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ENGENHARIA DE REQUISITOS

DOCENTE: Osvaldo Marinho dos Santos Neto


osvaldomsneto@gmail.com
AULA 03 – 29/02/2020

NEGOCIAÇÕES
É nesta fase que se dá a produção propriamente dita
do Documento de Especificação de Requisitos, assim como o
desenvolvimento inicial de uma matriz de necessidades,
planejamento e estimativa cronológica para tal especificação
inicial.
O QUE É UM DOCUMENTO DE REQUISITOS?

O documento de requisitos delimita o escopo do conjunto


de funcionalidades que um sistema deve prover, bem como
descreve os atributos de qualidade que devem ser
suportados.
O QUE É A ESPECIFICAÇÃO DE REQUISITOS?

A especificação de requisitos tem como objetivo obter


produtos de software de melhor qualidade que satisfaçam
às reais necessidades dos clientes dentro de prazo e
orçamento adequados.
QUAIS SÃO OS REQUISITOS DE UM SISTEMA?

Requisitos são, além de funções, objetivos, propriedades,


restrições que o sistema deve possuir para satisfazer
contratos, padrões ou especificações de acordo com o(s)
usuário(s). De forma mais geral um requisito é
uma condição necessária para satisfazer um objetivo.
APLICAÇÃO PRÁTICA:
CONTEXTUALIZAÇÃO DO PROBLEMA:
Visto que muitos alunos ingressantes (ou até mesmo
veteranos) possuem problemas para encontrar pessoas com
gostos em comum e pessoas com quem possam compartilhar
conhecimento, seja aprendendo ou ensinando algo,
enxergamos a possibilidade de desenvolver um aplicativo
mobile, onde podemos obter informações sobre gostos dos
alunos e coisas que eles gostariam de ensinar e/ou
aprender, permitindo assim que possamos sugerir pessoas
com base nas necessidades, ou seja, pessoas com hobbies
em comum,
pessoas que possam lhe ensinar algo ou até mesmo pessoas
as quais você possa ensinar algo, facilitando assim o
compartilhamento de conhecimento entre alunos e
permitindo que você encontre pessoas com objetivos
semelhantes aos seus.
O outro lado da moeda é que possuindo informações sobre
os interesses dos alunos, podemos permitir ao Núcleo de
Arte e Cultura (NAC) a conhecer melhor o perfil dos
estudantes, facilitando assim a geração de eventos com
base nos interesses desses alunos,
e ao mesmo tempo permitir que o NAC saiba que alunos
buscar na hora de, por exemplo, criar uma oficina de
desenho ou de instrumentos musicais.
Após conversar com os membros do NAC, foi decidido
expandir o escopo para incluir não só alunos, mas também
servidores, professores e ex-alunos, aumentando assim a
integração não só entre alunos, mas entre todos os
membros atuantes nos campus dos IFES.
DEFININDO O PROJETO:
O projeto MimAcher procura efetuar um cadastro de
participantes, de forma que seja possível combinar estes
participantes com outros que possuem interesses parecidos.
De um participante, deseja-se saber nome, telefone, e-mail,
fotografia, e com qual campus possui vinculo e
endereço(através do GPS).
Também devem ser registrados seus hobbies, o que querem
aprender e o que querem ensinar. De cada interesse,
deseja-se saber o que é (futebol, cinema, violão).
Para o participante cadastrado devem ser indicados outros
participantes que tenham hobbies e competências que combinem
com as do participante em questão. Estas combinações devem
ser divididas por tipo, isto é: pessoas com hobbies iguais,
pessoas que podem ensinar alguma coisa de interesse e pessoas
com interesse em alguma das áreas em que o participante pode
ensinar.
As combinações devem ser atualizadas à cada login do
participante no sistema. Os participantes devem ser
capazes de modificar ou excluir seus dados cadastrados a
qualquer momento.
O acesso ao sistema deve ser controlado por login e senha
pessoais para cada usuário. O login será o e-mail do
participante. Também deve haver um login especial para os
NAC de cada campus, onde este deve ter acesso à
relatórios gerados pelo sistema. O sistema é subdividido
em duas partes: mobile e web.
A parte mobile provê acesso às funcionalidades de
cadastro e combinação entre participantes, enquanto a
parte web dá acesso aos sistemas de emissão de relatórios.
Os participantes tem acesso apenas ao sistema mobile,
enquanto os NAC tem acesso apenas ao sistema Web.
De cada NAC, deseja-se saber o nome do representante,
telefone, a qual campus ele está vinculado e as áreas em que
ele atua. Devem ser gerados relatórios que estabeleçam perfis
para os participantes cadastrados e sobre a localização dos
participantes. Também deve ser possível encontrar participantes
com certa competência, para que ele possa ser buscado para
ajudar numa oficina ou caso do tipo.
EM TODOS OS TIPOS DE ESPECIFICAÇÃO HÁ
2 TIPOS DE REQUISITOS A CONSIDERAR:
Requisitos funcionais: descrevem as funcionalidades que se
espera que o sistema disponibilize, de uma forma completa
e consistente. É aquilo que o utilizador espera que o sistema
ofereça, atendendo aos propósitos para qual o sistema
será desenvolvido.
Regras de Negócio: são declarações sobre a forma da
empresa fazer negócio. Elas refletem políticas do negócio.
No processo de desenvolvimento de qualquer sistema,
a regra de negócio visa detalhar as funcionalidades
particulares do software.
Requisitos não-funcionais: referem-se a aspectos não-
funcionais do sistema, como restrições nas quais o sistema
deve operar ou propriedades emergentes do sistema.
Costumam ser classificados como: Utilidade, Confiança,
Desempenho, Suporte e Escalabilidade.
DIAGRAMAS PARA EXEMPLIFICAR O
DOMÍNIO
TEMOS AS SEGUINTES CLASSES:

• Participante: representa um usuário final do sistema, que


procura obter matchs com gostos parecidos;
• Item: representa uma área de interesse de um ou mais
participantes. A relação entre o participante e tal
competência pode ser de querer aprender, querer ensinar
ou hobbie;
• Campus: representa um campus do IFES. Cada participante
está ligado a um campus específico, e cada campus possui
um Núcleo de Arte e Cultura específico associado.
• NAC: representa o Núcleo de Arte e Cultura de um campus.
• Área de Atuação: representa as áreas de atividade de um
NAC. Por exemplo, o NAC da Serra atua nas rodas de
conversa e festas culturais.
DIAGRAMAS DE CASOS DE USO
RASTREABILIDADE DE REQUISITOS

As especificações dos requisitos se encontram na parte de


Especificação de Requisitos.
Pode-se também considerar os requisitos do domínio que,
tal como o nome indica, derivam do domínio e não de
necessidades específicas dos usuários, podendo depois ser
classificados como funcionais ou não-funcionais.
A documentação produzida poderá ter diferentes
destinatários visando diferentes objetivos. Podem-se
distinguir três tipos de especificação:
• especificação de requisitos do usuário ou utilizador;
• especificação de requisitos do sistema;
• especificação do design da aplicação.
A vantagem de conceber mais do que uma especificação para
um dado sistema é poder comunicar apenas a informação
adequada ao destinatário.
Por exemplo, enquanto nos requisitos do utilizador é feita
apenas uma abordagem de alto nível das funcionalidades
do sistema e suas restrições, usando linguagem natural e
eventualmente diagramas (esquemas),
nos requisitos do sistema, cada requisito é descrito com
muitos detalhes, introduzindo já alguns conceitos relativos à
arquitetura do sistema e fazendo uso de linguagens
estruturadas (notações gráficos como diagramas de casos
de uso).
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