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Especulando o espectro

Resumo
Podemos considerar que, nos tempos atuais, há diferentes formas de
energia sendo utilizados com o objetivo de trazer mais conforto e rapidez a
nossa sociedade. Entretanto, não são todas as energias que são de
conhecimento da população, principalmente quando nos referimos às energias
eletromagnéticas. É certa a constante presença, ainda que pequena, da
radiação eletromagnética no cotidiano das pessoas, através das tecnologias
cada dia mais avançadas no nosso dia a dia e isto traz conseqüências para o
meio ambiente e para o ser humano. Então, por este motivo é necessária uma
avaliação dos efeitos da radiação eletromagnética no meio ambiente e na
sociedade. Este trabalho foi realizado através de pesquisas bibliográficas no
intuito de informar sobre as radiações eletromagnéticas e seus efeitos no corpo
humano.
Palavras-chave: Energia. Radiação eletromagnética. Corpo humano.
Introdução.
O espectro eletromagnético é o intervalo completo da radiação
eletromagnética que vai da região das ondas de rádio até os raios gama.
Atualmente são conhecidas radiações com comprimento de onda que variam
desde 10-6m até cerca de 1011m.
As radiações com comprimento de onda superior a 0,74m são ditas
infravermelhas. Por outro lado, àquelas cujo comprimento de onda é inferior a
0,36m chamam-se ultravioletas. Logo, o espectro eletromagnético é subdividido
em três faixas: ultravioleta, visível e infravermelha.
Dependendo das suas freqüências, as radiações do espectro são
portadoras de quantidades de energia diferentes. Quanto mais curto o
comprimento de onda, mais alta é a energia de um fóton.

A frequência das ondas eletromagnéticas, por sua vez, diz respeito


ao número de oscilações que o seu campo elétrico realiza a cada segundo,
além disso, ondas com frequências mais altas carregam mais energia
consigo. Em ordem crescente de frequência, as ondas distribuem-se no
espectro eletromagnético, classificando-se em: ondas de rádio, micro-ondas,
infravermelho, luz visível, ultravioleta, raios X e raios gama.

O número de oscilações do campo elétrico é a frequência da onda


eletromagnética.
De acordo com a teoria ondulatória, podemos determinar a frequência
de uma onda como a razão de sua velocidade de propagação pelo seu
comprimento de onda:

f – frequência da onda (Hz)


c – velocidade da luz no vácuo (m/s)
λ – comprimento de onda (m)
Desenvolvimento.
Sabemos que a tecnologia evolui muito rapidamente no período pós-
guerra. Aqui podemos nos referir a 1ª e 2ª Guerra Mundial que ocorreram no
século XX. As duas aconteceram num intervalo curto de tempo, mas foram
bem diferentes na suas formas de combate. A 2ª Guerra foi bem mais violenta
que a primeira. A descoberta da energia nuclear e a confecção da bomba
atômica representaram a oportunidade da destruição humana como um todo.
A partir dessas guerras varias pesquisas foram feitas por cientistas
talentosos e interessados por novos conhecimentos. A descoberta cientifica e
invenções tecnológicas voltaram a buscar formas de beneficiar e aperfeiçoar a
vida dos seres humanos. Contudo cabe a nós escolhermos o lado bom de toda
essa tecnologia que temos hoje.
Todos esses avanços tecnológicos são devido aos grandes geradores
de energia. Observamos que é de conhecimento de muitas pessoas quando
falamos sobre energia elétrica. Porém, a energia eletromagnética é bem menos
conhecida da população e é extremamente utilizada em nossa sociedade
como, por exemplo, em televisões, celulares, computadores... Podendo
provocar, dependendo do tempo e nível de exposição, riscos a saúde. Em
pequenas doses, a radiação ajuda a diagnosticar e tratar doenças. Em grandes
quantidades, pode alterar o sistema biológico e até matar.
Segundo a revista veja publicada em dezoito de março de dois mil e
onze em pequenas doses, a exposição à radiação não oferece riscos à saúde:
o corpo tem tempo suficiente para substituir as células que eventualmente
tenham sido alteradas ou destruídas. Em doses extremas, é fatal: o desastre
nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, em 1986, o mais grave da história, matou
muitas pessoas em apenas um mês e foi associado a 1.800 notificações de
câncer de tireóide. O Japão atravessa agora a pior crise nuclear desde o
acidente na usina soviética. O governo divulgou que algumas pessoas foram
expostas à radiação que escapou da usina Fukushima, mas não detalhou as
circunstâncias ou a gravidade dos casos.
Chamada ionizante, a radiação emitida pelo combustível das usinas
nucleares (em geral urânio ou plutônio) tem a propriedade de alterar a carga
elétrica dos elementos das células humanas. A extensão dos danos à saúde
depende da dose e do tempo de exposição e até da região do corpo atingida.
Os pulsos, por exemplo, são mais resistentes à radiação. A medula óssea, ao
contrário, é o órgão mais sensível.
Na literatura médica, o câncer é um dos problemas mais associados à
radiação. Isso porque a radioatividade pode alterar o ‘relógio biológico’ das
células, fazendo com que cresçam desordenadamente, formando tumores. Os
tumores induzidos pela radiação não aparecem antes de 10 anos a contar das
doses recebidas. Em caso de leucemia, o intervalo cai para dois anos. Esse
período entre a exposição e o aparecimento do câncer é chamado ‘período
latente’.
Os cientistas ainda não têm dados precisos para determinar o risco de
câncer associado a uma dada exposição à radiação. Mas existem estimativas.
Sabe-se que baixas dosagens não estão relacionadas ao câncer, daí por que
são normalmente seguros exames médicos como tomografia, raio-X e
mamografia, segundo a Health Physics Society (HPS), uma organização
americana especializada nos efeitos da radiação no corpo humano. Mas a
partir de certa dosagem, a uma associação entre radiação e câncer.
Ainda de acordo com a reportagem da revista, de acordo com estimativa
da Sociedade Americana do Câncer, em um grupo de 100 pessoas, 42 irão
desenvolver câncer ao longo da vida. Se o grupo for exposto a uma dose
acumulada de 10 milisieverts, durante uma tomografia computadorizada, por
exemplo, as mesmas 42 desenvolverão a doença. Mas, para uma dose
acumulada de 50 milisieverts, 43 pessoas teriam câncer. A partir deste
patamar, o risco aumenta 0,17% a cada 10 milisieverts de radiação.
Radiação significa a propagação de qualquer tipo de energia, como o
calor e a luz. Normalmente, o termo ‘radiação’ se refere a um tipo que faz mal
para os organismos biológicos, chamado radiação ionizante. Assim como a luz,
é uma radiação eletromagnética, só que está além do espectro visível, acima
da região ultravioleta. Durante a fissão nuclear ela é um dos tipos de radiação
emitidos, além do calor. A radiação ionizante é capaz de alterar o número de
cargas de um átomo, mudando a forma como ele interage com outros átomos.
Pode causar queimaduras na pele e, dentro do corpo, dependendo da
quantidade e intensidade da dose, causar mutações genéticas e danos
irreversíveis às células. Já a RADIAÇÃO NÃO-IONIZANTE não transporta
energia suficiente para alterar o estado físico de um átomo; desta maneira não
separa os elétrons da órbita externa dos átomos. Ex.: As ondas de luz, de
microondas, de rádio e antenas de telefonia.
Muito do que se sabe sobre os efeitos da radiação ionizante na saúde
humana se deve à radioterapia, técnica aplicada no combate ao câncer que
submete o paciente a doses controladas de radiação. “Na radioterapia,
dividimos uma grande dose em várias sessões”, explica Artur Malzyner,
oncologista do Hospital Albert Einstein. Pacientes com câncer de pulmão, por
exemplo, recebem doses que se acumulam entre 2.000 e 3.000 milisieverts.
Depois de 18 a 20 aplicações em regiões específicas do pulmão, a dose se
completa em 50.000 milisieverts. Um ser humano pode morrer em poucas
horas se seu corpo inteiro for exposto a 50.000 milisieverts. Mas, Malzyner
esclarece como as doses são localizadas, “apenas a região onde está o tumor
é atingida”.
De acordo com Malzyner, o primeiro sintoma causado pelo
envenenamento por radiação é a náusea. “É o efeito clínico mais comum”, diz
Malzyner. Se a dose aumentar, a radiação começa a atingir outros tecidos
humanos, em particular a medula óssea, responsável pela formação das
células sanguíneas. “Em 30 dias a pessoa se torna anêmica e incapaz de se
defender contra doenças”, diz o oncologista.
Outra forma de radiação eletromagnética e bem comum no nosso dia a
dia é o Sol, sendo uma fonte de energia natural e a principal que existe na
Terra.
Os raios de Sol possuem, em sua composição, radiação UVA e UVB,
que podem causar insolação, queimaduras e até mesmo câncer de pele.
A radiação emitida pelo sol é composta por ondas eletromagnéticas de
diversos comprimentos. Ao conjunto dessas ondas é dado o nome de espectro
luminoso. A luz que podemos enxergar, chamada luz visível, corresponde
apenas a uma pequena faixa do espectro e vai do comprimento de onda
vermelho até o violeta. As ondas abaixo do vermelho são denominadas de
raios infravermelhos e aquelas acima do violeta correspondem à radiação
ultravioleta. Esses tipos de raios não são visíveis ao olho humano. Radiação
ultravioleta e camada de ozônio. A radiação ultravioleta, também conhecida
pela sigla UV, pode ser subdividida em três tipos de raios, UVC, UVB e UVA,
de acordo com o seu comprimento de onda.
Como já mencionado, o aceleramento de tantas tecnologias vem
trazendo grandes preocupações quando o assunto se trata das ondas
eletromagnéticas. O que preocupa é saber que isso poderá provocar
problemas de saúde, principalmente o câncer, a médio e longo prazo.
Os meios de comunicação que utilizam antenas para propagação de
informações precisam submeter-se a regras, no qual o espectro magnético
constitui um processo de utilização de um bem ambiental.
Alguns físicos através de experimentos laboratoriais, comprovou que há
uma alteração grande e constante no que se refere ao comprimento e
freqüência das ondas eletromagnéticas. Com isso pode-se deduzir que pelo ar
viajam ondas magnéticas que transportam um número cada vez maior de
sinais, como: os de telefone, os de rádio, os de televisores, etc.
Em nossas vidas existem milhares de intensidades, amplitudes e
freqüências de ondas eletromagnéticas que vão e vêm carregando imagens e
mensagens por toda parte no mundo. Especialmente quando maior as cidades,
mais intenso é o fluxo dessas ondas. Sendo assim, ainda que não possamos
ver, estas ondas podem, atravessar a ionosfera terrestre, a mais de mil metros
de altitude, e espalhar-se pelo mundo a fora.
A radiação, mesmo sendo um fenômeno único, é classificada pela
ciência de acordo com o número de vezes que oscila em cada segundo,
medida essa que se expressa em “Hertz” (Hz). Os diferentes tipos de
freqüência indicam diferentes tipos de radiação, o que deu origem ao chamado
ESPECTRO ELETROMAGNÉTICO.
Os radares e antenas parabólicas, as torres de transmissão de TV,
rádio, telefones celulares provocam uma grande poluição eletromagnética. Em
nossa casa, na escola e no trabalho há uma abundância de cabos, fios,
aparelhos e acessórios que geram campos eletromagnéticos. Todo esse
processo vão se instalando em locais de acordo com o interesse dessas
empresas, como se fossem bastões sem nenhuma beleza, e na maior parte
não há nenhum estudo com relação ao campo elétrico criado pela radiação.
Tendo por exemplo, ao andarmos pelas cidades, que as antenas são fixadas
em prédios ou outras construções de considerável altura, muitas vezes uma
ao lado da outra, nos pontos de maior firmeza populacional, deixando um
ambiente com estética bastante feia, que receberia reprovação do mais
simples cidadão. Sem falar ainda das subestações de energia elétrica, linhas
de alta tensão, transformadores e outras fiações que cortam e recortam as
cidades.

A OMS - Organização Mundial de Saúde, já acendeu a luz amarela de


advertência no sentido de que os aparelhos que emitem ondas
eletromagnéticas, como celulares e suas antenas, podem causar câncer.
Outros profissionais da área da saúde ampliaram os males alcançando a
infertilidade, mal de Parkinson, Alzheimer, agressividade, abortos, danos ao
DNA, envelhecimento precoce das células, depressão, perturbação do sono,
fobias e outros. Não se trata de uma afirmativa com base em estudos
cientificamente comprovados porque a poluição eletromagnética começou a
ser objeto de investigação neste século, mas o alerta já é suficiente para a
precaução necessária, sem o alarmismo desmedido. É interessante observar
que também não foram realizados estudos em sentido contrário, qual seja,
de que as emissões não tragam risco à saúde humana. Há casos na
literatura médica de indivíduos que sofrem de eletrossensibilidade e são
obrigados a viver longe de qualquer equipamento eletrônico, em razão da
hipersensibilidade elétrica.
Enquanto não forem cientificamente comprovados os malefícios das
radiações sobre os seres humanos, as operadoras responsáveis deverão
manter uma distância de segurança, além de instalar aparelhos e acessórios
para neutralizar a radiação não-ionizante das antenas. Assim, seja qual
forem às conseqüências dessas radiações, temos que controlar o uso dessa
energia afastando de exposições desnecessárias a campos eletromagnéticos.
Tudo isso, só poderia ser colocados à disposição da população se observadas
às medidas legais e de segurança existentes.
Veremos a seguir os dois principais efeitos da exposição à radiação
Ionizante e Não-Ionizante: o Térmico e o atérmicos.

EFEITOS TÉRMICOS
O efeito térmico ocorre com o aquecimento do tecido. A radiação é
introduzida ao nível da pele, mas também composta em níveis mais profundos
do corpo, causando um aumento de temperatura não captado pelos sensores
térmicos naturais, já que são localizados de forma leve. Muitas vezes, esse
calor gerado internamente, dependendo do tempo de exposição da intensidade
do campo e da espessura do tecido, pode não ser compensado e ocasiona
graves danos.
Há estudos conclusivos que apontam a possibilidade do surgimento de
patologias associadas ao aumento da temperatura corporal gerada pela fricção
entre as moléculas. A Organização Mundial de Saúde noticiou o aparecimento
de cataratas, glaucomas, problemas cardiovascular, ou seja, problemas nas
áreas mais irrigadas do corpo humano. Porém, estes efeitos dificilmente
decorrem da proximidade com estações de rádio-base, pois estes casos são
constatados quando os focos de radiação estão muito próximos das pessoas, o
que não ocorre com as antenas que são sempre colocadas sobre estruturas.
A Radiação Não-Ionizante pode provocar aumento da temperatura no
corpo (alteração física), alterar os níveis de sódio e potássio (alteração
química) e produzir alteração no sistema nervoso central (alteração biológica).
É fato que se passarmos algum tempo falando ao telefone celular
sentimos um significante aumento da temperatura na região da cabeça.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que os pais
desencorajem o uso excessivo de celular entre as crianças e adolescentes,
pois suas caixas cranianas, seus cérebros e seu sistema nervoso, ainda estão
em desenvolvimento, particularmente no caso das crianças.

EFEITOS ATÉRMICOS
Os efeitos biológicos atérmicos são aqueles que não dizem respeito ao
aumento da temperatura ocasionado pela radiação.
Há estudos que retratam casos, decorrentes de efeitos não-térmicos, de
distúrbios emocionais, do sono e de atividade epilética em algumas crianças
expostas à radiação das Estações Rádio-Base. Segundo Ana Maria M.
Marchesan:
... “Há também relatos de severa diminuição de produção de
leite, emaciação, abortos espontâneos e natimortos em experimentos
7
feitos com gado mantido próximo de uma ERB.”
Para agravar o quadro, ainda há outros depoimentos que afirmam que
os efeitos atérmicos da radiação não-ionizante podem ocorrer a partir de
campos eletromagnéticos com densidades de potência com níveis bem
inferiores aos padrões atualmente estabelecidos no Brasil.
Hoje são adotadas as normas da ICNIRP (Internacional Comission on
Non-Ionizing Radiation Protection), e a Organização Mundial de Saúde criou,
em 1996, o Projeto Internacional CEM (campos eletromagnéticos), com o
intuito de avaliar os possíveis efeitos sobre a saúde de campos
eletromagnéticos compreendidos na freqüência de 0 (zero) a 300 (trezentos)
GHz.
No âmbito nacional, o tema vem sendo alvo de preocupações de
diferentes órgãos do governo, como a FUNASA (Fundação Nacional de Saúde)
que criou um grupo de trabalho com o objetivo de subsidiar o posicionamento
do Ministério da Saúde relativo à exposição humana a campos
eletromagnéticos provenientes de linhas de contínua e alta tensão. Este grupo
divulgou suas conclusões em um relatório em março de 2004, destacando a
necessidade de implementação de uma lei brasileira que fixe os limites de
segurança para a exposição ocupacional a equipamentos que gerem um
campo eletromagnético, na qual a metodologia de cálculo e medição visem
unificar as referências técnicas utilizadas pelas empresas para caracterização
dos campos produzidos pelas instalações e equipamentos terminais. As
conclusões desse relatório ressaltaram o princípio da precaução como forma
de enfrentarmos a incerteza científica.
Augner et al. estudaram a exposição à radiofrequência de estações
radiobase  e concluiu que exposição às radiofrequências de estações
radiobase de telefonia celular de intensidade menor que a estabelecida pela
diretriz da International Comission on Non- Ionizing Radiation Protection
(ICNIRP) pode causar estresse fisiológico. Esta diretriz estabelece limites que
consideram apenas os efeitos agudos, altos níveis de radiações
eletromagnéticas não ionizantes e de curta duração (efeitos térmicos),
desconsiderando, portanto, os efeitos crônicos de baixos níveis e de longa
duração (efeitos não térmicos).
Lakimenko et al. reproduziram os efeitos atérmicos das radiações
emitidas por estações radiobase em células, utilizando radiofrequências de
baixa intensidade, por um longo período de exposição, demonstrando aumento
da desnaturação protéica de diversas proteínas citoplasmáticas, aumento da
formação de espécies reativas de oxigênio, aumento de Ca 2+ intracelular, dano
ao DNA e inibição da reparação do DNA, alterações que podem gerar
distúrbios metabólicos. O estudo concluiu que é equivocado relacionar os
danos causados por essa radiação apenas ao fator térmico. Outros efeitos
decorrentes da exposição às radiações eletromagnéticas não ionizantes de
telefonia celular, tais como neoplasias (ovário, mama, pulmão), distúrbio do
sono, cefaléia, infertilidade, dentre outros são relatados na literatura.
No entanto, há alguns estudos que não relatam efeitos à saúde em
populações expostas a radiações eletromagnéticas não ionizantes. Blettner et
al não encontraram associação entre morar próximo de uma estação radiobase
e aumento da incidência de câncer, concluindo que as emissões de radiações
eletromagnéticas não ionizantes não estavam relacionadas com efeitos
adversos para a saúde. Saravi  afirma que os dados não sugerem que as
radiações eletromagnéticas não ionizantes de estações radiobase de telefonia
celular apresentem riscos para saúde, embora considere que mesmo que os
resultados existentes sejam conflitantes, parece clara a necessidade de
realização de novos estudos desta e de outras fontes eletromagnéticas como
as de rádio e de televisão.
Constata-se, no entanto, que a ligação entre exposição às radiações
eletromagnéticas não ionizantes e o crescimento da ocorrência de danos à
saúde humana é um tema questionável, precisando de melhor busca
epidemiológica. Nessa perspectiva, em resposta à preocupação pública e
governamental, a Organização Mundial da Saúde (OMS) desenvolveu um
projeto em 1996 para avaliar a evidência científica de possíveis efeitos
adversos para a saúde, relacionados com as radiações eletromagnéticas não
ionizantes. Em 2011, a OMS se posicionou quando a International Agency for
Research on Cancer (IARC)  classificou a exposição às radiofrequências como
pertencente ao grupo 2B, ou seja, categoria que classifica os agentes em
possível carcinogênico. Diante do exposto, o objetivo do presente estudo foi
investigar a associação entre exposição à radiação eletromagnética não
ionizante de estações radiobase de telefonia celular e sintomas psiquiátricos.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Percebendo cada vez mais essa tendência no mundo como um todo o
crescimento da tecnologia e se tornando parte fundamental do nosso cotidiano,
novos equipamentos sendo obtido a cada segundo, é indiscutível que a
emissão de ondas eletromagnéticas só tende a crescer nos próximos anos.
Sendo assim, é inquestionável, visando o trabalho feito, que as ondas
eletromagnéticas emitidas pelos aparelhos elétricos, às torres de alta tensão,
as torres de telefonia móvel poluem o ambiente. Porem, embora existam ainda
falhas no conhecimento cientifico, a conclusão geral é que ainda não se
comprovaram efeitos relevantes e coerentes.
Entretanto, por meio de estudos foi possível comprovar que nem mesmo
dentro das residências se está livre da poluição eletromagnética proveniente de
aparelhos utilizados a todo o momento. Da mesma forma, continuamente, de
forma voluntária, o organismo humano absolve pulsos eletromagnéticos, em
forma de microondas, advindos do uso constante dos aparelhos celulares.
Há pessoas, cujo organismo se demonstra mais sensível à exposição às
ondas eletromagnéticas e, portanto, convivem com a poluição advinda das
torres de alta tensão e radio-bases, e, portanto, acabam por desenvolver
determinados tipos de doenças.
No entanto, muito ainda devem-se avançar quando o assunto são os
estudos e pesquisas sobre os malefícios provocados pelas ondas
eletromagnéticas. Diversos estudos foram desenvolvidos ao longo dos anos,
mas poucas respostas concretas foram encontradas.

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