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TRABALHO E ENERGIA - O LADO FÍSICO


Publicada em 22/05/2008

O conceito de energia, embora esta palavra seja muito


difundida no nosso cotidiano, não é concretamente definido
pelos físicos. O que é concreto e importante são as
associações da grandeza energia com outras grandezas,
inclusive com a grandeza trabalho. Para isso, faremos uma
breve revisão sobre o que é trabalho numa perspectiva física.

Trabalho: A idéia intuitiva que temos de trabalho estabelece relação com a realização de tarefas no
dia-a-dia. No entanto, esta grandeza, do ponto de vista físico, se associa a forças, e nunca a corpos.

Trabalho de uma força constante: O trabalho de uma força (W) constante pode ser calculado
multiplicando o deslocamento que ela causa a um corpo (d) pela sua intensidade (F). Assim, temos
que:

W = F.d
Dicas:

 A fórmula acima se aplica aos casos em que a força é paralela ao deslocamento e tem o mesmo
sentido dele.

 Se a força resultante possuir sentido contrário ao deslocamento, o seu trabalho será negativo:
W = - F.d.

 Quando o trabalho está a favor do deslocamento (W > 0), ele é chamado de trabalho motor;
quando ele está contra (W< 0), é chamado de trabalho resistente.

 O trabalho é uma grandeza escalar e depende da trajetória considerada.

 No SI, a unidade de medida do trabalho é o joule (J), que equivale ao newton vezes o metro
(N.m). Outras unidades de trabalho é o quilowatt-hora e o elétron-volt. Observe as relações:

1 kWh = 3,6 . 106 J


1 eV = 1,6 . 10-19 J

Trabalho da força peso: A partir da própria definição de trabalho, podemos obter o trabalho da
força peso. Se o trabalho de uma força (nesse caso, o peso) é igual a sua intensidade (P) multiplicada
pelo seu deslocamento (nesse caso, a altura), temos:

W = P. h ou W = - P.h
Se o corpo for atirado para cima, o trabalho será resistente (W < 0); se o corpo estiver caindo, o
trabalho será motor (W > 0).

Trabalho da força elástica: O trabalho da força elástica não pode ser calculado com base na
definição acima de trabalho. Isso ocorre, porque a força elástica (Felast = k . x) não é uma força

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constante; ela varia com a deformação da mola. Para obter a fórmula de tal trabalho, devemos
analisar graficamente a força elástica em função do deslocamento da mola.

Assim, resumidamente, podemos dizer que o trabalho da força elástica corresponde à área do
triangulo (A = b.h/2). Como a base do triângulo corresponde a x (deformação da mola) e a sua altura
corresponde à força elástica (k.x), temos:

W=A W= x.k.x W = k . x2
2 2
Energia cinética: A energia cinética está associada ao movimento dos corpos. Podemos obter a
fórmula da energia cinética com base na segunda lei de Newton (FR = m.a) e na equação de
Torricelli (VB2 = VA2 + 2.a.d). O resultado final é:

EC = m . v 2
2
 Assim como o trabalho, a unidade de medida da energia, no SI, é o joule (J).

Energia potencial: Como já foi dito acima, a energia cinética é a energia de movimento. Contudo,
um corpo que não possui movmivento também pode possuir energia. Considerando a atuação de uma
força vertical para cima (contrária ao peso) num corpo, deslocando-o da posição A de repouso até a
altura máxima atingida (posição B), concluímos que, nessa altura máxima, o corpo não possui
energia cinética (VB = 0), já que sua velocidade será nula. Ainda assim, se este corpo cair, ele
realizará trabalho, adquirindo energia cinética. Chamamos de energia potencial essa energia capaz
de produzir movimento num corpo, transformando-se em energia cinética. Nesse caso, relativo à
queda dos corpos, a energia potencial é chamada de energia potencial gravitacional e pode ser
calculada pela mesma fórmula do trabalho do peso:

EP.grav = P . h = m . g . h

De modo análogo, ao aplicarmos uma força numa mola com constante elástica k, onde está preso um
corpo de massa m, provocamos nela uma deformação x, que é igual ao deslocamento da posição
inicial à posição final. Nessa posição final de repouso, a mola não possui energia cinética (V = 0),
mas se nós a saltarmos, ela realizará trabalho. Então, classificamos essa energia, que pode se

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transformar em energia cinética, realizando trabalho, de energia potencial elástica. A fórmula da


energia potencial elástica é igual à do trabalho da força elástica:

EP.elas = k . x2
2
Aqui, apresentamos associações da energia potencial e da energia cinética, voltadas para o estudo da
mecânica. A energia mecânica é igual à soma da energia potencial com a energia cinética. (Emec.=
Ec + Ep). Segundo a conservação de energia mecânica, temos que a energia mecânica, livre da
ação de forças dissipativas, sempre permanece constante, pois a energia cinética e a potencial estão
sempre se transformando. Existem muitos outros tipos de energia indispensáveis ao funcionamento
da vida e das bases da nossa cultura e sociedade, como por exemplo, a energia solar, a térmica, a
elétrica...
O princípio da conservação de energia, em geral, afirma que a energia está em constante
transformação. Assim, o surgimento de um tipo de energia acarreta o desaparecimento de outro
proporcionalmente.

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