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ANA CRHISTINA VANALI

SARAH ALINE ROZA


(organizadoras)

LENDO

AFRICANIDADES

NA

LITERATURA

PARA

ADOLESCENTES

Curitiba
2019
Colégio da Polícia Militar do Paraná Coronel Felippe de Sousa Miranda
Equipe Multidisciplinar 2018
Rua José Ferreira Pinheiro, 349
Portão - Curitiba – Paraná
CEP 80320-140

Revisão de texto: Sarah Aline Rosa


Apoio: UFPR / Setor de Educação e Laboratório Interagir

FICHA CATALOGRÁFICA
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

V141e VANALI, Ana Crhistina; ROZA, Sarah Aline.


Lendo africanidades na literatura para adolescente/ Ana Crhistina Vanali e Sarah
Aline Roza (orgs). Curitiba: edição das autoras, 2019. 47 páginas

ISBN 978-85-917881-8-7

1. Relações étnico-racial. 2. Racismo. 3. Literatura africana.

CDD 320.01
PREFÁCIO

Sinto-me imensamente honrada com o convite para prefaciar este trabalho. Referenciar a produção
pedagógica de Ana Crhistina Vanali e Sarah Aline Roza fizeram-me acreditar que em vários lugares deste
imenso Brasil, existem professoras/es, alunas/os (entre outros agentes educacionais) preocupadas/os com a
educação de qualidade, e o que é melhor: colhendo os frutos deste empenho. No exercício da minha função
de pedagoga encontrei parceiras e parceiros que contribuíram para uma prática pedagógica antirracista,
porém a dor por vezes me impediu de prosseguir firme e muitas vezes a caminhada tornou-se árdua demais.
Ao me relacionar com outras/os pesquisadoras/es com pertencimento étnico-racial diferente do meu aprendo
que as dores invisíveis trazidas por elas/es possibilitam uma união para garantia de direitos iguais; sabendo
que a ética desses profissionais nos garantem o lugar de fala, como discute Djamila Ribeiro. Contar com
profissionais e pesquisadoras como Ana e Sarah amenizam a caminhada.
Tratando-se de Educação para as Relações Étnico-raciais, a efetivação do artigo 26 A da Lei de
Diretrizes e Bases da Educação Nacional, que sancionou a Lei 10.639/03 e a promoção da igualdade racial
enfrenta vários entraves na estrutura organizacional e social deste país. O racismo institucional, permeia as
relações sociais brasileiras. Para GOMES (2018) nossa estrutura social, tem como base o racismo e é por ele
estruturada. Ao participar da pesquisa Práticas Pedagógicas de Trabalho com Relações Étnico-raciais na
Escola na Perspectiva da Lei número 10.639/03 (parceria MEC/UNESCO), constatei que muitas(os)
gestoras(es)/professoras(es), negavam o racismo nas instituições pesquisadas.
O meu encontro com Ana Vanali deu-se na construção do Caderno Pedagógico Oralidades
Afroparanaenses, realizado entre a SEED/PR (Edna Aparecida Coqueiro) e o Centro Humaitá (Melissa S.
Reinehr e Adegmar da Silva - Candieiro). A sua competência e delicadeza foram-me aos poucos sendo
revelada, assim como sua formação acadêmica. Naquele momento ela foi orientada por Célia Tokarski
(Mestre pela UTFPR) e escreveu um artigo sobre um médico e um advogado negros em destaque na
sociedade curitibana – Os Pamphilos, invisibilizados pela história e resgatados por esse trabalho.
O projeto – Lendo africanidades na literatura para adolescentes, foi desenvolvido no Colégio Militar do
Paraná e a formação acadêmica das organizadoras (Ana e Sarah), aliada ao apoio institucional, tornou
possível a materialização de uma produção de excelente qualidade sobre a temática das relações. Nesta
experiência, o conhecimento produzido na academia, que por vezes fica lá encastelado, chegou ao chão da
escola com maestria. A discussão desta temática é tensa e implementá-la com adolescentes demonstra
coragem e compromisso e cumprimento da LDBN. Conheço pessoalmente Ana e imagino que sua parceria
com a professora Sarah Aline Roza tenha beirado a perfeita sintonia. Ter como amiga de trabalho uma jovem
doutoranda e psicóloga disposta a trilhar esse caminho em busca da valorização da população negra, com
certeza tornou a aridez dessa temática mais gratificante. As reflexões elaboradas após fundamentação
teórica resultaram nestes relatos, consistentes e conscientes, de cidadãs(ãos) em formação, que, ao
analisarem o racismo sem véu, colocaram-se no lugar de uma pessoa negra ou posicionaram-se como
uma(um) adolescente negra(o).
Ao terminar de lê-lo, ouço gritos contra o racismo e, posteriormente, ao divulga-lo, outras pessoas
poderão se inspirar e envolver outras tantas neste clamor visando a promoção da igualdade racial.
Em um período em que a tecnologia preenche a maior parte do tempo da população brasileira e
mundial, incentivar a leitura literária e fomentar a discussão sobre temas como discriminação racial (inclusive
na mídia), a representatividade negra nos quadrinhos de super-heróis, direitos iguais, entre outros, representa
um resgate à importância da leitura e possibilita a desmistificação acerca da garantia dos direitos humanos
aos humanos, ou seja, a todas(os).

Curitiba, 30 de abril de 2019

Tânia Mara Pacífico


Pedagoga do QPM/SEED
Mestre em Educação pela UFPR

Referências:

GOMES, Nilma Lino. Relações raciais e políticas educacionais. Seminário realizado no Programa de Pós-
graduação em Educação da Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2008.

GOMES, Nilma Lino (org.). Práticas pedagógicas com relações étnico-raciais na escola na perspectiva
da Lei nº 10.639/03. Brasília: MEC/UNESCO, 2012.

RIBEIRO, Djamila. O que é lugar de fala? Belo Horizonte/MG. Letramento: Justificando.2017


APRESENTAÇÃO

A FORMAÇÃO DO ALUNO CONSCIENTE PASSA PELA ESCOLA

Sobre a importância da inserção de crianças e adolescentes no conhecimento das ações afirmativas

A discussão sobre discriminação e preconceito não pode limitar-se simplesmente nas questões sobre
cor, raça ou religião, mas deve considerar também outros aspectos que fazem com que a pessoa que sofre
tais violências, muitas vezes, se sinta inferiorizada perante os demais.
As crianças, em especial, crescem em ambientes em que os indivíduos adultos são responsáveis
pela transmissão dos valores morais, étnicos e religiosos através dos quais querem incutir nelas aquilo que
sustentam particularmente como sendo a verdade. Mas a realidade é que o universo à nossa volta é muito
diverso, portanto devemos lutar sempre pela liberdade de expressão tendo a consciência de que há
diferentes questionamentos e até mesmo ideias opostas as nossas e de que isso não é ruim.
Para melhor compreender os aspectos do racismo e das discriminações não devemos nos ater
apenas aos dias atuais, mas devemos buscar na história as raízes de tais preconceitos e assim ter uma
compreensão da necessidade atual de políticas públicas voltadas aos que foram excluídos por tanto tempo.
A sociedade brasileira é composta por vários grupos, segundo o critério de classificação por cor/raça
do IBGE (amarela, branca, indígena, parda e preta), e para compreendermos o processo de exclusão e de
subalternidade social de alguns deles, em diferentes esferas da vida social tais como renda, saúde,
educação, trabalho e mortalidade infantil, podemos recorrer a vários estudos que apontam o caráter das
desigualdades existentes sobretudo entre brancos e negros, e porque não englobar neste contexto também
os indígenas.
Como se percebe um grupo se sobrepõe aos demais mesmo que este grupo não seja minoritário em
termos de quantidade, mas o é em termos de representação política onde o que impera é o poder aquisitivo,
o que acaba gerando uma estrutura de domínio que passa de pai para filhos e se reproduz por gerações.
Desde modo, o estado tem um papel importante no combate às desigualdades sociais. Ele pode agir de
diferentes maneiras, e uma delas é a elaboração de políticas de inclusão. Devemos ter consciência de que
essas políticas para combater a exclusão dos grupos colocados a margem da sociedade não são antídotos
definitivos e que irão conseguir eliminar as necessidades desses grupos, mas sim são colocadas como
remédios momentâneos para diminuir tais feridas do passado.
Assim, é muito importante às escolas trabalharem desde as séries iniciais as questões das
desigualdades sociais, do preconceito e das discriminações tanto de raça, cor, religião, renda ou de qualquer
outro tipo. Assim, poderão compreender que as ações afirmativas são políticas públicas criadas para
minimizar as distorções do passado (reparação histórica) impostas aos grupos socialmente menos
favorecidos. No Brasil as ações afirmativas começaram a ter destaque social a partir do ano de 1995 através
dos movimentos negros. Após a promulgação da Constituição de 1988, se proporcionou um maior
engajamento político dos diferentes movimentos sociais visto que essa constituição se destaca pelo viés de
maior abertura aos direitos humanos e uma busca pela igualdade, conforme seu artigo 5º que cita que todos
são iguais perante a lei sem discriminação por raça, cor, sexo, religião e etnia.
Porém, o mais importante é sabermos que as ações afirmativas não tem como objetivo manter uma
situação de negação ou camuflagem da marginalização social dos grupos por elas contempladas. E também
elas não devem ser sobrepostas às outras políticas públicas de combate à exclusão social. Muitas pessoas
são contrárias as políticas de ações afirmativas alegando que o sistema de cotas, por exemplo, tomaria vagas
ou direitos dos não negros, e não conseguem perceber que tais ações nada mais são do que um curativo
para uma ferida não cicatrizada e que deve ser combatida, por todos em geral, para ser sanada e o curativo
poder ser retirado.
Em um país com notórios aspectos de segregação racial e social, a escola se torna uma ferramenta
muito importante para difusão da realidade de tais grupos segregados. Assim, discutir com as crianças, desde
as séries iniciais, como se deu a construção da sociedade brasileira permite o entendimento do momento
atual onde enfrentamos diariamente todos esses tipos de discriminações, bem como demonstra a importância
do conhecimento e a necessidade do engajamento de todos no processo para alcançarmos uma sociedade
mais justa e menos desigual.

Curitiba, outono de 2019

Roberto Ferreira Cardoso


2º Sargento QPM – 1.0
Auxiliar da STE do CPM-Curitiba
APRESENTAÇÃO

É com ALEGRIA, ESPERANÇA E ORGULHO que cumpro a tarefa que me foi incumbida de
apresentar este livro.
ALEGRIA por observar o crescente interesse pela temática da identidade étnica-racial e pela busca por
conhecer e valorizar nossas raízes. Alegria ao verificar uma parte de nós mesmos e de nossa história, tão
invisibilizados pela “história oficial”, vindo à tona através das reflexões que este livro traz.
ESPERANÇA por verificar que os autores e autoras, apesar de tão jovens, já desenvolvem um olhar crítico
para talvez a maior mazela e dívida social brasileira: o racismo! Jovens que, através de suas questões,
desconstroem para si mesmos a ideia da “história única”. Jovens que assumem a possibilidade de
perceberem-se como atores do mundo e protagonistas de suas próprias e múltiplas histórias.
ORGULHO por, como professora, constatar a dedicação e empenho de colegas de profissão, professoras de
Língua Portuguesa e de Sociologia, em irem além de trabalho em sala de aula e do conteúdo programático,
para ampliarem os horizontes de interesses de seus alunos e alunas. Professoras que incentivam o olhar
crítico e o pensamento comprometido com a realidade do país.
A partir do contato com a temática das africanidades, através da literatura, as discussões aqui
reunidas convidam a olharmos para além do óbvio, para além do que está dado, normalizado, naturalizado. A
literatura pode constituir, como aqui fica comprovado, importante instrumento para pensar as africanidades e
o racismo estrutural no Brasil. Constitui um meio para exercitar a “descolonização do olhar”, para
percebermos as falhas na “história oficial” e nos indignarmos com as ausências que esta constrói.
Descolonizar o olhar constitui o primeiro passo para que mudanças sociais sejam possíveis.
Descolonizar o olhar para que, por exemplo, a falta de representatividade negra seja percebida. Para que as
ausências nas mais diversas instâncias da sociedade brasileira, seja nos bancos universitários, em cargos
públicos ou em escritórios de grandes empresas, cause incômodo e não passem desapercebidas.
Convido você, leitor ou leitora, a acompanhar o percurso proposto por estes jovens autores e autoras
para, através dos textos que agora lhes apresentamos, exercitarem também um olhar desnaturalizado,
descolonizado e crítico. Um olhar que permita a percepção de desigualdades historicamente construídas.
Parabéns às idealizadoras do projeto, às autoras e autores e ao Colégio Militar do Paraná pela
iniciativa! Que venham mais projetos como este.

Andrea Maila Voss Kominek


Professora do PPGTE/UTFPR
Pesquisadora das Relações Étnico Raciais - Africanidades
LENDO AFRICANIDADES NA LITERATURA PARA ADOLESCENTES

SITUANDO O LEITOR NO TRABALHO SOBRE DIREITOS HUMANOS DESENVOLVIDO COM ESTUDANTES DO 7º


ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL NO COLÉGIO DA POLÍCIA MILITAR DO PARANÁ

As nossas atividades são produzidas em um mundo social, em situação concretas, e é por meio da
linguagem, em suas mais variadas modalidades, que realizamos muitas das ações que nos interessam.
Partindo do pressuposto de que é viável realizar no ambiente escolar um trabalho sério com a escrita em
geral e a leitura em particular (BRASIL, 1999)1, essa seção se destina a explicar e contar um pouco sobre a
experiência de trabalhar direitos humanos por meio da literatura durante as aulas de língua portuguesa em
parceria com a sociologia no Ensino Fundamental.
Assim, um importante recurso para construir relações entre as práticas escolares e pré-adolescentes
e adolescentes é a elaboração de projetos interdisciplinares que permitem a participação dos estudantes de
forma ativa em sua formação. Esse projeto partiu da leitura literária, mas não limitou a ela, antes sobrevoou
diversas áreas do saber, tais como, história, geografia, estatística, sociologia, artes, entre outras. Um projeto
desse tipo possibilita a participação diferenciada dos estudantes em práticas letradas, atende às
necessidades e objetivos individuais dos alunos; permite tanto a ação individual (na construção de seu
posicionamento crítico apresentado na escrita) quanto a ação cooperativa (confecção das bonecas abayomis,
debates, etc.).
Ao longo do ano de 2018, os estudantes dos 7º anos do Colégio da Polícia Militar do Paraná tiveram
a oportunidade de aprender mais sobre a cultura africana e afro-brasileira por meio da literatura, de textos da
esfera jornalística e da história de como ocorreu a formação cultura brasileira. Reafirmando tantos debates,
estudos, leis e diretrizes que estão sempre tentando definir o que o estudante deve aprender e apreender
enquanto capacidades adquiridas na escola, esse trabalho se preocupou em desenvolver capacidades que
lhes garantissem o conhecimento sobre as diversas manifestações da linguagem, de modo a ensiná-los a
posicionarem-se em relação a elas, compreendê-las, aplicá-las ou transformá-las conforme a situação exija.
Este trabalho com a literatura de matriz africana é mais do que uma sequência sobre a cultura
africana. É, sobretudo, um exercício de reflexão sobre preconceito, discriminação racial, representações
midiáticas e estereótipos que se tornaram comuns em nosso cotidiano sobre o elemento negro. Trata-se de
um trabalho com a linguagem no qual esses estudantes, adolescentes em formação, puderam, a partir da
língua, de textos lidos, ouvidos, escritos e debatidos, pensar a realidade que os cerca.
Durante nossas aulas, os estudantes foram percebendo que vivemos entrelaçados em conceitos,
ideias, preconceitos e estereótipos que foram passados a nós sem que pudéssemos refletir sobre tudo isso.
Nesse contexto, essas mesmas ideias, por vezes, estabelecem nossas relações e limites, dizem ou tentam

1 Brasil (1999) Parâmetros Curriculares Nacionais, DF: MEC.


dizer quem somos, quem são os outros; sem pensar sobre o que fizemos, ou melhor, o que fizeram com
pessoas de diferentes etnias ao longo da história da humanidade.

O início dessa jornada e travessia vivida por esses adolescentes começou com a leitura e escuta
sensível e medida do poema: Intertexto, de Bertolt Brecht:

Primeiro levaram os negros


Mas não me importei com isso
Eu não era negro

Em seguida levaram alguns operários


Mas não me importei com isso
Eu também não era operário

Depois prenderam os miseráveis


Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável

Depois agarraram uns desempregados


Mas como tenho meu emprego
Também não me importei

Agora estão me levando


Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo.

Nesse primeiro encontro os estudantes começaram a pensar sobre a construção histórica do


preconceito e da discriminação racial. Eles também foram convidados a pensar sobre o fato de que no mundo
todo é notável a implementação de políticas contra a discriminação racial, mas será que isso é suficiente para
acabar com o preconceito racial? A partir da mediação de textos biográficos e jornalísticos, os próprios
estudantes começaram a perceber que ainda há muito a ser conquistado nesse caminho. Por outro lado, eles
também puderam perceber superação, empatia e luta pelos direitos humanos em todas as culturas, incluindo
a brasileira.
Desde que a Lei 10639/032 foi aprovada, professores, educadores e pesquisadores têm procurado e
promovido maneiras de trabalhar a história e a cultura afro-brasileira e africana em diferentes momentos das
suas disciplinas em sala de aula. No entanto, há um desafio constante: onde buscar materiais para que se
trabalhe tal temática de maneira adequada sem reforçar estereótipos ou apenas reproduzir o que está
colocado no senso comum? Essa era uma grande inquietação ao início dessa jornada, mas que aos poucos
foi descobrindo sua resposta na construção entre ensinar e aprender, entre professores e estudantes.
Dessa maneira, cabe aqui uma questão que fez parte de todas as aulas: de que forma a criança ou o
adolescente negro poderá sentir-se protagonista de uma história na qual ele e seus ancestrais, geralmente,

2 Lei Nº 10.639 de 9 de janeiro de 2003 Altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação
nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática "História e Cultura Afro-Brasileira", e dá outras
providências. Disponível em http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.639.htm. Acesso 20.novembro.2018.
são apresentados como invisíveis? Contudo, não nos detemos para analisar se o currículo que estamos
trabalhando com crianças e adolescentes os atraem. Até que ponto esses alunos e alunas se veem
representados nessas histórias contadas, reproduzidas por nós, professores, em sala de aula?
Nesse contexto, a literatura figura como importante e interessante disparador de história, cultura e
tradições de forma atraente e enriquecedora, para além de práticas em contexto escolar. Isso porque, com a
aprovação da lei 10639/03 dá-se início a uma discussão necessária sobre os aspectos e elementos
pertencentes à cultura e história afrodescendente e afro-brasileira. Embora esse tema esteja se tornando
mais presente no cotidiano escolar, de um modo geral, as crianças e os adolescentes ainda precisam
desenvolver o contato com essas temáticas de forma mais profunda e significativa.
Diante desses fatos elencados, passou-se a fase de leitura e escuta sensível de histórias
selecionadas com temática, linguagem e autores ligados à produção afro-brasileira com vistas a construir um
acervo de qualidade. Nesse contexto, os estudantes conheceram histórias como: “As tranças de Bintou”, de
Sylviane A. Diouf, “O menino marrom”, de Ziraldo, “A separação do céu e da terra”, umas da melhores e mais
famosas histórias da mitologia africana, entre outras que foram sendo lembradas, relatadas, lidas,
compreendidas e mediadas durante a exploração desse universo literário.
A escola deve ser um dos veículos de divulgação e apresentação, por meio de suas variadas
disciplinas, da diversidade da cultura brasileira. Nesse enfoque, há possibilidades de romper com o
pensamento eurocêntrico. De acordo com Barbosa (2008), o eurocentrismo faz referência a uma ideologia
que se fundamenta no princípio de superioridade do modo de vida e do desenvolvimento europeu-ocidental.
Além disso, justifica-se um trabalho focalizando a literatura de matriz africana, pois no Brasil, de acordo com
dados providenciados pelo IBGE (2016)3 mais de 52% da população nacional é composta por negros, isto é,
por pessoas que se autodeclaram pretas e pardas. No entanto, um olhar mais atento a mídia, a publicidade e
outros veículos de comunicação, demonstra que essa população ainda não é representada de forma
apropriada e equilibrada.
O trabalho com a consciência negra proporcionou a todos os estudantes a possibilidade de aprender
mais sobre uma cultura, por vezes, esquecida. Além disso, todos os envolvidos com a educação têm a
possibilidade de reconhecer a importância sócio histórica e cultural dos negros para a formação da
sociedade, bem como a valorização do negro e sua cultura.
Durante as aulas e oficinas propostas por esse projeto, além da literatura e questões históricas, bem
como discussões de textos selecionados para as aulas, confeccionamos com os estudantes bonecas
Abayomi. A palavra Abayomi (palavra que por definição tem origem iorubá, e costuma a ser uma boneca
negra, significando aquele que traz, felicidade ou alegria, também significa encontro precioso: abay =
encontro e omi = precioso) (VIEIRA, on line). Essas bonecas são de grande relevância histórica, sua origem
mais difundida remonta da época dos navios negreiros, onde mães acompanhadas de seus filhos pequenos

3 Disponível em https://www.ibge.gov.br/apps/populacao/projecao/. Acesso 20.novembro.2018.


faziam longas travessias ao serem escravizados na África, com destino ao Brasil. Durante essas viagens
seus filhos ficavam muito inquietos e no intuito de acalmá-los as mães rasgavam retalhos de suas roupas e
confeccionavam bonecas, estas feitas apenas com nós e tranças e sem traços fisionômicos a fim de
representar todas as etnias africanas.

DIFERENTES MODELOS DE BONECAS ABAYOMI CONFECCIONADAS PELOS ALUNOS

DIFERENTES MODELOS DE BONECAS ABAYOMI CONFECCIONADAS PELOS ALUNOS

DIFERENTES MODELOS DE BONECAS ABAYOMI CONFECCIONADAS PELOS ALUNOS


ALGUNS DOS ALUNOS PARTICIPANTES DA OFICINA DE BONECAS ABAYOMI

PROFESSORAS PARTICIPANTES DA OFICINA DE BONECAS ABAYOMI

Foram trabalhados textos de diferentes gêneros literários, desde poemas até contos fantásticos,
tendo em vista a construção de um acervo de qualidade. Nesse contexto, os estudantes foram convidados a
lerem diferentes obras que retratassem tanto a cultura africana quanto a construção da imagem afro-brasileira
em histórias. Enquanto liam ou escutavam as diferentes narrativas, foram percebendo, a cada livro, que há
aqueles que transmitem ideias e conceitos estereotipados, mas, por outro lado, há aqueles que abarcam a
riqueza e grandeza da cultura africana. Esse exercício foi importante para que percebessem que nem todo o
livro ou história é de qualidade apenas porque está publicado.
Joaquim Barbosa, Lewis Hamilton, Taís Araújo, Barack Obama, Michele Robinson Obama, foram
exemplos de personalidades de destaque que lutaram e ainda lutam, a cada dia, para superar a
discriminação racial. Além de ter contato com a biografia dessas personalidades públicas, os estudantes
conheceram histórias de pessoas comuns que lutam todos os dias para conquistar o seu espaço e superar o
preconceito. No cenário nacional, foi apresentado aos estudantes a reflexão sobre os diferentes processos de
imigração (europeia, japonesa, árabe, etc.) que ocorreram no Brasil e como a escravidão se diferencia desses
processos de busca por novos começos.
Alguns negros passaram a comandar empresas, outros conquistaram postos elevados em sua área
de atuação, mas será que já rompemos todas as barreiras nos campos da discriminação, dos
relacionamentos e da convivência? Essa questão se fez presente em cada aula e permanece ainda após o
encerramento da sequência, pois os próprios estudantes começaram a levar para o seu cotidiano as reflexões
sobre como a mídia representou ou representa o negro, as tentativas de mudanças nesse cenário e como
isso está impactando nosso comportamento todos os dias. Ao final dessa, os estudantes entregaram um texto
dissertativo-argumentativo sobre o tema: o preconceito no Brasil e no mundo está acabando? Textos
esses que demonstram ideias, percepções, argumentos e o posicionamento de adolescentes do 7º ano.
Descobrimos, juntos, que é pela linguagem, afinal, que construímos e desconstruímos preconceitos e que nós
temos um importante papel na busca pelos direitos humanos e por uma sociedade menos desigual. Aproveite
essa leitura!

Sarah Aline Roza


Curitiba, novembro de 2018

Referências

BARBOSA, Muryatan Santana. Eurocentrismo, História e História da África. In: Revista de História da
África e de Estudos da Diáspora Africana. SP, Nº 1, p. 46-63, 2008.

VIEIRA, Kauê. Bonecas Abaypomi: símbolo de resistência, tradição e poder feminino. In: Afreaka.
Disponível em http://www.afreaka.com.br/notas/bonecas-abayomi-simbolo-de-resistencia-tradicao-e-poder-
feminino/. Acesso 20.novembro.2018.
ADINKRA

Um entre os vários sistemas de escrita africanos é o adinkra, um conjunto de símbolos que


representam ideias expressas em provérbios. Além da representação grafada, os símbolos adinkra são
estampados em tecidos e adereços, esculpidos em materiais diversos. Muitas vezes eles são associados com
a realeza, identificando linhagens ou soberanos.

Para conhecer mais sobre os símbolos adrinka acessar http://ipeafro.org.br/acoes/pesquisa/adinkra/.

Sankofa

Sankofa – Símbolo de resgate ao passado


Do proverbio - Não é tabu voltar para trás e recuperar o que você perdeu.
Um símbolo associado frequentemente ao Sankofa é o pássaro de passagem, as aves migratórias.
Ele está sempre olhando para trás. É uma maneira de dizer que apesar do pássaro voar para frente olha
continuamente para trás, para o seu passado.
SUMÁRIO

A discriminação racial ................................................................................................................................... 16


Luiza Knapik de Castro – 7º C

A discriminação racial na mídia .................................................................................................................... 17


Giovana Vitória Reksidler Rudy – 7º C

A farsa étnica da TV ....................................................................................................................................... 18


Maria Eduarda de Gracia – 7º C

A representatividade negra nos quadrinhos de super-heróis ................................................................... 19


Júlia Zenella Silva – 7º C

As microagressões e o preconceito ............................................................................................................. 20


Elis Almeida dos Santos – 7º B

Barreiras da discriminação que impedem a entrada de afrodescendentes no mercado de trabalho .... 21


Rafaela Ferreira Mateus – 7º C

Combate ao racismo, podemos evoluir? ..................................................................................................... 22


Letícia Pires de Macedo – 7º C

Contra a discriminação .................................................................................................................................. 23


Bianca Cristina Soares do Couto – 7º D

Cor define caráter? ......................................................................................................................................... 24


Sofia Waromby – 7º D

Desrespeito ..................................................................................................................................................... 25
Yasmin Sera Romanow Bento – 7º A

Direitos iguais? ............................................................................................................................................... 26


Victória Brandalize Souza – 7º D

Discriminação no Brasil e no Mundo ........................................................................................................... 27


Camila Yuki Shibata – 7º C

Discriminação racial ....................................................................................................................................... 28


Ana Beatriz de Faria – 7º C

Discriminação racial ....................................................................................................................................... 29


Lara Caroline Holm Rosa – 7º C

Discriminação racial ainda existe sim! ......................................................................................................... 30


Ana Catarina Nakonecsny Maciel – 7º D

O preconceito presente na discriminação racial ......................................................................................... 31


Alyssa Carolina de Cezaro Kaminski – 7º B
O preconceito racial está chegando ao fim? ............................................................................................... 32
Amanda Cristine Conceição Misael – 7º A

O preconceito racial está chegando ao fim? ............................................................................................... 33


Luna Piovesan Guimarães – 7º C

O preconceito racial ....................................................................................................................................... 34


Beatriz Depetris Zimmermann – 7º B

O preconceito racial está chegando ao fim? ............................................................................................... 35


Marina Ribeiro – 7º A

O racismo ainda é atual ................................................................................................................................. 36


Eduardo Todisco Odoni – 7º A

Preconceito com os negros .......................................................................................................................... 37


Mariana Kaminski Maceno – 7º D

Preconceito racial ........................................................................................................................................... 38


Davi Oliveira de Lima – 7º D

Preconceito racial ........................................................................................................................................... 39


Manuely Cordeiro Machado – 7º D

Preconceito na atualidade ............................................................................................................................. 40


Sarah Ferrazza Gonçalves – 7º D

Racismo ........................................................................................................................................................... 41
Letícia de Farias Idalgo – 7º D

Racismo nas escolas ..................................................................................................................................... 42


Evellin Cristina Borges Marinho – 7º B

Sobre o preconceito ....................................................................................................................................... 43


Gustavo Della Pascoa Lourenço – 7º D

Somos diferentes ........................................................................................................................................... 44


Giovana Higino Franco Lemos – 7º A

Um mundo sem cor ........................................................................................................................................ 45


Mayumi Vitória Chime Stori – 7º C
A discriminação racial
Luiza Knapik de Castro – 7º C

A discriminação racial não acabou. Muita gente acha que se trata de um mito e que não existe, por isso não
dão o devido valor que o tema merece. Esse comportamento se deve a não aceitação das diferenças entre os seres
humanos, o que acaba gerando um problema social denominado de discriminação racial.

Com o passado histórico brasileiro demarcado pela opressão étnica, o racismo, gerador de violência, ódio e
discórdia, tornou-se um fator cultural. Por seu impacto no país e no mundo deve ser urgentemente combatido.

Na folha “Trabalho de português sobre relações étnico-raciais”, em “Outra história norte-americana” uma
menina branca entra no dormitório e percebe que terá de dividir o quarto com uma menina negra. Ao contar para a
mãe, esta tenta telefonar para “todos” tentando mudar sua filha de dormitório. Podemos dizer que a menina e sua mãe
são racistas. Mas ninguém poderia imaginar que alguns anos depois essa menina negra seria a senhora Barack
Obama, diplomada em Princeton e Harvard.

Podemos citar alguns exemplos de pessoas que sofreram discriminação racial, sendo que algumas delas
superaram e outras não. Michele Robinson (superou), Laodiceia Maria do Nascimento (não superou), Thiago Vitale
Jayme (superou), Barack Obama (superou). Como podemos perceber, a maioria das pessoas dos exemplos superou, o
que é muito bom. Porém, isso não significa que está melhorando. A sociedade ainda precisa de muita conscientização
para conseguir chegar em um mundo em que todas as pessoas sejam tratadas com respeito.

Em relação às ideias defendidas nesse texto, chegamos a uma conclusão: nenhuma pessoa merece ser
tratada diferente por causa da tonalidade da pele. Para parar com esse problema, devemos nos colocar no lugar da
outra pessoa antes de julgá-la, só assim vamos acabar com a discriminação racial.

16
A discriminação racial na mídia

Giovana Vitória Reksidler Rudy – 7º C

A discriminação racial é um tema muito falado no mundo todo. Sobre isso, são criados diferentes opiniões e
formas de expandir ou combater este problema – em cartazes, jornais, reportagens – mas por ser um problema
mundial, é mais difícil de combater, pois a discriminação racial pode ocorrer de diversas formas, até mesmo em filmes
ou novelas. No Brasil, por exemplo, há muitos casos de discriminação na mídia, muitos negros que são atores recebem
papéis de subordinados em filmes e quando há um grande número deles em uma gravação, geralmente, é porque é
algo relacionado à escravidão. Como somos um país muito diversificado, isso deve mudar.

Não existem políticas públicas que impeçam que negros peguem apenas papéis de subordinados nas
gravações. Assim, boa parte dos atores negros sofre com uma grande, mas muitas vezes imperceptível, discriminação
racial. Isso é consequência dos conceitos racistas dos europeus que vieram para o Brasil e que durou por muito tempo.

Nos filmes da Disney, por exemplo, as personagens que praticam boas ações e são protagonistas, geralmente,
são ilustradas como loiras de olhos claros, enquanto as más são morenas, negras e muitas vezes estão ligadas à
magia ou coisas ruins. Podemos dizer que a Disney já foi racista, pois de acordo com o antropólogo Kabengele
Munanga e outros especialistas, ilustrações que associem traços positivos a determinados tipos raciais são racistas e
isto é grave, pois transmite ao público que assiste, mesmo inconscientemente, uma ideia racista.

Vejam os exemplos de muitas experiências de discriminação racial causada pela mídia – pessoas negras em
papéis inferiores de novelas e filmes, como “A Princesa e o Sapo”, ou “O sítio do pica-pau amarelo”, muitas vezes não
percebidos pela sociedade. Tantos exemplos, infelizmente, levam a acreditar que ainda há discriminação racial em
papéis divulgados pela mídia.

Esses acontecimentos podem não transparecer, mas fazem muitas pessoas negras se sentirem
menosprezadas pela sociedade e pela mídia e esse sentimento pode gerar uma série de consequências. Para evitar
que essas situações continuem ocorrendo, portanto, a mídia precisa mudar de posição para exercer influência de forma
diferente sobre as pessoas.

17
A farsa étnica da TV
Maria Eduarda de Gracia – 7º C

O racismo é a discriminação de uma pessoa devido a sua cor da pele. Isso é ilustrado em todo o lugar,
principalmente nas redes sociais e na televisão. Quando aparecem em filmes e novelas, as pessoas negras,
geralmente, representam personagens de baixo nível econômico e social.

“Sempre que venho ao Brasil, assisto a TV para ver como o país se representa. Pela TV brasileira, nunca seria
possível imaginar que sua população é majoritariamente negra”, diz a ativista estadunidense Angela Davis. “[...] não é
preciso ser especialista para perceber que alguma coisa está errada se a cara pública deste país, majoritariamente
negro, é branca”, acrescentou. De acordo com o publicitário e diretor executivo do Instituto Mídia Étnica: “a estrutura
dos meios e seu conteúdo são extremamente nocivos à formação dos jovens e crianças afrodescendentes, pois
exercem forte influência na forma de viver e ver o mundo”.

Algumas vezes, atores negros representam escravos, por conta do Brasil antigo. Portanto, isso ocorre por
questão da representatividade e não do racismo. Um exemplo disso são os personagens vividos por Olívia Araújo,
David Júnior e Cris Viana, representando escravos negros do século XIX, na novela “O tempo não para”. Apenar disso,
o preconceito racial ainda ocorre na televisão, como é o caso do ator Milton Gonçalves, que representou um negro
pobre na novela “O tempo não para” e também na novela “Pega-pega”. Esses casos vêm melhorando. Eles também
estão representando personagens com melhores condições. Como pode-se observar no papel de Erika Januza, em “O
outro lado do paraíso”, como juíza.

Apesar disso tudo apresentado, são realizadas campanhas contra o racismo na própria televisão. Porém, elas
não ajudam muito, pois é difícil de fazer com que as pessoas preconceituosas mudem de opinião ou apenas respeitem.
O certo seria ensinar a nova geração que somos diferentes e que devemos respeitar essas diferenças. Caso isso não
dê certo, devemos mostrar as consequências disso, para então termos um futuro melhor.

18
A representatividade negra nos quadrinhos de super-heróis

Júlia Zenella Silva – 7º C

Os quadrinhos de super-heróis existem desde 1940 e vêm ganhando fama cada vez mais com os filmes.
Existem heróis de todos os tipos: homens, mulheres, deficientes, gays, lésbicas e de diferentes etnias, mas nem
sempre foi assim.

Considerado o primeiro super-herói negro, o Pantera Negra não é visto como um escravo ou empregado, mas
sim como um rei. Ele é o rei de Wakando, o país mais avançado tecnologicamente do continente africano. Sua criação
foi por causa do acontecimento de uma época em que cultos secretos racistas estavam em alta e o Pantera Negra
invadia esses cultos secretos e acabava com os ocultistas.

Outro personagem negro é o Nick Fury, o diretor da S.H.I.E.L.D. Esse personagem tem uma história bem
representativa para os negros. Ele nem sempre foi negro. Antes da atuação de Samuel L. Jackson no filme “Os
vingadores”, Nick Fury, nos quadrinhos, era branco. Mas depois de sua atuação incrível e adorada pelos fãs, foi trocado
o tom de sua pele e atualmente, desde 2012, Nick Fury é negro.

Portanto, podemos observar que os negros nos quadrinhos, mesmo sendo minoria, desempenham papéis
importantes. Atualmente, pode-se dizer que não houve discriminação dos produtores ao criar os personagens, pois há
muitos outros super-heróis negros, bem vistos pelos fãs. Por exemplo, como o Máquina de Combate, que desempenha
a função de Coronel da Marinha e o Coração de Ferro, uma jovem de 15 anos, capaz de fazer suas próprias
armaduras, como o homem de ferro.

19
As micro agressões e o preconceito

Elis Almeida dos Santos – 7º B

O preconceito racial sempre foi um grande problema na sociedade: desde quando os negros foram
escravizados e acusados de não terem alma até a atualidade. Hoje sofrem com as micro agressões, por exemplo,
quando uma pessoa atravessa a rua ao ver uma pessoa negra, guarda a carteira rapidamente quando uma pessoa
negra se aproxima, etc. Escutando alguns depoimentos de afrodescendentes vemos que a quantidade de preconceito
existente nas grandes cidades é um absurdo.

O preconceito racial é um grande problema, pois existe a muito tempo. A discriminação, as provocações e as
micro agressões ofendem, maltratam e causam sofrimento às pessoas negras. Esse preconceito machuca os
sentimentos das pessoas que sofrem discriminação.

Em muitos filmes, novelas e séries, as pessoas negras, geralmente, são representadas por meio de
estereótipos. Por exemplo: empregadas que fazem tudo pelos patrões, escravos, capatazes, entre outros. Sendo assim,
podemos dizer que a mídia também é preconceituosa.

O Sítio do Pica-Pau Amarelo, um livro brasileiro, é um ótimo exemplo de discriminação. A empregada negra:
tia Anastácia, faz tudo pelos patrões brancos (Dona Benta, Pedrinho, Narizinho). No Brasil tem uma marca de produtos
Dona Benta, mas era a tia Anastácia que cozinhava no sítio.

Portanto, nós temos de aprender que todos nós somos diferentes e isso não nos torna bons ou ruins, pois
temos que tratar os outros da mesma maneira que gostaríamos de ser tratados. Isso deve acontecer não somente no
Brasil, mas no mundo todo.

20
Barreiras da discriminação que impedem a entrada de
afrodescendentes no mercado de trabalho

Rafaela Ferreira Mateus – 7º C

Atualmente, o mundo vem sofrendo em muitos aspectos, um deles é o desemprego, que está tomando conta
do Brasil. Se já é difícil para uma pessoa de pele branca conseguir um emprego, imagine para uma pessoa de pele
negra, que sofre preconceito por causa de sua raça, etnia, cultura e, às vezes, até pelo seu modo de pensar.

Negros vêm sofrendo desde o passado com a escravidão e o preconceito. Separados dos brancos, eles
acabaram não sendo respeitados e a discriminação não é algo raro. Com o tempo, o ser humano está percebendo que
essa atitude é desnecessária. Além disso, o racismo é proibido por lei. Mas, e agora, o racismo tem ligação com o
desemprego?

O que as pessoas já sabem é que o desemprego tem aumentado cada vez mais e a taxa de negros sem
emprego também aumenta. Eles são rejeitados pela sua aparência, como cabelo, e muitas vezes nem sequer chegam
a ser entrevistados.

Podemos dizer que a maioria dos negros são vistos em subempregos, como faxineiros, garis e outros. Cerca
de 4,7% de afrodescendentes ocupam postos de direção em empresas. Eles também enfrentam mais barreiras em
seus salários e com as promoções ou cargos de chefia.

Com isso podemos concluir que negros e afrodescendentes vêm sofrendo desde a escravidão até os dias de
hoje. Esse sofrimento inclui preconceito e a discriminação racial por sua cor, cultura, cabelo, forma de pensar, entre
outros. Esse preconceito afeta a vida dessas pessoas, não só no trabalho, mas no seu cotidiano. Por isso, vamos
aprender a respeitar, não somos iguais, mas somos seres humanos.

21
Combate ao racismo, podemos evoluir?

Letícia Pires de Macedo – 7º C

Todos sabemos que os negros sofreram muito com a escravidão, violência e xingamentos. Mas o que nem
todos sabem é que, aqui, no Brasil, ainda há casos de racismo, o que é muito triste, afinal, o nosso país é muito
miscigenado.

Durante alguns séculos, os negros foram tratados como inferiores diante dos homens de pele branca. Os
portugueses, por exemplo, escravizaram muitos africanos, principalmente os congoleses. E esse costume de se
considerar superior, infelizmente, persiste até hoje.

Não são apenas as pessoas de classes mais baixas que sofrem com o preconceito, muitos famosos já
sofreram discriminação racial. Por exemplo, a cantora Rihana, usou seu perfil no Twitter para denunciar um caso de
racismo que sofreu em um hotel em Lisboa, onde hóspedes xingaram várias mulheres negras.

De acordo com as estatísticas oficiais, São Paulo é o estado com mais denúncias de preconceito. Em 2015, o
estado totalizou 23% das denúncias nacionais, seguido pelo Rio de Janeiro, com 11%. Por outro lado, o Brasil não está
entre os países mais racistas do mundo, pois os países da Europa da Ásia ocupam lugares mais discriminatórios.

Portanto, percebemos que ainda há muito o que melhorar e se cada um pensar no bem-estar do próximo,
poderemos avançar na eliminação da triste situação mundial sobre o racismo.

22
Contra a discriminação

Bianca Cristina Soares do Couto – 7º D

A discriminação tem sido causa de muitos assuntos comentados no mundo. Esse assunto é delicado de se
tratar, porém necessário.

A discriminação, além de se uma falta de respeito, a pessoa que sofre isso pode nunca mais apagar essa
situação de sua mente. É raro quando a pessoa consegue esquecer totalmente. E, não sendo esquecido, a pessoa
guarda consigo.

A discriminação é um problema para mim, para você e para todos. As pessoas que nunca sofreram
preconceito ou não sabem sobre isso, pensam que não é nada. Mas depois que a pessoa busca conhecer ou sofre com
isso, descobre o real problema.

Um exemplo de personalidade famosa que já sofreu racismo é a Thais Araújo. Ela disse: “Meu filho não poderá
usar capuz na adolescência, pois senão as pessoas a sua volta vão achar que ele é um ladrão”. É difícil dizer, mas a
discriminação no Brasil está passando dos limites.

As pessoas não entendem que isso é errado e que machuca muito a vítima, podendo ter ou não superação.
Mas o que podemos fazer a respeito? Podemos fazer muitas coisas, como por exemplo, denunciar se passar por isso
ou se ver alguém passando. Também é importante fazer os outros perceberem as consequências desse ato.

23
Cor define caráter?
Sofia Waromby – 7º D

O preconceito racial é algo que existe a muito tempo em todo o mundo. No Brasil, isso é uma coisa
que, infelizmente, se faz presente. Esse problema não deveria existir, afinal, os tempos mudaram, isso
poderia ser coisa do passado, porém as pessoas pensam de forma diferente.

Devido ao fato desse problema ainda existir, muitas pessoas negras sofrem sem ter feito nada,
apenas por terem nascido com a sua cor de pele escura. Na maioria dos casos, as pessoas negras sofrem
sem motivo, apenas por discriminação dos outros.

Pelo fato de pessoas negras sofrerem tanto, vemos que a nossa sociedade pode ser muito
preconceituosa e ignorante, não possuindo um pingo de empatia. Segundo Luiz Ruffato, do site El País, não é
necessário muito esforço para perceber que o Brasil é um país racista.

Existem muitas experiências de pessoas negras que deixaram, por vezes, de serem empregadas por
serem negras, sem contar outros casos. Isso nos leva a ver como o ser humano pode ser cruel com os
outros, sem ter empatia e, devido a isso, pesquisas afirmam que pessoas negras que sofreram por conta da
crueldade dos outros, podem desenvolver sérios traumas.

Concluímos que não devemos tratar as pessoas de forma diferente apenas pelo seu tom de pele.
Todos merecem ser tratados com respeito.

24
Desrespeito
Yasmin Sera Romanow Bento – 7º A

O preconceito sempre existiu no mundo. O Brasil, por exemplo, foi o último país a abolira escravidão. A
escravidão, o preconceito ou opinião sobre as pessoas sem ao menos conhecê-las, são exemplos de desrespeito na
sociedade. Além disso, atualmente, pessoas de diferentes etnias ou com opções sexuais diferentes sofrem muito
bullying nas escolas, trabalhos, lugares públicos. Com isso, nota-se que para acabar com o desrespeito, temos que
mostrar as gerações futuras a importância do respeito na sociedade.

Como descrito acima, o desrespeito é algo muito presente na sociedade. Assim, muitos casos de desrespeito
acabam ocasionando desemprego, depressão e até levam a morte. Por causa do desemprego, algumas pessoas
acabam seguindo por caminhos negativos, como roubo, assassinato ou simplesmente começam a pedir dinheiro na
rua.

Em 2016, mais de 2000 pessoas morreram vítimas de desrespeito, bullying e racismo em um período de seis
meses. Assim, podemos perceber a influência do desrespeito na sociedade contemporânea e o quanto isso afeta a
todos, especialmente os adolescentes que não recebem empatia e acabam tendo o seu futuro marcado.

O desrespeito está em todo o lugar, não apenas na escola. Por exemplo, há uma história de um homem que
se suicidou, pois seus colegas “zoavam” dele por conta de um relacionamento que ele tinha com o chefe.

Portanto, mesmo que sejamos seres racionais e inteligentes, podemos também ser o grupo menos inteligente
em relação ao respeito. Por exemplo, leões e tigres são espécies diferentes, mas conseguem respeitar uns aos outros,
enquanto nós, humanos, não conseguimos respeitar nossas diferenças.

25
Direitos iguais?
Victória Brandalize Souza – 7º D

Apesar de ser um assunto recorrente, hoje em dia muitas pessoas ainda sofrem com o preconceito e com a
discriminação racial. Assim, acabam não tendo as mesmas chances que outras pessoas.

Mesmo com a existência dos Direitos Humanos, algumas pessoas insistem em se colocar acima de outras.
Isso acaba gerando a discriminação racial, o que faz com que os direitos básicos, como o respeito, sejam retirados
delas.

Além disso, o direito à educação também é retirado de muitas pessoas negras, e isso fica evidente quando
observamos o número de estudantes negros cursando faculdades de prestígio. Segundo pesquisa realizada com
estudantes da UFPR, apenas 8% deles são negros. Se as chances fossem as mesmas, essa porcentagem deveria ser
bem maior, já que pouco mais de 50% da população brasileira é negra (pretos e pardos).

Mas existem casos piores, nos quais o direito à vida não é respeitado. Quem nunca viu aquelas notícias onde
uma pessoa é morta só por conta da sua raça? Temos o clássico exemplo da Segunda Guerra Mundial, onde milhares
de judeus foram mortos apenas por serem judeus.

Depois de todos esses fatos serem apresentados, fica evidente que os negros não têm as mesmas chances
dos brancos, e que para terem esses mesmos direitos levará um bom tempo. Para que isso aconteça o quanto antes,
todos devem fazer a sua parte e parar desde já com as “brincadeirinhas” racistas e não achar normal quando um negro
tiver seus direitos negados apenas por conta de sua cor.

26
Discriminação no Brasil e no Mundo
Camila Yuki Shibata – 7º C

A discriminação racial é um problema atual e que ocorre no mundo inteiro. Ela é fruto da ignorância e falta de
ética de quem a pratica.

Esse problema não é tão novo e já aconteceu com vários famosos. Muitas pessoas tentam ignorar e não falar
sobre o assunto, que é considerado um tabu.

Na premiação “Hip Hop Honor: 90s game chances”, da VH1, o cantor Pharrell Willians fez um discurso
emocionante contra o racismo, referente às recentes demonstrações de supremacias brancas na Virgínia. O cantor
falou sobre a importância de saber sobre o assunto e que eles hoje podem estar discriminando a cor da pele, mas no
futuro estarão discriminando a cor do cabelo. Pharrell concluiu sua fala com um chamado para ação: “O inimigo é esta
mentalidade divisiva. Está deste lado. Já está aqui. Os nacionalistas brancos estão caminhando em direção ao seu
futuro. O que você vai fazer?”

O racismo também ocorre sempre no mercado de trabalho, tanto em pequenas quanto em grandes empresas.
Muitas pessoas não são contratadas, por não estarem dentro dos padrões impostos pela sociedade.

A discriminação racial pode ser resolvida com a conscientização da sociedade. Outra possível solução é a
criação de leis que levem pessoas racistas à punição por suas atitudes.

27
Discriminação racial
Ana Beatriz de Faria – 7º C

A discriminação racial no Brasil é crime previsto em lei, mas, infelizmente, o preconceito de raça, etnia, cor ou
religião ainda é comum, mesmo sendo passível de pena. Vivemos em um país muito diversificado, no qual esse tipo de
crime é inadmissível. Para que isso não ocorra, deve-se propagar o respeito, além da punição com rigor.
É comum em história infantis, em filmes ou novelas os negros ocuparem atividades inferiores as dos brancos.
Isso é uma herança dos ancestrais, pois em qualquer livro de história conferirmos que os negros sempre foram
colocados em posição inferior, mesmo sendo maioria em números absolutos, geralmente, ocuparam posições de
faxineiros, empregados, escravos e até mesmo de vilões, enquanto os brancos sempre em ascensão. E isso se reflete
na atualidade. Mesmo passando séculos, ainda hoje a história se repete e a discriminação fica evidente com essa
discrepância explicita na mídia entre as raças.
Desde 1888, com a Lei Áurea, abolindo a escravatura, os negros são desafiados, diariamente, a conquistarem
seu espaço. Com a aprovação da lei de cotas de negros e indígenas nas universidades e também no mercado de
trabalho, verifica-se o quanto essas populações são minoria nesses espaços. Em contrapartida, fazem parte de 60% da
população carcerária devido à falta de oportunidades. As ideias defendidas pelo estadunidense Martin Luther King Jr.
(15/01/1929-04/04/1968) são de não violência e propagação do amor ao próximo, importantes até hoje, comprovando
quanto o ódio pelo diferente se perpetua e propaga.
As pessoas utilizam as redes sociais para propagar esse ódio, inventando contas falsas a fim de não serem
descobertas. Segundo o site G1, em 2016, uma ONG registrou mais de 35 mil casos de discriminação racial na internet.
Um exemplo foi o ocorrido com a modelo Nérida Cocamari, de 25 anos e filha de imigrantes de Guiné-Bissau. No seu
último trabalho comercial, a iluminação deu destaque à roupa e houveram vários comentários, dizendo: “Não consegui
enxergar nada, eu consegui ver a roupa e o fundo, a roupa é flutuante”. Nérida denunciou o caso e disse que “para uma
pessoa branca, não significa nada, mas para mim, pela violência que sofri, pelas minhas experiências, aquilo significou
muito”.
A discriminação racial existe desde o Brasil colônia, mas também faz parte de nossa atualidade. As pessoas
que discriminam apenas inventam novas formas de discriminar, mesmo com leis punitivas que não inibem essas
manifestações. Para que esta situação melhore, é preciso que as pessoas entendam que o diferente não é ruim, ele só
é diferente. Todos somos diferentes, mas de acordo com a nossa constituição, temos direitos e deveres iguais. Há que
se educar pelo respeito, fiscalizar e punir com rigor quem discrimina, para que possamos aceitar o outro e suas
diferenças.

28
Discriminação racial
Lara Caroline Holm Rosa – 7º C

A discriminação racial é um comportamento que está presente em muitos países. No Brasil, embora existam
muitas raças diferentes, existe sim a discriminação racial. Quando pensamos em racismo, a primeira coisa que nos vem
à cabeça é contra os negros, porém pode acontecer com qualquer um.

Quando fazem piadas, brincadeiras sobre questões de diferença racial, na verdade estão discriminando
alguém. Mas podemos evitar isso de várias maneiras, tendo respeito, valorizando a cultura de cada um.

Existem muitos casos de famílias onde, por exemplo, a mãe é negra e o pai é branco, ou vice-versa. Temos
como exemplo o Barack Obama, que em um discurso no dia 19 de março de 2008 falou mais sobre sua família. Obama
é filho de um homem negro do Quênia e de uma mulher branca do Kansas, foi criado por um avô negro e uma avó
branca e passa sua ascendência para suas filhas.

Há também casos de discriminação e superação. Como exemplo temos a história de Barack Obama, que
cresceu junto com sua família simples e se tornou presidente dos Estados Unidos. Podemos citar também a atriz Taís
Araújo, que recebeu comentários racistas em um fato, porém seguiu em frente. Todos deveriam seguir esses exemplos
e superar a discriminação racial.

Devemos lutar para acabar com a discriminação racial, sempre incluindo todos. Deixar de fazer piadas sobre
raça, etnia ou cor. Nenhum ser humano é superior a outro por causa de sua cor. Não é a nossa cor que decide quem
somos e sim o nosso esforço, nossa atitude e comportamento.

29
Discriminação racial ainda existe sim!
Ana Catarina Nakonecsny Maciel – 7º D

A discriminação racial é um assunto abordado por toda a parte no mundo atual. Revistas, internet, jornais,
escola, entre outros, todos falam sobre a discriminação racial. Mas quase nenhum desses meios aponta uma possível
solução para o problema.

Uma das maiores tolices que se poderia ouvir alguém dizer é: “a discriminação racial no Brasil já passou,
atualmente, as condições são iguais”. A discriminação racial existe no Brasil sim, nem sempre do jeito que pensamos. A
falta de conhecimento das pessoas sobre o assunto, frequentemente, leva ao pensamento de que todas as etnias têm
uma igual condição de vida. Mas o que acontece na realidade não é exatamente assim.

De acordo com o IBGE, no Brasil, um negro ganha, em média, 57% do salário de um branco. Além disso, a
população negra ou parda representar 52% da população brasileira e 71% da população analfabeta, de acordo com um
levantamento feito pela UFRJ.

A discriminação racial hoje em dia não acontece como antigamente. Com os meios tecnológicos, ficou mais
fácil praticar e mais difícil identificar a origem dos comentários. Um exemplo de racismo nos meios tecnológicos foi o
caso Maju, onde a jornalista Maria Julia Coutinho foi alvo de discriminação racial após publicar uma foto na internet.
Muitos defenderam a jornalista e criaram a #SomosTodosMaju, que viralizou na internet.

Como percebemos, a discriminação racial ainda é forte no Brasil, apesar da grande mistura de etnias. A falta
de conhecimento sobre o assunto só piora a situação. A melhor solução que temos é conscientizar as pessoas sobre os
problemas da discriminação.

30
O preconceito presente na discriminação racial
Alyssa Carolina de Cezaro Kaminski – 7º B

Em contexto mundial sabemos que o preconceito por meio da discriminação racial sempre existiu e ainda
existe. No Brasil, a situação é bem séria, sendo agravada pelos mais de 300 anos de escravidão que ocorreram entre
os séculos XIV e XIX, mas têm seus reflexos mantidos até hoje. Esses temas relacionados a desigualdade racial vêm
sendo cada vez mais discutidos e debatidos, sendo propostas diversas campanhas e outros meios de conscientização.
Todavia, esses esforços não vêm sendo correspondidos como o esperado.

A população negra é a mais afetada pela violência, é o que alerta a Organização das Nações Unidas (ONU).
Eles enfrentam mais dificuldade também na progressão de uma carreira, na igualdade salarial e são mais vulneráveis
ao assédio moral.

Como já mencionado, o grande e principal fator dessa desvalorização do negro foi a escravidão, que
considerava pessoas dessa raça como sem alma. E por causa disso, submetiam essas pessoas a torturas, abusos,
trabalhos pesados e muitos outros atos brutais.

Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), homens negros recebem em média 44%
a menos que homens brancos e no caso das mulheres esses dados são de 47%. Além disso, 66% dos domicílios nas
favelas são chefiados por negros. Eles também têm expectativa de vida menor que a dos brancos, enquanto negros
têm uma média de 71,2 anos os brancos apresentam uma expectativa de vida de 72,8 anos. Percebemos a enorme
injúria sofrida por essas pessoas, portanto, é necessário tomar medidas para melhorar tais circunstâncias.

Mediante todos esses fatores apresentados, notamos que o preconceito por meio do racismo ainda está muito
presente na sociedade contemporânea. Diariamente, muitas pessoas são vítimas desse preconceito. Para evitar esse
tipo de situação é necessário repreensão severa e fiscalização de atitudes discriminatórias. O resultado seria fazer com
que o índice dessas ocorrências baixasse, gerando mais respeito, amor e segurança para a população em geral.

31
O preconceito racial está chegando ao fim?
Amanda Cristine Conceição Misael – 7º A

Atualmente o preconceito está sendo muito discutido e, no Brasil, há leis, campanhas e debates contra o
preconceito racial, porém essas atitudes têm que evoluir em muitos aspectos para que o Brasil, país miscigenado, seja
liberto do preconceito que assombra mais da metade da população.

O preconceito racial não está chegando ao fim. Por isso, negros enfrentam muitas dificuldades, como: piadas,
olhares, menores chances no mercado de trabalho, dentre muitas outras consequências. Isso ocorre pois nem todos
aceitam as diferenças e por isso se acham superiores.

Em propagandas, cargos altos e com melhores salários, geralmente, há um domínio do branco, enquanto
cargos menores e com salários baixos são ocupados por negros. Podemos dizer que as propagandas são racistas, pois
insinuam que cargos altos só podem ser executados por brancos.

Vejam os exemplos de frases racistas: lista negra, clarear a mente – usadas normalmente por todos. Tantas
frases levam a acreditar que existe um lado ruim nas pessoas, que isso as induzem a fazer comentários racistas e
discriminatórios.

Por isso, afirma-se que o preconceito não está chegando ao fim, mas, se cada um fizer a sua parte, ele
diminuirá. Isso vale para todo e qualquer tipo de preconceito. Agora é sua vez! Não fique parado, vá fazer a sua parte,
porque a minha eu já estou fazendo.

32
O preconceito racial está chegando ao fim?
Luna Piovesan Guimarães – 7º C

O preconceito racial sempre foi um problema no mundo inteiro, sempre convivendo com os homens, como a
escravidão e a perseguição. No Brasil, existem muitas pessoas negras, mas não vemos elas, na grande maioria, com
sucesso profissional ou social. Normalmente, vivem em favelas, sofrem com a violência e recebem baixos salários. Isto
está errado, pois a cor não reflete a capacidade das pessoas.

“Sou negra [...] estudo direito em uma faculdade paga com meu salário de babá. Cuido de uma criança loira de
olhos claros. O preconceito? Claro que não acabou [...]”, diz uma moradora do bairro dos Jardins, em depoimento à
Márcia L. Guidin. Nos Estados Unidos, até os meados dos anos de 1960, as pessoas negras não podiam frequentar os
mesmos lugares das brancas. Até hoje existe um grande preconceito naquele país.

“[...] pequenos gestos do dia-a-dia mostram que também precisamos mudar”, diz Felipe Cândido da Silva.
“Músicas, brincadeiras, piadas e outras formas são usadas para discriminar os negros. Até mesmo a violência se faz
presente sem nenhum motivo lógico”. Às vezes, nós acabamos discriminando os negros até mesmo sem perceber. A
mídia também, sendo os negros retratados como empregados, escravos ou pobres (na maioria das vezes) e as
pessoas que praticam boas ações, geralmente, são loiras de olhos azuis, por exemplo.

Atualmente, vemos muitas pessoas negras em lugares de destaque na sociedade. O presidente Barack
Obama e sua esposa e Joaquim Barbosa, o primeiro negro a ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal, são
exemplos. Além disso, políticas de cotas tentam aumentar a entrada de negros e indígenas nas universidades e órgãos
públicos. Essa situação representa uma grande melhora, mas não significa que o preconceito racial esteja chegando ao
fim. Pelo contrário, ainda está longe de acabar, pois eles ainda são a maioria dos desempregados, dos analfabetos, dos
presidiários, dos moradores de favelas e aqueles que sofrem mais com a violência.

Com tudo isso em mente, temos que saber que será preciso muito esforço, não só por parte dos
governadores, mas de todos nós, para que o preconceito seja combatido e para que as oportunidades e os direitos
sejam iguais para todos, independentemente de cor, gênero, religião ou etnia. Afinal, todos nós pertencemos a apenas
uma raça: a raça humana.

33
O preconceito racial
Beatriz Depetris Zimmermann – 7º B

Atualmente, mesmo após avanços no direito de pessoas negras, a discriminação racial continua existindo no
Brasil. Mas, até quando vamos deixar que a cor da pele nos diga quem merece e quem não merece respeito?

Pessoas negras (pretos e pardos), constituem a maior parte da população brasileira. Entretanto, são as mais
desfavorecidas. Por exemplo, perdem oportunidades de empregos, de estudos e até mesmo condições de viver com
dignidade e respeito. Isso tudo por conta da discriminação racial enraizada na nossa sociedade, já que ninguém nasce
com o preconceito.

A escravidão deixou marcas profundas em nossa sociedade, as quais se refletem até hoje na vida das
pessoas. Isso é visível quando vemos que pessoas negras ainda enfrentam ataques de violência por serem negras nas
ruas e na internet. Sendo esses ataques frequentes e comuns.

Apesar da marginalização do negro no Brasil, há muitas histórias de negros que com estudo e determinação
conseguiram superar as barreiras do preconceito. Um grande exemplo é Barack Obama, primeiro presidente negro
eleito nos Estados Unidos. Histórias como a dele inspiram muitas pessoas negras a superar o preconceito.
Portanto, nós não devemos aceitar piadas e comentários preconceituosos dentro de casa, na rua, na escola e
no trabalho. Uma forma de mudar esses pensamentos é conversando e mostrando para a pessoa o quão injusto é a
discriminação racial. Dessa forma, o mundo ficará muito melhor.

34
O preconceito racial está chegando ao fim?
Marina Ribeiro – 7º A

Os negros constituem mais da metade da população brasileira, atualmente. Muitas pessoas estão trabalhando
para acabar com o preconceito racial, porém, apesar do progresso, esse problema não está chegando ao fim. Como
será que podemos mudar isso? Como podemos fazer as pessoas aceitarem uns aos outros e respeitarem as diferentes
etnias da população?

Muitos negros (pretos e pardos) não conseguem a entrada no mercado de trabalho. Boa parte deles sofre
preconceito e dificilmente conseguem empregos com bons salários. E se conseguem, normalmente, ganham salários
mais baixos em comparação com os trabalhadores brancos.

Em séries e filmes, os principais personagens normalmente são brancos e poucas vezes os protagonistas são
negros, sendo assim, são racistas, tanto na história quanto no elenco. Um exemplo desse racismo em filmes e séries é
que em muitos as “princesas”, ou “garotas populares e bonitas” são brancas; enquanto as “camponesas” e/ou “pessoas
mais pobres” são negras, pardas e até orientais.

O racismo é muito visível na mídia social, como em filmes, séries, livros e animações. Para diminuir o racismo
no mundo e servir de influência para a população, devemos incluir os negros em papéis principais. A população
também pode ajudar, incluindo os negros na sociedade e no mercado de trabalho. Assim, nós podemos acabar com o
racismo.

35
O racismo ainda é atual
Eduardo Todisco Odoni – 7º A

O racismo é um tema que ainda gera uma grande discussão em todo o mundo. Algumas pessoas acham que o
racismo acabou, outras não. Às vezes, o racismo pode estar acontecendo na nossa frente e não percebemos, outras
vezes, nós podemos estar sendo racistas e nem percebemos.

Muitas pessoas são racistas e por isso quando uma pessoa negra vai fazer uma entrevista de emprego, às
vezes, ela pode não ser aceita por causa da cor de sua pele.

Existem leis que determinam que se uma pessoa for racista ela pode ser presa, mas, essas leis nem sempre
são respeitadas. Assim, muitas pessoas continuam sofrendo preconceito racial, mesmo com leis que tentam acabar
com essa discriminação presente no dia-a-dia. Na área do trabalho, o racismo é consequência de um problema que
começou há muito tempo atrás e ano foi resolvido até hoje.

Na força policial de alguns países é comum pararem uma pessoa negra para revista-la. Pode-se dizer que isso
é um ato racista, pois a maioria das pessoas que são revistadas são negras. Então, pode-se dizer que algumas
pessoas que compõem a força policial em certos países tendem a ser racistas.

Um outro exemplo de racismo aconteceu com um lutador chamado Rubin Carter, o qual foi acusado junto com
um amigo de assassinar três pessoas. Mesmo depois de várias testemunhas falarem que não havia sido ele o culpado,
o júri, composto totalmente de pessoa brancas, tentara botar ele e seu amigo, ambos negros, na cadeia.

O racismo ainda é um tema que abala a população mundial. Uma possível solução é igualar os salários das
pessoas, independentemente da cor delas. Mas a primeira mudança para acabar com o racismo terá que ser das
pessoas e você terá que ajudar.

36
Preconceito com os negros
Mariana Kaminski Maceno – 7º D

Hoje o assunto preconceito é muito polêmico. No Brasil, a discriminação racial é constante, já que é o segundo
país com mais negros no mundo. O preconceito no Brasil é irracional, já que grande parte da população é negra.

A cor da pele não diferencia quem somos. Os negros têm a mesma capacidade de trabalhar e estudar que as
pessoas de outra raça.

É perceptível que pessoas brancas ocupam cargos mais altos. Por exemplo, no Supremo Tribunal Federal,
somente em 2003 o primeiro negro ocupou um cargo lá, Joaquim Barbosa. Ele superou o preconceito, se formou em
direito e fez doutorado em Paris e tem muito orgulho de ter sido o ministro primeiro negro no STF.

De acordo com uma pesquisa feita na UFPR em 2018, somente 8% dos estudantes universitários dessa
universidade são negros. É uma parcela muito pequena e não deveria ser assim. Devemos nos esforçar para vencer o
preconceito e perceber que os negros e brancos têm a mesma capacidade.

Podemos concluir que o preconceito é comum no Brasil, mas não deveria ser assim, pois faz mal as pessoas.
Para lidarmos com esse comportamento devemos reconhecer os efeitos negativos que causa às pessoas que sofrem
discriminação, reconhecer que o praticamos e rever nossas práticas. As pessoas que sofrem agressão, física ou verbal,
devem ser fortes e perceber que são lindas como são. Para quem pratica o preconceito racial, pense e reflita se você
gostaria de ser xingado ou machucado por causa da sua cor ou cabelo. Pense e reflita sobre os seus atos antes de
praticá-los.

37
Preconceito racial
Davi Oliveira de Lima – 7º D

O preconceito racial é um problema desde o período colonial até a atualidade. No entanto, em nosso país,
esse comportamento é deplorável, já que grande parte da população é formada por essa etnia. Como se não bastasse,
não levamos em conta que somos o segundo país no mundo em número de afrodescendentes. Tivemos mais de 300
anos de escravidão e mais de 130 anos de abolição da escravidão e parece que não foi suficiente para reconhecer
nosso erro, repensar nossas ações e mudar nosso pensamento.

Devemos concordar que esse preconceito é repugnante ao pensar que somos um país com tantos
afrodescendentes, mais de 50% da população. Além disso, essa população representa grande parte dos trabalhadores
do país e merece tanto respeito quanto qualquer outro grupo étnico do nosso país. Pensando sobre o fato de que foi a
nobreza e a família real a classe mais preconceituosa no passado, foram eles que perceberam os seus erros e também
assinaram a abolição. Nesse contexto podemos perceber que o preconceito é realmente deplorável.

Para aqueles que ainda não se convenceram, há algumas opiniões. Uma profissional da psicologia comenta
que o preconceito é expresso e mostrado quando vemos que os níveis de pobreza, contam, em grande maioria, com a
população negra. Isso aumenta a discriminação e os estereótipos, contribuindo para nossa dívida impagável com essa
etnia. Essa profissional da psicologia é a favor das cotas raciais. Há também uma profissional da pedagogia que diz que
todos somos iguais e somos irmãos. Tem-se a opinião de uma recepcionista também, a qual diz que talvez a
discriminação nunca mude, pois mais da metade das pessoas em nosso país são racistas, o que diminui com as
tentativas de acabar com o preconceito. Uma outra opinião seria a de que, no Brasil, com o tempo o preconceito fica
mais operante, especialmente com a chegada das eleições, onde tudo se intensifica.

Não só no Brasil, mas no mundo todo, em geral, a única forma de acabar com esse problema é muda o
pensamento da sociedade. Começando pela educação, pois o futuro da nação está nas mãos das crianças.

38
Preconceito racial

Manuely Cordeiro Machado – 7º D

O racismo é um problema que acontece tanto no Brasil, quanto no mundo inteiro. É o preconceito racial, que
acontece, geralmente, com os negros ou indígenas. Milhares de pessoas, incluindo crianças e adolescentes, ainda
passam por dificuldades por causa disso na atualidade.

Um problema grande que surgiu no Brasil despreparado para a chegada de centenas de africanos no período
da escravidão. Grande parte desse povo não teve e não tem condições básicas de saúde, moradia e educação. Assim,
a população negra, ao longo do tempo, começou a se aglomerar nas periferias, morando nas ruas.

Na sociedade atual, pessoas brancas compõem e participam da maioria das vagas para universidade públicas
e estão em cargos como juízes, doutores, entre outros. Podemos dizer que existe preconceito com o preenchimento de
vagas. Por exemplo, a história de Catherine Brow, que em 1981 descobriu que estaria junto com uma negra em seu
quarto, pediu para mudar de dormitório. A negra era Michele Robinson, atual esposa de Barack Obama, também negro,
que foi presidente dos Estados Unidos. Nesse caso percebemos o racismo e a desconsideração humana.

Mesmo com dificuldade, os negros que são universitários, formados ou que fazem coisas grandes e boas, são,
geralmente, ignorados pela mídia no Brasil. E os maus exemplos da mídia levam a população a acreditar que só existe
negro ladrão, traficante ou coisa do tipo.

Então, como o preconceito racial está tão grande no mundo, deveria receber mais atenção, tanto da mídia
quanto da população, com campanhas e movimentos que levassem a sociedade a pensar que o racismo é um grande
problema que deve ser solucionado.

39
Preconceito na atualidade
Sarah Ferrazza Gonçalves – 7º D

Na atualidade o preconceito continua atormentando a todas as pessoas, devemos pensar no que podemos
fazer para melhorar essa situação. O que podemos fazer em relação ao preconceito racial presente em nosso país?

O preconceito por meio da discriminação racial no trabalho são exemplos de consequências desse
comportamento no Brasil. esse preconceito é responsável por afetar as pessoas no que era para ser um ambiente de
concentração e dedicação.

Atualmente, negros e mulheres ocupam menos de 20% dos cargos altos em empresas. Segundo Bio e Ethos,
28% das companhias promovem ações para as mulheres e apenas 8% ações para afrodescendentes.

Por outro lado, pessoas negras também se destacaram e mostraram superação no decorrer do tempo.
Exemplos são: Zumbi dos Palmares, Dandara, Teresa de Benguela, Machado de Assis, entre outros.

Mas, afinal, o que devemos fazer para combater o preconceito? Devemos simplesmente respeitar as pessoas
e aceitar suas formas originais e diferentes de ser. Então, respeite para ser respeitado.

40
Racismo

Letícia de Farias Idalgo – 7º D

O racismo é a discriminação das pessoas somente por sua raça, cor ou etnia. Isso é tão grave, que
pessoas, muitas vezes bem qualificadas, deixam de conquistar um emprego só por sua cor e raça.

Esse racismo, presente no Brasil principalmente, é uma consequência dos colonizadores portugueses, que
desde cedo colocaram a ideia de que negro não tem alma como motivo para a escravidão. Convém ressaltar que o
Brasil é uma país com muitos afrodescendentes, porém ainda assim é muito racista.

Não é de hoje que negros vêm sendo cada vez mais marginalizados pela sociedade. Um exemplo disso é o
caso de Laudicéia Maria do Nascimento, que é a única negra de sua turma de direito e paga a faculdade com seu
dinheiro que ganha como babá, um subemprego, geralmente associado a pessoas negras.

Um outro exemplo de racismo, foi um caso em que um garoto negro estava passeando na rua e foi expulso da
calçada onde estava, pois havia uma loja na frente. A mulher que fez isso foi acusada de racismo.

É por esses e outros inúmeros casos que o racismo ainda está presente no mundo inteiro, inclusive no Brasil.
As pessoas deveriam entender desde o berço que racismo é errado, para que isso ocorra, deve haver uma educação
comprometida com esse tema, além de mais campanhas sobre o assunto.

41
Racismo nas escolas
Evellin Cristina Borges Marinho – 7º B

Já sabemos que o mundo está repleto de preconceito e que ele também está nas escolas, nas universidades e
outros lugares. Aproximadamente 33% dos estudantes no ensino fundamental sofrem ou já sofreram bullying por causa
da sua cor de pele.

Existem muitas escolas em que os alunos negros sofrem bullying por causa de sua cor de pele. Assim, eles se
sentem mal, e podem começar a odiar a sua raça, cor e cultura. Mas isso não é culpa deles e sim das pessoas
preconceituosas, que não respeitam as diferenças. Em alguns casos, esse preconceito pode ter vindo do passado, da
época em que os senhores do engenho maltratavam os negros.

Pouco a pouco, os negros estão aprendendo a superar o preconceito. Um exemplo dessa superação é Michele
Robinson, a atual senhora Barack Obama. Quando Michele foi para Princeton iniciar a faculdade ela sofreu racismo já
na chegada, quando a mãe de sua colega de quarto, uma aluna branca, pediu, sem sucesso, que mudassem a filha do
quarto, pois Michele era negra. Após terminar sua graduação, Michele foi estudar em Harvard.

Mais exemplos de superação são: Thiago Vitale Jayme e Laudicéia Maria do Nascimento. Pessoas comuns
que já sofreram racismo em suas faculdades ou universidades. Normalmente, as pessoas e até a imprensa desprezam
essas histórias comuns.

Não é só nas escolas que ocorrem bullying racial, não é apenas nas universidades ou faculdades que existem
preconceitos. O preconceito está em todo o lugar, de várias formas, de todo o tipo. E por mais que as pessoas lutem
pelo fim dessa crueldade, ela ainda não acabou.

42
Sobre o preconceito
Gustavo Della Pascoa Lourenço – 7º D

O preconceito racial não era um tema que regia muito minha vida. Às vezes, conversava sobre com minha
família ou amigos, mas nunca levei realmente a sério.

Pesquisando melhor e observando, pude perceber que se trata de um tema bem crítico. Pessoas perdem e
deixam de ganhar oportunidades por terem cores diferentes do branco. Não é nem um pouco absurdo dizer que
pessoas são julgadas injustamente por serem vistas como “inferiores” e relativamente “incapazes” de realizarem
atividades normais.

Não se trata de um preconceito que nasce com o indivíduo, mas sim de algo implantado em suas mentes por
meio das mídias populares. Por exemplo, os negros são, quase sempre, retratados como empregados em filmes.
Embora, atualmente, serviços como a Netflix estejam querendo mudar esse conceito, colocando negros em papéis
importantes, somos obrigados a aceitar que a maioria sempre empurra esse conceito como normal.

Portanto, queremos uma igualdade, mas continuamos a discriminar e a praticar esse ato que é a
discriminação, mesmo que inconscientemente.

43
Somos diferentes
Giovana Higino Franco Lemos – 7º A

Perder uma vaga de emprego por causa da cor de sua pele, ser olhado torto na rua, ser subestimado e
humilhado por sua etnia. Infelizmente, essas situações estão no dia a dia de milhões de brasileiros. Todos sabem que
há diferenças entre as pessoas, mas por que não reconhecem que não há ninguém melhor ou pior, apenas diferentes?
Por que insistem em continuar com essa barbaridade?

Em 2016 havia 12,3 milhões de pessoa desempregadas, sendo 52% pardas, 6% brancas e 11% pretas. Em 90
milhões de empregados, 46% são brancos, 43% pardos e 8% pretos. Mesmo assim, uma mulher negra pode ganhar até
41% a menos que um homem branco. Isso mostra que os negros não estão sendo valorizados no mercado de trabalho.

O racismo não está só no mercado de trabalho, mas também está nos comerciais. Por exemplo, uma
propaganda da Dove mostrou uma modelo negra que se torna branca para mostrar a eficácia de seu sabonete.

Mesmo depois de mais de 130 anos da abolição da escravatura as pessoas continuam fazendo barbaridades
com os negros e ainda acham que a cor de sua pele influencia em ser melhor ou pior. Devemos parar de julgar as
pessoas pela aparência.

44
Um mundo sem cor
Mayumi Vitória Chime Stori – 7º C

A escravatura no Brasil, como todos sabemos, perdurou por mais de trezentos anos, trazendo consigo uma
mancha permanente para a sociedade. Dor é pouco para definir o que os escravos passaram. E após esse período de
tremendo abalo, todos esperavam uma reconstrução de tudo, ao invés disso, a sociedade se fechou ainda mais para
essas pessoas, dando origem a algo mais horrendo, o preconceito racial.
No cenário nacional, muitas pessoas não acreditam na presença da discriminação racial. Um erro cometido por
muitos, o qual pode influenciar a muitos. Um fato que pode parecer banal, mas que demonstra a situação nacional de
discriminação é a diferença de renda mensal entre brancos, amarelos, pardos, negros e indígenas. Os amarelos
(asiáticos) estão em primeira colocação de renda mensal, com média de 888,27 dólares, logo em seguida estão os
brancos, com 864,05 dólares mensais e em penúltima posição estão os pardos e pretos e em última posição os
indígenas.
Um exemplo internacional de racismo presente no cinema norte-americano é o número de princesas brancas
em comparação a outros tons de pele, pois as negras são minorias. A forma como são retratadas dentro do cenário
cinematográfico da Disney também é importante. Dentre as onze princesas mais conhecidas, apenas uma é negra –
Tiana de “A Princesa e o Sapo”. A forma de retratar as princesas é uma forma mais europeia de mostrar a realeza, com
coroas e tapetes vermelhos, para que seus delicados pés passem por eles.
Um ideal quase preso a nossa cabeça é que os escravos sempre são negros (mesmo que outras etnias
tenham sido escravizadas historicamente). Isso ocorre por conta do impacto sociocultural que a escravidão nos deu de
presente e que agora quase controla nossas mentes. Além disso, outra contribuição desse período foi o pensamento de
que os negros são mentirosos, ladrões, pobres e que não merecem estar onde todos os outros estão. Um exemplo de
acontecimento ocorrido por conta desse pensamento foi a decisão norte americana de colocar pessoas negras na parte
de trás do ônibus por muito tempo, atualmente, essa prática foi abolida.
Tudo isso, todas essas pilhas gigantes de estereótipos que estão sempre por perto, nos fazem acreditar e
confiar cegamente nelas. Assim, fomos como pequenas ovelhas que seguem alguém com um punhado de feno. Sem
medo, sem desconfiança, sem temor. Confortáveis em nossa pequena bolha, sem ver que lá fora um turbilhão de
coisas assola o mundo, sem nos importarmos com ninguém. Mas e quando chegar a sua vez? Assim como você, as
outras pessoas vão estar presas em suas bolhas, sem se importarem, sem ter empatia ou compaixão, em um mundo
sem cor.

45
Sobre as organizadoras

Ana Crhistina Vanali


Pós-doutora em Educação pela Universidade Federal do Paraná.
Doutora em Sociologia pela Universidade Federal do Paraná.
Mestre em Antropologia pela Universidade Federal do Paraná.
Licenciada e Bacharel em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Paraná.
Atua como professora de Sociologia no Colégio da Polícia Militar do Paraná (CPM).

Sarah Aline Roza


Doutoranda e Mestra em Educação pela Universidade Federal do Paraná.
Licenciada em Letras Português/Inglês pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná.
Psicóloga pela Universidade Tuiuti do Paraná.
Atua como professora de Língua Portuguesa no Colégio da Polícia Militar do Paraná (CPM).
“Lendo Africanidades na Literatura para Adolescentes”, é resultado de um
trabalho significativo, desenvolvido pela Equipe Multidisciplinari do “Colégio da Polícia
Militar do Paraná Coronel Felippe de Sousa Miranda”
Percebe-se que vem na perspectiva de ampliar a discussão, a reflexão e o debate
em torno da questão racial, com elementos que contribuem com a desconstrução da ideia
de submissão e inferioridade do povo africano e afrodescendente mostrando a sua
importância para a construção da História, como também para a formação da Nação
Brasileira em todos os seus aspectos.
O desenvolvimento de um Trabalho Pedagógico, com estes estudantes, na
perspectiva do respeito ao diferente, ao diverso, ao outro, independentemente de sua cor,
etnia crença ou classe social foi fundamental, como também as discussões e reflexões em
relação a população negra no Brasil, as representações e as atitudes que os estudantes,
observam à sua volta que geram preconceito racial, a importância de se buscar identificar
e reconhecer a contribuição do povo africano e seus descendentes no desenvolvimento
econômico e social do país, entendendo os reflexos das representações estereotipadas na
construção do pensamento sobre a mesma.
Como Mulher Negra, percebo a importância do trabalho pedagógico realizado pela
Equipe de profissionais que, com muita responsabilidade e seriedade, no cotidiano da sala
de aula, transformam vidas, a escola, a comunidade escolar para que valorizem a
pluralidade étnica e cultural que está essencialmente na base da formação da sociedade
brasileira.
Parabenizo aos autores, construtores de uma nova sociedade, mais justa,
solidária e sem racismo!

Clemilda Santiago Neto


Historiadora Especialista em Educação Patrimonial

iEquipes Multidisciplinares são instâncias do trabalho escolar oficialmente legitimadas pelo Artigo 26A da LDB, Lei n.º
9394/96, pela Deliberação n.º 04/06 CEE/PR, pela Instrução nº. 017/06 Sued/Seed, pela Resolução n.º 3399/10
Sued/Seed e a Instrução n.º 010/10 Sued/Seed. São espaços de debates, estratégias e de ações pedagógicas que
fortaleçam a implementação da Lei n.º 10.639/03 e da Lei nº 11.645/08, bem como das Diretrizes Curriculares Nacionais
para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira, Africana e Indígena no
currículo escolar das instituições de ensino da rede pública estadual e escolas conveniadas do Paraná.