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EFLORESCÊNCIA.

SAIBA TUDO SOBRE


ESTA PATOLOGIA.
Bem-vindo.
Preparamos para você
um conteúdo especial
sobre eflorescências.

Em geral, buscamos que a obra apresente resistência


a tensões mecânicas e agentes externos e, ao mesmo tempo,
que sejam duráveis ao longo do tempo.

Em construções de tijolo, em particular, buscamos a solidez,


inalterabilidade, durabilidade e beleza, qualidades que são
normalmente alcançadas com êxito.

Eis que às vezes surgem as eflorescências, agredindo


não somente a parte estética mas também algumas
características físicas como resistência e durabilidade.

O termo eflorescência pode não soar tão familiar,


mas certamente você já deve ter visto várias manifestações
dessa patologia por aí, pois elas estão em toda parte.
É só dar uma volta pela cidade para encontrá-las
em diferentes tipos de superfícies.

Se você apenas ouviu falar sobre a eflorescência,


mas ainda ficaram dúvidas, acompanhe todo o conteúdo
que separamos neste documento e fique saiba como
resolver essa patologia muito comum.

E se você é da área da construção civil e lida com esse


problema no seu dia a dia, este artigo também é para você.

Para ficar mais didático, separamos o nosso assunto em partes.


Primeiro, vamos falar sobre o próprio conceito de eflorescência
de uma maneira simples. Mas, para aqueles que quiserem
se aprofundar, vamos explicar todo o processo e as reações
químicas que provocam o surgimento da patologia.
Depois, esclareceremos algumas confusões comuns entre
eflorescências e carbonatação e lixiviação.

Os próximos tópicos serão dedicados para entender


os fatores causadores da patologia e como acabar com ela.
Por fim, você verá com exclusividade exemplos
de eflorescências em vários tipos de substratos e,
ao visualizar a foto, poderá entender melhor ainda!

Então, aproveite essa oportunidade e fique sabendo


tudo sobre as eflorescências.

02
Índice

pág.
04 O QUE É EFLORESCÊNCIA?
Saiba como identificar facilmente.

pág.
05 SOB O PONTO DE VISTA TÉCNICO.
Na prática, o que ocorre quimicamente.

pág.
07 EFLORESCÊNCIA OU CARBONATAÇÃO?
EFLORESCÊNCIA OU LIXIVIAÇÃO?
Quais as caracteríscias que as diferenciam.

pág.
10 FATORES PARA O SURGIMENTO DA EFLORESCÊNCIA.
Principais motivos que causam esta patologia.

pág.
12 COMO ACABAR COM A EFLORESCÊNCIA?
Ações práticas no combate à eflorescência.

pág.
13 SURGIMENTO DE EFLORESCÊNCIAS
Eflorescência em concreto
Eflorescência em pintura
Eflorescência em alvenaria
Eflorescência em tijolo cerâmico
Eflorescência em fachada
Eflorescência em revestimento
Eflorescência em rejuntes pisos
Eflorescência em piscina
Eflorescência em parede

pág.
36 O USO DO PRODUTO CORRETO.
A escolha do produto ideal é fundamental para
o fim de problemas causados pela eflorescência.

pág.
41 ACESSE NOSSOS CANAIS DE RELACIONAMENTO
Entre em contato com a Blok e acompanhe
todos os nossos conteúdos especiais.

03
Introdução
O que é
eflorescência?
Sabe aquelas manchas esbranquiçadas e com aspecto
escorrido nas superfícies, muito comuns e facilmente
identificadas quando observamos construções?

De uma maneira simplificada, as eflorescências são


depósitos cristalinos de cor esbranquiçada que surgem
na superfície do revestimento por meio de reações químicas.

Esses depósitos são formados quando os sais solúveis


são transportados pela água utilizada na construção
ou até vinda por infiltração que, em contato com o ar,
solidifica-se e formam-se os depósitos esbranquiçados.
Mas, para você entender porque elas aparecem,
vamos nos aprofundar mais um pouco.

Nesta imagem você pode observar


claramente o aspecto esbranquiçado
causado pelo surgimento de
eflorescências, processo cujo sintoma
é muito visível em diversos pontos
da superfície exterior de fachadas.

04
A eflorescência sob
o ponto de vista técnico
Na prática, o que
ocorre quimicamente.
Vimos que as eflorescências são depósitos esbranquiçados
que se formam quando o substrato em contato com a água,
mas como se dá este processo?

Em primeiro lugar, temos que entender que a principal causa


das eflorescências nas alvenarias é a presença da cal livre em
quaisquer substratos que levam cimento na composição,
como argamassas de assentamento, de encunhamento lateral,
reboco, chapisco e blocos de concreto.

Isso porque o cimento contém os compostos químicos


hidróxidos de cálcio e hidróxidos de magnésio, que ao
reagirem com o gás carbônico do ar, transformam-se na cal
livre, processo chamado de carbonatação. A reação química
que explica isso é a chamada “cura da Cal Livre”, que pode ser:

CARBONATAÇÃO DO HIDRÓXIDO DE CÁLCIO


Hidróxido de Cálcio + Gás Carbônico do Ar → Carbonato de Cálcio (ou “Cal Livre”) + Água

ou

CARBONATAÇÃO DO HIDRÓXIDO DE MAGNÉSIO


Hidróxido de Magnésio + Gás Carbônico do Ar → Carbonato de Magnésio (ou “Cal Livre”) + Água

05
Então, a condição inicial para que a eflorescência apareça
é a existência da cal livre e ela é encontrada em tudo
que leva cimento. Por isso, é bom ficar atento porque
o leque de superfícies que podem ser afetadas por essa
patologia é enorme, embora haja algumas prevalências
que vamos explicar mais pra frente.

Assim, quando a cal livre entra em contato com a água,


seja ela proveniente de chuvas seja de empoçamentos,
lavagens ou quaisquer outras fontes, ocorre a dissolução
da cal livre. Essa solução, por conta de diferentes níveis
de concentração do sal, migra, através de processo
osmótico, para a superfície e a evaporação da água
resulta na formação dos depósitos salinos esbranquiçados,
a chamada eflorescência. Foi fácil, não foi?

Agora vamos entender outros processos que, muitas vezes,


as pessoas confundem com eflorescência, mas não são
a mesma coisa, embora exista relação entre eles.

Para esclarecer as confusões e sanar as dúvidas,


leia os próximos tópicos.

06
Eflorescência
ou carbonatação?
Quais as caracteríscias
que as diferenciam.
Já que conversamos um pouco sobre a eflorescência,
que tal saber um pouco mais sobre a carbonatação,
que já falamos anteriormente através das equações químicas?

Mostramos que os hidróxidos de cálcio ou magnésio presentes


dentro do concreto ou ainda que tenham sido lixiviados
até a sua superfície sofrem um processo quando reagem
com o gás carbônico do ar, formando os carbonatos de cálcio
ou magnésio, sais solúveis em água.

No caso do concreto, que apresenta elevado pH (alcalino),


essa reação faz baixar significativamente seu pH,
tornando-o mais ácido, deixando as armaduras mais
expostas e suscetíveis à corrosão.

Depois dos hidróxidos de cálcio ou magnésio reagirem


com o CO2 do ar, precipitam-se os carbonatos, Ca(CO)3
ou Mg(CO)3 e uma camada com alcalinidade
menor da área que não sofreu a reação é formada.

Assim, a carbonatação avança de fora pra dentro do concreto


e quando atinge a profundidade das armaduras (ferragens),
o processo corrosivo se inicia. Os primeiros sinais
da carbonatação manifestam-se por depósitos brancos
na superfície do concreto e ficam mais evidentes quando
surgem fissuras e desplacamento da camada de recobrimento.

Além do processo corrosivo que as ferragens do concreto


sofrerão, com o passar dos anos, ocorrerá uma expansão
volumétrica do ponto afetado, aumentando o tamanho
da trinca, gretagem ou “bicheira”, o que contribuirá
para a degradação do concreto. Se quiser saber mais,
continue lendo para fazermos uma análise química sobre isso.

07
Quando pensamos em peso molecular, temos:

Ca(OH)2 = 74 gramas/mol
Ca(CO)3 = 100 gramas/mol

Isto quer dizer que quando o hidróxido de cálcio reage com


o gás carbônico, pela reação de carbonatação, tendo como
resultado o carbonato de cálcio, podemos notar um aumento
de mais de 35% de massa e, consequentemente, no volume.

Como dois corpos não ocupam ao mesmo tempo o mesmo


lugar no espaço, ocorrerão sucessivas microexpansões
no concreto neste local, levando à degradação do sistema.

Você já deve ter visto o concreto sofrendo esse processo de


corrosão, pois é muito comum, mas saiba que a prevenção é
muito simples! A carbonatação do concreto é mais frequente
em regiões com umidade relativa do ar e temperaturas mais
elevadas, regiões com alta concentração de CO2, entre outros
fatores e é agravada conforme a maior incidência deles.

Concluímos que, se feita da maneira correta,


a impermeabilização ajuda no combate à carbonatação
e ao processo corrosivo das armaduras do concreto,
pois manter a camada de cobrimento íntegra
e com baixa permeabilidade e, consequentemente,
alta alcalinidade, promove melhor proteção para
as armaduras contra a corrosão.

08
Eflorescência
ou lixiviação?
Quais as caracteríscias
que as diferenciam.

Lixiviação: o que ela tem a ver com eflorescência?


Você pode até desconhecer esse termo, mas tenho certeza
que sabe do que estou falando! A lixiviação faz parte
do processo do surgimento da eflorescência, porque consiste
no acúmulo de hidróxido de cálcio na superfície.

Mas, como isso acontece? A lixiviação é o fenômeno de entrada


de água dentro do concreto, dissolvendo o Ca(OH)2 e Mg(OH)2,
presentes no cimento, e trazendo-os até a superfície.

Quando na superfície, os hidróxidos de cálcio e magnésio


reagem com o CO2 do ar, sofrendo a reação de carbonatação,
transformando-se nos sais, que com a evaporação da água,
formam-se as manchas brancas que chamamos
de eflorescência. Ou seja, a lixiviação torna possível
a ocorrência das eflorescências.

Além disso, a entrada de água pelo concreto, a lixiviação,


pode ocasionar problemas mais sérios para as peças de
concreto, como redução da resistência mecânica por conta
da perda de sólidos no concreto, além de abrir caminhos para
a entrada de substâncias nocivas às armaduras e ao próprio
concreto. Portanto, a entrada de água pelo concreto pode
provocar falhas de concretagem (“bicheiras”), trincas, gretagem,
aberturas causadas pela falta de hidratação no processo de cura,
levando a uma perda de massa, oxidação das ferrugens
e futuras perdas de propriedades mecânicas.

Parou para pensar que se evitarmos a ocorrência de lixiviação


nos concretos também estaremos prevenindo o aparecimento
da eflorescência? Isso porque sem os hidróxidos na superfície,
a reação de carbonatação não é possível e assim, não se formam
os sais, essenciais para o surgimento das eflorescências.

Se evitarmos a E como criar uma barreira para que não aconteça o processo
ocorrência de lixiviação de lixiviação? Para ocorrer a dissolução dos sais, é necessário
que o concreto tenha contato com água, portanto,
nos concretos também evitar a penetração da água já é suficiente para bloquear
estaremos prevenindo o desenvolvimento do processo, evitando também,
o aparecimento consequentemente, as eflorescências. E como impedir a
passagem de água, você sabe, né? Não tem segredo: é só
da eflorescência
impermeabilizar da forma correta, como você verá mais à frente.

09
Fatores para
o surgimento
da eflorescência
Principais motivos que
causam esta patologia.

Já deu para entender quais os fatores que causam


Enquanto não o surgimento da eflorescência, mas agora, vou resumir tudo
neste tópico para ficar mais fácil de entender.
cessar a passagem
de umidade e o Como a eflorescência surge por conta da dissolução dos sais
contato com a água, em água, que ao evaporar, formam os depósitos esbranquiçados,
o surgimento de concorda que impedir o contato da água com a superfície
evitaria essa patologia?
eflorescências
permanecerá. Se não tem água disponível, os sais não vão se dissolver e,
portanto, não surgirão os depósitos salinos e as manchas
esbranquiçadas. É tão simples assim? Sim!

Por incrível que pareça, impedir o contato da água ou umidade


na superfície evita a eflorescência.

Mas, se você já ouviu falar que existem outras causas,


vamos explicar um pouco sobre as mais conhecidas,
mas observe que em todas elas, o problema está muito
relacionado com o contato da superfície com a água ou umidade:

Excesso de água:
uma maior quantidade de água em contato com o substrato
facilita o transporte dos sais até a superfície;

Materiais com alto teor de sais solúveis:


materiais que apresentam em sua composição mais hidróxidos
de cálcio e magnésio têm maior probabilidade de desenvolverem
eflorescência. Por isso, é mais recomendado o uso de cimentos CP
III e CP IV, os quais possuem menor concentração de hidróxidos,
diminuindo a ocorrência da patologia;

Ambiente quente e úmido:


a umidade é vapor de água, que pode penetrar pela superfície,
tornando possível a dissolução dos sais e a temperatura elevada
funciona como um catalisador para acelerar as reações;
Impurezas na areia: se a areia utilizada no preparo do concreto
tiver impurezas, pode tornar o material mais poroso, o que facilita
o transporte dos sais solúveis pela água;

10
Fissuras no rejuntamento:
as fissuras no rejunte são espaços que vazios que facilitam
a penetração da água no concreto, tornando a eflorescência
mais provável. Por isso, é importante cobrir qualquer fresta
o mais rápido possível.

Juntas de dilatação:
assim como em fissuras no rejuntamento, se houverem
falhas na selagem de juntas de dilatação ou selagens
comprometidas por falta de manutenção, ocorrerão
infiltrações. Então, selagem de juntas de dilatação
também são super importantes.

Esses foram alguns exemplos de fatores causadores das


eflorescências, mas existem muitos outros, pois tudo que
facilita o contato de água com o material pode ser um fator
determinante para o surgimento da patologia. Por isso,
enquanto não cessar a passagem de umidade e o contato
com a água, o surgimento de eflorescências permanecerá.

Então, para bloquear a passagem de água


ou umidade para um substrato, nada melhor do que
utilizar um impermeabilizante adequado.

11
Como acabar com
a eflorescência?
Ações práticas no
combate à eflorescência.

Como falamos, o melhor a se fazer é impermeabilizar a superfície


que está suscetível ao surgimento de eflorescência, isto é,
materiais que contêm hidróxidos de cálcio e magnésio na
composição, como argamassas, blocos cerâmicos e de concreto,
rejuntamentos e pisos.

Ao evitar a passagem de água ou umidade, quebra-se desde o


início todo o processo de formação da patologia. Então,
impermeabilizar, além de ser um procedimento muito simples,
ajuda também na limpeza e conservação do material, mantendo
a estética impecável e com baixa demanda de manutenção.

Pensando nisso, a Blok desenvolveu inúmeros


impermeabilizantes que são muito recomendados para evitar
o surgimento de eflorescências, além de contribuírem para
uma limpeza mais fácil, conservação duradoura e baixos custos
de manutenção. Por isso, evitar essa patologia é mais simples
do que você imaginava, não é mesmo?

Mas, e se você não fez a impermeabilização da maneira correta


e apareceram as tais manchas brancas?
E agora? Será que tem solução?
Fique tranquilo, você vai saber que sim.

A Blok saiu à frente e também pensou em como solucionar


as áreas já afetadas pelas eflorescências. Quer saber como?

Blok Eflohard é um produto de ação imediata no combate


à eflorescência presentes nas argamassas e concreto,
pois é um conversor que reage com a cal livre presentes
nos substratos afetados, transformando as eflorescências
em compostos endurecidos, eliminando a patologia.

É bom deixar claro que, ao utilizar Blok Eflohard, as


eflorescências vão sumir, mas se continuar existindo contato
com água ou umidade e a superfície não estiver
impermeabilizada, o surgimento de eflorescências permanecerá.

E se as eflorescências não forem convertidas com o produto


certo, patologias mais sérias poderão aparecer. Por isso,
indicamos fortemente aplicar um impermeabilizante adequado o
quanto antes para evitar ter que lidar com esse problema, certo?

12
Surgimento
de eflorescência.
Confira alguns exemplos
e veja se seu caso se
encaixa em algum deles:
Separamos alguns exemplos de eflorescências em construções.
No decorrer do conteúdo que apresentaremos a seguir, observe
que elas estão em toda parte e que são facilmente identificadas
em diversos tipos de substratos.

Repare também o estrago estético que elas trazem,


deteriorando e degradando o material.

Lógico que cada caso deve ser analisado e tratado considerando


suas especificidades, mas aqui você vai ter uma boa noção
de como essa patologia tão comum se manifesta em diversos
tipos de revestimentos.

13
Eflorescência
em concreto.
Como o bloco de concreto tem uma composição química
que se aproxima muito mais da argamassa de assentamento,
a migração dos compostos químicos para os blocos é menor,
o que indica que a probabilidade de ocorrer eflorescências em
blocos cerâmicos é muito maior. Apesar disso, há muitos casos
de eflorescência em blocos de concreto, manifestando de maneira
muito acelerada e intensa. É o que veremos a seguir.

Nessa imagem, temos um assentamento de alvenaria com


argamassa base cimento e areia. Esta argamassa é rica em cimento,
o que faz que ela tenha mais cal livre do que o próprio bloco de
concreto, estando mais suscetível à ocorrência da patologia.

Vemos aqui um exemplo clássico em que a argamassa de


assentamento está fornecendo cal livre para o bloco de concreto e,
ao seu lado esquerdo, nota-se uma degradação da argamassa de
assentamento. É possível verificar que existe uma falha do sistema
de impermeabilização e já está até passando barro pelos pontos
onde a argamassa mais se degradou.

Podemos observar também que os formatos das eflorescências


sempre culminam próximos à argamassa de assentamento e,
em alguns blocos, se direcionando mais para o centro.
Logicamente, é uma prova de que a eflorescência sempre parte da
argamassa de assentamento para o interior da parede do bloco.

Eflorescência em
bloco de concreto.

14
Eflorescência em bloco
Concreto através de pintura.

Acima, temos uma alvenaria feita com bloco de concreto com


uma argamassa rica em cimento. A eflorescência saiu da
argamassa de assentamento e de encunhamento lateral,
passou para dentro do bloco e atravessou a pintura acrílica,
de cor terracota, conseguindo fazer microfuros e ultrapassar
a pintura. Em alguns pontos ela já degradou a pintura
e a camada mais superficial do bloco, deixando-o mais rústico
do que o normal porque está ocorrendo uma perda de massa
do bloco de concreto. Isto prova que a eflorescência pode
ultrapassar inclusive a pintura, desplacando-a ou não.

15
Novamente, temos uma alvenaria feita com bloco
de concreto com uma argamassa rica em cimento.
Esta argamassa submetida a condições de umidade está
solubilizando a cal livre (hidróxido de cálcio e hidróxido
de magnésio), transmitindo em todos os sentidos para
os blocos de concreto. Vemos também um acúmulo dos
carbonatos de cálcio e magnésio, que seriam os produtos
curados dos hidróxidos, os quais foram lixiviados
e solubilizados pela passagem de água de dentro para
fora. Também é possível verificar o início da degradação
da composição química da argamassa de assentamento
e encunhamento lateral, já aparecendo falhas e furos
na superfície delas.

Eflorescência em bloco
de concreto e argamassa
de assentamento
e encunhamento lateral

16
Eflorescência
em bloco concreto.

Nesta imagem, podemos observar uma alvenaria construída


com blocos de concreto com uma argamassa rica em cimento,
umidade pelo lado interno da construção e passagem
de umidade carregando, através das falhas nas argamassas
de assentamento e encunhamento lateral, e trazendo o barro
para a superfície nas juntas de dilatação, principalmente
à esquerda da foto e em alguns pontos à direita.

A eflorescência está demarcada, principalmente, nos blocos das


suas extremidades para o centro, demonstrando que argamassa
de assentamento e encunhamento lateral está fornecendo
hidróxidos de cálcio e magnésio, os quais estão entrando nos
capilares dos blocos, saindo até a superfície e, por consequência,
após a carbonatação, formam-se sais puros de carbonatos
de cálcio e magnésio, na cor branca, pois todos os carbonatos
do grupo 2A da tabela periódica formam sais brancos.

17
Neste próximo exemplo temos uma alvenaria feita
com bloco de concreto com uma argamassa rica em
cimento, pintada com tinta acrílica, tendo a umidade
passando de dentro para fora. A umidade passou, lixiviou,
solubilizou o hidróxido de cálcio e hidróxido de magnésio,
presentes dentro da argamassa de assentamento,
que doou para os blocos. Esse excesso de hidróxido
de cálcio e magnésio, com o aumento da alcalinidade
interna, conseguiu fazer microfuros na pintura, atingindo
a superfície dos blocos, e ao entrar em contato com o gás
carbônico do ar, por meio da reação de “cura da cal livre”,
formam-se os sais e, consequentemente, a eflorescência,
dando início à degradação do ambiente construído.

Eflorescência em bloco
de concreto em alvenaria estrutural.

18
Eflorescência em bloco de
concreto através de pintura acrílica.

O exemplo acima mostra a eflorescência em um


rodapé de alvenaria em bloco de concreto, que possui
uma falha de impermeabilização da base. Além disso,
podemos evidenciar uma segunda patologia da
eflorescência, com os sais atravessando a pintura
acrílica e carbonatando sobre a sua superfície.

Diante dos exemplos demonstrados sobre


eflorescências em alvenarias feitas com blocos de
concreto, temos de levar em consideração que a
presença de umidade vindo de dentro para fora, além
de causar um dano estético ao ambiente construído,
também está causando uma patologia mais grave,
que é a degradação da argamassa de assentamento
e encunhamento lateral assim como a degradação
dos blocos de concreto, havendo perda de massa
em ambos os casos.

Além disso, nos próximos anos, teremos a manifestação


de um comprometimento cada vez maior das
estruturas, pois as ferragens que estão dentro dos
blocos de concreto, nos pontos de graute tanto na
vertical quanto nas canaletas horizontais, sofrerão
maior oxidação, aumentando seu volume uma vez que
a ferrugem tem um peso molecular maior que o ferro
contido no aço. Portanto, com maior peso molecular
e maior volume, a ferragem vai se expandir, o que vai
acabar expandindo a massa concretícia e, por fim
ocorrerá a expansão das paredes do blocos, levando
a uma degradação da alvenaria.

19
Eflorescência
em pintura.
Note na imagem ao lado a massa corrida se desplacando
do bloco e da argamassa por presença de eflorescências.
Neste caso, a massa corrida recebeu pintura que,
obviamente, também acabou saindo com a massa
corrida por conta do ataque da eflorescência.

Acima, eflorescência em revestimento


com massa corrida e pintura.

Desplacamento de pintura
por ataque da eflorescência.

Na foto acima podemos evidenciar a eflorescência


causando o desplacamento da tinta acrílica que está
aplicada sobre um bloco de concreto.

20
Eflorescência em alvenaria
de tijolo cerâmico e acabamento
com resina acrílica.

Nesta imagem, é possível verificar alguns efeitos que


a eflorescência causou na alvenaria de tijolo cerâmico.
Os problemas identificados nesta foto são: início de
perda de massa cimentícia da argamassa na vertical,
de desplacamento da argamassa com o bloco e uma
falha coesiva da argamassa.

Nesta foto, temos um canto de uma parede de alvenaria,


que sofreu o ataque das eflorescências, sendo expulso do
restante da massa cerâmica do bloco cerâmico estrutural.
Assim, houve perda de parede do bloco, causada pela
patologia e que, se não tratada o mais rápido possível,
problemas estruturais graves surgirão.

21
Esta foto deixa bastante evidente o problema
do acúmulo de água logo acima da laje, na sua
canaleta ou na primeira camada de assentamento,
com o comprometimento bastante acelerado da
camada superficial do bloco. São quatro blocos,
aproximadamente, em que uma lâmina fina por
completo foi eliminada do bloco.

Aqui, temos um sistema construtivo totalmente


falho, que é notável uma falha de argamassa de
encunhamento lateral na alvenaria, o que leva a um
conforto acústico temerário. Também, é possível
observar alguns exemplos de eflorescências,
que se manifestam sobre a alvenaria e até por cima
do chapisco. Isso prova que a eflorescência,
além de sair da argamassa de assentamento,
passa para o bloco e ultrapassa até mesmo
a camada de chapisco aplicada sobre a alvenaria.

Eflorescência em alvenaria
estrutural de tijolo cerâmico
com chapisco.

22
Eflorescência
em tijolo cerâmico.

Ambas imagens
exibem de maneira
bastante clara,
que a eflorescência
está sendo gerada
na argamassa de
assentamento
e migrando para
o bloco cerâmico.

Muita gente diz que bloco cerâmico causa


eflorescência, mas essa foto pode provar que não é
assim que acontece. Na realidade, a eflorescência
é derivada de hidróxido de cálcio e hidróxido
de magnésio, principalmente, que saem de dentro
da argamassa de assentamento e encunhamento
lateral e migram para dentro do bloco cerâmico,
o que é bastante visível na imagem. Portanto,
a eflorescência sempre será proveniente
da argamassa de assentamento, não tendo nada
a ver com o bloco cerâmico. Alguns deles
dependendo do tipo de cerâmica, vão ter
mais ou menos afinidade pelo hidróxido de cálcio
e hidróxido de magnésio, que causam as
eflorescências da argamassa de assentamento.

23
Falha adesiva da argamassa
de encunhamento lateral
com o bloco cerâmico.

Aqui, podemos ver uma falha adesiva na


argamassa de assentamento na vertical, na parte
inferior com o bloco cerâmico. Também
verificamos nos blocos menos calcinados que a
presença interna da eflorescência nas camadas do
bloco já começam a causar um “pipocamento” na
superfície. Por uma questão expansiva, temos
uma pequena rachadura no meio do bloco se
iniciando e, por fim, à direita, uma deterioração da
argamassa, que está se dissolvendo aos poucos, o
que é visível pela falta de um pedaço dela.

24
Eflorescência em bloco cerâmico
sofrendo degradação pela eflorescência.

Esta foto é bastante didática. Verificamos no canto superior


esquerdo um ponto menos calcinado do bloco que já se
delaminou, pontos mais ao centro-esquerda com
pequenas manchas sobre a camada superficial do bloco,
as quais apresentam tonalidade mais clara, puxando para
o branco, ainda debaixo da camada superior de argila
do bloco. E, ainda outros pontos em que a força expansiva
já delaminou parte superficial do bloco cerâmico.
Ou seja, podemos notar o início da degradação por
completa do bloco cerâmico por conta da eflorescência.

Vemos um desgaste da
argamassa, pois para ter
causado a eflorescência nos
blocos, a argamassa teve que
perder massa. Também temos a
situação do bloco cerâmico, que
foi atacado pela eflorescência
da argamassa, ficando visível a
delaminação quase completa
do bloco e também uma
fragilidade maior na camada
subsequente à superfície do
bloco. Logicamente, após o
ataque da eflorescência, devido
à perda de massa da argamassa
de assentamento e
encunhamento lateral, as
argamassas ficam mais
expostas ao ataque das chuvas
ácidas, tão comuns em cidades
poluídas, deteriorando ainda
mais a construção.

25
Degradação acelerada de tijolo
cerâmico com eflorescência.

Temos a degradação bastante acelerada do bloco cerâmico


estrutural, causada pela eflorescência, que já desfez
totalmente a primeira camada do bloco, sendo este
constituído por quatro camadas, uma delas já foi extinta
pela patologia. As argamassas de assentamento também
apresentam sinais bastante claros de desgaste, pois está se
desfazendo e se tornando porosa. Por se tratar de um bloco
estrutural, note que a eflorescência atacou tanto o bloco,
que a estrutura da construção pode ficar comprometida.

A argamassa de assentamento do meio para baixo


totalmente degradada, já consumida ou eliminada da
superfície do encunhamento lateral dos blocos.
É uma falha de argamassa que pode ter sido eliminada
pela eflorescência, além de estar causando um
comprometimento da parede do bloco, que já começa
a se delaminar de uma forma muito acelerada.

26
Eflorescência
em fachada.
Esta imagem mostra uma fachada construída com
blocos cerâmicos estruturais, que apresenta pontos
de maior incidência de eflorescência, o que torna
os blocos com menor resistência, e, portanto,
mais porosos e sujeitos a ataques de chuvas ácidas.

27
Abaixo vemos uma fachada bastante atacada
pelas eflorescências, as argamassas de assentamento
e encunhamento lateral já perderam bastante massa
e ainda, é possível observar um bloco cerâmico cuja
parede já começou a se desprender do restante
da alvenaria. Futuramente, danos estruturais muito
intensos e graves aparecerão nessa construção.

Detalhamento
da fachada com
eflorescência
e alvenaria
degradada.

28
Eflorescência
em revestimento.
O ambiente construído na face interna de massa corrida
PVA aplicada diretamente sobre a alvenaria de blocos
cerâmicos e um processo de degradação através
da eflorescência tanto do bloco quanto da argamassa
de encunhamento lateral. A eflorescência, depois de
curada, forma os carbonatos de cálcio e magnésio, que
são os depósitos brancos visíveis nesta foto e também,
neste caso existe uma reação com a acidez do gesso.
Portanto, vemos uma camada bastante grossa de
eflorescência, que está levando a um desplacamento
da massa corrida aplicada como revestimento.

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Aqui, temos um sistema de revestimento único
industrializado com argamassa projetada, aplicada
sobre uma superfície de bloco cerâmico, com forte
incidência de eflorescência. É muito visível
o desplacamento completo da superfície em que foi
aplicada a argamassa de revestimento.

Nesta foto, conseguimos observar a massa corrida se


desplacando da alvenaria, com marcas de eflorescência
com cristais bastante longos e uma completa falta de
substrato para ancoragem da massa corrida após a
ocorrência da patologia.

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Falha adesiva de revestimento
de argamassa projetada
da alvenaria com eflorescência.

Com esta foto, conseguimos notar, em um único


ambiente construído, falta de capacitação da mão
de obra, despreparo, desrespeito às boas práticas
construtivas e pressa ao entregar a obra. Resultado:
a falta de argamassa de encunhamento lateral levou
a parede a um módulo de deformação muito alto,
por consequência, surgiram microfissuras e
desplacamentos, em cima de uma alvenaria que
existe nítidos sinais de eflorescências, que não foram
eliminados nem tratados quimicamente. O módulo
de deformação muito alto leva ao aparecimento
de microfissuras, que facilitam a penetração de água,
causando ainda mais eflorescências na alvenaria e,
consequentemente, levando a grandes proporções
de desplacamento na obra. Convém ressaltar que essa
parede já apresentava graves sinais de eflorescências
durante o seu processo de execução, que não foram
tratadas, agravando ainda mais a situação.

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Eflorescência em
rejuntes e pisos.
Esta foto comprova um sistema construtivo que não foi bem
pensado, pois há vários problemas que poderiam ter sido evitados.
O sistema construtivo em que estamos vendo está falhando,
pois existe uma impermeabilização da laje feita com manta
asfáltica, na sequência uma argamassa de regularização seguida
do assentamento das peças cerâmicas. Em primeiro lugar,
o sistema de rejuntamento falhou, porque não era um
rejuntamento impermeável e totalmente flexível, além de não
terem sido seguidas as juntas de dilatação necessárias ao piso.

Assim, a água penetra por uma falha do rejuntamento e acaba


saindo pelos pontos mais vulneráveis, onde ela tem maior facilidade
de saída. Ao sair, ela lava os hidróxidos de cálcio e magnésio livres
do cimento, que vão carbonatar depois, formando as manchas
calcárias sobre a peça cerâmica. No caso, são manchas temporárias
ou definitivas. Por isso, sempre que o sistema construtivo não for
bem pensado, as consequências são drásticas e inevitáveis.

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Eflorescência
em piscinas.
Este é um exemplo de uma piscina sofrendo o ataque
de eflorescência. Podemos observar que é o mesmo
caso de eflorescências no rejunte e piso, que disse
anteriormente. Basicamente, a água lava os hidróxidos
de cálcio e magnésio, que ao carbonatarem, formam-se
os sais, que se depositam sobre a superfície,
surgindo as manchas brancas que vemos na foto.

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Eflorescência
em paredes.
Na primeira imagem apresentada logo abaixo, vemos um bloco
cerâmico com suas camadas superficiais já bastante degradadas
e uma eflorescência latente, que causou o desplacamento do
revestimento, da massa corrida PVA.

Logo em seguida, a imagem mostra a eflorescência causando


uma delaminação do bloco cerâmico estrutural. Podemos notar
que a parede fica com a estética muito comprometida,
dando um aspecto envelhecido e com má conservação.

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Blok Eflohard é um conversor de eflorescência que reage
com a cal livre presente nas argamassas e concretos que,
ao transformar em compostos endurecidos, acaba com este
problema comum em diversas fases da obra.

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O que é?
Conversor de eflorescência que reage com a cal livre
presente nas argamassas e concretos que,
ao transformar em compostos endurecidos, acaba com
este problema comum em diversas fases da obra.

Onde aplicar?
Eflorescência presente nas argamassas,
concretos e alvenarias.

Campos de aplicação
Eflorescência em alvenaria estrutural ou de fechamento,
executada em bloco cerâmico, bloco de concreto e tijolos
maciços cerâmicos ou de concreto.
Eflorescência em argamassas de revestimento.

Características
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Baixa emissão de VOC.
Base água.
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Resultado em 48 horas após a aplicação.

Embalagem
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