada,
essencialmente dela. É, ao mesmo tempo, um produto social da faculdade de linguagem e um
conjunto de convenções necessárias, adotadas pelo corpo social para permitir o exercício dessa
faculdade nos indivíduos. A linguagem é multifacetada e heteróclita; a língua, ao contrário é um todo
por si e um princípio de classificação. Ela é a parte social da linguagem, exterior ao indivíduo.
(SAUSSURE, 1916, P.173) )
Fica claro a concepção de que a língua é considerada um sistema de signos, os mesmos se
correspondem sendo parte social da linguagem, da qual a existência não depende dos indivíduos
considerados isolados.
É abordado por Saussure(1996) outro elemento que estabelece a linguagem humana: a
FALA, que seguindo pensamento do mestre de Genebra, a fala é o fruto das escolhas realizadas pelos
falantes ao utilizarem a língua sendo assim, individual.
(O tripé linguagem/língua/fala caracteriza o objetivo da ciência Linguística na perspectiva
saussuriana. Conforme Petter (2003, p,10):))
Dele decorre a divisão do estudo da língua em duas partes: uma que investiga a língua e
outra que analisa a fala. As duas partes são inseparáveis, visto que são interdependente: a língua em
o exercício da fala. Há necessidade, portanto, de duas Linguísticas: a Linguística da língua e a
Linguística da fala. Saussure focalizou em seu trabalho a Linguística da língua, sistema supra
individual que a sociedade impõe ao falante. Para o mestre genebrino, ‘a Linguística tem por único e
verdadeiro objetivo a língua considerada em si mesma, e por si mesma’.
No século XX, Noam Chomsky expôs aos estudos linguísticos outro panorama, levantando
uma definição de linguagem como um grupo (finito ou infinito) de sentenças, sendo cada uma finita
em extensão, e construída a parte de um grupo finito de elementos.
No ponto de vista de Chomsky, conforme Petter(2003), é obrigação do linguista que
descrever qualquer língua natural, definir quais sequências finitas são sentenças e quais não são.
Chomsky coloca as propriedades da linguagem como sendo excessivamente abstratas,
incompreensíveis e especificas que uma criança não aprenderia a partir do nada, mesmo estando em
fase de aquisição da linguagem.
O linguista discute a linguagem, e apresenta competência /desempenho como um par.
A atribuição linguística do falante é a capacidade organizada por um grupo finito de regras,
que faz possível a produção de sentenças em determinada língua.
(“A linguagem é um conjunto (finito ou infinito) de sentenças; cada uma finita em seu
comprimento e comprimento e construída a parir de um conjunto finito de elementos.” (Noam
Chomsky 1957).)
Para Bakhtin(1999) a linguagem é dialógica, porque os sujeitos interagem entre si e
não só transmitem informações como constituem o lugar de interlocução humana. O linguista
também apoia a convicção sóciointeracionista de linguagem, adversa um panorama sobre a
linguagem diferente do olhar cognitivo da Psicologia de base metalista-subjetivismo idealista da
perspectiva formalista e estrutura da linguista. Bakhtin prioriza uma posição intermediária, na qual
destaca a função da interação social como espaço de formação dos enunciados verbais, tomados
como construções discursivas, relativamente estáveis, social e culturalmente desenvolvidos para
entenderem diferentes intenções comunicativas:

A Verdadeira substância da língua não é constituída por um sistema abstrato de formas


linguísticas, nem pela enunciação isolada, nem pelo ato psíquico-fisiológico de sua produção, mas
pelo fenômeno social da interação da linguagem, realizada através da enunciação e das enunciações.
A interação de linguagem constituía assim a realidade fundamental da língua. (BAKHTIN, 1999, p.135-
136).
ESTRUTURA DA LINGUAGEM HUMANA
Entendemos que a linguagem tem um significado amplo e uma compreensão exata, já que é
utilizada tanto para indicar as formas humanas de utilizar os símbolos para se comunicar (a
linguagem dos gestos, os sinais de transito e outros códigos) como também para se referir a uma
forma própria de linguagem que é a língua, que se concretiza pelo uso de símbolos verbais-vocais e
articulados pelos seres humanos. Utilizaremos neste livro sempre linguagem como sinônimo de
língua.
USO DE SINAIS SONOROS: Os seres humanos possuem um aparelho chamado fonador que é
capaz de produzir sons distintivos mínimos, como /a//f//z//ê/, os quais quando juntos formam
inúmeras palavras.
https://www.google.com/url?sa=i&url=https%3A%2F%2Fmusicaeadoracao.com.br%2Fartigos-
tecnicos%2Ftecnica-vocal-e-fisiologia
%2F&psig=AOvVaw2D_l8yP_771H12URdgaowR&ust=1573437475941000&source=images&cd=vfe&v
ed=2ahUKEwiplvS_xd7lAhV0DLkGHRQKBIcQr4kDegQIARBA

ARBITRARIEDADE: Você já se perguntou por que as coisas tem seus respectivos nomes, Não
poderia ser chamada de outro nome?
A arbitrariedade é essa falta de descrição para a maioria dos nomes que as coisas têm, que
na linguagem é essa relação arbitraria entre os sons dos signos e aquilo que significa.
A NECESSIDADE DE APRENDIZAGEM: Os bebês humanos nascem dotados desta capacidade
geral chamada linguagem, para que isso aconteça é preciso apenas que que fiquem expostos a uma
língua, ou seja é ouvir os outros falando para se aprender a falar.
ARTICULAÇÃO: A língua é toda estruturada, de forma que as estruturas maiores são
formadas por estruturas de nível médio exemplo: (frases-palavras-morfemas-fonemas).
Intendemos que a primeira articulação se dar quando se unem elementos significativos, já a
segunda é a que ocorre entre fonemas, que formaram as unidades da primeira estrutura.
DIFERIMENTO: Compreendemos que diferimento é a capacidade que temos de explicar
assuntos que não estão no contexto ao qual nos comunicamos, tomando como exemplo, quando
falamos de uma viagem para alguém ou quando fazemos fofoca. Isso só é possível porque a nossa
capacidade de linguagem nos permite imaginar.
CRIATIVIDADE: Os seres humanos podem sempre que quiserem produzir qualquer
enunciados, mesmo tendo lógica ou não e mesmo assim será compreendido. Isso é possível
justamente por conta dessa nossa característica.
ORGANIZAÇÃO EM SISTEMA: entendemos que não é porque temos nossa criatividade
linguística que vamos falar qualquer coisa e de qualquer jeito, isso não acontece porque a língua se
organiza em um sistema que é composto de elementos e de regras para sua combinação, os falantes
da língua produzem apenas unidades permitidas por esse sistema. Inclusive as palavras que são
parassintéticas são organizadas de acordo com as regras do sistema mórfico de português.
DEPENDÊNCIA DE ESTRUTURA: Compreendemos que todos os elementos da língua adquire
sua própria identidade na relação que mantém com os outros elementos. Por exemplo i- é um
prefixo quando aparece na estrutura incapaz ou infeliz, do mesmo modo que entendemos que o
sujeito é Aquela na frase Aquela casa é branca. Dessa forma cada estrutura define a identidade de
seus componentes.
MODELOS DE COMUNICAÇÃO
Os primeiros modelos de comunicação tinham uma ligação mais exata com a teoria
da comunicação. Esses modelos eram bem simples, eles desqualificavam os aspectos relacionados à
pragmática e ao contexto, que liga o escritor ao leitor e passa pelo meio em linha reta como o
modelo de Bloomfield (1935).

Em 1950, pesquisadores buscaram aplicar o modelo de C.F. Shanon para a teoria da


informação. Esse modelo era utilizado no início para aplicações de movimentos de sinais elétricos por
fios, e também usado na possibilidade de codificação e decodificação por maquinas de um sistema
binário. Porem esse modelo tinha um problema que era seu caráter mecanicista, que não leva em
consideração as questões “extralinguísticas” e o contexto sócio histórico e cultural, excluía também a
capacidade de ter várias interpretações de uma mesma origem.
Anos depois Bertil Malmberg (1976) e Roma Jakobson (1969), expuseram suas
propostas que tinha a preocupação de completar ou ampliar as proposta anteriores, no intuito de
usarem esse modelo para a comunicação verbal. Esse modelo era demasiadamente simplificado da
teoria da informação, da teoria da comunicação ou cibernética.
Essa ampliação resultou nesse modelo:

Nesse modelo foi dado importância maior na relação dos códigos e subcódigos e à variação
linguística, mas seu trabalho se tornou mais conhecido no meio escolar.
Jakobson orienta que o estudo da linguagem deve levar em conta toda a variedade de suas
funções, porem deve-se a exclusividade da função informativa, à qual estava ligada a ideia da
comunicação, que por muito tempo foi considerada a mais importante.
Estudaremos agora, as definições apresentadas por Jakobson para As funções de linguagem.