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18/09/2018

Prof. NEWTON MENDES DE ARAGÃO FILHO


Juiz de Direito Substituto do TJDFT
newton.aragao

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EVOLUÇÃO FATO TÍPICO ILÍCITO CULPÁVEL


CONCEITUAL
Estudo do Erro
Positivismo Conduta Estado de Imputabilidade Erro de Tipo
Ação/Omissão Necessidade Erro de Proibição
‘NeoKantismo’ Dolo/Culpa Potencial
Legit. Defesa Consciência da Crimes
Aberrantes
Finalismo Resultado Ilicitude Aberratio Ictus)
E.Cump. De
Funcionalismo Causalidade Dever legal/ Exigibilidade Aberratio Criminis
Exerc. Regular de Conduta
Tipicidade de Direito Diversa Aberratio Causae

Estrutura do conteúdo

I – Fato Típico: Conduta. Conceito. Enfoque. Elementos.


II - Fato Típico: Conduta. Enfoque Objetivo. Omissão Penal
III – Fato Típico: Conduta. Enfoque Subjetivo. Dolo
IV – Fato Típico: Conduta. Enfoque Subjetivo. Dolo II

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El. Estrut. da t crime - conduta


Conceito: “Conduta é o comportamento humano1,
consciente e voluntário2 dirigido a uma finalidade
lícita ou ilícita3 capaz de gerar um resultado relevante
tipificado como delito."
1. Conduta sob o enfoque objetivo – não existe crime sem
conduta. Exigindo-se uma ação positiva ou mesmo uma
inação (comportamento negativo);
2. Conduta sob um enfoque subjetivo – dentro da ideia do
finalismo não há ação que não se revista de consciência e
voluntariedade a uma finalidade;
3. Desdobramento da conduta em Culposa e Dolosa.

El. Estrut. da t crime - conduta


el. da conduta – hipot. ausência
Doutrina -> 4 elementos (predicados necessários):
a) Humana – Apenas o ser humano pratica condutas
penalmente relevante – Ex.: Crimes Ambientais de PJ
b) Exteriorizada - só haverá conduta relevante se for
exteriorizado um movimento corpóreo ou uma
indevida abstenção
c) Consciente – só entram no campo da ilicitude atos
conscientes
d) Vontade – condutas levadas a efeito intencionalmente.
E se não houver qualquer destes predicados?

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hipóteses em que haverá ausência de conduta

1. Força Irresistível Proveniente da Natureza (caso fortuito ou


força maior).
2. Força Irresistível Proveniente de Fato de Terceiro (vis
absoluta – coação física) – Coagido é instrumento e por isto
sua ação não tem os predicados anteriores; ≠ vis compulsiva -
nesta o agente tem consciência do que está fazendo, por isto
resolve-se na culpabilidade;
3. Atos ou Movimentos Reflexos – É uma ação fisiológica sem
o elemento da vontade. Ex.: Impulso Elétrico. ≠ ação em curto
circuito
4. Estados de Inconsciência – Deve ser absoluta e ligado a
fatores biológicos. Ex.: Sonambulismo/Ataques Epiléticos/
Hipnose ≠ art. 28, II do CP resolve-se na culpabilidade.

Aplicação em concursos – Itens selecionados


FUMARC-Procurador do Estado de Minas Gerais/2012
“A não exclusão da responsabilidade criminal em alguns estados de embriaguez
decorre da adoção da teoria da actio libera in causa.”
“São hipóteses de ausência de conduta o ato reflexo e os estados de hipnose e
sonambulismo.”
CESPE - Notário e Registrador (TJ ES)/Provimento/2013
Tanto a coação física vis absoluta quanto a coação moral vis compulsiva, se
irresistíveis, excluem a culpabilidade do agente, restando punível apenas o agente
coator, figura indispensável na definição de qualquer ocorrência reputada coativa.
CESPE - Analista Judiciário TJDFT - Oficial de Justiça Avaliador
Federal/2013
“De acordo com o Código Penal, a incidência da exclusão de culpabilidade na
coação irresistível ocorre apenas nos casos de coação física ou vis absoluta, uma
vez que, na coação moral, há apenas redução do poder de escolha da vítima entre
praticar ou omitir a conduta ou sofrer as consequências da coação.
Promotor de Justiça GO 2014
“Nas ações em curto-circuito e nos atos reflexos inexiste conduta por ausência de
voluntariedade.”